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Inês Azevedo Silva (1ª efetiva) - Estudante de 4º ano do Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto - Presidente da Direção da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (atualmente) - Membro do Senado da Universidade do Porto (atualmente) - Membro do Conselho Coordenador do Modelo Educativo da Universidade do Porto (atualmente) - Membro do Conselho Consultivo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (atualmente) - Membro do Senado da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (atualmente) - Vice-Presidente da Direção da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (2017) - Vogal do Dep. Cultural e Recreativo da Direção da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (2016) - Presidente da Comissão Organizadora do V FMUP Music Fest (2016) - Participante nos Campeonatos Académicos do Porto - Basquetebol Feminino AEFMUP (2016/2017) Andreia Godinho (2ª efetiva) - Estudante do 4º ano do Mestrado Integrado em Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto - Presidente da Direção da Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (atualmente) - Membro do Senado da Universidade do Porto (atualmente) - Membro do Conselho Coordenador do Modelo Educativo da Universidade do Porto (atualmente) - Membro do Conselho Executivo do Instituto de Ciências Biomédicas e Salazar (atualmente) - Membro do Senado da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (atualmente)


- Vogal Departamento Pedagógico da Comissão de Curso 2014/20 (atualmente) - Representante Local do Grupo de Formação da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (2017) - Vogal do Departamento de Medicina da Direção da Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (2016/17) - Representante de ano na Comissão Pedagógica Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - Centro Hospitalar Porto (2016/17) - Coordenadora Local dos Estágios Nacionais da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (2016) - Vogal Departamento Cultural e Recreativo da Direção da Associação de Estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (2015/2016) Manuel Da Cruz (3º efetivo) - Licenciado, Mestre e Doutorando em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto - Co-fundador do grupo de poesia Trovadores - Co-fundador da Revista Alegre - Revista dos Estudantes de Letras - Antigo representante dos estudantes de licenciatura de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto Diogo Martins (4º efetivo) - Estudante de 5º ano do Mestrado Integrado em Engenharia Eletrotécnica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto - Director de Relações Externas do Núcleo IEEE na Universidade do Porto (atualmente) - Fundador do IEEE Power Energy Society na Universidade do Porto - Mobilidade na Universidade de Macau (2017) - Monitor Semana Profissão Engenheiro (2017 e 2018) - Monitor Mostra da Universidade do Porto - Voluntário na V.O.U Socorrer


Sara Tavares (1ª suplente) - Estudante de 4º ano do Mestrado Integrado em Medicina Dentária na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto - Vice-Presidente da Direção da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto nos mandatos 2016/2017 e 2017/2018 (atualmente) - Membro do Conselho de Representantes da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (atualmente) - Membro do Conselho Pedagógico da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (atualmente) - Vogal do Departamento de Política Educativa da Direção da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto no mandato (2015/2016). - Presidente da Comissão de Curso nos mandatos (2015/2016 e 2016/2017) - Membro da Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Estudantes de Medicina Dentária (2016 e 2017) Pedro Teixeira (2º suplente) - Membro do Conselho Pedagógico da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (2012 a 2016) - Coordenador do Departamento Cultural e Recreativo da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (2011/2012) - Colaborador da Comissão Organizadora da Queima das Fitas (2010/2012) - Vogal do Departamento Cultural e Recreativo da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (2010/2011) Filipe Sousa (3º suplente) - Estudante do 3º ano da Licenciatura em Economia na Faculdade de Economia da Universidade do Porto - Co-fundador e Presidente da UPrise Talent - Co-fundador e Presidente da Comissão de Finanças do Rotaract U. Porto (atualmente)


- Comissão Rotaract Training Camp da Representadoria Distrital do Rotaract Distrito 1970 2018/2019 - Comissão Eventos Distritais da Representadoria Distrital do Rotaract Distrito 1970 2018/2019 - Departamento de Recursos Humanos da Faculdade de Economia da Universidade do Porto Junior Consulting (2016/2018) - Presidente do Conselho Fiscal da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (atualmente) - Vencedor Prémio Cidadania Ativa da Universidade do Porto 2018 - Vice-Presidente do Conselho Fiscal da JADE Portugal (2017/2018) - Secretário da Mesa da Assembleia-Geral da Associação de Estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (2016/2017) - Programa de Prestação de Serviços na Central de Balanços do Banco de Portugal (2017) Carlos Daniel (4º suplente) - Estudante do 3º ano do curso de Desporto da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto - Tesoureiro da Contractile Associação Juvenil - Membro da Tuna Musicatta Contractile, da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto - Membro da Comissão Organizadora do IV Musicatta (2017) - Vice-Campeão Nacional Universitário de Floorbal 2017l pela Universidade do Porto


Preâmbulo A lista C reflete a diversidade das várias faculdades da UP, sendo constituída por elementos dos diferentes pólos estudantis, das mais variadas áreas de formação, com experiência não só no associativismo estudantil, como também no associativismo juvenil, que conhecem de perto as tuas preocupações e reivindicações. Da mesma forma que a Universidade transforma um estudante, o estudante é ele próprio um agente de transformação da Universidade. Assim, os estudantes assumem-se como força motriz que impele o desenvolvimento da Universidade, permitindo que esta se modernize e se adapte às mudanças de paradigmas. Deste modo, acreditamos que a Universidade não deve ser apenas um local de passagem ou a última etapa para o mundo do trabalho, deve, antes, ser o ponto de partida para uma vida ativa e participativa. Por isso, Ser estudante na UP é integrar um projeto em constante crescimento, na luta por uma universidade que promova cada vez mais a igualdade de oportunidades e a melhoria da qualidade da formação. Por tudo isto, acreditamos que é imprescindível ouvir os estudantes na primeira pessoa, pois só assim podemos representá-los e lutar pelos seus interesses. É nosso objetivo primordial a comunicação direta e transparente entre os estudantes e os seus representantes no CG, estimulando a sua inclusão e participação ativa em todo o trabalho desenvolvido. Deste modo, pretendemos criar uma plataforma de comunicação nas redes sociais, onde faremos publicações informativas sobre o Conselho Geral e as discussões tidas em sede do mesmo. Através desta mesma plataforma, os estudantes poderão enviar mensagens onde expõem as suas dúvidas e preocupações, e onde poderão estar em contacto directo com os seus representantes no CG. A Lista C pauta por uma representação abrangente, íntegra e competente! Conta Connosco!


O Conselho Geral Acreditamos que o primeiro passo de aproximação aos estudantes deverá ser informá-los acerca das competências do CG e a importância das suas decisões no dia-a-dia da UP. Deste modo, já iniciámos uma rúbrica na nossa pagina do facebook, que se denomina, “Sabias que o Conselho Geral da UP…?”

O Conselho Geral da Universidade do Porto é um dos três órgãos de governo da Fundação da Universidade do Porto. A sua composição e funções estão definidas nos Estatutos da UP, como podes consultar de seguida. Artigo 21.º Composição do Conselho Geral 1 — O Conselho Geral da Universidade do Porto é composto por vinte e três membros, assim distribuídos: a) Doze representantes dos professores e investigadores; b) Quatro representantes dos estudantes; c) Um representante do pessoal não docente e não investigador; d) Seis personalidades externas de reconhecido mérito, não pertencentes à Universidade do Porto, com conhecimentos e experiência relevantes para esta.


Artigo 23.º Eleição dos membros representantes dos estudantes 1 — A eleição dos representantes dos estudantes será por sufrágio direto e universal e pelo método de Hondt, em listas completas e abertas, cuja composição deverá traduzir a diversidade de áreas que compõem a Universidade do Porto. 2 — Cada lista deverá possuir quatro membros efetivos e um número igual de membros suplentes. Artigo 26.º Mandatos 1 — O mandato dos membros eleitos e cooptados é de quatro anos, exceto no caso dos estudantes em que é de dois anos. Artigo 28.º Competências do Conselho geral 1 — Compete ao conselho geral: a) Eleger o seu presidente, por maioria absoluta dos votos validamente expressos, de entre os seus membros externos; b) Propor ao governo o elenco de curadores da Universidade do Porto, ouvido o reitor; c) Aprovar o seu regulamento; d) Pronunciar-se sobre as alterações aos estatutos aprovados pelo n.º 1 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 96/2009, de 27 de Abril, e aprovar as alterações aos presentes estatutos nos termos dos números 2 a 4 do artigo 4.º; e) Organizar o procedimento de eleição e eleger o reitor, nos termos da lei, destes estatutos e de regulamento próprio; f) Apreciar os atos do reitor e do conselho de gestão; g) Nomear o gabinete de provedoria da Universidade, que incluirá o provedor do estudante, e aprovar o respetivo regulamento de funcionamento; h) Propor as iniciativas que considere necessárias ao bom funcionamento da instituição.


2 — Compete ao conselho geral, sob proposta do reitor: a) Aprovar os planos estratégicos de médio prazo e o plano de ação para o quadriénio do mandato do reitor; b) Aprovar as linhas gerais de orientação da instituição no plano científico, pedagógico, financeiro e patrimonial; c) Aprovar os planos estratégicos submetidos pelas unidades orgânicas; d) Aprovar o plano e o relatório de atividades anuais consolidados da Universidade do Porto; e) Aprovar o orçamento anual consolidado; f) Aprovar as contas anuais consolidadas, acompanhadas do parecer do Fiscal Único; g) Criar, transformar ou extinguir unidades orgânicas, sem que tal implique alteração dos presentes estatutos; h) Reconhecer a situação de crise de uma unidade orgânica que não possa ser superada no quadro da sua autonomia; i) Na sequência do reconhecimento constante da alínea anterior, retirar a capacidade de auto governo ou autonomia administrativa e/ou financeira pelo tempo estritamente necessário para repor a normalidade institucional; j) Nos casos excecionais de discordância entre o Reitor e o Conselho de Representantes de uma unidade orgânica quanto à nomeação do Diretor, a que alude o artigo 65.º, nº 5, indicar a personalidade a ser nomeada pelo Reitor; k) Fixar as propinas devidas pelos estudantes; l) Propor ao conselho de curadores a aquisição ou alienação de património imobiliário da Universidade do Porto, bem como as operações de crédito; m) Autorizar a criação ou a participação da Universidade do Porto nas entidades referidas no artigo 19.º; n) Pronunciar-se sobre os restantes assuntos que lhe forem apresentados pelo Reitor; o) Aprovar os mecanismos de autoavaliação regular do desempenho da Universidade do Porto; p) Aprovar os Estatutos dos serviços autónomos, quando existam.


Acreditamos que temos as competências necessárias para cumprir plenamente as obrigações inerentes à representação dos estudantes em sede de CG da UP, sendo de salientar a nossa transparência e isenção.


1. Educação e Formação A educação e Formação são dos fatores mais importantes que contribuem para o progresso da sociedade, sendo a Universidade o mecanismo ideal para a sua estimulação. As diversas ações de divulgação junto de escolas e alunos do ensino básico e secundário, nomeadamente a Mostra da Universidade do Porto, Dias Abertos, Feiras de Orientação Vocacional, Universidade Júnior e visitas a unidades de investigação, têm sido uma forte aposta para a captação de estudantes para a Universidade do Porto. Estas iniciativas devem, portanto, manter-se, dado que dão a

oportunidade

da

Universidade

se

fazer

conhecer,

impulsionam

a

consciencialização que estudar vale a pena e por fim, incluem os próprios estudantes da Universidade na execução de todo este processo. A realidade é que nos deparamos com dois grandes problemas que comprometem o desenvolvimento integral do estudante, o Insucesso e Abandono Escolar, tendo sido efetuados esforços para monitorizar e avaliar os casos de risco, de forma a combatê-los, através de: - Apoio individual via consulta psicológica, onde são delineadas e reformuladas metodologias de estudo e apoio na transição; - Programas de aquisição de horas de trabalho aos estudantes com dívida de propinas, viabilizando o prosseguimento dos estudos; - Atribuição de bolsas a estudantes que anularam inscrição/interromperam o curso, por motivos de carência económica, e que se encontram empenhados em prosseguir os seus estudos; - Programas de voluntariado orientados aos estudantes que se encontrem numa situação de fragilidade; - Sistema de tutoria aos estudantes do 1º ciclo de formação, pelos estudantes de anos superiores;


Todas estas medidas devem ser constantemente aperfeiçoadas e divulgadas, na medida em que, assim, poderemos identificar mais rapidamente todos os casos e evitá-los. Para além disso, outro fator que comprometerá estes dois fatores passa pela integração do estudante no seio académico, desde o início do seu percurso. Urge assim, a necessidade da constante procura em englobá-lo, como já é efetuado com a Semana de Acolhimento e Integração dos Novos Estudantes na U.Porto, que junta mais de 4 mil novos estudantes na praça onde a Universidade se faz representar, sendo este o primeiro contato destes com tudo aquilo que a vida estudantil lhe poderá proporcionar, através de um programa de atividades transversais e específicos e com a presença de instituições culturais da cidade, grupos musicais e desportivos estudantis. Neste âmbito, é também relevante discutir o papel do professor e os seus desafios no Ensino Superior. É hoje claro que a classe de docentes se encontra envelhecida, mas que continua a exercer o seu papel com elevado nível de qualidade. Contudo, é também necessário estimular a renovação deste corpo por via da contratação de novos professores e também que este processo se faça com base no acompanhamento dos antigos professores com os novos, de modo que haja uma continuidade no serviço prestado, mas que também se permita renovações no modo de ensino. É, por isso, fundamental o uso de tecnologias (exemplo: computadores) de modo a dinamizar e a tornar mais interativa a experiência letiva, e também promover a desmaterialização do material académico, como livros e fichas. Contudo, a renovação na sala de aula não é suficiente se os professores não tiveram experiência e conhecimento do que é feito no estrangeiro, assim devemos apostar na, também, internacionalização dos docentes da mesma forma que valorizamos a experiência de mobilidade dos estudantes. Sabendo que são cerca de 100 professores em mobilidade OUT, este número é ainda inferior comparado com docentes estrangeiros, que são cerca de 180. Devemos, por isso, procurar equilibrar estes números e, se possível, superar a nossa mobilidade OUT.


Tabela 1. Retirado do documento “A Universidade do Porto em números”

Desta forma, o intercâmbio gerado entre professores de diferentes faculdades contribui, indubitavelmente, para o processo de internacionalização da Universidade e para melhorar a sua qualidade de ensino.

A. Avaliação Os Inquéritos Pedagógicos da Universidade do Porto (IPUP) são inquéritos disponibilizados online no final de cada semestre, relativos às Unidades Curriculares que o estudante frequentou, permitindo avaliar o desempenho pedagógico de cada Unidade Orgânica da UP, através da sua análise. Dada a sua importância para o conhecimento das condições pedagógicas das diversas Unidades Curriculares que compõem os vários ciclos de estudos, é essencial que se continue a investir na sua ampla difusão junto dos estudantes, para se aumentar a taxa de resposta que ao longo dos últimos anos tem vindo a aumentar. Esta avaliação acaba por ser um bom indicador da qualidade do ensino, pelo que o seu anonimato, o aumento da divulgação dos mesmos e a constante atualização do modelo adaptado às várias UCs, tendo em conta sempre as especificidades inerentes a cada Unidade Orgânica, devem ser uma prioridade. Devem-se também desenvolver esforços na demonstração da sua utilidade, bem como a disseminação dos respetivos resultados em espaços de discussão adequados ao efeito, com o objetivo de acionar mecanismos que adotem uma melhoria, caso os resultados não sejam os mais adequados.


B. Calendário Escolar A imposição do novo calendário escolar por parte da Reitoria, provocou mudanças profundas, que por terem sido implementadas num curto espaço tempo, não deram espaço para todas as Unidades Orgânicas acompanharem a redução do calendário com a adaptação do seu método de avaliação. Esta reformulação que visa o modelo de avaliação distributiva com redução do número de semanas de avaliação final proporcionou vantagens como a adoção de um modelo que se poderá centrar em metodologias de avaliação inovadoras, deixando de transmitir apenas informação, mas também desvantagens, inerentes à implementação abrupta, como desvirtuação da atividade extracurricular, menor tempo entre momentos de avaliação durante a época de exames. É, assim, imprescindível uma reflexão profunda que detete as falhas e proporcione soluções, tendo como ponto de partida a auscultação dos estudantes e dos docentes das várias Unidades Orgânicas que são os grupos mais afetados.

C. Abertura dos concursos ao 2º ciclo O objetivo da antecipação do calendário escolar, respetivamente a antecipação das datas de candidaturas ao segundo ciclo, teve como objetivo a internacionalização, visto que estudantes internacionais à data da primeira fase (janeiro) têm os cursos concluídos. Apesar de concordarmos que a Universidade do Porto deve apostar na internacionalização, não podemos, contudo, aceitar que os estudantes nacionais sejam postos num segundo plano e não possam candidatar-se de modo equitativo relativamente aos estudantes internacionais. Assim, defendemos que a maioria das vagas não se deve concentrar na primeira fase, mas que deve haver uma distribuição mais justa nas vagas dos cursos de segundo ciclo.


D. Empregabilidade A Universidade do Porto, apesar de ter como principal função a produção de conhecimento científico, não pode, contudo, esvaziar-se neste princípio. Surge esta, também, como meio para dignificar a vida humana e contribuir para diminuir as desigualdades sociais, promovendo uma maior equidade. A Universidade como fator de igualdade social traduz-se pela formação dos seus utilizadores, garantido que tenham acesso ao mercado de trabalho e possam, com isso, melhor a sua condição social. Desta forma, o acesso e a conclusão da Universidade são uma consequência da Democracia, no sentido da igualdade de oportunidades e da mobilidade social, contrariando a ideia de que uma pessoa que nasça em condições economicamente desfavoráveis não fique pré-determinada a perpetuar essa condição social, sendo que a Universidade se traduz como um elevador social de cariz democrático e justo. Assim, é fundamental que a empregabilidade faça parte da missão da Universidade e as direções que devemos tomar é a da sua promoção, com contactos e parcerias com empresas privadas, apostar na formação focada nas valências necessárias ao mercado de trabalho, desenvolver ações de formação de competências básicas (exemplo: como redigir um curriculum vitae), mas também devemos formar indivíduos com uma base ética e humana a ser praticada no meio do trabalho, porque só desta forma conseguimos assegurar que o trabalho serve para beneficiar a sociedade. A Universidade do Porto para empreender esta missão desenvolve para iniciativas no âmbito da empregabilidade, como a Feira de Emprego Internacional Universitário (FINDE-U) que compreendeu 8.500 candidaturas presenciais e 4.435 virtuais, e teve a participação de 90 empresas e 114 expositores virtuais, respetivamente;

o

Programa

ACREDITA-TE

que

permite

aos

estudantes

acompanhar um profissional no seu dia-a-dia de trabalho, promovendo uma maior aproximação e conhecimento do (futuro) local de trabalho; ainda, a UP dinamiza esta aproximação através da Bolsa de Emprego online.


Todas estas iniciativas são da responsabilidade do Gabinete de Apoio ao Estudante e Empregabilidade (GAEE.UP) que existe para aumentar o número de empregados formados na UP, e que segundo os últimos dados do Observatório do Emprego da UP (2012) esse número de empregados corresponde a cerca de 70%:

Tabela 2. Relatório do Observatório do Emprego da UP: Inquérito aos graduados (licenciados e mestres) da UP: ano letivo 2012-13

É, também, de salientar que devemos ter em conta que as parceiras devem focar-se entre a Universidade e as empresas privadas, visto que são estas que maioritariamente acolhem os recém-formados, como demonstra o gráfico:

Gráfico 1. Relatório do Observatório do Emprego da UP: Inquérito aos graduados (licenciados e mestres) da UP: ano letivo 2012-13


2. Investigação Consideramos que a Universidade deve tomar em conta, no seu plano de ação, a produção intelectual e científica e, num sentido mais pragmático, a formação de quadros e técnicos especializados em direção ao mercado de trabalho. Mas é o primeiro ponto que aqui desenvolvemos e apresentamos os dados a ele referidos durante o ano letivo de 2016/2017: 49 unidades de investigação, sendo 4 avaliadas com “Excecional”, 10 com “Excelente” e 21 com “Muito Bom”; e ainda é de relevar os 23,4% de artigos portugueses indexados na WoS. É notória a participação do nosso corpo de investigação no ambiente científico assim como também o investimento da Universidade do Porto nesse sentido através de bolsas de investigação. No sentido de melhorar o nível de qualidade e aumentar a quantidade de trabalhos produzidos, julgamos ser necessário apostar numa maior comunicação entre as faculdades, de modo a constituir um conhecimento diversificado e multidisciplinar, qualidades necessárias para participar na discussão científica a nível mundial. Acrescenta-se que é necessário encurtar a distância entre os investigadores e docentes e estudantes, de modo a que se constitua uma verdadeira comunidade científica e cultural na Universidade do Porto.


3. Financiamento A Lei de Bases do Financiamento do Ensino Superior determina que cabe ao Estado financiar adequadamente as Instituições de Ensino Superior, as quais deverão assegurar as melhores condições na formação dos estudantes, os quais deverão contribuir para o financiamento dos seus estudos. Discordamos da tendência recente para a desresponsabilização do Estado no que diz respeito ao financiamento do Ensino Superior, que leva ao aumento do esforço por parte das instituições de ensino superior, bem como dos estudantes e suas famílias. Apesar de acreditarmos que, como refere a Constituição portuguesa, o ensino superior deverá ser tendencialmente gratuito, assumimos desde já uma postura de maturidade sobre este assunto, que nos obriga a considerar que a conjuntura atual impede a abolição das propinas. Assim, a nossa convicção é que devemos focar os nossos esforços em congelar as propinas, evitando o aumento das mesmas, e em assegurar que as mesmas revertem efetivamente para melhorar a qualidade de ensino, e não para suportar outros custos das instituições de ensino superior. Na ótica do financiamento do Ensino Superior, não podemos deixar de referir as taxas e emolumentos atualmente praticados, cujo propósito acreditamos ser suplantar o limite superior do valor da propina. Quanto ao caso específico da Universidade do Porto, a análise realizada aos números do financiamento apresentados em 2016 revelam um superávit de 4%, sendo que para o financiamento da UP contribuíram os estudantes (13%), o Estado (40%) e os restantes contributos advêm das receitas próprias da Universidade.


Tabela 3. Relatório de Gestão e Contas Consolidadas do Grupo U. Porto 2016

Neste sentido, a Universidade do Porto apesar de ter tido lucro no ano de 2016 deve procurar diversificar as suas fontes de receita, tanto através de acordos com outras instituições públicas como com privadas, como tem sido a sua relação com instituições bancárias, de modo a que, o resultado de falta de financiamento não recaia para o estudante, no pagamento das propinas.


4. Internacionalização e Mobilidade A internacionalização do Ensino Superior, articulado com o processo de globalização requer uma reflexão profunda, de modo a responder às crescentes demandas do mundo globalizado em que vivemos. No âmbito da visão do Plano de Atividades da Universidade do Porto para 2018, em que alguns dos objetivos passa por “reforçar a internacionalização da Educação e Formação”, é necessário contribuir para a manutenção e progressão desta aposta.

Tabela 4. Plano de Atividades da Universidade do Porto 2018

A Universidade do Porto faz parte de vários programas, nacionais e internacionais. No âmbito da mobilidade nacional, encontra-se disponível o programa Almeida Garrett, que tem como objetivo a promoção do intercâmbio de conhecimentos dentro do panorama geral do Ensino Superior português. Assim, a nossa proposta pretende reforçar a informação disponível, bem como procurar parcerias de modo a apoiar os estudantes que se candidatem, como atribuição de bolsas ou mesmo disponibilização de alojamento nas residências da cidade em questão. No plano internacional, o Programa Erasmus+ dispensa apresentações, tendo já ultrapassado os 30 anos de existência e contribuído para um avanço do Ensino Superior no espaço europeu. Para além disso, a Universidade do Porto dispõe ainda de numerosos Acordos de Cooperação com diversos países a nível mundial.


Num mundo globalizado, as experiências internacionais contribuem, em larga escala, para um desenvolvimento mais extenso, seja a nível pessoal, seja a nível académico, científico, e até profissional.

Os dados relativos à Mobilidade OUT

demonstram que existiu um crescimento significativo no número de estudantes da Universidade do Porto a realizar intercâmbios no estrangeiro. Ainda assim, este número é manifestamente inferior ao número de estudantes que escolhem a Universidade do Porto para realizar as suas mobilidades. Pretendemos fomentar a procura dos nossos estudantes por períodos de mobilidade fora da Universidade do Porto, promovendo também a igualdade de oportunidades entre os estudantes. Deste modo, a realização das Sessões Culturais organizadas pela Reitoria é uma boa prática para fomentar este espírito, devendo as mesmas ser divulgadas de uma forma mais eficiente, através da manutenção do contacto direto já efetuado com os Gabinetes de Mobilidade, mas também a dinamização do mesmo com as Associações de Estudantes que se encontram ainda mais próximas dos estudantes que representam. A mobilidade de investigadores é também uma das vertentes que permite capacitar a produção científica e o avanço tecnológico da Universidade. Deve, por isso mesmo, ser estimulada, pois representa uma mais-valia para a Instituição, sendo um indicador de inovação e aposto no ensino. Os Acordos de Cooperação, já referidos, devem, assim, ser explorados, daí que consideramos que a realização de uma “Mostra da Mobilidade” seria uma boa iniciativa, de forma a dar a conhecer todos os protocolos existentes e promover a partilha de experiências. Deste modo, é necessário potenciar estes acordos através do estabelecimento de parcerias estratégicas, lançando as bases para que os nossos estudantes possam diversificar a sua formação, e até, através da U.Porto, aceder a programas internacionais conjuntos, nos diversos ciclos de Ensino Superior.


5. Espaços e Instalações Ao longo da sua expansão, a Universidade do Porto foi investindo e muito bem na criação de mais 2 polos Universitários. Todavia o Polo Central tem vindo a ser esquecido. Espaços como a FDUP e FBAUP têm sido adiados e as condições de trabalho são mais do que péssimas. Nos restantes pólos há obras de requalificação e melhoramento para serem efetuados, tais como nos espaços do CDUP, FADEUP, FAUP, FMDUP e FLUP. A nossa missão passará por transmitir as necessidades de cada espaço do património da UP. A manutenção de todas as infra-estruturas é fundamental, porque os estudantes são a parte integral e a identidade da Universidade do Porto e os mesmos não podem ser privados do acesso de condições dignas de trabalho e estudo. A Universidade do Porto deve ter um conceito de todos os espaços serem partilhados por todos, porque a UP tem que ser um só.


6. Ação Social A. Ação Social Direta A ação social direta traduz-se no apoio financeiro ao estudante com base no Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo aos Estudantes do Ensino Superior (RABEEE), em que a atribuição baseia-se no rendimento per capita do agregado familiar que satisfaça o cálculo: C ≤ ( 16 x IAS + P ). Este mecanismo tem como principal função diminuir o abandono escolar por razões financeiras, razões estas que são influenciadas pelo valor das propinas, pelo gastos em alimentação, alojamento e transporte. Na Universidade do Porto, este tem sido o principal apoio social aos estudantes com baixo rendimento no agregado familiar, sendo que foram abrangidos 5727 estudantes (em 2016), sendo um número ainda inferior comparativamente às candidaturas (7660).

Tabela 5. Resultados e Evolução da atividade Bolsas de Estudo entre o ano letivo 2008/09 e 2015/16


Também com base no contacto com os estudantes, é notório que o cálculo da bolsa deverá ser mais abrangente, de modo a não excluir casos com real necessidade mas que não se inserem no cálculo apresentado e, dessa forma, a garantir o sucesso escolar e o seu progresso. Acrescenta-se ainda que as bolsas deverão ter uma maior celeridade na sua entrega aos estudantes, de forma a que estes possam ter um apoio real ao longo do seu percurso académico.

B. Ação Social Indireta a. Alojamento A Universidade do Porto é exemplo da diversidade quanto ao local de origem dos seus estudantes. Uma parte substancial dos seus estudantes não reside no concelho do Porto e cerca de 4.000 estudantes são estrangeiros, isto num universo de cerca de 30.000 estudantes a frequentar esta instituição. Com base neste espectro, podemos aferir que a procura por um quarto com duração de médio prazo (equivalente aos dois semestres de frequência) é comum entre os estudantes. Neste sentido, os Serviços de Ação Social da Universidade do Porto (SASUP) providenciam nove residências distribuídas pelos três polos – Polo I: Aníbal Cunha e Bandeirinha; Pólo II: Jayme Rios de Sousa e Paranhos; Polo III: Alberto Amaral, Campo Alegre I, Campo Alegre III, Campo Alegre 2000 e Novais Barbosa – perfazendo um total de cerca de mil e duzentas camas, disponíveis para estudantes, investigadores e docentes. A tabela de preços varia entre setenta e três euros para estudantes bolseiros e centro e cinquenta e cinco para não bolseiros ou estudantes de mobilidade. Na atribuição de quartos prioriza-se os estudantes bolseiros dos SASUP, sendo que de entre os bolseiros têm prioridade os que possuem rendimentos mais baixos e os que residem a maior distância da Universidade, salvaguardando-se, ainda cerca de 70 camas para estudantes de mobilidade.


Segundo os últimos dados a que tivemos conhecimento, cerca de 60% dos estudantes em residências beneficiam da Ação Social, cerca de 6% corresponde ao número de estudantes de mobilidade, e os restantes são relativos ao critério da distância quanto à sua faculdade. Podemos, desde já, deduzir que o número apresentado de camas é insuficiente para suprimir a necessidade dos estudantes, sejam portugueses ou estrangeiros. De acordo com o estudo abaixo apresentado, calcula-se que sejam necessárias cerca de quatro mil camas para satisfazer as necessidades dos estudantes, contudo, é da nossa opinião e tendo em conta o universo de estudantes da UP, que sejam necessárias mais do que as apresentadas.

Gráfico 2. Relatório das Residências dos Estudantes de 2017 pela Uniplaces e Worx

Para suprimir esta necessidade, os SASUP tiveram ao longo destes anos o plano de construção de residências, sendo a última ser apresentada em 2010 (Campo Alegre 2010). Desde deste período que a direção seguida tem sido conservar e preservar o património da UP, como foi exemplo, a intervenção na Residência Alberto Amaral com o objetivo de operacionalizar 112 camas (10% do número total de camas disponíveis).


Se este plano seguido tem tido o único objetivo de reabilitar património, não podemos deixar de afirmar que, se correto e necessário, não é suficiente para suprimir as necessidades dos estudantes quanto ao alojamento. É pela razão do número insuficiente de camas que os estudantes têm, tendencialmente, procurado alojamento fora do sistema público de residências no concelho do Porto (segundo o relatório de 2017 da Uniplaces, houve um crescimento de cerca de 40% das reservas em alojamento privado). Os custos relativos ao alojamento privado têm tendencialmente aumentado devido a inúmeras causas, como a turistificação, a especulação imobiliária e a preferência do mercado pelo alojamento local (alojamento a curto prazo) ao invés do alojamento a médio ou longo prazo, tendo a preferência por residentes estrangeiros devido à sua maior possibilidade financeira. Estes fatos possivelmente explicam a variação de preço da mensalidade no alojamento privado que se baliza entre os cento e cinquenta euros e os trezentos euros, sendo a média encontra-se nos duzentos / duzentos e cinquenta euros. Esta realidade aumentar os encargos do estudante e, por consequência, os encargos do seu agregado familiar, podendo este ser um fator de desistência do Ensino Superior. Neste sentido, é urgente que pensemos em medidas exequíveis e reais para que este problema possa ser resolvido a curto e a longo prazo, assim apresentamos a nossa visão e as nossas medidas relativamente a este desafio que os estudantes enfrentam. Apesar deste problema só poder ser resolvido a longo prazo, consideramos que é possível aplicar algumas medidas a curto prazo, como é exemplo o desenvolvimento de uma plataforma online que indique os quartos disponíveis no concelho e periferias do Porto, sem custos adicionais; ou aproveitar as plataformas já existentes, mas gratuitas de modo a facilitar a procura do estudante quanto ao alojamento. A longo prazo são variadíssimas as propostas que são possíveis de ser realizadas, mas começamos pelo que já está a ser realizado. A reabilitação de infraestruturas de alojamento dos SASUP devem sempre uma prioridade, não só por razões financeiras, mas também porque devemos salvaguardar esse património.


O exemplo da reabilitação de cerca de 120 quartos na Alberto Amaral representou um “aumento” de 10% relativamente ao conjunto de camas disponíveis, o que tem, sem dúvida, um impacto notório. Também, neste sentido, devemos continuamente reabilitar as residências de modo a melhorar a estadia do estudante, visto que foram apontadas algumas fragilidades nas residências que visitamos, como a falta de aquecimento no último piso da residência da Bandeirinha ou nas casas de banho da residência de Paranhos, mas também a necessária reconstrução dos separadores dos quartos, que não isolam o som e, por isso, diminuem a privacidade dos residentes, como é exemplo a residência Alberto Amaral. Defendemos

ainda

a

necessidade

de

aumentar

o

número

de

eletrodomésticos como microondas, fogões e frigoríficos, de modo a que o estudante se sentia confortável e não seja obrigado a sair da sua residência para almoçar ou jantar, diminuindo assim os gastos na alimentação. Por fim, defendemos que a solução a longo prazo passa, necessariamente, pela construção de novas residências, visto que as nove são suficientes. Neste sentido, podemos tomar duas direções: acordar parcerias com o município do Porto de forma a construir novas residências no concelho ou reabilitar edifícios devolutos para este fim; ainda acrescentamos outra medida, que nos parece a mais exequível, pois analisando o custo do metro quadrado na cidade do Porto, podemos concluir que a construção ou mesmo reabilitação, devido à especulação financeira, tornarse-iam demasiado caros quando comparado com outras zonas. São estas “outras zonas”, ou seja, as periferias, que ainda não foram afetadas pela especulação nem pelo turismo, assumem aqui um espaço de suma importância, visto que o investimento será sempre menor, e muito menor, quando comparado com a cidade. Exemplificamos com Matosinhos, Gondomar ou Gaia, sendo que a construção passaria por localizar-se em zonas próximas de paragens de transporte (autocarro ou metro), de forma a tornar perto o que está geograficamente distante. Dito isto, acreditamos que garantir e assegurar alojamento aos estudantes da Universidade do Porto deve ser uma prioridade e uma missão a cumprir nos trabalhos realizados pelo Conselho Geral.


b. Alimentação A Universidade do Porto assegura o funcionamento de vinte unidades de alimentação - Polo I: Cantina de Direito, Cantina do ICBAS/FFUP, Snack-Bar do ICBAS/FFUP, MIL CAFÉ; Polo II: Cantina de Medicina Dentária, Snack-Bar de Medicina Dentária, Cantina de Engenharia, Grill de Engenharia, Cantina de Desporto, Snack-Bar de Desporto, Cantina de S. João, Restaurante de S. João; Polo III: Cantina de Letras, Snack-Bar de Letras, Cantina de Ciências, Snack-Bar de Ciências, Letras Café; Extra Polos: Cantina de Belas Artes, Cantina de Vairão (Vila do Conde) – disponibilizada a estudantes, docentes, funcionários, colaboradores, antigo alunos e convidados, sendo o preçário variável quanto ao tipo de utilizador, e no caso específico do estudante, este é de dois euros e sessenta e cinco (refeição social completa), tendo sido servidas 3.367 refeições em 2017. Na visita e no contacto com os funcionários e utilizadores destas unidades alimentares, podemos concluir que o serviço é satisfatório e existe uma enorme proximidade entre os funcionários e os estudantes, contribuindo esta boa relação para aumentar o conforto e a relação de confiança. Sobre os problemas aferidos, encontram-se a falta de espaço e o atraso da modernização do pagamento de senhas. Exemplo do primeiro caso é a cantina do ICBAS/FFUP que, por coincidência dos horários da hora de saída das aulas, a cantina rapidamente fica lotada com os estudantes e as filas de espera tornam-se demasiado longas para aquilo que deve ser um normal tempo de espera. Neste caso, é possível através da diferenciação de horários entre ICBAS e FFUP tornar mais eficiente a utilização da cantina. No segundo, é necessário modernizar o pagamento com utilização de máquinas nos locais das cantinas ou snacks, mas também se propõem uma aplicação digital que torne um pagamento fácil e sem necessidade de presença no local. Quanto à alimentação, esta pode ser melhorada aproveitando os recursos intelectuais existentes na Universidade, através de uma parceria com a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação de modo a melhorar, tanto a nível do sabor como a nível da saúde alimentar das refeições servidas.


Acrescenta-se, ainda, que se deve acompanhar as novas tendências e os novos tipos de consumidores, por isso, julgamos que seria benéfico que fosse incluído sandes ou pratos vegan nas cantinas, de modo a satisfazer este público. Concluindo, a alimentação saudável deve ser um dos pilares da Universidade do Porto na sua missão de bem receber e de garantir que consegue fornecer serviços que melhorem a produtividade escolar.

c. Mobilidade Reduzida Relativamente à Mobilidade Reduzida, esta prende-se com a acessibilidade aos espaços, seja nas Faculdade e Residências. Na recolha de problemáticas e observação das infraestruturas, não podemos deixar de apontar, por exemplo, o difícil acesso à residência da Bandeirinha ou às instalações provisórias na Faculdade de Economia do Porto, sendo que estes problemas são resolvidos pela colocação de rampas e/ou redefinição dos acessos, de modo a que sejam possíveis a utilizadores de cadeira de rodas. d. Serviços de apoio médico e psicológico Os Serviços de Apoio Médico e Psicológico assumem-se como fundamentais para o bem-estar e produtividade dos estudantes da Universidade do Porto. A disponibilização de serviços de saúde diferenciados, onde se incluem as especialidades de Medicina Geral e Familiar, Ginecologia, Medicina Dentária, Psicologia, Psiquiatria e Nutrição, deve ser continuamente melhorada, dado o número crescente de estudantes a utilizar estes serviços, como é evidenciado no gráfico seguinte, onde em 2016, 4901 estudantes usufruíram dos Serviços de Apoio Médico e Psicológico.


Gráfico nº 2 - Evolução do número de consultas no período de 2017 e 2016, retirado do Relatório de Atividades dos SASUP de 2016

É, então, impreterível o alargamento dos horários de funcionamento, permitindo desta forma que as incompatibilidades horárias sejam ultrapassadas e que estes serviços possam ser usufruídos por uma parcela estudantil maior. Esta medida, aliada à disponibilização de mais profissionais de saúde pretende combater as listas de espera atuais, com especial ênfase nos serviços psicológicos, que segundo o seguinte gráfico, representa 54% do total das consultas.

Gráfico nº 3 - Distribuição das consultas por valências, retirado do Relatório de Atividades dos SASUP de 2016

Garantindo sempre a qualidade inexorável, acreditamos que a ampla divulgação dos Serviços de Apoio Médico e Psicológico junto da comunidade académica é imprescindível e imperativo, uma vez que uma porção significativa dos estudantes desconhece este serviço.


7. Segurança Quanto a este assunto, aferimos que nas zonas próximas às faculdades tem havido roubos tanto a estudantes como o ao resto da comunidade estudantil, nos quais os casos mais sublinhados foram os furtos ocorridos em 2014 no polo da Asprela com o autodenominado “gunas da areosa” e os pontuais casos no polo do Campo Alegre, essencialmente ocorridos no Jardim da Pena ao entardecer. A segurança constitui, para nós, um dos pilares sociais da Universidade do Porto, por isso deve ser tomada em conta e devem ser tomadas medidas para contribuir tornar a nossa Universidade, num espaço cada vez mais seguro. Propomos que, nas zonas assinaladas pela frequência de roubos, haja mais frequência e circulação do supervisionamento da polícia municipal e que nestas zonas se proponha uma maior iluminação, como fator inibidor do ato criminoso.


8. Desporto Acreditamos que o Desporto deve ser uma prioridade no seio da UP, visto que está cientificamente comprovado que se associa a melhores resultados escolares, aumentando a qualidade de vida dos estudantes. Para além disso, através dos eventos desportivos pode criar-se um sentimento de pertença à Universidade, que seria muito difícil de proporcionar de outro modo. Antes de mais, cabe-nos salientar alguns dos resultados que a UP tem vindo a atingir no que diz respeito ao desporto universitário: - 16,51% da comunidade Universidade do Porto pratica desporto nas instalações do CDUP-UP, em 2016/2017 - 1º lugar do Ranking de Medalhas da FADU, em 2016/2017 - 142331 utilizações do programa Desporto em 2016/2017 - 7 equipas com participações nos Europeus. Para além de criar novos oportunidades de intervenção no desporto universitário, achamos que o primeiro passo se prende com a dinamização das iniciativas já existentes, como o UP Running, UPFIT e os CAP’s. Para isso, é essencial uma cooperação permanente entre a UP, o CDUP e as Associações de Estudantes. Após

auscultarmos

os

estudantes,

descobrimos

algumas das

suas

preocupações: - Falta de incentivo à pratica de modalidades menos conhecidas, algumas das quais participam nos CNU’s, mas não nos CAP’s: hóquei em patins, floorball, corfball, atletismo, natação, etc. - Não participação nos CAP’s por parte de estudantes de algumas unidades orgânicas, devido à dificuldade em receberem justificações de faltas aquando de horários coincidentes, algo que achamos imprescindível e que tem de ser uniformizado na UP;


- Falta de incentivo e suporte por parte da Universidade do Porto aquando da participação nos CAP’s, e não apenas nos CNU’s, como se verifica na atualidade; - Não reconhecimento do desporto universitário como uma prioridade por parte da UP; - Instalações desportivas da FADEUP requerem a renovação do relvado sintético e dos aparelhos de ginástica, bem como a reparação dos tetos dos pavilhões, que se encontram com fugas de água; - Necessidade de intervenções de elevada dimensão num pavilhão tão recente como o Pavilhão Luís Falcão. Deste modo, acreditamos que a mentalidade da universidade deve acompanhar a tendência de outras universidades mundiais, onde se prioriza o desporto como um aliado fundamental do sucesso escolar. Assim, tudo deve ser feito em prol de dar melhores condições aos estudantes para que se sintam motivados a praticar desporto no seio da UP. De referir, ainda, que o estatuto Estudante-Atleta requer uma revisão urgente, para que os primeiros passos comecem a dar-se no sentido desta mudança de mentalidade.


9. Ambiente Numa altura em que as preocupações ambientais são cada vez mais importantes, é de extrema importância que a Universidade do Porto, por todas as suas Unidades Orgânicas adote medidas que visem isso mesmo. Em parceria com entidades como o CDUP, STCP, CP, Metro do Porto, Câmara Municipal do Porto e Infraestruturas de Portugal deveriam ser criados mais e melhores condições para a utilização da bicicleta e/ou transportes públicos como meios de transporte primordiais. O incentivo ao uso destes meios de deslocações passa por construir e melhorar ciclovias entre os pontos mais importantes da cidade do Porto, Faculdades, Residências, Cantinas e locais de Estudo/Investigação. Continuação no investimento e incentivo aos estudantes (e não são) com o projeto U-Bike. Por outro lado, a redução dos preços dos passes de transportes e melhoramento dos mesmos. É importante um aumento significativo do número de transportes públicos entre as unidades orgânicas e os locais já referidos anteriormente, quer no centro da cidade do Porto, quer na periferia/concelhos vizinhos. Portugal e nomeadamente a Universidade do Porto é pioneira e reconhecida internacionalmente pelas suas investigações em Energias Renováveis, batendo recordes pela Europa e Mundo fora. É fundamental para os estudantes e investigadores verem ser reconhecido esses feitos. A colocação de Fonte Renováveis nos telhados das Infraestruturas da Universidade do Porto deve ser uma prioridade a curto prazo. Não só será mais um feito para uma Universidade como também será uma ajuda para o ambiente. Ainda que, o investimento seja apenas sentido a médio prazo, a redução nas contas de eletricidade dos estabelecimentos será efetivamente reduzida.


Manifesto Lista C - candidata a Representante dos Estudantes no Conselho Geral U.Porto 2018  
Manifesto Lista C - candidata a Representante dos Estudantes no Conselho Geral U.Porto 2018  
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