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Ano XVIII Nº 265

1º QUINZENA DE AGOSTO DE 2010

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

Fundado “Sem Nome” em 25 de agosto de 1991 por David Budin 1951 - 1998 e Maria Madalena 1955 - 2007

Cultura de Cidade Ocidental para todo o Brasil Página 12

OPINIÃO | 3 André Brito mostra a sua visão sobre fatos do cotidiano. Nesta edição, uma mensagem aos agentes culturais e a realidade de culturas diferentes.

CULTURA | 12 A sétima arte invadiu a Praça Santo Antônio, no fim do mês passado. Desta vez, por iniciativa da Prefeitura, os moradores tiveram acesso a cinema grátis.

ELEIÇÕES 2010 | 4

BRASÍLIA/DF | 11

Um apanhado geral sobre as reais funcões de nossos representantes na Assembléia Legislativa, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Com os exemplos das cidades mais desenvolvidas da Europa, o GDF quer garantir mais qualidade de vida para os moradores de Brasília e do Entorno do DF.

DESENVOLVIMENTO DA CIDADE

Pagina 6

SQ 19 vive a era das realizações

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Opinião Editorial

Editoriais | Análises | Economia | Crônicas

Crônica

Saulo Budin

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Felipe Chiavegatto

Lei da Palmada: punição para quem educa?

E

xistem importantes diferenças entre a palmada educativa, como vem sendo chamada pelos especialistas, e o espancamento de crianças. O primeiro é um método condenado por alguns, mas tido como essencial para outros. O segundo é um crime e deve ser punido de maneira exemplar. Toda a confusão criada em torno do projeto de lei que proíbe os tais “castigos físicos” à criança nem precisaria existir, se vivêssemos em uma sociedade sensata e se a justiça funcionasse pelo menos a contento. Não há por que proibir uma palmadinha que sirva de aviso e de lembrança sobre as regras da casa, sobre o respeito aos pais e sobre alguns preceitos básicos da vida adulta. Quem defende o projeto, age como quem quer proteger a vida de crianças. Porém, legislação

específica para isso já existe. Qualquer um que espanque um menor e que seja denunciado por isso, paga, ou, ao menos, deveria pagar uns bons anos atrás das grades. Mas colocar em vala comum quem, sem machucar, tenta educar os filhos para enfrentar um mundo assombrado por bandidos e aproveitadores e quem se aproveita da força física e submete crianças a humilhações e espancamentos é no mínimo incoerente. Lembro das palmadas que levei com certa gratidão. Nunca, nem mesmo de maneira inconsciente, puni meus pais por conta dos tapas que visavam uma educação mais consolidada. Mas hoje, se estivessem entre nós, meus pais seriam comparados a bandidos, assaltantes, espancadores? Certamente não e me revolto contra os que defendem

um mundo simplesmente sem limites. Quem não pune, não mostra que no mundo há limites para tudo. Aquilo de respeitar pai e mãe, não bater na irmãzinha, respeitar o lar deixa de existir na mente de parlamentares que não parecem ter muito o que fazer. A criança que não tem limites, cresce como um adulto desregrado. Nesta linha, os mesmos especialistas que defendem a punição aos pais que usarem a palmadinha para educar os filhos, devem ser hoje os profissionais que são graças aos puxões de orelhas dos pais por notas melhores na escola. Caso não haja demonstração de limites em casa, veremos nascer uma geração de anarquistas que, se decidirem seguir a carreira política, talvez sejam propositores de projetos esdrúxulos como o da tal Lei da Palmada.

Campanha desanimada MARIA QUITÉRIA Em uma corrida ainda tímida pelo voto do eleitor, candidatos a deputado estadual em Cidade Ocidental tentam criar seus meios de atrair olhares e contabilizar a maioria dos mais de 35 mil votantes do município. Um pouco menos barulhenta este ano, a campanha para deputado estadual concentra interessantes particularidades. Com as regras eleitorais mais rígidas, as armas deixaram de ser brindes, placas, faixas e passaram a estar na boca do candidato, na conversa franca com o eleitor. Aos poucos, o objetivo das novas regras começa a ser atingido: concentrar a disputa nas propostas e não no poder de fogo do candidato. As reuniões, em especial, são a seara dos postulantes à Assembléia Legislativa de Goiás. Tem sido praxe nos comitês o cadastro de votantes que, em teoria, poderiam amealhar seus 20 ou 30 simpatizantes. É um trabalho de formiga, que pode ter resultados positivos se as lideranças realmente se mobilizarem. Em outras cidades, há também equipes que cuidam da comunicação via internet, que

este ano foi liberada com mais concessões. No entanto, os emails e recados em redes sociais – que funcionariam como verdadeiros bombareios – não estão sendo explorados pelos candidatos de Cidade Ocidental. Ainda existe a equivocada idéia de que no município, a internet ainda não atingiria um número significativo de usuários. Mas por aqui ainda se pratica a política dos enfadonhos carros de som, dos santinhos, dos adesivos em carros e dos bandeiraços, que, ultimamente, não têm passado de meia dúzia de cabos eleitorais mau pagos sacudindo os números dos candidatos sem o menor ânimo. Aposto uma ruma de farinha como ninguém tem ideia sobre os nomes dos candidatos que disputam as eleições no ano de 2010 para deputado estadual, ao menos em nossa cidade. Eles parecem mais desanimados do que os próprios eleitores, que a cada dois anos caminham, como bois rumo ao abate, sem a menor vontade para votar em quem não conhecem, ver ganhar quem não queriam e colher os frutos que não plantaram. Como diria um grande amigo meu, “lamentável”.

Caminhando assim durante as eleições, sem compromisso com o eleitor e sem grandes ações que atraiam olhares, os postulantes ao legislativo estadual mostram à população de Cidade Ocidental que ela pode esperar os mesmos candidatos nas eleições para prefeito, já que grande parte dos presentes na campaAposto uma nha daqui ruma de farinha querem a p e n a s como ninguém testar o tem ideia sobre nome nas os nomes dos urnas. A candidatos que decepção pode ser disputam as eleições no ano de grande. E m 2010 para deputermos de tado estadual, ao política e admi- menos em nosnistração, sa cidade. Eles estamos parecem mais avançando em rit- desanimados do mo acele- que os próprios rado, mas eleitores quando o assunto é campanha política, não temos absolutamente nada a se orgulhar. Depois ainda ouvimos os candidatinhos dizerem que ninguém da cidade é eleito. Com campanhas como essas, perder é lucro.

felipe.chiavegatto@gmail.com

Nos olhos de quem vê

C

om 50 anos de idade, dois filhos e um neto a caminho, Ananias gabava-se de ter criado seus rebentos aos moldes rígidos do Nordeste onde viveu por boa parte da sua vida. “Comigo é assim! É tudo ali ó, na rédea curta”, dizia sempre que se encontrava com os amigos no boteco em frente à praça. Eles, balançavam a cabeça, aprovavam as palavras do velho. A rédea curta do pai, porém, não evitou que sua filha, a caçula, engravidasse antes de se casar com o namoradinho, um motoboy, apelidado pelos amigos como Bazuca, não se sabe bem por que. Seu filho, que também sentiu no lombo o jeito ignorante do pai, cursava o último semestre de direito, mas sonhava com um diploma de design de modas. Em segredo, claro. Para o velho Ananias, tudo estava certo! A filha cometera um deslize, sim, mas ia se casar. Bazuca era um rapaz trabalhador aos olhos do sogro, porém desfrutava de invejável desenvoltura em meio às meninas da escola, onde estacionava sua moto todos os dias, entre as cinco e seis horas da tarde. Era a única forma de o rapaz freqüentar a escola: do lado de fora, no fim das aulas. O filho mais velho, muito próximo de um amigo de faculdade, estudava sem parar. Os dois jovens se encontravam diariamente, iam juntos à biblioteca, compartilhavam o quarto, livros, roupas. Ás vezes Ananias notava o filho triste. Ele passava alguns dias assim e não queria nem ouvir o nome do melhor amigo. Mas, de uma hora para outra, tudo melhorava e os dois estavam de novo juntos. Estudando, claro. Ananias via a vida dos filhos e comparava à vida dos vizinhos. “Como pode, minha velha: o filho do Machado é meio estranho”, dizia ele à esposa, quando já deitados para dormir. Ele continuava: “O garoto usa brinco, anda com o cabelo ‘véi’ todo espetado, só fala com menina! Sei não, sei não”. De rabo de olho, a patroa de Ananias franzia a boca e respondia com um enigmático “Humpf! E num é?”. Os dias se seguiam e Ananias tinha cada vez mais orgulho dos filhos. Aninha, sua filha que gerava o pequeno Bazuquinha, nem parecia estar aos seis meses de gestação. Saía todas as noites com as amigas, chegava meio cambaleante e sonolenta. Dormia até tarde. “É, deve de tá vendo os enxoval mais as amiga”, pensava quando saía para trabalhar. Já Clodoaldo, seu filho aspirante a advogado, detestava o próprio nome e preferia ser chamado de Clô. Passava os dias com seu grande amigo e dormia ouvindo o programa “Para ouvir e amar”, muito popular na rádio de maior audiência da cidade. Nenhuma preocupação com os filhos tomava o tempo do velho Ananias. Mas, em meados do mês de maio, seu filho anuncia, sem cerimônias, sua mudança para a capital. Clô e seu amigo alugaram um apartamento e se mudariam antes do fim do mês. Na mesma semana, Aninha sofria com o término do namoro com Bazuca, o esforçado Bazuca. Ela vivia em casas de amigos diferentes, chorando as mágoas do seu fracassado amor. Ás vezes ela recebia os amigos em casa e levavaos para o quarto, certamente para se lamentar sobre seu único homem. Era possível ouvir seus gemidos de sofrimento desde a sala de estar. Ananias não ficou triste com os acontecimentos. Afinal, pensava ele, seu filho fora tentar a vida na capital, voltaria doutor e possivelmente como sócio de seu amigo em um escritório de “adevogacia”. Sua filha era querida por toda a vizinhança e dissera que não namoraria mais ninguém. Ele achava que a paixão dela pelo tal Bazuca era forte demais para ser substituída. Uma garota fiel aos sentimentos. “Que filhos!” O garoto viajou, a garota sempre visitando e sendo visitada pelos incontáveis amigos. A vida seguia seu rumo, pensava, ao sair, num sábado, para tomar umazinha no boteco da praça. Lá encontrou o amigo e vizinho Machado desolado. Seu filho, o do cabelo espetado e brinco na orelha, abria seu próprio negócio, uma importadora. Machado tinha medo de que o rapaz perdesse dinheiro. Antes mesmo de o vizinho terminar a história, Ananias bradou: “Importadora? Que importadora! Isso é contrabando. Machado, Machado, tem que ser na rédea curta, na rédea curta meu amigo!”. O coitado do Machado ficou sem entender nada quando Ananias virou o copo de cerveja goela abaixo, se virou para o dono do boteco e disse orgulhoso: “bons são os meus, compadre!”.

Jornal Ocidental | Agosto de 2010


Opinião

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Editoriais | Análises | Economia | Crônicas

Crônica André Brito

www.andrebrito.wordpress.com

Rapto

theking.andre@gmail.com

"A última coisa de que me lembro, é de que estava à beira do rio. Estava bebendo água, depois de um dia cansativo de colheita. Toda a tribo estava voltando para a aldeia e resolvi me afastar para saciar minha sede. Acho que meu erro foi esse. Meu pai já havia me avisado, quando era pequeno, para tomar cuidado com aqueles homens estranhos. Poucos de nossa tribo haviam sobrevivido para contar como eles eram. Mas uma coisa era certa: sempre que eles apareciam, alguém desaparecia. Devia ter levado em conta o cheiro estranho que senti. Era um cheiro diferente dos outros cheiros. Dos cheiros dos animais que conhecia. Mas já era tarde demais. Cobriram minha cabeça e deram várias pancadas. Com certeza eram muitos. Quando acordei parecia que ainda estava desmaiado, tamanha era a escuridão. Mas havia algo que não me deixava esquecer que estava acordado: o fedor de fezes, de urina, os gemidos - dos muitos outros que estavam na mesma situação que eu - e as dores que sentia pelo corpo todo. Meus pulsos e minhas pernas estavam fortemente presos por algo mais duro do que pau ou cipó. Pareciam cordas de pedra. Senti que havia muito sangue escorrendo dos meus tornoze-

los por causa das cordas - hoje sei que essas cordas se chamam "correntes". E onde estava preso balançava muito. Parecia que tinha sido engolido por um animal gigante e bêbado. Ouço um som bastante alto de água. Será que estou no "grande lago?". Meu pai uma vez me disse, que as terras dos homens de pele branca, corpo peludo e cheiro ruim, ficava muitos dias e noites de travessia deste "grande lago". Que outro motivo eles teriam para me capturar? Se eu fosse para lá com certeza jamais voltaria, era o que eu pensava. E mal sabia eu que estava certo. E minha mãe? Meu pai? Minhas irmãs e irmãos? Que fizeram quando desapareci? Procuraram-me. Ouvi várias lamentações em línguas que não conhecia. Também me lamentei e gritei. Gritei pelo meu pai, para que ele pudesse me ajudar. Meu grito apenas se somou aos vários gritos à minha volta e não houve nenhuma resposta. Minhas lágrimas serviram apenas para se misturar ao sangue que começava a coagular no canto da minha boca. Sinal de que haviam se passado muitas "luas" desde que eu acordei do meu desmaio. Onde estava era muito escuro e não era possível ver a luz do dia ou qualquer outra coisa do lado de

fora. Só o que ouvia eram gemidos de homens. Será que eles capturaram apenas homens? De repente abriram uma janela no topo. A luz do sol entrou furiosamente. Doía muito. E de dentro da luz saíram pessoas. Todas estavam com pedaços de pau e na ponta dos paus estavam amarradas coisas que se pareciam com tiras de couro ? "chicotes". Eles falavam entre si uma linguagem muito estranha. Mais estranha do que dos outros povos que já ouvi. Pelo menos conseguia entender algumas palavras das outras tribos. Ao chegarem mais perto, me deparei com uma cena terrível. Consegui ver como eles eram. Sua pele parecia ter sido atingida por uma doença terrível. Sua cor era muito clara. Seu corpo coberto de pelos amarelados. Mesmo vestindo estranhas vestes fedorentas já conseguia imaginar o resto. Terrível. E o cheiro deles era indescritível... Depois disso, muita coisa aconteceu no interior da embarcação. Os homens batiam muito em quem vomitava ou defecava. O que era inevitável devido à comida estragada e a pouca água potável que nos davam. Muitos morreram. De tempos em tempos íamos até a parte de cima do barco para tomar sol e sermos "lavados". Nessas idas descobri que havia mulheres e crianças

Eu Tenho Direito?

Drª S h e i l a D’ á v i l a FGTS DE EMPREGADA DOMÉSTICA Contratei uma empregada doméstica e gostaria de saber se sou obrigada a recolher o FGTS ? A.G.D Cidade Ocidental

realizar os depósitos mensalmente. Abraços. INDENIZAÇÃO Querida Dra. Tenho uma amiga que conheço a muitos anos, e faço tudo por ela e ela por mim, somos mais que irmãs. Porém a pouco tempo ela teve a oportunidade de homenagear uma pessoa publicamente, e para minha decepção não fui eu a escolhida. Fiquei arrasada pois achei que minha amizade, meu amor era recíproco, tive que procurar até ajuda psicológica. A minha pergunta é se posso processá-la por danos morais e materiais ? N.N.A Centro- Cidade Ocidental

R. Cara A.G.D, A Lei 5.859 alterada pela Lei 10.208/01 elenca em seu art. 3º. que “ É facultada a inclusão do empregado doméstico no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, de que trata a Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990, mediante requerimento do empregador, na forma do regulamento." Agora isto é uma faculdade e não uma obrigação, por isso você decide se quer ou não incluíla no FGTS. Agora lembre-se R. Querida N.N.A , a sua perque depois de inclusa, você gunta relativa a este caso é “ não pode voltar atrás, terá que sui generis”, pois amizade é

Jornal Ocidental | Agosto de 2010

uma coisa que não se compra , ela se conquista, e também não se cobra , se ganha. Da mesma forma penso que se ela não quis te homenagear não deve ter sido por não considerar sua amizade, mas sim por ter vários amigos. Agora pense bem, você também não estará demonstrando amizade e amor ao processar sua amiga por danos morais e materiais, pelo contrário estará demonstrando o quão é ínfima e vazia esta ligação de vocês. Agora respondendo a sua pergunta, qualquer um pode recorrer a justiça para fazer valer seus direitos, agora quanto a ganhar a causa, não vejo fundamentação processual para que você obtenha êxito. Cuide-se. LOTEAMENTO E CONDOMINIO Tenho dúvidas sobre a diferença de loteamento e condo-

também. Eram presos separadamente. Ao chegar a terra firme, fui trocado por pedaços de metal. E aqui estou preso novamente. Aprendi poucas palavras desde que fui apanhado na beira do rio. "Vendido" foi uma delas. Não sei exatamente o que significa. Mas acho que se refere a minha atual situação. Fiquei preso durante algumas luas. Só pensava em fugir. Fugir. Fugir. Agora estou trabalhando nos campos da casa daquele que me comprou. Descobri que sou "escravo". Na minha tribo havia escravos também. Minha própria avó era uma escrava. Não uma escrava "nossa", que fazia o que mandávamos e ia para o tronco apanhar, ou tinha alguma parte do corpo cortada. Nossa tribo ficava no caminho de outras tribos que estavam guerreando umas com as outras. Então as mulheres eram capturadas. Eram partes do saque. Minha avó foi trocada por comida, e passou a fazer parte da tribo. Claro que isso não era motivo de orgulho para ninguém. Cheguei à conclusão de que não adiantava fugir. Como ia voltar para casa?" Imagine o que milhões de escravos passaram ao se deparar como uma terra estranha, onde tinha vindo à força para trabalhar

para pessoas que tinham sido cruéis ao ponto de comprá-los como se fossem mercadoria, sem se importar com a divisão de suas famílias. Mães eram separadas de seus filhos e irmãos de irmãs. Imagine as barreiras lingüísticas que todos enfrentaram. Por causa dessas barreiras, provavelmente muitos morreram no tronco. Suas manifestações religiosas tiveram que ser deixadas para trás. Seus nomes tiveram que ser esquecidos. Por muito tempo achou-se que os escravos nem tinham alma. Eram considerados inferiores até aos animais. Como explicar esse drama para o homem branco de hoje em dia? E até mesmo para o negro? Como explicar que essa indignação remonta à essa época? Mais de 400 anos atrás? Como explicar para o branco que, quando chamam de racistas, negros, por usarem a palavra "branco" ao se referirem a eles, nada mais é do que um reflexo de agressões sofridas durante 400 anos? Se fossem racistas como dizem à boca pequena (ou à grande mesmo), não haveriam tantos brancos fazendo samba, pagode, capoeira, candomblé, rap e outras manifestações de origem afro, que agora fazem, com toda a justiça que lhe é devida, parte da cultura do povo brasileiro. Pensem nisso, agentes culturais.

davilasheila@gmail.com mínio, você poderia me explicar? C.D.R Jardim ABC R. C.D.R. Existem diferenças nevrálgicas entre este dois , loteamento, a priori, funcionaria como uma espécie de condomínio, haja vista a convivência em comum dos adquirentes dos lotes. Contudo, esses dois fenômenos apresentam distinções fundamentais. No condomínio, os condôminos são co-proprietários da coisa, sendo cada um dono de uma quota ideal sobre o terreno em sua totalidade. Dessa forma, nos condomínios há propriedade exclusiva, perante a fração ideal, e propriedade comum sobre as demais áreas. Por isso, nos condomínios é permitido que, dentro dos limites da proprie-

dade condominial, sejam instituídas áreas de uso comum, ainda que não apresentem especificação. Nos condomínios ás áreas comuns são de responsabilidades dos condôminos, eles são responsáveis pela manutenção . No loteamento, por sua vez, tais áreas com destinação comum não pertencem ao loteamento, mas sim ao poder público, o qual são transferidas as respectivas áreas tão somente pelo ato de registro, independente de doação, essas áreas são ruas, vias, áreas de preservação, que devem ser de responsabilidade do Município.

Envie sua dúvida para: davilasheila@gmail.com e descubra os seus direitos em qualquer área. Contribua com a nossa coluna!


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Senado | Câmara | Prefeitura | Vereadores

Entender para decidir Antes de saber em quem votar, é necessário saber por que votar. O eleitor sabe mesmo qual a diferença entre todos os cargos em disputa nestas eleições? O que faz um senador, um deputado federal, um deputado estadual? Para falar um pouco sobre estes assuntos, o Jornal Ocidental começa nesta edição a publicar o “Especial Eleições 2010”, que pretende informar melhor o eleitor sobre as atribuições de cada postulante a cargos públicos que desfilarão nas ruas, na tv e nos jornais a partir de agora. Participe deste especial enviando sugestões ou dúvidas para o e-mail jornalocidental@gmail.com.br.

Deputados estaduais: Senadores: representantes cidades bem representadas dos estados

Deputados federais: 513 funcionários do povo

As 41 vagas disponíveis na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás são para que os deputados estaduais representem os interesses dos municípios e regulem a atuação do estado junto a eles. Na prática, um deputado estadual fiscaliza os gastos do estado, a atuação do Executivo e a aplicação das verbas públicas. A presença dos deputados estaduais nas cidades é bem mais constante. Eles também podem fazer emendas no orçamento do estado para dirigir recursos para os municípios, melhorando e criando mais serviços para o cidadão. São constantes as obras com o dedo de parlamentares estaduais por todo o Brasil. Cidade Ocidental, por exemplo, deve grande parte do seu desenvolvimento a verbas destinadas por deputados estaduais, em conjunto com o Governo Municipal. Algumas obras que hoje existem não seriam possíveis sem um bom relacionamento entre governo e deputados estaduais. Por isso é importante eleger deputados que já conheçam o município e tenham uma certa relação com ele. Seu conhecimento e sua relação com os moradores e com o governo local podem ser traduzidos em obras e benfeitorias.

Existem diferenças importantes entre os cargos de senador e deputado federal. Ambos analisam e criam leis, bem como têm o poder de modifica-las e oferecer emendas. Porém, enquanto os deputados federais representam o povo, os senadores trabalham para representar o estado pelo qual foram eleitos. Eles são os principais fiscalizadores do presidente da República e cabe a eles, caso necessário, julga-lo em caso de irregularidades no mandato. A divisão das vagas para o Senado Federal é igualitária para todos os estados da federação, dispondo três vagas para cada um deles. No caso de Goiás, atualmente ocupam estas vagas os senadores Demóstenes Torres (DEM), Lúcia Vânia (PSDB) e Marconi Perillo (PSDB), este último concorrendo ao mandato de governador do estado este ano. É obrigação dos senadores fiscalizar e aprovar as dívidas dos Estados, admitir a diretoria do Banco Central e dar a decisão final quanto aos acordos internacionais a serem firmados pelo governo. Eles também podem propor leis e fiscalizar as ações e gastos do Executivo. Os senadores são eleitos para mandatos de oito anos, sendo que, a cada três anos, um terço das 81 vagas é renovado.

Fazer leis, analisar projetos de lei, fiscalizar o Executivo. As prerrogativas de um deputado federal giram, basicamente, em torno da legislação brasileira. Sua atuação deve preservar os interesses da sociedade e as leis criadas na Câmara Federal devem garantir o bem estar comum em todo o País. Na Câmara, são 513 cadeiras onde, na teoria, deveriam ser debatidos temas sobre o desenvolvimento do Brasil. As vagas são ocupadas proporcionalmente à população de cada estado. Em Goiás, por exemplo, disputam-se este ano 16 vagas. Porém, em municípios como Cidade Ocidental, os eleitores escolhem seus representantes pensando na possibilidade de criação de emendas no orçamento que possam beneficiar o local onde moram. Os deputados têm o poder de destinar recursos da União para a construção de aparelhos públicos (creches, escolas, praças) ou para equipar e melhorar a estrutura de aparelhos já instalados (mais salas de aula, ambulâncias, leitos em hospitais). Assim, o deputado federal pode, ou não, se tornar um parceiro mais próximo do povo.

Salário de um deputado estadual: R$ 12.375,00 Tempo de mandato: quatro anos Quantas vagas em Goiás para 2010: 41

Salário de um senador: R$ 16.512,00 Tempo de mandato: oito anos Quantas vagas em Goiás para 2010: duas

Salário de um deputado federal: R$ 16.512,00 Tempo de mandato: quatro anos Quantas vagas em Goiás para 2010: 16

>> CURIOSIDADES // Deputados Federais 1. Qual é o salário oficial? Após o novo aumento, a remuneração na folha de pagamento vai para R$ 16 512. Com o desconto do Imposto de Renda, na alíquota de 27,5%, o valor líquido é de R$ 11 971,20. 2. Quanto eles embolsam? Os deputados ganham mais R$ 3 000 por mês de auxílio-moradia e R$15 000 mensais de “verba indenizatória”, que inclui o ressarcimento de gastos tão variados como os de combustível e TV a cabo (por isso mesmo, estão sendo contestados pela Justiça). Além do 13º, eles recebem uma espécie de 14º e 15º como “ajuda de custo”. Dividindo tudo por 12 meses (incluindo o salário e o 13º), o valor mensal bruto passa para R$ 39 390. 3. Quanto eles custam para a gente? Pelo menos R$ 98 728,08. Além dos vencimentos, cada um tem R$ 50 815,62 para pagar os assessores, mais R$ 4 268,55 para despesas postais e telefônicas e verba de transporte aéreo que oscila hoje entre R$ 4 253,91 e R$ 16 938,44. Isso sem contar as despesas médicas, todas reembolsadas, o direito a publicações, o material de escritório e as despesas comuns de manutenção da Câmara.

>> PARTICIPE Desde já, você leitor já pode enviar suas questões para o e-mail:jornalocidental@ gmail.com, com o assunto “Eleições 2010”. Todas as questões serão respondidas pela nossa equipe e por um especialista em direito eleitoral e algumas serão publicadas no Espaço do Eleitor, que será inaugurado na próxima edição. Participe para decidir com a consciência traquila.

Jornal Ocidental | Agosto de 2010


Política

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Senado | Câmara | Prefeitura | Vereadores

Trabalho do deputado Cristóvão garante melhorias para Cidade Ocidental Recursos viabilizados pelo deputado estadual Cristóvão Tormin leva benefícios para Cidade Ocidental. Áreas como Infra-estrutura, Saúde, geração de emprego e moradia foram comtempladas

O

s reflexos do trabalho do deputado estadual Cristóvão em prol de Cidade Ocidental são bem visíveis. Os investimentos conseguidos pelo parlamentar tem garantido melhorias em diversas áreas como Infra-estrutura, Saúde, geração de emprego e melhores condições de moradia. Entre os benefícios para o município, está a viabilização de recursos para a construção da feira coberta, a retomada do Programa Renda Cidadã, recursos para construção de 500 casas populares, além de verba para pavimentação asfáltica de bairros do município. Todo esse esforço não é em vão. O deputado afirma que se empenha não só por Cidade Ocidental ser um município de sua representação, mas porque é um local em que gosta de estar. “Trabalho por Cidade Ocidental porque gosto de sua gente e tenho importante parceria com os poderes executivo e legislativo. Tenho certeza de que podemos fazer mais por essa cidade. Todos os moradores daqui merecem essa atenção que eu faço questão de dedicar”, declarou Cristóvão.

A primeira dama Fernanda Meira afirma que Cristóvão é uma pessoa especial para o município. “Cristóvão é um parlamentar atuante na Assembleia Legislativa, tem dedicado atenção especial à Cidade Ocidental, trazendo diversos benefícios. Destaco o empenho na inauguração da feira coberta e retomada de programas sociais como o Renda Cidadã. Além disso, é uma pessoa sempre presente e que se preocupa com nossa cidade”. Outro benefício empenhado por Cristóvão para Cidade Ocidental com recursos da emenda pessoal do parlamentar foi para a aquisição de uma ambulância zero quilômetro, em fase de procedimento licitatório. Para Cristóvão, essa é uma das necessidades da cidade e afirma estar contente em poder ajudar. “Todos sabemos que entre as necessidades básicas da população, está a saúde. Espero que o veículo seja útil aos que precisarem”. O carro, devidamente equipado para atender enfermos deverá ser entregue nos próximos dias para a população. Prefeito da cidade, Alex Ba-

Jornal Ocidental | Agosto de 2010

tista destaca o compromisso do deputado Cristóvão com Cidade Ocidental. “Esse é um deputado que eu posso garantir que tem se empenhado e trabalhado por nossa gente. Todos os esforços que ele tem feito, tem surtido bons resultados, como no caso do trabalho pela liberação da verba para a construção de 500 casas no Parque Araguari, Parque Nápoles e SQ18”. Cristóvão também participou da elaboração do plano de traba-

lho para a construção da Escola Técnico Profissionalizante no município. “Tenho consciência de que o trabalho do parlamentar não deve se restringir ao gabinete. Devemos estar na rua, junto com o povo, sentindo suas necessidades para saber o que de melhor podemos fazer pela população. Essa é minha forma de trabalho”, define Cristóvão. Presença Uma das características mais marcantes do deputado Cristóvão

é a presença constante nos eventos do município. Isso faz com que se envolva e participe de festas e eventos culturais no município. Cristóvão apoiou a construção da Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, no Parque Nova Friburgo. Todos os anos, mesmo antes de ser deputado, apoiava e participava de eventos culturais e religiosos, como as festas do Marmelo, de Santo Antônio, que é o padroeiro da cidade e de Nossa Senhora D’Abadia.


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Nossa Cidade

SQ 19 vive a era das realizações Depois de anos de promessas, o bairro começa a sentir o ritmo de trabalho acelerado da atual administração

P

romessas sobre melhorias para a comunidade da SQ 19 já são coisas do passado. O lema do atual governo de Cidade Ocidental para a superquadra é ação. Isso tem se mostrado nas aceleradas obras de pavimentação do local, nas visitas de assistentes sociais às famílias e nas inaugurações já ocorridas. No fim mês passado, o prefeito Alex Batista inaugurou o Centro Comunitário da SQ 19, um local de reunião da comunidade. Moradores lembraram, durante o evento realizado para entregar a obra, quantas vezes o centro foi prometido por governos anteriores e foi preciso que o atual prefeito Alex Batista colocasse a SQ 19 como prioridade em seu governo para que as coisas começassem a acontecer. Assim está sendo também com a construção da creche municipal do bairro, que tem suas obras em ritmo acelerado.

Segundo o cronograma dos engenheiros responsáveis, o prédio deve ser entregue à comunidade ainda no ano de 2010. O prefeito Alex Batista diz não ver dificuldades em atender as reivindicações do povo da SQ 19. “O que precisa é

trabalhar. Se existe algo a ser feito, que se faça logo”, desabafa o prefeito, que não parece ter preocupações em segurar as obras para o ano eleitoral. A inquietação do prefeito tem fundamento. A SQ 19 foi entregue à comunidade com

estrutura escassa. Durante anos a comunidade do local sofreu com a exploração política do local. Após a posse do atual prefeito, não demorou muito para que as máquinas começassem a trabalhar. A pavimentação do local e

entrega do Centro Comunitário são, segundo o Governo, o início de uma nova era para a SQ 19. Os próximos passos serão o término da construção da creche e o projeto do Ginásio de Esportes, uma das obras mais esperadas pela copmunidade.

Encontro Pedagógico em Cidade Ocidental

C

idade Ocidental realizou o seu III encontro pedagógico neste mês de julho, com a presença de educadores do município e de toda a região do entorno. O objetivo do encontro é discutir os rumos da educação pública e as formas de melhora-la em todos os municípios goianos. Segundo o prefeito Alex Batista, a preocupação de todos os governos deve seguir no rumo de colocar a educação como prioridade. Ele reafirma seu compromisso com professores e alunos. “A parceria entre o nosso Governo, os profissionais da educação e os pais de alunos é essencial

para que nos tornemos referência em toso o Brasil no quesito educação”, ponderou o prefeito. Alex lembrou também as iniciativas pioneiras tomadas pelo seu Governo, como a implantação do Centro de Línguas de Cidade Ocidental, que atende crianças da rede pública de ensino em horários alternados à escola, o atendimento psicopedagógico, que orienta alunos e pais de alunos com desvios de comportamento e o projeto Segundo Tempo, um dos grandes orgulhos da atual Administração, que já atendeu mais de cinco mil crianças em todo o município.

Jornal Ocidental | Agosto de 2010


Nossa Cidade

Super Quadras | Bairros | Zona Rural

Motorock é sucesso de As presepadas de Juca novo O

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Por: Marcelo Pompom

encontro de motociclistas e amantes do Rock’n Roll em Cidade Ocidental já se tornou parte do calendário goiano dos maiores eventos do gênero. O Motorock, criado na gestação do prefeito Alex Batista, movimentou toda a cidade e foi um sucesso de público e organização. Este ano, com um nome já consolidado, o Motorock atraiu visitantes de outros estados, que compareceram para assistir as apresentações de grupos de rock e promover um encontro entre os mais tradicionais grupos de motociclistas do estado de Goiás e do Brasil. Desfilando com jaquetas de couro abarrotadas de tachinhas, os participantes chamam a atenção pela atitude. Grande parte deles já passou dos 35 de idade, mas não ligam muito para isso. “Experiência é tudo!”, diz um deles. As motocicletas chamam a atenção até de quem diz não gostar muito. Extravagantes, modernas, no melhor estilo Mad Max, elas estão lá, é só apreciar e, se tiver coragem, tentar umas manobras ou ao menos, uma fotografia para exibir no Orkut. O Motorock movimentou o comércio, os jovens, os músicos e a própria Administração Municipal, que simpatiza muito com o evento. O prefeito Alex Batista disse admirar a iniciativa. “O governo está aqui porque enxerga a mensagem do Motorock: o encontro de gerações em torno de uma diversão sadia”, disse. Permanecer no espírito do evento é uma boa alternativa aos jovens ocidentalenses.

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Algumas vezes eu gosto de beber um pouquinho. Sei o meu limite, depois que passo dele as coisas acontecem distorcidas e acabam de forma não convencional. Uma vez fui convidado para uma festa. O tema desta era “festa brega”. Fiquei imaginando o que seria este tema até um conhecido dizer que era o meu estilo, não precisaria me preocupar, pois eu me vestia do jeito que o pessoal da festa queria. Coloquei minha “beca” e me dirigi até a referida comemoração com o endereço em mãos. Peguei o ônibus e me sentei numa poltrona quase no final do corredor. Senti um olhar de escândalo das pessoas que estavam no veículo. Achei que era por causa de minha combinação no visual. Meu terno verde limão, com uma bermuda cenoura e uma belíssima camisa com listras azuis e lilás. Para completar um lindo chapéu turquesa com uma pena de ganso incrustada em sua aba. Minha maravilhosa Beca de todas as baladas. Desci no bairro aonde aconteceria a festa. No meu bilhete estava escrito: c. 8 c. 19. Demorei um pouco para entender até que vi uma aglomeração em frente a casa 19. Perguntei o endereço e fui informado que ali era o conjunto 8, casa 19. Fui entrando e perguntando onde estava meu conhecido, para eu não ficar deslocado no ambiente. Reparei que a maioria das pessoas vestiam roupas brancas. Era um festival de claridade. Mulheres com vestidos grandes e brancos, senhores com calças e camisas claras e crianças vestidas com roupas alvas. Reparei que todos me olhavam e um rapaz saiu do meio de uma roda de conversa e apontou para mim gritando: - Olha o Zé Pilintra!!! Depois começou um batuque e todos começaram a dançar em volta dos tambores. Foi aí que me dei conta de que ali era um terreiro de candomblé. Fiquei meio sem graça e percebi que havia me enganado com o endereço. O bilhete queria dizer que a festa era no conjunto 19, casa 8. Saí correndo daquele local, andei um bocado, até que encontrei meu conhecido em frente a rua do conjunto 19. Fomos entrando e antes do primeiro gole, eu já avistava uma garota loira e magra dando bola. Na primeira garrafa, a loira já encarava e eu a olhava com “olhos famintos”. Na segunda garrafa, ela continuava encarando. Na terceira garrafa ela encarava e piscava. Eu piscava de volta achando que ia me dar bem. Na quarta garrafa ela encarava, piscava e acenava. Na quinta garrafa, ela encarava, piscava, acenava e mandava beijos. Eu retribuía mandando beijinhos e pedindo um abraço. Na sexta garrafa, ela encarava, piscava, acenava, mandava beijos e cruzava as pernas. Aquilo me deixava “super elétrico”. Na sétima garrafa ela encarava, piscava, acenava, mandava beijos, cruzava as pernas e me chamava com o indicador. A oitava garrafa tomei na fila do banheiro. Quase fiz nas calças, pois estava com a bexiga cheiíssima. Na nona garrafa a loira encarava, piscava, acenava, mandava beijos, cruzava as pernas, me chamava com o indicador e abaixava o decote. Na décima garrafa ela encarava, piscava, acenava, mandava beijos, cruzava as pernas, me chamava com o indicador, abaixava o decote e mostrava o sutiã. Acho que era cor de palha. Na décima primeira garrafa ela encarava, piscava, acenava, mandava beijos, cruzava as pernas, me chamava com o indicador, abaixava o decote, mostrava o sutiã e fazia “biquinho” com a ponta da língua em seus lábios. A décima segunda garrafa tomei atrás de uma moita, pois o banheiro estava lotado e a bexiga estava para estourar mais uma vez. Na décima terceira garrafa a loira encarava, piscava, acenava, mandava beijos, cruzava as pernas, me chamava com o indicador, abaixava o decote, mostrava o sutiã, fazia “biquinho” com a ponta da língua em seus lábios e depois descruzava as pernas abrindo-as um pouco. A festa ia às mil maravilhas eu estava totalmente animado e “anestesiado”. Acordei no outro dia, a tarde, com o barulho do telefone. Cambaleando e com a cabeça pesando uma tonelada, fui atender o aparelho pensando em onde estava e como cheguei até ali. Constatei que estava em casa e levantando o gancho do telefone falei: - Alô?!? Escutei uma voz conhecida dizendo: - Juca? É você? Demorou um pouco para eu lembrar meu próprio nome, mas respondi: - Sim. A voz do outro lado da linha do telefone retrucou: - “Pô” Zé Pilintra, você não vai devolver minha vassoura?!?


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Jornal Ocidental | Agosto de 2010


Nossa Cidade 9 Campanha política gera boas oportunidades para empresas Os segmentos de gráficas e produção artística são os que mais apresentam crescimento Felipe Chiavegatto Especial para o JO

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olítica e negócios têm tudo a ver em qualquer época. Mas as campanhas eleitorais fazem alguns empresários rirem a toa, especialmente na região do Entorno de Brasília. Durante os três meses em que os candidatos fazem de todo para entrar na mente dos eleitores, gráficas, agências de comunicação, empresas de comunicação visual e outros segmentos aumentam em muito o seu faturamento. No entorno de Brasília, apesar do pouco número de empresas prestadoras de serviços, algumas particularidades favorecem o crescimento comercial durante as campanhas eleitorais. Normalmente, os profissionais da região oferecem preços mais baixos do que os praticados no Distrito Federal, e isso tem favorecido a procura de clientes de municípios vizinhos e do próprio DF. A impressão de santinhos, cartazes e adesivos são, de longe, os principais motores da melhoria temporária no faturamento das micro e pequenas empresas da região, seguida pela plotagem de carros de campanha, comunicação pela internet e produção de jingles. Há também registros de aumento na venda de marmitas pelos restaurantes, para abastecer os cabos eleitorais que ficam em plantão nos diretórios espalhados por todas as cidades. Segundo o gráfico Manoel Amaro, sua empresa, em Valparaíso de Goiás, fatura até 50% a mais durante a campanha. “São mais santinhos e cartazes, mas às

vezes rodamos também informativos e cartas dos candidatos”, diz. Estes últimos também favorecem uma parcela de profissionais que, na maioria das vezes,

vivem como profissionais autônomos, como é o caso de Luiz Alberto Castro, artista gráfico. Ele afirma a lucratividade deste setor com números expressivos. De acordo com Castro, ele chega a ganhar até R$ 1.200 por um dia de trabalho, fazendo o design de materiais gráficos para candidatos. “Mas não aparece serviço todo dia, tem que rodar pelos gabinetes antes das eleições e esperar o telefone tocar”, revela o profissional. INTERNET As ferramentas virtuais também criam boas oportunidades de negócios. Com as proibições de showmícios, brindes e placas pela Justiça Eleitoral, a rede mundial de computadores se tornou um campo aberto para as campanhas

vir-

tuais. Neste espaço mais democrático, vence aquele que atingir o eleitor de maneira mais profissional e, para isso, os candidatos têm procurado profissionais especializados. Os webdesigners, que pensam e constroem páginas de internet, cobram a partir de R$ 2 mil para construir blogs, sites e manter redes de relacionamento (Orkut, Facebook, Twitter) para os candidatos. Para eles, um bom

network antes da campanha também favorece os negócios. A maior procura pelos serviços das empresas e profissionais do Entorno do DF tem partido dos candidatos de Goiás, mas ainda assim os candi-

datos a deputado distrital somam uma boa fatura no fim da campanha. Os profissionais e empresas que fazem bem o seu trabalho, terminam a campanha sorrindo, independente do resultado das urnas.

Aniversariantes

O Jornal Ocidental deseja imensas felicidades e todas as bençãos de Deus aos aniversáriantes de Junho!

Helaine Soares (22/7)

Jornal Ocidental | Agosto de 2010

Rony Gás (02/08)

Edmar (Bonitão) (20/6)

Randerson Pereira (24/6)


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Entorno

Cidades | Câmaras | Prefeituras | Moradores

Reforma tributária ainda aguarda vontade política Para Mabel, a reforma tributária é fundamental para o desenvolvimento do País Érika Moreira EM: O que vem a ser a reforma tributária? Sandro Mabel: É uma das principais reformas que está sendo pautada para o Brasil. O País tributa muito mais as pessoas mais pobres e privilegia os mais ricos. A tributação sobre o consumo é algo que avassala a população. 54% de tudo o que ela ganha vão para impostos. Se nós conseguirmos reduzir essa porcentagem para algo em torno de 30% daríamos aí, uma redução de 24%. Isso na prática significa que uma pessoa que ganha R$ 1.000,00 teria mais 240 reais para ir às compras, ou seja, aumentaríamos o poder de compra dela. EM: Como fica a tributação nos investimentos, como a aquisição de ferramentas que auxiliam ao empresário? Sandro Mabel: No Brasil se

você vai comprar máquina para melhorar sua produção, a carga tributária lhe acompanha. Tal modo de cobrança de impostos impede que o empresário cresça. Temos que exonerar essa cobrança e repassa-la para quem produz os produtos. EM: E a tributação na folha de pagamento? Sandro Mabel: A reforma prevê redução desta sobre a folha de pagamento custeada pelo meio empresarial, que hoje é de 20% e lutamos pela queda para 14%. Isso fará com que as pessoas saiam da informalidade. EM: Além de peças e maquinários, a reforma prevê transferência na cobrança de impostos para demais setores produtivos? Sandro Mabel: Hoje o Estado que vende a mercadoria é quem

paga a tributação enquanto o que produz fica isento. Na nossa pauta, o imposto deverá ir direto para o Estado produtor. Dessa forma, organizaremos a estrutura do País. EM: E os incentivos fiscais que cada Estado possui? Sandro Mabel: Para eles deveremos fazer adequação ao que é praticado hoje. Para equalizarmos tais condutas em toda a federação, utilizaremos um fundo orçamentário como fonte para que cada Estado decida aonde deseja investir tal receita e proceder tais incentivos. EM: Há previsão sobre equiparação das alíquotas de cada Unidade fiscal? Sandro Mabel: Prevemos a uniformização das alíquotas entre os Estados. Hoje temos apenas um máximo que é de 12%. EM: Como ficará a tributação

de gêneros de necessidade básica? Sandro Mabel: Começaremos com grupos com carga de 4% e iremos até os 25% de produtos oriundos do petróleo e das linhas de energia. EM: Isso inclui itens da cesta básica? Sandro Mabel: Na comissão que estudou o projeto, os itens da cesta básica foram isentos de impostos como um todo, mas isso ainda não foi votada em plenário. Contudo, hoje entendemos que isso não pode ser como um todo, pois o nordeste do País depende dessa arrecadação de alimentos para sobreviver enquanto poder público. EM: Fale um pouco do sistema que a reforma prevê sobre a limitação na cobrança de impostos e o aumento previsto para a arrecadação...

Sandro Mabel: Podemos começar explicando que nossa reforma prevê a criação de mecanismos que estimulem a arrecadação, pois com limite para a cobrança de impostos, ocorre a contenção da sonegação. Apenas mudamos o imposto de um lugar e o recolocamos onde é devido. Para aqueles Estados e Municípios que se sentirem prejudicados o fundo orçamentário estará a disposição para auxiliá-los em eventuais dificuldades. É a chamada trava para a carga tributária. Isso inclui produtos como remédios. Com isso o aposentado ficará com cerca de 100 reais a mais para poder gerir da maneira que desejar. EM: O que falta para que o projeto seja avaliado pelo Congresso? Sandro Mabel: Apenas vontade política.

Aedes Aegypti, mobilizando as crianças com atividades voltadas para o esclarecimento de como ocorre e se porífera esse mosquito. Os cuidados que devemos ter para não contrair a Dengue, como tratar e evitar essa doença, já que há casos de alguns focos em nossa cidade. Através da Secretaria da saúde, adquiriram cartazes e panfletos da campanha nacional. Fizeram a exposição desses cartazes e trouxeram novas informa-

ções com um teatro de fantoches apresentado pela própria Secretaria Municipal de Saúde. Para finalizar desejo a todos um Bom Dia, uma Boa Tarde ou Boa Noite, desejo mais solidariedade e tomemos bastante cuidado com o mosquito da dengue, não joguem lixo nas ruas, pois alguns objetos que acumulem água podem servir de berçário para a reprodução desse mosquito que mata e deixa muita gente mal.

Reportagem (61) 9245-1588

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ARTIGO Por Sarah Budin

BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE! Quem assiste televisão hoje em dia já deve ter notado que os telejornais, independente da emissora, sempre iniciam suas atividades com as seguintes saudações: Bom Dia, Boa Tarde ou Boa Noite. É provável também que tenha percebido que o conteúdo apresentado por eles logo em seguida nada tem de bom, normalmente são noticias trágicas de crimes, que abalam com as perspectivas de qualquer pessoa, ou quando não, são as tragédias naturais, raras são as noticias realmente boas. Dando a impressão de um mundo onde o interesse do ser humano pelo seu semelhante é muito pouco ou quase nenhum, onde as pessoas não se cumprimentam, não se abraçam, não se reconhecem no “outro”. Pensando nisso e inspirada pelo movimento Free Hugs do Abraço Grátis, a professora do laboratório de informática da Escola Munici-

pal Nova Friburgo, Maria Cecília, desenvolveu um projeto chamado: Boa Vontade é Tudo... O principal objetivo deste trabalho é o de “semear no coração dos alunos a vontade inocente de ajudar, ser prestativo por livre e espontânea vontade. Acreditando que assim faremos do mundo um lugar melhor”, disse a professora, destacando ainda a importância da “questão da solidariedade, da boa vontade, do dar sem esperar receber algo em troca” incentivando assim o “reconhecimento de que carinho, sorriso, respeito e atenção, são sentimentos de valorização do ser humano e que fazem a diferença em uma sociedade cansada e carente como a nossa”. Para isso foi criada a TENDA DA BOA VONTADE, onde os alunos do laboratório de informática ofereceram serviços gratuitos de organização, limpeza, bei-

jinho, poesia, recepção e abraço para os convidados na festa em comemoração ao dia das mães. Boa Vontade é Tudo, mas para que se possam prestar serviços de boa vontade primeiramente é preciso ter uma boa EDUCAÇÃO, estar bem consigo mesmo e bem de saúde. Nesse ponto a mídia presta um importante papel devido à grande divulgação dos telejornais referente à gravidade e as precauções que devem ser tomadas contra o mosquito da dengue, os professores Diego e Adriano dos laboratórios de informática das Escolas Municipais: Edson André de Aguiar e Paulo Freire, desenvolveram durante o período do mês de abril um trabalho muito parecido com o da mídia, no projeto: “Mosquito da Dengue não!”, que consistiu em uma campanha de combate ao mosquito

Expediente Fundado “Sem Nome” em 25 de agosto de 1991 por David Budin e (1951-1998) e Maria Madalena (1955-2007) CNPJ: 10.713.641/0001-47 Diretor Presidente e Editor Geral Saulo Budin saulobudin@gmail.com

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Colabobador Felipe Chiavegatto felipe.chiavegatto@gmail.com Projeto gráfico André Brito

Editor de Educação e Cultura André Brito theking.andre@gmail.com

Editor de Arte e Designer Gráfico Saulo Budin jornalocidental@gmail.com

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Os artigos assinados não refletem necessariamente a opinião deste jornal.

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Distrito Federal e Entorno

Satélites | Deputados | Saúde | Transporte

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GDF busca avanços no transporte >> CURTA público, na saúde e em segurança Exames genéticos de eventos apontam estuprador que agiu na UnB C

om um dos sistemas de transporte público coletivo mais avançados do mundo, a capital holandesa Amsterdam pode ajudar tecnicamente Brasília a crescer no setor. Esta é uma das parcerias que o governador Rogério Rosso pretende firmar durante sua visita à cidade. Neste sábado (31/07), Rosso conheceu um dos mais seguros e modernos estádios de futebol do mundo, o Estádio Amsterdam Arena. O governador foi recebido por diretores do maior estádio da Holanda. O embaixador do Brasil na Holanda, Denot Medeiros, também integrou a comitiva do GDF durante a visita. O estádio funciona como uma arena multiuso, sendo também palco de shows, exposições e eventos. Nas dependências do estádio, o destaque fica por conta do centro de operações e controle, que administra todos os espaços comuns do prédio gigantesco, além de controlar o acesso de torcedores e visitantes e a segurança de todos os pontos do estádio. “Fiquei bastante impressionado com a segurança, a modernidade e o conforto que o estádio oferece aos torcedores. A mobilidade das pessoas aqui também é bastante facilitada”, destacou o governador, em referência às duas linhas do tramway, ou Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que dão acesso ao estádio. “É, sem dúvida, um importante modelo que pode ser adotado por Brasília, principalmente pelo fato

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de ser auto-sustentável”, completou Rosso. Com vários restaurantes e nos moldes de uma casa de espetáculos, o Estádio Amsterdam Arena tem capacidade para 55 mil torcedores, todos acomodados em cadeiras numeradas. Nesta segunda-feira (02), o governador Rogério Rosso será recebido por representantes da Prefeitura de Amsterdam, onde conhecerá mais detalhes do transporte público da capital. Na cidade, o tramway divide as principais avenidas com milhares

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de bicicletas, numa convivência bastante organizada. Por conta disso, é bastante reduzido o número de acidentes envolvendo os dois veículos. Além de conhecer o sistema, o governador Rogério Rosso vai solicitar à Prefeitura a cooperação técnica na implantação de melhorias para o transporte público da capital federal, alem de conhecer mais detalhes da saúde pública e seu modo de funcionamento no País, considerado um dos melhores atendimentos públicos do mundo.

elegacia da Mulher recebeu laudos periciais de garçom, que trabalhava em um ministério, como o autor de estupros e roubo de seis mulheres A Polícia Civil apresentou, na manhã de quarta-feira (28/07), Frank de Oliveira Souza, 22 anos, acusado de roubar e estuprar seis mulheres no Distrito Federal. Ele trabalhava como garçom em um ministério, na Esplanada, e praticava os crimes depois que saía do trabalho. De acordo com a polícia, ele atuava na L2 Sul e Norte, Esplanada dos Ministérios e no Setor de Embaixadas, sempre vestido com uma calça social preta e blusa social branca, ele tinha preferência por mulheres de 20 a 32 anos. Dentre os crimes praticados por ele, está o estupro de uma estudante da Universidade de Brasília, que ocorreu em março deste ano. O acusado era investigado há quatro meses e só foi identificado como o autor dos crimes depois de ter sido preso, no dia 13 deste mês, na Cidade Ocidental (GO), com o carro de uma das vítimas. Ele foi abordado por agentes de Goiás que pararam o veículo e após realizar uma consulta descobriram que a placa que o carro ostentava estava errada e que era produto de roubo no DF. A Delegacia da Mulher (Deam) ficou sabendo que o carro era de uma das vítimas do estuprador e pediu que o homem fosse recambiado para a delegacia local. Segundo a delegada-chefe da Deam, Sandra Gomes Melo, a fisionomia do acusado era muito parecida com o retrato falado feito pelas vítimas. Os policiais realizaram um exame de DNA de Frank para comparar com o material genético que o estuprador tinha deixado nas vítimas. O resultado dos exames saiu na terçafeira (27), quando foi comprovado que ele é o autor dos seis casos. “Como os exames deram positivo não vamos nem precisar que as vítimas compareçam à delegacia para reconhecê-lo. Acho até melhor porque é muito sofrido para elas ter que passar por essa situação”, diz a delegada. Ela ainda conta que, em, todos os casos, o acusado roubou os pertences das mulheres após cometer o ato carnal com elas. Frank de Oliveira Souza é casado e tem dois filhos. Ele foi indiciado por roubo e estupro. Se condenado ele pode pegar até 20 anos de reclusão por caso. A polícia investiga se ainda existem outros crimes praticados pelo acusado. Frank foi levado para o Departamento de Polícia do DF. Fonte: Jornal Coletivo


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CULTURA

Artes Plásticas | Literatura | Cinema | Música

Ocidental no escurinho do cinema

O

Governo de Cidade Ocidental, por intermédio da superintendência de Cultura, levou a sétima arte para a Praça Santo Antônio. O projeto Cinema na Praça pretende oferecer a exibição de filmes nacionais de graça para a população. O Governo acredita que, com esta atitude, pode despertar nos moradores de todas as idades o gosto pelas produções nacionais. O prefeito Alex Batista, grande entusiasta do projeto, diz que o Cinema na Praça é uma alternativa cultural de peso para os moradores. “Estamos fazendo de tudo para levar o acesso à cultura a toda a nossa população”, diz Alex, que anuncia também o projeto cinema rural, que deve oferecer aos moradores da área

rural do município o acesso aos mesmos filmes exibidos no centro da cidade. A iniciativa do projeto foi do superintendente de cultura do município, Ivanilton Santos, conhecido como Poeta. Ele diz que o prazer de levar a cultura aos ocidentalense supera o trabalho desprendido para tocar o projeto. “Tem crianças ainda não conhecem uma sala de cinema e ver o sorriso delas paga o nosso trabalho”, desabafa Poeta. Ele diz que o empenho do prefeito Alex Batista foi essencial para tirar o projeto do papel. Segundo ele, Alex acompanhou todos os processos de implantação do Cinema na Praça e quer inserir o evento no calendário cultural da cidade.

Cultura tipo exportação: de Cidade Ocidental para o Brasil O

Rodoteatro do artista OTANI D'CARLO, o Palhaço Fanikito retorna as vias terrestres brasileiras, com a garra de um Fênix. Quando chegou na Cidade Ocidental, em 1999, Otani acabava de retornar de uma longa turnê por várias regiões do país, onde atuou ern mais de 1600 cidades, levando o seu "teatrado" aos quatro cantos do território nacional. Quem não se lembra das peripércias do artista Otani na peie do seu personagem, Palhaço Fanikito, nas hilariantes apresentações nas feiras, escolas, presídios? Na gestão do governo Plínio Araújo, assumiu a superitendência de cultura local, onde fez pouca arte, devido à falta de apoio aos tantos projetos por ele apresentados.

Na gestão atual, o Fanikito não tem muito a reclamar, uma vez que ano passado, teve vários trabalhos apoiado peio então presidente da Câmara Municipal, o vereador Marcelo Araújo e pelo prefeito Alex Batista. Também foi contemplado com o registro da sua ONG, a Oficina Cultural Rodoteatro, como órgão de utilidade pública, que recebeu voto positivo de todos os vereadores, cuja lei teve a aprovação do Prefeito A!ex Batista. Cansado de esperar apoio do Deputado Jovair Araníes, a quem solicitou apoio para a criação do Retiro do Artista Popular, Fanikito, chegou ao extremo se desfazendo de um lote de sua propriedade, e assim adquiriu uma perua Kombi, para então continuar as

suas artes. O Rodoteatro atuará em dezenas de municípios goianos, até as próximas eleições, pois não abrirá mão dos votos dos seus artistas, no próximo dia 3 de outubro, e logo em seguida, partirá para os paises do Mercosul. O PROJETO Piracema Cultural Rodoteatro, se compõe com teatro infantil nas escolas, curso de teatro para os alunos da rede municipal de ensino, e cinema urbano na zona rural. Segundo acordo entre Otani e o Prefeito Alex, a sua estreia ocorrerá neste início de mês em nossa cidade, cujo empenho também recebe apoio cultural do Vereador Marcelo Araújo, Vereador lula e Grupo Magia da Criança. A

trupe rodoteatro se completa com Édipo Carlo, filho do artista em questão, seu neto, Edvaldo Plácido e Raifran Nascimento, exaluno do Curso de Interpretação, realizado no Teatro Nacional de

Brasília, em fevereiro passado, que teve o Fanikito como docente. Só nos resta desejar sucesso ao quarteto mambembe, e esperar um breve retorno Fanikito com o seu clássico gritinho: “Ui!”

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Educação

Professores | Alunos | Escolas | Iniciativas

Entrevista com a Secretaria de Educação

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Por Romulo Maia

N

a tarde do dia 21 de julho de 2010, conversei com a Secretária de Educação de Cidade Ocidental Maria Aparecida, a Cida. Num bate papo divertido, ela nos conta sua trajetória na Educação, seus planos e projetos para o ensino em nosso município, os planos para o ano de 2011, alem de nos falar um pouco sobre o revolucionário sistema de ensino OPET que foi implantado recentemente em Cidade Ocidental. Acompanhe: Qual foi sua trajetória antes de chegar à secretaria de educação de cidade ocidental? Sou formada em Pedagogia e pós-graduada em Educação Especial. Sou uma pessoa apaixonada pela Educação. Comecei como comerciante, durante 10 anos da minha vida. Comecei a atuar na Educação no primeiro governo do ex prefeito Antonio Lima como secretária das escolas Nova Friburgo, Edson André de Aguiar e Aleixo Pereira Braga 1. Depois assumi por 8 anos a direção do colégio Aleixo Pereira Braga 1 e logo em seguida fiquei 1 ano e 3 meses na escola Nova Friburgo, até que aceitei o convite do prefeito Alex Batista para assumir a Secretaria de Educação. A senhora gosta muito de ler? Qual seu livro predileto? Gosto muito de ler, não tenho nenhum preferido já que todos nos trazem alguma lição. Meus autores preferidos são Paulo Freire, Augusto Cury e Vasco Moreto. Como é o seu dia a dia na Secretaria de Educação?

É muito corrido, sempre tento atender a toda população, mas nem sempre é possível, pois estamos sempre correndo atrás de melhoria para a área da educação, porém estamos fazendo de tudo para melhorar o atendimento. Quais foram os avanços no Sistema Municipal de Educação nos últimos meses? Entrei há três meses, e estou dando continuidade aos projetos do ex-Secretário de Educação Marconi Moura e de sua equipe como a implantação do sistema de ensino OPET e da inclusão de orientadores educacionais em todas as escolas. Como ele funciona e qual seu principal beneficio para a nossa educação? O principal beneficio do OPET é o aprendizado. Quem o trouxe para a cidade foi o Marconi e o prefeito Alex Batista depois de uma visita a Curitiba. O sistema utiliza livros bimestrais e também temos capacitação para professores bimestralmente, capacitando professores de primeira e segunda fase por área. Todos os alunos têm acesso ao portal do OPET na internet que inclui atividades lúdicas e pedagógicas. Quem quiser acessar o endereço é www.opet.com. br. Atualmente, estamos tendo um curso on-line de 280 horas para professores e gestores. O OPET é uma oportunidade de mudança para o ensino da Educação, pois hoje, a educação é desvalorizada e nós precisamos melhorá-la a cada dia. E de conhecimento geral que

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há postos não preenchidos, especialmente os de professores, nas escolas municipais. Há planos para algum concurso público na área de educação? Sim, estamos providenciando um concurso para o inicio de 2011 para suprir a carência que existe hoje. O que você acha do atual plano de cargos e salários da educação de cidade ocidental? Houve um bom progresso, mas ainda é necessário se fazer alguns ajustes para beneficiar os nossos profissionais do magistério, que é a grande meta na educação do prefeito Alex Batista. O transporte dos alunos que é cedido pela prefeitura é precário. Como à senhora vê o sistema de transporte escolar em nosso município? O nosso transporte ainda não é 100%, porém, a cada dia que passa trabalhamos mais para suprir as necessidades existentes. Na ultima vistoria estadual do transporte escolar, foi constatado que o nosso município é o único de todo o Estado de Goiás em que o transporte oferecido pelo município é melhor que o terceirizado. O que a senhora acha que é preciso para fazer com que a família se aproxime cada vez mais da escola? É necessária uma participação cada vez maior dos pais nas escolas. Estamos implantando no município a “Mobilização Nacional pela Educação”. O principal objetivo é chamar a atenção dos pais para um acompanhamento da

vida escolar da criança. Foi inclusive formado um comitê com representantes de vários segmentos sociais. Foi feita também uma cartilha explicativa, que foi enviada pelo MEC para ser desenvolvida em todas as escolas municipais. Do ponto de vista físico e estrutural, como se encontram as escolas do Sistema Municipal de Educação hoje. Há previsão de reformas? Desde que o prefeito Alex Batista assumiu, todas as nossas escolas ganharam melhorias, sem contar as que estão sendo construídas, além das creches feitas e reformadas também. O prefeito Alex luta muito por nossa educação e está a cada dia nos trazendo mais melhorias. Fico grata por nossas crianças. A atual merenda escolar servida nas escolas municipais é acompanhada por um (a) nutricionista? Sim, temos a nutricionista Tayane. Ela cuida do cardápio das escolas para dar a elas uma alimentação saudável e de qualidade. Quais projetos pedagógicos estão previsto para esse segundo semestre de 2010 e quais você pretende implantar no ano de 2011 Estamos em fase de adequação dos projetos implantados, e planejando melhorias para 2011. E sempre que necessário vamos fazer novos projetos em prol da educação. De acordo com dados da OCDE (organização que reúne países da Europa e os Estados Unidos), os estudantes brasilei-

ros são os últimos colocados nas matérias de Ciências, Matemática e Leitura. Como acha que podemos mudar esse cenário? Nós temos que capacitar os docentes. A mudança começa em casa. Aqui na cidade o sistema de ensino OPET foi implantado justamente para melhorar a Educação. Em 33 anos de governo, Cidade Ocidental nunca teve um prefeito que cuidasse tanto da educação. Quais estão sendo seus maiores desafios nesse ano de 2010? O principal desafio é a falta de docentes, pois muitos saem de licença e não temos tantos substitutos. O concurso de 2011 resolverá esse e muitos outros problemas. O Jornal Ocidental está elaborando um concurso de redação para os estudantes da rede pública municipal e estadual da Cidade. Podemos contar com a ajuda da Secretaria? O que a Sra. acha da iniciativa? Acho uma idéia maravilhosa. A Secretaria de Educação se coloca a inteira disposição para ajudar no que for preciso. Agradeço a sua recepção e por ultimo, peço que deixe sua mensagem para a população de Cidade Ocidental Agradeço a boa recepção que tive do prefeito, da secretaria e de toda população ocidentalense. Espero ser merecedora de toda a confiança em mim depositada e prometo me esforçar todos os dias pra fazer o melhor trabalho possível pela educação de nossa cidade.


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Esporte

Por Jorge Saunders

Cidade Ocidental representada na

3ª Maratona Brasília Runday Mais de 1,2 mil pessoas parti- da vez e agradeceu pela oportuniciparam de da 3ª Maratona Bra- dade de representar o município. sília Runday, realizada no dia Segundo ele, o apoio de Deus, 25 de julho em comemoração ao do vereador José Divino e de sua aniversário de 82 anos da Polícia esposa – que o acompanhou duRodoviária Federal. As provas rante todo o percurso, de bicicleforam realizadas em 3 distâncias ta – foram essenciais para a sua diferentes, atendendo a todos os participação. níveis de corredores. Foi montaO evento contou com apoio do um percurso da Federação Nade 21 km contemcional dos Poli“O evento replando as provas ciais Rodoviários de 8,6km, 21 km Federais (Fenapresentou uma e 42 km, contanPRF) e do DPRF/ homenagem à do com uma esMJ. O diretor de trutura de apoio altura do aniverComunicação e ao atleta - tenda Divulgação da sário de nossa de hidratação, FenaPRF, Edilez banheiros químiBrito, represeninstituição” cos no percurso, tou a entidade. Edilez Brito ambulância, se"Pela sua organiguro de vida para zação e qualidade os atletas e ao fio evento reprenal tenda de massagem, frutas e sentou uma homenagem à altura isotônicos. do aniversário de nossa instituiCidade Ocidental foi bem ção", frisa Edilez. Junto com o representada pelos maratonis- coordenador da CGDRH/DPRF, tas Elizaldo e Emir, atletas já Sérgio Max, o diretor de Comuacostumados a corridas de longa nicação da Federação foi respondistância. Elizaldo, conhecido sável pela entrega da premiação professor de karatê da cidade, aos cinco primeiros colocados de participou do evento pela segun- cada modalidade.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CIDADE OCIDENTAL SECRETARIA DE SAÚDE DE CIDADE OCIDENTAL DIVISÃO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

ATRIBUIÇÕES DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA 1. Fiscalização e apreensão de mercadorias vencidas no comércio local; 2. Apreensão de Carne Clandestina ; 3. Inultilização e incineração das mercadorias apreendidas (carne e mercadorias vencidas) no Aterro Sanitário.

>> RESULTADOS DA MARATONA Os cinco primeiros colocados no geral masculino foram: ADELMO DOS SANTOS ALVES – Equipe NEXT RUN LINDEMBERGUE GOMES NUNES PAULO CESAR DA SILVA CRUZ - Equipe GRAN CURSOS JOEL RUFINO DA SILVA – Equipe IDA-INSTITUTO DO ATLETA MARCOS ANTONIO FERREIRA LOPES – Equipe GRAN CURSOS No geral feminino, as cinco primeiras maratonistas foram: ODINEIDE FELIX DE AMORIM - Equipe GRAN CURSOS ELIETE TEODORIO DE – Equipe GRAN CURSOS CAMILA DOS SANTOS HENRIQUES - Equipe JC BOAVENTURA ELIZABETE DE JESUS MOTA - Equipe JC BOAVENTURA IVANI GOMES DOS – Equipe BRAMIL/GUARAMIL

4. Vistoria de denúncias de esgoto a céu aberto; 5. Vistoria em currais e chiqueiros na Zona Urbana e Rural; 6. Fiscalização e Vistoria em Câmaras Frias nos mercados dos municípios; 7. Coleta e inutilização de material perfuro-cortante nas Unidades Básicas e Farmácias de Saúde.

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33 ANOS DA CIDADE

Perfis e Fatos que marcaram a história da Cidade

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História do Rock em Cidade Ocidental M uito se fala do potencial artístico e cultural de Cidade Ocidental, de fato para quem conhece o município é inegável e inquestionável, mas o que poucos sabem é que esta cidade já foi palco de uma das maiores cenas da música alternativa da região do entorno, de Brasília e por que não dizer do Brasil, talvez até seja um pouco de exagero, mas para quem participou e presenciou talvez entenda e concorde com essa licença poética. Bem, vamos aos fatos, durante a grande explosão do rock nacional nos idos dos anos 80 Cidade Ocidental não ficou atrás, muitos eram os jovens influenciado pela rock, então alguns desses muitos não ficaram apenas como expectado-

res, resolveram ser os personagens principais, cada qual a sua maneira e ao seu gosto musical. Aqui nesta pequena cidade do entorno foram surgindo bandas, dos mais variados segmentos do rock, do rock clássico passando pelo punk rock, heavy metal, trash metal e tudo mais que você possa imaginar fervilhava neste caldeirão, eram vários os locais de shows, eram várias bandas, eram os mais variados tipos de tribos urbanas: punks, skins, head banngers, góticos e etc., Cidade Ocidental era tida como uma das localidades mais importantes da região e

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mais desejada pelos roqueiros de fora do município, por aqui passaram alguns nomes que ficaram reconhecidos no cenário nacional, eram caravanas de outras cidades que vinha assistir aos shows Talvez você possa estar perguntando e sentindo falta dos personagens, os nomes das bandas, para não cometer injustiças, até porque o espaço é pequeno e a história é grande, vou relatar apenas alguns que de alguma forma foram os percussores, pessoas que marcaram época e fizeram a nos-

sa história. Uma das primeiras bandas de Cidade Ocidental foi à banda NAJA do já falecido e excelente guitarrista Ademar, a banda NAJA era um Power trio formada por grandes músicos, não posso deixar de citar o nome do baixista, Sergio, o cara era demais, voltando ao Ademar, além de músico ele era um dos incentivadores da cultura local e talvez tenha sido um dos maiores, pelo simples fato de ser um dos proprietários do clube noturno Vem Viver, que servia de palco para os vários tipos de manifestações musicais no município. Um dos eventos de maior repercussão que já aconteceu em Cidade Ocidental pré emancipação foi o show organizado pela Banda Corista do Rock, capitaneada pelo vocalista Ronaldo, o evento foi de proporções jamais vista até então, a produção contou até com patrocínio da Coca Cola, na banda tinham duas figuras muito lembrada até hoje pelos amantes da música, o guitarrista Pedrinho, talvez um dos maiores guitarristas da cidade, na minha modesta opinião um dos maiores do Brasil, além do multi-instrumentista e saudoso amigo, amigo de todo mundo,

Silvio Nascimento. Um dos ícones do rock de Cidade Ocidental e por questões obvias não poderia deixar de falar é a banda NOMES FEIOS, talvez seja banda que tenha conseguido a maior projeção no cenário nacional, por vários motivos, foram muitos shows, apresentação em grandes festivais de renome nacional, excursões por vários estados e registro de gravação em coletâneas e trabalhos próprios, clip veiculados em TV, músicas executadas em rádios e assim por diante. Então como visto nesses poucas linhas, entendemos que ainda tem muita coisa por falar, muitas bandas para serem retratadas, muitas histórias e personagens, como posso deixar de falar da banda Mantra, da banda Noite Incorporetion, da banda Original Blues e principalmente da Banda AI 5, que foram uma das bandas que mais incentivaram, mesmo que de forma inconsciente. este que vos escrevem, então aguardem que mais está vindo por aí, a nossa historia é rica e podemos fazer a história de novo. Francisco Porto. Músico, Diretor fundador da ONG SOS Cerrado, Ex chefe da Divisão de Cultura, e ex Coordenador da Biblioteca Pública de Cidade Ocidental.


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