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Educação Infantil - Ensino Fundamental - Ensino Médio

Qual é o meu lugar no mundo?

Meu mundo e tudo mais

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O meu mundo e tudo mais Nenhum projeto é viável se não começa a construir-se desde já: o futuro será o que começamos a fazer dele no presente. Içami Tiba

Século XXI, ano de 2016... Estamos vivendo uma crise humanitária? Qual o meu papel nesse mundo? Sou imperceptível, posso ajudar? Como as minhas atitudes e relações pessoais influenciarão as mudanças globais? Qual o meu lugar no mundo? Tantas são as dúvidas e questões trazidas pela adolescência, tantos questionamentos que precisam de respostas para a efetiva construção de seres humanos com valores que modificarão o mundo, que poderão garantir justiça, paz e realizações pessoais.

Pensando nessa gama de dúvidas e nesse hiato que parece ser a adolescência, acrescentando os conteúdos acadêmicos previstos nos planos de curso do 8º ano, pensou-se em construir um projeto protagonizado pelos próprios alunos, oportunizar um espaço de conhecimento global e pessoal, compreendendo que seu mundo é muito mais, que através do conhecimento podemos modificar o futuro. Então surgiu o subtema do projeto do 8º ano: “O meu mundo e tudo mais”.

Em um tempo de informação a jato, de mobilidade de pensamento e de vidas é preciso conhecer o outro, sua cultura, sua fuga, sua busca. É preciso perceber que todos almejam uma vida digna, paz e tranquilidade, todos procuram na família um abrigo seguro, que a cultura de seu país é sua identidade, que o meu mundo é todo e qualquer lugar onde se possa viver com dignidade e direitos garantidos. Desse modo, o projeto desenvolveu-se a partir de estudos e dados científicos, textos informativos, leituras direcionadas e vivências compartilhadas. Em Geografia, Língua Portuguesa, Espanhol, Ensino Religioso, Matemática, Educação Física pode-se experimentar cada novo conhecimento em relação ao outro, ansiando que fosse identificado por cada aluno qual seria a sua contribuição pessoal. Os alunos foram desafiados a desenvolverem a empatia em relação ao outro, seja imigrante, refugiado ou ao colega da carteira ao lado. Procurou-se fazer com que cada aluno percebesse o conhecimento como arma destrutiva do preconceito, e que sua atitude individual vale muito para o global. A aula saiu da sala e partiu para o mundo, reflexões diversas foram feitas para que os envolvidos, alunos e professores, pudessem ter certeza que nossa pequena participação gera grandes mudanças em nossas vidas e na vida do outro. Alguns questionarão: com tantos problemas em nosso país, por que se preocupar com

problemas de outros países. E hoje, os alunos do 8º ano poderão responder: Porque não vivemos sozinhos, o problema do outro também é meu problema, estarei bem quando todos estiverem, nossa cultura é influência de cada povo que um dia aqui chegou. O meu mundo é tudo mais. 2


PROJETO INTERDISCIPLINAR – SEGMENTO II

TEMA: QUAL É O MEU LUGAR NO MUNDO? SUBTEMA: O MEU MUNDO E TUDO MAIS. PÚBLICO: Alunos do 8º ano DISCIPLINAS ENVOLVIDAS: Língua Portuguesa, Geografia, Matemática, Espanhol, Ensino Religioso, Educação Física. OBJETIVOS GERAIS: ● Refletir sobre a crise humanitária e de valores. ● Identificar os pontos centrais dessa crise. ●

Propor soluções, quando possível, para possibilitar uma visão

misericordiosa para as relações humanas. QUESTÃO PROBLEMATIZADORA: ● Como as minhas atitudes e relações pessoais influenciarão as mudanças

globais?

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Qual é o meu lugar no mundo?

O perfil da imigração haitina ao Brasil

Haiti: algumas causas da emigração atual O terremoto que atingiu o Haiti em janeiro de 2010 destruiu cidades, causando a morte de milhares de pessoas. No mesmo ano um surto de cólera chegou ao país, matando mais de 8.000 pessoas. Em 2012, dois furacões, Issac e Sandy, atingiram duramente o Haiti,

impactando fortemente a produção agrícola do país, importante fonte de recursos econômicos.

Quantidade e destinos O Banco Mundial (2011) estima que aproximadamente 10% da população do país tenham emigrado (1.009.400 pessoas). Outras fontes indicam que a diáspora haitiana já teria ultrapassado a casa de 3 milhões de pessoas (HATIAN DIÁSPORA, 2011). Vários são os destinos escolhidos. A mais numerosa comunidade está nos Estados Unidos, seguida pela República Dominicana. Outros países: Canadá, Cuba, Venezuela e França.

Perfil haitiano que chega ao Brasil Cerca de 70% dos haitianos que vivem no Brasil estão em idade ativa, entre 18 e 50 anos, são homens, dividem a moradia com outros imigrantes e decidiram migrar por causa do caos e da falta de perspectiva profissional no país caribenho, devastado por um terremoto, de 7o na escala Richter, em janeiro de 2010. Pouco mais de 40% dos imigrantes haitianos têm escolaridade de nível médio completo ou

incompleto.

Fonte: Missão Paz. Material fornecido pelo Pe. Paolo Parise 4


Imigração haitiana é uma questão humanitária

O Conselho Nacional de Imigração – CNIg é órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e tem, nos termos do Decreto n. 840/93, dentre suas atribuições: “formular a política de imigração”, “coordenar e orientar as atividades de imigração” e “solucionar casos omissos no que diz respeito a imigrantes”. Após ampla reflexão e análise da situação do Haiti e das graves consequências que o terremoto de janeiro de 2010 causou na população e em toda a estrutura social e governamental, considerou e decidiu conceder residência por razões humanitárias aos casos de solicitações de refúgio remetidas pelo CONARE ao CNIg, amparadas pela Resolução n. 08/06. Assim, em reunião plenária do dia 16 de março de 2011, o CNIg deu um passo histórico ao aprovar, por unanimidade, voto que concedia, residência permanente no Brasil por razões humanitárias aos haitianos. “As políticas migratórias estabelecidas pelo CNIg se pautam pelo respeito aos direitos humanos e sociais dos migrantes, de forma a que sejam tratados com dignidade e em igualdade de condições com os brasileiros. Esta política está firmemente assentada na Constituição Federal, que consagra dentre os objetivos fundamentais da Repúbica Federativa do Brasil a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Mais além, a prevalência dos direitos humanos é um dos princípios que regem as relações internacionais do Brasil. Tais assertivas refletem-se no caput do art. 5º da Carta Magna que assevera que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros resi-

dente no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes (relacionados nos incisos que seguem)”. ( Extrato do voto aprovado pelo CNIg em reunião de 13/03/2011). Fonte:http://www.migrante.org.br/migrante/index.php?option=com_content&view=article&id=214:dohaiti-para-o-brasil-o-novo-fluxo-migratorio&catid=89&Itemid=1210. Acesso em 18/05/2016

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Desenho de Mariana Leme - turma 182 para a campanha de doação de alimentos.

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Situação dramática da população haitiana

Fonte: fotos fornecidas pelas Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus da Missão Haiti. 7


Comunidade assistida pelas IASCJ, no Haiti

Fonte: fotos fornecidas pelas Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus da Missão Haiti.

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Fonte: fotos fornecidas pelas Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus da Missão Haiti. 9


Missão Paz: foco nos imigrantes Visita do Pe. Paolo Parise No dia 31 de agosto, tivemos a visita do Pe. Paolo Parise em nossa escola para contar sobre a imigração haitiana. Esse momento foi muito rico e esclarecedor

para

nós.

Depois,

tivemos

um

momento de partilha e o Pe. Paolo respondeu com muita

clareza

também

nossos

apresentou

ampliaram

nossos

questionamentos.

dados

estatísticos

conhecimentos

ao

Ele que

estudo

realizado anteriormente. Gabrielle Aoki e Letícia Santis—turma 182 .

Pe. Paolo Parise

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Questões elaboradas pelos alunos para a partilha com o Pe. Paolo Parise 1. Nessa mudança de país, os haitianos diversas dificuldades como moradia, língua e

cultura. O governo brasileiro oferece algum tipo de ajuda? (Beatriz Asprino - 184)

2. Como a Paróquia Nossa Senhora da Paz os acolheu e ajudou na adaptação em um país diferente, com cultura bem diferente? (Mariana Guerra - 182) 3. Sobre saudade, além da família e amigos, do que mais sentem falta? (Jennifer dos Santos - 185) 4. Antes das catástrofes como era a vida no Haiti? Como era o cotidiano? (Maria Fernanda Urresti - 184) 5. O que os haitianos acham do Brasil, dos brasileiros e de nossos costumes? Diga-nos uma diferença de costume que mais os impressionou? (Sofia Moran - 183) 6. Por que ao invés de escolher outro país para imigrarem eles escolheram o Brasil? Como foi essa transição entre Haiti e Brasil? (Mariana Leme - 182) 7. Eles enfrentam algum tipo de preconceito? (Beatriz Bruschi - 183) 8. Em meio a todos os acontecimentos no Haiti, eles vieram em busca de um trabalho passageiro ou uma mudança permanente? ( Marina Jacob - 184) 9. Qual profissão geralmente eles exerciam em seu país? Conseguiram alguma colocação na mesma área? (Beatriz Vidotti - 185) 10. Mesmo com a crise econômica brasileira, eles conseguiram arrumar emprego? As condições melhoraram? É possível acreditar num futuro melhor? (Marcela Garcia 184) 11. Uma catástrofe transforma o espaço físico e a vida das pessoas. O que será, a seu ver, mais difícil de ser reconstruído? (Maria Luiza Migliori - 181) 12. Você acredita que o Haiti vá se recuperar e desenvolver-se? (Fernando Turcato 183) 13. No começo deste ano, o Haiti chegou a um acordo para um governo de transição, após suspensão das eleições. Você acha que essa decisão colaborou ou atrapalhou no clima de incertezas e tensões no país?( Cauê Rinaldo - 182) 14. Sabemos que o Haiti passa por uma situação crítica, a televisão brasileira apresenta constantemente os reflexos das catástrofes sofridas pelo país. Você acha que a mídia deixa de mostrar algo sobre o país? (Liz Holanda - 181) 15. Qual a sua opinião sobre a crise humanitária pela qual passa o mundo? Se pudesse mandar uma mensagem à humanidade, o que diria? (Laura Perez - 183)

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Partilha com o Pe. Paolo Parise

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Partilha com o Pe. Paolo Parise

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MISSÃO PAZ

O projeto interdisciplinar desenvolvido pelos oitavos anos – O meu mundo e tudo mais – caminhou e encontrou sementes férteis em todo o processo. A partilha entre os alunos e o Pe. Paolo Parisi, no dia 31/08/2016, no auditório do colégio, foi valiosíssima. O padre muito contribuiu para o desenvolvimento do projeto, apresentou aos alunos dados estatísticos, informações e curiosidades sobre os imigrantes no Brasil, em especial os imigrantes haitianos – foco de nossos trabalhos – além de seu testemunho e vivência. Vivência engajada por sua congregação: os Scalibrianos, presentes em 35 países, auxiliando social e emocionalmente imigrantes em várias situações de vulnerabilidade. No Brasil, a Paróquia Nossa Senhora da Paz, na Liberdade, é o centro desse trabalho que envolve acolhimento, estadia, auxílio no aprendizado da língua e cultura, ajuda para retirada de documentos, orientação psicológica, entre outras assistências. Todos esses serviços são gratuitos e visam acolher de modo humano cada imigrante que chega a São Paulo. Vários voluntários se disponibilizam para cozinhar, auxiliar legalmente, psicologicamente e, com doações de mantimentos, materiais de higiene e itens de primeira necessidade. Dentre as informações apresentadas pelo Pe. Parisi, nesse momento de partilha, algumas chamaram a atenção dos alunos. Os haitianos acreditam que o Brasil é um país de

oportunidades, gostam muito do futebol brasileiro e as imagens positivas que os militares, em missão no Haiti, passam aos haitianos, também contribuem para que acreditem no Brasil como um país onde reconstruirão suas vidas. Porém, essa boa imagem do Brasil é

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Meu mundo e tudo mais. desfeita pelo imenso preconceito sentido e vivido por eles,

assim que chegam. Preconceito não somente pela condição

“Não podemos ter

de imigrante, mas principalmente, preconceito racial.

preconceito com os

A fé na mudança de suas vidas e na vida de seus

imigrantes, assim já

familiares os faz contribuir para o crescimento do Brasil,

estamos ajudando.”

atuando nas áreas da construção civil, em restaurantes,

Pe. Paolo Parisi

serviços gerais e de limpeza, trabalhando honestamente, pagando seus impostos aqui e enviando subsídios para suas famílias.

As informações trazidas pelo Pe. Paolo trouxe várias reflexões nas aulas, ponderações sobre questões geográficas, privações humanitárias e culturais. Tais debates e

discussões levaram os alunos, a perceber que é preciso acreditar nos imigrantes como pessoas que necessitam do país, mas que também trarão sua contribuição para o desenvolvimento social, econômico e cultural do local onde, por escolha ou necessidade, estão inseridos. Os alunos dos 8º anos na vontade de contribuir, iniciaram na data da partilha uma campanha, que extrapolou os muros do colégio, para doação de alimentos, fraldas descartáveis e leite em pó. Continue a leitura da nossa revista e veja o resultado dessa campanha.

Trabalhadores/as imigrantes e refugiados. 15


MISSÃO

Haitianos são abrigados na Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, em São Paulo.

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O PAZ

Refugiados haitianos fazem fila para almoรงar no restaurante Bom Prato, na Igreja Nossa Senhora da Paz.

Imigrantes haitianos esperam para tirar carteira de trabalho. 17


NOSSAS DOAÇÕES No dia 10 de outubro, um representante de cada turma dos 8ºs anos seguiu em um transporte cedido, sem custo, pela empresa Free Way para entregar as doações na Paróquia Nossa Senhora da Paz. Os alunos foram carinhosamente recebidos pela Socorro, membro da Missão Paz, que em uma conversa informal disse ao grupo sobre o último perfil traçado pela Casa do Imigrante. Hoje a casa abriga uma maioria de africanos,

sendo que muitos migraram da Angola. Também comentou da dificuldade de agendamento com a Polícia Federal para que os imigrantes organizem sua documentação e busquem um trabalho legalizado. Há mais de sessenta dias não são agendadas datas para concessão de documentos aos imigrantes, o que, segundo Socorro, torna ainda mais necessária a ajuda da Missão, pois sem documentação os imigrantes não conseguem trabalhar, logo não conseguem

prover sua subsistência. O padre Antenor também recepcionou o grupo, recebeu as doações e conversou um pouco com os alunos. Agradeceu às doações e solicitou que os representantes das turmas agradecessem aos demais alunos. Em sua fala de agradecimento, colocou o quão bonito foi o gesto dos alunos, mais do que os materiais e mantimentos, ele contentava-se em ver jovens alimentando a alma de solidariedade. E, ainda, fez um pedido para os jovens se colocarem nas redes sociais contra a xenofobia, para que recebessem e aceitassem os imigrante como alguém que acrescentará ao desenvolvimento da cultura de nosso país. O padre Paolo chegou a tempo de conversar com os alunos e dizer que está deveras contente com todas as doações, muito mais contente de ter presenciado o início da campanha e o belo resultado final. Após o momento de entrega das doações, os alunos foram convidados pelo padre Antenor a conhecerem a paróquia e uma breve história dos Missionários Scalabrinianos. Nesse mesmo momento, um grupo de imigrantes bolivianos reunia-se em oração. O grupo despediu-se com o coração cheio de alegria em ter contribuído.

Mais gratificados ficaram no dia posterior, com o recebimento de um e-mail do padre Paolo informando que, no mesmo dia, quatro mães com seus filhos

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puderam ser atendidos em suas necessidades, com leite e fraldas doados pelo grupo de alunos.

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NOSSAS DOAÇÕES—MISSÃO PAZ

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AGRADECIMENTO DO PE. PAOLO PARISE

De: "Paolo Parise" <paparise@hotmail.com> Enviada: 2016/10/11 09:13:10 Para: marquespatricia36@uol.com.br, josafapj@gmail.com Assunto: Padre Paolo - Missão Paz

Olá Patrícia e Josafá, quero agradecer em nome da Missão Paz pelas doações arrecadadas.

Muito obrigado a todos e todas. Está sendo de grande ajuda. Ontem mesmo atendemos 4 mães com crianças pequenas que precisavam de fraldas e leite.

Se quiseres que postamos algo no nosso facebook podem mandar uma foto. Ou podemos lincar quando você publicarem algo a esse respeito. Grande abraço

Paolo

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Há muito mais que o meu mundo Durante o ano letivo, como você ode ver, nas disciplinas envolvidas no projeto interdisciplinar “Qual o meu lugar no mundo?”, vários apontamentos e estudos a respeito das catástrofes sofridas pelo Haiti foram abordados. O projeto dos 8ºs anos buscou desenvolver as discussões a partir do tema “O meu mundo e tudo mais”, para conhecer e compreender outros mundos, com culturas, problemas e

situações históricas e sociais diferentes das vivenciadas diariamente pelos alunos. Pesquisou-se sobre o mundo dos imigrantes e de populações carentes em diversos setores, mas fortes na fé de um novo país reerguido com fé na sobrevivência. Tais estudos possibilitaram aos alunos o contato e reflexões com uma realidade muito distinta do mundo conhecido por eles. Outro olhar para esta realidade se deu através do conhecimento da Missão “Semeando o Futuro”, no Haiti, protagonizada pelas Irmãs do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus junto aos Freis da Associação Lar São Francisco de Assis, na Providência de Deus. Os alunos tiveram contato com o início do projeto, seu desenvolvimento e sua frente de atuação. Pesquisaram a respeito dessa missão e qual efeito tem trazido à comunidade haitiana, em Porto Príncipe. Essa pesquisa intensificou-se e saiu do âmbito meramente acadêmico, proporcionando aos alunos uma vivência virtual com essa realidade conhecida somente através da mídia e estudos dirigidos. Com o total envolvimento e disponibilidade das Irmãs em missão no Haiti preparamos uma videoconferência. Os alunos do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de São Paulo, elaboraram questões a serem respondidas pelas Irmãs, freis, alunos e professores da escola em que a missão atua. Escola essa construída pelo Instituto, com diversas parcerias e com a ajuda primordial do Exército Brasileiro.

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O contato proporcionado pela videoconferência foi revelador e grandioso tanto pelas colocações como pelos esclarecimentos e, principalmente, pelos teste-

munhos. Os depoimentos foram ilustradores de tudo que foi estudado sobre o país. Muitos pontos foram marcantes: a descrição de um país sem saneamento, sem saúde, sem educação, com alto índice de desemprego. Tudo isso possibilitou a reflexão de que o mundo é muito maior que a ida e vinda à escola, que o mundo é muito mais amplo, que pode-se e deve-se, de algum modo, viver pelo bem comum e pelo outro. Assistam ao vídeo que resume a videoconferência realizada em 23/09, com

“O povo haitiano é muito carinhoso e o Brasil é sempre bem vindo.” Frei Gabriel

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Missão no Haiti “O sentimento é de alegria e a sensação é muito boa quando nós podemos ajudar, sem esperar nada em troca. As pessoas moram em tendas e não têm banheiro. Poder ajudar essas pessoas nos enche o coração de alegria, porque com essa ajuda, as pessoas começam a ter esperança de que um dia tudo vai melhorar.” Irmã Maria Celina.

Crianças são alfabetizadas pelas Irmãs do Sagrado Coração de Jesus na Missão Haiti.

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O Instituto das Apostólas do Sagrado Coração de Jesus, pela força do seu carisma, dedica-se, de modo especial, à ação missionária no Haiti.

Missão Haiti

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Questões elaboradas pelos alunos para a videoconferência

1. Ao chegar a Porto Príncipe houve um choque de realidade, ou seja, a situação da cidade e famílias era pior que imaginavam? (Ana Beatriz – 182) 2. Como a missão foi recebida pela sociedade haitiana? (Danielle Pineli – 181) 3.

As primeiras atividades do projeto, desenvolvidas em tendas emprestadas pelo exército, tinham qual objetivo? (Ana Cláudia – 181)

4. Qual foi a visão haitiana em relação ao projeto “Semeando o futuro” e a construção da escola? Os haitianos têm esperança de reerguer o país? (Maria Luisa – 182) 5. Como se deu a parceria com o exército brasileiro para a construção da escola? (Ana Carolina – 184) 6. Ainda hoje são estabelecidas parcerias para o prosseguimento da missão? (Mariana Bento – 183) 7. Ao concluírem o ciclo educacional na escolam assistida pela missão, é fácil o acesso a uma escola pública para darem continuidade aos estudos? (Lucas Domingues - 183) 8. Como é o currículo escolar no Haiti? Quantos anos compõem a educação básica? (Clara de Lazari – 182) 9. Quais oportunidades vocês objetivam para as crianças e famílias haitianas assistidas pela missão? (Nicole Macuco – 184) 10. Ainda hoje a questão da educação e saúde, principalmente para as gestantes, é precária no país? (Rodolfo Carrer – 181) 11. Quão difícil, ainda hoje, é a vida do haitiano? Quais as maiores necessidades ou dificuldades? (Luiz Felipe Saad – 184) 12. Qual é a sensação de poder ajudar pessoas que enfrentam situações tão difíceis? Como é ver o desenvolvimento das crianças e a mudança nas famílias que a missão ajuda? (Mariana Khalil – 182)

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VideoconferĂŞncia com a MissĂŁo no Haiti

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"O mundo está em guerra contra si mesmo"

Em entrevista à Renascença, Francisco comenta a crise de refugiados: "Falta a capacidade de acolhimento".

“O

mundo está em guerra contra si mesmo.

Segundo o Papa Francisco, a crise de refugiados constitui a ponta de um iceberg. “Essa pobre gente”, assim chamada pelo Papa ao referir-se aos refugiados, escapa da guerra e da fome, mas a causa de tudo isso, segundo Francisco, é um sistema econômico mau e injusto, que descentrou a pessoa, colocando o dinheiro como o deus das relações e

ídolo da moda. O Papa segue suas observações dizendo que ao chegar a um porto ou praia os refugiados recebem água e comida, mas não acolhimento, o que é necessário não só a todos os refugiados, mas a toda a humanidade. Sobre o acolhimento o Papa relata sua própria experiência, pois sua família chegou à Argentina na grande onda migratória do final do século XIX. Diz o Papa que não é fácil a vida de um imigrante, a de um refugiado, seria ainda mais difícil. Apesar de dizer que seria ideal que as pessoas pudessem permanecer em suas terras, o Santo Padre reconhece que nem sempre isso é possível. Então, faz-se necessá28


rio o acolhimento a esses seres humanos, o que considera uma atitude cristã: “evidentemente, se chega um refugiado, mesmo considerando as medidas de segurança de todo tipo, há que recebê-lo, pois é um mandamento da Bíblia. Moisés disse ao seu povo: “Recebei o forasteiro porque não esqueçais que vós fostes forasteiro no Egito.”” Tentando estimular o acolhimento, no Angelus de 6 de setembro de 2015, o Papa pediu às paróquias de todo o mundo que acolhessem os refugiados. Algumas delas, já transformaram o pedido em ação. O que se espera é que essa ação cresça em proporção maior a que cresce a atual onda de refugiados.

Fonte: entrevista do Papa Francisco à jornalista Aura Miguel da Rádio Renascença— setembro de 2015.

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UNICEF lança contos sobre crianças refugiadas Quarta-feira, 13 de abril de 2016

Em meio à maior crise de migração forçada desde a Segunda Guerra, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou uma série de filmes de animação para sensibilizar o mundo a respeito dos horrores que pelo

menos 65 milhões de crianças e jovens enfrentam atualmente ao abandonar suas casas e se deslocar para outros lugares. Sob o título Unfairy Tales (“Contos Desencantados” ou “Contos que não são de

fadas”, em tradução livre), os três desenhos animados contam as histórias reais de jovens que fogem da guerra. As produções contarão também com um livro interativo. A série é parte da iniciativa #ActOfHumanity (#AtosDeHumanidade), que enfatiza que crianças são crianças não importam de onde venham, e que cada uma delas tem direitos e merece oportunidades justas. “Todos os dias, em todos os lugares, pessoas estão ajudando essas crianças com pequenos gestos de humanidade. Esses gestos raramente são notícia, mas fazem toda a diferença para a criança refugiada ou migrante. O UNICEF quer dar visibilidade a esses atos de humanidade a fim de inspirar outras pessoas”, acrescentou. A agência da ONU pretende mobilizar o público com mensagens nas redes sociais. Para participar, basta compartilhar um ato de humanidade em relação a crianças e jovens refugiados e migrantes utilizando a hashtag #actofhumanity. “As histórias dessas três crianças não são incomuns. Em todo o mundo, pelo menos 65 milhões de crianças e jovens estão em movimento – fugindo de conflitos, pobreza ou climas extremos – em busca de uma vida mais estável e de um lugar que possam chamar de lar”, destacou a diretora global de Comunicação do UNICEF, Paloma Escudero.

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Um dos filmes – “Ivine e o travesseiro” – reproduz a história da adolescente Ivine, de 14 anos, e de seu travesseiro. Depois de uma fuga perigosa da Síria, Ivine instala-se em um campo de refugiados na Alemanha apenas para enfrentar novos desafios. “Malak e o barco” conta a viagem de uma menina de sete anos num barco furado. A terceira animação descreve a história de Mustafa, de 13 anos, que depois de deixar sua casa, imagina quem restou para ser seu amigo. O projeto foi elaborado e concebido em parceria com a agência 180LA e com a colaboração dos estúdios de animação Consulado, House of Colors, Bubba’s Chop Shop e Gilles+Cecilie Studio. A Media Monks ficou responsável por produzir o livro interativo. Fonte: UNICEF https://nacoesunidas.org/unicef-lanca-contos-de-fadas-as-avessas-sobre-a-vida-decriancas-refugiadas-que-fugiram-da-guerra/ Acesso em 14/10/2016

Imagem do desenho “Malak e o barco”.

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Qual é o meu lugar no mundo?

Nossa Olimpíada Já parou para pensar em quantos atletas participam dos Jogos Olímpicos? Coloquemos como exemplo a delegação dos Estados Unidos, com 575 atletas, ou a da Alemanha, com 425, e até mesmo a do Brasil, com 462. Números altos, países grandes e com certeza, muitas medalhas envolvidas. Mas nunca paramos para pensar nos países menores, como o Haiti. Em 2016, o Brasil foi a nação olímpica e, não podíamos deixar de relacionar este fato ao tema de nosso projeto. Nos Jogos Olímpicos do Rio 2016,

a delegação haitiana contava com 10 atletas, o dobro em relação a Londres, 2012. Esses dez atletas têm muitas histórias para contar de como chegaram às Delegação haitiana na abertura das Olimpíadas Olimpíadas.

Rio 2016.

É o caso de Frantz Dorsainvil, que com apenas 25 anos, foi o único atleta que representou o Haiti na modalidade da natação. Sem uma piscina, Frantz treinou suas braçadas apenas assistindo a vídeos do famoso Phelps “a única piscina que tínhamos foi destruída no terremoto de 2010 e até hoje não foi reconstruída”, diz Frantz. A história do nadador reflete parte das necessidades do Haiti. Tivemos a oportunidade de conhecer mais sobre o Frantz Dorsainvil, nadador haitiano.

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Meu mundo e tudo mais.

assunto em palestras e pesquisas que envolveram missões que assistem haitianos em seu país e no Brasil. Em uma outra perspectiva, mas ainda envolvendo a questão das Olimpíadas, as disciplinas de Educação Física e Matemática se uniram para que pudéssemos vivenciar um pouco do espírito olímpico e a consequente superação de pequenos e grandes obstáculos. Na disciplina de Matemática, elaboramos a bandeira símbolo do nosso evento, e tivemos o orgulho de vê-la hasteada na abertura do mesmo. Os jogos e a abertura das Olimpíadas foram organizadas pelos professores de Educação Física. Dessa forma, vivenciamos o espírito olímpico dentro de nosso Colégio.

Laura Perez— turma 183

Abertura das Olimpíadas Internas do Colégio Sagrado Coração de Jesus—2016

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Olimpíadas Internas Nas aulas de Matemática foram apresentadas, aos alunos, informações sobre a construção da Bandeira Oficial da Olimpíada. Após esta etapa, utilizando seus conhecimentos sobre polígonos e os critérios dados, os alunos criaram no Geogebra (software matemático) uma bandeira para a Olimpíada Interna do Sagrado, REALIZADA em agosto. A seguir, cada turma votou na bandeira de outra turma; totalizando 5 bandeiras vencedoras. Depois, houve uma votação da Equipe de Professores, Coordenação e Auxiliares do Segmento II para a eleição da bandeira vencedora, que você pode ver abaixo. Nas páginas seguintes, encontramos as

bandeiras vencedoras de cada turma.

BANDEIRA OFICIAL DA OLIMPÍADA INTERNA

184 – Beatriz Asprino de Souza, Gabriela de Carvalho Araujo Sêga, Marina Jacob Peres e Talita Bernardes Papo

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BANDEIRAS VENCEDORAS DE CADA TURMA

181 : Ana Luiza Ortiz, Giulia Neves, Guilhermo Camilo, Pedro Villares e Rodolfo Ca rrer

182: Giovanni Gimenez, Guilherme Leite, João Vitor Della Mônica e Paula Favilli

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183: Ana Carolina Seixas, Carolina Serante, Gabriela Toth e Gustavo Nunes

184 â&#x20AC;&#x201C; Beatriz Asprino de Souza, Gabriela de Carvalho Araujo SĂŞga, Marina Jacob Peres e Talita Bernardes Papo

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185 â&#x20AC;&#x201C; Beatriz Braga Silva, Gabriela Massolini Marques, Jackeline de Melo Patricio, Yasmin Feliciano Dantas.

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BRASIL: UMA MISTURA DE CULTURAS Desde o seu descobrimento, nosso país tem recebido influência de vários povos. Primeiro foram os portugueses, espanhóis e africanos, que aqui chegaram carregados de ensinamentos e costumes. As contribuições trazidas por esses povos, aliada aos costumes nativos, promoveram a formação do povo brasileiro. Atualmente continuamos a receber estrangeiros, que aqui chegam por varia-

dos motivos. Eles vêm de todas as partes: África, Ásia e Europa, Américas Central e do Sul. Além das influências étnicas que constituem a base da nossa formação, também sofremos, atualmente, as influências tecnológicas, oriundas principalmente de países como Estados Unidos e Japão. Nossas influências, ancestrais ou modernas, influem na configuração e características das famílias brasileiras, em grande parte, fruto da miscigenação de culturas. As influências recebidas podem ser notadas no vestuário, na alimentação, nos costumes e nas danças. Sobre essa última, trabalhamos de forma específica, sob orientação da professora Márcia Fracassi. Como resultado de nosso trabalho, apresentaremos algumas danças, que trazem consigo as influências culturais sofridas. Durante a elaboração deste trabalho, pudemos notar a grande diversidade cultural expressa por meio de sons e ritmos. Notamos também, a necessidade de ser tolerantes em relação às várias manifestações culturais. Cada turma de 8º ano se responsabilizou por apresentar uma dança típica de determinado país ou continente.

A turma 181 se encarregou dos ritmos hispânicos, sempre marcantes e envolventes, como a salsa, o flamenco, o bolero e a dança cigana. Os Estados Unidos serão representados pela 182, que coreografou ritmos que

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marcaram gerações, como o pop, por exemplo. A turma 183 representará o continente africano. Ao iniciar a pesquisa, as alunas

pensaram que a cultura africana era muito diferente da brasileira. De fato, há aspectos em que em nada se assemelham. Porém, ao longo do trabalho, pode-se estabelecer a relação existente entre as danças africanas e as brasileiras, um ponto de contato entre os dois universos. O Japão foi escolhido pela turma 184. Representando uma cultura milenar, a dança apresenta gestos singelos e graciosos e conta com a presença do leque, um dos objetos símbolo do país. A turma 185 representará o Brasil. Serão lembrados a MPB, o samba, o sertanejo e o funk, ritmos que formam a animada mistura brasileira. Artistas que marcaram várias épocas serão lembrados na coreografia. Entre eles estão Vinícius de Moraes, Tim Maia, Luan Santana e Anitta. Com nosso trabalho, esperamos oferecer um pequeno panorama de como entendemos e absorvemos as danças de várias partes do mundo. Giovanna Santos e Maria Luisa Bolanhos—Turma 182

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Dom Quixote e seus valores na sociedade Introducción Este trabajo se inició por la lectura del capítulo XI de la primera parte del Quijote de Cervantes, el cual, entre otras cosas, habla sobre los valores que, de acuerdo con la mirada de Cervantes, le parecían importantes y menospreciados ya en el siglo XVII. Como la cuestión de los valores siempre está presente en nuestra práctica educativa, hicimos un rescate de esa

lectura, contraponiéndola y actualizando su contenido, confrontándolo con cuestiones de la actualidad o con contenidos vistos en otras asignaturas, como Geografía, por ejemplo. Lo importante es que el texto cervantino proporcionó la reflexión sobre aspectos cercanos al cotidiano de nuestros alumnos. Ésa debe también ser la función de la literatura: promover la reflexión y la discusión y, siempre que posible, la transformación. A continuación, ustedes podrán leer la manera cómo nuestros alumnos consiguieron relacionar las cuestiones cervantinas a su cotidiano. !Qué lo aprovechen!

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Meu mundo e tudo mais.

Acto de acogimiento

Al comparar la historia de Don Quijote de la Mancha con hechos de acogimiento actuales, nos damos cuenta de que los dos tienen semejanzas por acoger las personas ejercitando la solidaridad y el acogimiento. De acuerdo con la historia de Don Quijote, sus amigos siempre le dan la bienvenida cuando necesario. En el reportaje que buscamos, vimos que los haitianos que llegan a São Paulo son recibidos en la “Misión Paz” coordinada por la Iglesia Católica. Eso se dio después de ocurrir en Haití un gran terremoto en 2010. Los dos hechos mencionados arriba se relacionan, pues tienen en cuenta actos de bondad y caridad a la gente. Turma 181: Danielle Pinelli, Isabela Ambrosio, Rafaela Freire, Sophia Bernal

Cambiando el mundo

Don Quijote fue un corajudo caballero que creyó en lo imposible y su fe lo ayudó a ayudar a las personas en su alrededor. Don Quijote buscaba la justicia y mantenía la esperanza, incluso en las horas malas. Pero no solo en la época de Don Quijote encontramos a personas que creen en los valores de la vida. El chófer José Bezerra de Carvalho salvó la vida de muchas personas por haber conseguido parar un camión cargado con 25 toneladas de piedras que pasaría por encima de muchos coches. Además de tener coraje, José tuvo fe y dijo que sus creencias lo ayudaron a

no morir en aquel momento. Otra persona que además de tener coraje y fe, se volvió un símbolo de justicia y esperanza, valores también cultivados por D. Quijote, es Malala. Ella cuestionó el su país el hecho de que las chicas no tenían el mismo derecho de los chicos en relación a la educación. Su acto en defensa del estudio puede figurar como símbolo de esperanza para la sociedad que cree la transformación de la sociedad por medio de los libros. Turma 181: Ana Claudia Rocha, Daniel Machado, Isabela Baptista, Natália Figueiredo

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En la clase de español trabajamos con la historia de Don Quijote, escrita por Miguel de Cervantes. La historia habla de un caballero que con gran fuerza, valor y determinación, sale en busca de justicia en una misión de luchar contra el mal y proteger a todos a su alrededor. A pesar de ser una historia de ficción, ¿estaría ella muy lejos de nuestra realidad? Encontramos en los reportajes actuales que leímos varios relatos que hablan sobre “caballeros” como el de la historia de Cervantes. Uno de los relatos, muestra una mujer de buen corazón que presentó una acción en un tribunal para adoptar a una niña abandonada en la maternidad por los padres biológicos. El relato muestra la bondad, el amor, el afecto y la solidaridad de los padres adoptantes. Otra de las noticias que leímos habla de una acción conjunta llevada a cabo por un restaurante que decidió ayudar una comunidad pobre de Marília, donando aproximadamente 200 platos de comida por día. Esa noticia muestra compasión, caridad y buena voluntad. A partir de lo expuesto, llegamos a la conclusión de que aunque haya muchas cosas malas en la sociedad, todavía hay personas que, como Don Quijote, optan por el buen camino. Turma 182: Ana Carolina Alves, Mariana Guerra, Mariana Khalil, Mariana Sampaio

A pesar de los tiempos de guerra y de violencia en que estamos viviendo y que vivimos en otros tiempos, siempre hay muchas personas que tienen un buen corazón y realizan acciones ejemplares. Tenemos en el pasado, la figura literaria de Don Quijote, personaje de la literatura del siglo XVII, cuya filosofía de vida era destruir el mal y defender a los débiles, para hacer el bien sin mirar a quien lo hace.

La técnica de enfermería Eunice, tal como Don Quijote, hace cosas buenas, dentro de sus posibilidades. Hace algunos meses, ella empezó un proceso para adoptar a una niña abandonada por su madre biológica. Existe la posibilidad de que la niña tenga síndrome de Down, lo que para Eunice no representa nada. Con ese relato, verificamos que la adopción es una acción noble, de amor y de acogimiento. Turma 182: Clara de Lazari, Gabrielle Aoki, Larissa Tornelli, Letícia de Santis, Manuela Previatti

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Meu mundo e tudo mais.

Amistad

¿Ya has pensado cómo una sonrisa o un abrazo pueden cambiar el día de una persona? Jóvenes en Manaus visitan ancianos y practican buenas acciones. Son voluntarios del

proyecto Tchibum, que dice sobre sí mismo: “no somos una ONG. En verdad somos un grupo de amigos que invitamos a otros a practicar buenas acciones”. Maria Luiza da Silva vive en la casa de ancianos hace diez años y siempre recibe visitas de los voluntarios. “Ellos son nuestros amigos y nos ayudan a realizar nuestras actividades en la casa”. Desde 2010, el proyecto Tchibum también atiende al público infantil en hospitales y

casas de apoyo en la capital de Amazonas. Cerca de 50 voluntarios forman parte de este trabajo, pero según el directivo de la casa de ancianos, cualquiera que quiera puede participar en ese acto de solidaridad. El valor tratado aquí es el de la amistad, el cual nos remite a la amistad que hay entre Don Quijote y su escudero Sancho Panza en la novela de Cervantes. Sancho, independiente de lo que haga Don Quijote, siempre está a su lado, mostrando el valor de la amistad y de la complicidad. Turma 183: Eduarda Grando Pasquarelli, João Vitor de Oliveira Faria, Laura Madeira Perez, Lucas Domingues

¡Un acto de honestidad!

En contraste con muchas otras noticias de fraude, robo, violencia y corrupción, una escena inusual: una pareja de personas sin techo encontró un maletín con R$ 20.000,00. De inmediato, fue a un puesto policíaco para intentar devolver el dinero. La policía apuró que el dinero venía de un robo a un restaurante y devolvió el dinero al dueño del establecimiento, que dijo que admiraba la pareja, pues no había sido seducida por el dinero fácil. En reconocimiento a la acción de la pareja, el dueño del restaurante les ofreció un empleo, pero la pareja no lo aceptó, temiendo problemas con los autores del robo. La relación entre la actitud de arriba y lo que leímos sobre Don Quijote reside en la honestidad. Por medio de la caballería, Don Quijote también hablaba de la justicia y de la honestidad. Turma 183: Gabriel Valillo, Gabriel Verona, Gustavo Zanarelli, Tiago Osório 43


El Tribunal de Cuentas de la Unión (TCU) paralizó el programa de reforma agraria en Brasil, tras haber encontrado varias anormalidades. Según la investigación, muertos también recibieron tierras o recursos del programa. La sospecha de fraude alcanzó casi 600 mil personas, entre ellas 62 mil empresarios, 144 mil funcionarios, 38 mil muertos y más de mil políticos elegidos por la población. El mayor número de irregularidades está en Pará, con casi 80 mil casos. El prejuicio puede llegar a casi 3 millones de reales. Relacionamos esta noticia al Discurso que hace Don Quijote refiriéndose a la Edad de Oro, en la cual, según él, no existía la fraude, el engaño o la malicia, mezclados con la verdad y la lisura. Concluimos que solo podemos cambiar el mundo por medio de la verdad. La mentira nunca será una aliada.

Turma 184: Luiz Felipe Saad, Maria Fernanda Urresti, Pedro Dinon, Rafael Lombardi

La noticia que leímos habla de un hospital al norte de Tocantins que trata de pacientes de otras ciudades y de otros estados. Buscando un punto de contacto entre la realidad y el Discurso de Don Quijote, verificamos que Don Quijote tuvo acogimiento en diversos momentos de su aventura, así como el estado de Tocantins acoge a personas de otros lugares. En el texto cervantino, Don Quijote recibe comida y un lugar para dormir, tal como ocu-

rre con las personas en Tocantins. El texto de Cervantes y la noticia elegida por nosotros nos muestran como es importante recibir bien a la gente.

Turma 184: Ana Carolina Morrone,Isabella Rozetti, Marcela Visintini, Roberta Telhada

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Meu mundo e tudo mais.

Un acto de gentileza La noticia que verificamos trata de un gracioso acto de gentileza. Una persona que vive en Campinas, São Paulo, consiguió arreglar una parada de autobús. En ella, instaló un bebedero y un lavamanos y dejó el lugar mejor para que las personas lo pudieran utilizar de manera

más confortable. En la historia de Don Quijote, podemos notar que él también fue acogido por cabreros, que fueron generosos con él. Los cabreros lo acogieron, lo alimentaron y dieron de comer a sus animales. El acto de Don Quijote es parecido con nuestra noticia, pues muestran la importancia de uno con el otro. La persona que arregló la parada de autobús se preocupó por el bienestar de

las otras personas, y eso es ser gentil. Por medio de esas historias, podemos notar el valor de la generosidad y notar que el mundo también gira alrededor de las buenas acciones. Turma 185: Marina Santos Landim, Mariana de Jesus Torres, Gabriela Cazé, Marina Ferreira

Honestidad y gentileza para un mundo mejor

La primera noticia que leímos es sobre una niña de 10 años, llamada Ana Karine, que viene de una familia humilde. Ella estudiaba en una escuela pública en Brasil y durante la clase de Historia encontró trescientos reales dentro de un libro. En vez de guardar el dinero en el bolsillo de su pantalón, Ana Karine avisó a su profesor y dijo: “yo no quiero quedarme con nada de nadie”. Gracias a la honestidad de la niña, la madre de otra estudiante pudo recuperar el dinero que su hija había perdido. La segunda noticia es sobre una ciudad llamada Bauru, en el interior de São Paulo.

Cuando el invierno llegó, los vivientes de la ciudad empezaron una campaña llamada “Cabide Solidário”, que consiste en dejar prendas de vestir en determinado lugar para que las personas que las necesitan puedan agarrarlas allá. Las dos noticias de arriba y los respectivos valores que aparecen en ellas están en consonancia a la historia de Don Quijote, pues la honestidad y la gentileza forman parte de los valores de la caballería, ya que un caballero tiene siempre que ser honesto y gentil; es una cuestión de honra. Turma 185: Beatriz F. Vidotti, Jennifer Freua, Juliana Diamantino, Matheus Cicio, Vicenzo D’Agosto. 45


Agradecimentos Gostaríamos de deixar nossos agradecimentos àqueles que muito contribuíram com as vivências desse projeto: 

ao Padre Paolo Parise, que esteve conosco em 31/08;

às Irmãs Ana Gabrielle, Maria Celina e Frei Gabriel, que mesmo com muita dificuldade se dispuseram a participar conosco de uma videoconferência, direto do Haiti;

à empresa de transportes Free Way, que doou o transporte para a entrega das doações.

à comunidade do Colégio Sagrado Coração de Jesus, que colabo-

rou com doações e boa vontade, em todas as etapas do projeto.

Alunos do 8º ano

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