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A mulher trabalhadora em Belém, assim como no resto do país, tem que enfrentar muitas dificuldades, muitos desafios, principalmente se esta mulher for pobre, negra, homossexual. Se tiver filhos, então, o desafio só aumenta. Para uma mulher trabalhadora, que ganha um salário mínimo por mês, a vida em Belém também é muito dura, pois 85% das crianças de 0-3 anos, estão fora das creches públicas por falta de vagas. Quem precisa trabalhar e não tem com quem deixar os filhos, simplesmente não tem opção. Esse é um direito fundamental, previsto na Constituição, que hoje é desrespeitado. A cidade de Belém conta com 11 mil vagas para as crianças da capital. Outras 2 mil não têm com quem ficar. Para se ter uma ideia do déficit de vagas na capital paraense, na unidade de educação infantil (UEI) da Cremação, creche sustentada pela prefeitura, para o berçário 1 que atende crianças, cuja a faixa etária varia de 1 a 2 anos, abriram apenas vinte vagas neste início de ano. Cinquenta crianças de vários bairros como Condor, Jurunas e Guamá, ficaram de fora na lista de espera. Durante o governo de Ana Júlia, do PT, nada foi feito no sentido de ampliar as vagas nas

Lutamos por:

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creches tanto na capital quanto no interior, muito menos se construiu mais unidades. A Presidente Dilma Rousseff prometeu entregar 6 mil creches até 2014, mas chegou à metade do mandato no fim de 2012 com apenas 7 unidades prontas uma execução abaixo de 1% - sem previsão de quando serão inauguradas novas unidades. O que para as mães de todo o país, é uma péssima notícia. Importante lembrar que a primeira meta do Plano Nacional de Educação (PNE) era ampliar, até 2020, a oferta da educação infantil de forma a atender 50% da população de até 3 anos. Segundo pesquisa do Dieese em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, apenas 18% das 10 milhões de crianças em idade de creche estavam matriculadas em 2011. Para suprir a demanda, seriam necessárias cerca de 19 mil unidades, mais do que as 6 mil prometidas. Já o novo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, se limitou em colocar em seu programa de governo para a eleição que irá “desenvolver uma política agressiva de creches”, porém não diz como pretende fazer isso e nem qual o prazo para dar respostas. Nós, do Movimento Mulheres em Luta, exigimos ações concretas porque as mães trabalhadoras não tem tempo a perder. É possível construir uma creche modelo na UFPA em parceria com a prefeitura a qual atenderá tanto a comunidade acadêmica quanto a população dos bairros da Terra firme e Guamá. Além disso, a prefeitura precisa discutir junto aos movimentos sociais um plano de creches públicas, gratuitas, que funcionem em tempo integral e primem pela qualidade.

 Pela construção imediata da creche universitária em parceria com UFPA e Prefeitura!  Por um plano municipal de creches públicas gratuitas e de qualidade, com funcionamento em tempo integral!


´ A Turquia e´ aqui. Quem assiste à novela da Rede Globo, “Salve Jorge” e acompanha o drama da protagonista Morena que foi enganada e aliciada pelo tráfico internacional de mulheres para se prostituir em Istambul, na Turquia, pode ter a falsa ideia que isso é coisa de novela. Mas infelizmente, não é. Isso faz parte da vida real, ou melhor, faz parte da realidade do nosso Estado, o Pará. Na última quarta-feira (13), após denúncia de uma adolescente de 16 anos que conseguiu fugir de uma boate de prostituição localizada em uma área próxima a um canteiro de obras da usina de Belo Monte, a polícia conseguiu libertar 17 mulheres e um travesti em regime de escravidão e em cárcere privado. No dia 15 de fevereiro, a polícia encontrou mais 14 mulheres em boates de Altamira. A maioria dessas mulheres era da Região Sul do país e foram seduzidas com a promessa de se darem bem trabalhando em uma boate onde ganhariam R$ 14 mil por semana. As mulheres eram confinadas em pequenos quartos sem janela e ventilação, apenas com uma cama de casal e com cadeados do lado de fora.

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~ de qualquer forma de opressao ^ e violencia a mulher

´ Rota de trafico no Para´

Desde 2012 e início de 2013, 12 rotas estão sendo investigadas pela Polícia Federal. Os Estados do Pará e Amapá são onde há o maior número de pessoas traficadas para seguirem para as Guianas e Suriname, em áreas de garimpo. No Pará, há, segundo o Delegado da PF, Ualace Machado, duas rotas de tráfico de pessoas. Uma é na região do Marajó, que leva pessoas para as Guianas e Suriname, e a outra, que leva pessoas da Região Metropolitana de Belém e do sul do Pará para a Europa. No Brasil, há 240 rotas de tráfico de mulheres, travestis, transsexuais e até homens que são levados para a exploração sexual. Infelizmente o tráfico internacional de pessoas, sobretudo o de mulheres, é um negócio rentável dentro dessa sociedade capitalista que ainda vê a mulher, como uma mercadoria, um objeto, vide as campanhas publicitárias de cerveja, sempre exibindo o corpo de mulheres. E os grandes empreendimentos trazem consigo mais essa mazela social, além da destruição ambiental e ecológica, porque visam apenas o lucro e não o bem estar da comunidade local.

´ repudio

BASTA! CONTRA O TRÁFICO E A EXPLORAÇÃO SEXUAL DE MULHERES E ADOLESCENTES!

Nós do Movimento Mulheres em Luta consideramos um crime à mulher os fatos ocorridos em Vitória do Xingu e Altamira e exigimos providências urgentes das autoridades competentes a fim de que possam combater este crime que vitimiza milhares de mulheres mundo afora, iludindo-as com falsas promessas quando na verdade é a exploração de seus corpos da forma mais vil e desumana que é praticada, colocando-as em condições precárias de sobrevivência e causando, inclusive, a morte de muitas.

PELA PARALISAÇÃO IMEDIATA DA OBRA DE BELO MONTE!

Participe das atividades de ~ construcao do 08 de marco ´

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´ 06/03 – Atividade Sindtifes – 08h00- Hall da Reitoria da UFPA (Debate sobre creche)

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07/03 – Sessão especial da Câmara Municipal de Belém- 09h00

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07/03- mesa de combate as opressões do DCE UFPA

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07/03 – Seminário de combate as opressões – 08h00 CCSE/UEPA

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08/03 – ATO UNIFICADO DO 08 DE MARÇO – 09h00 – saída CIG (Centro Integrado do Governo) PERCURSO: Av. Nazaré, Trav. Quintino Bocaiuva, Av. José Malcher, Assis de Vasconcelos, Riachuelo, Frutuoso Guimarães, Ver-o-Peso, Prefeitura.

Ato contra a exploração sexual e tráfico de mulheres e adolescentes que aconteceu no dia 21/02, em frente ao escritório de Belo Monte

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08/03 – ATIVIDADE DE MULHERES DA CONSTRUÇÃO CIVIL17h00 no Sindicato (Trav. 9 de Janeiro)

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10/03 – Arrastão de blocos de carnaval contra a violência à mulher – 14h00 - Sacramenta (Elo Perdido)

MOVIMENTO MULHERES EM LUTA - BELÉM FILIADO À CSP-CONLUTAS Contato:

Gizelle (8192-5067) Email: giufpa@yahoo.com.br


MML Belém - 8 de março