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A R Q U I T E T U R A


ANDRÉ FILIPE DOS SANTOS PIMENTEL Portfólio de Arquitetura

CONTACTOS: telemóvel (+351)912659916 email andrepimentel1989@gmail.com


INFORMAÇÃO PESSOAL nome data de nascimento nacionalidade morada

EDUCAÇÃO

André Filipe dos Santos Pimentel

datas

2007-2014

13 de Abril de 1989

curso

mestrado em arquitetura

portuguesa Rua Principal, Nº77, Ameal 3045-315 Coimbra

entidade

local

Coimbra, Portugal

datas

2011-2012

curso

mestrado em arquitetura (Erasmus)

entidade

carta de condução (categoria B)

Departamento de Arquitetura Universidade de Coimbra

local

École Nationale Supérieure d’Architecture de Grenoble Grenoble, França

COMPETÊNCIAS LINGUÍSTICAS português

inglês

francês

língua materna

avançado

avançado

médio

básico

básico


COMPETÊNCIAS TÉCNICAS

Autocad

WORKSHOPS ACADÉMICOS 2008

Artlantis Studio Adobe Photoshop

2011

Adobe Indesign Microsoft Office SketchUp

2011

3D Studio Max Archicad

2012

Adobe Illustrator

2012

Um abrigo no Jardim Botânico de Coimbra, com o arquiteto Paulo Providência (24h)

Uma estação de metro na Quinta da Cheira, com os arquitectos José Fernando Gonçalves, António Lousa e Paula Santos (48h)

Objet ambiant-canopee, nos Grands Ateliers de l’isle d’abeau, com o arquiteto Philippe Liveneau (2dias)

Trois pièces acoustiques, nos Grands Ateliers de l’isle d’abeau, com os arquitetos Philippe Liveneau e Grégoire Chelkoff (5dias)

PUBLICAÇÕES/REFERÊNCIAS

EXPOSIÇÕES 2010

2010

2011

Máquinas de Habitar: 23 casas de Le Corbusier, Porto

Mulheres na Arquitectura: Zaha Hadid, Universidade de Coimbra

Objet ambiant-canopee, Fête des lumières, Lyon

2010

Revista Joelho #1: Mulheres na Arquitetura, Publicações Edarq, Coimbra

(colaboração em equipa no artigo Zaha Hadid - A importância da forma)

2012

Les Grands Ateliers Activités 2011-12 Editions Livres EMCC, Lyon

(colaboração em trabalhos referenciados nesta publicação)

2012

Expérimentations étudiants Féte des lumiéres - Lyon Editions Livres EMCC, Lyon

(colaboração num trabalho referenciado nesta publicação)

2012

Trois pièces acoustiques, Semaine du son, ENSAG, Grenoble

Expérimentation plastique, nos Grands Ateliers de l’isle d’abeau, com o arquiteto Philippe Liveneau (5dias)

CURRICULUM VITAE

2014

O impacto da modernização na identidade dos espaços de aprendizagem. Tese de mestrado (17/20) d’ARQ, Coimbra


Habitação Coletiva

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Estúdio de Projeto III, 2009

Casa do Fotógrafo

2

Estúdio de Projeto III, 2010

Centro Cívico

3

Estúdio de Projeto IV, 2011

Casa Universitária

4

Estúdio de Projeto V (Erasmus), 2012

Edifício dos Gatos

5

Concurso Pladur, 2013

Les Grands Ateliers de L’Isle de Abeau

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Tese de Mestrado

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Erasmus, 2011-12

(Resumo), 2014


HABITAÇÃO COLETIVA COIMBRA

Com uma intervenção numa zona de Coimbra com serviços à comunidade universitária, o projeto pretende não só resolver o programa proposto (10 T2 + 10 T3) num só volume como também criar novos espaços pavimentados de circulação/socialização para esta comunidade. É clara a ideia de marcar os diferentes elementos estruturais e materiais deste edifício. O piso térreo é apenas definido pelos pilares laminados que estruturam o edifício e pelas caixas de acesso vertical aos apartamentos, tornando-se num espaço coberto com uma ideia clara de transparência e de leveza do edificado. Por outro lado, a marcação das lajes em betão permite ligar longitudinalmente os sucessivos planos de tijolo e de vidro que materializam a fachada. Quanto ao programa do apartamento (T2/ T3) é clara a separação entre os espaços mais privados (quartos) e espaços de uso mais comum (sala-de-estar, sala-de-jantar, cozinha). Cada apartamento tem um espaço +1 que pode ser assumido como um quarto extra, escritório ou como um prolongamento da sala-de-estar. Essa multifuncionalidade é possível com o uso de um painél amovível que se adapta aos diferentes usos dos espaços.

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Figuras em cima: planta piso térreo e planta piso 2 (da esquerda para a direita) Figura em baixo: alçado sul Figuras à direita: terreno com a proposta e planta de implantação (de cima para baixo)


Figura em cima: módulo (T2+T3) Figura em baixo: corte transversal Figuras à direita: perspetiva do edifício (sem cobertura) e perspetiva da sala-de-estar (de cima para baixo)


CASA DO FOTÓGRAFO COIMBRA

A casa do Fotógrafo foi projetada segundo a ideia do cliente em juntar no mesmo terreno de intervenção espaços para habitação própria e para o seu estúdio de fotografia. Como tal, o projeto desenvolve-se separando volumetricamente esses dois espaços, ligados por um terraço exterior com vista sobre a cidade de Coimbra. O estúdio é pensado num volume de maior relação com a rua e com espaços que permitem desenvolver o trabalho do cliente: gabinete, sala para fotografia de pé-direito duplo e câmara escura. A casa desenvolve-se em dois volumes. Um deles, à cota da rua, acolhe o programa de uso comum à família como cozinha, sala-de-jantar e sala-de-estar. Num outro volume, localiza-se o programa mais privado (como os quartos e uma pequena biblioteca) que, pela cota mais baixa, assume esse caráter de privacidade e de uma maior relação com o espaço ajardinado.

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Figuras em baixo: alçado poente Figura à direita: terreno com a proposta


Figuras Ă  esquerda: plantas do piso 0 e -1 (de baixo para cima) Figuras Ă  direita: perspetiva dos volumes sem coberturas e perspetiva do acesso a partir da rua (de cima para baixo)


Figura em cima: perspetiva da sala-de-estar Figuras Ă  esquerda: cortes pelos diferentes volumes


CENTRO COIMBRA

CÍVICO

Com um terreno de intervenção numa zona em expansão da cidade de Coimbra, por um lado, procurou-se potenciar uma continuidade da nova malha urbana que vem crescendo na Solum e da sua relação com a Avenida Fernando Namora com a construção de grandes volumes para habitação coletiva. Por outro lado, associado a esta construção, foi pensado um Centro Cívico, um edifício que coloca à disposição da comunidade programa de caráter público como um auditório, uma biblioteca, um centro-de-dia, uma creche, uma cantina, uma sala de exposições e espaços para gabinetes e salas de reunião. O edifício é pensado em redor de uma praça que comunica visualmente com o novo espaço verde, tendo um volume suspenso como marcação do limite entre ambos e de entrada na praça. Este edifício também tem uma comunicação direta com o futuro Metro Mondego, tendo uma estação junto à entrada da sua biblioteca. A nova estação de Metro conjuga materiais como o metal e vidro que lhe permitem dar uma grande leveza numa leitura visual do objeto arquitetónico.

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Figura à direita: terreno com a proposta Figura à esquerda: plantas dos pisos -1, 0, 1 e 2 (da esquerda para a direita) Figuras em baixo: alçado poente e planta de implantação (da esquerda para a direita)


Figura à direita: perspetiva da sala de exposições Figuras à esquerda: pormenores construtivos Figuras em baixo: corte e perspetiva do auditório (da esquerda para a direita)


Figura à direita: perspetiva do edifício (sem cobertura) Figuras em baixo: corte e perspetiva da estação de metro (da esquerda para a direita)


MAISON DE L’UNIVERSITÉ GRENOBLE

O novo edifício do Campus de Saint-Martin d’Hères procura criar um jogo de transparência e de grande comunicação visual com a envolvente através da sua materialidade e da sua forma. Há uma forte ideia de pensar o edifício como um ponto de referência para socialização pela comunidade universitária. Existem dois volumes de betão para marcar a posição do edifício na malha urbana ( um deles, mais estreito, contém a entrada principal, wc’s e alguns gabinetes, enquanto o outro contém programa de maior relevância como salas de reuniões, presidência, doctorants e auditório). Nos volumes em vidro está localizado programa com um caráter mais informal como o foyer , sala de exposições e salas de actividades) com uma excelente ligação visual entre si e com toda a envolvente. O interior do edifício é pensado como um circuito percorrível por todos os volumes de diferentes materiais do edifício.

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Figuras em cima: plantas dos pisos 0, 1, 2, 3 e 4 (da esquerda para a direita) Figura em baixo: alรงado poente


Figuras à direita: terreno com a proposta e perspetiva exterior do edifício (de cima para baixo) Figura em baixo: corte do edifício


EDIFÍCIO DOS GATOS COIMBRA

O edifício proposto pretende promover as relações entre os cidadãos na baixa de Coimbra, uma área cada vez mais desertificada que sofre de uma carência de infra-estruturas sociais. O espaço para cuidado e higiene está inserido no piso de entrada e inclui instalações sanitárias, cabines para duche, vestiários e ainda um posto de primeiros socorros. No segundo piso situa-se o espaço de refeições, sendo este controlado por um módulo que contém um balcão e um espaço para confecção e serviço. No terceiro piso desenvolve-se a sala multiusos: esta é dividida em duas partes, permitindo assim que a luz zenital possa atravessar os pisos colocados abaixo desta. A zona técnica e administrativa ocupa o último piso do edifício, de modo a garantir o isolamento e privacidade dos funcionários. A circulação apresenta os espaços intercomunicantes a partir de diferenças cromáticas que vão surgindo, marcando assim o contraste com o betão aparente que predomina no resto do edifício. A funcionalidade programática estende-se para o exterior sendo que os alçados do edifício podem ser utilizados em associação com o espaço público envolvente.

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Figura Ă  esquerda: corte e 3D do edifĂ­cio (da esquerda para a direita) Figuras Ă  direita: plantas dos pisos 0, 1, 2 e 3 (de cima


LES GRANDS ATELIERS DE L’ISLE D’ABEAU Villefontaine

Durante o ano de Erasmus (ano letivo 2012/2013 em Grenoble, França), foram realizadas algumas experiências nos Grands Ateliers de l’Isle de Abeau em Villefontaine, uma instituição com espaços preparados para pesquisa e experimentação, construtiva, arquitetónica e material. Entre essas experiências, em trabalho de equipa, foi pensada uma caixa acústica para uma exposição na ENSAG. Essa caixa tem uma estrutura de madeira sendo revestida com placas de gesso perfuradas com um padrão, contendo lã-de-vidro entre as mesmas, isolando o espaço acusticamente. Numa colaboração com o Prof. Liveneau da ENSAG e alguns alunos, foi pensado um objeto em metal para a Fête des Lumières de Lyon. Esse objeto arquitetónico, com um padrão recortado no mesmo, é revestido duplamente por chapas metálicas tendo um mecanismo de luz entre elas, iluminando o objeto. Por fim, uma pequena experiência em conjunto com alunos de engenharia. O objetivo era desenvolver um módulo em cartão prensado, desenhando um muro que permitisse um jogo de luz.

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SE

TESE DE MESTRADO IMPACTO DA MODERNIZAÇÃO NA IDENTIDADE DOS ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM O CASO DE ESTUDO DO LICEU D. JOÃO DE CASTRO, LISBOA

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RESUMO O Liceu foi uma instituição educacional muito importante na evolução dos edifícios escolares nacionais, com a construção de muitos exemplos de arquitetura moderna portuguesa durante quase todo o Século XX. Durante a sua construção, este conjunto de edifícios foi pensado segundo diferentes tipologias arquitetónicas e modelos educativos próprios de cada época. Com muitos anos de uso e sem transformações relevantes na organização espaço-funcional e nos equipamentos, o edifício Liceu tem uma grande incompatibilidade com os novos programas educativos.

A Escola do Século XXI, baseando-se nalguns paradigmas e conceitos do século passado, é pensada como um percurso de aprendizagem, assumindo um caráter de Centro de Aprendizagem Contínua. Acompanhados por equipamentos modernos e tecnológicos, os espaços de aprendizagem informal ganham um papel de maior relevância e os espaços de aprendizagem formal são mais flexivéis e preparados para uma maior diversidade de atividades. Em Portugal, está em curso um programa de modernização dos edifícios escolares, o Programa de Modernização das Escolas Destinadas ao Ensino Secundário (PMEES), a cargo da entidade pública Parque Escolar. A intervenção envolve mais que uma reorganização espacial e mudança de equipamentos, transformando também instituições, programas educativos e comunidades a habitar a Escola. Inevitavelmente, os espaços de hoje têm práticas e vivências distintas das originais.

O propósito desta dissertação, centrado no tema da modernização dos espaços de aprendizagem, é explorar a intervenção da Parque Escolar num edifício de tipologia Liceu e perceber as atuais caraterísticas dos seus espaços de aprendizagem, em detrimento dos originais, e qual a sua nova identidade. O edifício que instalou o antigo Liceu D. João de castro em Lisboa, é o exemplo de um edifício construído como Liceu do Estado-Novo em finais da década de 40, que, na atualidade, dá resposta às necessidades do Século XXI, após o processo de modernização dos seus espaços e equipamentos.



Portfolio de Arquitetura - André Pimentel