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13 Setembro 2013 Sexta-feira Ação de formação Tag e Touch Rugby A manhã iniciou-se da melhor forma, com uma ação de formação relativa ao tag e touch rugby nas escolas, apresentada por Miguel Moreira (técnico da ARN e responsável pelo projeto Rugby Nestum na Zona Norte. O caso do tag rugby foi apresentado como o mais adequado a apresentar nas escolas, uma vez que não envolve contacto físico entre os praticantes. Estes vestem uma cinta de velcro que contêm duas fitas em ambos os lados da anca (tags) cujos defesas devem recuperar de forma a parar o adversário. Após um defesa conquistar a fita deve gritar “fita!” e o jogador que detém a bola deve parar imediatamente, sendo obrigado a passar a bola para um colega. Esta foi a modalidade que foi experienciada na componente prática da ação de formação, e devo dizer que foi uma experiência fantástica, muito divertida e gratificante a todos os níveis. Fez-me de fato acreditar que é possível introduzir esta modalidade em contexto pedagógico de Educação Física – modalidade essa carregada de preconceitos e ideias vazias criadas por quem não faz a mínima ideia do que o rugby é enquanto desporto. Poderemos argumentar que agradará mais a uns do que a outros, mas isso acontece em todos os desportos e com todas as pessoas. Não podemos no entanto negar que, neste caso em concreto, o tag rugby é uma proposta muito sustentável no que ao ensino diz respeito por todos os motivos e mais alguns. Primeiro, é uma disciplina a que os alunos não estão habituados e muito provavelmente nunca tiveram a experiência de a praticar. Em segundo porque não acarreta riscos, uma vez que o contato físico é punido pelas regras do jogo. Como terceiro argumento, sublinho o estilo de jogo pouco convencional ao nosso país conferido pelo sistema de passes que apenas são válidos no sentido inverso à linha de fundo da equipa adversária. Foram inúmeras as vezes que executei um passe na componente prática e instintivamente iniciei corrida para a frente do campo quando na realidade, deveria

posicionar-me

atrás

do

colega

com

bola

dando-lhe

assim

oportunidades de passe caso a sua fita fosse capturada por um defesa. Em


quarto porque é um jogo extremamente cansativo a nível físico, uma vez que o jogo nunca para e se encontra repleto de mudanças de velocidade sucessivas em curtos espaços de tempo. E por último, pela simples razão de proporcionarmos aos nossos alunos modalidades diferentes do habitual e, portanto, fora do seu alcance. Todos estes argumentos me convenceram de que de fato seria bastante interessante incorporar o tag rugby, e outras modalidades que assentem nos mesmos critérios explícitos anteriormente, no programa nacional de educação física como modalidades optativas. Pelo menos

assim,

oportunidade

os de

alunos

experienciar

terão algo

diferente contribuindo assim para uma cultura desportiva mais rica em Portugal que ultrapasse o típico já tão coroado desporto de telenovela: o futebol.


13 09 tag e touch rugby