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TOP DE MARKETING 2011 – ADVB RS

CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL PARA ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS: OUTRA VIDA É POSSÍVEL, A SAÚDE MENTAL EM PROCESSO DE MUDANÇA OUTUBRO de 2011.

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Sistema de Saúde Mãe de Deus - SSMD João Batista Scalabrini, Bispo de Piacenza (Itália), fundou, no final do século XIX, instituições para atender a migrantes carentes que buscavam melhores condições de vida. Uma dessas instituições foi a Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas. As irmãs scalabrinianas chegaram ao Brasil em 1895, em São Paulo e, em 1915, no Rio Grande do Sul, com a missão de se dedicar à saúde, à educação e à assistência social e religiosa dos migrantes fragilizados socioeconômica e culturalmente. Para tanto, em 1962, fundaram a AESC - Associação Educadora São Carlos, entidade civil de caráter beneficente e filantrópico.

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Para prover a área da saúde, a AESC implantou o Sistema de Saúde Mãe de Deus (SSMD), que atua sem objetivos lucrativos, formado por uma rede de hospitais e serviços afins, de alta, média e baixa complexidade, além de programas de saúde familiar comunitária. Hoje, a Associação é reconhecida como uma forte entidade filantrópica no País. O Hospital Mãe de Deus (HMD), fundado em 1969, com serviços direcionados a pacientes particulares e convênios, é a instituição que gera recursos financeiros que subsidiam o desenvolvimento das atividades em todo o Sistema de Saúde Mãe de Deus, reinvestindo seu resultado financeiro na viabilização da atualização tecnológica, qualificação profissional e, ainda, ampliação e desenvolvimento dos projetos sociais. O SSMD, no Rio Grande do Sul, está presente em sete municípios, oferece cobertura a 66 municípios e atinge uma população de mais de 4,7 milhões de pessoas, totalizando 1.196 leitos disponíveis para internação. Os programas e os projetos de promoção, proteção e recuperação da saúde foram desenvolvidos a partir dos valores institucionais, do sistema de gestão, da tecnologia avançada, da qualidade técnica e da responsabilidade social.

A Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas, que atua há mais de 100 anos no Brasil, tem a missão de cuidar das pessoas para transformar suas vidas de forma competente, persistente e acolhedora. Os seus valores congregacionais são acolhimento, persistência, competência e cuidado.

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1 – Mãe de Deus Center - Hospital Giovanni Battista, 2 - Hospital Bom Jesus, 3 - Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, 4 - Hospital Dr. Lauro Réus, 5 - Hospital de Pronto-Socorro, 6 - Hospital Santo Antônio, 7 - Hospital Santa Luzia, 8 - COR Centro de Oncologia Radioterápica Mãe de Deus, 9 - Hospital Universitário da ULBRA.

Missionárias Scalabrinianas

Educação

Saúde

Assistencial

Sistema de Saúde Mãe de Deus Público

Particular HMD

MDC

COR

CCMD

Institutos Atendimento SUS

Hospital

Dr. Lauro Réus Campo Bom

Hospital N. Sa. dos Navegantes

Torres

Serviços de Saúde Comunitária

Gestão Hospitais 30

Hospital Sta. Luzia Capão da Canoa

Hospital

S. Antônio Santo A. da Patrulha

Hospital

Bom Jesus Taquara

Responsabilidade de Socioambiental

Hospital de

ProntoSocorro de Canoas

Hospital Universitário da ULBRA

Saúde Mental CAPS AD Vila Nova

CAPS AD IAPI

Unidade de Internação São Rafael

HMD - Hospital Mãe de Deus.

CCMD - Centro Clínico Mãe de Deus.

MDC - Mãe de Deus Center.

COR - Centro Oncológico e Radioterapia.

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A AESC atribuiu ao Hospital Mãe de Deus o papel de líder na condução e no aperfeiçoamento das atividades de saúde. A função do 5

Mãe de Deus pode ser assim expressa: • Apoiar a AESC na gestão dos serviços de saúde próprios; • Transferir tecnologia à rede de hospitais;

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• Qualificar a assistência à saúde nos segmentos sociais menos favorecidos; • Contribuir para o aporte de conhecimentos técnico-científicos para as regiões desprovidas desse recurso; • Servir de campo de estágio e formação para os seus demais hospitais. • Gerar recursos financeiros que serão reinvestidos no próprio SSMD.

Hospitais e Unidades que integram o Sistema de Saúde Mãe de Deus Hospital/Unidade

Município sede

Hospital Mãe de Deus

Municípios atendidos

Abrangência populacional*

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3.959.810

Hospital Giovanni Battista Centro Clínico Mãe de Deus Unidade de Saúde Vila Gaúcha COR - Centro de Oncologia Radioterápica Mãe de Deus

Porto Alegre

Unidade de Saúde São Carlos Unidade de Saúde São Rafael Emergência Vila IAPI CAPS Vila IAPI CAPS Vila Nova Hospital Nossa Senhora dos Navegantes e Hospital Santa Luzia

Torres e Capão da Canoa

18

Campo Bom

5

212.002

Taquara

6

55.475

Santo Antônio da Patrulha

5

37.900

Hospital de Pronto-Socorro

Canoas

1

326.458

Hospital Universitário da ULBRA

Canoas 66

4.735.246

Hospital Dr. Lauro Réus Hospital Bom Jesus Hospital Santo Antônio

Total

143.601

*Dados extraídos do site Atlas Socioeconômico do Rio Grande doSul (RS)

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Cenário A necessidade de priorizar a saúde O Brasil destaca-se na América Latina como um dos países que menos prioriza a saúde pública, investindo apenas 3,4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) em ações de saúde, quando a média dos países latinoamericanos, é de aproximadamente 4,6%. A Organização Pan-Americana da Saúde recomenda que os investimentos representem 6% do PIB. Pesquisa do Instituto Datafolha aponta que saúde e segurança são as maiores preocupações da população brasileira. No Rio Grande do Sul, o cenário não é diferente. Em pesquisa de 2010 realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) sobre quais áreas devem ser priorizadas pelo Governo (gestão 2011/2014), 34% dos gaúchos citaram como principal preocupação a saúde, seguida da segurança pública, com 23%, e da educação, com 15%. Ampliação dos serviços de qualidade à população carente Embora a inovação tecnológica e os avanços das pesquisas na área da saúde estejam se desenvolvendo de forma acelerada, proporcionando importantes conquistas, essa evolução não tem ocorrido na forma e na abrangência necessárias. As comunidades de maior vulnerabilidade social são as mais prejudicadas frente a este cenário, uma vez que necessitam de serviços de saúde qualificados e acessíveis. Dependência química: uma epidemia A sociedade assolada pela epidemia da dependência química observa o crescimento nos níveis de violência, a inversão de valores básicos, a degeneração dos núcleos familiares e a ruptura dos laços sociais fundamentais à constituição de uma vida mais justa e fraterna. Na perspectiva da saúde, a dependência química é classificada como uma doença crônica, tal como diabetes e hipertensão. A intervenção profissional nesse grupo de doenças, ainda incurável, consiste em propiciar ao paciente

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a identificação da condição como um problema e estimular a mudança dos comportamentos associados ao risco do consumo, com minimização das sequelas e o controle de possíveis recaídas. O álcool e as drogas, principalmente o crack, estão entre as substâncias mais preocupantes no cenário da dependência química. Considerações sobre o tratamento dos usuários de crack A história do crack no Brasil tem destaque após a virada do milênio quando vários relatos sobre o tema começam a surgir, denotando uma preocupação cada vez maior dos profissionais da saúde e de pesquisadores com o seu uso e as consequências do consumo da droga. Estudos realizados por professores do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas (Psiquiatria) e Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre/UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) mostram que a disseminação do crack avança rapidamente e a procura por tratamento excede a capacidade disponível em leitos destinados à rede básica de saúde. Essa realidade requer que medidas públicas sejam tomadas e planos emergenciais sejam implantados a fim de absorver tal necessidade. Em relação às possíveis intervenções, há um consenso de que a dependência de crack necessita de um tratamento difícil e complexo, pois se trata de uma doença crônica e grave que exige acompanhamento por um longo período. Sob este aspecto, cabe salientar a relevância do treinamento e a capacitação dos profissionais envolvidos, em razão da influência direta que exercem sobre o resultado final do tratamento. Os estudos relacionados ao crack comprovam que a doença não se limita às questões de saúde. Dentre os usuários, aqueles desprovidos de assistência familiar, social e/ou econômica, apresentam índices ínfimos de recuperação. Para essa população são necessárias novas políticas de prevenção, tratamento e reinserção social. Atualmente, várias abordagens de tratamento para dependência de cocaína e crack no Brasil vêm sendo discutidas, porém, existem

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muitas controvérsias sobre qual abordagem demonstra maior efetividade. Primeiramente, é de fundamental importância ter claro que não existe um único tratamento que abarque as características multidimensionais da adição (vício). A equipe técnica treinada para atender a esses usuários precisa ser multiprofissional e interdisciplinar. Em virtude da gênese multifatorial da dependência química, o paciente precisa ser atendido nas diversas esferas afetadas, tais como social, familiar, física, mental, questões legais e qualidade de vida, enfocando, especialmente, as estratégias de prevenção de recaída. Abordar essas questões é tão importante quanto o desenvolvimento das estratégias dirigidas ao consumo de drogas. Tratamento multidisciplinar e altamente especializado Em resposta à crescente necessidade de acolhimento para o usuário, é observado que tratamentos por longos períodos (seis meses a um ano) têm evidenciado resultados mais promissores. É importante destacar que, devido aos baixos índices de motivação do dependente e, consequentemente, da pouca aderência ao tratamento, a família e a rede social de apoio exercem um papel de fundamental importância durante o processo de intervenção terapêutica, servindo como amparo desde a fase inicial até a manutenção da abstinência. Contudo, a maioria dos estudos de revisão sobre famílias de dependentes químicos confirma que o universo familiar dessa população é frequentemente disfuncional. Há casos onde o tratamento extensivo aos familiares acaba sendo complementar e, dependendo da situação familiar, fundamental.

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A avaliação do sucesso no tratamento da dependência química não se baseia na cura, mas no fortalecimento dos laços entre os profissionais de saúde e o paciente, da extensão do período de abstinência e da minimização dos danos físicos, psicológicos e sociais decorrentes do consumo.

Problema/Oportunidade Soluções necessárias para tratar a dependência química Frente ao consumo de drogas, a sociedade experiencia o sentimento de vazio e impotência devido a baixa capacidade de resposta satisfatória dos tratamentos oferecidos pelas instituições tradicionais, pelos sistemas de saúde, educação, serviço social e segurança pública, e pela ausência de soluções técnicas efetivas e confiáveis para a recuperação dos doentes. Dada a urgência da situação e a frágil e, ainda, inicial resposta das instituições públicas, a AESC - SSMD, articulada com o Gestor Municipal de Saúde, acolheu o desafio de estruturar e apresentar serviços de saúde que, ao mesmo tempo em que suas bases estivessem calcadas na Política Nacional de Saúde Mental e de Combate ao Álcool e Outras Drogas, trouxessem ferramentas inovadoras para a reconstrução das vidas de famílias devastadas pela doença. O SSMD, juntamente com a Prefeitura de Porto Alegre, iniciou a implantação dos CAPS AD - Centros de Atenção Psicossocial para o Atendimento Integral ao Usuário de Álcool e Outras Drogas. Objetivo geral Desenvolver ações de assistência ao dependente químico, de ensino e de pesquisa, buscando a recuperação, a reabilitação e a ressocialização, tomando como eixos a mudança comportamental, a prevenção à recaída e o reforço familiar, em uma perspectiva de promoção da qualidade de vida e da redução de danos.

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Objetivos específicos • Acolher os usuários dependentes químicos nos serviços do CAPS AD, priorizando a escuta e a reflexão para a promoção da mudança comportamental e abstinência, e a prevenção à recaída; • Proporcionar a interação e a integração em grupo, fomentando o compartilhamento de experiências e a cooperação entre usuários, familiares, profissionais e membros da rede de apoio social; • Construir ações de intervenção articuladas com as famílias, as comunidades, os serviços de saúde e os serviços intersetoriais, reforçando os laços de colaboração e de continuidade ao suporte e ao amparo aos dependentes químicos; • Acompanhar e seguir os itinerários terapêuticos dos usuários atendidos nos CAPS AD em seus trajetos ao longo do Sistema de Saúde, preocupando-se com a atenção às suas necessidades e a resolução de problemas. Considerando que a dependência química interfere em diversas áreas da vida do indivíduo, um tratamento que contemple os problemas enfrentados pelo usuário em relação ao emprego, à educação, à família e ao lazer não só aumenta a probabilidade de recuperação do paciente, como também a torna mais duradoura. Novas políticas de prevenção, tratamento e reinserção social são necessárias diante do grande desafio que o tratamento ao usuário de drogas e álcool impõe. O SSMD, que tem como missão cuidar das pessoas para transformar suas vidas de forma competente, persistente e acolhedora, viu nesses serviços mais uma oportunidade de colocar em prática sua vocação de cidadania, através da transferência de tecnologia e conhecimento técnico aos CAPS AD, proporcionando e qualificando a assistência à saúde nos segmentos sociais menos favorecidos, nas regiões desprovidas desses recursos.

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Soluções encontradas Compartilhando competências O Hospital Mãe de Deus e a Prefeitura Municipal de Porto Alegre possuem uma parceria que já se estende há 23 anos com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a manutenção da Unidade Básica de Saúde da Vila Gaúcha, os dois postos avançados de vacinação e o projeto “Mutirão de especialidades”. Essas experiências foram de extrema importância para a estruturação de uma nova etapa de trabalho. A Prefeitura tem como diretriz a otimização e a implantação de políticas que garantam à população acesso aos serviços de atenção à saúde, especialmente no que se refere à saúde mental. No entanto, ela não dispunha de recursos suficientes para fazer frente às ações necessárias em prol da saúde mental e de atendimentos ambulatoriais e hospitalares. A partir dessa situação, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, a Secretaria Municipal de Saúde e o SSMD celebraram, no ano de 2008, um convênio que previa a ampliação de leitos e serviços em Saúde Mental, propondo a implantação de Centros de Atenção Psicossocial para o Atendimento Integral ao Usuário de Álcool e Outras Drogas – CAPS AD, através do convênio de gestão e assistência em saúde mental, representando uma importante parceria para a saúde em Porto Alegre. Para tanto, foram constituídos, em 2009, o CAPS AD Vila Nova e o CAPS AD IAPI , que inovaram pela modelagem de um serviço público de saúde mental vinculado ao SUS, com execução e gerência de uma entidade beneficente de assistência social, a AESC - SSMD. Uma nova fronteira para a reinserção social Desde então foram desenvolvidas nos CAPS AD Vila Nova e no CAPS AD IAPI ações de assistência e recuperação aos usuários de álcool e outras drogas, introduzindo, por meio do Projeto Terapêutico e do Plano Individual de Cuidados, técnicas e ferramentas para a promoção da reinserção social,

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da auto-organização e da reestruturação pessoal e familiar, contribuindo no resgate da cidadania e da qualidade de vida dos dependentes de álcool e outras drogas e seus familiares.

O CAPS AD Vila Nova e o CAPS AD IAPI contam com equipes multiprofissionais de auxiliares administrativos, assistente social, enfermeira, médico clínico e médico psiquiatra, técnicos em enfermagem, psicólogas e terapeuta ocupacional em tempo integral no serviço.

CAPS AD Vila Nova: acolhe os usuários moradores da área de abrangência da gerência distrital das regiões sul e centro-sul do município de Porto Alegre, sendo referencia para 200 mil habitantes daquela região. Com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. CAPS AD IAPI: trata os usuários moradores da área de abrangência da gerência distrital da região noroeste do município de Porto Alegre, sendo referencia para 200 mil habitantes daquela região. Com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Localização Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Vila Nova Rua João Vedana, 355, Bairro Cavalhada, Porto Alegre. Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas IAPI Rua Valentin Vicentini, s/nº, acesso C, Bairro IAPI, Porto Alegre. Caracterização • Serviço de atenção especializada ao usuário do SUS (Sistema Único de Saúde) dependente de álcool, tabaco e outras drogas e sua família, elaborando ações conjuntas e estratégias comunitárias para

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formular planos terapêuticos que permitam a ressocialização e a retomada das atividades da vida cotidiana; • Atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas; • Funcionamento das 8 às 18 horas; • Atendimento ambulatorial nas especialidades de psiquiatria, clínica médica, psicologia, enfermagem, assistência social e terapia ocupacional. População beneficiada Dependentes químicos, homens e mulheres, a partir dos 15 anos de idade, referenciados pela rede de saúde ou ingressados por livre demanda, pertencentes aos territórios de atuação dos CAPS AD Vila Nova e CAPS AD IAPI, totalizando uma responsabilidade sanitária sobre 400.000 pessoas. Metodologia de trabalho: atendimento integral A abordagem do problema dependência química deve ocorrer de maneira integral, observando características biológicas, psicológicas e sociais do indivíduo. A atuação de equipe composta por profissionais de diversas áreas, através do trabalho interdisciplinar, visa oferecer a reestruturação da saúde física e mental e reinserção dos mesmos na sociedade, conforme previsto pelo Programa Nacional de Atenção Comunitária Integrada aos Usuários de Álcool e Outras Drogas.

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Assim, os CAPS AD Vila Nova e IAPI, integrados ao meio cultural e em articulação com a rede assistencial de saúde mental e aos princípios da Reforma Psiquiátrica, são uma das estratégias de fortalecimento dessa rede, compondo um dispositivo assistencial de comprovada resolubilidade, podendo abrigar em seus projetos terapêuticos práticas que contemplem a flexibilidade e a abrangência possíveis e necessárias a essa atenção específica dentro de uma perspectiva estratégica de redução de danos sociais. No ambiente dos CAPS AD, os recursos terapêuticos são oferecidos diariamente em atenção ambulatorial, empregando ferramentas como: • Escuta e acolhimento individual: a equipe interdisciplinar, dentro de suas especialidades, avalia, trata, acompanha e encaminha as necessidades individuais de cada paciente; • Escuta e acolhimento em grupo: essa modalidade terapêutica abrange grupos que intervêm em várias etapas da evolução do tratamento; • Abordagens Psicoeducativas, de expressão de sentimentos, experimentação produtiva e criação e de espiritualidade; • Articulação com as comunidades: contempla as ações voltadas às atividades educativas e preventivas junto à comunidade e a intervenção nos ambientes onde os pacientes estão inseridos. As atividades vão desde palestras em escolas e igrejas, participação nas CIPAs (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) das empresas locais e eventos de abrangência nacional; • Articulação com os serviços de saúde: reuniões periódicas para treinamento das equipes das unidades de saúde da área de abrangência, através de cursos de aperfeiçoamento, discussões de casos, elaboração de rotinas, supervisão e contra-referência dos pacientes acompanhados;

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• Interconsulta: atendimento telefônico com profissional do CAPS AD disponível durante todo o período de funcionamento para supervisão em tempo real dos casos atendidos ou acompanhados pela equipe de saúde das unidades; • Articulação com as famílias: atendimentos individuais e em grupo aos familiares, visando proporcionar melhor entendimento do problema, do espaço para expressão de seus sentimentos e para a apropriação de habilidades para enfrentamento do problema; • Visitas domiciliares: realizadas com a participação das unidades de saúde, têm como intenção a busca de faltosos e o levantamento de problemas ou os fatores complicadores ao tratamento; • Acolhimento com seguimento responsável: tendo em vista a integralidade dos cuidados, o acolhimento com o seguimento responsável às modalidades de intervenção complementares não contempladas nas atividades dos CAPS AD é também um recurso utilizado e acompanhado pelos profissionais das equipes. Exemplo: seguimento pelo profissional de saúde responsável na internação hospitalar ou em comunidades

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terapêuticas, nas especialidades, nos atendimentos de urgência, na psicoterapia e em outros serviços, para a realização de exames e procedimentos e a grupos de ajuda mútua. Construindo uma nova vida As modalidades de tratamento variam quanto à necessidade de frequência dos usuários ao serviço. A forma de acesso aos serviços ocorre de maneiras diversas. São salientadas as premências de cada indivíduo e a experiência evidente de que não é possível postergar o início do tratamento quando o paciente se encontra motivado a iniciá-lo. Assim, não necessariamente respeitando o modelo formal de acesso aos serviços de especialidades da rede pública de saúde (onde o encaminhamento é feito por uma central de agendamento a especialidades), o usuário é atendido por um profissional especializado mediatamente ao seu contato com o serviço, dispensando o prévio agendamento. Nas situações onde é referenciado por outro serviço da rede, o contato é feito através do telefone, e é disponibilizada a data do

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acolhimento no CAPS AD com a maior brevidade possível (sempre na mesma semana do contato). Tanto aqueles pacientes que buscam espontaneamente o serviço quanto os referenciados pelas demais unidades, no transcurso de seus tratamentos, são estimulados a criarem ou a fortalecerem os vínculos com as suas unidades de origem, o que lhes facilitará a alta e o seguimento posteriores. As atividades procuram respeitar os conhecimentos prévios dos pacientes, intentam proporcionar-lhes o questionamento do cotidiano, das vivências e da realidade sociocultural na qual estão inseridos, bem como oferecer novos conhecimentos acerca de atitudes e valores que os ajudem a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, mental e social. A abordagem que considera o indivíduo em sua dinâmica interação com o contexto pelo qual é influenciado lhe confere, inclusive, papel interventivo na saúde da comunidade. A estruturação de rotinas administrativas, a adequação das condutas baseadas em evidências científicas, as modalidades de atendimento e o aperfeiçoamento da equipe ocorrem periodicamente através de reuniões semanais, seminários e discussões de casos com supervisão. A coordenação científica de ambos os serviços é feita de maneira unificada, proporcionando modelo de atenção e respeitando as particularidades de cada comunidade. Os pacientes também têm espaço para participação nas decisões das atividades diárias de convivência e melhorias ao seu bem-estar, o que lhes proporciona o exercício de cidadania e autogestão. Esse espaço é efetivado na rotina diária e através de assembleias quinzenais com a presença da equipe, de usuários e de familiares. Um dos resultados positivos dessa prática foi estimular a participação de pacientes em reuniões do Conselho Distrital de Saúde, da Comissão de Saúde Mental e do Conselho Municipal de Saúde.

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Investimentos realizados CAPS AD VILA NOVA e CAPS AD IAPI – Ano-Base 2010 Valor Anual:

R$ 768.000,00

R$ 384.000,00 para cada CAPS AD

Valor Mensal:

R$ 64.000,00

R$ 32.000,00 para cada CAPS AD

PERÍODO

FONTE

CUSTO MENSAL

HMD

R$ 64.000,00

SMS/PMPA

R$ 64.000,00

Janeiro a Outubro de 2010

Novembro e Dezembro 2010 Custo total em 2010

R$ 768.000,00

Estratégia de Comunicação dos Serviços A dimensão da demanda dos serviços foi tal que a melhor opção, para informar a respeito da oferta disponível, foi a comunicação dirigida, que passou a ser feita através dos profissionais nos postos de saúde e de uma rede de parceiros. Além disso, um forte trabalho de assessoria de imprensa e de relações públicas foi desenvolvido junto aos veículos de comunicação para divulgação dos serviços e das propostas de pauta sobre o cenário e os problemas decorrentes do uso de álcool e drogas, principalmente do crack. As ações de resgate, escuta, acolhimento e transformação estimuladas pelos Centros de Atenção Psicossocial em Álcool e Drogas não podem ser expressas só em números absolutos, pois são irradiadas nas vozes daqueles que recuperaram sua condição de ouvir e ser ouvidos, e que escolheram viver com mais dignidade. E foram atendidos.

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Resultados Obtidos Outra vida é possível O trabalho e as experiências acumuladas ao longo de dois anos na atenção ao usuário de álcool e outras drogas produziram as respostas desejadas socialmente por aqueles que enxergaram na abstinência e na mudança comportamental uma oportunidade para a restituição de sua liberdade e cidadania. Um universo de pessoas acreditando que outra vida é possível foi estabelecido. Os esforços dedicados para o credenciamento e a habilitação dos serviços prestados, tanto aos usuários diretos (familiares e pacientes), quanto ao desempenho de seu papel, como unidades de referência inseridas em uma rede pública de saúde, foram plenamente atingidos. Com essa perspectiva e com base neste trabalho, as equipes dos CAPS AD Vila Nova e IAPI, orientadas pelos valores do Sistema de Saúde Mãe de Deus, auxiliam, cotidianamente, os necessitados e cumprem com o compromisso ético da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo Scalabrinianas.

Vidas segregadas, mutiladas pelas drogas, transformadas em dispensáveis e indesejáveis, que se reconstroem e se reorganizam, são os resultados mais expressivos de um trabalho edificado para a reconstrução de cidadãos aptos a galgar novas vidas possíveis.

O SSMD, junto ao setor público, não só desenvolveu uma rede de atendimento para tratamento e prevenção da dependência química, através do SUS, como aprimorou esse serviço, tornando-o altamente especializado. Com isso, já foram beneficiados milhares de pacientes. O investimento, que visa alcançar resultados ascendentes, é permanente.

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O processo de mudança em saúde mental, que proporcionou, até agosto de 2011, o atendimento de 9.363 pacientes nos CAPS AD Vila Nova e IAPI, oportunizou resultados surpreendentes. Alguns patamares só foram possíveis de ser atingidos pela inovadora gestão, que desafiou a opinião conservadora e reafirmou a capacidade de obter bons resultados no trabalho da parceria público-privado, garantindo aos pacientes, que permaneceram em acompanhamento e tratamento com foco na dependência química, a percepção de que outra vida é possível. Um esforço capitaneado por uma qualificada equipe técnica. Atendimentos assistenciais no CAPS Vila Nova em 2010 Nº de Atendimentos em 2010 Consultas

13.763

Procedimentos

69.432

Atendimentos

11.930 95.125

Total

Atendimentos assistenciais no CAPS IAPI em 2010 Serviços Prestados Procedimentos

Nº de Atendimentos

Consultas

12.623

Procedimentos

84.279

Atendimentos

8.331

Total

105.233

Indicadores de sucesso • Aumento da demanda de pacientes nos serviços, da presença às consultas e da permanência no tratamento proposto; • Procura do serviço como local de observação para estagiários, residentes e doutorandos e como espaço para o desenvolvimento de pesquisas de campo por instituições universitárias e governamentais; • Busca de referencial para modelo de trabalho em rede e prática terapêutica por serviços de outros municípios do Rio Grande do Sul;

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• Reconhecimento dos serviços pelo controle social: Conselho Distrital de Saúde, Comissão de Saúde Mental e Conselho Municipal de Saúde; • Habilitação e credenciamento dos serviços pelo Ministério da Saúde; • Escolha do CAPS AD IAPI para integrar a pesquisa nacional da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas - SENAD, do Ministério da Justiça; • Conquista do Prêmio Top Cidadania 2011 da ABRH/RS. Mais do que apenas almejar a abstinência, o tratamento do dependente químico necessita prever o resgate dos laços familiares e sociais. Além da motivação ao tratamento e do entendimento do problema pelo paciente e seus familiares, a sua reinserção nos meios sociais e laborais é fundamental. A reestruturação desses laços, a dignidade readquirida como consequência da mudança de atitudes e o retorno ao mercado de trabalho, não só são favoráveis aos pacientes e suas famílias, como também são benéficos para a sociedade onde, ao longo do tempo, serão observados maiores proveitos. O modelo de assistência estabelecido confirma, de forma concreta, o padrão de gestão desenvolvido pela AESC - SSMD, onde a qualidade assistencial é estruturante de um sistema que, com suas ofertas de cuidado e auxílio, consegue articular o público e o privado, a inovação e a melhor tradição de assistência em saúde. E, paralelamente, agindo diretamente frente a problemas sociais, promove a qualidade de vida e os valores éticos.

Transformando vidas Ao longo desses dois anos, muitos foram os exemplos de resgates e reconstruções testemunhados nos serviços dos CAPS AD Vila Nova e IAPI. Abaixo estão citadas as passagens de algumas pessoas que tiveram suas vidas transformadas.

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Voltei para minha família!” - Júlio, usuário de crack, 26 anos de idade, sem contato com a família havia dois anos. Sua mãe buscou atendimento no grupo de familiares por desconhecer o paradeiro de seu filho. Após intervenção da equipe do CAPS AD, através do Serviço Social, foi descoberto que o filho estava sendo atendido pela equipe de Estratégia de Saúde da Família, denominada ESF Sem Domicílio, que presta atendimento aos moradores de rua. O rapaz foi então referenciado para atendimento no CAPS AD IAPI, tornando possível o restabelecimento dos laços entre mãe e filho e o início da intervenção no tratamento de sua dependência.

Minha vida volta a ter sentido!” - Estêvão, paciente alcoolista, 55 anos, procura ajuda em um momento difícil de sua vida: o falecimento de sua filha, apresentando ideias de desesperança e suicídio. Ao participar das atividades terapêuticas, encontrou nos grupos, segundo suas palavras, “um espaço para falar dos meus sentimentos”. Relata: “Quando perdi minha filha, perdi o sentido da vida; quando cheguei ao CAPS encontrei uma nova família e uma nova razão para viver”. Atualmente, participa do coral de apresentação dos pacientes para a comemoração do aniversário de inauguração do CAPS AD IAPI.

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Penso e posso!” - Getúlio, 43 anos, após várias tentativas para resolver seu problema, chega motivado, mas pouco encorajado para tentar, novamente, lidar com sua dependência. Participando dos grupos terapêuticos no CAPS AD IAPI, onde ouve de seus semelhantes os sucessos e os insucessos que esses tiveram, o que o conforta em saber que não é o único que tropeça nas pedras do caminho. Relata em uma das sessões o quanto estava satisfeito e mais disposto por ter tido sucesso em aliviar a fissura, com as técnicas de enfrentamento aprendidas nos grupos. “Hoje sei que posso controlar meu comportamento, dizer não sem me sentir incerto. E penso que posso, sim, me manter limpo”.

Agora sei do que se trata!” - Oscar, 56 anos, funcionário público, casado, mora com a esposa e os filhos. Paciente alcoolista pesado, vinha consumindo cerca de 2 garrafas de destilado/dia, veio ao CAPS AD Vila Nova, após desintoxicação aguda em serviço de emergência. Dizia-se “perdendo o respeito dos familiares”. Tratada a fase inicial da abstinência, na investigação clínica, foi diagnosticada doença de Parkinson, com quadro depressivo associado a essa e ao alcoolismo. Iniciado o tratamento integral de suas patologias, com o passar dos meses, o paciente se encontra assintomático, com seus laços familiares reforçados.

Volto a ter um Lar!” - Miguel, 34 anos, outrora hóspede de um albergue municipal, dependente de crack, após um ano de tratamento no serviço com algumas recaídas, abandonos e reinícios de tratamento, retomou os estudos e, com a orientação da equipe do CAPS AD Vila Nova, consegue receber o auxílio previdenciário (auxílio-doença) e, com isso, alugar uma peça para morar e deixar o albergue.

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Como me reencaixo?” - Vitória, 49 anos, separada, uma filha, sem emprego formal, residia sozinha e foi encontrada desacordada pela vizinha. Vinha fazendo uso abusivo de álcool nos últimos anos. Após iniciar no CAPS AD Vila Nova e participar das atividades terapêuticas, foi possível o envolvimento de sua filha e de sua irmã no processo. Foi encaminhada à comunidade terapêutica onde permaneceu por nove meses. Durante esse período, o CAPS acompanhou sua evolução, e a paciente mantinha acompanhamento médico no CAPS. Durante o período de sua internação, os familiares mantiveram sua frequência aos grupos de familiares, para aprender sobre a conduta e o manejo após a alta. Em seguida, a equipe do CAPS iniciou o trabalho na sua reinserção social. Como resultado, a paciente está trabalhando como monitora na mesma comunidade onde esteve internada e voltou a morar com a filha. Frequenta grupos de apoio e está sendo preparada para a alta.

Novamente trabalho!” - Cícero, 32 anos, separado, mora com os pais, afastado do trabalho pelas consequências do uso de substâncias químicas múltiplas, não conseguindo período de abstinência superior a uma semana, expressando o medo de, além de seu trabalho, continuar a perder outros valores, como sua dignidade e o amor de sua família. Após várias recaídas e períodos curtos de abstinência, o paciente foi encaminhado à comunidade terapêutica, onde permaneceu por 3 meses. Após a alta, com mais tempo abstinente, foi iniciado um plano terapêutico voltado à mudança de comportamento. O envolvimento dos familiares no tratamento foi estimulado e ocorreu o encaminhamento ao programa de reabilitação ao trabalho. Atualmente, encontrase abstêmio, com trabalho formal, mantém-se em acompanhamento no CAPS AD IAPI, juntamente com seus familiares.

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Esses exemplos, assim como a maior parte dos atendimentos cotidianos dos CAPS AD Vila Nova e IAPI, exemplificam a importância do tratamento integrado sob vários aspectos biopsicossociais, incluindo o atendimento às famílias e o estímulo ao envolvimento das mesmas no tratamento. No seguimento das atividades, o objetivo é manter a qualidade no atendimento aos pacientes e familiares e intensificar as ações em prevenção, intervenção precoce e tratamento de dependência química. O trabalho em equipe multidisciplinar, a peculiaridade do “acolhimento”, o fácil acesso ao atendimento e as parcerias estabelecidas com outras organizações permitiram aos CAPS AD oferecer ao paciente um leque de opções para refletir que outra vida é possível. As atividades realizadas capacitam as equipes da rede de cuidados primários a desmistificar a questão da dependência química, facilitando a abordagem ao usuário, sua inserção no tratamento e a continuidade do acompanhamento construído no serviço. Nesse processo de mudança, a saúde mental prepara equipes e ampara seus pacientes na busca por um serviço cada vez mais especializado e integrado à rede existente. Além disso, a ousadia das equipes em derrubar as barreiras burocráticas que, muitas vezes, desmotivam aqueles que passam a contemplar sua condição fez com que os serviços e as ações fossem estendidos à população de rua do município de Porto Alegre, por meio da Estratégia Saúde da Família Sem Domicílio. Trabalhar a reabilitação e a reinserção dos moradores de rua usuários de drogas em uma sociedade da qual foram excluídos, ou que a dependência os fez excluir-se, é trabalho árduo e imprescindível. Mas é possível colecionar resultados positivos. O estímulo à cidadania também incluiu a participação ativa dos pacientes e da equipe na III Conferência Municipal de Saúde Mental, um espaço legítimo de disputa social e de elaboração de estratégias para reafirmar um modelo de saúde mental inovador.

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Para o Sistema de Saúde Mãe de Deus, cuidar das pessoas, para transformar suas vidas de forma competente, persistente e acolhedora, é seu cotidiano, seu ofício permanente. Está no seu DNA. Ao contribuir para melhor atender às necessidades das pessoas e especialmente da população mais carente, o SSMD está cultivando um futuro sustentado para a oferta de saúde. Sua meta é oportunizar que o dia a dia de todos os seus públicos tenha mais qualidade, tenha mais vida.

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Sistema de Saúde Mãe de Deus  

Top Responsabilidade Social - ADVB/RS 2011

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