Page 1

Ataque aos triênios! Arrocho salarial! Péssimas condições de trabalho! Destruição da educação pública!

Não falta motivos para a GREVE! Há já cerca de duas semanas o governo Cabral desferiu um dos mais graves ataques aos direitos dos funcionários públicos e à educação pública nos últimos anos: através de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) questiona o direito do triênio; e através de liminar, exige a suspensão imediata dos pagamentos dos triênios enquanto não se julga a ADIN (um processo lento, que dura de três a cinco anos). Este grave ataque se soma a conjuntura de crise econômica mundial, e que no Brasil os governos se preparam para ela, atacando os direitos e salários dos servidores e aumentando a exploração dos trabalhadores em geral.

Ataque ao triênio para atacar nosso Plano de Carreira! É fundamental que entendamos o que está por trás do ataque de Cabral aos triênios. No texto da ADIN ele é claro: quer acabar com os triênios para forçar a revisão dos Planos de Carreira dos servidores para criar gratificações ligadas à produtividade. Aí está a estratégia do governo: Cabral quer acabar com nosso Plano de Carreira e tornar estável seu Plano de Metas. Acabar com a progressão salarial por tempo de serviço e formação e atrelá-la à meritocracia e produção das metas que já tornou público em seu plano.

A dura realidade da educação pública e a necessidade da greve! Fora o ataque aos triênios e ao Plano de Carreira, não faltam motivos para lutar. Só nós, educadores, sabemos o que é trabalhar na escola pública. São duríssimas as condições de trabalho, o arrocho salarial nos faz trabalhar em excesso, em diversas redes, para tentarmos uma vida digna. Adoecemos, somos reféns na linha de frente da sala de aula superlotada, da violência, do cansaço. Nossa categoria já lutou muito, muitos cansaram. Mas não podemos desistir. Não devemos. Muitos questionam: a greve vai dar resultado? Todos vão aderir? Não sabemos... Mas colega, sem você, não dá!

FIQUE DE OLHO! - Os salários de TODOS podem ser cortados sim! A ADIN, em seu texto, não diferencia servidores ativos e inativos, “novos” ou “velhos”. Além disso, o triênio é OUTRA linha do contracheque, somente o vencimento básico não pode ser cortado. Se a liminar for julgada em favor do governo, fica na mão de Cabral se o educador, e qual educador, mantém o salário sem cortes, ou não. Viveremos de favor do governo? Além disto, se a ADIN é votada favorável a Cabral, a lei cai, ou seja, em que se baseará o nosso direito ao triênio? - Sobre o “direito adquirido”. Muitos colegas se questionam sobre o triênio ser um direito adquirido, e portanto não será cortado de seus salários quem já os tem. Não é bem assim. Para os servidores públicos não existe “direito adquirido”. Basta lembrar da Reforma da Previdência de 2003, onde perdemos vários direitos, mesmo já estando no serviço público antes da Reforma. Será a nossa luta que garantirá a estabilidade dos nossos direitos. Se a educação é um direito... A greve é um dever!

MAS COLEGA, SEM VOCÊ, NÃO DÁ!


Boletim do SEPE Niterói  

Cabral tire as mãos de nosso triênio

Advertisement
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you