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Ágora jornal

Ágora, ideias jornalísticas Guarapuava-PR, 2012 Ed. 04, ano 02

Juros do cartão de crédito Foto: Giovani Ciquelero

Alguns consumidores afirmam que a redução nas taxas de juros foi positiva, mas que exerceu pouco impacto sobre o crédito até o momento. Os juros baixaram, mas o consumo continua em alta, tanto que os índices de inadimplência do consumidor tiveram alta. p. 8

Dislexia: 17% da população sofre com esse mal p. 3

Experiências de quem sobreviveu à 2ª Guerra Mundial p. 5

Premiações de Rodrigo Bastos, destaque no tiro esportivo p. 07

Licenciamento e habilitação da bicicleta motorizada p. 10


ao leitor

por Giovani Ciquelero

O que importa é ter saúde... Olá, leitor, tudo bem? Como vai a família? Espero que a resposta seja positiva, com todos saudáveis e bem, porque, além de já ser difícil enfrentar alguma doença e tudo o que ela acarreta, sabemos que no Brasil, a saúde só é levada a sério na teoria e em promessas eleitorais. Vemos matérias na televisão mostrando situações caóticas em várias regiões do país, faltam leitos, equipamentos e médicos. Mas não é preciso ir tão longe para reconhecer essas cenas. Aqui no terceiro planalto a preocupação bate à porta,

principalmente depois que o Hospital Nossa Senhora de Belém fechou as portas em 2010. Devido a falta de hospitais e a alta demanda de leitos Guarapuava é sede da 5ª Regional de Saúde e recebe paciente de vários municípios vizinhos -, gerou-se a discussão em torno da construção de um novo hospital. Desde então uma campanha para a construção de um hospital regional foi proposta pelo presidente da Câmara de Vereadores de Guarapuava, João Napoleão, e uma emenda na Assembléia Legislativa foi

apresentada por Bernardo Carli, deputado estadual. A coordenação da campanha ficou a cargo da Unicentro e algumas reuniões já foram realizadas. Tive a oportunidade de acompanhar a que definiu a comissão encarregada. Na reunião, cerca de 450 pessoas praticamente lotaram o auditório da universidade. Dentre essas pessoas, destaco o atual prefeito da cidade, Fernando Ribas Carli, que, na abertura do fórum, quando lhe foi concedida a palavra, fez questão de deixar claro que ligava

Ágora

para a cidade e que, mesmo sendo final de seu mandato, iria apoiar a campanha. Ressaltou que poderia não ligar e nem comparecer às reuniões, mas por amor à Guarapuava faria isso. Achei que o prefeito foi muito honesto e concordo com ele... Quero dizer, concordaria se ele não estivesse governando o município desde 2005. Acredito que nesses últimos sete anos, quatro meses e alguns dias (sem considerar a gestão 1989-1992), daria para fazer algo em relação à estrutura do sistema de saúde na nossa cidade. Não daria?

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jornal

por Katrin Korpasch

ESTA É A VERDADE: A VIDA COMEÇA QUANDO A GENTE COMPREENDE QUE ELA NÃO DURA MUITO. MILLÔR FERNANDES (1923 - 2012) foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, tradutor e jornalista brasileiro.

Maringá 15°

Ponta Grossa 15°

Guarapuava 15º

expediente Departamento de Comunicação Coord. Prof. Edgard Melech Jornal Laboratório Prof. Anderson Costa Editor Chefe da Edição 04 Giovani Ciquelero

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Redação Ana Carolina Pereira, Bárbara Brandão, Ellen Rebello, Gabriela Titon, Giovani Ciquelero, Helena Krüger, Nathana D’Amico, Katrin Korpasch, Luciana Grande, Mario Raposo Junior, Poliana Kovalyk, Vinícius Comoti, Yorran Barone e Yarê Protzek

Contato: (42) 3621-1088 E-mail: jornalagora.unicentro@ gmail.com

O Jornal Laboratório Ágora é desenvolvido pelos acadêmicos do 4º ano de Jornalismo. Todos os textos são de responsabilidade dos autores e não refletem a opinião da Unicentro.

Download das edições www.unicentro.br/agora e www.redesuldenoticias.com.br

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Tiragem: 500 exemplares Gráfica Unicentro


saúde

Afinal, o que é dislexia? O TRANSTORNO QUE ACOMETE ATÉ 17% DA POPULAÇÃO MUNDIAL TEM CAUSA NEUROLÓGICA DE ORIGEM HEREDITÁRIA

Matéria e diagramação: Ana Carolina Pereira Umas das causas da dislexia podem ser notadas nos primeiros períodos da criança na escola, que são os erros de ortografia e a dificuldade de leitura. Os profissionais da saúde alertam que a dislexia não deve ser tratada como uma doença e sim como um distúrbio de aprendizado, como conta a psicóloga Egleide Montarroyos de Melo. “Uma doença é quando você está gripado, espirrando e com febre. Uma criança disléxica não é assim, apenas tem um transtorno de capacidade, que consiste na dificuldade de soletração, linguagem expressiva e receptiva”, explica ela. De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia, o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial e pode manifestar-se em pessoas com inteligência ‘normal’ ou mesmo ‘superior’ e persistir na vida adulta. O diagnóstico da dislexia pode ser conseguido desde cedo. Montarroyos comenta que a descoberta dos sintomas pode começar em casa e que, por isso, é essencial a atenção dos pais. “Uma criança com dislexia costuma falar errado demais, apresenta atraso nos movimentos motores e geralmente são crianças muito impacientes e inquietas”. Além da importante participação dos pais, o tratamento é elaborado junto a uma equipe interdisciplinar. A psicóloga Elaine Cristiane Palazio conta que esse método ajuda a acelerar o tratamento e dá um suporte maior para

a eficácia dele. “Trabalhamos com o psicólogo para desenvolver a autoestima, a autoimagem e a socialização. Já o fonoaudiólogo ajuda no trabalho com a fala, procurando desenvolver a dicção. O neurologista desenvolve vários exames, e a psicopedagoga trabalha com as melhores técnicas de aprendizagem para as crianças”. Montarroyos alerta que na ausência de um tratamento eficiente e coerente com o nível de dislexia de uma criança, o transtorno pode continuar durante a vida toda. “São poucos os casos em que a criança consegue superar a dislexia”. Por isso, um ponto importante para o tratamento é mostrar à criança outros horizontes, como, por exemplo, estimular a área do esporte e da arte, como pintura, música e dança. “Isso ajuda muito a melhorar a autoestima da criança, que na escola tem dificuldades mas em outras atividades se sobressai com um talento diferente”.

Parecidos, mas não iguais Há muitos transtornos semelhantes à dislexia, o que não se pode fazer, segundo Montarroyos é confundi-los no diagnóstico e nos métodos de tratamento. “É como a questão da Hiperatividade e do Déficit de Atenção, onde a crianças são mais lentas e isso se observa também na idade escolar, portanto é preciso ficar atento e definir exatamente o que é”.

Conheça abaixo outros exemplos de transtornos parecidos com a dislexia: 1)Afasia: está ligada diretamente à linguagem e tem como principal característica a perda de habilidade de comunicação. Está muito envolvida com a área da neurologia clínica, uma vez que pode originar-se de acontecimentos como acidentes vasculares cerebrais ou infecções, que afetam uma área específica do cérebro, a que é responsável pela comunicação. 2)Disgrafia: também conhecida como ‘Letra feia’, porque as crianças que possuem esse tipo de distúrbio apresentam uma escrita ilegível e lenta. Isso leva a um desempenho ruim na escola, mesmo em alunos que possuem inteligência normal ou acima da média. 3)Disortografia: é um problema encontrado na linguagem, onde a criança apresenta dificuldades em realizar a escrita e a fala, e lidar com todas as sinalizações gráficas. 4)Disartria: um transtorno causado por alterações dos mecanismos nervosos que coordenam os órgãos responsáveis pela fonação, refletindo na má coordenação dos músculos da fala. Assim como outros distúrbios, a disartria pode ter origem em uma lesão cerebral. 5)Discalculia: está ligada às dificuldades com habilidades matemáticas. As crianças são capazes de compreender as lições transmitidas, mas quando tentam colocar em prática o que aprenderam, acabam trocando e invertendo a ordem das operações.

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Foto: Arquivo pessoal

entrevista

Futebol guarapuavano na

China Matéria e diagramação: Katrin Korpasch e Nathana D’Amico

O ÁGORA ENTREVISTOU CLÉO CÓRDOVA, O JOGADOR DE FUTEBOL GUARAPUAVANO QUE DESDE 2011 VEM MARCANDO GOLS NO ORIENTE

Ele ensaiou os primeiros chutes a gol nos campos de Guarapuava, atuou em times brasileiros, entre eles o Atlético Paranaense e Figueirense, passou por Portugal, jogou pelos dois maiores rivais do futebol Sérvio (o Estrela Vermelha e o Partizan), naturalizou-se sérvio e participou da maior competição de futebol europeu, a UEFA Champions League (Liga dos Campeões da Europa). Agora ele está fazendo sucesso pelo Guangzhou Evergrande, atual campeão chinês. Conheça o atacante guarapuavano, Cléverson Gabriel Córdova, de 26 anos.

var a sério mesmo o futebol foi no Gurapuava, com 15 anos. Disputei o campeonato amador. Depois fui para o Batel, com 16 anos, para disputar o profissional.

Em Guarapuava você jogou pelo Guarapuava Esporte Clube e pelo Batel, certo? Como foi esse seu início em Guarapuava? Desde muito jovem sempre sonhei em jogar futebol. Joguei futsal muitos anos, joguei pelo Guaíra, Deportivo e depois no Guarapuava. Passei pelo Soccer Five, onde comecei a jogar futebol de campo, mas quando comecei le-

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Você jogou pelas duas maiores equipes de futebol da Sérvia e se naturalizou sérvio vislumbrando jogar pela seleção do país. Como foi isso? A Sérvia foi um país em que você se sentiu ‘em casa’? Sim, para mim foi uma experiência fantástica passar pela Sérvia. Joguei nos grandes clubes de lá e me tornei um ídolo no Partizan, e assim recebi o convite para me naturalizar sérvio para jogar pela seleção nacional. Como estava bem adaptado no país, me senti muito em casa e, conversando com a minha família, decidi aceitar esse convite. Há pouco mais de um ano na China, você já conseguiu se adaptar à cultura e a língua chinesa? No Guangzhou Evergrande jogam também outros brasileiros,

isso contribuiu de certa forma para a sua adaptação? Sim, me adaptei bem sim. É um pouco diferente, sem dúvidas, principalmente a comida e a cultura, mas tendo os outros brasileiros aqui ajuda muito, pois nos reunimos sempre que dá para passar o tempo e conversar em português um pouquinho [risos]. Há alguns anos o futebol chinês não tinha nenhuma expressão no cenário mundial, mas recentemente isso vem mudando. Qual sua visão sobre o assunto? Verdade, o futebol chinês tem mudado muito nesses últimos anos. Acredito que essa mudança tenha a ver com os investimentos feito pelos clubes, que querem crescer e se tornar grandes a nível mundial. Qual foi o momento mais marcante que você viveu até agora no futebol? Tenho vivido grandes momen-

tos na minha carreira esse ano, jogando a Liga dos Campeões da Ásia, mas o momento que realmente marcou foi quando participei da Liga dos Campeões da Europa, foi um momento muito mágico. E quais são seus desejos para o futuro? Tem um sonho no futebol que você ainda quer realizar? Eu não faço muitos planos para o futuro, gosto de viver os momentos e aproveitar as oportunidades. Sonhos tenho para a vida pessoal, com a minha família, mas profissionalmente sou realizado. Você sente saudades de Guarapuava, da sua família e amigos daqui? Você vem, e gosta de voltar para cá sempre que pode? Sinto muitas saudades de Guarapuava, minha família e meus amigos são todos daí. Nas minhas férias estou sempre aí e fico sempre um mês, é o lugar onde me sinto muito bem e é onde estão minhas raízes.


perfil

Na editoria Perfil, as reportagens buscam mostrar as facetas guarapuavanas. Em cada edição, conversaremos com alguém da população, para conhecer sua história, sua rotina, suas ideias... Afinal, para conhecer nossa cidade, é importante conhecer as pessoas que a movimentam.

As memórias de Cécilia Da Col

A ITALIANA QUE ATRAVESSOU O ATLÂNTICO AINDA CRIANÇA, CONTA AO ÁGORA ALGUMAS HISTÓRIAS QUE PRESENCIOU DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

C

om apenas oito anos de idade ela atravessou o oceano Atlântico. Sem muito esclarecimento sobre o assunto, ela sabia que era por uma só razão: paz! Em meio à segunda guerra mundial, a busca pela paz fez com que Cécilia Da Col, juntamente com sua família, deixasse Belluno (Itália), onde viviam, para Passo Fundo (Brasil). A Segunda Guerra Mundial causou inúmeras destruições e atrocidades por onde se estendeu e, Cecília as vivenciou de perto, durante a difícil infância na Itália. “Os alemães faziam muitos abusos, abusavam das mulheres, abusavam das crianças. Eu os via invadindo as casas, tiravam tudo o que era mantimento e destruíam. Meus avós eram colonos, por isso, a safra dos alimentos que era colhida no verão ia para o sóton [lugar onde se guardava a produção agrícola], porque durante o inverno não tinha como produzir ou colher por causa da neve. E os alemães sabiam que os nossos

grãos eram guardados no sóton. Armados pegavam os alimentos e jogavam nos pátios para alimentar os animais das tropas deles. Os animais defecavam, urinavam em cima da comida. E mesmo assim as pessoas, para não passarem fome, muitas vezes recolhiam esses alimentos, lavavam e comiam, para poder passar o inverno. Se alguém falasse alguma coisa durante essas praticas dos alemães, era condenado à morte. Os soldados penduravam as pessoas vivas no poste e as outras ficavam vendo elas morrerem. Eram coisas horrorosas!”. Além das imagens ainda vivas na memória, ela conta que também correu riscos. “Eu lembro também dos tiroteios que a gente via pela janela. As balas se cruzavam na escuridão da noite, mas graças a Deus não fomos atingidos”. Entre os estragos que a Guerra causou em Belluno estava o desemprego, com isso o sustento das famílias estava ameaçado. Foi então, no início de 1946, que os pais de Cecília decidiram aceitar o convite de

alguns parentes e vieram trabalhar nas lavouras de Passo Fundo. “Nos viemos para o Brasil de navio. Como tinha muitas bombas no mar, por causa da Guerra, ele veio bem devagarzinho. E depois de 21 dias de viagem, sem dinheiro até para comer, nós desembarcamos no porto do Rio de Janeiro. E foi lá que eu vi, pela primeira vez na vida, pessoas negras. Logo depois da nossa chegada ao Rio de Janeiro, pegamos um trem pra ir até São Paulo e em seguida pegamos outro para chegar no Rio Grande do Sul”. Mas o que essa italiana de olhos azuis não sabia era o que a vida lhe guardava. Após chegarem em Passo Fundo, muitas coisas deram erradas. As terras que o pai de Cecília ganhou eram improdutivas. A família dela teve, então, que se virar para buscar uma alternativa onde não existia. Ficaram sem ter um lugar digno para morar, se acolheram em simples instalações e se alimentavam com o que conseguiam plantar. “Conseguimos então um

Matéria e Diagramação: Nathana D’Amico

pouco de terra para lavorar, mesmo a terra sendo pesteada, cheia de inço. Nós esperamos um ano para colher a primeira safra de grãos. Para manter o sustento da casa minha mãe tecia lã para fazer blusas e vendê-las”. Depois de quatro anos mudaram-se para Curitibanos (SC), lugar onde novamente passaram por várias adversidades. Foi neste frustrante sonho de uma nova história em Curitibanos que Cecília começou a trabalhar no meio urbano. “Quando fiquei mais moça comecei a trabalhar em uma fábrica de fósforos. E foi lá que conheci meu marido, com quem estou casada até hoje. Casei e fui trabalhar com vendas de roupas, nessa parei em Guarapuava”. A fala suave e sua meiguice encobrem os sofrimentos e situações atribuladas que passou ao longo de seus 74 anos. Aliás, apesar da idade, transcende uma eterna juventude. E assim segue vendendo roupas em sua loja própria em Guarapuava.

AOS 74 ANOS, CECÍLIA TEM MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR. E ELA DIVIDIU ALGUMAS DELAS COM O ÁGORA.

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enquete

foi bem, foi mal

Você conhece os museus de Guarapuava? ENQUETE DO ÁGORA MOSTRA A OPINIÃO DOS INTERNAUTAS QUANTO AOS MUSEUS DA CIDADE Matéria e diagramação: Katrin Korpasch Entre os dias 14 e 20 de maio deste ano foi realizada a 10ª Semana Nacional de Museus, evento coordenado pelo Instituto Brasileiro de Museus. Durante essa semana de comemorações, museus e entidades culturais por todo Brasil organizaram apresentações culturais, seminários, exposições, oficinas, mesas redondas, visitas guiadas e espetáculos que visam convidar a comunidade a conhecer os museus e também trocar ideias sobre o assunto. Guarapuava, que é tão ligada a suas tradições, não tem a cultura dos museus muito desenvolvida, muitos moradores nem sabem quais são ou onde ficam os museus de Guarapuava. Para quem não sabe, na cidade há quatro: o Museu Municipal Visconde de Guarapuava, o Museu de

Ciências Naturais de Guarapuava, O Museu Histórico de Entre Rios, e a Casa Benjamin Teixeira. Mas apenas os dois últimos realizaram ações de divulgação na Semana Nacional de Museus. Na página do Ágora no Facebook fizemos uma enquete sobre a divulgação dos museus guarapuavanos. Havia três opções de resposta: 1.Não, nem sabia que existiam estes museus aqui, aliás, pouca gente sabe; 2. Já tinha ouvido falar de um ou de outro, mas nunca tive vontade de visitá-los; e 3.Conheço e já visitei alguns e gostei, eles poderiam ser mais divulgados. Duas pessoas votaram na opção 1, nenhuma na segunda opção, e 30 pessoas optaram pela resposta 3. Veja alguns comentários.

Conheço o museu de Entre Rios e o de Ciências Naturais. Os outros eu nem sabia que existiam. Onde ficam?? Gosto muito de museus e gostaria muito que fossem mais divulgados, pois assim como eu, mais pessoas não sabem de sua existência. O museu de Entre Rios significa muito pra mim, pois sou descendente dos Suábios do Danúbio e meus avós e bisavós participaram de todo o começo da colônia. É muito bom que esse museu exista, assim nós, que moramos e desfrutamos de tudo o que nossos antepassados construíram, podemos ver e sentir na pele como foi difícil.

Cassia Fassbinder (votou na opção 3)

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UM RESUMO DO MELHOR E DO PIOR DAS ÚLTIMAS SEMANAS

Contra demissão Funcionários das três agências do banco Itaú de Guarapuava realizaram uma paralisação no Dia Nacional de Luta, no mês de maio. Os bancários querem o fim das demissões nos bancos privados. Em Guarapuava, o índice de corte no quadro de funcionários chegou a 10%. Além de protestar contra as demissões, os bancários se queixam de assédio moral e condições precárias de trabalho.

Emprego formal Em relatório emitido pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), no mês de abril Guarapuava ficou na 50ª posição no ranking de empregabilidade formal entre 53 cidades com mais de trinta mil habitantes. Abaixo, estão apenas municípios com saldo negativo, como Prudentópolis, Sarandi e Paranavaí.

Lei de Acesso à Informação

Mariana Gärtner (votou na opção 3)

Museus? Conheço vários... Vários centros de preservação da cultura e janelas para o passado. Este passado de nossa humanidade que merece ser relembrado ou ensinado aos indivíduos de uma nova era de conceitos e perspetivas. O que adianta correr para frente sem saber o que está por trás de tudo? Eis a importância de verificar sob olhos respeitosos as ações feitas pelas gerações que já se foram. Verificar como? Olhando as belas raridades que retratam em pleno presente o ocorrido no passado que te trouxe até aqui. Vamos ao museu?

A Lei de Acesso à Informação entrou em vigor. Além dos gastos financeiros e de contratos, a lei garante o acesso gratuito aos dados oficiais de programas, ações, projetos e obras do Executivo, Legislativo, Judiciário, além de fundações, entidades públicas e privadas, sem fins lucrativos que recebem recursos públicos. Em Guarapuava, uma comissão regulamentará o acesso às informações da prefeitura em até 60 dias.

Falta de pagamento Estagiários que atuam em várias secretarias municipais em Guarapuava reclamam do atraso no pagamento. Cumprindo até 6 horas diárias de trabalho com uma bolsa-auxílio de R$600 por mês, o depósito é feito com atraso e de forma diferenciada.


há tempos Na editoria “há tempos”, a equipe do Ágora irá encontrar pessoas que apareceram nas linhas dos jornais guarapuanos há pelo menos 5 anos atrás. Nesse espaço, daremos voz novamente a essas fontes e personagens do passado, e contaremos o que o estão fazendo hoje.

s ossego... o a e s Acostumado à título NOVE ANOS DEPOIS DE FICAR CONHECIDO NACIONALMENTE POR SUA MEDALHA NO PAN, RODRIGO BASTOS CONTA COMO COMEÇOU NO ESPORTE E QUAIS OS PLANOS PARA RIO 2016 Matéria e diagramação: Giovani Ciquelero Duas participações em Jogos Olímpicos e cinco em Jogos Pan-americanos, com direito a três medalhas. Este é Rodrigo Bastos, destaque do tiro esportivo mundial. Nove anos após sua mais expressiva conquista, o Ágora vai saber como anda a vida e carreira deste ilustre guarapuavano. Com fascinação por armas, Rodrigo começou no tiro esportivo aos treze anos, juntamente com seu pai, dada a inauguração de um clube de tiro na cidade, em 1980. Já em 1984, ele decide abandonar a modalidade de iniciantes, chamada Trap Americano, e se especializar em uma mais complexa, de nome Fossa Olímpica. Apesar de estar acostumado com títulos e campeonatos desde o início, começava ali a verdadeira vida de atleta de Rodrigo, a qual ele atribui à sorte. “Essa questão de dar certo ou não no esporte é uma questão muito de sorte. Eu fiz porque gostava, foi dando certo e as coisas foram acontecendo, eu não me considero profissional, sou amador”. Fotos: Divulgação

“Eu acho que existe o tiro esportivo antes e depois da minha medalha. Modéstia a parte [...] O tiro estava engatinhando aí houve a minha medalha e as pessoas começaram a se interessar” DENTISTA E ATLETA, RODRIGO BASTOS CONSEGUE SER BEM SUCEDIDO NAS DUAS CARREIRAS.

Considera-se amador, pois, além de atleta, Rodrigo é formado em odontologia e administra seu centro odontológico, atividade que toma mais seu tempo do que os treinos. Mesmo assim ele não renega seu lado esportista. “Eu sou meio a meio. Antigamente se me perguntassem, eu falava que não, que sou dentista, mas é muito feio você jogar fora o prato em que comeu, porque muita coisa que eu consegui foi através do meu esporte. Eu amo o que eu faço, e faço muito bem feito”.

Passados nove anos da conquista da medalha de prata em Santo Domingo, Rodrigo mantém sua rotina pacata em Guarapuava, conciliando trabalho e esporte, mas acredita que o tiro esportivo passou a ter mais apoio e ser levado mais a sério no país. “Eu acho que existe o tiro esportivo antes e depois da minha medalha. Modéstia a parte, não estou falando isso pra me vangloriar nem nada. O tiro, até 2003, estava engatinhando, estava num hospital nas últimas, aí houve a minha medalha, ocorreu um boom da mídia e as pessoas começaram a se interessar”. Apesar de a medalha de prata no Pan ser o seu resultado individual mais expressivo, Rodrigo considera o período de 1987 a 1989 como a sua melhor época, conquistando quase tudo que disputou. Entre os títulos estão: Campeonato Mundial, Sulamericano, Brasileiro e medalhas de prata (por equipe) e bronze (individual) no Pan-americano de Indianápolis em 1989.

“Essa fase foi a época que eu mais me dediquei, porque eu não estava na faculdade ainda e era uma época que eu me permitia ter mais afinco a uma coisa só”. Visando a Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, Rodrigo Bastos já planeja dar início a uma nova rotina de treinos e preparação para conquistar bons resultados em seu país, já que ele não considera ter feito o seu máximo em nenhuma competição pós o Pan de Santo Domingo. “Essa página eu quero virar, eu quero fazer uma preparação uma vez na vida, com quatro anos de antecedência, bem elaborada, muito bem traçada, pra ver o que vai dar”. Além de grandes resultados, Rodrigo contabiliza o recorde brasileiro, conquistado em 2006, no qual acertou todos os 125 pratos durante os dois dias de competição, e também o recorde pan-americano, conquistado em 2003, com 124 acertos em 125 possíveis. É também o atual campeão brasileiro e da Copa do Brasil.

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economia

Com redução de juros, cresce a busca por crédito A QUEDA NAS TAXAS DE JUROS JÁ MOSTRA RESULTADOS. JUROS MENORES FAVORECEM UM MAIOR CONSUMO E A INADIMPLÊNCIA AUMENTA.

Matéria e Diagramação: Poliana Kovalyk “EU FUI APRENDENDO AOS POUCOS. MAS É SÓ POR EXPERIÊNCIA MESMO QUE A GENTE APRENDE QUE CARTÃO DE CRÉDITO NÃO É FÁCIL DE TER ELE, E SE VOCÊ NÃO SOUBER CONTROLAR CERTINHO AS CONTAS, SEMPRE ESTARÁ ESTOURANDO O LIMITE”.

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O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu reduzir a taxa Selic para 8,5% ao ano. O corte de mais 0,5% na taxa básica de juros atingiu o menor patamar da sua história e essa pressão do governo para a queda do juro bancário já mostra resultados. Selic é uma sigla formada pelas iniciais de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Esse é um índice utilizado como referência pela política monetária no Brasil estabelecida pelo Copom

e operado pelo Banco Central (BC). É considerada a taxa básica de juro, através da qual o BC procura influenciar as outras taxas para controlar a inflação. A taxa Selic atingiu o menor patamar já registrado em toda a série histórica do Banco Central, que começa em 1986. Antes desta data, não existia uma ‘taxa de juros oficial’. Mesmo com os valores reduzidos, ainda tem gente que não sentiu diferença em suas contas,


isso porque juros mais baixos significam consumo em alta. Com os juros mais baixos, cresce a busca por crédito e aumenta a inadimplência. O índice está 3% maior. Em Guarapuava o índice de inadimplência fechou abril em 4%, sendo que no mesmo período do ano passado esse número não passava de 1%, segundo dados do SCPC mantido pela ACIG (Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava). O acesso facilitado ao crédito continua sendo o culpado da história. A bibliotecária Keli Rodrigues do Amaral começou a usar o cartão de crédito para pagar as mensalidades e os materiais didáticos de um curso de inglês, e já imaginava que o utilizaria bastante, só não imaginava vê-lo bloqueado já no primeiro ano de uso. “Tenho um cartão só, e sempre estouro o limite. E muito”. Keli conta que isso acontece sempre nos finais de ano, quando aumentam as compras em datas festivas, viagens e com a revisão do carro. Nessas horas o cartão é utilizado pra custear todos esses gastos, além das contas ‘normais’. Assim como Keli, muitos guarapuavanos acabam se endividando com os cartões. Isso porque é muito fácil conseguir um cartão de crédito hoje em dia, e, mesmo sem pedir, muitos chegam às nossas casas. O crédito fácil, somado aos juros que, mesmo com a redução continuam altos, e a necessidade de consumo imediato contribuem para o endividamento. A bibliotecária ainda não sentiu a diferença nessa baixa nas taxas de juros, mas espera que isso tenha alguma influência positiva em suas contas. “Uso mais o cartão no final de ano, mas como ele fica bloqueado por um bom tempo, é como se eu ficasse o ano inteiro sem ele”. Toda a fatura do cartão de crédito vêm com algumas informações como taxa de anuidade do cartão e taxa de juros rotativo. A assistente de negócios de uma agência bancária na cidade, Eloiza Suelen Oliveira, explica que a

redução na taxa de juros foi bastante significativa para algumas instituições financeiras. “Para cada banco são estipuladas taxas diferentes, cabe ao cliente pesquisar as vantagens e desvantagens de cada instituição bancária”. Keli tem conhecimento dessas taxas e sabe como elas possuem um impacto sobre seu orçamento, isso porque foi aprendendo aos poucos pela experiência que “se você não souber controlar certinho as contas, sempre acabará partindo para o endividamento”. Ela afirma não querer outros cartões, porém, tem se utilizado muito também do cartão de sua mãe para pagar suas dívidas. “Eu preciso do cartão por causa do parcelamento, principalmente pra fazer a revisão do carro. Eu faço isso a cada seis meses e não tenho esse dinheiro todo para pagar. E no cartão tem desconto, então compensa usar. Quando ele está bloqueado eu uso o da minha mãe, que tem um limite maior que o meu. Estou tentando pagar o meu, e agora o dela também”. Keli não pensa em deixar o cartão de lado para viver só com o salário pela praticidade que ele garante. É no que a assistente de negócios também acredita. “O cartão de crédito é um dinheiro de plástico, e a maioria das pessoas tem um pela segurança, pela facilidade e pela possibilidade do parcelamento. Por outro lado, se você não tiver um controle financeiro, se endivida, sim”. Eloiza explica que na proposta de abertura de uma conta ela alerta para essa questão do endividamento, por isso a importância do pagamento do mínimo do cartão de crédito, para evitar que a prestação de uma compra acumule juros que não podem ser pagos pelo cliente. Mas ainda sim, afirma que os cartões de crédito oferecem uma série de vantagens e benefícios que facilitam o dia a dia, e que muitas vezes compensa fazer pagamentos e pagar as compras no cartão de crédito. “Compensa usá-lo porque às vezes você vai fazer uma compra e não paga

KELI CONHECE OS PERIGOS DAS TAXAS DE JUROS, MAS PRECISA DO CARTÃO PARA PARCELAR SUAS CONTAS

juros, você pode parcelar em várias vezes, além da praticidade e até pela questão da segurança. No caso de um assalto, é melhor você perder o cartão, que é fácil de ser cancelado, do que perder o dinheiro que está na carteira”.

Fuja do limite do cartão e conheça as taxas de juros

Eloiza conta que, quando um futuro cliente vai até a agência bancária, antes mesmo de fazer um cartão, é necessário estar ciente das condições de uso. Esse conhecimento é essencial para que a pessoa possa ter controle sobre seu ganho para não se endividar facilmente. Na proposta de abertura, é importante ressaltar as condições do limite de crédito como valor, taxas de juros e data de vencimento.

É importante saber que: 1) O valor do limite será somado ao saldo que você mantiver na sua conta, passando a compor o saldo disponível. 2) Procure utilizar do limite apenas por prazos curtos. Se você precisar de crédito por prazo maior, consulte seu gerente sobre opções mais adequadas. 3) Você deverá utilizar o limite de acordo com suas condições econômicos financeiras, sem comprometer seu orçamento e o de sua família. 4) A utilização do limite reduzirá o valor do limite de crédito disponível em sua conta-corrente.

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cotidiano

Tem duas rodas e motor, mas não é moto

AS BICICLETAS ELÉTRICAS GANHAM MERCADO, PORÉM O EXCESSO DE EXIGÊNCIAS PARA SE PODER ANDAR COM UMA DIFICULTAM SUA POPULARIZAÇÃO

Matéria e diagramação: Ellen Rebello

Um das invenções mais interessantes e utilizadas da história é a bicicleta. O modelo mais parecido com os atuais foi criado por volta de 1880, pelo inventor inglês John Kemp Starley, que deu a ela rodas de borracha, guidão, correntes e pedais. Ultimamente essa invenção teve outra alteração: ganhou um motor, elétrico ou por combustão. No mercado existem vários modelos, para todos os gostos e bolsos. Dos menores a partir de R$ 2.900 até R$ 6.000. O problema dessa nova engenhoca é a regulamentação. De acordo com

o agente de transito Bonassa, ela é considerada um ciclomotor e precisa licenciamento para circular: “Segundo o Denatran [Departamento Nacional de Trânsito], é necessário ter mais de 18 anos, possuir habilitação na categoria A e é exigido emplacamento, o que na prática dificulta muito sua utilização, pois quem procura uma bicicleta normalmente é menor e não quer se preocupar com esses detalhes”. De acordo com o agente de trânsito do Guaratran, para todo Brasil vale a decisão do Dena-

Tran: “Existe um artigo em que o Cotran descreve: ‘Estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétricos, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação’. Porém, cada município tem autonomia para rever o que é necessário ou não para a utilização do mesmo. Como Guarapuava não possui nenhuma legislação nesse sentido, vale a resolução do DenaTran”, conclui Bonassa. Com tanta burocracia tem sido difícil para as empresas interessadas em comercializar esse

equipamento. As pessoas optam por um ciclomotor que tem as mesmas determinações, e ainda, tem uma maior capacidade de peso e velocidade. Para Mateus Siqueira, comerciante da área, existem vários pontos a serem analisados: “Muitas bicicletas elétricas alcançam 30km/h, a mesma velocidade de uma bicicleta tradicional. A diferença básica está no velocímetro, que uma possui e outra não”. Segundo Mateus, outro empecilho é a necessidade de licenciamento e habilitação, que quando comparada a um moto

“MUITAS BICICLETAS ELÉTRICAS ALCANÇAM 30 KM/H, A MESMA VELOCIDADE DE UMA BICICLETA TRADICIONAL. HÁ DIFERENÇA BÁSICA ESTÁ NO VELOCIMETRO QUE UMA POSSUI E OUTRA NÃO”

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tradicional, não ganha em nada: “As pessoas que se interessam por uma bicicleta que funciona por combustão ou eletricidade é pela facilidade que ela traria. Em Curitiba e Ponta Grossa elas podem ser utilizadas sem nenhum desses procedimentos. Não consegui vender nenhum exemplar aqui por causa de todas essas determinações”. Apesar da proibição e de todas as dificuldades, a estudante curitibana Marina Stier adotou essa novidade. Além de ser divertido, se transforma em um

meio de transporte. “Gosto de ir para o colégio com ela, porque assim não preciso esperar meus pais e também é bom para passear no parque nos finais de tarde. Além de ser muito útil para ir ao mercado”. Apesar de parecer com uma bicicleta normal, ela é carregada na tomada: “O mais legal é carregar igual ao um celular, basta por na tomada e esperar a carga encher. É bem simples”. Algumas bicicletas proporcionam ainda o pedal comum para que a pessoa possa se exer-

citar. Marina aposta nessa onda como aliada da pratica de exercícios: “Quando saio com ela tenho que pedalar também. Não é só sentar e pronto, uso força. Quando tem um local de subida ou de mais difícil acesso, deixo que ela faça todo trabalho sozinha, mais gosto de pedalar e assim faço exercícios que não faria em casa e nem em academia porque não gosto. Ela virou uma aliada da minha saúde”. O agente ressalta ainda os motivos pelos quais são considerados todos esses quesitos para

a utilização e que podem surgir novidades em breve para Guarapuava. “A necessidade de todos estes itens é a própria segurança do condutor e quem mais possa se envolver em um possível acidente. Dessa forma poderemos saber em que condições ele se encontra e autuar os responsáveis. Segurança sempre em função de não virar estatística ruim, mas isso não impede que alguma novidade possa surgir, já que esse é um meio de transporte que pode facilitar a locomoção e o transito das cidades”, conclui Bonassa.

OUTROS DOIS MODELOS DA E-LEZZE, QUE VARIAM DE R$4.899 A R$6.000.

Resolução 315 de 08/05/2009 - em vigor Estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétricos, aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para condução nas vias públicas abertas à circulação

Resolução 375 de 08/03/2011 - em vigor - Altera a Resolução Contran 315/09 Acrescenta os §§ 2º e 3º ao Artigo 1º da Resolução CONTRAN nº 315/2009, que estabelece a equiparação dos veículos ciclo-elétricos aos ciclomotores e os equipamentos obrigatórios para a condução nas vias públicas abertas à circulação. Necessidade de habilitação categoria “A” e licenciamento Dados: http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm

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espaço criativo

Pêssanka, símbolo da Cultura Ucraniana

PÊSSANKAS SÃO OVOS DE GALINHA, CODORNA OU AVESTRUZ PINTADOS ARTESANALMENTE. É A CASCA RISCADA COM LÁPIS E DEPOIS COBERTA COM CERA DE ABELHA, ANELINA COLORIDA E, POR FIM, VERNIZ, PARA DAR ACABAMENTO À PEÇA. CUSTA EM MÉDIA R$25, QUANDO A PÊSSANKA É FEITA COM OVO DE GALINHA E LEVA CERCA DE DUAS HORAS E MEIA PARA FICAR PRONTA. OS TRABALHOS FOTOGRAFADOS PARA O ESPAÇO CRIATIVO DESSA SEMANA É DE AUTORIA DE VERA LUCIA DACIUK. QUEM QUISER MAIS INFORMAÇÕES OU ADQUIRIR UM EXEMPLAR, O TELEFONE DE CONTATO É (42) 2446-1027.

indicações

LIVRO: A GAROTA DE PAPEL AUTOR:GUILLAUME MUSSO O escritor Tom Boyd perde seu grande amor. Para voltar a ter inspiração, Billie, personagem de seus livros, aparece no mundo real e, junto com Tom, sai em uma jornada para recuperar esse amor.

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LIVRO:GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA FILOSOFIA AUTOR: LUIZ FELIPE PONDÉ Através do pensamento de grandes filósofos, o livro pretende desbravar a história do politicamente correto. Para isso, baseia-se em conceitos como felicidade, covardia, preconceito e religião.

LIVRO: EM BUSCA DE ZOE AUTORA: ALYSON NOËL Echo começa a ler o diário da irmã mais velha, Zoe, que foi assassinada. Ela descobre o mundo secreto de Zoe e essa imersão faz a vida das duas se confundir. Echo é forçada a descobrir a verdade sobre a vida de Zoe para reconstruir a própria vida.

LIVRO: A RAINHA BRANCA AUTORA: PHILIPPA GREGORY A história do livro se passa em meio a Guerra das Duas Rosas, um conflito pelo trono inglês entre os Lancaster e os York. Em meio ao conflito, acontece o casamento secreto da viúva Elizabeth Woodville e o rei Eduardo IV.


Jornal Ágora 2012 - Edição 04