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ANDARILHO

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Ficha Técnica

Coordenação e Capa: Fernanda Santos Redatores: professores, pais/EE e alunos do AE Maximinos Seleção de textos e arranjo gráfico: Fernanda Santos

Colaboradores informáticos: Armanda Reis, António Rocha e António João Silva Capa (pintura): Fátima Couto, Eugénia Fernandes Revisão de textos: Ausenda Coelho Edição: número 37 Propriedade: AE Maximinos Tiragem:1000 exemplares Impressão: Oficinas de S. José Data: abril 2013


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ANDARILHO

Nota de abertura

“As grandes nações escrevem a sua autobiografia em três manuscritos: o livro dos seus feitos, o livro das suas palavras e o livro da sua arte.”

O Descanso de S. Marcos


VOZ AO DIRETOR

ANTÓNIO PEREIRA

3 ______________________________________________________________________________________________________________________ Fiel à matriz de uma ‘Escola’ (o mesmo será dizer agrupamento de escolas) comprometida com a formação integral dos alunos, o presente número da revista Andarilho confere relevo às atividades e iniciativas desenvolvidas no seio do Agrupamento de Escolas de Maximinos, da Educação Pré-Escolar ao Ensino Secundário, voltadas para a formação humana, cívica, cultural e intelectual dos alunos, potenciadoras do seu sucesso escolar. Sob este signo, sendo repositório de atividades, o Andarilho apresenta-se, também, como espaço de reflexão e de criatividade individual e/ou coletiva. Será, pois, o lugar da memória a revisitar, que pode orientar o presente e balancear a projeção do futuro. Os textos, trabalhos, relatos e opiniões que fazem parte do alinhamento deste número são uma pequena parte, a face que aqui se torna visível, da qualidade do trabalho desenvolvido nas escolas do agrupamento, um trabalho de todos que tem permitido encontrar respostas educativas adequadas às necessidades da comunidade. Este esforço tem sido compensado e reconhecido. Compensado pela excelência dos resultados obtidos pelos nossos alunos e pelo sucesso nos exames nacionais que, de forma sustentada, tem vindo a colocar o agrupamento nos primeiros lugares do ranking nacional de escolas; compensado porque, em parceria ativa com os pais no processo educativo, somos parte do processo de crescimento, da(o)s menina(o)s que se tornam homens e mulheres com qualidade intelectual e humana de cidadãs(aos). Por outro lado, reconhecido pelos nossos pares, pelos nossos principais parceiros, e pela administração educativa que, face à capacidade demonstrada no cumprimento de objetivos e metas contratualizadas no âmbito do

Projeto FREI, celebrou com o agrupamento um Contrato de Autonomia. Sabemos, contudo, que este ‘reconhecimento’ configura um desafio, uma exigência e um vínculo a compromissos com a promoção da qualidade e melhoria dos resultados escolares dos alunos, com a obrigação de diminuir o abandono e o absentismo e com a necessidade cada vez mais premente de promover a integração social e comunitária de cada um dos nossos alunos. Temos consciência que, sendo esta a missão da escola, é a nossa missão. Nesta mesma linha de serviço público de educação, o agrupamento oferece o ensino articulado da música e da dança, proporcionando, deste modo, oportunidades de acesso a mais crianças que, de outro modo, seriam excluídas destas áreas de aprendizagem artística. Até agora, apenas podem usufruir dele os alunos dos 2º e 3º ciclos. De imediato, pretendemos alargar esta oferta ao 1º ciclo, procurando continuar a contribuir para a democratização no acesso a estas formas de expressão artística. Voltando ao Andarilho, ‘que anda muito e depressa’ na definição do dicionário, que chegue aonde tem que chegar levando a mensagem, materializada no seu conteúdo, da qualidade e excelência do trabalho educativo realizado nas escolas do agrupamento. Jorge de Sena dizia que uma história dependia essencialmente do modo como era contada. Este número do Andarilho ajuda a contar a história na exata medida em que ela merece ser contada: com objetividade. A todos os que tornaram possível este número do Andarilho, manifesto público reconhecimento pelo empenho e dedicação colocados na sua realização.


Editorial “Aquele que não tem memória, arranja uma de papel” Gabriel

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Garcia

Marquez,

Nobel

resultado da compilação de textos escritos

está

por

multiplicidade de olhares e expressões dos

pessoas

com

características

muito

diversas entre si.

da Literatura

associada

à

sua

pluralidade,

trabalhos e dos seus participantes.

Também no decorrer de todo este

Ensaio, desde já, um agradecimento

processo surgem sempre os imponderáveis

final,

Partindo deste pressuposto, importa,

que podem condicionar o trabalho final. Para

gratidão, a todos quantos colaboraram na

desde já, registar as nossas motivações

além da necessidade de se antecipar tudo o

edição especial Andarilho do AE Maximinos,

neste campo ao longo dos tempos.

que

2013.

Houve um tempo em que havia uma

possa

momento de deixar aqui umas palavrinhas

o

Podemos,

presente

de apreço a todos os elementos da Equipa

Agrupamento. Graças a isso, conseguimos

publicação é o resultado da tentativa de

do Projeto FREI que me acompanharam

durante anos a fio, através desta revista,

harmonizar e articular todas estas variáveis

desde 2009, por terem confiado nas minhas

disseminar as nossas vivências, a nossa

de modo a despertar o interesse de todos os

mãos este marco identitário do nosso espaço

memória.

seus leitores.

educativo, a revista Andarilho.

Hoje,

e

num

tempo

de

do

tanta

então,

dizer

que

a

todas

de

variantes e o tempo limite para cada ação.

escolas

conjugar

sua

profundo

preocupação em deixar aos nossos vindouros nossas

preciso

a

sentimento

Em jeito de conclusão, creio ser o

das

é

durante

o

as

quotidiano

execução,

acontecer

com

A revista que este ano foi centrada

E se a única forma de chegar ao

a

em iniciativas desenvolvidas no âmbito do

impossível é acreditar que é possível, a

preocupação por legar a nossa história de

Projeto FREI, de modo a dar visibilidade aos

esperança constante ao longo destes vinte e três

vida num documento escrito e duradouro. E

investimentos em curso, contribuindo para

anos de casa teve asas e fez a minha alma voar

sem memória, a identidade esvai-se. Daí a

um melhor ambiente de escola e para a

longe…

necessidade de reativar a nossa revista

promoção do sucesso escolar dos nossos

Andarilho, como um arquivo de testemunhos

alunos, será sempre uma questão de todos.

importantes, que consiga atestar a vida da

A

comunidade educativa que acredita na garra

congregar no mesmo espaço o que de mais

das suas gentes.

representativo

facilidade

digital,

vamos

perdendo

sua

qualidade

se

passou,

produz

assim,

no

por

contexto

Conceber um projeto desta natureza

educacional do nosso Agrupamento, pois a

como a revista Andarilho tem um grau de

mais-valia de um projeto desta natureza

complexidade elevado, sobretudo porque é o

Muito obrigada. Fernanda Santos Docente/Português e Inglês


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I.

O Sentido das Palavras

Aqui, neste mar imenso, as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade…

Fernanda Santos


Poesia com ‌ Fernanda Santos 6


Quem é Fernanda Santos? Perfume de amendoeira a desabrochar, Entre a infância alegre e o berço Onde sempre volto para poetar…

O que é para si a vida? O que faz quando não está a escrever?

A vida é um livro Que escrevemos de detalhes em detalhes

Onde nasceu? Longe do mar E meu sonho pequenino No horizonte refletia Uma ponte que se erguia.

Acordei cedo. Madruguei demais. Percorri o caminho andei demais. Abri a porta escutei demais. Escrevi o sonho. Amei demais. Tudo foi demais.

Em pequenos atos Em belos ou sombrios cenários. Que mistério, este, o da vida... Já nem os homens gozam Os dias inúteis que vêem passar…

Qual é a resposta à sua paixão por futebol? Onde habitualmente escreve? É neste alpendre Que a minha alma voa, Que as palavras vêm Tocadas pelo vento.

Poetar é brincar com as palavras Como se brinca com a bola Num dia de futebol Porque escreve poesia? Entre palavras e ausências Pela primeira vez A poesia tem em mim um coração rebelde. Quem foi a sua mãe?

E o que sente nesses momentos? Não sou apenas a raiva que sinto Quando me tratam sem graça, Leve tambor de desgraça…

Deolinda é o seu nome Que a esperança embalou Dias a fio sem saber o que passou. A mulher que despertava ainda mal alvorecia Mulher que caminhou por onde escolhos havia… Tem alguma coisa a dizer ao seu pai? Venho aqui para te devolver o estímulo, Para te agradecer por me teres educado Pra ser útil à pátria onde nasci, No percurso que escolhi.

Biografia Fernanda Santos nasceu numa aldeia transmontana e chegou a Braga ainda na sua adolescência, completando aqui os seus estudos universitários. Mestre em Educação, completou a Licenciatura em Ensino do Português e Inglês na Universidade do Minho e atualmente faz parte do quadro docente da EB 2/3 Frei Caetano Brandão, Agrupamento de Escolas de Maximinos, Braga.

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Entrevista ao escritor

máxima para passarmos pela vida, sempre com vontade de saber mais e mais.

português, embora, confesse que na escola sempre preferi a matemática. Mas é segredo!

- Onde vive?

- Com que idade começou a sentir apetência pela escrita?

Alberto Silva

Vivo numa cidade pequena mas com imenso para oferecer: Setúbal. Apesar de, aparentemente, ser uma cidade feia, tem riquezas únicas: Tem rio (o Sado), tem mar e tem serra (a Arrábida). É um conjunto ímpar para quem gosta de partir à aventura!.

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Começou muito cedo. Lembro-me que já na primária a minha professora, a D. Ana, gostava bastante das minhas composições. Sempre me lembro de escrevinhar em tudo o que podia, desde cadernos, blocos, folhas soltas, guardanapos…

- Que escolas frequentou? - Quais as suas preferências literárias?

Olá Alberto, A professora de Português pediu que fizéssemos um trabalho sobre um escritor português, em grupos de dois. Eu e a minha colega Beatriz sugerimo-lo. Olá Carolina e Beatriz! Que bom receber estas perguntas, acompanhadas de uma vontade evidente e um entusiasmo contagiante. Continuem assim, que é assim que a vida nos sorri: com força de seguir em frente, procurando sempre aquilo que nos faz feliz e nunca nos limitando ao aparente e imediato. Há sempre algo mais por trás da cortina… É uma boa

Ora bem… a ver se me lembro do nome de todas… Na escola primária andei na escola de S. João de Souto. Depois fiz o ciclo em Maximinos e o liceu (até ao 9º ano. No 10º, como quis mudar de área, tive de ir para o liceu Sá de Miranda, onde andei até ao 12º ano. Entrei na faculdade logo a seguir e estudei Física Aplicada na Universidade do Minho. Vim para Lisboa trabalhar e por aqui fiz um Executive MBA na universidade Autónoma de Lisboa e, posteriormente, uma Pós-Graduação, e o mestrado, em Marketing no ISEG. Agora voltei à universidade do Minho para fazer o doutoramento em ciências. A ver se arranjo tempo… - Enquanto criança língua materna?

gostava

da

sua

Gostava bastante. A língua portuguesa tem características únicas e, inclusive, tem palavras que não têm tradução em mais idioma nenhum como, por exemplo, a palavra saudade. Sempre gostei bastante do nosso

Ah! Começam as perguntas difíceis… Confesso que os meus gostos não são muito comuns, mas dando um ou outro exemplo, gosto bastante de escritores russos, como o Dostoievski, Pushkin, Gorki, Gogol, Tolstoi. Gosto das obras de Kafka e do Nietzsche. Também gosto bastante de um escritor chamado David Lodge, que é mais contemporâneo. Adoro um escritor português que se chama Mário Zambujal, que esteve algum tempo afastado dos livros mas ultimamente tem voltado em força. Penso que, ainda assim, um dos meus favoritos é o Edgar Allan Poe, que escreveu o meu poema de eleição, chamado “O corvo” que foi traduzido pelo “nosso” Fernando Pessoa. Este escritor, além de estórias do fantástico, escreveu e deu início a um tipo de escrita que mais tarde foi habilmente divulgada pela Agatha Christie: a literatura policial.


- Fale-nos das suas obras? Os meus livros são, acima de tudo, extensões de mim mesmo. Sou eu, não sendo eu. Derivam da alma, do ser, do viver. Saem do quotidiano, bebem de tudo e de nada. São poemas, são textos, são frases sem sentido. Ou até com algum sentido… São poesia, dizem. São tudo aquilo que quisermos que sejam, porque dependem sempre de nós, os leitores, e aquilo que deles fazemos. São assim, as minhas obras. - Por que razão escolhe para os seus livros temas diferentes do normal? Pergunta pertinente com uma resposta de fazer pensar: o que é o “normal”? Quem define o que é ou não é normal? Somos nós, é o mundo, é a maioria? Por vezes, a maioria tem a força da razão, mas nem sempre tem a razão como força. Infelizmente, a história universal já nos mostrou que há maiorias “difíceis”. Mas, voltando à vossa questão, a escrita é algo que pode ser um fenómeno muito pessoal, muito de dentro de cada um. Há pessoas que têm, na escrita, a sua terapia, a sua forma de exteriorizar fantasmas. Há outras, que gostam apenas de descrever o que vêem ou sentem. Para mim, a escrita vem de dentro, quase que sem pensar. Como não sou muito fã de textos “normais”, talvez isso mesmo se reflita na minha forma de escrever. E, acima de tudo, gosto de pensar pela minha cabeça. Não há nada mais libertador que uma folha em branco à espera da nossa caligrafia, não acham?

- Qual a sua primeira obra? A minha primeira obra editada foi um livro de poesia chamado: “Demências poemas ou algo parecido”, editado pelas Edições Vieira da Silva. - Dos livros que escreveu qual prefere? Como bom pai, dificilmente terei coragem de escolher o meu preferido, embora tenha especial carinho pelo Demências, que foi o primeiro, e pelo romance, que é tão intenso. Mas, acima de tudo, vejo-os como carruagens do mesmo comboio, que fazem todo o sentido estarem encarriladas umas a seguir às outras. - Escritor é a sua profissão principal? Felizmente que não é a principal. Apesar de adorar escrever, faço-o pelo puro prazer que me dá. Enquanto assim for, continuarei. No dia em que sentir que é uma obrigação, certamente não escreverei mais, para o público pelo menos. Um grande beijo e muita sorte na vossa vida! Sorriam sempre. Carolina Vilaça e Beatriz Almeida D’Eça, 6º1

Era setembro e nós estávamos ansiosos pelo recomeço das aulas. Íamos para uma nova escola, uma nova etapa da nossa vida. Quando chegou o primeiro dia, gostamos muito da visita guiada para conhecermos a escola. Uma das coisas que nos chamou a atenção foi a estátua de Frei Caetano Brandão no jardim da entrada da escola. Na semana seguinte, quando a nossa professora de português pediu que fizéssemos uma composição, lembrarmo-nos logo de fazer uma espécie de biografia da nossa escola. Situa-se na freguesia de Maximinos, concelho e distrito de Braga. Primeiro começou por se chamar Escola Preparatória de Maximinos em 1982 e, mais tarde, em 1997, adotou a designação de EB 2/3 Frei Caetano Brandão Mais tarde, a 10 de dezembro de 1985, um grupo de professores e alunos lançou a primeira edição do Jornal “Andarilho”, que se contam por 36 os números já editados. A primeira edição teve uma tiragem de 2000 exemplares com 8 páginas de papel de jornal e foi considerada “uma lufada de ar fresco que a Escola Preparatória de Maximinos estava a precisar”. Em 21 de junho de 2007, a Escola realizou, no Museu de Arqueologia de Braga, um prodigioso Sarau Cultural alusivo à “Viragem do Séc. XIX para o Séc. XX”, que envolveu intensamente a comunidade educativa e despertou, de forma particular, a atenção da sociedade. No topo da pirâmide de valores da EB 2/3 Frei Caetano Brandão estão os alunos. A Educação e o Ensino são a sua paixão! Nós gostamos muito da nossa escola. João Pedro Cardoso e Guilherme Borges, 5º6

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O direito de «saltar páginas» É óbvio que ninguém é obrigado a ler um livro do início ao fim, ninguém controla o leitor. Mas o facto é, que se o leitor “saltar” algumas páginas, pode perder uma parte importante…ou não. Imaginemos que, no livro que eu estou a ler, decido “saltar” páginas: tanto posso perder a morte da namorada do irmão da personagem principal ou o nascimento do bebé do casal não-sei-das-quantas como páginas da mais pura descrição ou a morte duma personagem que só conheceremos no dia da sua partida. Este ato (saltar páginas) é um ato que pode revelar duas características: a preguiça ou desinteresse do leitor pela história ou o facto de a história em si não ser cativante. Quanto à primeira situação, é um pouco estúpido pela parte do leitor não se interessar pela história. Claro que este leitor pode apenas estar a lê-la por recomendação e aí a culpa já é do “recomendador”. A segunda situação é mais grave, pois não faz sentido alguém publicar uma história “não cativante”; é óbvio que também pode ser um “problema do leitor” mas, se a maioria for da mesma opinião…isso não é bom para o autor. Concluindo, não “saltemos” páginas pois poderemos perder boa parte da história e (caso seja o escritor) dê “suspense” à história, pois é sempre um elemento cativante.

Mariana Antunes, 8º3

O direito de ler «não importa o quê» Na minha opinião, todos temos o direito de ler «não importa o quê», quer seja para nosso lazer ou para nossa informação, desde textos de ação a textos de romance. Todos temos o direito de ler o que queremos sem sermos obrigados. Há muito, mas muito… tempo atrás nem todos tinham o luxo de ter livros, pois eram caros e havia poucos, visto que eram feitos pelos monges copistas, à mão, nos seus mosteiros. Agora que a imprensa facilitou a obtenção de livros, acessível a todos, ou quase todos, penso que devemos aproveitar a oportunidade para termos e lermos o que realmente gostamos, porque a maioria das pessoas não costuma ler o que não gosta. Além disso, ler faz bem - normalmente em casos culturais e de lazer. Mas, infelizmente, ainda há muita gente analfabeta na nossa sociedade, o que irá dificultar a “culturização” das populações. A leitura é uma das coisas mais importantes no quotidiano: deve-nos acompanhar desde o momento em que começamos a ser educados até morrermos. E, se uma pessoa não praticar a leitura, se não começar a ler o que gosta de ler, não irá a lado nenhum na sociedade em que vivemos.

João Silva, 8º3


“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever inclusive a sua própria história.”

Bill Gates Ficha de leitura Título: A árvore. Autora: Sophia de Mello Breyner Ilustradora: Teresa O. Cabral. Editora: Figueirinhas. Personagens: A população japonesa. Este livro contém dois contos: “A árvore” e “O espelho e o retrato vivo”.

A árvore - Resumo Havia no Japão uma árvore muito grande que crescia numa ilha pequenina. Todas as pessoas que por lá passavam comentavam a sua grandeza em relação a todas as árvores e a população cuidava e apreciava aquela árvore. Até que a grandeza da árvore se tornou um problema:

metade da ilha ficava coberta, as pessoas andavam constipadas e pálidas e os jardins já não davam flor. Depois de muita discussão, chegou-se à conclusão de que a árvore tinha de ser cortada. A madeira daquela árvore foi dividida entre todo o povo até só ter ficado o tronco nu, que interessou alguns viajantes para produzirem barcos. A população negou e decidiram eles produzir o seu próprio barco. Depois de feito o barco, este foi lançado ao mar. Aquele grande barco deu privilégios a todos os habitantes daquela ilha: os habitantes tornaram-se mais ricos graças à oportunidade de viajar para longe e fazer ótimos negócios e, às vezes, uns grupos de pessoas embarcavam para ver a lua cheia. E assim continuou a felicidade naquela ilha. Até as cerejeiras iam crescendo com a medida do tempo e agora festejava-se a festa da cerejeira em flor. Havia grande azáfama pelas ruas para comprar os quimonos de Primavera a tempo de ver desabrochar as flores. Eram longas e felizes aquelas festas, mas na felicidade da ilha, ainda se comentavam as caraterísticas da bela árvore.

O espelho ou o retrato vivo Resumo Tudo começou quando uma família vivia feliz numa aldeia do Japão, até que o pai, que era negociante de chá, teve de ir a Kioto (capital do Japão) tratar dos seus negócios. A mulher ficou afligida, mas o marido explicoulhe que não iria sozinho e que demoraria o mínimo de tempo possível. Depois de quatro meses, um vizinho bateu à porta daquela casa e anunciou que vira o marido dela do alto do monte. A mãe e a filha não podiam estar mais felizes: vestiam as suas melhores roupas, arranjavam o cabelo e enfeitavam-no com os mais belos ganchos e iam rindo e conversando até à chegada do pai.

Finalmente, o marido chegou. Trouxe muitos presentes para a família e a seguir jantaram todos numa pequena mesa, à luz de uma lanterna de papel. Estavam muito felizes por se verem outra vez. Depois do jantar, o marido ainda ofereceu outra coisa à mulher, um espelho, o que a espantou. Ela disse que vira a mulher mais bela do mundo, mas o marido explicoulhe que essa pessoa era ela mesma. A partir daí, passou muito tempo a olhar para si mesma e a arranjar-se, até perceber que se estava a tornar vaidosa. Sendo assim, escondeu o espelho e nunca mais o viu. Infelizmente, mais tarde, ela adoeceu. Ninguém conseguia encontrar cura para a mulher. Antes de morrer, comunicou à filha que poderia sempre falar com ela, mesmo depois de morta. E deu-lhe o espelho, fazendo-a prometer que isto seria feito em segredo. Uma vez, num dos encontros da filha com a mãe, o pai viu- a com o espelho e perguntou-lhe o que estava a fazer. Explicando o que acontecera, o pai ficou comovido com tal exemplo de amor e obediência. Fernando Conde Nodal, 6º1

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Poesia de Rua

Um dia destes, estava a arejar a biblioteca cá de casa quando me deparei com um livro perdido, o qual se auto intitulava ”Mar.” Peguei logo nele, e lembrei-me que este pudesse eventualmente ter algum poema sobre o mar. E tinha... tinha maravilhosos poemas da fantástica poetisa Sophia de Mello Breyner, a minha escritora preferida. Não hesitei e levei o livro para a aula de Português. Havia de ser uma aula diferente naquele dia. E como foi grande o entusiasmo daqueles pequenos “poetas”! Assim, no quadro negro escrevemos o sumário, vestimos uma camisola alusiva ao tema e fomos ler e declamar poesia pela rua fora…. Fernanda Santos, professora de Português

“Mar, metade da minha alma é feita de maresia Pois é pela mesma inquietação e nostalgia, Que há no vasto clamor da maré cheia, Que nunca nenhum bem me satisfez. “


13 Naia ,Tª28/4ºano

______ Revisitar outros contos _________________________________________________ A Ilha de encantos

A Ilha dos sonhos

Lá longe, no oceano, por entre nuvens cor-de-rosa, avista-se a Ilha dos Encantos. No alto do céu, o sol brilhante e reluzente, libertava os tão desejados raios, longos, que envolviam fracos corpos humanos. Ao longo do areal da praia, estende-se um lençol de areia fina e dourada. Engenhosa, esta esconde tesouros inigualáveis, como as pérolas de raras ostras onduladas. O mar imenso, pintado de um azul-turquesa, inventa ondas carinhosas que mimam as rochas cor de carvão, banhadas por águas límpidas e salgadas. Nas florestas da ilha, árvores verdejantes abrigam frágeis pássaros que, logo de manhã, chilreiam livremente. Rios de fresca água doce correm por entre um mato selvagem. Belos e simpáticos, os pégasos e unicórnios, de sedosas crinas coloridas e pelo macio, habitam nas entranhas da floresta. Nos longos campos floridos e perfumados, animais delicados e risonhos brincam livre e alegremente. O seu alimento, doce e saboroso, cresce em pomares fartos e hortas multicolores, aradas e plantadas pela sua gente feliz e orgulhosa do seu espaço de encantos.

Num lugar longínquo, existia uma ilha de sonhos limitada por todo um céu imenso e azul, sempre límpido. O sol cintilante refletia-se no mar, fresco de azul marinho. E as suas ondas vinham sempre bater à areia fina e clara. Também neste paraíso os seres vivos eram mágicos: Ondina era a sereia que reinava entre os habitantes do mar. De longos cabelos ruivos, os olhos verdes como algas e a boca delicada seduzia qualquer humano. Já a cauda era mágica: sempre que o mar estava escuro, ela iluminava-o com as suas pedras mágicas. Ondina vivia, assim, numa gruta debaixo do mar e controlava os seus súbditos: o polvo que, todos os dias, lhe fazia a cama; o caranguejo que lhe fazia a sua mais especial comida favorita; os golfinhos que decoravam o seu mar com um brilho radiante, saltando sempre de um lado para outro. Já a Fadina era a fada que reinava entre os seres que viviam na areia. Com o cabelo castanho como a terra suja, e os olhos escuros e sombrios, tinha asas mágicas, que envolviam alegremente todos os seres vivos. Mas Fadina vivia numa gruta na areia que embelezava orgulhosamente com conchas e estrelas-do-mar. E Fadina e Ondina eram muito amigas, ainda que só no final da tarde se sentassem para apreciar o pôr do sol que ambas partilhavam.

Eduarda Gomes, 5º5 Ana Catarina Pereira, 5º3


Às vezes, nem tu imaginas o que eu penso... O que eu recordo... Aqueles momentos fugazes em que os olhares se cruzaram... Noites belas, em que apenas numa hora, consigo recordar toda aquela nossa lenda, fábula que encantaria qualquer um... A princesa encontrava-se presa na sua concha, mas tu conseguiste salvá-la, e ensinaste-a a nadar em mares calmos, e depois em mares agitados, sempre de mão dada... Ela sorria-te, mas tu aos poucos foste largando... Dedo por dedo... Um, agora outro... E quando já só restava um dedo, as lágrimas e saudade preencheram a frágil princesinha, e esperaste que ela largasse o último dedo... Por medo, ódio, rancor, ela largou simplesmente... Navegaram assim, distantes... A tua imagem desfocava-se agora na imensidão daquele oceano... A princesinha desejou permanecer na concha, mas tarde de mais, pois tu, por maldade, já a tinhas levado para aventuras jamais sentidas!

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AS ONDAS DO MAR… As águas tornaram-se agitadas, os maus da história apareceram, o medo, a ideia de incapacidade preencheu a princesinha, e ela, horrorizada, olhava para tudo e para todos... Procurou-te por todo o lado, mas percebeu que já a tinhas abandonado... Perguntou-se se procuravas outra princesinha agora, também ela fechada na sua concha, mas teve receio de saber... O teu cheiro já não penetrava na água... A tua voz já nem se imaginava... A tua imagem foi perdida... Resta ainda a sensação daqueles suaves dedos que vos prenderam por um passado diferente, feliz, preenchido... E ainda aquele sorriso, que ela pode observar ao sair da conchinha, porque foi uma das melhores sensações... Não conseguiu ainda perder aquele sonho... Sorriste-lhe nem demasiado rápido, nem demasiado devagar, para que a princesinha não perdesse aquela imagem... Mas agora, ao pensar em todos os medos, receios, saudades, ausências, apercebe-se que tu lhe ensinaste a viver... Afinal, era uma sereia, poderia nadar para longe e, quem sabe, encontrar-te um dia, ter o prazer de te segredar ao ouvido "Obrigado...", e prosseguir o caminho que tu começaste por traçar...

Dulce, 5º8


Se eu fosse um saxofone

E o poeta faz-se…

Se eu fosse um violino Se eu fosse um Bandolim

Se eu fosse um saxofone, Minha música favorita seria o jazz E meu coração feito de metal. Dourado como um trompete, Preto como um oboé, Branco como uma flauta, Mas seria um saxofone, igual! E se eu fosse um saxofone, Teria um som forte Este seria tão firme Como marcha numa corte.

Vou-vos contar, agora Se eu fosse um Bandolim Tocava notas e notas Melodias sem fim. Uma melodia especial Uma que não se dança Apenas se sente no ar Como o vento que avança. Um Bandolim que nunca para De tocar sua melodia P’ra limpar o coração de madeira De uma antiga áspera agonia. Diogo Marques, 6º1

Fernando Conde 6º1

Se eu fosse um violino, Era bonito e sensível. Podia ser pequenino, Mas o meu som era divino. Se fosse bem tocado, Seria um belo instrumento, Mas se mal tocado fosse, Seria um grande tormento. Dione Gomes, 6º 1

Se eu fosse uma harpa gostaria que alguém me tocasse, devagar, devagarinho… Não com toda a brusquidão, somente com uma leve mão! Se eu fosse uma harpa, gostaria que me tocassem alma, que me fizessem sentir o ritmo e a energia Que me tocassem com a delicadeza de como quem faz um toque de magia… Que me fizessem voar como o vento voa com a maresia e no ar se faz poesia… Beatriz Góis 6º1

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Recordações de Infância A caneca do Pateta

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Caneca da infância Pequena e bem fofinha Com a sua cara alegre Tão redondinha. O sorriso do Pateta Faz-me lembrar Tão belo no dia-a-dia Faz-me sonhar. O seu nariz pretinho E a sua grande boquinha Com a sua coleira laranja É a minha canequinha. A minha boneca Boneca, bonequinha Da minha infanciazinha É tão bonitinha A minha Ritinha.

A Ritinha vou sempre transportar Ela comigo vai ficar Para também me recordar. Inês Sobral, 6º4

Procuraria a pérola mais preciosa. Se eu fosse engenheiro Poderia planear um projeto Para uma vida graciosa. Se eu fosse um futebolista Poderia marcar no seu coração Um amor, uma canção!

Se eu fosse… Se eu fosse estrela, Guiava-te até mim. Se eu fosse mentira, Preferia ter nascido mudo. Se eu estivesse em cima, Não desprezaria quem estivesse em baixo. Se eu fosse a noite, Entraria nos teus sonhos. Se eu fosse arco-íris, Dava-te todas as cores. Ai se eu pudesse um dia Dar-te estas flores! Pedro, 6º2 Se eu fosse…

Com chapéu amarelo E uma boca a sorrir Para me alegrar E me acompanhar.

Se eu fosse um coração profundo, Espalharia amor por todo o mundo.

Para da minha infância me lembrar

Se eu fosse um mineiro

Se eu fosse um carteiro, Todas as cartas seriam anseio.

Se eu fosse piloto Viajaria pelo mundo Só para te poder encontrar E para sempre te amar. Edgar, 6º2

Se eu tivesse… Se eu tivesse um instrumento Faria música por toda a parte, Todas as pessoas bailavam Até mesmo os pintores com arte. Se eu tivesse um instrumento Em concertos tocaria, Com a multidão a olhar Contentes de alegria. Se eu tivesse um instrumento Levá-lo-ia sempre comigo, Para todo o lado do mundo… Ele seria o meu amigo. Fátima Rocha Teixeira, 6º2


Se eu fosse...

Se eu fosse uma criança

Se eu fosse adulta,

Se eu fosse uma criança

queria ser criança.

Brincaria sem parar!

Se eu fosse criança,

Não passaria um momento

queria ser adulta.

Sem a vida aproveitar!

Se eu fosse viola,

Seria a fada que dança,

queria ser guitarra

Um gato em movimento,

Se eu fosse guitarra,

Seria só esperança,

queria ser viola.

A vovó com os seus temperos!

Não esquecendo também Que desenhei um sol Em cima do mar E ao lado um farol.

Diana, 6º2

Se eu fosse esperta, queria ser eu mesma. Se eu fosse menos esperta,

Desenhei-me a mim Que sou um pincel Numa linda festa A andar de carrocel. Desenhei, também, O meu amigo lápis vermelho E como ele é vaidoso Desenhei-o a ver-se ao espelho. Desenhei ao lado A minha prima aguarela. Ela vive longe daqui Já tenho saudades dela.

Pincel

já queria ser esperta, mas teria de fazer por isso. Se eu fosse o céu, queria ser a terra. Se eu fosse a terra, queria ser o céu. Se eu fosse......... Eu queria ser muita coisa, mas eu sou eu, E ninguém é igual a mim. Maria JoãoLapo,6º2

É tão bom ser um pincel! Ainda hoje desenhei num lindo papel! Desenhei um desenho abstrato E logo a seguir pintei um retrato. Desenhei a lua Num fundo estrelado E também uma borboleta A voar a meio lado.

Com estes belos desenhos O meu portefólio enchi Ficou tão bonito O mais bonito que eu já vi. Joana Borges, 5º8

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Naia Tª28/4ºao

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Auto- retrato Olá! Eu chamo-me Joana Borges, nasci em Braga, no dia 24 de junho 2002, e vou falar sobre mim. Fisicamente, sou de estatura baixa, nem magra nem gorda e tenho olhos castanhosclaros, brilhantes e grandes, o cabelo comprido, com pouca ondulação também castanho mas escuro, a minha cara é um pouco redonda e a minha pele é morena e peluda. A nível psicológico, as qualidades que destaco sãs as seguintes: sou divertida, amiga, bonita, brincalhona, risonha, inteligente, etc. Também tenho

defeitos: sou chata, faladora, teimosa, exigente e vaidosa. Gosto muito de dançar, ouvir música e de estar com os meus amigos (as).Gosto muito das férias mas também gosto da escola, de cantar, e da minha família. Eu sou assim e espero que gostem de mim. Joana Borges, 5º8

Era uma vez… Vítor tinha uma mansão, Tinha um grupo de soldados E criados, muitos criados De um nunca ter mais não…

A imensa casa tinha jardins de perder De onde se avistava tudo o que se queria E lá pelas manhãs ele ia Treinar para combater e defender.

Voltou ao seu reino para se vingar!

Era uma vez Vítor, Lutador como ninguém. Era uma vez Vítor, Lutador como ninguém.

A honra e a fortuna voltaram Até o amor encontrou! A sorte o recompensou… E de Vítor, o Vitorioso, alguém o chamou…

Vivia faustoso como um rei Até que os inimigos o atacaram E, ferido, o deixaram E perdeu o seu ouro, coroa e lei! Tudo tentou recuperar. Dois meses se passaram E quando as ligaduras das feridas lhe tiraram

Era uma vez Vítor, Lutador como ninguém. Era uma vez Vítor, Lutador como ninguém.

Esta é a história idónea, Nos tempos passados quase perdida, Que o tempo ameaçou de esquecida, Do Vítor e da sua Vitória merecida! Rafael Moreira, 6º8


Pirata do bem

E um dia ele decidiu: Talvez melhor procurar… Até que nas ilhas vizinhas A sua riqueza foi achar. Era uma vez Esperançoso Era uma vez Esperançoso

um pirata do Bem, como ninguém. um pirata do Bem, como ninguém.

Com o dinheiro do tesouro Muitos pôde o pirata ajudar: Pobres amigos que na ilha viviam E sempre os vira mendigar. Era uma vez Pirata do Bem Que agora era rico também Era uma vez um Pirata do Bem Bondoso como ninguém. Sofia Valadar, 6º8

Pirata do bem, tinha uma casa, Tinha um barco de pasmar, Poucas e pobres moedas De uma pobreza sem par. O barco tinha um mastro Donde se avistava terra além-mar E pelas ondas ele ia Um tesouro procurar. Era uma vez Esperançoso Era uma vez Esperançoso

um pirata do Bem, como ninguém. um pirata do Bem, como ninguém.

Este pirata quase não tinha Nenhum tesouro para contar, Mas nunca desistiu De, algures, algum encontrar…

O Concurso … Num dia ensolarado, bem cedinho, pelas sete horas, três bolos, inimigos de sempre, foram, (mais uma vez!), para o seu ginásio, tentando emagrecer em mais um concurso. O “Ginásio do Açúcar” era um grande, apetitoso e cruel espaço, decorado com sugestivos quadros de bolos importantes e com poucas calorias, como os Scones ou o Bolo Iogurte. Um destes, o Pastel de Nata que, caracteristicamente, era ambicioso, invejoso e energético, só pensava em ganhar o

concurso programado. Já o segundo era um estranho bolo feito de Fios de Ovos que, sendo os fios amigos e confiantes, não escondiam que tinham medo de fazer má figura. Mais frágeis, cansavam-se rapidamente. O último, o Bolo Mármore, era gordo, imenso e pesado, mais que as suas pesadas calorias, redondo como um pneu, apesar de pacífico e bonacheirão. O concurso (mais um!) intitulava-se “Melhor Bolo de Sempre”. Composto por quatro rondas, ainda que uma última fosse cancelada por escassez de concorrentes. Só os três é que realmente se inscreveram pois os outros só queriam mesmo… emagrecer! A primeira ronda era uma corrida de três minutos na passadeira e quem ganhou foi o Bolo Mármore pois deitou-se e foi só rolar para a frente, enquanto os outros rapidamente desistiam. A segunda ronda foi uma breve corrida de natação, de 50 metros, e o bolo vencedor foi o Pastel de Nata, graças à sua massa folhada que, fantástica, flutuava, enquanto os outros rapidamente foram ao fundo. A terceira ronda foi uma corrida de 100 metros e, desta vez, quem ganhou foram os Fios de Ovos porque se esticaram e venceram pouco depois de a corrida começar. Depois do concurso, os juízes divulgaram que o empate era claro. Mesmo assim, não emagreceram, continuaram inimigos e só perderam o seu tempo açucarado! João Silva, 5º3

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Uma viagem por

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o previsto (o sol da tarde já distante), o croissant folhado, envergonhado por já não ser estaladiço, tinha ido embora! Assim, mais uma vez, tentaram mais outro lugar: o Sacré Coeur!

Outros dos seus amigos eram os “Desfiados”, uns fios de ovos compridos e ondulados, atrapalhados e divertidos. Eram eles e o pasteleiro os únicos na pastelaria, pois “Doçuras” raramente recebia clientes.

Já era de noite quando lá chegaram mas, mesmo assim, não desistiram e procuraram-no por todo o monumento.

Porém, nessa mesma semana, tudo iria mudar! Estavam os doces, já quase duros, a conversar e contando o pasteleiro as últimas notas que conseguira amealhar, quando um anúncio num autocarro que passava em frente da vitrina, lhes chama a atenção: “Não perca! Se é um pasteleiro, tente a sua sorte no concurso

— Olha-o ali!!! – exclamou de imediato o Bolo tambor, entusiasmado. Certo dia, num amanhecer, numa qualquer pastelaria em Paris, três bolos preparavam-se para fugir pois queriam conhecer o famoso croissant folhado. O famoso português Pastel de Nata, de massa crocante, de recheio cremoso, era bastante curioso; o também português bolo Tambor era maçudo e tinha uma forte visão; já o Bolo Mármore (talvez inglês!) era pesado e guloso. Muito devagarinho, lá conseguiram escapar e começaram por ir à Torre Eiffel pois a vista da cidade era incrível. Logo que chegaram, entraram no elevador e depressa chegaram ao topo onde, para poderem ver alguma coisinha da cidade, lá fizeram uma pirâmide, conseguindo chegar aos também famosos binóculos: o Bolo Mármore, o mais forte, suportou o Tambor e o Pastel de Nata, no topo, lá conseguiu avistar o Croissant em frente à Notre Dame. Finalmente, chegando exaustos à Notre Dame, e demorando mais tempo que

Falando, finalmente, com o famoso croissant folhado, aperceberam-se que ele não era bem estavam à espera pois, de massa já mole e chique, era arrogante e gorduroso! Valeu a viagem por Paris mas já o croissant parisiense… Afinal, as aparências iludem! Mariana Braga, 5º5

Por fim… um concurso!!!

Quem é o mais “fabolástico”. Faça três bolos diferentes e apareça, amanhã, pelas 15 horas, na praça da cidade. Ganhe prémios e dinheiro!”. Lido isto, o pasteleiro vestiu o casaco, pegou na carteira e saiu apressado em direção à mercearia mais próxima: queria arranjar enfeites e decorações para que os seus bolos ficassem magnificamente originais! — Uau! Que grande emoção! É a primeira vez que participamos num concurso!!! – disseram os “Desfiados”, muito excitados, pulando no tabuleiro.

Era mais um dia aborrecido na pastelaria “Doçuras”! “Cremelices”, um pastel de nata muito medroso, ainda que cremoso e frágil, passava os seus dias na companhia do “Choco-Mármore”, um otimista bolo, também famoso, mas bastante mandão.

— Estou nervosíssimo! Só me apetece enfiar-me dentro de uma caixa e atá-la com fita adesiva! — disse o “Cremelices”, esguichando gotas de creme para todos os lados. — Pára com isso, “Cremelices”!!! Então estás a perder a oportunidade de ficarmos famosos e, por fim, fugir? Vá!


Deixa esse nervosismo! — reclamou o “Choco-Mármore, um pouco irritado. Depois disto, chegou o pasteleiro. Pousou os inúmeros sacos de compras em cima da sua mesa de trabalho (pouco usada!), exclamando todo contente:

A partir daí, os nossos amigos “Cremelices”, “Choco-Mármore” e “Desfiados” eram os exemplares (ainda mais duros!) da montra e a pastelaria tornou-se famosa. Os dias nunca mais foram os mesmos naquele doce lugar. Eduarda Gomes, 5º5

— Vamos lá pôr-vos todos catitas para mostrar àquele júri que ninguém vence a pastelaria “Doçuras”.

Fuga conventual…

Imediatamente começaram a lutar. O polícia Bola de Berlim limita-se a colocar o famoso festivo Bolo-Rei numa cela individual. Já o Bolo-Mármore aproveitava para, sentado na cama, pensar numa maneira de os tirar dali. Teve uma ideia e apresentou-a ao Fios de Ovos:

Chegou então o dia tão esperado. Os bolos estavam fantásticos (mas maios duros!): o “Cremelices” tinha um novo recheio de creme com pedacinhos de morango, um chapéu de chantili coberto de confetes de açúcar; os “Desfiados” tinham, no meio, serpentinas de gomas, juntamente com lascas de ananás; o “Choco-Mármore” tinha uma cobertura de mousse de chocolate branco, com frutos vermelhos em redor.

— Viva!!! Ganhámos, ganhámos!!! — festejavam os bolos, numa alegria sem fim. — Sim, sim, sim! Agora posso salvar o meu negócio e reconstruir a minha vida… — pensava já o pasteleiro, depois de receber o cheque.

Foram para uma esquadra, onde ficaram numa cela escura, fria e minúscula. Lá, ainda estava mais um bolo: o Bolo-Rei, grande, pesado, colorido. Imediatamente os Fios de Ovos começaram a chorar. O Pastelito de Nata começou a discutir com o grande Bolo-Rei: — Tu deves pensar que mandas aqui, não?! Ocupas muito espaço!!!

— Sim!!! — concordaram os doces entre si, até o “Cremelices”, já mais confiante.

Na apresentação dos doces, o júri ficou boquiaberto com a criatividade do pasteleiro e atribuiu-lhe o primeiro prémio: uma fita azul a cada bolo e um chorudo cheque.

estão presos! As pessoas que comeram os vossos familiares ficaram com… diabetes!!!

— Como és esguio, vais passar pelo meio das grades para ir buscar as chaves ao guarda… Certo dia, estavam na pastelaria um Bolo-Mármore, um Pastel de Nata e uns “fios de Ovos”. O primeiro, com uns 2 kg, era pesado, calórico e valente; já o pastelito era provocador e corajoso, ainda que com menos calorias; os Fios de Ovos, esses sim, eram levezinhos, medricas e sensíveis ao calor e a tudo! Da vitrina da pastelaria, ouvem a sirene da polícia e veem um agente a entrar e, sem rodeios, diz: — Eu sou o agente “Bola de Berlim”! Este é o meu colega Brigadeiro Alves! Vocês

— Não vou!!! Tenho medo!!! — chorava o Fios de Ovos. — Vais agora!!! É a única maneira de sairmos daqui! — insistia o Bolo-Mármore. O Fios de Ovos lá atravessou a grade e trouxe as chaves. O Bolo-Mármore abriu a porta e fugiram todos para um convento onde se refugiaram até aos dias de hoje: com tantos bolos conventuais, estariam sempre em segurança e livres da gulodice das pessoas! Lúcia Gonçalves, 5º4

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II. O Sentido das Artes e das Letras

"O talento desenvolve-se no amor que pomos no que fazemos. Talvez até a essência da arte seja o amor pelo que se faz, o amor pelo próprio trabalho.” Máximo Gorky


“Mulher com livro”, de Pablo Picasso!

Porque a leitura é fundamental e nos leva ao conhecimento e à sabedoria… Porque a arte faz parte do conhecimento… E porque o conhecimento se constrói fazendo… Aqui vos deixamos os nossos desenhos da pintura

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A turma 28, 4.º ano-Naia

Beatriz

Alberto

Bruna


Receitas com amor… O bolo da mãe - uma receita amorosa e saborosa. Ingredientes:

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100% de carinho 100% de amor 200g de mimos 1kg de sinceridade 300g de otimismo 1001 abraços e beijinhos Cobertura: 100% de responsabilidade 150g de companheirismo 1 dose de respeito Preparação: Juntamos o carinho e o amor e envolvemos bem até ficar doce e macio como o algodão. De seguida, noutro recipiente bem grande, para que caiba tudo, misturamos 200g de mimos, 1kg de sinceridade e 300g de otimismo. Juntamos tudo, envolvemos bem para que fique muito docinho e depois colocamos os 1001 abraços e beijinhos e misturamos até fazer bolhinhas de felicidade. A seguir, levamos ao forno que é o coração e deixamo-lo lá até ficar bem fofinho. Cobertura: Para fazer a cobertura precisa de juntar todos os ingredientes e envolvê-los bem, para que fique para o resto da vida. Pomos a cobertura por cima do bolo, e já está pronto! Esta receita é muito simples e não se esqueça de a usar sempre! Carolina Vilaça, 6º1

Bolo de Amizade 80% de companheirismo 30g de simpatia 10% de solidariedade 5 unidades de sinceridade 70% de honestidade 100% de alegria 90% de confiança 70 chávenas de respeito Preparação: Conhecer uma pessoa e tratá-la com simpatia e solidariedade até confiarem um no outro. Cativar o novo com alegria q.b. e ser honesto para a amizade durar. Ao fim de algum tempo e de passarem por várias experiências juntos, mantenha a amizade forte com uma boa dose de companheirismo e respeito. Agora aproveite a sua nova amizade forte e duradoura. E não se esqueça de aplicar esta receita sempre que possível, vai ver que funciona. Diogo Marques, 6º1 Felicidade: Amigos/Família/Carinho/ Saúde/Livro /Juízo Para começar a nossa receita, devemos juntar os amigos com a família. Também temos de juntar o carinho e os livros para tirarmos sempre boas notas. Não nos podemos esquecer de juntar muita saúde para nos sentirmos sempre bem e para aproveitarmos a vida ao máximo. Mas, devemos colocar sempre um bocado de juízo! Agora, misturamos tudo numa caixa – que é a vida - e guardámo-la como se fosse um tesouro. Não nos devemos esquecer, sempre que nos sentirmos em baixo, temos que usar um pouco deste preparado e, assim, completaremos a receita que nos vai trazer a felicidade.

Beatriz Lopes, 5º8 ☺


Ser artista é… Mudar a cor Pintar com sabor Ser artista é … Ser eu própria… É ser eu… A tela e eu…

Pintar emoções A participação de Educação Visual na Semana das Expressões faz-se da construção do conhecimento através de pesquisas individuais e da redescoberta de emoções pela cor, movimento e composição. O percurso foi iniciado a partir da pintura portuguesa contemporânea e do reencontro com os autores escolhidos.

Maria Filipa Silva, 9º1

A Arte é um propósito, Um caminho, uma vida… A Arte é ver, é ouvir, é sentir. É alcançar e desistir, É chorar e sorrir, É ficar e partir. A arte é tudo o que nos move, Tudo o que nos define, Tudo o que queremos que ilumine. A arte deixa-me ser. A arte, acima de tudo, deixa-me Crescer. Margarida Fertusinhos, 9º1 A pintura é arte, Poesia na imagem projetada Uma letra, uma pincelada Um verso, uma alma Na tela expressada. Sara Pereira, 9º1

A arte para mim é um refúgio uma forma de expressar os meus sentimentos, ora tristes, ora felizes. Quando estou enfurecida canalizo toda a minha raiva na tela, é como se fosse o meu porto de abrigo. A arte deixa-me ser. Joana Duhamel, 9º1 Ser artista é… Transmitir sentimentos Mudar pensamentos.

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A profissão que gostaria de ter no futuro

Os veterinários também podem trabalhar num jardim zoológico e aí têm de cuidar de todos os tipos de animais. Esta é uma profissão que eu adoro. João Paulo Cunha, 2.º ano, CE Naia

Eu quero ser surfista

Eu quero ser veterinária

26 Quando eu for grande gostava de ser veterinário. Gosto desta profissão porque gosto de tratar dos animais domésticos. Gostava de trabalhar numa clínica veterinária com outras pessoas para me ajudarem. Quando as pessoas trouxessem os animais via o que eles precisavam e dava-lhes vacinas, dizia às pessoas para os tratarem bem e dizia como cuidar deles. Devemos dar mimo e muito carinho aos animais, não deixar que eles se magoem e façam asneiras. Se um animal se magoar devemos levá-lo ao veterinário para ele lhe fazer exames e se for necessário interná-lo e até operá-lo para que ele fique bem. Os animais são como as pessoas também ficam doentes e têm de ser tratados bem. Os meus gatos quando ficam doentes também vão ao veterinário e eu vou com eles. Uma vez o meu gato chamado Riscas magoou-se no queixo e fui com ele ao veterinário. Ele teve de ficar lá dois dias. Os veterinários foram muito amigos dele e eu fiquei a gostar desta profissão. A partir desse dia quis ser veterinário também para cuidar dos meus gatos e dos das outras pessoas. Os veterinários não cuidam só de gatos na clínica também cuidam de cães e pássaros.

Eu quero ser veterinária porque eu gosto muito de animais e assim podia-lhes dar muitos miminhos e cuidar deles todos os dias. Um veterinário é como um médico, mas só que é para curar os animais que estão doentes e não as pessoas. Eu quero muito ser veterinária porque acho que os animais são importantes e gostaria de tratar de gatos, cães, pássaros, coelhos, peixes… mas os animais de que eu mais gosto são os gatos. Antes do Natal, a minha mãe adotou um gatinho ainda bebé que estava abandonado e foi uma alegria para todos lá em casa. O nome dele é Jimmy e é muito brincalhão, mas também muito dorminhoco. Adora roubar comida da nossa e está sempre na cozinha à beira da minha mãe. Lá em casa só a minha mãe é que gostaria de ser veterinária. O meu irmão, o meu pai e a minha avó não gostavam. Ana Beatriz, 2.º ano, CE Naia

Eu gostava de ser Surfista, porque gostava de apanhar a Grande onda da Nazaré, como fez o Macnamara. O Macnamara foi o Surfista que apanhou a grande onda da Nazaré, com 34 metros, mas a primeira foi de 30metros. Gostaria que a minha prancha fosse do SPORTING e queria estar em primeiro lugar no campeonato mundial. Gosto do mar azul com os seus animais: orcas, golfinhos, tubarões e peixes. Gostava de ver o campeonato de surf com o Macnamara e participar, ver imagens do Macnamara e falar com ele. Para ser Surfista ando na natação com os professores Vítor e Alcaide. Para ser surfista é preciso: saber respirar debaixo da água e saber nadar. O surf é um desporto que se pratica no mar, é por isso que eu gosto e o meu irmão também. Às vezes, vou ao Google ou ao youtube ver vídeos de surf, de rir, com o João Dinis. Os surfistas têm que tratar do seu corpo, comer comida saudável, fazer exercício físico e dormir bem. Gosto muito de surf. Daniel Salsa, 2.º ano, CE Naia


A areia era fina

O paraíso

Como açúcar e Branca como algodão. Onde a vegetação Era verde e alta como Um arranha-céus.

Cristobal finalmente chega ao mar e fica maravilhado

com

toda

a

sua

beleza.

Entretanto, não se consegue conter e nada, nada e nada até que chega a uma ilha. Mas essa ilha não era uma ilha qualquer, era

Onde viviam

uma ilha diferente de todas as outras, o que

Mil e um bichinhos, De todos os tamanhos, E de todas as cores. E todos juntos pareciam Um grande e vistoso arco-íris.

o cativou a aproximar-se. Tantas árvores de copa alta Um grande e verde jardim Onde o mar é azul e límpido Como o Universo sem fim.

Abraçavam a ilha Nuvens brancas de neve Que penetravam o céu azul Lindo e resplandecente, Que refletia num

A ilha azul A gata Verónica teve pena do peixe Cristóbal. Então, levou-o a conhecer o mar. Depois de conhecer o mar, levou-o a uma ilha, uma ilha muito distante do seu aquário e da sua casa. Ele ficou tão feliz por ver aquela ilha, onde:

Bonito mar, Transparente como um vidro Leve como uma pena E imenso como o Universo.

Areia leve e fofa O sol é a sua cor Numa grande e vasta praia Nasce apenas uma flor O céu azul é o limite Como uma obra de Deus Como nos ensina tanto E mais custa a dizer adeus. Eis aqui o Paraíso Que estive agora a relatar Mas na beleza desta ilha O tempo passa devagar.

Alexandra M. Lopes, 6º1 Diogo Marques, 6º1

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O meu primeiro dia de aulas na Frei

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Estava a chegar o dia e eu, ansiosa para que ele chegasse. Esse momento iria ser muito importante para mim, pois começaria uma nova etapa na minha vida e, também, a possibilidade de poder também fazer novas amizades. Finalmente esse dia chegou! E nem foi necessário a minha mãe me acordar! Saltei da cama com toda a minha energia e com uma vontade enorme de conhecer a minha nova escola e os professores novos (que a partir de agora são muitos)! Finalmente, tinha chegado o momento que eu tanto ansiava! Até passei os meses de Verão a imaginar como seria esta nova fase da minha vida, vivendo esses momento com muitos sentimentos à mistura: ora agora estava feliz, ora estava com receio… Por momentos, senti até medo (confesso!), mas depois acabei por perceber que tudo isto fazia parte do meu crescimento e que, mais tarde, até me iria rir desta situação. Quando cheguei à escola, havia muitos meninos igualmente muito nervosos e ansiosos à entrada e logo aí vi amigos meus que já não via há imenso tempo. Afinal de contas, já tinham passado três meses de férias imensas! Juntos, decidimos então entrar na escola, e em grupo fomos em busca de conhecer os espaços da nossa nova escola.

A escola era enorme!!! Pensei logo que me iria perder a toda a hora… e entrei em pânico! O meu coração saltitava e sentia uma energia que me era desconhecida mas, com a ajuda dos meus amigos, enfrentei todos os meus medos e encarei toda esta situação com uma aparente descontração. Bem, logo percebi que nos primeiros tempos não ia ser muito fácil, mas tive de pensar que era um momento especial onde a minha determinação seria muito importante para saber superar todas as dificuldades. Depois de uma breve receção aos alunos, fomos acompanhados pelo nosso Diretor de Turma para uma sala onde ele nos deu alguma informação sobre o funcionamento da escola e gostei muito da forma como o nosso DT nos recebeu… com um enorme sorriso!!! Os funcionários também foram extremamente simpáticos comigo e mostraram-se muito prestáveis para me ajudar, o que me deu logo uma certa confiança e assim senti-me mais segura! O primeiro dia de aulas foi, sem dúvida, uma grande aventura para mim e jamais me esquecerei deste dia e desta escola, que eu ao longo deste tempo aprendi a conhecer e a gostar! Esta escola é mais um ciclo da (ainda!) minha curta vida, mas espero que seja um marco importante no meu percurso escolar. Viva a Frei Caetano Brandão!

Nuna Gabriela Silva Gomes, 5º3


O conto tradicional… De forma inovadora!!! Jardim de Infância de Estrada - Ferreiros O gosto e interesse pela leitura e pela escrita inicia-se na educação pré-escolar, sendo que o modo como o educador lê para as crianças e utiliza os diferentes tipos de texto constituem exemplos de como e para que serve ler. É através do contacto e manuseio do livro (físico ou digital) que a criança descobre o prazer da leitura. Se a linguagem oral e abordagem à escrita são merecedoras de uma especial atenção na educação pré-escolar, também as novas tecnologias da informação e comunicação são formas de linguagem com as quais a criança contacta, frequentemente. A utilização de meios informáticos, a partir da educação pré-escolar pode ser desencadeadora de variadas situações de aprendizagem. “A educação pré-escolar pode facilitar a relação do audiovisual com outras formas de expressão como o desenho e a pintura, utilizando como meio de informação e registo.” (Orientações Curriculares para a Educação PréEscolar, 1997:74). Assim, e numa visão transversal das Áreas de Conteúdo da educação pré-escolar, aliada à intenção de criar inovadoras ferramentas passíveis de serem utilizadas em contexto de sala de atividade, e simultaneamente contribuírem para o aumento do gosto e hábito da leitura e escrita, os grupos 1 e 2 do Jardim de Infância de Estrada/Ferreiros construíram no programa. Myebook um e-book, relativo ao conto "O Príncipe com Orelhas de Burro", retirado da coletânea de contos tradicionais de Adolfo Coelho, que poderá ser visualizado em http://www.myebook.com/index.php?option=ebook&id=171074 (conta atualmente com mais de 500 visualizações!). Desta forma, e numa perspetiva de preservação da literatura tradicional portuguesa, utilizaram-se diversos métodos e técnicas de exploração didática do conto conjugando-se variados tipos de atividades pertencentes aos diferentes domínios da Área da Expressão e Comunicação. Depois de concluído o ebook fez-se uma “apresentação pública” do mesmo, que veio a revelar-se um “sucesso” e de extraordinário interesse pedagógico!!!

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FESTA DE NATAL 2012/13

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Dramatização de “A princesa de mãos vazias”

A Rainha, que está prestes a morrer, quer passar a coroa a um dos seus três filhos e decide que será rei ou rainha, o que lhe trouxer o melhor presente com o dinheiro que lhes deu. O filho mais velho trazlhe muitas riquezas, a do meio traz-lhe a notícia de que comprou a nação vizinha e a terceira chega de mãos vazias. A Rainha, zangada com a terceira filha, chama-lhe ingrata e diz que vai castiga-la, não a considerando mais sua filha, mas quando esta lhe diz que deu tudo aos pobres, a Rainha comove-se, pede perdão à filha e entrega-lhe a coroa. “Se cada um praticasse o bem que pode praticar sem incomodar-se, talvez não houvesse desgraçados no mundo.”

Texto adaptado, 6º2

Dramatização do 6º1 e 6º2


Natal em perigo Na véspera de Natal, oito amigos, o Jean, a Joana, o Artur, a Dani, o Oliver, a Cecília, o Nuno e o Mark, reuniram-se numa cabana nas montanhas. Todos eles tinham uma qualidade, havia um atleta, um matemático, um tecnológico, uma cientista, um geógrafo, uma artista, uma especialista em história e um especialista em línguas estrangeiras. Enquanto dormiam, ouviram um estrondo. Assustados foram ver o que tinha acontecido. Quando saíram, encontraram um homem que falava inglês, e tinha dez renas. O Nuno, especialista em línguas estrangeiras, falou com o tal homem e percebeu que era o Pai Natal. O Pai Natal contou ao Nuno a tragédia. O Nuno ficou surpreendido e contou aos colegas que o Pó de Fada tinha acabado (era o que fazia as renas voarem). O Pai Natal pediu-lhes ajuda e disse que desde a queda estava tonto e, saíram com o espírito natalício para a aventura. Cecília, especialista em história, sabia muitas lendas, e sabia onde encontrar o mapa que os levava para a Ilha das Fadas. Oliver, o geógrafo, tinha uma capacidade de orientação extraordinária, e levouos até uma praia, a Dani desenhou um projeto de uma jangada de madeira, logo a seguir o Artur, o tecnológico construiu-a. Embarcaram todos, Jean, o atleta, remava em direção à tal Ilha das Fadas. Quando chegaram avistaram um cofre, e aproximaram-se. O matemático, o Mark, reparou que era preciso um código. O Mark, com a sua inteligência, conseguiu abri-lo. Quando o abriram, viram uma luz intensa, era o pó de fada. Retomaram o seu caminho para casa, mas uma planta carnívora, apareceu no caminho. Joana, a cientista, fez uma experiencia explosiva, que matou a planta carnívora. Saíram gloriosos, puseram um pouco de pó de fada e voaram até casa. Salvaram o Natal, e o Pai Natal conseguido entregar as prendas a todas as crianças do mundo a tempo. Quando tudo acaba bem é um final feliz!

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Uma Família à Beira-Mar Plantada

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Tatiana era uma menina de nove anos. Vivia em Vila Nova de Gaia e sempre tivera muito interesse pela história do seu país, o que era bastante invulgar para uma criança do século XXII. No seu aniversário, a Tatiana tinha planeado ir brincar ao Parque da Cidade com as suas amiguinhas, porém, começou a chover. Ela ficou muito desiludida e o seu avô, para a consolar, decidiu contar-lhe uma história... "Estava um típico dia de inverno e as nuvens impediam uma visão nítida sobre o Castelo de São Jorge. No Porto, um radiante sol brilhava sobre o Rio Douro, provocando uma certa inveja à sua irmã Lisboa. Estes irmãos estão de costas viradas há séculos... E vocês, certamente, já conhecem a história de cor e salteado, porém, não custa nada relembrá-la. Desde que a sua mãe, Guimarães, deixou toda a sua herança à sua filha mais nova, Lisboa, o Porto sentiu-se completamente injustiçado e, minha querida, que não seja pecado o que eu te vou contar, mas este nobre tinha toda a razão. Desde aí, Porto e Lisboa têm-se confrontado, insultando-se e magoando-se profundamente, utilizando o mais pequeno pretexto para se destacarem um do outro... Enfim, uma pouca-vergonha tem ocorrido nos últimos séculos entre estes dois irmãos. No meio disto tudo, onde ficaram os restantes irmãos? E, vamos lá ver, não eram poucos! Para além da existência de mais dezoito filhos, sendo dois deles fruto do segundo casamento da excelentíssima "Madame" Guimarães, dois eram Açores e Madeira e não se interessavam muito pelas guerrilhas entre os seus meios-irmãos, porque achavam que era uma perda de tempo e, como os seus amigos

europeus costumavam dizer "Time is Money" e, em relação a isso, nada se podia dizer. Certo dia, a filha mais sensata, Beja, decidiu colocar os pontos nos "i", algo que sai um pouco dos traços da sua personalidade. Beja era, de facto, bastante calma, amistosa, genuína e não era do seu costume entrar em brigas de família, porque esta nobre, licenciada em engenharia agrícola, estava mais interessada em trabalhar nos seus enormes olivais. Ainda hoje é daqui que vem o melhor azeite de Portugal. Desta vasta província, vêm igualmente grandes quantidades de cortiça, que são enviadas para o norte de Portugal onde é feito o engarrafamento do vinho mais célebre da "família", o Vinho do Porto. Vamos lá voltar à decisão tomada por Beja. Esta decidiu fazer uma festa surpresa, uma vez que a sua irmã, Coimbra, estava prestes a festejar o seu milésimo quinquagésimo aniversário. Apesar de Porto e de Lisboa saberem que iriam ter de conviver juntas, aceitaram a ideia de uma forma bastante positiva. Lisboa ficou encarregada de levar os pastéis de nata. Esta, sempre muito dedicada, preocupava-se com o mínimo pormenor. Não podia faltar um grama que fosse de canela e a temperatura teria que estar nos vinte e sete graus e meio. Já Porto apostou no seu afamado vinho. Este continua a ser exportado para todo o mundo, onde é bastante apreciado pelo seu sabor docemente frutado. Faro levou cadeiras e guarda-sóis para que todos os seus irmãos pudessem apreciar confortavelmente o jantar. Beja fez questão de que toda a família provasse o seu azeite e Santarém levou os seus melhores toiros para mostrar todas as suas habilidades. Aveiro apelou para que todos provassem" a melhor sobremesa da República Portuguesa", os ovos moles. Braga levou o terço, para que todos pudessem orar e refletir, antes do começo da Refeição. Madeira levou uma tonelada de bananas. Estas eram amarelas e tinham um sabor doce e muito subtil. Açores optou por levar o leite, que foi retirado das muitas vacas das verdes pastagens açorianas, as quais cheiravam a oceano e apaixonavam qualquer amante da natureza, como ainda hoje. Acontece que Guimarães teve a péssima ideia de levar consigo o seu mais recente namorado... Tratava-se de Salamanca, um jovem, recém-licenciado na universidade e apaixonado pela História da Família "Portugal". Era detestado por toda a família portuguesa e todo o mundo sabe porquê... Porque era espanhol, claro! Porque a sua família se apoderou das propriedades dos nossos antepassados. Ai, malditos Filipes! Como se ainda não bastasse, este jovem chamava-se Filipe. E, se me permites, este facto não veio ajudar à aceitação de Salamanca


nesta família. A família da “Ocidental Praia Lusitana", apesar dos seus atritos internos, deu sempre prioridade ao sublinhar da importância da construção de uma dignidade sólida, nunca deixando de ajudar os seus amigos, mesmo que estes mais tarde nos apunhalassem pelas costas, tal como aconteceu com o Reino Unido... Mas não vale a pena falar deste ingrato caso. Voltando ao assunto... Já passava das sete e meia e a única que ainda não tivera chegado era Beja, o que já era habitual, porque ela é muito relaxada. Estava um ambiente tenso e a qualquer minuto uma discussão poderia rebentar. E não é que foi mesmo isto que aconteceu? Entretanto, Beja chegou e deparou-se com uma cena de pancadaria entre Lisboa e Porto. Tudo começou quando Lisboa ouviu Porto dizer à sua mãe que a presidência da família "Portugal " lhe deveria ser entregue, porque estava mais próximo da Galiza, irmã de Salamanca, e que as relações entre as famílias deveriam ser melhoradas, dando assim um motivo suficientemente forte para que toda a legislação, os organismos oficiais e os tesouros da família fossem transferidos para o Porto. No meio de tanta confusão e desespero, Coimbra deu um enorme grito que travou o decorrer de todo aquele espetáculo de luta livre. Afirmou que, por causa da falsidade dos seus irmãos e da vontade tão grande de alcançarem o poder e a herança da família, estavam a destruir o que de mais bonito existia na relação de mãe com os filhos. Destacou a união, a amizade, a lealdade, o amor, o carinho como sentimentos que caracterizam uma relação de familiares tão próximos. Achava que o ódio, a inveja e a ostentação eram os sentimentos que deveriam ser corrigidos o mais rapidamente possível e recordou as palavras de Camões n’Os Lusíadas, quando ele disse que o mar foi conquistado por nós quando fomos movidos pela “vã cobiça” que nos inebriou. Após este discurso de Coimbra, Porto e Lisboa fizeram as pazes e, desde aí, nunca mais houve uma única briga entre estes dois irmãos. Os vinte irmãos, a sua mãe e o seu padrasto viveram felizes para sempre num mundo de paz, cooperação e solidariedade. Coimbra ganhou toda a confiança da sua mãe. Guimarães, deste modo, decidiu que Coimbra seria a indicada para assumir o cargo da presidência da família." Foi assim que a Tatiana ficou a compreender porque é que Lisboa tinha deixado de ser capital do nosso belo e ilustre país, dando lugar à cidade universitária, Coimbra.

Salamanca passou a ser uma região autónoma, pertencendo agora aos territórios da República Portuguesa. Por este motivo, a Tatiana deseja que, na sociedade futura, os princípios básicos desta nação à beira-mar plantada sejam a amizade, a união, a solidariedade e o respeito pelo outro. Francisco Silva, 9º1 O Mar

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O mar suave Calmo e que transmite A água pura e cristalina Que nele existe É pura e fresca Que corre e refresca Qualquer um que lhe toca Que nele nada e brinca E que com ele choca. Ficamos emocionados Com tanta energia Com tanta alegria Com tanta pureza Que nos causa alergia. O mar sem dono Também tem mulher Sobre ele corre E está com ela quando quer. Para além de uma mulher Também tem filhinhos As criaturas marinhas Entre elas peixinhos. Peixes, tubarões Baleias, camaleões E entre estes também existem Os que parecem balões.

Iara, 5º7


A surpresa

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Um dia, o Bolo-Mármore ia a caminho do ginásio. Quando lá chegou, viu a porta trancada e achou muito estranho. Ficou ali algum tempo à espera que viesse alguém abrir a porta, mas ninguém apareceu. Bem, vou para casa. - pensou ele. A caminho de casa ouviu o seguinte: - Oh! Que pena! O ginásio fechou. – comentou um gémeo Fio de Ovos para outro. – Coitado do Bolo-Mármore! Ao ouvir este comentário o BoloMármore ficou tão triste que já nem lhe apetecia andar a desfilar pelas ruas, a mostrar os seus grandes e fortes músculos. Continuou o seu caminho até que encontrou o Pastel de Natas, que já estava a ficar tonto de tanto rodopiar: - Olá, Bolo-Mármore! - Bom dia… - Está tudo bem? - perguntou o Pastel de Natas. - Sim, está tudo bem. - mentiu o BoloMármore. - Não te esqueças que hoje é a reunião secreta de amigos - avisou o Pastel de Natas. - Sim, eu sei, mas não posso ir hoje, desculpa. Adeus. - Adeus. - Olá! Já chegaram todos?- perguntou o Pastel de Natas. - Não, falta o Bolo-Mármore. respondeu o gémeo Fio de Ovos um, saltando para cima do Bolo de Chocolate. - Pois, mas ele disse-me que não vinha. – disse o Pastel de Natas - Houve alguma novidade, hoje?

- Sim, o ginásio onde o Bolo-Mármore costumava ir, fechou. - informou o Fio de Ovos. - Coitado... - Faltam apenas dois dias para o BoloMármore fazer anos. Temos de organizar uma festa surpresa para ele. - sugeriu um dos gémeos Fio de Ovos. E comprar uma prenda…acrescentou o outro gémeo. - Ok. O Fio de Ovos um e o Bolo de Chocolate tratam da festa surpresa. Eu, o Fio de Ovos dois e os restantes tratamos do presente. Ao fim de algum tempo já tinham tudo preparado: o bolo, os convites, a cor dos balões, o sítio… mas não sabiam ainda o que iriam oferecer. - Bem, podíamos oferecer-lhe uns pesos. - sugeriu o Pastel de Natas. - Não, oferecemos uns pesos no ano passado. - retorquiu o gémeo dois. - Humm…. - Já sei! - exclamou o gémeo um Vamos oferecer-lhe uma passadeira! - Boa ideia - gritaram em coro. No dia de aniversário, quando o BoloMármore chegou a festa, achou muito estranho a cabana da praia estar numa completa escuridão. - 1, 2, 3 - sussurrou o Pastel de Natas. - Surpresa! exclamaram todos Parabéns Bolo-Mármore! - Ah! Que alegria! Obrigado a todos por esta linda surpresa! - Olha, esta prenda é para ti. Abre! - Uau! É uma passadeira nova, obrigado. E assim o Bolo-Mármore ficou novamente feliz. Ana Isabel Viana, 5º 1

Se eu fosse o Sol

Se eu fosse o Sol, iluminaria as ruas mais escuras. No inverno, tirava umas férias e iria para a Serra da Estrela brincar com a neve fria, derretendo o gelo. No verão, o que eu gostaria realmente de fazer era bronzear as pessoas que estariam deitadas nas suas toalhas à minha espera e eu observá-las-ia e sentiame bem por elas me adorarem. De certeza, que as pessoas gostariam de mim, pois ao fim de dar um mergulho no mar gelado vir apanhar sol quentinho como o fogo, sabe muito bem! Lá para o final da tarde, quando eu me fosse deitar, as pessoas iriam também pois sem mim ficariam com frio, e isso sim não é confortável… Mas, no dia seguinte, voltariam a estar lá, na praia, à minha espera para as confortar. Adoraria ser SOL, nem que fosse só por um dia!!! Beatriz Lopes, 5º8


pode tocar, sem que isso interrompa a tarefa que está a ser desenvolvida.

Clube de Teatro

Fazer teatro na escola é expor, é correr riscos, é dar a cara.

A expressão dramática veicula potencialidades inquestionáveis para o desenvolvimento harmonioso do indivíduo, assumindo-se como uma área transversal de integração e intervenção cívica e cultural. No ano letivo de 2008/2009, esta certeza motivou a criação do Clube de Teatro da Escola Frei Caetano Brandão, um espaço formal para a manifestação da arte teatral. Dinamizado por três professores (das áreas das expressões verbal e plástica), o Clube de Teatro tem vinculado as suas iniciativas aos interesses dos alunos, bem como às necessidades emergentes do Plano Anual de Atividades, quando conciliáveis. Este clube tem, antes de mais, uma orientação educativa e formativa e, só depois, lúdica e recreativa, levando os alunos a caminhar numa viagem de descoberta de si mesmos, dos outros e do mundo envolvente. Pretende-se estimular os jovens para assumirem plenamente a sua identidade e representarem a identidade do outro, para, consciente e criticamente, poderem agir sobre a realidade exterior, compreendendo-a e, se possível, reconstruindo-a. O teatro escolar tem um enorme potencial para reforçar os conteúdos curriculares: ele é leitura, interpretação, comunicação, expressão plástica, música, dança, história e projeto. E é também luz e cor, emoção, divertimento e desafio.

Para além da participação em eventos centrados nas vivências da comunidade educativa, o Clube de Teatro, todos os anos, faz questão de levar a Escola à cidade. Assim, no dia 11 de abril, às 15:15 horas, no Teatro Circo, integrado na V Mostra de Teatro Escolar, organizada pelo pelouro da cultura da Câmara Municipal de Braga, o clube apresenta a peça “Por mares nunca dantes navegados”. “Por mares nunca dantes navegados”

A expressão dramática é uma vertente do curriculum escolar que urge privilegiar, numa perspetiva contínua e sistemática. Nesse contexto, foi assumida como oferta complementar, para o 7º ano de escolaridade. A adesão da comunidade educativa a este projeto deve ser um desiderato que ultrapassa os curtos limites de meros interesses conjunturais. Por outro lado, importa continuar a dignificar esta aposta, designadamente ao nível da disponibilização de recursos e de espaços – não o fazer será uma incoerência, relativamente às decisões tomadas, em sede de definição do desenho curricular. Fazer teatro na escola é inventar momentos comuns de trabalho, é trocar horas de lazer e brincadeira por compromissos e responsabilidades, é aceitar que a campainha

A breve história do Clube de Teatro não pode ser contada sem a referência e o agradecimento à generosidade dos alunos e à colaboração de muitíssimos professores. Só a continuação destas atitudes garantirão o sucesso deste projeto de desenvolvimento educativo, promotor da interação, do convívio, da desinibição, do respeito, do desenvolvimento integral dos alunos.

Os professores do Clube de Teatro

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EB 2/3 Frei Caetano Brandão

Visita à escola de música Calouste Gulbenkian

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No dia 25 de Outubro os alunos do 5º 3 efetuaram uma visita à escola de música Calouste Gulbenkian para assistir a um concerto de percussão. Este concerto inseriu-se nas comemorações do Dia Mundial da Música, 1 de Outubro, e foi executado pelos alunos da referida escola. É um hábito da Frei Caetano comemorar esta data nas aulas de Educação Musical e, os alunos do 5º ano da professora Laura Prado costumam assistir a alguns concertos que a Gulbenkian proporciona à comunidade mediante inscrição prévia. É sempre com muito agrado que os alunos participam nesta atividade. O contacto direto com um auditório, com os instrumentistas (alguns da sua faixa etária), com os instrumentos musicais, o ambiente de silêncio e verdadeira escuta musical, a forma de estar,… são fatores muito

marcantes para estes alunos que, na sua maioria, estão a viver esta experiência pela primeira vez. Eis alguns depoimentos na primeira pessoa. “Saímos da escola e fomos de autocarro até à Escola Calouste Gulbenkian. Quando lá chegamos, lanchamos cá fora e, de seguida, fomos para um auditório, onde se iria realizar o concerto. Foi chegando imensa gente, até que o concerto começou. Lá, tocaram crianças e jovens, de diferentes idades. Os instrumentos tocados foram: vibrafone, xilofone, bombo, caixa, bateria, castanholas, pandeiretas e latas. Foi um concerto muito engraçado. O instrumento que eu mais gostei foi a bateria, pois adoro o seu som intenso. Adorei o concerto e espero um dia voltar à Escola C. Gulbenkian para ouvir outro destes concertos.” Ana Carolina Soares Vieira, 5º3

“Lá vimos alunos a tocar vários instrumentos como o vibrafone, o xilofone, o bombo, a caixa, a bateria, as castanholas, a pandeireta e as latas. Foi muito divertido ver alunos mais velhos e mais novos que nos a tocar aqueles instrumentos pois parece ser difícil. Esta foi realmente uma experiência inesquecível. Mariana Vilaça Braga, 5º3

“Finalmente, tinham chegado as 9horas e nós estávamos impacientes com a aventura que iríamos viver(…) Passados alguns minutos, exploramos um pouco a famosa escola e fomos para o auditório onde toda a magia sonora iria decorrer. Passava um pouco das 10horas da manhã e o concerto começava. Quando entrámos no auditório, sentamo-nos e esperámos que começasse o espetáculo. Era uma sala pequena e, no palco, encontravam-se vários instrumentos: vibrafones, xilofones, bombos, caixas, baterias, castanholas, pandeiretas e latas. Pareciam uma família feliz, pois todos os instrumentos sorriam para mim. Eu gostei muito dos bombos porque gosto imenso do barulho forte que fazem. Gostaria muito de repetir esta magnifica aventura. Nuna Gabriela Silva Gomes 5º3

Durante o concerto, vi os alunos a tocar vibrafone, com uma ou duas baquetas em cada mão, xilofone, caixas, bombo, triângulo, castanholas, pandeireta, bateria e também latas a fazerem de instrumentos musicais. O que eu mais gostei foi o vibrafone, o bombo e as latas porque transmitiam sons fortes, vibrantes e interessantes. Gostei muito da visita. Inês Peixoto Ferreira, 5º3


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III. O Sentido das ExpressĂľes

“Todas as artes contribuem para a maior de todas as artes, a arte de viver." Bertold Brecht


Semana das Expressões

em imagem

38 Educação Especial em ação

Boccia

Orientação

Jogos tradicionais

A Expressão pela Arte

Peddy-paper

Exposição de instrumentos musicais


D edicação E sforço S olidariedade P artilha O portunidade R esponsabilidade T olerância O rgulho E spírito de Equipa S acificio C ompanheirismo O bjetivos L uta A poio R espeito

39 VOLEIBOL INICIADAS

Corta-mato escolar - Corta Mato Distrital _____________________________________________________________________ No passado dia 6 de fevereiro, o Agrupamento de Escolas de Maximinos participou no corta-mato distrital, que decorreu em Guimarães. Nesta atividade participaram 3500 alunos, provenientes de 95 escolas do distrito de Braga. O Agrupamento esteve representado por alunos do 4º ao 12º das escolas EB1 de Estrada, EB 2/3 Frei Caetano Brandão e Secundária de Maximinos, num total de 56 alunos. Em termos de resultados por equipas, o Agrupamento arrecadou o título de vice-campeã no escalão de infantil feminino A, equipa esta constituída pelas alunas: Jahel Cohen, 5º1; Ana Apolinário, 5º2; Eva Fontes, 5º5; Carolina Veloso e Joana Borges, 5º8. Em infantis femininos B, o Agrupamento sagrou-se campeã distrital. Equipa constituída pelas alunas: Rafaela Madanços, 6º1; Erika Marques, 6º4; Jéssica Cunha e Mariana Henriques, 6º6; Paula Ferreira, 7º2 e Patrícia Rodrigues, 7º6. Nas categorias de corrida adaptada 1500m, o Agrupamento alcançou os lugares mais altos do pódio com a aluna Eduarda Azevedo e Sara Oliveira (guia) do 8º1 em femininos e João Alves do 6º3, ambos sagraram-se campeões distritais.


Desporto Escolar

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Andebol - Convívio de Natal/2012 - Infantis - Rafael Gonçalves: “ Para mim, o Andebol/ desporto escolar significa união, espírito de equipa, luta e amizade.” - Iniciados – Fábio Oliveira: “Para mim, o andebol/desporto escolar é a união entre um grupo de trabalho, é o respeito que temos uns pelos outros e, fundamentalmente, ajuda-nos a tornarmo-nos melhores cidadãos.” - Juvenis – David Rodrigues: “O Andebol do AE Maximinos é uma parte muito importante no desenvolvimento de jovens alunos, fornecendo competências e capacidades fulcrais para o Mundo do trabalho, sempre com a ajuda dos docentes responsáveis.” - Juniores – José Pires: “O desporto escolar traz-nos imensas coisas boas como, por exemplo, saúde, autoestima, espírito de equipa, valores que complementam a educação dada nas escolas e nos vão ajudar na nossa vida, apontando-nos caminhos e objetivos.” - representante dos ex-alunos – Paulo Teixeira: "O andebol/desporto Escolar fez-me crescer como homem, atleta e cidadão através do estabelecimento de objetivos e cumprimento de responsabilidades. Mantemos a forma física, estabelecemos contacto com diferentes pessoas criando amizades e acima de tudo prepara-nos para atividades futuras. "

“Natação ou arte de dialogar com a água”

“O voleibol é a nossa paixão!”


Desporto Escolar – Orientação

Esta equipa representará o nosso Agrupamento no Campeonato Nacional do Desporto Escolar em Évora nos dias 10, 11 e 12 de maio. Pela terceira vez consecutiva, o Agrupamento estará representado no campeonato do mundo de desporto escolar, desta vez através dos alunos Mariana Maurício (EB23 de Real) e do João Novo do 10º1, este último pela segunda vez consecutiva. Estes dois alunos integrarão a seleção nacional do desporto escolar para o Campeonato do Mundo que decorrerá no Algarve de 15 a 21 de Abril.

O Grupo de Orientação da AE Maximinos conta este ano com 28 alunos inscritos em representação das turmas 5º4, 5º7, 6º1, 6º3, 6º4, 6º5, 8º2, 8º6, 9º7, 10º1, 10º3, 11º3, 12º2. Para além disso, a AE maximinos integra também alunos provenientes das escolas EB23 de Real e da EB23/S Vila Nova de Cerveira. Os treinos técnicos decorrem às 4ª ou 6ª feiras das 14h30 até às 17h00.O local de concentração frente à Escola Secundária de Maximinos. Os treinos técnicos decorrem em vários pontos da cidade (Bom Jesus, Sameiro, Parque da Ponte, Universidade do Minho, Regimento de Cavalaria nº6, Complexo Desportivo da Rodovia). Os treinos físicos decorrem na Escola Secundária de Maximinos às 6ª feiras das 18h30 às 19h30. As competições decorrem ao sábado, o dia todo em vários distritos da região norte do país. Neste momento, os nossos alunos terminaram o campeonato distrital e regional norte. Em termos individuais, destacaram-se os seguintes alunos: Infantil B – Erika Marques, 6º4 (3º lugar no Campeonato Regional Norte e ViceCampeã Distrital); Diogo Marques, 6º1 (4º lugar no Campeonato Regional Norte e Campeão Distrital). Iniciados - Mariana Maurício da EB23 de Real (4º lugar no Campeonato Regional Norte e Vice-Campeã Distrital). Juvenis – João Novo, 10º1 (Campeão Regional Norte e Distrital); Juniores – Mateus Araújo da EB23/S Vila Nova de Cerveira (5º lugar no Campeonato Regional Norte e Vice-Campeão Distrital) e Ana Braga, 10º1 (Campeã Regional Norte e Distrital). A equipa de juvenis masculinos sagrou-se campeã regional Norte e Distrital (João Novo, 10º1; António Pinto, 9º5; Daniel Magalhães, 9º7; Francisco Abreu, 9º7; Gabriel Vieira, 10º1 e Daniel Rodrigues, 11º3).

Após pelo menos um ano obrigatório no Desporto Escolar, os melhores alunos são convidados a ingressarem no desporto federado, através do Clube de Orientação do Minho (.COM) que é parceiro da AE Maximinos. Assim. o Desporto Escolar proporciona aos nossos alunos a possibilidade de viajarem muito com ajuda do .COM. Este ano os nossos orientistas já estiveram no Parque Nacional do Gerês, Monte do Facho (Barcelos), Póvoa de Lanhoso, Caminha, Penafiel e Serra da Cabreira. Durante as férias escolares, os alunos têm a oportunidade de participar nos estágios de Natal e Páscoa. Terminamos o ano letivo com o nosso acampamento de verão, na primeira semana de Julho (aberto a qualquer aluno do Agrupamento). A qualquer momento, o aluno pode ingressar no nosso grupo de trabalho, para tal basta aparecer às 14h30 às 4ª feiras ou 6ª feiras frente à Escola Secundária de Maximinos Se tens curiosidade, convidamos-te a visitar o nosso Facebook em Orientação AE maximinos. Para mais informações, contacta o professor Filipe Marques, responsável pela orientação em fililpemarques@esmax.pt.

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Associação de Estudantes da ESMAX A vice-presidente, Ana Oliveira, 12º1

Uma viagem pelo mundo da ciência para os mais novos

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No âmbito da disciplina de Biologia, no dia 24 de setembro de 2012, os alunos da turma 12º1 aproveitaram a presença dos alunos do 1º ciclo, na ESMAX, para lhes dar a conhecer o laboratório e algumas atividades experimentais básicas. Assim, todos os alunos do 1º ao 4º ano de escolaridade do nosso agrupamento entraram numa “viagem” pelo laboratório, onde a turma do 12º1 os ajudou a contactarem com a ciência e despertou a curiosidade dos alunos mais novos para as questões científicas, que cada vez mais são fundamentais nos dias de hoje. Os pequenos cientistas demonstraram grande entusiasmo, ao longo de todas as experiências, e tiraram algumas dúvidas. Numa das experiências criaram a sua própria recordação desta atividade, um fóssil! Foi com grande satisfação que os alunos mais velhos ajudaram os mais novos a ter um dia diferente e a ligar-se à Ciência!

Uma prendinha especial! No dia 14 de dezembro de 2012, com o objetivo de finalizar da melhor maneira o primeiro período, a Associação de Estudantes preparou um evento denominado “It’s Christmas Time!” para todos os alunos da ESMAX! Este miminho consistiu na decoração do R14, enchendo-o de espirito natalício e na venda de deliciosos crepes e chocolate quente, feitos por nós no momento tão reconfortantes perante o frio do Inverno. Ao longo de todo o dia, compartilhamos, com sucesso, esta iniciativa e constatamos que os alunos se deliciaram com esta prendinha e foram de férias com um sorriso no rosto!

Uma doce receção! No primeiro dia de aulas na ESMAX, a Associação de Estudantes decidiu receber os novos alunos de braços abertos! Para quem era novo na escola, foi projetado um vídeo no R14 que permitiu uma viagem


virtual pela escola, demonstrando também as grandes atividades que ocorrem todos os anos no nosso agrupamento, para aliciar, desde já, os novos alunos a participar! Para além de familiarizar os alunos com a escola, adoçamos também o primeiro dia de todos os que passaram pela Secundária de Maximinos, com uma oferta de vários tipos de bolos a qualquer funcionário, aluno, professor ou encarregado de educação do nosso agrupamento! Foi com um sorriso nos lábios que desejamos um feliz ano letivo a toda a comunidade. Esperamos que esta doce receção tenha entusiasmado toda a gente para mais um ano de trabalho e convívio! (www.facebook.com/ae.maximinos)

Na minha opinião, como capitã e como aluna, este projeto foi um sucesso e devia ser adotado noutras turmas. Assim, outros desportistas poderiam ter a sua oportunidade de brilhar como nós tivemos a nossa. É com muito orgulho e com muita felicidade que as memórias deste dia ficam guardadas. Todo o esforço foi recompensado!

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O Culminar do esforço de grandes desportistas na ESMAX

Este ano, o 12º1 da ESMAX adotou o projeto MED em Educação Física. O MED é uma forma divertida e dinâmica de fazer as aulas de Educação Física, onde a turma é dividida em equipas, neste caso 4 equipas e, amigavelmente, competimos umas contra as outras, numa modalidade desportiva escolhida. A modalidade escolhida foi Ginástica Acrobática combinada com dança. Cada equipa com o respetivo nome, cor, capitã e subcapitão teve que desenvolver uma coreografia de 5 minutos. Ao longo de algumas aulas, cada equipa foi criando individualmente a sua coreografia, associada a uma junção de músicas, idealizar os fatos a usar, e claro, fazer nascer uma coreografia extraordinária. Depois de muito trabalho, muita dedicação e criatividade, tudo sobre grande pressão, devido à falta de tempo, o resultado viu-se a 15 de fevereiro de 2013, no nosso Evento Culminante, na ESMAX, onde vários professores, familiares e alunos assistiram às quatro grandes coreografias finais! Cada coreografia era única e trouxe grande orgulho aos desportistas que as realizaram. Alcançamos individualmente metas que não achávamos possível inicialmente e, através da união de equipa, crescemos como desportistas e pessoas. Depois do grande momento, todos os alunos da turma estiveram presentes num almoço conjunto para relaxar.

A equipa vencedora durante a sua coreografia


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A turma 12º1 da ESMAX participa num projeto da Betwein em conjunto com a Braga Capital da Juventude, denominado “Projeto Intergeracional”, que tem por finalidade envolver a juventude e as gerações mais velhas, num diálogo sobre experiências de vida. O projeto está a ser desenvolvido em diferentes fases e uma das fases concretizadas, que agradou a todos os participantes, consistiu numa entrevista à doutora Aida Mata, aqui na ESMAX e que exigiu que os alunos fossem autónomos, criativos, organizados, numa palavra: empreendedores. Foi um momento extremamente interessante, já que a entrevistada deu a conhecer experiências de vida riquíssimas e inspiradoras para os jovens. A segunda fase do projeto está a ser trabalhada para culminar num livro que irá reunir todas as histórias de vida. Para além de ser estimulante em termos de aprendizagem para a vida, o projeto permite desenvolver competências de escrita, de iniciativa e de trabalho de equipa. Parabéns aos participantes! _____________________________________________________________________________________________________________ Somos Empreendedores


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IV.

O Sentido da Ciência

Todo o grande progresso da ciência resultou de uma nova audácia da imaginação.

John Dewey


A Matemática a Cantar e a Brincar

Centro Escolar da Naia

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Utilizaram-se materiais de desperdício, para a elaboração das coroas, nomeadamente capsulas de café que as crianças seriaram, agruparam por cores e fizeram a contagem das mesmas. Para além deste material, as crianças escolheram várias cores de papel crepe com o qual fizeram bolinhas que coloram na respetiva coroa formando um padrão/sequência.

Pré-escolar

No âmbito do projeto curricular “Do Ambiente Vamos Aprender a Cuidar”, as crianças do Centro Escolar da Naia prepararam o “Cantar dos Reis”. Durante o mês de janeiro e com muita imaginação, as crianças ensaiaram canções, elaboraram adereços, coroas e instrumentos musicais.

Com esta atividade foram trabalhadas diferentes áreas de conteúdo, destacando-se a Área Curricular das Expressões e da Comunicação, nomeadamente, no Domínio da Matemática. Com esta ação, proporcionaram-se experiências diversificadas que permitiram construir noções matemáticas e desenvolver o raciocínio lógico, dando oportunidade às crianças de criarem padrões, isto é, formarem sequências com regras e, ao mesmo tempo, facilitar a transição para o 1º ciclo. “Apresentar padrões, para que as crianças descubram a lógica subjacente ou propor que imaginem padrões, são formas de desenvolver o raciocínio lógico neste domínio.” (Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, Ministério da Educação, 1997 p. 74)

Mais uma vez, o caminho para a fama foi bem preparado, as docentes empenharam-se e as crianças colaboraram. Quando estava tudo preparado, iniciaram a sua tournée musical. Foram cantar à EB2/3 Frei Caetano Brandão. No regresso alegraram alguns estabelecimentos comerciais que ficam na imediação da escola e tiveram direito a uma reportagem no jornal Correio do Minho.


OPÇÃO DE COMPRA ALIMENTAR SAUDÁVEL No dia 16 de outubro de 2012, Dia Mundial da Alimentação, a Equipa Educativa de 6º ano promoveu uma sessão dirigida a pais/encarregados de educação (EE) e respetivos educandos, tendo em vista sensibilizar as famílias para a adoção de hábitos alimentares saudáveis.

A maior parte dos alunos do 6º ano percebeu, porque estudou este conteúdo programático em Ciências Naturais, que a alimentação diária tem grande influência na saúde, na boa disposição e no sucesso escolar. Mas, para que a opção de compra alimentar bem como de confeção dos alimentos, por parte das famílias, esteja de acordo com as aprendizagens efetuadas pelos respetivos educandos, nada melhor do que uma reflexão em conjunto, com pais/EE, filhos e

professores, na qual analisámos várias vertentes que condicionam a nossa opção de compra, e que nem sempre conduzem a uma alimentação completa, equilibrada e variada. Quando falámos em alimentação saudável, partimos de princípios que nem sempre são claros para a maior parte das pessoas e nos quais centrámos a reflexão. A Roda dos Alimentos constituiu o ponto de partida para a conversa, e rapidamente se concluiu que devemos comer todos os dias alimentos de cada um dos setores (alimentação completa), que é também essencial comer mais alimentos de setores grandes e menos alimentos dos setores pequenos (alimentação equilibrada) e, ainda, variar alimentos dentro de cada setor (alimentação variada). Assim sendo, foi fácil passar a mensagem de que a sopa é essencial ao almoço e ao jantar, pois dá-nos nutrientes essenciais ao equilíbrio do nosso organismo e que nos protegem de doenças, os vegetais devem estar presente às refeições e ser comidos crus e/ou cozidos, devemos tomar três copos de leite por dia e beber 1,5 a 2 litros de água e, quanto a frutos, três a cinco por dia é o ideal para nos manter saudáveis. Como fonte de proteínas, de especial importância na fase de crescimento e necessárias à renovação celular, o adequado é pouca carne e dar preferência ao peixe, fazer duas refeições de ovos por semana e pelo menos uma de leguminosas. O tofu (proteína de soja), bem como o leite e derivados, são também fontes de proteína a utilizar. Se o setor da carne, peixe e ovos é pequeno, é porque precisamos de pouca quantidade de proteínas diariamente, o mesmo se verificando em relação às gorduras. Qual será a fonte mais barata de proteínas? Com certeza, os

ovos e as leguminosas (feijão, grão de bico, ervilhas fava, soja, lentilhas) e os preços mostram isso mesmo. Ir às compras parece fácil, mas tem que se lhe diga. Para não se entusiasmar com produtos pouco saudáveis e não se esquecer de comprar alimentos que realmente necessita, o aconselhável será organizar uma Lista de Compras semelhante à da imagem, pois será mais fácil resistir à compra de alimentos que... lhe são apresentados na forma das promoções, descontos, etc. Produtos de que não precisa mesmo e que aumentam a despesa!

O que me falta... Lista de compras GRUPOS Pão, massa, arroz, ... Hortícolas Frutos Leite, queijo, iogurte Carne, peixe, ovos Leguminosas Gorduras

ALIMENTOS

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as refeições: por exemplo, um pão com compota, queijo ou fiambre, um pacote de leite ou um iogurte e também a fruta. Não deixe a escolha do lanche a cargo do seu filho pois poderá ser induzido a substituir refeições por guloseimas (refrigerantes, bolos, etc.) e alimentos com excesso de gordura (panikes, folhados, salgadinhos, “cachorros” com batata frita, hambúrguer com molhos, etc.); 4ª Verificando se os seus educandos comeram efetivamente na cantina da escola, conforme combinado em família. Por vezes, são desafiados a fazer mini refeições à base de refrigerante e “cachorro” ou pizza, que não fornecem os nutrientes necessários para crescerem, serem saudáveis, estarem atentos e concentrados nas aulas, aprenderem e terem motivação para estudar e saber mais.

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É importante ter presente que os hábitos alimentares influenciam: • O aproveitamento escolar; • Os comportamentos e atitudes no dia a dia; • O estado de saúde do indivíduo.

Como podem os pais/EE contribuir para a alimentação saudável (completa, variada e equilibrada) dos seus filhos/educandos? 1ª Garantindo um pequeno-almoço completo, ou seja, que inclua leite ou queijo ou iogurte, pão com compota, fiambre ou manteiga, e uma peça de fruta; o pequeno almoço é necessário para começar um dia de trabalho e, no caso dos estudantes, é essencial para que estejam atentos e concentrados nas aulas, raciocinem e aprendam; 2º Habituando as crianças e jovens a comerem sempre sopa, ao almoço e ao jantar, pois permite uma refeição completa, variada e equilibrada, fornece variedade de nutrientes, e facilita a ingestão de vegetais quando as crianças evitam saladas e legumes cozidos; preparando as refeições de acordo com a Roda dos Alimentos; 3ª Preparando o lanche da manhã para os seus educandos, pois sabe que é importante não fazer intervalos superiores a três horas entre

Nota: No âmbito do Projeto FREI, foram organizados desdobráveis sobre temáticas a que pais/EE devem estar atentos, se querem ter filhos saudáveis, com sucesso escolar e equilibrados. Temas como “SOPA? Claro que sim.”, “SONO: um cuidado no dia a dia”, “PEQUENO ALMOÇO? Claro que sim.”, “PÉ-DEATLETA? Não, obrigado.”, “PIOLHOS? Não, obrigado” podem ser solicitados ao diretor de turma, caso necessário. Teresa Barbosa Coordenadora do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais


ASSESSORIA EM MATEMÁTICA-3.º CICLO Um apoio a privilegiar Convidado a dar a minha opinião sobre a assessoria em Matemática faço-o na qualidade de interveniente ativo neste processo e depois de já ter experimentado e refletido sobre as diversas formas de apoio aos alunos ao longo de vários anos. Sendo a Matemática uma área do saber em que o raciocínio está muito estruturado obriga, por isso, que os alunos possuam os conhecimentos de anos anteriores devidamente assimilados exigindo, também, que tenha de ser vista e lecionada de forma diferente da maioria das disciplinas. A cada novo ano recebemos muitos alunos com falta de pré-requisitos que não são ultrapassados se não houver um redobrado empenho dos alunos, dos pais e encarregados de educação e dos professores. Todos sabemos que, apesar da motivação incutida pelos docentes, infelizmente, há sempre alunos com uma exagerada falta de conhecimentos básicos que, em muitos casos, por variadíssimas razões, não é possível ultrapassar e que se repercutem noutras disciplinas aumentando, assim, o insucesso escolar. Para estes alunos o sistema educativo tem a obrigação moral e legal de apresentar uma solução que não sendo fácil deverá incentivar o aluno a ultrapassar as suas dificuldades. As modalidades poderão variar mas a Assessoria tem obtido uma significativa adesão da parte dos professores e alunos. Obviamente que o apoio por excelência, mas muito dispendioso, é aquele que é dado de forma individual e personalizada respondendo assim a todas as dúvidas apresentadas pelo discente que, ao seu ritmo, as vê esclarecidas. A organização de grupos homogéneos de alunos, portadores de dificuldades semelhantes, em espaço e tempo autónomos, também responde (em menor grau) a esta questão, mas nem sempre se revela exequível uma vez que existem diversas condicionantes à sua constituição: carga horária dos alunos, dos professores, salas, equipamento, financeiras, etc. Com esta nova forma de atuar, o aluno não sai do seu ambiente natural - permanece na sala de aula conjuntamente com os

seus colegas e respetivo professor titular da disciplina – sendo apenas acrescentado, num tempo semanal de 45m, um professor (assessor) que acompanha e auxilia em todo o processo de ensino-aprendizagem que se desenvolve dentro da sala de aula. Naturalmente que com dois professores dentro do espaço aula o tempo disponível para cada discente é maior e os alunos com mais dificuldades podem ser mais facilmente esclarecidos. Nas aulas em que está presente o assessor este problema não é eliminado, mas é fortemente combatido e os alunos com dificuldades, mas que querem aprender, progridem com maior facilidade estando mais interessados e concentrados nos conteúdos em estudo. Este sistema obriga, obviamente, a que haja sempre um trabalho de retaguarda do professor titular da disciplina conjuntamente com o assessor, de forma a planificar toda a ação educativa – planificações, identificação dos alunos com necessidade de acompanhamento preferencial em termos de atitudes e de conhecimentos, etc. Concluo, com base nos resultados até agora alcançados, que o sistema de assessoria deve continuar a ser implementado no agrupamento, sem esquecer outras formas de apoio que a deverão complementar, e tendo sempre presente a máxima de que “ nenhum aluno pode ficar para trás”. António Carvalho Professor de Matemática

Assessoria cativa o interesse dos alunos

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9 º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos José Pedrosa Docente de Matemática

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Assim, e de uma forma lúdica, os alunos desenvolvem diferentes competências e capacidades, melhorando as condições de aprendizagem, em geral, e o modo como encaram a Matemática, em particular. Todos os alunos consideraram a participação neste evento uma experiência enriquecedora, pelo que, no próximo ano se deve repetir mas alargada aos diferentes ciclos de estudo e, tanto quanto possível, resultante de uma prática generalizada dos jogos ao longo do ano.

Realizou-se no passado dia 1 de Março, na Arena d’Évora, o 9º CAMPEONATO NACIONAL DE JOGOS MATEMÁTICOS, evento promovido pela Ciência Viva, Associação Ludus, Associação de Professores de Matemática e Sociedade Portuguesa de Matemática. Estiveram presentes alunos das diferentes escolas do país, de todos os ciclos do ensino básico e do ensino secundário, fazendo emergir da “Arena de jogo” um bonito colorido, resultante da junção das diferentes cores das camisolas que os alunos envergavam, uma cor por cada um dos seis jogos em disputa: semáforo, gatos e cães, rastros, hex, avanço e produto. Do Agrupamento de Escolas de Maximinos, estiveram presentes os alunos Pedro Luís Sousa do 8º7, no jogo avanço, Pedro Barbosa Pereira do 9º5, no jogo rastros, Francisco Alexandre Rocha do 9º5, no jogo hex, João Pedro Novo do 10º1, no jogo hex, António Pedro Ferros do 10º1, no jogo avanço e Sara Cristiana Costa do 10º1, no jogo produto. A participação dos alunos em eventos desta natureza é importante, pois a prática destes jogos possibilita-lhes o desenvolvimento do raciocínio lógico, estimula o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Os jogos matemáticos de tabuleiro, como os que acima são referidos, desenvolvem também nos alunos a autoconfiança, a organização, a concentração, a atenção e promovem, também, a socialização e as interações pessoais.

Por considerar que os Concursos, Torneios, Olimpíadas e Campeonatos Matemáticos desenvolvem capacidades intelectuais indispensáveis para o sucesso na disciplina e, além disso, criam oportunidades saudáveis de convívio e bem estar para quem tem na matemática um centro de interesse, o AE Maximinos promove este desafio que, felizmente, atrai cada vez mais alunos. O “Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos”, o “Canguru Matemático”, o “Torneio de MasterMind”, as “Olimpíadas da Matemática” e a “Olimpíada Portuguesa da Matemática”, o “SuperTmatik”, o “Jogo do 24”, e “Fazer de contas” são exemplo de oportunidades criadas pelos professores de Matemática tendo em vista a melhoria dos resultados na disciplina e, no que diz respeito a iniciativas nacionais, proporcionar um maior desafio aos alunos com grande apetência para a disciplina que, deste modo, têm a oportunidade de concorrer com os melhores de outras escolas (Teresa Barbosa, Departamento de Matemática e Ciências Experimentais).


O Campeonato SUPERT MATIK – Cálculo Mental inter-turmas para o 3º Ciclo realizou-se no dia 3 de Abril, na cantina da EB 2,3 Frei Caetano Brandão. Participaram os alunos representantes de cada turma deste ciclo, da EB 2,3 e da ESMAX. Foi com grande entusiasmo e nervosismo que os concorrentes disputaram esta final, mostrando não só que o seu cálculo mental é muito bom como também a rapidez é excelente. No torneio entre os concorrentes das duas escolas saíram vencedores quer no 7º ano quer no 8º ano os alunos da ESMAX. Os de 9ºano e os do 2º ciclo disputá-la-ão mais tarde. É de salientar que os alunos vencedores representarão as respetivas escolas no concurso internacional da Eudactica. Parabéns a todos! Ana Paula Silva, docente de Matemática

####################################################################################### Anedotas O professor de matemática pergunta Adivinha Ilusão Ótica ao aluno: Na aula de matemática: — Luizinho. - Quantos dedos eu tenho — Pode perguntar, professor. na mão, Joãozinho? P: Quanto é 8 dividido em — Se tivesses 30 € num bolso e 70 - Cinco, professora! duas partes? no outro, o que terias? - Se eu tirar três, o que — As calças de uma outra pessoa, R: Na vertical é 3 e na acontece? professor. horizontal é 0. - A senhora fica aleijada.

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O PES, “Projeto Educação para a Saúde”, desenvolve, novamente, diversas atividades este ano letivo. A equipa quer incentivar os cuidados para uma vida saudável.

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Em contexto escolar, Educar para a Saúde consiste em dotar as crianças e os jovens de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental. No nosso agrupamento, o grupo coordenador do PES assegura informação e promove atividades no âmbito da saúde e sexualidade, visando o desenvolvimento de competências dos alunos nestas áreas, para além de outras áreas prioritárias, em cumprimento dos objetivos traçados. O objetivo do PES, ao promover este projeto, é divulgar ações na área de saúde e proporcionar qualidade de vida às crianças e aos jovens da nossa escola. As temáticas previstas na Educação para a Saúde são abordadas numa perspetiva transversal, integrando os diversos conceitos no quotidiano das crianças e dos jovens, estando para tal a ser promovidas atividades muito diversificadas. Percebe-se um grande dinamismo envolvendo os alunos nessas atividades que facilitam a reflexão sobre a Higiene Individual; a Sexualidade: os Afetos, a Maturidade Emocional, as Frustrações, os Compromissos; as Mudanças Corporais, entre muitas outras que ainda estão previstas para serem realizadas ao longo deste ano letivo. Ficam aqui algumas fotografias que documentam esse dinamismo…vamos estar atentos às que se seguem!


RECURSOS NATURAIS O que são, quais são e que tipos de recursos naturais existem? Para que são usados os recursos naturais?

DESASTRES NATURAIS Os desastres naturais são acontecimentos súbitos, incontroláveis, muitas vezes inesperados, capazes de provocar mortes, ferimentos, e danos na própria Natureza, assim como na economia de uma região. As principais causas destes desastres são meramente naturais, como a dinâmica da Terra, porém a constante intervenção do Homem no ambiente e os comportamentos invasivos deste, fazem com que as consequências dos desastres naturais se agravem e com que aconteçam cada vez com mais frequência. Se se tiver noção, quer dos riscos geológicos das catástrofes naturais, quer das medidas de prevenção, as consequências podem ser minimizadas, entre elas, a perda de vidas.

Exploração mineira

Floresta (Recurso natural)

Recursos naturais são materiais que o Homem recolhe da natureza e que têm algum valor utilitário e económico para a Humanidade. A sua formação não depende da ação do Homem. Os recursos naturais são classificados conforme a sua velocidade de renovação, como “renováveis” ou como “não-renováveis”. Um Recurso natural renovável é um recurso natural que é regenerado pela natureza a uma taxa igual ou superior àquela a que o Homem o consome (se for de forma sustentável) como é o caso dos Recursos Biológicos. Recurso natural não-renovável é um recurso natural que é consumido pelo Homem a uma taxa superior àquela que a Natureza os consegue repor. No caso dos recursos não-renováveis, estes processos de renovação normalmente duram milhares de anos. Os recursos naturais também estão divididos quanto à sua natureza em energéticos, minerais, hídricos ou biológicos. Matthew Wilson, 10º1

Há certas zonas do nosso planeta que são mais vulneráveis aos desastres naturais, portanto não devem ser habitadas, nem urbanizadas. No entanto, isso nem sempre acontece, pois com o crescimento populacional, a população com menos capacidades financeiras constrói principalmente em locais mais vulneráveis a acontecimentos catastróficos, como por exemplo, as favelas. Sara Costa, 10º1

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Desenvolvimento sustentável

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O Homem procura o desenvolvimento e, como tal, apoia-se nos recursos que o planeta lhe oferece. Devido ao aumento considerável da população mundial, são necessários cada vez mais recursos para satisfazer as necessidades de todos. O desenvolvimento sustentável é um desenvolvimento que assegura o crescimento económico, mas também protege o meio ambiente e garante os mesmos recursos às gerações seguintes. Nos últimos anos, a população mundial cresceu a uma velocidade extraordinariamente rápida em comparação com as décadas anteriores. Este crescimento deveu-se, principalmente, ao aumento da qualidade de vida em bastantes países, qualidade que permitiu o aumento da natalidade. Este aumento leva a um aumento das necessidades em geral, levando ao aumento da exploração dos recursos, de modo a garantir que as necessidades são respondidas. A economia mundial conjugou a exploração de recursos e a necessidade por parte das pessoas num negócio de proporções gigantescas. O dinheiro é o principal motor da sociedade actual, que o utiliza em compras e vendas, a nível de matéria-prima, produtos industriais, fontes energéticas e muitos outros. Criou-se uma dependência a este sistema económico, em que o dinheiro é a chave da resposta às necessidades básicas de todos.

Para enriquecer, o setor primário (de extração de recursos naturais) produz cada vez em maior quantidade, que é depois vendida com lucros para o setor. Ora, como os fundos monetários são a base da sociedade atual, o meio ambiente está a ser deixado fora dos interesses comuns, explorando-se e poluindo-se cada vez mais o planeta. Esta organização económica atual não está a dar resposta a um futuro sustentável, em que as gerações seguintes possam ter os mesmos recursos que existem hoje. Então, é urgente a mudança de mentalidades e de sistemas, tornando o respeito pela Natureza uma prioridade, pois a Terra é o nosso planeta e estamos a danificá-lo gradualmente, diminuindo as probabilidades de alcançar um futuro próspero e agradável para o Homem. Carolina Pereira, 10º1

Consequências da exploração dos recursos naturais Na atualidade, o Homem utiliza em grande quantidade os recursos energéticos, dos quais se destacam os combustíveis fósseis. Estes combustíveis fósseis, quando entram em combustão emitem gases conhecidos como gases de efeito estufa, sendo o mais conhecido o dióxido de carbono (CO2). De facto, estes gases já existem na atmosfera onde são importantes para a regulação de calor. Mas, com o excesso de utilização dos combustíveis fosseis, ocorre um excesso de libertação destes gases que aumentam o efeito estufa e gradualmente a temperatura da Terra. Estes gases são também (quando em demasia) tóxicos para o organismo humano, o que pode levar ao aparecimento e desenvolvimento de bastantes doenças. (ex. bronquite). O aumento da temperatura provoca desequilíbrios nos ecossistemas terrestres, que podem vir a extinguir espécies que não se adaptem facilmente. Também com o aumento da temperatura ocorre o degelo dos calotes polares, que aumenta o nível das águas do mar, inundando regiões repletas de biodiversidade. Porém, o Homem não está só a provocar problemas ambientais. Vivemos numa sociedade avançada em que a produção em massa é um objetivo inevitável, uma vez que a população atingiu um valor demográfico exponencial. Para que o Homem possa produzir em tanta quantidade


e em tão pouco tempo, não tem outra escolha senão utilizar outros meios, meios que desenvolvem grandes alterações nos ecossistemas. Estas alterações acontecem bastante na Agricultura, através da sobre-exploração dos solos (agricultura intensiva) em que a falta de método, como a rotação de terrenos, implica que toda a energia do terreno seja utilizada, vindo este terreno a tornar-se infértil. A utilização de pesticidas e fertilizantes para que haja alimento em bastante quantidade, vindo até mesmo a recorrer a hormonas de crescimento, também danifica os ecossistemas, uma vez que estas substâncias acabam por se infiltrar pelo solo ou escorrer até aos cursos de água, contaminando-os e diminuindo ainda mais a quantidade de água potável. Quando estes químicos são utilizados em demasia, os animais da zona podem vir a morrer. Neste momento, o Homem depara-se com o enorme problema da desflorestação, em que a sua exploração é bastante superior à taxa de regeneração das florestas, estando estas a desaparecer gradualmente. Assim sendo, e tendo estas florestas a função de “pulmões do planeta”, o CO2 na atmosfera não será absorvido em tanta quantidade, e não será emitida a quantidade necessária de oxigénio, essencial á vida. Isto fará com que aumente o efeito estufa e ocorram os acontecimentos afirmados anteriormente. Outro problema do presente é a pesca intensiva. Ao longo dos anos, o Homem foi adquirindo novos métodos de pesca, melhorando-a cada vez mais. Neste momento, atingiu-se um ponto em que o Homem pesca mais peixe do que a natureza

consegue repor, pondo assim em risco muitas espécies de peixes. Também podemos considerar as consequências das nossas ações em termos de exploração dos recursos naturais minerais, ou seja, nas explorações mineiras. Aqui e perante toda a diversidade de minerais existentes na superfície terrestre, durante as explorações são geradas toneladas de desperdícios. Estes desperdícios acabam por ser transportados para escombreiras vindo a gerar não só poluição visual, como também maior probabilidade de deslizamento de terrenos e derrocadas. Além de tudo isto, como sabemos, os recursos minerais não são renováveis, de modo que o Homem, ao retirar tanto material, está a diminuir cada vez mais as jazidas de minerais existentes. Os desperdícios também podem vir a contaminar os cursos de água. As consequências da exploração dos recursos hídricos dependem do modo de como nós, humanos, utilizamos a água. A água é um bem essencial e, portanto, utilizamo-la em inúmeras atividades do dia a dia. Para a água chegar à nossa casa todos os dias, o Homem teve que utilizar procedimentos que interferem com os ecossistemas, como acontece nas barragens, reservatórios de água, minas, poços e furos. Estas intervenções, apesar de beneficiarem as populações, têm consequências para os ecossistemas levando à modificação e perda de habitats e diminuição da biodiversidade. Apesar de a água ser um recurso renovável, a sua qualidade tem vindo a diminuir devido às atividades humanas (num futuro próximo pode haver escassez de água doce), que são consequentes do aumento da

população e da melhoria nas condições de higiene e saneamento não esquecendo todas as outras formas de poluição dos cursos de água (desde os meios utilizados na agricultura aos desperdícios na exploração mineira). Luís Miguel Magalhães, 10º1

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Pesca intensiva

Pesticidas


No âmbito do projeto curricular do Jardim de Infância da Naia, denominado “Do ambiente vamos aprender a cuidar”, as crianças, em contexto de sala, decoraram uma máscara sobre um animal escolhido pelas mesmas, utilizando diferentes técnicas de expressão plástica e desenvolvendo o subtema do projeto “A importância dos animais no ecossistema”. As docentes da educação pré-escolar envolverem os pais e encarregados de educação, solicitando aos mesmos uma pesquisa sobre o animal escolhido pelos seus educandos que posteriormente utilizaram no desfile temático, de acordo com o seu projeto educativo.

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No dia 7 de fevereiro, o jardim de infância da Naia realizou o desfile temático “Somos amigos dos animais.” O percurso teve início no Centro Escolar da Naia, passamos no Correio do Minho e terminamos o desfile na EB 2/3 Frei Caetano Brandão, onde fomos recebidos com muito carinho, rebuçados e muitas palmas.

Desfile temático de Carnaval - JI da Naia


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V.

O sentido de Educação e Cidadania

A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Nelson Mandela


Centro Escolar de Gondizalves /Pré-escolar

Dia da Amizade

O Centro Escolar de Gondizalves comemorou o Dia da Amizade, no dia 14 de fevereiro, de uma forma muito doce, confecionando bolachas em forma de coração! Esta atividade proporcionou momentos de grande alegria aos pequenos cozinheiros que deram largas à sua imaginação e destreza

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ao confecionarem as deliciosas bolachas para os amigos. Envolveram os ingredientes, pesaram, amassaram com muita energia e dividiram a massa. De seguida, com ajuda de moldes, cortaram a massa em forma de coração. Foi espetacular! Durante a execução da atividade, as crianças tiveram a oportunidade de desenvolver as suas capacidades nas diferentes áreas de conteúdo e respetivos domínios, com especial relevância para o domínio da linguagem oral/escrita, domínio da matemática e ainda relativamente à Área de Formação Pessoal e Social através da promoção de atitudes de amizade e respeito pelos outros. “O respeito pelo outro e pela pluralidade de culturas será incentivado pelo grupo e nos contactos com outras crianças e adultos, (Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar, Ministério da Educação,1996, p.34).


“Um Dia Diferente” Centro Escolar de Maximinos Pré-escolar O Dia do Pijama é um dia solidário feito por crianças que ajudam outras crianças. “TODOS DE PIJAMA”, um livro cedido pela instituição” Mundos de Vida”, foi o suporte para dinamizar uma atividade diferente no dia 20 de novembro no Centro Escolar da Maximinos; procurar a felicidade e solidariedade entre todos. UMA CRIANÇA TEM DIREITO A CRESCER NUMA FAMÍLIA é a grande causa do Dia do Pijama. A Convenção Internacional dos Direitos da Criança, no seu preâmbulo, defende que "uma criança deve viver num ambiente familiar, num clima de felicidade, amor e compreensão, para que seja possível realizar, na sua plenitude, todos os seus direitos". No dia 20 de novembro de 2012, os meninos do Jardim de Infância do Centro Escolar de Maximinos viveram um dia muito especial, o chamado dia "Todos de pijama". As crianças vieram vestidas de pijama para a escola. Que lindos que estavam! Realizaram-se muitas

brincadeiras, jogos, danças, e até a rotina diária foi efetuada de pijama. Foi admirável! A colaboração das famílias foi excecional! O objetivo principal desta iniciativa “Dia do Pijama” foi a angariação de donativos. Assim, cada criança trouxe o seu mealheiro fornecido pela instituição, com a oferta dos seus familiares. O dinheiro obtido foi encaminhado para uma Instituição de Solidariedade Social à escolha do Jardim de Infancia, conjuntamente com o montante fornecido pela EDP, que se quis associar a este projeto, no qual participou com 1 euro por cada criança que viesse vestida de pijama.

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Centro Escolar de Gondizalves

Dia de S. Martinho / Magusto

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Na nossa escola, o magusto decorreu no dia 9 de novembro, em articulação com a Educação Pré-Escolar. Como já é tradição, foi feita uma fogueira e comeram-se as castanhas assadas ao som de canções alusivas à quadra festiva, cantadas por todos nós. Os pais e encarregados de educação contribuíram com as castanhas e as bebidas, para que a nossa festa decorresse o melhor possível. Este ano, a turma 5 apresentou uma dramatização da lenda de S. Martinho aos restantes alunos da escola, com muito empenho e entusiasmo, fazendo com que esta lenda e esta tradição não sejam esquecidas. Foi um dia bastante dinâmico e divertido!

Laura Torres Docente do 1º ciclo


Entre os dias 5 a 9 de novembro, a nossa escola teve o orgulho e privilégio de receber professores e alunos de outros países: Polónia, Hungria, Itália e Espanha. Esta mobilidade foi uma das muitas atividades do Projeto Comenius “Developing Tolerance Towards Cultural Diversity”. Este projeto teve início em 2011 e terminará no final do presente ano letivo. Vários alunos

Projeto Comenius -

tiveram já a possibilidade de participar em mobilidades, à Polónia (outubro 2011) e a Itália (abril 2012). A 6 de novembro, os doze alunos estrangeiros, hospedados em casas de famílias portuguesas, foram recebidos, tal como os seus professores, numa espécie de abertura oficial da mobilidade, no salão nobre da Câmara Municipal de Braga. Durante este

mesmo dia, apresentámos aos nossos convidados o melhor de Braga e de Portugal. Levámos então os alunos e professores estrangeiros numa viagem pelo Mosteiro de Tibães, pela Sé de Braga, pelo Bom Jesus do Monte, pelo Santuário do Sameiro e, até mesmo, pelas melodias do fado.

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Mobilidade a Portugal

No dia seguinte, partindo da estação de Braga rumo à estação do Porto - S. Bento, exibimos as maravilhas que a cidade do Porto tem para oferecer, mostrando a Praça da Liberdade, o Palácio da Bolsa, onde almoçámos e, por fim, realizou-se um pequeno cruzeiro no rio Douro. Voltámos, então, para Braga. No último dia de atividades, ficámos na escola onde realizámos dois “workshops”: Taste and Say (workshop em que os alunos,

vendados, tentavam descobrir as comidas tradicionais portuguesas, através do paladar) e Taste Calendar (os alunos realizaram, em conjunto, um calendário com comidas características de cada época festiva, nos diversos países). De tarde, fizemos a nossa última visita ao Museu dos Biscaínhos. O resto do dia foi dispensado de atividades para que os alunos e professores estrangeiros pudessem desfrutar de algum tempo de lazer.

Esta mobilidade foi mais um grande exemplo da importância deste projeto, que tem como fim a criação de laços afetivos entre as comunidades europeias intervenientes, ultrapassando as diversidades culturais, económicas, diplomáticas, entre outras. Assim, podemos afirmar que a iniciativa teve um enorme sucesso, tanto junto das famílias, como da comunidade escolar e dos nossos convidados. Sara Pereira, 9º1, Clube Europeu


Os alunos que frequentam a disciplina de Educação Moral e

62 Religiosa Católica da turma 7 do 7ºano, da Escola Secundária de Maximinos, em parceria com outras escolas da Europa encontram-se no Projeto Comenius.

O atual projeto vai concentrar-se na exploração de variedade de culturas com os sentidos, a fim de destacar as pessoas com necessidades especiais. O objetivo é desenvolver a nossa tolerância em relação a este grupo social e aumentar a conscientização sobre as peculiaridades culturais de outros parceiros europeus. O objetivo do projeto é criar uma enciclopédia multicultural que incluirá os resultados das atividades realizadas e apresentações criadas durante dois anos. Os nossos participantes experimentarão culturas estrangeiras com os seus sentidos. A Enciclopédia terá "Torná-lo, saboreá-lo, dizê-lo e tocá-lo" peças que refletem todas as atividades que são relevantes para cada sentido. Durante o projeto, os participantes vão cozinhar e saborear pratos tradicionais, participar em oficinas de artesanato, onde vão aprender a fazer brinquedos tradicionais e tentar a sua mão em cerâmica. A equipa do projeto também irá participar em excursões de lojas de produção local para aprender o processo de fazer diferentes produtos locais. Além de fazer e degustar as atividades, os alunos também aprendem a comunicar algumas frases básicas em língua estrangeira; irão compartilhar os significados e exemplos de linguagem corporal e, além disso, os participantes familiarizar-se-ão com a linguagem de sinais internacional. Para ampliar a competência cultural dos nossos alunos, vamos participar em estabelecimentos que trabalham com pessoas que têm necessidades especiais. A fim de fomentar a conceção dos alunos e desenvolver empatia para com as pessoas com necessidades especiais, os participantes irão realizar atividades teatrais diversas. Francisco Teófilo, 7º7


A FREI CAETANO BRANDÃO É UMA ECO-ESCOLA Somos alunos do Clube Europeu e chamamo-nos Jael e Eduardo. Estamos aqui para informar a todos que a nossa escola, a Frei Caetano Brandão, é uma Eco-Escola. Isto quer dizer que é uma escola que se preocupa com o ambiente e nós, alunos do Clube Europeu, estamos a participar a sério neste projeto. Trabalhamos em parceria com outras escolas europeias, de Inglaterra, Suécia, França e Polónia, que também estão inscritas no programa EcoSchools. Assim, podemos trocar experiências e preocupações com o futuro do nosso planeta. Estamos a construir um site, em conjunto, de forma a divulgarmos o nosso projeto, que se intitula European Eco Warriors. Pode ser consultado em: www.euroecowarriors.eu Aproveitamos para apelar aos nossos colegas para participarem no concurso interturmas de recolha de rolhas de cortiça e de pilhas. No final do ano, a turma vencedora ganhará prémios. Já fizemos várias atividades: decorações de Natal reutilizando rolhas de cortiça; distribuímos aos encarregados de educação oleões, rolhinhas e minipilhões; colaborámos na Auditoria Ambiental que foi feita à escola; participámos no Conselho Eco-Escola e comprometemo-nos a desenvolver campanhas de poupança de água e de energia. Também pretendemos recuperar a Horta e melhorar os espaços exteriores do nosso recreio, tornando-o mais agradável e limpo. A Associação de Estudantes vai colaborar connosco. Como veem, estamos com muita vontade de trabalhar e precisamos de ajuda. Mas é uma ajuda muito simples, nem precisam de se inscrever no clube, basta ser amigo do ambiente. Todos juntos, POR UM MUNDO MELHOR! Jael e Eduardo (5º1)

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"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis".

(Fernando Pessoa)


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O Sentido do multiculturalismo

"Quem não conhece línguas estrangeiras, não sabe nada da própria.” Johann Goethe


Halloween na EB 2/3 Frei Caetano Brandão

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As bruxas, os fantasmas e os vampiros andaram à solta na escola. O desfile de máscaras foi o ponto alto da festa onde não podia faltar o tradicional jogo das maçãs. A comunidade escolar aceitou o convite do Grupo Disciplinar de Inglês do 2ºciclo e teve um Halloween assustador!! Inglês, 2ºciclo


A comemorar também se aprende… Foi com este lema que o Dia de Inglês na EB 2/3 Frei Caetano Brandão pintou o chão da nossa escolinha de coração com muita alegria, coloriu com flores os trilhos da esperança e distribuiu sorrisos ao longo da nossa caminhada. Assim, logo pela manhã, a nossa escola foi palco de um desfile de chapéus (Easter Bonnet Parade) para todos os gostos e feitios, numa iniciativa que envolveu as crianças da Frei Caetano Brandão e de todos os jardins de infância do Agrupamento de Escolas de Maximinos que respondem a este desafio com muito empenho e muito entusiasmo. Esta atividade dinamizada pela disciplina de Inglês da Frei Caetano Brandão e integrada na Semana das Expressões pretendeu incentivar e motivar os alunos para a língua e cultura inglesas. Para além do ensino- aprendizagem na sala de aula é também importante promover iniciativas de articulação interdisciplinar e que contribuam para a formação integral dos alunos, nomeadamente o mundo das artes. Refira-se que esta atividade foi integrada precisamente na Semana das Expressões, que contemplou um conjunto de iniciativas ligadas às artes, à pintura, à música, ao desporto e à educação especial, mostrando a relevância de outras áreas no processo de aprendizagem e formação dos alunos muito para além do saber livresco do interior das quatro paredes de uma sala de aula. É de salientar, para além da criatividade dos chapéus, a maestrina e seus músicos, os passos de dança e o saber homenagear as suas gentes, a destreza da corrida das panquecas, como ponto alto da 2ª parte do programa desta atividade – Pancake Race. É mesmo isso que está a pensar, na EB 2/3 Frei Caetano Brandão, é uma escola onde se vive em constante emoção, com alma e muita animação! Fernanda Santos Subcoordenadora de Inglês

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"La mer, les eaux, les poissons"?. Vânia Coutinho DEVINETTE En faisant des énigmes, tu peux: Stimuler ton intelligence. Améliorer ta concentration. Rehausser ta résolution de problèmes. Ralentir la démence.

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1. J'ai un chapeau, mais pas de tête. J'ai un pied mais pas de chaussures. Qui suis-je? 2. Quel est l'animal qui court le plus vite ? 3. Je suis grande avant d'être petite. Qui suis-je ? 4. Quelle est l'étoile la plus proche de la terre? 5. Quel est le comble du paresseux ?

LE POISSON D’AVRIL er

Le 1 avril, c’est le jour des farces. Les enfants découpent des poissons et les mettent au dos des autres. Dessine toi-même un poisson en carton et fait une farce à un ami. Maintenant, fais attention aux couleurs et aux rimes. Et complète la comptine avec les mots donnés : Bonbon ∗ marron ∗ œufs ∗ poulet ∗ violet ∗ temps Solutions: Devinette : 1. Un champignon; 2. Le pou, parce qu’il est toujours en tête ; 3. Une bougie ; 4. L’étoile de mer ; 5. Se lever tôt le matin pour avoir une longue journée à ne rien faire. J’ai vu : marron ; bonbon ; œufs ; violet ; poulet ; temps

J'AI VU...

J'ai vu Un poisson _______________ Qui mangeait un _______________... Ah bon ! Ah bon ! J'ai vu Un poisson bleu Qui mangeait des _______________... Ah bon ! Ah bon ! J'ai vu Un poisson _______________ Qui mangeait du _______________... Ah bon ! Ah bon ! J'ai vu Un poisson vert Qui mangeait un courant d'air... Ah bon ! Ah bon! J'ai vu Un poisson blanc Qui mangeait la pluie et le _______________... Ah non ! Ah non ! Pour jouer je veux du temps !


JUST FOR FUN!

‌ Ana Carolina Rocha, 6º1

Write the words below in the crossword S

Sports

N

Find the words the list bellow in the alphabet soup

L X I A D R C C

L I K I X S M R

A A L M S Z K I

B C S L K P O C

E Y R U I X Z K

S S U R F N L E

A B G T L A F T

B U B S M S B F

Z T Y E K C O H

B E A F U G E O

I N L C T Y A L

R

R K T E N N I S

R

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I

E

K

List:

R

List: Rugby Hockey Ski Cricket Surf Baseball Tennis

Vet; Pilot; Shop Assistant; Truck Driver; Fisherman; Taxi driver; Police Office; Hairdresser

Jobs Animals Put the name of each animal in the corresponding image

__________________

_________________

_______________

____________________

___________________

________________


__________________

__________________

_________________

_________________

__________________

___________________

70 List:

Bear; Cat; Sheep; Pig; Dog; Giraffe; Rabbit; Cow; Turtle; Shark; Duck; Mouse Public places Stresses that the right word in each image

Restaurant/School

Church/Museum

Hospital/Supermarket

Public Garden/Police Station

Post Office/ Sport Shop

Shopping Center/ Chemist’s


~ Para los pragmáticos y los estrategas del futuro

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Escogí el español, porque América Latina tiene un montón de países hispanohablantes

y si tengo de

emigrar seguramente me gustaría ir ahí. ¡Sé listo y elige el español!

El español es un idioma fácil de aprender.

José Rodrigues, 8.º 7

Jorge Duarte, 8.º 7

Te dejamos este enlace para que puedas aprender español: www.ver-taal.com

El español es una de las lenguas más habladas en el mundo, por eso, será más fácil obtener un empleo. Pedro Rodrigues, 8.º 7


Para los amantes de la cultura

Con dos gotas de sangre y un rayo de sol hizo Dios una bandera y se la dio a un español. (verso popular)

Cuanto más aprendo el

Antes del comienzo de las clases de español, me

español, más me gusta este

gustaba mucho ver las series en lengua española.

idioma, porque conozco otras

Aprendí muchas palabras nuevas e ya conseguía decir

culturas

me

algunas frases. También aprendí algunas canciones muy

la

bonitas. Me gusta mucho oír los cantantes y actores

gusta

diferentes

compararlas

y con

mía, la portuguesa.

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españoles e hispanoamericanos que veo en la tele. También me gustaría mucho visitar Barcelona, conocer

Matilde Rocha, 8.º 7

los monumentos de Gaudí y asistir un juego de fútbol con Messi. Clara Rodrigues, 8.º 7

El español es muy romántico para hablar y es muy parecido al portugués. No me arrepiento de haber elegido el español.

¿Tu lengua se traba? Intenta decir los trabalenguas sin equivocarte:

Quiero seguir aprendiendo más Selección de Clara Rebelo, 7.º 7

sobre

la

lengua

y

la

cultura

españolas.

El que poco coco come Perejil comí,

Diana Cerqueira, 8.º 7

Poco coco compra Perejil cené. Como yo poco coco como ¿Cuando me desperejilaré? Poco coco compro.


Para los amantes de la diversión ¡Cada

vez

más

me

gusta

aprender español! Los profesores proponen

actividades

muy

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divertidas y muchos juegos… Inês Fernandes, 8.º 7

El juego de la oca es muy apreciado en España. Hay casillas especiales, como de “la oca” que Manolito Gafotas es una obra de

permite avanzar hasta la siguiente

Elvira Lindo que habla de un niño

oca, diciendo: “de oca a oca y

madrileño que lleva gafas. Él vive

tiro porque me toca” y tiramos

muchas aventuras con su abuelo y

el dado otra vez. ¡Buena suerte!

sus amigos. Os recomiendo la lectura de este libro extraordinario. João Costa, 8.º 7


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VI. O Sentido da Reflexão

"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão."

Paulo Freire


A VOAR para o sucesso …

amostra através da seleção de 24 alunos do 5º ano e 24 alunos do 7º ano, organizados em três grupos de acordo com a avaliação obtida no 1º período letivo: alunos com mais de três níveis inferiores a três; alunos com classificações iguais ou superiores a quatro em todas as disciplinas e alunos sem níveis inferiores a três. As questões concretas colocadas aos alunos através de um inquérito por questionário, para além de algumas questões demográficas, versaram: “as situações na sala de aula onde aprendo mais são”; “as situações onde aprendo menos são” e “sugestões para melhorar as aulas”. Foi solicitada aos alunos a redação de um texto com cerca de 100 palavras.

O Projeto VOAR foi concebido pelo Serviço de Apoio à Melhoria da Escola (SAME), da Universidade Católica do Porto, e pretende aprofundar o conhecimento sobre estilos de aprendizagem, tipo de participação dos alunos na vida da sala de aula, natureza dos materiais didáticos usados, métodos e estratégias de ensino e avaliação dos docentes. Tem por objetivo caracterizar a perceção que os alunos têm do funcionamento da sala de aula em termos de práticas pedagógicas e de aprendizagens realizadas, através da recolha do seu ponto de vista sobre as práticas pedagógicas mais e menos eficazes e as melhorias das práticas de ensino desejadas pelos alunos. Em termos metodológicos, as escolas prioritárias do Norte, na qualidade de parceiras neste projeto, construíram uma

O Agrupamento de Escolas de Maximinos fez a sua adesão a este projeto no pressuposto das vantagens daí inerentes. Por um lado, dá-se importância ao conhecimento sobre o modo de funcionamento da escola na dimensão mais relevante da mesma – interação e eficácia na sala de aula. Por outro lado, é um sinal claro da intencionalidade da escola em melhorar as suas práticas. Esta procura da melhoria contínua encetada há alguns anos tem dado os seus frutos. De facto, temos assistido ao acréscimo das taxas de sucesso escolar e à obtenção pelos nossos alunos de ótimos resultados escolares nas provas externas, nomeadamente no final do 3º ciclo e no ensino secundário. Estes resultados ainda são mais interessantes a partir do conhecimento que temos dos níveis sócioeconómico e cultural das famílias dos nossos alunos em termos médios.

E na medida em que queremos continuar este processo de melhoria, o investimento nas estratégias eficazes ao nível da sala de aula é um passo importante para se perceber que a reforma da escola e as características de escolas bem-sucedidas não são lineares. O processo de melhoria da escola é complexo e os resultados não ocorrem em passos definidos ou numa ordem sequencial. É pois, neste sentido, que todos os atores da comunidade educativa são desafiados pelos esforços para melhorar a escola, nomeadamente a qualidade da sua aprendizagem. Este momento apela ao desenvolvimento de um objetivo claro para a melhoria como se de uma “viagem” se tratasse. Quando as pessoas compreendem, com clareza, para onde se dirigem e têm um bom mapa para lá chegar, a viagem transforma-se numa agradável e valiosa experiência de aprendizagem. É importante mencionar que o objetivo tem por base a resposta à pergunta: “Onde estamos neste momento?”. E esta resposta só poderá ser dada por uma monitorização eficaz e em tempo útil. Assim, a monitorização do Projeto FREI que incide sobre os dados relativos ao desempenho dos alunos, das ações concretas e das perceções de professores e restante comunidade educativa, colhe no Projeto VOAR uma possível ajuda que facilite a tomada de decisões conducentes à melhoria do ensino e da aprendizagem deste Agrupamento, pois os dados recolhidos tornam-se numa base que serve para identificar áreas de excelência e de défice.

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Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão não morre o educador que semeia a vida e escreve na alma. Bertold Brecht

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«Dia a dia, devagar, Em começos de noite, Vou vendo com mais nitidez O teu reverso. São tuas as tuas palavras, Soltas, livres ou pausadas, E nelas percebo e confio O que mais ninguém tem. Uma Primavera que demora, Perante alguns assombros indefinidos, Com quem já não luto nem resisto. Mostram-me um eu que desiste E eu quero-me obstinada. E quero que me leiam Nestas ou noutras palavras Onde se lê Claramente Sorrisos… conselhos…segredos… E a cada sorriso, a cada conselho, em cada segredo Vejo-me livre, Sinto-me…só.»

Que horas mornas e lentas! O tempo aqui impera, massacra E nos domina… Contamos estes minutos extensos… Há tempo para recordar E avaliar O que fiz (Ou desfiz), O que me magoou Bem menos quem me elogiou! Contamos, no relógio imponente e insolente, Estas sensações de vazio, De cansaço, De desperdício! Quase sempre sou assim, Talvez nem sempre fosse… assim! Já tive ilusões, Algumas promessas, Um leque de desafios, Um molho de pressas… O que me falta? O que me fugiu?

Não sei (ou talvez saiba…). Já fui, Já desisti Mas não me venci.» «Parece uma dúvida, Incerteza que se arrasta Num medo sentido… São horas que se somam Numa incerteza com sentido. Mas antes ser duro, Antes ser bicho humano Que cair na tentação De um desistir lento, De um enfraquecer E não negar um destino Que Alguém nos dá.» Idalina Pereira, docente de Português


A realidade pós EVT ou a Escola nos limites do possível Virgílio Rego da Silva Coordenador DC Expressões

A nova estrutura curricular para o 2º ciclo desdobrou a disciplina de EVT em duas, Educação Visual (EV) e Educação Tecnológica (ET), colocando em causa um desenvolvimento didático de 20 anos pautado pela integração da arte, ciência e tecnologia, através do Fátima, 6º 2 desenvolvimento de projetos de intervenção com sucesso na escola e na comunidade e em articulação com as outras áreas curriculares. Tudo fizemos para que este toque de finados da disciplina de EVT não acontecesse, de modo a evitar um desenlace de pendor marcadamente economicista, com repercussões nas aprendizagens dos alunos e no modo de funcionamento das escolas. Pessoalmente e apesar dos 36 anos de serviço, não abdicamos de participar em congressos e outras manifestações contrárias ao desdobramento da disciplina. Apresentámos mesmo sugestões ao MEC que conjugavam uma redução de 25% dos docentes que lecionavam a disciplina com a manutenção do essencial desta nossa área curricular (professor titular de turma coadjuvado em 50% da carga horária letiva). Mas tal proposta não foi considerada. Neste processo, sentimos que a grande maioria dos docentes das outras disciplinas,

os órgãos das escolas e as comunidades educativas em geral não apoiaram esta luta, numa conjuntura que favorece a emergência de um certo individualismo pós-moderno, embora agora estranhem o menor envolvimento dos docentes de EVT na vida da escola. E foi neste quadro que as novas disciplinas (EV e ET) se iniciaram no presente ano letivo, com a abordagem a um programa de uma disciplina não existente (EVT), com as metas curriculares aprovadas apenas em agosto, embora ainda não obrigatórias, sem manuais específicos disponíveis e, portanto, com os docentes entregues a si próprios, num rácio professor aluno como se de disciplinas teóricas se tratasse. Se no caso de EV a situação não é muito problemática, trata-se de um regresso ao período anterior à criação de EVT, embora com carga letiva inferior, já no caso de ET, as dificuldades nesta fase são bem mais relevantes. Os alunos necessitam para a sua formação integral de um currículo prático. No entanto, um docente para trinta alunos (ou quase) não permite veleidades. Ou se teorizam as abordagens, o que não será satisfatório para os alunos, ou se permite a confusão generalizada, o que, para além de não potenciar aprendizagens significativas, cria problemas ao nível da segurança e da utilização adequada e racional dos materiais. E é neste dilema que se desenvolve a ET no 2º ciclo. Além do exposto, trabalha-se com metas curriculares demasiado ambiciosas para o nível de desenvolvimento dos alunos, carecendo necessariamente de uma adaptação. O futuro será certamente mais estruturado. A utilização efetiva de um

manual escolar irá ajudar a esse desiderato. O desenvolvimento de projetos em grupo poderá ser a estratégia a privilegiar, embora de um modo exageradamente diretivista, continuando-se a integrar a tecnologia, não só com a ciência, mas também com a arte. E para terminar, apresentam-se aqui algumas perspetivas realizadas pelos alunos, no âmbito do desenho técnico, enriquecidas com uma aplicação de cor, sempre tão do agrado dos alunos deste nível etário.

Eduardo, 6º 7

Erika, 6º 4

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O PROFESSOR*

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Era uma vez um professor que tinha uma escola, muitos alunos, colegas e alguns amigos. Esta atividade permitia-lhe ter um ordenado razoável que aplicava orgulhosamente nos seus pequenos luxos como as viagens. Sempre que tinha férias, fazia a mala e partia para novos mundos ainda desconhecidos. Voltava cheio de histórias para contar mas, sobretudo, com uma energia renovada que empregava no seu esforço diário a convencer os alunos a tirar o máximo partido possível das aulas e a explicar-lhes, vezes sem conta, a importância do aprender e do saber ao longo da vida. A maior parte do tempo, ninguém ligava ao que ele dizia, até porque essas lições de moral pintadas de civismo e cidadania não eram tão interessantes como uma passeata pelo Facebook ou uma conversa insultuosa com o grupo. No entanto, este professor continuava pacientemente a acreditar que, um dia, algum destes alunos passasse por ele na rua e lhe dissesse, em forma de desabafo, o quanto a sua presença, atitude e persistência tinham sido importantes para a definição dos seus objetivos e sonhos e como foi nele que tinha encontrado a força de os concretizar. Este dia nunca chegou. Não porque este professor tivesse deixado de crer mas porque o seu posto de trabalho deixou de existir: os alunos desapareceram e a escola tornou-se um amontoado de tijolos partidos e pedras desconfiguradas.

E as viagens? Também elas foram com esta extinção. Mas isso seria o menor dos problemas. O verdadeiramente importante era perceber exatamente o que lhe estava a acontecer. Primeiro, a ideia de “sem trabalho” veio-lhe à mente, de maneira desorganizada e incompreendida. A seguir, a palavra desemprego chegou violenta e sem piedade. E rapidamente se viu nas intermináveis filas online dos guichés de aceitação de candidaturas. Mas ia candidatar-se a quê? Tinha alguma habilitação académica ou profissional que lhe permitisse virar a esquina e encontrar o que pretendia? Provavelmente não. Isto para não se cair em radicalismos. De repente, lembrou-se. Tinha uma relação mais ou menos satisfatória com o Sonante. E se falasse com Júpiter para que ele convocasse o Consílio dos Deuses para discutirem acerca do futuro dos professores? Baco não apreciaria mas Vénus poderia, provavelmente, interceder a favor destes valentes que tanto se esforçaram por espalhar a beleza e o amor, mesmo contra o Neptuno poderoso, e que agora não mereciam ser espezinhados e destruídos. E Marte aprovaria porque a sua atitude guerreira está ao nível dos maiores lutadores de sempre. Júpiter enviou então o seu mensageiro e a reunião teve lugar. Uns opinavam a favor, outros contra. Por último, falou o Supremo que deliberou ser já altura de estes homens “valerosos” serem ajudados e proporcionar-lhes os ventos favoráveis necessários à sua coragem profissional e pessoal e

não serem mais confrontados com as tempestades que até agora tiveram que enfrentar. O professor suspirou aliviado. Tinha sido por pouco. Continuaria a sua vida no caminho manifestamente inigualável e sempre surpreendente do ensino, embora possam, de quando em vez, aparecer momentos de escuridão que ele saberá iluminar com a sua sabedoria e complacência. Teresa Paula Alves Subdiretora do AE Max *Ficção. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Dia do professor na Frei Caetano… Para mim,… 6º1 e 6º2 “… a professora é a flor que preenche o meu coração”! “ …a professora é uma estrela que me guia!” “…o professor é um mar imenso que inspira e muda a minha vida a cada agonia da incultura.” “…a professora é um livro aberto ao nosso futuro!” “…o professor é o sol que nos aquece e a água fresca dos dias quentes e ressequidos!”


Devolver a “voz” aos encarregados de educação

António João Silva Presidente da Direção APEE

Com o novo ano letivo 2012/13 surgiu um grupo de pais motivado para renovar a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Frei Caetano Brandão. Cientes que o desinteresse dos encarregados de educação votou a nossa associação ao abandono e desejosos por reerguer a nossa escola, melhorar a vida dos nossos educandos e trazer uma voz mais ativa à comunidade escolar, decidimos meter mãos à obra e encetar esta nova empreitada. Porque consideramos que a parceria e o bom ambiente interinstitucional é metade da solução dos problemas, a já vasta experiência de alguns dos nossos elementos noutras associações, bem como as ótimas relações que mantemos com a coordenação da escola e a direção do agrupamento, dãonos boas perspetivas para o sucesso dos nossos esforços. Para além disso, mantemos relações de cordialidade com as outras associações de pais e encarregados de educação das escolas do agrupamento, tentando divulgar aí a nossa escola, a nossa

oferta educativa e os excelentes resultados dos nossos alunos. Composta por pais de alunos do 5º e 6ºs anos, esta equipa sem recursos e mesmo ainda sem um conhecimento abrangente da realidade da escola, iniciou o trabalho na mesma semana em que foi constituída. No entanto, porque muito do nosso trabalho é de influência, a comunidade educativa nem sempre se apercebe do mesmo. Entre outros: distribuímos lanches aos participantes e à organização do cortamato escolar; com funcionários e professores, apresentamos uma dança no espetáculo de natal do agrupamento; com a direção do agrupamento conseguimos remover a máquina de venda automática que existia na escola. Fruto das nossas relações, apresentamos em várias escolas, na semana da leitura, uma peça conjunta da nossa associação de pais e das associações da escola EB1/JI de Estrada, em Ferreiros, e do Centro Escolar de Gondizalves. Institucionalmente, fazemos parte do grupo de trabalho para a revisão do regulamento interno do agrupamento e integramos o conselho do projeto Eco-Escola. Para chegarmos mais depressa a toda a comunidade educativa, estamos http://pais-eb23disponíveis em freicaetano.blogspot.pt, http://www.facebook.com/apaisfreicaetanob randao e escolafreicaetano.ap@gmail.com. Para o futuro, entre outros, estamos já a preparar reuniões com os representantes dos encarregados de educação das turmas e com os diretores de turma. Da mesma forma, já reunimos com o pessoal não docente e temos interagido com a associação de estudantes.

Para tornarmos a ligação dos pais à nossa associação uma verdadeira vantagem, criamos protocolos com várias empresas e entidades externas à escola que permitem aos nossos associados obter benefícios na aquisição de produtos e serviços. Todos os protocolos são válidos até ao fim do ano civil pelo que, mesmo que o aluno termine a sua escolaridade nesta escola em junho, todo o agregado familiar poderá usufruir dos descontos até ao final do mês de dezembro. Julgamos que os pais e os encarregados de educação deverão ter um papel presente, ativo e interventivo na formação dos seus educandos, por isso, pedimos a todos que façam uso do seu direito de participação na vida escolar dos seus educandos através da adesão à nossa associação, conscientes do nosso nobre objetivo de obter o melhor para as nossas crianças e para toda a comunidade escolar.

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Apesar dos constrangimentos socioeconómicos do meio envolvente, que justificaram o enquadramento do atualmente designado Agrupamento de Escolas de Maximinos num Território Educativo de Intervenção Prioritária, honra sublinhar o envolvimento de toda a comunidade numa reflexão alargada, frontal e amadurecida, acerca do projeto educativo e da organização curricular, potenciando melhorias significativas nesta instituição, facilmente detetados já a partir do final do ano civil de 2008. Este compromisso interescolar, balizado por associações de pais e instituições externas, rapidamente começou a manifestar progressos, designadamente ao nível da gestão/organização e da melhoria das aprendizagens, indicadores facilmente verificáveis na monitorização e avaliação do projeto Fidelizar Recursos para Esbater o Insucesso (FREI), implementado por uma equipa de reconhecido prestígio, que valoriza o agrupamento. Este impulso renovador, veiculado pela harmonização entre os recursos disponibilizados e as vontades dos agentes educativos, potenciou um impacto positivo muito considerável na vida escolar deste agrupamento. O Agrupamento de Escolas de Maximinos é Ferreiros, é Gondizalves, é Maximinos, é Semelhe e é qualquer outra freguesia que nos enobrece, confiando-nos a formação dos seus filhos. A Escola, objetivamente, tem dado provas de estar à altura do desafio: na avaliação externa/exames dos alunos; na disponibilização do ensino articulado da música e da dança; na oferta de projetos de desenvolvimento educativo de reconhecida qualidade; no envolvimento em projetos de excelência, nacionais e internacionais; na orientação e mediação escolar; na multiplicidade dos apoios educativos, na aposta na inclusão, na integração e na diferenciação pedagógica; na

experiência adquirida da vivência em contexto de agrupamento; na negociação avançada do contrato de autonomia, etc. Cabe a outras forças vivas das freguesias, sobretudo às diversas associações, pugnar pelos interesses legítimos dos cidadãos que representam. A nível político, em localidades que, geograficamente, se afastam do centro da cidade, cumpre à junta de freguesia criar condições de fixação dos seus eleitores e famílias, através da instalação de infraestruturas e serviços de qualidade que garantam a satisfação dos residentes e não os obriguem, como se verifica neste momento, a serem uma espécie de pequenos emigrantes, em direção ao centro. Neste contexto, assume particular relevância a exigência de uma rede de transportes compatível com a localização dos serviços escolares que, neste momento, não é minimamente satisfatória. É incompreensível, por exemplo, que não seja exigida uma linha de transporte público que possibilite, aos habitantes de Ferreiros, uma deslocação normal e direta para as escolas EB 2/3 Frei Caetano Brandão e Secundária, através das estradas nacionais Amarela-Braga e Alto da MisericórdiaBraga. No relatório do primeiro ano de implementação do projeto FREI, é referido que a biblioteca “...contribui indiretamente para o enriquecimento curricular dos alunos”. Posteriormente, a aplicação do Modelo de Autoavaliação da Biblioteca Escolar (MABE), designadamente nos itens “Gestão da Biblioteca Escolar”, “Apoio ao Desenvolvimento Curricular” e “Leitura e Literacia” veio mostrar que a biblioteca é um espaço pedagógico nevrálgico do Agrupamento. No presente ano letivo, está em avaliação o item “Projetos, Parcerias e Atividades Livres e de Abertura à Comunidade”. O AE de Maximinos orgulha-se de ter um invejável rácio de bibliotecas por agrupamento (cinco bibliotecas para oito escolas), sendo que um serviço de qualidade está garantido, em todas as escolas, mormente pelas trocas solidárias entre bibliotecas, pela itinerância de leitura, pela parceria com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (no âmbito dos projetos Biblioteca de Apoio à Inclusão – BAI e Ler Ajuda a Crescer - LAC), pelos projetos Leituras em vai e vem e Já sei ler, pela aplicação sistemática do Plano Nacional de Leitura, etc.


A equipa da biblioteca tem como meta estruturante o desenvolvimento das literacias e a facilitação da aprendizagem dos alunos, potenciadora do sucesso escolar. Orientada pelo Plano de Ação e por um Plano Anual de Atividades muito diversificado, tem como público-alvo primordial o universo discente, mas não esquece a promoção da leitura e a interação escola-família para a restante comunidade escolar (encarregados de educação, pessoal não docente e pessoal docente). Há bastante tempo, nas páginas desta mesma revista, escrevemos que a biblioteca pode ser o coração do Agrupamento. Os antigos conselhos executivos e a atual direção nunca regatearam estímulos e apoios à prossecução das atividades desta estrutura, certamente conscientes da vitalidade e da relevante transversalidade pedagógica que este espaço potencia. Urge continuar a trabalhar no sentido de consolidar as excelentes relações de trabalho que se desenvolvem com muitos professores e otimizar essas cumplicidades educativas com os grupos disciplinares e com os diretores de turma. A disponibilidade pessoal e profissional da equipa da biblioteca (onde vincamos o excelente desempenho do pessoal não docente) para trabalhar, em conjunto, com cada professor, com cada encarregado de educação e com todas as estruturas pedagógicas é um repto que cumpre e apraz registar. A biblioteca continuará a oferecer um serviço de qualidade, personalizado e atencioso. A simpatia na receção e encaminhamento e o trato afável constituem uma imagem de marca. O acompanhamento curricular, a disponibilidade para ajudar a aprender, a orientação na pesquisa de informação, a supervisão em trabalhos escolares e a colocação dos interesses legítimos dos utilizadores no centro dos interesses deste espaço de aprendizagem são trilhos que a equipa da biblioteca procura percorrer. Consciente de que, no contexto atual, reconhecida que está a qualidade da oferta educativa do Agrupamento de Escolas de Maximinos, urge criar teias de afeto, promotoras da fidelização à Escola, do bem-estar e do desenvolvimento integral dos alunos. Fernando Braga, Coordenador das bibliotecas escolares

Só mais uma vez

Gostava de te abraçar Só mais uma vez! Queria sentir o teu cheiro, Ouvir a tua voz, Ver o teu sorriso… Só mais uma vez! Questiono o porquê da tua partida, Demasiadamente rápida, Não houve tempo… Tempo de dizer tudo o que sentia, Dizer-te tudo o que queria… Só mais uma vez! Os dias vão passando, É uma aprendizagem… Aprendo a viver sem ti, Sem a tua alegria, Sem a tua grande amizade, Enfim, sem o calor do teu abraço! A tua ausência doí, A saudade aumenta a cada dia que passa, O meu coração chora… Vivo na esperança que, Um dia te possa dizer Só mais uma vez, Que para mim tu foste, És e serás sempre… O melhor pai do mundo!

Gabriela Silva Assistente técnica da Biblioteca da EB 2/3 Frei Caetano Brandão

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Índice Ficha Técnica ........................................................................................................................ Erro! Marcador não definido. Nota de abertura ............................................................................................................................................................. 2 Voz ao diretor ................................................................................................................................................................. 3 O Sentido das Palavras .................................................................................................................................................... 5

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Poesia com … Fernanda Santos ......................................................................................................................................... 6 Entrevista ao escritor Alberto Silva .................................................................................................................................... 8 O direito de «saltar páginas» ........................................................................................................................................... 10 O direito de ler «não importa o quê» ................................................................................................................................ 10 Poesia de Rua ................................................................................................................................................................ 12 E o poeta faz-se… ........................................................................................................................................................... 15 O Sentido das Artes e das Letras ...................................................................................................................................... 22 Receitas com amor… ....................................................................................................................................................... 24 Pintar emoções .............................................................................................................................................................. 25 O conto tradicional… De forma inovadora!!! ....................................................................................................................... 29 Festa de Natal 2012/13 ................................................................................................................................................... 30 Uma Família à Beira-Mar Plantada .................................................................................................................................... 32 Clube de Teatro ............................................................................................................................................................. 35 Visita à escola de música Calouste Gulbenkian ................................................................................................................... 36 O Sentido das Expressões ............................................................................................................................................... 37 Desporto Escolar ............................................................................................................................................................ 40 Associação de Estudantes da ESMAX................................................................................................................................. 42 O Sentido da Ciência....................................................................................................................................................... 45 A Matemática a Cantar e a Brincar.................................................................................................................................... 46


Opção de Compra Alimentar saudável ............................................................................................................................... 47 Assessoria Matemática -3.º CICLO .................................................................................................................................... 49 9 º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos ................................................................................................................ 50 Recursos Naturais .......................................................................................................................................................... 53 Desfile temático de Carnaval- JI da Naia ........................................................................................................................... 56 O sentido de Educação e Cidadania................................................................................................................................... 57 Centro Escolar de Maximinos Pré-escolar ........................................................................................................................... 59 Centro Escolar de Gondizalves ......................................................................................................................................... 60 Projeto Comenius ........................................................................................................................................................... 61 A Frei Caetano é uma ECO-ESCOLA ................................................................................................................................. 63 O Sentido do multiculturalismo ........................................................................................................................................ 65 A comemorar também se aprende….................................................................................................................................. 67 O Sentido da Reflexão..................................................................................................................................................... 74 A Voar para o sucesso … ................................................................................................................................................. 75 A realidade pós EVT ....................................................................................................................................................... 77 O Professor* .................................................................................................................................................................. 78 Devolver a “voz” aos encarregados de Educação ................................................................................................................ 79 Agrupamento, Biblioteca e Afetos ...................................................................................................................................... 790

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Finaland14 6