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ANCESTRALIDADE E MOVIMENTO NEGRO NO PIAUI Ruimar Batista Ruimar Batista, escritor e pesquisador, é muito presente nas ações da ASPAJA, Associação Santuário Sagrado Pai João de Aruanda, Teresina, do MORHAN (Movimento de Reintegração de Pessoas com Hanseníase), e realiza levantamentos e acompanha ações de quilombos no Piauí. Gravado em 06/12/2012, Memorial Zumbi dos Palmares, Teresina/PI. ANCESTRALIDADE E NEGRITUDE Koci Obà, kaafin Olorun, KociObà, kaafinOlorun, (...) palavras em iorubá, KociObà, kaafinOlorun - pode traduzir de duas maneiras só há um rei que é deus, então não há um rei e sim um deus e a outra palavra também em iorubá, quer dizer eu sou abençoado por deus todos os dias. Falar em africanidade, falar sobre nós negros e negras é fundamental resgatar a questão da lenda então (..) diz “falar a língua é assumir o mundo, assumir a sua cultura”, então se sabe a importância de resgatar a nossa história. Por exemplo, esse espaço que nós estamos aqui que é o Memorial Zumbi, aqui antigamente era o colégio Domingos Jorge Velho - que foi matador de negros e negras, de índios e índias. Então nós do Movimento Negro começamos a fazer pressão e conseguimos mudar o nome e reformar esse espaço- é Memorial Zumbi dos Palmares. Essa história nossa, ela não começa aqui. Estudando a nossa história se aprende e foi educado para valorizar uma diáspora que é ruim que é a segunda diáspora, mas a primeira diáspora que acontece no mundo é quando é criado o primeiro homem e a primeira mulher no mundo e sabe que foi na África. A África berço da humanidade é o berço das civilizações e os africanos e africanas eles nascem e começam a crescer o número e começa a primeira diáspora - os africanos e africanas começam a tentar ir pra outros espaços, então várias vezes os negros e negras eles tentam fazer isso e não conseguem, não morrem. Então essa diáspora é importante é mais do que a segunda no tempo da escravidão na África. Nessa primeira diáspora que fomos nós negras e negras que criamos a primeira biblioteca da cidade, as tecnologias, as ciências... Por exemplo, os deuses e deusas africanos -se começa estudar os deuses e deusas africanos nota que os europeus copiaram, por exemplo, você pega os mitos, gregos, é cópia dos mitos africanos e eles dizem o contrário. O pai da medicina sabe que não é Hipócrates e sim Imhotep(1). Fala assim “a fábula de Esopo”, que é um grande fabulista, senão o maior fabulista do mundo, mas os livros didáticos não colocam a cor do Esopo, né? Era negro. É desinteressante, tudo que a gente tem pra mostrar, as primeiras ciências, as primeiras tecnologias, por exemplo, os dogons(2) descobriram Sirius com a precisão de hoje. O Egito que é tido como berço das civilizações tem astronomia, arquitetura, matemática, engenharia que é fundamental para o avanço (...) durante muito


tempo separava o Egito da África, então o Egito devido a esse conhecimento ele não era africano porque era perigoso demais isso. Em 1500, naquela fase de descobrimento, o que acontece? África foi invadida pelos europeus e lá os negros e as negras foram aprisionados, foram escravizados e escravizadas e a partir desse momento começa o Movimento Negro no mundo. A gente não veio da África, não, nós negros e negras fomos trazidos da África para o Brasil, não é nem escravo é escravizados. Os negros e as negras conseguiram trazer várias coisas como pedras, sementes, raízes, folhas e aqui no Brasil se recriou muita coisa e uma das coisas que se criou (...) foi a religião, exemplo, o candomblé que muitos chamam de macumba. Ele é recriado no Brasil nesse período, que muitos negros e negras não aceitavam a escravidão, então temos as questões dos quilombos, porque o quilombo, segundo Clóvis e Moura e Décio Freitas, é a forma mais radical que o negro e a negra encontrou para resistir contra a escravidão. Então temos os quilombos, porque afloram em todo o país e o Piauí não é exceção o Piauí também tem muito quilombo. Ate hoje foram mapeados por enquanto cento e setenta quilombos no estado do Piauí. Visão de mundo Africana A cosmovisão de mundo africano é diferente do europeu, africano valoriza mais o passado - estuda mais o passado pra viver o presente (...) estuda o passado pra tentar trabalhar o presente, viver o presente, então o futuro é o futuro. Então o ciclo não é linear o tempo africano não é linear, então isso é algo que é fundamental para nós os elementos centrais se referem à ancestralidade (...)você sabe com quantos anos? (...) Abdias Nascimento eu acredito que se tornou ancestral, o Abdias morreu agora, o Júlio passou de noventa (anos), para você viver 90 anos ai você é ancestral, é o que diz o provérbio africano. Quando morre uma pessoa africana é uma biblioteca que é queimada. Então é isso, é a questão da ancestralidade e o que estamos fazendo aqui falando dos quilombos (...) é tentar gravar as suas histórias. Então gravar histórias do presente para o futuro, a gente esta gravando aqui pra depois debater, então a função da ancestralidade é isso: é você faz o estudo do passado, mas é importante passar para o presente e o próprio candomblé e a umbanda é isso, se você for pegar a ancestralidade no candomblé e na umbanda, você valoriza as entidades - o presente vê no ancestral e ele procura solucionar a sua vida ele tenta solucionar a vida agora. Movimento Negro Agora vamos chegar no Movimento Negro no Brasil e vai ter que pular para a África de novo. Sabemos que muitos africanos e africanas foram morar na França no século XX, nos anos 30 (1930), nasce o Movimento de Negritude, o senhor de senzala, eu gosto mais da (...) então nasce o Movimento de Negritude na França e também nos Estados Unidos; mas foi em 60 que começa a florir (os comerciais)de liberdade, sobre a libertação dos países africanos. Aimé Césairé um poeta caribenho escreve a palavra negritude pela primeira vez no poema Caderno de um regresso ao país natal. Nos anos 60 começa a libertação de país africano e essas libertações começam a ser divulgada no mundo. Depois afloram o reggae, Bob Marley, Peter Tosh, Jimmy Cliff e depois


também começa a aparecer o Jackson Five nos Estados Unidos, e essas notícias começaram a ser divulgadas no Brasil. Essas notícias foi que fizeram com que renascesse o Movimento Negro no Brasil. Importante, por exemplo, os negros e as negras foram libertos entre aspas em 1888, mas acontece que os negros e as negras tentaram buscar várias maneiras de reagir e uma da maneiras que encontrou foi criar a imprensa, então criaram a imprensa negra importante nesse processo de 1888 até mais ou menos 1910 ou um pouquinho depois, e também eles descobriram algo interessante que nós somos os grandes criadores da roda e alguns negros começaram criar escolas para negros e negras. Mais tarde também é criada a Frente Negra Brasileira que Júlio Romão, piauiense, fazia parte, e também do Congresso Afro (...). Na Frente Negra o Abdias do Nascimento fala da educação para as pessoas, e cria o teatro experimental do negro, mas antes isso também tinha sido criado o teatro negro (..) Abdias do Nascimento era um (griô) e tudo o que se pensa hoje do Movimento Negro ele já pensava, e também ele cria as escolas e alguns estudos devido Júlio Romão (...) Agora voltando mais para o Piauí, por exemplo, é fundamental falar Júlio Romão que biografia dele é muito interessante, aí Júlio Romão nos faz lembrar como é que nasce a literatura negra no Brasil. No Brasil valorizava muito Machado de Assis, Cruz e Souza, mas Júlio Romão influenciou porque ele criou; foi a primeira pessoa a (ajudar) Luís Gama quando descobriu que Luís Gama foi o tradutor da literatura negra no Brasil e ele tem uma frase que é altamente hip hop “todo o escravo que mata o seu senhor, ele mata em legítima defesa “ e também diz “eu quero ser poeta minha linha que eu sigo é torta”, então ele sabia que (...) colocar na margem, então sabe que um ator da literatura negra é o Luís Gama, da Bahia. Mas depois, refazendo a história do Brasil a gente descobriu que tem uma mulher Maria Firmina dos Reis, do Maranhão, ela lançou o romance Úrsula e hoje são os dois a Firmina dos Reis e o Luís Gama, tidos como os fundadores da literatura negra no Brasil. O Movimento Negro renasce com o Brasil várias vezes, em 1978 um negro foi assassinado em São Paulo, e é criado o MNU - Movimento Negro Unificado e o Cláudio Moura quem escreveu o manifesto do MNU, ele é piauiense. O MNU em 1978 repolitiza a luta negra e a questão da consciência negra (...) no Brasil. No Rio Grande do Sul, que diz que não tem negros e negras, eles puxam a questão da consciência negra. Um poeta Oliveira Silveira faz um estudo da história do Brasil e descobre Zumbi e começa a puxar 20 de novembro como o Dia Nacional da Consciência Negra. O MNU assume também essa luta, puxado pelo Rio Grande do Sul, um estado que não se diz negro. Eu me lembro uma vez que a gente fez a festa da beleza negra aqui de Teresina e nós já tínhamos essa consciência negra e chamamos uma pessoa no terreiro para a festa e chegando lá ela falou “vai valorizar o 13 de maio”. Em 78 foi criado o Movimento Negro em nível de Brasil, então, alguns estados tem algumas (referências), por exemplo, no Maranhão depois da criação do MNU foi criado o CCN, Centro de Cultura Negra do Maranhão e o CCN foi a primeira entidade do Brasil a puxar a questão de quilombos, a mapear quilombos.


Começamos a ir para as escolas estudar, e fazia parte dos movimentos sociais. Como tinha ditadura era (...) na igreja fazia parte lá dos movimentos sociais, mas, quer dizer, a nossa questão não era puxada (...) no Brasil. Em todos os espaços nós estávamos e não era puxado a nossa questão, então aqui no Piauí foi nos anos 80, a primeira entidade a puxar no Piauí, com o nome de Movimento Negro e é interessante que ela nasce em três cidades - em Teresina, em Picos e Esperantina. Aí sim começa-se a puxar a festa da beleza negra. O Milton (Nascimento) fez aquela missa dos quilombos nos anos 80. Nos anos 80 e 90 organizou o grupo ALERTA, e levou a missa dos quilombos no Piauí. Conseguiu realizar e pouco tempo depois (...). O grupo que se fixou até hoje com autos e baixos é os APN’s , Agentes de Pastoral Negros. Ao mesmo tempo nasce o (GRUCOM) Grupo União e Consciência Negra no Piauí também, e não existe mais. Na universidade o primeiro movimento foi CEABS - Centro de Estudos Afro Brasileiros, e o grupo NIMBÓ grupo de universitários e não universitários negros, porque dos anos 80 para 90 se começou a mapear quilombos no Piauí. Depois de 1993 os universitários negros no Brasil se reuniram e aí criaram o primeiro Seminário Universitário Negro, então o grupo Nimbó levou mais de 20 pessoas para esse seminário na Bahia e quando voltou o Grupo Nimbó se tornou Núcleo de Estudos sobre Africanidade e Afro descendência e (IFARADÁ) é uma palavra africana que significa resistência através do conhecimento. Na universidade federal UESP, pela musica do Gil, Alapalá, que diz (... xangô , tataravô ) então não se pode resgatar a história sem resgatar o tataravô e nós estamos trabalhando nela, na questão da memória. (...) Aqui no Piauí nós temos pessoas que são importantes que o Movimento Negro (...) o Dimas Bezerra, Assis Bezerra, Fifi Bezerra que é a filha do Luciano Bezerra e a (Rosa Bezerra) que é uma família, temos também o Pizeca e Severino Santos então não pode falar em Movimento Negro, não pode falar em cultura negra sem elas que começaram a fazer música negra no Piauí Para fazer isso eles começaram a pesquisar Gil, Milton e outros músicos Tom Jobim. Essas músicas negras deles foram e são fundamentais para a festa da beleza negra, a Em 1989/90 criamos um bloco em Teresina, é o primeiro grupo afro cultural de Teresina, bloco Coisa de Nego. Coisa de Nego ele sempre teve uma preocupação (...) mas política de fazer o trabalho de quilombos no Piauí começou com o Coisa de Nego, nos anos 90 e nunca paramos até hoje e temos mapeado 170 quilombos e hoje todos os grupos afro que existe em Teresina, o Coisa de Nego é a matriz (...) mas é matriz, assim como a matriz nossa está lá África, a matriz desse grupo afro em nível de umbanda para nível rural também se começou a fazer uma pesquisa nos livros de folclore do Piauí porque no folclore do Piauí há duas culturas não mortas a leseira, cumbuca. As culturas afro do Piauí são tidas como mortas. E eu fui fazer poesia para trabalhar a questão social, não foi a toa, até nesse livro aqui e até coloco que sou herdeiro de Luís Gama então a poesia foi uma maneira que se encontrou para tentar fazer a luta através da literatura e notou


também que nos jornais escritos do Piauí não aparecia, só aparecia negro numa policial. nos anos 90 a gente começou a escrever de forma sistemática nos jornais. Nós temos uma pessoa que é importante demais que talvez já tenha ouvido falar, é Francisca Trindade. É uma nega piauiense, da nossa geração e ela assumiu trabalhar na política é uma negra que tinha muito o dom da fala e ela foi eleita vereadora, deputada estadual, deputada federal e ela assumiu essa causa negra, muita leis de município e do estado foi dada pela Trindade e a Trindade e ela morreu, (..) porque se ela estivesse viva ela seria prefeita, senadora, vereadora do estado, então ela é mais ou menos da minha idade. Ser negro, tornar-se negro Nos anos 80 se descobriu que a questão da estética, o cabelo, a roupa, é um ato político. Era mais como uma política ideológica então, mas foi bom, se nota isso, não é ruim não. Como nós não somos educados para ser negros e negras, a Neusa coloca muito isso no livro dela, tem que se violentar, a gente se violenta, no meu caso foi isso. Eu sempre fui uma pessoa que gosta de ler muito aí (...) algumas pesquisas na universidade ou fora da universidade, eu sou (negro), mas na época era engenheiro, eu sou engenheiro agrimensor, então eu ia fazer pesquisa em engenharia, matemática, calculo numérico; de repente eu ia para a história, aquele livro do Abdias Nascimento (...) Júlio Romão, descobri João Cândido foi uma pessoa fundamental para mim (...) então eu descobri e foi sem querer, eu estava fazendo um estudo (...) eu também descobri o Zumbi ai eu disse “ah, eu sou negro”. Com o Movimento Negro conseguimos fazer com que as pessoas negras se assumissem, as políticas públicas hoje no Brasil - nos anos 80 era mais complicado e começou primeiro com os partidos, até o PT da esquerda, então o nenhum partido político no Brasil trabalha a questão negra como devia, então eu já fui no PT, sei disso, mas também outras pessoas de outros partidos sabem e também o partido que mais trabalhou bem foi o PDT porque tinha o Abdias do Nascimento, mas não era por causa do PDT não - era por causa do Abdias; ele dizia uma frase interessante “ estamos por nossa conta” nós estamos no século XXI e estamos por nossa conta, até hoje nós negros e negras, o Movimento Negro é único movimento que está por própria conta. Os sindicalistas vão fazer uma greve, aí bota “nós estamos de luto”, e coloca o preto como uma coisa negativa. E outra coisa que é fundamental trabalhar é a questão da mulher negra, ela foi importante no processo da luta negra no Brasil e também nos anos 70 e 80 as mulheres negras notaram que o próprio Movimento Negro as colocou na margem, no armário, então as mulheres negras também elas começaram a dizer “poxa, nós estamos aqui no movimento”, e o que aconteceu? Aconteceu com nós negros de um modo geral (estamos aqui e estão nos colocando na margem), então as mulheres começaram também a pressionar os negros. Aí nós temos o Geledés, Crioula e outros movimentos que nascem disso dessa preocupação dessa questão de nós existirmos, nós temos que fazer o trabalho.


A gente é educado para não ser negro (...) no meu caso , (...)eu fui educado para não ser uma pessoa negra. Se nasce o que acontece?vai para (...) educação social, o que aparece na mídia? no livro didático - já viram algum livro didático que tivesse uma boneca negra? Aparece a figura branca, quando aparece uma figura negra é de porte subalterno e estão apanhando, estão sofrendo. É uma estratégia. Quilombolas Os quilombolas negavam que eram quilombos, por quê? Porque eles diriam que eram quilombos pra morrer? Ou se era quilombo ia passar, olhar e detonava. Então se faz um estudo com relação mais profunda com quilombo; teve um escritor maranhense que diz “onde tivesse duas pessoas negras e um pilão era quilombo. quando a pessoa dizia que era quilombo tanto faz no Rio de Janeiro, São Paulo, aqui iam ser agredidos. Então o Claudio Moura, o Décio Freitas e outros mais, coloca que existem muitos mitos, o que eles faziam os quilombolas? Criavam muitos mitos que viravam lendas pra sua origem, colocavam o que é herança, se você faz um estudo tem varias histórias que eles contavam e um detalhe também que é fundamental que até começar a ir pra lá para os quilombos, eles não tinham contato com pessoas da cidade, não sabiam o que era carro, no primeiro momento tinham medo quando chegava alguém de carro; então a civilização foi chegando e agredindo as suas culturas; infelizmente até nós negros que fazíamos parte do Movimento Negro mas como gente da cidade, direta ou indiretamente se mexe com a cultura deles, então eles negavam a sua origem como quilombola porque era a sua estratégia de luta. Eles notaram na pele, descobriram na pele que se assumir como quilombola, como quilombo era perigoso então essa estratégia de dizer “eu não sou quilombo, eu não sou quilombola, eu não sou besta” Com esse processo da lei de (1888) começou, a convencer eles e elas a dizer que é quilombola, então “eu sou quilombola, eu sou negro”, mas o que acontece com nós negros e negras urbanos? Como a gente não se via no livro didático, não se via nas televisões da vida, então não queria ser negros e negras. Nos anos noventa nascem vários grupos afro, com questão dos quilombos, e existiam alguns movimentos sociais que fazia um trabalho a nível nacional, reunimos com Valderlio, com Edson Cardoso, Regina Dami, Geovana, Ademir de Salvador e o Ivan do CCN, e começou a andar no Brasil reorganizando as lutas dos quilombolas e esse processo resultou na criação da Coordenação Nacional Quilombola das Comunidades com a Coordenação estadual. A CECOP, na Coordenação Estadual Quilombola que hoje é o movimento mais ativo no Piauí, mas antes da CECOP temos outros movimentos temos o Maravi, Grupo Afro Cultural Maravi, Grupo Ijexá, grupo Afoxá. Eu fui agora num quilombo, qual é o nome do seu filho ou filha? É Abayomi, Dandara, então está começando a dar nomes afros para os nossos filhos, mais o importante não é o nome, o importante é quando você vai fazer a sua genealogia. Eu perguntei você sabe que é o nome do pai? A vovó ninguém sabe, cheguei no bisavô ... a gente vai nos cemitérios, no cemitério quilombola


é quase um cemitério indígena você tem toda a sua família pega o ultimo, fica mais fácil fazer o seu processo agora nós no meu caso eu teria que ir para o Maranhão ai começar... ontem eu me encontrei com um africano com o Edson Cardoso e com a Regina e ele me colocou (...) nego fula, eu nem me aprofundei, só perguntei o que (...) fez. Cotas A luta nossa nas universidades federais e estaduais (...) em todos os cursos tem mais brancos e brancas, então a cota ela mexe na estrutura dos caras porque vai ter negro e daqui a 10 anos 50% então é uma evolução muito grande e é esse o medo, e ainda tem um detalhe vamos desqualificar a cota, eu disse como ? Esses cotistas são burros, mas são os melhores estudantes então eles tentaram desqualificar e o tiro foi pela culatra e não importa o curso não, todos os cursos que a gente está lá como cotista conseguiu fazer algo que supera homem supera mulher é um negro, porque se tem um negro ou uma negra com (...) direito, engenharia a gente sabe que é um curso que não é pra gente, né?

Notas deste texto Imhotep, egípcio, primeiro mestre multidisciplinar do mundo - sumo sacerdote, poeta, astrônomo, arquiteto da pirâmide de degraus da Terceira Dinastia o faraó Zoser, e médico real - desenvolveu a primeira teoria da hereditariedade em torno de 2850 a.C., além de conhecimentos do cérebro. Durante o período grego da História egípcia, Hipócrates (460 - 370 a.C.), chamado pai de medicina desenvolveu as teses de Imhotep, mais de 2500 anos depois. 2- Dogons, povos que habitam o Mali e Burquina Faso, considerados povos com extraordinário conhecimento astronômico e tradição científica, e milhares de anos atrás descreveram sistemas celestes. 1-

Ruimar batista ancestralidade e movimento negro no piaui  
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