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- Mãe Nalva diz que a Igreja católica pouco participa dos encontros e ações da rede de religiões e saúde e quando participam são apenas ouvintes. - No ano de 2012, os terreiros de Belém receberam orientações de órgãos como a Vigilância Sanitária – de que bombons não poderão ser distribuídos, a partir de 2013, como homenagem às crianças, por risco de intoxicação. Mãe Nalva ainda pensa em uma alternativa de doce a distribuir, já que essa é uma tradição (em seu caso herança familiar, tanto biológica quanto de santo) na cidade. - Todas as festas religiosas, ações e atividades comunitárias, bem como a manutenção da casa onde está instalada a associação, são realizadas sem o apoio financeiro de órgãos públicos ou privados. As despesas são cobertas pela própria comunidade local, amigos apoiadores, doações adquiridas no CEASA e feiras locais, ações para levantar fundos (ex: bazares), etc. - Nova denominação de participantes e núcleos do Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional dos Povos de Terreiro, que distribuem cestas de alimentos: Comitês Gestores Estaduais da Ação de Distribuição de Alimentos para Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana – CGMAF e Articuladores(as) de políticas de cestas de alimentos para comunidades tradicionais de Matriz Africana; - Virgínia Miranda de Fonseca, avó materna, bem como a própria mãe Dona Maria eram adeptas às manifestações religiosas de matriz africana. A avó era afrodescendente (?), filha de Dono de Engenho. Não há relatos de familiares da avó, de que tenham sido escravizados. - Não conheceu o avô materno (falecido), mas teve contato com o segundo marido da avó, Manuel(que era irmão do primeiro marido). Não há informações de familiares que foram escravizados e relação com religiosidade de matriz africana. Eram afrodescendentes. - Dona Irinéia, avó paterna, morreu no parto de Aarão, pai de Mãe Nalva. Conheceu o avô paterno, senhor José e sua segunda esposa. Família de posses, evangélicos, brancos e não aceitaram o casamento dos pais e discriminavam a dona Maria por ser negra. Senhor Aarão era bicheiro, boa estabilidade financeira e tinha amantes; - Avó, Dona Virgínia, nascida em Abaetetuba, teve 2 filhos (um morreu cedo e a segunda é Dona Maria) era parteira, benzedeira, trabalhava com Cura e Pajelança. Morava com a filha Maria, mesmo após esta constituir uma família; - Dona Maria, do orixá Iemanjá, teve seis filhos com Aarão e outros filhos com seu segundo marido, Manoel (esse é negro, abataezeiro-tocador de atabaque, frequentador de Tambor). Após a separação do primeiro casamento, abre uma casa de Tambor e depois de certo tempo que se inicia no candomblé (por necessidade espiritual, feita por Pai Euclides, Casa Fanti Ashanti, no Maranhão). Abre um terreiro em Ananindeua.

- Mãe Nalva é a única filha e neta que acompanha tanto dona Maria quanto Dona Virgínia nos compromissos religiosos, desde pequena. Aos 12anos tem sua primeira experiência espiritual, embora tenha evitado esse “dom” durante alguns anos, para esconder do 1º marido (com quem casou aos 14 anos) e da sociedade. Teve dois filhos biológicos. Após 16 dias do

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Diario de Campo Aciyomi  
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