Issuu on Google+

ESCOLA BÁSICA 2/3 DE PENAFIEL Nº 2

Técnicas e Modelos de escrita O texto narrativo

Área de Projecto Ano lectivo: 2008/2009 Turma I – 6º Ano


O TEXTO NARRATIVO Um texto narrativo, normalmente, organiza-se em três partes: • Introdução – apresenta a situação inicial, localiza a acção no tempo e no espaço e descreve as personagens do texto; • Desenvolvimento – conta a acção propriamente dita; • Conclusão – apresenta o desfecho da história. Existem dois tipos de narrativa: A narrativa fechada – apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão. A narrativa aberta – não apresenta conclusão. A acção pode localizar-se: • No espaço (indica onde se passa a acção). • No tempo (indica quando se passa a acção). O autor é a pessoa que imagina e escreve a história. O narrador é um ser imaginado pelo autor e que conta a história. Este pode ser: • Participante – além de contar a história também participa, sendo uma das suas personagens. • Não participante - limita-se a contar a história, sem participar nela. As personagens são seres imaginários, criados pelo autor, que tomam parte (participam) na história. Tipos de personagens: • Personagens principais (tudo se passa em seu redor); • Personagens secundárias (participam na história mas têm um papel menos importante); • Figurantes (o seu papel é pouco relevante, mas ajudam a criar ambiente). O autor caracteriza as personagens, especialmente as principais: Retrato físico – apresenta a informação sobre as características exteriores (cor do cabelo, altura, rosto, forma de vestir…) Retrato psicológico – indica a maneira de ser (sentimentos, emoções, qualidades, defeitos, virtudes…) É fundamental o uso de adjectivos para descrever as personagens. Vê os seguintes exemplos: Características físicas Cabelo Rosto Testa Orelhas Sobrancelhas Olhos Nariz Lábios Queixo Estatura/ Porte

Características psicológicas

Encaracolado, liso, comprido, loiro …

Redondo, oval, liso, pálido, triangular Alta, enrugada… Grandes, de abanador, pequenas… Finas, desalinhadas, arqueadas… Grandes, amendoados, salientes… Arrebitado, grande, curto, achatado Carnudos, finos, vermelhos, pálidos Redondo, proeminente com pêra Alto, espigadote, baixo, gordo, atraente, magro, obeso, elegante…

Alegre, brincalhão, feliz, triste, sério, sisudo, irritado, agressivo, responsável, meigo, cumpridor, contente, carinhoso, arreliado, pontual, carrancudo, arrumado, amável…


É frequente os autores utilizarem determinados processos para tornar o texto narrativo mais belo e sugestivo: recursos expressivos.

Comparação

Estabelece uma relação de semelhança entre duas ou mais coisas através de uma palavra ou expressão comparativa: (tal como, à semelhança de…) ou de verbos equivalentes (parecer, lembrar…). Exs:”… notas de música como cristais de chuva gotejando na janela.” Alves, Adalberto, A Pega Azul e Seis Histórias Mais

É uma comparação abreviada, pois desaparece a expressão comparativa. Metáfora Ex.:“Santarém é livro de pedra em que a mais interessante e a mais poética parte das nossas crónicas está escrita.” Garrett, Almeida, Viagens da Minha Terra

São palavras que procuram imitar sons e ruídos. Ex.: cacaracá… (som produzido pela galinha) tlintlim… ( som produzido pela campainha) bum! (ruído de uma explosão) Onomatopeias Muitos verbos foram criados a partir de uma onomatopeia: palavras onomatopaicas. Exs.: cacarejar (verbo), cacarejo (nome) tilintar (verbo), tilintada (nome) ribombar (verbo), ribombo (nome).

Enumeração

Consiste na apresentação de vários elementos. O último, ou o primeiro pode ser uma palavra que os resume a todos. Ex.: “Professor, médico, comerciante, todos se vendiam.” Namora, Fernando, A Noite e a Madrugada

Consiste na utilização de adjectivos para tornar o texto mais bonito e expressivo, mas deve-se evitar o seu uso excessivo. Adjectivação

Ex.:” Tinham a sua maneira de ser; conhecíamo-los alegres ou macambúzios, estroinas ou sensatos, desconfiados ou confiantes, era frequente revelarem-se diferentes do que se esperava.“ Losa, Ilse, A Minha Melhor História

Consiste no uso repetido da mesma palavra ou palavras: Repetição

Ex.: “ Roda na rua a roda do carro Roda na rua a roda das danças” Meireles, Cecília, Ou Isto Ou Aquilo


Personificação

Atribui características próprias de pessoas a seres, objectos, fenómenos… Exs.: “ O vento soluça e geme (…) “ Salva - me, Oriana – gritava o peixe. Andersen, Sophia de M. B., A Fada Oriana

Suspensão de frase

A suspensão da frase, assinalada por reticências, indica que a frase não está completa, e que terá de ser o leitor a imaginar o fim. Ex.: “Pus – te aí por causa do gato. Era capaz de comer… Também receei que escapasses…” Soares, Luísa Ducla, Crime No Expresso Do Tempo

Aliteração

Repetição intencional do mesmo som. Ex.: “Com o seu colar de coral, Carolina corre por entre as colunas ” Meireles, Cecília, Ou Isto Ou Aquilo

VAMOS CRIAR UM TEXTO NARRATIVO O Planeta R Era uma vez um planeta chamado Planeta R, que era tão ridículo, tão ridículo, que ninguém reciclava, nem restaurava, nem reutilizava, nem reduzia e as chaminés das fábricas nem sequer tinham filtros!... Para piorar as coisas, toda a gente andava de carro. Eram carros diferentes: não tinham pedais, nem guiador, as pessoas carregavam num botão e aparecia uma espécie de computador; marcavam para onde queriam ir e o carro ia sozinho enquanto os passageiros se sentavam a ler o jornal. Neste planeta, as crianças não saíam da frente da televisão porque com o robot, inventado por um célebre inventor, não precisavam de fazer nada. O certo é que se estavam a tornar obesas e doentes. A ciência do planeta R estava muito avançada… só que o planeta R estava cada vez mais poluído e enfadonho. O céu tornava-se denso e escuro, as pessoas pálidas e deprimidas e a natureza definhava a olhos vistos! Até que o sol deixou de brilhar!... A personalidade mais conhecida do planeta lembrou-se de inventar um pequeníssimo computador, que em vez de fazer trabalhos ou dar para jogar, dava para teletransportar as pessoas para onde elas queriam, mas sem poluir. Além disso, proibiu o uso de carros, obrigou as fábricas a colocar filtros nas chaminés e as pessoas foram obrigadas a cumprirem a regra dos R’s. Algum tempo depois, o sol voltou a brilhar, o sorriso reaparecia no rosto das pessoas e as plantas multicolores davam vida e cor ao planeta. Os problemas pareciam resolvidos … Até ver!... Até ver… Emanuel José Cardoso Moreira (Corrigido e aperfeiçoado pela turma)

Trabalho elaborado por: Eduardo Castro, nº 16 Emanuel Moreira, nº 18


Texto narrativo