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1946 Nascimento, 16 de dezembro, São Paulo. Único filho de Raquel Orcioli Salvador e Francisco Salvador. A infância de Gilberto Salvador foi marcada por uma experiência construtiva, onde parte de seus brinquedos eram elaborados por ele e, juntamente com seu avô, Sr. Pelegrino, teve a oportunidade de aprender como se fabricavam as tintas, que era técnico desta matéria. 1964 Participa da sua primeira coletiva na Associação Cristã de Moços em São Paulo com 16 obras. Aos 17 anos, em entrevista, comenta que as obras são da segunda fase de sua carreira: “Tive uma primeira fase, que foi um primitivismo. Agora, na segunda, tento expressar opiniões humanas” (Revista ACM, maio de 1964).

_ Neste período, frequenta o ateliê do pintor Barros, O Mulato, aprendendo técnicas de pintura. 1965 A convite de Gian Francesco Guarnieri do Grupo de Teatro do Arena realiza sua primeira exposição individual, “Gilberto Salvador: pinturas e desenhos” na Galeria do Teatro de Arena. Teve apoio de Clovis Graciano, Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri, outros artistas e intelectuais.

No texto de apresentação, Jorge Mautner identifica um “idealismo realista” na produção do artista, por seus trabalhos possuírem um conteúdo realista, sem cair na caricaturização, e um lirismo que se percebe na suavidade de cores e traços. Para Mautner, a realidade social contida nos trabalhos de Gilberto Salvador não provoca horror e sofrimento, mas um sentimento de confraternização. Comparece no I Salão de Arte Contemporânea de Campinas, com desenhos das favelas, em nanquim sobre papel Kromekote no Museu de Arte Contemporânea José Pancetti – MAC-Campinas.


Segundo Fabio Magalhães, no livro Mergulho, nesta época ainda se percebe um artista iniciante, influenciado pelas pinturas de Clóvis Graciano e pelos desenhos de Aldemir Martins. _ O teatro de Arena era um núcleo cultural de vanguarda e um dos espaços experimentais da nova dramaturgia, engajada com a causa social. Foi um dos grupos de teatro mais ativos de renovação das linguagens dramáticas, mas também de denúncia e de combate à ditadura. Em frente do teatro de Arena ficava o bar Redondo, onde artistas, intelectuais e boêmios, reuniam-se em voltas das mesas, muitas delas ao ar livre, até altas madrugadas para discutir arte, política e outros temas da boemia. Gilberto frequentou o bar Redondo, mas os bares preferidos pelo artista eram o Ponto de Encontro que ficava na Galeria Metrópole e o Riviera, em frente do Cine Belas Artes, na Rua da Consolação. O Riviera fez história na vida cultural paulistana e havia muito artista plástico entre seus clientes assíduos, mas também era frequentado por cineastas, atores, músicos, escritores. Diferente dos tempos atuais, a boemia reunia intelectuais e artistas das mais diversas linguagens e tendências políticas, esse debate descontraído, prazeroso e também litigioso, até mesmo feroz, permitia uma visão mais abrangente da vida cultural daquele momento. Gilberto Salvador era gregário, não se isolava no ateliê e, assim, conviveu com problemas que diziam respeito à outras áreas da criação – e essa convivência contribuiu para ampliar sua compreensão de mundo e aprofundar sua própria linguagem. (Fabio Magalhães, no livro Mergulho,2013) 1966 Monta seu primeiro ateliê, na rua Japurá, com Douglas Marques de Sá. Onde também ministrou aulas de pintura e desenho para crianças, pré-adolescentes. Neste período, conhece Maurício Nogueira Lima, que o leva a se aproximar de Waldemar Cordeiro, Luís Sacilotto e Hermelindo Fiaminghi. Realiza a exposição, “Gilberto Salvador, de Dylan a Pelé” na Artecnica Galeria onde mostra desenhos a cores sobre papel Kromekote.

Citação do artista para matéria da Folha de S. Paulo (“Gilberto, de Dylan a Pelé”, 1966): “Para mim o mais importante não é propriamente ser ou deixar de ser de vanguarda, mas poder me comunicar com o público. A arte precisa alcançar todos, e não ficar apenas ao alcance de um reduzido número de pessoas. É com essa finalidade que agora realizo a mostra de desenhos”. Lança, com Antonio Peticov, Flávia Lucia e Aldir Mendes de Sousa, o movimento Vanguarda Jovem. O grupo ocupa a galeria do Teatro de Arena numa espécie de festival onde tiveram a participação de vários poetas e músicos, intitulado “Vanguarda Jovem no Arena”. No texto de Fabio Magalhães para o Livro “Mergulho”: “Gilberto Salvador nesta exposição, deu um salto de qualidade e difere da primeira exposição individual realizada no Teatro de Arena. Sua expressão plástica ganhou autonomia e adquiriu identidade própria, dentro das vanguardas daquele período. As novas etapas de seu trabalho criativo germinaram, principalmente, a partir de ideias e experiências próprias. Certamente houve influências, da pop-art e dos movimentos da nova-figuração brasileira, mas adquiriram tratamento particular, inclusive no modo de execução. ”


Participa do II Salão de Arte Contemporânea de Campinas, Museu de Arte Contemporânea de Campinas e recebe a medalha de ouro no Salão da Época de Porto Alegre (novembro). Esteve presente com, Aldir Mendes de Souza, Eduardo Iglesias, Gilberto Salvador e Sergio Vaz de Almeida Christovão na exposição “4 Pintores Jovens” no Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP (Escola de formação para professores de desenho). _ “...Por exemplo, a obra “ZET” realizada em 1967, onde predominam pernas e uma pistola Bereta, há o mesmo tipo de conflito gráfico. “ZET” é um tríptico articulável que se sustenta sobre si mesmo, como se fosse um displaye, desse modo, torna-se independente da parede e adquire certa autonomia no espaço. ZET foi feito com tinta acrílica sobre Duratex e colagem, na qual o artista aproveitou manchetes do jornal e deixou legível a frase – olhe bem, veja como é fácil - para dar um toque de humor, de ironia.” Fabio Magalhães

1967 Na segunda edição do grupo Vanguarda Jovem com Antonio Peticov, Flávia Lucia, Gilberto Salvador e Aldir Mendes de Sousa repetem o feito com poetas e músicos agora, na Galeria de Arte do Cine Belas Artes em 18 de dezembro inauguraram “Vanguarda Jovem no Belas Artes”.

Integra o 16o Salão Paulista de Arte Moderna, onde o júri de pintura era: Lothar Charoux, Geraldo C. Decourt, Aldo Bonadei, Walter Levy e Thomaz Ianelli. Em outubro, esteve presente no III Salão de Arte Contemporânea de Campinas, Museu de Arte Contemporânea José Pancetti com os jurados Mário Schenberg, José Geraldo Vieira, Jayme Maurício, Harry Laus e Sérgio Ferro onde recebeu a pequena medalha de ouro e apresentou as obras: Atenção... pernas...; Olhe, cuidado...; Aconteceu; Enclausuramento urbano I, II e III


Na primeira JAC (Jovem de Arte Contemporânea), em 1967, que era uma continuação das mostras Jovem Desenho Nacional e Jovem Gravura Nacional. “A primeira Exposição Jovem Arte Contemporânea – na verdade a quinta preparada com as mesmas diretrizes fundamentais [de exibir trabalho de jovens artistas] – permitirá avaliar o grau de alcance de diversas posições artísticas coexistentes no país”, declarou Walter Zanini no catálogo da mostra, que continha uma nota de rodapé explicativa: “As exposições Jovem Desenho Nacional e Jovem Gravura Nacional serão reunidas numa só mostra gráfica a partir de 1968, realizando-se sempre nos anos pares; alternadamente nos anos impares, o MAC organizará a exposição JAC compreendendo escultura, pintura e objetos afins.” Com o júri: José Geraldo Vieira, Caciporé Torres (eleitos pela maioria dos artistas) e Walter Zanini, o artista apresentou as obras: Revolução, 1967. Transposição, tintas plásticas e nanquim, 100 x 65 cm; Diálogo fracionado, 1967. Colagem, transposição, tintas plásticas e nanquim, 100 x 66 cm; Atomic, 1967. Colagem, transposição, tintas plásticas e nanquim, 101 x 63 cm.

Em sua primeira participação em Bienais Internacionais, esteve presente na IX Bienal Internacional de São Paulo com desenhos que abordam a Guerra do Vietnã, expondo uma posição política antimilitarismo e contrária ao golpe de 1964 no Brasil (obra: “Ação dialética sobre...”). “... Gilberto Salvador foi influenciado por um ambiente altamente politizado que não se restringiu às artes plásticas, estabeleceu intenso contato com intelectuais de vanguarda que procuravam revolucionar a música, a literatura, o teatro e o cinema. Conviveu com Jorge Mautner, com Jose Roberto Aguilar e, através deles, ingressou no Partido Comunista Brasileiro e foi militante na célula cultural, criada por Mário Schenberg. ” Fabio Magalhães – Livro Mergulho _

Conhece Anna Maria Cury Rahme, com que se casa em 1971. 1968 Participa do Primeiro Salão de Arte Moderna de Santos e divide o prêmio de aquisição do júri Aracy Amaral, Fabio Magalhães, Maria Eugênia Franco, Walmir Ayala e Walter Zanini, com Antonio Henrique Amaral, com a obra “Ha ha ha…”


Durante o período da exposição, um grupo de repressão invade o salão e depreda a obra, a outra obra, “Um-dois-três” não sofreu a mesma agressão. Nos anos 1990, Gilberto Salvador decide reconstituir o trabalho “Ha ha ha...”, chega a oferecer em doação à Prefeitura de Santos para que seja exposta em local público, mas a prefeitura recusa, alegando não poder se comprometer com essa solicitação.

Produz a serigrafia “É proibido dizer não”, no ateliê de gravura da FAU, seis meses antes de Caetano Veloso lançar no festival da Record a música “É proibido proibir”. Esta obra, representou um momento de síntese a ao mesmo tempo de grande força comunicativa, obedecendo novas regras de comunicação oriundas da teoria da informação, que naqueles anos, dava seus primeiros passos na Europa. Trata-se de uma serigrafia panfletária de enorme impacto. Expõe uma boca que se abre e grita NÃO e, através do sinal de código de transito, é proibida de dizê-lo. Entretanto a boca é representada por lábios sensuais e, por serem sensuais, conferem significado irônico ao drama, sem prejudicar a vitalidade e a contundência da imagem. Essa peça gráfica produz uma tensa relação entre a figura e a geometria – confronto que estará no cerne de sua poética e que se faz presente no decorrer de toda sua produção artística. “

Antonio Benetazzo seu professor no cursinho preparatório para ingressar na faculdade foi um dos primeiros a comprar um trabalho seu – a serigrafia “É proibido dizer não. ” Época de grande repressão militar, Benetazzo, vítima da violência dos órgãos repressivos, foi preso em 1972 e, em seguida, torturado e morto no DOI/CODI de São Paulo... Segundo Fabio Magalhães no livro “Mergulho”. Toma parte em coletiva no 17o Salão Paulista de Arte Moderna, no júri de pintura estavam: Geraldo de Barros, Izar do Amaral Berlinck, Waldemar da Costa, Paulo Menten, João Parisi, com as obras: Tudo ok, viu!; Cuidado com o tiro; Aconteceu, estou caindo e no II Salão de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul Integra a Associação Internacional dos Artistas Plásticos, ajudando em sua organização. _ As Bienais de Artes Plásticas de Santos são originárias dos antigos Salões de Belas Artes que começaram a acontecer na cidade a partir da década de 1950. Até 1968, estes eventos eram divididos em duas alas: Acadêmica e Moderna. Foi quando decidiu-se dividir as mostras a partir do ano seguinte em dois salões: Salão de Belas Artes e Salão de Arte Moderna. Essas transformações acompanharam as novas tendências no campo das artes plásticas, ocorridas após o surgimento da Bienal de São Paulo, em 1951. Nas décadas de 1950 e 1960, Santos contava com um grande número de artistas de destaque, como Ademir Martins, Mário Gruber, Arcangelo e Thomaz Ianelli, Gilberto Salvador, Rebolo, Antônio Bandeira, e Antônio Henrique Amaral. Artistas estes que possuem obras no acervo dos mais importantes museus e coleções do Brasil e de outros países. Ingressa na Associação Internacional dos Artistas Plásticos, ajudando na sua organização.


“Em 1968 já me encontrava engajado no movimento de vanguarda de São Paulo, fazendo uma pintura totalmente ligada à pop arte e a uma certa palavra de ordem ditada por alguns formalistas desse movimento, dentre os quais figurava Mario Schenberg. Felizmente, depois de certo tempo consegui me afastar dessa linha de uma arte de certo modo dirigida em função de meu ingresso na FAU-USP” (entrevista do artista a Ugo Auler publicada no Correio Braziliense, 29-05-1977). Fabio Magalhães (2013 para o livro Mergulho): Gilberto, ou Giba como costumam chamar seus amigos, expos pela primeira vez aos 18 anos de idade na Associação Cristã de Moços em São Paulo, em 1964, ou seja, iniciou sua carreira artística no ano do golpe militar e desde jovem engajou-se nos movimentos da esquerda estudantil. Naqueles anos, um dos núcleos mais ativos era a Faculdade de Arquitetura de Urbanismo – FAU-USP, que ficava no casarão da Rua Maranhão. Lá frequentou a oficina de serigrafia, antes mesmo de ingressar como aluno naquela faculdade. Os estudantes da FAU haviam transforma do a Oficina de Maquetes num ateliê onde os estudantes imprimiam cartazes e volantes para as passeatas e os protestos do movimento estudantil. Apesar de ainda não pertencer à FAU, Gilberto Salvador participou desse ateliê, que tinha orientação de Flávio Império. Foi um período de iniciação onde aprendeu as técnicas de serigrafia e teve oportunidade de conviver, ainda muito jovem, nesse ambiente de criatividade, de agitação e de utopias. ... ”Na FAU, por sua estrutura interdisciplinar, existiam setores específicos que nos possibilitavam uma aproximação maior entre a teoria e a prática. Um deles era o ateliê de serigrafia, organizado com a orientação do Flávio Império, que reunia um grupo que trabalhava com silk-screen. Por ocasião das primeiras greves, no primeiro período de resistência ao regime militar, em 1964/65, fizemos muitos cartazes de solidariedade, em colaboração com o pessoal da Filosofia. A FAU, na Rua Maranhão era muito próxima à Filosofia e Ciências Sociais, na Rua Maria Antônia, o que permitia um contato maior entre os estudantes. Era o nosso QuartierLatin.” (1) disse Claudio Tozzi para Fabio Magalhaes 1969 Ingressa no curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Os artistas Flávio Império, Sergio Ferro e Renina Katz foram seus professores. Em entrevista a Miriam Paglia Costa, Gilberto Salvador comenta que a experiência da FAU contribuiu para dar uma visão profissional e organização para sua carreira como artista plástico. Divide seu segundo ateliê com Mauricio Nogueira Lima, na Rua Visconde de Ouro Preto, Consolação. E aprofunda amizade com o Grupo onde Waldemar Cordeiro pontuava como principal articulador e com o qual Gilberto Salvador inicia um processo de discussão sobre a questão do computador como elemento de linguagem. As obras de Gilberto Salvador participam de uma sala especial, organizada por Mário Schenberg, denominada Novos Valores, que apresentou produções que buscavam novas formas de expressão artística, materiais e suportes não tradicionais. O artista, expões a “série Robótica”, fruto das discussões com o colega Waldemar, utilização do laboratório de ensaios da escola e o computador da Politécnica e, a partir de um texto de Isaac Assimov’, "Eu, o robô". Hoje constam no acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo. X Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal (setembro)


“... Gilberto Salvador decidiu participar desse evento apesar do boicote, e seguindo os objetivos anunciados por Francisco Matarazzo Sobrinho que pretendia na X Bienal dar ênfase na relação da arte com a tecnologia, apresentou três objetos (robóticos) em uma sala especial intitulada “Novos Valores” com curadoria de Mario Schenberg. No catálogo, na página 47, suas obras estão classificadas com Objeto, I, II, III, 1969, eletrônica. Segundo o artista, havia uma intenção de refletir sobre arte e tecnologia e, de certo modo, o resultado das formas tridimensionais sofreu influenciadas ideias de Waldemar Cordeiro. Gilberto Salvador pretendia, sobretudo, apresentar uma obra de expressão política para a X Bienal, até mesmo, pela polêmica que envolvia o evento. Assim, apresentou uma alegoria da violência militar - o metal e os rígidos volumes geométricos representam o caráter duro do regime militar e a cor vermelha que extravasa o metal representa o sangue derramado pelas vítimas. As três obras não provocaram reação dos órgãos repressivos, talvez pela expressão metafórica, mesmo assim, terminada a Bienal, quando o artista foi retirar suas obras, encontrou um amontoado de placas de metal retorcidas. Desta vez a causa da destruição foi a negligência e o despreparo dos organizadores do evento. Há nessa instalação uma forte intenção estrutural que é mais poderosa do que seus objetivos metafóricos e suas intenções de denúncia poética. Esses três objetos abriram caminho para os “Rodantes” que foram expostos, pouco depois, na III Jovem Arte Contemporânea, organizada pelo Museu de Arte Contemporânea da USP. Gilberto Salvador vivia um momento de transformação radical de sua poética, incentivado pelo convívio e pelas acirradas polêmicas com Waldemar Cordeiro e Maurício Nogueira Lima. ” Fabio Magalhães Apresenta-se em coletiva nos Salões: Salão Paulista de Arte Contemporânea. Secretaria do Estado da Cultura, Paço das Artes, com as obras: Olhe, cuidado! e Não!; No 5o Salão de Arte Contemporânea de Campinas, Museu de Arte Contemporânea de Campinas recebeu o prêmio aquisição (obra: Aleatório geométrico) do júri: Mário Barata, José Geraldo Vieira, Aracy Amaral, Waldemar Cordeiro, Walmir Ayala apresentou, as obras: Objeto com programação no raiado I e II; aleatório geométrico. Em novembro na 3a Exposição Jovem de Arte Contemporânea – JAC no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, mostrou: Rodantes I, II e III (o Rodante III atualmente pertencentes ao acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo).


Os “Rodantes” significaram um enorme salto criativo, diferem radicalmente de tudo que o artista havia produzido até então. São objetos cinéticos, construídos em aço inox policromado com esferas coloridas de isopor e acrílico. Gilberto Salvador ao construí-los pretendia provocar o público a interagir com as obras. São objetos de expressão cinética, que exploram o potencial do movimento e ao serem acionados adquirem situações visuais sempre renovadas e surpreendentes. A renovação se deu não apenas pelo movimento das esferas, que se transformam em objetos saltantes, mas pelos efeitos visuais de rebatimento de planos, pelos espelhamentos e pela dinâmica das superfícies de cor. Embora silenciosos esses objetos, quando observados em movimento, sugerem sensações sonoras como se os planos metálicos e as esferas de cor nos oferecessem um tema musical executado por um conjunto de jazz, com piano, bateria, contrabaixo e trompete. Infelizmente essa experiência tridimensional de extraordinária força plástica foi logo interrompida para voltar a pintura. Fabio Magalhães _ O artista, a partir da leitura da “Teoria da Comunicação” de Herbert Marshall McLuhan, inicia um processo de mutação da sua linguagem, onde elementos da cultura popular ligado aos cartazes de cinema, são inseridos na sua poética. 1970 Participa do 6o Salão de Arte Contemporânea de Campinas, onde obteve do júri: Frederico Moraes, José Roberto Teixeira Leite, Maria Eugênia Franco, Pedro Manuel Gismondi, Sérgio Ferro, o prêmio aquisição com a obra Circular III. Estavam expostas as obras: Circular I, II e III.

_ Em matéria a O Estado de S. Paulo (04-09-1981) Gilberto Salvador afirma: “Em 1970, já estudante da Faculdade de Arquitetura da USP, comecei a trabalhar com computadores. Foi nessa ocasião que participei dos estudos de Waldemar Cordeiro, cuja influência me levou à pesquisa de elementos para a arquitetura paisagística. Durante essas indagações, eu recebi


o prêmio máximo no Salão de Artes Plásticas de Campinas, com um trabalho resultante das equações resolvidas com o computador”. 1971 Monta seu primeiro escritório de arquitetura. Atua como arquiteto até 1983. Realiza projetos de residências, hospitais, edifícios, mobiliário. Dedica-se especialmente a projetos de urbanismo e paisagismo, como o projeto de paisagismo da Rodovia dos Imigrantes (Cia. Land Bown), com o Engenheiro Agrônomo Cláudio Romanini. Essa é matéria que leciona durante oito anos na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de Santos. “Meu envolvimento como paisagista faz-me ir a uma intimidade com a natureza, na qual todos os seus elementos, desde o homem, o vento, o sol, a chuva, os animais e a vegetação começam a rebater em minha obra, não só como temática, mas também e fundamentalmente como atitude de linguagem. ” (Depoimento do artista publicado no catálogo da exposição individual na Galeria de Arte Global, 1976). _ “Para a realização de sua tese de graduação na FAU (1972), Gilberto Salvador procurou Burle Marx para orientá-lo e acabaram amigos. Segundo o artista, esses contatos foram determinantes e influenciaram sua obra e seu pensamento. Essa relação despertou-o para as questões da flora e para temas ambientais, recorrentes durantes as duas décadas seguintes. “ Fabio Magalhães 1972 Inicia pesquisa de materiais para paisagismo, a partir de levantamento junto aos caiçaras da região Bertioga – São Sebastião, faz levantamento da vegetação, com estudo da formação de microclimas, da Região Serra do Mar – Baixada Santista – Planalto, para elaboração ecológica de projetos de paisagismo. Efetua o projeto de arborização e paisagismo para o Parque Silvino Pereira, conclui o Projeto Praça – Parque para a Pref. Municipal de Cerquilho e também residências particulares. 1973 Inicia pesquisa para a impressão de eletrólise, em aço inoxidável. Forma-se em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Efetua levantamento de dados para projetos de paisagismos rodoviário, com estudo específico de recuperação paisagística da Rodovia Castelo Branco, a pedido e indicação do arquiteto Roberto José Goulart Tibau, projeta paisagismo e urbanização da Fazenda Taquaral, em Campinas de propriedade do Instituto Brasileiro do Café, entre outros, projetos residenciais de arquitetura e paisagista. Realiza a pedido do arquiteto Haron Cohen, painel para o Edifício Padre João Manoel. Produz filme experimental com o fotógrafo e cineasta Silvio Nogueira Marques, em que exploram o movimento da tinta na água. 1974 É selecionado para o 9o Salão de Arte Contemporânea de Campinas – Desenho brasileiro, Museu de Arte Contemporânea José Pancetti de Campinas, onde o júri: Márcio Sampaio, Olívio Tavares de Araújo, Roberto Pontual lhe entrega o prêmio Aquisição. Participa com a obra: Projeto para rompimento de cubo cromaticamente chauvinista.


1975 Realiza mostra individual na Galeria Paulo Prado, onde expõe telas com um registro ambiental da paisagem, como um caderno de notas. Vínculo com o espaço do homem, percebendo-se a relação entre o artista e o paisagista.

Participa da edição carioca do Salão Nacional de Arte Moderna, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Está presente ainda em duas coletivas na capital, “Arte e Pensamento Ecológico”. Câmara Municipal de São Paulo, Palácio Anchieta e VI Salão Paulista de Arte Contemporânea, Paço das Artes, Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, júri: Norberto Nicola, César Giobbi, Hermelindo Fiaminghi, Juarez Magno de Freitas Almeida, Sheila Anna Klinger, recebendo Menção Honrosa com a obra Elementos de uma paisagem nostálgica II.


Participa do 8o Salão de Arte Contemporânea – Gravura, Fundação das Artes de São Caetano do Sul, aceito pelo júri: Wolfgang Pfeiffer, Enock Fernandes Sacramento, Lisetta Levi, Milton Andrade, Olney Krüse. _ Convive bastante com Carlos Scliar, sendo que o visita várias vezes no Rio de Janeiro, Cabo Frio e Ouro Preto. Scliar ensina Gilberto a forma de registrar suas obras, realizando um livro de tombo.

1976 Expõe individualmente na Galeria Arte Global, trabalhos em têmpera vinílica sobre tela, aglomerado e outras bases. Temática de elementos naturais, como na exposição do ano anterior na Galeria Paulo Prado. Elementos retirados da flora e da fauna brasileira, o que se liga à pesquisa na área de paisagismo entre a população caiçara de Bertioga e São Sebastião, que Gilberto Salvador iniciou em 1972.

Participa do “VIII Panorama de Arte Atual Brasileira – Pintura”, Museu de Moderna de São Paulo, com as obras: Proposta para um voo I, II e III, na coletiva da Galeria Grifo, na exposição “Arte Agora I”, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Cuja comissão coordenadora estavam Aline Figueiredo, João Câmara Filho, Márcio Sampaio, Olívio Tavares de Araújo e Roberto Pontual. (Obras: Só puxa, 1975; No veio da paisagem, 1976; O amasso, 1975; Proposta para 24cm, 1975; Nem sangue nem óleo, 1976.).


Obteve menção honrosa no VI Salão Paulista de Arte Contemporânea, Paço das Artes. Sua obra itinera com a mostra “Arte Brasileira dos Anos 60/70 na Coleção Gilberto Chateaubriand”, para Brasília na Fundação Cultural do Distrito Federal, e, Salvador no Museu de Arte Moderna da Bahia, MAM-BA.

Está representado na coletiva “Onze artistas brasileiros” que foi para Montevidéu e Punta del Este, Uruguai

1977 Expõe trabalhos em técnica mista, usando fotografia, colagem e desenho. Percebe-se a influência dos projetos de paisagismo e proteção ecológica realizados como arquiteto na região de Bertioga, São Sebastião e Baixada Santista, em pinturas que trazem figuras de pássaros e indígenas no coletiva “Maty Vitar e Gilberto Salvador”, Projecta Galeria de Arte.

Em crítica para o caderno Divirta-se do Jornal da Tarde, Jacob Klintowitz comenta que as pinturas de Gilberto Salvador representam objetos, oferecendo ora detalhes, ora um plano geral, como se o olho do pintor fosse cinematográfico (“O artista que já controla as formas e a emoção”), e afirma:


“Sensível e elaborado, Gilberto Salvador transforma nosso universo num conjunto de obras plásticas harmônicas e surpreendentes [...]. Hoje, percebe-se um controle emocional e formal do artista. E cada obra torna-se um desafio a sua percepção, visualidade, e uma possibilidade de revelação. Parece-me que, agora, estamos assistindo ao surgimento de um artista perceptivo. E suficientemente corajoso para enfrentar cada pintura como um novo mundo, impedindo que sua atividade se torne burocrática”. É aceito para participar da XIV Bienal de São Paulo na área “Proposições contemporâneas – tema: Recuperação da paisagem”. Onde apresenta uma sala com 4 pinturas em homenagem aos irmãos Villas Boas.

Esteve presente nas coletivas “Pontos de Vista 2”. Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, no Leilão de Arte da Petite Galerie no Rio de Janeiro, em Recife na exposição “Arte Brasileira dos Anos 60/70 na Coleção Gilberto Chateaubriand”, Casarão de João Alfredo, nos Salões: Salão de Arte Contemporânea em São José dos Campos e VII Salão Paulista de Arte Contemporânea no Paço das Artes, Secretaria de Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. Júri: Evandro Carlos Jardim, Pedro Manuel, Luís Gregório Novaes Correa, Luís Paulo Baravelli, Sheila Leirner Halbreich. E apresentou as obras: Cambalhotas do serpentário (três obras – têmpera vinílica sobre tela).

Gilberto, leva para Brasília sua produção recente, que segue a linha dos trabalhos já apresentados em suas últimas duas exposições individuais para a Galeria Oscar Seraphico.

Integra o “IX Panorama de Arte Atual Brasileira – Desenho e Gravura”, Museu de Arte Moderna de São Paulo, com as obras: O olhar do olho; Os bichos na paisagem; Um sorriso para o Sr. Debret.


1978 Gilberto Salvador volta a expor desenhos na individual da Galeria Bric a B’arte, o que não ocorria desde a exposição na Galeria Artecnica, em 1966. Até então vinha se dedicando quase que exclusivamente à pintura. Convite para participação no Panorama de desenho e gravura, no ano anterior, o levou a preparar alguns trabalhos, e o resultado o motivou a continuar seguindo a temática indígena da XIV Bienal.

Crítica de Sheila Leirner (Folha de S. Paulo, 03/09/1978) sobre desenhos expostos na Bric a B’arte: “Também fora de qualquer tendência aventureira, os desenhos de Gilberto Salvador, que expõe na galeria Bric a B’arte, lutam sozinhos contra os impasses resultantes da própria timidez. Ainda pecam pela excessiva esquematização, dureza de tratamento no grafismo e repetição exaustiva de fórmulas já pesquisadas. O desenho sensível acaba sendo sobrepujado pela dificuldade com que o artista lida com o espaço, mas revela séria diligência em estabelecer uma linguagem apropriada à intenção plástica e à temática. Transmite, com sóbria plasticidade, uma apreensão pessoal da violência com que a civilização destrói os redutos naturais, entre os quais está, sobretudo, o índio”. A convite de Carlos von Schmidt, Gilberto integra o grupo que itinera com a mostra “15 jovens artistas do Brasil”, no Museu de Arte Brasileira – MAB-FAAP, Sinwal Art, Fortaleza e no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, Argentina. Participantes: Dimitri Ribeiro, Rubens Gerchman, Ignácio Rodrigues, Marcello Nitsche, Juarez Magno, Claudio Tozzi, Aldir Mendes de Souza, Antonio Sergio Benavento, Marcos Concilio, Takashi Fukushima, Ivald Granato, Luiz Gregório Correa, Newton Mesquita, Gilberto Salvador, Luís Paulo Baravelli. Obras de Gilberto Salvador: O olhar e as curvas; Três peças quentes; Um trecho do ato na paisagem.


Está presente com o núcleo “Mitos e magia de origem indígena” na I Bienal LatinoAmericana de São Paulo, Pavilhão da Bienal, dez desenhos em técnica mista sobre papel Fabriano.

Participa da coletiva da Projecta Galeria de Arte, III Salão Nacional de Artes Plásticas, FUNARTE Porto Alegre e da exposição “10 Artistas Jóvenes de San Pablo”, Montevideo e Punta del Este, Uruguai e em mostra individual na Galeria O Cavalete em Salvador.

1979 Na mostra “Viagem da onça aos lugares santos” na Projecta Galeria de Arte, apresenta 25 pinturas em que a palmeira é a constante dos lugares, das formas e das composições. Pinturas realizadas após várias viagens do artista pelo país, e que reflete os lugares, fatos, objetos e momentos dessas viagens. Realiza individual onde discuti a natureza, o homem e o espaço no Museu de Arte e de Cultura Popular da Federal do Mato Grosso em Cuiabá, com 14 pinturas incluindo as que estiveram na XIV Bienal Internacional de São Paulo. Na Cades Galeria de Arte em Santos, “Devaneios sobre a paisagem” coloca a temática da natureza, influenciados pelo trabalho com os caiçaras de São Sebastião e Bertioga. Desenhos, em técnica mista – colagens, fotografias, desenhos e pinturas com diferentes tipos de pigmento.


Participa do Salão Nacional de Arte Contemporânea, São José dos Campos, onde recebe Prêmio Aquisição, com as obras: Homenagem a Agostinho Neto I, II e III. Integra as coletivas “O desenho como instrumento” na Pinacoteca do Estado de São Paulo, na exposição inaugural na Galeria de Arte do Sesi, com as obras: O encanto e Traço rubro, 1979 e na Fundació Joan Miró, Barcelona, Espanha. Mostra também obras nas coletivas da Projecta Galeria de Arte em São Paulo e na exposição Ano I São Carlos, interior de São Paulo.

Obras do artista estão presentes no “XI Panorama de Arte Atual Brasileira – Pintura”, Museu de Arte Moderna de São Paulo (Introspecção numa paisagem com nuvem, 1979; Devaneios sobre uma nuvem na paisagem, 1979; Paixão por uma nuvem na paisagem, 1979) e na IV Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe, Instituto de Cultura Puertorriquenha, San Juan, Porto Rico (Conversa de peixe com onça, 1979; Com o pé na estrada, 1979)


_ Nasce em junho, seu filho, Gil Salvador. 1980 Gilberto Salvador está presente nos Salões: III Salão Nacional de Artes Plástica, Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro com as obras: Conversa de leão com prisma não se põe a mão; O cristalino; A encubagem do andar. É convidado a participar do III Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente - artista convidado. Recebe o prêmio aquisição do II Salão Brasileiro de Artes, Fundação Mokiti Okada M.O.A, e também do 1o Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais, Bienal de São Paulo com o júri: Paulo Chaves, Lourdes Cedran, Sheila Leirner, Ivo Zanini, obras apresentadas: 1o, 2o e 3o Discurso leonino, sendo que o “1o discurso leonino” integra o acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, graças ao prêmio aquisição.

Realiza individual na Galeria Salamandra em Porto Alegre, na Galeria Bonino no Rio de Janeiro onde mostra, 25 pinturas escolhidas para a exposição foram realizadas em 1980. A exposição inclui três obras com temática indígena do final dos anos 1970, expostas na 14a Bienal. E em Brasília na Galeria Oscar Seraphico. Jacob Klintowitz para a revista Isto é (08/10/1980): “Gilberto Salvador trabalha como se o seu olho fosse uma câmera cinematográfica. Ele faz planos gerais, closes nos detalhes que lhe parecem significativos, flashbacks e fusões de imagens. Cuidadosamente ele isola as partes do fotograma que lhe servem à comunicação ou o ângulo que convém mais ao seu discurso”.


Expõe nas coletivas do Centro Campestre do SESC V, da Prefeitura Municipal de Pelotas e da Itaugaleria Av. Higienópolis com o título “VI Raio”. Deixou de ser professor na FAU-Santos.

1981 Realiza individual na Paulo Figueiredo Galeria de Arte. Participa como convidado de Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, da mostra “10 Artistas Brasileños” no Museo de Arte Moderno de Bogotá, Colômbia, juntamente com Ermelino Nardim, Valdir Sarubbi, Evandro Carlos Jardim, Ubirajara Ribeiro, Glauco Pinto de Morais, Maria Helena Chaturni, José Antonio van Acker, Siron Franco e Miguel dos Santos. Integra as coletivas “Arquiteto/Arquiteto Plástico”, Museu de Arte Contemporânea de Campinas, com a obra: Assobio a jato. V Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, Fundação Messiânica. “Coletiva de Gravuras” em Ribeirão Preto. A convite do Antonio Maschio e Wladimir Soares, Gilberto realiza mostra no Spazio Pirandello, que era ponto de encontro de artistas e intelectuais. Neste ano, para de trabalhar com arquitetura e urbanismo para se dedicar inteiramente as Artes Plásticas.


Participa com Glauco Pinto de Moraes da APAP – Associação Profissional de Artistas Plásticos – Presidente Aldemir Martins, Vice-Presidente Gilberto Salvador

1982 Apresenta o “Álbum Cantárida”, litogravuras eróticas no Studio Linda Conde. Mostra 20 pinturas em têmpera vinílica que têm como temática a fauna e a flora como elementos orgânicos que se interpolam a estruturas e espaços traduzidos geometricamente. Trabalhos em que a cor tem valor acentuado e o gesto é elemento essencial em Santos na Cades Galeria de Arte. Faz outras individuais nas galerias, Galeria Paulo Prado, ELF Galeria de Arte em Belém e na Itaugaleria de Ribeirão Preto. Realiza Painel “Quanto mais purpurina melhor”, acrílico sobre tela, 1,20 x 4,00m para o SITTRATER – Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Terrestres do Distrito Federal, Brasília

Toma parte em uma coletiva na Paulo Figueiredo Galeria de Arte.


Expõe na III Bienal Iberoamericana de Arte, Cidade do México, México e ganha o prêmio Menção Honrosa no V Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (obras: Uma grande angular; Quatro faixas rubras; Som azul.)

Gilberto Salvador conhece Marcelo Rubens Paiva e desenvolve a capa do livro: “Feliz Ano Velho”.

Nasce, seu segundo filho no mesmo dia do seu aniversário, Diego Salvador.

1983 Expõe a obra “Voo e pincelada preta” (25/83) na coletiva com Gustavo Rosa, Takashi Fukushima, Newton Mesquita na Galeria Madison. Participa da exposição “Releitura” na Pinacoteca do Estado de São Paulo, “Arte na rua”, Museu de Arte Contemporânea – MACUSP, utilizando o suporte do outdoor. Participaram Hudinilson, Alex Fleming, Claudio Tozzi, Ivald Granato, José Roberto Aguilar, Leon Ferrari, Gilberto Salvador, Manuel Araújo e Vera Chaves Barcelos. Na exposição “Palmeira” na Galeria Alberto Bonfiglioli, Alberto Beuttenmüller situa Gilberto Salvador entre os artistas que buscam libertar a forma a partir da cor e do traço.


Realiza individuais em Porto Alegre, na Kraft Escritório de Arte, Espaço Cultural Cristal, apresenta seis obras em acrílico e têmpera vinílica sobre tela na Galeria Artescultura, pinturas na AM Niemeyer Artinteriores no Rio de Janeiro e na exposição “Pantanal” na Galeria do Sol em São José dos Campos.

Foi convidado a desenvolver quatro vitrais na oficina de vidro e metal e apresenta no Studio A Ronda.

Gilberto participa com as pinturas, Solo noturno (cód. 36/83); Solo matutino (cód. 38/83); A espera da Uca (cód. 46/83); Bandeira verde (cód. 48/83); Andante blue (cód. 49/83), do “XIV Panorama Atual da Arte Brasileira” no Museu de Arte Moderna de São Paulo, está presente na Bienal Iberoamericana de Arte, Cidade do México e na exposição organizada pela Galeria Paulo Figueiredo, com 30 obras, entre litografias e serigrafias.


1984 Está presente na “Homenagem a Arte da Gravura no Brasil” da Itaugaleria Ourinhos. Realiza a exposição individuais, “Côncavo” na Galeria Suzanna Sassoun, onde mostra desenhos de nus femininos em papel algodão. No espaço Pitanga do Amparo Arquitetura e Arte expõe 9 desenhos em que a cor tem um valor acentuado e o gesto lembra a escrita oriental. E pinturas na Galeria Artenossa em Londrina

O artista comenta que costuma levar blocos em suas viagens e fazer anotações iconográficas dos lugares por onde passa. Conhece a atriz Sonia Braga em 1981, produz alguns retratos.

Marcos Bertoni, aluno do Gilberto na FAUS, faz um filme com o artista “Ação sobre tela”. Em outubro, nasce seu terceiro filho, Fernando Salvador 1985 Realiza uma grande mostra que comemora seus 30 anos de exposições no Museu de Arte de São Paulo (MASP), “História Natural do Homem Segundo Gilberto Salvador” com texto de Jacob Klintowitz. No texto de Jacob Klintowitz para o livro de mesmo título que o da mostra, defende a tese de que: “A arte de Gilberto Salvador é feita de oposições. É diálogo entre elementos aparentemente opostos e irreconciliáveis que confere ao seu trabalho a permanente sensação de expectativa e emoção”. “Em 1964, aos 17 anos, fui visitar o professor Bardi com uma série de trabalhos embaixo do braço. Ele calmamente, recostou na cadeira e disse... “meu caro artista, você tem muito afinco no que faz e vê, mas muitas coisas você precisa começar a enxergar...”. Em 1985 ele me convidou para fazer uma exposição no MASP, onde comemorei meus 20 anos de artista profissional. Nesta época, quando montava a mostra, o professor lembrou de


nossa conversa e disse... “é vero caro, agora você está enxergando muito bem”.”Gilberto Salvador texto do catálogo da exposição “O Bardi dos Artistas” em 2000. Gilberto expõe individualmente em mais três espaços, “Reminiscências gráficas” na Paulo Figueiredo Galeria de Arte, onde mostra vinte pinturas sobre papel, com dimensões aproximadas de 50 x 150 cm; Ulieno Galeria de Arte em Ribeirão Preto e na Kraft Escritório de Arte em Porto Alegre.

Participa da “Destaque da arte contemporânea brasileira”, Museu de Arte Moderna de São Paulo, com as obras: Declaração de amor por um pêndulo cromático; Ao mergulho azul; Encontro curvo bronze. Em Salvador, “Artistas brasileiros” no Escritório de Arte da Bahia. Esteve presente na XVIII Bienal Internacional de São Paulo, Fundação Bienal, São Paulo dentro do projeto “Releitura” com Tomie Ohtake.

1986 Participa das exposições coletivas na Galeria Studio Domus, “Ecologia” no Espaço Cultural Petrobrás no Rio de Janeiro e na Cidade do México com a mostra “Futebol”.


Expõe individualmente em Londrina na Galeria Artenossa e em São Paulo no espaço Do gosto ao gosto au gôut al gusto. Comparece na II Bienal Internacional de Havana, Cuba (novembro), apresentando suas obras: Raio de luz (cód. 102/82); Segundo amarelo (cód. 09/84); Noturno para um voo (cód. 107/85)

No texto de Fabio Magalhães para o livro “Mergulho”, escreve: “Em 1986, Gilberto Salvador realizou uma pequena série sobre “estrelas” que retomou a discussão do suporte da obra de arte. Nessa série reviveu os recortes dos anos 60, inclusive no tratamento da cor que nos remete a obras daquele período. Contudo o conceito é diverso. O recorte provoca novos significados, interfere nos planos pintados para estabelecer uma nova espacialidade, as formas angulosas do recorte apontam para distintas direções e acrescentam outra dinâmica à representação do movimento A retomada do recorte parece reacender suas preocupações com a volumetria. Ao romper, mais uma vez, com o espaço retangular da tela, Gilberto Salvador, despertou seu interesse pelos volumes. É verdade que sua pintura sempre provocou sensação de volumetria, mas aos poucos, surgiu a necessidade de trabalhar efetivamente com volumes. No mesmo ano que realizou as “Estrelas”, expos na Galeria Dan obras experimentais nas quais usou tintas luminescentes que provocam sensações ópticas de tridimensionalidade. O espectador ao se movimentar diante das telas se surpreendia com as alterações de cor e de superfície. Dependendo do ângulo de incidência da luz e do espectador, as obras respondiam do modo diverso, no aspecto cromático e na volumetria. ” Realiza a exposição “Impulsos: série branca” na Dan Galeria, na mesma data que comemora seus 40 anos. A exposição apresenta 26 trabalhos gestuais produzidos no último ano a partir de experiências com tintas iridescentes e luminescentes. _ Conhece Ana Cláudia Roso, com quem começa a morar em 1988 e se casam em 1992. 1987 Realiza exposição no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí “Solar do Barão” em Jundiaí. Viaja para Paris onde realiza exposição na Brasil Inter Art Galerie, Paris, França. Participa das coletivas, “18 Contemporâneos”, Dan Galeria em São Paulo, “Paulistas em Brasília” no Museu de Arte de Brasília, “A pintura como ofício “ no Sesc Pompéia e “15 Anos de Exposição de Belas Artes Brasil-Japão” na Fundação Mokiti Okada, São Paulo.


1988 Produz dez litografias de grandes dimensões, dípticos e trípticos (de até 140 x 100 cm) que mostra na ”, Mary Ortiz Escritório de Arte, “Ode ao canto da sereia”, é sua primeira exposição individual exclusivamente de gravuras, litografias executadas em matrizes de pedras de formação calcária, desenhadas com goma arábica e aplicadas com petróleo após a secagem. Parte da tiragem dessas gravuras será distribuída para duas galerias, em Paris e Milão. Nas exposições individuais em Salvador, Brasília e Porto Alegre, apresenta telas produzidas nos últimos anos, Prova do Artista em Salvador, La Galleria em Brasília e Bolsa de Arte de Porto Alegre. Esteve presente nas coletivas, “Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea”, Serviço Social do Comércio - SESC, São Paulo, “Juréia” na Sadalla Galeria de Arte em São Paulo, “15 Anos de Exposição de Belas Artes Brasil-Japão” na Fundação Mokiti Okada e “100 anos de Villa-Lobos”, Galerie Brasil Inter Art em Paris.

1989 Mostra uma série nova, com obras realizadas num suporte não convencional, em filtros de papel produzidos para a indústria química, sobre o qual o artista cria monotipias e pinturas às quais acrescenta resina com poliéster e fibra de vidro, “Série moedas” na Dan Galeria A série das “Moedas” são telúricas, algumas lembram Antoni Tàpies, pela gestualidade, pelo tratamento dos materiais, pela força que Gilberto Salvador conferiu aos signos que atuam sobrepondo-se uns aos outros. Ou seja, são sinais que brigam para dominar territórios e, por isso, são energéticos, vivazes! Talvez a energia e a vibração confiram à série das “Moedas” aspectos mágicos. Jorge Mautner foi um dos primeiros a assinalar que as “Moedas” eram mandalas que emanam magia. Vale lembrar que nessa década houve grande adesão às culturas do oriente, diversos intelectuais e artistas foram atraídos pelo pensamento místico oriental, até mesmo aqueles vinculados ao materialismo marxista, como Mário Schenberg. Apesar da comparação de Mautner, o orientalismo teve presença discreta na obra de Gilberto Salvador. Fabio Magalhães


Em sua individual em Paris, Gilberto mostra a brasilidade “na mostra “Le cocar brésilien” na Brasil Inter Art Galerie. Segundo C.Gilly para a revista Regart, “Os padrões geométricos equilibram a composição, criando uma sensação de paz, apesar da violência e da intensidade das cores. Linhas e curvas são implantados; ele não capturar uma figura, mas descrever a evolução espacial. Fascinado pelo movimento, o artista está interessado na vantagem natural de uma forma em vez de sua representação. Participa de mostra na Dinamarca, “Brasilianske Billedrytmer – The Rhythms of Brazilian Art”, Charlottenborg, no Uruguai também está presente na exposição de “Arte Ecológica”, Instituto Histórico e Cultural 500 Cristóvão Colombo, Montevidéu. Esteve presente com a Brasil Inter Art Galerie na Barcelona Art Forum (BIAF) com a, Barcelona, Espanha

Desenvolve desenho para ilustrar a capa da lista Telefônica de São José dos Campos – Assinantes e Classificados Cria cenário para a peça “Um Corpo Santo Dois – Revisitando” Teatro Estação Madame Satã Autoria - Rodolfo Garcia Vázquez Direção - Rodolfo Garcia Vázquez Cenografia - Gilberto Salvador Figurino - João Pimenta Iluminação - Paula Madureira Elenco - Camasi Guimarães, Christian Landgraf, Edla Pedroso, Evânia Jacobino, Islaine Campos, Ivam Cabral, Lauro Tramujas, Luiz Augusto Alper, Mario Rebouças, Mariyvone Klock, Nello Marrese, Rosemeri Ciupak, Susana Borges e Wagner Santos Produção - Os Satyros 1990 Participa da construção de uma obra na empresa Securit, utilizando suas matérias-primas, que depois pode ser conferido em conjunto com as obras dos artistas: Caciporé Torres, Emanoel Araujo, Ione Saldanha e Gilberto Salvador no Museu da Imagem e do Som – MIS. Desenvolve desenho para ilustrar a capa da lista Telefônica de São Paulo – Classificada Consumidor, SP Executa desenho para Cerâmica Linha Griffe, Oficina Cerâmica Terra, SP 1991 Realiza exposição individual de pinturas na Prova do Artista, Salvador e na Galeria de Arte da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Santos. Esteve presente nas exposições coletivas internacionais na Latin Art Gallerie, Nagoya, Japão e “Contemporary Brazilian Art”, The Brazilian Institute of Arizona e Fagen-Peterson Fine Art Inc., Arizona, EUA.


Participa das coletivas: Galeria de Arte A Hebraica, São Paulo, “Artistas arquitetos”. IAB no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand.

Ilustra com a obra “ capa do CD “Calunga”, Alemanha Cria a gravura do Artigo XIII - Direitos Humanos, onde depois a imagem é usada para cartões telefônicos. 1992 Esteve Presente na mostra “Brasilian Kunst Art”, Landesbank Galerie, Munique e Stutgart, Alemanha. Participa da exposição: “Futebol” na Pinacoteca do Estado de São Paulo. No Salão de Arte de Jundiaí, “Litogravura: métodos e conceitos”, Paço Municipal, Santo André e “Premiados nos Salões de Arte Contemporânea de Campinas”, Museu e Arte Contemporânea José Pancetti, Campinas.

1993 Participa da coletiva “Rodearte” em Barretos. 1994 Realiza mostra com pinturas e gravuras na A2 Agência de Arte em São José do Rio Preto.


Participa de coletivas na Fraletti Rubbo Galeria de Arte, Curitiba, “Unidade e confronto, 30 retratos de artistas” na Escola Panamericana de Arte de São Paulo e com painéis cerâmicos no Espaço Delinea de Arte em Cerâmica em São Paulo.

A Construtora Setin, convida o artista a elaborar uma empena de edifício e o homenageia com seu nome. Condomínio Edifício Gilberto Salvador, Rua Casa Do Ator, 593, Vila Olímpia, São Paulo

_ Nasce sua Filha Carmen Roso Salvador em novembro. 1995 Realiza uma grande mostra comemorando “30 anos de pintura”, Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp. Exibe 50 telas em grandes dimensões feitas nos últimos quatro anos. Na apresentação da mostra à imprensa, o artista, com a ajuda do sushiman Sergio Kurebayashi, fez um quadro comestível, com sushis e Sashimis formando a figura de um pássaro. Em seu texto para o catálogo, Paulinho da Viola faz um relato sobre o convívio entre o músico e o artista, as conversas sobre processo de criação, incluindo sua visão pessoal da obra do artista. Inicia afirmando que, à primeira vista, a imagem do voo do pássaro é uma referência ao amplo sentido de liberdade proposto na pintura de Gilberto Salvador. Mas, aprofundando-se na linguagem dos trabalhos, nota-se que essa imagem, que tem uma importância conceitual e estrutural na obra do artista, afirma novos potenciais de linguagem. Presente em diferentes fases seu trabalho, desde os anos 1960, no início com caráter mais figurativo, “às vezes, apenas sugerida, quase abstrata, ela se integra ao fundo com bastante suavidade, transformando-se em parte essencial no equilíbrio da composição”. Na Matéria publicada por Beatriz Velloso (O Estado de S. Paulo, 17-08-1995) menciona a autodefinição do artista como “um guerrilheiro tropicalista cromático”, e de sua produção como sendo “visceral, carnal e extratemporal”. Sobre a produção de Gilberto Salvador, matéria descreve que o artista “contrapõe fundos geométricos a grandes manchas, reatas e formas traçadas com precisão milimétrica se misturam a arroubos da mão rebelde do artista”. A respeito das obras da exposição, cita o tríptico em homenagem a Fellini, sobre o qual o artista esclarece que a ideia de homenagear o cineasta veio depois de o trabalho concluído, quando o artista soube da morte de Fellini: “Acrescentei manchas pretas e batizei o conjunto”. Esta obra que é um tríptico, está no SESC Vila Mariana. A JPO Produções realiza dois vídeos onde apresenta o Making Of, montagem e abertura com depoimentos de Newton Mesquita, Ernesto Paglia, José Bello, Sandra Annemberg, Aldemir Martins e Ana Cláudia Roso na abertura. O segundo com depoimentos de Renina Katz, Caciporé Torres, Arcângelo Ianelli, Emanoel Araujo e Eleonora Amarante. https://youtu.be/G6IhsX4SgpQ e https://youtu.be/WQ6ULh4fvXg


Esteve presente na “Arte em painéis de cerâmica”, Casa de Cultura de Santo Amaro. 1996 Realiza em Curitiba “30 anos de pintura”, Fraletti Rubbo Galeria de Arte Esteve presente nas coletivas: “Grandes formatos no acervo da Pinacoteca Municipal”. São Paulo com Antonio Henrique Amaral, Newton Mesquita entre outros; “Off Bienal Um”, Museu Brasileiro de Escultura e II Festival de Artes Visuais do Pelourinho, Salvador. Cria o cartaz “Direitos Humanos” 1997 O curador Paulo Klein convida o Gilberto a participar da “Arte & Arquitetura”, I Carlton Artes em São Paulo. Cria para o arquiteto e ex-aluno, uma linha de almoço com a porcelana Schmidt e é usada no evento da Casa Cor. Ilustra com desenhos que foram realizadas capas das listas telefônicas um calendário deste ano para a Telesp. 1998 Com o resultado de uma longa pesquisa de suporte e aguadas, apresenta 17 aquarelas na exposição: “A guilhotina n’água” na Galeria Aloísio Cravo, Esteve presente nas coletivas: “Pintura” no Museu de Arte Brasil-Estados Unidos – Mabeu, Belém, “Causa sonora” na Galeria de Arte A Hebraica, na Bahiarte em Londrina e “Impressões: a arte da gravura brasileira” no Espaço Cultural Banespa Paulista em São Paulo.

Para a XI Bienal Iberoamericana de Arte – Litografía de fin de siglo a 200 años de su invención, Museo del Palacio de Bellas Artes, Cidade do México, Gilberto realiza sua primeira gravura em computador, a partir da pena de um papagaio e carimbos com desenho de pássaro escaneado constrói a gravura que participa desta Bienal.

1999


Cria a sua primeira obra que foi colocada em espaço público, “Voo de Xangô”, Linha 1-Azul – Estação Jardim São Paulo - Ayrton Senna feita em aço, estrutura metálica e pintura epóxi tem 20 metros de largura, 8 de altura e 4 de comprimento, e pesa 8,5 toneladas. Essa obra provocou uma mudança radical na sua produção, representou um verdadeiro divisor de águas. Foi a partir dessa experiência que a escultura adquiriu primazia e passou a ser o foco principal de sua expressão plástica. Para construir o “Voo de Xangô” foi necessário revolucionar seu processo criativo. A pintura é substancialmente uma produção solitária. O artista reúne seu material e desenvolve todas as etapas do processo criativo sozinho. Mas para realizar a escultura encomendada pelo Metrô foi necessário envolver engenheiros e outros especialistas para resolver questões estruturais de resistência, estabelecer modos construtivos, ou seja, foi necessário criar uma equipe de trabalho. O artista passou a frequentar o chão de fábrica para ver seu projeto ganhar corpo, para resolver os encaixes e solucionar problemas na montagem e para verificar pequenos detalhes e imprevistos. Uma vez concluída, a obra necessitava ser transportada e montada no local e, portanto, exigiram planejamento e logística, afinal, o “Voo de Xangô” pesava ao todo 8,5 toneladas. A atividade escultórica obrigou mudanças no processo de criação. As atividades cotidianas de ateliê foram alteradas, cada projeto, cada escultura, passou a exigir um tipo peculiar de produção e de logística. A criação continuou sendo processo pessoal, insondável, intransferível, mas a execução dos grandes volumes, muitos deles soldados, outros fundidos em bronze, exigia a participação de especialistas em outros fazeres. No “Voo de Xangô” o artista homenageia o seu Orixá. A escultura de Gilberto respeita a mitologia do orixá e demonstra que o artista conhece o culto de Xangô. A escultura apresenta uma poderosa esfera de vermelho brilhante encimada por duas asas, que se assemelham a dois raios que cortam o espaço e, assim, estabelece uma síntese das características do orixá. Xangô é de origem Yorubá e, segundo alguns estudiosos, foi a primeira divindade africana a ser cultuada no Brasil. É senhor dos raios, dos trovões e do fogo. O vermelho é a sua cor. Justiceiro, castiga a mentira e persegue o mentiroso, mas curiosamente, também protege a atividade política por ser o Orixá do Poder. O falcão e a águia estão relacionados ao culto de Xangô. Fabio Magalhães Participa das mostras coletivas: “A ressacralização da arte” no Sesc Pompeia, “Exposição Inaugural da Galeria Fraletti e Rubbo” e “O gesto consolidado”,na Galeria Fraletti e Rubbo, Curitiba, I Exposição Leilão de Arte no Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador e da Mostra Rio Gravura”, Funarte, Rio de Janeiro.

A “Mostra Rio Gravura” consistiu em um conjunto de exposições de gravura organizadas pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Uma das mostras procurou homenagear a extinta gráfica Imagos, criada por Elcio Motta. A exposição, que teve a curadoria de Maria Bonomi, contou com trabalhos de 20 artistas que trabalharam na gráfica, como Rubens Gerchman, Ubirajara Ribeiro, Gilberto Salvador, Renina Katz e Maria Bonomi. _ É criada a Fundação Gilberto Salvador.


A instituição sem fins lucrativos tem a finalidade de documentar, certificar e organizar a trajetória e produção do artista plástico Gilberto Salvador, assim como desenvolver e realizar projetos culturais com outros produtores de abrangência nacional e internacional. 2000 Participam da mostra “Arte e tecnologia” os artistas Maria Bonomi, Gilberto Salvador, Marcello Nitsche e João Rossi em itinerância por Florianópolis, São Paulo, Rio de Janeiro e em 2001, Brasília. Os quatro artistas fizeram parte da Bienal Internacional de São Paulo de 1969, onde o tema era “Arte e Tecnologia”, a proposta agora é apresentar obras atuais onde a tecnologia ainda é utilizada. Esteve presente nas exposições: “Encontro com a Arte”, Espaço Cultural Cristal, São Paulo, “Coletiva do Milênio” na Bahiarte Galeria de Arte em Londrina, PR e na “Coletiva Sociarte” em São Paulo. Participa da exposição “O Bardi dos Artistas”, em homenagem ao centenário de Pietro Maria Bardi , com curadoria de Fabio Magalhães e Jacob Klintowitz, na Galeria Marta Traba do Memorial da América Latina, em São Paulo. Teve itinerância para o Espaço Cultural dos Correios no Rio de Janeiro. Apresenta na XII Bienal Iberoamericana de Arte, Museo del Palacio de Bellas Artes, Cidade do México, México, sua primeira gravura feita diretamente no computador. Utilizou uma pena de papagaio digitalizada e um desenho seu de um pássaro, que depois em programa efetivou com repetições para finalizar sua gravura. Cria imagem para o projeto: “Arte no Celular”, Strike Artistic Séries Gradiente e instala a obra “Uma Lua para Carmen” na frente do Espaço Aloisio Cravo Leilões em São Paulo na Rua Groelândia, 1897

Gilberto Salvador “Uma Lua para Carmen” (cód. 66/00) 2000 2,80 x 1,55 x 0,70m Aço Policromado 2001 Pesquisa fibras de plantas nacionais para desenvolver o papel artesanal que foi a base de gravuras em grandes dimensões em metal. Os testes realizados afirmam a capacidade deste papel em receber sem distorções e reter o pigmento por um período incalculável. Desta maneira, o artista refaz a experiência milenar com o papel, o suporte de maior durabilidade da Antiguidade, que até hoje serve como testemunho e fonte de estudos das civilizações que nos antecederam. É sobre este suporte especialmente produzido, um papel único, que o artista elabora 10 imagens que tratam das suas percepções e da sua correspondência no mundo objetivo e realiza a síntese madura de equivaler o universo pessoal, o mundo dentro, ao objetivo, o do conhecimento geral. As imagens do artista tem este caráter revelador e tornam universais as suas intuições: o particular torna-se símbolo. “O Reino Interior” é composto por 10 gravuras


em metal sobre papel artesanal com tamanhos entre 70x100cm e 100x200cm. Sobre esta série foi realizada exposição e livro que percorreu na Pinacoteca do Estado de São Paulo, na Galeria de Arte Carlos Barbosa em Feira de Santana na Bahia e no Museu Alfredo Andersen em Curitiba, PR Para sua individual que itinera por Galeria de Arte Fraletti e Rubbo, Curitiba, PR; Art Galeria Mara Dolzan, Campo Grande, MS e Prova do Artista Galeria de Arte, Salvador, BA, apresenta a série “Memórias Visuais”, 18 pinturas com referências às suas lembranças de infância. “Estas imagens de minha infância, assim como as manchas, que depois foram marcando meu trabalho, já adulto, ficaram em minha memória de forma prazerosa. As manchas vieram dos pisos e remendos, no asfalto. As bicicletas que me faziam correr e me deslocar rápido, as pipas, os pássaros, as bolinhas e por fim as mulheres. As minhas memórias visuais. Com estas imagens, que formam minha iconografia, tive o prazer de usálos nesta série de quadros, que formam esta exposição. Na verdade, não são somente registros, mas são quase uma homenagem à vida, ao amor e ao homem” (matéria de Larissa Jedyn, Gazeta Mercantil de Curitiba). Esteve presente no Leilão Beneficente FELASP, São Paulo, e na coletiva “Exposições agosto 2001” na Secretaria da Cultura Governo do Estado do Paraná, PR. Produz uma série “Ninfas” que nunca foram apresentadas ao público. Ao reingressar na volumetria, ao modelaras superfícies, percebemos o surgimento de uma linguagem erótica renovada. Antes havia um erotismo nas imagens, agora o erotismo emana também dá matéria, dos relevos. Erotismo e sensualidade sempre estiveram presentes no decorrer de sua obra, mas com a volumetria a sensualidade ganha corpo, epiderme. Na série “Ninfas”, os relevos e suas rupturas, os brilhos e as opacidades das cores e dos materiais, formam um conjunto atraente e misterioso. As “Ninfas” já demonstra o interesse pela volumetria – estamos na ante sala da escultura. O artista fez a série inspirado nos poemas de amor de Charles Bucowski, mas o poeta fala do sexo no cotidiano, da intimidade, enquanto as “Ninfas” (título escolhido pelo artista) são divindades às quais se presta devoção e homenagens, apesar das “Ninfas” de Gilberto Salvador sugerirem vulvas. O artista foi buscar na simbologia oriental a forma de representação do sexo feminino – o círculo com uma linha no meio. Diferente do triângulo, representação mais usual no ocidente. As obras seduzem-nos para a contemplação, para o culto da sensualidade, não para o contato físico, apesar de que a superfície dessas “Ninfas” parece respirar. Fabio Magalhães A Rede Sesc Senac de Televisão, realiza o programa Mundo da Arte: Gilberto Salvador Impulsos e Reflexões, onde mostram a produção do artista. https://youtu.be/Vi7FNc0p_qk 2002 Participa da mostra “México imaginário” na Casa das Rosas em São Paulo Realiza um projeto para a TIM, onde faz um chip para a empresa. Desenvolve um painel cerâmico em alta temperatura de 150m para ser instalado na Linha 5Lilás da Companhia Metropolitana de São Paulo – Estação Largo Treze (Encontra-se na parede em frente ao mezanino de acesso ao terminal de ônibus) com o título “Voo de Aproximação”. A obra da estação Largo Treze ocupa uma parede das duas plataformas (dos dois sentidos da linha). “A ideia foi de criar um pórtico. Representei o skyline paulistano para dar a sensação de que os usuários do Metrô estivessem entrando ou saindo da cidade. Também simbolizei o voo de um pássaro”, diz o artista. Texto de Everaldo Fioravante publicado em 25/06/2013 no jornal ‘Metrô News’


2003 A Fundação que leva seu nome faz um projeto para a Prefeitura de São Sebastião, criar o “Parque Escultórico” com planos de contar com cerca de 60 obras até 2004. Apresenta na SETEC – Secretaria de Turismo, Esportes e Cultura as maquetes e instala as esculturas de Emanoel Araujo, Mario Cravo, Marcelo Nitsche e Gilberto Salvador de início até o ano sequente, instala mais 7 obras: Caciporé Torres, Caíto, Megumi Yuasa, Mestre Didi, Nicolas Vlavianos, Rubens Gerchman e Sérvulo Esmeraldo. Em 2012, as obras tiveram novo encaminhamento. Gilberto Salvador, “Oxum Obalá”, 2003, chapa de aço cortem (SAC 50) de 6 mm, aplicação de jato de areia e epóxi com acabamento em tinta P.U. na dimensão: 2,80 x 4,00 x 2,00m foi instalada em frente ao Teatro Municipal, centro de São Sebastião.

Realiza uma mostra individual, com pinturas na Secretaria da Cultura de Ilha Bela. Participa da “Arte & Artistas – Grupo dos 19”, Masp /Galeria Prestes Maia, São Paulo. 2004 A convite da Galeria Ricardo Camargo em São Paulo, realiza a mostra: “Trajetória / Femina”, Expõe telas produzidas neste ano, que lidam com o tema do nu feminino e brincam com a fronteira entre a abstração e a figuração. A exposição traz também obras de fases anteriores do artista, desde os anos 1960, e trabalhos da década de 1970 que se relacionam com a paisagem, como Araucária. Faz individuais no sul do Brasil, na Fundação Cultural Alice Seiler, Blumenau e Confraria das Artes, Florianópolis. Na mostra “Novas Aquisições – 1995 - 2003” do Museu de Arte Brasileira MAB-FAAP, São Paulo, apresentam as gravuras do “Reino Interior” que foram doadas ao Museu como contrapartida na Lei Federal de apoio à Cultura. A “Coleção Metrópolis de Arte Contemporânea” esteve no Espaço Cultural CPFL, Campinas. Participa também na “Arte & Artistas – Grupo Guanabara”, MASP – Centro/Galeria Prestes Maia, São Paulo, “22ª Exposição de Artista Contemporâneos”, Esporte Clube Sírio em São Paulo e na coletiva comemorativa de “Inos Corradin 50 Anos”. _ Realiza a instalação da escultura “Pendulus” no interior do edifício da sede da empresa Engevix Engenharia S/A, em Tamboré, SP. A obra é um móbile de 12,00 x 6,00 x 4,00 m em


madeira e resina Goffrato. A diretora Tali Yankelevich produz um vídeo com o processo de instalação no prédio da Engevix, com arquitetura da Botti Rubin Arquitetos.

2005 Realiza a mostra “Rioja” na Múltipla Galeria de Arte em, São Paulo, em texto de apresentação do catálogo, o próprio artista descreve os trabalhos: “A geometria, que estrutura as composições, com quadrados, curvas e retas gerando planos, que com definições de cores, se justapõem a gestos orgânicos, penetrantes, impulsivos, lascivos e às vezes invasivos [...]. Os gestos entram como se simbolizassem a ação humana de forma ocasional, irracional e emocional.” Com gravuras de várias épocas, realiza individual no Ateliê Mineiro em Pouso Alegre, MG. É convidado a participar da II Bienal de Arte Internacional de Beijing, Pequim, esteve presente com duas obras, “Bicicleta” e “Vôo duplo”. Já na 3a Bienal de Arte e Cultura “Diálogos”, Jaboticabal envia uma litografia. Esteve presente na itinerância de 4 cidades com a mostra “Pequenas grandes obras”, que foi para Cultural Blue Life, São Paulo; Pinacoteca Municipal de Atibaia; Centro Permanente de Exposições de Guarulhos e na Sala Multimeios em Jundiaí. Produz obra especial para “Dom Quixote na Panamericana”, Escola de Arte e Design Panamericana em São Paulo com esta temática. É convidado para a mostra “Caderno de notas Vlado, 30 anos” que ocorreu na Estação Pinacoteca do Estado de São Paulo. Realiza junto à sua Fundação, a exposição: “Visualidade / Técnicas” no Instituto Cervantes em São Paulo em conjunto com obras dos artistas: Danilo Di Prete, Luiz Sacilotto, Marcello Nitsche e Waldemar Cordeiro. Para este mesmo evento, ilustra o CD Ulisses Rocha / Autor com duas das obras da série “Cadeados”. No projeto “Escultura Brasil”, para atingir um público privado, proprietários de espaços externos onde a escultura pode ser elemento artístico que pontifique na paisagem, grandes incorporadores imobiliários, tiveram a ocupação temporária no terreno de 36.400 M2 do Iepê Golf Condominium, Av. Eng. Alberto de Zagottis, 897. Cinco amigos, todos escultores de fôlego comprovado, Maria Bonomi, Vlavianos, Gilberto Salvador, Caciporé Torres e Marcello Nitsche estão na busca incansável da ocupação do espaço urbano como suporte de suas obras. Todas as peças apresentadas eram de dimensões para jardins e materiais para ficarem ao tempo. Desenvolve e doa a arte para o logotipo do projeto Prevenção: Quanto Antes Melhor para a INMED, o principal objetivo deste programa é conscientizar as comunidades sobre prevenção e levar mensagens de saúde para crianças, famílias e comunidades, melhorando a qualidade de vida. Prevenção às DST/AIDS e Prevenção às Doenças Cardiovasculares. http://www.inmed.org.br/newsletter/newsmaio.htm http://www.inmed.org.br/novo/noticias/noticia.asp?codigo=176


_ Executa e instala a escultura “Manilha vermelha” para o acervo da FIEO (Fundação Instituto de Ensino para Osasco). Matéria em revista institucional FIEO traz informações sobre a coleção, hoje com cerca de 1200 obras, com curadoria de Jose Roberto Teixeira Leite. Unifieo Centro Universitário Fieo, Av. Franz Voegeli, 300, Parque Continental, Osasco, SP. A “Manilha Vermelha” datada de 2005, mede 3,80 x 2,60 x 1,30m e foi feita em fibra de vidro.

2006 Com visitação de mais de 70.000 mil pessoas, realiza a mostra “Reflexões visuais”, Galeria de Arte do Sesi, Espaço Cultural da Fiesp, São Paulo. O conjunto de obras eram uma expressiva coletânea tridimensionais recentes e algumas produzidas na década de 60, referência histórica da participação do artista na X Bienal de São Paulo, em 1969. Curadoria de Maria Amélia Bulhões, projeto expositivo Haron Cohen e projeto de arteeducação Marina Toledo, essa mostra foi estúdio para exercícios fotográficos sobre arte tridimensional. A obra “Ziper Concha”, hoje pertencente a Cinemateca Brasileira esteve presente na calçada da Avenida Paulista. A pintura do acervo do Restaurante Amadeus em São Paulo, foi a ilustração do rótulo do Vinho Lefado Reserva 2004 De Martino. Esteve presente na mostra “Olha a Bola! Copa do Mundo 2006” no Shopping Center Light, São Paulo. 2007 Realiza a exposição “Reconstruções” na Almacén Galeria de Arte, Rio de Janeiro. Esta mostra levada à galeria carioca é uma itinerância da exposição organizada no Sesi em 2006. Obras em que o artista parte da imagem de objetos industriais comuns, interessado na operação de reconstrução. Participa da mostra “Artistas arquitetos” na Prova do Artista em Salvador. 2008 Leva para Angra, na Marina Velrome, “Esculturas contemporâneas”, esculturas produzidas de 2006 até a presente data.


Utiliza a resina, material de ponta da produção da Vallvé para realizar um conjunto de obras para a mostra “Zíper Vallvé” na Loja da Al. Gabriel Monteiro. Desta parceria foram realizadas 7 peças elaboradas por diferentes tipos de resinas e uma em bronze. Participa do “Sukiyaki do bem” com prato de cerâmica, organizado pelo Atelier Hideko Honma para apoiar exposição e leilão beneficente em prol da Assistência Social Dom José Gaspar e da Associação Travessia. Participa da mostra “Arte 83 – Peso e volume: a escultura paulista hoje” no Museu de Arte Contemporânea de Campinas José Pancetti – MACC com duas grandes esculturas. 2009 Esteve no México com os escultores Reinhard Scherer (Alemania), Hernán Dompé e Marcelo Visentini (Argentina), Ted Carrasco (Bolivia), Irineu García, Helena Netto e Gilberto Salvador (Brasil), Sergio Castillo, Francisca Cerda e Francisco Gazitúa (Chile), Li Xiu Qin (China), Raúl Álvarez, Gabriel Beltrán e Rodolfo Sánchez (Colombia), Anthony Fage, Edgar Zúñiga e Franklin Zúñiga (Costa Rica), Alberto Lescay, Héctor Rosales e Ángel Mario Trenard (Cuba), Milton Barragán, Vicky Camacho e Gabriel Castañeda (Ecuador), Ahmed El Sotohi (Egipto), Ricardo González e Gil Carlos Lizariturry (España), Joe Money (Estados Unidos), Janak Jhankar Narzary (India), Anthony Caro, Michael Lyons e Tim Scott (Inglaterra), Diana Manni (Italia), Yousef Ahmad (Katar), Jorge Elizondo, Guillermo MacLean e Pedro Martínez (México), Daniel Díaz e Sebastián Guggiari (Paraguay), Johanna Hamann Manuel Larrea Ango Shimura (Perú) Piotr Iwardowski (Polonia), Domingo Izquierdo (Puerto Rico), Johnny Bonnelly e Salvador Vasallo (República Dominicana), Oleg Slepov (Rusia), Kemal Tufan (Turquía), Diego Santurio (Uruguay), Pedro Briceño e Carlos Medina (Venezuela) para a mostra “La Estratégia de la Forma - Esculturas en Acero”, Museo de Arte Contemporâneo de Monterrey, participa de debates e vários eventos propostos pela Fundación Villacero. Suas duas obras realizadas especificamente para as exposições, sumiram ao chegar de volta ao Brasil.

Na coletiva “Dois Tempos” realizada na AC Galeria de Arte em São Paulo, Claudio Tozzi, Gilberto Salvador, Luiz Paulo Baravelli, Marcello Nitsche, Samuel Szpigel foram convidados a fazer uma pequena confrontação temporal de suas obras em uma exposição, onde se presenciou as produções das décadas de 60 e 70 e atuais. https://youtu.be/A3R78ZsbZps Esteve presente na exposição “Pequenas Grandes Obras”, Instituto Brasile - Itália, Milão, Itália. Realiza a mostra “Gênesis”, no jardim do Museu da Casa Brasileira em São Paulo. Com 30 objetos tridimensionais, as obras em escala de diálogo com a arquitetura e a urbe, segundo a autora do livro que acompanha a exposição, Maria Cecília França Lourenço, identifica afinidades entre obras de fases diferentes, como, por exemplo, entre os trabalhos apresentados na X Bienal, em 1969, e peças da série Jatobá e Cupuaçu, em que retornam os cromatismos lúmicos projetados por entre frestas. A série Rodantes, atualmente pertencente ao acervo da Pinacoteca do Estado, por sua vez, mantém pontos de contato com obras contemporâneas, como da série Sementários, em exibição. Para a autora, Gilberto Salvador é um artista que “não se rebela contra a natureza e tem um olhar terno


para as diferenças, procurando captar na essência o que encontrou em ato no mundo dado e na cultura construída pelos seres vivos, sejam plantas, animais, ou humanoides”. Para Ialê Cardoso sobre a experiência da equipe do educativo, escreveu “... um grupo ficou super feliz em poder ver uma exposição tátil no jardim do Museu, pois além do toque eles também puderam estimular o olfato e a audição num espaço aberto. A experiência foi muito enriquecedora. Eles nos falavam das sensações o tempo todo, de como a textura mudava de uma peça para outra, das diferentes temperaturas e formas. Deram muita risada com os títulos e fizeram várias interpretações. Ficaram maravilhados com as dimensões das peças, principalmente o Triphólio, o Tatu Parafuso e a Lagosta Rodante. Além do toque nós também fizemos a descrição das peças e falamos também das cores, o que para eles faz toda a diferença! “

2010 Realiza a individual “Água-viva” na AC Galeria de Arte em São Paulo. Apresenta 13 obras feitas em diferentes materiais e suportes, como tela, papel, bronze fundido, madeira, fibra de vidro, bolinhas de gude. Inspiração nas memórias sobre o mar, desde a infância. De acordo com o artista, os trabalhos “não são descrições (do mar e seus elementos), mas sim licenças poéticas que esteticamente proponho ao observador. Estas obras exigiram um uso técnico especifico, onde, seus suportes mais se adequassem às diferenças que senti e entendi desta natureza, e como gostaria de mostrá-las”. Marina Spelzon, Nina Faccio e Thomás Loureiro realizam um vídeo para a AC Galeria de Arte onde, este velejador (Gilberto Salvador) apaixonado pelas águas explica melhor suas peças. https://youtu.be/-8VyTvAFscY Foi pedido ao artista Gilberto Salvador para desenvolver uma pequena escultura para traduzir o Prêmio Governador do Estado de São Paulo para a Cultura, que ressurge com um novo formato. Agregou novas categorias e passou a reconhecer o trabalho de profissionais atuantes em várias outras linguagens artísticas, como dança, cinema, artes visuais, circo e música. Também adotou a participação popular por meio de uma votação na internet. Realiza a mostra “Elos” na iGaleria Simplesmente Arte em Alphaville, São Paulo. A iGaleria produz um vídeo sobre a exposição. https://youtu.be/tchWItoqxL4 2011


Na mostra em Santiago do Chile, com curadoria de Fabio Magalhães, esteve presente na mostra “Brasil Brasileiros”, Museu Nacional de Bellas Artes, com a obra “A imagem ainda existe, mas com três pontos” de 1979. Gilberto Salvador tem uma longa história com ballet, criança gostaria de se tornar bailarino, achou que sua deficiência física o impedisse, conheceu muito Lennie Dale, referência na produção cultural, teve várias namoradas bailarinas na década de 80. A prof. Monica Andreatta Tarragó, trabalhou a história de Gilberto Salvador, suas obras e utilizou a obra “Fritz” como elemento da apresentação do Espetáculo infantil Se essa cidade fosse minha...da Cia das A’artes. Esteve presente na mostra em Belém, “Imagens que Povoam o Sonho: ELF 30 Anos” com a Galeria ELF, Belém, PA. 2012 Participação na exposição coletiva “Percursos Contemporâneos” MACS (Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba) com a obra DNA, adquirida posteriormente pelo museu. Também integra o acervo do mesmo com outras obras. A obra “Oxum Obalá” de 2003, Chapa de aço cortem (SAC 50) de 6 mm, aplicação de jato de areia e epóxi com acabamento em tinta P.U. com dimensão: 2,80 x 4,00 x 2,00m é transferida em comodato para o Parque da Cidade de Jundiaí, Rod. João Cereser, s/n Pinheirinhos, Jundiaí, SP

Instala a obra “Zíper Concha” na Cinemateca Brasileira em São Paulo. “Zíper Concha”, 2006, medindo 2,60 x 4,50 x 3,40m, realizada em fibra de vidro policromada de cor amarela, no mesmo dia em que as obras dos artistas Caíto, Kimi Nii e José Resende foram instaladas.

2013 Realiza a exposição “dois momentos” na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no mesmo dia que o lançamento do livro “Mergulho”, ambos sob curadoria do prof. Dr. Fabio Magalhães, que pode proporcionar uma visão de imersão e reflexão da produção da década de 60, popart do artista Gilberto Salvador e produção atual, escolhendo obras específicas do percurso


deste artista. Com o livro, Fabio Magalhães, possibilitou uma leitura mais completa da produção, inclusive com obras nunca apresentadas ao público. Para a exposição itinerante “Resistir é Preciso...” Brasília no tempo da ditadura na crônica sagaz de Luiz Humberto e Orlando Brito, a convite de Fabio Magalhães, esteve presente nos Centro Cultural Banco do Brasil do Distrito Federal, São Paulo e Belo Horizonte, finalizando em 2014 no Rio de Janeiro. Participa do Leilão, Arte Pratos do Museu Lasar Segall Realiza individual em Alphaville na mostra “Diálogos da Liberdade” na iGaleria Simplesmente Arte. Instala mais uma obra em espaço público, a “Espheropéia” no Parque da Juventude em São Paulo. “Espheropéia”, 2013, medindo 3,00 x 7,75 x 5,66m em fibra de vidro, resina goffrato e pedras no Parque da Juventude, Rua Manuel dos Santos Neto, 23 - Santana, São Paulo

Esta é a primeira obra de arte do local, que abrigou a antiga Penitenciária do Carandiru. A obra tem atraído crianças e adultos. Espheropéia tem a forma de um animal pré-histórico com cinco tentáculos, que vomita 10 toneladas de granito. "Um ‘ Animal ' devolve à Terra elementos minerais em forma de pedras brutas, o que nos leva a pensar no movimento de renovação da vida, onde elementos que já foram, voltam a ser", diz o artista. A escolha do local se deu em função do seu histórico: um presídio, destruído por conta de um massacre que levou à morte mais de uma centena de detentos após invasão da Polícia no Pavilhão 9. "É nosso compromisso valorizar a vida, independentemente das questões em julgamento. Portanto, esta escolha tem um caráter eminentemente ideológico", afirma Gilberto Salvador. Para Gilberto Salvador, Espheropéia é o resultado artístico de uma reflexão de quase cinco décadas: "Eu venho refletindo a questão da vida nos últimos 48 anos, através de variados suportes, formas plásticas e linguagens. Penso que é um compromisso ideológico, talvez romântico, de achar que, em algum momento, o artista possa dar alguma contribuição no pensamento da vida e de sua valorização". Realiza noite de autógrafos do livro “Mergulho”, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, São Paulo _ Se divorciam em dezembro e retomam o relacionamento de forma mais interessante em 2014. 2014


Instala mais duas obras em espaços públicos, na Pedreira do Chapadão em Campinas, a obra Vitória-régia, 2014, 3,00m de diâmetro por 0,15m de espessura e, um “Parafuso” estilizado de mais ou menos 2,00m por 0,65 centímetros de largura em aço cortem e bronze.

https://youtu.be/xURM1mgteaY E a obra Bicicleta, 2014, 2,80m x 0,70m x 13,00m - pesa 1 tonelada em fibra de vidro e resina goffrato para o MACS – Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, na Avenida Dom Aguirre, na altura do Terminal São Paulo, Sorocaba Gilberto Salvador conta que a peça, com acabamento em resina goffrato, foi desenvolvida há 3 anos, a partir do pedido de um grupo de ciclistas de São Paulo. "Num determinado momento, eu consegui montar um desenho que foi simpático e a partir disso comecei a desenvolver a peça que consiste em seis círculos e três triângulos, que representam uma bateria de velocistas", explica. Salvador explica que a ideia de presentear Sorocaba com essa obra surgiu em 2012, quando foi convidado pelo MACS para expor a escultura intitulada DNA, feita em madeira e fibra de vidro - que hoje faz parte do acervo permanente do MACS. "O que me surpreendeu quando eu vim para cá pela primeira vez foi a ciclovia. Eu achei que minha escultura poderia fazer essa interface com esse equipamento da cidade", conta, sugerindo que, simbolicamente, a obra represente o "marco zero" da malha cicloviária da cidade, atualmente estimada em 115 quilômetros lineares.

Esteve presente na exposição "O que os olhos não vê, o coração não sente" - A arte de todo mundo: 50 anos de vivências, Museu Afro Brasil em São Paulo, com a obra do acervo pessoal do curador e diretor do Museu, Emanoel Araujo. Criou o troféu para o Prêmio Acessibilidade 2013 da SP Escola de Teatro - Centro de Formação das Artes do Palco


Participa com as obras “Espuma”, desenvolvida para a mostra realizada no ano anterior para o belvedere da Pinacoteca do Estado de São Paulo, dois dos “Rodantes” da década de 60 e um “Sementário”, da exposição na Oca – Museu da Cidade, “O Artista e a Bola”, “Tratase de uma exposição eminentemente plástica, direcionada para o círculo, para a esfera, ou seja, voltada para a forma, sem relação com o jogador de futebol como ocorreu em tantas outras exposições realizadas durante as Copas do Mundo”, explica idealizadora e organizadora Renata Lima. Para o curador da mostra, Fábio Magalhães, o objetivo da exposição é prestar uma homenagem à bola, uma vez que é ela quem se destaca e se individualiza no campo de futebol. Após o término, a exposição vai para o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. http://mais.uol.com.br/view/15077504 Desenvolve projeto para o aeroporto de Brasília, não efetivado.

2014 O Vôo - Gilberto Salvador | Henrique Luz Projeto de Escultura "O Vôo" para o Aeroporto de Brasília. Realização Henrique Luz. https://youtu.be/am8B_-o12mU 2015 Instala a obra “Bicicleta II”, 2015, em espaço público no Parque Estadual Candido Portinari, Av. Queiroz Filho, 1365 - Vila Hamburguesa, São Paulo, a obra mede 2,80 x 0,70 x 13,00m, pesa 1 tonelada e foi feita em fibra de vidro e resina goffrato

2016 A escultura que o artista apresentou na Pinacoteca do Estado de São Paulo, foi definitivamente instalada no Município de Guaíra, no Parque dos Maracás, projeto do paisagista Roberto Burle Marx e compartilha sua presença contrapondo a uma escultura da artista Tomie Ohtake. “Espuma”, 2013, mede 3,00 x 6,00 x 5,00m, foi feita em fibra de vidro, madeira, aço e resina goffrato está no Parque Maracá, Avenida Gabriel Garcia Leal, 437505, Guaíra, SP. https://goo.gl/maps/vCSHgAoUpGT2


Esteve presente na mostra coletiva “a importância da escultura nas bienais de arte” na Galeria de Arte André em São Paulo, curadoria Sonia Skroski e Octávio Guastini. Participa da mostra com obras de Amilcar de Castro, Bruno Giorgi, Caciporé Torres, Domenico Calabrone, Francisco Stockinger, Frans Krajcberg, Gilberto Salvador, Sonia Ebling, Victor Brecheret e Yutaka Toyota. Na exposição com curadoria de Bel Lacaz e Sergio Scaff, participa da exposição “A importância da gravura no Brasil nos séculos XX e XXI” no Clube Athletico Paulistano em São Paulo. Faz individual na Andréa Rehder Arte Contemporânea em São Paulo, “Nesta atual série, a materialidade no uso do café acontece em gesto espontâneo sobre um papel extremamente sofisticado que é o Fabriano 100% Cotton. O efeito foi de um formalismo orgânico e relativamente descontrolado, cujos resultados foram os elementos expansivos e quase animalescos que apareceram, a estas eu contrapus estruturas geométricas ou em alguns casos resquícios de textos para confrontar o orgânico com o matemático, que é uma constante na sequência de minha obra. Em algumas peças bicicletas, flores, pés, mãos ou qualquer outro elemento, não são premissas temáticas. ” GS Comemora seus 70 anos com esta mostra.

Até o final de 2016, dando sequência na série da obra “Espuma”, apresentada na Pinacoteca do Estado em 2013 e instalada no parque desenhado por Roberto Burle Marx em Guaíra, instalará “Espuma II” em um Edifício da Construtora Gattaz, na esquina das ruas, Bela Cintra e Al. Itu nos Jardins; e a outra “Bilu Bilu” no espaço da Fundação Marcos Amaro, Galpão VI em Itu.


Cronologia Gilberto Salvador  

percurso resumido do trabalho do artista Gilberto Salvador por Joana Tuttoilmondo e Ana Roso 2012/2016

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