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LiteraLivre nº 4

Um robô doméstico chamado Andrew(Robin Willians) fará de tudo para encontrar uma resposta para essas perguntas enquanto busca sua própria humanidade. O filme que trago nesta edição: “O Homem Bicentenário” de 1999, inicia com a visão “futurista” e otimista do ano de 2005, onde a prosperidade e a tecnologia possibilitam que as pessoas adquiram “robôs domésticos”, uma espécie de versão futurista de uma empregada doméstica, que tem capacidade para durar, no mínimo, quatro gerações. Mas ao ser tratado como pessoa pela família que o comprou, o robô Andrew adquiri um “defeito”: o livre arbítrio; embora continue fiel às três leis da robótica, O que nos define como seres presentes em sua configuração inicial. humanos? Será a capacidade de sentir, Baseado no livro homônimo escrito pensar e sonhar? De respirar? De pelo mestre da ficção científica “Isaac 3


LiteraLivre nº 4

Asimov” (também autor de “Eu, Robô”) , dirigido por “Chris Columbus” e estrelado pelo saudoso “Robin Willians”(falecido em 2014), O Homem Bicentenário é um filme instigante e filosófico, mas, ao mesmo tempo, simples de acompanhar e carregado de emoção e sutileza.

amor improvável que resiste ao tempo; tudo tratado de forma delicada e humilde, visto através da inocência e da pureza de Andrew; um robô com “alma” capaz de nos dar grandes lições de vida. Um filme que supera as expectativas, prendendo o expectador por seu enredo dramático e inteligente e sua abordagem corajosa e provavelmente realista sobre a evolução da robótica, o futuro e como tudo isso afetará a organização e as regras humanas.

Conforme a capacidade de aprender e sentir do personagem Andrew aumenta, passamos a questionar junto com ele onde os princípios e singularidades humanas de um ser inteligente começa de fato, tornando-o humano. No porão onde vive, Andrew aprende a fabricar e consertar relógios complexos, numa sábia alusão a manipulação do tempo, algo incompreensível para um ser imortal, que não envelhece, nem precisa comer, dormir ou descansar. A incrível habilidade e o sucesso com os relógios o torna um robô rico e independente e assim ele começa uma incessante busca pela humanização, numa saga que dura 200 anos, cheia de encontros, desencontros, lutas contra o preconceito, surpresas e um

Com interpretação magistral de Robin Willians, que consegue mesclar drama e comédia na medida exata, sua interpretação contida se enquadrando perfeitamente no personagem robótico, os diálogos emocionantes e reflexivos, cenas muito bem-feitas e principalmente as mensagens sobre a importância de viver da melhor forma possível, buscando a felicidade e a plenitude, fazem do filme “O Homem Bicentenário” um filme para ver e rever com a família. Espero que tenham gostado e usando uma frase de Andrew eu me despeço: “Isto fica feliz em ser útil!”

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LiteraLivre nº 4

Sinopse: O Homem Bicentenário (Bicentennial Man - U.S.A. - 1999) Uma família norte-americana compra um novo utensílio doméstico: um robô chamado Andrew programado com as Três Leis da Robótica, para realizar tarefas domésticas simples. Entretanto, aos poucos o robô vai apresentando traços característicos de um ser humano, como curiosidade, inteligência, emoções e personalidade própria. O filme mostra a saga de Andrew em busca da liberdade e de se tornar, na medida do possível, um ser humano. Gênero: Ficção Científica. Classificação: Livre

Para contato e/ou sugestões: anarosenrot@yahoo.com.br https://www.facebook.com/cultissi moanarosenrot

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O Homem Bicentenário - Coluna CULTíssimo - Ana Rosenrot - nº 04  

Coluna criada pela cineasta Ana Rosenrot, agora publicada na Revista LiteraLivre. Destaque para o filme " O Homem Bicentenário" Site Revista...

O Homem Bicentenário - Coluna CULTíssimo - Ana Rosenrot - nº 04  

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