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Escola Superior de Educação de Setúbal Licenciatura em Comunicação Social

Carteira de Competências

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Descrição da atividade Na verdade, esta foi a grande atividade deste processo. Durante os três anos letivos da Licenciatura em Comunicação Social, na Escola Superior de Educação de Setúbal, procurei desenvolver um conjunto de tarefas que unidas, dessem um contributo significante à atividade nuclear: o portefólio da Unidade Curricular Carteira de Competências. No fundo, tentei desenvolver atividades variadas, que me permitissem o desenvolvimento de competências múltiplas. O total de 325 horas (3h – Sobre mim; 50h – Curso de Jornalismo de Investigação; 80h – Ateliê de Imprensa; 8h – Marketing e Publicidade do Café Jardim do Sado; 100h – Ateliê de Jornalismo Digital; 80h – Bases Fotográficas para Jornalistas; e 4h – Criação do Blog), não correspondem minimamente o tempo despendido para cada uma das atividades. Muito mais trabalho houve a fazer, quer de pesquisa, quer de organização do trabalho, quer das próprias atividades. A Carteira de competências foi, desde logo, planificada no sentido de enriquecer aprendizagens que a ESE não me proporcionasse. Esse era o meu grande objetivo. Nesse sentido, optei por realizar atividades que constituíssem um complemento às realizadas na escola. Este processo teve alturas de maior incidência no trabalho e outras de muito pouco ou nenhum. No entanto, o tempo era gerido como possível e, de acordo com o tempo previsível, o objetivo tinha que ser cumprido. De notar que não corrigi textos e, apenas alterei a escrita para o novo acordo ortográfico nos relatórios que o abrangeram. Isto porque, a meu ver, este também era um fator que vinha a demarcar e enriquecer a história do meu próprio trabalho. Como forma organizativa, iniciei com uma reflexão sobre mim. Isto porque seria a melhor forma de me apresentar e, ao fazê-lo, olhar para mim “de fora” como membro integrante desta comunidade académica. Depois, abordei cursos que realizei para complementar o percurso na ESE. Isto tudo com o objetivo de partilhar com a docente. É precisamente aqui que entra a criação do Blog, promovida propositadamente para esta UC. Depois, organizar o trabalho, as páginas e até as próprias personalizações das etapas de cada uma, só vinham motivar o meu empenho.

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Competências para que a atividade contribuiu COMPETÊNCIAS DA ESE Competências instrumentais • Comunica de forma eficaz, usando a língua portuguesa para fins sociais, académicos e profissionais. •

Mobiliza literacias múltiplas na compreensão dos fenómenos do mundo atual.

Gere eficazmente a informação relevante para a sua área académica e profissional.

Organiza e planeia o trabalho pessoal.

Competências interpessoais •

Conhece-se a si próprio, reconhecendo as diferenças pessoais, sociais e culturais.

Comunica e interage com os outros promovendo ambientes de trabalho produtivo.

Compreende e exerce o seu papel como cidadão.

Compreende e regula a sua ação de acordo com os princípios éticos e deontológicos da sua profissão.

Competências sistémicas •

Promove o seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida.

Revela autonomia na abordagem e na resolução de problemas.

Participa e/ou elabora atividades de investigação.

COMPETÊNCIAS DO CURSO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL •

Desenvolve atividades de investigação no domínio da comunicação.

Mobiliza conhecimentos metodológicos na realização de projetos de investigação e na produção dos conteúdos informativos.

Compreende as questões morais, éticas, e legais que sustentam as boas práticas no campo da comunicação.

Conhece e utiliza adequadamente os princípios técnicos que organizam profissionalmente a atividade jornalística

Domina conhecimentos de várias áreas do saber que permitem a compreensão da complexidade das sociedades e dos contextos e processos onde se inserem os fenómenos comunicacionais.

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Conhece e compreende os fenómenos e processos de comunicação nas suas múltiplas dimensões.

Domina diferentes linguagens de comunicação que utiliza com adequação e correção.

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Reflexão

Se me questionassem acerca da existência desta Unidade Curricular, diria de imediato que sou completamente a favor da sua existência. Se por um lado, nos condiciona o tempo letivo ou de férias para a realização das atividades; por outro, promove a iniciativa de cada um, ainda que condicionada ao propósito que lhe é inerente. Este último fator é aquele para o qual devemos olhar com mais incidência. Na verdade, olhando para trás, se não tivesse esta UC, talvez não tivesse apostado em metade das atividades em que apostei. E dessa forma, não teria desenvolvido metade das competências que desenvolvi durante estes três anos com atividades fora da escola. Este foi, inquestionavelmente o grande impulsionador da minha motivação. O facto de haver esta obrigação, levou-nos a ter que pensar em tudo o que podíamos fazer para que pudéssemos realizar aprendizagens viáveis de serem conotadas para este propósito. E, como é óbvio, a concretizar. A responsabilidade é, de todo, acrescida. Tivemos que planificar e criar os meios à possibilidade de concretização. Para, posteriormente, voltarmos a parar para refletir sobre o que fizemos e tentar estabelecer uma relação de compreensão da medida em que isso se tornou uma mais-valia para o nosso percurso. As atividade que selecionei foram, maioritariamente, ligadas aquilo que considerava relevante aprender nesta Licenciatura e que a escola não disponibilizava. Uma vez que na ESE o ensino é maioritariamente ligado à teoria, procurei ter atividade que me desenvolvessem a parte prática e, assim, complementassem as aprendizagens provindas das aulas. Não foi, de todo, um processo fácil. Apesar de termos a tutora Ana Maria Pessoa sempre atenta ao que íamos fazendo, cabia-nos a nós essa seleção e a organização. Ambos processos delicados que exigem muita dedicação. Para mim, foi muito difícil a contabilização do tempo. Por este motivo, quero assumir que esta estimativa é uma média, porque na realidade a própria atividade acabou por despender de mais tempo da minha parte, assim como o tempo de organização e reflecção acerca de cada uma.

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Olhando para trás, não abdicaria desta UC, uma vez que também contribuiu para me motivar não só no próprio curso, porque tinha que fazer a UC, como para o meu próprio enriquecimento. Deu-me, ainda, autonomia, mediada pelo posicionamento da professora e, neste sentido é de salientar que, apesar de ter sido um processo autónomo maioritariamente, era mediado por alguém conhecedor, que nos ia guiando pelo melhor caminho.

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