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IMOBILIĂ RIO 9 JANEIRO 2013 Atualidade 03

O papel dos arquitetos no turismo de lazer e negĂłcios A Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitetos iniciou um debate sobre o papel dos arquitetos no turismo de lazer e negĂłcios. Ficam aqui algumas das principais ideias. Elisabete Soares* Numa altura em se espera para breve a entrada em vigor do novo Plano EstratĂŠgico Nacional do Turismo (PENT), para o triĂŠnio entre 2013 e 2015, a Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Sul (OASRS) levou a cabo as primeiras duas palestras, de um conjunto de quatro, dedicadas Ă s diferentes vertentes de turismo. A primeira foi sobre o turismo de lazer e a sua relação com a arquitetura e reuniu um seleto grupo de convidados - o presidente da OASRS, Rui Alexandre, a arquiteta Leonor PicĂŁo, do Turismo de Portugal, Nuno Pinho, promotor da unidade hoteleira The Lisbonaire e AnĂ­sio Franco, curador do Museu Nacional de Arte Antiga. As principais conclusĂľes deixadas pelos participantes, em jeito de recado para os promotores, ĂŠ que “hĂĄ que pensar os projetos a longo prazo, incluindo no plano de negĂłcios o trabalho com os arquitetos e os critĂŠrios de qualidade e sustentabilidade tĂŞm de ser pensados de inĂ­cioâ€?. Estes devem ter tambĂŠm em conta que “nas estratĂŠgias de ocupação turĂ­stica e estudo de serviços nĂŁo devem ser criados zonamentos - tal como defende o Turismo de Portugal – jĂĄ que ĂĄreas demarcadas para uso turĂ­stico levam Ă  “guetizaçãoâ€? do prĂłprio turismoâ€?. Isto porque, ĂŠ um facto, que “o turismo alimentase da vida local e sem isso cai-se numa asseptização fĂ­sica e vivencialâ€?. A mensagem para promotores e investidores turĂ­sticos ĂŠ que “pa-

ra aumentar a competitividade hå que pensar na oferta de fatores de escolha preferencial e jogar com os argumentos mais fortes, e Ê sem dúvida aí a mais-valia do arquiteto. Mais do que mero projetista Ê tambÊm um estratega, conhece o território, a malha urbana, os equipamentos, as infraestruturas�. Tanto as instituiçþes, como os arquitetos têm um papel importante a desempenhar. A Ordem dos Arquitetos poderå ser curadora de propostas. O trabalho em rede Ê essencial para que a sociedade entenda qual Ê aqui o papel do arquiteto. AlÊm da implicação dos órgãos de poder decisor locais, o Turismo de Portugal terå tambÊm aqui papel ativo de parceria. Por seu turno, os arquitetos têm de saber comunicar, para lå da profissão. Têm de saber explicar e defender os seus projetos, têm de deixar bem claro o seu papel perante a sociedade, sem o habitual hermetismo profissional. Mudam-se os tempos e mudam-se as vontades. Os promotores apercebem-se que no mundo atual, a mobilidade do indivíduo Ê constante, o negócio do turismo cresceu exponencialmente e Ê cada vez mais competitivo. A oferta tem de se demarcar e os fatores de qualidade, identidade, exclusividade, autenticidade fazem que sejam eles a escolha da nova experiência.

Que turismo para Lisboa? A segunda conversa dedicada ao turismo de negócios e a sua relação

É necessĂĄrio assumir o que ĂŠ desinteressante A arquitetura contemporânea em Portugal nĂŁo ĂŠ por si sĂł um fator decisivo para o sucesso enquanto destino turĂ­stico. Repare-se que os centros urbanos mais visitados, Lisboa e Porto, nĂŁo necessitam de edifĂ­cios iconogrĂĄficos, pois o que aĂ­ se procura ĂŠ a vivĂŞncia da prĂłpria cidade, o patrimĂłnio, a animação cultural e social, a vivĂŞncia e, sobretudo, a sua “autenticidadeâ€?. Em Portugal, como na maioria dos paĂ­ses europeus, o patrimĂłnio arquitetĂłnico histĂłrico nos

centros urbanos Ê um potencial de exploração turística. Mas quer Lisboa quer o Porto, com interessantes centros históricos, transmitem uma imagem de abandono e decadência ao turista (estrangeiro). As políticas de reabilitação e as estratÊgias de ocupação são aqui essenciais, para não termos prÊdios vazios, janelas emparedadas ou edifícios em ruína eminente. E tambÊm hå que ter a coragem e assumir responsabilidades para demolir o que Ê realmente desinteressante.

DOURO AZUL

O turista procura a vivência de cada região, o seu património, a animação e a sua autenticidade

com a arquitetura foi pretexto para uma interessante troca de ideias entre o vice-presidente da OASRS, Nadir Bonaccorso, Miguel Rios, da Fundação Leal Rios, João Capucho, da Janela Digital e Rui Ramos Pinto, diretor executivo da Invest Lisboa. Que tipo de turismo de negócios se quer para Lisboa? Uma pergunta que procura uma resposta que, por si só, poderå concluir grande parte do tema em questão. A necessidade de dispersar em vez de concentrar foi uma das conclusþes desta conversa. Por isto, quer-se dizer que a falta de oferta hoteleira para fazer frente a eventos de maior dimensão, passa tambÊm pelo facto de não encarar a cidade de Lisboa como se acabasse em AlgÊs. Esta Ê uma ideia que deverå mudar. Não

farå sentido que Cascais seja Lisboa, por exemplo, tendo em conta que hå acessibilidades e transportes públicos que funcionam? Uma conclusão a tirar Ê que relação entre a arquitetura e o turismo de negócios Ê um tema que necessita de maior debate e reflexão, nomeadamente porque o próprio tipo de turismo em questão carece de uma estratÊgia e de definiçþes. Como nota final, fica a necessidade de se perceber o que se quer deste tipo de turismo, qual o enfoque e a dimensão, para posteriormente se poder pensar em infraestruturas e equipamentos, e deixar a arquitetura perceber o seu papel e intervir. *O artigo contou com os contributos dos jornalistas Paula Melâneo, Ana Rita Sevilha e Luís Maio. PUBLICIDADE

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