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HISTÓRIA ANDANTE

Língua Portuguesa 5º ano

Ano lectivo 2010/2011


História Andante

Era uma vez, numa aldeia muito antiga, uma escola abandonada e com a fama de assombrada. Tinha os vidros partidos, as portas a cair, as paredes manchadas pela humidade e os jardins cheios de ervas selvagens. O vento fazia bater as janelas, assobiava entre as frinchas. As pessoas evitavam passar por aquela rua. Beatriz e o irmão gémeo, Fernando, encheram-se de coragem e foram explorar o velho edifício. Ambos frequentavam o 5º ano e naquele dia não tiveram aulas. Apesar de só terem dez anos, não deram conhecimento desta sua aventura aos pais. Sabiam que não estavam a fazer a coisa certa, mas entraram decididos, saltando o velho portão.


Olharam à sua volta e nada se movia... Deram mais uns passos e, de repente, um vento forte e gelado levantou todas as folhas secas e amareladas do jardim, fez ranger os restos das madeiras das portas e tilintar os pedaços dos vidros que ainda restavam nas velhas janelas. Os dentes dos dois irmãos também rangeram, de frio e de medo...

Por momentos ficaram paralisados, ponderaram a hipótese de voltarem para trás e esconderem-se no meio dos espessos arbustos que se encontravam do outro lado da rua, para observarem a escola e desvendarem, assim, o seu mistério. No entanto, olharam um para o outro e armaram-se de coragem. De mãos dadas e trémulas, avançaram com passos curtos e hesitantes até à


porta do edifício. Através da porta de madeira podre e parcialmente desfeita, os dois aventureiros vislumbraram um verdadeiro cenário de terror... As paredes estavam cobertas de mensagens escritas a vermelho. - Será sangue?! - murmuraram os irmãos, aterrorizados. Naquele instante, uma corrente de ar gélido levou-os para dentro da escola. Aquele local estava escuro, frio e o cheiro era nauseabundo. De repente, … ouviu-se o estrondo de uma porta a bater. Os gémeos, horrorizados, fugiram a sete pés. Nem olharam para trás. Sentiam o coração a bater tão acelerado que até o ouviam como se estivesse dentro da cabeça. Só pararam em casa do Rodrigo, um colega de turma. Contaram-lhe o que lhes tinha acontecido. - E o que estava escrito nas paredes? - perguntou o Rodrigo, cheio de curiosidade. - Sei lá! - respondeu o Fernando.- O medo foi tanto que só quisemos sair dali. - Temos que desvendar este mistério! Amanhã voltamos lá! Combinado? - Combinado! - responderam os gémeos em coro. No dia seguinte, os três amigos, de lanterna em punho, dirigiram-se à escola abandonada. Cheios de coragem e determinação entraram e apontaram a lanterna à parede. Atónitos, leram:

QUEM ENTRAR... VAI ARREPENDER-SE!


Mas a curiosidade foi maior e eles entraram. O que encontraram deixou-os completamente boquiabertos... Esperavam encontrar grande destruição, mas encontraram uma estante imponente e intacta cheia de livros antigos e empoeirados... exceto um!! Aproximaram-se intrigados com o que viam... - Engraçado! É o único livro que não tem pó! - exclamou o Rodrigo. - Que estranho! Alguém deve ter utilizado este livro muitas vezes! afirmou a Beatriz. - Vamos ver se o livro é interessante? - sugeriu o Fernando. Assim que eles pegam no livro …. trazpazcatrapaz.... a estante rodou e eles viram-se num sítio estranho, mas agradável!


Entraram numa sala, muito acolhedora, com uma lareira acesa, quadros com imagens dos antigos diretores da escola. De repente, começaram a ouvir o ranger de uma poltrona a virar lentamente, em direção à secretária. As crianças tremiam como varas verdes, perante tal horrível som! Mal a poltrona se virou, depararam-se com a seguinte figura: quem estava na poltrona era, nada mais nada menos, que um MACACO. Este já era velho, tinha uma barba branca e longa, olhos redondos e escuros e os dentes tortos de tantas bananas ter comido.

O Rodrigo, curioso, foi o primeiro a reagir e perguntou ao macaco quem ele era e o que estava ali a fazer. O macaco respondeu: - Sou o Quim Bananas! Vim há muitos anos atrás, aquando da invasão da Terra pelos macacos do planeta Bananóide. Só que se esqueceram de mim e fui obrigado a refugiar-me nesta escola. E aqui vivo sozinho.


A Beatriz sugeriu que o macaco abrisse a escola e se tornasse o director, e que eles o ajudariam. Desta forma , ele nunca mais ficaria sĂł. O macaco aceitou e avisou-os que, como director, ele nĂŁo iria ser nenhum banana doce.

Trabalho realizado pelos alunos do 5Âş ano das turmas A,B,C,D,E,F,G,H,I,J

História Andante  

Exercício de escrita colaborativa

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