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Parte do que hoje é o território joseense teria sido ocupado por uma fazenda de gado às margens do Rio Comprido, hoje divisa natural entre São José dos Campos e Jacareí, por padres jesuítas no final do século 16 a partir da concessão de sesmarias. A criação de fazendas era um artifício usado pelos jesuítas para evitar uma maior intervenção por parte de Portugal. A legislação de 1611, que regulamentava a administração de aldeamentos de índios dispersos, administrados por religiosos, transformou oficialmente a fazenda em missão de catequese. Os colonos paulistas viram-se então prejudicados, pois dependiam da exploração de mão de obra escrava indígena, o que culminou no conflito em que os jesuítas foram expulsos e os aldeãos espalhados. Os jesuítas retornariam alguns anos mais tarde, instalando-se em uma planície a 15 quilômetros da antiga aldeia, onde fica hoje o centro da cidade. Do novo local tinha-se uma visão privilegiada da área que circundava a aldeia, garantindo maior segurança

contra invasões, enchentes e permitindo boa ventilação e insolação. Mesmo sendo uma nova missão, era oficialmente tratada como fazenda de gado. Sabe-se ainda que a organização urbana no plano teórico e prático da aldeia é obra atribuída ao padre jesuíta Manoel de Leão, cuja principal ocupação era a de administrador. Em São Paulo desde 1663, ele estava à frente das fazendas mais remotas. Entre estas, figurava o aldeamento em solo joseense. Nos documentos, a aldeia aparece com o nome de Residência do Paraíba do Sul, em 1692, e Residência de São José, em 1696. Com a descoberta de ouro nas minas gerais, no início do século 18, o aldeamento passa por sérias dificuldades por causa da saída de mão de obra para o trabalho na mineração. Após a expulsão dos jesuítas do Brasil, em 1759, todos os bens dessa ordem religiosa – como fazendas, colégios e aldeias – passaram para a custódia da monarquia portuguesa. Esta determinou ao governador da província, Luís Antonio de Souza Botelho Mourão, conhecido como Morgado de Mateus,


a incumbência de tornar produtivas as novas propriedades da Coroa, entendendo-se como tal a necessidade de ampliar a arrecadação de impostos. Morgado de Mateus recebeu a permissão do vice-rei para criar freguesias e vilas, pois assim poderiam ser tributadas. Em 27 de julho de 1767, ainda antes de se tornar freguesia, a aldeia foi elevada à categoria de vila, com a denominação de São José do Paraíba. Levantou-se, então, o pelourinho na atual Rua Vilaça, próximo ao cemitério, e procedeu-se à eleição da Câmara, o que caracterizava a nova condição. A emancipação à categoria de Vila não foi um fator determinante para o desenvolvimento local, pois por muitos anos quase nenhum progresso foi notado. A principal dificuldade apontada era o fato de a Estrada Real passar fora dos domínios da vila. Em meados do século 19, São José do Paraíba já demonstrava alguns sinais de crescimento econômico, com a evolução da agricultura. Em 1864, a vila foi elevada à categoria de cidade e em 1871 recebeu a denominação de São

José dos Campos. Isso se deve, em parte, à expressiva produção de algodão, atingida durante a década de 1860, que era quase toda absorvida pelo mercado inglês. Também o desenvolvimento quase simultâneo da cultura cafeeira no Vale do Paraíba contribuiu para esse surto de progresso pelo qual passou o município. Apesar de São José ter ocupado posição periférica no contexto valeparaibano nesse período, em 1886 atingiu o auge produtivo, quando a cidade era servida pela estrada de ferro, que fora inaugurada em 1877, mantendo ainda alguma expressão até por volta de 1930. A pecuária leiteira começou a ser introduzida com mais intensidade a partir de 1918, após uma grande geada ocorrida no município, e vem se mantendo com relativa importância até a atualidade. No início do século 20, começou a tornar-se perceptível a procura de São José dos Campos para o tratamento de tuberculose, devido às condições climáticas supostamente favoráveis. Gradativamente, foi sendo criada

uma estrutura de atendimento, com a construção de pensões e repúblicas. Em 1924, foi inaugurado o Sanatório Vicentina Aranha, o maior do país na época. Com a transformação em estância climatérica e hidromineral, em 1935, o município pôde investir em infraestrutura, principalmente na área de saneamento básico. No futuro, isso viria a ser de grande importância para a atração de investimentos destinados ao desenvolvimento industrial, que começa a se acentuar a partir do declínio da função sanatorial da cidade, pois a tuberculose passou a receber tratamento ambulatorial com o advento da penicilina, na década de 1940. Durante o período de 1935 a 1959, a cidade foi administrada por prefeitos sanitaristas, nomeados pelo Governo Federal. Em 1958 São José dos Campos ganhou autonomia política , que foi perdida em 1967 e novamente recuperada em 1977. Na intenção de atrair investimentos industriais para a cidade, a Lei Municipal 4, de 13 de maio de 1920, concedia isen-

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O Distrito de Eugênio de Melo, que conta hoje com 85,8 quilômetros quadrados de área, apresenta algumas peculiaridades no cenário joseense. No final do século 19, com o auge da produção cafeeira no município, a região teve papel importante na produção e exportação do produto, que levou à construção da estação ferroviária, inaugurada em 1898. Este fato ofereceu condições para o surgimento da vila, que recebeu a denominação de Nossa Senhora dos Cafezais. Com a decadência do café em todo o Vale, o povoado passou por dificuldades econômicas quando começou a substituição gradual da cafeicultura por outras lavouras. O povoado teve um período de crescimento econômico ao ser construída a primeira estrada de rodagem Rio-São Paulo, em 1924. Por cortar a área urbana do distrito, a rodovia beneficiou o comércio local e trouxe maior mobilidade à população, por meio de linhas de ônibus que puderam ser criadas entre cidades vizinhas e São José dos Campos. Nesse momento foi criado o Distrito de Eugênio de Melo pelo Decreto Estadual 6.638, de 31 de agosto de 1934, o distrito, de certa forma, possibilitou à administração municipal atender melhor às reivindicações da população do local. O nome foi uma homenagem a Eugênio Adriano Pereira de Cunha e Mello, diretor da Central do Brasil de 1889 a 1891. Da época cafeeira em Eugênio de Melo restam ainda alguns prédios históricos, como a estação ferroviária e a sede da Fazenda Galo Branco. Também foram encontrados diversos artefatos de origem indígena. O processo de industrialização pelo qual passou São José dos Campos envolveu também o distrito, que recebeu a instalação de diversas indústrias, até mesmo de grande porte. Em 2006 foi instalado em Eugênio de Melo o Parque Tecnológico, uma parceria do Governo de São Paulo com a Prefeitura de São José dos Campos. O prédio reúne instituições públicas e privadas que visam o estudo e desenvolvimento de tecnologia.

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A origem do povoado de São Francisco Xavier está ligada ao fato de a localidade ter sido passagem e pouso de tropeiros que vinham de Minas Gerais para vender produtos em São José dos Campos. O distrito foi criado oficialmente pela Lei Estadual 59, de 16 de agosto de 1892, e nessa época era composto por uma capela construída em taipa e aproximadamente dez casas, além de uma escola pública, um armazém e uma botica. Devido ao relativo isolamento, passou por um longo período na dependência exclusiva da agropecuária. Em 1911, foi inaugurada a iluminação pública, com lamparinas de querosene trazidas de São José e colocadas nas ruas a cada dez metros. Nesse período, todos os melhoramentos urbanos eram executados pelos moradores, coordenados por um inspetor da Prefeitura, que convocava os grupos de trabalho. São Francisco Xavier foi um dos pontos estratégicos dos paulistas nas revoluções de 1930 e 1932. Entre 1942 e 1951, a igreja matriz foi ampliada e reformada, permanecendo somente a torre em taipa. A população era abastecida de água vinda dos córregos e nascentes da região. Para resolver este problema, a Prefeitura instalou um pequeno reservatório e distribuía água por meio das bicas instaladas em pontos estratégicos. Em 1958, foram cortadas essas ligações, e o Governo do Estado assumiu o abastecimento, com a instalação de ligações domiciliares. Situado ao norte do município, numa área de 301 quilômetros quadrados, São Francisco Xavier tem uma paisagem natural privilegiada, com fortes declives e grandes altitudes. O ponto culminante é o Pico do Selado, com 2.082 metros, de onde se avistam as cidades vizinhas, em meio a um relevo harmonioso de montanhas e vales. O distrito é uma área de proteção ambiental Federal, como parte da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. Na esfera municipal, o distrito é amparado pela lei complementar nº 165, de 15 de dezembro de 1997, que instituiu a APA da Serra da Mantiqueira. Em 8 de novembro de 2002, foi aprovada a lei estadual nº 11262, criando a APA – São Francisco Xavier, que hoje dispõe de um Conselho Gestor com participação do estado, do município e da comunidade, já tendo um plano de manejo aprovado em 2006. Essa legislação tem por objetivo disciplinar o processo de ocupação do Distrito e de toda a potencialidade turística resultante de suas riquezas naturais que, por isso, vem atraindo a atenção de um número cada vez mais expressivo de pessoas, o que exige uma crescente necessidade de assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais, de tal forma que proporcione bem-estar à população e aos visitantes.

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A bandeira de São José dos Campos foi instituída pela Lei Municipal 655, de 1960. O desenho é de João Vítor Guzzo Strauss, vencedor do concurso promovido pela municipalidade.

Blau de prata; treze listras; figura de uma roda dentada em ouro, simbolizando a riqueza sempre ascendente do município; faixa sinuosa em prata, representando o Rio Paraíba do Sul; três estrelas, simbolizando os três distritos: São José dos Campos, Eugênio de Melo e São Francisco Xavier; os treze dentes da engrenagem falam do entrosamento entre o Estado e o Município.

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 O brasão de armas de São José dos Campos, de autoria de Afonso de Taunay e José Wasth Rodrigues, foi adotado pela Lei Municipal 180, de 1926. O desenho foi restaurado pela Lei Complementar Municipal 19, de 1948, ratificado pela Lei Municipal 2.178/1979 e alterado pela Lei Municipal 5.248/1998.

 A) Escudo português, cortado e partido o campo do chefe em dois quartéis e encimado pela coroa mural. B) Primeiro quartel: em campo de ouro, quatro cabeças de sua cor, de índios guaianases, afrontados e acantonados ladeando o brasão do venerável José de Anchieta, como símbolos da fundação do povoado de São José no século 16. C) Segundo quartel: em campo de sinople (verde), um lírio e uma haste cruzados de prata, e uma faixa ondeante, também de prata, simbolizando o Rio Paraíba do Sul, constituindo as armas do município. D) No campo inferior, metade do escudo, de goles (vermelho),

uma panóplia bandeirante, com arcabuz, espada, machado e bandeira, tudo de sua cor, recordando a entrada dos desbravadores em terras de São José no século 16. E) Suportes: dois tenentes do terço miliciano (criado para o norte de São Paulo pelo Morgado de Mateus, então governador da província) e dois ramos de café frutificados, tudo ao natural, como ornamento exterior, sobre os quais se assenta o escudo. F) Coroa mural: em couro, com cinco torreões, visíveis, tendo a porta principal, aclarada, o brasão do Morgado de Mateus. G) Listão: em prata e letras de goles (vermelho) a divisa “aura terraque generosa” (generosos são meus ares e minha terra).

Ei-la envolta na neblina Debruçada na colina, Sob o olhar da Mantiqueira São José a hospitaleira São José bicentenária Das mãos de Anchieta nascida, Desta terra legendária Que alegre vivas unida No teu trabalho febril Que o orgulho sejas do Vale A cidade que mais cresce Pois o título desvanece Ei-la envolta na neblina Debruçada na colina, Sob o olhar da Mantiqueira São José a hospitaleira São José bicentenária De operário a estudante, Teu sangue novo estoante Flui da escola à oficina E da fé te ilumina, Unes o livro ao esmeril, Terra de obreiro e de bardo, Que tens Cassiano Ricardo O poeta do Brasil.

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SÃO FRANSCISCO XAVIER

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para coleta e análise de dados populacionais. Era essa a divisão territorial em vigor por ocasião do início dos trabalhos do Censo de 2010 do IBGE e foi para essas unidades territoriais que a instituição divulgou os resultados do seu último levantamento censitário.

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21 SÃO FRANSCISCO XAVIER

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O Município de São José dos Campos é cortado no sentido leste-oeste pela Rodovia Presidente Dutra (BR 116), transferida em concessão à empresa Nova Dutra, e pela Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB), depois Rede Ferroviária Federal (RFFSA), hoje concedida à empresa MRS Logística. As duas vias ligam o Rio de Janeiro a São Paulo. No sentido norte-sul, a Rodovia Monteiro Lobato (SP-50), que liga São José dos Campos ao sul de Minas Gerais e a Campos do Jordão, e a Rodovia dos Tamoios (SP-99), que liga São José a Caraguatatuba, com conexão para os demais municípios do litoral norte do estado, inclusive o Porto de São Sebastião, pela Rodovia Doutor Manoel Hyppólito Rego (SP 055). Paralela à Via Dutra, situa-se a Rodovia Carvalho Pinto (SP-70), que liga a região metropolitana de São Paulo ao Vale do Paraíba, com conexão para as rodovias dos Tamoios e Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123), esta para Campos do Jordão. São José dos Campos tem 65 estradas municipais, com 437 quilômetros de extensão, dos quais aproximadamente 70 são pavimentados.


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O clima de São José dos Campos, na classificação de Koeppen, é de Cwa (Mesotérmico Úmido, com estação seca no inverno).

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As árvores auxiliam na manutenção do equilíbrio climático, fazem sombra, absorvem parte da radiação emitida pelo sol, aumentam a umidade do ar e resfriam o ambiente. A presença de vegetação altera os regimes de ventos, e os torna mais brandos, frescos e menos carregados de poeira. A vegetação original da região de São José dos Campos era composta por campos nas margens do Rio Paraíba do Sul e seus afluentes, florestas do tipo subcaducifólia tropical, que se prolongavam em gradiente vegetacional até a Mata Atlântica e manchas de cerrado envolvidas por áreas florestais (CESP, 1988). Com a exploração cafeeira no início do século 20, as atividades pecuárias e o intensivo desenvolvimento urbano e industrial ocorridos nas últimas décadas, houve uma devastação muito acentuada e rápida da cobertura vegetal original. Atualmente a vegetação nativa remanescente predomina nas encostas, nos esporões e nas posições de cumeeira da Serra da Mantiqueira, principalmente no distrito de São Francisco Xavier, por constituírem áreas de preservação natural. Ocorre também em trechos que acompanham as margens do Rio Paraíba e dos principais tributários, nas denominadas matas ciliares. Observam-se ainda algumas manchas de cerrado na região sul do município, no Torrão de Ouro. Os remanescentes florestais da Mata Atlântica correspondem a 11,06 quilômetros quadrados e correspondem a 10,01% da área do município. Fontes: Fundação SOS Mata Atlântica, Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Período 2000-2005.

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Desde 2006 o município desenvolve o Programa de Revitalização de Nascentes em Áreas Públicas Urbanas. O objetivo é recuperar a vegetação das margens, que são responsáveis pela alimentação da bacia do Rio Paraíba.. O programa tem apoio de empresas e instituições da região, além da participação de alunos de escolas públicas e da comunidade.

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Localizado no bairro Santa Cruz da Boa Vista, há 17 quilômetros do centro de São José dos Campos, o Parque Natural Municipal Augusto Ruschi (popularmente conhecida como Horto Florestal) está inserido em área de proteção ambiental da bacia hidrográfica do Rio Paraíba e constitui um importante remanescente de mata atlântica, onde vivem diversas espécies de animais, algumas ameaçadas de extinção, como jaguatirica, lobo-guará, sagui-da-serra-escuro, gato-do-mato-pequeno, gavião-pega-macaco, jacu, pavó, cigarra-verdadeira e onça-parda. A área, com cerca de 2,5 milhões de metros quadrados, é rica em nascentes e córregos. A água, de excelente qualidade, foi utilizada para o abastecimento de São José dos Campos até a década de 40. No parque fica o viveiro de mudas, que produz unidades para as áreas verdes públicas e ruas. São cem

espécies nativas, entre elas aroeira-salsa, ipê-amarelo, ipê-roxo, sabão-de-soldado, araçá, tucaneiro, jequitibá-vermelho, cabreúva, cedro, copaíba, guapuruvu, imbiraçu e bracatinga. O Parque Natural Municipal Augusto Ruschi foi criado em 17 de setembro de 2010 pela Lei Municipal 8.195, sendo a primeira unidade de conservação proteção de integral de São José dos Campos. Com a assinatura da lei, o Parque Natural passou a integrar o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, submetendo-se a critérios, normas de implantação e gestão específicos. Um dos objetivos da criação da unidade de conservação é a preservação do ecossistema natural, de grande relevância ecológica e beleza cênica, a realização de pesquisas científicas, o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, além da recreação em contato com a natureza e do turismo contemplativo.

 A Reserva Ecológica Augusto Ruschi, anteriormente uma fazenda, deno-

minada Boa Vista, foi incorporada ao patrimônio público do município em 1902, com o objetivo de utilizar os mananciais existentes como reservatório para captação e distribuição de água para a cidade. Este sistema durou até 1937, quando foi desativado, e o abastecimento passou a ser realizado no local atual, no Rio Paraíba. Com 2,46 quilômetros quadrados, a área foi transformada em reserva florestal pela Lei Municipal 2.163, de 1979. Em 1986, o local recebeu o nome de Reserva Ecológica Augusto Ruschi, em homenagem ao biólogo que dedicou a vida ao estudo da natureza. Em 2004 a Lei Complementar Municipal 280 a ZA-RFAR, Zona de Amortecimento da Reserva Florestal Augusto Ruschi. No entorno as atividades humanas estão sujeitas a normas específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a área. Em 2008 teve início o estudo técnico para criação da unidade de conservação de proteção integral.

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A concha do Banhado compreende uma região imediatamente contígua ao centro urbano de São José dos Campos, com uma área de 4,32 milhões de metros quadrados. Considerado um dos principais cartões postais da cidade, constitui-se em um anfiteatro que se abre após o declive abrupto que cai sobre a várzea próxima, mantendo as feições de extensa planície, que se alonga até o Rio Paraíba do Sul, num cenário único totalmente integrado à paisagem urbana local. Composta anteriormente de variada vegetação nativa, o Banhado passou por um processo de desmatamento, devido à venda de madeiras para construção da Estrada de Ferro Central do Brasil e pela especulação imobiliária. Em 1939, com o projeto que visava a organização urbana, o prefeito Francisco José Longo, no intuito de preservar a região, desapropriou todo o lado

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direito da Avenida São José, possibilitando a visualização de todo o conjunto pela população. No ano de 1984, a lei municipal 2.792/84 declarou o Banhado, Área de Proteção Ambiental. Em 2002 a Lei Estadual nº 11.262, além de criar a APA de São Francisco Xavier também criou a Área Estadual de Proteção Ambiental do Banhado e do Jaguari, que engloba a parte dos terrenos situados em Área de Proteção Ambiental IV. As legislações que incidem sobre essa área, têm o sentido amplo de garantir sua proteção, impondo restrições de uso e ocupação, objetivando a preservação paisagística e histórica do principal cartão postal da zona urbana de São José dos Campos. O Banhado exerce uma função ambiental que beneficia direta e indiretamente a cidade, seja como condi-

cionante climático, refúgio da vida silvestre, reserva da biodiversidade, além de suas funções socioculturais. Essas características revelam um patrimônio ambiental e paisagístico de tal expressão, que se tornou eminente a sua preservação para as futuras gerações através da implantação de um Parque Natural Municipal: o Parque do Banhado, que se encontra em processo de criação. A criação dessa Unidade de Conservação de Proteção Integral possibilita a manutenção da flora e fauna local; formação de um corredor ecológico junto ao centro urbano de São José dos Campos; melhoria das condições climáticas locais; desenvolvimento e manutenção de recursos fitogenéticos; desenvolvimento de pesquisas ambientais e formação de espaços condizentes à realização de atividades de educação ambiental.


 A área do município situa-se no Planalto Atlântico e inclui subdivisões naturais em zonas, determinadas por feições morfológicas distintas: Serra da Mantiqueira, Médio Vale do Paraíba e Planalto de Paraitinga. A zona da Serra da Mantiqueira compreende a escarpa que limita o Vale do Paraíba, ao norte, com o Planalto Sul Mineiro. A passagem do planalto para o Vale do Paraíba ocorre de forma gradativa, de amplitudes maiores a menores, das formas de escarpas até os domínios de morros e colinas ou espigões isolados. A zona do Médio Vale do Paraíba separa a Serra da Mantiqueira, ao norte, do Planalto de Paraitinga, ao sul. É uma faixa alongada de direção nordeste- sudoeste, com largura variando de 10 a 20 quilômetros. Contém um domínio central de substrato sedimentar, que inclui a planície do Rio Paraíba do Sul. Predominam no geral colinas na forma de tabuleiros. Na zona geomorfológica do Planalto de Paraitinga, os terrenos se nivelam ao redor de 700 metros. Neste domínio estão presentes áreas serranas, cuja principal feição paisagística é o chamado mar de morros, com variáveis que diminuem gradativamente dos divisores de água para os vales principais, onde as serras dão lugar a morros e estes a morrotes e colinas.

 Em São José dos Campos ocorre uma grande diversidade de rochas. Estão presentes litologias do embasamento cristalino, atribuídas ao Grupo Paraíba e ao Grupo Açungui ( às zonas da Serra da Mantiqueira e ao Planalto de Paraitinga, na porção norte e no extremo sul do município. Sedimentos terciários do Grupo Taubaté ocorrem ao centro-sul (zona do Médio Vale do Paraíba). Sedimentos aluvionares recentes são significativos ao longo das calhas dos rios Paraíba do Sul e Buquira e mais restritos junto às drenagens dos rios Jaguari, Comprido, Vidoca, Putins, Alambari, Pararangaba e da Divisa.

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Fica a 1.740 metros de altitude, na divisa com Sapucaí Mirim (MG), e tem vista panorâmica para cidades do Vale do Paraíba. 

É o ponto mais alto do município, com 2.082 metros de altitude. Localizado nos limites com Camanducaia (MG) e Joanópolis, é ideal para a prática de alpinismo. No inverno, a temperatura fica entre 5 e 12 graus negativos, com eventual queda de neve. Tem vista panorâmica de Monte Verde (MG), da área urbana de São José dos Campos e de outras cidades do Vale do Paraíba. 

Excelente para o alpinismo sem equipamentos, fica a 1.925 metros de altitude, no limite com Camanducaia (MG) e Serra do Selado. 

No inverno a temperatura chega a 12 graus negativos. Está a 1.913 metros de altitude e é excelente local para alpinismo sem equipamentos, com vista panorâmica de várias cidades do Vale do Paraíba. 

Com 1.300 metros de altitude, fica na Serra de Santa Bárbara. Paisagem de águas límpidas, ligeiras, por entre pedras, que formam piscinas naturais e pequenas quedas. 

Trilha com oito quedas de cachoeira. Das 9h às 15h30 Telefone: 3926-1290 e 3926-1214

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O Rio Paraíba do Sul é formado pelos rios Paraitinga, que nasce no município de Areias, e Paraibuna, cuja nascente é no município de Cunha. A confluência dos rios se dá no município de Paraibuna, no reservatório de mesmo nome. Com um percurso de 1.150 quilômetros, o Paraíba deságua no Oceano Atlântico, no município de São João da Barra (RJ). A bacia do Paraíba compreende uma área de 57 mil quilômetros quadrados e se estende pelos estados de São Paulo (13.605 km2), Rio de Janeiro (22.600 km2) e Minas Gerais (20.500 km2) e

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tendo na área de abrangência 184 municípios, entre os quais 88 no estado de Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São Paulo. Trata-se de uma região de intensa ação antrópica, porém ainda mantém alguns resquícios de mata atlântica em parques e reservas. Entre os principais usos da água estão: captação para uso doméstico – 64 mil litros/segundo, dos quais, 17 mil para abastecimento domiciliar da população residente na bacia, mais 47 mil para o abastecimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que não se encontra na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, porém se beneficia

de suas águas graças a uma transposição para o Rio Guandu. A água também é utilizada para uso industrial, agrícola e de geração de energia entre outros em menor proporção. São José dos Campos é o maior município da bacia hidrográfica do Rio Paraíba do Sul. O rio atravessa transversalmente o município e apresenta na margem esquerda afluentes com maior volume de água que os da margem direita. Entre os da margem esquerda destacam-se os rios Jaguari e Buquira. Já os afluentes da margem direita, se não apresentam grande volume de água,


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têm importância porque percorrem toda a malha urbana e constituem grande parte do sistema de drenagem do município. Os de maior destaque são os rios Comprido, Pararangaba e Alambari, além do Córrego Vidoca. Dentro da rica rede hidrográfica que tem suas nascentes no município, importante fonte para o abastecimento da população e da pecuária, destaca-se a existência do Rio do Peixe, afluente do Rio Jaguari, que tem extensa bacia hidrográfica. Percorrendo parte da região norte do município, suas águas drenam 25% da bacia do reservatório do rio Jaguari, para a regularização de vazão do Rio Paraíba do Sul, produção

de energia elétrica, e também utilizada para lazer e turismo na região.

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A Usina Hidrelétrica Jaguari está localizada no Rio Jaguari, entre os municípios de Jacareí e São José dos Campos. O acesso é pela Rodovia Presidente Dutra, km 165. Sua potência instalada é de 27,6 MW, distribuída por duas unidades geradoras com turbinas Francis. O reservatório tem 56 km2 de extensão e tem como principal finalidade permitir o controle da vazão do Rio Paraíba, que é o fornecedor de água para várias cidades do Vale do

Paraíba, tanto no Estado de São Paulo como no Rio de Janeiro. Em abril de 2010 o Sistema de Gerenciamento da Organização foi avaliado pela Bureau Veritas Certification e encontrado em conformidade com os requisitos da Norma ISO 9001:2008 no seguinte escopo de fornecimento: Geração de Energia Elétrica em 13,8 kV, regularizando a vazão do Rio Paraíba do Sul, promovendo o manejo de flora e fauna, educação ambiental e travessias lacustres na Unidade de Produção Rio Paraíba, compreendendo as Usinas Hidrelétricas Paraibuna e Jaguari. Fonte: CESP – Companhia Energética de São Paulo - 2011

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Em 2010, no XII Censo Demográfico, foram visitados cerca de 58 milhões de domicílios em 5.565 municípios. Alguns dados preliminares referentes ao município de São José dos Campos disponibilizados pelo instituto quando da elaboração desta edição são apresentados a seguir.

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Entre 2000 e 2010 a população residente no município de São José dos Campos cresceu 16,7%, aumentando em cerca de 90 mil pessoas. Distante das elevadas taxas ocorridas entre as décadas de 50 e 80, o município segue a tendência geral do país, que expressa uma redução do ritmo de crescimento populacional. Porém, com uma taxa de crescimento médio anual de 1,57%, São José dos Campos ainda mantém um crescimento superior ao verificado para o conjunto da população brasileira (1,17%) e para o Estado de São Paulo (1,09%).

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Aspectos importantes da composição da população de São José dos Campos e respectiva evolução nas últimas décadas são revelados pela observação das pirâmides etárias de 1980 a 2010. O contínuo estreitamento da base e o gradativo alargamento das faixas etárias mais avançadas no alto da pirâmide indicam a redução da fecundidade e o processo de envelhecimento populacional, em curso no país. Essa alteração na estrutura etá-

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ria tem grandes repercussões sobre as demandas da população em áreas como saúde, educação, mercado de trabalho e previdência social e deverá nortear a implantação das políticas públicas. Considerando-se os grandes grupos etários – crianças, jovens, adultos e idosos – e comparando-se apenas os dados dos dois últimos censos, podemos observar como é marcante a alteração do perfil da população.

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Também é possível visualizar no mapa a área urbana isolada que corresponde à localidade do Buquirinha (Zona de Assentamento Informal), integrante da região norte. Já com relação aos distritos que integram o município, temos, além do distrito sede que concentra 86,1% da população, os distritos de Eugênio de Melo e São Francisco Xavier onde se localizam, respectivamente, 13,3% e 0,6% dos residentes.

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Segundo o censo de 2010, no conjunto dos 189.503 domicílios particulares permanentes recenseados em São José dos Campos, 151.863 são casas, 33.343 apartamentos, 3.715 casas de vila ou em condomínios e 582 residências em casas de cômodos.

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No município de São José dos Campos há uma média de 3,32 pessoas por domicílio, índice semelhante à média nacional (3,33) e bem próxima da encontrada no estado de São Paulo (3,22). Considerando ainda o número de moradores, foram identificados pelo IBGE 19.805 domicílios com apenas um morador e 35.266 com cinco ou mais moradores.

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Considerando-se o conjunto dos domicílios particulares permanentes, o censo de 2010 identificou, entre os domicílios joseenses, 70% de domicílios próprios. Este percentual é praticamente igual ao constatado no estado de São Paulo. O quadro abaixo apresenta um comparativo das diversas situações de ocupação do domicílio.

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Segundo o levantamento censitário de 2010, em São José dos Campos, 12% dos domicílios possuem rendimentos de até meio salário mínimo mensal per capita, 74% enquadram-se na faixa entre mais de meio e cinco salários mínimos, 10% contam com mais de cinco salários mínimos e 3% (6.051 domicílios) não apresentam rendimentos. Podemos observar no quadro abaixo, de forma comparativa, os dados referentes ao rendimento domiciliar per capita dos domicílios de São José dos Campos e do Estado de São Paulo

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Um dos indicadores mais utilizados para avaliação da atenção à saúde do município é a mortalidade infantil, que é a relação entre a quantidade de óbitos de bebês com menos de um ano, não fetais, ocorridos no município e o número de nascidos vivos no mesmo período no município. As medidas de mortalidade também podem ser consideradas como indicadores indiretos da qualidade de vida da cidade, pois refletem as condições de moradia, nutrição, educação e saneamento. O coeficiente de mortalidade infantil de São José dos Campos em 2000 era de 13,09 óbitos por mil nascidos vivos. Em 2010 esse índice caiu para 9,3. A redução tem relação direta com o acompanhamento pré e pós-natal e o aprimoramento da assis-

tência ao parto e à gestante realizada pela Prefeitura desde 2001, por meio de programas e serviços. Um deles é a triagem neonatal, que atualmente é referência na região. A redução inicial da mortalidade infantil deu-se à custa do componente pós-neonatal (acima de 28 dias de vida), demonstrando melhoria das condições de saneamento básico da cidade, associada ao intenso trabalho de prevenção realizado pelas unidades básicas, com a utilização maciça de terapia de re-hidratação oral e educação em saúde. A partir da década de 80, o componente neonatal (0-28 dias) passa a determinar o comportamento da mortalidade infantil do município, aspecto de mais difícil intervenção, pois está relacionada à gravidez, ao parto

e puerpério, que são determinantes endógenos de mais difícil intervenção. Em 1990, de um total de 213 óbitos ocorridos em menores de um ano, 70% deles (150 casos) tinham até 28 dias de vida, sendo que destes 87% (130 casos) morreram na primeira semana de vida. Em 2003, de um total de 101 óbitos ocorridos em menores de um ano, 68% deles (68 casos) tinham até 28 dias de vida, sendo que destes 73% (50 casos) morreram na primeira semana de vida. Para alcançar a diminuição da mortalidade neonatal precoce, foram feitos investimentos no programa de pré-natal (consultas, parto e puerpério) na rede básica e hospitalar. Outra medida importante foi a criação da UTI neonatal e do banco de leite (estímulo à amamentação).

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1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

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20,18

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19,41

16,45

16,73

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13,49

13,27

11,94

11,15

11,39

11,69

11,44

11,43

10,83

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Neonatal

14,95

13,45

13,38

14,11

16,42

14,3

14,51

13,4

11,98

10,73

8,76

9,41

8,56

7,99

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8,48

8,85

7,96

7,51

7,87

6,46

Pós Neonatal

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6,43

4,41

5,89

4,9

3,05

4,75

3,8

4,33

4,08

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São José dos Campos tem 365 unidades que atendem todos os níveis e modalidades da educação. Segundo o Censo Escolar de 2010, são 168.742 os estudantes matriculados, considerando-se as redes de ensino estadual, municipal e particular. Com relação ao ensino superior e a pós-graduação, as instituições da cidade ministram cursos voltados para todas as áreas do conhecimento científico e tecnológico, configurando-se como o maior centro universitário da região e um dos mais importantes do país.

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Ao longo das últimas décadas, São José dos Campos vem se destacando não só como uma cidade empreendedora, que abriga grandes indústrias e um amplo parque tecnológico, mas também pela diversidade cultural, preservação dos patrimônios históricos e culturais e consolidação de grandes festivais, como o Festivale (Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba) e o Festidança (Festival de Dança de São José dos Campos), que destacam o nome da cidade no cenário nacional das artes. A Fundação Cultural Cassiano Ricardo é a responsável por definir a política cultural do município e garantir que as ações cheguem o mais próximo possível da população. Para isso, ela cria projetos e programas voltados para o teatro, cinema, música, dança, manifestações folclóricas, artes circenses, literatura, entre outras modalidades artísticas. Além disso, procura descentralizar todas as ações e ampliar o acesso à cultura para todos os setores da sociedade, o que contribui para despertar talentos e formar plateias.

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 No início do século passado, São José dos Campos era procurada pelo clima favorável ao tratamento da tuberculose. Grandes sanatórios, hotéis e pensões foram construídos na década de 20 para servir de apoio à atividade sanatorial. Em 1935, a cidade passou à condição de estância climatérica e hidromineral, quando começou a experimentar um crescimento urbano por causa da construção de várias edificações que se destinavam ao tratamento das moléstias pulmonares e também devido ao movimento intenso de chegada de pacientes. Este crescimento despertou a necessidade de uma política de saneamento e urbanização. O processo de planejamento teve início com a divisão da cidade em três zonas distintas: comercial, residencial e sanatorial. Em 1936, surgiu a necessidade da criação da zona industrial, pois teve início a instalação de olarias, cerâmicas e tecelagens. A vinda de indústrias de grande porte durante os anos 50 e a consequente aceleração da expansão urbana provocaram grande mudança no município, que transformou num curto espaço de tempo uma pequena cidade do interior na capital do Vale do Paraíba. Esta mudança trouxe a necessidade de novas diretrizes para o planejamento e estruturação e controle sobre esse processo de crescimento. Foram elaborados 4 planos diretores (em 1958, 1969, 1995 e 2006) e leis de zoneamento em 1971, 1980, 1990, 1997 e 2010. Diversas ações do poder público foram baseadas nos estudos e leis provenientes destes instrumentos. As medidas mais efetivas resultantes do primeiro plano Diretor de De-

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senvolvimento Integrado - PDDI estavam centradas principalmente na legislação de parcelamento do solo, que procurou disciplinar a expansão dos loteamentos que invadiam a zona rural, no zoneamento de massa, com o objetivo de segregar as atividades industriais poluentes das zonas residenciais e da área de manancial de abastecimento, assim como as relacionadas com o saneamento básico. Isso resultou, em 1963, na inauguração da primeira lagoa de oxidação de tratamento de esgotos do país. Com relação ao sistema viário, destaca-se o projeto que procurava retirar o tráfego de passagem Dutra - Campos do Jordão e Campos do Jordão - Litoral Norte, através de uma via projetada ao longo do fundo de vale do Córrego do Vidoca, somente concretizada nos anos 90 pelas avenidas Jorge Zarur, Mario Covas e Eduardo Cury, vias que integram o projeto do Anel Viário, demonstrando a ação positiva do planejamento. Com relação ao segundo plano diretor, elaborado em 1969, observa-se que o zoneamento foi o instrumento utilizado com sucesso, primeiramente para garantir a reserva de grandes espaços para as indústrias e, depois, para disciplinar os demais usos do solo urbano. O adensamento proposto para a região da Vila Ady-Anna e do São Dimas com objetivo de criar um novo centro comercial para desafogar o antigo centro foi um aspecto positivo. Sem dúvida, os dois primeiros planos diretores e as ações decorrentes deles contribuíram para a estruturação do tecido urbano que se conhece, no momento exato da consolidação do município como polo industrial. No terceiro e quarto planos diretores,

as questões ambientais e relacionadas ao desenvolvimento econômico e de ordenamento territorial preponderaram sobre as demais. O terceiro PDDI, em 1995, declarou 62% do município como área de proteção ambiental, incluindo parte da zona rural e parte da zona urbana. O último plano diretor, aprovado em 2006, apontou a criação de vários parques municipais, com o objetivo de reduzir a carência de áreas verdes em diversos bairros e melhorar as condições de drenagem urbana, além da preservação das áreas de fundos de vale. Este documento instituiu a obrigatoriedade de promover a revisão da Lei de Zoneamento, que culminou na atual lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Município, a Lei Complementar 428 de 09 de agosto de2010. A atual Lei de Zoneamento tem por princípio e valores pactuados com a sociedade o uso racional dos recursos naturais, a distribuição das atividades urbanas de acordo com a capacidade de infraestrutura, a melhoria das condições de mobilidade da população e a sustentabilidade da cidade e do cidadão joseense. São José dos Campos apresenta uma preocupação constante com a organização da cidade, o que levou a criar o Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento de São José dos Campos (Ipplan), órgão que tem por missão “prover soluções de planejamento e gestão de impacto estratégico, prospectando uma visão de futuro voltada para o desenvolvimento sustentável1”. 1. Prospecto do Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento – IPPLAN - São José dos Campos, 2011.


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O desenvolvimento contínuo, a partir dos anos 50, trouxe à cidade uma rápida trajetória de urbanização, destacando-a no cenário regional do Vale do Paraíba como um centro político, econômico, tecnológico, educacional e cultural, condições essas que, com os aspectos paisagísticos e geográficos locais, proporcionaram o aparecimento de uma arquitetura urbana de características únicas. A urbanização acelerada, evidenciada no século passado, promoveu grande impacto na malha urbana do município Esse processo criou instrumentos que deram forma à arquitetura e ao desenvolvimento urbano da cidade, criando importantes referências arquitetônicas. Anterior ao período de industrialização, no início do século 20, São José dos Campos se transformou em cidade sanatorial, sendo o principal exemplo da arquitetura dessa época o Sanatório Vicentina Aranha, com projeto elaborado pelo escritório do arquiteto Ramos de Azevedo. Durante a fase sanatorial, foram garantidos pelo Governo do Estado fluxos de recursos financeiros que propiciaram à cidade a organização para o desenvolvimento do próximo ciclo: o industrial. A partir da década de 1950, com o novo traçado e a duplicação da Rodovia Presidente Dutra, a instalação do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) – hoje Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) – e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), alterou-se substancialmente o perfil do município. No centro desse dinamismo, os arquitetos Oscar Niemeyer, com o projeto desenvolvido para o CTA, Carlos Barjás Millán em parceria com Luís R Carvalho Franco e Sidney Fonseca, Rino Levi e Roberto Burle Marx contribuem para situar a cidade no cenário da arquitetura moderna nacional. A arquitetura produzida nesse período foi responsável pela consolidação de uma nova paisagem urbana do município, que teve um crescimento econômico e demográfico acelerado nas décadas subsequentes. Contribuíram também para a arquitetura desse período os arquitetos Francisco Victor Palma, Willi Pecher, Rosendo Santos Mourão, Aluísio Monteiro, Ruy Othake, Roger Zmekhol, José Zanine Caldas, Samuel Szpigel, José Magalhães Júnior, Giancarlo Palanti, João Eduardo de Gennaro, J.B.V.Artigas e Carlos Cascaldi, Paulo Mendes da Rocha, José de Campos Almeida, Luciano Salgado, Ricardo Veiga, Luis Erasmo Moreira, entre outros. No início do século 21, São José dos Campos retoma o crescimento, materializando-se pelas mãos de uma nova geração de profissionais, novos marcos urbanísticos e arquitetônicos que delinearam uma renovação urbana e paisagística, extensiva ao distrito de São Francisco Xavier, que concentra como principais atrativos as belezas naturais.

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centro regional de turismo de negócios e compras. O distrito de São Francisco Xavier é um dos destaques. São José é destaque no cenário dos grandes eventos. Com infraestrutura de espaços, hospedagem e gastronomia de alto nível, o município recebe eventos de vários segmentos (cultura, moda, tecnologia) nacionais e internacionais. Conhecida como a Capital do Vale, São José dos Campos oferece todas as facilidades de um centro regional de turismo de negócios, eventos, compras, cultura, lazer e aventura.

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 Os visitantes que vêm a São José dos Campos não estão só a trabalho. Eles aproveitam a estadia para apreciar as opções de passeios, compras, cultura, lazer, gastronomia e turismo. No Vale do Paraíba, a cidade tem o maior número de salas de cinema, teatros, bares, restaurantes, casas noturnas, clubes e ginásios esportivos. Aqui é possível encontrar locais de tranquilidade, como os parques da Cidade, Santos Dumont e Vicentina Aranha. A cidade também recebe vários eventos artísticos e culturais no decorrer do ano, como os shows de cantores e bandas de diversos gêneros musicais e os festivais de dança e teatro.

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 No final de maio, o distrito é um cenário para o encontro de escritores e visitantes que gostam de literatura, com o Festival da Mantiqueira. O evento é organizado pelo Governo de São Paulo, em parceria com a Prefeitura e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo. A vila também recebe eventos regulares, como a Semana do Meio Ambiente, em junho, além de feiras de produtores rurais, shows musicais e festas que prestigiam a culinária regional.

 Rua 15 de Novembro (logo após o portal de entrada) Telefone: 3926-1833 Funcionamento de quinta a segunda-feira e nos feriados, das 9h às 17h

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Mais conhecido como Parque da Cidade, o Parque Municipal Roberto Burle Marx ocupa uma área de 960 mil metros quadrados, que foi parte da antiga Fazenda da Tecelagem Parahyba. O local tem obras arquitetônicas assinadas por Rino Levi (residência de Olivo Gomes, a usina de leite e galpão gaivotas) e jardins de Roberto Burle Marx (incluindo os painéis existentes na residência), que formam um dos mais importantes trabalhos da arquitetura moderna brasileira. A área verde fica entre a Avenida Olivo Gomes, às margens do Rio Paraíba, e a Estrada de Ferro Central do Brasil. Contempla uma extensa área verde, com lago e ilha artificial. As trilhas propiciam caminhadas agradáveis, de onde se pode observar alguns animais típicos da região, como capivara, garça e tucano. Tem ainda pista para caminhada, ciclovia, locais destinados a eventos culturais e artísticos. O parque também é palco de eventos artísticos e de lazer.

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O Parque Santos Dumont, localizado na região central da cidade, tem uma área de aproximadamente 46.500 metros quadrados. No local há equipamentos de ginástica ao ar livre e uma pista pavimentada para caminhada com equipamentos de ginástica para a prática de exercícios e corridas. O usuário pode também frequentar os quiosques, que estão equipados com churrasqueiras. Para o lazer contemplativo, o parque tem o jardim japonês e um lago de criação de peixes e aves.

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O Parque Ecológico Sérgio Sobral de Oliveira, é resultado de uma parceria entre a Prefeitura e a Petrobrás (Revap) e tem 50 mil metros quadrados de área. No parque foram plantadas 300 mudas de árvores, compondo um bosque com mudas de pau brasil, sibipirunas, aribás e quaresmeiras. O parque tem um campo de futebol com arquibancada para 1.500 pessoas além de um local para apresentações e eventos com acomodação para mil pessoas. O local possui também duas pistas de skate, duas quadras iluminadas (uma de areia e outra de concreto), pista para caminhada com 1.500 metros de extensão e equipamentos para recreação infantil e área de lazer. O local foi todo ajardinado, com plantio de grama, arbustos e mudas de pequeno porte.

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O Sanatório Vicentina Aranha foi o primeiro a ser construído na cidade de São José dos Campos e um dos primeiros do País. Devido à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo não poder mais comportar a quantidade de doentes tuberculosos, além da necessidade de isolamento que a doença requeria, sentiu-se a necessidade de construir um hospital. Da inauguração (1924) até 1945, o prédio sofreu várias reformas e ampliações, recebendo capela, necrotério, casa interna do médico etc. O projeto do edifício foi elaborado pelo arquiteto paulista F. P. Ramos de Azevedo e realizado pelo engenheiro Augusto Toledo. Encontrava-se fora da cidade, para isolamento e descanso. Era muito arborizado, com eucaliptos e bambus, para proteger dos ventos frios. Com as mudanças nos métodos de tratamento da tuberculose e as possibilidades de cura, após 1945, passou a diminuir suas atividades. Nos anos 90, abrigou um Hospital Geriátrico administrado pela Santa Casa de São Paulo. Em 28 de agosto de 1996 foi preservado pela lei municipal n.º 4.928/96 através do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural - COMPHAC. Em 25 de julho de 2001, foi assinada a resolução sc nº 44, tornando o sanatório um bem tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo - CONDEPHAAT. O Parque Vicentina Aranha ocupa a área do antigo sanatório de mesmo nome, de 84.500 m2. Nesta área estão distribuídas 15 edificações. O espaço é circundado por um bosque, separado em canteiros com algumas espécies raras e centenárias, como mogno, peroba-rosa, jequitibá, jacarandá-da-bahia, gonçalo-alves, pau-mulato, jatobá, braúna preta, araribá, guarantã, cabreuba vermelha e louro pardo. Fonte: Comphac - http://www.fccr.org.br/comphac/vicentina.htm

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Com área de 28.000m2, a implantação do Parque Caminho das Garças na região sul no bairro do Putim considerou a necessidade de equipamentos de lazer local e a recuperação ambiental da área do parque. O Parque Caminho das Garças é servido por quadra de futebol de areia e quadra poliesportiva, brinquedos , estares e bosque.

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Com área de 294.000 m2 e com extensão de 4738 metros em sua primeira fase, o Parque Senhorinha é composto de pista de caminhada, estações com brinquedos e equipamentos de ginástica, iluminação, mobiliários urbanos como lixeiras, placas de sinalização, escultura. Sua área de abrangência se extende da nascente do córrego, localizada no Campo dos Alemães até a proximidade da Av. Guadalupe.

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 Nas duas últimas décadas, São José dos Campos vem experimentando importantes transformações na estrutura econômica. Um dos principais aspectos desta mudança é a reestruturação do sistema produtivo, processada pelas empresas presentes no município. As estratégias globais adotadas pelas empresas geraram um novo desenho na base industrial instalada, principalmente em relação ao adensamento das cadeias produtivas automobilística, de telecomunicações e aeroespacial, além do importante papel do setor petrolífero. Esse dinamismo é atribuído ao volume de negócios gerados, particularmente no capital investido em novos empreendimentos. Do ponto de vista financeiro, a indústria participa com 51,9 do valor adicionado do município, enquanto que o setor de serviços, em franca expansão, é responsável por 47,9%. As transformações ocorridas na economia da cidade foram responsáveis pelos sucessivos incrementos no valor adicionado do município, que no período de 2000 a 2005 obteve um crescimento de 22%. O setor industrial de São José dos Campos tem um parque moderno, diversificado e em ampliação, destacando-se no cenário nacional por apresentar três fortes segmentos de empresas e respectivas cadeias produtivas: o automotivo, o petrolífero e o aeroespacial. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de 2011, colocam São José dos Campos em terceiro lugar no ranking de exportação no estado e em sétimo no país.

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mente inversos aos verificados na década de 80. O grande crescimento é demonstrado pelo fato de a cidade ser hoje um centro regional de compras e serviços do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Sul de Minas Gerais, atendendo uma população de aproximadamente 2,2 milhões de habitantes.

 Com o objetivo de avançar no setor de tecnologia, em 2001 a Prefeitura de São José dos Campos criou o Parque Tecnológico, em parceria com Governo de São Paulo. Com uma área de 188 mil metros quadrados de terreno e 30 mil metros quadrados de área construída, o Núcleo do Parque Tecnológico reúne instituições públicas e privadas que visam o estudo e o desenvolvimento de tecnologia. A partir desta integração, foram criados espaços dedicados às empresas do setor produtivo que investem em tecnologia, visando a inovação de

produtos diretamente voltados para o mercado. Lá funciona a Faculdade de Tecnologia (Fatec), instituição de ensino superior e gratuito e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também irá construir um novo campus no interior do Parque. O Centro de Eventos, que funciona no parque, é destinado a abrigar feiras, convenções e seminários. São 10 mil metros quadrados, com estacionamento para 1.500 automóveis. A capacidade total dos dois auditórios é para 1.100 pessoas.

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Com topografia acidentada, a zona rural do município ocupa 67,8% do território. A atividade predominante é a exploração da pecuária extensiva, com cerca de 40 mil cabeças de gado leiteiro e de corte. Entre os 830 proprietários, predominam os pequenos produtores rurais (com área até 50 hectares), basicamente localizados na região norte. Somente 5% das propriedades têm área acima de 200 hectares. Quanto ao aspecto da estrutura produtiva rural, esta não vem apresentando grandes alterações nos últimos tempos, porém observa-se a emergência de um novo quadro composto por moradores urbanos que exploram novas atividades, além do crescente numero de pequenas glebas, que têm a função muito mais de constituir uma residência rural do que um estabelecimento agropecuário produtivo. Fonte: Cadastro dos produtores rurais do município – PMSJC/2007

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


Sâo José em Dados