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Aleph, centro de estudos filos贸fico-teol贸gicos. Guia para iniciante e caminhante.

Ana Paula Peixer Setembro de 2012. 1


Sumário. Capítulo 1. Definição da comunidade, o nome e a causa da teologia da inclusão / nossa visão (bíblica) da hamartiologia.................................................3 Capítulo 2. O que é a teologia inclusiva..........................26 Capítulo 3. Entendendo a comunidade e sua maneira de celebrar e se reunir.......................................30 Capítulo 4. Entendendo a graça de Deus no fator Melquisedeque.............................................33 Capítulo 5. Como vemos e vivemos a questão financeira e a atuação social em nossa comunidade.................................................45 Capítulo 6. Espiritualidade e conhecimento. Centro de estudos filosófico-teológicos........................56

Bibliografia...................................................64

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Capítulo 1. Definição da comunidade, o nome e a causa da teologia da inclusão / nossa visão bíblica da hamartiologia.

Olá, seja bem-vindo ao Aleph, nossa comunidade do UM, centro de estudos filosófico-teológicos. Este é um breve guia para que você entenda o papel pioneiro de nossa comunidade na cidade de Joinville/ SC. Vamos, em primeiro lugar, entender o nome da comunidade. Este nome vem do hebraico. Aleph é a primeira letra do alfabeto hebraico e também o número 1. 3


Nossa comunidade tem como base fundamental a ideia colocada por Cristo de que somos todos um. Ele nos revela seu desejo de unidade e profetiza isto sobre nós em oração, no evangelho de João, capítulo 17, versículo 22. A partir desta premissa, olhamos para o criacionismo e para as promessas “abraâmicas” e compreendemos que todos viemos do um e voltaremos ao um. Deus disse a Abraão em Gênesis 12:3 que todas as famílias da terra seriam benditas nele. E Cristo reforça esta realidade nos declarando um. Somos um de acordo com a mitologia, somos um de acordo com a cabala, a linha mística judaica. Somos um tanto em nosso ser como 4


em comunidade como em unidade com o Criador. Vejamos: “Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.” João 14:23 O Zohar, escrito pelo Phd. Rav Michael Laitman, com recortes de um livro central do misticismo judaico nos revela na página 176: “...quando o Criador criou Adão, ou seja, ZA, Ele o fez com dois Partzufim-objetos-macho e fêmea, ligados de costas um para o outro. É por isso que a letra Yod fica de costas para as costas da letra Num, ambas voltadas para direções opostas...” 5


Uta Heinemann, teóloga, declara em seu livro: “Eunucos pelo Reino de Deus”, que na verdade, o mito da alma gêmea foi criado por Platão que em seu livro O Banquete tenta definir o que é o amor. E nessa busca, muitos convidados de uma festa, cada um por vez, fazem um elogio ao deus Eros (deus do amor). Mas um dos momentos mais fantásticos e reveladores do texto é quando o comediógrafo Aristófanes toma a palavra. Ele faz um discurso belo e que se imortalizou como a teoria da alma gêmea. Aristófanes começa dizendo que no início dos tempos os homens eram seres completos, circulares, de duas cabeças, quatro pernas, quatro braços, o que permitia a eles um movimento circular muito rápido para 6


se deslocarem. Porém, considerandose seres tão bem desenvolvidos, os homens resolveram subir aos céus e lutar contra os deuses, destronandoos e ocupando seus lugares. Todavia, os deuses venceram a batalha e Zeus resolveu castigar os homens por sua rebeldia. Tomou na mão uma espada e cindiu todos os homens, dividindoos ao meio. Zeus ainda pediu ao deus Apolo que cicatrizasse o ferimento (o umbigo) e virasse a face dos homens para o lado da fenda para que observassem o poder de Zeus. Dessa forma, os homens caíram na terra novamente e assim, cada um saiu à procura da sua outra metade, sem a qual não viveriam. Tendo assumido a forma que nós temos hoje, os homens procuram sua outra metade, pois a saudade nada mais é do que o sentimento de que algo nos 7


falta, algo que era nosso antes. Por isso, vivemos em sociedade, pois desenvolvemos nossas relações amorosas para mantermos a nossa sobrevivência. Dessa forma, o ser que antes era completo homem-homem gerou o casal homossexual masculino; o ser mulher-mulher, o casal homossexual feminino. E o andrógino (parte homem, parte mulher) gerou o casal heterossexual. E a força que une a todos é o que nos protege. Não é de se espantar que lemos em Gênesis que Deus criou Eva da “costela” de Adão, eles talvez, realmente fossem apenas um. Para nós, retornar às nossas “origens” sendo um com nosso cônjuge e família, um com a nossa comunidade 8


e um com Deus em Cristo é a base da vida espiritual plena e do amor. Pois bem, pela graça de Deus, mediante o sacrifício de Cristo, somos feitos filhos, e uma grande família em Deus. E para nós do Aleph, isto se estende até as últimas consequências. Jesus declarou que existem EUNUCOS de nascença. Ora, o eunuco pode ser assexuado, hermafrodita ou transexual. Hoje sabemos que a questão do gênero é relativa e as mudanças genéticas que ocorreram na humanidade por causa do pecado se manifestam desde mudanças físicas até psíquicas. Pessoas podem nascer com alterações na sua psicomotricidade, ou na aprendizagem, ou com questões de “confusão” de gênero, ou com algum tipo de paralisia física, enfim, nós 9


sofremos mudanças e adaptações e não é por isto que Deus deixa de nos amar, pois a vida está em nós, incondicionalmente às nossas singularidades e “diferenças”. Deus nos quis, nos desejou e incondicionalmente às nossas diferenças, Cristo proveu para nós salvação pela graça. Assim quando Ele afirma que no começo Deus fez homem e mulher, porém existem eunucos de nascença, olhamos para Mateus 19:12 como o versículo chave para o fim da rejeição e da condenação aos homossexuais. No Antigo Testamento, no livro de Isaías capítulo 56 versículo 3 em diante, Deus reforça esta graça ampliando-a, dizendo que o eunuco e o estrangeiro não serão rejeitados da Sua casa, mas que eunucos teriam nome maior do que de filhos e filhas, um nome eterno. 10


Ou seja, Deus se compadece de uma humanidade pecadora (pecado significa: errar o alvo), com sérias mutações e transformações genéticas em conteúdo e forma, e nos redime dizendo que aceita aqueles que “não podem procriar”, nestas passagens Deus se identifica com a dor e o preconceito vivido tanto por eunucos (transexuais ou homossexuais) como por qualquer outro ser humano outrora rejeitado e condenado pela própria religião judaica, haja vista que Cristo quando tocava em leprosos e conversava com prostitutas, afirmando que elas antecederiam a muitos no Reino (Mateus 21:31), era tido como herege por tal atuação. É importante deixarmos claro que na religião judaica, pessoas com 11


qualquer “defeito” no corpo não poderiam ministrar no templo, ou poderiam ser rejeitadas da comunidade sob a pena e o juízo de serem pecadores e punidos por Deus, não amados por terem nascido com tais “defeitos” e em alguns casos, “defeitos” considerados punição por pecados de gerações passadas. Coisa refutada por Cristo no evangelho, e também pela própria palavra que destrói, através do Cristo, o poder da maldição hereditária descrita em Jeremias 31:29. Ou seja, não é de hoje que o “diferente” é tido como estranho ou “anormal”, fora dos padrões. Mas o que nos faz repensar toda esta questão e a final aceitação de Deus é que Cristo mesmo questiona as leis mosaicas afirmando que Ele é o 12


cumprimento da lei e que Moisés escreveu leis por causa da dureza do coração do povo. Então, de fato, algumas leis eram culturais e não “divinas”. Vejamos: “Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem 13


relativamente à mulher, não convém casar. Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.” Mateus 19:7-12 “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” Mateus 5:17 Jesus se fez maldição por nós e Isaías 53 declara que o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e a palavra é clara, não há justo, nenhum sequer. 14


Todos foram destituídos da graça de Deus. Só a graça do sacrifício de Cristo nos salva, ninguém, nem homo, nem hetero pode obter salvação por meio da religião ou boas atitudes, só Cristo nos justifica, senão fora assim, seu sacrifício se tornaria em vão. Para nós a questão do pecado (hamartia) não está ligada ao que fazemos. Segundo a escritura, pecado não é o que fazemos, mas sim o que somos. Jesus deixa isto claro quando declara: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” Mateus 5:28 E também: 15


“Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.” Salmos 51:5 Ou seja, nascemos assim, com desejos, demandas de desobediência e pecaminosas (pecado-significaerrar o alvo). Quando Cristo eleva a demanda do pecado a uma esfera da consciência e a tira da esfera da atitude, nos mostra o quão impossível é sermos santificados pelas nossas próprias atitudes. Se Ele diz que ao apenas olharmos para uma mulher com desejo de adultério, já adulteramos, Ele afirma categoricamente que nossas atitudes não serão suficientes para nos poupar da pecaminosidade porque nossos pensamentos irrefreáveis e impulsivos não nos deixam esquivar de uma verdade 16


absoluta: SOMOS PECADORES, e qualquer um que refutar isto é tido como mentiroso pela palavra. “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer.” Romanos 3:10 “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam.” Isaías 64:6 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;” Efésios 2:8-9 17


Então, compreendendo a esfera espiritual e de consciência que o pecado nos revela, entendemos que nosso destino só é mudado pelo sacrifício de Jesus, sua graça (favor não merecido) é que nos justifica; e assim somos salvos de modo totalmente imerecido pelo seu amor revelado na cruz do calvário. Portanto, não importa. Somos pecadores revelados nestas circunstâncias de transmutação genética, alterações, atitudes, sentimentos e pensamentos. Não somos dignos de nada. Somos todos pecadores e é apenas pela graça (favor não merecido) que recebemos justificação e salvação eterna. Mas do que precisamos ser salvos? Principalmente de todas as vezes que quisermos ser algo que Deus não nos 18


tenha feito para ser. Todas as vezes que quisermos ser Deus, ou o outro, ou uma mentira longe daquilo que de fato sou. Esta é a nossa verdade absoluta. Somos feitos e chamados a sermos em plenitude aquilo que Deus, pela sua graça, nos fez pra ser, e vivermos plenamente o novo nascimento que Cristo nos deu através da Sua vida. Foi isto que Jesus nos ensinou quando disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida, no evangelho de João. Ou seja, Ele sabe quem é e o propósito para o qual nasceu. Assim, Ele nos chama para, como Ele, entendermos e vivermos o propósito divino para nossas vidas. Nosso chamado, nossa vocação. O que é novo nascimento? 19


Percebemos claramente nas escrituras que o novo nascimento tem a ver com uma total nova maneira de ver, sentir, pensar, falar e agir, revelada por Cristo na Sua fala para um “mestre” religioso que foi “ter” com Ele durante a noite, pois não queria ser visto. Vejamos: “E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que 20


aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso? 21


Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto? Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” João 3:1-12 Quando Jesus diz que a água e o Espírito geram alguém novo, quando Jesus diz que é como o vento que assopra onde quer, Ele está falando de purificação, espiritualidade, aumento da percepção e da consciência e também de um vento, ou seja, algo incontrolável, invisível, porém poderoso e que não pode ser rotulado, mensurado ou “agendado”. 22


“Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.” 1Coríntios 2:15 Cristo está nos dizendo que as pessoas que nascem de novo não dependem de padrões religiosos e culturais, não se sujam com coisas corruptíveis como o dinheiro ou as conveniências deste “mundo” e que a carne, ou seja, ouvidos, boca e nariz, garganta e estômago, etc, nem sempre estão em consonância e comunhão com o espírito. É por isso que muitas das doenças psicossomáticas acontecem, quando a alma está andando na contramão do corpo, quando ela sofre e não é ouvida e atendida, nosso corpo manifesta doenças que nos fazem parar e prestar atenção ao espírito.

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Nascer de novo é viver em comunhão em todos os níveis de nossa existência. Corpo, alma e espírito. Assim vivemos também em comunhão em casa, família, cônjuge e sociedade. Não é à toa que a palavra se define desta maneira: “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” Hebreus 4:12 Por isto, nós somos a “primeira comunidade que prega e vive a teologia inclusiva em Joinville”, de uma maneira visceralmente voltada às escrituras. 24


Agora vamos entender o que ĂŠ a teologia inclusiva.

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Capítulo 2. O que é Teologia Inclusiva.

A Teologia Inclusiva é um ramo da teologia tradicional voltado para a inclusão das categorias socialmente marginalizadas e estigmatizadas como os negros, as mulheres e os homossexuais. Sua base encontra-se no amor de Deus por todos os homens, amor que, mesmo sendo eterno e incondicional, foi negado pelo discurso religioso ao longo de vários séculos. A Teologia Inclusiva contempla uma lacuna deixada pelas estruturas religiosas tradicionais do Cristianismo, pois, por meio da Bíblia, compreende que todos os que compõem a diversidade humana, seja ela qual for, tem livre acesso a Deus por meio do sacrifício de Jesus Cristo na cruz. Negros e mulheres já 26


conquistaram seus direitos embasados nas escrituras, mas ainda hoje, ao menos uma categoria da diversidade humana ainda luta pelo direito à inclusão nas variadas estruturas religiosas cristãs no Brasil e no mundo: os homossexuais. A Teologia Inclusiva busca demonstrar, pelas Escrituras Sagradas, que a homossexualidade constitui outro aspecto da alteridade humana, tão natural quanto a cor da pele ou dos olhos, por exemplo. Não constitui, em si, uma nova teologia, mas um aspecto teológico fundamentado na dignidade humana, nas necessidades individuais de homens e mulheres e na valoração da identidade de cada ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. Comunidades inclusivas são espaços onde gays e lésbicas, são inseridos 27


de forma efetiva e plena na convivência e na prática religiosa. Eles tem, assim, uma participação como agentes e articuladores da dinâmica corporal da Igreja, com palavra e reconhecimento a partir de suas experiências e histórias, única possibilidade de dar à luz uma teologia adequada às suas realidades existenciais. A TI combate a opressão da heterossexualidade compulsória, resultante de ideologias cristalizadas, socialmente aceitas, porém limitadoras de um fazer teológico abrangente e igualitário. Assim, podemos por meio da apropriação e da releitura das Escrituras, propor e vivenciar novas perspectivas teológicas condizentes com os princípios bíblicos e compatíveis com a identidade, com os anseios e com o papel social dos cristãos homossexuais. 28


A TI deve fornecer as bases que direcionem e mostrem um caminho seguro para os cristãos homossexuais. Sua importância vai além da religião: desconstrói doutrinas excludentes e constrói possibilidades reais de vivenciar a afetividade e a sexualidade; resgata a dignidade roubada durante séculos e abre a porta da verdadeira liberdade em Cristo, possibilitando, assim, o experimentar da plenitude da existência humana em sua singularidade; eleva a autoestima por meio do ver-se e sentir-se obraprima amada e aceita por Deus; promove a autoaceitação, apagando as culpas e a autocondenação, tão nocivas e destrutíveis; restitui aos gays e às lésbicas o integrar-se à Igreja, como sujeitos, agentes e essenciais à diversidade que compõe o corpo de Cristo. 29


Capítulo 3. Entendendo a comunidade e sua maneira de celebrar e se reunir. Partindo do pressuposto de Jesus, nossa comunidade se reúne de forma singela, simples e honesta. Buscamos a integridade e a transparência, o desnudamento diante de Deus. Jesus não tinha liturgias. Ele apenas fluía livremente ensinando, orando, curando e libertando pessoas nas praças, templos, casas, enfim, quando estava com os discípulos, comendo, ou em festas e reuniões. Por isso, nossas reuniões se dão de forma descontraída sem o o uso de liturgias dogmáticas, buscando uma relação sincera e pacificada com 30


todos os caminhantes. Podemos dizer que nossas reuniões são como “terapias em grupo”. No Aleph TODOS PODEM FALAR. Entendemos na palavra que os dons dos ministérios de Jesus estão espalhados em todos nós, Deus fala com qualquer pessoa, em qualquer situação e religião. Por isso, o “fator Melquisedeque” é o cerne de nossa teologia, pensamento e prática de fé. Fator Melquisedeque vem da história de um sacerdote da época de Abraão, com este nome, e que a teologia considera uma possível “teofania”, ou seja, uma manifestação de Deus, de forma física, no A.T, ou talvez, até mesmo do próprio Jesus. Assim, Deus se manifesta a um caldeu (povo politeísta) e oferece a ele pão e vinho 31


(o que se parece com uma “ceia”) e Abraão lhe dá o “dízimo de tudo”. Ou seja, Deus escolhe alguém de um povo idólatra e pecador, e faz promessas e aliança com ele, incondicionalmente a sua cultura ou maneira de viver. Assim, todos são chamados a crer, falar, viver e expressar sua espiritualidade livremente e com dignidade em nossa comunidade, da mesma maneira que Deus chamou e falou com todas as pessoas citadas no próximo capítulo deste manual.

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Capítulo 4. Entendendo a graça de Deus, dentro do contexto do “fator Melquisedeque”. …“pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, de acordo com a boa vontade dEle.” (Filipenses 2:13)

…“a bondade de Deus o leva ao arrependimento”… (Romanos 2:4)

“A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento que leva à salvação.” (2Coríntios 7:10)

…“na esperança que Deus lhes 33


conceda o arrependimento, levandoos ao conhecimento da verdade.” (2Timóteo 2:25)

Não cremos que pessoas “caiam da graça” porque ela vem de Deus e o arrependimento que opera em nós vem dEle, tudo é dEle e para Ele. (João 1)

Acho que o “Está CONSUMADO” de Jesus é simples.

Foi feito.

Graça é graça e ponto, obra de Deus é obra de Deus e ponto.

Não existe barateamento de nada. 34


Não cremos que algum humano possa falar de preço alto ou baixo.

Não cremos que tenhamos gabaritos para medirmos alguma coisa ou determinarmos o que ficou ou caiu.

Para não dizer que a palavra queda não aparece na Bíblia, conhecemos a passagem que fala sobre a queda de satanás e seus anjos, aliás é por causa dela também que existe a expressão anjos eleitos. Ou seja, aqueles que ficaram com Deus fielmente e não cairão mais. (Trato deste assunto no meu livro Gotas de Pensamento, capítulos 3 e 4.)

Cremos numa graça soberana.

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Tão soberana que alcançou até mesmo Abraão, numa época que a Teologia Dogmática chama de TEMPO DA LEI.

Mas…. se não era graça, o que Abraão tinha de melhor ou maior para ser escolhido por Deus sendo ele caldeu. O que ele tinha de diferente em relação aos outros caldeus da época?

Considerando que Abraão provavelmente, como caldeu, anteriormente não havia ouvido falar sobre ELOHIM***.1

***(Nome de Deus encontrado no AT - Plural Majestático) 1

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Nada.

Abraão era um caldeu, como os outros caldeus, então o que determinou sua escolha?

O que determinou o chamamento dele?

Era A graça.

A mesma graça que amou Salomão quando foi concebido, mesmo depois de Davi ter colocado Urias na frente de batalha propositalmente para que ele morresse e Davi ficasse com Bate Seba.

A mesma graça que perdoou Davi 37


algumas vezes.

A mesma graça que coloca uma prostituta na árvore genealógica de Jesus (RAABE). (Mateus 1)

A mesma graça que escolhe uma VIRGEM, prestes a se casar, que poderia ser julgada e sofrer preconceito pela sociedade, Maria, para carregar em seu ventre tão jovem o Salvador da Humanidade.

A mesma graça que absolve adúlteras no NT e toca leprosos confinados.

A mesma graça escandalosa que se utiliza do profeta Oséias e o usa como mídia para falar ao povo de 38


Israel, se casando com uma prostituta.

A mesma graça que usa doze homens improváveis, dentre eles, cobradores de impostos e pescadores impulsivos para serem os apóstolos de Jesus.

A mesma graça que faz com que NENHUM SACERDOTE estivesse adorando a Deus no nascimento de Jesus, mas apenas MAGOS!

Sim, a graça que toca a quem quer sem pedir permissão a ninguém para manifestar o amor irredutível e incontrolável de Deus e que nos faz pecadores arrependidos e rendidos.

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Cremos que graça não se discute.

Vive-se de forma humilde e reverente.

O que pode faltar, as vezes, aos clérigos, é essa reverência.

Afinal, existem mais coisas entre céu e terra do que possa imaginar nossa vã filosofia.

A graça é muito mais forte e incontrolável do que as previsões e opiniões humanas.

Quebrou todas as regras religiosas no AT e no NT. 40


Jesus deu um “baile” de graça para a samaritana afirmando categoricamente que a sua água era mais importante do que a do poço de Jacó, que representava uma religião milenar. E Ele ainda vai além, afirmando que a espiritualidade estava desvinculada do templo a partir daquele momento, pois o Pai procura adoradores que o adoram em espírito e em verdade, FORA DO TEMPLO. Nesta passagem Jesus desmonta séculos de tradição, religião, dogma. E para arrematar, Ele decide se revelar para aquela samaritana, coisa que não fez a MUITOS RELIGIOSOS quando perguntado sobre se era ou não o Cristo. Pra ela, ele respondeu, sou Eu que te falo.

E não é hoje, só porque possam 41


existir regras e teologias catalogadas que a graça deixará de se manifestar da mesma maneira, escandalosa e livre.

Muito pelo contrário, como disse o Mestre, prostitutas antecederão a muitos no REINO.

É momento de amadurecer e parar de brincar de teologia, parar de brincar e competir sobre o que é e o que não é, e saber que SÓ ELE É !

“A que posso pois, comparar os homens desta geração? Prosseguiu Jesus, são como crianças que ficam sentadas na praça e gritam umas às outras: Nós lhes tocamos flauta e vocês não dançaram; cantamos um 42


lamento, mas vocês não choraram. Pois veio João Batista, que jejua e não bebe vinho e vocês dizem TEM DEMÔNIO, veio o filho do Homem comendo e bebendo, e vocês dizem: Aí está um comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores.” (Lucas 7:31)

Graça é graça.

Não sei se alguém pode cair ou levantar dela, ela é apenas a bondade indomável de Deus que pode favorecer a qualquer um.

E o arrependimento?

Ah, tudo vem dEle, até a fé nEle em nós, vem dEle mesmo. (Efésios 2:8) 43


Por isso não cremos que não se arrepender seja cair da graça e sim uma questão do cumprimento do tempo de Deus que opera em nós tudo o que Ele quer em tempo oportuno. Assim como o próprio nascimento de Jesus que aconteceu na plenitude dos tempos.

Quem somos nós para discutirmos plenitudes não é mesmo?

Como disse Paulo, conhecemos como por espelho, mas na glória, aí sim, conheceremos assim como somos conhecidos. A nós resta apenas confiar, entregar, obedecer, amar, agir.

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Capítulo 5. Como vemos e vivemos a questão financeira e a atuação social em nossa comunidade. Inspirados nos primeiros capítulos do livro de Atos e munidos de informações relevantes sobre a cultura do dízimo e das ofertas em Israel no Antigo Testamento, compreendemos que Malaquias pode ter retratado uma invasão e uma desobediência dos sacerdotes para com o dinheiro, ou os tesouros destinados ao serviço da casa de Deus e o atendimento aos pobres, viúvas e órfãos que era prioridade dentro dos mandamentos de Deus no A.T. Ou seja, com o passar do tempo, percebemos nos livros, tanto dos profetas menores quanto maiores, que a liderança e os sacerdotes de 45


Israel viviam momentos intensos de prostituição espiritual, religiosa e roubo. Deus deixou claro em Deuteronômio 14:22 em diante... “Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali 46


pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus; E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o 47


estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem.” Esta passagem nos deixa claro que o investimento financeiro deve ser utilizado para três fins específicos: 1. templo e sua manutenção como lugar comunitário, ponto de encontro e convergência social; 2. ação social, atender viúvas, pobres e órfãos, promoção da justiça e igualdade social; 3. festas comunitárias para adoração e diversão, alegria na presença de Deus, festa de gratidão pela bondade de Deus.

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Em Atos, numa continuidade de Deuteronômio, vemos a comunidade partilhando todas as coisas, tanto na fartura quanto nas necessidades e vivendo um certo tipo de “socialismo comunista” ideal, afinal, vendiam suas propriedades e partilhavam tudo de forma comunitária. Portanto, na nossa comunidade vemos o dinheiro, o trabalho, o serviço, ou qualquer produção intelectual, física, psíquica, como oferta, dízimo e possibilidade de bem ao próximo e à sociedade. Uma outra coisa importante de se ressaltar é que ao ofertar DINHEIRO, propriamente dito, temos um ato de fé e declaração de amor e desapego diante do mundo espiritual/material.

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Dar ofertas financeiras nos abençoam não pela via da barganha, mas porque declaramos com o coração, no mundo espiritual e diante de “mamom” o deus do dinheiro (demônios), que não somos avarentos, não somos escravos do capitalismo doentio. Declaramos e vivemos o senhorio de Cristo também sobre a nossa vida financeira como em todas as outras instâncias, intelectual, física, espiritual, relacional, comunitária, laboral, etc. Porém, da mesma maneira que em Israel cada um doava segundo suas possibilidades, pois Deus não é injusto, e Paulo afirma que cada um deve doar de acordo com o seu coração e com alegria... Acreditamos que todos devem ser livres para doar o que tiverem proposto no coração. 50


Entendemos também, através de pesquisa histórica extensa, que “dízimo” era algo que pertencia àquela cultura e ao contexto judaico em especial, e os valores muitas vezes tinham relação com os impostos do templo e do reino; portanto, a maneira de “ofertar e dizimar” em nossos dias, diante de toda tributação que temos em nossa sociedade contemporânea também se modifica em sua “taxação”, pois Cristo não estipula nenhuma “taxa” ou porcentagem. Vejamos: “E, estando Jesus assentado defronte da arca do tesouro, observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro; e muitos ricos deitavam muito. 51


Vindo, porém, uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valiam meio centavo. E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro; Porque todos ali deitaram do que lhes sobejava, mas esta, da sua pobreza, deitou tudo o que tinha, todo o seu sustento.” Marcos 12:41-44 E também: “E, chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as dracmas? Disse ele: Sim. E, entrando em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem cobram 52


os reis da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios? Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disselhe Jesus: Logo, estão livres os filhos. Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti.” Mateus 17:24-27 Jesus deixa claro nestas passagens que nós somos filhos e portanto não temos que tributar nada, pois tudo é nosso. Seu resgate na cruz fez paz com Deus inclusive na nossa maneira de nos relacionarmos com a terra e sua produção, assim, na cruz, não devemos mais nada a Deus, que coisa gloriosa. 53


“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.” Colossenses 2:14 “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.” Romanos 8:33 Portanto, as ofertas são feitas em nossa comunidade, porém de forma Bíblica e contextualizada, cada um doa o que pode e como pode, aquilo que sentir no coração, e tudo o que é arrecadado é administrado de forma transparente e com prestação de contas.

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A comunidade pode tambĂŠm opinar e sugerir sobre o direcionamento das ofertas.

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Capítulo 6. Espiritualidade e conhecimento. Centro de estudos filosóficoteológicos. Como uma comunidade cristocêntrica e bíblica, Aleph se constitui plenamente no seu chamado vocacional: SER UMA COMUNIDADE PROFÉTICA, aquela dita por Paulo, como UMA IGREJA QUE MANIFESTA AO MUNDO A MULTIFORME SABEDORIA DE Deus. Vejamos: “A saber, que os gentios são coherdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho;

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Do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder. A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele.” Efésios 3:6-12 57


Ou seja, entendemos que o conhecimento é vasto e amplo. Deus falou e fala de várias maneiras através dos séculos e hoje, através das ciências exatas, humanas e biológicas, físicas e químicas, e nos revela, continuamente, pois nunca pára de Se revelar, seus propósitos, atuação, vontade, mistérios e profundezas. Por isso, nossa comunidade busca o aprendizado e a meditação, o autoconhecimento e a prática da espiritualidade como regras de vida para alcançar a mente de Cristo (1Coríntios 2:16), a plenitude do ser, amando a si mesmo, a Deus e ao próximo, que é e só pode ser aceito e legitimado na mediada que nossos preconceitos e ignorâncias são 58


dissipados através do estudo contextualizado da Bíblia e de todas as outras religiões e filosofias já vividas, teorizadas e comentadas pelo homem. E para que isto se torne tangível em nossa vida em comunidade, temos palestras e treinamentos nas mais diversas áreas do conhecimento humano como a psicologia, medicina, nutrição, teologia, sociologia, história, etc. Enfim, nossa visão em Cristo é sistêmica, e vemos o que Paulo dizia, “A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo;” Colossenses 1:28

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Ou seja, a Bíblia toda, para o homem todo e para todos os homens. Nosso objetivo é alcançar plenitude na espiritualidade, no ser íntegro em Deus, sendo quem somos, sem máscaras e hipocrisias, e também na oração, meditação e no conhecimento. Por isso Aleph, centro de estudos filosófico-teológicos. Uma comunidade de fé, esperança, amor, aceitação, conhecimento e integridade. Onde todos podem e devem ser quem são, sem máscaras ou hipocrisias. Aqui sabemos que não existem super-heróis, mas que somos todos carentes da graça e do amor de nosso Senhor Jesus Cristo, e que Ele sim, nos amou e nos ama, a todos, sem fazer distinção de pessoas, e nos salvou a todos 60


também, pela sua morte e ressurreição. Cremos num Cristo revolucionário que desafiou os pilares políticos, sociais, religiosos e culturais de seu tempo. Ele quebrou tradições e cumpriu verdadeiramente a lei do amor. Da mesma maneira, nos vemos como uma comunidade agente em todas as frentes sociais e humanas, quebrando os grilhões dos cativos e reescrevendo histórias de forma miraculosa em nossa sociedade. Procuramos levar amor, aceitação e dignidade a todos os homens, também aos marginalizados, sejam eles de qualquer esfera. “Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas.” Colossenses 3:25 61


“E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas;” Atos 10:34

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” Efésios 2:8 “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” Mateus 22:37-40 62


“A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.” Tiago 1:27

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Bibliografia. Todos os versículos citados da Bíblia foram retirados da Edição Almeida Corrigida e Revisada Fiel. REICH, Wilhelm. O Assassinato de Cristo. São Paulo: Martins Fontes. 1999. MANNING, Brennan. O Evangelho Maltrapilho. São Paulo: Mundo Cristão. 2005. YANCEY, Philip. Maravilhosa Graça. São Paulo: Editora Vida. 1999. D'ARAÚJO, Caio Fábio. Sem Barganhas com Deus. São Paulo: Fonte Editorial. 2005

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RICHARDSON, Don. O Fator Melquisedeque. São Paulo: Editora Vida Nova. 1995. BRABO, Paulo. Em 6 passos o que Faria Jesus. São Paulo: Garimpo Editorial. 2009. TOLLE, Eckhart. O Despertar de Uma Nova Consciência. Rio de Janeiro: Sextante. 2007. VIORST, Judith. Perdas Necessárias. São Paulo: Editora Melhoramentos. 2011. YANCEY, Philip. Alma Sobrevivente. São Paulo: Mundo Cristão. 2004. FORWARD, Susan. Pais Tóxicos. Rio de Janeiro: Rocco. 1990.

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GONDIM, Ricardo. É Proibido. São Paulo: Mundo Cristão. 1998. BURKE, John. Proibida a Entrada de Pessoas Perfeitas. São Paulo: Editora Vida. 2007. RAVENHILL, Leonard. Por que Tarda o Pleno Avivamento? Belo Horizonte: Editora Betânia. 1989. BELL, Rob. Jesus quer Salvar os Cristãos. São Paulo: Editora Vida. 2009. Vários Autores. Homossexualidade, Perspectivas Cristãs. São Paulo. Fonte Editorial. 2008. OLIVEIRA, Paulo. Desmistificando o Dízimo. São Paulo. Editora Abu.

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Aleph, um manual da nossa comunidade inclusiva