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Disponibilizado: Eva Tradução: Ana Rosa

Revisão Inicial: Faby Hillesheim e Lya Santos Revisão Final: Josi M. Leitura Final: Thais, Lay Bold Formatação: Niquevenen


Nos últimos nove anos eu mantive o meu coração o mais longe possível do meu pau. Esses dois não podem estar em qualquer lugar perto um do outro. Eles não jogam bonito, e um deles sempre acaba machucado, com certeza.

Mas não o meu pau. Meu pau é bom. As mulheres que eu levo para casa sabem exatamente o que estão recebendo de mim: sexo. Nada mais. Pelo menos, isso é o que deveria acontecer. A doce morena de Kentucky que me atraiu esta noite, não deveria ser diferente. Tinha-a onde queria. Onde precisava dela. Mas quando meu passado vem andando até mim no pub de McGill, a mulher em meus braços decide levar as coisas a um nível totalmente novo, me colocando em uma situação que eu nunca vi chegando. Meu coração está prestes a ficar fodido. Meu pau pode sentar e esperar lá fora, ele está fora de jogada.


Prólogo

Beth Eu nunca pensei que uma ligação poderia mudar a minha vida. Roupas voam por toda parte enquanto vasculho o quarto pegando tudo o que tenho e coloco dentro da bolsa de viagem aberta em cima da cama. Não me importo com a bagunça e amasso tudo. Não me importo se cada peça de roupa ficará enrugada e irreconhecível. Não quero ficar aqui nem mais um segundo, não tenho que ficar. "O que está fazendo, baby?" Olho para Rocco, de pé na entrada do quarto, com um sorriso hipócrita no rosto. "O que parece que estou fazendo?" "Parece que você está se mudando”. Gênio. "Sim, eu estou me mudando! Nunca deveria ter vindo aqui em primeiro lugar”. Ele sorri e inclina o ombro contra o batente. "Aonde você quer ir, hein? Voltar a dormir no seu carro? Você não tem ninguém, Beth. Sem família”...


"Eu tenho família”. Meu lábio inferior começa a tremer e eu o mordo para disfarçar. "Acontece que minha mãe tem uma irmã e ela me disse que posso viver com ela. É para onde eu vou”. Ele balança a cabeça lentamente através de uma risada e eu desvio o olhar, tirando meu Kindle do armário e colocando em cima da minha montanha de roupas. "Você vai levar isso com você?" Eu congelo minha mão no zíper, lentamente levantando a minha cabeça para encontrar seus olhos azul gelo. Nunca implorei por nada deste homem. Mas por isso eu imploraria. "Pode levar" diz ele, empurrando o objeto. "O que eu faria com isso?" "Obrigada" respondo sinceramente, quando se vira e volta pelo corredor. Eu sou grata por um monte de coisas que Rocco tem me dado. Comida, abrigo, dinheiro e uma boa lápide para minha mãe. Mas há outras coisas que me deu que eu desejaria devolver. Coisas que eu desejaria poder deixar para trás. Fecho o zíper da bolsa e a jogo por cima do meu ombro, calço meu velho e esfarrapado Dr. Martens1, pego minhas chaves da cômoda e coloco meu celular no meu bolso de trás. Estou quase na porta da frente quando Rocco coloca seu corpo entre mim e a única família que eu tenho. "Onde você está indo?"

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"Não é da sua conta". O peito dele treme com o riso silencioso. Debochando. Sempre debochando de mim. Ele inclina a cabeça. "Não importa. Eventualmente, você estará entrando de volta por esta porta". Eu pego e ajusto a correia da bolsa no meu ombro no momento em que a prostituta que Rocco pegou, Deus sabe de onde, se move em seu lugar no sofá. Eu não preciso olhar para saber que ela está nua. Se Rocco está, então por que ela não estaria? "Nunca mais vou voltar aqui” digo através de uma mandíbula cerrada, abafando as minhas emoções. "Você disse que nunca me forçaria a ficar aqui, Rocco. Falou que ue se eu tivesse um lugar para ir..." "Beth" ele diz na voz mais suave que já o ouvi usar "Não te forço ficar aqui. Não preciso, querida. O fato é que vai ser muito doce quando você vier rastejando de novo para mim. Estou realmente ansioso por isso". Seu sorriso me atrai, o mesmo sorriso que me atraiu há três meses e eu luto contra a resposta automática do meu coração para ele. Mas ele bate furiosamente no meu peito, desesperado para ter esse tipo de conexão com alguém. Eu não quero isso com ele. Suas mãos moldam o meu rosto, e eu me preparo para suas próximas palavras. Conheço este jogo mental que ele faz comigo. Já ouvi inúmeras versões dele. É seu jeito de me manter aqui, porque nunca me obriga a ficar contra a minha vontade. Nunca me forçou a fazer nada. Rocco gosta que suas garotas precisem dele. Não o contrário. "Ninguém vai te amar como eu te amei. Ninguém, ouviu?" Eu não respondo. Não lhe dou nada, exceto meu olhar frio.


"Esses romances com fodas falsas que você lê nesse maldito Kindle não existem. Eu te disse isso. Se eles fossem reais, sabe o que fariam?" Ele inclina-se mais perto, roçando o seu nariz no meu. Eu fecho meus olhos para ignorá-lo, para manter essas palavras longe de mim. "Eles te foderiam porque você tem uma buceta quente e em seguida te descartariam porque não te querem. Ninguém quer você, baby". Não, eu não acredito nisso. Nunca acreditei nisso. Eu tiro minha cabeça de suas mãos e passo por ele, abrindo a porta com força suficiente para fazer as dobradiças rangerem. Sua risada desaparece à distância atrás de mim, e eu rezo para não ouvi-la de novo. É quase tão ruim quanto as palavras que usa para me colocar pra baixo. Mas eu não acredito nisso e alguém vai me querer. Está errado. Ele tem que estar errado. Eu pego o telefone do meu bolso e disco o número que programei há algumas horas. O qual eu não sabia até hoje. "Olá"? Uma voz sonolenta responde no segundo toque. "Tia Hattie. É a Beth". Ouço o movimento de farfalhar de tecido, então a voz dela, "Querido, é a Beth", antes que ela fale para o receptor. "Você está vindo, querida?" Eu sorrio, meu primeiro sorriso verdadeiro em meses. "Estou indo...".


Capítulo Um

Reed Me apaixonei uma vez. Uma vez. Uma vez foi muito. Não me lembro como era. Não vou me deixar lembrar. Queimei essa parte de mim, virou cinzas, então eu não fico me lembrando constantemente do homem patético que me tornei nessa época. Isso é o que o amor fez comigo há nove anos. Fez-me patético, vulnerável. Cego. Tão fodidamente cego. Eu sei que tipo de homem eu sou. Sei exatamente o que acontece quando permito que um pedaço de bunda se torne algo mais do que aquilo que preciso dela, e não cometerei o mesmo erro novamente. Apaixonei-me rápido e fortemente por ela, mas aquela merda era algo que não podia controlar. O pior era que eu não queria controlar. Eu a queria desesperadamente. Insanamente. Mas é como sou, como eu, fodidamente, sou, e é o que faz com que seja irracional, e fortemente fora de mim agora. Não vou


me permitir depender de alguém de novo, não quando eu sei como isso vai acabar para mim. Então, eu mantenho meu coração fora disso. Eu preciso... Eu sou um cara esperto quando estou pensando com meu pau, mas quando permito que a parte mais fraca de mim se envolva, sou o maior filho da puta do planeta. Meu coração não está envolvido. Nem agora nem em merda de momento nenhum. "Não vou foder você de novo depois desta noite". Abaixo minha cabeça, minha boca, falando contra o cabelo dela. O cheiro de frutas e cigarros invade meus sentidos. Não é a combinação mais atraente, mas meu pau pensou que era o suficiente para estar interessado. Ela muda sua atenção do bar para mim, de cima de seu banquinho. Esperando. "É isso. E isso não é um encontro. Não vou fazer essa merda novamente". Eu continuo, deixando tudo muito claro antes de levá-la daqui. "Você entendeu, baby?" Eu não costumava ter esse discurso ensaiado. Achava que a maioria das mulheres estivesse ansiosa para ter sexo casual, mas infelizmente já levei para casa muitas que pareciam concordar com esse arranjo e pela manhã estavam se apegando a mim como um maldito papel filme, implorando para não ir embora. Sair para curtir? Não. Foda. Não. Ela assente, apertando os lábios firmemente, sedutoramente, balançando o corpo tão provocativamente, que eu tenho tanta certeza, como aquela que respirando agora, de que ela está fazendo isso pelos últimos dez minutos. "Uma noite. Só sexo" ela afirma, inclinando-se mais perto para me dar uma boa visão do seu decote. Eu olho e ela sorri. Seu polegar começa a subir e descer pela roupa dela. Meu pau aprecia as insinuações.


"Eu posso fazer isso. Posso até prometer que não vou me apaixonar por você”. Deixo cair uma nota de vinte dólares no balcão do bar. "Eu não estou preocupado com isso" digo, olhando nos olhos dela. O canto de sua boca se torce em um sorriso. "Espero que você não pense que nada nem próximo a isso vai acontecer". Eu inclino minha cabeça na direção da minha mão, entrelacei meus dedos aos dela, forçando-os a segurar meu pau com pressão suficiente para ele comece a crescer na sua mão. Ela me observa pelo canto do olho. "É assim que eu gosto". Eu acaricio a mão dela para cima e para baixo, lentamente, pressionando contra sua pele. "Firme. Você entendeu?" Ela ri, e é um riso nervoso, mas eu prefiro que fique nervosa a pensar que sabe onde está se metendo. Eu não gosto de intimidade, não é para mim ou para quem quer que leve para casa. Não vamos estar nos familiarizando. Isto nunca será mais do que apenas sexo para mim. Uma conexão vazia, que alguém recebe meu pau molhado, mas mantém esta merda tão impessoal quanto possível. "Pronta?" Eu pergunto. Ela agarra sua bolsa e gira no banco do bar para me encarar. "Pronta" ela ecoa, puxando a parte inferior da saia. Os lábios dela vão para os meus, mas eu viro a cabeça e deixo sua boca cheia passar por meu maxilar. "Sem beijo" digo-lhe, assistindo a curiosidade em seu rosto. Uma sobrancelha se ergue enquanto espera para obter uma explicação. "Não faço isso. Sinto muito. Eu vou te foder até que tenha dificuldade para andar, mas não irei te beijar. Isso não faz parte".


"Eu nunca tive sexo com alguém sem o beijo. Não é estranho?" "Não" respondo sem rodeios. Levo-a para fora do bar, em direção ao estacionamento, libero meu aperto ao redor da cintura dela, quando chego perto da minha caminhonete. "Siga-me. Não me importo se você passar a noite, mas tem que sair na primeira hora da manhã. Eu tenho coisas para fazer amanhã". Eu minto. Não tenho absolutamente nenhum plano para amanhã. Ela me dá um olhar peculiar enquanto anda para trás em direção ao seu veículo. "Você é sempre assim quando se trata de sexo?" "Sim" respondo, com um aceno de cabeça, enquanto abro a porta do motorista. Vejo o encolher de ombros que ela me dá em resposta, antes de se virar e entrar em seu veículo. Subo na minha caminhonete, minha cabeça latejando agora junto com meu pau. É melhor que essas sejam todas as perguntas desta noite. A outra resposta que pretendo lhe dar é "Não, você não precisa engolir". É só sexo e a única coisa que essa garota precisa saber é como eu fodo, não porque eu fodo desse jeito. Eu não estou fazendo disso algo pessoal. Meu pau é algo pessoal. Fim da discussão.

**** "Ei. Você tem que levantar". Eu chuto a borda do colchão rangendo com o corpo sem vida. Ela não se mexe, nem mesmo um movimento ligeiro para me deixar


saber que me ouviu. Ponho a xícara de café que estou segurando na minha outra mão e belisco a sua bunda nua. Ela guincha. "Ai!" "Desculpe" eu digo. Sua cabeça se levanta lentamente, seus olhos espiando através do cabelo escuro que está cobrindo o rosto. “Você se lembra? Coisas para fazer hoje? Você precisa se vestir”. Ela protesta com um rosnado do fundo da sua garganta. "Que horas são?" Indaga, rolando em volta e esticando os membros em torno dela. Os peitos dela ameaçam libertar-se do resto do corpo quando ela se alonga fazendo com que se projetem anormalmente no alto do osso esterno com o arco de volta. Cristo, ela é magra pra caralho. Eu não deveria ser capaz de ver o contorno de cada maldita costela, mas essa garota não tem nenhuma gordura nela. Em vez de foder na noite passada, deveria tê-la alimentado à força com alguns carboidratos. Olhei para baixo para o meu pau. Padrões. Vamos repensar isso. Na luz da manhã, ela não está fazendo nada para mim. Nada. Eu prefiro mulheres macias com quadris e forma, que parecem comer mais do que um pedaço de alface para uma refeição. Eu também sou parcial por peitos reais, ao contrário dos peitos duros que tive na minha boca ontem. Eu entendi. É seu corpo e as mulheres podem fazer o que quiserem com ele. Mas não conheço um homem que não tem uma preferência. A minha acontece de não ser por ela. Mesmo agora que ela gira de lado sustentando a cabeça na mão e gesticulando para mim com os dedos, os peitos dela parecem dardos de uma forma irreal e impossível. Como se eles pudessem desafiar a gravidade, ou o oposto, se ela caísse no oceano nunca afundaria.


"Venha aqui. Brinque comigo" sua voz matinal rouca tenta me atrair. Eu balanço a cabeça, dando um passo para trás para afastar a mão que ela está me estendendo. "Você não estava presente durante a nossa conversa ontem à noite? A primeira coisa que te disse era que você tinha que ir logo. Levante". Ela deixa cair à mão na cama. "É mesmo? Você vai me expulsar agora, ao invés de deslizar entre as minhas pernas?" "Eu nunca chutei uma mulher". "Mas você irá espancá-la". Eu ergo uma sobrancelha, encarando o brilho orgulhoso de faíscas em volta dos olhos dela. Ela acha que tem a mim e espera ansiosamente para dar o bote, enrolando um fio de cabelo em volta do seu dedo. Ela nunca me teve. Eu me certifiquei disso. Abaixo e pego a pilha de roupas no chão e atiro para a cama, cobrindo a maior parte do seu corpo. "Como eu disse, nunca chutei uma mulher, mas vou tirar você da minha casa de maneira cuidadosa, mas muito eficientemente em 10 segundos se não sair daqui. Vestida ou não". Eu giro meu pulso na minha frente olhando para um relógio inexistente. "Seu tempo começa agora. Eu andaria rápido se eu fosse você". "Merda! O que há com você?" Ela resmunga levantando seu corpo da cama, com as roupas nas mãos. "Você faria isso, realmente, não é? Jogaria-me lá fora meio vestida". "Obviamente. Estou contando". Ela veste freneticamente sua saia, prendendo dois dos botões da blusa, agarra a calcinha e o sutiã em sua mão, pisando em seus calcanhares. "Boa menina, você pode fazer isso".


"Você é um babaca" ela me repreende enquanto agarra sua bolsa da minha mesa de cabeceira e anda rápido para fora do quarto. "Que tipo de cara dispensa sexo matinal?" "Do tipo que especificamente disse que não queria nenhum na noite passada. Dois segundos". E o tipo de cara que não quer foder um esqueleto. Ela atravessa a porta da frente aberta com um grunhido alto, gira a cabeça para me encarar e me mostra o dedo. Eu sorrio atrás da minha caneca de café "Veja só, isso é porque não te comi esta manhã. Meu pau só fica duro para mulheres educadas". Eu me inclino para fora do alpendre e a vejo atravessar a grama como uma tempestade, a fúria em cada etapa. Ela me odeia. A maioria delas faz isso depois da nossa noite juntos. Eu não entendo. Sou claro, muito aberto, quanto a não querer alguma coisa com elas no dia seguinte e, no momento, elas são mais do que dispostas a concordar com esses termos. Mas o que acontece no dia seguinte com as mulheres? Elas esquecem tudo sobre nossa conversa de pré-foda, e eu tenho que jogar suas bundas para fora, passando por vilão. Eu não sou um cara mau. Só não posso lhes dar algo mais do que isso. Assim é como geralmente começam minhas manhãs de sábado. As de domingo também. Tirá-las da cama depois de receber o inferno delas, tomar uma ducha quente para remover qualquer vestígio de sexo, suor e buceta do meu corpo, pairando sobre minha Keurig2 como um drogado acabado, consumindo xícara após xícara de cafeína até me sentir alerta.

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Marca de cafeteira.


Não posso fazer esta merda durante a semana. Meu trabalho exige que minha bunda esteja fora da cama às 05h00min, e depois de uma noite de merda, eu geralmente estou me arrastando até meio-dia. E o mais importante é que preciso estar focado enquanto estou no trabalho. Meu trabalho não é perigoso, não da mesma maneira como o do Ben e Luke, amigos meus que são policiais, mas se eu não estiver prestando atenção ao que estou fazendo, alguém poderia ficar seriamente fodido. Trabalho em construção desde que eu tinha dezoito anos, mas já sabia como operar uma retroescavadeira muito antes disso. Na verdade, eu sabia como operar quase todas as peças de maquinaria pesada, antes de poder dirigir um carro. É isso que acontece quando você é forçado a passar todos os verões em uma loja desde o momento em que você pode obedecer a uma ordem para ir buscar uma ferramenta. Não reclamei. Eu queria estar lá. Enquanto meus amigos estavam nadando em Rocky Point, eu estava seguindo ao redor de meu pai e meu avô, absorvendo tanto conhecimento deles quanto possível. Eu adoro isso. O cheiro de suor, graxa e terra. Os calos endurecidos na minha pele após arrastar os equipamentos. Estar do lado de fora, sujar as mãos, subir em todas as máquinas. Eu sabia que eu queria aprender o ofício quando eu tinha treze anos. Depois de ter o gostinho de trabalhar fora o dia todo, a sensação do sol batendo nas minhas costas, eu sabia que nunca ficaria satisfeito com um trabalho das nove às cinco. Se eu tivesse que vestir um terno todos os dias, eu ia socar alguém. Eu iria ficar maluco se ficasse preso em um prédio de escritórios e provavelmente acabaria sendo admitido em uma ala psiquiátrica em algum lugar se eu tivesse que trabalhar em um daqueles cubículos. É um trabalho duro. Um trabalho realmente difícil às vezes, mas eu não posso me imaginar fazendo qualquer outra coisa. Eu


rolo meus ombros enquanto folheio o jornal na minha mesa, sorvendo minha terceira xícara de café. Meus músculos estão um pouco doloridos, mas não é nada que eu não esteja acostumado. Dar àquela boceta magra a foda mais dura de sua vida me garantiu algumas dores aqui e ali. A porta da frente abre à distância e segundos mais tarde, Riley vem caminhando para a cozinha, as mãos cheias de sacos e toalhas de papel debaixo do braço. "Bom dia" ela canta, deixando cair os sacos do outro lado da mesa. "Você precisa bater, sabia. Eu poderia ter alguém aqui". Não preciso olhar acima do jornal para saber que minha irmã está sorrindo, mas faço de qualquer maneira. Ela olha para o relógio no pulso. "Por favor. É depois das dez. Você e eu sabemos que quem quer que estivesse aqui desde ontem à noite já teria ido há muito tempo". Ela deixa cair a mão para o lado dela. "Você deixa pelo menos o sol nascer antes de jogar quem quer que seja pela porta afora?" "Às vezes". Eu olho os sacos que estão na minha frente e ela levanta alguns itens. Eu aponto para os sacos e me inclino em minha cadeira. "O que é isso?" "Fui a Costco ontem e peguei algumas coisas para cozinhar. Você está sempre com poucas coisas, então eu comprei alguns alimentos". Ela coloca alguns dos itens que ela comprou nos armários e coloca o rolo de papel toalha ao lado do microondas. "Tinha cupons e saiu bem mais em conta". "Obrigado, mãe" eu provoco atrás da minha caneca. "Se te apetece lavar algumas das minhas roupas para mim ou aspirar enquanto estiver aqui, não vou te impedir".


Ela olha para mim por cima do ombro, sua mão fecha outro armário. "Haha. Se eu fosse a mamãe, daria sermão sobre seu hábito nojento de dormir com garotas aleatórias todas as noites e iria perseguir você sobre não se assentar com uma". Ela caminha e desliza para a cadeira à minha frente, sentando. "Elas não são aleatórias. Eu sou realmente muito exigente quando faço isso". "Ainda é repugnante, Reed. Quase coloquei um daqueles pacotes com 500 preservativos em meu carrinho quando estava fazendo compras. Mas depois pensei, não, eu apenas estaria incentivando seu hábito se fizesse isso". Soltei um suspiro lento. Baixei minha xícara. Minha irmã e seus malditos sermões. "Eu tenho muitas camisinhas, Riley. Ok? Por favor, não me compre qualquer uma". Ela encolhe os ombros e deixa seu olhar cair sobre a mesa. "Eram, na verdade, um bom negócio". "Pare". Cristo. Tire-me da porra desse assunto. "Você se preocupa em usá-los?" Ela dispara, seus olhos azuis pálidos me julgando. "Essa é a parte importante. Pode ter um milhão de crianças correndo ao redor de Ruxton agora. Pequenos Reed Tennyson´s em toda parte". Bebês Reed Tennyson´s? Mas que porra é essa? "Não pense que eu não vou jogar sua bunda fora daqui também. Você não é isenta só porque somos parentes". "Engraçadinho". Ela sorri. "Só me avise se descobrir que tenho sobrinhas ou sobrinhos. Sabe como eu gosto de fazer minhas compras de Natal com antecedência".


"Há uma razão para você ainda estar sentada aqui?" Eu pergunto, inclinando minha cabeça e olhando de relance. "Não deveria estar em casa... com Dick?" Ela faz uma carranca, torcendo seu cabelo louro em um nó complicado em cima de sua cabeça. "Seu nome é Richard". "Que é outro nome para Dick". "Por que você não gosta dele? É porque nós estamos namorando?" Eu coloco minha xícara sobre a pia. Não apenas minha irmã constantemente tenta se meter na vida amorosa inexistente, como também, está sempre tentando me envolver na dela de alguma forma. Não dou a mínima para quem ela namora, desde que ele a trate bem. "Ele é um trabalhador de merda. É por isso que não gosto dele". Eu respondo de costas para ela enquanto lavo minha xícara. "Sabe muito bem que precisa trazer o rabo para o local de trabalho às 06h00min e ele está sempre atrasado. Então, quando finalmente aparece, ele está andando por aí como um maldito zumbi". "Um zumbi?" "Sim" eu respondo, virando depois de secar minhas mãos com a toalha pendurada no fogão. Eu apoio minhas mãos agarrando o balcão. "Um zumbi apaixonado. Ele parece um idiota". Minha irmã pisca rapidamente e ajusta os seus óculos. "Sério?" indaga tranquilamente com um lábio trêmulo. Ah, Cristo. "Na verdade, ele nunca me disse que me ama. Você acha que ele me ama?"


Eu me inclino para trás, fazendo careta. "Como diabos eu saberia o que ele sente por você?" "Você não fala enquanto está na loja? Ou quando está no seu intervalo de almoço?" "Não" respondo, sem rodeios. "A única coisa que digo para Dick é porque chegou tarde? E vá fazer alguma coisa. Ele tem sorte que eu esteja desesperado por trabalhadores agora ou já teria demitido seu rabo". Ela me dá um sorriso matreiro e eu sei exatamente o que ela está silenciosamente sugerindo. "E não vou perguntar para ele". A sua cabeça cai para trás com um grunhido alto. "Você é péssimo como um irmão mais velho. Se esta situação fosse invertida, eu descobriria totalmente o que a garota sentiria por você". "Eu sei exatamente o que as garotas sentem por mim. Elas são geralmente muito vocais quando estou..." ela levanta a mão. "Ok. Obrigada. Isto é...". Ela balança a cabeça. "Não quero saber". Eu rio por causa do rubor de suas bochechas. Riley é sempre muito fácil de constranger. Porque somos irmãos, ela se incomoda com toda a merda que eu falo, e a provoco sempre que tenho uma oportunidade. Ela se levanta e empurra sua cadeira para baixo da mesa. "Vai embora"? Move sua cabeça concordando, seus olhos pregados no chão. Não se mexe, não faz qualquer tentativa de deixar o lugar em que, de repente, está colada. Ela está nervosa com alguma coisa. Indo tão longe a ponto de evitar contato com os olhos. "O quê"? Peço, cruzando meus braços no meu peito. "Aquele idiota disse algo a você sobre pedir outro aumento? Isso não vai


acontecer. Diga a ele que comece a aparecer na hora e talvez eu pense no caso dele". Seus olhos lentamente alcançam meu rosto, e ela estremece antes de dizer, "Eu encontrei Molly em Costco". Meu estômago cai até o chão. Não quero reagir a esse nome. Nove fodidos anos deveriam ter feito eu não dar a mínima para qualquer mulher chamada Molly, mas todos os músculos do meu corpo ficam tensos. Meus antebraços começam a queimar, apertando contra meu corpo. Merda fodida. Riley franze as sobrancelhas, dando a entender que pela minha reação eu estou fazendo um trabalho de merda tentando esconder o que sinto, e exala um suspiro alto e brusco. "Eu sei. Se isso te faz sentir melhor, pensei em bater nela com meu carrinho de compras. Mas, eu tinha ovos lá dentro". "Ela não está aqui, está?" A última vez que eu ouvi falar dela foi há quatro anos, quando algum idiota que conheci no ensino médio decidiu que eu queria ter essa informação. Molly se graduou em Virginia Tech, mas decidiu ficar lá ao invés de voltar para casa. Eu gosto dela estando a dez horas de distância. Gostaria de uma distância maior se conseguisse isso. China. Austrália. Porra, Marte seria incrível. "Não faço ideia" responde Riley, dando um passo para frente. "Mas, ela foi fazer compras em uma loja onde você compra itens em grande quantidade. Eu não acho que as pessoas fazem isso se estão aqui para uma visita". "Não falou com ela?"


Os olhos dela alargam-se em estado de choque. "De jeito nenhum. Por que eu faria isso? Assim que a vi, virei e fui para outro corredor. Não tenho nada para lhe dizer". Eu fecho meus olhos, passando minhas mãos pelo meu rosto. Esta merda é uma droga por várias razões. Um, estamos falando de Molly, e não consigo falar sobre Molly com ninguém. Não gosto de pensar sobre aquela vadia, e falar dela faz com que eu tenha um problema. Dois, a minha irmã sabe que esta merda me afeta, e odeio isso. Ela praticamente está esfregando minhas costas, me dizendo que tudo vai ficar bem com o olhar simpático que ela está me dando. Foda-se. Isso não me afeta! Ela sabia, mesmo antes que dissesse alguma coisa que isso iria me atingir, e isso me irrita. Eu não deveria me importar. Minha irmã não deveria saber que isso me afeta. Eu deveria estar bem com isso. Que. Foda. Eu faço o que tenho que fazer para salvar qualquer traço de orgulho masculino que me resta. Eu minto. "Quem se importa se ela está de volta? Aquela vadia poderia passar do meu lado, foder todos os caras do bairro na varanda, e eu não daria a mínima. Não me importo com o que ela faz ou onde, porra,vive". Eu tiro as chaves do carro do gancho pendurado na parede e passo por Riley indo para fora da cozinha. Eu preciso sair daqui. Riley gosta de falar, e eu não irei falar sobre isso. Não com ela. "Ei! Aonde você vai?" ela grita atrás de mim. "Fora. Fecha a porta quando você sair". Eu fecho a porta atrás de mim e com a minha outra mão pego o telefone no meu bolso. Quando eu dou ré na garagem, a ligação completa. "É bom ser importante, babaca. Ela está dormindo".


Ignorando o tom meio brincalhão, minha manhã já não está em sintonia para as brincadeiras de Luke. Qualquer outro dia, eu teria alguma resposta à altura, mas minha mente está muito ocupada tentando resolver as informações que apenas foram jogadas em mim. "Acorde-a". É minha resposta, deslocando a caminhonete na rua. "Estou a caminho".


Capítulo Dois

Beth Abro meus olhos e por um breve momento, esqueço onde estou. As pessoas normais podem entrar em pânico por acordar em um quarto estranho. O desconhecido é sempre assustador em comparação com o familiar, mas acho que não sou normal. Não sinto nada além de uma felicidade que já não sentia há muito tempo, talvez nunca, quando eu junto às peças de porque estou neste quarto e não no do Rocco. O telefonema que fiz ontem para uma tia que não sabia que existia. Levou oito horas de carro de Louisville para Ruxton, o que me deixou exausta demais para fazer qualquer coisa além de desmaiar sobre este lindo e confortável colchão. Eu sorrio contra meu travesseiro com a memória da minha chegada ao Alabama se desenrolando na minha mente. Minha tia está em contida emoção, vejo as lágrimas nos olhos dela quando me acolheu em sua casa hoje cedo. Muito, muito cedo. Acho que sabia que eu precisava dormir, porque não tentou recuperar vinte e dois anos de conversas perdidas. Eu teria falado se ela quisesse. Eu teria dado quantas palavras fossem necessárias para mostrar minha gratidão pelo que ela está me dando, mas não faz questão disso. Em vez disso, ela me mostrou este quarto delicadamente decorado, com paredes roxas claras e detalhes femininos.


O desconhecido é sempre assustador em comparação com o familiar. Não neste caso. Não com meu familiar. Uma batida na porta me faz sentar, abraçando meus joelhos contra meu peito. "Entre" eu chamo através da minha voz rouca da manhã, segundos depois minha tia põe seu corpo através da pequena abertura. Ela sorri, o cabelo escuro preso em um coque alto. "Ei, querida. Eu estava checando para ver se você estava dormindo". Eu aceno, deslocando no colchão. "Acabei de acordar". Meus olhos caem ao pé da cama, onde as botas, que eu não me incomodei em tirar, deixou um rastro de lama seca, através da colcha de lavanda. Meu coração de repente fica muito pesado no meu peito. "Oh meu Deus. Eu sinto muito, sinto muito". Balanço as pernas fora da cama e caminho inclinando sobre a colcha e reunindo as lascas minúsculas. O que me consola é que não estão manchadas, graças a Deus, mas isso não me faz sentir melhor. Minha tia se junta ao meu lado, estendendo a mão. “Aqui" ela diz com a voz mais suave, tirando as lascas de lama de mim e pegando o resto na colcha. Esfrego a minha mão sobre a colcha e a sujeira cai na lixeira perto do armário. "Você está com fome? Eu fiz umas panquecas mais cedo. Ficaria mais do que feliz em aquecer um pouco para você". Olho para o relógio despertador na cômoda, observando a hora. "Ou" ela continua através de uma pequena risada. "Uma vez que são três da tarde e não é horário para café da manhã, eu posso te fazer um sanduíche ou algo assim". Eu balanço a cabeça, sorrindo. "Não, panquecas soam muito bem. Eu amo café da manhã".


"Eu também" ela responde. "Vou ver você lá em baixo. Seu tio Danny está louco para conhecê-la. Ele está ansioso esperando por você acordar". Arrependimento agita no meu intestino. "Oh, eu não devia ter dormido tanto tempo. Não quis fazê-lo esperar". Ela olha de sobrancelhas franzidas, em pé na porta. "Querida, você não precisa se desculpar por nada. Ok? Estamos muito felizes por você estar aqui. Não faz ideia". Meus ombros abaixam um pouco quando eu solto um suspiro lento. "Estou feliz por estar aqui também". "Venha quando estiver pronta". Ela fecha a porta atrás dela, eu sento na borda da cama, tirando a sujeira das botas. Levo-a para o lixo e derrubo qualquer sujeira restante, amaldiçoando-me. Eu sei que devo ter trazido lama para dentro de casa quando cheguei. Eu tiro minha velha camiseta do Rolling Stones e meu casaco jogando-os na cadeira no canto do quarto. Poderia colocar minha roupa suja no cesto da roupa, mas não quero que minha tia tenha que lavar a minha roupa. Na verdade, eu prefiro lavar toda sua roupa, só para mostrar a minha gratidão de alguma forma. Depois de escovar os dentes, domar meu cabelo selvagem e lavar meu rosto no banheiro do corredor, eu desço as escadas seguindo o som das vozes na cozinha. Hattie está de pé na ilha, arrumando os talheres de prata e uma garrafa de xarope ao lado dos pratos que tem uma pilha alta com panquecas. Ela olha para cima e bate no ombro do homem em pé ao lado dela, recebendo a atenção dele, está folheando uma revista. Ele é alto, seu corpo fino, elevando-se sobre Hattie, que se assemelha a mim e a minha mãe em tamanho. Seu cabelo escuro


está escondido atrás de suas orelhas, o que o faz parecer mais jovem do que eu imagino que ele seja. Suas características são proeminentes, um nariz fino e maxilar forte, e sua pele tem um tom castanho claro. Hattie sorri quando chego à ilha. "Beth querida, este é o seu tio Danny". Ele coloca a revista para baixo a sua frente e estende a mão para mim, a manga de sua camisa desliza revelando uma tatuagem em seu braço. É colorida de azul e púrpura, e meus olhos apreciam por alguns segundos, tentando decifrar o desenho antes de finalmente resolver olhar em seu rosto. Seus lábios finos se espalharam em um sorriso. "É um prazer conhecê-la, Beth". "Você também. É tão bom conhecê-lo”. Sua mão grande encerra em torno de minha, dando um aperto suave. "Ambos, muito obrigado por abrir sua casa para mim". "Oh, querida" ele diz, largando minha mão. Uma linha profunda se define na testa e ele coloca ambas as mãos nos bolsos da calça jeans. "Você já não precisa nos agradecer. É da família. Nossa casa é sua pelo tempo que você precisar". Pisquei afastando minhas lágrimas quando me sento na ilha. Família. Eu tenho uma família. "Beth, eu sei que você acabou de chegar, e não quero bombardeá-la com perguntas..." "Tudo bem", interrompo, sorrindo para Hattie. "Pergunte o que quiser". Achei que isso ia acontecer. Nossas duas conversas ao telefone tinham sido breves, e sei que a teria preenchido com perguntas se fosse ela. Ela pisca várias vezes, dobrando as mãos na frente na ilha.


Ela pisca várias vezes, junta suas mãos em frente a ela na ilha: "Como ela era?" Eu alcanço e coloco meu cabelo comprido atrás das orelhas, antes de começar, limpo a garganta. "Peço desculpas" ela acrescenta, antes de eu ter uma chance de falar. "É só... faz 27 anos que eu conversei com minha irmã. Eu sei o tipo de pessoa que ela era quando fugiu, e espero que você possa me dizer que era pelo menos uma boa mãe para você. Eu não acho que eu poderia pensar de outra maneira". "Ela era" eu respondo, balançando minha cabeça rapidamente. "Ela me amou, eu sei que ela fez. Tenho algumas lembranças muito boas com a minha mãe". "Você sempre viveu em Kentucky?" "Eu penso que sim. Não me lembro onde vivíamos antes de nos mudarmos para o trailer. Eu tinha seis anos quando tivemos aquele lugar". Danny abre a geladeira e derrama três copos de chá gelado, entregando um para mim e, em seguida, um a Hattie. Tomo um gole, saciando minha sede enquanto Hattie faz o mesmo. É doce, com uma pitada de limão. "Então, ela tinha um emprego?" Indaga depois de pousar o copo dela. "Não". Fico entre os dois, envolvendo as mãos em volta do copo gelado na minha frente. "Eu... Não sei como minha mãe tinha dinheiro. Eu não queria saber, então não perguntei. Tínhamos vale-alimentação, e as contas sempre foram pagas. Eu queria conseguir um emprego para ganhar dinheiro por conta própria, mas ela não queria que eu fizesse isso. Disse que ela era a mãe, e que iria me sustentar”. Tomo mais um gole do meu copo, lambendo o chá dos meus lábios. "Ela era muito inflexível sobre isso". "E o seu pai?" Indaga, timidamente. "Ele estava por aí?"


"Não" respondo. "Nunca o conheci. Nem sei quem ele é". Hattie olha Danny, e abaixo a minha cabeça, me sentindo um pouco envergonhada de admitir isso. "Você disse que achou uma foto que sua mãe manteve de nós duas" ela diz depois de alguns momentos de silêncio. Olho para cima, e ela me dá um sorriso fraco. "Por acaso, você teria ela com você?" Levo a mão no bolso de trás da minha calça jeans, tirando uma foto antiga que guardei antes de sair de Kentucky e a entrego. Ela traz a foto até seu rosto, seus olhos instantaneamente enchendo-se com lágrimas. Ela pressiona uma mão contra sua boca. "Oh meu Deus. Eu me lembro. Esta foi tirada alguns meses antes de sua mãe ir embora". Ela mostra a Danny, e ele dobra o braço em volta da cintura dela, enquanto ambos estudam a foto. "Encontrei a foto em uma velha caixa de sapato em que minha mãe manteve nossas fotos. Foi a única coisa que eu levei comigo, além de roupas, quando eu fui despejada do trailer, mas nunca olhei para ela até uns dias atrás, quando eu senti sua falta. Eu achei isso e”... Faço uma pausa, tirando a atenção Hattie e de Danny da foto. "Vocês duas eram muito parecidas. Minha mãe nunca me falou sobre sua família. Eu pensei que se tivesse algum irmão, teria mencionado. Então, pensei que talvez você fosse uma prima distante, ou algo assim". "Como soube meu nome para me procurar?" Eu me inclino sobre a ilha correndo o dedo ao longo das costas da foto. "Seus nomes estão na parte de trás". Ela vira e sorri. "Eu tive sorte. Realmente não pensei que a encontraria no Facebook, mas eu tinha que tentar". Olho para o Danny. "Qual é seu nome?"


"McGill" ele responde, dando um beijo na cabeça de Hattie. "Esta mulher teimosa nunca usaria meu nome". "E graças a Deus que não fiz" ela provoca, divertidamente empurrando contra o peito dele. "Beth nunca teria me encontrado se eu não usasse o nome Hattie Davis". Seu sorriso se desvanece quando ela olha de volta para a foto na sua mão. Olha ansiosamente. "Annie sempre foi problemática. Mesmo quando éramos pequenas, ela nunca se encaixou perfeitamente. Não com a gente, de qualquer forma. Encontrou outras pessoas, o tipo errado de pessoas para andar junto. Ela foi embora quando tinha quinze anos, e nesse ponto, minha mãe estava muito cansada para se preocupar para onde foi. Achei que voltaria, talvez depois de alguns meses, mas ela nunca voltou para casa”. Os olhos dela me olharam com tristeza. "Foram drogas, não foram? Foi a droga que a matou". Eu engulo fortemente, abaixando meu olhar para o meu colo. "Os paramédicos disseram que teve um ataque cardíaco, provavelmente provocado por tudo o que ela usou. Não sei se isso foi demais, ou talvez tivesse algo nela. Eu não sei. Desculpe-me, não tenho nenhum detalhe. Não podia pagar por uma autópsia para descobrir o que exatamente aconteceu". Braços envolvem em torno de mim por trás, me apertando suavemente. "Oh, querida. Eu sinto muito que você tenha tido que passar por isso sozinha. Todas essas coisas. Por favor, saiba que se tivéssemos sabido sobre você, teríamos estado lá”. Hattie diz contra meu cabelo. "Não consigo imaginar o quão difícil tem sido a sua vida". "Não foi tão ruim até depois de ela morrer”. Hattie puxou o banquinho para perto de mim, cobrindo a minha mão com a dela. "Você quer falar sobre isso?"


Olho dela para Danny, que parece tão interessado na vida que eu levava antes de chegar aqui quanto minha parenta de sangue. Ele estava focado, seus olhos dilatados em concentração enquanto permaneciam em mim. Dou-lhe um sorriso agradecido antes de desviar o olhar. "Não há muito que falar realmente" eu começo, deixando meus olhos focarem na ilha. "Eu não podia ficar no trailer depois que ela morreu, então eu comecei a viver no meu carro". Eu respiro profundamente, lembrando a primeira noite em que rastejei para banco de trás e tentei fechar os olhos. Os ruídos no escuro. A solidão absoluta que despertou o medo dentro de mim que nunca tinha experimentado antes. Meu peito se aperta com emoção, mas opto por mascará-la e continuar. "Isso foi assustador. Eu nunca estive sozinha antes. Mesmo que ficasse alta na maioria das vezes, mamãe ainda sempre estava por perto e sempre tivemos um lar. Não ter alguém para falar foi provavelmente a coisa mais difícil". Olho para Hattie, observando o fluxo de lágrimas em seu rosto. Não quero chorar e rapidamente desvio meu olhar de volta para a ilha. "Eu teria ficado louca se eu ficasse sentada no carro o dia todo, então andava bastante. Eu fazia minha higiene no banheiro do posto de gasolina e ficava mudando meu carro para estacionamentos diferentes, então ninguém chamou a polícia sobre mim. Eu não tinha muito dinheiro, apenas um maço que encontrei no trailer antes de ser despejada. Eu tentei arrumar um emprego, mas parece que ter um endereço é vital quando se trata de emprego". Eu lembro os olhares nos rostos dos gerentes quando lhes contava que meu endereço era o estacionamento de um McDonalds. Hattie aperta minha mão suavemente. "Tenho certeza de que essa não foi a única razão porque não me contrataram. Eu sei que não tinha uma aparência muito boa depois de não tomar um banho de verdade por vários dias e


provavelmente cheirava pior. Tentei esticar o meu dinheiro, mas eu estava... estava com tanta fome". Danny desliza as panquecas mais perto de mim e uma risada fica presa no fundo da minha garganta. "Danny, deixe-a terminar" Hattie repreende com uma voz suave. Ele se inclina contra o balcão, cruzando os braços sobre o peito. "Não gosto de pensar sobre minha sobrinha morrendo de fome ou o fato de que ela teve que ter uma vida tão difícil e sozinha, merda. Não deveria ter acontecido. Ouvir isso me faz querer ir fumar um cigarro". "É melhor não! Você está há três semanas sem um". "Está tudo bem. Eu só fiquei alguns dias sem comida". Minhas palavras não parecem aliviar seu desconforto de qualquer maneira. Ele pareceu se tornarem ainda mais inquieto, esfregando as duas mãos em seu rosto e bufando duramente. "Vá em frente, Beth". Hattie me dá um sorriso gentil, retirando sua mão da minha e colocando no colo dela. "O que aconteceu depois disso?" "Rocco aconteceu" eu respondo, as palavras derramando dos meus lábios. Danny aperta o maxilar e começa a andar para frente e para trás entre o balcão e a ilha. Mais e mais, vai pisando com suas pesadas botas contra a madeira. Não sei o que o fez ficar tão exaltado. Eu ainda não disse a minha tia quase nada sobre Rocco, mas é quase como se ele soubesse, ou suspeitasse que eu passei por coisas piores do que dias sem uma refeição. Decido passar esta última parte tão rapidamente quanto possível. "Ele me encontrou chorando no meu carro depois que eu tinha passado por vários dias sem comida. Estava meio derrotada nesse ponto. Acho que ele viu que eu estava com muita fome ou talvez parecesse apenas uma sem teto. Estava tentando dormir, tentando tirar da minha cabeça as dores no meu estômago, quando


ele veio até minha janela com um de cada item do cardápio de Burger King. Eu normalmente não aceitaria nada de um estranho. Não sou estúpida, mas eu estava desesperada e com muita fome. E ele era...". Eu fecho meus olhos por um momento, quase envergonhada de admitir esta próxima parte. "Ele era muito bonito. Nenhuma garota no seu perfeito juízo diria não a um cara gostoso com um saco de comida de graça". Eu balanço a cabeça e Hattie ri baixinho perto de mim. Danny continua a andar, não achando nada engraçado. "De qualquer forma, ele sentou-se e falou comigo enquanto comia. Eu estava tão feliz por ter alguém para conversar. Não queria que ele fosse embora. Na verdade, eu me apavorei quando pensei que ele estava saindo do carro. Eu só... odiava ficar sozinha, e não queria mais ficar sozinha. Além disso, o que ia acontecer comigo? Ia ter que começar a roubar comida, ou encontrar maneiras de conseguir dinheiro. Não sabia se voltaria a vê-lo de novo e ninguém nunca tinha parado para me oferecer ajuda". Lembro-me do olhar no rosto do Rocco, quando cheguei para ele, implorando-lhe para não me deixar. O sorriso torcido através de seus lábios quando enrolei minha mão em volta do seu braço. Agora eu sei que essa era a intenção dele. Ele viu minha vulnerabilidade e se aproveitou disso. "Quase nem acreditei quando ele me perguntou se eu queria um lugar para ficar. Ofereceu-me sua casa, comida e dinheiro para o que eu precisasse. Ele não pediu nada em troca e era tão bom para mim. Eu sei que tinha uma escolha, mas senti que não podia dizer não, estava com medo de ficar sozinha e gostava dele". Sinto todos os músculos no meu corpo com a lembrança. Suavizo minha voz. "Gostei muito dele. Mudei-me naquele dia e tudo parecia quase perfeito por um tempo". Olho para Hattie, seus olhos brilhando ainda com as lágrimas. "Nunca teria ficado com ele se eu tivesse


outro lugar para ir, mas não consegui... Tia Hattie, eu não poderia voltar a viver no meu carro". Danny interrompe seu ritmo e move-se para ficar diretamente na minha frente. "Eu vou te perguntar uma coisa, e quero que seja sincera comigo". Hattie nivela as mãos na ilha, inclinando-se para frente. "Danny". Ele olhou para ela. "Não, eu estou perguntando. Ela é a nossa sobrinha, e se tenho que ir lidar com um idiota em Kentucky que pôs as mãos nela, vou fazer isso". "Oh, não. Ele não... ele nunca me bateu". Fico entre os dois, os olhos de Hattie sobre mim com desconfiança. Ela não acredita em mim e pelo exalar bruto proveniente de Danny, está duvidando também. "Rocco nunca me tocou, a menos que eu o deixasse", admiti, deixando cair a cabeça para evitar o julgamento em seus olhos. "Nosso relacionamento, ou o que quer que aquilo fosse, era mais sobre eu precisando dele para as coisas e ele sabendo que precisava dele. Ele me humilhava muito, mas nunca me bateu". Olho para Hattie, então para Danny. "Nunca. Eu juro". "Ele parece encantador", Hattie diz através de um maxilar apertado. "Então, ele abusava verbalmente de você? É isso o que está dizendo?" Eu me encolho e Danny bate seu punho na ilha, sobressaltando Hattie e eu. "Eu preciso de um maldito cigarro". "Não". Hattie diz e caminha ao redor da ilha, colocando uma mão no peito dele. "Beth está bem. Ela está aqui, conosco. Não com aquele homem".


"Ele não vem atrás de você?" Danny pergunta, seu peito arfando com cada respiração que ele dá. "Não, eu o conheço. Ele nunca faria isso". "Você tem certeza? Porque se acha que está em perigo, eu preciso saber sobre isso". "Tenho certeza" eu juro, minha voz firme. "Rocco nunca viria atrás de mim. Eu prometo tio Danny. Nunca traria perigo até aqui. Se eu pensasse que ele faria algo, deixaria essa casa na mesma hora". "Você precisa tirar esse pensamento de sua cabeça, porque não vai a lugar nenhum", ele me corrige, seu tom soa como eu imagino que o de um pai soaria conversando com sua filha. Ele agarra o prato de panquecas negligenciadas e coloca no micro-ondas, apertando alguns botões. Olho para Hattie, esperando que ela suavize as palavras dele com uma versão sua, mas a única coisa que ela me dá é um encolher de ombros. Você está por sua conta, querida. O micro-ondas apita e ele tira o prato de panquecas colocando-o na minha frente. Abro a tampa da calda despejando por cima da pilha. "Se você acha que aquele idiota está planejando fazer algo, tem de me dizer. Tenho alguns bons amigos policiais a quem podemos telefonar". Ele abre a tampa da garrafa de calda que está fechada colocando a garrafa na mesa, a outra mão deslizando a faca e o garfo na minha frente. "Você está me ouvindo, querida?" "Sim" respondo, evitando os olhos como uma criança que foi repreendida. "Qualquer homem que humilha uma mulher, que coloca as mãos sobre ela, ou que faz alguma coisa para ela se sentir inferior a ele, não é um homem no meu livro".


Levanto a minha cabeça e encontro o seu olhar. "Não vou ter nenhum problema de ensiná-lo boas maneiras. Você apenas me avise". Ele prende a minha mão junto com a sua pressionando a palma da minha mão contra os talheres. "Coma. Não vão mais haver dias de fome para você". Eu amo este homem. Danny caminha até Hattie e beija sua testa. "Eu vou te ver em poucas horas, querida". "Segure os loucos por mim". Danny dá um tapinha na minha cabeça antes de sair da cozinha, indo em direção à porta da frente. Depois de consertar a bagunça que ele fez do meu cabelo, corto duas panquecas e meto uma porção enorme na minha boca. Hattie se move para ficar em frente a mim. "Bom?" indaga através de um sorriso orgulhoso, como se ela já soubesse a resposta. Doce mãe das panquecas. Fecho meus olhos através de um gemido com as delícias contra minha língua. "Mmmmm. Muito bom". Eu digo com minha boca cheia, limpando o queixo com a palma da minha mão quando sinto a calda escorrendo em meu rosto. Não me importo de maneira alguma que provavelmente pareço uma selvagem, agora. Abro meus olhos para colocar outra porção enorme na minha boca. Nunca fui uma comedora modesta. Além disso, acho que o maior elogio que se pode dar a alguém que cozinha para você é mostrando-lhes o quanto você está gostando de sua comida. E é exatamente isso o que estou fazendo. Apreciando o inferno fora de minha comida.


Animadamente mastigo com minha boca cheia e Hattie está me assistindo com um sorriso divertido. Ela bebe o seu chá e deposita a xícara na pia atrás dela. As suas mãos alisam a frente da blusa branca que está dentro da sua calça jeans. Olhar para Hattie é como olhar para uma versão saudável da minha mãe... O quadro não é a magreza dos anos de uso de drogas. Não são os dentes cariados, lascados ou ausentes. Ela é linda. Ela é o que minha mãe deveria ter sido para o mundo, o mesmo que eu sempre vi. "Eu irei para o trabalho em poucas horas. Tudo nesta casa, a TV, o computador, tudo isso é seu para usar. Você não precisa pedir permissão". Hattie move ao redor da ilha e para ao meu lado, puxando-me de volta ao tamborete onde eu estava sentada enquanto fazia minha viagem no tempo. "Onde você trabalha?" Pergunto, lambendo o xarope dos meus lábios. "Danny e eu temos um pub na cidade. E está sempre aberto". Eu sorrio, balançando as pernas para olhar para ela. "Oh realmente? Dança e outras coisas?" "Às vezes. É um pouco cheio de gente lá, então não há muito espaço para dança". Ela corre a parte traseira de sua mão ao longo do meu rosto, um sorriso suave aquecendo o rosto dela. "Vai ficar bem sozinha?" Quero dizer que sim. A palavra está bem ali, na ponta da minha língua, mas não sai. É ridículo, eu sei. Eu não ficaria sozinha por muito tempo, mas por alguma razão, eu posso me forçar a dizer ok e ficar sozinha, mesmo que seja por pouco tempo. Ela pega meu rosto com as duas mãos. "Você vem comigo".


Eu abro a boca para protestar, porque não quero que ela se sinta como se eu fosse algum fardo, que tem que ficar de babá, mas fala antes de eu ter a oportunidade. "Quando quiser estar junto comigo e Danny, você apenas deixe-nos saber. É sempre bem-vinda com a gente, Beth. Sempre, ok?" Ela me quer lá. Não sou um fardo. "Ok". "Agora coma" diz ela, acenando em direção ao prato na minha frente, deixando cair às mãos para o seu lado. "Você vai ser submetida à comida de bar esta noite". Sorrio para o pensamento de gordurosos hambúrgueres e batatas fritas cobertas de queijo enquanto seus passos soam atrás de mim. Sim. Traga a comida de bar.


Capítulo Três

Reed "Café?" Olho para cima do balcão em que estou sentado, espiando por cima de Tessa, que está na maquina de café. A camiseta azul escuro, quatro tamanhos maiores que ela está usando tem “Polícia de Ruxton” em letras amarelas escrito na parte de trás e um nó na cintura. Acho que tudo o que ela usa pertence ao Luke. Não há nenhuma maneira no inferno de Tessa possuir qualquer roupa que não mostre o corpo de um jeito ou de outro. A conheço desde o colégio e mesmo que nunca a tenha visto nua, cheguei bem perto com aquela merda de roupa que ela usa. Ela percebe meu olhar por cima do ombro, segurando uma caneca. "Você quer?" "Não, eu já tive várias xícaras, obrigado". Olho em torno da cozinha enquanto ela vai fazer sua xícara. É tão confortável aqui. A casa toda é. A madeira nos armários está desgastada com arranhões nela, a parede tem uma dessas tabelas para marcar o crescimento com lápis, retratando as fases de crescimento de Luke e uma marcação recente de Tessa. Se alguém tivesse me dito que esse lugar foi onde Luke Evans cresceu, eu não acreditaria. Sempre o imaginei vivendo no interior do Alabama como um selvagem, comendo esquilos e crianças pequenas. Mas com Tessa vivendo


aqui com ele, se encaixa. Talvez seja porque eles estão juntos, não sei. Mas funciona. "Então, por que você não está na cama com uma de suas putas?" Ela me dá um olhar inocente sobre o ombro, suavizando o golpe da sua provocação. Eu fecho as mãos na minha frente. "Uma das minhas putas? Para sua informação, a mulher que eu trouxe para casa ontem à noite foi à faculdade de direito". "Ah, perfeito. Ela saberá como processá-lo corretamente por assédio sexual". Ela ri e bagunça meu cabelo. "Estou brincando. Sinto muito, você é muito previsível". Empurrei a mão dela e dei-lhe um olhar duro. "Podemos ser sérios por um segundo? Por favor?" Ela traz sua caneca de café até a boca, escondendo o seu sorriso. "Sim. Muito sérios". Tomo um minuto para acalmar meus nervos, rolando meus ombros para aliviar a tensão que começa a surgir entre eles. "Molly está de volta". Nossos olhos se conectam, os dela dobrando de tamanho. "Minha irmã a viu no mercado ontem. Não sei se ficará, porque Riley não falou com ela, mas estava comprando comida, então... O que foi merda?" Tessa se inclina contra o balcão, o dedo dela batendo constantemente na sua caneca enquanto ela encara uma mancha no chão. "Sério?" Eu aceno, fazendo-a olhar para mim quando não dou uma resposta verbal. "E isso está incomodando você, por que...". Trago minhas mãos ao meu colo, mantendo-as dobradas juntas. "Eu não sei. Talvez o fato de que esta cidade é muito pequena para evitá-la".


"E daí. Você já a superou, certo?" Espremo minhas mãos juntas no meu colo. "Sim" eu respondo, minha voz endurecendo. Tessa deixa a caneca na ilha e bate com os dedos. "Você é uma merda de um mentiroso, Reed. Você não estaria aqui se não se importasse". "Eu não estou me importando!" Eu forço os olhos fechados, respirando profundamente, enquanto a única pessoa que pensei que eu poderia falar sobre isso ri discretamente na minha frente. Preciso de novos amigos. "Estou realmente feliz com isso". Abro os olhos lentamente. "O quê?" Peço, arrastando a palavra. Tessa arruma seu longo cabelo vermelho em cima de sua cabeça e prende-o com o elástico que está em torno de seu pulso. "Você disse. Esta é uma cidade pequena, o que significa que as chances de eu ter a oportunidade incrível de atropelar o rabo dela com meu carro realmente parecem muito boas agora. Vivendo em outro Estado isso provavelmente nunca aconteceria. E estou dormindo com um policial, então... é como se eu tivesse um cartão de saída automática da cadeia". Ela encolhe os ombros antes de pegar a caneca. "Eu posso fazer quase tudo aqui, à exceção de assassinato". Eu ronco. "Quem quer enganar? Luke iria enfiar seu rabo na cadeia por uns dias e ficaria sobre você". Um sorriso perverso espalha os lábios dela. "O bastardo lindo faria isso, não faria?" Eu me inclino com meus cotovelos no balcão, cavando as pontas dos meus dedos em minhas têmporas. Parece que meu coração agora está alojado no meu crânio e com cada batida minha cabeça pulsa com uma dor diferente de tudo que eu já senti. Uma


pressão lenta se constrói atrás dos meus olhos, minha visão se enche com manchas de cor imperceptível. Se isto é uma maldita enxaqueca, eu vou começar a ter simpatia pelas pessoas que se queixam sobre elas, porque isso é uma merda. "Reed". "Sim?" Ela se inclina para baixo, trazendo o rosto ao meu nível. Todos os vestígios do comportamento espertinho típico de Tessa desapareceram, substituídos pelo mesmo olhar de preocupação que minha irmã me deu de pé na minha cozinha. "Não" aviso, porque eu sei o que ela tem para dizer. "Não estou preso a ela. Não se trata disso". As sobrancelhas dela ficam juntas em dúvida. "Então do que se trata? Porque neste momento, estou a dois segundos de lhe oferecer o pote de Ben & Jerry’s3 que eu tenho no meu congelador". Eu me endireito, deixando minhas mãos caírem. "Não sei o que isso significa, mas não estou com fome". Tessa solta um suspiro exaustivo, murmurando a palavra ‘homens’ antes de tomar um gole de café. "Olha” eu começo, descendo a pata de Max quando ele cutuca minha perna. "Não preciso de um lembrete ambulante do idiota dominado que costumava ser há nove anos voltando para a minha vida. O fato de que já deixei uma garota ficar comigo assim não é algo que gosto de pensar, e ter Molly em Ruxton vai tornar isso um problema. Ow! O quê, Max?" Eu o empurro, esfregando minha mão ao longo do lado da minha perna que foi arranhada. "Jesus Cristo. Você precisa ter suas unhas cortadas".

3

Marca de sorvete.


"Ele acabou de tê-las cortadas. É por isso que estão tão afiadas". Tessa caminha até o recipiente de petiscos do cão em cima do balcão e abre a tampa. Assim que ela faz isso, Max vai voando até ela, pulando no chão para conseguir o petisco que está segurando no ar. "Então, você está me dizendo que você a superou". "Sim". "Superou completamente". "Sim". "Bom. Então, quando você a vir, porque vai acontecer, e ela disser que cometeu um erro enorme e que quer outra chance, o que vai dizer?" Max está salivando pelo seu petisco, ela joga para ele para continuarmos a falar e guarda o pote. Max se arrasta para baixo da mesa da cozinha, mastigando o petisco em deleite, enquanto Tessa segura as mãos dela, esperando ansiosamente por minha resposta. "Bem?" Eu olho para ela. "Você acha que na verdade eu iria querer ela de volta?" "Não sei" ela responde, voltando para ficar em frente a mim. Os dedos dela brincando com o nó na sua camiseta. "Essa garota te afetou, Reed e não foi apenas um típico rompimento. Você estava devastado depois do que ela te fez". "Fiquei triste" eu corrijo. "Não só triste". Ela aponta um dedo para o peito dela. "Eu sei como é o caminho quando passamos do ponto de estarmos tristes, e isso é exatamente onde você estava. Por um longo tempo".


Ela deixa cair às mãos, trazendo-as a sua frente para embrulhar ao redor da caneca de café. "E agora olhe para você. Está completamente diferente quando se trata de mulheres". "Sim, eu estou" concordo, levantando as sobrancelhas. "Qual é o seu ponto?" Ela olha para mim através da parte superior da sua caneca. "Meu ponto é que essa garota mexeu com você, e quando alguém que te afeta assim e volta para sua vida, ressurgem sentimentos antigos, quer você queira ou não". Ela faz uma pausa, seus olhos perdem o foco, antes dela dizer calmamente: "Confie em mim". Aperto meus olhos com um suspiro pesado. Sentimentos antigos? Não, foda-se. Se eu topar com Molly, com certeza não vou sentir nada por ela além do ódio que tenho entranhado em mim agora. Essa puta não é mais nada minha, e Tessa está fora de si se ela acha que vou ser tentado a aceitá-la de volta. Não me importo com as desculpas de Molly. Foda-se ela e suas desculpas. Um pano úmido me bate no lado do rosto. Puxo a toalha da cabeça e vejo o sorriso culpado do Luke. "Otário" eu cuspo, deixando cair à toalha no balcão na minha frente. "Babaca" ele responde através de uma risada. Ele vira a cabeça. "Querida, onde está o meu shampoo?" Tessa se inclina com o quadril contra o balcão. "Uh... na lavanderia. Max precisava de um banho ontem e ele estava sem seu xampu de cachorro”. Ela sorri por trás da sua caneca. "Agora ele cheira gostoso como você". "Você usou o meu shampoo no Max?" "Não tinha mais nada para usar. O meu é muito caro".


Luke a puxa contra o seu peito e beija o topo da sua cabeça. Ela envolve seus braços em torno dele, segurando sua caneca atrás das costas. Ele acena em minha direção. "O que aconteceu com o babaca ali? Alguém mijou no seu cereal esta manhã?" Tessa olha para mim, sorrindo contra ele. "Não, ele está apenas chateado porque sua ex-namorada está de volta. Ela é a vadia que fez de Reed o glorioso prostituto que conhecemos e amamos hoje". Luke me olha, franzindo a testa. "Você tem que ser capaz de conseguir bocetas para ser um prostituto, querida. Reed está muito ocupado tentando descobrir como chupar o próprio pau". Eu o olho de cara feia, só aumentando seu divertimento. "Hmm, você sabe", Tessa diz, sorrindo timidamente para mim enquanto se afasta de Luke. Ela deixa cair o seu olhar para a parte inferior da minha camisa que ela pode ver por cima do balcão e, em seguida, traz de volta os olhos dela, brilhando com malícia. "Alguns caras podem fazer isso, e eles até terminam em suas próprias bocas. Já vi on-line e é surpreendentemente quente". "Estou fora". Eu empurro a minha cadeira, ouvindo Tessa rir discretamente quando eu saio da cozinha. Esta conversa foi de inútil à merda perturbadora e não preciso ficar por aqui e ouvir Luke dar sua opinião sobre Molly voltando para Ruxton. Ele só vai me dar mais merda sobre isso. Luke Evans gosta de agir como se ele não fosse afetado por coisas como as pessoas normais são, mas aquele filho da puta faria qualquer coisa para evitar correr atrás de Tessa após seu rompimento. Eu não sou estúpido o suficiente para lembrá-lo disso. Ele tem uma arma em algum lugar nesta casa. E eu não quero levar um tiro.


**** "Cuidado tio! O avião vai cair?" Olho por cima do ombro enquanto eu pego algumas ferramentas na minha caminhonete. Nolan está descendo a calçada em minha direção, carregando um avião de isopor na cabeça dele. A coisa é quase tão grande quanto ele. "O que se passa homenzinho? Onde está seu irmão?" Ele para ao meu lado, me observando atentamente. "Ele está com a mamãe. Fez cocô por toda a parte". Eu sorrio para baixo enquanto ele pega o seu fôlego, agarrando o avião com as duas mãos contra o peito. Ele tem que torcer seu pescoço para o lado para ver em torno dele, então pode olhar para mim. "Uau!" Seus olhos aumentam de tamanho quando eu tiro uma grande ferramenta da caminhonete. "O que é isso?" Coloco a máquina aos meus pés antes de pegar mais alguns itens da caminhonete. "Isso é uma verruma4". "Parece muito legal, hein?" "É muito perigosa. Como um grande tigre de bengala". Seu sorriso se espalha, mostrando a lacuna na frente de sua boca de onde um dente caiu há algumas semanas. Mia me disse que desde então ele a estava bombardeando para receber o dinheiro da fada

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do dente e está obcecado tentando soltar o resto dos seus dentes, agora. Ele me pediu várias vezes para tirar alguns. Deixa cair seu avião e corre o dedo ao longo da borda suave da broca. "Posso brincar com isso?" "De jeito nenhum, cara. Sua mãe me mataria. Quer ver a perseguição ao tio Reed com uma das suas espadas?" Ele acena animadamente. "Oh sim! Ela podia cortar sua cabeça! Isso seria incrível!" Eu balanço a cabeça através de um sorriso silencioso. "Meu Deus. O que a TV mostra, onde você está vendo as pessoas ficando sem cabeças? Game off Thrones?" Ele olha para a terra. "Eu não estava olhando, tio Reed. Papai estava assistindo". Mantendo a cabeça abaixada, ele olha para mim debaixo de seus cílios. "Mamãe ficou muito louca por eu sair da cama". Oh merda. Esse programa definitivamente não é adequado para uma criança de cinco anos de idade. Peço-lhe que me conte tudo o que viu, mas estou quase com medo de falar sobre este assunto. Mia vai ficar furiosa comigo se ela descobrir que eu estou falando sobre violência gráfica com Nolan, e gostaria muito de manter minhas bolas. "Aqui" eu digo, segurando meu cinto para distraí-lo. Nolan levanta a cabeça. "Carregue isto para mim, está bem? Vou pegar o parafuso de cortiça grande". Nolan agarra o cinto tão rápido que algumas das ferramentas caem na terra. Ele é sempre tão animado com as coisas, não importa o que está fazendo. Eu acho que poderia entregar a ele um balde de gelo e ele o aceitaria com o mesmo entusiasmo que está


iluminando a cara dele agora. É um garoto legal. Nunca pensei em ter qualquer um, mas eu teria o Nolan. Ele é muito foda. Eu espero ele colocar as ferramentas de volta no cinto e ando atrás dele. Ben sai pela porta da frente com Chase nos braços e Nolan leva o cinto de ferramentas em direção à parte traseira da casa. "E aí? Você vai começar hoje?" Ben pergunta, olhando para a máquina em minhas mãos quando eu paro na frente dele. Estou prestes a responder quando Mia sai pela porta, o rosto dela vermelho brilhante e o cabelo despenteado. Ela pega um pano e limpa na frente do pescoço dela, quando aparece e fica ao lado de Ben. Sorri para mim, e é aquele sorriso genuíno que estou acostumado a ver nela. Mia voltou para Ruxton há dois anos, depois de se afastar por nove anos. Eu não a conhecia quando ela morava aqui antes, já que não frequentei o ensino fundamental e o ensino médio com Tessa e ela. Naquela época, Ben e Mia não tinham nada a ver um com o outro. Ele atormentava o inferno fora dela, e ela era melhor amiga irritante de sua irmã. Mas quando voltou para uma visita no verão, há dois anos, não havia nada que mantivesse os dois separados. Nem mesmo um passado amargo. Ben a reivindicou e todos receberam a mensagem alto e claro. Mia era dele. Eu não posso culpar o cara por ser atraído por ela. É fodidamemente fácil gostar de Mia. Todo mundo gosta dela. É a pessoa mais gentil que eu conheço e faz tudo para todo mundo. Além disso, assumiu o papel de mãe do Nolan depois que a dele acabou por ser um pedaço de merda inútil. Você nunca saberia que aquela criança não era dela. Ela sempre pertenceu a Ruxton. Não tornou tudo melhor só para Ben. Ela tornou tudo melhor para todo mundo. "Por que seu rosto está todo vermelho?" Peço, estudando as manchas vermelhas na pele dela.


Mia segura o pano na mão. "Chase vomitou em mim. Graças a Deus estava com a minha boca fechada”. Eu olho para Ben, que parece tão casual como se isso acontecesse diariamente, então volto meus olhos para ela, minha face comprimida em desgosto. "Ele vomitou na sua cara?" Eu me volto para o Chase, que está escondendo bem sua culpa. "O que é isso, pequeno?" "Ele é um bebê, idiota," Ben responde, soando irritado. "Eles vomitam. Não é como se tivesse feito pontaria na Mia". "Ele não dá um aviso ou algo assim?" Pergunto. Uma pergunta válida da minha parte. Eu seguro um bocado aquele garoto. Ben me encara por longos segundos de silêncio. "Sim. Ele normalmente indica o que está para acontecer com seu extenso vocabulário". Mia ri silenciosamente, olhando para Chase e agarrando seu pequeno braço. Ela o faz acenar para mim. "Pode dizer o que se passa ao tio Reed?" Chase mastiga o outro punho, sorrindo em torno dele para Mia, enquanto eu passo completamente despercebido. Mia me olha de volta e estuda a máquina na minha mão com uma carranca curiosa. "O que é aquilo?" Indico com a cabeça para o lado da casa. Preciso voltar lá antes de Nolan esconder todas as minhas ferramentas em lugares que não vai se lembrar. "Vai me ajudar a cavar os buracos para seu deque. Pelo menos vou colocar os postes hoje". A boca da Mia cai aberta, e ela olha para Ben enquanto dobra a toalha em seu bolso da frente. "O solário"?


Ben sorri para ela quando chegamos à parte de trás da casa. "O solário, Reed está construindo para você, Anjo. Você continua dizendo que quer um. Parece que ele está começando isso hoje". "Mas eu pensei que íamos esperar até nós obtermos um pouco mais de dinheiro. Não achei que teríamos um construído este ano”. "Reed está apenas nos cobrando os materiais. Nós temos a abundância de dinheiro". "Não sei por que vocês insistem em me dar. Você sabe que não acho certo cobrar de você. Eu faço isso de graça. Não é grande coisa". Eu defino o eixo helicoidal para baixo na grama e vasculho o quintal por Nolan. Ele está no patamar de madeira do escorrega, enviando cada ferramenta uma por uma para baixo na prancha deslizante e rindo histericamente quando batem no chão. Faço um inventário mental das ferramentas no cinto para certificar-se de que não há nada lá que poderia ser perigoso para ele. "Vamos te pagar algo", Ben me corrige, ganhando a minha atenção. Já passamos por isso uma dúzia de vezes, mas ainda não me sinto bem com isso. "Você não está fazendo essa merda de graça". Mia levanta a mão e a esfrega contra Chase quando ele se agita contra Ben. "Quanto tempo você acha que vai levar?", indaga. Olho para a casa e fecho os olhos enquanto eu corro através dos planos que eu tenho na minha cabeça. "Dependendo do tempo, se poder vir aqui todo fim de semana, eu deveria ser capaz de terminá-lo no final do mês. Talvez você não tenha a escada pronta, mas pelo menos você será capaz de usá-lo enquanto eu estou terminando com isso". Mia sorri tanto, que acho que seu rosto na verdade pode se dividir ao meio. "Oh meu Deus! Isto é tão emocionante! Nós seremos capazes de sentar no solário e comer sob as estrelas". Ela


junta as mãos em volta do pescoço do Ben, beijando todo o lado do seu rosto. "Eu te amo tanto". "É melhor". Ele vira o rosto e a beija. Eu escolho aquele momento para olhar para trás, Nolan. Ele está na parte inferior, coletando as ferramentas. "Ei, homenzinho. Você vai vir me ajudar ou o quê?" Seu sorriso de covinhas me bate, de repente ele começa a reunir as ferramentas mais rápido. Giro de volta, lamentando isso no segundo que vejo a língua do Ben na boca da Mia. "Sério?" Eu pergunto, e eles se separam um do outro, ofegantes. Seus olhos estão ao meu alcance, e a luxúria cega em ambos os pares me faz pensar em outras coisas que provavelmente acontecerão neste convés quando estiver construído. Olho para o Chase, ele continua a mastigar seu punho. "É melhor nunca vomitar na boca da sua mãe. Esse homem que está segurando você passa tempo demais lá dentro". Eu percebo como isso soa um pouco depois que eu disse. Mia ri, cobrindo a boca com a mão enquanto eu procuro a reação do Ben. Meu primeiro erro foi pintar uma imagem da Mia chupando o pau dele. Meu segundo foi pensar que Ben iria achar engraçado. Ele não achou. "Estou indo em frente e começando". "Sim, faça isso" responde Ben, deslocando o Chase para o braço esquerdo e envolvendo seu direito em volta dos ombros da Mia. "Tenho que ir para o trabalho. Se Nolan não te escutar, o envie para dentro". Eu aceno, pegando o cordão sobre o trado. "Sim, tudo bem. Tenho certeza que não será um problema embora".


"Estou levando Chase para dormir. Deixe-me saber se você precisar de algo para beber". Mia pega Chase de Ben e beija suas bochechas. "Vamos lá, querido". Ela diz calmamente contra sua pele. Nolan vem correndo até mim, olhos grandes e selvagens com emoção. Minhas ferramentas em suas mãos. "Eu sou seu ajudante, tio Reed". Eu sorrio. Originalmente não tinha planos para hoje, mas isso mudou no segundo que Riley entrou em minha cozinha. Ficar ocupado esta tarde irá manter minha mente fora da merda que eu não quero pensar, e ter Nolan ao redor só fará isto divertido. Ele está sempre dizendo as coisas mais loucas. Bate a mão para ver se eu aguento a dele com toda sua força. "Vamos fazer isso".

**** Mesmo que eu não saia todas as noites de sábado à procura de alguém para levar para casa, ainda iria beber alguma coisa depois de terminar o dia na casa de Ben e Mia. Não há nada como uma cerveja gelada depois de um dia trabalhando no sol, e planejo voltar a tomar algumas antes de chegar a minha razão de sempre para entrar no Pub do McGill. A multidão é agitada, o que é típico para um sábado à noite. As bancadas estão tomadas e há uma linha formando para jogar dardos no outro extremo da barra. Algumas meninas estão dançando no meio da sala, todas vestindo saias jeans curtas e botas de cowboy. Eu sorrio para um grupo delas , que dançam mais


perto, seus quadris balançando um pouco mais, agora que eu notei. Amo isso. Nenhuma delas vai fazer hoje à noite, e se elas não querem separar umas das outras, tudo bem. Não há nenhum limite de multidão na minha cama. Hattie, uma das proprietárias e a barman mais doce nesta cidade, vem para ficar em frente a mim quando eu pego um banquinho no bar. Ela me dá uma piscadela e um sorriso, seu rosto amigável nunca me dando alguma coisa diferente. "Como vai, querido?" Eu me inclino, jogando meu jogo. "Eu vou ficar bem, uma vez que você deixar Danny e fugir comigo". Eu só estou brincando com ela, e Hattie sabe disso. Mesmo que não ache provável que ela abandone seu marido, desprezo as pessoas que fazem isso. Não me importo se você está em um casamento de merda. Saia fora antes que machuque alguém. Uma risada cai passando os lábios dela. "Você quer uma cerveja?" "Sim, isso parece bom. O que estiver na torneira". Ela coloca o copo na minha frente e desaparece na parte de trás por um momento, voltando com um prato de comida. Eu tomo um gole da minha cerveja e a vejo sair por trás do bar carregando a bandeja para um dos estandes alinhados ao longo da parede. Ela o abaixa na frente de uma mulher de costas para mim, cabelo escuro puxado para cima para revelar a delicada pele pálida de seu pescoço. A mulher se inclinar para ver o que está ela segurando na frente dela, e eu vejo o seu perfil. Já não dou a mínima para a linha de garotas dançando, ou qualquer outra mulher neste bar. Hattie se abaixa e dá um beijo para o topo da cabeça dela, obviamente a conhece bem. As duas trocam algumas palavras, e Hattie volta para o bar.


"Quem é que aquela com quem você estava?" O seu sorriso e olhos ficam distantes, como se ela estivesse pensando em uma recordação. "É a minha sobrinha. Ela é a coisa mais doce", responde, olhando para a mulher na cabine. "Nem sabia que a tinha até ontem. Ela veio morar comigo e Danny". "Hum". Eu sigo os olhos de Hattie, desejando ver o rosto da mulher que está sentada do outro lado. Mas não vou mentir. O que vi me traz um interesse dos diabos. "Não". Volto a olhar para Hattie, confuso com a resposta dela. "Não, o quê?" Aquele sorriso gentil dela desapareceu, substituído por lábios firmemente franzidos. Ela limpa o balcão com um pano branco, mas mantém os olhos em mim. "Nem pense nisso, Reed. Eu sei como você opera, e aquela garota lá está fora dos limites. Encontre outra pessoa para levar para casa esta noite". Eu inclino minha cabeça com interesse, incapaz de conter meu sorriso. "Hattie, querida". Eu achato minha mão contra o meu peito. "Guardião do meu coração. Você não sabe que tornar alguém proibido para mim só alimenta minha necessidade de ir lá e falar com ela? Não consigo parar agora". A mão dela se enrola no pano. "Reed" ela adverte enquanto estou no meu banquinho e soltando algum dinheiro no balcão para a cerveja que eu não beberei. "Isto é tudo culpa sua" chamam atrás de mim, me certifico de que Hattie vê o sorriso no meu rosto antes de focar na mulher que eu estou indo em direção com toda a minha atenção. Não é culpa de Hattie. De modo algum. Eu iria caminhar até aqui não importa o que ela me contasse.


Capítulo Quatro

Beth A grande mão agarra minha coxa e conecta em volta da cintura, ancorando-nos juntos. Estamos ofegantes e não fizemos nada mais do que beijar um ao outro um pouco, mas este é Ryan Miller. O Ryan Miller. Começou a ter dificuldade em respirar no segundo que ele entra na sala. Se ele olhar para mim, procurarei no meu bolso de trás o par de calcinhas sobressalentes que mantenho quando estamos juntos trabalhando nos turnos. E se ele fala comigo, nunca sei o que diabos está dizendo por que estou muito ocupada olhando obsessivamente a sua boca cheia, linda. É a reação natural do meu corpo ao seu, então não há nada me ajudando agora. "O que você quer, Jodie?", indaga, perto de minha boca eu inalo o ar para evitar desmaiar. "Jodie". Ele se aproxima, mordendo meu lábio inferior. "Dê-me algo, querida. Diga-me onde que eu posso te tocar". "Você está lendo pornografia?" A voz baixa no meu ouvido me faz puxar o meu Kindle tão forte contra meu peito, que tenho medo de ter rachado a tela. Abaixo o meu queixo, inspecionando a frente por quaisquer sinais de danos, enquanto o homem atrás de mim dá uma risada divertida. Sem piadas. Graças a Deus. Eu tento acalmar meus nervos antes de responder cegamente.


"Eu não acho que você pode ler pornografia. Talvez assista pornô". Viro minha cabeça, para o homem que me assustou, ele se move para ficar ao lado da cabine. Dada a minha posição em referência a ele, meus olhos pairam no corpo dele primeiro e lá ficam. Eu sei que deveria fazer a coisa certa e levantar meu olhar para a cara dele, mas meus olhos não querem ser educados neste momento. Além disso, ele quase me fez quebrar minha coisa favorita no mundo inteiro. O mínimo que pode fazer é ficar parado enquanto me banqueteio por um momento. Ele está vestindo uma camiseta branca e calças de brim, parecendo casual e confortável, o que eu acho sexy, mesmo que não possa ver o contorno dos músculos através de sua camisa. O material estica para encaixá-lo, ajustando ao peito e aos ombros. Oh Deus, ele tem essa compilação que eu amo, magro e não volumoso como alguns que acabam sendo ratos de academia. Sua mão descansa na parte traseira da cabine, os músculos em seu antebraço gritando por atenção, e eu sei que olhei por uns bons quinze segundos em uma parte do corpo que nunca dei muita atenção antes nos homens. Quero dizer, quem se preocupa com antebraços? Eu faço. Agora, definitivamente faço. Decidi não fazer a minha nova obsessão tão dolorosamente óbvia e lentamente levanto a cabeça. Quando meus olhos finalmente atingem o maxilar, os lábios, os olhos dele, eu faço o que pode ser a coisa mais idiota que já fiz em toda minha vida. Eu sorrio. Realmente, sorrio muito. Como uma criança no dia de Natal, esse tipo de sorriso. Oh cara. Esse cara vestindo nada além de um arco seria exatamente o que eu gostaria de pedir para o Papai Noel. Não sei por que estou reagindo desta forma. Eu estive por aí e já vi homens bonitos antes, e normalmente posso manter minha


calma por tempo o suficiente para ao menos passar pelas introduções. Talvez seja porque este cara me pegou lendo obscenidades em público e estou sorrindo para esconder o meu embaraço, ou talvez seja porque ele é o primeiro cara que prestou qualquer atenção em mim desde Rocco. Eu não sei. Mas estou sorrindo como uma idiota por aqui e não há nada que eu possa fazer sobre isso. Minha reação joga. Vejo, como sua boca relaxa, esquecendo tudo o que ele tinha carregado na ponta da sua língua. Tenho certeza que era algo espirituoso. Ele é espirituoso, mas agora parece inseguro de como se aproximar de mim. Ele pisca várias vezes, seus olhos, deslocando-se através dos meus, e leva seu silêncio como minha chance de realmente estudá-lo. Mas não antes de eu relaxar um pouco o meu rosto. Vamos não o encare tanto, Beth. Seu cabelo loiro é desarrumado, comprido o suficiente para cair em seus olhos e dobrar atrás da orelha. As sobrancelhas são grossas, mais escuras que o cabelo e suas maçãs do rosto são altas, gravado na pele que viu o sol. Ele me lembra de um surfista, ou alguém que deveria ser modelo de pranchas de surf, mas tem esta coisa acontecendo que endurece seus recursos. Não há muito sobre ele, mas ao mesmo tempo, eu sei que usaria essa palavra, se alguém me pedisse para descrevê-lo. Ele olha para minha boca, e seus lábios se torcem em um sorriso deslumbrante. Aquele que faz meu coração estremecer contra minhas costelas. Os olhos dele alcançam os meus, uma máscara de cristal azul, tão leve que parecem translúcidos. "Oi" ele diz, quebrando o silêncio entre nós. Sua voz é baixa e suave. "Se importa se me juntar a você?" Eu balanço a cabeça e coloco o meu Kindle para baixo ao lado do meu prato.


"Não, não". Eu estou esperando que se mova para o assento da frente e reivindique esse lado da cabine. Estou preparada para isso. O que não estou pronta é para que ele deslize para se sentar ao meu lado, mas isso é exatamente o que faz. Eu escorrego algumas polegadas para colocar algum espaço entre nós, para nos dar tanto um pouco de espaço, como também para que a perna dele não toque a minha. Ele não quer espaço. Eu sinto que... Se continuar deslizando para longe dele, ele vai se mexer comigo. Como estamos juntos no mesmo espaço, sou forçada a encará-lo bem de perto. Eu não vou testar essa teoria, porque não quero me afastar. Há algo sobre esse homem que tem me inclinando mais perto, pressionando meu peso contra a sua perna, querendo o seu contato. Ele mantém um braço atrás de mim na parte de trás da cabine e levanta sua outra mão para descansar sobre a mesa, mantendo seu corpo inclinado na minha direção. Os olhos dele encaram minha boca, ficando lá por vários segundos, então encontro seu olhar com tanto calor que sinto a temperatura no meu sangue. "Então", começa, um sorriso perverso perigosamente brincando em seus lábios. "Onde ele pode tocá-la?" "Uh... o quê? Quem?" Confusão mantém minhas sobrancelhas juntas, até ele acenar para o Kindle na mesa na minha frente. Eu olho para trás em seus olhos. "Não faço ideia. Eu nunca li esta história antes, e alguém me interrompeu antes de chegar a qualquer um dos toques". "Você poderia ler agora. Em voz alta, de preferência". "Você quer que eu leia uma história de amor?" Pergunto. Ele aponta um dedo no meu Kindle. "Se essa é sua ideia de uma história de amor, inferno, sim. Eu insisto que leia em voz alta".


Pego a cereja flutuando na minha bebida e coloco em minha boca, mantendo a pressão da haste. Mastigo antes de dizer: "É uma história de amor. Jodie é louca por esse cara, Ryan, e ele está lentamente se apaixonando por ela. Só porque há um monte de sexo sujo nele, não o torna menos doce de qualquer jeito". Eu levo meu braço para o lado até o prato de batatas fritas. "Histórias devem parecer reais. Sendo algo selvagem e romântico, mas ao mesmo tempo parecendo muito real para mim. Acho que relacionamentos precisam de ambos. E não é pornô". Nossos olhos se encontram. "A pornografia não me faz chorar". Ele inclina-se mais perto, deixando cair à cabeça junto a minha. "Eu poderia discordar de você nisso. Há pessoas lá fora que estão em algo realmente bem doentio. Quase chorei assistindo algumas coisas". Começo a rir, deixando minha cabeça contra a cabine. "Oh meu Deus, nem sei o que dizer. Acidentalmente, me deparei com este vídeo uma vez...". "Você acidentalmente tropeçou nele?" Me interrompe, o canto da sua boca se levantando. "Quer dizer, estava procurando por pornografia, o que é extremamente quente de ouvir, e você se deparou com um determinado vídeo". "Eu não estava procurando por pornografia". "Isso pode ser verdade, mas se você não se importa, só vou ficar imaginando que estava. Eu gosto dessa versão da história". Ele levanta a mão da mesa, fazendo gesto para que eu prosseguir. "Por favor, continue. Eu estou morrendo para saber tudo sobre suas preferências pornôs". Eu balanço a cabeça através de uma risada. "Eu nunca procurei por pornografia. Nunca. Se o Google decide jogar alguns sites com base no que estou procurando, isso não é culpa minha.


E eu normalmente não clico sobre eles, mas este tinha um título cativante". "O que foi?" "Pênis de Edward mãos de tesoura?" Ele levanta as sobrancelhas na surpresa. "O que diabos você procurava que deu isso como resultado?" Dando de ombros. "Ouvi que eles estavam refazendo esse filme, e eu queria ver se eles já tinham começado as filmagens. Minha pesquisa era muito inocente. E caso você esteja interessado, o ator que interpretou nessa versão foi Johnny Depp". Eu sorrio. "Acho que ele tem a mesma audiência que o filme original". Ele ri baixo e suave em minha orelha. É rouco e profundo e tão puramente masculino. Não sei quando foi que ele deslizou para mais perto, mas seu lado inteiro está pressionado contra mim agora. Não me oponho a isso. É bom estar com ele assim. Duro contra macio. Eu sou o macio. No caso, se houver alguma confusão. Os músculos apertados do seu estômago estão pressionando contra o meu braço, enquanto a perna tonificada mantém contato firme com a minha. Ele cheira a fresco, um perfume limpo que eu acho que deve ser o sabão que usa. Ele não está usando colônia, e eu adoro isso. É ele. O seu cheiro natural misturado com a fragrância mais leve. Não é irresistível ou ofensivo. Se alguma coisa, eu quero esfregá-lo em cima de mim e absorvê-lo em minha pele. Porque isso não seria estranho em tudo. "Qual é o seu nome, querida?", indaga, e minhas bochechas queimam no sentimento. Quase não lhe digo o meu nome, pois só assim ele me chamará do que quiser em vez disso. Mas estou curiosa para saber como o meu nome soa saindo da sua boca. Muito curiosa.


"Beth". "Beth", ele ecoa, a sua língua persistente sobre o som do th. Meu Deus. Este deveria ser o seu trabalho. Só dizer palavras que terminam em th. Ele dirige sua língua ao longo de seus lábios, molhando-os, como se estivesse provando o rastro que meu nome deixou na sua boca. De repente me sinto drogada com a ideia dele fazer isso. Saborear-me. Língua dele. Minha pele. "Beth Davis, certo?" Confusão traz vincos na minha testa. Esqueci-me dos meus pensamentos libidinosos com sua pergunta. "Como você sabe disso?" "Eu sei por meio da Hattie. Ela me disse que você era sua sobrinha". Ele sorri. "Antes de me dizer para ficar longe de você". Eu olho para seu rosto, um pouco chocada. Ficar longe de mim? Por que ela diria isso? Esse cara parece inofensivo. Perigosamente charmoso, mas inofensivo. Talvez dissesse isso por causa de todas as coisas que eu suportei com Rocco. Talvez o que disse a Hattie esta tarde me pintou como uma vítima, quebrada e abatida, e ela não acha que estou pronta, ou forte o suficiente para nada com outro homem. Nem mesmo uma inocente paquera. Mas não estou quebrada. Nunca acreditei nas coisas que Rocco me disse. Ele tentou destruir o meu espírito, mas não conseguiu. Hattie não precisa me proteger. Estou pronta. Estou mais que pronta para isso. O homem levanta a mão da mesa e a usa para colocar um fio de cabelo atrás da minha orelha. O gesto me faz prender o fôlego, mas eu parei de respirar quando ele trilhou a palma da sua mão intimamente para o lado do meu pescoço. Acariciando-me.


"Eu não podia te deixar em paz", ele confessa, seus olhos seguindo a mão dele. "Eu não poderia sentar no bar, de olho em você, e só me perguntar como pareceria contra mim. Eu acho que eu iria ficar furioso se só ficasse te olhando". Olhando nos meus olhos. "Você vê isso, né? Que eu tinha que vir até aqui". Eu aceno porque eu quero acreditar nele. Quero acreditar que ele não conseguia se impedir de fazer isso. Há um bom número de mulheres neste bar, a maioria vestida em trajes apertados e sexys, enquanto eu estou usando jeans esfarrapados e uma camiseta que apertei para caber melhor. Eu nunca tive baixa autoestima, mas sou realista. Eu não sei como competir ao lado das mulheres neste bar. Sou uma planície meio bonita, enquanto elas brilham em negrito, cores vibrantes. Eu normalmente passaria despercebida na multidão, ou qualquer multidão, mas ele me notou. Esse cara me notou. Ele está me dizendo que não podia me deixar em paz, e não há nada mais que eu vou acreditar. Estremeço incontrolavelmente quando seus dedos passam por minha clavícula. É um toque suave, mas a um gemido escapa dos lábios, e olhos dele focam na minha boca, eu sei que o ouviu. Meus ossos tornam-se pesados e apoio minha cabeça contra a cabine, dando-lhe um acesso melhor enquanto ele lentamente sobe pelo meu pescoço. Ele mal me toca, só a palma da mão, testando a sensação da minha pele, mas estou queimando de dentro para fora. Meus pensamentos estão em todo lugar. Imagino suas mãos amassando minha carne. Boca encostada na minha pele. Dentes, lábios e a língua. Pensamentos sujos. "Não me olhe assim" ele diz, me fazendo voltar ao foco. "Eu não sou um cara decente. Não tenho nenhum problema de te dobrar sobre esta mesa agora, mas eu prefiro não fazer isso na


frente da sua família. E a maneira que está olhando para mim, como se quisesse levar até esse ponto" ele faz uma pausa, balançando a cabeça e soltando sua mão de volta à mesa. Ele solta uma respiração lenta antes de continuar, "Você não tem ideia do que está fazendo comigo". Minha boca fica seca, mas felizmente, a imagem que ele colocou na minha cabeça me faz salivar instantaneamente. Curvada sobre esta mesa. Oh. Fazendo-me dobrar. Meu peito estremece em uma expiração. "Como eu estava olhando para você?" Peço, soando sem fôlego. Os olhos dele escurecem, e agora, nem precisa responder. Eu sei exatamente como eu estava olhando para ele enquanto estava imaginando o que nós poderíamos fazer juntos. Acho que provavelmente estou olhando desse jeito exatamente agora. Comoção vem da parte da frente do bar perto da entrada, ganhando a atenção dele antes de poder responder. Eu assisto seu perfil ficar tenso consideravelmente. A reação dele é instantânea. Todo o seu corpo fica rígido, sua mandíbula aperta e sua respiração torna-se irregular com pânico, pesada. Sigo seus olhos através do bar e paro na loira perto do jukebox, com olhos na multidão, como se ela estivesse à procura de alguém. Eu sei quem ela é para ele. Pelo menos, acho que tenho um bom palpite. Você apenas reagirá dessa maneira quando vê alguém que nunca quer ver de novo. Alguém que te machucou. Alguém que você amou uma vez. Eu olho para trás para o homem ao meu lado. Aquele que me fez rir a alguns minutos. Que me fez sorrir mais do que provavelmente nunca sorri. Não sei nada sobre ele, não de todo,


mas odeio pensar que ele foi ferido por esta mulher, porque esta é a vibração que estou sentindo. Ele parece pronto para desmaiar ou vomitar, e eu realmente espero que não seja a opção dois. Especialmente com o que tenho planejado. Ele me fez sentir especial, e quero ajudá-lo em troca. Aguardo o momento perfeito, o que eu preciso para confirmar que ela é quem eu acho que ela é. Só leva alguns segundos antes de seus olhos nos encontrarem, e se concentra com esse mesmo olhar 'cervo nos faróis', e é quando eu faço o que possivelmente poderia ser a segunda maior asneira que fiz em toda minha vida. Pego seu rosto com ambas as mãos, viro a cabeça dele e colo minha boca contra a dele. Estou à espera de fogos de artifício. Estrelas explodindo entre nossos lábios. Que se foda o sentimento de quando você beija alguém pela primeira vez. Não entendo isso. Eu não entendo nada perto disso. Ele está congelado contra mim, paralisado de medo, ou confusão. Não posso dizer qual. Ele estava tenso antes, mas de alguma forma, já escalei o seu pânico. Ele não me afasta, mas não está me dando nada também, e ele precisa. Para isto parecer crível, ele precisa trabalhar comigo. "Beije-me". Eu pressiono as palavras contra os lábios dele com o meu olhar fixo na mulher olhando para nós. "Beija-me, ela está olhando. Vamos lá". Eu inclino a cabeça, selando nossas bocas juntas. Ele se inclina contra mim, soltando a mão na minha cintura. Ele entende este jogo agora e se torna o participante voluntário que preciso que ele seja. Seu toque se torna mais firme, com fome e desesperado. No segundo que meus dentes afundam no seu lábio inferior, ele


abre a boca com um gemido e congratula-se com a minha língua ansiosa. Agora, isso é um maldito beijo. Ele está em cima de mim, beijando como um homem. É selvagem e confuso e tão incrivelmente perfeito. Não consegue decidir se ele quer chupar minha língua ou mordê-la. Seus sons são irreais, baixos e guturais, vibrando contra meus lábios. Estou praticamente no colo dele, engolindo-o vivo. Não me importo quão inapropriada eu estou agora. Não me importo se este prédio explode em chamas. Eu vou continuar beijando... Minha mente se transforma em um espaço em branco. Ah, bom Beth. Ótima maneira de esquecer completamente de perguntar o nome do homem, antes de você descobrir se ele tem quaisquer recheios. Ele não. Doce mãe, até seus dentes são perfeitos. "Reed?" Nós quebramos o contato, mas apenas nossas bocas, com o corte da voz de uma mulher através do ar. Eu ainda estou me agarrando a ele como se estivéssemos no Titanic e essa puta está afundando, e está me segurando, como se ele fosse a porta que todos nós sabemos que caberia mais de uma pessoa. A palavra ecoa na minha cabeça, e eu sorrio. Deixo minhas mãos desembaraçar de seu cabelo e deslizo pelo seu corpo, achatando contra seu peito. Nós estamos ofegantes, lábios molhados e inchados, ignorando qualquer um e qualquer coisa ao nosso redor. "Reed" a voz se repete, mas desta vez sob a forma de um comando. Ao olhar para ela para dar sua atenção ele não faz qualquer coisa. Ele está me encarando com um olhar perdido, pesando sobre suas características. Como se não soubesse se deve


continuar a me beijar, ou se deveria ter permitido que acontecesse em primeiro lugar. Claramente, ele gostou. Definitivamente estava me beijando de volta. Então essa segunda possibilidade é realmente sem graça. Antes de dar-lhe a chance de estragar tudo isso com seu comportamento estranho, eu decido lidar com a conversa que aparentemente precisa acontecer. Mantenho minhas mãos em seu peito, olho para a loira, cumprimentando-a com um sorriso genuíno. "Desculpe-me. Não vi você aí. Precisa de ajuda com alguma coisa?" Ela apenas olha para mim, e volta para Reed, soprando uma respiração rápida. "Não, eu só...". Ela nivela a mão em cima da mesa e inclina a cabeça para baixo. "Reed, pode ao menos olhar para mim, por favor?" Ele aperta os olhos fechando em uma linha, e lentamente se vira para olhá-la, com as mãos caindo longe de mim. "O quê?" indaga severamente, a mão agora no seu colo formando um punho. "Eu estou olhando para você, Molly. O que você quer?" De boca aberta ela rapidamente se contém e aperta sua mandíbula. As duas mãos firmes na frente dela, e então eu tomo conhecimento das roupas de grife. Ela estava da cabeça aos pés em coisas que eu não podia sequer sonhar em pagar. Minissaia apertada, blusa de seda. Não me incomodo de até mesmo olhar para os sapatos dela enquanto enfio meu Dr. Marten mais para debaixo do meu banco. A boca dela é brilhante com brilho labial. "Faz muito tempo. Como vai você?" "Como estou?" Ele repete lívido, com raiva e eu decido cortar antes de Reed virar a mesa. Estendo a minha mão para ela.


"Oi, me desculpe, não me apresentei. Sou a Beth. Namorada de Reed". Seus olhos estão sobre mim antes de chegar a esse título completamente. Dou-lhe uma piscada rápida, ’eu cuido disso’, antes de apertar a mão dela. "E você é?" "Molly". Ela larga a minha mão com desdém, como se já estivesse entediada com a minha presença. Olha para Reed. "Namorada, hein? Ouvi dizer que você não fazia mais isso". "O que, está você me vigiando?" "Você gostaria de se juntar a nós?" Peço antes que ela tenha a chance de responder-lhe. Não sei quem me bate com um olhar mais assustado, Reed ou esta mulher. "Não, obrigada. Eu vou passar" ela responde, não se preocupando em esconder o humor com o meu pedido. "Vou me encontrar com algumas pessoas". "Você voltou?" Pergunta Reed. "Minha irmã disse que te viu no mercado". "Por um mês. Então vou para Virgínia". "Por que está aqui por um mês? Você sumiu há nove anos. Por que voltar agora?" Ela segura sua mão esquerda a palma virada para ela, e mesmo se eu não notasse o diamante cintilante ofuscante no seu dedo anelar, eu sei conheço esse gesto de mão universal. Oh, merda. Reed fica rígido ao meu lado. Até mesmo sua respiração cessa. A sobrecarga de música cresce distante enquanto absorvo sua reação a ela. Ele a odeia? Tenho certeza. Ele ainda a ama? Eu não sei. Eu faço o que qualquer namorada leal faria. O protege.


"Parabéns". Eu sorrio para ela enquanto a minha mão envolve o punho dele o persuadindo a relaxar. Sinto que estou espremendo uma pedra. "Você terá que nos deixar saber para onde devemos enviar um presente" acrescento. Ela faz uma careta sobre minha reflexão. "Sim, ok". "Estou falando sério. Reed e eu estamos muito felizes. Por que não celebrarmos quando os outros descobrem o amor do jeito que nós fizemos?" Olho para o Reed, encontrando os olhos dele já em mim. Ainda perdido. Ainda um pouco aterrorizado por minhas ações. "Bem, nesse caso". Palavras da Molly me faz levantar meu olhar para ela. Ela abre sua bolsa e retira um envelope azul pequeno e leve. "Teremos uma festa de noivado no próximo sábado. Vocês dois devem vir. Mostrar a sua felicidade". Ela joga o último comentário com algum sarcasmo, e estou de repente engrenada e pronta para esta festa de noivado. Eu de bom grado pego o envelope, mas Reed o arranca da minha mão e o joga para ela. Caindo na mesa. "Não estou interessado". Molly nos olha como se ela conhecesse o jogo, olha entre nós dois. "Direto. Acho que não". Ela pega sua bolsa e olha para o Reed, me ignorando completamente. "Foi divertido te encontrar, Reed. Você está bem". Sai clicando seus saltos no chão de madeira, e eu caio contra meu assento, deixando sair uma lufada de ar. "Wow. Ela era uma coisa". Ele olha para mim, deixando cair os cotovelos na mesa, suas mãos entrelaçadas a polegadas do seu rosto. "O que foi isso?", indaga rispidamente.


"O quê?" "O beijo. A bobagem de namorada". A cabeça dele treme um pouco. "O que foi isso?" "Eu te fiz um favor" defensivamente respondo, minha voz firme com emoção. "Eu vi o jeito que você reagiu a ela. Sabia que ela era alguém que te machucou e...", eu quase não o digo, mas eu já fiz isso bem claro para todos neste bar. Suavizo minha voz. "E eu gosto de você, ok? Não quero ver você assim". "E então você me beija? Que bem você fez?" De repente quero deslizar sob esta cabine e perfurar esse cara direto nas bolas. Ele claramente estava tirando uma comigo. Tenho certeza de que ele iria me beijar com ou sem plateia. Então, qual é o problema? Em vez de bombardeá-lo com perguntas, eu me contento em dar-lhe o mesmo olhar para me esconder da rejeição lenta queimando minha superfície. "Você sabe a melhor maneira de se vingar de alguém que te magoou? Sem o risco de ser preso? Mostre como você está feliz com outra pessoa. Mesmo se estiver com outra pessoa, ainda pode doer. Era um risco que estava disposta a correr, e funcionou. Ela claramente ficou desconfortável em ver você e eu juntos". "Você não deveria ter feito isso". "Por que não?" "Não faça isso" ele assobia. "Eu não..." Seus olhos apertam fechados. Ele vira a cabeça longe de mim, cavando o calcanhar das mãos nos seus olhos. "O quê?" Ele sussurra duramente antes de passar as duas mãos pelo seu rosto. Ele olha para mim. "E me amarrar para a festa de noivado? Você ficou maluca? Por que diabos eu iria querer ir nisso?"


Eu pego o cartão e espero que ele veja. "Este foi um desafio. Ela não está convencida de que estamos juntos. Aposto que acha que você não vai aparecer". "Não". "Talvez não" eu digo. "Eu posso jogar como sua namorada, com ou sem você, e isso é exatamente o que eu vou fazer. Claro, vai ser muito mais convincente se estiver lá, o que eu acho que deveria fazer. Esta é a oportunidade perfeita para esnobar aquela vaca esnobe". Ele está me encarando em silêncio, procurando em meu rosto para o raciocínio, o gosto dele continua na minha boca. Melancia, eu acho. Talvez o chiclete que ele estava mastigando mais cedo. É doce e picante. Eu iria por segundos, mas sinceramente não sei o que ele faria se eu o atacasse novamente. Não posso me afastar. Eu mantenho meus lábios para mim e saboreio o que já me deu. "Olha" eu começo, soltando as mãos no meu colo. "Pode ser desconfortável, estar em torno de sua ex e do noivo dela, mas valeu a pena ver aquele olhar no rosto dela te encarando quando eu beijei você. Isso foi impagável". "Por que está fazendo isso? O que é isto para você?" indaga, preocupação inundando sua voz. Colocando o cartão para baixo, pego meu Kindle da mesa. Meus olhos ficam na tela, que lentamente é aberta "Já falei. Não gostei de ver você assim. Não estou fazendo isso por mim. Eu gosto de você. Quero passar tempo com você. Óbvio, como você quer que eu seja? Eu quero fazer isso por você, então eu faço. É tão simples". Ele fica na cabine, rodando uma mão áspera em seu cabelo antes de olhar para mim. Nossos olhares se cruzam e vejo que a explicação de minhas ações não lhe caiu em tudo. Ele também não


está comprando, não está ok, mas eu tomei minha decisão. Vou prosseguir com isto. Talvez possa convencê-lo na minha própria atitude que estamos juntos. "Eu não vou" suas palavras conclusivas. "Se você quiser ir sozinha e fingir que somos algo que não somos, vá em frente. Faça isso". Suas palavras doem em meus ouvidos, e em mais alguma coisa no meu corpo imbecil que tem a tendência de cair pelo cara errado. Por que ele está tão diferente comigo? O que diabos fiz além de continuar o que comecei? "Você me beijou de volta" digo, travando o seu primeiro passo, enquanto ele tenta sair da mesa. Lentamente vira a cabeça para olhar para mim, e eu engulo duro antes de explicar. "Eu não imaginei isso. Você poderia ter me empurrado, mas não fez. Você realmente me beijou, e eu acho que gostou. Você me queria. Acho que ainda me quer". Ele abre a boca para falar, mas não diz nada. Aquele olhar perdido está de volta em seus olhos, e que é a única coisa que ele me dá... Antes de desaparecer na multidão e sair pela porta. Eu caio para trás contra a cabine, agarrando meu Kindle no meu peito.


Capítulo Cinco

Reed Três dias. Três dias e eu ainda não posso esquecer aquele maldito beijo. Não ajuda que tem chovido todos os dias desde domingo, fechando o local de trabalho e a distração que preciso desesperadamente. O trabalho é uma coisa muito boa para manter sua mente ocupada, mas eu não o tenho. Eu tenho meu pau em vez disso, que está me lembrando sempre que penso sobre essa maldita boca. Eu ignorei isso. Não estou me masturbando por um maldito beijo. Seu corpinho sensual e a imagem dela amarrada a minha cama enquanto eu bato nela, isso me tem me masturbando. Mas não o beijo. Não vou quebrar mais alguma coisa que eu não queria. Não estou me acariciando porque ela levou a minha boca, foda, como propriedade como se nem sequer me pertencia. E eu definitivamente não estou gemendo o nome dela porque gostei daquele beijo. Não, isso não é o que está acontecendo. Nem de perto. Adorei aquele beijo. Amei. Isso sim. Eu, um cara com sua maneira de evitar beijar as mulheres que ele traz para casa porque não dou a mínima para nada além de sexo, está arruinado por causa de trinta segundos da boca de


uma garota. Aquela boca perfeita. Lábios completos, a parte inferior ligeiramente maior do que o topo. Isso, muito pouco da língua e a forma como procurou a minha. Ela estava certa. Poderia tê-la ignorado. Eu poderia ter conseguido sair o inferno de lá antes de beijá-la. Mas não fiz. Eu a queria e a essa boca, então a levei. Ou ela pegou a minha. Ou nós dois só levamos o que queríamos e não demos a mínima para a outra pessoa, porque isso foi como eu me senti. Fui ganancioso e invejo todos os outros homens que provaram essa boca antes de mim. E ela... Foi foda, vulgar. Moendo duro contra mim, gemendo ao redor de meus lábios. Mordendo e chupando e possuindo. Filho da puta. Essa boca. Meu pau trava na minha mão com a segunda mudança de meus pensamentos para Molly. Ela tinha que entrar naquele bar maldito. É como se a filha da mãe soubesse que estaria lá, e ela não podia esperar para enfiar esse convite na minha cara, porra. Dei-lhe tudo. Cada coisa. Mostrei-lhe como eu estava falando sério sobre nós, antes de ela ir embora. Talvez estivesse um pouco desesperado. Mas eu teria esperado por ela. Poderia ter lidado com quatro anos. Teríamos arrumado uma maneira de manuseá-lo. Então, por que... Foda-se, por que não foi o bastante? O celular tocando no corredor me puxa para fora da cama. Eu jogo o lençol de lado e estico minhas costas, flexionando a mão direita que está cansada de todo esforço que foi feito na manhã toda. Na verdade, sinto a perda de fluidos quando eu jogo um punhado de lenços na lixeira e tento correr pelo corredor na direção do meu telefone. Meu corpo cansa rapidamente, diminuindo os meus movimentos. Merda. Preciso de alguns eletrólitos.


Eu pego o telefone, antes de ir para a caixa postal e seguro entre o meu ombro e orelha. "Ei, Mia", respondo antes de tomar um gole do Gatorade que eu peguei da geladeira. "Ei, você não está trabalhando hoje, certo? Por causa da chuva?" Limpo minha boca com a palma da minha mão. "Sim, por quê? O que se passa?" "Ele vem? Posso falar com ele?" Sorrio pela voz do Nolan. "Eu posso poor favooooor?" "Nolan, shh, espere um minuto". Mia murmura algo mais longe do telefone e, em seguida, suspira. "Eu vou te perguntar, porque é a coisa certa a fazer, mas você vem. Eu não aceito alguma coisa diferente". "O que eu vou?" "No Sal. Nolan quer pizza para o almoço e ele só vai comer isso de lá agora. Ele diz que o gosto da crosta é melhor ou algo assim". Eu sorrio. Criança de bom gosto. "Ele está certo. Não posso discordar. Além disso, as fatias são enormes. Então, você realmente obtém mais por seu dinheiro". "Mamãe, diga ao tio Reed sobre meu chapéu!" "Nolan, pegue a chupeta do seu irmão no berço”, Mia se direciona longe do telefone. "Desculpa" ela diz no meu ouvido. "Ele parece animado". "Você não tem ideia. Ele tem falado sobre você sem parar desde sábado. Agora ele quer sair e comprar o seu próprio cinto de ferramentas, então não precisará usar o seu quando você vier".


"É mesmo? Isso é incrível. Pensei que estava ficando entediado segurando minhas ferramentas. Ele não podia ajudar muito com a escavação. Estava preocupado que ele caísse em um buraco ou algo assim". Eu tomo outra bebida. "Estou contente por que ele ter um bom tempo". "Reed, isso é tudo o que ele falou. Sério. Você sabe Nolan está obcecado por coisas". Ela ri silenciosamente. "Espere até você vê-lo... quando vem para o almoço? Porque você vem. Ele vai ficar tão desapontado se não vier". Mantenho o Gatorade no frigorífico. "A que horas você quer? Eu preciso tomar um banho primeiro". Um banho quente escaldante. Um que espero queimar a vergonha dos últimos três dias. "Tudo bem. Tenho de alimentar Chase antes de sairmos de qualquer maneira. Pode ser daqui quarenta e cinco minutos?" "Sim, isso parece bom". "Grande. Nolan, tio Reed está chegando!" Ela grita longe do telefone. "Oh, sim!" A risada da Mia rompe suas próximas palavras para mim. "Tudo bem. Vamos ver você daqui a pouco". "Sim, até mais". Desligo a chamada e jogo meu telefone junto com as chaves da minha caminhonete. Uma distração. Sob a forma de um garoto divertido de cinco anos de idade e um dos meus melhores amigos. Isso é bom. Isto é realmente muito bom.

****


Estaciono ao lado do carro vermelho da Mia, solto um grunhido quando vejo o carro de Tessa. Merda. Deveria saber que ela estaria aqui também. Não que não ame Tessa, mas eu sei exatamente o tema da conversa dela, e prefiro evitar. Mas não posso. Porque Nolan está sorrindo através da janela do restaurante um segundo depois eu coloco minha caminhonete em ordem inversa para dar o fora daqui. Sim, eu ia para a compensação. Encontrarei uma forma de compensá-lo. Ele não é o garoto mais difícil de agradar. Assim que eu entro na pequena pizzaria familiar, Nolan corre para fora da cabine, onde todos estão sentados, seu brilhante capacete amarelo balançando na cabeça. "Oi tio! Olha meu novo capacete!" Eu olho direto na sua cabeça, inclinando um pouco para ver os olhos dele. Eu sorrio. "Fica bem em você, homenzinho. Está usando isso o tempo todo?" Ele rapidamente acena com a mão sobre o capacete para segurá-lo. "Você usa um também, tio Reed?" "Às vezes". A cara dele cai, a felicidade exultante arrancada da sua expressão. Eu olho para Mia que está nos observando de longe, o rosto aflito em resposta à minha reação. Tessa me dá um dedo por trás do menu. Merda. "Sim, eu uso isso o tempo todo," digo rapidamente. "Não uso isso no sábado porque deixei no local de trabalho. Mas devia ter usado". Bato com um punho contra o chapéu dele. "Segurança em primeiro lugar".


Ele sorri, suas covinhas nas bochechas aparecendo. "Legal". Ele entra na cabine ao lado de Mia que está embalando o bebê contra o peito. Lentamente, ela balança a cabeça para mim. "Desculpe", eu digo. "Tudo bem", ela sorri. "Então", Tessa começa batendo as unhas na mesa, depois de deixar o seu menu. Olho para ela, para ver o sorriso calculado espalhado em seus lábios. "Eu já preenchi Mia com seu noticiário. Ela concorda comigo e também está interessada em prosseguir com homicídio culposo". "Tessa", Mia repreende em um tom de aviso. Ela inclina a cabeça para o lado onde Nolan está sentado. "Não vamos lhe ensinar novas frases para ele repetir, ok? Ele já pegou a palavra favorita do Ben e usou na escola dominical na semana passada. Agora toda a turma está se referindo aos gatos por seu outro nome". Abaixo a minha cabeça, rindo silenciosamente ao lado de Tessa, que não está segurando o dela em tudo. Ela está caindo contra mim, e o riso alto enchendo o restaurante. "Eu adoraria ter estado lá, quando você teve que ser repreendida pelas freiras", Tessa diz entre a histeria. Ela se senta e limpa seus olhos. "Quem era? Irmã Francis?" "Quem me dera. Ela não é tão assustadora", responde a Mia. Eu nunca sei como reconhecer os bebês. Ele obviamente está aqui me olhando com aqueles grandes olhos castanhos que se assemelham aos de Mia, me esperando dar-lhe algo. Então eu me contenho com um aceno, um informal. A baba cai abaixo do seu queixo e em sua camisa. Ele não é divertido. Devia ter sido maior.


Sal, o dono, vem até a nossa mesa, segurando uma bola de massa de pizza com uma mão. Ele sabe o que todos nós queremos, especialmente Tessa e eu. Nós viemos aqui o tempo todo na época da escola. "Como vai? Vocês trouxeram suas barrigas grandes hoje?" Ele sorri para Nolan colocando a massa sobre a mesa na frente dele. "Você pode fazer qualquer forma que você gosta, ok? Asse para você e leve para casa". "Oh legal!" Nolan começa batendo a mão na massa para achatar. Sal olha em volta da mesa. "O que vai ser hoje?" "Só queijo para nós," Mia responde antes de olhar o outro lado da mesa. "Quer fazer metade e metade?" Eu aceno. "Sim, parece bom". Olho para a Tessa. "O que você quer? Tudo?" Ela transforma sua mão em uma arma, aponta para mim e faz um clique na parte traseira de sua garganta. "Bingo". "Tudo bem, metade de queijo, metade das obras," Sal ecoa a ordem no seu forte sotaque. "E para beber?" "Leite branco", Nolan declara sentado sobre os joelhos. "Leite branco? Pergunto. Mia balança a cabeça através de um sorriso, olhando entre mim e o Sal. "Ele quer dizer leite simples. Não com chocolate. É como ele vem dizendo isso ultimamente". "O papai diz que leite me ajudará a obter músculos grandes como ele". Ele está do outro lado da mesa, inclinando a cabeça até


me ver por baixo do seu capacete. "Quer leite branco também, tio Reed? Para os músculos?" "Sim, claro". Olho para o Sal. "Vou querer uma cerveja". Um pé se conecta com a minha perna por baixo da mesa, e volto meus olhos para Mia que está exagerando seu olhar e confunde o inferno fora de mim. "O quê?" Peço silenciosamente, segurando minhas mãos. É então eu olhar para trás para Nolan e vejo o olhar dele ainda em mim, amplo e inseguro. Ah. Peguei. Olho para o Sal. "Pensando melhor, acho que eu vou querer o leite branco também. Não me atreveria a beber alguma outra coisa com a pizza". Nolan sorri e continua batendo os punhos minúsculos na massa. "Terei uma cerveja", Tessa diz através de um sorriso provocante com os dedos me cutucando nas costelas. "Você é uma ameaça. Você nem gosta de cerveja". Ela dá de ombros, seu sorriso aumentando. "Eu gosto muito, obrigada. Se importe com seus negócios". "Eu vou ter uma água", ordena Mia, depois Sal se afasta da mesa. Ela salta levemente com Chase em seu colo quando ele começa a se incomodar. "Então, o que acha que você vai fazer se você ver a Molly? Vai falar com ela?" Eu resolvo me voltar na cabine enquanto meus dedos separam o guardanapo na minha frente, rasgando-o em pedaços pequenos. "Já a vi".


"O quê"? Tessa empurra contra meu ombro. Cristo, essas duas são violentas quando estão com fome. "O que quer dizer com já a viu? E você não me ligou? O que se passa com você?" "Nada há de errado comigo. Eu só não queria conversar sobre isso". "Código de garotas, Reed". Tessa cruza os braços com uma pose, inclinando-se contra a janela para me enfrentar totalmente. Ela faz um som de tsk suave. "Estou decepcionada com você". Que porra é essa? "Código de garotas? É isso que você disse? Você percebe que eu tenho um pênis, certo? Um pênis muito grande, muito amado". Nolan solta risos do outro lado da mesa, e eu percebo o meu erro, que só é confirmado com o vinco na testa da Mia. Arrisco um olhar sobre a Tessa, que meramente revira os olhos, como se ela nunca fosse acreditar que não sou uma maldita garota. "Bem, o que aconteceu, Sr. Zero Filtro perto dos meus filhos? Onde você a viu?" Me esquivo do olhar de Mia fechando meus olhos e deixando cabeça cair de volta enquanto tomo em uma respiração lenta. Isto é só o que eu preciso. Por minha conta, não paro de pensar na noite de sábado. Agora eu vou ser forçado a voltar a reviver em voz alta, e acho que não ter uma ereção agora vai ser bem difícil para mim. "Hellooo". Tessa estala os dedos na minha frente, me levando a abrir os olhos e inclinar a cabeça para baixo. "Eu preciso voltar para casa hoje. Eu tenho uma pilha de transcrições esperando por mim". Eu aceno um silencioso obrigado a Sal quando ele deixa nossas bebidas. Nolan agarra seu leite e o leva até seus lábios, seu olhar buscando o meu.


Pelo amor de Deus. Agora preciso de uma cerveja. Não de uma bebida infantil. Mas é Nolan. E ele está me encarando, com seu capacete grande, como se eu fosse seu maldito ídolo ou algo assim. Pego o leite engolindo um bocado. Nolan faz o mesmo depois que eu coloco meu copo para baixo. "Foi no bar no sábado à noite", eu começo, olhando entre os dois conjuntos de olhos para me certificar de que estão prestando atenção. Eu não posso passar por isso novamente. Esta será a única vez que ouviram esta história, e espero que seja a última vez que eu me lembrarei dela. "Eu estava falando com essa garota, só... sabe, fazendo o que eu costumo fazer quando estou no bar". Elas desviam o olhar sabendo o que faço como estratégia de fim de semana. "Então do nada, Molly entra, e eu congelo completamente". "Falou com ela?" Mia pede, tomando um gole de sua bebida. Eu rio através de uma ligeira agitação da minha cabeça e, em seguida, aperto a parte superior do meu nariz com a memória do que aconteceu. "Sim", respondo através de uma voz tensa. Eu decido pular algumas partes da história para acabar com esta merda. Minha mão cai no meu colo. "Nós conversamos. Ela está noiva. Fodidamente noiva". Confusão passa entre as duas e eu tomo o resto do meu leite como se fosse um maldito whisky. Ah, sim. Assim está melhor. Leite doce. Realmente ajuda a aliviar a tensão. "Ela está noiva?" Tessa pergunta, com um toque de ciúme revestindo as palavras dela. "Que idiota iria se casar com esse ser desprezível?"


"Tessa, sério?" Mia cobre as orelhas do Nolan, mantendo Chase dobrado contra ela, mas não acho que Nolan ouviu nada. Ele está tão concentrado no martelo gigante que está tentando fazer com o pedaço de pizza. Bom... "Você não pode se controlar?" Mia sussurra através de uma mandíbula cerrada. "Sinto muito! Mas o que aconteceu, Reed?" Tessa se vira para mim depois de trocar um sorriso com Mia e apontar seu dedo anelar vazio. "Bem, o que você disse? Você disse que vocês falaram. Foi sobre o que?" "Honestamente? Ela falou. Eu não disse muita coisa". Eu não precisei. Minha namorada fez toda a conversa. Merda. Não podia chamá-la assim. Não pense nela. Deixe-a fora desta história. "Espere um minuto". Tessa faz um corte na minha cabeça, um olhar de descrença gravado no seu rosto. Ela aponta um dedo para mim. "Você está deixando algo de fora". "Não, não estou", eu contra-ataco, revirando meu copo e o colocando na mesa. Olho através do restaurante na direção da cozinha. Cadê a porra da pizza? Tessa não é tão conversadora se comida está envolvida. "Sim, você está", Mia concorda com cabeça acenando. Ela puxa algo para fora da bolsa ao lado dela e prende na boca do Chase para ele chupar. "Você está na defensiva", ela continua. "E você só bebeu o seu leite como se realmente estivéssemos no McGill. Outra coisa aconteceu". Eu balanço a cabeça mantendo meu olhar na mesa. Não vou dar-lhes alguma coisa. Eu disse a elas o bastante. Confiar nelas sobre qualquer coisa a mais, só vai fazer mais mal do que bem.


"O que aconteceu com a menina?" Merda. Porra do caralho. Não olho para Mia. "Que menina?" Pergunto friamente. Com calma. Completamente no controle. É naquele exato momento que eu percebo que o universo me odeia. Que se há um Deus, ele deve ser uma garota que eu ferrei em algum ponto. Os carrilhões da porta da frente fazem barulho e eu olho vendo a garota que entra oficialmente para arruinar minha vida. Vestindo uma camiseta desbotada do Eric Clapton, shorts jeans rasgados pendurados em seus quadris e Dr. Martens cobertos de flores coloridas, tomo meu primeiro olhar real para o corpo que eu tenho espancado, sugado e fodido na minha cabeça nos últimos três dias, e meu pau endurece tão rápido, que você pensaria que ela estava vestindo nada além dessas botas, porra. Foda. Agora só me deu outra imagem para me masturbar mais tarde. Como se eu precisasse de mais variedade. "Reed. A garota... olá?" Ouvi Tessa falar alguma coisa, mas cada parte de mim está focada em Beth, em como ela anda até o balcão, alheia à minha presença. Cristo, o que é que ela usava, e por que raio me faz essa merda? Quero dizer os shorts, sim, estou amando os shorts. Ela é pequena, mas ela está toda perna naquelas coisas. Martens? Por que diabos isso é tão sexy? Beth se inclina ainda mais contra o balcão, inclinando o traseiro para o ar. Meu corpo inteiro fica tenso antes de eu bater minha cabeça contra a mesa com um gemido quase inaudível. "O que está acontecendo?" Mia pede, soando confusa.


Mantenho a cabeça para baixo, com meus olhos fechados para superar esta confissão tão rapidamente quanto possível. "A menina que estava comigo no bar, é ela. No balcão". Ouvi o movimento, sem dúvida Mia mudando Chase em volta para dar uma boa olhada. "E você está fugindo dela? Ela é como uma lei proibida ou algo assim?" Tessa pede. "Não" eu levanto a minha cabeça uma polegada, e olho para a garota novamente. "Não sei, ela não veio comigo da McGill para descobrir. Quando Molly entrou, aquela garota me agarrou e beijou o inferno fora de mim. Agora, Molly acha que somos um casal, porque aquela garota disse que nós somos, e devia estar indo para a festa de noivado neste fim de semana com a minha namorada". Eu viro minha cabeça para olhar para o rosto chocado da Tessa. "E não me refiro como você me beijou uma vez quando fingiu ser minha esposa. Quero dizer ela me beijou". Os olhos de Tessa alargam em alarme, mas o choque é de curta duração. Porque é Tessa. Porque minha miséria é divertida para ela. E porque vê uma oportunidade de fazer essa merda insuportável para mim, e vai fazer. Um sorriso lento se espalha nos lábios dela antes dela virar a cabeça e olhar do outro lado da mesa. "Bem, acho que precisamos nos encontrar com essa tua namorada, não acha, Mia?" "Absolutamente". A voz da Mia é praticamente vertiginosa, apreciando o meu desconforto óbvio. Amigos do sexo masculino. Isso é o que eu preciso. Eu lentamente sento, imediatamente, sendo atraído para Beth e a bunda dela que mal está coberta. Eu engulo meu gemido baixo. "Por favor, não".


"Relaxe, Reed. Nós não te envergonharemos". Tessa coloca a mão no meu ombro e empurra contra mim para ganhar alguma altura na cabine. "Ei, Clapton! Aqui!" Beth imediatamente vira a cabeça, se conecta com os meus olhos treinados nela como um abutre e sorri como se eu só lhe dei o mundo ou algo assim. Nunca vi um sorriso assim antes, mesmo quando ela sorriu no sábado à noite. Não mostra vergonha para sua excitação ao me ver. Sem contenção para isso também. E foda-se se não sorrio de volta. "Oh, você é um merda por esconder isso de mim", Tessa sussurra enquanto Beth caminha até a mesa. "Olha ela está feliz em ver você". Por alguns segundos. "Ei, como vai?" indaga com a voz mais doce que já ouvi. Eu me masturbei inúmeras vezes para você. Nunca estive tão obcecado por uma buceta que não provei ainda. "Bem" respondo, quase severamente. Não estou tentando ser um idiota, mas reagir de qualquer outra maneira para ela pode resultar em ser banido do Sal por indecência pública. Agora posso ouvir Mia. "Não acredito que comeu aquela garota aqui na mesa! Você está pagando a terapia do Nolan". Beth aperta a boca junta através de um breve aceno, olhando para baixo no chão, então volta para mim através de seus cílios. "Eu também, obrigado". Foda! Não seja um idiota. Não é culpa dela!


Tessa empurra seu peso contra mim para chegar mais perto de Beth. "Oi, eu sou a Tessa. Por favor, desculpe o comportamento do meu amigo. Ele às vezes fica tímido perto de garotas bonitas". Beth fica com as bochechas rosadas. "Ela é minha amiga Tessa, e essa é Mia e seus dois filhos, Chase e Nolan". Beth levanta sua mão pequena e aperta a de Tessa. "É um prazer conhecê-la. Eu sou Beth". Ela passa a mão na cabeça de Nolan. "Capacete legal, cara". Nolan mostra o rosto, dando-lhe um sorriso desdentado. "Você quer se juntar a nós para o almoço?" Mia pede antes de encontrar os olhos com o meu. Ela sorri para a torturada carranca que eu estou dando a ela, não consigo evitar. Deixo escapar um sorriso silencioso pelos meus lábios... Porque eu não posso ficar zangado com Mia por nada. Especialmente com a simpatia que todos conhecem. Beth dá um rápido olhar sobre mim, vê a difícil resposta para essa pergunta escrita na minha cara e olha para Mia, seus ombros caídos. "Não, obrigada. Na verdade, estou esperando meu pedido. Minha tia está me esperando em casa". "Então, quando é a festa de noivado?" Beth vira a cabeça em direção a Tessa, enviando um fio de cabelo escuro nos olhos dela. Eu soco minhas mãos em meu colo para me impedir de alcançar e fazer o que eu fiz algumas noites atrás. Eu sei como é aquele cabelo sedoso entre meus dedos. Como a pele é macia atrás da orelha e no seu pescoço. Ela se move antes de responder. "Sábado à noite. 06h00min, eu acho. Tenho que ver o convite".


"Você ainda vai?" Pergunto, inclinado para frente. Sinceramente achei que ela estava me atraindo no sábado, e quando disse que não ia seguir com essa merda, ela jogaria o convite no lixo. Mas ela vai? Fica mais alta, deixando as mãos caírem para os lados. "Sim, eu disse a você que ia. Quero fazer isso". O lábio inferior prende entre os dentes e ela me encara por vários segundos em silêncio antes de afirmar um fato. "Você não vai". Eu balanço a cabeça, mantendo meus olhos na sua boca. "Não". "La mia bella, toma, minha querida," Sal chama por trás do balcão, as mãos segurando uma caixa de pizza grande. Beth me evita e sorri para o resto da mesa. "Foi muito bom conhecê-los. Talvez veja vocês por aí". Tessa e a Mia dizem adeus. Meus olhos seguem Beth para fora do restaurante através da janela de vidro que dá para o estacionamento. "O que se passa com você?" Tessa pede com um empurrão firme no meu ombro. "Você deve ir à festa com ela". "Por que eu iria para a festa de noivado da Molly?" "Por que ela iria convidá-lo?" Olho fixamente para Tessa, esperando ela responder sua própria pergunta. Solta um suspiro irritado, como se essa explicação fosse um desperdício do seu tempo. "Ela está tentando fazer ciúmes, obviamente. Não há nenhuma razão por que iria querer você lá. E aparecer com sua


namoradinha quente é uma boa maneira de enfiar aquele ciúme bem pela garganta dela, porra". Olho para Mia. "Você quer discutir sobre isto?" Ela levanta ligeiramente os ombros dela. "Concordo com Tessa. Se meu ex me convidasse para algo assim, eu pegava o cara mais gostoso que poderia encontrar e o levaria comigo como meu encontro". Tessa segura sua mão sobre a mesa e toca na de Mia entusiasticamente. "Obrigada" Tessa canta. Eu olho pela janela, procurando por Beth, que está fechando a porta do passageiro e andando para o lado do motorista. "Faça, Reed" Tessa encoraja. "Se você é indiferente sobre Molly, como diz que é, qual é o mal?" Não respondo a ela. Não posso, porque estou muito ocupado saindo da cabine e do restaurante, indo para o carro de Beth, enquanto ela sai do seu lugar no estacionamento. A chuva parou agora, mas as nuvens ainda estão pesadas, ameaçando outra tempestade. Ela me vê pela janela da frente e para na metade do caminho fora de seu lugar para o lado do motorista. "Tudo bem, eu vou" digo enquanto ela rola para baixo a janela. Estou esperando esse sorriso. Quero aquele maldito sorriso. Mas os lábios dela puxam para baixo em perigo quando ela muda seu punho no volante. "Eu sei que você não quer ir comigo. Eu entendi. Não é grande coisa". Ponho a minha mão em cima do capô, abaixando meu corpo para me aproximar. "Isso não tem nada a ver com você. Essa vadia pensa que ainda estou pendurado a ela, e não estou. É por isso que ela deu


esse convite. Quer fazer ciúmes em mim ou alguma merda assim, mas você tem que gostar ao menos um pouco para ficar com ciúmes, e não me importo. Parei de me preocupar há muito tempo. Eu disse que não ia porque não gosto muito da ideia de estar perto de alguém que nunca quis ver de novo. Lamento alguém saber. Não porque ainda dou a mínima para ela". Eu respiro fundo lentamente, ela me olha com concentração de aço. "Entendeu?" Ela acena hesitante, seus olhos gentis olham para mim. "Entendo você. Eu sei o que é isso". "Se vamos fazer isto, então faremos isso juntos. Isso significa que precisamos passar algum tempo juntos antes de sábado. Isto não vai dar certo se nem sei de onde você é". Os cantos da boca dela tremem. "Como sabia que eu não era daqui?" Dirijo o meu olhar diretamente para a fonte desse doce som. "Você tem um pouco de sotaque na voz, e não é um que eu costumo ouvir". Essa boca sensual e macia ondula lentamente. "Sou de Kentucky. Louisville. Vivi lá a parte da minha vida, eu acho". A sua língua molha os lábios, e levanto meu olhar antes do meu pau socar através da porta e assustá-la. "E você está certo" ela continua. "Devemos provavelmente estar preparados para perguntas sobre o outro". Endireito minha espinha, mas mantenho a minha mão sobre o capô. "Acredito que vai chover amanhã. Se isso acontecer, eu vou estar livre, e você?". "Eu vou estar livre. Estava apenas planejando ir à loja da Verizon na cidade para obter um novo plano de telefone". Ela sorri tanto, que meu coração reage a ela. "Você viria comigo? Preciso escolher um novo telefone e não sei o que estou fazendo com que


todas essas coisas. A única tecnologia em que eu sou boa é meu Kindle". Dou-lhe um aceno. "Sim, tudo bem. Posso fazer isso. Meiodia esta bem para você? Posso te encontrar lá". "É perfeito para mim". Olhamos um para o outro por um bom tempo, o sorriso dela cresce mais, enquanto o silêncio perdura. Eu não posso ajudá-la. Solto uma risada, deixando saber que não só estou bem com isto, mas muito bem sobre isso. Minha mão cai ao meu lado e eu dou alguns passos para trás. "Amanhã, querida. Você e eu". "Você e eu" ela ecoa. Viro-me e dou de cara com minhas duas melhores amigas olhando pela janela, apreciando o show.


Capítulo Seis

Beth Acho que nunca rezei para o tempo antes de ontem à noite. Talvez quando eu era pequena, e queria acordar e ver nevar na manhã de Natal, talvez então eu sussurrei em silêncio de mãos unidas e olhos fechados. Não me lembro se Deus me ouviu então. Não por algo tão trivial como um pedido de tempo, mas eu tenho certeza que teria tentado de qualquer forma, foi algo que eu realmente queria. Não pude fazer algo acontecer por conta própria. E talvez Deus aprecie aqueles pequenos desejos, as vozes suaves na noite que não era para pedir o impossível. Talvez por isso ele me deu a chuva esta manhã. Entre todos os corações pesados e cansados ao redor do mundo, pedindo por milagres antes de dormir, eu escolhi pedir um dia de chuva para poder conhecer melhor Reed. Um dia que aparentemente era necessário ter um mau tempo para acontecer. Parece bobo e insignificante, e talvez isto não tenha nada a ver com Deus. Eu sei o que faz com que a chuva caia e tudo, eu provavelmente só tive sorte. Mas hoje, quando eu ouvi o suave bater contra a janela do meu quarto, vou optar por acreditar que algo maior estava por trás disso. Dou um longo olhar para mim mesma no espelho do banheiro, enquanto eu prendo a ponta da minha trança que cai sobre um ombro. Minhas bochechas estão coradas com emoção, ou do chuveiro morno, que tomei meia hora atrás. Ou talvez os meus


nervos estejam em plena exibição, porque eu definitivamente estou nervosa. Não tenho ideia do que esperar deste encontro com Reed. Passar um tempo juntos para conhecer um ao outro deve parecer muito simples. Estou esperando um monte de perguntas, uma minuciosa dissecação para cobrir todas as possibilidades. Mas honestamente, não faço ideia de qual versão do Reed vou receber hoje. Presenciei vários lados dele nas duas vezes que estivemos juntos, variando de encantador, inacessível, a um que parecia que estava com um pé enfiado na bunda. Ontem pareceu que eu obtive uma mistura de ambos, então sim, estou nervosa. Eu quero o cara que veio até mim no bar, não aquele que se afastou. Hattie está sentada na mesa da cozinha, bebericando seu chá gelado e folheando uma revista, quando eu entro na sala. Ela olha para cima e me dá um sorriso quente, a mão dela abaixa a xícara na sua frente. "Bem, você não demorou muito". Ela me olha enquanto eu vou buscar as chaves do carro no prato pequeno em cima da ilha. Olho para baixo brevemente para a roupa que coloquei hoje, um vestido de verão creme que se une ao meu corpo até atingir minha cintura onde se abre em leque caindo um pouco para o meio da coxa. Não muito revelador, mas definitivamente uma roupa em que eu já roubei alguma atenção antes. Eu estou com os únicos sapatos que eu possuo, minhas botas e elas o mantém casual, que é como eu gosto de ser. Isto é o mais elegante que eu consegui. Nunca usei um par de saltos, e eu não planejo isso também. Vou me casar com estas botas. Observe. "Vai fazer alguma coisa divertida hoje?" Eu me viro e vou até a mesa, com as chaves na mão. "Vou me encontrar com Reed. Nós vamos sair e ele vai me ajudar a escolher um novo telefone celular". Eu pego algumas uvas na


fruteira em frente a Hattie e jogo na minha boca. "Eu acho que vou ficar fora a maior parte do dia". Hattie se inclina em sua cadeira, esperando até eu olhar para ela falar. "Você vai encontrar com Reed?" Seu rosto visivelmente tenso quando eu aceno. "Beth querida, não tenho certeza se sair com Reed Tennyson é a melhor coisa para você. Ele é um amor, não me entenda errado, mas ele realmente não...", ela faz uma pausa, suas sobrancelhas franzidas antes de seu olhar cair para a mesa. Posso dizer que ela está lutando com suas próximas palavras, e eu sei que tem a ver com o meu passado. O que mais poderia ser? "Tia Hattie, eu estou bem", digo a ela, fazendo-a me olhar com os olhos cheios de preocupação. "Eu amo que você está cuidando de mim. Eu faço, mas estou muito, muito bem. Eu prometo". Sorrio, na esperança de obter uma reação espelhada. Os lábios dela puxam ligeiramente. "Obrigada por se importar comigo. Você realmente não me conhece ainda, mas o fato de eu ter família é o que faz isso tão importante". Ela achata uma mão no peito dela. "Oh, querida. Desculpa. Não é meu lugar se intrometer. Só..." ela acena com a mão em desdém. "Apenas me ignore. Estou sendo superprotetora". "Isso está bem". Jogo outra uva na boca, mastigando por trás do meu sorriso. "Você e o tio Danny não quiseram ter filhos?" Ela fecha os olhos brevemente e, em seguida, acena enquanto olha para mim. "Sim, nós quisemos. Montes e montes de crianças. Nós tentamos por alguns anos, mas não aconteceu para nós. Estamos bem com isso agora, mas é maravilhoso tê-la aqui". Ela estende a mão e aperta minha. "Eu acho que seu tio Danny vê você como a filha que ele nunca teve. Fale sobre ser superprotetor". Ela permite que um sorriso silencioso passe por seus lábios, depois finge seriedade com uma cara séria. "Não diga aonde você vai hoje".


"Ok", eu respondo, pegando algumas uvas a mais. Eu me afasto da mesa, apenas lembrando de algo antes de sair da cozinha. "Tenho um toque de recolher?" Pergunto na soleira da porta, observando Hattie levar à xícara a boca. "Você tem vinte e dois anos, querida. Eu não acho que você deva ter um toque de recolher". Ela vai para tomar uma bebida, mas congela, abaixando-o um pouco. Então endireita-se na cadeira dela, e aperta sua carranca. "Só peço que se vocês estão planejando voltar para casa À noite, nos dê um toque, ok? Eu não preciso de seu tio Danny andando lá fora com sua espingarda". Aperto meus lábios juntos, tentando não sorrir. "Ok". Hattie revira os olhos. "Você acha que estou brincando" ela diz sob sua respiração, antes de finalmente tomar um gole de chá. Não consigo imaginar isso acontecendo, mas eu não tenho o desejo de descobrir. Hattie sorri para mim e eu aceno, saindo silenciosamente pela porta da frente caso Danny ainda esteja por aí. No caminho para a Verizon paro no sinal vermelho, na parte baixa de Ruxton onde todas as pequenas empresas e famílias que possuíam estabelecimentos estão localizados. Uma linda igreja estava à saída da estrada principal, suas portas abertas para permitir o acesso à linha de pessoas lentamente avançando para frente na chuva. Um sinal branco está apoiado contra uma das portas. Santa Cruz escrito em letras do outro lado, com outras palavras escritas abaixo que a esta distância não consigo entender. Eu olho outra vez para as pessoas alinhadas e vejo uma coisa em comum entre a multidão. Algo muito familiar para mim. Um sinal sonoro é emitido pelo carro atrás de mim, e eu olho para a luz verde antes de me mover através do cruzamento.


Estaciono na frente da loja da Verizon, ao lado da caminhonete mais alto que eu já vi. Os pneus, revestidos em lama grossa, estão no nível dos olhos com a janela do meu Cavalier. Nível dos olhos. Preciso de uma escada ou um inferno de um impulso para subir nessa coisa. Mudo minha atenção do chão para a janela da frente da loja, e eu faço uma varredura pelo rosto de Reed através da luz e da multidão de pessoas, pensando que talvez ele vai cuidar de mim. Não o vejo, e entro em pânico que talvez o leve chuvisco que tivemos todo o dia não era suficiente para ele ficar livre para mim. Talvez precisasse de uma tempestade, ou algo digno de uma arca. Não desço. Ainda há uma chance que ele estará aqui. Eu pego o telefone que estou prestes a abandonar e abro um novo texto. Eu: Só queria que soubesse que eu vou enviar este de volta para você hoje. Obrigado por me deixar usá-lo. Desligue-o. Desligue-o e não lhe dê a chance. O telefone vibra contra a minha mão. Tão rápido. Muito rápido. Rocco: Mantenha você vai precisar dele quando você voltar. "Não" eu sussurro para o silêncio do meu carro. Não precisarei dele. Não vou voltar. Meu dedo se move para o botão que tirará Rocco da minha vida. Ele vibra. Rocco: Você não vai ter ninguém além de mim. Devia rechaçá-lo, enviando para ele o celular em pedaços com uma nota. Foda-se. Nunca mais vou voltar. Culpa me bate por


pensar isso. Não quero nada me conectando com aquele homem. Nem mesmo remorso. Coloco o telefone no envelope deitado no banco do passageiro. Intacto. E ainda ligado. Depois de fechar o meu carro, ando para dentro evitando a maioria da chuva, pegando algumas gotas no meu antebraço que protege os olhos. Eu encontro Reed nos fundos da loja, minha mão secando a umidade da minha pele. Ele está falando com uma mulher vestindo uma camisa polo de empregado e um sorriso exagerado. Meus ombros se endireitam quando eu assisto os dois, mas principalmente ele. Ele está encostado do balcão, mantendo seu corpo em ângulo e toda a sua atenção sobre a mulher por trás disso. Seu perfil está elevado em um sorriso, e ela estende a mão e a coloca no braço dele. Tocando. Movendo lentamente a mão para mais perto de seu pulso. Paro de respirar quando Reed se inclina e sussurra algo para ela. Tenho certeza de que não tem nada a ver com um plano de telefone, e eu também acredito que o salário dela não é pago para flertar. Enquanto eu assisto os dois decido duas coisas naquele momento. Um, eu não vou deixar que isso me incomode. Eu nunca senti ciúme antes, e se isso for o que estou sentindo agora, se é o que está causando o aperto no meu estômago como um nó implacável, então eu não quero senti-lo. E dois, se alguém nesta loja está ficando com a comissão da minha venda, definitivamente não vai ser ela. "Oi, bem-vinda a Verizon. Como posso ajudar você hoje?" Viro minha cabeça, encontrando o sorriso amigável de outro empregado. Uma mulher, mas muito mais velha e aparentemente, não é o tipo de Reed. Corro o olhar de relance em sua direção, e ele


também ouviu a mulher se dirigir a mim, ou finalmente me nota por conta própria. Ele se endireita se empurrando para longe do balcão sem mais uma palavra para a mulher atrás dele. Seus olhos verificam tudo de mim, do meu cabelo aos meus pés, vejo algo passar sobre o seu rosto. Os lábios se separaram, ele pisca várias vezes antes de finalmente levantar a cabeça. Lentamente. Minha boca fica seca, eu sinto que ele olha para mim. Não sei como isso é possível. Não está tocando qualquer parte do meu corpo, mas se eu fechar os olhos agora, juro que em vez de seu olhar, suas mãos estarão se movendo sobre mim. "Ei". Sua voz corta o ar com o seu longo avanço para mim rapidamente. "Faz tempo que você está aqui?" Eu aceno através de um movimento difícil, meu corpo para de reagir um pouco menos óbvio para ele. "Há alguns segundos". Eu olho por cima do ombro para a mulher que ele deixou para trás no balcão, que parece que está esperando por Reed voltar. "Se você precisar terminar sua conversa, está bem. Posso começar sem você". "Eu estou bem". Ele sorri. Ele está usando uma camiseta azul clara que faz seus olhos parecerem mais vibrantes, shorts cáqui e tênis. Reed parece ser o tipo de cara que se veste pronto para qualquer coisa, e eu sou estranhamente grata por isso. Não consigo imaginar o quão quente a minha pele se sentiria se ele estivesse de pé na minha frente em algo menos do que usa agora. Ele olha para a mulher ao meu lado, a que eu tinha esquecido completamente. "Ela precisa de um telefone novo e um novo plano. Pode ajudá-la com isso?" "É claro. Tem uma ideia que tipo de telefone que você quer?"


"O mais barato" eu respondo, afastando meus olhos de Reed e forçando-me a olhar para a mulher. "Como, o mais barato que você tiver". Ela para na frente de uma vitrine. "Muitos de nossos telefones, até mesmo o mais recente iPhone, você pode obter gratuitamente se você se inscrever para um contrato de dois anos. Realmente vai depender do que está procurando". Deixo meus olhos vagarem sobre as escolhas na minha frente, enquanto a mulher se move para ficar atrás do balcão. Reed dá passos para mais perto até que o seu braço esteja pressionado contra o meu. "Você sabe o que você quer?" ele indaga, seu hálito quente contra o meu rosto. Sei o que eu quero? Já houve uma pergunta mais complexa? "Não realmente". Eu olho nos olhos dele. "O que sugere?". "Se você pode obter o novo iPhone de graça, acho que vou com o iPhone. Eu tenho um. Eu gosto". "Ok". Eu volto para a mulher, a minha cabeça feita. "Eu vou levar o novo iPhone". Ela olha entre nós dois sorrindo. "Wow. Já estou aqui há treze anos, e não acho que alguém tenha comprado um telefone de mim ao menos sem segurá-lo primeiro". Eu prendo meu lábio inferior entre os dentes e olho de soslaio para Reed. Nossos olhos se encontram instantaneamente, como se ele ainda não tivesse olhado para o outro lado, se deslocando no meu rosto com uma leve curiosidade. "De que cor?"


Olho para a mulher, em seguida baixo os olhos para o expositor. Preto ou branco são minhas únicas opções, e isso realmente não importa. "Surpreenda-me", digo a ela. Ela acena e abre a caixa de vidro, agarra uma das caixas e coloca no topo. Papeladas são colocadas à minha frente. "Preencha isto, e se você quiser escolher uma case para seu telefone ou quaisquer outros acessórios, eles estão ao longo da parede atrás de você". Pego a caneta e olho para Reed. "Você pode ir me buscar uma case?" "O quê?" "Uma case. Traga uma?" Ele fica me encarando em silêncio, em seguida, entende e dirige uma mão ao longo de sua mandíbula, ajuntando-se em todo o restolho. "Sim, claro", ele diz caminhando até a parede atrás de nós. Termino as duas páginas da papelada antes de Reed reduzir sua escolha a apenas uma. Eu estou esperando que ele ande rápido, pegue a primeira case que põe os olhos e estar de acordo com ela. Mas não é isso que acontece. Ele vai de três em sua mão, a cinco, empilha contra o peito, e anda para frente e para trás ao longo da parede. Está pensando muito nisto, mantendo os pés firmemente plantados onde eles estão. Que cara, que mal conhece alguém, e não só se compromete a escolher um case de telefone, como também passa muito tempo fazendo isso?


Ele finalmente pega um, e a mulher me toca dando tudo que eu preciso para o meu novo telefone. Eu tenho um pouco mais de um mês até encontrar um emprego. Vamos lá fora e ficamos sob o toldo, me dando o abrigo da chuva para examinar meu telefone. Isso dificilmente é uma garoa agora, mas não sei quais são as regras para iPhones e água. Eu ligo e escondo na minha mão. Preto com um desenho floral. Quase idêntico ao padrão nas minhas botas. "Estou com fome. Está com fome?" Olho para o Reed, mantendo minha reação emocional a case que ele escolheu para mim. Agarrando meu telefone contra meu peito, eu sorrio para a pergunta que eu nunca vou dizer não. "Fome". Ele tira um conjunto de chaves do bolso e movimenta sua cabeça na direção da caminhonete "Vamos lá. Vem comigo. Eu vou trazer você para cá depois de comermos". Ele abre a porta do passageiro, inclinando-se para olhar para mim quando eu não o segui. "O que se passa?" "Esta é a sua caminhonete?" "Sim". "É enorme!" Ele sorri maliciosamente. "Não imagina quantas vezes em um dia me disseram isso". Solto um riso sarcástico seco, e coloco meu telefone e a pequena sacola de Verizon contra meu corpo. Eu poderia reagir de uma maneira completamente diferente a isso. Posso perguntar-lhe quantas vezes em um dia, ou dizer-lhe, até que faça prova dessa pergunta sendo factualmente pertinente,


que não acreditarei nele. Mas eu mantenho os comentários que certamente irão liberar minha sirene de pele vermelha para mim. Depois de guardar a sacola no meu carro, Reed dá uns passos para trás e permite espaço para eu me espremer entre ele e o banco do passageiro. Eu olho acima para a caminhonete. "Uh... teria uma escada ou algum tipo de elevador para me levar até lá em cima?" Seus passos chegam mais perto até que seu corpo é apertado contra o meu. Duas mãos seguram minha cintura. "Põe o pé no degrau e pegue a alça. Eu vou fazer o resto". Sua respiração é quente, soprando em meu cabelo, e seu aperto aperta quanto mais tempo eu fico parada. Ergo minha mão para levantar, e meu pé para impulsionar meu peso na barra, mas nada acontece. Estou congelada. Seus polegares cavam nas minhas costas, e a pressão dá um tiro na minha espinha, explodindo em mil arrepios na base do crânio. "Querida, eu estou começando a ficar molhado" adverte contra meu ouvido. Você não está ajudando. "Sinto muito". Eu seguro a alça com a mão livre, minha outra segurando meu telefone e coloco o meu pé direito na barra. Eu olho sobre meu ombro quando estou pronta. Reed resmunga, como para me dizer que ele não liga se estou pronta ou não e me ergue do chão, levantando todo o meu peso com facilidade e me liberando sobre o assento. Deveria me contorcer em seus braços um pouco. Qualquer coisa para prolongar aquele momento. Realmente precisa planejar as coisas melhor, Beth.


"Obrigada". Eu sorrio para baixo chegando a voltar para meu cinto de segurança, apenas para descobrir minha mão segurando algo diferente de tudo o que alguma vez já tentou vestir. "O que o...". Eu me viro no meu lugar, meus olhos concentrados no arnês vermelho brilhante que é suposto ser de fixação. "Ah, permita-me". Ele sobe na barra de prata abaixo da porta, ganhando altura. Eu achato contra o banco... quando ele se inclina sobre mim para agarrar a alça sob meu ombro esquerdo. "Por que eu sinto como se eu estivesse me preparando para ir a uma corrida?" Seu sorriso silencioso provoca burburinhos dentro de mim. "A caminhonete foi modificada para quando eu vou fazer trilhas. Tive os outros cintos removidos e substituídos por estes". Ele traz as duas correias em torno de meu corpo, passa por meus braços e os conecta no centro do meu peito. Olho para baixo quando seus dedos debaixo do cinto dão-lhe um puxão, balançando meu corpo para frente. "Isso parece um pouco exagerado". "A caminhonete que eu tinha antes desta, saiu da estrada há quatro anos. Acabou com ela. Eu fui um fodido de sorte usando apenas em cinto. Só acabei com três costelas e um corte feio na minha cabeça". Ele se inclina um pouco, empurrando todo o cabelo da testa e expondo uma cicatriz branca ao longo de uma linha fina. É longa com aproximadamente duas polegadas eu acho, e quase tão grossa como uma linha que desenharia com um marcador de ponta grossa. "Vê? Eu não vejo qualquer defeito na criação de Deus, ainda mais agora. Mas qualquer outro dano a este rosto bonito e a população feminina do Alabama iria despencar". Ele deixa cair sua mão e se retira da caminhonete.


Eu rio secamente. "Então, está apenas fazendo um serviço ao seu estado natal, usando os recursos de segurança mais recentes?" Suas bochechas levantem com seu sorriso. "Exatamente. Não haveria nada para as mulheres aqui se eu não tivesse estes". Fecha a porta e meus olhos o seguem pela janela da frente. Deus, eu nunca conheci um homem tão tranquilo antes. Normalmente, arrogância não é uma coisa que acho encantador. Homens podem dizer muitas coisas, agir muito assertivo, e estou fora de sintonia imediatamente e desejando que eu nunca tivesse olhado para eles em primeiro lugar. Mas com Reed, sua confiança só contribui para que o torne atraente. Um homem impetuoso e sem remorso de suas ações. Não há outra maneira de ser, a não ser isto. Ele sobe no banco do motorista e liga a caminhonete. Meu assento estremece com o motor, e eu salto ligeiramente contra o couro macio. "Então, está afim do quê?" Indaga ao olhar para mim enquanto sua mão cai para a alavanca. "Hambúrgueres? Mexicanos?" Minha boca se enche de água. "Mexicano. Eu amo tacos". Sua mão se desloca para baixo, acionando a marcha ré do carro. Nunca andei em uma caminhonete antes, mas já as vi. E as ouvi. Nada tem sido tão alto. Esta caminhonete ronca como se houvesse um fogo ardendo no motor. Com cada mudança de sua mão, ela ruge à vida, um trovão abaixo do meu assento vibrando contra as minhas pernas. Isto não é só a caminhonete de um homem. Esta é a caminhonete de Reed.


É arrogante como ele, chamando a atenção enquanto nós dirigimos pela rua e passamos os outros veículos. Cheira a combustível, a couro e a ele. Algo distintamente Reed. A música no rádio se altera. É uma música suave, que eu não reconheço através dos alto-falantes, e eu me aconchego contra o assento. A voz é rouca, com um sotaque que distorce as palavras e enchem o carro. Mas são as palavras caindo dos lábios de Reed que chamam a minha atenção. Ah... meu... Deus. Está brincando? Sua voz perfeitamente lisa me faz respirar mais silenciosamente, mas de alguma forma, mais pesada ao mesmo tempo. Eu não viro a cabeça. Não olho para ele com medo de que ele vai parar no segundo que perceber que ele tem uma audiência. Ele está cantando alto o suficiente para distinguir entre ele e a voz no rádio, que não se compara a de Reed, e talvez ele saiba que eu estou ouvindo, mas eu não vou me arriscar. Também não lhe faço milhões de perguntas, que estou louca para pedir para conhecê-lo melhor. Posso esperar até chegarmos ao restaurante, ou até que termine esta canção. Eu vou ficar em silêncio, segurando meu celular, enquanto ele canta um pouco mais. Posso fazer isso. Não há problema.


Capítulo Sete

Reed Beth está tranquila os dez minutos de carro até o de La Cocina Mexicana. Eu roubo um olhar para ela a cada poucos minutos, os olhos dela estão focados do lado de fora da janela, ou no telefone no colo dela. O perfil tem uma expressão confortável, como se ela não pudesse ficar mais confortável do que está agora, sentada ao meu lado. Eu, por outro lado, não posso decidir como é que devo estar me sentindo. Eu sei que foi minha ideia. Eu sugeri nos conhecermos para tornar a situação em que Beth nos colocou parecer convincente, mas ainda estava esperando essa merda ficar forçado em cima de mim. Ainda esperava que essa fosse uma obrigação, algo que estava encurralado em fazer por causa das circunstâncias em que não tive controle. Sim, finalmente concordei em participar desta merda no sábado, mas Beth foi quem me obrigou a considerar. Beth era quem parecia ser uma missão naquela noite para me lixar o máximo possível com a perfeita boca. Tire ela e o que ela fez comigo fora da equação, e eu poderia nunca ter que passar uma noite perto da minha ex. Isto foi tudo culpa dela. Minha mão foi forçada, e eu estou gastando tempo com essa mulher para cumprir um requisito. É isso.


Então por que raios eu estou lutando para ver isto como uma tarefa? Desligo a caminhonete depois de estacionar em frente ao restaurante. Beth leva um minuto para olhar para mim a cabeça caindo para trás contra o assento e um sorriso lento e satisfeito eleva os cantos de sua boca. "Ei" eu digo antes de piscar fortemente com o absurdo dessa saudação. Ela já estava aqui, idiota. "Ei," ela ecoa, sem o menor traço de diversão na voz dela. Abro os olhos, pegando ela ainda me olhando. "Foi muito divertido". "O que?" "Andar com você". Enfio as minhas chaves no meu bolso. "Você nunca andou em uma caminhonete assim antes?" Ela balança a cabeça enquanto seus dedos desapertam o cinto. Os olhos dela caem para frente dela. "Não. Você é o meu primeiro". "Sim?" Ela acena, e eu posso dizer que ela ainda está sorrindo. Mesmo que sua trança agora esteja cobrindo seu rosto, ainda vejo a ligeira elevação na sua boca. Eu abro o meu próprio cinto. "Bem, nesse caso, espero que eu tenha sido gentil. Eu sei que às vezes fico um pouco turbulento". Todo seu movimento cessa, parando abruptamente meus esforços. "Eu não sou virgem" ela diz calmamente, antes de deixar os ombros relaxarem contra o assento. Ela solta um suspiro lento. "Eu acho que provavelmente é algo que devemos saber um do


outro, se vamos fingir ser um casal. Embora eu não saiba por que essa pergunta viria". A cabeça dela sobe lentamente até que nossos olhos se encontram. "Você acha que eu sou?" Não consigo ler essa pergunta. Ela quase parece aflita ou decepcionada, que ela não é virgem, mas por que isso importa? E foda-se! Precisamos falar sobre isso? Ela está tentando me matar com as visões que eu terei? Não sei como diabos responder sem possivelmente ferir os sentimentos dela, ou ela se irritar, ou fazer algo que irá apenas tornar minha vida mais difícil. Mas ela está me olhando com aqueles olhos de corça enormes, cheios de curiosidade, olhando como se esperasse uma maldita vida inteira para o que estou prestes a dizer. "Não importa" falo com uma voz grossa, jogando meu braço na parte traseira do assento para que fique entre nós. Meus dedos escovam o cabelo macio, e ela parece se inclinar para mais perto, me dando mais dele. "Quando estivermos juntos no sábado, quando estiver comigo, isso não importa. Você entende?" Digo minhas palavras lentamente, esperando que vá afundar e nós nunca teremos que falar sobre isso novamente. "Nunca importaria". O que eu disse? Ela suga um sopro afiado, acenando com a cabeça de volta. "Não importa para mim também". Os dedos dela começam a trabalhar no cinto novamente. Bem merda. Saio da caminhonete antes de eu poder dizer alguma coisa que soaria como uma confissão e antes de deixar que o que ela acabou de admitir me afetasse de alguma forma. Foda. Talvez levála a um restaurante onde servem tequila como um condimento não


foi a melhor ideia. Já estou agindo como um livro aberto com essa mulher. Adicione álcool, e quem sabe tudo que eu vou dizer? Ela pula para fora da caminhonete sem esperar pela minha ajuda. O rosto dela está um pouco vermelho e gostaria de saber se é da chuva que está um pouco de fria, ou a conversa que nós tivemos. "Estou com tanta fome agora, acho que eu poderia comer um taco do tamanho da minha cabeça". A voz dela se rompe com uma risada, toda bonita e macia. Ela se junta a mim na calçada com uma mão ainda segurando o seu telefone. "Podemos apostar". Eu digo, abrindo a porta do restaurante e permitindo que caminhe na minha frente. Seus olhos vão aos meus por cima do ombro, esperando. "Quem come mais, fica sem pagar. Eu não almocei, mas se você acha que está pronta para um desafio..." "Negócio fechado", diz, quase triunfalmente. Ela se vira para me enfrentar depois de entrarmos. "Está me subestimando por causa do meu tamanho. Posso ser pequena, mas posso comer como um esquilo em uma caçada de porca". "Caçada à porca?" Ela ri enquanto sua mão livre limpa as gotas de água da sua testa. "Você gosta do quê? Você pode pedir se quiser". "Sim", respondo, levantando uma sobrancelha. "Eu vou ter a certeza para que todos saibam que eu vou à caça de nozes". A anfitriã caminha até a recepção, onde nós estamos em pé, e pega dois menus. "Cabine ou mesa?" Aponto com a cabeça para a Beth decidir. Não me importa. "Cabine" ela responde. A anfitriã nos leva à parte de trás do restaurante e coloca os menus em cima da mesa. Beth se estabelece em um lado da cabine, pegando seu menu que eu


rapidamente arranco das suas mãos. Ela me olha curiosamente quando pego o menu e o entrego de volta para a anfitriã. "Vamos ter dois pratos de todos os tacos. Eu vou querer uma cerveja com o meu". Eu sento em frente à Beth, esperando até que ela olhe para mim antes de eu perguntar, "O que você quer beber?" "Chá doce". "Ok. Eu vou deixar a garçonete saber". Beth coloca o telefone para baixo a sua frente. Eu chego para ele, deslizando meu polegar através da tela de bloqueio e abrindo os contatos dela. "O que vai fazer?" "Colocar meu número aqui. No caso, se por algum motivo depois de eu te deixar, você querer me ligar e pedir desculpas". Eu registro meu número de telefone e o coloco na frente dela. Ela olha para baixo no telefone, então de volta para mim. "E por que faria isso?" "Por achar que você poderia me vencer em uma competição de comedores de taco". "Não acho que posso te vencer. Eu sei que posso te vencer". "Você tem certeza disso?" "Absolutamente". "Ok. Vamos tornar isto um pouco mais interessante então". Ela inclina-se para trás sobrancelhas. "Diga seus termos".

intrigada,

levantando

as

A garçonete retorna com nossas bebidas, e tomamos um gole, enquanto olhamos um para o outro. Eu uso esse momento para pensar em algo, qualquer coisa para subir a aposta, porque honestamente não acho que ela me


venceria. Se por algum milagre me derrotar, eu nunca teria a intenção de fazê-la pegar a conta. Isto pode não ser um encontro, mas não sou idiota. A única mulher que já deixei pagar quando estamos juntos é Tessa, e isso é só porque ela gosta de me lembrar que tem mais dinheiro que eu, e ficar discutindo com ela é cansativo. "Bem?" Beth pede, lambendo o chá de seus lábios. Uma mão leva alguns fios de cabelo atrás da sua orelha que caiu da sua trança, outra permanece em torno de seu copo que está na mesa. "Preocupada com tudo o que você está prestes a dizer, você vai desistir?" "Não. Não há nenhuma maneira no inferno que você vai me vencer". "Então o que é?" "Não me lembro de nada". Eu coloco o meu copo para baixo e seguro meu queixo nos cotovelos. Minha boca pressiona contra minhas mãos que estão dobradas na minha frente, e vejo os olhos dela caírem para um lugar na mesa entre nós. "Posso te perguntar uma coisa?" "Não é por isso que estamos aqui? Conhecer um ao outro?" Os ombros dela se levantam em um encolher fraco, ela continua a evitar o meu olhar. "Sim, mas isto não é uma das perguntas que eu estava planejando fazer a você. Não tenho nem certeza se quero saber a resposta a isso, mas se não me importo com sua resposta, então poderia fazer uma sugestão para tornar isso mais interessante". "Faça-me um favor primeiro?" Pergunto-lhe. "Ok".


"Você pode olhar para mim?" Posso dizer que ela não estava esperando que eu dissesse isso, mas ela não hesitou. Levanta a cabeça, me olhando e me dá sua atenção total. "Assim é como eu quero falar com você" digo a ela. "Se não posso ver o seu rosto, poderia levá-la para o seu carro e podemos ter esta conversa ao telefone". "Você prefere isso em vez de nos encontrarmos?" "Não, eu odeio falar ao telefone. Pergunte-me o que você ia me perguntar, mas mantenha sua cabeça erguida". Ela acena uma vez e, em seguida, toma um gole rápido antes de perguntar. "Você está bem com o que aconteceu no último fim de semana?" "Qual parte?" "Quando eu beijei você". Meus olhos focam a boca dela, e a memória do que esses lábios são capazes, me tem lentamente endurecido embaixo da mesa. Além disso, agora eles estão molhados. Molhados e perfeitos. "Naquela noite, antes de sair, você disse que eu não devia ter feito isso, e tenho tentado entender o porquê. Acho que talvez te peguei de surpresa, ou talvez você gosta de iniciar as coisas, e é por isso que disse isso". "Eu não beijo ninguém há nove anos. Você mais do que me surpreendeu", explico levantando os olhos até ela e soltando uma mão no meu colo. "Você não tem..." Ela se inclina sobre a mesa, apoiando ambas as mãos na frente dela. "Você não esteve com uma mulher há nove anos?" indaga tranquilamente.


"Eu estive com muitas mulheres. Eu só não as beijo". "Por que não? Isso é como... às vezes é a melhor parte". Eu inclino minha cabeça com um sorriso que a faz corar tão rápido, como se eu estivesse mostrando exatamente o que ela está me fazendo debaixo da mesa. Vejo-a lentamente se sentar antes de continuar. "Se você acha que beijar é a melhor parte de estar com um homem, então esteve com as pessoas erradas". Ela aperta os lábios juntos, lutando contra um sorriso. Depois de uma agitação sutil da cabeça, ela responde. "Acho que beijar é uma parte muito importante. Liga a outra pessoa de uma forma que o sexo não pode, em minha opinião. E honestamente não sei como você consegue dormir com alguém e não querer beijálo. Isso não é uma das coisas que te atrai na outra pessoa? Querer ver como ele beija?" Quero ajustar meus shorts discretamente, dando a minha ereção um espaço para respirar. Cristo. Sinto-me como um adolescente maldito. "Eu não sei. Não pego mulheres para beijar. E quando fico sozinho, é a última coisa na minha mente". Escovo meu cabelo dos meus olhos e me inclino contra a cabine para esticar minhas costas. Silêncio paira entre nós, enquanto Beth leva muito mais tempo do que eu gostaria para me responder. O sorriso que ela lutava há segundos já não é uma ameaça, os cantos da sua boca puxam para baixo indicando confusão, apertando suas feições suaves. "Beth". "Sim?", ela indaga, nenhuma vez deixando cair a sua cabeça, mesmo que eu apostaria dinheiro que ela está querendo fazer isso agora. Ela parece desconfortável, talvez até um pouco ferida. Não tenho certeza se estava ouvindo que eu não a teria beijado se as coisas tivessem ido conforme queria naquela noite. Talvez seja meu


hábito anunciado de dormir por aí que tenha feito ela se fechar para mim. De qualquer forma, eu não gosto dela calada assim. "Para responder a sua pergunta" começo, tentando atrair mais conversa fora dela. "Estou há algum tempo sem beijar alguém, e fazer isso com você e essa sua boca, do jeito que você fez, me agarrando assim e não me dando uma escolha... você surpreendeu o inferno fora de mim, querida, mas eu nunca tive algo melhor em toda minha vida. E o fato de que eu sei que você vai puxar essa merda outra vez no sábado tem me tendo uma ereção a cada cinco minutos". Seus lábios lentamente se abrem com choque. Já a chocou? Minha obsessão não é tão óbvia como eu acho que é? "Uau" ela finalmente diz depois de me dar nada além de silêncio durante trinta e sete segundos. Sim, eu contei. "Eu só estava esperando uma resposta de uma palavra para isso". "Pergunte de novo". O canto da sua boca levanta-se em um sorriso, e foda-me, se meu peito não apertou com a visão disso. "Você estava bem com o que eu fiz na semana passada?" "Sim". "Então se eu fosse sugerir que quem ganhar esta competição, faça o que eu fiz... você estaria ok com isso?" Minhas sobrancelhas franzem. "Fazer o que você fez?" Repito, tentando entender.


Ela se senta mais alto em seu assento, irradiando ondas de excitação. "Beijar a outra pessoa, mas em seus termos. A qualquer momento. Em qualquer lugar. Não necessariamente no sábado". Beth vira a cabeça, quando a garçonete chega com a nossa comida, sorrindo para a mulher mais velha. Quando nossos pratos são colocados diante de nós, eu avalio esta aposta. Penso nisso realmente muito difícil. Ganhar significa basicamente poder beijar Beth sempre que eu tiver vontade. Posso fazer exatamente o que ela fez, talvez até mesmo pegá-la desprevenida. A parte de mim que normalmente executa o que eu faço no quarto está preparada para isto, rolando seus ombros e quebrando o pescoço de um lado para o outro. Ele quer ganhar. Quer reivindicar essa maldita boca quando e onde quiser. Mas a outra parte de mim, a parte que quer deitar e deixála me levar a hora que quiser vem buscar seu guardanapo e acena em rendição antes mesmo dessa merda começar. Quinze tacos. Ela pode mesmo comer tudo? Eu tenho certeza que posso, mas essa coisinha na minha frente não pode pesar mais do que uma adolescente de quinze anos. E na verdade dou o melhor de mim, deixar o destino decidir quem fica com quem, há uma chance que ela vai ganhar de mim? "Oh e mais uma coisa". Beth intromete-se em meus pensamentos com os olhos ansiosos e uma língua faminta serpenteando para fora entre os lábios dela, enquanto ela olha para seus tacos. Depois, finalmente olha para mim. "Porque como já beijei você do meu jeito, achei que só seria justo que se eu ganhar eu tenho que fazer outra coisa em vez disso, se me der vontade".


"Outra coisa?" Pergunto, minha voz de repente muito grossa, eu quase engasguei com minhas palavras. Eu pego meu copo e tomo vários goles enquanto um sorriso lento e sexy aparece na boca dela. Foda. Me. Não sei como ela faz isso, mas consegue ter essa mistura perfeita de inocente e eu estou imaginando cenas um pouco depravadas para o momento. Imagens sem filtro passam pela minha cabeça, como ela olhando para mim enquanto cai de joelhos, pronta para adorar meu pau. Depois de me amarrar a uma cama, meus braços e pernas no limite, incapaz de tocá-la, provála ou fodê-la do jeito que eu quero. Ela me traz à beira do orgasmo com suas mãos, sua boca e dentes arranhando a minha pele enquanto eu imploro por sua buceta e ela me nega tudo, deixandome sofrer. Ela não vai me deixa gozar, mas me fará ver enquanto ela se move ao meu lado, seus dedos deslizando dentro e fora dela, enquanto grita meu nome. Meu nome. A.

Foda.

Mais importante pergunta, porque eu estou mais duro que o aço com o pensamento da opção dois? "Se eu ganhar", ela diz, "posso optar por beijá-lo, ou posso escolher fazer... o que eu quiser". O que ela quiser. Opção dois. Por favor, pelo amor de Deus, diz a segunda opção. Olhei para baixo no meu prato, silenciosamente, agradecendo minha comida por parecer apetitosa, porque não vou ser capaz de desfrutá-la da maneira que eu tinha originalmente a intenção.


A vida é engraçada assim. Um minuto, você está pronto para mostrar a uma mulher que nunca pode desafiar um homem para uma competição de comida. No minuto seguinte, está pensando sobre o fast-food de algum lugar em que vai passar a caminho de casa depois de deixar a mulher no carro dela. Eu gosto de planejar com antecedência. Hambúrgueres... bom... muito bom. Levanto a minha cabeça, fingindo confiança com um sorriso maroto. "Negócio fechado".

***** Merda. Estou morrendo de fome. Beth está sentada à minha frente, trabalhando no taco número nove e olhando como se estivesse em nenhum lugar perto de parar. Para onde vai a comida dela, não faço ideia. Talvez para aqueles seios enormes que estão provocando o inferno fora de mim por baixo desse vestido, fazendo minha ereção ser um elemento permanente sob a mesa. Quase peço licença duas vezes para ir buscar um pouco de alívio no banheiro dos homens, mas honestamente, eu não queria perder um momento desse desafio. Nunca vi uma mulher comer tanta comida assim antes. Eu, por outro lado, desisti no sexto taco com a mão na minha barriga e suor na testa em os poucos minutos. Eu preciso jogar isso, caso contrário ela nunca vai acreditar que poderia lidar com tacos de cinco e meia. Minha virilidade está em jogo aqui. Eu realmente desejo que eu tivesse a dor de estômago que estou fingindo. Acho que o prêmio vale a pena. Lembre-se do que está em jogo.


Beth passa o guardanapo em toda a boca e deixa cair sobre a mesa. "Já, acabou novato?" indaga, vitória levantando sua voz para um tom arrogante. Seu dedo aponta para a comida na minha frente. "Eu vejo um monte de tacos que sobraram lá. Eu pensei que você disse que não havia como no inferno eu ganhar de você?" Eu forcei meus olhos a fechar firmemente quando deixo minha cabeça bater atrás na cabine. "Cãibra no estômago. Acho que tinha algo no meu guacamole". "Ou você não pode correr com os cachorros grandes. E tudo bem. Não conto a ninguém". Uma risada suave toca seus lábios. "Ou eu vou dizer a todo mundo". Abro os olhos, olhando para ela e o seu sorriso clama por algo dentro de mim. Algo que faria mais do que eu estou disposto a admitir apenas para ver o rosto dela acender assim. "Desistiu?" Ela pergunta, olhando para meu prato. Respondo deslizando minha comida para longe de mim, e ela começa a rebolar em seu assento, balançando para frente e para trás a cabeça, fecha os olhos e a boca discretamente profere a frase “oh sim, oh sim” várias vezes. Droga. Engraçado como o inferno. "Gostaria de uma caixa para viagem?" Olho para a nossa garçonete que chegou à mesa. Beth dissolve-se contra a cabine, trava sua dança da vitória e balança a cabeça rapidamente quando ela reconhece a mulher com um sorriso nervoso. "Não, obrigada" ela diz, claramente envergonhada por ser pega se deleitando na sua vitória. Eu pego meu prato e entrego à garçonete. "Eu estou bem. Vamos apenas ter a conta".


Se eu tivesse comido algo além de tacos, eu consideraria levar conosco e devorar tudo em minha caminhonete depois de deixar Beth. Mas eu não gosto de comida mexicana fria ou requentada, e já foi decidido. Eu estou pagando por hambúrgueres. "Terminou de vangloriar-se?" Eu provoco, recebendo a atenção de Beth do seu colo. "Por enquanto". Ela sorri, deixa cair seu cotovelo na mesa e descansa o queixo na mão. "Temos de chegar a nossa história juntos. Como nos conhecemos, há quanto tempo estamos juntos, todas as coisas de relacionamento. Tenho certeza que essas são perguntas que definitivamente poderiam ser feitas no sábado". "Tudo bem". "E desde que eu disse que estamos apaixonados, acho que deveríamos pelo menos ir com alguns meses juntos. Como dois ou três, que nos colocaria na reunião..." Dois ou três? "Espere um minuto". Eu seguro sua minha mão, travando sua linha insana de pensar. "Você se apaixonou por alguém tão rápido antes?" Isso não é possível. Além das somente duas pessoas no planeta que são uma aberração gigante de exceção a essa regra, Ben e Mia, ninguém se apaixona tão rápido. Demorei quase um ano para perceber que eu amava Molly. Ela lentamente desce a mão para o colo dela, junto com a outra. "Eu nunca me apaixonei por alguém. Mas acho que você pode se apaixonar tão rápido. Acho que às vezes pode acontecer quase que instantaneamente. Como quando vê alguém. Você pode sentir imediatamente esta conexão em direção a outra pessoa". "Sim, você quer fazer sexo com eles. É isso que é a conexão. Ou no meu caso, é geralmente um aperto firme e então um puxar".


Eu me faço bobo. Ela revira os olhos. "Não," ela diz por meio de uma agitação da cabeça. "Sexo obviamente tem um papel nisso. Mas você também pode ter sentimentos por alguém mesmo que você não entenda. Talvez na época acha que é só uma vontade de dormir com ele, mas em seguida semanas ou meses mais tarde, pensa nisso e é como, Uau. Isso é o que era. É por isso que eu precisava estar com ele". Ela deixa cair os olhos para a mesa. "Isso é o que iria querer" ela diz através de uma voz muito suave. "O amor deve ser imprevisível. Quero saber quando ele bater na minha bunda. E não quero que leve anos para perceber que é o que estava sentindo. Acho que dois ou três meses é muito tempo, se não mais cedo". Ela pisca para mim. "Mas eu não sou uma especialista nisso. Você provavelmente tem mais experiência sobre este assunto do que eu. Então, você decide. Quanto tempo demoraria para se apaixonar por mim?" Esta mulher. Foda. Eu olho para ela, enquanto a dor de estômago que eu estava fingindo se torna algo muito real. Embora não seja realmente uma dor. É mais como um punho, envolvendo em torno de cada órgão do meu corpo e o espremendo. Eu sei que sua pergunta é justificada. Eu sei que isto é algo que precisamos ter combinado antes de Molly, ou outra pessoa perguntar separadamente sobre nossa relação. Beth está me perguntando isso porque ela precisa, mas isto parece ser algo muito mais importante para ela. E merda, agora é de repente importante para mim. Dar a resposta que quer não é a minha única opção, mas é a única maneira que eu quero responder. Eu me esforço para fazer descer a saliva na boca. "Três meses soa bem. Isso vai funcionar para mim".


Ela pisca várias vezes antes do seu nariz enrugar com um sorriso. "Tudo bem. Três meses nos colocaria em março. Onde nos conhecemos?" "Podemos dizer do McGill? Há pelo menos alguma verdade nisso". "Eu estava jogando sinuca, e não sabia o que estava fazendo. Você veio e me deu umas dicas". Eu sorrio divertidamente imaginando, e ela reage balançando lentamente, como se soubesse o que estou prestes a dizer. A atrevida. "Mostrei-lhe como lidar com meu taco de sinuca". "E suas bolas". Ela mascara sua própria diversão com uma cara séria, devolvendo a brincadeira. É um impasse, nem um de nós quer dar o braço a torcer, vejo a menor contração no canto de sua boca. Não consigo segurar minha reação mais, e ambos começamos a rir ao mesmo tempo. A dela sai abafada pela mão apertada sobre sua boca e a minha ecoa para fora em torno de nós. O que diabos há sobre essa mulher que me faz sentir mais leve? Deslizando sua mão em seu peito ela se recupera lentamente de risada. "O que você faz de qualquer maneira? No que trabalha?" Deixo a cerveja gelada saciar a minha sede, antes de responder. "Construção. Trabalho para a empresa da minha família". "Você gosta?"


"Sim, adoro. É tudo o que já conheci, mas não acho que está faltando nada. Eu gosto do trabalho duro, ganhar uma cerveja no final do dia. É muito importante para mim. Provavelmente vou ser igual ao meu avô e trabalhar até que eu não possa mais andar". "Quando chove, você não precisa trabalhar?", indaga, esfregando o dedo ao longo da condensação que é construída acima do copo dela, um vinco se forma nas suas sobrancelhas. "Não, ele normalmente para tudo. Não temos muita chuva aqui, então não é uma pena. Nunca ficamos atrasados em um trabalho". Eu bebo o resto da minha bebida quando Beth pega copo dela, e então percebo que não lhe fiz perguntas. Eu não sei nada sobre ela, mas ela parece tão estranhamente familiar para mim. "Hattie me disse na outra noite que você acabou de se mudar para a casa deles. Deixou o resto de sua família em Kentucky?" Peço, definindo meu copo vazio na borda da mesa para a garçonete pegar. Talvez ela só esteja visitando a tia para o verão. Ela se desloca no lugar enquanto suas mãos caem para o colo, puxando a parte inferior do vestido. Eu sei disso por causa da maneira que o material se move contra o estômago dela. Ela está inquieta de repente. Por quê? Isto não é o que devemos fazer? "Não, não tenho nenhuma outra família", ela responde ansiosamente, e de repente me sinto como um idiota por causar a mudança em seu comportamento. "Minha mãe morreu há alguns meses. Ela era tudo que eu tinha". Merda. "Sinto muito".


O canto de sua boca levanta ligeiramente. "Ela teve alguns problemas, mas ela era uma boa mãe. Quando ela morreu, foi muito difícil não ter ninguém. Não sabia sobre minha tia até um pouco antes de me mudar para cá há alguns dias". Eu quero perguntar mais sobre a mãe dela, mas não quero deixá-la triste. "Seu pai?" "Não o conheço. Nem sei se minha mãe sabia quem ele era". Ela raspa os dentes ao longo do seu lábio inferior. "Desculpe, não há muito que dizer sobre mim. Ainda não tenho um emprego. A única família que eu tenho são meus tios. Tenho vinte e dois, eu amo ler e eu estou realmente muito feliz aqui". Aqui. Alabama? Ou aqui, aqui? Comigo? Eu sorrio, na esperança de diminuir preocupação. "Eu acho que me contou muito".

um pouco

a

Dissolve-se a tensão do corpo dela, e ela alcança a conta que a garçonete deixou em algum momento durante essa conversa. Como eu perdi isso? "Eu vou pagar metade. Você fez uma impressionante luta". Pego a conta dela alcançando minha carteira. Depois de lançar 60 dólares sobre a mesa para cobrir nossa refeição e uma gorjeta generosa, enfio minha carteira no bolso. "Outra coisa que você deve saber sobre mim" digo, vendo os olhos dela com intensidade sem se afastar. "Quando estamos juntos, você não paga. Mesmo se eu ganhar não estará pagando, e qualquer cara que te leva para fora assim e espera que você pague qualquer parte da refeição, é um idiota". "Mas não foi um encontro ou qualquer coisa". Coloco uma mão na borda da cabine atrás dela, apoiando minha outra mão em cima da mesa me inclino para baixo, ficando a polegadas do seu rosto. Estou esperando que ela vá para trás, ou


talvez se assuste um pouco com a minha intromissão, mas fodase, ela não inclina a cabeça vindo de encontro. "Não importa o que seja. Se você sair com um cara e ele fizer você pagar, não saia com ele novamente. Você entendeu?" Ela olha para a minha boca. "É uma coisa do Alabama? Os caras aqui são todos como você? Eu me endireito, dando um sorriso que traz aquele maldito sorriso dela. Eu tive minha resposta arrogante pronta, mas minha cara se divide em um sorriso e minha memória perde qualquer linha que estava prestes a dar a ela. "Merda" eu murmuro, minha mão no meu queixo enquanto ela se levanta da cabine. Como pode um maldito sorriso me derrubar? É um sorriso. Não é como se ela estivesse tirando o vestido e sorrindo para mim assim com os seios de fora. Isso definitivamente me impediria de voltar para ela com alguma coisa. Minha boca estaria muito ocupada adorando cada parte dela. Ela olha para mim. "O quê?" Eu pouso minha mão na parte inferior das suas costas levando-a comigo pelo restaurante. "Eu não sei. Fingindo que eu disse algo muito espirituoso. E talvez me dê um aviso da próxima vez que você planejar sorrir assim." "Um aviso?" ela indaga hesitante, enquanto saímos. Os olhos dela vão para o céu. "Oh, parou de chover." Eu mesmo não registro a mudança no clima. Só outra coisa que me escapa quando estou na presença dela. Abro a porta do passageiro e dou um passo para trás, permitindo espaço para ela ficar na minha frente. "Sim, um aviso.


Como 'Hey Reed, estou prestes a estragar suas chances de formar um pensamento completo. Só queria te avisar'." Ela sobe na caminhonete com minha ajuda, e olha para mim depois de arrumar o vestido olhando com as sobrancelhas franzidas. "Ei, Reed?" Ela diz mais como uma questão do que qualquer coisa. A voz apreensiva. "Sim?" Eu me viro para encará-la. Sustento a respiração para, porra, me certificar de não perder o que quer que seja que ela está prestes a perguntar. Patético. "Foda", pronuncio através de uma agitação áspera da minha cabeça quando ela faz isso de novo. Fecho a porta. Ela foca os olhos na janela da frente enquanto ando ao redor da caminhonete, com o rosto mais feliz, que acho que já vi. Aquele sorriso. Droga.


Capítulo Oito

Beth Eu passo através das grandes e rústicas portas da igreja, e desço as escadas para chegar ao porão. Assim que chego ao nível mais baixo, a sala abre-se em um grande espaço. Mesas compridas com assentos de banco preenchem a área, lembrando-me da cantina da minha escola em Kentucky. Está lotado aqui, mas não há um monte de barulho. Todo mundo está comendo e focado em sua comida. Mesas de famílias amontoadas, falando suavemente entre as garfadas. Outras pessoas sentam-se sozinhos, mas não parecem solitárias. Não parecem desesperados ou desamparados. Eles têm uma esperança tranquila sobre eles enquanto comem suas refeições e mantém para si. Eu ultrapasso a linha de pessoas esperando para serem servidas e vou para a porta que leva até a cozinha. Uma mulher olha para mim, fazendo uma pausa com uma concha de sopa na mão. "Oi, posso ajudá-la?" Indaga, usando as costas de sua mão livre para levantar a borda dos óculos no nariz. Ela é jovem, não muito mais velha do que eu... se eu tivesse que adivinhar. Sorrindo, dou mais um passo para a cozinha. "Falei com alguém no telefone ontem sobre voluntariado. Disseram que era para aparecer por volta das onze hoje".


"Oh, sim!" Ela tira as luvas e as descarta na lixeira, e vem falar comigo. Apertando a minha mão com um aperto firme, seus olhos azuis brilham com uma luz familiar, mas eu não consigo entender porquê. Nunca nos conhecemos. "Eu sou Riley. Você falou comigo no telefone". "Beth, é bom conhecê-la". Deixo cair a mão dela e a sigo enquanto ela se move de volta em direção a mesa coberta de comida quente, o vapor subindo acima dos recipientes. "Muito obrigada por ter vindo. Estamos extremamente sem auxílio ultimamente" diz sobre os ombros. Ela aponta para as outras duas voluntárias. "Esta é a Wendy e Tonya. Senhoras, essa é a Beth. Ela vai nos ajudar ocasionalmente". Trocamos cumprimentos rápidos, enquanto Riley pega um avental para mim pendurado na parede. Depois de prendê-lo na minha cintura, ela esfrega as mãos juntas e ansiosamente aproxima-se da mesa. Ela me dá uma rápida instrução sobre o procedimento para servir as pessoas que vêm em torno. Todos recebem porções de tudo o que eles gostariam, e se houver sobras depois que atravessam a fila, as pessoas podem subir para uma segunda porção. Riley me diz que na maioria dos dias, eles têm o suficiente para que isso aconteça, exceto feriados, quando a multidão se envolve em torno do edifício. "Isso é tão bom", eu digo a Riley colocando com a colher uma generosa porção de feijão verde em um prato. "Quem me dera que tivesse algo assim onde eu morava. Eu precisava isso". Ela olha para mim com empatia nos olhos, e vejo o momento que ela decide ir por uma rota diferente com sua resposta. A hesitação, forçando os lábios a se fechar, então a ligeira inclinação da sua cabeça. "De onde você veio?", indaga.


"Kentucky. Acabei de me mudar a alguns dias. Vou ficar com minha tia e meu tio". Ela entrega ao homem na sua frente uma colher. "Eu adoraria viajar. Eu vivi aqui toda a minha vida. Mas minha família está aqui e meu namorado. Ele não é muito de sair". Eu rio quando ela enruga o nariz em desgosto. "Quanto tempo faz que vocês estão juntos?" "Alguns meses, eu acho", ela responde, quase com desdém. "Eu... ele é... ele é coreano. Eu não sei. É complicado, isso parece ser uma coisa clichê de se dizer". "Alguns relacionamentos são". "Clichê?", indaga. "Complicados". A cabeça dela dá um aceno rápido. Posso ter tocado em um assunto delicado, então decido não me intrometer ainda mais, então sirvo mais uma colherada de uma saudável porção de feijão verde no próximo recipiente. Talvez mudar de assunto, seja melhor. "Você já foi a uma festa de noivado?" Pergunto. Ela pensa por um momento e, em seguida, balança a cabeça enquanto distribui outra tigela. "Não, acho que não. As pessoas têm festas de noivado?" "Aparentemente". Eu bato minha colher na borda da bandeja, derrubando alguns feijões. A ideia de uma festa para comemorar um compromisso parece um pouco desnecessária para mim. Não é esse o propósito do casamento?


Eu inclino meu quadril contra a mesa... enquanto minha mão distraidamente agita o feijão. "Estou tentando decidir se essas festas são eventos geralmente formais ou não. Eu possuo um vestido e não tenho certeza se é fino o suficiente. É muito simples". Riley inclina a panela grande de mariscos em sua direção e apoiando-se nela. "Eu acho que depende do casal. Se eles têm dinheiro, porque não jogar por aí?" Ela olha para mim e levanta a panela da mesa. "Vou pegar um pouco mais antes de começarem a subir para o segundo prato. Está bem?" Olho para baixo na minha bandeja. Muitas pessoas não pararam para o feijão verde, embora o cheiro esteja delicioso. "Tenho mais da metade. Acho que estou bem". Ela anda atrás da cozinha com sua panela, eu deslizo meu telefone fora do bolso da minha calça jeans e me afasto da mesa. Não faço a menor ideia da situação de dinheiro da exnamorada do Reed. Ela podia ter todo seu dinheiro no convite fortemente perfumado que está no armário do meu quarto. Esta festa poderia ser discreta e informal. Também pode ser um evento que requer que Reed vista um smoking. Merda. Não posso lidar com ele em alguma coisa assim. Eu: Olá, sou eu. Essa coisa no sábado vai ser muito chique? Não sei se tenho alguma coisa para vestir. Não está chovendo hoje, o que significa que Reed está provavelmente no trabalho. Ele pode não ter o telefone com ele. Mas não quero comprar algo que só vou usar uma vez se não preciso disso. Reed: Quem é? Eu olho para a tela, boca aberta a cair. Realmente? Quem é?


Eu: Beth. Eu: Beth Davis. Eu: De McGill. Reed: Querida, mesmo que eu não soubesse quem era, eu fiz, você poderia ter parado no Beth. Eu descobriria. Eu: Você é hilário. Se há uma maneira de sarcasmo do texto, eu rezo que ela só acertou em cheio. Reed: Pensei que era engraçado. Assim como o Connor. Eu: Quem é Connor? Reed: Um dos meus empregados. Eu pedi a opinião dele. Ele riu. Eu: Ele está sugando você. Assine o cheque de pagamento. Reed: Tecnicamente, a minha mãe assina seu cheque de pagamento. Ela dirige o escritório. Apenas diga o que fazer. Eu: Como rir de ser pobre pode ser engraçado. Reed: Espere. Estou programando seu número no meu telefone, Beth Davis de McGill. Eu: Você não está falando sério que vai me colocar assim, está? Meu telefone toca com uma mensagem de foto, através de uma captura de tela dos seus contatos abertos para meu nome, Beth Davis de McGill. Mantenho minha risada subjugada, ok, que é um pouco engraçado e decidi que ele não é o único de nós que pode quebrar uma piada.


Eu: Você pode me colocar sob o apelido que suportei na escola. Reed: O que foi isso? Eu: Beth garganta profunda Davis. Puta merda. Não acredito que eu digitei isso. Eu nunca mandei nada... imundo antes. Nunca. Nem mesmo algumas palavras que sugerisse em torno de algo sexual. O que deu em mim para explodir minha cereja com sujasmensagens de texto com Reed Tennyson? Vou dar de graça. Talvez não tenha sido o tipo de humor. Merda. Merda! Minha garganta de repente se sente apertada, minha língua muito grande para a minha boca. O que eu estava pensando? Eu poderia ter usado meu apelido real. Não é engraçado, mas é pelo menos uma palavra que não me faria sentir como se estivesse com uma ferida aberta. Meus polegares se movem freneticamente, tentando desfazer meu erro. Eu: Desculpa. Não sei o que me fez mandar isso. Nunca me chamaram disso antes. Minha mãe sempre me chamava de Bethy quando eu era mais jovem. É o único apelido que já tive. Se você pudesse apagar o que eu te enviei antes e nunca falar disso novamente, eu agradeceria. Nunca fui o tipo de pessoa que se recupera bem de situações desconfortáveis. Se alguma coisa, geralmente eu pioro tudo. Eu: Eu nunca fui chamada "garganta profunda". Eu tenho um reflexo de vômito muito sensível. Quando o médico faz esse teste estreptococo com o cotonete longo e arranha no fundo da garganta, eu quase vomito. Eu: Felizmente, não tenho pau muito frequentemente.


Eu Quase engulo minha língua. Eu: OMG. Doente! Quis dizer que eu não fico doente muitas vezes! Eu: Evitando Autocorreção! Eu: O que é brincar? Eu: OMG. O que está acontecendo? Estou prestes a arremessar meu telefone contra uma superfície dura, ou deixa cair na panela de sopa fumegante mais próxima que Riley está carregando no caminho. Reed: Acho que seu telefone adora um pau. Alguns dos meus embaraços somem quando leio sua resposta arrogante. A mão cobrindo a metade do meu rosto desliza para baixo e retoma a digitação. Eu: Desculpa se fiz isto estranho. Reed: Não é estranho para mim. Divertiu-me no meu intervalo, que agora acabou. Mande-me seu endereço. Eu vou pau te às 17:30 no sábado. (Viu o que eu fiz lá?) Eu abafo a risada com minha mão. Essa foi boa. Eu: Espera! Você não respondeu minha pergunta. Reed: O que foi? Eu: A festa. Fantasia? Eu preciso me vestir? Reed: Provavelmente. A família da Molly é rica. Eu: Ok. Tenha um grande dia de construção. Tenha um grande dia de construção?! Bom Deus. O que há de errado comigo? Eu não deveria estar sem supervisão com um telefone celular.


Eu passo ao lado de Riley e a linha para as segundas porções começa a se formar. Eu repasso a conversa anterior na minha cabeça, minha pele se aquece e elevo o canto da minha boca. Muitas vezes não entendo o pau. Esqueça o meu endereço por mensagens de texto. Minha puta de um iPhone terá um dia de campo com a rua Balzac. Acho que em outra vida, eu fui um homem.

**** Eu nunca gostei de fazer compras. Nunca. E uma das razões é que quase tudo o que tenho é uma coisa que minha mãe usava e eu alterei para caber no meu corpo. Ela era pequena, como eu, mas tinha um peito maior, então a maioria de suas blusas ficavam estranhas até passar por uma agulha e linha. Fiquei muito boa em consertar coisas para me caber. Eu ainda ia comprar algumas coisas, mas sinceramente, sempre gostei do estilo da minha mãe, melhor do que qualquer coisa que eu pudesse encontrar no shopping. Não me importava com o que as pessoas tinham a dizer. Fui eu. Sempre fui eu. Nunca vou mudar para qualquer em mim, e se alguém não gostar não era para eu conhecê-lo de qualquer forma. A vida é muito curta para se vestir de maneira chata e previsível. Não quero usar coisas que me deixam desconfortável na minha própria pele. Mas às vezes, você tem que morder a bala. Às vezes, você tem que se arrastar em preços muito excessivos e boutiques, à procura de algo para vestir para uma festa que aparentemente terá as melhores promoções. Eu estou no vestido número 8, e estou exausta. "Mãe, olha! Compra esse! Tem um filhote de cachorro nele!"


A mais linda voz infiltra o pequeno camarim em que estou de pé, trazendo o único sorriso no meu rosto, desde que entrei neste shopping horrível. "Nolan, coloque de volta, por favor". Nolan? Nolan... Porque eu conheço esse nome? Eu seguro o zíper debaixo do meu braço e saio para ver esse desastre que eu estou usando no espelho de três vias. Quando estou voltando para avaliar quão errado isso parece na parte de trás, uma risadinha vem de algum lugar na loja. Deus, isso é adorável. "Como vai, Clapton?" Eu me inclino para olhar para a loja da área isolada de camarins. A ruiva que estava sentada ao lado de Reed no outro dia na pizzaria está de pé fora da porta, inclinando seu cotovelo contra um rack de blusas. Ela inclina a cabeça com um sorriso tímido. Seus olhos caem para meu vestido e, em seguida, um dedo vem diretamente no material cobrindo o meu corpo. Ela assobia através de uma careta. "Esse vestido", diz ela, a voz apertada com julgamento. "Ele não está funcionando em você". Eu suspiro ao passar minhas mãos sobre o cetim cobrindo meu estômago. "Diga-me sobre isso. Nenhum destes vestidos fica bem em mim". "Ele está te dando essa coisa de peitos duplos. Tem um sutiã interno?" "Sim", respondo, olhando para meu peito. Peitos duplos? Não pode ser a única questão. "Hummm. É isso. Esse é o problema".


"Oh, ei! É você!" Eu olho para a outra mulher da pizzaria caminhando até o rack de roupas e usando um daqueles portadores de bebê canguru no peito. O menino contra ela faz um arrulho, enquanto o garotinho que tenho certeza que foi responsável pelas risadas se esconde atrás das pernas dela, com a cabeça ao redor de sua coxa. Nolan. É por isso que eu conheço esse nome. A gracinha com o capacete de segurança. Ela me olha como se eu fosse uma velha amiga. Como se eu fosse alguém que já tem significado para ela. "É tão bom ver você. Beth, certo?" "Sim, Oi. É bom ver vocês também". Eu aceno e Nolan ri novamente atrás de uma perna. Não consigo decidir como impedir que eles vejam este pesadelo que estou usando. Eu estou inquieta, mas não tem nada com nervosismo quando meus braços atravessam meu peito, achatando contra minha barriga, depois puxo o material, esperando que de alguma forma vou arrancá-lo do meu corpo para revelar algo perfeito por baixo. Eu olho para minha frente e, em seguida, faz olho para eles. "Desculpe-me. Esqueci seus nomes". "Tessa". A ruiva fala primeiro. "Mia". O garotinho puxa na camisa da Mia. "Mamãe, posso brincar lá com seu telefone?" Ela entrega-lhe e ele arruma o seu cinto de ferramentas na cintura sentando-se na cadeira dentro da área do provador. Seus pezinhos balançando no ar.


"Fique fora da app store, por favor". Mia inclina o capacete na cabeça dele para ver o seu rosto. Ele sorri mostrando as covinhas mais fofas que já vi, duas crateras enormes em suas bochechas aparecendo, em seguida, sua atenção cai para o telefone em suas mãos. "Eu amo o seu cinto de ferramentas", eu admiro, vendo o sorriso orgulhoso se espalhar no rosto da Mia. "Ele está realmente construindo coisas?" Ela tira uma mecha de cabelo escuro fora do punho minúsculo. "Ele está agora. Reed deu-lhe uma nova obsessão". "Falando de Reed". Olho para Tessa, que está radiante como se ela guardasse algum grande segredo. Seus olhos verdes brilhantes são selvagens com sabedoria, dirigidos exclusivamente para mim. Ela prende o chiclete na boca e levanta as sobrancelhas antes de acrescentar, "Pronta para sábado?" Meus olhos caem para minha frente. "Não se eu não achar algo para vestir". Tessa corre para fora do provador. "Aonde você vai?" Mia pede por cima do ombro. Quando Tessa não responde, Mia se volta para mim. "Então, está gostando de Ruxton? Reed me disse que acabou de se mudar do Kentucky.” Meus olhos se alargam. Ele falou de mim. Limpo suavemente minha garganta. "Eu gosto. Eu realmente ainda não explorei muito ainda, mas todo mundo parece ser muito legal. Eu gosto da sensação de cidade pequena. Eu nunca tive isso". "Sim, eu sempre amei isso sobre a vida aqui. Tudo é tão calmo".


"É tão diferente de Louisville. Eu odiava a vida da cidade de ritmo acelerado. Eu sou muito chata para isso. Aqui se sente bem, sabe?" Ela sorri quando faço uma pausa. "Estou muito feliz, que eu acabei vindo aqui". A expressão dela muda. "Eu acho que eu disse algo muito semelhante há dois anos". "Você não cresceu aqui?" "Não, eu fiz, eu só me afastei por alguns anos. Tessa me chamou para passar o verão e eu nunca fui embora". Algo pisca em seus olhos, uma memória que os ilumina. "Não sei o que há sobre esta cidade. Talvez seja o povo". "Sim", eu concordo, ao virar a cabeça sinto o sangue em minhas veias. O vestido que eu estou usando de alguma forma se torna mais apertado, mais restritivo contra minhas costelas. "Eu acho que é o povo" eu digo calmamente enquanto o material do tecido é puxado para longe do meu corpo. O riso dela chama a minha atenção. Ela podia se intrometer, me perguntar se estou me referindo a Reed ou a qualquer outra pessoa em particular, mas ela não faz. "Devíamos sair algum dia. Tessa e eu poderíamos usar outra garota no nosso grupo. Estamos rapidamente ficando em minoria". Ela coloca uma mão na parte de trás da cabeça do bebê e levanta as sobrancelhas, esperando o meu acordo. Eu digo que concordo porque duvido que alguém já disse não para Mia. Ela parece muito doce para deixá-la triste. "Eu adoraria sair com vocês". "Nós temos noites de jogos e outras coisas na minha casa. É realmente muito divertido. E você precisa conhecer os caras". Ela começa a balançar, saltando um pouco quando o bebê começa a


se inquietar. "Ben, meu marido, é irmão de Tessa. Ela namora Luke que trabalha com Ben. E você já conhece Reed". Ela morde o lábio inferior para manter seu sorriso sob controle. Eu sorrio quando ela está diretamente em frente a mim. Ela dá um beijo na cabeça do bebê e abaixa a voz. "O CJ vem às vezes. Ele é muito bom também". Eu faço uma contagem rápida dos homens, incluindo os dois na sala. "Você está definitivamente ficando em desvantagem", diz Tessa quando volta ao provador. "Aqui vamos nós", diz ela, marchando diretamente para mim. "Ah, ah, é..." Eu gaguejo, quando várias peças de vestuário são empurradas contra meu peito. Vestidos pretos, mas de estilos diferentes. Tessa me orienta para o provador, do qual eu saí minutos atrás, com uma mão no meu ombro. "Qualquer um destes vestidos ficaram bem para sábado. Imaginei que você é tamanho 5-6, eu estou certa?" Uau. Quem pode imaginar o tamanho de alguém só de olhar? "Sim, isso é..." Olho os vestidos na minha mão, em seguida, volto para ela. "Como é que..." "É um presente". Ela pega um dos vestidos e pendura na haste ao longo da parede, repetindo isso até que eu fiquei segurando apenas um. Seu cabelo vermelho está ligeiramente desarrumado, caindo solto na base do pescoço. Somos parecidas em tamanho, mas eu tenho alguns centímetros a mais do que a Tessa. Mia ergue-se sobre nós duas. As duas não podiam ser mais diferentes, tanto em aparência quanto no comportamento.


Voltando para me encarar, Tessa traz as mãos para descansar sobre seus quadris, parecendo satisfeita consigo mesma. "Você precisa olhar mais para você, para esta coisa. Você tem seios grandes, então mostre-os. Todos estes vestidos podem ser usados sem sutiã, e isso é exatamente como devem ser usados. Não prendendo aqueles bebês. Você quer deixar algumas coisas para a imaginação, mas uma insinuação sempre cai bem". Ela se move por mim e fecha a porta atrás dela, me deixando sozinha no pequeno provador. Levanto o vestido em minhas mãos para dar uma boa olhada. É curto, e de um material fino e a parte que cobriria o meu peito é meio transparente. "Isso iria mostrar o mamilo", resmungo, enfiando minha mão para baixo do pescoço do vestido. "Nada de errado com isso!" Eu rio da observação de Tessa e em seguida, viro a cabeça, então eu estou olhando para a porta. Meus braços caem. "Estão me esperando experimentar estes?" "Sim", respondem as duas mulheres, suas vozes elevando com emoção. "Mesmo se você não gostar, saia e nos deixe vê-lo", diz Tessa. "Eu seria capaz de ajustar, então ele vai funcionar". "Alguns destes são realmente curtos". Passo uma mão sobre os vestidos pendurados na minha frente. Não costumo usar nada assim. "E este... quem usa um vestido que tem uma fenda aqui?" Esqueça a possibilidade de todos verem nessa coisa o meu peito. Este iria mostrar a minha vagina. "Tenho um em branco".


Afasto minha mão, estremecendo. Meus olhos se fixam na porta enquanto um silêncio desconfortável enche os segundos mais longos da minha vida. Merda. Recupere-se Beth! Diz alguma coisa! "É... Eu adoro. É tão bonito". Minhas palavras ficam na minha língua, lutando para escapar de minha boca. Estou prestes a insultar as minhas novas amigas. Incrível. Tenho certeza que elas vão morrer de vontade de sair comigo agora. Coloco minha cabeça contra a parede, risos irrompem por detrás da porta. "Tessa, diga que você está brincando!" "Eu estou. Desculpa, desculpa. Isto foi fácil demais". A voz de Tessa rompe com uma gargalhada. "Ufa. Vou me arrebentar de rir às vezes". "Você é um moleque", Mia fala, sua voz cada vez mais alta, como se ela se movesse para mais perto da porta. "Beth, estamos prontas quando você estiver. Não tenha pressa". Eu gosto dessas meninas. Elas fazem mesmo está tortura agradável. Levantando a minha cabeça, eu empurro meus ombros para trás e mudo o vestido na minha mão para o outro que está pendurado. "Ok, mas eu não estou mostrando o mamilo. Eu gostaria de deixar para a imaginação se eu tenho ou não algum piercing".

****


Eu sei que não deveria me sentir assim. Eu sei que esta noite será apenas um show. Uma mentira gigante. Eu sei que isso não vai significar nada, e aconteça o que acontecer nesta festa, será feito com base na necessidade de fazer nossos papéis críveis. Mas não posso evitar minha excitação. Reed me fez sentir mais confortável no pouco tempo que passamos juntos do que qualquer outra pessoa que já estive por aí. É fácil com ele e não em uma espécie de amigo íntimo. Meu coração bate igual a um beijaflor na presença dele. Eu nunca tive muitos amigos, mas os que eu tive nunca suscitaram esse tipo de reação. E agora eu não posso esconder isso. Agora, quando tudo se torna muito, quando o calor no meu sangue atinge a superfície da minha pele, quando há uma pressão implacável entre meus quadris e meus pulmões lutam para acompanhar o ritmo de meu coração acelerado, não consigo afastar o olhar para recuperar o fôlego. Ele me obriga a manter meus olhos nele. Ele me sobrecarrega com estímulos e em seguida me deixa para baixo, roubando a minha reação, como se ele merecesse, ou como se fosse tudo dele e ele está pegando de volta. Tenho certeza que esta noite vai ser assim. Tenho certeza que ele vai fazer algo, ou dizer algo que vai provocar o meu corpo. Mesmo se for uma noite onde cada toque será um ato, vou estar por aí com alguém que me faz sorrir mais do que eu alguma vez sorri em toda minha vida. Então, não, eu não posso ajudar a minha excitação. Eu quero estar em torno de Reed, e não me envergonho de admitir isso. Mesmo que eu esteja cheia de entusiasmo desenfreado, eu adio enquanto eu posso. Eu li um pouco, assisti ‘A culpa é das estrelas’ com minha tia, seguro o gelo sob os meus olhos para aliviar o inchaço causado


por assistir a esse filme e ler um pouco mais. Tomo banho de banheira ao invés de uma chuveirada, tentando esticar meus minutos. Eu gasto mais tempo do que já fiz no meu cabelo e maquiagem, e ainda concluo com uma hora e quarenta e cinco minutos de sobra antes de esperado Reed chegar. É um hábito meu. Eu sou uma pessoa ansiosa, e eu sempre fui. Felizmente, eu também sou ótima em matar o tempo. Ser uma amante dos livros tem suas vantagens. Há sempre uma história esperando para ser lida. Um herói para cair no amor. Uma heroína para adorar. Às vezes acho que eu deveria mudar de gêneros, e realmente dar aos potenciais homens da minha vida uma chance. As minhas expectativas do irrealistas.

amor são

perigosamente

Danny já está no bar, e eu sei que Hattie partirá em breve para o trabalho. Ela mencionou anteriormente quando nós estávamos chorando ao lado uma da outra no sofá, que ela desejava ter lembranças de mim. Ela teria amado ter me segurado quando eu era um bebê, ou estar lá para me ver atravessar o palco na minha formatura do ensino médio. Eu adoraria isso também. Eu quero que ela tenha o tempo que ela falhou comigo. Não posso dar isso a ela, mas posso dar algo que pode ajudar a aliviar algumas dores de saber que ela nunca vai ter esses momentos. Um pequeno agradecimento por estar aqui por mim agora. Ela está na ilha de cozinha, olhando alguns e-mails quando eu entro na sala. O rosto dela aparece suave consideravelmente ao me ver. "Uau querida, você está linda". Ela pega sua bolsa e procura o seu celular, segurando-o para tirar uma foto. "Sinto muito. Eu tenho que fazer isso". Eu guardo a caixa de sapatos nas minhas costas e dobro meu joelho, dando o meu melhor sorriso. "Bom?"


Ela olha para o telefone, e acena antes de colocá-lo de volta na bolsa. "Claro que está. Genes de Davis, querida. Nós nunca tiramos uma foto ruim". Eu ando até a ilha e tiro a caixa de sapatos detrás das minhas costas. Um vinco se forma entre suas sobrancelhas, quando eu a deslizo para o outro lado do balcão. "Eu queria lhe dar isso. Há muitas fotos de mim aqui. De quando eu era um bebê, e até mesmo antes da minha mãe morrer. Eu pensei que você poderia olhar através delas e viver algumas das memórias comigo". Hattie tenta conter suas lágrimas, mas algumas passam entre seus cílios e deslizam por suas bochechas. Ela a afasta rapidamente e coloca uma mão em cima da caixa de sapatos. "Você é a coisa mais doce, Beth. Obrigada. Claro que eu não vou manter isso. Estes são seus, mas eu adoraria olhá-las". "Pode haver um pouco de mim com a minha mãe. Eu não acho que eu realmente olhei através da caixa inteira". Ela abre a tampa e olha dentro. "Você se importaria se eu fizer cópias no computador? Eu gostaria de obter cópias impressas". "Não. Não me importo". Pego uma bala de hortelã do pequeno prato na minha frente e coloco na minha boca. Quando ela não diz mais nada, acho que Hattie está folheando as fotos, até que olho para cima e encontro seus olhos em mim. "Tem certeza que isso não é um encontro real?", indaga, levantando uma sobrancelha cética. Sua pergunta me faz morder a bala de hortelã, quebrando em pedaços. Trago uma mão até minha boca para protegê-la dos pedaços de hortelã quando respondo. "Não acho que ele vê isso


como um encontro de verdade". Eu mastigo a hortelã rapidamente, temendo que vá sufocar se ela me pedir alguma coisa. Ela inclina a cabeça. "Mas você vê?" Eu engulo até o último pedaço de hortelã e limpo meus dedos ao longo de minha boca, removendo qualquer vestígio. "Não sei", eu respondo honestamente, vendo sua expressão ficar um pouco sombria. "Eu gosto dele. Eu sei disso". Os sons da campainha atrás de mim fazem meu peito acelerar. Olho por cima do meu ombro, respirando lentamente por meus lábios. O frio da hortelã esfria minha boca enquanto minha pele fica quente com emoção. Ele está aqui. Ele está aqui. Ele está aqui. Reed. "Beth?" "Hmm?" Um toque suave no meu ombro me tem girando minha cabeça de volta ao redor, encontrando o olhar curioso da minha tia. Ela ri suavemente, então acena na direção da porta. "Convém abrir antes que ele comece a bater". Reed. Batendo. Transando com Reed. Eu me movo rapidamente pela cozinha, acenando com uma mão sobre a minha cabeça para a minha tia. "Não me espere!" Eu grito, enquanto agarro a bolsa pequena da mesa na entrada do corredor. Eu abro a porta e rezo por uma conversa que não decepcione. Quem não se vestiu para isso, porque gostaria que a utilização do meu vocabulário fosse melhor. Talvez ele esteja esperando a mesma coisa, nossos olhos se movem por cima um do outro. Então, ambos lutamos para nos


comunicar. Ele não está usando shorts e uma camiseta. Ele está totalmente vestido para isso. Eu abro a boca para falar. Ele faz o mesmo. Uma palavra é compartilhada entre nós. "Foda-se". E dizemos isto.


Capítulo Nove

Reed Essas botas de merda. Não sei o que eu esperava. Salto alto, eu acho. A maioria das mulheres usa salto com vestidos. Mas Beth não é a maioria das mulheres. Eu sabia disso antes de dirigir até aqui esta noite. Droga, sabia há uma semana. Deveria ter estado preparado. Antes de me vestir, me masturbei no banho, mas talvez devesse ter feito isso mais de uma vez. Talvez ela saiba que já a imaginei em nada, além daquelas botas enquanto eu vivo as minhas fantasias mais sujas, e é por isso que ela está vestindo-a. Talvez ela esteja tentando me matar lentamente. Que raio de jeito de ir embora. Olhando para ela, agora, sozinho, não há nada de sexy sobre essas botas. Mas essas pernas, e que porra de vestido preto minúsculo que abraça cada curva perfeita do corpo dela... "Foda-se". Ela diz isso também. Imagino em outra palavra. Não ou sim, ou, por favor. A bunda em minhas mãos enquanto ela sussurra contra os meus lábios. A palavra fica presa na sua garganta, enquanto eu fodo sua boca. Merda. Não está ajudando.


Ela fecha a porta atrás dela e desce para o pequeno alpendre que estou em cima. A mão dela achata contra minha gravata. "Está bonito". "Bom?" Pergunto, inclinando a cabeça. "Essa sua boca bonita só amaldiçoou com a visão de mim. Ambos sabemos que eu sou bom de olhar". Os dedos dela beliscam o material da minha gravata e, em seguida, solta muito rapidamente quando ela me mede com a incerteza. "Você parece muito bem também, querida". Ela molha os lábios. "Obrigada. Assim como você". Um sorriso surge em sua boca... Porra, eu amo que faço isso com ela. Fazê-la esquecer o que ela acaba de dizer. Eu a guio descendo as escadas com a mão na parte inferior das suas costas. "Nós cobrimos isso já. Mas se você quiser continuar a aumentar meu ego, você pode me dizer a noite toda como eu pareço incrível. Os caras adoram ouvir isso". Seus olhos estreitam antes dela bater em mim com a bolsa. "Como se sua cabeça pudesse se dar ao luxo de ficar maior". "Ela pode. Na verdade, não sei o suficiente". Eu passo atrás dela depois que ela abre a porta do passageiro. "Pronta?" Pergunto, minhas mãos segurando sua cintura. Ela me olha por cima do ombro, em seguida, acena. Gostaria de conseguir esquecer esse momento. Esse traseiro bonito que o vestido mal cobre. Não preciso disso na minha cara quando eu estou estacionado na garagem da casa dos seus tios. Não quando eu imaginava a merda mais asquerosa do mundo na minha cabeça. "Reed!" Ela grita quando a coloco dentro da caminhonete. Seu corpo desliza através do assento ao lado do motorista, com a força das minhas mãos.


Droga, me esqueci que ela não pesa quase nada. Eu poderia ter a jogado pela janela. Ela se volta sobre onde eu quis colocá-la, sua boca com um sorriso. "Ansioso?" Ela pergunta através de uma risada sutil. Os seus dedos passam através do cabelo escuro, solto nas extremidades. Está mais ondulado do que estava no outro dia. Desarrumou um pouco com o solavanco que lhe dei. Imagino que isto é o que parece depois que ela se enrolada em uma cama. Ou o rescaldo de comê-la no banco da minha caminhonete. Por quê? Por que você daria a si mesmo essa imagem? "Reed". "Sim?" Meus olhos focam os dela, enquanto ela afasta os dedos do seu cabelo. A mão dela atinge os fios. "Perguntei se você estava ansioso". Ela me estuda com curiosidade. Pareço um idiota com um fetiche de cabelo. "Sim" digo, finalmente dando uma resposta antes de fechar a porta. Estou ansioso! Os sapatos não estão ajudando. Aquele maldito vestido não está ajudando. Beth não está ajudando. Subo na caminhonete e rezo que ela esteja protegida, porque eu não posso lidar com prendê-la com o cinto agora. Não, quando eu sei o quão perto minhas mãos vão estar das partes quero um gosto. "Você está bem?" Peço, dando ré na garagem, os meus olhos no retrovisor. "Mm. sim. Um pouco nervosa".


"Por que está nervosa?" Eu mudo para a primeira marcha e arisco um rápido olhar na direção dela. A sua cabeça está virada, e ela olha pela janela do passageiro. "Eu sei que vou te beijar de novo esta noite". "Direta". Minhas juntas causam rachaduras quando aperto o volante. "Estou nervosa com isso" acrescenta, com a voz tranquila. "Não porque não quero te beijar. Só não quero sentir como se tivesse que fazer". Paro no final da rua, em seguida, olho para ela. "Se você se sentir assim, então não me beije". Ela vira a cabeça e nossos olhares se cruzam. "Podemos ser um casal que não faz PDA5. Não há nenhuma razão para termos que estar um sobre o outro para sermos convincentes. E você não deveria estar fazendo qualquer coisa que você não queira fazer. Não comigo ou com qualquer outra pessoa". "Não acho que vou me sentir assim. Não me sinto assim agora". Ela desloca seu olhar para o painel de controle. "Quando eu te beijei antes, queria fazê-lo. Se eu te beijasse agora, seria porque quero fazê-lo. Mas quando entrarmos lá, tudo vai ser para ela ver. Se você me beijar, vai ser para ela. Não quero sentir como se você estivesse me beijando de volta só porque tem que jogar junto". "Se eu beijar você vai ser para mim. Não por uma vadia, que eu não dou à mínima". A boca dela cai aberta com um suspiro suave. "Oh".

5

Demonstração pública de afeto


Eu olho para o tráfego dirigindo para frente. Meu olhar desloca-se entre a estrada e o perfil dela, persistente no último. "Não fique nervosa. Seja como você é comigo. E pare de olhar para fora quando você precisar me dizer algo". O canto da sua boca se levanta ligeiramente. Ela prende o cabelo atrás da orelha, puxa seus ombros para trás e coloca a mão na bolsa pequena. "Você sabe onde está o porto de Swank?", indaga, puxando para fora um cartão azul e o estuda. Eu aperto o meu maxilar. Minha cabeça cai para trás contra o assento quando eu inspiro pelo nariz. Se essa merda já não tivesse sido impressa no convite, porra, eu juraria que Molly escolheu este local para ver se eu reagiria a isso. "Sim", respondo, deslocando as marchas enquanto corto com o tráfego. Eu estou de repente pronto para terminar com esta noite. Pronto para aparecer, provar que eu não dou a mínima e sair com Beth no meu braço. Porto de Swank. O que é uma droga. "Eu sei exatamente onde é".

Beth se inclina aproximando o braço com o meu permitindo que eu conduza pelo caminho rochoso. Ela está se esforçando para ver a fonte da luz e da música à distância, mas o estacionamento lotado não está fazendo essa tarefa fácil. Um idiota em uma gravata sinaliza com uma lanterna na mão para continuar a andar. Não, eu estava planejando Bloqueando as pessoas de sair.

estacionar

mesmo

aqui.


"Olha essa merda. Nós entendemos. Coloque atrás do carro na sua frente". Eu faço um gesto com a mão aberta para o rapaz, que indica para eu puxar até um ponto. A lanterna ilumina a grama com estrias rápidas de luz. "Tudo bem ali?" Eu estaciono no lugar encarando o pateta usando gravata borboleta. "Ele provavelmente está fazendo mais do que em um dia por duas horas segurando uma maldita lanterna de brilho". O garoto sorri, ouvindo claramente o que eu tinha acabado de dizer pela minha janela aberta. Ele puxa sua gravata e dá um passo atrás. Levanto meu queixo. "A que horas sua mãe vem te buscar?" Beth cheira meu braço. "Reed, relaxe. Por que está tão nervoso de repente?" "Eu não estou nervoso". Estou nervoso! Eu desligo o carro e saio para a grama, inalando o ar da noite quando deixo minha cabeça olhar em volta. O céu está claro o suficiente para ver todas as estrelas. Não há uma nuvem à vista. Na verdade, seria uma boa noite para estar aqui com a Beth, em circunstâncias diferentes. Fecho a porta do carro, e balanço minha cabeça, enquanto ela contorna a frente da caminhonete. Foda. Outra vez? Esta mulher não pode esperar eu chegar ali para ajudá-la a descer? "Vou deixar a minha bolsa na caminhonete. Você não acha que vou precisar, não é?"


"Você poderia me esperar, você sabe", digo a ela, quando passo à frente ignorando a questão. Coloco minhas chaves no bolso de trás da minha calça cáqui indo ao seu lado. "Se você caísse da minha caminhonete, eu ficaria puto". Ela olha para mim através de cílios escuros, grossos, seus olhos quase pretos no meio da noite. "Não é muito alto para eu saltar. Só não consigo subir nela sozinha... facilmente. Na verdade, se alguma vez cair da caminhonete, provavelmente sou eu quem ficarei zangada". Seu sorriso se estende através de sua boca. "Como uma bêbada" Abaixo o meu queixo. Ela se inclina, descaradamente, me dando esse sorriso. "Calma, querida", advirto, pisando mais perto. Ela não se move. Ainda com esse assassino maldito sorriso que aquece o interior do meu peito, me fazendo sentir como se eu fosse a razão para sua felicidade. "Um destes dias vou beijar esse sorriso do seu rosto". Olhos dela aumentam em tamanho, a íris preta inchando com a minha ameaça. Os lábios dela puxam para baixo e, em seguida, abrem um pouco. Provocando ao umedecer com sua língua como se ela estivesse se preparando para mim. Eu balanço a cabeça. “Ainda não. Agora não.” Ela puxa os ombros para trás. “Tudo bem. Sua perda.” Eu ronco. “Sim. Eu sei isso.” Partilhamos um sorriso silencioso. Beth vira a cabeça na direção da música, olhando para fora através do lote lotado. Um poste nas proximidades acende-se ao lado do seu rosto e envia raios de luz através do seu cabelo.


Parece que ela está brilhando. Merda, eu sinto como ela devesse estar. Nenhuma mulher jamais se destacou para mim assim antes. Sim, muitas têm me chamado a atenção quando estou fora, elas ganharam um lugar na minha cama, mas não há nada especial sobre elas. Nada que as tornassem diferentes das outras. Até mesmo falar com elas parecia que estávamos usando um script. Mas com a Beth, eu nunca me senti assim. Eu nunca senti como eu pudesse facilmente trocá-la e sair com outra e não ser capaz de dizer a diferença. Não podia deixar você em paz. Eu disse isso a ela no McGill. Foi provavelmente mais de uma linha no momento, mas agora eu não tenho tanta certeza. Talvez eu não estivesse jorrando besteira. Talvez eu tivesse ficado louco se não tivesse chegado até ela. Eu praticamente corri. Levanto meu olhar da pele exposta do pescoço, quando ela olha de volta para mim. "Pronto?", indaga, estendendo a mão para me levar. Acho que é parte disso. Casais de mãos dadas. Beth perde o sorriso quando hesito, mas ele se materializa novamente no segundo que os meus dedos estão contra a palma da mão dela. Eu dou-lhe um aceno de cabeça firme e começo a levá-la através do estacionamento, nossos dedos lentamente se segurando, selando-nos juntos. Nada disto se parece estranho. Nem mesmo como quão sua pequena mão parece na minha, eu poderia esmagá-la se eu não tomar cuidado. Ela fica quieta, apoiada ao meu lado, levando tudo. Porto de Swank é um local popular para casamentos à beiramar em Ruxton. Tem mais de quinhentos acres de terra que é ajardinado, com um jardim de flores silvestres que tem sido


apresentado em todos os verões no jornal local. É aberto ao público durante todo o ano, e as pessoas vem aqui sentar sob o gazebo com vista para o lago, ou caminhar ao longo do jardim para tirar fotos. A quinta restaurada aparece primeiro quando nós fazemos nosso caminho até o gramado. Garçons estão dentro e fora enquanto eles levam as bandejas de taças de champanhe em direção a uma grande tenda branca no meio do campo. Beth reage à vista apertando minha mão. "Uau", ela sussurra, a cabeça levantada enquanto olha ao longo do teto da tenda. Eu sigo seu olhar extasiado. Cordas de luzes correm ao longo da borda da tenda branca, em seguida, corre na parte superior e se conecta com um grande candelabro que está suspenso sobre a pista de dança. "Graças a Deus eu fui às compras para isso". Ela olha ao redor da sala para os outros convidados. Todo mundo está usando vestidos e ternos, mas nenhuma das mulheres aqui chega perto de parecer tão bonita quanto Beth. O pequeno vestido preto sem alças, expõe mais da sua pele para mim do que vi até agora. Essas botas, porra, parecem como se ela os teve durante anos, todos esfarrapados e surrados, mas ainda de alguma forma muito sexy. Parece que ela está pronta para entrar num concurso de moda, em seguida, chutar o traseiro das outras mulheres, depois que ela levar a coroa. Beleza envolta em um pacote pequeno quente. Foda-se os filhotes aqui em salto. Foda-se Molly, onde quer que ela esteja, sem dúvida, vestindo algo que vale mais do que minha caminhonete. Ninguém está prendendo minha atenção como Beth. "Você quer uma bebida?" Pergunto, caminhando até o bar ao fundo da tenda.


McCafferty, o pai da Molly, está em uma mesa conversando com alguns outros hóspedes. Eu sempre gostei dele. "Tudo bem". Beth começa a andar em direção ao bar. Eu largo a sua mão e toco o fundo das suas costas. Guiando-a para continuar sem mim. "Eu vou falar com alguém bem rápido. Eu vou te encontrar lá". Ela me olha como se fosse protestar, mas é breve. Depois de um simples aceno, ela se move com fluidez entre os hóspedes na direção do balcão. Eu faço meu caminho através da pista de dança para o outro lado da tenda. Sr. McCafferty atende meus olhos brevemente quando chego mais perto e, em seguida levanta o queixo. Ele diz algo para o homem sentado à mesa, dá passos para frente com uma mão estendida. "Reed, é bom ver você. Como vai o negócio de construção?" Ele aperta a minha mão, mantendo as sobrancelhas cinza juntas. Silenciosamente, perguntando o que diabos eu estou fazendo aqui. Dou-lhe um olhar, não tenho ideia de merda e ele respira uma risada antes de executar uma mão sobre a barba curta. Mantenho minhas mãos nos bolsos da frente. "Está indo bem. Ocupado agora. Começamos um trabalho para a St. S. José, uma clínica nova". "Oh sim, eu li sobre isso no jornal. Centro de câncer, certo?" Eu aceno e meus olhos vão encontrar Beth pela sala. Ela olha para mim, enquanto fica sozinha no bar. Merda. Eu preciso fazer isso rápido. Não quero que ela se sinta como se eu já a estivesse abandonando. "Como está seu avô? Ele ainda está trabalhando?"


Eu olho para trás no Sr. McCafferty. "Sim, ele ainda está. Nós não podemos mantê-lo longe da empresa". "Que idade tem ele agora? Estou surpreso que ele não está aposentado". "Ele completou oitenta e seis há dois meses. Minha avó fica implorando para ele se aposentar, mas não acho que isso vai acontecer. Ele não sabe como se sentar ainda". Ele ri através de lábios fechados, me afasto para permitir um garçom passar. "Diga que mandei um Oi quando você o ver". Ele oferece sua mão novamente, o rosto com preocupação. "Não preciso me preocupar com você impedir o noivado?" "Não, senhor. Sua filha me convidou". Eu encontro Beth no mesmo lugar, mas agora sendo engajada na conversa do barman. Muita conversa. O idiota, aparentemente, não tem a mínima ideia da tonelada de outros convidados para servir. Filho da puta. Eu inclino meu queixo na direção dela quando libero a mão do Sr. McCafferty. "Estou aqui com alguém. Foi bom falar com você". Ele diz em troca, "você também" ou "cuidar" ou algo assim. Estou no caminho de Beth, antes que ele termine o que quer que seja. Ela está segurando uma bebida na mão, bebendo por um canudinho. O idiota atrás do balcão não pode parar de olhar para ela. "Ei". Fico perto dela.


Ela olha para mim, ainda degustando a bebida. Eu deslizo minha mão ao longo de suas costas para os seus quadris, puxando-a um pouco, então o ombro dela bate no meu peito. Olho para o cara ainda encarando a Beth, não registrando minha presença em tudo. Meu estômago se agita com uma estranha possessividade quando meus dedos apertam contra seu quadril. Você não pode me ver com ela? Beth faz um barulho na parte traseira de sua garganta que chama a minha atenção. Seu nariz mexe enquanto ela engole, puxando a bebida longe da boca ela balança a cabeça. "Não, eu definitivamente não gosto disso. É um pouco forte". Ela deixa a bebida no bar e a afasta. "Vamos lá. Eu achei que você fosse uma garota que gostava de sexo na praia". Minha cabeça se vira na direção do morto. "O que você disse?" Ele sorri, divertido consigo mesmo. "Sex on the beach. A bebida. Eu pensei que ela ia gostar". "Bem, ela não. E não pense que ela gosta de alguma coisa. Você não a conhece". Ele levanta a sua mão livre e dá um passo atrás. A Beth não gostou da bebida que ainda está em sua outra mão. "Calma, cara. Ela não sabia o que queria. Eu estava apenas deixando-a experimentar". Sinto que Beth coloca a mão no meu peito. Quando olho para baixo, ela está me dando a expressão mais confusa, como se ela não conseguisse entender a minha reação. Não consigo entender também. Eu nunca quis arrancar o braço de alguém, mas tenho a certeza que quero agora. Aperto os olhos fechados, respiro fundo para acalmar a raiva fervendo dentro de mim e abro os olhos para olhá-la.


"O que você gosta? Coisa de frutinha? Como morangos?" Uma parte de mim deseja que eu já conhecesse esta resposta. "Eu gosto de morangos" ela diz, inclinando o seu queixo. Com um aceno de cabeça olho por cima da cabeça dela. "Faça um daiquiri. E não deixe tão forte". O idiota acena com a cabeça para me dizer que ele me ouviu. Pega um liquidificador meio cheio com uma consistência de raspadinha vermelha e derramando em um vidro. Agarrando um pequeno guardanapo, ele coloca a bebida para baixo no balcão com um canudo dentro. "Não é forte. Não há nenhum licor nele". Passa para atender outro convidado, não dando a Beth outro olhar. Ela se vira, movendo a mão ao longo de suas costas e pega a bebida. Vejo-a tomar um gole, depois outro. "Mm. Quer tentar?" Ela me oferece a bebida, mas eu recuso com uma agitação de minha cabeça. Eu não tinha planejado beber a noite toda. O canudo escorrega da boca de Beth quando ela foca os olhos em algo, ou alguém atrás de mim. Transferindo o seu peso de um pé para outro, ela olha por alguns segundos antes de piscar. "Temos que ir dizer oi," ela diz sob um suspiro apressado. Girando ao redor, ela deixa sua bebida no bar depois de tomar mais um gole. Talvez eu devesse pegar isso e beber. Sinto um formigamento atrás de meu pescoço, olho ao redor do local e vejo Molly falando com um grupo de pessoas do outro lado da pista de dança. Posso também despachar está merda


agora. Quanto mais cedo ela me ver aqui com Beth, feliz e não me importando com nada além da mulher no meu braço, mais cedo conseguiremos sair daqui. Não quero estar aqui um minuto a mais do que o necessário. "Vamos lá". Eu tomo a mão da Beth na minha e a levo através do assoalho. Olhando por cima, vejo o nervosismo se contorcendo em seu rosto, à medida que avançamos através da multidão. "Pronta para ser minha namorada?" Eu pergunto tão rapidamente que fico chocado com o desenho desse sorriso que nós passamos muitos minutos sem ver. Ela cutuca divertidamente contra meu lado, quando os olhos dela se concentram em nós. "Estou pronta". Molly nos vê antes de chegarmos à metade do caminho do outro lado da pista de dança. Ela lentamente deixa sua boca cair aberta, os brancos dos olhos crescendo quando olha para baixo do meu braço para onde eu estou segurando a Beth. Sim, dê uma boa olhada, porra. Ela bate no cara de terno atrás dela que está envolvido em uma conversa, em seguida, se inclina para dizer algo para as três mulheres em torno dela. Cada um deles dá-lhe um abraço antes de ir embora juntos. Quando fecha a lacuna entre nós, Molly limpa qualquer emoção aparecendo no seu rosto, mantendo sua expressão estóica. Estou esperando as primeiras palavras trocadas ser um insulto escondido da Molly. Mas é Beth quem fala primeiro. "Mais uma vez parabéns. E muito obrigada por nos ter convidado". Ela se inclina para mim, derrubando a cabeça para trás até que nossos olhares se cruzam. "Estamos tendo o melhor momento".


Nada, além de sinceridade na voz dela. Ela não está dizendo isso para Molly ouvir. Ela está olhando para mim, se certificando de que eu o ouvi. Querida, eu ouvi. "Como vai, querida?" Uma voz de masculina me faz olhar atrás das costas de Molly, uma cabeça se vira parcialmente e olha para ela. "Precisa de algo?" Indaga, soando entediado, e eu engulo a risada que quer entrar em erupção na minha garganta. Se esse é o cara que ela vai casar, ele está mais interessado em qualquer conversa que ela está tentando puxá-lo de que qualquer coisa a ver com ela. Karma. Deus, você é doce, doce mãe. Eu poderia beijá-lo. Ela agarra seu ombro, empurrando-o. "Sim, querido, eu queria apresentá-lo a alguns dos nossos convidados. Dá-me alguns minutos?" Eu agito minha cabeça para sacudir o cabelo dos meus olhos. Ele se transforma, mantendo uma mão na frente do seu paletó, jogando a outra por cima do ombro. Parecendo uma coisa que os dois praticavam para aparições públicas. Eu olho para a cara dele, pronto para oferecer a minha mão, então nós podemos superar estas introduções. Uma lembrança me atinge como uma tábua no intestino. Meu corpo apertando o ar dos meus pulmões. Beth assobia perto de mim quando meu aperto nela se torna doloroso. Solto, mas não posso olhar para ela. Não consigo olhar em qualquer lugar, a não ser para o homem olhando para mim, ignorante de quem eu sou.


Pronto para apertar minha mĂŁo como se ele nĂŁo tivesse o pau na minha namorada hĂĄ nove anos. Porra! Eu devia ter tomado aquela bebida.


Capítulo Dez

Beth Reed está perfeitamente paralisado ao meu lado. Seu rosto empalidece, uma aspereza apertando seu perfil e removendo qualquer vestígio do homem lúdico com que caminhei até aqui. A respiração dele fica mais alta, fervendo contra os dentes. Eu assobio quando ele aperta a minha mão, balançando meus dedos, quando a dor diminui. Ele tem que estar reagindo ao homem de pé com a Molly. Acho que é o noivo dela. Também acho que com base na mudança rápida de humor de Reed, ele já o conhece. Um pensamento se agita na minha cabeça, outra possibilidade. Reed disse que ele tinha terminado com a Molly. Disse que parou de se importar há muito tempo. Mas talvez esta seja a primeira vez que ele a vê com outra pessoa, e não importa quem está de pé ao lado dela. Ele sempre achou que seria ele. Tento pensar em outra coisa para me impedir de surtar. A mão de Reed no meu quadril. O hálito dele contra o meu cabelo. Suas palavras há pouco. Eu vou beijar esse sorriso do seu rosto. Já chega. Molly se concentra apenas em Reed, ignorando a minha presença, agora que ela não está sozinha. Endireita-se com orgulho, olhando para o homem ao lado dela.


"Este é o Craig, meu noivo. Conhecemo-nos em Virginia Tech nos meus anos de caloura. Craig, este é o Reed e... " ela olha para mim, fecha os olhos. "Desculpe, qual era seu nome mesmo?" "Beth" respondo, me esforçando para impedir qualquer atitude de chegar a minha voz. Tenho certeza de que ela se lembra do meu nome. "Bem, Beth". Um sorriso revira em sua boca como uma cobra rastejando na grama. "Sinto muito. Toda a emoção de casar deixou meu cérebro um pouco nebuloso. Tenho certeza de que você pode entender". "É claro" eu respondo. O que Reed viu em você? Eu não digo. Reed permanece em silêncio. Outro aperto de mão. Craig leva sua sugestão e indica seu queixo para Reed. "Ei, como vai?" Não há nenhuma familiaridade em sua saudação, então talvez não conheçam um ao outro. Seus olhos escuros abaixam nos meus quando ele não recebe uma resposta, e ele levanta as sobrancelhas sutilmente. "Oi". Assim que ele diz a palavra, seus olhos vagueiam para sua esquerda, entediado, procurando algo mais para enfrentar. Como se fosse treinado para dar a atenção dele para Molly quando ela mexe na frente do seu paletó. Eu estou esperando que ela escorregue um deleite fora de seu decote e o alimentar com ele. Molly olha para Reed por longos segundos, ficando mais irritada com o silêncio dele. Ela desliza seus dedos pela mão no ombro embrulhando seu outro braço ao redor da cintura de Craig.


"Não vai dizer nada? De repente ficou mudo ou algo assim?" Olho para o Reed, não tendo certeza do que esperar. Ele está olhando diretamente para Molly, ou o Craig, não posso dizer, mas é como se ele nem percebesse isso. Parece preso na sua cabeça, ou tão atentamente focado na sua própria mente que ele já não pode ver nada na frente dele. Pergunto-me se eu retirar minha mão para longe dele, ele ia se lançar para frente para lidar com um ou os dois no chão. Não é como se eu estivesse o segurando. Duvido que eu pudesse, mas ele está fascinado como se precisasse se estabilizar. Como se eu fosse a âncora que ele tem medo de largar. Suas narinas forçam o ar dentro e fora de seus pulmões. É a reação apenas perceptível no rosto. Que mostra todo o seu tormento. A luz do candelabro acima de nós apanha o restolho ao longo de seu queixo e a barba por fazer que eu não tinha notado até agora. De repente, ele aparece mais robusto. Talvez ainda maior. Olho para baixo em seu antebraço exposto quando ele coloca o estresse na minha mão novamente. A camisa que ele está vestido está empurrada para trás perto do cotovelo, revelando as veias grossas, ameaçando explodir sob sua pele bronzeada. O seu músculo enrola quando ele ajusta sua aderência, causando uma pressão que queima por entre os meus dedos. Não é doloroso, mas sinto. Seu sinal de socorro. Talvez ele não possa me dizer que isso é demais, mas ele está me mostrando. Tire-me daqui, Beth. De repente eu sou a garota do bar mais uma vez, com a necessidade de proteger o homem ao meu lado. Apoio-me contra o lado de Reed, mudando nossas mãos unidas às minhas costas. Minha outra mão pressiona contra o seu


estômago duro enquanto eu olho para Craig. "É muito bom conhecê-lo. Parabéns pelo teu noivado". Meus olhos mudam para Molly, amável. "Tenho certeza de que você tem uma tonelada de pessoas para cumprimentar, nós não vamos mantê-los. Novamente, obrigada por nos ter convidado". Eu empurro contra Reed para afastá-lo desta confusão, mas ele não se move. "Reed". Olho para ele, mas sua atenção está sobre a minha cabeça. Queima como um incêndio florestal. Minha mão encontra resistência novamente quando eu tento me mover, e eu acho que isso pode ser a única luta deixada nele. Molly resmunga atrás de mim, então ela muda de tom quando ela exige algo de Craig. Não me interessa o que ela tem a dizer, ou tirou a atenção de Craig dela. Só estou focada em Reed. Eu coloco a minha mão contra sua bochecha, as cerdas de sua barba coçam minha palma, com o contato súbito seus olhos colidem com os meus. Por meio de cílios impossivelmente longos, ele olha para mim com uma vulnerabilidade que bate contra meu peito. "Amanhã, querida. Você e eu". Ele disse essas palavras para mim antes, quando ele concordou em fazer isso. "Você e eu, certo?" Eu murmuro, só para ele ouvir. Ele parece tão distante agora, que temo que a minha voz nunca irá alcançá-lo. Mas seus lábios sopram uma respiração quente contra o meu pulso assim que eu falo. Eu tomo isso como um sinal e faço minha terceira tentativa.


Desta vez Reed se move por vontade própria, permitindo-me levá-lo através da pista de dança. Conseguimos sair da tenda e continuar a andar, seguindo para o buffet onde alguns convidados estão misturando-se ao redor de uma mesa grande. Não tenho ideia de onde vou, ou qual é o meu plano, mas no segundo que vejo uma escada para um segundo nível aparentemente tranquilo, presumo ser aqui. Reed não protesta ou tenta e me levar em outra direção. Ele não fala. Mantém seu aperto firme na minha mão enquanto seus pés pesados me seguem até o primeiro quarto no topo das escadas. Fecho a porta atrás de nós, correndo a minha mão ao longo da parede a procura do interruptor. Uma pequena lâmpada acende no canto. "Você está bem?" Peço, estremecendo na minha estupidez óbvia quando olho para ele. Realmente, Beth? Claramente ele não está bem. Andando na frente da janela, Reed passa as mãos freneticamente pelo seu rosto, raspando sua barba por fazer. Seus ombros estão curvados para frente, deixando a camisa apertada nas costas dele e exibindo sua cintura magra. "Foda-se!" Rosna, parando para olhar pela janela e apontando para algo lá embaixo. "Aquela puta. Não só ela escolhe este local, aqui, para fazer essa merda, mas ela me convida sabendo que eu reconheceria esse filho da puta. Depois, fui e reagi assim. Não podia mostrar-lhe mais, não dei a mínima para ela. Fiquei ali, chocado, incapaz de fazer qualquer coisa, dizer qualquer coisa, como um maricas de merda. Foda-se!" Piscando lentamente, tento entender o que ele acaba de dizer, mas inundo minha mente com perguntas. Nada faz sentido para mim.


"Você o conhece?" Dou um passo cauteloso para frente, parando quando Reed vira a cabeça em minha direção. Minhas mãos nervosamente estão se mexendo juntas contra o meu estômago. "Vocês... eram amigos? Por que ele não o reconheceu?" "Nós não éramos amigos". Ele exala um suspiro pesado, girando em torno e se apoiando contra a parede ao lado da janela. Ele deixa cair a cabeça e os olhos dele perdem o foco. "Nunca o conheci. Eu apenas o reconheci. Alguns meses depois que Molly foi para a faculdade, ela começou a agir de maneira diferente. Eu não sabia o que estava acontecendo. Ela parou de me ligar, parou de vir para casa para me ver, e quando eu ligava ao telefone, ela não conseguia se livrar de mim rápido o suficiente. Ia visitá-la, quando eu podia e tudo parecia bem quando estava lá, mas Tessa estava convencida que algo estava acontecendo. Ela me disse para visitar Molly quando ela não estivesse me esperando. Então eu fiz". Eu ando para frente lentamente, procurando por qualquer sinal dele indicando que eu deveria ficar onde estou, mas Reed nunca olha para cima. "O que aconteceu?" Peço, apreensiva para a resposta, mas demasiada curiosa para sondar. O bico das minhas botas bate com os seus pés, parando minha progressão. Ele inclina seu queixo para a direita. "Flagrei ela montando o pau dele". Trago minhas mãos ao meu rosto, meu hálito quente contra meus dedos. "Reed". Ele não reage à minha voz, ou ao nome dele, não levanta os olhos de onde eles ficam colados em algum lugar no chão. Ah, Deus. Eu sabia que ela o machucou de alguma forma. Eu pensei que ela terminou as coisas quebrando seu coração. Mas isto? Pisando em algo assim?


Vadia. Eu entendo agora porque ele travou, mas isso ainda não explica por que a festa aqui é um problema para ele. Minha mão circula seu pulso enquanto minha outra cai ao meu lado. "Que importância tem esse lugar aqui?" Agora ele não consegue olhar em qualquer lugar, mas onde eu vou mantê-lo. Ele pisca uma vez, girando seu braço para que meus dedos deslize com a palma da sua mão. "Você está prestes a ouvir o quão patético que eu costumava ser. Eu não sei se é uma coisa que eu quero que você saiba". "Aposto que não vou achar que você foi patético". "Querida". Ele lambe os lábios, molhando-os. "Eu era a definição disso". Levantando a cabeça, ele recua contra a parede e me encara com olhos semicerrados. Seu cabelo claro está desarrumado, alguns fios caindo perto de seus olhos. Ele parece cansado, mas Deus, é tão sexy que eu quase esqueço do que estamos falando. Alcançando com a mão que não está ocupada com o minha, ele puxa o nó na gravata dele e sota o botão de cima do colarinho. Agora ele está despenteado. Indisciplinado. "Eu já sabia que às vezes fico um pouco turbulento". Suas palavras me lembraram de nosso dia juntos. Uma piada na época, mas agora com esse visual na minha frente eu estou achando difícil de imaginá-lo todo certinho. E, estranhamente, não quero isso. Eu o quero bagunçado, contra uma parede. Roupas parcialmente desfeitas. Eu, completamente desfeita.


O som do seu pigarro tem me procurando seus olhos na luz suave. Tinha olhado sua boca. Sua mandíbula. As veias no seu pescoço. Ele notou? "Eu estava bem com ela indo embora para a faculdade. Quatro anos era muito tempo, mas eu sabia que iria ficar bem. Eu deveria saber melhor. Queria que ela visse o quão sério eu estava sobre nós". Ele faz uma pausa para coçar a nuca dele e, em seguida, a mão bate contra a coxa dele. Ele balança a cabeça. "Eu não sei. Talvez na época eu me senti desesperado. Eu a amava. Amor te faz fazer coisas estúpidas. E eu era definitivamente um burro filho da puta, então pedi aquela vadia para se casar comigo". Eu me inclino para mais perto, deslizando minha mão até a dobra do seu cotovelo. "Você pediu para Molly se casar com você aqui?" "Sim, patético, não?" "Não, isso não é patético. Você a amava". Ele parece achar minha resposta divertida. Seu lábio se curva, e seu peito ronca com um sorriso silencioso. Um assobio alto soa em algum lugar fora da casa e uma rajada de luz pisca por trás do vidro da janela. Reed e eu inclinamos para ver os fogos de artifício decorando o céu da noite. É uma bela distração da feiura abaixo, mas meus olhos não podem apreciá-lo. Não enquanto minha mente está nadando em culpa. Isto é tudo culpa minha. "Eu sinto que tudo isto é culpa minha". Reed lentamente afasta sua cabeça da janela. As sobrancelhas dele franzidas em uma cara apertada, transmitindo sua confusão quando ele olha para mim.


Eu explico através de uma voz estressada: "Eu só queria fazer algo por você. Nunca me senti imediatamente confortável ao redor de alguém antes, mas naquela noite no bar, você facilitou. Fez-me sorrir, e eu não sorria há meses. Então, Molly entrou e era como se ela tivesse te apagado. Eu odiei isso. Após cinco minutos de conversa, eu me tornei sua protetora. Sei que provavelmente parece loucura, mas é como me senti. Pensei que talvez ver você feliz com outra pessoa iria chegar até ela. Eu queria ver como você estava. Mas não imaginava que iria te arrastar em tudo isso. Não devia ter feito isso no bar. Eu sinto muito, sinto muito". Tento me afastar, tiro a mão do braço dele que eu ainda estou agarrada, mas Reed estende a mão e pega meu outro pulso. Ele nivela as costas contra a parede, me puxando para mais perto até que eu tenho que levantar meu queixo para olhá-lo. Uma suavidade passa sobre o seu rosto, mas seus olhos, meu Deus, seus olhos são elétricos. "Você não me arrastou para qualquer coisa. Eu disse que chegaria a isso, não foi? Eu sou aquele que te pegou e nos trouxe aqui e não me lembro de ter uma arma na minha cabeça, me forçando a sair da caminhonete". Sua boca se mexe. "Foda-se, Beth. Pode um homem ter um pouco de crédito? Este desastre não foi tudo por sua causa". Quase sorrio. "Você não estaria aqui se eu não tivesse fingido ser sua namorada naquela noite". "Como você sabe?", indaga, perdendo o sorriso. "Aquela mulher lá embaixo é uma puta. Ela teria encontrado uma maneira de me convidar para esta merda, com ou sem você. E eu estaria aqui, provando para ela, que eu não me importo mais, com ou sem você. Você é um bônus em tudo isso". Minha pele se torna quente na base do pescoço, e de repente queria que eu tivesse usado meu cabelo no alto esta noite.


Um bônus? Ele apreciou esta noite, apesar de tudo? "Porra", ele diz através de um gemido, volto minha atenção para onde ele tinha ido. Sua cabeça bate na parede, quando ele olha por cima de mim. "Não posso acreditar que eu fiquei lá. Provavelmente ainda estaria lá se não fosse por você, me arrastando embora. Aposto que se me deixasse sairia como um idiota sabendo o que ela preparou para mim". "Nós podemos ir embora", eu sugiro. Eu entenderia completamente se ele quisesse sair daqui. O desconforto de Reed não vale a pena para provar um ponto de vista, e não sei se aguento vê-lo mais sem arremessar uma taça de champanhe na direção de alguém. Ele descarta a minha sugestão com uma sacudida de cabeça. Liberando seu domínio sobre mim, ele esfrega seu rosto novamente com as mãos. Ele é duro nisso. As palmas das mãos contra sua pele tentando remover qualquer vestígio de emoção antes de voltarmos lá em baixo. Quando ele abaixa as mãos, vejo a tristeza em seus olhos. O desespero neles. A preocupação de que ele não será capaz de lidar com isso. Ele está em silêncio novamente, mas meus ouvidos ouvem as palavras que ele não está dizendo. Por favor, não saia do meu lado. Por favor, me ajude com isso. Por favor, me distraia deles. Nosso almoço do outro dia. A aposta. Distraí-lo. Esse homem me deixa fazer as coisas mais loucas, mas não me sinto tola me aproximando. Alguma coisa vem por cima de mim quando meu corpo corre o risco na forma contra a dele. Uma


unidade, uma necessidade de impedi-lo de sentir qualquer coisa, exceto o que eu posso controlar. Distraí-lo. O tempo fica suspenso naquela sala. Tudo parece acontecer lentamente. Se houvesse alguma coisa para me parar, sua rejeição o faria, mas como para eliminar todo o espaço entre nós, com minhas mãos passo pelo seu peito ao seu pescoço, meus dedos passam através de seu cabelo, ele envolve as mãos na minha cintura e congratula-se com o meu ataque. "Eu quero usar o meu prêmio agora" digo, soando apressada. Frenética. Desesperada. "Eu estava esperando por isso". Ele olha para minha boca, inclinando a cabeça para baixo. "O que você quer, querida? Você quer me beijar?" "Mm". O hálito dele explode contra meu cabelo. "Mm. Isso é um sim? Um não? Se me lembro bem, você vai fazer o que quiser. Escolha do vencedor, certo?" Levanto meu queixo sorrindo, e ele leva isso como minha decisão. Ele se inclina vagarosamente, me puxando para mais perto, fecho os olhos. "Estive pensando sobre essa boca desde o primeiro beijo que me deu. Não consigo pensar em mais nada". Sou péssima em ouvir sua admissão. A pressão aumenta entre minhas pernas, me lembrando de que tudo o que tenho pensado. O que especificamente pensei quando alterei as apostas. Minha cabeça gira e seus lábios tocam na minha têmpora.


"Uh... ok... algo mais?" Ele gagueja em meu cabelo. Eu aceno lentamente, inclinando para olhar nos olhos dele. "O que eu quiser. E isto é o que eu quero. Minhas mãos movem para baixo de seu corpo e seguro a fivela do seu cinto. Ele geme quando as pontas dos meus dedos tocam contra a sua ereção. Ele já está duro. Vai me beijar? Piscinas de umidade entre minhas pernas se formam quando a respiração dele fica mais alta acima de mim, seu aperto na minha cintura corre o risco de uma contusão. "Beth" ele geme meu nome antes de eu mesmo libertá-lo. Estimulando a ideia do que está prestes a acontecer. É tão quente, tão inesperado que meus dedos se atrapalham com o fecho e o cinto parece apertar em vez de soltar. "Merda". Ele ri acima de mim e, em seguida, suas mãos deixam minha cintura e assumem onde meus dedos estão falhando. Eu espero, mãos em punhos contra meu estômago, ele desfaz a fivela do cinto e abre a calça dele. Ele agarra meu pulso, me forçando a chegar para ele, apertando meus dedos contra o zíper. Carne dura enche a palma da minha mão. Suave e quente. "Reed?" Ele está me olhando através dos olhos encapuzados, agora as mãos na minha cintura, dedos puxando meu vestido. Ele inclina a cabeça para baixo. "Sim?" "O que... o que você gosta? Eu quero fazer isto para você". Minha mão explora com dedos trêmulos. Meu pulso desliza para baixo de seu comprimento.


É tão duro. Meu Deus, ele é tão duro. Ele me dá um sorriso ganancioso viaja. "Não vou ter qualquer problema com o que você está fazendo. Mas talvez um pouco mais forte?" Acenando, eu aperto ao redor da sua base e puxo para trás, vendo sua boca se abrir. Minha mão no seu quadril. "Assim?" "Mm. foda-se". Ele estremece através de um gemido, dentes, raspando seu lábio inferior. "Deus, eu estou tão duro. E sua mão... foda-se, Beth". "Eu amo como você diz meu nome". Ele endireita, toma seu peso da parede e me encara. Seu lábio pressiona contra mim. "Beth", sussurra, se movendo para a minha bochecha. "Beth". Seu dedo levanta meu queixo, e ele geme, apertando os olhos fechados. "Deus, Beth". Se ele não tivesse as mãos em mim, eu acho que eu poderia flutuar. Eu pensei que tinha o ritmo todo desajeitado. Não há nenhum padrão, nada previsível com a minha mão se movendo no pau dele, enquanto ele continua a dizer o meu nome. É tão erótico como ele dá para mim. Através de gemidos, o pressionando contra a minha pele, sussurrando isso no meu cabelo. Nunca estive tão excitada por uma única palavra. E é o meu nome. O meu nome. Vai entender. "Vou te beijar agora". Abro os olhos, inclinando para olhar para ele. "Mas você não vai ganhar". Ele contrai o canto da sua boca. "Eu sinto como se eu já tivesse ganhado", ele diz, então, perto de meus lábios, eu posso sentir sua respiração.


Não é porque eu estou masturbando-o. Ele para a minha mão, por essa razão, para ver se entendi, para eliminar qualquer confusão. Ele faz uma pausa, esperando até que eu olho nos seus olhos, de onde eu estou olhando para sua boca, como um demônio com fome. "Isto é para mim. Você entende?" Eu sei por que ele me diz isso. Meu medo de mais cedo. "É para mim também". Ele sorri nos deslocando, então agora são as minhas costas contra a parede. "Não, isso é para você". Uma explosão de ar frio gela minhas coxas. Meu vestido é agrupado ao redor da minha cintura, e ele geme ao olhar para mim na calcinha preta, ou do meu aperto no seu pau. Ele aperta meu sexo como se ele fosse o dono, duro e exigente. "Reed", eu suspiro, levantando minha cabeça e recebendo o seu beijo de boas-vindas. Ele queima contra minha boca, sua língua quente e molhada, sondando em busca de mim. Eu inclino a cabeça e abro para ele, engolindo seus ruídos sujos. Minha mão começa a bombear seu pau quando ele desliza seus dedos através de minha buceta. "Você vai escorrer por toda minha mão, não é?", indaga, beijando ao longo da minha mandíbula. Eu respondo com um gemido enquanto ele me fode lentamente. Dois dedos dentro, enquanto o polegar se move sobre meu clitóris. "O que te fez molhada, querida? Meu pau? Ou você conseguiu ficar molhada só de pensar em me tocar". "Acho que foi quando você disse meu nome".


"Beth", queixa-se contra o meu ouvido. "Eu digo cada vez que venho. Você sabe o quê? Desde que te conheci, eu não posso dizer mais nada". Minhas pernas começam a tremer. "É mesmo? Você... Reed, você faz isso?" Pergunto ofegante. "Mm". Ele empurra seus quadris, fodendo minha mão enquanto ele enrola os dedos dentro de mim. Seus lábios se movem na minha boca, onde ele sussurra palavras sujas entre os ruídos mais quentes. Ele me pergunta se eu quero que ele seja selvagem, e se eu o deixo gastar seu tempo comigo. Ele me diz que pensou em fazer mais do que isso, e que ele também acha que poderia vir apenas da forma como eu o beijei. Há momentos que é apenas o nosso som enchendo a sala. Respiração, movimento, acariciando. Eu me envergonho em quão alto os dedos dele estão soando dentro de mim, e ele me diz que é a coisa mais sexy que ele já ouviu falar. Ele beija meu pescoço, meus lábios, minha mandíbula. Ele me pergunta se eu quero sentir os dentes dele, e eu suspiro quando ele não espera que eu responda. Eu deixo cair minha cabeça contra seu ombro... quando o mundo à minha frente começa a se diluir. Quando minha pele queima de dentro para fora e a pressão se torna demais. Ele incha na palma da minha mão. Estou derretendo entre minhas pernas. Um gemido de lágrimas vem de minha garganta quando travo meu corpo. "Reed, eu vou..." Ele envolve o braço na minha cintura, me segurando enquanto eu aperto em torno de seus dedos. O sangue corre em meus ouvidos, minha mão livre forma um punho em sua camisa. Ele rosna em meu cabelo. Será que ele está perto? Porque eu estou indo? Eu estou muito delirante para questionar o porquê.


Eu reclamo quando ele desliza fora de mim e então percebo que ele precisa dessa mão para tirar o lenço do seu bolso traseiro. A outra mão está ocupada me mantendo na posição vertical. Aperto o seu corpo, sua respiração engata acima de mim. "Beth", ele geme, bombeando em meu punho quando o líquido quente cai em minha mão. A cabeça cai para trás com um gemido. "Beth. Deus, Beth". Não sei onde procurar. Seu rosto lindo, enrijecendo através de seu orgasmo. Ou o pau dele que se mexe na minha mão. Ainda está duro. Ainda está quente. Eu vou entre os dois, tentando não perder muito de qualquer um. Ele agarrou meu pulso quando eu deslizo ao longo de seu comprimento, mais uma vez, me impedindo de tocar sobre a ponta. "Não me mate, mulher". Levanto minha cabeça e ele me dá um sorriso preguiçoso. "Sensível?" Pergunto. Ele acena lentamente e, em seguida, dá uns passos para trás. O pau dele cai da minha mão. "Não caiu no seu vestido, não é?", indaga, ele encara através da luz ofuscante. Eu rapidamente examino a minha frente, em seguida olho para minha mão. "Não. Parece que eu peguei tudo aqui". Ele dá-me o lenço e eu limpo minha mão, jogando-o no lixo depois que ele me dá um olhar estranho por oferecê-lo de volta. Vejo do outro lado da sala quando ele fecha os botões da calça, coloca a camisa, mas deixa sua gravata desfeita. Estou feliz. Eu gosto assim.


Ele se move para a janela e olha para baixo para a festa. Seu cabelo está uma bagunça por causa dos meus dedos. A parte de trás da camisa está enrugada. Ele parece incrível. "Agora o que você quer fazer?" Peço, ficando a alguns pés de distância. Ele não fala por alguns segundos. Só olha abaixo, com as mãos em seus bolsos e ombros caídos. A cabeça dele sacode ligeiramente, como se saísse de um transe. Após um alto exalar, ele vira e se move na minha direção, determinado, pesando seus passos. Ele agarra minha mão e se dirige para a porta. "Eu quero beber. Vamos nos divertir com esse idiota". Eu olho para o perfil dele. "Quem?"

Idiota, esse é o apelido que Reed resolveu dar ao barman, o Jim Beam continua fluindo ao longo da próxima hora. Molly e seu noivo parecendo entediados-até-a-morte estão longe da vista, então ficamos estacionados no bar. Decido depois de assistir a Reed bater sua primeira bebida de volta que me limitarei a água. Alguém vai ter que dirigir para casa. Pergunto se ele quer dançar, ou dar um passeio à beira do lago. Ele me diz que só quer sentar e conversar comigo. Então isso é o que fazemos. Ou pelo menos é o que eu faço. Reed bebe enquanto eu divago sobre a vida em Kentucky com minha mãe. Fico com as partes boas da minha vida, porque mais uma vez, eu tinha decidido não beber. Falar sobre a morte da minha mãe, viver no meu carro, ou alguma coisa a ver com Rocco me faria agarrar qualquer coisa além de água atrás do bar.


Reed se envolve o tempo todo com o que eu falo. As mãos dele ficam de alguma forma juntos com seus olhos colados a mim. Concentrado e intrigado. A bebida o deixa mais sem vergonha com o seu afeto. Ele me puxa para o colo e beija o meu pescoço, me dizendo como tenho um bom cheiro. Incrível como parecia estar na minha mão. Ele me pergunta depois se ele pode me fazer vir aqui na frente de todos. Quando eu me envergonho, ele me diz que eu amaria cada minuto e, em seguida, seus olhos escurecem quando ele entra em detalhes sobre o que esses minutos implicariam. Eu decido cortar a conversa. Preocupa-me que ele vai realmente fazer um desses atos vulgares. Ele é corajoso o suficiente para fazer. E estou excitada o suficiente para que isso aconteça. "Vamos lá. Vamos para casa-.” Eu pego o braço dele e o coloco por cima do meu ombro, envolvendo minha outra mão na sua cintura. Nós passamos pela tenda e chegamos até o gramado, diminuindo quando ouvimos vozes discutindo em algum lugar no estacionamento. "Você é um idiota! Por que tenho que vir encontrá-lo? Esta é a nossa festa de noivado, Craig. Você deveria estar ao meu lado a noite toda!" Reed para e viramos nossas cabeças na direção dos gritos. Molly está na frente de um carro estacionado, iluminado por faróis que estão ligados e brilhando sobre ela. As mãos dela estão em punhos nos quadris enquanto ela encara Craig, que está encostado na porta, fumando um cigarro. Ele sopra a fumaça acima de sua cabeça. "O que quer de mim? Estou aqui, não é? Por que preciso ficar na sua bunda a noite toda?" "Porque vamos nos casar! Você deve querer ficar comigo o tempo todo!"


"Estou com você o tempo todo! Cristo! Estamos sempre juntos, Molly. Dê-me um espaço porra!" "Talvez devêssemos continuar". Eu tento me mover, mas Reed mantém o equilíbrio, fixo no lugar. "Não. Isto é bom". Ele olha para mim e sorri. "Eu acho que eu preciso ouvir isso". Dou de ombros, me entregando a esta grave invasão de privacidade. Talvez o Reed precise ouvir isso. E não é como se eles estivessem isolados ou se mantendo isolados de outras pessoas. Eles estão bem aqui, ao céu aberto lavando a roupa suja para todos os convidados na festa. Isto tecnicamente cai sobre eles. "Pode pelo menos me fazer um favor e tirar as mãos da minha prima, Ronnie? Se eu ver você abraçá-la mais uma vez... " "Ela está me abraçando! E sabe o que mais? Se ela quiser fazer mais do que isso, talvez eu vá deixá-la. Deus sabe esqueci completamente como funciona um pau". "Merda" eu profiro sob o riso do flagrante de Reed. Molly aponta um dedo para Craig. "Quando você puder obtêlo para mim por mais de alguns segundos, eu lhe mostrarei como trabalhar isso. Agora apaga esse maldito cigarro antes de meu pai descobrir você fumando aqui". "Que se lixe. Se eu tenho que te aturar nas próximas duas horas, estou fumando. Esta merda é insuportável". "Idiota!" "Puta!" Reed e eu seguramos nossos risos quando Molly pisa em toda a grama em direção da tenda. Ela não nos vê. Craig murmura


algo e se empurra para fora do carro, apaga o cigarro e vai atrás dela. Lentamente. Não o culpo. Eu não estaria com pressa também. Começo a caminhar em direção a caminhonete e Reed movimenta-se por vontade própria, agora que o show acabou. "Wow. Valeu o sentimento horrível que eu tive por querer ouvir sobre eles". "Não me sinto horrível. Sinto-me ótimo". Ele inclina a cabeça para baixo e pressiona os lábios no topo da minha cabeça. O cheiro de licor se apega ao meu nariz. "Ela não pode trabalhar um pau. Sabe quem pode trabalhar um pau?" Oh, senhor. Chego ao bolso de trás das suas calças e pego as chaves da caminhonete. "Precisa de um impulso para entrar?" Eu o provoco, caminhando com ele até o lado do passageiro da caminhonete. Ele respira uma risada e abre a porta. "Por favor, me diga que você sabe como conduzir uma dessa". "Sim, certeza. Não pode ser muito difícil, certo?" Lentamente, ele vira a cabeça, me olhando com olhos alarmados. "Aprendi a dirigir em uma dessas. Relaxe, Reed". Ele resmunga algo que eu decido ignorar, sobre o trabalho de um pau. A caminhonete dá burburinhos para vida, vibrando contra as minhas pernas. Coloco na primeira marcha e o carro voa para frente de uma vez na primeira tentativa. "Incrível", Reed profere, batendo a cabeça contra o assento.


Surtos de determinação inundam meu sangue. Sim, faz seis anos que eu dirigi um manual, mas é como andar de bicicleta. Você nunca esquece. Certo? Eu tento outra vez, e a caminhonete se lança para frente, mais rápido do que eu pretendo. Eu freio para evitar bater no veículo estacionado a nossa frente. Reed faz um som de desconforto ao meu lado. Eu espero até sair do estacionamento para a estrada principal, antes de falar com confiança. "Viu?" Olho para o Reed, franzindo a testa em sua estrutura rígida contra o assento. "Estamos bem. Eu tenho isto". "Mm". Lentamente, ele vira a cabeça para olhar para mim. "Você está dirigindo para minha casa?" "Sim. Achei melhor, depois peço um táxi para casa. Ou", eu sorrio, olhando de volta para a estrada. "Posso dirigir esse bad boy para casa e trazê-lo amanhã". Ouço os gemidos de Reed, e acho que eu o vejo acariciar o painel de controle através de minha visão periférica. "Táxi está bom". Viro a caminhonete estacionando-a na casa de Reed e ele olha na parte dianteira do veículo onde ele está segurando a minha bolsa. "Aqui". Podemos trocar itens, chaves pela bolsa. "Precisa de ajuda para chegar lá dentro?" Reed inclina a cabeça, me encarando sem dizer uma palavra. Vejo seus olhos vagarem sobre o meu rosto. Movendo lentamente sobre minhas características enquanto as estuda. O escrutínio me faz fechar meus joelhos e apertar as pernas juntas. Quando Reed olha para mim, não posso ajudar mais. Minha pele aquece só de pensar no que fizemos anteriormente.


O que ele disse para mim. Os sons que fez quando gozou. Uma respiração apressada empurra passando por meus lábios quando a sua mão encontra a minha no escuro. Ele aperta, assim como ele fez no início da noite. Mostrando o que ele precisa. "Reed". Ele me puxa contra ele, passando a outra mão no meu cabelo. Em seguida os lábios dele estão nos meus... e aperta o seu domínio sobre mim. Uma mão no meu pescoço, a outra apertando minha bunda. Eu derreto nele gemendo com a amargura do sabor de Jim Beam em minha boca. É estonteante. O álcool, ou talvez seja só o beijo. Não percebo que ele nos mudou até ouvir o som de uma porta sendo aberta. Separamo-nos, e Reed dá passos para dentro da casa. Ele empurra o seu queixo, indicando para eu segui-lo. Quando hesito, não porque não quero, mas porque estou muito ocupada executando meus dedos sobre meus lábios inchados, Reed agarra a minha mão novamente e me convida para dentro. "Não chame um táxi". Deixo minha bolsa no hall de entrada, segundos antes de ser presa na parede.


Capítulo Onze

Reed Minha cabeça pesa quilos quando acordo, pulsando com uma intensidade que me recuso a abrir os olhos. Cronometrado com o batimento do meu pulso, a dor queima ao longo do meu couro cabeludo em um ritmo implacável. Parece que meu cérebro está inchando e lentamente quebrando meu crânio. Rolando ao meu lado, balanço as pernas para fora da cama e sento, o rosto em minhas mãos. Minha cabeça não é a única coisa machucada. Minhas costas estão rígidas. Os músculos em meus ombros doem. Eu deixo cair uma mão para o meu pau. Que droga. Mesmo ele parece que foi colocado através do toque. Desde quando seu corpo inteiro sofre de uma ressaca? Não que eu tive muitas. Vou beber umas cervejas, whisky ocasionalmente, mas não acho que eu senti essa merda desde que completei vinte e um anos. Foda. Quanto eu bebi? Deixo a cama e ando até o banheiro diretamente à minha frente. Minhas mãos seguem para a torneira cegamente, ou parcialmente cega. Água fria bate na palma da minha mão enquanto a noite de ontem se materializa por trás de minhas pálpebras. Lembro... da maior parte dela. Eu acho. Beth. Porra, eu me lembro de Beth.


Gananciosa mãozinha no meu pau. Sua boca, doce e com fome para minha língua, me dando aqueles ruídos imundos no qual eu queria afogar. Com ela encharcada em meus dedos enquanto eu transei com ela contra a parede. Beth. Deus, eu amo uma buceta nua. Eu estava a segundos de acabar lá com minha boca caindo de joelhos. Mas eu a queria junto quando fizesse isso. Em uma cama, minha mesa da cozinha, o capô do meu carro. Então nós gozaríamos. Primeiro, ela encharcando minha mão quando se apegou a mim. Meu nome caindo de seus lábios, meu pau na mão dela. Eu fiquei tão duro que esqueci como se respira. Perfeito. Ela era tão perfeita. Não houve nenhum momento constrangedor depois. Talvez um pouco confortável demais. Então, o bar, Jim Beam e Beth falando... em branco. Isso é onde eu perco. Eu sei que nós nos sentamos lá por um tempo. Acho que ela dirigiu a minha caminhonete? Foda! Como ela chegou em casa? Como é que ela... Um barulho vindo do lado de fora do banheiro me empurra longe da pia. Não é qualquer ruído. Um som como um gemer que uma mulher faria quando se estende contra meus lençóis. Eu desligo a água e viro a cabeça para olhar para fora, para o quarto. Alargo meus olhos, meu pau salta contra minha mão. A dor de cabeça que eu lutava é rapidamente esquecida quando tomo na figura na minha cama.


Cabelo escuro bagunçado contra meu travesseiro. Pele pálida, impecável, se revela logo abaixo da curva suave de seu quadril. Puta merda. Beth está na minha cama. Nua. Por que ela está pelada na minha cama? Eu trago minhas mãos molhadas para a minha cabeça, juntando meu cabelo, belisco meus olhos fechados quando eu tento desembaralhar uma memória. Beth no bar. Idiota me servindo outra bebida. Então... fodase! O que aconteceu depois disso? Ela geme novamente e se desloca na cama, rolando de volta. Os mamilos endurecem contra o ataque do ar fresco. Olho para baixo para o meu pau, agora totalmente duro, a cabeça já pingando com o pré-sêmen. O que você fez? Eu movo discretamente para o quarto e abro a gaveta da minha mesa de cabeceira. Minha nova aquisição de alguns dias atrás ainda está selada. Eu sei de fato que não tinha preservativos dispersos lá dentro. Talvez nós não transamos? Beth estende seus braços acima dela, e então noto as fracas marcas nos seus pulsos, uma camada leve de rosa contra sua pele pálida. Foda. Foda! Eu a amarrei. Eu não a amarraria, a menos que eu estivesse transando com ela. Ao mesmo tempo, as outras imperfeições na pele dela começam a brilhar, chamando a minha atenção por todo o corpo. Marcas de mordida nos seios. Manchas vermelhas que decora a linha do seu pescoço. Puta merda. Estou em cima dela. "Ei".


Meus olhos viajam como dardos acima de seu corpo, a observando. Engolindo o nervosismo, digo: "Ei, você". Ela fica para baixo, olhos alargando e um rubor florescendo no rosto dela. Merda. Eu estou duro. Pego minhas cuecas no chão e rapidamente visto. "Uh... Beth, eu preciso te perguntar uma coisa". Ela me dá um sorriso sonolento. A sua língua molha os lábios. "Se você vai me perguntar se minha bunda está dolorida, a resposta é sim, mas de uma forma muito boa". Oh, doce, foda-se. "O-Ok, agora tenho várias outras perguntas que eu preciso fazer". Começo, então me forço a ficar parado quando meu batimento cardíaco retorna para minha cabeça batendo contra o meu crânio. "Está no controle de natalidade?" Pergunto, olhando para ela, estremecendo com a dor. As sobrancelhas dela se franzem. Ela fica confusa com minha pergunta. "Sim. Já falamos sobre isso. Eu te disse que tenho um DIU. Eu tive isso há anos". As mãos dela puxam o lençol ao seu redor, e ela desloca mais alto na cama assim ela fica contra a cabeceira da cama. Um leve desconforto lava sobre o seu rosto enquanto ela tenta domar seu cabelo com uma mão. Dou-lhe um aceno lacônico, esfregando uma mão ao longo da minha mandíbula. "Certo. Então, ontem à noite, eu... eu estou supondo que não puxei para fora". Ela me encara, arrastando o silêncio. "Por que me pergunta isso? Você estava lá. Você sabe o que nós fizemos". A boca dela cai aberta com uma ingestão acentuada de respiração. Lentamente, ela se senta e puxa o lençol mais apertado em torno dela, mantendo seu corpo escondido de mim. "Reed, por favor, me diga que se


lembra de ontem à noite. Você não estava bêbado. Você disse que você não estava bêbado". "Eu estava um pouco bêbado". Eu estava fodido de muito bêbado. Beth deixa a cabeça cair. "Oh meu Deus". Ela se mantém envolvida no lençol e sai da cama a procura por suas roupas no chão. "Oh meu Deus, eu não posso acreditar nisto. Não acredito que você não se lembra. O que fizemos... merda. Eu sou... Deus, isto é tão embaraçoso. Eu nunca fiz... oh meu Deus, Reed!" Passo pela cama, ela deixa cair o lençol. Ela vira as costas para mim, entrando na calcinha e, em seguida, no vestido. "Desculpe-me! Obviamente, não achei que estava bêbado no momento. Normalmente não bebo assim". Meus passos param se aproximando dela e são interrompidos quando ela olha para mim por cima do ombro. "Não se desculpe. Devia ter imaginado como você estava. Isto é minha culpa". Ela se abaixa e pega suas botas. "Deus, você não se lembra de nada?" Não respondo. Dou uma leve agitada da minha cabeça e eu me arrependo imediatamente. Os seus olhos enchem de lágrimas, e seu lábio treme. Deus, eu sou um idiota. "Beth". "Por favor, não" ela implora, escovando a mão sobre a bochecha. Agora, ela parece tão frágil, tão diferente da versão dela que lembro ontem à noite. A mulher que me segurou junto. Ela vai para longe de mim, prendendo o cabelo abaixo do seu pescoço.


Uma corrente corre em minhas veias quando uma explosão de imagens em flash aparece diante dos meus olhos. Beth, de joelhos. Minha mão como punho no cabelo dela. Os olhos dela, selvagens e dispostos, me segurando por cima do ombro. Puta merda. Seu movimento me alerta. "Whoa whoa whoa, espera". Chego até ela para impedi-la de sair, agarrando o seu pulso antes que ela fuja. Ela mantém a cabeça virada para a parede, mas eu posso ver as lágrimas caindo livremente por sua bochecha. Eu odeio isso. Ela não deveria estar chorando. "Espere, eu..." Minhas próximas palavras ficam presas na minha garganta, quando uma onda de náusea rola através de mim. Minha outra mão achata contra minha barriga. Ah, foda-se. "Merda, eu vou ficar doente". Liberto seu braço e corro para o banheiro. Bile sobe na garganta quando meus joelhos batem no azulejo. Minha cabeça pulsa. Minha garganta arde. "Beth! Não saia!" Eu grito, segundos antes de outra onda me atingir, depois outra. Isso nunca acaba. Suor se forma na base do meu pescoço e cabelo. Meus antebraços queimam com o apoio do meu peso. Eu tento e ficar em pé, mas o revirar do meu estômago me leva a frente outra vez. Foda-se! Preciso falar com a Beth. Nós transamos ontem à noite. Um maravilhoso-e-incrível sexo, se seu corpo marcado é uma prova do vislumbre que tive. E isso é tudo que me lembro? Está brincando comigo, universo?


A mulher com quem eu estava obcecado se entregou a mim e eu não faço ideia do que nós fizemos juntos e agora ela está chorando e minha cabeça está presa em um banheiro? Molly. Aquela puta é responsável por tudo isso. Eu me levanto do chão quando a cãibra no estômago parece melhorar. Após enxaguar a boca na pia do banheiro, saio de volta para o quarto, à espera de ver a Beth me esperando onde eu a deixei. A sala está vazia. "Beth!" Eu verifico o segundo andar e depois as escadas. Eu faço uma pausa na entrada para a sala, olhando ao redor e pergunto se eu estava bêbado demais para sentir um terremoto ontem à noite. As lâmpadas estão viradas para baixo. Fotos estão penduradas tortas nas paredes. Meu sofá parece estar em um ângulo diferente para minha TV. Puta merda. Fizemos sexo por toda esta sala. E nós realmente utilizamos o espaço inteiro. Eu vou na direção da cozinha, passando por cima das minhas roupas de ontem à noite que estão espalhadas. "Beth?" Eu viro a esquina e congelo na porta de entrada. As cadeiras estão empurradas para trás longe da mesa, especificamente colocadas na frente do espelho da parede grande. Não preciso de dois palpites sobre por que está lá. Forçando Beth a assistir ela montando em mim tem sido minha fantasia recorrente. Tenho certeza que foi maravilhoso vê-la assim. Imagino que foi, desde que eu não me lembro. Dou um passo para dentro da sala e empurro a cadeira de lado. Alguns itens da geladeira e dos armários estão no piso, as


tampas do mel e do molho de chocolate estão espalhadas. O creme chantilly está quente quando eu passo minha mão em volta do tubo. Meu pau endurece com o pensamento de comer qualquer um destes em Beth. Olho para baixo para minhas boxers. "Estou surpreso que você não precisa de um elenco de merda". O que parece uma buzina de carro, chama a minha atenção. Beth. É como um campo minado descer o corredor até a porta da frente. Eu passo entre almofadas, livros, celular, eu tenho que passar por isso. A porta é aberta apenas quando um táxi se afasta para longe de casa. "Beth"! Eu grito, saindo da varanda para a pequena via. O carro continua na rua. "Foda-se!" Minha mão livre prende meu cabelo, ainda liso com suor e a água da torneira. Dou uma volta para me certificar de que nenhum dos meus vizinhos está do lado de fora. Eu normalmente não saio atrás de mulheres para fora da minha casa usando apenas um par de boxers. Eu sigo de volta para dentro e bato à porta. Chutando as coisas da frente desta vez ao invés de me preocupar em pisar sobre elas, abro um caminho para o sofá e sento. Meus ombros caem quando puxo a lista de contatos no meu celular. Coloco no meu ouvido, enquanto minha outra mão embala minha cabeça. "Vamos lá. Atenda". Dois toques e, em seguida, a ligação cai na caixa postal. Isso significa que ela o fez ir para a caixa postal. Eu ligo novamente, desta vez ela não deixa tocar. Sua voz macia cantarola contra meu


ouvido, me pedindo para deixar um recado. Deixo minha cabeça contra o sofá. "Você me chamará, por favor, para podermos falar sobre isso? Não gosto que você saiu daqui chateada". Eu desligo a chamada... e jogo o telefone. Mantendo a cabeça para trás, deixei meus olhos fechados quando tento juntar as peças sobre ontem à noite. Não aparece nada novo, e eu me esforço mais, apertando meus olhos tão apertados que juro que eu estico um músculo no meu pescoço. O mesmo círculo de imagens na minha cabeça. Nada, passando por Jim Beam e Beth sentada e falando do meu lado no bar. Não ouço nada do que ela diz para mim. Não faço ideia do que falamos, mas nos flashes, ela está sorrindo. Sempre sorrindo para mim estou a dar-lhe algo incrível só por ouvir. Abro meus olhos e olho para o teto. Isso é muito irritante. Estou com ela. Minhas mãos também, a suavidade sob minha palma. Minha boca provou cada polegada de sua pele, tenho certeza para caralho. Meu pau foi enterrado dentro de uma mulher nua pela primeira vez na minha vida, mas é como se nunca tivesse acontecido. Nada disso, exceto o que eu estava lúcido na festa. Eu poderia ter feito merda com Beth que nunca fiz antes, e eu não saberia. Talvez nunca saberei já que ela se recusa a me ligar de volta. Eu chego novamente para o telefone, mas paro no meio caminho. Merda. Eu estou perdendo.


Talvez não falar com ela, seja uma coisa boa. Talvez não ter todas essas imagens na minha cabeça das maneiras que eu a experimentei seja uma coisa boa. Já me masturbei mais na semana passada do que em toda a minha vida. Pensar na boca de Beth já foi uma obsessão. Agora que tenho essa malvada mãozinha para jogar na mistura tenho um problema sério. Porque agora, já não é um problema sério. Distrações. Isso é o que eu preciso. Distrações e distância. Eu empurro o sofá e pego meu telefone antes de ir para as escadas. A chamada se conecta. "Ei, cara", Ben me cumprimenta com o som de uma criança chorando no fundo. É muito jovem para ser Nolan. Coloco meu telefone entre meu ombro e orelha. "Ei. Chase está bem?" "Sim, ele está apenas com fome e fica esperando impaciente por Mia. Não posso culpá-lo". Eu percebo que Ben só insinuou que ele também fica impaciente esperando os seios da Mia. Qualquer outro dia eu poderia lançar isso de volta para ele, mas também estou fodido pensando sobre meus problemas para voltar com algo inteligente. Prefiro ignorar a sua observação e aperto o botão da minha calça jeans. "É uma boa hora começar o trabalho no convés? Eu preciso ficar ocupado pelo resto da minha vida". "É uma boa hora. Estou de folga hoje. Eu posso dar uma mão". "Tudo bem. Eu vou chegar aí em dez minutos".


Algo no topo do meu ombro chama minha atenção antes de desligar a chamada. "Espere". Chego para passar meus dedos por cima, e a consistência pegajosa agarra à minha pele. O pote de mel em cima do balcão. Bom... eu provavelmente estou revestido com isso. Minhas mãos caem para frente da minha calça jeans depois de proteger o telefone contra meu ouvido novamente. Baixo meu zíper. "Dê-me uma hora. Eu preciso tomar um banho primeiro".

**** "Você quer uma cerveja?" Ben pergunta, colocando a pistola de pregos para baixo e andando até o refrigerador. Limpo o suor da minha testa com a palma da mão. Mais álcool? Foda-se não. "Não, estou bem. Tem água lá dentro?" Ben ri silenciosamente e, em seguida, joga uma água. "Buceta. O que aconteceu ontem à noite?" Merda. Passamos duas horas sem uma menção a nada pessoal. Trabalho manual tende a manter conversas ao mínimo. Também fiquei satisfeito ao descobrir quando cheguei que Mia tinha levado os rapazes para a mercearia. Não havia como no inferno, ela não me pergunta sobre a festa. Eu não tinha ideia se Ben sabia disso ou não, mas acho que casais casados não conversam um com o outro sobre merda assim. E agora que ele está precisando de uma bebida de porra, ele está me perguntando sobre isso. Meu silêncio o estimula.


"Eu sei que você levou uma garota para a festa de noivado da sua ex. Você não leva as meninas para nada", ele faz uma pausa, sorrindo. "Além da clínica após você foder". Eu olho para ele, abaixando minha garrafa de água. "Fodase, cara. Estou limpo. Eu sempre uso camisinha". Com exceção de ontem à noite, durante a minha maratona de sexo. Sacudo esse pensamento indesejado de minha cabeça... antes de continuar. Este não é o momento para uma ereção. "nunca dormi duas vezes com uma garota. Então, não sei muito sobre elas realmente, mas algumas delas... sim, eu não me arrisco". Ben inclina as costas contra a viga de suporte e toma um longo gole de sua cerveja, me olhando por cima da mesma. Seu olhar é implacável, atraindo para dar-lhe informações que ele pode levar de volta para Mia, tenho certeza. Bem, hoje não. Enquanto eu ficar ocupado, minha mente fica longe da Beth. Eu jogo a minha garrafa de água sobre a relva e pego um pedaço de madeira, carregando a bancada de trabalho. "Você sabe", Ben começa de novo atrás de mim. "Ela vai te perguntar quando ela chegar... ou você pode apenas me dizer agora para que possa dar-lhe algo, o que por sua vez me dará algo". Faço uma pausa, olhando para ele por cima do meu ombro. "O que, precisa de minha ajuda agora para transar?" Ele levanta uma sobrancelha, ainda empoleirado na viga. "Eu pareço que preciso de sua ajuda transar?"


Vou voltar ao redor, tentando focar no corte enquanto ele caminha atrás de mim. "Mia pediu para lhe perguntar. Então, aqui estou eu, perguntando. Se eu voltar para ela com detalhes de seja lá o que você fez ontem à noite, que é estritamente uma coisa que só minha esposa quer saber, eu serei saudado com uma Mia muito, muito grata. E uma Mia grata fica foda de selvagem". Eu explodo em toda a madeira, removendo a serragem. "E Mia regular não te enlouquece?" Se ele disser que não, vou chamar grande besteira sobre isso. Ben só vê Mia. Ele só viu Mia desde que ela apareceu aqui há dois anos, e não importa qual versão dela estava dando a ele. Ele ainda só iria vê-la. Eu gosto de reclamar que eu era dominado há nove anos. Mas esse filho da puta aqui... Ele faz um som divertido no fundo de sua garganta. "Todas as versões de Mia me deixam louco. Só sei que dar-lhe esta informação vai fazê-la muito feliz. Ela quer saber como foram as coisas, e ela não está aqui para lhe perguntar". "Correu tudo bem", eu gemo, minha voz grossa de repente. A serra divide a madeira em duas, e as peças são retiradas. Pego outro 2x8 e atiro no banco, pego a serra e alinho na marca que desenhei mais cedo. Minha mão permanece estagnada. Foda. Por que ele tinha de jogar a carta da Mia? Soltei um suspiro pesado. "Foi constrangedor, ok? Eu não sabia que ia ser no mesmo lugar em que eu propus a Molly. Além disso, ela vai se casar com quem eu a peguei me traindo, um babaca. Estou de ressaca porra". "Você a pediu em casamento? Quando?"


Eu começo a serrar, concentrando-me na marca. "Antes dela sair para a faculdade. Não disse a ninguém". Grande. Agora essa merda vai sair. Tenho certeza que Tessa terá um dia de campo com esta informação, "Ela disse que não, e você ficou com ela?" Minha pele começa a formigar, meu ombro queima da força que estou colocando atrás de minha mão. "Ela não disse não. Ela riu, me disse que eu era louco e depois chupou meu pau para me distrair. Ou para aliviar a dor da sua rejeição. O que quer foi. E nem foi tão bom desde que me lembro". "E a menina?" Eu quebro a madeira. Ben rompe minha resistência. "Tem certeza que não estou aqui falando com a Mia? Merda!" Eu largo a serra e ando até a garrafa de água que joguei no pátio. Raios te partam. Eu estou perdendo. Perdendo. Isso. O que diabos está errado comigo? Ok, então eu posso ou não ter tido o melhor sexo da minha vida ontem. Não deveria ser uma coisa boa? Não, não pode ser uma coisa boa. Porque foi com a Beth. Beth, a mulher que não paro de pensar. Beth, a mulher que tinha me recuperando da memória de um maldito beijo e agora tem completamente fodido meu mundo ao longo de uma punheta e seja lá o quê mais. Beth. Beth Davis, porra. Eu aperto os olhos fechados, tentando lembrar, não tentando lembrar...


"Reed", ela implora, debatendo na cama, moendo a buceta dela contra a minha mão. "Agora, por favor. Por favor... eu não posso esperar... porra. Eu preciso. Preciso de você". Meus olhos voam aberto. Jesus Cristo. Ela disse que ela precisava de mim. Ouvi a risada áspera do Ben por trás de mim, a minha mão aperta a garrafa vazia, esmagando-a. Eu me viro e a jogo no lixo. Não importa o que eu estou ignorando. Eu sei que sem sequer olhar no rosto dele o idiota está iluminado por divertimento. Sinto uma picada nítida contra meu ombro quando ele bate em minhas costas. Ele olha para mim, sorrindo. "Você está fodido. Você sabe disso, certo?" "Estou fodido, porque estou de ressaca, e eu tenho um amigo que de repente hora cresceu uma vagina. Podemos voltar a não falar? Não quero mais falar sobre isso". Ele mantém suas mãos para cima, afastando-se lentamente. Eu viro e pego minha furadeira e alguns parafusos, parando para pegar um dos 2x8 que serrei ao meio. Acho que houve trinta, talvez quarenta segundos de silêncio antes de eu ouvir Ben rir jogar a cabeça para trás, e rir muito. "Então está fodido", ele repete, apoiando a pistola de pregos em um dos postes. "Esperei por isto. Agora não pode dizer nada sobre eu e o Luke". Eu alinho a placa onde eu quero. "Tão fodido. Estou animado". Eu furo com o parafuso. Concentrando-me em ignorá-lo. Não penso nisso. "Espere até Tessa saber disto".


"Foda-se!" Eu deixo a broca para baixo e pego o pé de cabra, apontando diretamente para o Ben. "Não estou fodido". Estou fodido. "Nada aconteceu". Muita coisa aconteceu, só não me pergunte o que. "E não dou a mínima se Tessa ouvir sobre isso". Eu preferia que ela não ouvisse. "Você está pronto para voltar ao trabalho, mulher, ou precisa de mais uma parada para ir mudar o tampão?" Ben deixa cair todo humor e baixa o pé de cabra. Olha para mim com o olhar... que tenho certeza que ele dá aos pedaços de merda que ele prende todos os dias. Ben está provavelmente com uma boa massa muscular de dez a quinze quilos. Ele é intimidador para caralho. Ele sempre foi. Mantenha por um tempo, mas um de seus golpes pode me bater na próxima semana. Os olhos dele se fecham e em seguida, um sorriso lento puxa no canto da boca dele. Merda. "Tão fodido", ele provoca. Eu olho para trás para o quadro que estou prestes a erguer fora. Meus ombros cedem, e eu quase chuto a sujeira no chão. "Sim", eu disse através de um gemido. "Sim, eu sei".


Capítulo Doze

Beth Eu nunca me senti tão envergonhada na minha vida inteira. Nem no tempo que fui apanhada almoçando no banheiro no ensino médio, e isso foi humilhante. Tinha tentado evitar um grupo de meninas que estavam pegando no meu pé todos os dias no refeitório. Mas eu fui pega. Pega pelas garotas que eu estava tentando evitar. Fizeram tudo para a escola inteira saber que eu estava comendo meu sanduíche de manteiga de amendoim no banheiro. Depois disso, a tormenta piorou. A notícia se espalhou pela escola, atingiu até mesmo os professores, e eventualmente fui enviada para a orientadora para falar sobre meus problemas. Questões? Não queria estar perto de garotas malvadas. As salas de aula ficavam fora dos limites durante o horário de almoço, e só queria algum lugar tranquilo para comer onde outras crianças não tirassem sarro de mim. Como que isso é ter um problema? Não, não até a sétima série no máximo deste momento. A sétima série foi tipicamente embaraçosa. Ninguém gosta do ensino médio. Isto e o que aconteceu dois dias atrás com Reed, isto é, em outro universo de constrangimento. Eu tive o melhor sexo da minha vida, vezes 1 milhão, e eu sou a única que se lembra dele.


Eu me aproveitei dele. Não há realmente nenhuma outra maneira de olhar para isto. Reed devia estar aparentemente mais bêbado do que ele me fez acreditar, o que o deixou com zero memória do que fizemos. Eu estava completamente sóbria, o que me dá a vantagem dolorosa de me lembrar de cada detalhe de nossa noite juntos. Doloroso porque só adiciona à minha humilhação. Não posso esquecer o que aconteceu. Ele não se lembra. E o que fizemos? Bem, isso só chuta o medidor de constrangimento vários níveis para o alto. Não é apenas tudo que eu tenho nos imaginado fazendo na minha cabeça desde que eu olhei no rosto dele. Deixei-o fazer tudo o que tinha imaginado fazer comigo desde que sorri para ele. Sem limites. Sem medo. Fizemos coisas que eu nunca pensei em fazer, coisas que eu sei, sem dúvida, que não faria com mais ninguém. Mas foi Reed. Ele me perguntou se eu confiava nele, e minha resposta foi automática. "Sim", eu sussurrei, oferecendo as minhas mãos, meus dedos unidos como ele me mostrou. Eu olhei nos olhos dele, acenando, engolindo meu gemido ansioso. "Confio em você". Meu corpo cantarola com a lembrança. Ansiosa. Sim, eu estava definitivamente ansiosa. E ele estava bêbado. Não teria feito o que fizemos se ele não estivesse bêbado. Vi em seus olhos na manhã seguinte. O arrependimento velado para poupar meus sentimentos, mas ele estava lá. E agora estou questionando tudo o que se passou entre nós. Eu fui nada mais do que uma distração para ele no quarto e na festa. Não importava se ele estava sóbrio no momento, ele foi um participante voluntário em um dos momentos mais quentes da minha vida. Ele não é de instigar. Ele não me agarrou e beijou-me naquela noite no bar. Tudo, além do que nós fizemos na casa dele foi iniciado por mim. Reed precisava de álcool suficiente para deixá-lo doente na manhã


seguinte para poder me tocar por conta própria. Ele provavelmente é grato por não ter memória do que fizemos. Você não sente vergonha se você não consegue lembrar. "Você me chamará, por favor, para podermos falar sobre isso? Não gosto que você saiu daqui chateada". Deixo o telefone no meu peito depois de ouvir a voz de Reed pela centésima vez. Ele não me chamou mais nenhuma vez desde que deixei a casa dele. Sem textos, ou alguma coisa desde então. Ainda não liguei de volta, e acho que desde que ele não me ligou mais não se importa se eu fizer ou não. O jogo acabou. Não temos que fingir ser uma coisa que nunca fomos. Ele vai voltar para a vida que ele tinha que não me envolvia. Eu preciso fazer o mesmo, é só... Beth. Deus... foda-se, Beth. Não consigo parar de pensar... "Está tão duro. Porra, tão duro por você. O tempo todo. Não consigo dormir. Eu não posso pensar em linha reta mais". É tudo o que eu posso ouvir. "Você tem a buceta mais apertada. Mmm. Foda-se, tudo bem. E está tão molhada. Deus, se você pudesse ver meu pau agora". Minhas mãos suam novamente. Não é nenhuma surpresa. Só de ouvir a maneira que ele diz meu nome, todo ofegante e desesperado, me faz apertar minhas pernas juntas para diminuir o latejar. "Foda-se, Beth. Beth. BETH". Por que eu não poderia ter sido nomeada de algo que não parecesse tão quente na sua boca? Como Mildred. Duvido que ele dizer Mildred seja "sexy".


Meu telefone emite um sinal sonoro no meu peito, e inclino para olhar à tela. Não reconheço o número, mas eu passo meu polegar através dele de qualquer maneira para abrir a mensagem. Desconhecido: Ei é a Mia. Tessa está vindo para almoçar comigo. Quer vir? Eu sento e balanço as pernas para fora da cama, olhando para o telefone na minha mão. Eu preciso sair deste quarto. Além de usar o banheiro, a única vez que eu me aventurei nas últimas 48 horas foi para pegar um lanche na cozinha. E eu realmente gosto de Tessa e Mia. Era verdade quando eu disse que adoraria sair com elas. Mas estas são amigas de Reed. Não vai ser estranho? Meu telefone toca novamente. Outro número desconhecido. Desconhecido: Vamos, Clapton. Venha para a Mia para podermos conversar. Eu não mordo. As notificações começam a disparar com texto após texto. Desconhecido: O que você está trazendo, Tessa? Desconhecido: Devia fazer algo? Você me convidou! Desconhecido: Eu estou fazendo salada de camarão, mas não tenho quaisquer tacos. Pode trazer? Ou algo assim. Desconhecido: Droga... Beth, você é alérgica a camarão? Desconhecido: Oooo é a receita da minha mãe? Adoro a salada de camarão! Tem bebidas? Desconhecido: Sim. Tenho refrigerantes e chá doce. Beth, camarão? É alérgica? Desconhecido: Eu acho que perdemos a Clapton. Eu digito rápido.


Eu: Eu estou tão confusa agora. Isto vale para as duas? Desconhecido: Sim, é um texto de grupo. Não fez um texto de grupo antes? E como estamos em alergia a camarão? Desconhecido: Esteve vivendo debaixo de uma pedra? Quem não sabe o que é texto em grupo? CLAPTON, SÉRIO? Eu: Eu preciso programar seus nomes aqui. Aguardem. Acho que eu poderia dizer não. Atribuo o nome de Tessa. Essas mensagens são definitivamente... Tessa. Tessa: Helloooo... Eu rio enquanto digito minha resposta. Eu: Ok. Não, eu não sou alérgica a camarão. Mia: Ah, bom! Você vem? Não precisa trazer nada. Tessa: WTF. Tudo bem. Eu vou fazer tudo. Mia: HAHA. Eu: Não me importo de fazer algo. Não é grande coisa. Tessa: Você está trazendo algo. Sua boca tagarela. Mia: Da próxima vez que vier almoçar pode trazer algo. Pode vir às 2 horas? Tessa: Por que comeremos às 2h? Quem almoça tão tarde? Eu vou ter que comer alguma coisa antes de sair. Mia: Os meninos estarão em seus cochilos até então. Eu não estou tendo um tempo de garota com um garoto amarrado ao meu peito. Tessa: Boa mudança de Ben, não é? Mia: Calada.


Eu: Estarei aí às 2h. Mia: Sim! Aqui está meu endereço: 79 Arrondale Drive. Somos a casa com o castelo inflável no jardim da frente. Tessa: Você e o Ben tiveram sexo nessa coisa? Mia: O quê? Não! É no jardim da frente! Tessa: E... Aposto que é como transar numa cama de água. Isso está na minha lista. Mia: Está na sua lista um lugar diferente para você e o Luke fazerem sexo? Tessa: Não. Eu também tenho paraquedismo lá. Tessa: Ao ter sexo. Mia: Bom. Ok, o bebê precisa de mim. Vejo vocês às 2h! Tessa: Não nos atrase Clapton. Eu: Eu não vou. Obrigada por me convidar. Mia: Eu a amo. Ela é muito mais doce para mim do que você. Tessa: Mia, ainda estamos no texto do grupo. Mia: Oh... okayyy nos vemos em breve! Eu lanço meu telefone na cama e pego algumas roupas. Mesmo já tendo tomado banho hoje, eu pulei de volta em meu pijama. Patético, eu sei, mas por que se preocupar em se vestir quando você não tem nenhuma intenção de deixar a cama? Calço minhas botas, pego minhas chaves, enfio meu telefone no bolso e vou para as escadas. "Tia Hattie?" Eu chamo, ela coloca a cabeça para fora da cozinha. "Estou aqui, querida".


Eu me viro andando pelo corredor. Hattie está sentada no computador com a caixa de sapato, que dei a ela no colo, observando as fotos. Ela para e olha para mim quando eu entro. "Eu estava começando a me preocupar com você. Você não sai desde domingo". Meus olhos vagueiam no chão quando tento pensar em uma desculpa. Ela não pode saber o verdadeiro motivo por eu ter me isolado por dois dias. Estou bastante envergonhada... Informar à minha doce tia que passei por um constrangimento terrível por ter feito sexo com um homem que não se lembra de nada. Mas eu tenho que lhe dar algo. Uma doença. É claro! Eu poderia facilmente estar doente. Eu coloco a mão no estômago e levanto a cabeça. "Acho que tive um vírus ou algo assim. Meu estômago me odiava". Ela parece convencida com um olhar de preocupação, juntando as sobrancelhas dela. "Oh, não. Está tudo bem agora?" "Eu... sim. Sinto-me muito melhor". "Bem, isso é bom. Havia está horrível gripe por aqui antes de você chegar. Talvez tenha sido isso o que você teve". Eu aceno deixando minha mão ao meu lado. "Talvez". Concentro meus olhos na caixa de sapatos. "Você já olhou todas as fotos?" Ela olha para baixo no colo dela. "Não, mas eu só estou me permitindo escolher algumas. Pareço boba, eu sei. Mas eu quero experimentar todas as imagens, como se eu estivesse vivendo isso com você. Posso demorar um pouco para passar por tudo isso. Emoldurei um de quando era um bebê e coloquei no bar". Seus profundos olhos castanhos encontram o meu. "Espero que esteja


tudo bem. Não é um local aberto, ou qualquer coisa. É no escritório de Danny". "Isso está tudo bem para mim. Eu realmente tinha uma pergunta sobre o bar". Entro mais na pequena sala, dirigindo meu dedo sobre um retrato pendurado na parede. Hattie é mais jovem, sorrindo para a câmera, vestida em seu vestido de casamento. Danny está sorrindo para ela, sua gravata desfeita. A gravata de Reed estava desfeita. Ah não. Não pense em laços sendo desfeitos. Fique com sua pergunta. Ao limpar a garganta, olho para Hattie, e meu movimento chama a sua atenção das fotos. Eu coloco a mão na minha coxa. "Há alguma chance de o bar precisar de uma garçonete que está disposta a longas horas de trabalho? Preciso mesmo arranjar um emprego". Quando eu estava debatendo em torno da ideia de um emprego, uma das primeiras opções que pensei foi que eu adoraria trabalhar no McGill. A comida é ótima, adoro a atmosfera, e me permitiria passar mais tempo com minha família. Só há um pequeno problema. "Nunca fui garçonete antes, mas eu aprendo rápido", adiciono, esperando que não vá eliminar minhas chances. Mas não quero que ela pense que eu vou entrar lá sabendo como trabalhar com um registro. Ela para por alguns segundos rindo baixinho, dobro as minhas mãos na minha frente e sussurro a palavra “por favor” várias vezes.


Apoiada em sua cadeira ela deixa a caixa de sapatos em cima da mesa. Segura meus pulsos, e sorri. Então eu sorrio muito, o que faz com que ela me puxe para um abraço. "Acho que a gente pode pensar em algo", diz ela, se inclinando depois de nosso abraço curto. "As noites de semana provavelmente seriam melhor para você. O fim de semana é realmente mais agitado e acho que você vai receber muitas gorjetas, quando não for esse tipo de dia. As pessoas só vêm beber nos finais de semana. E vêm para comer durante a semana". "Eles devem entrar para comer o tempo todo. A comida é ótima". Grandes bônus sobre trabalhar na McGill. Comida de bar liberada. "Estou tão animada! Quando posso começar?" Ela libera meus braços e volta para sua cadeira, sorrindo para a minha excitação. "Que tal amanhã? Isso vai me dar tempo para resolver isto com seu tio Danny". Meu coração afunda. "Ele não vai querer que eu trabalhe lá?" Peço, chegando mais perto. Hattie, rapidamente, balança a cabeça, dispensando a minha preocupação. "Não, não é que ele não vai querer você trabalhando lá, querida. Danny sabe o tipo de homens que ficam ao redor do bar às vezes. Ele é protetor com você, isso é tudo. Se vir algum canalha ficando muito perto da sua sobrinha favorita, ele vai tirá-los e vencê-los com alguma coisa. Eu só vou me preocupar com você. Eu o conheço". Eu amo como rapidamente me encaixei nesta família. Como naturalmente aconteceu, como se eu sempre estivesse aqui. "Eu vou para casa da minha amiga para almoçar. Deixe-me saber o que ele disse, ok?" "Oh, tenho certeza que vou deixar você saber o que ele disser. Especialmente se a resposta for sim. Prepare-se para uma palestra, querida".


Aceno para Hattie, ouvindo seu doce riso.

**** "Oi! Tessa está a caminho". Mia me leva para dentro de sua casa. "Foi fácil encontrar a casa?", indaga, fechando a porta atrás de mim. "Foi. Você não vive longe de mim". "É mesmo? Onde você mora?" "Laurel Woods", respondo, seguindo pelo corredor e para o cheiro delicioso vindo de onde presumo ser a cozinha. Passamos pela sala de estar que tem brinquedos e artigos de bebê espalhados. Há um pequeno brinquedo no canto ao lado da janela e um castelo de Lego detalhado orgulhosamente exibido na mesa de café. Se alguém estivesse sentado no sofá aquele castelo obstruiria completamente sua visão da TV. Eu realmente amo que está lá. O corredor invade a cozinha, e eu assisto Mia passar por mim até um assento. "O que você gostaria de beber? Tenho chá, refrigerante e água". Ela abre a geladeira, olhando por cima do ombro na minha direção com as sobrancelhas levantadas. Eu puxo uma das cadeiras da cozinha deixando minhas chaves na minha frente. "O chá seria ótimo. Obrigada". Mia enche um copo me entregando em seguida. "Estou tão contente que você conseguiu. Eu estava preocupada com você e essa situação toda".


Alargo meus olhos. Ah, não. Não. Não. Não. Não. Não vou pensar nele. Não pense... "Você está bem, querida?" Olho para minhas mãos apertando até que meus dedos quebraram as fibras macias da corda. Não dói. Nem parece que deveria. Parece estranhamente... Reconfortante. Como se a corda me segurasse, me mantendo segura. Ou talvez seja Reed. Talvez ele seja a razão para minha harmonia. Uma mão na minha bochecha chama a minha atenção. "Beth", Reed sussurra contra minha boca, mordendo meu lábio quando eu choro com essa única palavra. O meu nome. Deus é muito injusto ele parecer tão sexy. Ele passa os dedos pelo meu cabelo, encostando a testa na minha. "Diga que você está bem com isto. Apenas diga algo. Estou prestes a perder a cabeça". Eu olho nos olhos dele, o azul mais pálido que eu já vi. Como o céu depois que cai a neve. Estou prestes a perder a cabeça. "Beth?" Eu quase deixo cair meu copo. Ambas as mãos firmes quando concentro meu olhar do outro lado da mesa. Mia se segura para não sorrir com os lábios apertados, enquanto eu filtro através de imagens do pau de Reed para a pergunta que Mia me fez antes de apagar. Amarrado. Direito. Peguei. Tomo um gole da bebida antes de eu responder, na esperança de apagar o fogo que incendiou a minha pele. Eu não sinto o menor alívio.


"Não, eu estava livre. Muito livre. Nunca amarrada. Nem sei o que é isso". Minhas palavras saem em um borrão. Um borrão muito convincente. Merda, uma palavra e eu sou transportada de volta para sábado à noite. Minha pele parece que está pronta para chamuscar a qualquer momento. Meu coração corre ameaçando me enviar um choque. Deus me ajude... Se ela disser alguma coisa sobre bundas... Mia repousa seu queixo na sua mão. Seu rosto é inexpressivo. "Mm. Ok". A porta da frente se abre, rapidamente seguido por uma animação, "Estou aqui"! Mia move a cabeça para a direita ao mesmo tempo em que a mão dela achata bem alto em cima da mesa. "Shh! Se você acorda Chase, vou te dar um soco na garganta". Tessa entra na cozinha, as mãos cheias de sacolas de compras. Ela faz uma pausa na porta e olha de sobrancelhas franzidas para Mia. "Desculpa, boo. Esqueci". Ela levanta os sacos sorrindo enquanto caminha para o balcão. "Eu trouxe guloseimas". Mia se levanta e se junta a ela, e eu me pergunto se eu deveria estar fazendo nada além de sentar aqui, sonhando com as excentricidades de Reed. Eu saio da minha cadeira, mas me abaixo lentamente nela quando Mia me pede para me sentar. "Vamos cuidar disso, querida. Apenas relaxe". Tessa se inclina para trás para olhar para mim, levantando a palma da mão para escovar o seu cabelo vermelho do seu rosto. Seu sorriso se estende lentamente através de sua boca. "Ei, Clapton. Pronta para um tempo de garota?"


Olho para ela e quanto mais fico sem responder mais o sorriso dela amplia. Ela parece o gato de Cheshire, rindo de Alice, que não tem ideia de onde está se metendo. O que exatamente acontece durante o tempo de menina? Eu sei que iremos almoçar. Imagino que nós vamos falar para nos conhecermos melhor, construir uma amizade e tudo. Estou preparada para a discussão sobre a minha mãe. Também estou disposta a falar sobre os difíceis dois meses depois que ela morreu. Mia e Tessa, provavelmente, vão falar sobre seus maridos ou namorados. Suas famílias serão provavelmente trazidas. Tudo parece normal. Então, o que eu estou perdendo? Por que o olhar? Apoio-me na minha cadeira finalmente dando a Tessa um aceno rápido e depois deixo meu olhar vagar para a janela que estou sentada perto. "Tem certeza que não posso ajudar com alguma coisa? Realmente não me importo". "Nós cuidamos de tudo". Mia carrega duas bandejas até a mesa. Ela deixa uma na minha frente, e leva a outra para si mesma se sentando em seu assento com ele. "Se você não gosta de salada de camarão, pode culpar minha sogra. É a receita dela". Olho a bandeja e a saliva enchem minha boca. Tudo parece incrível. A salada de camarão, o saco de batatas fritas no lado. Até mesmo os picles. Talvez seja por ter ficado dois dias sem realmente comer nada substancial, mas não acho que eu vou ter problemas. Dou um sorriso para Mia quando pego uma parte. "Tenho certeza de que é delicioso. Estou com tanta fome, poderia provar junto com lixo e provavelmente ainda iria comer". "Oh, bem, acho que vou limpar melhor a cozinhar para nós da próxima vez", Tessa faz piadas, se juntando a nós e sentado na cadeira ao lado de Mia. "Eu só sei como fazer sujeira".


Nós três partilhamos uma risada e depois caímos em um confortável silêncio enquanto comemos. Como um pedaço do meu sanduíche, e depois outro, mastigando enquanto olho em torno da cozinha. Há desenhos cobrindo a geladeira, de dragões e aviões, e alguns de boneco e pessoas na frente de uma casa. É adorável. Imagino que cada quarto tem algo pequeno relacionado, um brinquedo, ou uma página arrancada de um livro de colorir, exibido com orgulho em algum lugar. "É casada, Tessa?" Peço após notar a foto do casamento emoldurada na parede ao lado da janela. Mia faz uma pausa com seu sanduíche, perto de sua boca. Seus olhos lentamente rolam para a direita, onde Tessa está suavemente batendo a cabeça na mesa ao lado do prato dela. "Assunto delicado?" Pergunto, lamentando o meu desejo urgente de conversar. Tessa levanta a cabeça, rindo batendo com o ombro divertidamente contra Mia, que retorna a comer. Tessa olha para mim. "Não, não sou. Gosto de fazer drama sobre isso. Estou esperando chutar a bunda de Luke até que ele faça o pedido". "Não acredito que ele ainda não o fez", disse Mia com descrença, apertando a mandíbula. Tessa inclina a cabeça. "Eu sei? Faz quase seis meses que ele me disse que ia. E eu fico pensando que ele vai fazer e ele não faz, e então eu acabo parecendo uma idiota". Ela balança a cabeça com os lábios franzidos olhando entre nós. "No outro dia ele me arrastou para a Home Depot com ele se inclinou para amarrar o sapato na minha frente. Eu comecei a gritar. Eu pensei, é isso! Ele está fazendo isso! Todo mundo estava me encarando. Alguns


aplaudiram. Então eu olho para baixo e vejo que ele está arrumando os cordões dos sapatos". "O que ele disse?" Peço, inclinando para frente. Tessa se esforça para lutar contra um sorriso, mas ele aparece no canto da sua boca. "Ele olhou para cima, me deu esse sorriso arrogante que ele está sempre usando e disse 'querida', como vai o Home Depot?" A mão dela achata o peito. "Eu teria ficado em êxtase ao ser proposta no corredor de madeira". Eu rio silenciosamente assim como a Mia que tem um guardanapo contra sua boca. "Eu acho que ele está planejando algo grande, e é por isso que ele ainda não pediu," ela diz, colocando o guardanapo ao lado do prato dela. "Algo louco e romântico". Tessa pega seu sanduíche. "Não preciso de nada grande ou romântico. É Luke. Eu diria sim para ele se ele decidisse fazer a pergunta, enquanto estivesse no banheiro". "Bem, isso é romântico, com certeza", eu rio. "Querida, me dê o papel higiênico e sua mão em casamento?" Tessa e Mia começam a rir. "Gosto de você, Clapton". Tessa aponta para mim, levantando a cabeça do ombro de Mia. "Você é engraçada". Olho para o meu prato quando algo quente aquece meu peito. Como é que todo mundo nesta cidade detém a capacidade de me fazer sentir como se lhes conhecessem por toda a minha vida? Sem constrangimento. Não há conversas forçadas. Não tenho lembranças de uma vida com essas meninas, mas eu sinto que eu poderia facilmente ter. Um pigarro chama a minha atenção e imediatamente a de Tessa, que está apoiada em sua mão olhando para mim. Eu mudo


meu olhar para Mia, que também me olha com os braços cruzados sobre o peito enquanto se senta na cadeira. Há quanto tempo elas fazem isso? "Há algo na minha cara?" Pergunto. Tessa vira o pescoço para olhar para Mia depois para mim e novamente para Mia. Ambas sorriem ao mesmo tempo. Ah, Deus não. Eu endireito meus ombros, e olho entre as duas, esperando a primeira pergunta a ser lançada para mim. Talvez não me perguntem sobre a festa. "Então, o que aconteceu ontem na festa?" Filho de uma... Minhas mãos apertam juntas no meu colo quando olho para Mia, os olhos dela ansiosamente esperam por minha resposta. Eu não sou uma péssima mentirosa. Eu poderia tentar mentir como sendo à minha maneira de ultrapassar isto. Salvar qualquer resto de dignidade que me resta. "Mm? Festa?" Levanto meus ombros. "Nada. Coisas típicas de festas". Tessa aponta um dedo para mim. "Coisas típica de festa minha bunda. Isso é papo de mulher. O que é dito nesta mesa, fica nesta mesa. E não vamos conseguir nada de Reed, então você vai nos contar tudo o que aconteceu". Meu estômago aperta em um nó. "Você falou com Reed?" Pergunto e ambas lentamente acenam. De repente queria que meu estômago ainda estivesse vazio. Vomitar em cima desta cozinha pode eliminar minhas chances de conseguir outro convite para sair.


Mia suspira, deslocando os braços em torno do seu corpo. "Ele está me evitando agora. O idiota não responde as minhas mensagens". Ela olha para a Tessa. "Quando foi a última vez que você falou com ele?" "Ontem. Liguei do celular da minha mãe. Eu sabia que ele iria responder, porque ele não reconheceria o número. O sacana desligou quando eu comecei a falar". Tessa usa suas mãos para empurrar para longe a comida. "Isto é o que sabemos", diz ela, me olhando enquanto acomoda seus cotovelos na mesa. O ar fica alojado na garganta quando tento segurar o fôlego. Ela me dá um sorriso suave. "Relaxe, Clapton. Não é assim tão mau". Meus lábios puxam para baixo. Mas é. "Sabemos que a Molly vai se casar com quem ela traiu Reed, com o anormal. Sabemos também que, está próxima pequena pepita de informação me irritou o inferno, aquele pateta propôs a ela antes dela sair para a faculdade, e que a festa foi no mesmo lugar que ele puxou aquela proeza. A sério? Eu não posso acreditar que ele manteve essa merda de mim. Fomos melhores amigos desde o 9º ano". "Ele estava provavelmente envergonhado", Mia diz. "Eu sei que eu ficaria com vergonha se alguém me rejeitasse assim". "Ele a amava". Adiciono, procurando entre os dois conjuntos de olhos treinados em mim. Afundo um pouco mais na minha cadeira. "Disse que ele era estúpido por fazer, mas acho que realmente doeu-lhe quando ela se recusou". Tessa balança a cabeça, discordando. "Molly é o maior o cabelo de buceta do mundo. Reed teria sido infeliz com ela. Diabos, metade do tempo que eles estavam juntos ele era infeliz. Ela fez um grande favor".


Mia se encolhe. "Cabelo de boceta? Você diz as coisas mais estranhas às vezes". "Eu esperei até que todas tivessem comido". As duas compartilham uma risada e em seguida, Tessa se volta para mim. "De qualquer forma, isso é tudo o que ele nos deu. Não preciso ser vidente para saber que algo aconteceu entre vocês dois". Tento me concentrar em nada além de dois ansiosos olhos em mim, mas meus olhos estão em todo lugar. Meu colo. A janela. O sanduíche que eu quero continuar comendo. Estou inquieta, e não escondo isso bem. Meu rosto está queimando, estou mastigando um buraco no meu lábio inferior. Eu provavelmente estou com um olhar psicótico agora. "Beth". Olho através da mesa para Mia, levantando os olhos de cima da peça principal um vaso de vidro. "Tudo o que você está prestes a dizer, fica entre nós. Eu nunca diria nada para Reed ou qualquer outra pessoa. Ok?" Eu tomo uma respiração profunda, exalando lentamente. Meus olhos se fecham quando abaixo minha cabeça. "Fizemos sexo a noite toda e Reed não se lembra de nada". Silêncio. Silêncio mortal, como se as duas tivessem parado de respirar. Eu olho e vejo dois pares de olhos à espera de mais explicações. Gemendo, eu planto meus cotovelos na mesa e deixo meu rosto cair em minhas mãos. Apenas acaba com isso. Como um Band-Aid. Arrancando essa merda.


"Reed ficou um pouco assustado na festa quando ele viu o noivo da Molly. Foi como se tudo tivesse vindo à tona e ele não aguentou mais. O puxei para a casa e coisas... aconteceram. Apenas um gosto, toques e tal. Ele queria beber, então depois disso fomos para o bar. Eu sabia que ele estava sentindo o álcool, mas não pensei que ele estava completamente bêbado. Quando eu o levei para casa, ele me pediu para ficar, e eu fiz. Perguntei se ele estava bêbado e ele disse que não". Olho para elas por entre os meus dedos. "E..." Implora Tessa. Aperto meus olhos fechados. "Nunca tive sexo assim. Ele estava em toda parte, em cima de mim, me tocando, dizendo as coisas mais sujas, enquanto ele me segurava. Ele me amarrou e me fodeu pelo que pareceram horas. Em cada quarto, fizemos todas as posições..." Eu engulo duro. "Em todos os lugares. Ele estava tão ligado e eu estava tão excitada, e foi como se nós estivéssemos correndo um contra o outro para ver quem conseguia mais. Acho que estamos amarrados, talvez, não sei. Honestamente, eu perdi a conta. Estava imundo e perfeito e não consigo parar de pensar sobre isso. Não sei o que eu estava esperando na manhã seguinte, mas ele não se lembrar do que fizemos não era o que eu esperava. Foi tão, tão embaraçoso. Eu saí de lá enquanto ele estava vomitando no banheiro e não falei com ele desde então". Minha respiração contra meu rosto se torna muito, muito grossa, muito sufocante. Abaixo minhas mãos para permitir que o ar fresco me refresque. Os olhos de Mia estão cheios de perguntas, sua boca aberta em estado de choque. Olho para Tessa, e imediatamente me arrependo. Ela está sorrindo como se eu apenas dissesse a ela que enfiei Molly na frente de um trem de carga.


"Sabia que Reed era uma aberração!" Ela grita, batendo na mesa. "Damn. Sinto que preciso de um cigarro depois de ouvir isso. Ele te amarrou? Como com corda?" Eu aceno. "Você fez isso por toda a parte?" Ela sonda, levantando uma sobrancelha. Eu aceno, novamente. Não há razão para verbalizar essa humilhação. O sorriso dela cresce ainda mais. "Quente". Mia começa a abanar o rosto dela e então toma o resto do seu chá gelado. "Wow. Não sabia que Reed era tão criativo no quarto". "Ele era muito criativo na cozinha", suavemente adiciono. As sobrancelhas da Mia sobem até quase baterem em seu cabelo. Tessa acena apreciando. Dou uma mordida nos meus picles, mastigo e em seguida a encaro quando seus olhos me encorajam. "Havia um monte de mel envolvido". Mia fica com o copo vazio na mão. "Eu preciso de um refil. Estou tendo grandes calores". Ela se dirige para a geladeira, me deixando sozinha com uma Tessa parecendo muito satisfeita. É como se ela é quem tivesse tido o melhor sexo da vida dela há dois dias. Ela cruza os braços sobre o peito e se instala na cadeira. "Não admira que Reed esteja fugindo de nós. Ele provavelmente está perdendo a cabeça por saber que ele esteve com você e não se lembra de nada. Aposto que ele está ficando louco". Baixo meus olhos. "Ele se arrependeu". "Quem disse?"


Olhando para Tessa, vejo a carranca que ela está me dando. Eu espero poder explicar. Ela espera por mim para inquirir. Ambas abrimos nossas bocas ao mesmo tempo, mas as nossas palavras são interrompidas pelo som da abertura da porta da frente. Seguida de várias vozes profundas. Eu olho para a minha esquerda quando entram três homens na cozinha. Três grandes homens. Três homens muito, muito atraentes. Todos em uniformes da polícia. Bom senhor. Se eu já não estava tendo um tempo difícil com merda ultimamente, agora eu me entreguei à tarefa de não olhar para os homens que se parecem com se pudessem ser facilmente convertidos em Magic Mike dois? Eu matei uma ninhada de cachorros em outra vida ou algo assim? "Anjo". O maior dos três vem em linha direta para Mia. "Dême essa boca". Mia cora instantaneamente. "Ei, querido". Ela deixa o copo no balcão e envolve seus braços em volta do pescoço dele. Eles compartilham um breve, mas o mais quente beijo do inferno. "Venha aqui. Quero que conheça Beth". Percebo então que sou a única que sobrou na mesa. Tessa está empurrando um dos outros homens contra a parede perto da geladeira com seu corpo. O outro cara está parado no meio da sala, com as mãos nos bolsos não tendo certeza de para onde olhar com todo o afeto à sua volta. Ele resolve por os olhos em mim e sorri. Eu sorrio de volta. Ele sorri ainda mais. Eu rapidamente pisco antes de lhe dar meu sorriso de Reed. Ah, ótimo. Realmente? Meu sorriso de Reed?


Mia caminha até a mesa com o grande policial colado à sua volta. Ela recua a cabeça contra seu peito e, em seguida, seus olhos observam o homem de pé no meio da cozinha. "Pessoal, esta é a Beth. Ela acabou de chegar de Kentucky. Beth, este é o CJ". Ela vira a cabeça na direção do homem que estava sorrindo para mim, e em seguida, aperta a mão em torno do bíceps dele quase o esmagando. "E este é o Ben, meu marido e irmão de Tessa. Aquele que ficou retido é Luke". CJ chega do outro lado da mesa e pega minha mão. Apertando suavemente. "Oi". "Oi". Seu cabelo é acobreado e com um corte parecido com o dos outros dois homens. Eu suponho que é uma exigência de trabalho. Ele tem características fortes, um queixo quadrado, testa larga e angulares maçãs do rosto. Seus lábios são finos, emoldurando dentes perfeitos. Seus olhos são um belo tom de azul. Ele é bonito. Muito, muito bonito. Ben me oferece sua mão, mantendo o outro braço enrolado em Mia. "Kentucky? O que trouxe você aqui?" Eu trago minhas mãos de volta para meu colo. "Minha mãe faleceu. Descobri que eu tinha família aqui e vim morar com eles". "A conhecemos através de Reed", Mia sussurra, virando a cabeça para Ben. Franzo meu rosto com a lembrança dele. Duas covinhas maciças em suas bochechas. "Não me diga", diz ele, rindo descontroladamente. Virando a cabeça, ele olha para a parede em que estão Tessa e Luke. "Ei, idiota. Você conheceu a Beth? Ela conhece nosso garoto Reed".


"Ei". Luke levanta o queixo em minha direção, mas mantém os olhos em Tessa. Ben se endireita. "Eu disse que ela conhece Reed". "Eu ouvi você. Estou um pouco ocupado agora", Luke diz, então geme contra boca de Tessa, "O que deu em você?" Ben range os dentes. "Que porra é essa? Pare de fazer sexo na minha cozinha... e venha cá. Você precisa conhecer a Beth, a menina que Reed conhece". Olho para Ben, Luke e o CJ, que não parou de olhar para mim. Mia me dá um sorriso e, em seguida, cora dois tons mais vermelhos do que o cabelo de Tessa. Ah. Ah. Luke pega o rosto da Tessa, beija muito e então se afasta dela, deixando-a choramingar atrás dele como se ele só tivesse negado um orgasmo. Ele passa ao lado do CJ passando uma mão sobre o cabelo. "Ei. Então você é a garota, hein?" A garota? Que garota? Garota de Reed? Ele está me chamando de namorada dele? Belisco meus lábios juntos dou um encolher de ombros. Não faço ideia de como responder a esta pergunta. "Vai fazer alguma coisa amanhã à noite?" Todos os olhos, incluindo o meu, se viram como dardos para o CJ. Ele está diretamente me encarando com um sorriso preguiçoso, que some do seu rosto quando Tessa bate na parte de trás da cabeça dele. "O que vai fazer?" Irritadamente exige. “Não estava presente durante as apresentações?" Ele esfrega a parte de trás da cabeça e, em seguida, olha para o Luke. "Eu só quero sair com ela".


"Isso é uma ótima ideia”. Mia sai dos braços do Ben e ele imediatamente reinicia o seu domínio. Ela vira a cabeça e olha para Tessa durante alguns segundos. Tessa sorri, como se lesse as palavras não ditas de Mia e, em seguida, acena com entusiasmo. Mia olha para mim. "Vamos fazer um jogo à noite aqui amanhã. Você definitivamente deve vir". "Baby", Ben diz contra seu rosto, seus olhos queimando buracos no lado do rosto dela. CJ envolve as mãos por trás da cadeira que está atrás. "Sim", ele adiciona, acenando. "Deve vir”. Mia levanta sua mão e pressiona contra a boca do Ben. "Realmente, Beth. Por favor, venha. É muito divertido. Prometo que você vai ter o melhor momento". Eu olho ao redor da sala, observando os caras olharem para mim. Os três dão sorrisos. Dois deles olham como se eles não tivessem ideia do que está acontecendo. Talvez não estejam em jogo à noite? "Ok", respondo observando as meninas e os outros. Eu sorrio para CJ e em seguida, volto para as garotas. "Mas eu estou trazendo algo. Não vou vir de mãos vazias novamente". Tessa ri, inclinando a cabeça contra o braço musculoso do Luke. "Traga o que quiser Clapton. Isso vai ser incrível". "Vocês duas são loucas", Luke diz, agarrando Tessa e indo para a salada de camarão. "Espero que você saiba o que está fazendo", Ben diz no pescoço da Mia.


Ela o direciona em direção à comida. "Coma, homem grande. Você precisa de força para mais tarde". Ele lhe dá um sorriso deslumbrante por cima do ombro. "Baby, você não tem ideia". Eu volto para CJ. Ele sorri. Eu sorrio. Agarrando meu sanduíche dou uma mordida enorme, me impedindo de dar o que é tão não, meu sorriso de Reed.


Capítulo Treze

Reed Faz três dias que o táxi se afastou da minha casa. Três dias longos e cansativos, de mãos-presas-no-meu-pau. Eu não vi Beth. Não falei com Beth. Mas isso não me impede de pensar nela na porra de cada minuto. Novas imagens continuam enchendo minha cabeça da nossa noite juntos, deixando meu pau duro nos piores lugares possíveis. No local de trabalho. Na mercearia. Na casa dos meus pais. Não aguento mais essa merda. Provavelmente não está ajudando que meu lençol ainda cheira a ela. Que a minha casa ainda é uma porra bagunçada, zombando de mim sempre que passo por isso. Já arrumei a cama quatro vezes, coloco a mobília de volta no lugar. Nem cinco minutos passam antes de voltar e sentar naquela cadeira maldita em frente ao espelho da cozinha. Buceta mágica, isso é o que eu culpo. Mágica para fracos de merda. Eu sei que só estou fazendo a merda pior para mim. Enterrando meu rosto no travesseiro, inalando aquele traço fraco de baunilha doce que ela deixou para trás. Olhando para aquela cadeira enquanto eu janto e esperando desencadear uma memória. É como se estivesse em transe maldito, sob o feitiço da Beth após três dias de distância completamente inútil. Eu quero lembrar o que fizemos, mas não consigo imaginar e esta merda está piorando.


E saber de tudo, cada detalhe do seu corpo, cada lugar que a toquei, transei com ela, a chupando... Vou perder minha cabeça com essa informação. Pegando o pacote com latas de cerveja do chão da minha caminhonete, a travo e viro minha cabeça para a porta da frente. Eu preciso disso hoje. Preciso de algo para quebrar minha rotina de sair do trabalho e em seguida ir para casa. Talvez eu consiga convencer Mia a fazer amanhã uma noite de jogos. Eu amo o meu pau. Ficaria arrasado se quebrasse essa merda, mas é exatamente o que farei se não encontrar uma melhor maneira de ocupar o meu tempo. Eu empurro a porta sem me preocupar em bater. Vozes vêm da cozinha, Tessa está se destacando sobre os outros, o que não é incomum. Todo mundo já está aqui pelo som que ouço. Bom. Temos esta distração tão necessária. Ao entrar na cozinha pego uma cerveja da mesa. Ben é a primeira pessoa que vejo. De pé no final do balcão, ele define seus lábios em uma linha fina. Tessa e Mia estão falando atrás dele, não me notando ainda. Ben cutuca o Luke com o cotovelo, e os dois compartilham um olhar antes de virem na minha direção. "O quê?" Peço quando pisam na minha frente. Ben fala primeiro. "Esta não foi nossa ideia, cara. Não faça nada que terá sua bunda em apuros". Eu engulo e viro para Luke, apontando com minha cerveja para Ben. "O que ele quer dizer?" Luke acena para mim, tão tenso quanto Ben. "Talvez queira passar por isso. Ou dar o fora daqui. Nós vamos cobrir para você". Eu viro minha cabeça entre os dois. O quê? "Isso é parte do jogo da noite? Fazer Reed tentar adivinhar onde diabos vocês querem chegar? Diga logo. Sou péssimo em mímica".


A sala fica em silêncio. Eu olho por cima do ombro de Ben esperando ver Mia e Tessa olhando para mim, e elas estão. As duas estão dando seus maiores sorrisos, se inclinando contra o balcão, acenando para mim, como se soubessem de alguma coisa que eu não sei, o que aparentemente é o tema da noite. Eu abro minha boca para perguntar o que diabos esta acontecendo, mas tudo se torna claro quando os meus olhos são atraídos para a Beth, ao lado de CJ. Ao lado do CJ. Juntos. Parecendo confortáveis. Beth Davis, porra. Aqui, na cozinha de Mia, usando o mesmo vestido que ela usava durante nosso almoço juntos. As mesmas botas, porra, nos pés dela. Fazendo meu peito apertado. Meu pau duro. A minha cabeça uma merda de confusa. O que ela está fazendo aqui? Uma mão me bate na parte de trás da minha cabeça. Ben murmura algo sobre eu ser um idiota. Eu afasto minha atenção de Beth e vejo os brilhos agitados sendo dirigidos a mim por todos os outros na sala. Tessa está olhando particularmente assassina. Foda. Falei isso alto? Olho para a Beth, seus olhos castanhos, ampliando e me fixando à parede. Seus lábios franzido em perigo. Porra, eu preciso explicar. "Eu não quis dizer…" Meus dentes cerram quando a mão do CJ a encontra. Olho para ele, pronto para jogar sua bunda pela janela mais próxima. Ele olha para mim, levantando o queixo em um aceno amigável. "O que é homem? Conhece a Beth?" Quero furar meus olhos.


Sei quem é a Beth? Sim, filho da puta. Eu a conheço mais do que alguma vez você saberá. "Bem, todo mundo está aqui. Por que não começamos a noite de jogos?" Mia agarra a mão de Beth, ela se afasta de CJ e a leva em minha direção. Eu poderia beijar aquela mulher. Sempre a minha volta. "Você sabe como jogar copas, Beth?" Mia pede. Beth me olha brevemente e em seguida balança a cabeça, enquanto Mia puxa uma cadeira para ela. Ela se senta no extremo oposto do lugar onde estou de pé. "Não, acho que não", ela diz timidamente. Sorrindo Mia diz. "Está tudo bem. CJ pode te ensinar". Eu não tenho amigos nesta casa. CJ coloca uma das cadeiras ao lado de Beth. Mia leva a outra. Debato sobre sair daqui, mas no segundo que vejo Beth me olhando do outro lado da mesa, parecendo tão frágil como durante sua permanência no meu quarto, me avisa por aqueles olhos que ela não sabia que eu estaria aqui, eu pego minha cerveja e volto à geladeira. Foda-se. Qual é a diferença entre lutar para manter minha mão longe do meu pau em casa e lutar contra a mesma vontade na mesa de jantar da Mia? Tomo o último assento restante na mesa, me colocando em frente à Beth. Ben distribui as cartas, Tessa se inclina mais perto de mim, seu queixo descansando na mão dela, seu sorriso se espalha no rosto dela. "Amigo", ela sussurra. "Tudo bem ali?"


Eu lentamente viro minha cabeça, meus olhos estreitando. "Você sabe alguma coisa, não é?" Tessa se inclina de volta sorrindo enquanto pega suas cartas. Ben se senta em sua cadeira. "Tudo bem, estamos numa boa? Beth, você sabe como jogar agora?" Beth olha para suas cartas, o dedo raspando em seu lábio inferior. "Eu acho que sim; se eu quero correr digo a todos que eu vou fazer?" Um coletivo "não" enche o quarto, todos oferecendo sua resposta. Beth olha do outro lado da mesa, esperando, querendo a resposta que não chegou ainda. Como se a minha fosse à única que lhe interessa. Foda. É isso? É a única que importa? Bebendo minha cerveja, eu mantenho o olhar dela e lentamente balanço a cabeça. Ela pisca várias vezes e, em seguida, olha para trás para baixo em suas cartas. Eu bebo metade da minha cerveja. CJ ri, desliza o braço por trás dela e repousa na parte traseira da cadeira dela. "Não, baby. Não conte a ninguém o que você está planejando fazer. Especialmente se você está tentando ganhar". O sangue corre quente nas minhas veias. Baby? "Baby?" Eu baixo minha cerveja e me inclino nos cotovelos. A sala fica em silêncio. "O que, você a conheceu 5 minutos antes de eu chegar aqui e já está dando um apelido? Ou o nome dela é muito difícil para você se lembrar?"


Confusão aparece no rosto do CJ. "O que diabos se passa contigo?" indaga rispidamente, se apoiando na cadeira, mantendo seu braço exatamente onde está. Eu cerro os dentes, olhando para os seis pares de olhos em mim. Alguns pares em particular parecem como se estivessem me segurando pela garganta e as bolas. Você está perdendo. A merda. Isso. "Nada. Vamos jogar o jogo". Eu me inclino na cadeira e pego minhas cartas, definindo três lados para passar para Ben e pegando os de Tessa para mim. Depois de jogar o dois de paus no centro da mesa, começando o jogo. Ben leva a vez dele, então o CJ. Beth parece insegura do que ela pode ou não pode jogar, procurando entre suas cartas, então para aquelas no centro da mesa, e para trás várias vezes. Ela joga um cinco de Copas na pilha. "Você não pode jogar isso ainda" eu digo, alcançando do outro lado da mesa e jogando de volta a carta. "Os corações não podem ser jogados na primeira rodada". "Oh. Bem, sim, eu sabia disso". Ela coloca a carta de volta na mão dela. Lentamente, levanta os olhos ao meu. "Não tenho qualquer outra". "Você pode jogar qualquer coisa, mas não um coração no na primeira rodada", diz Mia diz estourando uma uva na boca. "Depois de corações serem jogados você pode jogar como você desejar". "Um truque?" Beth faz uma carranca, estudando as cartas novamente. "O que é isso?" CJ se inclina e olha para a mão dela. Ele coloca suas cartas para baixo. "Vamos jogar juntos, ok? Até você pegar o jeito".


Eu encaro o CJ. "Eu acho que ela pode descobrir por si mesma. Não é tão difícil". "Relaxe, homem" Ben murmura ao meu lado. "O quê? Nós estamos jogando corações, não ponte. Ela não precisa de alguém segurando a mão dela acompanhando-a como se ela fosse uma idiota". Olho diretamente nos olhos da Beth, as veias na minha testa ameaçam explodir. "Você é?" Ela se encolhe. Seu queixo treme. Uma mão cobre a boca. As suas cartas batem na mesa, segundos antes dela empurrar sua cadeira para trás. "Desculpe-me" ela sussurra, deixando a cozinha com pressa. Procuro algo para impedi-la, mas um ponta pé afiado atinge a minha canela. "Porra". Eu faço uma careta para Tessa. "Você me deu um chute?" Ela empurra o meu braço. "O que se passa contigo?" "Sério, Reed" Mia fala, olhando por cima do meu ombro. "Isso foi muito rude. Acho que você a magoou”. "Porque não quero CJ pendurado em cima dela? Por que diabos ela está mesmo aqui?" CJ se levanta. "Qual é o seu problema, babaca?" Ele se move e segue Beth. Foda-se. Aproximo-me da cara dele. "Se alguém vai atrás dela sou eu. Sente-se novamente e certifique de que todo mundo saiba o que é um truque, uma vez que você está tão disposto a ajudar". "Quer saber, Reed? Nunca tive um problema com você, mas agora estou muito perto de bater em seu rabo".


Ben está nas minhas costas. "CJ, o deixe ir atrás dela. Ele é quem precisa pedir desculpas". "Ninguém vai bater em ninguém". Mia se levanta da mesa e puxa o braço do CJ. "Eu acabei de limpar o chão esta manhã". "Eu disse para as mulheres era uma má ideia" Luke diz do seu lugar na mesa. Ele se inclina e toma um gole de sua cerveja, em seguida olha de sobrancelhas franzidas para Tessa. "Você se excita com o sofrimento dele, querida. É um bocado fodido". Tessa fala. "Eu não faço. Estou ajudando Reed. Ele só não percebeu isso ainda". Olho para a Tessa. "Você está me ajudando? Como isso é me ajudar?" Ela diz alguma coisa nas minhas costas quando saio da cozinha, mas não ouço. Provavelmente não faz sentido mesmo. O que diabos ela e Mia estavam tentando conseguir com essa bagunça esta noite, nunca vou entender. Estou pronto para dar um soco em um policial, Beth está escondida em algum lugar na casa. E eu consegui estragar a noite de jogos. Subo depois de verificar o primeiro andar, eu noto a luz brilhando por baixo da porta do banheiro no final do corredor. Bato com cuidado. "Beth?" Ela respira forte e, em seguida, limpa a garganta. "Estarei lá em um segundo". Foda. Ela está chorando. Eu a fiz chorar – novamente. Eu dou um passo para trás e olho para a porta, contando até cinco antes das minhas mãos passarem pelo trinco.


Mais cinco minutos e estou testando para ver se está bloqueado. Não está. "Ei". Eu entro no banheiro e empurro a porta fechando-a atrás de mim. A cabeça dela está em suas mãos. "Beth, olha eu sou...". O maior idiota do planeta. Seus olhos estão brilhando com lágrimas, molhando suas bochechas. Ela rapidamente limpa o rosto, está sentada e eu passo um lenço. "Eu sinto muito que estou aqui. Não sabia que você vinha hoje". Eu me aproximo, balançando a cabeça. "Pare. Eu vim te pedir desculpas. Você não me deve nada, ok? Eu sou o idiota. Eu sou aquele que precisa fazer isso melhor". Ela olha para dentro dos meus olhos. "Fazer o que melhor?" "Nós". "Há uns nós?" "Eu acho que houve um. Até que você deixou minha casa no outro dia chorando, acho que éramos... alguma coisa. Estou completamente fora aqui?" Seu nariz torce quando ela funga. Pisca olhando em minha boca, meu nariz, em meus olhos. Eu passo minha mão em sua bochecha afastando uma lágrima. "Tenho pena que não consegui lidar com essa merda lá em baixo. Eu tive ciúme duas vezes em toda minha vida e as duas vezes foram com você. É confuso. Não sei como lidar com isso. E nos últimos dias" foco na minha mão quando percebo que está no pescoço dela. "Foda-se, Beth. Nos últimos dias tem sido horrível para caralho. Por que não me ligou de volta? Recebeu minha mensagem?"


Após uma breve hesitação, ela acena. "Não, eu fiz. Entendi". Ela fareja novamente. "Não sabia o que dizer. Foi muito embaraçoso quando você não se lembrou do que aconteceu entre nós. Sinto que me aproveitei de você". Eu ri. Ela luta com um sorriso e, em seguida, empurra contra meu peito. "Pare. Reed. O que esperava que eu fizesse? Ligaria e repassaria cada detalhe do que nós fizemos?" "Teria sido incrível". Agarrei sua cintura, e a levantei para sentá-la na borda da pia. Ela suspira contra meu pescoço. "O que você está fazendo?" "Limpando você. Tem uma coisa preta no rosto". Eu seguro suas bochechas, quando ela tenta olhar no espelho atrás dela. Ela olha para mim. "Eu entendi. Eu te fiz chorar. Deixe-me fazê-lo". Ela relaxa contra minhas mãos. "Ok". Alcançando atrás dela, pego alguns lenços da caixa na pia limpando ao longo de sua pele. "E você não precisa me dizer todos os detalhes. Estou me lembrando de algumas coisas". "Você está?" Nossos olhares se cruzam. Sua respiração de repente ficando mais rápida contra a minha mão. Aceno, movendo para a outra face. "Sim, mas não muito. Isso é uma tortura, se estou sendo honesto. Pego pequenos flashes de nós juntos e depois, nada. Foi-se. Então estou infeliz, esperando a próxima imagem que vai passar pela minha cabeça. Eu odeio que estive com você e não posso lembrar, penso nisso mesmo quando não quero. Estes pequenos vislumbres do que fizemos estão me


matando. Não sei como você se sentiu ao meu redor, o que parecia quando eu fiz você vir com meu pau". Eu inclino a cabeça. "Estou supondo que eu fiz você vir com meu pau. Por favor, confirme isso". A bochecha levanta contra a minha mão. O blush aparece. "Você fez". Eu lanço os lenços no lixo. Minha mão esfrega na minha testa duramente. "Eu estou só esperando a imagem passar pela minha cabeça comigo comendo sua buceta. Acho que eu estou triste agora, vendo que vai realmente me foder. Porque eu sei que fiz isso. Não há nenhuma maneira no inferno que não tinha minha boca por todo o seu corpo. E então vou sair por aí quebrando qualquer merda por não me lembrar do seu gosto". Jim Beam, porra. Nunca vou beber essa merda outra vez. Passam-se vários segundos. Olho para Beth quando ela não responde. A cabeça inclinada para baixo, os olhos em mim, espreitando por seus cílios. Suas mãos nervosamente se mexendo no colo dela. Ela molha os lábios. Meu peito se expande e me mexo. "Lembro-me de uma parte de você que eu gosto" digo, percorrendo sua bochecha para levantar a cabeça. Meu polegar corre logo abaixo de sua boca, puxando o queixo dela separando os seus lábios. "Eu nunca esqueceria. Tão doce molhada e gananciosa. Você tem a boca mais gananciosa. A maneira como você chupa minha língua, quando você está vindo em meus dedos. Mordendo-me. Tentando me engolir inteiro". Eu passo o polegar mais perto, movendo lentamente. "Esses ruídos um pouco sujos que faz contra os meus lábios. E suas palavras para mim quando você está perto. Mais, mais rápido, mais difícil. Deus fica tão difícil só de beijar você". As mãos dela apertam minha camiseta. Eu fecho meus olhos. "Beth". "CJ me convidou para sair".


Meus olhos se abrem. Porque perto dela nunca fecham por muito tempo. "O quê?" Pergunto, inclinando para longe, piscando em foco. O que ela disse? Ela balança a cabeça, e minha mão se afasta. "Eu... ele me convidou para sair esta noite, e disse que sim. Estamos fazendo algo na semana que vem". Sua voz é tímida. Nervosa. Não tenho certeza. Por quê? Ela concordou com ele. Ela tomou uma decisão já. Dou um passo para trás, precisando de espaço. Minhas mãos estão em meus bolsos frontais. Foda. O que devo fazer com isso? Beth sai de cima da pia, as mãos passando ao longo da parte inferior do vestido. Ela se aproxima. "Não queria estar aqui te beijando quando eu lhe disse...". "Não, eu entendo” interrompo travando as palavras e os seus movimentos. Levanto meus ombros. "Você quer sair com ele? O que diabos têm a ver comigo?" Os lábios dela puxam para baixo. "Eu não sei. Alguma coisa tem a ver com você?" Eu olho para ela. Estamos realmente jogando este jogo? "Beth, o que quer que eu diga? Tentei beijá-la, e você me diz que está saindo com outro cara". Algo suave bate à porta. Viro minha atenção e em seguida olho para Beth, quando nada mais acontece. Ela está evitando meus olhos agora, eu odeio seu lábio inferior preso entre os dentes. Eu abro a boca para pedir-lhe que olhe para mim. "Sente algo por ele?" Sai à pergunta errada.


Jesus Cristo. Não quero saber disso. A menos que as próximas palavras da sua boca sejam Não, Reed. Estou sentindo algo por você. Agora podemos ir e voltar a ter sexo em todo este banheiro? Mas se ela disser que sim... "Ele é legal" ela responde calmamente. É bom? Bem... Foda-se. O que isso significa? Soltei um suspiro exaustivo. "Olha, você sabe que sou miserável. Você sabe que eu odeio não me lembrar do que aconteceu entre nós. Já te disse tudo isso. O que mais você quer?" O mesmo barulho por detrás da porta acontece novamente. "Mas que diabos?" Olho para a porta. Beth se move na minha visão periférica. "Reed" ela sussurra. A porta é aberta, permitindo um Nolan com muito sono entrar no banheiro. Ele está pulando de pé em pé. Juntando as pernas, em seguida se agacha um pouco. Eu não sou pai, mas sei que sinal é esse. Precisamos sair daqui, então ele pode fazer o seu negócio. Ele toma uma olhada em mim e ergue as duas mãos para o ar. "Tio Weed!" Seus olhos se alargam em alarme, o sorriso desaparece do seu rosto. Ambas as mãos cair para frente de pijama, como pernas juntas. “Uh oh". Uh oh. "Não consegui". Merda. Pobre criança. "Oh, não, amigo. Está tudo bem”. Beth se move para ajudar Nolan. Ela se abaixa e esfrega suas costas. Nolan se inclina contra ela passando os dedos em seu olho sonolento. Eu passo pelo dois para sair do banheiro. "Reed?"


Eu olho para trás, quando Beth sai para o corredor. Os olhos dela estão me suplicando para não ir, para terminar esta conversa com ela. Mas o que espera que eu faça? Ela disse que sim. Eu aponto meu queixo no corredor. "Vou chamar Ben ou Mia, e depois eu vou embora". A mão dela esfrega as costas do Nolan. "Oh" ela diz calmamente. "Ok. Bem, foi bom te ver de novo". Prendo minha respiração. O ar do corredor se torna muito grosso para inalar. Foda. Ela é muito doce. Doce demais para seu próprio bem. Como ela faz isso? Como me faz sentir horrível quando eu apenas estou fazendo a coisa certa? Ela disse que sim. Obviamente, quer sair com o CJ. Por que se importa se eu ficar esta noite ou não? Olho fixamente para a mulher que realmente não quer ir embora, mas precisa sair. Longo cabelo escuro, olhos grandes, o rosto mais doce em forma de coração. Meus olhos caem para as botas dela, e um sorriso fraco surge em minha boca. Eu olho para ela e a deixo tê-lo. O que ela quiser. De qualquer forma é uma dela. Corro a mão pelo meu cabelo. "Sim, querida. Sim, você também". Informo o que aconteceu com Nolan, ignorando CJ quando ele pergunta sobre Beth, Ben conta a todos na mesa que Beth está bem e atualmente ajudando Nolan, e então me afasto para minha caminhonete. Se eles me fizeram perguntas sobre o que aconteceu lá em cima, não os ouvi. Não ouvi nada, além da voz na minha cabeça me dizendo para dar o fora dali.

****


Eu passo através da porta fazendo uma varredura rápida na multidão. O lugar está cheio com mulheres que mal tem idade para votar. Alguns rebolam seus quadris na pista de dança, moendo uns contra os outros recebendo atenção amorosa. Outros estão sentados nas cabines alinhadas ao longo das paredes, rindo e sussurrando juntos. Eu dirijo meus olhos para o fundo da sala. Idiotas com estúpidas letras gregas em suas camisas fazendo apostas na mesa de bilhar, brigando por quem vai pagar a próxima rodada. Garotos de fraternidade. Porra, Jesus, é noite de faculdade. É por isso que não faço essa merda durante a semana. Dirijo uma mão áspera pelo meu rosto. Bem, buceta é buceta. Buceta legal é tudo que me importa. E depois do que aconteceu ontem à noite com Beth, eu preciso disso. Aproximo-me do balcão ao lado de três meninas amontoadas, todas bebendo algo alcoólico. De jeito nenhum no inferno que elas tem 21. Aceno para o garçom. Graças a Deus é Mick, e não Hattie. "Dê-me uma Coors, sim? E mais uma rodada para estas três belezas". A garota ao lado vira a cabeça, os olhos varrendo a minha frente, lentamente me avaliando. Ela é quente o suficiente. Cabelo loiro curto. Olhos azuis. Um sorriso que não me deixa estúpido como merda. Em outras palavras, exatamente o que eu preciso. Mick me dá a cerveja e dá as meninas recargas. Eu me inclino mais perto escovando contra meu braço, fazendo tudo o que


possível para pressionar seus seios em mim. "Eu sou Reed. Qual é seu nome, querida?" Seus olhos se alargam, ela molha os lábios nervosamente, mordendo e lambendo, como se não pudesse decidir o que fazer. Sua mão cai à minha coxa. "Kellie. Obrigada pela bebida". "Não há problema. O que traz vocês meninas hoje à noite?" Não preciso que ela responda a esta pergunta. A maneira que suas unhas estão arranhando minha perna está dando a ideia do porque está aqui, não importando quais são suas próximas palavras. A sua perna cutuca entre as minhas. "Meu namorado e eu terminamos. Minhas amigas acham que eu preciso esquecê-lo. Por isso estou aqui". "Sorte minha". Eu tomo minha cerveja em um longo gole. "Estou querendo me esquecer de alguém também. Nós podemos nos ajudar com isso". "Namorada?" indaga, inclinando mais perto, praticamente rastejando no meu colo. "Ela terminou com você?" Não, mas que merda se não parece que ela fez. "Preciso de uma distração". Sorrindo, ela toma um gole de sua bebida e em seguida a empurra. Suas mãos livres escovando contra meu pau. "Pode ser muito perturbador. Meu ex costumava dizer que eu tinha a melhor boca em Ruxton". "É isso mesmo?" Obrigo-me a permanecer interessado. Ficar interessado é uma luta constante.


Ela acena lambendo o canto da boca, e pressionando firmemente contra o meu pau flácido. "Yup. Quer descobrir por si mesmo?" Cristo, apenas faça. Você terá lá, uma vez que ela começar. Eu suporto e Kellie levanta. Lançando duas notas de vinte para o bar, coloco meu braço ao redor dela e carentes mãos puxam a parte inferior da minha camisa, roçando meu abdômen inferior. Chegamos à metade do caminho para a saída antes que ela empurre contra mim. "Oh, espere! Eu esqueci minha bolsa". Ela corre de volta ao bar. Estou no meio da pista de dança, assistindo Kellie se inclinar e sussurrar para suas amigas. Estou tentando manter o meu interesse sobre essa garota. O problema é que meu pau não está. Não me sinto. O que diabos eu estou fazendo aqui? Isto não vai funcionar. Kellie não vai fazer nada por mim. Nenhuma das mulheres aqui faria qualquer coisa por mim. Eu me viro para dar o fora daqui... E meus olhos pousam na figura de pé na extremidade da barra. Duas bandejas nas mãos dela. Um avental, porra, em volta da sua cintura. Jimi Hendrix se agarrando àqueles seios perfeitos. A única mulher que faria algo para mim. O quê? Ela está trabalhando aqui? E usando Hendrix? Por que é tão sexy? Nossos olhos se cruzam, meu coração se acelera e reage a ela como eu não quero, batendo irregularmente contra meu esterno, tornando uma dor no peito. Ela é linda. Louco, brilhando para mim como um farol, linda. Seu cabelo está preso acima do pescoço dela. Seus olhos castanhos com maquiagem, fazendo-os


se destacar ainda mais para mim. Aqueles lábios grossos que ainda parecem inchados da nossa noite juntos. Eu a quero. Porra, eu a quero. Uma mão empurra contra meu peito. Beth rompe o contato com os olhos, olhando para outra coisa. Ou outra pessoa.

**** Não consigo pensar direito. Deus estou tão duro. Tão duro por causa da Beth. Sempre por causa da Beth. Eu fecho meus olhos. "Acaricie meu pau. Ah, sim, assim. Porra olha como estou. Olha o que fizeste comigo". O ar da noite me bate. Minhas costas pressionam contra a parede. Algo mexe no meu cinto quando uma explosão de imagens enche minha cabeça... Beth se ajoelhando entre minhas pernas, os punhos no meu pau me engolindo todo como se ela fosse faminta por isso. "Fodase". A boca. "Puta merda", eu reclamo retirando meus quadris do colchão. Tão bom. Muito bom. "Deus, Beth". "Ah, foda-se, não pare". Uma mão macia envolvendo em torno da minha base me traz à coerência. Olho para baixo em Kellie, olhos famintos olhando para mim. A cor errada. Azul, em vez de marrom. Seus cílios não são tão grossos, não tremulam quando a respiração acelera. Ela se inclina para me levar em sua boca.


"Foda-se, pare". Eu empurro a mão dela e coloco meu pau no meu jeans. Não posso fazer isso. Não quero fazer isso. Kellie levanta a cabeça e olha para mim com os lábios molhados. "Mas que diabos?" "Isto não está funcionando para mim. Sem ofensa". "Não está funcionando para você?" Ela senta em seus saltos e faz gestos para meu pau. "Você é a rocha dura". Sim, e não tem nada a ver com você. "Como isso não está funcionando para você?" A boca dela cai aberta, olhos alargando. "Oh meu Deus. Você é gay?" Eu ri, fechando o zíper e o cinto. Oferecendo minha mão, para ajudá-la a ficar em pé. "Não tem ideia de como minha vida seria fácil agora se fosse esse o caso. Volte para dentro com seus amigos. Isso não vai acontecer". Ela olha para mim confusa, depois encolhe os ombros antes de virar e ir embora. "Sua perda" ela grita, antes de desaparecer na frente do edifício. Eu aperto minha ereção, esfregando minha outra mão pelo meu rosto. Eu deveria entrar lá. Falar com Beth, explicar a merda. Não, foda-se, eu preciso sair daqui. Ela disse sim ao CJ. O que há para explicar? Eu tiro minhas chaves do bolso, minha outra mão pega meu telefone. Envio uma mensagem antes de dar o fora daqui. Por que mandar isso? Não tenho ideia de merda. Eu: Não aconteceu nada.


Capítulo Catorze

Beth "O que você estava fazendo ali?" Olho para Riley do outro lado da pequena cozinha em Santa Cruz. Demora alguns segundos para meus olhos se ajustarem no sorriso que ela está lutando para segurar. "Huh?" Ela ri, colocando a assadeira de pãezinhos em cima do balcão. "Você está mexendo nas batatas pelos últimos dez minutos, o que seria ótimo se o fogo estivesse ligado". "O quê?" Eu olho para o botão no fogão. Eu nunca liguei? Está brincando? Minha mão segura a colher, enquanto coloco a outra sobre meus olhos. Como eu estou? Não muito bem, aparentemente. "Talvez eu devesse trocar com a Wendy. Não sei como posso foder ao em encher o recipiente do guardanapo". Ligo o fogão e continuo mexendo. "Você quer falar sobre isso?" "Falar sobre o que?" "Oh, não sei. A atual situação no Oriente Médio? A afeição inabalável do Kanye West por si mesmo?" Ela levanta uma sobrancelha quando finalmente olho para cima. "Obviamente, tudo o que você tem passado lá fora. Você pode falar comigo. Meu irmão


diz que eu sou irritantemente perspicaz, quando se trata de coisas". Riley se move em torno da cozinha, agarrando as bandejas a serem servidas e preparando tudo para a multidão que esperamos hoje. Talvez vá me sentir melhor se falar com alguém sobre isso. Pensei em Mia quando ela me ligou no fim de semana, mas depois de fazer planos para o almoço de garotas, ela tinha que desligar o telefone. Ela foi ao médico e o nome dela tinha sido chamado. Quanto mais penso nisso, mais eu fico feliz que eu não pedi a opinião dela sobre isso. Ela é amiga de Reed e do CJ. Não quero que Mia sinta que vou colocá-la entre os dois. Mesma coisa com Tessa. Mas Riley poderia me dar uma opinião imparcial. E eu preciso de uma opinião. Ruim. Não sei o que devo fazer, o que é suposto eu estar pensando, sentindo. Eu li o texto ontem de Reed mais vezes do que posso contar. A conversa que tivemos no banheiro tem tocado um loop na minha cabeça. Ele está infeliz. Ele deseja poder se lembrar do que aconteceu entre nós. Mas ele saiu na noite seguinte e pegou outra garota. O que devo fazer com isso? Ele está infeliz? Ou o pau dele está miserável? Eu vigorosamente mexo as batatas. "Há um cara", eu começo, e Riley está diante de mim em segundos. "Eu sabia. É sempre um homem". Pega uma cadeira e se senta ao lado do fogão. "Continue", ela encoraja, empurrando os óculos no nariz dela. "Bem, há tecnicamente dois caras". "Lutando por você? Não ouvi um problema ainda". Eu desligo o queimador quando os pedaços de batata começam a ferver. Estabeleço a colher em cima do balcão, pego o


banquinho mais próximo e sento ao lado de Riley. Meus ombros caem quando apoio meus cotovelos nas minhas pernas. "Eles realmente não estão brigando por mim. Eu realmente, realmente gosto do cara. Ele é doce e ele é engraçado. Quando estávamos juntos, foi... foi tudo". Olho para baixo no meu colo, lembrando de como era, como era fácil com Reed. "Eu nunca me senti assim com ninguém, mas agora não passamos qualquer tempo juntos. Ele parece que não quer, mas não foi assim quando ele me viu sendo convidada para sair com outro cara, que parece ser muito legal". "Sente bem com o outro?" A pergunta de Reed queima em meus ouvidos. Ele parecia confuso, perdido. Sinto-me doente. "Por que você não passa um tempo com o primeiro mais?" Pede a Riley. "Terminou?" Eu balanço a cabeça. "Nós nunca fomos realmente um casal". Mas éramos alguma coisa. Reed disse que éramos alguma coisa. Deus, por que não perguntei o que ele quis dizer com isso? E como me tornei uma idiota sem palavras quando ele entrou naquele banheiro. "Ah, sim, eu tive relações assim. Sem rótulos ou qualquer outra coisa. Então o outro cara te convidou para sair, mas você ainda está pensando no primeiro. Certo?" Eu aceno. "Se o primeiro está miserável, porque ele não está fazendo uma jogada?" "Ele só não está comigo”. Eu olho quando Riley geme. "Eu o vi na outra noite, saindo do meu trabalho com outra garota".


Ela cruza uma perna sobre a outra, e cruza os braços sobre o peito fazendo carrancas. "Oh, realmente? Ele te viu?" "Sim". "E ainda saiu com ela?" "Sim". "Não estou mais no time do primeiro cara". Meu estômago cai com a memória de Reed com aquela garota. Suas mãos em seu peito. Ele manteve seus olhos em mim enquanto ela o manobrou para fora. Eu não podia olhar em qualquer outro lugar. Eu estava paralisada, meus olhos colados em Reed, meus pés colados ao chão. Então quase derrubei as bandejas que estava carregando. Eu esfrio a cabeça e me concentro em Riley. "Eles saíram juntos, então nem cinco minutos depois, recebi uma mensagem dele dizendo que não aconteceu nada. Mas por quê? Por que o texto disse isso? Ele se sentiu culpado porque eu o vi? Que algo aconteceria com ela se eu não estivesse trabalhando naquela noite?" "Mm". Riley envolve o cabelo que caiu do seu rabo de cavalo ao redor do seu dedo. Ela pensa em silêncio por um momento. "Você realmente acha que nada aconteceu?" "Ele não estava mentindo. Sei que ele não estava". Junto minhas pernas antes do meu corpo responder a essa pergunta para mim. "Mesmo se tivessem teria sido uns cinco minutos, Reed demora muito mais do que isso". Riley faz um barulho entre um gemido estrangulado e um estrangulamento. "Reed?" Os olhos dela se alargam, ela se inclina para mais perto. "Como em Reed Tennyson?"


"Sim". Eu me inclino para recuperar um pouco do meu espaço pessoal. "Por quê?" "Esse é meu irmão!", ela grita, pulando. Espera o quê? O QUÊ? Estou tonta e a sala começa a girar. Minha mão nivela no banquinho, a outra pressiona contra o lado da minha cabeça. "Eu... tem certeza?" Irmão dela? Reed é o irmão dela? Meu Deus. Só falei que ele dura mais de cinco minutos. Eu cubro meu rosto com as mãos, gemendo, desejando que o mundo me engula já. Riley coloca a mão no meu braço. "Sim, tenho certeza! Beth! Você dormiu com Reed? Realmente, gosta mesmo dele? Oh meu Deus!". Ela absorve uma respiração alta, assustada, liberando pelas suas narinas. "Não acredito que aquele idiota pegou outra garota na sua frente. Eu vou matá-lo". Eu agarro o pulso dela quando ela atinge o seu bolso. "Não! Por favor, não. Riley, não diga nada a ele sobre isso. Estou bastante envergonhada". Ela precisa ver o meu pânico. Deus sabe que eu ouvi na minha voz. Olhando para baixo no braço dela, Riley lentamente puxa a mão do seu bolso, vazia. Ela pega seu banquinho e o coloca sob o balcão. "Ok, não direi nada", ela diz sobre os ombros. "Quem é o outro? Talvez ele seja meu primo". "Haha". Eu deslizo meu banquinho de volta para baixo do balcão. Cristo, quão pequena é esta cidade? "Seu nome é CJ. Não sei o sobrenome dele, mas ele é um policial".


"Ah". Nossos olhos se encontram, e ela sorri divertidamente. "Eu sei quem ele é. Eu nunca o conheci, mas o vi com Ben Kelly e Luke Evans. Os três juntos são tipo, quase demasiado quentes para se olhar". Eu relembro o meu almoço com as meninas. Os caras em seus uniformes. Como eu contemplava cometer um crime pela primeira vez na minha vida. "Hum hum", concordo, deixando meu cabelo escapar detrás da minha orelha para esconder meu rubor. Riley inclina seu quadril contra a mesa. "Então, você anda saindo com meu irmão, agora não está, por qualquer motivo. CJ te convidou para sair, e agora o Reed está miserável? É isso, certo?" Eu pego o pote de purê de batatas e carrego para a mesa de servir. Riley se move para permitir algum espaço. "Muito bonito". Os olhos dela são da mesma cor estranha azul pálido de Reed. Ótima maneira de perder essa pista gigantesca, Beth. "Não é que não queira sair com CJ. Eu não diria sim se não quisesse. Mas ao ouvir Reed dizer que ele deseja... certas coisas, não sei. Sinto como se nós não fossemos nada neste momento, e não quero ser nada com Reed. Eu sinto falta de conversar com ele. Eu sento falta de andar com ele". "Parece que ele sente falta de você também". Dou um sorriso fraco, deixando meus braços caírem para os meus lados. "Mas de que forma? Eu estava com ele? Ele me disse que éramos alguma coisa. O quê? Amigos? Mais do que isso?" Riley levanta os ombros e, em seguida, pega umas bandejas vazias da prateleira debaixo do armário. "Se o meu irmão está com ciúme porque você está saindo com outro cara, o que parece definitivamente como ele é, eu diria que você estava na categoria de mais que isso, mas...", ela faz uma pausa com um olhar


cauteloso. "É do meu irmão que estamos falando, e ele não fica com ciúmes, ou miserável, ou alguma coisa sobre as mulheres, então, não sei. A última mulher que já o vi sentir algo foi pela sua ex estúpida, e isso foi há nove anos". "Sim, eu sei. Eu a conheci". Ela deixa cair as bandejas na mesa e vira a cabeça ao redor. "Você conhece Molly? Como? Reed foi com você? Oh meu Deus, ele a viu e não me contou?" "Uau". Estendo as mãos na minha frente. "Sim, a todas essas perguntas, eu acho. Eu estou supondo que ele não te contou". Delicadamente, ela revira os olhos. "Inacreditável". "Esse é o motivo pelo qual nós começamos a sair. Eu fui à festa de noivado na semana passada". Eu engulo duro quando ela lentamente olha para mim. "Como um casal", humildemente adiciono. "Como um casal?" Pergunta, atingindo uma densidade superior na voz dela. "Reed fez a coisa de namorado-namorada com você?" Quase fico ofendida com isso, até me lembrar de Reed me dizendo que não beijou ninguém há nove anos. Eu vou assumir que ele não tem namorado há muito tempo também. Jesus. Aquela bruxa foi a última namorada? Eu olho nos olhos de Riley. "Sim. Ele fez a coisa de namorado-namorada". Ela anda soltando seus ombros. "Você acha que conhece alguém". Riley balança a cabeça, enquanto suas mãos formam punhos. "Quero chamá-lo tão ruim agora". Ela levanta um dedo na minha frente. "Mas eu não vou. Eu vou fingir que não sei nada sobre isso". "Obrigada".


Ela pega as bandejas da mesa. "Não sei, Beth, realmente. Como eu disse Reed não fica com ciúmes, mas ele também geralmente não finge ser o namorado de alguém, então ele pode passar uma noite no mesmo lugar que a ex dele. Eu estou tão confusa sobre isto agora quanto você". Ela vai embora carregando as bandejas para a assadeira. Minha cabeça está mais pesada agora, colocando pressão sobre os músculos do meu pescoço. Não é nem meio-dia e sinto como se eu pudesse deitar e dormir. Talvez Reed não seja ciumento, ou infeliz. Talvez eu imaginei tudo. Suas palavras no banheiro, a mão no meu pescoço, a respiração dele urgente contra minha pele. "CJ me convidou para sair". Nunca odiei o som da minha própria voz antes, até aquele momento. "Você quer meu conselho?" Riley chama, se movendo em torno da cozinha. Eu me inclino contra a parede, e aceno quando ela olha para mim. Ela carrega duas bandejas. "Saia com CJ. Se Reed não gostar, o faça fazer algo sobre isso". Wendy entra pela porta e pega um avental da parede. "Cinco minutos até as portas estarem abertas. Estamos prontas?" Riley me olha. Eu tomo em uma respiração profunda. Fazer algo a respeito. Ela está certa. É a vez de Reed parar, pegar meu rosto e me beijar sem me dar uma escolha. É a vez de ele chegar até minha mão, me tocar primeiro. Ele está infeliz? Ele é ciumento? Deixe-me


ver. A única coisa que ele me mostrou é o quão facilmente ele pode ser arrastado para fora do meu trabalho. Eu pego dois aventais, jogando um para Riley. "Estamos prontas".

**** Eu olho para frente e para trás entre os dois objetos me tentando. Meu olhar permanece no meu celular. Não, nem pense nisso. Forço os olhos para a esquerda, para prato de biscoitos recém-assados com chocolate. Você está perdendo seu tempo procurando. Volto para o telefone. Com meus cotovelos no balcão, inclino meu queixo em meus punhos, um suspiro pesado, passando pela minha boca. Sinto falta dele. Processe-me. Enviar a Reed um simples texto 'como está seu dia' não é o mesmo que o forçar a me beijar. Certo? É perto. Grunhindo, eu viro meus olhos para os biscoitos. Ainda estão quentes. A cor marrom dourada perfeita, com os pequenos pedaços de chocolate. Eu fiz apenas uma dúzia. Só posso comer um, não todos os doze, por isso é que eu não deveria comer um agora. Com vontade, pego as chaves do meu carro e volto para


a loja. Mas então, há outra tentação no quarto. Se for a caverna e chego a alguma coisa, não deveria ser os cookies? Meus olhos varrem o celular. Eu volto para o último texto do Reed. O que eu nunca respondi. Ele está esperando eu escrever de volta? É por isso que ele não me mandou alguma coisa? A decisão mais difícil que já enfrentei há muito tempo só se tornou incrivelmente simples. Uma mão pega um cookie e a outra pega meu telefone. Eu vou do balcão para o sofá, dando uma mordida no cookie e desbloqueando a tela. Tecnicamente eu não mando um texto normal. Eu estou enviando uma resposta em uma palavra. Isso é completamente diferente do que me colocar em uma mensagem sem provocação. Estou reagindo. Nada mais. Eu: Ok. Lá. Uma resposta simples. Todo o resto está agora em seu campo. Mandei a bola, ou algo assim. Eu coloco o telefone no meu colo e dou outra mordida. O chocolate derrete com o calor da minha boca, revestindo minha língua. Dou uma lambida no meu polegar, quando meu telefone emite um sinal sonoro. Reed: O que é ok? O que é ok? Não foi... Eu rolo de volta para sua última mensagem. Sim. Isso definitivamente foi à última coisa que ele me enviou. Eu: Você disse que nada aconteceu. Eu estou dizendo ok. Reed: Que diabos, Beth? Mandei há seis dias. Não podia me mandar um texto de volta mais cedo?


Eu li sua mensagem duas vezes. Mandar um texto de volta mais cedo, não? Realmente? Ele está bravo por isso? Eu: Talvez eu levei seis dias, porque eu ainda estava em choque com o que vi. Talvez eu não tenha nada para responder a você. Não é como se ele me fez uma pergunta. Não me lembro de ler 'Viu isso agora?' Ou 'Qualquer chance que você perdeu aquela garota me arrastando para fora?' Eu empurro o resto do cookie na minha boca, digitando a minha resposta. Seu texto vem antes de eu terminar. Reed: Lamento que você tenha visto isso. Mantendo pressionada a seta para trás apagando a mensagem que já tinha quase acabado de digitar. Ok. Isto não é o que eu perdi. Nunca me senti estranha com Reed, mas se ficarmos sobre este tópico, eu sei que é assim que vou me sentir. Não quero pensar mais naquela noite. Já deixei minha mente correr livremente com imagens do que ele fez com aquela mulher... Antes de ser arrastado para fora do bar. Eu sei como Reed flerta, e agradeço que não o vi. Mas isso não me impediu de pensar nisso. Fico constantemente pensando nisso. Dou um tempo para uma mudança de assunto. Eu: O que está fazendo agora? Eu deixo cair minha cabeça no sofá... Após pressionar enviar.


Merda. Talvez ele não queira falar sobre alguma coisa. Talvez agora que eu estou sabendo quão lamentável ele está, não há nenhuma razão para manter essa conversa. Eu deveria ter pegado o prato inteiro de biscoitos. Meu telefone toca. Reed: Tendo um grande dia de construção. Eu sorrio contra minha mão. É disso que sinto falta. Reed, sendo exatamente como ele sempre foi comigo. Fazendo-me sorrir quando eu estou a dois segundos de rastejar para baixo de algo e me esconder até o inverno. Fácil. Brincalhão. Este pateta que eu quero. Aquele que traz a versão mais feliz de mim mesma. Eu: Não te pedi para apagar essa mensagem no seu telefone? Reed: Não. Pediu para esquecer que você disse que pensa no meu pau frequentemente. Eu: Incrível! Estou tão feliz em saber que ainda tem aquela conversa. Não foi embaraçoso para mim ou qualquer coisa. Reed: Está segura comigo. Só eu sei como você necessita de pau. Eu deixo o telefone e pego um copo de leite na geladeira. Necessitada de pau? Dificilmente. Reed está certo disso. Ah, não. Não vou lá agora. Meu telefone toca no sofá. Depois de pegar outro biscoito e levar até a sala com o meu copo, coloco-o na mesa de café e pego meu telefone. "Sim?" Eu respondo, divertidamente estendendo a palavra. "Você não respondeu". Sua voz é apertada. Ele estava preocupado que não o faria?


Eu enterro meu biscoito no leite. "Fui buscar uma bebida". Dou uma mordida. "Achou que iria te fazer esperar mais seis dias?" Seu riso seco preenche minha orelha. "O pensamento passou pela minha cabeça. O que você está fazendo?" "Comendo biscoitos". "Além disso". "Nada". Eu me inclino contra o sofá, colocando meus pés sob a minha bunda. "Está no intervalo?" Ouço uma porta fechar. "Não realmente. Sinto como se eu precisasse de um, porém. Se o namorado idiota da minha irmã não parar de estragar tudo, terei que fingir uma doença e ir para casa. Ele está ficando nos meus nervos, porra". Riley. Esqueci completamente dessa estranha descoberta ontem. ‘Mesmo se tivesse sido uns cinco minutos, Reed demora muito mais do que isso’. Jesus Cristo. Graças a Deus é tudo o que eu disse. "Tem falado com ela?" Pergunto. "Quem?" "Sua irmã. Ela disse que nos conhecemos?" Há uma longa pausa, então finalmente: "Uh, não. Como você conheceu Riley?" Inclinando-me para frente, molho a outra metade do cookie no leite, então coloco o resto na minha boca, mastigando antes de dizer: "Estamos juntas como voluntárias na cozinha de sopa Santa Cruz. Ela é muito doce. Eu gosto dela". "Voluntária na cozinha da sopa?"


"Sim". "Por quê?" "Porque eu costumava ser sem-teto". Uma pausa instala-se entre nós neste momento. Mexo desconfortavelmente no sofá, minhas pernas puxando meus joelhos contra o peito. Sua respiração acelera no meu ouvido. "Você está brincando comigo? Você era sem teto?" "Eu não brincaria com algo assim". "O que, Beth?" Ele rosna, me assustando. Esfrego a parte da minha canela em que cavei minhas unhas. "Jesus, acalme-se". "Acalmar-me? Por que diabos eu não sei sobre isso?" Eu limpo minha mão na minha bermuda e caio para trás contra o sofá, com os pés em uma extremidade e a cabeça na outra. "Hum, não sei. Acho que nunca veio o assunto". E não é algo que eu geralmente gosto de falar. Ele destaca a próxima respiração. "Quando?" ele exige de modo quase malcriado. Mordo meu lábio. "Quando, Beth?" Ele parece pressionar, talvez até um pouco urgente. Porque eu não lhe disse? Porque ele não gosta da ideia de eu passar por isso? Aperto meus olhos fechados, acho que essa coisa teria sido diferente se eu morasse aqui quando minha mãe morreu. Talvez eu nunca tivesse sido uma desabrigada. Ou se eu fosse talvez fosse Reed que viria até minha janela naquele dia, me oferecendo comida e companhia.


O que ele pensaria de mim? "Beth" diz Reed suavemente, perdendo o limite em sua voz. "Quando?" Eu fico olhando o teto. "Logo depois que minha mãe morreu. Não foi por muito tempo”. "E então você descobriu sobre sua tia e se mudou para cá?" "Não". O fundo da minha camisa se agrupa em meu punho. "Não, eu estava morando com alguém quando eu descobri sobre a minha tia". Por favor, não me pergunte mais. Não quero falar sobre... "Quem?" Merda. "Ninguém. Só esse cara que eu conheci. Não importa. Olha, sou voluntária porque eu quero. É bom fazer as coisas por outras pessoas. Você deveria experimentar". Eu sento lentamente, o meu coração bate contra minhas costelas. Uau. "Desculpe-me. Isso soou realmente mal-intencionado". "Eu estou apenas querendo saber por que não me disse isso antes. Eu pensei que estávamos nos conhecendo". "Estávamos". Engulo, minha voz aquieta quando eu continuo. "Nós estamos. Só não gosto de falar sobre isso. Estou aqui agora. Não estou mais vivendo no meu carro. Isso é tudo que importa". O que pensaria Reed de mim se soubesse que eu vivi com um homem que me disse diariamente quão inútil eu era? Que sai com ele? Não posso arriscar perder o seu respeito por mim. Viver com Rocco era pela sobrevivência. Fazendo o que eu tinha que


fazer. Não no começo, mas isso é o que se tornou algumas semanas após eu me mudar. Mas Reed pode não entender isso. Duvido que a maioria das pessoas entenda. É difícil imaginar o quão ruim as coisas podem ser, quando você teve tudo tirado de você. Reed suspira, bem quando meu telefone toca com uma chamada de entrada. O nome da Mia pisca na minha tela. Coloco o telefone no meu ouvido. "Ei, eu tenho que ir. Mia está me ligando". "Tudo bem, sim, eu preciso voltar ao trabalho de qualquer maneira". "Ok". Chupo meu lábio inferior. "Eu acho que eu vou falar com você mais tarde". "Beth?" "Mm?" Outra pausa deixa-me rígida contra o sofá. Eu odeio que não consigo ver o rosto dele através do seu silêncio. Agora ele está zangado? Decepcionado que estamos tendo que desligar o telefone? Essa pausa estúpida vai me dar um ataque cardíaco. "Nada", ele murmura. "Esquece. Eu vou falar com você mais tarde". A chamada termina. Eu clico para responder a Mia antes que minha cabeça tenha tempo para preencher com mil perguntas. "Ei, como vai?" Uma respiração tranquila vem através do telefone, e eu estou mais uma vez contra as almofadas. "Mia?"


"Beth, me faz um favor?", indaga através de uma voz tímida. "Você está bem?" Eu estou de pé, carregando meu copo para pia no caso deste favor envolver ter que deixá-lo. "Não". A voz dela se rompe com um gemido. "Não, é por isso que eu estou chamando”.


Capítulo Quinze

Reed "Nada". Porra. Ela tem que ir. Desligue antes de começar a soar como uma putinha desesperada. Minha mão livre envolve a maçaneta da porta. "Esquece. Eu vou falar com você mais tarde". Terminada a chamada, eu entro na minha caminhonete e coloco meu telefone de volta no bolso da frente do meu colete de segurança. Minhas costas batem na porta e passo minha mão áspera em meu rosto. Jesus. O que diabos está errado comigo? Beth me disse que ela costumava morar na rua, e eu ajo como um psicopata gritando com ela, por que não mencionou isso a mim antes? Sim, eu me acalmei, inicialmente... Merda, gritei com ela. Eu estava frustrado, zangado, confuso como o inferno por me sentir assim. Não sei por quê. Eu sei como essa mulher fica comigo. Sei que ela vai me fazer sentir coisas que não entendo. Mas não importava. No segundo que essas palavras saíram da sua boca, eu me perdi. O pensamento de Beth, vivendo nas ruas me deixou a poucos segundos de despedaçar as janelas de meu carro. Alguém poderia tê-la pegado, poderia ter colocado suas mãos nela. Então, eu tenho ciúme de todas as outras pessoas a quem ela contou sobre isso antes de mim. Posso não saber tudo sobre essa mulher. O bom, o mau, o


feio, merda, quando ela se cala sobre isso caralho. Eu quero tudo isso, quero que ela sinta que pode confiar em mim. Tenho certeza que fiz ela se sentir à vontade sobre compartilhar merdas pessoais comigo agora. Meu telefone toca no meu colete. Saindo da caminhonete chego até ele enquanto volto até o local de trabalho. O nome da Mia pisca na tela. "Ei". Ela toma em um fôlego tremendo. "Eu sei que você está trabalhando, Reed, mas existe alguma maneira que você pode vir? Como agora? Por favor?" Os meus passos são interrompidos abruptamente, levantando o pó do cascalho. Ela está chorando. Por que ela está chorando? "Mia, o que está acontecendo?" "É o Ben", ela responde com um gemido. "Não sei o que fazer. Eu não..." "Foda-se! Ele foi baleado? Estou em St. Joseph agora. Estão trazendo ele aqui?" Eu começo a correr em direção à entrada do hospital. Merda! Filho da puta de merda! Os meninos. Mia. Isto não pode estar acontecendo. "Não, não Reed. Ele está em casa. Eu disse que preciso que você venha aqui". "Oh". Eu derrapo sobre o cascalho. "Mia, o que…" "Reed!" Tessa grita no telefone.


"Jesus Cristo". Eu esfrego minha orelha com a mão livre e em seguida, levanto o telefone mantendo-o a uma distância segura da voz de Tessa. Por que é que ela grita comigo? "Venha aqui! Meu irmão precisa de você. Mia precisa de você. Pare de fazer um milhão perguntas e mova-se!" A chamada desconecta. Eu olho para a tela. O que diabos pode estar acontecendo? "Weston!" Eu grito a um dos meus trabalhadores, quando viro correndo de volta para a minha caminhonete. Ele olha para mim. "Sim, patrão?" "Eu preciso sair. Vai procurar o Connor e diga que ele pode me achar no meu celular. E ligue para a loja e diga ao meu pai que eu estou deixando o local". Ele acena me dando o polegar. Meu coração está acelerado quando encosto contra o assento de couro. Eu tiro meu colete, jogando ele e meu capacete na parte de trás. Os pneus patinam sobre o cascalho quando decolo em direção ao portão. Minha mente tenta resolver possíveis cenários, mas todos eles são assustadores para caralho. As crianças poderiam ter-se machucado. Poderia ter deixado uma das minhas ferramentas de trabalhando no convés e Nolan poderia ter pegado. Ele está obcecado em me observar. Talvez ele estivesse tentando copiar o que estava fazendo ou algo assim. Minha respiração se torna mais pesada. Eu puxo a gola na minha camiseta, afrouxando o material que de repente aperta meu pescoço. Chase.


Foda-se, e se Mia tinha-lhe sobre o convés e ele chegou muito perto dos trilhos. Ele é tão pequeno. Os trilhos foram fixos no fim de semana passado? Eu disse a Mia que ela poderia sair no convés, mas foda-se! Não vou me perdoar se isso não for cem por cento seguro. Espere, não estariam a caminho de St. Joseph se algo aconteceu com uma das crianças. Isso não pode ser. Então, o que é? O que faria Mia se aborrecer, ou Ben? O que diabos está acontecendo? Meu punho se conecta com o volante. É por isso que eu estava pedindo mil explicações, Tessa, porra! Eu teço dentro e fora do tráfego, ultrapassando dois semáforos vermelhos para chegar a casa o mais rápido possível. Tem um carro de patrulha na entrada da garagem, Tessa e outro carro que eu reconheço como o de Beth. Paro ao lado dele depois de saltar da minha caminhonete. É pequeno de duas portas, com tinta lascada em todos os lugares e pontos de ferrugem cobrindo o telhado. Me curvo para baixo olhando o banco de trás. Alguns cobertores, algumas camisetas e merdas que parecem lixo cobrem o assento e o piso. Os músculos do meu pescoço se contorcem. Ela vivia nesse carro. Endireito-me, os dedos comprimindo a parte superior do meu nariz, peito arfante contra minha camisa. Não posso pensar nessa merda agora. Não posso pensar nela sozinha e assustada. Não com o que se passa lá dentro. "Olá?" Empurro a porta aberta, ouço vozes quando olho em volta da porta de entrada. "Mia?" Nolan vem correndo pelo corredor, segurando seu dragão de pelúcia acima de sua cabeça. "Tio Weed!" Ele pula para cima e pra baixo na minha frente, o maior


sorriso iluminando seu rosto. "Nós vamos trabalhar no convés hoje? Eu vou pegar minhas ferramentas!" Eu pego Nolan, apertando-lhe suavemente contra o meu peito. Ele está bem. Tenho certeza que Chase também está bem. "Não, homenzinho. Hoje não. Onde está a mamãe?" Ele aponta na direção da cozinha. "Ela está triste. Ela muito triste". O carrego comigo continuando pelo corredor com o seu dragão no meu ombro. "Vai ficar tudo bem", digo, buscando conforto em minhas próprias palavras. Mia, Beth e Tessa estão sentadas na sala ao lado da cozinha, amontoadas no sofá, as duas meninas em ambos os lados da Mia. Eu assisto as três lentamente levantar suas cabeças quando entro em exibição. O rosto da Mia está molhado com lágrimas, enquanto Tessa e Beth parecem que estão tentando não chorar. Eu coloco Nolan em seus pés, meu peito aperta cada músculo do meu corpo flexionado. "Vá brincar, Nolan. Vou falar com sua mãe por um minuto". Ele corre de volta para o corredor e dou mais um passo para a sala. "O que diabos está acontecendo?" Mia fica do sofá. "Muito obrigada por ter vindo. Espero que não foi um problema sair do trabalho". "Não, não foi, mas me diga por que as três olham assim? Eu estou começando a entrar em pânico". Ela limpa os dedos em seu rosto, em seguida, empurra para trás o cabelo escuro do rosto dela. "Encontrei um caroço no meu peito na semana passada quando alimentava o Chase. Fui ao médico e tinha uma ecografia, e ele sugeriu uma biópsia por causa da história da minha família". Ela faz uma pausa, pressionando seus lábios juntos.


Beth e Tessa, ambas fazem carinho, flanqueando o lado da Mia como suporte, oferecendo o conforto. Eu olho nos olhos da Mia, meu estômago faz uma torção, meu peito queimando. Pensamentos da mãe de Mia morrendo de câncer de mama há dois anos inundam minha mente com pânico. "Sério?" Pergunto. Mia acena. "Há alguns dias. Não dissemos a vocês, porque não queríamos que se preocupassem se não fosse nada. Era suposto obter os resultados ontem, mas ninguém ligou. Então nós acordamos com uma mensagem muito cedo esta manhã de alguém no escritório. Disseram que meus resultados chegaram e era para ligar de volta, mas não consigo falar com ninguém. Chamo-lhes todo o dia, e só me enviam para a caixa postal. Pode não ser nada, pode ainda não ser nada, mas sem uma resposta". Seu queixo treme. Ela se livra das meninas dando passos mais perto de mim. "Reed, Ben está se perdendo. Ele parecia bem ontem, mas ele estava tão bravo que não vimos isso hoje de manhã. E então ele explodiu quando não nos disseram os resultados na mensagem. Disse a ele que não podem fazer isso legalmente, mas ele não me ouve. Sua mente acredita que algo está errado. Não posso acalmálo, não posso falar com ele. Disse ao Luke para levá-lo lá fora, porque temia que ele começasse a assustar Nolan. Nunca o vi assim. Não sei o que fazer. Você sabe como ele é comigo". Agarro meu pescoço com ambas as mãos. Merda, todo o estado sabe como Ben é com Mia. Ele mataria por ela. Ele ameaçou colocar minha bunda na cadeia várias vezes quando eu a conheci, e ele pensou que eu estava fazendo concorrência. Nunca conheci ninguém mais insano com alguém antes e tem sido assim desde o início para o Ben. Se ele a perder, sei que ele nunca iria se recuperar disso.


Merda, não se sabe se qualquer um de nós faria. Eu envolvo meus braços ao redor de Mia, puxando-a contra meu peito. As lágrimas molham minha camisa. "Tenho certeza de que não é nada. Tenho certeza que o médico está ocupado agora. E eu acho que é bom que eles não queiram dar os resultados por telefone. Se foi má notícia não quereriam que fossem até o escritório para discuti-la?" "Eu não sei. Não sei como minha mãe teve os resultados dela". Meu estômago afunda. Eu aperto Mia ainda mais. "Estou tão assustada, Reed. O que aconteceria com Ben? E os meninos, eu não posso...", ela chora, seu corpo tremendo. "Não posso deixá-los". Meus olhos se conectam com Beth por cima da cabeça da Mia. Ela pisca, enviando lágrimas pelo seu rosto, com os lábios me dá aquele seu sorriso doce. Eles mal levantam antes dela virar para esconder suas emoções. A cara da Tessa está enterrada nas mãos dela. Foda. Isto não pode estar acontecendo. Mia. Nossa Mia. Aproximo minha boca do cabelo da Mia. "Nada vai acontecer com você. Ben vai ficar bem, os meninos vão ficar bem, porque nada vai levá-la para longe deles. Você é forte, Mia. Você precisa ser forte agora, ok?" A sua cabeça se move contra meu peito. Outro gemido é abafado. "Vou sair e tentar falar com o Ben. Promete que vai parar de pensar no pior". Ela se inclina deixando cair os braços na minha cintura. "Eu prometo". Apertando a minha mão, ela olha nos meus olhos. "Obrigada por vir".


"Droga, Mia. Pare de me agradecer. Você sabe que faria qualquer coisa por você". Seus lábios tremem em um sorriso fraco. Ela se vira e começa a esfregar a mão nas costas de Tessa, sussurrando palavras que não consigo entender. Acho que só Mia consola outras pessoas quando ela está mal se mantendo junto. Às vezes acho que ela é boa demais para todos nós. Estou quase fora da porta da frente quando ouço os passos acelerados na madeira atrás de mim. "Reed, espere um segundo". Ao virar a cabeça, meu olhar recai sobre Beth. Os olhos dela ainda estão cheios de lágrimas. "Sim?" Ela se move lentamente em minha direção, estudando meu rosto com atenção absorta. "Você está bem?" Deixo sair uma respiração profunda, levanto meus ombros. "Eu não sei. Estou tentando ficar. No entanto, é Mia, sabe? Isto é assustador". "Eu sei que é". A mão dela envolve meu antebraço e aplica a pressão mais leve. "Vocês dois são realmente muito amigos, hein?" Olho para baixo, quando seu dedo começa a se mover ao longo da minha pele. "Sim. Bem, todos nós somos. Todo mundo ama Mia". "Você foi tão doce com ela lá dentro. Acho que você realmente ajudou". "Você está ajudando muito". Eu engulo, olhando para aqueles olhos grandes e escuros. "É muito bom que você está aqui para ela. Eu sei que significa muito para Mia". A boca de Beth se aperta. "Fiquei realmente chocada que me queria aqui. Acabei de conhecer vocês. Não costumo ter pessoas me aceitando tão rápido".


"Quem não se apegaria a você?" A mão dela move contra meu braço, me apertando, aqueles lábios perfeitos se abrem lentamente. O ar dos seus pulmões escapa, envolvendo seu rosto com cor. Ela não está escondendo a sua reação de mim pela primeira vez desde que a conheci, queria que eu visse. Isto não é o que eu preciso fazer agora. Escovar minha mão ao longo de sua face e permitir que o calor de seu rosto aqueça meus dedos, não é o que Mia me pediu para vir fazer. Não consigo ver por que ainda faço isso com a Beth. Não agora. Minha mão se afasta do seu rosto quando ela começa a inclinar. "Tenho de ir lá fora. Ver o que está acontecendo com o Ben". Ela molha os lábios, olhando por cima do meu ombro brevemente. "Ok". Dando um passo atrás, abro a porta colocando a cabeça para fora, antes de todo o sangue em minhas veias atingir o meu pau. É uma merda, mas é a Beth. Eu estou começando a perceber que não importa onde, quando, ou o que diabos está acontecendo ao nosso redor. Não posso desligá-lo com ela. Diabos, não estou certo se quero. Caminho ao lado da casa não tendo certeza do que estou prestes a me meter. Eu sei o que passa pela minha cabeça agora. Não consigo imaginar amplificar ao extremo, da forma como Ben faz com tudo o que envolve a Mia. Ele não pode controlar a merda quando se trata dela. Eu o vi muitas vezes com raiva. Que está ameaçando o suficiente. Mas irritado e chateado? Luke aparece primeiro. De pé na parte de trás da propriedade, ele está passando pela área arborizada que separa a casa de Ben. Eu passo pelo jardim quando um som alto rompe o ar e, em seguida, mais dois, acelerando o ritmo. Vem da floresta. Luke vira a cabeça quando estou quase ao seu lado.


Com os braços cruzados sobre o peito, ele me reconhece com um aceno rápido de sua cabeça. "Desculpa, cara. Ele precisa quebrar alguma merda agora, e era isso ou o balanço de Nolan. Eu paro ao lado dele e olho entre duas árvores. Ben tem uma pilha de madeira espalhada no chão. Algumas divididas em dois. Ele murmura maldições sob sua respiração. "Você tentou falar com ele?" Peço, assistindo Ben pegar o pedaço de madeira batendo repetidamente contra um tronco de árvore grosso. Pequenos pedaços de madeira rompem com cada golpe. Luke olha para mim, um lado da boca partido. Olho fixamente para o sangue seco aderindo à ferida. "Sim, eu tentei falar com ele. Ele não quer falar. Ele quer fazer isso. Se você acha que pode acalmá-lo sem levar um murro, boa sorte". "Merda". Esfrego minha mão ao longo do meu queixo. Ele bateu em Luke? "Se ele começar a querer bater a merda fora de mim, tente pará-lo, tudo bem?" "Sim. Não há problema". Ignorando o tom sarcástico na resposta de Luke, ando por entre as árvores e chego à pilha de madeira atrás de Ben. Se não fosse por Mia, eu ainda estaria ao lado de Luke, mantendo distância, porra. Eu prefiro não sangrar no quintal do meu melhor amigo. Mas tenho medo de Mia. Ela me chamou aqui... Porque ela está preocupada com Ben. Preciso pelo menos tentar falar com ele. Ben balança a madeira e ela se quebram. Ele se vira, emocionado quando me nota, jogando a madeira aos meus pés.


"Cale-se, Reed". "Eu não disse nada ainda". "Ainda", ele resmunga, pegando mais uma tora apontando-a para o meu peito. "Não terei um problema em arrebentar sua boca, então não me teste. Não há nada para falar". Eu levanto as duas mãos, para ele. "Você não sabe nada ainda, Ben. Mia ainda poderia ficar bem. Tudo isso que está fazendo só está fazendo a merda pior para ela". Ele deixa cair a madeira. "O que é que você disse?" Dou um passo para trás quando ele se move para frente, mantendo o espaço entre nós. "Ela está assustada e eu sei que você não quer isso. Esta merda pode não ser fácil para você. Eu estaria louco se eu não tivesse nenhuma resposta ainda. Mas pense sobre Mia. Pense..." "Pensar sobre Mia?" Ele grita, cerrando os dentes, se aproximando com passos rápidos. "O que você acha que estou fazendo, idiota? Eu sempre estou pensando nela! Ela é tudo em que eu sei pensar!" Ele me apoia em uma árvore, os punhos na minha camisa com ambas as mãos. Cada veia do seu pescoço está ameaçando explodir. Seu rosto está fervendo, suor sob a linha do cabelo. As narinas queimam, ele parece pronto a me comer vivo, quando fica frente a frente comigo. "Nunca mais me diga para pensar na minha mulher! Ouviu?" Eu aceno. "Porra diga!" "Ben, calma”. A voz do Luke vem de meu lado direito. Está perto, então eu sei que ele se aproximou da floresta.


Estendo a minha mão, mantendo meus olhos colados em Ben. "Ouvi dizer, homem. Mas você está me ouvindo? Mia está assustada. Vocês nos chamaram aqui, mas ela não precisa de qualquer um de nós. Ela precisa de você. E o que você está fazendo?" Ben visivelmente treme quando toma em uma respiração. "Meu mundo inteiro está prestes a ser arrancado de mim". "Você não sabe". "Não? O que você sabe Reed? Você pode me dizer a que minha esposa vai ficar bem? Pode me dizer que não vou perdê-la?" Ben, tem lágrimas nos olhos. "Eu não posso lutar contra isso. Você entendeu? Não há nada que posso fazer se esta merda decidir levála. E os meus meninos? Como vou explicar isso a eles? Você me diz, como?" Ele me libera dando um passo para trás, olhando para mim. Mantenho minhas costas contra a árvore, deixando minhas mãos caírem ao meu lado. "Eu não sei. Não quero pensar nisso". "Sim, bem, tenho que pensar sobre isso. Vou ter que dizer a meus filhos que a mãe deles está morrendo". "Pare com isso! Porra de Jesus!" Luke grita, apontando para Ben. "Você não sabe merda nenhuma agora! Sua mulher está lá chorando, precisando de você e você esta aqui fora com o pior cenário possível passando pela sua cabeça! Pare com essa merda e vai ficar com ela!" Ben levanta sua cabeça mostrando seu rosto, rosnando como um animal enjaulado. "Essa merda? Quem é você para dizer isso para mim? Não é o filho da puta que abandonou minha irmã no ano passado porque porra não sabia lidar com o que você sentia por ela? E está me dizendo para esquecer, homem?"


"Voltei!" "Sim, depois que eu liguei para você, idiota. E agora olhe para você. Você ainda está muito assustado para fazer essa merda permanente. Alguém precisa dessa merda, são vocês dois idiotas". Ben olha em minha direção. "O que eu fiz?" Peço me afastando da árvore. Luke empurra contra o peito do Ben. "Cale-se! Quando pedirei à Tessa para casar comigo não é da sua conta!" Ben bufa. "Certo. Bem, até lá, não tem nada para me dizer sobre isso". Ele olha para mim. "Você também não. Só vai ficar aí sem fazer nada, enquanto CJ leva sua garota?" Eu cerro os dentes. "Deixe-a fora disso". Ele contrai a mandíbula com um sorriso. "Acertei um nervo, Reed?" Ele se aproxima, inclinando a cabeça, esse maldito sorriso no rosto. "O que vai fazer sobre isso? Hein? Vai deixá-lo entrar na buceta em que está amarrado? Ela nem sabe o quão patético você é sobre ela?" "Ben" adverte Luke. Minhas mãos enrolam em punhos. Eu elimino o espaço entre nós. "Eu tenho certeza que ela está tentando descobrir isso. Qual é o seu ponto?" Seu sorriso se desvanece, uma carranca perturbada substituiu quando ele passa entre Luke e eu. Encolhendo os ombros. "Meu ponto é que até que você dois idiotas acordarem porra e terem as mulheres de suas vidas, nem um de vocês vai saber o que está merda parece. Consegui um telefonema num segundo me dizendo que Mia, minha Mia vai morrer. Eu não posso lidar com isso. Não imagino minha vida sem ela, porque eu não vou ter uma. O que devo fazer se algo acontecer com ela? Ambos me dizem para


entrar e ficar ao lado dela, e eu não posso. Não posso deixar que ela me veja assim. Eu devo ser forte e estou com medo. Não vou deixá-la se preocupar quando ela é a única... ". Pausando, ele limpa os olhos, em seguida, esfrega a mão sobre seu rosto. A cabeça fica inclinada para baixo. Luke e eu trocamos olhares preocupados. "Eu tenho que pensar nisso", Ben diz a dor estrangulando sua voz, fazendo parecer que ele tem tentado engolir vidro quebrado. "Eu tenho que começar a pensar que ela não vai estar aqui comigo. Se eu me deixar acreditar em alguma outra coisa, e alguém me diz que eu tenho que me despedir dela... eu disse que eu nunca faria isso, há dois anos depois que fui baleado, eu prometi a ela, mas sempre soube que algo poderia acontecer comigo. É o trabalho. Mas ela ser tirada de mim, deixar meus filhos sem a sua mãe, eu tenho pensado sobre como ela iria continuar sem mim, mas eu nunca pensei que seria o único tentando descobrir essa merda. Não posso fazê-lo. Se ela morrer, eu morro". Um suave suspiro corta o ar. A atenção de todos para em Mia. Em pé na linha das árvores, ela encara diretamente Ben com uma mão na boca. Sua dor é silenciosa, sem gritos, sem choradeiras, enquanto Ben acaba de anunciar seu fim involuntariamente na frente dela. Ela ouviu dizer que ele não pode fazê-lo. Se ela morrer, ele morre. Coisa que ela não precisa ouvir agora. "Mia" Ben engasga, mas não vai até ela. Não se move. Paralisado pelo seu próprio sofrimento, ele fica colado ao chão, com a respiração violenta, o ar entre os dois começa a pulsar com sua agonia. Ela deve ver sua devastação, o aleijando e o mantendo em cativeiro. Ele retira o desconforto de seus olhos. Lentamente abaixando sua mão, acena, como se dissesse que ela entende, ou eu te amo e, em seguida, olha para Ben por mais tempo antes de virar e voltar para a casa.


Ben deixa cair à cabeça, seus olhos fechados por meio de um gemido. Eu percebo agora que não há nada que possa dizer para ajudá-lo a passar por isso. Não depois disso. Ele vira e pega outra madeira. Encosto minhas costas contra a árvore mais próxima, escorrego para o chão e descanso os antebraços em meus joelhos. Minha cabeça cai de volta quando Ben ataca a tora. Luke imita minha posição a alguns metros de distância. Lascas de madeira voam no ar. Mais 2 a 4 quebradas, então outra. O tempo passa quando pilhas de madeira fragmentada são elevadas do chão. Recupero mais madeira quando Ben precisa disso, mas não pergunto. Acima da casa, o céu arde em laranjas e vermelhos quando o sol se aproxima de terra. Tessa se aproxima da linha de árvore em um ponto e pergunta se precisamos de alguma coisa. Ben responde pelo grupo. "Volte para dentro e não venha aqui novamente a menos que você tenha notícias para mim". Luke olha Ben, a face em branco, mas não diz nada a ele sobre ser rude com Tessa. Só quebra o pescoço de um lado para o outro e continua a olhar para a sujeira. Outras dez placas são quebradas, antes de eu fechar os olhos. Eu tento pensar em outra coisa na minha cabeça, mas nada resolve. Nada enche minha cabeça, a não ser imagens de Nolan e Chase sentindo falta da mãe, chorando por ela, ficando mais velhos e se perguntando onde ela está. Ou Ben, um fantasma do homem que ele é agora, nunca seguindo em frente, nunca aceitando que ela não está mais aqui conosco. Ele está se preparando para o pior, e foda-se, talvez devesse. E se é isso acontecer? E se Mia morrer e todos nós a perdermos? O que então?


O som da voz da Mia abre meus olhos, agarrando toda nossa atenção rapidamente, é como se cada um de nós estivesse a tremer. As três mulheres estão em pé na borda do pátio onde começa a linha das árvores, Tessa e Beth ao lado da Mia. Em segundos estou sobre meus pés. Luke faz o mesmo. Ben dá passos para frente quando olha para o telefone na mão da Mia. "Ben". Colocando uma mão no ombro dele, eu estou pronto para apontar o que eu acho que trouxe as mulheres aqui em baixo, mas ele já deve ter visto. "Anjo" sussurra sua voz quebrada. Ele se move através das árvores. Luke e eu chegamos mais perto. Mia olha para Ben, suas frontes se tocando. Ela sorri e ele esmaga sua boca contra a dela, levantando-a do chão. Eu desmorono contra a árvore mais próxima, minhas pernas prontas para falhar com o surto de alívio em minhas veias. Ela está sorrindo. Ela não estaria sorrindo se não fosse boa notícia. As palavras da Mia são divididas por um ataque frenético de Ben. Eu consegui entender algo sobre o caroço não ser nada, benigno ou algo assim. É tudo o que preciso saber. "Graças a Deus" eu digo, virando minha cabeça para o lado. "Você acha que ele ia me bater?" Olho para Luke, esperando por uma resposta, uma confirmação, algo. Ele está encarando Tessa como um homem possuído. Corpo alongado, olhos fixos nela com uma intensidade sombria, peito arfando em rajadas rápidas. Ele passa por Ben e Mia, agarra o rosto da Tessa e a puxa contra ele com a boca na sua orelha. Seu corpo vai ainda. Lentamente, levantando os olhos dela,


ela o encara por um longo segundo, e acena. Luke espalha beijos no rosto dela. Beth dá alguns passos para a esquerda, corando entre dois. Ben define Mia para baixo nos pés dela. "Ele tem certeza?", indaga, mantendo-a em seus braços. Mia acena a cabeça. "Onde estava aquele desgraçado ontem? Ele deveria ligar para nós. Ele sabe o que passamos?" Mia sorri. "Ele estava em cirurgia o dia todo. Ele pediu desculpas por isso". "Dê-me o telefone”. "Por quê? Então você pode ameaçar a vida dele?" "Claro". Ele a beija novamente. "Você está realmente bem? Não precisamos nos preocupar com nada?" "Estou realmente bem". Ben pega o rosto dela novamente. "Mia, querida, me desculpe, eu não podia..." "Shh". Ela o silencia com um dedo nos lábios. "Eu te amo". Ele fecha os olhos, visivelmente relaxado e beija a parte superior da cabeça dela. "Eu te amo. Tanto". Eu me empurro da árvore. "Eu preciso de uma cerveja. Mais alguém acha que precisa de uma?" Ben levanta Mia novamente. Ela guincha em seus braços. "Claro que sim. Você sabe quão perto eu estive de bater em você?" Eu sorrio para Beth enquanto ando por entre as árvores. "Você sabe o quão perto eu tive de bater em você? Você é patético, como se eu não soubesse".


Ben ri. "Você precisa lidar com isso". Eu aceno, olhando Beth, Tessa e Luke, que estão a alguns pés de distância. Luke levanta a cabeça quando chegamos ao seu lado. Tessa está subindo-o como se ela precisasse de ar para respirar, envolvendo os membros em torno de seu corpo. "Vamos embora", ele diz, olhando para o grupo, suas mãos plantadas na bunda de Tessa. "Uma grande boa notícia, Mia. Estamos todos muito felizes por você estar bem". "Feliz", Tessa concorda beijando Luke. Ela agarra seu rosto e olha para os lábios. "O quê? Por que sua boca está cortada?" "Desculpe cara". Tessa olha Ben depois que ele fala. "Você bateu nele? É sério?" "Ben, você não...". Mia se inclina para olhar o rosto do Ben. "Está tudo bem, querida. Seu irmão dá socos como uma putinha". Ben desloca Mia contra ele. "Vamos", Tessa pressiona os lábios contra o pescoço do Luke. "Precisamos ir", ela sussurra. O grupo anda através do pátio em direção a casa. Eu ando ao lado de Beth. "Ei". Ela levanta a cabeça, sorrindo gentilmente. "Ei". "Quer tomar uma cerveja comigo? Ou você precisa ir?" Os lábios dela puxam para baixo. "Eu adoraria ficar e tomar uma cerveja com você, mas eu perdi várias chamadas do bar e uma da casa da minha tia. Mas não consigo falar com ninguém em


qualquer número. A secretária eletrônica no bar continua pegando a ligação". "Você deveria trabalhar hoje à noite?" "Não, mas talvez eles precisem de mim. Talvez seja por isso que eles estavam me chamando". Ela olha à nossa frente, sorrindo quando passa por Mia e Ben. "Estou tão feliz que tudo vai ficar bem. Ela nos contou sobre ele não poder viver sem ela. Isso partiu meu coração". Viro minha cabeça, assistindo Ben levar Mia para dentro da casa, as mãos dela pelo cabelo dele enquanto ela o beija. Beth e eu continuamos indo pelo quintal com Tessa e Luke entrando em seus carros separados. Olho para ela. "Sim, eu percebi que não tinha nada a dizer a ele depois disso. Não que qualquer coisa que eu já tinha dito a ele fez muita coisa, além de irritá-lo ainda mais. Eu deveria apenas ficar lá e me oferecer como um saco de pancadas". Beth abre a porta do carro levantando uma sobrancelha. "E estragar esse rostinho bonito? E o seu serviço para o estado de Alabama? Você não gostaria de afastar todas as mulheres daqui, não é?" Eu sorrio, enquanto ela se estabelece em seu assento. Agarro a porta, impedindo-a de acabar com isso. "Não ligo para todas as mulheres. Apenas uma. Enquanto ela ficar por aqui, isso é tudo que importa". Ela olha para mim, segurando meu olhar através de várias respirações profundas. Ela ansiosamente prende o seu cinto. "Tenho de ir. Descobrir o que está acontecendo com minha tia e meu tio".


Ela sai da garagem, hesitando em puxar para rua, seus olhos não conseguem deixar os meus. Eu não desvio o olhar quando ela finalmente afasta a atenção para a estrada longe da casa. Ela não queria ir embora. Se ela não tivesse visto aqueles telefonemas ela ainda estaria aqui falando comigo, sorrindo, ficando confortável comigo novamente. Isso é o que eu quero, e eu vou levá-la lá. Foda-se, CJ. Este é o meu sorriso. Ninguém mais lhe faz feliz, a não ser eu. Eu vou até a porta da frente a mão na maçaneta, ouço os sons de Nolan rindo em algum lugar na casa. Ben e Mia precisam desse tempo juntos, só eles e os meninos. Depois de toda essa merda, deve ser apenas eles quatro, um segurando a mão do outro. Não preciso ficar por aqui para isso. Eu entro na minha caminhonete e saio da garagem. Fico longe das estradas principais, não estou com pressa de chegar em casa. São depois de 06h00min, então não há nenhuma necessidade que eu volte para o local de trabalho. O trabalho está fechado para o dia. Com as janelas abertas inspiro o ar fresco da noite que sopra contra meu rosto. Silêncio me rodeia, o único ruído do vento em torno da caminhonete. A tensão em meus ombros lentamente desaparece. Concentro na estrada diante de mim, a noite tranquila, o cheiro de flores nas proximidades. Meu telefone toca no assento e olho para baixo o nome piscando na minha tela. Eu coloco no viva-voz, sorrindo como um idiota. "Sentindo minha falta já?" Ela ri, mas há um nervosismo atrás disso. Que eu teria que ser surdo para ignorar. "Sim, eu estou... isso soa muito louco e estúpido e você provavelmente vai rir de como estou sendo ridícula agora, mas


existe alguma maneira de você poder falar comigo por um tempo? Eu sei que você odeia falar ao telefone, mas eu sou... eu só... realmente, realmente adoraria falar com você agora". Coloco o telefone no meu colo, enquanto minha mão desloca as engrenagens. A voz dela me preocupa. "Beth, o que está acontecendo? Por que você parece assim?" O barulho da mola de um colchão vem através do telefone. "Minha tia e meu tio tinham que sair da cidade". "É por isso que eles estavam tentando me ligar, para me avisar que eles tinham que ir embora. Eu cheguei a casa e encontrei uma nota deles na cozinha e agora eu vou ficar nesta casa sozinha por alguns dias e eu estou surtando um pouco. Eu apenas, não gosto de ficar sozinha, Reed. Não gosto de não ter alguém para conversar". Eu mudo novamente, acelerando enquanto uma pressão aperta no meu peito. Ela não está enlouquecendo. Ela está com medo. A respiração está ansiosa contra o telefone, ela continua se movendo ao redor na cama, inquieta. Fazê-la falar seria uma abordagem, mas ela precisa ouvir minha voz agora. Ela precisa saber que não está sozinha. Essa merda mais aleatória que consigo pensar. "Eu tinha este cão quando eu era pequeno que eu salvei. Ele estava tão nervoso o tempo todo, ou se você fizesse movimentos bruscos quando ele estava perto de você, ele urinava em todos os lugares, e então ele iria deitar nele". Beth ri discretamente quando chego à outra estrada. "Oh meu Deus". "Nós poderíamos ter nos livrado dele, mas nos sentimos mal porque seus donos anteriores abusaram dele, então não foi culpa


dele ficar assim. Aqueles idiotas o mantinham lá fora o dia todo, e deram-lhe o pior nome". "Qual foi?" "Manteiga". "Manteiga?" Ela engasga com uma risadinha. "Por que nomear um cão com isso? Isso é tão estranho". "Sim, eu sei. Eu tentei mudado e chamá-lo de Hulk, porque eu estava obcecado com a luta livre no momento, mas ele não respondia a nada, exceto a manteiga. Odiava esse nome. Eu queria esse cachorro mau, sabe? Não queria sair gritando o nome de manteiga, quando ele escapasse da coleira". "Ele se parecia com um cão mau?" "Porra nenhuma. Ele sempre teve esses arcos estúpidos no cabelo que Riley colocava nele. Ela queria que ele fosse uma garota". Eu estaciono o carro na garagem, levando o telefone da minha caminhonete. "Apanhei-o na minha cama um dia mastigando um dos meus sapatos e gritei e então me lembrei que ele sempre fazia xixi quando você grita com ele, e ele estava na minha cama". Beth suspira. "Oh meu Deus. Ele fez xixi na sua cama? Oh não, não, não". Ela começa a rir novamente. "Quer saber?" "Sim!", ela chora. "Deixe-me entrar e eu vou te dizer". O riso é cortado. "O quê? Deixar entrar? Você está na minha casa?" Ouço sons de movimento através do telefone, o colchão de molas, as dobradiças de uma porta sendo aberta, os seus passos


na escada. "Reed, está realmente aqui?" Ela pede, sem fôlego, um segundo antes da porta se abrir. Eu inclino meu ombro contra o quadro. "Aquele cretino urinou na minha cama. Eu estava tão chateado", digo no telefone. Olhos arregalados, ela lentamente tira o telefone da sua orelha, então larga-o completamente, ele bate contra o chão. Sua língua molha os lábios. Ela se atira em mim, envolvendo as mãos em volta do meu pescoço, perfeito, foda-se, eu amo está boca, contra a minha. Uma mão vai ao cabelo dela, a outra na sua bunda, moendoa contra meu pau. Sim. Porra, sim, por favor. Ela desliza sua língua ao longo do meu lábio inferior, rapidamente se afasta para trás, parecendo assustada. "Desculpeme. Tudo bem que eu fiz isso?" Eu olho para baixo, para ela, ofegante, minha respiração por todo o lado, meu pau mais duro que o aço. "Você está brincando comigo? Eu estava preocupado em nunca mais te beijar". Ela morde o lábio, então pega um punhado da minha camisa e me puxa para dentro. "Beije-me outra vez". Minhas mãos estão no seu cabelo, minha boca, se movendo sobre seus lábios, ao longo de sua mandíbula, até o rosto. Ela estremece nos meus braços quando eu mordo o seu pescoço. "Deus, há tanta coisa que quero fazer com você agora". Eu aperto a bunda dela, levantando-a. "Pernas, queridas". Ela as envolve na minha cintura, gemendo quando meu pau pressiona contra ela. "Reed", ela suspira, inclinando a cabeça, eu lambo a pele que marquei. "O que você quer fazer? Diga".


"Tudo", eu digo contra seus lábios, arrastando os dentes ao longo de sua pele. "Eu quero colocar minha boca em cima de você. Quero meus dedos dentro dessa sua buceta apertada, enquanto eu chupo seu clitóris". Ela move seus quadris, moendo contra mim. Com minha boca na sua orelha e as minhas mãos amassando o seu traseiro. Deus, seu burro. "Eu quero ver esses lábios perfeitos em torno do meu pau, me chupando enquanto fodo você com meu dedo. Eu quero você curvada, espalhada no chão, amarrada à cama enquanto alucino você". Eu a carrego para cima enquanto sua boca devora a minha. Ela chupa meu lábio inferior, no meio do caminho caio de joelhos ainda nas escadas. Minha mão puxa sua calça jeans. "Quero tudo". Ela levanta os quadris para mim, seus dedos ansiosos puxando meu cinto. "Quero que me leve bem aqui, porque você não pode esperar mais". Eu gemo quando ela bombeia meu pau. "O que parece que estou fazendo? Você tem sorte de que não a levar na varanda". Os pés dela empurram meu jeans para baixo das minhas coxas, depois tira a calcinha. Apontando os joelhos para o lado abrindo a buceta nua para mim. Tenho uns slides do meu pau entre suas pernas empurrando contra o seu clitóris, e o gemido que ela dá faz com que minhas bolas doam. "Beth". A beijo como sempre a beijei, estou faminto por tudo o que esta mulher me dá. Eu deslizo a primeira polegada e gemo em sua boca, lutando contra o desejo de empurrar meus quadris. Tão molhado. Tão quente e apertada. Apertada. Molhada. Quente. Perfeito. Minhas pernas tremem. "Deus, você está muito irreal".


Ela agarra meu quadril, a pélvis se inclinando em busca de mim. "Reed, por favor, mais". Uma polegada mais, mais devagar desta vez. Ela se contorce contra mim, amando isso, mas sei que ela está. Cada pequena espremida que sua buceta está me dando mantém meu ritmo. Movo meus lábios ao longo de seu pescoço, chupando sua pele quando eu aperto o degrau acima da sua cabeça. Ela enfiou os calcanhares nas minhas costas quando estou bolas profundas. "Oh meu Deus". As mãos dela puxam as alças da sua blusa liberando os seios. Eu começo a me mover. "Ow. Ai. Oh". Parando levanto a minha cabeça. "O que há de errado? Merda, estou te machucando?" "Escadas". Ela estremece, deslocando de volta. Levanto meu pau deslizando dentro e fora quando eu começo a chegar ao topo da escada. Ela geme no meu ouvido quando eu abaixo no chão. "Melhor?" Peço, apoiando as mãos ao lado de sua cabeça, eu não mereço a perfeição. Ela está de boca aberta e de olhos fechado. Merda. "Ah, Deus. Reed, que delícia". Embrulho suas pernas na minha cintura, ficando mais profundo, precisando dela mais fundo ainda. "Eu quero tudo de mim dentro de você. Cada polegada, Beth". Tudo de mim. Toda você. Você e eu. "Sim". Agarra a minha camisa com os olhos abertos. Ela puxa meu rosto para baixo, me beijando. "Também quero isso. Isso é tudo que eu quero".


Meus músculos queimam o suor acima na minha testa, pelo meu pescoço. Fodo-a lentamente até que ela está implorando para ir mais rápido. Minha boca não se cansa de sua pele. Meus dedos não aguentam o suficiente de sua carne. Estou em cima dela, levando tudo e dizendo que ainda preciso de mais. Sussurro seu nome entre seus seios. Eu reclamo isso quando ela puxa meu cabelo. Seus quadris iniciam circulando por debaixo de mim, à procura de mais, precisando de... "Reed", ela respira, seu corpo tremendo. "Oh, merda. Oh merda, oh merda". Eu empurro seus joelhos contra seu peito, e empurro o corpo dela mais rápido, mais forte, dando mais quando ela abraça meu pau. Ela está ofegante em baixo de mim, bochechas rosadas, cabelo escuro, grudando na pele dela. Minha espinha tem arrepios na base, apertando minhas bolas. "Posso gozar em você?" Ela acena através de um gemido, chupando seu lábio, arqueando as costas do chão. Braços flexionados, coxas tremendo, eu perco minha respiração, meu ritmo, minha cabeça quando eu libero dentro dela, dando tudo de mim. "Foda-se. Beth. Porra, eu..." "Mais forte", ela exige. Dou-lhe com mais força, mais fundo, cada polegada. "Deus, você é perfeita". Com um impulso final, eu desmorono, enterrando meu rosto em seu pescoço, inalando seu aroma doce de baunilha. "Beth", sussurro, escovando meus lábios em sua pele. "Beth". Ela geme suas mãos se movendo sob minha camisa. "Eu amo isso. Você diz meu nome pelo menos duas vezes depois de você gozar".


"Sim?" Peço, inclinando para olhá-la. Eu odeio que ela tem que me dizer isso. Eu deveria porra, saber o que fazer após entrar nesta mulher. Nunca mais. Preciso de todas as memórias dela. Ela olha para mim, o rosto com aquele sorriso. Meu sorriso. "Oi", ela diz com uma risada. "Oi". Beijo o seu nariz. "Beth Davis, da McGill". Ela abre os lábios. Eu a beijo. Ela anda pelo corredor, antes de se ajoelhar, e eu a levo por trás.


Capítulo Dezesseis

Beth Eu empurro meu cabelo emaranhado do meu rosto e estico os braços contra o lençol. Uma dor maçante entre minhas pernas. A sensação de músculos trabalhados, meus lábios doloridos e inchados. Eu nunca quero parar especificamente. Ninguém mais.

de

me

sentir

assim,

dele,

Com os olhos fechados, minha mão chega do outro lado da cama, buscando-o, ansiosa para mais, mesmo que meu corpo precise de recuperação. Viro minha cabeça quando eu descubro que estou sozinha, então sento, e coloco o lençol na minha cintura. Raios de luz do sol no tapete, alguns feixes de luz brilhando através das cortinas lavanda. Eu faço uma carranca no pensamento de um dia lindo. Uma linda quinta-feira. Droga. Por que não pensei em rezar por chuva ontem à noite? Reed provavelmente saiu de manhã para ir trabalhar, e perdi-o. Eu não estava pensando antes de desmaiar. Eu não estava fazendo nada além de deixá-lo me levar, olhando para aqueles olhos azuis selvagens enquanto ele adorava meu corpo, como ele empurrou meus limites de prazer novamente e novamente. Cansaço me dominou, mas eu ainda implorei por mais. Meu sexo estava


inchado e latejando, quando ele me encheu, mas eu exijo mais. Mais rápido. Mais profundo. "Mais", eu sussurro. "Por favor". "Toda a noite", ele prometeu. Meu corpo cantarola com a lembrança das mãos de Reed na minha pele, a boca contra o meu ouvido, sussurrando palavras sujas para mim. Aproximo minhas coxas juntas sob o lençol, olhando através do quarto para o telefone na minha cômoda. Eu quero chamá-lo, mas eu preciso ligar para outra pessoa primeiro. Amanhã não pode acontecer. Não quero que aconteça. Não faço a mínima ideia do que está acontecendo com Reed, agora que fizemos sexo e ele estava lúcido. Ele me disse coisas ontem à noite, doces palavras entre as sujas, mas ele estava dentro de mim, quando ele disse. Ele também disse coisas que eu não entendo. Algo sobre buceta mágica. Eu estava muito delirante para perguntar o que isso significava. Precisamos ter uma conversa com nossas roupas, sem a distração de carne. Duro, molhada, latejante e dolorida carne. Direito. Fique vestida em torno de Reed. Tenho certeza que isso não será um problema. Eu deslizo para fora da cama e caminho para a cômoda, vestindo um par de cuecas e uma camiseta longa. O som fraco de água correndo tem minha cabeça virando à minha direita, meus pés me levam para o corredor. Paro na porta do banheiro fechada. Meu coração bate em meu peito, minha pele faz cócegas. Ele ainda está aqui. Ele não foi trabalhar? A água é desligada. Eu corro de volta para o quarto, agarro o telefone do armário e subo na cama. Não faço ideia se o CJ vai atender ao telefone agora, mas eu


rezo para que ele faça. Não quero dar o fora nele através do correio de voz. Ele é um cara legal. Ele merece ouvir isso direto de mim. Três toques antes da chamada conectam "Tully". "Oi, CJ, é Beth". "Ei". Clareia a voz dele, indicando que ele está sorrindo. "Espere um segundo". Eu olho para fora da pequena abertura na cortina. Não está chovendo, e ele está aqui. Por que ele está aqui? O trabalho dele fecha por outros motivos além do mau tempo? "Ok, estou de volta". Eu levo em uma respiração profunda. "Hum, me desculpe se este é um momento ruim, mas eu queria falar com você sobre amanhã à noite". "Não é um mau momento. Que se passa?" "Não posso sair com você". Corro minha mão até o lado do meu rosto, transferindo o meu peso em cima da cama. CJ permanece em silêncio. "Desculpe-me. Na outra noite, quando me pediu para sair, as coisas estavam meio complicadas. Não sabia onde eu estava com alguém, e agora aconteceram outras coisas". "Com Reed?", indaga categoricamente. "Sim". "Sim, eu imaginei". Ele limpa a garganta. "Olha, Beth, não teria te perguntado se eu tivesse percebido que algo estava acontecendo com você e Reed. Eu não sou assim. Ele é um bom amigo. Ben disse algo para mim um par de dias atrás sobre isso e agora toda essa merda que aconteceu na noite do jogo faz um inferno de muito mais sentido. Reed não é um cara com raiva, mas


ele estava pronto para arrancar minha cabeça ao me ver com você. Eu entendo". Eu mergulho na lembrança. "Lamento por tudo isso". A risada rouca do CJ vem através do telefone. "Tudo bem. Como eu disse, eu entendo. Obrigado por pelo menos me avisar e não me levantar amanhã.” "Tully! Vamos lá!". Outra voz grita no fundo. "Vou te ver por aí, tudo bem?" "Sim", respondi. "Obrigada pela compreensão". Ele faz uma pausa. "Sim, sem problema". A chamada desconecta. Viro-me para deixar meu telefone na cômoda. A visão de Reed na porta me interrompe quase me fazendo cair de cara no tapete. Puta merda. Vestindo apenas uma toalha branca à volta da cintura, se inclina contra o batente, se peito ainda úmido do chuveiro, o cabelo molhado e despenteado. Meus olhos se movem lentamente sobre seu corpo. Ombros largos, bem definidos, tronco esculpido, ele é construído como um nadador olímpico e para o sexo. Principalmente, o sexo. Eu olho para o seu rosto, quando ele limpa a garganta. Com um sorriso conhecedor. "Você ainda está aqui", eu estalo, alcançando e varrendo uma rápida mão pelo meu cabelo selvagem. Domando a porra!


"E tomei um banho". Ele esfrega ao longo de sua mandíbula. "Eu precisava fazer a barba. Eu sempre tomo banho primeiro". "Você se barbeou? Com... você usou minha navalha?" Ele sorri, cruzando os braços sobre o peito. "Não, mantenho um barbeador elétrico na minha caminhonete para os dias que estou atrasado, ou para as manhãs quando eu não acordo na minha casa e eu tenho uma buceta doce para lamber". Ele levanta uma sobrancelha. "Eu não quero arranhar você". Minha boca cai aberta. Eu olho para ele, sem palavras, vendo a sua expressão endurecer quando percebe como isso veio do outro lado. Lábios pressionando em uma linha fina. Sobrancelhas franzindo. Ele inclina a cabeça para baixo. "Eu sempre acordo na minha casa, Beth. A lâmina já salvou minha bunda, quando estive atrasado para o trabalho". "Oh", eu respondo, através de uma dura expiração. Corro minha mão até meu pescoço, persuadindo minha garganta a se soltar. De repente, tudo parece restrito. A camiseta que estou usando, o ar na sala. Reed preparou seu rosto para minhas pernas. Isso é quente. Seus olhos lentamente abaixam em meu corpo. "Por que vestiu roupas?" "Eu pensei que você tinha ido trabalhar". Faço gestos com a mão para a janela. "Não está chovendo, e é quinta-feira. Não devia ir trabalhar?" "Um dia de doente". "Você está doente?"


Sua boca se levanta no canto, quando ele lentamente balança a cabeça. Persegue em minha direção. "Você terminou com CJ?" Ele acena para o telefone na minha mão. Olho para baixo. Eu esqueci completamente que eu ainda estava segurando meu telefone. Reed seminu me distrai muito, é por isso que... Eu empurro contra o peito quando ele tenta chegar para mim. "Eu fiz. Talvez você devesse se vestir e depois podemos conversar". Ele olha de sobrancelhas franzidas. "Ou, você pode tirar a roupa e montar meu rosto". Ele agarra minha cintura e me puxa contra ele. Rosnando, e chupando a pele do meu pescoço. "Eu nunca fiz isso antes", sussurra. Meu corpo para. Eu inclino a cabeça, ofegante quando sinto os dentes. "Nunca fez o quê?" "Fingir por um dia estar doente para passar tempo com alguém. Eu nunca tinha tomado um dia de folga, Beth. Nunca, mas eu acordei ao seu lado e não quero ir embora". Seus lábios contra o meu ouvido. "Isto está bem?" A reserva na voz dele me faz puxá-lo mais perto. Se eu tivesse qualquer resquício de resistência dentro de mim, Reed já teria arrancado com o que ele acabou de confessar. E sua pergunta, eu sei que ele não está pedindo para me tocar. Ele nunca tem que perguntar isso. Ele nunca fez isso antes. Não tenho que pensar muito então. Agarro sua cabeça, guiando-lhe para olhar para mim. Nós estamos ofegantes, ele talvez mais do que eu, embora não sei como isso seja possível. Sinto que já corri centenas de milhas para chegar até ele. "Deita na cama. Quero mostrar-lhe como bom isto é".


Seus lábios se enroscam no canto. Mantendo os olhos em mim, ele deita de costas entre as almofadas, cruzando os pés nos tornozelos e colocando as duas mãos atrás da cabeça. Ajoelho-me ao lado dele. "O que vai fazer?", indaga, assistindo eu retirar a toalha e deixando cair na cama. Ele geme quando eu lentamente vou para acariciá-lo. "Você me deu uma ideia ontem à noite". Levanto um joelho, depois o outro, deslizando minha calcinha com a mão livre. "Algo sobre chupando seu pau enquanto me masturbo". Os olhos dele caem fechados quando eu envolvo meus lábios em torno dele. "Porra, Beth," ele geme, levantando os quadris do colchão, empurrando mais na minha boca. Eu reclamo quando meus dedos pressionam entre minhas pernas. Tão molhada. Deus... estou tão excitada por isso. "Olhe para você", ele se contorce contra a minha mão, quando levo mais profundo. Chupar, lamber, usando os dentes quando ele pulsa contra minha língua. Ele segura meu cabelo com as mãos. "Garota safada, se masturbando enquanto chupa meu pau. Você ama isso, não é? Está cometendo uma confusão entre as pernas agora". "Mm". Eu esfrego meu clitóris mais rápido, minha outra mão, bombeando o pau dele, seguindo o caminho da minha boca. Sim, adoro isso. Já chupei Reed antes, ele não se lembra. Eu sei o que ele gosta. Dor misturada com prazer, apenas o suficiente para empurrá-lo para a borda.


"Beth", ele geme, apertando as coxas, as linhas deliciosas do estômago formando sulcos mais profundos quando ele chupa respirações rápidas. "Foda-se, pegue. Pega o meu pau. Todas as coisas. Tão bom. Porra, você chupa meu pau tão bem". Ah, Deus. Sua boca suja. Eu adoro. "A sua buceta está molhada? Deus, quão molhada está? Você está pingando no colchão? Porra está tão duro. Tanto que quase dói". Quase dói. Eu chupo mais forte, mais rápido, precisando dele. Preciso dele. Deixei-o atingir as costas da minha garganta, rasgando um rosnado de dentro do seu peito. Seu aperto aperta meus cabelos, seu pau pulsando. "Vou gozar", ele adverte a voz tensa. "Beth". Ele inunda a minha boca, empurrando os quadris, meu nome rolando na sua língua entre gemidos. Limpando meus lábios contra a palma da minha mão, me sento, peito arfante, pernas tremendo com meus dedos pressionando contra meu clitóris. "Reed", eu suspiro. Os olhos dele entre minhas pernas. "Vem aqui", ele ordena, puxando minha coxa, me guiando com mãos gananciosas, até que estou escarranchando no rosto dele. Eu tiro a camisa acima da minha cabeça. Ele geme, olhando para os meus seios e, em seguida, nos meus olhos quando ele levanta a cabeça e lentamente lambe minha fenda. "Oh meu Deus". Minhas mãos seguram na cabeceira da cama. Nunca fiz isso antes. Nunca sentei no rosto de alguém, e Reed sente minha hesitação, o meu embaraço me enrijecendo contra sua boca.


"Toma Beth. Foda-se, fica com ele". Suas mãos seguram minhas coxas, pedindo-me para baixo, até a voz dele é abafada. Eu suspiro, jogando minha cabeça para trás quando ele desliza a língua dentro de mim. Meus quadris começam a se mover, hesitante ao balançar. Mais rápido um pouco mais rápido. "Reed, meu Deus". Olho para baixo para ele, olhando nos olhos dele, ele me permite revestir sua boca, minha umidade escorrendo pelo seu queixo. A língua dele em toda parte, dentro de mim, nas minhas coxas, acendendo meu clitóris. Ele começa a gemer, as mãos ansiosas. Eu agarro seu cabelo, segurando-o ainda quando me movo descaradamente contra ele, perseguindo meu orgasmo. Mais rápido. Quase. Tão molhado. Ah, Deus. Minha cabeça cai para trás. Minha respiração em engates. Reed bate na minha bunda, empurrando-me sobre a borda com uma explosão de cores atrás de minhas pálpebras. Eu grito o nome dele. Peço-lhe para me dar isto. Eu suspiro quando sinto os dentes dele afundando em minha coxa. Minha cabeça cai para baixo. Seus olhos estão quase fechados, ele geme contra minha pele molhada. O braço está se movendo contra minha panturrilha. Olhando por cima do meu ombro, eu pego o primeiro jorro de gozo, que atira no seu estômago, a próxima rolando na sua mão. Meu Deus. Transfiro o meu peso me ajoelha ao lado dele. Ele pega a toalha e limpa seu estômago e a parte superior da mão, depois me puxa contra seu peito, então estamos frente a frente. Rapidamente limpando minha mão sobre sua boca e o queixo, retirando qualquer vestígio de mim antes dele morder minha mão.


Nós olhamos atentamente um para o outro. Estou pronta para perguntar o que estamos fazendo, o que isso está se tornando, mas ele cala minhas palavras com um dedo nos meus lábios. "Quero isto" ele diz, movendo o dedo ao longo da minha bochecha, colocando um pouco do meu cabelo atrás da minha orelha. "Seja o que for que há entre nós, eu quero. Não consigo parar de pensar em você. Eu não estive com ninguém desde que me beijou pela primeira vez. Não quero mais ninguém". Eu sorrio, apoiando em sua mão enquanto ele acaricia o meu rosto. "Eu quero isso também. Tanta coisa". Ele me encara pensativamente, olhando no meu rosto. "Beth, eu nunca vou te machucar, mas muito facilmente poderia me machucar... Não quero nada mais tanto quanto eu quero você agora. Não posso. O que estivemos fazendo juntos, isso é o que estou oferecendo a você". Acaricia meu rosto. Ele me aperta mais perto. "Você e eu. Você entende?" Eu olho para este homem, que viveu a dor que queima devagar sob o exterior encantador, por quem me apaixonei. Ele amava aquela garota, e ela o fez de bobo. Ele está preocupado que eu vou fazer a mesma coisa. Deus, eu a odeio. Como ela pode machucá-lo? Nunca faria isso a Reed. Ele é tudo que eu sempre quis, mesmo se ele está com medo de me dar agora. Ele precisa ver que eu nunca vou machucá-lo e isso pode levar um tempo, mas quero um tempo com ele. Eu quero isso. Nunca quis nada tanto quanto eu quero isso. Posso mostrar que não sou como ela, que ele pode me amar sem medo. Ele pode me amar. Ninguém vai te amar como eu.


Eu calo a voz de Rocco e pressiono meus lábios contra Reed. "Você e eu. Vamos fazer isso". "Sim?" Ele desliza as mãos nas minhas costas, colocando-as sobre a minha bunda, sorrindo quando eu aceno vigorosamente. Ele beija meu queixo. "Não fui um namorado há nove anos. Eu poderia estragar tudo". "Você era um bom falso namorado". Ele revira os olhos, rindo. "Ainda não acredito que me meti nessa merda. Jesus". Soco no seu peito. "Eu não te amarrei! Você concordou por conta própria, lembra? Na pizzaria? Você veio até o lado de fora e deixou cair à linha inteira 'você e eu'. Foi tudo você. Eu estava decidida a ir à festa sozinha". Em um movimento rápido, eu estou virada nas minhas costas e ele em cima de mim, seu peso me pressionando contra o colchão. "Tudo minha culpa? Querida, eu passei os últimos três dias, acariciando meu pau, pensando em nada mais além de você e aquele maldito beijo. Então você anda parecendo quente como o inferno, sorrindo para mim, como faz, me lembrando como completamente fodido eu já estava sobre você. Já tinha me amarrado, Beth. Você conseguiu no segundo que te olhei naquela noite no bar, e fez de novo quando eu te vi naquele dia no Sal. Eu tinha me recusado a qualquer coisa só para passar mais tempo com você, mas isso tudo foi você. Ninguém mais teria entrado desse jeito". Senhor. Eu não tenho outra chance aqui. Meu rosto está pronto para dividir no meio com o sorriso que estou segurando, até que eu vejo o olhar sombrio passar pelo rosto de Reed. Eu escovo o cabelo dos olhos. "Qual é o problema?"


Ele abre a boca, então a comprime novamente, hesitando e suspira. "Reed, o quê?" "Eu quero saber o que aconteceu depois que sua mãe morreu". A mão dele impede minha cabeça se virar, obrigando-me a olhar para ele. "Não. Isto pode ser difícil para você falar, eu entendo, mas vai ser muito difícil para eu ouvir isso. Não gosto de pensar que estava sozinha, Beth. Eu quero saber o que você passou, tudo isso, e eu quero que você me olhe". Eu aceno contra sua mão, engolindo de volta minha relutância. Ele compartilhou coisas comigo que nem sempre foi fácil para ele falar. Encontrar Molly com aquele outro cara. A proposta. Então é certo que eu faça o mesmo. Ele apoia-se em seu lado, me aconchego perto de seu corpo quente, mantendo seus olhos em mim, quando o enfrento. Sua mão afaga meu braço, um movimento que acalma minha mente. Eu molho meus lábios, olhando nos olhos dele. "Minha mãe era viciada em drogas. Foi assim que ela morreu. Foi repentino, e não algo que poderia parar. Não tinha dinheiro suficiente para ficar no trailer em que vivíamos, então arrumei tudo que poderia caber no meu carro e me mudei para ele". Eu toco sua mão no meu braço. "Pode continuar fazendo isso?" Ele pisca várias vezes, acena e em seguida, continua o caminho que sua mão estava tomando. "Fiquei sem dinheiro muito rápido", eu continuo. "Mas era a solidão que me assustava, e não morrer de fome. Eu odiava não ter ninguém para conversar. É por isso que pensei em sair ontem à noite e lhe implorei para ficar no telefone comigo. Cheguei a casa, vi aquela nota e eu entrei em pânico". "Você me disse que não viveu em seu carro por muito tempo. O que aconteceu?"


Inalando profundamente, mudo minha cabeça mais perto dele no travesseiro. "Por favor, entenda isso, Reed, eu odiava ficar sozinha. Estava apavorada, nunca tendo ninguém para conversar novamente. Quando alguém finalmente falou comigo e me comprou comida e me ofereceu um lugar para ficar, eu aceitei. Sei que parece uma loucura, ir morar com um estranho, mas fiz o que tinha que fazer". Deixo meus olhos vagar para um lugar entre nós. "Só vivi com ele por uns dois meses antes de descobrir sobre a minha tia. Então me mudei para cá". Reed inclina a cabeça. "Estava com esse cara?" Ele severamente questiona segurando o meu olhar. Sou lenta para responder. "No começo, sim. Quando a relação mudou, deixei de estar com ele". Com um suspiro pesado, Reed deixa cair sua mão do meu rosto. "O que você quer dizer com quando mudou?" Eu não posso falar nisso. Não com Reed. Não quero que ele saiba essa feiura. "Relacionamentos mudam", explico, mantendo minha voz no mesmo tom. "Deixou de ser como era e nos tornamos companheiros de quarto. Não há realmente nada mais do que isso". Isto não é uma mentira. Vou excluir só alguns detalhes. Que bem faria dizer a Reed toda a verdade sobre isso? Ou ele? Rocco é uma parte do meu passado. Ele não está nesse futuro que quero com Reed. Não quero nem sua memória nela. Reed, aparentemente satisfeito com minha resposta, se inclina para perto e enterra seu rosto no meu pescoço. "Você é muito corajosa, sabia? Minha garota corajosa". Eu fecho meus olhos, movendo meus dedos pelo seu cabelo. Ficamos quietos durante vários minutos. Nossas mãos explorando um ao outro, toques de luz que transformam a fome conforme o


tempo que passa. Membros emaranhados juntos, promessas sem fôlego são faladas contra meu ouvido.

quando

"Nunca deixaria isso acontecer se você estivesse aqui. Você nunca estaria sozinha". Seguro-o mais apertado, beijando sua boca, sua mandíbula, raspando os dentes contra seu ombro. Ele me vira debaixo dele e puxa contra meus quadris, me trazendo de joelhos. "Eu tenho que estar dentro de você", ele sopra, apertando minha bunda, correndo o dedo ao longo da minha fenda. Ele geme quando tremo. "Mmm. Gosta disso?" Minha cabeça cai para frente. "Sim", respiro. Sinto-me vulnerável. Estou completamente exposta para ele, e sei que está olhando para parte mais íntima de mim, intimamente, seu hálito quente aquecendo minha carne. Mas este é o Reed. Nunca me senti mais viva do que quando ele me toca, quando ele olha para o meu corpo com um olhar cru precisando de mim, queimando em seus olhos. A promessa silenciosa de coisas más. "E isto... não é assim?" Eu mordo meu lábio através um gemido quando ele pressiona contra o anel apertado da minha bunda. "Mm". Deus não sabia que poderia me sentir tão incrível. Ele ri obscuramente. "Eu transaria com você aqui e você iria adorar, não é? Você iria implorar por isso". "Reed". Eu contorço quando um... Não, dois dedos deslizam na minha buceta, um terceiro pressionando na bunda. Umidade vaza para o interior das minhas coxas como um rio, cada mais. "Olhe para você. Tão gananciosa Beth".


"Eu só..." "Shh, eu sei. Quer que eu te foda. Isto é o que você quer, certo?" Os dedos dele saem do meu corpo. Seu pau desliza entre as minhas pernas. Uma mão em punho no meu cabelo quando ele provoca a minha buceta, deslizando ao longo da minha fenda. "Onde você quer isso? Eu tenho duas opções muito sexy aqui". Meus braços começam a tremer. Abaixo meus cotovelos, fechando os olhos, saboreando a sensação dele. Estou tão molhada que eu deveria estar envergonhada. Eu estou tão excitada que poderia levá-lo em qualquer lugar. Ele beija minha bunda e eu suspiro. "Onde?", ele exige, puxando meu cabelo. "Minha buceta". Ele faz um rosnado de fome no fundo de sua garganta. O pau dele cutuca contra minha fenda. "Espera". Olho para ele por cima do meu ombro. Seus olhos selvagens. Seus lábios estão separados. Um brilho de luz e suor em sua testa. Deus é incrível. "Tem alguma corda em sua caminhonete?" Peço, molhando meus lábios. Eu já fui amarrada duas vezes por Reed, ambos na nossa primeira noite juntos. Há algo sobre o controle de tudo, dando, vigiando seu prazer em vez de entregar. Eu quero isso agora. Mesmo que não consiga ver o olhar no rosto dele, eu vou ser capaz de ouvi-lo.


Ele solta seu aperto no meu cabelo e passa sua mão na minha espinha. "Nenhuma que eu posso usar em você. Quer que te amarre?" "Sim". "Beth", ele geme. "Mantenha esse pensamento". Pula para fora da cama, recuperando seu jeans do chão. Ele tira o cinto dele e anda em minha direção como um predador. Um cinto? Merda, como isso vai funcionar? Ele não vai me bater com ele? A pergunta mais importante seria isso? O colchão mergulha atrás de mim quando ele sobe para a cama. Que desvia nervosamente em meus joelhos. "Ponha as mãos atrás das costas. Mantenha seu rosto para baixo". Um arrepio percorre meu corpo quando abaixo minha cabeça para o colchão e ofereço ambas as mãos. Ele agarra meus pulsos, fixando-os juntos com couro liso do cinto debaixo dos braços. Parando logo acima dos meus cotovelos. Eu suspiro quando aperta o cinto, puxando meus ombros para trás. Puta merda. "Está bem?", indaga suavemente, se inclinando sobre o meu corpo para escovar o cabelo do meu rosto. Ele é sempre tão doce nestes momentos antes de ele me levar. Sempre se certificando que eu estou na mesma página com ele. Eu sei que se eu disser que não estou, que isto é demais, ele arrancaria o cinto de mim tão rápido, que eu não me lembraria à sensação. "Bem. Eu estou bem", tento tranquilizá-lo, interligando entre os meus dedos. Eu sorrio contra seus lábios. Suas mãos embaixo de meus braços apertam o cinto, circulando os meus pulsos. Estou tão pronta que minhas pernas começam a tremer. "Vai me foder agora?"


O ar deixa meus pulmões quando ele dirige para mim. "Reed!" "Foda-se!" Ele agarra meu ombro, me mantendo presa quando suas coxas firmes batem contra minha bunda. "Foda-se, Beth. Vamos lá... Vamos lá". "Deus, sim," Eu espero. "Reed... Oh merda". Ele levanta os meus seios e aperta os meus mamilos. Batendo-os até eu gemer. Várias vezes ele me fode. Nunca há medo quando Reed me leva assim, áspero e selvagem, desesperado e necessitado. Eu me contorço debaixo dele, quando ele bate na minha bunda com força suficiente para meus olhos arderem. Eu gemo quando ele pressiona palavras contra as minhas costas, me dizendo o quão difícil é para mim, quanto ele precisa disto, e como ele ama minha buceta doce e apertada. Como ele quer... Foda-se até eu implorarlhe para vir. Como ele não vai parar até que eu faço. Ele puxa para fora e corre a língua no meu corpo, degustando meu desejo, me tornando mais úmida. Ele geme enquanto me consome, quando me chupa e morde meus lábios. Ele bate em minha bunda e beija a picada. Minha excitação escorre de mim. Eu não sei quem ama isto mais. Ele ou eu. Eu... não... ele. não... Ele puxa meu cabelo e me colocando na posição vertical, até minhas mãos pressionam em seu abdômen. Suor se apega à sua pele. Ele enterra o seu pau dentro de mim em estocadas profundas. Deus, tão profundo. Tão cheia. Estou tão perto. "Porra, você é perfeita. Você está tão inchada. Tão confiante Beth. Você sabe o que isso significa para mim?". Eu inclino a cabeça, concedendo acesso aos seus lábios no meu pescoço.


Minhas palmas batem em sua pele com cada impulso. "Sinto muito bem", digo-lhe. "Eu amo o que você faz para mim". Ele rosna contra minha pele. "Perfeito", ele sussurra. "Você quer gozar?" "Sim". Ele enrola o braço na minha cintura, a outra mão desliza para baixo da minha barriga. Um dedo fricciona meu clitóris. "Deixe-me ouvi-la. Por favor", eu reclamo, deixando minha cabeça cair. Seus impulsos se tornam frenéticos, apressados. Eu sei que ele está perto, mas ele não deixa qualquer um de nós gozar até eu implorar por minha própria libertação. "Por favor, me deixe... eu preciso ir. Toque-me". "Beth, sim". Dois dedos circulam contra meu clitóris. Seus quadris contra minha bunda. "Foda-se. Goza no meu pau. Goza em cima de mim. Deus, eu preciso disso". Meu orgasmo constrói entre meus quadris, aquecendo meu corpo com calor delicioso, se espalhando pela minha espinha e arqueando minhas costas. Abraçando minha cintura e meu peito sua mão aperta minha garganta. "Oh, Deus, Reed", eu gemo, tremendo violentamente. "Reed... Reed". Ele faz barulhos imundos contra meu ouvido enquanto me dá a sua libertação. Seu prazer se derrama em mim, pinga para baixo de minhas coxas. A mão em volta do meu pescoço solta quando ele se enterra bem dentro de mim e geme alto. Nós estamos ofegante, balançando de joelhos.


"Beth", ele suspira, apertando meus seios, beijando meu ombro. "Beth". Sorrio, minha cabeça rola para frente, amando o som do meu nome. Amo todos os seus sons, cada nota da sua voz. O cinto afrouxa e desaparece da minha pele, e atinge o chão com um tilintar. Nós dois caímos na cama e Reed me puxa contra o corpo dele, esfregando meus braços, beijando o rubor da minha pele. Meu telefone toca. Reed resmunga contra meu pescoço. "Sinto muito?" Pergunto, rindo quando ele me prende, me impedindo. Ele inclina a cabeça e chupa meu mamilo. "Nada. Não queria nenhuma interrupção, mas se eu não comer algo logo e reabastecer o meu corpo, não seria muito útil para o resto do dia". Ele me libera e rola à sua volta. "Meu pau também pode estar quebrado". Eu rio dele e saio da cama. Reed me segue para pegar sua cueca. "Você come ovos?", indaga. "Estou morrendo de fome". "Eu gosto de ovos". Eu respondo, olhando o novo texto no meu celular. Mia: Ei! Não há almoço hoje. Ben tirou o resto da semana de folga e passaremos todo o dia juntos. É exatamente o que eles precisam, depois de tudo que passaram. Eu assisto Reed se mover em direção à porta. Parando quando ele está quase lá, ele vira a cabeça para olhar para mim, apoiando a mão na parede. "Eu só quero comer e foder o dia todo. Você está ok?" Não preciso dizer nada.


Seus olhos focam em meu sorriso, persistindo lá um pouco antes de ele ir embora balançando a cabeça. Ele sai da sala, resmungando duas palavras sob sua respiração, mais e mais. "Tão fodido".


Capítulo Dezessete

Reed Na minha volta para a minha cama, distraidamente movo meus dedos com as pontas dos cabelos da Beth com ela deitada ainda dormindo. Metade do seu corpo está deitada em cima do meu, enquanto a outra metade aninhada contra meu lado, não deixando nenhum espaço entre nós. Eu olho para o teto com a respiração quente sopra no meu peito, enquanto seu coração bate contra minhas costelas. Muitas mulheres já dormiram nesta cama, mas não desse jeito. Elas ficavam de um lado, e eu ficava do outro. Eu gostei dessa forma. Nunca fui um dorminhoco com contato, até que dormi com a Beth. Ela precisa ter uma parte de seu corpo tocando o meu em todos os momentos. Mesmo se for só a mão no meu quadril, ou pressionando contra minha perna o pé dela. Ela procura na escuridão quando nós involuntariamente nos afastamos. É como se o corpo dela soubesse que estou aqui mesmo quando sua mente está tranquila. Eu tenho um sono leve. Eu sempre tive. No segundo que sinto a carne dela, eu estou acordado puxando-a contra mim, nunca satisfeito com apenas um pedaço de Beth. E foda-me, se ela não sorri durante o sono, quando eu faço isso. Sempre me dando aquele sorriso.


Gemendo, ela desloca o corpo contra a mim, levantando a cabeça para me ver através dos escuros fios pendurados nos olhos dela. "Ei". Eu afasto o cabelo do seu rosto, minha mão persistente na bochecha dela. "Volta a dormir". Ela olha para o relógio na minha cabeceira, alargando os olhos. "Oh meu Deus, Reed. É quase 03h00min. Precisamos levantar e fazer alguma coisa". "Temos feito um monte de coisa", eu brinco. "Se você quiser mudar de local novamente, acho que ainda há uma superfície nesta casa que eu não fiz você a enfrentar. Estou disposto a explorar isso". Ela cora instantaneamente. Eu amo que faço isso com ela. Querendo sair dos meus braços, ela patina até o fim da cama. "Você está louco". Agarro a cintura dela puxando-a e colocando-a por baixo de mim. Ela se contorce, rindo contra meu pescoço. Eu prendo os pulsos acima de sua cabeça com uma das minhas mãos, enquanto a outra permeia o peito dela. Meus lábios escovam contra os dela, minha língua molhando a pele dela. "É sábado, e a única coisa que eu planejo fazer hoje é ter você. Eu estou tendo de volta o tempo perdido". "Oh", ela geme, rola a cabeça para o lado quando eu beijo ao longo do seu pescoço. O corpo dela aperta novamente. "Espere, o tempo perdido?" Eu inclino para trás, esperando até que ela olhe para mim. "As dez horas que eu trabalhei ontem". "Reed", ela ri. "Nós tivemos sexo a noite toda!"


"Então?" Ela aperta a boca fechada, sacudindo a cabeça. Esfrego meus quadris. "Como se não quisesse". "Eu estou começando há esquecer que dia é". "Mal posso lembrar lá de fora". Seu telefone toca em algum lugar no quarto. Ofegante, ela tenta despistar-me resistindo contra o colchão. Seus esforços são adoráveis. Eu gemo, deixando cair minha cabeça até que toco na testa dela. "É bom. Continue fazendo isso". "Poderia ser minha tia. Deixe-me", ela exige, o rosto focando vermelho de esforço. Eu viro de costas, rindo quando ela divertidamente olha para mim antes de sair da cama. Ela busca através da pilha de roupas no chão, finalmente, puxando seu celular. "Oh, é a Mia". "Liga de volta. Percebi que ainda não chupei seus seios". A boca dela cai aberta com o telefone a meio caminho da orelha. Ela me encara chocada. Seus olhos descem pelo meu corpo. "Mantenha esse pensamento". Deus, ela é muito perfeita. Beth sai para o corredor para atender a chamada. Tenho certeza que ela está fazendo isso para conseguir prestar atenção no que for que Mia tem a dizer e não no meu pau. Ela gosta de assistir, sei disso agora. Ela vai forçar minha mão onde ela quer enquanto eu estou trazendo o prazer dela. Aqueles olhos selvagens remanescentes na minha carne, como seu corpo em mim. Já explorei cada parte nos últimos dois dias, tomando como ambos precisávamos, mais difícil quando ela exigiu,


mais lento quando ela implorou. Eu fodi Beth Davis até meu corpo ser queimado com exaustão, e estou longe de meu preenchimento. Isso nunca aconteceu comigo, mas é ela, estar transando com ela, e não é só o sexo. Os momentos entre nós quando estamos rindo na cama ou no sofá, assistindo TV. Quando ela está me dizendo todos os detalhes de sua vida e perguntando sobre a minha. Nunca gostei de estar perto de alguém assim antes. Ela é engraçada, ela está constantemente dizendo merda que me faz rir. Ela é honesta e doce como o inferno, e ela não têm vergonha de perguntar o que ela quer. Porque é que eu quero fazer alguma coisa além do que estamos fazendo? Os últimos dois dias com ela têm sido perfeitos. Ela grita à distância. "Oh meu Deus! Sim! Isso parece tão divertido!" Merda. Porque a deixei sair? Ela entrou correndo no quarto, o telefone pressionado na orelha. "Mia quer ir dançar hoje à noite com todos para comemorar a notícia fantástica. Você quer ir?" Eu assisto, me divertindo com o seu entusiasmo, colocando as mãos atrás da cabeça para me sustentar. Ela lentamente parece se afastar, ela coloca outra mão contra a bochecha enquanto escuta a Mia. "Oh, Reed. Estou na casa de Reed", ela disse calmamente para o telefone. "Sim. Sim, nós somos". Nossos olhares se cruzam. Ela me encara, deslizando a mão ao lado de seu pescoço quando uma dica de um sorriso surge pela sua boca. "Eu também", ela diz para o telefone. Não preciso ouvir o outro lado desta conversa para saber o que Mia pediu. Aquele doce caro no final da cama é adorável. Um estranho silêncio se instala em mim. Meu ritmo cardíaco abranda meus pulmões em uma respiração lenta e profunda, em


vez do fôlego rápido que estou acostumado a tomar sempre que olho para ela. Há algo sobre ouvir a Beth dizer a alguém que ela é minha. Algo tão bom sobre isso, a forma como ela quis dizer isso. Como esperei minha vida inteira para ouvi-lo. Não quero só Mia sabendo, eu quero que todos saibam. Pessoas que não me importa. Foi decidido há cinco minutos que não íamos a qualquer lugar hoje. Eu com certeza não estarei dançando, mas ouvir a voz de Beth, assistindo aquele sorriso no rosto dela, eu estou pronto para aceitar tudo que vai mostrá-la em público comigo. Quero-a no meu braço, assim como eu a quero em minha cama. Talvez até mais. "Sim, definitivamente. Ok, que ótimo, vamos lá". Ela volta até a pilha de roupas e deixa cair o telefone. "Vamos nos encontrar em seis horas. Em um lugar chamado Hot. Você sabe onde é isso?" "Vem cá". Ela raspa os dentes ao longo de seu lábio hesitante, rastejando na cama. Ela se ajoelha ao meu lado. Todos os cabelos escuros, pele pálida e aquele rosto doce em forma de coração. "Está bem com o que eu fiz? Deixar Mia saber que estamos juntos?" Eu corro meus dedos contra a bochecha dela. Ela fecha os olhos, apoiando-se em meu toque. Passei duas horas mostrandolhe quão bem estou.

**** "este lugar está cheio!" Beth grita sobre a música, alguns Lil Jon ou Lil Wayne. Lil alguém, eu não sei. Ela aperta a minha mão


quando a conduzo através da multidão de pessoas na pista de dança. Pode crer está lotado. É sábado à noite, no entanto. Não esperava que a única boate em Ruxton estivesse morta, mas eu estava esperando por isso. Se tiver dificuldades para ouvir Beth toda a noite com esta merda que eles estão tocando através das colunas, eu posso arrastá-la daqui antes que tenhamos tempo para comemorar com alguém. Através de uma massa de corpos eu avisto Ben e Mia no bar. "Vamos lá". Eles têm uma mesa. Assim que nos vê o rosto de Mia se divide em um sorriso enorme e conhecedor. "Ei, vocês dois". Ela não precisa gritar. A música não é tão ensurdecedora no bar. Beth senta no banquinho ao lado de Mia e elas trocam um abraço breve antes de falar mais perto, me olhando entre todas as outras palavras. "Ei, cara. Desculpe estamos atrasados". Não realmente. Levar a Beth para a casa da sua tia para ficar pronta e a puxar para o chuveiro, o que levou a voltar para minha casa para outra muda de roupa, desde que a minha estava encharcada. Era suposto chegar aqui há vinte minutos. Beth nua e gestão do tempo não se misturam bem, mas eu vou me atrasar a qualquer maldita hora que ela quiser fazer isso de novo. Ben olha para Beth, sorrindo como se ele tivesse ganhado na porra da loteria ou algo assim. Pegando sua cerveja, ele desvia para mim. "Vejo que você resolveu sua merda". Acenando, me inclino nos cotovelos esfregando as mãos juntas, quando ele ri por trás de sua cerveja. "Bom. Faça-me um favor em não tentar encher o meu saco esta noite. Eu sei que está em êxtase por causa disto.


"Você está praticamente brilhando. Nunca pensei que veria esse dia". "Aqui vamos nós". "Pode começar a tirar fotos. Comemorar a noite". Encarando-o, mas que se lixe, eu não posso ajudar e sorriu para o idiota. Ele está feliz por mim. Estou na nuvem mesmo, porra. "Você é um idiota", eu brinco. Meus olhos digitalizam o bar. "Cadê o Luke e Tessa?" Ele dá de ombros, estabelecendo sua cerveja. "Não falei com nenhum dos dois desde quarta-feira. Luke manteve o seu telefone desligado por alguma razão". Ele passa o braço em volta do corpo da Mia chamando a atenção dela. Ela sorri para ele. "Anjo, onde está minha irmã?" A cara da Mia cai em preocupação quando ela olha ao redor da mesa. "Não faço ideia. Eu não consegui falar com a Tessa nem se fosse para salvar minha vida. É como se ela e Luke estivessem se escondendo ou algo assim. Ela mandou uma mensagem antes. Já deveriam estar aqui". "Talvez estejam doentes". Beth sugere, deslizando a mão em meu colo. Eu pego seu banquinho e deslizo-a para mais perto de mim. "Oi", ela sussurra contra meu braço. Eu beijo o seu cabelo. "Oi". Mia sorri para nós. Ela é tão má quanto Ben. Sacudindo a cabeça, ela deixa cair os olhos para a mesa. "Não, Tessa teria ligado se eles não viessem. Ela só não apareceu". "Anjo, por que não diz o que quer dizer a Beth e Reed. Eles estão aqui. Você pode ter que esperar a noite toda pelos os outros dois".


Estou totalmente focado em Mia agora, Beth fica tensa ao meu lado. Ela está pensando a mesma coisa que eu, mais más notícias ou outra coisa que temos que nos preocupar. Não sei se aguento ouvir nada além de coisas positivas de Mia agora. Não depois de quarta-feira. Mas ela não parece preocupada. Ben com certeza não vai quebrar a merda e nos fazer ser expulsos daqui. O que poderia ela ter para nos dizer? Mia rapidamente beija Ben, em seguida se volta para a Beth e eu "Só queria dizer...", ela faz uma pausa, seus olhares se cruzam em algo sobre o meu ombro. Ela bate na mesa. "Eles chegaram". Olhando por cima do meu ombro, eu observo Tessa e Luke se movendo através da multidão. Tessa chega a mesa primeiro, acenando com uma mão na frente dela. "Eu sei, eu sei, que estamos atrasados. Culpem o Luke". Ela puxa a saia para baixo, olhando ao redor da mesa. Os olhos dela pousam na Beth, depois em mim. Ela aponta um dedo entre os dois nós, falando: "Era hora". Cristo. Vai ser o show de Beth e Reed a noite toda. Talvez devêssemos ter ficado em casa. Luke dá uns passos, envolvendo os braços em volta de Tessa a puxando contra o peito. "Se ela disse que era minha culpa que estamos atrasados, ela está mentindo. Eu estava pronto há uma hora". "Onde esteve?" Mia pede a Tessa, inclinado para frente. "Estou ligando e mandando mensagens para você como uma louca sem ter uma reposta de você. Que diabos?" Tessa morde o lábio, sorrindo para Luke. Ele abaixa a boca até sua orelha e sussurra algo para ela. Ela ri.


"Tessa!" Mia grita. "Querida, é melhor dizer-lhes", diz Luke, beijando sua têmpora. Tessa está ao redor da mesa, sorrindo tanto que uma covinha solitária está em exibição. Ela toma uma respiração profunda, seus olhos fechados, então levanta a mão esquerda. "Nós nos casamos ontem!" Mia grita com a mão sobre sua boca. Ben quase cospe meia cerveja, engasgando com o resto que ele inalou. Minha boca cai aberta, enquanto ouço Beth proferir: "Merda," sob sua respiração. Puta merda é certa. Esta merda é incrível. "Você se casou? E você não disse a qualquer um de nós?" Mia voa para fora de sua cadeira e quase aborda Tessa no chão. "Não posso acreditar em você. Oh meu Deus, estou tão feliz agora, mas poderia seriamente te socar a cara". Ela envolve Tessa em um abraço, e as duas começam a fazer esta estranha combinação de rir e chorar. É a porra do som mais estranho que já ouvi. Ofereço minha mão a Luke, em pé. "Parabéns, cara". Ele aperta a minha mão, o maior sorriso que já o vi surgindo em seu rosto. A outra mão passa pelo cabelo bagunçado. "Sim, obrigado. É uma loucura. Eu ainda estou esperando essa merda não ser real". "Filho da puta. Eu pressionei você sobre isso e você estava planejando fazê-lo o tempo todo? Você devia ter dito alguma coisa". Ben puxa Luke para um abraço e Beth escova contra minhas costas. Ela se junta as meninas na histeria, abraçando Tessa e admirando o anel dela.


Luke se afasta de Ben. "Eu é que agradeço. Dizendo tudo isso para mim e te ver com a Mia. Não sei o que eu estava esperando. Eu ficava pensando que faria isso quando ela não estivesse esperando que eu perguntasse, mas ela sempre me olhava, sempre pronta. Depois de toda essa merda na quarta-feira, eu olhei para ela e percebi que eu não me importo se ela esperasse por isso ou não. Se eu ficasse mais um dia sem pedir, eu ia começar a destruir seu solário e quebrar tábuas também". Eu cruzo meus braços sobre o peito, franzindo a testa, olhando entre os dois. "Se qualquer um de vocês quiser quebrar mais alguma merda porra, pode me perguntar. Tenho uma tonelada de madeira de reposição na traseira da minha caminhonete. Não há nenhuma necessidade de começar a arrancar placas do solário". Eu olho sobre Luke. "Vocês foram para o Tribunal?" Ele acena. "Sim. Eu não queria esperar. E eu não me importo se ninguém estava lá". Ele muda os olhos entre mim e o Ben. "Sem ofensa". "Meus pais sabem?" Ben pergunta e suas sobrancelhas levantando, quando Luke balança a cabeça. Merda. "Minha mãe vai te matar". "Ela vai superar isso", diz Tessa, chegando ao lado de Luke. Ele enrola o braço em volta dela. "Isto é como nós queríamos fazer. Podemos ter uma festa ou algo assim se as famílias quiserem ficar juntas". Tessa olha para Ben. "Talvez quando seu solário terminar, nós possamos fazer na sua casa". "Está quase terminada". Digo. Ben ri, puxando a Mia na frente dele, me olhando por cima da cabeça dela. "Não há nada a fazer, além das escadas, certo?"


"Muito bonito. Eu vou amanhã para começá-las. Depois das cinco, provavelmente. Eu vou com a Beth ser voluntário na cozinha da sopa primeiro". Todos os olhos focam em minha direção, incluindo os da Beth. Ignoro tudo, menos ela. Ela toca o meu cotovelo, olhando para mim com olhos curiosos. "Você quer ir comigo? Realmente?" "Sim. Eu posso?" Pergunto de repente me sentindo ansioso em me convidar para isto. Beth nunca me pediu para ir com ela, quando ela me disse que seria voluntária amanhã. Isto pode ser algo que ela não quer que eu seja uma parte. Falar de ser sem-teto foi bastante difícil para ela. Talvez ela não queira que eu veja o que parecia. Merda. Por que diabos eu só deixei isso escapar? Meus braços caem ao meu lado, inseguros. "Se você não me quiser lá..." Ela envolve seus braços na minha cintura, me apertando bem apertado. Seu queixo bate em meu peito enquanto ela sorri. "Eu quero você lá. Tanta coisa que eu quero". "Rápido. Alguém tira uma foto disto". Eu puxo Beth contra mim. Todo mundo está sorrindo, olhando para mim e Beth, agindo como se fôssemos alguma maldita exposição no Museu que pagaram para olhar. Jesus Cristo. Qual é o problema? A música muda para algo um pouco mais lento. Mia gira e agarra a camisa do Ben, o puxando. "Vamos dançar, querido".


"Anjo", ele caminha sob protestos. Mia olha para ele com olhos suplicantes. "Dança comigo". Suspirando, Ben esfrega a mão pelo seu rosto, mas permite que Mia o leve para fora. Tessa reboca Luke. "De jeito nenhum". Ela coloca a mão nos quadris. "É mesmo? Você gostaria que eu fosse sozinha e que deixe uma mão um pouco suada moer contra mim? Eu vou deixar alguém fazer isso, Luke. Se você não dançar comigo". Luke a pega e a carrega através da multidão, murmurando algo sobre Tessa deixando-o louco. Rindo, Beth levanta a cabeça do meu peito e olha para mim. Seu nariz se enruga. "Não temos que dançar se você não quiser". Não respondo a ela. Não com palavras de qualquer forma. Agarrando a mão dela levo através da multidão para o meio da pista de dança. Ela gira ao redor e começa a mover os quadris, movendo sua bunda contra meu pau. Eu passo minhas mãos sobre sua barriga lisa, movendo com ela. Eu não danço coisas como esta, mas eu sei como transar, e isso é basicamente o que estamos fazendo. Ela apoia sua cabeça contra meu peito, gemendo quando meus dedos cavam em seus quadris. As mãos dela estão no meu cabelo, meus lábios estão na sua pele, beijando a linha do pescoço. Ninguém está prestando atenção na gente. Não faço ideia onde Ben e Luke estão com suas mulheres. Eu a quero. Agora. Bem aqui. Minha boca pressiona contra a orelha dela enquanto minhas mãos se movem por baixo da sua camisa. "Você está molhada, querida?"


Ela suspira. Seus olhos fechados. "Sim". "Quer meu dedo em você aqui?" Eu deslizo minha mão uma polegada mais baixa, provocando a parte superior dos seus shorts. Seu estômago aperta contra minha mão. "Eu vou fazer isso. Não me importo se alguém nos vê". "Não". "Não?" Beijo abaixo da orelha dela. Ela estremece. "Acho que você está mentindo. Acho que você quer meus dedos dentro de seu corpo apertado tão ruim que dói agora". Ela gira em torno e agarra meu rosto, batendo a boca dela contra a minha, me devorando. Ela morde meu lábio. "A única coisa que eu quero perto da minha buceta é essa boca suja". Ela apalpa meu pau. "E isto. Você sofre por mim?" Eu gemo, empurrando mais de mim em sua mão. Porra, Beth. "Você sabe que eu faço". Atravessando a multidão, a puxo pelo corredor escuro, levando-a até a saída de trás. Eu transaria com ela no beco. Pressionando seu corpo apertado contra o tijolo e fazendo-a gritar no escuro. Beth, aparentemente, tem outras ideias. "Aqui". Ela puxa minha mão, parando em frente ao banheiro. "O banheiro feminino será fechado". Eu abro a porta, vendo apenas um par de pés. Funciona para mim. Levando-a até a área mais distante dos ocupados, eu fecho a porta e começo a arrancar os shorts de Beth. "Por que não usou um vestido?" Eu sussurro. Ela tira a calcinha e pega o botão na minha calça jeans. "Por que não?"


"Engraçado". Levantando-a, oriento suas pernas na minha cintura, eu aperto minha mão sobre sua boca, puxando meu pau para fora, e deslizo as primeiras polegadas. Tão molhada. Sempre tão molhada. "Foda-se, Beth. Eu preciso disso". Seus olhos estão fechados. Gemendo contra minha mão, ela gosta de unhas nos meus ombros, inclino os quadris dela, querendo mais de mim, até... "Mm". Eu travo não todo o caminho dentro dela. Os olhos de Beth se abrem quando sua cabeça se inclina olhando acima de nós. Abaixo a minha mão quando outro gemido vem do outro lado. "Oh meu Deus", Beth sussurra através de uma risada. "Você acha que ela está se masturbando?" "Ah, Ah, hum", uma voz feminina suavemente chora. Alargo os meus olhos. "Não". Merda. Devíamos ter ido para a saída de trás. Eu poderia ter enterrado minhas bolas profundamente dentro dela agora, sem uma maldita audiência. Começo a puxar para fora, pensando que estamos terminados. Beth aperta as pernas na minha cintura e agarra meu pescoço. "Não". Ela continua, com voz ofegante. Fica avermelhada a pele dela. Os seus olhos se afastam do meu rosto. Bem, veja isso.


Eu abaixo minha cabeça para olhar quando deslizo meu pau dentro dela, dando lhe exatamente o que ela está pedindo. "Garota safada", eu sussurro contra o cabelo dela. "Você quer que elas ouçam enquanto eu fodo você? Vai sentir bem com isso?" Outro gemido tem Beth apertando em mim. Ela deixa sair uma respiração irregular, deixa cair à cabeça contra a parede e suspira quando eu entro nela mais duro. "Sim, sim, eu quero", ela geme baixinho, apertando muito e eu sinto isso na minha espinha. Mai ruídos ressoam à nossa volta, mas nada que ouvi se aproxima dos sons imundos que Beth está me dando. Ela agarra meu rosto, me beijando, chupando minha língua, as pernas começam a tremer. Fodo-a com força, batendo suas costas contra a parede. Um gemido estrangulado ressoa no ar. "Ben, seu pau, meu Deus, eu adoro isso. Dê para mim. Dê-me aquele pau enorme". Sou assombrado em um sopro afiado. Não, não, não, não, não. Por favor, Deus, que haja outro Ben neste clube. Não o deixe dizer... "Mia", o cara geme. Não, Ben geme, como um idiota, saindo três portas abaixo de mim, porra. Você tem que estar brincando... "Deus, você está molhada, meu bem. Você quer esse pau? Hein? Você quer aqui? Porra essa buceta doce?" Mia suspira com gemidos, "Eu quero isso em todos os lugares". Foda-se minha vida. Eu me inclino para olhar para Beth, para ver se ela está reagindo da mesma forma que eu, mas ela começa a balançar as ancas, arranhando meus braços, cavalgando meu pau como se nunca tivesse estado tão ligada antes. Ela deixa cair uma mão


entre nós e começa a esfregar o seu clitóris. Meu pau incha, meu cérebro se desliga. Foda-se tudo. Eu não vou parar. Não consigo parar. "Beth", eu sussurro contra sua boca, empurrando mais profundo, dando nisto e bloqueio para fora tudo que não seja ela. "Beth, Deus... Beth. Treme o corpo dela. "Reed!" Ela grita, empurrando meu pau com a buceta mais gostosa que já tive. "Sim, sim, sim, oh, Deus". "Reed?" Voz cautelosa da Mia atravessa um dos barulhos da Beth. "Oh meu Deus", ela sussurra. Enterro meu rosto no pescoço de Beth, fodendo através de seu orgasmo, sentindo o meu próprio na base da espinha. Tão perto. Deus. "Reed!" Ben grita sua voz ecoando contra o teto. "Um segundo". "Se seu pinto está agora em ação", ele ameaça. Sangue corre em minhas orelhas, abafando cada som que não seja o meu próprio coração. Eu aperto a bunda dela, moendo Beth contra meu pau, quando eu venho dentro dela, chupo o mamilo na minha boca e ela levanta a blusa. Ela exige que a morda, bem quando eu beijo sua pele marcada, ela puxando meu cabelo. Minhas pernas quase desabam quando eu meto em uma última vez, pressionando meu rosto entre seus seios perfeitos. "Beth", eu sussurro, lambendo ao pescoço, sugando lábios, saboreando seu gosto doce que cobre a minha boca. "Beth". Ela sorri contra mim.


Um grande estrondo vem de outro lado da porta, se assemelhando a um punho conectando com algo. "Reed, sai daqui antes de eu bater a merda fora de você", rosna Ben. Abaixo Beth para seus pés, ajudando-a se vestir. "Desculpe," ela sussurra, entrando em seus shorts. Olho para baixo em seu cabelo selvagem, o brilho nas bochechas e o brilho de luz de suor entre seu pescoço. Minhas sobrancelhas se juntam e eu fecho o botão do meu jeans. "Não se desculpe por cavalgar meu pau assim. Você me pertence". Beth cora ainda mais, há muito tempo olhando para mim através do escuro, as chicoteadas. "Reed", Ben adverte, o tom de raiva dele agora é tangível. "Ben, estava quente, porém", Mia sussurra. "Saindo. Espere um segundo antes de recomeçar". Eu saio com Beth depois que ela corrige sua camiseta do Ramones retalhada. A gola foi esticada, permitindo-lhe ficar deixar seu ombro de fora e revelando mais da sua pele corada. "O quarto é todo seu", digo-lhes, abrindo a porta que leva ao corredor. Vou sair quando eu me lembro das palavras de Mia antes de Luke e Tessa chegar. Beth interrompe comigo. "Oh, o que ia dizer mais cedo? Está tudo bem?" Ben murmura algo que não consigo entender. Mia ri silenciosamente, o mandando se calar. "Nós só queríamos agradecer a vocês por nos apoiar. Isso é tudo. Nós amamos vocês". "Sim, agora dê o fora daqui". Beth cobre sua boca, rindo. Deixando Ben e Mia gemendo atrás de nós, voltamos pelo corredor escuro em direção à pista de dança. Abro a porta do banheiro feminino e uma mulher engasga, com nojo na cara dela.


Ela aponta com o polegar por cima do ombro. "Há duas pessoas lá dentro fazendo sexo! Não consigo fazer xixi quando alguém está gritando 'foda-me com força, Luke'! Você pode?" A mulher olha para Beth e, em seguida, olha para mim, esperando por uma resposta. Ela levanta suas mãos no ar, quando nós dois começamos a rir histericamente. Caindo um contra o outro. Lágrimas em nossos olhos. Estou tão feliz que saímos esta noite.


Capítulo Dezoito

Beth Isto não pode ser real. Eu vou acordar, e tudo isto terá sido um sonho. Saber sobre minha tia, me mudar para Alabama e ficando longe de Rocco, conhecendo Reed, me apaixonando por Reed, mesmo o apaixonando por Reed. Estou muito feliz por isto ser real. Nem parece como uma descrição adequada do quanto me sinto mais feliz. Eu sou completamente abençoada. Acordei assim. Vou dormir assim. Estou sorrindo tanto que estou esperando minha pele rachar. Eu sei o que Reed faz comigo, como ele me faz sentir. Não posso esconder minha reação a ele. Não me importa que seja óbvio. Eu quero vê-lo. Eu quero que ele veja um monte de coisas. Eu nunca vou te machucar. Nunca mais. Por favor, veja isso. Por favor. Por favor, Deus, não seja um sonho. Carrego uma panela grande para o coletor, pronta para ser lavada. Assistir Reed ajudando a servir os sem-teto não deveria ser excitante. Não deveria, mas... Acho que é o fato de que ele está aqui, que queria estar aqui sem me pedir para vir que me faz agitada. Não é a parte real de servir. Também poderia ser o que ele me disse antes de nós entrarmos na Santa Cruz há uma hora.


"Se isso significa algo para você, significa algo para mim". Eu nunca quis me lançar em alguém em um estacionamento de igreja antes. Reed me leva a querer isso. Ligo a água esperando-a encher o pote, minha mão agita o sabão na parte inferior. Meus olhos vagueiam em toda a cozinha, onde eles continuamente vaguearam desde que eu me ofereci para começar nos pratos. Reed está servindo ao lado de Riley. Sendo incessantemente bombardeado com perguntas dela. Eu sei disso porque toda vez que Reed se inclina e lhe dá uma resposta, ela se vira e me dá esse olhar. Olhar-ele-não-está-me-dando-detalhes-suficientes, eu vou fazer as mesmas perguntas depois. Olhar-sério-não-acredito-quevocê-o-pegou-para-se-voluntariar. E o meu favorito, o olhar-estou-muito-muito-feliz-por-vocês. Reed se abaixa, pegando algo na prateleira abaixo do balcão. As bolhas de espuma na minha pele se mexem em círculos mais lentos quando a barra da camiseta de Reed se levanta nas costas, revelando duas covinhas perfeitas na base da espinha. A calça jeans desbotada puxa firme contra sua bunda. Gostaria de começar inspirando e expirando pela boca, fazendo mais e admirando minha vista incrível. Estou olhando. Descaradamente, não prestando atenção em alguma outra coisa. Eu molho meus lábios. A pele na base do meu pescoço parece quente. Ele endireita e uma explosão quente de água derrama na frente da minha calça jeans. Eu suspiro, enrijecendo meu estômago. "Oh, grande". Minha mão desliga a torneira. Eu me afasto, pegando uma toalha no balcão e a pressionando contra meu jeans, absorvendo um pouco de água.


"Tudo bem?" Olho para o Reed, que agora está a um pé de distância. Os braços cruzados sobre o peito, seu cabelo loiro caindo na sua testa, ele sorri para mim como se soubesse exatamente por que a pia transbordou. Não me surpreenderia. Ele me pega olhando para ele noventa por cento do tempo. Eu dobro a toalha e a pressiono contra o fundo da minha camisa. "Sim. Tudo bem. Eu estava pensando sobre o texto que recebi da minha tia". Boa cobertura. Isso é o que deveria estar pensando. Não como Reed ficaria servindo os sem-teto nu. Por motivos sanitários somente, eu não devia ir lá. Ele chega até a pia e puxa a rolha, drenando a água. "O que ela disse novamente?" "Que tinham algo realmente emocionante para falar comigo". Deixo a toalha após absorver o máximo de água possível. Reed pega outra toalha e seca o braço dele. Eu me inclino contra o contador. "Não faço ideia do que poderia ser. Quer dizer, minha ideia de emocionante é ter uma conta na Amazon, cartão de presente e comprar um monte de livros. Algo me diz que não é disso que eles querem falar comigo". Reed ri baixinho, jogando a toalha em cima do balcão. "Estão em casa agora?" "Eles devem estar quando que eu voltar". Ele acena, abaixando os olhos para minha frente. Um sorriso mexe na sua boca... "O quê?" Pergunto. "Ainda está molhada".


Abaixo a minha cabeça, apoiando uma mão na minha bochecha. "É um eterno problema". Nós rimos juntos e eu reviro meus olhos e passo por ele até a pia. "Quer ajuda?" Reed fala ao meu lado. "Nós terminamos de servir, e eu preciso de um tempo de Riley". Eu inclino a cabeça para olhá-lo. "O que disse a ela?" "Nada". "Nada? O que você quer dizer com nada?" Ele aspira. "O que eu ia dizer?" A voz dele cai para um sussurro com a cabeça mais perto de mim. "Que você chupou meu pau enquanto dedilhava aquela buceta doce? Que gozou no meu rosto, chamando o meu nome, me deixando tão duro novamente, tive que me masturbar enquanto você fazia isso?" Meu pescoço aquece com embaraço. "Bem, não, você teria obviamente que pular para a parte onde disse que queria isto". Ele sorri, inclinado para trás. "Eu sou tudo sobre falar a verdade, no entanto. Ele realmente adiciona à história". Bato no braço dele. "Você está tão sujo". "Te adoro". Eu faço. Deus, eu realmente o quero. Rindo, ele pega a escova e começa a limpar o pote. "Eu vou lavar e secar. Eu odiaria você com qualquer outra parte molhada". Pego uma toalha limpa e a seguro contra o meu rosto, gemendo. "Eu te odeio". "Não". Meu coração incha no meu peito. Não, definitivamente não.


**** "Tia hattie?" Chamo, entrando na casa com Reed atrás de mim. Seu carro está estacionado na garagem, então eu sei que eles estão em casa. "Aqui, querida". Eu sigo a voz no corredor até a cozinha. Ela e Danny estão de pé na ilha, os dois olhando e sorrindo para mim. Eu corro ao redor da ilha e abraçando Danny primeiro. "Eu sinto muito, sinto muito por sua perda, tio Danny". Ele me abraça apertado. "Oh, obrigado, querida. Meu primo esteve doente por muito tempo. Estamos prontos para isso". Ele me libera... E olha toda a sala. Seu peito se infla com uma inspiração. "Reed, preciso perguntar o que está fazendo em minha casa?" Ele não parece bravo, é um alívio. Reed me disse que ele sabia muito bem lidar com Danny, mas tenho certeza que vê-lo caminhar comigo tem que ser um pouco chocante. Eu não mencionei nada sobre Reed para ele. Algo sobre ele andar com uma espingarda manteve minha boca fechada. Limpando a garganta, Reed se aproxima da ilha e estende a mão. "Senhor". "Senhor?" Danny deixa cair os braços olhando para Hattie, e de volta para Reed. A compreensão surgindo em seu rosto. Ele pega a mão de Reed firme a agitando, mantendo sua estóica expressão. "Quanto tempo isso vem acontecendo?" Ele olha para Hattie. "Você sabia disso?"


"Danny, para com isso". Ela me envolve em um abraço. Danny ri silenciosamente atrás de mim, aliviando a tensão na sala. "Você parece feliz", ela sussurra em meu cabelo. Eu aceno contra ela. "Eu estou. Muito obrigada". Ela inclina se afastando rindo, como o cabelo escuro caindo além dos ombros, em vez do amarrado. "Bem, por que você e Reed não se sentam? Eu vou pegar uma coisa para você. Eu já volto". Tomo uma das cadeiras, Reed pega a outra. Apoiando meu cotovelo, vejo Danny olhar continuamente para Reed, seus braços cruzados sobre o peito, enquanto uma profunda carranca se instala entre suas sobrancelhas. "Sério?" Reed fala primeiro, inclinando a cabeça. "Você me conhece, Danny". Danny levemente encolhe os ombros. "Ei, é minha sobrinha. Eu não dou a mínima para quem você é, ou há quanto tempo eu te conheço. Eu posso ser protetor sobre ela. Lide com isso". Reed ergue as mãos em sinal de rendição. "Tudo bem. É justo". Os saltos de Hattie clicam na madeira atrás de nós. Ela circula a ilha e fica ao lado de Danny, segurando um pedaço de papel. Sorrindo suavemente, ela olha para mim. "Beth, não queríamos colocar isso na nota que deixamos para você no outro dia. Nós queríamos contar a você, cara a cara, depois que obtivéssemos um pouco mais de informação. Nós sempre queremos ser honestos com você, querida. Tendo dito isso, nós soubemos disto desde quarta-feira, tudo bem?" Olhei brevemente para Reed, que está me olhando curiosamente. Volto para Hattie, dizendo: "Tudo bem".


"Antes de Danny receber o telefonema sobre o primo dele, eu estava olhando a caixa de sapatos, tirando as fotos encontrei isto no fundo. Sabia que sua certidão de nascimento estava lá?" Ela desliza do outro lado do balcão. Inclinando para frente, olho para baixo para o documento que nunca vi antes, correndo o dedo ao longo da borda do papel. "Não, hum, não, não sabia. Eu nunca olhei a caixa inteira". Droga. Por que não? Isto estava lá o tempo todo? Ofegante, paro em um nome impresso acima do meu. Um nome que eu percebi que eu nunca soube. "Oh meu Deus", eu sussurro. A mão de Hattie cobre a minha. "Beth, nós encontramos o seu pai". Olho para cima, minha respiração irregular. Minhas mãos suando, enrugando o papel. "O quê? Você o encontrou? Como?" O meu pai. Meu Deus. Não acredito nisto. Não acredito que tenho mais família. Danny dá uma tapa na borda do balcão. "Entrei em contato com um amigo meu enquanto estávamos fora. Ele é um investigador particular. Demos-lhe o nome do seu pai, disse que ele pode estar em Kentucky, mas não tínhamos certeza. Ele ligou para mim ontem à noite". "Está no Tennessee. Falamos com ele no telefone assim que chegamos em casa hoje". Hattie sorrir liberando a minha mão. "Ele disse que ia adorar falar com você, se você quiser chamá-lo". Deixo minhas mãos no meu colo, olhando para o papel na minha frente. Ele quer falar comigo. Meu pai, na verdade quer me conhecer. "Ele está no Tennessee?" Pergunta Reed através de uma voz suave.


Olho para ele, piscando rapidamente, quase esquecendo que estava sentado ao meu lado. Seus olhos no balcão como se não estivesse se concentrando em nada. Eu mudo na minha cadeira pegando as mãos dele. "Reed, eu posso conhecer meu pai. Não é incrível?" Hattie ri silenciosamente. "Reed, é no Tennessee. Ele viveu lá por um tempo, pelo que disse". Reed olha brevemente para Hattie, e então, me olha. Ele sorri suavemente, passando o polegar por cima da minha mão. "É incrível. Qual é seu nome?" "Jon..." Eu olho para a certidão. "Schilling. Eu poderia ser Beth Schilling". Eu enrugo o nariz, e Hattie ri. "Talvez não". Eu cubro meu rosto com minhas mãos, deixando sair uma respiração apressada. "Oh meu Deus, isso é louco". Meu pai, Jon Schilling, quer que eu ligue para ele. Um banquinho raspa ao longo da madeira. Eu olho observando Reed se levantar. "Aonde vai?" Seus lábios se juntam em uma linha fina. Ele coça a cabeça antes de empurrar seu corpo em pé. "Eu realmente deveria começar a fazer as escadas para o convés. Eu vou perder a luz do dia em breve". Ele olha para Danny e Hattie, reconhecendo-os com um aceno da cabeça dele. Ele se abaixa e beija minha testa. "Vejo você mais tarde". Reed anda para fora da cozinha, indo pelo corredor. Olho para Hattie e Danny. "Eu já volto". Eu me apresso para fora da sala e o pego na porta da frente. "Reed espere". Ele vira a cabeça, mantendo a mão na maçaneta. "Sim?" "Você está bem? Você está quieto".


Suspirando, ele me enfrenta. Empurra o cabelo de um olho. "Sim, desculpe, só estou cansado, e eu tenho uma porrada de trabalho para fazer hoje à noite. Eu realmente quero terminar o solário para Ben e Mia. Mia, especialmente. Ela realmente está animada sobre ele". Eu chego mais perto, olhando para ele, empurrando o mesmo fio de cabelo de volta novamente quando cai no olho esquerdo. Uma parte de mim acha que ele só está dizendo isso para me satisfazer com uma resposta. Mas por que a notícia sobre meu pai o afetou ao ponto de querer ir embora? Então, novamente, ele não parecia cansado há cinco minutos. Olho de sobrancelhas franzidas para Reed. Ele parece ver minhas perguntas silenciosas, a preocupação que eu sei que estou fazendo um trabalho horrível para esconder. Ele segura meu rosto com as duas mãos, beija meus lábios suavemente, em seguida, mais uma vez. "Eu estou realmente, muito feliz por você, querida. Estou bem. Apenas cansado". Eu fecho meus olhos através de um aceno. "Bom". Liberta-me, abrindo a porta e se aproximando da sua caminhonete, nunca olhando de volta. Eu fecho a porta e me inclino contra ela. Talvez ele esteja cansado. Ben disse algo no clube por não ter qualquer uma das escadas construídas ainda. Não faço ideia de quanto tempo um projeto como esse leva, ou quanto trabalho ele dá. Talvez Reed saiba que tem muito trabalho a fazer, e está prevendo uma noite longa. Tem que ser isso. Que outra razão existe para sua repentina mudança de humor? Balançando na minha conclusão interior, ando pelo corredor até a cozinha. Chego para o meu telefone no meu bolso de trás. "Você tem à mão o número dele?"


Hattie mantém um pequeno pedaço de papel, como se estivesse antecipando a minha pergunta. Ela me entrega do outro lado da ilha e Danny derrama uma bebida. Deixo meu telefone no meu bolso agora. "Você falou com ele?" Peço lendo o número de telefone. "Eu fiz". Danny toma um copo de chá. "Parecia ser um cara legal. Ele disse que as coisas nunca deram certo com sua mãe. Ela pensou que seria melhor se te criasse por conta própria". Uma onda de frustração faz com que eu aperte meu punho ao meu lado, meus pulmões expulsando lentamente o ar. Não foi decisão dela. Pelo menos poderia ter sabido sobre este homem. Ela nunca, nenhuma vez disse o nome dele ou me contou quando eu perguntei sobre ele. Ela agiu como se não soubesse quem ele era, e todo esse tempo, ela sabia. Como poderia esconder isso de mim? Perdi vinte e dois anos sem esse alguém. Não, não, só alguém. Meu próprio pai. Fico entre Hattie e Danny, engolindo minha irritação. "Eu vou subir e chamá-lo. Obrigada por encontrá-lo para mim. E por todo o resto. Realmente não acho que serei capaz de pagar qualquer um de vocês". "Beth". A boca de Hattie se curva para baixo, as linhas próximas aos seus olhos se intensificam. "Você não tem que nos pagar por ser sua família. Estaremos sempre aqui para você. Nossa casa é sua, você tem um emprego no bar até que decida de outra forma, e Danny vai incomodar qualquer garoto que trazer para casa, de forma gratuita". Hattie e eu compartilhamos uma risada breve e Danny termina seu chá, não dando atenção a esse último comentário. "Eu estarei lá em cima se precisar de mim".


Fechando a porta do meu quarto atrás de mim, sento na borda da cama, telefone na mão e papel na outra. Estou nervosa como o inferno, mas eu quero fazer isso. Quero saber deste homem, e um pequeno nervosismo não vai me impedir de fazer esta chamada. Eu disco o número, mastigando a almofada do meu polegar, enquanto espero a chamada se conectar. Não tenho que esperar muito tempo. "Olá?" Eu sorrio para a voz profunda que me cumprimenta. "Oi, é Jon Schilling?" "Depende de quem está perguntando. Se você está vendendo alguma merda, eu não vou comprar". "Oh, não. Não, não estou vendendo nada. Eu sou... desculpa isso é estranho". Mexo-me desconfortavelmente na cama. Diga quem você é. É a razão pela qual está chamando. "Meu nome é Beth. Eu acredito que você falou com meu tio Danny anteriormente. Eu sou filha de Annie Davis". Eu sou sua filha. Meu coração começa a bater descontroladamente em meu peito quando sua resposta é adiada. Eu mordo o meu polegar novamente, me mexo em torno da cama, então minhas costas estão descansando contra a cabeceira da cama. Agarro o pedaço de papel para fora da cama. "Desculpe-me. Talvez eu tenha o número errado. É isso..." "Beth", ele interrompe com uma voz gentil. "Sim, me desculpe, eu tenho aquelas irritantes chamadas de telemarketing o dia inteiro. Como está? Como, merda, nem mesmo sei o que dizer. Hum, como... como tem passado?"


Eu rio silenciosamente. "Eu estou bem. Ótima, agora, na verdade. Nunca pensei que gostaria de falar com meu pai, então, estou muito, muito bem". "Bem, isso é bom de ouvir". Seu riso é baixo contra meu ouvido e seguido por algumas tosses rápidas. "Sinto muito pela sua mãe. Seu tio me contou". Escolho os fios esfarrapado da barra da minha camiseta. "Obrigada. Posso perguntar o que aconteceu entre vocês dois? Meu tio falou que ela queria me levar sozinha. Só por curiosidade por que ia querer isso?" "Nós realmente não nos dávamos muito bem. Com exceção de uma vez”. Uma batida suave vem através do telefone. "Um segundo, Beth". Ele funga várias vezes a uma distância curta longe do telefone. Eu puxo forte os fios que estou torcendo no meu dedo, e puxe-os da camisa, esperando por ele terminar de assuar o nariz. "De qualquer forma, como eu estava dizendo", ele continua cheirando mais algumas vezes e limpando a garganta novamente. "Sua mãe e eu, bem, digamos que nós lutamos melhor do que qualquer outra coisa. Honestamente, Beth, eu estava com apenas vinte e três quando você nasceu. Não estava preparado para isso ainda. Sua mãe cuidar de você foi à melhor coisa no momento. Mudei-me algumas semanas depois que nasceu para ir morar com um amigo meu. Nunca disse à sua mãe que estava saindo. Nunca chamei depois disso. Se você está procurando alguém para culpar, me culpe". "Eu não estou procurando alguém para culpar. Eu só queria saber por que ela nunca me disse sobre você. Eu perguntei quem era e ela nunca me deu um nome". "Não sei sobre tudo isso. Acho que ela poderia ter ficado amarga depois que eu a deixei. Talvez essa seja a razão".


"Sim". Eu concordo suavemente. Talvez ela estivesse preocupada que se eu soubesse quem ele era, eu teria me apegado e ele teria me deixado também. Talvez só estivesse me protegendo. "Nós podemos conhecer um ao outro agora", Jon sugere, cortando meus pensamentos. "Eu só perdi, o que, vinte anos? Isso não é tão ruim assim". "Vinte e dois," eu o corrijo, sorrindo. "Merda". Rindo, eu envolvo outro fio em volta do meu dedo. "Quão longe é o Tennessee do Alabama?" "Umas oito horas, eu diria. Nunca dirigi até aí embora. Não posso ser preciso". Oito horas. "Isso é muito longe para dirigir apenas para uma rápida visita para conhecer você", não quero dirigir até a casa dele. Não o conheço. Preciso conhecê-lo primeiro antes de fazer uma visita pessoalmente à sua casa. Uma ideia surge na minha cabeça. "Você acha interessante uma reunião no meio do caminho? Como um lugar para comer ou algo assim? Podemos sentar e conversar. Estou livre no próximo fim de semana se você estiver". "Sim, sim, tudo bem. Isso parece bom. Temos uma oportunidade para comer e conversar pessoalmente. Eu gosto disso". "Sério?" Me sento reta. "Isso é ótimo. Você quer fazer no sábado? Eu posso olhar on-line e escolher um lugar para te encontrar". Ele quer se encontrar comigo. Eu vou conhecer o meu pai!


"Sim, sim, parece bom. Quer lidar com isso e me ligar com a hora e o lugar", a voz dele é ansiosa, agitado com sua energia abrupta. Eu sorrio para sua excitação. "Bem. Acho que eu vou falar com você mais tarde esta semana". "Sim, sim, perfeito. Parece bom. Tudo bem, sim". Eu puxo o telefone longe minha orelha quando a chamada desconecta e, em seguida, busco rapidamente através de meus contatos. Uau. Ele pode estar mais animado sobre esta reunião do que eu. O tom dele foi de fronteira sedada ao status de garota fã em cinco segundos. Ele está ansioso para me conhecer. Ele quer compensar o tempo perdido. Vou encontrar meu pai. Em menos de uma semana, vou estar com ele. Isso é loucura. "Ei". Eu sorrio para voz de Reed. Ele ainda carrega o mesmo tom que tinha quando saiu daqui tão de repente. Como se alguma coisa está pesada em sua mente. Ou, ele só está cansado, Beth. Isso é o que ele disse. Eu não deixo minha preocupação me incomodar. "Ei, eu conversei com meu pai". "Ah sim?" O som de uma madeira e corte máquina soa à distância. "O que ele disse?" indaga sua voz mais clara. "Ele disse que queria me conhecer. Fizemos planos para um encontro no meio do caminho entre Alabama e Tennessee no sábado. Uma parada para comer e conversar cara a cara".


"Sério?" Reed pede duramente. "Você vai se encontrar com esse cara, e não sabe nada sobre ele? Acha que é uma boa ideia?" "Ele é meu pai” expliquei calmamente. "E eu esperava que viesse comigo". Eu escuto ele tomar uma respiração profunda, o suave som do riso de Nolan à distância e silenciado pela voz de Ben, provavelmente dirigida a Nolan. Suspiro. "Não quero ir sozinha, mas é mais do que isso. Eu quero que seja você comigo quando eu o conhecer. Estou muito nervosa, Reed, e sei que se você estiver lá, eu não vou pirar tanto. Irá comigo? Por favor? Você e eu?" "Beth". Ele diz meu nome tão suavemente, é como se ele pressionasse em minha pele. "Por favor?" Ele exala ruidosamente. "É claro eu vou com você. Não vai encontrar esse cara sozinha, e eu ficaria louco se ninguém for com você para conhecê-lo". Sorrindo, me estico na cama. "Obrigada. Não vou demorar. Eu sei que está ocupado". "Sim, eu estarei aqui por um tempo. Só consegui uma parte feita. Nolan fica me perguntando merda e me atrasa. Ele é uma gracinha sobre isso e eu tenho que responder". "Ele provavelmente ama ter a sua atenção. Você o faz feliz". "Tudo faz Nolan animado". "Erva de tio! Você tem que ver isso!" Reed ri silenciosamente. "Ele provavelmente encontrou uma pedra ou algo assim". Ouço a voz ansiosa do Nolan e decido não manter Reed. "Bem, eu vou deixar você ir".


"Está bem". "Reed?" "Sim?" "Não há mais ninguém com quem eu preferia estar. Você sabe disso, certo?" Digo. "Estou não só me referindo aos planos no sábado", eu digo. Ele para, me fazendo esperar por sua resposta. Depois que ele me dá, percebo que teria esperado mais de nove segundos para o que ele me diz. Duas palavras, só isso, mas então, muito mais do que apenas duas palavras. "Eu também".


Capítulo Dezenove

Reed Cristo, eu não estou pronto para isso. Eu deveria estar. É tudo o que tenho pensado durante toda a semana, uma obsessão que se apoderou de todos os cantos da minha mente. Não durmo nada. O trabalho não tem sido a distração que eu precisava que fosse. Graças a Deus mantive minhas emoções reservadas da Beth. Ela não notou como cansado estou. Os círculos escuros sob meus os olhos, o peso de meus passos. Minha preocupação está me consumindo. Eu quero estar feliz por ela. Porra, eu estou feliz por ela. Como posso não estar? Esta é a Beth. Minha Beth. Eu faria qualquer coisa para ver esse sorriso iluminar o rosto dela, e tem sido um elemento permanente durante toda a semana. Ela não para de falar sobre o pai dela, o que ele pode parecer, se ela se assemelha a ele de alguma forma. Até fez uma lista de possíveis perguntas que ela poderia fazer a ele. Está tão feliz, tão feliz, e eu quero isso para ela. Eu quero mais que minha própria felicidade. O pai dela é alguém que ela deveria conhecer. Se eles se acertarem hoje e ela decidir ir embora de Ruxton para viver com ele no Tennessee, eu não vou fazê-la se sentir culpada por querer isso. Não, arriscarei meu medo de perdê-la, ela merece. Isto não é sobre mim. Isto não é sobre mim. É sobre ela.


Sentada no banco do passageiro do meu carro, usando a mesma roupa que ela usava naquele dia no Sal. Clapton, shorts jeans minúsculo, mostrando as pernas perfeitas e as botas que eu senti em minha volta mais vezes do que posso contar. Se eu não vivi cada uma das minhas fantasias dela usando apenas essas botas, estou quase perto. Beth morde o esmalte da sua unha do polegar, os olhos olhando fixamente para fora da janela da frente, seu lábio inferior entre os dentes. Estamos a mais de meio caminho em nossa viagem e ela está estranhamente quieta. Não quero que ela fique nervosa com isso. Não quero que ela se preocupe com nada, especialmente não se este homem irá aceitá-la, amá-la. Se ele vai querer saber da mulher incrível que ele está falta em vinte e dois anos. Se não, se ele não tem interesse em ser o pai dela depois de passar um segundo com ela, ele é um idiota que não merece viver. Não vou deixar ninguém ou nada machucar Beth. Jesus Cristo, ela já sofreu bastante. Eu também não vou deixá-la sentar ao meu lado e se preocupar com esta merda. Preocupo-me bastante por nós dois. Também posso escondêlo melhor. Eu me tornei um maldito mestre nisso nessa semana. Eu pego a mão dela dando um aperto suave. É a pressão que faz isso, o stress de nossas mãos juntas quebra sua concentração de tudo o que ela está olhando agora. "Venha cá" eu exijo rispidamente. Isto não é um pedido. O lábio inferior avermelhado de seus dentes. Eu puxo a mão dela, pressionando-a. "Beth". "Mas eu tenho que usar o cinto de segurança" ela argumenta com sua mão livre desvinculando o fecho frontal do cinto.


Olho pela janela da frente. "É principalmente estradas daqui em diante. Eu tracei isso dessa maneira. Nós não vamos parar, e eu sou um bom motorista. Você está bem". Meus olhos encontram os dela. "Chega para cá. Quero você perto de mim". Ela empurra as correias do arnês para fora de seus ombros. "Hum, o que devo fazer com isso?" Eu olho para baixo a alavanca da embreagem que ela está em cima cautelosamente. Inclinando a cabeça, eu aperto sua coxa e a manobro em todo o assento. "Você é uma safada mesmo, querida. Eu sei quanto você gosta de ter um pau entre as pernas". As bochechas dela coram enquanto ela conecta uma perna sobre a alavanca de mudanças. "Falando de varas grandes…" "A resposta é sim". "Você não sabe mesmo o que eu vou dizer", ela ri, ao meu lado. Deus, eu perdi esse som. Não a quero nunca sendo tranquila comigo. "Além disso" ela continua. "Duvido que tenhamos tempo para qualquer coisa que sua mente imunda pense". "Beth, se tem alguma coisa a ver com minha vara grande e você, minha resposta será sempre sim. E foda-se o tempo. Não é um problema. Tanto quanto eu odeio admitir isso, não posso durar quando se trata de você. Minha única qualidade redentora é que posso voltar a trabalhar em questão de minutos, às vezes segundos". A sua cabeça cai contra meu ombro com uma risadinha macia. "Ok, note-se, mas não estava pensando em fazer alguma coisa com sua vara grande agora".


"Não?" Peço, suspirando pesadamente e olhando para baixo no meu colo. "Você ouviu isso? Você está tão triste como eu?" "O seu pênis tem sentimentos?" "Ele tem, e você só os esmagou". Seus lábios contra meu pescoço. "Prometo beijá-lo mais tarde". Mudo para uma velocidade superior após notar a mudança no limite de velocidade, em seguida, descanso minha mão na coxa da Beth. "Então, varas grandes? O que está em sua mente, sua pervertida?" "Eu estava apenas pensando na semana passada. O banheiro, a orgia com Ben e Mia". Nossos olhos bloqueiam. Seus olhos acesos com malícia. Eu gemo desconfortavelmente. "Por favor, não mencione a palavra orgia e os nomes dos nossos amigos na mesma frase" eu imploro com uma agitação da minha cabeça. "Tão quente como você estava naquela noite, eu ainda estou tentando esquecer tudo o que ouvi que não saiu de sua boca". Fazer contato visual com a Mia foi um desafio quando há vi esta semana. Felizmente, ela não parecia perturbada por alguma coisa que ela ouviu no banheiro. Ben é uma história diferente. "Veja, é o que eu queria falar. Mia fez um comentário sobre o maciço membro de Ben". Ela faz uma pausa, sorrindo para mim. "E me sinto mal por não dar uma mensagem sua também. Ele é enorme e muito grosso. Podia ter dito algo sobre isso".


Olho para ela, brevemente tirando os olhos da estrada. "Como?" Fale sobre meu pau. Quando você faz isso, porra amor. "Como" ela ecoa, me tocando. Eu gemo arqueando longe do assento. "Deus, Beth". Ela ri perversamente, desespero em minha voz. A mão dela. Deus, a mão dela é uma ameaça. "Como você é tão grande que quase dói" ela sussurra, lentamente, acariciando-me. "Tão longo e grosso. Você me fode tão profundo, que acho que às vezes você está acertando a minha espinha. E o seu gosto. Eu amo o sabor do seu pau, Reed, especialmente depois que você gozou dentro de mim". Foda-se, Jesus. Seguro minha mão contra a dela, quando ela vai para meu zíper. "Estou preocupado que não chegaremos ao restaurante se você me tocar". "Eu pensei que você disse que o tempo não é um problema”. Levanto uma sobrancelha, removendo sua mão do meu colo, a abraço colocando-a contra meu lado. O cabelo dela faz cócegas na minha boca. "Não é, mas também não é a minha resistência. Vou encostar e fodê-la até a próxima semana se tirar meu pau para fora". Ela estremece e, em seguida, relaxa seu corpo. Seu nervosismo esquecido, ela derrete-se contra mim. Não sei quanto tempo nós dirigimos em silêncio, mas é diferente de antes. É o tipo de silêncio que estou acostumado a partilhar com a Beth. A quietude que não parece que está faltando


alguma coisa. Eu ainda estou perdendo minhas coisas lá dentro, querendo saber como eu vou levar à audiência a escolha óbvia, se as coisas correrem bem hoje, mas ela é destemida ao meu lado agora. Minha garota corajosa. Tão corajosa. Ela sabe quão incrível eu acho que ela é? Já lhe mostrei? Disse o suficiente? A sua cabeça se move contra meu peito, e eu olho para baixo, olhos escuros cheios de lágrimas. O que o... Meu coração bate contra meu esterno. Todas as palavras me escapam. Meu maldito vocabulário reduzido a um gemido de dor quando eu olho para a estrada para me certificar que continuo, então de volta para baixo para ela. "Por que parou?" indaga através de uma voz suave. Parar? Parar o quê? Ela ri da minha confusão, que só exagera ao som de sua diversão. "Você estava cantarolando", ela explica, correndo o dedo abaixo do meu lábio inferior. "Você faz isso quando está quieto, às vezes. Você sabia? Eu adoro ouvi-lo, Reed. Sua voz pode ser o meu som favorito". Cantarolando? Eu estava cantarolando? E ela está pronta para explodir em lágrimas, porra, porque eu parei? "Você já cantarolava antes. Eu não acho que conheço essa música". Sua mão cai longe do meu rosto. O que eu estava cantarolando? Algo que ela tem ouvido de mim antes, mas o quê?


Eu acho que volta para as noites que Beth adormeceu nos meus braços. Quando eu já pressionei meus lábios na parte de trás do seu pescoço e pulsei uma melodia contra sua pele. É claro. Levanto minha mão brevemente. "Sim, não com isso na minha cabeça". "É lindo. Vai cantar isso para mim?" "O quê?" Cantar para ela? Ela está falando sério? Eu nunca cantei para ninguém antes. Eu faço essa merda... Quando estou sozinho, ou quando minha voz pode ser abafada pelo rádio. O lábio dela faz beicinho quando olha para mim. "Por favor? Quero tanto ouvir as palavras". "Sua voz pode ser o meu som favorito". Suspirando, minha cabeça atinge o assento. Posso fazer isso. Isso é só cantar. Seu dedo traça círculos preguiçosos na minha coxa, mas ela para no segundo que as palavras fluem passando pelos meus lábios. "Eu estou realmente tentando não tremer. Eu estou mordendo minha língua, mas me sinto vivo com as respirações que tomo, sinto que ganhei. Você é minha chave para a sobrevivência. E sou o herói que você quiser, eu posso te salvar. Fique aqui. Seus sussurros são impagáveis. A respiração, é claro. Então, por favor, fique perto". Arrisco um olhar para baixo para ela. Boca aberta, os olhos ardendo com admiração me encarando. Bem, pelo menos ela não está chorando. "Reed", "Continua".

ela

murmura,

fascinada

pela

minha

boca.


Eu beijo a cabeça dela, vendo aquele sorriso crescer, sentindo no centro do meu peito. Meus olhos voltam à estrada dando a ela o que ela quer.

**** A lanchonete só tem alguns carros no estacionamento, cascalho ao seu redor. Nenhum preto Monte Carlo, o veículo que o pai de Beth disse que ele estaria dirigindo. "Chegamos cedo", a tranquilizo quando ela olha todo o lote e, em seguida, volta para a estrada. Coloco minha mão nas costas dela, ela vira a cabeça, olhos pesados com consciência. Suspirando, ela mexe na parte inferior dos seus shorts. "São quase 02h00min. Não tão cedo". Eu a levo em direção à porta, não respondendo, porque porra, ela está certa. É menos de cinco minutos até lá. Não estamos adiantados. Estamos no horário. Eu tomo uma respiração profunda, acalmando meus nervos. A recepcionista do restaurante nos cumprimenta com um sorriso. "Boa tarde. Dois lugares?” "Três". Beth ansiosamente corrige. "O meu pai vem também". Sento em frente à Beth na cabine, tiro o cardápio da mesa e o viro aberto. Beth define o dela para baixo e fica olhando pela janela grande, mantendo as mãos no colo. Uma mulher mais velha com um avental verde azulado brilhante aparece, sorrindo. "Boa tarde. Meu nome é Dóris e eu vou ser sua garçonete hoje. Pode começar com algo para beber?"


Beth não responde. Não vira a cabeça ou reconhece nossa garçonete de alguma forma. Olho para Dóris. "Chá doce para ela. Eu vou tomar uma cerveja". Dóris vai embora. Eu bato meu pé contra o de Beth que está debaixo da mesa, deixando de lado meu cardápio. Ela vira a cabeça, o canto da boca levantando levemente. Ela parece triste e esperançosa ao mesmo tempo. Como isso é possível, não faço ideia. Nossas bebidas se situam na nossa frente. Dóris puxa um bloco de notas da frente do seu avental, pronta para anotar o nosso pedido. "Oh, nós estamos à espera de alguém", Beth diz, segurando a mão dela. As mechas de seu cabelo escuro batem contra a bochecha quando ela vira a cabeça abruptamente. "Podemos esperar até que ele chegue aqui? Quero comemos juntos". Dóris coloca o bloco de notas para longe, piscando para Beth. "Claro que sim, querida. Avise-me se precisar de alguma coisa, entretanto". Beth se volta contra o assento, pousando o telefone quando Dóris vai embora. Eu olho para o relógio na parede acima da porta. 02h10min. A condensação no meu copo molha minha mão quando tomo um gole de refrigerante gelado. "Disse a sua tia e tio onde você estava hoje?" Peço Beth, querendo mantê-la falando. A necessidade de manter sua mente longe do estacionamento quase vazio. Merda preciso manter minha mente fora dele. Cadê ele? Ela acena, se concentrando em mim, uma dica de um sorriso, tocando seus lábios. "Danny me instruiu para uma hora, quando lhe contei o que estava fazendo. Ele parecia um pouco


menos preocupado com isso, quando eu disse que você viria comigo". "Um pouco", repito, rindo da proteção de Danny. O desgraçado me conhece bem o suficiente, mas ainda me dá merda por sair com a sua sobrinha. Eu cruzo meus braços sobre o peito. "Como se eu fosse deixar você fazer isso sozinha". "Não acho que eu poderia ter feito isso sozinha", ela diz calmamente. Os olhos dela na mesa, o dedo se movendo ao longo da borda do telefone. "Especialmente se ele não aparecer". Uma pressão se acumula no meu peito. "Olhe para mim", eu exijo. Ela levanta a cabeça. "Não faça isso. Ele estará aqui. Ele provavelmente apenas está preso no trânsito". Seus olhos vagueiam para a janela. Repito as mesmas palavras para ela na próxima hora, tranquilizando-a, tentando manter-me convencido. Às 03h00min, estou enfatizando que horrível tráfego deve estar vindo de Tennessee. Ela disca para o pai dela, franzindo a testa quando ele não responde. Cada vez mais Dóris começa a fazer o seu caminho para a nossa mesa. Por volta das 04h00, estou pronto para dirigir para onde diabos esse idiota vêm e arrastá-lo até aqui. Beth tenta chamá-lo novamente. E cada vez é saudada com uma mensagem de voz. Eu tento puxar uma conversa sobre qualquer coisa, monótonos sons derramam da minha boca. Cada pensamento que vem à minha cabeça está jogando lá, mas é como se eu estivesse sozinho na lanchonete. A mulher tranquila à minha frente tornasse um fantasma de seu antigo eu. Ela para de sorrir, passando rapidamente os olhos na minha direção quando eu bato no pé dela. O som de seu nome não garante a mesma reação que


costumava receber dela. Cada minuto que passa a arrasta ainda mais para longe de mim. Por volta das 05h10min, meu corpo está rígido contra o banco, minha visão com raiva. Uma lágrima desce pela bochecha da Beth, e não aguento mais isso. Estou pronto para matar este homem. Quero levar a vida longe dele, e eu quero fazer lentamente. Arrastá-lo para fora durante horas. Ele sentiria uma fração do que Beth está sentindo. Em seguida, faço-o sentir isso de novo. Eu inclino sobre a mesa e pegando o cotovelo da Beth, puxando sua mão na minha. "Ele não vem", ela sussurra através de uma voz abalada. Ela não luta à minha espera. Ela me permite isso, uma parte dela para conforto. Os olhos dela no telefone sobre a mesa. "Eu não entendo. Você acha que ele ainda poderia estar preso no trânsito?" Não "Talvez". "Ou ele se esqueceu? Você acha que ele se esqueceu de mim?" Eu olho nos olhos dela quando ela os levanta, as lágrimas ameaçando molhar suas bochechas. "Quando foi a última vez que falou com ele?" Pergunto, pensando que talvez ele esqueceu. Orando por essa explicação e não no que eu temo que o impeça de aparecer. Ele não querer conhecê-la. Minha mandíbula está apertada, sinto dor nos dentes. Ele não merece viver. Ela engole ruidosamente. "Ontem à noite. Ele parecia muito animado novamente, quando eu falei com ele. Ele estava falando


tão rápido. Lembrei-lhe aonde iríamos nos encontrar e a que horas. Ele disse que estaria aqui. Ele prometeu. Tentei ligar esta manhã antes de você me pegar, mas ninguém respondeu. Achei que ele já tivesse partido". "Beth". Aperto a mão dela e os seus lábios tremem. Meu antebraço treme contra a mesa. Todo o meu corpo carregado, pronto para detonar a qualquer momento. "Ele parecia tão animado", ela repete, piscando pesadamente. Fluxo de lágrimas pelo seu rosto. Ela puxa a mão fora da minha e desliza para fora da cabine, quase tropeçando, mas se corrigindo rapidamente. Ela empurra contra meu ombro quando eu me inclino para ajudá-la. "Não. Estou bem. Só preciso ir ao banheiro". Minhas costas batem contra o assento. Eu passo as duas mãos pelo meu rosto, tentando me manter bem. Como poderia ele fazer isso com ela? Como esse filho da puta poderia dar esperanças e depois abandoná-la assim? Ele tem seu número. Ele poderia ter ligado se alguma coisa apareceu. Ainda pensaria que ele era um pedaço de merda, mas eu estaria pensando em outro lugar com a Beth. Aqui não. Não no meio de um restaurante de merda. Eu percorro o celular, procurando os contatos. Eu inicio a chamada. E novamente, o stress do telefone contra meu ouvido constrói uma pressão insuportável. Se ele estiver dormindo, se a bunda dele ainda estiver em casa e ele esqueceu, se ele tenta dar uma desculpa, eu estou rasgando ele. Eu pressiono a repescagem. Seis tentativas, sete, oito estou pronto a desistir, até que... "Olá? Sim?" Tosse, em seguida, o som das garrafas tilintando juntos vem através do telefone. "Merda", ele resmunga, gemendo. "Minha cabeça. Cristo, a que horas... quem é?"


Minha respiração aumenta, coçando contra a parte de trás da garganta. A cabeça dele. Garrafas. Esse idiota está de ressaca. Viro em direção à janela, mantendo a minha voz baixa, mas não é possível esconder a raiva, que na minha língua é como piche fresco que adere à calçada. "Que pedaço de merda. Você está em casa? Você tem alguma ideia de como esmagada sua filha está agora? Ela está esperando por você, babaca, e só agora está acordando, porra? Está brincando com esta merda?" Ele geme. Mais garrafas batem juntas. "Porra, eu..." Suspirando, um colchão range através do telefone antes de sua desculpa esfarrapada. "Olha, eu queria ir. Eu ia. Eu sou apenas... não posso ser pai de ninguém, você sabe? Não sou eu". Ângulo mais em direção a janela quando dois clientes entram no restaurante. Minha boca pressiona contra o telefone. "Não, eu não sei. Não sei como poderia agir animado para conhecer sua própria filha, criar esperanças e depois derrubá-las assim. Se você não quer ser 'um fugido pai', não deveria providenciar para conhecê-la, filho da puta. Ela disse que você estava animado, seu merda. O que foi isso, hein? Era tudo mentira?" "Cara", ele resmunga. "Toda vez que eu falei com ela, eu estava ficando alto. Não me lembro de metade das coisas que eu disse. Foi principalmente falar de qualquer maneira". Eu vejo vermelho. "Você sabe o quê? É muito melhor assim. Estou feliz que você não está aqui. Não merece conhecê-la. Você nunca irá. Não vai lhe telefonar, não chegará a sair com ela, mesmo se estiver muito sóbrio, me ouviu? Eu nunca vou deixar você em qualquer lugar


perto dela. E se algum dia eu vê-lo cara a cara, vou te causar mais dor do que já sentiu. Você entendeu?" Ele ri sarcasticamente. "Ameaçar um drogado não vai te fazer muito bem. Estou lentamente me matando de qualquer maneira". "Não breve suficiente, idiota". "Diga que me desculpe". "Vá para o inferno". Desligo. Eu coloco o telefone no meu bolso indo em direção ao banheiro. Meu punho se conecta firmemente com a porta do banheiro feminino. "Beth?" Eu entro lá dentro. Não dou à mínima se há outras mulheres aqui. Essa é a minha última preocupação. Beth vira a cabeça, em frente a pia, os dedos limpando debaixo de seus olhos avermelhados. "Reed?" Sua voz ecoa. Ela toma um passo cauteloso, pegando a mão que eu estou estendendo a ela. "Vamos para casa". Deixo uma nota de cinquenta na mesa para Dóris. Ela nunca chegou a nos trazer alguma coisa além de bebidas. As nuvens se deslocam rapidamente escurecendo o céu enquanto caminhamos lado a lado. Trovão bate à distância, os chicotes do vento ao nosso redor, a camisa da Beth levanta revelando sua barriga lisa. As primeiras gotas de chuva batem contra meu antebraço quando abro a porta do passageiro. "A tempestade está vindo. Será forte pelo que parece no céu. Rápido, entra".


"Meu telefone?", indaga de repente percebendo que ela não o tem. "Está aqui". Toquei no bolso da minha calça jeans. Ele se joga contra o assento me permitindo fechar o cinto. Os olhos dela estão distantes, perdem o foco no painel, seu corpo afunda derretendo no couro. Se eu pudesse ver sua alma agora estaria agredida. Quebrada. No exterior, ela é Beth, mas menos a faísca. Nenhum sorriso, nenhuma emoção. Internamente, ela é uma estranha para mim. Esta não é a minha Beth. Preciso te levar para casa. Quando que eu alcanço a porta do motorista, a chuva é constante, molhando minha camisa, meu cabelo. Eu limpo minha mão sobre o meu rosto e ligo a caminhonete. Conduzo para uma estrada principal, evitando a parte de trás, porque eu sei que vai inundar primeiro se a chuva não parar. Não. A chuva fica mais difícil, mais espessa, com névoa cobrindo o meu para-brisa. Minha visibilidade se deteriora a cada minuto que passa. Beth suspira ao meu lado. Os nós dos dedos brancos de apertar o cinto. Eu tomo a saída mais próxima, entrando no estacionamento de um hotel. Olho para Beth, depois estaciono sob o toldo anexado à entrada principal. "Ok, por que não ficamos em um quarto para a noite? Não acho que deveria dirigir nesta tempestade". Ela acena, mantendo os olhos no painel. Eu rapidamente pago um quarto. Beth não reage quando eu subo de volta na caminhonete. A cabeça dela ainda está inclinada contra o assento, seus olhos ainda distantes. Desfocados. Depois de estacionar em frente ao prédio onde fica o quarto, ela me permite


ajudá-la a descer, aproximando-se contra meu lado para se proteger da chuva. Entramos no quarto. Eu aperto o bloqueio atrás de mim, protegendo a porta, saindo de meus braços, Beth se move em direção a cama. "Vou usar o banheiro", digo a ela, deixando meus sapatos perto da porta pequena ao longo da parede. Minhas chaves deslizam sobre a superfície da madeira. Beth senta na borda da cama, os dedos juntos no colo dela, abaixando a cabeça. Pego o telefone do meu bolso e coloco na colcha acolchoada. A porta do banheiro range. A água fria preenche minhas mãos. Molho meu rosto, apertando a base do meu pescoço. Olho fixamente para o meu reflexo no espelho grande, acima da pia. Manchas escuras nos meus olhos. Minha cor de pele desbotada, mais pálida do que o habitual. Eu preciso dormir. Depois de me aliviar e lavar as mãos, eu abro a porta e encontro Beth em pé próxima à cama. A mão segurando o telefone. Seus olhos estreitaram focados na tela. Foda. Aquele idiota ligou para ela? Dou um passo hesitante mais perto e ela me segura com seu olhar. "Eu estava mandando mensagens a minha tia para dizer-lhe que não vamos estar em casa hoje à noite e vi a última chamada, mas não que eu fiz". Ela olha para o telefone outra vez e, em seguida, volta para mim. "Você falou com meu pai?" Merda. Merda, merda. Não queria que ela soubesse disso. "Sim". Meus olhos desviam do rosto dela. Eu limpo minhas mãos suadas na calça jeans, de repente nervosos como o inferno.


"Eu fiz. Liguei para ele enquanto você estava no banheiro. Acordeio". "Ele estava dormindo?" "Ele estava de ressaca, possivelmente alto". Meu olhar se encontra com o dela. Mexo no emaranhamento do seu cabelo úmido. "Beth". "O que você disse a ele?" Uma lágrima rola para baixo na sua bochecha. Ela coloca o telefone para o lado, olhando para mim. Eu achato os meus dedos contra a parte de trás do pescoço dela. "Que ele não merecia conhecer você. Que bateria a merda dele se ele viesse aqui. Eu não sei. Eu estava chateado. Eu disse muito. Eu disse que ele nunca machucaria você novamente. Para ficar longe de você. Nunca ligar para você. Eu disse...". Sua boca trava contra a minha com uma urgência que posso sentir o gosto. Eu reclamo quando ela se agarra ao meu corpo. Seus lábios estão molhados, úmidos de lágrimas. Eu o chupo e nós despimos um ao outro. Roupas caem no chão, algumas fora da cama. Podemos entrar em colapso em um emaranhado de membros e toques febril. Levanto-a facilmente, deslizando ainda mais no colchão. Ela toca o meu rosto quando eu aperto meu pau entre nós. "Beth". Eu pressiono contra sua mandíbula sussurrando o nome dela. Minha respiração engata, eu entro nela lentamente. Alongando-a. Enchendo-a. O meu... "Deus, Beth". Eu molho meus lábios, balançando dentro dela. "Beth..." Se eu apenas pudesse dizer essa palavra para o resto da minha vida...


Ela mexe, pressiona seus seios pesados contra meu peito, os punhos apertam meu cabelo e depois suavemente. "Reed", ela geme na minha boca. As pernas dela pegam nossos corpos juntos. Mãos gananciosas vagam nas minhas costas. Levo-a lentamente. Não há pressa para isso. Meus dedos passeiam por seus quadris, levanto a pélvis dela fora da cama e me enterro nela. Profunda, mais profunda, empurrando tão maldito devagar que ela treme se estendo por mim. As mãos dela achatam-se contra a cabeceira da cama de madeira. Seus olhos fechados. Minha língua incha na minha boca, impedindo que a sujeira que normalmente estou sussurrando contra sua pele escape. Solto minhas mãos para a cama ao lado da cabeça, flexiono os braços e a encho. Mais uma vez. Mais lento. Fechamos os olhos. Nossas testas se encontrando, úmidas com suor. "Oh meu Deus", ela diz entre as respirações irregulares. Suas pernas tremem contra meus quadris. Isto é diferente, e ela sabe disso. Nunca fiz isto suavemente antes. Nunca fui assim tão quieto. Meu coração nunca foi derrotado assim. Nunca. Muitas estreias com ela. O que está acontecendo? É por causa de hoje? É porque eu fui um desastre toda a semana, preocupado por perdê-la? Estou exausto, meu corpo drenado do vigor anormal durante o sexo, mas não é isso. Isso não é porque eu não posso ser forte agora. Isto não é nenhuma coisa. Não é isso. Não consigo parar de olhar para ela. Não posso lhe dizer quão molhado meu pau está, é ótimo. Não posso pedir que ela me chupe enquanto eu enfio um dedo na bunda dela.


Não quero parar. Não quero ir. Não quero nada além dela. Nunca estive tão apavorado. Ela suspira, agarrando meu rosto, mordendo meu lábio quando ela vem. "Reed", ela sussurra, gemendo contra minha boca. "Eu te amo... Eu te amo". Meu corpo estremece. Eu a encho, meu controle sai em ruptura, enterro meu rosto em seu pescoço. Eu gemo contra sua pele, mas sinto que estou gritando. Palavras ressoam em meus ouvidos, três palavras simples. O seu pequeno corpo leva meu peso, escuridão me puxa. Uma voz suave "Você está bem?". Uma mão acaricia meu cabelo. Eu estava errado. Agora, eu nunca estive tão apavorado.


Capítulo Vinte

Beth Metade despertada, metade flutuando dentro e fora de um sonho, meu corpo lentamente desembaraça do lençol e do colchão. Pele quente descansa contra o meu ombro. Viro minha cabeça, afastando o cabelo do meu rosto. Reed está de costas, os olhos fechados e com a boca ligeiramente separada. Metade do seu corpo coberto com um lençol cinza. Ele não acorda coloco minha mão sobre o seu peito espionando-o. Normalmente, nem o mais leve toque e ele já me puxa para mais perto. "Está bem". Eu olho para o teto, tentando encontrar conforto nas palavras que dei a Reed ontem à noite. A palavra sussurrou mais e mais para o escuro. Talvez eu precisasse ouvir mais do que ele. Meu coração troveja contra a minha mão. "Está bem". "Eu te amo... Eu te amo". Minha boca está rapidamente seca conforme cada segundo que passa. Minhas pernas se mexem, removendo o resto do lençol quando minha pele começa a queimar abaixo da superfície.


As pessoas dizem coisas que não querem dizer quando estão aflitas. Tendo o fiasco do pai sobre mim poderia ter afrouxado minha língua, vazando palavras de desespero de minha boca. Eu estava enlouquecendo na lanchonete. Eu estava quebrando no quarto do hotel. Reed foi gentil, tentando me manter unida. Eu quase chorei quando eu vim. Eu disse a ele que eu o amava. As pessoas dizem coisas que não querem dizer quando estão aflitas. Eu nunca disse uma palavra para Reed que não quisesse dizer. Ontem não foi exceção. "É ok". Ele não disse isso de volta. Ele não disse nada. Meu coração lentamente pulsa nas costas dele, enquanto o seguro, como ele se afastou, dizendo estar cansado. Como eu esperei e esperei por esse momento para acertá-lo. Medo o manteve em silêncio, ou talvez não. Talvez ele não me ame. Talvez ele não possa. Talvez... "Ninguém vai te amar como eu. Ninguém". Eu aperto os olhos fechados. "Não" eu sussurro, empurrando a voz indesejada da minha cabeça, mas fica mais alta, infiltrando cada fenda da minha alma. Tirando sarro com a verdade, estou muito assustada para admitir. "Ninguém vai querer você". Eu balanço violentamente a cabeça. O rosto de Rocco se materializa por trás de meus olhos, seu sorriso impiedoso torcendo sua boca quando ele ri de mim. Quase ouço em meus ouvidos, as palavras cruéis. Acima de minha dúvida. Jogando-me para fora da cama, pego minhas roupas e me visto rapidamente, com minhas mãos tremendo vou para o banheiro. Luz âmbar pisca em cima da minha cabeça. A porta se fecha atrás de mim e eu quero me encolher contra ela, mas eu não


faço. Eu umedeço um pano e esfrego sobre o meu rosto, por baixo do meu cabelo, na parte de trás do meu pescoço. Lavo minha boca. Apoiando minhas mãos na pia, eu olho para o meu reflexo. Longos minutos passam e eu estudo meu rosto. Eu estava me descontrolando na lanchonete. Eu estava quebrando no quarto do hotel. Mas não acredito que estou quebrada. Os fragmentos lascados do meu coração estão a me cortar, lentamente a esvair-me, drenando a luz dos meus olhos. Eu escolhi amar um homem que não pode me amar. Que nunca me amará. Movimentos na sala afastam meu olhar do espelho. Eu ando até a porta e escuto. Ele está se vestindo, o som da roupa se arrastando através da pele. Em seguida, muito rapidamente, a porta se abre e eu estou enfrentando Reed. "Ei, oi", ele profere rapidamente, assustado. Ele parece meio adormecido. Ele limpa a garganta, procurando por mim. Os olhos dele se deslocam nervosamente. "Preciso ir ao banheiro. Temos que ir. São quase dez". Lágrimas se reúnem em meus olhos e eu quero piscá-las fora. O que eu esperava? Ele não pode fazer isso. Ele me avisou. "Sim", eu respondo, indo para fora. A porta se fecha atrás de mim e eu fico sozinha. Espero por Reed lá fora em sua caminhonete. Já não chove. O céu é um caleidoscópio de azul e suaves tons de rosa. Estou em uma poça rasa, assistindo a lama espremer debaixo de minhas botas. Fico impaciente e percebendo que não posso esperar Reed me ajudar a subir em sua caminhonete, eu testo o trinco para ver se está desbloqueada.


Minha mão cai ao meu lado. Eu puxo uma respiração profunda, assim quando um som de clique aparece na guia pequena atrás da janela. Reed caminha propositadamente até mim. Eu puxo a alça e escalo para dentro, caindo contra o banco, rapidamente coloco o cinto de fixação antes que ele chegue à minha porta. Suas sobrancelhas franzem quando ele me olha. "Você está bem?" Deus, como eu mesma respondo a isso? Eu aceno, descansando de volta contra o assento, meus olhos treinados em frente. "Bem". A tensão faz meu estômago cerrar. Sinto-me enjoada. Eu rezo para não vomitar por todo o interior de couro escuro. Meu vocabulário diminui com respostas de uma palavra toda a viagem para casa, não que há conversa fluindo entre nós. Reed é um silêncio mortal na maior parte, apenas me perguntando se eu quero ouvir música, se estou com fome, e se eu quero que ele pare. Não posso comer. Eu não seria capaz de aguentar. Dou-lhe minhas respostas enquanto eu fico olhando pela janela, nunca virando a cabeça. Duas horas e meia parece uma vida inteira. Eu mordo minha bochecha... Quando sinto a ameaça de lágrimas, a dor me distraindo, aproveitando meu foco no sabor metálico revestindo minha língua. Não consigo chorar. Ainda não. Não quando eu ainda preciso deixá-lo ir. Reed estaciona o carro na garagem. Tenho tanta coisa para dizer, mas tão pouco é necessário. Ele rompe o silêncio primeiro quando estou a soltar o cinto dos meus ombros. "Vou à casa de Ben terminar um trabalho. Estou muito cansado, então, provavelmente só vou dormir depois".


Nossos olhares se cruzam. Meus braços se sentindo mais pesados, meus membros aderindo ao assento. É tudo o que ele tem para me dizer. Na verdade, tão pouco é necessário. Eu viro e puxo a maçaneta da porta. "Obrigada pelo que você disse ao meu pai e por me ajudar a passar por isso. Isso significa muito para mim". "É claro" ele responde facilmente. Sem gaguejar as palavras. Eu me viro depois de descer da caminhonete. Os olhos dele procuram meu rosto, tão estranho na cor, depois mudam para o relógio no painel. "Tenho de ir. Preciso começar, então eu não vou conseguir trabalhar à noite. Isso não funcionou tão bem para mim antes". Suas palavras são como uma mão me afastando. É isso. Apenas vá. "Ok. Sim, desculpe". Minha voz vacila, mas eu tento escondê-la com uma tosse rápida. Eu me afasto depois de fechar a porta, meus olhos seguindo sua caminhonete, quando ele sai da garagem. Poeira paira uma polegada acima da estrada de terra atrás dele, estabelecendo-se depois de alguns minutos. Sim, eu o defendo alguns minutos, ele vai realmente voltar a pensar. Acreditando que vai perceber que ele se esqueceu de me dizer que ele me ama também. Esperança é uma coisa engraçada. Mesmo quando você acha que não tem nenhuma, ela se recusa a se deitar calmamente. Nos momentos mais sombrios da minha vida, eu sempre tive esperança. Por que eu esperaria diferente agora? A casa está vazia, as cortinas puxadas, mantendo o céu vibrante. Hattie e Danny desapareceram, provavelmente estão no


bar. Faço as malas como um furacão rasgando a casa. Cama feita, colcha dobrada ordenadamente nos cantos, deixando como eu vi pela primeira vez há semanas. Com uma mente pesada, eu sento na borda do colchão e puxo a caixa, onde guardo o dinheiro que fiz trabalhando no McGill, da gaveta. Eu mais ou menos tenho as contas. Um pouco mais de trezentos dólares. Um par de noites em um hotel, um pouco de comida, não é muito. Mesmo economizando isso, eu não vou ter nada. Eu sei onde tudo me leva. Não posso viver no meu carro de novo, mas não posso ficar aqui. Não posso estar tão perto de Reed e deixá-lo ir. Eu vou continuar a amá-lo estando em Ruxton. Posso esquecer que já o conheci em outro lugar. Eu tenho uma opção que me impede de perder tudo que tenho. Uma opção que pelo menos posso usar até encontrar outra coisa. Pego um pedaço de papel e uma caneta do escritório indo para a cozinha. Meu casaco me espera na porta da frente. O que digo às pessoas que me deram tanto quando eu só queria conhecê-los? As lágrimas molham o papel enquanto minha mão se move com uma energia que acho que não achei que tinha mais. Digolhes o quanto estou agradecida por tudo, como eu nunca vou esquecê-los. Agradeço-lhes pela sua bondade e amor. Minha caneta passeia no papel, percebo que minha explicação para minha partida é rápida. Não quero que fiquem preocupados. Eles têm que entender, isto não tem nada a ver com eles. Em meu nome, eu peço que digam adeus a Reed por mim. Para dizer-lhe que sinto muito e que eu vou sentir falta dele,


mesmo quando não quero. Deixo minha nota para eles na mesa. Tirando o telefone do meu bolso, eu o desligo e configuro um adeus. Mais uma vez, o tempo é meu inimigo. Oito horas no carro, duas paradas para abastecer e uma parada por alimentos acontecem em um borrão de faróis e rodovias. Estou de volta na frente da mesma casa que eu deixei apenas semanas antes, minhas mãos não param de tremer. Ou talvez só agora estejam começando a tremer. A alça da minha bolsa escava em meu ombro enquanto eu subo os degraus de pedra. Meu punho bate à porta, minha cabeça diminui quando ela é aberta. Um toque familiar acaricia meu rosto. "Sabia que você voltaria. Porra, sabia". Eu sinto o tom em sua voz, a forma como os dedos perduram na minha pele, como se ele tivesse o direito de me tocar. Inclino para longe de sua mão, eu espero ele sair da porta. Ele leva grande prazer nisso, eu precisar dele, rastejando de volta tão rápido. Eu sobrevivi a isso antes. Posso fazer novamente, até encontrar outra coisa. Com uma varredura ele faz gestos para eu entrar. "Obrigada". Ele leva grande prazer nisso também. Minha gratidão, levantando os cantos da sua boca para o sorriso mais enganador que já vi. Tenho a certeza que o sorriso do diabo é igual a esse. Tenho certeza que é apenas tão sedutor quanto o dele. Ele se inclina contra a parede, mordiscando os dentes com um palito. "Como a coisa da família acabou?", indaga atrás de mim enquanto faço meu caminho em direção ao quarto. Eu quase paro na porta, minha mão achata contra a parede. Deslizando meus dedos por baixo da alça da bolsa, eu puxo meus ombros para trás e movo-me com finalidade.


Rocco encontra minha força divertida, sua risada cruel soando no ar como uma tempestade a distância, infiltrando o quarto depois de desmaiar na cama. Eu choro no travesseiro, pensando em Reed e quão doce é seu riso.


Capítulo Vinte e Um

Reed Beth. Minha mão estende procurando cegamente para o seu calor. O lençol fresco enche a palma da minha mão. Ela não está aqui. Não, claro que ela não está. Por que ela estaria? Eu fiz exatamente o que falei que ia fazer ontem à noite. O que eu precisava fazer. Depois de terminar os últimos detalhes no convés do Ben, cheguei em casa e cai. Eu precisava de tempo para processar tudo. Ela precisava de tempo também. Ela ainda estava obviamente se recuperando da merda com o seu pai. Minha garota corajosa. Ela parecia tão pequena sentada ao meu lado. Minha mente não estava tranquila, mesmo com o Ben enquanto eu estava concentrado. Achei que ajudaria o sono de uma noite inteira, mas fiquei inquieto a noite toda. Beth. Às 23h30min, eu dirigi para casa da tia para vê-la. Olho para a foto que ela salvou como o papel de parede do meu telefone. Uma selfie tirada dela e eu, nossos rostos esmagados juntos. Deus, eu estava apaixonado por ela.


Eu estava apaixonado e estava apavorado, mas porra, eu estava tão perdidamente apaixonado que não queria me separar mesmo quando cheguei a um acordo. Eu me esforcei, desliguei meu telefone e tentei fechar os olhos. Ela não precisava de mim para acordá-la em horas estranhas no meio da noite. Eu ia deixála dormir, esperançosamente, ia tentar dormir também... Minha alma sente falta dela, meu corpo ansiava por ela. O sono, merda, escapou. "Eu te amo... Eu te amo". Ela quase chorou essas palavras. Tudo o que eu queria fazer era dizer também. Eu viro a cabeça, tendo o cuidado com a pálida luz da janela, que dança ao longo do tapete. Não preciso olhar para o relógio para saber que é muito cedo ainda. Meu alarme não soou ainda, mas eu não posso mais mentir aqui. Não posso ignorar essa estranha perda tomando conta de mim por mais tempo. Eu vou tomar banho e visto-me com urgência, depois finalmente observo o tempo. Apenas o suficiente para ir ver Beth, contar tudo o que estou sentindo e, em seguida, fazer funcionar. Provavelmente ela vai estar acordada há esta hora. Ela vai olhar toda amarrotada de sono e macia contra os lençóis. Deixá-la pode ser um desafio. Quando vou pegar uma caneca de viagem para o meu café, meu telefone toca no quarto. Intrigado, eu corro subindo as escadas. É um pouco mais de cinco horas. Ninguém me chama assim tão cedo. Beth Davis, de McGill em toda a minha tela. Um calor familiar aquece meu peito, se espalhando na espinha. Eu estou de repente desperto.


"Ei, eu estava quase saindo para te ver. Você acordou cedo". Meus passos ficam mais leves quando eu avanço pelo corredor. "Deus, eu..." "Reed, ela está com você? Por favor, me diga que ela está aí". Eu paro bem na abertura para a cozinha, reconhecendo a voz instantaneamente. "Hattie? Ei, qual o problema? Você está bem?" "Beth" reforça ela através de um gemido. "Ela está com você?" Eu olho ao meu redor confuso, de repente esperando Beth pular detrás de algo. "Não", respondo meio que curiosamente, afastando um molhado fio de cabelo da minha testa. "Por quê?" "Oh, não", ela sussurra. "Oh, não, não, não". A voz dela parece à milhas de distância. Preocupação me atormenta, espalha nas minhas veias como uma infecção. Com o café esquecido, eu pego minhas chaves da bancada e corro para a minha caminhonete. Eu estou correndo, minhas botas levantando cascalho. "Hattie, o que está acontecendo? Cadê a Beth?" Ela resmunga alguma coisa que não entendo e a voz dela quebra entre gritos frágeis. Aprisionando o telefone entre a orelha e ombro, eu entro na caminhonete e saio pela estrada. "Hattie! Cadê ela?" Pergunto de novo quando eu não obtive uma resposta coerente, minha voz mais exigente. Minha pele ficando quente na base do pescoço. Ela chora com força, chorando agora, quebrando completamente. "Ela é. Ela foi atrás...", ela geme, ofegando por ar. Pânico polui minha mente. Eu sinto um suor frio.


"O quê?" Minha resposta gruda em minha língua, esforçando-se para passar por meus lábios quando o mundo desloca na minha frente. Pisco os olhos fortemente. Minha mão violentamente desloca as engrenagens. Ela voltou? Por que ela iria embora? O quê? Procuro em minha memória para obter uma explicação, algo obviamente que perdi. Imagens de Beth me envenenam com culpa. Olhei para ela ontem, mas eu realmente a vi? A expressão dela estava sombria de manhã quando abri a porta do banheiro, a maneira que ela manteve a cabeça para baixo, ou se afastou de mim na caminhonete ao entrar no carro. Ela estava tão pequena, tão quieta. Como poderia ter sido tão cego? "Eu te amo... Eu te amo". Três palavras, três palavras simples. As que ela quase chorou na noite anterior, as que não consegui repetir. Ela não estava lidando com a merda que aconteceu com o pai dela. Ela não quis sair por causa dele. Ele não estava aqui. Fui eu. Disse a ela que eu nunca a machucaria. Eu disse a ela que eu só poderia dar tanto de mim, quando na realidade eu nunca tive uma escolha. Eu a amava, e eu nunca disse isso. Ela saiu pensando que nunca vou amá-la. Ultrapasso um sinal vermelho, indo pelo caminho mais próximo que me leva à estrada. "Hattie, onde Beth morava antes de se mudar? Onde em Louisville? Você tem um endereço?"


Hattie sussurra calmamente, murmurando palavras praticadas, como se estivesse lendo algo. Ela não está me ouvindo. Não consigo ouvir nada sobre o ruído do motor. "Hattie". Tento novamente chamar sua atenção. Sinais de frustração ganham vida em minhas veias. Meu sangue corre quente. Percebendo que eu estou perdendo meu tempo tentando conseguir alguma informação dela ao telefone, eu desvio para um lado da estrada, indo para o meu destino original. "Eu estou chegando, ok?". Eu estou quase lá, digo-lhe. A voz dela nunca faz uma pausa, nunca reage à minha, mas ela fica mais suave com atenção, me lembrando por que isso aconteceu. Porque isto é tudo culpa minha. Sinto-me doente quando não vejo o carro de Beth estacionado na entrada. Eu odeio esse carro, sabendo que ela morava nele, mas eu daria tudo para vê-lo agora. Envio um texto curto para meu pai antes de sair da caminhonete, dizendo-lhe que não vou trabalhar hoje. Falar com ele me levaria a ouvir um sermão sobre como imprudente estou sendo com minha licença. A opinião de um homem que nunca perdeu trabalho um dia. A porta da frente está desbloqueada, e eu anuncio minha presença calmamente. Não tenho tempo de bater e esperar para entrar. Estou a horas de distância de Beth. Isto é sobre obter as informações que eu preciso e cair na estrada. Uma luz suave da cozinha chama pelo corredor. Sem vozes. Hattie está sentada na cozinha, quando eu entro, um pedaço de papel na sua mão, o rosto banhado de lágrimas. O telefone com o case floral preto na frente dela.


"Eu desliguei nossa chamada pouco depois" diz Hattie. Não suportaria ouvir e não a entender ao mesmo tempo. Sabendo que ela estava com o telefone da Beth, e que a Beth estava agora sem nenhum. Entro na sala, pronto para solicitar o endereço. "Eu estava esperando que ela estivesse na sua casa. Que ela mudou de ideia", Hattie sussurra, olhos à deriva para o papel. "Chegamos em casa tarde do bar ontem à noite. O carro dela tinha ido embora, mas achamos que ela ainda estava com você, então fomos para a cama. Não encontrei o bilhete nos dizendo adeus até esta manhã". Nossos olhares se cruzam. Ela se afasta da mesa, levantando-se. "Reed, não podemos deixá-la voltar para aquele homem. Não sei o que aconteceu entre vocês dois, ou se é só por causa das coisas com o pai dela, que eu me sinto tão horrível sobre, mas ela não pode ir lá. Não pode ficar lá. Ele era terrível para ela". O rosto dela se desfaz em lágrimas. Uma mão cobre a boca, abafando seus soluços. Ele era terrível para ela? Ele. Olho fixamente para Hattie cada músculo do meu corpo tenciona de uma vez. Conforme as conversas com a Beth sobre a vida em Kentucky inundam minha mente com informações instantâneas. A mãe dela morre. Beth desabrigada, vivendo no carro dela. Até que... Eu estava tão absorto em sua ausência, e no endereço que eu precisava tirar de Hattie, que não considerei que Beth ia voltar para lá. Estava com o cara antes de mim. O estranho que a levou. Aquele que ela não parecia interessada em discutir. "Ninguém. Só esse cara que eu conheci. Não importa".


Ela não podia me satisfazer com uma resposta rápida o suficiente no telefone. Então um dia mais tarde, em meus braços, ela foi vaga novamente. "Relacionamentos mudam. Não há realmente nada mais do que isso". Foda. Foda. O que ela não me contou? Eu entendi sua reserva como um momento triste na vida dela, que ela não queria falar sobre ele. Eu poderia dizer que ela estava desconfortável. Não queria me meter. Não queria parecer desesperado para conhecê-la. Isto é tudo culpa minha. E Deus, eu estava desesperado para qualquer coisa que a envolvesse. Eu estava saciado e com fome ao mesmo tempo. Minhas narinas se abrem com a expansão pesada do meu peito. Começo a andar. "O que ele fez com ela? Quem é esse cara? Foda-se!" Minhas mãos puxem meu cabelo. "Foda-se, Hattie! Ele machucou a Beth? Minha Beth? Quem é ele?" Ela levanta a mão dela. "Shh. Reed, por favor. Você vai acordar o Danny. Não quero que ele saiba sobre isso ainda. Ele vai dirigir até lá e matar aquele homem. Não serei capaz de acalmálo". Eu aperto as costas de uma cadeira, inclinando-me sobre ela. Cerrando os dentes. "O que ele fez com ela?" Ela me encara por um segundo. "Acho que ele só era muito mau", ela explica rapidamente, limpando os dedos em toda a face para apanhar as lágrimas frescas. "Ela disse que ele nunca tocou nela, nada desse jeito, mas eu poderia dizer Reed. Ela disse que nunca teria ficado com ele se ela tivesse outro lugar para ir. Por que ela diria isso se ele era um cara bom?" Eu levo várias respirações lentas, profundas, meu aperto na cadeira relaxando antes de partir a madeira.


Beth. "Um nome", eu rosno, os olhos de Hattie estão nos meus. "Eu preciso de um nome e um endereço. Por favor, me diga que você sabe onde mora esse cabeça de merda". Os ombros dela caem. "Não tenho um endereço. O nome dele é Rocco. Isso é tudo que sei. Não sei seu último nome também. Desculpe-me". Ela aperta os lábios em uma linha fina, quando o inferior começa a tremer. Eu puxo o telefone do meu bolso. "Preciso falar com alguém". Deslizo sobre a cadeira, inclino para frente sobre meus cotovelos. Eu seguro o telefone com uma mão enquanto a outra aperta minha cabeça. Minha garganta se contrai. Sinto-me tonto, doente com culpa, com um número de outras emoções que raramente senti. Algumas completamente estranhas para mim. Raiva. Medo. Perda. Amor. Eu pressiono o telefone no meu ouvido quando uma cadeira se move ao longo do chão, atrás de mim. Hattie tomou seu assento. A chamada atende após o segundo toque. "O que se passa?" "Precisa achar alguém para mim. Preciso do endereço, e isso não pode esperar ok? Você pode me ajudar?" "Whou, espere. Ei, se acalme por um minuto", Ben diz longe do telefone. Aquieta o rádio da polícia. "O que diabos está acontecendo?" "Quem é?" Reconheço a voz do Luke pelo tom irritado. "É a Beth. Ela se foi. Ela voltou para Louisville, com esse cara. Eu preciso ir buscá-la. Preciso que ela se recupere. Ela não pode ficar com ele. Eu preciso..." "Calma aí", Ben interrompe. "E Beth?"


Engolindo, eu tremo quando eu sinto o gosto de bile. Eu levo em um suspiro trêmulo, piscando em foco. "Ela me deixou. É minha culpa". Tento falar devagar, para deixar as palavras no ar, mas quanto mais tempo elas permanecem na minha língua, me sinto mais doente. As quero fora. Eu quero Beth de volta. Eu preciso dizer-lhe tantas coisas. "Eu te amo... Eu te amo". Deus, eu era um covarde de merda. Eu retomo o ritmo. "Ela voltou para esse cara com quem ela viveu antes de se mudar. Eu preciso encontrá-la, Ben. Você precisa de porra me ajudar a encontrá-la. Esse cara... ele é mau para ela. Para minha Beth, ele é muito mau para ela, e eu estou perdido, ok? Eu tenho um nome. Eu sei que ela está em Louisville. Por favor. Não te peço nada. Eu preciso disso. Você pode apenas..." "Reed, foda-se, homem, acalme-se". "Não posso me acalmar! Eu a amo! Pode me ajudar ou não?" Hattie suspira de seu assento. Eu avanço para a ilha e bato a palma da minha mão contra o mármore frio. Minha cabeça pesada, tensão entre meus ombros. Minhas pernas ameaçando tremer. "Qual é o nome?". A voz de Luke corta a linha, um pouco distante. Eu percebo que eu fui colocado ao viva-voz. Os dedos tocando apressadamente em um teclado. Eu cedo contra o canto da ilha. "Rocco. Não tenho um sobrenome".


"Rocco? Que tipo de nome de merda é esse? Ele parece ser uma putinha". A observação do Luke é porra perfeita nesse momento. "Duvido que haja muitos Roccos em Kentucky. Deve ajudar a reduzir a busca. Onde está você?" Ben pede. "Na casa dos tios da Beth. Onde ela estava morando". "Bem... Sim, eu sei onde fica. Mia mencionou quando Beth nos visitou. Qual é o número da casa?" "12" Deixo escapar, então questiono. "Por quê?" "Nós vamos te buscar. Chego há vinte minutos". "O quê? Por que você vai me buscar? Dê-me o endereço para que eu possa dar o fora daqui". "E fazer o quê? Ir até lá e dar uma surra nesse cara por ter magoado a Beth? Já pensou o que poderia acontecer se ele não estiver tão disposto a deixá-la ir? Não sabe nada sobre esse cara. Ele poderia ter armas em casa, Reed. E se ele puxar uma arma em você?" "Não seja estúpido. Nós vamos com você. Estamos nos preparando para terminar nosso turno de qualquer forma", adiciona Luke. Aperto os olhos fechados. Porra, não tinha pensado como isso poderia ocorrer. Armas? Esse idiota na verdade pode ser perigoso? Imagens de Beth medrosa, com medo e triste passam pela minha mente. Eu vou matá-lo. "Está bem, que seja. Te espero aqui". Eu desligo a chamada, afastando meu telefone.


"Reed?" A voz amável de Hattie levanta a minha cabeça. Nossos olhos se encontram do outro lado da sala. "Traga ela de volta. Ela te ama". Eu espero por Ben e Luke na porta da frente, limpando a umidade dos meus olhos.

**** OITO horas, duas linhas de estado e o obstáculo iminente de tráfego ficam entre eu e a Beth. Os caras apareceram após guardar seu carro de patrulha, mas ficaram com o uniforme. Ben insiste em conduzir a sua caminhonete, mantendo sua velocidade perto de cem milhas por hora pela maior parte da viagem. Eu percebi rapidamente como estou grato de tê-los comigo. Se eu tivesse feito esta viagem sozinho, eu teria sido parado por excesso de velocidade ou por condução perigosa estrada. Provavelmente ambos. Estamos fazendo um bom tempo, mas estou pronto para sair da minha pele. Meu estômago está torcido em um nó implacável. Minhas pernas não param de saltar sem descanso contra o assento. "Como você está fazendo aí atrás?" "Mm", a pergunta foi de Ben, ou de Luke? Minha cabeça treme contra minha mão. Definitivamente não estou bem. Olho na frente. "Eu nunca fui de brigar antes. Nunca, mas na verdade posso matar esse cara. Há uma boa chance, de eu vê-lo com a Beth e perder a porra da cabeça. Se isso acontecer, estou preso?" Não seria o fim perfeito para este pesadelo, dizendo a Beth que eu a amo por trás de uma divisória de vidro.


Luke vira a cabeça. "Você não vai matá-lo. Vamos deixá-lo bater um pouco, mas se não vermos ele fazendo alguma merda com a Beth, machucando-a de alguma forma ou mos ameaçando, não há muito que possamos fazer. Nós não podemos prendê-lo por ser mau para ela". "Ele pode não estar em casa. A maioria das pessoas trabalha até às cinco, 06h00min. Se só estiver a Beth lá, você realmente quer ficar e esperar por este imbecil vir para a casa, só então você vai poder socá-lo?" Eu fico encarando o espelho retrovisor, encontrando os olhos de Ben. Idiota. Como se ele não fosse acampar no gramado de alguém por um mês se olharem errado para Mia. Seu olhar volta para a estrada. "É justo". "Se ele tem armas e merda, é diferente. E nós podemos fazer isso bem claro que ele tem de ficar bem longe de Beth. Você pode dirigir desse ponto para casa". Luke se inclina mais perto para o GPS. "Estamos pertos. Dez milhas". Dez milhas. Deus, eu praticamente posso sentir o calor da pele da Beth. "Como faço?", limpo a garganta. Minha mão toca no meu pescoço, parece que estou com uma coleira. Porra está queimando. "O quê"? Sonda Ben em meu silêncio. "Dizer a ela... eu preciso dizer que a amo". Minha língua engrossa na minha boca. Droga. Como vai ser isso? Encontro os olhos de Ben novamente, gesticulando para ele. "Você é tão malditamente sincero com seus sentimentos. Como


posso fazer assim com ela? É suficiente dizer isso? Ela vai saber quão perdido eu estou?" "Você já disse isto antes", ele. "Para aquela garota que pediu em casamento. Foi difícil então?" “Não, mas esta é a Beth. Eu nunca me senti assim". "Você nunca amou ninguém além dela". "Certo". Eu me inclino contra o assento. Meus olhos fechados. "Foda-se", eu sussurro. É isso. Lá, é bem ali. Como eu não percebi isso até agora? Eu agitei a noite toda na ausência de Beth. Sofri por cada separação dela, mesmo no início, quando estávamos apenas fingindo. Eu realmente estava fingindo? Isso, com ela, sempre foi diferente. Molly foi para longe e eu lidei com isso. Nunca a amei, na verdade foi apenas uma obsessão. Com Beth é diferente, eu sinto a falta dela desde o primeiro momento. "Vai ser suficiente", Ben garante. Levanto minha cabeça e pego seu olhar brevemente antes de seus olhos voltarem à estrada. "Diga-lhe tudo. Quanto você a ama, a quanto tempo você se sente assim. Não se reprima. Não esconda nada, ela merece ouvir. Acho que ela verá o quão perdido você está, Reed. É muito óbvio para todos os outros. Agora, ela só precisa ouvi-lo". "E se ela não acreditar em mim? E se ela achar que eu estou apenas dizendo agora porque ela me deixou?" "Ela vai acreditar em você", Luke me garantiu. Ele empurra o queixo. "Só não fale enquanto está batendo nesse filho da puta,


sim? Espere até que você possa pegar o rosto dela e segurá-la. Garotas adoram isso". Ben ri. "É mesmo? É isso que você fez com a Tessa? Jogou a carta de romance?" "Não, é o seu estilo. Só transei com ela até ela saber que eu a amava". O rosto de Luke se divide em um sorriso. "Isso sempre funciona também. Eu... merda!". O corpo dele bate contra a porta. "Jesus! Eu estava brincando!". Ele grita, tirando o punho do Ben de sua camisa. "Eu vou foder e enterrá-lo se disser merdas como essa novamente sobre a minha irmã". Ele dá uma tapa na nuca do Luke. "Idiota". "Você quer dizer, minha esposa? Você pode começar a chamá-la assim, sabe". Luke se ergue, esfregando a parte traseira da cabeça. "E eu estava brincando". Eu me inclino com um suspiro pesado. Minha perna continua a saltar. "Quanto tempo mais?" Luke olha para o GPS. "É só por aqui à direita. 211 Willbank".

**** A caminhonete diminui até parar. Ben pega meu ombro e me puxa de volta quando eu tento correr até a casa. "Espere um minuto. Você não pode apenas correr até lá, Reed". Eu solto a mão dele. "Por que diabos não? Vocês dois são os policiais. Diga que ouviu algo suspeito. Arrombe a porta".


"Você vê isso?" Luke acena em direção a calçada atrás de mim. A visão do carro de Beth faz meu coração disparar. E ao lado, um Lexus preto. Eu estalo meus dedos. "Ele está aqui. Bom. Eu não tenho que caçar sua bunda para matá-lo". Um som atrai minha atenção de volta para Luke e, em seguida, Ben. Eles puxam suas Glocks, em seguida, colocam de volta para os coldres. "Foda-se", eu resmungo, minha ansiedade deixando em meu peito apertado. "Provavelmente não precisaremos delas. É só para o caso". Ben coça o queixo dele. "Vamos". A temperatura no ar parece cair quando nós subimos os degraus de pedra na varanda. Meus olhos se deslocam entre os dois. Estou à espera de alguém com uma arma real assumir o comando. "O que fazemos, batemos? Qual o protocolo aqui?" Peço de modo quase malcriado. "Protocolo? Você percebe que não temos qualquer jurisdição aqui?" Ben se move em direção à porta. "Eu espero que esse babaca seja burro demais para perceber que não somos policiais do Kentucky". Um gemido baixo, feminino tenciona meus ombros. Não, não, não pode ser ela. Ela não é... "Merda", Ben murmura. "Reed espere..." Tarde demais. Eu giro a maçaneta e para minha surpresa e gratidão, a porta se abre. Eu invado a casa.


Grunhidos e rosnados selvagens, o barulho aumenta após a nossa entrada. Percorro a sala aberta em quatro passos rápidos, os dois corpos enredados no sofá. Cabelo longo e escuro derrama sobre a borda do couro. Meu estômago cai fora. Pego os ombros do homem com a Beth e o jogo para o chão. "O que é isto?" Eu grito, olhando para Beth... só, que não é Beth. Eu saio cambaleando em volta. A mulher deitada pisca os olhos verdes para mim. Sua boca é muito fina, com um piercing no lábio inferior. Assustada, ela lança o braço sobre seus seios e se remexe no sofá. "Ei, o quê, cara? Merda! Eu não estou quebrando nenhuma lei!" Viro minha cabeça. Ben tem Rocco facilmente preso contra a parede, uma mão no seu pescoço, a outra prendendo os pulsos atrás das costas. "Não se mexa. Você briga comigo e você vai se arrepender", Ben adverte contra sua orelha. O idiota rosna. "Você não pode simplesmente entrar na minha casa. Não precisa de um maldito mandado ou alguma merda assim?" "Ouvimos ruídos suspeitos. Uma mulher em perigo". Luke ri. "Você sabe, porque o seu pau é tão pequeno. Ela parecia muito chateada com isso". Curvando-se, pega um vestido branco do chão e o joga no sofá. "Se vista e saia daqui", ele ordena. A mulher obedece rapidamente. Eu chego mais perto de Ben quando uma porta se fecha à distância. Meus olhos o olham com raiva. "Onde está ela? Cadê a Beth?" Rocco se transforma seu rosto encostado na parede. Ele ri obscuramente. "Beth? Beth quem?” Ben aperta a cabeça de Rocco para trás. Rocco estremece através de um gemido. "Responda".


Eu passo na frente de Rocco e ele desloca seus olhos para mim. "Oh, eu entendi. Ela voltou por causa de você, certo? Minha garota está triste e patética. Eu é que agradeço. Eu gosto mais dela assim". Meu punho se conecta com sua mandíbula no segundo que Ben se distrai. "Ela não é sua garota!" Ele geme quando o sangue escorre embaixo do queixo. Ben apoia Rocco que cai de joelhos, segurando seu rosto. "Foda-se!" Ele assobia. "Você quebrou meu nariz!" "Você tem sorte de eu não te matar!" Uma mão no meu braço me mantém longe quando tento dar outro soco. Eu tiro meu braço do aperto de Luke e vou até o idiota no chão. Meu peito bate feito louco contra minha camisa. "Onde está ela? Não pedirei novamente". "No quarto". Seus olhos lacrimejam mais, ele comprime-os, ainda cobrindo o nariz. Abaixa a cabeça com um gemido estrangulado. Eu me viro para encontrar uma escada, mas tenho muito mais a dizer a este monte de merda. Ele olha quando eu me aproximo. "Ela vai comigo, e você vai ficar longe dela. Se eu te vir de novo, se pensar na minha garota, eu vou colocar você no chão. Eu vou te matar, você entende?" Soprando uma risada, gesticulando para Luke com sangue na palma da mão. "Olá? Ouviram ele me ameaçando? Não vai prendê-lo?" Luke vira a cabeça lentamente. "Cale-se. Não ouvi merda nenhuma".


Naquele momento, Ben deve ter chutado contra as costas do Rocco, por que ele grita de dor como uma putinha. "Oww, foda-se. Meu nariz. Jesus Cristo!" "Estou cansado de ver sua desculpa patética para um pênis. Fique para baixo". Ben levanta a cabeça, acenando para mim. "Vai. Nós o pegamos". Acho as escadas e subo de dois degraus de cada vez. O andar de cima é tranquilo. Passei um banheiro e um escritório, antes de finalmente abrir a última porta no final do corredor. O quarto está escuro, com as cortinas fechadas. Minhas mãos vão ao longo da parede em busca do interruptor. Uma lâmpada no canto acende, iluminando o pequeno corpo de Beth enrolado em um lado da cama. Percorro o quarto às pressas. Parando quando eu a vejo, encaro a minha pequena. Eu quase caio de joelhos ao lado dela. Ela está dormindo em jeans e uma camisa de alguma banda desbotada, fones de ouvido cobrindo suas orelhas. Escovo meus dedos em toda a bochecha dela e ela se agita, tremulando abre os olhos. Um sorriso preguiçoso puxa na boca dela. "Mm. Não quero acordar desta vez", ela sussurra sua voz grossa com sono, os olhos movendo lentamente sobre o meu rosto. Eu sento ao lado dela e tiro os fones de ouvido. Ela pensa que ela está sonhando? "Beth". Ela sorri novamente. Eu pego seu rosto doce entre as duas mãos e beijo sua boca macia. Ela inala agudamente, puxando para trás. "Reed?"


Eu não me mexo, quase rindo com o choque florescendo nos olhos dela. "Beth Davis. O que você fez para mim?" Ela toca os meus lábios, move os dedos sobre minha mandíbula. "Você é... você está aqui? Como é que está aqui? Por quê?" "Por quê? Essa é uma pergunta boba. Você está aqui". "Mas..." Eu deslizo minha boca sobre a dela. "Eu devia ter dito isso". Ela vai perfeitamente contra mim, suas mãos pequenas circulando meus pulsos quando seguro seu rosto. Sacudindo a cabeça, ela se senta e afasta as minhas mãos. O toque de repente frio. "Não. Não, Reed, está tudo bem. Você me disse que não quer mais do que você já fez. Fui estúpida de me esquecer disso". "É estúpida por me amar?" Ela me encara por um longo segundo, suas mãos emaranhando juntas no colo dela. "Eu era estúpida por pensar que poderia me amar de volta. Que qualquer um poderia". Meu estômago aperta quando olho para ela, eu me aproximo dela novamente. "Eu quero sair daqui. Eu quero te levar de volta para o quarto do hotel e dizer tudo o que eu sempre quis te dizer. Você não é estúpida, Beth. Eu sim. Eu devia ter dito isso". "Reed". Mexo com ela, me recusando a deixá-la sair da cama. Suas coxas sob minha mão. "Só me escute". Os olhos dela levantam até mim. "Eu pensei que eu não poderia amar alguém novamente, depois de toda essa merda com a Molly. Eu não tinha feito mais de uma noite com uma mulher em nove anos. Eu não queria isso. Não queria me sentir tão impotente por alguém novamente, só para


depois me quebrar. Mas você... Deus, Beth, eu queria você desde o início, desde aquela primeira noite no bar. Nunca quis nada menos. Nunca farei isso. Quando eu não disse de volta, não foi porque eu não te amasse. Eu estava percebendo que eu fiz. Eu estava percebendo que nos últimos nove anos, não faria diferença se eu estava com medo de amar novamente ou não. Fiquei com várias dessas mulheres, nunca as beijei, mas ninguém me faria cair exceto você. Sempre foi você, Beth". Eu mudo na cama. Minhas mãos vão para a sua cintura. Sinto-me elétrico estando tão perto dela. "O que quer dizer, só eu?" pergunta ela calmamente, a língua molhando os lábios. Eu abaixo minha cabeça e beijo sua testa. "Sempre te amei, menina corajosa. Ninguém mais", sussurro contra sua pele, deslizando a minha boca até sua orelha. A respiração quente sai apressada contra meu pescoço... Eu fecho meus olhos. "Deus, meu coração está batendo tão difícil agora". Ofegante, ela nivela a mão contra o centro do meu peito, murmurando: "O meu também". "Venha para casa comigo". Levanto o queixo com a orientação da minha mão. Meu polegar passando por sua bochecha. "Para casa. O-Ok". Sua boca se levanta ligeiramente. "A casa da minha tia? Ou..." Respiro um riso. Só Beth pode me enfiar em uma direção que não sabia que eu estava pronto para ir. "Eu gosto mais de 'ou'". Beijo sua boca rapidamente, em seguida, inclino-me suspirando, minhas mãos se recusando a deixar a sua pele. "Ainda há tanta coisa que eu quero dizer para você, mas não quero dizê-lo aqui, nesta casa. Não quero minhas palavras se misturado com o seu passado".


Depois de uma ligeira hesitação, ela acena, não questionando o que quero dizer com isso. Ela deve entender que eu sei mais do que ela me disse. Se não, vai ficar obvio no segundo que ela ver o estado que deixei Rocco. Filho da puta. Ele merece o pior, e ele vai se ferrar se alguma vez tentar alguma coisa. Arrumamos as coisas dela, o que não leva mais de dois minutos. Beth realmente não tinha descompactado muita coisa ontem, exceto alguns itens. Puxa seu Kindle contra seu peito, abraçando-o, em seguida, coloca-o na cômoda. "Você não está levando isso?" Pergunto tirando a bolsa da cama. "Foi de Rocco. Era a única coisa que eu tinha antes, que eu amava. Mas eu tenho você agora, não preciso disso". Merda. Ela adora aquela coisa. Ela apenas vai deixar para trás. Agarrando a parte de trás do pescoço dela, deixo um beijo no topo da sua cabeça. "Vou comprar um novo". Ela sorri para mim e, em seguida, levemente coloca beijos na minha mandíbula. Mantenho-a contra meu lado enquanto caminhamos pelas escadas. Rocco está sentado no sofá, vestido, segurando um pano sangrento no rosto. Ben e Luke em pé na frente dele como um par de cães de guarda com esteroides. Levo Beth imediatamente para fora, esperando as perguntas começarem, mas ela só coloca seus braços na minha cintura e pressiona beijos no meu peito. Ela tenta me levar até o carro dela. "Isso fica aqui. Vamos conseguir outro para você". Nunca a vi parecer mais confusa. O nariz enruga quando olha para mim. "Mas o carro é meu. Preciso de um carro".


"Você não precisa de carro. Não suporto olhar para ele sabendo que viveu naquela coisa. Incomoda-me. Não quero mais você dirigindo isso". Ela coloca a mão no quadril, lutando com um sorriso. "Reed". "Esquece mulher. Fica aqui". Ela abaixa os olhos rindo. Então coloca os braços em volta do meu pescoço, pressionando o corpo no meu, enquanto dá beijos contra minha garganta. "Você me ama", ela sopra. "Mm". Eu traço meu dedo no lado do rosto dela, ela olha para baixo. "Estou com medo, Beth. Se você me deixar novamente acho que não...". Eu engulo duro. "Não, eu sei, que não sobreviveria. Você não pode me deixar, mesmo quando eu foder, e eu sei que foder. Nunca fiz isso. Eu poderia ser um desastre de trem, mas quero que você não desista de mim". Minhas palavras penduram no ar entre nós, diferente desde a primeira vez que eu disse para ela. Antes era ‘Não faço isso há nove anos’. Agora ela sabe que é meu primeiro amor de verdade. "Nunca fiz isso também" ela diz. Suas mãos apertam levemente meus quadris. "Eu também estou". A porta da frente se abre. Ben e Luke descem os degraus de pedra. "Vamos para casa". Eu envolvo meu braço em volta da cintura dela, levando-a para a caminhonete. Eu preciso pegar minha garota em paz.

****


Beth liga para sua tia do carro. Quando Danny fica na linha e pede para falar comigo, eu hesito trazendo o telefone ao meu ouvido. É minha culpa que Beth nos deixou. Ela nunca teria ido atrás de um cara que a fez se sentir nada menos do que perfeita se não fosse por mim. Ainda não sei todas as palavras que Rocco usava para deprimi-la. Não sei se quero saber. O que me impediria de voltar para Kentucky e cumprir a minha promessa? Nada, isso é uma merda. Danny, para minha surpresa, não cai em mim por ser o catalisador de tudo isso. Ele simplesmente me agradece por trazer Beth de volta, eu ainda estou temeroso que ele vai me dar merda por namorar sua sobrinha querida. O tom dele não pode ser mais crítico. Como sempre, eu mantenho minha reação à sua atitude em silêncio. Eu puxo Beth nos meus braços... Depois que ela desliga a chamada, enterrando meu rosto em seu pescoço, deixo as mãos vagar sobre os seus membros, meus dedos em seu cabelo. Sinto como se eu não lhe toquei em anos, ou talvez nunca. Há um desespero, eu sei que ela pode sentir. As mãos dela estão em torno do meu rosto. Ela escova a umidade em meus olhos. Não quero ser um desastre emocional, mas porra ela enfim está aqui comigo. "Eu estou tão apaixonado por você, sinto que não consigo respirar", sussurro contra o pescoço dela, tentando de alguma forma explicar a razão por trás de minha descompostura súbita. Súbito. Direto. Ela me observou desvendar por semanas. Ela se inclina para me olhar, olhando minha boca como se ela quisesse ver meus lábios formando essas palavras. "Amo você, valente menina". Trago sua mão a minha boca, beijando os dedos dela.


Ela acaricia meu rosto, beijando minha boca, meu queixo, até minha orelha onde ela sussurra: "Obrigada". Eu inclino a cabeça para vê-la. "Por te amar?" "Por dizê-lo". Puxo-a em meu colo, murmurando o quanto ela é louca, como sou louco por ela. Depois de agradecer os rapazes, espero impacientemente por Beth agradecê-los, olhando com cara amarrada para Ben quando ele não para de falar com a Beth, eu a levo para dentro para que possa ver sua tia e tio. Sua troca de abraços e conversa tranquila é breve, enquanto eu espero na porta. Eles precisam desta vez fazer isso sozinhos. Dirijo para casa com a Beth apoiada ao meu lado, as mãos agarrando a minha camisa. A bolsa dela cai no chão quando nós tropeçamos para dentro da minha casa. Agarro o corpo dela e fixando-a em mim, abaixamos no chão apenas dentro da porta. "Reed", ela ri contra minha garganta. As mãos no meu cabelo. "Aqui?" Beijo sua boca. Eu mordo a sua mandíbula. "Aqui, em primeiro lugar. Não posso... Eu preciso..." "Eu sei" ela diz. Ela entende minha urgência. Será sempre assim depois de algum tempo separados? Eu puxo suas botas e meias beijando os pés dela, ela se contorce. Eu dou uma tapa no seu traseiro e tiro o jeans de suas pernas. Segue a calcinha dela logo atrás. Levanto a camisa acima dos seios completamente perfeitos, abaixo o sutiã e passo a língua em seu mamilo. "Oh". Ela agarra minha mão no outro peito, gemendo quando eu aperto.


"Gostoso e muito bom". Beijo seu decote. Eu lambo seu pescoço, inalando o cheiro de seu perfume doce. "Deus, Beth. Toque-me. Por favor, eu preciso te sentir". Pega um punhado de minha camisa e puxa acima da cabeça. Minha costa atinge o chão com a força da mão dela. Eu me rendo facilmente a sua agressão. Escarranchando-me, ela se perde com o botão no meu jeans, sorrindo. "Oi", ela sopra na voz mais suave, puxando sua camisa pelo resto do caminho e descartando seu sutiã. "Ei". Pressiono o meu polegar contra seu clitóris, movendo em círculos lentos. Seus dedos tremem contra meu zíper. "Vamos lá. Tira logo mulher! Beth, agora, pega o meu pau". Seus olhos brilham com luxúria. Ela adora isso. Ela adora quando eu falo sujo, quando eu peço para ela me foder, me chupar. Ela puxa meu jeans para baixo em torno de minhas coxas e segura meu pau, bombeando meu eixo, passando sua língua sobre a cabeça. Eu empurro meus quadris sutilmente. "Foda-se, não, não", eu recuo. "Não?" "É... é muita coisa, agora. Não vou durar". Ela morde o lábio para esconder um sorriso, sem dúvida, orgulhosa de seu efeito em mim. "Ajude-me" ela sussurra, pondo as mãos sobre meu abdômen inferior. Eu agarro suas ancas, sento e nos desloco no chão para que as minhas costas fiquem contra a parede. Ela suspira arranhando os mamilos contra meu peito. Tomo o peso dela, apertando meus dedos nos seus quadris, abaixando-a lentamente no meu pau. Ela aperta o meu pescoço. "Eu te amo", ela sopra.


"Beth". Uma polegada a mais, ela me puxa, aperta em mim tão maldito apertado que minhas bolas começam a palpitar. "Eu te amo. Deus, eu te amo tanto". Seus quadris assentam totalmente no meu pau. Eu levanto e abaixo novamente, suas coxas lisas enrijecem. Quando ela começa a balançar os quadris, deixo minha mão entre suas pernas, deslizando meus dedos em torno do meu pau para sentir onde entro nela. "Foda-se, Beth... foda-se, sinta isso. Aqui. Venha aqui". Agarrando a mão dela, guio os dedos entre nós, minha outra mão balançando então ela desliza para cima e para baixo no meu eixo. "Oh, Deus", ela suspira. "Como que... diga-me como se sente". "Perfeito". Eu deslizo os dedos para o clitóris dela, empurrando os quadris do chão. Deus é tão grande assim. "Ele nunca se sentiu assim antes... não com mais ninguém. Perco a cabeça toda vez que você me toca". "Venha" ela gagueja, rolando para trás, sua buceta inchada, embebendo-me. Faço novamente, e nós gememos juntos. "Eu estou... tão duro o tempo todo, pensando em você. Adoro ver meu pau assim. Você gosta profundo?" "Mm". "Você faz, eu sei que você faz. Sempre a dizer mais duro. Com mais força, Reed. Faça isso. É tão perfeita, Beth. Deus, você é perfeita". Eu abaixo minha calça jeans mais para sentir a bunda dela contra as minhas coxas. Eu bato em uma bochecha redonda, quando ela vem para baixo em mim, outra vez quando ela me


implora por mais. Eu levanto os seios dela, circulando os mamilos com minha língua. Beth mexe os quadris mais rápido. Suas mãos no meu cabelo, ela puxa meu rosto para longe dos seios e leva a minha boca. "Eu preciso ir. Eu preciso...". "O que você precisa, querida?" Gerencio, perseguindo meu orgasmo, meu ritmo aumentando selvagemente. Não consigo parar de comê-la. Ela está aqui, Beth está aqui — minha Beth. Deus, há quanto tempo eu a amava? Desde o início? Desde o primeiro beijo? Foda-se, se não é a coisa clichê mais incrível que eu nunca pensei ser possível, mas isso é quanto tempo estive longe dela. Ela é incrível nos meus lábios, ofegante. "Oh, Deus, eu preciso sentir você... Por favor, goze, Reed. Minha mão aperta o pescoço dela, a outra segurando seu quadril, enquanto eu meto freneticamente. Com um grito, Beth aperta contra mim, morde o lábio, suas unhas como garras nas minhas costas. Eu enterro meu rosto no seu pescoço e juro quando eu libero dentro dela. Umidade vaza para minhas coxas. "Beth... Beth... foda-se". Apoiamos contra a parede, deslizando para o chão. Eu empurro o cabelo úmido no rosto e olho nos olhos dela. Ela coloca seu corpo ao meu lado, ainda ofegante. "Não posso ficar longe de você" eu digo contra seus lábios inchados, beijando suavemente. "Nem por uma noite, Beth. Vem morar comigo. Esteja aqui, comigo. Deus, eu quero isso tanto. Não me importo como isso é assustador. Quero todos os dias com vocês. Por favor, por favor, diga sim para mim. Para nós. Só você e eu, certo?"


Ela me encara por um segundo. Suas mãos quentes tocam o meu rosto, afastando meu cabelo. "Você e eu", ela sopra, irradiando para mim. "Beth", respiro, abaixando meu rosto sob a cabeça dela, beijando seu pescoço, segurando minha menina tão malditamente apertado. Nada mais importa, a não ser isto. Você e eu.


Epilogo

Três semanas mais tarde

Beth Reed gosta de dizer que desde o primeiro beijo, McGill, sempre será especial para nós, , mas aqui, no porto de cisne, é onde parece que tudo começou. É onde parei de fingir e nos perdemos um no outro em um quarto mal iluminado, com vista para uma festa de noivado. É onde eu me apaixonei por Reed, ou quando soube que eu o amava. É difícil pensar naquele exato momento. Talvez tenha sido aquele beijo no McGill. Talvez nenhum de nós realmente estivesse fingindo. Este quarto... Não era apenas sobre aqueles toques, ou Reed dizendo que o beijo era tudo para ele. Eu vi sua dor nesta sala. Eu vi um homem preso ao passado, mantido em cativeiro por suas memórias deste lugar e pela mulher que nunca lhe mereceu. Eu queria ser sua distração de todas as coisas, mas mais do que isso, eu queria ser sua única memória. "Eu quero usar minha vantagem agora" eu disse, soando apressada. Frenética. Desesperada.


"Eu estava esperando por isso". Ele olha para minha boca, inclinando a cabeça para baixo. "O que você quer, querida? Você quer me beijar?" Meus olhos brilham quando ouço o som da porta rangendo atrás de mim. Reed coloca a cabeça sorrindo quando ele me vê na janela. A lâmpada no canto lança raios de luz suave âmbar ao longo do chão. "Ei, aí está você". Ele se move através do quarto depois de fechar a porta. "Se escondendo? Luke e Tessa estão prestes a cortar o bolo". "Eu só estava... tendo um momento". Ele levanta uma sobrancelha. "Déjà vu?" "É claro. Eu praticamente abusei de você aqui". "Fui molestado?" Ele aspira, apertando suavemente meus quadris. Ele beija minha boca. "Eu era um participante muito disposto, Beth. Melhor punheta da minha vida". Ele sorri. "O melhor beijo também". "É mesmo? Aquele beijo foi o melhor?" Eu mordo minha bochecha para manter uma cara séria. Deus é tudo o que eu mais faço— sorrir em torno deste homem. Os seus lábios tremem. "Segundo melhor". "Mm". Minhas mãos puxam o seu cinto. "Talvez consiga superar essa melhor punheta, se você quiser". Ele geme quando deslizo o zíper. Carne quente enche a palma da minha mão, rapidamente endurecendo. "Deus, Beth".


"Reed?" Eu sussurro contra seu pescoço, o acariciando, gemendo enquanto ele cava seus dedos em minha carne. Eu sabia que ele viria me encontrar. Eu sabia exatamente o que faria no segundo que entrou nesta sala, mesmo antes disso. Eu planejei isso. Ele tenta levantar a bainha do meu vestido. Eu bato em sua mão, sorrindo para a careta que ele me dá. "Não posso tocar em você?" Eu balanço a cabeça lentamente, esfregando meu polegar ao longo da ponta do seu pau. Eu o aperto da base à ponta, acariciando no mesmo lugar que ficamos todas aquelas semanas atrás. Ele faz barulhos com fome contra minha boca, me mordendo, sugando meus lábios. Aperta sua mão no meu cabelo para expor o meu pescoço, dizendo quão incrível é o gosto da minha pele, quão molhada ele sabe que eu estou para ele. As mãos apertam meus seios, beliscando meus mamilos através do fino tecido do meu vestido. Não consigo parar de olhar para ele. "Quanto tempo você quer isto?" Peço antes que minhas costas batam na parede. Ele deixa cair sua testa contra a minha, gemendo. "Isto... trabalho com as mãos? Até que eu goze seria fantástico". Eu molho meus lábios, minha respiração por todo o lado, errática, junto com a sua. "Não. Isto. Eu e você, por quanto tempo você quer isso?" Ele se inclina de volta ligeiramente, me encarando com olhos encapuzados. "Eu quero para sempre" sussurro, o acariciando rapidamente, apertando o pau dele como ele gosta. "Eu não quero mais ninguém".


"Beth" ele geme, fechando os olhos. Seu pênis uma rocha em minhas mãos. Ele está latejante e inchaço contra a palma da minha mão. Deus, ele fica tão duro... Quando eu faço isso. "Por quanto tempo você quer isso, Reed?" "Para sempre",ele fala. Ele parece torturado. "Olha, assistame te tocar". Seus olhos faíscam abertos com desejo e algo mais escuro. Ele envia um violento tremor pelo meu corpo. Inclinando a cabeça para baixo, ele assiste minha mão trabalhar no pau dele. Seus lábios se separam e suas mãos tremem na minha cintura. Você e eu. "Foda-se, Beth. Estou perto". Eu alcanço a minha outra mão em suas calças e pego as bolas dele. Ele suspira através de um gemido. Suor em sua testa. "Case comigo. Case comigo, Reed". Os olhos dele por um segundo vibram perto quando seu orgasmo explode. "Sim" ele geme. "Foda-se... sim". Ele agarra meu rosto, colidindo nossas bocas, gemendo com seus lançamentos espalhados na minha mão. Meu corpo se apega ao dele. Beijando com tudo que tenho, com cada pedaço da minha alma. Por muito tempo e profundo e cheio de todo o meu amor por ele. Eu engulo os murmúrios suaves de meu nome, quando ele pressiona contra os meus lábios. Ele disse que sim! Ele disse que sim! Eu quero gritar. Quero que todos saibam que este homem lindo é meu. Eu quero fugir hoje à noite e torná-lo oficial.


Ele chega por trás e me puxa longe da parede, achatando meu corpo contra o dele. "Você disse que sim". Beijo sua mandíbula quando ele limpa minha mão com um lenço. "Não sabia que você faria”. Ele joga o pano na lixeira, fecha o zíper da calça dele. O polegar move sobre minha bochecha. "Você tem um anel?" Ah... Bem, que merda. Chorando, eu aceno. "Não, nem pensei..." As mãos dele caem longe de meu corpo, uma desaparece atrás das costas. "Graças a Deus um de nós veio preparado", ele diz sua voz deliciosamente rouca. Minha boca se abre, quando ele mostra uma pequena caixa preta tirada do bolso dele. Não sei por que estou tão atordoada. Acabo de propor-lhe. Ele disse que sim. Mas ao vê-lo descer de joelho na minha frente faz meu coração bater tão rápido, que tenho medo que pode quebrar meu peito. Eu caio no chão, agarrando o rosto dele. "Beth" ele ri. "O que você está fazendo?" Eu balanço a cabeça. "Não... assim, por favor". Eu o ajudo a abrir a caixa. Lágrimas nos meus olhos, quando ele desliza o anel no meu dedo, e beija a palma da minha mão. É perfeito. "Você é perfeita" ele diz, com naturalidade. Oh, eu disse isso em voz alta? Ele embala meu rosto suavemente em suas mãos. "Beth Davis, da McGill..." Ambos rimos. Ele beija-me depressa. "Menina corajosa, quer casar comigo?"


Lanço-me para ele, e caímos contra o chão, planto beijos doces por todo seu rosto. "Isso é um sim?" "Sim!" Eu grito, rindo contra sua boca. Ele se levanta em seus pés, seus olhos brilhando como brasas no escuro. "Não acredito que você me pediu em casamento com meu pau na sua mão. Jesus, Beth". "Deveria ter sido na minha boca, certo?" Suspirando eu provoco. "Um pobre planejamento da minha parte". "Mm". Ele traça meu lábio inferior com o dedo, inclinando mais perto. "Isto é para mim. Você entende?" Eu derreto contra sua boca, quando ele leva aquele beijo, novamente e novamente e novamente.


PlayList

Awake by Secondhand Serenade (Reed’s song to Beth) Pusher Love Girl by Justin Timberlake Layla by Eric Clapton Animals by Maroon5 Wild Horses by The Rolling Stones Work Song by Hozier Hands Down by Dashboard Confessional The Falling by Eli Young Band Hold You In My Arms by Ray La Montagne


Profile for Ana Paula Oliveira

When I Fall - Série Alabama Summer ( Livro 3 ) - J.Daniels  

Nos últimos nove anos eu mantive o meu coração o mais longe possível do meu pau. Esses dois não podem estar em qualquer lugar perto um do o...

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