Page 1


PERIGOSAS

O JUIZ TATUADO

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

Dudaah Fonseca

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

Copyright © 2017 Dudaah Fonseca Capa: ML Capas Revisão: Luiza Costa Diagramação Digital: Dudaah Fonseca Esta é uma obra de ficção. Seu intuito é entreter as pessoas. Nomes, personagens, lugares e acontecimentos descritos são produtos da imaginação da autora. Qualquer semelhança com nomes, datas e acontecimentos reais é mera coincidência. Esta obra segue as regras da Nova Ortografia da Língua Portuguesa. Todos os direitos reservados. São proibidos o armazenamento e/ou a reprodução de qualquer parte desta obra, através de quaisquer meios — tangível ou intangível — sem o consentimento escrito da autora. Criado no Brasil. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido na lei n°. 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 1 LUÍS EDUARDO PORTO AMARAL LACERDA Não me importo com o sereno, continuo a minha corrida matinal. Suado, tenso, cheio de energia e adrenalina percorrendo meu corpo. Aumentei a velocidade, ouvindo a música Hallelujah na voz do vocalista do Bon Jovi. Cada verso mexia comigo de forma tão incompreensível que nem consigo explicar. Canto a poesia: “Now, Maybe there's a God above And all I ever learned from love Is how to shoot at someone who outdrew you But it's not a cry you can hear at night It's not somebody who's seen the light It's a cold and it's a broken hallelujah” Paro de correr, e ponho as mãos nos joelhos. No intuito de recuperar o fôlego. Estou na entrada do vilarejo —que fica nas terras da minha família —e onde os funcionários residem sem pagar nada. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Precisam apenas manter a conservação da natureza que nos rodeia. Moramos longe do centro do Rio, acho, que assim sentimos mais segurança. Meus avós, pais e tios construíram sua própria morada entre as 4 zonas do terreno, que mais parece uma pequena cidade do interior. Minha casa fica na direção leste. Tiro o fone de ouvido e verifico quantos quilômetros percorri no relógio de pulso. Bom, ainda é pouco, pois estou me sentindo muito agitado. Talvez, seja por causa das missões da facção. Não era nada fácil comandar algo grandioso e letal. Principalmente quando se é um juiz renomado e odiado pelos criminosos, entre eles, políticos corruptos que pagariam qualquer coisa pela minha cabeça. Decido voltar para casa, antes que André mande todos os homens da segurança —e da facção —vir atrás de mim. Como se não bastasse ser monitorado 24/7 em tempo real pelas centenas de câmeras de segurança e rastreador que o filho da puta deve ter colocado no meu ipod, preciso cumprir o horário. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Pronto para voltar correndo pelo sentido leste, senti que era observado por alguém. Foi rápido demais, vi apenas cabelo contra o vento como se tivesse entrado rapidamente para dentro da casa. Se não estivesse enganado, Evanice, —a arrumadeira e cozinheira que cuida da minha morada —mora naquela casinha pintada de azulclaro. Estranho, então me recordo que Evanice tem uma filha de 22 anos —a qual não lembro o nome —que reside com ela. São parentes do pastor Cleudo, pai do André, mesmo sendo próximo deles, não tenho muito contato com a Evanice e sua filha misteriosa. *** Entro pela porta da cozinha, e meneio a cabeça, desaprovando o fato do André está vidrado no notebook. Sem dúvida nenhuma checando as últimas informações sobre o traficante de humanos e drogas que a facção planeja pegar. Além de ser o chefe da minha segurança é o meu melhor amigo —depois dos meus irmãos —confio muito nele. Acredito no seu trabalho. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Atrasado... Dois minutos, Dudu. —ralha, e tiro a camisa ensopada de suor largando-a na cadeira do balcão. —Sabemos que aqui é seguro, mas não podemos vacilar. Abro a geladeira e pego uma garrafinha de água mineral. Relaxo os músculos, refrescando meu corpo. Evanice aparece carregando uma cesta de roupas —provavelmente sujas —e quando me ver seu olhar inquisidor analisa minhas centenas de tatuagens espalhadas pelo meu tórax, abdome, mãos, dedos e pescoço. Creio que ela não aceita o fato de um homem bem sucedido ter o corpo marcado por desenhos, frases e nomes. Admito que não foi brando a carreira no judiciário. Obviamente precisei me esforçar o triplo para alcançar o cargo que tenho hoje, como Juiz da 2ª vara criminal. Enfrentei e venci preconceitos, e hoje sei lidar com pessoas de todas as índoles que existe. No caso da Evanice, ela sempre direciona um olhar de reprovação o mesmo da minha avó Celina. Por Deus, ainda hoje escuto sermões da minha querida vozinha. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Bom dia, senhor. Deseja algo especial para o café da manhã? —indaga, encarando-me seriamente. Ela faz questão de referir-se a mim usando “senhor”. Por mais que eu tenha dito que não era necessário. Afinal, Evanice, é tia do André, a família dele e a minha são uma só. Entretanto, a senhora de cabelos longos-escuros não aceita isso. Sempre centrada e fazendo seu trabalho. —Para com isso, tia. Vai acabar mimando esse bobão. —brinca André, recebendo um olhar bravo da sua tia. —André! Isso são modos? —O que fizer está de bom tamanho, Evanice. —busco minha camisa no balcão, e antes de sair da cozinha, questiono: —Sua filha está em casa? A onda de surpresa que atravessa seus olhos não passa despercebido por mim. Ela responde: —Sim. Minha filha chegou ontem a noite. Onde a viu? —Quando dei uma pausa na corrida na NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS entrada do vilarejo vi quando ela entrou na sua casa. Cogitei que fosse sua filha. Qual o nome dela mesmo? —Maria Flor. Peguei-me sorrindo de lado. Realmente um nome muito bonito. Autêntico. *** Sai do Tribunal de Justiça, depois de mais um dia de trabalho cansativo. No estacionamento, encontra-se a equipe de segurança. Sempre foi assim. Segurança em primeiro lugar. Pelos meus irmãos e por mim andaríamos apenas com dois — no máximo—, contudo para os meus pais o quanto mais melhor. Entro na Range Rover preta e blindada, cumprimento Bruno que já está no banco do motorista. Logo em seguida, André entrou sentando-se ao lado. Por algum motivo fiquei pensando na prima do meu melhor amigo. Meus irmãos e eu passamos a infância toda brincando com os filhos dos funcionários, para os meus pais todos são uma segunda família. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Todavia, a filha da Evanice nunca participou de absolutamente nada. Nem dos aniversários, nada. Durante o caminho, o carro que estou, é totalmente escoltado a certa distância. A qualquer momento posso ser alvo de ataque, além dos bandidos que fazem de tudo para me matar, tem os próprios malfeitores do meu meio social. —Preparei os nossos para a escolta da festa de amanhã. —informa André, digitando algo no celular. Ah, caralho. Tinha esquecido desse evento. —Esqueci dessa porra. —encosto a cabeça no banco de couro e fecho os olhos. Para distrair e matar a curiosidade quis saber da Maria Flor. E entender porque a tia do meu melhor amigo é tão reservada. —Sua prima ainda está no vilarejo? —Não, cara. Ela voltou para a casa da madrinha. Ela passou no vestibular, vai cursar Administração. Minha tia está muito contente. Todos nós. —Você sabe que eu poderia marcar uma NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS prova para ela conseguir bolsa integral na melhor faculdade do Rio. —Pensei exatamente nisso. Acontece que minha tia é muito orgulhosa. —Sua tia é difícil mesmo. —murmuro. —Difícil é apelido. —debocha. —Será que sua prima não aceitaria trabalhar na rede de hotel da minha família? Ajudaria ela com as despesas enquanto estiver morando com a madrinha. —Converso com a Flor sobre isso. Tudo que ela mais quer é ser independente e ajudar a minha tia. —Quando tiver a resposta dela avisa que falo com o Caio. —Perfeito então. *** Cogito em ligar para a Jade com a intenção de termos uma noite cheia de sexo puro. Mas não combinamos nada durante a semana. Gosto dessa amizade colorida, facilita muito as coisas entre nós. Além de ser uma mulher lindíssima também fazia NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS parte da facção. Na cabeça da minha adorável mãe, somos namorados, porém entre Jade e eu não existe nada que envolva sentimento. Somente sexo gostoso e perverso. Como dois adultos solteiros e independentes. Talvez, no futuro podemos ter algo a mais. Nada é garantido. Levanto do tapete onde espalhei alguns processos que estou estudando, e sirvo uma taça de vinho que deixei disponível em cima da mesa de centro. Parei diante da imensa porta-francesa totalmente de vidro e abri entrando na sacada. Encostei os braços no parapeito de madeira bruta. A brisa da noite toca minha pele trazendo satisfação, expulsando o calor. Alguns seguranças circulam o lugar, outros estão escondidos estrategicamente. Essa era minha vida, uma bomba relógio que pode estourar quando eu menos esperar. E meu pai ensinou-me que a vida dos nossos está em primeiro lugar.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 2 MARIA FLOR SOARES Nunca conheci pessoa mais cabeça dura que minha mãe. Obviamente nunca tive liberdade de sair e fazer amizades, passei a infância e adolescência praticamente trancada. Saia somente para a escola. Dona Evanice sempre deixa claro nosso lugar diante dos patrões. Muitas vezes chorei escondida, magoada até, simplesmente pelo fato de não poder brincar com os filhos da família Amaral Lacerda. Na minha cabeça, entendia que não era boa o suficiente devido a diferença de classe social. Ainda penso assim. Toda vez que meu primo André vinha me chamar para brincar com ele e as outras crianças — filhos dos funcionários—eu direcionava um olhar esperançoso para minha mãe, desejando escutar o sonhado “sim”. Ela inventava qualquer desculpa para não permitir. O que não entra na minha cabeça é o fato dos funcionários serem próximos dos patrões, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS dividindo com eles momentos em família que eu nunca tive, enquanto dona Evanice e eu continuávamos isoladas dentro da nossa casa. Fui crescendo e admirando ainda mais os herdeiros. São 4 irmãos —três homens e uma mulher —lembro que por trás dos arbustos me divertia assistindo eles brincarem tão livremente. Admito que de todos o que chamou a minha atenção foi o rapaz mais velho, de cabelo loiro e olhos azuis-cintilantes. A cada fase que encarei do amadurecimento do meu corpo e mente, infelizmente, não pude dividir com minha mãe. O medo de ela repreender e julgar falou mais forte. Quando ia almoçar na casa do tio Cleudo, era o momento que tinha para pesquisar dúvidas na internet. André dava privacidade e ficava de olho na porta —para avisar, no caso de dona Evanice aparecer —e foi assim que fui me descobrindo mulher. Bom, agora estou em uma nova fase. Passei no vestibular para cursar Administração por conta da distância vou residir na casa da madrinha Joelma NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS de segunda a sexta. Não sei se é pecado, mas o fato de poder ficar esse período longe da minha mãe estar trazendo alívio. —Não precisa levar tanta roupa. —diz minha mãe, atenta nas peças que estou colocando dentro da mala. —Melhor levar a mais para garantir, mãe. —Lembre-se que você está indo para estudar. Fique longe de festas e dos homens. Principalmente de pessoas que tem algum vício. Sei que nas faculdades e universidades rolam muita droga. Ai, meu bom Jesus. Outra vez a mesma conversa. Dona Evanice me sufoca. Realmente passar a semana longe daqui vai fazer bem. —Eu sei. —Querida, entendo que fica chateada com o que digo. Mas falo tudo para o seu bem. Morreria se visse você cometer os mesmos erros que cometi no passado. Era raro os momentos que minha mãe colocava-se como um espelho do exemplo que não NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS posso seguir. No meu aniversário de 15 anos perguntei dela sobre o meu pai. Existe essa curiosidade dentro de mim. Dona Evanice desconversou, totalmente frustrada fui pedir abrigo na casa do meu tio. E então ele falou que minha mãe sofreu com a rejeição do meu pai. Foi o bastante para pedir perdão a Deus pelo julgamento que vinha fazendo da mulher que nunca deixou faltar nada pra mim. —Está tudo bem. —sorri, e continuo dobrando mudas de roupas, guardando-as na mala. —O senhor Luís Eduardo comentou que tinha visto você entrando aqui em casa. Tento manter-me neutra, sem demonstrar qualquer emoção. Caramba, e se ele descobre que na verdade eu estava espionando? É melhor nem imaginar. —E o que tem isso? —faço a sonsa, é minha melhor opção. —Sabe que não quero você perto dos patrões, filha. Quanto mais distante estiver melhor. —Nunca falei nem um “oi”, mãe. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —E deve continuar assim. —ela segura meus braços carinhosamente, completa: —Depois que estiver formada e bem empregada, ai sim vai poder sair e conhecer rapazes do nosso meio. “Nosso meio” nada mais é que um homem que seja da mesma classe que eu. Permaneço em silêncio. —Tuba vai entrar de férias e vou cuidar da casa do senhor Eduardo. Adoraria que pudesse me ajudar no sábado com a faxina. Considero Tuba como minha avó. Amo ela. Minha mãe e o tio Cleudo são meio-irmãos por parte de pai. —Sem problema nenhum. Eu chego cedo no sábado para ajudar, ok? —Obrigada, filha. Ah, porém se tiver trabalho da faculdade e não puder vir, não faz mal. Seus estudos em primeiro lugar. —beija minha testa antes de sair do quarto. *** Sou recebida pela minha madrinha, logo sou arrastada para a cozinha, onde sinto um cheirinho NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS de bolo que acabou de sair do forno. —Está muito gostoso. —elogio, e pego mais uma fatia do bolo de laranja. —Não sabe como estou animada por ter você aqui comigo, filha. Sua mãe me passou um monte de recomendações. —confessa revirando os olhos, sorriu. O bom da madrinha é que não era controladora —totalmente ao contrário da dona Evanice —o que me agrada ao extremo. —Eu juro que amo minha mãe...Só que... — dou de ombros. —Nem precisa explicar, bem. Sei como minha comadre é. —Amanhã vou fazer minha matricula na universidade. Já separei a documentação, logo depois, vou distribuir currículos. Um estágio remunerado seria perfeito, pois não quero me atrapalhar nos estudos. Joelma bate na testa de leve com o punho, como se tivesse batido na porta, e faz uma feição engraçada. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Separa um currículo pra mim que amanhã vou deixar com uma amiga do RH do hotel. Tinha até comentado com ela a respeito. Limpo a garganta desconfortável. Por coincidência a madrinha trabalha no hotel da família Amaral Lacerda, como camareira. Minha mãe não ia aceitar que eu trabalhasse no hotel. Percebendo o jeito que fiquei, Joelma prossegue: —Sua mãe tem que aceitar que um dia você não vai mais obedecê-la. Pelo menos não em tudo. Maria Flor, você é jovem e precisa aproveitar a vida e não se prender nas coisas que a comadre quer. —Prefiro evitar confronto com a minha mãe. —Não quer ser independente e ajudar sua mãe? —meneio, afirmando. —Então, filha, precisa caminhar com suas próprias pernas. Suspiro, dando razão a Joelma. —Ok. A senhora está certa.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 3 MARIA FLOR Depois de passar quase meia hora na fila, finalmente realizei minha matrícula. Aproveitei para conhecer a UFRJ, fiquei muito impressionada com o tamanho, estava orgulhosa de estudar em uma universidade a qual tem ex-alunos notáveis. As aulas vão iniciar na próxima semana, sendo assim, posso ir tranquila no sábado ajudar minha mãe com a faxina das mansões dos patrões. Antes de sair ligo rapidamente para dona Evanice, informando que a matrícula estava feita. Assustei-me quando vi André encostado no costumeiro carro que a família Amaral Lacerda costuma usar. Tinha orgulho do meu primo ser corajoso ao ponto de proteger qualquer pessoa sendo segurança particular. Ele confidenciou que esse era seu sonho. Ele vive bem, tanto financeiramente como no pessoal em geral. Além disso, André, é o melhor amigo do senhor Luís Eduardo. Em pensamento o chamo de O Juiz Tatuado, não só eu, como a mídia NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS também faz reverência a ele dessa forma. —Então é oficial, Flor. —fala quando paro na sua frente. —Agora é universitária. Parabéns, estou orgulhoso. —Obrigada, André. Como sabia que eu estava aqui? Sem mudar nenhuma expressão do rosto, responde: —Sua madrinha me disse. Desconfiada o encaro. Não sou tão boba assim. Sei que as terras dos patrões é totalmente segura, monitorada 24 horas por dia. Das muitas vezes que espiava, via os seguranças entrando e saindo da propriedade com as Range Rover preta ou BMW S1000RR. Até decorei o nome do carro e da moto de tanto escutar o meu primo elogiar. —Por acaso minha mãe pediu para você... —A tia não me mandou, relaxa. Na verdade vim lhe oferecer uma proposta de emprego no hotel dos patrões. Quem ofereceu foi o próprio Dudu. —Aí caramba! Dona Evanice vai encher os meus ouvidos. —exclamei, imaginando que não NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS teria um final de semana fácil escutando minha mãe com seus sermões. —Ela nem sabe. Pois sei como a tia é. Claro, se você aceitar ela vai ter que saber. —A madrinha ficou de deixar o meu currículo com uma colega dela do RH do hotel. —Sério? Bom, se aceitar sua contratação vai ser rápida. O horário vai ser especial devido seus estudos, mas terá todos os benefícios de carteira assinada e entre outras coisas. Dedilho os dedos na alça da bolsa de lado, em dúvida se deveria aproveitar essa oportunidade que caiu do céu. Com certeza minha mãe vai achar ruim, afinal, na cabeça dela os patrões já fizeram muito dando um teto e um emprego para uma mulher solteira e grávida —há 21 anos —e por isso não podemos abusar da sorte. —Não pense tanto, prima. Faça o que você quer. —Eu quero esse emprego. Depois me resolvo com a minha mãe. —Assim que se fala. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS *** Tento parecer confiante quando entro no luxuoso hotel Lacerda. Meu conhecimento de arte e arquitetura é limitado, todavia, nunca vi nada tão moderno e sofisticado —lembra um pouco as mansões das terras da família —apressei os passos para acompanhar meu primo, e entramos no elevador. Por um momento quis me esconder atrás do André, em uma tentativa de fugir dos olhares soberbos de duas mulheres lindíssimas. Encolhi os ombros, e abaixei a cabeça fazendo minha própria avaliação. Bom...realmente minha saia comprida azul-escuro e meu cardigan básico são desproporcionais para o meu corpo e o clima lá fora. Primeira coisa que vou fazer quando receber é comprar roupas novas. Algo que combine comigo e que seja do meu tamanho. Saímos do elevador, e André percebe que a animação de minutos atrás sumiu. —O que foi? —indaga, atento. —Nada! Só estou fazendo planos para meu NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS primeiro salário. —ele rir. —Você é rápida. Mas fala qual é o plano? —Comprar roupas. —fitou-me e coçou a nuca, parecia desconcertado. —Nem precisa inventar uma mentira para eu me sentir melhor. Sei que meus trajes são...feios. —Ufa, pelo menos você sabe. —o encaro espantada. —Ah, Flor, você realmente se veste como uma senhora. Olha você é muito linda, só não entendo porque esconde essa beleza por trás dessas roupas. Busco as lembranças no fundo da minha mente. A verdade é que dona Evanice criou esse estilo e eu aderi sem fazer questionamentos. Tá aí o problema. O fato de concordar com tudo que minha mãe fala atrapalhou minha própria identidade. —Pensei em pedir ajuda da madrinha...só que o estilo dela é muito escandaloso. —sussurro, fazendo-o gargalhar. Ele sabe que Joelma adora uma roupa brilhosa, estampa de animais e tudo que chama atenção. —Entretanto, vou me virar sozinha. —Falo com a Line. Ela adora fazer compras. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Tem certeza, André? Escutei a tia falando o quanto estão atarefados com os preparativos do casamento. Sua noiva pode estar sobrecarregada. —Tenho certeza que ela vai topar. Agora vamos. Fui apresentada para a diretora do RH, dona Sara, uma mulher baixinha e carismática. Ela comentou que meu currículo já estava na mesa dela, sobre recomendação da sua secretária —que é amiga da madrinha— a diretora admitiu que o quadro de funcionários estava completo. No entanto, por estar ali a pedido de um dos herdeiros, ela me encaixou no setor financeiro. —Está tudo resolvido. Você começa na segunda feira, horário corrido, a pedido do doutor. No setor das camareiras tem um armário de todos os uniformes novos para os funcionários, basta dizer seu tamanho para receber. —Obrigada, senhora. —agradeci dando um aperto de mão. —Espero que goste de trabalhar conosco. Eu também, penso e sorrio. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Busquei dois modelos de uniforme do hotel. Encontrei a madrinha que ficou contente por eu estar oficialmente contratada, aproveitou para apresentar suas amigas de profissão.Não fiquei muito, pois André precisava voltar ao trabalho. *** Fiquei sem jeito quando entrei no carro que André dirige em direção a casa da madrinha. Os bancos são de couro, o automóvel é muito confortável. Notei que atrás do nosso carro tinha mais dois veículos iguais e uma moto, sendo que o piloto estava totalmente de preto. Curiosa afrouxei um pouco o cinto de segurança para ver o homem que pilotava e que estava quase lado a lado da Range Rover. —Esse caralho só pode estar brincando. — ralha meu primo, apertando no botão que tem no volante e escuto o barulhinho de chamada, de quando se faz ligação.—Bruno por que esse puto está de moto? E sozinho, merda! Volto minha atenção para janela e entreabro os lábios por ver o motociclista a poucos metros de distância do carro. Acho, que o André está falando NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS dele. Só pode ser um dos seguranças, contudo, meu primo está muito bravo e não tem lógica ele ficar preocupado com a segurança de um dos homens da equipe. Quer dizer...esse é o trabalho deles. —Você conhece o ninja. —como assim ninja? —Ele faz o que quer. —Chame mais dos nossos, porra! Agora! —Quem é ele? —questiono curiosa, e meu primo continua concentrado na direção. —Ele é um exibido do cacete. —responde evasivo. LUÍS EDUARDO Pelo comunicador ouço os xingamentos do André, pelo fato de eu estar pilotando meu bebê sem colete e sozinho. Um pouco de adrenalina faz bem. Não posso negar que estava curioso para conhecer a Maria Flor. Nem sei explicar a razão dessa vontade sem tamanho que surgiu de conhecêla pessoalmente. Pretendia encontrar ela no hotel, todavia, tive um imprevisto no TJ. Por isso a ideia era acompanhar o carro do André até a casa da NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS madrinha da sua prima. Entretanto, o abençoado do meu irmão entrou em contato pelo comunicador exigindo que eu parasse de gracinha. Para evitar escutar tanto papo furado —mesmo eles tendo razão —vou para casa. Uma hora e meia depois entrei nas terras da minha família, sendo escoltado pelos seguranças, segui a zona indo em direção a morada dos meus pais. Estacionei na entrada e logo o Enzo Luís e o Luís Miguel —meus irmãos —desceram a escadaria. Putos da vida para variar. —Brincando de ninja, Dudu? —indaga Miguel com escárnio. —Fala sério, caçulas. Estava apenas pilotando minha moto. —Você sabe que para pilotar moto a segurança é dobrada, mano. Tem que ter um esquema antes. —ressalta Enzo, puxando um cigarro. Antes de ele acender tomo da sua mão. —Isso mata. —jogo no chão pisando. —Não enche. —Vamos entrar. O pai quer ter uma NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS conversa com nós três. —enuncia Miguel, e pela sua feição tem a ver com a facção. *** Volto da corrida matinal totalmente renovado. Hoje teria um evento e nesse não faltaria —como fiz na terça-feira, desmarquei minha presença de última hora —, pois minha mãe seria homenageada pela liga feminina de tênis brasileiro. A família toda vai. Estranho não ver Evanice, é rotina vê-la de manhã cedinho quando retorno da corrida. O balcão está repleto de alimentos deliciosos para o café, peço a ela que sempre sirva as refeições no balcão quando eu estiver sozinho. Não fazia sentindo comer sozinho em uma mesa enorme na sala de refeições. Subo as escadas, tirando minha camisa. Paro diante da porta aberta do meu quarto e fico confuso por ver a Maria Flor trajando o uniforme de doméstica —muito apertado e curto para o meu gosto —ali distraída. Reconheceria ela em qualquer lugar. Há três dias pedi que o André mandasse uma fotografia da prima. Matei a curiosidade e desde NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS então penso nela constantemente durante as últimas horas. Como aquela moça pode ter estado todos esses anos morando tão perto de mim…E eu nunca tive o interesse de conhecê-la antes. E ainda por cima a encontro no meu quarto cantarolando, enquanto arruma minha cama. Pela foto ela parecia pequena, delicada e angelical. Posso afirmar que nem deve alcançar o meu queixo, agora, de mais perto tenho noção da sua beleza. Mais uma vez me vi sorrindo quando conheci a música que saia dos seus lábios rosados e cheios. Chama-se oceans da banda gospel Hillsong United. É uma das bandas favoritas da minha irmã. —Spirit lead me where my trust is without borders….—murmuro o verso da canção junto com ela, fazendo-a se virar com espanto. Abalado diante da sua beleza tão feminina, permaneço calado. Afinal, o que estava acontecendo comigo?

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 4 LUÍS EDUARDO Não sabia por que essa garota mexia tanto comigo. Permanecemos em silêncio, e aproveito para apreciar sua fisionomia. O que mais chama atenção no seu rosto delicado são seus olhos cor âmbar, sombreados pelos cílios longos. Linda demais, com cabelo comprido num tom acobreado, pele branca e macia, toda serena. —Não quis assustar você. —esclareço, pondo as mãos na cintura. —Conheço a canção que você cantarolava. Ela aperta os lábios, e uma vontade insana de agarrá-la domina minha mente. Seu olhar analisa meu rosto e vai descendo pelo peitoral —talvez espantada pela quantidade de tatuagem —limpo a garganta chamando sua atenção. —E....Desculpa, senhor. Hoje quem está cuidando da sua casa sou eu. Porra, odiei o “senhor”. —Pode me chamar de Eduardo. Ou Dudu. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —sorrio, querendo ser amigável. Nossa, nunca tinha ficado assim diante de uma mulher. —Já tomou café da manhã? —Sim... —Ótimo! Vamos tomar juntos. —ela arregalou os olhos, e quando pretendia argumentar, completei: —Espere lá na cozinha, que em dez minutos eu desço. Sabendo que não ia fazer eu mudar a minha decisão, pediu licença e passou por mim quase correndo. Um sorriso brincou nos meus lábios. Fechei os olhos e inalei seu cheirinho de pêssego, deveria ser algum hidratante ou perfume. Muito gostoso. MARIA FLOR E agora, Senhor? Indaguei em pensamentos, enquanto descia os degraus. Quando minha mãe pediu que eu arrumasse a mansão do Luís Eduardo, o plano seria organizar tudo o mais rápido possível antes de ele retornar da sua caminhada matinal. Ele é tão lindo de perto…E aquelas tatuagens, pare de pensar besteiras, Maria Flor. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Repreendo-me e tento manter a calma. Entro na dispensa e busco um par de luvas de látex cano longo própria para limpeza, juntamente recolho um pano limpo. Começo a tirar poeira dos armários organizando as louças dentro. Quase não tinha resquício de pó. O plano seria me distrair, esquecer que em pouquíssimos minutos o Juiz vai descer e tomar café da manhã. —E eu pensando que você estaria sentada me esperando como uma boa menina. —a voz gutural preenche o ambiente. Viro de frente, fazendo uma oração silenciosa para controlar minha respiração e as batidas do meu coração. Ele estava usando um short e uma camiseta regata, unicamente na cor preto. Seus olhos azuis-acinzentados me encaravam com certo divertimento. Jesus, que homem é esse? —C-Como eu havia dito, já tomei café. Agora preciso voltar ao trabalho. E então ele aproximou-se ficando muito perto de mim. Seus cílios densos sombreiam seu olhar em conjunto com a sobrancelha grossa. Não NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS sei como, mas existia uma energia poderosa, cercando sua presença, afinal, Luís Eduardo era um homem alto, másculo, elegante e misterioso. —Está sendo deselegante recusando o meu convite, Maria Flor. —fala, pegando as minhas mãos. Com delicadeza puxou a luva da minha mão direita, e depois fez o mesmo na outra, deixando-as sobre a pia. Engoli em seco quando vi que levou minha mão em direção a sua boca —e sem tirar os olhos dos meus —beijou meus dedos. Fiquei imobilizada, sem acreditar no que ele estava fazendo. —O que...Está fazendo? —pergunto, sentindo um frio no estômago. —Dando carinho. —explica como se não houvesse nada estranho. Nem tinha força de afastar minha mão da sua boca, era como se ele tirasse o meu lado racional, tomasse minha capacidade de pensar. Que loucura. —Não podemos... —tento continuar falando, contudo, fui surpreendida quando a palma da sua NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS mão acariciou minha face. —Sua pele é macia e muito cheirosa. — murmura, nervosa ansiava que ele me beijasse. E quando pensei que faria isso, uma voz soa: —Uau...Ah, porra! Foi mal, juro que não queria atrapalhar. Afastei-me rapidamente do patrão e quando vi quem havia chegado, pude soltar a respiração. Era o irmão do meio da família. —Eu posso explicar. — digo constrangida, sinto o meu pescoço e bochechas começarem a queimar. —Não tem que explicar nada, moça bonita. —enuncia Enzo, pegando uma maçã na cesta de frutas e mordendo. —Sai daqui, filho da puta! —exclama o Luís Eduardo. —Combinamos de ir treinar, lembra? —Espera lá fora então. —manda o Juiz, fazendo o irmão revirar os olhos e sair. Luís Eduardo virou-se de frente pra mim, então meus olhos voltaram a se deparar com a NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS figura alta. —Desculpa, por isso. —começa e suspiro. —Estou sabendo que aceitou trabalhar no hotel da minha família e que inicia os estudos na segunda feira. André elogia muito você e se precisar de qualquer coisa não hesite em pedir de mim. —Obrigada, senhor... —Luís Eduardo, Eduardo ou Dudu, por favor. —Entendi, tudo bem. —Eu preciso ir, vamos deixar o café para outro dia. —aproxima-se, beijando minha testa. LUÍS EDUARDO Aproveito que o meu irmão está distraído e dou um safanão nele. Assustado com o golpe inesperado me olha cheio de raiva. —Que caralho, Dudu. —ralha, sigo em direção ao carro. Quando ele entra, dirijo em direção ao prédio da facção. Será uma pequena viagem. Realmente tinha esquecido que hoje treinaria com meus irmãos. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Você me atrapalhou, Enzo. —Cara, como eu ia saber que você estava paquerando a prima do André. —Não estava paquerando. —Conta outra, brother. Na verdade fico até feliz em ter visto você paquerando a moça bonita. —Chega desse papo. —Ah, sai dessa. Contamos tudo um para o outro. Agora parece uma menininha cheia de segredos. —Presta atenção, a Maria Flor e eu não temos nada...Ainda. —Você não perde tempo, pica das galáxias. —ele riu, ignoro o idiota. *** Entro no hotel Hilton Barra —onde está acontecendo a festa em homenagem a minha mãe juntamente com os representantes da liga feminina de tênis brasileira — e fecho o único botão do smoking escolhido pela minha irmã. Alguns conhecidos me cumprimentam, e retribuo sem alongar a conversa. Avisto minha NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS família em uma roda com amigos mais próximos da dona Selena. Assim que notam minha presença, abraço e beijo meus pais com carinho. —Está atrasado, querido. —diz minha mãe, acariciando o meu rosto e passando as mãos pelo meu cabelo. —Culpa do trânsito. —justifico, beijando novamente sua testa. Estar perto da minha mãe me faz querer lutar mais à frente da facção. Saber que esta mulher passou por coisas terríveis quando foi vítima de tráfico humano junto com minha mãe biológica e que ela sobreviveu lutando pela sua vida e pela minha, era motivo de agradecer todos os dias. Selena Porto era minha inspiração. E mesmo sem nunca ter conhecido minha mãe biológica, sinto às vezes uma energia, diria até presença, uma sensação boa quando estou perto dela e do meu pai —que na verdade é o meu tio biológico —mas que me assumiu como filho por amor. —Dudu, vamos comigo ali falar com meus amigos. —pede minha irmã. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Eleonor se formaria final do ano em medicina. Depois iria passar uma temporada na Alemanha onde vai fazer especialização em cirurgia geral. Meus pais, meus irmãos e eu estamos nos preparando para isso. Somos muito unidos e Eleonor sempre vai ser o meu dengo. —Pensa bem, mano. As amigas nerds da Eleonor faltam pular em cima da gente. —comenta, Miguel fazendo a nossa irmã bufar. —Você é tão criança, Miguel. Elas são legais. —Até parece, baby. —revida se afastando. —Vamos lá, dengo. —andamos em direção as amigas dela. —Enzo já chegou? —Sim, deve estar atrás de um rabo de saia. —sorrio, segurando sua cintura. Estamos todos sentados na mesa, ouvindo o discurso do treinador da liga feminina de tênis brasileiro. Quando ele chama minha mãe para receber o quadro em sua homenagem, todos levantam para aplaudir de pé. Antes de ir minha mãe beija o meu pai —assim como ela está NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS extremamente orgulhoso e emocionado —voltamos a sentar para escutá-la do palco. Minha mãe construiu uma bela carreira no tênis, e depois que teve o Enzo decidiu se aposentar. Então dedicou-se integralmente a família, a ONG —voltada para sobreviventes do tráfico humano — e a facção. Seu Eduardo tentou de várias formas deixá-la longe do nosso mundo oculto, no entanto, não conseguiu. Como se soubesse que algo ruim estava para acontecer, meu olhar deu um giro pelo local. Atento, vi quando os nossos entraram sorrateiramente no salão. Devidamente disfarçados, todavia, sabia que estavam armados, assim como meus pais, meus irmãos e eu estamos. As pessoas silvaram quando as luzes falharam, automaticamente meu celular tocou, atendi sabendo que era o André. —Cinco suspeitos estão no salão. Os nossos já entraram. —alerta rapidamente. —Por onde saímos? —Estou no heliporto do hotel. O helicóptero NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS já espera por vocês. —Vou tentar capturar esses merdas. — desligo. Encaro o Miguel e mando: —Você e a Eleonor vão direto para o heliporto. —ele meneia concordando. As luzes continuam falhando e meu pai segue em direção ao palco para buscar minha mãe. Ele sabe o que fazer. —Será que são eles? — Enzo questiona, olhando ao redor. Antes de eu responder, escutamos o barulho de um tiro, em seguida gritos e pessoas correndo. Tiro a arma da cintura, pronto para acabar com esses imundos.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 5 LUÍS EDUARDO As luzes continuam falhando, e tento manter meus sentidos em alerta. Olho para o palco e já não vejo meus pais —sinal de que saíram do salão — olho para o Enzo que encara fixamente para seu lado esquerdo. E então um homem alto usando uma máscara de palhaço tem em suas mãos um calibre 50. Meu celular vibra no bolso e não tenho coragem de atender, pois meu irmão está na mira do bandido. Atrás do homem mascarado tem dois dos nossos apontando armas contra ele. Pelo jeito, não parece nem um pouco preocupado em morrer. Ele pode ser um dos capachos dos mafiosos. A maioria deles descobrem nossa verdadeira identidade e não demora muito para as ameaças chegar até nós. Às vezes por cartas anônimas, emails ocultos, ligações sem rastreio fixo, perseguições. A equipe de hacker da facção cuida para que nada saia na mídia —se não estamos ferrados — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS assim mantemos nossa identidade preservada diante da sociedade. —Ele pode atirar a qualquer momento. Se tiver sorte acerta no meu peito. —exprimi, meu irmão. Se fosse um assalto eles com certeza já teriam pego alguns reféns. O alvo somos nós. —Não vamos arriscar, Enzo. —digo, temendo que ele seja ferido. —Vou atirar no lustre, você se abaixa e saímos. Deixamos ele para os nossos. —Ta. Mentalmente conto até três e atiro no grande lustre de teto. Por fim, as luzes do salão se apagam totalmente, Enzo vem para perto de mim e saímos do local. Pego meu celular no bolso, mando uma mensagem para o Luri —membro da facção — deixe um dos bandidos com vida. Assim temos a chance de interrogar. *** Infelizmente os nossos já havia eliminado os bandidos que invadiram o hotel Hilton Barra. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Depois de almoçar com a minha família na casa dos meus pais fui para a sede da facção. Pressupus em ir na vila atrás da Maria Flor. Todavia, meu amigo disse que a prima voltou no sábado à tarde para a casa da madrinha, pois tinha discutido com dona Evanice. Queria saber mais, contudo, estava cansado. —Acabamos por hoje, pessoal. —avisa, Roger, membro e professor de hapkido. De todas as artes marciais, gosto mais de hapkido que é a mais forte em defesa pessoal. Miguel aproxima-se puxando a camiseta ensopada pela cabeça. —Vamos no Palaphita Kitch? —convida, ando em direção ao vestuário masculino. Os principais membros tem suítes exclusivas para descanso, fica no subsolo, no entanto vou apenas tomar um banho rápido, depois vou direto para casa. —Estou cansado, Miguel. —respondo. Entro no box, tiro meu short e cueca, deixando-os em cima da porta de vidro do NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS compartimento. Ligo o chuveiro, entrando debaixo. Preciso descansar, amanhã tenho uma audiência. —Você é tão careta. —reclama. —Toma logo o seu banho que levo você em casa. Amanhã você tem aula, irmão. —Esquece, Dudu. Vou pra casa então. —sai emburrado. Santa paciência com esse ser adolescente. Volto para debaixo da água fria, passo as mãos pelo meu corpo tirando o excesso do sabão. Fiquei rígido quando senti mãos pequenas acariciando minhas costas, não demora muito para tocar no meu pau, viro de frente, afastando as carícias da Jade. —Estou com saudade, baby. —diz, tentando me beijar. Seguro os seus ombros sem colocar muita força. —Não estou a fim, Jade. Sai, por favor. Ela sorriu, e tenta pegar no pau ereto. —Você quer...Eu quero. Por que não me procurou mais? —Não devo explicações a você. Fui sincero NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS antes de treparmos pela primeira vez. Jade abre o box, buscando a toalha no aparador, enrola-se escondendo sua nudez. —Nem precisa me lembrar, querido. Alguns membros vão entrando, e se olham entre si, estranhando o fato de uma mulher estar no vestuário —não que fosse algo proibido, todos são adultos —mas por questão de respeito havia o espaço feminino e masculino. Jade sai sem dizer mais nada, e termino o meu banho. *** Depois de passar a manhã toda em uma audiência, decido ir para a sede do hotel da minha família. Entro no elevador, aperto no penúltimo andar onde fica a parte administrativa. Seguiria direto para o escritório do Caio —meu primo que cuida da rede de hotel da nossa família —contudo por puro instinto mudei a direção, quando percebi já tinha entrado na sala do financeiro. A surpresa de ver a Maria Flor, lindíssima trajando o uniforme do hotel —muito apertado para o meu gosto —conversando com um outro NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS funcionário. Admirei seu cabelo trançado, deixando-a mais angelical. E então a raiva mesclada com o ciúme tomou conta do meu corpo. Era estranho querer tomar posse de algo que não me pertence. Ver aquele sujeito perto da Maria Flor, fez o pior de mim vir à tona. Como um lobo mau estou pronto para atacar a presa. —Atrapalho? —indago, acorrentando o ciúme. Fito diretamente o homem que tira a mão nas costas do meu anjo. —Hã...Não, senhor. —responde a Maria Flor. —Doutor Lacerda, precisa de algo? — pergunta o funcionário, tentando ser solícito. Controle-se, Luís Eduardo. —Maria Flor, me acompanhe. —mando, sendo um carrasco com o sujeito. Ela obedece, fecho a porta com certa força. Ando em direção a sala de reuniões, dou espaço para ela entrar. —Sente-se, por favor. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Tento não focar na fera possessiva dentro de mim. Hoje não posso agir como se fosse o dono dela, mas isso vai mudar. Quero essa mulher. —Fiz algo errado? —indaga, e permaneço de costas olhando a vista pela janela. —Não. —murmuro, encarando-a. Deus, que mulher. —A partir de amanhã você vai trabalhar ajudando a secretária do Caio. Um pequeno vinco se forma na sua testa. —Por que? Reclamaram de mim? E-eu comecei hoje... —Não é nada disso, Maria Flor. Caio, pediu que eu avisasse você, pois a secretária dele está sobrecarregada. —minto, sabendo que depois preciso pedir apoio do meu primo para a mentira tornar-se verdade. —Tudo bem. Sem problemas. Volto a ficar de costas, no intuito de me controlar. —Pode ir para casa. —Mas o expediente... —Está liberada, Maria Flor. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Alguns minutos de silêncio, e escuto sua voz meiga: —Sim, senhor. —percebi que ficou irritada. MARIA FLOR Liguei para minha mãe, contando como foi meu dia. Oculto a parte que o Juiz apareceu no hotel e do nada avisou que eu mudaria de setor. Estranho, claro, mas não pude ir contra sua decisão. Dona Evanice não está nada contente com o meu emprego —contei para ela no sábado à tarde — discutimos e voltei para a casa da madrinha. Agora nossas conversas no telefone ficaram curta, e quando acho que ela vai tocar no assunto “não pode aceitar mais nada dos patrões” me despeço, encerrando a ligação. Passei a vida toda ouvindo e obedecendo as regras da minha mãe, uma hora isso ia mudar. Line —noiva do André —trouxe praticamente uma loja de roupas para a pequena sala da madrinha. Meu primo realmente pediu que sua noiva me ajudasse com o meu visual. Até aí tudo bem, só que imaginei que sairíamos às compras final do mês quando eu recebesse. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Sério, Line, não precisava de tanto. —falo sem graça, ela faz careta. —Eu adoro moda. E não me custa nada ajudar você que é tão querida pelo meu benzinho. —Você não vai mais querer nenhuma dessas roupas? —pergunto, olhando para as peças. —Nadinha, Flor. Na verdade eu separei essas roupas para doar para o bazar da igreja lá da vila de vocês. —Parecem caríssimas. —Algumas são. —deu de ombros. Escuto alguém chamar no portão e vou até a janela afastando a cortina. Arregalo os olhos, espantada por ver a Eleonor —filha dos patrões — chamando meu nome lá fora. —Finalmente a Eleonor chegou. Vou lá abrir. —antes de sair da sala, ela joga um vestido preto na minha direção e pego no ar —Veste esse. Entorpecida, fico no mesmo lugar. As duas entraram arrastando uma mala enorme. De longe a Eleonor parecia uma boneca, agora de perto parece muito mais. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Minha nossa...Você é uma gata. — exclama, me abraçando. —Sempre me pergunto por que nunca brincamos juntas. —Quer beber alguma coisa... —as palavras ficam no ar. Ela sorriu, meneando a cabeça. —Se eu quiser, pode deixar que pego. Estou aqui como sua amiga, bom, espero que você queira assim também. —diz, me olhando carinhosamente. —Vou adorar ser sua amiga. —profiro, sem jeito. —Nós três seremos grandes amigas. — enuncia Line. —Agora vai lá experimentar esse vestido. *** Nunca havia tido uma tarde tão legal como tive hoje ao lado das meninas. Até a madrinha entrou na folia de roupas quando chegou do trabalho. Aproveitei para contar que mudei de setor. Assim como eu, ela estranhou. Todavia, não disse nada. Ganhei muitas roupas das meninas, temos quase as mesmas medidas. Joelma aproveitou para NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS pegar algumas peças de roupas que daria para suas amigas presentearem as filhas. Faltando meia hora para o fim da aula, mando uma mensagem para o meu primo. Quando puder ele vem me buscar, se não, pede para um dos seguranças vir. Por mim voltaria de ônibus — admito que ficaria com medo de andar sozinha de noite na cidade carioca —, entretanto pouparia trabalho para o André. Sigo para parte externa do campus, e logo enxergo meu primo encostado no carro de luxo dos patrões. Notei que algumas pessoas olhavam para ele com curiosidade, outras admirando o homem alto, forte e bonito. —Pronta? —inquere, abrindo a porta do carona. —Sim. Pronta e cansada. Pelo retrovisor assisto mais dois carros atrás do nosso —são os outros seguranças —para distrair conto para ele minha tarde ao lado da sua noiva e da Eleonor. Paro de falar quando um som de celular tocando soa pelo automóvel. Ele aperta o botão que tem no volante, e uma voz profere: NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Precisamos de você na sede. —O que aconteceu? —Houve uma perseguição, o chefe se machucou e capturamos um envolvido. —Que caralho! —exclama, apertando o volante com força. —Estou indo. —aperta novamente no botão do volante e diz: —Preciso ir num lugar antes de deixar você em casa. Manda uma mensagem para a Joelma dizendo que está comigo. Concordo pegando o celular dentro da bolsa. Ele prossegue: —Flor, tudo que você ver e escutar vai ter que esquecer quando voltar para casa. —Para onde estamos indo? —questiono, séria. —Colmeia. Para colmeia.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 6 MARIA FLOR Durante o caminho fico calada. André estava tenso, e preferi guardar minhas dúvidas. Entramos na BR64, começo a cogitar que vamos sair da cidade. Confiro no relógio de pulso e estamos quase uma hora na estrada. Ele reduz a velocidade e entra num atalho, logo um caminho de cascalho surge a frente. —Tem certeza que sabe o caminho? — arrisco em perguntar. —Não se preocupe, Flor. Impossível, pensei, fitando a estrada totalmente deserta. Tem apenas o carro que estamos e os outros dois que fazem a escolta. Isso lembra cena de filme de terror, bom, pelo menos os seguranças têm armas. Meu celular vibra e abro a mensagem que a madrinha mandou. Respondo com uma carinha feliz. Diferente da minha mãe, a Joelma é liberal e me dar espaço, não fica me rondando e vigiando. Por esta razão nem pensei duas vezes em aceitar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS seu convite para morar na sua casa. Paro de mexer no celular quando noto a velocidade do automóvel diminuindo. E então um muro alto a frente chama atenção, o portão de aço é aberto por dois homens vestidos de preto —os mesmos que vejo pelas terras dos patrões —a poucos metros um enorme prédio vetusto, homens e mulheres indo e vindo pelo terreno, muitos carros estacionados. Levo a mão a boca quando vejo três homens com coldre na cintura e perna, parece que estão prontos para uma guerra. —Flor, o que você ver lá dentro…Finja que nunca viu. —solicita meu primo mais uma vez. —Que lugar é esse? Ele suspira, talvez incerto se deveria dizer ou não. —Nossos patrões fazem parte de algo muito grande. Prometo que depois explico tudo. Mas sinceramente quanto menos souber melhor. Sigo meu primo indo em direção a parte interna do prédio. A surpresa veio novamente quando vi o quão moderno é por dentro. As paredes NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS são de vidro, têm várias pessoas —igualmente vestidas de preto —nos compartimentos lembrando uma grande empresa de departamento pessoal. Entramos no elevador, visualizei no painel que o edifício são de oito andares. Entretanto, estranho quando o André faz uma combinação de cinco números, o ascensor deu uma balançada e estiquei os braços para segurar na parede. Dei-me conta que estamos...descendo. Encarei meu primo que devolveu um olhar impassível. Ok, sem perguntas. A porta se abre, e volto a segui-lo. Estamos no subsolo e novamente fiquei extremamente curiosa pelo fato de ser bem iluminado, moderno. Caminhamos por um corredor largo —as paredes também são totalmente de vidro —abelhuda, paro de andar para assistir um verdadeiro exército treinando alguma arte marcial. O engraçado era que não escutava nenhum barulho vindo de lá, e então alguns pares de cabeças fixam em mim. —Priminha do meu coração, juro que preciso que seja discreta. —expressa, André. —Por que estão olhando pra mim? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —São machos e machos não podem ver uma fêmea. A não ser que sejam da mesma família. — reviro os olhos, e torno a segui-lo. —O Edu está bem? —pergunto, preocupada. —Edu? —arqueia a sobrancelha grossa, dando um sorrisinho. —Já estão amigos? —Nem pense besteiras. Bem, ele disse que eu poderia chamá-lo pelo nome ou apelido. Gosto mais de Edu. —dou de ombros. —Hei, não estou querendo insinuar nada. — fala jocoso. —Sei. Adentramos em uma sala fria, automaticamente passei as mãos pelos braços. Estava agradecida por estar usando jeans, camisa e um blazer despojado —obra das meninas —um homem passou por nós cumprimentando o André com um leve aceno de cabeça. Meu primo saiu da minha frente e continua andando a frente. Fiquei assustada quando vi o Luís Eduardo sentado numa maca, enquanto um homem vestido de trajes branco —provavelmente NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS enfermeiro ou médico —faz um curativo no seu ombro direito. Engoli em seco, estudando seu corpo da cabeça aos pés, para ter certeza que não tinha mais nenhum ferimento. Ele traja calça jeans preta, seu cabelo loiro-dourado está bagunçado com alguns fios sobre a testa. Parece cansado, aliás. A vontade de cuidar dele veio forte. —Cara, você é um cuzão. —xinga, André encarando o Edu. Isso lá é jeito de tratar uma pessoa machucada? Pensei fitando meu primo de cara feia, lógico, ele não viu. Vou na direção deles, como se algo mais forte tomasse conta do movimento do meu corpo. Paro pertinho das suas pernas, e o homem que cuida da ferida, sorriu amigável. Era impossível não notar a beleza do médico ou enfermeiro, seus olhos são de um azul-cintilante, muito claro. —Terminei. —enuncia, e no mesmo instante o Edu levanta a cabeça e notei a surpresa passar pelos seus olhos. —Sou Alexandre Severo, médico desse metido a ninja. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Prazer, chamo Maria Flor. Quando ele pretendia dizer algo a voz grossa do Juiz soa: —Cai fora, Alex. —o médico riu. —Tome o analgésico. Ele sai, e quando percebi meus dedos já estão tocando o rosto do Edu. Passo a palma pertinho da sua boca; ele a beija fechando os olhos. Deus, o que está acontecendo? Olho para o lado envergonhada e só então notei que meu primo está a alguns metros de distância falando com alguém pelo celular. —Você realmente está aqui? —pergunta, agora acarinhando meu queixo. —André foi me buscar no campus, no caminho ligaram para ele, enfim. Estou aqui. — meus olhos desceram por seus ombros largos e peito musculoso cheios de tatuagem. —Como se machucou? Parecia que a qualquer momento eu ouviria meu coração batendo no peito, abalada pelo seu olhar. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Fui atrás de uns bandidos. —Bandidos? Perdeu o juízo. —quando vi já tinha falado em voz alta. Ele puxou um sorriso de lado. —Longa história. Depois explico, sei que sua cabecinha deve estar cheia de perguntas. André aproximou-se e disse: —Vou verificar as imagens que os nossos conseguiram, talvez tenha alguma pista. Depois levo você, prima. —Ela vai passar a noite aqui, André. Fica tranquilo. —avisa o Edu, o encarei chocada. Como assim? —Maria Flor? — inquire meu primo, esperando por uma posição minha. Passar a noite ao lado desse deus grego? Sonho com isso a tanto tempo, mas não estou preparada...será que ele está querendo sexo comigo. Fito o Juiz, como se a resposta estivesse na sua testa. Tudo bem, eu posso arriscar pelo menos uma vez na vida. —Está tudo bem, André. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Ok. Preste atenção, Dudu. —fala, beijando minha testa antes de sair. Novamente esquentei meus braços, passando as mãos. E apesar disso um calor foi subindo pela espinha da coluna quando o Edu desceu da maca —esse homem não sente frio? penso —apertei os lábios entre si quando parou diante de mim, preciso elevar a cabeça para vê-lo, pois realmente é muito alto. —Obrigado por ter aceitado ficar comigo. — diz rouco. —Não pense que pedi para passar a noite comigo com segundas intenções. Apenas sinto a necessidade de ficar perto de você. —Esses últimos dias tenho pensado muito em você, Edu. —confesso, e suas mãos vão diretamente para minha cintura, puxando-me para si. —Gostei do Edu. —um sorriso brincou nos seus lábios. Ficando pertinho de mim, agarra o meu rosto, beijando minha boca, apertando suas mãos na minha cintura. E o meu primeiro beijo acontece ali. Reajo esfomeada tentando seguir o movimento da NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS sua boca sobre a minha, matando o desejo que esse homem despertou. Enfiou a língua em minha boca, e gemi baixinho, alucinada. Pus os dedos entre seu cabelo denso, estremeci quando sugou minha língua, me deixando louca de tanto desejo. Pensei que meus joelhos não aguentariam quando uma de suas mãos apertou minha bunda, restringindo mais meu corpo contra o seu. Ronronei quando senti sua protuberância. Como se tivesse percebido que estamos indo longe, foi parando o beijo aos poucos. —Hmm...Esse beijo foi muito gostoso. — sussurra, e se pudesse impediria meu rubor. — Vamos para a suíte, preciso urgentemente de um banho. Está com fome? Entrelaça nossos dedos, mantendo-me segura. —Sim. Ele começa a andar em direção a saída e freio os meus pés. —Vai sair assim? —aponto com a mão livre para o seu peitoral. —Sem camisa? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Edu riu, levando nossas mãos entrelaçadas e beijando-a minha. —Minha camisa foi para o lixo, anjo. A suíte não fica longe. Vem. Ótimo, agora estou dando uma de senhora do ciúme. Acalme-se, Maria Flor.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 7 MARIA FLOR No corredor tem poucas pessoas, as que passam por nós cumprimentam o Edu com um leve aceno de cabeça. Não teve um ser que passou sem cumprimentá-lo. Parece até que o Juiz é um rei. —Vou pedir comida japonesa. —Uma hora dessas? —Meu pessoal consegue tudo, anjo. Deseja algo a mais? —diz, digitando algo no celular com a mão livre. —Não, obrigada. Ele guarda o celular no bolso da calça. Em nossa direção vem uma mulher muito bem maquiada de cabelo amarrado. Pensei que passaria direto, no máximo ia cumprimentar o Edu, como os outros estavam fazendo. No entanto, parei automaticamente quando o Juiz fez o mesmo. —Eduardo, soube o que aconteceu. Está bem? Precisa de algo. —ela o encarou preocupada. Minha presença é ignorada. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Como ver estou bem, Jade. —a voz gutural responde. —Ok. O que precisar estou a sua disposição, querido. —Jade, sorriu para ele, e fitou-me: — Estamos recebendo visita agora? Sinceramente preferia que ela continuasse ignorando a minha presença. Está na cara que gosta do Edu. Não tenho experiência, mas não sou burra. Sei o que digo. Capturei o olhar da mulher —que faz parte deste mundo oculto do Juiz —e não gostei. Principalmente pelo fato de eu ver nos seus olhos o mar de cobiça direcionado para o Edu. Apertei com mais força a mão grande dele. E o pior, ele está sem a maldita camisa. —Maria Flor faz parte da minha família. —faço? Indago em pensamento. Ele continua: — Continue preocupada com a sua função aqui dentro. A ruiva sorriu sabendo que tinha perdido o rebolado. Permaneço calada, assistindo e ouvindo, sem dizer um nada. Ela estriba em silêncio e sai. Edu quis voltar a caminhar, contudo, soltei sua mão fazendo-o parar. —O que houve? —questiona, de frente para NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS mim. —Pelo que vi você e aquela mulher tiveram ou ainda tem algo. —sou direta. É difícil eu conseguir controlar meus pensamentos. Quando algo incomoda-me digo e pronto. São raros os momentos que deixo a língua trancada dentro da boca. Geralmente faço isso somente com dona Evanice para evitar mais discussões desnecessárias. Suas sobrancelhas franzidas e o jeito que passou a mão pela barba cerrada, dizia muito. Seus olhos de gato, avaliaram o meu rosto. Posso estar agindo como uma doida varrida —já que não tenho porque cobrar nada dele —todavia, não consigo evitar. —Tivemos. Ficamos muitas vezes. Por que fui perguntar? Recrimino-me. Diante do meu silêncio, voltou a segurar minha mão. Nem tive coragem de olhar para ele. —Saiba que não farei nada para magoá-la, baby. Sinceramente estou assustado com isso que está acontecendo conosco desde que a conheci. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Parece surreal que posso estar apaixonado por ti em tão pouco tempo. Uau. Meu Deus, será que estou sonhando? Respira, Maria Flor. Ele proferiu: —Tenho um presente para você. Planejei dar nesse fim de semana, já que está aqui não tem porque esperar. Entramos na suíte quando a porta automática abre. Edu volta por a digital no biométrico e a porta fecha-se automaticamente. Parece que entrei na máquina do tempo e vim parar em uma nova era. O quarto amplo é dominado pela cor preta e alguns detalhes em prata. A cama forrada por lençóis brancos abrigaria uma família inteira, não tem janela, mas sinto um frescor bom. No fundo do quarto tem uma parede de vidro e então percebo que trata-se do banheiro. Onde fica a privacidade? Bom, pelo menos o vidro do box é escuro. Edu abre a porta de madeira escura, e percebo que é o closet. Sento na beira da cama e tento não entrar em parafusos pensando como será a noite ao lado do Juiz. Cadê a coragem quando se precisa dela? Ele retorna com uma caixa rasa e NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS média em mãos. —Espero que tudo seja do seu gosto, Maria Flor. —sorriu. Pego a caixa das suas mãos. Desfaço o laço vermelho e antes de levantar a tampa encaro-o. Ele mantém um pequeno sorrisinho nos lábios, enquanto um braço está cruzado e o outro levantado onde sua mão segura o queixo, atento nos meus movimentos. Afasto o embrulho de papel branco e entreabro os lábios inicialmente abalada pelo que vi. Tem uma caixinha de celular de última geração, uma embalagem muito delicada que contém bombons da melhor doceria do Rio. Conheço a marca, pois na véspera de data comemorativa os patrões presenteiam os funcionários com lembrancinhas dessa mesma doceria. —Tem mais uma coisa. —enuncia, e pego o pen drive. —O que tem gravado? —indago curiosa. —Minhas músicas preferidas estão aí. Ah, as mais melosas são obra da Eleonor. —responde, relaxado. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Edu, o celular é demais. Agora os bombons e o pen drive aceito de coração. —ele enruga o nariz, desaprovando. —Anjo, aceite meus mimos. Já gravei meu número nos contatos. —fala tirando o aparelho da caixinha. Ligou rapidamente e entregou-me: —Não fique sem jeito com os meus presentes. Gosto de agradar as pessoas que fazem parte da minha família. Suspirei indecisa. Depois me preocupo com a fúria da minha mãe. Esvaziando minha mente, foquei apenas no Edu. Vai com calma. Forcei-me a pensar dessa forma. Seria possível mesmo sentir paixão então pouco tempo. —Adoraria ouvir as músicas. —digo, sorrindo. —Claro. —ponhe o pen drive na entrada do micro system moderno. Logo a primeira música me agrada. —Essa é da banda Arctic Monkeys. —Gostei. —admito fazendo-o sorrir de lado, charmoso, sexy demais. Minha nossa, essa música tem muito dele. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Os instrumentos, as batidas são tão envolventes e sensual. Por um momento não dissemos nada, ficamos apenas nos olhando. Seus olhos que agora estão num tom de azul forte, o deixa mais misterioso sombreado pelas sobrancelhas douradas. Meus olhos desceram por seus ombros largos e peito musculoso. Quando vi já estava na sua frente. Toquei de leve abaixo do seu machucado, ficando nas pontas dos pés, beijei o ferimento coberto. Sua mão grande apertou-me um pouco acima do quadril. —Por que se coloca em perigo? — murmuro, fitando seus olhos. —É um legado de família. —fala com certo humor. —Espero que com o tempo aceite essa parte de mim. —O que esse prédio e essas pessoas significam? É alguma organização secreta? —Garota esperta, anjo. —seus dedos dedilham no meu cabelo, brincando com algumas mexas. —Estamos na sede da facção que comando. Lutamos contra criminosos, fazemos justiça nos tornando vilões. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Vilões? Disse que fazem justiça. Vocês são heróis por acabarem com o crime. Edu não disse nada. Beijou minha boca, e agarrei sua cintura. Nem acredito no quanto é bom beijar. Eu gemi baixinho quando moeu o quadril contra mim. Ah, ele está excitado. Quando enfiou a língua em minha boca, estremeci, sentia minha vagina molhada, pulsando. Edu apertou-me mais tirando meu ar, uma sensação maravilhosa, possessiva. Abri um sorriso quando começou a dar selinhos rápido. Recuperei o fôlego, acariciando o seu rosto. —Vou tomar banho. O jantar deve estar chegando. —Hmm. —respondi. LUÍS EDUARDO Fazemos a refeição conversando sobre sua faculdade e seu emprego no hotel da minha família. Prestei atenção que Maria Flor trajava roupas mais informais. Não conheço todas roupas da minha irmã —pois sua variedade de roupas é infinita —no entanto os trajes do meu anjo lembrou-me do estilo da Eleonor. Isso tem dedo dela. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Evitei perguntar da Maria Flor para evitar que fique constrangida. Amanhã mesmo interrogo a minha irmã. Outra coisa que ficou evidente foi o corpo curvilíneo, cheio nos lugares certos, muito atraente. Adoro seu jeito feminino e tímido. Durante o beijo capturei a falta de experiência e meu lado possessivo deu o ar da graça. Porra, em saber que posso ser seu primeiro homem em tudo mexe demais comigo. É mais assustador a forma que estou envolvido com ela. Meu pai sempre gosta de falar como foi sua relação com a minha mãe. Meus irmãos e eu temos orgulho disso. Será possível está acontecendo o mesmo comigo? Indago em pensamento, admirando a Maria Flor usando minha camisa que fica um pouco acima dos seus joelhos. Linda. —Sabe que pode confiar, anjo. —digo, acarinhando suas costas. Estamos deitados na cama, o ar está na temperatura certa. Suas bochechas já não estão tão coradas como antes, acho que a vergonha de estar deitada comigo está passando. Quase rio. Todavia, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS preciso respeitar sua timidez. Gosto dela também. —Eu sei. É só que...Nunca fiquei assim com ninguém antes. —fala baixinho. —E a partir de hoje só vai ficar assim comigo. —enuncio, cheio de ciúme. —Estamos começando algo entre nós, Maria Flor. Está ciente, certo? —Sim, estou.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 8 MARIA FLOR Acordei, pensando que tudo que tinha vivido ontem fosse um sonho. Mero engano. Sentei-me, esticando os braços para cima. Olhei para os lados e não vi o Edu. Será que ele sairia sem dizer nada? Penso, sentindo um aperto no coração. Preciso ter em mente que ele é um homem muito ocupado. Prestes a levantar, o vejo entrar pela porta principal do quarto. Sorrio totalmente admirada pela sua presença. Está lindíssimo usando um conjunto de terno, que creio eu, ser feito sob medida. Mesmo trajando as peças de roupa social era perceptível a montanha de músculos definidos. Ontem, enquanto ele estava no banho, fiquei imaginando seu corpo. Por conta da parede ser de vidro, cogitei que ele poderia se esquecer, no entanto, o Juiz Tatuado ficou somente dentro do box fumê. —Bom dia, anjo. —disse, oferecendo a xícara que tem em mãos. Pelo cheirinho gostoso.... É café. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Bom dia. Obrigada. —agradeci, e bebi um pequeno gole. —O Plano seria tomarmos café da manhã juntos. Entretanto, ocorreu um problema no TJ. —Ah, claro. Nem precisa explicar. —Preciso, já que estamos iniciando algo. — acrescentou, piscando o olho direito. —Vou esperar você se arrumar, enquanto faço umas ligações. —Ok. —ele sorriu, antes de sair sela nossos lábios rapidamente. Deus, nem sei como agir com esse homem. Preciso ser mais segura. Parar de ter medo. Além disso, não posso deixar de viver por conta dos ensinamentos preconceituosos da minha mãe. Só de imaginar sua reação quando souber que o Edu e eu estamos juntos...Meu estômago embrulha. *** Estou dentro do carro, no banco de trás junto com o Edu e, o motorista que conheço de vista dirige atento na estrada. Fito o Juiz, e pelo jeito que ele fala com sua secretária parece que a coisa está pegando fogo no Tribunal de Justiça. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Quando o Bruno estaciona o carro na área privativa do Hotel Lacerda —assim como os outros 3 carros que fazem a escolta —nem espero ele sair para abrir a porta para mim como se eu fosse madame. Antes mesmo de colocar meu pé para fora do carro, sinto o aperto no meu braço direito. —Retorno daqui a cinco minutos. —diz o Edu, desligando o celular, sem desviar seu olhar do meu. —Ia sair sem se despedir de mim, baby? —Vi o quanto está ocupado. —justifico, recebendo um sorrisinho de lado. Ele sai do carro, rodeia e estende a mão para me ajudar a sair do veículo. —Obrigada, Edu. Apertei a alça da bolsa com força — provavelmente minhas bochechas estão ficando rosa —enquanto sou alvo do seu olhar sedutor. Tudo nesse homem grita masculinidade, uma força arrebatadora. Espero que eu seja capaz de corresponder suas expectativas. —Prometo que vou recompensá-la. Tome seu café da manhã tranquila e depois trabalhe. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Avisei ao Caio que ia se atrasar. Arregalei os olhos. Céus, será que todo o mundo está sabendo que passamos a noite juntos? —O que disse ao senhor Caio? —ele fez careta. —Maria Flor, o meu primo é mais novo do que eu. —ele sorriu, e acariciou minha bochecha. —Bem, eu disse a ele que minha garota vai se atrasar por motivos pessoais. —Ai, Edu...Daqui a pouco todos vão pensar mal de mim. —sussurro, imaginando a bomba. —Que besteira, anjo. Pouco importa a opinião alheia. —Importa sim. Você sabe disso. E antes de qualquer coisa preciso contar para minha mãe. Ela é uma pessoa difícil. —Podemos conversar com ela juntos. —Não, isso não. Preciso prepará-la. — argumento. —Entendo. —aproximou-se, agarrando a minha cintura. —Sinto que sua mãe não vai muito com a minha cara. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —É o jeito dela. —Não tem problema. Só o fato de ela ser sua mãe faz eu gostar um pouquinho dela. — murmura, galanteador. —Pense em mim, bebê. E então me beija, apertando suas mãos na minha cintura, espremendo seus músculos contra mim. Era delicioso. Toda vez que o Edu me pegava assim....Parecia que meu corpo não aguentaria, ficava uma massa sôfrega em suas mãos grandes. Paramos de nos beijar devagar. —Realmente preciso ir. —fala, segurando meu queixo. —E eu preciso trabalhar. —consigo responder. —Ok. Logo nos vemos. Cuide-se, bebê. LUÍS EDUARDO O TJ estava um inferno —e olha que já estive próximo disso uma vez, penso —os advogados faziam questão de agendar um horário comigo para torrar minha paciência. Odeio ladainha, principalmente quando os defensores dos delinquentes tentam provar sua inocência. Temos NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Leis muito boas o problema é que não são aplicadas como deveria. Combinei de almoçar com a minha irmã no Bistrô perto do Tribunal. No horário marcado, meu dengo chegou radiando o ambiente. Era incrível como a Eleonor trazia alegria. Para ela não tinha dia ruim, sempre sorridente e simpática. —Nossa, amo esse frango marinado. —diz, antes de beber seu suco de abacaxi. —Também gosto da comida daqui. —Du, pode falar de uma vez. —faço cara de desentendido, e ela revira os olhos. —Pergunta de uma vez o que deseja saber, vossa excelência. Pego sua mão e beijo-a carinhosamente. Pode parecer insano, contudo, Eleonor representa minha mãe biológica nessa vida. Selena —minha mãe do coração —confessou ter a mesma sensação quando está comigo ou com a Eleonor. —Preciso tirar uma dúvida contigo, meu bem. Percebi que a Maria Flor está usando roupas que lembram seu estilo. —Espera...Você a Flor estão tendo algo? — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS indagou curiosa. —Sim.... —ela interrompe: —Puta merda! Como só estou sabendo agora, Du? —É recente, Eleonor. —Enzo ou o Miguel sabe? —Não, quer dizer o Enzo quase flagrou a Maria Flor e eu nos beijando, mas... —Puxa! Eu sou sempre a última saber das coisas. —Eleonor, por favor, sem ciúmes. Eleonor tem um sério ciúme de mim e dos nossos irmãos. E odeia se sentir excluída. Como se fosse possível. —Tá bem. Continue logo. —Foi você quem deu suas roupas para ela? —Na verdade eu já tinha separado roupas para doar e, a Line ligou contando que o André pediu ajuda dela para mudar o estilo da Maria Flor. Topei na hora. Não fiz por mal. —Sei disso, Eleonor. Acontece que ela NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS merece roupas novas. Providenciarei ainda hoje isso. —Ela reclamou das roupas? Agora estou sem graça. —Não. Ela nem desconfia que eu percebi. Só quero agradá-la fazendo o melhor. Minha irmã direcionou um olhar sapeca. —Uau...Que romântico. —Pare de graça. *** Antes de voltar ao trabalho pedi para o Bruno providenciar venda exclusiva na melhor boutique do Rio. Maria Flor usaria roupas da melhor coleção, preço não era problema, afinal, minha garota merece o melhor. Espero que ela aceite esse agrado. Espero por ela, encostado na Range Rover, estava cansado devido ao trabalho. Pelo menos os assuntos da facção estão em ordem. Deveria ir treinar hoje junto com os meus irmãos caçulas, no entanto, primeiro vou cuidar da Maria Flor. Sorrio. Quando a vi sair, contudo, fechei o NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS semblante percebendo que estava acompanhada de um rapaz. Apertei o punho, vendo-a ser puxada para um abraço. Caralho, o ciúme fala mais alto. Caminho em direção deles, sem me importar que os dois seguranças venha junto. Peguei-a pelo cotovelo, desfazendo o abraço. Espantada, entreabre os lábios rosados, mas não sai nenhum som. O rapaz que sorria agora encarou-me curioso. —Vamos, Maria Flor! —Hei, o que foi isso? —questiona, com o costumeiro tom de voz meigo, mas capturo o descontentamento. —Cara, somos amigos. —explica o rapaz, o avalio. —Vamos... —Nos vemos amanhã, Inácio. Desculpa. Maria Flor sai andando na minha frente. E antes que eu possa abrir a porta do carro, ela mesma faz e bate com força. Suspiro pesadamente. Merda de ciúme. Nem eu sei porque agi desse jeito quer dizer...Sou naturalmente possessivo, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS controlador, ciumento e a porra toda. Bruno dirige concentrado e fico louco com o silêncio do meu anjo. Ela parece notar que estamos indo para o oposto da casa da sua madrinha, e indaga: —Para onde vamos? —Surpresa, baby. —Edu, não acho uma boa ideia. —Não fique chateada comigo, Maria. Agi grosseiramente com você e aquele moleque. Mas não gostei do jeito que ele te olhou e abraçou. —Como chegou a essa conclusão se nem o conhece? —Nem preciso. —resmungo, querendo encerrar o assunto. Busco sua mão no banco de couro, e entrelaço com a minha. —Espero que curta a surpresa. E de forma alguma fique constrangida. —Pelo jeito é algo grande. —aperta os lábios, escondendo um sorriso. —Não é nada demais. MARIA FLOR NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Morri ali. Diante da surpresa do Tatuado. Ele pode estar brincando, certo? Penso com um fio de esperança. Quem em sã consciência fecharia a boutique mais cara da cidade no meio da semana...Céus. —O senhor Lacerda pediu que separássemos peças exclusivas. Veja. —fala a vendedora apontando para os manequins. —Ah, eu...Edu podemos conversas em particular? Entendendo minha súplica, pede licença da vendedora, e pôs a mão nas minhas costas enquanto caminhamos para um ângulo mais afastado. —Não gostou da loja? Ou da vendedora? Posso chamar o gerente. Quer saber, tem outras boutiques... —coloco o dedo indicador no meio dos seus lábios calando-o. —Minha nossa, não é nada disso. Isso é demais, Edu. Aprecio sua demonstração de… Enfim. O que o Juiz faz jamais passou pela minha cabeça. Ele descerra os lábios e chupa a ponta do NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS meu dedo. Mas o quê? Envergonhada, fito o lugar onde a vendedora ficou e vejo que ela não está mais ali. Sentindo meu corpo trêmulo, segurei o gemido quando ele solta o meu dedo indicador e beija a ponta sem desviar seus olhos azuis dos meus. —Você me lembra a época do colegial. —Por que? —limpo a garganta, tentando voltar a realidade. Ele sorriu. —Estudei no colégio católico, deve saber? —meneio concordando, pois todos os filhos dos funcionários tinham bolsa doada pelos patrões, menos eu, pois minha mãe não permitiu. —Então, no ensino médio fui o terror das garotas. E sabe o que elas gostavam? —pergunta, ficando mais próximo. Nego, balançando a cabeça. —Elas ficavam loucas quando eu dava tapas na bunda delas. E estou para fazer isso contigo, caso você não usufrua esse novo presente. Oh, santa mãe. Levo a mão na nuca e quase perco o equilíbrio dos pés. —Então era isso que você fazia nas horas vagas. —comento, arrancando uma gargalhada dele. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Nas horas vagas, nas aulas de educação física…Tempo não faltava. —Você realmente está falando sério? —Sim, bebê. E digo mais, além dos tapas no traseiro, também gosto de puxar cabelo trançado...Assim como o seu. Automaticamente passo os dedos no final da trança que fiz hoje à tarde no meu cabelo. Por um momento imagino nós dois, nus, sua mão no meu...Ah, minha nossa. Parece tão bom. Ai o sabor amargo do ciúme vem dominar meus pensamentos e perturbar o meu coração. Lógico que ele teve milhares de mulheres antes de me conhecer. —Essa conversa não vai nos levar a lugar nenhum. Como disse agradeço essa surpresa, exagerada sim, mas acontece que ganhei roupas da Line e da sua irmã. Nem tenho mais espaço no roupeiro. —Quero que pegue todas as roupas que ganhou das duas e doe. E use roupas que vai escolher daqui. Você merece o melhor. Agora chega de papo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 9 LUÍS EDUARDO Contive o sorriso cheio de gana, toda vez que meu anjo vinha desfilar usando as peças de roupas exclusivas. Ela é tímida, gosto disso, porém também não quero que a Maria Flor fique constrangida. Era notório sua beleza natural, algo que encanta os olhos de qualquer pessoa. Só não entendo como ficamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Não há dúvidas que se tivéssemos nos conhecidos antes, eu com certeza correria atrás dela —como tenho feito agora —, pois sou um homem apaixonado. Joguinhos de conquista tinham graça no colegial, hoje sou direto. Vivo em constante luta pela vida, à frente da facção, a vida é curta e o lema é “aproveitar ao máximo”. Enquanto revelava a Maria Flor o quanto fui libertino no colégio católico, capturei o ciúme tomando conta dos seus olhos cor âmbar. Tive vontade de virá-la do avesso e dar umas boas palmadas na sua bunda. Ela ia gostar, tenho certeza. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Respiro fundo, quando a vi sair do provador. E ali estava a Afrodite. Passo a mão pela barba cerrada, avaliando-a intensamente. Maria Flor estava deslumbrante vestida a traje black tie, perco o ar admirando o recorte sexy em renda na cintura e nas costas. Porra, o que é essa mulher de salto alto? Fode muito comigo. —Exagerado, não é? —questiona, alisando o tecido preto. —Nem preciso, onde vou usar esse vestido? —Você está linda, anjo. —ela puxa discretamente o canto do lábio. —Disse isso das outras vezes. —Por que é a verdade, Maria. E você pode usar esse vestido na festa de aniversário da minha avó. —Espere, Edu, veja bem não ficaria legal eu entre vocês. —arqueio a sobrancelha, fazendo-a parar de falar. —Você é minha convidada. —Primeiro que não recebi convite nenhum. Segundo, que vou precisar ajudar minha mãe. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Não seja por isso, sua mãe também está convidada. —Ai Deus, acredite dona Evanice é mais complicada do que parece. —Quase vi o diabo uma vez, sua mãe não assusta. —falo humorado, fazendo-a sorrir. Fitei a vendedora que estava atenta na nossa conversa, e pedi para ela começar a empacotar todas as roupas, sapatos, acessórios e bolsas escolhidas pela minha garota. Rapidamente ela retirou-se da sala privativa. —Já volto. —enuncia, Maria Flor, seguindo para o provador. Bruno e mais dois seguranças estão dentro da boutique, fora da área exclusiva. Busquei meu celular no bolso, e mandei uma mensagem para o meu braço direito pedindo que ele impedisse que qualquer pessoa entrasse aqui até novas ordens. Abri a porta do provador, sentindo meu sangue acumular no meu pau. Duro pra cacete. Sei que estou arriscando com a minha garota por ela não ter experiência, contudo, aos poucos chegamos NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS lá. Ela percebe minha presença e suas bochechas começou a corar. Analiso seu conjuntinho de lingerie de renda branca, delicado, muito casto. Como se a fera dentro de mim gritasse tenho vontade de pegá-la agora mesmo. Não sou machista, todavia, o fato de eu ser o homem que ela jamais teve —e nem vai querer conhecer outro — faz o ciúme domar minha mente e ações. Encosto meu corpo no seu —sendo bem mais alto que ela, sua cabeça bate na altura do meu queixo —peguei a ponta da sua trança gostando da maciez do seu cabelo acobreado. Busco seu olhar através do nosso reflexo no espelho, desço minhas mãos pela lateral do seu quadril. Ah, baby, se você soubesse o quão pervertido sou. —Você é louco. —sussurra. —Muito louco mesmo. —brinco, dedilhando meus dedos no cós da sua calcinha pequena. —Tem noção do que faz comigo? —Pare com isso...Ai, céus. —Tem que dizer “ai, Edu”. — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS descaradamente, aprecio seus mamilos fartos, devem caber direitinho na minha mão. São lindos, empinados, naturais. —Estou falando sério, engraçadinho. A vendedora pode voltar a qualquer instante. —Nem precisa se preocupar com isso. — voltei a acariciar abaixo do seu umbigo. —Estou com vontade de fazer uma coisa. Será que você deixaria? —Ainda é cedo para...Você sabe. —diz, enrubescendo mais. —Hei, baby, eu sei. Respeito você. —Então o que queria dizer? —Quero chupar você. Agora. Ela entreabre os lábios carnudos, parecia querer falar algo, mas volta a fechá-los. Tento não rir, porra estou sendo sincero. —E-Eu... —gagueja. —Vai me deixar na vontade? —pergunto, escondendo um sorriso. —Estamos indo rápido. Realmente você falou a palavra chupar? —cochicha como se tivesse NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS dito algum pecado ou alguém pudesse ouvir. —Exatamente. —cheio de tesão, profiro: — Já se tocou alguma vez, anjo? Maria Flor respondeu meneando a cabeça positivamente. Prossigo: —Então vai gostar. Desci a cabeça, ficando de joelhos, segurei-a firme pela bunda redondinha, e tirei sua calcinha. Salivando, minha boca foi direto na sua boceta carnuda, embevecido dei pequenas mordidas na pele lisinha e delicada. Adorava seu cheiro, totalmente sem pudor passei a língua na sua fenda molhadinha. Maria Flor, agarrou meu cabelo, gemendo, dizendo algo que saia incompreensível. —Ai...Ai minha nossa! —esbaforiu. Continuei metendo a língua ao máximo, indo ao fundo, ficando viciado no seu gosto agridoce. Subi minhas mão pelas suas panturrilhas, escorregando-as para frente e apertei suas coxas. Elevei a boca capturando o clitóris durinho, chupando-a mais forte. Tomando seu mel. Ela gritou, sacudindo-se toda, tonta de tesão e quase NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS chegando no paraíso. Queria mais. Bebi todo seu mel, poderia ficar ali chupando-a sem hora para terminar, entretanto, ela estalou em um gozo forte, puxando meu cabelo com força, voltei a agarrar sua bunda fazendo-a esfregar a boceta na minha boca. Lambi todo seu mel, sem desperdiçar nada. Usando a parede como suporte e ainda recuperando o fôlego, subi a calcinha protegendo sua intimidade. —Você está bem? —indago, passando o nariz pela curva do seu pescoço. —Hmmm…Mais alguns minutinhos. — respondeu, manhosa. —Sabia que ia gostar. —brinco, tirando uma risada baixa dela. —Minhas pernas estão bambas, e meu ventre...Estou uma bagunça, mas é bom. Muito bom. —Enquanto se recupera, vou pedir para os seguranças irem guardando as roupas no carro. Te adoro, anjo. —beijei sua boca preguiçosamente. *** NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Por conta do volume de pacotes, foi necessário usar os carros dos seguranças para guardar. Notei que as bochechas da minha garota ainda estão rubras e por algum motivo ela não está conseguindo olhar nos meus olhos. Entramos no restaurante Cipriani no Copacabana Palace e o maitre, Gerônimo, nos encaminha até a mesa que reservei mais cedo para jantar com a Maria Flor. Espero que o ambiente intimista e aconchegante seja do seu agrado. Adoro a culinária do norte da Itália, além da combinação de ingredientes brasileiros e italianos. Percebendo a timidez da Maria Flor diante do cardápio —provavelmente querendo acertar no pedido —facilitei pedindo de entrada mozzarella de búfala com tomate cereja e manjericão e para o prato principal scialatielli, acompanhado do melhor vinho tinto da casa. A sobremesa eu já havia comido, caso ela quisesse pediria esfera de chocolate e frutas vermelhas com calda de caramelo e especiarias, era minha sobremesa favorita até provar do mel da minha garota. —Esse restaurante é muito bonito. — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS comenta, tomando um pouco de água. —Tem mais três restaurantes dentro do hotel. Todos são ótimos. —sorrio pela surpresa dos seus olhos que tanto adoro—Oportunidade não vai faltar para almoçarmos ou jantarmos juntos. —Parece bem caro aqui. Nunca pensei que um dia poderia conhecer algum restaurante desse nível. —Nada disso é problema para mim. E nem para você, já que estamos juntos. —ressalto evitando que seus pensamentos coloque alguma diferença social entre nós. Após sermos servidos, iniciamos a refeição. Divirto-me assistindo a satisfação preenchendo seu rosto ao provar a deliciosa comida. Contemplo os acontecimentos simples da vida, adoro a leveza. E vi tudo isso no meu anjo. Seria mais perfeito ainda se ela aceitasse meu lado mal. Comandar a facção exige que eu faça justiça com as próprias mãos. É um lado que não posso controlar, pois quando os nossos e eu capturamos um criminoso do tráfico torno-me o pior da espécie humana. Bem irônico para um juiz NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS renomado, contudo, esse lado oculto é necessário. —Sabe, Edu, fiquei com uma dúvida quando estive na sede da corporação secreta. André disse para eu esquecer tudo que visse e ouvisse, e juro que não comentei com ninguém. Só que...odeio saber que se coloca em perigo. Por que não deixa isso nas mãos das autoridades? Busquei sua mão por cima da mesa. Faltava coragem para revelar o que eu fazia com os criminosos. O medo de ser rejeitado falava mais forte. Claro que um dia vou precisar dizer a verdade, contudo, hoje não estou preparado. —Faço isso pela minha família. É um legado que meus irmãos e eu quisemos seguir. —A Eleonor também? —questiona, assustada. —Sim. Mas a minha irmã está focada na faculdade. Agradeço a Deus por isso. —Então sua família toda participa da facção? —Precisamente...Sim. —Eu desconfiava que tinha algo por trás. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Estranhava o fato das terras da sua família ser um verdadeiro escudo blindado. —Meu pai é cismado com a questão da segurança. Somos uma família conhecida no mundo jurídico, minha mãe foi uma grande tenista e cada vez mais chama atenção do mundo com sua ONG. Precisamos nos cuidar. —Escutava várias vezes o tio Cleudo contar a história da sua família, principalmente a dos seus pais. Parece até um filme. —ela sorriu, sonhadora —Por outro lado deve ser chato andar para cima e para baixo com seguranças. —Acostumei —dei de ombros —Você deseja a sobremesa? —Com certeza. Eu nunca dispenso. —peço a sobremesa, e notei que estranhou o fato de eu ter pedido somente para ela. —Não vai querer? —Já comi a minha sobremesa —fecho por um instante os olhos, voltando ao nosso momento no provador da boutique. Percebendo seu estado atônito por eu ser tão devasso, prossigo: —Adorei provar seu mel. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Shii... —pede, verificando sem ninguém tinha prestado atenção na nossa conversa. Sorrio. —Jesus, você não pode ficar falando essas coisas...Alguém pode ouvir. Paro de envergonhá-la para ela comer sua sobremesa tranquila. CAPÍTULO 10 MARIA FLOR Envergonhada, permaneci de frente para o Tatuado, enquanto os seguranças carregavam as sacolas da grife mais cara do Rio, para dentro da humilde residência da minha madrinha. Como se não bastasse a Joelma está espiando o Edu e eu por trás da cortina branca —que deixa sua sombra perfeitamente pintada no tecido —os vizinhos nada discretos estão atentos nas suas próprias varandas. Ainda bem que não conseguem ver o quanto estou corada. O Juiz parece gostar de atenção, pois faz questão de beijar a curva do meu pescoço, cheirar, e sussurrar palavras indecentes. Que calor, senhor. —Terminamos, senhor. —avisa, Bruno, logo NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS depois volta ao seu posto próximo ao carro. Sabendo que estamos sendo o centro das atenções, impeço o Edu de me beijar. Estranhando, arqueia a sobrancelha grossa. Trato de justificar: —Além da minha tia, os vizinhos também estão espionando. —Não tenho problema com o público. — fala, segurando um sorriso nos lábios. —Eu tenho um sério problema com o público. —confesso, sem encarar seus olhos azuis. —Inclusive posso reprovar na faculdade por conta disso. —Posso te ajudar. Ele segura minha mão arrastando-me para poucos metros do portão, encosta-me no tronco da árvore larga. E ali, choca seu corpo grande contra o meu, tomando minha boca com lasciva, paixão. Rendida ao seu encanto, agarrei sua nuca, querendo tudo dele. Mesmo querendo continuar a noite sendo beijado por ele, fomos parando aos poucos. —Ótima ideia me ajudar beijando a minha boca. —murmuro, sentindo os lábios arder pelo NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS beijo delicioso. Ele sorriu. —Adoro seu senso de humor, baby. —seus dedos mexem com o meu cabelo, e ele continua: — Miguel tinha problema para falar em público, com dedicação da família e dele de querer se livrar disso, hoje fala mais que todo mundo. —O que vocês fizeram para ajudá-lo? — questiono, interessada. —Psicólogo, atividade em grupo e livros. Tem dois livros que lembro que foram essenciais. Darei para você. —Obrigada, Edu. —seguro em suas costelas, sentindo a massa de músculo duro, tudo nele era perfeito. —Adorei o jantar, nossa conversa e as roupas. Ficar com você é sempre bom. —Estar contigo é sempre perfeito, Maria Flor. —aproximou-se mais, e ergui um pouco a cabeça para ver seu rosto. —Espero que tenha gostado ainda mais de ter tido a minha boca na sua... —tampo sua boca antes que ele terminasse de falar. —Deus do céu, você não pode ficar falando NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS essas coisas assim. —sussurro, envergonhada e desejosa. —Desconfiei que não deixaria eu terminar de falar, bebê. —suspiro, quando acaricia minha bochecha. —Se precisar de qualquer coisa ligue ou mande mensagem. E por favor, sempre responda as minhas mensagens. —Ok. Boa noite, Edu. —fico nas pontas do pés para beijar sua boca, rapidamente. —Sonhe comigo. Como se já não bastasse sonhar acordada, penso enquanto ele me acompanha até a varanda da casa. *** A semana passou correndo, mal tive tempo de ver o Edu. Almoçamos três vezes durante esses dias, e ele admitiu que estava lotado de trabalho no TJ. Queria ter perguntado se o Tatuado estava tendo trabalho na organização secreta, no entanto, não quis ser intrometida. Quando o André não podia me buscar na faculdade era o Bruno que ia e sua maneira de me NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS tratar como se eu fosse a rainha da Inglaterra chegava ser constrangedor. Quer dizer, sou da mesma classe social que ele. A sala da madrinha continua uma bagunça com as sacolas espalhadas —não coube tudo dentro do meu quarto —e nem gosto de imaginar como será a reação da minha mãe. Durante as ligações tentei disfarçar ao máximo, mas eu sabia que dona Evanice estava desconfiada. —Pronta para enfrentar a fera? —indaga, meu primo. —Não posso esconder minha relação com o Edu. —Você está certa. E se não contar logo, é capaz do Dudu vir aqui de uma vez. —Isso seria bem pior. —Flor, sei que a tia é um tanto...árdua, mas é necessário você tomar suas próprias decisões. Claro, se ela aceitar, ótimo, senão paciência e siga em frente. —Ok. Obrigada, primo. —Nos vemos mais tarde na festa da dona NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Celina. Boa sorte. Entro em casa sendo abraçada pela sensação de lar. Todos os móveis arrumados, sem poeira e, as estantes enfeitadas por objetos que minha mãe e eu fomos colocando ao longo anos. Somos uma família pequena. Nos porta-retratos tem fotos dos meus tios, da minha avó do coração, do meu primo, da minha mãe e minha. Teve um tempo que quis saber do meu pai, entretanto, por conta da certa frieza da minha mãe —em relação a esse assunto —desisti. O importante é que dona Evanice soube cuidar de mim, trabalhando duramente para nunca deixar faltar nada, apesar de recusar as boas ações dos patrões e fixar todos os dias na minha cabeça onde é o meu lugar aqui nessas terras. —Ah, filha, chegou cedo. Como passou a semana? —pergunta, abraçando-me. Beijo seu rosto. —Bem. Estou dando conta do trabalho e da faculdade. —prefiro falar em outro momento que mudei de setor. —E como foi sua semana? —A rotina de sempre. No domingo fui NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS almoçar na casa do seus tios. —Tem que sair para se divertir. —incentivo. —Estou bem aqui no meu cantinho. —ela alisa o meu rosto e diz: —Quer contar alguma coisa, não é? —Sim, mãe. Vamos sentar. Respirei fundo, buscando coragem e perseverança para essa conversa. —Mãe, eu estou meio que namorando com o Luís Eduardo. —confesso de mãos suadas e coração acelerado. —Tem pouco tempo que estamos saindo...Eu estou apaixonada. Calada, levantou-se do sofá branco. E então seus olhos castanhos observadores analisaram os meus trajes. —Foi ele que comprou essas roupas caras? —Sim. Eu aceitei os presentes dele. Mãe, sei que é complicado... —Eu te pedi tanto, Maria Flor! Tanto! —Mãe, aconteceu. Eu realmente gosto do Edu. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Sabe que aqui você é a filha da empregada. Ele é o patrão. —Não existe esse preconceito da parte dele. —Ora, por favor, minha filha. Ele está se aproveitando da sua ingenuidade. Quero que termine qualquer coisa que tenha com o senhor Luís Eduardo. Entendeu? Revoltada, levanto-me e respondo: —Não! Eu não vou terminar nada com ele. Dona Evanice segurou os meus braços e sacudiu-me, fiquei espantada com sua falta de controle. —Ele está te fazendo de boba. —Não está, mãe. —E como explica o fato da namorada dele estar vindo para a festa da dona Celina? —meneei a cabeça, recusando acreditar naquilo. —Ontem a senhora Selena pediu que eu incluísse na lista de convidados, Amanda Barros, a namorada do filho mais velho. —Impossível. —murmuro, chorosa. —Por isso sempre evitei e pedi que não NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ficasse perto da família dos patrões. Ou que aceitasse qualquer boa ação. Falo por experiência, Maria Flor. Minha mãe largou os meus braços. Céus, isso não pode estar acontecendo. Ele parecia tão sincero comigo. Burra, Burra, Burra, xinguei-me mentalmente. —Eu quero o melhor para você, filha. Sei que a impeço de fazer muitas coisas, pois tenho medo que seja como eu. Solitária, sem estudos, nem casa própria consegui. Sou grata pela família Lacerda e por dona Selena ter aceitado me receber grávida e desamparada. Enxuguei as lágrimas, não posso agir como uma menina mimada. —Vou ajudar a senhora no serviço hoje. —Se preferir pode ficar sossegada aqui em casa. —Prefiro ajudá-la. Tiro a roupa como se estivesse queimando o meu corpo. Estou com o coração quebrado, sentindo raiva por ter sido enganada. O que o Luís NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Eduardo pretendia? Ah, claro, ia me iludir e transar comigo até cansar. Cretino, cachorro. Ponho o uniforme de empregada, antes de sair do quarto escuto o meu celular tocar na bolsa. Desbloqueio a tela e visualizei duas ligações perdidas e quatro mensagens do Juiz mentiroso. Desligo o aparelho, depois pediria ao meu primo para entregar tudo que ganhei do Luís Eduardo. Como uma linha tênue de esperança, decidi ligar o aparelho e utilizar a internet para pesquisar sobre o Tatuado e a tal Amanda Barros. Abri várias páginas falando do renomado juiz que seguiu os passos do pai —o doutor Eduardo Amaral Lacerda Porto —matérias sobre a ONG ELEONOR fundada pela dona Selena, fotos de tabloides dos irmãos em alguns eventos. Quase escutei as batidas do meu coração quando vi uma manchete falando sobre o Luís Eduardo e a namorada Amanda Barros. A data da matéria era recente, dia cinco do mês passado. Dei zoom na foto e constatei o quão bonita a morena é. Os dois combinam. Assustei-me quando o celular começou a vibrar e tocar na minha mão, surgindo a NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS foto do Tatuado filho da mãe. Ignorei a chamada, desliguei o aparelho. LUÍS EDUARDO Vontade não faltou de ficar com a minha garota. Contudo, essa semana precisei de muita concentração em três grandes processos no TJ. Dois se tratava de julgamento de duas celebridades envolvidas em homicídio e outro de um deputado do Rio. Felizmente consegui almoçar algumas vezes com a Maria Flor, além disso, trocamos mensagens diariamente. E sempre que eu podia respondia. Mesmo exausto e tenso devido alguns assuntos relacionado a facção, bastava escutar a voz meiga do meu anjo...e pronto. Meu dia tornava-se melhor. Retorno da corrida matinal, após o banho sigo direto para a sede da facção. Roger —membro —tinha conseguido capturar documentos suspeitos de uma nova organização do tráfico humano. Quando acordei hoje às 5h da manhã logo mandei mensagem para a Maria Flor. Óbvio, ela ainda estaria dormindo, mas assim que acordasse já começaria o dia com as minhas palavras. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Conferi o celular, e até agora nenhuma resposta dela. Respondi as mensagens dos meus irmãos, e de outros conhecidos. Às 8h liguei duas vezes, e nada. Enviei mais mensagens, e forcei-me acreditar que a minha garota ainda estava dormindo ou ocupada. Sem cabeça para analisar os documentos decidi ir atrás da Maria Flor. Avistei o André, conversando com dois dos nossos. Eles logo saíram passando por mim, me cumprimentando como sempre fazem. Indago para o meu melhor amigo: —Maria Flor está nas terras da minha família? —Sim. Ela chegou às seis horas da manhã. —estranhando meu olhar, proferiu: —Porque? —Ela não respondeu às mensagens e nem atendeu as minhas ligações. —Parou para pensar nas hipóteses? —diz, humorado. —A única que vem à cabeça é que ela está me evitando. —Brow, claro que não. Ela disse que falaria NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS sobre a relação de vocês para a tia Evanice. —Vou tirar a dúvida quando vê-la. Vamos. *** Liguei para o líder de segurança da casa dos meus pais para ele localizar a Maria Flor. Em cinco minutos ele retornou, informando que a minha garota estava trabalhando na organização da festa de aniversário da minha avó. Só pode ser brincadeira. Na quarta-feira quando almoçamos juntos avisei a ela que tinha conversado com os meus familiares sobre nosso envolvimento e que de maneira alguma era para se comportar como uma funcionária. Respeito o trabalho da mãe dela — como de qualquer outra pessoa—, mas dona Evanice é orgulhosa e desconfiada. Por esse motivo pedi para minha mãe não conversar com ela ainda. Adentrei a mansão dos meus pais sem falar com ninguém, no entanto, Tuba —cuidadora do lar e avó do André —impediu que eu continuasse. —Menino, sua mãe quer falar com você. — apressado, beijei sua testa enrugada pela idade. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Tuba, amorzinho, depois venho falar com a minha mãe. Sabe em que cômodo a Maria Flor está? —O que você está querendo com a minha neta? Tuba considera a Maria Flor como neta. André comentou que sua avó tentou várias vezes tirar o excesso de autoridade da dona Evanice. O que não deu muito certo. Meu amigo, esclareceu que sua avó não se dar bem com sua tia, pois Tuba a ver como fruto da traição do seu falecido exmarido. Apesar disso nunca deixou de cuidar da Maria Flor. —Por favor, Tuba. —Ela tá ajudando lá fora.... —nem esperei que ela terminasse. Cerrei o maxilar puto de raiva por ver a minha garota usando o uniforme de empregada, arrumando uma das dezenas de mesas espalhadas pelo jardim. Eu disse a Maria Flor para não fazer mais isso. Conversei com os meus pais a respeito, e agora...Isso. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Em passos largos fui até ela. Vi que estava organizando os talheres ao lado dos pratos. Toquei no seu antebraço, ela virou-se e notei que algo estava diferente. Seus olhos cor âmbar que tanto adoro estão sem brilho, suas pupilas levemente avermelhadas. —Está me evitando? —indago sem rodeios. Ela se afasta, pega a bandeja de prata e anda em direção a outra mesa. Diante do seu silêncio, tento manter a calma e não agir como dono do mundo. Aproximei-me, questiono: —Maria Flor, vamos conversar.... —Senhor, preciso terminar o meu trabalho. Se estar precisando de algo peça a outro funcionário. —fala sem levantar a cabeça para me encarar, e continua tirando o jogo de talheres enrolado no tecido branco e organizando na mesa. —Que porra é essa agora! —perco a paciência. Incrédulo com a maneira que me tratou. Maria Flor volta a virar as costas para mim e seguir para a outra mesa. Sinto os olhares curiosos dos outros funcionários sobre nós, simplesmente NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ignoro. Retorno a ficar perto dela, profiro: —A conversa que teve com sua mãe a fez mudar de ideia sobre nós. —afirmo com entonação evidente na voz. Ela deixa a bandeja na mesa, e fita-me com os lábios trêmulos, os olhos ardendo, o peito subindo e descendo descompassados. Sinal claro que ela quer me matar. E o pior que nem a razão eu sei. —Quem dera tivesse sido isso. —exclama, ficando com o pescoço corado. —Você é um cínico. Esqueça tudo que tivemos. Acabou! Antes que virasse de costas agarrei-a pela cintura. Ela afastou-se cheia de raiva, e quando vi seus punhos fechados estavam indo e voltando no meu peitoral. Os seguranças assistindo a cena, queriam impedi-la, entretanto, neguei meneando a cabeça. Afinal, tapa de amor não doí. —Eu acreditei em você! Nunca mais quero ver você na minha frente, entendeu? —nem pelado, penso humorado. —Seu juiz meia tigela, cafajeste. Deve ter adorado brincar com a minha cara. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Quando capturei seu abalo e as lágrimas caindo sobre seu rosto, fiquei desesperado. Deus, o que eu fiz? Tentei abraçá-la, no entanto, ela afastou-se. —Anjo, em momento algum brinquei com você. Explica o que está acontecendo? Não estou entendendo. Até ontem estávamos bem. —Para de fingir! —ela passa as costas das mãos no rosto, limpando as lágrimas. —Fica longe de mim. —Porra, fala o que fez você ficar desse jeito? —brado, desalentado. —Você ria da minha cara, não é? Ah, claro, como um garanhão contava sobre a mulher da vez para os amigos. Não sente nem um pingo de vergonha pela sua namorada? Namorada? Mas que caralho. —Eu não tenho namorada. Quer dizer...Você e eu somos quase. O que falaram para você, bebê? —indago, entendendo sua reação. —Minha mãe disse que dona Selena pediu que ela incluísse o nome da sua namorada, Amanda NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Barros, na lista de convidados. No fundo sempre tive medo que minha mãe estivesse certa quanto a classe social, sociedade e tudo mais. E ela tem razão. —murmura, e perco o ar. —Não sei porque minha mãe referiu-se a Amanda como minha namorada, sendo que essa semana falei que você e eu estamos em um relacionamento. Muito estranho, mas vou tirar a limpo. Agora, baby, venha aqui comigo. Vamos nos acalmar e conversar. —Chega! Acabou. —Não acabou porra nenhuma. Amanda é ex-namorada e faz anos que terminamos. Somos amigos, somente. —trato de explicar. Ela sorriu sem vontade. —Eu vi uma matéria de um mês atrás falando sobre o namoro de vocês e na foto pareciam felizes. —Ela veio ao Rio a negócios e aceitei o convite de nos vermos. Estou falando a verdade. Minha garota teimosa morde o canto dos lábios, vejo seu conflito interno. Compreendo sua NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS insegurança e sei que dona Evanice tem grande parcela de culpa nisso. Para meu o meu desprazer, a Maria Flor voltou a realizar seu trabalho, deixandome de lado. —Venha comigo, baby. —sussurro atrás dela, dedilhando meus dedos na sua cintura, encantado pelo aroma do seu cabelo macio. —Não. Já tomei minha decisão. —Você não tem escolha. —Chega! —pede tentando parecer determinada. —Sabe, anjo, o bom de estar apaixonado é que lutamos até o fim. Segure-se. Calou-se surpresa quando virei-a de frente e a pus no ombro — quase bati no peitoral —, tomando o cuidado de sua bunda linda não aparecer. Enzo, estava ao lado da Tuba, rindo da minha atitude. —Pelo amor de Deus, Edu. Ponha-me no chão! —diz. Aposto que está com os olhos fechados de tanta vergonha. —Obrigado, mas prefiro você no meu NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ombro. —Jesus, que vergonha! —sorrio. André, surpreso, abre a porta do SUV. Desço a Maria Flor do meu ombro, e ela entra sem dizer nada. Entro, e digo para o meu amigo ir para minha morada. Lá resolvo a situação com a minha garota.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 11 MARIA FLOR De braços cruzados, continuei calada e sem mexer um músculo —somente meu coração batia freneticamente —estava ficando a cor da vergonha, corada da cabeça aos pés. Sentia o olhar dominador do Juiz mandão, no entanto, evitei encará-lo. Sim, estou furiosa com ele. Meu primo, estacionou o carro em frente a ostentosa mansão do Edu. Não esperei que abrissem a porta para mim. Deus, eu nem conseguia olhar para o André. Quanto constrangimento. Sai em disparada para dentro da morada. Permaneci de costas para a porta, fitando o extenso jardim bem cuidado e rodeado de seguranças. Mesmo diante dos passos silencioso do Juiz, notei sua presença. Inacreditável, contudo, era possível. Seu perfume almiscarado, sua energia que consumia o ambiente. Um homem altivo. —Vamos esclarecer esse mal entendido com a minha mãe. —a voz gutural soou. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Talvez, esse mal entendido foi um alerta para nós. —Nem cogite a ideia de terminarmos. —diz, com certa tensão na voz. Virei de frente, sem me importar em disfarçar as lágrimas. Fui recebida com olhar mau e duro, carregado de fúria. Aproximou-se e meus pés não conseguiam se mexer. Seu cheiro me dopava, acendendo a chama dentro de mim. Ele num piscar de olhos me tinha em suas mãos. Estou tão ferrada. Engoli em seco sendo consumida pelo azul de seus olhos sombreados pelos cílios densos e longos. Seus dedos dedilhavam pela lateral esquerda do meu rosto, parecia que ia me comer. —Juro pela minha família que jamais brincaria contigo, bebê. Entendo que tenha ficado insegura, pois também fico. Precisamos ser mais forte, Maria Flor. Nosso relacionamento depende de nós dois. —Desculpa, Edu. —encostei a cabeça no seu peito, sendo abraçada por ele. —Fiquei cega quando minha mãe falou sobre a tal Amanda. Foi como um balde de água fria, como se tivesse sido NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS um castigo por não tê-la escutado. —Tá tudo bem, anjo. Agora estamos bem. E então me beijou, apertando meu corpo contra o seu. Agarrei sua cintura, gemendo com a firmeza da boca que se moveu contra a minha. Um espiral de paixão tomando conta do meu corpo, sentimentos, absolutamente tudo. Nossas línguas se encontraram e se lamberam em uma dança sensual, quente, esfomeada. Suas mãos desceram pelas minhas costas, fixando-se na bunda, me apertando, puxando com força contra o volume grande sob a calça. Seria dele de corpo, se assim quisesse, pois de alma e coração já o pertenço. —Você é tão gostosa, anjo. —murmura, ofegante. —Sou completamente seu. Tudo que vejo é você, morri para qualquer outra mulher. —ele segura minha garganta, fixando nossos olhares. — Ainda posso sentir o gosto da sua bocetinha cheirosa, baby. Minha nossa! Entorpecida, nem consigo dizer nada. O que dizer afinal? Que ele foi o único homem que desejei. Deus, não, isso seria demais. Ainda estamos começando, indo devagar. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Ainda bem que estamos sozinhos. —tento sorrir, nervosa pela excitação. Ele puxa um sorriso sacana nos lábios, e enuncia: —Concordo que meu vocabulário não é lá essas coisas, espero que se acostume. —passa o polegar entre os meus lábios. —Não sabe o que penso em fazer com você, anjo. Talvez eu estivesse pronta para o próximo passo. Perder a virgindade é uma decisão que precisa ser pensada, não é como se eu quisesse fogos de artifícios no fim. Nada disso. Só quero ter certeza que será algo lindo, perfeito, e principalmente que fiz com a pessoa certa. Sou apaixonada pelo Juiz Tatuado, e ele tem provado sentir o mesmo. —Edu, eu, hum, gostaria que hoje à noite... Antes que eu pudesse completar o que dizia. Dona Evanice entrou na sala de estar, com os olhos arregalados. Com certeza estava indignada pelo que deve ter escutado dos outros funcionários que viram a cena homem das cavernas —do Edu —e agora por estar presenciando o quão íntimos sou do filho mais velho dos patrões. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Maria Flor, vamos embora agora mesmo! —exigiu, afastei-me do Edu, mas ele logo buscou a minha mão apertando-a. —Mãe, eu resolvi o mal entendido entre o Edu e eu. Estamos... —Já falamos sobre isso. —ela encara o Edu, receosa. —Vamos, filha. —Dona Evanice, sua filha e eu estamos namorando. —estamos? Indago pelo olhar. — Sente-se, vamos conversar. Segurando minha mão, o acompanhei até o sofá longo. Desconfiada, dona Evanice anuiu e sentou-se no estofado a frente. O olhar castanhoescuro avaliou o uniforme de empregada que estou trajando. Parecia deixar claro para ela qual era o meu lugar. —Primeiro, gostaria que esclarecesse sobre minha mãe ter dito que Amanda Barros é minha namorada. —pede, Edu, estudando-a. —Não foi a dona Selena que falou que a senhorita Amanda Barros era sua namorada. —ela suspirou, notando minha expressão de decepção. — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Foi o seu irmão mais novo. —Miguel? O que aquele moleque disse exatamente. —exige, incrédulo. —Quando dona Selena terminou de falar os nomes para a lista de convidados, retirou-se da cozinha. Não demorou muito e o seu irmão Miguel pediu que eu incluísse na lista a senhorita Amanda Barros, pois ela tinha ligado, algo assim. Pergunte dele, senhor Eduardo. —Mãe, porque disse que foi a dona Selena? —Peguei a oportunidade de afastá-la do senhor Eduardo. —Sabe que pode me chamar de Eduardo, dona Evanice. —Sei o meu lugar. E minha filha também deveria saber. —ele ia rebater, no entanto, o interrompi. —Estou apaixonada, mãe. Isso não muda nada. O que acha que vai acontecer? —questiono, com certa angústia. —Meu Deus, filha, olha pra mim! Eu quero o melhor para você, Maria Flor. Quero que seja NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS independente, que tenha seus próprios objetivos, que não se iluda com um homem rico. — emocionou-se, colocando a mão na boca. —Não estou brincando de casinha com a sua filha. Quero a Maria Flor ao meu lado. —afirma, o Juiz, fitando-a. —Filha, você tem alguém que está abrindo os seus olhos. Não sabe como foi difícil ser abandonada pelo seu pai, com uma mão na frente e outra atrás, sem nada. E tendo uma vida dentro de mim para cuidar. —caminhei em sua direção, afetada pela sua revelação. —Se não fosse seu tio Cleudo ter falado com a dona Selena e o seu Eduardo, nem sei onde estaríamos hoje. —Ah, mãe, não chora. —aconchego ela em meus braços. Ela nunca falava sobre o passado. Então o medo da minha mãe era eu terminar de coração partido e grávida. Como ela. —Eu só quero o seu melhor. Tudo que fiz foi para protegê-la. —declara, acariciando o meu rosto. —A senhora precisa entender que essa é NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS minha vida. Minhas escolhas, minhas decisões, tem que aceitar. —procuro o homem pelo qual estou arrebatada, sabendo que quero viver tudo que está escrito para ser vivido ao seu lado. Com as mãos no bolso da frente da calça de linho, ele mantém um semblante sério, concentrado. Todavia, consigo captar a onda de emoção nos seus olhos azuis. — Eu só necessito que esteja sempre comigo. —Tá tudo bem, filha. Vou respeitar sua decisão. —Obrigada, mãe. Te amo. —Eu muito mais, querida. Muito. Edu veio até nós, enlaçou o braço em volta da minha cintura. Segurei o suspiro de boba apaixonada. Ergui a cabeça para vê-lo sendo abraçada pelo seu sorriso. Bom, o mau entendido agora está oficialmente resolvido. Nem tanto assim, pois vou procurar saber o que a tal Amanda disse para o Miguel. —Espero que com o tempo sinta-se segura comigo cuidando da sua filha. Hoje como sabe é o aniversário da minha avó Celina, está convidada. Maria Flor será minha acompanhante, aproveitarei NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS para apresenta-la para meus tios e primos que estão vindo. Vocês sempre foram da família, pois minha família e eu temos apreço pelas pessoas que trabalham conosco, e agora vocês são mais ainda pelo fato da Maria Flor e eu estarmos juntos. —Peço desculpa aos dois pela mentira. — encarando o Juiz, anuncia: —Estou confiando em você, rapaz. *** Não conseguia tirar o sorriso do rosto. Estava feliz. Principalmente agora que minha mãe aceitou meu relacionamento com o Edu. Depois que ela retirou-se dizendo que precisava continuar com os seus afazeres, Edu puxou-me para seus braços. Quando tinha criado coragem para dizer a ele que estava pronta para minha primeira vez...a Eleonor apareceu, avisando que participaríamos de uma tarde de beleza na companhia da sua mãe, tias e avó. Quis negar, entretanto, assim como o irmão era persistente. Antes de eu sair, Edu encurraloume entre seu corpo grande e a parede tomando minha boca num beijo delicioso. Para evitar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS problemas desnecessário afirmou que cuidaria do irmão caçula pela confusão que fez. Concordei, com a condição de saber de tudo. Fiquei extremamente vermelha, enquanto escutava as mulheres da família falar sobre prazer com o parceiro. Mordendo o canto do lábio, peguei o máximo de informação possível. Notando meu jeito atento, Eleonor disse: —Assistir vídeo pornô ajuda também. — engasguei com o suco que tinha acabado de tomar. Jesus, ainda vou me desmanchar de vergonha. Penso. —Não é nada disso. —tento justificar, devolvendo a taça de suco para a mesa cheia de aperitivos. —Olha, eu não sou experiente na prática. Mas sei bastante de teoria. Será que ela também era... —Eu sou virgem. Estranho para quem tem 26 anos, eu sei. Uma coisa garanto, vai ser com o cara certo. Até lá aguento assistindo vídeos pornôs e usando a imaginação. —deu de ombros, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS colocando uma uva na boca. —Ufa, é bom saber disso. Sério. —meio tímida, prossigo: —Minha mãe e eu nunca conversamos abertamente, enfim. —olho para os lados para ter certeza que ninguém esteja perto o suficiente para escutar, e digo: —Estou planejando perder...Você sabe, com o seu irmão. —enrolo-me ao dizer. —Cacete! Uau, isso é bom, certo? Quer dizer...Você tem certeza? —questiona curiosa. —Sim, total. —Sabe o que isso quer dizer? —meneio a cabeça negando. —Precisa se depilar, Flor. —Eu depilei as pernas, axilas, então.... — Oh, minha nossa Senhora! Faltava aquele lugar. Percebendo meus olhos arregalados, ela riu puxando-me para o espaço de depilação. *** Eleonor foi ajudar sua mãe com os últimos detalhes da festa. Pretendia me arrumar em casa, todavia, o Tatuado mandou uma mensagem para o meu celular —acabei pegando o aparelho de volta, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS xinguei-me várias vezes quando li as mensagens do Tatuado—pedindo que eu me arrumasse na sua morada. Assim decidi. Esquecida, quase recorri ao meu primo, pois não tinha trazido nenhum vestido de festa. A surpresa foi grande quando vi uma caixa média, dourada, em cima da cama dossel moderna. Ok, eu sou curiosa. Admito. Digo em pensamentos. —Parece que ele ler pensamentos. — murmuro, abrindo a caixa tirando o vestido de festa. Para completar havia um conjunto de lingerie vermelho-cereja, lindíssimo com detalhes em renda. Uau, é sexy. Busquei o cartãozinho que caiu nos meus pés. Leio: “Boa noite, anjo. Espero que seu dia tenha sido de princesa, você merece isso e muito mais. Tirei a liberdade de escolher essa lingerie, tenho certeza que ficará lindíssima em você, bebê. Ah, claro, pedi para buscarem o vestido na casa da sua madrinha. Sempre seu, Edu. “ Deus, que homem! Suspiro, levando o papel cartão ao peito. Estou tão apaixonada. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Acabei decidindo tomar mais um banho. Minha pele parecia algodão de tão macia, realmente passar a tarde no spa foi uma excelente decisão. Afinal, hoje seria a grande noite. Com o cabelo preso num coque meio bagunçado, preparei meu rosto para uma maquiagem simples. Entretanto o batom vermelho chamaria atenção. —Realmente esses tutoriais na internet são ótimos. —falo em voz alta, conferindo o resultado. Trajo a lingerie, ajustando-a bem ao corpo. Puta merda, não tem o que mexer. Realmente o conjuntinho é pequeno, é do meu tamanho, mas não esconde muito. Saio do closet indo em direção a cama para buscar o vestido. —Ai! —grito, surpresa, quando senti a palma grande do Edu, ir direto na minha bunda. Viro espavorida, passando a mão na região que ele deu o tapa, sendo observada pelo Tatuado de sorrisinho sacana e sedutor. —Você me bateu. —Esse foi pelo “juiz meia tigela”. Não podia deixar impune seu atrevimento, baby. Gostaria de rebater, contudo, perdi o foco diante da sua beleza masculina. Ele usava um NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS smoking feito sob medida, os sapatos caros brilhavam, o cabelo loiro bem penteado — deixando-o mais sensual —reparei que ele segurava uma caixinha branca. —Você está linda, Maria. —diz rouco. —Eu trouxe um presente para você. —Chega de presentes, Edu. —ele riu. —Falei para sua mãe que somos namorados, bem, estávamos caminhando para isso. Não vejo porque esperar mais, por isso comprei essa aliança de compromisso para nós dois. —elevou a caixinha e vi escrito Tiffany, pus a mão na boca. Jesus amado. Quando abriu fiquei sem palavras ao ver as duas alianças, distintas, mas com designs parecidos. —Maria Flor, aceita namorar comigo? Em silêncio diante da sua pergunta, ele completa: —Vou logo colocar a minha aliança... — comecei a rir, joguei-me nos seus braços, fazendo-o equilibrar a caixinha. —Claro que sim! Sim, sim, sim! —disse, salpicando beijos nos seus lábios, sem me importar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS de manchar sua boca com o batom. Ele escorregou a aliança no meu anelar, e depois fiz o mesmo com ele. Adorei o fato da aliança dele ser grossa. Edu tocou meu rosto com carinhoso, dedilhou os dedos pelo meu colo, passando-os pela borda rendada do sutiã. Só então lembrei que estou de peça íntima, bom ele já viu mais o que deveria. —Sua pele está muito mais macia. — enuncia, descendo a cabeça para cheirar a curva do meu pescoço. —Não sabe como me seguro para não perder o controle. —confessa, beijando minha clavícula. — Vou deixá-la terminar de se aprontar. —pisca, antes de virar de costas e sair do quarto. Toquei na aliança no meu dedo, sorrindo. Ele saiu antes de eu dizer que hoje seria dele.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 12 LUÍS EDUARDO Relatei toda a confusão que o danado do Miguel fez, referente a Amanda, e os demais detalhes para os meus pais. Como esperava dona Selena ficou chateada pela atitude da minha sogra, a sorte é que agora as coisas estão resolvidas. —Mano, precisamos tomar mais cuidado. — enuncia, Enzo. Soubemos a pouquíssimo tempo que a máfia entrou num perigoso jogo contra nós. Somos odiados, afinal, derrubamos o tráfico deles. Por termos excelentes hackers que impedem que os infelizes consigam expor nossa imagem, até o momento nenhum dos cretinos conseguiu realmente nos afetar. Todo cuidado é pouco. —O pior que não é apenas a máfia que quer nossas cabeças. —passo a mão pela barba cerrada, tenso. —Os políticos envolvidos na corrupção também querem a minha cabeça. Eles são ardilosos, você sabe. —Fazer o quê, se somos fodas. —deu de NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ombros, relaxado no sofá. —Vou falar com o André para selecionar alguns dos nossos para fazer a segurança da Maria Flor. —Ela vai ser contra. —Eu sei que vai, mas ela não tem querer quando o assunto é a segurança dela. Encerro o assunto quando o marrento do Miguel entra na sala de estar. Pela cara dele era bem provável que meus pais deram um sermão por ele ter feito confusão. —Seu idiota, fiquei sem minha bebê por duas semanas. —exclama, totalmente puto comigo. Reviro os olhos, fazendo o Enzo rir. —Você vai superar, irmão. —digo, sabendo o quanto o caçula adora sua moto harley davidson fat boy. —O que a Amanda disse para você? —Aquela vaca mentirosa falou para incluir o nome dela, por ser sua namorada, na lista. Vi a Evanice na cozinha e falei para escrever o nome dela na lista de convidados. —Miguel, deveria ter falado comigo NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS primeiro. Todos sabem que a Maria Flor e eu estamos juntos. —Eu não sabia. —ele movimentou a mão no cabelo tirando alguns fios que caiam sobre a testa. Porra, ele era a cópia do nosso pai. —Está em tempo de barrar a entrada dela. — supôs Enzo, é talvez não fosse uma má ideia, no entanto, a vovó Celina ficaria uma fera com tamanha deselegância. —Esclareço isso com ela na festa. O importante é que a minha garota está comigo. —Escutou, Enzo? —indaga, Miguel, dando um sorrisinho sacana. —Minha garota. — diz, me imitando. Sorrio. —Quando conhecerem a mulher certa vão saber. —declaro, e ambos se olham e respondem em uníssono: —Não vai acontecer. —Isso é o que vocês querem. —verifico a hora no relógio de pulso Armani, aviso: —Preciso ir buscar minha namorada lá em casa. Até. MARIA FLOR NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Parece que uma família inteira de borboletas está festejando dentro do meu estômago. Vai dar tudo certo, penso, sabendo que falta pouquíssimos minutos para participar de uma grande festa. Confesso que o nervosismo maior é por saber que seria oficialmente apresentada como namorada do Juiz Tatuado para a família e amigos mais íntimos. Minha mãe ligou a pouco para avisar que vai coordenar os garçons durante a festa organizando as entradas e demais degustações da cozinha. Mais uma vez quis convencê-la de participar como convidada. Entretanto, dona Evanice é teimosa e optou em trabalhar. Disse ainda que teve uma rápida conversa com a dona Selena e as duas esclareceram alguns pontos sobre a atitude da minha mãe referente a mentira sobre a Amanda. Saio do quarto do Edu, em direção a escada. No mesmo instante meu coração enche de paixão quando o vi lindo parado no degrau de vidro revestido de madeira bruta. Seus olhos azuis brilham, acompanho sua respiração, analiso suas pupilas dilatadas, sua boca bem desenhada esticouNACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS se levemente em um sorriso que conheço bem. —Uau! Você está deslumbrante, anjo. — elogia. Desço mais alguns degraus parando na sua frente. —Você parece um príncipe. —digo, segurando o sorriso. Suas mãos infiltraram pelo decote de trás do vestido pairando em cima da minha bunda, puxando-me para ficar colada nele. Estando alguns centímetros mais alta —por estar um degrau acima dele —aproveitei para beijar sua testa e agarrá-lo pelo pescoço. Adoro o cheiro dele. —Você tirou o sutiã. —constatou, quando beijou meus seios por cima do tecido do vestido. —Precisei, por causa do decote. —respondo, sabendo que o bico dos meus seios não ficaram expostos por conta do tecido. Como uma fera, Edu, subiu rapidamente encostando-me no corrimão da escada. Apertei os lábios quando senti seu pau um pouco acima do meu ventre. Minha nossa, que calor. De olhos fechados, abaixou o tronco para acarinhar meu NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS pescoço com a ponta do nariz e os lábios macios. Segurei firme na altura da sua costela, sentindo a dureza dos seus músculos. —Sinto sua boceta quente daqui, baby. — Murmura. Sorrio desavergonhada. Edu mexeu o quadril moendo bem no meu clitóris. Gemi alto, fechando os olhos, meu corpo formigava, sentia um calor se espalhando pelo meu corpo, uma sensação maravilhosa mesclada entre ansiedade e prazer. Entreabri os lábios para dizer que estava pronta para o próximo passo, contudo, sua boca se apossou da minha num delicioso beijo. Parei de pensar. Deixei-me ser consumida por um espiral avassalador. Edu tinha tudo de mim. Estremeci quando o Tatuado lambeu e mordeu meus lábios. —Adoro o seu gosto, seu cheiro... —beijou a ponta do meu nariz, continuou: —Tudo. Passo o polegar na lateral da sua boca tirando o batom borrado que ficou ali. —Eu também, amor. —Ele sorriu. —Vou retocar o batom e já vamos. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Sem problemas, anjo. *** Entramos no salão e de início fiquei impressionada com a decoração rústico-chique. O que realmente chama atenção é o extenso lustre de cristal sobre o salão. Fitei o mar de pessoas, evitei qualquer contato visual longo. Realmente estava temerosa em conhecer essas pessoas da alta sociedade. Fomos caminhando em direção ao grupo de homens muito elegantes, que conversavam e sorriam entre si. Notando nossa aproximação os rapazes abriram um espaço, simpáticos cumprimentaram o Edu com uma batidinha de mão no ombro, logo depois fui abraçada gentilmente por cada um, quando o moreno de olhos verdes quis beijar meu rosto, o Juiz mandão, enuncia: —Sem ultrapassar os limites, Jay. —brada, Edu, agarrando minha cintura com o braço livre. — Vocês são meus primos, mas só o fato de serem homens muda tudo. —resmunga, fazendo-os cair na risada. Caio aproximou-se e entrou na conversa. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Pensei que poderia ficar um clima estranho, afinal de contas, ele continua sendo o meu chefe. Aos poucos fui relaxando, e não pude deixar de notar o quanto a genética da família Porto Amaral Lacerda é boa. Tentei não me importar com alguns olhares de esgar na minha direção, principalmente das mulheres. Engoli a insegurança, e de maneira alguma parei de sorrir. Faria esse esforço exclusivamente para o meu Tatuado. Quase corri de tamanha alegria quando vi meu primo e sua noiva vindo em nossa direção — agora estamos conversando com um Diplomata amigo da família Lacerda —notando minha repentina euforia, Edu olhou na direção que até então meus olhos estavam fixos e sorriu. —Tomaz, depois marcamos uma partida de golfe e conversamos mais. Aproveite a festa. — disse, Edu para o senhor ruivo. —Claro que sim. Obrigado. Ah, mais uma vez parabenizo o casal. Sorrio, simpática para o Diplomata. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Flor, você está lindíssima. —Fala Line, abraçando-me. Depois faço o mesmo com o meu primo. —Nem tenho palavras para elogiar seu vestido, você simplesmente parece ter saído de uma revista. —digo, realmente admirada pela beleza dela. —Você viu a Eleonor? —indaga, olhando para os lados. —Ela vai entrar junto com a vovó daqui a pouco. —responde o Edu. —Essas manias de ricos... —comenta, Line, fazendo o André limpar a garganta. André pega o celular do bolso interno do paletó, sua expressão que a poucos segundos era alegre tomou outra áurea. Ele encara o Edu e ali os dois parece manter uma conversa silenciosa. —Vamos ao escritório, Edu. —pede, meu primo. —Logo estarei de volta, baby. —meneei a cabeça, concordando. Do outro lado do salão vi Enzo saindo pela porta francesa. O que será que NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS aconteceu? Algo dentro de mim diz que tem a ver com a facção secreta. Line e eu decidimos ficar sentadas no bar, mais uma vez fiquei abismada com a decoração e a quantidade de bebidas, além do pequeno show que os barmans estavam fazendo preparando as bebidas. Ela pediu uma batida de frutas vermelhas sem álcool, optei por acompanhála. Line falava sobre os preparativos do seu casamento. E no quanto sua mãe estava deixando-a louca e indecisa com a decoração. A sorte era que meu primo se dava muito bem com a sogra e conseguia chegar num acordo. Em certo momento da conversa, cogitei em questionar a Line sobre a facção secreta. Todavia, esse assunto ainda era um terreno desconhecido por mim. Perguntei-me em pensamento se o meu primo chegou a conversar a respeito com a noiva. De jeito nenhum criaria um problema entre eles. Despertei de meus pensamentos quando ela pediu licença avisando que iria ao banheiro. Voltei a tomar um gole do meu drink. Uma mulher NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS belíssima, trajando um lindo vestido vermelhovinho sentou-se no banco que a pouco Line ocupava. A loira avaliou-me, pensei em dizer que o lugar estava ocupado, —mas seria falta de educação da minha parte —por fim continuei calada. Então ela disse: —Maria Flor, certo? —volto a prestar atenção na mulher e então...Putz, era a tal Amanda Barros. —Eu mesma. E você é Amanda. Ela arqueou a sobrancelha, sorrindo de lado. —Edu andou falando sobre mim? — questiona com entonação no tom de voz. —Pode ter certeza que nenhuma das nossas conversas você foi o foco. —omito a parte da confusão que meu cunhado fez e o quanto fui ciumenta a respeito. Não vou dar esse gostinho a ela. —Estou vendo que além de bonita é esperta. —Como soube que o Edu e eu estamos namorando? —pergunto, desconfiada. —As notícias correm. Agora estou sabendo NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS sobre o namoro, até o momento só sabia que o Edu estava saindo com uma garota nova. Ah, filha da mãe. Que vontade de esganar essa cínica. —Somos somente amigos, Maria Flor. — esclarece, constatando o meu ciúme. Ela bebe um pouco do champanhe da taça que veio segurando. Prossegue: —Você realmente gosta de ser compartilhada? —Como assim compartilhada? —questiono, confusa com a pergunta. —Não precisa se fazer de rogada. Estou falando de sexo. Para você tudo bem ser compartilhada com outros homens? —que merda é essa? Digo em pensamentos. Encaixo as peças e quase perco o ar dos pulmões. Não posso acreditar que o Eduardo gosta desse tipo de sexo. Claro que ele gosta, querida. Ele é homem! Minha consciência alerta, debochando da minha cara. Céus, será que eu toparia? Não, eu não seria capaz. Nem de ser compartilhada e nem de compartilhar o meu homem. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Esse assunto não cabe a você. —respondi, tremendo. Levantei do banco, dando as costas para ela. Sai do salão de festas, do nada uma dor de cabeça surgiu. Preciso pensar, respirar fundo, ser firme. Estava tão abalada que acabei esbarrando em alguém. Era a Eleonor, ela sorriu e disse: —Para onde vai com tanta pressa, Maria Flor? Ah, daqui uns vinte minutinhos minha avó vai entrar para cantarmos parabéns. —Desculpa, Eleonor. Estou com dor de cabeça e mal-estar. —Eu sou médica, Flor. Deixei-me pegar minha maleta e.... —Não precisa. Só quero ir para casa dormir. Depois dou os parabéns para a dona Celina. —Vou pedir para um dos seguranças leva-la para a vila. —Obrigada. —E onde está o Du? —indaga, acompanhando-me pelo corredor. —Está no escritório com o André. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Ele sabe que passou mal? —Desviei do seu olhar. —Claro que não sabe. —Depois explico a ele. Você avisa que fui para casa. —Aviso. Quando saímos dos arredores da mansão pedi para o motorista me deixar na casa da minha madrinha. Lá ficaria em paz. Joelma mandou uma mensagem informando que passaria o fim de semana no sítio da sua amiga. Eu só preciso pensar.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 13 LUÍS EDUARDO Diligenciei ao máximo manter o autocontrole. Estou sentindo enjoo assistindo duas garotas de classe média sendo leiloadas em um dos eventos de tráfico humano, comandado pelo Vilar Pontes —o pior verme da raça —, apertei o punho com força. Liderar a facção não é fácil, principalmente quando lutamos para acabar com o tráfico de todos os tipos. Contudo, nossa maior missão é exorcizar o tráfico humano. Incontestavelmente estamos na linha tênue, pois não pensamos duas vezes em torturar e matar esses criminosos. Não nos igualamos a eles, mas cometemos esse crime para um bem maior. O bem e mal andam de mãos dadas. —Tem alguma informação do local? — questiono ao Luri. —É uma boate que foi aberta cerca de dois meses na zona oeste. Mandei uma denúncia anônima a PF. Não sei se vão verificar o lugar ainda hoje, porém uma equipe dos nossos esteve há NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS duas horas no local e está fechado. —Eles com certeza fecharam a boate. Era tudo fachada. —diz, Enzo pensativo. —Foram espertos, pois sabiam que logo seriam descobertos. —comenta, André, mexendo no celular. —Preciso que tripliquem a segurança de todos. —ordeno, pauso o vídeo não aguentando mais ver as cenas. —Enzo, não esqueça de selecionar as três equipes que vão ficar com a Eleonor na Alemanha. —Já estou cuidando disso. A casa fica em um lugar esquematizado, também terá os nossos dentro do hospital e na Universidade. Eleonor ficará dois anos na Alemanha fazendo especialização na área de cirurgia geral. Ela passou na Universidade de Munique LudwigMaximilian, será um grande passo na sua carreira. Meus pais ficaram receosos pelo fato da minha irmãzinha ficar longe, somos alvos de ameaças e por mais que a gente tente viver uma vida normal, sabemos que corremos perigo. Diante da guerra que logo vamos enfrentar contra a máfia, realmente é NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS uma boa ideia ela ficar afastada. —André, amanhã peça para o Saimon ir na minha casa. Ele será o líder dos seguranças selecionados para cuidar da Maria Flor. —Ele é um dos melhores treinadores da facção. Talvez, ele indique o melhor. Você sabe que precisamos estar bem treinados. —Temos o Calvin e Velma. Além disso, no fim de semana ele pode treinar os nossos. —Está certo, então. Vou organizar o novo esquema. —Preciso que os seguranças do Miguel sejam verdadeiros ninjas, André. O moleque apronta muito, e tenho medo que algum bandido arme alguma emboscada. —pedi, sabendo que meu irmão caçula é pior que dez crianças chorando juntas. É um danado do caralho. —Me adiantei, cuidei disso, brother. Aliás, o pai e eu redobramos a segurança de todos, e fizemos novos esquemas para evitar armadilhas. Passo tudo depois. —informa, Enzo, levantando-se e fechando o smoking. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Perfeito. *** André e eu saímos juntos a procura das nossas damas. Avistamos Line gesticulando as mãos —muito por sinal —para alguém que estava sentada na sua frente. Só consegui identificar a cabeleira loira. Paramos atrás dela e reconheci a mulher que a noiva do meu melhor amigo estava batendo-boca. —Diz logo o que você fez para ela sair daquele jeito? —exige Line para a Amanda. A loira sorriu quando me viu. —Edu, querido, nem me lembrava o quanto as festas da sua família é divertida. —ela ia levantar, contudo, Line pôs a mão no ombro dela de forma pesada. —Preciso mesmo conversar contigo. — informo, sério, sem demonstrar nada. —Como é que é? Não acredito que prefere essa modelo de quinta do que a Flor! —exclama, Line, encarando-me. Mas que porra está acontecendo? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Amor, por tudo que mais ama. Fala baixo. —André pede tentando acalmar a noiva. —Falo nada, moreno! Fui ao banheiro no caminho vi o exato momento que a Flor conversava com essa aí, depois ela saiu praticamente correndo. Estou tentando saber o motivo da reação da minha amiga. —enuncia, e cruza os braços. —Pode deixar que eu resolvo. —afirmo, puto de raiva. André segura a mão da noiva, praticamente arrastando-a para longe. Eu ia rir se não estivesse tão bravo. —Venha comigo. —digo, sem dar tempo de ela responder. Espero ela adentrar o escritório da morada dos meus pais, fecho a porta com força. Caminho até ela com passos cautelosos, ela sorrir, mordendo o canto dos lábios, sei muito bem que Amanda deseja que eu a foda como uma cachorra. Mas não toco em nenhuma mulher que não seja a Maria Flor. —Edu, eu estava morrendo de.... Ela parou de falar, arregalando os olhos, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS quando segurei seu maxilar com força. Essa atitude com certeza deixaria meus pais, avós e irmãos triste. Nosso caráter jamais nos fez tratar uma mulher mal, nunca. Só que hoje.... Estou tão sobrecarregado que parece que vou explodir. Uma verdadeira bomba-relógio. —Cala a boca, Amanda. —brado, próximo do seu rosto. —O que disse para a minha namorada? —Está me machucando! —vocifera, ficando com o rosto vermelho. —Então diz logo, porra! Estou num péssimo dia. —E-Eu perguntei se ela gosta de ser compartilhada. Juro que foi só.... Isso. Filha da mãe. Merda, sem dúvida isso deve ter assustado o meu anjo. Realmente nunca tive censura quando o assunto é sexo. Fiz de tudo, menos jogos de pesados de BDSM e sexo com homem. Amanda sempre foi liberal, topava e adorava ser compartilhada. Lógico que nunca aceitaria uma coisa dessas NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS com a Maria Flor. Ela é só minha, inferno! Puxo o ar pelo nariz, buscando calma. Solto o rosto da Amanda, ela se apoia na moldura da lareira. —Fez de propósito para provocá-la. Aliás, porque veio para o aniversário da minha avó e ainda por cima se titula de minha namorada? —Eu amo você, idiota. Quis esquecer esse sentimento, mas não consigo. Estou ficando louca. —declara, e fico em choque. Ela praticamente jogou-se em cima de mim. Segurei-a pelos antebraços mantendo distância. —É melhor procurar um psiquiatra ou se internar de uma vez. Porque isso não é amor, e você sabe disso. Seja sincera, Amanda. Porque veio atrás de mim? —Esses dois anos.... Minha nossa, foi uma tortura não pensar e desejar você. Nós nos dávamos tão bem. —Saia agora mesmo das terras da minha família. Sua entrada aqui e qualquer outro lugar que seja da minha família está proibida. E nunca mais fale asneiras para a minha namorada. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Virei as costas e sai sendo seguido por dois seguranças. Encontro Eleonor no celular no corredor que dá para o salão de festas. Pela minha feição nada boa, ela foi logo falando: —Maria Flor disse que não estava se sentindo muito bem, eu até ofereci cuidados médicos, porém ela preferiu ir para casa. O motorista informou agora a pouco que deixou ela na casa da madrinha. —Ok, obrigado. Fale para a vovó que depois compenso minha falta. —Aconteceu algo grave com a Flor? —Não, carinho. Só precisamos esclarecer algumas coisas. —Tá bem, eu cuido da vovó. MARIA FLOR Por mais que tivesse tentado, não consegui dormir. Assim que cheguei na casa da madrinha, descalcei o salto-alto, em seguida o vestido. No banheiro tirei a maquiagem lavando o rosto, vesti uma camiseta masculina comprida que comprei simplesmente por achar mais gostoso de dormir. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS A última vez que verifiquei as horas no relógio de cabeceira era quase meia noite. Cochilei por quase duas horas, e desde então estou rolando de um lado para o outro. Compartilhada....A palavra não saia da minha mente. Fiquei tão insegura e enfurecida na hora que não vi outra solução a não ser sair dali. Realmente não sou experiente em relacionamento, sexo, entre outras coisas. Acontece que saber que o homem que sou completamente apaixonada necessita dividir a parceira ou então sei lá mais o quê, pegoume de surpresa. Talvez, eu o perca por isso. Não, isso não! Aperto os olhos com força. Minha atitude de sair da festa foi necessária, ainda não digeri essa nova informação sobre o Edu. Suspiro, pensando nele. —Espero que esse suspiro tenha sido por minha causa. —desajeitadamente, sento-me na cama para enxergar o dono da voz gutural. Diante da penumbra do quarto —que está sendo iluminado pelo abajur próximo a cabeceira de madeira da cama—visualizei a figura máscula do Juiz Tatuado. Ele está em pé, encostado na NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS parede, sem a parte de cima do seu smoking, a camisa social branca tem os três primeiros botões abertos; seus braços fortes estão marcados pelo tecido da camisa, cruzados, e seu olhar.... Está fixo em mim. —C-como... —esqueço a pergunta. Claro que ele conseguiria entrar na casa da minha madrinha de qualquer maneira. —Sabe o que é mais incrível? —meneio negando com a cabeça. —Você é mais linda assim, natural, parece até uma pintura. —Edu, sei que não foi certo sair sem avisálo. Acontece que preciso de um tempo para colocar a cabeça em ordem. —falo de uma vez, com a voz chorosa. Céus, porque não sou mais madura? Ele aproximou-se e sentou de frente para mim. Encolhi as pernas, puxando o lençol para cima das minhas coxas. O Juiz sorriu, buscou minha mão acariciando meus dedos. Chega a ser insano a forma como o Edu me domina com o seu olhar. —Precisa saber que nunca vou submetê-la a algo que não queira. Seja no sexo ou qualquer outra NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS coisa. Jamais iria compartilhar você com outro homem. Eu sou o único que toca você, e você é a única que pode me tocar. Não tinha volta. Eu sou totalmente do Tatuado. Fui para cima dele, sendo agarrada pelos seus braços. E então o beijei com tudo de mim, a textura dos seus lábios vinha contra a minha boca. Choraminguei, quando me pegou pela cintura — com força —cobrindo o meu corpo com seu. Tremia sentindo suas mãos grandes e quentes subindo minha camisa. Inclinei a coluna para facilitar a retirada. Seus olhos azuis-cintilantes caíram sobre os meus mamilos que estavam pesados, duros, arrepiados. Ele deu um sorrisinho de lado, apertei os lábios quando beliscou o bico do meu seio com o polegar e, o dedo indicador. Minha nossa, eu estava palpitando entre as pernas. Dedilhando os dedos nas laterais do meu corpo, parou exatamente no elástico da calcinha fininha que usava. LUÍS EDUARDO —Eu quero você, amor. —Murmura, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ronronando como uma gatinha. Suas mãos corriam esfomeadas pelo meu peitoral, descendo pelo abdômen. Ah, caralho. Isso é gostoso. —Você sabe que essa boceta linda é só minha. Sempre. —brado, vibrando de desejo. Eu estava no limite do descontrole. Queria ter planejado algo romântico que estivesse à altura do meu anjo. Mas estamos tão envolvidos, que acho que não aguentamos esperar mais. Levantei da cama, e comecei a me despir. Os olhos cor-âmbar acompanhavam os meus movimentos. Para meu prazer, Maria Flor ficou de joelhos, nua, parecendo uma ninfa. Ela foi tirando os botões das casas, e beijando minha pele. Afastei os braços para terminar de tirar a camisa; pus os dedos no botão da calça social de linho, contudo, meu anjo foi mais rápida. Com delicadeza abriu o botão, grunhi quando seus dedos crisparam por cima do meu pau duro. Terminei o processo, tirando a cueca junto. Senti a surpresa nos seus olhos quando viu o meu membro duro pra cacete alcançando o meu umbigo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Deitei por cima dela, minhas coxas entre suas pernas torneadas, branquinhas e macias. Tomei sua boca num beijo longo e profundo, fazendo-a se mexer, esfregando a boceta no tronco do meu pau. Porra, meu coração estava batendo forte no peito. Abocanhei seu mamilo, chupei o pontinho rosa, passei a língua ao redor, enquanto massageava o outro, apertava, puxava. Desci a boca pelo vão de seus seios, fui fazendo trilha de beijos, mordidas e chupadas…E finalmente alcancei a vagina linda da minha mulher. Abri mais suas pernas, salivando para começar a chupá-la. Passei meus dedos com carinho por toda a extensão da sua intimidade, era pequena, sem pelo nenhum, rosinha. Levantei o olhar, admirei as pernas, as coxas, quadril, os seios redondos e firmes. Um corpo delicado e cheio de curvas. Maria Flor tem uma teia de sedução doce. Estou nas mãos dela. Ergui suas pernas empurrando-as em direção ao seu peito, expondo seu sexo e sua bunda. Com perícia segurei-a firme, sem poder me conter cai de NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS boca na sua boceta. Lambi de cima a baixo, embebedando-me do seu cheiro de mulher, chupei com vontade. Seus gemidos, tremores, e meu nome saindo dos seus lábios rubros estavam me deixando mais excitado. Fui o mais fundo que pude com a língua, comendo-a sem parar com a boca. E então logo tive a honra de sentir o seu mel. Abaixo suas pernas com delicadeza, digo: —Porra, que visão linda, meu anjo. — exalto, estalando de desejo assistindo-a tendo um orgasmo. Beijei-a com paixão, dividindo seu próprio gosto com ela. —Ahhhh! Edu! —choraminga, agarrando os meus braços. Esfrego o nariz e, a boca na curva do seu pescoço, saboreando a camada fina de suor e do nosso cheiro. Espero ela se recuperar, então lembro que não tenho nenhum preservativo. Tenho total consciência decidido arriscar, e se houver consequência da nossa primeira noite de amor, vou assumir. —Baby, eu não tenho camisinha. Poderia até NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS pedir para um dos seguranças comprar, mas a verdade é que quero sentir você sem nada. — enuncio, acariciando sua bochecha. —Edu, eu posso engravidar. —murmura, manhosa, passando o indicador pelo meu queixo. —Seria algo... —Maravilhoso. —confesso, fazendo-a suspirar. —Escuta, sei que para você possa ser cedo para ser mãe e tudo mais. Em nome da minha família tenho certeza que você é a mulher da minha vida, Maria Flor. É um risco, eu sei, mas nós dois estando juntos podemos tudo. —Só hoje. —fala por fim. —Depois vamos usar camisinha.... —Prometo que na segunda-feira vamos ao ginecologista. Nada mais justo que fazermos o acompanhamento juntos. Ela concordou, tomando a minha boca. Acomodei-me entre suas pernas, sem deixar meu peso por completo sobre o seu corpo pequeno. Com os olhos sombreados de tesão, Maria Flor, admirou o exato momento que acariciei o meu membro robusto, rodeado de veias, louco para ser acolhido NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS pela sua vagina. Sua perna direita ficou sobre minha bunda, ficamos num encaixe perfeito. Por um momento fitei seus olhos recebendo ali a paixão que nos pegou. Acariciando o seu mamilo, indago baixinho: —Como está essa boceta? Pronta, bebê. Em resposta, minha menina arquejou, mexendo de leve o quadril. Encostei-me, pesando minha barriga sobre a sua. Devagar fui pressionando a cabeça do meu pau entre seus lábios vaginais. Sentia a Maria Flor tremer, não demorou muito e seus braços me abraçaram deixando-a mais segura. Peguei-a pela nuca, devorando sua boca, e grunhi como um animal sentindo sua boceta me apertar, causando onda de prazer. Suguei sua língua, sentindo suas unhas cravando nas minhas costas. Parei por um instante, querendo que ela se recuperasse, enxuguei suas lágrimas com selinhos. —Ohhhh! Edu, amor, continua. —diz, esfregando-se em mim. —Quer meu pau te fodendo bem gostoso, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS baby? Hum? —beijo seu pescoço, metendo na sua vagina apertada. Continuei com os movimentos, meu corpo quente como nunca. Volto a beijá-la com força, agarrando-a pelo traseiro, com meu pau se alojando no seu útero a cada investida. Parecia que eu ia entrar em ebulição. Que sensação boa do caralho! Corpos suados, pele com pele, meu pau entrava apertado e ardente dentro dela. Toda minha. Só minha. Enchi toda sua vagina com o meu membro, sendo arranhado e apertado por ela. Colei meus lábios nos seus, seu corpo estava tremendo, chamando o meu nome, minha menina gozou e gozou melando todo o meu pau. Continuei metendo e gozando enchendo-a de esperma quente, grunhido rouco, querendo mais e mais. Com as respirações ainda alteradas, não tive forças de sair de dentro dela. Suas mãos macias tateavam o meu cabelo e nuca. Sorrio. Levantei o pescoço para capturar seu olhar doce, cheio de paixão. Nós nos beijamos lentamente, com tanto amor que fiquei louco. —Foi perfeito, amor. —sussurra em meus NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS lábios. CAPÍTULO 14 LUÍS EDUARDO Com cuidado, sai de dentro da minha menina. Meu pau estava sujo de esperma e sangue. Encarei a Maria Flor que parecia cochilar. Meio desajeitado, levantei rumo ao banheiro da modesta casinha. Encontrei no cômodo da frente o banheiro. Pelo pouco que percebi da casa era bem enfeitada e com móveis em bom estado. Um lugar confortável, porém, nada comparado ao luxo que estou acostumado. Busquei no pequeno armário lilás do banheiro toalha de rosto limpa, umedeci com água natural da torneira, deixando-a em seguida no aparador. Entrei no pequeno box de vidro, encolhendome um pouco para entrar debaixo do chuveiro. Tomo um banho rápido. Pego outra toalha limpa e enxugo-me deixando em seguida dentro do cesto de palha no canto da porta. Antes de sair, capturo a toalha que umedeci. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Dentro do quarto da minha garota a encontro espalhada na cama solteirão que mal coube nós dois. Sorrio, feliz da vida por ter a feito mulher. Porra, sou muito sortudo. Com cuidado, passo o algodão do tecido na bocetinha dela, tirando os vestígios. Jogo a toalha no chão e volto para cama puxando-a para pertinho de mim. Está sendo difícil me concentrar em qualquer coisa com seu gosto ainda na minha boca, seu corpo nu colocado no meu, o cheiro do seu corpo misturando-se ao nosso suor enquanto fazíamos amor. O que estava sentindo era algo inexplicável. Nunca pensei que pudesse gostar tanto de uma mulher em tão pouco tempo, é uma lasciva infernal quando estou perto dessa mulher. Eu queria mais. MARIA FLOR Acordo sentindo o meu corpo um pouquinho dolorido —nada demais, penso—sento cobrindo minha nudez com o lençol. Mordo o canto da boca nervosamente com cenas da noite passada passando na minha cabeça. Foi perfeito. Espero que o Edu pense o mesmo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Fico completamente boba quando vi o Tatuado entrando no quarto segurando uma xícara fulminante. Parece que ele estava desfilando, exibindo o quanto é lindo e gostoso. Admiro seu corpo escultural, porte atlético, totalmente de macho alfa. A única coisa que cobria seu corpo era uma toalha branca um pouco abaixo da altura do quadril. —Bom dia, bebê. —diz, sentando-se na minha frente. —Está sentindo alguma dor? Fiz café para você. Jesus, só posso estar no céu. Como esse homem acorda tão lindo? Indago em pensamento, aceitando a xícara de café. —Obrigada. —provo o café, murmurando: —Hm.…Está realmente bom. —elogio, surpresa, confesso. Ele riu, passando o polegar no canto da minha boca, em seguida levando-o aos lábios. Ah, minha nossa. —Sou ótimo no cafezinho. —fala, humorado. —Estou com a prova em mãos. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Entorpecida, esqueço o café quando o Edu pega a xícara depositando-a na cabeceira da cama. Logo, sua boca grudou-se na minha, beijando meus lábios com força, cheio de desejo e paixão. Sem me importar e ansiando ser dele novamente, avanço permitindo que o lençol escorregue pelo meu corpo. —Ainda não respondeu. —profere, com a boca em cima dos meus lábios. —O quê? —pergunto, roubando beijos dele. —Está sentindo alguma dor? Minha irmã indicou um remédio... Fito o meu namorado extremamente, envergonhada. Ok, que eu falei sobre minha primeira vez com a Eleonor, afinal, encontrei nela uma amiga que nunca tive. Mas cogitar que ambos falaram sobre sexo —quando a principal envolvida sou eu —findou-me a ficar vermelha. —Ai, Jesus! —exclamo, escondendo o rosto na curva do seu pescoço. —Por favor, diga que só sua irmã sabe. —Na verdade... —o belisco, fazendo-o rir NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS mais. —Relaxa, amor, juro que comentei por cima com a minha irmã, pois caso você acordasse com dor já teria um remedinho. Ainda achando graça, ele deitou-se na cama comigo ficando por cima. Chegava a ser insano a forma como me sentia protegida e feliz nos seus braços. Apoiei-me em um cotovelo, sendo alvo da sua atenção, concedendo que meu cabelo caísse despenteado por meu ombro. Comecei a acariciar seu rosto, bem marcado e viril, não existia nenhuma mácula. Desci os dedos pela barba cerrada, loiro-dourado da mesma cor do cabelo, subi pela lateral da sua face e fiz carinho na sua orelha. Entreabri os lábios beijando suavemente seu queixo, maxilar, canto da boca, nariz e testa. Enquanto eu respirar quero adorá-lo, sinto que o amo tanto que nem sei…. Que loucura. Fui abaixando a cabeça, e as mãos, esfreguei o rosto no seu peito. Uma vontade de prová-lo bateu forte no peito, nem pensei duas vezes. Lambi seu mamilo, resvalando minhas mãos pela sua pele, prossigo com o carinho. Fui beijando, lambendo, mimoseando até NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS que parei quando vi seu pau duro, comprido e grosso, a cabeça parecendo um cogumelo, lindo. Abaixei a cabeça, beijando suas coxas grossas, beijei suas pernas, sentindo os pelos tocarem minha pele. Estava sendo impossível não deixar escapar gemidos. Erguendo-me devagar novamente pausei de frente para o seu membro. Com água na boca, depositei um beijo na base do seu pau, escorregando os lábios para os testículos, fiz de forma carinhosa. Seu grunhido rouco me faz palpitar mais entre as pernas. Com as bochechas pegando fogo fui subindo até ficar frente a frente com o seu rosto, sendo arrebatada pelo seu mar azul. Fechei os olhos por alguns minutos, quando seus dedos invadiram meu cabelo, pegando-me forte. E então colou seus lábios nos meus, bebendo e saboreando tudo. —Desconfiei de algo, mas agora tenho certeza. —cochicha, como se fosse um grande segredo. Sem conter a curiosidade, indago: —Diz pra mim. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Deslizando o dedo indicador na minha bochecha, declara: —Você tem o meu coração, anjo. Lânguida e com respiração ofegante quase dei um gritinho de felicidade. Ele foi tão fofo agora que tenho vontade de abraçá-lo e nunca mais soltar. Sorrindo, joguei-me mais uma vez por cima do seu corpo, distribuindo beijos pelo seu rosto. LUÍS EDUARDO Terminei de calçar a bota coturno de couro —que faz parte das vestimentas da facção — quando o Saimon entra na sala de estar. Maria Flor está terminando de se arrumar lá no quarto, pois hoje preciso treinar na colmeia. —Dudu, boa noite. —cumprimenta, sem demonstrar nada. Esse é o Saimon, penso. Assim como eu estou trajando roupas pretas, ele também estar. Claro, seu olhar e a barba deixa ele bem malvado. Sem dúvida nenhuma ele, Calvin e Velma fazem um excelente time treinando os nossos, além é claro, dos professores de artes marciais. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS No entanto, preciso que ele seja meus olhos quando não estiver com a Maria Flor. Tenho certeza que Saimon fará o trabalho melhor que ninguém protegendo a mulher que amo. Ele é exmilitar do exército. Saiu das forças armadas para dedicar-se unicamente a facção. Como a maioria, tem total apoio financeiro, entretanto, Saimon é orgulhoso e trabalhador demais para aceitar qualquer dinheiro sem ser por meio do trabalho suado. Admiro o cara. —Boa noite, Saimon. —nos abraçamos, e aponto para o sofá indicando para ele se sentar. — Preciso que mude seu cargo na facção pelo menos durante a semana. —Algo grave? —Não. E espero que jamais seja. É imprescindível à segurança da minha namorada, necessito que você chefie e monte a equipe de homens e mulheres que fará a segurança dela. —Você sabe que adoro comandar os treinamentos. —Poderá fazer isso nos fins de semana. André é meu braço direito e o Bruno o esquerdo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Preciso que seja um verdadeiro falcão, Saimon. Como se tivesse um imã, olhei em direção a escada onde a minha menina descia. Maria Flor sabia como me deixar possessivo a ponto de pedir que ela troque de roupa, entretanto, engulo a porra do ciúme e sorrio de lado. Tímida, ela abriu um sorriso e veio até mim. Foi impossível não admirar seu traseiro perfeito na calça jeans. —Baby, esse é o Saimon, um grande amigo e espero que seja o chefe da sua segurança. — enuncio. Durante o almoço entrei no assunto com a Maria Flor sobre o fato de eu estar montando uma equipe para fazer sua segurança. Lógico, que minha namorada não ia facilitar. —É um prazer conhecê-lo, Saimon. A verdade é que ainda não entramos em um acordo. —ela diz, e me faço de sonso. —Então, Saimon, aceita? —Está certo, pessoal. Eu aceito. —responde. —Agora, Maria Flor, vou buscar todas as informações possíveis referentes aos seus NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS familiares, amigos, tudo. —Minha família não é grande. Tenho minha mãe, meus tios, que são os pais do André e a vó Tuba. Todos nós moramos na vila dos funcionários. —não por muito tempo, penso. —Montarei a equipe, Dudu. Na quinta-feira estamos prontos para iniciar os trabalhos. —Ótimo. —Maria Flor, foi um prazer conhecê-la. Já tinha escutado o André comentar sobre você e agora entendo porque meu amigo está caidinho por você. —fala, despedindo-se. *** Enquanto dirijo a Range Rover Velar, sendo escoltado por mais três carros e quatro motos, tento fingir não notar o biquinho emburrado da Maria Flor. Deus, que mulher teimosa. Aproveito a parada no sinal vermelho para aumentar um pouquinho o som de Sweet Nothing da cantora Florence Welch com Calvin Harris, gosto muito da voz dela. —Está fugindo, Edu. —minha garota constata. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Do quê? —faço o desentendido. Claro, não deu muito certo. —Creio que não preciso de uma equipe de segurança seguindo os meus passos. Não sou uma pessoa influente, além do que, vou chamar atenção na faculdade. —Você é minha namorada, amor. Eles vão querer me atingir. Minha família e você são meu bem mais precioso. Entenda, por favor. Capturo sua mão, levando-o aos lábios sem desviar o olhar da estrada, depositando-a em seguida na minha perna. Fico aliviado quando sua mão pequena começa a afagar minha nuca. —Tudo bem, Edu. Se é para um bem maior, concordo em ter seguranças.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO EXTRA Agora a história da Evanice, mãe da Maria Flor, e do chefe da equipe de segurança da amada do Juiz, Saimon Rodrigues. EVANICE Por mais que eu tentasse ficar tranquila com o fato da minha filha estar namorando o filho mais velho dos patrões, no fundo meu coração se aperta. Sim, eu tenho medo que ela sofra como eu padeci. Maria Flor sem dúvida nenhuma foi minha tábua de salvação quando cogitei em desistir da vida. Aos 18 anos, grávida e sozinha no mundo realmente era algo para assustar. Infelizmente não conheci o amor de mãe —dona Esmeralda, nunca se importou comigo, meu pai então.... Esse que não estava nem aí para mim. Graças a Deus, tive a felicidade de ter um irmão como o Cleudo, o pastor da pequena igreja que tem nas terras dos patrões. Ele e sua esposa, Juliana, me receberam de braços abertos. Obviamente pediram ao senhor e a senhora Lacerda que me aceitassem grávida como funcionária de NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS serviços gerais. Naquela época, estava desacreditada da vida, com a fé abalada, triste. Todavia, quando vi minha barriga crescendo e sabendo que uma vidinha precisava de mim, criei forças. Fui a igreja orar com a ajuda do meu irmão. Nunca esquecerei aquele dia. Não posso negar que os patrões oferecem muitos benefícios para os funcionários, principalmente aos que residem no vilarejo dos empregados. Confesso que meu receio era de minha menina ficar iludida —com algo que não faz parte do nosso mundo real — e pudesse fazê-la mudar. Minha filha é uma mulher linda, meiga, carinhosa, e sempre fiquei atenta com os homens que tentaram se aproximar dela. Fazia isso pensando no bem dela. Tinha medo, pois odiaria que alguém a magoasse e eu não pudesse fazer nada. Adotando esse pensamento, passei 22 anos fugindo de assuntos que envolva sexo ou qualquer outra curiosidade. Não sou boba, sei que minha NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS menina deve ter buscado seus questionamentos— naturais devido às fases e mudanças que passou e vem passando —na internet ou até mesmo com alguma colega da escola, faculdade. Tuba —mãe do meu meio-irmão —é uma velha enxerida que adora tirar minhas ordens diante da Maria Flor. Ela adora mimar os netos, isso é fato e admito que gosto de vê-la acarinhando minha filha e meu sobrinho. Sei que ela é uma boa mulher. Nós duas nunca vamos nos entender. Tuba me enxerga como fruto da traição, o fruto que destruiu seu casamento de longa data. Sinto por ela e pelo meu irmão, mas não pedi o pai que tinha. —Aqui está a lista, Eva. —diz, Tuba, deixando a lista de compras no balcão de madeira. —Está tudo aqui? —pergunto, pois ela adora complicar o meu serviço. Sim, ela é uma velha encrenqueira, fofa, mas extremamente perigosa. —Eva, não questione o meu trabalho. Só vá fazer as compras. —Estou apenas querendo confirmar que não NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS falta nada.... —Então faça você mesmo a lista, dona sabichona. —exclama, e sai emburrada da cozinha. Jesus, mande paciência, por favor. Sai da morada dos patriarcas da família, guardando a lista na pequena bolsa que carrego atravessada no peito. Fiquei na espera do motorista, e dos seguranças que iam junto comigo. Algo que nunca entendi bem é esse excesso de segurança que os patrões têm. Cleudo, explicou por cima que a profissão no mundo jurídico impedem que eles vivam sem risco. Mesmo assim, percebo que tem mais alguma coisa por trás desse exército de seguranças que andam pelas terras da família. De longe vi o Saimon —o belo rapaz que atenta os meus sonhos mais profundos —tem quase três meses que venho me escondendo e fugindo do seu olhar quente. Preciso me controlar, sou uma mulher de 40 anos. A última vez que estive com um homem foi com o pai da minha filha. Desde então, dediqueiNACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS me somente a criação da Maria Flor. Deixei de ser mulher, esqueci como é ser amada, de sentir prazer, tudo ficou no passado. Provavelmente tornei-me frígida, abdiquei a mulher que fui para ser uma pessoa fria, sem graça e rígida. Isso é fruto do mau-caráter do Magno — pai da minha filha. O amei tanto para no final ter o coração esmagado. Aperto a alça da minha bolsa com força quando sou capturada pela força do olhar do rapaz que vem perturbando meu sono. Ele tem cara de mau, no entanto, quando puxa o lábio num singelo sorriso.... Meu corpo estremece, queima, vergonhosamente minha vagina palpita. Isso é abstinência de sexo, Evanice. Com a respiração entrecortada, desvio do seu olhar, e sem conseguir me controlar meus olhos vão para o anel de caveira que ele usa no anelar direito. Que estúpida estou sendo, claro que um rapaz desse é comprometido..., mas o que estou pensando? Sou mais velha que ele, merda que encrenca. Forço os meus pés andarem quando o NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS motorista estaciona perto do chafariz. Rapidamente entrei no automóvel luxuoso e confortável para fugir da teia de sedução do Saimon. Preciso ficar longe. *** Após deixar o jantar pronto na casa dos patrões. Despeço-me de alguns colegas — que ainda continuariam trabalhando — para finalmente ir para minha casinha. Adoro caminhar, principalmente no finalzinho da tarde. A verdade é que amo o fato de sermos cercados pela natureza. Penso, em ligar para a Maria Flor para perguntar se ela virá dormir em casa. Meus dedos coçam querendo buscar o celular dentro da bolsa, mas aí penso que não devo mais ficar controlandoa. Ela tem que viver. De longe vi um grupo de segurança — trajando roupas de correr —quis pular a cerca para entrar na reserva e me esconder, pois na frente vinha o Saimon. Ele saiu da frente dos seus colegas, fazendo um gesto para eles continuarem a corrida. Ah, Deus e agora? Ok, eu posso passar direto. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Hei, não finja que não está me vendo. —a voz grave, fez-me parar os pés. —Desculpa, mas nem o conheço direito, então. —evito olhar diretamente nos seus olhos que lembram duas pedras de ônix. —Jura? Bom, eu sempre notei você, Eva. Sem querer assustá-la, quero que saiba que é uma linda mulher e não sabe como estou atraído por você. O quê? Nem consegui me mover quando vi que se aproximava de mim. Meus olhos caíram sobre as gotas de suor escorregando lentamente pelo seu pescoço. Minha nossa, que cheiro gostoso de homem! —O que está dizendo! Como pode falar uma coisa dessas se nem nos conhecemos. —Já ouviu falar em paixão ou amor à primeira vista? —Agora você está me assustando. —digo, fazendo-o puxar aquele sorrisinho de lado. Engulo em seco, sentindo meu corpo vibrar quando seu dedo longo acariciou minha bochecha. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Quase, quase fechei os olhos. Foi por muito pouco. Respirando com dificuldade ergui a mão para afastar seu polegar da minha pele. Ele rapidamente, a segurou —sem pôr força demais. —Porra, estou doido para te beijar, Eva. Porém não quero estragar as coisas entre nós. —Nós? —indago, incrédula. Esse rapaz perdeu a linha da razão. —Tenho certeza que está sentindo o mesmo que eu. —Pare com isso. Você não é normal! —Meus batimentos estão acelerados, e juro que não é por causa da corrida, tenho vontade beijar essa boca carnuda. Merda estou com um puto tesão. Arregalei os olhos diante das suas palavras. Meneei a cabeça, afastando os pensamentos indecorosos que tenho com esse rapaz. E então lembro que não sou nenhuma adolescente inocente. —Fique longe de mim! —exijo, saindo de perto. Quando conjecturo que não poderia ficar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS pior. Sinto meu antebraço sendo agarrado, e logo, meu corpo está sendo amparado pela cerca de madeira. Engulo em seco, sendo totalmente encurralada pelo rapaz. Quem ele pensa que é? Indago em pensamento, furiosa por estar mexida com ele. Céus, eu tenho 40 anos. Fui terrivelmente magoada e enganada no passado, tenho traumas e quase destruí os sonhos da minha filha. Dediqueime exclusivamente a Maria Flor e ao meu trabalho, devo muito ao meu irmão e aos patrões. Não posso colocar tudo a perder por estar malditamente atraída por um jovem. —Sabe que não adianta querer ficar longe de mim. Vou conquista-la. —declara, fitando a minha boca. E quando seus olhos se fixaram nos meus, tive medo. Muito, muito mesmo. Pois vi algo que tinha no meu olhar quando era loucamente apaixonada pelo Magno. Voltei a respirar normalmente quando ele se afastou, andando de frente para mim e logo virou-se para voltar a correr. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 15 LUÍS EDUARDO Graças aos céus, minha namorada aceitou a equipe que fará sua segurança. Lógico, se eu pudesse faria sua escolta vinte e quatro horas por dia. Todavia, de maneira alguma posso ultrapassar os limites. Sou naturalmente intenso, essa é minha essência. Ser possessivo e controlador também está no meu sangue. Estaciono o carro no pátio da colmeia. A cada dia sinto-me mais orgulhoso por ter dado continuidade ao legado da minha família. Meus irmãos e eu não fomos obrigados a fazer parte, pelo contrário. Pela dona Selena jamais teríamos colocado os pés aqui dentro. Contudo, meu pai fez questão de crescermos neste mundo paralelo. Claro, sempre tomando cuidado, afinal, começamos a frequentar a facção ainda crianças. Iniciamos praticando esportes, fazendo aulas de artes marciais. E minha mãe observando tudo de perto. Eles foram e continuam sendo os melhores pais do mundo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Parece que estou em um filme de ação. — Maria Flor, diz, apoiando-se em meus ombros para sair do carro. Adoro o fato de ser bem mais alto que ela. —Acredite, você vai se acostumar. Seus olhos cor âmbar rodeiam o pátio que tem uma grande movimentação dos membros da facção. Por estarmos seguros e protegidos dentro da colmeia, percebo que se sentem à vontade para organizar os armamentos em locais estratégicos e no forte. —É perigoso, Edu. —chama minha atenção. —Sim, baby. Isso não posso negar. —Pode parecer bobagem ou precipitado eu pensar nisso agora, mas preciso saber. —puxa o ar, soltando-o lentamente em seguida. —No futuro, quando for marido e pai, vai continuar fazendo parte disso? Ficamos calados, capturando o olhar um do outro. Talvez, minha garota estivesse pronta para saber o quão grande a facção é. Sinceramente espero que ela entenda, por mais que seja difícil de NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS aceitar que todos os dias eu viva em constante perigo. Aliás todos da minha família e os membros da facção vivemos em alerta. —Faço parte disso, Maria Flor. —seguro sua mão, sentindo a maciez da sua pele. —E espero que como minha mulher eu receba seu apoio. Sem me importar com o público, encostei-a na lateral do carro. Passo meus lábios lentamente na sua boquinha carnuda, de olhos abertos, sem perder o contato. E ali enxerguei que a Maria Flor foi feita para mim, porra. Suas mãos fecharam-se em minha nuca, e então a beijei. A vontade de toma-la era gritante, no entanto, deixaria os planos para mais tarde. Grunhi quando se esfregou no meu pau, ah merda. Que delícia. Com as mãos coçando, parei de apertar sua cinturinha e fui descendo-as por trás. Agarrei sua bunda cheia e durinha, fazendo-a gemer. Mas não permiti que ela parasse o beijo. Forcei minha boca na sua, domando-a. —Quero você. —sussurra, rubra, encostando a testa no meu queixo. Linda. —Eu sou seu. Todo seu. —pego no seu NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS queixo, erguendo sua cabeça. —É indispensável o treino de hoje. Depois seremos você e eu. —pisco fazendo-a sorrir. —Ok. Então vamos lá. *** Introduzimos o treino de muay thai com o professor Beto. O Velho sabe como tornar os nossos os melhores nesta arte. Enzo também está pegando pesado no treino, o filho da puta sabe como chamar atenção. Estranho o fato do caçula ainda não ter chegado. Quando ele descobrir o que aprontei vai ficar furioso. Contudo, Miguel mereceu depois de ter feito confusão sobre a Amanda ser minha namorada. Como um Falcão fico observando-a atentamente sem bombear no treino. —Seu prostituto! —escuto, e desprevenido sou pego de surpresa tendo o Miguel montado nas minhas costas. —Opa! Que palhaçada é essa, Miguel? — Beto indaga, ele odeia desordem. —Vamos dar uma pausa, Velho. —pede NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Enzo. Miguel tenta me dar uma chave de braço, e quase gargalhei por esse moleque ser tão audacioso. Se eu quisesse teria o derrubado em questão de segundos. No entanto, até que está divertido. —Seu cachorro sarnento! Como pode mandar flores para a Nayara em meu nome? E ainda por cima uma banda de serenata. —Foi uma pequena vingança, moleque. Espero que tenha aprendido a não se intrometer nos meus assuntos. —Eu expliquei que foi a vadia da Amanda que falou que era sua namorada. —cara, esse menino xinga mais que um marinheiro, penso rindo. Usando minhas técnicas de jiu jitsu o derrubei no tatame. Porra, o caçula está crescendo. Imobilizado e xingando até a próxima geração da nossa família, Miguel tenta levantar-se aplicando defesa pessoal. —Não foi apenas por causa disso. —apertei NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS seu nariz fazendo-o ficar mais puto ainda. —Você tem mania de se intrometer nos meus outros assuntos. Precisa fazer o que o pai e eu mandamos. —Solte-me, caralho! —Então dê sua palavra, pirralho. Ele não se rendeu. Então terei que fazer da maneira mais difícil. Enzo entende o meu sinal e ajoelhou-se no tatame. Apertando os lábios para não rir, Miguel, aguentou firme a sessão “tortura de cócegas”. —Vamos lá, brother. Prometa. Sem poder conter mais a gargalhada, Miguel gritou: —Eu prometo, porra! Chega, chega! Não aguento mais rir. —rugiu. MARIA FLOR Admito que estar na colmeia me deixa tensa. Entendi por partes o quanto esse mundo é importante para o Juiz Tatuado. Não ficarei o pressionando anseio que o Edu fale desta parte dele quando estiver totalmente preparado. Batuco a sola do bota no ritmo da música NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Afraid da banda The Neighbourhood, mesmo não sendo fluente no inglês o que aprendi na escola e estudando na internet servem para eu entender algumas palavras e arriscar a pronunciar outras. Definitivamente o gosto musical do Edu tem muito a ver com sua personalidade. Posso até estar viajando, mas todas as músicas que ele gravou para mim me lembram dele. Deus, ele é tão quente. Assustei-me quando vi o Miguel joga-se nas costas do irmão mais velho. Coloquei a mão na boca e levantei-me da arquibancada —de onde eu assistia ao treino —pronta para invadir o tatame. Cadê os seguranças quando se precisa deles? Espera, todos aqui são altamente treinados, penso contrariada. —Calminha, princesa. —uma morena de cabelos cacheados chama minha atenção. —É apenas uma briga boba de irmãos. Estou até acostumada. Aliás todos estão. Fito o Edu....e solto a respiração. Agora ele está imobilizando o irmão mais novo. Não consigo entender direito o que eles dizem, por conta da distância. Ok, parece que eles estão se acertando. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Ainda bem. Pois eu não seria de grande ajuda. —falo humorada, fazendo-a rir. —Prazer, sou Samira. —Eu sou a... —Maria Flor. —olho-a surpresa. —As notícias correm rápido. Sabemos que você é a mulher do líder. —Ah. —dou de ombros. O que dizer depois disso? Retorno a sentar no banco, agora tendo a Samira como companheira. Começo a rir assistindo o Edu e Enzo fazendo cócegas no Miguel. Parecem três criancinhas. Deve ser maravilhoso ter irmãos. Tenho esperança que minha mãe se renda a um novo amor e tenha um bebê. Apesar de ter 40 anos —afirmo que dona Evanice é muito linda — acredito que mesmo nesta faixa etária os médicos considerando gravidez de risco, creio que minha mãe conseguiria. Ela tem uma saúde de ferro. Guardando os pensamentos, observo a ruiva que encontrei na primeira vez que vim a sede da facção. Ela está encostada no batente da NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS arquibancada do outro lado, cobiçando o meu namorado. Não é somente ela que olha desejosa para o Tatuado, outras mulheres também faz. No entanto, nenhum está sendo descarada como a Jade. Sim, parece que fui picada pelo bichinho do ciúme. Nem de longe está sendo fácil assistir o Edu treinar sem camisa, ainda por cima deduzindo que não sou a única que está babando. Escutei suspiros ao redor, e foi então que deixei meus lábios em linha reta, quando vi que o Edu tirou a camisa, logo os cochichos soaram quando o Enzo acompanhou o irmão mais velho, despindo-se da camisa. E então veio o espanto por suas costas serem cobertas por asas de anjo. Tatuagem é de família então. —Gostaria de um conselho? —respondo que “sim” meneando a cabeça. —Não deixe ninguém abalar seu relacionamento com o Dudu. Ela fitou rapidamente a Jade do outro lado, que ainda mantinha os olhos pregados no Juiz. —Ela quer ele de volta. —murmuro, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS sentindo meu coração apertar. —Seja uma verdadeira bad girl. De maneira alguma permita que aquela vadia tire seu homem. Digo por experiência. Ergui a sobrancelha, segurando um sorriso. Adorei o conselho da Samira. —Você bem que poderia me ajudar ensinando como deixá-la com um olho roxo. — brinco. —Olha, juro que não queria incentivá-la para a violência, mas se for necessário faça. — cochicha a última parte. —Fique atenta e não permita que ela roube seu espaço. Mostre a ela que você é a mulher do Dudu. —É, você tem experiência. —Acredite se não fosse eu agir como leoa para defender o meu relacionamento. Nunca teria construído a família linda que tenho hoje. Seja forte, princesa. Agora preciso voltar ao dever. Até. —Até mais. Então o segredo é ser uma bad girl. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 16 MARIA FLOR Continuei assistindo ao treino. Todavia, meus olhos como de um Falcão, se dividiam entre o Edu e a ruiva do outro lado. Eu poderia ir até ela e deixar claro como água que o Tatuado é meu. No entanto, preciso ser esperta, considerando o conselho da Samira realmente necessito agir de forma cautelosa. Talvez eu devesse aprender a me defender. Bom, pelo menos não sairia tão ferrada em uma briga. Será que o Edu aceitaria me treinar? Admiro seus movimentos na arte marcial que está praticando. Ele é bom em tudo. —Está babando. —revirei os olhos pelo comentário do meu primo. —Essa mania de babar é sua, André. — rebato o fazendo rir. —Uau, bela aliança. —comenta, e instantaneamente passo o dedo indicador por cima da joia. —Estou feliz por vocês. Meu pai disse que a tia aceitou o seu relacionamento. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Sim, é verdade. Admito que fiquei com medo de minha mãe não aceitar minha decisão. André, juro que agora entendo perfeitamente o motivo de ela ter sido protetora e controladora. —Confesso que desconfiava que o motivo tivesse sido o seu pai. —Chega a ser irônico o meu pai ser citado como se eu tivesse tido alguma convivência com ele. Nunca o conheci. E minha mãe jamais tocou no assunto. —Entendo. —ele seguiu meu olhar que caiu diretamente na Jade. —Ela fez algo para você? — questiona, sério. —Diretamente.... Não. —Explique melhor. —Naquela vez que me trouxe para cá, quando eu estava andando com o Edu, ela apareceu e deu algumas indiretas. E agora falta comer o meu namorado com os olhos. —Posso te ensinar um mata-leão, que tal? — diz humorado. Que proposta tentadora, penso. —Ensina-me agora mesmo, primo. — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS enruguei o nariz. —Dudu comentou por cima que gostaria que você treinasse. —Está falando sério? —indago, empolgada. —Claro que sim, Flor. E eu acho uma excelente ideia. —Quando começamos? —Pera lá, priminha. Em primeiro lugar, creio eu que o Dudu vai treiná-la. —Aposto que deve achar que sou delicada e blá-blá-blá. —faço careta em desgosto. Está certo que pareço uma Maria-Mole, entretanto sou perfeitamente capaz de aprender a defesa pessoal e qualquer outra arte marcial. Faria bem para o meu corpo, tirar a tensão, estresse, e tudo mais. —Tanto o Dudu quanto eu sabemos que é capaz de aprender a se defender. O fato aqui, priminha, é que o seu namorado tem ciúme da própria sombra. Ou seja, não vai deixar nenhum homem treinar você. Declaro estar sentindo faíscas no corpo todo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Jesus, esse Tatuado gostoso sabe como deixar uma mulher entregue. É maravilhoso saber o quão possessivo ele pode ser, pois acho que sofro do mesmo mal. —Por mim não vai ter problema. —seguro um sorrisinho convencido. —Garota esperta. Finalmente o treino chegou ao fim. Todos que estavam treinando no tatame fizeram o cumprimento da arte marcial que a pouco treinavam. Sem conter a vontade de me jogar nos seus braços suados —e denotar que o Tatuado tem dona para todas as descaradas de plantão —fui ao seu encontro. Sorrindo e percebendo que eu pretendia me jogar no seu colo. O Juiz pegou-me fazendo circular as pernas no seu quadril, esmaguei meu corpo contra o seu, que estava suado, o perfume mesclado com sua essência de macho, sem deixar passar vontade discretamente entreabri os lábios para prová-lo na curva do pescoço. Suas mãos agarram o meu quadril, sustentando o meu peso. Agarrando sua nuca, virei NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS como uma leoa beijando sua boca. Perdendo a razão, enfiou a língua na minha boca, tomando tudo, girando-a e saboreando meu sabor misturado ao seu. E foi então que dei-me conta que não estávamos sozinhos. Devagarzinho fui parando o beijo —mesmo querendo continuar. Fitei por cima dos seus ombros e pude respirar melhor constatando que os membros da facção nos deram privacidade. Fiquei ainda mais feliz por ver que a Jade não estava mais na área de treinamento. Bom, mesmo. —Marcando território, bebê? —indaga, jocoso. —Absolutamente. —riu, beijando meu pescoço e apertando a minha bunda. Posso senti-lo duro. Ah, céus. —Estava conversando sobre o quê com o seu primo? —pergunta, franzindo a sobrancelha grossa. —Que eu deveria aprender técnicas de defesa pessoal. —Hmm. Eu havia comentado a respeito com NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ele. Quer mesmo aprender? —Vou surpreender você, Juiz. —ele sorriu. —Pensando bem, é bom mesmo que você pratique exercícios incrementado nas artes marciais. —beija-me rapidamente, e sussurra: — Assim você tem mais resistência no sexo. Filho da mãe! Podia sentir minhas bochechas esquentarem. Jesus, esse homem não tem filtro. Desço do seu colo, e logo sua mão grande fecha-se na minha. Enquanto caminhamos em direção a suíte dele — na sede da facção — aproveito para matar a curiosidade: —Porque o seu irmão caçula estava furioso? —Vingança, baby. —fala humorado. Então dou-me conta que a “vingança” foi sobre o Miguel ter feito confusão com o fato da Amanda ser namorada do Tatuado. —Poxa, mas a culpa maior foi daquela...Mulher. —suspiro, lembrando-me da rival. —Fora isso, o Miguel também adora se intrometer nos meus assuntos. Principalmente NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS quando se trata da facção. Continuamos caminhando pelo extenso corredor, passando pelas divisórias de vidros o qual separa a equipe. Isso me lembra uma grande firme de administração. Se não fosse pelo fato de todos estarem usando roupas escuras, coldres e outros apetrechos. Ai sim poderia acreditar que esse prédio trabalhava pessoas do ramo empresarial. —O que fez para ele ficar tão bravo? Edu riu. Uma risada rouca e gostosa de se ouvir. —Mandei flores e uma banda de serenata no nome dele para a melhor amiga dele. —o fitei incrédula. —Amor, não acha que pegou pesado? —Hm.…. Acho que não. Talvez, eu tenha até o ajudado. —O envergonhando? —questiono, sarcástica. —Hei, baby, estou de consciência limpa. Posso sim ter ajudado o moleque a se declarar para a melhor amiga. Nayara é uma boa garota, tímida, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS mas uma excelente pessoa. Apesar do irmão dela ser um pau no....Enfim. —Quem é o irmão dela? —O Alex. Busco na memória e recordei-me que o Alex, é o médico que conheci na noite que o Edu se machucou. Edu pôs o dedo no biométrico, e a porta abriu-se automaticamente, fechando-se em seguida. E ali estávamos, seguros e prontos para ficarmos em nosso mundo. Só nosso. —Toma banho comigo? —pede, despindose da calça. —Não. —respondo, segurando o riso. —Não? —questiona, mordendo o cantinho do lábio. —Essa é sua resposta final? Sento na beira da cama, e começo a descer o zíper curto da bota. Depois puxo a camisa, tudo sobre seu olhar ardente. E então revelo: —Eu quero você assim. Suado. Edu veio até mim, parou bem pertinho do meu corpo. Minha respiração já não era a mesma, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS meu coração batia forte, a sensação de adrenalina estava tomando o meu corpo. Ele agachou-se ficando de joelhos, e então desabotoou a calça jeans, escorregando-a para baixo do meu quadril, coxas e pernas. Devorada pelo seu olhar, tirei o sutiã de renda que usava. Encarando os meus olhos com seu mar azulescuro, capturou o tecido fininho da calcinha com a ponta dos dentes, raspando-os na pele sensível da minha vagina. Ah, minha nossa. Era demais. Por fim, depois de brincar ali, finalmente agarrou a lateral do tecido descendo-o de vez. Levantei um pouco o quadril para facilitar a saída. De cara para o meu sexo, Edu, fechou os olhos por alguns segundos enquanto passava o nariz ali, em uma carícia ousada, sensual, logo depois afundou o rosto apertando minhas coxas para me manter firme. Um gemido sôfrego escapuliu dos meus lábios quando senti sua língua brincando com o meu clitóris. Enfiei os dedos entre seu cabelo denso e dourado —que hoje parecia mais escuro que o habitual. Não aguentei continuar sentada, deitei as NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS costas na cama, enlouquecida com a sensação maravilhosa de ter a boca do Tatuado na minha boceta. Abracei o pescoço do Edu com as pernas, enterrando mais os meus dedos no seu cabelo sedoso. Edu começou a mamar em mim de um jeito furioso, fazendo-me gemer, ronronar, puxar seu cabelo, falar palavras que nem sequer sabia que estava no meu vocabulário. Acho que não vou aguentar, penso desvairada. —Você é tão cheirosinha, baby. —grunhi, dando uma mordidinha abaixo do meu umbigo. —Edu, amor, eu estava perto.... —Hm.…. Essa boceta linda e gulosa, carinho. Fitei o rosto másculo do Juiz, ele deu um pequeno sorriso de lado, e vi o brilho nos lábios bem desenhado e sabia que o Edu estava com o meu sabor na sua boca. Que vontade de o puxar para cima de mim.... “Ah, delícia” sussurro entre um gemido e outro quando volta a chupar minha vagina. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Engasguei soltando um gemido agoniado, recebendo uma sucção violenta e prazerosa. Os tremores foi se espalhando pelo meu corpo, fui ao delírio. Gozei com lágrimas salpicando dos meus olhos. O que foi isso? —Ah, porra…Porra. —rosnou, erguendo-se. Era inacreditável. Eu já estava pronta para tê-lo dentro de mim. Acompanhei suas mãos grandes agarrarem o tecido da cueca descendo-a de uma vez. Umedeci meus lábios quando vi o seu pau saltar passando do umbigo, cheio de veias, grosso e comprido, a cabeça robusta. Céus, eu sabia que estávamos arriscando muito fazendo amor sem camisinha. Mas não consigo resisti. Tive força de ir para o meio da cama king size, não demorou muito para o meu amor ficar entre minhas pernas. Ele abaixou o tronco para alcançar meu mamilo dolorido —de tanto que o desejo. Enquanto chupava um, fechou o meu outro seio com sua mão, massageando-o. Meteu em mim devagar, choraminguei louca por mais. Desci minha mão por seu peitoral, ousada NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS e atrevida, pus minha mão no seu pau quando saiu de dentro da minha vagina. O acariciei, apertei de leve, e olhando nos seus olhos quando se ergueu para me encarar, beijei seu queixo. Desejosa, passei a ponta da língua nos seus lábios e logo tomou minha boca em um beijo molhado, lento, sugando minha língua deliciosamente. Finquei minhas unhas na sua bunda durinha quando me penetrou com firmeza. Fui pega pelo seu olhar cheio de paixão e amor. Também enxergava seus instintos viris o dominando. Ele queria mais. Ir além. Você está preparada? Indago em pensamento. Agarrei-o pela cintura, fazendo-o vir mais fundo. As lágrimas começaram a escorrer pelo canto dos meus olhos, a força ao qual estamos ligados parecia surreal. O tesão, paixão, amor.... Tudo mesclado. Edu não estava sendo delicado. Ele vinha com tudo. E estou me sentindo uma devassa, pois gosto, assim. Bruto. Arquejei sabendo que ia gozar novamente. Podia sentir que meu namorado estava perto também. E então aumentou o ritmo, moendo o NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS quadril com força contra o meu. Sem piedade. E mais uma vez fui ao céu e voltei. LUÍS EDUARDO Bruscamente desci a boca para o seu queixo, fazendo-a jogar a cabeça para trás, dando acesso à sua garganta. Malicioso, imaginei diferentes posições que poderíamos fazer ao longo da noite e madrugada. Ela gemeu alto quando mordi o brotinho rosado do seu mamilo com força, fazendoa engasgar e tremer. Sim, baby, sou perverso. Em baixo do jato de água morna, namoramos. Depois de transarmos duas vezes na cama como dois animais selvagens, confesso que estou surpreso pela a Maria Flor ainda está com energia. Porra, ela foi feita para mim. —Como pode ser tão lindo? —indaga, com as bochechas avermelhadas. Respiro fundo, arrebatado quando começa a trilhar os dedos pelas minhas tatuagens. —Você que é linda, Maria Flor. —Gosto dessa música. —comenta, sorrindo. Abro um pouco o boxer para aumentar o NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS volume do som no aparelho digital embutido. —Chama-se Sweater Weather. Tem na playlist que entreguei para você. —Ah, claro. É daquela banda... —ela pausa mordendo o canto do lábio inferior. —Por favor, não ria. Acredito que se pronuncia The Nei...Neighbourhood. —Puxe um pouco mais o hood. —ensino-a. —Neighbourhood. —sorrio, beijando sua boca. —Vem, bebê. Precisamos descansar que amanhã o dia será longo. *** Deitado na cama, envio uma mensagem para a minha irmã, pedindo que ela marcasse uma consulta com sua ginecologista para a Maria Flor e para mim, claro. Já que somos um casal faremos todos os acompanhamentos juntos. Não demora muito, e minha menina sai do closet trajando uma camiseta minha. Ela fica uma graça, ainda mais com os cabelos soltos e descalça. —Edu, você sabe que ainda precisamos NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS conversar sobre isso aqui. —ela diz, aconchegandose nos meus braços. Puxo o edredom para nos aquecer do friozinho do ar-condicionado. —Será conhecedora de todos os meus segredos, baby. —revelo acariciando seu braço. —Só não quero que se machuque. Com a perna entre as minhas, ficamos agarradinhos. Deus, se ela soubesse o que já fiz e faço....Se pudesse jamais teria essa conversa com a minha namorada.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 17 MARIA FLOR Eu poderia me acostumar a dormir e acordar agarrada no Edu. No entanto, preciso manter a linha tênue em nosso relacionamento. Definitivamente pulamos muitas etapas, afinal, o Tatuado é intenso demais. E no fundo gosto disso. Muito. Ronronei sentindo seus dedos subirem e descerem na linha da minha coluna, por dentro da camiseta que eu usava. Fechei os olhos quando sua boca caiu sobre a minha, chupando os meus lábios. Arranhei sua pele quando senti seu dedo entrar entre minhas dobras. Ai, minha nossa. Sim, já estava preparada para ser dele. Edu me deixava cativa do seu domínio. Era tanto amor, paixão...tesão. Tudo misturado e unido como duas alianças. Abri a palma da mão na sua nuca, puxando-o mais para perto de mim. O tecido da camisa havia enrolado para cima do meu corpo, o Tatuado moveu o quadril, moendo lentamente seu pau duro na minha vagina. Que delícia. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Investindo com força, duro e bruto, prolongando ao máximo o nosso prazer. Fui totalmente golpeada pelo tesão, sendo tudo que ele quisesse que eu fosse. Ali e agora. Para sempre se assim Deus permitisse. Sacudi-me e palpitei impetuosamente, quando o Edu umedeceu o polegar com a própria saliva, e então rodeou meu clitóris e o pressionou, sem abandonar minha boceta com o seu pau majestoso. O que é isso? Penso extasiada, ardendo por dentro. O beijei longamente, enquanto seu pau inchava e despejava o gozo quente e denso, mesclando-se com o meu. Pensei que fosse morrer sem forças, nada se comparava a isso. A esse momento único que tínhamos e que tive a grande sorte de conhecer ao seu lado. Gemi com a boca grudada na sua. —Eu te amo, Edu. —declaro, em meio a tanta emoção, lascívia e paixão. Vi como ficou abalado. Seria perfeito escutar o mesmo dele, todavia, o Edu só deve dizer quando tiver certeza absoluta. E eu tive, por isso NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS precisei declarar o sentimento que tomou conta de mim. Ele fechou os olhos. Finalmente abriu o mar azul-acinzentado, e logo capturei seu olhar afiado, decidido, bem dono de si. Senti meus olhos ficarem cheios de água. —Eu também amo você, bebê. Sei que posso parecer um filho da puta possessivo, controlador, mas sou assim, Maria Flor. E realmente espero que tenha paciência comigo. Deus, eu te amo, menina. Ficamos assim, completamente colados, trocando beijos carinhosos e longos, tão íntimos como duas pessoas podem ficar unidas. *** Depois de um café maravilhoso que foi servido no refeitório da facção, seguimos para a casa da minha madrinha. O Juiz estava perfeitamente arrumado para comandar o Tribunal de Justiça. Insisti que fosse para o seu trabalho, no intuito de chegar no horário. Mas então ele disse: —Eu sou o chefe, baby. Não se preocupe. Jesus, esse homem é muito convencido. Espera aí…Ele pode ser convencido. Penso, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS sorrindo. Ao adentrar a casa da Joelma, a encontramos fazendo sua primeira refeição do dia. Quando viu o Edu quase se engasgou. Avisei que ia me aprontar e que logo iríamos para o trabalho, pois o meu namorado mandão nos daria carona. Não demorei muito para me arrumar. Sorri, diante do espelho passando o batom rosinha nos lábios e constatando que o uniforme do Hotel Lacerda tinha um caimento justo no meu corpo. Nada exagerado, porém marcava bem minhas curvas. Curvas que antes eu fazia questão de esconder. Aprendi muito com a Line e Eleonor no quesito se vestir bem. As meninas têm razão, precisamos nos valorizar como mulheres em todos os aspectos. Algo que eu não fazia e sim fugia, aliás. Na sala, encontrei a madrinha Joelma toda derretida para o lado do Tatuado. Ela estava apoiando o queixo com a mão —parecendo uma adolescente apaixonada —e não parava de sorrir. —São todas de verdades? —a escuto indagar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ao Edu, referente às suas infinitas tatuagens. —Com certeza, dona Joelma. —ele respondeu, segurando o sorriso. —Eu tinha um namorado, um motoqueiro sabe? Cheio de tatuagens e piercings.... —ela pausou, parecendo se dar conta de algo muito importante, prosseguiu: —Não me fale que também tem piercing no piu.... Jesus, misericórdia! Minha madrinha é terrível. —Chega, né madrinha. Vamos trabalhar. — enuncio, sentindo minhas bochechas pegarem fogo. —Vou só pegar minha bolsa e trancar a casa. Podem indo na frente. —pediu, fingindo que nada aconteceu. Edu agarrou a minha cintura, enquanto andamos em direção ao automóvel luxuoso. A equipe de segurança está em alerta fazendo a escolta. —Sua madrinha é uma graça. Em nenhum momento ela se sentiu intimidada por estar diante de um juiz. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Joelma não tem vergonha, Edu. —sorrio, apreciando sua risada rouca. Nos acomodamos dentro do espaçoso carro. E então sua mão grande espalmou-se na minha coxa, onde o tecido oxford do uniforme havia subido um pouquinho deixando minha pele amostra. —Definitivamente você tem sérios problemas com uniformes. —diz, beijando meu pescoço e acariciando minha coxa. Ainda bem que o motorista e o segurança do carro estavam fora do veículo. Vi que minha madrinha se aproximava. Bati de leve na mão atrevida do Edu. —Comporte-se, amor. Minha madrinha está vindo. —A noite você não me escapa, bebê. LUÍS EDUARDO Gostaria muito de ter levado a Maria Flor a Universidade. Entretanto, ocorreu um novo avanço na investigação que estamos fazendo para capturar mais uma quadrilha de tráfico humano. O título de NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS justiceiro não cairia bem em mim. Faço isso, comando esse legado, por honra. Para salvar vidas enganadas. Minha mãe, Selena, sobreviveu nesse mundo escuro junto com a minha mãe biológica, Eleonor. Infelizmente ela faleceu no parto, e então Selena ficou com a missão de cuidar de mim. E ela fez isso. Tornou-se uma verdadeira fera na arte da proteção, deu tudo que eu precisava ao lado do meu tio e pai do coração, Eduardo. Devo o que sou a eles. Se não fosse a coragem da dona Selena sabe Deus onde eu estaria hoje. Talvez, tivesse sido vendido pelo Carlos Gomez —o homem que violentou minha mãe biológica —e que comandava uma das maiores organizações do tráfico humano e de drogas. Sorte dele o meu pai ter acertado as contas com as próprias mãos com ele e com o verme do seu irmão Xavier Gomez. Se não eu mesmo iria fazer isso. Dentro da colmeia —na sala de reuniões — tento focar no que o Luri diz a respeito das investigações. Todavia, quando se tratava NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS especificamente de vítimas era impossível eu não ficar abalado, mexido. Pois no fundo da alma tinha uma grande ferida aberta. Eu fui vítima dessa merda quando nasci, minhas duas mães foram, e luto todos os dias para ninguém próximo a mim ser. Nenhum ser humano merece passar por nada disso. —Luri, vamos encerrar por hoje. —escuto, Enzo, falando. —Claro que sim, senhor. Continuarei com as averiguações junto com a equipe de hackers. Com licença. —pediu, recolhendo seu notebook. Senti os olhos do meu irmão fixo em mim. O filho da puta sabe como estou me sentindo. —Vem, vamos para o ringue! Realmente estou precisando extravasar. E não tem nada melhor que atividade física para isso. Cubro minhas mãos com as luvas de boxe preta, pronto para começar a lutar com o Enzo. Sinto um orgulho do caralho de ter essa ligação com os meus irmãos. Eles são os meus alicerces. Ou melhor minha família toda. —Está dando soco como um bundão. — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS debocha, quando erro o jab. —Falando nisso, cadê nossa garota? Ah, cachorro sarnento. —Nossa, o caralho! —pauso, dando um direto, mas ele se defende. —Está na universidade. André e a equipe estão com ela. Saimon só começa na quinta-feira. Conhecia essa tática do Enzo. Enquanto lutamos, tenta me distrair. Esvaziar minha mente e coração da dor que venho guardando durante toda a minha vida. MARIA FLOR Era bem minha cara chegar atrasada na universidade. Assim que cheguei na casa da madrinha, liguei para minha mãe e conversamos por quase duas horas. E notei algo que me fez sorrir sozinha como uma boba. Dona Evanice estava se esforçando e apoiando minhas decisões. Logo depois de tomar banho, troquei mensagens com o Edu —que só não se prolongaram, pois ele atuaria em uma audiência — e fui cuidar de trabalhos acadêmicos. Consegui NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS adiantar algumas atividades e estudei o conteúdo que seria dissertado hoje. E quando a Joelma chegou e estranhou o fato de eu ainda estar em casa dei-me conta que estava mais que atrasada. A equipe de segurança estava fazendo seu trabalho ao pé da letra. Tentei não me importar e continuar com o meu dia. Apressada, hidratei meu corpo mais uma vez, trajei uma calça jeans preta, calcei botas de cano curto, salto médio; e uma blusa estilo cigana. Uma das minhas preferidas. Adentrei a cantina do campus, sentindo meu estômago roncar. Poxa, até de comer esqueci, reclamo em pensamento. Com dois seguranças nos meus calcanhares —fora os que estavam espalhados pela universidade —pedi um sanduíche natural e um suco de laranja. Comi o mais rápido que pude, e prossegui caminhando com o suco na mão, alguns livros entre o meu braço e peito, e minha mochila nas costas. Na sala de aula, li um bilhete pregado no mural, informando que os três primeiros tempos seriam no auditório principal onde ocorreria uma palestra de um Juiz que veio especialmente de São NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Paulo. Segui pelo corredor, tentando parecer normal para os seguranças que estavam me acompanhando. Céus, será que eles faziam relatórios? Com certeza colocariam o quanto sou atrapalhada. E pensando nisso, que foi na curva do corredor que topei com um homem. Parabéns, Maria Flor. —Oh meu Jesus! Desculpa, senhor. —quase imploro, dando conta que derrubei o restante do meu suco no terno do homem. Por muito pouco meus livros e eu não paramos no chão. E então ele me fitou. Parecia querer falar algo, no entanto, continuou ali…. Me encarando. —Cuidamos disso, senhorita. —diz um dos meus segurançaPerdida . O homem loiro de olhos incrivelmente azuis —que me lembram um pouco a cor dos olhos do Tatuado. No entanto, o tom azulado-cinza do Edu, é único. Nunca vi nada igual. —Preste mais atenção, menina. — finalmente o homem fala. Fico surpresa com sua voz gutural, forte. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Logo, me espanto por ver três homens vestindo trajes iguais se aproximarem afoitos e atentos ao loiro. Lembram muito os meus “colegas calcanhares”. —Tudo bem, senhor Medeiros? —questiona, um dos homens ao loiro com cara de mal. —Estou sim. —responde, e sinto-me desconfortável por estar sendo alvo do seu olhar tão…Profundo. —Vamos! *** Sento na segunda fileira entre uma menina de cabelo rosa, estilo gótica, e de um rapaz simpático. Sem que eu perguntasse, a menina que se apresentou como Lúcia, disse que não entendia a razão de estarmos nesta palestra. Pois o convidado é um Juiz Criminal, ou seja, o público alvo são os acadêmicos de Direito. —Penso o mesmo. —fala o rapaz, e nos encara. —A propósito me chamo Michael. Somos da mesma turma. —Somos? —Lúcia e eu indagamos em uníssono. Sorrimos, os três. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Sim. Acontece que só agora estamos tendo a oportunidade de nos conhecermos. Olhando os dois, comparando nós três, somos muito diferentes. E não sei porque imagino Lucia, Michael e eu sendo melhores amigos. Aposto que Line e Eleonor também adorariam se enturmar com eles. Meu sorriso foi se desfazendo quando vi o homem loiro que havia esbarrado a poucos minutos no corredor, sendo apresentado pelo vice-reitor da universidade: —Tenho a honra de convocar Samuel Medeiros, o Juiz Criminal conceituado e especializado, para falar sobre o projeto Direito a Todos. Todas as pessoas presentes aplaudiram o loiro. Ele iniciou a palestra e tentei parecer focada. Contudo, não sei porque o Juiz Criminal, que veio especialmente para ministrar a palestra, insisti em ficar me encarando. Será que ele ficou bravo por eu ter derrubado o restinho do meu suco no seu terno? Ah, céus. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 18 MARIA FLOR Enquanto assistia o Juiz Medeiros ministrar sua palestra com uma segurança admirável, aproveitei para fazer algumas anotações de pontos importantes sobre o seu projeto “ Direitos a Todos”. Se algum professor do meu curso resolvesse cobrar algum trabalho em cima disso, estaria adiantada. —É impressão minha, ou o Juiz Bonitão está de olho em você? —Lúcia questiona, prendendo um sorrisinho. —Se estiver, não sei. Estou bem concentrada fazendo anotações. —Hmm...Sei. Qual é, Maria Flor, aproveita boba. Não é todo dia que temos a sorte de encontrar um bom partido. —brinca, fazendo o Michael rir um pouco contido para não chamar atenção das demais pessoas. —Eu tenho namorado. —digo orgulhosa. —Só falta me dizer que ele pôs seguranças NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS no seu pé... —eu ainda não tinha explicado direito a razão de ter seguranças particulares. —É complicado. —começo, sabendo que não devo revelar muito. Afinal de contas, nos conhecemos a poucas horas. —O meu namorado é Juiz no TJ e tornou-se necessidade sua família andar com seguranças. —Uau! Ele é o bambam do tribunal. — Michael se manifesta visivelmente interessado na conversa. —Pode-se dizer que sim. —finalizo a conversa, meio sem jeito. Voltamos a prestar atenção na palestra. E mesmo sentindo o olhar do Juiz Samuel Medeiros queimando minha pele, finjo da melhor forma possível que não estou me importando. Discretamente giro um pouco o pescoço para o lado para enxergar no fundo do auditório os meus seguranças atentos e com os olhos fixos em mim. Capturei o exato momento que um deles estava com o dedo no comunicador, gesticulando os lábios. Ah, com certeza passavam informações sobre mim em tempo real. Ótimo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Por fim a palestra foi concluída. Novamente aplaudimos o Juiz. Lúcia e Michael me convidaram para acompanhá-los a biblioteca. No entanto, avisei que iria direto para sala. Combinamos de nos sentarmos juntos na sala de aula. Recolhi meu material, e quando meus seguranças se aproximaram para sairmos, fui interrompida pelo vice-reitor e o Juiz. Ah, caramba! Será que ele reclamou por eu ter derramado suco nele? Penso, apertando a alça da minha mochila. —Senhorita Soares, o Juiz Medeiros comentou que se conheceram no corredor. Ergui minha sobrancelha esquerda, surpresa pela meia-verdade do Juiz. É melhor esclarecer tudo: —A verdade é que... —Tenho uma proposta para a senhorita. — enuncia o Juiz Medeiros, sério. —Ficarei no Rio por alguns meses, ministrando a palestra e participando de eventos de Universidades e Faculdades. Seria bom ter uma assessora. O que acha de ocupar este cargo temporário? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Uau, minha nossa, isso no meu currículo acadêmico será maravilhoso. E então lembro que tenho meu emprego no Hotel Lacerda. Como minha carga horária é corrida, saio às 14h do hotel, sendo assim, teria apenas quatro horas e meia livre antes do meu horário na universidade. —Estou surpresa. —deixo escapar. —Eu tenho um emprego fixo e só estaria disponível a partir das 14hs até as 18:30. Mas sugiro que façam uma seleção. Tenho certeza que vão aparecer muitos candidatos. —Não quero seleção. —responde curto e arrogante. —Escolhi você para ser minha assessora. Pode ser a partir das 14hs, sem problema. Além disso, será remunerado. Como se fosse um estágio, além disso, posso escrever uma carta de recomendação para usar no futuro. Em momento algum desviou os olhos dos meus. Por um breve momento deixei-me enganar pela aparente civilidade da sua fisionomia e olhar. No fundo, sabia que esse homem ia além de um Juiz renomado. Essa era minha leitura dele. Apesar da grande oportunidade que teria NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS sendo sua assessora, não poderia aceitar antes de consultar o Edu. Somos um casal, sua opinião também é importante. Quem sabe o meu namorado não conhece Samuel Medeiros no mundo da magistratura federal. —Bom, eu preciso pensar. Conversar com o.... —ele me interrompe rude. —Amanhã diga sua resposta ao vice-reitor. Preciso ir. E saiu sem se despedir. Notei que o vicereitor ficou sem graça pelo jeito arrogante do Juiz Medeiros. Outra coisa que percebi foi o olhar de falcão dos meus seguranças direcionado ao Juiz. Nossa. *** Despedi-me dos meus dois novos amigos, e fui em direção ao estacionamento do campus, claro sendo acompanhada dos seguranças. Visualizei André encostado no carro, enquanto conversava com alguém pelo celular. Pelo sorriso e olhos brilhando, tinha certeza que era sua noiva. —Ok, amor. Tudo que escolher para mim NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS está bom. Eu também. Beijos. —enfim, desliga o celular. —Preciso tirar uma foto sua falando com ela pelo celular. Fica mais bobo ainda. —puxo encrenca, sendo alvo de seu olhar. —Aposto que é pior que eu falando com o seu Edu. —imita minha voz, terrivelmente, na última palavra. Idiota. —Eu sou menina. Qual é a sua desculpa? — falo, passando o cinto de segurança no meu corpo. —A minha desculpa é estar perdidamente apaixonado pela minha garota. —sorrio, com sua confirmação. Não demoro muito para reconhecer o caminho que dirige pela estrada em direção a facção. Envio uma mensagem para minha mãe, avisando que estou bem e que amanhã à noite vou dormir em casa. Por alguma razão sinto que a verdadeira Evanice veio à tona. A casca dura que ela criou para proteger nós duas está caindo, e isso é uma benção. Eu só quero sua felicidade. Regressamos a colmeia. Sorrindo, entrei no NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS prédio escutando uma das piadinhas sem graça do meu primo. São tão sem noção que acabo rindo. Vai entender. André disse que o Edu estaria no vestuário. Estranhei o fato de ele ter ido tomar banho no vestuário, invés do banheiro da suíte. Abri a porta sorrindo, pois iria matar a saudade do meu namorado. Desfiz quase lentamente o sorriso quando vi a ruiva muito próxima do Edu, enquanto ele está somente com uma maldita toalha. Que raiva dessa mulher. —Estou interrompendo? —questiono, fazendo-os se afastarem. Como se estivessem, cometido algo errado. —Estávamos apenas conversando. —a Oferecida, rebate. Ponho minha mochila e livros no banco comprido de madeira que me separa deles. —Não acha o banheiro impróprio para conversar? —indago, cruzando os braços. —Tivemos intimidade o suficiente para ter uma simples conversa no banheiro. Ah, cadela oferecida. —Chega, Jade! Quero que respeite a minha NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS mulher porra. Ou não terá mais lugar aqui para você. —ralha o Edu, fitando-a com raiva. —Entendi. —murmura, tentando segurar as lágrimas. Antes que ela pudesse passar por mim, segurei firme no seu braço, puxando-a de volta. Chega de ser boazinha. Ela precisa entender que sei lutar pelo meu homem. —Diga o que estavam conversando? — exijo, encarando-a como uma leoa. —Pergunte ao seu namorado. —dispara, tentando se soltar do meu aperto. Buscando forças, mantenho-a firme. Posso até sair apanhando, pelo menos, apanharia lutando. —Quero saber da sua boca, garota. —Maria Flor, baby, esqueça isso. —pede o Edu. —Fique quieto, Eduardo. Meu assunto é com essa mulher. Quero entender o porquê de ela ser tão cara de pau ao ponto de ficar dando em cima de você na minha frente, na frente de todos. —Ele sabe o motivo. —diz, buscando o NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS olhar do meu namorado. —Fale, Jade! —Eu sou apaixonada pelo seu namorado, querida. —debocha, sabendo que suas palavras feriram o meu coração. Você não pode fraquejar. Não pode sair correndo. Lute, Maria Flor. Minha consciência alerta. Engolindo o bolo que se formou na minha garganta, falo o mais firme possível: —Então trate de esquecê-lo. Pois ele nunca será seu. —Sua... —A cadela aqui é você por estar dando em cima de homem comprometido. Está avisada. Agora saia! —largo seu braço, sentindo meus nervos entrarem em erupção. Com o meu corpo trêmulo, caminhei até a porta dupla trancando-a. —Baby, vamos conversar. Virei de frente encarando o homem que sou totalmente apaixonada, cheia de ciúme e raiva. Meus olhos correm pelo seu peitoral definido, os NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS músculos fortes e bem trabalhados, todos cobertos pelas infinitas tatuagens que me deixam mais…. Encantada ainda pela sua beleza. —Agora não. Depois. O ataquei, agarrando seu corpo, marcando-o com minhas unhas e beijando sua boca com força.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 19 MARIA FLOR Edu permitiu que eu o empurrasse até a parede, sem deixar de beijá-lo avidamente. Sim, estou com raiva dele. Ao mesmo tempo louca de tesão, a vontade de mostrar ao Tatuado quem ele pertence é gritante. Então simplesmente o faço. Não demorou muito e, o Juiz agarrou minha bunda, fazendo-me rodear as pernas envolta da sua cintura. Arquejei quando separou nossos lábios, descendo-os pela curva do meu pescoço. Arrepiada, fiquei quase sem ar quando pressionou seu membro duro bem na minha entrada. Sem intervalo algum, Edu girou espremendo seu corpo grande contra o meu, na parede. Prendi o ar, imobilizada e doida para fazermos amor. Fechei os olhos, quando enfiou a mão no meu cabelo da nuca, pegando-me forte do jeito que só ele sabia fazer. —Sabe o quanto estou excitado por vê-la nervosinha daquele jeito, Maria Flor? —questiona, apertando minha bunda com a outra mão. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Teve sorte. Dá próxima vez faço pior. — ameaço, revelando meu lado ciumento comandado por uma louca que vive dentro de mim. —Sabe, bebê, gosto desse seu outro lado. —Não quero você perto dela. —Espero que confie no seu homem, baby. Não tenho motivo nenhum, e mesmo se tivesse, jamais trairia nossa relação. Desço minhas mãos pelos seus braços definidos, parando-os na sua costela. Sentindo sua pele macia e úmida do banho recente. Meus olhos viajam nas suas tatuagens que me deixam acesa. Amo todas. Com a mão direita desfaço o nó da toalha de banho que o cobre da cintura para baixo. Seguro o gemido, agora sentindo seu pau mais gostoso ainda. Estou virando uma maníaca por sexo. Logicamente, somente com o meu namorado. LUÍS EDUARDO A beijei na boca bem gostoso, saboreando-a. Já havia despido-a, sem me importar de estar sendo rude. Estamos fodendo forte pela segunda vez no vestuário. Maria Flor conseguia fazer eu ficar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS envolvido pelas sensações que despertava em meu corpo, coração, mente, tudo. Absolutamente. Sua barriga se contraiu quando meus dedos roçaram na sua bocetinha lisinha e inchada —de tanto que a chupei e meti meu pau. Beijei-a mais, e minha menina me beijou de volta faminta, cheia e paixão, entregue. Como sempre faz quando nos beijamos. —Ah, Edu….Minha nossa! —como uma massa sôfrega gozou em meus dedos. Sedento, a encostei na parede fria do banheiro do vestuário e entrei dentro da sua vagina, quente e apertada. Precisava me segurar para não gozar antes do tempo. Com seu jeito feminino e molinha, prensou suas mãos nos meus ombros molhados, buscando suporte. Prendi meu lábio inferior com a ponta do dente, assistindo a carinha de prazer da minha ninfeta. Meu anjo. Suas bochechas estão rubras, os cabelos molhados espalhados pelos seus ombros, tão linda. Tentava controlar ao máximo meus instintos e evitar deixá-la muito marcada. Mas porra, eu gosto disso. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Essa bocetinha está cheia da minha porra….Vai ser sempre assim, amor. —grunhi, contra seus lábios, sentindo a deliciosa sensação do orgasmo. Meu coração estava disparado, afastei-me vendo o esperma misturado ao gozo dela. A segurei, acolhendo-a nos meus braços, inalando seu cheirinho. MARIA FLOR Fui agraciada pela visita das meninas no Hotel Lacerda. Eleonor e Line sem dúvida chamam atenção dos homens, mas elas finge não notar. Caio, foi convencido pela prima para eu mostrar a elas o novo espaço de eventos do luxuoso hotel da família. —Nossa, está mais lindo do que imaginei. A mamãe comentou comigo, mas puxa. Está perfeito. —diz, Eleonor, admirando o lustre de cristal banhando em ouro. Um pouco distraída volto a pensar no meu namorado. Depois de fazermos amor loucamente no vestuário da colmeia, fomos para suíte. Hoje ele deixou a madrinha e eu novamente no Hotel. Antes NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS de sair, beijou-me várias vezes, claro, aproveitei ao máximo. Avisou que viria me buscar às 11h para irmos a consulta com a ginecologista, logo depois vamos almoçar. Vou aproveitar para falar a respeito da proposta que recebi do Juiz Samuel Medeiros. Acabei esquecendo de conversar sobre isso com o Tatuado. —Hei, Flor, está sonhando acordada. — enuncia, Line, rindo. —Aposto que é com o meu irmão. —fala, Eleonor, fazendo a Line rir mais e revirar os olhos dramaticamente. —Acho que será uma bela festa de casamento, Line. —mudo de assunto, sentindo minhas bochechas quentes.—Meu primo vai concordar. —É claro que vai. Ele me ama. —pisca o olho esquerdo, e caminha em direção ao enorme palco reservado para banda ou orquestra. —Flor, comentei mais cedo com os meus irmãos, no nosso grupo do whatsapp, pois só assim NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS consigo falar com eles juntos ao mesmo tempo, enfim. No segundo final de semana do mês que vem vai ter o show da banda cristã Hillsong United em Los Angeles. Gostaria de ir conosco? —Jesus, isso seria um máximo. —Edu disse que vai falar com você, mas resolvi adiantar. Ele comentou comigo que uma vez escutou você cantarolando a música Oceans. —minha nossa, ele lembra disso. —Claro que eu iria adorar, mas...—lembro que para fazer uma viagem dessas preciso no mínimo de duas coisas: passaporte e dinheiro. —Até sei no que pensou. O passaporte você pode tirar na Polícia Federal, demora cerca de seis dias úteis, além disso, o Edu conhece o delegado e uns agentes que podem agilizar. Dinheiro não é problema, aceita do meu irmão. É sério. —Bom, o dia do meu pagamento está perto, então. —dou de ombros, fazendo-a menear a cabeça, segurando o sorriso. —Amiga, meu irmão realmente vai ter trabalho com você. E no fundo ele adora isso. Os NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS homens da minha família, assim como as mulheres são um tanto possessivos, controladores, gostam de mimar e cuidar. Aproveita que hoje em dia isso é raro, Flor. —Tem razão. —admito. *** Fomos recebidos pela secretária da doutora Carmem Araújo. Segundo o Edu, sua irmã recomendou a melhor ginecologista do Rio de Janeiro. Inclusive, sua mãe, tias, primas e irmã vão somente com ela. Por algum motivo eu estava me sentindo desconfortável de estar prestes a fazer a consulta com o Tatuado ao meu lado. Tudo bem, é maravilhoso saber que o meu namorado tem a preocupação e zelo de cuidar de nós dois. Porém não posso deixar de ficar envergonhada ao lembrar que fizemos amor várias vezes sem camisinha. Meu Deus, eu posso estar grávida. Saio de meus devaneios quando a secretária nos anuncia para entrarmos na sala da doutora Araújo. O ambiente aberto, bem iluminado e decorado é convidativo. Edu, puxa um pouco a NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS cadeira de estofado marrom para eu me sentar, em seguida senta-se na outra. —É um prazer recebê-lo em meu consultório com sua namorada, Juiz Lacerda. —Agradeço, doutora Araújo. Principalmente por ter nos agendado quando já não tinha espaço para consulta. —Imagina. —sorri, simpática e volta a digitar algo no seu notebook. —Acho que podemos fazer um acompanhamento completo. De três em três meses, minha secretária estará ligando os convocando para realizarem os exames de rotina. Todos exames de DST, o exame de sangue quantitativo que detecta a gravidez, ambos farão um check up. Assim a saúde de vocês estará mais garantida. —Doutora, tem uma grande probabilidade de minha namorada estar grávida. —Edu, solta a bomba, fazendo-me remexer desconfortável na cadeira. Jesus, que vergonha! —Você usa algum método contraceptivo, Maria Flor? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Não doutora. Pretendia, mas...hã..As coisas foram acontecendo. —falo, nervosa, rapidamente capturo o olhar risonho do Edu. Filho da mãe! —Então só voltaremos a conversar sobre contraceptivos, quando tivermos o resultado do seu exame de gravidez. Sua menstruação já desceu? —O dia certo é hoje. Até o momento não ocorreu. —Ok. Então fará agora mesmo o teste quantitativo, pois caso o resultado seja positivo, saberemos exatamente a concentração de HCG e como está sua quantidade de hormônios. Vou chamar a enfermeira para tirar o sangue e levar imediatamente ao nosso laboratório. Aproveitamos, e tiramos o seu Juiz Lacerda, assim já realizam o check up. Concordamos. Após tirar o sangue, sinto-me ansiosa. Grávida? Deus, o tempo todo eu sabia desse risco. Agora que parece real estou começando a ficar assustada.Minha mãe vai pirar. Logo agora que ela mudou para nos aproximarmos mais. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Bebê, fique calma, ok. Estou contigo. — Edu, segura minha mão, e sorri. —Eu sei. A doutora Araújo retorna e informa que o exame ficará pronto em três horas. Continuamos com a consulta e ela solicita que eu troque de roupa para ela examinar minha intimidade. O quão vermelha ainda posso ficar? indago em pensamentos. *** Edu e eu voltaremos para buscar os resultado do exame dentro de duas horas e meia. Nos sentamos em uma mesa reservada no Mee um restaurante asiático no Copacabana Palace. Disse ao Senhor Mandão que poderíamos almoçar em um lugarzinho perto da clínica da doutora Araújo. Mas o Juiz adora me surpreender. No caminho para cá, enquanto Bruno — motorista e um dos seguranças do meu namorado —dirigia. Ele parecia concentrado no seu celular, notei que seu maxilar quadrado estava duro. Como se não estivesse gostando de algo. Preferi não perguntar, afinal, deveria ser assunto de trabalho. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Permito que o Tatuado escolha minha refeição. Li o menu, mesmo sendo leiga em culinária asiática, tudo parecia muito apetitoso. Em menos de cinco minutos o garçom veio nos servir a entrada e o drink sem álcool que o Edu escolheu. —Como foi ontem na universidade? — profere, levando um pouco do seu frango ao curry picante a boca. —Ah, bom, tirando o fato que cheguei atrasada e com fome...Hm foi ótima. —brinco, querendo ver seus dentes brancos bem enfileirados em um sorriso. Mas não acontece. —Bom, acabei esbarrando no juiz Samuel Medeiros, que era um desconhecido, até o momento que o vi ser apresentado pelo vice-reitor no auditório onde a turma estava para assistir a palestra que ele ministrou. —Mas alguma coisa? Ele lhe disse algo? — pergunta, argucioso. —No fim da palestra o vice-reitor me chamou e foi quando o juiz Medeiros disse que ficaria no Rio por alguns meses e que precisaria de uma assessora. Fiquei de dar a resposta hoje, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS lógico, primeiro queria conversar contigo. Você o conhece, amor? Confesso a você que quando esbarrei com ele no corredor da universidade e os seguranças dele se aproximaram, sei lá, eles pareciam em alerta. Assim como os seus seguranças. —Infelizmente o conheço. —resmunga com os olhos fixos nos meus. —Não aceite ser assessora desse filho da puta! —seu tom rude, fez-me o olhar confusa. —Edu, ser assessora dele vai enriquecer o meu currículo. Entende isso. —Não. Não entendo, Maria Flor. Estou tão furiosa com o Edu. Eu apenas comentei que ser assessora do juiz Medeiros deixará o meu currículo em outro patamar. Assim como ele estudou e se esforçou para tornasse um juiz renomado e conhecido tanto nacional como internacionalmente, eu também quero construir uma carreira. —De forma alguma quero chateá-la, Maria Flor. O fato é que esse infeliz sabe que você é minha garota. E tudo que é meu, ele quer. Baby, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS você não faz ideia do que o Samuel é capaz. —Diga do que ele é capaz!

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 20 LUÍS EDUARDO Como explicar a minha namorada que o Samuel e eu estudamos na mesma universidade e desde então começou sua obsessão em destruir e querer tudo que é meu. Não foi a toa que mandei os hackers da facção investigarem a vida do Samuel Medeiros. Para meu total desespero, a ficha dele é mais clara que água. Simplesmente não encontraram nada. Samuel não tem família, e não conseguiram descobrir sobre seus pais biológicos. Algo extremamente estranho. Recordo-me que na época da universidade ele adorava puxar encrenca comigo por vários motivos. Garotas era a principal razão — meus namoros não duravam muito, afinal, o fura olho fazia questão de pegar todas as minhas namoradas. Ele também gostava de debater assuntos ministrados pelos professores, singularmente quando eu levantava a mão para opinar e defender minha hipótese. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Assim como eu, o invejoso tornou-se um juiz renomado, em São Paulo. Fizemos o mesmo concurso para comandar o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Mas sou o melhor e acertei 95% da prova. Por muito pouco não empatamos. Meus pais cogitaram que o Samuel fosse um maníaco, sociopata, talvez. O mesmo vivia querendo seguir os meus passos, ter a minha vida. E até hoje não descobri o motivo. Fazia quase um ano desde que nos vimos em uma conferência, em Londres. Sem admitir aos meus irmãos, Enzo e Miguel —que me acompanharam no referido evento —pela primeira vez vi o mar de ódio que os olhos do Samuel Medeiros apontava diretamente para mim. Há cinco anos, conheci Letícia Pinheiro. Uma advogada conhecida na área Trabalhista, pensei que poderíamos engatar um relacionamento sério. Tinha um mês que estávamos saindo. Entretanto, sempre fui um homem intenso, porém nunca cheguei assumir mulher alguma simplesmente por sentir que faltava algo. Esse NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS “algo” encontrei justamente com a Maria Flor, enfim. Não demorou muito e, o Samuel apareceu pronto para roubá-la de mim. E ele o fez. Eu permiti, pois sentia que não valeria a pena. Meses depois saiu notícias sobre o suposto namoro dos dois nos tabloides. E o que me chamava atenção era a aparência da Letícia. Definitivamente não era a mesma negra de cabelos cacheados bem cuidados. Seus olhos demonstravam cansaço, fisicamente estava mais magra. Preocupado fui até o seu apartamento. Ela simplesmente desabou nos meus braços, chorando copiosamente. Disse que estava doente de amor pelo Samuel, e ele depois de ter conseguido o que queria viajou para o exterior sem dar notícias a ela. Fiz o que podia naquele momento, tentando consolar sua dor. A atração que sentia por ela já não existia desde que me trocou pelo infeliz. Todavia, imaginei que a Letícia poderia ser minha irmã, oh Deus. Com certeza morreria assistindo minha irmã sofrer. Liguei para a melhor amiga da Letícia para NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS que fosse cuidada por ela. Duas semanas depois, fui informado da sua internação em uma clínica de reabilitação para pessoas que lutam contra a depressão. Aquilo sem dúvida me chocou, muito. Não tenho ideia do que o Samuel prometeu a Letícia. Mas vi com os meus próprios olhos que ele a destruiu. Até hoje ela continua internada na clínica. Sua carreira e sua vida viraram pó. —Ele é capaz de acabar com a vida de um inocente só para me atingir. —respondo, olhando no fundo dos seus olhos cor âmbar. —O-O quê! —surpresa, puxa o ar. —Ele matou alguém? —indaga baixinho. Seus olhos crescem, ela profere: —Jesus amado! Se eu não estivesse furioso com certeza iria rir do seu jeito meio-caipira. Porra, é sexy. —Conheci Samuel na universidade. Estudamos juntos, e juro que por muito pouco não terminei minha graduação em outra instituição. Ele é doente, não consigo encontrar outra explicação para isso. —Amor, eu confesso que estou….Chocada, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS é a palavra que vem a mente. —Acredite, bebê, hoje já não me surpreendo com mais nada. O fato é que ele não é uma pessoa confiável. Ele já provou que deseja tudo que tenho. —Meu Deus, ele pareceu normal. Misterioso, mesmo assim normal. —Nem preciso dizer que ele também tem inveja de mim por ser mais bonito, sarado….—seus lábios se abrem em um sorriso sapeca. Essa é a minha garota. —Estamos tendo uma conversa séria, poxa. —tenta manter-se sisuda. —Baby, por nós, não aceite nada desse homem. Se ter algo desse nível é tão importante para você, então a contrato como minha assessora. —De jeito nenhum, Edu. Eu, iludido, achando que ela ia aceitar. Penso, passando a mão na barba cerrada. —Posso saber o motivo? —pergunto, debochado.—Então, ser assessora do juiz invejoso tudo bem. Agora ser assessora do seu namorado é a pior coisa do mundo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Não é isso, ciumento. —sorriu, acariciando minha mão por cima da mesa. —Olha, eu ainda estou me adaptando ser notícia como sua namorada. Trabalhar para você pode parecer muito antiético. Pensando bem, iniciei a faculdade agora não preciso me preocupar com estágio. Quando chegar o período certo, corro atrás. —Você quem manda, Maria Flor. —sorrio. —Mudando de assunto. Hoje recebi sua irmã e Line no hotel. Ela está querendo fazer a festa de casamento no salão de festa. Eleonor comentou sobre o show da banda Hillsong United, eu….—a interrompo. —Nós vamos. —confirmo, e vi sua sobrancelha bem feita levantar em desafio nítido. —Decidiu sozinho, Meritíssimo? —Conheço a minha garota. Sei que curte muito essa banda cristã, assim como minha irmã. Lógico que vamos. Separe seus documento pessoais que daremos entrada no seu passaporte na quinta-feira. Na verdade vamos para outro show também. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Sério? Ai, Edu, me diz. —pede manhosa. —É segredo. MARIA FLOR Por muito pouco minhas pernas pararam de me obedecer, quando fomos encaminhados pela secretária da doutora Araújo a esperar a entrega do exame em uma sala de espera privada. Parecia que tinha formiga na cadeira, não consegui ficar sentada. Levantei e comecei a andar horizontalmente, pensando nas centenas de responsabilidade que eu teria se o resultado fosse positivo. —Bebê, fique calma. —escuto aquela voz gutural que faz meu corpo estremecer. —Como pode me chamar de “bebê” uma horas dessas? —exclamo nervosa, arrancando uma risada rouca do Tatuado. —Vou ficar feliz em ter dois bebês, amor. —Você está muito tranquilo, Edu. Não é você que vai ter que enfrentar minha mãe. Céus, estou enlouquecendo. —digo, fechando os olhos. Relaxo quando seus braços fortes abraçaram NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS o meu corpo. Inalando seu cheiro de homem gostoso, consigo controlar o meu nervosismo. A secretária entra, pedindo licença, e estendeu o envelope branco lacrado. Deixei que o Edu pegasse. Sozinhos, novamente, dentro da sala sou movida por ele para me sentar no seu colo na poltrona azul-escuro. —Sou muito curioso. —fala, fitando o envelope. —No entanto, sou cavaleiro. Quer abrir, baby? —Podemos fazer juntos. Sento-me um pouco mais de lado e, o Tatuado abre a o envelope rapidamente. Abriu o documento branco sem cerimônia —ainda bem — meus olhos logo foram no meu nome completo, informação pessoal, quantidade de hormônios e….POSITIVO. Oh, meu bom Jesus! —Puta merda! Eu sabia, amor. Aposto que vai ser um menino. Sou ótimo em pressentir. A melhor notícia do mundo, estou muito feliz Maria Flor. —brada, sorrindo e beijando meu rosto. —Te-Tem certeza? —mais uma vez leio no NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS documento: POSITIVO. —Bebê, sei que está assustada. Estamos juntos nessa. Estou tão feliz em saber que vou ser pai, que a mulher que amo está esperando um filho meu. Nosso. —Minha nossa, eu vou ser mãe. —repouso minhas mãos abertas na minha barriga. Inacreditável, tem mesmo um serzinho aqui. Digo em pensamentos. O status de assustada muda para emocionada e muito feliz em segundos. Fico mais emocionada quando a mão grande do Juiz começa a acariciar minha barriga. Não falamos nada. O momento tornou-se uma verdadeira magia. LUÍS EDUARDO Espero que a Maria Flor esteja preparada para aguentar o meu lado mais possessivo. Porra, vou ser pai. Na verdade já sou pai. Estava torcendo para que isso acontecesse desde que fizemos amor pela primeira vez. Antes de entrarmos no consultório da doutora Araújo, concordamos em contar a NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS maravilhosa novidade no almoço em família que meus darão neste domingo. Sinto que a minha menina ainda está assimilando com o fato que somos pais. Por isso, ligou para a mãe para dizer que não ia dormir mais com ela hoje. Usou a desculpa que vai me acompanhar em uma festa de aniversário de um amigo —o que não é totalmente mentira. —Parabéns, pais. —diz a doutora sorridente. —Se assim concordarem continuarei cuidando de você e do bebê. Ou vocês tem um outro obstetra em mente? —Gostaríamos de continuar, doutora. Sua especialidade sendo ginecologista e obstetra nos deixa mais confiante. —Perfeito. Minha equipe é bem preparada. Sei que nem deu tempo para pensar, mas preciso saber se deseja ter parto normal, querida. Fito a minha garota esperando por sua resposta. É seu corpo, sem dúvida a respeito. —Pelo pouco conhecimento que tenho a respeito e tirando o que estudei no colegial. Optei NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS pelo parto normal. A senhora ver algum problema? —questiona, com certa ansiedade. —De forma alguma. A verdade é que sempre aconselho o parto normal. Mas cada caso é um caso. E pelo seus exames vi que sua saúde está perfeita. Seus hormônios estão equilibrados, pressão normal, glicose boa, peso proporcional ao corpo. Mesmo assim, estou lhe entregando uma dieta, receita com duas vitaminas C e D juntas nessa fórmula. —Que bom saber disso. —Recomendo que faça exercícios físicos. Não esqueça que está grávida e com o passar dos meses seu corpo não vai suportar certas atividades. Os primeiros meses da gestação é fundamental, Maria Flor. —No próximo mês estamos planejando viajar para Los Angeles. Cerca de treze horas de viagem, será que poderá acarretar algum problema, doutora? —indago. —O voo é longo. Para evitar desconforto na região do seu abdome, levanta-se às vezes para caminhar no avião. Quando possível, claro. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Qualquer coisa que sentir, podem me ligar. —Tem algum exame que podemos fazer antes dos três meses para descobrir o sexo do bebê? —ansioso, não seguro a pergunta. —Em oito semanas podem fazer o exame de Sexagem fetal. Realizamos ele na clínica, demora cerca de cinco dias úteis. —Acho que podemos esperar os três meses para descobrir. —Maria Flor, diz, sorrindo. Ela me conhece. —Estamos liberados para fazer sexo? —Jesus, Edu, misericórdia! —minha namorada aperta os lábios, suas bochechas começam a ficar rubras. Que graça. —Desculpa, doutora. Que vergonha! Acho melhor irmos logo. Pego sua mão e beijo-a segurando o riso. —Devem fazer, pais. Bom, nos vemos na próxima consulta. MARIA FLOR Depois de quase morrer de vergonha na frente da doutora Araújo. Consegui me recuperar. Edu lamentou o fato de não passar o restante da NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS tarde comigo. O Problema é que seu assistente ligou informando que entregaram novas provas referente a dois processos sérios. Avisou que às 20h passaria na casa da madrinha para irmos a festa de aniversário de um amigo seu, no mundo jurídico. Bom, pelo menos não menti totalmente para minha mãe ao justificar o motivo de eu não ir dormir com ela, como combinamos. Tiraria a tarde para pensar nessa minha nova fase “mãe”. Decidi não ir a universidade hoje. Comuniquei aos meus seguranças e até pensei que eles poderiam ir embora. Mero engano. Continuaram paradinhos ao redor da residência da minha madrinha. Enviei uma mensagem para Lúcia e Michael —ontem trocamos números dos nossos celulares — comunicando que não ia comparecer a aula. Minutos depois meu celular vibrou quando vi tinha sido adicionada no grupo do whatsapp “Clube da Luluzinha”, comecei a rir. Principalmente lendo as mensagens do Michael dizendo que o nome do clube é de meninas. Ou seja, nada ver com ele. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Às 19hs, após o banho, hidratei o corpo. Em seguida tive a difícil tarefa de escolher o vestido ideal para esta festa. Usando todo o bom gosto que tenho trajei um vestido dourado fosco, de comprimento dois dedos acima do joelho, alças finas em cima formando um decote V fazendo o tecido no busto ficar trançado. Muito lindo. Olhei-me no espelho e mordi o canto do lábio, em dúvida se o vestido estaria bom para esta noite. Confesso que o achei bem marcado no meu corpo, nada grosseiro, mas sim de forma sensual e delicado. Fiz certo em não usar sutiã, pois o decote evidencia bem essa parte da minha pele. Terminei de fazer a maquiagem, marcando bem meus olhos com o lápis de olhos marrom, finalizei com um batom rosinha. De acessórios apenas brincos e meu anel de compromisso. Esse nunca tiro. Penteei meus cabelos para trás —já havia secado no secador —puxando as mechas prendendo a parte de cima, deixando a parte de trás solto. Acho que combinou. Descalça sigo para a sapateira repleta de sapatos lindos. Separei três pares e NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS experimento o primeiro. —Uau. —quase perco o equilíbrio quando escutei a voz grossa. Em seguida um assobio baixo. —Você e sua mania de me assustar, Edu. — reclamo. Logo abaixo a guarda quando virei e o vi lindíssimo trajando um blazer de veludo preto. Que homem, Senhor! Sabendo que eu estava o “secando” aproximou-se e ficou de joelhos na minha frente. Pegou o meu sapato branco, de tira bem delicado, e disse: —Esse vai ficar perfeito nos seus pezinhos. —afirma. Apoio minhas mãos no seu ombro, e o espero calçar os sapatos. Sem perder o costume de provocá-lo digo: —Entende de moda, amor? —Quando se trata da minha mulher eu entendo de tudo. —pisca o olho direito, e terminou de calçar o meu pé. —Você está linda, Maria Flor. —elogia, abaixando a cabeça para cheirar meu pescoço. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —É melhor parar. —murmuro. —Quero você…. —Agora não, meu amor. Eu te disse que preferia ficar em casa, mas o senhor me convenceu. Lembra? —Ok. —respira fundo. —E como passou, ou melhor, como passaram a tarde? —carinhoso, repousou a mão na minha barriga por cima do vestido. —Preguiçosamente bem. —sorrio. —Que ótimo. Então vamos. Dentro do carro enviei uma mensagem a madrinha, informando que estava com o Edu. Ela ligou mais cedo dizendo que iria jantar com suas amigas.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 21 MARIA FLOR Edu disse que a casa do seu amigo fica no bairro do Ipanema. Cresci admirando as mansões nas terras dos patrões, são de arquitetura moderna, cada uma com sua identidade. Aliás tudo envolvendo o patrimônio material nas terras da família Lacerda são bem feitas. Por esta razão não me surpreendi quando o Bruno entrou em um condomínio luxuoso. O edifício é tão alto que precisei erguer bem o pescoço. Definitivamente “uau”. Edu desceu e veio abrir a porta ajudando-me a descer do carro. Sorri quando vi meu primo conversando com três seguranças da equipe. —Não sabia que o André estava com a gente. —comento com o Edu. —Somos quase irmãos gêmeos. —brinca. André aproximou-se guardando seu celular na calça social preta. —Como está, priminha? —diz, abraçandoNACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS me apertado. Ri do seu jeito. Não durou muito, meu namorado tratou de afastar o melhor amigo. —Não aperte minha mulher, porra. —rosna. —Cara, somos primos. Larga de ser um possessivo do caralho. —ai não! começou, resmungo em pensamentos. —Além de eu ser muito ciumento, também tem o meu…..—tampo a boca do Tatuado, com a palma da mão aberta e concluo: —Esquece, André. Edu teve um dia estressante no trabalho. —Fala sério. O que vocês estão escondendo? —questiona, risonho, cruzando os braços. —Nada, André. —Edu responde, puxandome pela cintura. —Fique de olho, em qualquer suspeita nos tire daqui. —Suspeita de quê? —Baby, sabe que vivemos como uma bomba-relógio. Precisamos ficar atentos. Nunca aconteceu nada em festas como essas, o Carlos Augusto é um juiz temido e ameaçado assim como eu. Caso o André e os nossos suspeitem de algum NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ataque, estaremos preparados. —Hmm. —cicio, sentindo uma leve pontada de medo. Saimos do elevador privativo diretamente no hall do cobertura do senhor Carlos Augusto que soube pelo meu namorado que é o temido juiz do Supremo Tribunal Federal. Adentramos o salão principal, sendo recepcionados por hostess. Um mar de pessoas apareceu diante dos meus olhos. Todos bem vestidos, sendo servidos por garçons que circulava pelo salão. Ao fundo um palco tinha como atração uma banda, onde todos os integrantes trajavam terno. Bem chique. Vi um senhor barrigudo, muito sorridente, caminhando em nossa direção, acompanhado de uma moça de cabelo preto na altura dos ombros. Como uma boa observadora capturei o olhar verde da mulher cair sobre o meu Tatuado. Nem pense, querida. —Luís Eduardo, meu querido. —o homem o abraçou. —Quem bom que veio. —Parabéns, Carlos Augusto. Espero que NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS tenha gostado do presente. —Meu jovem, quando vi aquele Glenfiddich meus olhos brilharam. —fala humorado. Acabo sorrindo com seu jeito. —E quem é essa bela jovem? —Maria Flor Soares. A mulher da minha vida. —declara, fazendo-me suspirar como uma boba apaixonada. —Sei como é. Sou totalmente apaixonado pela Rosa. Trinta anos de casamento é para poucos. —Edu é jovem, tio. Tem muito o que conhecer. —a moça fala, encarando o meu namorado. —Não são todos que tem a sorte de conhecer o verdadeiro amor na juventude, Brenda. —nem precisei dizer nada. Seu Carlos Augusto, disse tudo. —Bem, aproveitem a festa. Esperei eles se afastarem e fitei o meu namorado. —Devo me preocupar com a Brenda, amor? —Relaxa, bebê. Vamos aproveitar a festa, hmm. —beija-me rapidamente. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS O garçom passa ao lado e, o Juiz pega o copo de suco, indagando: —Tem algo alcoólico nesse suco? —Edu, é somente suco. —Depende. Às vezes gostam de servir suco com álcool nessas festas. —retorna a dirigir-se ao pobre garçom. —Tem álcool ou não? —Na-Não, senhor. É só suco natural de laranja. —Qual o seu nome? —pergunto ao garçom. —Pedro. —Pedro, desculpe pelo modo do meu namorado. No momento não posso tomar nada que contenha álcool. Obrigada pelo suco e bom trabalho. —sorrio para o rapaz que sai aliviado. Deus, o Edu ponhe medo em todo mundo. —Não precisava ser tão simpática, Maria Flor. —entrega a taça de suco para mim. Fica lindo enciumado. —Ah, baby, vamos aproveitar. Além disso pare de assustar as pessoas. Ele solta uma risada grossa e beijo seus NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS lábios carinhosamente. Sem me importar se estamos chamando atenção dos outros convidados. Admito que fiquei com pavor de cometer alguma gafe. Principalmente na hora do jantar. Sentamos com dois casais, colegas conhecidos do Edu. Desde que entrei tendo o Juiz como parceiro notei os olhares inquietos. Mas como uma boa dama —que tento ser —reverti a situação com um sorriso. Regressamos para o centro do salão onde algumas pessoas dançavam ao som da banda. Ali fiquei um bom tempo com o meu loiro. O Tatuado era um verdadeiro lorde, sabia me conduz conforme a melodia lenta da música, mesmo com eu, quase pisando no seu sapato italiano. Voltamos a andar pelo salão, o Juiz estava disposto a me levar ao banheiro. Todavia, fomos abordados por conhecidos da família do Edu. Não deu outra. Mais conversa. Não dava para eu segurar precisava fazer xixi. Pedi licença e fui ao banheiro. Minutos depois, retornei ao salão de festas a procura do Tatuado. —Já tem a minha resposta? —viro de costas NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS para saber quem é o dono da voz. Tenho certeza que minha cara está impagável nesse momento. —Juiz Medeiros! E então ele sorriu, um sorriso contido, mostrando uma covinha. Outra semelhança com o Edu. Mas o que estou fazendo comparando os dois? Afasto esses pensamentos. Encaro a pele alva dos seus braços, expostos pelas mangas até o antebraço, notando as tatuagens bem coloridas. —Pode me chamar de Samuel. —enuncia, chamando minha atenção. —Você está muito linda. Uma menina-mulher. —Eu decidi que não quero ser sua assessora. Tenho outras prioridades no momento. —Está perdendo uma oportunidade única, Maria Flor. Os olhos do Samuel foram em uma direção acima da minha cabeça. Mesmo antes de sentir o braço firme do Edu abraçar minha cintura, senti seu perfume. Eu também sabia que o meu namorado chegou a tempo de escutar a fala do Juiz Medeiros. —Você está perdendo a oportunidade de sair NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ileso, Samuel. —brada, austero. —Vejam só, se não é o justiceiro. — provoca, Samuel, sem perder a postura. —Fique fora do meu caminho, seu doente de merda! Edu se pôs na minha frente, ficando cara a cara com o Juiz Medeiros. Fico sem reação no meio dos dois juízes, que estão se matando com o olhar. Céus, o que faço agora? Eu deveria ter ficado em casa, deitadinha na minha cama, assistindo televisão. Mas não, aqui estou em mais uma confusão. Percebo os curiosos assistindo a cena dos dois juízes. Para minha sorte André apareceu, pálido. Sabia que tinha alguma coisa errada. E não era o fato do Edu está quase matando o Samuel com o olhar. Antes que eu perguntasse algo, meu primo profere: —Precisamos ir embora agora! —diz, pegando firme no meu braço. Logo Bruno apareceu e aproximou-se do Edu falando algo próximo do seu ouvido. Não NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS queria ir, deixando o meu namorado para trás, porém vi que o mesmo despertou do seu confronto com o Juiz Medeiros e veio andando em passos largos em minha direção. Entramos no elevador privativo. Meu coração estava para sair pela boca.Uma sensação ruim invadiu meu corpo. —O que aconteceu, André? —indago. —Recebemos uma ligação do líder de uma facção criminosa. Quase matamos o irmão deles, há dois anos quando o capturamos em uma missão. Ele com certeza está furioso. —Quase mataram...—sussurro as palavras. Vi Bruno abrir uma mochila de couro e retirar peças de roupas entregando para o Edu. No mesmo instante, o Tatuado, despiu-se das roupas informais, trajando calça jeans preta, blusa de manga comprida preta, calçando bota coturno. Vestindo as mesmas roupas dos seguranças. Prendi o ar, quando o vi se abaixar e mexer em outra mochila tirando o coldre, levantou-se e o colocou no coxa direita, agachou-se novamente e NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS respirei fundo o assistindo mexer em armas. Caramba, isso é demais. —Como está lá em casa? —pergunta, verificando as munições nas armas com uma habilidade incrível. —Um verdadeiro escudo. Todos bem protegidos e armados. Saimon está liderando a zona norte e sul. Silas oeste e leste. —Precisamos chegar no meu apartamento no Jardim Botânico. Fazendo aquele esquema de rota. —continuo calada. Entramos na garagem subterrânea e paraliso vendo a quantidade de seguranças. Edu, volta e segura minhas mãos. —Amor, preciso que fique calma. Vocês vão ficar seguros. Esse meu apartamento no Jardim Botânico é uma verdadeira fortaleza, além do que, esses bandidos não são tão ousados ao ponto de quererem guerra em avenida principal. Também temos nossas cartas. —Eu quero ir para casa. —murmuro, segurando as lágrimas. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Vamos assim que possível. Pense no bebê, amor. —meneei a cabeça concordando. Entrei no carro, antes, Edu pôs o colete aprova de balas em mim. Que situação horrível. Meu primo foi em outro carro para dar voz a equipe. Sentei ao lado de um segurança no banco de trás, na frente estava Bruno e Edu. Como se estivesse em um filme de ação, a adrenalina tomou conta do meu corpo. Minhas duas mãos estavam em cima da minha barriga. Uma força descomunal veio a tona. Afinal, eu precisava ficar calma. Um serzinho dependia do meu bem estar. Dei um grito quando escutei tiros. Meus olhos formigam com as lágrimas. Vozes do meu primo preencheram o carro. Ele informou que dois carros estavam sob ataque e que não poderíamos parar no posto para realizar a troca de carros. —Filho da puta! —exclama, Edu. —Se eu tivesse na moto nenhum escapava. Moto? Só pode ser brincadeira. —Estamos longe do seu apartamento. Essa NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS rota é complicada. —meu primo pausa, e volta a dizer: —O mais seguro é irmos para a favela do Barão. O quê? Não estou acreditando nisso. —Então vamos! Peça para o Roger avisar ao José que estamos indo para a comunidade. —Pode deixar.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 22 LUÍS EDUARDO Merda! Porra, estou morrendo de ódio desses infelizes. Não posso acreditar que estamos no meio do caos com a minha mulher e nosso bebê. Logo agora, penso extremamente apreensivo com a situação. Por sorte a equipe conseguiu conter o ataque. De maneira alguma posso vacilar na segurança da minha família. O melhor será passarmos a noite na favela do Barão. Pode parecer loucura, afinal, todos tem uma visão muito generalizada quando se trata de comunidades. No meu caso, conheço o José —líder da favela do Barão —e sei que posso confiar nele e no seu povo. Há sete anos, sofri um atentado, ficando gravemente ferido, largado à própria sorte. Infelizmente justo nesse dia havia decidido que não era necessário eu andar com tantos seguranças. Um grande erro. Dois homens do José me encontraram ferido e desacordado no início da mata na estrada que tem NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ligação à comunidade. Acordei dois dias depois, medicado, limpo e tratado com o José e meus pais me olhando com grande alívio. Como agradecimento, meus pais decidiram investir —sem garantia de fundos —na extensa comunidade da zona sul do Rio. A favela ganhou saneamento básico, dez escolas novas, praças de lazer, dois postos de saúde completos, e obra de infraestrutura nas casas. Foi uma grande quantia aplicada pela minha família em forma de gratidão — por terem salvo a minha vida— e parceria. Em troca de manutenção em todas as construções e na construção do primeiro hospital completo do Barão, o José teria que garantir que a circulação de drogas e crianças fora das escolas estaria extinto da comunidade. Ele é claro, aceitou. Pelo retrovisor, respiro abrandado, consigo ver os carros dos nossos. No entanto, sinto falta de dois automóveis e três motoqueiros. Porra. Com certeza estão em uma perseguição. Era para eu estar lá. Estou muito nervoso, quase entrando em ebulição. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Pego no ar a respiração tensa da minha namorada. Sem dúvida ela deve estar muito assustada com o que ouviu e viu. Maria Flor precisa saber o que comando, sem mentiras e sem regras. Ainda mais agora que estamos construindo nossa família. Meu Deus, eu sou pai. E sinto no fundo do meu coração que será uma menino. Meu filho. A certeza de ter minha família segura é essencial para a minha existência. Para defendê-los serei um Leão de Judá. Adentramos a favela, os membros seguem até o limite com o carro. Apesar das reformas e boa edificação que a comunidade ganhou, tem divisões de morros que são impossíveis de passar utilizando transporte. Ou seja, teremos que dar uma boa pernada até chegar a casa do chefão. Os nossos descem e começam a pegar as mochilas com os armamentos. Abro a porta do carona e fico furioso por saber que os olhinhos da minha namorada demonstram pavor. Estendo a palma da mão, chamando-a: —Venha, baby. Estamos seguros aqui. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Edu, estou aterrorizada. O que foi isso? —Amor, juro que vou explicar tudo. Tudo mesmo. —friso, e finalmente ela segura a minha mão. —José, líder desta comunidade, é amigo da minha família. Pode confiar. —Como podemos estar seguros em uma favela? —indaga, analisando as centenas de casas, comércios e, o morro. —Estamos mais seguros aqui, do que lá fora. —solto o ar, chateado com a atual situação. — Ficaremos na casa do José, até termos certeza da nossa segurança. MARIA FLOR Era nítida a minha frustração. Sei que o Edu não tem culpa. Todavia, a sensação de medo que senti dentro do carro, imaginando que a qualquer hora os bandidos iam conseguir acertar o carro e, o pior acontecesse com o meu bebê. Algo dentro de mim mudou. Pois desejei a todo momento poder sair daquela situação aterrorizante. Estou confusa e temerosa por saber que sou mãe. Poxa, tem uma vida que depende NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS totalmente das minhas decisões. Vi que os seguranças começaram a subir o morro. Edu me chamou, porém, por estar altamente aborrecida ignorei sua mão, cruzei os braços e fiz a caminhada da vergonha em cima de belos saltos altos que logo judiaram dos meus dedinhos. Fiquei mais tranquila por ver o meu primo logo atrás do Edu. Ele falou comigo rapidamente perguntando como eu estava. Fui monossilábica na resposta. Fingi não perceber, mas o Tatuado estava irritadíssimo. Não fiquei diferente quando vi que ele tinha tirado a camisa. Acho que o Juiz esqueceu que agora é pai de família, exibido. Penso, mal humorada. —Está cansada. Eu levo você. —oferece, e quase caio em tentação. —Não precisa. Ah, céus. Claro que preciso. Esses saltos são dois assassinos de dedinhos inocentes. Para evitar grandes bolhas nos dedos, optei em parar, tirar os saltos e segui a caminhada descalça. É o jeito. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —O que está fazendo? —reviro os olhos pela pergunta. —O que parece, meritíssimo! —Porra, de jeito nenhum vai sujar os seus pés. O Tatuado abaixou-se e pôs os meus sapatos, levantou e me pegou no colo como se fosse uma noiva. Sou orgulhosa, porém, preciso admitir que meus pés e dedinhos estão agradecidos. Aperto os lábios e olho para qualquer ponto que não seja o rosto do Edu. Esse homem toma alguma coisa, só pode. Todo dia ele fica mais bonito, encontro mais adjetivos que o represente como o “homem perfeito”. Sinto seus braços suados, e disfarçadamente inalei seu perfume almiscarado. Sem obter por muito tempo minha resistência. Meus olhos estudaram as tatuagens espalhadas pelo seu pescoço, descendo pelo peitoral….Que calor, Senhor. —Acho que não está tão brava assim. — murmura, puxando o sorrisinho sacana. Pega no NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS flagra. Finalmente os passos vão diminuindo e enxergo o nosso destino. A surpresa brilha em meus olhos diante do casarão feito de madeira branca de três andares. Uau. Nunca imaginei que em uma comunidade poderia ter uma construção tão linda. Pensando bem...O pouco que vi durante o caminho, este lugar não me pareceu como as favelas que costumo a ver em noticiários e filmes. Lembra um novo mundo, escondido da sociedade lá fora. Edu me desce do colo devagar, pegando minha mão logo em seguida. A porta francesa do casarão abriu, saindo de dentro um homem de cabelo na altura do pescoço, moreno-claro, aparenta ter 40 anos. Os seguranças entram no casarão, cumprimentando o homem que deduzo ser o chefão da favela. Meu primo parou para falar com ele, o escuto chamá-lo de José. Confirmo minha hipótese. Logo, segue para dentro com o Bruno. —Doutor, que honra receber você. Apesar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS das circunstâncias. —diz o homem, abraçando o Edu. —José, obrigado por nos receber. Esse horário tem poucas pessoas circulando pelas ruas da comunidade, mas gostaria que mantivesse a descrição. —Devemos lealdade, doutor. Fique tranquilo. —relaxo, observando sinceridade em sua voz e fisionomia. Ele volta a me encarar, continua: —Maria Flor, certo? —Sim. —sinto a mão do meu namorado buscar a minha, e permito que segure. —Obrigada, novamente por nos ajudar. —agradeço. —Imagina, doutora. —enuncia, sorrindo. — Venham, precisam de banho e descanso.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 23 LUÍS EDUARDO Garanto que minha namorada como uma fatia de bolo e suco, antes de ir para o quarto tomar banho e descansar. Precisei me controlar para não largar tudo nas mãos do André e ir acompanhá-la. Sei que a Maria Flor está furiosa com o fato de eu ter colocado o nosso filho em risco. Enviei uma mensagem para o Luri —em códigos —ordenando que junto com a equipe de hackers capture qualquer imagem ou vídeo de celular e câmeras de seguranças que seja possível ver nossa equipe em ação e seguindo para o Barão. Nem em sonhos podemos deixar algo escapar para a mídia. —Tem alguém maior por trás dessas facções. —murmuro pensativo. André acabou de informar que fomos alvos de um criminoso que capturamos o irmão há alguns anos. Cerca de cinco meses para cá viemos recebendo ameaças de todos os lados, várias facções ao mesmo tempo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Nosso objetivo é acabar com o tráfico humano e fazer o possível para tornar o tráfico de drogas escasso no Brasil. Missão quase impossível, mas não podemos largar um legado se tivermos o pensamento negativo. A adrenalina corre nas minhas veias, gosto de ação, perigo, armas e ataques são o meu forte. Cresci sendo treinado pelos os meus pais a me proteger dos inimigos. Somos uma família normal, diante dos olhos da sociedade. Entretanto, escondemos uma colmeia cheia de pessoas que cresceram seguindo a facção para combater as facções do mal. Não que sejamos os mocinhos da história. —Eles podem ter se unido para nós pegar, Dudu. —comenta, André, digitando no seu notebook. —Luri está desenvolvendo um sistema nosso, para obtermos as informações de todos os mafiosos que capturamos e os que pretendemos capturar. Sem rastros. Isso vai ajudar. Principalmente no trabalho sujo. Sorrio, sem humor. O trabalho sujo nada mais é, que matarmos algum criminoso sem deixar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS qualquer vestígio. Temos uma equipe que cuida exclusivamente da limpeza. —Os nossos hackers estão se comunicando com a equipe do Japão e Estados Unidos. É um grande projeto que requer estudo e cálculos certos. —conclui André. —Uau, isso é grandioso. —exclama José, tomando mais um gole da sua cerveja. —Precisamos pegá-los. Um por um. Ou todos de uma vez só. —enuncio determinado. —Senhor, parou para pensar que pode ser algum bandido que mandou ver o sol nascer quadrado pelo resto da vida. —cogita, Bruno, com seu jeito sério. —Quando são ameaças de detentos, eu sei. Nesse caso não foi. —Precisamos deixar a equipe altamente preparada, Dudu. Cuidarei disso amanhã. Levanto e sigo para a janela da sala de estar. Admiro as milhares de luzes ligadas, nas casinhas espalhadas na comunidade. Com as mãos nos bolsos da calça, puxo o ar e soltando-o lentamente. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Meu Deus, é explícito minha preocupação. Antes, não me importava se chegaria vivo em casa. Hoje as coisas mudaram. —Marque uma reunião com os principais membros. Caso uma guerra seja declarada, estaremos preparados. Na minha família ninguém vai tocar. Eles sabem como me atingir. —Farei isso, Dudu. —Os nossos que ficaram para seguir os infelizes se machucaram? —questiono. —Tivemos três feridos. O doutor Alex está cuidando deles na colmeia. Infelizmente a perseguição não deu em nada. Um dos criminosos morreu. Luri está buscando toda a ficha dele, conseguimos o nome do indivíduo, ele estava com o RG. —Bruno informa. Franzo a sobrancelha. Os vermes estão usando iniciantes para o trabalho pesado. Todos que estão em campo em hipótese alguma anda com documento de identificação, nada. —A coisa tá mais feia do que pensei. — escuto o José falar. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS MARIA FLOR Olho meu reflexo no pequeno espelho do banheiro, cabisbaixa. O cansaço tomou conta do meu corpo, debaixo do jato de água fria me permiti chorar. A razão? Não sei bem. Parece que só estou me dando conta do perigo que expus o meu bebê agora. Nada que senti antes, se compara a maneira que estou. Saio do banheiro e sigo para cama, onde um dos seguranças deixou uma pequena mala em cima. Informou que continha roupas, produtos e calçados. Enxugo bem o meu corpo, ponho um pouco do meu hidratante —que tirei de dentro da mala. Nem sei como eles conseguiram minhas coisas. Hidrato minha pele devagar e quando percebo minhas mãos passam muito tempo alisando a região do meu ventre. Surreal sentir o amor nascendo por esse serzinho que descobri a pouquíssimo tempo. Só Deus para entender. Sorrio, acariciando e sonhando com meu barrigão. Será que vou ser uma boa mãe? Jesus, eu preciso ser. Eu quero ser a melhor mãe do mundo. Meu corpo estremece quando sinto braços fortes NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS rodeando minha cintura. Logo, as mãos grandes e macias seguem para o meu ventre. Fecho os olhos, apreciando o momento. O tato do homem que amo. Encosto-me mais no seu corpo, quando seus lábios beijam o meu pescoço e nuca. O desejo é gritante, todavia, neste momento estamos contemplando nossa pequena família. Nosso primeiro momento. —Vou acompanhar tudo, bebê. Nosso filho será um garoto forte e virtuoso. —Fala com tanta convicção que estou começando acreditar que é um menino. —Sou ótimo em pressentimentos. —Sei. Então previu que ainda estou chateada. —sigo apertando os lábios, para a risada não escapar. —Você me ama. Não resiste. —belisco seu braço, fazendo-o rir. —Maria Flor, me perdoe por ter colocado vocês em risco. —Não, amor... Não estou querendo desculpas. Viro de frente, nua, o abraço pela cintura NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS ignorando seu membro excitado. —Entendi, baby. Espere eu tomar banho e conversamos sobre a facção. —relutante, afastouse, antes beijou minha testa. Busco uma calcinha na mala e uma camisa do Edu para eu vestir. Como não molhei o cabelo, apenas passo a escova. Sentada na cama, espero o Edu sair do banho. Fiquei hipnotizada quando saiu nu e secando o cabelo loiro-dourado com a toalha branca. Respirei fundo e com água na boca, olhei suas pernas primorosas, as coxas musculosas, seu membro ereto, comprido e grosso. Pelos claros e bem amparados rodeavam seu sexo e testículos redondos. Pus a mão na nuca, por baixo do cabelo como se conseguisse dissipar o calor que subia pelo meu corpo. Ele limpou a garganta, fui pega pelos seus olhos azuis ardentes. Ah, baby, estava admirando você. Edu trajou a cueca em seguida uma bermuda de malha. Estava quente, parecia que o ar condicionado não estava dando conta. —Maria Flor, não fique me comendo com os NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS olhos. —repreende, cheio de humor. —Não deveria ter saído nu. É difícil eu me concentrar. O Juiz sentou-se na minha frente, sereno e com a expressão séria. Apesar de parecer mais tranquilo. —Falamos a respeito da facção uma vez. No entanto, encobri muitas coisas. —segura minhas mãos, com carinho. —Minha família há décadas faz parte da facção secreta. Os membros são pessoas comuns, que encontraram na facção a liberdade de combater o mal sendo vilões também. Temos médicos, professores, ex-militares, enfermeiros, atletas, juízes, delegados, ministros, esses são alguns que fazem parte. Desde de pequeno meus irmãos e eu fomos treinados pelos nossos pais, avós e professores de artes marciais da facção. Vivemos sob perigo constante. O nervosismo me varreu de cima abaixo. —Você sabe que meu pai, é meu tio biológico e minha mãe foi minha salvadora. Dona Selena teve fé e coragem de fugir comigo com a ajuda de uma senhora, do cativeiro que estava nas NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS mãos dos irmãos Gomez. Dois vermes que estragaram vidas com o tráfico humano. Carlos Gomez estuprou minha mãe biológica, Eleonor, mesmo assim ela me amou até seu último suspiro. Minha mãe Selena sempre fez questão de contar o quanto ela foi forte por ter levado a gravidez em meio às dificuldades. Carlos pretendia me vender para um casal estrangeiro, e Selena foi uma heroína. —Sinto tanto, amor. —sussurro emocionada. —Meu pai vingou a morte da minha mãe biológica. Se ele não o fizesse, eu faria. Cresci centrado, dedicando meu tempo aos estudos. Tinha sede de ser o melhor. E sou o melhor no que faço no Tribunal e na facção. Não me orgulho, mas confesso que já matei. Quando se trata de bandido e da situação não penso duas vezes. A colmeia é uma família que tem a ânsia de acabar com todos os tipos de tráfico. Ambicioso, eu sei. Entretanto, evitamos que esses mafiosos roubem mais vidas. Tremi tanto que ficou visível. Tive uma pequena prova do perigo que o meu namorado corre. Mordi os lábios, evitando que o som do NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS choro escapulisse. —Somos altamente treinados. A colmeia é divida em setores, nossa equipe de hackers evita que qualquer imagem nossa circule. Eles conseguem desligar câmeras públicas e particulares. Bloqueia a internet de até três cidades ao mesmo tempo. São foda de tão bons. O abracei forte, passando uma perna para fora da sua coxa e depois a outra, até me ajoelhar em volta do seu quadril. Suas mãos grandes apertaram a carne da minha bunda, puxando-me mais para perto de si. —Por que está chorando, bebê? O que preciso fazer para não ficar assim? —pergunta rouco, baixo. —Jamais...Nunca suportaria acordar com uma notícia...Ruim sobre você. Estou com medo de perder você. —Shii...Isso nunca vai acontecer. —Agindo assim...Vai acabar acontecendo. Pense no nosso bebê, Edu. Precisamos de você. —É pensando em nossa família que sempre NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS vou voltar para casa. Lutamos para construir um mundo melhor, baby.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 24 LUÍS EDUARDO Acordamos às 5h da manhã e nos organizamos para regressar para o meu apartamento no Jardim Botânico. Maria Flor estava sonolenta, mesmo assim, quis descer o morro. Claro que não deixei. A peguei no colo sobre os seus protestos, e quando vi já tinha cochilado. André informou que iria para a facção organizar o novo esquema. Avisei que passaria lá após meu expediente no tribunal. Minha namorada estava dengosa, pediu que eu deitasse com ela na cama. De conchinha, fiquei cheirando seu cabelo sedoso e acariciando sua barriguinha. Trajei a última peça do meu terno de três peças, e bebendo meu café com leite fulminante, admirei a mulher da minha vida dormindo serenamente na cama. Nunca vi mulher mais linda que a minha. Sou um filho da puta sortudo. Percebendo que estava acordando me aproximei. Coloquei a xícara no criado-mudo e sentei ao seu lado na cama. Ela abriu seus olhos cor NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS âmbar, sorrindo e puxando a coberta para perto do seu rosto. —Não deveria acordar tão gato. —brinca, arrancando uma risada de mim. —Você que é um perigo, bebê. —beijo sua boca delicadamente. —Bom dia. —Bom dia. —ela sentou-se quase em um pulo, dizendo: —Minha nossa, estou atrasada! Seu primo vai acabar me demitindo. —Nem precisa trabalhar hoje. Liguei avisando do atentado de ontem. —seguro seus ombros, os sentindo relaxar. —Estou bem, Edu. Talvez, o trabalho me ajude esquecer os últimos acontecimentos. —Nada disso, Maria Flor. Fique e descanse. —Ok, senhor Juiz. Ergueu a mão direita e acariciou minha face suavemente. A paixão queimava em seus olhos. Passou a mão macia sobre a minha barba cerrada. Deus, estamos tão ligados. Parece loucura nos amarmos tanto em pouco tempo. É verdadeiro. —Casa comigo? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Nunca me senti tão adorado. Maria Flor é única. Seus dedos se infiltraram no meu cabelo, sem tirar os olhos dela, controlei a vontade joga-la contra a cama e amá-la. Todavia, fiquei louco quando seus lábios tocaram suavemente meu queixo, maxilar, testa e sobrancelhas. Sua delicadeza e sensualidade estavam domando tudo. —Edu… —Diga sim, meu amor. —pedi, fitando os seus olhos. —Não temos porque esperar. —ela permanece calada, aproveito e prossigo: —Vou considerar um sim. —Vamos pelo menos esperar nosso bebê nascer. —Lógico que não. O que o meu filho vai pensar de mim? Que estou enrolando a mãe dele. O garoto já vai nascer com um pé atrás, comigo. De jeito nenhum! Ela riu. Qual é a graça?Indago mal humorado com sua relutância. —Amor, já percebeu que estamos pulando todas as etapas? Olha, claro que sonho em casar NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS com você. Mas podemos esperar, não precisar ser para amanhã…. —É para ontem, Maria Flor. —Homem do céu, o que vão pensar de mim. Estou grávida e prestes a subir ao altar contigo. Você é conhecido na mídia, e sabe que odeio as especulações. Querendo ou não isso me afeta. —Que se dane, baby. O importante é que você e eu sabemos a verdade. Nós nos amamos e vamos ter um filho. —Ou filha. —completa. Mas eu sei que é um menino. —Minha família tem uma filial do hotel no Caribe. Podemos nos casar na praia, passar a lua de mel trancados no chalé. —minha namorada riu, meneando a cabeça. —Está tendo a oportunidade de me prender para o resto da nossas vidas, vai deixar passar? —Tudo bem. Tudo bem. Eu aceito, seu manipulador. —beija minha boca, e retribuo de bom grado. —Agora teremos duas grandes notícias para dar a nossa família. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Será um domingo grego. *** Meu assistente —Wagner —organizou minha agenda. Preciso me programar para o meu casamento no próximo mês. Maria Flor vai querer o meu pescoço, no entanto, é por uma boa causa. Para quê perder tempo? Pedirei ajuda da minha mãe e irmã para auxiliarem a minha noiva nos preparativos do casamento. Quero que seja do jeitinho que sempre sonhou. Ela merece isso e muito mais. Termino de ler o quinto volume de um processo de dez volumes. Mesmo podendo me basear nos últimos despachos, gosto de ler tudo. Para evitar equívoco e erro. E sempre encontro erros nos despachos, marco tudo, e faço um novo relatório devolvendo para o setor responsável. Por isso eles me odeiam. Fiquei surpreso quando um dos seguranças da equipe entregou meu almoço dentro de uma marmita térmica, a pedido, da Maria Flor. Só ela para fazer isso. Infelizmente, devido a quantidade de trabalho decidi almoçar aqui mesmo. Telefonei NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS para ela avisando, e pude ficar mais tranquilo quando soube que minha irmã e a noiva do André estavam no apartamento com ela. Aproveitei a ligação para agradecer a refeição que fez e mandou para mim. Estava uma delícia. Ao fundo da ligação, pude escutar as risadinhas femininas. Eleonor sabia como deixar as pessoas sem jeito. Minha princesa era fogo. —Senhor Lacerda, o Juiz Samuel Medeiros está querendo falar com o senhor. Como é? É muita audácia desse infeliz vir até o meu gabinete. —Permita a entrada dele. —autorizo a minha secretária. —Sim, senhor. Segundos depois, minha secretária entrou anunciando o Samuel Medeiros. Nem levantei para cumprimentá-lo, como a boa educação que recebi deveria ter feito. Continuei sentado na minha cadeira de couro, com os braços e mãos apoiados na mesa de vidro. —A educação passou longe, juiz Lacerda. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —debocha, estudando o meu gabinete. —Seja direto, seu doente. Não pense que esqueci o fato de ficar rondando minha mulher como um urubu. Ele senta-se na cadeira sem ser convidado. Com um sorrisinho irônico no rosto, diz: —Sua mulher? E quando se casaram? —Estamos de casamento marcado, Samuel. —o sorriso some do seu rosto, ele me fita sério. — O que pretende se aproximando da minha mulher? Quer me atingir, é isso. Não basta o sofrimento que causou a Letícia. Aposto que nunca foi visitá-la na clínica. —Ela é louca. Infelizmente foi comigo que ela se tornou obsessiva. —O único doido da história é você. Qual o seu problema comigo? —Somos mais parecidos do que imagina, Eduardo. —Não mesmo. Sem dúvida você é o capeta. —ele riu sem humor. —Ontem recebi uma ligação de número NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS privado, infelizmente minha equipe de seguranças não conseguiu rastrear a chamada. Ameaçaram sequestrar a Maria Flor, caso não desse a ele o que desejam. Furioso, aperto o punho. —Acho que ameaçaram a pessoa errada. Você não tem nada a ver com a minha noiva. —Pelo visto tenho, já que pensam que estamos ligados. O que não deixa de ser verdade. —Que porra está querendo dizer? —Sabe que estou interessado na sua namorada. Se estivéssemos em outro lugar não deixaria ele com os dentes. O filho da puta foi esperto em me procurar no TJ, pois sabe que não perderia a linha. —Na sua mente doente pode até sonhar. Mas nunca terá a Maria Flor. Você só pode ser gay! —Colocarei meus seguranças à disposição da Maria Flor. Não me perdoaria se algum mal acontecesse com ela. —Engula seus seguranças de merda. Temos NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS o bastante, se precisar, contrato mais. Sua sobrancelha subiu, em um desafio silencioso. —Esqueci que comanda, ah como chama mesmo….Ah, facção secreta. O sangue some do meu rosto. Que grande inferno. —De onde tira tanta asneira? —indago, tentando disfarçar. Qual seria minhas chances de defesa se o jogasse pela janela. Seria dezoito metros em queda livre. Não posso fazer isso. Eu o odeio desde que o conheci na universidade, todavia, estaria sujando minhas mãos a toa. —Tenho os meus contatos. Se você fosse inteligente jamais teria se metido com a Maria Flor. Ela merece coisa melhor. —Inacreditável, Samuel. —penso alto. — Até quando vai continuar querendo a minha vida. Sempre foi um invejoso do caralho. O pior que todos esses anos venho me perguntando o que fiz para você. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Samuel levantou-se da cadeira e caminhou em direção a estante de livros de Direito Criminal. Entre eles tem porta-retratos de momentos em família. Inclusive, pus recentemente uma minha com a Maria Flor. —Você teve mais sorte que eu. —murmura, quase não o entendo. —Do que está falando. —Somos farinha do mesmo saco, Juiz Lacerda. —suspira, guardando as mãos nos bolsos da calça social. —Você e eu somos filho do mesmo bandido. Sou capaz de escutar as batidas do meu coração diante da revelação. Pela primeira vez me permito olhar a fisionomia do Samuel. Temos o mesmo tom de cabelo, quase a mesma cor de olhos, somos quase da mesma idade. Não posso acreditar que o destino jogaria meu irmão biológico de forma tão insana na minha vida. Ele me odeia. Nós nos odiamos. —Carlos Gomez abusou de uma das traficadas, minha mãe foi subjugada e maltratada. Ele me vendeu para um casal de São Paulo. —seus NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS olhos se fecharam por alguns segundos. —Pedi para morrer quando comecei a ter noção que estava sendo molestado pela minha mãe adotiva. Quando completei dezoito anos saí daquele inferno sem pensar duas vezes. Esforcei-me ao máximo para ser o melhor nos estudos. —Como tem certeza que somos irmãos? — pergunto, sisudo. —Meu pai adotivo me contou tudo quando eu tinha 15 anos. Ele jurou estar arrependido da forma que me “adotou”. Meus pais adotivos são dois médicos conceituados na cidade, mas não suporto pensar e muito menos estar na presença deles. Os bani da minha vida. E então procurei saber tudo do Carlos Gomez. As notícias referente a ele estavam muito limitada na internet. Em uma das páginas encontrei uma entrevista da sua mãe Selena. Li os relatos dela naquele inferno e como foi abençoada por ter ficado com a missão de cuidar de você. Eu soube que era meu irmão. Apesar de ninguém lembrar de você como o filho de um dos maiores bandidos do tráfico humano. Pelo contrário, seu pai o Juiz Eduardo Lacerda, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS tirou qualquer vestígio do seu passado. Por isso teve sorte. Angustiado, engoli a emoção. Tenho um irmão de sangue que passou a vida me abominando por ter sido salvo e vivido em família harmoniosa. —Samuel, eu...Sinto muito. —Sente nada. —disse amargo. —Uma vez, antes do segundo semestre da faculdade, tentei falar com você. Como um bom mimado, deixou-me falando sozinho. Naquele dia jurei que faria da sua vida um inferno. —Está se ouvindo? Você tem raiva por algo que não tive culpa. Ninguém teve. —Já que seu adorado pai matou o Carlos Gomez, me restou você para deferir minha ira. Andei em sua direção, no entanto, forcei meus pés pararem quando ergueu a mão. —Prepare-se para sofrer, Eduardo. Farei questão de unir minha facção com os seus inimigos para acabar com a sua raça. —próximo a porta, concluiu: —Não se preocupe com a Maria Flor, porque nela, ninguém vai tocar. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 25 LUÍS EDUARDO Com um furor insuportável circulando em minhas veias, continuei socando o saco pesado no tatame. Meus pais estiveram aqui, para tentar acalmar os meus nervos. Falaram que não sabiam que o Carlos Gomez teve outro filho, além de mim. Isso me fez pensar que posso ter mais irmãos espalhados por aí. Grande merda. —Descobrimos qual a facção que o Samuel é membro. —alerta, Luri, sentado na arquibancada mexendo no seu notebook. —Diga. —exijo. —Anarchy. Por alguns minutos hackeei o sistema de informação deles. Pelo que vi eles não tem lado. Lutam de acordo com os interesses. —Saimon já assumiu a equipe de segurança da Maria Flor. —escuto, Enzo informar. —André também está na universidade. Até o momento não obtivemos resposta quanto a suposta ligação de ameaça que o Samuel recebeu referente a cunhada. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Isso não faz sentido. Porque ligaram para ele e não para você, ninja? —indaga Calvin. —Ele pode ter falado isso para atormentar minha mente. —enuncio, buscando ar para em seguida continuar socando violentamente o saco. —Fique calmo, irmão. —Não consigo, Enzo. Sorte do Carlos está morto. Aquele verme…. Parei de socar quando vi sangue entre meus dedos que estão com a bandagem de luta. Nem essa dor é capaz de afastar a cólera que estou sentindo. Enzo apareceu comunicando que um dos nossos capturou o “chaveirinho” da organização criminosa que está nos ameaçando. Adentro a sala de interrogatório, escutando e assistindo o criminoso ser interrogado pelo Roger. Bruto e perspicaz ele tenta fazer o máximo para arrancar informações do bandido. Do meu lado, Silas, anuncia que os nossos o capturou dentro de uma boate na zona leste. Parece que ele ficou de se encontrar com algumas vítimas —claro, elas não sabiam que estavam sendo enganadas por um malandro do tráfico humano. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Ele parece estar disposto a morrer e não falar nada. —diz Enzo, estudando o criminoso. —O leve para sala de tortura. —ordeno. —Posso fazer isso, Dudu. —Calvin se oferece para dar as “boas vindas” ao nosso convidado. Sorrio, áspero. —Eu faço. MARIA FLOR Passei o intervalo todo, escutando Lúcia falar sobre as fotos minhas e do Edu que saíram nos sites de fofocas. Quase não percebi fotógrafos na festa do seu Carlos Augusto. Fiquei aliviada por não ter fotos da nossa saída do edifício. E lógico, admirada pelo trabalho dos membros da facção em manter tudo oculto. Conjecturei encontrar o juiz Medeiro na universidade. Graças aos céus, não aconteceu. Eu sou meio complicada em procurar desculpas. Para evitar problemas com o meu namorado prefiro ficar quietinha na minha. Sem confusões. —Saimon, quero ir para a facção. —pedi, antes de entrarmos no carro. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Dudu disse que poderíamos seguir direto para a cobertura. —De lá venho com ele, então. —Não prefere ficar no apartamento descansando? Sei que ontem foi uma noite complicada. —diz preocupado. Encaro o Saimon, um pouco sem graça. Ele e meu namorado são quase da mesma idade e por algum motivo sinto um carinho paternal por ele. Meneei a cabeça afastando esses pensamentos. —Nada disso. Prefiro ficar perto do Edu. — falo, sem medo de parecer a “namorada chiclete”. —Teimosa como a mãe. Escuto Saimon balbuciar alguma coisa, todavia, me distrai verificando o celular. —O que disse? —Hmm...Nada. Vamos. —abre a porta do carona para mim. Entro, agradecendo. *** Sorrio quando meu primo abre a porta do carro. Ele seguiu em outro automóvel. Deixo minha mochila no banco de couro e sigo para dentro da NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS colmeia. Dentro do elevador, André atende o celular. Logo seu semblante suaviza e tenho certeza que está falando com a Line. Faço sinal para ele continuar no celular, que seguirei para suíte. Saimon avisa que estará na sala de monitoramento. E acabo percebendo que me sinto familiarizada dentro da facção. Minha mãe não pode nem sonhar com isso. Penso, vendo alguns membros passarem me cumprimentando e segurando armamento pesado. —Perdida, Maria Flor? —fecho os olhos e respiro fundo antes de virar. —Não, Jade. —viro de frente para respondêla. —O Eduardo não está na suíte. —cruzo os braços, permitindo que ela continue. —Você realmente conhece o seu homem? —Onde está querendo chegar? Seja direta. —Venha que eu te mostro. —Escuta, eu já avisei uma vez. E espero que tenha entendido o recado do meu namorado. — prossegui com passos, indo em direção a suíte. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Esperaria o Edu lá. —Tem medo de saber quem realmente é o Eduardo. —afirma, e pauso os pés. —Me acompanhe. Entramos no elevador , ela apertou o botão e esperamos a porta abrir para sairmos. Sigo a Jade em silêncio. Fico na dúvida se devo continuar seguindo-a, pois entramos em um ambiente sombrio, frio. Adentramos um corredor extenso e largo com três portas de aço. Ela insere o código e a porta se abre. —Bem vinda a sala de tortura. —Como assim? —indago, na entrada. —Veja o nosso líder fazendo o trabalho sujo. Caminho para onde ela está forçando as minhas pernas me acompanharem. E então, ponho a mão na boca para abafar o meu grito de surpresa e medo. Do outro lado do vidro enxergo o Edu desferindo golpe no abdome do homem que sangra muito, grita e chora de dor. Meus olhos queimam quando o vi pegar um NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS fio elétrico, sua boca se mexia. Ele falava algo para o homem totalmente derrotado. Antes que eu o visse dar choque no sujeito, virei o rosto pedindo: —O faça parar! —procuro por Jade, mas não a encontro mais. Dou passos para trás, sem conseguir acreditar que o Edu seja capaz de machucar alguém dessa forma tão vil. Assustei-me ao sentir mãos segurarem meus braços. Era o Enzo. —Maria Flor! Porra, o que está fazendo aqui? Esforço-me para me soltar do seu aperto. —Quero sair daqui! —evito olhar em direção ao espelho. —Se-Seu irmão está….Matando. —gaguejo entre as lágrimas. —Flor, meu irmão deve ter conversado com você… Aproveito que soltou os meus ombros e sai correndo para fora daquele lugar.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 26 MARIA FLOR Minha visão estava embaçada devido às lágrimas. Apertei um botão qualquer do elevador, antes que a porta se fechasse vi o exato momento que o Edu veio correndo para impedir que eu seguisse. Encostei a cabeça na parede de aço fria, fechando os olhos. Pus a mão sobre meu ventre. Preciso me acalmar. Fui irresponsável por ter saído correndo. Céus eu poderia ter tropeçado e caído...Não, não e não. Só em pensar nisso o meu corpo estremece. A porta do elevador se abriu revelando Saimon com a expressão preocupada. —Me leva para casa. —peço, quase sem voz. —O que aconteceu? Fizeram algo com você? Fale! —o abraço, negando com a cabeça. —Eu sou quero ir para casa. Ficar com a minha mãe. Saimon concorda, antes que déssemos o NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS primeiro passo. Somos surpreendidos por um Tatuado quase sem fôlego. A vontade de ficar perto dele, senti-lo e tocá-lo evaporou quando lembrei da cena que presenciei a poucos instantes. —Baby, o que viu lá embaixo...—o interrompo. —Fique longe, Eduardo. Aquilo não tem explicação. —fungo, tentando controlar o choro. —Nos dê licença, Saimon. —exige, sem tirar os olhos de mim. O Juiz tentou se aproximar, porém dei dois passos para trás. Fitei suas mãos que agora estavam limpas. Sem vestígio de sangue. Contudo, reparei nos machucados em seus dedos. —Ele é um bandido. Um criminoso sem escrúpulos. Estava o torturando, querendo arrancar dele informações que vai nos ajudar. —Bandido ou não, ainda é ser humano. —Pois saiba que eles não tem pena de matar, torturar, estuprar e vender pessoas. —fala rude. —Também sei disso. —murmuro. —Lamento que tenha visto o meu lado cruel. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Eu lhe contei tudo, Maria Flor. Minha realidade, a facção, tudo. Precisa me apoiar. Entender e estar ao meu lado. Sem conseguir fugir da sua teia, ajoelhou-se diante de mim e beijou minha barriga por cima da camisa. Ergueu-se e tocou meu rosto, com cuidado e carinho. —Fale alguma coisa. —seu polegar toca meu lábio, capturo seu olhar cheio de paixão. — Sinto muito por ter presenciado aquela cena. Sei o quanto é boa, mas estou pedindo a Deus que consiga aceitar essa parte de mim. —Eu vou para casa, ficar com a minha mãe. Quando me sentir melhor...Procuro você. —seus braços caem ao lado do seu corpo. —Não pode ficar longe de mim. Nem você e muito menos nosso bebê. Se quiser ficar sozinha, fique no meu apartamento ou lá em casa. Agora longe. Não dá! —Ficar próxima a você agora, não vai ajudar. —confesso, sabendo que estou o ferindo com as palavras. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Sem esperar por sua resposta. Desvio dele, e sigo em direção a saída. Encontro Saimon me esperando do lado de fora. Cansada, encosto a cabeça na janela do carro. Não me surpreendo quando Bruno assume a direção do veículo. Saimon está sentado no lado do passageiro. Visualizei outros carros fazendo nossa escolta. Quando voltei a olha pela janela, espanteime por ver um motoqueiro muito próximo ao automóvel. Minha nossa deve estar querendo morrer, penso. —Esse motoqueiro deve achar que é de ferro. —digo, e Saimon sorri. —Detesto admitir, mas o cara é foda. Sabe pilotar uma mota como ninguém. Descumprindo uma das regras de segurança —que foi me passado. Pressionei o botão, descendo o vidro automático. O Motoqueiro já não estava tão próximo a lataria do carro. —Qual o seu problema? —gritei contra o vento, sem me importar com a bagunça que estava fazendo no meu cabelo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Minha nossa, realmente estou querendo descontar minha raiva em alguém. Apertei os lábios, zangada, quando o exibido da moto acelerou a máquina ultrapassando os carros. Ok, ele me surpreendeu. Tentei evitar, contudo, o pouco que pude ver da fisionomia do motoqueiro….Não sei, lembra o Tatuado. Encaro Saimon pelo retrovisor que mantém um sorrisinho no rosto. Arregalo os olhos, dizendo: —Jesus, não me diz que é o Edu! —Demorou, hein. —graceja. Sentei-me no banco do meio do carro para ter um campo de visão melhor do Edu. Esse irresponsável de uma figa. Estranho quando Bruno estaciona o carro na entrada das terras dos patrões. Já estamos dentro da fortaleza. —Por que pararam? —O Ninja, a levará até a casa da sua mãe. —Ah, claro, o Ninja. —digo parecendo uma criança birrenta. Fico muda, quando saio do carro e vejo o Edu em cima daquela máquina. É maior ainda de perto. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Pronta, bebê? —questiona, puxando os lábios em um sorriso. —Vai devagar. Lembre-se do seu filho. — advirto, o fazendo rir. Ponho as alças da mochila nas costas, com sua ajuda, subo na moto. Até que é macia. —É a primeira mulher que anda na garupa. —declara, com o rosto virado para mim. —E a última. Não se esqueça. —Assim que se fala, amor. Agarro na sua cintura, e foi inevitável minha bunda ficar empinada na garupa. Agora entendi porque o Juiz mandou toda a equipe que veio fazendo a escolta ir na frente. Cogitei que ficaria com medo, entretanto, adorei a sensação, o vento batendo contra o corpo, a velocidade. Desejei profundamente que fosse mais rápido, mas não posso andar me aventurando tendo um serzinho dentro de mim. Parou na entrada do vilarejo dos funcionários que trabalham nas mansões da família. Com sua ajuda, desci da moto. Entreguei o NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS capacete e tirei algumas mechas bagunçadas do meu rosto. —Gostou? —Admito que sim. —sorrio. —Obrigada pela carona. Pretendia sair, mas o Tatuado puxou-me pelo braço, agarrando minha cintura em seguida. —Ainda está zangada? Vamos fazer as pazes, baby. —Edu o que eu vi, acredite, me assustou. Claro que você abriu o jogo comigo. Mas aquilo… —Shii...Tudo bem. Não poderia esperar outra reação sua, amor. Você é uma mulher linda, delicada, sensível e boa. Perdão. —Nem tem porque pedir perdão. —suspiro, tocando sua barba. —O dia foi complicado para mim. —pausa, e notei emoção nos seus olhos. —Samuel apareceu no TJ para falar comigo. Esperei qualquer coisa….Menos que revelasse que o motivo do seu ódio fosse por causa de eu ter tido sorte e ele não. E muito menos que somos irmãos biológicos por NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS parte de pai. —Meu Deus! —o abraço com força, dando todo o meio apoio. —O que mais me doeu foi saber que ele teve uma vida de merda até ir para a universidade. Samuel falou que tentou falar comigo a respeito na época, mas o esnobei. Juro, baby, se soubesse...Deus eu pediria para a minha família o acolher. —Meu amor, não fique se martirizando. O Samuel terá que compreender que o destino dele não estava nas suas mãos, de ninguém. —Ele disse que foi molestado pela a mãe adotiva...Tenho certeza que sofreu mais que isso, porém não revelou. —acaricio o cabelo macio do Edu, enquanto mantém o rosto enterrado no meu pescoço. Está parecendo um menininho perdido. —Se quiser posso conversar com ele…. —Nunca! Pelo menos até eu confiar nele. Além disso, descobrimos que o Samuel faz parte de uma facção secreta. —Isso é sério? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Seríssimo. O plano inicial era dormir em casa com a minha mãe. Amanhã conversariamos, e quem sabe eu criaria coragem para contar sobre a gravidez antes do almoço de domingo. No entanto, Edu precisa de mim. Claro hora ou outra aquela cena vem a cabeça. Entendo os motivos do meu noivo, acredito nas suas razões. —Vamos para sua casa. Vou cuidar de você. —enuncio, fazendo-o me fitar aliviado.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 27 MARIA FLOR Dentro da imensa banheira, com meu noivo deitado entre minhas pernas, mantinha meus braços descansados por cima do seu peitoral. Eu continuava submersa a novidade que o Edu relatou. Fiquei comovida por saber que Samuel teve uma infância e adolescência marcada por traumas. Nenhuma criança deve passar por isso. Sou capaz de compreender sua revolta, mas o Juiz Medeiros precisa de ajuda. Talvez, uma família. Dedilhei meus dedos pelos seus braços tatuados, adorando sentir os músculos úmidos e duros. Ele abriu os olhos, abaixei a cabeça para beijar sua boca. Recebi de bom grado sua língua experiente e gostosa. Foi impossível não ficar cheia de desejo, mesmo não tento a metade da sua experiência estava pronta e disposta a aprender com ele. Fomos parando o beijo lentamente, saboreando ao máximo. Edu virou-se de frente para mim, e puxou-me pela cintura fazendo minhas NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS pernas encaixarem ao lado de suas coxas grossas, quase encostando na sua cintura. —Tenho certeza que somos pais de um menino. —diz convicto, acariciando minha barriga. —Estou quase acreditando em você. —falo humorada. —E ser for uma menina? —É um menino, baby. Mas nem precisa ficar chateada porque teremos uma menina, duas quem sabe. —deu de ombros. Afastei uma mecha do seu cabelo da testa, enunciando: —Pelo amor de Deus, Edu. Só pensaremos em ter outro filho daqui uns cinco anos. —Você que pensa. —cheira o meu pescoço. —Depois do resguardo, começarei tomar o anticoncepcional ou faço outro método contraceptivo. —Jogarei todos no lixo. Dúvido se não engravida com a minha porra….—tampo sua boca atrevida. Que desbocado, Jesus. —Chega de conversa. —Voltando a falar sobre o nosso filho. Eu já NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS escolhi o nome. —seguro o sorriso, notando o quanto fala sério. Inacreditável. —Como pode ter tanta certeza que será um menino? —Desde os meus 10 anos, sonho com a minha mãe biológica brincando com um menino num jardim. E não sou eu, pois assisto tudo de longe. —ele encara nossas mãos entrelaçadas, afetuoso. —Minha mãe, Selena, sempre fez questão de esclarecer que tive duas mães. Cresci vendo fotos da Eleonor. E com o passar do tempo fui gravando a imagem dela na minha mente. —Tenho certeza que ela é seu anjo, Edu. — declaro, emocionada, beijo sua bochecha. —Luto todos os dias na facção pensando nela. —fito seus olhos cheios de lágrimas. — Evitamos que pessoas sejam exploradas da forma mais nojenta e cruel. —Sei que sim. —Saber que o Samuel...Foi molestado, viveu o inferno, enquanto eu estava sendo amado e protegido pela minha família….Quebrou o meu NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS coração. —Amor, ele vai ver que está sendo injusto. —Ele me odeia. —Nem pense nisso. Tenho fé que tudo vai se resolver. —Você não existe. —sorriu. —E tem mais. Ele fará parte da nossa família. Vamos curar todas as feridas dele. —Talvez, Maria Flor. —suspira. —Samuel quer você. E se nossa reconciliação depender disso nunca acontecerá. —Claro que não, amor. Como você mesmo falou, o Samuel tem essa rixa há tempos. Ele pode ter falado isso para chamar sua atenção. O Tatuado desviou os olhos. Parece que não o convenci. Céus, realmente espero que o Samuel esteja usando o suposto sentimento por mim para provocar o Edu. Coloco a mão do meu noivo novamente em cima do meu ventre, indago: —Qual é mesmo o nome do nosso menino? —Só vou falar no dia do nascimento dele. — arregalo os olhos, arrancando uma gargalhada sua. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Ele sabe o quanto sou curiosa. —Não se atreva! —Brincadeira, bebê. —beija minha testa. —Asher. Nosso filho se chama Asher Soares Porto Amaral Lacerda. —Nome bíblico. —Também de origem hebraica. Significa feliz e alegre. —Adorei. Simplesmente amei. Claro, se for um menino…Ai! —grito surpresa, pelo tapinha na bunda. —É um menino. Agora vamos sair da banheira antes que pegue um resfriado. LUÍS EDUARDO No horário do almoço segui direto para a colmeia. Pedi que o Roger segurasse a Jade, até eu chegar. A filha da puta levou a minha mulher de propósito para a sala de tortura, onde me viu agindo como um animal. Lógico que é uma parte de mim, que demonstro apenas aos bandidos. No entanto, Maria Flor não precisava presenciar aquilo. Ela é doce, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS caridosa, sensível….Claro que jamais suportaria ver alguém sendo machucado. —Saimon, informou que está tudo em ordem. —comunica, André, do banco do passageiro. Minha irmã e minha mãe convidaram a minha noiva para almoçar no restaurante preferido delas. Segundo a mensagem da Eleonor “uma tarde meninas”. Fiz careta enquanto lia. Meu melhor amigo riu, falando que sou extremamente antiquado e ciumento. —Algum sinal do Samuel? —Nada, Dudu. Ele simplesmente pausou sua turnê de palestras e regressou para São Paulo. Os nossos de lá, enviaram um relatório. Samuel tem seguido rotina. Do trabalho para casa, de casa para o trabalho. —Mande eles ficarem atentos. —Já solicitei. *** Entro no meu escritório —na colmeia — fechando a porta em seguida. Jade, rapidamente NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS endireitou sua postura. Estou puto de raiva por ela ter atrapalhado mais uma vez o meu relacionamento. —Roger avisou que queria conversar comigo. É sobre o quê? —questiona, batucando os dedos na mesa, ansiosa. Tiro meu paletó italiano, estendendo-o no aparador próprio para terno. Puxei as mangas da camisa social, até o antebraço. Com o meu olhar severo encaro a ruiva. —Vamos falar no quanto está sendo uma cadela despeitada com a minha mulher. —seus lábios pintados de roxo, se entreabre. —Eduardo, ontem, bem….Eu apenas a levei onde você estava. —usa sua pior defesa. Sei ler as pessoas como ninguém. —Assuma, Jade. Cadê sua coragem? —Peço desculpas se causei… —Você não causou nada. Pelo contrário. Minha mulher conhece o homem que tem, apesar desse meu lado sombrio diante dos meus inimigos, jamais machucaria uma pessoa inocente. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Jade fica muda. Confisco certo medo em seus olhos. —Por conta das suas condutas, está expulsa da facção. Você não faz parte desta família. Samira vai acompanhar você, até o dormitório, onde pegará todos os seus pertences e deixará tudo e qualquer objeto que esteja ligado a facção. —Não pode fazer isso! —esbraveja, batendo o punho na mesa. Com as mãos nos bolsos da calça social, estudo sua expressão. —Posso, porque sou eu quem mando. Saí. —Você e aquela…. Quando vi minha mão direita estava apertando seu maxilar, com força. —Nunca mais fale da minha mulher. E pense duas vezes antes de jogar ameaças, pois tenho ótimas lutadoras aqui dentro que podem dar um jeito em você. Largo-a e ela sai como um furacão do meu escritório.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO EXTRA EVANICE Entre um preparo e outro, no almoço da mansão dos patrões. Eu parava para bocejar. Passei mais uma noite, rolando na cama, febril, sonhando com o Saimon. Um calor insuportável. Para piorar mais a situação, o rapaz vivia no meu pé. Ele simplesmente não perdia uma oportunidade para falar absurdos e tentar me beijar. Essas últimas semanas foram difíceis. Quando terminava o serviço nas mansões da família Lacerda, ia cuidar da minha casinha. Depois ficava um pouco na casa do meu irmão, aproveitava para conversar com sua esposa, Juliana, ela sem dúvida tornou-se uma grande amiga desde que vim residir aqui. —Hei, Eva? —sacudo de leve a cabeça, voltando a realidade. —Anda muito distraída. —Estou pensando na minha filha. Penso na minha menina constantemente. Tenho uma vontade louca de trazê-la para casa, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS cuidar e mimar muito. Se fosse por mim, saberia todos os seus passos. No entanto, estou me esforçando para ser sua melhor amiga. Maria Flor tem em mente que sempre poderá contar comigo. Ontem mesmo, uma das funcionárias comentava com as outras sobre as fotos do Luís Eduardo com a minha filha. Fingi não escutar, porém quando vi que estava desdenhando da Maria Flor, quase pulei em seu pescoço, contudo, Tuba apareceu e me fez recuar. Afinal, estava no meu local de trabalho. Nunca havia causado problema no trabalho. Desde que cheguei sempre procurei ser discreta, educada e fazer o meu serviço para ninguém colocar defeito. Por muito pouco não pus a perder. Mas sempre fui assim, protetora com a minha menina. —André disse que nunca viu o patrãozinho tão feliz como está com a sua filha. —diz, amassando a massa do pão caseiro que está preparando. —Estou tentando ser uma mãe melhor. Sem prendê-la, sabe? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Eva, compreendo que seu maior medo é que sua filha não conseguisse construir um futuro promissor. Uma oportunidade que não teve. Mas nós pais sempre planejamos a vida dos filhos, pois queremos o melhor. E para eles o que decidimos nem sempre é o melhor. —Reconheço que criei a Maria Flor numa bolha. Juro por Deus que sempre pensei no seu bem. —revelo, tocando no pingente em forma de M, letra inicial do nome da minha filha. —Sabemos disso. Até a Tuba reconhece. Reviro os olhos, fazendo-a gargalhar. —Pelo menos a velha enxerida, concorda em alguma coisa. —Vocês se amam. —Nunca nessa vida. —Querida, minha sogra criou um carinho muito especial por você. Ela é louca pelos netos, você sabe. Tuba lhe ajudou durante sua gestação, resguardo, cuidou de você como ninguém faria melhor. Caminho em direção a extensa janela da NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS cozinha, ergo a mão esquerda para afastar um pouco a persiana romana. O vilarejo dos funcionários está tranquilo, alguns estão de folga hoje —como eu. —Devo muito a Tuba. —admito sem sentir vergonha. Na verdade sou muita grata pela Tuba ter cuidado de mim, quando eu nem sabia segurar um bebê. Sorrio, lembrando dela explicando direitinho como trocar fralda, a melhor posição para dormir, o que fazer quando o bebê estivesse sentindo cólica. Maria Flor era uma criança calminha, mas quando sentia cólica parecia que o mundo ia acabar. Em todas as vezes que isso aconteceu, Tuba largava seu serviço ou qualquer outra coisa que estivesse fazendo para me acudir. Eu sem experiência alguma acabava chorando, e ela como uma boa mãe me consolava. Cleudo teve muitíssima sorte em ter uma mãe tão caridosa. Não tivemos sorte em relação ao pai. E sinceramente, acredito que a vida nos ensinou a ser forte. Saio de meus devaneios quando vi Saimon NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS indo em direção a minha residência. O que esse atrevido quer agora? Mordi o canto do lábio, admirando seu físico bem moldado no uniforme de segurança. —Pega em flagrante! —exclama, Juliana, bem no meu ouvido. Dei um pulo, fechando os olhos. —Caramba, Ju. Isso não se faz. Tento sair e afastá-la da janela. Entretanto, a mulher é esperta e sabe bem o que eu fazia. —Paquerando seu garotão, hã. —comenta. —Para de graça. —voltamos a vigia-lo na beirada da persiana. Ele estava tocando a campainha da minha casa. —Vai lá, boba. —Nem amarrada. —Qual o problema de namorar e se divertir? —indaga, sugestiva. —Tem certeza que é casada com um pastor? —Calma aí, né. Seu irmão e eu sempre fomos apaixonados, e lógico que demos várias escapadas durante a adolescência. Aproveitamos NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS muito. O fato de o Cleudo ser pastor não o torna santo. Muito menos eu. —Não quis ser desagradável. Desculpa. —Eu sei, Eva. —apoia suas mãos nos meus ombros. —Custa aproveitar a vida, amiga. Você é uma mulher tão linda, nem parece ter 40 anos. E digo mais, dá de dez a zero em muitas novinhas por aí. —sinto minhas bochechas quentes. —O que ele viu em mim? Faz tantos anos que não fico com um homem, acho que nem sei mais o que é isso. Talvez, nem sinta prazer. — confesso. —Que absurdo, Eva! Qualquer homem ficaria louco por você. Acontece que nunca deixou ninguém se aproximar, usando como desculpa sua filha. Maria Flor é uma mulher independente, namora, estuda e trabalha. Sua parte já fez, agora cuide de você. —Será que ele seria capaz de brincar comigo? —pergunto, medrosa. —Misericórdia, mulher! Vai agora mesmo lá falar com ele! NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Enquanto sigo em direção a minha casa, olho algumas vezes para trás e encontro Juliana na janela fazendo sinal com as mãos para eu andar mais rápido. Céus. Faltando poucos passos, e notando a desistência do Saimon de continuar tocando a campainha. Passo a palma da mão no vestido leve e florido que estou usando hoje, tirando poeira imaginária para ficar mais confiante. —Me procurando? —consigo falar sem gaguejar. Rapidamente, o rapaz virou-se de frente me recebendo com aquele sorrisinho de lado. Novamente meus olhos foram para o seu anelar, onde o famoso anel de caveira chama atenção. —Estou procurando a mulher da minha vida. —que sandice, Senhor. —Ela tem fugido de mim. —sussurra a última parte. —Falando sério agora. O que veio fazer aqui? —cruzo os braços, em defesa e falsa confiança. Seus olhos escuros foram diretamente nos meus seios bem avantajados por conta do decote canoa do vestidinho. Era só o que faltava! —Eu já disse…. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Não era para você estar com a minha filha? —questiono. Saimon disse —em uma das vezes que me encurralou essa semana —que é o líder da segurança da minha menina. Ordem direta do Luís Eduardo. Lógico que o enchi de perguntas, querendo saber se minha filha corre algum risco. Ele foi sincero ao dizer que o fato da Maria Flor ser namorada de um juiz renomado a tornou um alvo dos inimigos. Concordo em afirmar que meu coração bateu mais forte pelo Saimon quando disse com todas as letras que protegeria minha filha com a sua vida. Ali ele ganhou uma parte de mim. Claro, o barbudo não sabe. —Vamos entrar e conversamos. —Aconteceu alguma coisa com a minha filha? É isso? —Não, Eva. Gostaria apenas de conversar. Desconfiada, cedo ao seu pedido. Ao adentrarmos a casa, mal tive tempo de fechar a porta, pois meu corpo se chocou contra a porta NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS tendo Saimon como uma segunda pele. Sua mão pesada agarrou meu cabelo da nuca, e então me beijou profundamente. Sem forças para lutar, fui levada pela paixão avassaladora. Com a mão livre, apertou minha coxa, erguendo-a até alcançar seu quadril. Saimon era um homem lindo, experiente, sexual. E eu…. —Por favor….Vai embora. —murmurro. —Se eu for embora, meu coração vai ficar. —diz jocoso, dedilhando o polegar na minha bochecha. —Tem que parar com isso. —Estou apaixonado por você, Eva. Tenho falado e demonstrado essas últimas semanas o quanto a quero. Nem pense que estou brincando ou que isso é passageiro. —Está se ouvindo? —toco sua face com as minhas mãos. —Nem nos conhecemos direito, Saimon. Além disso, sou mais velha….Que família vai construir comigo? —Dez anos não são nada, porra! —enuncia, pressionando seu pau bem em cima da minha NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS boceta. Gemo, encostando a testa no seu queixo. — Claro que podemos, posso ter uma família contigo, Eva. Será você, sua filha, por quem já tenho muito carinho e quem sabe podemos ter mais um filho. —Mais um filho? —Sua filha é minha filha também. Já temos uma, daqui uns tempos pensaremos em aumentar a nossa família. —Rapaz…. —Não me chame de rapaz! —ergueu o meu rosto, fitando os meus olhos. —Se refira a mim como homem. Como o seu homem. —Em comparação a você, ou o que pensa, não tenho experiência. Faz muitos anos desde que estive...Bom, você entendeu, talvez não consiga...Não sei. —embaralho as palavras morrendo de vergonha. —Faço questão de ensinar tudinho, morena. Aposto que é fogosa e quando começarmos não vai deixar o meu pau em paz. Arregalo os olhos, tampando sua boca com as minhas duas mãos. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Guarde esses comentários. —ele riu e voltou a me beijar. Meu corpo estava tremendo, sentia todas as sensações. Estava louca para irmos aos finalmente. Contudo, paramos com as mãos bobas e beijos quando escutamos a campainha e a voz da minha filha: —Mãe! Mãe, está em casa? Ponho o dedo indicador no meio da boca pedindo silêncio do Saimon. —Já, amor. Estou procurando as chaves. — digo empurrando o Saimon, pelo peitoral para a cozinha. —Ok! —escuto sua resposta. Dentro da cozinha, abro a porta dos fundos. —Precisa ir agora. —Então estamos namorando? —o quê? —Por Deus, Saimon, minha filha está na porta. Depois nos falamos. —Diga agora. Senão aproveito para abrir o jogo com a Maria Flor. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Não faria isso. —Do jeito que estou louco por você, faria sim. Rendida, fico na ponta dos pés e beijo sua boca. —Estamos juntos. Satisfeito? —Ainda não. —me puxa pela cintura. —Saimon…. —Promete que vai falar sobre nós com a Maria Flor. Quero sair contigo, segurar sua mão, nada de ficarmos às escondidas. —Tudo bem! Eu prometo. —Perfeito. Eu te adoro, morena. Até a noite. —beijou-me e apertou a minha bunda antes de sair. Estou ferrada. *** Depois de prepararmos o jantar, sentamos na mesa para saborear a carne assada no forno, purê de batata doce, salada de rúcula picadinha e arroz branco. Uma delícia. Desde que minha menina entrou, meu intuito diz que ela quer dizer algo, mas não sabe como. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS A cada dia que passa admiro mais a beleza da Maria Flor. Não é porque sou mãe dela, juro que sempre fiquei encantada com a sua doçura e beleza mesclado. Sem dúvida minha filha foi o meu maior presente. Naquela época, grávida aos 18 e desamparada, até ser acolhida pela família do meu meio-irmão, pensei que não daria conta. Mas Deus e Tuba guiaram o meu caminho. —Querida, sabe que somos amigas. Se tiver receio de me contar algo… —Não é isso mãe. Na verdade estou um pouquinho nervosa. Passo o dedo em uma mexa do seu cabelo macio e sedoso. Adorava fazer penteados no seu cabelo acobreado. —Seja o que for, estou contigo. —sorrio e beijo sua bochecha corada. —Fui pedida em casamento e aceitei. —fito seu anelar, confusa. Ela havia dito que a joia representava compromisso de namoro e não de noivado. —Mas esse anel não é de… NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Ainda não oficializamos com um anel. Esse ainda é o de compromisso. —Uau. —digo, passando a mão no meu cabelo. —Você tem certeza? Não prefere esperar a formatura? Ou até estar mais estabilizada. —Mamãe, eu amo muito o Edu. E concordo com a parte de que é cedo, já que namoramos a pouco tempo. Estamos nos casando por dois motivos. O principal e mais importante é que nós nos amamos. Sentindo meu coração acelerar, indago: —E o segundo? —Estou grávida. —Jesus, onde está o ar? Respira e inspira, Evanice. —Mãe, não pense que errou comigo. Sei que sempre desejou…. —Pode repetir? —Acho melhor não. —diz, sorrindo nervosa. —Maria Flor Soares….Eu te avisei, aconselhei, eu...—respiro fundo, sabendo que não adianta mais criticar. O que ela precisa é do meu apoio. —Como o Luís Eduardo reagiu? NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Ela sorriu abertamente com os olhos quase verdes brilhando. —Ele amou, mãe. Eu que pirei na hora, agora o Edu ficou pulando de alegria. Admito para senhora que estou assustada, mas se eu tiver todos vocês comigo, serei a melhor mãe do mundo. Levantamos e nos abraçamos emocionadas. —Eu te amo, filha. E vou amar mais ainda ser avó. —beijo sua testa. —Obrigada, mãe. Eu também amo muito você. Voltamos a nos sentar. Animada, minha menina fala a respeito do almoço que os patrões — sogro e sogra —vão promover para o Luís Eduardo contar a novidade para a família toda. —Gostaria de conversar sobre o Saimon. — ergue a sobrancelha bem feita, encarando-me intrigada. —Vocês são amigos? —Somos mais que amigos. —seus olhos brilham acompanhado de um sorriso. —Estamos juntos. Namorando. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Oh, meu Deus! Isso é maravilhoso, mãe. Edu e ele são amigos e pelo pouco que o conheço deu para perceber que é um bom homem. Eufórica, sentou-se no meu colo, me abraçando apertado. Eu ri, pois depois de muitos anos senti meu coração completo.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 28 MARIA FLOR Estou completamente esgotada do treino. Deitada no tatame, tiro as luvas de muay thai, ficando somente com a bandagem vermelha, enrolada nas mãos e pulsos. De olhos fechados, posso apostar que o Tatuado está com um sorrisinho sacana no seu rosto bonito. Esse é o quarto treino que tenho na semana. Quase me escondo quando o Edu chega em casa falando “vamos treinar”. Quem mesmo queria aprender? Minha consciência debocha. Estou sendo acompanhada pelo preparador físico da facção. Ordens médicas, claro. Não posso ultrapassar o limite, pois em hipótese alguma posso machucar o meu bebê. —Continua linda. —diz a voz rouca, com pitada de malícia, pertinho do meu ouvido. Abri os olhos, enxergando sua figura máscula deitada no tatame. O cabelo loiro-dourado está numa bagunça sexy, com alguns fios grudados na testa. Gosto disso. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Sempre diga isso. —brinco. Logo o Juiz fica entre minhas pernas, sem depositar todo o seu peso em cima de mim. Ele abaixa a cabeça, passa o nariz, sorrio sentindo seus lábios úmidos tocarem a região da minha barriga descendo até o ventre. Virou rotina meu noivo fazer esse carinho em mim e no nosso bebê. Edu, apoiando os braços em posição de flexão, moveu sugestivamente o quadril, segurei o gemido por sentir seu pau duro. O Tatuado era um homem completo, um verdadeiro macho alfa. E como tal, sabia enlouquecer sua fêmea num simples contato. —Está de parabéns, baby. Aprende rápido. O treino lhe ajudará para defesa pessoal, exercício físico é qualidade de vida. E claro, terá o nosso filho sem complicação nenhuma. Envolvo meus braços por cima dos seus ombros largos. —Prefiro suar de outro jeito. —enuncio baixinho, nos seus lábios. —Hmm...É mesmo. —entra na sedução. — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Diga para o seu homem qual é esse jeito. —Você sabe. —Será que é gozando loucamente, enquanto falo o quanto sua bocetinha é apertada e doce? — questiona, beijando e cheirando meu pescoço. Ai, céus, não aguento muito. —No quanto meu pau é ganancioso por querê-la a todo hora….Ou da forma que chupo e lambo até beber a última gota do seu mel, baby. —Vamos agora mesmo para o quarto. — exijo, cheia de tesão. Edu pegou-me no colo, rindo do meu quase desespero. LUÍS EDUARDO Meus irmãos não paravam de tirar onda com a minha cara. Definitivamente estão querendo ficar de olho roxo As vezes me pergunto quantos anos tem o Enzo e Miguel. Quero só ver a reação deles quando souberem que serão tios. Maria Flor disse que contou a novidade para dona Evanice. Afirmou que sentia a necessidade de revelar principalmente a notícia da gravidez, pois NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS no fundo temia que minha sogra fosse contra. Para nosso total alívio, tudo ocorreu da melhor maneira possível. Estamos reunidos na extensa mesa de madeira bruta. O formato retângular, espaçoso e com muitas cadeiras estão ocupados por pessoas que fazem parte da minha história. Maria Flor conversa com a mãe animadamente que por sua vez está mais radiante e sorridente. Minha noiva comentou a respeito do recente relacionamento da Evanice com o Saimon. Agora entendi a cara de bobo do meu amigo. Era paixão o tempo todo. Na outra ponta da mesa estão os meus pais. Era admirável que continuam se olhando com tanto amor depois de anos de matrimônio. Cresci vendo isso, e tenho certeza que minha união com a Maria Flor será assim. Mesmo eu sendo um ciumento do caralho. —Com a atenção de vocês, finalmente irei dizer o motivo desse almoço em família. — enuncio, em pé. Estendo a mão para a minha garota que NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS segura, levantando-se. Faço uma careta, desaprovando o tamanho do seu vestido vermelho. Aliás, avisei a ela antes de sairmos de casa que a peça é curta. Sendo uma gatinha arisca, não trocou de roupa. —São dois motivos. —tiro do bolso da calça, uma caixinha de madeira própria para alianças. Abro revelando seu anel de noivado. O solitário tem uma única pedra de diamante. Pus em seu dedo, por cima da aliança de compromisso, beijando-as em seguida: —Diante dos nossos familiares, oficializo o nosso noivado. Você foi a melhor coisa que me aconteceu e minha missão será fazê-la feliz até o meu último suspiro. Escutamos suspiros das mulheres. Maria Flor, sorriu mexida. Ficando na ponta dos pés, alcança os meus lábios e nos beijamos docemente. Depois sinto o peso do anel de noivado em meu dedo, colocado por ela. Entre aplausos e assobios a beijo. —Agora diz a outra notícia, Du! Estou curiosa. —fala minha irmã. Percebi que minha menina gostaria de NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS revelar, e segurei na sua cintura. —Não planejamos e ao mesmo tempo sabíamos que poderia acontecer. Na hora que tivemos certeza quase saí correndo. —rimos, e beijo seu ombro nu. —Agora tenho certeza que Deus não poderia ter dado presente maior. Esperamos contar com todos vocês para….—Maria Flor faz uma pausa de suspense, e prossegue: — Para cuidar do nosso bebê. —Oh, meu Deus! —minha mãe exclama, alegre. —Que orgulho, meu filho. —diz meu pai, beijando minha mãe. —Parabéns, brother. Mais um Lacerda. — Enzo fala, sorrindo. —E já sabem o sexo? Por favor, que sejam gêmeos. —minha princesa profere, levantando-se para nos abraçar. —Ainda é cedo para saber. Mas o Edu tem certeza que é um menino. —enuncia minha noiva, enquanto minha irmã acaricia sua barriga lisa. —Aposto que vai se parecer muito com NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS você, meu menino. —comenta minha avó. —O importante é que venha com saúde. — brinca Miguel, levando um cascudo do Enzo. Esse moleque é muito atrevido. Só poderia ser meu...Irmão. Fomos felicitados por nossos familiares. Tiramos fotos e voltamos aproveitar o domingo.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 29 MARIA FLOR Quase não acreditei que estava em solo americano. Sempre imaginei em viajar, conhecer o mundo, e tive a grande sorte de vir a Los Angeles acompanhada do meu Tatuado. Desembarcamos no aeroporto internacional LAX, os seguranças estavam com roupas mais casuais —todos com o mesmo traje. Pela primeira vez notei que não estavam tão atentos. Conjecturei que o fato de estarmos em um país estrangeiro, os ataques fossem bem menos possível do que no Brasil. Por mais que tivesse animada, meu corpo pedia banho e cama. Esses dois meses que passaram foram essenciais para o desenvolvimento do meu bebê. Toda manhã, fazia caminhada junto com o Tatuado, com ajuda da minha mãe e sogra venho comendo alimentos mais naturais. Claro, de vez em quando o Edu compra guloseimas e comemos os dois juntos. Minha madrinha ficou louca com a notícia NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS da gravidez. Ela não foi ao almoço no domingo — na mansão dos patriarcas da família —, pois tinha ido para uma chácara junto com um paquera. O Juiz e eu estamos morando juntos. Demos mais um passo grande. Não adiantava eu tentar colocar um freio na relação. Edu de um jeito ou de outro acabava me convencendo e ainda por cima usava o nome do nosso bebê como estratégica. —Vamos, baby. Precisa descansar. —diz, abrindo a porta do carro esportivo para mim. André e Line entram em outro carro. Enzo e Eleonor também. Os seguranças estão seguindo rumo aos outros carros disponíveis. —Nossa! —exclamo, encantada pelo luxo do automóvel. —Esse carro é seu? —Sem dúvida. É um bugatti veyron. Felizmente posso dirigir mais tranquilo em outro país. —explica, enquanto confere o meu cinto de segurança. Digamos que o Tatuado está bem mais sistemático. Sentindo uma pontinha de fome, abro minha bolsa tirando uma barra de cereal de banana com NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS chocolate. Aproveito para conferir meu celular. Me distraio lendo e respondendo algumas mensagens da Lúcia e Michael, outras da minha mãe. Saber que dona Evanice encontrou o amor, deixou-me mais feliz ainda. Minha mãe merece isso e muito mais. Observando Saimon durante essas últimas semanas, percebi o quanto ele ama minha mãe. Só em falar dela seus olhos escuros ganham brilho. Ele não veio com a gente. Lógico que não iria separá-lo da minha mãe. Além disso, Edu havia comentado que assumiria a liderança da nossa segurança durante a estadia no país. Guardo o celular na bolsa, e confiro meus documentos novamente. Meu passaporte está ok. Tudo certinho. Graças a influência do Juiz não demorou para sair o meu passaporte. *** Dentro da suíte do Hotel da família Lacerda —o qual soube no momento em que chegamos, que eles também possuem essa rede de hotel. Fiquei fascinada pela arquitetura moderna. Tudo bem pensado. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Ponho um pouco do meu hidratante de pêssego nas mãos e começo a passar na região dos meus braços, pescoço. Despejo mais, e inicio a hidratação nas coxas e pernas. Em seguida foco apenas na região da minha barriga e ventre. Tornou-se o meu momento favorito. Já comecei a sentir as mudanças no meu corpo. Minha barriga de grávida está protuberante, nada muito evidente, mas não vejo hora de crescer mais. Converso com o meu bebê, quero que ela saiba o quanto é amado por mim e pelo pai. LUÍS EDUARDO Como sabia que minha noiva dormiria a tarde toda. Aceitei o convite do meu irmão e amigo para tomarmos um drink no bar do hotel. Jogamos conversa fora, rimos. Não demorou muito para o Enzo chamar atenção de uma russa que estava o encarando desde que entramos no ambiente. Bom, a russa estava acompanhada de uma amiga. E logo deixou claro que gostaria que eu me juntasse a eles. Neguei, educado, afirmando que sou comprometido e totalmente apaixonado pela minha mulher. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS André, nem esperou elas se aproximarem. Evaporou como fumaça no ar. Meu melhor amigo tem conhecimento do quanto sua noiva é louca de ciúme. Line sim sabe dar um show. Para o prazer do meu irmão, ele saiu com as duas. O filho da mãe é um destruidor de calcinhas, e sem querer me gabar, todos nós somos. Mandamos bem no que fazemos. Amanhã antes de irmos almoçar fora e fazer um pequeno tour, conversarei com o gerente do hotel, Adam. Ele foi escolhido por seu currículo impecável. Procuramos contratar como gerente nas redes de hotéis espalhadas mundo a fora pessoas graduadas em Gestão Comercial ou Relações Internacionais. Entrei na suíte, e jogo o cartão de acesso na mesinha ao lado do closet de casacos. Adentro a antissala e paro automaticamente assistindo minha cena preferida do dia. Adoro chegar em casa, depois de um dia longo, e ver minha mulher acariciando a barriguinha, dialogando com o nosso filho. Maria Flor é meu tudo. E essa criança veio para fortalecer nosso amor. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Seu corpo está mais lindo do que nunca. Ela em momento algum reclamou dos enjoos que vem sentindo pela manhã. Maria Flor simplesmente acorda e dorme sorrindo. Um dia antes de viajarmos fomos a clínica da doutora Araújo para ela fazer o exame de sexagem fetal. Quando voltarmos já teremos o resultado. Mas no fundo do meu coração sei que somos pais de um menino. Ponho as mãos no bolso da calça jeans, e admiro o quanto é feminina e delicada. Seus seios estão ganhando mais volume. Observo tudo. Apenas de calcinha de renda branca, e perto da janela de vidro —de película —minha noiva conversa carinhosamente com o nosso filho. Asher vai ser um menino muito amado. —Seu papai tem certeza que é um menino. —fala, sorrindo, fitando e acariciando sua barriguinha. —E eu acredito. Logo teremos certeza, meu amorzinho. Seu cabelo longo, caí sobre seus mamilos durinho. Parece uma deusa nórdica. Meu coração acelerou e meu pau latejou. Descalcei os pés, afastando-os para o batente do alicerce. Fiquei por NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS trás do seu corpo, ela já tinha notado a minha presença. Beijei seu ombro direito, cheirando seu pescoço e cabelo, enquanto meus braços circulava sua cintura fazendo minhas mãos tocarem seu ventre. —Dormiram bem? —pergunto. —Quase hibernamos. —riu, subindo minhas mãos a tocarem seus mamilos. —Essa bocetinha deve estar querendo o ganancioso. —sussurro rouco, pertinho do seu ouvido. Ela geme, esfregando-se em mim, quando mordi sua orelha. —Você e sua boca suja. Invadi sua calcinha com a mão direita e meti dois dedos bem fundo. Maria Flor parecia hipnotizada, o tesão absoluto dominando nossos corpos. Adorava seu jeito submissa, sua entrega sem reservas, assim como também ficava louco com sua dominação. Apertei seu mamilo esquerdo, empurrando meu quadril na sua bunda gostosa. Arquejou, gemeu como uma gatinha. Não demorou muito e gozou nos meus dedos. Para NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS deixá-la mais louca pus meu polegar no centro do seu clitóris, enquanto ainda gozava. Então, tirei os dedos melados. Minha ninfa, sem forças, virou de frente para mim com as bochechas pegando fogo, os olhos cor âmbar brilhante. Passei os meus dedos nos meus lábios, provando do seu mel. —Você é toda deliciosa, baby. Com sua ajuda me despi. Respiro em haustos quando ela beija todo o meu corpo, demonstrando seu afeto, a paixão que emana do seu ser. Notava o quanto minhas tatuagens a fascinavam, seus dedos sempre trilhavam algumas. E ali, tivemos uma noite cheia de amor. MARIA FLOR Passamos o dia conhecendo a movimentada Los Angeles. Fiquei impressionada com a quantidade de lojas espalhadas pelo centro. Tudo chama atenção. Meu primo estava louco para voltar ao Hotel. Segundo ele, não sabia que serviria de carregador da sua noiva. Line estava perdendo o controle. No entanto, André a ama tanto que acabava cedendo suas vontades de consumista NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS descontrolada. Eleonor comprava uma coisa ou outra. Seu perfil é de mulher de muita classe, sabe escolher. Edu não saiu de perto de nós duas. Sempre encarando os americanos mais saidinhos que se aproximavam da gente. Eu entendo pouca coisa do inglês. Ao contrário dos meus acompanhantes. Comprei lembranças para todos. Parecia uma criança no parque de diversões. Quis usar o dólar —dinheiro do meu salário, que havia trocado. — contudo, o Tatuado apenas entregou o seu cartão de crédito black. Eleonor nada boba, aproveitou para usar o cartão do irmão mais velho. Almoçamos no Bestia Restaurant. Fiquei feliz quando o Enzo apareceu usando óculos escuros. Sua cara entregava a ressaca que estava. Depois de comer a entrada, ele parecia ter despertado. Tirou o celular do bolso, e nos aproximamos para sair na selfie. —Vou enviar para o pirralho.—fala, sorrindo. Eleonor revira os olhos. —Não seja mal, bem. —pede Eleonor, continua: —Ele não veio porque está em semana de NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS avaliação. Mas que o Miguel ficou puto isso ninguém pode negar. —rimos. Antes de regressamos ao hotel —para descansar até o horário do show —decidimos ir ao La Brea um famoso sítio de piche localizado e Hancock Park, em pleno centro da cidade de Los Angeles. Edu finalmente me disse que no domingo a noite vamos ao show exclusivo da banda The Neighbourhood, que estão fazendo turnê em Los Angeles. Dei um gritinho de pura animação. Aproveitei para tirar bastante fotos com a câmera profissional que o Edu trouxe. O Juiz como sempre pensa em tudo. *** Nunca vi tanta gente antes. Estamos na parte vip —bem pertinho do palco —e nunca senti tanta alegria. Enquanto me arrumava para vir, Edu, estava sério encarando a vista da janela da suíte. Então, reconheci seu jeito calado e pensativo. Meu noivo estava pensando no irmão biológico. Samuel sumiu do mapa, segundo o Edu. Há NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS até um mês atrás o juiz Medeiros seguia sua rotina em São Paulo. Edu deixando o orgulho e querendo uma aproximação, afinal são sangue do mesmo sangue. Infelizmente Samuel mandou uma curta mensagem de texto pedindo que ele o deixasse em paz. Esta noite quero que meu noivo aproveite os hinos da banda Hillsong United. Sendo abraçada por trás, virei a cabeça para beijar seu queixo, recebendo em troca seu lindo sorriso. O vocalista da banda cristã conversou com o público, enquanto tocava algumas cordas da guitarra. Edu traduziu para mim falando que o rapaz pediu que levantasse as mãos para os céus quem se sentia confortável. Assim fizemos. Logo uma energia boa tomou meu corpo, eu sabia que viria um clamor do fundo do meu coração. Vibrei quando reconheci a canção With Everything. Abra nossos olhos Para vermos as coisas que fazem o seu coração chorar Para ser a igreja que você desejaria A Tua luz para ser vista

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

Quebre o nosso orgulho E todas as paredes que nós tivemos construído por dentro Nossas coroas terrestres e todos os nossos desejos Nós colocamos aos Teus pés Que a esperança se erga E a escuridão trema Em Tua santa luz Que cada olho verá Jesus, nosso Deus Grande e poderoso a ser louvado Deus de todos os dias Glorioso em todos os Teus caminhos Oh, a majestade, a maravilha e graça Na luz do Teu nome

Um verdadeiro coro acompanhou o vocalista. Tornou-se um momento mágico, único. Olhei ao redor, jovens e adultos de estilos diferentes unidos por algo em comum. A fé.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 30 MARIA FLOR Tomando minha vitamina de maçã, me revezava em rir e...Rir. Os homens da família Lacerda, meu primo e Saimon estavam quase apanhando na montagem do berço do meu filho. Estou com três meses de gestação, muito bem vividos e acompanhado pela doutora Araújo. Quando retornamos da viagem no outro dia fomos buscar o resultado do exame. O Tatuado convencido estava certo. É um menino. Meu sogro fez um jantar para comemorarmos em família. Bom, agora começamos a decorar o quarto do bebê. Eleonor recomendou uma arquiteta. Quase morri de vergonha no dia que a senhora veio para conhecer o quarto, pois o meu noivo nada fácil faltou expulsar a mulher a ponta pés. Claro, dei uma bronca no Edu. Afinal, não era para tanto. O Juiz afirmou que ia montar todos os móveis do enxoval do Asher. Relutante, concordei. Agora estamos terminando a semana com os homens da família lendo o manual e tentando NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS montar os móveis de madeira branca. Pelo menos o quarto está pintado em tom de azul-claro com branco. —Não precisam ter pressa. Ainda falta cinco meses. —Eleonor debocha, recebendo caretas e resmungos. Nós nos tornamos grandes amigas. Ela tem me ajudado em absolutamente tudo, inclusive nos exercícios que fazemos de tarde no espaço alternativo das terras da família. Além é claro, de tirar minhas dúvidas constantes em relação à gestação, parto e cuidados com o bebê. Apesar de sua especialização ser em outra área, a médica da família sabia de tudo. —Para de torrar a paciência deles. —É divertido. —morde um pedaço da pera. —Eles são homens estudados e tudo mais. E não conseguem montar um berço. Vamos rir, né Flor. —O importante é que estão se esforçando. —Mudando de assunto. Amanhã tem a última prova do vestido. Mordi o canto do lábio. Jesus, eu realmente NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS vou casar no próximo fim de semana no Caribe. Minha sogra garantiu que a decoração da festa está sob controle. Tudo nos eixos. A gerente do hotel de lá envia fotos para dona Selena, que logo vem me mostrar. É um lugar lindíssimo. Teremos como cenário o mar, céu, a natureza. —Minha mãe está tão ansiosa quanto eu. —Vamos aproveitar para comprar mais roupinhas para o meu baby. —diz tocando minha barriga. —Poxa, Eleonor vamos sentir sua falta. — enuncio, chorosa. Tenho estado assim essas últimas semanas. Infelizmente, depois da festa do meu casamento a Eleonor vai viajar para a Alemanha. Suas aulas da especialização começaram na quarta semana do mês. E por estar em outro país pretende aproveitar os dias —antes das aulas iniciarem — para se adaptar. —Ai, céus, você está uma bomba de hormônios. —brinca, abraçando-me de lado. —Promete que quando o Asher nascer vai NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS vir o mais rápido possível. —Juro de dedinho. —entrelaçamos o dedo mindinho. Ela pega meu copo vazio —da vitamina —e descemos a escada em direção a cozinha. Adentramos e fechei os olhos saboreando o cheiro de bolo de milho que a vó Tuba fez especialmente para mim. Tive esse desejo assim que acordei. Lógico que não iria incomodá-la. Para minha sorte, ela veio trazer dois casaquinhos de crochê que fez para o meu filho. Aproveitei e fiz o pedido com cara de pidona. —Que maravilha, Tubinha. —comenta Eleonor, comendo o bolo com os olhos. —Prontinha, filhinha. Pode matar a vontade. —fala e beijo sua testa. —Muito obrigada, vó. Só a senhora sabe fazer bolo de milho. —E eu não sei. —murmura toda sorridente. Tuba avisa que vai ao mercado. Me fez prometer que iria jantar a sopa que ela faria para a noite, antes de sair beijou a testa da Eleonor e a NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS minha. —E o tal desfile, quando vai ser mesmo? — indaga, cortando mais uma fatia do bolo. Concordei de participar do desfile na praia Grumari. É uma obra beneficente da UFRJ para o Hospital do Câncer de Barretos. Os estudantes de moda, desenharam e ajudaram confeccionar junto com costureiras, as roupas femininas e masculinas, estilo moda praia. O desfile está recebendo patrocínio, inclusive do Hotel Lacerda. O dinheiro arrematado com a venda das roupas e os ingressos, serão doados ao Hospital de Barretos que terá o trabalho de distribuir para os outros hospitais da região norte. Nem pensei duas vezes antes de aceitar desfilar. Lúcia também vai. Agora quem não gostou nadinha foi o Tatuado. Expliquei que gostaria de participar e ajudar. No outro dia, ele disse que doaria verba para construção de um novo hospital. Edu informou que sua família faz doação ao hospital e outras entidades. Porém são bem discretos. No fim, meu Juiz acabou cedendo ao meu pedido. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —No próximo mês. —Está conseguindo dobrar o meu irmão de um jeito, hein. —arqueia a sobrancelha esquerda, sugestiva. —Ele entendeu que é uma obra de beneficente. E o quanto é importante eu participar. —Minha família comanda a ONG ELEONOR para as vítimas do tráfico humano. Além disso, participamos de muitas ações do bem. Entretanto, não expomos a mídia. É algo íntimo, sabe? —Edu, disse a mesma coisa. Há um mês fomos visitar a ONG e senti que mesmo ele se esforçando parecia sufocado lá dentro. É um lugar lindo, criativo, mesmo assim….Parecia que queria correr. —Du ainda está em processo de cura. — suspira, melancólica. —Ele não conheceu a tia Eleonor, e saber a forma como foi concebido e veio ao mundo mexeu muito com seu psicológico. Mas ele venceu e tornou-se um bom homem. Ciumento, possessivo, controlador, ambicioso...Chato às vezes, porém continua sendo o melhor. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Sorrio, antes de comer mais uma fatia de bolo. —Meu nome foi homenagem a ela. A ONG minha mãe fundou em homenagem a ela. Ela nunca foi esquecida. —seguro sua mão por cima da mesa, notando sua emoção. —Meu irmão deseja ter uma boa relação com o Samuel. Meu pai comentou comigo que jamais soube que o Carlos Gomez tivesse tido outro filho. Então saber que Samuel Medeiros é irmão biológico do Du, nos pegou de surpresa. —Samuel não quer conversa. Isso me corta o coração, pois sei que o Edu gostaria ao menos de ter um diálogo. —Os dois estão magoados. Principalmente o Samuel que achou mais fácil odiar o meu irmão por não ter sofrido nas mãos do casal que o adotou. Espero que um dia ele enxergue a verdade. —Eu também. LUÍS EDUARDO Porra, não acredito que minhas mãos estão suando. Não é macho não? Minha consciência NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS debocha. Estou pedindo aos céus que minha noiva não se atrase. Sou capaz de buscá-la e trazê-la nas costas. Seu Cleudo —pastor e pai do meu melhor amigo —está com tudo pronto para realizar a cerimônia. Há dois dias nos casamos no civil. Fiquei mais tranquilo, pois não tinha mais volta. E agora estamos realizando a cerimônia. Maria Flor pediu que fosse somente nossos familiares e amigos mais próximos. Além da família, também estão presentes Alex, Bruno, Calvin, Luri, Roger, Silas, Samira e os dois amigos da universidade da minha menina, Lúcia e Michael. —Querido, quer beber algo? —pergunta, dona Joelma. —Não senhora. Só quero sua afilhada aqui dentro de cinco minutos. —ela riu pensando que eu estava brincando. O clima estava colaborando para o dia mais feliz da minha vida. Fizeram um painel aberto de madeira branca, com algumas rosas colombianas traçando o objeto. Um lindo tapete branco está estendido até o pequeno altar. Do lado direito e NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS esquerdo tem a quantidade certa de cadeiras, feitas de madeira branca, enfileirada. Tudo pronto e organizado. O fotógrafo iniciou o seu trabalho desde cedo. Fotografando minha esposa no seu dia de noiva ao lado das mulheres da família e amigas, fez o mesmo comigo. Aproveitamos para tirar fotos nossas antes de vestirmos os trajes do casamento. —Tá suando, brother? —indaga Miguel, cheio de graça. —Para quem está de castigo tá bem feliz. — ele logo fecha a cara. —Cara, eu só fui dar uma volta de moto. … —Sem a porra da equipe de segurança. Você os despistou de propósito. Sabe o que poderia ter acontecido? —Desculpa, irmão. —profere, e o puxo para um abraço. Como é adolescente finge odiar qualquer afeto. —Chega, Du! Confiro a hora no meu relógio de pulso e constato que minha noiva está atrasada dois minutos. Ah, cacete. Respiro fundo quando vi NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Saimon se aproximando para se sentar no seu lugar. O Músico que contratamos, inicia a melodia, e na ponta do tapete surge minha mulher e sua mãe. Dona Evanice entrará com a filha. Engulo em seco, muito emocionado. Maria Flor caminha descalça, fazendo a fenda do vestido mostrar sua perna e um pouco da coxa. Toda linda e delicada no vestido branco, de alças finas, colado ao corpo moldando suas curvas e barriguinha. O cabelo acobreado está trançado e em cima da sua cabeça uma delicada coroa de flores de rosas colombianas, a fazem parecer uma verdadeira deusa. MARIA FLOR Definitivamente casados. Não consigo tirar o sorriso do rosto. Estamos aproveitando a festa. Comendo, bebendo —no meu caso, nada alcoólico —, dançando, rindo e tirando muitas fotos. Gargalhei quando o Edu pegou a caixa de uísque para jogar aos homens. Pelo que vi são piores que as mulheres. Quem pegou foi o meu primo. Todos começaram a pegar no pé dele, afinal, Edu e eu nos casamos primeiro que ele. Line defendeu o noivo, afirmando que estão organizando NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS tudo com calma e perfeição. Na minha vez, quem aparou o buquê foi a Eleonor que ficou com as bochechas coradas. Enzo e Miguel foram abraçá-la enchendo-a de beijos deixando claro que nenhum homem iria se aproximar dela. Esses dois quando estão juntos…..Não presta. Em determinado momento notei a tensão no ar quando Eleonor e Alex posaram para o fotográfo. Mau a câmara piscou e ela praticamente saiu correndo para perto da Line. E o doutor Alex continuou fitando-a. Fui abraçada pelo meu marido e esqueci de tudo. —Antes de irmos ao chalé, passaremos a nossa primeira noite em um lugar especial. — revela, acariciando minha barriga. —Não pode deixar sua mulher curiosa, Juiz Lacerda. —agarro seu pescoço, ficando na ponta dos pés para tocar sua boca. —Então vamos escapar da festa? —Sim, amor. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

CAPÍTULO 31 LUÍS EDUARDO Hoje cedo pedi que alguns dos funcionários do hotel levantasse uma tenda de tecido branco, colocasse um confortável e grande estofado repleto de almofadas, cobertores, e um balde de gelo com jarra de suco de uva e duas taças. Já que minha esposa não pode beber nada que contenha álcool, também não irei beber. Assim que ver a tenda sorri aproximando-se para entrar. Estamos um pouco distante da praia — onde realizamos o casamento —o que nos dar mais privacidade. Além de termos uma vista maravilhosa do mar. Está de tardezinha. —Edu, amor, que lindo. —fala encantada. —Aqui teremos nossa noite de núpcias, bebê. —toco seu rosto, assimilando minha felicidade. Rocei o polegar em seus lábios carnudos e rosados. —Eu te amo, Edu. Muito, muito. —declara. Adoro escutar isso. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Eu sou louco por você. Amo você, baby. Eternamente. A beijei na boca bem gostoso, saboreando-a, apertando sua bunda. A despi carinhosamente, cheirando sua pele, tocando-a com os meus lábios. Maria Flor fez o mesmo comigo, como sempre trilhava minhas tatuagens com beijos e carícias. Sempre me sinto abalado por ela. Deitados no estofado, nus e febris. Desci a mão por sua barriga, enquanto a mantinha presa pela nuca, praticamente fazendo amor com a sua boca. Meu pau latejou, quando sua mão pequena o apertou —sem pôr muita força —fazendo meu corpo tremer, cheio de tesão e paixão. Mordi seu ombro, comecei a espalhar beijos e chupadas no seu pescoço. —Ai, que gostoso…. Belisquei o biquinho rosado do seu mamilo com o dente, Maria Flor arquejou, segurando meu cabelo com força. Penetrei sua bocetinha com o dedo e grunhi sentindo o quanto estava escorregadia e melada. Minha esposa tinha gozado. Ela está muito mais sensível do que antes. E eu NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS estou adorando isso. Meti o meu dedo mais fundo, e seus olhos se encheram de lágrimas de tesão. Meu pau doeu, estava me segurando para não fodê-la com muita força, com tudo de mim. No entanto, depois que se recuperasse do resguardo vou pegá-la de jeito. Sem descanso. Sua mão direita segurou meu rosto, a peguei, erguendo a palma e chupando seu dedo indicador, depois o dedo mindinho. Maria Flor estava completamente fora de si. Fui descendo lambendo e beijando sua pele, parei no meio das suas pernas e segurei-as abertas. Meus olhos foram direto na sua boceta toda melada de gozo, inchada, lisinha e rosada. Ah, coisa linda. Desci a boca chupando-a, pegando com força sua vagina. Minha garota, gritou, excitada. Porra, sua bocetinha era doce e salgada, cheirosa. Toda minha. Montei sobre sua coxa, erguendo sua perna direita. Tomei sua boca, enquanto meu pau abria sua vagina. E fui com tudo, Maria Flor delirou entreabrindo os lábios, chupei sua língua. Ela NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS estava presa e fodida. Enterrei meu pau, suando, louco de desejo. Sua bocetinha mamava nele, saboreio a sensação de estar dentro da minha esposa. —Sabe o quanto é gostosa, baby. Não vivo sem você, amor. —Sou toda sua, Edu! —Porra, Maria Flor….. Sem ser muito brusco, sai de dentro dela, segurei-a pela cintura puxando para cima das minhas coxas. Minha esposa encaixou-se no meu pau, gemeu, agarrando meu cabelo da nuca. Maria Flor ditou o ritmo gostoso, chupei e lambi seus peitos lindos. Gozamos juntos, forte, misturando os espasmos. MARIA FLOR Pensei que o Edu estivesse brincando na parte “vamos ficar trancados no chalé”. O Tatuado estava falando seríssimo. Nossa lua de mel foi do chalé para a praia, e vice versa. Adorei cada momento. Por insistência da minha parte, saímos para conhecer os pontos turísticos do Caribe. Edu, NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS logicamente já conhecia, mas para mim tudo era novidade. Nossos familiares voltaram para casa dois dias depois do nosso casamento. Apenas meus sogros e Eleonor permaneceu, pois daqui iria pegar o voo para Alemanha. No aeroporto foi impossível eu não chorar. Edu nem sabia mais o que dizer para conter minha emoção. Dona Selena não estava diferente. Deu centenas de recomendações a filha. Eleonor prometeu que nos falaremos quase todos os dias — afinal tem dias que minha cunhada ficará cansada. —Essa roupa ficou show em você. —elogia Lúcia, usando um vestido azul-claro, com flores brancas e fenda na parte esquerda. —Adorei porque evidencia minha barriguinha. —levanto para me olhar no espelho. Estou usando um vestido rosa-bebê, com flores muito pequenas pintadas na borda. Meu cabelo está solto, e uso acessórios artesanais, todos bem feito e bonitos. O desfile começou e já estamos na segunda parte. Edu está assistindo na primeira fileira, junto com seus irmãos, amigos e os NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS seguranças. Mesmo sorrindo para mim, quando entro na passarela. Vi certa aflição e tensão vindo dele. O Tatuado definitivamente odeia eventos abertos e ao ar livre. Ele tem ficado bem mais sistemático com o passar dos meses. Eu vou fechar o desfile, depois voltarei para o camarim, trocar de roupa e aproveitar um pouquinho da festa com o meu marido. LUÍS EDUARDO Estou com uma sensação ruim desde que saí de casa. Se pudesse teria impedido que minha esposa participasse do desfile. A todo instante penso que algo de ruim pode acontecer com ela. Deus, jamais me perdoaria. Maria Flor e Asher são tudo na minha vida. Ontem fiquei surpreso quando recebi uma ligação do Samuel. Depois desses meses, acreditei que meu irmão biológico nunca mais iria querer resolver nossa situação. Antes de tê-lo na minha vida, preciso confiar nele. O Juiz Medeiros tem que entender que seu destino nunca estive em minhas mãos. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Finalmente terminou.—enuncio, aplaudindo especialmente a minha esposa. —Brother, relaxa. Está tudo bem. —Miguel tenta me tranquilizar. —Se a minha mulher não fosse tão teimosa, juro que a trancaria dentro de casa. Mas ela é difícil. —comento, sabendo que não tenho o poder de negar nada para a Maria Flor. —Essas que valem a pena. —expõe Enzo. A praia está lotada de gente. Isso me deixa louco. Estou esperando a minha esposa tem quase vinte minutos e até agora nem ela e, o Saimon — com os outros três seguranças —apareceram. —Atenção, facção! Estamos na presença de inimigos. —o sangue foge do meu corpo quando escuto o Luri pelo comunicador. Saio feito louco indo em direção ao camarim. Entrei na tenda, estranhando o silêncio, logo três dos nossos adentram se posicionando. —Proteja a minha mulher, caralho! —digo pelo comunicador. —Estamos cercados! Vem a caminho mais NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS membros. —informa. Tiro minha arma atrás da minha calça, faço sinal para os nossos irem para a outra direção. De repente sou surpreendido por um dos bandidos usando máscara preta. Ele chutou meu braço fazendo-me largar a arma. Avanço para cima, mas o infeliz soca meu peito, meu comunicador que ficou evidente, é arrancado. Sinto minha pele queimar, com o corte fundo da faca. Filho da puta. Buscando ar, sentindo uma dor do inferno. Consigo revidar dando um golpe na sua jugular, ele tombou caindo para trás. Quando fui para pegar a arma, apareceram mais três bandidos. Notando a minha ferida, me acertaram bem em cima. Fico louco quando escuto a voz da minha menina, apavorada: —Edu! Edu….Por favor. —furioso, tentei me desviar dos bandidos para chegar até ela que estava presa. —Solta ela! Caralho, solta a minha mulher! —rosno, desesperado. Cadê os meus homens, porra? A realidade de que esse evento era uma armadilha para minha família, caiu sobre minha NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS cabeça. Vários dos criminosos vieram me segurar. Mesmo sangrando, sentindo a dor do ferimento, não poderia deixar ninguém fazer mal a minha família. Tentei de todas as formas me soltar dos imundos, porém meu corpo avisava que em breve não teria mais forças. Isso nunca. —Aposto que não esperava por essa, Edu. —reconheci a voz da….Jade. Bandida filha da puta. —Sua cadela desgraçada! Solta agora mesmo a minha mulher, porra! Solta!—exigo com furor. Ela riu, cruzando os braços. —Você vai sofrer, Juiz Lacerda. —Solta a minha mulher agora! —rosno, descontrolado. —Já que me expulsou da sua vida como uma cachorra, não me faltou oportunidade de unir meus conhecimentos com a inteligência dos seus inimigos. E aqui estou para lhe provar que você não é invencível. Foster, me fez uma excelente NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS proposta. Aceitei, lógico. Mas antes preciso acabar com a sua vida...Então eu pensei. —pausa de aproximando da minha esposa. Maria Flor a encara com ódio mesclado com medo, porém não abaixa a cabeça. —Nada melhor que matar a vadia da sua esposa e seu filho que nem nasceu ainda. —Deixe ela ir, porra! —exijo. —Ou melhor. —sorriu, abaixando-se ao lado da minha mulher. —Que tal ser a putinha dos meus homens, hã? Aí quando seu filho nascer nos vendemos para...—Maria Flor cospe na cara da Jade que fica sem reação. Temendo sua atitude, tento chamar sua atenção, no entanto a vagabunda acerta minha mulher com um tapa na cara, puxando-a pelo cabelo. —Sua vadia de merda. Vai se arrepender. Cadê a minha equipe? —A única vadia aqui é você, caralho. Solte a minha mulher. Seu problema é comigo. —Então é melhor eu colocar o plano em prática. Bom, a primeira parte deu certo já que os seguranças da sua vadia estão dormindo tranquilamente. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —O que fez com eles? —Beberam água com uma droga nova que estão testando. Se eles acordarem….Deu certo, se não...—deu de ombros, sorrindo como uma louca. —Coloque ela de joelhos aqui no meio. Meu coração quase parou. Por favor, meu Deus. —Pode executá-la. —dirigiu-se ao mascarado que se aproximou armado. —Não, não, não faça isso! Ela não. Me matem, mas a deixe ir! —usando toda a energia do meu corpo, tentei me soltar dos bandidos. Maria Flor ficou de joelhos, fitando o bandido de máscara. Podia ver seu corpo tremer, o canto do seu lábio tinha um filete de sangue. Ela me fitava.Continuei implorando que a deixassem ir. Sua boca se mexeu e li “tudo bem”. Porra, não está nada bem. Isso está errado. Por que meu Deus? Minha família não. Uso toda minha voz pedindo que a libertem, observo o dedo do criminoso pressionar o gatilho. E então ele mira na Jade fazendo-a parar de NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS rir e arregalar os olhos. E quando percebo ela caiu no chão, morta com um tiro na cabeça. Grito para minha mulher correr. Logo a tenda é invadida pelo os meus homens, me liberto dos bandidos que de um a um vão morrendo. André aparece e me entrega uma arma. Os Meus procuram a Maria Flor e a vejo sendo protegida pelo Enzo. No meio do conflito, me desvio de alguns bandidos para chegar no alvo, o homem que tinha apontado a arma na testa da minha mulher. De costas, e com muita dificuldade atiro em alguns bandidos e quando viro com o braço rente e meu dedo no gatilho, apontado diretamente no mascarado. E ele também mantém a arma mirada em mim. Respiro aliviado quando percebo que meus homens mataram todos os bandidos que estavam aqui na tenda, falta apenas o mascarado. Contudo ele mudou o alvo e matou a Jade. Fico surpreso quando ele abaixa a arma e tira a máscara revelando sua identidade. Samuel. Continuo com a arma apontada em sua direção. —Estava do lado deles?—questiono. —Cheguei a poucas horas. Vim para NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS conversarmos, estranhei um grupo de homens e mulheres, que provavelmente estão mortos pela sua equipe agora, pedi para um membro da minha facção verificar o local do evento. Eles são titulados por número, peguei o número quatro. — visualizo a número na camisa, no lado esquerdo. — O vi escondido pronto, esperando para invadir, o puxei com dois homens meus e o matei, depois vesti seus trajes. Meus homens avisaram a sua equipe, trouxemos reforços para ajudá-los lá fora também. Foi muita sorte a louca ter se dirigido a mim, assim consegui matá-la sem pensar duas vezes. Abaixo a arma. André a pega da minha mão, quase perco o equilíbrio pela pontada de dor que deu no corte. Meu amigo me amparou. —Serei eternamente grato a você, Samuel. Se não tivesse aparecido….Nem posso imaginar o que poderia ter acontecido. Enzo aparece com a Maria Flor e, o caçula. Ela vem até mim, abraço ela sem me importar com a dor, seu corpo está frio e trêmulo. —Calma, amor. Deu tudo certo, baby. — NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS digo, tentando controlar o seu choro. —Tive tanto medo, Edu. A culpa foi minha não deveria ter aceitado participar desse evento, eu...Me perdoa, amor. —Shii….Ninguém teve culpa, meu amor. —Precisamos ir. Os nossos já estão tirando qualquer vestígio da nossa parte. —enuncia Enzo. —Samuel, amanhã estarei esperando você na minha casa. —informo, querendo mais do que nunca resolver nossa relação. —Estarei lá. *** Em casa fomos examinados e cuidados pelo Alex. Quis chamar a doutora Araújo, no entanto, Alex nos tranquilizou que apesar do susto nada aconteceu com o meu filho. Mesmo assim, amanhã de tarde vamos ao consultório. Preciso ter mais certeza ainda que tudo está bem com o meu menino. Saimon e os outros seguranças, graças a Deus estão bem. No entanto, ficaram no hospital em observação. A droga está saindo do organismo NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS deles. Minha sogra queria dormir com a filha. Contudo, afirmei que estou bem e que daria conta de cuidar da minha esposa. Maria Flor viu o conflito interno da mãe que estava querendo estar em dois lugares ao mesmo tempo. Aqui e no hospital cuidando do namorado. Então minha menina confortou a mãe, dizendo que poderia ir ficar com o Saimon, pois seria bom ele acordar tendo ela ao seu lado. Resumo o ocorrido para os meus pais. Luri disse que estava cuidando para nenhuma imagem nossa vazar na mídia. Depois de tomar banho, comer o lanche que minha mãe preparou para mim e minha esposa, deitamos na cama exaustos, de conchinha. Minha mão estava protetoramente em cima da sua barriga. Nunca senti tanto medo como tive hoje. —Devemos muito ao seu irmão. —refere-se ao Samuel. Suspiro, sentindo um pouco de dor no machucado. —Com certeza. —O importante é que tudo deu certo. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Juro que nunca mais vai passar por isso. Falhamos em alguma parte na segurança…. —Quando as coisas tem que acontecer, acontecem. E nada e nem ninguém tem como impedir. —Amo vocês. —Nós também te amamos.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

EPÍLOGO MARIA FLOR UM ANO DEPOIS… Terminei de arrumar o meu menino, acabamos de voltar da igreja onde ele foi apresentado e abençoado por Deus e o tio Cleudo. E claro, estamos em mais um domingo em família. Nem acredito que meu filho está com três meses de vida, tão lindo e parecido com o pai. O cabelo loiro-dourado lisinho, os olhos no mesmo tom de azul-acinzentado. Deito de lado na cama, apoiando o cotovelo no colchão e, a cabeça na mão, pois assim posso admirar mais o meu bebê. É tanto amor que parece não caber no peito. Tenho me esforçado ao máximo em ser uma excelente mãe e esposa. Conciliar os dois não é nada fácil. Principalmente quando o Tatuado tornou-se mais tarado ainda. Ele quase não me dá descanso —longe de mim estar reclamando —fazemos amor em qualquer lugar, a qualquer momento. E estamos mais fogosos do que nunca. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Me recuperei bem do resguardo tendo minha mãe e marido cuidando de mim. O parto foi normal, não tivemos nenhuma complicação. Asher nasceu saudável. Tranquei a faculdade quando fiz nove meses de gestação. Não queria me esforçar ou fazer mais do que poderia. Aproveitei os momentos finais da gravidez tendo todo o carinho do meu marido. Edu sem dúvida nasceu para ser pai. Na primeira cólica do Asher, acabei chorando junto com o meu bebê, estava desesperada e não sabia mais o que fazer para sua cólica passar. O Tatuado com toda sua calmaria, deitou Asher no seu ombro, e batendo de levezinho nas costas do nosso filho, cantava música de ninar e logo ele se acalmava. Era mágico esse momento. Eleonor passou o primeiro mês de vida do sobrinho conosco. Trouxe tantos presentes que quase não arrumei espaço para guardá-los no closet do Asher. Pego na mãozinha minúscula do meu filho, cheiro e beijo várias vezes. Ele já está dormindo. Daqui a pouco acordar para mamar. Ih, a de mim se NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS não estiver por perto. Enzo vive brincando afirmando que o sobrinho é um verdadeiro Lacerdo. Cheio de vontade. —Filha, atrapalho? —pergunta dona Evanice, no batente da porta. —Claro que não, mãe. Estou apenas...Admirando meu bebê. —sorrio, sentando com cuidado na cama. Em suas mãos tem um portfólio, antes que eu pergunte ela diz: —Gostaria apenas de entregar isso a você. —Do que se trata? —ela ponhe o objeto no estofado de couro, ao lado da cama. —Você sempre foi uma menina sensata. Foi pouca as vezes que questionou sobre seu pai. Eu na época, fechada, preferi mantê-la no escuro. Então acho que merece saber quem é o seu pai. Pedi para o Saimon buscar todas as informações possíveis do Magno. —Não preciso disso, mamãe. —Se um dia quiser saber, aqui tem todas as informações. Daqui a dois meses vou me casar e NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS senti a necessidade de lavar a alma. Ver você com sua família, sorridente, linda desse jeito….Fico mais feliz ainda. Eu amo vocês. —disse e levantei da cama para nós nos abraçamos. —Obrigada, mãe. —ela beija o meu rosto e, a mãozinha do neto antes de sair do quarto. Sem vontade alguma de saber quem foi o meu pai. Decido deixar esse assunto no passado. Por esta razão guardo o dossiê dentro de um baú, no closet. Um dia quem sabe eu vejo se me interessar novamente em querer saber do Magno. Saio do closet e sorriu quando vejo o Juiz deitado na cama, beijando a mãozinha do nosso filho. Edu finalmente acertou seus assuntos com o Samuel. E agora o Juiz Medeiros tem uma família grande e barulhenta. Há dois meses em uma das nossas conversas, meu marido revelou que o Samuel foi abusado pela mãe adotiva. Chorei muito, pois jamais alguém deveria passar por isso. Edu disse que só depois desses meses todos foi que o Samuel tocou no assunto e contou a outra metade da história. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS Depois daquele atentado —no desfile solidário —no outro dia Samuel veio aqui em casa para ter a conversa com o meu marido. Fiquei ansiosa, afinal, meu desejo era que tivessem se perdoado. Quando adentrei o escritório, preocupado com o silêncio, e vi os dois abraçados. Quase dei um pulo de tanta alegria. Desde então Samuel faz parte da nossa família. Luri junto com a equipe de hackers, bloqueou e apagou qualquer imagem ou vídeo. Saiu nos noticiários falando do desastre que terminou o desfile e disseram que foi rixa de facções criminosas. Foi bom pensarem assim, pois pensam que são de bandidos rivais. Ou seja, a colmeia continua oculta para a sociedade. —Tem um espacinho aí? —indago, me aproximando da cama. —Sempre tem lugar para a mamãe. —Edu riu, e deitei atrás do seu corpo, apoiando o cotovelo no travesseiro. —Asher é um menino lindo. —Sim. Uma mistura de nós dois. —beijei sua bochecha e ele minha mão. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS —Obrigada por ter sido insistente, amor. — sussurro no seu ouvido, segurando a risada. —Eu que agradeço por aturar um homem louco de ciúme e muito apaixonado por você, baby.

NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

PRÓXIMO LIVRO CATIVADO, história do doutor Alex da Eleonor. Ele é carrasco. Ela é gentil. Ele raramente sorrir. Ela sempre está sorrindo. Ele é rabugento. Ela é amável. Alexandre Severo está no topo da cadeia alimentar sendo o cirurgião chefe do Hospital Sírio Libanês. Conhecido por ser um homem sério e carrasco com os residentes, não mantém contato com sua equipe fora do trabalho. A única pessoa capaz de fazê-lo sorrir é sua filha. Eleonor Porto Amaral Lacerda retorna da Alemanha, após fazer sua especialização, decidida a ser uma renomada cirurgiã. No entanto, não seria nada fácil conviver com o carrasco do seu chefe. Enquanto ele reclamava do seu trabalho ela rebatia com um lindo sorriso no rosto. NACIONAIS - ACHERON


PERIGOSAS

NACIONAIS - ACHERON

Profile for Ana Paula Oliveira

O JUIZ TATUADO (Série O Juiz Tatuado Livro 2) - Dudaah Fonseca  

Ela é simples. Ela é pura. Ela é sonhadora. Ele é sedutor. Ele é ambicioso. Ele é controlador. Luís Eduardo Porto Lacerda é conhecido como “...

O JUIZ TATUADO (Série O Juiz Tatuado Livro 2) - Dudaah Fonseca  

Ela é simples. Ela é pura. Ela é sonhadora. Ele é sedutor. Ele é ambicioso. Ele é controlador. Luís Eduardo Porto Lacerda é conhecido como “...

Advertisement