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Sophie Grates nunca teve nada fácil, mas ela está encontrando seu caminho através da vida, um passo e um dia de cada vez. Isto é, até Nico chegar e virar seu mundo de cabeça para baixo. Ele obriga-a a ver que não pode viver a vida do lado de fora olhando para dentro, e às vezes você precisa sair para poder realmente desfrutar da vista.

Nico Mayson sabia no momento em que viu Sophie Grates que ela era a única. Toda a sua vida, ele foi julgado pela sua aparência, assim que encontra uma bela mulher que o vê verdadeiramente, só torna seus sentimentos muito mais fortes. Nico sabe o tipo de homem que é, e as coisas que é capaz, e ele fará tudo em seu poder para ajudar Sophie a combater seus demônios para que eles possam ter o seu felizes para sempre. Vale a pena lutar por tudo na vida.


CAPÍTULO 01

Eu pulo quando o telefone de mesa começa a tocar; nunca toca, por isso sou pega de surpresa pelo som estridente dentro da tranquila biblioteca. — Biblioteca da Escola Secundária, Srta. Grates falando. Como posso ajudá-lo? — Atendo no segundo toque. — Encontrei um telefone, e este é o número que aparece na tela quando o ligo — uma profunda voz masculina responde. Seu suave sotaque sulista faz os cabelos em meus braços levantarem. Puxo minha bolsa de debaixo da mesa e a abro, procurando o meu telefone. — Olá, você me ouviu? — O cara do outro lado diz mais impaciente. Esqueci que ele estava na linha durante a minha busca. — Sim, estou aqui. Desculpe. É o meu celular — digo, segurando o telefone de mesa entre meu ombro e ouvido. — Olha, eu preciso sair da cidade e não estarei de volta por uma semana, então você pode me encontrar em algum lugar? — Hum, eu não tenho certeza se é uma boa ideia, — respondo, mordendo meu lábio inferior. — Você quer seu telefone ou não? — Sim, é claro que eu quero o meu telefone, — eu digo, ficando irritada. Que tipo de pergunta estúpida é essa? — Então você precisa se encontrar comigo, assim eu posso entregar para você. — Não saio do trabalho por mais uma hora. Você pode me encontrar depois disso? — Eu cruzo meus dedos, esperando que ele possa. Não sei o que eu faria sem meu telefone por uma semana – não que eu queira ligar ou enviar mensagem


a alguém, mas eu estava detonando no Candy Crush e queria bater minha última pontuação. — Jesus, onde diabos você quer se encontrar? — Ele resmunga, me fazendo sorrir. Não sei por que, mas meio que fico feliz irritando-o. — Você pode me encontrar em frente do Jack’s Bar-B-Que em uma hora e meia? — Claro, tudo bem. — Posso dizer pelo seu tom que ele está completamente irritado, e sorrio ainda mais. — Muito obrigada, — eu murmuro. — O que você está vestindo? — Pergunta ele, fazendo o sorriso deslizar do meu rosto. — Por que diabos isso te interessa? — Olha, — ele bufa, — eu tenho o seu telefone, o que significa que você não tem um telefone, certo? — Certo, — eu repito como uma idiota. — Isso significa que não posso ligar para dizer que eu cheguei lá. Portanto, eu preciso saber o que você está vestindo para que eu possa vê-la na rua, certo? — Posso ouvir o sorriso em sua voz agora. — Acho que faz sentido, — eu digo, e ele ri, a profundidade de sua risada fazendo minha barriga vibrar. — Então, vamos tentar isso de novo. O que você está vestindo? — Oh. — Eu olho para mim mesmo, me sentindo estúpida sobre o que eu direi a ele. — Hum... uma saia cinza, uma blusa de seda branca... Oh! E eu tenho o cabelo castanho, — acrescento, no final, já que não sei quantas muitas mulheres podem vestir o mesmo tipo de coisa que eu. — Tudo bem, querida. Vejo você em uma hora e meia, — diz ele, e antes que eu tenha a chance de dizer qualquer outra coisa, a linha fica silenciosa. Desligo o telefone e atiro minha bolsa debaixo da mesa antes de colocar todos os livros que foram verificados durante todo o dia de volta nas prateleiras. Comecei a trabalhar na biblioteca da escola um ano atrás, quando me mudei para Nashville após sair de Seattle. Trabalho aqui três dias por semana, e no resto do tempo, eu trabalho em casa como uma especialista em seguro médico. Eu gosto


de trabalhar aqui; tranquilo, o salário é bom – e não me incomodo por passar a maior parte do meu dia sozinha. Termino o meu turno, atualizo o sistema do computador, e após me certificar de que ninguém ainda olha as prateleiras, eu tranco. Quando saio do edifício, noto que a maioria dos funcionários já foi embora. O estacionamento está vazio, exceto por meu Audi vermelho. Entro no meu carro, ligo, e viro o botão para a capota conversível, o que leva um segundo para ficar ao estilo acordeão e travar no local. O som de Addicted to Love por Florence and the Machine começa a tocar quando saio. Quando chego à área que eu deveria encontrar o cara com o meu telefone, eu levo alguns minutos para encontrar uma vaga no estacionamento. Esta parte da cidade é sempre louca nesta hora do dia. Quando consigo alcançar o Jake, acabo chegando cerca de dez minutos mais tarde do que eu planejava. Olho em volta, imaginando como esse cara pode parecer. Há tantas pessoas caminhando por aí, então eu me sinto uma idiota por não ter perguntado o que ele usava também. Escolho um local próximo ao prédio e cruzo os braços sobre o peito. Eu quero tanto me sentar; meus pés estão me matando. Tenho um amor doentio por saltos, e os que eu usava hoje estão me pagando por usá-los por mais do que algumas horas. Olho em volta e vejo um cara olhando para mim. Ele é da minha idade, não muito mais alto do que os meus 1.67 metros, bonito, e veste um terno e gravata. Começo a acenar para ver se é ele quem eu estou encontrando, mas, em seguida, outro cara chama a minha atenção. Ele tem cerca de 1.82 metros e é enorme, e não me refiro apenas a altura; seu corpo parece que foi esculpido em pedra. Ele usa botas pretas, calça jeans desbotada e uma camisa branca, e cada pedaço de pele exposta é coberta com tatuagens. Suas orelhas tem essas coisinhas de alargadores neles. Seu cabelo loiro escuro é cortado baixo nas laterais e no topo está em um moicano. Sua mandíbula é forte, com alguns dias de barba por fazer, e seus olhos são tão azuis que quase se parecem com lentes. Ele é bonito de uma forma que é incomum, mas não menos deslumbrante. Seus olhos me encontram antes de eu afastar o olhar rapidamente, e no segundo seguinte, eles voltam para mim e fazem uma varredura da cabeça aos pés. Engulo em seco ao ver a expressão intensa em seu rosto. Eu olho para ele, para o outro cara – ou pelo menos tento – mas o Sr. Tattoo vem para mim, bloqueando


minha visão. Quero dar um passo atrás, mas não posso ir a lugar nenhum. Então eu vejo o meu telefone na mão dele. — Isto é seu? — Ele pergunta. Concordo com a cabeça como uma idiota. Ele balança a cabeça, passando a mão livre pelo seu rosto, e então seus olhos me varrem novamente. — Você tem que estar brincando comigo, — diz ele, parecendo chateado. Eu olho para mim mesma, pensando em como eu poderia ter ofendido a ele. Pareço normal – ou normal de trabalhar fora de casa. Quando estou em casa, fora do trabalho, uso moletom folgado que cortei para fazer shorts ou calças de pijama que ficam largos em mim, juntamente com tops ou camisetas. Os poucos dias por semana que saio da casa, eu gosto de me vestir bem ou, pelo menos, usar saltos altos. — Isso não pode estar acontecendo, — ele rosna, e me pergunto se ele é completamente louco. — O quê? — Eu pergunto, finalmente encontrando minha voz. Tenho que inclinar a cabeça muito para trás; mesmo em meus saltos de 10 centímetros, ele ainda paira sobre mim. — Você. — Eu, o quê? — Eu pergunto, confusa. — Esquece. Quem é esse? — Ele aperta o botão no meu telefone, a tela se acende, e uma imagem de Jamie Dornan vestindo nada além de um par de jeans ocupa a tela. — Hum... esse é Jamie, — eu respondo, me perguntando por que ele está perguntando, mas com muito medo de perguntar a ele; o olhar no seu rosto não é muito convidativo para uma conversa. — Ele é o seu homem? — Eu bem que queria, — murmuro sob a minha respiração e o ouço rosnar. Minha cabeça voa de volta quando procuro o seu rosto; sua mandíbula treme, e os nós dos dedos da mão segurando meu telefone estão brancos. — O que significa isso? — Ele pergunta. — Esse é Jamie Dornan. Ele atua no filme 50 tons de cinza. Não o conheço. — Eu sinto meu rosto esquentar e olho para os meus pés.


O que há de errado comigo? Por que não estou com medo agora? Tenho medo de praticamente tudo em toda a minha vida, e agora, quando eu deveria correr para me esconder, eu absolutamente não estou com medo. Apenas um pouco envergonhada. — Não tenho tempo para isso, — diz ele, e não sei o que ele está falando, mas eu, de repente, realmente quero o meu telefone em sua mão antes que ele o esmague em pedacinhos. Quando olho para cima novamente, eu vejo que ele vai embora. Minhas sobrancelhas se juntam, e me pergunto o que ele está fazendo. Então percebo que ele ainda tem o meu celular. — Ei! Você não pode roubar o meu telefone! — Corro atrás dele, agarrando seu braço. Ele olha para mim, então para. Sou completamente pega de surpresa quando ele envolve um braço em minha cintura, me puxando completamente contra ele. Sua mão livre vai para o meu cabelo e puxa minha cabeça para trás, e então ele me beija. Não, não beija – ele me consome. Meu corpo começa a zumbir como se alguém apenas me conectasse a uma tomada elétrica, e começo a me sentir tonta. Quando ele puxa a boca da minha, eu suspiro, meus dedos indo para os meus lábios. — O que foi isso? — Eu sussurro, olhando em seus olhos. — Qual é seu nome? — Pergunta ele, ainda me segurando perto. — Sophie, — digo a ele, a minha resposta pronunciada por trás dos meus dedos. Seu corpo é tão duro como uma rocha contra o meu; posso sentir cada músculo, cada contorno, e me esforço para continuar respirando. Sei que esta é a primeira vez na minha vida que já me senti pequena, minha figura curvilínea nunca permitiu isso antes. — Sophie, — ele repete, se erguendo e me puxando com ele. Olho em volta e me pergunto se o tempo parou para mais alguém. — Meu nome é Nico. — Claro que é, — eu digo, olhando em seus olhos surpreendentes, pensando que um cara que se parece com ele teria um nome como esse – legal e quente, algo que rola facilmente em sua língua, mas é difícil de esquecer.


— Eu te verei quando eu voltar à cidade, Sophie, — diz ele conforme me deixa ir, certificando-se de que eu esteja firme em meus pés. — O quê? — Eu pergunto, olhando ao redor novamente. — Aqui está o telefone. — Ele me dá o meu celular, e eu ainda estou um pouco tonta quando ele começa a andar novamente. Eu vejo em transe quando ele sai, mas, em seguida, ele se vira para me encarar de alguns metros de distância. — Sophie? — Sim? — Altere a imagem no seu telefone, — ele exige, antes de se virar e desaparecer na multidão. Fico

por

alguns

segundos

me

perguntando

o

que

aconteceu.

Eventualmente, me recomponho o suficiente para voltar para o meu carro. Quando chego lá, percebo que nem sequer levantei a capota ou levei minha bolsa comigo porque eu estivera com muita pressa. Eu me viro para olhar rapidamente no banco de trás, vendo que minha bolsa ainda está lá. Dou um suspiro de alívio, ligo meu carro e vou para casa. Eu moro em uma pequena casa de dois quartos fora de Nashville. Compreia com o dinheiro que eu tinha da apólice de seguro de vida da minha mãe após falecer. Não é muito, mas é casa. Eu estaciono na minha garagem e saio, arrastando minha bolsa comigo. Preciso de uma cerveja... ou uma dose de algo. Desbloqueio minha porta, e quando entro, eu chuto meus sapatos que voam pelo corredor em direção ao meu quarto. Depois de largar minha bolsa ao lado da porta e o infame telefone sobre a mesa, eu vou para a minha cozinha, abro o meu freezer, e puxo a garrafa de vodka que mantenho lá em caso de emergências. Não tenho tempo para encontrar um copo de dose, então eu pego uma caneca de café do armário, encho até a metade e tomo. Praticamente tossindo um pulmão enquanto tento recuperar meu fôlego, eu encho o copo de novo e trêmula tomo outra dose. Desta vez, estou preparada para isso, então eu prendo a respiração quando a queimadura enche meu peito. Afasto a garrafa, já me sentindo mais relaxada. Vou para o meu quarto, tiro a minha roupa, e coloco uma camisa. É cedo, então vou para a sala de estar, agarrando o meu telefone ao longo do caminho. Caio no meu sofá, coloco os pés sobre a mesa de centro, ligo a TV, iniciando o DVR,


e pressiono play em The Big Bang Theory. Sento-me lá por alguns minutos em uma névoa, não absorvendo nem mesmo um único segundo do meu programa favorito. Olho para o meu celular na minha mão, e clico na tela, eu olho para a foto de Jamie. Não sei por que, mas não posso deixar de sorrir quando penso na reação de Nico a ele. O estranho tatuado é quente, um pouco assustador, mas definitivamente interessante.

Estou feliz de estar em casa. Faz quatro dias que saí para perseguir um fujão, e pensei que me levaria um pouco mais de tempo para recuperar o atraso com o cara, mas felizmente para mim, ele era meio idiota. Fecho o meu carro na frente do meu condomínio quando meu telefone toca. Olho para o identificador de chamadas com esperança; sei que não será a doce Sophie, mas isso não significa que eu não queira que seja. O número de Kenton pisca na tela. Tenho certeza que ele tem outro caso para mim, mas agora, isso não está acontecendo. Vou tomar uma cerveja e ir para a cama, e amanhã, eu vou à escola secundária local. — Sim, — eu atendo, puxando minha mala do banco de trás. — Não demorou muito tempo para pegar Johnson. — Isso é porque ele é um idiota, — digo a ele. — Ele se escondeu na casa da mãe dele. Você pensaria que ele teria aprendido a lição após as duas últimas vezes que eu fui atrás dele. Na maioria das vezes em que eu fui, gastei mais tempo na estrada para chegar lá e, então, voltar em casa. Quando você obterá um jato particular para que eu não tenha que colocar milhas em meu carro? — Pare de reclamar. Você ganhou mil e quinhentos dólares em dois dias. Ele não está errado. Entre vender a minha parte do negócio de construção para os meus irmãos e correr atrás de fujões, eu estou sentado em uma bela pilha de dinheiro. — Então por que você ligou para mim?


— O quê? Não posso simplesmente ligar para ver como está o meu primo? — Eu pareço estúpido para você? — Tudo bem, tudo bem... A coisa é, eu preciso de você para me ajudar com uma coisa. — O quê? — Balanço minha cabeça, caminhando até a minha porta. — Um amigo meu de Vegas ligou. Ele tem uma menina que precisa de um lugar para dormir por um tempo. — E o que isso tem a ver comigo? — Ela pode ficar com você até Cassie tirar o resto de sua merda da minha casa? — Claro que não! — Eu grito enquanto enfio as minhas chaves na fechadura. No segundo que a porta se abre, Daisy vem correndo. Eu a pego em uma das mãos, enquanto ela começa a lamber meu queixo e qualquer outra parte que ela possa alcançar. — Você ainda tem aquele cachorro? — Ele ri, ouvindo Daisy através do telefone. — Sim, — eu rosno. Todos os filhos da puta na minha vida acham que é engraçado. Eu tenho uma pequena bola de pelo de um cão. Salvei Daisy de um cortiço. Ela era tão pequena no momento que poderia caber na palma da minha mão. Eu a daria para um dos membros da minha família, mas não pude fazê-lo. Depois de uma semana de tê-la comigo, eu me afeiçoei a ela. — Olha, cara, eu só preciso de sua ajuda neste momento. — Não, você deveria ter colocado a merda daquela cadela para fora meses atrás, — eu o lembro. Eu odiava sua ex; ela era uma dessas mulheres que tentavam levá-lo ao redor de seu pau. — Não faça parecer que eu não queria. Ela jurou que viria neste fim de semana para obter todas as coisas dela, mas até então, eu não tenho espaço para essa garota que está vindo. — Quem é ela? — Eu pergunto, curioso. — Você conhece o meu amigo Link que trabalha como segurança em Vegas? — Sim. Ele trabalha em um clube de strip, certo?


— Sim. Bem, eu acho que essa stripper viu alguma merda acontecer. Ele ligou e me pediu para ficar de olho nela até que seja seguro para ela voltar para casa. — Uau, sua própria stripper pessoal vivendo com você. — Ela poderia viver com você primeiro. — Estou saindo com alguém, então você precisará encontrar outra coisa para fazer com esta garota ou jogar fora a merda da sua ex. Ou queimar tudo atrás da sua casa pelo que eu me importo. — Você está vendo alguém? — Posso ouvir a descrença em sua voz. Não estou surpreso – eu não namoro; eu fico e vou para casa. — Acabei de chegar em casa. Não tenho tempo para isso agora. Ligue para a sua ex e diga que ela precisa pegar suas coisas amanhã ou você queimará tudo. E honestamente, se ela não aparecer, eu digo que façamos uma fogueira com essa merda. — Olha, você e eu sabemos que ela não virá buscar essa porcaria. Ela acha que, se está aqui, ela tem um motivo para voltar. — Então coloque em seu carro, leve para a casa dela, e coloque em seu gramado. — Eu teria feito isso, mas preciso de um caminhão e não tive tempo. — Ela saiu há quase um ano. Como no inferno que você não teve tempo? — Ok, eu tive tempo. Eu só não queria lidar com todo o choro que vem junto com vê-la. — Ah, você chora quando a vê? — Lágrimas de alegria por ela estar fora da minha vida, filho da puta. Eu ri junto com ele enquanto coloco Daisy no chão e pego uma cerveja da geladeira, estalando a parte superior e tomando um gole. — Se ela não vier neste fim de semana para pegar as coisas dela, deixe-me saber e eu vou com você para levar para ela. Tenho certeza de que podemos pedir a caminhonete de Cash emprestada. — Parece bom. Então, quem é essa garota que você está vendo? É a ruiva com quem conversava no bar naquela noite? — Não, e você não a conhece. — Merda, eu nem sequer a conheço.


Tudo o que sei sobre ela é que ela cheira a maçãs e canela e tem os mais macios cabelos castanhos que eu já vi ou senti, olhos castanhos que escureceram a quase preto quando me beijou, e pele da cor de leite que fica rosa quando está nervosa ou envergonhada. — Me ouviu? — O quê? — Eu rosno, irritado por ele interromper meu devaneio da bela Sophie. — Eu perguntei se você está afim de outro trabalho esta semana? — Não tenho certeza agora. — Tudo certo. Apenas deixe-me saber. — Sim, claro. Até, primo. — Até. Desligo o telefone antes de jogá-lo em cima do balcão. Olho para Daisy, que está sentada a meus pés olhando para mim. Abro seu jarro de petiscos, e seus olhos seguem cada movimento meu. Seguro o petisco alguns centímetros acima de sua cabeça quando ela se levanta sobre as patas traseiras para dançar ao redor antes de eu largar para ela. Eu vago da cozinha para o meu quarto, tiro a minha camisa, e a lanço no chão, seguido por meu jeans e boxers. Depois de ir para o banheiro, eu ligo o chuveiro e deixo o box de vidro encher de vapor antes de entrar. Deixo a água quente correr em cima de mim. Minha cabeça se inclina para trás quando penso em Sophie e seus grandes olhos castanhos olhando para mim com nervosismo e fome, mas sem sequer uma sugestão de verdadeiro medo – algo que eu nunca vi no rosto de uma mulher antes, mas estará para sempre gravado no meu cérebro. Eu sabia na hora em que a vi que ela era a única. Como eu sabia? Não sei, mas era como se a minha alma iluminasse – brega pra caralho, mas também é verdade. Realmente não tenho tempo para ela agora, e ela não é uma mulher que parece alguma vez se interessar por alguém como eu, mas isso não significa que eu não vou tentar. Ela tem um olhar de inocência nela; eu acho que poderia ser uma fachada, mas algo me diz que não é. Sinto que estou ficando duro pensando nesses malditos saltos que ela usava; o que deveria ser ilegal. Ela parecia a secretária sexy, fantasia de cada homem, ou talvez uma bibliotecária sexy. Eu me seguro, movendo em longos cursos constantes. Não me importaria de vê-la de joelhos diante de mim, a


saia em torno de sua cintura, suas pernas espalhadas para mostrar sua buceta, seu top aberto com os seios pendurados sobre a parte superior de seu sutiã, e seus mamilos duros e rosa escuro de serem sugados, lambidos e mordidos. Eu ficaria na frente dela, alimentando-lhe com meu pênis. Minhas mãos estariam em punho no seu cabelo, ditando seu ritmo. Sinto minhas bolas apertarem, meus golpes se movendo mais rápido. Uma de suas mãos o envolveria suavemente, enquanto a outra mão apertaria a base do meu pau enquanto a fodo em sua boca. — Merda, — gemo, ecoando para o chuveiro vazio quando longos jatos de esperma batem na parede na minha frente. Eu não me masturbei pensando em uma mulher que eu conheço desde que eu tinha treze anos, quando Margret Jenkins mostrou-me os peitos dela no banheiro dos meninos em um desafio. Recupero o fôlego antes de me lavar e ir para a cama. Amanhã será um dia agitado. Quando entro no ensino médio, eu não estou surpreso que o guarda de segurança pergunte quem eu sou e o que faço aqui. Eu explico que procuro uma bibliotecária com o nome de Sophie. Ele não sabe quem ela é, então me envia ao escritório do diretor para que alguém possa me ajudar. Estou acostumado a ser julgado pela minha aparência. Sou coberto de tatuagens, tenho um moicano e alargadores em meus ouvidos. Basicamente, eu pareço uma pessoa de quem você deve fugir. — Posso ajudar? Olho para uma mulher mais velha com cabelo roxo claro e um grande sorriso. — Estou à procura de Sophie. — A Sophie que trabalha na biblioteca? — Ela questiona; seu sorriso tornando-se maior. — Sim. Você pode me apontar à direção dela? — Oh! Ela não está aqui hoje. — Por que você está à procura de Sophie? — Uma voz masculina pergunta, e viro minha cabeça para olhar por cima do meu ombro. — Ela é uma amiga, — eu digo a ele, girando ao redor novamente. — Sophie não tem amigos, — diz ele de uma maneira que faz parecer que ele tentou ser amigo dela, mas ela não estava interessada. Eu me viro para encará-lo, olhando-o. Ele está vestido como se trabalhasse aqui – provavelmente um professor – as calças cáqui e camisa de botão denunciava.


— Ela me tem, — eu digo a ele. Seus olhos me encaram antes de falar novamente. — Acho difícil de acreditar nisso. — É mesmo? — Eu levanto uma sobrancelha. — Querido, ela estará aqui amanhã, — diz a senhora. Eu olho para ela e sorrio, e ela sorri para mim. — Obrigado, — respondo, tocando no topo de sua mesa antes de caminhar passando pelo cara, para fora da porta, no corredor, e para o meu carro. Preciso esperar mais um dia, mas sei que valerá a pena quando a vir novamente. Quando chego à escola no dia seguinte, eu vou diretamente para o escritório. — Você voltou, — a mesma senhora de antes me cumprimenta. — Eu sou Sue, por sinal. — Ela se inclina para frente, então, como se fosse me contar um segredo. — Sr. Rasmussen não estava feliz ontem. — Ela sacode o dedo para mim e sorri como o gato que obteve o canário antes de se sentar em sua cadeira e bater palmas uma vez. — Então, eu acho que você precisa de instruções para a biblioteca. — Isso seria útil. — Eu sorrio. — Você com certeza é bonito. — Ela ri. — Se eu fosse alguns anos mais jovem, eu seria um jaguar para você. — Um jaguar? — Pergunto em uma risada. — Você sabe, uma senhora mais velha com um homem mais jovem. — Uma loba, você quer dizer, — eu a corrijo com um sorriso. — Certo. Qualquer coisa que você diga, querido. Tudo que eu sei é que eu daria a Srta. Grates uma corrida para o seu dinheiro1. — Sue, se você me quer, você me tem, — digo a ela, me inclinando da forma como ela fez antes. — Oh, não, querido. Nem sequer sei o que fazer com você. — Ela sorri, seus olhos brilhando. Dou de ombros e ela ri. — Tudo bem, mocinho. Preciso ficar com a sua ID enquanto você está na propriedade da escola, mas apenas assine aqui e pode ir para a biblioteca. Vire à direita, caminhe até chegar ao final do corredor, e vire à esquerda. É a última porta à esquerda.

1 Alguém conhecido por ser extremamente bom.


— Obrigado, boneca, — eu respondo, sorrindo enquanto entrego minha carteira de motorista, assino a folha de visitante, e saio do escritório. Eu tenho que dizer, essa é a primeira vez que uma mulher da idade da minha avó deu em cima de mim. Quando chego às portas da biblioteca, eu olho através da pequena janela e localizo Sophie imediatamente quando ela está na ponta dos pés para arrumar os livros. Hoje, ela veste calça azul-marinho com pernas largas e cintura alta que termina apenas sob os seios, os quais são cobertos por uma camisa brilhante de botão vermelho, de manga curta que combina com os saltos. Jesus. Sophie está em saltos e parecendo ser a minha morte. Abro a porta e sou bombardeado pelo cheiro de livros. Sophie vira a cabeça para olhar para quem entrou, e quando ela vê que sou eu, seus olhos arregalam e sua boca abre e fecha um par de vezes. — O que você faz aqui? — Ela finalmente pergunta antes de olhar ao redor como se esperasse alguém saltar nela. — Eu disse que a veria quando eu voltasse à cidade. Voltei à cidade, — digo o óbvio. — Hum... ok, mas o que você faz aqui? — Ela repete, apontando para o chão. — Eu não tenho seu número, e quero levá-la para jantar. — Jantar? — Sim, uma refeição que come no fim do dia. — Eu sei o que é o jantar. Apenas não faço isso, — ela murmura, parecendo adorável. — Você não janta? — Pergunto, confuso. — Não, eu não saio para jantar com outras pessoas, — ela responde. — Você não sai para jantar com outras pessoas? — Eu inclino minha cabeça para o lado, observando-a. — Como... um encontro – eu não tenho encontros, — ela bufa, cruzando os braços sobre o peito, o que só os acentua. Meus olhos são atraídos para lá, e ela imediatamente abaixa os braços para os lados. — Não é um encontro. É jantar. — Eu sei... você disse isso.


— Então, o que você gostaria de comer em nosso não-encontro de jantar? — Pergunto, dando um passo em direção a ela, o cheiro de maçãs e canela fica mais forte quanto mais me aproximo. — Nada. Nós não vamos jantar juntos. — Que horas você sai do trabalho? — Seis – quer dizer, eu não sei. — Ela morde o lábio inferior, suas bochechas virando uma máscara bonita do rosa. — Tudo bem, então não jantar então. — Eu dou de ombros. — Posso ter o seu número? Ela balança a cabeça negativamente, com as bochechas ficando ainda mais escuras. Foda-me, ela é bonitinha. — Desculpe, — ela sussurra, olhando para longe. Por alguma razão, sinos de alarme começam a disparar na minha cabeça. — Está tudo bem. — Eu resisti a vontade de tocá-la, minha mente em guerra com o meu corpo. Vejo-a por um segundo e, então, começo a bolar um plano. — Preciso voltar ao trabalho, — diz ela, olhando para o chão. — Tudo bem, doce Sophie. Eu te vejo por aí. — Tchau, Nico, — ela diz baixinho. Giro depois de dar-lhe uma elevação do queixo, meu peito se apertando ao som de meu nome deixando sua boca. Após pegar minha ID de volta com Sue e assinar a saída, deixo a escola sabendo que isto ainda não acabou. Nem perto disso.


CAPÍTULO 02

Pelo segundo dia consecutivo, eu espero do lado de fora da escola. É 06:02 quando a porta se abre e Sophie sai. Cada vez que a vejo, ela parece ainda mais bonita do que antes. Vejo sua expressão ir de surpresa a felicidade tímida quando me vê de pé ao lado do meu carro... como ontem. Ontem, quando a deixei na biblioteca, eu fui até o supermercado, comprei um litro de sorvete Phish Food e um conjunto de colheres de plástico, e voltei para a escola, onde esperei que ela saísse do trabalho. Ela disse que não saía para jantar; ela nunca disse nada sobre a sobremesa. Quando me viu ali com o saboroso congelado, ela disse que realmente não deveria, mas disse a ela que não era um encontro e eu apenas encontrei com ela depois da escola para tomar sorvete. Então expliquei como o meu ego frágil não podia suportar que ela me negasse sua companhia, fazendo-a rir levemente e ceder. Ficamos do lado de fora de seu carro por uma hora com um litro de sorvete entre nós. Ela era tímida, mas também bonita e engraçada. Agora, eu vejo quando ela fica cada vez mais perto, seus olhos me olhando por cima, em seguida, caindo na minha mão. Hoje, eu parei no posto de gasolina e têm dois biscoitos de sorvete. Ela me disse ontem que estes são seus favoritos. Eu seguro um para ela, e ela sorri balançando a cabeça, fazendo meu coração bater um pouco mais rápido. Sim, eu sei que sou uma porra de um maricas, mas não poderia dar a mínima. — O que você faz aqui, — ela pausa, — de novo? — Pergunta, tirando o sorvete da minha mão e o desembrulhando. — Alguém me disse que você gosta destes.


— Alguém tem uma boca grande, — diz ela, dando uma mordida no gigante biscoito congelado. — Ela tem, — eu concordo, olhando para sua boca. Ela ri e me bate no peito. Ela cobre a boca com a mão, mastigando, levantando um dedo. — O que você realmente faz aqui? — Pergunta ela depois de engolir. — Apenas no bairro. — Dou de ombros e tomo uma mordida do meu biscoito antes de imediatamente cuspir no chão. — Ei! Que diabos? — Pergunta ela, ofendida, agarrando o resto do biscoito da minha mão. — Isso tem gosto de merda. — Limpo minha boca antes de pegar uma garrafa de água no meu carro. — Não, não tem, — ela defende com um olhar exasperado em seu rosto. — Baby, tem gosto de papelão, — digo a ela, observando quando seu rosto suaviza com meu carinho. — Bem, acho que gosto de comer papelão então. Balanço minha cabeça, olhando para o seu sorriso. — Então, você trabalha amanhã? — Eu pergunto a ela, inclinando contra o meu carro. Ela termina seu bolinho, e o meu está a meio caminho de sua boca quando responde, — Sim, mas amanhã eu trabalho em casa. — Ela coloca a bolsa em cima do meu carro, se inclina de lado contra a porta, e dá outra mordida no seu sorvete. Assisto os movimentos dela, percebendo que tudo é tão fluido e gracioso. A vontade de tocá-la é tão avassaladora que preciso cruzar os braços sobre o peito para me manter sob controle. — E você? Você trabalha amanhã? — Nah. Tenho algum tempo fora, — eu respondo, observando-a de perto. Ela balança a cabeça e olha em volta. — Eu nunca perguntei – que tipo de trabalho você faz? — Sou um caçador de recompensas, — eu respondo sem problemas. — Uau, — diz ela, com os olhos arregalados. — Como Dog?


— Você fala do programa de TV, Dog the Bounty Hunter2? — Pergunto, rindo. — Sim! Adorava aquele programa! — Ela sorri e suas bochechas ficam rosa. Ela abaixa a cabeça para que seu cabelo caia na frente de seu rosto. — Não é nada como isso, mas sim, isso é o que eu faço. — Isso não é perigoso? — Pergunta ela, seus olhos encontram o meu e seu rosto perde um pouco da cor. — Pode ser, se você não for inteligente, — eu confirmo com um aceno de cabeça. — Você é inteligente? — Suas palavras são tranquilamente faladas. — Sempre. — Assisto fascinado os seus olhos irem de preocupados a honrados. — Quantas vezes você trabalha? — Ela pergunta dando outra mordida no biscoito. — Depende. Às vezes, uma vez por mês, e outras, três vezes por semana. — Dou de ombros. — Isso é legal. Quero dizer, é legal se você gosta de fazê-lo. — Eu gosto. Costumava trabalhar na construção com meus irmãos, mas então entrei nessa ajudando meu primo. Descobri que eu tinha um talento especial e não fui capaz de parar. E você, você gosta do que você faz? — Sim. Não é emocionante, mas eu gosto, e paga as contas, o que é um plus. Concordo com a cabeça em compreensão. — E aqui? Você gosta de trabalhar na escola? — Eu pergunto, curioso. — Isto é o que eu amo fazer. — Seu rosto se ilumina, sua voz tornando-se animada. — Amo livros. Desde que eu era uma garotinha. Costumava ir à loja de brinquedos com a minha mãe e sair com um livro. Acho que sou assim até hoje. Não posso ir até a loja e não comprar um. — É uma sensação boa, fazer algo que você ama, — eu digo a ela, sabendo o quão importante é fazer as coisas que te fazem feliz. — Sim, é, — diz ela e lambe os dedos, e é neste momento que eu sei quão inconsciente de si mesma ela realmente é. Ela fez isso não sabendo o efeito que

2 Reality show americano que narra as experiências de Duane "Dog" Chapman como um caçador de recompensas.


tem em mim. Duvido que ela consiga sequer compreender a forma como ela afeta os homens em geral. Poderia ser um ato, mas duvido seriamente. Ela não parece tentar ser sedutora; ela é apenas ela mesma. — De onde você é? Você tem um sotaque que não posso identificar, — eu digo, tentando limpar a imagem na minha cabeça dela lambendo outra coisa. — Eu tenho um sotaque? — Ela pergunta, apontando para si mesma e rindo. Em seguida, ela balança a cabeça e responde, — Não, você tem sotaque. Eu soo normal. — Você pode parecer normal para si mesma, mas para mim – e tenho certeza que para um monte de outras pessoas por aqui – você tem um sotaque. — Eu nunca pensei nisso. — Sua cabeça se inclina para o lado, seu sorriso ficando maior. — Eu me sinto bem legal. Sempre quis ter um sotaque, embora desejasse que fosse um europeu, mas hey, eu me conformarei com esse. — Ela ri, e minha cabeça vai para trás e eu rio mais do que fiz em um longo tempo. Quando levanto a cabeça e nossos olhos se encontram, os dela são suaves e seu sorriso é delicado. — Você tem realmente uma ótima risada, — diz ela quase para si mesma. As palavras estão presas na minha garganta. Não sei o que ela faz comigo, mas me sinto completamente fora de forma. Não estou acostumado aos sentimentos que estou tendo. É por isso que tentei me afastar dela na primeira vez que a vi, mas depois ela agarrou meu braço e eu olhei para ela, e algo em mim mudou. Sabia que se eu saísse me arrependeria pelo resto da minha vida. — Então, eu provavelmente deveria ir, — ela me diz, desviando o olhar rapidamente. Meu peito aperta em resposta. Não quero que ela vá, mas não quero assustála também. — Posso ter o seu número? — Hum, eu... — ela me estuda, seus olhos procurando o meu rosto. — Sim, tudo bem. Certo. — Aqui. Basta salvá-lo em meu telefone. — Eu puxo o meu telefone do meu bolso de trás e entrego a ela. — Oh... tudo bem. — Ela pressiona o botão no meu celular, e em sua concentração, o lábio inferior recebe uma mordida de seus dentes. Meus dedos curvam automaticamente sob o queixo, puxando o lábio para baixo com o polegar para que ela o libere. Sua cabeça eleva e seus lábios se abrem.


Nossos olhos travam, e luto contra o impulso de inclinar para frente e pressionar minha boca na dela. — Não faça isso, baby, — eu digo baixinho antes de colocar minha mão ao seu redor, voltando sua concentração para o meu celular na mão. — Desculpe, — ela sussurra, o ponta rosa de sua língua saindo para lamber os lábios, fazendo-me gemer. Quando termina de salvar o seu número, eu pego o telefone dela e pressiono o botão de chamada. O telefone começa a tocar e ela o puxa de sua bolsa. Eu puxo da sua mão para olhar para a imagem na tela, e desta vez, é uma imagem do oceano no pôr do sol. — Boa menina, — digo a ela, e sorrio quando seus olhos se estreitam. — Eu não alterei por sua causa. Só fiquei cansada de olhar para essa foto, — diz ela na defensiva, puxando o telefone da minha mão. Eu sorrio ainda mais, e sei que é arrogante, mas não posso me fazer importar. Ela dá um tapa em meu peito com as costas da mão dela novamente, mas a pego antes que possa afastála. — Estou falando sério! — Ela grita, me fazendo rir. Puxo a mão dela e ela pisa em minha direção. — Eu sei que você está. Ela está tão perto que seu cheiro canela-maçã inunda meu sistema. Perto assim, posso ver uma pequena dispersão de sardas ao longo do cume do seu nariz, e também noto que os olhos têm pequenas manchas de ouro perto do centro, mas são quase pretos em torno das bordas. — Você tem um monte de tatuagens. — Suas palavras faladas suavemente puxam a minha atenção de seu rosto para onde ela está me tocando. — Eu tenho. Vejo seu dedo traçar algumas das tatuagens em minha mão que segura a dela. Sua pele é completamente não marcada. Ela é tão pura que não quero nem tocá-la; algo nela é muito doce para alguém como eu. — Eu costumava querer uma tatuagem, — diz ela, parecendo distante. Seu rosto ainda está abaixado, observando seus dedos vaguearem sobre a minha pele. Estou tão duro que estou surpreso que meu pau não arrebentou através do meu jeans para chegar até ela. — Você não quer mais? — Eu pergunto. Sua cabeça levanta, e ela engole, encolhe os ombros e balança a cabeça.


Esses sinos de alarme saem de novo, mas não entendo o porquê. — Então, você nunca me disse de onde você é, — digo, querendo saber o máximo que eu puder sobre ela apenas falando com ela. Posso fazer uma verificação dela, e eu quero, mas ainda quero que ela se abra para mim. — Sou de Seattle, — ela responde calmamente. — O que te trouxe aqui? — Estava pronta para uma mudança. — Ela encolhe os ombros e retrocede. Alguém que não está acostumado a ler as pessoas pode não ter notado a oscilação do queixo ou a forma como seu pequeno punho cerrou ao seu lado, mas eu percebi. — Eu realmente preciso ir. Obrigada pelo sorvete. — Ela puxa a bolsa mais perto de seu corpo, quase como se tentasse se proteger. Eu não me movo. Sei que ela está correndo, mas simplesmente não sei do que. Definitivamente não quero que ela fuja de mim. — Qualquer hora, doce Sophie, — digo a ela suavemente. — Envie-me uma mensagem quando chegar em casa. Ela balança a cabeça e abre a porta. Quando está fechada, ela abaixa a janela. — Tchau, Nico. Levanto o meu queixo e a vejo decolar. Ainda estou lá de pé assistindo enquanto ela sai do estacionamento. — Ela não namora. — Foda-se. Minha cabeça cai, e sei exatamente quem está falando. — Eu tentei, e alguns outros caras têm tentado, por isso não perca seu tempo. — Você já pensou que talvez ela apenas não queira namorar você? — Eu me viro para enfrentar o cara do escritório. — Você não me ouviu? Eu disse que ela não me queria ou qualquer outra pessoa que a chamou em um encontro. — Sim? Para mim apenas significa que ela tem bom gosto, — eu digo a ele com um encolher de ombros. — Que seja, — diz ele, afastando-se. Balanço minha cabeça em repulsa. Conheci caras como ele a minha vida toda; eles acham que se uma mulher não os quer, então deve haver algo de errado com ela, quando, na realidade, são eles.


Fico no meu carro e vejo quando ele entra no dele. Ele coloca um par de óculos de sol e olha para si mesmo no espelho antes de decolar. Retiro o meu celular e disco para Justin, o nosso guru do computador. Ele sabe como encontrar informações sobre qualquer um e qualquer coisa. — Ei cara. Como está pendurando3? — Pergunto. — Um pouco para a esquerda, — diz ele, rindo da própria piada. Sorrio, mas não rio junto com ele. — Então, eu acho que você ligou por uma razão. — Sim, tenho um número de telefone que eu preciso que você verifique para mim. — Eu dou o número, ouvindo quando ele digita em seu teclado. — Isso é sobre a garota que você está vendo? — Ele pergunta com um sorriso em sua voz. — Jesus, vocês desgraçados precisam de uma vida de merda. — Coloco minha cabeça contra o meu apoio para a cabeça. — Hey, eu só sei por que Kenton disse que recusou a chance de ter uma stripper com você. Ofereci a minha casa e disse que ela podia partilhar a minha cama comigo também. — Cara, cala a boca e verifique o número. Você nem sequer sabe o que fazer com uma mulher se ela sentar em seu rosto. — Isso não é verdade. Assisti um grande número de material educativo. — Tenho certeza que assistiu. — Não posso deixar de sorrir. — Tudo bem, então em uma verificação básica, diz que seu nome é Sophie Grates. Ela tem vinte e três anos, é dona de sua casa, a qual pagou à vista, e tem um crédito de vinte e sete. Dirige um Audi e deve seis mil dele. Tem dois cartões de crédito em seu nome, um American Express e um da Victoria Secret, ambos pagos em dia. Sua mãe faleceu em um acidente de carro quando tinha quinze anos. Sophie. Ela foi emancipada aos dezesseis anos e entrou em Job Corps. — Meu estômago está em nós. Sua mãe faleceu quando ela era muito jovem, e não muito tempo depois, ela se mudou sozinha. — Você me ouviu, homem? — O quê? — Perguntei se você queria que eu fizesse uma verificação mais profunda nela.

3 O mesmo que Como você está ou O que está acontecendo.


— Nah. Obrigado cara. Falarei com você amanhã. — Claro, — ele diz e desliga. Saio do estacionamento pensando na doce Sophie ficando sozinha por muito tempo. Quando chego a minha casa, o meu telefone vibra, e o retiro depois de desligar o meu carro. Sophie: Casa ☺ Sinto meu coração bater forte no meu peito quando vejo que é ela. Eu: Onde é casa? Sophie: Boa tentativa. Eu sorrio quando ela não cede tão facilmente. Eu: Se eu não sei, como posso levar sorvete para você? Sophie: Você não pode. Minhas sobrancelhas se juntam quando tento novamente. Eu: E quanto a levá-la para sair? Sophie: Eu realmente não acho que é uma boa ideia. Ela claramente não gosta da ideia de sair para qualquer lugar, então eu tento uma tática diferente. Eu: Que tal um jantar em minha casa? Ou sua? Sophie: Como eu sei que você não é um assassino em série? Eu rio em voz alta digitando a minha resposta. Eu: Eu não sou. Você pode até ligar para a minha mãe ;) Sophie: LOL! Não sei o que há de errado comigo, mas tudo bem. Jantar na minha casa. Amanhã está ok? Eu: Não perderia isso. Qual o seu endereço? Sophie: Hum, eu darei a você amanhã, se estiver tudo bem? Ela está segurando, eu penso com um sorriso. Provavelmente não seria capaz de esperar até amanhã para ir vê-la se eu soubesse onde ela mora. Eu: Boa menina. Sophie: Você provavelmente deve correr tão rápido quanto puder. Eu poderia ser uma pessoa louca. Não quero assustá-la, mas revelo um pouco da intensidade do que eu sinto quando se trata dela. Eu: Eu nunca corro, Sophie. NUNCA.


Sophie: Oh. Eu: Tudo bem, doce Sophie. Durma um pouco e amanhã me mande mensagem. Sophie: Noite, Nico. Eu juro poder ouvi-la sussurrar aquelas palavras para mim, e deixo escapar uma respiração profunda que eu não sabia que segurava e, finalmente caminho para o meu condomínio.

Oh Deus, o que eu estava pensando? Largo meu telefone e olho ao redor do meu quarto e, em seguida, na minha cama. Duvido que Nico possa até caber na coisa. Espera, por que diabos estou pensando nele caber na minha cama? Nós não vamos para a cama; comeremos na cozinha. Uma imagem minha sentada no balcão e Nico na minha frente, com a cabeça entre as minhas pernas me tem gemendo e cobrindo meu rosto. Jantar... Pense sobre o jantar. O que eu poderia fazer para ele comer? Acho que ele não ficaria impressionado com uma refeição que consiste em Lean Cuisine4. Pego o meu laptop e digito, comida que os homens gostam de comer. Metade das coisas na lista de comida de caras me tem engasgando, como carneiro. De maneira nenhuma eu poderia fazer carneiro sem pensar em um rostinho bonito de carneiro. Outras coisas na lista – como fígado de boi e de porco – apenas me deixam com náuseas e me perguntando se os homens realmente comem esse tipo de coisa. Depois de trinta minutos de busca, decido fazer apenas macarrão com molho de carne, o que parece ser um ingrediente comum em todas as refeições que olhei. Carne, carne e mais carne. Deito-me na minha cama e começo a rir. Homens com

4Marca de comida congelada dietética.


carne gostam de carne. Ok, eu preciso de ajuda. Definitivamente estou nervosa sobre amanhã. Eu não namoro; sempre tive muito medo. Minha mãe faleceu quando eu tinha quinze anos, deixando apenas o meu pai para me criar. Não muito tempo depois de sua morte, meu pai começou a beber. No início, era uma cerveja aqui e ali, mas, em seguida, ele se transformou em algo a cada noite. Quando eu tinha dezesseis anos, ele começou a sair à noite para um bar local. O bar fechava a uma, e trinta minutos depois, meu pai chegava em casa, trazendo a festa com ele. Nunca me senti segura; estava constantemente no limite, sem nunca saber se alguém tropeçaria bêbado ou drogado no meu quarto. Eu disse ao meu pai que não me sentia segura, mas ele apenas me dispensou como se eu fosse uma adolescente dramática. Então, uma noite, eu estava doente – realmente doente. Estava com febre e precisava de água e Tylenol. Levantei e caminhei até a cozinha, e uma vez que eu estava lá, um cara que muitas vezes veio às festas do meu pai me encurralou na cozinha. Lembro-me do medo que senti quando ele me empurrou para o canto perto da geladeira, longe da vista de todos os outros. Tentei ficar livre de seu aperto, mas ele só me segurou mais apertado, e quando tentei gritar, ele cobriu minha boca com a sua, enquanto tentava me forçar a beijá-lo. Lutei de volta, tanto quanto eu podia, e quando outro homem apareceu, senti um alívio – até que ele começou a ajudar o cara que me segurava. Ambos zombavam de mim, dizendo-me todas as coisas terrivelmente nojentas que fariam comigo. Ainda me lembro de ver pessoas entrando e saindo da cozinha, alheios ao que acontecia ou não se importando. Quando um deles prendeu a sua mão entre minhas pernas, eu empinei a cabeça para trás, arrebentando o nariz do cara que primeiro me encurralou. Sangue foi por toda parte. Suas mãos me soltaram, assim como seu amigo, e corri da cozinha para o meu quarto, fechando a porta atrás de mim. Eu me escondi no armário com o meu telefone e chamei a polícia. Não muito tempo depois, meu pai entrou no meu quarto e me encontrou no armário. Ele parecia perturbado, desculpando-se por tudo o que aconteceu, mas eu não poderia me importar mais. Estava saturada de inventar desculpas para ele. Duas semanas mais tarde, eu fui emancipada do meu pai e me juntei a Job Corps. É o que eu precisava no momento, o ambiente quase militar. Tivemos


horários que precisávamos manter, coisas que éramos responsáveis e escola, onde me destaquei. Nunca me arrependi do que fiz. A única coisa que eu lamentei foi perder o contato com meu pai, mas parte de mim sentia que se eu fosse importante para ele, ele teria entrado em contato comigo. Meu telefone toca, trazendo-me dos meus pensamentos. Olho para o nome e reviro os olhos, sorrindo. — Olá, Maggie, — eu atendo meu telefone, forçando uma voz irritada. Ela sempre me provoca dizendo que eu levo a vida mais chata de todas, então eu brinco por diversão. — Hey, cadela. O que você está fazendo? — Ela pergunta. Fomos companheiras de quarto no Job Corps e somos melhores amigas desde então. Ela ainda vive em Seattle e se casará daqui a dois meses com seu noivo de longa data, Devon, que também estava no JC conosco. — Nada demais. — Nossa, menina. É sempre nada demais com você. Quando no inferno você terá alguma boa fofoca para mim? — Nem todo mundo é uma cadela fofoqueira como você, — eu digo a ela, rindo. — Hey, agora. Eu não sou uma fofoqueira. — Claro que não é. — Maggie sabe tudo sobre todos, e por causa dela, eu sei coisas sobre pessoas que nunca sequer conheci na minha vida, e muitas dessas coisas são detalhes que desejaria nunca, nunca saber. — Não posso fazer nada se as pessoas querem se abrir comigo. Sou como Dr. Phil ou Oprah. — Isso é verdade, — eu digo deitando no sofá, e não posso deixar de rir quando penso na posição em que estou. — O que é tão engraçado? — Bem, Dr. Phil, eu conheci alguém, e agora estou deitada no meu sofá, assim você quer me analisar? — O quê?! — Ouço o choque em sua voz. Maggie sempre tentou me fazer namorar, mas nunca me senti confortável com ninguém antes. É por isso que me surpreende que Nico – Sr. Tattoo – seja quem me faça sentir desse jeito. — Bem, derrame, menina. Quem é ele? Conte-me tudo!


— O nome dele é Nico, e ele é lindo, engraçado e doce. Ele me convidou para sair e eu recusei, mas nos últimos dois dias, ele esperou por mim no meu carro com sorvete quando eu saía do trabalho. — Mas você recusou? — Sim. — E você sairá com ele? — Bem, amanhã ele virá para jantar, — esclareço. — Puta merda, — ela sussurra, sabendo o quão grande isto é para mim. — Eu sei, — sussurro de volta, sorrindo. — Menina, eu estou tão feliz por você. Mesmo se as coisas não derem certo com ele, estou feliz que você esteja, pelo menos, saindo dessa bolha em que se colocou e tentando viver um pouco. — Bem, nem sei o que estou fazendo, e duvido que ele fique por muito tempo depois que perceber que sou uma louca, mas eu quero ver o que acontece, — digo a ela, dizendo do fundo da minha alma. — Você não é louca, Sophie. Você teve uma experiência traumática. Só precisa perceber que não está quebrada e que o passado fez de você uma pessoa mais forte. Eu te amo e Devon te ama. Você merece ser feliz. — Estou feliz, — digo, me sentindo um pouco na defensiva. — Eu sei que você pensa que é feliz, querida, mas você se trancou por muito tempo. Viver uma vida na solidão não é felicidade. — Eu melhorei, — lamento. — Sim. Eu concordo, — admite. — Eu só preciso de tempo, — acrescento calmamente. — Você já teve tempo de sobra, menina, — ela diz, soando frustrada. — O que você quer que eu faça? — Pergunto exasperada. — Quero que você fale com alguém sobre o que aconteceu. — Eu falo com você. — Eu sei que você me contou tudo, mas isso é algo que não posso ajudá-la. Você precisa falar com alguém que lida com esse tipo de coisa, — diz ela suavemente.


— Talvez eu não devesse sair com ele até descobrir as coisas por mim mesma, — digo; meu estômago apertando. O sentimento me surpreende, me fazendo perceber o quanto eu quero vê-lo novamente. — Não use o passado como uma desculpa para não viver a sua vida. Esse cara é o primeiro em que esteve interessada. Para mim, isso diz tudo. Namore-o e veja o que acontece. Talvez você possa se abrir para ele sobre seu passado, mas enquanto estiver fazendo isso, encontre um profissional para conversar também. — Sei que você está certa, mas eu tenho medo, — admito. — O que me diz que você ainda vive naquele momento. Querida, isso foi há anos. Sim, foi uma coisa horrível que aconteceu com você, mas por sorte não foi tão ruim quanto poderia ter sido. Suas palavras me fazem tremer, mas sei que ela está certa. Eu acho que a morte da minha mãe e os eventos que aconteceram depois que a perdi ainda me atormenta. É difícil se aproximar das pessoas quando percebe quão rapidamente eles podem ser levados. — Eu sei que poderia ter sido muito pior, e preciso começar a viver de novo... Só não sei como. — Um dia de cada vez. Todos os dias, se esforce para fazer algo que você tem medo. E encontre um grupo ou um conselheiro para falar! — Ela praticamente grita a última parte. — Eu vou tentar, — prometo. — Não tente. Faça. — Ok. — Eu suspiro. — Então, você ainda voltará para casa para sua prova? — Ela pergunta, mudando de assunto. — Sim. — Eu sorrio. — E o meu vestido, é melhor não ser feio. — Menina, você já deveria saber que o seu vestido será medonho. Não quero que você me ofusque no meu próprio casamento. — Como se isso pudesse acontecer. — Eu rio. Maggie é uma das pessoas mais bonitas que conheço. Seu corpo longo, magro, com pele cor de chocolate escuro faz seus olhos cor de mel saltarem, e junto com seu cabelo castanho-avermelhado, o qual ela manteve em dreadlocks finos desde que era pequena, deixa-a com aparência mais exótica.


— Oh, por favor, menina. Você sabe que é quente, — diz ela, rosnando no fim. — Eu te amo, — digo a ela, sentindo as lágrimas picarem meus olhos. — Você sabe que eu te amo muito, menina. Ok, chega dessa merda mole. Amanhã, quando esse cara for embora, eu espero que você me ligue e me diga cada detalhe. — Prometo. Falo com você depois, — digo, ouvindo seu adeus antes de desligar. Fecho meus olhos e, em seguida, os abro, olhando para o teto e sentindo uma sensação de esperança quando digo em voz alta para mim mesma, — Não tente. Faça.


CAPÍTULO 03

Paro na frente da casa de Sophie e olho ao redor do bairro. É uma zona tranquila onde as pessoas – na sua maioria de classe média – que trabalham no centro de Nashville vivem. Pego as flores que eu comprei para ela do banco do passageiro e caminho até sua varanda, observando as flores que revestem a passarela e as plantas penduradas ao longo da frente de sua casa. Eu estico meu pescoço antes de bater uma vez. Posso ouvir a música tocando no outro lado da porta e, em seguida, algum tipo de barulho. Depois de alguns segundos, eu ouço um par de travas girarem. Em seguida, a porta é aberta e Sophie está lá de pé. O cabelo dela está preso, suas bochechas estão coradas, e meus olhos viajam pelo corpo dela para vê-la vestindo um top preto e calças de brim liso com os pés descalços, os dedos dos pés pintados de roxo profundo. — Oi, — ela diz suavemente, e meus olhos agradavelmente voltam pelo seu corpo para encontrar os dela. — Hey, — Saúdo quando ela abre mais a porta, dando um passo para trás para eu entrar. — Você achou tranquilamente? — Ela pergunta. Meu cérebro leva um segundo para processar suas palavras; ainda estou preso em seus pés descalços e como ela parece sexy vestida de jeans. — Sim. Não moro longe daqui. — Vejo como seus olhos me olham, e vejo nervosismo, mas também a fome. Nós dois ficamos ali olhando para o outro, mas então seus olhos viajam até a minha mão e ficam humoristicamente grandes. — Estas são para você.


— Levanto minha mão, arrumando as flores e desajeitadamente segurando-as para ela. — Oh, uau. Obrigada, — diz ela sem fôlego, pegando as flores da minha mão e as levando ao rosto para sentir o cheiro delas. Depois de alguns momentos apenas observando-a apreciar o meu simples presente, meu pau já está tentando se aproximar dela através da rugosidade do meu jeans. Ela parece agitar-se e me diz, — Hum... o jantar está cozinhando. Espero que não se importe de massas. — Cheira muito bem, — eu digo, respirando pelo nariz, sendo agredido pelo cheiro de alho e pão acabado de cozer. — Nem sequer pensei em perguntar se você pode comer carboidratos. — O quê? — Pergunto; confuso. — Bem, você é todo músculos. Sei que um monte de levantadores de peso não comem massas, — ela diz casualmente. — Eu não sou um levantador de peso, — eu digo a ela, rindo. — Você não é? — Não. Eu malho porque meu trabalho me obriga a ficar em forma, mas eu como o que eu quero, diabos. — Ok, bom. — Ela sorri. Mais uma vez, nós dois estamos de pé aqui se assistindo mutuamente. Corro a mão pelo meu cabelo e rio quando vejo seus olhos caírem para minha cintura. Ela pula, a cabeça voando. — Hum... Eu-eu vou apenas colocá-las em um pouco de água. Você quer uma cerveja ou algo assim? — Ela sai correndo. — Claro, — digo, dando uma olhada rápida ao redor de sua casa. É pequena, talvez dois quartos e sala de estar é confortável, com uma televisão, um pequeno sofá e uma namoradeira correspondente. Eu a sigo até a cozinha, os olhos observando seus quadris e bunda quando ela anda. A cozinha é de um tamanho decente, com uma pequena área de jantar anexa. Eu a estudo enquanto ela puxa uma cadeira da mesa, carregando até a geladeira. — O que você está fazendo? — Pergunto, vendo a cadeira balançar de forma instável quando ela começa a subir em cima dela. — Meus vasos estão lá em cima, — diz ela distraidamente enquanto tenta manter o equilíbrio na cadeira. Eu ando até ela e a pego com as mãos ao redor de


sua cintura. — O que você está fazendo?! — Ela grita, seus dedos cavando em meus braços. — Salvando-a de quebrar o pescoço, — digo a ela, colocando-a para baixo e apertando sua cintura mais uma vez, antes de colocar a minha mão em sua barriga para empurrá-la. Tiro a cadeira do caminho e abro o armário. — Qual deles você quer? — Eu olho para ela. — Você simplesmente me levantou, — ela murmura quase para si mesma. — Sim, para que você não se acidentasse. — Você simplesmente me pegou como se eu não pesasse nada, — diz ela, incrédula. — Você não pesa muito, — a informo. — Então, qual deles você quer? — Repito a minha pergunta, olhando seu rosto. — Não importa, — ela responde, e puxo para baixo o primeiro que eu toco. — Não esse, — diz ela, então o coloco de volta no armário e pego outro. — Esse também não, — afirma ela, me fazendo sorrir. — Baby, isso irá muito mais rápido se você apenas me disser qual deles você quer. — O alto, rosa claro, — ela responde, em seguida, morde o lábio, e sei que ela mudou de ideia novamente. — Tem certeza? — Eu pergunto provocando. Ela balança a cabeça. — O azul. — Tem certeza? — Minha mão pairando sobre o vaso azul. — Eu tenho certeza. — Ela balança a cabeça. Eu o puxo até a metade e ela estica, pegando de mim. Fecho o armário e coloco a cadeira no lugar. — A cerveja está na geladeira. Também há chá, suco e refrigerante. Apenas se sirva, — diz ela, pegando as flores do balcão. Pego uma cerveja e me inclino contra o balcão para vê-la medindo as flores, puxando uma faca do bloco de corte, colocando as flores em cima da pia, e, então, começando a cortar as extremidades. Esforço-me para não arrebatar tudo dela e eu mesmo fazer para me certificar de que ela não se corte. Uma vez terminado, ela enche o vaso com água da torneira da pia, coloca as flores e as organiza, e depois, coloca o buquê em sua mesa. Quando se vira, ela pula assustada.


— Está bem? — Sim, — diz ela, pressionando a mão contra o peito. — Você esqueceu que eu estava aqui, não é? — Eu sorrio. — Talvez, — diz ela, parecendo envergonhada. Ela caminha até o fogão e verifica a água na grande panela de aço inoxidável. — Não está acostumada a ter pessoas na sua casa? — Eu questiono, tomando outro gole de cerveja. — Realmente não conheço muitas pessoas por aqui. Vejo como ela mede a massa antes de deixá-la cair na água fervente. — Há quanto tempo você está em Nashville? — Seis meses. Eu queria comprar uma casa, e não podia fazer isso em Seattle, então decidi me mudar para cá. — Ela puxa a tampa de outra panela, agarrando a colher de madeira de cabo longo e começa a mexer. — Você se mudou sozinha? — Sim. — Ela encolhe os ombros e deixa escapar um longo suspiro. — Deve ter sido difícil deixar seus amigos e família para trás para se deslocar para outro estado, onde não conhecia ninguém, — digo suavemente, sem saber se esse tema de conversa fará ela se fechar. — Na verdade, não. Sempre fui um tipo solitária. — E a sua família? — Embora já saiba algo sobre seu passado, eu quero que ela se abra para mim. — Minha mãe morreu quando eu tinha quinze anos, — ela sussurra, — e meu pai não está na minha vida. Minha mãe e meu pai eram filhos únicos, meus avós estão mortos, e não tenho quaisquer irmãos. — Ela morde o lábio e continua a mexer o molho de macarrão. — Eu sinto muito. — Dou um passo em direção a ela, correndo a mão pelas costas dela tentando confortá-la. Seu corpo enrijece sob o meu toque, e vejo como ela se força a relaxar. — Você está bem? — Pergunto baixinho, sentindo como se precisasse tratá-la como um gato arisco o qual eu realmente quero alisar. — Sim, eu só... eu não estou acostumada com as pessoas me tocando, — diz ela, fazendo meu coração se apertar. Não me afasto dela. Ela nunca disse que não gosta ou quer que as pessoas a tocando, só que não está acostumada a isso. Eu quero que ela se acostume comigo tocando-a.


— Então, o que você está fazendo? — Mudo de assunto, usando a desculpa de ver o que ela está mexendo na panela para me aproximar dela. — Espaguete com molho de carne, — ela responde com uma pequena risada. — O que é engraçado? — Eu sorrio automaticamente. — Nada. — Ela me olha por cima do ombro, arregalando os olhos quando vê o quão perto estou dela. — E... — ela limpa a garganta. — E você? A sua família mora por aqui? — Eles vivem cerca de quarenta e cinco minutos. Vou vê-los todos os dias. — Eu me inclino contra o balcão para que possa ver seu rosto. — Você é próximo a eles? — Sou. Minha mãe e meu pai ainda estão casados e ainda muito apaixonados. Tenho três irmãos – Asher, Trevor, e Cash. Asher é casado e têm quatro meninas, Trevor é casado e tem uma filha e um filho a caminho, e Cash tem um de cada também. — Cash não é casado? — Ele era, e tenho certeza que se casará em breve novamente. A história dele é longa e contém um monte de drama. A ex-mulher é comprovadamente insana. Agora ele voltou com seu primeiro amor, e eles têm uma filha e meu sobrinho. — E você? Você nunca foi casado? — Não. Você? — Não. — Ela olha para mim, e posso ver que ela quer dizer mais. — Nunca fui casada. Tudo o que posso pensar é, Obrigado foda. Seus olhos arregalados, como se ela lesse minha mente, e sorrio quando assisto seu rosto corar. — Você quer que eu te ajude com alguma coisa? — Se você puder secar a massa, isso ajudaria. Ela caminha até a pia e coloca o coador dentro dela antes de ir para a geladeira, de onde tira uma salada. Em seguida, ela caminha até colocá-la sobre a mesa. Ela volta para o fogão para desligar todas as bocas, e eu termino de tirar toda a água do macarrão, eu a assisto, hipnotizado, enquanto se inclina perto do molho, inala profundamente e solta um gemido suave. Mais uma vez, ela é completamente inconsciente de quão sexy ela é, porra.


Preciso me esforçar para desbloquear o aperto de morte involuntário em seu coador de plástico. Felizmente, não quebrei ainda. Quando temos tudo pronto, nós dois sentamos à mesa, onde ela começa a colocar a massa em cada um dos nossos pratos. — Isso é estranho, — diz ela, pegando-me desprevenido. — Realmente? Você pensa assim? — Eu pergunto, não me sentindo nem um pouco fora do lugar. — Você não? — Pergunta ela em resposta, seus olhos encontram os meus. — Não. Você se sente desconfortável perto de mim? — Não, acho que não, — diz ela, respirando fundo. — Contanto que você não se sinta desconfortável, desajeitada está bem. — Corro meus dedos por cima de sua mão. — Acho que você está certo, — ela admite com um pequeno tremor. Sem querer eu afasto minha mão da dela para pegar o garfo, e enquanto comemos, a conversa é leve e fácil. Depois que terminamos o jantar simples, mas delicioso, que ela preparou, ambos ficamos na cozinha, eu com meu quadril no balcão, e ela sentada à minha frente ao lado da pia após terminar de lavar os pratos. — Então, o seu cão se chama Daisy? — Ela ri enquanto puxo o meu telefone para percorrer as minhas fotos para que eu possa mostrar-lhe algumas de Daisy. — Aqui está ela. — Entrego meu celular para ela. Ela olha para a tela e as sobrancelhas sobem. Então ela volta seu foco em mim com um olhar curioso em sua face. — Ela é adorável. E não o tipo de cão que eu esperaria que você tivesse. — Por quê? — Pergunto com uma cara séria, sabendo a razão. Daisy é um Pomeranian miniatura de cor creme, que pesava cerca de dois quilos a última vez que a levei ao veterinário. Ela deveria ser algum cachorro de colo de alguma menina de cabelo loiro, de olhos azuis. — Você aparenta possuir um Rottweiler ou Doberman, — diz ela com um encolher de ombros. — É mesmo? — Levanto uma sobrancelha. — Sinto muito. Isso foi rude. — Ela olha para o telefone novamente.


Eu coloco um dedo sob o queixo, voltando seus olhos para mim. — Estou apenas brincando. Sei que ela não se encaixa na minha imagem, mas ela é minha. Eu a salvei enquanto estava no trabalho quando ela era apenas um filhote de cachorro, e tive que alimentá-la com mamadeira. Ela era tão pequena que se encaixava bem na palma da minha mão, — eu digo a ela, gesticulando com a minha mão e sorrindo. — Awww... você é um pai orgulhoso. — O sorriso que ela dá para mim me dá vontade de me inclinar e prová-lo. — Acho que eu sou. Ela volta a olhar para o meu telefone, e volto a observá-la. Ela é linda de uma forma completamente natural; nada disso é falso ou para mostrar. É só ela, quem ela é. Ela devolve o meu telefone, olhando ao redor antes dos seus olhos encararem os meus. — Então, hum... você quer assistir a um filme ou algo assim? — Claro, se você quiser. — Sim. Tenho Netflix e On-Demand, então você pode muito bem escolher o que quer. Eu a sigo para a sala e me sento no sofá enquanto ela configura a TV antes de sentar-se ao meu lado. Seu sofá é pequeno, por isso a obriga a sentar-se perto. — O que você gostaria de assistir? — Ela pergunta, virando a cabeça para mim. — Não importa. — Enrolo um pequeno pedaço de seu cabelo que caiu de seu coque bagunçado em volta do meu dedo. — Que tal O Clube dos Cinco? Não vejo isso há muito tempo, — ela sugere, inconscientemente inclinando a cabeça para mim. — Parece bom. Eu quero beijá-la. Meu cérebro luta contra o meu corpo, querendo aproximar-se dela, querendo provar sua boca outra vez; toma tudo em mim para não fechar o pequeno espaço entre nós. Vejo seus olhos incendiarem um pouco, e, em seguida, ela lambe o lábio inferior, fazendo-me perguntar se ela está pensando a mesma coisa.


Respiro profundamente, tentando me acalmar. Desviar o olhar de Nico toma todas as minhas forças; estou tão atraída por ele que quero saber se é normal ou saudável, e isso me faz duvidar das coisas. Não quero alguém para simplesmente preencher os espaços vazios dentro de mim. — Assim, será O clube dos Cinco, então, — eu digo, tentando ser casual sobre isso em uma tentativa de cobrir quão nervosa estou. — Parece bom, — responde ele, recostando-se contra o sofá e ficando confortável. Agora queria ter pagado o extra de cem dólares e comprado um sofá maior em vez da namoradeira. Começo o filme e me sento contra a almofada, e estou tão perto dele que posso sentir o calor do seu corpo. Não sei como me sentar, então eu coloco minhas pernas debaixo de mim e começo a inclinar contra o braço. — Venha aqui, — diz ele com um sorriso brincando em seus lábios enquanto me puxa pelo braço. Meu corpo se move no seu, seu braço deslizando em torno de mim e me segurando para ele. Ele tem cheiro de couro e almíscar, e quero explorá-lo para descobrir de onde vem o cheiro. Eu mordo fortemente a ponta da minha língua, tentando encontrar algo mais para pensar que não seja o quão duro seu corpo se sente contra o meu. — Relaxe, — ele sussurra, passando a mão pelo meu braço. Tremo contra ele – não de frio, mas da maneira como me sinto quando ele me toca. — Você está quente o suficiente? — Sim, — sussurro, tomando outro fôlego quando minha barriga vai a loucura com borboletas. Sinto seu peito se movendo e acho que ele está rindo, então eu viro minha cabeça para olhar para ele.


— Sabe, você é realmente adorável, — diz ele, quando nossos olhos se encontram. Eu faço careta para ele. Não quero ser adorável; quero ser bonita ou sexy, não adorável. — Relaxe, doce Sophie. Nós estamos apenas assistindo a um filme. — Sua mão segura minha bochecha, seu polegar deslizando sobre meu lábio inferior enquanto seus olhos seguem. Minha respiração prende e eu aceno. Sua mão cai e desliza em volta do meu ombro, me puxando confortável contra ele. Não posso me impedir de relaxar enquanto ele desliza sua mão suavemente para cima e para baixo no meu braço. Nós assistimos ao filme em um silêncio confortável, e em algum momento, eu adormeço. Acordo na sala moldada em um brilho azul. Leva um segundo para me lembrar de onde estou e em quem estou deitada. Coloco minha mão na minha boca, sabendo que provavelmente babei em toda a sua camisa, e quando viro minha cabeça para pedir desculpas, eu vejo que ele está dormindo. Seu braço aperta ao meu redor como se ele não quisesse que eu me movesse. Eu o observo de perto, vendo cada contorno de seu rosto e o ligeiro restolho ao longo de sua mandíbula. Mesmo dormindo, ele parece perigoso, mas então eu penso em como ele é gentil comigo e me pergunto como é possível alguém ser tão complexamente bonito. Quando ele apareceu esta noite, eu queria cair em seus braços. Ele parecia quente lá de pé, vestindo uma camisa xadrez com as mangas arregaçadas, mostrando suas tatuagens e calça jeans preta que abraça suas coxas. Então eu vi as flores. Elas eram um contraste completo com a aparência dele, e quase ri quando ele as estendeu para mim, parecendo inseguro sobre elas. Meus dedos se contraem; quero traçar o contorno dos lábios com os dedos. Levanto minha mão lentamente; meu dedo tocando seu lábio inferior faz com que ele sacuda a cabeça. Minha mão congela então se move por sua própria vontade, quando ele acalma. Seu lábio é suave e quente, e ainda me lembro como era contra o meu quando me beijou. Meu dedo se move lentamente, enquanto assisto fascinada, cativada... Então eu grito quando sua boca aperta meu dedo, seus dentes mordendo, não forte, mas o suficiente para que eu não possa me afastar.


Meus olhos saltam para encontrar os dele enquanto suas mãos saem de debaixo dos meus braços, a boca não liberando o meu dedo, e ele me puxa para cima dele. Ele move sua língua sobre meu dedo atrás de seus dentes enquanto se estabelece debaixo de mim. — O que você está fazendo? — Eu respiro. — Acho que eu deveria te perguntar isso, — ele diz, sorrindo, e posso sentir uma grande protuberância contra a minha barriga. — Desculpa. Eu só... — tento fugir, mas ele me segura um pouco mais apertado, fazendo meu pulso aumentar. — Você está segura comigo, — diz ele, lendo meu rosto. Eu me forço a relaxar, lembrando-me de que ele foi nada, a não ser gentil comigo. — Eu gosto de você querer me tocar. — Ele gentilmente afasta meu cabelo do meu rosto. Meus olhos se fecham com o contato, em seguida, se abrem para vêlo sorrindo. — Nós dois adormecemos? — Pergunta, enquanto sua mão continua correndo sobre o meu cabelo e pelas minhas costas. — Não percebi como eu estava cansada, — digo com um aceno de cabeça. Meus olhos começam a se sentir pesados enquanto ele me acaricia, então eu coloco minha cabeça no peito dele, me perguntando, não pela primeira vez, por que me sinto tão segura com alguém que não conheço muito bem. — Gosto disso, — ele sussurra, pressionando os lábios no topo da minha cabeça. Eu aconchego mais perto, apreciando seu calor e a forma como ele cheira. Na parte de trás da minha cabeça, eu fico pensando sobre as coisas que Maggie disse juntamente com a maneira que Nico me faz sentir e quanto eu quero explorar coisas com ele, mas me pergunto se deveria esperar até que eu esteja em um lugar melhor mentalmente. Devo ter caído no sono de novo, porque de repente estou ciente de que estou sendo levada para o meu quarto. Nico me coloca na cama, em seguida, puxa um cobertor sobre mim. — Sou o pior encontro de todos, — eu digo cansada quando me aconchego em minha cama. — Isto não foi um encontro, lembra? — Diz ele em voz baixa.


— Oh sim. Eu não faço isso. — Eu sorrio. — Se isso foi um encontro, então foi o melhor que eu já tive. — Sua mão desliza suavemente pelo meu rosto. Eu acho que ele vai me beijar – quero que ele me beije – assim eu viro minha cabeça um pouco, mas o nariz raspa minha bochecha, e seus lábios vão para minha testa. — Durma, baby. Eu vou para casa. Ligo para você amanhã, — ele me diz, beijando-me mais uma vez; neste momento, os lábios tocam o canto do meu. Eu vejo sua sombra saindo da sala. Posso ouvir a porta fechar e sei que preciso me levantar para trancar a porta e ligar o alarme, mas leva um minuto para sair da cama. Tiro minha calça jeans e sutiã antes de passear até a sala para me certificar de que tudo está desligado. Ligo a luz do corredor e começo a virar a chave quando há uma batida na porta. Olho através do olho mágico, vendo Nico parado do outro lado, o que faz a minha barriga vibrar mais uma vez. — Ei. Você esqueceu algo? — Pergunto quando a porta está aberta. — Sim, — responde ele, seu corpo de repente me pressionando contra a parede. — Jesus, — ele geme, olhando para o meu corpo. Esqueci que estou quase nua, vestindo apenas uma blusa e calcinhas boy shorts. Quando sua mão agarra minha bunda e sua boca cai na minha, eu sou instantaneamente lembrada de meu estado de nudez. Minha boca se abre sob a sua, minha língua seguindo o que ele faz. Meus dedos segurando sua camisa para segurá-lo para mim. Sua mão aperta a minha bunda, fazendo-me gemer em sua boca. Ele me pressiona com mais força contra a parede, e posso sentir a sua excitação através de seu jeans e minha blusa fina. Realmente não sei o que estou fazendo, então sigo seu exemplo e dou tudo que eu tenho naquele beijo. Ele rasga sua boca para longe antes de colocar sua testa na minha. Nós dois respiramos pesadamente, e leva um segundo para voltar para mim mesma. Lentamente solto minhas mãos que envolviam sua camisa com tanta força que meus dedos agora têm impressões neles. Ele aperta a minha bunda, seus dedos cavando em minha pele. Quando abro meus olhos, os olhos estão em minha boca. — Eu sabia que não seria capaz de dormir esta noite se não voltasse e fizesse isso. — Ele aperta seus lábios nos meus novamente, desta vez apenas um toque antes de se afastar.


— Estou feliz que você veio para isso. — Sinto meu rosto esquentar, e começo a afastar o olhar, mas seus dedos seguram meu queixo. Seus olhos percorrem o meu rosto, e não sei o que ele vê, mas me sinto exposta e desejo me afastar. — Tudo bem, doce Sophie. Durma um pouco. — Sua mão sai da minha bunda, e quando seu corpo se afasta do meu, ele leva o seu calor com ele. Ele beija minha testa e, em seguida, inclina a cabeça para beijar minha boca mais uma vez antes de sair pela porta que ele simplesmente invadiu completamente. — Tranque, baby, — diz ele sobre seu ombro. — Boa noite, Nico, — digo baixinho, fechando a porta atrás dele. Meus dedos tocam minha boca e sorrio ao encostar-me contra a porta. Definitivamente poderia me acostumar com ele me beijando.


CAPÍTULO 04

Paro diante da minha casa, exausto. Já se passaram quatro dias desde que eu vi Sophie. Recebi uma ligação para uma corrida, a qual não poderia deixar passar, logo depois de deixá-la em pé dentro de sua casa usando apenas um top e calcinha, sua boca ainda inchada devido ao que a minha fez com ela. Meu telefone vibra, e pensando ser ela, eu olho para a tela, mas em vez disso, vejo que é uma mensagem de Asher. Eu gemo, abro a mensagem; tudo que eu quero fazer é tomar um banho e dormir antes de ver Sophie. Asher: Você está ocupado? Sim, ocupado prestes a desmaiar, eu acho. Eu: Por quê? Não diga que você precisa de mim, não diga que você precisa de mim... eu canto para mim mesmo com meus dedos cruzados enquanto espero a resposta dele. Asher: Preciso de sua ajuda para colocar a cerca da piscina. — Meeerda, — Eu gemo em voz alta. Esfrego os olhos com os punhos e solto um suspiro antes de responder. Eu: No meu caminho. Quando saio para a estrada e bato na discagem do meu telefone, o toque alto enche meu carro. — Ei. Já chegou em casa? — Sophie responde, me fazendo sorrir. — Cheguei, mas depois o meu irmão me enviou mensagens, por isso vou a casa dele.


— Você não dormiu. Você ficará bem? — A preocupação em sua voz somente solidifica o porquê ela é a única. — Eu ficarei bem. Esperava poder vê-la em algum momento esta noite. — Oh, — ela responde calmamente, fazendo meus olhos se fecharem. — Oh? Baby, sabia que você é uma assassina de ego de um homem, certo? — Desculpe, é só que... Eu a escuto respirar, mas quando ela não continua, eu pergunto, — Você nunca namorou alguém? — Um... — O que você é, uma virgem? — Eu brinco, esperando ela gargalhar. — Eu deveria deixar você ir enquanto está dirigindo, — diz ela rapidamente. — Não, você não deve. — Eu aperto meu volante com mais força. — Eu realmente deveria, — ela argumenta. — Não, você me dirá exatamente o que há de errado com você, — eu rosno. — Na verdade, estou desligando o telefone, — ela retruca, e o telefone fica mudo. — Que porra é essa? — Pressiono discar no telefone novamente, e desta vez, ele vai direto para a caixa postal. Ela tem sorte que eu tenho que encontrar o meu irmão; caso contrário, eu estaria na casa dela lidando com esta merda cara a cara. Dirijo o resto do caminho para Asher, com a minha música em plena explosão, pensando sobre nossa conversa. Nunca deixei uma mulher me afetar, não dei a mínima para o que pensam, dizem ou fazem. Disseram-me a mesma merda toda a minha vida sobre o boom e costumava pensar que era um monte de besteira. Ou seja, até que Asher conheceu November, Trevor tirou a cabeça da sua bunda e afirmou Liz, e agora Cash com Lilly. Então, senti na própria pele quando vi Sophie. — Eu sou um idiota, — digo em voz alta quando tudo se encaixa no lugar. Sua timidez, a forma como ela se apresenta, como seu corpo reage quando a toco – ou ela tinha muito pouca experiência ou é uma virgem, e simplesmente joguei aquela merda na cara dela. — Foda-me, — sussurro no meu carro vazio. Balanço minha cabeça e conduzo o resto do caminho, formando um plano. De jeito nenhum a deixarei me afastar.


Paro na casa de Asher vinte minutos depois, desligando o meu carro, e saindo. — Tio Nico está aqui! — July grita por cima do ombro antes de descer correndo os degraus diretamente para mim. — Ei, garota. — Balanço-a em meus braços. — Você não trouxe Daisy, — ela faz beicinho, olhando por cima do meu ombro e no meu carro. — Não. Ela está em casa. — Awww! Mas eu queria vê-la, — ela lamenta. — Que tal a próxima vez que eu sair da cidade, você tomar conta dela para mim? — Realmente?! — Ela grita. — Realmente, — digo, beijando a sua cabeça antes de colocá-la no chão assim que entramos na casa. — Graças a Deus você está aqui, — diz November, logo que me vê. Eu levanto uma sobrancelha, e ela balança a cabeça me dando um abraço. — Esses três, — ela aponta para as portas do fundo de vidro em direção à piscina, onde Asher, Trevor e Cash estão todos de pé... — têm tentado colocar o portão de criança em volta da piscina nas últimas três horas. Tentei ajudá-los, mas eles se recusam a ouvir. Esperemos que, agora que você está aqui, parem de discutir como um bando de senhoras de idade e apenas façam. — Verei o que posso fazer. — Eu ri quando ela revira os olhos. Então saio para o pátio de trás e para a área da piscina, onde, exatamente como November disse – Asher, Trevor e Cash estão discutindo. — Sabe, se vocês parassem de reclamar por alguns minutos, vocês provavelmente já teriam terminado, certo? — Pergunto, subindo para participar do círculo. — Você acha fácil esta merda? Não existem instruções, nem mesmo em Inglês! Toda essa merda está em chinês, — Cash queixa-se, empurrando o pedaço de papel para mim. Não me preocupei em procurar instruções em Inglês; apenas olho para a foto, para as peças e imediatamente começo a montar a cerca.


— Você sempre foi uma merda de exibido, — diz Trevor em desgosto, me fazendo rir. — Você só está chateado por eu ser mais esperto do que você. — Seu sonho, filho da puta, — ele responde, me ajudando a colocar as peças no lugar. — Vocês, garotas, ficarão aí assistindo ou nos ajudarão? — Pergunto a Asher e Cash, ambos de pé em poses idênticas, com os braços cruzados sobre o peito. Percebendo que foram chamados, eles saltam imediatamente em ação. Leva trinta minutos para anexar a última peça, mas uma vez que terminamos, todos nós levantamos para apreciar o nosso trabalho duro. — Isso não demorou muito para fazer uma vez que vocês pararam de reclamar, — eu indiquei, só para esfregar isso na cara deles. — Descobriríamos... eventualmente, — diz Cash, sorrindo, algo que ele faz muito mais atualmente. — Como estão Lilly e Ashlyn agora vivendo com você? — Pergunto. — Bem. Elas estão se adaptando. Nunca pensei que eu seria grato a Jules por qualquer coisa na minha vida além de Jax, mas ela provou ser útil fazendo com que Lilly viesse a morar comigo, embora a situação fosse fodida. — É verdade, — concordo; Lilly é a melhor coisa que aconteceu para Jax e Cash. Toda vez que estou ao redor deles como uma família, eu vejo o amor que ela tem para o meu irmão. No início, eu estava preocupado com suas intenções, mas agora, eu sei que ela é exatamente o que Cash disse que ela era – uma boa mulher. — Como vai o trabalho? — Trevor pergunta. Ele sempre me pergunta a mesma coisa, e sei que todos eles querem que eu volte a trabalhar com eles, mas não posso; eu amo o que faço. — Bom. Ocupado. — Eu dou a mesma resposta vaga de sempre. — Acho que nunca há uma escassez de criminosos. Pelo menos você tem segurança no emprego, — diz Asher, rindo. Olho para os meus irmãos e rio. Sou abençoado por ter uma família tão incrível, e não posso esperar para que todos possam conhecer Sophie. *~*~*


Paro na frente da casa de Sophie um pouco depois das dez; todas as suas luzes estão apagadas, mas isso não me impedirá de vê-la agora. Estou prestes a sair do carro quando vejo o movimento. Está escuro, mas posso ver alguém todo de preto na lateral da casa dela. Eu estico e abro meu porta-luvas, agarrando minha Glock. Saio do meu carro e coloco a arma no cós da minha calça jeans nas minhas costas. Puxo meu capuz para baixo antes de ir em direção a casa dela. Fico nas sombras, observando enquanto o cara anda pelo quintal. Eu o sigo, mas, então, paro o tempo suficiente para enviar uma mensagem rápida para Kenton com o endereço, juntamente com um código dizendo que preciso de backup. Eu vejo a pessoa andar de janela em janela, e posso dizer que quem quer que seja tenta encontrar uma forma de entrar. Ele tenta a última janela na parte de trás da casa, e quando vejo que ela está aberta, eu pego minha arma e ando atrás da pessoa. Assim que ele se prepara para entrar, eu coloco a minha mão na parte de trás de seu suéter e puxo de volta. — Que porra é essa? — A voz de um homem lamenta quando aponto a minha arma para sua cabeça. Raiva como nunca senti em minha vida me consome. Eu me sinto fora de controle e sei que eu poderia matar esse cara sem um segundo pensamento. — Eu ia te fazer a mesma pergunta, filho da puta, — eu digo perto de sua orelha. Começo a puxar seu capuz, mas ele gira um pouco e sinto uma dor aguda no meu lado. Com o choque repentino, eu caio de joelhos e vejo quando o cara sai correndo. Luto para retomar o controle dos músculos do meu corpo que foram presos pela tensão do Taser. — Nico? — Ouço a voz de Sophie atrás de mim. Olho por cima do meu ombro e nossos olhares se encontram antes dela olhar para a minha lateral, arregalando os olhos. — O que aconteceu? — Sophie, volte para dentro, — eu digo a ela com os dentes cerrados. Não a quero aqui fora se o cara ainda estiver por aí. — Mas... — Sophie, volte para dentro. Agora, — digo; vendo-a fazer o que lhe foi dito antes de pegar meu telefone para ligar para Kenton para que ele saiba o que aconteceu.


Após finalmente recuperar o controle, eu verifico em torno da casa para ver se posso pegar a trilha do cara, mas não há sinal dele. Circulo a casa três vezes quando Kenton aparece e estaciona atrás do meu carro. — Policiais estão a caminho, — diz ele assim que sai. — Bom. — Corro minhas mãos pelo meu rosto. — Como diabos ele conseguiu te derrubar? — Ele pergunta. — Eu não esperava que ele tivesse uma Taser, — admito. — Você conhece as regras, cara. Esperar o inesperado. — Você não precisa me dizer essa merda, — rosno; já completamente chateado comigo mesmo. Pensando que algo poderia ter acontecido com Sophie quando eu estava bem aqui porque eu não estava atento me deixa louco pra caralho. — É ela? — Kenton pergunta, olhando para a casa. Viro para ver Sophie de pé sob o batente de sua porta da frente aberta. — É. — Respiro fundo ao olhar para ela. — Onde diabos você a achou? Minha cabeça se vira para ele, e posso ver a apreciação no rosto. — Primo ou não, eu vou acabar com você, — digo a ele. — Só uma pergunta, — diz ele, sorrindo. Balanço minha cabeça, não no clima de besteira agora. Leva alguns minutos para que os policiais apareçam. Felizmente para nós, estamos bem com a delegacia local e conheço a maioria dos homens que aparecem. Assim que eu disse a eles o que aconteceu, eu vou até onde Sophie está de pé na varanda da frente, com o rosto livre de maquiagem, o cabelo solto ao redor de seus ombros, as pernas cobertas em calça de pijama com cupcakes nela. Ela veste um suéter bem apertado ao redor de sua barriga. — O que aconteceu? — Quando cheguei, vi alguém andando ao redor da parte de trás de sua casa. Segui-o e vi quando ele tentou abrir algumas janelas até chegar a última... Ela me corta. — Oh meu Deus! O que ele ia fazer? — Não sei, mas você está segura, baby, — digo a ela, fechando a distância entre nós. Eu a puxo em meu peito, não dando a ela uma escolha, a não ser ter


conforto de mim. — Você terá que fazer uma declaração à polícia sobre o que aconteceu. — Eu não entendo o que aconteceu, — ela sussurra, e posso ouvir o medo em sua voz, o que só serve para me deixar mais irritado. Eu aperto-lhe um pouco mais forte, lembrando-me de que ela está aqui e segura, mas minha mente sabe o que poderia ter acontecido. — Como você sabia que precisava vir? — Pergunta ela em meu peito. — Eu não sabia. Eu não deixaria você me afastar, — digo a ela. Seu corpo se estica, e então ouço o sussurro fraco de suas palavras proferidas contra minha camiseta enquanto seu corpo relaxa contra o meu. — Obrigada. Eu não respondo; não preciso. Ela não poderia me manter longe nem se tivesse tentado. É quase meia-noite quando a polícia sai. Sophie está uma bagunça depois de saber que a pessoa que tentou invadir sua casa fugiu sem que ninguém tenha a menor ideia sobre quem seja. Eu fecho a porta atrás dos policiais e viro para ver Sophie mordendo o lábio e olhando ao redor de sua sala de estar. — Você deve fazer a mala. — Fazer a mala para quê? — Pergunta ela, tirando o agasalho, deixando-a em nada além de um top azul-claro. Meus olhos caem para os seios, vendo seus mamilos através do material fino. — Você ficará comigo esta noite, — eu digo, vendo-a caminhar ao redor da sala. Meus olhos e pau acompanham cada movimento. — Sim, isso não está acontecendo. Aprecio você estar aqui para mim, mas eu ficarei bem, — diz ela, e posso dizer que ela ainda está preocupada, embora esteja tentando encobrir. — Se você não ficar hospedada em minha casa comigo, então eu ficarei aqui com você, — eu digo a ela com firmeza. — Hum... não, — ela responde, ficando um pouco corada. — Sophie, eu não tenho tempo para discutir com você sobre essa merda. Estou cansado pra caralho. Acabei de sair da estrada, tratei de merda da família, e em seguida, apareci aqui para falar com você, só para ter que lidar com algum filho da puta louco tentando invadir sua casa, — eu rosno, perdendo a paciência.


Ela olha para mim e seus olhos suavizam, e ela respira antes de olhar ao redor de sua pequena sala. — O que estamos fazendo, Nico? Nós nem sequer conhecemos um ao outro. — É por isso que fazemos o que estamos fazendo. Isso faz parte do namoro. Nós vamos conhecer um ao outro. — Nico, isto é apenas... — ela faz uma pausa, levantando as mãos. — É só que... Eu nunca fiz isso antes. — Que parte que você não fez, baby? — Eu questiono enquanto dou um passo em direção a ela. — Nunca fiz nada disso. — Ela faz um gesto entre nós com um movimento do pulso. — Eu nunca fiz isso antes também, — digo baixinho, aproximando-se do meu gatinho arisco. — Eu tenho certeza. — Ela deixa escapar um longo suspiro. — Fodi mulheres antes? Sim, eu fiz. Não mentirei e direi que eu me guardei, mas isto – eu perseguindo você, querendo passar tempo com você dentro e fora da cama para conhecer você e seus gostos e desgostos? Toda essa merda é nova para mim, doce Sophie. — Você pode se arrepender de tentar me conhecer, — ela murmura, olhando para seus pés. — Eu posso dizer a você com cem por cento de certeza de que a única coisa pela qual eu me arrependeria era de não tentar, — eu digo a ela com um dedo sob o queixo quando forço seus olhos a encontrar os meus. — Agora, ficaremos aqui ou na minha casa? — Nico... — Sophie, se ficarmos aqui, eu preciso ir buscar Daisy. Eu saí. Ela não gosta de ficar sozinha o tempo todo, e disse ao meu vizinho que não tinha necessidade de ir até lá hoje à noite porque eu estaria em casa. — Tudo bem, mas eu dormirei no sofá. — Ela exala uma lufada de ar, soprando para longe um pouco de cabelo do seu rosto. Eu sorrio, e seus olhos se estreitam. — Por que sinto como se apenas me ferrei? — Baby, quando você se ferrar, você saberá isso, — sorri.


— Nico. — Ela olha feio ao dizer meu nome, soando como um aviso. Eu sorrio, fazendo-a rosnar. — Sophie, relaxe, — digo suavemente. — Como posso relaxar quando você diz coisas como essa? Vou até o sofá, sento, e, em seguida, pego a mão dela, puxando-a no meu colo. — O que você está fazendo?! — Ela grita, tentando se levantar. — Nós vamos conversar, — eu digo, apertando seus quadris. — Não preciso sentar no seu colo para podermos conversar, — ela reclama, se contorcendo e tentando fugir. — Eu quero você aqui. Pare de mexer a sua bundinha quente ao redor no meu colo ou acabaremos fazendo outra coisa. Seu corpo acalma imediatamente e ela cruza os braços sobre o peito. — Bem. Fale. — Olhe para mim, — digo a ela. Ela não faz, então eu viro o rosto com meus dedos. — Você disse que não fez isso antes, certo? — Sim, — ela rosna, e me paro antes de rir. — Tudo bem, baby. Eu quero que você seja honesta comigo. Você é virgem? — Pergunto gentilmente. — Isso não é da sua conta! — Ela estala tentando se levantar novamente. — Penso em estar bem familiarizado com o seu corpo, por isso, sim, é o meu negócio. — Vê? É disso que estou falando! Por que diz coisas assim? — Ela mexe no meu colo novamente, fazendo meu pau já duro virar aço debaixo dela. — Porque é a verdade. Eu quero conhecer você, Sophie, mas preciso saber com o que estou lidando, então não irei muito rápido para você, — eu digo, olhando em seus olhos. — Isso é muito rápido, — ela murmura, fazendo-me sorrir novamente. — Eu nunca a forçarei a fazer algo que você não quer fazer, mas sempre vou incentivá-la quando sei que você está com medo de tentar. Você não pode deixar seus medos segurar você. — O que você está falando? — Ela sussurra, os olhos se arregalando, fazendo-me sentir que eu apenas acertei.


— Eu não sei o que aconteceu com você que a fez se trancar, mas sei que isso é o que você fez. Espero que você possa se abrir comigo sobre isso algum dia, mas até que você possa falar comigo sobre o que quer que seja, eu preciso que você seja aberta comigo sobre outras coisas. Não quero que você tenha medo de mim, e não saberei se é apenas nervos ou qualquer outra coisa, a menos que seja honesta. — Sim, eu sou virgem. — Ela puxa o rosto da minha mão. — Você está feliz agora? — Não há nada de errado com isso, baby. — Oh, por favor. Que outra mulher de vinte e três anos de idade que você conhece é virgem? — Nenhuma, mas não reclamarei por você ser. O pensamento de outro homem tocando em você me faz querer foder alguma coisa. — Meu aperto em torno de seus quadris aumenta ligeiramente. — Você está me assustando. — Não tenha medo. — Puxo seu rosto para mim e, em seguida, inclino-o para que eu possa beijá-la na testa. — Agora vá fazer a mala. — Nossa, você é mandão, — ela resmunga, levantando do meu colo. Sento-me na sala de estar, esperando por ela por um tempo. Realmente não estou certo por quanto tempo, porque começo a cochilar, e meus olhos estão fechados quando a ouço entrar. Abro um olho para vê-la de pé em frente a sala, me olhando. — Está pronta? — Sim, — ela diz, entrando na cozinha para pegar as chaves e bolsa do balcão. Nós vamos para a porta da frente. — Eu vou segui-lo no meu carro, então eu vou tê-lo lá na parte da manhã, quando for para o trabalho. — Isso é bom. Agora vamos. Estou pronto para a cama. — Não vou dormir com você, — diz ela do meu lado enquanto puxo as chaves da mão dela e tranco a porta. — Ainda não, doce Sophie, — digo a ela, levando-a até o carro e não digo mais nada sobre isso. Eu me certifico de que ela está dentro antes de caminhar em frente ao meu. Uma vez que paro na minha casa, eu estaciono ao lado direito da minha garagem para que ela possa colocar seu carro ao lado do meu. Saio e a encontro


na frente de seu carro, onde pego a bolsa dela e, em seguida, coloco a mão na parte inferior das costas para guiá-la até a varanda da frente. — Esta é a sua casa? — Pergunta ela com admiração. — Sim, — digo a ela, tentando ver o que ela vê. Eu moro em uma casa de tijolos de 185 metros quadrados, de dois andares com uma garagem para dois carros, no final de uma curva. Meus irmãos odeiam onde eu moro, preferindo ter lotes de terreno, mas eu não preciso de tudo isso. Gosto de ter os vizinhos e um senso de comunidade. — É muito bom. — Obrigado, — eu digo, abrindo a porta, e imediatamente, Daisy começa a saltar ao redor dos nossos pés. — Oh meu Deus! — Sophie grita se inclinando para baixo, arrancando Daisy, que é muito feliz em ter alguém para lamber e prestar atenção a ela, fora do chão. Coloco a mala de Sophie no sofá antes de caminhar até a cozinha para pegar uma garrafa de água da geladeira. — Você quer algo para beber? — Pergunto, olhando para ela quando seus olhos se movem ao redor da casa para absorver tudo dentro. — Não, obrigada. Estou apenas pronta para a cama. — Ela boceja, e Daisy aproveita a oportunidade para lamber em sua boca. — Ewww. — Ela ri, beijando a cabeça de Daisy antes de colocá-la no chão. — Você finalmente me viu, hein? — Pergunto, pegando o meu cão. Eu a acaricio por um minuto antes de agarrar-lhe prazerosamente, colocando-a no chão novamente. — Eu te mostrarei o seu quarto se você estiver pronta para dormir. — Sim, por favor. Estou exausta. — Ela boceja novamente, cobrindo a boca. Vou até o sofá e pego sua bolsa antes de ir para um de meus quartos extras. Quero que ela durma no meu quarto, mas sei, sem sequer tentar que estaria empurrando-a. — Estou no corredor à frente se precisar de mim. — Obrigada, — ela diz, olhando em volta, parecendo um pouco insegura de si mesma. — Este é o banheiro, — digo a ela, batendo meus dedos em uma das portas. Vou ao armário para pegar um cobertor extra e colocá-lo na cama. Daisy corre animadamente e pula em cima da cama, olhando entre nós por um segundo antes


de se enrolar e deitar. — Não penso assim, menina. — Eu a pego, trazendo-a para o meu peito. — Ela pode ficar aqui comigo se ela quiser, — diz Sophie, olhando para Daisy com um pequeno sorriso. Inconscientemente dou um beijinho na parte superior da cabeça do filhote, provocando lambidas molhadas debaixo do meu queixo enquanto olho para cima e pergunto, — Você tem certeza? — Sim, eu não me importo, — diz ela, olhando para mim com olhos suaves. Coloco Daisy de volta na cama e, em seguida, puxo Sophie para mim. — Lembre-se, eu estou outro lado do corredor se precisar de mim. — Eu me lembro, — ela sussurra. — Tudo bem, baby. Durma um pouco. — Eu me curvo, beijando-lhe a testa e, em seguida, sua boca antes de sair do quarto. Ando para o outro lado do corredor, tiro a roupa e vou para a cama. Eu deito lá, as mãos debaixo do meu travesseiro, olhando para o teto, pensando em minha vida e o que eu faço para viver, e me perguntando como isso poderia afetar a garota do outro lado do corredor. Demora um tempo para o sono me levar, mesmo eu estando completamente exausto, mas quando isso acontece, eu sonho com uma garota de olhos castanhos. O que eu não sabia era que, pela primeira vez na história, a garota do outro lado do corredor sentiu algo diferente de medo quando foi dormir.


CAPÍTULO 05

— Ei, você precisa acordar. A voz próxima ao meu ouvido me faz gritar, e eu rolo e me sento, olhando em volta e não reconhecendo onde estou. Então meus olhos pousam em Nico, e ontem à noite volta para mim. Eu caio na cama novamente e cubro o rosto com as mãos tentando recuperar o controle do meu coração. — Não queria assustá-la, mas o alarme disparou nos últimos vinte minutos. Descubro meu rosto, olho para Nico, e inalo profundamente. Ele só está vestindo um par de shorts de basquete soltos. Todo o seu corpo é perfeito – dos seus braços definidos, a extensão de seu peito largo, seu abdômen, ao V profundo conduzindo para sua bermuda. — Você estava malhando? — Eu pergunto como uma idiota, vendo o suor cobrindo todo o seu torso. Ele sorri, passando a mão sobre a sua cabeça. — Sim. Eu precisava queimar energia reprimida, — diz ele, e vejo seus olhos caírem para meus seios, observando como eles se animam antes de encontrar os meus novamente. — Parece que eu malharei muito, — ele murmura. Mordo meu lábio para não rir. Daisy decide então se arrastar para fora das cobertas, onde dormiu a noite inteira. Quando ela finalmente mexe livre, ela corre para frente e para trás entre nós dois antes de decidir que ela quer Nico. Eu vejo como ele levanta-a para seu rosto apenas um pouco distante, para que ela não o alcance com a língua, e então ele a vira de costa e a segura contra o peito como um bebê, para que ele possa esfregar sua barriga. Eu juro que consigo ouvir as músicas e ver pequenos corações dançando ao redor da minha cabeça com o quão digno de


desmaio ele está lá com seu cão minúsculo que, posso dizer sem sombra de dúvida, ele adora. Nunca pensei que estaria com ciúmes de um cão, mas o que eu não daria para tê-lo me alisando assim. — Você está com fome? — Um pouco. Que horas são? — Eu murmuro, distraída por seu abdômen. — Só depois de sete. — Oh, merda! — Eu grito, jogando para trás os lençóis e pulando da cama. — Preciso ficar pronta para o trabalho ou chegarei atrasada. — Corro para o final da cama para pegar minha bolsa e fazer uma corrida para o banheiro quando sou puxada para trás. Olho para trás e vejo Nico com a mão ao redor da alça da minha bolsa. — Você pode se preparar, logo que você me dê bom dia. — Oh, desculpe. Manhã, — eu digo com pressa, tentando me libertar. — Diga bom dia com sua boca, Sophie. — O comando em sua voz tem um formigamento construindo entre as minhas pernas, e eu assisto nervosamente como ele coloca Daisy no chão. — O quê? — Eu respiro, e ele ri, me puxando para mais perto com a mão na minha bolsa. — Beije-me, Sophie. — Oh. Eu preciso escovar os dentes, — digo, olhando para seus lábios. — Não, você precisa me beijar, — diz ele, puxando até que estou em pé na frente dele. Remexo lá por um segundo, apenas olhando para ele, realmente não sei como fazer isso, mas surpreendentemente querendo. Então me lembro daquele filme com Will Smith, quando ele diz ao cara que, se ele vai beijar alguém, ele só deve se inclinar no meio do caminho e fazer a outra pessoa fechar a distância. Deixo cair a minha bolsa, ficando na ponta dos pés, inclino ao meio, e fecho os olhos. Quando nada acontece, eu abro um olho e depois o outro. — Boa menina, — diz ele antes de sua boca vir na minha em um beijo suave que faz minhas entranhas vibrarem. — Sempre quero que você saiba que sou eu beijando você, — diz ele contra minha boca. — Como eu poderia não saber? — Eu digo sem pensar.


Eu gemo e começo a olhar para o chão quando suas mãos circulam meu pescoço, seus polegares indo debaixo do meu queixo para inclinar minha cabeça para trás. Seu rosto abaixa no meu, a língua toca o meu lábio inferior, e me inclino mais perto, minhas mãos pousando em seu peito, sentindo o calor de sua pele sob minhas palmas. Minha boca se abre, e ele geme quando minha língua toca a sua. Estou tão perdida no beijo que eu choramingo quando ele puxa a boca da minha. — É assim que eu quero que você diga bom dia. — Suas mãos viajam para as minhas, que ainda estão em seu peito, e ele agarra-as para trazê-las de volta na nuca. Então suas mãos viajam ao longo do meu corpo e para minha cintura, puxando meus quadris mais perto de seu. — Preciso me arrumar para o trabalho, — digo baixinho, minhas mãos correndo na parte de trás de seu cabelo, onde ele é mais longo, para tocá-lo através dos meus dedos. Suas mãos apalpam minha bunda, me puxando para mais perto dele. — Eu gosto de você aqui, — diz ele, seus dedos viajando e correndo ao longo das minhas costas. Eu gosto daqui também. Não sei o que é isso, mas eu gosto, e quero mais. — Você sai às seis, certo? — Ele pergunta. Leva um segundo para eu responder; o calor de sua pele, seu cheiro, e a forma como suas mãos se sentem em mim têm meu corpo zumbindo com algo que eu nunca senti antes. — Você quer jantar na sua casa ou na minha? — Você irá cozinhar? — Pergunto, inclinando a cabeça para o lado, estudando seu rosto. — É claro, — diz ele, mordiscando meu pescoço e fazendo a minha respiração engatar. — Realmente preciso me arrumar para o trabalho, — digo novamente, minhas mãos descendo na parte de trás do pescoço, seus ombros e para o seu peito. — Eu realmente não quero deixá-la ir, mas sei que você precisa se arrumar, — diz ele, trazendo seu rosto para o meu e me beijando mais uma vez na boca antes de me virar para enfrentar o banheiro; ele dá um tapinha na bunda, me mandando para o meu caminho. Eu entro no banheiro antes de lembrar que deixei minha bolsa. Volto para pegá-la, e ele a tem na mão, segurando-a para mim com um sorriso no rosto.


— Obrigada, — eu digo, estendendo a mão para levá-la. Eu chio quando ele deixa cair a bolsa, pega a minha mão e me puxa de volta para ele, ouço o baque ao mesmo tempo que sua boca cai na minha. Suas mãos vão para minha bunda, levantando-me para mais perto dele, e desta vez, o beijo é muito mais profundo e mais áspero do que os anteriores. Estou ofegante e tentando rastejar o seu corpo quando ele puxa sua boca da minha, murmurando um calmo, — Foda-se. — Uau, — eu digo, trazendo meus dedos em meus lábios. — Precisarei malhar muito, — ele rosna, me fazendo sorrir com suas palavras. — Tudo bem, agora, — diz ele, pegando minha bolsa. — Vai se arrumar para o trabalho. Olho em seus olhos, vendo que eles estão pesados com a luxúria. Meu coração salta uma batida quando pego minha bolsa e tropeço no banheiro, fechando a porta atrás de mim. Eu me inclino contra a madeira fria e tomo algumas respirações profundas. Uma vez que acalmo meu coração, eu olho para o espelho; os meus lábios estão rosa escuros e inchados, minhas bochechas estão coradas em uma tonalidade atraente de rosa, e vejo uma felicidade em meus olhos que parece estranha para mim. Após terminar de me preparar no banheiro, eu escorrego em meus saltos – bota de 10 centímetros de cano curto peep-toe envernizada da cor creme com laços subindo do centro. Arrumo a minha saia lápis azul-marinho e confiro se minha camisa está para dentro antes de ir para a cozinha. Ando pelo tapete da sala de estar, observando Nico digitar no laptop diante dele no balcão. Ele ainda está sem camisa; sua pele dourada coberta com tatuagens é tão linda que eu realmente quero traçar cada uma com a minha língua e os dedos enquanto ele me conta a história por trás de cada uma delas. Assim que meus pés tocam o chão de ladrilhos, sua cabeça levanta e se vira para mim. Eu o vejo sacudir a cabeça quando seus olhos viajam pelo meu corpo até os pés. Quando nossos olhares se encontram de novo, meu passo vacila em seu olhar caloroso. — Não sei como serei capaz de lidar sabendo que homens estão olhando para você quando você está fora. Não quero nem pensar nos dias em que estou fora da cidade, deixando-a sozinha.


— Os homens não olham para mim. — Eu franzo minhas sobrancelhas e balanço minha cabeça. — Foda-se, sim, eles olham! Você apenas não percebe, e eles são muito covardes para falarem com você. Nenhum homem quer dar a uma mulher o poder de esmagar seu ego, e baby, odeio dizer isso, porque eu gosto que você não perceba como você é linda, mas você é o tipo de mulher que poderia fazer um homem sentir como se ele tivesse tudo isso ou sentir como se não tivesse absolutamente nada. Prendo a respiração; não posso acreditar que ele disse isso. Eu não sou estúpida. Sei que sou considerada atraente, mas nunca ninguém me fez sentir como ele fez com essas poucas palavras. — Quer café? — Ele pergunta como se simplesmente não tivesse virado meu mundo de cabeça para baixo. Eu olho para o relógio, vendo que tenho tempo, então aceno uma vez, andando o resto do caminho até a cozinha. — E alguma torrada? — Sim, obrigada. Sento em uma de suas banquetas e vejo como ele se move pela cozinha, primeiro colocando o pão na torradeira, em seguida, pegando um copo de café e me derramando um pouco. Ele pega o leite da geladeira e levanta-o em questionamento; quando aceno, ele derrama um pouco na caneca e depois faz o mesmo com o açúcar. Quando termina, ele coloca o copo na minha frente. Em seguida, ele pega a torrada, passa manteiga, e coloca-a na minha frente, onde estou sentada na ilha. — Você tem mel? — Pergunto, pegando um pedaço de torrada. — Claro, baby, — diz ele, entregando-me uma garrafa de mel em forma de urso de um de seus armários antes de voltar a sentar-se ao meu lado. — Você decorou? — Pergunto, despejando uma porção gigante de mel em um dos pedaços de torrada. Eu amei a sua casa; estou surpresa com o quão bem está decorada. Todo o seu mobiliário é moderno e estiloso. Na sala de estar, há um carpete preto e um sofá de camurça cinza-escuro com almofadas pretas e vermelhas, e a TV com mesas de centro, mesas laterais e todos com o mesmo acabamento em preto lacado. A cozinha é toda de madeira escura e granito preto, com brilhantes utensílios de aço inoxidável. Até mesmo em seu quarto, a mobília foi bem colocada. Eu podia vê-lo em tudo, mas tive dificuldade em acreditar que ele decorou-a por conta própria.


— Não, Liz decorou, — diz ele tão carinhosamente que meu estômago cai. Eu o observo tomando um gole de café; nunca pensei que ele poderia ter uma namorada. Oh, merda – e se ele ainda tiver uma namorada? Meu estômago revira, e largo o meu pedaço de pão no meu prato. — Liz é minha cunhada, — diz ele, pegando-me desprevenida. Viro-me para olhar para ele. Ele tem um olhar em seu rosto que me faz sentir uma idiota. — Eu gosto desse olhar em você, no entanto. — O quê? — Olho para longe, tentando esconder o rosto com o meu cabelo. — Você, parecendo ter perdido alguma coisa... mas só porque você pensava que era eu. — Você está cheio de si, — digo, tentando disfarçar como realmente me sinto. — Não. Sei que eu quero você. Agora, vendo aquele olhar, eu sei que você sente o mesmo, — diz ele tão seriamente que seguro minha respiração por um segundo, antes de recuperar. — Posso não ter qualquer experiência de namoro, mas tenho certeza que isso, — eu digo, apontando entre nós dois, — não é normal. — Balanço minha cabeça. — Baby, se eu fosse normal, você não estaria sentada aqui agora. Estaria no trabalho ou em casa fazendo o que você faz todos os dias após me empurrar pela primeira vez, — diz ele, tomando outro gole de café. Ele está certo. Odeio que ele esteja certo. Odeio ser tão transparente para alguém que é virtualmente um estranho. Tudo que Maggie disse continua correndo pela minha mente – o que me faz lembrar que eu não liguei para ela após o jantar da outra noite. Olho para Nico e meu estômago cai. Não acho justo explorar esta coisa com ele quando nem tenho certeza de quem eu realmente sou. Seus olhos encontram os meus, e ele balança a cabeça. — Não sei o que acontece nessa linda cabecinha sua, mas sei isto – você corre e eu te encontrarei. — O que você está falando? — Pergunto nervosamente. — Diga-me uma coisa, — diz ele, voltando-se para mim, me enjaulando com os joelhos. — O que você sente quando estamos juntos? Eu quero dizer, Segura, mas sei que soa estúpido, então mantenho minha boca fechada. — Diga, — ele insiste, inclinando-se para mim.


— Eu... eu não sei. — Olho para as minhas mãos. — Você sabe. Diga, — ele exige. — Segura, — sussurro, ainda olhando para as minhas mãos. Sinto seus dedos em meu queixo quando ele levanta o rosto para que os nossos olhos se encontrem. — Você está segura comigo, Sophie. — Seus dedos correm ao longo da minha mandíbula. — Vamos explorar essa coisa entre nós. Levar tão lentamente quanto você precisa, mas você não me afastará. Não dará certo. Você me empurra, e eu empurrarei de volta. — Há muita coisa que você não sabe, — digo a ele, olhando por cima do ombro antes de encontrar seus olhos de novo. — Sim. — Ele balança a cabeça, seu polegar correndo sobre meu lábio inferior. — Mas nós temos tempo. Hoje à noite, eu farei o jantar aqui e nós podemos trabalhar em conhecer um ao outro. — Claro. — Eu suspiro, começando a entender algo sobre ele, ele é implacável. — Termine a sua torrada, — diz ele, pegando o café e se afastando um pouco de mim, suas pernas ainda me prendendo. Começo a comer de novo, tentando não pensar na maneira que se sente cada vez que sua mão fricciona o meu braço ou as costas, como se ele não podesse parar de me tocar. Termino minha torrada, então coloco o meu dedo na minha boca para chupar o mel restante. Começo a colocar o polegar na boca quando ele agarra meu pulso, trazendo a minha mão para a boca, e os seus olhos encontram os meus enquanto os lábios se fecham em torno meu polegar. Estou paralisada. O espaço entre as minhas coxas começa a formigar. Mordo meu lábio para evitar o gemido que sinto na minha garganta. Assisto fascinada enquanto ele puxa meu polegar da boca, colocando um beijo leve na ponta, e eu juro que sinto isso no meu clitóris. — Doce. — Ele se inclina, colocando um beijo em meus lábios antes de pegar meu prato e entrar na cozinha, deixando-me em uma bagunça pegajosa sentada na banqueta. Estou com as pernas trêmulas, respirando fundo antes de caminhar até a minha bolsa no sofá.


— Você tem tudo? Concordo; não consigo mais falar. — Vou levá-la lá fora. — Ele coloca a mão na parte inferior das minhas costas, me levando para a porta da frente. Ele abre-a, e paro para olhar para ele. — Obrigada por... você sabe... na noite passada... e esta manhã, — eu digo, minhas bochechas esquentando, fazendo-me sentir uma idiota. — De nada. — Ele sorri antes de abaixar a cabeça para me beijar. Eu me inclino para ele, amando o que sinto quando ele está tão perto de mim. Ele puxa a boca para longe após apenas um pequeno toque dos lábios, deixando-me desiludida. — Baby, tanto quanto eu quero realmente te beijar, eu não posso. Estou pendurado por um fio muito curto e sei que, se eu te beijar como quero, você não irá para o trabalho, e nós faremos um monte de coisas que você não está pronta. — Oh, — sussurro, lendo seu rosto. — Agora, vamos lá antes de todas as minhas boas intenções saírem pela janela, — diz ele com mais um beijo curto. — Ok. — Mordo o lábio para não sorrir, gostando de saber que eu o afeto tão profundamente. Viro, saio pela porta e desço as escadas, e caminho para o meu carro. Começo a virar-me para acenar, mas me assusto quando topo com seu sólido peito, ainda nu. — Você não tem uma camisa, — eu digo com voz trêmula, olhando ao redor e me perguntando quantas mulheres espreitam através das suas cortinas tentando obter um vislumbre dele. — E? — Ele pergunta, deslizando minha chave do carro da minha mão e abrindo a minha porta. — As pessoas podem vê-lo. — Baby? — Suas sobrancelhas se juntam em confusão. — Nico? — Ouço uma voz feminina chamar, e viro minha cabeça e vejo quando uma mulher com cabelo preto puxado em um rabo de cavalo alto, calções cor de rosa, e um moletom rosa aberto para mostrar os seios dela atravessa o gramado para a entrada de automóveis de Nico. — Oh Deus, estou tão feliz que peguei você! — Ela grita, suas longas unhas postiças cavando em seu braço. —


Henry saiu esta manhã e a maldita pia em nosso banheiro não fecha. Você pode vir e olhá-la? Não posso evitar, mas olho para ela. Ela fala sério? Vejo como seus olhos viajam sobre o corpo dele e ela lambe os lábios. É quando tive o suficiente. — Eu sinto muito, mas você pode nos dar um segundo, por favor? — Pergunto com o meu sorriso mais doce antes de pegar a mão de Nico para que eu possa arrastá-lo para dentro de casa sem lhe dar uma escolha. — O que você está fazendo? — Ele pergunta quando abro a porta da frente. Daisy começa a enlouquecer como se estivesse sozinha por um ano em vez de apenas alguns minutos. Nem sequer paro para me explicar. Vou para o quarto do lado contrário ao que eu dormi na noite passada, sabendo que é de Nico. Então abro a porta e olho ao redor. Vendo sua cômoda, eu ando com ele e começo a abrir gavetas. — Sophie? — Só um segundo, — digo, finalmente encontrando uma gaveta com camisas e tirando a primeira que minha mão acerta. — Aqui. Coloque isso, — exijo, empurrando a camisa para ele. Quando ouço sua risada, eu me viro para vê-lo sorrir, e não é um sorriso normal. Isso é quando percebo o que eu fiz. — Terminou? — Pergunta, seus dedos correndo ao longo da minha mandíbula. Não posso falar; não posso nem olhar para ele. É oficial, estou louca. — Um... — murmuro, olhando por cima do ombro. Sua mão no meu rosto traz meus olhos de volta para ele. — Você é realmente muito bonita quando fica toda territorial. Não posso acreditar que eu apenas o arrastei para dentro para obter uma camisa. Nem sequer pensei, eu só odiei essa mulher olhando para ele como se fosse sua próxima refeição. — Um... — murmuro novamente. — Você está tornando realmente difícil não te beijar, — ele geme antes de dar um passo para trás e puxar a camisa sobre a cabeça. — Tudo bem, vamos tentar isso de novo, — diz ele, pegando a minha mão e me levando de volta para o meu carro. A mulher, Deb, ainda está aqui; seus olhos vão para nossas mãos e estreitam antes de levantá-los e rebocar um sorriso no rosto.


— Deb, esta é a minha namorada, Sophie. — Meu estômago vira ao ouvir a palavra namorada. Eu não vou corrigi-lo na frente de Deb. — Sophie, esta é Deb. Ela mora ao lado e vigia Daisy quando estou fora da cidade. — Oh, isso é tão simpático da sua parte, Deb, — digo, meu sorriso corresponde ao dela em falsidade. — Não sabia que você tinha uma namorada. — Ela tira os olhos de mim, olhando para Nico. — Não tenho tempo para olhar a sua pia hoje, Deb, — diz ele, ignorando seu comentário. — Sophie vai trabalhar e tenho algumas coisas para fazer. Você deve ligar para o George e ver se ele pode passar por aqui. — Ele abre a porta do carro, esperando enquanto eu entro. Já estão 26 graus, então ligo o meu carro e viro a chave para reverter a capota. — George sempre leva uma eternidade para chegar aqui. Tem certeza que não pode vir e dar uma olhada rápida? — Ela faz beicinho. — Desesperada demais? — Murmuro para mim mesmo ao amarrar meu cabelo em um rabo de cavalo. Olho para Nico, que me observa de perto com um pequeno sorriso no rosto. — Eu te vejo hoje à noite para o jantar, baby. Basta vir aqui quando sair, — diz ele, inclinando o corpo para o meu carro. — Ok, — eu sussurro; hipnotizada pelas manchas de ouro em seus olhos, o jeito que ele olha para mim, e a forma como o meu peito se sente cada vez que ele me chama de baby na sexy voz profunda dele. Ele se inclina mais, sua boca tocando a minha. Quando ele vai se afastar, eu capturo sua cabeça com as minhas mãos em seu cabelo, segurando-o para mim e tendo o beijo que eu queria antes. Ele rosna em minha boca, sua mão na porta indo para o meu joelho, então na minha coxa debaixo da minha saia. A minha pele formigando onde ele toca. Sinto um dedo deslizar na costura da minha calcinha, fazendo-me suspirar e puxar minha boca da dele. Nossos olhos se encontram, e seu dedo viaja sobre a costura novamente, desta vez com um pouco mais de pressão. — Isto será meu, doce Sophie. — Eu lambo meu lábio inferior, e sua boca volta para a minha em um macio toque provocador antes de se afastar. Ele olha


para mim antes de se erguer. — Vejo você mais tarde, baby. — Ele sorri e bate a porta do meu carro antes de dar um passo para trás. — Tenha um bom dia. Bye, Deb, — digo com alegria e sorrio. Ele balança a cabeça e sorri ainda mais. Eu dou ré para sair da garagem antes de colocar meu carro na rua e decolar, vendo pelo espelho retrovisor ele dizer algo a Deb, e ela aparentemente implorar. Eu balanço minha cabeça. Não posso culpá-la; eu imploraria também. Viro o meu olhar no espelho para mim e sorrio. Felizmente para mim, não preciso implorar. Então penso em tudo o que passei e quanta ajuda que preciso, e decido que hoje é o dia. Não posso adiar por mais tempo. Se eu quero estar com Nico – e eu definitivamente quero estar com Nico – preciso tentar me consertar. *~*~* Eu empurro Nico em suas costas e subo em cima dele, minha boca vai ao pescoço e minhas mãos para cima de sua camisa. Eu amo tudo que ele me mostra sobre amasso. Sinto a suavidade de sua pele sob as palmas das mãos e quero mais, então puxo sua camisa sobre a cabeça antes de pressionar meus quadris para baixo, sentindo sua ereção bater perfeitamente cada vez que movo meus quadris. Ele geme, e suas mãos deslizam para cima sob a minha camisa, arrastando-a para cima e sobre a cabeça. Sento-me de volta para que ele possa abrir o sutiã. Sua boca se move para o meu pescoço, mordiscando e lambendo enquanto sua mão abre meu sutiã. — Você tem os mais belos peitos. Suas palavras causam um gemido que sobe da minha garganta enquanto seus lábios travam ao redor de um mamilo, a mão livre puxando o outro. Minha cabeça cai para vê-lo. Sua mão viaja pelas minhas costas e no meu jeans, agarrando minha bunda e me pressionando mais forte nele, fazendo-me gemer novamente. — Por favor, — eu gemo, jogando a cabeça para trás. Ele nos rola, assim estou debaixo dele. Sua mão se move para frente da minha calça jeans. O som do meu zíper sendo puxado enche meus ouvidos. Em


seguida, os dedos, pressionam dentro de mim, fazendo-me levantar minha cabeça e agarrar seu lábio inferior com os dentes. — Você está tão molhada – molhada pra caralho. Não posso esperar para afundar em sua pequena boceta apertada e ter você pingando em torno de mim, segurando-me firmemente enquanto te fodo forte. — Isso é outra coisa que aprendi sobre mim mesma, quanto mais sujo ele fala, mais quente eu fico. — Quero que você goze para mim, Sophie. Eu quero sentir sua apertada, pequena boceta quente puxar meus dedos profundamente dentro de você. — Nico! Oh... Deus... — choramingo; meus dedos cavando em seu braço. — Goze para mim, doce menina, — seus lábios sussurram em meu ouvido. Meus quadris levantam; meus calcanhares escavam na cama enquanto desmorono; meu orgasmo me levando para outro mundo antes de me mandar de volta para a terra. Quando volto para mim, estou embrulhada apertada em seus braços com a minha cabeça pressionada em seu peito. — Está bem? Aceno, ouço seu coração bater rapidamente contra a minha orelha. — Você está bem? — Nunca estive melhor, — ele me diz com sinceridade. — Mas você... — eu começo a dizer que ele não gozou. Na verdade, desde que começou a me apresentar ao sexo, ele nunca sequer tirou a calça. — Nós chegaremos a isso, baby. Mas, por agora, é sobre você. — Eu quero fazer você se sentir bem também, — digo a ele, enterrando meu rosto em seu peito. — Assistir você gozar me faz sentir bem, — diz ele acariciando meu cabelo. — Eu quero te tocar. Você nunca me deixa tocar em você, — lamento. — Você vai, um dia, mas agora, preciso manter meu menino longe de você. É importante que eu tome meu tempo com você. Quero que você esteja pronta quando finalmente formos para lá. Se você me tocar, todas as minhas boas intenções sairão pela janela, — explica. — Tudo bem, — eu faço beicinho. Estou feliz por ele me dar tempo para me acostumar com as preliminares e o acúmulo de sentimentos até o sexo, mas ainda quero tocá-lo como ele me toca.


— Você é adorável quando faz beicinho. — Ele sorri antes de me beijar. — Então, como foi seu dia? Você foi para sua reunião? — Pergunta ele, passando a mão ao longo das minhas costas. — Sim. — Eu prendo a respiração. Ele não sabe o tipo de reuniões que eu vou. Nunca disse a ele o que aconteceu comigo; não quero que ele pense que eu sou contaminada ou alguma coisa, embora eu saiba que é estúpido se sentir assim. Eu só disse a ele que vou a reuniões para ajudar com a perda de minha mãe. Eu me sinto mal por mentir, mas não sei como dizer para ele o que as reuniões realmente são. Comecei a ir às reuniões há dois meses, coletando todas as informações desde o primeiro dia em que ele me chamou de sua namorada, e indo uma vez por semana desde então. Gosto de conversar com um grupo de mulheres que entende o que eu sinto, embora eu me sinta meio que uma impostora sentada com elas. As coisas que a maioria delas já passou faz-me sentir fraca. — Sabe, se quiser conversar comigo sobre como você lida com a perda de sua mãe, eu estou aqui para você. — Ele me abraça mais perto, a bola de culpa no meu estômago ficando mais pesada a cada segundo. — Eu sei. Obrigada, — boto pra fora. — Estou com sono, — sussurro, querendo fugir de falar. — Vou pra casa. — Fique comigo. — Ele me abraça de novo, fazendo-me sentir mal. — Você não trabalha na escola amanhã. Nós podemos dormir. Eu quero isso. Quero dormir ao lado dele para que ele me segure e me faça sentir melhor, mas eu simplesmente não posso. — Acho que eu deveria ir para casa, — repito mais suavemente desta vez. — Tudo bem, doce Sophie, — ele sussurra, fazendo-me sentir pior. Ele sempre faz exatamente o que eu quero; ele nunca me empurra. — Obrigada. Saio da cama e coloco meu sutiã e camisa antes de vê-lo puxar a camisa por cima da cabeça novamente. Ele me segue para a sala, pegando suas chaves. Ele sempre me segue para casa quando estou aqui até tarde. Ele entra na minha casa para verificar tudo e depois me beija antes de sair, me dizendo para trancar atrás dele e me lembrando de ligar o alarme. — Eu realmente gostaria que você ficasse, — diz ele suavemente.


— Só preciso de tempo, — digo a ele. Ver o olhar em seu rosto me faz querer chutar meu próprio traseiro, mas não sei o que fazer; eu me sinto presa. — O quanto você precisar, Sophie. — Ele me dá as chaves. Espero que ele não esteja mentindo e não desista de mim. Quero ficar melhor; odeio machucá-lo. Eu vou até ele, passo os braços ao redor da cintura antes de levantar-me na ponta dos pés, puxando sua boca para a minha por um beijo. Eu tento dizer tudo com aquele beijo. Quando me afasto, ele olha para mim e posso ver que ele procura meus olhos, tentando entender. Eu gostaria de me entender. — Tudo bem. Vamos te levar para casa. — Ele beija minha testa antes de levar-me para o meu carro. Mordo minha bochecha todo caminho de casa, e mordo mais forte quando ele me dá um beijo de boa noite. Quando a porta finalmente se fecha atrás dele, deixo cair as lágrimas que tenho segurado.


CAPÍTULO 06

Silenciosamente abro a porta da minha casa, não querendo acordar Sophie, que ficou para cuidar da Daisy. Estamos juntos há alguns meses agora. Estou apaixonado pela sua bunda louca, mas apenas Kenton e Asher sabem sobre ela. Isto não é por escolha; eu quero que a minha família a conheça. No dia em que Asher descobriu sobre Sophie, ele, Kenton e eu passamos a manhã movendo a merda da ex de Kenton para a casa dela. Assim que voltei para a minha casa, Kenton e Asher pegaram uma garrafa de Jack do meu armário, alegando que brindariam a cadelas loucas. Kenton olhou para mim e então sorriu, nesse momento eu sabia que ele começaria alguma merda. — Como vão as coisas com Sophie? — Ele perguntou, e Asher olhou para mim com uma expressão em seu rosto que dizia que-porra-ele-está-falando. — As coisas estão bem, — eu rangi. Kenton sabia que eu tinha minhas razões para não dizer a minha família sobre Sophie ainda. — Quem é Sophie? — Asher perguntou a Kenton, completamente me cortando da conversa. — Quem é Sophie? Agora, não é a pergunta de um milhão de dólares? — Perguntou Kenton, batendo no queixo. — Quem é Sophie? — Asher voltou sua atenção para mim, e olhei para Kenton, que deu de ombros antes que eu olhasse para Asher. — Sophie é... — Sophie é o boom dele, — disse Kenton, me cortando e rindo como se esta fosse a merda mais engraçada do mundo todo. — O quê? — Perguntou Asher, incrédulo.


— É verdade. Por que você acha que ele tem pegado trabalhos mais perto de casa e não vai ver vocês tão frequentemente? — Jesus, precisamos ir à loja assim que eu possa para comprar alguns absorventes de merda para você? — Rosnei para Kenton. — Em algum momento, você precisa dizer às pessoas o que está acontecendo, — disse ele, fazendo meu temperamento aumentar. — E eu vou, quando estiver pronto, porra. — Por que você não disse nada? — Asher perguntou, e eu podia vê-lo entrando em modo irmão mais velho. Balancei minha cabeça antes de olhar para ele novamente. — As coisas com Sophie não são fáceis, e preciso de tempo antes de trazê-la ao redor de todos. — Nós somos sua família. — Sim, e eu vou levá-la. Só ainda não, — disse com firmeza. — Mamãe vai enlouquecer, — disse Asher, sorrindo. Sorri de volta. Ele está certo; minha mãe ficará feliz como o inferno por eu me estabelecer, mas ela enlouquecerá por eu não dizer nada para ela. Eu sei que a minha mãe vai adorar Sophie, e isso me mata cada vez que preciso ir para casa dos meus pais sem ela. Sou trazido de volta ao presente por Daisy, que pula a meus pés. — Ei, menina. — Eu deixo cair a minha bolsa no chão antes de agachar para pegá-la. — Você foi uma boa menina enquanto estive fora? — Pergunto, virando-a de costas para que possa esfregar sua barriga. Quando entro na cozinha, eu vejo a nota que Sophie deixou sobre o balcão. Como sempre, se sabia que eu chegaria em casa tarde, ela deixava uma nota informando onde eu poderia encontrar o jantar. — Você está em casa. Viro-me ao ouvir o som de sua voz para vê-la de pé na abertura da cozinha. Ela usa uma de minhas camisas, seu cabelo está preso, e seu rosto livre de maquiagem. Eu amo que ela fica aqui quando estou fora da cidade. Amo ainda mais que ela use as minhas camisas na cama quando estou fora. — Estou. — Eu me viro e ligo o micro-ondas. — Você está bem? — Ela pergunta em voz baixa.


Tomo um segundo, tentando pensar em uma maneira de responder a essa pergunta. Estou bem? Porra nenhuma. Eu quero falar com ela sobre por que não estou bem? Mais uma vez, porra nenhuma. Eu me viro para olhar para ela. Jesus, ela é tão bonita, que porra, apenas olhar para ela faz meu intestino ficar apertado. Eu quero fazer o que ela precisa. Sempre desejo que ela seja feliz. Ela me disse que precisa de tempo, que está tentando trabalhar com algumas coisas de seu passado. Eu entendi aquilo. Sei que sua mãe morreu quando ela era jovem, e sei que deve ter deixado uma cicatriz nela. Ela se abriu para mim sobre algumas coisas, mas um monte de informações que ela compartilhou sobre seu passado ou é de antes da morte de sua mãe ou depois que ela saiu de casa e foi para Job Corps. Há um enorme pedaço de tempo que ela sempre esconde. Sei que tudo o que ela está escondendo é a coisa que nos mantém em um impasse. Quero estar com ela; quero um futuro com ela, mas preciso que ela queira isso também. É por isso que ontem à noite, após finalizar a ligação com ela, eu liguei para Justin e tive que fazer uma verificação profunda – também conhecida como uma extensa pesquisa de antecedentes – nela. O que eu nunca esperava era ele me contar sobre um relatório da polícia, diretamente antes dela ser emancipada de seu pai, pouco depois da morte de sua mãe. — Venha aqui, — digo a ela, colocando Daisy no chão. — O que há de errado? — Ela se mexe em seus pés, não olhando para mim. — Venha aqui, Sophie, — repito mais firme desta vez. Estendo minha mão, e ela finalmente caminha para mim, seus passos lentos e inseguros. — Sinto que algo está errado, — ela sussurra, procurando o meu rosto quando minha mão envolve a dela puxando-a para mim. — Nós precisamos conversar. — Oh, não, — ela sussurra. Eu a levanto, colocando-a sobre o balcão, onde estou entre suas pernas, não dando qualquer espaço para ela correr quando falo o que tenho a dizer. — Preciso te contar uma coisa. — Ok. — Ela balança a cabeça, as mãos fechadas em punhos nas coxas. — Eu verifiquei seu passado alguns meses atrás. E mais uma vez ontem. — O quê? — Ela respira, arregalando os olhos.


— Você não vai se abrir para mim, Sophie. — Não posso acreditar que você fez isso! — Você não me deu muita escolha, — digo calmamente. — Não dei? — Ela pergunta, estreitando os olhos. — Não, você não deu, — rosno. — Você não pode simplesmente me forçar a falar com você. — Ela empurra meu peito. — Eu não estou forçando você, — argumento, não me mexendo. — Você verificou meu passado, seu idiota. O que você chama isso? — Precisava saber com o que estou lidando, — explico. — Não se preocupe com isso. Você não precisa lidar mais! — Ela grita, empurrando meu peito, tentando sair do balcão. — Pare. — Agarro seus pulsos, levando-os a suas costas e prendendo-a. — Sem mais besteira, Sophie. Fale comigo. Preciso que você me diga o que aconteceu, — eu digo, suavizando a minha voz. — Acho que é estúpido, — ela diz baixinho, seu corpo finalmente caindo contra o meu. — O quê? — Pergunto surpreso. — Agora que eu fui ao meu grupo e ouvi histórias de outras mulheres que foram realmente machucadas, a minha história parece estúpida, — ela diz baixinho. — Não é estúpida. — Eu a pego do balcão, e suas pernas envolvem em torno de meus quadris quando a levo pelo corredor até o meu quarto. — O que você está fazendo? — Ela pergunta quando a coloco na cama, em seguida, subo ao lado dela. — Nós vamos conversar. Você vai me dizer o que aconteceu, — afirmo. — Sabe, eu realmente não gosto quando você ignora completamente o que eu digo. — Ok, baby. Fale comigo, — digo a ela, ajustando-a de modo que estamos face a face. — Gahhhh, você é tão chato, — ela lamenta. — Fale, Soph. — Tudo bem. — Ela suspira, fechando os olhos.


Ouço em silêncio, correndo a mão pelo cabelo enquanto ela me diz tudo que eu já descobri com relatório policial dela. Ouvi-lo de sua boca me tem pronto para matar alguém, e quando ela terminou de falar, eu já tenho planejada mentalmente minha viagem a Seattle. — Então, viu, realmente não é tão ruim assim, — diz ela, olhando para mim. Sei que poderia ter sido muito pior, mas também sei que o que aconteceu com ela mudou o curso de sua vida ainda mais do que já tinha quando ela perdeu a mãe. E mesmo se ela não quiser admitir isso, eu sei que a perda de sua mãe quando era muito jovem tem muito a ver com ela evitando qualquer tipo de relacionamento com as pessoas. — Sophie, o que aconteceu com você foi ruim, — confirmo. — Não é tão ruim quanto poderia ter sido, — diz ela suavemente. — Sempre soube que poderia ter sido pior, mas nunca entendi o quanto. Depois de ouvir o que aconteceu com algumas das mulheres no meu grupo, eu entendo agora, e sou ainda mais grata. Odeio ter sido tão fraca. — Você fez o que precisava fazer para se proteger. — Eu não fiz, no entanto. Eu me escondi na minha casa, com medo de conhecer novas pessoas ou mesmo namorar. — Você se mudou para outro estado sozinha, — eu a lembro. — Só porque queria comprar uma casa. — Você pode dizer que fez isso porque queria comprar uma casa, mas acho que você fez isso porque estava pronta para mudar sua vida. Você é muito mais forte do que se dá crédito. — Não sei, — ela murmura, nervosamente brincando com o bolso da minha camisa. — Eu sei. Olha como você é comigo. — Você é doce. — Ela sorri, correndo os dedos ao longo da minha mandíbula. Estou feliz que ela me vê dessa maneira; nunca quero que ela tenha medo de mim — Está tentando arruinar minha reputação na rua? Ela não responde. Só olha para Daisy, que agora se aninhou entre nós. Quando os olhos dela sobem, os meus estreitam sobre ela. — O que? — Ela sorri. — Está tentando dizer que o meu cão não é durão?


— Um... — ela começa a rir, — nunca disse nada parecido com isso. — Você disse tudo com seus olhos. — Eu não fiz. Juro! — Ela ri, e passo um dedo do centro do rosto, sentindo meus olhos suavizarem antes de me inclinar para beijá-la. — Você é muito mais forte do que pensa, e é por isso que, amanhã, nós vamos à casa dos meus pais. — Eu não posso, — diz ela, e paro de falar sobre isso. Eu a rolo em suas costas, fixando-a debaixo de mim. O peito dela começa a subir e descer rapidamente, e deslizo para o lado, segurando suas mãos. Meus olhos ficam presos aos dela conforme deslizo lentamente a minha camiseta que ela está usando até que os seios dela estejam expostos. Venho gradualmente ensinando-a sobre sexo. Quando tomá-la pela primeira vez, eu quero que ela saiba o que esperar. Desejo que ela nunca tenha medo de mim por qualquer motivo. — Jesus, — sussurro, olhando para os seios dela – grandes, e mais de uma mão cheia, mamilos duros e rosa escuro. Eu me inclino para frente, puxando primeiro um depois o outro em minha boca, lambendo e mordendo. Seu corpo começa a mexer sob o meu, seus gemidos cada vez mais altos, suas unhas cavando em meu couro cabeludo. — Quer que eu faça você gozar? — Pergunto, mordendo seu mamilo enquanto aperto o outro. — Sim, — ela geme, pressionando a cabeça no travesseiro, seu corpo arqueando. Aperto o peito antes de correr a palma da mão em seu estômago ao longo da borda de seus shorts e mergulhando, meus dedos encontrando pele suave todo o caminho. Sabendo que ela está completamente nua me faz ranger os dentes. Deslizo o dedo sobre o clitóris, circulando enquanto assisto seu rosto; seus olhos se abrem e encontram os meus. Ela parece linda assim – o rosto corado, o lábio inferior dobrado entre os dentes, seus seios subindo e descendo rapidamente. Deslizando mais o dedo, entro lentamente, estudando sua expressão. Ela está tão apertada e úmida que o meu pau já duro salta, querendo ver por si mesmo como ela se sentiria envolvida em torno dele. — Oh Deus, Nico, — ela geme, fechando os olhos novamente. Começo a mover o dedo um pouco mais rápido, e então adiciono outro, usando o meu polegar para pressionar e rolar seu clitóris. Quando chupo o mamilo


em minha boca, ela grita enquanto sua boceta puxa meus dedos mais profundos, o corpo moendo na minha mão antes de balançar e ficando mole. — Santa merda, — ela respira, abrindo os olhos. Eu me inclino para beijá-la, meus dedos ainda entre suas pernas movendose em lentos empurrões. Gentilmente puxo meus dedos para fora antes de trazêlos para minha boca, lambendo-os e beijando-a mais uma vez. — Você é linda pra caralho, baby, mas ver você gozar é alucinante. Sua cabeça vem para frente, seu rosto entrando em meu pescoço. Eu a seguro por alguns minutos, apenas apreciando seu cheiro e a sensação dela dobrada perto de mim. — Preciso comer. — Eu observo seus olhos aquecerem. — Comida, baby, — digo a ela, sorrindo antes de colocar sua camisa e puxá-la da cama. — Mas... eu quero tocar em você, — diz ela, puxando contra a minha mão que a puxa para a cozinha. — Você vai, apenas não esta noite, — digo a ela, lutando para controlar o meu corpo. — Por que não? — Preciso comer, e amanhã, nós teremos um dia ocupado quando eu apresentá-la a minha família, por isso precisaremos de uma boa noite de sono. — Eu não estou pronta, — ela choraminga, e apenas balanço minha cabeça, guiando-a pelo corredor. — Não falarei mais sobre isso. Você encontrará a minha família, — afirmo. — Mas... — Sem mas, baby. Já passou da hora. — Eu a conduzo até a cozinha, onde aqueço a comida que ela deixou para mim pela segunda vez. Ela observa em silêncio; posso ver as rodas girando em sua cabeça. — O que acontece nessa sua cabeça? — Não posso encontrar a sua família, — ela diz baixinho. — Sim, você pode, e você vai. — E se eu tiver um colapso ou algo assim? — Eu estarei lá com você, — digo, olhando-a diretamente nos olhos. — Sua família pensará que eu sou louca. — Ela balança a cabeça. — Eles são loucos, então nem vão perceber que você é louca.


— Eu não sou louca. Não diga isso. — Ela bate meu braço. Agarro a mão dela, trazendo-a para minha boca e beijando-a. — Sophie, relaxe. Eles vão te amar, — digo suavemente. — Como você sabe disso? — Eu só sei. Nós nos sentamos na cozinha enquanto eu como e ela me observa de perto. Quando termino, voltamos para o meu quarto. Ela vai para a cama, enquanto faço o trabalho rápido no chuveiro antes de puxar um moletom e subir na cama com ela. — Ficará tudo bem, — eu a tranquilizo, beijando o topo de sua cabeça e puxando-a para perto de mim. — Ok, — ela diz baixinho. Escuto a respiração, antes de segui-la no sono. Quando acordo, o sol está apenas começando a brilhar através da janela. Olho em volta, vendo que Sophie não está na cama; escuto, tentando ver se posso ouvi-la em algum lugar da casa. — Soph? — Eu chamo, e nada. Sinto minhas sobrancelhas juntarem, e sento na cama. — Soph? — Chamo de novo, e desta vez, Daisy entra no quarto. Assim é quando eu sei que ela fugiu. Saio da cama, ando até a cozinha. A casa está tranquila; sua bolsa, que estava no bar na noite passada, agora se foi, junto com suas chaves. — Foda-se, — sussurro, passando minhas mãos pelo meu rosto. Não posso acreditar que dormi enquanto ela saía. Sempre fui de ter o sono leve, e na única vez em está merda viria a calhar, eu porra dormi como os mortos. Volto para o quarto, pego meu telefone, e bato discar em seu número. Quando vai direto para o correio de voz, minha pressão arterial começa a subir. — Ligue para mim, — exijo em seguida, atiro o meu telefone na cama antes de puxar um par de jeans, uma camisa e botas. Uma vez vestido, eu vou para a cozinha, alimento Daisy e pego as chaves para a minha moto, vou para a minha garagem, puxo a lona da minha Harley, e ligo antes de usar os pés para apoiá-la e sair da garagem. Paro na casa dela primeiro, sabendo muito bem que ela não estaria aqui. Saio da minha moto e entro usando a chave que ela me deu há algumas semanas.


Ela tinha uma chave da minha casa quase desde o início. Depois do nosso primeiro encontro com minha vizinha, Sophie decidiu que ela deveria cuidar da Daisy quando eu saísse da cidade. Estou bem com isso; Deb é inofensiva, mas ainda assim, se isso faz Sophie se sentir mais segura, eu estou bem. Entro na sua casa, vendo que tudo é o mesmo como sempre é. Ela mantém a sua casa em ordem, exceto o quarto dela, que, como de costume, tem roupas e sapatos espalhados por todo o lugar. Eu olho em volta, tentando avaliar se ela voltou aqui desde que deixou a minha casa. Sua bolsa está na cama, e dou alguns passos e a abro. A primeira coisa que vejo é minha camisa. Eu balanço minha cabeça, procuro por mais alguns segundos. Não encontrando nada de útil, enfio tudo de volta antes de sair para procurar pela cidade. Quanto mais procuro, mais chateado fico. Liguei para ela o dia todo, e ela não respondeu ou retornou minhas ligações. Mais horas que passam sem ouvi-la, eu fico mais tenso e preocupado. Quando deixei sua casa esta manhã, coloquei um pedaço de fita sobre a borda da porta para me deixar saber se ela voltou para casa, e até agora, ela não voltou. Decido ir para casa e alimentar Daisy antes de voltar para Sophie e acampar até que ela chegue lá. Olho para o relógio na parede quando a porta se abre. É depois das três da manhã. Ergo-me no sofá, vendo-a colocar sua bolsa no chão, perto da porta, em seguida, tirar seus sapatos para que eles voassem em direção ao seu quarto. Quando finalmente me vê, ela grita e se afasta da porta fechada, segurando o peito. Noto que seus olhos estão vermelhos e inchados. Sabendo que ela chorou o dia todo sobre alguma merda que ela se convenceu só me irrita mais. — O que você faz aqui? — Pergunta, empurrando a mão pelo cabelo. — O que faço aqui? É realmente a pergunta que você quer fazer agora? — Minhas sobrancelhas se unem. — Olha, me desculpe, mas acho que não devemos nos ver mais, — ela diz quando me levanto. — Você acha que não devemos nos ver mais, — repito, caminhando em direção a ela em passos medidos. — Isso é o que eu disse. Eu só... Eu só acho que isso não está dando certo, — ela gagueja, não olhando para mim, provavelmente se perguntando se poderia fugir.


Meus olhos estreitam sobre ela antes de responder. — Você é minha, Sophie. Não dou a mínima para o que você pensa ou qual desculpa você tente me dar, mas você é minha. — Solto um grunhido quando a pressiono contra a parede. Estou tão chateado que não posso nem ver direito. — Você escapou da minha cama, em seguida, da casa. Você sabe como estive preocupado? — Você não deveria ter ficado, — diz ela com voz trêmula. — Eu não deveria estar preocupado com a minha mulher quando ela foge da minha cama e fica fora até às três da manhã? — Bem... eu... — ela tenta desviar o olhar, então eu forço o rosto de volta para o meu com minha mão em sua mandíbula. — Isso foi fodido, — digo a ela, pronunciando as duas últimas palavras claro e lentamente. — Sinto muito. Eu só acho que isso não está dando certo, — ela tenta novamente. — Você já disse isso, e é besteira. Você está com medo e usa como uma desculpa para me afastar. Eu te disse antes. Você corre, eu persigo. — Você está louco, — diz ela, tentando se libertar. — Provavelmente, mas isso não muda o fato de que você é minha. Cansei da sua besteira, Sophie, — rosno em seu ouvido, o meu aperto nela aumenta. — Não é besteira. — Baby, você não está me ouvindo. — Eu estou! Você acabou de dizer que o que eu sinto é besteira, — argumenta ela. — Não, você me afastar e qualquer outra pessoa que tenta chegar perto de você é besteira. — Você não pode dizer isso. — Foda-se se eu não posso. Você fez isso desde o início, me afastando, se guardando fortemente. Eu te disse ontem. Eu cansei disso. — Eu não estou pronta! — Ela grita na minha cara, me pegando desprevenido. — Quando, hein? — Pergunto, pressionando-a mais profundamente na parede. — O que você precisa? Mais dez anos? Em dez anos, você estará pronta


para tentar viver de novo? Ou você encontrará alguma outra desculpa? — Eu grito minhas perguntas. — Pare com isso, — diz ela suavemente, lágrimas enchendo seus olhos. — Não, Sophie, eu não vou parar. Preciso de você comigo, mas para que isso aconteça, eu preciso que você nos queira tanto quanto eu. Preciso que você pare de deixar seus medos te conduzirem. — Eu tenho medo! — Ela grita. — Você acha que não sei disso? Não deixarei nada acontecer com você, — digo a ela suavemente, puxando seu corpo contra o meu. — E se eu perder você também? — Ela sussurra as palavras, e meu coração racha. Eu sabia que isso era uma das coisas que a segura, e estou feliz para caramba que ela finalmente percebe. — Você não vai. — Eu a seguro apertado quando seu corpo cai contra o meu, e faço uma oração silenciosa por ela finalmente entender. — Não fuja mais, Sophie, — digo, correndo a mão em suas costas. — De agora em diante, nós descobriremos isso juntos. — Me desculpe, eu fugi e deixei você preocupado, — ela pede desculpas calmamente. — Está tudo bem. — Eu a seguro um pouco mais apertado, respirando seu cheiro. — Você precisa arrumar alguma merda para que possamos ir para casa, — digo a ela depois de alguns minutos. — Estou em casa. — Nós vamos para a minha casa, onde você ficará mais frequentemente a partir de agora, — afirmo. — Você não pode simplesmente decidir isso, — ela diz, balançando a cabeça. — Não acabei de decidir isso. Eu decidi isso há muito tempo. — Me afasto dela, virando-a para o seu quarto. — Agora, vá arrumar suas coisas para que possamos ir para casa. Estou exausto pra caralho depois de procurar a sua bunda por toda a cidade hoje. — Você é muito chato, — diz ela, caminhando para o seu quarto. Segui atrás dela, vendo-a despejar o material em sua bolsa da noite na cama. — Você roubou minha camisa. — O quê? — Ela pergunta, olhando por cima do ombro.


— Você roubou minha camisa, — repito, pegando a minha camisa da cama e mostrando a ela. — Eu devo ter esquecido. — Ela afasta o olhar rapidamente, me fazendo sorrir. — Admita, baby. Você levava um pedaço de mim com você. — Você é tão cheio de si, — diz ela com falsa exasperação. — Diga o que quiser. — Eu rio quando seu rosto fica rosa. Vejo-a colocar algumas coisas na bolsa e percebo o quão pouco ela coloca. — Isso não é o suficiente, — digo quando ela começa a fechá-la. — É muito. — Não, embale mais. Ando até seu armário, pegando outra bolsa de uma prateleira alta. Quando estou puxando-a, algo bate em cima da minha cabeça antes de saltar fora e bater no chão com um baque elástico. Sophie chia antes de correr em minha direção, agarrando o que me bateu e colocando atrás das costas. — O que é aquilo? — Nada, — ela responde, andando para trás. — Sério? — Coloco a bolsa na cama antes de segui-la lentamente. — Nico, pare aí, — diz ela, seu rosto ficando vermelho brilhante. — O que está atrás de suas costas, baby? — Não é nada, — diz ela, arregalando os olhos quanto mais perto eu chego dela. Ela começa a girar, e é aí que um grande vibrador roxo pula de suas mãos, saltando uma vez antes de rolar debaixo da cama. — Não é meu, eu juro! — Ela diz, olhando perturbada, levantando as duas mãos na frente dela. — O vibrador não é seu? — Pergunto, tentando não rir. — Não, é da minha amiga. — Você tem um vibrador da sua amiga? — Inclino a minha cabeça para o lado. — Sim, — diz ela, seus ombros caindo. — Então você está me dizendo que mantém um vibrador... para sua amiga... em seu armário? — Eu começo a rir. — Oh Deus, isso soa realmente estúpido. — Ela cobre o rosto. — Quero dizer, minha amiga comprou para mim.


Eu me curvo, pegando-o de debaixo da cama. A coisa não é apenas roxo brilhante com brilhos, mas tem que ser de pelo menos um 30 centímetros de comprimento e oito centímetros de diâmetro. — Eu vou matar Maggie, — ela sussurra com os olhos fechados. — Baby, eu espero seriamente que você nunca tenha tentado usar isso, — digo, virando na minha mão. — Oh. Meu. Deus. Mate-me agora, — ela geme, com os olhos ainda fechados. — Baby. — Eu rio tanto que lágrimas começam a cair dos meus olhos. — Não, eu estou fingindo que se não posso vê-lo, então isto não está realmente acontecendo, — diz ela, fazendo-me rir mais do que fiz na minha vida inteira. — Olhe para mim, — eu finalmente sussurro. — Nuh-uh... — ela murmura, os olhos ainda fechados. Deixo cair o vibrador na cama antes de colocar minhas mãos em seu cabelo e parar de rir. — Abra os olhos, Sophie. — Não. — Baby, por favor, abra os olhos. — Afasto seu cabelo de seu rosto. — Hey, — eu digo quando ela finalmente abre-os. — Você sabe que comigo nunca precisa se envergonhar, certo? — Você diz isso, mas um gigante vibrador roxo apenas caiu do meu armário e bateu na sua cabeça. Essa é a definição de um motivo para se envergonhar. — Você tem que admitir que é muito muito engraçado. — Eu rio, e seus olhos se estreitam. — Realmente vou matar Maggie, — ela rosna. — Esse é o único brinquedo que você tem? — Pergunto, observando seus olhos arregalarem. — Eu não tenho brinquedos. — Acho que teremos de mudar isso. — O quê? — Ela respira, procurando o meu rosto. — Termine de embalar, — digo a ela, sem dizer mais nada. Meu pau está duro pra caralho pensando nas coisas que eu mostrarei a ela. A imagem de transar com ela com seus pulsos amarrados à cama e grampos ligados aos seus mamilos


me faz gemer e empurrar meu rosto em seu pescoço. — Por favor, apenas termine de embalar. — Eu a beijo uma vez no lado de seu pescoço antes de recuar. — Ok, — ela sussurra com voz trêmula antes de voltar para sua cama para terminar de embalar. *~*~* Passa das cinco da manhã no momento em que chegamos a minha casa. Estaciono minha motocicleta na garagem antes de ajudar Sophie a levar suas malas para dentro. — Ei, menina. — Sophie para, e pega Daisy que salta ao redor dos nossos pés. Ela me segue pelo corredor até o meu quarto, conversando com Daisy em uma voz de bebê por todo o caminho. Deixo cair as malas no meu closet, caminho para Sophie tomando Daisy de suas mãos, e colocando-a para fora do quarto antes de fechar a porta. — O que você está fazendo? Ela sempre dorme comigo quando estou aqui, — diz ela, as sobrancelhas juntando. — Você está certa, mas não vamos dormir agora, — digo a ela, conforme ela retrocede em direção à cama. Minha boca desce para a dela e lambo a costura de sua boca antes de puxar o lábio inferior entre os dentes e mordê-lo. Sinto seus dedos cavando em meu peito enquanto minhas mãos deslizam sua camisa para cima e sobre a cabeça. Estou cansado de me segurar. Eu me afasto dela o tempo suficiente para arrastar a minha camisa sobre a minha cabeça. Posso ouvir sua respiração aumentar quando minhas mãos vão para o botão de sua calça jeans, abrindo-a antes de arrastar o zíper para baixo. Nossos olhos estão trancados; suas mãos vão para meus ombros, suas unhas cavando em minha pele. Abaixo seu jeans em seus quadris antes de empurrá-la para a cama, agarrando-os pelos tornozelos, e puxando-os completamente. Eu atiro-os para o lado, passando minhas mãos em sua panturrilha até as coxas antes de tomar sua boca em um beijo profundo. Eu me movo entre as pernas dela, espalhando-a mais amplamente. Deslizo a minha mão em suas costas, sacudindo o fecho do sutiã e estourando-o aberto.


— Oh, — ela sussurra, arregalando os olhos enquanto lentamente arrasto as alças para baixo de seus ombros, expondo seus seios. — Jesus, você é linda. — Caio de joelhos no chão para que seus seios estejam no nível da minha cara. Mantendo nossos olhos presos, puxo um mamilo em minha boca. Sua boca abre com um gemido silencioso, a cabeça caindo para trás. — Observe-me, baby, — exijo. Minhas mãos correm até suas coxas e meus polegares passam sobre sua buceta do lado de fora de sua calcinha antes de viajar até seus quadris. — Levante. Ela faz o que disse, levantando seus quadris levemente para fora da cama, o suficiente para eu puxá-la para baixo. Eu me inclino para arrastá-la por suas pernas. Uma vez fora, volto para a minha posição original entre as pernas. Nossos olhos se encontram de novo, e ela parece nervosa. — Confie em mim para cuidar de você. Ela balança a cabeça, e afasto sua boca da minha, meus dedos segurando seu cabelo enquanto a beijo mais uma vez antes de arrastar a minha boca para uma trilha de beijos até o pescoço, segurando ambos os seios. Então eu lambo e mordo os mamilos antes de beijar a barriga. Belisco a pele acima de seu osso púbico e vejo os músculos de seu abdômen apertar. — Sente-se e me veja. Seus braços vão atrás dela para sustentar-se sobre os cotovelos, empurrando os seios para frente. Espalho mais suas coxas antes de lamber sua boceta de baixo para cima. — Oh Deus! — Ela grita, um de seus braços saindo de trás dela. Sua mão agarra meu cabelo. Seguro-a, lambendo, transando com ela com a minha boca. Coloco um dedo dentro dela, em seguida, acrescento outro, seus quadris levantando enquanto ela grita meu nome. Sinto sua boceta apertando fortemente os meus dedos. — Porra, baby, você é tão quente. — Puxo seu corpo flácido na cama antes de me inclinar para tirar minha calça e me posicionar entre as pernas delas. Inclinando-me para frente, a beijo profundamente enquanto seus dedos escavam os músculos da minha bunda, tentando me puxar para perto. — Você quer meu pau? — Pergunto contra sua boca, mordendo o lábio inferior. Meu pau lateja, minhas bolas estão apertadas, prontas para explodir.


— Sim, por favor, — ela implora, suas mãos se movendo até minhas costas. Suas unhas marcando minha pele me faz mover meus quadris para frente, a cabeça do meu pau esfregando contra sua umidade. — Eu darei a você, mas preciso ir devagar. Não quero te machucar. Ela balança a cabeça, arregalando os olhos ao olhar entre nossos corpos. Posso ver o medo em seu rosto agora. Não sou um cara pequeno para começar, e ter um piercing Prince Albert5 faz parecer muito mais intimidador, é por isso que não mostrei a ela antes. — O que é isso? — Ela pergunta. Se não fosse o som de medo em sua voz, eu teria rido. — É apenas um piercing, baby. Olhe para mim. — Seguro seu rosto; seus olhos trancados nos meus. — Prometo que será bom. Ela balança a cabeça, e mantenho meu pau na mão, deslizando por suas dobras antes de pressionar-me lentamente dentro dela. Seu apertado calor úmido me envolve e minha cabeça cai para frente, meus dentes rangendo. — Você é tão boa. — Levanto minha cabeça para que eu possa assistir seu rosto; seus olhos se fecham, e posso sentir a barreira provando que ela é minha e só minha. Corro o meu dedo ao longo de sua bochecha, e seus olhos abrem com o meu toque. — Sabe, o momento que vi você, eu sabia que você era a única para mim, — digo suavemente, observando seus olhos arregalarem. — Você é minha, Sophie. Cada belo centímetro seu é meu. Empurro completamente dentro dela, querendo acabar logo com isso. Ela grita, e paro de me mover, apenas observando seu rosto enquanto ela se ajusta para mim. Ela é tão boa que toma tudo em mim para não bater nela como um louco. — Eu tenho que mover, baby. Você está bem? — Sim. — Ela traz os dedos até o meu rosto, esfregando-os na minha mandíbula. O olhar em seu rosto é tão gentil e detém tanta emoção que eu sei que ela sente isso também.

5 É um tipo de piercing genital ou adorno em forma de anel. Este tipo de Piercing ficou mundialmente conhecido como PA ou piercing do Príncipe Albert, porque se acredita que o referido possuía um adorno desse tipo em sua glande.


Começo a mover lentamente no início, a minha mão viajando pela sua lateral para levantar a coxa dela em volta da minha cintura. Nossas bocas se encontram novamente em um beijo lento. Meus cursos são lentos e suaves, não querendo machucá-la. Sua vagina começa a me puxar mais profundamente, e estou tão perto que minhas bolas começam a se apertar com o modo como suas paredes me apertam. — Eu preciso que você goze, — digo a ela. — Eu não posso, — ela ofega. Giro meus quadris, atingindo seu ponto G. Sua cabeça cai para trás, e um gemido alto deixa sua boca. — Você pode. Posso sentir isso. Preciso que você deixe ir, baby. — Puxo para trás, rolando meu polegar sobre seu clitóris antes de beliscá-lo, fazendo-a apertar mais duramente. — Merda, — respiro, tentando segurar o meu próprio orgasmo. — Nico! — Ela grita, rolando seus quadris para cima para encontrar os meus. — Solte. Eu me inclino para frente, puxando seu mamilo em minha boca antes de morder. Nossos corpos estão ambos manchados de suor, a respiração pesada. Ela grita, sua cabeça levantando e sua boca trancando no meu ombro, trazendo o meu próprio orgasmo. Posso sentir minha libertação todo o caminho até os dedos dos pés. Com sua vagina apertando meu pau, retardo meus golpes, tomando sua boca em um beijo profundo antes de colocar minha testa contra a dela conforme tento recuperar o fôlego. — Eu te amo, — ela sussurra, fechando os olhos. Sei que ela está meio dormindo e provavelmente não se lembrará de ter dito isso, mas eu irei. Sinto o mesmo. Eu sabia desde o momento que a vi que era ela – meu boom. Deslizo para fora dela, odiando a perda dessa conexão. Minha cabeça cai para frente quando percebo que não usei camisinha. — Merda. — O que há de errado? — Pergunta ela, passando a mão pelo meu cabelo, descendo pela parte de trás do meu pescoço. — Nada, baby. Fique aqui; já volto. — Deslizo para baixo da cama, beijando seu estômago antes de ir para o banheiro. Ligo a água quente na pia, pego um par de panos e me limpo rapidamente antes de voltar para o quarto. Tomo um segundo para apreciá-la – seu cabelo


espalhado em meu travesseiro, seu corpo brilhando de suor, suas pernas ainda entreabertas, mostrando a sua buceta. Ando ao lado da cama, tentando descobrir exatamente o que eu quero dizer a ela. Eu fodi. Ela era virgem, e as chances são de que ela não toma a pílula, mas não posso dizer que ficarei desapontado se ela ficou grávida. Eu quero isso. Sei que estou limpo; eu faço o teste a cada dois meses. Chequei logo após conhecê-la. Seus olhos se abrem ligeiramente quando me curvo, colocando o pano quente entre suas pernas. — Como se sente? — Bem. Sonolenta, — ela responde com um pequeno sorriso, os olhos pesados de sono. — Quer uma camisa? — Pergunto, sabendo que ela sempre dorme em alguma coisa. Algum dia, eu vou acostumá-la a dormir nua, mas não agora. — Sim, por favor. — Ela se senta, observando enquanto pego uma camisa da cômoda para ela, e um par de boxers para mim, puxando-os para cima no caminho para a cama. — Realmente odeio cobri-la, — digo a ela, ajudando-a com a camisa. Ela ri, se jogando de volta na cama. — Estou tão cansada. — Ela boceja através de suas palavras. — Bem, esgueirar-se da cama esta manhã, e passar o dia escondida de seu homem faz isso para você. — Realmente sinto muito sobre isso, — diz ela, sua voz calma e seus olhos suaves. — Odeio te deixar preocupado. Só não sabia o que fazer. Sinto que desde que conheci você, eu queria algo que nunca quis antes, e isso me assusta. Não sei o que fazer, e minha cabeça está toda bagunçada. Só quero ter certeza que sou boa o suficiente para você. Sei que olho para ela como se ela fosse louca. Sophie não ser boa o suficiente para mim é ridículo, mas posso dizer pelo olhar em seu rosto que ela fala sério. Sento-me ao lado da cama antes de puxá-la no meu colo. — Você é louca, sabia disso? — Afasto o cabelo do seu rosto. — Pare de me chamar assim, — ela retruca, batendo no meu braço. — Não, baby. Se pensar por um segundo no que você disse não é totalmente um absurdo, então você é louca.


— Não sou. É verdade. — Não, primeiramente, você é muito boa para alguém como eu, mas sou muito egoísta pra caralho para deixá-la ir. — Não sou muito boa para você. — Ela balança a cabeça. — Você é bom demais para mim. Você me faz sentir segura, e isso faz com que eu me preocupe. Não quero usá-lo como uma muleta. — Baby, quando você está em um relacionamento, é dar e receber. É justo que eu faça você se sentir segura, porque você me faz sentir completo. — Isto parece se mover muito rápido, — ela sussurra, colocando a cabeça no meu ombro. — Você não tem ideia do que é rápido. Estamos juntos por alguns meses, e eu tenho ido devagar, querendo que você esteja confortável. Mas como eu disse ontem, eu cansei. Vou me certificar que você está feliz, mas não deixarei você continuar a colocar as coisas em espera só porque está com medo. — Corro minha mão pelas costas dela e beijo o topo de sua cabeça. — Preciso te contar uma coisa. — Oh Deus. — Ela esconde o rosto no meu peito. — A última vez que você disse que precisava me dizer uma coisa, me disse ter verificado o meu passado. — Você está no controle de natalidade? — Pergunto, ignorando o último comentário. — Não, — ela diz baixinho. — Esqueci-me do preservativo. Estou limpo. Chequei logo após nos conhecemos. — Eu ainda poderia ficar grávida, — ela sussurra. — Você poderia. — Puxo com mais força contra mim. — Eu não me importaria com isso. — Começo a pensar que você é o louco. — Ela olha para mim, sacudindo a cabeça. — Sei o que quero. Continuo dizendo isso, baby, mas você simplesmente não entende. Você é única para mim. — Eu me inclino para frente, beijando sua testa. — Como é possível você poder me assustar e me fazer sentir segura, ao mesmo tempo? — Pergunta ela, olhando para mim, seu dedo correndo pelo meu lábio inferior.


— Eu não sei, Sophie, mas sei que o que temos é bom. Não há mais fuga. — Corro um dedo pelo centro do rosto. — Não vou fugir de novo. — Ela boceja, se aconchegando mais a mim. Mordo de volta um sorriso, imaginando como uma garota pode me deixar louco e feliz ao mesmo tempo, torna-me simplesmente louco. — Tudo certo. Vamos dormir. Eu a deito na cama antes de deixar Daisy entrar no quarto. Subo ao lado dela, e Sophie muda, sua cabeça indo para o meu peito, o braço em volta da minha cintura, e sua perna sobre a minha. Ouço-a roncar levemente alguns minutos após relaxar. Daisy pula em cima da cama, empurrando seu caminho sob as cobertas antes de se decidir. Fecho os olhos e sorrio quando uma imagem de Sophie, redonda com meu filho, pisca pela minha cabeça. Sei o que quero. Sempre consigo o que eu quero. E esse é o último pensamento na minha cabeça antes de adormecer.


CAPÍTULO 07

Acordei quando eu ouvi um zumbido alto. Estou tão confortável que não quero abrir os olhos. Subo a minha perna mais para cima sobre o quadril de Nico, tentando deixar o sono levar-me novamente. Posso sentir a ligeira dor entre as minhas coxas, e ontem à noite volta para mim, me fazendo sorrir. — E aí, mano? — Ouço Nico bem antes de sentir seus lábios no topo da minha cabeça e ele sair de debaixo de mim. — Sim, eu fiquei acordado até tarde, — ele diz à pessoa no telefone. Meus olhos abrem, e vejo que ele está deixando o quarto. — Nico? — Só um segundo, baby. Meu irmão está ao telefone, — diz ele, saindo do quarto. Levanto e balanço minhas pernas ao lado da cama. — Vou pegar um pouco de água, se estiver tudo bem? — Digo ao vê-lo em pé no corredor quando abro a porta. — Eu pego um pouco. Vá deitar-se, baby. Eu estarei lá, — diz ele, puxando meu queixo para cima e beijando-me suavemente na boca antes de me virar de volta para o quarto. Depois de alguns minutos, ele volta ao quarto sorrindo para mim. — Em breve. Ela está apenas começando a aceitar que ela é minha. — Ele ri, entregando-me um copo de água. — Talvez, — eu digo, sorrindo para o copo. — Você é. Você precisa de mim para provar isso de novo? — Ele pergunta. Sinto meu rosto esquentar, mas começa a pulsar entre as minhas pernas.


— Claro, homem. Ligarei para você em breve, — diz ele ao telefone antes de desligar e jogá-lo na mesa de cabeceira. — Precisamos ter outra conversa? — Pergunta ele, rastejando sobre a cama até onde estou deitada. — Não. Nada de falar. — Esfrego minhas pernas juntas; o olhar em seu rosto deixa todo o meu corpo preparado. Não posso acreditar que eu não tenha feito sexo antes. Sexo é impressionante, algo que eu definitivamente quero fazer muito mais. Então eu me lembro de seu piercing e a sensação dele dentro de mim. Eu quero dar uma boa olhada nele. Nunca vi nada como isso antes; é estranhamente belo em seu pênis, e se encaixa perfeitamente. — Você está certa. Nós não precisamos falar para ter essa conversa, — ele afirma, seu corpo vindo sobre o meu, me prendendo. Sua boca leva a minha em um beijo profundo, e antes que eu saiba, minha camisa está fora e sua boca está no meu peito, puxando um dos meus mamilos. Eu arqueei com ele, arrastando minhas unhas nas suas costas. — Você está dolorida? — Ele pergunta, olhando para mim, seus olhos escuros. — Não. — Digo a ele uma meia-verdade. Estou um pouco sensível, mas nada me impedirá de querê-lo novamente. — A quem este belo corpo pertence, Sophie? — Pergunta ele, apertando meu outro mamilo. — Eu, — digo com um sorriso. — Errado, — ele rosna, mordendo meu mamilo, fazendo-me gritar. — Isto é todo meu. — Sua mão vai do meu pescoço, entre meus seios, sobre o arredondamento do meu estômago, entre as minhas pernas, me segurando lá. — Você vê isso? — Seus dedos mexem entre as minhas pernas depois para cima e ao redor do meu clitóris. — Isto é todo meu. — Sua boca se abre no meu pescoço antes de beijar até minha orelha. — Você é minha, doce Sophie. Dois dedos mergulham em mim, fazendo minha cabeça dobrar para trás e meus quadris levantarem. Não discuto com ele; é inútil. Eu sou sua, assim como ele diz que eu sou. Amo este homem. Tão louco como ele é, eu sou apaixonada por ele.


— É isso aí. Goze para mim, — diz ele, os dedos se movendo mais rapidamente. Eu faço o que ele diz e gozo com um grito, agarrando a ele quando seus quadris se movem entre as minhas pernas, e com um impulso, ele está dentro de mim, me fazendo gritar. — Foda-se, sim. Isto é meu, — ele geme, puxando para fora antes de afundar novamente. Minhas pernas o embrulham, sua boca volta para a minha, sua língua varre em minha boca, e, em seguida, os dentes mordem meu lábio inferior, então o superior. É tudo muito. Meu corpo é oprimido pelos sentimentos que ele provoca. Seus quadris rolam novamente, as mãos indo sob a minha bunda e levantando-a mais. — Eu vou gozar, — respiro em sua boca. Sua respiração mistura com a minha enquanto me sinto apertar em torno dele. Desta vez, os sentimentos me consomem antes de rolar e estou no topo, olhando para ele. Suas mãos vão para os meus quadris, me balançando para frente e para trás. Sento-me, minhas mãos indo para o seu peito e os nossos olhos bloqueados. — Foda-se, — ele geme. Sua cabeça cai para trás quando meu quadril rola e eleva, batendo no meu ponto g cada vez que deslizo para baixo. Não tenho ideia do que estou fazendo, mas a julgar pelo olhar em seu rosto, eu acho que não estou fazendo errado. Sento-me para trás, minhas mãos indo para os meus seios, tentando recriar a sensação que ele me dá quando suga meus mamilos. Meus olhos se fecham, e mordo meu lábio, puxando forte. — Jesus, baby. — Meus olhos abrem com o som da sua voz áspera; vejo seus olhos escurecerem, o lábio inferior entre os dentes, e seus músculos flexionarem. Seus quadris começam a se levantar para encontrar os meus. — Merda. — Seu polegar vai para o meu clitóris, enviando-me sobre a borda. Eu caio para frente, minha respiração irregular. Posso senti-lo pulsando dentro de mim, e me lembro de que nós não usamos um preservativo novamente. — Não usamos um preservativo, — digo; ofegante. — Bom, — ele diz, passando a mão nas minhas costas. — Você não pode falar sério, — eu gemo, esfregando o rosto contra seu peito.


— Mortalmente. — Ele me segura mais apertado. — Você está presa comigo. — Levanto a cabeça para olhar em seus olhos. — Eu te deixarei grávida nos próximos dois meses. Inferno, você poderia estar grávida agora. — Você não pode simplesmente planejar isso. E eu não estou grávida. — Rolo meus olhos. — Posso, e você nunca sabe. Você poderia estar carregando meu filho agora, — ele resmunga contra a minha boca antes de me beijar novamente. Sei que isso não é normal, mas me sinto bem. A imagem de um doce bebê passa pela minha cabeça, e posso imaginar Nico e seu exterior duro sendo tão gentil e doce com um pequeno bebê. Sabendo como ele é com Daisy só me faz desejar que a visão viesse à vida. Afasto minha boca da sua e coloco minha cabeça contra seu peito. Devo ter dormido, porque a próxima coisa que eu sei, a campainha está tocando, fazendo-me saltar. — Alguém está à porta, — murmuro sonolenta. — Eu sei. Deixe-me ver, baby, — diz Nico, nos levando para o lado. Sinto-o deslizar para fora e não posso acreditar que dormi com ele dentro de mim. Puxando as cobertas sobre o meu ombro, eu vejo quando ele vai para o armário, pega um moletom, e veste antes de sair do quarto. Daisy sai das cobertas, me assustando até a morte antes de saltar da cama para seguir Nico. Rolo para minhas costas e fico lá por um segundo. Então me lembro de que Nico saiu do quarto sem camisa e me pergunto se Deb passou aqui. Desde que eu estou com Nico, a mulher passou pelo menos três vezes sob o ardil de precisar de alguma coisa. Sei que Nico não está interessado nela, mas não posso evitar, contudo me sinto um pouco territorial onde ele está envolvido. Saio da cama, indo encontrar uma camisa para ele, e puxo outra em cima da minha cabeça. É tão longa que me bate apenas acima dos joelhos, então acho que estou coberta o suficiente. Entro na sala de estar e vejo Nico na cozinha com seu quadril contra o balcão e uma xícara de café na mão. Outro cara está lá com ele; suas costas estão para mim, mas ele é grande, até mesmo um pouco maior do que Nico. Faço uma pausa onde começa o piso de madeira quando a cabeça de Nico gira em minha direção e nossos olhos se encontram. Eu me sinto nervosa vendo esse outro cara na cozinha, e não saber quem ele é faz minhas mãos começarem a suar e a necessidade de correr assume.


— Venha aqui, Sophie, — Nico diz; seus olhos me observando de perto. Engulo em seco, tentando lutar contra meus próprios medos, confiando em Nico para cuidar de mim. O cara na cozinha virou a cabeça e agora me observa, e dou um puxão na parte inferior da camisa de Nico que eu vesti. — Sophie, — Nico repete, eu olho para ele e vejo que ele se afastou do balcão. — Este é o meu primo, Kenton. Lembra-se que você o viu comigo quando o cara tentou entrar em sua casa? Primo dele. Esse cara é parte de sua família. Eu inalo, em seguida, deixo sair. — Sim, oi. Prazer em conhecê-lo, — digo, sorrindo timidamente para ele enquanto limpo minhas palmas das mãos suadas na camisa. Seus olhos me olham, em seguida, suavizam. — Você também, boneca, — diz ele suavemente. O que há com esses grandes caras assustadores e suas almas gentis? Eu me pergunto. — Você quer um pouco de café, baby? — Nico pergunta. Meus olhos vão para ele e aceno. — Sim, por favor. Eu voltarei, — digo, voltando rapidamente ao quarto; eu preciso colocar algumas calças. Já me sinto desconfortável de estar perto de pessoas, e estar metade vestida não funcionará a meu favor. Quando volto à cozinha, Nico tem uma xícara de café e torradas com mel à minha espera. Eu entrego uma camisa, e ele sorri, beijando minha testa antes de colocar a camisa sobre o balcão. De repente, ele me pega pela cintura e me coloca no balcão perto do canto, de modo que ele está entre Kenton e eu. Não tenho certeza se ele sabe o que faz, mas suspeito que ele tenha feito isso de propósito, e quero chorar de alívio por ele entender. — Então, o que vocês farão neste fim de semana? — Kenton pergunta, olhando entre nós dois. Eu sei o que quero fazer – voltar para a cama e dar talvez uma boa olhada naquele piercing. Sinto meu rosto esquentar quando penso no que sentia quando ele estava dentro de mim, quão vivo o meu corpo sentiu quando ele me fez gozar com ele, e como eu realmente queria outros milhões deles. — Baby, pare, — diz Nico, com a boca junto ao meu ouvido, — posso dizer exatamente o que está pensando, e você me fará ser rude com meu primo, porque


estou prestes a pegar sua sexy bundinha, levá-la para o quarto, bater a porta, e ter o meu caminho com você de novo, ele ouvindo seus gritos ou não. Eu curvo a cabeça para frente, bloqueando o meu rosto com o meu cabelo. Meu rosto parece pegar fogo. Aparentemente, sou agora uma supervagabunda. — Sinto muito, — sussurro. — Não sinta, — ele sussurra de volta, a mão correndo ao longo de minha coxa enquanto beija minha testa. — Acho que nós apenas ficaremos por aqui, — diz Nico, inclinando o quadril contra o balcão entre as minhas pernas e pegando sua xícara de café. — Você não vai para casa? — Nah. Cash, Lilly e as crianças acabaram de voltar do Alaska. Asher está orando sobre a barriga de November para um garotinho, e Trevor mantém Liz em casa, esperando ela entrar em trabalho de parto. — Jesus, vocês são como uma fábrica de bebês, — diz Kenton, balançando a cabeça. — Nada errado com isso, — Nico resmunga, eu olho para ele e vejo que ele fala sério. Seus olhos encontram os meus e suavizam antes de se inclinar, me beijando novamente. — Merda, você também? — Kenton pergunta. Nico acena com a cabeça antes de se reerguer novamente. — Eu sabia, mas quero dizer... não sabia o quão sério você estava. — Isso é sério, meu homem, — diz ele, esfregando minha coxa novamente. Sinto um riso nervoso subir em minha garganta; cubro minha boca, tentando segurar, mas não posso. Kenton olha para mim e sorri, e Nico balança a cabeça. — O que é tão engraçado? Balanço minha cabeça antes de desatar a rir. — Desculpe. — Eu rio novamente e cubro o meu rosto. — Você nos deixará entrar na brincadeira? — Nico pergunta, puxando minhas mãos do meu rosto, sorrindo para mim. — Fábrica de bebês, — digo, repetindo as palavras de Kenton, e não posso evitar, mas começo a rir novamente. Nem tenho certeza do por que acho isso tão engraçado.


— É verdade, boneca. Meus primos estão tentando conquistar o mundo com sua prole, — diz Kenton, sorrindo. — Sim? Você quer começar seu merda? Como vão as coisas com você e Autumn? — Nico pergunta. O rosto de Kenton muda completamente. O sorriso que ele mostrava desliza de seu rosto, e ele rosna, — Não comece, Nico. — O que, você não quer eu diga que você é um merda estúpido? — Foda-se, — diz Kenton, olhando para Nico. — Nah, eu estou bem. — Sabe, eu vim aqui para ter uma pausa daquele drama. — Você precisa colocar um fim nesse drama, homem, e apenas fazer o que você tanto necessita. — Como posso quando a maldita mulher não me ouve? — Faça-a ouvir, — diz Nico, e Kenton olha feio, balançando a cabeça. Sinto pena dele por algum motivo; ele parece estar realmente chateado com tudo o que eles estão falando. — Corrija a sua merda. — Você acha que não tentei? — Ele pergunta baixinho, parecendo culpado. — Não, eu acho que você não tentou. Conheço você. Sei que, quando você quer alguma coisa, você faz isso acontecer. Assim, você pode sentar-se lá o dia todo sentindo pena de si mesmo e falando besteira, mas eu sei que se você quisesse, você estaria em casa com ela agora em vez de beber o meu café e interrompendo o meu dia de folga com a minha mulher. — Hey. — Bati no peito dele. — O quê? É verdade. — Nico encolhe os ombros como se não fosse simplesmente um grande idiota. — Isso não é legal, — digo a ele. — Não preciso ser legal para ninguém além de você. — Seus olhos encontram os meus e suavizam, e balanço minha cabeça em sua lógica. — Estou saindo, — diz Kenton, levantando. — Você não precisa ir, — digo rapidamente para ele, me sentindo culpada por ele ir embora porque estou aqui.


— Está tudo bem, boneca. Eu tenho coisas para fazer de qualquer maneira, — diz Kenton, tomando um último gole de sua xícara de café e a colocando em cima do balcão, perto da pia. — Bem, foi bom conhecer você. — Você também. — Ele sorri, fazendo meu coração vibrar um pouco. Nico é mais quente, mas Kenton tem sua própria beleza com seu cabelo escuro desgrenhado, pele bronzeada, olhos azuis e sombra de barba – um olhar que diz que se você se perder na floresta com ele, ele seria capaz de construir-lhe uma casa com suas próprias mãos, em seguida, sair e encontrar jantar com nada, a não ser o que ele poderia encontrar na floresta. — Tenho certeza que a verei por perto, — diz ele, dirigindo-se para a porta da frente. Nico segue-o, falando suavemente. Não sei o que ele diz, mas Kenton balança a cabeça antes de dar uma elevação do queixo quando Nico fecha a porta atrás de si. — Isso não foi muito legal, — digo enquanto ele volta para a cozinha. — Eu te disse antes, não preciso ser legal para ninguém além de você. Além disso, ele precisa consertar a merda dele. — Que coisas? — Eu pergunto, curiosa. — Segure esse pensamento, baby. — Ele pega o telefone no balcão, quando ele começa a tocar. Olha para a tela e as sobrancelhas se juntam antes de responder. — Drake. E aí, cara? — Pergunta ele, sua mão esfregando distraidamente ao longo da minha coxa. — Como disse ao seu pai, não há muito que você possa fazer, a menos que possa provar essa merda. — Ele balança a cabeça, olhando ao longe. — Não faça essa porcaria; você se arrependerá, e vai dar a ele uma vantagem. Apenas faça o que eu disse antes. Estou com você. Ligue se precisar de mim, — diz antes de desligar. — Está tudo bem? — Eu pergunto, não gostando do olhar preocupado no rosto. — Sim. Não se preocupe com isso. — Ele me puxa para frente sobre o balcão até que estejamos quadril com quadril. — Você terminou de comer? Quer mais café?


— Eu terminei, — digo enquanto ele puxa minhas pernas em torno de seus quadris e, em seguida, meus braços em volta do pescoço. — O que você está fazendo? — Nós vamos tomar banho. — Oh, — suspiro quando ele morde meu pescoço e nos leva em direção ao banheiro. *~*~* — Então, você está me dizendo que perdeu a virgindade aos doze anos? — Pergunto em estado de choque. Olho para Nico, que está sentado diante de mim na cama, vestindo apenas um lençol. Tivemos um banho, e então ele me trouxe para a cama e fez algumas coisas malucas com o meu corpo que me fez gritar seu nome antes que ele até mesmo estivesse dentro de mim, mais uma vez, sem preservativo. Quando terminamos e eu o lembrei de que não usara um, ele me informou que era tarde demais e não havia nada que eu pudesse fazer sobre isso. Não estou muito certa porque isso me excita toda vez que ele diz, mas excita. Agora, passa das dez da noite. Estamos sentados na cama com uma pizza de pepperoni gigante entre nós que ele pediu há uma hora. Quando chegou, ele rapidamente colocou um par de calças de moletom, disse que era melhor não me vestir, e saiu do quarto para atender a porta, apenas para voltar e ficar nu novamente. — Perdi minha virgindade aos doze. Não tinha ideia do que fazia, mas essa foi a primeira vez que tive relações sexuais, — diz ele, dando uma mordida na pizza. — Isso é louco. — Eu acho. — Ele dá de ombros, tomando um gole de cerveja. — Sempre quis fazer isso, — digo, limpando minha boca. — Estive com muito medo. — Graças a Deus que você não fez isso antes; acho que eu não poderia lidar com isso se eu não fosse o seu primeiro. Nem gosto de pensar em mais alguém olhando, muito menos alguém tocar o que é meu.


— Não sei. — Dou de ombros desta vez. — Acho que seria bom ter experiência. Não faço ideia do que estou fazendo. Eu o ouvi rosnar, e minha cabeça levanta de onde eu olhava para a pizza. — Nem mesmo diga essa merda, — diz ele, seus olhos endurecendo. — O quê? — Qualquer coisa que você precisa saber, eu te ensinarei. Você não fará sexo com mais ninguém. A única pessoa que você precisa agradar sou eu, e estou entusiasmado pra caralho com a maneira que você me leva, — diz ele com um olhar. — Não disse que eu sairia e começaria a vadiar ao redor. — Rolo meus olhos. — É melhor nem pensar sobre o que seria estar com alguém. — Não estou. — Eu franzo a testa, observando ele mover a caixa de pizza de entre nós e a colocá-la na mesa de cabeceira. — O que você está fazendo? Ele puxa meu prato de papel da minha mão, colocando-o em cima da caixa de pizza. Suas mãos vão para meus tornozelos, arrastando-me para que eu esteja reta sobre a cama e debaixo dele. — O que você está fazendo? — repito, enquanto suas mãos puxam ambas as minhas acima da minha cabeça. — Me certificar que eu sou o único em quem você pensa, — ele diz, revirando os quadris no meu, me fazendo ofegar quando sua cabeça se inclina para frente, então ele toma um dos meus mamilos em sua boca. Tenho certeza que todas as mulheres do mundo pensariam nele, e somente nele, se o conhecessem. — Oh meu Deus, — gemo, empurrando minha cabeça no travesseiro. De repente, a campainha começa a tocar. Daisy, que dormia em um dos travesseiros, pula e corre para a sala de estar latindo. — Porra, — Nico corta. — Não se mova. — Ele me beija uma vez antes de saltar da cama e sair do quarto, puxando um moletom. Após cerca de cinco minutos, ele volta para o quarto com uma carranca no rosto. — Quem é? — Pergunto, colocando uma de suas camisetas e um par de meus moletons. — Sven. Eu preciso sair da cidade para um par de dias, baby. Você ficará bem aqui? — Ele pergunta, e posso ouvir a preocupação em sua voz. Sei que ele


odeia me deixar sozinha. Eu odeio quando ele sai por qualquer período de tempo, mas sei que ele ama o seu trabalho. — Quem é Sven? — Pergunto, limpando nossa bagunça em sua mesa de cabeceira. — Ele é um amigo da família que recentemente se mudou para Las Vegas. Ele precisa de mim para voltar com ele. — Por quê? — Perguntei; confusa. — Ele abriu um clube e tem tido alguns problemas. — Então, o que você fará para ajudá-lo? — Pergunto, ficando nervosa. Vejo quando ele vai ao armário para retirar sua mochila preta. Ele empurra algumas roupas dentro antes de caminhar até a cômoda puxando uma caixa preta, colocando-a no saco também. — Por que você precisa disso? — Pergunto quando ele pega a arma da mesa de cabeceira e verifica o clipe. — Você sabe que eu sempre tenho a minha arma. Ele tem razão. Sei que ele sempre carrega sua arma, mas não gosto dele ir para Vegas e ter uma arma com ele quando simplesmente me disse que um amigo da família tem tido problemas no clube dele. — Não gosto disso, — eu digo, expressando o meu medo em voz alta. — Baby, você sabe que isto é o que eu faço, — diz ele, ficando na minha frente, suas mãos sob meu queixo e inclinando a cabeça. — Eu estarei em casa antes de você saber, e nós podemos voltar a fazer um bebê. — Ele me dá um sorriso travesso antes de chegar mais perto de mim. — Você é louco. Pare de tentar me distrair. — Bato suas mãos para longe dos meus seios, onde seus dedos começaram a brincar com meus mamilos através de sua camisa. — Não posso evitar. Estou chateado por finalmente ter você onde eu quero e agora precisar sair. — Você não precisa sair. Você poderia ficar em casa comigo, — eu digo, deslizando minhas mãos em seu peito e observando seus olhos escurecerem com o meu toque. — Não foda ao redor. Você sabe que eu te terei curvada sobre o lado da cama antes que você possa dizer Nico, — ele rosna, me beijando.


Meu clitóris pulsa com suas palavras. Desejo que ele faça isso, e realmente não quero que ele saia. — Yo! Você está pronto ou o quê? — É gritado da sala de estar, assustandome e quebrando o momento. — Cale a boca e sente-se! — Nico grita de volta, antes de colocar a testa contra a minha. — Seja uma boa menina enquanto eu estiver fora. Certifique-se de me ligar quando chegar em casa do trabalho à noite, e não se esqueça de ligar o alarme quando estiver em casa. — Eu sei, eu sei. — Rolo meus olhos. Tenho o mesmo sermão toda vez que ele sai da cidade. — Tudo bem, baby. Vamos comigo até lá fora, — diz ele, pegando sua bolsa e caixa de pizza. Saio do quarto com ele carregando o resto da bagunça para jogar fora. Quando chegamos à sala de estar, o cara que deve ser Sven se levanta e corre a mão pelo cabelo escuro. Ele é bonito – bonito como modelo – com cabelos escuros, pele morena, olhos castanhos e cílios que qualquer mulher ficaria com ciúmes. — Quem é que temos aqui? — Ele pergunta, seus olhos fazendo uma varredura da cabeça aos pés, fazendo-me sentir nua. Automaticamente pego a parte de trás da camisa de Nico para o conforto. — Ela é Sophie. Ela é minha e não é da sua maldita conta, de modo que tire os olhos dela, — Nico rosna, e o cara olha para ele antes de sorrir amplamente e cruzar os braços sobre o peito, enquanto balança nos saltos de suas botas. — Merda, você também, né? — Ele balança a cabeça, rindo. Não sei o que ele está falando, mas ele parece pensar que é engraçado. — Cale a boca e vá se sentar, — Nico diz outra vez, sacudindo sua cabeça. Eu me pergunto se ele fala com todo mundo assim. Tenho o visto falar, não só com Kenton, mas agora Sven também. — Você não é muito simpático com os seus amigos, — digo a ele quando chegamos à cozinha. — O quê? — Ele pergunta, colocando a caixa de pizza no balcão antes de pegar o lixo da minha mão e colocá-lo na lata de lixo. — Você é mau com seus amigos. Você disse a Kenton que ele é estúpido, e só agora, você disse ao cara para calar a boca.


— Kenton precisa de uma chamada para acordar, e Sven é o maior jogador deste lado do Mississippi e olhava para você. Mais uma vez, como eu disse antes, não preciso ser legal para ninguém além de você. — E a sua família? Você é legal com eles? — Eu amo minha família. Também amo Kenton e Sven, mas isso não significa que eu vá segurar minha língua. Se alguém me irrita, eu os deixarei saber. — Tudo bem então, — murmuro, não querendo irritá-lo. De repente me ocorreu que eu já o irritei algumas vezes, e ele nunca disse nada ruim para mim, então talvez eu seja a exceção à regra. — E a sua mãe? — O que tem ela? — Você segura sua língua com ela? — Oh sim! Minha mãe é a única pessoa no planeta de quem eu tenho medo, — ele responde seriamente. — Sério? — Pergunto; surpresa. — Realmente. Ela pode colocar o temor de Deus em qualquer um. — Wow. — Eu mordo o interior da minha bochecha, não muito animada sobre encontrá-la. — Quando eu voltar para casa, você vai encontrá-la, — diz ele, colocando sua bolsa no chão antes de me prender contra a ilha, — e quando você encontrá-la, ela vai te amar. — Seu rosto suaviza. — Como você sabe? — Olho nos olhos dele. — É difícil não amá-la. — Suas palavras suaves fazem meu coração bater um pouco mais rápido. Sua boca toca a minha em um beijo suave antes dele afastar os lábios, segurando meu rosto suavemente em suas mãos. — Agora, seja boa enquanto eu estiver fora. — Ele sorri, beijando minha testa. — Sempre, — digo a ele, levantando-me na ponta dos pés para beijá-lo novamente. — Mas você deve ter cuidado, e, por favor, não faça nada estúpido. — Sou sempre cuidadoso. Desta vez, quando me beija, ele tira o meu fôlego, e tenho que me desgrudar dele para que ele possa pegar sua bolsa. Eu o sigo até a porta, querendo tanto dizer que eu o amo, mas não querendo aparentar dizer isso porque eu tenho medo. Ele me beija mais uma vez antes de fechar a porta atrás dele.


— Eu te amo, — sussurro, colocando minha testa na madeira gelada. Tentei lutar contra o que sinto por ele, e tentei afastá-lo, mesmo quando me machuquei no processo. Ele tem razão; preciso começar a viver novamente. Não quero afastálo e um dia tê-lo finalmente desistindo de mim. Sei que se eu fizesse, eu me odiaria para o resto da minha vida.


CAPÍTULO 08

— Então, você realmente terminou, não é? — Sven pergunta quando nós caminhamos para o seu avião privado. Sven é um herdeiro – o pai do seu pai encontrou petróleo no Texas na fazenda de sua família no início da corrida do petróleo. Desde então, o papel de sua família na indústria do petróleo só tem crescido. — Nós não falaremos de Sophie — eu olho por cima dos meus ombros, — nunca. — Jesus, nunca leva muito tempo para vocês serem pau mandado, não é? — Ele ri, sentando-se à minha frente. Uma aeromoça em um pequeno vestido azul caminha pelo corredor em nossa direção. Seus olhos brilham quando ela olha para mim, e balanço minha cabeça. Garotas são tudo a mesma coisa. Todas elas falam sobre como os homens só querem uma coisa delas, mas elas constantemente se lançam para mim, mas nunca dei em cima delas primeiramente. Elas querem a experiência de um badboy. Antes de Sophie, eu seria feliz levando essa garota até o banheiro para ver o que ela pode fazer com a boca – inferno, eu poderia puxar meu pau para fora e deixá-la levar-me bem aqui, mas agora, o pensamento dela em qualquer lugar perto das minhas partes tem minha merda murcha. — Olá. Bem-vindo à bordo. Quer que eu traga alguma coisa? — Não, obrigado, — digo a ela com desdém. — Nada para beber ou comer? — Não, obrigado, — repito.


— Tem certeza de que não precisa de nada? — Ela pergunta sedutoramente inclinando para frente e me dando uma visão de seu seio. Meu queixo aperta quando vejo o sorriso no rosto de Sven. Não posso esperar para ele encontrar uma mulher. Espero que quando ele encontrar alguém, que ela o faça atravessar o inferno. — Não preciso de nada, — repito, falando claramente cada palavra. — Estamos bem, Stacy. Diga ao piloto que estamos prontos para ir, — diz Sven, ajeitando o paletó. Ela balança a cabeça e caminha até a frente do avião atrás de uma pequena cortina. — Você realmente deixará Stacy passar? Ela costumava trabalhar no circo, — diz ele, e balanço minha cabeça, sem sequer me preocupar em entretê-lo com essa conversa. — Conte-me sobre o que está acontecendo com o clube e por que precisa da minha ajuda quando você tem guarda-costas e pessoas que você paga para lidar com esse tipo de merda, — eu digo, recostando no meu lugar. — Não confio em ninguém agora, especialmente aqueles que eu preciso pagar. Não sei se alguém está pagando-lhes mais do que eu, — ele responde, apertando a ponte do nariz entre os dedos. — Você nunca confiou em ninguém, — eu o lembro. — Você está certo, mas esquece de que eu tenho um bom motivo. Minha mãe – a única pessoa que meu pai deveria ser capaz de confiar – tentou matá-lo, e então ela faria a mesma coisa comigo. — Sua mãe também era louca. — Balancei minha cabeça. Quando éramos jovens e Sven e sua família se mudaram para a área que meus pais ainda vivem, sua mãe faria da sua missão diária vir à escola e provocar uma cena. Ela constantemente acusava o marido e o filho de tentar matá-la ou ser possuído pelo diabo; foi sempre algum tipo de drama. Meu pai foi repetidamente chamado a sua casa para resolver algum tipo de disputa doméstica. Então, uma noite, a mãe de Sven ficou completamente sobre a borda e esfaqueou o pai de Sven seis vezes durante o sono. Ele estava quase morto quando Sven, que tinha dez anos na época, ouviu o que acontecia; se escondeu, e ligou para o 911. Seu pai ficou


seis meses no hospital, e durante esse tempo, Sven morou conosco. Ele se tornou um dos nossos irmãos. — Você está certo, — ele repete, esfregando a testa. — Cara, o que está realmente acontecendo? — Pergunto, vendo o evidente estresse em seu rosto. — Alguém está trazendo drogas para o meu clube. Eles não estão simplesmente traficando, mas em sete ocasiões diferentes, as mulheres foram drogadas. Não quero ou preciso dessa merda no meu local de trabalho. O cara que contratei para investigar acabou morto na minha porta com uma nota dizendo que eles sabiam que ele trabalhava para mim. — Ele olha pela janela antes dos seus olhos voltarem para mim. — Agora você – ninguém o conhece, e você, com certeza, poderia aparentar sair com os caras que traficam na área. Eu preciso que você converse com eles e descubra quem está por trás disso. — Vou ignorar o fato de que você acabou de dizer que eu pareço um traficante de drogas. — Estreito meus olhos nele. — Mano, — ele ri, — você e eu sabemos que você parece como se pertencesse ao outro lado da lei. — Ele balança a cabeça, me olhando por cima. — É por isso que – eu tenho que dizer – fiquei surpreso ao ver sua namorada. Ela não poderia ser mais o oposto de você nem se tentasse. Ela até mesmo tem as orelhas furadas? — Ele questiona com um sorriso. — Não direi novamente. Você não precisa saber nada sobre Sophie. — Você vai se casar com ela? — Sim, — declaro imediatamente. — Jesus, você a conhece há o que – um dia? — Há alguns meses, mas eu soube disso no momento em que a vi, — digo a ele, observando seus olhos se arregalarem. — Por que só estou sabendo sobre ela agora, então? — Primeiro, não há uma mínima razão para que você saiba sobre ela. Em segundo lugar, eu sei que vocês cadelas gostam de se sentar ao redor e fofocar como um bando de mulheres em um clube de tricô, mas ao contrário de vocês, filhos da puta, meu negócio é o meu negócio. — A mamãe a conhece? — Ele sorri, e ele sabe que ela não conhece.


Se minha mãe soubesse sobre Sophie, a cadeia de telefone teria sido ativada, e todos juntamente com suas mães saberiam sobre ela. É por isso que ela conhecerá Sophie logo que eu voltar à cidade; seria fodido apresentar Sophie para a minha mãe depois de já casado com ela e a engravidado. — Ela vai conhecê-la em breve. — Dou de ombros. — Você está tão fodido. — Ele ri, e não poderia concordar mais. Mãe ficará chateada por está apenas descobrindo sobre ela. Envio a Sophie uma mensagem rápida dizendo que estamos nos preparando para decolar em poucos minutos e ligarei quando desembarcar. Ela envia de volta uma mensagem me dizendo para ter cuidado, com um pequeno coração e alguns X e O6. Eu sei que ela me ama; tenho esperado por ela descobrir isso. Nunca fui conhecido por minha paciência, mas com ela, eu quero que ela tenha tempo para aceitar as coisas. Ok, isso é uma porra de mentira; plantarei meu filho o mais rapidamente possível, ela estando pronta ou não. Merda, ela poderia estar grávida agora pelo o que todos nós sabemos. Posso vê-la atrás das minhas pálpebras fechadas, segurando nosso filho ou filha e sorrindo para ele. — Que sorriso é esse? — Sven pergunta. Nem sequer abri os olhos para responder. — Algum dia, cara, você entenderá, — eu digo a ele antes de dispersar e adormecer. *~*~* — Portanto você está me dizendo que um dos maiores cafetões em Vegas esteve filtrando drogas através do meu clube... na esperança de recrutar novas meninas? — Sven pergunta, passando as mãos pelos cabelos. Estive em Vegas por mais de uma semana agora. Não pensei que demoraria tanto tempo para descobrir o que estava acontecendo, mas não percebi o quão grande era isso. Eu tinha certeza de que isso era apenas um traficante de drogas local que tentava vender o seu produto no local perfeito. — Isso é o que estou dizendo a você. Também falei com os oficiais antidrogas, e eles disseram que isso vem acontecendo em toda Vegas.

6 Beijos e abraços


— O que eu faço? — Não há realmente muito que você possa fazer. Não há nenhuma maneira de saber quem está trazendo. A menos que você contrate alguma segurança extra e aperte isso, não há nada que você possa fazer neste momento. As pessoas sempre encontrarão uma maneira de comprar drogas, até mesmo fora do clube. Tudo o que posso dizer para você fazer é ficar de olho e garantir que as mulheres que vêm para o clube saibam o que está acontecendo. — Não é como se eu pudesse colocar um cartaz dizendo, Você pode ser drogada. Bebida sob sua responsabilidade. — Não é isso o que estou dizendo, filho da puta. Você pode ter um cara em quem você confie na porta dando pulseiras para deixar as pessoas saberem que não devem deixar suas bebidas sem vigilância. Até que o DEA7 tenha o suficiente para construir um caso contra o cara principal por trás disso, simplesmente não há muito que fazer, a menos que você queira fechar o seu clube. — Não deixarei esses fodidos me expulsarem do meu próprio clube, — ele rosna. — Então, você sabe o que precisa fazer, — digo a ele, sentado na minha cadeira. — Tem certeza que você não pode ficar por mais alguns dias? — Pergunta ele, sentando-se atrás de sua mesa. — Nah, cara. — Eu corro uma mão sobre minha cabeça e no meu rosto, — Sophie esteve no limite desde que alguém tentou invadir sua casa. Ela tenta esconder, mas eu sei que a incomoda. — Por que não apenas diz que você é pau mandado e quer ir para casa para sua garota? — Ele incita. — Quando encontrar alguém, você entenderá. Até então, vá se foder. — Por que eu quero sossegar quando tenho boceta sem fim à minha disposição? — Ele balança a cabeça. — Você diz isso agora.

7 Drug Enforcement Administration (DEA - Órgão para o Controle/Combate das Drogas) é um órgão de polícia federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos encarregado da repressão e controle de narcóticos. Seu mandato inclui a repressão doméstica ao narcotráfico e crimes relacionados às drogas em geral, dividindo responsabilidades com o FBI, além de ser o único órgão dos Estados Unidos encarregado de investigações do narcotráfico no exterior.


— Assim como você diz que está pronto para se estabelecer com uma mulher para o resto da sua vida. — Ele levanta uma sobrancelha. — Não, homem. Você acha que será feliz pegando alguma garota aleatória todos os dias para o resto de sua vida, mas posso dizer agora para você, eventualmente, essa merda ficará velha. Você começará a pensar em começar uma família e ter alguém para ir para casa, alguém que não está atrás do que você pode fazer por elas, mas o que elas podem fazer por você. — Você começou a trabalhar para o Hallmark? — Pergunta ele com um sorriso. — Diga o que quiser, homem, mas sei que quando eu chegar em casa, Sophie estará me esperando com os braços abertos. — Quando eu chegar em casa, a loira quente que conheci hoje estará esperando por mim com as pernas abertas, — observa ele. — Você mente para você mesmo se acha que esse tipo de vida irá satisfazêlo para sempre. — Que seja, homem, — Sven resmunga, mas posso ver em seus olhos que ele sabe que estou certo, embora não queira admitir para si mesmo. — Você sabe que é um irmão para mim. Obrigado por ter vindo até aqui em tão pouco tempo para me ajudar. — Ele suspira, passando a mão pelo cabelo. — Sempre cuidei de suas costas, — digo a ele, falando sério sobre essa merda. Sven é familia, mesmo que não seja pelo sangue. — Tudo bem, antes de começar a ficar todo sentimental e merda, deixe-me ligar e ter o avião preparado para levá-lo para casa. — Isso seria apreciado. — Sorrio, pronto para chegar em casa para a minha garota. Após chegar ao avião, envio uma mensagem rápida para Sophie, informando que estarei em casa logo. O táxi para na frente da minha casa um pouco depois das sete da noite. Começo a caminhar pela calçada quando a porta é escancarada e Sophie – vestindo moletom, a parte superior do top, e seu cabelo solto, caindo contra a parte superior de seu peito – corre para mim a toda velocidade. Largo minha bolsa no chão quando ela bate em mim com tanta força que sou forçado a dar um passo atrás para pegála sem cair. Ela envolve seus braços em meu pescoço e suas pernas na minha cintura. Sua boca cai sobre a minha quando uma das minhas mãos vai para sua


bunda e outra para seu cabelo para que eu possa controlar o beijo. Eu puxo a cabeça para o lado, abrindo minha boca sob a dela, seu sabor explode na minha boca assim que sua língua toca a minha. Ambas as mãos dela movem-se para segurar o meu rosto quando ela me beija de volta. — Senti sua falta, — ela respira, puxando a boca da minha para olhar para mim. — Senti sua falta também, baby, — digo a ela, afastando seu cabelo do seu rosto. E é quando vejo as bolsas e olheiras sob seus olhos e sei que ela não tem dormido. — Por que não me disse que você não tem dormido? — Eu... eu não queria que se preocupasse, — diz ela, olhando por cima do meu ombro. — Baby, mesmo quando sei que você está bem, eu me preocupo com você. — Puxo seu rosto para outro beijo. Quando afasto minha boca da dela, eu sussurro contra seus lábios, — Você deveria ter dito que precisava de mim. — Eu agacheime e peguei minha bolsa. — Coloque-me no chão, — diz ela, tentando desembrulhar as pernas ao redor da minha cintura. — Não, — eu rosno apertando a bunda dela, puxando-a com mais força contra mim. — Não vou baixar você até que eu te leve para cama, e então eu vou te foder tão forte que você não terá uma escolha, a não ser adormecer depois, — eu digo. Seus quadris movem, esfregando contra a minha ereção. Posso sentir o calor saindo de sua vagina através do meu jeans e seu moletom. — Você está molhada para mim? — Pergunto, soltando minha bolsa assim que atravesso a porta da frente. Daisy começa a saltar ao redor dos nossos pés. Eu voltarei e darei alguma atenção para ela, mas só depois que eu entrar na minha menina e a colocar para dormir. Sophie geme, sua língua lambendo meu pescoço até o meu ouvido antes de morder. Tropeço um pouco antes de nos empurrar para a parede, segurando-a com os meus quadris. — Porra, baby, — eu gemo, minhas mãos rasgando a frente de seu top no meio, expondo seus seios para mim. Minha cabeça cai para frente, puxando um mamilo em minha boca enquanto puxo e belisco o outro entre dois dedos. Ouço a


cabeça bater contra a parede com um baque suave quando seus quadris rolam em mim. — Você está molhada agora? — Eu pergunto, olhando para ela. Ela confirma, e balanço minha cabeça. — Acho que você não está molhada o suficiente. Eu quero você encharcada quando eu comer você. — Pressiono nela mais forte; ouvir seu gemido é música para os meus ouvidos. — Você quer que eu coma sua buceta? — Ela balança a cabeça. — Você não quer? — Pergunto; surpreso. — Não, eu quero você. — Ela morde o lábio inferior, movendo os quadris contra mim. — Você me terá, mas não tive o seu gosto na minha língua por uma semana. Preciso dele, então você será uma boa menina e se deitará e me deixará comer a sua pequena boceta quente até que eu esteja satisfeito, e então eu vou dar-lhe o pau, — eu prometo. Ela geme novamente quando a puxo da parede, caminhando para o meu quarto. Deitando-a na cama, eu olho para ela por um segundo antes de puxar a minha camisa sobre a minha cabeça e jogá-la atrás de mim, tirar as minhas botas e tirar minha calça jeans e boxers em tempo recorde. Ela observa cada movimento meu com seus belos olhos nublados com a luxúria, o lábio inferior preso entre os dentes e suas coxas esfregando juntas. Uma vez nu, eu vou para a cama, e minhas mãos vão sob sua bunda para tirar seu moletom, junto com sua calcinha. Seus olhos vagueiam sobre mim; posso senti-los queimando em minha pele. Lanço suas roupas por cima do meu ombro antes de minhas mãos irem para suas coxas para espalhá-las. Minha boca cai diretamente em seu centro, lambendo profundamente na primeira vez. Senti falta do gosto dela; nunca poderia ter o suficiente dela. Enterro meu rosto em sua vagina, colocando uma mão em seu estômago para segurá-la quando seus quadris tentam me empurrar. — Goze na minha boca, baby. Eu quero provar, — digo a ela antes de voltar a lamber e morder. Sei que ela está à beira do jeito que ela debate na cama. Eu chupo seu clitóris em minha boca enquanto entro nela com dois dedos, tesourando-os dentro dela. Ela goza em um grito, seu gosto inundando minha boca, seu corpo convulsionando ao redor dos meus dedos. Coloco minha cabeça contra seu estômago, tentando acalmar o suficiente para que não a machuque quando


levá-la. Sinto seu corpo parar de tremer quando a mão vai para o meu cabelo, passando suavemente. — Nico? — Só um segundo, baby. — Eu respiro; posso sentir meu pau latejando. Ter o seu gosto em minha boca não ajuda a me acalmar. Faz muito tempo. — Você está bem? — Ela pergunta em voz baixa. Meus olhos encontram os dela, e tomo outra respiração profunda antes de me mover em seu corpo. As pernas dela se abrem mais, abrindo espaço para mim. Corro minha mão até a pele suave de sua coxa quando a outra segura atrás de seu pescoço para trazê-la para mais perto. — Tudo bem, eu só preciso estar dentro de você. — Minha boca se abre sobre a dela enquanto deslizo profundamente. Seu apertado calor quente me tem puxando minha boca da dela para cerrar os dentes. — Foda-se, a sua boceta é muito gostosa. — Eu giro os quadris, mantendo nossos corpos o mais próximo possível. Suas pernas me envolvem, suas mãos indo para o meu cabelo, me segurando perto. — Nico, — ela choraminga, as pernas me puxando para mais perto. — Estou aqui, baby. — Eu a seguro forte, afundando nela, puxando um pouco para fora, e correndo de volta. Mantenho meus cursos iguais, pressionandoa completamente e moendo minha pélvis contra o seu clitóris. Nós dois respiramos pesadamente, o fôlego se mistura entre beijos. Posso sentir seu coração batendo rapidamente contra o meu peito. Um brilho fino de suor começa a grudar em nossa pele. Suas mãos vagueiam sobre mim, suas unhas cavando em minha pele em cada impulso. Posso senti-la chegando mais perto quando seus quadris sobem, fazendo-me deslizar mais profundo. Eu sei que estou perto quando começo a sentir aquele formigamento profundo e os dedos dos pés começam a enrolar. — Eu vou... — Eu sei, — digo, interrompendo-a, empurrando minha língua em sua boca enquanto sua vagina aperta o meu pau. Eu me enterro profundamente dentro dela, deixando-a puxar-me sobre o orgasmo com ela. Eu a abraço enquanto rolo, puxando-a em cima de mim. — Você está bem? — Pergunto uma vez que minha respiração volta ao normal.


— Sim, — ela sussurra, se aconchegando mais perto. — Eu odiei você sair, mas odiei ainda mais quando você precisou ficar fora por mais tempo. Eu estava realmente preocupada com você, — ela confessa em voz baixa. Posso senti-la traçando uma das tatuagens ao longo minhas costelas. — Eu odiei estar longe de você também. Você sabe disso, certo? — Levanto minha cabeça para olhar para ela. — Sim. — Ela balança a cabeça, seu olhar encontra o meu, — Estou feliz que você veio para casa, — diz ela, e meu coração aperta com a palavra casa. Ela é a minha casa agora. — Eu sempre voltarei para casa, para você. Não vou mentir e dizer que o que eu faço não é perigoso às vezes, mas estou sempre atento, e agora, com você, eu tenho um novo motivo para ficar seguro. — Você cuidou de tudo o que fazia em Vegas? — Ela pergunta, e sinto meus músculos se contraírem com a pergunta; não estou acostumado a compartilhar coisas sobre o meu trabalho com ninguém, a não ser Kenton. — Eu fiz o máximo que pude. Esperemos que a polícia não demore muito para resolver a situação. — O que é? — Ela pergunta, e deixo escapar um longo suspiro, querendo saber quanto eu deveria dizer. — Você pode me dizer, — ela incentiva. — Há pessoas más no mundo. Você sabe disso, Sophie. Apenas não quero que você saiba o quão ruim algumas delas são, e realmente não quero falar com você sobre isso logo depois de chegar em casa e ainda estar dentro de você em nossa cama. Devemos fazer um pacto agora de nunca falar sobre coisas de trabalho quando estivermos na cama. — Tudo bem. — Ela suspira antes de levantar a cabeça e colocar o queixo na mão. — Você sabe como você deseja que eu fale com você? — Isso é diferente. Você e eu sabemos que é. — Corro os dedos pelos seus cabelos. — Haverá momentos em que não posso ou não vou falar sobre o meu trabalho. — Por quê? — Ela pergunta, se movendo, fazendo-me gemer e meu pau saltar. — Há coisas das quais eu sempre te protegerei, e meu trabalho é uma delas. — Você não acha que é melhor se eu souber?


— Não, eu não acho. Se for algo que você precise saber, eu direi. Caso contrário, você só terá que confiar em mim. — Tudo bem, mas se algo acontecer com você, eu vou chutar o seu traseiro. Sorrio e a lanço em suas costas, fazendo-a gritar de surpresa. — Como você vai chutar a minha bunda quando não consegue nem sair dessa posição? — Pergunto, curvando-me para puxar um de seus mamilos em minha boca. — Eu poderia, se quisesse, — ela respira, puxando minha boca mais perto de seu peito. — Você acha? — Pergunto, antes de passar para o outro mamilo. — Eu sei que poderia, — diz ela, envolvendo suas pernas em mim; seus quadris levantando, levando-me a afundar mais nela. — Foda-se, — eu gemo, surpreso ao sentir-me endurecer dentro dela. Suas mãos vão sob meus braços, seus dedos correndo ao longo de minhas costas antes de prender em volta dos meus ombros. Ela geme antes de lamber meu pescoço, respirando em meu ouvido. — Pronto? — Diz ela, mordendo minha orelha. Estou tão perdido nela que sou pego de surpresa quando uma de suas pernas desenrola-se da minha cintura e vai para a cama. Seus braços mudam, e então de repente eu estou nas minhas costas com ela de pé em cima de mim na cama e olhando para mim. — Puta merda, — digo em estado de choque. — Eu disse que poderia sair dela. — Ela sorri para mim antes de se sentar, abrangendo meus quadris. — Onde você aprendeu isso? — Pergunto, passando minhas mãos em suas coxas. — Devon, o noivo de Maggie, é um policial e me ensinou alguns movimentos. Ele disse que ajudaria a construir a minha confiança novamente se eu soubesse que poderia derrubar alguém se eles conseguissem me derrubar. — Você é incrível, baby. Estou orgulhoso pra caralho de você agora. — Sério? — Ela sorri. — Realmente. — Obrigada, — ela diz timidamente. — Venha aqui, doce Sophie.


Posso ver que ela está cansada. Eu a puxo para deitar contra o meu peito, passando a mão pelos cabelos e costas. Eu a seguro até que ouço sua respiração igualar e sei que ela dormiu. Eu a viro e verifico se ela está coberta antes de sair da sala. Daisy está sentada do lado de fora da porta do quarto quando a abro. — Ei, menina. — Eu a pego antes de ir para a cozinha. — As coisas mudarão por aqui. Em primeiro lugar, eu acho que você pode receber um amigo para brincar, — eu digo, me referindo a outro cão. — Então, nós precisamos convencer Sophie a se mudar. Você acha que pode me ajudar com isso? — Pergunto. Ela não se importa com nada, exceto que estou dando atenção a ela. Vou até a bolsa que deixei cair na porta e puxo o meu telefone. Deslizo meu dedo na tela e faço uma ligação que tenho evitado desde que conheci Sophie. Eu amo a minha mãe, mas também a conheço. Se ela soubesse sobre Sophie antes, ela exigiria que eu a levasse, e eu não podia fazer isso. Eu precisava dar Sophie tempo para se acostumar com sermos um nós. Agora, porém? Agora, não me importo. Não haverá mais dela fazendo merda porque tem medo. Eu me recuso a deixá-la viver o resto de sua vida assim. — Ei, querido. Você está em casa? — Minha mãe pergunta assim que atende. — Sim. Cheguei há duas horas. — Eu entro na cozinha, colocando Daisy no chão antes de lavar as mãos e ir à geladeira para pegar uma garrafa de água. — Como foi sua viagem? Você se divertiu? — Foi um trabalho, Ma. Não festejava em Vegas, — eu digo a ela com uma risada. — Bem, você estava em Las Vegas. Por que não tentou se divertir um pouco enquanto estava lá? Você acha que não sei o que você faz no seu tempo livre? — Posso vê-la na minha cabeça revirando os olhos. — Eu sei como você e seus irmãos agem quando estão solteiros. — Sim, Ma, mas não estou solteiro mais, — declaro, sorrindo.


— Vocês são tão homens-prostitutas. Juro – é uma maravilha que um de vocês não acabou nesse programa 16 and Pregnant

8

, — diz, perdendo

completamente o que eu disse. — Ma, pare de falar por um segundo e me ouça, — digo, esperando que ela pare de divagar. — Juro – Trojan me deve royalties para todos os preservativos que comprei para vocês, meninos. — Ma, ouça. — Balancei minha cabeça. — O quê? — Diz ela, parecendo irritada. — Encontrei a minha garota, Ma. — O que quer dizer, encontrou sua garota? — Eu quero dizer que encontrei a garota com quem eu vou me casar. — É Dia da Mentira? — Ela pergunta em tom de brincadeira, mas posso ouvir choque e felicidade em sua voz. — Nah. Não brinco com você sobre algo assim. — Quando você a conheceu? Quem é ela? Quando posso encontrá-la? — Ela grita tão alto que tenho que puxar meu telefone do meu ouvido. — O nome dela é Sophie. — Eu ri. — Eu a conheci quando encontrei o telefone dela e devolvi para ela. Ela é linda, inteligente e tão doce, tão doce Ma – eu nem sei como tive tanta sorte. — Você a ama, — ela sussurra reverentemente. — Demais. — Não posso nem começar a explicar o que eu sinto por Sophie, mas acho que não é o amor normal. É algo mais. Eu amo minha família, e amo a minha vida, mas o que sinto pela garota que está dormindo na minha cama agora vai além disso. — Oh, querido, estou tão feliz por você, — ela diz baixinho, — mas você deve tentar levar lentamente. — Merda. — Olho para o chão. — Eu estive vendo-a por um tempo agora, Ma. — Quanto tempo é um tempo? — Ela pergunta

8 16 and Pregnant (Grávida aos 16) é um reality-show da MTV, Segue a história de meninas grávidas aos 16 anos, e em cada episódio, mostra-se a historia de uma garota. O episódio termina geralmente quando o bebê tem de um a três meses de idade.


— Há alguns meses, — digo a ela suavemente. — Por que não me contou? — Posso ouvir a dor em sua voz. Eu sabia que essa pergunta viria. — Ela não teve uma vida fácil, mãe. Eu precisava dar-lhe tempo para confiar em mim sem sobrecarregá-la com todos. — Nós não a sobrecarregaríamos, — ela argumenta. — Ma... — digo no tom de quem você está tentando enganar? — Tudo bem, tudo bem, — ela admite. — Então, quando vou conhecê-la? — Logo. — Sorrio. — Eu te ligarei amanhã e podemos combinar um tempo para irmos jantar. — Tudo bem, querido. Eu te amo. E estou tão feliz por você, — ela sussurra. — Eu também te amo, mãe. Falo com você amanhã. — Adeus, querido. — Até mais. — Eu desligo, colocando o meu telefone no balcão antes de olhar para Daisy. — Vamos para a cama, menina. — Volto para o quarto e subo na cama com Sophie, que se enrola automaticamente em mim. Eu a seguro, beijando seu cabelo antes de segui-la no sono.


CAPÍTULO 09

— Oi. — Sorrio para David enquanto ele caminha para a biblioteca. Ele é um cara agradável-suficiente; ele me convidou para sair duas vezes, mas eu simplesmente não conseguia sair com ele. Não é que ele não seja de boa aparência, ele é, mas parece que ele precisa tentar demais para ser simpático. É estranho. — Hey, Sophie. Como você está? — Ele se inclina no balcão na minha frente. — Bem, e você? — Pergunto, digitando o número de atendimentos de um livro que um professor me pediu para verificar para a sua aula. — Eu estou bem. Queria saber se você gostaria de sair e conseguir algo para comer depois do trabalho? — Não, desculpa. Não posso. — Nem sequer tiro o olhar do que estou fazendo quando respondo. — Deve ser difícil para você se mudar para um novo estado sozinha, viver sozinha e não ter ninguém por perto. — Perdão? — Pergunto, finalmente olhando para ele. Seus olhos parecem mais escuros, e algo nele apenas parece... desligado. Um arrepio desliza pela minha espinha, e me endireito na cadeira. Algo me diz para ficar longe dele. — Oh merda, eu sinto muito. Você parece assustada. — Ele ri. — Eu não quis dizer nada, Sophie. Só que, se precisar de mim, eu estou aqui para você. — Obrigada, — eu sussurro, encontrando dificuldade para respirar. — Vejo você por aí, — diz ele, sorrindo. Ele bate no topo da mesa antes de sair da biblioteca, e assim que ele está fora de vista, eu pego minhas chaves e bolsa,


apago as luzes da biblioteca, e tranco a porta antes de correr pelo corredor e para o meu carro. Minhas mãos estão tremendo quando abro a minha porta, e uma vez lá dentro, aciono as fechaduras. Ligo o meu carro e levanto a minha cabeça quando sinto os olhos em mim, meus olhos desembarcam no carro de David algumas vagas depois. Mal posso distinguir David sentado em seu carro acenando. Levanto minha mão rapidamente, coloco o meu carro em movimento, e acelero para sair do estacionamento. Até o momento em que chego em Nico, o estranho encontro com David é apenas isso, um estranho encontro. David sempre foi simpático. Ele sabe que eu me mudei sozinha para o Tennessee e provavelmente estava apenas preocupado comigo sozinha o tempo todo, e desde que ele não sabe sobre Nico, seria compreensível, eu me convenço. Viro a chave na porta e abro para o completo silêncio; isso me pega desprevenida. Daisy sempre me cumprimenta quando chego em casa. Entro na cozinha para colocar a minha bolsa sobre o balcão. Levanto o meu pé atrás de mim, pronta para tirar os sapatos antes de procurar por Daisy. — Deixe-os, — é rosnado, e olho por cima do meu ombro para Nico, que está sem camisa, vestindo um par de jeans e nada mais. Vê-lo me faz esquecer tudo. Meu coração bate mais forte ao ver seu rosto; seus olhos estão escuros e famintos. — Estive em casa o dia todo, malhei três vezes, e ainda não consegui tirar a imagem do que você está vestindo da minha cabeça. — Ele dá um passo em minha direção. Olho para baixo, confusa. Eu usei uma saia lápis de cintura alta com uma blusa branca, completando com meias e stiletto meia pata de camurça preta para trabalhar hoje. Este é meu traje normal quando saio da casa para o trabalho. Ele me viu nestes tipos de roupas um milhão de vezes. — O quê? — Pergunto; a cabeça inclinada para o lado, estudando sua expressão. Suas mãos levantam para puxar os grampos dos meus cabelos, atirando-os para a ilha na cozinha. Em seguida, elas vão para a minha camisa, desabotoandoa e puxando-a para o lado antes de abrir o fecho frontal do meu sutiã, liberá-lo para que meus seios estejam livres. — Você tem essa coisa toda de bibliotecária impertinente acontecendo. — Suas mãos levantam os meus seios enquanto sua cabeça mergulha para que ele possa lamber cada mamilo antes de morder e chupá-


los, fazendo-me agarrar seu cabelo. — Toda vez que você sai de casa em uma destas roupas, tudo o que posso pensar é em você de joelhos diante de mim, sua saia levantada em torno de sua cintura, enquanto vejo você me chupar, — diz ele, suas mãos começando a puxar minha saia para cima das minhas coxas e os dentes mordendo minha orelha. — Oh, — eu respiro, sentindo seus dedos puxar minha calcinha para o lado e, em seguida, dois dedos encher-me. — Olha como você está molhada, — ele geme, puxando seus dois dedos entre nós. Ele não está errado; posso sentir a umidade entre minhas pernas e meu clitóris lateja agora. Ele coloca os dedos em sua boca, seus olhos em mim o tempo todo. — Tão doce. — Suas mãos vão para a minha cintura. Então ouço o material rasgando, e percebo que ele está arrancando minha calcinha. — Eu tive essa fantasia desde o primeiro momento em que te conheci. Você estava ajoelhada diante de mim, seus peitos expostos, — diz ele, esfregando o polegar sobre um mamilo e depois o outro, — e sua saia levantada em torno de sua cintura. — Ele olha para baixo, e sinto uma mão em minha bunda. — As meias... essas são um bônus, — ele rosna, arrastando a mão ao redor antes de deslizar um dedo sobre o meu clitóris. — Você quer tornar a minha fantasia realidade? Mordo meu lábio, balançando a cabeça. Sem pensar, eu me ajoelho na frente dele. Olho para cima, passando minhas mãos sobre suas coxas antes de desabotoar sua calça jeans e puxar o zíper para baixo. Ouço um estrondo baixo e levanto os meus olhos para os dele, e então vejo como suas narinas alargarem. No segundo que seu jeans é aberto, ele nasce livre, saltando de encontro ao seu estômago. Pronto para a ação - tão quente. Uma das minhas mãos vai para a parte de trás da sua coxa, a outra para a base de seu pênis, puxando-o para mim. Ver o seu piercing dá água na boca. Conhecendo a sensação dele dentro de mim provoca uma nova onda de umidade, a qual se espalha entre as minhas coxas. Eu lambo a cabeça antes de fechar a minha boca sobre ele. Não posso ter muito dele em minha boca. Ele é muito grosso e longo, então uso a minha mão, movendo-a ao longo de seu eixo, juntamente com a minha boca. — Olhe para mim, Sophie.


Levanto os meus olhos para ele; observar sua expressão enquanto trabalho nele me faz querer agradá-lo muito mais. Eu o golpeio rápido, e, em seguida, suas mãos estão nos meus cabelos nas laterais da minha cabeça. — Isto é melhor do que qualquer fantasia que eu já tive, — ele geme, a cabeça caindo para trás e os quadris bombeando dentro e fora da minha boca. — Merda, baby, — diz ele, e antes que eu saiba o que está acontecendo, ele puxa para fora da minha boca, me vira e afunda em mim por trás. Minhas mãos vão para a madeira na minha frente, minha cabeça curvandose para frente. As mãos de Nico vão para os meus quadris, me levantando mais, abrigando-se mais profundo. Ele bate em mim forte e rápido. Ele desliza a mão ao redor da minha cintura, os dedos circulando em meu clitóris. Ele circunda-o quando sua outra mão vai para o meu peito, beliscando meu mamilo. Eu grito ao sentir a primeira onda do meu orgasmo se derramar sobre mim. — Foda-se, — ele geme, plantando-se profundamente e rangendo os quadris conforme derrama em mim. — Você está bem? — Ele pergunta depois de recuperar o fôlego, me sentando. — Acho que sim, — eu choramingo quando ele puxa para fora de mim. Suas mãos tiram meus sapatos antes de envolver um braço em volta da minha cintura para me ajudar a levantar. — Merda, baby, — diz ele, olhando para baixo. Olho para ele, em seguida, sigo seus olhos para os meus joelhos, que estão vermelhos por causa dos pisos de madeira. — Estou bem. — Sorrio, sentindo meu rosto esquentar. Ainda estou tão afetada pelo orgasmo que não notaria nenhuma dor. — Vamos tomar banho. — Ele me pega, me leva para o banheiro, e, então, me ajuda a tirar a roupa e entrar no chuveiro antes de tirar seu jeans, me seguindo. — Eu tenho outra fantasia, — ele sussurra em meu ouvido quando suas mãos massageiam meus seios por trás. — Ah, é? — Eu pergunto, inclinando a cabeça para o lado. — Oh yeah, — diz ele, mordiscando meu pescoço antes de me mostrar algumas outras fantasias que ele tinha. Todas elas eram incríveis, mas a minha favorita é quando as minhas coxas estão ao redor de sua cabeça.


— Amanhã vamos jantar com os meus pais para que você possa conhecer todos. Tento levantar a cabeça para olhar para ele, mas estou muito exausta. — Era esse o seu plano? Distrair-me para que eu não discutisse? — Não, mas parece inteligente. — Ouvi o sorriso em sua voz e não posso evitar, mas sorri de volta. — Estou nervosa sobre conhecê-los, mas também não posso esperar, — eu confesso em silêncio. — Sério? — Pergunta ele, fazendo-me sentir uma idiota. Odeio ele achar que não quero conhecê-los. Nunca foi sobre não querer conhecê-los. Sempre foi sobre ter medo do que aconteceria se eu tivesse um ataque de pânico ou algo assim. Não quero que eles pensem que o filho deles precisa encontrar alguém normal. — Não fique tão surpreso. — Corro minha mão ao longo de seu abdômen. — Quero ver de onde você vem e conhecer as pessoas com quem você cresceu. Além disso, você falou tanto sobre seus irmãos e suas famílias que sinto como se eu já os conhecesse. — Obrigado por fazer isto. Sei que não é fácil para você, mas minha família é legal. Eles vão te amar. — Espero que sim, — digo a ele, meus olhos pesando. Não me importo com quem mais me ama. Eu só quero que ele me ame. — Durma, doce Sophie, — ele sussurra, seus lábios na minha testa. — Boa noite, — murmuro. Sinto sua risada contra minha bochecha, me fazendo sorrir antes de cair no sono, esquecendo completamente de dizer a ele sobre a minha reação estranha para David. *~*~* — Você está aqui! — Uma mulher grita, correndo para fora e descendo os degraus da frente de onde estou saindo do carro de Nico. Tropeço para trás quando ela me abraça em um abraço apertado. — Bem-vinda, — diz ela, sem fôlego, antes de suas mãos irem para o meu rosto, seus olhos suaves quando ela olha para mim.


— Oi. — Não posso deixar de sorrir quando ela me puxa para outro abraço. Ela não parece tão assustadora mais. Eu quase ri de meu próprio medo. — Hey, — diz Nico, caminhando em nossa direção. O sorriso que ele apresenta é um que eu não vi antes, mas preciso dizer – é provavelmente um dos meus favoritos. — Ei, querido. — Ela me deixa ir e caminha para onde ele está de pé, com as mãos indo para seu rosto neste momento. Ouço-a sussurrar algo para ele, mas não posso descobrir o que é. Seu rosto suaviza, muito parecido com sua mãe quando ele acena com a cabeça antes de beijar sua bochecha. — Então, espero que vocês dois estejam com fome. — Ela sorri, ligando o braço com o meu enquanto nós caminhamos para a casa. — Onde está o papai? — Nico perguntou. Ela se vira para olhar por cima do ombro para responder. — Ele logo estará aqui. Ele me ligou para dizer que se atrasaria, — diz ela conforme caminhamos para dentro. A casa é uma linda casa de fazenda de dois andares. O exterior é pintado de um amarelo pálido com acabamento em branco, e uma grande varanda da frente que ostenta duas cadeiras de balanço completa o quadro. À medida que nós entramos, tudo o que posso pensar é quão aconchegante a casa dele parece ser. O aconchegante piso de madeira e decoração em estilo country faz-me sentir como se eu devesse beber um copo de limonada e colocar os pés para cima. — Eu amei a sua casa, — digo a Susan conforme caminhamos para a cozinha. — Muito obrigada, querida. Os avós de Nico compraram esta casa quando eles se mudaram para a área. Quando disse a James que a venderiam, ele comprou a casa deles. — Eu gostaria de viver em uma área como esta. A viagem para cá foi linda. Quando me mudei para o Tennessee, eu queria comprar uma casa no campo com dois acres, mas eu simplesmente não podia pagar isso, — explico com um sorriso. — Pensei que você gostava de viver em um bairro próximo à cidade? — Nico afirma como uma pergunta, envolvendo os braços em volta da minha cintura por trás.


— Não me importo. — Eu viro minha cabeça e olho para ele. — Mas quando eu era pequena, li todos os livros Little House on the Prairie9 e sonhava em viver em uma casa no meio do nada com meu marido e enchê-la com toneladas de crianças. — Nós podemos definitivamente ter toneladas de crianças, — diz ele, seus olhos escurecendo. Ele está em uma missão de fazer bebês. Desde que voltou de Las Vegas – a menos que eu esteja trabalhando – estamos na cama, e ele vem fazendo tudo em seu poder para colocar um bebê em mim. Não que eu tenha colocado muito impedimento quanto a isso. Após me abrir para ele sobre tudo, eu sei que ele é tudo o que eu quero e preciso. Sei que, no fundo, mesmo na noite em que fugi, eu teria voltado para ele; não seria capaz de ficar longe. — Nico, você quer vir me ajudar? — Um cara grita para dentro da casa, o meu ritmo cardíaco chutando automaticamente. Nós conversamos sobre isso. Esta manhã ele me disse que todos estavam reunidos na casa dos pais para o jantar. Como eu disse a ele na noite passada, estou animada, mas ainda nervosa. Sei que adiei por tanto tempo quanto poderia. E honestamente, não era justo com Nico continuar empurrando-o para longe mesmo que não fosse intencional. Quando disse a Maggie o que estava acontecendo, eu podia ouvi-la batendo palmas e pulando para cima e para baixo enquanto estávamos no telefone. Ela adora que Nico esteja me forçando a sair da minha bolha. Ela está feliz por mim e animada para conhecer Nico. — Yeah! — Ele grita de volta antes de beijar meu pescoço e sussurrar em meu ouvido, — Você ficará bem. Estou aqui com você. — Ok, — concordo nervosamente. Só não quero ter algum tipo de colapso na frente da família dele. Uma vez, no Job Corps, eu desmaiei quando estava com um grupo de pessoas no almoço. Depois disso, eu tentei me ater apenas a mim mesma. — Então, Nico disse que você trabalha como bibliotecária? — Susan pergunta, sorrindo para mim.

9 Uma série de oito livros infantis autobiográficos escritos por Laura Ingalls Wilder e publicados pela Harper & Brothers, 1932-1943.


— Sim. Bem, eu faço isso a tempo parcial. Meu trabalho real é como especialista em seguros privados. — A vejo indo para o fogão e tirando um pernil gigante, do tipo que você teria em ação de graças, com o abacaxi e cerejas em cima dele. — Uau, isso soa divertido, — diz ela com sarcasmo e risadinhas, me fazendo rir. — Sim, não é divertido, mas paga as contas. — Dou de ombros. — Isso é sempre importante. — Bem, realmente, a coisa é – meu vício por sapatos não pagará por si mesmo, — digo com um sorriso. — Você também, né? Eu precisei trabalhar para os meus meninos quando o pai deles me disse que não me daria mais dinheiro para comprar sapatos, a menos que eu me livrasse de alguns primeiro. Eu disse bem, eu não preciso do dinheiro dele, e subornei os meus rapazes com biscoitos e comecei a trabalhar para eles. Desnecessário dizer que James teve que construir um closet maior para mim. — Ela ri e balança a cabeça, e começo a rir também. Não posso evitar; ela é tão doce e me deixa totalmente à vontade. — Você pode me ajudar com os pãezinhos e colocá-los no forno? — Ela pergunta. — Claro, — eu digo, vou até o balcão e coloco uma panela de pãezinhos havaianos no forno. — Obrigada, querida. — De nada. — Sorrio; uma sensação de calor no interior. Eu me pergunto se minha mãe teria sido como ela se estivesse viva. Todas as lembranças da minha mãe são felizes; ela estava sempre rindo e sorrindo. — O que há de errado? — Os braços de Nico me envolvem. Eu o abraço, respirando-o antes de levar minhas mãos para o meu rosto, enxugando os olhos. — Fale comigo, — diz ele em meu ouvido antes de beijá-lo. — Nada. Só pensando na minha mãe e me perguntando se ela seria como a sua, — digo a ele. Ele inclina a cabeça com um dedo embaixo do meu queixo. — Você ficará bem aqui? Se não, nós podemos ir, — diz ele em voz baixa, procurando o meu rosto. Ao ouvi-lo dizer isso só me faz amá-lo mais. Eu sei o quanto sua família significa


para ele. Sei o quanto ele quer que eu os conheça; por isso a sua pergunta se eu preciso sair diz mais do que palavras jamais poderiam. — Você me ama, — sussurro. Não é uma pergunta; sei que ele ama, porque posso ver isso em seus olhos. Não sei como não percebi isso antes. — Eu amo. — Ele sorri; sua boca tocando a minha. — Eu amo você, Sophie, — diz ele em voz baixa para apenas eu ouvir. — Eu também te amo, — sussurro, fechando os olhos. Sinto-o sorrir contra meus lábios antes de me beijar novamente. — Bem, merda. — Ele afasta a boca da minha e viro minha cabeça. — É verdade. Foda-me, pensei que mamãe estava brincando, — diz um cara, olhando entre Nico e eu. — Trevor, esta é Sophie. Sophie, este é meu irmão, Trevor. — Prazer em conhecê-lo, — digo a ele, me aproximando mais de Nico. Trevor é grande, e nós estávamos em uma cozinha, então não posso evitar, mas sinto um pouco de medo quando o pensamento do meu ataque na cozinha da minha casa de infância deriva na minha mente. Tento lutar contra ele, lembrando o que meu conselheiro disse sobre não deixar isso me controlar, respiro fundo e estico minha mão para Trevor, que a pega imediatamente. Eu grito quando de repente ele me puxa para ele, e leva um segundo para perceber que ele está me abraçando. Meu coração bate forte no meu peito, mas minha respiração, que vinha em ofegos ásperos, normaliza, e retribuo o seu abraço por um segundo antes de ser puxada pelos fortes braços tatuados de Nico. — Aw, agora você entende. — Trevor sorri, balançando a cabeça. — Entendo, e você tem a sua própria mulher, de modo que mantenha suas mãos longe da minha, — diz Nico, me colocando debaixo do braço novamente. Em seguida, uma mulher muito bonita, com longos cabelos loiros entra na cozinha, segurando uma pequena garota – bem, tentando; parece mais como se a garota estivesse presa, e que se a mulher se mover errado, seu estômago muito grávido explodirá. — O que eu disse a você sobre pegá-la, baby? — Trevor a repreende, pegando a menina dela e sussurrando algo em seu ouvido, fazendo-a rir e gritar, — Papai! — Era pegá-la ou ter a casa de sua mãe destruída. Ela é exatamente como você. Nunca ouve quando digo não, — ela retruca para Trevor.


— Você não gosta de dizer não para mim, — Trevor diz a ela com um sorriso antes de puxá-la delicadamente pela parte de trás do pescoço e beijá-la. Quando sua boca deixa a dela, ela sorri, então, olha para Nico e eu. — Hum, — ela murmura, e não posso deixar de rir. Entendo totalmente; Nico tem o mesmo efeito em mim. — Sophie, esta é minha esposa, Liz, e minha filha, Hanna. — Oi, — Saúdo suavemente, levantando minha mão em um pequeno aceno. Nico me puxa totalmente contra ele até Hanna sair do aperto de Trevor, se agarrando a Nico. Eu adoro vê-lo com a menina, que parece muito fascinada por ele. — Oh meu Deus, eles estavam dizendo a verdade, — diz Liz calmamente. Meus olhos vão para os dela, e ela começa a rir, fazendo com que toda a sua barriga pule. Começo a me perguntar se ela deveria mesmo estar fora da cama com o quão grande ela está. — Você deveria fazer isso? — Pergunto a ela, observando sua barriga, com medo de que o bebê vá de alguma forma se desalojar e voar para fora. — Fazer o que? Rir? — Pergunta ela, meus olhos voltando ao dela enquanto ela sorri e balança a cabeça, rindo ainda mais. — Ainda tenho um caminho a percorrer, mas esse cara aqui, aparentemente, será o maior bebê da história dos bebês. — Ela começa a esfregar sua barriga, e eu realmente quero esfregá-la também para ver o que se sente. — Ele está chutando. Você quer sentir? — Pergunta ela, lendo meu rosto. Dou dois pequenos passos em direção a ela, colocando delicadamente minha mão em sua barriga. — Dói? — Não. Parece estranho e desconfortável, mas nunca realmente doloroso, exceto o parto. Agora, isso é horrível, e qualquer um que diz diferentemente é um mentiroso. — Ela pega a minha mão, colocando-a em seu lado e mantendo-a lá. E é quando sinto um pontapé pequeno, e depois outro, este muito mais forte. — Uau, — eu respiro. — Sim. Ele será um jogador de futebol. — Ele será um jogador de futebol americano, — diz Trevor, estreitando os olhos para a sua esposa.


— Claro, querido. — Ela sorri, em seguida, revira os olhos. — Há quanto tempo você está com Nico? — Um... — Merda. O que eu deveria dizer? Olho para Nico; ele está tão preso tentando controlar a menina em seus braços e conversar com Trevor que ele, basicamente, não é de nenhuma ajuda. — Você está com ele, certo? Quero dizer, ele não está só brincando, não é? — Ela pergunta, confusa. — Não, não, não é uma piada. — Balanço minha cabeça, minhas sobrancelhas se unindo em concentração enquanto tento descobrir o que dizer. — Ei, eu estava apenas curiosa. Você não precisa me dizer nada, — diz ela suavemente. — Eu... eu só me sinto mal. Estamos juntos há alguns meses, mas eu simplesmente não conseguia encontrá-los ainda. Tentava trabalhar através de algumas coisas primeiro, — eu digo a ela calmamente. — Eu entendo isso. Precisei trabalhar algumas coisas por um tempo, bem, então eu sei como você se sente. Nico é um cara bom, porém, então ele vai ajudála. — Sim, ele é meio que implacável, — respondo, enrugando o meu nariz. Ela

sorri

genuinamente,

transformando

todo

o

rosto

bonito

em

deslumbrante. — Bem, então acho que eu deveria dizer bem-vinda à família. — Ela me choca, me puxando para um abraço. — O quê? — Garota, agora você está presa. Não há nenhuma maneira de sair disto. Mesmo se você tentar, ele iria caçá-la. — Ela ri. — Caramba, — digo com uma falsa careta. — Sim. — Ela balança a cabeça, e então eu ouço a porta da frente abrir em um estrondo. Salto e olho para Nico. Em seguida, vozes altas preenchem a frente da casa. — Ma?! — É berrado. Olho para Susan, que sorri e revira os olhos. — Meu filho mais velho não tem boas maneiras. Não ligue para ele, — diz Susan, nos contornando e saindo da cozinha. — Você chamou? — Pergunta ela com uma risada, e então há um coro de Avó! sendo gritado com gritos felizes do que soa como um bando de meninas.


— Vamos conhecer todos, — diz Nico, me levando à sala de estar com uma mão contra a minha parte inferior das costas, a outra ocupada com uma menina muito animada. Assim que viramos a esquina, eu paro morta no meu caminho quando vejo dois dos mais belos homens, uma mulher bonita de cabelos vermelhos, uma mulher bonita com um longo cabelo marrom, quatro meninas e um menino pequeno, todos reunidos em torno de Susan e gritando por sua atenção. Os outros dois casais na sala estão de pé ao lado, assistindo e rindo enquanto Susan é atacada por um grupo de crianças. — Tio Nico! — Uma menina vestindo um tutu grita, correndo em nossa direção a toda velocidade. Todas as outras crianças na sala seguem seu exemplo e nos rodeiam. — Quem é você? Olho para baixo para ver o único menino no grupo olhando para mim com curiosidade. — Sophie. Quem é você? — Jax, — diz ele, inclinando a cabeça para o lado e me estudando. — Nunca te conheci antes. — Não, você não conheceu. Ele olha a mão de Nico envolvendo a minha cintura, e seus olhinhos estreitam ligeiramente. — Você disse que meninas são estranhas e que você não queria uma, — Jax diz, olhando para Nico acusadoramente. — Eu disse, carinha, mas isso foi antes de conhecer Sophie, — explica Nico, e desejo rir, mas Jax parece muito sério sobre este tema. — Mas ela é uma menina, — argumenta ele, olhando para todas as meninas e voltando para Nico. — Nós já temos muitas meninas. — Ele está certo, sabe. Você é o único sempre dizendo que as meninas são nojentas, — um cara em um boné de beisebol diz, andando pela sala e segurando a mão de uma mulher, ambos com sorrisos largos em seus rostos. — Olá, Sophie, é bom conhecê-la. Esta é a minha esposa, Lilly. Sou Cash. Este rapaz aqui é Jax, e ele é nosso, juntamente com Ashlyn, — diz ele, apontando para uma das meninas.


— Prazer em conhecê-lo também, — eu digo quando todas as meninas da sala começam a correr em torno de nós, gritando em suas agudas vozes cantadas, — Tio Nico está apaixonado! — Não posso evitar, então sorrio. — Bem-vinda à loucura, — diz Lilly, sorrindo, e foi aí que a reconheci da escola. — Você costumava dar aulas no ensino médio, certo? — O cabelo está diferente, mas tenho certeza que é ela. — É por isso que reconheci você! — Ela sorri animadamente. — Você ainda trabalha na biblioteca? — Sim. Fiquei imaginando o que aconteceu com você, — digo em voz baixa. — É uma longa historia. Um dia, quando tiver tempo, vamos nos encontrar para tomar um café para que eu possa contar tudo sobre isso, — ela responde o mais silenciosamente. Estou surpresa com a sua oferta; mesmo quando ela trabalhava na escola, nós nunca socializamos. Bem, eu nunca socializei com ninguém. — Eu gostaria disso, — digo sinceramente, gosto da ideia de ter alguns amigos aqui. — É realmente um mundo pequeno. — Ela balança a cabeça, olha para Cash, e sorri quando ele se inclina, beijando-a na testa. Em seguida, o outro cara que chegou se aproxima, pegando uma menina ao longo do caminho. — Sophie, é bom finalmente conhecê-la. Sou Asher, esta é November, e essas três meninas são nossas – July, June e May, — diz ele, apontando para cada filha, conforme diz seus nomes. Se Nico não tivesse me preparado para seus nomes, eu poderia ter rido, mas, felizmente, ele me avisou. — Prazer em conhecê-los rapazes. — Eu sorri para os dois antes de tomar um segundo para olhar ao redor. Toda família de Nico é bela... tipo, realmente bonita. — Você está bem, baby? — Nico sussurra ao lado de minha orelha, enviando um pequeno arrepio percorrendo minha espinha. Concordo com a cabeça e me inclino nele. — Tudo bem, todos. Preciso de ajuda para colocar o jantar na mesa. Quem quer ajudar a vovó? — Susan pergunta, e todas as crianças começam a gritar sobre


quem vai ajudar a pôr a mesa, que tem os pãezinhos de manteiga, e todos os outros tipos de tarefas que claramente fazem muitas vezes. — Chamamos isso de caos controlado, — diz November, observando como todas as crianças seguem atrás de Susan. — Eu apenas chamo de insanidade, — diz Trevor, entrando na sala de estar com Liz, a quem ajuda a sentar-se antes de colocar os pés sobre um travesseiro. — Querido, eu disse que estou bem, — ela resmunga, mas vendo o tamanho de seus tornozelos me tem estremecendo e agradecida por ela estar fora de seus pés. — Bem, fique bem sentando sua linda bunda aqui com os pés para cima, — responde ele, beijando-a com força antes de voltar para a cozinha. — Ele é tão mandão, — diz Liz, mas posso dizer que ela realmente não se importa dele ser mandão com ela. — Então, você tem certeza que está pronta para ser uma parte desta loucura? — Asher me pergunta, envolvendo um braço em volta da cintura de November. Olho para Trevor, que vem para dar a Liz um copo de água e, em seguida Cash, que sussurra algo no ouvido de Lilly fazendo-a sorrir. Eu olho para November, que olha para Asher como se ele detivesse os segredos do universo, e quando sinto a mão de Nico do meu lado, seus dedos correndo ao longo da pele entre a minha camisa e calça jeans, nesse simples toque, eu sinto amor. — Pode levar algum tempo para me acostumar, mas sim, eu estou pronta, — digo a Asher, e os dedos de Nico me dão um aperto. — Ainda estou tentando me acostumar com isso, mas desde que você seja forte e não deixe que esse cara mande muito em você, você ficará bem, — diz November, sorrindo. — Ei, eu não fico mandando em você, — diz Asher, olhando para November. — Eu sei que você não faz. — Ela dá um tapinha no peito, em seguida, revira os olhos, me fazendo rir. — Papai está em casa, — Nico diz quando ouvimos um alto motor diesel parando do lado de fora, e antes de ter um segundo para reunir meus pensamentos, — Vovô está aqui! — É gritado e um enxame de crianças correm para a sala, em seguida, a frente da porta.


Meu coração incha à medida que caminhamos para a varanda da frente. Há obviamente uma regra no lugar e as crianças devem fazer isso muitas vezes, porque todos eles ficam na varanda até que veículo seja desligado. No segundo que o motor morre, todas as crianças correm a toda velocidade descendo os degraus. Um homem mais velho – que ainda é muito bonito e se parece muito com seus filhos – sai da caminhonete. Em seguida, o caos se instala, e as crianças estão em cima dele, pulando para cima e para baixo, e todos falando com ele um milhão de milhas por minuto, ao mesmo tempo. Ele leva o seu tempo, cumprimentando cada um, levanta um, e dando um segundo de seu tempo antes de beijá-los em sua cabeça e colocá-los para baixo até que cada um deles teve a sua vez. Eu me apaixono pela família de Nico exatamente ali – mãe, irmãos, cunhadas e, agora, seu pai – e posso dizer sem dúvida que todos eles realmente se amam. Eles são a definição de família e exatamente o que eu nunca soube que eu queria para mim. Após todas as crianças terem o seu tempo com seu avô, ele caminha até os degraus da varanda com um largo sorriso no rosto segurando Jax. — Então, eu ouvi que Nico está apaixonado. Isso é certo? — Ele pergunta, olhando para Nico e depois para mim. Mordo meu lábio para não sorrir para Jax, que parece totalmente irritado com seu tio. — Um... — Não sei como responder. — Ele está, vovô. Ele estava oiando para ela todo engraçado e tudo, — diz Jax, cruzando os braços sobre o peito com um bufo. — Bem, então, eu sou James, mas você pode me chamar de papai. Bemvinda à família. — Estou prestes a estender a minha mão e me apresentar, mas sou de repente puxada para um abraço de urso que abriga Jax entre nós. — Eu sou Sophie, — digo a ele, abraçando-o de volta. — Prazer em conhecê-la, Sophie, — diz ele, afastando-se para colocar no chão um Jax agitado. — Você também. — Sorrio para ele, vendo que seus olhos parecem exatamente com os do Nico. — Tudo bem, rapazes. Entrem. O jantar está pronto, — diz Susan saindo e enxugando as mãos em um pano de prato.


James puxa-a para ele com um braço em volta da cintura dela e a beija uma vez antes de acariciar sua bunda e enviá-la para dentro na frente dele. Agora eu sei a quem os rapazes Mayson puxaram, eu penso, olhando para Nico com um sorriso quando nós seguimos seus pais em casa. — Então, como foi o trabalho, filho? — James pergunta a Nico. Estamos todos sentados ao redor da mesa e comendo, e a conversa foi principalmente sobre a minha história. Tentei conduzir as coisas para longe do que aconteceu após minha mãe morrer e antes de ir para Job Corps. Sinto como se mentisse um pouco, mas há algumas coisas que não posso levar-me a falar. Olho para Nico curiosamente quando ele evita a pergunta que seu pai fez e simplesmente muda completamente de assunto. — Como vocês se sentem sobre o fato de que Cash e Lilly saíram correndo e se casaram? — Pergunta ele com um sorriso, e todos na mesa param de olhar para ele e se viram para olhar entre Cash e Lilly. Olho divertida para Nico, sabendo que ele está evitando falar sobre o seu trabalho. Estou feliz em saber que não sou a única de quem ele mantém o seu trabalho e vida pessoal separada, mas realmente espero que ele fale com alguém sobre isso. Não posso imaginar fazer o que ele faz e não ter alguém para desabafar. O resto do jantar é gasto falando sobre Cash e Lilly, seu tempo no Alasca, e sua cerimônia rapidinha em Vegas. Também passo a maior parte do jantar com crianças diferentes no meu colo, cada uma me fazendo perguntas. Primeiro, é July me perguntando sobre a cor das minhas unhas e se ela poderia pegar meu esmalte emprestado. A próxima é June, que tem uma centena de perguntas sobre Nico e eu, e depois May quer saber por que ela nunca me conheceu antes e me pergunta tudo sob o sol, desde a minha comida favorita até se eu tinha algum animal de estimação. Até o momento que Hanna trata de sentar no meu colo, eu estou grata pela menina só falar sobre livros. Ashlyn é a última a sentar comigo. Eu digo tudo sobre Daisy, que ela só viu um par de vezes, mas se apaixonou por ela. Jax é tranquilo durante a maior parte do jantar. Ele se senta do outro lado do Nico, que eu acho, a partir de suas conversas, é o seu ídolo, bem, até que eu cheguei. Aparentemente Nico quebrou sua confiança quando arrumou uma namorada. Depois que terminamos nosso jantar e cada um teve um pedaço de torta de limão caseira, é quase nove e é hora de ir para casa.


— Tem certeza que você não pode ter uma festa de pijama comigo? — May pergunta, dobrando sua pequena cabeça para trás para que ela possa olhar para o meu rosto. — Sinto muito, querida, mas seu tio Nico ficaria triste se eu não tivesse uma festa do pijama com ele, — digo a ela. Inclinando para frente, não pude evitar, e beijei sua cabeça. — Prometo que logo teremos uma festa de pijama, no entanto. Podemos assistir a filmes, pintar as unhas e fazer todos os tipos de coisas divertidas. — Mamãe! Eu vou ter uma festa de pijama com a tia Sophie! — May grita, pulando do meu colo, e depois todas as crianças correm para a sala de jantar e me rodeiam, perguntando se elas podem ter uma festa do pijama também. — Sim, todas vocês podem vir e participar da festa do pijama. — Eu rio quando todas correm para seus pais, gritando sobre uma festa do pijama na casa do Tio Nico e da tia Sophie. — Quando essa festa do pijama acontecer, eu garantirei estar fora a trabalho, — diz Nico, fazendo-me estreitar meus olhos. — Não, eu acho que isso será uma boa prática para você, Sr. Eu-queroengravidá-la — Touché. — Ele sorri, beijando meu nariz. Ele envolve seus braços em minha cintura, e me inclino para ele. — Você está pronta para ir para casa? — Sim, se você estiver, — eu digo a ele antes de me levantar na ponta dos pés para beijá-lo. Hoje foi incrível. Agora eu sei que não tenho nada com que me preocupar. Sua família é doce. Estou feliz em conhecê-los e contente por Nico têlos como retaguarda, e não posso esperar para estar com eles novamente, logo. — Eu amei a sua família, — digo a ele beijando a parte inferior de sua mandíbula. — Eles também te amaram baby. — Eu te amo, — eu digo com um sorriso. Ele se inclina e beija minha testa antes de se inclinar para trás, seus olhos encontrando os meus. — Eu também te amo, doce Sophie. — Eu sorrio e balanço minha cabeça. — Tudo certo. Vamos sair daqui. Preciso estar dentro de você, — diz Nico, fazendo-me arrepiar.


Concordo com a cabeça e rapidamente digo adeus a todos, incluindo todas as crianças, que me fazem prometer novamente que teremos uma festa do pijama em breve. *~*~* — O que você quer dizer que Jax e Ashlyn estão desaparecidos? — Pergunto, observando quando Nico puxar um jeans e botas, e imediatamente pulo da cama e começo a me vestir. Não muito tempo depois que conheci todos, Lilly foi presa, e Nico trabalhou duro para conseguir a liberação dela. Esta manhã, ele encontrou provas de que Lilly foi injustamente acusada. Odeio que eles estejam sendo forçados a lidar com mais drama, e sinto náuseas só de pensar em alguma coisa acontecendo com as crianças. — Cash não disse muito, apenas que Lilly e ele estavam em casa com os pais dela e as crianças. Lilly notou que as crianças estavam quietas e saiu para verificálos. Ele disse que já procurou em todos os lugares e ainda não encontrou nada. — Ok, então podemos ajudá-los a procurar, — eu digo a ele, puxando um agasalho junto com meus Chucks. — Desculpe, baby. De jeito nenhum. — De jeito nenhum, o quê? — Minhas sobrancelhas se juntam. — Você não vai. Não serei capaz de me concentrar, se você estiver lá. — Eu quero ajudar, — digo com firmeza. De maneira nenhuma eu ficarei aqui sentada, enlouquecidamente preocupada, enquanto ele está à procura das crianças. — Não. De jeito nenhum. — Ele balança a cabeça. — Não pedi a sua permissão. — Minhas mãos vão para os meus quadris. — Não tenho tempo para discutir com você, Sophie, — ele rosna, puxando uma camisa. — Então não discuta. — Deixo o quarto e sigo para a cozinha para pegar minha bolsa. — Você não está fodidamente vindo! — Ele grita atrás de mim. Uma vez que ele vem para a cozinha, ele pega as chaves e vai para a porta da frente. Calmamente


sigo atrás dele, pensando que talvez ele nem vá perceber que estou lá. — Baby, sério, eu não tenho tempo para esta merda agora. Por favor, deixei a minha mente tranquila. Fique aqui e espere por mim, — diz ele, virando, suas mãos indo para o meu rosto. Posso ver em seus olhos que ele está estressado, e não quero adicionar mais. Tanto quanto eu quero ir com ele para ajudar a procurar as crianças, eu sei que não posso acrescentar mais preocupação. — Ok, — concordo com relutância. — Essa é minha garota. — Sua boca desce para a minha, e antes que eu possa beijá-lo de volta, ele está abrindo a porta. — Ligue para mim no minuto que você encontrá-los! — Eu grito quando ele entra em seu carro. Ele me dá uma elevação do queixo, então acho que é basicamente uma afirmativa. Não sei quanto tempo eu ando para trás e para frente entre a sala e a cozinha, mas deve ser um par de horas. Desisti e liguei para Lilly, que está um desastre e não pode sequer dizer uma palavra sem chorar. Não posso imaginar o que ela está passando, mas digo a ela que se precisar de alguma coisa, eu estou aqui. Após finalizar a ligação com ela, outra hora se passa, o telefone toca e pulo para atendê-lo, pensando que é Nico com uma boa notícia. Fico decepcionada quando é November e Liz ligando para ver se ouvi algo. Ambos sabem tanto quanto eu, que é absolutamente nada. No meio da nossa conversa, November recebe um telefonema de Susan, dizendo que eles encontraram Jax e se direcionam para chegar a Ashlyn. Ela não tem muitas de informações, mas me sinto melhor sabendo que estão no caminho certo. Eu quero ajudar, e odeio estar presa em casa e não poder fazer nada. Até o momento em que Nico liga para dizer que eles têm Ashlyn e que Cash está indo para o hospital com as duas crianças em uma ambulância, eu estou uma bagunça. — Devo encontrá-lo lá? — Pergunto, prendendo a respiração. — Não, baby. Eu só vou cuidar de mais um par de coisas e então estarei em casa. Podemos ver as crianças amanhã, mas agora, eu acho que Cash e Lilly só querem ficar sozinhos com as crianças, — diz ele em voz baixa. Quero chorar; eu me sinto horrível não estando lá com ele. — Você tem certeza? Posso te encontrar na casa de seus pais. Dessa forma, se eles precisarem, nós estamos perto.


— Baby, eu juro que se eu pensasse por um segundo que seria melhor, eu a teria aqui, mas agora, todo mundo vai para casa. Asher quer sentar com suas meninas, Trevor disse que ele precisa estar com a sua, e eu quero você em casa. — Ok, — sussurro, ouvindo o estresse em sua voz. — Estarei em casa logo, — diz ele, desligando. Sento-me lá por alguns minutos, repassando tudo o que aconteceu com Lilly – e agora as crianças também – e o que November me contou sobre sua história e o que Liz explicou sobre a dela enquanto estávamos no telefone. Olho para a foto de Nico e eu na tela do meu telefone e juro por mim mesma, então, que farei tudo ao meu alcance para ser digna de Nico. Não é que ainda não tenha medo, mas saber como a vida pode mudar tão drasticamente em um piscar de olhos me faz querer viver a minha vida completamente. Estou apaixonada por um homem incrível, que me olha como se eu fosse sua razão para respirar, quando, na realidade, ele é a minha razão. Quero ser a pessoa forte que ele me vê. Ele merece isso e muito mais. *~*~* — Ele é tão bonito, — digo a Nico, olhando o novo filho de Trevor e Liz e seus olhos sorridentes. — Ele é, baby, — ele concorda, seu rosto suavizando quando ele olha para seu sobrinho. — Aqui. Segure-o. — Entrego Cobi a Nico, ajudando a ajeitá-lo em seus braços antes de sorrir para ele. Seus olhos caem na minha boca antes de se inclinar para beijar minha testa. Sinto o fluxo de calor através de mim. Amo a família de Nico. É por isso que quando Trevor ligou para dizer que Liz entrou em trabalho de parto, eu me apavorei e corri pela casa com pressa, querendo chegar ao hospital o mais rápido possível. No momento em que cheguei, Liz já tinha sete centímetros. Duas horas depois que chegamos lá, um sorridente Trevor saiu para nos dizer que o bebê Cobi chegara e tinha 4,3 quilos. Quando fez este anúncio, o meu primeiro pensamento foi: Oh meu Deus, não posso esperar para vê-lo! Então minha mente vagou para o saco de farinha que precisei carregar no colegial durante a aula de educação


sexual, que pesava 4,5 quilos. E então pensei em algo desse tamanho saindo da minha vagina e desejei parar de fazer sexo completamente. A ideia disso saindo de algo tão pequeno me fez sentir desconfortável. No segundo que eu tinha Cobi abraçado a mim, todos os pensamentos de pequeninas, minúsculas vaginas e bebês gigantes deixaram a minha cabeça, e eu sabia que, não importa o quê, quando você segurar o seu filho, o que você atravessou valeria completamente a pena.


CAPÍTULO 10

— Você tem certeza que não quer que eu vá com você? — Olho para o GPS, vendo que eu deveria estar na área de Nashville em cerca de duas horas. — Tenho certeza. Só preciso pegar algumas roupas e verificar o correio. Eu nem mesmo estarei lá por mais de trinta minutos. — Espere por mim e vou com você, — tento novamente. — Você e eu sabemos que, quando chegar em casa, você não vai querer sair da cama, e muito menos da casa. — Merda, — eu gemo, ficando duro só de pensar em estar dentro dela. — Você diz isso como se fosse uma coisa ruim. — Não é uma coisa ruim. É por isso que eu quero ir para minha casa. Não quero sair de casa também uma vez que você chegar, — diz ela timidamente. — Esteja nua na cama, — exijo. — O quê? — Você me ouviu. Quero você nua, espalhada na cama quando eu chegar lá, eu posso te provar antes de te comer. — Nico, — ela respira, mas posso ouvir a fome em sua voz. Saí da cidade por três dias. O tempo todo em que estive fora, tudo que eu conseguia pensar era na notícia que descobrimos logo antes de sair. Sophie acordara doente por dois dias seguidos. Eu tinha minhas suspeitas, mas não havia nenhuma maneira de saber com certeza sem ela fazer um teste. No terceiro dia, eu disse foda-se, levantei e fui à farmácia perto da casa. Eu sabia que ela estava com medo de fazer o teste após as últimas vezes que ela fez e eles deram negativo.


Sentei lá com ela no banheiro, me recusando a sair mesmo quando ela fez xixi na coisa. Eu sabia no meu intestino que era isso; assim como sabia que ela era minha para sempre, eu sabia que nosso filho estava crescendo dentro dela. Esses três minutos foram os mais longos da minha vida. Tudo o que eu conseguia pensar era: Como diabos pode um pedaço de plástico, que provavelmente custa um centavo para fazer na China, segurar uma mensagem tão importante? Quando a tela brilhou e a palavra grávida apareceu, eu olhei para Sophie, que olhava para a tela completamente chocada. O único pensamento na minha cabeça era o quanto eu a amava pra caralho. — Puta merda, — ela sussurrou. Eu podia ver as lágrimas começando a se formar. — Nós vamos ter um bebê. — Vamos, — eu confirmei a puxando contra mim, enterrando meu rosto em seu pescoço. — Eu te amo, baby. Obrigado por nos dar isto, — sussurrei contra sua pele. — Nós teremos um bebê, — ela repetiu, desta vez soluçando em meu peito. Puxei o seu rosto para que eu pudesse olhar para ela. — Está bem? — Estou com medo, mas tão feliz, — ela chorou e sorriu ao mesmo tempo. — Eu também baby. Mas sei que tudo será perfeito. — Ela assentiu com a cabeça, e então sorriu um sorriso que iluminou seu rosto – um sorriso que toda vez que penso me faz sentir como o rei do mundo do caralho. Saber que Sophie está grávida – foda-me, se essa merda não a deixa ainda mais quente. Não posso manter minhas mãos longe dela. Eu amo saber que meu filho está crescendo dentro dela. Após essa merda com a ex de Cash e as crianças desaparecendo, passei todo o meu tempo livre tentando engravidar Sophie. Não que eu não estivesse em uma missão antes disso, mas sabendo quão curta a vida é apenas tornou isso muito mais importante. Em seguida na lista está dar a ela o meu sobrenome. Sim, estou fazendo a merda de trás para a frente, mas não dou a mínima. — Baby – sério, quando eu chegar em casa, é melhor você estar na cama, pelada, e pronta para minha boca, — digo a ela, saindo do meu devaneio. — Você não pode falar assim comigo e esperar que eu não faça nada, — ela chora, me fazendo sorrir.


— Melhor se apressar. Você tem um pouco menos de duas horas para pegar suas coisas antes que eu esteja em casa e você ser minha. Além disso, o que você ainda tem em sua antiga casa que poderia possivelmente precisar? A última vez que entramos em nosso quarto, todos os seus sapatos, roupas, e outras merdas estendiam-se de um lado ao outro. — Não sou tão ruim assim, — diz ela em voz baixa, provavelmente olhando ao redor do quarto, ao desastre que ela transformou nosso quarto. — Tenho que pegar minha mala e as coisas para o casamento de Maggie. — Você precisa apenas colocar a casa à venda e parar de dizer que o mercado está ruim. Quem se importa se você tiver um prejuízo? Você sabe que eu tenho você. — Você não pode me dizer para aceitar um prejuízo com a minha casa, — ela bufa. — Nós não falaremos sobre isso agora. — Toda vez que discutimos a situação da casa dela, ela fica chateada. — É só pegar sua merda e, em seguida, ficar nua quando eu chegar a casa. — Talvez, — diz ela, mas posso ouvir o sorriso em sua voz e não posso deixar de sorrir também. — Não brinque comigo, Sophie, — Eu rosno antes suavizar minha voz. — Como vai o meu bebê? — Bem. Deixando-me cansada, mas bem. — Ela suspira. — Eu terei uma conversa com ele quando chegar em casa. — Pode ser uma menina. — Ela ri. Eu jurei para cima e para baixo para ela que ele será um menino, mas algo continua me dizendo que será uma menina. — Não é. — Sorrio. — Amo você, — ela diz baixinho, fazendo meu coração se apertar como sempre faz quando ela diz essas palavras para mim. — Eu também, baby. Vejo vocês em breve, — digo a ela, desligando. Estou a cerca de 20 minutos de Nashville quando meu telefone toca. No início, eu penso em não responder, sabendo que estarei em casa em breve, mas sei que se o meu amigo Leo – um policial em Nashville – está ligando, ele provavelmente tem um trabalho para mim ou precisa da minha ajuda com alguma coisa. Relutantemente respondo no terceiro toque.


— Yo, Leo. E aí? — Mayson, eu preciso que você me encontre na casa de sua namorada. — O que você está falando? — Pergunto; pavor subindo minha espinha. — Olha, eu queria te avisar. Não quero que você chegue aqui e sacuda a sua merda. Portanto, digo a você agora para que tenha tempo para se acalmar. — O que diabos está acontecendo? — Minha adrenalina surta; ele está ferrado se acha que posso me acalmar antes de chegar lá quando ele começa uma conversa assim. — Liguei para Kenton. Ele está a caminho. Alguém entrou na casa dela quando ela estava lá dentro. — Diga-me que ela está bem. — Ela está bem. Tem um par de arranhões, um galo na cabeça, e está bastante abalada, mas está bem, homem. Porra, meu coração bate forte no meu peito. Pressiono o acelerador, necessitando chegar a minha menina. — Coloque-a no telefone, — eu lato. — Me dê um segundo. Ela está na ambulância, — diz ele, e meus malditos dedos parecem que vão deixar marcas no volante. — Por que diabos ela está na ambulância? Você disse que ela estava bem. — É uma precaução. Você sabe essa merda. — Cara, ela está grávida, — eu berro ao telefone. Não me importo com nada, exceto ela e descobrir que ela está bem. — Foda-me, — ele rosna. Posso ouvir o vento se movendo para baixo da linha, indicando que ele está correndo. — Sophie, Nico está no telefone, — o ouço dizer, e, em seguida, a linha fica silenciosa por um segundo. — Hey. — Sua voz doce é como um bálsamo para a minha raiva. — Estou quase aí, baby. — Ok, — ela diz baixinho, e quero gritar pra caralho porque posso ouvir o medo em sua voz. Ela estava tão boa – sem sustos, sem preocupação. Ela se estabeleceu e começou a sair ao redor... e agora isso. — Fale comigo, baby, — digo suavemente. — Sobre o que? — Você está bem? Está machucada?


— Eu... eu estou bem. — Posso sentir sua ansiedade através do telefone. Meu pé reduz a aceleração quando eu saio da rodovia. — Como está o meu filho? — Pergunto, esperando levá-la a relaxar um pouco. — Pode ser uma menina, — ela me diz baixinho antes de tomar uma respiração profunda. — Acho que ela está bem. Eu... Eu não bati meu estômago ou qualquer coisa. — É um menino, baby. Continuo dizendo isso, — incito. — Você não sabe disso, — ela responde, parecendo irritada, me fazendo sorrir um pouco quando viro para a rua dela. Estaciono na calçada, vendo não só uma ambulância, mas três carros da polícia. No minuto em que desligo o carro, pulo para fora e corro para a ambulância. Leo está na frente das portas abertas da ambulância com os braços cruzados sobre o peito e os pés plantados distante. Não posso vê-la até que eu estou na frente dela. O minuto que meus olhos a encontram, minha raiva, que se acalmara um pouco, entra em erupção novamente. Há um arranhão em um lado de seu rosto e uma marca escura sob o queixo, que se parece com uma contusão, e a camisa dela está rasgada no pescoço. Tomo um segundo para me controlar antes que ela me veja. Não preciso da minha raiva alimentando-a. No segundo que a cabeça dela vira e nossos olhos se encontram, seus olhos se enchem de lágrimas. Porra, eu odeio ver as lágrimas em seus olhos, e sabendo que ela está com medo não ajuda a diminuir nem um pouco a minha raiva. Pulo na parte de trás com ela, ficando de joelhos diante dela. O EMT 10 começa a dizer algo, mas dou-lhe um olhar nem-foda-comigo e ele recua. — Hey. — Seguro o rosto dela entre as mãos. Ela é tão frágil, tão porra quebrável, e a coisa mais importante na minha vida. Se algo acontecesse com ela, não sei o que eu faria. — Você está aqui. — Ela aconchega ainda mais seu rosto na minha mão. — Eu disse que estava perto. — Senhor, eu precisarei que você espere lá fora, — diz um EMT diferente, pulando na parte de trás com a gente.

10 Emergency medical technician (EMT) é um termo da língua inglesa usado em vários países para designar um prestador de cuidados médicos treinado para desempenhar serviços pré-hospitalares de emergência médica. Em português pode ser traduzido como técnico de emergência médica.


— E eu preciso que você me dê alguma porra de folga. Minha mulher foi atacada, e preciso ver por mim mesmo que ela está bem. Assim que eu terminar, vou deixá-lo fazer seu trabalho, mas não brinque comigo agora, — rosno. — Dê-lhe um minuto, homem, — ouço Leo dizer. O EMT olha para mim e balança a cabeça antes de saltar para fora. Meus olhos voltam para Sophie; estudo as marcas nela, jurando que quem fez isso com ela não será capaz de andar novamente depois de eu encontrá-lo. — Você tem certeza que está bem? Sem cólicas ou qualquer coisa, certo? — Não, nada disso. Minha cabeça dói. — A mão dela vai para a parte de trás de sua cabeça, e a minha segue seu movimento. O segundo que toco o galo na parte de trás de sua cabeça, ela se encolhe, e deixo sair uma sequência de palavrões. — Você sabe que não pode xingar assim quando o bebê chegar, certo? A última coisa que precisamos é que sua primeira palavra seja porra, — ela diz baixinho. — Você finalmente admite que é um menino? — Não. — Ela revira os olhos, em seguida, estremece. Coloco minha cabeça contra seu estômago, demorando apenas um segundo antes de fazer mais perguntas. — Você está bem? — Não... Porra, não, — coloco pra fora. — Eu estou bem. — Ela passa os dedos sobre o meu cabelo, na parte de trás do meu pescoço. Não posso acreditar que ela está tentando me confortar agora. Finalmente crio coragem de perguntar. — O que aconteceu, baby? — Eu a ouço respirar fundo, e levanto a cabeça para olhar para ela. — Eu pegava todas as minhas coisas para o casamento quando ouvi alguém na sala de estar. No início, pensei que era você chegando em casa cedo e passou para me ajudar. Gritei seu nome e você não respondeu, e então pensei que talvez você estivesse tentando me assustar. Levou um segundo para perceber que você nunca faria isso comigo. — Ela balançou a cabeça. — Comecei a caminhar para o meu telefone quando uma pessoa usando uma máscara de esqui e roupas pretas veio e ficou na porta do meu quarto. Assim que o vi, comecei a gritar e colocar a cama entre nós. Procurei uma arma, mas não havia nada perto de mim. Estava tão assustada. — Eu posso ouvir o medo em sua voz de novo, e corro minhas mãos para cima e para baixo em seus braços, tentando acalmá-la. — O cara me agarrou


e começou a me arrastar para fora do quarto. Saí do seu aperto e dei um bom pontapé na virilha dele. Eu estava quase na porta da frente quando ele me pegou novamente; e foi quando eu tive esse arranhão, — diz ela, apontando para seu rosto. — Ele segurou a gola da minha camisa e rasgou, o que me fez cair e bater com a cabeça na mesa de café. Então, alguém começou a bater na porta da frente e ele foi embora. — Jesus, baby. — Eu puxo-a mais perto, precisando saber que ela está segura, — Me desculpe, eu não estava aqui. — Não é sua culpa. — Eu devia ter feito você esperar por mim, — insisto. — Por favor, pare, — ela diz baixinho, seus braços apertando um pouco mais. — Vou deixar o EMT acabar de verificá-la. Estarei lá fora conversando com Leo. — Ela balança a cabeça, e coloco um dedo sob o queixo, erguendo o rosto para que eu possa olhar em seus olhos. — Você está segura. Eu te amo. — Eu sei. — Ela descansa a cabeça no meu ombro, e minha mão vai para o estômago, onde meu filho cresce. — Tudo bem, baby. Eu já volto. — Beijo sua testa, em seguida, seus lábios. Dou ao EMT uma elevação do queixo, deixando-o saber que ele pode voltar a verificá-la conforme eu saio da parte de trás da ambulância. — Fale comigo, — eu digo para Leo, devolvendo o telefone dele. Ele começa a se afastar da ambulância, mas balanço minha cabeça. Eu preciso ter um olho em Sophie. — Tudo bem, cara. Ouvi o que ela disse a você. — Sim? — Eu perguntei. — O vizinho que bateu na porta nos disse que ele andava com o cão dele quando ouviu os gritos dela. No início, apenas ignoraria, não querendo se envolver em uma disputa doméstica. Quando ouviu o segundo grito, porém, ele decidiu agir. Foda-me. Eu sei que muitas vezes as pessoas ignoram um grito ou berro pensando que não é nada ou não querendo se envolver. Quem sabe o que teria acontecido com Sophie se alguém não tivesse batido na porta e assustado a pessoa? Balanço minha cabeça, não me permitindo pensar assim. Olho para a parte de trás da ambulância para Sophie, que conversa com o EMT. Ela foi um pouco agredida, mas está segura, e isso é tudo que importa.


— O vizinho disse que ele bateu na porta antes de tentar a maçaneta, e ficou surpreso quando abriu. Ele encontrou Sophie na sala de estar. Ela estava caída, mas falando. Ele disse que a ajudou a ir para o sofá, em seguida, chamou a polícia. — Ele balança a cabeça, correndo os dedos pelos cabelos loiros. — Quando chegamos ao local, ela nos pediu para chamá-lo primeiro. Pensei que ela fosse um cliente ou algo assim, então pedi a um dos caras para ligar para Kenton. Foi quando eu descobri que ela é sua. — Eu vejo quando ele olha para Sophie, seus olhos suavizando. — Como você encontrou essa garota? — Ele pergunta baixinho. Eu sei que aparentemente nós não combinamos – ela é a suave para a minha dureza, a luz da minha escuridão, a inocência flagrante na minha aspereza, mas eu não poderia dar uma foda se as pessoas nos olham e perguntam por que estamos juntos. Não gosto da suavidade em seus olhos quando ele olha para ela. Leo é um bom menino. Ele cresceu na fazenda de sua família, um herdeiro, jogou futebol no ensino médio e faculdade, e poderia ter se tornado profissional se quisesse, mas sempre sonhou em ser um policial. Ele tem cerca de 1.87 metros e 127 quilos de puro músculo. Ele é o tipo de cara que uma menina doce como Sophie poderia levar para a casa dos seus pais, ou vice-versa. Muito ruim para ele, ela é minha e será até que Deus ache que é hora de levá-la da Terra. — Sério, eu preciso dizer-lhe para não olhar para minha garota agora? — Olho para ele. — Desculpa. Não é isso. Ela é tão não seu tipo. — Sério? — Levanto uma sobrancelha para ele, pronto para colocar meu punho em seu rosto. — Tenho certeza que o meu filho crescendo dentro dela diz o quanto do meu tipo ela é, — digo entre os dentes. — Além disso, você tem sua própria mulher, — digo, perdendo a forma como a mandíbula dele treme. — Leo, cale a boca. Não cave-se mais profundo. Meu primo é um pouco sensível, onde Sophie está envolvida, — diz Kenton, entrando em nossa conversa. — Você está bem homem? — Levanto o meu queixo antes de olhar para Sophie novamente. — O que sabemos? — Kenton pergunta, olhando para Leo. Eu meio que ouço quando ele conta o que aconteceu e o que Sophie me disse. — Como eles entraram na casa? — Pergunto, com foco na conversa novamente.


— Não houve entrada forçada, por isso, neste momento, não temos certeza. Sophie disse que ela trancou a porta ao entrar em sua residência, mas ela nunca verificou a porta de trás para ter certeza de que estava trancada também. — Alguém viu alguma coisa ou alguém? — Kenton pergunta. — Ninguém viu nada. A pessoa que parou o ataque quando entrou na residência não viu ninguém, a não ser Sophie, — diz Leo. — Então, basicamente, nós não temos nada? — Infelizmente sim. A menos que você tenha alguém sob suspeita, então, nós não temos nada, — diz Leo. Estou frustrado pra caralho. Não precisamos disso agora. — Jesus, isso é tão fodido, — Eu rosno. — Esta não é a primeira vez que alguém tentou invadir a casa dela, de modo que este não é um ato aleatório, — digo a Leo. — Sim, eu vi o relatório anterior. Ela tem algum inimigo? — Leo perguntou. — Não. Ninguém. — Talvez um ex? — Nenhum homem. Nada. Não há ninguém em seu passado. Ela nem sequer está no Tennessee há muito tempo. — Você tem certeza que ela não tem um ex? Normalmente é a primeira pessoa que suspeitamos. — Ninguém, — repito, começando a ver o vermelho. Esta não é a primeira vez que eu pensava nessa merda, mas não pensava em ninguém. A única pessoa que continuava aparecendo na minha cabeça era o pai de Sophie. — Preciso fazer uma ligação, — eu digo, olhando entre Kenton e Leo. — Claro, homem, — Kenton, diz. — Fique de olho em Sophie para mim. Ele levanta o queixo quando caminho para o lado da ambulância. Retiro o meu telefone, encontro o número, e bato discar. — Yello, — Justin responde, e balanço minha cabeça; esse garoto é uma bagunça do caralho. — Justin. — Você me pegou, papaizinho. Parabéns nisso, por sinal, — diz ele alegremente. — Jesus, vocês realmente gostam de fofocar pra caralho.


— Nós somos amigos. Amigos partilham notícias felizes. — Você pode parar de falar como uma dona de casa de quarenta anos de idade, por um segundo? — Corro uma mão sobre minha cabeça, meus olhos caindo para minhas botas. — E aí cara? Fale comigo. — Alguém entrou na antiga casa de Sophie enquanto ela estava lá dentro. Preciso que você faça uma verificação do pai dela. Eu quero tudo. — Merda, cara. Ela está bem? — Sim, ela está bem. Um pouco abalada, tem um arranhão e um par de machucados, mas na maior parte, ela está bem. — Jesus, cara. Dê-me o nome que você quer que eu verifique, — diz ele sério, um tom que raramente ouço dele. — Seu nome é William Grates, e seu último local conhecido de residência foi Seattle, Washington. Ele é o pai de Sophie, então talvez você possa localizá-lo dessa maneira. — Cuido disso. Eu te ligo mais tarde com o que descobrir. Basta ficar com a sua garota. — Obrigado cara. — Até mais, — diz ele, desligando. Volto para onde Kenton e Leo ainda conversam e olho para dentro da ambulância. Quando os olhos de Sophie encontram os meus, ela me dá um pequeno sorriso antes de voltar a falar com o EMT. Algo sobre esse sorriso me deixa saber que tudo ficará bem. Olho para Kenton e ele concorda. Meu primo é louco pra caralho, e enquanto ele estiver do meu lado, eu sei que Sophie estará segura. *~*~* — Volte aqui. — Puxo Sophie debaixo de mim novamente após ela tentar rolar. — Aonde você vai? — Beijo a pele de seu pescoço. Minha mão corre ao longo de sua coxa, sob a minha camisa que ela vestiu, ao longo da pele suave de seu estômago, e, em seguida, até seu seio.


Quando chegamos em casa ontem à noite, eu a ajudei no chuveiro – embora ela insistisse que estava bem – e levei-a para a cama para que eu pudesse abraçála. Não a deixei fora do meu controle desde então. — Oh, — ela respira, e vejo quando a cabeça dela se inclina, dando-me um melhor acesso a seu pescoço. — Sensível? — Pergunto, correndo meu polegar sobre seu mamilo. Ontem à noite, ela disse que seus mamilos estavam mais sensíveis quando eu a lavava no chuveiro. Ela balança a cabeça quando inclino o seu rosto para o meu para que eu possa tomar sua boca em um beijo profundo. — Que tal este? Sensível? — Pergunto, viajando a minha mão para o outro seio, puxando aquele mamilo. — Simmm... — ela sussurra, apertando-se mais em minha mão. Sua mão mais próxima de mim percorre meu abdômen e aperta minha ereção, bombeando uma vez antes de seu polegar deslizar sobre meu piercing na ponta. Meus quadris mudam automaticamente, querendo estar mais perto dela. — Que tal isso? É sensível? — Pergunto, correndo um dedo sobre suas dobras antes de mergulhar dentro e, em seguida, circular um dedo fora de sua entrada. — Oh, por favor, — ela chora, me fazendo sorrir. Sua cabeça vira, os olhos abertos, e eles travam nos meus enquanto seus dedos cavam meu bíceps. — Como fui tão sortudo? — Eu me inclino, beijando sua boca antes de beijar seu queixo, cada mamilo, e abaixo do umbigo, onde beijo minha criança. Olho para ela, puxando uma das pernas por cima do meu ombro antes de lambê-la longamente. Ela está mais doce desde que ficou grávida. Seu gosto bate minha boca e não posso segurar; eu a levo de forma agressiva, enterrando meu rosto em sua boceta até que eu possa ouvi-la gritando meu nome.


CAPÍTULO 11

— Mas aonde você vai? Quando, em Seattle? Alguma vez você já esteve aqui antes? — Sophie pergunta em rápida sucessão. Chegamos a Washington ontem para o casamento de sua melhor amiga. Odeio mentir para ela, mas de maneira nenhuma eu direi a ela que eu vou me encontrar com o pai dela. Ela ainda não sabe que ele está na prisão, e a última coisa que eu quero agora é ela preocupada. — Baby — eu termino de amarrar minha bota e agarro a mão dela antes de me sentar para que eu possa puxá-la para o meu colo, — vou para as cidades, pelo menos uma vez por mês, e não sei de nada. Não se preocupe comigo. Não vou demorar. — Corro uma mão pelas costas dela, a outra apoiada em seu estômago. Seus olhos vão para seu colo antes de encontrar os meus novamente. — Odeio ficar longe de você. — Você está segura aqui, — digo a ela. Desde o ataque, ela não saiu do meu lado. Odeio tê-la longe de mim, mas porque estamos longe do Tennessee, eu sei que posso relaxar um pouco. — Não é comigo que estou preocupada. — Eu estou sempre seguro. Além disso, não estou trabalhando. Só preciso sair e pegar uma coisa. — O que você poderia precisar pegar em Seattle? — Ela pergunta, obviamente frustrada. — Se eu disser, não seria uma surpresa. Agora volte a dormir. Você precisa descansar.


— Não estou cansada, — ela bufa. — Posso ver as bolsas sob os olhos, Sophie. Eu sei que você está cansada. — Corro meus dedos sob o queixo. Ontem foi um longo dia de viagem, e rezo para que não tenha que fazer isso novamente enquanto estiver grávida. — Nossa, você é um sedutor. — Ela balança a cabeça. — Você sabe que é linda. Agora pare de ser difícil e se deite. Estarei fora por três horas, no máximo. — Ok, mas você me deve bolo – bolo de chocolate. Espere, não, cheesecake de chocolate. Não – apenas bolo de chocolate. — Ela morde o lábio, e começo a rir, puxando-a para perto de mim. — Que tal eu comprar ambos? Dessa forma, você não tem que escolher. — Eu serei tão grande como uma casa no momento em que isso acabar. — Ela suspira. — Você sempre será linda, — asseguro-a. — Mesmo se eu pesar duzentos quilos? — Claro que sim, — sorrio. — As meninas grandes são quentes. — O quê? — Ela pergunta, procurando o meu rosto. — Não discrimino, baby. — Não? — Ela pergunta, seus olhos se estreitando. Isso é uma das coisas sobre Sophie estar grávida, ela é temperamental pra caralho. Um minuto, ela está feliz, e no próximo, você poderia jurar que ela está possuída pelo demônio. — Eu não fiz antes de você. Mulheres de todas as formas e tamanhos são lindas. — Eu entendo isso. — Ela balança a cabeça, olhando a frente, depois de volta para mim. — Eu me sinto totalmente dessa forma sobre caras. Sabe, magro, musculoso, jogador, nerd, todos eles têm algo que eu acho atraente, — diz ela, e rosno profundo na garganta. Quero que ela nunca mais olhe os homens... jamais. — É melhor você não olhar os homens, — digo a ela, observando-a tentar esconder o sorriso. — Você esta fodendo comigo? — Não. Por que eu faria isso? — Ela pergunta inocentemente, batendo os cílios.


— Só por isso, quando eu voltar, eu estarei dentro de você com você me implorando para deixá-la gozar, não vai acontecer. — Observo sua respiração pausar antes de acelerar. — Eu deveria amarrá-la e torturá-la. — Suas coxas apertam juntas e ela se contorce no meu colo, esfregando contra meu pau, que está pronto para ir. — Parece que você gosta dessa ideia, — sussurro contra seu pescoço antes de morder sua orelha. Deslizo minha mão de seu estômago para sua coxa. — Quando eu voltar aqui, isto é meu. — Passo o meu dedo para cima no centro da calcinha antes de puxá-la para um beijo. Termino rapidamente, sabendo quão rápido as coisas podem sair do controle com ela. — Volto logo. — Eu a beijo mais uma vez antes de tirá-la do meu colo e sair pela porta. — Seja cuidadoso. — Sempre, baby, — digo a ela, fechando a porta atrás de mim. Quando finalmente chego à prisão e passo a segurança, eu sei que vou me atrasar para voltar para Sophie. Não tenho apenas essa parada, mas também preciso pegar o anel na Tiffany. Maggie e Devon querem que eu pergunte a ela quando eles estiverem lá para ver. É fodido, mas a única vez que posso fazer isso é no casamento deles. Eles saem da cidade na parte da manhã para a lua de mel. Eu ando por um longo corredor com cabines de telefone e acrílico, que reveste um lado. — Espere aqui, — diz um guarda antes de se aproximar da porta. Sentome, olhando quando um homem vestindo um macacão laranja entra. Ele é baixo, com uma constituição robusta, cabelo escuro, grisalho, amarrado em um rabo de cavalo, e um rosto desgastado e envelhecido. Se não fosse os olhos perfeitamente iguais aos de Sophie, eu não teria ideia que ele é pai dela. Seus olhos encontram os meus através do vidro, e posso ver a confusão em seu rosto; sei que ele não faz ideia de quem eu sou ou por que estou aqui. Ele se senta na minha frente e acena para o telefone, levantando o que está no seu lado até a sua orelha conforme faço o mesmo. — Não conheço você, — são as primeiras palavras que saem de sua boca. — Não, você não conhece. — Por que você está aqui? — Ele pergunta; seus olhos me avaliando. — Você e eu temos alguém em comum.


— Desde que eu estive aqui durante quase os últimos oito anos e você parece ser jovem o suficiente para ser meu filho, eu duvido disso, — ele diz e começa a afastar o telefone de seu ouvido. — Sophie, — eu digo, e seu rosto empalidece, seus olhos arregalam, e seu aperto no telefone aumenta tanto que sua mão e dedos ficam brancos. — O que você acabou de dizer? — Sophie, — repito e vejo como ele se inclina em sua cadeira, sua mão indo para a boca, cobrindo-a. — Como você conhece Sophie? — Ele pergunta ao remover a mão de sua boca para correr sobre sua cabeça. — Ela será minha esposa, — digo a ele sem rodeios. Seus olhos olham-me mais uma vez antes de estreitar um pouco. — Não minha filha. — Estou um pouco surpreendido com a dureza em sua voz. — Ela é uma garota doce. — Ela é, — concordo. — Então me diga por que diabos você não a protegeu? Mesmo esta não sendo a minha razão para estar aqui, sabendo a merda que ela passou depois de perder sua mãe, eu precisava perguntar a ele. — Eu... eu estava perdido. — Ele respira. — Você estava perdido? — Repito, me perguntando o que diabos isso significa. — Depois que a mãe dela morreu, eu fiquei perdido. Tentei ser um bom pai, mas não conseguia nem olhar para a minha própria filha sem odiá-la. — O quê? — Eu rosno. — Ela se parecia com a mãe. Sei que era fodido, mas odiei olhar para ela e ver minha esposa. Você sabe quão fodido é olhar para o seu único filho e pensar que ele deveria ter morrido com a mãe apenas para que você não precise ver o desapontamento em seus olhos quando ele olha para você? — Você é um filho da puta idiota. — Balanço minha cabeça em desgosto, desejando que o vidro não estivesse nos separando. — Você acha que não sei disso? Você acha que não me arrependo da maneira que eu a tratava? — Não acho que você faz. Você a deixou para os lobos.


— Eu estava fodido na cabeça depois de perder a minha esposa, — diz ele, balançando a cabeça. — Entendo isso, cara. Realmente entendo isso pra caralho. Honestamente não sei o que aconteceria se eu perdesse Sophie, e peço a Deus que eu nunca tenha que saber o que se sente, mas se ela me deixou com a nossa criança, eu sempre garantirei que meu filho esteja a salvo. De jeito nenhum eu iria foder a vida do meu filho apenas para tornar mais fácil de lidar. — Eu fodi! — Ele grita, desta vez, fazendo o guarda dar um passo em nossa direção. — Você fez, mas o que eu quero saber é – você ainda está fodendo? — O que você quer dizer? — Você disse anteriormente que desejou que Sophie tivesse morrido. Você ainda se sente assim? — Você sabe por que estou neste lugar fodido? Eu sei. Sei que ele está aqui por assassinato. — Eu sei, — respondo, olhandoo diretamente nos olhos. — Você sabe quem eu matei? — Não. — Quando Justin me disse onde o pai de Sophie estava e por que ele estava lá, eu não fiz mais perguntas. — Eu matei o cara que a tocou. Dois dias depois que ela foi embora. Eu estive sóbrio por dois dias inteiros, olhei em volta e percebi o que eu estava fazendo comigo e o que deixei acontecer com a minha filha. Segui o cara que a machucou e o matei. Estou aqui pelos próximos quinze anos. Não me arrependo nem por um segundo de tirar a vida do filho da puta. Sei que deveria ter evitado que isso acontecesse em primeiro lugar, mas não o fiz, então eu garanti que isso nunca acontecesse novamente. — Puta merda. — Me inclino na cadeira, meu corpo flácido. — Sei que fodi com ela, mas nunca desejei que ela tivesse medo de novo, — diz ele em voz baixa. Balanço minha cabeça, ainda em choque com o que ele disse. — Alguém tentou feri-la duas vezes desde que ela se mudou para o Tennessee. — É para onde ela foi? — O que você quer dizer?


— Eu tinha alguém de olho nela, e então um dia ela sumiu. — Sim. Ela está no Tennessee comigo. — Há quanto tempo você está no retrato? — Ele inclina a cabeça para o lado. — Um tempo. — Como ela está? — Pergunta ele, fechando os olhos, mas não antes de eu pegar o olhar de dor em si. — Bem, mas eu realmente preciso saber quem está atrás dela. Você sabe de alguém aqui de seu passado que iria mexer com ela? — A única ameaça que ela tinha está morta. — Aceno a cabeça. — Qual é o seu nome? — Ele pergunta. Debato por um segundo se eu deveria dizer a ele, mas vendo-o atrás das grades e sabendo a razão pela qual ele está aqui, eu rapidamente decido. — Nico Mayson. — E você está com a minha filha? — Sim. — Ela está feliz? — Ele pergunta baixinho, com esperança. — Muito, — digo a ele. Seus olhos procuram meu rosto. — Cuide dela, — ele engasga antes de desligar o telefone e levantar. Ele deixa-me sentado lá em estado de choque. Ainda não sei nada sobre quem está atrás de Sophie, mas sei que o pai dela a ama, e agora eu tenho que descobrir se devo dizer a Sophie sobre ele. — Foda-se, — resmungo antes de desligar o telefone e sair de lá.

— Garota, você sabe que não faço a coisa toda de carne branca, mas aquele seu homem é seriamente bom. Quero dizer B-O-M, — diz Maggie, atirando-se na cama ao meu lado.


— Eu sei. — Eu sorrio. — Nunca vi você tão feliz. — Nunca estive tão feliz antes. Ele deixa tudo bem. Com ele, eu me sinto segura, como se pudesse explorar ou apenas ser eu e sei que ele cuidará de mim. — Sim, eu vi isso. Ele é meio assustador, — Maggie diz calmamente. — Ele me disse que não tem que ser legal com ninguém, além de mim, — digo a ela, observando seus olhos se arregalarem. — Uau. — Sua cabeça se vira para mim, os lábios separando ligeiramente. — Sabe, quando te conheci, eu me perguntava como diabos essa pequena menina branca sobreviveria no mundo se ela não poderia nem mesmo estar perto de um grupo de pessoas sem entrar em pânico. Então você me surpreendeu por nunca desistir. Sim, você enlouquecia a cada vez, mas nunca parou de tentar. Você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço, Sophie. Então, sim, aquele homem provavelmente matará qualquer um que alguma vez tentar prejudicá-la, mas sua força é interna, — diz ela, e começo a chorar imediatamente. — Não se incomode comigo. Este bebê me deixa toda bagunçada, — digo antes de pensar. Ninguém sabe que estou grávida. Bem, ninguém, exceto Kenton, Leo, o amigo de Nico, os paramédicos, e um monte de policiais. Ok... então um monte de gente sabe que estou grávida. — Você acabou de dizer o que eu acho que você disse? — Aperto meus olhos fechados e balanço a cabeça. — Você disse! Você acabou de dizer, e cito: Não se incomode comigo. Este bebê me deixa toda bagunçada. — Um... — Santa mãe de Deus! Sophie Jean Grates, você está grávida! — Maggie grita levantando para ficar em pé na cama. — Você está grávida e não ia me dizer? — Ela começa a saltar para cima e para baixo, e só assim, meu estômago vira, eu me levanto e corro para o banheiro, e me livro do meu café da manhã e almoço. — Oh merda, eu sinto muito! Nem sequer pensei. Sinto um pano úmido frio, molhado correr na minha testa. — Está bem. Apenas a coisa toda de saltar na cama foi um pouco demais, — digo, dando descarga no vaso sanitário antes de pegar a toalha da mão dela e trazê-la à minha boca. — Por que diabos você estava pulando na cama? — Eu ouço um rosnar.


Maggie e eu nos olhamos em choque antes de virar a cabeça para a porta do banheiro aberta. — Sério, baby. Você custa a manter a comida naturalmente, então me diga por que diabos você sentiria a necessidade de pular na cama, — demanda Nico, entrando no banheiro. Ele é tão quente que preciso olhar para Maggie e ver se apenas eu sou afetada por ele. Não. O olhar no rosto dela diz que ele faz isso com todas as mulheres. Hoje, ele veste um jeans, botas e uma Henley preta com o pescoço desabotoado, mostrando suas tatuagens. A área entre as minhas pernas começa a formigar só de olhar para ele. Vejo quando ele pega minha escova de dente antes de colocar algum creme dental nela e colocá-la no lado da pia. Em seguida, ele caminha até onde ainda estou sentada no chão, me pega e coloca a minha bunda no balcão. — Você disse que ficaria fora por apenas duas horas, — reclamo imediatamente. Ele se ficou fora nas últimas seis horas. Tento evitar fazer beicinho com meu lábio inferior como uma criança de dois anos de idade que não conseguiu o que queria. — Eu sei. Fiquei preso. Agora abra, — ele instrui, e faço antes de perceber o que ele está fazendo. — Posso escovar meus próprios dentes, — resmungo, puxando a escova de sua mão para escovar meus próprios dentes, e balanço a cabeça para ele. — Nada de pular na cama, está bem? — Ele pede. Ele parece realmente preocupado, e não acho que é por me ver vomitar. — Você está bem? — Pergunto, procurando seu rosto. — Odeio vê-la vomitar. — Ela não estava pulando. — Maggie ri, olhando entre nós. — Eu... Bem, ela deixou escapar sobre o bebê, e eu fiquei animada, então comecei a pular na cama. Vejo quando os olhos de Nico começam a se estreitar, e puxo seu rosto para mim. — Maggie é minha amiga. Não me importo com o que você diz sobre não ter que ser legal com seus amigos, mas você trate a minha como você me trata. Entendeu? — Digo, acenando minha escova de dente ao redor, espuma voando por toda parte. — Não gosto de você passando mal. — Bem, então você não deveria ter me engravidado.


— Gosto de você grávida. — Seus olhos suavizam antes dele passar a mão ao longo do meu estômago, como sempre faz. Sorrio, então, percebo que provavelmente pareço uma idiota com a boca cheia de espuma e um grande sorriso bobo no meu rosto. — Vocês meio que me fazem querer vomitar, — diz Maggie, me fazendo rir. *~*~* Olho através da sala para Nico, que tem a cabeça inclinada para Devon. Ambos estão em pé ao lado do bar vestindo ternos, e cada um tem um copo do que parece ser scotch em suas mãos. O que quer que eles estejam conversando parece realmente sério. — O que é isso? — Maggie pergunta, chegando do meu lado. — Nenhuma pista. — Dou de ombros, não tirando os olhos dos caras. — Bem, Nico tem o selo de aprovação da Devon. — Sério? — Pergunto, finalmente olhando para Maggie, que parece bonita em seu vestido de casamento. A cor cremosa contra sua pele escura é impressionante. Olho para os caras novamente, pensando o quanto os dois homens são iguais. Devon é uma das pessoas mais difíceis de se conviver. Sua infância fez dele um adulto que não confia fácil, mas ele sempre vê o copo meio cheio. Ele também é muito protetor daqueles com quem se preocupa; ele é muito parecido com Nico nesse aspecto. Ele é uma das primeiras pessoas que me fez sentir segura. Eu sabia que enquanto estivéssemos juntos no Job Corps, Devon faria mal a qualquer um que sequer pensasse em brincar com Maggie ou eu. — Realmente. Acho que eles têm um amigo em comum, e Devon disse que ouviu falar de Nico Mayson há muito tempo. — Sério? — Sussurro, desta vez em estado de choque. Tennessee e Seattle são realmente distantes. Saber que alguém em Seattle ouviu falar de Nico me faz muito mais curiosa sobre o seu trabalho. — Sim. Parece que seu homem tem feito um nome para si mesmo. — Sabia que ele era bom, mas uau, — respiro, meu coração se enchendo de orgulho.


Olho para Nico e Devon novamente, vendo que ambos têm suas cabeças viradas para Maggie e eu. Os olhos de Nico viajam de minha cabeça aos meus pés, e posso ver a fome em seus olhos. Eu tenho o desejo de puxá-lo para o banheiro. — Então, qual é a sensação de se casar? — Eu pergunto, voltando para Maggie. — Não é diferente, eu acho. — Ela encolhe seus ombros nus. — Sabe, nós vivemos juntos há tanto tempo que nós já podemos também ser marido e mulher. Isso é apenas um pedaço de papel que diz que somos casados. — Não posso esperar para ter esse pedaço de papel, — murmuro sob a minha respiração. Sim, estou vivendo com Nico, e sim, estou grávida do filho dele, mas eu quero o seu último nome. Quero o anel dele no meu dedo, e quero o meu no dele. Eu realmente quis após uma noite em que eu olhava todas as suas tatuagens e ele me disse por que ele não tem uma em seu dedo anelar esquerdo, quando tem em todos os outros. — Quando nos casarmos, eu vou tatuar seu nome lá, — disse ele, e senti meu coração duplicar as batidas com as suas palavras. Eu quero o meu nome nele. Amo essa ideia, mas quero que ele use uma aliança de casamento também. — Você conhece a história do anel de casamento? — Perguntei a ele, traçando o espaço vazio entre os nós dos dedos. — Não. Conte-me. — Nos tempos antigos, o círculo era o símbolo da eternidade, sem começo nem fim. O buraco no centro do anel também tinha significado. Não era considerado apenas um espaço, mas sim uma porta que leva a coisas e eventos para o casal. Quando um homem egípcio deu a sua mulher um anel, significou seu amor interminável. Mais tarde, quando a tradição foi adotada pelos romanos, o anel simbolizava propriedade. Eles também acreditavam que o anel deve ser usado no dedo anelar esquerdo porque achavam que havia uma veia no dedo, referida como a Vena Amoris, ou a Veia do Amor, e diziam estar conectada diretamente ao coração. — Como você sabe disso? — Ele sussurrou. Meus olhos encontraram os dele, que eram calorosos e suaves. — Li isso em algum lugar. — Eu dei de ombros como se não fosse grande coisa. Eu era fascinada


por aquele pequeno pedaço de ouro no dedo da minha mãe desde que era uma garotinha. — Agora me diga a verdade sobre como você sabia, — ele disse, passando a mão sobre o meu cabelo. Eu suspirei, amando e odiando como ele poderia me ler tão facilmente. — Quando era pequena, eu costumava brincar com a aliança de casamento da minha mãe em seu dedo. Lembro-me sempre de estar curiosa sobre o que significava. Eu sabia que significava para sempre. Só queria saber o porquê. Então, um dia, minha mãe me levou para a biblioteca, e encontramos um velho livro sobre a história da aliança de casamento. As primeiras eram feitas de grama, depois de marfim ou madeira, dependendo da sua riqueza. Mas não importa do que foram feitas, o significado era sempre o mesmo. — Jesus, — ele rosnou, me lançando em minhas costas, e antes que eu tivesse um segundo para pensar sobre o que acontecia, ele estava dentro de mim. — Sophie? Sophie? — O... o quê? — Pergunto, saindo da memória. — Uau, o que o homem faz se você pode estar em uma sala cheia de pessoas e ainda estar com ele em outro lugar. — Não foi isso. — Eu coro, baixando os olhos. — Uh-hummm. Diga o que quiser menina, mas conheço esse olhar em qualquer lugar. Inferno, eu planejo usar esse olhar mais tarde esta noite. — O que você está falando? — Devon pergunta, andando e colocando o braço em volta da cintura de Maggie quando Nico faz o mesmo ao redor da minha. — Conversa de menina, e você sabe que não posso te dizer. — Sua conversa de menina com Sophie sempre significa problema, — diz Devon com um sorriso. — Cara, você tem que tomar cuidado com estas duas. Elas sempre foram nada além de problemas. — Isso é uma mentira. — Eu ri. — Você sempre tentava nos colocar em problemas. — Sou um policial. Eu me ofendi com isso. — Que seja. — Rolo meus olhos e abano a cabeça. Devon sempre tentava nos convencer a fazer coisas que não deveríamos. Job Corps era muito rigoroso; não éramos autorizados a deixar a propriedade, a menos


que fosse merecido. Tínhamos um toque de recolher e outras regras, também, e ele sempre as quebrava e nos arrastava com ele. — Sophie amou o drama. — Maggie sorri. — De qualquer forma, você está animado para ir à Bahamas? — Pergunto, mudando de assunto. — Sim! Duas semanas de belas praias e sol. Amo Seattle, mas eu odeio que chove o tempo todo. Será bom sair da cidade, — diz Maggie, inclinando-se mais em Devon, sorrindo para ele. Observá-los costumava me deixar com ciúmes, mas agora eu tenho esse tipo de amor para mim. — Isso é algo que não sinto falta. Amo Tennessee, — digo, sentindo os dedos de Nico flexionar em meu quadril. — Nós vamos visitá-la depois de ter o bebê, — afirma Maggie, e Devon olha para mim, seus olhos arregalados. Porcaria. — Você está grávida, Sophie? — Sim, — digo em voz baixa. — Como isso aconteceu? — Bem, você vê, quando um homem e... — começo levianamente. — Corte a porcaria. Você se casará com a garota? — Devon pergunta, olhando para Nico. Nico – sendo Nico – olha feio para ele, colocando o braço em volta dos meus ombros. — Você realmente quer perguntar isso no seu casamento? — Nico pergunta. — Oh sim. Todos nesta sala amam Sophie, e ninguém aqui ficará feliz em saber que ela está grávida com nenhum anel em seu dedo. — É isso? — Nico pergunta, olhando em volta para as pessoas na sala, que começaram a nos observar. Posso sentir minhas bochechas esquentando. Sei que Devon pensa em mim como família, mas isso é loucura. — Devon, por favor, pa... — começo, mas de repente Nico fica de joelhos na minha frente. — O que você está fazendo? — Sussurro, observando ele puxar uma pequena caixa turquesa de dentro de seu paletó. — Eu sabia que desde o momento em que vi você que eu faria tudo dentro do meu alcance para me tornar digno de você. Eu passava pela vida um dia de cada vez, e então você veio e me deu uma razão para planejar o amanhã. A cada segundo,


a cada minuto, e todos os dias, eu provarei ser um homem melhor, um homem digno de você, um homem que te amará do mesmo jeito que você me ama – por quem eu sou, não o que os outros veem. Prometo amá-la e protegê-la até o meu último suspiro, Sophie Jean Grates. Quer se casar comigo, baby? — Ele pergunta, puxando um anel solitário de diamante da caixinha aberta na mão, deixando cair a caixa no chão, e puxando minha mão para ele. Antes que eu possa sequer pensar ou ele possa colocar o anel no meu dedo, eu o encaro. — Sim. — Eu o empurro, subo em cima dele e o beijo por todo o rosto. — Sim, — eu repito, segurando seu rosto entre as mãos e olhando em seus olhos. — Eu amo você, Nico Mayson. — Eu também te amo, baby. — Ele desliza as mãos nos meus cabelos, puxando meu rosto para baixo no seu. Vivos aplausos enchem a sala, e sinto-me ficando vermelha quando ele me beija novamente, apenas para se afastar e sussurrar contra os meus lábios, — Vamos sair do chão, menina louca. Aceno e saio dele, arrumando o meu vestido. Assim que levantamos, ele desliza o anel no meu dedo, puxando-o à boca e beijando-o, em seguida, me beijando. — Amo você, menina, — diz Maggie, me puxando para um abraço apertado. — Eu também te amo. Não posso acreditar que ele me perguntou na frente de todos, — digo, ainda em choque. — Sabíamos desde ontem, — ela diz, então vai até Nico antes que eu possa perguntar o que ela queria dizer. Devon mantém seus braços abertos para mim; automaticamente vou para ele, envolvendo meus braços ao redor de sua cintura. — Você fez bem, — ele sussurra antes de beijar o topo da minha cabeça. Eu aceno, sentindo as lágrimas encherem meus olhos. — Sei que você entende o que você tem com a nossa menina, homem; apenas cuide dela, — diz Devon sobre o topo da minha cabeça antes de me virar e me entregar a Nico. — Você está feliz, baby? — Nico pergunta, curvando-se para beijar a minha testa. — Sim, — eu digo a ele, inclinando a cabeça para obter um beijo.


Quando sua boca deixa a minha, eu seguro minha mão no peito dele, olhando para o meu anel. Isto é o que a minha mãe tinha com meu pai; mesmo tendo isso por um curto período de tempo, eu sei que isso é o que ela sentia. — Amei este vestido, — diz Nico atrás de mim mais tarde naquela noite, seus dedos correndo em meus ombros nus, me fazendo tremer, — mas realmente amo o que está sob o vestido. — Ele beija meu pescoço. Sinto os dedos no meu zíper quando ele começa a puxá-lo para baixo. Minha respiração pega quando meu vestido começa a cair em torno de mim. Suas mãos vão para os fechos de trás do meu sutiã e ele cai no chão. — Ponha as mãos no meu pescoço, — diz ele contra meu pescoço enquanto minhas mãos passam por cima de minha cabeça e na nuca. Suas mãos atropelam meus quadris e meu estômago antes de colocar meus seios em suas mãos grandes. — Quero tentar algo com você. Você vai deixar? — Eu aceno. Não há nada que eu não tentaria com ele. — Diga-me. — Sim! — Eu grito quando ele puxa ambos os meus mamilos ao mesmo tempo. Desde que fiquei grávida, meus seios ficaram mais sensíveis, e juro que eles estão diretamente ligados ao meu clitóris agora. — Deite-se na cama de costas e feche os olhos. Saio do seu abraço e caminho até a cama, onde subo, vestindo nada além de uma calcinha boy short amarelo pálido de renda que combinam com o meu sutiã e se vestem perfeitamente. Deito em minhas costas, sentindo a umidade entre as minhas pernas a cada movimento. Fico confortável e fecho os olhos, mas não posso evitar espreitar o que ele está fazendo – não que eu possa ver algo. Suas costas estão voltadas para mim, e sem camisa. — Feche os olhos. Você espreita de novo e não farei o que eu tenho planejado. Fecho meus olhos e sinto meu pulso começar a correr de emoção. Ouço alguns tinidos, o arrastar de pés no tapete, e, em seguida, o colchão afunda ao meu lado. — Diga que você quer isso. — Aceno, cerrando os punhos. — Preciso que você diga as palavras em voz alta, Sophie, — diz ele, correndo um dedo da sola do meu pé até minha coxa. — Eu quero isso, — digo a ele. — Bom. Levante as mãos sobre a sua cabeça.


Tomo um segundo, mas faço o que ele diz, e então eu sinto algo liso envolvendo meu pulso direito, em seguida, meu esquerdo. Eles são unidos e levantados mais alto, e puxo automaticamente minhas mãos, sentindo que elas estão amarradas à cabeceira da cama. — Oh merda, — eu gemo. Sei que ele brincou sobre isso, mas nunca pensei que realmente aconteceria. — Relaxe. — Sinto seus dedos correndo de onde os meus braços estão unidos, para baixo de um, e, em seguida, ao longo do meu lado e em cada mama. — Eu imaginei isso uma e outra vez. Sinto o colchão afundar. Então suas mãos viajam aos meus tornozelos, espalhando as minhas pernas conforme elas viajam até os joelhos, puxando minhas pernas. Seu corpo vem sobre o meu, sua língua lambe um mamilo, em seguida, o outro, e, em seguida, sua mão nos lençóis ao meu lado e ouço tinidos de novo. De repente, a sensação fria de um cubo de gelo está circulando em volta do meu mamilo direito, em seguida, o esquerdo, fazendo com que meus mamilos fiquem ainda mais duros. Cerro os dentes, em seguida, grito quando o cubo de gelo viaja pelo meu estômago, em torno de meu umbigo, e sobre a renda me cobrindo. — Preciso te refrescar, baby. Você está realmente quente aqui, — diz ele, mas depois o gelo se foi e eu ouço algum tipo de som de metal sobre metal. Grito quando meu mamilo é comprimido, e não pelos dedos, fazendo com que meus olhos voem abertos e olho para baixo. — Olhos fechados, — ele rosna, me deixando mais úmida. Fecho meus olhos e ranjo quando ele dá ao meu outro mamilo ao mesmo tratamento que o primeiro. A imagem na minha cabeça é estranhamente bela. Ele liga pequenas braçadeiras de ouro em meus mamilos. Posso sentir a pressão, mas é estranho, porque ao mesmo tempo, eu posso sentir a conexão do grampo em meu clitóris como um fio vivo. — Perfeito. — Desta vez, sua boca encontra a minha, seus dentes mordendo meu lábio, puxando minha língua para fora para brincar com a sua. Sua boca viaja para debaixo do meu queixo, entre os meus seios, e em torno de minha barriga, e então o sinto sentar-se longe de mim enquanto suas mãos deslizam sob a minha


bunda, puxando minha calcinha para baixo, em seguida, tirando-a. Suas mãos estão sob mim novamente, levantando minha bunda da cama. — Agora você pode abrir seus olhos. — Eu faço imediatamente; nossos olhos se encontram e sua língua lambe diretamente o meu centro. — Você sabe que você é doce para caralho e que eu poderia comer você por horas? Amo como você está molhada para mim. — Ele suga meu clitóris em sua boca, minhas costas curvam, e os grampos nos meus mamilos movem, fazendo-me gritar. Puxo minhas mãos contra suas ligações, tentando soltá-las, mas não adianta. Estou completamente à sua mercê. — Eu vou gozar, — ofego, sentindo o puxão e sabendo que estou me preparando para cair sobre a borda. Sua boca me deixa, seus dedos correndo sobre mim em traços suaves, fazendo-me sacudir e gritar. — Eu estava tão perto, — digo, levantando meus quadris. — Eu tenho você, — ele respira contra minha buceta antes de me lamber novamente. Seus dedos deslizam para dentro, e grito novamente quando ele move a língua sobre o meu clitóris. Estou perto de novo, então aperto meus olhos fechados e levanto mais alto, apenas para ele se afastar novamente. — Oh meu Deus, eu vou matar você! — Grito. Sua risada me tem tentando chutá-lo. Suas mãos agarram meus tornozelos, em seguida, coxas, segurando firme antes de sua boca estar em mim novamente. Desta vez, os dedos me enchem, sua boca me cobre, sua língua se debate antes de puxar o meu clitóris em sua boca, minha cabeça pressiona mais profundo na cama, e grito quando eu gozo mais e mais do que nunca. Sinto como se flutuasse sobre uma nuvem antes de lentamente voltar ao meu corpo. O sentimento é tão avassalador que sinto lágrimas brotando em meus olhos. Ele puxa a gravata do meu pulso, me vira para o meu estômago, eleva meus quadris, e desliza dentro de mim, me enchendo lentamente, polegada por polegada; posso sentir o seu piercing arrastando dentro de mim, batendo todos os lugares certos. Os grampos de mamilo ligados aos meus mamilos puxa-os para baixo, e o sentimento deles arrastando contra os lençóis me faz gemer. Eu arqueio minhas costas, levantando mais minha bunda querendo-o mais profundo.


— Merda, baby, — Nico geme atrás de mim, os ruídos que ele faz me estimulando. Suas mãos vão sob meus braços, me levantando e me empalando nele. Então, um braço gira em torno do meu peito e a outra mão desliza para baixo para o meu clitóris. Com cada impulso, meus seios saltam, causando um choque de eletricidade disparando dos meus mamilos até o meu clitóris. — Preciso que você goze, Sophie. Goze comigo. Nico grita a sua libertação, tirando os grampos um de cada vez, em seguida, batendo o meu clitóris. O choque me envia sobre a borda e luzes piscam atrás de minhas pálpebras fechadas. Posso sentir Nico dentro de mim, seu gozo me enchendo. Nós dois respiramos pesadamente quando ele nos inclina para frente, caindo na cama com ele atrás de mim, me envolvendo. — Isso foi wow, — digo uma vez eu posso falar. — Sim, foi wow. — Seus lábios viajam do meu pescoço para o meu ouvido. — Então, quando é que vamos nos casar? — Pergunta ele, puxando a minha mão para cima. Olho por cima do meu ombro e vejo que seus olhos estão no anel em minha mão. — Quando você quiser. — Você quer um grande casamento? — Ele pergunta, olhando para a minha mão, então, para mim. — Honestamente, estou bem com apenas obter a licença, em seguida, fazer o jantar ou algo assim. — Não quero uma grande coisa; realmente não tenho ninguém que eu gostaria de convidar além de Maggie e Devon. — Não me importo também. Preciso apenas de você. O resto não importa mesmo. — Então estamos de acordo? — Pergunto. — Eu quero-o feito antes do bebê chegar aqui. — Não é uma tarefa árdua. — Eu rolo meus olhos. — Baby. — Ele ri, beijando meu ombro novamente. Desta vez, eu mordo meu lábio. Meus hormônios estão me transformando em uma mulher louca. — OK. Antes do bebê chegar aqui, — concordo antes de me virar para encarálo. — Estou tão sonolenta. — Deixe-me limpá-la para que possa dormir.


Vejo-o entrar no banheiro do quarto do hotel. Ouço a água correr, e, em seguida, ele volta para mim e gentilmente limpa entre as minhas pernas antes de jogar a toalha em direção ao banheiro. Eu me inclino e desligo a lâmpada quando ele vai para a cama, puxando-me para ele e o cobertor sobre nós. — Eu te amo, — sussurro, me aconchegando ao lado dele. — Eu também baby. Bons sonhos. — Ele beija minha testa, e antes que eu possa responder, estou dormindo. *~*~* Destravo a porta da frente e corro para o telefone, tentando alcançá-lo antes que a secretária eletrônica atenda. — Olá? — Eu respiro, quando finalmente aproximo do meu ouvido. Jogando minha bolsa sobre o balcão, eu solto o resto das sacolas de compra dos meus braços. — Esta é uma chamada a cobrar de Seattle Correctional Facility proveniente do preso — uma voz automatizada clica fora e uma voz de homem vem na linha, — William Grates. — Então retorna à voz automatizada. — Você aceita esta chamada? Fico lá, congelada. Ainda me lembro do som da sua voz depois de todos esses anos. Parece não ter mudado nada. — Esta é uma chamada a cobrar de... — a voz automática se repete. Leva-me um segundo para perceber que a voz disse – Seattle Correctional Facility. Meu pai está na prisão. Rapidamente bato o telefone no gancho e tomo algumas respirações profundas. Não posso falar com meu pai agora; simplesmente não posso. Por que diabos ele ligou para mim, de qualquer maneira? Melhor ainda – como diabos ele conseguiu esse número? O telefone começa a tocar de novo e tenho o desejo de fugir e me esconder. — Baby, você vai atender isso? — Nico pergunta, entrando na sala de estar. Não notei que ele estava em casa, eu salto e minha mão vai para o meu peito, tentando acalmar meu coração acelerado. — Baby, atenda ao telefone, — diz ele, desta vez, andando em minha direção. — Não é ninguém, apenas um operador de telemarketing. — Levanto o receptor, em seguida, desligo de novo.


— Quem era, Sophie? — Seus olhos estreitam quando ele começa a rastejar em minha direção. — Ninguém. Eu já disse que é apenas um operador de telemarketing. — Vou para a cozinha guardar os mantimentos, rezando para o telefone não tocar novamente. — Posso dizer pelo olhar em seu rosto que era alguém. — Deixa isso. Não era ninguém, — resmungo, guardando as compras. Só então, o telefone começa a tocar novamente. Tento vencê-lo, mas com o seu tamanho e altura, não há nenhuma maneira de tomar o telefone de sua mão. — Olá, — ele responde, me segurando firme contra o seu lado com um braço debaixo dos meus seios. — Que porra é essa? — Ele rosna, atirando o telefone do outro lado da sala, estilhaçando-o contra a parede. — Foda-me, — diz ele, puxandome para frente dele. Suas mãos seguram meu rosto. — Não sei como ele me encontrou, — digo a ele, fechando os olhos. Nunca o vi tão louco. — Eu sei. — Nós podemos mudar o número, — digo a ele, colocando a minha cabeça contra seu peito. — Não, baby. Quer dizer, eu sei como ele conseguiu esse número. — Ele me pega, me levando para o quarto e rastejando na cama comigo em seus braços. — O que está acontecendo? — Eu pergunto, lendo seu rosto. — Seu pai está na prisão. — Eu sei. Ouvi a gravação quando ele ligou. — Não é por isso que eu sei. — Ele passa os dedos no meu cabelo descendo pela minha cabeça. — Quando você foi atacada novamente, eu o procurei e descobri que ele está na prisão. Eu precisava ver se ele sabia alguma coisa sobre o que aconteceu com você, por isso, enquanto nós estávamos em Seattle, eu fui e o encontrei. — Ele faz uma pausa, olhando para mim, estudando meu rosto. — Enquanto eu estava lá, seu pai perguntou o meu nome. Ele sabia que eu morava no Tennessee. Não levaria muito para descobrir como me encontrar e, por sua vez, encontrá-la. — Você achou que meu pai tinha algo a ver comigo sendo atacada? — Pergunto, pulando tudo mais que ele acabou de dizer.


— Não tinha certeza, mas agora, não. — Ele balança a cabeça. — Por que ele está lá? — Pergunto, embora não saiba como me sinto. Parte de mim se preocupa, mas, em seguida, a outra parte – a parte que foi abandonada pelos cuidados dele – absolutamente não. Ele deixa escapar um longo suspiro, em seguida, me puxa para cima do seu corpo, assim que estou deitada em cima dele, ele balança meu mundo, e não de uma boa maneira. — Seu pai está na prisão por assassinato, — diz ele, e meu estômago revira, fazendo-me prender a respiração, rezando para a náusea passar. Não posso imaginar o meu pai matar alguém. Mesmo quando ele estava no seu pior, ele nunca foi violento. — Sinto-me nauseada. Sua mão vai para as minhas costas, esfregando-a com movimentos suaves. — Eu tenho que dizer o resto, mas preciso que você saiba que não tem nada a ver com você, — ele adverte. — Ok, — eu digo, me preparando. — Seu pai matou o homem que te atacou. — O quê? — Eu grito, tentando saltar da cama. — Baby, acalme-se. É por isso que eu não queria te dizer, — ele rosna, segurando meu corpo se contorcendo, que está preso ao seu por seus musculosos braços tatuados. — Você não pode me dizer para me acalmar! Como eu posso me acalmar? Meu pai é um assassino! Ele matou alguém por minha causa! Como isso não é minha culpa? — Seu pai fez suas próprias escolhas. Isso não reflete em você. — Eu vou vomitar, — digo, e desta vez, ele deve saber que eu realmente vou vomitar, porque ele me libera imediatamente para que eu possa correr para o banheiro. Eu me inclino sobre o vaso sanitário, engasgo. Não posso acreditar nisso. Meu pai é um assassino. — Respire profundamente, — diz ele, colocando uma toalha fria contra a parte de trás do meu pescoço. Sento-me em meus calcanhares e tomo algumas respirações profundas antes dele me pegar do chão, me levar para a cama e me colocar na frente dele.


— Ok. Eu acho que você pode me dizer o resto agora, — digo, querendo acabar logo com isso. — Depois que vi o seu pai, eu fiz alguma pesquisa sobre o que aconteceu. Eu sabia que você se sentiria culpada por isso, e não queria isso para você. — Seus braços me envolvem mais apertado, fazendo-me sentir segura. — Quando você foi embora, seu pai ficou sóbrio. Ele finalmente percebeu o que fez – ou eu acho, o que não fez. Os documentos judiciais dizem que seu pai começou a perguntar ao redor sobre o cara que te atacou e descobriu que não foi sua primeira vítima. — Oh meu Deus. — Fecho meus olhos. Nunca pensei que o que aconteceu comigo poderia ter acontecido com outra pessoa. — Ele molestou a filha de uma namorada e, em seguida, estuprou outra mulher. — Não. — Balanço minha cabeça não querendo acreditar quão realmente horrível aquele cara era. — Eu sinto muito, baby. — Ele beija minha testa, me puxando para mais perto dele. — Seu pai foi a casa dele a fim de confrontá-lo sobre o que ele fez. Ele disse que o rapaz o atacou primeiro, mas seu pai não tinha feridas ou qualquer coisa que provasse a sua afirmação. Seu pai o matou. — Ele tira o cabelo do meu rosto, os lábios indo para minha testa novamente. — Eu sei que você sente de forma diferente do que eu. Serei feliz se o nosso filho tiver o seu tipo de compaixão, mas estou feliz dele estar morto. Ele merecia o que teve. Na verdade, ele merecia muito pior para as coisas que fez. Fico feliz por ele estar morto também. Fico feliz por ele não estar vivo para machucar ninguém. Entretanto, ainda me sinto culpada. Nem sequer percebo que estou chorando até que sinto Nico enxugando as lágrimas do meu rosto. — Por favor, não chore, baby, — diz ele em voz baixa, passando as mãos sobre minha cabeça. — Por que meu pai ligou? — Eu me pergunto em voz alta. — Não sei, mas vou descobrir antes que ele ligue de novo. — Ele me rola nas minhas costas, seu corpo inclinando-se sobre mim. — Você sabe que eu te amo, e não há nada nesta terra que eu não faria por você. Eu mataria por você, andaria através do fogo para você, e lutaria contra seus demônios se é isso que você precisa de mim. — Ele enxuga minhas bochechas novamente antes de me beijar


suavemente. — No entanto, quanto a isso, eu precisarei que você lute comigo. Eu sei que será difícil para você, mas acho que se você falar com ele pode ajudar a curar algumas das coisas que ele quebrou em você. — Não sei se eu posso. Por que ele está fazendo isso agora, quando antes ele não dava a mínima? — Ele tinha alguém vigiando você enquanto você estava em Seattle. — O quê? — Eu inalo. Eu olho em seus olhos, e ele acena com a cabeça, em seguida, balança a cabeça. — Ele me disse que tinha alguém te checando, certificando-se de que você estava bem, mas, então, um dia, você sumiu e ele não sabia o que aconteceu com você. — Tudo bem... Eu não sei como me sinto sobre isso. — Acho que ele fazia isso para que tivesse paz de espírito. Quando conheci o seu pai e ele falou sobre o que aconteceu com você, eu pude ver como ele se sente culpado. Ele se sente responsável pelo que aconteceu com você, mas também se sente culpado pela morte de sua mãe. — Ele te disse isso? — Olhei para ele, com os olhos arregalados. — Ele não precisou. É por isso que eu acho que seria bom se você falasse com ele. — Posso enviar uma carta ou algo primeiro? Não sei se estou pronta para falar com ele ao telefone ainda. — Você pode fazer isso, contudo, você precisa, — diz ele, beijando minha testa e puxando para o seu peito. Não tenho certeza se estou pronta para enfrentar o meu passado, mas sei que, desde que eu tenha este homem comigo, eu ficarei bem. Também sei que, no fundo, ele está certo; preciso enfrentar o meu passado para que eu possa seguir em frente para um futuro com Nico.


CAPÍTULO 12

Olho da janela do quarto do bebê e esfrego minhas mãos sobre o meu rosto. Pela primeira vez desde que comecei a fazer o que eu faço, me sinto fora de controle. Cheguei cedo de um trabalho hoje e fui ao encontro de Sophie para almoçar. Quando saí do meu carro para ir até o edifício, notei um papel sob seu limpador dianteiro. No início, não pensei muito sobre isso. Nem olharia para ele até que algo no meu instinto me disse para virar e agarrá-lo. Assim que abri a carta, meu estômago caiu. Após ter o seu bebê, você é minha. Não me esqueci de você. As palavras foram digitadas em um simples papel branco. Elas foram o suficiente para me enviar em um ataque de fúria e me trazer de joelhos ao mesmo tempo. Não faço ideia quem a atacou. Não sei quão segura ela está trabalhando na escola. Ela já precisava ter alguém ficando com ela enquanto eu estava fora da cidade a trabalho. Ela odeia sentir como se precisasse estar em guarda. Eu não tenho ideia do que fazer. Não a quero mais estressada do que ela já está. Lidar com a situação com seu pai já a deixa preocupada até tarde da noite. Não quero isso para ela, e não quero isso para o meu filho. O fato dela agora mostrar sua gravidez está começando a me assustar. Não a parte de mostrar, mas a parte em que ela está muito obviamente, carregando meu filho, e há alguém atrás dela, e ele tem estado perto dela para saber que ela está grávida. — O que você faz aqui?


Eu me viro para olhar para ela quando ela entra no quarto que escolhemos para o bebê. Ela é tão bela que preciso me perguntar: Por que eu? Como fui tão sortudo? Hoje, ela veste uma saia de cintura alta que começa abaixo dos peitos, e o ajuste da saia mostra seu estômago muito arredondado e termina logo acima dos joelhos. Com apenas três meses e meio, você acha que ela está mais adiantada do que está com o quão grande ela já está. Nós ainda não sabemos o que será. As pessoas já fazem suas apostas, então decidimos manter a surpresa para o dia D, como Asher sempre chama o dia do parto. — Baby, você sabe que não deveria usar esses sapatos. — Balanço minha cabeça, assistindo os saltos passarem pelo tapete. — Estes não são tão altos, — ela se defende, levantando uma perna para mostrar um dos sapatos. Eles são altos. Eles trazem sua a testa até minha boca. Quando ela está com os pés descalços, atinge meu peito. Estes têm laços com um salto largo. — Além disso, acho que este é o último dia de saltos para mim até que o bebê chegue de qualquer maneira. — Ela faz beicinho, em seguida, coloca uma mão no meu peito, levantando o pé atrás dela escorregando seu sapato antes de fazer o mesmo com o outro, fazendo-a encolher em altura. — O que há de errado? — Esfrego a barriga, amando seu aspecto de grávida. O primeiro dia em que entrei e a vi nua com a pequena protuberância que se formou durante a noite, me apavorei, percebendo que era real. Ela realmente tem o meu bebê dentro dela. — Meus pés estão inchando hoje. — Ela envolve seus braços em minha cintura antes de colocar a cabeça no meu peito. — Nada mais de saltos. Eles não são seguros. — Esta não é a primeira vez que tivemos essa conversa. Conversar com Sophie é como falar com uma parede – digo uma coisa e ela concorda, em seguida, faz o que diabos ela quer. — Uso saltos desde sempre. Provavelmente estou mais segura em saltos do que de tênis. — Ela ri, me abraçando. Eu a seguro um pouco mais apertado, colocando meus lábios no topo da sua cabeça. Nossos problemas são muito maiores do que os saltos que ela usa. Odeio não saber a quem procurar. Com o meu trabalho, há sempre um suspeito. Sempre sei exatamente o que estou procurando e do que eles são capazes. Esta situação está fora das minhas mãos, e me assusta profundamente.


— Temos que conversar, Sophie. — Você está usando o meu nome, de modo que me diz que é algo que não quero conversar. — Ela suspira. — Desculpe, baby, mas temos. — Eu a conduzo para fora e para a cozinha, onde cuidadosamente a coloco em cima do balcão. — Você está com fome? — Não, e você é quem queria conversar, então por que está evitando agora? — Ela me olha enquanto vou até a geladeira, retirando uma pizza antes de ligar o forno. — Encontrei um bilhete em seu carro hoje quando cheguei para encontrá-la para almoçar. — Tiro a pizza da caixa antes de colocá-la em uma forma. — Que tipo de bilhete? — Foda-se. — Corro minha mão sobre minha cabeça. — Não quero falar sobre isso. Se houvesse uma maneira de esconder isso de você enquanto a mantenho segura, eu faria. — Você está me assustando, — afirma ela, olhando para o meu punho apertando e abrindo ao meu lado. — Não quero que você fique com medo. Essa é a última coisa que eu quero, mas prefiro que você tenha medo e seja cautelosa do que não saber o que está acontecendo, não prestar atenção ao seu redor, e, então, algo acontecer com você, porque não sabia que estava em perigo. — Diga-me, — ela pede. Volto para ela, me encaixo entre suas pernas. Puxo a cópia do bilhete do meu bolso de trás para mostrar a ela. Eu entreguei o original para Kenton levar para Leo. Também verifiquei com a escola para ver se eles tinham qualquer câmera no local, mas eles não têm. Ainda não tenho pistas. O bilhete não tem impressões além da minha retirando-o do para-brisa. Eu vejo quando Sophie lê as palavras e seu rosto fica pálido, e vejo a preocupação gravada em seus olhos quando eles encontram os meus novamente. — Quem está fazendo isso? — Pergunta ela, uma mão cobrindo seu estômago, a outra cobrindo a boca, enquanto as lágrimas começam a encher os olhos. — Não sei. Fiz-me a mesma pergunta um milhão de vezes e continuo chegando a lugar nenhum.


— Eu não conheço ninguém aqui. Sempre fiquei comigo mesma, — ela soluça, fazendo-me sentir impotente. — Nós vamos descobrir isso, baby. Só não sei quanto a você trabalhar na escola. Não acho que é seguro. — Eu a seguro até que as lágrimas começam a acalmar. — Sinto como se estivesse deixando quem está fazendo isto vencer por desistir, mas sei que não posso trabalhar lá e me sentir segura. Espero que isso termine logo. Não quero ter o bebê e ficar olhando por cima do meu ombro cada vez que eu saio de casa. Eu limpo o rosto dela, beijando cada uma de suas pálpebras antes de pegar o bilhete dela e colocá-lo no bolso. — Odeio isso, mas as coisas terão que mudar até eu descobrir quem ele é. — Farei o que você precisa que eu faça, — diz ela, e naquelas poucas palavras, eu sei quanta fé ela tem em mim. Sua fé só me faz querer lutar muito mais duro para acabar com isso. — A partir de agora, quando eu estiver fora da cidade, você ficará com mamãe e papai, e amanhã, nós vamos te dar uma arma e vou te ensinar como disparar. — Coloco minha boca na testa dela, beijando-a antes de olhar em seus olhos novamente. — Você realmente acha que é necessário? — Absolutamente. Eu preciso saber que você pode cuidar de si mesma. Seus movimentos de autodefesa não serão tão úteis quando você tem uma barriga para ser contida. — Você realmente acha que eu preciso ficar com seus pais? — Sim. A pessoa provou que sabe onde você morava, e agora onde você trabalha. Quem sabe se ele não descobriu que você agora mora aqui? — Odeio isso, mas tudo bem, — ela concorda com relutância. Odeio ela ser forçada a mudar sua vida enquanto quem está fazendo isso está lá fora, vivendo normalmente e provavelmente desfrutando o fato dela estar com medo. Mas estou preso. Não posso arriscar que algo aconteça com ela. Beijo sua testa novamente, em seguida, tento fazê-la esquecer de tudo desligando o forno e carregando-a para o andar de cima, onde faço amor com ela até que ambos caímos no sono.


*~*~* — Aponte para matar, baby, — digo a Sophie envolvendo meus braços em torno dela e a ajudando a alinhar o tiro. — Eu quero que você respire profundamente, e quando você expirar, eu quero que você aperte o gatilho, não o puxe. — Entendi, — diz ela com voz trêmula. Escuto ela inspirar profundamente, expirando lentamente. Sua mão estabiliza, e ela dispara três vezes, uma após a outra, todas batendo perto do centro da meta. Sua mira é quase perfeita para alguém que nunca sequer segurou uma arma até hoje. Aperto o botão, trazendo o alvo mais perto para que ela possa ver o que ela fez. — Você é natural, — digo a ela com orgulho gravado em minha voz. — Sério? — Pergunta ela, abaixando a arma antes de se virar para mim. — Realmente. Olhe o que você fez. Todas as três vezes foram perto do centro do alvo. — Isso é um pouco divertido. — Ela ri, e de repente seus olhos aumentam e ela pega a minha mão, puxando-o para seu estômago. — O quê? — Pergunto em pânico, e então sinto o leve movimento na minha palma. Imediatamente caio de joelhos diante dela, as duas mãos segurando seu estômago. — Puta merda, — boto pra fora, olhando para o belo rosto de Sophie brilhando, e novamente para onde minhas mãos tatuadas estão em forte contraste com seu vestido branco de grávida. — Eu sei, — ela sussurra, arrastando minhas mãos em seu estômago para que eu possa sentir o bebê se mexendo. — O tiroteio deve ter a acordado. Concordo com a cabeça, em seguida, balanço a minha cabeça. Nunca pensei que eu experimentaria algo assim. Olho para ela de novo, vendo-a sorrindo para mim. Seu cabelo está trançado, seu rosto livre de maquiagem, mas pequenos fios se soltaram e voam ao redor dela com o vento. — Posso atirar de novo? — Ela pergunta, me fazendo rir. — Eu estava tendo um momento... e você quer atirar? — Bem, foi divertido.


Balanço minha cabeça e beijo sua barriga uma vez antes de levantar. — Certo. Desta vez, eu quero que você mire na cabeça. — Posso fazer isso, — diz ela com confiança, dando-me uma ereção instantânea. Ela se recusou a ter uma arma no início... até que viu uma Ruger branca LCP 0,380 11 com flores rosa na lateral. Quase me recusei a deixá-la tê-la – nenhuma arma deveria ter flores nela, mas percebi que se ela a carregava e poderia matar alguém caso estivesse em perigo, então não me importa o que parecia. Pressiono o botão da máquina, enviando o alvo de volta. Coloco meus braços em torno dela novamente, desta vez descansando em sua barriga. Com cada tiro, o bebê se mexe dentro dela, fazendo-a rir e errar o alvo nas três primeiras vezes. Recarrego sua arma, dando-lhe conselhos sobre como se concentrar antes de trazer um novo alvo, dizendo que eu quero dois na cabeça e três no coração. Desta vez, ela se concentra e atinge seu alvo com facilidade. — Você é uma profissional. — Realmente? — Realmente, baby. — Beijo sua testa. Saber que ela pode atirar diminui um pouco do meu estresse. — Talvez quando o bebê chegar aqui, eu possa trabalhar para você. — Isso nunca acontecerá. — Tenho um amigo que trabalha com sua mulher, mas não posso imaginar ter Sophie comigo em um trabalho. Eu não seria capaz de me concentrar. — Eu poderia ser o seu backup. — Não acontecerá, — afirmo. — Ahhh, vamos lá. Você disse que eu sou uma grande atiradora. Eu poderia me vestir como um ninja. Seria sua arma secreta. Pessoas diriam, Oh, nós temos Nico, e então eu iria aparecer e abatê-los, — diz ela, fazendo um golpe de caratê de aparência estranha. — Tão divertido como isso seria, ainda não está acontecendo. — Bem. Acho que vou desistir do meu sonho. — Ela suspira, me fazendo rir.

11


Pego sua mão e caminhamos para o meu carro. Após levá-la até o assento do passageiro, eu contorno e pulo ao volante. — Como se sente? — Eu saio do estacionamento antes de pegar sua mão na minha e puxá-la para a minha boca. — Ok. Apenas cansada. — Eu quero que você pergunte ao médico se ele tem alguma sugestão para isso. — Dormir. — Ela ri. — Muito engraçado, espertinha, estou falando sério, no entanto. — Eu sei que você está. — Ouço a diversão em sua voz, e isso me faz sorrir. — É o trabalho do médico responder a perguntas, — a lembro. — Sim, mas quando você liga para ele à meia-noite para perguntar se é normal eu ter azia, eu acho que pode ser um exagero. — Ele me disse para ligar se eu tivesse alguma dúvida. Além disso, você tomou um frasco inteiro de Tums12 em uma noite — olho para ela, — como se fossem doces. — Nem me lembre. Não foi um dos meus melhores momentos. — Ela ri. Então, sua voz silencia. — Não posso acreditar que você não estará aqui para a minha consulta. — Desculpe, baby. — Ouço o lamento em minha própria voz. Odeio não ser capaz de ir com ela, mas após este trabalho, eu darei um tempo até o bebê chegar. Na realidade, quanto mais eu penso sobre deixar Sophie e o bebê depois que ele ou ela nascer, mais eu começo a odiar o meu trabalho. Leo me disse outro dia que eles têm um par de vagas abertas em seu departamento. Ele poderia me ajudar a entrar, se eu quisesse. Meu primeiro pensamento foi que não, mas, então, ele explicou que o seu capitão permite que eles façam sua própria coisa enquanto fecham seus casos. Sabendo isso, que se eu aceitasse o trabalho, eu não teria mais que sair da cidade e deixá-la sozinha, me faz pensar mais sobre isso. Eu quero e preciso disso. Odeio a ideia dela estar sozinha em casa com um bebê novo. Sim, minha família estará ao redor, mas não é o mesmo. Desejo nunca perder ocasiões importantes com a minha família.

12 Antiácido


— Mamãe vai com você para que não esteja sozinha. — Eu sei, mas não é o mesmo, — diz ela, repetindo o meu pensamento. É loucura pensar o quanto a minha vida mudou desde que a vi. — Eu sei que não é. Nós dirigimos o resto do caminho para casa em silêncio. Quando chegamos em casa, eu entro na garagem e ajudo a Sophie a sair do carro antes de ir para a caixa de correio. — Nico, — Deb chama de duas casas de distância, onde ela está regando o gramado. Levanto o meu queixo, em seguida, balanço a minha cabeça para ela. Não sei como o marido se coloca com sua merda, mas ele é um homem melhor do que eu. Se algum dia eu descobrir que Sophie estava regando o gramado vestindo praticamente nada, eu me enfureceria. — Oi, Deb, — Sophie grita, acenando para Deb, que dá um pequeno aceno de volta. Ela aperta seus seios no meu braço antes de enfiar a mão no bolso de trás, inclinando-se mais sobre mim. Mordo minha bochecha para não sorrir. É bonito como ela é protetora, mas ela não tem nada com o que se preocupar. — Algo bom? — Ela pergunta inocentemente, olhando para a pilha de cartas na minha mão. Corro as cartas, em seguida, paro quando me deparo com a carta que Sophie tem estado à espera. De certa forma, estou feliz dela estar aqui quando verifico o correio. Se eu estivesse sozinho, não sei se teria dado a carta a ela. Sim, eu quero que ela atravesse seu passado, mas está enraizado em mim protegê-la de qualquer coisa que possa causar dor. — Ele respondeu, — ela sussurra, procurando a carta em meus olhos. Coloco todas as cartas em uma mão antes de segurar sua bochecha com a outra. — Você não tem que lê-la agora. Você nunca precisa lê-la se não quiser. — Eu quero. — Ela engole, inclinando mais a cabeça em minha mão. — Você está certo. Preciso ver o que ele tem a dizer para que eu possa deixar tudo para trás. Não quero mais isto pairando sobre minha cabeça, e não quero me preocupar com isso quando o bebê nascer. — Então, nós vamos ler, em seguida, queimamos, tornando história.


Ela balança a cabeça, sem dizer nada. Correndo o polegar acima de sua mandíbula, eu me inclino e a beijo uma vez, antes de colocá-la debaixo do braço para conduzi-la para dentro. Uma vez que deixo Sophie no pátio dos fundos com um copo de chá, eu vou pegar um isqueiro e minha lixeira de metal na garagem e as levo comigo. Entrego a carta antes de puxá-la para o meu colo. Suas mãos começam a tremer quando ela rasga o envelope, e vejo quando ela puxa a carta, desdobrando-a. Cara Sophie, Eu nem sei por onde começar. Tenho a carta de Nico após tentar telefonar para você. Eu entendo porque você não queria falar comigo, mas queria poder ouvir sua voz. Talvez um dia possamos conversar e eu possa ouvir por mim mesmo que você está bem e feliz. Eu soube através do seu namorado que você se tornou bem-sucedida e levam uma vida que deixaria sua mãe orgulhosa. Ela sempre teve orgulho de você. Você era a coisa mais importante na vida dela, e sei que sua morte foi difícil para você. Eu gostaria de poder explicar as razões pelas quais eu fiz o que fiz, mas não há desculpa que justifique minhas ações e o jeito que a negligenciei quando você precisava de mim. Sua mãe me odiaria se soubesse o que aconteceu depois de sua morte. Lamento algumas coisas na minha vida, mas o meu tratamento para com você é algo que vou me arrepender até o dia que eu morrer. Sinto muito. Sei que seria quase impossível para você me perdoar, mas se você pudesse encontrar em si mesma algumas palavras para me oferecer de vez em quando, eu iria gostar disso. Seu namorado é muito diferente de qualquer pessoa que eu pensei que você acabaria, mas ele parece amar você e ser muito protetor, e mesmo que não seja meu direito como seu pai, eu não podia pedir mais. Sua mãe teria ficado emocionada por você encontrar alguém que obviamente te ama tão profundamente. Eu amo você, Sophie. Sei que não mostrei quando deveria, mas não há um dia que passa que não penso em você e na mulher que você se tornou. Queria ter sido um pai melhor para você. Apenas não sabia como fazer isso após a morte da sua mãe. Eu sinto muito. Espero que esta carta te encontre feliz. Amor,


Pai Puxo uma Sophie soluçando em meu peito, balançando-a para frente e para trás como uma criança, tentando oferecer-lhe algum conforto. Depois de ler essa carta, eu espero que ela seja capaz de encontrar algum fechamento. — Eu tenho você, baby, — a acalmo, esfregando suas costas. Quando os soluços passando por seu corpo começam a diminuir, eu puxo o rosto do meu peito, levando um segundo para olhar para ela. Mesmo com o rosto manchado de lágrimas, ela é linda. — Sei que foi difícil, mas como você se sente? — Dividida, — ela diz baixinho, agarrando o meu pulso. — Sinto que eu quero falar com ele. Ele é a única ligação que tenho com a minha mãe. Sinto-me triste que ele levou tanto tempo para perceber o que ele tinha, e outra parte de mim o odeia por não estar lá para mim quando eu precisava dele. Essa é a parte que não gosto. Não quero odiá-lo. Minha mãe o amava. Eles eram tão apaixonados que, mesmo tão jovem como eu era, eu podia ver que o amor deles era do tipo que nunca morreria. Quando eu era jovem, meu pai chegava em casa do trabalho e entrava na casa, e a primeira coisa que fazia era ir para a minha mãe e beijá-la, mesmo que eu estivesse esperando por ele na porta. Então ele vinha e me pegava. — Eu não digo a ela que isso é fodido. Nossos filhos serão tão importantes quanto ela. — Quando minha mãe morreu, eu senti como se a minha conexão com ele também morreu. — Sim, totalmente fodido. — Eu acho que preciso de tempo para pensar sobre isso. — Você tem todo o tempo que você precisa. — Obrigada por estar aqui comigo. — Ela planta o rosto novamente no meu peito, me fazendo sorrir. — Não gostaria de estar em nenhum outro lugar. — Você se lembra de quando eu te disse que costumava querer uma tatuagem? — Ela pergunta em voz baixa. — Sim. — Corro minha mão pelas costas dela, segurando-a com mais força contra mim. — Meu pai tinha o nome de minha mãe tatuado ao longo de suas costelas. Eu queria isso, apenas com o nome do meu marido, mas depois perdi minha mãe.


E não muito tempo depois, eu perdi o meu pai, e parei de acreditar que o amor poderia durar. Agora eu sei que pode. Depois de ter esse bebê, eu quero uma tatuagem do seu nome ao longo das minhas costelas. Eu pertenço a você – sempre pertencerei. Você me trouxe de volta à vida. — Ela levanta a cabeça para olhar para mim. Seu dedo corre ao longo da minha mandíbula, em seguida, até traçar meu lábio inferior. Não posso falar com as emoções me sufocando, então a puxo para um beijo profundo, pressionando suavemente uma mão em seu estômago. Após encontrar a minha voz de novo, eu digo a ela, — Se você quer, baby, eu a levarei. — Obrigada, — ela sussurra. — Não há nada neste mundo que eu não faria por você, doce Sophie. — Eu a puxo para perto de mim e sorrio em seu cabelo, pensando no meu nome sendo tatuado em sua pele perfeita. *~*~* — Você tem certeza que ele está aqui? — Pergunto a Kenton, olhando para a casa desgastada diante de nós. — Sim. Quando Ian ligou, ele me disse que Justin encontrou uma movimentação em seu cartão de crédito. A porra estúpida pediu merda da Amazon e o endereço de entrega era aqui. — Como diabos ele vendeu drogas sem ser apanhado por tanto tempo? — Balanço minha cabeça. Juro que não sei como a maioria dos criminosos são capazes de fugir com a merda que eles fazem. Metade deles são idiotas pra caralho. — Acho que ele não era o responsável, — diz Kenton, balançando a cabeça. — Então, o que os policiais dizem sobre ele? — Eles acham que seus parceiros estão se voltando para ele. Querem oferecer-lhe um negócio, mas não foram capazes de localizá-lo. Você sabe que eles têm sempre muita burocracia quando se trata desta merda. Suas mãos estão atadas, então eles querem nos convencer que ele precisa entrar. — Então, qual é o plano? — Eu olho para o outro lado da rua novamente, uma vez que a única luz acesa é a do porão.


— Entramos e fazemos exatamente isso – usar o poder de persuasão para convencê-lo a fazer a coisa certa. — E se ele não concordar? — Pergunto, com um sorriso, sabendo qual resposta será. — No momento em que nós sairmos, ele estará correndo para a polícia. — Parece bom. — Aceno a cabeça. O que eu faço não é sempre sorrisos, mas sabendo que mais um criminoso fodido estará fora das ruas antes que meu filho venha a este mundo me faz sentir muito melhor sobre fazer o que eu preciso fazer. — Deixa rolar. Abro a porta do meu carro, saindo ao mesmo em tempo que Kenton. Nós nem sequer nos preocupamos com a porta da frente. Caminhamos ao redor da lateral da casa, verificando janelas até que uma abra. Kenton vai primeiro e eu sigo atrás dele quando ele me dá o sinal de que está limpo. Depois disso, nós revistamos a casa, certificando de que mais ninguém está lá dentro. No momento em que chegamos ao porão, Meyer Bulger está no meio de conseguir um boquete. A garota que o chupava corre da sala gritando quando me vê. Eu a deixo ir, sabendo que ela foi paga pelo seu tempo e não é susceptível a se envolver. — Meyer, — Kenton diz, sentando-se casualmente em frente ao cara. — O que você faz aqui? — Ele finalmente pergunta, seus olhos estão nublados com a cocaína que ele cheirava. — Viemos ter uma conversa, — digo a ele, colocando a minha arma em cima da mesa na minha frente. Seus olhos alargam e sua mão se move para a esquerda. — Experimente e colocarei uma bala em você. Seus olhos procuram meu rosto, e sei que ele pode dizer que não estou de brincadeira. Sua mão que estava esticada para seu revolver volta para o seu colo. — O que você quer? — Ele pergunta, olhando entre Kenton e eu. — Você, — diz Kenton com um encolher de ombros. — O que diabos isso significa? — Você sabe o que significa, Meyer. — Balanço minha cabeça. — Não sou dedo-duro. — Então você está morto, — digo, começando a levantar. — Não, você não entende.


— Eu entendo. — Eu olho-o. — Posso ver isso agora. Você provavelmente começou a usar seu próprio produto quando ninguém olhava. Eventualmente seu vício pegou você e não poderia ter o suficiente. Quando isso aconteceu, você começou a foder-se, e as pessoas no topo da cadeia alimentar não gostaram muito. Agora eles querem você morto. Então me diga. O que será? — Você sabe que se eu falar com os policiais eu estou assinando minha sentença de morte. — Você tem uma chance melhor de sobreviver se trabalhar com a polícia, — Kenton diz a ele. — Foda-se. — Ele balança a cabeça, seus olhos caindo para o seu colo, e só assim, eu sei que nós ganhamos. Olho para Kenton e sorrio, pronto para chegar em casa para minha garota. *~*~* — Ma, não estamos nos mudando, — afirmo com firmeza, em seguida, assisto a oscilação do lábio inferior de Sophie. Foda-se, odeio quando ela chora, e ela chora sobre tudo ultimamente. — Baby, por favor, não chore. — Eu a puxo para o meu lado, beijando sua cabeça. — Eu sempre quis viver no campo, e o dinheiro da venda de minha casa pode comprar. Por favor, basta olhar antes de dizer não, — diz ela, olhando para mim com lágrimas enchendo seus olhos. — Você não comprará a nossa casa. — Olho para o teto, rezando por paciência. — Ma, vê o problema que você está causando? — Estreito meus olhos em minha mãe. — Deixo a minha menina com você por três dias, e isso é o que você faz? — Sua mãe não está causando problemas. — Sophie suspira, olhando para minha mãe, então para mim. Vejo algo passar entre elas. — O quê? — Eu olho para a minha mãe e, em seguida, para ela. — Tenho algo para dizer, — diz Sophie, mordendo o lábio inferior, evitando o contato visual. — O quê? — Repeti.


— Acho que você deve se sentar, — diz ela, torcendo as mãos. — Não preciso me sentar. É sobre o bebê? — Pergunto, me sentindo doente de repente. — Eu realmente acho que você deve se sentar, querido, — minha mãe diz calmamente, me fazendo entrar em pânico. — Diga, — eu rosno. — Nós teremos gêmeos, — Sophie cospe, então cobre a boca, olhando para minha mãe com os olhos arregalados. Encaro-a fixamente por um minuto. Não a faço repetir; ouvi em alto e bom som. — Preciso sentar, — murmuro, caminhando até o sofá onde eu caio, colocando a cabeça entre os joelhos. — Como isso aconteceu? — Eu me pergunto em voz alta. Ao ouvir a minha mãe rir, eu levanto a cabeça para olhar para ela. — Eu estarei na cozinha, — Mamãe canta, afastando-se. — Você está bem? — Sophie pergunta, sentando ao meu lado e passando a mão nas minhas costas. Endireito-me, puxando-a em meu colo para correr a minha mão sobre seu estômago. Não posso acreditar nisso; é como ganhar na loteria de criança. — Você está bem com isso, certo? — Ela pergunta, e percebo que não falei com ela; apenas olhei para seu estômago, passando minhas mãos sobre sua grande protuberância. — Chocado como o inferno. — Balanço minha cabeça em descrença. — Nós teremos gêmeos. — Eu sorrio, em seguida, desaparece. — Os dois estão bem, certo? — O médico disse que eles são perfeitos. — Por que descobrimos isso só agora? — Esfrego seu estômago novamente, maravilhado com que dois bebês estão crescendo lá. Não posso imaginar o quão grande o seu estômago será quando chegar a hora dela dar à luz. Ela é tão pequena, e seu estômago já está grande com apenas quatro meses. — O médico não sabia por que o outro bebê não se mostrou até agora, mas ele estava desconfiado quando eu disse que podia sentir ele ou ela se movimentando, então ele fez um ultrassom para ver o que estava acontecendo. Foi quando vimos que havia dois, e ele me garantiu que está tudo bem, — ela explica com um belo sorriso que ilumina todo o seu rosto.


— Você realmente quer se mudar? — Puxo a cabeça dela para colocá-la contra o meu peito. Eu amo a casa na cidade, mas não posso nos ver criando nossos filhos lá. O bairro é principalmente para pessoas solteiras e casais sem filhos. — Sei que você ama sua casa, mas eu quero que meus filhos cresçam perto da família. Bem, sua família, de qualquer maneira, — ela diz baixinho. — Eles são a sua família agora também, e minha casa é sempre a sua casa. — Eu sei. Posso ouvir o sorriso e as lágrimas em sua voz, então puxo seu rosto para que eu possa olhar para ela. — Tudo bem, baby. Precisaremos nos mudar de qualquer maneira. Um bebê ficaria bem na nossa casa agora, mas dois seria forçado. — Sério? — Pergunta ela alegremente. — Tudo para você, doce Sophie, — digo a ela, observando fascinado ela rir e chorar, tudo ao mesmo tempo.


CAPÍTULO 13

— Não posso acreditar o quanto mudou. Quero dizer, você se casou, você não está apenas grávida, mas terá gêmeos, e agora se mudará para uma nova casa, — diz Maggie, sentando ao meu lado no sofá. — Eu devia ter adivinhado que você teria gêmeos embora. Você está realmente malditamente enorme, — diz ela, esfregando minha grande barriga. Eu sei que ela não quer dizer de uma forma ruim, mas suas palavras me acertam de forma errada e começo a chorar. Meus seios estão gigantes, minha barriga está tão grande que não posso nem ver meus pés e minhas pernas estão inchadas e provavelmente peludas. — Por que você está chorando? — Pergunta ela, olhando para mim como se eu fosse louca. Eu provavelmente sou louca. — Sou uma grande, gorda, besta peluda, — digo a ela soluçando. — Oh Deus, você é tão dramática. — Ela ri, me fazendo chorar mais. — Por que minha esposa está chorando, Maggie? — Nico rosna, entrando na casa, Devon logo atrás dele, carregando uma caixa. Nós estamos no processo de mudança para a nossa nova casa no campo. O processo levou mais tempo do que planejamos. A casa era uma venda a descoberto 13 . O banco levou dois meses para nos responder dizendo que eles aceitaram a nossa oferta.

13 Venda a descoberto é uma prática financeira que consiste na venda de um ativo financeiro ou derivativo que não se possui, esperando que seu preço caia para então comprá-lo de volta e lucrar na transação com a diferença.


Limpo o meu rosto, tentando me livrar das lágrimas; não quero que Nico me veja chorar. Ele é tão incrível e solidário, enquanto eu sou horrível com minhas queixas e choro constante. Começo a chorar mais forte quando penso quão má esposa que eu sou. — Nossa, menina. Você precisa se acalmar. Podemos raspar as suas pernas se te incomoda tanto assim. — Maggie revira os olhos, entregando-me um outro lenço. Assuo o nariz, em seguida, olho para cima quando vejo uma sombra cair sobre mim. — Você sabe que odeio ver você chorar, — Nico diz suavemente, colocando uma mão sobre o braço do sofá e outro no meu pescoço. — Se é por causa de Maggie que você está chorando, eu farei Maggie ir embora, — diz ele, fazendo meus olhos estreitarem. — Se você tentar fazer a minha amiga ir embora, eu irei com ela. Vejo como um lado de sua boca levanta antes de responder, — Você não pode. Você tem dois filhos meus crescendo dentro de você. Então, basicamente, o seu corpo é metade meu até que você não esteja mais grávida. Não só isso, você tem meu sobrenome, o que significa que eu te possuo. — Ele sorri. — Puta merda, — ouço Maggie dizer do meu lado. Ela não parece chateada, o que é surpreendente. — Não posso acreditar que você acabou de dizer isso para mim, — digo, ignorando Maggie. — Acredite. — Realmente não posso acreditar que você acabou de dizer isso, — assobio, olhando para ele. — Prefiro você chateada a chorando, — diz ele antes de se inclinar, beijandome até que eu não possa respirar, e, em seguida, levantar e sair de casa. — Não tenho certeza do que aconteceu, mas isso foi quente. Tão quente que quero arrastar Devon para o seu quarto de visitas, — diz Maggie, e olho para vê-la se inclinando, abanando-se. — Ele só fez isso para que eu parasse de chorar, — digo a ela em estado de choque. — Ele fez, — ela concorda, sorrindo. — Ele é louco. — Sorrio para ela.


— Louco quente. — Maggie dá risinhos, e olho para ela em estado de choque; nunca na minha vida a ouvi fazer isso. — Você acabou de dar risadinhas? — Pergunto. — Absolutamente não. — Seus olhos arregalados. — Puta merda, eu dei uma porra de risadinha. O que diabos está errado comigo? — Não sei, mas você deve checar isso, — digo a ela com uma cara séria. — Seu homem me transformou em uma menina da escola rindo. — Ela suspira, colocando a cabeça contra o sofá, um grande sorriso no rosto. Sorrio e depois olho a nossa nova casa. É uma casa nova de tijolos de dois andares com localização perfeita por estar perto da família. Nossa nova sala de estar é muito maior do que a casa da cidade, com pisos escuros de bambu, tetos abobadados altos e grandes janelas que dão para a floresta atrás da casa. A cozinha também é grande e toda aparelhada, com uma grande ilha que pode acomodar cinco banquetas. Ao lado da cozinha está uma pequena sala de jantar, que foi construída em uma seção arredondada da casa, que está cercada por janelas de sacada do piso ao teto. Amei esta casa. Amei que o quintal é enorme e já tem um lugar definido para as crianças. Amei que todos os quartos estão no segundo andar, portanto não teremos que estar separados dos bebês quando eles nascerem. O que eu realmente amei é que Nico amou tanto quanto eu. Eu sei que ele amava sua casa e seus vizinhos, mas quando ele entrou na nossa nova casa pela primeira vez comigo, pude ver em seu rosto que ele adorou. Ou talvez ele simplesmente amasse o fato de que teria uma garagem para três carros e dois de seus irmãos como os nossos vizinhos. — Tia Sophie! — Ouço o grito a tempo de ver July correndo para a sala, carregando uma Daisy muito irritada em seus braços. — Ei, querida. — Endireito-me no sofá quando ela corre para mim. — Tio Nico disse que você terá cachorrinho. — Ele disse, não é? — Olho para Maggie, que encolhe os ombros. Nico não me disse nada sobre ter outro cão, mas com ele, nunca sei o que vai acontecer. Ele nunca me disse que não trabalharia mais para Kenton ou que


aceitaria um trabalho com o MNPD14 para trabalhar com Leo até que precisou ficar fora por uma semana para fazer algum treinamento e testes. Quando descobri isso, primeiro eu fiquei chateada; não queria que ele mudasse de emprego por minha causa. Então, ele sentou comigo e explicou que, com os bebês a caminho, ele achava que não seria capaz de lidar com ficar longe o tempo todo, e o trabalho com Leo significava que ele teria mais estabilidade. Eu disse a ele que era bom, mas se ele não gostasse, deveria voltar a trabalhar para Kenton. — Sim, mas Daisy ainda é a minha favorita, — diz July, e sorrio quando ela puxa uma Daisy mexendo até seu rosto para falar com ela. — Você sempre será minha favorita. Você é tão bonita, pequena e fofa, — ela diz a Pomerânia antes de trazê-la contra o peito para um abraço. Pobre Daisy, parece que seus olhos estalarão para fora de sua cabeça, fazendo-me estremecer. — Querida, por que você não deixa Daisy um pouco e vai lavar as mãos? Talvez possamos fazer alguns sanduíches para todos. — Tio Nico pediu pizza, — diz ela, segurando Daisy mais apertada contra ela, fazendo-a se contorcer. — Daisy pode precisar fazer xixi. Acho que essas são as palavras mágicas, porque ela imediatamente coloca o cão no sofá. Vejo quando Daisy salta do sofá, fugindo rapidamente, provavelmente tentando encontrar um lugar para se esconder. — Não quero que ela faça xixi em mim. May fez xixi em mim uma vez, quando eu a segurava, e isso foi nojento. — Isso é nojento. — Eu rio ao ver a expressão melindrosa em seu rosto bonitinho. — Agora que você mora aqui, podemos ter mais festas do pijama? — Pergunta ela, olhando ao redor. — Podemos. — Não digo a ela que não será daqui a, tipo, dez anos. Ela não precisa saber disso. Ainda tento me recuperar da última festa do pijama que tivemos. — Bom! A última foi muito divertida!

14 Metropolitan Nashville Police Department


Sorrio e balanço a cabeça. Ter seis crianças para uma festa do pijama foi uma loucura, e não é algo que eu queira repetir tão cedo. As primeiras duas horas foram boas, mas então chegou a hora da cama e nenhuma delas queria dormir, exceto Jax, que ficou pendurado em seu tio a maior parte do tempo. Então, houve muito choro. Tivemos de levar todas as crianças para casa por volta das duas da manhã, então realmente não foi uma festa do pijama; era mais como uma visita prolongada. Eu amo todos eles, mas não farei isso novamente por um longo tempo. — Tio Nico, — diz July, logo que o vê entrando na sala carregando uma caixa, — Tia Sophie disse que podemos ter uma festa do pijama. — Ela disse? — Pergunta ele, sorrindo para ela. Mordo o meu sorriso quando seus olhos vêm até mim e estreitam ligeiramente. — Ela disse. — Depois que os bebês nascerem, vamos falar sobre isso, — ele diz a ela, carregando a caixa para algum lugar dentro da casa. — Onde estão suas irmãs, querida? — Pergunto a ela antes de tentar ficar em pé. — Lá fora com as outras crianças. — Tudo bem. Vá buscá-las e as traga aqui. Quando todos você lavarem suas mãos, podemos obter para vocês um pouco de suco enquanto a pizza não chega, — digo a July, e ela foge. — Vou dar uma olhada em Nico, — eu digo, olhando para Maggie, que está deitada no sofá com os olhos fechados. — Claro, que seja. Deixe-me com minhas fantasias sujas sobre o seu marido. — Você quem diz. — Eu rio, saindo da sala. Quando chego ao escritório, Nico está lá, de costas para mim, colocando alguma coisa em uma das prateleiras embutidas nas paredes. — Nós não teremos uma festa do pijama, — diz ele, sem sequer se virar. — Concordo – sem festas do pijama. — Fico atrás dele, passando os braços ao redor da cintura, colocando minha cabeça contra as costas dele. — Arrumei a cama em nosso quarto. Por que você não deita um pouco? — Não estou cansada. Olho por cima do ombro dele para ver o que ele está colocando na prateleira e vejo a foto de nós dois no dia do nosso casamento. Estamos de perfil. Estou no meu vestido, de pé na frente dele, em seu terno. Minha cabeça está inclinada para


frente, a minha testa pressionada contra seu peito, seus lábios na parte de trás da minha cabeça. Nós dois temos as nossas mãos na minha barriga. Toda vez que olho para essa foto, tudo que eu lembro é quão amada eu me senti naquele momento. Acabávamos de percorrer o corredor depois de dizer o nosso Aceito. Durante toda a cerimônia os bebês ficaram loucos, então eu parei Nico no final do corredor e puxei suas mãos, espalhando-as na minha barriga. Ele disse algo doce, fazendo-me inclinar para ele, e pude sentir sua boca na parte de trás da minha cabeça, onde ele me beijou. Pela forma que a foto foi tirada, você não pode realmente ver os nossos rostos, mas de todas as nossas fotos de casamento, essa é a minha favorita. Nunca pensei que eu iria querer um grande casamento, mas na hora que eu vi o meu vestido de noiva através da janela da loja, eu sabia que precisava ter um para que pudesse usar aquele vestido; teria sido um pecado desperdiçá-lo em um casamento no cartório. O vestido era branco, tão branco que, se você olhasse para ele no sol, você poderia ficar cego. A parte superior tinha mangas finas que pendiam dos meus ombros, e na cintura havia uma fita branca simples amarrada sob meus seios, mostrando minha barriga de grávida. Isso foi perfeito. Depois que achei o vestido, tudo se encaixou. Todas as mulheres Mayson ficaram mais do que felizes em ajudar a planejar tudo. Decidimos ter o casamento no quintal de November e Asher. Os meninos construíram uma ponte sobre a piscina com um altar perfeitamente colocado no meio, e as cores eram amarelo pálido e creme. Nada foi como qualquer coisa que planejara todos esses meses antes enquanto estávamos deitados na cama. Tivemos mais de uma centena de convidados, eu não conhecia a maioria deles, mas todas aquelas pessoas foram lá para ver Nico e eu casar, e isso fez com que fosse muito mais perfeito. Tivemos um enorme jantar de três pratos e um bolo de seis camadas para a sobremesa. Naquela noite, descobri que o meu novo marido adorava dançar. Toda chance que teve, ele me arrastou para a pista de dança para me abraçar através de cada música lenta. — Baby, você realmente precisa descansar. Não é bom para você estar de pé por tanto tempo, — diz Nico, trazendo-me de volta ao presente. — Descansei o dia todo, — digo a ele quando se vira para me encarar. — Você é tão teimosa. — Ele balança a cabeça, mas olha para mim com amor.


— Você não é? — Sorrio, olhando em seus olhos. — July disse que pediu pizza? — Pedi. Devon foi buscá-la. — Suas mãos seguraram meu rosto e ele me beijou. — Estou morrendo de fome, — eu digo contra seus lábios. — Você deveria ter comido mais cedo, — ele repreende, correndo os dedos pelo meu cabelo. — Eu comi, mas quero comer novamente. Sempre quero comer, — digo a ele. Ele sabe disso porque ele faz pelo menos uma viagem tarde da noite ao supermercado a cada semana. — Meus meninos serão fortes. — Não vou nem discutir com você. Como você sabe, eles poderiam ser meninas. Duas meninas, — ameaço. — Você só tem permissão para me dar uma menina. — Realmente? Você vai me permitir dar-lhe uma menina? — Sim. Apenas uma, — diz ele, sorrindo. — Tudo bem, mas não venha chorar comigo se forem duas meninas, — digo com um sorriso e esfregando a minha barriga. — Se todos estiverem saudáveis no final do dia, realmente não me importo com o que são, — confessa em voz baixa. — Boa resposta. — Fico na ponta dos pés, puxando sua boca para um beijo. — Ewww! Nojento, — ouço atrás de mim. Viro minha cabeça para ver Jax olhando para nós. — A pizza chegou, — diz ele antes de correr. Eu rio, girando para encarar Nico. — Ele não pode esperar até Cobi ficar grande. Odeia ser o único menino velho o suficiente para exprimir sua opinião sobre a forma como as meninas são nojentas, — diz Nico. — Não posso esperar para lembrá-lo o quanto as meninas são nojentas daqui a uns 15 anos. — Você e eu. Agora, preciso lhe dar alguma coisa para ajudá-la a dormir? — O que você tem em mente? — Questiono inocentemente, ficando tão perto quanto minha barriga permite. — Quando todo mundo vai embora? — Ele rosna, mordiscando meu pescoço.


— Não sei. Quanto tempo até que tenhamos terminado com a mudança? — Inclino minha cabeça agarrando um punhado de seu cabelo. — Temos mais uma carga. — Ele lambe meu pescoço, beijando abaixo do meu ouvido. — Preciso que todos saiam para que eu possa estar dentro de você. Ainda me surpreende que ele me queira tanto, mesmo com a minha aparência de grávida. Ele nunca me deixa sentir pouco atraente; se alguma coisa, eu sinto que ele me quer ainda mais. — Preciso de você, — gemo, empurrando o meu rosto em seu peito, minhas mãos apertando sua camisa. Suas mãos vão para a minha, afastando-as antes de me deixar parada ali, observando ele caminhar até a porta. Então, ele fecha e tranca antes de voltar para mim e me ajudar a ficar em cima da mesa. Quando termina comigo, eu estou morrendo de fome e pronta para um cochilo. *~*~* — Tem certeza que isso é uma boa ideia? — Olho para o cão gigante que Nico simplesmente trouxe para casa. Daisy está animada com ele, e ele parece tolerar Daisy, mas não tenho tanta certeza. Ele é enorme; a cabeça vem até minha cintura quando está em todas as quatro. Nunca tive medo de cães, mas ele me dá um pouco de medo. — Os dinamarqueses são bons cães. Eles são leais e muito inteligentes, — diz ele sentado no sofá. — Onde mesmo que você o pegou? — Eu me afasto quando o cão começa a vir em minha direção. — Baby, honestamente, você acha que eu traria um cão para a nossa casa se não soubesse com certeza que você e nossos bebês estariam seguros com ele por perto? — Nico pergunta, e o cão me observa de perto. — Não é que eu não confie em você... É que... Ele é tão grande que minha cabeça pode caber em sua boca. Daisy pode caber em sua boca! Eu amo a Daisy. Não quero procurar por ela um dia, então, duas horas mais tarde vê-lo ir para fora para fazer o seu negócio e seu negócio ser uma bola de pelo que já foi minha Daisy.


Ele ri, e o cão dá mais um passo em minha direção, me forçando a dar mais um passo para trás. — Baby, ele não vai comer Daisy. Ele nem sequer a nota. — Você diz isso agora, mas o que acontece quando não estivermos em casa e eles estiverem sozinhos? — Pergunto, observando Daisy correr dentro e fora do meio das pernas do grande cão, em seguida, saltar para cima e para baixo, tentando fazê-lo brincar com ela. — Ok, então talvez eles fiquem bem, mas eu simplesmente não sei. — Venha aqui, Sophie. — Nico estende a mão em minha direção. Contorno ao cão antes de pegar sua mão para que ele possa me puxar para o seu colo. — Acho que estou ficando grande demais para sentar no seu colo, — digo a ele. — Nunca. — Ele beija o lado da minha cabeça. — Agora venha aqui, Goose15. — Goose? — Repito em silêncio, observando o cachorro vir em nossa direção. — Que tipo de nome é Goose? — Goose é o nome dele, porque ele é tão branco quanto um ganso. Ele é branco – puro branco, com uma orelha preta, um nariz rosa, e olhos azuis. Nico segura minha mão para ele cheirar. Estive ao redor de Beast de Asher e November algumas vezes. Ele é um cão agradável, excelente com todas as crianças, e muito protetor. Ele é tão grande. Sempre tento evitá-lo. — Relaxa, baby. Ele é um bom cão. Abro meu punho, cautelosamente, minha mão estendida para ele. Seu frio, nariz molhado toca minha mão, e, em seguida, sua língua corre sobre a minha pele. Daisy pula no sofá para que possa chegar mais perto de Goose, e uma vez que ela está na frente dele, ela começa a lamber seu rosto e latir, tentando saltar sobre ele. Ele a empurra para fora do caminho com a cabeça, forçando-a para o lado para que ele possa repousar a cabeça no meu colo. Seu nariz vai para o meu estômago, e me pergunto se ele cheira os bebês. Daisy ainda está enlouquecendo tentando chamar a atenção dele, mas ele simplesmente a ignora, pressionando-se ainda mais perto de mim, então o acaricio. — A melhor parte é que ele já está domesticado, e é adulto.

15 Ganso em inglês


— De onde ele vem? — Pergunto, começando a relaxar e desfrutar da sensação reconfortante de sua grande cabeça quente contra mim. — Um amigo meu que é das forças armadas está se preparando para ir para o exterior e não pode levá-lo com ele. — Então nós vamos ter que devolvê-lo em dois anos? — Eu me pergunto em voz alta, não gostando da ideia de ficar ligada a ele e, em seguida, tê-lo tirado em poucos anos, quando seu dono voltar. — Não, baby. Ele é nosso permanentemente, — Nico me assegura. Eu rio quando ele esfrega sua grande cabeça contra o meu estômago, querendo que preste atenção a ele. — Ok, então ele é bonitinho, — finalmente concordo. — Ele está bem treinado. Isso que é importante. — Você ainda está preocupado, não é? — Pergunto. Desde que nos mudamos, eu nunca sequer pensei sobre o que aconteceu na minha antiga casa. — Eu estarei preocupado até descobrirmos quem é a pessoa por trás do que aconteceu com você. — Nada aconteceu ultimamente. Talvez o que aconteceu antes foi uma completa coincidência. — Encolho os ombros, o movimento faz Goose olhar para mim com grandes olhos de cachorrinho. — Talvez sim, talvez não, não estou disposto a correr esse risco. — Então eu acho que apenas tenho um novo cão. — Suspiro, finalmente colocando minhas mãos em cada lado da cabeça gigante acariciando a minha barriga e acariciando seu pelo curto, mas surpreendentemente suave. — Que bom que você está vendo coisas do meu jeito. — Ele sorri. — Eu amo quando você me pergunta como me sinto sobre alguma coisa, sabendo que apenas fará o que quiser de qualquer maneira. — Arranho atrás das orelhas de Goose e rio quando uma de suas pernas de trás começa a tremer. — Quando se trata de sua segurança, farei o que for necessário. — Ele beija o lado do meu pescoço, e Daisy decide saltar para cima na parte de trás do sofá, onde ela pode sustentar as patas dianteiras no ombro de Nico e lamber ambos nossos rostos. Meus hormônios assumem por um momento e meu coração incha. — Dois bebês de pelo antes de nossos dois bebês reais chegar aqui. Será uma casa cheia.


*~*~* Sento-me na poltrona que acabou de ser entregue para o quarto dos bebês e toco em minha caneta no papel no meu colo. Preciso responder à carta do meu pai. Adiei por um longo tempo, tentando descobrir o que eu quero dizer, como realmente quero que nosso relacionamento seja, ou se ainda quero um relacionamento com ele, de qualquer modo. Quanto mais se aproxima a data do meu parto, mais eu penso sobre meus bebês tendo seu avô – e não apenas o pai de Nico, mas meu pai – bem, pelo menos de alguma forma. Sei que é o que minha mãe teria querido. Olho para o papel novamente, perguntando como até mesmo começar a carta. Escrevo Querido Pai, ou escrevo o nome dele? Por que isso tem que ser tão difícil? — O que faz aqui? — Olho para cima ao ouvir a voz de Nico. — Desculpe? — Pergunto, perdida na aparência dele. Seu tronco está coberto de suor, suas tatuagens ainda mais pronunciadas do sol que brilha no quarto, seu corpo parecendo maior do que de costume, por algum motivo. — O que você faz, baby? — Ele repete. — Tentando escrever para o meu pai, — murmuro, meus olhos fixos no V de seus quadris. — Você teve um bom treino? — Olho para cima quando o ouço rir. — O que é engraçado? — Baby, o olhar em seu rosto me faz pensar que não teve o suficiente esta manhã. — Desculpe. — Sorrio. Realmente não sinto muito; meus hormônios estão insanos. Quero-o o tempo todo, mas a parte chata é que somos forçados a usar apenas duas posições diferentes com o quão grande eu estou. — Não se desculpe. Venha tomar banho comigo. — Ele se inclina sobre mim, seu corpo me enjaulando com um braço de cada lado da cadeira. — Realmente preciso escrever para ele. Eu continuo adiando. — Você pode escrever quando estiver pronta. — Eu estou pronta. Apenas não sei o que dizer. Nem sei como iniciar a carta. Quero dizer, eu digo, Querido Pai, ou algo mais? — Suspiro, inclinando a cabeça contra a cadeira. — Como se sente se dirigindo a ele?


— Pai... não sei. — Fecho os olhos e, em seguida, os abro quando seus lábios tocam minha testa. — Ele é meu pai, mesmo não agindo como um, mas depois de tudo o que aconteceu... Eu só não sei. — Você se dirige a ele e fala com ele sobre qualquer coisa, — diz ele em voz baixa, suas palavras faladas contra a minha pele. — Ele ficará feliz em ouvir de você, não importa o que você diga. — Ele beija minha testa novamente e então meus lábios antes de correr um dedo na minha bochecha e sair do quarto. O assisto sair por um longo momento antes de colocar a caneta no papel, pela centésima vez. Querido Papai, Como você está? Isso é estranho, e realmente não sei o que dizer, mas como Nico me disse uma vez, estranho é bom, desde que você não se sinta desconfortável. Não me sinto desconfortável. Sinto que isso é algo que eu precisava fazer a um longo tempo. Tenho pensado muito em sua carta desde que a li. Tenho tentado entender de onde você vinha e o que deve ter passado depois que a mamãe faleceu. Agora que eu tenho Nico, não posso imaginá-lo sendo tirado de mim sem aviso. Rezo para que eu nunca tenha que passar por algo parecido. Eu gostaria de poder dizer que te perdoo por tudo, e esperamos que, com o tempo, eu encontre uma maneira de fazer isso. Quero que você conheça seus netos. Nico e eu estamos esperando gêmeos. Não sabemos os sexos ainda porque queremos ser surpreendidos quando nascerem. Todo mundo tem feito apostas desde que descobrimos que estávamos grávidos. Acho que são duas meninas, mas Nico jura que são meninos, mas eu posso dizer que ele realmente quer, pelo menos, uma menina. Sei que ele será um grande pai. A família dele é incrível. Seus pais são muito favoráveis e amorosos, e me aceitam como sou. Ele tem três irmãos, e cada um deles é casado e tem filhos. Espero que você não pense que digo essas coisas para chateálo. Não é por isso. Honestamente, antes de Nico, eu tive Maggie, Devon, e alguns outros amigos, mas agora minha vida está completa e estou feliz. Nico também nos comprou uma bela casa no campo – casa que mamãe teria amado. Às vezes eu sento na varanda ao pôr do sol e leio. Espero que quando os bebês nascerem eu possa sentar e ler para eles como a mamãe costumava ler para


mim. Eu gostaria de ter algumas das nossas fotos para poder mostrar para eles o meu lado da família quando crescerem. Bem, não sei como terminar esta carta, mas espero que você esteja bem e que ler isso lhe traga algum tipo de felicidade. XOXO, Sophie Mayson Coloco a carta no meu colo e fecho os olhos. Quando eles abrem, eu olho ao redor do berçário para as paredes cinza-claro que Nico e seus irmãos pintaram na semana passada. Então olho para o mural de uma árvore branca com folhas pratas que sua mãe acabou de pintar. Meu olhar deriva sobre os dois presépios que foram adicionados ao quarto a dois dias, com um belo trocador entre eles. O quarto está lindo e será perfeito para um ou outro sexo, uma vez que os bebês nascerem. O quarto representa muito, não só o início da nossa família, mas também a família de Nico, o amor que sentem um pelo outro, e o que significa ter realmente uma família. Sorrio e levanto, indo em busca do meu marido e rezando para que o encontre antes de se vestir.


CAPÍTULO 14

— O capitão quer que você comece, — Leo diz, suspiro ao telefone e olho para o pátio e o quintal, onde Goose e Daisy estão brincando. Bem, Daisy está brincando; Goose apenas anda enquanto Daisy salta dentro e fora dos seus pés. — Não posso, cara. Odeio deixar Sophie agora. Ela acabou de atingir a marca do oitavo mês, e o médico disse que ela poderia entrar em trabalho de parto a qualquer momento. As consultas do seu médico se mudaram para cada semana. Eles estão preocupados porque ela já começou a dilatar. — Nós realmente poderíamos usar você agora. — Eu disse a você antes – Sophie é minha prioridade, — o lembro. Quando essa coisa toda começou, eu disse a todos que não começaria a trabalhar até depois que os bebês nascessem e soubesse que Sophie ficará bem sozinha com eles. — Eu sei. Apenas pensei que você relaxaria um pouco após a mudança, — ele confessa. — Não posso relaxar. Ainda não tenho ideia de quem estava atrás dela ou se ainda está. Agora, com a data do parto se aproximando, eu fiquei ainda mais nervoso. Juro que sinto que estou constantemente no limite. Sei que algo vai acontecer. Só não sei quando ou como me preparar para isso. — Aconteceu alguma coisa? — Não, nada. — Esfrego minha mão sobre meu rosto. — Provavelmente está apenas nervoso por se tornar um pai. Quando Jenna teve Lynn, eu estava uma pilha de nervos. Não estou nervoso por me tornar um pai; essa é a única coisa com a qual eu nunca realmente me preocupei. Eu sei que, com Sophie como a mãe dos meus


filhos, o resto se encaixará no lugar. Além disso, tenho uma porrada de experiência com crianças agora. Não estou nervoso sobre ter a minha; estou pronto para isso, mesmo sabendo quão trabalhoso será. — Como estão Jenna e Lynn? — Esqueci tudo sobre sua noiva e filha porque ele nunca fala sobre elas. — Jenna é uma cadela e Lynn é linda. — O quê? Eu pensei que vocês iam se casar. — Sim, eu pensei que casaríamos também, até que descobri que ela estava dormindo com seu namorado da escola nas minhas costas, — ele rosna para o telefone. — Cale a boca. Ela fez isso? — Eu sabia que Jenna tinha uma tendência a agir como minha antiga vizinha, Deb, mas nunca a imaginei traindo. — Ela fez. E esteve fazendo por cerca de seis meses, quando eu descobri. — Por que nunca disse nada? — Você quer dizer por que eu não disse a todos que a minha ex-noiva estava tendo um caso quando deveria estar no trabalho? Eu me senti como um idiota, e quando descobri o que estava acontecendo, ela culpou a mim e o meu trabalho, dizendo que eu não estava por perto quando ela precisava de mim. — Merda. Sinto muito, — digo a ele, esfregando a parte de trás do meu pescoço. — Eu não. Estou contente por descobrir essa merda antes de dar o meu sobrenome para ela. — Verdade, homem. Como estão as coisas com Lynn? Ela tem o que, três anos agora? — Perfeita. Se não fosse por ela, eu ficaria puto por desperdiçar tanto tempo com a mãe dela. É por isso que digo que Sophie está segura. Você está apenas nervoso por ter não apenas um, mas dois filhos. — Não é isso, cara. Você é um policial. Sabe aquela sensação que você tem quando algo está errado? Isso é o que eu sinto. Não são nervos. — Balanço minha cabeça. — Você quer que eu faça alguma coisa?


— Acho que não há nada que alguém possa fazer agora. Essa é a parte fodida. Fiz tudo o que posso para ter certeza que ela está segura e que, mesmo que eu não esteja por perto, ela ficará bem. — Bem, você sabe, se precisar de mim eu estou aqui. — Obrigado. Assim que eu souber quando posso começar, eu deixarei você saber. — Esperando ansiosamente por isso. Todo mundo está animado para ter Nico Mayson a bordo. Cap queria que eu sondasse sobre Kenton ingressar na equipe também, mas eu disse a ele que está merda não ia acontecer. — Ele ri. — Sim, não vai acontecer, especialmente agora. — Por quê? O que está acontecendo agora? — Nada. Kenton apenas não gosta de burocracia. — Seu primo é louco. Ele não está errado; Kenton faz sua própria coisa e não gosta de ninguém dizendo a ele quando ou como isso deve ser feito. — Tudo bem, cara. Nos falamos em breve. — Sim cara. Falo com você em breve. — Desligo, observando Daisy e Goose por mais alguns minutos antes de entrar para ver como Sophie está. Ainda tenho esse sentimento, e não tenho ideia do que fazer para me livrar dele, mas quero que seja antes dos meus filhos nascerem. *~*~* — Goose, que porra é essa? — Eu grito, perseguindo-o até as escadas onde é suposto Sophie tomar uma sesta. No momento em que chego ao segundo andar e olho pelo corredor em direção ao nosso quarto, vejo o cão gigante raspando a porta, tentando entrar. — Que diabos? Corro para a porta, abrindo-a. Sophie está no chão, seu corpo curvado. Seu rosto está vermelho e suado, e lágrimas escorrem pelo rosto sobre o piso de madeira. — Baby. — Fico de joelhos na frente dela, passando a mão sobre a cabeça. — Alguma coisa está errada! — Ela grita, se curvando ainda mais. — Você está tendo contrações?


— Sim, mas acho que há algo errado, — ela grita mais forte, o corpo tremendo. Meu primeiro instinto é levantá-la e levá-la para o carro, mas algo está errado, e não quero piorar isso para ela. — Acho que eu não deveria mover você, — digo a ela, pegando o telefone do criado-mudo e discando para o 911. Uma vez que atendem, digo o que está acontecendo. A atendente me diz que preciso verificar Sophie, então levanto a parte inferior de sua camisola até a cintura antes de deitá-la de costas e puxar a calcinha. Abro suas pernas e não vejo os bebês, então tomo isso como um bom sinal. Digo a mulher no telefone que não há sangue ou qualquer outra coisa que eu possa ver quando ouço sirenes do lado de fora. — Oh Deus! — Sophie grita, empurrando seu rosto no meu colo, e, em seguida, sem aviso, sinto seus dentes afundar na pele da minha coxa. Cerro os dentes, passando a mão pelo cabelo. Seja qual for a dor que estou sentindo agora não é nada comparada com o que ela está sentindo. — Preciso abrir a porta, baby, — digo a ela cada vez mais preocupado. Seu rosto empalideceu, sua respiração é mais superficial, e sua pele agora está gelada e úmida. Ela não diz nada, mas choraminga quando estou saindo. — Eu voltarei. Goose, venha. — Aponto para o chão, onde Sophie está. Ele lamenta, colocando a cabeça em cima dos braços dela ainda enrolados em torno de sua cintura. Desço correndo as escadas e abro a porta, nem me preocupando em me certificar se estão me seguindo antes de voltar correndo até as escadas. — Minha esposa está grávida de oito meses e estava deitada para um cochilo. Encontrei-a no chão do nosso quarto, e ela disse que está tendo contrações, mas algo está errado. — Nós vamos cuidar dela, — um dos paramédicos diz. Assim que entramos no quarto principal, Goose se levanta na frente de Sophie e rosna. Eu sabia que ele era um bom cão antes disso, mas guardando minha garota só lhe rendeu rédea livre – especialmente desde que ele é a razão pela qual eu soube que algo estava errado, para começar. — Goose. — Aponto para o chão ao lado da cama, e ele imediatamente vai para lá para ficar de guarda. Os paramédicos apressam para a Sophie. Eu me


ajoelho acima de sua cabeça, colocando meus lábios em sua testa, dizendo baixinho que tudo ficará bem. — Precisamos levá-la ao hospital, — um deles late para o seu colega de trabalho. Tudo é como um borrão ao meu redor que eu nem sequer tenho tempo para pensar antes deles a colocarem em uma maca. Vejo o cruiser do meu pai parar quando estou subindo na traseira da ambulância. Ele balança a cabeça, deixandome saber que me seguirá quando as portas se fecham atrás de mim. — O que está acontecendo? — Pergunto quando há uma calmaria nas atividades. O enfermeiro colocando cuidadosamente um IV no braço de Sophie olha para mim, seu rosto me dizendo mais do que eu quero saber agora. — Não temos certeza, mas acho que um dos cordões dos bebês está embaraçado, e ela terá que ter uma cesariana assim que chegar ao hospital. Olho para Sophie. Ela é a pessoa mais importante na minha vida. Não posso imaginar algo acontecendo com ela, e esse pensamento simplesmente me assusta mais do que qualquer outra coisa. Aceno com a cabeça para o EMT e seguro a mão dela um pouco mais forte, minha outra mão indo para sua barriga e esfregando-a uma vez antes de fechar meus olhos. Assim que chegamos ao hospital e a tiramos da ambulância, eles correm pelo corredor em direção a uma sala de cirurgia que eu ouço uma enfermeira dizer já está preparada e esperando. — Estou aqui, baby. Tudo ficará bem, — digo a ela, vendo seu aceno enquanto as lágrimas começam a se formar em seus olhos. — Ficará tudo bem, — repito, quando a parte da frente da maca em que ela está bate na porta da frente. — Senhor, eu sinto muito, mas você não tem permissão para ir além deste ponto, — uma pequena mulher trajada com roupa hospitalar diz, envolvendo a mão em meu braço. — É a minha esposa e filhos, — eu rosno. — Eu entendo, senhor. Sinto muito, mas até eu conseguir o ok do médico, você não está permitido, — diz ela com calma.


— Vá pegar a porra do Ok dele então. Minha esposa está lá sozinha. Prometi a ela... — ouço a pausa na minha voz e tento engolir. Sophie está lá sozinha e com medo, e não há nada que eu possa fazer por ela. — Assim que eles deixarem-na preparada para a cirurgia, falarei com o médico. Por agora, por que não vem comigo e se troca. Dessa forma, você estará pronto, caso tenha permissão para estar com ela. — Eu sigo imediatamente a enfermeira em outro quarto, onde ela me dá uma pilha de roupas. — Basta colocar estes e eu voltarei em poucos minutos, — diz ela calmamente. Eu empurro acima do meu queixo e começo a puxar os largos trajes hospitalares sobre minha roupa e, em seguida, deslizo os protetores dos pés sobre minhas botas antes de me sentar. Não sei quanto tempo estou nesse quarto sozinho, mas sei que eu oro mais nesse tempo do que fiz na minha vida inteira. — Senhor, você pode vir comigo. — Olho para cima para ver a enfermeira de pé na porta. Fico de pé e a sigo para fora do quarto, um corredor bem iluminado. — Agora, quando chegar lá, você precisa ficar perto da cabeça dela, a menos que seja instruído de forma diferente. Concordo com a cabeça e a sigo o resto do caminho em silêncio. Assim que chegamos ao final do corredor, ela agarra meu braço e me leva para a sala. Todo mundo se move ao redor rapidamente, enquanto as pessoas gritam com uns aos outros ao redor. Quando meus olhos pousam em Sophie, meu estômago afunda. Ela está deitada de costas, sendo a cabeça a única coisa que eu posso ver. Seu cabelo está coberto, e eles estão se preparando para colocar uma máscara de oxigênio no rosto dela. Liberto meu braço da enfermeira e vou para ela. — Hey, baby. — Eu me curvo, respirando-a. — Você está aqui, — ela racha. — Não gostaria de estar em nenhum outro lugar. — Tudo bem, Sr. e Sra Mayson. Vocês estão prontos para ter uns bebês? Olho através do cobertor para o médico, cuja alegria alivia um pouco da tensão claustrofóbica que está se construindo dentro de mim desde que ouvi os latidos de Goose. — Você está pronta, baby? — Corro um dedo pelo seu rosto. Ela balança a cabeça e fecha os olhos. — Estamos prontos quando você estiver, — digo ao médico. — Então vamos começar, — diz ele, antes de desaparecer atrás da cortina.


A enfermeira volta, trazendo uma cadeira rolante para eu sentar. Agradeço a ela e coloco meu rosto perto de Sophie. — Tudo bem, você sentirá um pouco de pressão, Sophie, — ouço o médico dizer acima do sinal sonoro dos monitores. — Você está bem, baby? — Sim. — Ela balança a cabeça, apertando os olhos fechados. — Aqui estamos! Temos o bebê número um, — diz o médico alegremente. Quero levantar e olhar sobre a cortina quando um grito enche o quarto, mas em vez disso, eu sento lá, sem respirar, segurando a mão de Sophie. — Tudo bem, mamãe e papai, bebê número um é uma menina. — Sorrio para o rosto de Sofia, secando rapidamente as lágrimas que começam a cair de seus olhos. — Apenas um rápido oi para que eu possa deixá-la limpa, — diz a enfermeira, trazendo nossa filha para nós. — Ela é perfeita, — sussurro para Sophie, olhando para a nossa menina, vendo seu bonito rosto pequeno e cabeça cheia de cabelos escuros. — Vamos limpar você, — a enfermeira arrulha antes de levá-la para longe. — Você está indo muito bem, baby. — Sorrio para Sophie, orgulhoso pra caralho dela. — Tudo bem, mamãe e papai, nós temos o bebê número dois, e ela é uma menina também! Eu deixarei você vê-la depois de verificá-la, — diz o médico. — Duas meninas. — Eu rio, olhando para Sophie, que parece preocupada. — Você foi muito bem, baby. — Rr-ee. — O quê? — Pergunto antes de puxar a máscara de seu rosto para que eu possa ouvir o que ela está dizendo. — Estou preocupada. — Ok, baby Está tudo bem. Você e as meninas estão bem. — Eu a beijo antes de colocar sua máscara de volta no lugar e afastar o cabelo do seu rosto. — Duas meninas... você pode acreditar nisso? — Pergunto a ela, balançando a cabeça. Eu certamente não posso. Sorrio quando vejo um pequeno sorriso se formar no rosto de Sophie, e estou tão feliz de ver esse sorriso novamente. Naquele momento, um segundo grito enche


a sala, me forçando a deixar escapar um longo suspiro. Todas as minhas três meninas estão vivas e saudáveis; nada poderia importar tanto quanto isso. — Veja, baby? Elas já estão se exibindo. Ouça os pulmões. — Ok, menina número um tem dois quilos e cem gramas, e quarenta e três centímetros de comprimento. Menina número dois tem um quilo e novecentas gramas, e quarenta centímetros de comprimento, — uma das enfermeiras grita do outro lado da sala. — Elas são tão pequenas, — sussurro e vejo uma enfermeira colocar um dos bebês em uma incubadora do outro lado da sala. — Por que a estão colocando naquilo? — Eu pergunto, meu coração começa a bater forte. — Seu nível de O2 está um pouco baixo, mas essa máquina ajudará a aumentá-lo. — Ambas estão bem? — A gêmea número um vai muito bem, e a gêmea número dois necessita de oxigênio, mas parece ótima de qualquer forma, — diz o médico, me acalmando. — Baby — olho para Sophie, — nós realmente precisamos dar nomes a elas. Acho que elas podem ficar chateadas se nos referirmos a elas como gêmeas um e dois para o resto de suas vidas, — digo a ela, tentando tirar o olhar de preocupação que vejo em seus olhos. Eu movo a máscara de seu rosto novamente, e ela responde, — Willow e Harmony. — Esses são perfeitos. — Beijo a testa dela. — Você está chateado por não ter um menino? — Pergunta ela com preocupação genuína. — Como poderia estar chateado quando tenho duas meninas bonitas? — Não posso esperar para segurá-las, — ela diz baixinho. — Eu também. *~*~* Olho para a minha filha, Harmony, que está dormindo tranquilamente em meus braços na última hora. Sua irmã, Willow, ainda está na UTI sendo


monitorada. Eles disseram que é apenas uma precaução; estavam preocupados com seus níveis de oxigênio. Estou disposto a fazer o que for necessário para ela ficar saudável para que eu possa levar todas as minhas meninas para casa. Sophie ainda está apagada das drogas que lhe deram para a cesárea. Ela está dormindo desde que a trouxe para este quarto. Olho para Sophie e não posso acreditar que apenas algumas horas atrás eu estava enlouquecidamente preocupado, sem saber se ela ou os bebês ficariam bem. Depois que Sophie foi trazida para o quarto, saí e vi a minha família, informando a todos que ela e os bebês estavam bem e eu ligaria para eles no dia seguinte, quando eles poderiam vir para uma visita. Todos estavam preocupados, e tanto quanto eu queria que eles conhecessem as minhas meninas, eu não queria ninguém perto delas ainda. — Como ela está? — Afasto o olhar do rosto adormecido de Harmony para os belos olhos de sua mãe. — Perfeita. — E Willow? — Sua voz falha, e odeio que ela esteja chateada. — Ela está bem, baby. O médico disse que ela deverá estar aqui conosco até amanhã de manhã. Eles só querem monitorá-la por enquanto. — Posso segurá-la? — Claro que pode. Deixe-me deitá-la para que eu possa ajudá-la. — Levo Harmony até seu berço antes de ir ajudar a Sophie se sentar, ajustando a cama e travesseiros em torno dela. Uma vez que ela está confortável, eu trago Harmony e vejo quando lágrimas enchem seus olhos. — Ela é perfeita. — Seus olhos encontram os meus, e desta vez, eles sorriem. — Ela é, e assim é sua irmã. — Não posso esperar para ter as duas com a gente, — ela sussurra. — Logo, baby. — Não posso acreditar o quanto já as amo. — Ela traça a linha no centro do pequeno nariz do bebê. Eu concordo; não posso falar com as lágrimas obstruindo minha garganta. Ficamos perto o resto da noite, e na manhã seguinte, quando eles trazem Willow, eu sucumbo completamente. Ver minha esposa segurando cada uma das minhas meninas para seu peito enquanto se alimentam é um momento que nunca


vou esquecer. Não posso acreditar quão perfeita é a minha família. Minhas meninas são ambas lindas. Harmony tem o cabelo castanho-escuro como a mãe, e o cabelo de Willow é loiro escuro como o meu. Não saberemos qual a cor dos seus olhos por um tempo, mas rezo para que sejam marrons com manchas douradas como Sophie. — Eu quero que você durma por um tempo, baby. Uma enfermeira me ajudará a levar as meninas para conhecer a todos enquanto você descansa. — Eles podem vir aqui, — ela diz baixinho, olhando para as meninas, que estão ambas dormindo. — De jeito nenhum, baby-mama. Você precisa descansar, e eu sei que se ficarem aqui, você não vai dormir. — Não quero perder nada, — ela reclama com um beicinho. Sorrio, em seguida, inclino, beijando-a. — Não deixarei você perder nada. Elas provavelmente vão dormir o tempo todo de qualquer maneira. — Tudo bem, mas se sorrir ou fazer qualquer coisa bonita, você precisa tirar uma foto. — Prometo. — Pressiono o botão para chamar a enfermeira para que ela possa me ajudar a levar as meninas para ver minha família. Carrego Harmony enquanto a enfermeira segura Willow na sala de espera. Todo mundo está animado para ver as nossas meninas, mas com os bebês, sendo tão pequenas e Sophie fora da minha vista, eu quero retornar com elas para a sala o mais rápido possível. Não sei como voltarei ao trabalho. Não gosto nem de pensar em não vê-las por qualquer período de tempo. — Onde está a sua esposa? — A enfermeira pergunta quando caminhamos para o quarto. Olho para a cama à espera de ver Sophie lá, e leva um segundo para perceber que ela não está na cama. Os cobertores estão metade no chão, e o berço que trouxeram para as meninas está empurrado para o lado. Meu coração começa a bater forte em meu peito quando vejo que a porta do banheiro está aberta, deixando-me saber que Sophie não está lá também. Ando até a cama pressionando o botão de chamada antes de puxar o meu celular e ligar para Kenton. — Nós estamos apenas entrando no meu carro. Você precisa de mim para trazer alguma coisa? — Ele pergunta assim que atende.


— Sophie não está no quarto. Preciso que você volte aqui. Agora, — digo a ele, tentando manter a calma. Algo não está certo. — O que quer dizer com ela não está no quarto? — Exatamente o que eu disse. Volte aqui agora. — Desligo. — Você precisa de algo? — Uma segunda enfermeira com roupa hospitalar rosa brilhante pergunta, entrando no quarto. — Você sabe onde está a minha esposa? — Pergunto, não querendo ouvir a palavra não saindo de sua boca. — Ela não está aqui? — Ela pergunta, olhando para a enfermeira segurando Willow então ao redor da sala antes de entrar no banheiro e acender a luz. — Chame a segurança para mim, — eu rosno, impaciente. — Sim, claro, — ela murmura, parecendo preocupada. Ela sai da sala, e olho para Harmony depois para Willow. — Alguma coisa? — Kenton pergunta, entrando no quarto. — Estou esperando a segurança chegar aqui antes de ir procurá-la eu mesmo. Faça-me um favor e pegue Willow. — Eu indico para ele pegar a minha filha da enfermeira, e ele imediatamente a pega. — Vá verificar e ver o que está acontecendo com a segurança, — digo a enfermeira, e ela balança a cabeça, deixando o quarto rapidamente. — Nós vamos encontrá-la, — Kenton diz com convicção, olhando para Willow. — Eu sei. — Não há nenhuma outra opção. Eu sei que, onde quer que Sophie esteja, ela está com medo, e está fodendo com a minha cabeça. Eu me certifiquei desde que ficamos juntos, que ela sempre se sentisse segura. Sabendo que ela acabou de fazer uma cirurgia de emergência para ter nossas filhas e ainda está se recuperando apenas aumenta a minha ansiedade. Demora cerca de cinco minutos para a segurança aparecer, e uma vez lá, eles me dizem que a enfermeira explicou o que está acontecendo. Eles bloquearam o hospital e estão procurando por Sophie. Ligo para minha mãe para que ela saiba que preciso dela aqui e para trazer o papai. Assim que chegam, eu entrego Harmony e Willow e dou instruções rigorosas para não deixar o quarto por nenhum motivo. Deixo-a com o pai no quarto, juntamente com um guarda na porta, e sigo o chefe da segurança pelo


corredor até o escritório de segurança. Uma vez lá, vamos para uma pequena sala onde estão os CCTVs16. Um senhor mais velho com o cabelo branco curto está sentado na frente das telas, reproduzindo um vídeo da câmera em frente ao quarto que Sophie estava. — Você já encontrou algo, Charlie? — Ainda não. Ainda à procura, — o cara resmunga. Assisto a tela também, tentando pegar um vislumbre de algo fora do comum. Cinco minutos de vídeo, estou pronto para começar a quebrar merda. Preciso procurar do lado de fora, mas sei que este é o primeiro passo no processo. Vejo no vídeo eu saindo do quarto com a enfermeira e indo para a área de espera, levando as minhas meninas para conhecer a nossa família. Cerca de dois minutos depois de sair do quarto, um cara vestindo um jaleco longo de médico e empurrando uma cadeira de rodas entra no quarto de Sophie. Ele está de costas para a câmera, então não posso ver como ele se parece, mas sinto bile no fundo da minha garganta quando o vejo entrar no quarto. Não sei o que acontece quando ele está lá sozinho com ela, mas sei que vou encontrá-lo e matá-lo. Cerca de quatro minutos após entrar em seu quarto, vejo quando ele sai, empurrando uma Sophie desmaiada na cadeira de rodas, e finalmente vejo quem diabos é. Raiva me enche quando vejo que o homem que empurra a cadeira é o mesmo homem que teve uma ereção por Sophie desde que ela começou a trabalhar na escola. David sai da visão da câmera antes de reaparecer na próxima cena. Ele empurra Sophie casualmente ao longo de três corredores antes sair pela porta da frente do hospital. Meu corpo está literalmente tremendo com adrenalina. Não posso imaginar o que ele queira com ela ou como ele mesmo descobriu que ela estava aqui. — Eu sei quem é. Vou ligar para Justin e dizer o que eu sei sobre esse cara para ver se ele pode nos levar a onde ele mora ou onde ele poderia tê-la. — Quem é? — Kenton pergunta. — Ele trabalhou com ela. — Por que ele a levaria?

16 Circuito fechado ou circuito interno de televisão, também conhecido pela sigla CFTV; do inglês: closed-circuit television, CCTV.


— Ele a quer. Ele tinha uma coisa por ela desde que ela começou a trabalhar na escola, — eu rosno. — Ligue para Justin, — diz Kenton quando puxo meu telefone do meu bolso, colocando-o ao meu ouvido. — Hidee-ho, a Ranger Joe, — Justin responde com sua voz animada como de costume. — Corte a merda, — eu retruco, passando a mão pelo meu cabelo. — Preciso de tudo o que você puder conseguir de um cara chamado David, que trabalha na mesma escola que Sophie trabalhou. — Você tem um sobrenome? — Justin pergunta, sua voz agora toda negócios. Acho que ele ouviu a seriedade no meu tom. — Acho que é Rasmussen, mas não tenho certeza, — murmuro, odiando não ter verificado o filho da puta antes. — Dê-me cinco e retorno ligação com tudo o que eu encontrar. — Obrigado, — eu digo, desligando. — Justin está nele. Ele disse cinco, por isso vamos estar pronto para rolar quando ele retornar. — Kenton acena com a cabeça, e nós saímos, assim que os policiais começam a aparecer. — Olha, eu vou ligar para Leo e informá-lo sobre o que está acontecendo. Não quero a polícia local nisso agora. — Concordo. Demasiada burocracia, — murmura Kenton, digitando algo em seu celular. Disco o número de Leo quando chego a caminhonete, e ele atende no segundo toque. — Nico? — Ele parece cansado. — Sim cara. Olha, não tenho muito tempo porque espero uma ligação, mas vou precisar de backup de seus meninos. — O que está acontecendo? — Posso dizer que minhas palavras o acordaram e despertaram seu interesse. — Sophie desapareceu do hospital — Afasto o telefone da minha orelha, olhando para a hora, — vinte minutos atrás. Eu tenho imagens do cara que a levou. Preciso que você esteja pronto para rolar quando eu enviar por mensagem a informação que meu homem me enviará.


— Merda, — ele rosna, e posso dizer que ele está em pé e em movimento. — Me avise quando tiver algo. Você sabe quem nós estamos procurando? — Sim, cara. Um cara com quem Sophie trabalhou na escola. O nome dele é David, e acho que o seu sobrenome é Rasmussen. Ele deve ter ficado vigiando-a por um tempo. — Porra. Certo. Vou deixar os caras preparados. Assim que você souber onde, me mande uma mensagem. — Obrigado. — Desligo com ele, assim que Justin retorna. — Diga, — eu digo, abrindo a porta do meu carro. — O endereço dele é 382 Donner Street em Springhill. Diz que ele tem outra casa em Commerce na mesma área. Em seu antecedente aparecem todos os tipos de merdas fodidas, cara. Foi casado duas vezes, e ambas as vezes, suas esposas desapareceram. A primeira foi quando ele tinha dezenove anos e sua esposa tinha dezoito anos, e eles namoraram durante todo o colegial. A segunda esposa foi aos vinte e oito anos e ela tinha vinte e três. Ela desapareceu um ano depois que eles se casaram. Ele era o suspeito número um, em cada caso, mas a polícia não conseguiu encontrar nenhuma evidência. — Jesus. — Isso não é tudo, — diz ele, e meu intestino fica porra apertado. Não posso imaginar nada pior do que o que ele me disse. — O quê? — Parece que ele se muda muito. — E? — Eu solicito. — Cada lugar que ele viveu, houve mulheres desaparecidas, e não muito tempo depois delas sumirem, ele se muda da área. — Foda-se, — eu rujo. Aquele porra doente tem a minha mulher. Ela ainda está se recuperando da cesárea que acabou de fazer, e ele a tem quando ela não tem nenhuma condição de lutar de volta. — Vá buscá-la, homem, — Justin, diz antes de desligar. Olho para Kenton, dando-lhe um sinal silencioso para entrar no carro. — Fale comigo, — diz ele, logo que acelero. Não sei o que dizer; não quero dizer em voz alta a merda fodida que acabei de ouvir.


— Nós vamos recuperá-la, — diz ele, enchendo o silêncio. Rezo para que ele esteja certo; não posso imaginar ter uma vida onde não Sophie esteja nela. — O cara que a pegou tem uma história de mulheres que desaparecem, — engasgo fora, sentindo a bile subindo pela parte de trás da minha garganta. — Porra, — Kenton corta. — Preciso que você ligue para Leo e o faça ir para o segundo endereço que Justin me deu. Diga a ele sobre a história dele e deixe-o saber que eu quero aquele filho da puta morto. — Se ele não for morto por um de nós esta noite, no segundo que ele estiver na prisão, ele estará morto, — murmura Kenton. Eu sei que ele tem esse tipo de poder, pessoas que devem a ele estão em todos os lugares. Eu quero isso. De qualquer maneira, o filho da puta vai morrer por até mesmo olhar para Sophie. *~*~* Eu inclino, caminhando entre uma janela depois outra até que estou na parte de trás da casa. Posso ouvir discussão lá dentro, e sinalizo para Kenton seguir. Dou três passos, minhas costas batendo na parede perto da porta dos fundos antes de virar a maçaneta. Ela clica aberta, e levanto a minha Glock, pressionando-a na porta aberta. Procuro em ambos os sentidos, enquanto entro na cozinha. Ouço Kenton atrás de mim enquanto nós alcançamos os dois primeiros quartos que aparecem. — Está tudo limpo até aqui, — ele sussurra. Concordo com a cabeça, então aponto a subir as escadas. Caminhamos para o topo, e há duas portas; uma tem uma luz saindo da parte inferior da mesma. Faço um gesto para ela com uma inclinação de minha arma, e Kenton sinaliza por cima do ombro para a porta atrás dele. Ele a abre cautelosamente, encontrando-a vazia, e então eu me inclino, tentando ouvir alguma coisa do lado de dentro da sala iluminada. Ouço duas vozes masculinas e um choramingo. Estive me movendo no piloto automático desde que ela foi levada, apenas fazendo o que era necessário para levá-la para casa. Sei que na hora que eu abrir a porta, eu matarei quem quer que esteja no quarto com ela.


Kenton acena para o quarto que ele acabou de verificar, fazendo sinal com a mão esquerda para me mostrar que está prestes a detonar uma distração. Leva dois segundos para o estrondo soar. A porta do quarto que estou cobrindo voa aberta, e um cara sai. Atiro na cabeça dele sem pensar duas vezes. O segundo cara que ouvimos lá dentro aponta uma arma para Sophie. — Solte a porra da arma, — digo, minha arma apontada para a cabeça dele, pronto para a mais ínfima abertura. — Você matou meu irmão, — diz ele, olhando para o homem em meus pés. Ouço Sophie gemer e a vejo pela primeira vez. Seus olhos estão cheios de lágrimas, ela tem uma mordaça em sua boca, seu rosto está pálido, e está amarrada a uma cadeira. Tudo o que posso pensar é em tirá-la daqui para um lugar seguro. — Eu deveria matá-la. Você matou meu irmão! — Ele grita, e assisto o dedo apertar o gatilho. — Solte a porra da arma, David, — diz Kenton desta vez por trás de mim. — Foda-se! Não sou David. Sou Dustin. — Ele olha para Sophie. — Porra, eu disse a ele que não valeria a pena. Você nem sabia, não é? Ele é meu irmão gêmeo. Nós gostamos de fingir ser a mesma pessoa. É um jogo divertido, e ninguém nunca percebe isso até que seja tarde demais. — Olhos em mim, filho da puta, — rosno; seus olhos voltando para mim. — Você está morto. Não há nada que você possa dizer ou fazer para sair dessa. — Não era para ser assim. Isto é tudo culpa sua. — Ele aponta a arma para mim. — Sua e do seu irmão Cash. Pensei que tinha uma chance de algo real com Lilly, e então ele veio e a tirou de mim – assim como você tomou Sophie de David. — Foda-me, — eu respiro. — Você está louco, — Kenton diz calmamente. Antes de eu ter a chance de piscar, há uma forte explosão na sala, e Dustin move a arma em nossa direção. Aproveito minha abertura e disparo uma vez, atingindo-o entre os olhos. Sangue esguicha para toda parte, incluindo em Sophie, que começa a gritar contra a mordaça em sua boca. Vou para o lado dela, puxando cuidadosamente a mordaça antes de desatar as mãos e os pés, envolvendo-a em meus braços. Ela começa a chorar, seus dedos cavando em mim, seu rosto vai ao meu pescoço. Eu a afasto, querendo verificá-la.


— Eu tenho você, baby. Você está segura, — digo a ela, segurando seu rosto. Eu a verifico e não vejo nada até chegar a seu estômago, onde a sua camisola está coberta de sangue sobre seu abdômen inferior. Se esses fodidos não estivessem mortos, eu os mataria mais uma vez. — Levarei você para o hospital, baby. — Coloco meu braço sob seus joelhos e a levanto. — Leo está aqui, — diz Kenton, voltando para o quarto. Dois segundos depois, Leo e outros dois homens que conheci recentemente andam atrás dele. — A ambulância está a caminho, — diz Leo, olhando para Sophie, que está agarrada a mim. — Vamos limpar isso. Cuide dela, — diz Kenton. Eu aceno, levando Sophie para fora da casa, desço as escadas, e assim que chego à porta da frente, a ambulância para. — Eu tenho você, baby, — digo a ela, não tenho certeza se lembro a ela ou a mim neste momento. — As nossas meninas? — Pergunta ela contra a pele do meu pescoço. — Estão no hospital com Ma e papai. — Eu a beijo na testa. A porta da ambulância se abre e eu nem sequer paro; apenas a levo diretamente para o interior, colocando-a sobre a maca. — Ela acabou de fazer uma cesárea. Acho que os pontos estão rasgados, — eu digo a EMT, observando quando eles começam a levantar a camisola. — Você quer fechar a porra da porta e pegar um cobertor para cobri-la primeiro? — Estou bem, — diz Sophie, espalmando a minha bochecha. Olho para ela e balanço a cabeça. — Você não está bem. — Eu estou. Você me encontrou. — As lágrimas começam a cair de seus olhos novamente. — Eu sempre vou te encontrar, — digo a ela, beijando sua testa. A porta da ambulância se fecha, e um cobertor é colocado sobre o colo de Sophie. Sento e vejo-os levantarem a camisola, revelando sua cintura e a incisão da cesárea. A ferida está aberta, e posso dizer que ela está com dor. Cerro os dentes, não querendo enlouquecer e tornar isso pior para ela. Os caras limpam a ferida da melhor forma que podem, e assim que chegamos ao hospital, ela é levada às pressas para a cirurgia, enquanto sou forçado a esperar por ela do lado de fora. Ligo para o meu pai e minha mãe a fim de me certificar de


que eles estão bem com as meninas no berçário do hospital. Ma me diz que estão bem e que Kenton ligou assim que entramos na ambulância para que eles soubessem que nós estávamos a caminho do hospital. Sinto vontade de chorar de alívio agora que a situação finalmente acabou, mas, ao mesmo tempo, sei que passar por algo assim vai foder com a cabeça de Sophie, quando ela apenas começou a superar o que aconteceu com ela quando era mais jovem. Inferno, não eu sei como vou lidar com isso. Odeio não ter sido capaz de protegê-la quando ela precisava de mim. Juro, nesse momento, que nada jamais vai tocá-la novamente. Não me importo quão pequeno ou grande, ela nunca ficará preocupada ou com medo enquanto eu andar nesta terra.


CAPÍTULO 15

— Nico, por que sua mãe ligou para me dizer que você não deixa qualquer um ver as meninas? — Pergunto, caminhando para o viveiro, onde Nico está sentado, segurando Willow. — As meninas são muito pequenas para ter todos agora, — ele resmunga então sorri para Harmony, que agora está acordada e murmurando para o pai pelas frestas do berço. — Querido, elas tem idade suficiente para as pessoas poderem visitá-las. — Rolo meus olhos. — Elas são muito pequenas. Olha, ela se encaixa em uma das mãos, — diz ele, provando seu ponto, colocando Willow em uma de suas mãos. — Suas mãos são assustadoramente grandes, — argumento. — Você gosta das minhas mãos esquisitas. — Ele sorri antes de olhar para Willow enquanto diz a ela, — sua mãe é uma garota safada. — Ele ri quando ela sorri para ele. — Nico, não diga isso a nossas filhas, — rosno. — Isso está ficando ridículo. — Ele é tão superprotetor com as meninas e comigo. Tenho sorte quando sou capaz de ir sozinha ao banheiro. — Baby, eu não estou pronto. — Eles são da família. — Passo a mão em suas costas e cabelo, tentando convencê-lo a relaxar. — Eles as viram, — ele resmunga carrancudo, me fazendo sorrir. — Ligue para a sua família e diga para eles virem para o jantar.


— Minha mãe fala demais. — Ele olha para mim com olhos de cachorrinho, dificultando lutar para fazer a coisa certa. — Sua mãe quer conhecer as netas. Não há nada de errado com isso, — digo a ele, caminhando para pegar Harmony, que me vê e começa a mexer. — Odeio quando eles vêm. Todos eles são como, Oh, apenas me deixe abraçála por dois minutos, e, então, eles não as devolvem quando eu peço, — reclama, parecendo completamente sério. Balanço minha cabeça. Quero rir com a forma por quão ridículo ele é sobre isso, mas não posso. Ele ama suas meninas; ele se envolve em tudo. Não preciso pedir ajuda. Ele está sempre lá no segundo que uma das meninas começa a reclamar. — Querido, você precisa superar o que aconteceu. Você não pode nos fechar para sempre, — eu digo em voz baixa. Odeio que o que aconteceu comigo seja tão difícil para ele. Eu nem sequer tive um pesadelo sobre isso. Ele acordou duas vezes encharcado de suor. O minuto em que ele sabe onde está e que eu estou lá, ele está em mim. Sei que é a sua maneira de tranquilizar a si mesmo de que estou bem, mas odeio que ele ainda pense nisso quando eu nunca penso realmente. — Não consigo superar isso. — Ele balança a cabeça. — Nunca vou superar pensar que você estava perdida para mim e as nossas meninas. — Eu não estava, por isso tente, por mim e pelas meninas, ser razoável sobre isso. — Quero vocês para mim. Confio apenas em nós com os meus bens mais valiosos. — Tanto quanto eu te amo por isso, eu sei que, mesmo se estivéssemos em uma sala cheia com os criminosos mais perigosos do mundo, você pode e vai nos proteger. Mas, querido, as pessoas que querem vir não são criminosos. É a sua família. Eles te amam, as meninas e eu. Nunca nos machucariam, e até mesmo se tentassem, você não deixaria. — Bem. Jantar. O minuto que o jantar acabar, eu os quero fora. Evito revirar os olhos na frente dele e sento na cadeira de balanço ao lado dele, puxando minha blusa para baixo e libertando meu peito para Harmony. — Quatro dias, — diz ele em voz baixa, me fazendo sorrir.


Não posso esperar até poder ter relações sexuais novamente também. Os próximos quatro dias não podem chegar rápido o suficiente.

— Ma, eu não me importo, — digo a minha mãe, que monopolizou Willow e Harmony desde que entrou na casa. — Nico, vá embora. Sou a avó. Quero passar tempo com elas. — Ela me dispensa, então sorri para as minhas meninas, que estão deitadas no chão sorrindo para sua avó. Balanço minha cabeça e olho para o relógio na parede, em contagem regressiva até que todos saiam da minha casa. Não é que não ame a minha família ou os queira ao redor; simplesmente quero a minha própria família um pouco para mim mesmo. Odeio compartilhá-las com todos. — Filho, venha aqui fora, — diz meu pai. Olho para ele, depois para as minhas meninas, depois da casa até a cozinha, onde Sophie está sentada, conversando com November, Liz e Lilly. Concordo com a cabeça, olhando para o meu pai antes de segui-lo. — O que foi? — Pergunto, de pé perto da porta para que eu possa olhar para as meninas e Sophie através da janela de vidro. — Relaxa, cara, — diz Trevor, entregando-me uma cerveja. Eu nem sei como relaxar mais. Meu corpo está ligado constantemente. — Esta é uma intervenção, — diz Asher antes de tomar um gole de cerveja. — Sim, mano. Você precisa se acalmar, — diz Cash, e me pergunto como diabos ele podia parecer tão calmo quando os mesmos fodidos doentes que levaram minha esposa queriam a dele. — Vocês não têm a menor ideia, — digo para eles.


— Eu entendo o que você está passando. A coisa é, isso não é saudável. Você precisa voltar a trabalhar logo. Precisa entender que as meninas e Sophie ficarão bem em casa sem você. Sei

que

eles

estão

certos,

mas,

um

pavor

frio

se

estabeleceu

permanentemente dentro de mim quando Sophie foi levada. Saber agora o que os homens que a levaram queriam fazer com ela e que eu ficaria com duas bebês para cuidar – olhando para as minhas meninas todos os dias sabendo que eu falhei com elas – eu nunca mais quero sentir esse tipo medo. — Todos nós vamos passar e verificá-las quando você estiver no trabalho para que possa ter alguma paz de espírito, — Trevor oferece. — Não sei. — Esfrego a parte de trás do meu pescoço. Tenho dinheiro suficiente para viver confortavelmente por pelo menos dois anos, mas sei que Sophie está pronta para chutar a minha bunda se eu não recuar um pouco. Acho inacreditável como ela age como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse medo, enquanto passo todos os dias me preocupando, desde o momento que eu acordo até ir dormir. — Estamos todos preocupados. Você precisa falar com alguém sobre o que está acontecendo, — meu pai diz. Olho para os meus irmãos e pai, vendo a preocupação gravada em seus rostos. Eu sei que Sophie está preocupada, e agora, vendo que todo mundo se sente da mesma forma, eu sei que preciso de ajuda. — Ok. Falarei com alguém, — eu concordo, tomando um gole da minha cerveja. — Graças a Deus, — Trevor geme e senta-se, — pensei que talvez precisasse bater em você para que ouvisse. — Quando foi a última vez que você foi capaz de me bater? — Eu poderia, — diz ele, estufando o peito. — Não vou discutir com você desta vez, mas só porque não quero envergonhá-lo na frente de Liz. Duvido que ela fosse querer dormir com você se chorasse como fez da última vez que chutei o seu traseiro. — Eu sorrio. — Foda-se! Você chutou minhas bolas. Essa merda não conta. — Que seja, — murmuro, lutando contra o riso. — Isto é o que eu senti falta, — diz Cash, sentando-se.


Sento-me também, e quando olho através das portas de vidro, os olhos de Sophie encontram os meus. Ela me dá um sorriso que eu não via há semanas. Esse é o momento em que percebo quão preocupada ela está comigo. Respiro e murmuro as palavras, Eu te amo, antes de voltar a conversar com os meus irmãos. — Por que age como se nada tivesse acontecido? — Pergunto a Sophie, que está esparramada em cima de mim mais tarde naquela noite. — O que você quer dizer? — Você age como se nada tivesse acontecido, enquanto eu revivo essa merda uma e outra vez. — Sei que você vai me proteger. Eu penso nisso às vezes, mas realmente, penso nas meninas, em você, e em como sou sortuda por estar com a minha família. Sei que eu poderia ter morrido naquela noite. Sei o que David queria fazer comigo, — ela sussurra, agarrando-se a mim. — Ele me contou sobre as outras mulheres que ele e o irmão feriram. Seu irmão, Dustin, me disse o que planejara fazer com Lilly, mas ela ser demitida da escola por causa da ex de Cash estragou seu plano. Eu estava com medo, mas sabia que você me encontraria, e acho que eu lido com isso porque sei o que poderia ter perdido, — diz ela, se aconchegando mais. — Merda, — sussurro, finalmente entendendo. Não sei como não percebi isso antes. Eu estou fazendo a ela o que ela fez para si mesma há anos. Odeio tentar empurrá-la em sua bolha novamente, quando ela tem um milhão de razões para estar fora curtindo a vida. — Sim, — ela sussurra de volta. — Agora, eu só preciso que você comece a viver comigo novamente. — Eu amo você, doce Sophie. — Eu também te amo, — ela murmura, e beijo sua cabeça. Penso em minhas meninas e minha necessidade de protegê-las junto com a mãe delas, e então penso em ser pai e o que isso significa. Não posso ser a razão delas nunca serem capazes de experimentar a vida ao máximo. Eu me odiaria se os meus próprios medos parassem seu crescimento ou as transformassem em adultas medrosas.


O que eu não sabia era que, quando minhas meninas se tornassem adolescentes, eu desejaria tê-las deixado com medo de todos, especialmente da população masculina.


EPÍLOGO

— Elas estão de castigo até os quarenta anos, — digo a Sophie assistindo ambas as minhas garotas do outro lado do campo de futebol. — Por que você a incentivou a serem líderes de torcida? — Eu resmungo enquanto assisto a um dos jogadores de futebol sair do campo dando um sorriso para Harmony. — Yo! Mãos fora! — Levanto e grito quando outro jogador pega Willow e a gira. Sua cabeça gira em minha direção, e seu rosto empalidece quando me vê. — Sim, você. Mãos fora, — repito. Ele solta Willow imediatamente, fazendo-a tropeçar e olhar feio para ele. — Querido, acalme-se, — diz Sophie, puxando meu bolso de trás. — Acalme-se? — Olho para ela. — Isso é culpa sua. Sério, baby. Essa parte dos seus genes? — Balanço minha cabeça. — Porra, não, eu não posso me acalmar. — Então, suas filhas não podem falar com os meninos, mas seu filho pode fazer isso? — Ela balança a cabeça em direção a onde meu filho de dezessete anos de idade, Bax, tem sua boca em uma garota. — Eu nunca disse que era justo, baby, mas a merda com suas filhas está ficando ridícula. — Elas vão para a faculdade no final do verão, e, tanto quanto você deseja, você não pode mantê-las trancadas para sempre. — Ela balança a cabeça para mim. — Elas não vão embora para a faculdade, — digo a ela. — Que seja. Você pode, por favor, sentar-se para que possamos ver o resto do jogo em paz sem você surtar e assustar todo mundo? — Você precisa dizer as meninas que a merda de paquerar não vai voar, — rosno.


— Querido. — Sophie se inclina para mim, sua boca ficando perto do meu ouvido. Sua respiração batendo em minha pele me deixa instantaneamente duro para ela. Mesmo agora, quase 19 anos depois, não posso ter o suficiente da minha esposa. — Se você se acalmar, farei o que quiser quando nós chegarmos em casa. — Você está tentando me subornar com sexo? — Pergunto, virando meu rosto para olhar para ela. — Não é um suborno. — O que você chama isso? — Uma promessa. — Ela pisca. — Posso levá-la a fazer o que quiser, sem aceitar a oferta, — digo a ela com um sorriso. — Verdade. — Ela sorri. — Você é tão bonita, baby. — Corro meus dedos por sua bochecha. — Toda essa beleza... Você deu toda essa merda para as nossas meninas, e agora pago por isso. — Temos boas meninas. — Ela dá um tapinha na minha coxa. Ela está certa; sei que ela está certa. Ambas as minhas meninas são estudantes nota 10. Na verdade, todos os meus filhos são bons garotos. Willow e Harmony se preparam para se formar e Bax está um ano atrás delas. Depois, há Talon, que está no colegial, e os nossos gêmeos adotados – nosso filho, Sage, e filha, Nalia – que acabaram de fazer seis anos. Sophie conseguiu seu sonho – uma grande casa no campo cheia de crianças. Se não tivesse ficado doente depois de ter Talon, obrigando-a a amarrar as trompas, provavelmente ainda estaria estourando meus bebês para fora. — Papai, posso ser uma líder de torcida quando crescer? — Nalia pergunta, fazendo-me cerrar os dentes. — Você pode ser o que quiser quando crescer, querida, — Sophie diz para a minha linda menina, fazendo-me estremecer. — Faça um favor para o papai, baby, e não seja uma líder de torcida. — Eu a puxo do assento para os em meus braços. Não há nada melhor do que ser pai, mas também é difícil ver seus filhos crescerem. Ter meninas só torna muito mais difícil. Os meninos podem cuidar de si mesmos, mas as meninas precisam de alguém lá para cuidar delas.


— Vovô! — Nalia grita, correndo pelo quintal. Ergo minha cabeça do ombro de Nico para assistir meu pai pegar Nalia e balançá-la ao redor. Meu pai saiu da prisão e se mudou para Tennessee há alguns anos. Adoro ter ele por perto. Ele ficou amigo do pai de Nico, e até mesmo começou a trabalhar para os irmãos de Nico fazendo construção. Antes dele sair da prisão, trocamos cartas. Acho que era mais fácil falar com ele através de cartas. Eu sabia que eu poderia dizer qualquer coisa que eu precisava, e que ele podia responder tudo o que ele precisava arrancar de seu peito. Ajudou o fato de nunca estar sozinha quando recebia uma carta; Nico e eu sentaríamos do lado de fora ou na cama e a leríamos juntos. Eu sabia que ele estaria lá para me segurar quando tudo acabasse, e isso era tudo que eu precisava. Depois de um tempo, comecei a enviar ao meu pai fotos das crianças e abrir para ele a minha família e a vida cotidiana. Ele me disse sobre si mesmo e o que fazia todo dia. Era difícil falar sobre o passado, mas nós fizemos. E cada um partilhava algumas das nossas memórias favoritas de minha mãe. Amei poder compartilhar isso. Ele até me mandou uma chave de um depósito em Seattle onde guardava coisas da minha antiga casa. Odiei enfrentar o material armazenado lá. Reviver algumas coisas dolorosas do meu passado foi difícil, mas no final, eu fui capaz de ter fotos dos meus pais junto com lembranças e coisas que eu deixei para trás quando me mudei. — Como está o anjo do vovô? — Meu pai pergunta a Nalia, que segura seu rosto em suas pequenas mãozinhas. — Tão feliz! Tenho um novo namorado na escola. — Ela ri, sorrindo para seu avô, que, até aquele momento, sorria para ela.


— Que porra é essa? — Sussurra Nico, olhando para mim. Mordo meu lábio inferior para não rir. — Você não tem permissão para ter namorados, menina bonita, — meu pai diz a ela, beijando sua testa. — Mas ele levou chocolate para mim, — ela diz a ele que isso é a qualidade mais importante de um namorado. — Eu, vovô James, seu pai, ou qualquer um dos seus tios lhe dará qualquer chocolate que você quiser, anjo. — Sério? — Pergunta ela, sorrindo. — Sério. — Ele sorri antes de colocá-la no chão. Assim que está livre, ela corre para dentro gritando para quem quiser ouvir que ela terá chocolate. Nesse ponto, Nico está resmungando sobre como tudo isso é culpa minha e que preciso ensinar a nossa filha que os meninos são nojentos. — Vou entrar e ver o que as crianças estão fazendo, — digo, saindo da estufada cama/cadeira que fica no nosso pátio traseiro. — Não pense que não vamos conversar sobre essa merda esta noite, baby. — Ele beija minha testa antes de bater na minha bunda quando começo a me afastar. Olho por cima do meu ombro para ele e rio ao olhar em seu rosto. — Eu te amo, pai, — digo, beijando o rosto do meu pai antes de entrar na casa. Eu amo minha família.

— Por favor, pare de provocar! — Sophie chora, tentando levantar seus quadris mais alto em minha boca. Não vou; pressiono seus quadris para baixo na cama, mantendo-a apenas como a quero. — Leve-o, Sophie, — rosno contra ela. — Não posso! Eu quero gozar... Deixe-me gozar! — Ela grita, tentando me afastar.


Pego suas duas mãos, segurando-as contra seus quadris enquanto enterro meu rosto em sua vagina. Uma vez que ela está toda molhada, eu a viro sobre seu estômago, puxando seus quadris para o alto antes de bater nela. Vejo seu cabelo voar, com a cabeça caindo para frente, e sua bunda se levantar mais, encontrandome impulso para o impulso. — É isso aí, baby. Foda-se. — Paro meus movimentos para que eu possa vêla levando meu pau, fodendo-se forte. — Nico? — Ela choraminga. — O que, baby? — Pergunto, nem mesmo olhando para ela, os olhos colados à nossa conexão. — Foda-me, — ela geme. Olho para cima para ver que seus olhos estão fixos em mim por cima do ombro. Coloco minha mão debaixo dos braços, levantando-a até que ela está sentada no meu pau, e faço o que ela quer – a fodo forte e rápido. Sinto minhas bolas puxarem, ela começa a apertar ao meu redor. Minha mão vai para o seu cabelo, puxando sua cabeça para o lado para que eu possa tomar sua boca em um beijo profundo. — Inferno sim. — Rosno meu orgasmo em sua garganta enquanto ela choraminga o dela em minha boca. — Nunca me canso de você, doce Sophie. — Puxo para fora dela, deitado de costas antes de puxá-la em cima de mim. Essa é a verdade. Completará dezenove anos desde que ficamos juntos pela primeira vez, e na maioria dos dias, parece como o primeiro. Ainda fico tão ansioso agora como ficava então para chegar em casa e estar com ela. Ela não é apenas minha esposa, mas minha melhor amiga. — Eu te amo. — Ela se enrola mais em mim. Passo a mão em suas costas, amando a suavidade de sua pele. — Também te amo, baby, mas você precisa controlar suas filhas. — Sinto sua bochecha mover contra meu peito e sei que ela está sorrindo. — Falo sério, — digo a ela. — Eu sei que você está, querido. — Ela não disse mais nada, e sei que estou fodido e não há absolutamente nada que eu possa fazer sobre isso. *~*~*


— Por que preciso estar aqui quando já ouvi essa história um milhão de vezes? — Jax pergunta, parecendo irritado. Vejo o meu sobrinho mais velho pegar uma cerveja antes de se sentar no sofá. — Concordo com Jax. Eu já ouvi tudo isso antes – a maldição Mayson... blá blá blá, — diz Cobi, encostado na parede. — Você pode se apressar? Tenho um encontro, — diz Bax, olhando presunçoso antes de receber um empurrão de Jax. Olho para Asher e balanço a cabeça. Meus filhos e sobrinhos enchem a porra de uma mão. Pensei que meus irmãos e eu fôssemos maus quando crescíamos, mas o inferno não! Parecemos mais e mais meninos do coral, em comparação a eles. — Os rapazes mais jovens nunca ouviram falar sobre isso, então cale-se e sente-se, — diz Asher, e todos os meninos sentam-se automaticamente e calam a boca. Uma vez que Asher termina de contar sobre a maldição e a história dele, todos olham um para o outro e riem. — Você, tio Cash, tio Trevor e tio Asher são apenas loucos. Não me importo com o que qualquer um de vocês diz. A maldição Mayson não é real. É apenas algo que o Bisavô e o Vovô Mayson inventaram para que vocês se preocupassem ou algo assim. — Bax encolhe os ombros, caminhando para se sentar ao meu lado. — Nunca acreditei também, — digo a eles, e Asher, Trevor e Cash acenam de acordo. — Então eu vi Sophie, e boom! Era como se minha alma conhecesse a dela, e eu precisasse dela para respirar. Um dia, meninos, vocês saberão do que estou falando, — digo aos meus filhos e sobrinhos. Assim como eu, eles não acreditam, e, assim como o meu pai, e seu pai antes dele, eles foram avisados. O que nenhum de nós sabíamos era que deveríamos ter compartilhado esta mesma história com as nossas filhas, pois desconhecido de qualquer um de nós, a maldição Mayson não afeta apenas os homens da família Mayson.

Profile for Ana Paula Oliveira

04 - Until Nico - Until [Aurora Rose Reynolds]  

04 - Until Nico - Until [Aurora Rose Reynolds]  

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