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vidaleve A REVISTA DA HORTIFRUTI

4ª EDIÇÃO

CRIANÇA NA COZINHA

PRATOS FÁCEIS QUE SEUS FILHOS VÃO ADORAR FAZER E COMER

VINHOS

VIDA LEVE • A REVISTA DA HORTIFRUTI • 4 a EDIÇÃO

ACERTE NA HARMONIZAÇÃO E VALORIZE SUAS REFEIÇÕES

COMPORTAMENTO

OS PRÓS E OS CONTRAS DE MONTAR O ESCRITÓRIO EM CASA

Para

fazer bonito! FESTIVAL DE GASTRONOMIA DA HORTIFRUTI: RECEITAS CHIQUES QUE VOCÊ PODE PREPARAR EM CASA

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carta MESA E FAMÍLIA: A COMBINAÇÃO PERFEITA PARA MOMENTOS INESQUECÍVEIS Nosso coração se enche de alegria pelos objetivos alcançados por nossa revista Vida Leve. Todo o resultado da venda das revistas desde a primeira edição está sendo aplicado em instituições parceiras que têm a vocação de auxílio social. Além das matérias e artigos editoriais, o que nos encanta é saber que, por meio deste periódico, nós podemos influenciar positivamente e promover os valores nos quais acreditamos. Esse talvez seja o nosso maior legado. Entre tantas propostas, escolhemos a MESA como o alvo de nossas atenções. A MESA é um altar que precisa ser restaurado em nossa casa. Porque é em torno da MESA que compartilhamos a própria vida com quem amamos. Temos consciência de que é uma proposta que vai nadar contra a maré, nestes tempos de tanta correria e desencontros. Num mundo conectado, mas encapsulado ao mesmo tempo. De uma geração tão high-tech, com tanta carência de high touch. Acreditamos que a MESA é um antídoto para esse veneno que corrói as relações. A MESA é muito democrática, acessível, e nivela as possíveis diferenças de idade, tamanho e classe social. Acreditamos também que, se você investir nas refeições em companhia de quem ama, sua família e as próximas gerações permanecerão saradas física e emocionalmente. Que tal começar hoje ainda a investir nesse movimento em favor da MESA? Seja criativo e promova momentos alegres e inesquecíveis com familiares e amigos durante as refeições. Uma boa leitura e mãos à MESA. FABIO HERTEL DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E NOVOS NEGÓCIOS

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prestando contas Esta revista é uma publicação do Grupo Hortifruti

Diretora Responsável Mariella Lazaretti Rua Andrade Fernandes, 283 CEP 05449-050 – São Paulo, SP Telefax (11) 3023-5509 E-mail: 4capas@4capas.com.br

PROJETO EDITORIAL 4 CAPAS EDITORA redaÇÃo editora Ana Paula Kuntz diretora de arte Ana Lucia Caldas coLaboraraM nesta ediÇÃo texto Camila Duarte e Leticia Rocha fotos Carol Gherardi, Fabio Santos, Marília Pedroso e Ricardo D’Angelo Produção Beth Freidenson revisão Gil Bertolino e Ruth Figueiredo PubLicidade diretor comercial Georges Schnyder impressão Prol Editora Gráfica A REVISTA vida Leve É UMA PUBLICAÇÃO DISTRIBUÍDA EXCLUSIVAMENTE PELA Hortifruti A REVISTA NÃO SE RESPONSABILIZA PELOS CONCEITOS EMITIDOS NOS ARTIGOS ASSINADOS. AS PESSOAS NÃO LISTADAS NO EXPEDIENTE NÃO ESTÃO AUTORIZADAS A FALAR EM NOME DA REVISTA OU A RETIRAR QUALQUER TIPO DE MATERIAL SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO EMITIDA PELA REDAÇÃO OU PELO DEPARTAMENTO DE MARKETING DA Hortifruti.

Irmã Adriana (de azul na foto) com os internos

vida Leve Por uMa vida MeLHor Exatos 23.103,59 reais, obtidos com as vendas da terceira edição da revista vida Leve, foram doados pela Hortifruti à Casa dos Pobres São Vicente de Paulo, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Fundada em 1933, a instituição beneficente abriga hoje 160 pessoas em regime de internato, na maioria idosos, pessoas com deficiência física e com síndrome de Down. Sua manutenção é feita graças a benefícios recebidos pelos internos, convênios e doações. A instituição oferece cuidados básicos, atendimento médico, psicológico, fonoaudiológico, nutricional, fisioterapia e aulas de educação física. A doação foi usada na compra de colchões, poltronas e na alimentação dos acolhidos. “Esta contribuição nos foi de grande ajuda. Pudemos dar mais conforto e alegria aos nossos residentes”, agradece a administradora da casa, Irmã Adriana Aparecida Santos.

As pessoas que quiserem contribuir com a instituição podem entrar em contato pelo telefone (22) 2522-4646.

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novidades viaje coM a faMíLia e coM a Hortifruti

concurso sorteia pacotes para o rio quente resorts, em caldas novas

A Hortifruti adora incentivar os momentos em família e promover grandes encontros. Por isso, vai presentear seus clientes com uma viagem de quatro dias para o Rio Quente Resorts, em Caldas Novas, Goiás. Aqueles que derem as melhores respostas à pergunta “Por que reunir a família em volta da mesa faz bem?” serão selecionados para desfrutar desse passeio com mais três acompanhantes. A promoção Me Leva Hortifruti, que no ano passado levou os ganhadores para o Beach Park, em Fortaleza, Ceará, acontece em 23 lojas da rede, no Grande Rio, na Região dos Lagos, em Volta Redonda, e em Vitória, no Espírito Santo. De cada uma será escolhido um cliente vencedor.

Por que reunir a faMíLia eM voLta da Mesa faz beM? Você tem a resposta? Então, corra a uma loja Hortifruti para preencher seu cupom. Ou melhor, seus cupons – afinal, cada cliente pode participar quantas vezes quiser até o dia 17 de junho. O resultado será divulgado no dia 9 de julho.

Ganhadores da promoção no ano passado: quatro dias no Beach Park, em Fortaleza, Ceará

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sumário 10. ÍMÃ DE GELADEIRA Combata os inimigos invisíveis de sua cozinha, aprenda a fazer conservas e águas aromatizadas, e saiba como escolher os melhores pescados

14. TRAJETÓRIA O mamão nosso de cada dia, das plantações à mesa

22. MENU DO CHEF Profissionais sugerem pratos que agregam pessoas e fazem bonito em qualquer celebração

30. ESCAPADA Uma viagem de norte a sul pela costa da Califórnia, nas curvas da Highway 1

40. CASA GOSTOSA Quer chamar mais gente? Veja as ideias para receber amigos com charme, sem mesa grande e sem estresse

44. SEJA SAUDÁVEL

Atletas da corda bamba ensinam o que é o slackline, esporte para desenvolver força, concentração e equilíbrio

50. MENU DAS PROMOTORAS Novas receitas fáceis, para receber muitos aplausos

60. COMPORTAMENTO

As vantagens e as dificuldades do home office, trabalho realizado em casa por quem busca mais qualidade de vida

64. VINHOS

Sommelier explica como a harmonização da bebida com o prato pode valorizar seu jantar

68. NUTRIÇÃO Chame as crianças até a cozinha para colocar a mão na massa e frutas, legumes e verduras na boca

74. FESTIVAL Competição e aula show de culinária com direito a degustação nas lojas Hortifruti

76. NOSSOS VALORES Projeto Pé de Letra faz das lojas Hortifruti uma sala de aula para ensinar sobre uma alimentação saudável

80. NOSSA GENTE Clientes que são verdadeiros amigos declaram seu amor pela Hortifruti

90. CONHEÇA A maciez e a doçura do caqui, que veio do Oriente para conquistar nosso paladar

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Fotos do sumário e Foto de capa RicaRdo d’angelo

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ímã de geladeira

Peixes: fisgue o seu A carne de peixe, assim como a de boi, é rica fonte de ferro, cálcio e vitamina B12, que regula o funcionamento das células nervosas, ajuda na formação dos glóbulos vermelhos do sangue e estimula a produção de S-adenosil-L-metionina (SAMe), uma substância que afeta o humor. A diferença é que o peixe, em relação à carne vermelha, possui menos calorias e gorduras saturadas, aquelas que podem levar a doenças cardiovasculares. Além disso, espécies de água fria, como salmão, atum e sardinha (inclusive as enlatadas) e truta, têm alto teor de ômega 3, a gordura boa responsável pela diminuição do colesterol total e pelo afinamento do sangue. O peixe deve ser incluído no cardápio pelo menos duas vezes por semana (a Organização Mundial da Saúde recomenda que cada pessoa consuma 12 quilos de peixe ao ano). Ao escolher o produto fresco, observe os olhos, que devem estar brilhantes e uniformes, e as escamas, que devem se conservar bem presas à pele. Na hora do preparo, fique atento: para a fritura, o ideal é empanar o filé e usar óleo bem quente. Para não passar do ponto no cozimento, tire do fogo assim que a carne ficar branquinha, e ao assar, envolva o peixe em papel-alumínio para preservar a umidade e o sabor.

Badejo x Abadejo: não se engane nem se deixe enganar O nome é parecido, mas são espécies diferentes. O badejo, proveniente do litoral brasileiro, costuma ser vendido em filés grandes, de carne densa e cor avermelhada. O abadejo, importado da Argentina, é encontrado por aqui em filés finos e são mais fibrosos.

PEIXE

VEM DA ÁGUA...

ESPESSURA DO FILÉ É...

TEM ESPINHAS?

IDEAL PARA COMER...

ATUM

SALGADA

ALTA

NÃO

CRU, GRELHADO

CAÇÃO

SALGADA

ALTA (POSTA)

NÃO

ENSOPADO, FRITO

DOURADO

AMBAS

ALTA

NÃO

ENSOPADO, GRELHADO

TILÁPIA

DOCE

BAIXA

SIM

FRITA

MERLUZA

SALGADA

BAIXA

NÃO

FRITA, ASSADA

NAMORADO

SALGADA

ALTA

SIM

ASSADO, GRELHADO

PACU

DOCE

MÉDIA

SIM

ASSADO

PESCADA-BRANCA

SALGADA

BAIXA

NÃO

FRITA

SALMÃO

AMBAS

ALTA

NÃO

GRELHADO, ASSADO

SARDINHA

SALGADA

BAIXA

SIM

ASSADA, FRITA

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PRATICIDADE DE DAR ÁGUA NA BOCA. NOVA EMBALAGEM!

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ímã de geladeira Pepino e cenoura fatiados

casca de limão e laranja

Deixe arDer!

carambola com hortelã

morango com hortelã

para beber e enfeitar Aprendemos desde criancinha que a água não possui sabor, cheiro nem cor. Mas ela pode ter tudo isso e ficar ainda mais gostosa de beber. As águas aromatizadas são ótimas para hidratar e ainda dão um toque colorido e chique à mesa. Elas não têm calorias significativas, são diuréticas e, por isso, favorecem a eliminação de toxinas. É fácil fazer águas aromatizadas em casa. Em uma jarra, coloque água mineral ou filtrada com as frutas e as ervas de sua preferência. É só deixar descansar por pelo menos uma hora e colocar gelo na hora de servir. Dicas • As ervas podem ser colocadas na água da forminha de gelo, e este usado na decoração de bebidas • No lugar da água mineral pode ser usada a água de coco ou gaseificada algumas combinações saborosas • Rodelas de laranja e limão com manjericão • Frutas vermelhas com hortelã • Pepinos e cenouras fatiados • água de coco com lascas de coco • Mel, manjericão e nozes • Sementes de romã • água de coco com pedacinhos de abacaxi

Tem gente que lacrimeja ao sentir o cheiro de pimenta e tem quem dê dentadas cheias de segurança nas mais vermelhas e ardidas delas. As pimentas, das suaves às fortes, são condimentos que nem sempre agradam ao paladar, mas, com algum “tratamento”, podem virar deliciosos molhos ou lindas conservas. Se você não aprecia o ardidinho na língua, pode se deixar encantar pelos olhos. “Havia certo preconceito com as pimentas no Brasil. Hoje, sabemos que elas fazem bem à saúde: têm mais vitamina C que a acerola”, diz Nelusko Linguanotto, proprietário da Bombay Food Service. Nelo, como é conhecido, diz que um conceito básico que todos devem aprender é a diferença entre molho e conserva. “A ideia da conserva é que a pimenta não transmita nem absorva nenhum sabor. Nesse caso, são usados apenas sal e vinagre neutro ou de álcool para armazená-la. Já o molho é preparado com azeite, que fica avermelhado e picante com o tempo, uma vez que a pimenta vai transferindo suas propriedades de cor e sabor.” prepare sua Conserva: passo 1 – Escolha a embalagem: use potes de vidro, esterilizados em água fervente, com tampa bem vedada, para evitar que o vinagre evapore. “Se o líquido diminuir, as pimentas descobertas vão escurecer e estragar.” passo 2 – Tire o cabo e faça um pequeno corte nas pimentas. Nelo explica que elas possuem uma película protetora que impede a entrada do vinagre. Se o talho não for benfeito, há risco de a pimenta apodrecer de dentro para fora.

foto Das bebiDas aromatizaDas - riCarDo D´angelo - proDução - beth freiDenson - Copos e jarras Da suxxar e hortifruti - guarDanapos Da roupa De mesa - teCiDos De funDo Da Donatelli teCiDos

Conservas de pimenta, para preservar o sabor e enfeitar seu lar

passo 3 – Antes de ser colocadas no vidro, elas devem ser fervidas por 5 minutos com algumas gotas de bissulfito (uma solução mais fraca de cloro encontrada nos mercados, para lavar frutas e verduras). Tire as pimentas da fervura e dê-lhes um choque térmico com água gelada. Essa técnica, chamada branqueamento, serve para manter sua cor e consistência. Para cada 50 gramas de pimenta é colocada 1 colher (chá) de sal e o pote deve ser preenchido com vinagre até a boca. Dentro de 15 dias estará boa para o consumo. passo 4 – Para fazer conserva decorativa, deve-se seguir os mesmos passos, mas deixe fluir a criatividade. Faça camadas coloridas de pimentas de diversas qualidades. Se os frascos estiverem bem vedados, as pimentas podem decorar sua casa por anos.

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Da suxxar e hortifruti - guarDanapos Da roupa De mesa - teCiDos De funDo Da Donatelli teCiDos

bem Debaixo De seu nariz

as bactérias podem estar dominando sua cozinha. saiba combatê-las

Quando bater aquela preguiça de lavar a louça, pense duas vezes antes de deixar para amanhã: até lá, sua cozinha pode se transformar num criadouro de bactérias. Livrar-se totalmente delas é humanamente impossível, mas há maneiras de minimizar a presença dessas vilãs. Com as dicas de Roberto Martins Figueiredo, mais conhecido como Doutor Bactéria, e Yolanda Mercedes da Silva de Oliveira, chefe do Laboratório de Higiene de Alimentos do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília (UnB), os riscos de contrair uma infecção ou doença podem ser reduzidos em até 99%. ComiDa – Não espere esfriar para guardar na geladeira. “Isso era feito porque as geladeiras não davam conta de refrigerar o pote quente. Hoje, não é mais necessário. O recomendado é guardar a comida ainda quente, para não haver tempo de as bactérias ‘curtirem’ a temperatura ambiente”, diz Yolanda. Alerta: não guarde na panela, porque ela dificulta a refrigeração do alimento. esponja – No geral, basta detergente, água sanitária, vinagre e bicarbonato de sódio para as sujeiras mais resistentes. Mas a esponja também precisa ser higienizada. “Ela é um dos lugares em que há maior proliferação de germes”, diz o Doutor Bactéria. Ele aconselha trocar a bucha uma vez por semana e, todos os dias, lavá-la. “Ferva água em uma panela e mergulhe a esponja. Retire-a, torça e guarde-a em local seco. Nunca sobre o sabão.” louça – Retire os restos de comida com uma escova e enxágue em água morna. Em um pote, dilua 3 colheres (sopa) de detergente em 250 ml de água – não é a quantidade de sabão que vai vencer os inimigos invisíveis! Ensaboe a louça e enxágue em água quente. Yolanda completa: “Comece pelos copos, para que a gordura dos pratos e panelas não passe para eles pela esponja”. panos – A professora diz para esquecer os panos de secar pia e aposentar o pano de prato. “Esses tecidos são ideais para as bactérias se proliferarem, principalmente quando ficam úmidos”, diz. Ela sugere rodinho de pia e toalhas de papel para secar as mãos. “Para secar a louça, use apenas o escorredor.” gelaDeira – Desligue-a da tomada e retire os produtos, guardando-os em outra geladeira ou em caixa térmica com gelo. Passe, com uma esponja, a solução de detergente diluído em todo o seu interior e, em seguida, um pano umedecido em água limpa. Depois, passe outro pano umedecido em vinagre branco. Após 10 minutos, passe um pano umedecido em solução de 2 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio diluídas em 200 ml de água.

pisos e azulejos – Utilize um balde com água limpa, rodo e pano. Para cada litro de água, misture de 8 a 10 gotas de detergente. Umedeça o pano nessa solução, torça-o e passe-o no chão e nas paredes azulejadas. Em outro balde, prepare uma solução clorada: 2 colheres (sopa) de água sanitária em 1 litro de água. Umedeça um pano limpo na solução, torça-o, passe-o nos revestimentos e deixe secar.

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trajetória

Iguaria dos trópicos De origem mexicana, o mamão é uma Das frutas mais consumiDas no munDo. no Brasil, a Bahia e o espírito santo são os responsáveis por aBastecer o país o ano toDo fotos RicaRdo d´angelo por leticia Rocha, De são mateus

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1.

Os mam천es s찾o colhidos um a um. O padr찾o Hortifruti exige que sejam de bom aspecto e 처timo sabor.

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E

2.

Só da Fazenda Alvorada, saem 15 caminhões com 10.000 quilos por semana de mamão papaia e formosa. No alto, o diretor Altenis: “Seleção fina”.

la é uma das frutas mais apreciadas pelos brasileiros. Do tipo que tem de estar à mesa no café da manhã, picado, com cereais ou naquela substanciosa vitamina de liquidificador. Ou como a sobremesa do almoço, na forma digestiva e deliciosa de creme batido da fruta com sorvete (e uma gota de licor de cassis). Predileções à parte, não é exagero dizer que o mamão é uma das frutas mais consumidas no mundo. De olho na origem, dados apontam o sul do México como a terra nativa da fruta que, no decorrer da história, foi disseminada pelas cercanias e, posteriormente, nas zonas tropicais, o que inclui o Brasil. Por aqui, o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, regiões abençoadas para a fruticultura, se destacam nesse cultivo que dá frutos o ano todo. É nesse fértil solo capixaba que a Hortifruti vai buscar as dezenas de quilos de mamão que abastecem, diariamente, as lojas da rede. Para ser mais exato, é nas redondezas de São Mateus, distante 300 quilômetros da capital, Vitória, que se concentram os principais plantações. Nesse cenário campestre está a AGC Frutas. Instalada nas dependências da Fazenda Alvorada, uma gleba de 600 hectares, onde também se cultivam cacau, café e coco, é de lá que saem os mamões formosa e papaia que abastecem a Hortifruti. Para dar conta dos 300.000 quilos colhidos por semana para o mercado, a AGC também lança mão da produção de fazendeiros ao redor. Dos 15 caminhões que atravessam a porteira da fazenda semana a semana, três são destinados ao abastecimento das lojas Hortifruti. E eles são escolhidos a dedo, como manda o padrão de qualidade da rede. “O mamão que vai para a Hortifruti passa por um crivo de exigência em relação ao tamanho e à cor: tem de ser ‘médio-grande’, mais redondinho e amarelinho”, diz Altenis Galavotti Carraretto, diretor da AGC. “Selecionamos o melhor que acabou de sair do campo”, diz. O trabalho mais do que cuidadoso tem garantido a fidelidade no fornecimento e selado a parceria entre o produtor e a Hortifruti há mais de quatro anos.

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trajetória 3.

Os mamões são colhidos aos poucos, levados para os pontos de apoio, onde são colocados em caixas com plástico bolha.

“O mamão que vai para a rede tem todo um padrão de tamanho, de cor: ‘médio-grande’, mais redondinho e amarelinho. É nossa primeira seleção, escolhemos o melhor que acabou de sair do campo” Altenis Galavotti Carraretto

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4.

Depois, comeรงa o processo de limpeza da fruta que acabou de sair da lavoura.

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trajetória

5.

Os mamões passam por um secador. Então, são selecionados por madurez e tamanho, recebem a rede protetora e são encaixotados.

Nos lotes de caixas que são despachados semanalmente para o Centro de Distribuição da Hotifruti, em Cariacica, ES, estão dois tipos: o mamão formosa e o papaia. Frutas delicadas que pedem o cuidado de embalo manual, um a um. Na verdade, a fragilidade do produto exige que a preocupação com sua integridade comece lá na colheita, totalmente manual. Todos os dias, pela manhã, dezenas de trabalhadores da AGC caminham entre os mamoeiros num trabalho que não pode ter pressa. Escolhem os frutos que já estão no ponto, colhemnos e os acomodam em pequenos baldes. Nada de andar horas seguidas: a ordem é, ao juntar algumas unidades, levá-las até caminhões dispostos em pontos estratégicos. Lá, caixas protegidas com plástico bolha esperam a chegada da fruta. Dali, os caminhões seguem para o pátio, onde as remessas de mamão são dispostas em uma esteira que percorre várias etapas.

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Começa com a limpeza da fruta que acabou de sair da lavoura. Por fim, ela passa pelo secador e, depois, pela seleção de madurez, cor, tamanho. Esse, claro, é mais um processo manual. Feito tudo isso, redes protetoras são colocadas em cada fruta, que, dispostas em caixas, lotam os caminhões e ganham a estrada. Um ou dois dias depois da colheita, no máximo, eles já estão nas bancas da Hortifruti, fresquinhos, à espera do cliente.

Raio X O mamão é uma fruta nutritiva e com propriedades digestivas. Carrega boas doses de vitamina A, C e do complexo B. É ainda rica em sais minerais, como ferro, cálcio e fósforo. Como fonte de caroteno, auxilia na manutenção do bronzeado por mais tempo.

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menu do chef

fotos RicaRdo d’angelo e fabio santos produção culináriA e de objetos beth fReidenson por camila duaRte

CASA CheIA, COmIdA bOA e

coração

acalentado Além de sAudável, A comidA tem o poder de unir e estruturAr o relAcionAmento fAmiliAr

R

eunir a família em torno da mesa alimenta o corpo e a alma. Seja no dia a dia ou em eventos maiores, com parentes e amigos, esse é sempre um momento de convivência em que são feitas trocas de confidências e experiências e quando se criam as oportunidades de aprofundar o conhecimento mútuo. O que aconteceu de bom, o que aconteceu de ruim, o que se aprendeu, do que se riu. Tudo isso vem à tona entre uma garfada e outra durante as refeições familiares. “Aqui em casa e na casa que temos em Itajubá, sempre procuramos reunir a família e os amigos em torno de boas refeições ou de comidinhas ao ar livre”, diz Julinha L. Teixeira, uma das proprietárias da Alergoshop – Produtos para Alérgicos. Casada, com duas filhas, dois enteados e sogra sempre por perto, ela aumentou a casa em que vive para que as refeições sejam confortáveis, divertidas e cenário de risos e ideias. “Nestes momentos é que os laços se fortalecem e as crianças se sentem apoiadas”, afirma ela. Quando se trata de datas comemorativas, como Páscoa, Natal ou Ano-Novo, é comum ainda que ela receba as irmãs, todas levando as receitas já “tradicionais” na família. “São momentos inesquecíveis que vivi na minha infância e quero que minhas filhas e enteados vivam também.” Além de ser bom para gerar conversas, o hábito de cear juntos

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Julinha servindo as filhas, enteados, marido e sogra: reforma em casa para refeições divertidas e felizes

desde a infância é fundamental para a formação do caráter dos filhos. Um estudo publicado na revista Archives of Pediatrics and Adolescent medicine, revelou que os adolescentes que fazem as refeições em família têm melhores notas na escola, menor incidência de sintomas de depressão e pensamentos suicidas, consomem menos álcool, tabaco e drogas. Cientistas da cozinha também já comprovaram suas teorias a respeito do tema. A chef Kátia barbosa, do restaurante Aconchego Carioca, acredita que as refeições em família têm um poder catalizador. “Compartilhar é muito bom. Num almoço em família ou com os amigos podemos contar piadas e rir juntos”, diz. Como sugestão de receita coletiva e que serve com fartura, ela preparou com exclusividade para Vida Leve um Camarão na moranga. “É fácil e enche os olhos. Quando meus convidados veem, imaginam que me deu um trabalhão para

preparar. Que nada, é muito simples!” Para momentos especiais, o chef e proprietário do restaurante Alameda, Otton Junqueira, sugere um bacalhau com Parmentier de baroa e Tomate Confit, por ser uma receita perfeita para datas comemorativas. “Nada melhor do que um bacalhau para comemorar”, diz. “Um prato, inclusive, para promover reaproximações ou pedidos de desculpas por alguma desavença ou mal-entendido.” Para reunir os amigos e assistir aos jogos do Flamengo, o chef Thomas Troisgros, do CT boucherie, vai de grelhado ou churrasco. em sua opinião, a bisteca Fiorentina é a melhor opção para o futebol de domingo. “Se a ideia é reunir a galera, esse prato é ideal, por ser uma carne de corte grande, que deve ser dividido entre os comensais”, afirma. “É uma receita italiana, que tem na alma essa cultura de família grande e recepções para muitos convidados.”

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chef thomas tRoisgRos Rendimento: 4 poRções dificuldade: fácil médio

difícil

bisteca fioRentina

batata chips com eRvas

sal paRa tempeRaR

ingRedientes • 1 kg de batata-inglesa • 10 folhas de louro • 5 ramos de alecrim • 2 litros de óleo • Sal a gosto

ingRedientes • 1/2 kg de Aji Sal • 30 g de pimenta-do-reino preta amassada • 30 g de pimenta-do-reino branca amassada • 20 g de tomilho picado • 20 g de alecrim picado • 5 dentes de alho cortados ao meio • 10 g de pimenta calabresa • 2 g de orégano • 3 g de noz-moscada ralada • 10 g de açúcar modo de pRepaRo  Misture tudo e guarde por uma semana, fechado, antes de usar.

gRelhado ingRedientes • 1 bisteca bovina de 1 kg a 1,5 kg, sem osso modo de pRepaRo  1. Passe o sal em toda a bisteca 2. Grelhe por 15 minutos alternando os lados. Para uma carne saborosa, o segredo do ponto é que a peça fique com um vermelho intenso por dentro e bem passada por fora

acompanhamentos tecido de fundo, donatelli tecidos

puRê de baRoa

batata-baRoa

ingRedientes • 1 kg de batata-baroa • 250 ml de creme de leite • 1 colher (sopa) de manteiga modo de pRepaRo  1. Descasque a baroa e cozinhe em água com sal. 2. Escorra a água e bata no processador. 3. Ferva o creme de leite, acrescente a baroa e tempere. 4. Finalize com a manteiga. 5. Se necessário, bata no liquidificador.

haRmonização Sugestão Hortifruti: Vinho Chianti

modo de pRepaRo  1. Descasque e corte as batatas em 4 no comprimento. 2. Fatie na mandolinha lâminas de mais ou menos 1 mm. 3. Enquanto o óleo aquece, seque as batatas e corte as ervas em pedaços não muito pequenos. 4. Frite as batatas, quando estiverem começando a dourar, solte-as com um garfo e acrescente as ervas. 5. Escorra, ponha em papel toalha e acerte o sal.

mix de legumes ingRedientes • 1 cenoura • 1 abobrinha • 1/2 nabo • 100 g de vagem • 50 g de cebola miúda • 10 g de açúcar • 150 g de manteiga • 5 dentes de alho picado • 50 g de salsa lisa picada • Sal a gosto modo de pRepaRo  1. Descasque as cebolas e cubra com água em uma panela pequena. Acrescente o açúcar e uma pitada de sal. Deixe a água reduzir até formar um caramelo claro e doure as cebolas. 2. Deixe esfriar, corte-as ao meio e reserve. 3. Corte a cenoura, o nabo e a abobrinha em bastonetes de 1 cm de largura por 7 cm de comprimento. Das vagens, tire as pontas e corte-as ao meio. 4. Cozinhe todos os legumes em água com sal e, quando estiverem al dente, pare o cozimento com água com gelo, escorra e reserve. 5. Aqueça uma frigideira grande e salteie todos os legumes (menos a cebola) na manteiga. 6. Quando estiverem caramelizados, acrescente o alho e as cebolas em pétalas. 7. Acerte o tempero e finalize com salsa.

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chef Kátia baRbosa Rendimento: 6 poRções dificuldade: fácil

médio

difícil

camaRão na moRanga

modo de pRepaRo 1. Em uma panela de pressão sem a tampa, coloque 1/2 litro de água e repouse a moranga em cima. Aproveite a “bainha” da panela para que a mesma sirva de apoio para a moranga. Cozinhe essa abóbora por aproximadamente 15 minutos em fogo médio, após a ebulição da água. 2. Enquanto a moranga cozinha ao vapor da panela, doure o alho no azeite. Quando ele estiver no ponto, adicione o camarão temperado no sal e pimenta-do-reino. Quando atingir o ponto rosado, acrescente os tomates, a cebola e o pimentão. Dê algumas salteadas até a cebola atingir o ponto al dente. Retire do fogo adicionando o coentro fresco e picado. 3. Na abóbora já devidamente cozida e sem sementes, coloque uma grossa camada de requeijão cremoso, depois adicione o camarão e cubra novamente com uma grossa camada de requeijão. Leve ao forno por 15 minutos em temperatura alta, preaquecido 5 minutos antes. haRmonização Sugestão Hortifruti: Espumante Brut ou Demi Sec

abóboRa

louça, dRagonetti – talheR, cleusa pResentes – tecido, donatelli

ingRedientes • 1 abóbora moranga de mais ou menos 3 kg • 2 tomates médios picados, sem sementes • 1 pimentão verde picado • 1 cebola média picada • 1 molho de coentro • 1 kg de camarão limpo (corresponde a aproximadamente 1,5 kg de camarão com cabeça) • 1 bisnaga com aproximadamente 300 g de requeijão cremoso • 3 dentes de alho grandes amassados • Azeite para refogar • Sal e pimenta-do-reino a gosto

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alho-porÓ

chef otton junqueira rendiMento: 6 porções dificuldade: fácil

Médio

difícil

Bacalhau ao Óleo de aZeitonas pretas coM parMentier de Baroa e toMate confit

Modo de preparo 1. Confite a azeitona no azeite por 20 minutos no forno médio (confitar é a técnica de cozinhar lentamente em gordura, em fogo baixo, para concentrar o sabor). Escorra e bata no liquidificador, com o azeite. Obtenha um óleo bem escuro e com consistência cremosa. Reserve. 2. Lave o alho-poró e corte-o. Passe na farinha de trigo e frite em óleo quente. Tempere e reserve. 3. Lave e descasque as baroas. Corte e frite 3 chips para decorar o parmentier. Reserve. Cozinhe o restante em água e sal e esprema para fazer um purê. Leve ao fogo, junte a manteiga e acrescente o leite aos poucos até dar o ponto. Reserve. 4. Tomate confit: lave e retire a pele e as sementes dos tomates. Tempere-os com sal e pimenta. Asse em forno por 1 hora. Reserve. 5. Passe o bacalhau primeiro na farinha de trigo, depois na clara e por último na farinha de rosca. Frite no óleo de milho quente. Escorra. 6. Enforme o purê de baroa no aro. Coloque o bacalhau em cima e regue com o óleo de azeitonas. Desenforme o parmentier de baroa, decore com chips de baroa, coloque um ninho de alho-poró em cima do bacalhau. Decore com o tomate confit. harMoniZação Sugestão Hortifruti: Vinho Tinto Leve Pinot Noir ou um Chardonnay Reserva

guardanapo, roupa de Mesa – tecido, donatelli

ingredientes • 1,4 kg de lombo de bacalhau dessalgado • Sal e pimenta-do-reino a gosto • 600 g de azeitonas pretas sem caroço • 500 ml de óleo de milho para fritar o bacalhau • 1,4 kg de batata-baroa • 100 ml de azeite • 900 g de tomate • 500 ml de leite • 100 g de manteiga • 600 g de alho-poró • 200 g de farinha de trigo • 6 claras de ovo • 300 de farinha de rosca

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Lichia em Calda Menos de 75 calorias por 100g

Frut a originária da China

Possui sabor doce, de aroma delicado e minerais como potássio, magnésio e fósforo. Rica em vitaminas: riboflavina (B2), niacina (B3) e tiamina (B1)

Sem Caroço

Utilizada em compotas, gelatinas, iogurtes, sorvetes, tortas e bolos. www.sandeleh.com.br


escapada Calif贸rnia

pelas curvas da HigHway 1

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A rodovia mais famosa dos Estados Unidos leva a paisagens espetaculares e a cidades com distintas personalidades, de Norte a Sul do Golden State por Ana Paula Kuntz

raias badaladas e montanhas de picos nevados, cidades fantasmas e grandes metrópoles. Na Califórnia, o dourado estado americano, há de tudo um pouco. Essa é uma viagem para quem gosta de cair na estrada, tomando como canal principal a Highway 1. Pela famosa rodovia que beira o Oceano Pacífico de norte a sul, o turista é levado a paisagens diversas por um caminho que é, em si próprio, um espetáculo.

SAN DIEGO

Você pode começar a desbravar a Califórnia por San Diego. Assim foi feito há 500 anos: o navegador português João Rodrigues Cabrilho ancorou na cidade em 1542, na Península de Point Loma, que, curiosamente, é um ponto turístico tão visitado pelos americanos quanto a Estátua da Liberdade, em Nova York. O melhor é ir no fim da tarde, para assistir de camarote ao sol se pôr atrás do mar e já entender por que a região é conhecida como Golden Coast. Próxima à fronteira com o México, a cidade é caliente na temperatura e no acolhimento. Com uma grande população de latinos, suas praias são puro agito, cheias de gente jovem esbanjando saúde. Loiras de biquíni deslizando em patins e homens sarados pedalando sem camisa são comuns nos calçadões de praias como Mission Beach e Pacific Beach, onde um deque se estende mar adentro e leva os visitantes a observar as areias de outro ângulo.

LOS ANGELES

Golden Gate Bridge: a ponte é o principal cartão-postal da cidade de San Francisco

Rumo ao norte, depois de 195 quilômetros e cerca de duas horas, a próxima parada obrigatória é Los Angeles, cidade dos anjos e das estrelas... de Hollywood. Suas praias também são ótimas, mas vale passar mais tempo na parte central da cidade do que tomando sol. Para ver o letreiro Hollywood, o mais famoso do mundo, o melhor é subir as colinas do Griffith Observatory. A elegantérrima Rodeo Drive, em Beverly Hills, é o point para quem quer visitar as lojas das marcas mais chiques e circular entre gente rica e famosa. É fácil, aliás, cruzar com algumas celebridades do cinema e da música. Os artistas mais bem pagos do mundo têm casas nesse bairro e, não raro, circulam por ali para fazer suas tarefas do dia a dia.

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Paradas obrigatórias em Big Sur (aqui e abaixo): ao longo da estrada há recuos para estacionar e apreciar o encontro do rochedo com o mar

SANTA BARBARA

Seguindo a orla do Pacífico, depois de 145 quilômetros e 1h30, chega-se a Santa Barbara, um paraíso de praias e compras. Com um calçadão largo e extenso que percorre praticamente toda a orla, a cidade tem ótimas praias e, em sua avenida principal, a State St., há uma grande concentração de lojas de grife, perfumarias e decoração, restaurantes, cinemas, malls e alguns outlets. Tire um dia para percorrê-la a pé e espiar através de janelas e portinhas que podem abrigar comércios mais pitorescos, de artesanato, sebos ou sorveterias. Dali, vale a pena desviar da rota pela Highway 101, em direção ao interior, para visitar a região que foi cenário do filme Sideways, a cerca de 50 minutos de Santa Barbara. Uma pertinho da outra, as cidades de Los Olivos, Santa Ynez, e Solvang são tomadas de vinícolas, nas quais a especialidade é a uva Pinot Noir. A maio-

ria das propriedades produtoras de vinho está aberta à visitação e oferece degustações de seus melhores rótulos. Em Los Olivos, a rua principal tem três quarteirões e agrupa casinhas em que a maioria dos produtores exibe seus vinhos, sem que o visitante tenha de se distanciar do centro da cidade. Em Solvang, a encantadora arquitetura típica da montanha construída pelos noruegueses é uma atração simpática, e, nas noites de frio, uma sopa de cebola coberta de queijo gratinado faz esquecer por um momento que se está na terra do fast food.  

San Luis Obispo

Em mais duas horas percorrem-se cerca de 185 quilômetros para chegar a San Luis Obispo, que está praticamente na metade do caminho de Los Angeles a San Francisco. A cidade não tem grandes atrações, mas, pela localização, vale como parada estratégica. Aproveite e prepare o fôlego

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Os trechos são curtos, mas, como a estrada é sinuosa, vale percorrê-los com calma. Espere levar o dobro do tempo-padrão e aproveite para curtir a paisagem

PARA QUEM GOSTA DE VINHOS

NAPA VALLEY 80 km, cerca de 1 h PASSEIOS, COMPRAS E GASTRONOMIA

SAN FRANCISCO 190 km, cerca de 2h30 FRIO, PASSEIO E PÉ NA AREIA

CARMEL E MONtERREY 215 km, cerca de 3h30

SAN LuIS OBISPO

GUIR O BARATO É SE DO RTIN DEVAGAR, CU A PAISAGEM

185 km, cerca de 2 h

SANtA BARBARA

UM PARAÍSO DE PRAIAS E COMP RA

145 km, cerca de 1h30

LOS ANGELES

S

SE ENCONTREIA COM A MAG OD O DE HOLLYW

195 km, cerca de 2 h

SAN DIEGO o letreiro nas colinas de los Angeles e o monumento na península de san diego: dois dos pontos mais visitados pelos turistas

AS PRAIAS SÃO PURO AGITO

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Píer 39 (abaixo): compras, restaurantes, leõesmarinhos e agito à beira-mar em San Francisco

Em Carmelby-the-Sea, a paisagem com ares caribenhos; em Solvang (acima), arquitetura e tradições nórdicas

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para encarar a parte mais linda da Highway 1: o trecho chamado Big Sur. Espremido entre as montanhas e o mar, o local é um espetáculo da natureza. Vá com calma, pois a estrada é cheia de curvas bastante sinuosas. São cerca de 190 quilômetros que merecem um dia inteiro para serem percorridos. Também, para que pressa? O barato é seguir devagar, curtindo a paisagem, que foi uma das maiores inspirações do escritor Jack Kerouac, militante da chamada geração Beat e autor do livro On the Road. Há diversos pontos de parada para estacionar o carro e observar o mar quebrando nas rochas a seus pés. Por outro lado, não há muitas opções de postos de serviço ou restaurantes, por isso vale providenciar a própria “lancheira”.

CARMEL E MONTERREY

Chega-se então a Carmel-by-the-Sea, cidade de praia com cara de montanha. Reserve um tempo para entrar em um dos diversos cafés e passear a pé pelas ruas. Faça frio ou calor, tire os sapatos e coloque, pelo menos, os pés na areia fina e fofa que se integra com o mar azul e verde, geralmente bastante gelado. Ali perto, fica Monterrey, que tem um charmoso centrinho comercial e fica de cara para o mar aberto. A água se chocando com as rochas e os leões-marinhos compõem um cenário de cartão-postal. Mas esteja preparado para o frio cortante – mesmo no verão – trazido pelo vento polar. Entre a Península de Monterrey e a cidade de Carmel-by-the-Sea fica Pebble Beach, um dos mais famosos e belos campos de gol-

Em San Francisco, a escadaria Filbert Steps (acima) e o bairro China Town (ao lado): para quem tem fôlego e paciência

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A Golden Gate (acima) leva aos vinhos. São centenas de vinícolas, como o Castello di Amorosa, abertas a visitação e degustação

fe do mundo. O passeio chamado 17-Mile Drive, com cerca de meia hora de duração, é um colírio mesmo para quem não pratica o esporte. Por uma taxa de 9,50 dólares por veículo, os visitantes podem percorrer a estrada que atravessa a área.

SAN FRANCISCO

Tudo vai depender do tempo que durarem suas férias. Mas, para dizer que praticamente percorreu toda a Highway 1, esse pode ser o último trecho da viagem. De Monterrey a San Franciso são mais 2h30, cerca de 190 quilômetros beirando o oceano. Acolhedora e sem falsos pudores, a cidade reflete por meio das bandeirinhas do arco-íris sua clara tolerância à diversidade sexual. A cidade é moldada sobre um terreno bem ondulado. É preciso um certo preparo físico para caminhar sobre os altos e baixos das colinas e subir e descer as escadarias, como a Filbert Steps. Coragem! A via só pode ser percorrida a pé, mas corta um dos morros mais altos de San Francisco atravessando áreas residenciais, passando por uma área de vegetação densa, sombreada, de flores multicoloridas. Essa escadaria, assim como a paralela Greenwich Steps, leva a um dos marcos da cidade, o Coit Tower, construído em 1934, de onde se tem uma bela visão panorâmica da baía.   Por outro lado, a orla dos píeres é toda plana. Dá até para passear de bicicleta sem muito esforço. Há diversos quiosques onde se podem alugá-las e de onde saem excursões que acabam na sombria Ilha de Alcatraz. Em terra, a melhor vista da antiga prisão é obtida do Píer 39, um tipo de shopping a céu aberto, com lojas e restaurantes bem badalados pelos turistas. No Píer 1,5, por exemplo, fica o restaurante La Mar, de ambiente sofisticado e gastronomia premiada, que serve excelentes opções de ceviche e drinques de pisco. O Píer 23, menos turístico e mais frequentado por moradores, é um ótimo lugar para experimentar a iguaria local. Servida em quase todos os restaurantes, mas nem sempre com a mesma qualidade, a Clam Chouder é uma sopa de caranguejo cremosa, que pode ser comida em cumbuca ou dentro do pão. Para beber, peça sem medo a cerveja da casa. Os Estados Uni-

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Vinícola Robert Mondavi dos são um dos países com maior número de micro- (acima), tem cervejarias (procure por microbreweries), que pro- como maior duzem a bebida em escala reduzida e geralmente especialidade com método artesanal. Vale dizer que, assim como o Cabernet há diferentes tipos de vinho, como Merlot, Cabernet Sauvignon

Sauvignon, Pinot Noir e outros tantos, há milhares de tipos de cerveja. Entre elas a Ale, Pale Ale, Stout, Weiss, para citar algumas. Portanto, não espere a tradicional loira gelada que se bebe no Brasil: dê uma chance aos novos sabores. Um bom lugar para fazer uma degustação é o Beach Chalet Brewery, que serve todos os oito tipos de cerveja que produz de uma só vez, em canequinhas de tamanho reduzido. No térreo, há uma pequena exposição que conta a história do Golden Gate Park, um dos pontos que fazem parte da chamada 49-Mile Scenic Drive, rota sinalizada por placas com a figura de uma gaivota espalhadas por toda a cidade. Um passeio pelo bairro chinês pode ser divertido, embora exija uma certa paciência para transitar nas calçadas lotadas de gente e banquinhas de bugigangas. Ali, na maior China Town do mundo, um pouco de tranquilidade pode ser encontrado dentro das casas de chá, que também oferecem degustações – e de graça! Alguns sabores são bem surpreendentes.

NAPA VALLEY

Se a preferência for por vinho, reserve dois dias para visitar Napa Valley. A 70 quilômetros de San Francisco,  atravessando a imponente ponte Golden Gate, a região tem quase 300 vinícolas para visitar. Tente conhecer pelo menos três: a Robert Mondavi, inaugurada em 1966, é propriedade daquele que é considerado “o embaixador do vinho californiano” e tem como maior especialidade o Cabernet Sauvignon (as melhores gar-

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Em Napa, a uva do momento é a Zinfandel. Turistas podem caminhar entre os vinhedos e fazer piqueniques em áreas reservadas

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rafas das safras de 2006, 2007 e 2008 chegam a 250 dólares); a V. Sattui, com 125 anos, que é a mais antiga da região e tem um mercado com 200 variedades de queijos, embutidos e tudo o mais para um piquenique no jardim florido e ensolarado em frente; e o Château Montelena, que foi responsável por colocar a região de Napa no circuito internacional do vinho, ao vencer, em 1976, o concurso que deu a seu rótulo de Chardonnay, safra 1973, o título de campeão do ano (batendo, inclusive, os mais famosos vinhos franceses). A uva do momento em Napa Valley é a Zinfandel. Chamado “all-American-grape”, o varietal de origem croata tem uma correspondente na Itália chamada Primitivo. As principais características são o sabor denso e picante e o teor alcoólico elevado (algo em torno de 15%). Esse tinto vai muito bem com churrasco, hambúrguer e embutidos, além de comidas bem temperadas, especialmente

as que levam curry. Para poder degustar quantas variedades quiser sem se preocupar em ser pego dirigindo alcoolizado, contrate um motorista – esse serviço é facilmente providenciado por qualquer pousada onde se hospede. Há desde carros básicos para até três pessoas (incluindo o motorista contratado) até vans executivas para 14 passageiros e limusines que chegam a custar 95 dólares, em média, por hora de locação. Bicicletas são uma alternativa: a diária custa a partir de 55 dólares, com opções de modelos convencionais, para duas pessoas e as elétricas. O turista também pode fazer o passeio a bordo do wine train, que dura cerca de quatro horas. No vagão-restaurante são servidas refeições com menus de três pratos, seja no almoço ou no jantar. O preço por pessoa vai de 120 a 190 dólares. Há sempre um jeito diferente de descobrir a Califórnia. Escolha o seu e pé na estrada.              

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casa gostosa Dica 1. Para deixar tudo à mão, mas sem bagunça, setorize os aparatos sobre a mesa principal, agrupando talheres, louças e temperos: visual harmônico.

COmO Organizar a CaSa COm Charme Para reCeber maiS PeSSOaS dO que Cabem em Sua meSa FOTOS marília pedroso PrOduçãO Beth FreideNsoN POr aNa paula kuNtz

Chame

todo mundo! Q ue pensamento lhe ocorre quando você cogita juntar toda a família ou um grupo de amigos em sua casa? É alegria e entusiasmo ou preocupação e desespero? Confraternizar com nossos entes mais queridos é uma delícia, mas nem sempre é fácil acomodar todo mundo em uma recepção caseira. Se você é daquelas pessoas que quase entram em pânico só de imaginar aquela “galera” em sua residência, preste atenção nestas dicas para organizar o evento, deixando tudo bonito e funcional. A banqueteira Tatá Cury, que tem entre seus clientes de grandes emissoras de TV a tradicionais famílias de São Paulo, afirma: “Se há dez, oito,

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Dica 2.

agradecimeNtos: casa da FazeNda – louça, BaNdeja e jogos americaNos, dragoNetti – copos, talheres e acessórios, suxxar – toalha e guardaNapos, roupa de mesa

Bandejas fundas delimitam o espaço para que os copos e os guardanapos não fiquem espalhados. Os jogos americanos firmes dão mais conforto para que os convidados comam sobre o colo. Um lacinho de cetim em torno dos guardanapos é um “carinho” que custa pouco e faz a diferença.

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casa gostosa

Dica 3. Latinhas de alumínio ou canecas (à esq.) podem ser usadas como portatalheres, garrafas de vidro servem como vaso e tigelas (à dir.) comportam as bebidas no gelo. Crie com o que tem em casa, procurando combinar as cores ou abusando do branco.

seis lugares, não importa. Quando o intuito é uma reunião maior, para festejar alguma data especial, é totalmente permitido puxar um banquinho ou sentar no braço do sofá”. Claro, existe uma maneira elegante de fazer isso, dando algum conforto aos convidados. “Providenciar bandejinhas é fundamental, assim pode-se comer no colo, apoiando o prato e o copo com mais firmeza.” Procure também agrupar tudo – guardanapos, talheres, louças e taças –, mas sem ficar com uma aparência amontoada. Dê charme a sua produção e aproveite para ganhar espaço. Em vez de apenas colocar garfos e facas sobre a mesa, providencie um recipiente fundo em que possa colocá-los de pé. Pode até ser um vaso ou pote de vidro de palmito. “Com um lacinho de fita, vira o recipiente mais charmoso do mundo”, afirma Tatá. Sobre a pilha de pratos, ela sugere um arranjo de flores enfiado em um anel de guardanapo. Para domar o molejo indisciplinado dos guardanapos de pano, amarre-os com fita e coloque-os em uma bandeja ou caixa, para ficarem bonitos como arranjo. Delimitar os espaços dá uma sensação visual de organização, de “cada coisa em seu lugar”, com menos bagunça e mais liberdade para os convidados. Para evitar que a cada dois minutos alguém lhe peça algo (de sal a gelo) ou faça inúmeras vezes a mesma pergunta, querendo saber do que é recheado aquele quitute, certifique-se de deixar à mão os principais temperos e providencie um balde de gelo, sempre sobre um pano, para evitar que molhe a mesa. Invista em plaquinhas (que você pode espetar na comida com Dica 4. palito de dente), descrevendo cada prato servido. Acompanhe pelas fotos Um enfeite florido sobre a as dicas de Tatá, executadas com pilha de pratos e plaquinhas charme pela culinarista e produtora feitas à mão, descrevendo o Beth Freidenson. Inspire-se e seja que está sendo servido, dão graça à decoração. uma anfitriã inesquecível.

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seja saudável o slackline traz equilíbrio, força e concentração aos praticantes, que também aprendem a não ter medo de altura por Camila Duarte Fotos riCarDo D’angelo

na corda bamba

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stá na hora de deixar de associar a expressão “andar na corda bamba” a correr riscos ou com apresentações circenses. Comece a pensar nisso como um esporte. O slackline, nome oficial da atividade, surgiu como uma brincadeira, na década de 80, em um camping no parque Yosemit Valley, na Califórnia. Durante dias de frio intenso, um grupo de escaladores resolveu se exercitar, e se divertir, andando sobre as correntes do estacionamento do acampamento, utilizando técnicas de equilíbrio e manobras usadas nas escaladas. Logo as correntes foram substituídas pelas fitas de escalada amarradas em árvores. A brincadeira foi evoluindo e hoje é considerada um esporte, com campeonatos e equipamentos próprios – as fitas de náilon desenvolvidas especialmente para sua prática. No Brasil, o slackline começou a se popularizar na década de 90, e, hoje, especialmente no Rio de Janeiro, onde quer que haja dois coqueiros próximos é possível ver alguém armando a “corda bamba” para praticar algumas manobras.

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O nível indicado para os iniciantes é o trickline, praticado a cerca de 60 cm do chão, com uma fita mais larga, de 50 mm

Sendo um exercício físico que trabalha os músculos, o equilíbrio e a concentração (e ainda faz uma massagenzinha nos pés), a atividade tem ganhado cada vez mais adeptos que buscam manter a forma de um jeito original. Tem gente que se tornou profissional, como é o caso de Gideão Melo, atleta e professor. Ele conheceu o esporte em uma montanha em Nova Friburgo, região serrana do Rio de Janeiro, e passou a praticar quando, ao escalar a Pedra da Gávea, conheceu o atleta Hugo Langel, um dos precursores do esporte no Brasil, que estava com uma fita presa de um lado a outro do penhasco. Quando é praticado nas alturas, aliás, o slackline tem um nome específico: highline. Essa é uma das quatro modalidades do esporte e é chamada assim sempre que a corda está a mais

de 5 metros do chão. Claro que, para os mais radicais, o céu é o limite, e a altura chega a centenas de metros, no alto de montanhas, entre a copa das árvores ou topo de prédios. Nessa modalidade, a fita usada tem 25 milímetros de largura, a mesma medida usada para o longline – modalidade caracterizada pelo comprimento, que geralmente tem 30 metros ou mais. Essas duas categorias exigem um nível avançado de técnica e concentração. O estágio mais básico, indicado para os iniciantes, é o trickline, praticado a cerca de 60 centímetros do chão, com uma fita mais larga, de 50 milímetros, que dá mais segurança para experimentar saltos e manobras. A waterline, modalidade sobre águas, pode ser praticada em piscinas, rios e lagos e também permite que o praticante ouse mais nos movimentos, sem

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Posições Do slaCkline

as notas de 0 a 5 indicam o nível de dificuldade de cada posição

posição inicial de subida na fita (nota 1 – fácil)

posição inicial para entrar no equilíbrio (nota 1 – fácil)

posição de equilíbrio – Buda sentado (nota 3 – médio)

posição de equilíbrio – saudação ao guerreiro (nota 3 – médio)

Manobra – planador (nota 5 – difícil)

Manobra – Buda de frente (nota 5 – difícil)

Manobra – surfe (nota 5 – difícil)

Modalidade Free style (nota 5 – difícil)

Manobra – Foot plant (nota 4 – difícil)

Modalidade Free style (nota 5 – difícil)

Manobra – Deitado na fita (nota 5 – difícil)

um passo de cada vez: a dificuldade das manobras e das posições vai aumentando com a prática

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Highline: a modalidade exige coragem para encarar grandes alturas

perigo de cair de alturas elevadas. Gideão, que conheceu sua mulher, Stephany Raiol, praticando o slackline e faz parte do grupo de atletas profissionais Climber-Highline SlackBrasil, diz que esse é um esporte considerado seguro, em que os adeptos usam equipamentos de segurança e os riscos de queda podem ser minimizados na escolha dos pontos de ancoragem. “Também é recomendado o uso de caneleira e munhequeira para proteger a pele”, diz. Ele explica que as manobras mais comuns são a posição de ioga, sentar e deitar na fita e a surfe (veja na página ao lado) e garante que não há idade-limite. “Todos podem praticar. Para as crianças, o slackline dá equilíbrio e concentração, e aos idosos tonificação de músculos e articulações.” Andar na corda bamba, enfim, pode ser um bom começo para quem quer seguir com saúde em terra firme.

Gideão e Stephany: romance firme na corda bamba

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receitas Hortifruti UM TIME UNIDO PARA

surpreender fotos RicaRdo d’angelo produção culinária e de objetos Beth FReidenSon por camila duaRte

1. Simone Pestana 2. Débora dos Santos 3. Maria da Conceição Pereira 4. Neila Sousa 5. Danúbia Gomes 6. Rosenilda Jesus

confira as sugestões das nossas mestres na arte da culinária e da simpatia

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las aparecem e param o comércio, mesmo! Quando seis promotoras da Hortifruti surgiram oferecendo suas receitas de maior sucesso, os clientes da loja Barra Américas foram imediatamente seduzidos a deixar a lista de compras para depois. Antes, quiseram experimentar o que elas tinham para oferecer. Simone Pestana, da Hortifruti Barra Américas, fez um Salmão ao Molho Perfumado Cremoso e contou que o segredo está no manjericão. Danúbia Gomes, da unidade de Laranjeiras, preparou uma receita leve de Quiche de Legumes com Palmito. Ainda na linha light, Maria da Conceição Pereira, da Hortifruti do Grajaú, optou por um Risoto Vegetariano, trocando o arroz arbóreo pelo integral. Rosenilda Jesus levou da Região Oceânica o Filé-Mignon ao Molho de Aspargos e Champignon. Também Neila Sousa, de Niterói, da loja da Marquês de Paraná, fez a prática receita de Lasanha de Abobrinha. Débora dos Santos, da Ilha do Governador, preparou um Rocambole de Frango, que, além de prático, é muito versátil. “Ele pode ser recheado com tomate seco, rúcula e muçarela de búfala ou com aquilo que a imaginação permitir”, diz.

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neila SouSa • MARQUÊS DE PARANÁ Rendimento: 4 poRçõeS diFiculdade: Fácil médio

diFícil

laSanha de aBoBRinha light ingRedienteS • 500 g de abobrinha • 200 g de muçarela light fatiada • 500 g de queijo de minas frescal light • Tempero desidratado 7 vegetais a gosto (especiarias) • 390 g de molho de tomate • Queijo parmesão ralado para gratinar a gosto   modo de pRepaRo Lave, corte as abobrinhas em fatias finas e cozinhe até que estejam al dente. Em um refratário, faça camadas de abobrinha, queijo de minas fatiado, molho de tomate e muçarela. Repita as camadas finalizando com o molho de tomate, salpique o queijo parmesão ralado e o tempero 7 vegetais. Leve ao forno a 280 °C para gratinar por 30 minutos.

louça, dRagonetti – guaRdanapo, Roupa de meSa – tecido, donatelli

haRmonização Sugestão Hortifruti: Vinho Gewurztraminer

aBoBRinha

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DÉBORA dos SANTOS • ILHA DO GOVERNADOR rendimento: 12 porções dificuldade: Fácil Médio

difícil

ROCAMBOLE DE FRANGO Ingredientes • 200 g de muçarela de búfala • 500 g de frango moído • 100 g de tomate seco picado • 1 molho de rúcula • 2 dentes de alho ralados • 1 cebola ralada • Azeite e sal a gosto Modo de Preparo Tempere o frango com alho, azeite, cebola e sal a gosto. Misture bem o frango. Forre uma cama de filme plástico e abra a massa de frango sobre a cama com o auxílio de um rolo. Adicione o recheio de rúcula, muçarela, tomate seco, bem no meio da massa. Dobre um lado e coloque mais recheio por cima. Dobre novamente como se estivesse fechando. Unte uma forma com azeite e coloque o rocambole. Leve ao forno para assar a 250 °C por aproximadamente 30 minutos.

louça, Dragonetti – guardanapo, Roupa de Mesa – tecido, Donatelli

harmonização Sugestão Hortifruti: Vinho Espumante Brut com Corte Chardonnay e Pinot Noir

rúcula

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Simone peStana • barra amÉricas Rendimento: 5 a 6 poRçõeS diFiculdade: Fácil médio

diFícil

Salmão ao molho peRFumado cRemoSo ingRedienteS • 500 g de filé de salmão • 500 g de creme de leite fresco • 1 tomate italiano • 1 cebola média • 100 g de azeitona • 100 g de alcaparras • 1 maço de manjericão • Sal, azeite, alho e pimentado-reino moída a gosto.  modo de pRepaRo Tempere o salmão com alho, sal e azeite. Enrole em papel-alumínio, asse por 30 minutos no forno aquecido a 250 °C e reserve. Pique o tomate (sem a pele e sem os caroços), as alcaparras, as azeitonas e a cebola. Acrescente as folhas de manjericão, sal, pimenta, azeite e o creme de leite fresco. Retire o alumínio do salmão e jogue o molho por cima. Leve ao forno por mais 10 minutos aproximadamente e sirva quente.

louça, dRagonetti – guaRdanapo, Roupa de meSa – tecido, donatelli

haRmonização Sugestão Hortifruti: Vinho Chardonnay, Pinot Grigio ou Pinot Blanc

tomate

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danúBia gomeS • laranjeiras Rendimento: 8 poRçõeS diFiculdade: Fácil médio

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Quiche de legumeS com palmito ingRedienteS • 700 g de Sopinha Baby* • 400 g de creme de ricota • 300 g de palmito picado • 400 g de biscoito palitinho de queijo • 50 ml de leite desnatado • 1 colher (chá) de sal • Tempero pronto 7 vegetais a gosto * Produto processado da Hortifruti composto de aipim, cenoura, batata-baroa, chuchu, abóbora japonesa e brócolis picados modo de pRepaRo Quebre os biscoitos e umedeça com o leite para dar liga. Cubra o fundo e as laterais de um refratário e reserve. Cozinhe os legumes na água e sal e escorra. Misture-os com o creme de ricota, o palmito picado e acrescente o tempero 7 vegetais a gosto. Coloque o recheio sobre a massa no refratário e leve ao forno por 20 minutos. Sirva quente!

louça, dRagonetti – guaRdanapo, Roupa de meSa – tecido, donatelli

haRmonização Sugestão Hortifruti: Vinho Sauvignon Blanc

chuchu

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RoSenilda JeSuS • região oceÂnica Rendimento: 8 poRçõeS diFiculdade: Fácil médio

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Filé-mignon ao molho de aSpaRgoS e champignon ingRedienteS • 1,5 kg de filé-mignon • 200 g de aspargos • 200 g de champignon • 4 cebolas médias cortadas em 4 partes • 50 g de manteiga • 6 dentes de alho • 50 ml de azeite • Sal e pimenta-do-reino a gosto modo de pRepaRo Fure a carne e recheie com 4 dentes de alho cortados ao meio e tempere com sal e pimenta do reino. Cubra-a com cubos de manteiga e coloque numa assadeira com as cebolas cortadas em volta. Tempere com metade do azeite. Leve para assar em forno médio e regue a carne a cada 15 minutos com o caldo que se forma até dourar. Reserve a carne com o caldo. Refogue no restante do azeite 2 dentes de alho fatiados, acrescente os aspargos e os champignons para aquecer. Corte a carne em fatias e finalize regando-a com o molho.

louça, dRagonetti – taçaS, hoRtiFRuti – guaRdanapo, Roupa de meSa – tecido, donatelli

haRmonização Sugestão Hortifruti: Vinho Cabernet Sauvignon

aSpaRgoS

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Maria Da ConCeição Pereira• GRAJAÚ renDiMento: 8 Porções DifiCulDaDe: fáCil MéDio

DifíCil

risoto Vegetariano ingreDientes • 2 xícaras (chá) de arroz integral • 4 berinjelas médias cortadas em cubos • 1 pimentão vermelho picado • 1 pimentão amarelo picado • 200 g de azeitonas verdes picadas • 3 dentes de alho amassados • 1 cebola grande picada • 690 g de molho de tomate com manjericão • 1 unidade de alho-poró fatiado (usar tudo até a parte verde) • 300 g de ervilhas frescas congeladas • Sal e azeite a gosto   MoDo De PreParo Refogue o alho amassado com sal no azeite e acrescente o arroz. Coloque água quente suficiente para cozinhar por cerca de 35 minutos ou até ficar macio. Reserve. Para o molho de berinjela: refogue a cebola e o alho-poró no azeite rapidamente e acrescente as berinjelas cortadas em cubos (com casca). Deixe refogando por 10 minutos e coloque todos os demais ingredientes. Deixe mais um pouco, até o molho apurar e misture o arroz já pronto.

louça, Dragonetti – talher, Cleusa Presentes – guarDanaPo, rouPa De Mesa – teCiDo, Donatelli

harMonização Sugestão Hortifruti: Espumante Prosecco.

berinjela

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comportamento

Deveres na tela e abraço da filha: Lillian convive com a profissão e a família entre quatro paredes

FoTos carol gherardi e fabio santos por ana paula kuntz

O trabalho mora ao lado

por ana paula kuntz

Trabalhar de casa pode melhorar a qualidade de vida, mas é preciso adoTar méTodos para não cair em uma cilada

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Sala de TV adaptada virou sede da empresa: no teletrabalho, o escritório pode ser em qualquer lugar

E

nquanto seu escritório esteve montado em um bairro movimentado de São Paulo, a designer Lillian Vidigal chegava a ir para casa à noite, enfrentando o trânsito da hora do rush para ver suas filhas, e voltar para o escritório depois do jantar para terminar os projetos até alta madrugada. “Isso para conseguir atender ao volume de trabalho necessário que bancaria os custos do escritório e a folha de pagamento”, diz ela. “Eu estava sempre estressada.” Então, Lillian decidiu rever sua rotina, suas contas e as reais necessidades de seus clientes e colaboradores. “Percebi que podia deixar aquela vida de workaholic para ter uma vida tranquila, de profissional, de mãe e olhar mais para mim mesma, se trabalhasse em casa”, diz ela. Dona da empresa Lift, cujo escritório já criou estratégias, ações e design de branding para mais de 150 marcas nacionais e multinacionais de diversos segmentos, Lillian transformou a sala da TV no subsolo de casa – um espaço arejado e iluminado, com jardim de inverno e entrada independente – na sede da Lift. “Acredito muito no trabalho remoto. Por isso, agora a equipe é elástica, contratada por job, e não mais de forma fixa. Há fases de projetos grandes, ou muitos clientes, em que todas as cadeiras ficam ocupadas”, diz Lillian. “Desde então, tenho tempo para curtir minhas filhas, ir à academia, ver os amigos e viajar quando bem entender.” Assim como ela, Edimilson Nogueira, gerente de projetos em tecnologia de um grande banco em São Paulo, decidiu pelo trabalho remoto, adotando o sistema home office (escritório em casa). “Eu levava três horas para ir trabalhar e mais três para voltar”, diz ele. A conjunção de vários fatores o empurrou para essa decisão: “Por um lado, a empresa resolveria um problema de espaço para acomodar seu pessoal, que estava amontoado em um ambiente barulhento e, por outro, minha mulher e eu, que esperávamos nossa primeira filha, poderíamos melhorar nossa qualidade de vida”, diz ele. “Foi a melhor decisão que tomei.” Atualmente, ele fica três dias por semana em casa e dois no escritório, especialmente quando há alguma reunião ou evento. Tanto Edimilson quanto Lillian notaram uma economia no orçamento doméstico. “Tive uma redução de 70% em transporte e alimentação”, diz ele. Outro fator é a segurança: saindo menos de casa, as pessoas ficam menos expostas à violência e aos riscos de acidentes. Entre os segmentos que mais estão aderindo ao que se chama formalmente de teletrabalho – para assim considerar não apenas a casa, mas qualquer restaurante, livraria, saguão de aeroporto ou até o quiosque da praia como ambiente de trabalho – estão tecnologia, arquitetura, telecomunicações, publicidade e marketing. Segundo a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), oficialmente, há

“Desde então, tenho tempo para curtir minhas filhas, ir à academia, ver os amigos e viajar quando bem entender” cerca de 400 empresas adotando o modelo no Brasil. “Esse número é maior, pois basta responder a um e-mail para o cliente ou o chefe do computador remoto para estar praticando o teletrabalho”, afirma o presidente da entidade, Álvaro Mello. Dos cerca de 30.000 profissionais que assumidamente aderiram ao trabalho a distância, a maioria está na faixa dos 25 aos 30 anos. “Essa geração sabe lidar com o virtual, mas há também uma grande parcela na faixa dos 50 anos, que são pessoas se preparando para a aposentadoria, adotando um processo gradual de encerramento das atividades. Sem falar nas pessoas com deficiência, que, sem a necessidade de se locomover, podem trabalhar mais e melhor.” Mas nem tudo são flores. O primeiro impasse costuma ser a desconfiança dos chefes. Os gestores tradicionais, que querem ver o funcionário sentado em sua mesa, precisam aprender a monitorar a equipe pelo resultado da produção. “Quando o trabalho não é presencial, deve ter metas e expectativas definidas”, afirma Celso Bazzola, diretor da consultoria Bazz RH. Do outro lado, é preciso ter ainda mais comprometimento quando se trabalha em casa. “Para dar certo, o profissional deve ser bem concentrado, focado nos prazos e resultados que deve atingir.” Segundo o especialista, o profissional precisa ter horários regrados, vestir-se como se estivesse indo para o escritório e manter uma infraestrutura (seja um computador com internet ou telefone, pelo menos) para que suas tarefas sejam bem executadas. O presidente da Sobratt explica que as empresas que adotam o teletrabalho avaliam esse desempenho com questionários. Eles consideram não só a qualidade do trabalho e de vida dos funcionários, mas também o que isso propicia à sociedade em geral, como a quantidade de gás carbônico não emitida. Em relação à proximidade com a família, existe o risco de causar o efeito contrário. Nem sempre o filho

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Fernanda sabe que o pai, Edimilson, não pode dar atenção a qualquer hora: compromisso com as metas do empregador

pelo siM, pelo nÃo • CUSTOS – Evitam-se gastos com gasolina, vale-transporte, estacionamento e alimentação fora de casa. Gastam-se mais com energia elétrica, telefone e manutenção da infraestrutura (com cadeira de ergonomia adequada, algum equipamento para executar o trabalho etc.). • HORÁRIOS FLEXÍVEIS – Você pode começar, interromper e parar de trabalhar quando quiser, contanto que cumpra os objetivos propostos para o dia. É possível fazer uma aula de inglês no meio da manhã, sair à tarde para levar os filhos à natação. Mas há de considerar que a maioria das pessoas ainda cumpre o horário comercial e que elas podem precisar de você nos horários convencionais. • TEMPO LIVRE – Aproveite para praticar esporte, ler e estudar, preparar um jantar caprichado ou programar um passeio com a família. Cuidado para não passar a trabalhar mais ainda, exagerando nas horas extras. Imponha limites, pois, ao colocar o trabalho dentro de casa, correse o risco de não se desligar das tarefas e prejudicar o tempo que deveria ser dedicado ao lazer. • ISOLAMENTO – Estar sozinho, em um ambiente silencioso, pode ajudar na concentração e fazer o trabalho render mais. Por outro lado, a solidão pode trazer depressão, um sentimento de “ninguém sente a minha falta”. Cuidado para não descontar a ansiedade ou a tristeza comendo bobagens fora de hora. Para cultivar o calor humano, é importante ir alguns dias ao escritório, sair para almoçar com os colegas, marcar encontros com os clientes. • CASA E FAMÍLIA – Quem não precisa ir ao escritório todos os dias pode acompanhar o dia a dia dos filhos, dar uma volta com o cachorro, resolver um problema da casa. Estar por perto, porém, não significa estar disponível. Pode ser difícil para a família entender que dias de home office não são dias de folga. Esclarecer que há um compromisso com o trabalho é fundamental para não fazer a família se sentir rejeitada quando você não puder dar atenção.

ou o cônjuge vai entender que não é porque está em casa que se está disponível. “Crianças de zero a 6 anos costumam não entender que os pais estão ocupados trabalhando. E, se elas os chamam e não são atendidas, podem sentir-se rejeitadas”, afirma Bazzola. A partir dos 7 anos, a tendência é que isso melhore, já que nessa idade as crianças costumam ter tarefas da escola para fazer em casa e têm mais noção de responsabilidade e compromisso. No caso da pequena Fernanda, que já nasceu com Edimilson trabalhando no quarto ao lado, essa questão foi facilmente contornada. “Cheguei a pensar que não teria sossego, mas minha filha logo aprendeu que não posso dar atenção sempre.” Mais um alerta é o isolamento social. Estando em casa perdem-se aquelas risadas no cafezinho ou o comentário sobre as manchetes dentro do elevador. “Não tive problemas, mas tenho colegas que sentiram tanto a falta dessa convivência que desistiram do home office”, diz Edimilson. Para Bazzola, o problema pode ter consequências psicológicas, já que algumas pessoas se sentem dispensáveis ou ficam com a sensação de não estar trabalhando efetivamente. A saída é marcar almoços ou um cafezinho com

colegas, sempre que possível. Aliás, fazendo home office dá para se alimentar em casa na maioria dos dias. “A comidinha da Diana que está aqui em casa há anos é muito melhor do que qualquer tíquete-refeição”, diz Lillian. Além de ser mais barata, a dieta pode ser balanceada. Se não, atenção aos petiscos fora de hora e à facilidade de repetir o prato. Para espantar a ansiedade, é recomendado ter à mão frutas e alimentos integrais. Com as horas livres conquistadas, os profissionais precisam se policiar para não usá-las trabalhando ainda mais. Quando se mora junto com o trabalho, a tendência é, a todo momento, checar o e-mail, resolver alguma pendência, retornar um telefonema. O que não é saudável. Os especialistas reforçam que é fundamental ter hora para começar e para parar de trabalhar. “Existem profissionais extremos. Alguns se dispersam com assuntos pessoais, já os workaholics não sabem a hora de se desligar, criando problemas com a família”, afirma Álvaro Mello. No caso de Edimilson, as horas livres têm sido bem aproveitadas com a filha e consigo mesmo. “Faço aulas de tênis, vou à academia e passei a ler quatro livros por ano. Antes não conseguia finalizar nenhum.”

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harmonização

Vinho do começo ao fim Não importa quaNtos pratos teNha seu eveNto, sempre haverÁ uma combiNação ideal por daniel perches

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i

magine essa situação: você vai fazer uma reunião com amigos que, como você, gostam de beber um bom vinho. Até aí está tudo bem. Porém, lembrar que essa reunião vai ter petiscos de entrada, salada para começar, pratos principais e até uma sobremesa (para quem conseguir chegar ao final) é um desafio. Como fazer? Será que dá para sacar a rolha daquele vinho tinto logo de início? ou seria melhor servir apenas água até a hora do prato principal e deixar todos ávidos pelo grande momento? Pense em harmonizar pratos e vinhos. não é difícil e, com certeza, melhora bastante o resultado final em relação à satisfação e aos comentários que farão aqueles que deixarem sua casa. ou seja, com alguns cuidados, você pode potencializar o sabor de suas receitas e valorizar a impressão que seus convidados vão guardar desse momento. A seguir, algumas dicas de vinhos que podem facilmente combinar com cada prato de uma boa recepção.

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harmonização 1.

NA CHEGADA

2.

SALADA

Para receber os convidados, o espumante ARTE CASA VALDUGA DEMI-SEC consegue combinar frescura com uma leve doçura no nariz e na boca. É feito pelo método tradicional (Champenoise). Delicado, com aromas intensos mas não enjoativos, lembrando frutas brancas, leve toque de mel e flores. Sua versatilidade permite que seja usado como aperitivo ou até mesmo que acompanhe um doce mais leve, como uma salada de frutas com creme branco.

Uma boa pedida é o FONTE DO NICO BRANCO 2010, um vinho português com as uvas Fernão Pires e Moscatel. É bem leve, para beber gelado e de forma descompromissada.

3.

PRATOS COM CARNE

4.

SOBREMESA

Se você optar por uma carne ensopada bem temperada, o HERDADE DOS COTEIS RESERVA vai ser um ótimo par. As uvas Trincadeira e Touriga Nacional formam uma dupla que traz aromas de morango, cereja e toques de madeira, mas de forma sutil. Se preferir usar carnes mais gordurosas ou até mesmo apimentadas, invista no chileno RAVANAL GRAN RESERVA CARMÉNÈRE 2008. Esse é um vinho bem encorpado, com taninos potentes que trazem aromas até adocicados. Carnes leves ficam para trás desse vinho. Então, sirva-o sem medo apenas com aqueles pratos bem mais fortes.

Depois de tudo isso, que tal uma bela torta de nozes com um Moscatel de Setúbal? Os vinhos dessa região portuguesa são fantásticos, e uma bela opção é o NUCHO DE PEGÕES, que traz aromas de frutos secos, mel e um pouco de licor. Pronto, vinhos e pratos bem harmonizados garantem a alegria de qualquer reunião. Lembre-se: beba com moderação e sempre com água acompanhando. Afinal, queremos que a alegria se estenda pelo dia seguinte também. DANIEL PERCHES é publicitário, sommelier e blogueiro. Escreve para o blog www.vinhosdecorte.com.br, tem um programa na TVUOL e organiza o Evento Encontro de Vinhos. Veja também vídeos com comentários sobre esses rótulos em www.vinhosdecorte.com.br.

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nutrição Amigos reunidos e ingredientes coloridos: diversão garantida

CoMidA pArA

brincar Coloque as Crianças para ajudar na Cozinha e as faça Comer, Com gosto, frutas, legumes e verduras para os quais antes faziam Cara feia

fotos marília pedroso produção Beth FreideNsoN por aNa paula kuNtz

“E

i, pare de brincar com a comida!” Essa é uma repreensão clássica dos pais na hora da refeição. As crianças, quando não querem comer, ficam apenas mexendo no que está no prato, vez ou outra fazendo uma bela sujeira e tirando os adultos do sério. Mas há aí duas questões que podem ser trabalhadas a favor dos pais: a primeira é permitir, sim, que os pequenos se divirtam colocando a mão na massa durante o preparo da refeição. A segunda, que vem como consequência, é que essa participação acabe sendo um incentivo para que as crianças queiram comer aquilo que ajudaram a fazer.

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louça, suxxar – toalha, roupa de mesa

A engenheira pat Feldman viveu essa experiência dentro de casa. Há quase sete anos, quando nasceu seu primeiro filho, Arthur, ela não pôde amamentar e começou a pesquisar ingredientes e receitas para alimentar seu bebê da forma mais natural e nutritiva possível. “Eu sempre fui contra alimentos industrializados. resolvi buscar nos livros aquelas dicas do ‘tempo da vovó’, quando não havia fórmulas, suplementos, nem tanta comida empacotada, e todos cresciam felizes e saudáveis.” Conforme Arthur foi crescendo, pat o colocou para ajudá-la na cozinha. “Amo cozinhar, sempre foi meu hobby favorito.” Hoje, também com o filho Alec, que já tem quase 2 anos, ela faz dos preparos das refeições um momento de comunhão familiar. “Foco mais no resultado final, que precisa ficar bonito e gostoso. Aplico o que aprendi na literatura e procuro fazer sempre receitas bem coloridas, priorizando as frutas, as verduras e os legumes frescos, que estão na safra.” Há seis anos, ela mantém um site chamado Crianças na Cozinha (www.pat.feldman.com.br) em que compartilha experiências e receitas. Vendo que muitas outras mães tinham as mesmas dúvidas ou dificuldades em fazer seus filhos comerem alimentos saudáveis, ela passou a publicar suas dicas na internet e, hoje, presta um tipo de consultoria culinária. Seja formando grupos de até dez crianças ou indo à casa da família, ela ainda dá aulas sobre como preparar refeições saudáveis e divertidas. “Em turma é ainda mais legal, pois sempre há crianças que comem alguma coisa diferente e faz as outras se sentirem desafiadas a experimentar ingredientes que antes as faziam torcer o nariz.”

maNga reNdimeNto: 4 porções diFiculdade: Fácil médio

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creme de maNga iNgredieNtes • 1 manga Tommy grande • 1 xícara (chá) de iogurte natural integral • 2 colheres (sopa) de coco ralado • 2 colheres (sopa) de óleo de coco extravirgem modo de preparo  Bata tudo no liquidificador até obter uma

mistura homogênea e separe em taças. Guarde na geladeira por pelo menos 2 horas antes de servir. dica  Para inovar o sabor e ganhar propriedades superespeciais, pode ser adicionada 1 colher (sopa) de gengibre fresco ralado.

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reNdimeNto: 4 a 5 porções diFiculdade: Fácil médio

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espetiNho de pizza • 1 xícara (chá) de tomates-cereja • 400 g de queijo cortado em cubos de 1 cm (muçarela ou meia cura, ou qualquer um que seja da preferência de todos na casa) • Folhas de manjericão médias, lavadas e secas modo de preparo  Espete, nesta ordem, um tomatinho, uma folha de manjericão e um cubinho de queijo. dica  A brincadeira pode começar só com queijo, tomate e manjericão, mas um pouco de criatividade e uma visita à feira podem trazer muito mais cores e sabores para o espetinho. Use cenouras em rodelas, cruas ou cozidas, bolinhos de carne, de peixe, frutas variadas, muitas ervas. Na hora de servir, acompanhe-os com molhos à base de azeite ou iogurte.

tomate-cereja

louça e espetos coloridos, suxxar - toalha, roupa de mesa

iNgredieNtes

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louça, suxxar - toalha, roupa de mesa

rendimento: 6 porções dificuldade: fácil médio

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bolinho de carne com beterraba ingredientes • 1 kg de carne moída • 1 xícara (chá) de farinha de rosca (de preferência caseira) • 1 xícara (chá) de iogurte natural integral • 1 ovo caipira • 2 colheres (sopa) de manteiga • 1 cebola média finamente picada • 1 talo de alho-poró (a parte branca e a verde-clara) finamente picado • 1 beterraba grande descascada e finamente picada • 1 cenoura média descascada e finamente picada • 2 colheres (sopa) de tomilho desidratado • 1/2 xícara (chá) de óleo de coco ou gordura de coco (a versão um pouco mais refinada do óleo de coco, sem gosto e sem cheiro) • Sal e pimenta-do-reino a gosto modo de preparo  1. Junte a farinha de rosca com o iogurte num recipiente grande, misture bem e deixe descansar em temperatura ambiente por 2 a 6 horas. 2. Numa panela média, ao fogo médio, derreta a manteiga e vá adicionando nesta ordem, a cebola, o alho-poró, a beterraba, a cenoura, o tomilho e uma pitada de sal. Deixe refogar, mexendo ocasionalmente até que estejam todos os ingredientes amolecidos. 3. No recipiente em que está a mistura de farinha de rosca com iogurte junte a carne, o ovo e misture bem. Pode usar uma colher de pau, uma batedeira ou as próprias mãos para realizar essa tarefa. As crianças também podem ajudar nessa hora! 4. Mexa até homogeneizar todos os ingredientes e só então adicione a mistura de beterraba que está na panela e mexa mais um pouco. 5. Forme bolinhas bem uniformes, pouco menores que uma bola de pingue-pongue. 6. Numa frigideira funda, coloque a gordura de coco em quantidade suficiente para que ela fique com uma camada de pouco menos de 1 cm. Aqueça, abaixe o fogo para a posição média e frite os bolinhos de carne, colocando vários por vez. 8. Transfira para um prato forrado com papel toalha para retirar o excesso de gordura e sirva imediatamente.

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Jaciel BRitis Rendimento: 20 unidades dificuldade: fácil médio

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Pão de aiPim com fRutos do maR ingRedientes • 250 g de trigo • 125 g de aipim cozido • 50 g de margarina • 35 g de açúcar refinado • 18 g de fermento biológico • 1 unidade de ovo • 200 g de bacalhau dessalgado • 200 g de camarão • 1 unidade de cebola picada • 3 dentes de alho picados • 30 g de alho-poró picado • 40 g de pimentão vermelho picado • 40 g de pimentão amarelo picado • 40 g de pimentão verde picado • 30 g de azeitonas pretas picadas • 30 g de ervilha • 1/2 maço de coentro • 50 ml de azeite • 20 g de requeijão cremoso • Sal e pimenta-do-reino branca moída a gosto modo de PRePaRo 1. Numa vasilha misture o trigo, o açúcar, o sal, o aipim cozido, a margarina, o ovo e, por último, o fermento. Sove bem a massa e deixe descansar por 15 minutos. Faça bolinhas e deixe descansar por mais 1h30 ou até que dobre de volume. Leve ao forno a 170 ºC por 10 a 15 minutos ou até que estejam dourados. 2. Recheio – Pique os ingredientes em cubos bem pequenos e reserve. Numa frigideira, doure no azeite a cebola e o alho e, em seguida, acrescente os pimentões e o alho-poró. Refogue por alguns minutos e reserve. Adicione mais azeite para selar os frutos do mar previamente temperados com sal e pimenta-doreino branca moída. Mescle a mistura reservada anteriormente aos frutos do mar e retire do fogo. Adicione o coentro, a azeitona preta e a ervilha. Deixe amornar e misture o requeijão cremoso. 3. montagem do prato – Corte a tampa dos pães, retire um pouco do miolo e recheie. Decore com camarões.

Delícias de chef PARA cOmER E vEncER FOTOS RicaRdo d’angelo POr camila duaRte

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icou com vontade de comer o que está na capa desta edição de Vida Leve? Pois saiba que você pode fazer essa receita em casa. O prato é uma criação de um dos ganhadores do Festival de Gastronomia da Hortifruti de 2012. O festival tem o objetivo de promover momentos saborosos e de interação com os clientes e se propõe a estimular a criatividade de alunos de gastronomia, futuros chefs, na execução de pratos sofisticados que podem ser feitos em casa. As receitas são preparadas ao vivo pelos competidores em uma aula show, nas lojas Hortifruti, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, com direito a degustação dos clientes.

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haRmonização Sugestão Hortifruti: Vinho Tinto Leve Pinot Noir.

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Em vitória, foram selecionados dez finalistas da Faculdade de Gastronomia novo milênio e da Universidade vila velha. cada competidor executou sua receita em uma cozinha móvel, com a tarefa de fazer um prato de Páscoa, utilizando produtos típicos da culinária capixaba. Os temas do festival podem variar, assim como as datas, então é bom que os interessados fiquem atentos para não perder as próximas edições. Thiago Resende campos, da Universidade de vila velha, foi o campeão com a receita de tilápia-da-terra com chutney de manga e aspargos crocantes. “Essa iniciativa abre a mentalidade das pessoas. É um grande desafio e mostra que podemos fugir do usual com nossos ingredientes típicos”, diz. Jaciel Britis seguiu a mesma trilha e venceu pela Faculdade novo milênio com a receita de pão de aipim com frutos do mar. Prato que rendeu a capa desta edição de Vida Leve. Especializado em padaria e confeitaria, ele trabalha há 12 anos na área e foi vencedor de outros concursos. Os ganhadores foram premiados com dólmãs, troféus e acessórios gourmet. Os clientes terão a oportunidade de assistir – e provar – a muitas receitas nas próximas edições do festival, que também acontecerão nos Espaços Gourmets das unidades Barra Américas, Ilha do Governador e Uruguai, no Rio de Janeiro. O Festival têm datas fixas para acontecer e os alunos do curso de gastronomia da Universidade Estácio de Sá disputarão entre si para chegar à receita vencedora, produzida com frutas, verduras e legumes encontrados nas lojas.

thiago Resende camPos Rendimento: 2 PoRções dificuldade: fácil

médio

difícil

tiláPia-da-teRRa com chutney de manga e asPaRgos cRocantes ingRedientes • 1 unidade de filé de tilápia • 120 g de palmito pupunha em cubos pequenos • 1 banana-da-terra em cubos pequenos • 200 ml de creme de leite fesco • 200 g de queijo grana padano ou parmesão ralado • Azeite a gosto • 2 unidades de cebola picada • 2 unidades de ovos batidos • Quanto baste de farinha de trigo • Quanto baste de farinha de pão para empanar • 1 unidade de manga madura • Pimenta Tabasco a gosto • 1 litro de caldo de frango • Vinho branco a gosto • 4 unidades de aspargos • Óleo para fritar • Sal e pimenta-do-reino a gosto modo de PRePaRo 1. Abra o filé de tilápia (espalmado) e tempere com sal e pimenta. Reserve. Faça uma fonduta: doure uma cebola no azeite e logo em seguida acrescente o creme de leite fresco. Deixe aquecer bem e junte o queijo ralado. Em uma frigideira aquecida salteie os cubos de banana e palmito e acrescente a fonduta. Coloque-a no meio da tilápia espalmada e enrole. Feche as pontas como num roll, com palito de dente. Empane o roll de tilápia usando ovos, farinha de trigo e farinha de pão. Frite por imersão no oléo de soja. 2. chutney de manga – Doure o restante da cebola picada no azeite, acrescente a manga cortada. Perfume com vinho branco, deixe reduzir e adicione um pouco de caldo de frango. Cozinhe mais um pouco. Se necessário, acrescente mais caldo até que a manga fique bem cozida, desmanchando. Tempere com sal e gotas de pimenta Tabasco. Bata tudo no liquidificador. 3. aspargos crocantes – Tempere os aspargos com sal e pimenta-do-reino a gosto. Cozinhe ao vapor até que fique al dente. Reserve.

Palmito

4. montagem do prato – Corte o roll em fatias e disponha sobre uma cama de chutney de manga picante. Coloque os aspargos nas laterais do prato. haRmonização Sugestão Hortifruti: Espumante Prosecco.

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nossos valores

Hora de

nutrir o conhecimento O PrOjetO Pé de Letra está de OLhO na saúde e na aLimentaçãO das crianças em casa e na escOLa POr camila duarte FOtOs ricardo d’angelo

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Participativas: as crianças tiram dúvidas e contam experiências com os FLV´s

O

objetivo é influenciar as crianças para que escolham uma boa alimentação. O projeto Pé de Letra, da Hortifruti, leva alunos de escolas públicas e particulares do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, a passar mais de uma hora em uma das lojas da rede aprendendo a importância da boa alimentação. Uma das formas de passar a lição é ensinar como o colorido de frutas, legumes e verduras (FLV´s) pode contribuir para uma refeição nutritiva e balanceada. A nutricionista Letícia Marini Altoé é a responsável pelas visitas às lojas do Rio de Janeiro. Enquanto percorre as bancas de FLV´s, ela explica à turminha empolgada o programa 5 ao Dia – um projeto adotado mundialmente que sugere a ingestão de cinco porções diárias de frutas ou hortaliças como forma de melhorar a qualidade de vida e ajudar na prevenção de doenças. Quanto mais coloridos, melhor. De forma lúdica, vai ensinando que os alimentos vermelhos fazem bem para a pele, os brancos auxiliam na coagulação sanguínea, os laranjas dão energia, os roxos mantêm a saúde digestiva e os verdes são ótimos para os dentes. E as dúvidas vão surgindo, como sinal de que os pequenos estão interessados em saber mais. “Eles perguntam para que é bom cada alimento, contam experiências que passam em casa e o que o pai e a mãe comem, quais as frutas preferidas ou a

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Aula prática: mais de 1.700 alunos participaram das visitas em 2011

verdura que o irmão não gosta”, diz Letícia. Depois da aulinha, as crianças comem um lanche no qual são servidas frutas para que elas possam sentir o sabor de cada uma, além de sanduíche natural e suco ou água de coco. As visitas variam de acordo com os horários e a idade. O projeto recebe cerca de 200 crianças por mês. Para fazer parte, as escolas devem trabalhar em algum projeto de educação alimentar e fazer a solicitação das visitas para o e-mail hortifuti@hortifruti.com.br. A professora Vânia Parada Margato acompanhou um grupo de alunos de 6 e 7 anos do Colégio Alfa CEM à loja da Barra Américas. Ela contou que desde o ano passado a escola participa do Pé de Letra por realizar um projeto de alimentação saudável com os alunos. “Uma vez por semana, as crianças só podem se alimentar na escola com produtos saudáveis. Nós fazemos um piquenique e levamos nutricionistas e dentistas para explicar a importância dos alimentos saudáveis”, diz. Ela conta que os pais e as crianças estão satisfeitos com o projeto e que a cantina da escola não vende mais produtos industrializados nem frituras. “Já teve casos de crianças que não comiam determinadas frutas e que, depois das visitas à loja, passaram a comer. Estão se acostumando e algumas já levam frutas na lancheira. Elas se cobram das lições que recebem aqui”, afirma a professora.

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nossa gente Tania Khalil Atriz e cliente da Hortifruti

“Só compro frutas aqui, a qualidade é imbatível” Juliana Chaves Barbosa Cliente da Hortifruti da Barra Américas

“Vou bastante à seção de laticínios, onde tem o queijo branco da marca de que gosto. E sempre encontro novidades na Hortifruti” Aline Della Vittoria, Alex Ribeiro Bernardo e Amanda Della Vittoria Bernardo Clientes da Hortifruti da Ilha do Governador

Clientes sempre felizes com a Hortifruti

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“Venho até duas vezes por semana comprar hortaliças e palmito. Às vezes, dou uma passada só para comprar água de coco” danielle noBre lopes Cliente da hortifruti da dias da roCha

“Venho uma vez por semana e prefiro a seção de rotisseria. Tem uma pastinha de brie com damasco que adoro” neuza luzia pinto, pedro Bulhões e Bruno Goulart Clientes da hortifruti da ilha do Governador

“Venho duas vezes por semana comprar frutas. São produtos selecionados e de qualidade” “Os produtos são de boa procedência e o ambiente é muito agradável. Venho em busca do açúcar mascavo e do pão integral, que aprecio muito”

paula Cristina fonseCa Cliente da hortifruti da marquês de paraná

José haddad Cliente da hortifruti da siqueira Campos

“Toda semana venho à banca de frutas, principalmente para comprar o melão de polpa amarela. Só encontro aqui!” ÂnGela Cristina riBeiro simões Cliente da hortifruti da uruGuai hortifruti

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“São bons preços pela qualidade que a Hortifruti oferece” izaBel Cristina de souza marques Cliente da hortifruti da reGião oCeÂniCa

“Minha rotina é passar uma vez por semana para comprar verduras e frutas. Prefiro vir aqui porque há muitas opções de qualidade” Bernoirt fourniee Cliente da hortifruti da prado Junior

“Se passar na porta da Hortifruti, eu entro! As frutas secas e amêndoas são excelentes” elizaBeth vieira de souza Cliente da hortifruti da marquês de paraná “Sempre que venho saio com o carrinho cheio de frutas, frango e carne” mauro froes Cliente da hortifruti da ilha do Governador

“Passo sempre para conferir as novidades e comprar uvas. Elas são muito gostosas!” Yolanda leoni pereira pinto Cliente da hortifruti da siqueira Campos “Compramos tudo para as nossas refeições, do café da manhã ao jantar. E tem uma saladona ótima, que basta destampar e comer” marCo roGério vieira e edson luCas Clientes da hortifruti da prado Junior

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“Seja feita por mim ou minha mulher, as compras de frutas da nossa casa são sempre aqui. A qualidade é ótima” Gustavo oliveira Cliente da hortifruti da Barra amériCas

“Venho sempre comprar sucos. Em nenhum outro lugar encontro tudo tão organizado ou uma loja espaçosa como esta” Carlos perez e sua neta emilY Cliente da hortifruti da ilha do Governador

“Além das frutas e dos legumes, compro também frios e carnes. Tudo é bom e tem muita qualidade” renata padovan fernandes Cliente da hortifruti da Barra amériCas

“Saio da academia e sempre dou uma passada aqui por causa da facilidade. Sucos, água de coco, carnes e saladas estão prontos, é muito prático” renata aloíse Cliente da hortifruti da prado Junior

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“Às vezes venho só para comprar o suco de tangerina, que é o meu preferido. Aqui tudo está sempre novinho, bonito, organizado e arrumado. Facilita a vida da gente” BianCa Castanho Cliente da hortifruti da Barra amériCas

“É nossa primeira visita aqui e estamos gostando muito. É limpo e organizado, tem qualidade e conforto” ana maria pimentel Couto e eduardo neves sampaio Cunha Clientes da hortifruti da ilha do Governador

rodriGo hilBert ator e Cliente da hortifruti

“Faço a compra de frutas da semana aqui, porque elas são mais frescas e a qualidade é muito melhor” marCos tenenBaum Cliente da hortifruti da siqueira Campos

“Venho duas vezes por semana comprar carnes e verduras. Gosto daqui porque é muito limpo e organizado” Giovani Capitani Cliente da hortifruti da uruGuai “Os preços e a qualidade são excelentes. As frutas, os sucos e o pão integral daqui são meus preferidos”

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paula mourão CamarGo Cliente da hortifruti da dias da roCha

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“Moro aqui do lado. Minha mulher frequenta muito a seção de produtos light e diet, de grãos e cereais. Eu, que não faço dieta, compro doces e massas” Belo Cantor e cliente da Hortifruti

“Estamos por aqui até três vezes por semana para comprar frutas. Confiamos na procedência dos produtos” Alexandre e Cristiane Pattitucci Clientes da Hortifruti da Dias da Rocha

“Com duas adolescentes em casa, tenho de me abastecer com frutas frescas que só encontro na Hortifruti. O atendimento é ótimo e o estacionamento é seguro” Rosanna Dallolio de Queiroz Cliente da Hortifruti da Marquês de Paraná

“Venho todos os dias buscar ingredientes para fazer minhas comidinhas saudáveis. Chega a ser um vício! É um ambiente alegre, claro e tranquilo”

“Aqui na Hortifruti tenho a garantia de encontrar o que eu quero”

Mariângela Andreolli Cliente da Hortifruti da Região Oceânica

Igor Ulisses Drumond Cliente da Hortifruti da Prado Junior

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“Gosto muito da qualidade dos produtos e sempre compro figo, que meu filho adora. O ambiente é limpo e agradável” paloma nunes santos sChwartzmann Cliente da hortifruti da Barra amériCas

“Chego a passar na loja três vezes no mesmo dia. Meus sapatos já sabem o caminho da Hortifruti, é um lugar que me agrada em tudo”

“Somos capixabas e frequentamos a Hortifruti desde que morávamos em Vitória. Continuamos a comprar principalmente carnes e produtos sem lactose” eliana teixeira Costa franKlin e marta eliane teixeira Clientes da hortifruti da marquês de paraná

lerYde maria de souza Cliente da hortifruti da dias da roCha

“Estamos quase todos os dias na Hortifruti. Adoramos os sucos. São deliciosos!”

“A Hortifruti é meu maior fornecedor. Venho comprar frutas, principalmente as vermelhas, que encontro em qualquer época do ano”

ana mimoso arruda e vitória Clientes da hortifruti da uruGuai

Cristiana maffazioli Guimarães Cliente da hortifruti da reGião oCeÂniCa

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“Compro frutas, verduras e biscoitinhos para meus filhos. A qualidade e o atendimento são sempre de primeira”

Paulo silVino ator e Cliente da Hortifruti

ViViane Codexila Palma Cliente da Hortifruti da dias da roCHa

“Tudo é de primeira! Às vezes venho para almoçar ou compro e levo para casa. As meninas do atendimento são especiais” maria argemira Costa Cliente da Hortifruti da uruguai

“As frutas são selecionadas e mais doces. As verduras são mais verdinhas e mais frescas. Adoro o suco de laranja, não saio daqui sem ele”

“Toda quinta-feira estou aqui na Hortifruti comprando todo tipo de verduras, frutas e legumes”

elBa Costa Cordeiro Cliente da Hortifruti da siqueira CamPos

Vando dos santos BarBosa Cliente da Hortifruti da região oCeâniCa

“Venho à Hortifruti umas quatro vezes por semana em busca de produtos mais frescos e variados. O atendimento é excelente, e acho bem legal as receitas das promotoras” ÉriCa de oliVeira gonçalVes mandaleri Cliente da Hortifruti da siqueira CamPos

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conheça mais

Festa do caqui Docinho e nutritivo, o fruto De origem chinesa se Deu bem com o solo e o palaDar brasileiros

em 100 gramas de caqui há Calorias Fibras Vitamina C Potássio Fósforo Carboidrato

71 kcal 6,5 g 29,6 mg 164 mg 18 mg 19,3 g

Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Taco)

O caqui vem da China. Quer dizer, vem do caquizeiro, mas a origem dessa fruta é a Ásia. No Brasil, chegou apenas no século XIX e se adaptou muito bem ao clima tropical. Dentre suas variedades, as que mais agradam ao paladar nacional são o caqui fuyu (doce, com frutos grandes, globosos e achatados) e caqui rama-forte (bem vermelho, com polpa mole e gelatinosa). Sua coloração já acusa que um de seus principais componentes é o betacaroteno (precursor da vitamina A e responsável também pelo tom laranja-avermelhado de legumes e frutas como a cenoura e o mamão) que é muito importante no combate aos radicais livres. “Ele é essencial para a visão, as unhas e os cabelos e auxilia no desenvolvimento ósseo. Além disso, retarda o envelhecimento precoce do organismo”, diz Eneida Gomes da Cunha Ramos, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein (Hiae), de São Paulo. “E o caqui é fonte ainda de licopeno, que tem importante atuação na defesa do organismo.” Os especialistas recomendam que, ao comprar o caqui maduro, ele seja guardado na geladeira e consumido dentro de cinco dias, no máximo. De sabor bem doce quando no auge da maturidade, tem em sua composição 80% de água e fornece, a cada 100 gramas, cerca de 75 calorias. É uma fruta rica em fibras, que ajuda no funcionamento do intestino, e em frutose, cuja alta concentração o torna um produto a ser consumido com moderação por diabéticos.

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