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ENCO-RÁDIO Boletim Informativo nº 0

Bauru, 3 de novembro de 2009

Departamento de Ciências Humanas realiza o III Enco-Rádio O evento comemora o aniversário do Rádio no Brasil e analisa novas tendências do veículo Em setembro de 2009, o rádio fez 87 anos de existência no Brasil. E para celebrar a data, o departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação - FAAC - promove, nos dias 4 e 5 de novembro, a terceira edição do Enco-Rádio. O evento é idealizado pelos professores João Batista Neto Chamadoira e Lucilene Gonzales, do Departamento de Ciências Humanas, e tem como foco principal as “Tendências da programação artística e jornalística no Rádio”. De acordo com a professora Lucilene, a discussão sobre o Rádio é necessária, pois, atualmente, há um grande cenário propício ao debate sobre a produção radiofônica no Bra-

sil. “O rádio está passando por uma era de mudanças. Agora ele pode ser explorado com suportes diferentes e surgem novos formatos de programação”, diz ela, se referindo à futura plataforma digital e ao rádio na internet. Lucilene também ressalta a importância da produção radiofônica no processo de disseminação de informações, já que o rádio ainda é o veículo mais presente na vida dos brasileiros. “95% dos brasileiros ouvem rádio e o veículo está completando 87 anos de existência. Não se pode negar a influência que ele exerce na vida das pessoas”, afirma a professora. O Enco-Rádio conta com a presença de vários profissionais da comunicação. São jornalistas, rela-

ções públicas e radialistas e graduandos da área que irão debater o Rádio e ministrar palestras e oficinas. No primeiro dia do evento, 4 de novembro, acontecem as oficinas de “Produção sonora como elemento fundamental para o audiovisual”, ministrada pelo graduando de Radialismo da FAAC Bernardo Marquez, e de “Como montar uma grade de programação artística no Rádio Wellington Leite”, dada pelo locutor e produtor da Rádio Unesp FM e da Rádio Véritas Wellington Leite. No mesmo dia, Daniel Daibem, Cal Francisco, e Angélica Santini, profissionais de diferentes áreas da comunicação, vão integrar a mesa redonda “Rádio: música, jornalismo e relações publicas”.

As oficinas também estão presentes no segundo dia do evento. O evento traz a fonoaudióloga Iara Lorca, da USP, para auxiliar no uso profissional da voz, e o graduando de radialismo Vitor Garcia para ensinar como montar uma Web-Rádio. O encerramento do Enco-Rádio será feito pela palestra de Felipe Xavier, humorista, radialista e criador do quadro Chuchu Beleza veiculado em várias rádios do Brasil, que fala sobre o humor no rádio. As apresentações de trabalhos científicos relacionados ao tema Rádio, que são feitos por alunos e docentes, também acontecem no dia 5, segundo dia do evento. Vivian Codogno

Mais informações: http://www2.faac.unesp.br/extensao/encoradio/enco_site/index.html ou (14) 3103-6064 / (14) 3103-6036 – Departamento de Ciencias Humanas

Artigos

Organizadores do evento, Lucilene Chamadoira, escrevem sobre a importância do III EncoRádio para a comunidade da Unesp Bauru p. 2 e 3

Entrevista

Felipe Xavier, criador do programete Chuchu Beleza que é veiculado em todo o Brasil, fala sobre o humor e o rádio em sua vida p. 4

Oficinas

Oficinas do Enco-Rádio acrescentam conhecimentos não abordados até então nas aulas e em outros eventos p. 3


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ENCO-RÁDIO

Rádio no 87 anos com corpinho de 18 Brasil:

Diretor de Projetos

Douglas Calixto Diretor de Recursos Humanos

Cristiano Pavini Diretor Financeiro

Murilo Tomaz Diretor Presidente

Diogo Zambello Assessoria de Comunicação

Renato Oliveira

diretora de marketing

Marina Mazzini Suplente Marketing

Davi Rocha

Suplente Assessoria de Comunicação

Ariani Barbalho

Suplente Recursos Humanos

Danielle Mota Secretária

Daniela Penha Edição

Mariana Zaia Diagramação e Projeto Gráfico

Ana Paula Campos Textos

Laura Luz, Vivian Codogno, Leticia Ginak Fotografia

Raphael Rodrigues

O rádio encontra-se em uma nova era. Novas tecnologias propiciam a ampliação de sua abrangência territorial e de seus públicos, e isso reflete em uma maior interatividade e aprofundamento de conteúdos, além da possibilidade da inserção de novos formatos de programas jornalísticos, entretenimento, prestação de serviços, anúncios publicitários. É tempo então de repensar os conceitos sobre o Rádio. Hoje temos diversos suportes tecnológicos para acessar e/ou receber o conteúdo de uma emissora radiofônica; em decorrência disso, amplia-se ainda mais o caráter democratizador do rádio tanto no âmbito da divulgação da informação, da arte e cultura, da participação dos ouvintes, tornando esse veículo ainda mais acessível a todas as classes sociais. Por isso, esse III Encorádio – Encontro Comemorativo do Rádio no Brasil- 87 anos. Profissionais e estudantes de Comunicação poderão nesta oportunidade debater essa mutação do veículo rádio, vislumbrando tendências e perspectivas para sua atuação como jornalistas, radialistas, publi-

citários, relações-públicas nesse meio. E uma tendência já consagrada desses novos tempos do rádio e presente na programação do evento é com certeza o humor no rádio, e ninguém melhor para apresentar e debater esse tema que um renomado profissional: Felipe Xavier. Criador de diversos personagens e quadros - entre os mais conhecidos o Chuchu Beleza- esse humorista de rádio produz programetes veiculados em inúmeras emissoras de todo o Brasil. Os estudantes da FAAC, que tanto solicitaram a

Oficinas - 14 às 17 h:

presença desse produtor, poderão conhecer melhor o assunto com quem faz sucesso na área. Nossa expectativa é que os participantes do III Enco-rádio comemorem o aniversário do rádio no Brasil, celebrando uma mídia que alia a tradição de 87 anos e as potencialidades de uma jovem de 18. Lucilene Gonzales é professora doutora e organizadora do III Enco-Rádio

Agenda Dia 4

“Produção sonora como elemento fundamental para o audiovisual” – no LEE Por Bernardo Marque - Graduando de Radialismo (FAAC) “Como montar uma grade de programação artística no Rádio”- Sala 65 Por Wellington Leite – Locutor e produtor Rádio Unesp FM e Rádio Veritas

Mesa Redonda – 19 h – Sala 1:

Rádio: Música, Jornalismo e Relações Públicas Daniel Daibem – Produtor musical Rádio Eldorado Cal Francisco – Radialista da Rádio Eldorado Angélica Santini- Relações-públicas, proprietária da Agência PlayRegional

Dia 5 Apresentação das Comunicações Científicas - 9h às 12h Oficinas

13h às 16h – “Uso profissional da voz”- Sala 77 Por Iara Lorca – fonoaudióloga USP 14h às 17h – “Como montar uma Web Rádio” Por Vitor Garcia – graduando de Radialismo (FAAC)

Palestra/Encerramento - 19h –Sala 1

O humor no Rádio FELIPE XAVIER – humorista e produtor independente


Boletim Informativo nº 0

Oficinas mostram o lado diático do evento Enco Rádio conta com quatro oficinas que explanam as etapas de produção no rádio O Enco-Rádio além de um meio de discussão sobre o Rádio como veículo de comunicação, é um importante evento informativo e didático. Por isso, algumas das mais importantes atividades do evento são as oficinas, que esclarecem assuntos relacionados à comunicação no rádio, feitas a partir do ponto de vista de profissionais. Ao todo, são quatro oficinas, duas pra cada dia do evento. Para participar, é preciso fazer uma inscrição independente das outras atividades que custam R$ 5,00 cada. No primeiro dia, 4 de novembro, acontece no Laboratório de Editoração Eletrônica a oficina de “Produção Sonora Como Elemento Fundamental Para o Audiovisual”, ministrada pelo graduando de Rádio e TV da Unesp-Bauru Bernardo Marquez. Segundo ele, a idéia é expor os aparatos básicos, as possibilidades, as profissões existentes nesse meio e os conceitos importantes para os primeiros passos na produção sonora no rádio, na TV, no cinema e na publicidade. Ele ainda lembra que cada inscrito deverá levar o seu fone de ouvido para a oficina. Nesse mesmo dia, Wellington Leite, locutor e produtor das rádios Unesp FM e Veritas, dirige, na sala 65, a oficina de “Como Montar Uma Grade De Programação Artística No Rádio” . Wellington ele dará uma visão prática sobre a programação radiofônica principalmente em rádios comer-

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Bauru, 3 de novembro de 2009

ciais e comunitárias. “O programador tem a importância de definir qual será a “cara” de uma emissora.”, explica. Já na quinta- feira, dia 5 de Novembro a tarde começa com a oficina “Uso Profissional da Voz”, excepcionalmente das 13 às 16 horas, na sala 77, com a fonoaudióloga da USP Iara Lorca. Segundo Iara, o objetivo da oficina é passar noções de como a fonoaudiologia torna a locução melhor. Além de dicas de cuidados com a voz e interação com os participantes através de exercícios para entonação. Também há a oportunidade de aprender “Como Montar Uma Web Rádio” com Vitor Garcia, graduando de Radialismo da Unesp-Bauru e diretor da Rádio Unesp Virtual. Vitor conta que a oficina terá duas partes: na primeira ele contará como é o funcionamento da Rádio Unesp Virtual e na segunda ele dará um panorama geral do que é necessário fazer para se ter uma Web Rádio sem sair de casa. Este ano a programação foi expandida e a escolha dos oficineiros aproveita o potencial dos alunos da faculdade e os profissionais da Rádio Unesp FM. Denise Aielo, coordenadora geral do evento, coloca que outro ponto forte do III Enco-Rádio é trazer oficinas que contemplam os três cursos de comunicação: Jornalismo, Rádio e TV e Relações Públicas. Laura Luz

87 anos de Rádio Em São Paulo, motoristas são ouvintes e repórteres ao mesmo tempo, especialmente na hora de pico. Ouvintes, olhos e ouvidos atentos, guiam-se pelas informações radiofônicas. Repórteres porque informam às rádios os melhores caminhos para os destinos. É o rádio prestando importante serviço de utilidade pública. Mas o Rádio é também informação, formação e lazer. Na verdade, falar do Rádio na nossa terra é falar da própria história da cultura brasileira. A primeira transmissão de Rádio, foi no dia 7 de setembro de 1922, na Exposição do Primeiro Centenário da Independência. Um sistema de telefone Alto-falante, montado na Praia Vermelha e um transmissor instalado no Corcovado. As “irradiações” foram ouvidas ainda por um pequeno público. Sobre esse dia, O grande nome da história do Rádio, no Brasil, Roquette-Pinto, lamenta que “muito pouca gente se interessou. Creio que a causa principal desse desinteresse foram os alto-falantes instalados na Exposição: “discursos e músicas reproduzidos no meio de um barulho infernal, tudo roufenho, distorcido, arranhando os ouvidos; era uma novidade sem maiores consequências...” Se Roquette Pinto ouvisse hoje... De fato, a primeira emissora radiofônica no Brasil, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a PRA-3, veio em abril de 1923. Depois outras emissoras. E vieram Rádio Nacional, Mairinque Veiga, Tupi, Panamericana (Jovem Pan), Eldorado, Bandeirantes, CBN... A Era de Ouro, musicais, o radioteatro, o humor, o Radiojornalismo, os esportes... E o Rádio continua levando aos ouvintes os fatos mais significativos da política, da arte erudita e popular, emoções das vitórias nos esportes, do humor e dos comentários que formam o conhecimento do brasileiro. Vai, dessa grande importância do Rádio, a necessidade de o departamento de Ciências Humanas da FAAC homenageá-lo com o III ENCO-RÁDIO – Encontro Comemorativo do Rádio no Brasil – 87 anos. Esperamos, que seja um evento bem aproveitado pela comunidade unespiana de Bauru!

Falar do Rádio na nossa terra é falar da própria história da cultura brasileira

João Batista Chamadoira é professor doutor e organizador do III Enco-Rádio


ENCO-RÁDIO

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A rádio que também faz rir!

O humorista Felipe Xavier iniciou sua carreira no rádio quando ainda era estudante de arquitetura na USP, com o programa Rádio Alegre. Esse foi o pontapé inicial para uma carreira promissora no mundo humorístico das rádios brasileiras. Felipe se consagrou com os personagens Dr. Pimpolho, Homem-Cueca, Incrível Rosca, e Super Shana, todos apresentados no quadro Chuchu Beleza, veiculado por várias rádios do Brasil. No dia 5 de novembro, Felipe Xavier vem à UNESP para participar do III Enco-Rádio. A repórter Letícia Ginak conversou com o humorista sobre o rádio no Brasil e para saber dele quais são as expectativas para o evento. Você confere abaixo entrevista feita para a Jornal Júnior.

Acho o rádio fundamental. É a escola da maioria dos grandes profissionais de comunicação do país

Jornal Júnior - Como você se interessou por trabalhar no rádio, que é um veículo que apresenta resistência de muitos profissionais - apesar de ser o meio de comunicação mais acessível para toda a população? Felipe Xavier - Comecei a trabalhar no rádio, na época de faculdade, na Rádio USP. Eu fazia arquitetura na USP e a Rádio USP sempre deu oportunidade para os alunos desenvolverem projetos experimentais. Trabalhei 4 anos na Rádio USP fazendo o nosso programa

de humor, sem ganhar um centavo. Depois disso surgiu o convite para trabalhar na 89FM, uma rádio de ponta em São Paulo, e foi aí que o sucesso aconteceu para o nosso grupo, os Sobrinhos do Ataíde. JJ - De onde vem a inspiração para tantos personagens engraçados que você interpreta no quadro Chuchu Beleza? O Dr. Pimpolho remete à lembrança de algum chefe que você já teve? FX - A inspiração vem do cotidiano. De situações comuns do dia-a-dia. Eu já tive vários chefes que serviram de inspiração para compor o personagem Dr. Pimpolho. JJ - O humor no rádio ainda existe ou há pouco interesse em praticá-lo nos últimos anos no Brasil? FX - O humor é uma das principais ferramentas de

captação de audiência para uma emissora de rádio. Tocar músicas, todas podem tocar, mas ter um programa de humor original é único, é o que faz a diferença. JJ - Se você fosse convidado a transportar o Chuchu Beleza para a TV, você aceitaria ou teria medo da fórmula se desgastar? FX - Aceitaria sim. Aliás, tenho buscado isso. Espero em breve colocar meu humor na TV. JJ - Neste ano você abriu uma produtora que vai fazer trabalhos para todas as mídias inclusive a internet. O que você pensa sobre a política de direitos autorais na internet e também sobre o “esquema” de baixar os conteúdos de maneira gratuita? FX - Não tenho ainda uma opinião formada a esse respeito. O que sei é que hoje tudo é baixado na internet,

quer você queira, quer não. Então, o negócio é adaptarse a essa nova realidade e tentar tirar proveito disso. Um bom exemplo é a cantora revelação Mallu Magalhães, que disponibilizou suas músicas na internet e assim se lançou. Porém, a mesma Mallu hoje vende Cds nas lojas e sofre com a pirataria. O que dizer sobre isso? Não sei. JJ - Quais são suas expectativas para o III EncoRádio organizado pela UNESP e o que você pensa sobre essas iniciativas de manter o rádio ativo na grade curricular dos alunos de jornalismo da Universidade? FX - Acho o rádio fundamental. É a escola da maioria dos grandes profissionais de comunicação do país. Espero na minha palestra, poder contribuir com um pouco mais de informação sobre o rádio, esse veículo apaixonante.

Boletim III Enco-Rádio  

Boletim informativo feito durante a cobertura do terceiro Enco-Rádio, evento realizado na Unesp, em Novembro de 2009.

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