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Lara Pereira Ribeiro, nº 18, 8ºA Ciências Naturais Ano lectivo 2009/2010 Escola EB 2,3 de Arrifana


Introdução………………………………………………………………………… 2 Espécies animais em vias de extinção ……………………………………….. 3    

Lince - Ibérico…………………………………………………………… 4 Lobo – Ibérico …………………………………………………………... 6 Cegonha – Preta ……………………………………………………….. 8 Localização em Portugal continental – mapa………………………. 10

Espécies vegetais em vias de extinção…………………………………….... 11    

Azevinho………………………………………………………………... 12 Narciso – do – Mondego………………………………………………. 14 Corriola – do – Espichel……………………………………………….. 15 Localização em Portugal continental – mapa………………………. 16

Métodos para a preservação da Biodiversidade…………………………….17 Conclusão……………………………………………………………………….18

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Este trabalho é realizado no âmbito da disciplina de Ciências Naturais, na qual estamos a tratar o assunto da Biodiversidade. Irei falar sobre três espécies animais e vegetais que se encontram em Portugal e em vias de extinção. Todos os exemplos dados encontram-se no Livro Vermelho português. Neste livro, constam todas as espécies animais e vegetais portuguesas que estão em vias de extinção. Relembrarei também as medidas que devemos tomar para contribuir para a preservação da Biodiversidade.

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Nome popular: Lince-Ibérico

Nome científico: Lynx pardinus

Distribuição geográfica: Pequenos grupos a viver no Algarve, Vale do Guadiana, Serra de São Mamede, Vale do Sado e Serra da Malcata.

Habitat natural: Tem como habitats preferenciais os bosques e matagais mediterrânicos onde procura abrigo.

Hábitos alimentares: Alimenta-se quase exclusivamente de coelhos-bravos, no entanto, a sua dieta pode ser complementada com roedores, aves e crias de cervídeos.

Tamanho: Comprimento - 80 cm até 110 cm; mais cauda de 11 a 13 cm.

Peso: 10 kg até 13 kg.

Período de gestação: Varia entre 63 e 74 dias.

Número de crias: 1 a 4

Tempo médio de vida: Até 13 anos.

Estado de conservação da espécie: O lince-ibérico é actualmente considerado o felino mais ameaçado do mundo e encontra-se classificado como espécie em perigo de extinção pelos Livros Vermelhos de Portugal, Espanha e UICN. Também se encontra protegido pela Convenção de

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Berna e pela Convenção que regulamenta o Comércio de Espécies Selvagens, sendo considerado pela Directiva Habitats como uma espécie prioritária. As principais ameaças à sua sobrevivência são a acentuada regressão do coelhobravo e a destruição dos habitats mediterrânicos. Medidas que evitem a extinção da espécie: O mais importante é parar com a destruição de bosques e matagais mediterrâneos, ou seja, os habitats do linceibérico e, depois, parar com a caça de coelhos-bravos que são o seu principal meio de sobrevivência.

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Nome popular: Lobo-Ibérico.

Nome científico: Canis lupus signatus

Distribuição geográfica: Actualmente, em Portugal, o lobo encontra-se confinado à região fronteiriça dos distritos de Viana do Castelo e Braga, à província de Trás-os-Montes e parte dos distritos de Aveiro, Viseu, Guarda e Castelo Branco.

Habitat natural: Florestas.

Hábitos alimentares: A alimentação é muito variada, dependendo da existência ou não de presas selvagens e dos vários tipos de pastoreio presentes em cada região. As principais presas selvagens do lobo são o javali, o corço e o veado; as presas domésticas mais comuns são a ovelha, a cabra, o cavalo e a vaca. Ocasionalmente também mata e come cães e aproveita cadáveres que encontra.

Tamanho: Comprimento: 1,10 m até 1,40 m; mais 30 a 45 cm de cauda.

Peso: Machos: 30 a 40 kg; Fêmeas: 25 a 35 kg.

Período de gestação: cerca de 2 meses.

Número de crias: 3 a 8

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Tempo médio de vida: Vivem um máximo de 15 anos. Estado de conservação da espécie: As causas do declínio do lobo são a sua perseguição directa e o extermínio das suas presas selvagens. O declínio é actualmente agravado pela fragmentação e destruição do habitat e pelo aumento do número de cães vadios selvagens. Medidas que evitem a extinção da espécie: A sua sobrevivência só será possível se lhe proporcionarmos refúgios adequados e presas naturais (corço, veado, e javali). Enquanto as suas presas naturais não existirem em densidade suficiente haverá algumas baixas nos rebanhos logo, se ninguém quer sair prejudicado, o melhor é não nos intrometermos na alimentação do lobo ibérico.

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Nome popular: Cegonha – Preta Nome Científico: Ciconia Nigra Distribuição geográfica: Em Portugal, apenas pelas regiões mais interiores, inóspitas e isoladas. Bacias do rio Douro, Tejo e Guadiana. Habitat natural: Evita os grandes espaços (prefere superfícies florestais isoladas com riachos, charcos, pequenas zonas pantanosas e as margens dos rios. Hábitos alimentares: Peixes capturados em águas pouco profundas, anfíbios (rãs, salamandras e respectivos girinos), insectos, mamíferos de pequeno porte e répteis. Tamanho: Tem 1,05 m de comprimento e 2,05 m de envergadura máxima. Plumagem: A sua plumagem é quase toda negra com reflexos metálicos esverdeados. As únicas partes brancas desta ave são o ventre, o peito e as axilas. O bico e as patas são de vermelho vivo. Peso: Enquanto adulta pesa 3 kg. Tempo médio de vida: A sua esperança média de vida é de 30 anos em cativeiro e de 18 anos em liberdade. Reprodução: Chega da sua migração em Março, iniciando imediatamente a

época de reprodução. A cegonha - preta prefere fazer os seus ninhos nas escarpas mais altas e afastadas da civilização humana, ou nos ramos dos maiores pinheiros. A incubação dura vinte dias ou pouco mais.

Estado de conservação da espécie: Esta espécie encontra-se listada no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal com o estatuto de Vulnerável, devido a: humanização do território; eliminação e alteração das florestas destruindo grande parte dos locais de nidificação; caça ilegal; colisões com

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cabos eléctricos; Envenenamento por pesticidas e herbicidas; A poluição dos cursos de água diminuem a quantidade e qualidade das presas; o movimento dos barcos no Douro perturba a nidificação da Cegonha Preta junto à água. Medidas que evitem a extinção da espécie: Tudo aquilo que se tem feito que contribui para a extinção da cegonha – preta deve ser parado, tal como, a destruição dos seus habitats, a sua caça, a poluição dos rios e cursos de água e muito mais.

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Nome popular: Azevinho Nome Científico: Ilex aquifolium Família: Aquifoliáceas Descrição: Arbusto ou pequena árvore; folhas coriáceas, verde-escuras e lustrosas na página superior, verde-claras na inferior, onduladas e dentadoespinhosas; flores numerosas em cada axila; cálice verde e corola branca; frutos globosos de cor vermelho-vivo na maturação. Distribuição geográfica: Em Portugal, encontra-se no Norte, nas serras de Larouco, Barroso, Padrela, Alvão, Marão, Montemuro, Lapa e também em Sintra e Monchique. Habitat natural: Bosques e sebes. Tamanho: altura 4 a 8 metros. Floração: Maio a Junho. Utilização: Usa-se como planta ornamental, em sebes de jardins, já que suporta bem as podas frequentes. Produz madeira branca, homogénea, pesada, de boa qualidade para ser trabalhada em marcenaria e, se tingida de negro, substitui o ébano. Estado de conservação da espécie: Existem muitas variedades ornamentais. É uma árvore muito procurada na quadra natalícia, a tal ponto que corre actualmente o risco de extinção, sendo totalmente proibida a sua colheita no nosso País. Medidas que evitem a extinção da espécie: O mais importante é as pessoas pararem de colher esta planta com fins decorativos porque, apesar de ela ser muito bonita ao natural, as artificiais são a melhor opção pois não prejudicam a extinção das naturais.

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Nome popular: Narciso-do-Mondego Nome científico: Narcissus scaberulus Descrição: Planta vivaz, provida de um pequeno bolbo subterrâneo de onde partem as folhas e o escapo (caule florífero). As folhas são basais, lineares planas, com margens algo ásperas e denticuladas, mais ou menos erectas e, geralmente, mais compridas do que o escapo. As inflorescências suportam de uma a sete flores pequenas e amarelas, com as pétalas ovadas maiores ou do mesmo tamanho que a coroa. O fruto é uma cápsula. Distribuição Geográfica: Situa-se na Bacia Hidrográfica do Rio Mondego

Habitat Natural: Esta espécie ocorre geralmente em áreas abertas e clareiras florestais e apenas em substratos graníticos.

Floração: O período de floração é muito curto, decorrendo de Fevereiro a Abril em função das condições climatéricas. Estado de conservação da espécie: O Narciso do Mondego está em perigo. O ICN diz que a culpa é da expansão das florestas que alteram as condições de luz e do solo. Medidas que evitem a extinção da espécie: De acordo com as ameaças anteriormente referidas, o estabelecimento de condicionantes à edificação e à plantação de floresta de produção, está identificado como a principal medida para assegurar a conservação desta planta.

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Nome popular: Corriola-do-espichel

Nome científico: Convolvulus fernandesii

Descrição: É um arbusto ramificado de flores brancas.

Distribuição geográfica: Cabo Espichel e ao litoral da Serra da Arrábida.

Habitat Natural: Habita fendas de afloramentos calcários e substratos instáveis ao longo das arribas com exposição predominantemente Sul.

Floração: Fevereiro a Junho

Estado de conservação da espécie: A área em que esta planta habita sofre muito com as actividades económicas, lazer e turismo. Tudo isto faz com que o habitat da corriola – do – espichel seja destruído.

Medidas que evitem a extinção da espécie: para evitar acontecimentos mais graves é urgente proteger-se as áreas habitadas por esta espécie para não haver a sua destruição com as actividades económicas, lazer e turismo.

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Plantar árvores; Parar com a destruição de habitats e espécies raras ou em vias de extinção; Parar com a poluição; Praticar a politica dos três R: reutilizar, reciclar e recuperar; Economizar a energia e a água; Exigir políticas públicas que combatam a exploração desordenada dos recursos ambientais, que favoreçam a sua utilização de forma sustentável e consciente. Construção de mais parques naturais e reservas de espécies

Estes são os métodos mais importantes a meu ver. O que eu aprendi é que se todos colaborarmos um bocadinho formamos um Mundo muito melhor e não parece tão difícil.

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Com este trabalho, aprendi muito e apercebi-me de como nós, por vezes involuntariamente, destruímos o Mundo maravilhoso que nos rodeia. É importante também lembrar que um pequeno contributo representa muito e que se nos juntarmos todos nunca custa tanto. Devíamos agradecer muito à Natureza pois é ela que nos dá tudo aquilo de que mais precisamos e nós não lhe temos dado esse devido valor. Adorei fazer este trabalho pois enriqueci muito a nível sociológico e também cognitivo.

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Biodiversidade