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Postal ilustrado

Na sequência do regicídio, o ditador João Franco foi demitido pelo rei D. Manuel e partiu para o exílio.


Cartoon de Silva Sousa. A Grande Camisa. O Xuão: Semanário de caricatura, 24 de Março de 1908. Ano 1, Nº 5.

Ferreira do Amaral, o 1ºchefe de Estado pós-regicídio, está metido numa autêntica “ camisa-de-onze-varas”, ou seja, uma camisa grande demais para ele. De facto, são inúmeros os problemas que ele tem para resolver como se pode ver na inscrição do peitilho.


Cartoon de Silva Sousa. A Grande Camisa. O Xuão: Semanário de caricatura, 24 de Março de 1908. Ano 1, Nº 5.

Ferreira do Amaral, o 1ºchefe de Estado pós-regicídio, está metido numa autêntica “ camisa-de-onze-varas”, ou seja, uma camisa grande demais para ele. De facto, são inúmeros os problemas que ele tem para resolver como se pode ver na inscrição do peitilho.


O rei D. Manuel II, jovem e inexperiente “muito temente a Deus”, causa admiração ao tio D. Afonso Henriques, com a sua beatice. Dizia-se que o rei fora obrigado, por Campos Henriques, a visitar “três fábricas por cada missa que ouvia”.


Ilustração Portuguesa (10 de Fevereiro de1808). Lisboa. Série II, nº 103.


José Luciano de Castro, chefe do Partido Progressista, retido pela quase invalidez, foi o grande conselheiro do rei D. Manuel II e o promotor das negociações para a formação e reformulação dos sucessivos governos do seu curto reinado.


A monarquia faz costura sentada na cadeira do trono. A velha senhora, desdentada e senil, com a agulha, linha e tesoura nas mãos, contempla com sorriso alvar a obra que terminou. Aplicar uns fundilhos chamados Campos Henriques�


A polémica questão dos adiantamentos, neste caso, da Caixa Geral de Depósitos aos Caminhos-de-ferro do Estado, levam à queda do Governo de Campos Henriques e à nomeação de Sebastião Teles, cujo Governo não chega a durar um mês. Os subsídios e os empréstimos “mordiam” invariavelmente as algibeiras do Zé Povinho.


A Igreja ‒ sobretudo o clero jesuítico ‒ e a acção repressiva da Policia, representada, na imagem por um agente de fartos bigodes e o nariz avermelhado da pinga, sustentam a enorme e pesadíssima coroa.


António José de Almeida, grande orador do Partido Republicano, era defensor da tese do “pronunciamento militar” como forma de implantar a República. Entrou para a Carbonária, fazendo a ponte com o partido, para derrubar o regime.


Nas eleições de 28 de Agosto de 1910 a coligação de Regeneradores de Teixeira de Sousa, obtém 89 deputados, a coligação monárquica de José Luciano, 45 e os republicanos, 14 deputados. Apesar do nº reduzido de deputados, as candidaturas republicanas, triunfam nos círculos eleitorais de Lisboa e Porto.


Teixeira de Sousa, presidente do último Governo monárquico, tentou ainda “curar” o regime agonizante, adoptando uma política liberal e de apaziguamento face ao anticlericalismo crescente da sociedade. No entanto, o processo revolucionário seguia uma marcha imparável.


Brito Camacho, médico militar e jornalista, director do jornal A Lucta, tornou-se uma figura central da propaganda republicana, mostrando os desmandos da governação e do regime monárquico. Seria ministro do Fomento em 1910-1911.


reinado de D. Manuel  

Na sequência do regicídio, o ditador João Franco foi demitido pelo rei D. Manuel e partiu para o exílio. Postal ilustrado Ferreira do Amaral...

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