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Ana Mira nยบ1 11ยบD


Escola Secundária de Albufeira Ano lectivo 2013/2014 2 de Dezembro de 2013

Os discursos políticos mais persuasivos

Ana Mira nº1 11ºD Português Prof. Isabel Fernandes


Índice  Introdução………………………………………………………………………………………………………………………….3  Persuasão: Origem e definição……………………………………………………………………………………...4  A persuasão nos discursos políticos…………………………………………………………………………….5  Doc.1 - “Porque vocês são carne da nossa carne, sangue do nosso sangue”  DOc.2 - “Sim, nós conseguimos”  Confronto………………………………………………………………………………………………………………………….12  Conclusão……………………………………………………………………………………………………………………….…13  Sugestões………………………………………………………………………………………………………………………….14  Referências bibliográficas…………………………………………………………………………………….………..15


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Introdução Foram palavras, frases e discursos de personagens ilustres da nossa história que fizeram a diferença no rumo do mundo. Palavras, frases e discursos que mudaram as linhas de um destino, provando que ele não estava traçado e que podíamos enveredar por onde quiséssemos. Palavras, frases e discursos de gente com desejo de impor os seus valores e ideais a todo o custo. Foi atrás da curiosidade que escolhi o meu caminho neste tema “A persuasão”. Questionei-me e rapidamente percebi que havia mais para lá das palavras, ou melhor, dentro delas. Gestos, fortes olhares e entoações são exemplos de métodos utilizados para convencer e quase reprogramar os cérebros dos recetores. Decidi desmontar alguns dos discursos consideravelmente mais persuasivos ou marcantes tanto da história da antiguidade, como da atualiade e estudar de forma mais profunda esses métodos. O meu objetivo é ir o mais longe possível com o conhecimento que adquiri na escola, mas também na observação do que me rodeia no quotidiano.


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Persuasão: Definição e origem Persuadir (latim persuadeo, -ere, persuadir, convencer) verbo transitivo e pronominal 1. Levar ou levar-se a acreditar ou a executar alguma coisa (ex.: persuadiu a mãe a ir ao médico; persuadi-me de que é preciso resolver isto já). = CONVENCER, INDUZIR verbo intransitivo 2. Levar o convencimento ao ânimo de alguém (ex.: ele sabe persuadir). "persuadir", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/persuadir [consultado em 09-11-2013].

Segundo Aristóteles (filósofo grego, 384 a.C. - 322 a.C.), a retórica é a arte que trata questões do domínio do conhecimento comum para as quais não existe resposta científica. Questões que podem ser objeto de deliberação por parte de um auditório. Auditório este que é constituído normalmente por pessoas simples, facilmente influenciáveis e incapazes de seguir longas cadeias de raciocínio. Mas é ainda a arte que estuda as técnicas de persuasão. Aquele que as domina está em excelente posição de aplicá-los e consequentemente num bom caminho para se tornar num ser persuasivo. A retórica surgiu devido à transição de um sistema político monárquico ou oligárquico, para um sistema democrático, em Atenas, na Grécia Antiga. O poder deixou de estar concentrado num núcleo de indivíduos anciães, passando a ser partilhado em assembleias de cidadãos. Cidadãos estes que necessitavam do domínio da palavra e sobretudo da capacidade de persuasão para exercer o poder político. Os sofistas responsabilizaram-se a partir desse momento, pela educação dos cidadãos, pelo ensinamento dessas capacidades.


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A persuasĂŁo nos discursos polĂ­ticos


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"Porque vocês são carne da nossa carne, sangue do nosso sangue!" Orador: Adolf Hitler Auditório: 20000 jovens da Juventude Hitleriana Data: 1934 Local: Alemanha Contexto histórico: Apresentação aos jovens um ano após a tomada de posse Hiperligação: http://www.youtube.com/watch?v=oPjZipx3-4k

“Meus jovens alemães, Após um ano tenho a oportunidade de vos dar as boas vindas. Aqueles que estão aqui no estádio são um pequeno seguimento da massa que esta lá fora por toda a Alemanha. Desejamos que vocês, rapazes alemães e raparigas, absorvam tudo o que nós esperamos da Alemanha para estes novos tempos. Queremos ser uma nação unida, e vocês, meus jovens, formarão esta nação. No futuro não desejamos ver classes e vocês precisam de impedir, que isso apareça entre vocês. É apenas o seguimento das massas e vocês precisam de ser educados para tal. Queremos que estas pessoas sejam obedientes e vocês devem praticar a obediência. Desejamos que as pessoas

almejem a paz, mas também sejam corajosas. E vocês alcançarão a paz. Vocês precisam almejar a paz e serem corajosos ao mesmo tempo. Não queremos que esta nação seja fraca, ela deve ser forte, e vocês precisam de se mentalizar enquanto são jovens. Vocês precisam de aprender a aceitar privações sem nunca esmorecerem. Não importa o que criemos e façamos, nós sobreviveremos, mas em vocês, a Alemanha viverá. E quando nada restar de nós, vocês levantarão o país que há algum tempo nós levantámos do nada. E sabem que não pode ser de qualquer outro modo, senão o de estarmos juntos de nós próprios. Porque vocês são carne da nossa carne, sangue do nosso sangue! E as vossas mentes jovens estão repletas do mesmo ideal que nos orienta. Vocês estão unidos a nós, e quando as grandes colunas do movimento marcharem pela Alemanha vitoriosa, sei que vocês se juntarão às colunas. E nós sabemos que a Alemanha está diante, dentro e atrás de nós. A Alemanha marcha dentro de nós, a Alemanha segue atrás de nós!”

Fig.1 – Hitler a proferir o discurso


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O alvo  É durante o processo de educação e socialização que são absorvidos os princípios e que é construída a tábua de valores a utilizar ao longo da vida. É não só aquilo que se vê, mas também aquilo que se ouve, que mais tarde se põe em prática. Nada melhor que transmitir a mensagem cedo para que no futuro os resultados sejam os esperados. Os adultos e anciães possuem ideias já assentes e desenvolvidas, são alvos mais difíceis de moldar.

que não existia alternativa possível senão a de cooperar.  Dependência – Um dos argumentos base do discurso foi algo como “o futuro está nas vossas mãos”. Decerto nenhum jovem desejava ver o seu país a afundar-se. Pensando que o futuro dependia deles, era difícil recusar fosse o que fosse.  Respeito pelo chefe - As ordens recebidas pelo Fuhrer deveriam ser incondicionalmente cumpridas, dado que era uma figura a quem deviam eterno respeito. As palavras de alguém como ele teriam de ser tidas em conta, sempre.

Fig.2 – Membros da Juventude Hitleriana a assistir ao discurso Fig.3 – Jovens a cumprimentar o líder

O apelo à obrigação  Pressão – Hitler construiu o seu discurso com predominância de fortes declarações que incutiram possivelmente nos jovens uma ideia de pressão. Demonstrou uma confiança tal nos jovens ao afirmar a futura colaboração deles na vida militar do país, que os convenceu de


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O apelo às origens  Qual é o cidadão que não deseja sentir-se integrado na sociedade onde vive? Ao realçar que os presentes haviam nascido ali e naturalmente possuíam os princípios e valores alemães enraizados ainda que não o soubessem, Hitler conseguiu transmitir a ideia de posse de todos aqueles jovens. Algo como “Alemães por natureza, nazis por natureza” era o lema a incutir na mente do auditório.

Fig.4 – Mapa da Alemanha

A postura do orador  A saudação inicial – Hitler revelouse um líder preocupado com a população jovem, demonstrando interesse e desejo de integrá-la no seu percurso.  A ausência de pausas preenchidas – É um ponto extremamente importante num discurso fluente e persuasivo. Revela confiança e convicção. Hitler, que tinha de

memória o discurso bem planeado, não vacilou.  O olhar, os gestos e a entoação – Em momento nenhum o orador mudou a posição das suas sobrancelhas. O seu olhar que percorria a população que o ouvia atentamente. Os gestos utilizados bem como a alteração do volume da voz para enfatizar os pontos fortes do discurso constituem outro aspeto crucial para que o recetor sinta pressão e até algum temor, diminuindo as probabilidades de perder a atenção. Revelam mais uma vez a confiança do orador.  A organização dos argumentos – O discurso estava de facto bem construído do ponto de vista lógicoargumentativo. Hitler conhecia perfeitamente a sua missão e passou para o auditório a convicção de que ia cumpri-la a todo o custo. Fez um curto mas forte apelo às emoções que mostrou o mínimo de compaixão pelos ouvintes.  O espaço – A divisão das duas áreas contribuiu para a receção conveniente do discurso. Enquanto o auditório era obrigado a manterse de pé, prestando constante homenagem e mostrando respeito pelo orador. Este encontrava-se numa plataforma de altura superior provavelmente para realçar a ideia de autoridade e soberania.

Fig.5 – Adolf Hitler a fitar o auditório


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"Sim, somos capazes.” (excertos) Orador: Barack Obama Auditório: População dos EUA Data: 5 de Novembro de 2008 Local: Grand Park , Illinois (Chicago) Contexto histórico: Vitória nas eleições presidenciais contra John Mcain Hiperligação: http://www.youtube.com/watch?v=Dai0B2Q4i0M

“ (…) E aqueles americanos cujo apoio ainda tenho de conquistar, posso não ter ganho o vosso voto esta noite, mas ouço a vossa voz. Preciso da vossa ajuda. E serei, também, o vosso presidente. (…) Para aqueles que querem destruir o mundo: nós vamos destruir-vos. Para os que querem paz e segurança: nós apoiamos-vos. E para aqueles que se interrogam sobre se a luz de liderança da América continua viva: esta noite provamos, mais uma vez, que a força da nossa nação não vem do nosso poder militar ou da escala da nossa riqueza, mas do enorme poder dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e esperança. Essa é a verdadeira genialidade da América: a sua capacidade de mudança. A nossa união pode ser perfeita. O que conseguimos dá-nos ainda mais esperança em relação ao que podemos conseguir amanhã. Esta eleição tinha muitas estreias e muitas histórias que serão contadas ao longo de gerações. Mas uma que está na nossa mente hoje é sobre uma mulher que votou

em Atlanta. Ela assemelha-se a muitos milhões que estiveram na fila para fazer ouvir a sua voz nesta eleição por uma razão: Ann Nixon Cooper tem 106 anos. (…) E este ano, nesta eleição, ele tocou com o dedo no ecrã e fez o seu voto, porque depois de 106 anos na América, depois dos melhores tempos e dos mais obscuros, ela sabe que a América pode mudar. Sim, somos capazes. América, chegámos até aqui. Já vimos muito. Mas ainda há muito para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós mesmos: se as nossas crianças viverem para chegar ao próximo século; se as nossas filhas tiverem a sorte de viver tanto como Ann Nixon Cooper, que mudanças vão poder ver? Quer progressos teremos feito? Esta é a nossa oportunidade de responder a essa questão. Este é o nosso momento. Este é o nosso tempo, de voltar a dar trabalho à nossa gente, de abrir as portas da oportunidade aos nossos filhos; de restaurar a prosperidade e promover a paz; de reclamar o sonho americano e de reafirmas a verdade fundamental de que, no meio de muitos, somos um; que enquanto respiramos, mantemos a esperança. E aqui estamos nós, frente a frente com o cinismo e as dúvidas daqueles que nos dizem que não somos capazes, e a quem respondemos com o credo intemporal que representa o espírito de um povo: Sim, somos capazes.

Fig.6 – Barack Obama a proferir o discurso


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O alvo  Obama proferiu o seu discurso sem fazer distinção entre os recetores. Falou para os seus apoiantes, mas também para aqueles que no momento estavam contra ele. Referiu ainda o nome dos familiares, do seu opositor (John Mcain) e de todos os que o ajudaram no percurso até à vitória. Revelou-se atento, não deixando ninguém para trás.

interesse do orador em incluir todos os cidadãos na futura missão de reerguer o país. Mostra que uma nação é constituída por toda a população e não apenas pelo governante, evidenciando que o esforço tem de ser conjunto;

Fig.8 – Obama a gesticular durante o discurso

Fig.7 – Multidão de espectadores no momento do discurso

A referência aos anciães A determinação  Confiança – Obama partiu imediatamente do princípio de que a sua missão seria cumprida, excluindo quaisquer outras opções. Mostrou-se extremamente confiante e empenhado, transmitindo força e esperança ao auditório;  Segunda pessoa do plural – Podemos observar uma alternância entre a primeira pessoa do singular e a segunda pessoa do plural, mas sobretudo a predominância desta última. É um pormenor que revela o

 O exemplo de Ann Nixon Cooper,

idosa de 106 anos que presenciou os mais importantes momentos dos EUA, quer vitoriosos, quer derrotistas, é um incentivo para todas as outras faixas etárias. Se uma mulher que nasceu na época da escravatura, viu o seu país a ser atacado e a ultrapassar as suas dificuldades e é movida pela esperança (pelo que votou), não há razão para que os pensamentos negativos prevaleçam. O orador realçou que o caminho é para a frente. É honrando e seguindo


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indivíduos como Cooper que se traça esse caminho.

Fig.9 – Ann Nixon Cooper

A postura do orador  O primeiro momento – Barack Obama apresenta-se inicialmente com as três filhas e a esposa (futura Primeira Dama). Revelou-se um líder afectuoso que tem em conta e nunca abandona aquilo que deve ser mais sagrado, a família. É um ponto a favor do seu caráter.  A ausência de pausas preenchidas – Mais uma vez observamos fluência no discurso, confiança e preparação. Os curtos períodos sem palavras foram provavelmente propositados e enriqueceram-no na medida em que deram lugar à reação do público.  O olhar, os gestos e a entoação – Foram sorrisos nos momentos mais alegres, mas também expressões mais sérias nos momentos de enumeração das responsabilidades. Foi uma voz consistente e convicta, exigindo poucas manifestações gestuais, que o orador utilizou para

convencer o auditório e garantirlhes sucesso no seu mandato;  As perguntas retóricas – Enquanto realçaram as intenções do orador acerca do futuro do país, permitiram ao auditório refletir sobre essas intenções e sobre o esforço que advinha delas. Permitiram-lhe tomar a decisão de apoiar o orador;  A enumeração – Utilizada para evidenciar as várias etapas necessárias a executar para obter o sucesso da missão.  O espaço – Um local suficientemente amplo para o orador se apresentar ao lado da família e ser ouvido por todo o auditório.

Fig.10 – Barack Obama, com a sua esposa Michele Obama e as filhas Sasha e Malia


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Confronto Mudam os tempos, mudam os hábitos e as palavras. Tento aqui estabelecer alguns dos pontos de aproximação e de afastamento entre ambos os discursos estudados acima. Que progresso terão sofrido?

A forma de governo A diferença entre um governo ditatorial e um governo democrático é bastante significativa no assunto em questão. Adolf Hitler construiu um discurso e uma presença onde o foco principal era a sua própria pessoa. À excepção da introdução proferida pelo seu compatriota, todas as atenções estavam propositadamente viradas para a sua figura. Uma figura de líder, de chefe que devia ser venerado além de respeitado. Ainda que tenha recorrido à segunda pessoa do plural (provavelmente uma máscara para esconder o egoísmo e o desejo de autoridade suprema), é evidente o destaque ao longo do discurso, o realçar contínuo da sua superioridade. Falamos de um período em que objetivo deste orador era deixar bem claro que não existia opção de escolha, tanto que o seu partido era único e a sua raça, a ariana (da qual nem era na realidade ascendente), era

considerada a superior e a única com direito à vida. A liberdade de expressão era nula como é por todos sabido, pelo que a palavra do povo não tinha o mínimo valor. Aquele que ousasse contradizer o líder sofria as mais cruéis torturas. A nação devia portanto ser guiada por ele e só por ele, sendo o foco principal em todas as aparições públicas compreensível.

Fig.11 – Bandeira com o símbolo do nazizmo


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Barack Obama pensou de forma mais abrangente, como é lógico, dadas as diferenças no percurso histórico. Completamente oposto ao discurso de Hitler, este estava vocacionado para ser recebido por todos e por cada um dos cidadãos espectadores. Apesar de ter referido a sua pessoa como sendo o novo presidente do país (importante para assumir e marcar uma presença forte mas equilibrada), utilizou a primeira pessoa do plural inúmeras vezes. O percurso da nação seria percorrido não com ele à frente e o povo atrás, mas lado a lado, tendo sempre em consideração as opiniões da população, principalmente em caso de desacordo (palavras do próprio), também porque a liberdade de expressão o permite.

Fig.12 – Casa Branca (Residência oficial do Presidente nos EUA)

O corpo argumentativo e linguagem Um líder partidário deve discursar com base num conjunto de argumentos claros, fortes e convincentes complementados por exemplos práticos, além de utilizar uma linguagem facilmente compreendida pelo auditório ao qual pretende apresentar a sua tese (neste caso as intenções para o futuro de uma nação). Hitler partiu da ideia de posse para comunicar a sua hegemonia aos jovens, referindo-os como sendo da “mesma carne” e do “mesmo sangue” que ele. Os argumentos eram sobretudo razões pelas quais eles tinham o dever de colaborar a favor do país. Apesar causarem temor aos recetores e de os convencerem assim a agir como pretendido, não eram tão ricos como talvez devessem. Transmitiam a ideia de quem se não fosse corajosos e não obedecessem às ordens do Fuhrer, o país descambaria e não cresceria militar, social, política e territorialmente. Tudo era dito e baseado na ordem, em vez da reflexão. Na linguagem, recorreu a um estilo corrente, próprio da época e adequado ao auditório, com utilização de pronomes possessivos como “meus” (referindo-se aos jovens), novamente a realçar o poder que tinha sobre eles. A referência ao nome do país reforça a responsabilidade que os recetores possuem no percurso de vitória desejado pelo orador. Obama, por outro lado, enumerou razões válidas sempre acompanhadas por exemplos práticos (tanto factos passados da história do pais como acontecimentos


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relativamente próximos a nível temporal). Essa predominância do real, despertou emoções no auditório, especialmente esperança e vontade de colaboração, futuro empenho. Os exemplos abrangeram vários setores desde o social (o bem estar das famílias) ao económico (a empregabilidade), mostrando uma

preparação inegável do discurso. Na linguagem podemos observar a predominância da primeira e segunda pessoas do plural. A segunda oferece a ideia de independência do povo. Os cidadãos apoiam e fazem parte do rumo do país, mas são donos do seu pensamento e responsáveis pelas suas próprias escolhas.


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Conclusão É referido num dos princípios básicos do raciocínio geológico que “O presente é a chave do passado”. Pois eu acrescento a ideia de que o passado constitui muitas vezes a chave do futuro. Os discursos analisados estão separados por uma barreira de 74 anos marcados por revoluções e emancipações, umas mais visíveis que outras. Estudá-los permite-nos estabelecer comparações com os dias de hoje e não só refletir sobre a sua relação causa-efeito (no que diz respeito ao contexto atual) mas também pensar no que devemos manter nos desafios que nos reservam, a nível de país, de mundo. São raras as vezes que o planeado sai executado. Este projeto derivado do tema “A persuasão/argumentação”, sugerido pela professora, não foi exceção. Considero o meu percurso positivo, ainda que não tenha atingido todos os objetivos pretendidos. Apesar de não ter obtido exatamente o produto que inicialmente imaginei, consegui agarrar o que tinha e construir um conteúdo rico. Decidi apostar e aproveitar o meu conhecimento e aplicálo através da produção escrita ao invés de entrar na vertente de pesquisa como em tantos projetos anteriores. Ficaram e hãode ficar sempre portas abertas por explorar, mas penso que é também esse o objetivo de um trabalho deste género.


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Sugestões (após a leitura do dossier)

21 Discursos Que Mudaram o Mundo, por Chris Abbot Comentário: «Uma selecção interessante de discursos... Em cada um, Abbott fornece um contexto histórico e profundo que argumenta de maneira convincente sobre a relevância das ideias expressas.» (Financial Times)

Grandes Discursos Políticos, por Leopoldino Serrão

Influência - A Psicologia da Persuasão, por Robert B. Cialdini


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Referências Bibliográficas  Filosofia 11 – Caderno do aluno  http://pt.wikihow.com/Persuadir-osOutros-Usando-T%C3%A9cnicasSubconscientes  http://www.jn.pt/Dossies/dossie.aspx ?content_id=1039790&dossier=Elei% E7%F5es%20nos%20EUA&page=-1  http://maioresdiscursos.blogspot.pt/2 012/12/discurso-de-adolf-hitler.html  http://pt.wikihow.com/Persuadir-osOutros-Usando-T%C3%A9cnicasSubconscientes  http://www.wook.pt/ficha/21-discursosque-mudaram-o-mundo/a/id/11449192

http://www.wook.pt/ficha/grandesdiscursos-politicos/a/id/103589

Os discursos políticos mais persuasivos  
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