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Escola Secundária da Ramada

Nós Em Notícia Ano 1 Número 1

Dezembro 2013

Editorial Nesta edição: A Nossa Escola

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Dia do Diploma

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Uma Experiência a Não Esquecer

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À Conversa com … Márcia Palrão

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Dia Internacional do Voluntário

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Alguns dos Nossos Voluntários

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Lá por fora...

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Este é o primeiro número do nosso/ vosso jornal. Pretendemos com ele que esta seja uma forma de olhar não só para a nossa escola e a sua comunidade, mas também para o mundo lá fora que nos rodeia. Neste número, por exemplo, mostramos o nosso orgulho nos alunos que lutam por obter bons resultados académicos (e conseguem!), homenageamos os docentes e a Srª D. Lurdes, que tanto deram à nossa escola e agora usufruem da sua merecida reforma, relembramos e reforçamos o valor da solidariedade e do voluntariado, através do exemplo de alguns dos nossos professores. E muito mais … Por isso, sentem-se comodamente e aproveitem para desfolhar e desfrutar deste exemplar. Agradecemos a todos os que colaboraram e colaborarão neste jornal e, especialmente, à professora Sílvia Longle, que criou o logótipo do mesmo. Entretanto, se quiserem colaborar connosco, dar a vossa opinião e/ ou sugestão, podem fazê-lo enviando um mail para aqui: nos.em.noticia@esramada.pt. Até breve! Ana Martins e Ana Rodrigues

Feira Saudável (Dia Mundial da Alimentação) No dia 16 de outubro de 2013, a Escola Secundária da Ramada foi invadida por um ambiente saudável e uma série de actividades alusivas à Alimentação Saudável. Visto que a taxa de jovens obesos em Portugal tem vindo a aumentar, iniciativas como esta podem vir a mudar os comportamentos alimentares de muitos jovens. Um dia com um balanço maioritariamente positivo, onde foi realçado o empenho de alunos na colaboração das atividades e a distribuição e venda de produtos naturais. Os alunos contaram com vegetais, frutos, compotas caseiras e até licores à base de frutos, que estiveram para venda neste dia. A ginástica aeróbica com a professora Ana Catarina Girão foi referida como uma atividade “gira para ver os nossos amigos a suar!”; amigos e não só! “É um orgulho ver os nossos alunos a aderirem a iniciativas como esta!” e “Está bem organizado, adoro as fotografias tiradas pelos alunos; porém, acho que deveria haver mais jogos e passatempos!” foram alguns dos muitos comentários positivos de alunos e professores a este dia. Foi ainda realçada, pela maior parte dos nossos alunos, a hipótese de, neste dia, não haver aulas para poderem empenhar-se melhor nesta atividade. Será que isso será tido em conta para o ano? Paulo Ferreira, 9ºA


Nós Em Notícia

A Nossa Escola A história da Escola Secundária da Ramada poderá ilustrar a recente História da democracia portuguesa. Construída à pressa no alto de um subúrbio de subúrbio, foi inaugurada com persianas, que se queriam exteriores, expostas às intempéries. As pastagens, que à época rodeavam a escola, emprestavam um ar bucólico à envolvência sem qualquer vislumbre de plano urbanístico: prédios de duvidosa arquitetura ao fundo, campos de cereais abandonados, bairros de casas clandestinas. Foi, justamente, no meio deste caos urbanístico que apressadamente se construíram pavilhões semelhantes aos muitos que, por este país fora, foram edificados. Sem pavilhão gimnodesportivo, com telhados de fibrocimento, sem vedação eficaz, a Escola abriu as portas e partilhou o interior das suas salas com a lama envolvente. No entanto - e é nos pormenores que muitas vezes reside o segredo de uma narrativa - tinha um moinho, por sinal em ruínas, mas que, indubitavelmente, lhe pertencia. Talvez seja na evidência deste moinho que resida a alegria com que se tem vindo a comemorar, aniversário a aniversário, a existência desta Escola. O recado do passado, dado por aquele testemunho silencioso, tem permitido a serenidade necessária para que, a pouco e pouco, uma escola filha da mais estrita necessidade de massificação do ensino tenha vindo a construir-se como um lugar onde se procura – tantas vezes contra ventos e marés – estimular o saber. Educar, cultivar, promover a paz não têm sido meras declarações de intenção. Antes correspondem a um esforço consciente de todos os que têm dedicado a sua vida à vida da Escola. Não é por acaso que esta é a Escola preferida pelos pais e educadores residentes no Concelho de Odivelas. Não é fruto da sorte que todos quantos por ela têm passado a ela se sintam ligados como se de um ente familiar se tratasse. E, no entanto, se recuarmos no tempo, seria muito improvável que, um conjunto de blocos de cimento, um moinho em ruínas e um grupo de funcionários e professores colocados por obrigação num lugar tão incaracterístico, fosse possível a dignidade com que esta escola se tem vindo a definir. Esperemos, então, que um dia a História da democracia portuguesa possa identificar-se com as linhas que hoje sobre ela se escrevem: que a pressa atabalhoada e sem plano, com que muitas vezes se tem decidido neste país, possa ter um resultado feliz, justificado pela vontade de bem, presentificada no modo como se deseja que a todos se permita a realização plena do humano. Mesmo que no início tudo pareça informe, com seriedade, boa vontade e imaginação dignificar-se-á aquilo que, na sua origem, corresponde ao desejo de cumprir o sonho de sermos pessoas melhores e capazes de contribuir para um mundo mais justo. Este tem sido o ingrediente secreto desta Escola que fica num dormitório superpovoado, cheia de gentes vindas de toda a parte, mostrando amiúde desenraizamento apenas colmatado pelas poucas instituições, entre as quais se destaca precisamente a Escola Secundária da Ramada. Esta é a história de uma Escola que, por ter sido concebida para superar a ancestral iliteracia portuguesa, aprendeu a saber gerir a realidade com os meios que foram surgindo, sabendo deles tirar partido. Essa é a lição que fundamenta tantas outras que quotidianamente se oferecem e recebem, lição inspirada num moinho que não só contraria a quixotesca ilusão de o combater, mas antes simboliza o bom senso de saber que o futuro só faz sentido se alicerçado na mensagem da experiência daqueles que se esforçam por deixarem um legado de esperança aos que ainda não nasceram. Que o país saia reforçado da atual crise de modo que se possa dar continuidade a uma das mais nobres atividades humanas: o saber. Que a democracia portuguesa se inspire neste desejo de saber de forma que se vejam retiradas leviandades educativas, tais como obrigar a transformar o ato de aprender numa mera ocupação do tempo, onde nem a seriedade de brincar é permitida. Que a democracia portuguesa se mantenha vigorosa para que esta Escola possa continuar o trabalho que tem vindo paulatinamente a desenvolver. O Diretor Edgar Abílio Oleiro

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Dia Do Diploma 2013

No passado dia 25 de novembro, pelas 18h30m, o Auditório da nossa escola encheu-se de alunos, Encarregados de Educação, professores e funcionários da Escola Secundária da Ramada para a Cerimónia do Dia do Diploma. O serão iniciou-se de forma animada, com a excelente representação teatral da peça A Birra do Morto levada a cena pelo grupo GTAAR. Posteriormente, num ambiente de alegria e orgulho, o Diretor da escola procedeu à entrega dos prémios de mérito referentes ao ano letivo de 2012-2013, atribuídos aos alunos que obtiveram médias iguais ou superiores a 4,5 (3ºciclo do Ensino Básico) e 17,5 (Ensino Secundário). Foram também entregues os diplomas (e uma pequena lembrança) aos alunos que, no ano letivo transato, completaram o seu percurso formativo no Ensino Secundário Regular. Mas não só de prémios e diplomas se fez a festa. Procedeu-se também a uma singela homenagem aos professores recentemente reformados, assim como à Srª D. Lurdes, Chefe dos Assistentes Operacionais, pela grande dedicação que votaram a esta escola. Por fim, a cerimónia terminou num momento de convívio entre todos os presentes. Parabéns e felicidades para todos !

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Uma Experiência a Não Esquecer

No ano letivo passado, enquanto frequentava o 11º ano, a minha professora de Inglês informou a turma acerca de um Bootcamp (campo de férias), o qual tinha sido organizado pela Embaixada dos Estados Unidos da América. Decidi arriscar e inscrevi-me, pensando sempre que não iria ser uma das selecionadas. Qual não foi o meu espanto quando recebi um e-mail a confirmar que havia sido uma das escolhidas. Fiquei muito entusiasmada e ansiosa para que o “Dia D” chegasse. Quando isso aconteceu, eu estava com o coração nas mãos e muito receosa, pois seria a primeira vez que iria estar tão longe dos meus pais durante uma semana inteira. Fomos para a Academia de Campo, em Coruche. Na viagem, ao contrário do que eu pensava, rapidamente começámos a confraternizar uns com os outros sem qualquer retração. O nosso grupo era constituído por pessoas de todo o país, desde o Porto ao Algarve, até da Ilha da Madeira. Fazia também parte do grupo uma rapariga americana chamada Juliana Ramirez, vinda de Long Beach. No decorrer de toda a semana, ela foi sempre muito simpática e foi com quem eu falei mais em Inglês, levando-me a ter conversas espontâneas acerca de inúmeros assuntos da nossa idade. Quando lá chegámos, conhecemos os nossos monitores, que eram portugueses (e as únicas pessoas com quem falávamos em português), e estes informaram-nos acerca do regulamento do campo. Mais tarde, a Virgínia, a senhora responsável por tudo isto ter sido possível, explicou-nos o porquê de termos sido convidados para lá estar e informou-nos acerca das atividades que iríamos realizar durante toda a semana. Estas estiveram sempre intercaladas com as atividades organizadas pelos monitores do campo. Tínhamos alturas para “brincar” e outras para trabalhar. À noite realizávamos sempre as atividades da academia, as quais envolviam o contacto com a natureza, como um Peddy Paper em grupo, com o auxílio de apenas uma lanterna, no meio do mato. Um pouco assustador de início, mas, ao mesmo tempo, uma lição de sobrevivência. Ao longo da semana, foram várias as atividades desenvolvidas: fizemos escalada, cumprimos tarefas como dar banho aos cavalos e tratar da horta, conduzimos karts, andámos de bicicleta e de cavalo, jogámos tiro ao arco, entre outras. Num dos dias, a manhã foi toda ocupada com apresentações individuais, pois, no primeiro dia, a Virgínia atribuiu-nos um Estado Americano do qual teríamos que falar durante cinco minutos, tendo-nos dado informação acerca do mesmo. Eu tive de falar acerca do North Carolina. Fiquei com o Estado que tem o meu nome! O dia mais cansativo, mas, também, o mais marcante para mim, foi quando visitámos as instalações da NATO (North Atlantic Treaty Organization). Falámos com diversas pessoas que ali trabalham, que nos explicaram tudo o que envolvia o trabalho desta organização em Portugal. De seguida, fomos para a Embaixada Americana, onde nos foi atribuída a responsabilidade de desenvolvermos trabalho voluntário em diferentes associações. Eu fiz parte do grupo que ajudou a associação “CASA”. Tive também oportunidade de aprender mais sobre o sistema educativo nos EUA e descobri que nós, alunos portugueses, podemo-nos candidatar às universidades americanas através de bolsas de estudo. Um dos alunos portugueses que ganhou uma dessas bolsas foi-nos contar a sua experiência. Este falou em inglês e eu fiquei estupefacta com a sua fluência e pronúncia. O penúltimo dia foi todo ele passado com o intuito de retratar um dos feriados mais importantes para os americanos, o 4 de julho. Realizámos um “barbecue”, juntamente com dois “marines”, e conhecemos uma equipa portuguesa de futebol americano, chamada Lisboa Navigators, com a qual aprendemos a jogar. Por fim, o último dia chegou. Foi muito difícil despedirmo-nos uns dos outros, até houve lágrimas! Esta experiência foi muito gratificante. Tenho a agradecer muito à minha professora de Inglês, Ana Martins, porque sem ela isto não teria sido possível. Terei sempre na minha memória todos os brilhantes momentos que experienciei. Será algo sempre a recordar e que me fez crescer bastante como pessoa, quanto mais não seja pelo sotaque com que fiquei, uma mistura dos sotaques alentejano, nortenho e madeirense. Já nem eu me percebia!

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Carolina Rodrigues, 12ºC


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À Conversa com… Márcia Palrão, Presidente da AE

Quem são os elementos que constituem a actual Associação de Estudantes? São cerca de 50 os elementos que constituem a atual Associação de Estudantes. Somos maioritariamente do 11ºano, mas também temos alunos do 9º, do 10º e do 12º ano. É verdade que somos muitos, mas também é verdade que a união faz a força. E todos juntos iremos lutar por um futuro melhor da nossa escola! Porque decidiram formar uma lista para concorrer a estas eleições? Existiram muitas razões que estiveram ‘’por detrás’’ do facto de nós termos decidido concorrer a estas eleições, mas talvez a mais forte esteja relacionada com o facto de todos nós termos considerado e chegado à conclusão que a nossa escola precisava de uma mudança… E, claramente, alguém que estivesse disposto a marcar a diferença. Por isso, quem sabe, esse ‘’alguém’’ não possamos ser nós! Qual é, na vossa opinião, o papel da Associação de Estudantes numa escola? Na nossa opinião, o papel da Associação de Estudantes numa escola está diretamente relacionado com: tornar a escola um lugar mais apelativo para os estudantes, isto é, fazer o possível para que todo o espaço escolar seja um lugar mais cativante e interessante do que na realidade a maioria dos estudantes considera ser. Além disso, achamos também necessário que uma Associação de Estudantes deve estar interessada em cooperar com a Direção, com os professores, com os auxiliares e com todos os estudantes sem qualquer exceção. O que acham que podem fazer pelos estudantes? Pelos estudantes da nossa escola ainda existe muito a fazer! Queremos que todos eles se orgulhem do facto de nos terem escolhido para sermos a Associação de Estudantes da Escola Secundária da Ramada e, por isso, iremos esforçar-nos para que isso aconteça. A verdade é que temos aptidão para conseguirmos alcançar as espectativas dos estudantes e sabemos que jamais os iremos deixar mal. Vamos lutar para fazer exatamente aquilo que eles precisam! Se estão com dúvidas em algumas matérias, nós arranjamos descontos para terem explicações ou quem sabe, até nós mesmos lhas poderemos dar?! Este é apenas um vago exemplo, pois na realidade somos capazes de fazer muito mais! Como tencionam estabelecer contacto e mantê-lo, por forma a incluir todos os alunos? Durante estes dois anos de Associação de Estudantes, pensamos que a melhor forma de estabelecer contacto e mantê-lo, por forma a incluir todos os alunos, é realizar atividades e, posteriormente, realizar inquéritos para saber qual a opinião dos alunos quanto às mesmas. A verdade é que é muito importante para nós, enquanto Associação de Estudantes, estarmos sempre ‘’a par’’ das opiniões daqueles que nos rodeiam. A nossa Associação de Estudantes é, como o nome indica, para os estudantes e, por isso mesmo, eles são a nossa grande preocupação! Identifiquem 3 aspetos que considerem ser necessário melhorar na nossa escola. Entre todos os aspetos que consideramos serem necessários melhorar na nossa escola, três deles são: a manutenção do recinto escolar, dinamizar a relação entre professor e aluno através da realização de atividades que, muitas vezes, poderão estar relacionadas com o programa das diversas disciplinas e, por último, mas não menos importante, a alteração de pequenos aspetos da nossa própria escola que poderão torná-la um lugar mais cativante e apetecível para aprender. Na nossa opinião, é necessário que os alunos se libertem daquela ideia que «A escola até era um lugar fixe se não houvesse aulas!». Quais as principais actividades que constam do vosso projecto? Quando pensámos em candidatar-nos à Associação de Estudantes, pensámos num conjunto de projetos que iríamos desempenhar ao longo dos dois anos, nomeadamente: torneios para dinamizar o desporto escolar, a Ramada League (ou seja, uma espécie de torneio de futebol bastante apelativo), o famoso baile de finalistas, um baile de primavera, festas temáticas, criar uma rádio escolar, fazer sessões de cinema noturnas, workshops de moda, desporto e multimédia, aumentar a divulgação do jornal escolar e dinamizar a relação entre aluno e professor. Tudo isto a pensar no melhor para os estudantes da Escola Secundária da Ramada! Página 5


Ano 1 Número 1

5 de Dezembro — Dia Internacional do Voluntário

Há vinte e cinco anos, a Organização das Nações Unidas decidiu que era importante celebrar e relembrar o trabalho do voluntário e estabeleceu o dia 5 de dezembro como Dia Internacional do Voluntário. Neste dia são realizadas várias ações comunitárias e eventos de caridade com a finalidade de sensibilizar as pessoas para a prática do voluntariado, como forma de ajudar os mais necessitados e promover contactos sociais, proporcionando bem-estar e uma fuga à vida quotidiana. Desde auxiliares hospitalares a cozinheiros sociais, passando por assistentes de centros comunitários, o mundo do voluntário é um vasto e complexo universo de entreajuda e solidariedade, onde existe um invulgar laço de fraternidade e dedicação. É esta inexplicável corrente que garante que a máquina do voluntariado funcione e continue a chegar aos mais desfavorecidos, numa altura de grandes dificuldades. Podemos considerar o voluntário um herói dos tempos modernos, uma figura que resiste à avassaladora onda de ilusões, enganos e indiferença de um mundo tecnologicamente evoluído, mas humanamente cego. O principal objetivo do Dia Internacional do Voluntário é, exactamente, combater esta corrente, valorizando o trabalho das pessoas que abdicam de parte do seu tempo e energia para o bem e conforto dos outros. Só em Portugal, contam-se cerca um milhão de voluntários e este número tem vindo a aumentar. Aos poucos e poucos, as pessoas consciencializam-se e começam a auxiliar os mais necessitados, formando uma rede mundial baseada no espírito de ajuda, construindo um mundo cada vez melhor. Dê um pouco do seu tempo… Pedro Pernica, 9ºB

Alguns dos Voluntários da Nossa Escola Professor Rui Lourenço Um dos meus lemas de vida é “faz aos outros o que gostarias que te fizessem a ti”. Por esta razão, se a minha ajuda pode significar para outros melhoria da sua vida, de algum modo, então só tenho de ajudar. A participação cívica na vida em sociedade e na ajuda aos que precisam é um dever de humanidade, pois todos fazemos parte de uma comunidade e todos temos de nos ajudar uns aos outros. Há ainda a velha máxima, um pouco mais egoísta, que hoje ajudo o outro e, amanhã, pode ser o outro a ajudar-me. Para além do dever cívico, o voluntariado dá uma enorme satisfação pessoal de dever cumprido e de ajudar quem precisa. É um sentimento de imensa realização pessoal e de satisfação por ver que o nosso pequenino esforço pode ser fator de felicidade para outras pessoas, tantas vezes as mais fracas e desprotegidas da nossa sociedade tão desigual. Sendo assim, colaboro, como voluntário, em duas instituições em Odivelas, o Movimento Odivelas no Coração e a Universidade Sénior de Odivelas. No MOC participo nas atividades de recolha de alimentos, quer do Banco Alimentar, quer na recolha própria do MOC, à porta de supermercados. Ajudo ainda, uma vez por mês, a preparar os cabazes de apoio alimentar que esta organização presta a mais de 130 famílias carenciadas na zona de Odivelas. Na Universidade Sénior dou aulas de informática a seniores, uma vez por semana. É um prazer ensinar informática a quem tem imensas dificuldades, até motoras, mas tem uma enorme vontade de aprender. Página 6


Professora Isabel Cipriano

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Sempre senti vontade de fazer voluntariado, sem saber muito bem em que área, tinha simplesmente vontade de ajudar, pois, para mim, fazer voluntariado é estar disponível para ajudar quem precisa de forma gratuita. Em 2008 surgiu a hipótese de concretizar esta minha vontade; contudo a tomada de decisão e a sua concretização tornou-se para mim uma experiência “radical”, pois envolvia abdicar de um merecido mês de férias e, por outro lado, despender de um enorme esforço físico e emocional. Parti com um grupo de dezanove pessoas, da comunidade Missionária Verbum Dei, para Minas Gerais, onde ficámos uma semana numa favela (Vila Ventosa) em Belo Horizonte e depois numa cidade do interior, Jequeri. Aqui poucas eram as estradas alcatroadas e o número de carroças era maior que o dos automóveis. Vivi durante este mês em casa de famílias locais que, apesar de muito pobres, me acolheram o melhor possível. Foram muitas e variadas as experiências vividas durante este mês, mas todas elas muito enriquecedoras, tais como ações para jovens sobre droga e sexualidade, várias dinâmicas nas escolas, visitas a famílias e às instituição sociais, e ainda o acordar às 6h da manhã, porque o sol entrava pela janela que não tinha estores, nem cortinados e batia nos olhos, ou o duche com “fio” de água, ou as marcas das balas visíveis nas portas…. Todas estas experiências que, ainda estão na minha memória, influenciam, hoje, a minha maneira de viver e vieram alterar a minha definição de voluntariado, pois não é dar sem receber, mas receber muito mais do que aquilo que se dá.

Professora Filipa Novaes Sou voluntária numa associação de proteção de animais, a Associação Zoófila Portuguesa. Ser voluntária significa, no meu caso, disponibilizar uma parte significativa do meu tempo para ajudar seres indefesos, sem maldade e sem voz, vítimas da irresponsabilidade e da crueldade humana. Faço-o sem contabilizar horas, tristezas ou outros custos, porque não se trata de uma atitude calculista de “dar e haver” mas somente de seguir a minha consciência. Ser voluntária faz-me sentir em comunhão com a natureza porque contribuo para devolver aos bichinhos a dignidade que lhes é devida, quase sempre esquecida. Ser voluntária faz-me vibrar com a sua lealdade, gratidão, pureza e autenticidade. Ser voluntária é Apaixonante! Página 7


LÁ POR FORA... Um Livro... Os Segredos do Imortal Nicholas Flamel: O Alquimista O Alquimista conta a história de Sophie e Josh Newman, gémeos de quinze anos. Como emprego de verão, Sophie trabalha num café e Josh numa livraria. Como num clássico livro de mistério e magia, algo lhes acontece: é que o patrão de Josh é o imortal Nicholas Flamel, famoso em lendas por ter descoberto a receita para a imortalidade. O “mauzão” da história é Dr.Dee, que, muito espantosamente, quer roubar o livro (o Codex) que contém a fórmula para tornar uma pessoa imortal. Batalhas mágicas, segredos e reviravoltas, e, claro, um pouco de “clichê” aqui e ali tornam este livro numa leitura interessante, mas que pode levar o leitor desatento a aborrecer-se facilmente, a querer pousar o livro se não for fã de longas leituras. Prós| Série misteriosa, sempre com segredos para revelar e reviravoltas inesperadas. Contras| É normal o leitor perder-se no rumo da história e achar a própria aborrecida, podendo levar o possuidor do livro a pô-lo de parte. Título Original: The Secrets of the Immortal Nicholas Flamel, the Alchemyst Autoria: Michael Scott Editora: Gailivro Colecção: Mil e Um Mundos

Vasco Bento – 8ºH

Uma Exposição… Ciência e Contos Tradicionais Será possível construir uma casa de palha que resista ao sopro do lobo? E uma máquina que desmascare as mentiras do Pinóquio? Teria a Branca de Neve um problema sério de despigmentação? Era uma vez… Ciência para quem gosta de histórias é uma exposição interactiva de ciência e tecnologia que explora fenómenos e conceitos das ciências naturais, como a Física, a Química, a Matemática, a Geologia e a Biologia, mas também das ciências sociais e de outras áreas do saber. Era uma vez... Ciência para quem gosta de histórias foi inteiramente produzida pelo Pavilhão do Conhecimento com a colaboração científica de várias instituições do ensino superior, como o Instituto Superior Técnico e o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto. Esta é uma exposição alegre, divertida e irreverente, com um sentido de humor que agrada a crianças e adultos. Por isso, aproveita e vai até ao Pavilhão do Conhecimento e diverte-te!

Dois Filmes… Aventura e Fantasia ou História e Biografia? O filme Mandela: Longo Caminho Para a Liberdade é baseado na biografia do antigo presidente da África do Sul, Nelson Mandela, e relata a sua vida desde a infância, juventude, passando pelos 27 anos que esteve preso, até tornar-se o primeiro Presidente negro que trabalhou duramente para reconstruir um país marcado, na altura, pela segregação racial e pela política do Apartheid. Tendo em conta a importância social e política a nível mundial que Nelson Mandela teve, este é um filme que deves ver. Outro filme a não perder é a continuação da aventura de Bilbo Baggins, do feiticeiro Gandalf e dos treze anões, liderados por Thorin Escudo-deCarvalho, numa épica demanda para retomar a Montanha Solitária e o reino perdido dos anões de Erebor em O Hobbit: A Desolação de Smaug. Seja qual for a tua escolha, bom cinema!


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