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TURISMO & LAZER Presença feminina ganha força nos tatames do Mulheres abrem caminho em meio a desigualdades nas comjiu jitsu Por: Por: Clara Junio Mello Erivan

petições e dividem espaço com atletas masculinos nas academias

Em academias de jiu jitsu do Distrito Federal e Entorno atletas femininas rompem barreiras em um

esporte comumente visto como território masculino. Seja em treinamentos mistos ou exclusivamente femininos, as atletas se preparam para competições e garantem que o esforço no tatame não perde em nada para os atletas homens. A arte marcial japonesa jiu jitsu chegou ao Brasil na primeira metade do século XX. Desde então vem ganhando popularidade e o estilo brasileiro de jiu jitsu se tornou mundialmente conhecido. Para quem não está familiarizado, o esporte pode passar a impressão de ser agressivo, violento, um ambiente nada amigável para o público feminino. A realidade não poderia ser mais diferente, no tatame o que vale é a técnica e o auto controle. A dona de casa, Marinete Martins, pratica o esporte há dois anos e na primeira competição subiu ao pódio duas vezes. “Jiu Jitsu é uma arte, é um conhecimento”, declara. Na academia em que Marinete pratica o esporte, em Valparaíso de Goiás, os treinamentos acontecem tanto de forma mista quanto exclusivos e quem coordena as aulas exclusivamente femininas é a professora Marília Vieira. Recém chegada do campeonato panamericano de jiu jitsu, onde subiu ao pódio, a professora Marília preza pela disciplina das alunas e destaca os benefícios do esporte. “O jiu jitsu traz o auto controle para a gente. E quando você pratica um esporte, à medida que você vai evoluindo você tem aquela auto confiança e se sente útil”, explica. O ambiente nos treinos femininos é de fraternidade, as atletas se aplaudem e se parabenizam a cada luta ganha, em sinal de progresso das colegas. O mestre Elieser Dutra, acompanha de fora do tatame os treinos femininos, ministrados pela professora Marília, e coordena as turmas mistas. Segundo o mestre, é necessário se adaptar ao ritmo próprio das atletas com respeito. “Você precisa entrar no universo feminino para poder tirar dessas atletas o melhor delas”, declara. “Quando isso aconteceu e eu consegui me adequar a essa situação eu tive o melhor dessas mulheres e aí formei grandes campeãs”, declara exemplificando a professora Marília. Em uma academia no Plano Piloto os treinamentos acontecem apenas de forma mista, por decisão das próprias atletas. O professor Ricardo Augusto Moreno conta que, devido à quantidade de alunas, foi aberta uma votação para a decisão de se criar uma turma exclusivamente feminina e o resultado foi unânime. “Eu confesso que de pronto eu achei estranho mas depois eu percebi que isso é ótimo”, lembra. “A questão

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da turma mista é uma consequência de um bom trabalho, de um bom ambiente. Tanto que aqui eu tenho mães, maridos, namorados vindo acompanhar”, conta. Além dos benefícios para o corpo, como reflexos e flexibilidade melhores, as atletas relatam melhorias na auto estima e no auto controle diante de situações de estresse. A atleta Janaína Nóbrega começou a se interessar pela arte marcial após uma aula experimental e lembra como o jiu jitsu a ajudou a superar medos e inseguranças. “Eu não gostava de ficar em lugares muito fechados, eu não gostava de ficar em situações que eu me sentisse presa. Isso me gerava uma certa aflição”, conta. “O jiu jitsu me ajudou nisso, porque em diversos momentos a pessoa está em cima e você tem que sair daquela situação”, exemplifica. As histórias de superação e auto descobrimento estão presentes na fala de todas as atletas que descobriram no jiu jitsu uma nova forma de disciplina e estilo de vida. Ao assistir às lutas repletas de chaves de braço, torções e suor, é de se surpreender com a sensação de controle e tranquilidade proporcionada às praticantes da arte marcial. A atleta Laís Souza experimentou outras artes marciais antes de descobrir no jiu jitsu o caminho para o auto controle que buscava. “Melhorou tudo, até o meu raciocínio porque aqui você tem que imaginar o próximo passo na posição dada, relembrar todas as posições”, explica. Se nos tatames das academias o clima é de igualdade e superação, nas competições ainda há um desafio a ser enfrentado: as premiações das categorias femininas e masculinas nem sempre são iguais. Competições menores no Brasil chegam a pagar 60% a menos para competidoras das categorias femininas. No exterior, atletas femininas de Jiu Jitsu criaram o movimento Equal Pay For BJJ (em tradução livre: pagamento igual para o Jiu Jitsu brasileiro) onde reivindicam igualdade entre as categorias nas premiações em campeonatos. O abaixo assinado do movimento já conta com 4.911 apoiadores. A professora Marília Vieira lamenta o fato: “Em questão de campeonato, dificilmente você vai ter uma premiação igual entre as categorias. Mas são menos lutas?”, questiona. “Tem absoluto (categoria onde não se usa o peso do atleta como base para as lutas) que eu faço umas seis lutas, faixa preta são dez minutos de luta. São dez minutos pro masculino e pro feminino.” As federações justificam a disparidade devido ao baixo número de competidoras nos campeonatos e a questões financeiras. Enquanto a situação de desigualdade nas competições permanece, atletas femininas seguem em busca de patrocinadores e sempre encorajam outras mulheres à conhecerem o esporte. A medalhista e dona de casa, Marinete Martins, reflete enquanto se prepara para entrar no tatame para mais um treinamento: “Se nós mulheres somos mães, por que não sermos esportistas também?”.

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TURISMO & LAZER

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Planetário de Brasília oferece aprendizado e diversão Ciência, cultura e história estão à disposição do brasiliense gra-

Por: Luciana Oliveira

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Planetário é considerado um dos pontos turísticos menos conhecidos em Brasília. Os frequentadores reclamam de falta de investimento e de divulgação do espaço. O local reúne lazer e conhecimento, onde as pessoas podem se divertir ao explorar ciência, cultura, história e entretenimento com imagens sobre o universo e a vida pelas lentes de modernos equipamentos de projeção. A estrutura física é parecida com a de um disco voador. São dois espaços para exposições. “A exposição de cima é do observatório europeu do sul. No andar de baixo, a gente tem a exposição em parceria com a Agência Espacial Brasileira”, explica o monitor Denizar Marques. Além desses dois espaços, o Planetário possui uma sala de cinema, em formato 360°, chamada de cúpula, destinada para até 80 pessoas. Lá é possível assistir aos filmes exibidos com a cadeira praticamente deitada. Ao visitar as exposições, o público pode ver alguns quadros que retratam a galáxia, ossos de dinossauros e experimentar roupas de astronautas para tirar fotos. O visitante pode ainda conferir exposições de alguns foguetes e imagens de alguns satélites. Computadores para pesquisas relacionadas ao local também são oferecidos. Toda a visita é feita com a ajuda de monitores. Durante a semana, são oferecidas visitas agendadas de escolas públicas e particulares, nas quais as crianças exploram as exposições e assistem aos filmes, de acordo com a série que estão cursando e com o que estão aprendendo. “A escola agenda previamente essa sessão, escolhe o filme que mais se adequam à faixa etária das crianças, a série que estão estudando. Tem a sessão comentada e a não comentada,” ressalta Denizar. O espaço é elogiado por aqueles que o frequentam. “ Eu achei o pessoal bem atencioso, desde a hora que a gente chegou, eles foram bem educados e vieram conversar com a gente,” conta a visitante Uiara Borges. Os visitantes destacam a necessidade de mais divulgação. “A divulgação precisa melhorar. É um espaço cultural bem divertido para as crianças e também para os adultos,” sugere a bacharel em Relações Internacionais Ana Carolina de Souza. A monitora Alany Moreira explica que o trabalho dos monitores é fazer a mediação tanto nas exposições quanto nas sessões. “Nós somos responsáveis por elaborar e por executar as sessões que são feitas lá dentro,” diz Alany. Todos eles possuem conhecimentos em astronomia e em outras áreas.

Serviço O Planetário fica no Eixo Monumental, próximo ao Centro de Convenções, e funciona de terça-feira a domingo com sessões abertas ao público ou agendadas. A entrada para as exposições e para a cúpula é franca. A exibição de filmes é feita em diversos horários, de acordo com cada público.

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TURISMO & LAZER Praça do cristais é ponto de lazer nos fins de semana Local é frequentado por casais, famílias e amigos; arquitetura e Por: Clara Mello

paisagem são os destaques do espaço

Localizada bem no centro de Brasília, a Praça dos Cristais tem se tornado um dos lugares mais frequen-

tados da capital. Os moradores aproveitam para tomar sol, fazer piqueniques e fugir um pouco da rotina. Outro motivo é a sensação de segurança do lugar. Por estar localizada no Setor Militar Urbano, a presença de militares patrulhando a praça é comum. O engenheiro agrônomo Davi Bizzo diz que passou a frequentar o espaço quando descobriu que a área não era restrita aos militares. “Eu cheguei aqui e vi uma praça tranquila, com ambiente familiar, e com segurança, perfeito para estar com meus amigos”, afirma. A estudante Brenda Marques concorda com Davi, e afirma ter a tranquilidade de passar horas no local sem se preocupar com furtos e assaltos. “Eu tenho costume de deixar minhas coisas no chão, sobre um cobertor, enquanto vou no centro da praça tirar fotos”, diz. Para ela, os policiais intimidam os bandidos. “Acho que aqui não tem esse tipo de coisa por ser uma área militar, eles não são loucos”, observa. A praça pode ser usada por qualquer visitante, porém por ser cuidada pelo exército ela deve obedecer certas regras A praça pode ser usada por qualquer visitante, porém, por ser cuidada pelo exército ela deve obedecer certas regras Além da segurança, o pôr do sol tem papel de destaque nas fotos dos visitantes. É só o sol começar a baixar que os frequentadores começam a tirar fotos dos melhores ângulos dos monumentos em frente ao lago da praça. O arquiteto Antônio Carlos Gonçalves garante que o pôr do sol no local é um fenômeno à parte. “Muito bonito e, em dias quentes, melhor ainda”, diz. A praça também é um importante ponto turístico para os casais de namorados e noivos. É frequente a movimentação de fotógrafos e cinegrafistas filmando cada momento e passo do casal. Uma das vantagens do local é que ele não precisa de autorização para ser fotografado, diferentemente do Pontão do Lago Sul, por exemplo. Os noivos Natália Caldeira e Leonardo Gomes escolheram o local por ser diferente. “Uma amiga nos indicou o lugar, viemos conhecer e ficamos maravilhados”, fala Natália. “ A gente quis fugir um pouco dos pontos turísticos mais conhecidos”, completa Leonardo.

História A praça foi projetada pelo arquiteto e urbanista Roberto Burle Marx , sendo inaugurada em 1970 após cinco anos de construção. Ela está localizada em frente ao Quartel General do Exército, no Setor Militar Urbano. Possui uma área de 102 mil metros quadrados, com quatro blocos de concreto em formatos de cristais sobre um espelho de água . A manutenção e a segurança do local são de responsabilidade do Exército Brasileiro.

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TURISMO & LAZER Orla do Lago Paranoá conta com diversas opções para lazer e turismo Por: Werveson Ferreira

Com pontos recém construídos e outros já conhecidos pelo brasiliense, a orla do lago tem atraído visitantes

O Lago Paranoá tem feito parte da opção de lazer do brasiliense. A orla conta com várias atividades, como

bares, restaurantes, caiaque, Stand Up paddle e até com uma ciclovia localizada na Península dos Ministros, no Lago Sul. Vários dos cartões-postais da cidade estão às suas margens. Espaços construídos e em revitalização também são novidade para a orla. O representante comercial Antônio Afonso é um dos que aproveita a orla. Antônio aproveita o calçadão da Asa Norte para pescar com seu filho de 7 anos e considera um espaço muito bom para a atividade. “Sempre que temos tempo, a gente vem.” O calçadão da Asa Norte é um dos espaços que faz parte da orla do lago desde 2011. Conta com ponto de encontro comunitário, parquinhos, aparelhos para exercício, estacionamentos, espaço para caminhadas e um deck com ancoradouro. Já o centro de Lazer Beira Lago, localizado ao lado da Ponte JK, é um dos pontos mais conhecidos da orla. O espaço é um dos polos gastronômicos da cidade e conta também com casas noturnas e atividades na água. Leonilton Cerqueira, mais conhecido como Juquinha, aluga caiaques, pedalinhos e pranchas para SUP no local. “O pessoal liga e agenda. A gente tem um grupo no Whatsapp com mais de duas mil pessoas”, conta. As embarcações são alugadas por R$ 20 a hora. “Quando o movimento está baixo, a gente libera um pouco mais”, explica Juquinha.

Novidades na orla Outros espaços são novidade para o lago. Recentemente construídos, o Deck Sul, localizado no fim da Asa Sul, conta com quadras poliesportivas e equipamentos públicos como o do Calçadão da Asa Norte. Já a Península dos Ministros tem uma pista para ciclistas com cerca de 6,5 quilômetros recém-construída, ligando os Parques Asa Delta e Península Sul. O espaço também contou com um plantio de 1.375 mudas de espécies do cerrado e em uma segunda etapa estão previstas a instalação de pistas de skate, parques infantis, chuveiros e umidificadores. Uma área frequentada principalmente pela população do Paranoá e Varjão é o “Piscinão”, atualmente batizado de Praia Norte pelo governo. O espaço está em obras, previstas para terminarem no segundo semestre de 2018, segundo o governo. O local também contará com diversos equipamentos públicos, três quiosques para a venda de alimentos, banheiros públicos, decks e até um espaço fixo para as equipes de salvamento do Corpo de Bombeiros.

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TURISMO & LAZER Orla do Lago Paranoá conta com diversas opções Por: para lazer e turismo

Nathalia Sirnes

Em 2016 houve um crescimento de 11% do número de adeptos ao Escotismo; em Brasília o efetivo total passou de 2 mil

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Um movimento juvenil com mais de 100 anos e que continua a atrair a atenção de milhões de jovens

ao redor do mundo para uma consciência de liderança, fraternidade, lealdade e um melhor convívio com a natureza. Dados do Escoteiros do Brasil mostram que só em 2016 o Movimento contou com mais de 92 mil associados no Brasil. Comparado a 2015, houve um crescimento de 9% no número de adeptos. No grupo escoteiro os jovens são divididos de acordo com a faixa etária para que todas as áreas de desenvolvimento sejam trabalhadas pelo programa educativo. Qualquer jovem entre 6 e 21 anos pode se participar, a partir daí poderá atuar como adulto voluntário, sem limite de idade.

Segundo o psicólogo Alexandre Augusto, que atualmente atende jovens entre 13 e 18 anos, as atividades escoteiras ajudam no processo de socialização e inclusão social. “Eu acredito que Vitor mostra fotos de seu acampamento na Islândia tenha uma questão positiva no escotismo, que você vai ter o contato, a socialização, você pode até aprender a se organizar melhor, alguns limites”, afirma. Ele diz ainda que o grupo tem um aspecto inclusivo, que respeite minorias. Para as pessoas que não conhecem ou não participam do movimento, são sempre ressaltadas que as atividades escoteiras são um local de diversão, de brincadeiras e um ambiente feito para o jovem criar amizades e se divertir. “A gente é educador, mas de uma forma diferente. A gente aprende brincando muito aqui no movimento escoteiro”, comenta o chefe escoteiro Artur Aguiar, 21 anos. Por trás de todas as brincadeiras, também existe o complemento educacional. O Escotismo no Brasil foi reconhecido como Instituição de Educação Extraescolar em Decreto de Lei em 1946. O estudante de arquitetura Vitor Charão, 20 anos, escoteiro desde os 9, contou que viu no escotismo uma forma de sair da frente do computador e fazer atividades ao ar livre. “Com o tempo eu fui percebendo que o movimento era muito mais do que só fazer atividades ao ar livre, e vir ao parque. Tinha muitos valores e outros significados atrás do movimento em si, que a gente vai percebendo com o tempo”, diz. Vitor contou que após voltar do seu segundo acampamento internacional, na Islândia, relatou que embora as culturas sejam diferentes, os valores aprendidos no escotismo não mudam. “Tinha escoteiros do mundo inteiro, o que só reforça como o movimento escoteiro é forte e espalhado pelo mundo inteiro, porque você vê que os mesmos valores que você aprende aqui no Brasil, todo mundo vai ter, do Reino Unido, da Itália, todos os lugares vão ter os mesmos valores”, relata. De acordo com o Escoteiros do Brasil, em 2016 houve o maior crescimento dos últimos 25 anos, com cerca de 10 mil novos associados.

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Cicloviagem é opção para quem gosta de aventuras

Sobre duas rodas, viajantes percorrem cidades do Brasil e do exterior e destacam lazer e novas experiências Por: Omar Khodr

A cicloviagem, também chamada cicloturismo, é uma maneira de conhecer novos lugares em cima de uma bicicleta. Os trajetos devem ser planejados, preparados e estudados pelos viajantes como em qualquer projeto, sugere o coronel do Exército Alexandre Coelho, coordenador do Passeio Noturno DF. Ele explica que os ciclistas interessados devem tomar certos cuidados antes de embarcarem em uma nova aventura, como: fazer a revisão da bicicleta, levar roupas claras e chamativas, filtro solar e equipamentos como capacete e luva. “Para quem gosta de bicicleta, o cicloturismo vira uma meta de desafio e lazer para o praticante,” afirma. A publicitária e coordenadora do grupo Brasília Batom Bikers (BBB’s) Regina Teixeira também afirma que a cicloviagem exige uma preparação diferenciada de um pedal convencional. Segundo ela, é interessante para os viajantes encontrarem e se reunirem com grupos de interesse parecidos para que o aprendizado e treinamento seja mais proveitoso. “ Quanto melhor o grupo que você participar, melhor vai ser sua experiência e será mais prazeroso e, divertido a viagem,” explica. A funcionara pública Márcia Figueira possui experiência em vários destinos, tais como: Goiânia, Pirenópolis e Unaí, e declara que a experiência de fazer uma cicloviagem é diferente, porém muito proveitosa. Ela explica que as viagens contam com um carro de apoio, para quando o ciclista se sentir cansado pode parar e acompanhar o grupo no veículo, por questões de segurança, sem perder a diversão. “ Prefiro viajar de bicicleta do que andar na cidade, é uma satisfação imensa completar o percurso.” Para a ciclista e advogada Ana Carolina Silveira, com várias viagens de bicicleta dentro e fora do país no currículo, fazer cicloturismo no Brasil pode ser perigoso, apesar de ser uma experiência única. Ela reclama que, nas estradas, carros e caminhões muitas vezes não respeitam os viajantes no acostamento, passando com muita velocidade e dando pouco espaço para os ciclistas. Com experiência em viagens em países como: Itália, Espanha e Irlanda, Ana Carolina conta que para os interessados vale investir em um percurso europeu, para aproveitar o destino com menos preocupação. “ Você pode parar em qualquer vila pequena, para comer ou dormir. Nas estradas, eles sempre dão espaço para os viajantes.” Um dos percursos marcantes para ela foi o caminho de Santiago de Compostela, que começa em Portugal e vai até a Espanha. “É uma chance de conhecer muita cultura, em toda cidade pequena você encontra igrejas, bistrôs e restaurantes de comida regional”. Ana Carolina, também relata que o percurso durou 21 dias contando as paradas turísticas. Pedalando sempre com grupo, a viagem teve um total de 792 quilômetros. Ela comenta que em algumas países como Itália e Irlanda se exige mais experiência do cicloviajante, por conta das ruas estreitas. Porém, ressalta que vestido a caráter e sempre com um grupo de ciclistas os passeios são seguros e atrativos.

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Diagramação de matérias: entretenimento e lazer  
Diagramação de matérias: entretenimento e lazer  
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