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São Paulo anuArio 2011

Outlook

Descubra una

CIUDAD 71 iniciativas

250 paulistanos

económicos y sociales que explican como la metrópoli funciona

y proyectos en ejecución que van a transformar la ciudad de São Paulo

evalúan los negocios y la sostenibilidad urbana en el municipio

La Guía Vista do bairro de Vista del barrio de Pinheiros en la Pinheiros na zona oeste da cidade Paulo de São Paulo Zona OestededeSão la ciudad

para entender una de las

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mayores ciudades del mundo

Edición nº 28 ISSN 1808-9240

500 indicadores

DistribuciÓN Dirigida

VERDE


C40 LARGE CITIES – 4th CLIMATE SUMMIT

SÃO PAULO 2011


ÍNDICE

Danilo Verpa/Folhapress

São Paulo

O utl o ok

Descubra uma

CIDADE

VERDE

17 SÃO PAULO EM NÚMEROS Mais de 500 indicadores explicam a dimensão e a relevância da cidade

27 ESPECIAL C40 SÃO PAULO SUMMIT Os principais projetos e ações apresentados na reunião das maiores cidades do mundo

32 Os primeiros passos

para ser mais verde

38 As ações que deram

certo pelo mundo

48 PROJETOS PARA CONSTRUIR O FUTURO As obras e projetos paulistanos que estão contribuindo para o desenvolvimento da cidade

82 INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS O que a cidade está fazendo para reduzir a emissão de poluentes e amenizar os impactos ambientais

86 Tráfego urbano

52 Sistema viário

89 Água tratada

57 Urbanização

91 Energia limpa

64 Esporte e lazer

94 Lixo reciclável

66 Ensino e saúde

98 Áreas verdes municipais

68 Planejamento

101 Emissões de CO2

60 Energia que vem do lixo 72 Cidade limpa

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Mulher participa da Virada Esportiva: São Paulo sedia 90 mil eventos todo ano

São Paulo OUTLOOK

web www.analise.com

Para encontrar a Análise Editorial na internet, acesse um dos endereços abaixo. Mais informações sobre nossos produtos, conteúdos exclusivos e nossa loja online podem ser encontradas no nosso site facebook.com/AnaliseEditorial linkedin.com/company/ an-lise-editorial twitter.com/analise_edit

102 Política pública 96 Limpando o céu da cidade

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ÍNDICE

108 A OPINIÃO DE QUEM VIVE EM SÃO PAULO

NOTA A LOS LECTORES QUE HABLAN ESPAÑOL

Pesquisa com 250 empresários e personalidades mostra o que eles pensam sobre a cidade

114 Práticas sustentáveis 124 Sustentabilidade nos negócios 129 A infraestrutura da capital

136 O PERFIL DOS VISITANTES Quem são e o que fazem os 12 milhões de turistas que passam pela cidade todo ano

139 O retrato do turismo 142 Eventos em São Paulo

152 QUEM FAZ A CIDADE MAIS VERDE

El contenido en idioma español ha sido formateado por completo para hacer que el proceso de lectura sea más práctico para los lectores extranjeros

E

n la segunda edición de SÃO PAULO OUTLOOK - descubra una ciudad verde el contenido en idioma español fue reformado. El objetivo es hacer la lectura más objetiva y práctica. La nueva estructura de la sección en español, a partir de la página 183, fue creada como una revista dentro otra revista, que pueden ser leídas o consultadas por separado a partir de la versión en portugués. La nueva sección cuenta con tablas, gráficos y fotografías, además de noticias y artículos traducidos, siguiendo la estructura de la edición portuguesa. De esta forma, la lectura de la versión en español pasa a ser lineal y no requiere que el lector recurra a páginas específicas del contenido en portugués para obtener información

adicional. La tabla de contenidos de la publicación en español se muestra en la página 184. Incluso con la nueva organización, los números de las páginas que hacen referencia al contenido en portugués e español se mantuvieron. Al comienzo de cada sección, el símbolo indica la página donde se encuentra el contenido en español y la versión en español también incluye una referencia a la página de cada artículo en la versión portuguesa. El contenido de SÃO PAULO OUTLOOK ha estado disponible en versiones en inglés y español desde su primera edición en 2010. Con esta nueva organización, el equipo editorial de Analise busca mejorar aún más la experiencia de los lectores extranjeros interesados ​en un análisis profundo de la ciudad de São Paulo.

Rodrigo Paiva/Folhapress

Um retrato dos profissionais que atuam na área ambiental na cidade de São Paulo

164 Operação limpeza 166 Economia criativa

174 BIODIVERSIDADE NA SELVA DE PEDRA Conheça as espécies da flora e da fauna que habitam a sétima maior cidade do mundo

Apresentação

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Colaboradores

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Expediente

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Metodologia

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Passageiros na estação Sacomã do Metrô: 2,5 milhões de usuários por dia

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COLABORADORES

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COLABORAÇão valiosa São Paulo Outlook 2011 contou com o apoio de dezenas de especialistas e profissionais. Por sua disposição em compartilhar seu conhecimento, deixamos nossos sinceros agradecimentos André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre, Antonio Carlos Delbin, diretor técnico da Biogás Ambiental, Bete Saraiva, professora do Senac-SP e consultora em desenvolvimento humano, Bruno B. Vio, consultor de negócios sustentáveis do HSBC, Carlos Kendi Fukuhara, coordenador da Secretaria Municipal de Relações Internacionais, Carlos Lisse, sócio-fundador do Consultor de Investimentos, Clare Brennan, coordenadora sênior do C40 Cities, Clay Neal, assistente executivo da Prefeitura de Portland, Clover Moore, prefeita de Sydney, Cynthia Bianchi, engenheira agrônoma da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, Dimitrios Paleologos, diretor da Mart Madeiras, Eckart Würzner, prefeito de Heidelberg, Eduardo Jorge, secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Martins, sócio da Purarquitetura, Fernanda Graeff, diretora de planejamento da FanClub, Flávia Moraes, conselheira curadora da Virada Sustentável, Flávio Rufino Gazani, presidente da Abemc, Frank Jensen, prefeito de Copenhague, Guilherme do Amaral Carneiro, sócio-gerente da Meta Ambiental, Helio Neves, chefe da assessoria técnica da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Heraldo Guiaro, administrador do Parque do Ibiraquera, Herbert Henk Jr., diretor técnico da Divisão de Estudos e Pesquisas do Limpurb, Horacio Lafer Piva, conselheiro da Klabin, Jair do Amaral, ges-

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Fotos: Divulgação

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tor de projetos e de parcerias da Cooperativa Crescer, José Leonídio Santos, mergulhador da Diver Sub, José Police Neto, presidente da Câmara Municipal, Leo Malagoli, biólogo e participante do projeto Além do Concreto, Marco Antonio Ramos de Almeida, superintendente-geral do Viva o Centro, Marcos Di Napoli Redondo, diretor executivo da Fator Ambiental, Mario Mantovani, diretor de políticas públicas da SOS Mata Atlântica, Marta Suplicy, senadora, Maurício Broinizi, coordenador da secretaria executiva do Nossa São Paulo, Melanie Nutter, diretora do Departamento de Meio Ambiente de San Francisco, Mette Margrethe Elf, assessorachefe da Prefeitura de Copenhague, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Rafael Mambretti, fundador da Carbono Zero Courier, René Ivo, coordenador da ONG Gaspar Garcia, Ricardo Cardim, ambientalista e criador da Organização Amigos da Árvore, Roberto Laureano, representante do MNCR, Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasil Ambiente, Sam Adams, prefeito de Portland, Simon Reddy, diretor executivo do C40 Cities, Thiago Della Volpi, engenheiro agrônomo da Subprefeitura da Penha, Tiago Nascimento Silva, gerente de operações da Biogás Ambiental, Valdecir Papazissis, diretor da coleta seletiva municipal, Volf Steinbaum, secretário executivo do Comitê de Mudança do Clima e Economia, Werner Grau, sócio do Pinheiro Neto Advogados. 0

A equipe de São Paulo Outlook contou com reforços de profissionais altamente graduados para produzir esta edição. Veja abaixo quem são eles: 1 Claudio Rossi é fotojornalista e vencedor do Prêmio Esso de Fotografia de 1991. Passou pelas redações da revista Veja e do jornal O Globo 2 Daniel Bueno é artista gráfico, quadrinista e ilustrador. Foi premiado no Salão Internacional de Desenho para a Imprensa de Porto Alegre, em 2003, e pelo anuário de ilustração 3x3 (EUA) em 2009 3 Eduardo Belo é jornalista e atuou na Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Gazeta Mercantil e Valor Econômico 4 Irene Ruberti é jornalista especializada na cobertura da administração e planejamento das cidades. Foi editora dos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo 5 Clayton Jr. é ilustrador. Radicado em Londres, publica seus trabalhos em revistas ao redor do mundo. Entre elas a Monocle, Sekret Firmy e New Yorker 6 Marcio Caparica é designer, foi editor de arte na Editora Abril e possui um Master of Arts em Design Gráfico pela London College of Communication quando trabalhou no The Guardian 7 Nelson Provazi é ilustrador e ganhou três prêmios Abril de Jornalismo. Publica seus trabalhos na revista Alfa, nos jornais Le Monde e Valor Econômico, entre outros 8 Flávio Matangrano, conhecido como Matangra, é ilustrador, fotógrafo e professor da Faap. Publica seus trabalhos principalmente na Folha de S. Paulo e em títulos da Editora Abril

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COLABORADORES

a CONTRIBUIÇÃO DOS PAULISTANOS A pesquisa de opinião conduzida pela equipe de SÃO PAULO OUTLOOK contou com a contribuição de 250 profissionais e personalidades paulistanas. Por sua disposição, nossos sinceros agradecimentos Abram Szajman, presidente da Fecomércio, Adrian Von Treuenfels, diretor de relações institucionais da Boehringer, Alberto Araújo, diretor-presidente da Bull para a América Latina, Aldo Batista, diretor-presidente da E2solar, Ale Youssef, sócio e diretor artístico do Studio SP, Alessandro Calloni, tesoureiro da ABB, Alex Weiss, economista do IEDI, Alexandre Bertoldi, sócio-presidente do Pinheiro Neto Advogados, Alexandre Bertoli Guanabara, diretor de operações da Albéa, Alexandre Borges, sócio-presidente da Mãe Terra, Alexandre Borin, CEO e sócio da Prestus, Alexandre Miranda, diretor financeiro da Acument, Alfésio Ferreira Braga, pesquisador do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da Faculdade de Medicina da USP, Alfredo de Goeye Jr., presidente da Sertrading, Ana Paula Magaldi, paisagista, André Fischer, diretor da Mix Brasil, André Luiz de Oliveira, diretor administrativo do Corinthians, Andréa Galasso, sócia e diretora geral do Banco de Eventos, Annie Morrissey, presidente da SPCVB e vice-presidente de vendas e marketing do Atlantica Hotels, Antoninho Marmo Trevisan, diretor-presidente da Trevisan Escola de Negócios, Antonio Carlos Forte, superintendente da Santa Casa de São Paulo, Antônio Corrêa Meyer, sócio do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, Antônio Emílio Clemente Fugazza, diretor financeiro e de relações com investidores da Eztec, Antonio Kandir, sócio da GG Investimentos, Antônio Kelson Elias Filho, diretor-presidente da Contern, António Manuel Barreto Pita de Abreu, diretor-presidente da EDP, Antonio Marcos Perna Zanardo, diretor internacional de compras da Cummins, Antonio Pargana, presidente da Cisa Trading, Antonio Vico Mañas, vice-reitor da PUCSP, Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras, Baixo Ribeiro, diretor da Galeria Choque Cultural, Bernardo Machado Pires, coordenador ambiental da Abiove, Bolívar Lamounier, sócio-presidente da Augurium, Bruno Vaz, diretor de marketing da Tokio Marine, Candido Leonelli, diretor executivo do Bradesco, Carlos Clur, diretor-presidente da Azul Play, Carlos Eduardo Garrocho de Almeida, diretor de assuntos corporativos da Holcim, Carlos Fernando Siqueira Castro Advogados, sócio-presidente do Siqueira Castro, Carlos Jereissati, CEO do Grupo Iguatemi, Carlos Jorge Motta Brandão, diretor-geral legal e de recursos humanos da

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São Paulo OUTLOOK

Cegelec, Carlos José Santos da Silva, diretor de comunicação e relações institucionais do Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, Carlos Pulici, diretor de TI da Simpress, Carlos Villa, presidente da Solví, Celso Cruz, diretor de supply chain do McDonald’s, Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels, Christian Lohbauer, presidente executivo da CitrusBR, Christiane Barbara Odoki, coordenadora de marketing da Granol, Claudia Farkouh Prado, sóciaadministrativa do Trench, Rossi e Watanabe Advogados, Claudio Luiz Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein, Claudio Roberto Ely, diretor-geral e de relação com investidores da Drogasil, Daniel Gonzalez, vice-presidente financeiro e operacional da ACE Seguradora, Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc SP, Décio Roveda Jr., sócio-presidente do FEMME, Denise Barretto, arquiteta, Dennis Giacometti, presidente da Giacometti Comunicação, Diógenes Del Bel, diretor-presidente da Abetre, Dominik Maurer, presidente da T-Systems, Édis Milaré, sócio-gerente do Milaré Advogados, Eduardo Banzato, presidente do Instituto Imam, Eduardo de Almeida Carneiro, presidente voluntário da AACD, Eduardo Fischer, presidente do Grupo Totalcom, Eduardo José Bernini, sócio-presidente da Tempo Giusto, Eduardo Machado Barella, CEO da Progen, Eduardo Pocetti, sócio da KPMG, Eduardo Srur, artista plástico, Eliana Yang, gerente geral da Câmara BrasilChina, Eliane Franco Figueiredo, presidente do Projeto RH, Elias Rogério da Silva, presidente da NCR, Élio Martins, presidente da Eternit, Elionor Farah Jreige Weffort, professora e pesquisadora da Fecap, Emílio Loures, diretor de assuntos corporativos da Intel, Eugênio Bucci, professor da USP, Euzébio da Silva Bomfim, diretor de previdência da Fundação Cesp, Fabio Arruda Mortara, presidente da Abigraf Nacional, Fabio Luis De Paoli, diretor de IT e customer service da DHL, Fabio Ravaglia, presidente do Instituto Ortopedia & Saúde, Federico Botto, vice-presidente executivo da Ecorodovias, Fernando Antonio Cavanha Gaia, sócio do Gaia, Silva Gaede Advogados, Fernando Figueiredo, presidente executivo da Abiquim, Fernando Mazzarolo, presidente da WMcCann, Fernando Santos-Reis, presidente da Foz do Brasil, Francisco Caiuby Vidigal Filho, vice-presidente da Marítima Seguros, Francisco Carvalho, presidente da BursonMarsteller, Galo Carlos Lopez Noriega, gerente in company da Trevisan Escola de Negócios, Geraldo Monteiro, diretor executivo da Abradilan, Gilberto Farias, diretor geral Cone Sul da Kodak, Gilberto Poleto, vicepresidente da Abimaq e da Abiepan, Gonzalo Vecina Neto, superintendente corporativo do

Hospital Sírio-Libanês, Gustavo Loyola, sócio-presidente da Tendências Consultoria, Guto Lacaz, artista plástico, Comte. Hamilton Alves da Rocha, piloto de helicóptero e repórter aéreo da Rede Record, Hélio Kinoshita, presidente da MetLife, Henri A. Slezynger, presidente da Unigel, Henrique Casciato, diretor comercial do SBT, Hervé Péneau, diretor geral da Dalkia, Horácio Lafer Piva, membro do conselho de administração da Klabin, Hugo Marques da Rosa, presidente e sócio da Método, Hyung Mo Sung, vice-presidente da Mitsui Sumitomo Seguros, Jacques Marcovitch, Ex-reitor e professor da USP, Jaques Lewkowicz, presidente da Lew’Lara/TBWA, Jarbas Antonio de Biagi, presidente do Banesprev, João Carlos Castilho Garcia, presidente da Anefac, João Carlos de Oliveira, presidente da GS1, João Carlos Martins, maestro, João Edson Gravata, diretor de operações do Grupo Pão de Açúcar, João Mauro Boschiero, diretor da GPI, João Nogueira Batista, presidente do Reciclar, João Paulo Conrado, gerente de tesouraria do Grupo Comolatti, João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol do São Paulo, João Rodarte, presidente da CDN, Joaquim Antonio de Medeiros, diretor-geral do Grupo Saúde Bandeirantes, Jorge da Cunha Lima, vicepresidente do conselho curador da Fundação Padre Anchieta, Jorge Luiz de Campos, diretor comercial do SBA, Jorge Michel Lepeltier, sócio proprietário da Solução, José Antonio Sorge, diretor vice-presidente de gestão de energia da Rede Energia, José Augusto Amaro Capela, artista plástico e fotógrafo, José da Silva Guedes, presidente da Fundação Butantan, José Della Volpe, diretor-presidente da Della Volpe Transportes, José Edgard da Cunha Bueno Filho, sócio da JBM Advogados, José Ferraz Ferreira Filho, membro de conselho administrativo e fiscal e diretor da Arte Despertar, José Luis Freire, sócio-fundador do TozziniFreire Advogados, José Roberto Kassai, professor da Fipecafi, José Roberto Müssnich, diretorgeral do Atacadão, José Salvador Faro, professor da Universidade Metodista e PUC-SP, José Tolovi Jr., global CEO da Great Place to Work, Josué Christiano Gomes da Silva, presidente da Coteminas, Juan Quirós, presidente do Grupo Advento, Julio Galvão de Araujo Jr., diretor-presidente da Enerpeixe, Julio Ribeiro, presidente da Talent, Julio Serson, vice-presidente da ABIH-SP, Laurentino Gomes, escritor, Lauro Megale Neto, presidente da Atlas Transportes, Leandro Radomile, diretor comercial da Audi, Leandro Silveira Pereira, vice-diretor de mercado da FGV Projetos, Lilian Tedesco, arquiteta da Tedesco e Cossu Arquitetura, Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Edito-

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Fotos: Divulgação

COLABORADORES COLABORADORES

Annie Morrissey, presidente da SPCVB, Victorio de Marchi, co-presidente do conselho de administração da Ambev, Carlos Jereissati, CEO do Grupo Iguatemi, Maria Helena Martins, coordenadora da escola do Masp e Gustavo Loyola, sócio-diretor da Tendências rial, Luciano Deos, presidente da GAD’Branding & Design e da Abedesign, Luís Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Alshop, Luís César Verdi, presidente da SAP, Luis Manglano, gerente de marketing corporativo da Gomes da Costa, Luis Natel, conselheiro da Intermédica, Luiz Fernando do Amaral, gerente de sustentabilidade da Unica, Luiz Fernando Laranja, diretor executivo da Ouro Verde Amazônia, Luiz Fernando Telles Rudge, diretor-presidente do Promon, Luiz Gonzaga Bertelli, presidente executivo do CIEE, Luiz Gylvan Meira Filho, sócio da Geoconsult, Luiz Marcatti, sócio da Mesa Corporate Governance, Luiz Renato Horta Siqueira, diretor da Asbea, Luiza Nizoli, diretora executiva da Apdata, Maílson da Nóbrega, sócio-presidente da Tendências Consultoria, Manoel Horácio Francisco da Silva, presidente do Banco Fator, Marcel Mendes, vice-reitor do Instituto Presbiteriano Mackenzie, Marcelo Colonno, international affairs da BRBiotec, Marcelo Faria Scarabotolo, diretor de operações da São Carlos Empreendimentos, Marcelo Fioranelli, diretor geral da Air Liquide, Marcelo Lacerda, presidente da Lanxess, Marcelo Mendonça, diretor de assuntos corporativos da TAM, Marcelo Sommer, estilista, Márcia Cavallari Nunes, diretora executiva do Ibope Inteligência, Marco Antônio Ramos de Almeida, superintendente geral da Associação Viva o Centro, Marco Antônio Silva Stefanini, fundador e presidente da Stefanini IT, Marco Martins Poli, diretor administrativo da Abilux, Marco Vitiello, diretor-presidente da Nexans, Marcos A. Monteiro, diretorpresidente da Imprensa Oficial, Marcos Cesar Fracaro, diretor financeiro da Chrysler Group, Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos Morita, professor associado do Instituto Presbiteriano Mackenzie e da FGV, Marcos Rodrigues Penido, secretário-adjunto da CDHU, Marcos Scaldelai, diretor de marketing, pesquisa e desenvolvimento da Bombril, Marcus Vinícius Capobianco dos Santos, gerente da unidade São Paulo do Décio Freire, Maria Cecília Rossi, sócia-diretora da Interlink, Maria Cristina Cescon, sócia do Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados, Maria

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Helena Pires Martins, coordenadora da escola do Masp, Maria José Orione, gerente de marketing para América do Sul da Tavex, Mario Antonio Carneiro Cilento, presidente da Carbocloro, Mário César Mantovani, diretor de políticas públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Gimenes, sóciopresidente da Interbanc, Maristela Mafei, sócia-presidente do Grupo Máquina, Max B.O., rapper e apresentador do programa Manos e Minas, Miguel Alvarez, CEO da Owens-Illinois, Miguel Ethel Sobrinho, diretor da Participa, Milton Moraes Silveira Jr., diretor executivo da Atotech, Mohamad Akl, presidente da Central Nacional Unimed, Moise Politi, diretor-presidente da Brazilian Finance & Real Estate, Nemércio Nogueira, diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Nestor de Castro Neto, presidente na América do Sul da Voith Paper, Octávio Neto, diretor-geral do Grupo Radar, Oscar Vilhena Vieira, diretor da Escola de Direito da FGV SP, Oswaldo Leite de Moraes Filho, sócio da Demarest & Almeida Advogados, Pablo Kipersmit, presidente da Consist, Paulo Al-Assal, presidente da Voltage, Paulo Andreoli, CEO da Andreoli MSL, Paulo Arthur Lencioni Góes, diretor executivo da Fundação Procon SP, Paulo Cesar Antune Salles, sócio-presidente da Aggrego, Paulo Falcão, diretor da BCD Travel, Paulo Guida, diretor comercial da GPI, Paulo Mindlin, diretor de responsabilidade social e diretor do Instituto Walmart, Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, diretor regional CentroSul da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Paulo Roberto Mergulhão, presidente da Pró-Saúde, Paulo Secches, presidente da Officina Sophia, Pedro Donda, presidente do Grupo STP, Percival Caropreso, presidente do Setor 2 ½ , Peterson Barroso Pais, gerente de marketing da Accesstage, Philippe Delleur, presidente da Alstom, Rebeca Lerer, diretora de conteúdo da Matilha Cultural, Regis Carvalho, sócio-fundador da Life Capital, Reinaldo Rubbi, diretor-presidente da Elekeiroz, Renato Massara, diretor comercial e de marketing da Wheaton, Renato Oliva, presidente da ABBC, Renato Vale, presidente do Grupo CCR, Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF, Ricardo Humberto Moschetti, gerente regional São Paulo da

ABCP, Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian, Ricardo Magalhães Simonsen, sócio-presidente da Mineral Engenharia, Ricardo Max Jacob, presidente da Mueller, Roberto Barroso, presidente do Grupo BB Mapfre, Roberto Carlos Latini, diretor-geral da Latini & Associados, Roberto Duailibi, sócio-presidente da DPZ, Roberto Marinho Filho, CEO da TCI BPO, Roberto Muylaert, presidente da Aner, Roberto Spagnuolo, gerente de meio ambiente, saúde e segurança da Alcatel-Lucent, Rogério Thamer, diretor de planejamento e recursos humanos da Gocil, Rose Andrade, coordenadora do caderno +B Inspiração Brasil da Abest, Rubens de Almeida, diretor de integração do iG, Rui Porto, consultor de comunicação e mídia da Alpargatas, Samoel Vieira de Souza, presidente da Abrava, Samuel Jorge Esteves Cester, diretor do Ourinvest, Sergio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, Sérgio Antonio Reze, presidente dos conselhos deliberativo e diretor da Fenabrave, Sergio Correa, gerente sênior da Credicard, Sérgio Milano Benclowicz, diretor da Franchising Ventures, Sérgio Valente, presidente da DM9DDB, Sergio Zappa, diretor-geral da Finantia, Sidney Matos, diretor-geral da JCB, Silvio Genesini, diretor-presidente do Grupo Estado, Stella Kochen Susskind, presidente da Shopper Experience, Sven Harald Antonsson, presidente da Scania, Tânia Cosentino, country president da Schneider Electric Brasil, Thomas Batt, CEO da RSA Seguros, Valdemar Fischer, presidente da Nufarm, Valêncio Garcia, vice-presidente comercial da NeoGrid, Vânia Weber, diretora administrativa e de recursos humanos da Editora Globo, Victorio de Marchi, co-presidente do conselho de administração da Ambev, Walter Gebara, diretor-presidente da Brasilwagen, Walter Gomes de Freitas, superintendente de operações da EcoUrbis, Wellington Nogueira Santos Jr., fundador do Doutores da Alegria, Werner Grau Neto, sócio do Pinheiro Neto Advogados, Wilson Abadio de Oliveira, diretor regional de São Paulo dos Correios, Wolfgang Bader, diretor executivo do Goethe-Institut São Paulo, Yara Silvia de Araújo Gonçalves, diretora da REM.  0

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claudio rossi/análise editorial

apresentação

Vista de área arborizada no bairro dos Jardins, zona sul

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os grandes projetos, ideias e iniciativas... Poucas cidades no mundo têm problemas do tamanho dos enfrentados por São Paulo, mas poucas também têm as condições para encontrar as soluções Versión en español página 190

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capa desta edição de SÃO PAULO OUTLOOK convida o leitor a descobrir uma cidade verde. Para quem conhece e vive na metrópole o convite pode parecer um pouco estranho. São Paulo é cinza. Grande parte de seus bairros é repleta de prédios, avenidas, carros e concreto. É verdade. Mas para entender o conceito de cidade verde e vislumbrar a aplicação real de práticas de sustentabilidade em um centro urbano com 11 milhões de habitantes é preciso adicionar à equação mais do que parques e vegetação.

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O verde da metrópole também está nos laboratórios de pesquisa científica, na frota de ônibus, na legislação e no planejamento urbano. A cidade de São Paulo é o palco de alguns dos experimentos mais relevantes na busca pela redução de emissões dos gases que causam mudanças climáticas. O ex-presidente americano Bill Clinton afirmou, na abertura do C40 São Paulo Summit, em julho de 2011 (leia mais na página 27), que se as maiores cidades do mundo desativarem seus aterros sanitários e capturarem os gases produzidos pelo lixo poderíamos dar mais 20 anos à próxima geração para lidar com os efeitos da mudança climática no planeta.

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pesquisa

Guilherme LARA CAMPOS/FOLHAPRESS

apresentação

Vista de área densamente urbanizada no bairro dos Jardins, zona sul

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pesquisa

...para Enfrentar grandes desafios

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linton se referia ao gás metano, naturalmente gerado no processo de decomposição do lixo orgânico e cerca de 21 vezes mais danoso ao meio ambiente que o carbono. São Paulo é uma das cidades pioneiras nessa iniciativa e conta com duas usinas em operação que capturam o gás e geram energia elétrica nos antigos aterros de Bandeirantes e São João. É importante lembrar que São Paulo é a sétima maior cidade do mundo. Grande parte das iniciativas implantadas na metrópole, para serem efetivas, precisam estar à altura. Por isso, o município opera a maior central de inspeção veicular do globo, no Tatuapé, zona leste da cidade, que tem capacidade para vistoriar quase cinco mil carros todos os dias. Participa do projeto para implantar o maior parque linear do globo, com 75 quilômetros de extensão, ao longo do Rio Tietê. E conta com um batalhão de cerca de 35 mil pessoas que, todo dia, se encarrega de recolher e destinar as quase 20 mil toneladas de lixo produzidas diariamente pela cidade. Toda a frota de ônibus municipais já utiliza algum teor de combustíveis renováveis. Mais de mil veículos são movidos a B20, uma mistura de óleo diesel que contém 20% de biodiesel. Os 13,5 mil restantes utilizam uma mistura de 5% do biocombustível. Já estão em teste ônibus que usam etanol, biodiesel de ca-

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na-de-açúcar e hidrogênio, além dos veículos elétricos. A meta é que a totalidade da frota municipal de ônibus esteja rodando com combustíveis renováveis e mais limpos até 2018. O objetivo está determinado em lei. A Lei Municipal de Mudanças Climáticas, aprovada em 2009, também determina a meta de redução de 30% das emissões de gases de efeito estufa na cidade até 2012, com base no inventário de 2005. Naquele ano, São Paulo emitiu quase 16 milhões de toneladas de carbono equivalente. No mesmo ano, a cidade de Nova York, que tem pouco mais de oito milhões de habitantes, emitiu 58 milhões de toneladas de carbono equivalente, quase quatro vezes mais. A metrópole americana tem um plano para reduzir suas emissões em 30% até o ano de 2030. Para atingir esse resultado terá de cortar o equivalente a uma cidade inteira de São Paulo até lá. Nas páginas desta edição procuramos apresentar as iniciativas, os projetos, as leis, os investimentos, os profissionais e as opiniões dos paulistanos que enxergam na cidade as soluções para um futuro mais sustentável, e não apenas seus problemas. Portanto, convidamos o leitor, mais uma vez, a virar a página e descobrir por que – mesmo com todo o cinza – a cidade de São Paulo é verde e o que está sendo feito e planejado para que fique ainda mais.  0

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metodologia

Critérios adotados Versión en español página 191

Fontes de informação – As fontes

utilizadas para dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB), população, serviços públicos e outras informações relacionadas a indicadores oficiais do município, região metropolitana, estado de São Paulo e o Brasil foram apuradas nos órgãos oficiais ligados às respectivas esferas governamentais. Os principais consultados estão listados a seguir. Municipais - Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Empresa de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo (SPTuris), São Paulo Convention & Visitors Bureau, São Paulo Transportes (SPTrans), além das secretarias municipais. Estaduais - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), além das secretarias estaduais. Federais, autarquias e empresas estatais - Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Banco Central (BC), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além dos ministérios. Metrópoles em outros países - Em relação aos dados apresentados nesta edição que fazem comparações entre cidades de diferentes países é importante ressaltar que grande parte das fontes de informação não faz distinção entre municípios e regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas. Isso ocorre porque o conceito de região metropolitana não é padronizado, podendo indicar situações diferentes, dependendo do país. As informações apresentadas dizem respeito ao único dado disponível ou ao recorte que mais se assemelha aos outros do ponto

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Conselho editorial

de vista metodológico. Esse critério é o utilizado por relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU), e seus órgãos relacionados, e da consultoria PricewaterhouseCoopers, as principais fontes de informação para os dados que comparam cidades desta edição. Também foram consultados a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Banco Mundial e o Internacional Congress & Convention Association (ICCA). Estudos, relatórios e profissionais de instituições de ensino também foram consultados, principalmente da Fundação Getulio Vargas (FGV), Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Além das associações Viva o Centro e Movimento Nossa São Paulo. Pesquisa de opinião – A pesquisa de opinião cujos resultados estão apresentados na seção “A cidade segundo os paulistanos” (página 108) foi realizada com 250 entre os principais empresários, empreendedores e personalidades que vivem em São Paulo. Os entrevistados foram procurados pela equipe de SÃO PAULO OUTLOOK entre 12 de maio e 3 de junho de 2011 e responderam a um questionário por telefone. Os nomes de todas as fontes entrevistadas na pesquisa podem ser consultados na página 7. C40 São Paulo Summit – A publicação SÃO PAULO OUTLOOK - DESCOBRA UMA CIDADE VERDE realizou a cobertura do C40 São

Paulo Summit, que ocorreu na cidade entre 31 de maio e 3 de junho de 2011 e conta com uma seção especial que trata do evento. Nesta seção estão destacados os principais projetos apresentados por cidades que fazem parte da rede C40 Cities Climate Leadership Group e as iniciativas apresentadas por São Paulo.  0

Eduardo Oinegue Silvana Quaglio e Alexandre Secco

Diretora-presidente Silvana Quaglio

Diretor de conteúdo Alexandre Secco

Diretor comercial Alexandre Raciskas Rua Major Quedinho, 111, 16° andar CEP 01050-904, São Paulo-SP Tel. (55 11) 3201-2300 Fax (55 11) 3201-2310 contato@analisecom

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São Paulo Outlook PUBLISHER Silvana Quaglio EDITOR Alexandre Secco Editor executivo: Gabriel Attuy Gerente de pesquisa e distribuição: Ligia Donatelli Coordenadoras de conteúdo: Giselle Godoi, Irene Ruberti, Paula Quintas, Vivian Stychnicki Coordenadora de pesquisa: Valquíria Oliveira Coordenadora de distribuição: Juliane Almeida Coordenador de arte: Cesar Habert Paciornik Equipe de conteúdo: Aline Fraga, Bruna Abjon, Carlos Larios Equipe de pesquisa: Abrahão de Oliveira, Alberto Barbosa, Beatriz França, Camila Casassa, Daniel Mendes, Ellen Lopes, Giulia Listo, Guilherme Cimatti, Jessica Marins, Leonardo Azzali, Lucas Boscariolli, Mara Speri, Naiara Teles, Patrícia Silva, Paulo de Andrade, Sumaya Oliveira, Taiane Silva, Yasmin Gomes Designers: Gustavo Moura, Régis Schwert Coordenador de TI: Cristiano Carlos da Silva Equipe de TI: Felipe Cavaliere, Jaelson Apolinário Colaboradores: Alex Argozino, Cláudio Gatti, Guilherme Gomes, Henrique Morais, Rogério Montenegro, Tatiana Petit Revisão: Mary Ferrarini, Vera Fedschenko Tradução: Sogl Traduções Publicidade/gerentes de negócios: Alessandra Soares e Márcia Pires Assistente: Felipe Ricelle Atendimento e apoio administrativo: Fábio Lopes, Giseli Monteiro São Paulo Outlook 2011 é uma publicação independente, desenvolvida pela Análise Editorial com apoio da Prefeitura de São Paulo e SPTuris

ISSN 1808-9240 Tiragem de 15. 000 exemplares Auditado por

Impressão: IBEP Gráfica

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SÃO PAULO EM NÚMEROS OS PRINCIPAIS INDICADORES PARACOMO OS PRINCIPAIS INDICADORES PARA ENTENDER ENTENDER COMO FUNCIONA A SÉTIMA FUNCIONA A SÉTIMA MAIOR METRÓPOLE DO MUNDO MAIOR METRÓPOLE DO MUNDO > Comércio > Imobiliário > Eventos

SP entre as maiores página 18

12

> População > Cultura e lazer > Economia > Educação Mercado imobiliário página 20 > Emissão de CO2 Habitação página 20

> Saneamento > Saúde > Segurança >21 Transporte Eventos página 22 >22 Turismo

3

Pirâmide etária página 18

13

Saúde página 21

23

Lazer e cultura página 23

4

Quanto custa página 18

14

Educação página 21

24

Comunicação página 23

5

Economia página 19

15

Crimes página 21

25

Transporte página 24

6

Distribuição de renda página 19

16

Áreas verdes página 21

26

Emissão de CO2 página 25

7

PEA página 19

17

Segurança página 21

27

Inspeção veicular página 25

8

SP entre as mais ricas página 19

18

Turismo página 22

28

Infraestrutura página 25

9

Comércio página 20

19

Hotelaria página 22

29

Mortes no trânsito página 25

10

Saneamento página 20

20

os maiores eventos página 22

30

Táxis página 25

1 2

> Comunicação > Gastronomia > Habitação > Hotelaria População página 18 > Infraestrutura

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11

Gastronomia página 23

São Paulo OUTLOOK

17


SÃO PAULO EM NÚMEROS

1

POPULAÇÃO

11 mi População flutuante 11,2 mi População residente 5,3 mi (47%) Homens 5,9 mi (53%) Mulheres 0,75 Crescimento populacional ao ano (2000/2010) 15,6/mil hab. Taxa de natalidade 6,1/mil hab. Taxa de mortalidade 75 anos Expectativa de vida (dados de 2010 referentes a 2009) 0,841 IDH 0,45 Coeficiente de Gini

6% da população do Brasil

2 SÃO PAULO ENTRE AS DEZ MAIORES CIDADES

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3

Igual à população da Grécia

Cidade Xangai Istambul Karachi Nova Délhi Mumbai Moscou São Paulo Seul Pequim Jacarta

espanhola e portuguesa fora dos países

1,5 mi de pessoas passam todos os dias na Avenida Paulista

(centro financeiro da cidade)

País População China 13,8 mi Turquia 13,1 mi Paquistão 13 mi Índia 12,6 mi Índia 12,5 mi Rússia 11,5 mi Brasil 11,2 mi Coreia do Sul 10,5 mi China 10,1 mi Indonésia 9,6 mi

PIRÂMIDE ETÁRIA DE SÃO PAULO Homens

Idade

Maiores colônia japonesa,

4

Mulheres

100 ou mais 95 a 99 90 a 94 85 a 89 80 a 84 75 a 79 70 a 74 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 1a4 Menos de 1

QUANTO CUSTA

R$ 24 mil Carro mais barato R$ 80/dia Aluguel carro (compacto) R$ 750/hora Aluguel de limusine US$ 146 Estacionamento mensal US$ 13 Estacionamento avulso R$ 90 Táxi do aeroporto ao centro R$ 3,00 Bilhete de ônibus R$ 2,90 Bilhete de metrô R$ 1,6 mil Motorista (média mensal) R$ 1,5 mil Cozinheiro (média mensal) R$ 1,3 mil Babá (média mensal) Empregada doméstica (média mensal) R$ 750 R$ 3,20 Café no Starbucks R$ 2,34 Coca-Cola 500 ml R$ 6 Big Mac R$ 18 Ingresso de cinema R$ 30/mês Banda larga 1MB R$ 2 mil iPhone 4 R$ 3 mil Terno Ermenegildo Zegna R$ 140 Show do Paul McCartney R$ 1 mil Mensalidade escolar (média do Morumbi, Mooca, Tatuapé)

em milhares

600 500 400 300 200 100 0

100 200 300 400 500 600

Orçamento municipal em 2010

R$ 27,9 bi

Área

1.500 km

2

Fuso GMT

–3 horas

SÃO PAULO

Investimento público

R$ 2,4 bi Densidade demográfica

7,4 mil hab./km

2

18

São Paulo OUTLOOK

Arrecadação anual

R$ 30 bi www.analise.com


A população e a economia

7

5

ECONOMIA

8,7%

R$ 357 bi (US$ 195 bi) PIB (em 2008) R$ 230 bi Serviços (em 2008) R$ 63 bi Indústria (em 2008) R$ 64 bi Comércio (em 2008) R$ 19 mi Agricultura (em 2008) 6,9% Variação anual (2009/2010) R$ 28,6 mil PIB per capita R$ 2,2 mil Renda familiar (média em 2010) Renda do trabalhador (média em 2010) R$ 1,4 mil R$ 560 Salário mínimo 1 mi Empresas 115 mil Novas empresas (em 2010) US$ 3,6 bi Exportações (em 2010) US$ 14,1 bi Importações (em 2010)

Igual

do PIB do Brasil

ao PIB das Filipinas

21

6

às exportações da República Dominicana

30

bilionários, a 6ª cidade no mundo

mil milionários, 60% do Brasil

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

Salário mínimo Até 1 De 1 a 2 De 2 a 3 De 3 a 5 De 5 a 10 De 10 a 20 Mais de 20

Igual

População 11% 19% 17% 23% 18% 9% 3%

3ª maior

bolsa de valores do mundo

PEA

Serviços Indústria Comércio Outros Motoboys Advogados Contadores Médicos Catadores Flanelinhas Arquitetos Eleitores

9,4 mi 4,9 mi (52%) 1,7 mi (18%) 1,5 mi (16%) 1,3 mi (14%) 300 mil 224 mil 141 mil 50 mil 20 mil 15 mil 10 mil 8,5 mi

8

SÃO PAULO ENTRE AS DEZ CIDADES MAIS RICAS

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Cidade Tóquio Nova York Los Angeles Chicago Londres Paris Osaka Cidade do México Filadélfia São Paulo

País PIB (US$ bi)(1) 1.479 Japão 1.406 Estados Unidos 792 Estados Unidos 574 Estados Unidos 565 Inglaterra 564 França 417 Japão 390 México 388 Estados Unidos 388 Brasil

(1) Estimativas da PricewaterhouseCoopers para as regiões metropolitanas em 2008

Câmara Municipal em 2010

Número de vereadores

55

Projetos de lei apresentados

578

www.analise.com

Leis que entraram em vigor

266

Orçamento da Câmara

R$ 360 mi

5 Regiões 31 Subprefeituras 96 Distritos 58 Zonas Eleitorais São Paulo OUTLOOK

19


SÃO PAULO EM NÚMEROS

11

9

COMÉRCIO

Estabelecimentos comerciais Pet shops Farmácias Padarias Postos de combustíveis Agências bancárias Academias de ginástica Feiras de rua Supermercados e hipermercados Lojas McDonald's Lojas Starbucks Lojas Mont Blanc Concessionárias Ferrari Shoppings Lojas em shoppings Área locada em shoppings Vendedores ambulantes (registrados na Prefeitura)

59 ruas com

comércio especializado

10

São Paulo tem a a

3 maior central de abastecimento

12

HABITAÇÃO

Domicílios Favelas (dados de 2009) Domicílios em favelas (dados de 2009) Moradores de favelas (dados de 2009)

3,9 mi 1.636 400 mil 1,3 mi

860 mil transações

com cartão de crédito por dia

SANEAMENTO

Residências atendidas Água Coleta de esgoto Tratamento de esgoto Coleta de lixo

20

240 mil 5 mil 4 mil 3,2 mil 3,1 mil 2,4 mil 1 mil 900 1,2 mil 110 19 5 1 51 10 mil 1,8 mi m2 2,1 mil

MERCADO IMOBILIÁRIO

Imóveis residenciais construídos (em 2010) Imóveis residenciais comercializados (em 2010) Imóveis comerciais construídos (em 2010) Aluguel m2 residencial (média em abril de 2011 no centro) Aluguel m2 comercial (média da Faria Lima, Itaim, Paulista, Vila Olímpia e Berrini) Aluguel m2 comercial por região Faria Lima Itaim Paulista Berrini Vila Olímpia Vacância em imóveis comerciais Avanço preço aluguel residencial (2009/2010) Avanço preço aluguel comercial (2010/2011)

100% 97% 75% 100%

São Paulo OUTLOOK

Lixo coletado/dia (em toneladas) 17 mil Comum 155 Coleta seletiva 91 Hospitalar 84 Papel e papelão

Vidro Plástico Alumínio Número de coop. de recicláveis

25 29 16 21

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34 mil 36 mil 4,1 mil R$ 20 R$ 120 R$ 145 R$ 141 R$ 116 R$ 95 R$ 95 5% 16% 27%


Comércio e serviços

16 13

SAÚDE

Estabelecimentos de saúde Hospitais Leitos Doses de vacina aplicadas (em 2010) Médicos Médico por mil habitantes Vagas em hospitais Sistema privado Sistema público Transplantes de órgãos (em 2010) Hospitais habilitados a fazer transplantes

2,5 mil 205 32 mil 15 mi 50 mil 4,5 61% 39% 2,5 mil 60

Em São Paulo: Hospital que mais realiza transplantes de

Em São Paulo: Hospital que mais realiza transplantes de

no mundo

no mundo

rim 14

ÁREAS VERDES E BIODIVERSIDADE

78 Número de parques 25 km2 Área dos parques 2% Fatia do território 4,5 mil Praças públicas 2 Número de APAs 341 km2 Área das APAs 23% Fatia do território 260 mil Árvores plantadas por ano 40% Cobertura vegetal da cidade 21% Cobertura de mata atlântica original

Espécies de fauna 372 Aves 126 Insetos 83 Mamíferos 45 Anfíbios 40 Répteis 23 Peixes 9 Aracnídeos 2 Crustáceos

fígado

EDUCAÇÃO

Creches Instituições de ensino infantil Instituições de ensino fundamental Instituições de ensino médio Escolas técnicas CEUs (Centro Educacional Unificado) Instituições de ensino superior Cursos de ensino superior a distância Formados ao ano (em 2009) Vagas Creche (em 2010) Pré-escola (em 2010) Ensino infantil Ensino fundamental Ensino médio

15

1.4 mil 508 536 634 249 45 197 31 100 mil 95 mil 40,5 mil 400 mil 465 mil 410 mil

CRIMES (POR 100 MIL HABITANTES)

Homicídio Furto Roubo Furto e roubo de veículo

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São Paulo 10,6 1.523 986 692

Los Angeles 8 1.492 317 478

17

Nova York 6 1.339 221 127

Londres 2 450 160

SEGURANÇA

Policiais militares Policiais civis Guardas municipais Viaturas Delegacias Bases móveis da PM Câmeras na cidade

São Paulo OUTLOOK

25 mil 20 mil 6,5 mil 3,4 mil 93 96 1 mi

21


SÃO PAULO EM NÚMEROS 18

TURISMO

20

Razão da visita Negócios Eventos Outros Turistas brasileiros Permanência média Gasto médio/dia Origem dos brasileiros São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais Paraná Rio Grande do Sul Turistas estrangeiros Permanência média Gasto médio/dia

56% 22% 22% 10,1 mi 3,6 dias R$ 130

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

37% 14% 9% 9% 5% 1,6 mi 5,6 dias US$ 150

OS 10 MAIORES EVENTOS Público 4 mi

Evento Virada Cultural Parada GLBT Réveillon na Paulista 740 mil Bienal do Livro 650 mil Salão do Automóvel 530 mil Bienal Internacional de Arte 240 mil Salão Duas Rodas Mostra Internacional de Cinema 200 mil GP Brasil de Fórmula 1 140 mil Carnaval 110 mil

3 mi 2,4 mi

5o maior

zoológico do mundo Origem dos estrangeiros

23% Estados Unidos

6 minutos

43%

13% 8% 7% 6%

Argentina

Inglaterra

19

Realiza um evento a cada

Outros

Canadá Colômbia

HOTELARIA

Hotéis Apartamentos Taxa de ocupação Diária média Locais mais visitados Museus Parques Casas noturnas Teatros Casas de shows

São Paulo tem a maior parada GLBT

410 42 mil 69% R$ 205

24o no ranking mundial de cidades

por eventos de negócios internacionais SPFW é a 5 maior semana de moda do mundo a

83% 81% 67% 56% 37%

21

EVENTOS

Eventos por ano Receita Área destinada a eventos Empresas expositoras Visitantes

22

São Paulo OUTLOOK

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90 mil R$ 2,9 bi 700 mil m2 29 mil 4,3 mi


Turismo, lazer e cultura

22

GASTRONOMIA

Restaurantes Bares Pizzarias Churrascarias Restaurantes japoneses Opções de entrega

12,5 mil 15 mil 1,5 mil 500 250 2 mil

23

1 milhão de pizzas produzidas por dia

10,4 milhões de

pães produzidos por dia O restaurante paulistano DOM foi o eleito o 7 melhor do mundo

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LAZER E CULTURA

Centros de esporte e lazer Estádios de futebol Campos de golfe Autódromo Teatros Salas de teatro Espetáculos teatrais por ano Salas de shows e concertos Museus Bibliotecas Cinemas Salas de cinema Grandes casas de espetáculos

631 9 4 1 160 280 600 294 110 88 55 260 7

24

COMUNICAÇÃO

Emissoras de TV Emissoras de rádio Tiragem do maior jornal diário Provedores de banda larga Provedores de TV a cabo Celulares por habitante (em 2010) Ligações de telefone fixo

São Paulo OUTLOOK

9 14 300 mil exemplares 80 4 1,18 4 mi

23


SÃO PAULO EM NÚMEROS

São Paulo tem 1 automóvel para cada 2 habitantes 25

TRANSPORTE

Frota Automóveis 5,1 mi Motos 880 mil Vans e caminhonetes 710 mil Caminhões 160 mil Ônibus 42 mil Táxis 33 mil Helicópteros 452 Trens de metrô 150 Viagens diárias Transporte coletivo 13,9 mi (55%) Transporte individual 11,3 mi (45%) A pé 12,6 mi Automóveis 10,4 mi Ônibus ou lotação 9 mi Metrô 2,2 mi Veículo escolar 1,3 mi Trem 815 mil Moto 721 mil Ônibus fretado 514 mil Táxi 91 mil Congestionamento no 100 km horário de pico (média em 2010)

Vagas de estacionamento especiais Zona azul Vagas para idosos Vagas para pessoas com deficiência Fiscalização Fiscais da CET Multas aplicadas Veículos guinchados Radares de velocidade Lombadas eletrônicas Aeroportos Empresas áereas Aeroporto de Congonhas Pousos e decolagens (em 2010) Passageiros (em 2010) Campo de Marte Pousos e decolagens (em 2010) Passageiros (em 2010)

33 mil 1,8 mil 768 2,5 mil 7 mi 471 547 152 2 44 205 mil 15,5 mi 123 mil 360 mil

Passageiros diários Ônibus (em dias úteis) Metrô (em dias úteis) Trens (em dias úteis) Idade dos carros Até 1 ano 2 a 5 anos 6 a 10 anos Mais de 10 anos Estacionamento de carros Própria Patrocinada Na rua Pago mensal Pago avulso Zona azul

9,6 mi 3,7 mi 2,4 mi 9% 23% 27% 41% 3,2 mi 1,7 mi 1,5 mi 179 mil 143 mil 40 mil

Um ônibus biarticulado pode carregar 190 passageiros

Transporte público Ônibus Empresas operadoras Terminais de ônibus Corredores de ônibus Linhas de ônibus Extensão Paradas Estações de metrô Linhas de metrô Extensão linhas de metrô Estações de trem Linhas de trem Extensão linhas de trem

24

São Paulo OUTLOOK

15 mil 26 29 10 1,3 mil 4,4 mil km 19 mil 62 5 72,6 km 89 6 260 km

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Mobilidade e transporte São Paulo tem a maior frota de helicópteros do mundo

São Paulo tem a maior rede de iluminação pública do mundo

6 mil cruzamentos com semáforos

4.200 carros e 200 ônibus passam por hora na avenida Paulista (horário de pico)

26

EMISSÂO DE CO2

CO2 emitido (referência inventário

27

INSPEÇÃO VEICULAR

15,7 mi toneladas

2009

de 2005 em toneladas equivalentes)

Carros

Ônibus que usam combustíveis renováveis Biodiesel Elétricos Etanol Ciclistas Bicicletas Bicicletários Ciclovias Ciclofaixa Viagens diárias

29

15 mil 200 50 250 mil 38 36 km 44 km 304 mil

MORTES NO TRÂNSITO EM QUEDA 1.566

1.505 1.487

1.463 1.382

2005 2006

2007

2008

2009

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1.357

28

2010

1,2 mi

2,7 mi

Motos

26,7 mil

Caminhões

30

266 mil 67 mil 59 mil

INFRAESTRUTURA

Vias pavimentadas Pontes Viadutos Consumo de energia Total Residencial Comercial Industrial Outros Iluminação pública Distância do porto de Santos

17,2 mil km 47 136 27,3 mil GWh 11,1 mil GWh (41%) 9,2 mil GWh (34%) 4 mil GWh (15%) 3 mil GWh (10%) 570 mil lâmpadas 77 km

3 anos é a idade média dos táxis

TÁXIS

Carro/ 1.000 hab. São Paulo 3 Buenos Aires 10 Londres 3 Nova York 1,5

Bandeirada R$ 4,10 R$ 2,20 R$ 5,70 R$ 4,00

Por km rodado R$ 2,50 R$ 1,10 R$ 7,20 R$ 3,00

2010

São Paulo OUTLOOK

25


As práticas ambientais das maiores empresas do Brasil e o perfil das ONGs que atuam no país ANUÁrio

2010/2011

GESTAO AMBIENTAL As boas práticas de

O perfil de

330 ONG

750 empresAs

O anuário Análise Gestão Ambiental apresenta as ações ambientais das grandes companhias públicas e privadas, bancos e ONGs brasileiras. Além disso, traz reportagens especiais sobre os avanços e os desafios que o país enfrenta nesta área. O conteúdo é publicado em versão bilíngue (português e inglês).

s

AmbieNtAis

+

bANCOs: As políticas de crédito de 21 instituições

A composição dos conselhos

R$ 39,00 ISSN 1808-9240 Ed. 26 26

9 771808 924003

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MEIO AMBIENTE NO BRASIL: da Eco-92 à Rio+20

(11) 3201-2300 • www.analise.com • contato@analise.com


SãoPaulo anuário 2011

Outlook

Especial

C40

São Paulo SUMMIT metrópoles

iniciativas

Soluções

Como as megacidades podem combater as mudanças climáticas

Os projetos para reduzir em 30% as emissões de carbono até 2012

Como funcionam as iniciativas inovadoras em outras cidades

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Especial C40 São Paulo Summit

AS SOLUÇÕES DAS CIDADES O poder dos governos locais para contribuir com a redução dos efeitos das mudanças climáticas é enorme. A seguir, veja como algumas das maiores metrópoles do mundo estão enfrentando esse desafio Versión en español página 192

Movimento na ciclofaixa de São Paulo, que funciona aos domingos e liga três parques com 45 km de extensão

28

São Paulo OUTLOOK

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c40 São Paulo Summit 2011

O

Almeida Rocha/Folhapress

s grandes centros metropolitanos são os maiores emissores de gases que colaboram para a mudança climática no planeta. As cidades cobrem cerca de 2% do território do globo e contribuem com 70% das emissões de gases de efeito estufa. Até 2040, projeções indicam que mais de dois terços da população mundial estará vivendo em aglomerações urbanas, aumentando ainda mais a concentração de emissões. Mas, se os centros urbanos são a principal fonte do consumo de energia, combustíveis e da geração de resíduos que resultam na emissão de grandes quantidades de

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carbono na atmosfera, é também nas metrópoles que serão encontradas as soluções para mitigar os efeitos nocivos dessas atividades. O conceito de que as cidades são a principal causa, mas também a solução para construir uma sociedade ambientalmente sustentável, tem sido disseminado por especialistas, políticos e acadêmicos. A ideia ganhou força principalmente após os sucessivos fracassos das negociações entre nações para metas de redução de emissões de carbono. O efeito tímido do protocolo de Kyoto, de 1997, e a falta de um consenso para metas de redução de emissões na COP-15, em 2009, foram vistos como um indicador de que governos locais podem contribuir de maneira mais efetiva que os federais. O C40 Cities Climate Leadership Group é uma das instituições que abraçam esse conceito. Formado em 2005, na cidade de Londres, o C40 contava, em meados de 2011, com 40 metrópoles participantes e 19 afiliadas, distribuídas nos seis continentes. Jacarta, Johannesburgo, Londres, Moscou, Nova York e São Paulo estão entre as cidades-membros. As 40 cidades participantes respondem por 18% do PIB mundial, mais de 4% da população, com 300 milhões de pessoas, e são responsáveis por 10% das emissões globais de carbono. As medidas tomadas por esse grupo, portanto, podem ter impacto muito significativo. Até maio de 2011, as cidades do C40 haviam implementado mais de 4,7 mil ações para combater as mudanças climáticas e 75% delas entraram em vigor a partir da fundação do grupo em 2005. O poder das cidades - Um dos principais argumentos que balizam o conceito de que a administração municipal pode contribuir mais para combater mudanças climáticas é o controle sobre legislação e regulação. Enquanto governos federais estipulam políticas abrangentes que precisam atender centenas de municípios, a estrutura local pode influir no tipo de combustível utilizado pela frota de ônibus, no uso de lâmpadas mais eficientes para iluminar as ruas e investir diretamente em estruturas para reciclagem do lixo.

Confira nesta edição especial 28 As soluções Como as metrópoles podem combater as mudanças climáticas

32 os primeiros passos para ser mais verde Algumas das principais iniciativas de São Paulo para tornar-se sustentável

33 políticas públicas 34 mobilidade 35 resíduos sólidos 36 Drenagem 37 Cidade compacta

35 ENTREVISTA c40: SIMON REDDY

38 as ações que deram certo pelo mundo Oito exemplos de projetos de sucesso implantados nas cidades do C40

38 Amsterdã Holanda

38 Copenhague Dinamarca

39 Johannesburgo África do Sul

40 Heidelberg Alemanha

41 Paris França

42 Portland

Estados Unidos

42 São Francisco Estados Unidos

43 Sydney

Austrália

São Paulo OUTLOOK

29


c40 São Paulo Summit 2011

Claudio Rossi/Análise Editorial

Especial C40 São Paulo Summit

O ex-presidente americano Bill Clinton, da Clinton Climate Initiative, que ampliou sua parceria com as cidades do C40

"Um futuro sustentável é bom para a economia" Bill Clinton Ex-presidente dos EUA

30

Das 40 cidades, 28 possuem programas estabelecidos na área de transporte, por exemplo, 26 delas têm controle sobre as vias públicas e 19 são diretamente responsáveis pela operação do sistema de ônibus. Entre os projetos em andamento nas cidades que fazem parte do C40, os que lidam com construções e edificações são os mais numerosos: 1.343, ou 28% do total. Isso ocorre porque a energia utilizada nas construções existentes representa 45% das emissões de carbono das cidades, além do que 27 cidades têm poder direto para atuar nessa frente. O segmento de transportes é o segundo mais representativo, com 19% das ações implementadas, seguido por manejo de resíduos sólidos, com 17%. Entre as cidades do C40, São Paulo é uma das mais ativas no que diz respeito à governança e planejamento de ações para combater as mudanças climáticas. O município possui um conselho exclusivamente dedicado a essas questões, o Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia,

São Paulo OUTLOOK

composto de 12 secretarias municipais e estaduais, entidades de classe e universidades. Essa estrutura existe em apenas 20 das 40 cidades. A capital também definiu uma meta para redução de emissões, de 30% até 2012 considerando o índice de 2005, o que foi feito por 24 cidades do grupo. São Paulo sediou, em 2011, a quarta edição do encontro bianual de prefeitos do C40. Durante a reunião, que contou com a presença de delegações de 75 cidades, participação de 17 prefeitos e aproximadamente 800 pessoas, as metrópoles apresentaram e trocaram experiências. Rio+20 – Uma das principais iniciativas tomadas durante a reunião foi a proposta de inserir a rede de cidades na discussão da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que acontece no Rio de Janeiro em junho de 2012, através de um evento paralelo oficial. Os membros do C40 enviaram um comunicado à ONU pedindo que a rede seja reconhecida como a voz oficial das grandes

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c40 São Paulo Summit 2011

cidades do mundo que estão comprometidas com o combate às mudanças climáticas. Padrão na medição das emissões –

Durante o evento foi anunciada uma parceria entre o C40 e o grupo Iclei - Local Governments for Sustainability para desenvolver uma metodologia-padrão para medir as emissões de gases de efeito estufa. O objetivo é garantir que os inventários das cidades sejam produzidos com base nos mesmos critérios, possibilitando geração de dados mais precisos e facilitando a obtenção de financiamentos para projetos. Parceria com a Clinton Climate Initiative (CCI) – A rede C40 e a CCI – braço

Acordo com o Banco Mundial – Um dos

principais entraves nas cidades para a implementação de projetos que visam à redução das emissões de gases de efeito estufa é a dificuldade na obtenção de recursos e financiamentos. No encontro, o Banco Mundial assinou um acordo com o C40 com o objetivo de simplificar os trâmites para obter recursos. Segundo o presidente do banco, Robert Zoellick, a instituição também prestará assistência técnica aos municípios. Outro objetivo da parceria com o Banco Mundial é incentivar investidores privados a ampliar os seus aportes em projetos verdes. 0

No sentido horário: Divulgação, Thomas Le Ngo/ TriMet, Sharon Hickey, City of Sydney, Divulgação

da William J. Clinton Foundation, liderada pelo ex-presidente americano Bill Clinton – formalizaram durante o evento uma expansão da parceria que vigora desde 2006. O novo acordo prevê aumentar o número de cidades participantes no C40, dobrar o orçamento e reestruturar a organização.

A voz das cidades Delegações de 75 cidades estiveram no C40 São Paulo Summit em junho de 2011. Confira o que disseram alguns dos prefeitos das maiores cidades do mundo presentes no evento

As cidades “ obtêm resultados mais rápidos que governos federais, por isso têm papel muito importante

Anne Hidalgo  Vice-prefeita de Paris

Somos uma cidade neutra em emissões desde 2007 através da compra de créditos de carbono

Clover Moore  Prefeita de Sydney

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que cidades “É importante em desenvolvimento aprendam com os erros dos desenvolvidos

Frank Jensen  Prefeito de Copenhague Um dos maiores “ empecilhos enfrentados pelos prefeitos para implementar tecnologia sustentável na sua cidade é a falta de financiamento para projetos verdes

Sam Adams  Prefeito de Portland

São Paulo OUTLOOK

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c40 São Paulo Summit 2011

Fábio Guinalz/Folhapress

Especial C40 São Paulo Summit

Motorista passa por inspeção veicular: quase 50% da frota de motocicletas licenciadas foi vistoriada em 2010

os primeiros passos para ser mais verde

A

s metrópoles que fazem parte do C40 Cities Climate Leadership Group emitem 1,2 bilhão de toneladas de carbono equivalente na atmosfera todo ano, volume comparável ao total do Japão. São Paulo, com seus 11,2 milhões de habitantes e 24 milhões de viagens motorizadas por dia, contribui com 15,7 milhões de toneladas anuais, o que corresponde a aproximadamente 1,3% da rede de grandes cidades. Com o objetivo de reduzir emissões, a iniciativa pública e privada paulistana começa a estruturar uma rede de projetos para lidar com as principais questões que contribuem para as mudanças climáticas. O combate à poluição do ar, investimento em uso eficiente da energia, reurbaniza-

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São Paulo OUTLOOK

ção e melhoria da mobilidade, e a ampliação de áreas verdes são alguns dos pontos dessa discussão. Especialistas em desenvolvimento sustentável em todo o mundo concordam que, para provocarem impactos significativos, as iniciativas precisam permear todos os projetos de uma cidade. São Paulo deu o primeiro passo nesse sentido em 2009, quando aprovou a Lei Municipal de Mudança do Clima. A metrópole realizou seu primeiro inventário de emissão de carbono e, em maio de 2011, finalizou um plano de ação com iniciativas que envolvem todas as áreas de desenvolvimento da cidade. A seguir estão algumas das principais iniciativas em andamento e planejadas que foram apresentadas pela cidade no C40 São Paulo Summit em junho de 2011. www.analise.com


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Políticas públicas

Cidade lança projeto de ação para reduzir emissões em 30%

A

Lei Municipal de Mudança do Clima do município de São Paulo, aprovada em 2009, estipulou a meta de redução de 30% das emissões de gases causadores de efeito estufa até 2012 com base no inventário de 2005. Para definir ações e projetos a serem implementados para atingir esse objetivo foi criado o Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia – encabeçado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano – e implantados conselhos regionais de meio ambiente nas 31 subprefeituras da cidade. A legislação inicial prevê algumas medidas concretas, como a redução progressiva do uso de combustíveis fósseis na frota de ônibus da cidade e a instalação de quase 100 ecopontos, locais para recolhimento de entulho da construção civil, móveis e outros materiais que não são comportados pela coleta de lixo comum. Em 2010, a cidade tinha 41 unidades. Além disso, a lei define novas obrigações para o poder público, como exigir em todas as suas licitações de obras o uso de madeira certificada. Em maio de 2011, foi divulgado o Plano de Ação da Cidade de São Paulo para Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, que define as ações a serem tomadas na cidade em seis áreas de atuação: transporte, energia, construções, uso do solo, gerenciamento de resíduos e saúde. As diretrizes do plano, produzido pelo comitê de mudança do clima, serão incorporadas às ações municipais e ao planejamento de todas as secretarias. A seguir estão listados os principais pontos estabelecidos como prioridade em cada área de atuação:

META DE REDUÇÃO DE 30% ATÉ 2012 A redução proposta de 5 mi de toneladas de CO2 corresponde à emissão de...

846 mil carros 650 mil consumidores de energia 35 aterros sanitários

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Transporte Transporte público coletivo e o não motorizado Aumentar a participação dos combustíveis renováveis Ampliação da integração intermodal Energia Eficiência energética das construções e dos equipamentos eletroeletrônicos Geração de energia renovável e descentralizada Construções Uso de materiais com certificações legais Uso de fontes de energia renováveis e alternativas Uso do solo Projetos de cidade compacta Preservação de mananciais, rios e córregos Ações para drenagem urbana Captação e reúso de águas pluviais Novas tecnologias para as edificações novas e existentes Eliminação das áreas de risco Ampliação do Programa de Preservação de Áreas Verdes Manutenção das Áreas de Preservação Permanente Gerenciamento de resíduos Coleta seletiva Compostagem Implantação da logística reversa Saúde Controle de doenças sensíveis ao clima Ações de contingência para situações de alta e baixa umidade relativa do ar e poluição, extremos de frio e calor Implantação de Plano Integrado de Contingência para Situações de Riscos Associados aos Desastres Naturais

O plano foi produzido com base no Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Município de São Paulo, publicado em 2005, que apontou a cidade como responsável pela emissão anual de 15,7 milhões de toneladas de carbono equivalente. O uso de energia foi apontado como o principal responsável pelas emissões, com 76% do total da cidade, sendo a maior parcela causada pela queima de combustíveis fósseis. Combinados, o uso de gasolina e óleo diesel por veículos é responsável por quase 50% das emissões de gases de efeito estufa do município. Outra parcela significativa do carbono liberado na atmosfera, de 23%, é resultado da disposição do lixo e resíduos sólidos, principalmente nos aterros sanitários. Em maio de 2011, a prefeitura estava em fase de licitação para a produção de um novo inventário de emissões. O objetivo é, a partir de 2012, realizar o levantamento a cada dois anos para poder observar com precisão os resultados dos projetos na redução da emissão de poluentes.

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Especial C40 São Paulo Summit

M OBILI D A D E

Meta é atingir 70% de viagens em transporte público até 2020

TRANSPORTE COLETIVO VOLTA A CRESCER Tipo de transporte na região metropolitana de São Paulo Coletivo 68% 61%

A

cidade de São Paulo tem 11,2 milhões de habitantes, 3,4 milhões de carros, 30 mil ônibus privados e 15 mil ônibus que fazem parte da frota de transporte público. Cerca de 45% das viagens na cidade são realizadas em transporte individual, o que contribuiu para a ampliação da emissão de poluentes, tráfego intenso e maior gasto de combustíveis. A utilização de energia no sistema de transportes é maior do que a utilizada para qualquer outro fim na cidade de São Paulo. A meta da Secretaria Municipal dos Transportes é ampliar de 55% para 70% a parcela de viagens na cidade realizadas por meio de transporte coletivo até 2020. Com isso, estima-se reduzir a emissão do sistema de transportes paulistano em cerca de 30 toneladas de carbono equivalente por dia. As ações planejadas incluem diretrizes gerais, como a priorização dos corredores de ônibus, a realização de estudos para atacar as vias que apresentam gargalos ao trânsito, e projetos pontuais para dar mais agilidade ao sistema. Exemplos em estudo são o uso de duas catracas por ônibus e o ajuste da altura das paradas e dos degraus dos veículos para reduzir o tempo de entrada e saída. A cidade cogitou a hipótese de implantar um pedágio urbano na região central, a exemplo da iniciativa realizada em Londres, para desestimular o uso do transporte individual. Em 2008, a prefeitura enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que incluía a medida, mas retirou a proposta após críticas. Até junho de 2011, não havia nenhum plano concreto para retomar a iniciativa, mas a ação estimulou uma discussão entre especialistas, políticos e a população a respeito do tema. Em debate no C40 São Paulo Summit, representantes da Secretaria Municipal de Transportes sinalizaram que o projeto continua em pauta, mas que antes da iniciativa ser viável é necessário ampliar a qualidade e a participação do transporte público nas viagens da cidade. A principal medida de restrição à circulação, em vigor na cidade, é o rodízio de veículos. A cada dia da semana, 20% da frota fica impedida de circular na região central da cidade e nas áreas incluídas no centro expandido, das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. Nos fins de semana e feriados, a circulação é liberada. Além disso, caminhões têm circulação restrita nas principais vias do município durante o dia e os ônibus privados - conhecidos como fretados contam com regras específicas no que diz respeito aos locais de circulação e pontos da cidade em que podem realizar embarque e desembarque de passageiros. Os projetos da Secretaria Municipal de Transportes para 2011concentraram-se em três vertentes: mobilidade, mudança e uso racional da matriz energética e redução dos

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São Paulo OUTLOOK

Individual

55%

56% 51% 44%

49%

1987

1997

45%

39% 32% 1967

1977

2007

acidentes e mortes no trânsito. Os maiores investimentos estão na mobilidade urbana: 263 milhões de reais. Cinco novos corredores de ônibus devem consumir 60 milhões de reais. A requalificação de outros sete prevê gastos de 92 milhões de reais, além dos 6,2 milhões empregados para melhorar a velocidade em vias expressas para ônibus. A mudança da matriz energética deve consumir 89 milhões de reais com ações como a substituição de ônibus movidos a óleo diesel por unidades a etanol, biodiesel ou gás natural, além do uso de energia solar e lâmpadas LED na sinalização e substituição de semáforos por modelos mais modernos e eficientes. Para a prevenção de acidentes de trânsito serão destinados 57 milhões de reais. Estão previstas ações de monitoramento e correção de pontos críticos e uma campanha de conscientização de motoristas e pedestres com custo estimado de oito milhões de reais. Bicicletas - O transporte por bicicletas na cidade de São Paulo passou a contar com um planejamento estruturado a partir de 2009, quando a Secretaria Municipal dos Transportes assumiu a responsabilidade de gerenciar a expansão das ciclovias. A cidade tinha, em meados de 2011, 35 quilômetros de faixas exclusivas para ciclistas. A meta até o final de 2012 é chegar a um total de 100 quilômetros. A estrutura existente ainda é pequena se comparada, por exemplo, à cidade de Londres, utilizada como modelo para a expansão de São Paulo por ter características similares de trânsito. Londres possui 500 quilômetros de ciclovias construídas desde 2007, o que corresponde a 1 quilômetro para cada 17 mil habitantes da cidade. Os londrinos realizam 545 mil viagens diárias em bicicletas. Falta um longo caminho até que São Paulo se equipare – em 2011 tinha 1 quilômetro para cada 321 mil habitantes e registrava 305 mil viagens diárias – mas as iniciativas em andamento indicam um bom começo para os ciclistas da cidade.

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resíduos sólidos

Energia gerada a partir do lixo abastece 700 mil paulistanos

A

cidade de São Paulo possui dois dos maiores aterros sanitários do mundo: o Bandeirantes, na zona norte da capital, e o aterro São João, na zona leste da cidade. Eles recebiam, juntos, cerca de 15 mil toneladas de lixo produzido diariamente pelos paulistanos. As unidades foram desativadas em 2007 e 2009, respectivamente, após atingirem o limite de 25 milhões de toneladas de resíduos, e passaram a integrar o projeto de geração de energia de biogás. As usinas atendem à necessidade de energia elétrica residencial de cerca de 700 mil pessoas na cidade. A decomposição da matéria orgânica do lixo nos aterros produz metano, um combustível gasoso com um conteúdo energético elevado semelhante ao gás natural. A captura e queima do gás gera energia, além de evitar a sua li-

beração na atmosfera. O metano é cerca de 20 vezes mais nocivo que o carbono na produção de efeitos da mudança climática. Estima-se que as unidades diminuam em cerca de 15% as emissões totais de gases de efeito estufa da cidade. Com o aproveitamento do gás, São Paulo deixará de emitir 1,8 milhão de toneladas de gás carbono equivalente ao ano, segundo estimativas da prefeitura. Os projetos estão entre os cinco maiores Programas de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) aprovados pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre controle de emissões de gases de efeito estufa via gerenciamento de resíduos. O projeto foi financiado por meio de uma parceria com o setor privado. A prefeitura realizou licitação que garantiu à empresa vencedora o direito de vender a totalidade da energia e 50% dos créditos de carbono gerados na operação e, em contrapartida, custear o investimento inicial nas usinas. A prefeitura mantém o direito de negociar os outros 50% dos créditos em leilões públicos. Até maio de 2011 foram realizados dois leilões que arrecadaram 71 milhões de reais. Os recursos são utilizados para a realização de melhorias nas comunidades no entorno dos aterros.

Aterros de SP são exemplo para outras cidades A equipe de São Paulo Outlook conversou com Simon Reddy, diretor executivo do C40 Large Cities, sobre as iniciativas sustentáveis paulistanas

A

cidade de São Paulo possui uma iniciativa para reduzir emissões de carbono que impressiona por seu tamanho e pioneirismo. Segundo Simon Reddy, são as usinas que capturam gás metano de dois aterros sanitários desativados para gerar energia elétrica e evitar a sua emissão para a atmosfera, o que é traduzido em receita com a venda de créditos de carbono. “Muitas cidades querem ver a iniciativa e ouvir os relatos de como a cidade de São Paulo atua nessa área”, diz o diretor executivo, referindo-se à troca de informações entre as delegações das prefeituras presentes no encontro do C40. O projeto, que foi financiado pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) previsto no Protocolo de Kyoto, é um dos cinco maiores do seu tipo no mundo e um dos poucos casos de sucesso na captura de gás em aterros para geração de energia. Por outro lado, Reddy aponta que o tratamento e manejo dos resíduos sólidos é um dos pontos mais deficientes da cidade. Mas projetos de sucesso em outras

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partes do mundo podem servir de exemplo para São Paulo. Entre eles está o da cidade americana de São Francisco, que recicla 77% do seu lixo e envia apenas 20% a aterros (leia mais na página 42). Apesar de ter desativado os aterros dentro do município e transformado dois deles em usinas de energia, São Paulo continua depositando a maior parte do seu lixo em aterros de cidades vizinhas. “O comprometimento com metas de redução de emissões de carbono e o estabelecimento da infraestrutura para medir os resultados das ações é uma grande preocupação das cidades do C40”, comenta Reddy. A capital paulista conta com uma Política Municipal para Mudanças Climáticas, aprovada em 2009, que prevê meta de redução de 30% nas emissões de carbono até 2012 sobre a base de 2005. “Esse tipo de arcabouço jurídico é vital, e São Paulo tem demonstrado liderança no âmbito do C40 pelo estabelecimento de metas de redução”.  Até maio de 2011, apenas 24 das 40 cidades que participam da rede tinham estabelecido uma meta oficial para redução de emissões, e só 21 contavam com um órgão responsável por gerir as iniciativas, a exemplo do Comitê de Mudança do Clima e Ecoeconomia de São Paulo. 0

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Especial C40 São Paulo Summit

D r e n a g em

Mais parques e recuperação de várzeas para evitar enchentes

A

Claudio Rossi/Análise Editorial

cidade de São Paulo sofreu uma urbanização acelerada e desordenada, resultando na impermeabilização da cidade, o que gera problemas de escoamento das águas das chuvas e provoca enchentes e alagamentos em diversos pontos. O projeto de drenagem para amenizar esses efeitos envolve dois pontos principais: a recuperação das várzeas dos rios com parques lineares e a desocupação das áreas de risco. A população que mora nas várzeas, terreno nas margens do rio que é inundado em épocas de enchente, ou nas áreas de risco, encostas que deslizam com o escoamento da água, é desapropriada e realocada para moradias sociais ou passa a receber o auxílio-aluguel. Em 2010, foi feito um levantamento completo das áreas de risco, em que foram detectadas 115 mil moradias nessa situação, sendo que 1,2 mil precisavam ser retiradas em caráter de urgência. Dessas, 900 foram removidas até junho de 2011. O diagnóstico foi realizado por um mapeamento de satélites do

Instituto de Pesquisa Tecnológica do Estado de São Paulo (IPT), e com visitas da equipe em todas as casas. Nos terrenos no entorno dos rios, áreas protegidas por lei, são construídos parques lineares após as desocupações. Um dos maiores da cidade é o da várzea do Rio Tietê, com 70 quilômetros de área, implantado em parceria com o governo do estado de São Paulo. O parque foi a alternativa encontrada pelo poder público para executar medidas compensatórias para a ampliação da Marginal do Tietê, avenida expressa de maior movimento da cidade. Além disso, a cidade tem 20 grandes reservatórios, conhecidos como “piscinões”, e o Plano de Drenagem Alto Tietê, iniciado em 1998, e ainda não concluído. Para ampliar a permeabilização da cidade, a prefeitura tem a meta de alcançar o número de 100 parques urbanos até 2012, com um total de 50 milhões de metros quadrados de área. Em meados de 2011, a cidade contava com 77 parques e uma área de 24 milhões de metros quadrados. Desde 2005, quase 10 milhões de metros quadrados foram adicionados. Além de recuperar áreas de proteção ambiental e evitar desastres, os parques são opções de lazer, combatem a poluição atmosférica e colaboram para conter as enchentes. A cidade também vem desenvolvendo ações de adaptação e mitigação. O plantio de árvores é um exemplo. Desde 2006, foi plantado mais de um milhão de árvores, 541 mil só em 2010.

Os prefeitos Michael Bloomberg, de Nova York (esq.), e Gilberto Kassab, de São Paulo, na abertura do C40 Summit

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C i d a de c o mp a c t a

Adensamento da cidade para reduzir o uso de transporte

O PESO DOS COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS 11 mil toneladas de CO2 equivalente emitidas por ano Gasolina 36%

A

região metropolitana de São Paulo tem 20 milhões de habitantes, uma pessoa para cada 100 metros quadrados em áreas urbanizadas. A área central da cidade, no entanto, conta baixa densidade demográfica e uma média de dez empregos por habitante, enquanto nas regiões periféricas a oferta é menor que um emprego por habitante. A situação criou uma dinâmica de mobilidade unilateral. Os meios de transporte seguem lotados dos bairros em direção ao centro e voltam vazios, desperdiçando energia e contribuindo desnecessariamente para a emissão de gases de efeito estufa. Na cidade, cerca de 65% das emissões de carbono estão associadas à queima de combustíveis fósseis. Dados apresentados no C40 São Paulo Summit, em junho de 2011, mostram que há uma forte ligação entre densidade demográfica e quantidade de emissão de carbono nas cidades. Entre as cidades da rede, 15 possuem projetos em desenvolvimento para o uso planejado da terra. Entre os projetos de sucesso nessa área está o da cidade de Paris, na França, que busca aumentar a diversidade de empreendimentos nos bairros da cidade por meio de regulamentações e concessão de autorizações para novas construções. O objetivo é evitar que os habitantes tenham de se deslocar por longas distâncias para ir trabalhar, estudar ou usufruir de opções de lazer (leia mais na página 41). A prefeitura vem implantando o conceito de cidade compacta em São Paulo. Trata-se de reorganizar a cidade, aumentando a densidade de regiões servidas de transporte,

TRÂNSITO DE SÃO PAULO O paulistano fica no trânsito por...

2 horas e 42 minutos por dia 2 dias e 6 horas por mês 27 dias por ano

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Óleo diesel 33%

GLP 11% Outros 10%

Gás natural 10%

serviços e comércio, e, com isso, tentar conter a expansão urbana, principalmente nas áreas de mananciais e nos trechos ainda densos em vegetação nos limites do município. Existem duas principais ações nessa área. Uma delas é o projeto de reurbanização Nova Luz. A área na região central da cidade possui 500 mil metros quadrados, comércio ativo e grande conectividade, abastecida de três linhas de metrô. A região conta com 11 mil habitantes, e a intenção do projeto é dobrar a população. Para isso, será realizada uma licitação, e a companhia ganhadora ficará encarregada das obras de revitalização. Entre as exigências para a realização do projeto estão a construção de duas mil moradias sociais e a garantia da permanência dos comércios locais. Além disso, os ganhadores da licitação terão de viabilizar a recuperação de imóveis tombados na região e realizar o alargamento de calçadas com condições de circulação para pessoas com mobilidade reduzida. A segunda ação municipal são as Operações Urbanas, artifício em que a prefeitura permite que empreendedores excedam os limites de altura permitidos para novas edificações em troca de contrapartidas a ser investidas em obras de infraestrutura e construção de moradias populares. Em meados de 2011, a cidade contava com cinco projetos de Operação Urbana em andamento e outras dez iniciativas em estudo. Entre os projetos em implementação está a região Lapa– Brás, na zona oeste e central da cidade, área dividida por uma linha férrea que será transformada em uma linha subterrânea com cerca de 12 quilômetros para dar lugar a uma avenida. A densidade da região é de 20 habitantes por dez mil metros quadrados e o objetivo da operação é ampliar em dez vezes o número de moradores. Outro projeto é o trecho Mooca–Vila Carioca, uma área também cortada por uma linha férrea e com concentração de galpões industriais, em grande parte desativados, que darão lugar a edifícios residenciais e comerciais.

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Especial C40 São Paulo Summit

as ações que deram certo pelo mundo Trinta e sete cidades apresentaram projetos no C40 São Paulo Summit. Confira, a seguir, oito exemplos selecionados por SÃO PAULO OUTLOOK

que refletem ações pioneiras e exemplos a serem seguidos por São Paulo

Amsterdã   Pioneira na adaptação ao uso da bicicleta

A

capital e maior cidade da Holanda, Amsterdã, é a pioneira no uso de bicicletas como meio de transporte e tornou-se um exemplo a ser seguido. Cerca de 24% das emissões de carbono nas cidades do C40 provêm dos transportes, e as iniciativas para o ciclismo são as mais comuns dentre os programas de transporte público. São 18 cidades da rede que têm regulações para integrar a bicicleta ao sistema. Na década de 1960, Amsterdã tinha um trânsito conturbado que chamou a atenção de um grupo de ativistas, que criou o Plano das Bicicletas Brancas e espalhou 50 bicicletas pela cidade

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para uso coletivo. O plano, em si, não durou, mas funcionou como pontapé inicial para implantar o sistema. O uso da bicicleta é parte integrada da política de transporte municipal, e para atender essa população, Amsterdã oferece 400 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas, sendo que 90% delas contam com separação total do tráfego de veículos. Ao todo, 90% das ruas são amigáveis aos ciclistas. O resultado é que a bicicleta é o principal veículo utilizado na cidade. São 760 mil habitantes, sendo que 60% possuem uma bicicleta e só 37% têm um automóvel, quase um veículo para cada três pessoas. Em São Paulo, a proporção é de um veículo para cada dois habitantes. As vias exclusivas tornam a bicicleta uma opção rápida. A velocidade média dos ciclistas é de 15 quilômetros por hora, mas há locais onde é possível viajar a 30 quilômetros por hora. A cidade oferece uma rede de aluguel de bicicletas conectada ao transporte público, experiência de sucesso copiada por outras grandes cidades, como Paris, Barcelona e Londres. A cidade tem um programa para pensar a segurança das ruas e amenizar situações perigosas com medidas como espelhos nos pontos cegos e contagem regressiva nos semáforos. Existem projetos de educação específicos para cada faixa etária, alguns com provas práticas e teóricas. Há estudos para atender a rotas escolares, desenvolver novos equipamentos para transportar pequenos volumes e veículos movidos a motores elétricos, para atender a população idosa ou com

limitação de mobilidade. A utilização da bicicleta é tão popular que surgiram alguns problemas pouco vistos nas grandes cidades. Nos horários de pico, ocorre congestionamento de ciclistas e os estacionamentos para bicicletas estão saturados.

Copenhague Incentivo às soluções verdes do setor privado

C

openhague, a capital e maior cidade da Dinamarca, pretende ser neutra em carbono em 2025, e reduziu 20% das emissões de carbono equivalente desde 2000, mesmo com o crescimento da população. Com esse objetivo, a cidade tem um programa de incentivo às iniciativas verdes pelas indústrias. O programa consiste em convidar a iniciativa privada e universidades a colaborar com os projetos verdes da cidade desde o início. A prefeitura apresenta problemas e ideias para resolver questões ambientais, e as empresas, com a colaboração das universidades, propõem a tecnologia para implantá-las. Depois de escolhida a tecnologia, é feita uma licitação para gerar competição, preços mais baratos, e é escolhido o melhor programa. A cidade investe cerca de 1,3 bilhão de dólares ao ano na contratação dos serviços mediante essas licitações. Em meados de 2011, cerca de 400 empresas participavam da iniciativa na cidade e contavam com a colabora-

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Gustavo Moura/análise editorial

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Ciclistas pedalam por faixa exclusiva no centro de Amsterdã: 60% dos 760 mil habitantes possuem uma bicicleta ção de pesquisadores da Universidade da Dinamarca no desenvolvimento de projetos e soluções. Segundo o prefeito de Copenhague, Frank Jensen, a cidade funciona como um laboratório vivo dessas soluções, para depois serem lançadas em outros mercados de forma mais ampla.

JoHaNnesburgo Corredores de ônibus com baixa emissão

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capital sul-africana implantou corredores de ônibus em 2009 para atender à exigência do comitê para sediar a Copa do Mundo de 2010. O sistema conta com aproximadamente 100 quilômetros de faixas exclusivas e 143 ônibus novos. O projeto

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é o primeiro desse tipo no continente africano, e a expectativa é a redução de 15% do fluxo de automóveis na cidade. Além dos corredores, foram criados estacionamentos próximos às estações, para que as pessoas deixem seus carros e subam nos ônibus. Além de melhorar a mobilidade dos moradores, o projeto de corredores de ônibus é a maior iniciativa da cidade para reduzir as emissões de carbono. A principal medida tomada até meados de 2011 foi a inclusão de veículos no sistema que utilizam diesel menos poluente, com concentração de até 50 ppm (partes por milhão) de enxofre. O combustível mais usado contém 500 ppm. A cidade está pesquisando a viabilidade de utilizar outros combustíveis mais limpos. Com o projeto, Johannesburgo pretende deixar de emitir 1,6 milhão de toneladas de carbono equivalente até

2020. Apenas em 2010, os resultados mostraram uma redução de 383 mil toneladas de carbono equivalente, pouco mais de 2% do total que a cidade de São Paulo emite. A aplicação do novo sistema passou por uma série de desafios. A própria estrutura das vias da cidade dificultou a integração de diferentes regiões, inicialmente projetadas para separar brancos e negros. Assim, a ação também funciona como uma das iniciativas do governo local para integrar os 3,8 milhões de habitantes da cidade. Outro problema histórico é a falta de regulamentação da rede de transporte. A situação gerou um sistema caótico, com ampla circulação de peruas e táxis sem registro, o que resultava em trânsito mesmo fora dos horários de pico. Para solucionar a questão, os taxistas foram incluídos no sistema sob coordenação da prefeitura.

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Especial C40 São Paulo Summit Para implementar o projeto, a prefeitura de Johannesburgo estudou iniciativas de sucesso em outras cidades do mundo, entre elas Curitiba (PR). Para financiar o projeto foi utilizada uma solução incomum. O governo local realizou um financiamento diretamente com uma instituição financeira privada, o HSBC, a ser pago em 11 anos.

Heidelberg Construindo um bairro novo com emissão zero

A

O principal critério para a construção dessas edificações é o consumo total de energia de 120 kWh (kilowatthora) por metro quadrado ao ano. O consumo é cerca de 80% menor que edifícios convencionais por causa, principalmente, do isolamento térmico e do uso de energia solar para aquecimento. Para efeito de comparação, uma secadora de roupas usa cerca de 1.000 kWh de energia elétrica por ano. A energia utilizada no bairro será proveniente de usinas geotérmicas e de geração elétrica de biomassa. Segundo Eckart Würzner, prefeito de Heidelberg, além de padrões exigentes de conservação de energia, a redução geral do consumo é fundamental. Entre 1993 e 2007, o consumo total de energia da cidade caiu pela metade de 120 mil MWh para 60 mil MWh ao ano. Esse volume de energia é equivalente ao consumo anual de aproximadamente cinco mil famílias nos Estados Unidos, sendo que Heidelberg possui cerca de 150 mil habitantes. Divulgação

cidade de Heidelberg, no sudoeste da Alemanha, irá construir um dos primeiros bairros, no mundo, com emissão zero de carbono por meio da compensação total das emissões geradas pelas edificações. O consumo de energia em edifícios responde por 45% da emissão das cidades que fazem parte do C40.

Para viabilizar o projeto, a prefeitura da cidade adquiriu uma área de pouco mais de 1 milhão de metros quadrados, que antes era destinada a armazenamento de carga e vendeu lotes a desenvolvedores imobiliários que se comprometeram a utilizar padrões rigorosos de conservação de energia. Os primeiros edifícios do novo bairro foram entregues em 2010. Para atingir o seu objetivo, o projeto inclui iniciativas para garantir o reúso da totalidade da água nos edifícios e o aproveitamento da água da chuva, uso apenas de fontes renováveis para aquecimento e geração de eletricidade, e a construção dos edifícios segundo o padrão de conservação de energia conhecido como “passive house” (que significa “casa passiva”). Em 2010, existiam cerca de 25 mil edificações construídas nesse padrão em toda a Europa, e apenas uma dezena nos Estados Unidos. O bairro de Heidelberg será a maior aglomeração de construções desse tipo no mundo.

Vista geral de Heidelberg: cidade alemã reduziu em 50% o consumo de energia, em 15 anos, com medidas de eficiência

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Charles Platiau/Reuters

Paris Uma nova organização do território urbano

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ão Paulo e Paris, a capital francesa, enfrentam problemas semelhantes relacionados à mobilidade. As duas metrópoles estão no centro de aglomerações urbanas e lidam com um grande fluxo diário de viagens intermunicipais, a degradação de algumas regiões da cidade e a supervalorização de outras. A situação causa uma sobrecarga do sistema público de transportes e leva seus habitantes a gastar horas para chegar ao trabalho todas as manhãs e voltar às suas residências no fim do dia. Além disso, a emissão de poluentes e gases do efeito estufa pela frota aumenta em razão das longas viagens. A cidade de Paris está implementando um plano para mudar esse quadro através de mudanças no sistema de transporte e incentivos para diversificar a oferta de serviços e moradia nos bairros da cidade. O primeiro passo para desenvolver o conceito, conhecido como cidade compacta, foi dado em 2001 com a implementação de um projeto para renovar o transporte público coletivo de Paris. O principal objetivo deste projeto era integrar as linhas de ônibus com o fluxo proveniente dos nove municípios adjacentes à cidade que fazem parte da região metropolitana e contam com uma população de nove milhões de pessoas. A capital francesa possui cerca de dois milhões de habitantes. Em 2007, agregou-se a essa iniciativa uma meta de redução de emissões de carbono e outros poluentes da frota da cidade. O objetivo é cortar 30% até 2020 com base nas medições de 1990. A segunda fase do plano, que atualmente está em desenvolvimento na cidade, prevê a recuperação de regiões degradadas e o incentivo para diversificar a oferta de serviços, comércio e opções de transporte nos bairros da cidade. O objetivo é trazer mais pessoas para viver perto do centro do mu-

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Turistas passeiam por Paris: plano tem meta de melhorar a ocupação urbana nicípio e evitar que regiões da cidade tenham uma concentração de um determinado tipo de moradia ou serviço, assim reduzindo a necessidade de deslocamento dos habitantes. O governo de Paris tem atuado diretamente na reestruturação de seus bairros por meio da gestão de autorizações para a instalação de novos empreendimentos. Com isso, busca equilibrar a presença de comércio, residências, escolas e outras atividades em cada região. Como parte do plano para recuperar as regiões degradadas e coibir a supervalorização de imóveis em outros setores do município, a prefeitura constrói moradias populares em áreas estratégicas da cidade. Para a realização do projeto, o governo francês anunciou a intenção de investir cerca de 50 bilhões de dólares em melhorias

de infraestrutura da cidade, principalmente no setor de transporte. A cidade de São Paulo está dando os primeiros passos nessa direção com o projeto da Nova Luz, que tem o objetivo de reurbanizar uma área degradada de 500 mil metros quadrados no centro da capital paulista e aumentar a densidade demográfica do local (leia mais sobre este projeto na página 41). A Região Metropolitana de São Paulo conta com mais de 20 milhões de habitantes distribuídos em 39 municípios. É considerada a sétima maior aglomeração urbana do mundo. No evento C40 São Paulo Summit, realizado em julho de 2011, a Prefeitura de São Paulo e a vice-prefeita de Paris, Anne Hidalgo, assinaram um termo de cooperação para ampliar o intercâmbio de experiências e troca de informações sobre essas iniciativas.

São Paulo OUTLOOK

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c40 São Paulo Summit 2011

Especial C40 São Paulo Summit

Portland Financiamento para eficiência energética

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programa Clean Energy Works foi lançado na cidade americana de Portland, no estado de Oregon, em 2009, com o objetivo de aumentar a eficiência no consumo de energia das residências locais. A iniciativa combina o investimento em tecnologia verde com uma estrutura de financiamento que possibilite aos moradores realizar melhorias em suas casas e apartamentos. O processo começa com uma auditoria voluntária da residência que identifica os pontos onde existe desperdício de energia, considerando o isolamento térmico da casa – em portas, janelas e telhado – e o consumo de gás natural, energia elétrica e água. Os moradores

recebem, então, uma estimativa do custo das reformas necessárias para reduzir o consumo de energia e a economia esperada nas contas de luz, gás ou água com as mudanças. Após aprovar o orçamento, os residentes fecham um acordo com uma das companhias credenciadas pelo programa para realizar a reforma e fazem um financiamento de até 20 anos em parcelas embutidas na conta de luz, gás ou água. Em 2009, um projeto piloto foi lançado com 500 residências. A partir de março de 2011, o programa se expandiu para outras cidades do estado do Oregon e estima-se que, em dois anos, esteja disponível para a maior parte dos municípios. Inicialmente estruturado pela prefeitura, que fez o investimento para a criação do fundo de financiamento, o programa passou a ser gerenciado por uma organização sem fins lucrativos, a Clean Energy Works Oregon, em meados de 2010. Portland

também fez parcerias com as companhias de fornecimento de energia e gás natural. Em 2008, cerca de 2,3 mil residências na cidade haviam realizado voluntariamente a auditoria, antes da existência do programa, mas as reformas não foram feitas por falta de financiamento. Até 2011, mais de 1.000 residências haviam realizado a auditoria em todo o estado do Oregon. A estimativa é que as reformas reduzam o consumo de energia, gás e água das residências, em média, em 50%. “As companhias de energia tornaram-se nossas parceiras porque o programa as ajuda a atingir as metas de conservação dos órgãos reguladores e reduz a necessidade de adquirir energia no mercado aberto durante os períodos de alto consumo”, afirma Sam Adams, prefeito de Portland.

São Francisco

divulgação

Apenas 20% do lixo vai para aterros sanitários

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Lixeiro em São Francisco: cidade tem plano para acabar com aterros até 2020

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São Paulo OUTLOOK

cidade americana de São Francisco, no estado da Califórnia, conta com um sistema de tratamento de resíduos sólidos que destina apenas 20% do lixo para aterros sanitários, o menor índice registrado nos Estados Unidos, e possui meta para atingir reaproveitamento e descarte adequado de todos os resíduos gerados no município até 2020. A operação de coleta e tratamento de lixo na cidade conta com um sistema mandatório de reciclagem e compostagem aplicado a todas as residências e estabelecimentos comerciais. É obrigatória a separação em material reciclável, material orgânico para compostagem e o lixo comum. Existe um incentivo financeiro para fazer a separação. A coleta de recicláveis e material de compostagem é realizada sem custo, enquanto a coleta de lixo comum, que vai para aterros, é um serviço pago. Todo o sistema – da coleta ao tratamento e destino final do lixo – é ope-

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Tim Wimborne/REUTERS

c40 São Paulo Summit 2011

Painel solar é instalado em uma casa em Sydney: a meta é reduzir as emissões municipais de carbono em 26% até 2030 rado por uma companhia privada que mantém contrato com a prefeitura de São Francisco. O material reciclável é processado pela empresa, como fertilizantes, material orgânico, e vendido para gerar energia por meio do biogás produzido em biodigestores. O entulho e outros resíduos gerados na construção civil também não podem ser destinados a aterros sanitários. A prefeitura conta com uma rede de companhias certificadas para recolher e realizar o descarte adequado do material, e envia grande parte para a reciclagem. As sacolas plásticas foram banidas dos estabelecimentos comerciais, além de utensílios de plástico usados por restaurantes ou serviços de entrega de comida. Se todas as residências e estabelecimentos comerciais de São Francisco participarem adequadamente do programa a cidade pode ter apenas 10% do lixo destinado a aterros no fim de 2011.

SYDNEY Plano para acabar com uso de carvão até 2030

A

Austrália é o maior emissor de carbono per capita entre os países desenvolvidos do mundo, principalmente por causa da produção de energia centrada em usinas termelétricas movidas a carvão, recurso abundante e barato no país. A cidade de Sydney finalizou, em 2011, um plano para reformular todo seu sistema de energia, atualmente baseado em carvão, para uma rede descentralizada de pequenas usinas até 2030. A primeira fase do projeto prevê o uso de gás natural que, até a conclusão, deve ser substituído por biogás gerado de resíduos sólidos. O uso de gás natural emite 40% menos gases

causadores de efeito estufa do que o carvão, e o processo utilizando biogás tem capacidade para ser carbono neutro. O sistema também vai aproveitar o calor para o aquecimento de água e, mais adiante, será usado para resfriamento em um processo conhecido como trigeração. Primeiramente, será criada uma rede com 15 usinas em quatro áreas de Sydney, o que deve gerar uma redução de emissão de cerca de 1,4 milhão de toneladas de carbono equivalente ao ano, cerca de 9% do total de carbono emitido pela cidade de São Paulo em um ano. A meta de Sydney, até 2030, é reduzir em 70% as emissões de carbono no centro da cidade e em 26% em todo o município, em relação a 2006. A geração local também diminui perdas com transporte de energia, além de reduzir a demanda por novas usinas de carvão em municípios vizinhos para abastecer a cidade.  0

Especial

C40 São Paulo SUMMIT www.analise.com

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São Paulo OUTLOOK

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para entender s達o paulo

Renovando a cidade

Trabalhadores em obra de constru巽達o civil na cidade de s達o paulo


46 600 47%

novos edifícios comerciais serão inaugurados em 2011, com um total de 280 mil m2

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imóveis são demolidos ao ano na metrópole para dar lugar a novas construções

mercado imobiliário da Região Metropolitana de São Paulo deve crescer mais de 50% em 2011, segundo especialistas. A demanda aquecida em uma cidade com pouca margem para expansão horizontal está levando a uma renovação do panorama da metrópole. Antigas construções

foi o avanço do preço do m2 comercial de 2008 a 2010, para 8,8 mil reais

cada vez mais dão lugar a novos edifícios. O processo está mudando a cara de muitos bairros da cidade. Um dos principais exemplos é a região central de São Paulo. O valor das vendas de imóveis residenciais e comerciais, em 2010, foi de cerca de 25 bilhões de reais, crescimento de 42% sobre 2009. O montante é quase metade do total negociado no Brasil.

ALEXANDRE BATTIBUGLI/abril imagens


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projetos para construir o

futuro As obras e os investimentos em curso nas áreas de transporte, educação, saúde e planejamento urbano que vão contribuir para o desenvolvimento da cidade

As ações

Energia

Cidade limpa

A lista dos projetos e como eles mudarão o panorama da cidade página 52

Entenda como a cidade usa o lixo para iluminar a casa de 700 mil pessoas página 60

A metrópole antes e depois da ação para acabar com a poluição visual página 72


PROJETOS

as ações que vão mudar a cidade A décima aglomeração urbana mais rica do mundo, São Paulo investe para melhorar sua infraestrutura, ampliar mobilidade e renovar a cara do centro Versión en español página 202

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s desafios para o desenvolvimento de São Paulo são vários. Do sistema viário e de transportes à segurança e recuperação dos espaços urbanos, há muito a fazer. Principalmente considerando que poucas cidades no mundo enfrentam essas questões na mesma escala que a capital paulista. São Paulo é a sétima maior cidade do globo, com mais de 11 milhões de habitantes. É o coração da décima mais rica aglomeração urbana do mundo, com PIB

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São Paulo OUTLOOK

de quase 400 bilhões de dólares, valor que se equipara ao PIB de um país como as Filipinas. Quando o assunto é frota de táxis e helicópteros, só perde para Nova York. A cidade já alcançou algumas conquistas importantes. É referência mundial no turismo de negócios, lazer, gastronomia e cultura. Está entre os municípios que mais realizam transplantes de órgãos no mundo. A segurança aumentou. O índice de homicídios na cidade registrou uma queda de 80% na última década e, em meados de 2011, estava praticamente cumprida a meta de chegar a dez ho-

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Paulo Pinto/AE

Estudantes no dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): São Paulo conta com 2,5 mil cursos de graduação micídios para cada 100 mil habitantes, considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Com a proximidade da realização da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, a cidade se prepara para ser uma das sedes dos jogos, investindo em infraestrutura para receber turistas e torcedores. O Aeroporto Internacional de São Paulo vai receber 1,3 bilhão de reais para a construção de um terceiro terminal de passageiros. O Metrô de São Paulo vai ganhar 30 quilômetros e dez novas estações até 2014, atingindo um total de 100 quilômetros. A paisagem urbana também está

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mudando. Áreas degradadas ganharam projetos urbanísticos e de adensamento populacional com o objetivo de trazer mais pessoas para o centro da cidade, perto da oferta de transporte, serviços e comércio. Nas próximas páginas, o leitor poderá consultar detalhes de 37 entre os principais projetos em andamento na cidade. As ações selecionadas pela equipe de SÃO PAULO OUTLOOK incluem projetos dos governos municipal, estadual e federal em diversas áreas, e que vão contribuir para o desenvolvimento de São Paulo e a construção do futuro da metrópole.  0

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a

é posição da cidade entre as maiores do planeta, com 11,2 mi de pessoas

São Paulo OUTLOOK

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PROJETOS

SISTEMA VIÁRIO

Transporte

cavando para chegar aos primeiros 100 km de metrô

Investimentos para melhorar o transporte coletivo municipal e as obras viárias que irão ajudar a desafogar o tráfego e facilitar os deslocamentos na cidade nos próximos anos

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cidade conta com 70 quilômetros de metrô em cinco linhas em operação. Até 2014, deve ganhar mais 30 quilômetros e dez estações. Com isso, a malha metroviária atingirá 100 quilômetros e 72 estações. O prolongamento da Linha 5-Lilás entrou em obras no fim do primeiro semestre de 2011. O trecho entre as estações Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin tem 10,4 quilômetros. Quando for concluída, a linha vai conectar o Capão Redondo à Chácara Klabin, na zona sul da capital, atendendo diariamente 700 mil passageiros. A estação Pinheiros, a quarta da Linha 4-Amarela a entrar em operação comercial e a 62ª estação do sistema metroviário, começou a funcionar no primeiro semestre de 2011. A Linha 4- Amarela, que atende os passageiros da região da avenida Paulista, hoje faz integração com a Linha 2-Verde nas estações Paulista e Consolação. A previsão era fazer integração com as linhas 1-Azul e 3-Vermelha, no segundo semestre de 2011, com a inauguração das estações Luz e República. Com isso, a Linha 4-Amarela passará a operar também aos sábados e domingos. Um monotrilho na zona sul de São Paulo deve começar a ser construído ainda em 2011, com prazo de 42 meses para ser concluído. A linha vai ligar a estação Jabaquara, da Linha1, o Aeroporto de Congonhas e o bairro do Morumbi, na zona sul. O contrato para a obra é avaliado em 862 milhões de dólares. O monotrilho tem 18 quilômetros de extensão. Como é um trem de superfície, o número de desapropriações será menor. A prefeitura está contribuindo para a expansão do metrô, de responsabilidade do governo estadual, com investimento de um bilhão de reais.

Rodoanel

um ANEL VIÁRIO para desviar veículos pesados do centro

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Rodoanel Mário Covas é uma das principais obras para desafogar o tráfego de São Paulo. Quando estiver totalmente concluído, em 2014, o anel viário em torno da cidade terá 176,5 quilômetros de extensão e vai interligar rodoviais. Também facilitará o acesso ao Aeroporto Internacional de São Paulo e ao Porto de Santos, tirando o trânsito de passagem pela capital. A obra, realizada pelo governo do estado, começou em 1998 e dois trechos estão em operação. O primeiro a ser aberto, em 2002, foi o Oeste. O Sul ficou pronto em março de 2010, depois de quase três anos de obras, facilitando o acesso ao litoral. O investimento nos dois ramos totalizou 8,4 bilhões de reais. Com o trecho Sul em operação, caiu em 22% a lentidão do tráfego da cidade. O mesmo consórcio que assumiu as obras do trecho Sul será responsável pela obra do ramo Leste. A perspectiva é que as obras deslanchem a partir de 2011. O trecho Norte ainda estava em fase de licenciamento ambiental em meados de 2011, o que definirá o traçado e possibilitará o lançamento do edital de concorrência. Os dois trechos, Leste e Norte, devem consumir investimentos de quase 11 bilhões de reais.

O PREÇO DO METRÔ DE SÃO PAULO Custo médio por km construído na cidade, em US$ mi

700

300

280

250

230 150

Nova York

52

Londres

São Paulo OUTLOOK

Tóquio

Berlim

Paris

São Paulo

100 Seul

65 Madri

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120 Média mundial


Ônibus

Mais ligações da periferia com o centro da cidade

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cidade de São Paulo está investindo em projetos para ampliar as opções de transporte público que liguem regiões da periferia da cidade ao centro, além de tornar as viagens mais rápidas. A prefeitura pretende colocar em operação, até 2012, dois novos terminais rodoviários: em Itaquera, na zona leste, e na Vila Sônia, zona sul. Também estão previstos novos corredores de ônibus em regiões como Radial Leste, Casa Verde, Vila Sônia e Berrini. De 2006 a 2010, foram inaugurados os corredores Expresso Tiradentes e Vereador José Diniz. Atualmente, o município possui dez corredores exclusivos para ônibus, o equivalente a 120 quilômetros de vias expressas. Uma das principais vantagens dos corredores é dar mais velocidade ao transporte coletivo, já que assim os ônibus não ficam presos nos congestionamentos. A prefeitura trabalha, ainda, com obras de requalificação em corredores e terminais de ônibus, que estão sendo executadas nos terminais Vila Nova Cachoeirinha e Santo Amaro e no corredor Campo Limpo–Rebouças–Centro. Outros cinco terminais e seis corredores também vão passar pelo mesmo processo. Entre 2009 e maio de 2011, 6,2 mil abrigos de ponto de ônibus foram revitalizados. A previsão para 2012 é contar com 46% dos abrigos substituídos. Como medida de melhoria e expansão dos serviços, a prefeitura adota projetos paralelos como renovação de 67% da frota de ônibus e o aumento da oferta de lugares. Os miniônibus, capazes de transportar 40 pessoas, estão sendo substituídos pelos midiônibus, com capacidade para 53 passageiros. A cidade conta com 1,3 mil linhas de ônibus que percorrem 4,3 mil quilômetros de vias diariamente.

RODÍZIO LIDERA MULTAS Multas de trânsito por tipo de infração Rodízio 29%

Velocidade 28%

Outros 22% Estacionamento 14% Celular 7%

Tecnologia

Fluidez do trânsito melhora com dados em tempo real

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ara melhorar a fluidez do trânsito, a cidade de São Paulo investe em tecnologia. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está modernizando o seu centro operacional, que monitora 870 quilômetros de vias com quase 300 câmeras, para possibilitar análise de informações em tempo real e proporcionar respostas mais rápidas a engarrafamentos, acidentes e outros eventos que afetam a fluidez do trânsito. Nas ruas, a sinalização está sendo melhorada com a instalação de semáforos inteligentes. Os equipamentos são regulados automaticamente para melhorar a eficiência dos cruzamentos segundo dados sobre o volume de veículos nas vias fornecidos por sensores no asfalto.

Mobilidade

uma operação para desafogar o trânsito da marginal tietê

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m pacote de obras viárias vai ajudar a desafogar o trânsito da capital. Uma das mais importantes é a ampliação da Marginal do Tietê, que resultou em 46 quilômetros da nova pista central, além da inserção de seis faixas e três alças de acesso. O investimento do governo do Estado e das concessionárias que administram as rodovias Bandeirantes/Anhanguera e Ayrton Senna/Carvalho Pinto é de cerca de 1,3 bilhão de reais. As margens do Rio Tietê devem ser reurbanizadas, com novo modelo de ocupação, como ocorre hoje na Marginal do Pinheiros. Até o fim de 2012, a Prefeitura de São Paulo planeja

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concluir obras de prolongamento da Radial Leste e da Avenida Roberto Marinho, duplicar a Estrada do M’Boi Mirim, implantar o anel viário/Via Parque do Guarapiranga, recuperar 30 pontes e viadutos e realizar também intervenções de gestão de tráfego em 15 pontos de congestionamento crônicos da cidade. O Complexo Viário Padre Adelino, que vai ligar os bairros da Mooca e Tatuapé, na zona leste, está quase pronto. Aguarda apenas as alças de acesso, sinalização e iluminação. Outra obra planejada é o novo Túnel Imigrantes, que vai ligar a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes, facilitando o acesso ao litoral.

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PROJETOS

Prevenção

Acidentes fatais no trânsito têm queda de 10% desde 2005

VOCÊ SABIA QUE...

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passageiros é a capacidade dos ônibus biarticulados em São Paulo

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Prefeitura de São Paulo está investindo em ações para diminuir as mortes por acidentes de trânsito e atropelamentos. Uma das medidas foi a criação de 11 zonas de proteção para pedestres, no primeiro semestre de 2011. Além da sinalização, foram destacados fiscais para dar orientação nesses locais críticos. Também foram implantados 710 mil metros quadrados de sinalização horizontal e 274 novas faixas de pedestres foram iluminadas, 124 a mais que o planejado inicialmente. A meta é reduzir pela metade os atropelamentos. A cada quatro mortos no trânsito, dois são pedestres. Os índices de mortes envolvendo motos são os únicos que subiram em 2010. O aumento do número de motociclistas mortos foi de 11,7%, revertendo a queda do ano anterior. Para reduzir as ocorrências, a prefeitura criou a motofaixa do corredor Vergueiro e proibiu a circulação de motos na pista expressa da Marginal do Tietê. A cidade tem outra motofaixa na Avenida Sumaré, e a prefeitura pretende instalar mais duas na cidade. Desde 2005, o número de vítimas em acidentes está caindo. Houve 26 mil acidentes em 2010, com 1,3 mil mortes. O número é 1,8% inferior ao do ano anterior. Desde 2005, esses números se mantêm em queda, a redução foi de 9,8% em seis anos. Uma das medidas adotadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para reduzir as ocorrências foi a redução do limite de velocidade em grandes avenidas da cidade. No primeiro semestre de 2011, o limite passou de 70 quilômetros por hora para 60 quilômetros por hora em vias como a Tiradentes e Santos Dumont, na zona norte.

MORTES ENTRE MOTOCICLISTAS CRESCEM Número de mortes por ano no trânsito da capital

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478

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380 345

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2009

2010

…os veículos de dois andares em Londres comportam

70 passageiros

Restrição

como enfrentar o desafio dos congestionamentos

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ma série de propostas ainda não implementadas estão em discussão para melhorar a fluidez do tráfego da capital, como ampliar o rodízio, restringir a circulação de carros no centro da cidade e a cobrança de pedágio nas Marginais Pinheiros e Tietê. Desde 2008, teve início na cidade uma política de proibir estacionamento em alguns lados das vias e acabar com vagas de Zona Azul para dar mais fluidez em pontos críticos. A Prefeitura de São Paulo também determinou restrições à circulação de caminhões na cidade. Em 2009, foram criadas normas para ordenar a circulação de ônibus fretados na cidade, como definição de áreas para embarque e desembarque de passageiros. O projeto que trata do pedágio urbano no centro da cidade chegou a ser apresentado na Câmara Municipal em 2008, mas foi retirado para modificações. Em meados de 2011, um novo projeto de lei com essa proposta estava sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça, e aguardando aprovação para que pudesse tramitar na Casa. Dois outros projetos que restringem a circulação de veículos foram discutidos pelos governos municipal e estadual, mas não chegaram a ser apresentados como opções viáveis para a cidade. Um deles é a cobrança de pedágio nas Marginais Pinheiros e Tietê. Outro é a criação do rodízio par-ímpar, com esquema de restrição de circulação com base nas placas pares e ímpares dos veículos, o que tiraria metade da frota das ruas todos os dias. Com o aumento da frota o atual rodízio – que restringe a circulação de 20% dos carros diariamente – perdeu parte de sua eficácia. Em meados de 2011 não havia nenhum projeto oficial mas as duas ideias continuavam como opções para a cidade.

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CDelit, velis alit la faci ercincilisim GERMANO LUDERS/ABRIL IMAGENS

Obra do novo Shopping Vila Olímpia, zona sul: São Paulo tem mais de 50 grandes centros de consumo pela cidade

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PROJETOS

Plano de ação

Linha expressa

alternativas para melhorar o trânsito dos pedestres

São Paulo nos planos do primeiro Trem-bala do país

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ma série de diretrizes para melhorar a qualidade do transporte paulistano foi definida pelo Comitê Municipal de Mudanças do Clima. O plano de ação, divulgado em maio de 2011, estabelece três objetivos principais: dar prioridade ao transporte público coletivo e aos meios de locomoção não motorizados, promover o uso de combustíveis renováveis e energias limpas e adotar medidas que ampliem a integração dos vários meios de transporte da cidade. O documento também prevê melhores condições das calçadas e dos sistemas de sinalização e controle de tráfego. Outros pontos importantes são a renovação da frota de transporte público e a ampliação da rede de trólebus para que a rede de transporte seja mais eficiente. Outro projeto importante é o Plano Municipal de Mobilidade e Transportes Sustentáveis, que está previsto no Plano Diretor da cidade. A Câmara Municipal aprovou para o orçamento municipal de 2011 uma dotação de 15 milhões de reais para sua criação. A inclusão dos recursos no orçamento foi feita após seminário da Comissão de Trânsito e Transporte, que recebeu sugestões da sociedade. A rede Nossa São Paulo apresentou documento com propostas de novas ciclovias, adoção dos corredores BRTs (Bus Rapid Transit), como os que existem em Curitiba, e corredores expressos de ônibus em grandes artérias da cidade. O governo federal também anunciou investimentos no valor de 2,4 bilhões de reais na capital por meio do PAC Mobilidade Urbana Grandes Cidades, para implantar novos sistemas de transporte público coletivo.

instalação de um serviço de trens de alta velocidade (TAV) no Brasil é um projeto que ganhou força nos últimos anos com a escolha do país para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O projeto atualmente em discussão pelos governos federal, estadual e municipal prevê 11 estações ligando a cidade de Campinas (SP) ao Rio de Janeiro (RJ), passando por São Paulo. Na capital paulista, seriam duas paradas: uma no Campo de Marte, situado na zona norte de São Paulo, e outra no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica. O projeto ainda é mais um desejo do que uma realidade. Em meados de 2011, a iniciativa ainda esbarrava em alguns obstáculos que tornam difícil prever se o serviço estará disponível em 2016. Atrasos na licitação e a falta de um interessado em executar o projeto já eliminaram a possibilidade dele ser utilizado para transportar torcedores na Copa do Mundo. As vantagens do sistema são muitas. A implantação requer menor uso do solo, se comparado à construção de rodovias, tem redução de impactos ambientais e emissão de gases poluentes. Os TAVs são utilizados para o transporte de passageiros e têm capacidade de atingir velocidade superior a 200 quilômetros por hora. O primeiro trem de alta velocidade começou a operar em 1964, no Japão. Desde então, diversos locais iniciaram estudos de viabilidade para a implantação do projeto que, de 1981 a 2009, passou a funcionar também em países como França, Itália, Alemanha, Espanha, Bélgica, Reino Unido, China, Coreia do Sul, Taiwan, Holanda e Turquia.

UM DIA NA MARGINAL TIETÊ

24,5 km de extensão

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São Paulo OUTLOOK

24 pontes

1,2 milhão de viagens

1 acidente fatal por semana

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URBANIZAÇÃO Projetos urbanísticos devem revitalizar, nos próximos anos, áreas degradadas da cidade; e no setor de infraestrutura, o destaque são as reformas e obras de ampliação nos aeroportos

Nova Luz

cracolândia começa a se transformar em novo centro

RAIO-X DA NOVA LUZ

500 mil m é a área que será revitalizada 11 mil moradias serão construídas R$ 12 mi já foram investidos no projeto 10 a 15 anos é o prazo para a conclusão 2

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Prefeitura de São Paulo desenvolveu um projeto urbanístico para recuperar uma das áreas mais degradadas do centro. Seguindo uma tendência mundial de reurbanizar áreas centrais, um polígono formado por 45 quadras passará a contar com mais moradores, comércio e espaços de lazer. O projeto prevê a construção de 11 mil novas moradias na área delimitada pelas avenidas Ipiranga, São João, Duque de Caxias, Cásper Líbero e Rua Mauá. A intenção é manter um fluxo de pessoas constante na região, com imóveis de uso misto. Será uma das maiores intervenções urbanas realizadas no mundo, com área recuperada de 500 mil metros quadrados. Para atrair frequentadores e empreendedores, a revitalização também vai recuperar espaços culturais e o patrimônio histórico. O projeto prevê ainda áreas de lazer comunitárias, novas praças, cafés e restaurantes. Foram investidos 12 milhões de reais na iniciativa. Entre as propostas, estão a construção de um bulevar na Avenida Rio Branco, a transformação da Rua Mauá em um corredor cultural e a criação de um polo cultural e de entretenimento em torno

da Estação da Luz. Algumas ruas como Vitória e Gusmões terão suas calçadas alargadas e ganharão áreas verdes para estimular o uso misto. O projeto Nova Luz começou a ganhar forma em 2009, com a abertura da licitação. O plano está sendo traçado por um consórcio de empresas, integrado pela americana Aecom, que foi responsável pela revitalização da área portuária de São Francisco, nos Estados Unidos, e da região central de Manchester, na Inglaterra. O projeto urbanístico tinha previsão de ser entregue até o fim de 2011. A partir daí, será elaborado o edital de licitação para a concessão. A escolha do vencedor deve ocorrer no primeiro semestre de 2012. A estimativa é que, em cinco anos, a partir do início das intervenções, seja possível perceber mudanças na área. O prazo previsto para conclusão do projeto é de dez a 15 anos.

Transporte aéreo

um novo terminal internacional e nova pista em cumbica

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Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, vai receber obras de reforma e ampliação no valor de 1,3 bilhão de reais. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) deu início à ampliação e à revitalização do sistema de pistas e pátios e serão construídas pistas de táxi e saída rápida, além do terceiro terminal de passageiros. O novo terminal terá 230 mil metros quadrados e ampliará a capacidade do aeroporto, que passará de 20 milhões para quase 40 milhões de passageiros por ano. A previsão é que até a Copa de 2014 pelo menos 40% do novo terminal esteja pronto e possa receber dez milhões de novos visitantes. Essa primeira fase do projeto tem investimento previsto de 750 milhões de reais até o fim de 2013. Nos últimos anos, o Aeroporto de Congonhas, na zona

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sul de São Paulo, também passou por obras de melhoria para atender ao aumento da demanda de passageiros. De 2003 a 2008, recebeu escadas rolantes, elevadores, novas salas de embarque e desembarque, 12 pontes de embarque, posições de check-in, túneis de acesso, além de mais de mil novas vagas no edifício garagem. A Infraero finalizou, no primeiro semestre de 2011, a construção das estruturas de concreto da nova torre de controle de Congonhas. Ao todo, a empresa investirá 14,5 milhões de reais no empreendimento. A torre terá 40 metros de altura, o equivalente a um prédio de nove andares, e contará com uma cabine com 12,7 metros de diâmetro – 5,7 metros a mais do que a atual. A nova estrutura dará aos controladores de voo melhor visão das pistas de pouso e decolagem e do pátio do aeroporto.

São Paulo OUTLOOK

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João Wainer/Folha Imagem

PROJETOS

Avenida Rebouças, zona oeste: a cidade tem dez corredores exclusivos para ônibus com 120 quilômetros de extensão

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Habitação

um Programa para zerar o déficit de moradias em dez anos

S

ão Paulo possui um plano para erradicar até 2024 o déficit habitacional no município, que hoje é de 130 mil moradias. O projeto está em fase de discussão e algumas ações estão sendo tomadas. A proposta engloba a construção de novas unidades, reformas, aquisições financiadas, regularização fundiária e locação social. Serão necessários 39 quilômetros quadrados de terrenos e 58 bilhões de reais para viabilizar as obras. A prefeitura, o governo estadual e a União vão investir cerca de 3,4 bilhões de reais por ano em urbanização. Pela primeira vez na história da cidade, moradias populares começam a ser erguidas com recursos obtidos por operações que integram habitação, saneamento, drenagem, saúde pública, requalificação urbana e ambiental.

Na região da Água Espraiada, por exemplo, começaram a ser preparadas três áreas para a construção de 814 unidades. No Itaim Bibi, serão mais 249. Os moradores que serão removidos para o prolongamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul, e de favelas ao longo da via vão ocupar 565 unidades. Também na zona sul, estão sendo construídas 1,1 mil moradias por meio da Operação Urbana Faria Lima. Outra ação municipal é o Programa de Urbanização de Favelas e Mananciais, com obras de infraestrutura e saneamento. Estão no programa as duas maiores favelas de São Paulo: Heliópolis e Paraisópolis. O projeto de urbanização desta última foi destaque nas bienais de arquitetura de Roterdã e Veneza.

Revitalização

Operações urbanas

três iniciativas mudam paisagens decadentes

a última fronteira para habitações na região central

D

A

ois importantes endereços da cidade passaram por processos de revitalização em 2011: a Praça Roosevelt, no centro, e o Largo da Batata, na zona oeste. A região do Parque Dom Pedro II, no centro, também teve sua reurbanização anunciada. A Praça Roosevelt estava degradada e deve se transformar numa área de convivência com playground e área para cães. Estruturas de concreto que ocupavam o local e dificultavam a circulação estão sendo demolidas. As obras começaram em outubro de 2010 e a previsão é que terminem no prazo de dois anos. A prefeitura investiu seis milhões de reais no projeto e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) financiou os outros 30 milhões de reais necessários. O Largo da Batata, em Pinheiros, também era uma região que enfrentava processo de decadência. A primeira etapa das obras terminou em 2010 e foram investidos 136 milhões de reais e as novas obras custarão 142 milhões de reais. No segundo semestre de 2011, começa a construção da garagem subterrânea com 450 vagas e a conclusão do terminal intermodal, que fará integração com metrô e trem. Pelo terminal, passarão 26 linhas de ônibus municipais, que atenderão cerca de 80 mil passageiros por dia. A obra deve ser concluída em 12 meses. A estação Pinheiros do metrô foi inaugurada em maio de 2011. O projeto de revitalização do Parque Dom Pedro II, na região do centro, prevê a demolição de três viadutos, a construção de um centro de compras na região da Rua 25 de Março e a ligação do Mercado Municipal a uma nova unidade do Sesc-Senac.

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prefeitura prepara mais três operações urbanas para a cidade. O mecanismo instituído na capital permite que empreendedores construam além do permitido por lei, mediante pagamento à prefeitura. O objetivo das operações Lapa-Brás e Mooca-Vila Carioca é adensar o entorno da malha ferroviária, que hoje é subutilizado. No caso da Rio Verde–Jacu, a proposta é atrair empresas. A construção de casas ao longo da linha férrea vai permitir que moradores que hoje vivem na periferia fiquem mais próximos do centro, reduzindo os deslocamentos até o trabalho. Atualmente, a densidade populacional na área Lapa-Brás é da ordem de 56 habitantes por hectare, e na Mooca-Vila Carioca de 70 habitantes por hectare. A intenção é que a relação passe a 200 habitantes por hectare. Hoje, a ferrovia é uma barreira física, e o projeto quer conectar os lados interrompidos pelos trilhos com a construção de uma nova avenida, que seria uma alternativa ao Elevado Costa e Silva, o Minhocão. Com isso, haveria condições para sua demolição e revitalização do entorno. A operação Rio Verde-Jacu é focada na geração de empregos no extremo da zona leste, “área dormitório” com alta densidade demográfica e oferta insuficiente de trabalho. Entre as diretrizes do projeto está a atração de empresas para a região, aproveitando o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, que vai facilitar o acesso ao Porto de Santos e ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A medida também diminuirá os deslocamentos entre o centro e o extremo leste. A previsão é que o edital para licitação do projeto urbanístico das três operações ficasse pronto até o fim de 2011.

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A ENERGIA QUE VEM DO LIXO O aterro Bandeirantes foi desativado em 2007; e o São João, em 2009, quando atingiram a capacidade máxima. Os resíduos acumulados vêm sendo usados para gerar energia para a cidade de São Paulo

OS ATERROS A energia elétrica gerada vem de usinas em dois aterros sanitários de São Paulo que, de 1976 a 2007, foram um dos destinos finais do lixo coletado no município Aterro Bandeirantes Perus São Paulo

Aterro São João São Mateus

63 milhões de tone toneladas oneladas elaada el adas daas

Produção de soja

equivalente a

de lixo foram ram m de dep depositadas osi sittad adass nnos os at aaterros terrros

no Brasil por ano

Queeimado QQueimadores madoor

Resfriadores

Sopradores No processo de queima, o metano é convertido em gás carbônico, que é 21 vezes menos poluente

AS USINAS Cada aterro possui uma usina termelétrica que usa o biogás, iogá ogás, og á, produzido naturalmente durante o processo de decomposição do lixo dos aterros, para produzir energia elétrica

Gerador USINA

COMO FUNCIONA 1

Trocador de calor

2

A decomposição do lixo ea enterrado nos aterros ge gera biogás que é captado por por láásti ticcos tubos plásticos

O gá gás m metano etano an noo biog bio biogás áss é armazenado arm arma a eenado em m tanqu ttanques anqquees e an anqu queimado. queimad queimado do. O calor calor move mov ovee tturbinas ur nas urbinas urbin qquee pproduzem rrodu ooduzzem od odu zem e ene en eenergia rgia rgia g elét eelétri el elétrica ca

3

A energia produzida segue para a rede elétrica e é distribuída na cidade

Tubos para captação de biogás Aterro sanitário Lixo

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7% da população

paulistana tem a sua casa abastecida pela energia gerada nas duas usinas

A ENERGIA

175 mil MWh

foi o total de energia gerada em 2010 pelas usinas São João e Bandeirantes, entre as cinco maiores do município de São Paulo

700 mil pessoas têm o consumo residencial compensado

15 anos OS CRÉDITOS As duas usinas foram certificadas pela ONU como projetos enquadrados n o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), o que permite a geração e venda de créditos de carbono

crédit o

é a vida útil prevista para a geração de energia

5,7 milhões de toneladas

de carbono equivalente foi o total de redução de emissões proporcionado até 2010

1/3

equivalente a de toda a emissão da cidade em um ano

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R$ 70 milhões foi a receita da Prefeitura de São Paulo com a venda de 1,5 milhão de créditos de carbono em leilões

1 crédito representa

1 tonelada de CO2 equivalente que deixou de ser emitida na atmosfera

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PROJETOS

Negócios

Comércio

São paulo entra na rota dos megaeventos internacionais

capital das compras ganha três shoppings de luxo

S

A

ão Paulo concentra 75% do mercado brasileiro de feiras e prepara novos empreendimentos para eventos e convenções. O mais importante é a Expo São Paulo, um complexo de exposições que será erguido na região de Pirituba, na zona norte de São Paulo. A prefeitura também está investindo no Carnaval paulistano e prepara a Fábrica do Samba, que abrigará os barracões das escolas. A Expo São Paulo terá três pavilhões de exposições, centro de convenções e hotéis para a realização de feiras e eventos. A obra deve ser viabilizada por meio de uma parceria público-privada (PPP). Com o empreendimento, a cidade poderá se candidatar a ser sede da Expo 2020 – a próxima edição da feira mundial das nações que foi realizada em Xangai em 2010 – e receber outros grandes eventos, como o Congresso Mundial da Fifa em 2014. Também estão previstos, uma arena multiuso, com capacidade para aproximadamente 20 mil pessoas, e dez mil vagas de estacionamento, na última fase do projeto. São Paulo conta com o Anhembi, na zona norte da cidade, que sedia 30% dos eventos que acontecem no Brasil. É um dos maiores centros de convenções da América Latina, com 400 mil metros quadrados de área total. O local passou por uma grande reforma, que resultou na ampliação da área do Pavilhão de Convenções além de modernizar os auditórios, e propiciar outras melhorias. A Fábrica do Samba será um complexo para abrigar os barracões das 14 escolas do Grupo Especial, próximo à Ponte da Casa Verde, na zona norte da cidade. O projeto vai receber investimento de cerca de 124 milhões de reais e a previsão é que deve ficar pronto em 2013.

CAPITAL DOS EVENTOS

400 mil m para realização de feiras, exposições e eventos 90 mil eventos por ano 75% das feiras do Brasil 2

R$ 2,4 bi

de receita anual

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cidade ganhará mais opções de compras com a abertura de novos shoppings. Um dos maiores projetos é o Shopping JK Iguatemi, que está sendo construído na Avenida Juscelino Kubitschek com a Marginal Pinheiros, e deve ser aberto em 2012. Será um centro de compras de alto padrão, com 200 lojas. Vinte grifes internacionais, algumas inéditas na América Latina, abrirão suas portas no centro de compras. O JK terá ainda nove salas de cinema premium, teatro e parque infantil. O projeto arquitetônico prevê paredes de vidro, que vão garantir a iluminação natural e ampla visão do Parque do Povo. A zona leste também vai ganhar um shopping voltado para as classes A e B, no fim de 2011. O Mooca Plaza Shopping terá 250 lojas e sua construção faz parte do processo de revitalização do bairro. Outro shopping deve ser construído na Avenida Paulista, no terreno que foi da mansão da família Matarazzo, hoje ocupado por um estacionamento. O alvará que libera a obra foi concedido. Está prevista a construção de uma torre com 124,5 mil metros quadrados, com sete níveis de estacionamento para abrigar o centro de compras.

Iniciativas verdes

um terço das metas da cidade prioriza ações ambientais

A

cidade possui investimentos importantes para o desenvolvimento sustentável. Das 223 metas que a Prefeitura de São Paulo pretende concluir até 2012, 32% são direcionadas a minimizar os impactos ambientais gerados pelas atividades urbanas, além de propor medidas de conservação e controle do meio ambiente. A cidade conta com uma Lei de Mudanças Climáticas, que norteia as ações verdes implementadas na capital. Entre as iniciativas adotadas pelo município estão medidas para incentivar o uso de meios de transporte não-poluentes, como a instalação de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários em diversos pontos da cidade. Também estão em curso planos de prevenção e combate às enchentes, investimento em coleta e tratamento de saneamento básico, e medidas de combate ao desperdício de água. A cidade mantém, ainda, o serviço de coleta seletiva de lixo, incentiva a reciclagem e o descarte correto de resíduos. O aumento das áreas verdes é outra preocupação do município, que tem planos para a implantação de áreas verdes. Leia mais sobre as medidas ambientais no capítulo de iniciativas verdes da cidade, a partir da página 82.  0

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Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

Ao fundo, o Teatro Municipal de São Paulo, que passou por restauração: o cartão-postal completou 100 anos em 2011

Espaços culturais de roupa nova e mais modernos Teatro Municipal

O Teatro Municipal de São Paulo passou por uma reforma que recuperou a fachada e seus vitrais e restaurou pisos, poltronas e pinturas. Uma das intervenções mais importantes foi a modernização técnica do palco, que permitirá a montagem de espetáculos que requerem mais recursos tecnológicos. Os equipamentos suportam cenários mais pesados, que podem ser trocados mais rapidamente. O Municipal comemora seu centenário em 2011. Foi reaberto em junho, depois de três anos em obras. O investimento foi de 28 milhões de reais.

Pinacoteca do Estado

A Pinacoteca do Estado, no centro de São Paulo, está passando por reformulação. A previsão era que até o

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fim de 2011 os visitantes pudessem conhecer a nova exposição de longa duração do acervo. O segundo andar, que abriga a coleção permanente, foi fechado em 2010. A nova exposição terá 600 obras, organizadas por tema. A Pinacoteca recebe, por ano, cerca de 500 mil visitantes.

Memorial do Imigrante

O Memorial do Imigrante, na Mooca, zona leste de São Paulo, foi fechado para reforma em 2011. Quando reabrir, em 2012, passará a se chamar Museu da Imigração e oferecerá exposições mais modernas e interativas, com recursos multimídia. Ali funcionou a antiga Hospedaria dos Imigrantes, por onde passaram pessoas de mais de 60 nacionalidades e etnias, que chegavam ao Brasil pelo

Porto de Santos. O acervo documental será digitalizado nos próximos cinco anos. O investimento é de cerca de cinco milhões de reais.

Biblioteca Mário de Andrade

A Biblioteca Mário de Andrade, localizada no centro da cidade de São Paulo, foi reformada e reabriu em 2011. O local teve sua fachada recuperada, os móveis restaurados e seu acervo passou por um processo de readequação e de desinfestação. A biblioteca recebe diariamente cerca de mil usuários. A Mário de Andrade é a segunda maior biblioteca pública do Brasil. Possui acervo com aproximadamente 3,3 milhões de itens, entre livros, periódicos e mapas. Dentre os materiais que mais se destacam, estão as coleções de arte e as obras raras.

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PROJETOS

ESPORTE e lazer A cidade de São Paulo reforma seus principais estádios de futebol, amplia a sua estrutura de treinamento de atletas olímpicos e aumenta a oferta de atividades de lazer para a população

Infraestrutura

COPA de 2014 estimula A construção de estádios

S

ão Paulo é uma das cidades-sede para os jogos da Copa do Mundo no Brasil, em 2014. O Corinthians se prontificou a construir um estádio na zona leste para receber os jogos, chamado de Itaquerão, mas ainda há dúvidas se ficará pronto a tempo. No fim do primeiro semestre de 2011, o terreno estava sendo limpo e dutos da Petrobras que passam pelo local ainda precisavam ser desviados. Também estava em negociação o valor a ser pago à construtora pela obra, estimado em um bilhão de reais. Outra opção é a Arena Palestra, estádio do Palmeiras, que está sendo erguido na zona oeste. A construção está orçada em 360 milhões de reais, mas terá 45 mil lugares, 20 mil menos que o exigido pela Federação Internacional do Futebol (Fifa) para receber o jogo de abertura. O estádio do Morumbi, na zona sul, inicialmente favorito, foi descartado por problemas de acesso ao transporte público, estacionamento escasso e falta de garantias financeiras para se adequar às exigências da Fifa. No primeiro semestre de 2011, foram anunciadas obras de infraestrutura em torno do estádio no valor de 478 milhões de reais, com prazo de conclusão no primeiro semestre de 2013.

VOCÊ SABIA QUE...

11,7 milhões

de turistas visitaram a cidade em 2010 ...é como se São Paulo sediasse uma Copa do Mundo por mês

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Recreação

dois novos centros de lazer definidos e dois em projeto

C

om 13 unidades atualmente em funcionamento na cidade, a rede do Serviço Social do Comércio (Sesc) está em processo de expansão na capital. Os locais são mantidos pelo empresariado de comércio e serviços e oferecem atividades culturais e esportivas. Trabalhadores no comércio podem se matricular e ter descontos, mas os espaços são abertos ao público em geral. Em 2011, está prevista a inauguração do Sesc Santo Amaro, na zona sul, e do Sesc Bom Retiro, no centro. Mais uma unidade foi anunciada com o projeto de reurbanização da Avenida do Estado, que está sendo chamada de Sesc Mercadão. Vai ocupar o terreno onde ficava o edifício São Vito, que foi demolido. Funcionará em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Em 2012, a promessa é ver funcionando a unidade 24 de Maio, no centro, que ocupará o antigo prédio da Mesbla, com projeto de Paulo Mendes da Rocha. Serão dois subsolos, térreo e mais 13 pavimentos. O Sesc Avenida Paulista, que funciona em caráter provisório, deve ganhar sede definitiva em 2013. Com a abertura das novas unidades, aumentam a oferta de espetáculos e as opções de lazer, como quadras e piscinas. O Sesc também oferece serviços de acesso à internet e atendimento odontológico. Há, ainda, programas de turismo social e atividades voltadas para a terceira idade. No fim de 2010, entrou em funcionamento o Sesc Belenzinho, um dos maiores do estado, com área construída de 50 mil metros quadrados. A unidade, localizada na zona leste da capital, oferece seis piscinas para recreação e cursos, totalizando mais de dois mil metros quadrados de espelho-d’água.

Represa

PAULISTANos ganham seu calçadão na guarapiranga

O

Programa de Revitalização da Orla da Guarapiranga está implantando parques, ciclovia e calçadões nas margens da represa de Guarapiranga, na zona sul. Os muros foram substituídos por grades, revelando a paisagem que durante anos permaneceu escondida. As calçadas de concreto foram trocadas por piso permeável e faixa de grama. Uma ciclovia com 10 quilômetros ao longo da orla da represa vai interligar sete parques que estão sendo implantados. A ideia é que eles sejam unidos, formando a chamada Praia de São Paulo. Como a cidade fica longe do mar, o título de “praia paulistana” coube até hoje ao Parque do Ibirapuera.

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Os parques terão quadras, playgrounds, campos de futebol e até caminhos flutuantes e mirante. A previsão é que todos os parques estejam abertos até 2012. Áreas particulares foram adquiridas e anexadas aos novos parques. Foram gastos dez milhões de reais nas obras e mais dez milhões devem ser investidos. A represa começou o ano de 2011 em festa. Pela primeira vez, foi palco do réveillon e reuniu 40 mil pessoas.

Mello foi recapeada com piso de tartã alemão, como o utilizado no Estádio Olímpico de Berlim. Dentre os espaços reformados, o Ginásio Geraldo José de Almeida ganhou luzes próprias para transmissão em HDTV. A cidade conta, desde 2007, com o Clube Escola, que oferece atividades esportivas, recreativas e culturais gratuitas para os jovens da rede pública. No primeiro semestre de 2011, eram 106 unidades e 230 mil pessoas atendidas. Estima-se a construção de mais 200 Clubes Escola até 2012. 0

São Paulo Olímpico

Cidade investe em ações Para estimular OS jovens atletas

O

15 piscinas olímpicas para competições 12 quadras de basquete com medidas oficiais 1 raia olímpica para provas de remo 2 pistas de atletismo com

medidas oficiais para provas de diversas modalidades

Juca Varella /Folhapress

projeto São Paulo Olímpico prevê a criação de um Centro de Desporto Paraolímpico, na região do Parque do Ibirapuera, e um Centro de Alto Rendimento de Atletas, na zona norte da capital. O programa, que deve ser concluído em dezembro de 2011, inclui novos equipamentos, incentivos que estimulem a prática do esporte olímpico nas escolas da rede pública e a ampliação do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa de São Paulo. O nadador César Cielo montou com jovens atletas o Projeto Rumo ao Ouro 2016, e treinam no centro. Reformas no Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, conhecido como Ibirapuera, também estão sendo realizadas. A pista de atletismo do Estádio Ícaro de Castro

A ESTRUTURA OLÍMPICA DA CIDADE

Piscina do Sesc Belenzinho, na zona leste: as 13 unidades da capital paulista oferecem atividades esportivas e culturais

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PROJETOS

ENSINO E SAÚDE São Paulo investe em novos cursos técnicos e nos parques tecnológicos, de olho no futuro. Na Saúde, os destaques são o crescimento da rede pública e a qualidade dos centros de excelência

Investimento

parques tecnológicos são aposta para atrair empresas

O

Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) visa atrair investimentos e criar empresas intensivas em conhecimento e base tecnológica. O objetivo é dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais e industriais e estimular o auxílio da pesquisa voltada à inovação. Além de promover a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades, empresas e órgãos públicos. Vão ser investidos 300 mil reais para estudos de viabilidade do projeto e a definição da estrutura da primeira instituição na cidade, que deve ser erguida na região de Itaquera, na zona leste da capital. O Parque Tecnológico de São Paulo - Zona Leste será construído em uma área de 203 mil metros quadrados e dedicado às áreas têxtil e de moda, tecnologias da informação e da comunicação, inteligência de mercado e mídia. Também está em estudo a segunda unidade, no Jaguaré, zona oeste. Deverá abranger os setores de tecnologias da informação e da comunicação, saúde, nanotecnologia, acessibilidade, usabilidade e comunicabilidade para deficientes. Os estabelecimentos que se instalarem em parques tecnológicos terão benefícios municipais.

VOCÊ SABIA QUE...

2.059

transplantes de órgãos foram realizados na cidade em 2010 …São Paulo é a cidade que mais realiza transplantes de rim no mundo:

685

em 2010

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Educação

são paulo vai ganhar mais três faculdades técnicas

A

cidade vai contar com mais três Faculdades de Tecnologia (Fatecs). A previsão é que uma das unidades, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, inicie suas atividades no segundo semestre de 2011. O Centro Paula Souza, autarquia do Governo do Estado de São Paulo, é o responsável pela educação técnica profissional gratuita na cidade de São Paulo. Oferece cursos técnicos de nível médio, por meio das Etecs, e cursos superiores pelas Fatecs. A Prefeitura de São Paulo é responsável por ceder o terreno ou edifício. Cabe ao centro a implantação das unidades, além de todo o projeto e andamento pedagógico das instituições. A parceria existe ainda na oferta de cursos técnicos em 22 Centros Educacionais Unificados (CEUs), com cerca de 1,4 mil vagas. Para 2013, o centro prevê a inauguração de uma Fatec e uma Escola Técnica Estadual (Etec) em Itaquera, também na zona leste, e uma faculdade no Parque Tecnológico do Jaguaré, próxima à Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, o município conta com 38 Etecs, com 52,4 mil matrículas, e quatro Fatecs, que possuem nove mil alunos. No total, são oferecidos 52 cursos técnicos e 21 cursos superiores de tecnologia.

Estrutura

um negócio inovador para construir novos hospitais

A

Prefeitura de São Paulo anunciou, no fim de 2010, a realização da primeira parceria público-privada (PPP) na Saúde. Com investimentos de 4,5 bilhões a seis bilhões de reais, essa PPP é considerada uma das maiores do País. Estão previstos três novos hospitais, quatro centros de diagnóstico por imagem, seis hospitais com novas instalações e a reforma de mais três unidades. A entrega das reformas, das novas instalações e dos hospitais está prevista para ocorrer no prazo de seis a 24 meses após a assinatura da parceria. Os centros de diagnóstico por imagem serão os primeiros a ser entregues à população. Os novos hospitais têm prazo de 12 a 18 meses para entrar em operação. O projeto será dividido em três lotes e poderá contar com a participação direta de consórcios formados por, no máximo, quatro integrantes. A empresa ficará responsável pelas obras de engenharia, fornecimento de equipamentos e mobiliário, além de serviços como lavanderia e limpeza. O número de leitos passará de 1.226 para 2.206, aumento de 79,93%. As salas em centros cirúrgicos vão saltar das atuais 28 para 53 e as

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salas de parto, de 11 para 20. Os três novos hospitais serão construídos nos bairros de Capela do Socorro e Balneário São José, na zona sul, e em Brasilândia, na zona norte. A cidade de São Paulo possui a maior rede hospitalar do País, com 18 hospitais municipais e 16 prontos-socorros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realiza operações de resgate em toda a cidade, conta com 177 ambulâncias.

Assistência

expansão no setor de saúde permite reabrir unidades

A

Secretaria Municipal de Saúde se prepara para municipalizar e reabrir o Hospital Sorocabana, na zona oeste da capital, que foi fechado em 2010. Em maio de 2011, a unidade foi declarada como utilidade pública e a expectativa no primeiro semestre era que fosse reaberto até o fim de 2011. O serviço de saúde da capital conta com as unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMA), criadas em 2005 pela prefeitura. Para esses locais são encaminhados casos considerados de baixa e média complexidade. Atualmente, a cidade conta com 116 AMAs e 15 AMAs Especialidades. Só no ano de 2010, foram realizadas na cidade 10,6 milhões de consultas. As unidades AMAs Especialidades atendem pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) que precisam de tratamentos específicos, como consultas com cardiologistas. Além disso, realiza exames, como eletrocardiogramas, testes ergométricos e ultrassonografias. A prefeitura prevê também a implantação de 50 unidades para atendimento odontológico gratuito até o fim de 2012.

Segurança

Índice de homicídios na capital em queda acentuada

N

a cidade de São Paulo, o número de homicídios caiu 37% nos primeiros quatro meses de 2011, em comparação com o mesmo período de 2010. No total, foram 178 casos a menos, o que coloca a metrópole entre as cidades com menor número de homicídios do Hemisfério Sul. A expectativa é terminar 2011 abaixo da taxa de dez homicídios para cada 100 mil habitantes, patamar aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 1999, a taxa era de 52,58 por 100 mil e em 2010, 10,64.

HOMICÍDIOS CAEM 80% EM 10 ANOS Taxa de assassinatos por 100 mil habitantes

51,23 43,73

31,54

10 é o índice aceitável segundo a OMS 18,40 11,54 2000

2002

2004

2006

2008

10,64 2010

Medicina

cidade conta com centros de excelência no sistema público

O

sistema de saúde pública da cidade de São Paulo conta com dois centros de excelência, um no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e o outro no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. O Icesp inaugurou, em 2011, o Centro de Investigação Translacional em Oncologia, considerado o maior laboratório de pesquisa em oncologia da América Latina. O instituto atende os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e recebe, aproximadamente, 12 mil novos casos diagnosticados de câncer por ano. São realizados 34 mil procedimentos e atendimentos por mês, sendo 500 cirurgias, 11 mil consultas médicas, mais de três mil sessões de quimioterapia e três mil de radioterapia, dois mil atendimentos de urgência e seis mil atendimentos multiprofissionais.

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Com investimento de 460 mil reais, o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia implantou o Centro de Cirurgias Cardiológicas Experimentais. O novo espaço tem 540 metros quadrados, distribuídos entre salas cirúrgicas e alojamento dos animais submetidos aos testes. Serão 40 profissionais e 140 alunos de pós-graduação de diversas instituições brasileiras. A primeira iniciativa do centro será a realização de testes com o primeiro coração artificial de dois ventrículos desenvolvido no Brasil. A fase inicial da pesquisa prevê testes com animais e a previsão é que ela levará de um a dois anos. O modelo em desenvolvimento pesa cerca de 400 gramas, é composto de poliuretano e titânio e pode ficar no organismo até cinco anos. 0

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PROJETOS

PLANEJAMENTO O município trabalha com planejamento de longo prazo e antecipa soluções para garantir o crescimento ordenado e sustentável da cidade, estabelecendo as metas de desenvolvimento

Plano de metas

uma Agenda para avaliar as ações de desenvolvimento

A

cidade é pioneira na adoção de um plano para acompanhar as ações da administração municipal. O Programa de Metas obriga o Executivo a apresentar um plano detalhado de seus projetos e prestar contas à população sobre o andamento das ações. A iniciativa bem-sucedida repercutiu e deu origem a uma campanha para que seja apresentada como projeto de emenda constitucional e estendida à presidência, aos governos estaduais e a todos os municípios brasileiros. A adoção do plano atende às exigências da Emenda nº 30 à Lei Orgânica do Município aprovada pelo Legislativo em 2008. O programa resultou na Agenda 2012 da Prefeitura de São Paulo, com 223 metas. Uma das inovações importantes é a revisão periódica das ações. Foi criado, também, um site para que a população possa monitorar o que vem sendo feito, por meio de relatórios semestrais de desempenho e indicadores de resultados anuais. De acordo com as informações disponíveis na internet, a prefeitura concluiu 28 metas, 189 estão em andamento e seis não tinham sido iniciadas até o fim do primeiro semestre de 2011.

Situação das ações municipais previstas para 2012 Concluídas 12%

No papel 3%

*Posição no primeiro semestre de 2011

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engenharia financeira para otimizar recursos da cidade

N

ovos projetos podem ter impacto significativo na cidade de São Paulo. Uma das propostas beneficia financeiramente a capital, porque propõe uma alteração no critério de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios-Capitais, aumentando de 2,9% para 5,5% a atual cota destinada a São Paulo. Outra medida muda o índice de atualização monetária e reduz os juros do saldo devedor da dívida do município com a União. Desde 2009, entidades da sociedade civil debatem um plano estratégico de longo prazo, batizado de São Paulo 2022. Encontros regionais estão sendo realizados para recolher propostas dos movimentos sociais e das lideranças comunitárias para melhorar a cidade. As sugestões e as pesquisas técnicas serão apresentadas ao poder público para contribuir com a elaboração do futuro Plano Diretor Estratégico da cidade, que vigorará de 2013 a 2022. O projeto Função Social da Propriedade, aprovado em 2010, deve ajudar a revitalizar áreas degradadas. A lei combate a especulação imobiliária de imóveis ociosos ou subutilizados. Muitos espaços, que poderiam ser usados para moradia, ficam vazios em áreas com boa infraestrutura urbana. Os terrenos nessas situações são punidos com a cobrança de IPTU progressivo. Outro projeto importante foi assinado no fim de 2010, criando o Plano Diretor de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais. Com investimento de 4,1 milhões de reais, o projeto está sendo realizado por meio de parceria com a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica, ligada à Universidade de São Paulo. O objetivo é nortear ações nas áreas de drenagem e saneamento.

Estratégia

223 PLANOS E METAS PARA 2012

Em andamento 85%

Perspectivas

projeto traça diretrizes para nortear planos até 2040

O

plano SP 2040 vai traçar um conjunto de metas a serem atingidas nos próximos anos, independentemente do prefeito ou do partido político à frente da administração municipal. O documento deverá nortear as políticas públicas do município em cinco eixos fundamentais: oportunidade de negócios, desenvolvimento econômico sustentável, mobilidade e acessibilidade, equilíbrio social e melhoria ambiental. O trabalho é resultado da parceria entre a prefeitura e a Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo. O levantamento começou em 2011, com prazo de 12 meses para ser concluído. O investimento é de 2,9 milhões de reais. 0

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Carlos Cecconello/Folhapress

Crianças passam por exame ocular no Hospital das Clínicas: rede pública de saúde fez 11 milhões de consultas em 2010

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São Paulo OUTLOOK

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para entender são paulo

qualificação concentrada

100

mil

pessoas se graduaram no ensino superior em 2010, 12% do total no Brasil

16% 2,5

mil

das vagas disponíveis nos cursos de ensino superior do país estão em São Paulo

era o número de cursos de graduação no fim de 2010, 40% mais que em 2005


T

he universities of São Paulo are among the most qualified in Brazil. The city offers more than 150 universities. Among the courses is the most traditional law course of Largo São Francisco Law College of São Paulo

University (USP), the renowned medical courses of the Santa Casa de São Paulo of USP and of Escola Paulista de Medicina of the Federal University of São Paulo (Unifesp), the business course of the Getúlio Vargas Foundation (FGV) and that of the Learning and Research Institute (Insper).


cidade limpa

Uma cidade

Esquina das avenidas Paulista e Consolação em 2005


inteira... RogĂŠrio Cassimiro/Folhapress


Esquina das avenidas Paulista e Consolação em 2011, após a lei cidade limpa


...para descobrir

A

claudio rossi/análise editorial

Lei Cidade Limpa entrou em vigor em 2007 em São Paulo e, desde então, tirou das ruas da capital cerca de 500 mil faixas e cartazes. A norma proibiu a instalação de outdoors, faixas, painéis publicitários e a distribuição de panfletos nas ruas. As placas nas fachadas de estabelecimentos comerciais passaram a ter um tamanho máximo. Com a adoção da lei, São Paulo virou uma referência no combate à poluição visual e o projeto ganhou repercussão no exterior. As cidades de Buenos Aires (Argentina), Lisboa (Portugal), Atenas (Grécia) e Seul (Coréia do Sul) inspiraram-se no modelo para criar legislações similares.


cidade limpa

50 campos de futebol de painéis no chão

mario rodrigues/abril imagens imagen

mario rodrigues/abril imagens

São Paulo contava com cerca de 15 mil grandes espaços publicitários, conhecidos como outdoors, espalhados pela cidade quando entrou em vigor a Lei Cidade Limpa. Juntos eles tinham 400 mil metros quadrados, o equivalente à área de 50 campos de futebol. Apenas ao longo da Marginal Pinheiros, nas fotos, eram 180 outdoors.

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São Paulo OUTLOOK

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claudio rossi/anรกlise editorial RICARDO BENICHIO/abril imagens

ANDRE VALENTIM/abril imagens

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Sรฃo Paulo OUTLOOK

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cidade limpa

Fiscais retiram 300 cartazes por dia A fiscalização é importante para manter a cidade livre da poluição visual. Entre 2007 e junho de 2011, cerca de 300 faixas e cartazes foram retirados das ruas por dia, em média. As multas aplicadas no período somaram 120 milhões de reais. Na foto, a transformação da Rua 12 de Outubro, na zona oeste.

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São Paulo OUTLOOK

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mario rodrigues/análise editorial mario rodrigues/abril imagens

Cláudio rossi/análise editorial


mario rodrigues/abril imagens mario rodrigues/abril imagens

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AOrerostrud et wissenim vel doloreetIgnit auguer amconsent

S達o Paulo OUTLOOK

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flรกvio matangra


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iniciativas

Susten táveis

As medidas para reduzir as emissões de carbono, uso eficiente de energia, preservar e ampliar áreas verdes, recuperar mananciais e tornar a cidade mais verde

As iniciativas

Poluição

Emissões

A lista de projetos e sua contribuição para o crescimento verde página 86

Entenda as medidas para limpar o céu da metrópole e seus resultados página 96

As metas e ações para cortar emissões de carbono na cidade página 101


INICIATIVAS

no caminho para ser sustentável Os principais projetos e ações para colocar a cidade de São Paulo no caminho do desenvolvimento sustentável

Versión en español página 213


te às mudanças climáticas, que prevê uma meta de redução de 30% de emissões de gases que causam o efeito estufa até 2012, com base no inventário de 2005. Um dos principais programas de sucesso elaborados é o de captura de gás metano em aterros sanitários. Além de gerar energia elétrica, as duas usinas em operação reduzem a emissão de gases causadores do efeito estufa e rendem créditos de carbono. A inspeção veicular ambiental, instituída na cidade em 2008, também é extremamente relevante para a redu-

Almeida Rocha/Folhapress

A

cidade de São Paulo já começou a dar os primeiros passos rumo a um futuro mais sustentável. As iniciativas desenvolvidas no município e apresentadas nesta seção de SÃO PAULO OUTLOOK são o melhor indicativo de como o tema é relevante para a cidade. A metrópole é uma das pioneiras na criação de uma política para comba-

Frequentadores do Parque Ibirapuera descansam à beira do lago: São Paulo prevê chegar a 100 parques municipais em 2012

ção das emissões. O processo é obrigatório para toda a frota e, em 2010, mais de três milhões de veículos foram vistoriados. O resultado da regulagem dos motores foi equivalente à retirada de circulação de cerca de 750 mil carros. A coordenação das medidas para garantir a redução das emissões passa pelo Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia, órgão criado em 2009, e que, em maio de 2011, apresentou o primeiro plano de ação para nortear o desenvolvimento sustentável da cidade. O projeto Cidade Limpa é outro exemplo de iniciativa que foi adotada com sucesso. A partir de 2007, quando entrou em vigor a lei que regula o tamanho e uso de placas e painéis publicitários na cidade, São Paulo conseguiu acabar com a poluição visual e renovar as fachadas de edifícios e o entorno de suas principais vias. Em diversas áreas, a cidade vem trabalhando para alcançar novos padrões e dar um salto na infraestrutura disponível. É o caso do transporte por bicicletas. As ciclovias em operação totalizavam 36 quilômetros em meados de 2011. A meta estabelecida é triplicar essa extensão para 100 quilômetros no atual plano de expansão. Em 2009 entrou em operação na cidade a ciclofaixa, que isola uma faixa em algumas das principais avenidas paulistanas aos domingos para o trânsito de bicicletas. Em junho de 2011, o percurso total era de 45 quilômetros. A previsão para os parques urbanos do município é duplicar a área de 25 mil quilômetros quadrados e chegar a 100 unidades. São Paulo conta com 23% do seu território em áreas de preservação ambiental e, em 2010, atualizou o seu inventário de espécies, catalogando 700 animais silvestres que têm o seu habitat na cidade. Nas próximas páginas, o leitor poderá consultar 37 das principais iniciativas que vão contribuir para o avanço ambiental e social de São Paulo nos próximos anos. As ações combinam investimentos públicos e privados em áreas fundamentais, como educação, saúde, segurança e planejamento da ocupação do território urbano.  0

São Paulo OUTLOOK

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iniciativas

tráfego urbano A cidade de São Paulo recebe investimentos para melhoria no tráfego, transporte alternativo, renovação da frota e redução de poluentes emitidos por veículos que circulam pela capital

Inspeção veicular

controle de poluição já atinge quase 70% da frota

A

Inspeção Veicular Ambiental verifica, todos os anos, os níveis de emissão de poluentes dos veículos da cidade. O objetivo é identificar veículos com emissão acima do nível aceitável para que a regulagem seja feita. A Prefeitura de São Paulo é responsável por fiscalizar e determinar as normas das inspeções realizadas pela concessionária Controlar, que ganhou a licitação para a implantação e operação do programa. A iniciativa foi criada em 2008, por uma lei aprovada em São Paulo, e passou a ser adotada gradativamente até se tornar obrigatória para toda a frota a partir de 2010. O Programa de Inspeção Veicular Ambiental vistoriou, em 2010, 3,1 milhões de veículos, totalizando 65% da frotaalvo do município, estimada em 4,7 milhões. Dos quase 3,9 milhões de automóveis licenciados na cidade em 2010, 68,3% foram inspecionados. A diferença existe por causa dos veículos em situação irregular, que não são nem mesmo licenciados. A frota total da cidade é de sete milhões. Quem não fizer a inspeção fica sujeito a multa. A poluição que deixou de ser emitida com as manutenções equivale à retirada de 750 mil automóveis de circulação. Os veículos a diesel são responsáveis por 40% do material particulado na atmosfera. A cidade de São Paulo possui o maior Centro de Inspeção Veicular Ambiental do mundo. Situado no Tatuapé, na zona leste da capital, tem área de 3,1 mil metros quadrados e capacidade para realizar cerca de 4,6 mil inspeções por dia.

20% dos veículos nos horários de maior movimento, das 7 às 10 horas e das 17 às 20 horas. O rodízio baseia-se no final da placa e dia da semana. Na segunda-feira, não podem circular carros de placa final 1 e 2, e assim sucessivamente. A área de abrangência do rodízio é o centro expandido, delimitado pelo chamado minianel viário. A restrição é extensiva a todos os veículos que circulam na capital, mesmo os registrados em outros municípios. O condutor que desobedecer ao rodízio perde quatro pontos na carteira de habilitação e é multado. Na Cidade do México, o rodízio é mais rígido que em São Paulo, e se estende das 5 às 22 horas. Já na região metropolitana de Santiago, no Chile, o rodízio abrange apenas os veículos sem catalisador. Cidades na França e Itália adotam o sistema de restrição somente em caráter emergencial.

Transporte pesado

“forasteiros” também vão precisar passar por teste

D

esde abril de 2011, a cidade de São Paulo conta com um plano para controlar a poluição veicular, que tem como meta tornar obrigatória a Inspeção Veicular Ambiental dos caminhões e ônibus intermunicipais e fretados, que são registrados em outros municípios, mas circulam na cidade de São Paulo. A previsão é de que a medida passe a valer a partir do segundo semestre de 2011. O plano pretende, ainda, atualizar as estatísticas locais de origem e destino de caminhões e ônibus depois de intervenções importantes na malha viária e das restrições impostas à circulação de caminhões na cidade. A restrição ocorre de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 5 às 21 horas, em núcleos de comércio e serviços, túneis, viadutos, pontes e zonas exclusivamente residenciais.

QUANTOS PASSARAM PELA INSPEÇÃO Entre os veículos licenciados em 2010

Rodízio

diariamente 1 milhão de carros ficam na garagem

Inspecionados

65%

C

riado em 1997, o Rodízio Municipal de Veículos tem como objetivo melhorar o tráfego e reduzir a emissão de poluentes. A Prefeitura de São Paulo é responsável pela fiscalização do programa, que é monitorado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) por meio de agentes de trânsito e radares. De segunda a sexta-feira, são retirados de circulação

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São Paulo OUTLOOK

Total: 4,7 milhões

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Ecofrota

biodiesel deve reduzir pela metade emissão de poluentes

CICLOVIAS EM SÃO PAULO Extensão de vias para bicicletas na cidade Em funcionamento

P

ara reduzir a emissão de poluentes na cidade, desde fevereiro de 2011, os ônibus de São Paulo contam com a utilização do combustível B20, uma mistura de 20% de biodiesel adicionada ao diesel utilizado atualmente. Inicialmente, foram abastecidos 1,2 mil ônibus com o combustível. Até 2018, todo o sistema de transporte público deve operar com a utilização de combustíveis limpos. O Ecofrota deve reduzir a emissão de material particulado em 22%, de carbono em 13% e de hidrocarbonetos em 10%. Com o programa, serão atingidos 15% da meta anual de redução de combustíveis fósseis no transporte público da cidade, de acordo com a Lei de Mudanças do Clima. Em 2010, a Prefeitura de São Paulo firmou um protocolo de intenções para a aquisição de ônibus movido a etanol aditivado. Os 50 primeiros ônibus, que fazem parte de uma frota de 200 veículos, passaram a circular em maio de 2011. A tecnologia foi desenvolvida pela montadora sueca Scania, que recebeu, em Dubai, o prêmio Public Transport Times Two pela proposta, considerada a melhor iniciativa em transporte urbano sustentável na América Latina. O teste com o ônibus movido a etanol teve início em dezembro de 2009 e apontou redução de mais de 80% das emissões responsáveis pelo aquecimento global, diminuiu 90% de material particulado, 62% de óxidos de carbono e não emitiu enxofre no ar. A Scania Latin America será responsável pela fabricação dos veículos. A iniciativa tornou São Paulo a primeira cidade brasileira a utilizar combustível totalmente renovável e não poluente.

Combustíveis limpos

ônibus municipais vão testar hidrogênio e motor híbrido

E

m 2010, começaram a ser testadas, na cidade de São Paulo, fontes alternativas para abastecer veículos de transporte público. São avaliados veículos movidos a biodiesel à base de cana-de-açúcar, ônibus a hidrogênio e o sistema híbrido, com diesel e energia elétrica. Três ônibus circulam abastecidos com o biodiesel de cana-de-açúcar. Comparados ao diesel fóssil, mostraram redução de até 30% na emissão de poluentes. Outro modelo em teste é o sistema híbrido que, além do motor a diesel, utiliza energia elétrica a partir de baterias e proporciona redução de até 35% no consumo de combustível. Comparados aos motores a diesel convencional, são capazes de reduzir em 90% as emissões. Este modelo já circula em Londres, na Inglaterra, e Vancouver, no Canadá.

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Em projeto

55

36 Ciclovias

45 Ciclofaixa

A ciclofaixa funciona aos domingos das 7 às 16 horas

Desde dezembro de 2010, um ônibus a hidrogênio está em operação comercial no Corredor São Mateus-Jabaquara, gerenciado pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), do governo do estado. Além de não poluente, tem baixíssimo nível de ruído.

Duas rodas

o lugar das bicicletas na metrópole motorizada

A

cidade de São Paulo possui 36 quilômetros de ciclovias implantadas pela prefeitura ou pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e também oferece 45 quilômetros, ida e volta, de ciclofaixas aos domingos, que ligam parques da cidade. Uma faixa de algumas das principais vias da cidade é isolada para o uso de bicicletas. As ciclovias estão distribuídas entre as regiões da Avenida Sumaré, Faria Lima e do Rio Pinheiros, na zona oeste, e da Radial Leste e Adutora Rio Claro, na zona leste. Em março de 2011, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contratou, por meio de licitação, um projeto que vai implantar mais três ciclovias em regiões distantes do centro. As ciclovias totalizarão 55 quilômetros. Em 2007, a pesquisa Origem e Destino, realizada a cada dez anos pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), apontou aumento de 183% das viagens por bicicletas em relação a 1997. Hoje, de 25,5 milhões de viagens feitas por dia na cidade, 156 mil são de bicicleta. O Metrô tem investido em bicicletários. Entre as linhas azul, verde e vermelha, 12 estações contam com dez bicicletas para empréstimo e dez vagas cada uma. Outras nove possuem 16 paraciclos. A prefeitura disponibiliza vagas para estacionamento em oito terminais, sete estações de ônibus, e inclui a medida em todos os novos projetos. 0

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Eduardo Knapp/Folhapress

iniciativas

Pilha de embalagens de vidro em depósito: são recolhidas 155 toneladas de resíduos pela coleta seletiva todos os dias

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Água tratada Município adota medidas de consumo racional, reutilização e tratamento de efluentes que apontam o desenvolvimento urbano sustentável e aumentam os índices de qualidade de vida

Várzeas

para proteger os mananciais, parques e áreas verdes

C

om o objetivo de preservar e recuperar as áreas de mananciais na Várzea do Tietê e nas represas de Guarapiranga e Billings, a cidade de São Paulo conta com medidas de reurbanização e revitalização das áreas degradadas. Só na Represa Billings foram investidos 200 milhões de reais em atividades de reurbanização e construções habitacionais para uma população de aproximadamente 65 mil pessoas. Como medida de revitalização e compensação, um parque municipal foi construído e outros cinco estão sendo implantados. A adoção de projetos similares deve acontecer na Represa de Guarapiranga. As subprefeituras são responsáveis pela fiscalização das operações, que já desfizeram mais de 6,2 mil construções irregulares entre março de 2007 e abril de 2011. Os locais receberam a implantação de parques lineares, construções de moradias, empreendimentos de lazer, além de ações de arborização. Após a conclusão das obras de interesse ambiental, serão investidos recursos em métodos de educação ambiental para a população das regiões. Estão envolvidos no projeto secretarias municipais e estaduais, além das polícias Militar e Civil, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e as organizações das comunidades.

Projeto Tietê

Coleta DE esgoto atenderÁ 87% DOS DOMICÍLIOS ATÉ 2015

P

ara melhorar as condições ambientais e de saúde pública, a cidade de São Paulo conta com um projeto que visa despoluir o Rio Tietê, reduzindo em grandes níveis o lançamento de carga poluidora nos rios da bacia hidrográfica. Com início na década de 1990, o projeto foi dividido em quatro fases. As duas primeiras, de 1992 a 2008, resultaram no aumento de 14% do índice de coleta de esgoto da Região Metropolitana de São Paulo, passando para 84%. O índice do tratamento saltou de 24% para 70%. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) investiu 1,6 bilhão de dólares nesse período. A primeira etapa reduziu 120 quilômetros do trecho poluído na Bacia do Alto Tietê e ampliou o serviço de coleta a 250 mil famílias. O sistema aumentou 1,5 mil quilômetros de rede coletora, 315 quilômetros de coletores-tronco e 37 quilômetros de interceptores. A segunda etapa inseriu 290 mil ligações de esgoto, 1,7 mil quilômetros de rede coletora, 160 quilômetros de coletores-tronco e 38 quilômetros de interceptores. Foram 500 milhões de dólares investidos em tubulações e esgotos que interligam o sistema de coleta às estações. Para 2015, término da terceira etapa, a previsão da companhia de saneamento é de que o índice de coleta na Região Metropolitana de São Paulo passe para 87%, e do tratamento, 84%. Vai ser gasto cerca de 1,05 bilhão de dólares para a ampliação da infraestrutura de coleta, afastamento e tratamento do esgoto. A fase prevê, ainda, que mais de três milhões de pessoas serão beneficiadas pelo sistema de saneamento básico. Vão ser mais 580 quilômetros de coletores-tronco e interceptores, mais de 1,2 quilômetro de rede coletora e 200 mil novas ligações.

Saneamento

quase 100 córregos limpos e 1,6 mi de pessoas beneficiadas

A

cidade de São Paulo adota medidas de limpeza, revitalização e recuperação dos córregos contaminados na capital. Entre 2007 e 2010, o Programa Córrego Limpo apontou benefícios para cerca de 1,6 milhão de pessoas e reverteu a degradação de 96 córregos. A iniciativa investe na melhoria dos sistemas de coleta e tratamento de esgotos e já apresentou resultados significativos nos rios Tietê e Pinheiros. Mais de mil litros de esgoto por segundo foram encaminhados para tratamento e deixaram de ser lançados no meio ambiente. A Prefeitura de São Paulo é responsável pela manutenção

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das margens e dos leitos dos córregos, e cabe às subprefeituras a regularização das ligações de esgoto. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) executa as obras de prolongamento de redes, coletores e interceptores, aumenta o número de ligações domiciliares e realiza a manutenção. Já foram investidos 135,6 milhões de reais nesta operação. A meta é revitalizar todos os córregos da cidade. Para isso, o projeto andará em conformidade com outros programas realizados na capital, como o projeto de despoluição do Rio Tietê e de reurbanização das favelas.

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iniciativas

Prevenção

o desafio de fazer funcionar as piscinas antienchentes

AVANÇO DA COLETA E TRATAMENTO DE ESGOTO Domicílios atendidos em São Paulo, em % Coleta

Infraestrutura

na “cidade informal” só 56% recebem serviços básicos

C

omo importante instrumento para realizar obras como a implantação de rede de água e coleta de esgoto, drenagem e canalização de córregos, a cidade de São Paulo conta com o Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura (FMSAI). Em 2011, 36 áreas da cidade serão beneficiadas pelo investimento. Com a medida, deverão ser coletados 30 milhões de litros de esgoto por dia, volume equivalente a 12 piscinas olímpicas. O investimento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) será de 400 milhões de reais. Aproximadamente 11% do total de esgoto não é coletado na cidade de São Paulo, e o tratamento abrange 70%. Estima-se que, até o fim de 2011, 75 mil famílias passem a utilizar o sistema de água potável, coleta e tratamento de esgoto. O FMSAI prevê universalizar o acesso a ambos os serviços até 2024. O fundo municipal conta, trimestralmente, com 7,5% da receita obtida pela Sabesp no município de São Paulo. Atualmente, 97% da cidade considerada formal tem a cobertura dos serviços, e 56% da cidade informal, que abrange as regiões da periferia da cidade, recebe atendimento de saneamento básico e infraestrutura.

90

São Paulo OUTLOOK

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A

cidade de São Paulo recebe constantes investimentos de combate e prevenção de enchentes. Parte do sistema de drenagem possui limpeza diária. No total, são 19 piscinões, 400 mil bocas de lobo, 57 mil poços de visitas municipais, 2,8 mil quilômetros de galerias e ramais e 281 córregos. De 2009 a maio de 2011, a prefeitura realizou cerca de três milhões de operações de limpeza em bocas de lobo e poços de visita. A previsão é de que mais um milhão dessas operações sejam concluídas até 2012. Para garantir a plena capacidade de captação das águas das chuvas, mais de 124 mil metros cúbicos de detritos foram retirados dos piscinões da cidade em 2010. Como ação de prevenção, o município conta, ainda, com as Operações Cata-Bagulho, em que caminhões das subprefeituras recolhem materiais das ruas, como móveis velhos, restos de obras de construção civil descartados incorretamente e outros tipo de entulho, que contribuem para provocar alagamentos em São Paulo.

Tratamento 90

75 67

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2001

2004

70

2007

2010

Consumo de água

paulistano reduz consumo em 220 mi de litros por MÊS

O

município de São Paulo recebe investimentos para combater o desperdício de água. As medidas registraram uma economia de 220 milhões de litros por mês no consumo da metrópole. O volume reduzido é suficiente para abastecer a população de uma cidade com cerca de 50 mil habitantes. Em 1996, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lançou o Programa de Uso Racional da Água (Pura), que visa combater o desperdício por meio de medidas de conscientização e ações tecnológicas, como a troca de válvulas, torneiras e vasos sanitários por novos modelos econômicos. Inicialmente, a Sabesp implantou o projeto na própria companhia. Em seguida, firmou contrato com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli). No total, 2,5 mil estabelecimentos já contrataram o Pura na cidade, sendo 1,3 mil escolas públicas. A Prefeitura de São Paulo prevê a adequação para mais 600 unidades de saúde, entre postos, hospitais e ambulatórios do município. A equipe do programa realiza, ainda, palestras sobre o uso racional da água, para orientar os estabelecimentos interessados no sistema contra o desperdício. A cidade conta, também, com o Programa Municipal de Conservação e Uso Racional da Água e Reúso em Edificações, regulamentado em 2006, que incentiva a conservação, o uso racional e a utilização de fontes alternativas para a captação de água e reúso nas novas construções. A medida prevê que mecanismos hidráulicos devem ser substituídos por modelos mais eficientes, e serve tanto para os imóveis de administração pública como particulares.

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Reúso

prefeitura economiza usando a mesma água mais de uma vez

S

ão Paulo utiliza água reaproveitada na limpeza pública da cidade. O objetivo é combater o desperdício e preservar a água potável. Diariamente, são utilizados cerca de 550 mil litros de água de reúso para a lavagem de vias, calçadões, logradouros públicos e ruas que foram ocupadas por feiras livres. As empresas responsáveis pela limpeza das vias, contratadas pela Secretaria Municipal de Serviços, utilizam para lavagem a água não potável produzida nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE). A reutilização chega a garantir a economia de 80% nos gastos com a utilização da água no município de São Paulo, se comparada com a mesma quantidade de água potável, além de contribuir para a preservação das águas disponíveis nos mananciais da capital. Os procedimentos realizados nas estações de tratamento tornam a água de reúso inerte do ponto de vista bacteriológico. A água reutilizada pode ser aproveitada para diversos fins, como a geração de energia, refrigeração de equipamentos, processos industriais, lavagem de veículos, limpeza de vias, irrigação de áreas verdes e desobstrução das redes de esgotos e águas pluviais. As ruas da cidade são lavadas porque nem sempre a varrição pública é suficiente para a limpeza das vias e eliminação dos odores, como acontece no caso de feiras livres e em situações de alagamentos. A limpeza é realizada todos os dias, por cerca de 8,5 mil trabalhadores, em aproximadamente 6,9 quilômetros de locais públicos. Para a lavagem das ruas do município são utilizados dois tipos de caminhões-tanque, que possuem capacidade para armazenar até 12 mil litros de água. 0

VOCÊ SABIA QUE...

Energia limpa Medidas de eficiência energética, como a renovação da iluminação pública, utilização de aquecimento solar nos empreendimentos e usinas de biogás, ajudam a economia da cidade . Iluminação pública

consumo 80% menor e mais cores com novas lÂmpadas

A

cidade de São Paulo recebe investimentos para renovação da iluminação pública com o objetivo de reduzir o consumo de energia, aumentar a luminosidade e, assim, dar também mais segurança. Para isso, realiza substituições por lâmpadas de sódio ou LEDs em diversos pontos da cidade. Mais de 112 mil pontos de luz tiveram as lâmpadas de mercúrio substituídas por lâmpadas de sódio, que são mais econômicas e iluminam até três vezes mais. A meta é substituir 260 mil lâmpadas até 2012. Outra proposta de economia são as 4,2 mil lâmpadas de semáforos que foram trocadas por LEDs, entre 2010 e junho de 2011. Além de ter um alto índice de reprodução de cores, proporciona a economia de mais de 80% no consumo de energia e tem longa vida útil, propiciando redução na manutenção do sistema de iluminação pública. A prefeitura prevê a troca de mais 2,3 mil lâmpadas de semáforos, além de implantar medidas de eficiência energética em dez túneis da cidade. No início de 2011, o túnel Ayrton Senna foi o primeiro da região metropolitana de São Paulo a ter lâmpadas do tipo LED. A medida teve investimento total de 6,2 milhões de reais e foi realizada pela concessionária de distribuição de energia do município através de um convênio com a prefeitura.

Urbanismo

17.000 km

Pequim

é a extensão da rede de iluminação de São Paulo São Paulo

...equivalente à distância até Pequim, na China

400 lâmpadas

são substituídas todo dia na cidade

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iluminação de cartõespostais ganha novo design

O

projeto de valorização e revitalização de importantes pontos da cidade de São Paulo está em processo de expansão. A medida de iluminação pública mais eficiente, adotada na Avenida Paulista, Rua do Arouche e no Parque do Ibirapuera, visa melhorar a luminosidade e garantir a economia de energia elétrica. Os postes de concreto com lâmpadas de vapor de sódio da Avenida Paulista foram substituídos por estruturas e postes com projetores assimétricos, que possuem lâmpadas de vapor metálico.

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iniciativas

A medida adotada na Paulista aumentou os níveis de luminosidade em 425%, e prevê redução mensal de 70% no consumo de energia, economia de 157 mil reais por ano. Na Rua do Arouche, todas as lâmpadas de vapor de sódio foram substituídas por lâmpadas LEDs. A tecnologia, além de ter longa vida útil e propiciar uma luminosidade mais uniforme, deve reduzir em 50% o consumo de energia. A rua foi a primeira da cidade a receber este tipo de iluminação, e servirá como ponto de estudo para que a prefeitura possa adotar o sistema em outras vias da cidade. O Parque do Ibirapuera recebeu dois tipos de iluminação. As lâmpadas de tecnologia LED foram implantadas nas ruas internas e vão alcançar economia energética de 20%. As de vapor metálico, fixadas nas áreas dos jardins e estacionamento, distribuem a luz de modo mais uniforme, evitando a necessidade de grandes quantidades de lâmpadas para obter o mesmo resultado.

Fontes alternativas

Painel solar é obrigatório em novas construções

O

uso de energia solar para aquecimento de água é obrigatório nos novos prédios construídos na cidade de São Paulo. A medida pode resultar na redução significativa das emissões de gases do efeito estufa. Só na cidade de São Paulo, mais de 76% das emissões são provenientes do uso de energia. A estimativa é de que um edifício de 80 apartamentos, todos ocupados, que utiliza a energia solar para aquecer 40% da água, é capaz de reduzir o volume de 10 toneladas de carbono equivalente por ano. A lei foi aprovada em 2007 e regulamentada em 2008. Determina que nos imóveis com até três banheiros seja preparada uma infraestrutura para a futura instalação do

PARTICIPAÇÃO NA GERAÇÃO DE ENERGIA Fatia da potência em MW na cidade por combustível, em % Gás natural 39 Óleo combustível 46

9

Óleo diesel

4

Biogás

2 Outros

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São Paulo OUTLOOK

sistema. Nos que possuem a partir de quatro banheiros, o sistema deverá ser instalado obrigatoriamente. Todo imóvel, mesmo antigo, deve usar o sistema de aquecimento solar em piscina aquecida. Estão inclusos na medida imóveis que se enquadram em atividades de comércio ou prestação de serviços públicos, privados e industriais. Abrangem as categorias: 1) hotéis e motéis; 2) clubes esportivos, casas de banho e sauna, academias de ginásticas e lutas marciais; 3) clínicas de estética, institutos de beleza, cabeleireiros; 4) hospitais, unidades de saúde com leitos e casas de repouso; 5) escolas, creches, abrigos, asilos e albergues; 6) quartéis; 7) nos vestiários das indústrias, e quando houver demandas com água aquecida; e 8) lavanderias industriais, de prestação de serviços ou coletivas, e em edificações que necessitem de água aquecida. Se comprovada a impossibilidade da implantação, os imóveis ficam isentos do cumprimento da lei. Os incentivos para o uso da energia solar são pioneiros no que diz respeito a políticas públicas.

Biogás

energia que vem do lixo ajuda a combater efeito estufa

A

cidade de São Paulo possui duas usinas de biogás instaladas em dois dos maiores aterros sanitários do mundo: Bandeirantes, na zona norte; e São João, zona leste da capital. Este último conta com 270 mil metros quadrados de área de preservação. Os aterros foram desativados em 2007 e 2009, respectivamente, após atingirem o limite de 25 milhões de toneladas de resíduos. Por meio do tratamento do lixo urbano, as usinas geram cerca de 7% da eletricidade consumida por residência no município. Elas são responsáveis pela geração de energia por meio da captura e queima do gás metano. A estimativa é que, em relação a 2005, as unidades diminuam em aproximadamente 15% as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Com a transformação do gás em energia elétrica, a cidade de São Paulo deixará de lançar um total de 11 milhões de toneladas de carbono equivalente na atmosfera até 2012. Volume correspondente à poluição gerada por cerca de dois milhões de veículos movidos a combustíveis derivados de petróleo. As usinas produzem créditos de carbono que, leiloados internacionalmente, já arrecadaram 71 milhões de reais. O primeiro leilão foi realizado em 2007 e vendeu 810 mil créditos, obtidos de dezembro de 2003 ao mesmo mês de 2006, arrecadando 34 milhões de reais. No segundo, em 2008, foram ofertados 710 mil créditos, obtidos entre janeiro de 2007 e março de 2008, que renderam 37 milhões de reais para o município de São Paulo. Os recursos recebidos com os leilões são utilizados em programas e projetos socioambientais ao redor dos aterros. Já foram investidos 52 milhões de reais. 0

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Marcio Fernandes/AE

Trem na estação da Luz, região central: 12 estações de metrô alugam bicicletas e outras nove têm 16 paraciclos cada

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iniciativas

lixo reciclável A cidade de São Paulo conta com postos de coleta, triagem e reciclagem, pontos de entrega voluntária, além de iniciativas que promovem o descarte correto dos materiais não recicláveis

O PESO DOS RECICLÁVEIS Volume coletado em 2010 em São Paulo, em mil toneladas 21,1

Coleta seletiva

150 toneladas de resíduos vão para reciclagem todo dia

O

serviço de coleta seletiva de lixo na cidade é mantido pela Prefeitura de São Paulo. O programa foi regulamentado em 2007 e, atualmente, conta com 20 centrais de triagem do material recolhido. O volume coletado na cidade, em 2010, foi de aproximadamente 155 toneladas por dia. O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), da Secretaria Municipal de Serviços, coordena as centrais e os concessionários de coleta de materiais recicláveis, existentes em 74 dos 96 distritos do município de São Paulo. Além de proporcionar benefícios ambientais, tornou-se fonte de renda para cerca de mil cooperados. A coleta seletiva conta, ainda, com 3,8 mil pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis. São contêineres de mil litros e 2,5 mil litros distribuídos em locais públicos, como estacionamentos de bancos, supermercados e escolas de todas as esferas administrativas e universidades. Também faz parte do esquema de coleta cerca de 1,9 mil condomínios residenciais da cidade. Como medida para minimizar os impactos ambientais, 21 cooperativas possuem um convênio com a Limpurb e recebem óleo de cozinha usado. Isso evita o descarte inadequado do produto no meio ambiente. Mensalmente, são levados às centrais de triagem mais de 10 mil litros de óleo. O volume é armazenado em tambores adequados e

7,8 4,9

Papel e papelão

Plástico

Vidro

4,1

Metal

revendido. Esse material passa ser utilizado para a fabricação do biodiesel. Em algumas cooperativas, como na região do Itaim Paulista, zona leste da capital, o volume mensal coletado saltou de 200 litros para 3,8 mil litros de junho de 2010 a março de 2011. Nas regiões centrais e oeste, o número foi de 1,7 mil para 3,7 mil litros no mesmo período. O óleo já utilizado é entregue pelos munícipes em garrafas PET devidamente fechadas e, nos casos dos condomínios que participam do programa, as garrafas com óleo são recolhidas juntamente com o lixo reciclável. Cada litro de óleo que chega até as cooperativas evita a degradação de mais de 1 milhão de litros de água e, consequentemente, a contaminação do lençol freático e impermeabilização do solo. O serviço também inclui produtos de informática, eletrônicos e eletrodomésticos. A coleta é feita em datas predeterminadas. O material recolhido é levado para um galpão, onde é selecionado e a triagem é feita para verificar quais componentes podem ser reaproveitados.

Cooperativas

um exército de catadores para fazer a triagem do lixo

O

Programa de Coleta Seletiva da Prefeitura de São Paulo apoia as cooperativas de coleta e reciclagem da cidade. É responsável pelo subsídio da infraestrutura das centrais de triagem, além dos equipamentos utilizados para o processo, como caminhões de coleta, galpões e pagamento de consumo de água e luz dos locais. São, no total, 21 cooperativas conveniadas com a prefeitura, sendo uma responsável pela coleta de material eletrônico. A medida gera emprego para cerca de mil famílias e renda média mensal de aproximadamente 800 reais. Diariamente, 155 toneladas de materiais passíveis de reciclagem são cole-

94

São Paulo OUTLOOK

tados. Em 2009, a cidade apresentava o recolhimento médio de 120 toneladas por dia. Até o fim de 2011, mais cinco centrais de triagem devem ser implantadas. Para 2012, a proposta é criar dois centros de capacitação para cooperados de reciclagem de lixo. De acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), os dados de 2011 apontam que a cidade de São Paulo possui cerca de 20 mil catadores. Desses, quatro mil estão distribuídos em 94 grupos, outros 16 mil não possuem vínculos com associações ou cooperativas, são considerados catadores independentes.

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Descarte responsável

Ecopontos

setor privadO cria rede para mais de 4o pontos recebem material reaproveitável entulho e sofás velhos

A

iniciativa privada tem um papel importante no desenvolvimento sustentável da capital. Como exemplos de empresas que complementam as ações ambientais de São Paulo, podem ser citados o Grupo Pão de Açúcar, que é responsável por 20% da coleta de resíduos recicláveis do município, com postos específicos para pilhas, baterias, celulares e acessórios; a empresa Tetra Pak, que criou o Portal da Reciclagem; e a Eurofarma Laboratórios, que investe no descarte correto de medicamentos. O Grupo Pão de Açúcar mantém 228 estações de reciclagem instaladas nas lojas Pão de Açúcar, Extra e Compre Bem. Além dos postos de coleta, o grupo possui duas unidades verdes, uma delas no município de São Paulo. Seguindo os critérios da certificação internacional Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), eliminaram a sacola plástica e contam com carrinhos de compras de material PET, madeira certificada e soluções para redução do consumo de água. No estacionamento, foram instalados bicicletários e vagas preferenciais para carros movidos a álcool e biocombustível, pois apresentam baixa emissão de carbono. Em parceria com a Eurofarma Laboratórios e a Prefeitura de São Paulo, foram criados cinco pontos de descarte correto de medicamentos, embalagens e materiais cortantes. A previsão é de estender o projeto para as drogarias da capital até o fim de 2011. Para facilitar a localização de cooperativas e pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis em todo o país, a empresa Tetra Pak criou o Portal da Reciclagem. Desde 2008, já foram realizadas 400 mil consultas nos três mil postos de coleta disponíveis no site.

A

cidade de São Paulo conta com 41 pontos de descarte voluntário de entulho e outros materiais. Só em 2010, os denominados Ecopontos recolheram aproximadamente 120 mil metros cúbicos de resíduos da cidade, número 44,6% maior que o de 2009. Do total de resíduos descartados, cerca de 60% são materiais volumosos, como sofás, 33% são entulhos e outros 7% são materiais passíveis de reciclagem. Cada pessoa pode descartar diariamente até 1 metro cúbico de resíduos, como materiais de construção civil, móveis, podas de árvores e outros materiais recicláveis. O volume equivale a uma caixa-d’água de mil litros ou a um quarto de uma caçamba de entulho. Para 2012, a Prefeitura de São Paulo prevê alcançar a meta de 96 Ecopontos espalhados pelas regiões da cidade. Materiais como pneus, amianto, resíduos hospitalares, produtos eletrônicos, de saúde e lixo domiciliar não são recebidos nos locais. Para isso, a cidade disponibiliza postos específicos para o descarte correto. A Prefeitura de São Paulo investe ainda, na Operação Cata-Bagulho. Desde 2005, caminhões coordenados pelas subprefeituras percorrem ruas e avenidas da cidade, a fim de recolher os materiais descartados pela população. Até 2010, a operação já recolheu 96,2 mil toneladas. Nos quatro primeiros meses de 2011, cerca de 7,8 mil toneladas foram recolhidas. Os pontos de recolhimento são informados pelas equipes de limpeza pública de cada local. O munícipe interessado, que não tenha a rua contemplada pela operação, deve entrar em contato com a subprefeitura local e solicitar a inclusão da via no serviço. 0

METADE DA ÁREA DE PARQUES DE SÃO PAULO SE CONCENTRA EM TRÊS LOCAIS As três áreas indicadas no mapa respondem por mais da metade dos 25 km2 de parques da cidade Parque Anhanguera

Parque do Ibirapuera 1,6 km2 7%

Zona Norte

Parque do Carmo 1,5 km2 6%

Zona Leste Zona Oeste

Centro

Parque do Ibirapuera

Parque do Carmo

Parque Anhanguera 9,5 km2 38%

Outros 49%

Zona Sul

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LIMPANDO O CÉU DA CIDADE Um dos principais desafios de todas as grandes metrópoles mundiais é reduzir e controlar a poluição do ar. Confira as principais medidas em São Paulo para limpar o céu da cidade e os seus resultados

INSPEÇÃO VEICULAR

3,1 mi

de veículos foram inspecionados em 2010

12,7 mil

COMBUSTÍVEIS RENOVÁVEIS A frota

14,8 mil 200 ônibus movidos a biodiesel

TRANSPORTE PÚBLICO

55%

das viagens são feitas em transporte coletivo em São Paulo

ônibus elétricos

inspeções por dia

68% dos automóveis licenciados foram inspecionados

3,8% dos veículos foram reprovados na inspeção

4,6 mil

inspeções diárias é a capacidade do centro de inspeção do Tatuapé, o maior centro do mundo

AS APOSTAS 50 ônibus movidos a etanol em operação e outros 150 previstos 3 ônibus movidos a biodiesel de cana-de-açúcar 1 ônibus movido de hidrogênio Ônibus híbrido elétrico e diesel em teste

OS RESULTADOS

OS RESULTADOS

1 morte a menos por doenças agravadas pela poluição resulta de 480 veículos inspecionados

45% de redução da emissão total de poluentes da frota até 2018

252 mortes foram evitadas com a regulagem de caminhões em 2010

90% de redução de emissões no uso de etanol comparado ao diesel convencial

750 mil veículos saindo de circulação é o resultado equivalente da inspeção da frota em um ano

Ônibus híbridos e movidos a hidrogênio praticamente não emitem poluentes

96

São Paulo OUTLOOK

14 mi

de viagens diárias

710 viagens por cada mil habitantes

OS RESULTADOS Transporte público supera os carros Participção nas viagens diárias Ônibus, metrô e trens 47%

48%

Carros e táxis 48% 42%

1997

2007

Dados são referentes às viagens na região metropolitana de São Paulo

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ARBORIZAÇÃO E PARQUES

BICICLETAS e CICLOVIAS

QUALIDADE DO AR

de novas ciclovias licitados em 2011

do mundo a iniciar a adoção de padrões da OMS para poluição do ar

55 km

viagens de bicicleta por dia

35,7 km

de ciclovias em operação

44 km

de ciclofaixas em operação aos domingos

de árvores plantadas de 2005 a 2010

1a cidade

O PR0JETO

304 mil

1 milhão

Padrões foram aprovados pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) em maio de 2011

3 etapas

78 parques

com 25 mi de m2 de área verde

50 mi

serão definidas para atingir as metas de redução

Árvores plantadas Em milhares de unidades

1a etapa

100 km

de ciclovias em operação é a meta da cidade até o fim a de 2012

tem prazo até 2014

88% foi o crescimento do número de viagens de bicicleta em dez anos 80% das viagens são por motivo de trabalho ou estudo Dados são referentes às viagens na região metropolitana de São Paulo

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170

170

185

2006

2007

2008

200

38 2005

OS RESULTADOS

540

de m2 em 100 parques públicas é a meta da cidade para 2012

2009

2010

OS RESULTADOS Meta de 40% a 70% de redução nos principais indicadores de poluição Novos padrões irão afetar regras para obtenção de licenças ambientais, meta para ampliação do rodízio de veículos e outras medidas preventivas

OS RESULTADOS 10 mi de m2 de novos parques entre 2005 e 2010, 66% de crescimento da área 180 mil toneladas de carbono serão absorvidas por 1 milhão de árvores

São Paulo OUTLOOK

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iniciativas

áreas verdes municipais

VOCÊ SABIA QUE...

80 km

2

é a área do Parque da Cantareira, a maior floresta urbana do mundo

...55% do parque

O sistema municipal conta com 77 parques e possui obras e planos de ampliação das áreas verdes, como investimentos em arborização, viveiros, reservas e preservação das espécies

está na cidade de São Paulo

Ampliação

50 mil Km2 de áreas verdes em 100 parques municipais

N

ovas instalações de áreas estão previstas para a cidade de São Paulo. Em 2005, o município contava com 34 parques, hoje, já estão abertos ao público 77. Outros 50 parques se encontram em fase de implantação, dos quais 23 serão concluídos até o fim de 2012. Com o programa, a distribuição das áreas verdes na capital ficou mais equilibrada. Hoje, cada subprefeitura possui pelo menos um parque implantado, em implantação ou em fase de projeto. Na zona leste, por exemplo, o número de parques saltou de sete para 26, de 2005 para cá. As áreas verdes municipais protegidas passaram de 15 milhões de metros quadrados em 2005 para 24 mil quilômetros quadrados em 2009. Em 2012, serão 50 mil quilômetros quadrados de parques públicos. Na execução orçamentária de 2011 foram destinados aos parques recursos totais de 10,2 milhões de reais.

Mananciais

O Parque linear Várzeas do tietê será o maior do mundo

A

cidade de São Paulo já recebeu 11 parques lineares, distribuídos pelas quatro macrorregiões da capital, e há mais 15 em obras, projeto ou em processo de desapropriação. A implantação dos parques lineares ajuda a combater enchentes e colabora para preservar e recuperar áreas de proteção ambiental. Em 2010, foi inaugurado o Parque da Integração Zilda Arns, o quarto maior parque linear do mundo e o maior do Brasil, com 7,5 quilômetros de extensão. Foi construído por meio da parceria entre a prefeitura e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), com investimento de 22 milhões de reais. Atualmente, está em construção o Parque Linear Várzeas do Tietê. Quando estiver concluído, se tornará o maior

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São Paulo OUTLOOK

parque linear do mundo, com 75 quilômetros de extensão e 107 quilômetros quadrados de área, cortando os municípios de São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim e Salesópolis. O projeto prevê recuperar e preservar a função ambiental das várzeas e assegurar o controle de cheias. Cerca de três milhões de moradores da zona leste serão beneficiados. A primeira etapa, ao longo de 25 quilômetros de margens do Rio Tietê, deve estar pronta em 2012. A segunda fase vai inserir 11,3 quilômetros até 2014, e a terceira, conclui as obras com mais 38,7 quilômetros em 2016.

Arborização

mais de mil novas árvores por dia nos últimos 5 anos

P

ara ampliar as áreas verdes da capital, a cidade de São Paulo investe em projetos de arborização urbana. Desde 2005, já foi plantado na cidade cerca de um milhão de árvores. Áreas ao longo de rios e córregos e canteiros de avenidas estão entre os locais que recebem as novas mudas. Apenas espécies nativas são utilizadas. Cerca de 80 mil mudas foram plantadas em oito bairros da cidade, como compensação ambiental pelas obras na Marginal Tietê. O centro também está mais arborizado. Algumas regiões possuem árvores cadastradas no Sistema de Gerenciamento de Árvores Urbanas (Sisgau). As árvores recebem números de identificação que permitem, por meio de vistorias, avaliar questões de permeabilidade, estado de preservação das espécies e tratamentos necessários. A região da Lapa, que possui mais de 300 praças e canteiros verdes, conta com cinco mil árvores registradas no sistema de gerenciamento.

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Mario Rodrigues/ Abril Imagens

Área interna do Shopping Cidade Jardim, zona sul: foram plantadas um milhão de árvores na cidade de 2005 a 2010

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iniciativas

Preservação

Reservas ambientais ocupam 23% da área total da capital

A

cidade de São Paulo tem 341 quilômetros quadrados de área de proteção ambiental, o que corresponde a 23% do total da capital. A Área de Proteção Ambiental (APA) Capivari-Monos, criada em 2001 no extremo da zona sul da cidade, é uma unidade de conservação de uso sustentável, com 251 quilômetros quadrados. A APA Bororé-Colônia surgiu em 2006 e possui uma área de 90 quilômetros quadrados. Inserida na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, a APA Capivari-Monos protege as cabeceiras dos mananciais que abastecem a região metropolitana de São Paulo e abriga remanescentes de Mata Atlântica, além

Flora

novos viveiros vão produzir 300 mil mudas por mês

P

ara ampliar a produção de mudas a cidade inaugurou dois novos viveiros entre 2009 e 2010. A meta do Viveiro Tiquatira, na zona leste, é cultivar cerca de 300 mil plantas ornamentais, e de cinco a sete mil mudas de árvores nativas por mês. A unidade foi aberta em 2009, com mais de 50 mil mudas de hortênsias e margaridas, folhagens ornamentais e mais de duas mil espécies de árvores, como palmeira-real, quaresmeira e manacá-da-serra. O Viveiro do Jaçanã, na zona norte, tem capacidade para 2 mil mudas por mês. A estrutura fica no bairro do Horto Florestal, em uma área municipal que estava sem uso de aproximadamente 4,8 mil metros quadrados. São Paulo tem outros três viveiros em funcionamento.

A ÁREA VERDE DA CIDADE Fatia da cobertura vegetal de São Paulo

Área verde 40%

Total: 1.500 km2

100

São Paulo OUTLOOK

de ter até aldeias indígenas. O turismo tem crescido aproximadamente 15% ao ano na região. Em 2009, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 570 mil pessoas visitaram a área, que abrange os distritos de Parelheiros, Marsilac e Grajaú. A Capivari-Monos ganhou, em 2011, um plano de manejo elaborado com base em um minucioso estudo sobre a vegetação, fauna e peculiaridades da área. O documento oficializa diretrizes para projetos de preservação na área. A cidade conta, ainda, com o Parque Natural da Cratera, na zona sul, e outros cinco devem ser criados.

O mais antigo é o Manequinho Lopes, que funciona no Parque do Ibirapuera, criado em 1928 e revitalizado com projeto de Burle Marx, em 1993. Os outros viveiros são o Arthur Etzel, no Parque do Carmo, e o Viveiro Harry Blossfeld, instalado no Parque Cemucam, em Cotia, mas que é administrado pela Prefeitura de São Paulo. Além de produzir mudas para ajardinar áreas públicas, os viveiros são abertos para visitas monitoradas. Juntos, eles produzem cerca de 150 mil mudar por mês.

Fauna

São paulo descobre 270 novas espécies de animais

O

inventário sobre a biodiversidade, em 2010, registrou 700 espécies da fauna na cidade de São Paulo, quase 270 mais do que no levantamento anterior, de 2006. A Divisão de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre da Prefeitura realizou o levantamento em 81 áreas do município. Entre as espécies catalogadas, 30 são ameaçadas de extinção no estado. Pesquisadores também têm feito descobertas na cidade, como a de uma nova espécie de aranha, encontrada na Praça da Sé, e de uma caranguejeira achada na Mooca, zona leste. Os dois casos serão descritos em artigos científicos. Biólogos também estudam anfíbios na zona sul. A prefeitura anunciou, em 2010, que a onça-parda foi escolhida o animal silvestre símbolo da cidade. As ações voltadas para a proteção e educação ambiental serão identificadas com uma figura da onça, escolhida por votação online. Quanto à flora, tipuanas, sibipirunas, paineiras, ipês, paus-ferro, jacarandás-mimosos, quaresmeiras e manacás-da-serra são espécies encontradas com maior frequência nas ruas. Eucaliptos, pinheiros e ciprestes também compõem a flora viária da cidade. 0

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emissões de co2 Planos e metas são desenvolvidos na cidade de São Paulo para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa, por meio de leis, novas áreas verdes e leilões públicos de créditos de carbono

Política pública

TRANSPORTE EMITE MAIS CARBONO Participação das emissões por uso de energia na cidade Residencial 10% Transporte 78% Industrial 7%

cidade é pioneira em lei para reduzir efeito estufa

Outros 5%

A

cidade de São Paulo é pioneira na elaboração de uma política municipal sobre mudanças climáticas. A lei, sancionada em 2009, reúne metas ambientais, como redução de 30% das emissões dos gases que causam o efeito estufa até 2012. Países como Inglaterra e Alemanha prometem esse desempenho para 2015 ou 2020. A lei estabelece redução progressiva do uso de combustíveis fósseis na frota de ônibus e prevê a instalação de 96 ecopontos para a coleta seletiva. A prefeitura também se compromete a só contratar obras que usem madeira certificada. São Paulo foi a primeira cidade do país a aderir ao Programa Cidade Amiga da Amazônia e a exigir comprovação de madeira legal. Também em 2009 foi instituído o Comitê Municipal de Mudança do Clima e Ecoeconomia, que tem a missão de propor, estimular, acompanhar e fiscalizar a adoção de planos e programas ambientais. Seis grupos de trabalho foram criados nas áreas de construção, saúde pública, resíduos, uso do solo, energia e transporte. São Paulo faz parte da direção mundial do Conselho Internacional para Iniciativas Ambientais (Iclei) e da comissão executiva do C40 Cities Climate Leadership Group, grupo de grandes cidades lideradas por Londres e Nova York, articuladas para a neutralização do aquecimento global. A cidade sediou o encontro de 2011. Leia mais sobre o C40 na página 27.

Inventário

levantamento inédito mapeia maiores fontes de emissÃO

O

Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa da cidade de São Paulo aponta as principais fontes emissoras na capital. Com base nessas informações, a prefeitura de São Paulo elaborou um plano de ação para reduzir as emissões. De acordo com o documento, lançado em 2005, o setor de transportes é o maior responsável pelos poluentes, principalmente o transporte individual, pela queima de gasolina automotiva. Para atacar esse problema, a Prefei-

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tura instituiu o programa de inspeção veicular, que exige, anualmente, a regulagem de veículos que emitem poluentes acima do nível permitido. O setor de resíduos sólidos aparece no inventário como o segundo maior emissor de gases, seguido pelos transportes coletivos e de cargas. Entre as ações implementadas para promover a redução de gases na atmosfera estão, também, a criação de parques, o aumento da arborização urbana, a adoção de uma Política Municipal de Mudança do Clima e a geração de créditos de carbono por meio de usinas de biogás instaladas em dois aterros sanitários.

Moeda verde

leilão de Crédito de carbono já é uma fonte de receita

A

cidade de São Paulo já arrecadou 71 milhões de reais com dois leilões públicos de créditos de carbono na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Os créditos são obtidos com a captação de gás metano nos aterros sanitários Bandeirantes e São João. O primeiro leilão foi realizado em 2007 e o lote de 810 mil créditos foi arrematado por uma empresa holandesa. No segundo, foram ofertados 713 mil créditos. O lance vencedor foi da suíça Mercuria Energy Trading. O mercado de crédito de carbono, uma “moeda verde”, surgiu com a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 2005. Por ele, países industrializados se comprometem a reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Cada crédito equivale a 1 tonelada de carbono que deixa de ser lançada na atmosfera. Nos aterros sanitários, isso é feito pela captação do biogás emitido no processo de decomposição do lixo e utilizado na geração de energia, que reduziu em 20% a emissão de poluentes. 0

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Germano Luders/Abril imagens

política pública As medidas legais que visam o desenvolvimento econômico sustentável de São Paulo abrangem tanto a conscientização e ações dos paulistanos como a administração pública da cidade

Cidade Limpa

novos horizontes com o fim da poluição visual

A

cidade de São Paulo conta com a Lei Cidade Limpa para combater a poluição visual. Desde que entrou em vigor, em 2007, ficou proibido o uso de outdoors, painéis publicitários, faixas e distribuição de panfletos nas ruas da capital. Os estabelecimentos comerciais também só podem exibir placas que obedeçam a uma série de critérios, como a dimensão proporcional à fachada. Desde o início da fiscalização, foram retirados cerca de 500 mil cartazes, faixas e tabuletas. Foram aplicadas mais de cinco mil multas, que totalizaram mais de 140 milhões de reais. A lei se tornou um marco na regulamentação de publicidade externa e um case mundial.

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Virada Sustentável

500 atividades culturais pela consciência verde

O

ano de 2011 contou com a primeira edição da Virada Sustentável. Organizado pela Prefeitura de São Paulo, o evento tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da preservação da natureza por meio da arte e do lazer. Foram preparadas 480 atividades culturais e educativas em 78 espaços, como parques, museus, estações do metrô e centros culturais. Mais de 500 mil pessoas participaram do evento. Houve exposição de arte com materiais tirados do lixo, feiras de trocas, oficinas, shows e atividades zen. Entre as atrações, a coleta de lixo eletrônico, realizada em oito pontos da cidade, ganhou destaque. A ação arrecadou mais de 27 mil quilos de equipamentos, que foram levados pela população mobilizada pela Virada. A prefeitura contou com o apoio e patrocínio da iniciativa privada, além das ONGs, que também ficaram encarregadas de organizar grande parte das atividades realizadas durante a Virada. A empresa Green CO2 ficou responsável pelo inventário e pela neutralização das emissões de gases de efeito estufa de todo o evento. A Virada Sustentável é inspirada na Virada Cultural,

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Prédios comerciais na Marginal do Pinheiros, próximo da Avenida Berrini, zona sul

evento que promove 24 horas de atividades culturais ininterruptas na cidade e já teve sete edições, e na Virada Esportiva, nos mesmo moldes e que já teve três edições. Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, as atividades pela sustentabilidade ocorreram no fim de semana dos dias 4 e 5 de junho, das 8 à meia-noite no sábado, e das 8 às 20 horas no domingo.

1ª EDIÇÃO DA VIRADA SUSTENTÁVEL

500 mil pessoas participaram do evento 28 horas de atividades em dois dias 27 toneladas de materiais eletrônicos foram recolhidas para reciclagem

480

shows e atividades culturais aconteceram em 78 pontos da cidade

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Reutilizáveis

sacolinhas plásticas com os dias contados na cidade

A

cidade de São Paulo aprovou uma lei, em maio de 2011, que proíbe a distribuição e a venda de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais. O objetivo é reduzir o descarte de plástico no meio ambiente, que provoca problemas como o entupimento de bueiros. A medida também contribui para reduzir o volume de lixo que vai para aterros. O texto deve ser regulamentado até o fim de 2011, e a proibição entrará em vigor a partir de 2012. A restrição vale para todo o tipo de comércio: supermercados, lojas de shoppings e farmácias. Alimentos vendidos a granel em feiras e sacolões poderão ser embalados em sacos plásticos, bem como carnes e laticínios. Estima-se que sejam usadas na cidade 650 milhões de sacolas descartáveis por mês. As sacolinhas são feitas de petróleo e podem demorar até 400 anos para se decompor. O uso do produto prejudica a drenagem urbana em ruas e córregos, e também afeta a vida aquática quando é despejado em rios. O município de São Paulo foi um dos primeiros a decretar a proibição, depois de cidades como Belo Horizonte e Jundiaí.

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iniciativas

Responsabilidade ambiental

Fiscalização

Lei exige compra sustentável cidade forma agentes para para o municÍpio desde 2007 monitorar áreas verdes

A

Prefeitura de São Paulo criou um plano para dar preferência às compras e contratações ambientalmente responsáveis. A iniciativa é pioneira entre as administrações municipais brasileiras. Entre as principais ações já adotadas pela prefeitura está a alteração na lei de licitação do município. As compras devem considerar a procedência dos materiais e produtos, a preocupação dos fabricantes com os descartes, as tecnologias utilizadas na produção e a preservação dos recursos naturais. O esforço por compras sustentáveis inclui preferência por madeira certificada e papel reciclado, por exemplo. A política de Compras Públicas Sustentáveis começou em 2007, com um decreto do Executivo criando um grupo de trabalho para implementar a proposta. O processo de adoção do novo mecanismo incluiu seminários para capacitar os servidores municipais a elaborar editais e licitações ambientalmente sustentados. A meta da administração municipal é ter o instrumento de compras verdes adotado em todas as 27 secretarias até 2012. Até o primeiro semestre de 2011, 16 secretarias já estavam adequadas à medida.

A

cidade de São Paulo conta com uma Guarda Ambiental para fiscalizar e proteger áreas verdes e de mananciais. Vinculada à Secretaria Municipal de Segurança Urbana, foi criada em 2007 com 90 guardas e possui hoje efetivo médio de 540 agentes. A Guarda Ambiental já registrou mais de oito mil ocorrências em áreas de proteção ambiental. Os agentes atuam em 119 regiões distribuídas pela cidade, que registram maior risco de ocorrência de crimes ambientais, equivalente a cerca de 70 milhões de metros quadrados, e também protegem 70 parques municipais. Para fiscalizar, os guardas contam com carros e motos, além de vistorias com barcos e voos de helicóptero. Dão ainda apoio aos fiscais da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e das subprefeituras. Os resultados apontam redução de casas irregulares, desmate e despejo de entulho. 0

Principais ONGs ambientais com sede em São Paulo

Arquitetura ecológica

16 prédios verdes e outros 160 na fila da certificação

A

cidade de São Paulo conta com 16 empreendimentos com certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) e 164 em processo de certificação. O selo é concedido pelo U.S. Green Building Council, com sede nos Estados Unidos, aos edifícios que comprovem utilizar requisitos ambientalmente corretos. O Brasil é o quinto país do ranking mundial de construções sustentáveis, ficando atrás de Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Canadá e China. A cidade de São Paulo possui 55,2% do total de certificações do país e 59,8% dos empreendimentos em certificação. O município é sede do primeiro edifício na América Latina, e oitavo no mundo, a obter a categoria mais avançada do selo. Em agosto de 2009, o edifício Eldorado Business Tower obteve o LEED Platinum, apontando economia de 33% no consumo de água potável, comparado ao padrão norte-americano, e redução de 100% em água potável para irrigação e registrou economia de 18% no consumo de energia. A obra teve 74% dos resíduos destinados a aterros, 30% do material utilizado de origem reciclada e 95% da madeira com certificado Forest Stewardship Council (FSC).

104

São Paulo OUTLOOK

Fundada em 1992, mantém cadastros de sucateiros e recicladores. Criou um kit didático para cooperativas

No Brasil desde 1992, a organização conta com 250 voluntários, 47 mil colaboradores e 300 mil ciberativistas

Fundada em 2000, promove ações de educação ambiental e de gerenciamento de resíduos e coleta seletiva

Desde 1994, defende os direitos socioambientais dos indígenas. Atua no Xingu, Rio Negro e Vale do Ribeira

A entidade tem projetos para compensar emissões de gases de efeito estufa por meio do plantio de árvores

Defende o consumo consciente em prol da sustentabilidade. A ONG completou dez anos em 2011

Foi criada em 1986, com o objetivo de defender os últimos remanescentes da mata atlântica no país

Pioneira na coleta e reciclagem de resíduos de óleo e gordura. Coleta cerca de 250 toneladas por mês

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Paulo Pinto/AE

Avenida Paulista com nova iluminação LED, instalada no início de 2011: a meta é trocar 260 mil lâmpadas na cidade

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São Paulo OUTLOOK

105


para entender são paulo

Treinamento esportivo

S

ão Paulo é uma cidade com vocação para o esporte. Tem nove estádios de futebol, 12 clubes de golfe e um autódromo internacional, onde é realizado o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. A cidade também é sede de uma das etapas do circuito internacional

de Fórmula Indy. Além da São Silvestre e da Maratona de São Paulo, a cidade é tomada por corredores para mais de 100 provas de rua todo ano. A capital conta, ainda, com o Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, que oferece estrutura para a prática de dez modalidades esportivas em seus 50 mil metros quadrados.


1,1mil 200mil 1mil

atletas treinam no Centro Olímpico de São Paulo, 165 estão na modalidade judô

Eduardo Knapp/Folhapress

é o número total de lugares disponíveis nos nove estádios de futebol de São Paulo

academias de ginástica estão em funcionamento na capital paulista

aula de surfe em academia na zona sul da cidade


Enim eugait lortie


a opinião de quem

VIVE em

são paulo A perspectiva de 250 empresários, personalidades e empreendedores que vivem na cidade sobre os rumos da metrópole no caminho da sustentabilidade

O avanço

Paulistanos

Business

Os pontos que mais avançaram na rota para tornar o município mais verde página 113

O que eles têm a dizer sobre negócios e gestão ambiental na sua cidade página 114

A sustentabilidade na condução de negócios e a visão dos gestores página 124


opinião

OPINIão

são paulo por quem entende de são paulo A equipe de SÃO PAULO OUTLOOK ouviu 250 empreendedores, personalidades e executivos paulistanos sobre negócios e sustentabilidade na sua cidade Versión en español página 224

110

São Paulo OUTLOOK

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A

cidade de São Paulo avançou consideravelmente na implementação de práticas sustentáveis e ações para combater a poluição e conservar suas áreas verdes na última década. Esta é a opinião de 250 paulistanos entrevistados pela equipe de SÃO PAULO OUTLOOK e que falaram sobre gestão ambiental, negócios e o futuro da sua cidade. Entre os advogados, médicos, artistas plásticos, atletas, administradores, acadêmicos, economistas, executivos e empreendedores ouvidos, 95% disseram que viram avanços na preocupação com o meio ambiente na metrópole nos últimos dez anos. Os resultados apresentados nas próximas páginas refletem a perspectiva de pessoas que tomam decisões diariamente em seus negócios, são formadoras de opinião e têm a capacidade de mobilizar e replicar atitudes e mudanças

de comportamento nas mais diversas áreas da sociedade. A lista completa de entrevistados nesta pesquisa pode ser consultada na pág. 08. A percepção geral dos líderes de diversas áreas ouvidos para a pesquisa é otimista em relação ao avanço da cidade. A maioria, 94%, afirmou acreditar que a população paulistana estará mais consciente de suas responsabilidades ambientais e sociais na próxima década. Desses, 44% apontaram que a melhora deve ser muito expressiva. No mundo corporativo a resposta é similar: 93% enxergam uma perspectiva de avanço nas práticas ambientais das companhias e no peso da sustentabilidade no processo decisório de executivos. São 38% os que consideram que a melhoria será bastante expressiva. O relacionamento das empresas com seus parceiros e clientes também mostra perspectivas otimistas. Quase 85% dos entrevistados apontaram que os paulistanos estão interessados nas políticas ambientais das companhias das quais são consumidores.

Tânia Cosentino, country president da Schneider Electric Brasil 2 Sergio Amoroso, presidente do Grupo Orsa 3 Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels 4 João Carlos Martins, maestro 5 Jacques Marcovitch, ex-reitor e professor da USP 6 Laurentino Gomes, escritor 7 Andréa Galasso, diretora-geral do Banco de Eventos 8 Claudio Luiz Lottenberg, presidente do Hospital Albert Einstein 9 Luiza Nizoli, diretora executiva da Apdata 10 Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian 1

Créditos: 1, 2, 3, 5 e 8: Divulgação; 4 Fernando Mucci, 6 Alexandre Battibugli, 7 Renato Suzuki, 9 Fabio Ganaha Ferrão; 10 Carol Carquejeiro

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São Paulo OUTLOOK

111


Carlos Cecconello/Folhapress

Restaurante Due Cuochi, zona sul: a gastronomia paulistana é um dos principais atrativos da cidade, segundo pesquisa Considerando a relação das empresas com seus fornecedores, clientes e outros parceiros corporativos, a preocupação em conhecer os padrões de sustentabilidade foi apontada por 88%. Nesse caso, 30% dos entrevistados disseram que existe muito interesse das companhias em estar a par das práticas ambientais de seus parceiros comerciais. Entre os principais desafios da cidade de São Paulo no campo ambiental na próxima década, o tratamento dos resíduos sólidos e do esgoto foi considerado prioritário por quase metade dos entrevistados. A poluição do ar é a segunda maior questão a ser enfrentada. Negócios em São Paulo – Perguntados a respeito das principais razões que tornam a cidade de São Paulo um ambiente propício à realização de ne-

112

São Paulo OUTLOOK

gócios e atraente para as companhias, a maioria dos pesquisados, quase 80%, apontou a alta qualificação da mão de obra como o principal fator positivo. Entre as características da cidade, o fato de São Paulo ser um centro financeiro e um grande centro consumidor foram os dois principais pontos destacados. Na comparação com os principais atrativos de outras metrópoles pelo mundo, as agências de publicidade e propaganda paulistanas ganharam destaque na edição de 2011 da pesquisa. Tanto na comparação com grandes cidades desenvolvidas quanto com municípios em países emergentes, os serviços publicitários foram considerados como uma das cinco maiores vantagens de São Paulo. No levantamento de 2010, o quesito não havia

figurado na lista. Considerando os desafios da cidade que afetam os seus negócios, 93% dos 250 entrevistados apontaram o trânsito e a mobilidade reduzida como a questão mais urgente, seguida pela segurança, citada por 77%. Nos dois casos, a relevância dessas questões avançou na comparação com a pesquisa de 2010 (leia mais na pág. 130). A pesquisa – Nas páginas a seguir o leitor poderá consultar individualmente o resultado de cada uma das questões apresentadas pela equipe de SÃO PAULO OUTLOOK aos 250 entrevistados entre 12 de maio e 3 de junho de 2011. A seção está dividida em três principais blocos. O primeiro, que se inicia na pág.114, trata do avanço nos últimos dez anos da implementação de práticas sustentáveis na cidade em

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opinião

O que já mudou e o que vai mudar A tabela a seguir destaca a percepção dos 250 entrevistados a respeito do avanço de alguns dos principais indicadores ambientais em São Paulo na última década e a perspectiva de melhora nos próximos dez anos

O que já melhorou práticas sustentáveis na cidade

95%

Qualidade do ar

87%

Controle de emissões de CO2

87%

Conservação de áreas verdes

86%

Reciclagem do lixo

85%

Níveis de poluição da água

81%

Níveis de contaminação do solo

80%

O que vai melhorar nos próximos dez anos

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94%

Empresas mais sustentáveis

93%

questões ambientais nos negócios

92%

Fornecedores mais conscientes

88%

Consumidores mais conscientes

84%

Gestão do lixo

74%

Leis ambientais mais rigorosas

69%

Qualidade da água

64%

Conservação de áreas verdes

64%

Qualidade do ar

61%

Níveis de contaminação do solo

52%

Avanço dos pontos fortes da cidade A tabela indica os cinco principais atrativos do ambiente de negócios de São Paulo e a variação na comparação com o levantamento de 2010

Centro financeiro

Centro de consumo

Qualidade da mão de obra

Proximidade dos clientes

60%

2010

69%

80%

76%

74%

77%

71%

81%

80%

2011

90%

diversas áreas. A partir da pág. 121, é possível consultar a perspectiva dos entrevistados para a próxima década em relação à qualidade do ar, da água e de uma série de outros indicadores ambientais. Na pág. 126 começa uma análise dos pontos fortes do ambiente de negócios paulistano e dos principais desafios para atrair novas empresas para a cidade. Na tabela ao lado é possível consultar uma versão resumida dos resultados da pesquisa que inclui os indicadores ambientais que mais avançaram na última década e os mais promissores para os próximos dez anos, segundo a opinião dos entrevistados, além da evolução dos pontos fortes da cidade para a atração de novos negócios e sua comparação com os resultados do levantamento de 2010.  0

População mais consciente

Rede de relacionamentos

São Paulo OUTLOOK

113


opinião | São Paulo O ut l o o k

Tratamento do lixo deve ser prioridade para a metrópole

A

s iniciativas da cidade de São Paulo para reduzir a emissão de gases causadores de efeito estufa e as melhorias na mobilidade urbana criaram um clima de confiança na recuperação ambiental da metrópole. É o que mostra a pesquisa realizada pela equipe de SÃO PAULO OUTLOOK, indicando que 95% dos 250 empresários, executivos e profissionais ouvidos afirmaram que houve algum avanço na implementação de práticas sustentáveis na cidade nos últimos dez anos. Desse grupo, 7% afirmaram que as práticas avançaram muito na cidade nesse quesito. Segundo os entrevistados, a principal preocupação no campo ambiental, a partir de 2011, é o tratamento dos resíduos sólidos e do esgoto. A questão foi apontada por 49% do campo de pesquisa como a prioridade número 1 para São Paulo. A segunda questão mais citada foi o controle da poluição do ar, por 27% dos entrevistados, seguida pela ocupação territorial desordenada (11%) e investimentos em energia renovável (6%).

Você acha

1

que a implementação de

VOCÊ ACHA QUE A IMPLEMENTAÇÃO DE ações sustentáveis

avançou

PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS AVANÇOU? ? Muito

VOCÊ ACHA QUE A IMPLEMENTAÇÃO DE 7% PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS AVANÇOU? Pouco 52% Muito 7%

Moderadamente 36%

Pouco 52% Moderadamente 36% Não 5%

QUAIS DESSAS ÁREAS DEVEM TER PRIORIDADE? Não 2

5% Quais dessas áreas devem ser 49%

prioridade?

QUAIS DESSAS ÁREAS DEVEM TER PRIORIDADE? 49% 27%

27%

6%

Para avançar na questão ambiental, São Paulo precisa tratar 100% do seu esgoto Fernando Santos-Reis presidente da Foz do Brasil

114

11%

São Paulo OUTLOOK

Lixo e esgoto

Lixo e esgoto

5%

Poluição Adensamento Energia Biodiver11% do ar desordenado renovável sidade e eficiência 6% 5%

Poluição Adensamento Energia Biodiverdo ar desordenado renovável sidade e eficiência

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carol carquejeiro

São Paulo tem condições de criar alternativas para o desenvolvimento da infraestrutura urbana

Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian

Já temos os instrumentos legais. O que falta agora é o cumprimento dessas leis para garantir o patrimônio ambiental Divulgação

Sergio Amoroso

presidente do Grupo Orsa www.analise.com

São Paulo OUTLOOK

115


opinião | São Paulo O ut l o o k

São Paulo é verde na comparação com as metrópoles de países em desenvolvimento

A

influência de São Paulo como um centro financeiro e uma das mais ricas cidades do mundo é um fato. Na área da sustentabilidade ambiental, os 250 entrevistados consideram que também há o que comemorar. Foi de 86% a parcela dos pesquisados que apontou que a capital paulista demonstrou algum avanço na implementação de práticas ambientais na comparação com cidades de países desenvolvidos. Entre as metrópoles em desenvolvimento a taxa foi ainda maior, de 98%. São Paulo implementou medidas que servem de exemplo para outros grandes centros, como a Lei de Mudanças Climáticas, que estabelece metas para a redução das emissões e é pioneira na América Latina.

Todo espaço acima de 15 mil metros quadrados, não importa em que área da cidade estiver, se ficar livre deveria ser expropriado e transformado em parque Roberto Duailibi sócio-diretor da DPZ

Você acha

que as

ações sustentáveis

avançaram em relação a

VOCÊ ACHA QUE AS PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS AVANÇARAM EM RELAÇÃO A: 3 Cidades desenvolvidas Cidades desenvolvidas

4 Cidades em desenvolvimento Cidades em desenvolvimento

Moderadamente 17%

Pouco 67%

Moderadamente 50% Pouco 38%

Não 14%

Muito 10% Muito 2%

116

São Paulo OUTLOOK

Não 2%

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As medidas para acelerar a limpeza do ar da cidade

O

ar da cidade de São Paulo melhorou, em alguma medida, nos últimos dez anos, segundo 87% dos entrevistados na pesquisa de SÃO PAULO OUTLOOK. Quase um em cada dez apontou que houve avanços expressivos na área. Medidas concretas vêm sendo tomadas nos últimos anos para garantir a qualidade do ar, entre elas a instituição, desde 2008, da obrigatoriedade da inspeção veicular da frota paulistana. Desde sua criação, o município registrou melhoras ambientais que equivalem à retirada de 750 mil veículos de circulação. Só em 2010, quando a vistoria se estendeu a todos os carros, mais de três milhões foram inspecionados. Com os investimentos previstos em combustíveis mais limpos para a frota de 15 mil veículos do transporte municipal estima-se reduzir em pelo menos 45% a emissão de poluentes produzidos pelos ônibus urbanos. Algum avanço na redução de emissões de carbono na atmosfera foi apontado por 87% dos 250 pesquisados. A cidade de São Paulo definiu, pela Lei Municipal de Mudanças Climáticas, aprovada em 2009, uma meta de redução de 30% das emissões até 2012, com base no inventário produzido em 2005.

5

Você acha que

qualidade do ar melhorou?

VOCÊ ACHA QUE A QUALIDADE DO AR MELHOROU?

VOCÊ Pouco ACHA QUE A QUALIDADE 46%AR MELHOROU? DO

Moderadamente 32%

Pouco 46%

Não 13% Muito 9%

acha que o 6VOCÊVocê ACHA QUE O CONTROLE Muito DE EMISSÕES 9%DE CO2 MELHOROU?

Marcelo Lacerda presidente da Lanxess

www.analise.com

Não 13%

controle de

emissões de CO2 VOCÊ ACHA QUE O CONTROLE Moderadamente 34% Pouco DE EMISSÕES DE CO2 MELHOROU?? 48%

melhorou

Moderadamente 34%

Pouco 48%

A questão do transporte público tem de ser revista de modo a mitigar os engarrafamentos na cidade e melhorar a qualidade do ar que respiramos

Moderadamente 32%

Não 13% Muito 5% Não 13% Muito 5%

São Paulo OUTLOOK

117


opinião | São Paulo O ut l o o k

Mais perto da meta de ter um rio limpo e economicamente ativo correndo na cidade

O

ito em cada dez entrevistados apontaram que os níveis de poluição da água tiveram alguma melhora nos últimos dez anos, o mesmo índice registrado para o quesito contaminação do solo. Em 2010, a Sabesp coletou 84% e tratou 70% dos esgotos nos locais atendidos na Região Metropolitana de São Paulo. A meta da companhia é atingir a universalização dos serviços até 2018. A previsão mais animadora é chegar a 2020 com um rio totalmente limpo, sem despejo de esgoto puro nas águas. A concretização desse projeto trará benefícios ainda maiores para a capital paulista. Além de efetivamente limpar a água do rio, será possível explorá-lo economicamente.

7

Você acha que os

poluição da água melhoraram?

VOCÊ ACHA QUE OSOS NÍVEIS DEDE VOCÊ ACHA QUE NÍVEIS POLUIÇÃO DADA ÁGUA MELHORARAM? POLUIÇÃO ÁGUA MELHORARAM?

Moderadamente Moderadamente 31%31%

António Manuel Barreto Pita de Abreu diretor-presidente da EDP Energias do Brasil

8

níveis de

Pouco Pouco 42%42%

É necessário estimular o uso do lixo doméstico na geração de energia

Você acha que os níveis de

contaminação do solo

melhoraram

VOCÊ ACHA QUE OSOS NÍVEIS DEDE VOCÊ ACHA QUE NÍVEIS ? CONTAMINAÇÃO DODO SOLO MELHORARAM? CONTAMINAÇÃO SOLO MELHORARAM?

Moderadamente Moderadamente 31%31%

Pouco Pouco 44%44%

NãoNão 19%19%

Muito Muito 8% 8%

118

São Paulo OUTLOOK

NãoNão 20% 20%

Muito Muito 5% 5%

www.analise.com


Divulgação

Eduardo Srur, artista plástico

Divulgação

A despoluição dos rios metropolitanos é o ponto mais importante para São Paulo avançar na área ambiental

A Virada Sustentável é uma boa iniciativa para despertar a consciência e o envolvimento da população

Tânia Cosentino

country president da Schneider Electric Brasil www.analise.com

São Paulo OUTLOOK

119


opinião | São Paulo O ut l o o k

Reciclagem e coleta seletiva avançaram de acordo com 85%

P

erguntados sobre a melhoria nos programas de reciclagem, 85% dos entrevistados consideram que houve uma melhora. Entre os que afirmaram que o avanço foi expressivo, ou ao menos moderado, a taxa foi de 43%. Entre os 5.565 municípios brasileiros, 8% já haviam adotado um programa de coleta seletiva até 2011, segundo dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre). Estão nesta lista metrópoles como Curitiba, a primeira a implantar o programa, em 1989; Porto Alegre, no ano seguinte; e São Paulo, a partir de 2007. Segundo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), em alguns pontos o sistema brasileiro de coleta seletiva e reciclagem é um exemplo a ser seguido. Em reciclagem de latas de alumínio e garrafas PET o país iguala ou ultrapassa as taxas obtidas por nações desenvolvidas. O Brasil também é descrito como pioneiro em aprimorar as condições de trabalho dos catadores, por meio das cooperativas. Na capital paulista, que gera quase 20 mil toneladas de lixo diariamente, a situação melhorou e ainda há muito a avançar. Menos de 1% do volume de lixo descartado é recuperado pelo programa oficial de coleta seletiva.

Você acha

9

que a conservação de

áreas verdes

VOCÊ ACHA QUE A CONSERVAÇÃO DE ÁREAS AVANÇOU? VOCÊ ACHAVERDES QUE A CONSERVAÇÃO DE ÁREAS VERDES AVANÇOU? avançou? Moderadamente 40% Moderadamente

Pouco 37% Pouco

40%

37%

Não 14% Não 14%

Muito 9% Muito 9%

10

Você acha

a reciclagem

VOCÊ ACHA QUE A RECICLAGEM DO LIXO AVANÇOU? VOCÊ ACHA QUE A RECICLAGEM DO LIXO AVANÇOU? avançou?

de lixo

Moderadamente 36% Moderadamente

Pouco 42% Pouco

36%

42%

Uma iniciativa bem-sucedida em São Paulo é a captação dos gases provenientes dos aterros sanitários e sua utilização na produção de energia

Marco Antônio Ramos de Almeida

superintendente da Associação Viva o Centro

120

São Paulo OUTLOOK

Não 15% Não 15%

Muito 7% Muito 7%

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Entrevistados acreditam na recuperação da qualidade do ar e da água paulistana

U

m dos maiores desafios ambientais da cidade é o equacionamento dos problemas da poluição do ar e da água. Estes temas têm se mostrado prioritários por contribuírem diretamente para o aquecimento global e as mudanças do clima. De acordo com o levantamento de SÃO PAULO OUTLOOK, 61% acreditam que a qualidade do ar na cidade vai melhorar nos próximos dez anos. Apenas um em cada dez aponta que haverá piora nos índices de poluição no período. Em relação à despoluição de rios e mananciais o índice é ain-

da maior: 64% apontaram que haverá melhoras e, desses, 15% acham que elas serão expressivas. Entre as soluções encontradas por outras grandes cidades para frear a poluição do ar está a restrição aos carros. Seul e Londres, por exemplo, adotam o pedágio urbano. A saída de Buenos Aires, a capital argentina, foi a redução de vagas para estacionamento nas ruas. Em Nova York os incentivos ao transporte público deram resultado. Em São Paulo as principais medidas restritivas incluem o rodízio de veículos, que limita 20% da frota nos dias de semana.

O caminho é investir em transporte público de qualidade

Josué Christiano Gomes da Silva, presidente da Coteminas

11

Você acha que a

12

Você acha que a

qualidade do ar

qualidade da água

VOCÊ VOCÊ ACHA ACHA QUEQUE A QUALIDADE A QUALIDADE DO DO AR VAI AR VAI MELHORAR MELHORAR EM EM 10 ANOS? 10 ANOS?

VOCÊ VOCÊ ACHA ACHA QUEQUE A QUALIDADE A QUALIDADE DA ÁGUA DA ÁGUA VAI VAI MELHORAR MELHORAR EM EM 10 ANOS? 10 ANOS?

Moderadamente Moderadamente 55%55%

Moderadamente Moderadamente 49%49%

vai melhorar

em 10 anos?

Não Não 26%26%

vai melhorar

em 10 anos? Não Não 25%25%

Muito Muito 15% 15%

Vai Vai piorar piorar 13%13%

Muito Muito 6% 6%

www.analise.com

Vai Vai piorar piorar 11% 11%

São Paulo OUTLOOK

121


41%

37%

opinião | São Paulo O ut l o o k

Projetos para lidar com o lixo da cidade são promissores

E

ntre as áreas que mais devem avançar na cidade nos próximos dez anos, o tratamento dos resíduos sólidos é o principal destaque apontado pelos 250 entrevistados por SÃO PAULO OUTLOOK. Para 74% deles, haverá alguma melhora na gestão do lixo da cidade, e 22% esperam um avanço muito significativo. Uma das principais iniciativas da cidade é o aproveitamento dos gases liberados por dois aterros sanitários desativados para produzir energia. Além de gerar eletricidade para cerca de 700 mil pessoas, os projetos evitam a emissão de gás metano na atmosfera, um dos principais causadores da mudança climática, e geram créditos de carbono que são vendidos pela prefeitura. Perguntados sobre as perspectivas de melhoria nos índices de contaminação do solo, 52% dos entrevistados acreditam que haverá alguma melhora. Mais de um terço deles acha que não haverá avanço, e 11% afirmaram que o problema vai piorar na próxima década.

Você acha que a

Muito 11%

Vão piorar 13 11%

gestão do lixo

estará melhor em 10 anos?

VOCÊ ACHA QUE A GESTÃO DO LIXO ESTARÁ MELHOR EM 10 ANOS?

Moderadamente 52%

Muito 22%

Não 17%

Vai piorar 9%

14

Você acha que os níveis de

contaminação

do solo

vão melhorar em 10 anos?

VOCÊ ACHA QUE OS NÍVEIS DE CONTAMINAÇÃO VÃO MELHORAR EM 10 ANOS?

Moderadamente 41%

Não 37%

São necessárias políticas mais consistentes para inibir as construções irregulares nas áreas de preservação ambiental

Milton Moraes Silveira Jr. diretor executivo da Atotech

122

São Paulo OUTLOOK

Vão piorar 11%

VOCÊ ACHA QUE A GESTÃO DO LIXO ESTARÁ MELHOR EM www.analise.com 10 ANOS?

Muito 11%


Alexandre Battibugli

Crianças e jovens devem ser motivados a aprender sobre a importância da prática ambiental sustentável

Divulgação

Laurentino Gomes escritor

As ações e leis ambientais devem ser ensinadas nas escolas e adotadas conscientemente pela sociedade

Chieko Aoki presidente da Blue Tree Hotels www.analise.com

São Paulo OUTLOOK

123


opinião | São Paulo O ut l o o k

Maioria vê aumento da conscientização ambiental da população e das empresas

É

fato que já existe uma mudança no comportamento do consumidor e das empresas para preservar o meio ambiente e fortalecer a causa sustentável. Os 250 entrevistados por SãO PAULO OUTLOOK foram quase unânimes em confiar na crescente adesão da população e das companhias aos movimentos de responsabilidade ambiental. Somente 6% disseram que a população paulistana não estará mais sensível a essas questões nos próximos dez anos, e 44% acreditam que o avanço será muito significativo nesse ponto. Em relação ao engajamento das empresas, 93% afirmaram confiar no esforço crescente das companhias na implementação de práticas sustentáveis.

15

Você acha que a

Wellington Nogueira Santos Jr.

fundador e coordenador-geral do Doutores da Alegria

16

população estará mais consciente

VOCÊ VOCÊ ACHA ACHA QUEQUE A POPULAÇÃO A POPULAÇÃO ESTARÁ ESTARÁ MAIS MAIS em 10 anos CONSCIENTE CONSCIENTE EM 10 EMANOS? 10 ANOS?

Moderadamente Moderadamente 50%50%

São Paulo merece um sistema cicloviário eficiente, bom para o meio ambiente e bom para a saúde da população

Você acha que as

empresas estarão

mais sustentáveis

VOCÊ VOCÊ ACHA ACHA QUEQUE AS EMPRESAS AS10 EMPRESAS ESTARÃO ESTARÃO em anos MAIS MAIS SUSTENTÁVEIS SUSTENTÁVEIS EM 10 EMANOS? 10 ANOS?

Moderadamente MuitoMuito Moderadamente 44% 44% 55% 55% MuitoMuito 38% 38% Não Não 6% 6%

Menos Menos consciente consciente 1% 1%

124

São Paulo OUTLOOK

Não Não 5% 5%

Menos Menos sustentáveis sustentáveis 1% 1%

www.analise.com


Moderadamente 52%

Não 29%

Muito 12%

Maioria aposta em legislação ambiental mais rigorosa

A

legislação ambiental deve ficar mais rigorosa na próxima década, segundo os 250 paulistanos entrevistados por SÃO PAULO OUTLOOK. Quase 70% deles acreditam no endurecimento das leis que protegem o patrimônio ambiental no município de São Paulo e no país. Outros 30% acreditam que o rigor permanecerá, e apenas 1% afirma que haverá um afrouxamento dos padrões. Na questão da conservação das áreas verdes, 64% dos pesquisados afirmaram que haverá alguma melhora na cidade de São Paulo. Desses, 12% acreditam em um avanço expressivo. A cidade de São Paulo tem a meta de chegar a 50 milhões de metros quadrados de parques até o fim de 2012. Em meados de 2011, contava com metade dessa área em 77 locais pelo município. Considerando essa área, são cerca de 2,3 metros quadrados de área verde urbana para cada habitante da metrópole. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são 12 metros quadrados por habitante.

Você acha que a asEstará pior

17

leis ambientais

7%

estarão mais rigorosas em 10 anos

VOCÊ ACHA QUE AS LEIS AMBIENTAIS ESTARÃO MAIS RIGOROSAS EM 10 ANOS?

Igualmente rigorosas 30%

Sim 69%

Menos rigorosas 1%

18

Você acha

que a conservação de

áreas verdes

VOCÊ ACHA QUE A CONSERVAÇAÕ DE ÁREAS VERDES ESTARÁ MELHOR EM 10estará ANOS?

melhor em 10 anos

Moderadamente 52%

Não 29%

A cidade precisa avançar mais no controle de mananciais e das ocupações irregulares do solo, que produzem um efeito colateral danoso ao meio ambiente Abram Szajman presidente da Fecomercio

Muito 12%

Estará pior 7%

VOCÊ ACHA QUE AS LEIS AMBIENTAIS ESTARÃO MAIS RIGOROSAS EM 10 ANOS? www.analise.com

São Paulo OUTLOOK

125


opinião | São Paulo O ut l o o k

O fator ambiental é importante no rumo dos negócios e na tomada de decisões

O

s executivos, empresários e personalidades paulistanas entrevistados por SÃO PAULO OUTLOOK mantêm um alto compromisso com a gestão ambiental e a sustentabilidade em seus negócios. Foram 70% os que afirmaram que as questões ambientais são muito relevantes para sua empresa. Outros 22% disseram que a sustentabilidade tem impor-

tância moderada. Na hora de tomar decisões, a resposta é similar: 65% apontaram que o fator ambiental tem peso muito importante quando estão avaliando alternativas para o seu negócio. Menos de 10% do campo de pesquisa, nos dois casos, afirmou que as questões ambientais têm pouca ou nenhuma relevância para sua empresa em seu processo decisório.

Além das estratégias voltadas à mobilidade urbana, as ações de educação são essenciais para o uso consciente dos meios de transporte

Francisco Caiuby Vidigal Filho, vice-presidente da Marítima Seguros

19

as questões

ambientais são AS QUESTÕES AMBIENTAIS SÃO RELEVANTES relevantes

PARA SEU NEGÓCIO?

para seu negócio? Moderadamente 22%

Muito 70%

O peso das questões

20

ambientais

nas suas decisões

O PESO DAS QUESTÕES AMBIENTAIS NAS SUAS DECISÕES É RELEVANTE?

é relevante?

Muito 65%

Moderadamente 27%

Pouco 7%

Pouco 6%

Não 1%

126

São Paulo OUTLOOK

Não 2%

www.analise.com


Divulgação

São Paulo deveria avançar com legislações mais restritivas e aplicá-las por meio de severa fiscalização

Claudio Luiz Lottenberg presidente do Hospital Albert Einstein

A sociedade está mais consciente sobre a utilização de produtos e embalagens biodegradáveis

Fernando Mucci

João Carlos Martins, maestro

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São Paulo OUTLOOK

127


opinião | São Paulo O ut l o o k

Consumidores e fornecedores ainda mais engajados

O

interesse dos consumidores paulistanos pelas práticas ambientais das companhias das quais são clientes é bastante relevante. Segundo o levantamento de são paulo outlook, 84% dos entrevistados têm a percepção de que os consumidores conhecem ou têm algum interesse pelas políticas das companhias nessa área. Um em cada cinco considera que os consumidores são muito conscientes e informados das práticas das empresas. Ao analisar o relacionamento com seus parceiros corporativos e fornecedores, os entrevistados mostram uma visão ainda mais otimista. Cerca de 30% deles indicam que as companhias com quem fazem negócios estão muito atentas às suas políticas. Ao todo, 88% dos entrevistados declararam que seus pares de negócios estão interessados, em algum nível, na gestão ambiental aplicada pela empresa. Nos dois casos, apenas 3% dos pesquisados disseram desconhecer o nível de interesse de seus consumidores ou parceiros por suas práticas de gestão ambiental e sustentabilidade, indicando que a questão já é fundamental no relacionamento das empresas com o restante da cadeia produtiva e seus clientes.

Os seus

21

consumidores estão interessados

nas suas políticas

OS SEUS CONSUMIDORES ESTÃO INTERESSADOS NAS SUAS POLÍTICAS AMBIENTAIS?

ambientais?

OS SEUS CONSUMIDORES ESTÃO INTERESSADOS Moderadamente Muito NAS 63% SUAS POLÍTICAS AMBIENTAIS? 21%

Moderadamente 63%

Muito 21% Não 13%

Não 13% Não sei 3%

Os seus

Não sei OS SEUS FORNECEDORES ESTÃO INTERESSADOS 22 3% NAS SUAS POLÍTICAS AMBIENTAIS?

fornecedores estão interessados

nas suas políticas

ambientais?

OS SEUS FORNECEDORES ESTÃO INTERESSADOS Moderadamente NAS SUAS POLÍTICAS AMBIENTAIS? 58%

Muito 30% Moderadamente 58%

Não Muito 9% 30%

A cooperativa de reciclagem é um dos projetos indispensáveis hoje em nossa cidade Carlos Jereissati

Não sei 3% Não 9%

Não sei 3%

CEO do Grupo Iguatemi

128

São Paulo OUTLOOK

www.analise.com


Mão de obra qualificada continua sendo principal atrativo da cidade para empresa

E

ntre os pontos fortes da cidade de São Paulo para a atração de negócios, a oferta de mão de obra qualificada continua sendo a maior vantagem citada pelos entrevistados. O item foi apontado como o mais relevante por 77% dos pesquisados, ante 74% de intenções registradas no levantamento de 2010. Cerca de 100 mil pessoas se formam todo ano em cursos de graduação na cidade, que concentra 16% das vagas de todo o país em faculdades e universidades. O segundo item mais atraente foi a alta renda per capita dos habitantes do município, citado por 66% dos entrevis-

tados. Em 2010, esse fator havia sido apontado por 60% do campo de pesquisa. Entre as razões citadas para instalar uma nova empresa na cidade, o fato de São Paulo ser o principal centro financeiro do país e um dos maiores do mundo foi mencionado por 90% dos entrevistados, ante 80% em 2010. Mais de 80% citaram o fato de a cidade ser o maior centro de consumo do país como um fator de grande atratividade. A fatia cresceu em relação aos 71% registrados na edição anterior do levantamento. A proximidade a clientes e fornecedores também foi citada.

Quais os

pontos fortes da cidade?

QUAIS SÃO OS PONTOS FORTES DA CIDADE? 23 Infraestrutura e social Infraestrutura e social

Qualidade da mão de obra

77%

Alta renda per capita

66%

Infraestrutura de comunicação Nível de escolaridade Infraestrutura logística

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24 Que afetam o seu negócio Que afetam o seu negócio

61%

58%

48%

Centro financeiro

90%

Centro de consumo

81%

Proximidade dos clientes

76%

Networking Proximidade dos fornecedores

69%

55%

São Paulo OUTLOOK

129


opinião | São Paulo O ut l o o k

O trânsito e a segurança continuam sendo os vilões de São Paulo para empresários

N

ove em cada dez entrevistados apontaram o trânsito como a questão que mais pesa contra a cidade de São Paulo. A principal preocupação é a mesma que a registrada em 2010, quando 82% citaram o problema. A preocupação com a segurança aumentou. Em 2011, 77% apontaram a questão, ante 52% no ano anterior. São Paulo avançou no aumento

da segurança, e até o fim de 2011 a expectativa é que fique abaixo do índice de dez homicídios por 100 mil habitantes, taxa considerada aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os preços dos imóveis mantiveram sua relevância entre as principais preocupações. Foram 62% os que citaram os altos custos como uma desvantagem, o mesmo índice de 2010.

A medida mais urgente para São Paulo é a reformulação do modelo de transporte público urbano

Oscar Vilhena Vieira, diretor da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas de São Paulo

Em que pontos a

cidade precisa melhorar?

EM EMQUE QUEPONTOS PONTOSAACIDADE CIDADEPRECISA PRECISAMELHORAR? MELHORAR? 25 Infraestrutura e social Infraestrutura Infraestrutura ee social social 93% 93%

26 Que afetam o seu negócio Que Que afetam afetam oo seu seu negócio negócio 87% 87%

77% 77% 62% 62%

60% 60% 53% 53% 43% 43% 30% 30%

Trânsito Trânsito Segurança Segurança Preço Preço Custo Custoda da eelocomoção locomoção dos dosimóveis imóveis mão mãode deobra obra

130

São Paulo OUTLOOK

Custo Custode de serviços serviços

Carga Carga Carga Carga Qualidade Qualidade tributária tributária tributária tributária dos dosserviços serviços municipal municipal estadual estadual

www.analise.com


Divulgação

É muito positivo verificar o aumento da reciclagem na política das empresas com as quais fazemos negócios Miguel Alvarez

Divulgação

CEO da Owens-Illinois do Brasil

A promoção de uma sinergia maior entre os governos federal, estadual e municipal deve tornar as leis ambientais mais efetivas

Jacques Marcovitch ex-reitor e professor da USP www.analise.com

São Paulo OUTLOOK

131


opinião | São Paulo O ut l o o k

A gastronomia paulistana é a vitrine da cidade na comparação com o exterior

C

omparada com metrópoles mais desenvolvidas, São Paulo se destaca principalmente no segmento da gastronomia. Dos 250 entrevistados, quase a metade citou os mais de 12 mil restaurantes paulistanos como uma vantagem em relação a cidades como Nova York e Londres, fator que também ficou no topo da lista em 2010. Entre as principais desvantagens, segurança e mobilidade continuam liderando as queixas. A segurança foi citada por 84%, comparado com 79% da amostra no estudo anterior, e a mobilidade passou a ser lembrada por 82%, ante 75%.

Programação cultural é um dos meios eficientes e divertidos de promover a conscientização sobre a sustentabilidade

Wolfgang Bader, diretor executivo do Goethe-Institut São Paulo

Como a cidade se compara

a metrópoles

de países desenvolvidos?

COMOSEA COMPARA CIDADE SEACOMPARA A METRÓPOLES EM PAÍSES DESENVOLVIDOS? COMO A CIDADE METRÓPOLES EM PAÍSES DESENVOLVIDOS? Vantagens Vantagens 27 Vantagens

Desvantagens Desvantagens 28 Desvantagens

Restaurantes Restaurantes Agências de Agências de31% publicidade publicidade Oferta de imóveis

Oferta de 29% imóveis

Serviços médicos

Serviços 28% médicos

Serviços Serviços 23% advocatícios advocatícios

132

São Paulo OUTLOOK

48% 31%

48% Segurança

Segurança

Transporte

Transporte

84%

84%

82%

82%

Custo de aluguel 29% Custo de aluguel de imóveis de imóveis

54%

54%

Banda larga

54%

54%

28%

23%

Banda larga

Custo de aquisição Custo de aquisição de imóveis de imóveis

51%

51%

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Serviços de saúde e advogados estão entre as maiores vantagens de São Paulo

O

s serviços paulistanos são o destaque na comparação da cidade com metrópoles em países emergentes. Entre os cinco fatores mais citados pelos entrevistados estão o setor hoteleiro, de saúde e da advocacia. Em 2011, os serviços das agências de publicidade ganharam peso e foram citados por 46%. No ano anterior, esses serviços não figuraram entre os cinco mais relevantes. O fator desbancado foi a infraestrutura para a realização de eventos, citado em 2010 por 56%, ante 39% na pesquisa de 2011. Os restaurantes da capital paulista mantiveram

a posição de maior vantagem, sendo mencionados por 69% da amostra. Entre as principais desvantagens em relação às cidades emergentes, os entrevistados citaram os altos custos de São Paulo no que diz respeito à compra e ao aluguel de imóveis, além da mão de obra. A preocupação com segurança foi mencionada por 55% dos ouvidos, mantendo índice similar ao registrado em 2010. Transporte e mobilidade deixaram de ser líderes na lista dos cinco principais problemas urbanos. Em relação ao ano anterior, caíram da segunda para a quinta posição.

Como a cidade se compara

a metrópoles

de países em desenvolvimento?

COMO A CIDADE COMPARA A METRÓPOLES PAÍSES DESENVOLVIMENTO? COMO A CIDADE SE SE COMPARA A METRÓPOLES EMEM PAÍSES EMEM DESENVOLVIMENTO? Vantagens Vantagens 29 Vantagens

Desvantagens Desvantagens 30 Desvantagens

Restaurantes Restaurantes Serviços Serviços médicos médicos

69%69% 50%50%

Serviços Serviços advocatícios advocatícios

46%46%

Agências Agências de de publicidade publicidade

46%46%

RedeRede hoteleira hoteleira

www.analise.com

44%44%

Custo de aluguel Custo de aluguel de imóveis de imóveis

65%65%

Custo de aquisição Custo de aquisição de imóveis de imóveis

64%64%

Custo Custo de de de obra mãomão de obra Segurança Segurança Transporte Transporte

55%55%

55%55% 47%47%

São Paulo OUTLOOK

133


para entender são paulo

centro de consumo

51

é o número de shoppings na cidade, que contam com um total de 10 mil lojas

4

mi

de pessoas passam pelos shoppings todos os dias, cerca de 36% da população

16

bi

de reais foi a receita dos 51 shoppings em 2010, cerca de 19% do total do varejo


endimentos contam com grande estrutura de lazer. Em São Paulo fica o maior shopping da América Latina, o Aricanduva, na zona leste da cidade, com mais de 500 lojas. O comércio de rua também é tradicional em São Paulo e soma 59 vias especializadas em mais de 51 segmentos, como confecções e aparelhos eletrônicos.

shopping center na Zona Oeste de São paulo

CLAYTON DE SOUZA/AE

A

cidade de São Paulo oferece muitas opções na hora de fazer compras. Mais de um shopping center tem sido inaugurado na capital por ano: a média é de 1,6 novo centro de compras aberto desde 2005. Além de lojas nacionais e grifes estrangeiras, os empre-


o perfil dos

viSI

tan

tes

Quem são os turistas que todo dia visitam a cidade de São Paulo para conduzir negócios e passear, e o tamanho da estrutura da metrópole para recebê-los Turistas

Negócios

Agenda

O perfil dos visitantes e a análise do avanço do turismo na capital paulista página 139

A estrutura para as feiras, congressos e eventos profissionais na cidade página 141

Os acontecimentos que atraem os maiores públicos na metrópole página 142


Marcos Issa/Argosfoto

TURISMO

Debate sobre o mercado do vinho brasileiro na Fecomercio de São Paulo: 56% dos turistas da cidade vêm a negócios

A cidade que sabe receber O turismo de negócios é o motor do setor na cidade de São Paulo, uma das maiores capitais financeiras globais que se prepara para atingir 18 milhões de visitantes ao ano até 2020 Versión en español página 230

138

São Paulo OUTLOOK

E

m 2010, São Paulo recebeu 11,7 milhões de turistas. A cidade está entre os 70 principais destinos de estrangeiros no mundo. No ano, foram 1,7 milhão de visitantes internacionais. Além da estrutura para sediar grandes eventos, feiras e convenções de negócios, a capital paulista conta com uma grande rede hoteleira e oferece aos turistas muitas opções de entretenimento incluindo restaurantes, teatros e centros de compras. Olhando para o futuro, a metrópole se prepara para sediar jogos da Copa

do Mundo em 2014 e está investindo em infraestrutura para receber torcedores de todo o planeta com a ampliação de aeroportos, obras no sistema viário e no de transporte público e expansão do setor hoteleiro. A previsão é que o número de turistas chegue a 15 milhões em 2014. Para 2020, a perspectiva é de 18 milhões de visitantes, 17% deles estrangeiros. As projeções de receita do setor são da ordem de 14 bilhões de reais para 2020, alta de mais de 40% sobre o registrado em 2010, de acordo com dados da São Paulo Turismo (SPTuris).

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retrato do turismo em SP

Business

negócios, feiras e eventos atraem 77% dos visitantes

Raio-X da movimentação de visitantes brasileiros e estrangeiros mostra quem são os turistas, quais os motivos que os trazem à cidade, como preferem se hospedar e seus gastos na viagem

Quem são os turistas

a metrópole recebeu quase 12 mi de pessoas em 201o

A

cidade de São Paulo recebeu 11,7 milhões de turistas durante o ano de 2010. Desse total, os visitantes brasileiros somaram dez milhões e os estrangeiros chegaram a 1,7 milhão de pessoas. Entre os visitantes de fora, cerca de 400 mil vieram dos Estados Unidos, o país de origem de 23% dos estrangeiros. O estado de São Paulo é o principal emissor de turistas nacionais para a metrópole, 25% do total, seguido pelos visitantes provenientes do Rio de Janeiro e de Minas Gerais . O número de passageiros que embarcam e desembarcam nos aeroportos que servem a cidade cresceu mais de 18% em 2010, na comparação com o movimento de 2009 em Congonhas e no Internacional de São Paulo, em Cumbica. No ano, cerca de 42,3 milhões de pessoas passaram pelos dois aeroportos, que receberam, ao todo, 455,4 mil voos. Em 2010, a receita total obtida com atividades relacionadas ao turismo na cidade foi de quase 10 bilhões de reais, 89% mais que o registrado em 2005.

7,0

8,0

Estrangeiros 8,8

9,1

9,4

9,8

10,1

75% das feiras de negócios do Brasil 2,5 mi de m de área de exposição para locação 2

R$ 3,4

bi em negócios são fechados em um ano

4,6

mi de pessoas visitam as feiras todo ano

Estrangeiros gastam mais e preferem hotéis de luxo

O

1,2

1,4

1,5

1,6

1,7

1,6

1,7

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

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A CIDADE DO TURISMO DE NEGÓCIOS

Gastos em estadia

O AVANÇO DOS VISITANTES Turistas nacionais e estrangeiros em cada ano Brasileiros

A

condução de negócios é a principal razão que leva os turistas a visitar a cidade de São Paulo. A maioria, 56%, vem para essa finalidade. A participação em feiras e eventos traz outros 22,4% dos visitantes. Além de concentrar as maiores empresas do Brasil e a sede da terceira maior bolsa de valores do mundo, a BM&FBovespa, a capital paulista conta com uma ampla rede hoteleira, de restaurantes e a estrutura necessária para a realização de grandes eventos de negócios. Por isso, em São Paulo ocorrem 75% das feiras do país. Apenas em 2010 esses eventos receberam 4,6 milhões de visitantes.

s turistas domésticos que chegam a São Paulo gastam, em média, 400 reais diários e costumam ficar de três a quatro dias na cidade. Os estrangeiros ficam mais, de quatro a seis dias, em média, e têm despesas de 545 reais. Os turistas que vêm tratar de negócios, visitar feiras e eventos ou por motivo de saúde são os que gastam mais, cerca de 3,2 mil reais por viagem. A maioria dos turistas que vêm à cidade se hospeda em hotéis e flats (60%). Os visitantes nacionais dão preferência a opções econômicas entre os mais de 400 hotéis da cidade. Entre os estrangeiros, 50% dos turistas se hospedam em hotéis de luxo.

São Paulo OUTLOOK

139


turismo

Estrutura da hotelaria

Capital tem 42 mil quartos e prevê mais 2,5 mil até 2014

S

ão Paulo tem 410 hotéis e uma oferta de 42 mil quartos para receber turistas. Para ampliar a oferta e atender ao crescente volume de visitantes, o setor hoteleiro prevê adicionar cerca de 2,5 mil novos quartos até 2014, quando acontece a Copa do Mundo no Brasil, da qual a cidade será uma das sedes. Entre 2007 e 2010, a taxa de ocupação dos hotéis ficou entre 60% e 70%. Na cidade, grandes cadeias internacionais, como Hyatt, Sheraton e Hilton, disputam a clientela com opções exclusivas, como Fasano, Emiliano e Unique. A oferta de quartos é bastante diversificada: 8% dos hotéis são de categoria luxo, 68% midscale e 24% econômicos. Além disso, São Paulo conta com 18 hostels, com cerca de mil leitos, e esse número vem crescendo com o aumento da demanda. A diária média dos hotéis é de 200 reais, e a maior concentração de quartos fica nas regiões central, oeste e sul de São Paulo. A zona norte tem uma alta taxa de ocupação porque ficam na região dois importantes pavilhões de exposições: o Anhembi Parque e o Expo Center Norte.

Largada de cadeirantes na Corrida de São Silvestre

Perspectivas e receita

Projeção para 2020 é atingir 18 mi de turistas e 14 bi de reais

A

expectativa de São Paulo para 2014 é receber 15 milhões de turistas no ano, quase 30% mais do que em 2010, sendo 12,6 milhões de visitantes de outras cidades brasileiras e cerca de 2,5 milhões de estrangeiros. Nesse total estão incluídos os turistas que virão acompanhar a Copa do Mundo no Brasil. Estima-se que o evento será responsável por um acréscimo anual de 1,4 milhão de visitantes em todo o Brasil. Desse total, 550 mil virão de outros países. A capital paulista será o portão de entrada no Brasil para cerca de 40% dos turistas que virão assistir aos jogos. Após a Copa, a perspectiva é que o crescimento no influxo de turistas continue. Para 2020, são esperados 18 milhões de visitantes na capital paulista, sendo 17% de turistas estrangeiros, segundo projeções divulgadas pela São Paulo Turismo (SPTuris). O setor hoteleiro já está em trajetória de crescimento. Os hotéis da cidade registraram, no primeiro semestre de 2010, aumento de 17,5% em receita na comparação com o mesmo período do ano anterior. A arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) das atividades relacionadas a turismo é um importante indicador do avanço do setor. Em 2010, foi de 160 milhões de reais, crescimento de 27% em relação a 2009. Entre 2006 e 2009, a cidade ganhou dez mil novos postos de trabalho ligados diretamente ao turismo. Incluindo

140

São Paulo OUTLOOK

as atividades envolvidas indiretamente no setor, o número de postos de trabalho chega a mais de 400 mil. A atividade paulistana tem impacto direto no turismo nacional. Para cada emprego gerado na capital paulista, 2,6 posições indiretas surgem no território brasileiro. No caso de hotéis, para cada emprego na cidade há 1,6 emprego indireto.

AVANÇO DA RECEITA TURÍSTICA Previsão dos rendimentos para a cidade até 2020, em R$ bi

14,0

13,5 12,9 12,4 11,3 10,9 10,1

2011

11,0

11,4

10,5

2012

2013

2014

2015

2016

2017

www.analise.com

2018

2019 2020


PAULO PINTO/AE

turismo

AS RAZÕES QUE TRAZEM TURISTAS À CIDADE Negócios e eventos são responsáveis por 77% das visitas

Eventos 21%

Negócios 56%

Lazer 10% Estudos 5% Outros 8%

Centros de convenções

são 2,5 milhões de m2 para sediar 90 mil eventos anuais

Reabilitação

Cidade realiza a segunda maior feira de acessibilidade do mundo

A

10ª Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech), realizada em abril de 2011, recebeu 45 mil pessoas na cidade de São Paulo. A feira é a segunda maior do seu tipo no mundo, atrás apenas de evento realizado na Alemanha. A Reatech apresenta novidades em equipamentos e acessórios para portadores de deficiência; de carros adaptados a inovações em cadeiras de rodas. Estima-se que na capital paulista cerca de três milhões de pessoas possuam algum tipo de deficiência ou tenham mobilidade reduzida, ou seja, mais de 25% da população.

ACESSIBILIDADE EM SÃO PAULO Pesquisa com 2 mil visitantes da feira Reatech Não acessível

Acessível Áreas públicas

64%

36%

Transporte público

49%

51%

Mobilidade

43%

57%

Sinalização

30%

70%

Calçadas

17%

83%

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A

cidade possui 2,5 milhões de metros quadrados de área de exposição para locação e uma infinidade de prestadores de serviços para organização de pequenos a megaeventos. São Paulo registra a realização de cerca de 90 mil eventos por ano, que geram quase quatro bilhões de reais em receita. Congressos profissionais ocupam auditórios e salas de reunião dos centros de convenções e hotéis da cidade. As feiras de negócios são visitadas por 4,6 milhões de pessoas por ano. É uma das cidades de maior movimento com turismo de negócios do mundo: de cada 100 dólares de riqueza gerada no país, mais de dez dólares são produzidos na capital paulista. Somente o Anhembi, espaço para a realização de grandes eventos na zona norte da capital e o maior da América Latina, possui 400 mil metros quadrados de área total e sedia 30% das feiras, congressos e encontros profissionais que acontecem no Brasil. Outro grande pavilhão de eventos é o Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul, com 240 mil metros quadrados de área total. Entre as outras centenas de opções na cidade algumas das mais bem estruturadas são o World Trade Center de São Paulo, Transamérica Expo Center, Expo Barra Funda e Centro de Convenções Rebouças. Em 2010, foram anunciados planos para a construção de mais um grande espaço para a realização de eventos, congressos e feiras no bairro de Pirituba, zona norte da cidade. O projeto do Expo São Paulo prevê um complexo de exposições com três pavilhões, hotéis, edifícios comerciais e uma arena multiuso, de acordo com informações da Prefeitura de São Paulo.  0

São Paulo OUTLOOK

141


AGENDA

Uma cidade de

grandes acontecimentos Versión en español página 232

S

ão Paulo é uma cidade de grandes acontecimentos: concentra 75% das principais feiras de negócios do Brasil, é palco da maior parada de orgulho LGBT do mundo, com cerca de 3,5 milhões de participantes, é onde acontece uma das cinco semanas de moda mais importantes do planeta, e é o único lugar do globo que sedia o grande prêmio de Fórmula 1 e o de Fórmula Indy. Ao todo, são realizados 90 mil eventos em São Paulo todo ano. Confira, a seguir, a agenda dos maiores acontecimentos da metrópole

142

São Paulo OUTLOOK

Janeiro

Fevereiro

Campus Party

Carnaval

Reúne usuários, empresas e membros da administração pública para a troca de conhecimentos e atividades relacionadas a novas tecnologias. Em 2012, terá sua quinta edição.

A maior festa popular paulistana acontece desde 1935 na cidade. Mais de 30 escolas de samba desfilam e disputam o prêmio que avalia diversos pontos da apresentação.

Público 110 mil Periodicidade Anual

Público 110 mil Periodicidade Anual

SÃO PAULO Fashion Week

Março

www.campus-party.com.br

www.spfw.com.br

A semana de moda está entre as mais importantes do mundo, ao lado de Londres, Milão, Nova York e Paris. Ocorre duas vezes por ano, em janeiro e junho. Em 2012, será realizada a 32ª edição.

Público 100 mil Periodicidade Duas vezes por ano

Couromoda

www.spturis.com/carnaval

Osesp

www.osesp.art.br Desde 2000, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo realiza temporadas entre março e dezembro com concertos a preços populares e ensaios abertos.

Público 120 mil Periodicidade Anual

www.couromoda.com

É tudo verdade

Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro. Conta com mais de mil expositores e importadores de 64 países.

www.etudoverdade.com.br Festival Internacional de Documentários, que premia longas e curtas-metragens e chega a sua 17ª edição em 2012.

Público 65 mil Periodicidade Anual

Público 40 mil Periodicidade Anual

www.analise.com


Eduardo Anizelli/Folhapress

SP Bike Tour www.sampabikers.com.br Desde 2000, o evento reúne, nos aniversários da cidade, cerca de sete mil ciclistas que percorrem um trajeto de dez quilômetros pelos principais pontos turísticos e históricos da capital paulista.

Participantes 7 mil • Periodicidade Anual • Data Janeiro www.analise.com

São Paulo OUTLOOK

143


Leonardo Wen/Folhapress


jose patricio/ae

Público se exercita durante a Virada Sustentável, no Parque do Ibirapuera (leia mais na página 146)

Virada Cultural

www.viradacultural.org O evento proporciona, desde 2005, 24 horas ininterruptas com mais de mil atividades culturais gratuitas. As apresentações são distribuídas em palcos, teatros, centros culturais e escolas. Em 2012 a capital vai realizar a oitava edição da Virada.

Público 4 milhões Periodicidade Anual Data Março www.analise.com

Abril

Maio

Hospitalar

Dia do desafio

Reúne produtos, serviços e tecnologias para unidades de saúde. Mais de 60 países visitam a feira, que gera 6 bilhões de reais. Em 2012 será a 19ª edição.

O evento reúne pessoas de toda a capital para atividades físicas e competições nas unidades do Sesc. O Dia do Desafio completou 15 anos em 2010.

Público 90 mil Periodicidade Anual

Público 2,8 milhões Periodicidade Anual

Fórmula Indy

Casa Cor São Paulo

Desde 2010, São Paulo faz parte do calendário internacional da Fórmula Indy. A prova é realizada no circuito de rua do Anhembi, na zona norte da cidade. A terceira edição na capital será em 2012.

É o segundo maior evento de arquitetura e decoração do mundo, atrás apenas do Salão de Milão. Possui 21 franquias, quatro delas internacionais. Em 2012, completará 26 edições.

Público 50 mil Periodicidade Anual

Público 150 mil Periodicidade Anual

www.hospitalar.com

www.saopauloindy300.com.br

www.sescsp.org.br/diadodesafio

www.casacor.com.br

São Paulo OUTLOOK

145


Cesar Greco / Fotoarena

Expo CIEE

Fispal Tecnologia

Feira de estágio e trainee que reúne estudantes, empresas e instituições de ensino. Em 2011, completou sua 14ª edição com a presença do estande da Universidade de Birmingham.

Maior feira do setor de embalagens, processos e logística para as indústrias de alimentos e bebidas da América Latina. O evento, que terá a 28ª edição em 2012, apresenta novidades e tendências do mercado.

www.ciee.org.br

Público 60 mil Periodicidade Anual

Junho

Virada Sustentável

www.viradasustentavel.com

www.fispaltecnologia.com.br

Público 65 mil Periodicidade Anual

Francal

www.feirafrancal.com.br

Evento que visa à promoção de práticas ambientalmente conscientes. Na sua primeira edição, em 2011, contou com 480 atividades culturais e educativas, distribuídas em 78 espaços pela capital.

A Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios conta com mais de mil expositores, que apresentam os lançamentos de sapatos de todos os gêneros, bolsas e acessórios. Terá sua 44ª edição em 2012.

Público 500 mil Periodicidade Anual

Público 60 mil Periodicidade Anual

146

São Paulo OUTLOOK

Copa do Mundo www.copa2014.org.br

A cidade de São Paulo é candidata a sediar a abertura da Copa do Mundo que acontecerá em junho de 2014. Mais de cinco bilhões de reais serão gastos no município em melhorias de infraestrutura para o evento. É a cidade que concentra o maior valor, totalizando 23% do que está sendo investido no Brasil. Estima-se que cerca de 500 mil turistas cheguem à capital durante os jogos da Copa, sendo 180 mil visitantes internacionais.

Turistas 500 mil Data Julho de 2014 www.analise.com


Parada do Orgulho LGBT www.paradasp.org.br

Desde 1997, a cidade sedia a Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Trangêneros), considerado o maior evento do gênero no mundo. Realizado na Avenida Paulista, terá a 16ª edição em 2012.

Público 3,5 milhões • Periodicidade Anual • Data Junho

ABF Franchising Expo

Maratona de SP

Considerada a maior feira de franquias da América Latina, apresenta mais de 400 expositores e co-expositores de diversos segmentos, além de ministrar palestras e cursos aos interessados em aderir ao sistema de franquias. Em 2012, o evento vai completar 21 edições.

Com percurso de 42 quilômetros, a corrida reúne cerca de 20 mil atletas todo ano na cidade desde 1995. Realizada integralmente dentro do município, tem sua largada na Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira e chegada no Parque do Ibirapuera. Em 2012, terá sua 18ª edição.

Público 50 mil Periodicidade Anual

Participantes 20 mil Periodicidade Anual

www.abfexpo.com.br

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www.maratonadesaopaulo.com.br

Julho

Bienal do Livro

www.bienaldolivrosp.com.br Terceiro maior evento editorial do mundo, atrás apenas da Feira do Livro de Frankfurt e da Feira Internacional do Livro de Turim. Oferece livros e programação cultural e completará 22 edições em 2012.

Público 730 mil Periodicidade Bienal

São Paulo OUTLOOK

147


SILVIA IZQUIERDO/ap

GP Brasil de F-1 www.gpbrasil.com.br

O Autódromo de Interlagos é palco do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Em 2010, o evento contou com 44 mil turistas. A maior parte do público internacional vem da Argentina, do Chile, do Equador, do México e da Inglaterra. A corrida de Interlagos já foi palco de momentos históricos do automobilismo esportivo mundial. Em 2011, a Fórmula 1 completará 40 anos no país e 30 na capital paulista.

Público 140 mil Periodicidade Anual Data Novembro 148

São Paulo OUTLOOK

Salão do Turismo

www.salao.turismo.gov.br Apresenta o turismo brasileiro para quem quer viajar ou fechar negócios. Promovido pelo Ministério do Turismo, oferece pacotes turísticos, artesanato e apresentações artísticas. O evento completará sete edições em 2012.

Público 110 mil Periodicidade Anual

Anima Mundi

www.animamundi.com.br O Festival Internacional de Animação aborda linguagens e técnicas diversificadas. Exibe filmes de todos os continentes, apresenta programação com oficinas e workshops com artistas renomados. Terá sua 20ª edição em 2012.

Público 95 mil Periodicidade Anual

Agosto

Adventure Sports Fair

www.adventuresportsfair.com.br Dedicado aos esportes e ao turismo de aventura, é o mais importante evento de seu tipo na América Latina. Reúne as principais marcas e destinos do mercado. A 13ª edição será em 2012.

Público 60 mil Periodicidade Anual

Setembro

Virada Esportiva

viradaesportivasp.blogspot.com Promove 24 horas ininterruptas de atividades esportivas, recreativas e de lazer. A sexta edição será em 2012.

Público 3,3 milhões Periodicidade Anual

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agenda

Salão Duas Rodas

www.salaoduasrodas.com.br Reúne mais de 400 expositores que apresentam as novidades do setor de motocicletas e bicicletas. Completará 12 edições em 2012.

Público 240 mil Periodicidade Bienal

Mostra InternACional de Cinema de São Paulo www.mostra.org

Apresenta um panorama da produção mundial de cinema durante duas semanas, com 400 filmes. Em 2012 terá sua 36ª edição na cidade.

Público 200 mil Periodicidade Anual

Fenatran

www.fenatran.com.br O principal evento brasileiro do setor de transportes ferroviários e um dos cinco maiores do mundo na área de produtos e serviços para transporte urbano, de cargas e logística. A 19ª edição será realizada em 2012.

Público 50 mil Periodicidade Bianual

Bienal de Arte de São Paulo

Equipotel

A exposição internacional de arte da capital chega à 30ª edição em 2012. Até 2010 foram realizadas 29 exposições com a participação de 159 países, mais de 13 mil artistas, 60 mil obras e quase sete milhões de visitantes.

Voltada para os setores de hotelaria, gastronomia e turismo, é a maior feira de seu tipo na América Latina. Reúne mais de 1,3 mil empresas em 700 estandes. Completará 50 edições em 2012.

www.bienal.org.br

Público 530 mil Periodicidade Bienal

www.equipotel.com.br

Público 50 mil Periodicidade Anual

Outubro

BEAUTY FAIR

Dezembro

Réveillon na Paulista

www.reveillonnapaulista.com.br A virada do ano é comemorada com uma grande festa na Avenida Paulista, cartãopostal da cidade, shows musicais e queima de fogos de artifício. De 2011 para 2012 será realizada a 15ª edição.

Público 2,4 milhões Periodicidade Anual

www.beautyfair.com.br

Salão do Automóvel

É o terceiro maior evento de beleza, saúde e bem-estar do mundo. Atende toda a cadeia produtiva do segmento e oferece, também, serviços de aperfeiçoamento e qualificação para profissionais. Em 2012 chegará à sua oitava edição.

www.salaodoautomovel.com.br

São Silvestre

É a maior feira da indústria automotiva da América Latina. O evento, que alcançará a 27ª edição em 2012, apresenta novidades em modelos esportivos, utilitários e carros-conceito.

www.saosilvestre.com.br Corrida de rua mais famosa do país. Realizada no último dia do ano, tem 15 quilômetros de percurso e conta com 21 mil atletas. Em 2012 terá sua 88ª edição.

Público 110 mil Periodicidade Anual

Público 650 mil Periodicidade Bienal

Participantes 21 mil Periodicidade Anual

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São Paulo OUTLOOK

149


para entender são paulo

Vista aérea do estádio do Pacaembu, na Zona Oeste da cidade

Guilherme Lara Campos/Folhapress

Preparação para a Copa


500 2,5 30 mil

km

quartos de hotel deverão ser inaugurados na cidade até 2014 para atingir 45 mil

de malha de metrô estão planejados para somar aos 70 km existentes até 2014

mil

visitantes, sendo 180 mil estrangeiros, são esperados na cidade no mês da Copa

S

ão Paulo será uma das sedes dos jogos da Copa do Mundo no Brasil em 2014. Os preparativos para receber torcedores de todo o Brasil e do mundo já começaram e incluem ampliação de aeroportos e obras de mobilidade urbana.

Sede de vários eventos internacionais, a capital conta com infraestrutura para recepcionar turistas. A oferta de quartos de hotéis em 2011 já é maior que a de Johannesburgo e Berlim, sedes dos mundiais anteriores. Nos dois anos seguintes à Copa, o número de visitantes deve crescer 20%.


quem faz a cidade

mais verde Um retrato de alguns dos principais profissionais paulistanos que contribuem de maneiras diferentes para o desenvolvimento sustentável da metrópole

Ensaio

Lixo

Criatividade

Profissionais verdes de destaque na iniciativa privada e pública página 154

Entenda a estrutura necessária para manter a cidade limpa página 164

A força de São Paulo para competir nos setores da economia criativa página 166


Rogério Montenegro

O MERGULHADOR José Leonídio Santos é um dos poucos profissionais treinados para mergulhar em um dos ambientes mais inóspitos da cidade de São Paulo e do mundo: o Rio Tietê. Desde 1998 participa de operações para resgatar caminhões, máquinas e equipamentos normalmente utilizados em obras ao longo do rio e em suas pontes. Ele já encontrou muito lixo e entulho nas ocasiões em que mergulha a até 8 metros de profundidade para cumprir seu dever. Poucas pessoas tiveram contato tão próximo com o Tietê quanto Santos, que, além de conviver com a poluição, é testemunha e parte integrante do gradual processo de revitalização pelo qual o Tietê vem passando desde o início de sua carreira.

Há muito lixo que ainda desemboca nos rios de São Paulo. Não existe pequena ou grande sujeira, tudo o que cai no rio gera poluição


cláudio gatti/análise editorial

os verdes

O GUARDIÃO Manter um jardim bem protegido por cercas já é um desafio para qualquer um. Mas quando é preciso cuidar de 1,6 milhão de metros quadrados com mais de 15 mil árvores e que recebe a visita de nada menos que 900 mil pessoas todo mês você está diante de uma tarefa à altura

de poucos. Principalmente considerando que todo dia os visitantes deixam para trás quase 3 toneladas de lixo. Heraldo Guiaro, administrador do Parque do Ibirapuera, é o encarregado de manter a paz e a boa convivência dos paulistanos com sua mais visitada área verde.

É preciso que o cidadão compreenda que ele é parte integrante do meio em que vive. O cuidado que temos com o meio deve ser o mesmo que temos com nós mesmos 154

São Paulo OUTLOOK

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O desafio empresarial é ganhar dinheiro e ser sustentável, além de socialmente responsável

A EDUCADORA guilherme gomes/análise editorial

Após mais de duas décadas de uma carreira bem-sucedida como consultora e diretora de recursos humanos de alguns dos maiores grupos empresariais do Brasil, Bete Saraiva achava que precisava fazer ainda mais. Interrompeu sua trajetória e virou um exemplo na luta pela sustentabilidade nos negócios. Já passaram por suas mãos mais de 350 alunos, desde 2009,

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quando começou a dar aulas no curso de Administração com ênfase em Gestão Ambiental do Senac de São Paulo. A educadora também coordena um curso de pós-graduação na ESPM e faz parte do Society for Organizational Learning (SOL), um grupo de discussão internacional para a troca de experiências e informações sobre sustentabilidade entre executivos.

São Paulo OUTLOOK

155


os verdes

É fundamental conciliar os valores econômicos, sociais e ambientais para atender à demanda dos negócios verdes

O EMPREENDEDOR A região central da cidade de São Paulo já foi apontada por ONGs ambientais como um dos pontos mais ativos na distribuição de madeira não certificada da Amazônia. Nesse ambiente, empresários como Dimitrios Paleologos decidiram se diferenciar e deixar claro que, no manejo florestal, a responsabilidade ambiental é fundamental para a boa condução dos negócios. Sua madeireira faz parte de um seleto grupo de menos de 700 companhias brasileiras que contam com certificação do FSC (Conselho de Manejo Florestal, na sigla em inglês). No mundo, menos de 6% das florestas manejadas possuem certificação do FSC, e no Brasil esse número não chega a 2%. Em São Paulo, Paleologos participou da criação do cadastro de companhias paulistas que se comprometeram com o comércio responsável de madeira. Em meados de 2011, a lista já contava com mais de 300 empresas.

156

São Paulo OUTLOOK

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S達o Paulo OUTLOOK

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Para que o cidadão passe a interagir de maneira sustentável com sua cidade, ele precisa se identificar com seu ambiente vital, o seu bairro

” .

São Paulo ainda está engatinhando nas construções verdes. Tem apenas 16 edifícios com o selo do Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), entre 14 mil no mundo, e outros 160 na fila para serem certificados. O interesse por esses projetos é grande, e quando empreendedores pensam em projetos verdes muitos se lembram de Eduardo Martins, um dos profissionais que mais entendem de construções sustentáveis no Brasil. Ele assinou os projetos do primeiro edifício da América Latina a ter o mais elevado reconhecimento do Leed, o Eldorado Business Tower, e entregou, em 2010, a terceira torre do edifício Rochaverá (foto), também reconhecido com o selo. Com seu trabalho, Martins vem ajudando a popularizar o conceito de construções sustentáveis em uma das metrópoles mais cinzentas do planeta.

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São Paulo OUTLOOK

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claudio rossi/análise editorial

O ARQUITETO


claudio rossi/análise editorial

O CATADOR A cidade de São Paulo e o Brasil registram índices recordes de reciclagem de latas de alumínio e garrafas PET. Em 2010, 90% das latas e mais de 50% das garrafas foram reaproveitadas em todo o país. Esses números foram atingidos graças ao trabalho de pessoas como Roberto Laureano, um dos fundadores do Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis, que reúne cerca de 85 mil profissionais no Brasil. Só em São Paulo, a estimativa é que são 20 mil catadores. Eles conseguiram transformar em uma atividade organizada e lucrativa o que antes era apenas um bico e considerado por muitos um subemprego. Em 2011, os catadores foram responsáveis por coletar 90% do material reciclado no país.

Para contribuir com a sustentabilidade a população precisa aprender a separar corretamente o lixo doméstico www.analise.com

São Paulo OUTLOOK

” 159


os verdes

O CICLISTA guilherme gomes/análise editorial

Só quem já andou de carro pelas ruas de São Paulo conhece a loucura que é o trânsito da capital. É difícil imaginar um ambiente mais arriscado para um ciclista que as vias da metrópole. Não é à toa que, diferentemente de outras grandes cidades, São Paulo tem um número reduzido de ciclistas e, em 2010, registrou um aumento no índice de acidentes fatais entre motoqueiros. É por essas e outras razões que o trabalho de Rafael Mambretti chama tanto a atenção. Ele decidiu se arriscar no trânsito para montar a empresa Carbono Zero Courier, que usa bicicletas para fazer entregas. Mambretti e outros 11 ciclistas rodam quase mil quilômetros todos os dias.

Os consumidores necessitam de mais informações para quebrar o estigma de que o produto sustentável é mais caro 160

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gulherme gomes/análise editorial

os verdes

O TRADER A cidade de São Paulo é uma das pioneiras no desenvolvimento de projetos pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), previsto no Protocolo de Kyoto, que reduzem a emissão de gases de efeito estufa e, com isso, geram créditos de carbono que podem ser comercializados. Essa expertise se deve ao trabalho de profissionais como Flavio Rufino Gazani, um dos maiores especialistas do Brasil no assunto. Além do conhecimento técnico, ele já atuou em campo como consultor do Banco Interamericano de

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Desenvolvimento (BID) e analista do Greenhouse Gas Credit Aggregation Pool, o primeiro mecanismo privado do mundo para ajudar empresas a negociar os créditos. No Brasil, preside a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Carbono (Abemc). Se, por um lado, é necessário que haja profissionais atuando para criar soluções sustentáveis e menos nocivas ao meio ambiente, por outro é fundamental o trabalho de pessoas como Gazani, que viabilizam o financiamento e a comercialização dessas iniciativas.

A sociedade precisa de incentivos reais para que haja mudança de comportamento

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” 161


os verdes

O poder público não consegue resolver a situação ambiental sozinho. A comunidade precisa abraçar a causa

gulherme gomes/análise editorial

O PROTETOR Poucas pessoas podem dizer que têm a missão de cuidar de mais de 40 mil árvores. Ainda mais considerando que elas estão espalhadas pela Subprefeitura da Penha, uma das regiões mais populosas da zona leste de São Paulo, com quase 500 mil habitantes e cerca de 1 milhão de metros quadrados de áreas verdes em praças e parques. A atividade é desafiadora. Em uma cidade como São Paulo, dezenas de árvo-

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São Paulo OUTLOOK

res caem ou são atacadas por pragas todos os dias, em média, e a situação é agravada em dias de chuva. Esse é o trabalho do engenheiro agrônomo Thiago Della Volpi, um dos poucos funcionários públicos paulistanos que têm essa missão. Uma das chaves para o sucesso do seu trabalho é contar com a ajuda da população da Penha, que observa, monitora e faz alertas sobre a condição das árvores de seu bairro.

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claudio rossi/análise editorial

O ATIVISTA No fim dos anos 1980, pouca gente se dava conta da existência de um ecossistema fascinante e rico chamado mata atlântica. Naquele momento, 85% da mata já tinha sido destruída pelo avanço urbano. Foi graças a profissionais como o geólogo Mario Mantovani que as pessoas começaram a prestar atenção no que sobrou da floresta. Ele participou da criação de uma das mais atuantes ONGs ambientais do Brasil,

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a SOS Mata Atlântica, com sede na cidade de São Paulo, cidade que já foi inteiramente coberta pela vegetação e biodiversidade. Um verdadeiro ativista, Mantovani esteve à frente do maior abaixo-assinado ambiental já realizado no Brasil e conquistou 1,2 milhão de apoiadores para pleitear a despoluição do Rio Tietê. A pressão popular foi um dos fatores que contribuíram para a criação do Projeto Tietê em 1993.

A cidade é única e tem seus próprios desafios. Não adianta tentar comparar São Paulo a Nova York se a população não faz a sua parte

São Paulo OUTLOOK

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OPERAÇÃO LIMPEZA É necessário um verdadeiro batalhão de trabalhadores, empresas e equipamentos para manter a cidade de São Paulo limpa. Entenda quem participa dessa gigantesca operação diária

19,5 mil toneladas

4.500 caçambas

equivalente a

de lixo são coletadas todos os dias na cidade de São Paulo

Papel

Plástico 55%

33 m i

COLETA SELETIVA

l tonel

adas

840 m 2 mi

700 caminhões são utilizados na coleta

de li

il tone

de ru

11% Metal

spita lar

lada

mil t

3,7 m i

lhõe s de t

adas

AS PESSOAS

35.000 pessoas 20 mil carroceiros sem vínculo a cooperativas

Vidro

xo h o

onel

trabalham para recolher o lixo

13%

s de lixo recic láve o nela as, e l d s a g s o to e da li onel mpe poda adas za de á de e rvor ntul es ho

lhõe s de t

OS EQU O EQUIPAMENTOS EQUIPAMENT EQ QUIPAMENT IPAMEENTTOS TO OS

500

21%

de li

xo re side ncia le

de fe iras

500 caminhões oficiais de lixo comum 100 caminhões informais de lixo comum e reciclável 60 caminhões de lixo reciclável das cooperativas

4,5 mil na coleta de entulho, lavadores de ruas, poda de árvores

40 caminhões oficias de lixo reciclável

3,8 mil garis 3,2 mil na coleta de lixo residencial 2 mil catadores em cooperativas informais 1 mil catadores em cooperativas conveniadas à Prefeitura de São Paulo

90 mil

vassouras são usadas todo ano pelos 3.800 garis da cidade

164

São Paulo OUTLOOK

30 mi

de litros de água são gastos todo mês, o equivalente a 12 piscinas olímpicas

6.900 km

são percorridos diariamente pelas equipes de varrição

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DESTINO DO LIXO

41 ecopontos para entrega de entulho e recicláveis

2 aterros

sanitários com capacidade para receber 12 mil toneladas por dia

21 centrais

de triagem das cooperativas de coleta seletiva que recebem 155 toneladas por dia

1 mil

depósitos de sucata e lixo reciclável

3 áreas

para armazenamento do lixo antes do envio aos aterros, com movimento diário de 1,2 mill toneladas ton one ass

Caieiras

3,8 mil

Guarulhos

pontos para entrega voluntária de recicláveis espalhados pela cidade São Paulo

COLETA DE LIXO COMUM FICOU ESTÁVEL E A DE RECICLÁVEIS DISPAROU

São Paulo exporta seu lixo comum para duas cidades vizinhas: Guarulhos e Caieiras

COLETA DE LIXO RECICLÁVEL

Coleta de lixo comum, em milhões de toneladas

Em milhares de toneladas

41

41

3,7

33

3,6

38

3,5 3,4

22

3,4

3,2 5 2005

2006

2007

2008

2009

Crescimento 2005/2010:

+15%

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2010

2005

2006

2007

2008

Crescimento 2005/2010:

2009

2010

+460%

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Economia criativa

ECONOMIA CRIATIVA

Jovens brincam em videogame coletivo durante a exposição francesa Epidemik, na Estação Ciência de São Paulo

de São paulo para o mundo A capital paulista tem em abundância a matériaprima de um setor econômico que ganha cada vez mais força em todo o mundo: a economia criativa Versión en español página 236

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São Paulo OUTLOOK

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Ivan Dias/AE

Economia criativa

u

ma nova área da economia ganha cada vez mais atenção e surge como uma das apostas para o desenvolvimento econômico e social no futuro. A chamada economia criativa reúne setores de conteúdo intelectual, artístico e cultural que, só no Brasil, geram 480 mil empregos diretos, sendo mais de 90 mil deles na cidade de São Paulo. O núcleo da economia criativa é formado por 12 setores: publicidade, moda, design, arquitetura, software, mercado editorial, televisão e rádio, filme e vídeo, música, artes visuais, artes cênicas e expressões culturais. Para cada uma dessas áreas há atividades relacionadas ou de apoio, formando a cadeia do setor. A cidade de São Paulo é um polo importante de economia criativa. Aqui estão as sedes das principais agências de publicidade internacionais e brasileiras, editoras, escritórios de arquitetura, ateliês de moda, além de toda a produção da efervescente cena cultural paulistana. A São Paulo Fashion Week é um bom exemplo da relevância da cadeia criativa na capital. A quinta mais importante semana de moda do mundo movimenta cerca de 1,3 bilhão de reais em volume de negócios a cada edição, en-

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volve profissionais de várias categorias para sua realização e atrai espectadores do Brasil e do exterior. São Paulo também é reconhecida pela ampla oferta de produções e equipamentos culturais. A cidade reúne 319 salas de cinema, 173 galerias de arte e 251 casas de shows e concertos. Ao todo, são 110 museus no município. O Museu do Futebol, inaugurado em 2008, atingiu a marca de um milhão de visitantes no primeiro semestre de 2011. A cidade de São Paulo tem, ainda, 160 teatros e é a capital brasileira dos musicais. Os espetáculos recebem, em média, 25% de visitantes de outras cidades do estado. Na capital ficam 26 emissoras de rádio e oito emissoras de televisão. Circulam na metrópole 21 jornais diários. No Brasil, o governo federal criou, no início de 2011, a Secretaria de Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura. A indústria criativa movimenta mais de 380 bilhões de reais no país segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou um estudo em 2008 sobre economia criativa, com dados da produção de bens e serviços que têm a criatividade como matéria-prima. Segundo o relatório, a economia criativa cresceu 8,7% ao ano entre 2000 e 2005.  0

São Paulo OUTLOOK

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para entender são paulo

ECONOMIA CRIATIVA

B

aseada nas atividades culturais, artísticas e intelectuais, a economia criativa é bem representada na cidade de São Paulo. Vários setores da cadeia estão em desenvolvimento e acumulam resultados positivos, gerando em-

pregos e revelando talentos. Profissionais da cidade têm tido seus trabalhos reconhecidos no exterior, por meio da participação em desfiles de moda, exposições de arte e premiações. Estima-se que a indústria criativa movimente mais de 380 bilhões de reais por ano no Brasil, cerca de 16% do PIB.


380bi 500 5ª de reais é a receita anual registrada pela economia criativa em todo o Brasil

agências de publicidade e propaganda estão sediadas na cidade de São Paulo

maior semana de moda do mundo, a SPFW ocorre na cidade duas vezes por ano

Ricardo Nogueira/Folhapress

público interage com instalação na bienal de arte de são paulo


Fernando Genaro/Fotoarena

Movimentação do São Paulo Fashion Week Verão 2011/2012: cada edição do evento reúne cerca de 70 mil pessoas

Publicidade

As Grandes agências globais têm escritórios na capital

A

s sedes das mais importantes agências de propaganda do Brasil ficam em São Paulo. Todas as gigantes internacionais em publicidade também têm escritórios na cidade. As cinco maiores do ranking mundial estão na capital paulista: WPP, Omnicom, Publicis, Interpublic e Dentsu. No Brasil, a WPP controla a Y&R, que encabeçou a lista das 50 maiores agências no Brasil em 2010, com crescimento de 15%. O grupo é representado também pela Burson-Marsteller, que em 1976 inaugurou seu primeiro escritório na América Latina em São Paulo. A cidade concentra as grandes empresas brasileiras e multinacionais e, assim, os maiores anunciantes. A cidade de São Paulo concentra quase 500 agências de propaganda, de acordo com o Anuário de Propaganda 2010. Segundo o Projeto Inter-Meios, foram arrecadados 36 bilhões de reais com a venda de espaço publicitário no Brasil em 2010. No setor de televisão aberta, o faturamento com publicidade foi de 2,6 bilhões no ano, considerando

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São Paulo OUTLOOK

apenas a região da capital e Grande São Paulo. Em 2010, a propaganda brasileira bateu seu recorde e ganhou 57 Leões no Festival de Cannes. A AlmapBBDO foi escolhida a Agência do Ano, tornando o Brasil o maior vencedor da história do prêmio, com seis vitórias. Em 2011, Nizan Guanaes, chairman do brasileiro Grupo ABC, foi eleito uma das 21 personalidades mais influentes da comunicação mundial pela revista americana Advertising Age. O grupo foi classificado como o 19º maior do mundo no setor de comunicação, segundo ranking divulgado pela publicação. Além de ser o único brasileiro da lista, o grupo teve a mais alta taxa de crescimento em 2010 registrada entre as 20 maiores empresas listadas, com receita de 362 milhões de dólares, 30% a mais que em 2009. Fazem parte do ABC 14 empresas, entre elas Loducca e Africa, que empregam, ao todo, 1,8 mil profissionais. Em 2010, o grupo foi apontado como Global Growth Company no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

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Economia criativa

Moda

Desfiles da SP Fashion Week envolvem 11 mil profissionais

A

São Paulo Fashion Week é um dos destaques do desenvolvimento da cadeia criativa na metrópole. O evento, com duas edições anuais, reúne as criações dos mais conceituados estilistas e comemorou 15 anos de existência em 2011. Pesquisa realizada pela São Paulo Turismo na apresentação das coleções outono-inverno, em fevereiro de 2011, constatou que contribuíram para a realização do evento 55 categorias do mercado de trabalho, direta ou indiretamente. Ao todo, participaram da semana de moda 11,2 mil profissionais. O grande número de patrocinadores, mais de 1,2 mil, é um indicativo de que as empresas acreditam no mercado de moda brasileiro. Estiveram no evento 900 compradores interessados nas novidades apresentadas na passarela. Os desfiles reuniram um público estimado em 70 mil pessoas e atraíram turistas dos Estados Unidos, da França, da Argentina e da Itália. O crescimento do evento foi acelerado. A primeira semana de moda brasileira, em 1996, foi realizada

com quatro desfiles e público de 300 pessoas. A edição de junho de 2011, para apresentar as coleções primavera-verão, teve 35 desfiles em seis dias de evento. Cerca de 350 modelos são escaladas a cada temporada. Os estilistas paulistanos fazem sucesso também no exterior. Depois de participar da Semana de Moda de Paris, o estilista Pedro Lourenço teve um de seus vestidos escolhido pela cantora Lady Gaga para o lançamento de seu novo disco, em 2011. Carlos Miele já apresentou suas criações nas semanas de moda de Nova York e de Londres e mantém lojas em Paris. Alexandre Herchcovitch participa da Semana de Moda de Nova York e da semana Prêt-à-Porter de Paris. O estilista abriu loja própria no Japão em 2007.

Mercado editorial

Histórias em quadrinhos fazem sucesso no exterior

A

cidade de São Paulo tem um importante parque editorial de onde saem publicações para todo o Brasil – e para outros países. Um caso emblemático é o das histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, que até 2011 publicou mais de um bilhão de revistas no Brasil e em 80 países. Desde 2008, as histórias são conhecidas até na China. Uma empresa contratada pelo governo chinês foi à Feira de Livros Infantis de Bolonha, na Itália, e convidou Mauricio de Sousa, cartunista e idealizador da empresa, para o projeto. Em 2011, mais de 180 milhões de crianças chinesas em fase de alfabetização acompanharam as histórias pela internet e pela televisão. O Vietnã e outros países asiáticos estão interessados no programa. Até o fim de 2011, as histórias de Mauricio de Sousa devem entrar também na Alemanha, na Inglaterra, na França, na Itália, na Espanha e na Suíça. Os países poderão comprar as produções do Brasil ou produzir sob licenciamento. Outro caso de sucesso de artistas paulistanos no exterior é dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá. Eles já publicaram nos Estados Unidos, na Espanha, na França, na Alemanha e na Itália. A sua série mais conceituada é a Daytripper, produzida para a editora americana Vertigo. A dupla já recebeu os prêmios Jabuti, Harvey, HQ Mix, Angelo Agostini, Xeric e dois Eisner Awards, considerado o oscar do mundo dos quadrinhos e graphic novels.

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São Paulo OUTLOOK

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Economia criativa

Artes visuais

capital serve de inspiração e oferece incentivo a artistas

C

om intensa programação cultural, a cidade de São Paulo é berço de criações artísticas, do grafite de rua às obras expostas na Bienal de Arte. Muitos desses trabalhos já ganharam o mundo. Criados na região central da capital, os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos como Osgemeos, começaram com o grafite nos muros da cidade e já participaram de várias exposições no exterior. Em 2003, fizeram a primeira exposição-solo na galeria Luggage Store, em São Francisco. Suas obras obtiveram repercussão no mercado de arte contemporânea depois que foram para a galeria Deitch Projects de Nova York, em 2005. Em São Paulo, fizeram mostra na Galeria Fortes Vilaça. Referência quando o assunto é cultura pop e arte urbana, a Galeria Choque Cultural já foi citada em matérias do New York Times e na Newsweek. Fundada em 2003, representa cerca de 30 artistas, mas já passaram pela galeria mais de 200 expositores. Entre os destaques estão Presto, que se notabilizou com seus personagens fantásticos e caligrafia rebuscada nos muros, e Magoo Felix que expôs, em 2011, peças e carros customizados. Os irmãos Campana, Humberto e Fernando, são os únicos brasileiros que têm peças expostas no MoMA, em Nova York, e no Museu de Artes Decorativas, em Paris. Em seus trabalhos de design gostam de testar novos materiais e utilizar elementos sustentáveis. Entre suas criações estão cadeiras, mesas, sofás e até uma sandália para a Melissa. São Paulo é ainda sede da Bienal de Arte Contemporânea, uma das mais importantes do mundo, com obras de artistas brasileiros e estrangeiros. Desde que foi criada, em 1951, recebeu mais de sete milhões de visitantes. Já participaram da exposição, realizada no pavilhão do Parque do Ibirapuera, mais de 13 mil artistas, representando 159 países. Em 2012, será realizada a 30ª edição do evento. A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo lançou, em 2010, o projeto Arte na Cidade, com a proposta de transformar espaços livres da capital em cenário para intervenções artísticas, incentivando, também, a produção dos novos talentos paulistanos. Participaram da elaboração do edital curadores de importantes museus da capital. Foram selecionados sete projetos entre 78 inscritos, que têm prazo de seis meses de execução. Entre os locais que vão receber as obras estão a Praça do Patriarca, no centro, e o Parque do Ibirapuera, na zona sul. Na Rua Miguel Couto, no centro da cidade, será instalada a obra Clara-Clara, com sete grandes bolsas iluminadas, com formato de uma rede, suspensas por cabo de aço em diversas alturas do chão. O Projeto Nuvem vai implantar caixas de luz que intercalam imagens fotográficas de nuvens e espelho.

172

São Paulo OUTLOOK

VOCÊ SABIA QUE...

20%

3,4%

em economia criativa do Brasil estão na cidade de São Paulo

vem da economia criativa

dos empregos

do PIB paulista

A economia criativa compreende arquitetura, artes plásticas, design, filme e TV, mercado editorial, moda, música, publicidade, software e teatro

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Itaci Batista/AE

Grafite de Tito Ferrara na Rua Amaral Gurgel, centro: a prefeitura tem projeto que incentiva intervenções artísticas

Arquitetura

profissionais da cidade se lançam no mercado internacional

E

scritórios de arquitetura de São Paulo têm sido procurados para desenvolver projetos no exterior. Um exemplo de sucesso é Arthur Casas, formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie de São Paulo, que mantém escritório na capital e em Nova York. Ele fez o projeto do World Bar, em Nova York; do restaurante C-House, em Chicago; e da academia Equinox, em Dallas. Em 2010, ficou em primeiro lugar na categoria Melhor Restaurante, na premiação Design Award 2010, da revista Wallpaper. O escritório Anastassiadis Arquitetos ampliou sua área de atuação para o mercado internacional em 2000. A arquiteta Patrícia Anastassiadis já foi contratada para realizar projetos em Portugal, Espanha, Angola, Estados Unidos e

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São Tomé e Príncipe. Outra profissional com trabalhos no exterior é Débora Aguiar, que trabalhou nos Estados Unidos, Argentina, Uruguai e Luanda. O paulistano Ruy Ohtake é um dos mais renomados arquitetos brasileiros. Entre seus trabalhos no exterior estão um estádio de futebol no Equador, um resort na República Dominicana e a Embaixada do Brasil em Tóquio. Ele também é responsável pelo hotel Unique, em São Paulo, um dos mais luxuosos da cidade. Para ampliar a promoção da arquitetura brasileira no exterior, a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (Asbea) firmou, em 2010, parceria com a Apex-Brasil, agência de fomento à exportação federal, para lançar o Projeto de Internacionalização da Arquitetura Brasileira.  0

São Paulo OUTLOOK

173


Nelson provazi


biodiversidade na

selva

de pedra A metrópole já catalogou mais de 2,7 mil espécies de animais e plantas que convivem diariamente com a cidade e seus 11,2 milhões de habitantes

Preservação

Espécies

Área verde

As medidas para manter e ampliar a biodiversidade no município página 176

Os principais animais da cidade e os que estão em perigo de extinção página 178

As regiões protegidas que representam 24% do território da capital página 179


biodiversidade

BIODIVERSIDADE

a volta da fauna de são Paulo Espécies de animais nativos da cidade que haviam desaparecido, como o primata mono-carvoeiro e a onça-parda, voltam a ser encontrados na metrópole Versión en español página 239

O

s 11,2 milhões de habitantes de São Paulo dividem diariamente espaço com uma população que nem sempre é fácil de ser observada, mas está integrada ao ambiente urbano. Segundo levantamento da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, 700 espécies de animais e duas mil espécies de plantas habitam a cidade. A biodiversidade que caracteriza a cidade é expressiva. Para efeito de comparação, a maior floresta nativa da Europa, localizada na Rússia e com tamanho cerca de 20 vezes maior que o município de São Paulo, possui em torno de 50 espécies de mamíferos. A cidade tem 83 espécies catalogadas. Entre as maiores metrópoles do mundo, apenas o Rio de Janeiro conta com uma diversidade de flora e fauna maior que a de São Paulo. Nos países de clima temperado não há como comparar. Biodiversidade urbana – O termo biodiversidade ganhou o mundo como a melhor definição da variedade de vida de um determinado local, mas não se restringe a santuários ecológicos e a áreas verdes intocadas. O conceito de diversidade biológica urba-

176

São Paulo OUTLOOK

na leva em conta a multiplicidade original de uma cidade e as adaptações naturais ou forçadas sofridas pelo ambiente durante o processo de urbanização. Um dos principais exemplos são as espécies que foram incorporadas ao ambiente. No caso de São Paulo, a biodiversidade original recebeu acréscimos importantes, sobretudo entre as aves. O caso mais evidente, que ocorre em todo o país, é o dos pardais, aves europeias que tomaram conta de muitas das aglomerações urbanas brasileiras. Antes de iniciar seu processo de urbanização, a área ocupada pela cidade fazia parte de dois dos principais biomas brasileiros: a mata atlântica e o cerrado. As encostas das colinas, onde atualmente se encontra o espigão da Avenida Paulista – principal centro financeiro do país –, eram dominadas por matas de floresta entremeadas por campos de cerrado. Além disso, o território possuía trechos de brejo e terrenos alagadiços em praticamente todas as direções, num raio de pelo menos 50 quilômetros a partir do marco zero. Os charcos dominavam a paisagem em locais ocupados hoje por bairros como Bela Vista e Pacaembu.

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rogerio montenegro/análise editorial

biodiversidade

Restaurante Figueira Rubayat, com a árvore que dá nome ao local: 40% da cidade tem áreas com vegetação natural O planalto era entrecortado por dezenas de riachos e córregos, a maioria hoje canalizada. Havia também, a oeste, uma extensa formação de araucárias, razão pela qual um bairro e um rio da região ganharam o nome que ostentam até hoje: Pinheiros. O encontro dessas variadas formas de vegetação constituía originalmente uma rica biodiversidade de fauna e flora. Os quase 480 anos de urbanização contínua reduziram significativamente essa riqueza, e as ações para preservar a biodiversidade de

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São Paulo estão em seus estágios iniciais: desde 1993 é realizado um inventário para catalogar as espécies que habitam o município. A ampliação de áreas verdes nas regiões centrais e mais populosas ainda caminha lentamente. A meta até 2012 é atingir 50 quilômetros quadrados de parques, cerca de 3,3% da área total do município. Cerca de 80% do que existe na cidade em termos de jardinagem e paisagismo são de espécies não nativas, estimam ambientalistas, o que reduz a diversidade.

Na foto, figueira-debengala que tem cerca de 100 anos e é uma espécie rara no Brasil. Tombada em 1987, a árvore é mantida pelo restaurante desde sua fundação em 2000

São Paulo OUTLOOK

177


biodiversidade

A riqueza de São Paulo – Cerca de 40%

24%

da área da cidade de São Paulo está sob proteção ambiental

espécies de são paulo Versión en español página 241

Saiba um pouco mais sobre algumas das 700 espécies de animais silvestres encontradas no município FOTOS: Fabio colombini

178

do território da cidade de São Paulo mantém áreas com vegetação natural, segundo estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Essas áreas estão concentradas na região norte e no extremo sul do município, onde se encontram as principais áreas de conservação ambiental. As 700 espécies de animais catalogadas no inventário atualizado em 2010 são nativas da cidade. Um dos principais achados deste último levantamento foi o registro da presença do mono-carvoeiro ou muriqui-do-sul, o maior primata das Américas e considerado uma das espécies de primata mais ameaçadas de extinção no mundo. O animal, que foi catalogado pela primeira vez desde o início do inventário de espécies, foi encontrado na região de Parelheiros, extremo sul da cidade. Os pesquisadores identificaram um casal e acreditam que a população possa ser maior, uma vez que a espécie vive em pequenos bandos. Também foram encontradas pegadas da onça-parda na região do Parque Anhanguera, na zona norte. A onça-pintada foi extinta do território paulistano em 1960, quando o último exemplar foi capturado e morto na Serra da Cantareira. As onçaspardas ou suçuaranas sobreviveram, ainda que em número reduzido, por serem menos exigentes em termos de território e alimentação. Especialistas apontam que a presença do felino nas matas que circundam a cidade indica que o grau de preservação e a oferta de alimentos – constituída por outras espécies de mamíferos – estão voltando a ser adequadas à manutenção do animal. Entre as espécies de aves houve também uma melhora, com o retorno de grande nú-

meros de pássaros observados nos últimos anos. O movimento acontece graças ao aumento das árvores frutíferas e da presença de insetos. O aumento do número de pássaros de pequeno porte significa abundância de comida para o carcará, espécie nativa de gavião que também retornou à cidade. Esses predadores têm compensado a pouca vegetação fazendo ponto no topo de edifícios.

Corujinha-do-mato É a coruja mais comum em cidades. Evita o interior de matas densas e é presença comum nos parques e em bairros, como o Campo Limpo

Onça-parda Eleita o animal silvestre símbolo da cidade de São Paulo, é o maior felino do município e o segundo maior do Brasil

Pavão-do-mato Está na lista dos animais brasileiros em extinção e habita áreas amplas de mata. É encontrado principalmente na bacia do rio Guarapiranga

Muriqui ou monocarvoeiro O maior primata das Américas, um adulto chega a medir 1,5 m de altura, e um dos animais mais ameaçados do mundo, está em perigo crítico de extinção

São Paulo OUTLOOK

Sabiá-una Conhecido pelo canto variado, se esconde na copa fechada de árvores altas e dificilmente é visto no chão. Além das áreas verdes, aparece em bairros arborizados  Bugio São conhecidos pelo forte rugido que, em ambiente natural, pode ser ouvido a cinco quilômetros de distância. A espécie marrom-avermelhada é a mais comum na mata atlântica

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biodiversidade

A riqueza de São Paulo – Cerca de 40%

24%

da área da cidade de São Paulo está sob proteção ambiental

espécies de são paulo Versión en español página 241

Saiba um pouco mais sobre algumas das 700 espécies de animais silvestres encontradas no município FOTOS: Fabio colombini

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do território da cidade de São Paulo mantém áreas com vegetação natural, segundo estudo elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Essas áreas estão concentradas na região norte e no extremo sul do município, onde se encontram as principais áreas de conservação ambiental. As 700 espécies de animais catalogadas no inventário atualizado em 2010 são nativas da cidade. Um dos principais achados deste último levantamento foi o registro da presença do mono-carvoeiro ou muriqui-do-sul, o maior primata das Américas e considerado uma das espécies de primata mais ameaçadas de extinção no mundo. O animal, que foi catalogado pela primeira vez desde o início do inventário de espécies, foi encontrado na região de Parelheiros, extremo sul da cidade. Os pesquisadores identificaram um casal e acreditam que a população possa ser maior, uma vez que a espécie vive em pequenos bandos. Também foram encontradas pegadas da onça-parda na região do Parque Anhanguera, na zona norte. A onça-pintada foi extinta do território paulistano em 1960, quando o último exemplar foi capturado e morto na Serra da Cantareira. As onçaspardas ou suçuaranas sobreviveram, ainda que em número reduzido, por serem menos exigentes em termos de território e alimentação. Especialistas apontam que a presença do felino nas matas que circundam a cidade indica que o grau de preservação e a oferta de alimentos – constituída por outras espécies de mamíferos – estão voltando a ser adequadas à manutenção do animal. Entre as espécies de aves houve também uma melhora, com o retorno de grande nú-

meros de pássaros observados nos últimos anos. O movimento acontece graças ao aumento das árvores frutíferas e da presença de insetos. O aumento do número de pássaros de pequeno porte significa abundância de comida para o carcará, espécie nativa de gavião que também retornou à cidade. Esses predadores têm compensado a pouca vegetação fazendo ponto no topo de edifícios.

Corujinha-do-mato É a coruja mais comum em cidades. Evita o interior de matas densas e é presença comum nos parques e em bairros, como o Campo Limpo

Onça-parda Eleita o animal silvestre símbolo da cidade de São Paulo, é o maior felino do município e o segundo maior do Brasil

Pavão-do-mato Está na lista dos animais brasileiros em extinção e habita áreas amplas de mata. É encontrado principalmente na bacia do rio Guarapiranga

Muriqui ou monocarvoeiro O maior primata das Américas, um adulto chega a medir 1,5 m de altura, e um dos animais mais ameaçados do mundo, está em perigo crítico de extinção

São Paulo OUTLOOK

Sabiá-una Conhecido pelo canto variado, se esconde na copa fechada de árvores altas e dificilmente é visto no chão. Além das áreas verdes, aparece em bairros arborizados  Bugio São conhecidos pelo forte rugido que, em ambiente natural, pode ser ouvido a cinco quilômetros de distância. A espécie marrom-avermelhada é a mais comum na mata atlântica

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Bia Parreiras/Abril Imagens

biodiversidade

Parque do Carmo, na zona leste: a meta da cidade é atingir 50 km2 em parques até 2012, ou 3% da área do município

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São Paulo OUTLOOK

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biodiversidade

As quatro unidades representam a preservação de 15 quilômetros quadrados de área verde. Além disso, estão conectadas entre si por um parque-estrada, faixa de 300 metros de largura à beira da pista, que funciona como corredor de fauna e serve para bloquear a ocupação. O extermínio de espécies nativas por concorrência com as exóticas também é uma preocupação. Uma lei municipal de 2010 permite supressão e substituição automática de 12 espécies de plantas exóticas agressivas, cuja proliferação exige ações de controle. Um caso que chama a atenção das autoridades é a existência de uma palmeira oriunda da Austrália na mata da Cidade Universitária. Por ter frutos mais saborosos que os da palmeira nativa juçara, a árvore acabou se dispersando com mais rapidez e ocupando o lugar da planta autóctone. Para contornar o problema, a USP elaborou um programa de substituição da árvore. A cidade também tem investido na recuperação de seu grupo original de animais. A divisão de fauna da Secretaria Municipal

do Verde e do Meio Ambiente possui um centro de reabilitação de animais silvestres que trata espécies apreendidas em ações policiais contra o tráfico ou recolhidas pela população. Em média, ocorrem quatro mil atendimentos por ano. Existe um centro de atendimento no Parque do Ibirapuera e uma nova unidade será aberta no Parque Anhanguera que, em meados de 2011, estava em fase final de construção. A nova estrutura conta com viveiros e espaço para reprodução assistida. Entre os projetos em andamento destaca-se o de reintrodução do bugio, primata nativo de São Paulo que teve sua população drasticamente reduzida. A cidade também precisa lidar com a questão dos animais exóticos que são trazidos do exterior e de outras regiões do país. Muitos acabam abandonados após tentativas infrutíferas de domesticação. Um dos casos mais emblemáticos é o da população de micos da Região Nordeste do Brasil, deixados por moradores em matas e parques. Em alguns casos, os animais se reproduzem descontroladamente por falta de predadores. 0

85

espécies de aves foram catalogadas pela 1ª vez em 2010

cidade tem 52 espécies ameaçadas de extinção

E

ntre as 700 espécies de animais catalogadas, 30 delas estavam ameaçadas de extinção e 22 em situação de quase ameaça no estado de São Paulo, segundo o inventário da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente publicado em 2010. Das 372 espécies de aves, mais de 10% estavam ameaçadas em diferentes graus. As ocupações irregulares nas áreas de proteção aos mananciais são a maior ameaça aos animais, porque, além de provocar a destruição de seu habitat, aumenta a incidência de caça e captura de espécies silvestres que vão para o cativeiro ou são comercializadas no mercado ilegal brasileiro. Apesar de o grupo de animais catalogados em 2010 ter au-

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mentado de maneira relevante em relação ao inventário realizado em 2006, quando havia apenas 433 espécies cadastradas, dentre os novos achados muitos são antigos moradores da cidade que encontraram no processo de aumento da arborização e na redução das agressões ambientais uma oportunidade de voltar para casa. O grupo mais estudado, o das aves, ganhou 85 espécies novas em relação ao levantamento anterior. Além disso, o inventário constatou três novas espécies exóticas, não pertencentes à fauna original. Outra razão que contribuiu para o acréscimo de espécies ao banco de dados é o levantamento de outros grupos animais, como os artrópodes, além da

cooperação com pesquisadores de outras instituições, como o Instituto Butantan e o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde. O inventário de fauna é resultado de pesquisas em 81 áreas dentro do município de São Paulo, incluindo áreas de proteção ambiental, parques e outras regiões verdes significativas. Foram acrescentadas 33 novas áreas de pesquisa em relação ao anterior. O inventário da fauna paulistana é realizado desde 1993, e serve não só para entender o tamanho da população silvestre da metrópole como também para medir o grau de preservação dos ambientes naturais, a recuperação de áreas e as adaptações provocadas pela urbanização.

São Paulo OUTLOOK

181


O panorama da produção e do consumo da energia gerada no Brasil ANUÁRIO

2011

ENERGIA 370 Um retrato detalhado da geração, distribuição e consumo de energia no Brasil

600 450

companhias de energia perfiladas obras outorgadas e em construção usinas de etanol e seus controladores

O anuário ANÁLISE ENERGIA traz o mais completo levantamento sobre o setor energético brasileiro e as empresas que nele atuam, entre geradoras, transmissoras, distribuidoras e comercializadoras de energia elétrica, além de um panorama da cadeia produtiva em todas as outras matrizes, como biodiesel, biomassa, carvão, etanol, petróleo e gás natural.

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ENERGIA NO BRASIL O desafio de escolher o modelo energético

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SãoPaulo Anuario 2011

Outlook

Descubra una

CIUDAD

VERDE www.analise.com

evalúan los negocios y la sostenibilidad urbana en el municipio s de ecc t ió SÃ odo n c O s l ont PA os ien U te e LO xt la O os ve U pu rs TL b ió O lic n O a en K do e 20 s sp 11 en añ ol

y proyectos en ejecución que van a transformar la ciudad de São Paulo

250 paulistanos

ta

económicos y sociales que explican como la metrópoli funciona

71 iniciativas

Es

500 indicadores


ÍNDICE

São Paulo

Outl o ok Descubra una

CIUDAD

VERDE

188 SÃO PAULO EN NÚMEROS Más de 500 indicadores explican la dimensión y la relevancia de la ciudad

192 ESPECIAL C40 SÃO PAULO SUMMIT Los principales proyectos presentados en la reunión de las mayores ciudades del mundo

193 Los primeros pasos

para ser más verde

213 INICIATIVAS SOSTENIBLES

230 EL PERFIL DE LOS VISITANTES

Lo que la ciudad está haciendo para reducir la emisión de contaminantes y mitigar los

214 Tráfico urbano

230 El retrato del turismo

215 Agua tratada

232 Eventos en São Paulo

217 Energía limpia

198 Las acciones que tuvieron

resultados positivos por todo el mundo

218 Residuos reciclables 220 Áreas verdes municipales 222 Emisiones de CO2

202 PROYECTOS PARA CONSTRUIR EL FUTURO Obras y proyectos paulistanos que están contribuyendo para al desarrollo de la ciudad

203 Sistema vial 205 Proyetos urbanísticos 208 Deporte y entretenimiento 209 Educación y salud

222 Política pública 226 LIMPIANDO EL CIELO

La capital paulista tiene materia prima en abundancia de economía creativa

239 BIODIVERSIDAD EN LA SELVA DE PIEDRA

DE LA CIUDAD

224 LA OPINIÓN DE QUIEN VIVE EN SÃO PAULO Investigación con 250 personalidades muestra lo que ellos piensan sobre la ciudad

Conozca las especies de la flora y la fauna que habitan en la séptima mayor ciudad del mundo

web

227 Sostenibilidad en los negocios

220 ENERGÍA QUE VIENE

228 La infraestructura de la capital

DE LOS RESIDUOS

Presentación

190

Expediente

187

Colaboradores

186

Metodología

191

São Paulo OUTLOOK

236 Economía creativa

225 Prácticas sostenibles

211 Planificación

184

Quiénes son y qué hacen los 12 millones de turistas que pasan por la ciudad todos los años

www.analise.com Para ver esta edición online en formato PDF y saber más sobre otras publicaciones de Análise Editorial visite el sitio web www.analise.com

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COLABORADORES

COLABORADORES COLABORADORES

COLABORACIÓN VALIOSA São Paulo Outlook 2011 contó con el apoyo de decenas de especialistas y profesionales. Por su disposición para compartir sus conocimientos, dejamos nuestros sinceros agradecimientos André Vilhena-director ejecutivo de la ONG Cempre, Antonio Carlos Delbin-director técnico de Biogás Ambiental, Bete Saraivaprofesora del Senac-SP y consultora en desarrollo humano, Bruno B. Vio-consultor de negocios sustentables del HSBC, Carlos Kendi Fukuhara-coordinador de la Secretaría Municipal de Relaciones Internacionales, Carlos Lisse-socio y fundador del Consultor de Inversiones, Clare Brennancoordinadora sénior del C40 Cities, Clay Neal-asistente ejecutivo de la Prefectura de Portland, Clover Moore-prefecta de Sídney, Cynthia Bianchi-ingeniera agrónoma de la Secretaría Municipal de Coordinación de las Subprefecturas, Eckart Wurzner-prefecto de Heidelberg, Eduardo Jorge-secretario municipal del Verde y del Medio Ambiente, Fernanda Graeff-directora de planificación de la FanClub, Flávia Moraes-socia y directora de la FCM y consejera curadora de la Virada Sustentable, Flávio Rufino Gazani-presidente de la ABEMC, Frank Jensen-prefecto de Copenhague, Guilherme do Amaral Carneiro- socio gerente de la Meta Ambiental, Helio Neves-jefe de la asesoría técnica de la Secretaría Municipal del Verde y del Medio Ambiente, Heraldo Guiaro-administrador del Parque do Ibiraquera, Herbert Henk Jr.-director técnico de la división de Estudios e Investigaciones de Limpurb, Horacio Lafer Piva-consejero de la Klabin, Jair do Amaral-gestor de

proyectos y de colaboraciones de la Cooperativa Crescer, José Police Neto-presidente de la Cámara Municipal de São Paulo, Leo Malagoli-biólogo y participante del proyecto Além do Concreto, Marco Antonio Ramos de Almeida-superintendente general del Viva o Centro, Marcos Di Napoli Redondodirector ejecutivo de Fator Ambiental, Mario Mantovani-director de políticas públicas de la SOS Mata Atlântica, Marta Suplicysenadora, Maurício Broinzi-coordinador de la secretaría ejecutiva de Nossa São Paulo, Melanie Nutter-directora del departamento de Medio Ambiente de San Francisco, Mette Margrethe Elf-asesora jefe de la Prefectura de Copenhague, Paulo Skaf-presidente de la Fiesp, Rafael Mambretti- fundador de la Carbono Zero Courier, René Ivo-coordinador de la ONG Gaspar Garcia, Ricardo Cardim-ambientalista y creador de la Organización Amigos da Árvore, Roberto Aflalo-socio de la Aflalo e Gasparini, Roberto Laureano-coordinador São Paulo del MNCR, Sabetai Calderoni-presidente del Instituto Brasil Ambiente, Sam Adams-prefecto de Portland, Simon Reddy-director ejecutivo del C40 Cities, Tiago Nascimento Silvagerente de operaciones de Biogás Ambiental, Valdecir Papazissis-director de colecta selectiva de la Prefectura de São Paulo, Volf Steinbaum-secretario ejecutivo del Comité de Cambios del Clima y Economía, Werner Grau-socio de Pinheiro Neto Abogados.

El equipo de São Paulo Outlook contó con refuerzos de profesionales altamente graduados para producir esta edición. Vea a continuación quienes son ellos: Claudio Rossi es fotorreportero y vencedor del Premio Esso de Fotografía del 1991. Pasó por las redacciones de la revista Veja y del periódico O GloDaniel Bueno es artista gráfico. bo Fue premiado en el Salón Internacional de Dibujo para la Prensa de Porto Alegre, en el 2003, y por el anuario de ilusEdutración 3x3 (EUA) en el 2009 ardo Belo es periodista y trabajó en los periódicos Folha de S.Paulo, O Estado Irede S.Paulo e Valor Econômico ne Ruberti es periodista especializada en la cobertura de la administración y planificación de las ciudades. Fue editora de los periódicos Folha de S. Paulo Clayton Jr. y O Estado de S. Paulo es dibujante. Radicado en Londres, publica sus trabajos en revistas alrededor del mundo. Entre ellas están Monocle, Marcio Sekret Firmy y New Yorker Caparica es diseñado, fue editor de arte en la Editora Abril y posee un Masterof Arts en Design Gráfico en el London College of Communication cuando Nelson trabajó en el The Guardian Provazi es dibujante y ya ganó tres premios Abril de Periodismo. Publica sus trabajos en la revista Alfa, en los periódicos Le Monde y Valor Econômico, enFlávio Matangrano, conotre otros cido como Matangra, es dibujante, fotógrafo y profesor de la FAAP. Publica sus trabajos principalmente en el Folha de

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COLABORACIÓN VALIOSA São Paulo Outlook 2011

contó con el apoyo de decenas de especialistas y profesionales. Por su disposición para compartir sus conocimientos, dejamos nuestros sinceros agradecimientos

Referente a la página 6

dico O Globo, Daniel Bueno es artista gráfico. Fue premiado en el Salón Internacional de Dibujo para la Prensa de Porto Alegre, en el 2003, y por el anuario de ilustración 3x3 (EUA) en el 2009, Eduardo Belo es periodista y trabajó en los periódicos Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, Gazeta Mercantil e Valor Econômico, Irene Ruberti es periodista especializada en la cobertura de la administración y planificación de las ciudades. Fue editora de los periódicos Folha de S. Paulo y O Estado de S. Paulo, Clayton Jr. es dibujante. Radicado en Londres, publica sus trabajos en revistas alrededor del mundo. Entre ellas están Monocle, Sekret Firmy y New Yorker, Marcio Caparica es diseñado, fue editor de arte en la Editora Abril y posee un Masterof Arts en Design Gráfico en el London College of Communication cuando trabajó en el The Guardian, Nelson Provazi es dibujante y ya ganó tres premios Abril de Periodismo. Publica sus trabajos en la revista Alfa, en los periódicos Le Monde y Valor Econômico, entre otros, Flávio Matangrano, conocido como Matangra, es dibujante, fotógrafo y profesor de la FAAP. Publica sus trabajos principalmente en el Folha de S. Paulo y en títulos de la Editora Abril.

El equipo de São Paulo Outlook contó con refuerzos de profesionales altamente graduados para producir esta edición. Vea a continuación quienes son ellos:

Abram Szajman-presidente de la Fecomércio, Adrian Von Treuenfels-director de relaciones institucionales de Boehringer, Alberto Araújodirector presidente de la Red Bull para América Latina, Aldo Batista-director presidente de E2solar, Ale Youssef-socio y director artístico del Studio SP, Alessandro Calloni-tesorero de ABB, Alex Weiss-economista del IEDI, Alexan-

Claudio Rossi es fotorreportero y vencedor del Premio Esso de Fotografía del 1991. Pasó por las redacciones de la revista Veja y del perió-

LA CONTRIBUCIÓN DE LOS PAULISTANOS La encuesta de opinión conducida por el equipo de SÃO PAULO OUTLOOK contó con la contribución de 250 profesionales y personalidades paulistanas. Por su disposición, nuestros sinceros agradecimientos Referente a la página 8

≠divulgación

André Vilhena-director ejecutivo de la ONG Cempre, Antonio Carlos Delbin-director técnico de Biogás Ambiental, Bete Saraiva-profesora del Senac-SP y consultora en desarrollo humano, Bruno B. Vio-consultor de negocios sustentables del HSBC, Carlos Kendi Fukuhara-coordinador de la Secretaría Municipal de Relaciones Internacionales, Carlos Lisse-socio y fundador del Consultor de Inversiones, Clare Brennan-coordinadora sénior del C40 Cities, Clay Neal-asistente ejecutivo de la Prefectura de Portland, Clover Moore-prefecta de Sídney, Cynthia Bianchi-ingeniera agrónoma de la Secretaría Municipal de Coordinación de las Subprefecturas, Eckart Wurzner-prefecto de Heidelberg, Eduardo Jorge-secretario municipal del Verde y del Medio Ambiente, Fernanda Graeff-directora de planificación de la FanClub, Flávia Moraes-socia y directora de la FCM y consejera curadora de la Virada Sustentable, Flávio Rufino Gazani-presidente de la ABEMC, Frank Jensen-prefecto de Copen-

hague, Guilherme do Amaral Carneiro- socio gerente de la Meta Ambiental, Helio Neves-jefe de la asesoría técnica de la Secretaría Municipal del Verde y del Medio Ambiente, Heraldo Guiaro-administrador del Parque do Ibiraquera, Herbert Henk Jr.-director técnico de la división de Estudios e Investigaciones de Limpurb, Horacio Lafer Piva-consejero de la Klabin, Jair do Amaral-gestor de proyectos y de colaboraciones de la Cooperativa Crescer, José Police Neto-presidente de la Cámara Municipal de São Paulo, Leo Malagoli-biólogo y participante del proyecto Além do Concreto, Marco Antonio Ramos de Almeida-superintendente general del Viva o Centro, Marcos Di Napoli Redondo-director ejecutivo de Fator Ambiental, Mario Mantovani-director de políticas públicas de la SOS Mata Atlântica, Marta Suplicy-senadora, Maurício Broinzi-coordinador de la secretaría ejecutiva de Nossa São Paulo, Melanie Nutter-directora del departamento de Medio Ambiente de San Francisco, Mette Margrethe Elf-asesora jefe de la Prefectura de Copenhague, Paulo Skaf-presidente de la Fiesp, Rafael Mambretti- fundador de la Carbono Zero Courier, René Ivo-coordinador de la ONG Gaspar Garcia, Ricardo Cardim-ambientalista y creador de la Organización Amigos da Árvore, Roberto Aflalo-socio de la Aflalo e Gasparini, Roberto Laureano-coordinador São Paulo del MNCR, Sabetai Calderoni-presidente del Instituto Brasil Ambiente, Sam Adamsprefecto de Portland, Simon Reddy-director ejecutivo del C40 Cities, Tiago Nascimento Silva-gerente de operaciones de Biogás Ambiental, Valdecir Papazissis-director de colecta selectiva de la Prefectura de São Paulo, Volf Steinbaum-secretario ejecutivo del Comité de Cambios del Clima y Economía, Werner Grausocio de Pinheiro Neto Abogados.

Annie Morrissey - presidente de la SPCVB y vicepresidente de ventas y marketing de Atlantica Hotels, Oscar Vilhena Vieira - director de la Escuela de Derecho de la FGV SP, Carlos Jereissati - CEO del Grupo Iguatemi, Maria Helena Pires Martins - coordinadora de la escula del Masp, Gustavo Loyola - socio director de Tendências Consultoría

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Colaboradores

dre Bertoldi-socio presidente de Pinheiro Neto Abogados, Alexandre Bertoli Guanabara-director de operaciones de Albéa, Alexandre Borges-socio director de Mãe Terra, Alexandre Borin-CEO e socio de Prestus, Alexandre Miranda-director financiero de Acument, Alfésio Ferreira Braga-investigador del Laboratorio de Polución Atmosférica Experimental de la Facultad de Medicina de la USP, Alfredo de Goeye Jr.-presidente de Sertrading, Ana Paula Magaldi-paisajista, André Fischer-director de Mix Brasil, André Luiz de Oliveira-director administrativo del Corinthians, Andréa Galasso-socia y directora general del Banco de Eventos, Annie Morrissey-presidente de la SPCVB y vicepresidente de ventas y marketing de Atlantica Hotels, Antoninho Marmo Trevisan- director presidente de la Trevisan Escuela de Negocios, Antonio Carlos Forte-superintendente de la Santa Casa de São Paulo, Antônio Corrêa Meyer-socio do Machado, Meyer, Sendacz y Opice Abogados, Antônio Emílio Clemente Fugazza-director financiero y de relaciones con inversores de Eztec, Antonio Kandir-socio de GG Investimentos, Antônio Kelson Elias Filho-director presidente de Contern, António Manuel Barreto Pita de Abreu-director presidente de EDP, Antonio Marcos Perna Zanardo-director internacional de compras de Cummins, Antonio Pargana-presidente de Cisa Trading, Antonio Vico Mañas-vicerrector de la PUC-SP, Arnaldo Tirone-presidente del Palmeiras, Baixo Ribeiro-director de la Galerita Choque Cultural, Bernardo Machado Pirescoordinador ambiental de Abiove, Bolívar Lamounier-socio director de Augurium, Bruno Vaz-director de marketing de Tokio Marine, Candido Leonelli-director ejecutivo del Bradesco, Carlos Clur-director presidente de Azul Play, Carlos Eduardo Garrocho de Almeidadirector de asuntos corporativos de Holcim, Carlos Fernando Siqueira Castro Advogados-socio presidente del Siqueira Castro, Carlos Jereissati-CEO del Grupo Iguatemi, Carlos Jorge Motta Brandão-director general legal y de recursos humanos de Cegelec, Carlos José Santos da Silva-director de comunicación y relaciones de Machado, Meyer, Sendacz y Opice Abogados, Carlos Pulici-director de TI de Simpress, Carlos Villa-presidente de Solví, Celso Cruz-director de supply chain de McDonald’s, Chieko Aoki-presidente de Blue Tree Hotels, Christian Lohbauer-presidente ejecutivo de CitrusBR, Christiane Barbara Odoki-coordinadora de marketing de Granol, Claudia Farkouh Prado-socia administrativa de Trench, Rossi y Watanabe Abogados, Claudio Luiz Lottenberg presidente del Hospital Albert Einstein, Claudio Roberto Ely-director general y de relaciones con de Drogasil, Daniel Gonzalez- vicepresidente financiero y operativo de ACE Seguradora, Danilo Santos de Miranda-director regional del Sesc SP, Décio Roveda Jr.-socio director del FEMME, Denise www.analise.com

Barretto-arquitecta, Dennis Giacometti presidente de Giacometti Comunicação, Diógenes Del Bel-director presidente de Abetre, Dominik Maurer-presidente de T-Systems, Édis Milarésocio gerente de Milaré Abogados, Eduardo Banzato-presidente del Instituto Imam, Eduardo de Almeida Carneiro-presidente voluntario de la AACD, Eduardo Fischer-presidente del Grupo Totalcom, Eduardo José Bernini-socio director de Tempo Giusto, Eduardo Machado Barella-CEO de Progen, Eduardo Pocetti-socio de KPMG, Eduardo Srur-artista plástico, Eliana Yang-gerente general de la Cámara Brasil-China, Eliane Franco Figueiredo-presidente del Projeto RH, Elias Rogério da Silvapresidente de NCR, Élio Martins-presidente de Eternit, Elionor Farah Jreige Weffort-profesora e investigadora de la Fecap, Emílio Loures-director de asuntos corporativos de Intel, Eugênio Bucci-profesor de la USP, Euzébio da Silva Bomfim-director de seguridad social de la Fundación Cesp, Fabio Arruda Mortarapresidente de Abigraf Nacional, Fabio Luis De Paoli-director de TI y customer service de DHL, Fabio Ravaglia-presidente del Instituto Ortopedia & Salud, Federico Botto- vicepresidente ejecutivo de Ecorodovias, Fernando Antonio Cavanha Gaia-socio de Gaia, Silva, Gaede Abogados, Fernando Figueiredo-presidente ejecutivo de Abiquim, Fernando Mazzarolopresidente de Wmc- Cann, Fernando SantosReis-presidente de Foz do Brasil, Francisco Caiuby Vidigal Filho-vicepresidente de Marítima Seguros, Francisco Carvalho-presidente de Burson-Marsteller, Galo Carlos Lopez Noriega-gerente in company de Trevisan Escuela de Negocios, Geraldo Monteiro-director ejecutivo de Abradilan, Gilberto Farias-director general Cone Sul de Kodak, Gilberto Poleto-vicepresidente de Abimaq y de Abiepan, Gonzalo Vecina Neto-superintendente corporativo del Hospital Sírio-Libanês, Gustavo Loyola-socio director de Tendências Consultoría, Guto Lacaz-artista plástico, Comte. Hamilton Alves da Rocha-piloto de helicóptero y reportero aéreo de la Rede Record, Hélio Kinoshita-presidente de MetLife, Henri A. Slezynger-presidente de Unigel, Henrique Casciato-director comercial de SBT, Hervé Péneau-director general de Dalkia, Horácio Lafer Piva-miembro del consejo de administración de Klabin, Hugo Marques da Rosa-presidente y socio de Método, Hyung Mo Sung-vicepresidente de Mitsui Sumitomo Seguros, Jacques MarcovitchExrector y profesor de la USP, Jaques Lewkowicz-presidente de Lew’Lara/TBWA, Jarbas Antonio de Biagi-presidente del Banesprev, João Carlos CastilhoGarcia-presidente de Anefac, João Carlos de Oliveira-presidente de GS1, João Carlos Martins-maestro, João Edson Gravata- director de operaciones del Grupo Pão de Açúcar, João Mauro Boschiero-director de GPI, João Nogueira Batista-presidente de Reciclar, João Paulo Conrado-gerente de

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Consejo editorial Eduardo Oinegue, Silvana Quaglio and Alexandre Secco

Directora-presidente Silvana Quaglio

Director de contenido Alexandre Secco

Director comercial Alexandre Raciskas Calle Major Quedinho, 111, 16° piso CEP 01050-904, São Paulo-SP Tel. (55 11) 3201-2300 Fax (55 11) 3201-2310 contato@analisecom

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São Paulo Outlook PUBLISHER Silvana Quaglio EDITOR Alexandre Secco Editor ejecutivo: Gabriel Attuy Gerente de investigación y distribución: Ligia Donatelli Coordinadoras de contenido: Giselle Godoi, Irene Ruberti, Paula Quintas, Vivian Stychnicki Coordinadora de investigación: Valquíria Oliveira Coordinadora de distribución: Juliane Almeida Coordinador de arte: Cesar Habert Paciornik Equipo de contenido: Aline Fraga, Bruna Abjon, Carlos Larios Equipo de investigación: Abrahão de Oliveira, Alberto Barbosa, Beatriz França, Camila Casassa, Daniel Mendes, Ellen Lopes, Giulia Listo, Guilherme Cimatti, Jessica Marins, Leonardo Azzali, Lucas Boscariolli, Mara Speri, Naiara Teles, Patrícia Silva, Paulo de Andrade, Sumaya Oliveira, Taiane Silva, Yasmin Gomes Designers: Gustavo Moura, Régis Schwert Coordinador de TI: Cristiano Carlos da Silva Equipo de TI: Felipe Cavaliere, Jaelson Apolinário Colaboradores: Alex Argozino, Cláudio Gatti, Guilherme Gomes, Henrique Morais, Rogério Montenegro, Tatiana Petit Revisão: Mary Ferrarini, Vera Fedschenko Traducción: Sogl Traducciones Publicidad/gerentes de negocios: Alessandra Soares e Márcia Pires Asistente: Felipe Ricelle Atendimiento y apoyo administrativo: Fábio Lopes, Giseli Monteiro São Paulo Outlook 2011 es una publicación independiente desarrollada por Análise Editorial con apoyo de la Prefectura de São Paulo y SPTuris

ISSN 1808-9240 Copies issued 15. 000 Audited by

Impresión: IBEP Gráfica

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colaboradores

tesorería del Grupo Comolatti, João Paulo de Jesus Lopes-vicepresidente de fútbol del São Paulo, João Rodarte-presidente de CDN, Joaquim Antonio de Medeiros-director general del Grupo Saúde Bandeirantes, Jorge da Cunha Lima-vicepresidente del consejo curador de la Fundación Padre Anchieta, Jorge Luiz de Campos-director comercial del SBA, Jorge Michel Lepeltier-socio propietario de Solução, José Antonio Sorge-director vicepresidente de gestión de energía de la Rede Energia, José Augusto Amaro Capela- artista plástico y fotógrafo, José da Silva Guedes-presidente de la Fundación Butantan, José Della Volpe-director presidente da Della Volpe Transportes, José Edgard da Cunha Bueno Filho-socio da JBM Abogados, José Ferraz Ferreira Filho-miembro del consejo administrativo y fiscal y director de Arte Despertar, José Luis Freire-socio fundador de TozziniFreire Abogados, José Roberto Kassai-profesor de la Fipecafi, José Roberto Müssnich-director general del Atacadão, José Salvador Faro-profesor de la Universidad Metodista y de la PUC-SP, José Tolovi Jr.-global CEO de Great Place to Work, Josué Christiano Gomes da Silva-presidente de Coteminas, Juan Quirós-presidente del Grupo Advento, Julio Galvão de Araujo Jr.-director presidente de Enerpeixe, Julio Ribeiro-presidente de Talent, Julio Serson-vicepresidente de ABIHSP, Laurentino Gomes-escritor, Lauro Megale Neto-presidente de Atlas Transportes, Leandro Radomile-director comercial de Audi, Leandro Silveira Pereira-vice director de mercado de FGV Proyectos, Lilian Tedesco-arquitecta de la Tedesco y Cossu Arquitectura, Lourdes Magalhães-presidente de Primavera Editorial, Luciano Deos-presidente de GAD’Branding & Design y de Abedesign, Luís Augusto Ildefonso da Silva-director de relaciones institucionales de Alshop, Luís César Verdi-presidente de SAP, Luis Manglano-gerente de marketing corporativo de Gomes da Costa, Luis Natel-consejero de Intermédica, Luiz Fernando do Amaral-gerente de sustentabilidad de Unica, Luiz Fernando Laranja-director ejecutivo de Ouro Verde Amazônia, Luiz Fernando Telles Rudgedirector presidente de Promon, Luiz Gonzaga Bertelli-presidente ejecutivo de CIEE, Luiz Gylvan Meira Filho- socio de Geoconsult, Luiz Marcatti-socio de Mesa Corporate Governance, Luiz Renato Horta Siqueira-director de Asbea, Luiza Nizoli-directora ejecutiva de Apdata, Maílson da Nóbrega-socio director de Tendências Consultoria, Manoel Horácio Francisco da Silva-presidente do Banco Fator, Marcel Mendes-vicerrector del Instituto Presbiteriano Mackenzie, Marcelo Colonno-international affairs de BRBiotec, Marcelo Faria Scarabotolo-director de operaciones de São Carlos Empreendimentos, Marcelo Fioranellidirector general de Air Liquide, Marcelo Lacerda-presidente de Lanxess, Marcelo Mendonça-director de asuntos corporativos de la

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SÃO PAULO EN NÚMEROS

1

POBLACIÓN

11 mi Población flotante 11,2 mi Población residente 5,3 mi (47%) Hombres 5,9 mi (53%) Mujeres 0,75 Crecimiento poblacional al año (2000/2010) 15,6/mil hab. Tasa de natalidad 6,1/mil hab. Tasa de mortalidad 75 años Esperanza de vida (datos del 2010 referentes al 2009) 0,841 IDH 0,45 Coeficiente de Gini

6% de la población de Brasil

2 SÃO PAULO ENTRE LAS DIEZ MAYORES CIUDADES

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 3

Igual a la población de Grecia Mayor colonia japonesa, española y portuguesa fuera de sus respectivos países

1,5 mi de personas transitan todos los días por la avenida Paulista

4

Ciudad País Población Shanghái China 13,8 mi Estambul Turquía 13,1 mi Karachi Paquistán 13 mi Nueva Delhi Índia 12,6 mi Mumbai India 12,5 mi Moscú Rusia 11,5 mi São Paulo Brasil 11,2 mi Seúl Corea del Sur 10,5 mi Pequín China 10,1 mi Yakarta Indonesia 9,6 mi

PIRÁMIDE DE EDADES DE SÃO PAULO Hombres

Edad

Mujeres

100 ou más 95 a 99 90 a 94 85 a 89 80 a 84 75 a 79 70 a 74 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 1a4 Menos de 1

CUÁNTO CUESTA

R$ 24 mil Coche más barato R$ 80/día Alquiler de coche (coche compacto) R$ 750/hora Alquiler de limosina US$ 146 Estacionamiento mensual US$ 13 Estacionamiento por tiempo R$ 90 Taxi aeropuerto hasta el centro R$ 3,00 Pasaje de ómnibus R$ 2,90 Pasaje de metro R$ 1.600 Motorista (promedio mensual) R$ 1.500 Cocinero (promedio mensual)) R$ 1.300 Niñera (promedio mensual)) Empleada doméstica (promedio mensual) R$ 750 R$ 3,20 Café en Starbucks R$ 2,34 Coca-Cola 500 ml R$ 6 Big Mac R$ 18 Entrada para el cine R$ 30/mes Internet banda ancha 1MB R$ 2 mil iPhone 4 R$ 3 mil Traje Ermenegildo Zegna R$ 140 Show do Paul McCartney R$ 1.000 Mensualidad escolar (promedio en Morumbi, Mooca, Tatuapé)

600 500 400 300 200 100 0

100 200 300 400 500 600

Presupuesto municipal en el

R$ 27,9 bi

Area

1.500 km

2

Huso horario GMT

–3 horas

SÃO PAULO

Inversiones públicas

R$ 2,4 bi Densidad demográfica

7,4 mil hab./km

TAM, Marcelo Sommer-estilista, Márcia Cavallari Nunes-directora ejecutiva de Ibope Inteligencia, Marco Antônio Ramos de Almeida-superintendente general de la Asociación Viva o Centro, Marco Antônio Silva Stefaninifundador y presidente de Stefanini IT, Marco Martins Poli-director administrativo de Abilux, Marco Vitiello-director presidente de Nexans, Marcos A. Monteiro-director presidente de Imprensa Oficial, Marcos Cesar Fracaro-director financiero del Chrysler Group, Marcos de Oliveira-presidente de Ford Brasil y Mercosul, Marcos Morita-profesor asociado del Instituto Presbiteriano Mackenzie y de la FGV, Marcos Rodrigues Penido-secretario adjunto de la CDHU, Marcos Scaldelai-director de marketing, investigación y desarrollo de Bombril,

2

Recaudación anual

R$ 30 bi

Marcus Vinícius Capobianco dos Santos-gerente de la unidad São Paulo de Décio Freire, Maria Cecília Rossi-socia directora de Interlink, Maria Cristina Cescon-socia de Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Abogados, Maria Helena Pires Martins-coordinadora de la escula del Masp, Maria José Orione-gerente de marketing para América del Sur de Tavex, Mario Antonio Carneiro Cilento-presidente de Carbocloro, Mário César Mantovani-director de políticas públicas de la Fundación SOS Mata Atlântica, Mário Gimenes-socio director de Interbanc, Maristela Mafei-socia presidente del Grupo Máquina, Max B.O.-rapero y presentador del programa Manos e Minas,Miguel Alvarez-CEO de Owens-Illinois, MiguelEthel Sobrinho- director de Participa, Milton Moraes www.analise.com


colaboradores

7

5

ECONOMÍA

8,7%

R$ 357 bi (US$ 195 bi) PIB (en el 2008) R$ 230 bi Servicios (en el 2008) R$ 63 bi Industria (en el 2008) R$ 64 bi Comercio (en el 2008) R$ 19 mi Agricultura (en el 2008) 6,9% Variación anual (2009/2010) R$ 28,6 mil PIB per cápita Ingreso familiar (promedio en el 2010) R$ 2,2 mil Salario del trabajador (promedio en el) R$ 1,4 mil R$ 560 Salario mínimo 1 mi Empresas 115 mil Nuevas empresas (en el 2010) US$ 3,6 bi Exportaciones (en el 2010) US$ 14,1 bi Importaciones (en el 2010)

Igual

del PIB de Brasil

21

a las exportaciones de la República Dominicana

30

personas con más de mil millones, la 6ª ciudad del mundo

6

Igual

al PIB de las Filipinas

mil millonarios, el 60% de todo Brasil

DISTRIBUICIÓN DE INGRESOS

Salario mínimo Hasta 1 De 1 a 2 De 2 a 3 De 3 a 5 De 5 a 10 De 10 a 20 Más de 20

Población 11% 19% 17% 23% 18% 9% 3%

3ª mayor bolsa en valor de mercado

PEA

Servicios Industria Comercio Otros Motoboys Abogados Contadores Médicos Recicladores Parqueadores Arquitectos Electores

9,4 mi 4,9 mi (52%) 1,7 mi (18%) 1,5 mi (16%) 1,3 mi (14%) 300 mil 224 mil 141 mil 50 mil 20 mil 15 mil 10 mil 8,5 mi

8

SÃO PAULO ENTRE LAS DIEZ CIUDADES MÁS RICAS

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Ciudad Tokio Nueva York Los Ángeles Chicago Londres Paris Osaka Ciudad de México Filadelfia São Paulo

País PIB (US$ mil millones)(1) 1.479 Japón 1.406 Estados Unidos 792 Estados Unidos 574 Estados Unidos 565 Inglaterra 564 Francia 417 Japón 390 México 388 Estados Unidos 388 Brasil

(1) Estimados por PricewaterhouseCoopers para las regiones metropolitanas en el 2008

Cámara Municipal en el 2010

Número de concejales

55

Proyectos de ley presentados

578

Leyes que entraron en vigor

266

Presupuesto de la cámara

R$ 360 mi

Silveira Jr.-director ejecutivo de Atotech, Mohamad Akl-presidente de Central Nacional Unimed, Moise Politi-director presidente de Brazilian Finance & Real Estate, Nemércio Nogueira-director ejecutivo del Instituto Vladimir Herzog, Nestor de Castro Neto-presidente en América del Sur de Voith Paper, Octávio Neto-director general del Grupo Radar, Oscar Vilhena Vieira-director de la Escuela de Derecho de la FGV SP, Oswaldo Leite de Moraes Filho-socio de Demarest & Almeida Abogados, Pablo Kipersmit-presidente de Consist, Paulo Al-Assal-presidente de Voltage, Paulo Andreoli-CEO de Andreoli MSL, Paulo Arthur Lencioni Góes-director ejecutivo de la Fundación Procon SP, Paulo Cesar Antune Salles-socio director de Aggrego, Paulo Falcão-director de www.analise.com

5 Regiones 31 Subprefecturas 96 Distritos 58 Zonas Electorales

BCD Travel, Paulo Guida-director comercial de GPI, Paulo Mindlin-director de responsabilidad social y director del Instituto Walmart, Paulo Ricardo Baqueiro de Melo-director regional Centro- Sul de Odebrecht Realizaciones Inmobiliarias, Paulo Roberto Mergulhão-presidente del Pró-Saúde, Paulo Secches-presidente de la Officina Sophia, Pedro Donda-presidente del Grupo STP, Percival Caropresopresidente del Setor 2 ½ , Peterson Barroso Pais-gerente de marketing de Accesstage, Philippe Delleur- presidente de la Alstom, Rebeca Lerer-directora de contenido de Matilha Cultural, Regis Carvalho-socio fundador de Life Capital, Reinaldo Rubbi-director presidente de Elekeiroz, Renato Massara-director comercial y de marketing de Wheaton, Renato Oliva- pre-

sidente de ABBC, Renato Vale-presidente del Grupo CCR, Ricardo Camargo-director ejecutivo de ABF, Ricardo Humberto Moschetti-gerente regional São Paulo de ABCP, Ricardo Loureiro-presidente de Serasa Experian, Ricardo Magalhães Simonsen- socio director de Mineral Ingeniería, Ricardo Max Jacob-presidente de Mueller, Roberto Barroso-presidente del Grupo BB Mapfre, Roberto Carlos Latinidirector general da Latini & Asociados, Roberto Duailibi- socio director de DPZ, Roberto Marinho Filho-CEO de TCI BPO, Roberto Muylaert- presidente de Aner, Roberto Spagnuolo-gerente de medio ambiente salud y seguridad de Alcatel-Lucent, Rogério Thamer-director de planificación y recursos humanos de Gocil, Rose Andrade-coordinadora del cuaderno +B Inspiração Brasil de Abest, Rubens de Almeida-director de integración de iG, Rui Porto-consultor de comunicación y medios de prensa de Alpargatas, Samoel Vieira de Souzapresidente de Abrava, Samuel Jorge Esteves Cester-director de Ourinvest, Sergio Amorosopresidente del Grupo Orsa, Sérgio Antonio Reze-presidente de los consejos deliberativos y director de Fenabrave, Sergio Correa-gerente sénior de la Credicard, Sérgio Milano Benclowicz-director de Franchising Ventures, Sérgio Valente-presidente de DM9DDB, Sergio Zappa-director general de Finantia, Sidney Matos-director general de JCB, Silvio Genesini-director presidente del Grupo Estado, Stella Kochen Susskind-presidente de Shopper Experience, Sven Harald Antonsson- presidente de Scania, Tânia Cosentino-country president de Schneider Electric Brasil, Thomas Batt-CEO de RSA Seguros, Valdemar Fischer-presidente de Nufarm, Valêncio Garcia-vicepresidente comercial de Neo- Grid, Vânia Weber-directora administrativa y de recursos humanos de la Editora Globo, Victorio de Marchi-co-presidente del consejo de administración de la Ambev, Walter Gebara-director presidente de Brasilwagen, Walter Gomes de Freitas-superintendente de operaciones de EcoUrbis, Wellington Nogueira Santos Jr.-fundador de Doctores de la Alegría, Werner Grau Neto-socio de Pinheiro Neto Abogados, Wilson Abadio de Oliveiradirector regional de São Paulo de los Correos, Wolfgang Bader-director ejecutivo del GoetheInstitut São Paulo, Yara Silvia de Araújo Gonçalves- directora de REM.  0

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presentación

PRESENTACIÓN

LOS GRANDES PROYECTOS, IDEAS E INICIATIVAS... Pocas ciudades en el mundo tienen problemas del tamaño de los enfrentados por São Paulo, pero también pocas tienen las condiciones para encontrar las soluciones

L

a capa de esta edición de SÃO PAULO OUTLOOK convida al lector a descubrir una cuidad verde. Para quien conoce y vive en la metrópoli la invitación puede parecer un poco extraña. São Paulo es gris. Gran parte de sus barrios están repletos de edificios, avenidas, coches y concreto. Es verdad. Pero para entender el concepto de una ciudad verde y vislumbrar la aplicación real de las prácticas de sustentabilidad en un centro urbano con 11 millones de habitantes es necesario adicionar a la

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PRESENTACIÓN

LOS GRANDES PROYECTOS, IDEAS E INICIATIVAS... Pocas ciudades en el mundo tienen problemas del tamaño de los enfrentados por São Paulo, pero también pocas tienen las condiciones para encontrar las soluciones Referente a la página 10

L

a capa de esta edición de SÃO PAULO OUTLOOK convida al lector a descubrir una cuidad verde. Para quien conoce y vive en la metrópoli la invitación puede parecer un poco extraña. São Paulo es gris. Gran parte de sus barrios están repletos de edificios, avenidas, coches y concreto. Es verdad. Pero para entender el concepto de una ciudad verde y vislumbrar la aplicación real de las prác-

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ticas de sustentabilidad en un centro urbano con 11 millones de habitantes es necesario adicionar a la ecuación más que parques y vegetación. El verde de la metrópoli también está en los laboratorios de investigación científica, en la flota de autobuses, en la legislación y la planificación urbana. La ciudad de São Paulo es el escenario de algunos de los experimentos más relevantes en la búsqueda por la reducción de las emisiones de los gases que causan cambios climáticos. El ex presidente americano Bill Clinton afirmó en la apertura del C40 São Paulo Summit, en julio de 2011 (lea más en la página 192), que si las mayores ciudades del mundo desactivaran sus vertederos y colectasen los gases producidos por los residuos podríamos dar 20 años más a la próxima generación para lidiar con los efectos del cambio climático en el planeta.

ecuación más que parques y vegetación. El verde de la metrópoli también está en los laboratorios de investigación científica, en la flota de autobuses, en la legislación y la planificación urbana. La ciudad de São Paulo es el escenario de algunos de los experimentos más relevantes en la búsqueda por la reducción de las emisiones de los gases que causan cambios climáticos. El ex presidente americano Bill Clinton afirmó en la apertura del C40 São Paulo Summit, en julio de 2011 (lea más en la página 27), que si las mayores ciudades del mundo desactivaran sus vertederos y colectasen los gases producidos por los residuos podríamos dar 20 años más a la próxima genera-

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...PARA ENFRENTAR GRANDES DESAFÍOS

É

l se refería al gas metano, generado naturalmente en el proceso de descomposición de los residuos orgánicos, y cerca de 21 veces más dañino para el medio ambiente que el carbono. São Paulo es una de las ciudades pioneras en esta iniciativa y cuenta con dos plantas en operaciones que capturan el gas y generan energía eléctrica en los antiguos vertederos de Bandeirantes y São João. Es importante recordar que São Paulo es la séptima mayor ciudad del mundo. Gran parte de las iniciativas implantadas en la metrópoli, para ser efectivas, necesitan estar a la altura. Por eso, el municipio opera la mayor central de inspección vehicular del planeta, en Tatuapé, Zona Este de la ciudad, que tiene capacidad para inspeccionar casi 5 mil coches todos los días. Participa del proyecto para implantar el mayor parque lineal del planeta con 75 quilómetros de extensión a lo largo del rio Tietê. Y cuenta con un batallón de cerca de 35 mil personas que, todos los días, se encargan de recoger y distribuir las casi 20 mil toneladas de residuos producidas diariamente por la ciudad. www.analise.com


metodología

São Paulo (Cetesb), Compañía de Saneamiento Básico del Estado de São Paulo (Sabesp), Compañía del Metropolitano de São Paulo (Metro), Compañía Paulista de Trenes Metropolitanos (CPTM), Fundación Sistema Estatal de Análisis de Datos (Seade), además de las secretarias estatales.

Federales, autarquías y empresas estatales:

Agencia Nacional de Energía Eléctrica (Aneel), Agencia Nacional de Telecomunicaciones (Anatel), Banco Central (BC), Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social (BNDES), Empresa Brasileña de Infraestructura Aeroportuaria (Infraero), Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE), además de los ministerios.

Metrópolis en otros países: En relación a los datos presentados en esta edición que hacen comparaciones entre ciudades de diferentes países es importante resaltar que gran parte de las fuentes de información no hacen distinción entre municipios y regiones metropolitanas o aglomeraciones urbanas. Eso ocurre porque el concepto de región metropolitana no está estandarizado, pudiendo indicar situaciones diferentes dependiendo del país. Las informaciones presentadas se refieren al único dato disponible o al recorte que más se asemeja a los otros desde el punto de vista metodológico. Ese criterio es el utilizado por informes de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), y sus órganos relacionados, y de la consultoría PricewaterhouseCoopers, las principales fuentes de información para los datos que comparan ciudades de esta edición. También fueron consultados la Organización

Mundial de la Salud (OMS), Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (OCDE), el Banco Mundial y el Internacional Congress & Convention Association (ICCA). Estudios, informes y profesionales de instituciones de enseñanza también fueron consultados, principalmente de la Fundación Getúlio Vargas (FGV), Universidad de São Paulo (USP) y del Instituto de Investigación Económica Aplicada (Ipea). Además de las asociaciones Viva y Centro y Movimiento Nossa São Paulo.

Encuesta de opinión – La encuesta de

opinión cuyos resultados son presentados en la sección “La ciudad según los paulistas” (página 224) fue realizada con 250 personas entre los principales empresarios, emprendedores y personalidades que viven en São Paulo. Los entrevistados fueron contactados por el equipo de Análisis Editorial entre el 12 de mayo y el 3 de junio de 2011 y respondieron a un cuestionario por teléfono. Los nombres de todas las fuentes entrevistadas en la encuesta pueden ser consultados en la página 186.

C40 São Paulo Summit – La publicación

SÃO PAULO OUTLOOK - DESCUBRIENDO UNA CIUDAD VERDE cuenta con una sección especial que trata del evento C40 São Paulo Summit, que tuvo lugar en la ciudad entre el 31 de mayo y el 3 de junio de 2011. En esta sección están destacados los principales proyectos presentados por ciudades que forman parte de la red C40 Cities Climate Leadership Group y las iniciativas presentadas por São Paulo. 0 Guilherme LARA CAMPOS/FOLHAPRESS

Toda la flota de ómnibus municipales ya utiliza cierta cantidad de combustibles renovables. Más de mil vehículos son movidos a B20, una mezcla de gasóleo que contiene 20% de biodiesel. Los 13,5 mil restantes utilizan una mezcla de 5% de biocombustible. Ya están siendo probados autobuses que usan etanol, biodiesel de caña de azúcar e hidrógeno, además de los vehículos eléctricos. La meta es que la totalidad de la flota municipal de autobuses esté rodando con combustibles renovables y más limpios para el 2018. Esa meta está establecida por ley. La Ley Municipal de Cambios Climáticos, aprobada en 2009, también determina la meta de reducción de 30% de las emisiones de gases de efecto invernadero en la ciudad hasta el 2012, basado en el inventario de 2005. En aquel año, São Paulo emitió casi 16 millones de toneladas de carbono equivalente. En el mismo año la ciudad de Nueva York, que tiene un poco más de 8 millones de habitantes, emitió 58 millones de toneladas de carbono equivalente, casi cuatro veces más. La metrópoli americana tiene un plan para reducir sus emisiones en un 30% hasta el año de 2030. Para alcanzar ese resultado tendrá que cortar el equivalente a una ciudad entera de São Paulo hasta allá. En las páginas de esta edición queremos presentar las iniciativas, los proyectos, las leyes, las inversiones, los profesionales y las opiniones de los paulistanos que ven en la ciudad las soluciones para un futuro más sustentable, y no sólo sus problemas. Por tanto, invitamos al lector, una vez más, a pasar la página y descubrir por qué – aún con todo el gris – la ciudad de São Paulo es verde y lo que se está haciendo y planificando para que lo sea aún más.

METODOLOGÍA

Criterios adoptados Fuentes de información – Las fuentes

utilizadas para los datos referentes al Producto Interno Bruto (PIB), población, servicios públicos y otras informaciones relacionadas a indicadores oficiales del municipio, región metropolitana, estado de São Paulo y Brasil fueron recogidas junto a órganos oficiales vinculados a las respectivas esferas gubernamentales. Los principales consultados son enumerados a continuación.

Municipales: Compañía de Ingeniería de Tráfico (CET), Empresa de Turismo y Eventos de la Ciudad de São Paulo (SPTuris), São Paulo Conventions & Visitors Bureau, São Paulo Transportes (SPTrans), además de las secretarías municipales. Estatales: Compañía Ambiental del Estado de www.analise.com

Barrio Jardins: São Paulo emitió 16 mi de tons de carbono en el 2005 São Paulo OUTLOOK

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c40 São paulo summit

SãoPaulo anuario 2011

Outlook

EspEcial

C40

São Paulo SuMMiT Metrópolis

iniciativas

soluciones

Cómo las mega ciudades pueden combatir los cambios climáticos

Los proyectos para reducir en 30% las emisiones de carbono hasta el 2012

Cómo funcionan las iniciativas innovadores en otras ciudades

www.analise.com

c40 São paulo summit

LAS SOLUCIONES DE LAS CIUDADES El poder de los gobiernos locales para contribuir con la reducción de los efectos de los cambios climáticos es enorme. A continuación; entienda como algunas de las mayores ciudades del mundo están enfrentando ese desafío Referente a la página 27

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São Paulo OUTLOOK

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os grandes centros metropolitanos son los mayores emisores de gases que contribuyen para el cambio climático en el planeta. Las ciudades cubren cerca de 2% del territorio del globo terráqueo y contribuyen con 70% de las emisiones de gases de efecto invernadero. Hasta el 2040, proyecciones indican que más de dos tercios de la población mundial vivirá en aglomeraciones urbanas, aumentando aún más la concentración de emisiones. Los centros urbanos son la principal fuente de consumo de energía, combustibles y de genera-

ción de residuos que resultan en la emisión de grandes cantidades de carbono hacia la atmósfera sin embargo, es en las metrópolis que serán encontradas las soluciones para para reducir los efectos nocivos de esas actividades. El concepto de que las ciudades son la principal causa, pero al mismo tiempo la solución para construir una sociedad ambientalmente sustentable ha sido diseminado por especialistas, políticos y académicos. La idea ganó fuerza principalmente después de sucesivos fracasos de las negociaciones entre las naciones para alcanzar metas de reducción de emisiones. El efecto tímido del protocolo de Kioto, firmado en el 1997, y la falta de un consenso para definir límites de la reducción de emisiones en la COP15, en el 2009, fueron vistos como un indicador de que los gobiernos locales pueden contribuir de forma más efectiva que los federales. El C40 Cities Climate Leadership Group es una de las instituciones que apoya ese concepto. Formado en el 2005, en la ciudad de Londres, durante un encuentro con prefectos de 18 de las mayores ciudades del mundo, el C40 contaba para mediados del 2011 con 40 metrópolis participantes y otras 19 afiliadas, distribuidas en los seis continentes. Yakarta, Johannesburgo, Londres, Moscú, Nueva York y São Paulo están entre las ciudades miembros. Las 40 ciudades participantes del grupo responden por el 18% del PIB mundial – cerca de 10,6 billones de dólares – más del 4% de la población con 300 millones de personas y son responsables por el 10% de las emisiones globales de carbono. Por tanto, las medidas tomadas por ese grupo de metrópolis pueden tener un impacto muy significativo. Hasta Junio del 2011, las ciudades habían registrado la implementación de más de 4,7 mil acciones específicas para combatir los cambios climáticos, siendo que el 75% de ellas entraron en vigor después de la fundación del grupo en el 2005. El poder da las ciudades - Uno de los principales argumentos que defiende el concepto de que la administración municipal puede contribuir de forma más eficiente y directa sobre los cambios climáticos es el control sobre la legislación y la regulación local. Mientras que los gobiernos federales estipulan políticas abarcadoras y definen regulaciones para atender a centenas de municipios, la estructura local puede influir directamente en el tipo de combustible utilizado por la flota de ómnibus, en el uso de lámparas más eficientes para iluminar las calles y establecer estructuras para el reciclaje de los desechos. Entre las 28 ciudades que poseen programas establecidos en el área de transporte, por ejemplo, 26 de ellas tiene el control sobre las vías públicas y 19 son directamente responsables por la operación del sistema de ómnibus. De las 25 ciudades en donde iniciativas fueron tomadas en relación al reciclaje de desechos, 20 tiene poder sobre la recogida de los desechos residenciales y sobre la limpieza de las calles. www.analise.com


c40 São paulo summit

Entre los proyectos en curso en las ciudades que forman parte del C40, los que lidian con construcciones y edificaciones son los más numerosos: 1.343, o 28% del total. Eso ocurre porque la energía utilizada en las construcciones existentes representa 45% de las emisiones de carbono de las ciudades, además de que 27 ciudades tiene poder directo para actuar en ese frente. El segmento de transportes es el segundo más representativo, con el 19% de las acciones implementadas, seguido por la gestión de residuos sólidos con el 17%. Entre las ciudades del C40, São Paulo es una de las más activas en lo que se refiere a la dirección y planificación de las acciones para combatir los cambios climáticos. El municipio posee un consejo exclusivamente dedicado a estas cuestiones, el Comité Municipal de Cambio del Clima y Economía, compuesto por 12 secretarías municipales y estatales, entidades de clase y universidades. Esa estructura existe en apenas 20 de las 40 ciudades. La capital también ya definió una meta para la reducción de las emisiones, de 30% hasta 2012, considerando el índice del 2005, lo que fue hecho por 24 ciudades del grupo. La ciudad de São Paulo sedeó en el 2011 la cuarta edición del encuentro bienal de prefectos de las ciudades del C40. El primer encuentro ocurrió en el 2005 en Londres, seguido por Nueva York, en el 2007, y Seúl en el 2009. Durante la reunión, que contó con la presencia de 75 ciudades, la participación de 17 prefectos y aproximadamente 800 personas, las metrópolis presentaron e intercambiaron experiencias. Río+20 - Una de las principales iniciativas tomadas durante la reunión fue la propuesta de incluir la red de ciudades en la discusión de la Río+20, la Conferencia de las Naciones Unidas sobre Desarrollo Sustentable, que tendrá lugar en Río de Janeiro en Junio del 2012, a través de un evento paralelo oficial. Los miembros del C40 enviaron un comunicado a la ONU pidiendo que la red sea reconocida como la voz oficial de las grandes ciudades del mundo que están comprometidas con el combate a los cambios climáticos. Estándar en la medición de las emisiones – Durante el evento fue anunciada una asociación entre el C40 y el grupo ICLEI – Local Governments for Sustainability para desarrollar una metodología estándar para medir las emisiones de gases de efecto invernadero. El objetivo es garantizar que los inventarios de las ciudades sean producidos a partir de los mismos criterios, dando la posibilidad de cooperaciones más eficientes, la generación de datos más exactos y facilitando la obtención de financiamientos para proyectos en esa área. La expectativa es que la metodología sea divulgada en el 2011.

Asociación con el Clinton Climate Iniciatives (CCI) - La red C40 Large Cities

y el CCI – un brazo de la William J. Clinton Foundation, encabezada por el ex presidente americano Bill Clinton – formalizaron durante el evento una expansión de la colaboración que www.analise.com

Las ciudades obtienen resultados más rápido que los gobiernos federales, por eso tienen un papel muy importante

Anne Hidalgo Vice prefecta de París existe desde 2006. El nuevo acuerdo prevé aumentar el número de ciudades participantes en el C40, duplicar el presupuesto y reestructurar la organización para mejorar la comunicación y la acción entre las ciudades. Acuerdo con el Banco Mundial - Uno de los principales obstáculos en las ciudades para la implementación de proyectos que tienen como objetivo la reducción de las emisiones de gases de efecto invernadero es la dificultad en la obtención de recursos y financiamientos. En el encuentro, el Banco Mundial firmó un acuerdo con el C40 con el objetivo de simplificar los trámites para la obtención de recursos. El ítem principal es crear un mecanismo específico orientado para las ciudades que quieren obtener financiamientos sin involucrar a los gobiernos federales. Según el presidente del banco, Robert Zoellick, la institución dispone de 6,4 mil millones de dólares para invertir en proyectos en esa área y también prestará asistencia técnica a los municipios. Otro objetivo es incentivar a inversionistas privados a ampliar sus aportes para proyectos verdes. c40 São Paulo Summit 2011

c40 São Paulo Summit 2011

Especial C40 São Paulo Summit

Políticas Públicas

Ciudad lanza proyecto de acción para reducir las emisiones en un 30%

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LOS PRIMEROS PASOS PARA SER MÁS VERDE

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he cities that make up the C40 Cities Climate Leadership Group emit 1.2 billion tons of carbon equivalent into the atmosphere every year, comparable to the total volume emitted by Japan. São Paulo, with its 11.2 million inhabitants and 24 million motorized trips a day, contributes with 15.7 million tons, corresponding to approximately 1.3% of the network of large cities. In order to reduce emissions, the public and private sector in São Paulo is beginning to structure a series of projects to address the main issues that contribute to climate change. The fight against air pollution, investments in efficient energy use, redeve-

a Ley Municipal de Cambio Climático del municipio de São Paulo, aprobada en 2009, estipuló la meta de reducción del 30% de las emisiones de gases que causan el efecto invernadero hasta 2011 con base en el inventario de 2005. Para definir acciones y proyectos a ser implementados para alcanzar ese objetivo fue creado el Comité Municipal de Cambios Climáticos y Ecoeconomía – encabezado por la Secretaría Municipal de Desarrollo Urbano – e implantados consejos regionales de medio ambiente en las 31 subprefecturas de la ciudad. La legislación inicial prevé algunas medidas concretas como la reducción progresiva del uso de combustibles fósiles en la flota de autobuses de la ciudad y la instalación de casi 100 ecopuntos, locales para recogida de residuos de la construcción civil, muebles y otros materiales que no son colectados por la recogida de residuos comunes. En 2010, la ciudad ya tenía 41 unidades. Además, la ley define nuevas obligaciones para el poder público con la obligación de exigir en todas sus licitaciones de obras el uso de madera certificada. En mayo de 2011 fue divulgado el Plan de Acción de la Ciudad de São Paulo para Mitigación y Adaptación a los Cambios Climáticos que define las acciones a ser tomadas en la ciudad en seis áreas: transporte, energía, construcciones, uso del suelo, gestión de residuos y salud. Las directrices del plan, producido por el comité de cambios

30% REDUCTION TARGET BY 2012 The proposed reduction of 5 mln tons of CO equals the emission of...

lopment and improvement of mobility and the expansion of green areas are some of the issues under discussion. as metrópolis que forman parte del C40 Cities Climate Leadership Group emiten 1,2 mil millones de toneladas de carbono equivalente en la atmósfera todo el año, volumen comparable al total de Japón. São Paulo, con sus 11,2 millones de habitantes y 24 millones de viajes motorizados por día, contribuye con 15,7 millones de toneladas anuales, lo que corresponde aproximadamente a al 1,3% de la red de grandes ciudades. Con el objetivo de reducir las emisiones, la iniciativa pública y privada paulistana comienzan a estructurar una red

846,000 cars 650,000 energy consumers 35 landfills

TransporTe Transporte público y no motorizado Aumentar la participación de los combustibles renovables Ampliación de la integración intermodal energía Eficiencia energética de las construcciones y de los equipos electrónicos Generación de energía renovable y descentralizada ConsTruCCiones Uso de materiales con certificaciones legales Uso de fuentes de energías renovables y alternativas uso del suelo Proyectos de ciudad compacta Preservación de manantiales, ríos y arroyos Acciones para drenaje urbano Colecta y reutilización de aguas pluviales Nuevas tecnologías para las edificaciones nuevas y existentes Eliminación de las áreas de riesgo Ampliación del Programa de Preservación de Áreas Verdes Mantenimiento de las Áreas de Preservación Permanente gesTión de residuos Colecta selectiva Compostaje Implantación de la Logística Inversa salud Control de enfermedades sensibles al clima Acciones de contingencia para situaciones de alta y baja humedad relativa del aire y la contaminación, extremos de frío y calor Implantación del Plan Integrado de Contingencia para Situaciones de Riesgos Asociados a los Desastres Naturales

climáticos, serán incorporadas a las acciones municipales y a la planificación de todas las secretarías. A continuación aparecen las listas de los principales puntos establecidos como prioridad en cada uno de los seis aspectos: El plan fue producido con base en el Inventario de Emisiones de Gases de Efecto Invernadero del Municipio de São Paulo publicado en 2005 que señaló a la ciudad como responsable por la emisión anual de 15,7 millones de toneladas de carbono equivalente. El uso de energía fue señalado como el principal responsable por las emisiones con 76% de total de la ciudad, siendo la mayor parte causada por la quema de combustibles fósiles. Combinados, el uso de gasolina y gasóleo por vehículos son responsables por casi el 50% de las emisiones de gases de efecto invernadero del municipio. Otra parte significativa del carbono liberado en la atmósfera, de

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LOS PRIMEROS PASOS PARA SER MÁS VERDE

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as metrópolis que forman parte del C40 Cities Climate Leadership Group emiten 1,2 mil millones de toneladas de carbono equivalente en la atmósfera todo el año, volumen comparable al total de Japón. São Paulo, con sus 11,2 millones de habitantes y 24 millones de viajes motorizados por día, contribuye con 15,7 millones de toneladas anuales, lo que corresponde aproximadamente a al 1,3% de la red de grandes ciudades. Con el objetivo de reducir las emisiones, la iniciativa pública y privada paulistana comienzan a estructurar una red de proyectos para lidiar con las principales cuestio-

nes que contribuyen a los cambios climáticos. El combate a la polución del aire, inversión en uso eficiente de la energía, reurbanización y mejoría de la movilidad, y la ampliación de las áreas verdes son algunos puntos de esa discusión. Especialistas en desarrollo sostenible en todo el mundo concuerdan que, para provocar impactos significativos, las iniciativas necesitan impregnar todos los proyectos de una ciudad. São Paulo dio el primer paso en ese sentido en 2009, cuando aprobó la Ley Municipal de Cambio Climático. La metrópolis realizó su primer inventario de emisión de carbono y en mayo de 2011 finalizó un plan de acción con iniciativas que envuelven todas las áreas de desarrollo de la ciudad. A continuación están algunas de las principales iniciativas en curso y planificadas que fueran presentadas por la ciudad en el C40 São Paulo Summit en junio de 2011.

Políticas públicas

Ciudad lanza proyecto de acción para reducir las emisiones en un 30% La Ley Municipal de Cambio Climático del municipio de São Paulo, aprobada en 2009, estipuló la meta de reducción del 30% de las emisiones de gases que causan el efecto invernadero hasta 2011 con base en el inventario de 2005. Para definir acciones y proyectos a ser implementados para alcanzar ese objetivo fue creado el Comité Municipal de Cambios Climáticos y Ecoeconomía – encabezado por la Secretaría Municipal de Desarrollo Urbano – e implantados consejos regionales de medio ambiente en las 31 subprefecturas de la ciudad. La legislación inicial prevé algunas medidas concretas como la reducción progresiva del uso de combustibles fósiles en la flota de autobuses de la ciudad y la instalación de casi 100 ecopuntos, locales para recogida de residuos de la construcción civil, muebles y otros materiales que no son colectados por la recogida de residuos comunes. En 2010, la ciudad ya tenía 41 unidades. Además, la ley define nuevas obligaciones para el poder público con la obligación de exigir en todas sus licitaciones de obras el uso de madera certificada. En mayo de 2011 fue divulgado el Plan de Acción de la Ciudad de São Paulo para Mitigación y Adaptación a los Cambios Climáticos que define las acciones a ser tomadas São Paulo OUTLOOK

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c40 são paulo summit

en la ciudad en seis áreas: transporte, energía, construcciones, uso del suelo, gestión de residuos y salud. Las directrices del plan, producido por el comité de cambios climáticos, serán incorporadas a las acciones municipales y a la planificación de todas las secretarías. A continuación aparecen las listas de los principales puntos establecidos como prioridad en cada uno de los seis aspectos: Transporte • Transporte público y no motorizado • Aumentar la participación de los combustibles renovables • Ampliación de la integración intermodal Energía • Eficiencia energética de las construcciones y de los equipos electrónicos • Generación de energía renovable y descentralizada Construcciones • Materiales con certificaciones legales • Fuentes de energías renovables Uso del suelo • Proyectos de ciudad compacta • Preservación de manantiales, ríos y arroyos • Acciones para drenaje urbano

para entender são paulo

RENOVANDO LA CIUDAD

Es importante que las ciudades en desarrollo aprendan con los errores de las ya desarrolladas

Frank Jensen Prefecto de Copenhague • Colecta y reutilización de aguas pluviales • Nuevas tecnologías para las edificaciones nuevas y existentes • Eliminación de las áreas de riesgo • Ampliación del Programa de Preservación de Áreas Verdes • Mantenimiento de las APPs Gestión de residuos • Colecta selectiva • Compostaje • Implantación de la Logística Inversa Salud • Control de enfermedades sensibles al clima • Acciones de contingencia para situaciones de alta y baja humedad relativa del aire y la contaminación, extremos de frío y calor • Implantación del Plan Integrado de Contingencia para Situaciones de Riesgos Asociados a los Desastres Naturales

El plan fue producido con base en el Inventario de Emisiones de Gases de Efecto Invernadero del Municipio de São Paulo publicado en 2005 que señaló a la ciudad como responsable por la emisión anual de 15,7 millones de toneladas de carbono equivalente. El uso de energía fue señalado como el principal responsable por las emisiones con 76% de total de la ciudad, siendo la mayor parte causada por la quema de combustibles fósiles. Combinados, el uso de gasolina y gasóleo por vehículos son responsables por casi el 50% de las emisiones de gases de efecto invernadero del municipio. Otra parte significativa del carbono liberado en la atmósfera, de 23%, es resultado de la disposición de los residuos sólidos, principalmente en los vertederos. En mayo de 2011 la prefectura estaba en fase de licitación para la realización de u nuevo inventario de emisiones. El objetivo es, a partir de 2012, realizar el levantamiento cada dos años

46 600 47%

nuevos edificios comerciales serán inaugurados en 2011 con un total de 280 mil m2

E

inmuebles son demolidos al año en la metrópolis para dar lugar a nuevas construcciones

l mercado inmobiliario de la región metropolitana de São Paulo prevé crecer más del 50% en 2011. La fuerte demanda en una ciudad con poco margen para la expansión horizontal está llevando a una renovación del panorama de la metrópoli. Antiguas construcciones cada vez con más frecuencia dan lugar a nuevos edificios. El

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São Paulo OUTLOOK

fue la mudanza del precio del m2 comercial de 2008 a 2010 para 8,8 mil reales

proceso que está cambiando la fachada de muchos barrios en la ciudad. Unos de los principales ejemplos es la región central de São Paulo. El volumen vendido en inmuebles residenciales y comerciales en la ciudad en 2010 fue de cerca de 25 mil millones de reales, un crecimiento del 42% con respecto al año anterior, lo que respondió por el 45% del valor total negociado en todo Brasil.

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para poder observar con precisión los resultados de los proyectos en la reducción de la emisión de contaminantes.

META DE REDUCCIÓN DE 30% PARA EL 2012 La reducción propuesta de 5 millones de toneladas de CO2 corresponde a la emisión de...

846 mil carros

Mobilidad

La meta es llegar al 70% de viajes en transporte público hasta 2020 La ciudad de São Paulo tiene 11,2 millones de habitantes, 3,4 millones de carros, 30 mil autobuses privados, y 15 mil autobuses que forman parte de la flota de transporte público. Cerca del 4,5% de los viajes en la ciudad son realizados en transporte individual, lo que contribuyó para el crecimiento de la emisión de contaminantes, tráfico intenso y mayor consumo de combustible. La utilización de energía en el sistema de transportes es mayor que la utilizada para cualquier otro propósito en la ciudad de São Paulo. La meta de la Secretaría Municipal de Transportes es ampliar del 55% para el 70% la parte de los viajes dentro de la ciudad realizadas por medio del transporte colectivo para el 2020. Con esto, se estima una reducción de las emisiones del sistema de transporte público en cerca de 30 toneladas de carbono equivalente por día. Las acciones planificadas incluyen directrices generales con la prioridad de los corredores de autobuses, realización de estudios para atacar las vías que representan cuellos de botella para el tránsito, y proyectos puntuales para dar más agilidad al sistema. Uno de los ejemplos estudiados es el uso de dos torniquetes por autobús y el ajuste de la altura de las paradas y de los escalones de los vehículos para reducir el tiempo de entrada y salida. La ciudad ya consideró la hipótesis de implantar un peaje urbano en la región central, como la iniciativa tomada en Londres, para desestimular el uso del transporte individual. En 2008, la prefectura envió a la Cámara Municipal un proyecto de ley que incluía la medida, pero retiró la propuesta debido a las críticas. Hasta junio de 2011, no había ningún plan concreto para retomar la iniciativa, pero la acción estimuló una discusión entre especialistas, políticos y la población al respecto del tema. En un debate en el C40 São Paulo Summit, representantes de la Se-

650 mil consumidores de energía 35 aterros sanitarios

cretaria Municipal de Transportes señalaron que el proyecto continúa en pauta, pero que antes de que la iniciativa sea viable es necesario ampliar la calidad y la participación del transporte público en los viajes de la ciudad. La principal medida de restricción de la circulación en vigor en la ciudad es la restricción a la circulación de vehículos. Cada día de la semana, el 20% de la flota está impedida de circular en la región central de la ciudad y en las áreas incluidas en el centro expandido de las 7h a las 10h y de las 17h a las 20h. Los fines de semana y feriados la circulación está liberada. Además de esto, la circulación de camiones está restringida en las principales vías del municipio durante el día y los autobuses privados – conocidos como fletados – cuentan con reglas específicas al respecto de los locales de circulación y los puntos de la ciudad en los cuales pueden realizar el embarque y desembarque de pasajeros. Los proyectos de la Secretaría Municipal de Transportes para 2011 se concentran en tres vertientes: movilidad, cambios y uso racional de la matriz energética y reducción de los accidentes y muertes en el tránsito. Las mayores inversiones están en la movilidad urbana: 263 millones de reales. Cinco nuevos corredores de autobuses deben consumir 60 millones de reales. La recalificación de otros siete prevé gastos de 92 millones de reales, además de los 6,2 millones empleados para mejorar la velocidad en vías rápidas para autobús. Los cambios de la matriz energética deben consumir 89 millones de reales con acciones como la sustitución de autobuses movidos a gasóleo por unidades a etanol, biodiesel o gas

En los Estados Unidos usted consigue un financiamiento para comprar una moto o un carro. Pero no para mejorar la eficiencia energética de su residencia, ni de su negocio

Sam Adams Prefecto de Portland www.analise.com

natural, además del uso de energía solar y lámparas LED en la señalización y sustitución de semáforos por modelos más modernos y eficientes. Para la prevención de accidentes de tránsito serán destinados 57 millones de reales. Están previstas acciones de seguimiento y corrección de puntos críticos y una campaña de toma de conciencia para conductores y peatones con un costo estimado de 8 millones de reales. Bicicletas – El transporte en bicicletas en la ciudad de São Paulo pasó a contar con una planificación estructurada a partir del 2009, cuando la Secretaría Municipal de Transporte asumió la responsabilidad de administrar la expansión de las ciclovías. La ciudad tenía, a mediados del 2011, 35 kilómetros de carriles exclusivos para ciclistas. La meta para el final del 2012 es la de llegar a un total de 100 kilómetros. La estructura existente aún es pequeña si se compara, por ejemplo, a la de la ciudad de Londres, utilizada como modelo para la expansión de São Paulo por presentar características similares en el tránsito. Londres posee 500 kilómetros de ciclovías construidas desde 2007, lo que corresponde a un kilometro por 17 mil habitantes de la ciudad. Los londinenses realizan 545 mil viajes diarios utilizando bicicletas. Falta un largo camino por recorrer para que São Paulo se equipare – en 2011 tenía un kilometro por 321 mil habitantes y registraba 305 mil viajes diarios – sin embargo, las iniciativas en ejecución indican un buen comienzo para los ciclistas de la ciudad.

Residuos sólidos

Energía generada a partir de los residuos abastece a 700 mil paulistanos La ciudad de São Paulo posee dos de los mayores vertederos del mundo: el Bandeirantes, en la Zona Norte de la capital, y el vertedero São João, en la Zona Este de la ciudad. Los mismos recibían, en conjunto, cerca de 15 mil toneladas de residuos producidos diariamente por los paulistanos. Las unidades fueron desactivadas en 2005 y 2007, respectivamente, después de alcanzar el límite de 25 millones de toneladas de residuos, y pasaron a integrar el proyecto de generación de energía a partir de biogás. Las instalaciones atienden las necesidades de energía eléctrica residencial de cerca de 700 mil personas en la ciudad. La descomposición de la materia orgánica de los residuos en los vertederos produce metano, un combustible gaseoso con contenido energético elevado semejante al gas natural. La captura y quema del gas genera energía, además de evitar su liberación a la atmósfera. El metano es alrededor de 20 veces más tóxico que el carbono en la producción de los efectos de cambio climático. Se estima que las unidades disminuyan en São Paulo OUTLOOK

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c40 são paulo summit

cerca de un 15% las emisiones totales de gases de efecto invernadero de la ciudad. Con el aprovechamiento del gas, São Paulo dejará de emitir 1,8 millones de toneladas de gas carbono equivalente al año, según estimados de la Prefectura. Los proyectos están entre los cinco mayores Programas de Mecanismo de Desarrollo Limpio (MDL) aprobados por la Organización de las Naciones Unidas (ONU) sobre el control de las emisiones de gases de efecto invernadero vía gestión de residuos. El proyecto fue financiado a través de una sociedad con el sector privado. La prefectura realizó una licitación que garantizó a la empresa vencedora el derecho de vender la totalidad de la energía y el 50% de los créditos de carbono generados en la operación y, en contrapartida, costear la inversión inicial en las instalaciones. La prefectura mantiene el derecho de negociar el otro 50% de los créditos en subastas públicas. Hasta mayo de 2011 fueron realizadas dos subastas donde se recaudaron 71 millones de reales. Los recursos son utilizados para realizar mejoras en las comunidades de los entornos de los vertederos.

Drenaje

Más parques y restauración de los humedales para evitar inundaciones La ciudad de São Paulo sufrió una urbanización acelerada y desordenada, lo que resultó en la impermeabilización de la ciudad, lo que genera problemas de escurrimiento del agua de lluvia y provoca inundaciones en varios puntos. El proyecto de drenaje para amenizar estos efectos envuelve dos puntos principales: la recuperación de las llanuras aluviales de los ríos con parques lineales y la evacuación de las zonas de riesgo. La población que vive en llanuras aluviales, en las orillas  del río que  se inundan en épocas de  lluvias o en las áreas de riesgo, pendientes que se deslizan con el escurrimiento del agua, es evacuada y reubicada en viviendas sociales o pasa a recibir el auxilio de alquiler. En el 2010, fue realizado un levantamiento completo de las áreas de riesgos, donde fueron detectadas 115 mil familias en esta situación, de las cuales 1,2 mil necesitaban ser evacuadas con carácter urgente. De esas, 900 fueron trasladadas hasta junio de 2011. El diagnóstico fue realizado a través de un mapeo por satélite realizado por el Instituto de Investigación Tecnológica del Estado de São Paulo (IPT), y con visitas del equipo a todas las casas. En los terrenos cercanos a los ríos, áreas protegidas por ley, son construidos parques lineales después de la retirada de las personas. Una de las mayores de la ciudad la llanura del rio Tietê, con 70 quilómetros de área, implantado en asociación con el Gobierno del Estado de

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São Paulo OUTLOOK

SÃO PAULO EN NÚMEROS

11

9

COMERCIO

Establecimientos comerciales Pets shops Farmacias Panaderías Gasolineras Sucursales bancarias Gimnasios Ferias en la calle Supermercados e hipermercados Tiendas McDonald’s Tiendas Starbucks Tiendas Mont Blanc Concesionarias Ferrari Centros comerciales Tiendas dentro de centros comerciales Superficie rentada en los centros comerciales Vendedores ambulantes (registrados en la Prefectura)

59 calles comerciales especializadas

10

240 mil 5 mil 4 mil 3,2 mil 3,1 mil 2,4 mil 1 mil 900 1,2 mil 110 19 5 1 51 10 mil 1,8 mi m2 2,1 mil

MERCADO IMOBILIARIO

Inmuebles residenciales construidos (en el 2010) Inmuebles residenciales comercializados (en el 2010) Inmuebles comerciales construidos (en el 2010) Valor del alquiler por m2 residencial (promedio en Abril del 2011 en el centro) Valor del alquiler por m2 comercial Valor del alquiler por m2 comercial por región Faria Lima Itaim Paulista Berrini Vila Olímpia Vacancia de inmuebles comerciales Aumento del precio del alquiler residencial (2009/2010) Aumento del precio del alquiler comercial (2010/2011)

São Paulo tiene la

3a mayor centra de abastecimiento

12

34 mil 36 mil 4,1 mil R$ 20 R$ 120 R$ 145 R$ 141 R$ 116 R$ 95 R$ 95 5% 16% 27%

HABITACIÓN

3,9 mi Domicilios 1,6 mil Chabolas (dados de 2009) Domicilios en chabolas (dados de 2009) 400 mil Habitantes de las chabolas (dados de 2009) 1,3 mi

860 mil transacciones

con tarjetas de crédito por día

SANEAMIENTO

Residencias atendidas Agua Colecta de desechos Tratamiento de desechos Colecta de basura

100% 97% 75% 100%

Basura colectado/día (en toneladas) 17 mil Común 155 Colecta selectiva 91 Hospitalaria 84 Papel y cartón

São Paulo. El parque fue la alternativa encontrada por el poder público para ejecutar medidas de compensación a la ampliación de la Marginal Tietê, avenida de circulación rápida de mayor movimiento de la ciudad. Además, la ciudad tiene 20 grandes reservorios, conocidos como “piscinones”, y el Plan de Drenaje Alto Tietê, iniciado en 1998, y aún no concluido. Para ampliar la permeabilización de la ciudad, la prefectura tiene el objetivo de alcanzar el número de 100 parques urbanos hasta 2012, con un total de 50 millones de metros cuadrados de área. A mediados de 2011 la ciudad contaba con 77 parques y un área de 24 millones de metros cuadrados. Desde 2005, fueron adicionados casi 10 millones de metros cuadrados. Además de recuperar áreas de protección ambiental y evitar

Vidrio Plástico Aluminio Cooperativas de reciclaje

25 29 16 21

desastres, los parques son opciones de entretenimiento, combaten la contaminación atmosférica y colaboran para contener las inundaciones. La ciudad también viene desarrollando acciones de adaptación y mitigación. La siembra de árboles es un ejemplo. Desde 2006, fueron plantados más de un millón de árboles, 541 mil sólo en 2010.

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16 13

SALUD

Establecimientos de salud Hospitales Camas Dosis de vacunas aplicadas (en el 2010) Médicos Médico por cada mil habitantes Plazas en hospitales Sistema privado Sistema público Trasplantes de órganos (en el 2010) Hospitales habilitados para realizar trasplantes

61% 39% 2,5 mil 60

En São Paulo: Hospital que realiza más trasplantes de

En São Paulo: Hospital que realiza más trasplantes de

en el mundo

en el mundo

rim

14

ÁREAS VERDES Y BIODIVERSIDAD

Número de parques Área de los parques Porción del territorio Plazas públicas Número de APAs Área de las APAs Porción del territorio Árboles plantados por año Cobertura vegetal de la ciudad Cobertura de Bosque del Atlántico

2,5 mil 205 32 mil 15 mi 50 mil 4,5

Especies de la fauna 372 Aves 126 Insectos 83 Mamíferos 45 Anfibios 40 Reptiles 23 Peces 9 Arácnidos 2 Crustáceos

78 25 km2 2% 4,5 mil 2 341 km2 23% 260 mil 40% 21%

fígado

EDUCACIÓN

1,4 mil Guarderías 508 Instituciones de educación infantil 536 Instituciones de educación fundamental 634 Instituciones de educación media 249 Escuelas técnicas 45 CEUs (Centro Educativo Unificado - CEU) 197 Instituciones de educación superior 31 Instituciones de educación superior a distancia 100 mil Graduados por año (en el 2009) Vagas 95 mil Guarderías (en el 2010) 40,5 mil Pre escolar (en el 2010) 400 mil Educación infantil 465 mil Educación fundamental 410 mil Educación media

15

CRÍMENES (POR CADA 100 MIL HAB.)

São Paulo Homicidio 10,6 Hurto 1.523 Robo 986 Hurtos y robos de vehículos 692

Los Angeles 8 1.492 317 478

17

Nueva York 6 1.339 221 127

Ciudad compacta

Aumento de la densidad poblacional para reducir el uso del transporte La región metropolitana de São Paulo tiene 20 millones de habitantes, una persona para cada 100 metros cuadrados en áreas urbanizadas. El área central de la ciudad, sin embargo, tiene una baja densidad de población y una media de 10 empleos por habitante, mientras que las regiones periféricas la oferta es menor que un empleo por habitante. La situación creo una dinámica de movilidad unilateral. Los medios de transporte van llenos de personas de los barrios en direcwww.analise.com

Londres 2 450 160

SEGURIDAD

Policías militares Policías civiles Guardias municipales Coches de patrulla Delegaciones Bases móviles de la PM Cámaras en la ciudad

25 mil 20 mil 6,5 mil 3,4 mil 93 96 1 mi

ción al centro y regresan vacíos, desperdiciando energía y contribuyendo sin necesidad alguna con la emisión de gases de efecto invernadero. En la ciudad, cerca del 65% de las emisiones de carbono están asociadas a la quema de combustible fósiles. Datos presentados en el C40 São Paulo Summit, en junio de 2011, muestran que hay una fuerte relación entre la densidad demográfica y la cantidad de emisiones de carbono en las ciudades. Entre las ciudades de la red, 15 poseen proyectos de desarrollo para el uso planificado de la tierra. Entre los proyectos de éxito en esta área está el de la ciudad de Paris, en Francia, que busca aumentar la diversidad de emprendimientos en los barrios de la ciudad a través de regulaciones y concesión de autorizaciones para

nuevas construcciones. El objetivo es evitar que los habitantes tengan que desplazarse por largas distancias para ir a trabajar, estudiar o disfrutar las opciones de entretenimiento (lea más en la página 199). La prefectura viene implantando el concepto de ciudad compacta en São Paulo. Se trata de reorganizar la ciudad, aumentando la densidad de regiones servidas por transporte, servicios y comercio, y, con eso, intentar contener la expansión urbana, principalmente en las cuencas hidrográficas y regiones de vegetación densa en los límites del municipio. Existen dos acciones principales en esa área. Una de ellas es el proyecto de reurbanización Nova Luz. El área en la región central de la ciudad posee 500 mil metros cuadrados, comercio activo y buenos accesos, abastecida por tres líneas de metro. La región cuenta con 11 mil habitantes y la intención del proyecto es duplicar la población. Para eso, será realizada una licitación y la compañía ganadora estará encargada de las obras de revitalización. Entre las exigencias para la realización del proyecto está la construcción de 2 mil viviendas sociales y garantizar la permanencia de los comercios locales. Además, los ganadores de la licitación tendrán que viabilizar la recuperación de inmuebles declarados patrimonio en la región y realizar la ampliación de las aceras con condiciones de circulación para personas de movilidad reducida. La segunda acción municipal son las Operaciones Urbanas, artificio por el cual la prefectura permite que los emprendedores excedan los límites de altura permitidos para nuevas edificaciones en cambio de compensaciones que serán invertidas en obras de infraestructura y construcción de viviendas populares. A mediados de 2011, la ciudad contaba con cinco proyectos de Operación Urbana en ejecución y otras diez iniciativas en estudio. Entre los proyectos en implementación está el de la región Lapa-Brás, en la Zona Oeste y central de la ciudad, área dividida por una línea férrea que será transformada en una línea subterránea de cerca de 12 quilómetros para dar lugar a una avenida. La densidad de la región es de 20 habitantes por 10 mil metros cuadrados y el objetivo de la operación es ampliar en diez veces el número de habitantes. Otro proyecto es el tramo Moóca-Vila Carioca, un área también cortada por la línea férrea y con una concentración de almacenes industriales en gran mayoría desactivados que darán lugar a edificios residenciales y comerciales.

São Paulo OUTLOOK

197


c40 são paulo summit

VERTEDEROS SON UN EJEMPLO PARA OTRAS CIUDADES Simon Reddy, director ejecutivo del C40 Cities, conversó con el equipo de SÃO PAULO OUTLOOK sobre las iniciativas sustentables en la ciudad y los ejemplos de otras metrópolis con los cuales podemos aprender La ciudad de São Paulo posee una iniciativa para reducir las emisiones de carbono que impresiona por su tamaño y pionerismo. Según Simon Reddy, son las plantas que capturan gas metano de los vertederos de desechos desactivados para generar energía eléctrica y evitar la emisión de estos gases hacia la atmósfera, lo que se traduce en ganancias a través de la venta de créditos de carbono. “Muchas ciudades quieren ver la iniciativa y oír los relatos de como la ciudad de São Paulo actúa en esa área”, dice el director ejecutivo, refiriéndose al intercambio de informaciones entre las delegaciones de las prefecturas en el encuentro del C40. El proyecto, que fue financiando a través del Mecanismo de Desarrollo Limpio (MDL) previsto en el Protocolo de Kioto, es uno de los cinco mayores de su tipo en el mundo y uno de los pocos casos de éxito en la captura de gas en vertederos de desechos para la generación de energía. Por otro lado, Reddy apunta que el tratamiento y la gestión de los residuos sólidos es uno de los puntos más deficientes de la ciudad. Sin embargo, proyectos de éxito en otras partes del mundo pueden servir de ejemplo para São Paulo. “Existen muchas iniciativas en otras ciudades para el tratamiento integrado de residuos que proporcionan alternativas al uso de vertederos”, dijo. A pesar de haber desactivado los vertederos dentro del municipio y transformado dos de ellos en plantas de energía, São Paulo continúa depositando la mayor parte de los desechos en vertederos de ciudades vecinas. Entre los proyectos de éxito en esa área está el de San FranTRANSPORTE COLECTIVO VUELVE A CRECER Tipo de transporte en la región metropolitana de São Paulo Colectivo

Individual

68% 61%

55%

56% 51% 44%

49%

1987

1997

45%

39% 32% 1967

198

1977

2007

São Paulo OUTLOOK

cisco (EUA), que recicla 77% de sus desechos y envía apenas el 20% para vertederos (lea más en la página 201). El compromiso con metas de reducción de las emisiones de carbono y el establecimiento de la infraestructura para medir los resultados de las acciones en ese sentido es una gran preocupación de las ciudades del C40, comenta Reddy. La capital paulista cuenta con una Política Municipal para Cambios Climáticos, aprobada en 2009, que prevé una meta de reducción del 30% en las emisiones de carbono para el 2012 sobre la base del 2005. “Ese tipo de marco legal es vital y São Paulo ha demostrado liderazgo en el ámbito del C40 en lo que se refiere al establecimiento de metas de reducción”. Hasta Mayo del 2011, apenas 24 de las 40 ciudades de la red tenían una meta oficial para reducir las emisiones, y sólo 21 contaban con un órgano responsable por la gestión de las iniciativas, como por ejemplo el Comité de Cambio del Clima y Economía de São Paulo.

c40 São Paulo Summit 2011

c40 São Paulo Summit 2011

Especial C40 São Paulo Summit

LAS ACCIONES QUE TUVIERON ÉXITO POR EL MUNDO Más de 30 grandes ciudades presentaron sus proyectos durante el C40 São Paulo Summit, en julio de 2011.

AMSTERDAn Pionera en la adaptación al uso de la bicicleta

L

a capital y mayor ciudad de Holanda, Ámsterdam, es la pionera en el uso de bicicletas como medio de transporte convirtiéndose en un ejemplo a seguir. Cerca del 24% de las emisiones de carbono en las ciudades del C40 Large Cities provienen del transporte, y las iniciativas para el ciclismo son las más comunes entre los programas de transporte público. Son 18 ciudades de la red que tienen regulaciones para integrar la bicicleta al sistema. En la década de 1960, Ámsterdam tenía un tránsito agitado que llamó la atención a un grupo de activistas que crearon el Plan de las Bicicletas Blancas y distribuyeron 50 bicicletas por la ciudad para uso colectivo. El plan en sí no duró, pero funcionó como puntapié inicial para implantar el sistema. El uso de la bicicleta forma parte de la política de transporte municipal y para atender a esa población, Ámsterdam

ofrece 400 quilómetros de vías exclusivas para bicicletas, de las cuales el 90% cuenta con separación total de tráfico de vehículos. En total, el 90% de las calles son amigables para el ciclista. El resultado es que la bicicleta es el principal vehículo utilizado en la ciudad. Son 760 mil habitantes, de los cuales el 60% posee una bicicleta y sólo el 37% tiene un automóvil, casi un vehículo para cada tres personas. En São Paulo la proporción es de dos vehículos por cada habitante. Las vías exclusivas tornan las bicicletas en una opción rápida. La velocidad media de los ciclistas es de 15 quilómetros por hora, pero hay locales donde es posible viajar a 30 quilómetros por hora. La ciudad ofrece una red de alquiler de bicicletas conectada al transporte público, experiencia exitosa copiada con otras grandes ciudades como París, Barcelona y Londres. La cuidad tiene un programa para pensar en la seguridad de las calles, y amenizar las situaciones peligrosas, con medidas como espejos en los puntos ciegos, conteo regresivo en los semáforos. Existen proyectos de educación específicos para cada grupo de edades, algunos con pruebas prácticas y teóricas. Hay estudios para atender rutas escolares, desarrollar nuevos equipos para transportar volúmenes pequeños y vehículos movidos a motores eléctricos, para atender a la población de edad avanzada o con limitaciones en la movilidad. La utilización de la bicicleta es tan popular que surgieron algunos problemas poco vistos en las grandes ciudades. En los horarios de pico ocurren congestionamientos de ciclistas y los

estacionamientos para bicicletas están saturados.

COPEnHAGUE Incentivos para soluciones ecológicas en el sector privado

C

openhague, capital y mayor ciudad de Dinamarca, pretende ser neutra en carbono en 2025 y ya redujo el 20% de las emisiones de carbono equivalente desde el 2000, aún con el crecimiento de la población. Con ese objetivo, la ciudad tiene un programa de incentivo a las iniciativas ecológicas por parte de las industrias. El programa consiste en convidar al sector privado y a las universidades a colaborar con los proyectos verdes de la ciudad desde el inicio. La prefectura presenta problemas e ideas para resolver cuestiones ambientales y las empresas, con la colaboración de las universidades, proponen la tecnología a ser implantada. Después de escoger la tecnología, es realizada una licitación, para generar competencia, precios más baratos, y es seleccionado el mejor programa. La ciudad invierte cerca de 1,3 mil millones de dólares al año en la contratación de servicios a través de esas licitaciones. A mediados de 2011, cerca de 400 empresa participaban de la iniciativa en la ciudad y contaban con la colaboración de investigadores de la Universidad de Dinamarca en el desarrollo de proyectos y so-

luciones. Según el prefecto de Copenhague, Frank Jensen, la ciudad funciona como un laboratorio vivo de esas soluciones para que después sean lanzadas en otros mercados de forma más amplia.

JOHAnnESBURGO Pionera en la adaptación al uso de la bicicleta

L

a capital sudafricana implantó corredores de autobuses en 2009 para satisfacer las demandas del comité para organizar la Copa del Mundo de 2010. El sistema cuenta aproximadamente con 100 quilómetros de vías exclusivas y 143

autobuses nuevos. El proyecto es el primero de su tipo en el continente africano y la expectativa es la reducción del 15% del flujo de automóviles en la ciudad. Además de los corredores, fueron creados estacionamientos próximos a las estaciones, para que las personas dejen sus coches y suban a los autobuses. Además de mejorar la movilidad de los habitantes, el proyecto de corredores de autobuses es la mayor iniciativa de la ciudad para reducir las emisiones de carbono. La principal medida tomada hasta mediados de 2011 fue incluir los vehículos en el sistema que utiliza diesel menos contaminante, con concentración de hasta 50 ppm (partes por millón) de azufre. El combustible más usado contiene 500 ppm. La ciudad está investigando la viabilidad de utilizar otros combustibles más limpios.

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Con el proyecto, Johannesburgo pretende dejar de emitir 1,6 millones de toneladas de carbono equivalente hasta 2010. Sólo en 2010, los resultados mostraron una reducción de 383 mil toneladas de carbono equivalentes, poco más del 2% del total que la ciudad de São Paulo emite. La puesta en práctica del nuevo sistema pasó por una serie de desafíos. La propia estructura de las vías de la ciudad, dificultó la integración de diferentes regiones, inicialmente proyectadas para separar a blancos y negros. De esta forma, la acción también funciona como una de las iniciativas del gobierno local para integrar a los 3,8 millones de habitantes de la ciudad. Otro problema histórico de la ciudad es que los transportes no eran regulados. La situación generó un sistema caótico con amplia circulación de furgonetas y taxis sin registro, lo

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LAS ACCIONES QUE TUVIERON ÉXITO POR EL MUNDO 37 grandes ciudades presentaron sus proyectos durante el C40 São Paulo Summit, en junio de 2011. Vea a continuación ocho ejemplos de acciones exitosas en la mitigación de los efectos del cambio climático AMSTERDAN  

Pionera en la adaptación al uso de la bicicleta La capital y mayor ciudad de Holanda, Ámsterdam, es la pionera en el uso de bicicletas como medio de transporte convirtiéndose en un ejemplo a seguir. Cerca del 24% de las emisiones de carbono en las ciudades del C40 Large Cities provienen del transporte, y las iniciativas para el ciclismo son las más comunes entre los

EL PESO DE LOS COMBUSTIBLES FÓSILESS 11 mil toneladas de CO2 equivalente emitidas por año Gasolina 36% Gasóleo 33%

GLP 11% Otros 10%

Gas natural 10%

programas de transporte público. Son 18 ciudades de la red que tienen regulaciones para integrar la bicicleta al sistema. En la década de 1960, Ámsterdam tenía un tránsito agitado que llamó la atención a un grupo de activistas que crearon el Plan de las Bicicletas Blancas y distribuyeron 50 bicicletas por la ciudad para uso colectivo. El plan en sí no duró, pero funcionó como puntapié inicial para implantar el sistema. El uso de la bicicleta forma parte de la política de transporte municipal y para atender a esa población, Ámsterdam ofrece 400 quilómetros de vías exclusivas para bicicletas, de las cuales el 90% cuenta con separación total de tráfico de vehículos. En total, el 90% de las calles son amigables para el ciclista. El resultado es que la bicicleta es el principal vehículo utilizado en la ciudad. Son 760 mil habitantes, de los cuales el 60% posee una bicicleta y sólo el 37% tiene un automóvil, casi un vehículo para cada tres personas. En São Paulo la proporción es de dos vehículos por cada habitante. Las vías exclusivas tornan las bicicletas en una opción rápida. La velocidad media de los ciclistas es de 15 quilómetros por hora, pero hay locales donde es posible viajar a 30 quilómetros por hora. La ciudad ofrece una red de alquiler de bicicletas conectada al transporte público, experiencia exitosa copiada con otras grandes ciudades como París, Barcelona y Londres. La cuidad tiene un programa para pensar en la seguridad de las calles, y amenizar las situaciones peligrosas, con medidas como espejos en los puntos ciegos, conteo regresivo en los semáforos. Existen proyectos de educación específicos para cada grupo de edades, algunos con pruebas prácticas y teóricas. Hay estudios para atender rutas escolares, desarrollar nuevos equipos para transportar volúmenes pequeños y vehículos movidos a motores eléctricos, para atender a la población de edad avanzada o con limitaciones en la movilidad. La utilización de la bicicleta es tan popular que surgieron algunos problemas poco vistos en las grandes ciudades. En los horarios de pico ocurren congestionamientos de ciclistas y los estacionamientos para bicicletas están saturados.

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c40 são paulo summit

COPENHAGUE

Incentivos para soluciones ecológicas en el sector privado Copenhague, capital y mayor ciudad de Dinamarca, pretende ser neutra en carbono en 2025 y ya redujo el 20% de las emisiones de carbono equivalente desde el 2000, aún con el crecimiento de la población. Con ese objetivo, la ciudad tiene un programa de incentivo a las iniciativas ecológicas por parte de las industrias. El programa consiste en convidar al sector privado y a las universidades a colaborar con los proyectos verdes de la ciudad desde el inicio. La prefectura presenta problemas e ideas para resolver cuestiones ambientales y las empresas, con la colaboración de las universidades, proponen la tecnología a ser implantada. Después de escoger la tecnología, es realizada una licitación, para generar competencia, precios más baratos, y es seleccionado el mejor programa. La ciudad invierte cerca de 1,3 mil millones de dólares al año en la contratación de servicios a través de esas licitaciones. A mediados de 2011, cerca de 400 empresa participaban de la iniciativa en la ciudad y contaban con la colaboración de investigadores de la Universidad de Dinamarca en el desarrollo de proyectos y soluciones. Según el prefecto de Copenhague, Frank Jensen, la ciudad funciona como un laboratorio vivo de esas soluciones para que después sean lanzadas en otros mercados de forma más amplia.

JOHANNESBURGO

Pionera en la adaptación al uso de la bicicleta La capital sudafricana implantó corredores de autobuses en 2009 para satisfacer las demandas del comité para organizar la Copa del Mundo de 2010. El sistema cuenta aproximadamente con 100 quilómetros de vías exclusivas y 143 autobuses nuevos. El proyecto es el primero de su tipo en el continente africano y la expectativa es la reducción del 15% del flujo de automóviles en la ciudad. Además de los corredores, fueron creados estacionamientos próximos a las estaciones, para que las personas dejen sus coches y suban a los autobuses. Además de mejorar la movilidad de los habitantes, el proyecto de corredores de autobuses es la mayor iniciativa de la ciudad para reducir las emisiones de carbono. La principal medida tomada hasta mediados de 2011 fue incluir los vehículos en el sistema que utiliza diesel menos contaminante, con concentración de hasta 50 ppm (partes por millón) de azufre. El combustible más usado contiene 500 ppm. La ciudad está investigando la viabilidad de utilizar otros www.analise.com

TRÁNSITO DE SÃO PAULO El paulistano se queda en el tránsito por...

2 horas y 42 minutos por día 2 días y 6 horas por mes 27 días por ano

combustibles más limpios. Con el proyecto, Johannesburgo pretende dejar de emitir 1,6 millones de toneladas de carbono equivalente hasta 2010. Sólo en 2010, los resultados mostraron una reducción de 383 mil toneladas de carbono equivalentes, poco más del 2% del total que la ciudad de São Paulo emite. La puesta en práctica del nuevo sistema pasó por una serie de desafíos. La propia estructura de las vías de la ciudad, dificultó la integración de diferentes regiones, inicialmente proyectadas para separar a blancos y negros. De esta forma, la acción también funciona como una de las iniciativas del gobierno local para integrar a los 3,8 millones de habitantes de la ciudad. Otro problema histórico de la ciudad es que los transportes no eran regulados. La situación generó un sistema caótico con amplia circulación de furgonetas y taxis sin registro, lo que provocaba tránsito aún fuera de los horarios de pico. Para solucionar esta cuestión los taxistas fueron incluidos en el sistema bajo la coordinación de la prefectura. Para implementar el proyecto, la prefectura de Johannesburgo estudió las iniciativas de éxito en otras ciudades del mundo, entre ellas Curitiba (PR). Para financiar el proyecto fue utilizada una solución poco común. El gobierno local realizó un financiamiento directamente con una institución financiera privada, el HSBC, a ser pagada en 11 años.

HEIDELBERG

Construyendo un barrio nuevo con emisión cero La ciudad de Heidelberg, en el sudeste de Alemania, va a construir uno de los primeros barrios en el mundo con emisión cero de carbono a través de la compensación total de las emisiones generadas por las edificaciones. El consumo de energía en edificios responde al 45% de la emisión de las ciudades que forman parte del C40 Large Cities. Para viabilizar el proyecto, la prefectura de la ciudad adquirió un área de poco más de 1 millón de metros cuadrados que antes estaba destinada al almacenamiento de carga y

vendió lotes a los desarrolladores inmobiliarios que se comprometieron a utilizar patrones rigurosos de conservación de energía. Para alcanzar su objetivo, el proyecto incluye iniciativas para garantizar la reutilización de la totalidad del agua en los edificios y el aprovechamiento del agua de lluvia, uso solamente de fuentes renovables para el calentamiento y la generación de electricidad, y la construcción de los edificios según el patrón de conservación de energía conocido como “passive houve” (lo que significa “casa pasiva”). En 2010 existían cerca de 25 mil edificaciones construidas en ese patrón en toda Europa y apenas una decena en los Estados Unidos. El barrio de Heidelberg será la mayor aglomeración de construcciones de este tipo en el mundo. El principal criterio para la construcción de esas edificaciones es el consumo total de energía de 120 kWh (kilowatt hora) por metro cuadrado al año. El consumo es cerca de 80% menor que en los edificios convencionales por causa principalmente del aislamiento térmico y el uso de energía solar para el calentamiento. Para efectos de comparación, una secadora de ropas usa cerca de 1.000 kWh de energía eléctrica por año. La energía utilizada en el barrio será proveniente de plantas geotérmicas y generación eléctrica a partir de biomasa. Según Eckart Würzner, prefecto de Heidelberg, además de normas estrictas de conservación de energía, la reducción general del consumo es fundamental. Entre 1993 y 2007, el consumo total de energía de la ciudad cayó a la mitad pasando de 120 mil MWh para 60 mil MWh al año. Ese volumen de energía es equivalente al consumo anual de aproximadamente cinco mil familias en los Estados Unidos, Heidelberg posee cerca de 150 mil habitantes.

PARIS

Una nueva organización del territorio urbano São Paulo y París, la capital francesa, enfrentan problemas semejantes relacionados a la movilidad. Las dos metrópolis están en el centro de aglomeraciones urbanas que lidian con un gran flujo diario de viajes intermunicipales, la degradación de algunas regiones de la ciudad y la supervalorización de otras. La situación provoca una sobrecarga en el sistema público de transportes y lleva a sus habitantes a gastar horas para llegar al trabajo todas las mañanas y regresas a sus residencias al final del día. Además, la emisión de contaminantes y gases de efecto invernadero por la flota aumenta en razón de los viajes tan largos. La ciudad de París está implementado un plan para cambiar ese cuadro a través de cambios en el sistema de transporte y de incentivos para diversificar la oferta de servicios y viviendas en los barrios de la ciudad. El primer paso para São Paulo OUTLOOK

199


c40 são paulo summit

desarrollar el concepto, conocido como ciudad compacta, fue dado en el 2001 con la implementación de un proyecto para renovar el transporte público colectivo de París. El principal objetivo era integrar las rutas de ómnibus con el flujo proveniente de los nueve municipios adyacentes a la ciudad que forman parte de la región metropolitana y cuentan con una población de nueve millones de personas. La capital francesa posee cerca de dos millones de habitantes. En el 2007, se adicionó a esa iniciativa una meta para reducir las emisiones de carbono y otros contaminantes emitidos por la flota de la ciudad. El objetivo es disminuir un 30% para el 2020 con base en las mediciones del 1990. La segunda fase del plan, actualmente en ejecución en la ciudad, prevé la recuperación de las regiones degradas y el incentivo para diversificar la oferta de servicios, comercio y opciones de transporte en los barrios de la ciudad. El objetivo es traer a más personas a vivir cerca del centro del municipio y evitar que otras regiones de la ciudad tengan una concentración de un determinado tipo de vivienda o servicio, reduciendo de esa forma la necesidad del desplazamiento de los habitantes. El gobierno de París ha actuado directamente en la reestructuración de sus barrios por medio de la gestión de autorizaciones para nuevos emprendimientos. Con eso, busca equilibrar la presencia del comercia, viviendas, escuelas y otras actividades en cada región. Como parte del plan para recuperar las regiones degradadas y cohibir la supervalorización de inmuebles en otros sectores del municipio, la prefectura construye viviendas populares en áreas estratégicas. La ciudad de São Paulo está dando los primeros pasos en esa dirección con el proyecto de la Nova Luz, que tiene como objetivo reurbanizar un área degradada de 500 mil metros cuadrados en el centro de la capital paulista y aumentar la densidad demográfica del local (lea más sobre este proyecto en la página 197). La Región Metropolitana de São Paulo cuenta con más de 20 millones de habitantes en 39 municipios, constituyendo así la séptima mayor aglomeración urbana del mundo. En el C40 São Paulo Summit, realizado en Julio del 2011, la Prefectura de São Paulo y la vice prefecta de París, Anne Hidalgo, firmaron un acuerdo colaboración.

PORTLAND

Financiamiento para eficiencia energética El programa Clean Energy Works fue lanzado en la ciudad americana de Portland, en el estado de Oregón, en el 2009 con el objetivo de aumentar la eficiencia en el consumo de energía de las residencias locales. La iniciativa combina la inversión en tecnología verde con una estructura

200

São Paulo OUTLOOK

SÃO PAULO EN NÚMEROS 18

TURISMO

20

Motivo de la visita Negocios Eventos Otros Turistas brasileños Permanencia promedio Gastos promedio/día Origen de los brasileños São Paulo Río de Janeiro Minas Gerais Paraná Río Grande del Sur Turistas extranjeros Permanencia promedio Gastos promedio/día

56% 22% 22% 10,1 mi 3,6 dias R$ 130

LOS 10 MAYORES EVENTOS

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

37% 14% 9% 9% 5% 1,6 mi 5,6 dias US$ 150

Público 4 mi

Evento Virada Cultural Desfile GLBT Reveillón en la Paulista 740 mil Bienal del Libro 650 mil Salón del Automóvil 530 mil Bienal Internacional de Arte 240 mil Salón Dos Ruedas Muestra Internacional de Cine 200 mil GP Brasil de Fórmula 1 140 mil Carnaval 110 mil

3 mi 2,4 mi

5o mayor zoológico del mundo

Origen de los extranjeros

23% Estados Unidos

8% 7% 6%

Inglaterra

19

6 minutos tiene el mayor

43%

13%

Argentina

Realiza un evento cada

desfile GLBT

Otros

Canadá Colombia

HOTELERIA

Hotele Apartamentos Tasa de ocupación Precio promedio Lugares más visitados Museos Parques Centros nocturnos Teatros Centros para shows

410 42 mil 69% R$ 205

24o en el ranking mundial de ciudades

por eventos de negocios internacionales SPFW es la 5 semana de la moda del mundo a

83% 81% 67% 56% 37%

21

EVENTOS

Eventos por año Lucros Área destinada para eventos Empresas expositoras Visitantes

de financiamiento que posibilite a los habitantes realizar mejorías en sus casas y apartamentos. El proceso comienza con una autoría voluntaria en la residencia que identifica los puntos donde existe desperdicio de energía, considerando el aislamiento térmico de la casa – en puertas, ventanas y techo – y el consumo de gas natural, energía eléctrica y agua. Los habitantes reciben luego un estimado del costo de las reformas necesarias para reducir el consume de energía y la economía esperada en las cuentas de luz, gas o agua luego de realizar los cambios. Después que el presupuesto es aprobado, los habitantes cierran un acuerdo con una de las compañías acreditadas en el programa para realizar la reforma y realizan un financiamiento de hasta 20 años con las mensualidades inclusas en

90 mil R$ 2,9 bi 700 mil m2 29 mil 4,3 mi

el valor de la cuenta de luz, gas o agua. En el 2009, un proyecto piloto fue lanzado con 500 residencias. A partir de Marzo del 2011, el programa se expandió hacia otras ciudades del estado de Oregón y se estima que, en dos años, esté disponible en la mayor parte de los municipios. Inicialmente estructurado por la prefectura, que fue la que hizo la inversión inicial para la creación del fondo de financiamiento, el programa pasó a ser administrado por una organización sin fines de lucro, la Clean Energy Works Oregon, a mediados del 2010. Portland también se asoció a compañías de suministro de energía y gas natural. En el 2008, ceca de 2,3 mil residencias de la ciudad ya habían realizado la auditoría de forma voluntaria, antes de la existencia del programa, sin embargo las reformas no fuewww.analise.com


c40 são paulo summit

22

Todo el sistema – desde la colecta hasta el tratamiento y el destino final de los desechos – es operado por una compañía privada que mantiene un contrato con la prefectura de San Francisco. El material reciclable es procesado y vendido por la empresa, en forma de fertilizantes, material orgánico, y puede ser utilizado para generar energía por medio del biogás generado en biodigestores. Los desechos sólidos y otros residuos generados en la construcción civil tampoco pueden ser destinados a vertederos. La prefectura cuenta con una red de compañías certificadas para colectar y descartar de forma adecuada ese tipo de materiales, enviando la mayor parte para ser reciclada. Las bolsas plásticas están prohibidas en establecimientos comerciales, además del uso de utensilios de plástico en restaurantes o por servicios de entrega de comida. Si todas las residencias y establecimientos comerciales de San Francisco participar de forma adecuada en el programa la ciudad puede tener apenas un 10% de los desechos destinados a vertederos ya para finales del 2011.

GASTRONOMÍA

Restaurantes Bares Pizzerías Parrilladas Restaurantes japoneses Opciones de entrega

12,5 mil 15 mil 1,5 mil 500 250 2 mil

23

CULTURA Y ESPARCIMIENTO

631 Centros deportivos 9 Estadios de fútbol 4 Campos de golf 1 Autódromo 160 Teatros 280 Salas de teatro 600 Espectáculos teatrales por año 294 Salas de shows y de conciertos 110 Museos 88 Bibliotecas 55 Cines 260 Salas de cine Grandes centros para espectáculos 7

1 millón de pizzas producidas por día

10,4 millones de

panes producidos por día El restaurante paulista DOM o fue electo el 7 mejor del mundo

ron hechas por la falta de financiamiento. Hasta el 2011, más de 1.000 residencias en todo el estado de Oregón ya habían realizado la auditoria. Se estima que las reformas reduzcan el consumo de energía, gas y agua de las residencias, en un valor promedio de 50%.

SAN FRANCISCO

20% de los desechos van para vertederos La ciudad americana de San Francisco, en el estado de California, cuenta con un sistema de tratamiento de desechos sólidos que destina apewww.analise.com

24

COMUNICACIÓN

9 Emisoras de TV 14 Emisoras de radio 300 mil Tirada diaria del exemplares periódico más importante 80 Proveedores de Internet banda ancha 4 Proveedores de TV por cable 1,18 Celulares por habitante (en el 2010) 4 mi Llamadas utilizando teléfonos fijos

nas el 20% de los desechos para vertederos, el menor índice registrado en los Estados Unidos, y posee la meta de alcanzar el reaprovechamiento y el descarte adecuado de todos los desechos generados en el municipio para el 2020. La operación de colecta y tratamiento de desechos en la ciudad cuenta con un sistema obligatorio de reciclaje y compostaje aplicado a todas las residencias y establecimientos comerciales. Es obligatoria la clasificación de los desechos en material reciclable, material orgánico para compostaje y desecho común. Existe un incentivo financiero para realizar la separación. La colecta de reciclables y material de compostaje se realiza sin costo mientras que la colecta de desecho común que va para vertederos es un servicio que se debe pagar.

SÍDNEY

Plan para acabar con el uso del carbón para el 2030 Australia es el mayor emisor de carbono per cápita entre los países desarrollados del mundo, principalmente porque la mayor parte de la energía es producida en plantas termoeléctricas que alimentadas con carbón, un recurso abundante y barato en el país. La ciudad de Sídney finalizó en el 2011 un plan para reformular todo su sistema de energía, actualmente basado en el uso del carbón, para una red descentralizada de pequeñas plantas generadores para el 2030. La primera fase del proyecto prevé el uso del gas natural que, posteriormente debe ser substituido por biogás generado a partir de desechos sólidos. La quema del gas natural genera un 40% menos de gases de efecto invernadero que la quema del carbón y el proceso que utiliza biogás tiene la capacidad de ser carbono neutral. El sistema también aprovechará el calor para el calentamiento de agua y, más adelante, será utilizado para refrigeración en un proceso conocido como trigeneración. Primeramente, será creada un red con 15 plantas generadoras en cuatro áreas de Sídney, lo que debe generar una reducción de la emisión de cerca de 1,4 millones de toneladas de carbono al año, cerca de un 9% del total de carbono emitido por la ciudad de São Paulo en un año. La meta de Sídney para el 2030 es la de reducir en un 70% las emisiones de carbono en el centro de la ciudad y en un 26% en todo el municipio, en relación al 2006. La generación local también disminuye las pérdidas asociadas al transporte de la energía, además de reducir la demanda por nuevas plantas generadoras alimentadas con carbón en municipios vecinos para abastecer a la ciudad. 0 São Paulo OUTLOOK

201


proyectos

34

PROYECTOS PaRa COnSTRuiR EL

fuTuRO Las obras e inversiones en curso en las áreas de transporte, educación, salud y planificación urbana que contribuirán con el desarrollo de la ciudad

Las acciones

Energía

Ciudad limpia

La lista de los proyectos y como cambiarán el panorama de la ciudad

Entienda cómo la ciudad utiliza residuos para iluminar las casas de 700 mil personas

La metrópoli antes y después de la acción para acabar con la polución visual

Proyectos

LAS ACCIONES QUE VAN A CAMBIAR LA CIUDAD La décima ciudad más rica del mundo, São Paulo acompaña el crecimiento económico de Brasil e invierte en infraestructura para recibir los juegos de la Copa del Mundo Referente a la página 48

L

os desafíos para el desarrollo de São Paulo son varios. Desde el sistema vial y de trasportes hasta la seguridad y la recuperación de los espacios urbanos, hay mucho por hacer. Principalmente considerando que pocas ciudades en el mundo enfrentan esas cuestiones en igual escala que la capital paulista. São Paulo es la séptima mayor ciudad del mundo con más de 11 millones de habitantes. Integra la décima aglomeración urbana más rica del mundo con

202

São Paulo OUTLOOK

un PIB de casi 400 mil millones de dólares, un valor que se equipara al de un país entero del tamaño de Las Filipinas. Cuando el asunto es flota de taxis y helicópteros, pierde solamente para Nueva York. La ciudad ya alcanzó algunas conquistas importantes. Es una referencia mundial en el turismo de negocios, el esparcimiento, la gastronomía y la cultura. Está entre los municipios que realizan más trasplantes de órganos en el mundo y, en el 2011, la perspectiva es la de alcanzar el nivel de violencia considerado aceptable por la Organización Mundial de Salud (OMS) de 10 homicidios por cada 100 mil habitantes al año. Con la proximidad de la realización de la Copa del Mundo en Brasil, en el 2014, la ciudad se prepara para ser una de las sedes de los juegos, invirtiendo en infraestructura para recibir a turistas y seguidores. La ampliación de los aero-

puertos ya comenzó y los estadios de fútbol ya están en obras. La conclusión de la carretera de circunvalación alrededor de la ciudad y la realización de obras en avenidas debe contribuir para desahogar el tránsito. El paisaje urbano también está cambiando. Las áreas degradadas ganaron proyectos urbanísticas y para el aumento de la densidad poblacional, con el objetivo de atraer más personas para el centro de la ciudad, más cerca de la abundante oferta de transporte, servicios y comercios. Una de las mayores intervenciones urbanas del mundo será realizada en la región central de la ciudad con el proyecto de la Nova Luz. Nuevos centros comerciales están siendo construidos, ampliando las opciones de compras y la polución visual sufrió un ataque certero que renovó la fachada de las calles y avenidas.

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proyectos

SISTEMA VIAL

Transporte

RESTRICCIÓN DE VEHÍCULOS LIDERA MULTAS

Metro tendrá 72 estaciones en 100 kilómetros

Inversiones para mejorar el transporte colectivo y en obras viales que deben ayudar a desahogar el tránsito prometen facilitar los desplazamientos dentro

La ciudad cuenta con 70 kilómetros de metro en cuatro líneas en operación. Hasta el 2014, debe ganar más de 30 kilómetros y diez estaciones. Con eso, la malla metroviaria alcanzará 100 kilómetros y 72 estaciones. La extensión de la Línea 5 – Lila entró en obras en el final del primer semestre del 2011. El tramo entre las estaciones Adolfo Pinheiro y Chácara Klabin tiene 10,4 kilómetros. Cuando esté concluida, la línea va a conectar el Capão Redondo y la Chácara Klabin, en la zona sur de la capital, atendiendo diariamente a 700 mil pasajeros. La estación Pinheiros, la cuarta de la Línea 4-Amarilla en comenzar a operar de forma comercial y la 62da estación del sistema metroviario, comenzó a funcionar en el primer semestre del 2011. La Línea 4-Amarilla, que atiende a los pasajeros de la región de la Avenida Paulista, hoy se integra con la Línea 2-Verde en la estaciones Paulista y Consolação. La previsión era realizar la integración con las líneas 1-Azul y 3-Roja, en el segundo semestre del 2011, junto con la inauguración de las estaciones Luz y República respectivamente. Con eso, la Línea 4-Amarilla pasará a operar también los sábados y domingos. Un monorraíl en la zona sur de São Paulo debe comenzar a ser construido aún en el 2011, con plazo de 42 meses para ser concluido. La línea va a conectar la estación Jabaquara, de la Línea 1, el Aeropuerto de Congonhas y el barrio de Morumbi, en la zona sur. El contrato para la obra está estimado en 862 millones de dólares. El monorraíl tiene 18 kilómetros de extensión. Como es un tren de superficie, el número de desapropiaciones será menor. La Prefectura también está contribuyendo para la expansión del metro, con una inversión de mil millones de reales.

Carretera de circunvalación

Circuvalación debe estar concluida en 2014 La carretera de circunvalación “Mário Covas” es una de las principales obras para desahogar el tránsito de São Paulo. Cuando esté totalmente concluido, en 2014, la circunvalación en torno de la ciudad tendrá 176,5 kilómetros de extensión y va a interconectar carreteras. También facilitará el acceso al Aeropuerto Internacional de São Paulo y al Puerto de Santos, eliminando el tránsito de paso por la capital. La obra, realizada por el gobierno del Estado, comenzó en 1998 y dos tramos ya están en operación. El primero en ser abierto, en 2002, fue el Oeste. El Sur fue terminado en marzo del 2010, después de casi tres años de obras, facilitando el acceso al litoral. La inversión en los dos tramos totalizó 8,4 mil millones de reales. Los otros dos tramos, este y norte, deben consumir 10,8 mil millones de reales. Con el tramo Sur en operación, cayó 22% la lentitud del tránsito en la ciudad. En el primer semestre del 2011, la previsión era que las obras del tramo Este comenzarían en Septiembre. El mismo consorcio que asumió las obras del tramo Sur tendrá tres años para entregar dicho tramo. El tramo Norte estaba en fase de licenciamiento ambiental, que definirá el trazado y posibilitará el lanzamiento de la licitación. La previsión es iniciar las obras a finales del 2011, con término en el 2014.

EL PRECIO DEL METRO DE SÃO PAULO Costo medio por km construido en la ciudad, en millones de US$

700

300

280

250

230 150

Nueva York

Londres

Tokio

Berlín

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París

São Paulo

100 Seúl

65 Madrid

Multas de tránsito por tipo de infracción Restricción 29%

Velocidad 28%

Otros 22% Estacionamiento 14% Celular 7%

Ómnibus

Más dos estaciones de ómnibus La ciudad de São Paulo está invirtiendo en proyectos para mejorar la calidad del transporte por ómnibus. La Prefectura pretende colocar en operación hasta el 2012 dos nuevas estaciones de ómnibus: en Itaquera, zona oeste, y en la Vila Sônia, zona sur. También están previstos nuevos carriles para ómnibus en regiones como Radial Este, Casa Verde, Vila Sônia y Berrini. Del 2006 al 2010, fueron inaugurados los carriles Expreso Tiradentes y Vereador José Diniz. Actualmente, el municipio posee diez carriles exclusivos para ómnibus, el equivalente a 120 kilómetros de vías expresas. Una de las principales ventajas de los carriles es dar más velocidad al transporte colectivo, debido a que de esta forma los ómnibus no se quedan parados en los congestionamientos. La Prefectura trabaja también con obras de recalificaciones en los carriles y estaciones de ómnibus, que ya están siendo ejecutadas, en las estaciones Vila Nova Cachoeirinha y Santo Amaro y en el carril Campo Limpo-RebouçasCentro. Otras cinco estaciones y seis carriles también van a pasar por el mismo proceso. Entre el 2009 y Mayo del 2011, 6,2 mil paradas de ómnibus fueron revitalizados. La previsión para el 2012 es contar con 46% de las paradas substituidas. Como medida para mejorar y expandir los servicios, la Prefectura adopta proyectos paralelos como la renovación de 67% de la flota de ómnibus y el aumento de la oferta de lugares. Los microbuses, capaces de transportar 40 personas, están siendo substituidos por medibuses, con capacidad para 53 pasajeros. La ciudad cuenta con 1,3 mil líneas de ómnibus, que recorren 4,3 mil kilómetros de vías. La capacidad de pasajeros transportados por vehículo va de 21, en los microbuses, hasta 190 personas en los biarticulados.

120 Média mundial

São Paulo OUTLOOK

203


proyectos

Tecnología

290 camaras monitorean el tránsito en tiempo real Para mejorar la fluidez del tránsito, la ciudad de São Paulo invierte en tecnología. La Compañía de Ingeniería del Tráfico (CET) está modernizando su centro operativo, que monitorea 870 kilómetros de vías con casi 300 cámaras, para permitir el análisis de informaciones en tiempo real y proporcionar respuestas más rápidas en caso de congestionamientos, accidentes y otros eventos que afectan la fluidez del tránsito. En las calles, la señalización está siendo mejorada a través de la instalación de semáforos inteligentes. Esos dispositivos son regulados automáticamente para mejorar la eficiencia en las intersecciones llevando en consideración el volumen de vehículos en la vía, dato que es suministrado por sensores instalados en el asfalto.

Tránsito

Interveciones viales ayudan a reducir puntos de lentitud Un paquete de obras viales va a ayudar a desahogar el tránsito de la capital. Una de las más importantes es la ampliación de la Marginal Tietê, que resultó en 46 kilómetros de la nueva pista central, además de la inserción de seis carriles y tres vías de acceso. La inversión del gobierno del Estado y de las empresas de servicios públicos que administran las Carreteras Bandeirantes/Anhanguera y Ayrton Senna/Carvalho Pinto es de cerca de 1,3 mil millones de reales. Las márgenes del Río Tietê deben ser urbanizadas, con un nuevo modelo de ocupación, como ya ocurre hoy en la Marginal del Pinheiros. Hasta el final del 2012, la Prefectura de São Paulo planifica concluir las obras de extensión de la Radial Este y de la Avenida Roberto Marinho, duplicar la Carretera del M’Boi Mirim, implantar la Circunvalación/Via Parque do Guarapiranga, recuperar 30 puentes y viaductos y realizar también intervenciones de gestión de tráfico en 15 puntos de congestionamiento crónicos de la ciudad. El Complejo Vial Padre Adelino, que va a conectar los barrios de la Mooca y Tatuapé, en la zona este está casi listo. Aguarda apenas las vías de acceso, la señalización y la iluminación. Otra obra planificada es el nuevo Túnel Imigrantes, que va a conectar la Avenida Roberto Marinho a la Imigrantes, facilitando el acceso al litoral.

204

São Paulo OUTLOOK

Fluidez

MUERTES ENTRE MOTOCICLISTAS CRECEN Número de muertes por año en el tránsito de la capital

466

478

478 428

380 345

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Prevención

La meta es reducir a la mitad los atropellamientos La Prefectura de São Paulo está invirtiendo en acciones para disminuir las muertes por accidentes de tránsito y atropellamientos. Una de las medidas fue la creación de 11 zonas de protección para peatones, en el primer semestre del 2011. Aparte de la señalización, fueron destacados fiscales para dar orientación en esos locales críticos. También ya fueron implantados 708,8 mil metros cuadrados de señalización horizontal y 274 nuevos cruces peatonales fueron iluminados, 124 más de lo que fue planificado inicialmente. La meta es reducir a la mitad los atropellamientos. Por cada cuatro muertos en el tránsito, dos son peatones. Los índices de muertes involucrando motos son los únicos que aumentaron en el 2010. El aumento del número de motociclistas muertos fue de 11,7% revertiendo la disminución del año anterior. Para reducir las ocurrencias, la prefectura creó el motocarril en el carril Vergueiro y prohibió la circulación de motos en la vía expresa de la Marginal Tietê. La ciudad tiene otro motocarril en la Avenida Sumaré y la prefectura pretende instalar dos más en la ciudad. Desde el 2005, el número de víctimas en accidentes está disminuyendo. Hubo 26 mil accidentes en 2010, con 1,3 mil muertes. El número es 1,8% inferior al del año anterior. Desde 2005, esos números se mantienen en disminución, totalizando 9,8% en seis años. Una de las medidas adoptadas por la Compañía de Ingeniería de Tráfico (CET) para reducir las ocurrencias fue la reducción de los límites de velocidad en grandes avenidas de la ciudad. En el primer semestre del 2011, el límite pasó de 70 km/h para 60 km/h en vías como la Tiradentes y Santos Dumont, en la zona norte.

Propuestas para reducir los congestionamentos Varias propuestas ya entraron en discusión para mejorar la fluidez del tránsito de la capital, como ampliar la restricción, restringir la circulación de carros en el centro de la ciudad y hasta el cobro de peaje en las Marginales Pinheiros y Tietê. El proyecto que trata del peaje urbano en el centro de la ciudad llegó a ser presentado en la Cámara Municipal en el 2008, pero fue retirado para hacerle modificaciones. El nuevo proyecto de ley, de autoría del concejal Carlos Apolinário (DEM), está actualmente en la Comisión de Constitución y Justicia esperando la aprobación para que pueda ser tramitado en la Casa. En cuanto al cobro de peajes en las Marginales, los ejecutivos municipales y estatales desistieron de la idea. El proyecto transfería al Estado la administración de las dos vías y autorizaba la concesión de ellas a la iniciativa privada, con la instalación de nuevas pistas con peajes. También llegó a ser estudiada la creación de la restricción par-impar, con un esquema de restricción de la circulación según la matrícula par o impar de los vehículos. Esa sería una forma de eliminar más carros de las calles, debido a que con el aumento de la flota la restricción de vehículos actual perdió parte de su eficacia. Pero hasta el momento, no hay ningún proyecto oficial para implantar la nueva forma de restricción. Desde el 2008, se puso en práctica en la ciudad la política de prohibir el estacionamiento en algunos lados de las vías y terminar con las plazas de Zona Azul para dar más fluidez en puntos críticos. La Prefectura de São Paulo también determinó restricciones a la circulación de camiones en la ciudad. En el 2009, fueron creadas normas para ordenar la circulación de ómnibus fletados en la ciudad, como la definición de áreas para el embarque y desembarque de pasajeros.

USTED SABÍA QUE...

190

pasajeros es la capacidad de los autobuses articulados en São Paulo …los vehículos de dos pisos en Londres acogen a

70 pasajeros

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proyectos

Plano de acción

Línea Expresa

Comité establece directrices para mejorar el transporte

São Paulo estudia la propuesta del primer tren bala en Brasil

Una seria de directrices para mejorar la calidad del transporte paulistano fueron definidas por el Comité Municipal de Cambios del Clima. El plan de acción, divulgado en Mayo del 2011, establece cuatro objetivos principales: dar prioridad al transporte público colectivo y a los medios de locomoción no motorizados, promover el uso de combustibles renovables y energías limpias y adoptar medidas que amplíen la integración de los diferentes medios de transporte de la ciudad. El documento también prevé mejores condiciones de las aceras y de los sistemas de señalización y control del tránsito. Otros puntos importantes son la renovación de la flota de transporte público y la ampliación de la red de trolebús para que la red de transporte sea más eficiente. Otro proyecto importante es el Plan Municipal de Movilidad y Transportes Sustentables, que está previsto en el Plan Director de la ciudad. La Cámara Municipal aprobó para el presupuesto municipal del 2011 una dotación de 15 millones de reales para su creación. La inclusión de los recursos en el presupuesto fue hecho luego del seminario de la Comisión de Tránsito y Transporte, que recibió las sugerencias de la sociedad. La red Nuestro São Paulo presentó un documento con propuestas de nuevas ciclovías, adopción de los carriles BRTs (Bus Rapid Transit), como los que ya existen en Curitiba, y carriles expresos de ómnibus en grandes arterias de la ciudad. El gobierno federal también anunció inversiones valoradas en 2,4 mil millones de reales en la capital por medio del PAC Movilidad Urbana Grandes Ciudades, para implantar nuevos sistemas de transporte público colectivo.

La instalación de un servicio de trenes de alta velocidad (TAV) en Brasil es un proyecto que ganó fuerza en los últimos años debido a la elección del país para ser sede de la Copa del Mundo del 2013 y de los Juegos Olímpicos del 2016. El proyecto actualmente está siendo discutido por los gobiernos federales, estatales y municipales y prevé 11 estaciones conectando la ciudad de Campinas (SP) a Río de Janeiro (RJ), pasando por São Paulo. En la capital paulista, serían dos paradas, una en el Campo de Marte, situado en la zona norte de São Paulo y otra en el Aeropuerto Internacional de São Paulo, en Cumbica. El proyecto aún es más un deseo que una realidad. A mediados del 2011, la iniciativa aún chocaba contra algunos obstáculos que dificultan prever si el servicio estará disponible en el 2016. Los atrasos en la licitación y la falta de un interesado para ejecutar el proyecto ya eliminaron la posibilidad de ser utilizado para transportar a los fans durante la Copa del Mundo. Las ventajas del sistema son muchas. La implantación requiere un uso menor del suelo, si se compara con la construcción de autopistas, y además reduce los impactos ambientales provocados por la emisión de gases contaminantes. Los TAVs son utilizados para el transporte de pasajeros y tiene la capacidad de alcanzar una velocidad superior a los 200 kilómetros por hora. El primer tren de alta velocidad comenzó su operación en el 1964, en Japón. Desde entonces, diversos países iniciaron estudios de viabilidad para la implantación del proyecto que, del 1981 al 2009, pasó a funcionar también en países como Francia, Italia, Alemania, España, Bélgica, el Reino Unido, China, Corea del Sur, Taiwán, Holanda y Turquía.  0

UN DÍA EN LA MARGINAL TIETÊ

24,5 km de extensión 24 puentes

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1,2 millones de viajes

1 accidente fatal por semana

RAYO X DE LA NOVA LUZ

500 mil es el área que será revitalizada 11 mil viviendas serán construidas R$ 12 mi ya fueron invertidos en el proyecto 10 a 15 anos es el plazo para la conclusión

Proyectos urbanísticos Proyectos urbanísticos deben revitalizar, en los próximos años, áreas degradadas de la ciudad y en el sector de infraestructura, el destaque son las reformas de ampliación en los aeropuertos Nova luz

Proyecto va a reconstruir el área degradad de la región central La Prefectura de São Paulo desarrolló un proyecto urbanístico para recuperar una de las áreas más degradadas del centro. Siguiendo una tendencia mundial de reurbanización de áreas centrales, un polígono formado por 45 cuadras pasará a contar con más habitantes, comercio y áreas de esparcimiento. El proyecto prevé la construcción de 11 mil nuevas moradas en el área delimitada por las avenidas Ipiranga, São João, Duque de Caxias, Cásper Líbero y la calle Mauá. La intención es mantener un flujo constante de personas en la región, con inmuebles de uso mixto. Será una de las mayores intervenciones urbanas ya realizadas en el mundo, con un área recuperada de 500 mil metros cuadrados. Para atraer frecuentadores y emprendedores, la revitalización también va a recuperar espacios culturales y el patrimonio histórico. El proyecto prevé además áreas de esparcimiento comunitarias, nuevas plazas, cafés y restaurantes. Ya fueron invertidos 12 millones de reales en el proyecto. Entre las propuestas, están la construcción de un boulevard en la avenida Río Branco, la transformación de la calle Mauá en un corredor cultural y la creación de un polo cultural y de entretenimiento en torno de la Estación de la Luz. Algunas calles como Vitória y Gusmões tendrán sus aceras alargadas y ganarán áreas verdes para estimular el uso mixto. São Paulo OUTLOOK

205


proyectos

El proyecto Nova Luz comenzó a ganar forma en el 2009, con la apertura de la licitación. El plan está siendo trazado por un consorcio de empresas, integrado por la empresa americana Aecom, que fue responsable por la revitalización del área portuaria de San Francisco, en los Estados Unidos, y de la región central de Manchester, en Inglaterra. El proyecto urbanístico tenía previsión para ser entregado hasta el final del 2011. A partir de ese momento, será elaborada la convocatoria de licitación para la concesión. La selección del vencedor debe ocurrir en el primer semestre del 2012. Se estima que, en cinco años, a partir del inicio de las intervenciones, ya sea posible percibir cambios en el área. El plazo previsto para la conclusión el proyecto es de 10 a 15 años.

Transporte aéreo

Inversión en obras de aeropuertos es de 1,3 mil millones de reales El Aeropuerto Internacional de São Paulo, en Cumbica, va a recibir obras de reforma y ampliación de un valor de 1,3 mil millones de reales. La Empresa Brasileña de Infraestructura Aeroportuaria (Infraero) ya dio inicio a la ampliación y revitalización del sistema de pistas y patios. También serán construidas pistas de taxi y salida rápida, además de una tercera terminal de pasajeros. La previsión es que hasta la Copa del 2014, por lo menos 40% de la nueva terminal esté listo para atender a la demanda. También están siendo implantados módulos operativos para dar soporte al embarque de pasajeros. Las estructuras tendrán 1,2 mil metros cuadrados, lo que ampliará la capacidad en 1 millón de pasajeros por año. La medida tiene una inversión de 3,4 millones de reales. En los últimos años, el Aeropuerto de Congonhas, en la zona sur de São Paulo, también pasó por obras de mejorías para atender el aumento de la demanda de pasajeros. Desde el 2003 al 2008, recibió escaleras automáticas, elevadores, nueva salas de embarque y desembarque, 12 puentes de embarque, posiciones de check-in, túneles de acceso, además de 3,3 millones nuevas plazas CAPITAL DE LOS EVENTOS

400 mil m para realización de ferias, exposiciones y eventos 90 mil eventos por año 75% de las ferias de Brasil 2

R$ 2,4 bi

de ingresos anuales

en el edifico de estacionamiento. La Infraero finalizó en el primer semestre del 2011 la construcción de las estructuras de concreto de la nueva Torre de Control de Congonhas. En total, la empresa invertirá 14,5 millones de reales en el emprendimiento. La torre tendrá 40 metros de altura, el equivalente a un edificio de nueve pisos, y contará con una cabina con 12,7 metros de diámetro – 5,7 metros mayor que la actual. La nueva torre dará a los controladores de vuelo una mejor visión de las pistas de aterrizaje y despegue y del patio del aeropuerto.

São Paulo OUTLOOK

11,7 millones

de turistas visitan la ciudad en 2010 ... es como si São Paulo fuera sede de una copa del Mundo por mes

Habitación

Un programa para eliminar el déficit de viviendas São Paulo posee un plan para erradicar para el 2024 el déficit de viviendas del municipio, que hoy es de 130 mil viviendas. El proyecto está en fase de discusión y algunas acciones están siendo ya ejecutadas. La propuesta engloba la construcción de nuevas unidades, reformas, adquisiciones financiadas, regularización de la propiedad de terrenos y el alquiler social. Serán necesarios 39 kilómetros cuadrados de terreno y 58 mil millones de reales para viabilizar las obras. La prefectura, el gobierno estatal y la Unión van a invertir cerca de 3,4 mil millones de reales por año en el proceso de urbanización. Por primera vez en la historia de la ciudad, viviendas populares comienzan a ser erguidas con recurso obtenidos para realizar obras que integran habitación, saneamiento, drenaje, salud pública, recalificación urbana y ambiental. En la región de Água Espraiada, por ejemplo, comenzaron a ser preparadas tres áreas para la construcción de 814 unidades. En Itaim Bibi, serán más de 249. Los habitantes que serán desplazados debido a la extensión de la Avenida Jornalista Roberto Marinho, en la zona sur de la ciudad, y de favelas ubicadas a lo largo de la vía van a ocupar 565 unidades. También en la zona sur, están siendo construidas 1,1 mil viviendas a través de la Operación Urbana Faria Lima. Otra acción del municipio es el Programa de Urbanización de Favelas y Manantiales, con obras de infraestructura y saneamiento. Están dentro del programa las dos mayores favelas de São Paulo: Heliópolis y Paraisópolis. El proyecto de urbanización de esta última fue destaque en las bienales de arquitectura de Rotterdam y Venecia.

Revitalización

Tres puntos están en fase de reurbanización Dos importantes puntos de la ciudad pasaron por procesos de revitalización en el 2011:

206

USTED SABÍA QUE...

la Plaza Roosevelt, en el centro, y el Largo da Batata, en la zona oeste. La región del Parque d. Pedro II, en el centro, también ya tuvo su reurbanización anunciada. La Plaza Roosevelt estaba degrada y se debe transformar en un área de convivencia con playground y área para canes. Estructuras de concreto que ocupaban el local y dificultaban la circulación están siendo demolidas. Las obras comenzaron en Octubre del 2010 y la previsión es que terminen en un plazo de dos años. La Prefectura invirtió 6 millones de reales y el Banco Interamericano de Desarrollo (BID), 30 millones de reales. En el sótano habrá un estacionamiento con 640 plazas. El Largo da Batata, en Pinheiros, también era una región que enfrentaba un proceso de decadencia. La primera etapa de las obras terminó en el 2010. Ya fueron invertidos 136 millones de reales y las nuevas obras tendrán un costo de 142 millones de reales. En el segundo semestre del 2011, comienza la construcción del garaje subterráneo con 450 plazas y la conclusión de la terminal intermodal, que permitirá la integración con el metro y el tren. Por la terminal, pasarán 26 rutas de ómnibus municipales, que atenderán a cerca de 80 mil pasajeros por día. La obra debe ser concluida en 12 meses. La estación Pinheiros del metro fue inaugurada en Mayo del 2011. El proyecto de revitalización del Parque Don Pedro II, en el centro, prevé la demolición de tres viaductos, la construcción de un centro de compras en la región de la Calle 25 de Marzo y la conexión del Mercado Municipal con una nueva unidad el Sesc-Senac, que será erguida en el lugar del Edificio São Vito.

Operaciones urbanas

Extensión de la región cercana a la línea férrea La Prefectura prepara otras tres operaciones urbanas para la ciudad. El mecanismo instituido en la capital permite que emprendedores construyan más allá de donde es permitido por la ley, mediante pago a la Prefectura. El objetivo www.analise.com


proyectos

de las Operaciones Lapa-Brás y Mooca-Vila Carioca es aprovechar mejor los alrededores de las líneas férreas, que hoy está subutilizado. Ya en el caso de la Rio Verde-Jacu, la propuesta es atraer a las empresas. Las construcción de casas a lo largo de la línea férrea va a permitir que habitantes que hoy viven en los afueras estén más cerca del centro, reduciendo los desplazamientos hasta los centros de trabajo. Actualmente, la densidad poblacional del área Lapa/Brás está en el orden de 56 habitantes por hectárea y en la Mooca/ Vila Carioca de 70 habitantes por hectárea. La intención es que la relación a 200 habitantes por hectárea. Hoy, la ferrovía es una barrera física y el proyecto quiere conectar los lados interrumpidos por las líneas, con la construcción de una nueva avenida, que sería una alternativa al Elevado Costa e Silva, el conocido Minhocão. Con eso, habría condiciones para su demolición y la revitalización del entorno. La operación Rio Verde-Jacu es orientada hacia la generación de empleos en el extremo de la zona este, “área dormitorio” con alta densidad demográfica y oferta insuficiente de trabajo. Entre las directrices del proyecto está la atracción de empresas para la región, aprovechando la extensión de la Avenida Jacu-Pêssego, que va a facilitar el acceso al Puerto de Santos y al Aeropuerto Internacional de São Paulo, en Guarulhos. La medida también disminuirá los desplazamientos entre el centro y el extremo este. La previsión es que la convocatoria para la licitación del proyecto urbanístico de las tres operaciones estuviese lista para finales del 2011.

Negocios

Más espacios para ferias y convenciones São Paulo concentra 75% del mercado brasileño de ferias y prepara nuevos emprendimientos para eventos y convenciones. El más importante es el Expo São Paulo, un complejo de exposiciones que será levantado en la región de Pirituba, en la zona norte de São Paulo. La Prefectura también está invirtiendo en el carnaval paulistano y prepara la Fábrica do Samba, que HOMICIDIOS SE REDUCEN EN 79% EN 10 ANOS Tasa de asesinatos por 100 mil habitantes

51,23 43,73

31,54

10 es el índice aceptable según la OMS 18,40 11,54 2000

2002

2004

2006

2008

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10,64 2010

acogerá los barracones de las escuelas. El Expo São Paulo tendrá tres pabellones de exposiciones, centro de convenciones y hoteles para la realización de ferias y eventos. La obra debe ser llevada a cabo por medio de una Asociación Público-Privada (PPP). Con el emprendimiento, la ciudad podrá postularse para ser la sede de la Expo 2020 y recibir otros grandes eventos, como el Congreso Mundial de la Fifa en el 2014. También está prevista, una arena multiuso, con capacidad para aproximadamente 20 mil personas, y 10 mil plazas de estacionamiento, en la última fase del proyecto. São Paulo ya cuenta con el Anhembi, en la zona norte de la ciudad, que sedea 30% de los eventos que tienen lugar en Brasil. Es uno de los mayores centros de convenciones de América latina, con 400 mil metros cuadrados de área total. El local pasó por una gran reforma, que resultó en la ampliación del área del Pabellón de Convenciones, además de modernizar los auditorios, y propiciar otras mejoras. Ya la Fábrica do Samba será un complejo para acoger los barracones de las 14 escuelas del grupo especial. Quedará instalado en un terreno de 77 mil metros cuadrados, próximo al Puente de la Casa Verde, en la zona norte de la ciudad. El proyecto va a recibir una inversión cercana a los 124 millones de reales y la previsión es que esté listo en el 2013.

Centros comerciales

Nuevos emprendimientos comerciales La ciudad ganará más opciones de compras con la apertura de nuevos centros comerciales. Uno de los mayores proyectos es el Centro Comercial JK Iguatemi, que está siendo construido en la Avenida Juscelino Kubitschek con la Marginal Pinheiros, y debe ser abierto en 2012. Será un centro de compras de alto patrón, con 200 tiendas. Veinte marcas internacionales, algunas inéditas en América Latina, abrirán sus puertas en el centro de compras. El JK tendrá además nueve salas de cine Premium, teatro y parque infantil. El proyecto arquitectónico prevé paredes de vidrio, que van a garantizar la iluminación natural y una visión del parque del Pueblo. La zona este también va a tener un centro comercial dirigido a las clases A y B, al final de 2011. El Mooca Plaza Shopping tendrá 250 tiendas y su construcción forma parte del proceso de revitalización del barrio.Otro centro comercial debe ser construido en la Avenida Paulista, en el terreno que fue de la mansión de la familia Matarazzo, hoy ocupado por un estacionamiento. La licencia que permite la ejecución de la obra ya fue otorgada. Está prevista la construcción de una torre con 124,5 mil metros cuadrados con siete niveles de estacionamiento para acoger al centro de compras.

USTED SABÍA QUE...

2.059 trasplantes de órganos fueron realizados en la ciudad en 2010…

…São Paulo es la ciudad que más trasplantes de riñón realiza en el mundo:

685 en 2010

Iniciativas verdes

Metas para minimizar los impactos ambientales La ciudad posee inversiones importantes para el desarrollo sostenible. De las 223 metas que la Prefectura de São Paulo pretende concluir hasta 2012, el 32% son dirigidas a minimizar los impactos ambientales generados por las actividades urbanas, además de proponer medidas de conservación y control del medio ambiente. La ciudad cuenta con una Ley de Cambios Climáticos, que orienta las acciones verdes implementadas en la capital. Entre las iniciativas adoptadas por el municipio están las medidas para incentivar el uso de medios de transporte no contaminantes, como la instalación de ciclo vías y bicicletarios en diversos puntos de la ciudad. También están en curso planes de prevención y combate de las inundaciones, inversión en recogida y tratamiento del saneamiento básico, y medidas de combate al despilfarro de agua. La ciudad mantiene, además, el servicio de recogida selectiva de residuos, incentiva el reciclaje y el descarte correcto de residuos. El aumento de las áreas verdes es otra preocupación del municipio, que tiene planes para la implantación de áreas verdes. Lea más sobre las medidas ambientales en el capítulo de iniciativas verdes de la ciudad, a partir de la página 213. 0

São Paulo OUTLOOK

207


GERMANO LUDERS/ABRIL IMAGENS

proyectos

Construcción del Shopping Vila Olímpia, en la Zona Sur: São Paulo tiene más de 50 grandes centros de consumo

Espacios públicos culturales son reformados Teatro Municipal - El Teatro Municipal de São Paulo pasó por una reforma que recuperó la fachada y sus vitrales y restauró pisos, poltronas y pinturas. Una de las intervenciones más importantes fue la modernización técnica del palco, que permitirá la puesta en escena de espectáculos que requieren más recursos tecnológicos. Los equipos soportan escenarios más pesados, que pueden ser cambiados rápidamente. El Municipal conmemora su centenario en 2011. Fue reabierto en junio de 2011, después de tres años en obras. La inversión fue de 27,7 millones de reales. Pinacoteca del Estado - La Pina-

coteca del Estado, en el centro de São Paulo, está pasando por reformas. La previsión era que hasta el fin de 2011 los visitantes pudiesen conocer la nueva exposición de larga duración de la colección. El segundo piso, que abriga la colección permanente, fue cerrado en 2010, la nueva exposición tendrá 600 obras, organizadas por temas. La Pinacoteca recibe por año cerca de 500 mil visitantes.

208

São Paulo OUTLOOK

Memorial del Inmigrante - El Me-

morial del Inmigrante, en la Mooca, zona este de São Paulo, fue cerrado por reforma en 2011. Cuando reabra, en 2012, se pasará a llamar Museo de la Inmigración y ofrecerá exposiciones más modernas e interactivas, con recursos multimedia. Allí funcionó la antigua Posada de los Inmigrantes, por donde pasaron personas de más de 60 nacionalidades y etnias, que llegaban a Brasil por el Puerto de Santos. La colección documental será digitalizada en los próximos cinco años. La inversión es de cerca de 5 millones de reales.

Biblioteca Mário de Andrade -

La Biblioteca Mário de Andrade, localizada en el centro de la ciudad de São Paulo, fue reformada y reabrió en 2011. El local tuvo su fachada recuperada, los muebles restaurados y, su colección pasó por un proceso de readecuación y de desinfección. La biblioteca recibe diariamente cerca de mil usuarios. Es la segunda mayor biblioteca pública de Brasil. Posee una colección con aproximadamente 3,3 millones de ejemplares, entre libros, periódicos y mapas. Entre los materiales que más se destacan, están las colecciones de arte y las obras raras.

DEPORTE Y ENTRETENIMIENTO En medio de los preparativos para la Copa del Mundo en Brasil en 2014, São Paulo prepara estadios para ser la sede de juegos y aumenta la oferta de actividades de entretenimiento y práctica de deportes Infraestructura

Estádios disputan la sede de los juegos de la Copa São Paulo es una de las ciudades sede para los juegos de la Copa del Mundo en Brasil, en 2014. El Corinthians se apresuró a construir un estadio en la zona este para recibir los juegos, llamado Itaquerão, pero aún hay dudas si estará listo a tiempo. Al final del primer semestre de 2011, el terreno estaba siendo limpiado y tuberías de la Petrobras que pasan por el local aún tienen que ser desviadas. También estaba en negociación el valor que sería pagado a la constructora por la obra, estimado en mil millones de reales. Otra opción es la Arena Palestra, estadio de www.analise.com


proyectos

Palmeiras, que está siendo erguido en la zona oeste. La construcción está evaluada en 360 millones de reales, pero tendrá 45 mil lugares menos que los exigidos por la Federación Internacional de Fútbol (FIFA) para recibir el juego de apertura. El estadio Morumbi, en la zona sur, inicialmente favorito, fue descartado por problemas de acceso al transporte público, escaso estacionamiento y falta de garantías financieras para adecuarse a las exigencias de la FIFA. En el primer semestre de 2011, fueron anunciadas obras de infraestructura en torno al estadio por un valor de 478 millones de reales, con plazo de conclusión para el primer semestre de 2013.

Recreación

Nuevas unidades del Sesc van a aumentar las opciones de entretenimiento Con 13 unidades actualmente en funcionamiento en la ciudad, la red Sesc (Servicio Social del Comercio) está en proceso de expansión en la capital. Los locales son mantenidos por el empresariado de comercio y servicios y ofrecen actividades culturales y deportivas. Los trabajadores en el comercio pueden matricularse y recibir descuentos, pero los espacios son abiertos al público en general. En 2011, está prevista la inauguración del Santo Amaro, en la zona sur, e del Sesc Bom Retiro, en el centro. Otra nueva unidad fue anunciada con el proyecto de reurbanización de la Avenida del Estado, que está siendo llamada Sesc Mercadão. Va a ocupar el terreno donde se encontraba el edificio São Vito, que fue demolido. Funcionará en colaboración con el Senac (Servicio Nacional de Aprendizaje Comercial). En 2012, la promesa es ver funcionando la unidad 24 de Mayo, en el centro, que ocupará el antiguo edificio de la Mesbla, con proyecto de Paulo Mendes da Rocha. Serán dos subsuelos, planta baja y otros 13 pisos. El Sesc Avenida Paulista, que funciona con carácter provisional, debe tener su sede definitiva en 2013. Con la apertura de las nuevas unidades, aumenta la oferta de espectáculos y opciones de entretenimiento, como canchas y piscinas. El Sesc también ofrece servicios de acceso a internet y asistencia estomatológica. Existen también programas de turismo social y actividades para personas de la tercera edad. Al final de 2010, entró en funcionamiento el Sesc Belenzinho, uno de los mayores del Estado, con un área construida de 50 mil metros cuadrados. La unidad, localizada en la Zona Este de la capital, ofrece seis piscinas para recreación y cursos, haciendo un total de más de 2 mil metros cuadrados de espejo de agua. www.analise.com

Tarjeta-postal

Represa de Guarapiranga se torna la nueva playa El Programa de Revitalización de la Orilla de Guarapiranga está implantando parques, ciclovías y aceras en las márgenes de la represa de Guarapiranga, en la zona sur. Los muros fueron sustituidos por cercas, revelando el paisaje que durante años permaneció escondido. Las aceras de concreto fueron cambiadas por piso permeable y una porción de césped. Una ciclo vía con diez quilómetros a lo largo de la orilla de la represa va a conectar siete parques que están siendo implantados. La idea es que los mismos sean unidos, formando la llamada Playa de São Paulo. Como la ciudad está lejos del mar, el título de “playa paulistana” cabe hasta hoy al Parque de Ibirapuera. Los parques tendrán canchas, playgrounds, campos de fútbol y hasta caminos “flotantes” y miradores. La previsión es que todos los parques estén abiertos hasta 2012. Áreas particulares fueron adquiridas y anexadas a los nuevos parques. Ya fueron invertidos 10 millones de reales en las obras y otros 10 millones deben ser invertidos también. La represa comenzó el año 2011 de fiesta. Por primera vez, fue palco de la fiesta la víspera de Año Nuevo y reunió 40 mil personas.

São Paulo Olímpico

Acciones para estimular a los jóvenes atletas El proyecto São Paulo Olímpico prevé la creación de un Centro de Deporte Paraolímpico en la región del Parque de Ibirapuera y un Centro de Alto Rendimiento de Atletas en la zona norte de la capital. El programa, que debe ser concluido en diciembre de 2011, incluye nuevos equipos, incentivos que estimulen a la práctica del deporte olímpico en las escuelas de la red pública y a la ampliación del Centro Olímpico de Entrenamiento e Investigación de São Paulo. El nadador César Cielo montó con jóvenes atleUSTED SABÍA QUE...

2.059 trasplantes de órganos fueron realizados en la ciudad en 2010…

…São Paulo es la ciudad que más trasplantes de riñón realiza en el mundo:

685 en 2010

tas, el Proyecto Rumbo al Oro 2016 y entrenan en el centro. Reformas en el Conjunto Deportivo Constâncio Vaz Guimarães, conocido como Ibirapuera, también están siendo realizadas. La pista de atletismo del Estadio Ícaro de castro Mello, fue reasfaltada con piso de tartán alemán, como el utilizado en el Estadio Olímpico de Berlín. Entre los espacios reformados, el gimnasio Geraldo José de Almeida obtuvo luces propias para transmisión en HDTV. La ciudad cuenta también, desde 2007, con el Club Escuela, con actividades deportivas, recreativas y culturales gratuitas para los jóvenes de la red pública. En el primer semestre de 2011, eran 106 unidades y 230 mil personas atendidas. Se estima que se construyan otros 200 Clubes Escuela hasta 2012.  0

EDUCACIÓN Y SALUD São Paulo invierte en cursos técnicos y en los parques tecnológicos, con la mirada puesta en el futuro. En la Salud, se destacan el crecimiento de la red pública y la calidad de los centros de excelencia. Inversiones

Parques tecnológicos serán polos de desarrollo El Sistema Paulista de Parques Tecnológicos (SPTec) tiene como objetivo atraer inversiones y crear empresas intensivas en conocimiento y base tecnológica. El objetivo es dar soporte al desarrollo de actividades empresariales e industriales y estimular la ayuda a la investigación dirigida a la innovación. Además de promover la cooperación entre instituciones de investigación, universidades, empresas y órganos públicos. Van a ser invertidos 300 mil reales para estudios de viabilidad del proyecto y la definición de la estructura de la primera institución en la ciudad, que debe ser erguida en la región de Itaquera, en la zona este de la capital. El Parque Tecnológico de São Paulo – Zona Este será construido en un área de 203 mil metros cuadrados y será dedicado al área textil y de la moda, tecnologías de la información y las comunicaciones, inteligencia de mercado y medios de comunicación. También está en estudio la segunda unidad, en Jaguaré, en la zona oeste. Deberá cubrir los sectores de las tecnologías de la información y las comunicaciones, salud, nanotecnología, accesibilidad, usabilidad y comunicabilidad para discapacitados. Los establecimientos que se instalen en parques tecnológicos tendrán beneficios municipales.

São Paulo OUTLOOK

209


proyectos

Educación

Otras tres facultades de tecnología en la ciudad La ciudad va a contar con otras tres Facultades de Tecnología (Fatecs). La previsión es de que una unidad de la Fatec, en Tatuapé, zona este de São Paulo, inicie sus actividades en el segundo semestre de 2011. Para 2013, el centro prevé la inauguración de una Fatec y una Escuela Técnica Provincial (Etec) en Itaquera, también en la zona este, y una facultad en el Parque Tecnológico de Jaguaré, próxima a la Universidad de São Paulo (USP). Actualmente, el municipio cuenta con 38 Etecs, con 52,4 mil matrículas, y cuatro Fatecs, que poseen 9 mil alumnos. En total, son ofrecidos 52 cursos técnicos y 21 cursos superiores de tecnología. El Centro Paula Souza, autarquía del Gobierno del Estado de São Paulo, es el responsable por la educación técnica y profesional gratuita en la ciudad de São Paulo. Ofrece cursos técnicos de nivel medio, por medio de las Etecs, y cursos superiores por las Fatecs. La Prefectura de São Paulo es responsable por ceder el terreno o edificio. Cabe al Centro Paula Souza la implantación de las unidades, además de todo el proyecto y el desarrollo pedagógico de las instituciones. La colaboración existe además en la oferta de cursos técnicos en 22 Centros Educacionales Unificados (CEUs), con cerca de 1,4 mil plazas.

SÃO PAULO EN NÚMEROS

São Paulo tiene 1 automóvil para cada 2 habitantes 25

TRANSPORTE

Flota Automóviles 5,1 mi Motos 880 mil Vans y camionetas 710 mil Camiones 160 mil Ómnibus 42 mil Taxis 33 mil Helicóptero 452 Trenes del metro 150 Viajes diarios Transporte colectivo 13,9 mi (55%) Transporte individual 11,3 mi (45%) A pie 12,6 mi Automóviles 10,4 mi Ómnibus 9 mi Metro 2,2 mi Vehículo escolar 1,3 mi Tren 815 mil Moto 721 mil Ómnibus fletado 514 mil Taxi 91 mil Congestionamiento 100 km en el horario pico (promedio en el 2010)

Plazas especiales de estacionamiento 33 mil Zona azul 1,8 mil Plazas para ancianos 768 Plazas para deficientes Fiscalización 2,5 mil Fiscales de la CET 7 mi Multas aplicadas 471 Vehículos remolcados Radales medidores de velocidad 547 152 Badenes electrónicos 2 Aeropuertos 44 Compañías aéreas Aeropuerto de Congonhas 205 mil Aterrizajes y despegues 15,5 mi Pasajeros (en el 2010) Campo de Marte 123 mil Aterrizajes y despegues 360 mil Pasajeros (en el 2010)

Proyecto para construir tres hospitales en dos años

210

São Paulo OUTLOOK

9,6 mi 3,7 mi 2,4 mi 9% 23% 27% 41% 3,2 mi 1,7 mi 1,5 mi 179 mil 143 mil 40 mil

Un ómnibus articulado puede transportar 190 pasajeros

Transporte público 15 mil Ómnibus 26 Empresas operadoras 29 Estaciones de ómnibus 10 Carril para ómnibus 1,3 mil Rutas de ómnibus 4,4 mil km Extensión 19 mil Paradas 62 Estaciones de metro 5 Líneas de metro 72,6 km Extensión del metro 89 Estaciones de trenes 6 Líneas de trenes Extensión de las líneas de trenes 260 km

Salud

La Prefectura de São Paulo anunció, al final de 2010, la realización de la primera Cooperación Público – Privada (PPP) en la Salud. Con inversiones de 4,5 billones de reales a 6 billones de reales, esa PPP es considerada una de las mayores del País. Están previstos tres nuevos hospitales, cuatro centros de diagnóstico por imagen, seis hospitales con nuevas instalaciones y la reforma de otras tres unidades. La entrega de las reformas, de las nuevas instalaciones y de los hospitales está prevista para ocurrir en un plazo de 6 a 24 meses, después de la firma de la colaboración. Los centros de diagnóstico por imagen serán los primeros a ser entregados a la población. Ya los nuevos hospitales tienen plazo de 12 a 18 meses para entrar en operación. El proyecto será dividido en tres partes y podrá contar con la participación directa de consorcios formados por, como máximo, cuatro integrantes. La empresa será responsable por las obras de ingeniería, suministro de equipos y mobiliario, además de los servicios como lavandería y lim-

Pasajeros diarios Ómnibus (en días hábiles) Metro (en días hábiles) Trenes (en días hábiles) Edad de los coches Hasta 1 año 2 a 5 años 6 a 10 años Más de 10 años Estacionamiento de coches Propio Patrocinado En la calle Pago mensual Pago por tiempo Zona azul

pieza. El número de camas pasará de 1.226 para 2.206, aumento del 79,93%. Las salas en centros quirúrgicos van a saltar de las 28 actuales para 53 y las salas de parto, de 11 para 20. Los tres nuevos hospitales serán construidos en los barrios de Capela do Socorro y Balneario São José, en la zona sur, y en Brasilândia, en la zona norte. La ciudad de São Paulo posee la mayor red hospitalaria del País, con 18 hospitales municipales y 16 unidades de emergencias. El Servicio de Asistencia Móvil de Urgencia (Samu) cuenta con 117 ambulancias. Las llamadas de emergencia son recibidas a través del teléfono 192.

Asistencia

Red pública municipal está em proceso de expansión La Secretaria Municipal de Salud se prepara para municipalizar y reabrir el Hospital Sorocabana, en la zona oeste de la capital, que fue cerrado en 2010. En mayo de 2011, la unidad fue declarada de utilidad pública y la expectativa en el primer semestre era que el hospital volviera a funcionar hasta el final de 2011. El servicio de salud de la capital cuenta con las unidades de Asistencia Médica Ambulatoria (AMA), creadas en 2005 por la prefectura. Para esos locales son enviados casos considerados www.analise.com


proyectos

era de 52,58 por cada 100 mil habitantes y en 2010, 10,64. São Paulo tiene la mayor flota de helicópteros del mundo

São Paulo tyene la mayor red de iluminación pública del mundo

6 mil cruces controlados por semáforos

4.200 coches y 200 ómnibus pasan por hora por la avenida Paulista (hora pico)

26

EMISIÓN DE CO2

27

INSPECCIÓN DE VEHÍCULOS

CO2 emitido (referência inventário 15,7 mi de toneladas

2009

de 2005 em toneladas equivalentes)

Carros

Ómnibus que usan combustibles renovables Biodiesel Eléctricos Etanol Ciclistas Bicicletas Parqueo para bicicletas Ciclovías Ciclocarriles Viajes diarios

15 mil 200 50 250 mil 38 36 km 44 km 304 mil

29 MUERTES EM EL TRÁNSITO DISMINUYENDO

1.566 1.505 1.487

1.463 1.382

2005 2006

2007

2008

2009

1.357

2010

1,2 mi

2,7 mi

Motos

26,7 mil

Camiones

266 mil 67 mil 59 mil

28

INFRAESTRUCTURA

Vías pavimentadas Puentes Viaductos Consumo de energía Total Residencial Comercial Industrial Otros Iluminación pública Distância do porto de Santos

17,2 mil km 47 136 27,3 mil GWh 11,1 mil GWh (41%) 9,2 mil GWh (34%) 4 mil GWh (15%) 3 mil GWh (10%) 570 mil lâmpadas 77 km

3 años es la edad promedio de los taxis

30 TAXIS

Cocheo/ 1.000 hab. São Paulo 3 Buenos Aires 10 Londres 3 Nueva York 1,5

Tarifa R$ 4,10 R$ 2,20 R$ 5,70 R$ 4,00

Por km recorrido R$ 2,50 R$ 1,10 R$ 7,20 R$ 3,00

Medicina

La capital cuenta con centros de excelencia en el área de la salud El sistema de salud pública cuenta con dos centros de excelencia, uno en el Instituto de cáncer del Estado de São Paulo (Icesp) y otro en el Instituto Dante Pazzanese de Cardiología. El Icesp inauguró en 2011, el Centro de Investigación en Oncología Traslacional, considerado el mayor laboratorio de investigaciones en oncología de América Latina. El instituto atiende a pacientes del Sistema Único de Salud (SUS) y recibe aproximadamente 12 mil nuevos casos diagnosticados de cáncer por año. Son realizados 34 mil procedimientos y asistencias por mes, siendo 500 cirugías, 11 mil consultas médicas, más de tres mil sesiones de quimioterapia y tres mil de radioterapia, dos mil consultas de urgencia y seis mil consultas multidisciplinarias. Con una inversión de 460 mil reales, Instituto Dante Pazzanese de Cardiología implantó el Centro de Cirugías Cardiológicas Experimentales. El nuevo espacio debe tener 540 metros cuadrados, distribuidos entre salas quirúrgicas y alojamiento de los animales sometidos a pruebas. Serán 40 profesionales, y 140 alumnos de pos graduación de diferentes instituciones brasileñas. Vuelto para el área investigativa, en Centro ya realiza pruebas, en grandes animales, del primer corazón artificial de dos ventrículos de Brasil. Las investigaciones llevarán de uno a dos años. La previsión para 2011, es contar con voluntarios para probar este tipo de corazón en humanos. El modelo pesa cerca de 400 gramos, está compuesto por poliuretano y titanio y puede estar en el organismo por hasta cinco años.0

2010

PLANIFICACIÓN de baja y media complejidad. Actualmente, la ciudad cuenta con 116 AMAs y 15 AMAs Especialidades. Sólo en 2010, fueron realizadas en la ciudad 10,6 millones de consultas. Las unidades AMAs Especialidades atienden pacientes enviados por las Unidades Básicas de Salud (UBS) que necesitan tratamiento específicos, como consultas con cardiólogos. Además de esto realizan exámenes, como electrocardiogramas, ergometrías y ultrasonidos. La prefectura prevé también la implantación de 50 unidades para la atención estomatológica gratuita hasta el final de 2012.

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Seguridad

Índice de homicídios en la capital paulista cae un 37% En la ciudad de São Paulo, el número de homicidios cayó un 37% en los primeros cuatro meses de 2011, en comparación con el mismo período de 2010. En total, el registro apuntó 178 casos menos, lo que coloca a la metrópolis entre las ciudades con menor número de homicidios del Hemisferio Sur. La expectativa es terminar el 2011 por debajo de la tasa de 10 homicidios por cada 100 mil habitantes, nivel aceptable por la Organización Mundial de la Salud (OMS). En 1999, la tasa

La ciudad trabaja con acciones de planificación a largo plazo y anticipa soluciones para garantizar el crecimiento ordenado y sostenible, estableciendo las metas de desarrollo Plan de metas

Agenda 2012 permite chequear las acciones de desarrollo La ciudad es pionera en la adopción de un plan para seguir las acciones de la administraSão Paulo OUTLOOK

211


proyectos

ción municipal. El Programa de Metas obliga al Ejecutivo a presentar un plan detallado de sus proyectos y rendir cuentas a la población sobre el desarrollo de las acciones. La iniciativa exitosa trascendió y dio origen a una campaña para que sea presentada como proyecto de enmienda constitucional y extendida a la presidencia, a los gobiernos estaduales y a todos los municipios brasileños. La adopción del plan cumple con los requisitos de la Enmienda nº 30 a la Ley Orgánica del Municipio, aprobada por el Legislativo en 2008. El programa dio como resultado la Agenda 2012 de la Prefectura de São Paulo, con 223 metas. Una de las innovaciones importantes es la revisión periódica de las acciones. Fue creado también un sitio web para que la población pueda seguir lo que está siendo hecho, por medio de informes semestrales de desempeño e indicadores de resultados anuales. De acuerdo con las informaciones disponibles en la internet, la prefectura concluyó 27 metas, 190 están en proceso y seis no habían sido iniciadas hasta el final del primer semestre de 2011.

Perspectivas

Nuevas leyes modifican el sistema monetário Los nuevos proyectos pueden tener un impac-

to significativo en la ciudad de São Paulo. Una de las propuestas beneficia financieramente a la capital, porque propone una alteración en el criterio de distribución del Fondo de Participación de los Municipios – Capitales, aumentando de 2,9% para 5,5% la actual cuota destinada a São Paulo. Otra medida modifica el índice de actualización monetaria y reduce los intereses sobre el saldo insoluto de la deuda del municipio con la Unión. Desde 2009, entidades de la sociedad civil debaten un plan estratégico de largo plazo, bautizado como São Paulo 2022. Encuentros regionales están siendo realizados para recoger propuestas de los movimientos sociales y de los líderes de las comunidades para mejorar la ciudad. Las sugerencias y las investigaciones técnicas serán presentadas al poder público para contribuir con la elaboración del futuro Plan Director Estratégico de la ciudad, que estará en vigor del 2013 al 2022. El proyecto Función Social de la Propiedad, aprobado en 2010, debe ayudar a revitalizar las áreas degradadas. La ley combate la especulación inmobiliaria de muebles ociosos o subutilizados. Muchos espacios, que podrían ser usados para viviendas, están vacíos en áreas con buena infraestructura urbana. Terrenos que estén subutilizados o inmuebles abandonados son multados con el cobro de IPTU progresivo. Oro proyecto importante fue asignado al final

de 2010, creando el Plano Director de Drenaje y Manejo de las Aguas Pluviales. Con una inversión de 4,1 millones de reales, el proyecto está siendo realizado por medios de una asociación con la Fundación Centro Tecnológico de Hidráulica, ligada a la Universidad de São Paulo. El objetivo es orientar las acciones en las áreas de drenaje y saneamiento.

Estrategia

Proyecto para orientar las acciones hasta 2040 El plan SP 2040 va a trazar un conjunto de metas a ser alcanzadas en los próximos años, independientemente del prefecto o partido político al frente de la administración municipal. El documento deberá orientar las políticas públicas del municipio en cinco ejes fundamentales: oportunidad de negocios, desarrollo económico sostenible, movilidad y accesibilidad, equilibrio social y mejoría ambiental. El trabajo es resultado de la asociación entre la Prefectura y la Fundación de Apoyo a la Universidad de São Paulo. El levantamiento comenzó en 2011, con plazo de 12 meses para ser concluido. La inversión es de 2,9 millones de reales. 0

para entender são paulo

L

CALIFICACIÓN CONCENTRADA

100

mil

personas se graduaron en la enseñanza superior en 2010, 12% del total en Brasil

212

a enseñanza superior en São Paulo concentra algunas de las instituciones más calificadas de Brasil. Son más de 150 instituciones de enseñanza superior. Entre ellas se encuentra el principal y más tradicional curso de derecho, de la Facultad de Derecho del Largo São

Francisco de la Universidad de São Paulo (USP), los más reconocidos de medicina, de la Santa Casa de São Paulo, da USP, y de la Escuela Paulista de Medicina de la Universidad Federal de São Paulo (Unifesp). Además los cursos de negocios de la Fundación Getulio Vargas (FGV) y del Insper – Instituto de Enseñanza e Investigación.

16% 2,5

mil

de las vacantes disponibles en los cursos de enseñanza superior del país están en São Paulo

São Paulo OUTLOOK

era el número de cursos de graduación al final de 2010, 40% más que en 2005

www.analise.com


Enim Eugait lortiE

iniciativas

37

iniciativas

sostE niBLEs Las medidas para reducir las emisiones de carbono, uso eficiente de energía, preservar las áreas verdes, recuperar manantiales y tornar la ciudad más verde

Las iniciativas

Contaminación

Emisiones

La lista de proyectos y su contribución para el crecimiento sostenible

Entienda cuáles son las principales medidas para limpiar el cielo de la metrópolis

Las metas y las acciones para disminuir el nivel de emisión de carbono

iniciativas

CAMINO PARA SER MÁS VERDE Los principales proyectos y acciones para colocar a la ciudad de São Paulo en el camino del desarrollo sostenible Referente a la página 82

L

a ciudad de São Paulo ya comenzó a dar los primeros pasos rumbo a un futuro más sustentable. Las iniciativas desarrolladas en el municipio y presentadas en esta sección de SÃO PAULO OUTLOOK son el mejor indicador de la seriedad con la que el tema viene siendo tratado. La metrópolis es una de las pioneras en la creación de una política para combatir los cambios climáticos, que prevé una meta de reducción del 30% de las emisiones de gases que causan el efecto invernadero hasta 2012, basado en el inventario de 2005. Uno de los principales programas de éxito elaborados es www.analise.com

el de la captura del gas metano en vertederos. Además de generar energía eléctrica, las dos plantas en operación reducen la emisión de gases que causan el efecto invernadero y permiten obtener créditos de carbono. La inspección vehicular ambiental, instituida en la ciudad en 2008, también es de extrema importancia para la reducción de emisiones. El proceso es obligatorio para toda la flota y, en 2010, más de 3 millones de vehículos fueron inspeccionados. El resultado del ajuste de los motores fue equivalente a retirar de circulación cerca de 750 mil coches. La coordinación de ls medidas para garantizar la reducción de las emisiones pasa por el Comité Municipal de Cambios Climáticos y Eco economía, órgano creado en 2009, y que, en mayo de 2011, presentó el primer plan de acción para orientar el desarrollo sostenible. El proyecto Ciudad Limpia es otro ejemplo de la iniciativa que fue adoptada con

éxito. A partir del 2007, cuando entró en vigor la ley que regula el tamaño y uso de placas y paneles publicitarios en la ciudad, São Paulo consiguió acabar con la contaminación visual y renovar las fachadas de los edificios y el entorno de sus principales vías. En diversas áreas, la ciudad viene trabajando para alcanzar nuevos patrones y dar un salto en la infraestructura disponible. Es el caso del transporte por bicicletas. Las ciclo vías en operación tenían un total de 36 quilómetros a mediados de 2011. La meta establecida es de triplicar esa extensión para 100 quilómetros en el plan actual de expansión. En 2009 entró en operación el carril para ciclos, que aísla un carril en algunas de las principales avenidas paulistanas durante los domingos para el tránsito de bicicletas. En junio de 2011 el trayecto total era de 45 quilómetros. La previsión para los parques urbanos del municipio es de duplicar el área de 25 mil quilómetros cuadrados y llegar a 100 unidades. São Paulo cuenta con el 23% de su territorio en áreas de preservación ambiental y, en 2010, actualizó su inventario de especies, catalogando 700 animales silvestres que tienen su hábitat en la ciudad. En las próximas páginas, el lector podrá consultar 37 de las principales iniciativas que van a contribuir para el progreso ambiental de São Paulo en los próximos años. Las acciones combinan inversiones públicas São Paulo OUTLOOK

213


iniciativas

y privadas en áreas fundamentales como educación, salud, seguridad y planificación de la ocupación del territorio urbano.

TRÁFICO URBANO La ciudad de São Paulo recibe inversiones para mejorar el tráfico, transporte alternativo, renovación de la flota y distribución de la polución emitida por los vehículos que circulan por la capital Inspección vehicular

68% de los automóviles pasó por revisión en 2010 La Inspección Vehicular Ambiental verifica todos los años los niveles de emisión de contaminantes de los vehículos de la ciudad. El objetivo es identificar los vehículos con emisión por encima del nivel aceptable para que los ajustes necesarios sean realizados. La prefectura de São Paulo es responsable por supervisar y determinar las normas de las inspecciones realizadas por la concesionaria Controlar, que ganó la licitación para la implantación y puesta en práctica del programa. La iniciativa fue creada en 2008 por una ley aprobada en São Paulo y fue adoptada paulatinamente hasta pasar a ser obligatoria para toda la flota a partir de 2010. El Programa de Inspección Vehicular Ambiental supervisó, en 2010, 3,1 millones de vehículos, número que representa el 65,1% de la flota objetivo del municipio, estimada en 4,7 millones. De los casi 3,9 millones de automóviles registrados en la ciudad en 2010, 68,3% fueron inspeccionados. La diferencia existe por causa de los vehículos en situación irregular, que ni siquiera están registrados. La flota total de la ciudad es de 7 millones. Quien no haga la inspección puede ser multado. La contaminación que dejó de ser emitida luego de realizado el mantenimiento equivale a sacar de circulación 750 mil automóviles. Los vehículos a diesel son responsables por el 40% de la emisión de partículas hacia la atmósfera. La ciudad de São Paulo posee el mayor Centro de Inspección Vehicular Ambiental del mundo. Situado en Tatuapé, en la zona este de la capital, tiene capacidad para realizar cerca de 4,6 mil inspecciones por día.

Restricción

La restricción saca de circulación el 20% Creado en 1997, la Restricción Municipal de Vehículos tiene como objetivo mejorar el trá-

214

São Paulo OUTLOOK

fico y reducir la emisión de contaminantes. La Prefectura de São Paulo es responsable por la supervisión del programa, que es controlado por la Compañía de Ingeniería de Tráfico (CET) mediante agentes de tránsito y radares. De lunes a viernes, son sacados de circulación el 20% de los vehículos en los horarios de mayor movimiento, de las 7 a las 10 horas y de las 17 a las 20 horas. La restricción se basa en el final de la matrícula y en el día de la semana. Los lunes, no pueden circular los carros cuya matrícula finalice con 1 y 2, y así sucesivamente. El área cubierta por la restricción es el centro expandido, delimitado por el llamado mini-anillo vial. La restricción se extiende para todos los vehículos que circulan en la capital, aún aquellos registrados en otros municipios. El conductor que desobedece la restricción pierde cuatro puntos de la licencia de conducción y es multado. En la Ciudad de México, la restricción es más estricta que en São Paulo y se extiende desde las 5 hasta las 22 horas. En la región metropolitana de Santiago, en Chile, la restricción abarca sólo a los vehículos que no tengan catalizador. Ciudades de Francia e Italia adoptan el sistema de restricción sólo en casos de emergencia.

Transporte pesado

Veículos de outras cidades serán inspecionados Desde abril de 2011 la ciudad de São Paulo cuenta con un plan para controlar la contaminación de los vehículos, que tiene como objetivo convertir en obligatoria la inspección ambiental de camiones y ómnibus intermunicipales y fletados, que son registrados en otros municipios, pero circulan en la ciudad de São Paulo. La previsión es que la medida sea válida a partir del segundo semestre de 2011. El plan pretende, además, actualizar las estadísticas locales de origen y destino de camiones y ómnibus después de las intervenciones importantes en la red de carreteras y las restricciones impuestas a  la circulación de camiones  en la ciudad. La restricción tiene lugar de lunes a viernes, exceptuando días feriados, y de las 5 a las 21 horas, en núcleos de comercio y servicios, túneles, viaductos, puentes y zonas exclusivamente residenciales.

Eco flota

La ciudad debe reducir el 45% de la emisión de contaminantes de la flota Para reducir la emisión de contaminantes de la ciudad, desde febrero de 2011, los autobuses de São Paulo cuentan con la utilización del com-

CUÁNTOS PASARON POR LA INSPECCIÓN Entre los vehículos registrados en 2010

Inspeccionados

65%

Total: 4,7 millones

bustible B20, una mezcla de 20% de biodiesel adicionada al diesel utilizado actualmente. Inicialmente, fueron abastecidos 1,2 mil autobuses con el combustible. Hasta 2018, todo el sistema de transporte público debe operar utilizando combustibles limpios. La Eco flota debe reducir la emisión de partículas en suspensión en un 22%, de carbono en 13% y de hidrocarburos en 10%. Con el programa, será alcanzado el 15% de la meta anual de reducción de combustibles fósiles en el transporte público de la ciudad, de acuerdo con la Ley Nacional del Cambio Climático. En 2010, la Prefectura de São Paulo firmó un protocolo de intenciones para la adquisición de autobuses movidos con etanol mejorado con aditivos. Los 50 primeros autobuses, que forman parte de una flota de 200 vehículos, comenzaron a circular en mayo de 2011. La tecnología fue desarrollada por el fabricante de automóviles sueco Scania que recibió, en Dubai, el premio Public Transport Tims Two por su propuesta, considerada la mejor iniciativa de transporte urbano sostenible en América Latina. Las pruebas con el autobús movido a etanol se iniciaron en diciembre de 2009 y reportaron una reducción de más del 80% en las emisiones responsables por el calentamiento global, disminuyó en 90% la emisión de partículas en suspensión, 62% de óxido de carbono y no emitió azufre. La Scania Latin America será responsable por la fabricación de los vehículos. La iniciativa convirtió a São Paulo en la primera ciudad brasileña en utilizar combustible totalmente renovable y no contaminante.

Combustibles limpios

La flota de autobuses prueba alternativas verdes En 2010 comenzaron a ser probadas, en la ciudad de São Paulo, fuentes alternativas para abastecer a los vehículos de transporte público. Son evaluados vehículos movidos a biodiesel a base de caña de azúcar, autobuses de hidrógeno y el sistema híbrido, con diesel y energía eléctrica. www.analise.com


iniciativas

Tres autobuses circulan abastecidos con biodiesel de caña de azúcar. Comparados a los autobuses que utilizan diesel común, estos mostraron una reducción de hasta el 30% en la emisión de contaminantes. Otro modelo en prueba es el sistema híbrido que, además del motor a diesel, utiliza energía eléctrica a partir de baterías y proporciona una reducción de hasta el 35% en el consumo de combustible. Comparados con los motores de diesel convencionales, son capaces de reducir en un 90% las emisiones. Este modelo ya circula en Londres, Inglaterra, y en Vancouver, Canadá. Desde diciembre de 2010, el autobús a hidrógeno está en operación comercial en el Corredor São Mateus – Jabaquara, gestionado por la Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, del gobierno del Estado. Además de no contaminante, tiene un bajísimo nivel de ruido.

Bicicletas

La ciudad invierte en ciclo vías y bicicletarios La ciudad de São Paulo posee 35,7 quilómetros de ciclo vías, ida y vuelta, implantadas por la Prefectura o por la Compañía Paulista de Trenes Metropolitanos (CPTM). Ellas están distribuidas entre las regiones de la Avenida Sumaré, Faria Lima y del Rio Pinheiros, en la zona oeste, y de la Radial Leste y Adutora Rio Claro, en la zona este. El municipio ofrece también 45 quilómetros, de ida y vuelta, de ciclofaixas, que conectan los parques. Un carril de las avenidas es aislado para el uso de bicicletas los domingos. En marzo de 2011, la Compañía de Ingeniería de Tráfico (CET) contrató, por medio de licitación, un proyecto que va a implantar más de tres ciclo vías en regiones distantes del centro. Las ciclo vías tendrán un total de 55 quilómetros. En 2007, la investigación Origen y Destino, realizada cada diez años por la Compañía del Metropolitano de São Paulo (Metro), destacó un aumento del 183% de los viajes en bicicleta en relación a 1997. Hoy, de 25,5 millones de viajes hechos por día en la ciudad, 156 mil son en bicicleta. El Metro ha invertido en la creación de locaCICLO VÍAS EN SÃO PAULO Extensión de vías para bicicletas en la ciudad En funcionamiento

En proyecto

55

36 Ciclo vías

45 Carril para ciclos

El carril de ciclos funciona los domingos de las 7h a las 16h

www.analise.com

les para la custodia y préstamos de bicicletas, conocidos como bicicletarios. Entre las líneas azul, verde y roja, 12 estaciones cuentan con diez bicicletas para préstamos y diez vacantes cada una. Otras nueve estaciones poseen estructuras más simples que permiten asegurar las bicicletas con candados, conocidas como paraciclos. La Prefectura dispone de vacantes para estacionamiento en ocho terminales, siete estaciones de autobús, e incluye la medida en todos los nuevos proyectos.  0

AGUA TRATADA El Municipio adopta medidas de consumo racional, reutilización, tratamiento de aguas y aguas residuales, que apuntan al desarrollo urbano sostenible y aumenta los índices de calidad de vida Manantiales

Revitalización de las áreas degradadas Con el objetivo de preservar y recuperar las áreas de manantiales en la Várzea do Tietê y en las represas de Guarapiranga y Billings, la ciudad de São Paulo cuenta con las medidas de reurbanización y revitalización de las áreas degradadas. Sólo en la represa Billings, fueron invertidos 200 millones de reales en actividades de reurbanización y construcciones de viviendas para una población de aproximadamente 65 mil personas. Como medida de revitalización y compensación, fue construido un parque municipal y están siendo implantados otros cinco. Proyectos similares deben adoptarse en la represa de Guarapiranga. Las subprefecturas son responsables por la supervisión de las operaciones, que desde 2007 ya deshicieron más de 6,2 mil construcciones irregulares entre marzo de 2007 y abril de 2011. Los locales recibieron la implantación de parques lineales, construcciones de viviendas, proyectos de ocio, además de acciones de reforestación. Una vez concluidas las obras de interés ambiental, se invierte en métodos de educación ambiental para la población de estas regiones. Están involucradas en el proyecto secretarías municipales y estaduales, además de la Policía Militar y Civil, la Sabesp, la Empresa Metropolitana de Aguas y Energía (Emae) y las organizaciones de las comunidades.

PROGRESO DE LA COLECTA Y TRATAMIENTO DE AGUAS RESIDUALES Domicilios atendidos en São Paulo, en % Colecta Tratamiento

97

97

94 90

75 67

68

2001

2004

70

2007

2010

Proyecto Tietê

Coleta de aguas residuales atenderá el 87% de los domicilios hasta 2015 Para mejorar las condiciones ambientales y de salud pública, la ciudad de São Paulo cuenta con un proyecto que tiene como objetivo descontaminar el Rio Tietê, reduciendo en grandes niveles el lanzamiento de carga contaminante en los ríos de la cuenca hidrográfica. El proyecto, que se inició en la década de 1990, fue dividido en cuatro etapas. Las dos primeras, de 1992 a 2008, resultaron en un aumento del 15% del índice de colecta de aguas residuales de la Región Metropolitana de São Paulo, pasando para un 85%. El índice de tratamiento saltó de 24% a 70%. La Compañía de Saneamiento Básico del Estado de São Paulo (Sabesp) invirtió 1,6 mil millones de dólares en este período. La primera etapa redujo 120 quilómetros del tramo contaminado en la Cuenca del Alto Tietê y amplió el servicio de colecta a 250 familias. Fueron construidos 1,5 mil quilómetros nuevos de la red colectora, 315 quilómetros de colectores troncales y 37 quilómetros de interceptores. La segunda etapa agregó 290 mil conexiones de alcantarillado, 1,7 mil quilómetros de red colectora, 160 quilómetros de colectores troncales y 37 quilómetros de interceptores. Fueron 500 millones de dólares invertidos en tuberías y alcantarillado que conectan el sistema de colecta de las estaciones. Para 2015, al término de la tercera etapa, la previsión de la compañía de saneamiento es que el índice de colecta en la Región Metropolitana de São Paulo pase para un 87% y, el de tratamiento, para un 84%. Serán gastados cerca de 1,05 mil millones de dólares para la ampliación de la infraestructura de recolección, eliminación y tratamiento de aguas residuales. La fase prevé, además, que más de tres millones de personas sean beneficiadas por el sistema de saneamiento básico. Van a ser más de 580 quilómetros de colectores troncales e intercepSão Paulo OUTLOOK

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iniciativas

tores, más de 1,2 quilómetros de red colectora y 200 mil conexiones nuevas.

Desagües

La limpieza ya benefició a 1,6 millones de personas La ciudad de São Paulo adopta medidas de limpieza, revitalización y recuperación de los desagües contaminados en la capital. Entre 2007 y 2010, el Programa Desagüe Limpio benefició a cerca de 1,6 millones de personas y revirtió la degradación de 96 desagües. La iniciativa invierte en la mejoría de los sistemas de colecta y tratamiento de aguas residuales y ya mostró resultados significativos en los ríos Tietê y Pinheiros. Más de mil litros de aguas residuales por segundo fueron encaminados para tratamiento y dejaron de ser lanzados al medio ambiente. La Prefectura de São Paulo es la responsable por el mantenimiento de las márgenes y de los lechos de los desagües, y corresponde a las subprefecturas la regularización de las conexiones de alcantarillado. La Compañía de Saneamiento Básico del Estado de São Paulo (Sabesp) ejecuta las obras de aumento de las redes, colectores e interceptores, aumenta el número de conexiones de domicilios y realiza el mantenimiento. Ya fueron invertidos 135,6 millones de reales en esta operación. La meta es revitalizar todos los desagües de la ciudad. Para eso, el proyecto marchará de acuerdo con otros programas realizados en la capital, como el proyecto de descontaminación del Río Tietê y de reurbanización de las favelas.

Inundaciones

124 mil m3 de resíduos removidos de “piscinones” La ciudad de São Paulo recibe constantes inversiones para el combate y la prevención de inundaciones. Parte del sistema de drenaje cuenta con limpieza diaria. En total, son 19 depósitos de almacenamiento que reciben el flujo de agua que no es posible ser aliviado por el sistema de drenaje, estos depósitos son conocidos como “piscinones”. Además de los piscinones existen 400 mil bocas de lobo, 57 mil registros municipales, 2,8 mil quilómetros de galerías y extensiones y 281 desagües. De 2009 a mayo de 2011, la Prefectura realizó cerca de 3 millones de operaciones de limpieza en bocas de lobo y registros. La previsión es que más de 1 millón de esas operaciones sean concluidas en 2012. Para garantizar la plena capacidad de captación de las aguas de las lluvias, más de 124 mil metros cúbicos de escombros fueron retirados de los piscinones de la ciudad

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São Paulo OUTLOOK

en 2010. Como acción de prevención, el municipio cuenta además con las Operaciones Cata-Bagulho, en las que camiones de las subprefecturas recogen materiales tales como muebles viejos de las en las calles, que contribuyen a provocar inundaciones en São Paulo. También existen los parques de la ciudad, que ayudan a absorber el agua de las lluvias.

Infraestructura

El saneamiento recibe 400 mi de reales en 2011 Como instrumento importante para realizar obras como la implantación de la red de agua y colecta de aguas residuales, drenaje y canalización de desagües, la ciudad de São Paulo cuenta con el Fondo Municipal de Saneamiento Ambiental e Infraestructura (FMSAI). En 2011, 36 áreas de la ciudad van a ser beneficiadas por la inversión. Con la medida, deberán ser recolectados 30 millones de litros de aguas residuales por día, volumen equivalente a 12 piscinas olímpicas. La inversión de la Compañía de Saneamiento Básico del Estado de São Paulo (Sabesp) será de 400 millones de reales. Aproximadamente el 11% del total de las aguas residuales es colectada en la ciudad de São Paulo y el tratamiento alcanza el 70%. Se estima que, hasta finales del 2011, 75 mil familias pasarán a utilizar el sistema de agua potable, colecta y tratamiento e aguas residuales. El FMSAI prevé universalizar el acceso a ambos servicios hasta el 2024. El fondo municipal cuenta, trimestralmente, con 7,5% delo ingresos obtenidos por la Sabesp en el municipio de São Paulo. Actualmente, el 95% de la ciudad considerada formal tiene la cobertura de los servicios y el 56% de la ciudad informal, que cubre las regiones de la periferia de la ciudad, recibe atención de saneamiento básico e infraestructura.

Economía de agua

222 millones de litros redujidos al mes El municipio de São Paulo recibe inversiones para combatir el despilfarro de agua. Las medidas ya registraron una economía de 221,7 millones de litros por mes. El volumen reducido es suficiente para abastecer una ciudad con cerca de 50 mil habitantes, como Santa Isabel y Vargem Grande Paulista. En 1996, la Compañía de saneamiento Básico del estado de São Paulo (Sabesp) lanzó el Programa de Uso Racional de Agua (Pura), que se propone combatir el despilfarro por medio de medidas de toma de conciencia y acciones tecnológicas, como el cambio de válvulas, grifos e inodoros, por nuevos modelos económicos. Inicialmente, la Sabesp implantó el proyecto en la propia compañía. Inmediatamente, firmó contrato con la Escuela Politécnica de la Universidad de São Paulo (Poli). En total, 2,5 mil establecimientos ya contrataron Pura e la ciudad, siendo 1,3 mil escuelas públicas. La Prefectura de São Paulo prevé la adecuación para más de 600 unidades de salud, entre puestos, hospitales y ambulatorios del municipio. El equipo del programa realiza, además, conferencias sobre el uso racional del agua, para orientar a los establecimientos interesados en el sistema contra el despilfarro. La ciudad cuenta también con el Programa Municipal de Conservación y Uso Racional de Agua y Reutilización en Edificaciones, reglamentado en 2006, incentiva la conservación, uso racional y utilización de fuentes alternativas para la captación de agua y reutilización en las nuevas construcciones. La medida prevé que los mecanismos hidráulicos deben ser sustituidos por modelos más eficientes y sirve tanto para inmuebles de la administración pública como particulares.

Reutilización

550 mil litros de agua reutilizados por día USTED SABÍA QUE...

17.000 km

Pequín

km es la extensión de la red de iluminación de São Paulo... São Paulo

...equivalente a la distancia hasta Pequín, en China, desde São Paulo

400 lámparas

son substituidas todo los días en la ciudad

São Paulo emplea agua reutilizada en la limpieza de la ciudad. El objetivo es combatir el desperdicio y preservar el agua potable. Diariamente, son utilizados cerca de 550 mil litros de agua reutilizable para la limpieza de vías, aceras, lugares públicos y calles que fueron ocupadas por mercados libres. Las empresas responsables por la limpieza de las vías, contratadas por la Secretaría Municipal de Servicios, utilizan para la limpieza agua no potable producida por las Estaciones de Tratamiento de Aguas Residuales (ETE). La reutilización llega a garantizar una economía del 80% www.analise.com


iniciativas

ENERGÍA LIMPIA Medidas de eficiencia energética, como la renovación de la iluminación, uso del calentamiento solar en los emprendimientos y plantas de biogás, ayudan a la economía de la ciudad Iluminación pública

El consumo energético va a disminuir hasta un 80% La ciudad de São Paulo recibe inversiones para la renovación de la iluminación pública, con el objetivo de reducir el consumo de energía, aumentar la luminosidad y, así, dar también más seguridad. Para eso, realiza sustituciones por lámparas de sodio o LEDs en diversos puntos de la ciudad. En más de 112 mil puntos de luz se sustituyeron las lámparas de mercurio por lámparas de sodio, que son más económicas e iluminan hasta tres veces más. La meta es sustituir 260 mil lámparas hasta 2012. Como otra propuesta de calidad y economía, 1,3 mil lámparas de semáforos fueron cambiadas por LEDs entre 2010 y 2011. Además de tener un índice elevado en de reproducción de colores, proporciona una economía de más del 80% en el consumo de energía. La Prefectura prevé la sustitución de otras 5,2 mil lámparas de semáforo, además de implantar medidas de eficiencia energética en 10 túneles de la ciudad. En el inicio de 2011, el Ayrton Senna fue el www.analise.com

Eduardo Knapp/Folhapress

en los gastos con utilización de agua en el municipio de São Paulo, si se compara con la misma cantidad de agua potable, además de contribuir con la preservación de las aguas disponibles en los reservorios de la capital. Los procedimientos realizados en las estaciones de tratamiento tornan el agua reutilizable inerte desde el punto de vista bacteriológico. El agua reutilizada puede ser aprovechada para diversos fines, como la generación de energía, refrigeración de equipamientos, procesos industriales, limpieza de vías, irrigación de áreas verdes y desobstrucción de los sistemas de alcantarillado y aguas pluviales. Las calles de la ciudad son lavadas, porque no siempre el barrido público es suficiente para la limpieza de las vías y eliminar los olores, como sucede en los casos de los mercados libres y situaciones de inundaciones. La limpieza es realizada todos los días, por cerca de 8,5 mil trabajadores en aproximadamente 6,9 quilómetros de locales públicos. Para el lavado de las calles, son utilizados dos tipos de camiones cisterna, que poseen capacidad para almacenar hasta 12 mil litros de agua.  0

Pila de vidrios para reciclaje: son recogidas 155 toneladas de residuos por la colecta selectiva en la capital primer túnel de la región metropolitana de São Paulo en tener lámparas LEDs que, además de disminuir el consumo de energía, poseen una vida útil prolongada, propiciando la reducción del mantenimiento del sistema de iluminación pública. La medida tuvo una inversión de 6,2 millones de reales y fue llevada a cabo por la empresa AES Electropaulo, por medio de un convenio con la Prefectura.

GENERACIÓN DE ENERGÍA Los combustibles de las plantas de la ciudad, en % Gas natural 39 Aceite combustible 46

El proyecto de recuperación y revitalización de importantes puntos de la ciudad de São Paulo está en proceso de expansión. La medida de iluminación pública más eficiente, adoptada en la Avenida Paulista, Calle de Arouche y en el Parque de Ibirapuera busca mejorar la luminosidad y garantizar la economía de energía eléctrica. Los postes de concreto con lámparas de vapor de sodio de la Avenida Paulista fueron sustituidos por estructuras y postes con proyectores asimétricos, que poseen lámparas de vapor metálico. La medida adoptada en la Paulista aumentó los niveles de luminosidad en un 425% y prevé una reducción mensual del 70% en el consumo de energía, un ahorro de 157 mil reales por año. En la Calle de Arouche, todas las lámparas de vapor de sodio fueron cambiadas por lámparas LEDs. La tecnología, además de tener una

Gasóleo

4

Biogás

2 Otros

Urbanismo

Luces de principales avenidas son renovadas

9

prolongada vida útil y propiciar una iluminación más uniforme, debe reducir en un 50% el consumo de energía. La calle fue la primera de la ciudad en recibir este tipo de iluminación y servirá como punto de estudio para que la Prefectura pueda adoptar el sistema en otras vías de la ciudad. El Parque de Ibirapuera recibió dos tipos de iluminación. Las lámparas de tecnología LED fueron implantadas en las calles internas y van a lograr ahorros de energía del 20%. Las de vapor metálico, colocadas en las áreas de los jardines y estacionamiento, distribuyen la luz de manera más uniforme, evitando la necesidad de grandes cantidades de lámparas para obtener el mismo resultado.

São Paulo OUTLOOK

217


iniciativas

Energía solar

Biogás

Placas solares son obligatorias en edificios

Plantas reducem hasta un 15% las emisiones de gases de efecto invernadero

El uso de energía solar para el calentamiento de agua es obligatorio en los nuevos edificios construidos en la ciudad de São Paulo. La medida puede resultar en reducciones  significativas de las emisiones de gases de efecto invernadero. Solo en la ciudad de São Paulo, más del 76% de las emisiones provienen del uso de energía. El estimado es que un edificio de 80 apartamentos, todos ocupados, que utiliza energía solar para calentar el 40% del agua, es capaz de reducir el volumen de 10 toneladas de carbono equivalente por año. La ley fue aprobada en 2007 y reglamentada en 2008. Determina que en los inmuebles con hasta tres cuartos de baño sea preparada una infraestructura para la futura instalación del sistema. En los que poseen a partir de cuatro cuartos de baño, el sistema deberá ser instalado obligatoriamente. Todo inmueble, aún antiguo, debe usar el sistema de calentamiento solar en piscina climatizada. Están incluidos en la medida, inmuebles que se encuadran en actividades de comercio o que prestan servicios públicos, privados e industriales. Cubren las categorías, 1) hoteles y moteles, 2) clubes deportivos, casas de baño y sauna, gimnasios academias de artes marciales, 3) clínicas de estética, institutos de belleza, peluquerías, 4) hospitales, unidades de salud con camas y casas de reposo, 5) escuelas, guarderías, abrigos, asilos y albergues, 6) cuarteles, 7) en los vestuarios de las industrias, y cuando exista demanda de agua caliente y 8) lavanderías industriales, que prestan servicios o colectivas, y en edificaciones que necesiten agua caliente. Si se comprueba la imposibilidad de instalación, los inmuebles son exentos del cumplimiento de la ley. Los incentivos para el uso de la energía solar son pioneros en lo que respecta a las políticas públicas.

80 km

2

es el área del Parque da Cantareira, la mayor floresta urbana del mundo

...55% del parque

está en la ciudad de São Paulo

218

São Paulo OUTLOOK

Volumen colectado en 2010 en São Paulo, en mil toneladas 21,1

7,8

La ciudad de São Paulo posee dos plantas de biogás instaladas en dos de los mayores vertederos del mundo: Bandeirantes, en la Zona Norte, y São João, en la Zona Este de la capital. Este último cuenta con 270 mil metros cuadrados de área de preservación. Los vertederos fueron desactivados en 2007 y 2009, respectivamente, después de alcanzar el límite de 25 millones de toneladas de residuos. Por medio del tratamiento de los residuos urbanos, las plantas generan cerca del 7% de la electricidad consumida por residencia en el municipio. Las plantas son responsables por la generación de energía a través de la captura y quema del gas metano. El estimado es que en relación a 2005, las unidades disminuyan en aproximadamente un 15% las emisiones de Gases de Efecto Invernadero (GEE). Con la transformación de gas en energía eléctrica, la ciudad de São Paulo, dejará de lanzar un total de 11 millones de toneladas de carbono equivalente en la atmósfera hasta 2012. Volumen correspondiente a la contaminación generada por cerca de dos millones de vehículos impulsados ​​por combustibles derivados del petróleo. Las plantas también producen créditos de carbono que, subastados a nivel internacional, ya recaudaron  71 millones de reales.  La primera subasta se celebró en 2007 y vendió un volumen de 808.400 RCEs, obtenidos entre diciembre de 2003 y el mismo mes de 2006, recaudando 34 millones de reales. En la segunda,  en 2008,  se ofrecieron  713 mil RCEs, obtenidos entre enero de 2007 y marzo de 2008, que aportaron 37 millones de reales para el municipio de São Paulo. Los recursos recibidos con  las subastas  se utilizan en  los programas y proyectos socio ambientales alrededor de los vertederos. Ya se ha invertido 52 millones de reales. 0

RESIDUOS RECICLABLES

USTED SABÍA QUE...

EL PESO DE LOS RECICLABLES

La ciudad de São Paulo cuenta con puestos de recogida, clasificación y reciclaje, puntos de entrega voluntaria, además de las iniciativas que promueven la eliminación adecuada de los materiales no reciclables

4,9

Papel y cartón

Plástico

Vidrio

4,1

Metal

Recogida selectiva

155 toneladas de residuos son recogidos diariamente El servicio de  colecta selectiva de basura  en la ciudad es mantenido por la Prefectura de São Paulo.  El programa  fue reglamentado  en 2007 y actualmente cuenta con 20 centros de análisis del material recogido.  El volumen recogido en la ciudad en 2010 fue de aproximadamente 155 toneladas por día. El Departamento de  Limpieza Urbana  (Limpurb),  de la secretaría Municipal de Servicios, coordina las centrales y los concesionarios de recogida de materiales reciclables, existentes en 74 de los 96 distritos del municipio de São Paulo. Además de proporcionar beneficios ambientales, se convirtió en fuente de ingresos para cerca de mil afiliados. La colecta selectiva cuenta, también, con 3,8 mil puntos de entrega voluntaria de materiales reciclables. Son contenedores de mil litros y 2,5 litros distribuidos en locales públicos, como estacionamientos de bancos, supermercados y escuelas de todas las esferas administrativas y universidades. También forman parte del esquema de colecta cerca de 1,9 mil condominios residenciales de la ciudad. Como medida para minimizar los impactos ambientales, 20 cooperativas poseen un convenio con la Limpurb y reciben aceite de cocina usado. Eso evita la eliminación inadecuada del producto en el medio ambiente. Mensualmente, son llevados a las centrales de clasificación más de diez mil litros de aceite. El volumen es almacenado en bidones adecuados y revendido. Ese material pasa a ser utilizado en la fabricación de biodiesel. En algunas cooperativas, en la región de Itaim Paulista, Zona Este de la capital, el volumen mensual colectado saltó de 200 litros para 3,8 mil litros de junio de 2010 a marzo de 2011. En las regiones centrales y oeste, el número fue de 1,7 mil para 3,7 mil litros en el mismo periodo. El aceite ya utilizado y entregado por los municipios en frascos PETs debidamente cerrados y, en el caso de los condominios que participan www.analise.com


iniciativas

en el programa, los frascos con aceite son recogidos junto con los residuos reciclables. Cada litro de aceite que llega a las cooperativas, evita la degradación de más de un millón de litros de agua y consecuentemente la contaminación del manto freático y la impermeabilización del suelo. El servicio también incluye productos de informática, electrónicos y electrodomésticos. La recogida es realizada en fechas predeterminadas. El material recogido es llevado para un almacén donde es seleccionado y se hace la clasificación para ver cuales componentes pueden ser reutilizados.

50% DEL ÁREA DE PARQUES DE SÃO PAULO ESTÁ EN TRES LOCALES Las tres áreas indicadas en el mapa responden por más de la mitad de los 25 km2 de parques de la ciudad Parque Anhanguera

Parque de Ibirapuera 1,6 km2 7%

Zona Norte

Parque do Carmo 1,5 km2 6%

Zona Leste Zona Oeste

Centro

Parque do Carmo

Parque de Ibirapuera

Parque Anhanguera 9,5 km2 38%

Otros 49%

Zona Sul

Cooperativas

Reciclaje

Ecopuntos

21 grupos de recolectores hacen triagem

Grupo recoge el 20% del material reutilizable

41 puestos de recogida están esparcidos

El Programa de Colecta Selectiva, de la Prefectura de São Paulo apoya las cooperativas de recogida y reciclaje de la ciudad. Es responsable por el subsidio de la infraestructura de las centrales de clasificación, además de los equipos utilizados en el proceso, como camiones de recogida, almacenes y pago de consumo de agua y luz de los locales. Son en total 21 cooperativas en convenio con la Prefectura, siendo una de ellas responsable por la recogida de material electrónico. La medida genera empleo para cerca de mil familias, e ingresos mensuales de aproximadamente 800 reales. Diariamente, 155 toneladas de materiales con probabilidad de reciclaje son recogidos. En 2009, la ciudad presentaba una recogida media de 120 toneladas por día. Hasta el final de 2011, otras cinco centrales de clasificación deben ser implantadas. Para 2012, la propuesta es crear dos centros de capacitación para cooperativistas de reciclaje de residuos. De acuerdo con el Movimiento Nacional de Recolectores de Materiales Reciclables (MNCR), los datos de 2011 señalan que la ciudad de São Paulo posee cerca de 20 mil recolectores. De ellos, 4 mil están distribuidos en 94 grupos, otros 16 mil poseen vínculos con asociaciones o cooperativas, son considerados recolectores independientes.

La iniciativa privada tiene un papel importante en el desarrollo sostenible de la capital. Como ejemplos de empresas que complementan las acciones ambientales de São Paulo, pueden ser citados el Grupo Pão de Açúcar, que es responsable por el 20% de la recogida de residuos reciclables del municipio, con puestos específicos para pilas, baterías, celulares y accesorios, la empresa Tetra Pak que creó el Portal da Reciclagem y la Eurofarma Laboratorios que invierte en la eliminación correcta de los medicamentos. El Grupo Pão de Açúcar mantiene 228 estaciones de recogida instaladas en las tiendas Pão de Açúcar, Extra y Compre Bem. Además de puestos de recogida, el grupo posee dos unidades verdes, una de ellas en el municipio de São Paulo. Siguiendo los criterios del certificado internacional Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), eliminaron la bolsa plástica y cuentan con carritos de compras de material PET, madera certificada y soluciones para la reducción del consumo de agua. En el estacionamiento, fueron instalados bicicletarios y vacantes preferenciales para carros movidos por alcohol y biocombustible, pues presentan baja emisión de carbono. En colaboración con Eurofarma Laboratorios y la Prefectura de São Paulo, fueron creados cinco puntos de eliminación correcta de medicamentos, envases y materiales cortantes. La previsión es extender el proyecto para las farmacias de la capital, hasta el final de 2011. Para facilitar la ubicación de las cooperativas y los puntos de entrega voluntaria de materiales reciclables en todo el país, la empresa Tetra Pak creo el Portal da Reciclagem. Desde 2008, ya fueron realizadas 400 mil consultas en los 3 mil puestos de recogida disponibles en el sitio web.

La ciudad de São Paulo cuenta con 41 puntos de descarte voluntario de residuos y otros materiales. Sólo en 2010, los denominados Ecopuntos recogieron aproximadamente 120 mil metros cúbicos de residuos de la ciudad, un número 44,6% mayor que en 2009. Del total de residuos descartados, cerca del 60% son materiales voluminosos, como sofás, 33% son residuos y el otro 7% son materiales posibles de reciclar. Cada persona puede descartar diariamente hasta 1 metro cúbico de residuos, como materiales de construcción civil, muebles, podas de árboles y otros materiales reciclables. El volumen equivale a una caja de agua de mil litros o a un cuarto de un pequeño contenedor de residuos. Para 2012, la Prefectura de São Paulo, prevé alcanzar la meta de 96 Ecopuntos distribuidos por las regiones de la ciudad. Materiales como ruedas, asbesto, residuos hospitalarios, productos electrónicos, de salud y de residuos domiciliarios no son recibidos en los locales. Para eso, la ciudad dispone puestos específicos para el descarte correcto. La Prefectura de São Paulo invierte todavía, en la Operación Cata-Bagulho. Desde 2005, camiones coordinados por las subprefecturas recorren las calles y las avenidas de la ciudad, con el objetivo de recoger los materiales descartados por la población. Hasta 2010, la operación ya recogió 96,2 mil toneladas, en los cuatro primeros meses de 2011, cerca de 7,8 mil toneladas fueron recogidas. Los puntos de recogida son informados por los equipos de limpieza pública de cada local. El ciudadano interesado, que no tenga su calle contemplada por la operación, debe entrar en contacto con la Subprefectura local y solicitar que sea incluida en el servicio.  0

1ª EDICIÓN DE LA VIRADA SUSTENTABLE

500 mil personas participaron en el evento 28 horas horas de actividades en dos días 27 toneladas toneladas de materiales electrónicos fueron recogidas para reciclaje

480 shows shows y actividades culturales

tuvieron lugar en 78 puntos de la ciudad

www.analise.com

São Paulo OUTLOOK

219


iniciativas

ÁREAS VERDES MUNICIPALES El sistema municipal cuenta con 77 parques, y posee obras y planes de ampliación de las áreas verdes, como inversiones en reforestación, viveros, reservas y preservación de las especies

LA ENERGÍA QUE VIENE DE LOS RESIDUOS El vertedero Bandeirantes fue desactivado en 2007; y el de São João, en 2009, cuando alcanzaron la capacidad máxima Los residuos acumulados están siendo usados para generar energía para la ciudad de São Paulo

LOS VERTEDEROS La energía eléctrica generada viene de plantas en los dos vertederos de São Paulo que, desde 1976 a 2007, fueron unos de los destinos finales de los residuos colectados en el municipio Vertedero Bandeirantes Perus

Parques

Están previstas 50 mil km2 de parques en 2012 Nuevas instalaciones de áreas están previstas para la ciudad São Paulo. En 2005, el municipio contaba con 34 parques, hoy, ya están abiertos al público 77. Otros 50 parques se encuentran en fases de implantación, de los cuales 23 serán concluidos hasta el final de 2012. Con el programa, la distribución de las áreas verdes en la capital quedó más equilibrada. Hoy, cada subprefectura posee por lo menos un parque implementado, en implantación o en fase de proyecto. En la zona este, por ejemplo, el número de parques saltó de 7 para 26, de 2005 para acá. Las áreas verdes municipales protegidas pararon de 15 millones de metros cuadrados en 2005 para 24 millones de metros cuadrados en 2009. En 2012, serán 50 millones de metros cuadrados de parques públicos. En la ejecución del presupuesto de 2011 se asignó a los parques de 10,2 millones de reales.

São Paulo

Vertedero São João São Mateus

63 millones oneladas elaada el adas daas de tone toneladas

Producción anual

equivalente a

de residuos o fuero os fue fueronn depo depositadas depositadas itadas en lo llos oss ve verte vertederos ertede

Quemadores Qu Q eemado madoore

de soya en Brasil Sopladores

Refrigeradores

En el proceso de quema, el metano es convertido en gas carbónico, que es 21 veces menos contaminante

LAS PLANTAS Cada vertedero posee una planta termoeléctrica que usaa el el biogás, producido naturalmente durante el proceso de descomposición de los residuos en los dos vertederos, para producir energía eléctrica

Generador PLANTA

CÓMO FUNCIONA 1

Intercambiador de calor

La descomposición de los eros o residuos en los vertederos colectado ado genera biogás que es colect oss plásticos plá cos os en tubos

2

3

El ggas metano metan prese presente resen e en el e biogás ogás es aal almacenado aace ado doo en e tan tanques anq nqques dee quema qque quemado. ad ado. doo. El calor alor mueve mueeve turb tturbinas nas que produc pro producen ducenn enner energía ergía rgíaa elé eléctrica eléc éctric ctrica ca

La energía producida sigue para la red eléctrica y es distribuida en la ciudad

Tubos para colecta de biogás Vertedero Residuos

Humedales

El parque lineal del Tietê será el mayor del mundo La ciudad de São Paulo ya recibió 11 parques lineales, distribuidos por las cuatro macro regiones de la capital, y existen más de 15 en obras, proyecto o en proceso de desapropiación. La implantación de los parques lineales ayuda a combatir las inundaciones y colabora para preservar y recuperar las áreas de protección ambiental. En 2010, fue inaugurado el Parque de la Integración Zilda Arns, el cuarto mayor parque lineal del mundo es el mayor de Brasil, con 7,5 quilómetros de extensión. Fue construido en colaboración entre la Prefectura y la Compañía de Saneamiento Básico del Estado de São Paulo (Sabesp), con una inversión de 22 millones de reales. Actualmente, está en construcción el Parque Lineal de Humedales del Tietê. Cuando esté concluido, se convertirá en el mayor parque lineal del mundo, con 75 quilómetros de exten-

220

São Paulo OUTLOOK

sión y 107 quilómetros cuadrados de área, cortando los municipios de São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes, Biritiba Mirim y Salesópolis. El proyecto prevé recuperar y preservar la función ambiental de los humedales y asegurar el control de inundaciones. Cerca de 3 millones de habitantes de la zona este serán beneficiados. La primera etapa, a lo largo de 25 quilómetros de las márgenes del Río Tietê, debe estar lista en 2012. La segunda fase, va a añadir 11,3 quilómetros hasta 2014, y la tercera, concluirá las obras con más de 38,7 quilómetros en 2016.

Reforestación

1 millón de nuevas árboles en los últimos 5 años Para ampliar las áreas verdes de la capital, la ciudad de São Paulo invierte en proyectos de reforestación urbana. Desde 2005, ya fueron plantados en la ciudad cerca de un millón de árboles. Áreas a los lardo de ríos y desagües y canteros de avenidas están entre los locales que reciben las nuevas plantas. Sólo son utilizadas especies nativas. Cerca de 80 mil árboles fueron plantados en barrios de la zona norte, como compensación ambiental por las obras en la Marginal Tietê. El centro también www.analise.com


iniciativas

turón Verde de São Paulo, la APA CapivariMonos protege las cabeceras de los manantiales que abastecen la región metropolitana de São Paulo y abriga remanentes del Bosque Atlántico, además de tener aldeas indígenas. El turismo ha crecido aproximadamente un 15% al año en la región. En 2009, según el Servicio Brasileño de Apoyo a las Micro y Pequeñas Empresas (Sebrae), 570 mil personas visitaron el área, que cubre los distritos de Parelheiros, Marsilac y Grajaú. La Capivari-Monos ganó en 2011 un plan de administración, elaborado a partir de un minucioso estudio sobre la vegetación, fauna y peculiaridades del área. El documento oficializa directrices para los proyectos de preservación en el área. La ciudad cuenta además con el Parque Natural de la Cratera, en la zona sur, y otros cinco deben ser creados.

7% de la población

paulistana tiene su casa abastecida por la energía generada en ambas plantas

LA ENERGÍA

Plantas

175 mil MWh

Dos nuevos viveros deben plantar 80 mil árboles

fue el total de energía generada en 2010 por las plantas São João y Bandeirantes, entre las cinco mayores del municipio de São Paulo

700 mil personas han compensado el consumo residencial

15 años LOS CRÉDITOS Las dos plantas fueron certificadas por la ONU como proyectos encuadrados como Mecanismo de Desarrollo Limpio (MDL), lo que permite la generación y venta de créditos de carbono

crédit o

es la vida útil prevista para la generación de energía

5,7 millones de toneladas

de CO2 equivalente fue el total de la reducción de emisiones proporcionada para el 2010

1/3

equivalente a de toda la emisión de la ciudad

está más arbolado. Algunas regiones poseen árboles registrados en el Sistema de Gestión de Árboles Urbanos (Sisgau). Los árboles reciben números de identificaciones que permiten, por medio de estudios, evaluar las cuestiones de permeabilidad, estado de preservación de las especies y tratamientos necesarios. La región de Lapa, que posee más de 300 plazas y canteros verdes, cuenta con cinco mil árboles registrados en el sistema de gestión.

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R$ 70 millones

fueron los ingresos de la Prefectura de São Paulo con la venta de 1,5 millones de créditos de carbono en las subastas

1 crédito representa

1 tonelada de CO2 equivalente que dejó de ser emitida a la atmósfera

Preservación

Reservas ambientales ocupan el 23% del área La ciudad de São Paulo tiene 341 quilómetros cuadrados de área de protección ambiental, lo que corresponde al 22,6% del total de la capital. El Área de Protección Ambiental (APA) Capivari-Monos, creada en 2001 en el extremos de la zona sur de la ciudad, es una unidad de conservación de uso sostenible, con 251 quilómetros cuadrados. La APA Bororé-Colônia surgió en 2006 y posee un área de 90 quilómetros cuadrados. Insertada en la reserva de la Biosfera del Cin-

Para ampliar la producción de plantas, la ciudad inauguró dos nuevos viveros entre 2009 y 2010. La meta en el Vivero Tiquatira, en la zona este, es cultivar 300 mil plantas ornamentales y de 5 a 7 mil árboles nativos. El vivero está ubicado en un área municipal de 4,2 mil metros cuadrados. La unidad fue abierta en 2009, con más de 50 mil posturas de hortensias y margaritas, plantas ornamentales y más de 2 mil especies de árboles, como palmera-real, quaresmeira y manacá-da-serra. El Viveiro do Jaçanã, en la zona norte, tiene capacidad para 30 mil posturas, está situado en el barrio Horto Forestal, en un área de aproximadamente 4,8 mil metros cuadrados del municipio, que estaba en desuso. São Paulo tiene otros tres viveros funcionando. El más antiguo es el Manequinho Lopes, que funciona en el Parque Ibirapuera, creado en 1928 y revitalizado con el proyecto de Burle Marx en 1993. Los otros viveros son el Arthur Etzel, en el Parque do Carmo, y el Vivero Harry Blossfeld, que está instalado en el Parque Cemucam, en Cotia, pero es administrado por la Prefectura de São Paulo. Además de producir posturas para embellecer áreas públicas, los viveros son abiertos para visitas dirigidas.

Ciudad verde

Estudio señala 267 nuevas especies de fauna en 2010 El Inventario sobre la biodiversidad en 2010, registró 700 especies de la fauna en la ciudad de São Paulo. La División de Medicina Veterinaria y Manejo de la Fauna Silvestre de la Prefectura, São Paulo OUTLOOK

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iniciativas

realizó el levantamiento en 81 áreas del municipio. En el levantamiento anterior, había 433 especies identificadas por el órgano. Entre las especies catalogadas, 30 están amenazadas de extinción en el Estado. Los investigadores también han hecho descubrimientos en la ciudad, como el de una nueva especie de araña, encontrada en la Praça da Sé, y de una caranguejeira encontrada en la Mooca, zona este. Los dos casos serán descritos en artículos científicos. Los biólogos también estudian anfibios en la zona sur. La Prefectura anunció en 2010 que la onza parda fue escogida como el animal silvestre símbolo de la ciudad. Las acciones encaminadas a la protección y educación ambiental serán identificadas con una figura de onza, escogida por votación on-line. En cuanto a la flora, tipuanas, sibipirunas, ceibas, ipés, paus-ferro, jacarandás-mimosos, quaresmeiras y manacas de la sierra, son las especies encontradas con mayor frecuencia en las calles. El eucalipto, pinos y cipreses también forman parte de la flora vial de la ciudad.

EMISIONES DE CO2 Planes y metas son desarrollados en la ciudad de São Paulo para reducir las emisiones de los gases de efecto invernadero, por medio de leyes, nuevas áreas verdes, y subastas públicas de créditos de carbono Política pública

Ley reúne planes de reducción del 30% de los gases de efecto invernadero La ciudad de São Paulo es pionera en la elaboración de una política municipal sobre cambios climáticos. La ley, promulgada en 2009, reúne metas ambientales, como la reducción del 30% de las emisiones de los gases que causan el efecto invernadero hasta 2012. Países como Inglaterra y Alemania prometen ese desempeño para 2015 o 2020. La ley establece la reducción progresiva del uso de combustibles fósiles en la flota de autobuses y prevé la instalación de 96 ecopuntos. La Prefectura se compromete a contratar sólo obras que usen madera certificada. São Paulo fue la primera ciudad del país en incorporarse al Programa Ciudad Amiga de la Amazonia y a exigir la comprobación de madera legal. También en 2009 fue instituido el Comité Municipal de Cambios del Clima y Ecoeconomia, que tiene la misión de proponer, estimular, acompañar y fiscalizar la adopción de planes y

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São Paulo OUTLOOK

ÁREA VERDE DE LA CIUDAD Parte de la vegetación de São Paulo

Área verde 40%

Total: 1.500 km2

programas ambientales. Seis grupos de trabajo fueron creados en las áreas de construcción, salud pública, residuos, uso del suelo, energía y transporte. São Paulo forma parte de la dirección mundial del Consejo Internacional para Iniciativas Ambientales (Iclei) y de la comisión ejecutiva del C40 Cities Climate Leadership Group, grupo de grandes ciudades encabezadas por Londres y Nueva York, que trabajan en pro de la neutralización del calentamiento global. La ciudad fue sede del encuentro de 2011. Lea más sobre el C40 en la página 192.

Efecto invernadero

Inventario de emisión dirige acciones de combate a la contaminación El Inventario de Emisiones de Gases de Efecto Invernadero de la ciudad de São Paulo señala las principales fuentes emisoras de la capital. Basada en estas informaciones, la Prefectura de São Paulo elaboró un plan de acción para reducir las emisiones. De acuerdo con el documento, lanzado en 2005, el sector del transporte es el mayor responsable por la contaminación, principalmente el transporte individual, por la quema de gasolina de los automóviles. Para atacar ese problema, la Prefectura de instituyó un programa de inspección vehicular, que exige, anualmente, la regulación de vehículos que emiten contaminantes por encima del nivel permitido. El sector de residuos sólidos aparece en el inventario como el segundo mayor emisor de gases, seguido por los transportes colectivo y de cargas. Entre las acciones implementadas para promover la reducción de los gases en la atmósfera están también la creación de parques, el aumento de la reforestación urbana, la adopción de una Política Municipal de Cambios de Clima y la generación de créditos de carbono por medios de las plantas de biogás instaladas en dos vertederos sanitarios.

Moneda verde

Créditos de carbono son vendidos en subastas La ciudad de São Paulo ya recaudó 71 millones de reales con dos subastas públicas de créditos de carbono en la bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Los créditos son obtenidos con la captación de gas metano en los vertederos Bandeirantes y São João. La primera subasta fue realizada en 2007 y el lote de 808,4 mil RCEs fue vendido a una empresa holandesa. En la segunda, fueron ofertados 713 mil RCEs. La oferta ganadora fue de la suiza Mercuria Energy Trading. El mercado de crédito de carbono, una “moneda verde”, surgió con la firma del Protocolo de Kyoto, en 2005. Mediante él, países industrializados se comprometen a reducir la emisión de gases de efecto invernadero. Cada crédito equivale a una tonelada de carbono que deja de ser lanzada en la atmósfera. En los vertederos, eso se realiza a través de la captación del biogás emitido durante el proceso de descomposición de los residuos y es utilizado en la generación de energía, lo que redujo en un 20% la emisión de contaminantes. 0

POLÍTICA PÚBLICA Las medidas legales que tienen como objetivo el desarrollo económico sostenible de São Paulo, cubren tanto la toma de conciencia y las acciones de los paulistanos, como la administración pública de la ciudad. Ciudad Limpia

Ley tiene por objeto combatir la contaminación visual de las calles La ciudad de São Paulo cuenta con la Ley Ciudad Limpia para combatir la contaminación visual Desde que entró en vigor, en 2007, fue prohibido el uso de outdoors, vallas publicitarias, banners y distribución de folletos en las calles de la capital. Los establecimientos comerciales sólo pueden exhibir placas que obedezcan a una serie de criterios, como la dimensión proporcional a la fachada. Desde el inicio de la fiscalización, fueron retirados cerca de 500 mil carteles, pancartas y letreros. Fueron aplicadas más de 5 mil multas, que hacen un total de 130 millones de reales. La ley se ha convertido en un hito en la regulación de la publicidad al aire libre y un caso mundial.

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iniciativas

Festival sostenible

Evento para promover la sostenibilidad urbana El año de 2011 contó con la primera edición del Festival Sostenible. Organizado por la Prefectura de São Paulo, el evento tiene como objetivo hacer que la población tome conciencia sobre la importancia de la preservación de la naturaleza, por medio del arte y el entretenimiento. Fueron preparadas 480 actividades culturales y educativas, en 78 espacios, como parques, museos, estaciones de metro y centros culturales. Más de 500 mil personas participaron del evento. Hubo una exposición de arte con materiales sacados de la basura, ferias de trueques, oficinas, espectáculos y actividades zen. Entre las atracciones, la recogida de residuos electrónicos, realizada en ocho puntos de la ciudad, ganó protagonismo. La acción recaudó más de 25 mil quilos de equipos, que fueron llevados por la población movilizada por la Festival. La Prefectura contó con apoyo y patrocinio del sector privado, además de las ONGs, que también estuvieron encargadas de organizar gran parte de las actividades realizadas durante el Festival. La empresa Green CO2 fue responsable por el inventario y neutralización de las emisiones de Gases de Efecto Invernadero de todo el evento. El Festival Sostenible está inspirado en el Festival Cultural, que ya fue realizada seis veces en la capital paulista con una serie de actividades artísticas y de entretenimiento, y en el Festival Deportivo, que ha tenido tres ediciones en la ciudad. En conmemoración al Día Mundial del Medio Ambiente, las actividades por la sostenibilidad tuvieron lugar el fin de semana en los días cuatro y cinco de junio, de las ocho a la media noche del sábado, y de las ocho a las 20 horas el domingo.

Bolsas plásticas

envueltos en bolsas plásticas así como carnes y productos lácteos. Se estima que sean usadas en la ciudad 650 millones de bolsas plásticas por mes. Las bolsitas son hechas de petróleo y pueden demorar hasta 400 años para descomponerse. El uso del producto perjudica el drenaje urbano en calles y desagües, y también afecta la vida acuática cuando es arrojado en los ríos. El municipio de São Paulo fue una de los primeros en decretar la prohibición, después de ciudades como Belo Horizonte y Jundiaí.

Responsabilidad ambiental

Ley exige compra sustentable desde el 2007 La Prefectura de São Paulo creó un plan para dar preferencia a las compras y contrataciones ambientalmente responsables. La iniciativa es pionera entre las administraciones municipales brasileñas. Entre las principales acciones ya adoptadas por la Prefectura está la alteración en la ley de licitación del municipio. Las compras deben considerar la procedencia de los materiales y productos, la preocupación de los fabricantes con los desechos, las tecnologías utilizadas en la producción y la preservación de los recursos naturales. El esfuerzo por compras sustentables incluye preferencia por madera certificada y papel reciclado, por ejemplo. La política de Compras Públicas Sustentables comenzó en el 2007, con un decreto del Ejecutivo creando un grupo de trabajo para implementar la propuesta. El proceso de adopción del nuevo mecanismo incluyó seminarios para capacitar a los servidores municipales a elaborar convocatorias y licitaciones ambientalmente sustentadas. La meta de la administración municipal es tener el instrumento de compras verdes adoptado en las 27 secretarías para el 2012. Hasta el primer semestre del 2011, 16 secretarías ya estaban adecuadas a la medida.

Ley tiene como objetivo reducir el descarte La ciudad de São Paulo aprobó una ley en mayo de 2011 que prohíbe la distribución y venta de bolsas plásticas en establecimientos comerciales. El objetivo es reducir el descarte de plástico en el medio ambiente, que provoca problemas como la obstrucción de desagües. La medida también contribuye para reducir el volumen de residuos que va a parar a los vertederos. El texto debe ser reglamentado hasta el final de 2011 y la prohibición entrará en vigor a partir de 2012. La restricción es válida para todo tipo de comercio: supermercados, tiendas de centros comerciales y farmacias. Los alimentos vendidos a granel en ferias y mercados podrán ser www.analise.com

EL TRANSPORTE EMITE MÁS CARBONO Participación en las emisiones por uso de energía en la ciudad Residencial 10% Transporte 78% Industrial 7% Otros 5%

Arquitectura ecológica

55% de los edificios verdes de Brasil La ciudad de São Paulo cuenta con 16 emprendimientos con certificación Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) y 164 en proceso de certificación. El certificado es concedido por el U.S. Green Building Council, con sede en los Estados Unidos, a los edificios que puedan comprobar que utilizan los recursos ambientales de forma correcta. Brasil es el quinto país del ranking mundial de construcciones sustentables, detrás de los Estados Unidos, Emiratos Árabes Unidos, Canadá y China. La ciudad de São Paulo posee el 55,2% del total de certificaciones del país y el 59,8% de los emprendimientos que están siendo certificados. El municipio es sede del primer edificio en América Latina, y octavo en el mundo, que obtuvo la categoría más avanzada de certificación. En Agosto del 2009, el edificio Eldorado Business Tower obtuvo el LEED Platinum, registrando una economía de 33% en el consumo de agua potable, comparada con el estándar norteamericano y una reducción de 100% de agua potable para la irrigación. Registró además una economía de 18% en el consumo de energía. La obra tuvo 74% de los residuos destinados a vertederos, 30% del material utilizado de origen reciclado y 95% de la madera certificada por el Forest Stewardship Council (FSC).

Fiscalización verde

Áreas son monitoreadas por 540 agentes La ciudad de São Paulo cuenta con una Guardia Ambiental para fiscalizar y proteger áreas verdes y de manantiales. Vinculada a la Secretaría Municipal de Seguridad Urbana, fue creada en el 2007 con 90 guardias y posee hoy un efectivo promedio de 540 agentes. La Guardia Ambiental ya registró más de 8 mil ocurrencias en áreas de protección ambiental. Los agentes actúan en 119 regiones distribuidas por la ciudad, que registran un mayor riesgo de ocurrencia de crímenes ambientales, equivalentes a cerca de 70 millones de metros cuadrados, y también protegen 70 parques municipales. Para realizar la fiscalización, los guardias cuentan con carros y motos, además de que pueden vigilar áreas utilizando barcos y helicópteros. Además dan apoyo a los fiscales de la Secretaría del Verde y el Medio Ambiente y de las subprefecturas. Los resultados muestran una reducción de las casas ilegales, la deforestación y los vertimientos de desechos. 0

São Paulo OUTLOOK

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Enim Eugait lortiE

INVESTIGACIÓN

LA OPINIÓN DE QUIEN

VIVE EN

sãO PAULO La perspectiva de 250 empresarios, personalidades y emprendedores que viven en la ciudad sobre el rumbo de la metrópolis en el camino de la sostenibilidad

El avance

Business

Paulistanos

Los puntos que más avanzaron en la ruta para tornar el municipio más verde

La sostenibilidad en la conducción de negocios y la visión de los empresarios

Lo que ellos tienen que decir sobre negocios y gestión ambiental en su ciudad

INVESTIGACIÓN

SÃO PAULO POR AQUELLOS QUE ENTIENDEN LA METRÓPOLI El equipo de SÃO PAULO OUTLOOK escuchó a 250 ejecutivos, emprendedores y personalidades paulistanas sobre negocios y sustentabilidad en su ciudad Referente a la página 108

L

a ciudad de São Paulo avanzó considerablemente en la implementación de prácticas sustentables y acciones para combatir la contaminación y conservar sus áreas verdes en la última década. Esta es la opinión de 250 paulistanos entrevistados por el equipo de SÃO PAULO OUTLOOK y que hablaron sobre la

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São Paulo OUTLOOK

gestión ambiental, negocios y el futuro de su ciudad. Entre los abogados, médicos, artistas plásticos, atletas, administradores, académicos, economistas, ejecutivos y emprendedores escuchados, el 95% dijo que hubo progreso en la preocupación con el medio ambiente en la metrópoli en los últimos diez años. Los resultados presentados en las próximas páginas reflejan las perspectivas de las personas que toman decisiones diariamente en sus negocios, son formadoras de opinión y tienen la capacidad de movilizar y reproducir actitudes y cambios de comportamiento en las más diversas áreas de la sociedad. La lista completa de entrevistados en esta investigación puede ser consultada en la página 186.

La percepción general de los líderes de diversas áreas escuchados para la investigación es optimista en relación al progreso de la ciudad. La mayoría, el 94% afirmó creer que la población paulistana será más consciente de sus responsabilidades ambientales y sociales en la próxima década. De esos, el 44% señaló que la mejoría debe ser muy significativa. En el mundo corporativo la respuesta es similar: el 93% ven una perspectiva de progreso en las prácticas ambientales de las compañías y en el peso de la sustentabilidad en el proceso de decisión de los ejecutivos. El 38% considera que la mejoría será significativa. La relación de las empresas con sus asociados y clientes también muestra perspectivas optimistas. Casi el 85% de los entrevistados señalaron que los paulistanos están interesados en las políticas ambientales de las compañías de las cuales son consumidores. Considerando la relación de las empresas con sus proveedores, clientes y otros asociados corporativos la preocupación por conocer los estándares de sustentabilidad fue señalada por el 88%. Es ese caso, el 30% de los entrevistados dijeron que existe gran interés de las compañías por estar a la par de las prácticas ambientales de sus socios comerciales. Entre los principales desafíos de la ciudad de São Paulo en el campo ambiental en la próxima década, el tratamiento de los residuos sólidos www.analise.com


INVESTIGACIÓN

y las aguas residuales fue considerado como prioritario por casi la mitad de los entrevistados. La contaminación del aire es el segundo mayor tema a ser enfrentado. Negocios en São Paulo – Interrogados al respecto de las principales razones que convierten a la ciudad de São Paulo en un ambiente propicio para la realización de negocios y atractiva para las compañías, la mayoría de los entrevistados, casi el 80%, señaló la alta calificación de la mano de obra como el principal factor positivo. Entre las características de la ciudad, el hecho de São Paulo ser un centro financiero y un gran centro de consumo fueron los dos principales puntos destacados. En comparación con los principales atractivos de otras metrópolis por el mundo, las agencias de publicidad y propaganda paulistanas se destacaron en la edición de 2011 de la investigación. Tanto en la comparación con grandes ciudades desarrolladas como con municipios de países emergentes, los servicios publicitarios fueron considerados como una de las cinco mayores ventajas de São Paulo. En el levantamiento de 2010, el tema no figuró en la lista. Considerando los desafíos de la ciudad que afectan sus negocios, el 93% de los 250 entrevistados señalaron el tránsito y la movilidad reducida como el asunto de mayor urgencia, seguido por la seguridad, citada por el 77%. En los dos casos, la relevancia de estas cuestiones aumentó en comparación con la investigación de 2010 (lea más en la página 228). La investigación – En las páginas que siguen el lector podrá consultar individualmente el resultado de cada uno de los temas presentados por el equipo de SÃO PAULO OUTLOOK a los 250 entrevistados. La sección está dividida en tres bloques principales. El primero, que comienza en la página 225, trata del progreso en los últimos diez años de la implementación de prácticas sustentables en la ciudad en diversas áreas. A partir de la página 226, es posible consultar la perspectiva de los entrevistados para la próxima década en relación a la calidad del aire,

el agua y varios indicadores ambientales. En la página 227 comienza un análisis de los puntos fuertes del ambiente de negocios paulistano y de los principales desafíos para atraer nuevas empresas para la ciudad.

El tratamiento de residuos debe ser prioridad Las iniciativas de la ciudad de São Paulo para reducir la emisión de gases que causantes del efecto invernadero y las mejorías en la movilidad urbana crearon un clima de confianza en la recuperación ambiental de la metrópolis. Es lo que muestra la investigación realizada por el equipo de SÃO PAULO OUTLOOK, indicando que el 95% de los 250 empresarios, ejecutivos y profesionales escuchados afirmaron que hubo algún avance en la implementación de las prácticas sustentables en la ciudad en los últimos diez años. De ese grupo, el 7% afirmaron que las prácticas avanzaron mucho en la cuidad en este sentido. Según los entrevistados, la principal preocupación en el campo ambiental a partir del 2011 es el tratamiento de los residuos sólidos y de las aguas residuales. El asunto fue apuntado por el 49% del grupo entrevistado como la prioridad número uno para São Paulo. La segunda cuestión más citada fue el control de la contaminación del aire, por el 27% de los entrevistados, seguida por la ocupación territorial desordenada (11%) y las inversiones en energía renovable (6%). La influencia de São Paulo como un centro financiero y una de las ciudades más ricas del mundo es un hecho. En el área de la sustentabilidad ambiental, los 250 entrevistados consideran que también hay que celebrar. Fue del 86% la parte que señaló que la capital mostró algunos progresos en la implementación de prácticas ambientales en comparación con ciudades de países desarrollados. Entre las metrópolis en desarrollo la tasa fue aún mayor, de 98%. São

USTED CONSIDERA QUE LAS PRÁCTICAS SUSTENTABLES AVANZARON EN RELACIÓN A Ciudades en desarrollo Poco 67%

Cidades em desenvolvimento

Moderadamente 17%

Moderadamente 50% Poco 38%

No 14%

¿USTED CREE QUE LA IMPLEMENTACIÓN DE PRÁCTICAS SUSTENTABLES AVANZÓ? Mucho 7% Moderadamente 36% Poco 52%

No 5%

¿CUÁLES DE ESAS ÁREAS DEBEN TENER PRIORIDAD?

Paulo 49%implementó medidas que sirven de ejemplo para otros grandes centros como la Ley de Cambios Climáticos, que establece metas significativas para la reducción de las emisiones de carbono y es pionera en América Latina. 27%

Las medidas para acelerar la limpieza del aire 11%

6% El aire de la ciudad de São Paulo mejoró 5% en alguna medida en los últimos diez años según elResiduos 87% de Contamilos entrevistados la investigación Aumento de enEnergía Biodiveraguas PAULO nación OUTLOOK. la densidad renovable de ySÃO Casi uno sidad de cada residuales del aire demográfica y eficiencia diez señaló que hubodeavances significativos en forma desordenada el área. Medidas concretas han sido tomadas en los últimos años para garantizar la calidad del aire, entre ellas la institución, desde 2008, de la obligatoriedad de la inspección vehicular de la flota paulistana. Desde su creación, el municipio registró mejorías ambientales que equivalen a la retirada de 750 mil vehículos de circulación. Sólo en 2010, cuando la inspección se extendió a todos los carros, más de tres millones fueron inspeccionados. Con las inversiones previstas en combustibles más limpios para la flota de 15 mil vehículos del transporte municipal se estima reducir en por lo menos el 45% la emisión de los contaminantes producidos por los autobuses urbanos. Algunos avances en la reducción de las emisiones de carbono en la atmósfera fue señalado por el 82% de los 250 entrevistados. La ciudad de São Paulo definió, a través de la Ley Municipal de Cambios Climáticos, aprobada en 2009, una meta de reducción del 30% de las emisiones hasta 2012 con base en el inventario producido en 2005.

Mucho 10% Mucho 2%

www.analise.com

No 2%

São Paulo OUTLOOK

225


INVESTIGACIÓN

Más cerca de la meta de tener un río limpio y económicamente activo corriendo por la ciudad Ocho de cada diez entrevistados señalaron que los niveles de contaminación del agua tuvieron alguna mejoría en los últimos diez años, el mismo índice registrado para el punto de la contaminación del suelo. En 2010, la Sabesp colectó el 85% y trató el 70% de las aguas residuales en los locales atendidos en la región metropolitana de São Paulo. La meta de la compañía es alcanzar la universalización de los servicios hasta 2018. La previsión más alentadora es llegar al 2020 con un río totalmente limpio, sin vertido de aguas residuales puras en sus aguas. La concretización de ese proyecto traerá beneficios aún mayores para la capital paulista. Además de efectivamente limpiar el agua del rio, será posible explotarlo económicamente.

LIMPIANDO EL CIELO DE LA CIUDAD INSPECCIÓN VEHICULAR

3,1 mi

de vehículos fueron inspeccionados en el 2010

12,7 mil

226

São Paulo OUTLOOK

14,8 mil 200

ómnibus movidos con biodiesel

TRANSPORTE PÚBLICO

55%

de los viajes son hechos en medios de transporte colectivos en São Paulo

ómnibus eléctricos

mil inspecciones por día

68% de los automóviles matriculados fueron inspeccionados

El reciclaje y la colecta selectiva avanzaron de acuerdo con el 85% Ante la pregunta sobre la mejoría de los programas de reciclaje, el 85% de los entrevistados consideran que hubo una mejoría. Entre los que afirmaron que el progreso fue significativo o al menos moderado, la tasa fue de 43%. Entre los 5.565 municipios brasileños, el 8% ya había adoptado un programa de colecta selectiva hasta 2011, según datos del Compromiso Empresarial para el Reciclaje (Cempre). Están en esta lista metrópolis como Curitiba, la primera en implantar el programa en 1989; Porto Alegre, al año siguiente; y São Paulo, a partir de 2007. Según un estudio del Programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente (Pnuma), en algunos puntos el sistema brasileño de colecta selectiva y reciclaje es un ejemplo a ser seguido. En el reciclaje de latas de aluminio y garrafas PET el país iguala o ultrapasa las tasas obtenidas por las naciones desarrolladas. Brasil también es citado como pionero en mejorar las condiciones de trabajo de los recolectores, a través de las cooperativas. En la capital paulista, que genera casi 20 mil toneladas de residuos diariamente, la situación mejoró mucho y aún quedan progresos por alcanzar. Manos del 1% del volumen de residuos desechados es recuperado por el programa oficial de colecta selectiva. En relación a la conservación y ampliación de las áreas verdes, el 86% de los entrevistados afirman que hubo algún progreso. Casi la mitad afirmó que este punto mejoró mucho o de manera moderada.

COMBUSTIBLES RENOVABLES La flota

3,8% de los veículos fueron desaprobados en la inspección

4,6 mil inspecciones diarias es la capacidad del centro de inspección de Tatuapé, el mayor

LAS APUESTAS 50 ómnibus movidos con etanol en operación y otros 150 previstos 3 ómnibus movidos con biodiesel de caña de azúcar 1 ómnibus movido con hidrógeno Ómnibus híbrido eléctrico y diesel en fase de pruebas

LOS RESULTADOS

1 muerte menos por enfermedades agravadas por la polución no generada por 480 vehículos inspeccionados

45% de reducción de la emisión total de contaminantes de la flota para el 2018

750 mil vehículos fuera de circulação é o resultado equivalente da inspeção da frota em um ano

710 viajes por cada mil habitantes LOS RESULTADOS Transporte público supera a los carros Participación en los viajes diarios Ómnibus, Metro y trenes 47%

LOS RESULTADOS

250 muertes fueron evitadas con circulación es el resultado equivalente de la inspección de la flota en un año

14 mi viajes diarios

48%

Carros y taxis 48% 42%

90% de reducción de las emisiones de vehículos movidos con etanol comparados a los movidos con diesel convencional Ómnibus híbridos movidos con hidrógeno prácticamente no emiten contaminantes

Entrevistados creen en la recuperación de la calidad del aire y del agua Uno de los mayores desafíos ambientales de la ciudad es la equiparación de los problemas de la contaminación del aire y el agua. Estos temas se han vuelto prioritarios por contribuir directamente con el calentamiento global y los cambios del clima. De acuerdo con el levantamiento de SÃO PAULO OUTLOOK, el 61% creen que la calidad del aire en la ciudad mejorará en los próximos diez años. Sólo uno de cada diez apunta que los índices de contaminación empeorarán en este período. En relación a la descontaminación de los ríos y manantiales el índice es aún mayor: el 65% señala que habrá

1997

2007

Los datos son referentes a los viajes realizados en la región metropolitana de São Paulo

mejorías y, de esos, un 15% creen que estas será significativas. Entre las soluciones encontradas por otras grandes ciudades para frenar la contaminación del aire está la restricción a los coches. Seúl y Londres, por ejemplo, adoptan el peaje urbano. La salida de Buenos Aires, la capital argentina, fue la reducción de las vacantes para estacionamiento en las calles. En Nueva York los incentivos al transporte público dieron resultado. En São Paulo las principales medidas restrictivas incluyen la rotación de vehículos, que limita el 20% de la flota los días de semana.

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INVESTIGACIÓN

Uno de los principales desafíos de todas las grandes metrópolis mundiales es reducir y controlar la polución del aire. Vea las principales medidas tomadas en São Paulo para limpiar el cielo de la ciudad y sus resultados

ARBORIZACIÓN Y PARQUES

1 millón

BICICLETAS Y CICLOVÍAS

55 km

árboles plantados desde el 2005 hasta el 2010

CALIDAD DEL AIRE

de nuevas ciclo vías aprobados para su construcción en el 2011

presas para preservar el medio ambiente y fortalecer la causa sostenible. Los 250 entrevistados por SãO PAULO OUTLOOK fueron casi unánimes en confiar en la creciente adhesión de la población y de las compañías a los movimientos de responsabilidad ambiental. Solamente el 6% dijo que la población paulistana no estará más sensible a esas cuestiones en los próximos diez años y el 44% creen que el avance seré muy significativo en ese punto. En relación al compromiso de las empresas, el 93% afirmaron confiar en el esfuerzo creciente de las compañías en la implantación de prácticas sostenibles.

1ra ciudad

del mundo en iniciar la adopción de estándares de la OMS para la polución del aire

Mayoría apuesta en legislación ambiental más rigorosa

EL PROYECTO

304 mil viajes en bicicleta por día

Estándares fueron aprobados por el Consejo Estatal del Medio Ambiente (Consema) en Mayo del 2011

35,7 km de ciclo vías en operación

3 etapas serán definidas para alcanzar

44 km de carriles para bicicletas en

las metas de reducción

78 parques

con 35 mi metros cuadrados de área verde

50 mi de metros cuadrados en 100 parques públicos es la meta de la ciudad para el 2012 Árboles plantados En miles de unidades

1ra etapa

operación los domingos

100 km de ciclo vías en operación es la meta

540

tiene plazo de tres años

170

170

185

2006

2007

2008

200

38

de la ciudad para finales del 2012 2005

LOS RESULTADOS Meta de 40% a 70% de reducción de los principales indicadores de polución

LOS RESULTADOS De 88% fue el crecimiento del número de viagens de bicicleta em dez anos

Nuevos estándares afectarán las reglas para la obtención de las licencias ambientales, las metas para la ampliación de la restricción para vehículos y otras medidas preventivas

80% de los viajes son por motivos de trabajo o estudio

2009

2010

LOS RESULTADOS 10 mi de metros cuadrados de nuevos parques entre el 2005 y el 2010, 66% de crecimiento del área 180 mil toneladas de carbono serán absorbidas por 1 millón de árboles

Los datos son referentes a los viajes en la región metropolitana de São Paulo

Proyectos para lidiar con los residuos de la ciudad son prometedores Entre las áreas que más deben avanzar en la ciudad en los próximos diez años el tratamiento de residuos sólidos es la que más se destaca según los 250 entrevistados por SÃO PAULO OUTLOOK. Para el 74% de ellos, habrá alguna mejora en la gestión de los residuos de la ciudad, y el 22% señalaron esperar un progreso muy significativo. Una de las principales iniciativas de la ciudad es el aprovechamiento de los gases liberados por dos vertederos desactivados para producir energía. Además de generar electricidad para cerca de 700 mil personas, los proyectos evitan la emisión de gas metano en www.analise.com

la atmósfera, uno de los principales causantes de los cambios climáticos, y generan créditos de carbono que son vendidos por la prefectura. Ante la pregunta sobre las perspectivas de mejoría en los índices de contaminación del suelo, el 52% de los entrevistados creen que habrá alguna mejora. Más de un tercio de ellos creen que no habrá avances y el 11% afirmaron que el problema va a empeorar en la próxima década.

Mayoría ve aumento de la consciencia ambiental Es un hecho que ya existe un cambio en el comportamiento del consumidor y de las em-

La legislación ambientar debe ser más rigurosa en la próxima década según los 250 paulistanos entrevistados por SÃO PAULO OUTLOOK. Casi el 70% de ellos cree en el recrudecimiento de las leyes que protegen el patrimonio ambiental del municipio de São Paulo y del país. Otro 30% cree que el rigor permanecerá y sólo el 1% afirma que habrá una relajación de los patrones. En lo referente a la conservación de las áreas verdes el 64% de los entrevistados afirmaron que habrá alguna mejoría en la ciudad de São Paulo. De ellos, el 12% cree en un avance significativo. La ciudad de São Paulo tiene la meta para llegar a 50 millones de metros cuadrados de parques hasta el fin de 2012. A mediados de 2011, contaba con la mitad de esa área en 77 locales en el municipio. Considerando esa área, son cerca de 2,3 metros cuadrados de área verde urbana para cada habitante de la metrópolis. Lo más recomendado por la Organización Mundial de la Salud (OMS) es de 12 metros cuadrados por habitante.

El factor ambiental es importante en el curso de los negocios Los ejecutivos, empresarios y personalidades paulistanas entrevistados por SÃO PAULO OUTLOOK mantienen un alto compromiso con la gestión ambiental y la sustentabilidad en sus negocios. El 70% afirmó que las cuestiones ambientales son de gran relevancia para su empresa. Otro 22% dijeron que la sustentabilidad tiene una importancia moderada. A la hora de tomar decisiones la respuesta es similar: el 65% señaló que el factor ambiental tiene un peso muy importante cuando están evaluando las alternativas para su negocio. Menos del 10% del grupo entrevistado, en ambos casos, afirmó que las cuestiones ambientales tienen poca o ninguna relevancia para su empresa o en su proceso de toma de decisiones. São Paulo OUTLOOK

227


Itaci Batista/AE

INVESTIGACIÓN

Consumidores y proveedores aún más comprometidos El interés de los consumidores paulistanos por las prácticas ambientales de las compañías de las cuales son clientes es de gran relevancia. Según el levantamiento de SÃO PAULO OUTLOOK, el 84% de los entrevistados tienen la percepción de que los consumidores conocen o tienen algún interés por las políticas de las compañías en esa área. Uno de cada cinco considera que sus consumidores están muy conscientes e informados de las prácticas de las empresas. Al analizar la relación con sus asociados corporativos y proveedores, los entrevistados muestran una visión aún más optimista. Cerca del 30% indica que las compañías con quienes tienen negocios están muy atentas a sus políticas. En total, el 88% de los entrevistados declaran que sus homólogos de negocios están interesados en algún nivel en la gestión ambiental aplicada por la empresa. En ambos casos, sólo el 3% de los investigadores dijeron desconocer el nivel de interés de sus consumidores o socios por sus prácticas de gestión ambiental y sustentabilidad, indicando que la cuestión ya es fundamental en la relación de las empresas con el resto de la cadena de producción y sus clientes.

La mano de obra calificada continúa siendo el principal atractivo Entre los puntos fuertes de la ciudad de São Paulo para atraer negocios, la oferta de mano de obra calificada continúa siendo la mayor ventaja citada por los entrevistados. El ítem fue apuntado como el más relevante por el 77% de los entrevistados, ante el 74% de las intenciones registradas en el levantamiento de 2010. Cerca de 100 mil personas se forman cada año en cur-

¿USTED CREE QUE LOS NIVELES DE CONTAMINACIÓN DEL AGUA MEJORARON? Moderadamente 31%

Poco 42%

Grafiti de Tito Ferrara, calle Amaral Gurgel, Centro: la prefectura tiene un proyecto que incentiva las intervenciones artísticas sos de graduación en la ciudad, que concentra el 16% de las vacantes de todo el país en facultades y universidades. El segundo ítem más atrayente fueron los altos ingresos per cápita de los habitantes del municipio, citado por el 66% de los entrevistados. En 2010, ese factor había sido señalado por el 60% del grupo entrevistado. Entre las razones citadas para instalar una nueva empresa en la ciudad, el hecho de São Paulo ser el principal centro financiero del país y uno de los mayores fue mencionado por el 90% de los entrevistados,

¿USTED CREE QUE LOS NIVELES DE CONTAMINACIÓN DEL SUELO MEJORARON? Moderadamente 31%

Poco 44%

No 19%

Mucho 8%

228

São Paulo OUTLOOK

No 20%

Mucho 5%

contra el 80% en 2010. Más del 80% destacaron el hecho de que la ciudad es el mayor centro de consumo del país como un factor muy atractivo. La proporción creció en relación al 71% registrado en la edición anterior del levantamiento. La proximidad a clientes y proveedores también fue mencionada.

El tránsito y la seguridad continúan siendo los villanos Nueve de cada diez entrevistados señalaron al tránsito como la cuestión que más pesa contra la ciudad de São Paulo. La principal preocupación es la misma registrada en 2010, cuando el 82% citó el problema. La preocupación con la seguridad aumentó. En 2011, el 77% señalaron la cuestión, ante el 52% en el año anterior. São Paulo avanzó en el aumento de la seguridad y hasta el fin de 2011 la expectativa es de quedar por debajo del índice de diez homicidios por 100 mil habitantes, tasa considerada aceptable por la Organización Mundial de la Salud (OMS). Los precios de los inmuebles mantuvieron su relevancia entre las principales preocupaciones. El 62% citó mencionaron los altos costos como una desventaja, el mismo índice de 2010.

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INVESTIGACIÓN

La gastronomía es la vitrina de la ciudad en la comparación con el exterior En la comparación con las metrópolis más desarrolladas, São Paulo se destaca principalmente en el segmento de la gastronomía. De los 250 entrevistados, casi la mitad mencionó los más de 12 mil restaurantes paulistanos como una ventaja en relación a ciudades como Nueva York y Londres, la movilidad continúa encabezando las quejas. La seguridad fue citada por el 84%, comparado con el 79% de la muestra en el estudio anterior, y la movilidad fue apuntada por el 82% ante el 75%.

Servicios de salud y abogados están entre las mayores ventajas Los servicios paulistanos se destacan en la comparación de la ciudad con metrópolis de países emergentes. Entre los cinco factores más citados por los entrevistados están el sector hotelero, de salud y de abogacía. En 2011, los servicios de agencias de publicidad ganaron peso y fueron citados por el 46%. En el año anterior,

¿USTED CREE QUE LA CALIDAD DEL AIRE VA A MEJORAR EN 10 ANOS?

¿USTED CREE QUE LA CALIDAD DEL AGUA VA A MEJORAR EN 10 ANOS?

Moderadamente 55%

Moderadamente 49%

No 26%

No 25%

Mucho 15%

Va a empeorar 13% Va a empeorar 11%

Mucho 6%

esos servicios no estaban entre los cinco más relevantes. El factor desbancado fue la infraestructura para la realización de eventos, citado en 2010 por el 56%, ante el 39% en la investigación del 2011. Los restaurantes de la capital paulista mantuvieron la posición de mayor ventaja, siendo mencionados por el 69% de la muestra. Entre las principales desventajas en relación a las ciudades emergentes, los entrevistados citaron los altos costos de São Paulo en relación a la compra y alquiler de inmuebles, además de la

mano de obra. La preocupación con la seguridad fue mencionada por el 55% de los escuchados, manteniendo un índice similar al registrado en 2010. Transporte y movilidad dejaron de ser líderes en la lista de los cinco principales problemas urbanos. En relación al año anterior, cayeron de la segunda para la quinta posición.

para entender são paulo

ENTRENAMIENTO DEPORTIVO

S

ão Paulo es una ciudad con vocación para el deporte. Tiene nueve estadios de futbol, 12 clubes de golf y un autódromo internacional donde se realiza el Gran Premio Brasil de Fórmula 1. La ciudad también es sede de una de las etapas del circuito internacional de Fórmula Indy. Ade-

1,1mil 202mil 1mil

atletas entrenan en el Centro Olímpico de São Paulo, 165 están en la modalidad judo

es el número total de lugares disponibles en los nueve estadios de fútbol de São Paulo

academias de gimnástica están en funcionamiento en la capital paulista

más de São Silvestre y el Maratón de São Paulo, la ciudad es tomada por corredores en más de cien pruebas en las calles todos los años. La capital cuenta también con el Centro Olímpico de Entrenamiento e Investigación que ofrece la estructura para la práctica de diez modalidades deportivas en sus 50 mil metros cuadrados.

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São Paulo OUTLOOK

229


turismo

EL PERFIL DE LOS

vISI

tan

tES

Quiénes son los turistas que todos los días visitan la ciudad de São Paulo para conducir negocios y pasear, y el tamaño de la estructura para recibirlos

Turistas

Eventos

Copa

Quiénes son los visitantes y los datos del progreso del turismo desde 2006

La lista de los principales acontecimientos entre los 90 mil

Los preparativos para recibir el mayor evento deportivo del mundo en el 2014

turismo

LA CIUDAD QUE SABE RECIBIR El turismo de negocios es el motor del sector en la ciudad de São Paulo, una de las mayores capitales financieras del mundo que se prepara para ser sede de juegos de la Copa del Mundo en 2014 Referente a la página 136

e

l flujo de turistas que llega a São Paulo no para de crecer. Solamente en el 2010, la capital recibió 11,7 millones de viajeros. La ciudad está entre los 70 destinos principales de extranjeros en el mundo y la procura continúa aumentando. En el 2010 estuvieron en São Paulo 1,7 millones de turistas internacionales. Además de la buena estructura para sedear convenciones, la capital cuenta con una gran red hotelera y ofrece a los visitantes muchas opciones de entretenimiento como restaurantes, centros de compras y espectáculos. Mirando hacia el futuro, la metrópoli se prepara para ser sede de juegos de la Copa del Mundo

230

São Paulo OUTLOOK

en el 2014 y está invirtiendo en infraestructura para recibir seguidores y fans de todo el planeta con la ampliación de los aeropuertos, obras en el sistema vial y de transporte público y la expansión del sector hotelero. La previsión es que el número de turistas llegue a 15 millones en el 2014. Para el 2020, la perspectiva es de 18 millones de visitantes, 17% de ellos serán extranjeros. EL AUMENTO DE LOS VISITANTES Turistas nacionales y extranjeros en cada año, en millones de turistas Brasileños

7,0

8,0

Extranjeros 8,8

9,1

9,4

9,8

10,1

1,2

1,4

1,5

1,6

1,7

1,6

1,7

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

Retrato del turismo en sp Una radiografía del movimiento de visitantes brasileños y extranjeros muestra quienes son los turistas, cuales son los motivos que los traen a la ciudad, como prefieren hospedarse y cuáles son sus gastos de viaje. Quienes son los turistas

La metrópoli recibió casi 2 millones de personasen el 2010 La ciudad de São Paulo recibió 11,7 millones de turistas durante el año 2010. Del total, los visitantes brasileños sumaron 10 millones y los extranjeros llegaron a 1,7 millones de personas. Entre los visitantes de fuera, cerca de 400 mil vinieron de los Estados Unidos, el país de origen del 23% de los extranjeros. El estado de São Paulo es el principal emisor de turistas nacionales para la metrópoli, 25% del total, seguido por www.analise.com


turismo

LA CIUDAD DEL TURISMO DE NEGOCIOS

75% de las ferias de negocios de Brasil 2,5 mi millones de m de área de exposición para alquiler 2

R$ 3,4 mil millones en negocios son cerrados en un año

4,6 millones de personas visitan las ferias todos los años

los visitantes provenientes de Río de Janeiro y de Paraná. El número de pasajeros que embarcaron y desembarcaron en los aeropuertos que prestan servicios a la ciudad creció más de 18% en el 2010, en comparación con el movimiento del 2009 en Congonhas y en el Internacional de São Paulo, en Cumbica. En lo que va de año, cerca de 42,3 millones de personas pasaron por los aeropuertos, que recibieron en total 455 mil vuelos. En 2010, el total de ingresos obtenidos de las actividades relacionadas al turismo en la ciudad fue de casi 10 mil millones de reales, 89% más de lo que fue registrado en el 2005.

Business

Negocios, ferias y eventos atraen 77% de los vistantes La realización de negocios es la principal razón que lleva a los turistas a visitar la ciudad de São Paulo. La mayoría, 56% viene con esa finalidad. La participación en ferias y eventos atrae a otros 21% de los visitantes. Además de concentrar las mayores empresas de Brasil, y de ser la sede de la tercera mayor bolsa de valores del mundo, la BM&FBovespa, la capital paulista cuenta con una amplia red hotelera, de restaurantes y la estructura necesaria para la realización de grandes eventos de negocios. Por eso, en São Paulo tiene lugar el 72% de las ferias del país. Apenas en el 2010, la ciudad recibió 4,6 millones de turistas.

Gastos de estadía

Extranjeros gastan más en lujo y prefieren hoteles de lujo Los turistas nacionales que llegan a São Paulo gastan, como promedio, 400 reales diarios y acostumbran a quedarse de tres a cuatro días en la ciudad. Los extranjeros se quedan por más tiempo, de cuatro a seis días como promedio, y tienen gastos de 545 reales. Los turistas que www.analise.com

vienen a tratar de negocios, a visitar ferias y eventos o por motivos de salud son los que más gasta, cerca de 3,2 mil reales por viaje. La mayoría de los turistas que vienen a la ciudad se hospeda en hoteles y flats (50%). Los visitantes nacionales dan preferencia a opciones económicas entre los más de 400 hoteles de la ciudad. Entre los extranjeros, el 50% de los turistas se hospedan en hoteles de lujo.

ACCESIBILIDAD EN SÃO PAULO Estudio con 2 mil visitantes de la feria Reatech No accesible

Accesible Áreas públicas

64%

Transporte público

49%

36% 51%

Movilidad

43%

57%

Señalización

30%

70%

Aceras

17%

83%

Estructura hotelera

La capital tiene 42 mil cuartos y prevé 2,5 mil más para el 2014 São Paulo tiene 410 hoteles y una oferta de 42 mil cuartos para recibir turistas. Para ampliar la oferta y atender el creciente volumen de turistas, el sector hotelero paulistano prevé adicionar cerca de 2,5 mil nuevos cuartos para el 2014, cuando tendrá lugar la Copa del Mundo en Brasil, de la cual la ciudad será una de las sedes. Entre el 2007 y el 2010, la tasa de ocupación de los hoteles estuvo entre el 60% y el 70%. En la ciudad, grandes cadenas internacionales como Hyatt, Sheraton y Hilton se disputan la clientela con opciones exclusivas como Fasano, Emiliano y Unique. La oferta de cuartos es bien diversa: 8% de los hoteles son de categoría lujo, 68% midscale y 24% económicos. Además, São Paulo cuenta con 18 hostales, con cerca de mil lechos, y ese número viene creciendo debido al aumento de la demanda. El promedio del precio por noche en los hoteles es de 202 reales y la mayor concentración de habitaciones está en las regiones centra, oeste y sur de São Paulo. La zona norte tiene tasa alta de ocupación porque en esa región está ubicados dos importantes pabellones de exposiciones, el Anhembi Parque y el Expo Center Norte.

Perspectivas e ingresos

Con la Copa, la proyección es atraer 15 millones de turistas para la metrópoli La expectativa de São Paulo para el 2014 es de recibir 15 millones de turistas en el año, casi 30% más que en el 2010, siendo 12,6 millones de visitantes de otras ciudades brasileñas y cerca de 2,5 millones de extranjeros. En esa cifra, están incluidos los turistas que vendrán para la Copa del Mundo en Brasil. Se estima que el evento será responsable por un aumento anual de 1,4 millones de visitantes en todo Brasil. De esa cifra, 550 mil vendrán de otros países. La capital paulista será el portón de entrada de Brasil para cerca del 40% de los turistas que vendrán para ver los juegos. Después de la Copa, la pers-

pectiva es que el crecimiento del flujo de turistas continúe. Para el 2020 se esperan 18 millones de visitantes en la capital paulista, siendo el 17% turistas extranjeros, según proyecciones divulgadas por São Paulo Turismo. El sector hotelero ya está en ruta hacia el crecimiento. Los hoteles de la ciudad registraron, en el primer semestre del 2010, un aumento de 17,5% en los ingresos en comparación con el mismo período del año anterior. La recaudación del Impuesto sobre Servicios (ISS) de las actividades relacionadas al turismo es un indicador importante del avance del sector. En el 2010, fueron 160 millones de reales, un crecimiento de 27% en relación al 2009. Entre el 2006 y el 2009, la actividad ganó 10 mil nuevos puestos de trabajo vinculados directamente al turismo. Incluyendo las actividades relacionadas indirectamente con el sector, el número de puestos de trabajo llega a más de 400 mil. La actividad paulistana tiene impacto directo en el turismo nacional. Por cada empleo creado en la capital paulista, 2,6 empleos indirectos surgen en todo el territorio brasileño. En el caso de los hoteles, por cada empleo existente en la ciudad, hay 1,6 empleos indirectos.

Rehabilitación

La ciudad realiza la segunda mayor feria de accesibilidad del mundo La 10ª Feria Internacional de Tecnología en Rehabilitación, Inclusión y Accesibilidad (Reatech), realizada en Abril del 2011, recibió a 45 mil personas en la ciudad de São Paulo. La feria es la segunda mayor de su tipo en el mundo, detrás apenas del evento realizado en Alemania. La Reatech presenta novedades de equipamientos y accesorios para portadores de deficiencias, desde carros adaptados hasta innovaciones para sillas de ruedas. Se estima que en la capital paulista cerca de 3 millones de personas poseen algún tipo de deficiencia o tienen la movilidad reducida, o sea, más del 25% de la población.

São Paulo OUTLOOK

231


turismo

Centros de convenciones

Son 2,5 millones de m2 para sedear 90 mil acontecimientos anuales La ciudad posee 2,5 millones de metros cuadrados de área de exposición para rentar y una infinidad de prestadores de servicios para la organización desde pequeños hasta mega eventos. São Paulo registra la realización de cerca de 90 mil eventos por año, los que generan casi 4 mil millones de reales de ingresos. Congresos profesionales ocupan auditorios y salas de reunión de los centros de convenciones y hoteles de la ciudad. Las ferias de negocios son visitadas por 4,6 millones de personas por año. Es una de las ciudades de mayor movimiento con el turismo de negocios del mundo: de cada 100 dólares de riqueza que se genera en el país, más de 10 dólares son producidos en la capital paulista. Solamente el Anhembi, un espacio para la realización de grandes eventos ubicado en la zona norte de la capital y el mayor de América Latina, posee 400 mil metros cuadrados de área total y es sede del 30% de las ferias, congresos y encuentros profesionales que tienen lugar en Brasil. En el 2015, será la sede de la Convención Mundial del Rotary Club con una previsión de participación de 42 mil personas, de las cuales 13,5 mil serán extranjeras. Otro gran pabellón de eventos es el Centro de Exposiciones Imigrantes, en la zona sur, con 240 mil metros cuadrados de área total. Entre las centenas de otras opciones de la ciudad, algunas de las más bien estructuradas son el World Trade Center de São Paulo, Transamérica Expo Center, Expo Barra Funda y el Centro de Convenciones Rebouças. En el 2010 fueron anunciados planes para la construcción de un espacio más para la realización de grandes eventos en el barrio de Pirituba, en la zona norte de la ciudad. El Expo São Paulo será un complejo de exposiciones con tres pabellones, hoteles y un espacio multiuso.

Eventos en SP

INCREMENTO DE LOS INGRESOS TURÍSTICOS Previsión del rendimiento para la ciudad para el 2020, en miles de millones de reales 14,0 13,5

AGENDA

UNA CIUDAD DE GrandeS

12,9 12,4

aConTeCimenToS S

ão Paulo es una ciudad de grandes acontecimientos: concentra el 75% de las principales ferias de negocios de Brasil, es palco del mayor desfile del orgullo LGBT del mundo con cerca de 3,5 millones de participantes, es sede de una entre las cinco semanas de la moda más importante del planeta, y es el único lugar del globo donde es posible asistir a un gran premio de Fórmula 1 y de Fórmula Indy. En total, son realizados cerca de 90 mil eventos en São Paulo todos los años. Vea, a continuación, un poco de

Enero

CamPuS ParTy

www.campus-party.com.br Reúne a usuarios, empresas y miembros de la administración pública para el intercambio de conocimientos y la realización de actividades relacionadas con las nuevas tecnologías. En el 2012 tendrá su 5ª edición en la ciudad.

Público 112 mil Frecuencia Anual

SP FaShion Week www.spfw.com.br

La semana de la moda está entre las más importantes del mundo, junto con las de Londres, Milán, Nueva York y Paris. Se celebra dos veces por año, en Enero y Junio. En el 2012 será realizada la 32ª edición

Público 100 mil Frecuencia Bienal

Couromoda

www.couromoda.com Feria Internacional de Calzados, Artículos Deportivos y Artefactos de Cuero. Cuenta con más de mil expositores e importadores de 64 países.

11,3 10,9

Público 65 mil Frecuencia Anual

Febrero

Carnaval

www.spturis.com/carnaval La mayor fiesta popular paulistana se celebra desde 1935 en la ciudad. Más de 30 escuelas de samba desfilan y se disputan el premio que evalúa diversos aspectos de la presentación

10,1

10,5

Marzo

oSeSP

www.osesp.art.br Desde el 2000, la Orquesta Sinfónica del Estado de São Paulo realiza temporadas entre Marzo y Diciembre con conciertos a precios asequibles para la población y ensayos abiertos.

Público 120 mil Frecuencia Anual

É Tudo verdade

www.etudoverdade.com.br

SP Bike Tour www.sampabikers.com.br Desde el 2000, el evento reúne a cerca de siete mil ciclistas, en la fecha de aniversario de la ciudad, que realizan un recorrido de 20 kilómetros por los principales puntos turísticos e históricos de la capital paulista

142

UNA CIUDAD DE GRANDES ACONTECIMENTOS São Paulo es una ciudad de grandes acontecimientos: concentra el 75% de las principales ferias de negocios de Brasil, es palco del mayor desfile del orgullo LGBT del mundo con cerca de 3,5 millones de participantes, es sede de una entre las cinco semanas de la moda más importante del planeta, y es el único lugar del globo donde es posible asistir a un gran premio de Fórmula 1 y de Fórmula Indy. En total, son realizados cerca de 90 mil eventos en São Paulo todos los años. Vea, a continuación, un poco de lo que la ciudad tiene para ofrecer

Enero

Campus Party

www.campus-party.com.br Reúne a usuarios, empresas y miembros de la administración pública para el intercambio de conocimientos y la realización de actividades relacionadas con las nuevas tecnologías. En el 2012 tendrá su 5ª edición en la ciudad.

www.spfw.com.br

La semana de la moda está entre las más importantes del mundo, junto con las de Londres, Milán, Nueva York y Paris. Se celebra dos veces por año, en Enero y Junio.

Público 100 mil Frecuencia Bienal

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019 2020

143

SP Fashion Week

São Paulo OUTLOOK

11,4

Público 110 mil Frecuencia Anual

Público 110 mil Frecuencia Anual

232

11,0

Couromoda

www.couromoda.com Feria Internacional de Calzados, Artículos Deportivos y Artefactos de Cuero. Cuenta con más de mil expositores e importadores de 64 países

Público 90 mil Frecuencia Anual

SP Bike Tour

www.sampabikers.com.br Desde el 2000, el evento reúne a cerca de siete mil ciclistas, en la fecha de aniversario de la ciudad, que realizan un recorrido de 20 kilómetros por los principales puntos turísticos e históricos de la capital paulista

Participantes 7 mil Frecuencia Anual

Febrero

Carnaval

www.spturis.com/carnaval La mayor fiesta popular paulistana se celebra desde 1935 en la ciudad. Más de 30 escuelas de samba desfilan y se disputan el premio que evalúa diversos aspectos de la presentación

Público 110 mil Frecuencia Anual

Marzo

Osesp

www.osesp.art.br Desde el 2000, la Orquesta Sinfónica del Estado de São Paulo realiza temporadas entre Marzo y Diciembre con conciertos a precios asequibles para la población y ensayos abiertos

Público 120 mil Frecuencia Anual

www.analise.com


eventos

Mayo

É tudo verdade

www.etudoverdade.com.br Festival Internacional de Documentales, que premia largos y cortometrajes y llega a su 17ª edición en el 2012

Público 40 mil Frecuencia Anual

Virada Cultural

www.viradacultural.org El evento proporciona desde el 2005, 24 horas ininterrumpidas con más de mil actividades culturales gratuitas. Las presentaciones son distribuidas por palcos, teatros, centros culturales.

Público 4 millones Frecuencia Anual

Abril

Día del desafío

www.sescsp.org.br/diadodesafio El evento reúne a personas de toda la capital para actividades físicas y competencias en las unidades del Sesc. El Día del Desafío, celebrado en la capital, completó 15 años en el 2010

Público 2,8 millones Frecuencia Anual

Casa Cor São Paulo www.casacor.com.br

Es el segundo mayor evento de arquitectura y decoración del mundo, detrás apenas del Salón de Milán. Posee 21 franquías, cuatro de ellas internacionales. En el 2012, completará 26 ediciones en la ciudad

Hospitalar

Público 150 mil Frecuencia Bienal

Reúne una muestra de productos, servicios y tecnología para unidades de salud. Más de 60 países visitan la feria, que genera 6 mil millones de reales.

Expo CIEE

www.hospitalar.com

Público 91 Frecuencia Anual

Fórmula Indy

www.saopauloindy300.com.br Desde el 2010, São Paulo forma parte del calendario internacional de la Fórmula Indy. La prueba es realizada en el circuito urbano del Anhembi, en la zona norte de la ciudad.

www.ciee.org.br Feria que reúne estudiantes de prácticas y trainees, empresas e instituciones de enseñanza. En el 2011, completó su 14ª edición con la presencia del stand de la Universidad de Birmingham

Público 60 mil Frecuencia Anual

Junio

Virada Sustentable

www.viradasustentavel.com Evento que tiene como objetivo la promoción de prácticas ambientalmente conscientes. En el 2011, contó con 480 actividades culturales y educativas, distribuidas en 78 espacios por la capital

Público 50 mil Frecuencia Anual

Público 500 mil Frecuencia Anual

Fispal Tecnologia LAS RAZONES QUE ATRAEN A LOS TURISTAS Negocios y eventos son los responsables por el 77% de las visitas

Eventos 21%

Negocios 56%

Entretenimiento 10% Estudios 5%

www.fispaltecnologia.com.br Es la mayor feria del sector de embalajes, procesos y logística para las industrias de alimentos y bebidas de América Latina. El evento que tendrá su 28ª edición en el 2012, presenta las novedades y tendencias del mercado

Público 65 mil Frecuencia Anual

Francal

www.feirafrancal.com.br La Feria Internacional de la Moda en Calzados y Accesorios cuenta con más de mil expositores, que presentan los lanzamientos de zapatos de todos los géneros, bolsos y accesorios. Tendrá su 44ª edición en el 2012

Público 56 mil Frecuencia Anual

Desfile del Orgullo LG BT www.paradasp.org.br

Desde el 1997, la ciudad es la sede del Desfile del Orgullo LGBT, considerado el mayor evento de su género en el mundo.

Público 3.5 million Frecuencia Anual

ABF Franchising Expo www.abfexpo.com.br

Considerada la mayor feria de franquías de América Latina, reciba a más de 400 expositores y coexpositores de diversos segmentos, además de la celebración de conferencias y cursos para los interesados en entrar al sistema de franquías.

Público 50 mil Frecuencia Anual

Maratón de SP

www.maratonadesaopaulo.com.br Con un recorrido de 42 kilómetros, la carrera reúne en la ciudad a cerca de 20 mil atletas todos los años desde el 1995. Realizada integralmente dentro de los municipios de São Paulo, tiene su partida en el puente colgante Octávio Frias de Oliveira y la llegada en el Parque do Ibirapuera.

Participantes 20 mil Frecuencia Anual

Julio

Bienal del Libro

www.bienaldolivrosp.com.br Es el tercer mayor evento editorial del mundo, detrás apenas de la Feria del Libro de Frankfurt y de la Feria Internacional del Libro de Turín. Ofrece libros y una programación cultural, y completará 22 ediciones en el 2012

Público 730 mil Frecuencia Bienal

Otros 8%

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São Paulo OUTLOOK

233


Cesar Greco/Fotoarena

eventos

Salón del Turismo

www.salao.turismo.gov.br Muestra el turismo brasileño para quien quiere viajar o realizar negocios. Cuenta con la venta de paquetes turísticos, artesanías y presentaciones artísticas.

Público 110 mil Frecuencia Anual

ANIMA MUNDI

www.animamundi.com.br El Festival Internacional de la Animación aborda lenguajes y técnicas diversas. Exhibe filmes de todos los continentes, su programación incluye talleres y workshops con artistas renombrados.

Adventure Sports Fair

www.adventuresportsfair.com.br Dedicado a los deportes y al turismo de aventura, es el evento más importante de su tipo en América Latina. Reúne a las principales marcas y destinos del mercado. La 13ª edición será en el 2012

Público 60 mil Frecuencia Anual

Septiembre

Virada Deportiva

viradaesportivasp.blogspot.com Promueve 24 horas ininterrumpidas de actividades deportivas, recreativas y de esparcimiento.

Público 95 mil Frecuencia Anual

Copa del Mundo

www.copa2014.org.br

La ciudad de São Paulo es candidata a sedear la abertura de la Copa del Mundo que se celebrará en Julio del 2014. Más de cinco mil millones de reales se utilizarán para realizar mejoras en la infraestructura del municipio para el evento. Se estima que cerca de 500 mil turistas lleguen a la capital durante los juegos de la Copa

Turistas 500 mil Fecha Julio del 2014

234

Agosto

São Paulo OUTLOOK

Público 3.3 million Frecuencia Anual

Bienal de Arte de São Paulo www.bienal.org.br

La feria internacional de arte de la capital llega a su 30ª edición en el 2012. Hasta el 2010 fueron realizadas 20 exposiciones con la participación de 159 países, más de 13 mil artistas, 60 mil obras, y casi 7 millones de visitantes

Public 530 mil Frecuencia Bienal

BEAUTY FAIR

www.beautyfair.com.br Es el tercer mayor evento de belleza, salud y bienestar del mundo, atiende a toda la cadena productiva del segmento, y ofrece también servicios de perfeccionamiento y cualificación para profesionales.

Public 110 mil Frecuencia Anual

Equipotel

www.equipotel.com.br Orientada para los sectores de hotelería, gastronomía y turismo, es la mayor feria de su tipo en América Latina. Reúne a más de 1,3 mil empresas en 700 stands. Completará 50 ediciones en el 2012

Público 50 mil Frecuencia Anual

Octubre

Salón del Automóvil

www.salaodoautomovel.com.br Es la mayor feria de la industria automotriz de América Latina. El evento, que celebrará su 27ª edición en el 2012

Público 650 mil Frecuencia Bienal

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eventos

Salón Dos Ruedas

www.salaoduasrodas.com.br Reúne a más de 400 expositores que presenta las novedades del sector de motocicletas y bicicletas.

Noviembre

Diciembre

GP Brasil de F-1

Reveillón en la Paulista

www.gpbrasil.com.br

www.reveillonnapaulista.com.br

Muestra el panorama de la producción mundial de cine durante dos semanas con 400 filmes.

El Autódromo de Interlagos es el palco del Gran Premio Brasil de Fórmula 1. En el 2010, el evento contó con la presencia de 44 mil turistas. La mayor parte del público internacional viene de Argentina, Chile, Ecuador, México e Inglaterra. La carrera de Interlagos ya fue palco de momentos históricos del automovilismo deportivo mundial. En el 2011, la Fórmula 1 completará 40 años en el país y 30 en la capital paulista

Público 200 mil Frecuencia Anual

Público 140 mil Frecuencia Anual

Público 240 mil Frecuencia Bienal

Muestra Internacional de Cine de São Paulo www.mostra.org

FENATRAN

www.fenatran.com.br

El fin de año es conmemorado con una gran fiesta en la Avenida Paulista, tarjeta postal de la ciudad, con shows musicales y muchos fuegos artificiales. Del 2011 para el 2012 será realizada la 15ª edición

Público 2,4 millones Frecuencia Anual

San Silvestre

www.saosilvestre.com.br This is the most popular street race of the country. This 15-kilometer race is held on the last day of the year and is run by 21 mil athletes. Its 88th edition will take place in 2012

Participantes 21 mil Frecuencia Anual

El principal evento brasileño del sector del transporte ferroviario y uno de los cinco mayores del mundo en el área de productos y servicios para en transporte urbano, de cargas y logístico.

Público 50 mil Frecuencia Bienal

para entender são paulo

L

centro de consumo

51

es el número de centros comerciales en la ciudad que cuentan con 10 mil tiendas

4

a ciudad de São Paulo ofrece muchas opciones a la hora de hacer compras. Más de un centro comercial ha sido inaugurado en la capital por año: la media es de 1,6 nuevo centros de compras abiertos desde 2005. Además de las tiendas nacionales y las marcas extranjeras, los emprendimientos cuentan con una

mi

de personas pasan por los centros comerciales todos los días, 36% de la población

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gran estructura para el entretenimiento. En São Paulo se encuentra el mayor centro comercial de América Latina, el Aricanduva, en la zona este de la ciudad con más de 500 tiendas. El comercio en la calles también es tradicional en São Paulo y suma 59 zonas especializadas en más de 51 segmentos como confecciones y equipos electrónicos.

16

bi

de reales fueron los ingresos de los centros comerciales en 2010, 19% del total de ventas

São Paulo OUTLOOK

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ECONOMÍA CREATIVA

Economia criativa

Economia criativa

ECONOMÍA CREATIVA

DE SÃO PAULO PARA EL MUNDO La capital paulista tiene en abundancia la materia prima de un sector económico que gana cada vez más fuerza en todo el mundo: la economía creativa

166

www.analise.com

São Paulo ouTlooK

u

na nueva área de la economía que gana cada vez más atención y surge como una de las apuestas para el desarrollo económico y social en el futuro. La llamada economía creativa reúne sectores de contenido intelectual, artístico y cultural, que solamente en Brasil generan 480 mil empleos directos, siendo que más de 90 mil de ellos están en la ciudad de São Paulo. El núcleo de la economía creativa está formado por 12 sectores: publicidad, moda, design, arquitectura, software, mercado editorial, televisión y radio, filme y video, música, artes visuales, artes escénicas y expresiones culturales. En cada una de esas áreas existen actividades relacionadas o de apoyo, formando una cadena creativa. La ciudad de São Paulo es un polo importante de la economía creativa. Aquí están las sedes de las agencias internacionales y brasileñas de publicidad más importantes, editoras, oficinas de arquitectura, atelieres de moda, además de toda la producción de la efervescente escena cultural paulistana. La São Paulo Fashion Week es un buen ejemplo de la re-

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ECONOMÍA CREATIVA

DE SÃO PAULO PARA EL MUNDO La capital paulista tiene en abundancia la materia prima de un sector económico que gana cada vez más fuerza en todo el mundo: la economía creativa Referente a la página 166

U

na nueva área de la economía que gana cada vez más atención y surge como una de las apuestas para el desarrollo económico y social en el futuro. La llamada economía creativa reúne sectores de contenido intelectual, artístico y cultural, que solamente en Brasil generan 480 mil empleos directos, siendo que más de 90 mil de ellos están en la ciudad de São Paulo. El núcleo de la economía creativa está formado por 12 sectores: publicidad, moda, design, arquitectura, software, mercado editorial,

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São Paulo OUTLOOK

televisión y radio, filme y video, música, artes visuales, artes escénicas y expresiones culturales. En cada una de esas áreas existen actividades relacionadas o de apoyo, formando una cadena creativa. La ciudad de São Paulo es un polo importante de la economía creativa. Aquí están las sedes de las agencias internacionales y brasileñas de publicidad más importantes, editoras, oficinas de arquitectura, atelieres de moda, además de toda la producción de la efervescente escena cultural paulistana. La São Paulo Fashion Week es un buen ejemplo de la relevancia de la cadena creativa en la capital. La quinta semana de moda más importante del mundo mueve cerca de 1,3 millones de reales en volumen de negocios en cada edición, involucra profesionales de varias categorías para su realización y atrae espectadores de Bra-

levancia de la cadena creativa en la capital. La quinta semana de moda más importante del mundo mueve cerca de 1,3 millones de reales en volumen de negocios en cada edición, involucra profesionales de varias categorías para su realización y atrae espectadores de Brasil y del exterior. São Paulo también es reconocido por la gran oferta de producciones y equipamientos culturales. La ciudad reúne 319 salas de cine, 173 galerías de arte y 251 centros de show y conciertos. En total, son 110 museos en el municipio. El Museo del Fútbol, inaugurado en el 2008, alcanzó la marca de 1 millón de visitantes en el primer semestre del 2011. La ciudad de São Paulo tiene además 160 teatros y es la capital brasileña de los musicales. Los espectáculos reciben, como promedio, 25% de visitantes de otras ciudades del estado. En la capital hay 26 emisores de radio y ocho emisores de televisión. Además circulan 21 periódicos diariamente en la metrópoli. En Brasil, el gobierno federal creó, en el comienzo del 2011, la Secretaría de Economía Creativa, vinculada al Ministerio de Cultura. La industria creativa mueve más de 380 mil millones de reales en el país según los datos de la Federación de Industrias del Estado de Río de Janeiro (Firjan). La Organización de Naciones Unidas (ONU) presentó un

São Paulo ouTlooK

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sil y del exterior. São Paulo también es reconocido por la gran oferta de producciones y equipamientos culturales. La ciudad reúne 319 salas de cine, 173 galerías de arte y 251 centros de show y conciertos. En total, son 110 museos en el municipio. El Museo del Fútbol, inaugurado en el 2008, alcanzó la marca de 1 millón de visitantes en el primer semestre del 2011. La ciudad de São Paulo tiene además 160 teatros y es la capital brasileña de los musicales. Los espectáculos reciben, como promedio, 25% de visitantes de otras ciudades del estado. En la capital hay 26 emisores de radio y ocho emisores de televisión. Además circulan 21 periódicos diariamente en la metrópoli. En Brasil, el gobierno federal creó, en el comienzo del 2011, la Secretaría de Economía Creativa, vinculada al Ministerio de Cultura. La industria creativa mueve más de 380 mil millones de reales en el país según los datos de la Federación de Industrias del Estado de Río de Janeiro (Firjan). La Organización de Naciones Unidas (ONU) presentó un estudio en el 2008 sobre la economía creativa, con datos sobre la producción de bienes y servicios que tienen como materia prima a la creatividad. Según el informe, la economía creativa creció 8,7% al año entre el 2000 y el 2005.

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ECONOMÍA CREATIVA

Publicidad

Moda

Las grandes agencias globales tiene oficinas en la capital

Desfiles de la SP Fashion Week involucran 11 mil profesionales

Las sedes de agencias de propaganda más importantes de Brasil están en São Paulo. Todos los gigantes internacionales de la publicidad también tienen oficinas en la ciudad. Las cinco mayores del ranking mundial están en la capital paulista: WPP, Omnicom, Publicis, Interpublic y Dentsu. En Brasil, la WPP controla a la Y&R, que encabezó la lista de las 50 mayores agencias en Brasil en el 2010, con un crecimiento de un 15%. El grupo está representado por la BursonMarsteller, que inauguró su primera oficina de América Latina en São Paulo, en el 1976. La ciudad concentra las grandes empresas brasileñas y multinacionales, así como los mayores anunciantes. La ciudad de São Paulo concentra 500 agencias de propaganda aproximadamente, de acuerdo con el Anuario de Propaganda 2010. Según el Proyecto Intermeios, fueron recaudados 26 mil millones de reales con la venta de espacio publicitario en Brasil en el 2010. En el sector de la televisión abierta, la facturación con la publicidad fue de 2,6 mil millones en el año considerando apenas la región de la capital y la Gran São Paulo. En el 2010, la propaganda brasileña rompió su record y ganó 57 leones en el Festival de Cannes. La AlmapBBDO fue escogida como la Agencia del Año, convirtiendo a Brasil en el mayor vencedor de la historio del premio, con seis victorias. En el 2011, Nizan Guanaes, chairman del Grupo ABC brasileño, fue electo una de las 21 personalidades más influente de la comunicación mundial por la revista americana Advertising Age. El grupo fue clasificado como el 19º mayor del mundo en el sector de la comunicación, según el ranking divulgado por la publicación. Además de ser el único brasileño de la lista, el grupo tuvo la tasa más alta de crecimiento en el 2010 registrada entre las 20 mayores empresas listadas, con ingresos de 362 millones de dólares, 30% más que lo ingresado en el 2009. Forman parte de la ABC 14 empresas, entre ellas Loducca y África, que emplean en total a 1,8 mil profesionales. En el 2010, el grupo fue nombrado con el título de Global Growth Company en el Fórum Económico Mundial, en Davos, Suiza.

La São Paulo Fashion Week es uno de los destaques del desarrollo de la cadena creativa en la metrópoli. El evento, con dos ediciones anuales, reúne las creaciones de los más reconocidos estilistas y conmemoró 15 años de existencia en el 2011. Un estudio realizado por la São Paulo Turismo durante la presentación de las colecciones otoño-invierno, en Febrero del 2011, constató que un total de 55 categorías del mercado de trabajo contribuyeron para la realización del evento, de forma directa o indirecta. En total, participaron de la semana de la moda 11,2 mil profesionales. El gran número de patrocinadores, más de 1,2 mil, es un indicativo de que las empresas confían en el mercado de moda brasileño. Estuvieron en el evento 900 compradores interesados en las novedades presentadas en la pasarela. Los desfiles reunieron un público estimado en 70 mil personas y atrajeron turistas de Estados Unidos, Francia, Argentina e Italia. El crecimiento del evento fue acelerado. La primera semana de la moda brasileña en el 1996 fue realizada con cuatro desfiles y un público de 300 personas. La edición de Junio del 2011, para presentar las colecciones de primavera-verano, tuvo 35 desfiles en seis días de evento. Cerca de 350 modelos participan de cada temporada. Los estilistas paulistanos son un suceso también en el exterior. Después de participar en la Semana de la Moda de París, el estilista Pedro Lourenço tuvo uno de sus vestidos escogidos por la cantante Lady Gaga para el lanzamiento de su nuevo disco, en el 2011. Carlos Miele ya presentó sus creaciones en las semanas de la moda de Nueva York y Londres y tiene además tiendas en París. Alexandre Herchcovitch participa de la Semana de la Moda de Nueva York y de la Semana de Prêt-a-Porter de París. El estilista abrió una tienda propia en Japón en el 2007.

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Mercado Editorial

Historietas son un suceso en el exterior La ciudad de São Paulo tiene un parque editorial importante, de donde salen publicaciones para todo Brasil – e para otros países. Un caso emblemático es el de las historietas de la Turma da Mônica, que hasta el 2011 había publicado más de mil millones de revistas en Brasil y en 80 países. Desde el 2008, las historias son conocidas hasta en China. Una empresa contratada

USTED SABÍA QUE...

20%

3,4%

en economía creativa de Brasil están en la ciudad de São Paulo

viene de la economía creativa

de los empleos

del PIB paulista

La economía creativa comprende la arquitectura, artes plásticas, diseño, filmes y TV, mercado editorial, moda, música, publicidad, software y teatro.

por el gobierno chino fue a la Feria de Libros Infantiles en Boloña, Italia, e invitó a Mauricio Sosa, dibujante e idealizador de la empresa, para el proyecto. En el 2011, más de 180 millones de niños chinos en fase de alfabetización acompañaron las historias de Mônica pero Internet y por la televisión. Vietnam y otros países asiáticos están interesados también en el programa. Otro caso de éxito de artistas paulistanos en el exterior es el de los hermanos Fábio Moon y Gabriel Bá. Ellos ya publicaron en los Estados Unidos, Francia, Alemania e Italia. Su serie más conocida es Daytripper, producida por la editora americana Vertigo. El dúo ya recibió los permios Jabuti, Harvey, HQ Mix, Angelo Agostini, Xeric y dos Eisner Awards, considerado el Oscar del mundo de las historietas y graphic novels.

Artes visuales

La capital sirve de inspiración y ofrece incentivo a los artistas Con una intensa programación cultural, la ciudad de São Paulo es cuna de creaciones artísticas, desde el grafiti de calle hasta las obras expuestas en la Bienal de Arte. Muchos de esos trabajos ya ganaron el mundo. Criados en la región central de la capital, os hermanos Gustavo y Otávio Pandolfo, conocidos como Osgemeos, comenzaron con el grafiti en los muros de la ciudad y ya participaron de varias exposiciones en el exterior. En el 2003, hicieron la primera exposición individual en la galería Luggage Store, en San Francisco. Sus obras tuvieron gran repercusión en el mercado de arte contemporánea después que fueron para la galería Deitch Projects de Nueva York, en el 2005. En São Paulo, hicieron una muestra en la Galería Fortes Vilaça. Una de las referencias cuando el asunto es cultura pop y arte urbano, la Galería Choque Cultural ya fue citada en reportajes del New York Times y de la Newsweek. Fundada en el 2003, representa a cerca de 30 artistas, aunque ya pasaron por ella más de 200 expositores. Entre los más destacados están Presto, que se hizo notable con São Paulo OUTLOOK

237


ECONOMÍA CREATIVA

sus personajes fantásticos y su caligrafía rebuscadas en los muros, y Magoo Felix que expuso en el 2011 piezas y carros personalizados. Los hermanos Campana, Humberto y Fernando, son los únicos brasileños que tienen piezas en exposición en el MoMA, en Nueva York, y en el Museo de Artes Decorativas, en París. En sus trabajos de design les gusta experimentar con nuevos materiales y utilizar elementos sustentables. Entre sus creaciones podemos encontrar sillas, mesas, sofás y hasta una sandalia para Melissa. São Paulo es además sede de la Bienal de Arte Contemporánea, una de las más importantes del mundo, con obras de artistas brasileños y extranjeros. Desde que fue creada, en el 1951, ya recibió más de 7 millones de visitantes. Ya participaron del evento, que es realizado en el pabellón del Parque do Ibirapuera, más de 13 mil artistas representando a 159 países. En el 2012, será realizada la 30ª del evento. La Secretaría Municipal de Cultura de São Paulo lanzó en el 2010 el proyecto “Arte en la Ciudad”, con el propósito de transformas espacios libres de la capital en escenario para intervenciones artísticas, incentivando también la producción de los nuevos talentos paulistanos. Participaron de la elaboración de la convocatoria curadores de importantes museos de la capital. Fueron seleccionados seis proyectos entre

para entender são paulo

PREPARACIÓN PARA LA COPA

los 78 inscritos, que tiene un plazo de seis para su ejecución. Entre los locales que van a recibir las obras están la Praça do Patriarca, en el centro, y el Parque do Ibirapuera, en la zona sur. En la calle Miguel Couto, en el centro de la ciudad, será instalada la obra Clara-Clara, con siete grandes bolsas iluminadas, reproduciendo el formato de una red, suspensas a diferentes alturas del suelo por cables de acero. El proyecto nube va a implantar cajas luminosas que intercalan imágenes fotográficas de nubes y espejos.

Arquitectura

Profesionales de la ciudad se lanzan hacia el mercado internacional Estudios de arquitecturas de São Paulo han sido procurados para desarrollar proyectos en el exterior. Un ejemplo de éxito es Arthur Casas, graduado de Arquitectura y Urbanismo en la Universidad Mackenzie de São Paulo y que mantiene un estudio en la capital y otro en Nueva York. Él realizó el proyecto del World Bar, en Nueva York, del restaurante C-House, en Chicago y de la academia Equinox, en Dallas. En el 2010 quedó en primer lugar en la categoría

de “Mejor Restaurante”, en la premiación “Design Award 2010” de la Revista Wallpaper. El estudio Anastassiadis Arquitectos amplió su área de actuación hacia el mercado internacional en el 2000. La arquitecta Patrícia Anastassiadis ya fue contratada para realizar proyectos en Portugal, España, Angola, Estados Unidos y Santo Tomé y Príncipe. Otra profesional que ha trabajado en el exterior es Débora Aguiar, que trabajó en los Estados Unidos, Argentina, Uruguay y Luanda. El paulistano Ruy Ohtake es uno de los más renombrados arquitectos brasileños. Entre sus trabajos en el exterior están un estadio de fútbol en Ecuador, un resort en la República Dominicana y la Embajada de Brasil en Tokio. Él también es responsable por el Hotel Unique, en São Paulo, uno de los más lujosos de la ciudad. Para ampliar la promoción de la arquitectura brasileña en el exterior, la Asociación Brasileña de Estudios de Arquitectura (Asbea) firmó en el 2010 una asociación con la Apex-Brasil, agencia de fomento a la exportación federal, para lanzar el Proyecto de Internacionalización de la Arquitectura Brasileña.

500mil 2,5mil 30km visitantes, siendo 180 mil extranjeros, son esperados en la ciudad en el mes de la Copa

L

cuartos de hotel deberán ser inaugurados en la ciudad hasta el 2014 para alcanzar 45 mil

a ciudad de São Paulo será una de las sedes de los juegos de la Copa del Mundo en Brasil en 2014. Los preparativos para recibir a los fanáticos de todo Brasil y del mundo ya comenzaron e incluyen la ampliación de aeropuertos y obras de movilidad urbana. Sede de

238

São Paulo OUTLOOK

de redes de metro están planificados para sumarse a los 70 km existentes hasta el 2014

varios eventos internacionales, la capital cuenta con infraestructura para recibir turistas. La oferta de cuartos de hoteles en 2011 ya es mayor que la de Johannesburgo y Berlín, sedes de los mundiales anteriores. En los dos años siguientes a la Copa, el número de visitantes debe crecer en un 20%.

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biodiversIDAD

BIODIVERSIDAD EN LA

SELVA

DE PIEDRA La metrópolis ya catalogó más de 2,7 mil especies de animales y plantas que conviven diariamente con la ciudad y sus 11,2 millones de habitantes

Preservación

Especies

Área verde

Las medidas para mantener y ampliar la biodiversidad dentro del municipio

Los animales que viven en la ciudad y los que están en peligro de extinción

Las regiones protegidas representan el 24% del municipio

biodiversIDAD

EL RETORNO DE LA FAUNA DE SÃO PAULO Especies de animales nativos de la ciudad y que habían desaparecido, como el primate mono carbonero y la onza parda, vuelven a ser encontrados en la metrópoli Referente a la página 174

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os 11,2 millones de habitantes de São Paulo dividen diariamente el espacio con una población que muchas veces es difícil de ser observada, sin embargo está integrada al ambiente urbano. Son 700 especies de animales y 2 mil especies de plantas que habitan en la ciudad, según un levantamiento de la Secretaría Municipal del Verde y del Medio Ambiente. La biodiversidad que caracteriza a la ciudad es expresiva. Para efectos de comparación, la mayor floresta nativa de Europa, localizada en Rusia y con un tamaño cerca de 20 veces mayor que el www.analise.com

municipio de São Paulo, posee cerca de 50 especies de mamíferos. La ciudad de São Paulo tiene 83 especies catalogadas. Entre las mayores metrópolis del mundo, apenas Río de Janeiro cuenta con una diversidad de flora y fauna mayor que la de São Paulo. En los países de clima templado no es posible hacer esta comparación. Biodiversidad urbana - El término biodiversidad ganó el mundo como la mejor definición de la variedad de vida de un determinado local, pero no se restringe solo a santuarios ecológicos y áreas verdes intocadas. El concepto de diversidad biológica urbana tiene en cuenta la multiplicidad original de una ciudad y las adaptaciones naturales o forzadas sufridas por el ambiente durante el proceso de urbanización. Uno de los principales ejemplos de ello son las especies que fueron incorporadas al medio ambiente. En el caso de São Paulo, la biodiversidad original recibió especies adicionales en cantidades impor-

tantes, sobre todo aves. El caso más evidente, que tiene lugar en todo el país, es el de los pardales, aves europeas que han poblado muchas de las aglomeraciones urbanas brasileñas. Antes de comenzar su proceso de urbanización, el área ocupada por la ciudad formaba parte de dos de los principales biomas brasileños: el bosque atlántico y el cerrado. Las laderas de las colinas donde actualmente se encuentra el espinazo de la avenida Paulista – principal centro financiero del país – eran dominadas por bosques forestales intercalados por campos de cerrado. Aparte de eso, el territorio poseía tramos cubiertos por pantanos y terreno pantanoso en prácticamente todas las direcciones en un radio de por lo menos 50 kilómetros a partir del marco cero. Los charcos dominaban el paisaje en los locales ocupados hoy por barrios como Bela Vista y Pacaembu. La meseta era entrecortada por decenas de riachuelos y arroyos, la mayoría canalizados actualmente. Había también, al oeste, una extensa formación de araucarias, razón por la cual un barrio y un río de la región ganaron el nombre que ostentan hasta hoy: Pinheiros. La unión de esas variadas formas de vegetación constituía originalmente una rica biodiversidad de fauna y flora. Los casi 480 años de urbanización continua redujeron significativamente esa riqueza y las acciones para preservar la biodiversidad de São Paulo están en sus etaSão Paulo OUTLOOK

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biodiversIDAD

pas iniciales: desde el 1993 se realiza un inventario para catalogar las especies que habitan en el municipio y la ampliación de las áreas verdes en las regiones centrales y más pobladas aún avanza lentamente. La meta para el 2012 es la de alcanzar 50 kilómetros cuadrados de parques, cerca de 3,3% del área total del municipio. Cerca del 80% de lo que exista en la ciudad en términos de jardinería y paisajismo son especies no nativas, es lo que estiman los ambientalistas, lo que reduce la diversidad. La riqueza de São Paulo - Cerca del 40% del territorio de la ciudad de São Paulo mantiene áreas con vegetación natural, según un estudio elaborado por el programa de las Naciones Unidas para el Medio Ambiente (Pnuma). Esas áreas están concentradas en la región norte e en el extremo sur del municipio, donde se encuentran las principales áreas de conservación ambiental. Las 700 especies de animales catalogadas en el inventario actualizado del 2012 son nativas de la ciudad. Uno de los principales descubrimientos de este último levantamiento fue el registro de la presencia del mono carbonero, el mayor primate de las Américas y considerado una de las especies de primates más amenazadas de extinción en el mundo. El animal, que fue catalogado por primera vez desde el inicio de inventario de especies, fue encontrado en la región de Parelheiros, extremo sur de la ciudad. Los investigadores identificaron una pareja y estiman que la población puede ser mayor, una vez que la especie tiene por hábito vivir en pequeños bandos. También fueron encontradas huellas de la onza parda en la región del Parque Anhanguera, en la zona norte. La onza pintada fue extinta del territorio paulistano en el 1960, cuando el último ejemplar fue capturado y muerto en la sierra de la Cantareira. Las onzas pardas o pumas sobrevivieron, aunque en número reducido, por ser menos exigentes en términos de territorio y alimentación. Especialistas apuntan que la presencia del felino en los bosques que circundan la ciudad indica que el grado de preservación y la oferta de alimentos – constituida por otras especies de mamíferos – están volviendo a niveles que permiten la conservación del animal. Entre las especies de aves hubo también una mejora, con el retronó de un gran número de pájaros observados en los últimos años. El movimiento tiene lugar gracias al aumento de los árboles frutales y a la presencia de insectos. El aumento del número de pájaros de pequeño porte significa abundancia de comida para el carcará, una especia nativa de gavilán que también volvió para la ciudad. Esos predadores han compensado la falta de vegetación haciendo los nidos en los techos de los edificios. Preservación - La ciudad de São Paulo cuenta con dos áreas de protección ambiental (APAs) en su territorio. Las APAs de Capivari-Monos y Bororé-Colônia, juntas, representan el 24% del territorio del municipio. La primera, con 250 ki-

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São Paulo OUTLOOK

LA FAUNA DE SÃO PAULO Número de las principales especies que viven en la ciudad 372

125

Aves

83

45

Mariposas Mamíferos Anfibios

40

23

Reptiles

Peces

lómetros cuadrados, fue instituida en el 2001 y es una reserva importante de agua para los paulistanos debido a que acoge parte de las cuencas hidrográficas de las represas Guarapiranga y Billings, además de toda la cuenca del CapivariMonos. El río Capivari es la fuente de cerca del 25% del agua consumida en la ciudad. El área Bororé-Colônia fue oficialmente creada en el 2006 y posee 90 kilómetros cuadrados. Dentro de su territorio está el Parque da Cratera de Colônia, en la zona sur. Es una de las regiones de bosques nativos mejor preservada de la región metropolitana – aunque está habitada -, una depresión de cerca de 150 metros de profundidad, con aproximadamente 5 kilómetros de diámetro, formada por la caída de un asteroide. Otras acciones de preservación incluyen la plantación de árboles nativos en las áreas protegidas y en las regiones urbanas. En el 2010, fueron plantados más de 500 mil árboles en la ciudad y desde el 2005 el número fue cercano a 1 millón. De acuerdo con el levantamiento de las unidades climáticas de la ciudad, que consta del Atlas Ambiental, existen diferencias de hasta 9 grados centígrados entre la temperatura de los barrios arborizados de la ciudad y las regiones sin vegetación. Además, la ampliación de la arborización disminuye los efectos de la polución del aire y el aumento de la permeabilidad del suelo facilita el drenaje del agua de lluvia, reduciendo la ocurrencia de inundaciones. En los márgenes de la carretera de circunvalación Mário Covas, dentro del área de la ciudad, fueron creados parques en cuatro unidades como forma de compensación ambiental debido a la deforestación provocada por la construcción del tramo sur de la vía, inaugurada en el 2008. Las cuatro unidades representan la preservación de 15 kilómetros cuadrados de área verde. Además, están conectadas entre sí por una “calle parque”, que es un área de 300 metros de ancho a la orilla del pavimento, que funciona como un carril de fauna y sirve para bloquear la ocupación de esa porción del terreno. El exterminio de las especies nativas debido a la competencia con las exóticas también constituye una fuente de preocupación. Una ley municipal del 2010 permite la eliminación y substitución de 12 especias de plantas exóticas agresivas, cuya proliferación exige acciones de control. Un caso que llama la atención de las autoridades es la existencia de una palmera

oriunda de Australia en el bosque de la Ciudad Universitaria. Debido a que da frutos más sabrosos que los de la palmera nativa, el árbol se acabó dispersando con mayor rapidez y ocupando el lugar de la planta autóctona. Para resolver el problema, la USP elaboró un programa de substitución de esa palmera. La ciudad también ha invertido en la recuperación de su grupo original de animales. La división de fauna de la Secretaría Municipal del verde y del Medio Ambiente posee un centro de rehabilitación de animales silvestres que trata especias capturadas en acciones policiales contra el tráfico o recogidas por la población. Como promedio, son realizados 4 mil tratamientos por año. Existe un centro de tratamiento en el parque del Ibirapuera y una nueva unidad será abierta en el parque Anhanguera que, en el primer semestre del 2011, estaba en fase final de construcción. La nueva estructura cuenta con viveros y espacio para la reproducción asistida. Entre los proyectos en ejecución se destaca el programa de reintroducción del bugio, primate nativo de São Paulo que tuvo se población drásticamente reducida. La ciudad también tiene que lidiar con la cuestión de los animales exóticos que son traídos del exterior y de otras regiones del país. Muchos acaban abandonados luego de intentos infructuosos de domesticación. Uno de los casos más emblemáticos es el de la población de micos de la región noreste de Brasil, abandonados por habitantes en bosques y parques. En algunos casos los animales se reproducen descontroladamente por falta de predadores.0

La ciudad tiene 52 especies en peligro de extinción Entre las 700 especies de animales catalogadas, 30 de ellas se encontraban en peligro de extinción y 22 en una situación de casi amenaza en el estado de São Paulo, según el inventario de la Secretaría Municipal del verde y del Medio Ambiente publicado en el 2010. De las 372 especies de aves, 11% están amenazadas en diferentes grados. Las ocupaciones irregulares en las áreas de protección de los manantiales son la mayor amenaza para los animales, porque además de provocar la destrucción de sus hábitats naturales, también aumenta la incidencia de la caza y captura de especies silvestres que van para el cautiverio o son comercializadas en el mercado negro. A pesar que el grupo de animales catalogados en el 2010 haya aumentado de forma relevante en relación con el inventario realizado en el 2006, cuando había apenas 433 especies registradas, entre los nuevos descubrimientos muwww.analise.com


biodiversIDAD

chos son antiguos habitantes de la ciudad que no encontraron una oportunidad de regresar a casa en el proceso de aumento de arborización y en la reducción de las agresiones ambientales. El grupo más estudiado, el de las aves, ganó 85 especies nuevas en relación al levantamiento anterior. Además, el inventario constató tres nuevas especies exóticas, que no pertenecían a la fauna original. Otra razón que contribuyó para el aumento de especies en el banco de datos es el registro de otros grupos de animales, como los artrópodos. Además de la cooperación con los investigadores de otras como el Instituto Butantã y el Centro de Control de Zoonosis (CCZ), de la Secretaría Municipal de Salud. El inventario de la fauna es el resultado de estudios en 81 áreas dentro del municipio de São Paulo, incluyendo áreas de protección ambienta, parques y otras regiones verdes significativas. Fueron adicionadas 33 nuevas áreas para estudio en relación con el inventario anterior. El inventario de la fauna paulistana es realizado desde el 1993 y sirve no solo para entender el tamaño de la población silvestre de la metrópoli, como también para medir el grado de preservación de los ambientes naturales, la recuperación de las áreas y las adaptaciones provocadas por la urbanización.

Especies de São Paulo Aprenda un poco más sobre algunas de las 700 especies de animales silvestres encontradas en el municipio LECHUZA DEL MONTE

Evita el interior de bosques densos y se encuentra comúnmente en los parques urbanos y en algunos barrios como Campo Limpo y Morumbi

SABIÁ-UMA

Conocido por el canto variado, está presente, principalmente, en la región del río Ribeira en Iguape (SP). En el invierno emigra para la parte serrana de Santa Cantarina

BUGIO

Son conocidos por el fuerte rugido que, en el ambiente rural, puede ser escuchado a 6 kilómetros de distancia. La especie de color marrón rojizo es la más común en el Bosque Atlántico

PAVO REAL DEL MONTE

VENADO CATINGUEIRO

ONZA PARDA

TUCÁN DE PICO VERDE

MURIQUI O MONO CARBONERO

LAGARTO TEIU

Está en la lista de animales brasileños en extinción y habita en grandes áreas de bosques. Se puede encontrar en la Cuenca de Guarapiranga Elegida como el animal silvestre símbolo de la ciudad de São Paulo, es el mayor felino del municipio y el segundo mayor de Brasil El mayor primate de las Américas es uno de los animales más amenazados del mundo, en peligro crítico de extinción según varios órganos internacionales

Está presente en todo el municipio de São Paulo, y son víctimas frecuentes de atropellamientos, incendios y ataques de canes Muy perseguido por su carne, habita en la áreas montañosas del Bosque Atlántico, donde es visto en pequeñas bandadas Es el mayor lagarto de América del Sur y su tamaño puede alcanzar hasta 2 metros de largo. Pueden ser encontrados en el sur de la Amazonía y al norte de Argentina. Viven en huecos y prefieren vivir cerca de casas habitadas, donde pueden aprovechar los restos de comida

para entender são paulo

ECONOMÍA CREATIVA

B

asada en las actividades culturales, artísticas e intelectuales la economía creativa está bien representada en la ciudad de São Paulo. Varios sectores de la cadena están en desarrollo y acumulan resultados positivos, generando empleos y

revelando talentos. Profesionales de la ciudad han tenido sus trabajos reconocidos en el exterior, por medio de la participación en desfiles de moda, exposiciones de arte y premiaciones. Se estima que la industria creativa mueve más de 380 mil millones de reales en Brasil por año, cerca del 16% PIB.

www.analise.com

380bi 500 5ª de reales es el ingreso anual registrado por la economía creativa en todo Brasil

agencias de publicidad e y propaganda tienen su sede en la cuidad de São Paulo

mayor semana de moda del mundo, la SPFW, tiene lugar en la ciudad dos veces por año

São Paulo OUTLOOK

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Parques: até o fim de 2012, serão cem em toda a cidade

Theatro Municipal: a grande casa de ópera da América Latina

Museu do Futebol: em dois anos e meio, mais de 1 milhão de visitantes

Metrô de São Paulo: R$ 2 bilhões investidos até 2012

Represa de Guarapiranga

Biblioteca Mário de Andrade: totalmente restaurada

Ciclofaixa: 45 km ligando quatro parques da cidade

Fotógrafos: Jefferson Pancieri, Sylvia Masini, Caio Pimenta, Fábio Góis, Alex André Diniz, Nage Gonzaga, Fernando Conti (Secom), Paulo Dias (Seme), Luiz Guadagnoli (Secom) e Ronaldo Franco. Metrô: foto de divulgação.

o que esperar de uma cidade que tem tudo? tudo. ¿qué esperar de una ciudad que lo tiene todo? todo.

São paulo é sempre uma estreia. São paulo se reinventa todos os dias. novas pessoas, culturas diferentes, lugares que se multiplicam. uma cidade que conta histórias nas ruas, nos prédios e nos parques como o da represa de Guarapiranga, agora revitalizada. Visitar São paulo é levar histórias de seus restaurantes, museus como o do Futebol, único do gênero no Brasil, e teatros como o Municipal, ainda mais moderno e emocionante. São paulo acolhe quem quiser se misturar e mergulhar nesse caldeirão de atrações para todos os gostos e bolsos. São paulo é cultura, diversão, arte, criatividade. É uma combinação de experiências que nunca se repetem. são paulo. cidade criativa.

São paulo es siempre un estreno. São paulo se reinventa todos los días. nuevas personas, culturas diferentes, lugares que se multiplican. una ciudad que cuenta historias en las calles, en los edificios y en los parques como el de la represa de Guarapiranga, ahora revitalizada. Visitar São paulo es llevar historias de sus restaurantes, museos como el del Fútbol, único de su género en Brasil, y teatros como el Municipal, aún más moderno y emocionante. São paulo acoge a quien quiera mezclarse y hacer una inmersión en este enorme caldero de atracciones para todos los gustos y bolsillos. São paulo es cultura, diversión, arte, creatividad. es una combinación de experiencias que nunca se repiten. são paulo. ciudad creativa.

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São Paulo Outlook 2011 - Ciudad Verde - Portugués/Español  

São Paulo Outlook 2011 es la segunda edición de la publicación de Análise Editorial que ofrece una perspectiva única de una las mayores ciud...

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