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AMBIENTAL Edição EspEcial

Edição bilÍnguE inglês E português

O BRASIL NA TRILHA dA ECONOMIA VERdE • ESTUdO EXCLUSIVO Estabelecemos os

padrões das práticas de gestão ambiental do setor produtivo nacional com base em mais de 50 mil informações coletadas pág. 31

• LEGISLAÇÃO Uma reportagem especial

traz a análise das leis ambientais do Brasil e de dez outros países que estão na lista das maiores economias do mundo pág. 15

Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no estado do Amazonas

28 840 1.200

setores analisados

empresas entrevistadas

indicadores de gestão

www.analise.com

Distribuição DirigiDa Edição nº 34 ISSN 1808-9240


O Brasil reafirma, com orgulho, o compromisso com a sustentabilidade do seu desenvolvimento e defesa do meio ambiente. Rio+20: o grande encontro mundial do desenvolvimento sustentável, em busca de melhores caminhos para o crescimento econômico, com inclusão social e proteção ambiental. Rio+20: crescer, incluir, proteger.


Rodrigo Baleia/Folhapress

ÍNDICE

AMBIENTAL

Edição especial

15 LEGISLAÇÃO Ambiental Os desafios enfrentados pelo Brasil e a análise comparada da legislação ambiental de dez países

 08 APRESENTAÇÃO Na rota entre a Eco-92 e a Rio+20, a Análise Editorial dá sua contribuição na busca pela sustentabilidade

 06    EDITORIAL Uma das contribuições mais inovadoras da Análise Editorial para o debate do desenvolvimento sustentável

 31     Avaliação Setorial A análise da atuação ambiental de 28 ramos da economia brasileira em nove assuntos relevantes

36 Gestão Ambiental

A implementação das práticas e a sua relevância nas empresas

4

Especial RIO+20

Depois de 20 anos, a discussão do novo Código Florestal voltou à pauta no Brasil

42 Stakeholders

70 Emissões e clima

46 ISO 14000

74 Áreas verdes

O relacionamento com os públicos interno e externo

A certificação entre as empresas e a adoção de normas da série

As políticas para monitorar e reduzir emissões atmosféricas

Conservação de áreas nativas e plantio de árvores

50 Água

Uso e monitoramento do recurso no processo produtivo

56 Eficiência energética Medidas para reduzir e monitorar o consumo

60 Fontes renováveis

Os tipos de fonte usados e a participação no consumo

64 Resíduos

Ações para reduzir, reciclar e gerenciar o lixo gerado

web www.analise.com

Para encontrar a Análise Editorial na internet, acesse um dos endereços abaixo. Mais informações sobre nossos produtos, conteúdos exclusivos e nossa loja online podem ser encontradas no nosso site facebook.com/AnaliseEditorial linkedin.com/company/analise-editorial twitter.com/analise_edit

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ÍNDICE

90 Tabela de resultados 54

Energia limpa

88

  O mapa da gestão de resíduos

78 DEstaques O desempenho ambiental de indústria, comércio, serviços e bancos

97 ONGs O perfil de 330 entre as mais atuantes ONGs ambientais do país e os seus projetos

102 Totalização

NOTE TO the ENGLISh READERS This publication is also available in its entirety in English format starting on page 119

108 Perfil

78 Indústria

Metodologia

10

80 Serviços

Colaboradores

13

82 Comércio

Expediente

14

84 Agroindústria

Foto da capa: Bruno Maia/naturezafotos.org - Foto ao lado: Pedro Silveira/Folhapress

86 Concessão de crédito

T

his first edition of ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT - RIO+20 EDITION is a complete bilingual publication (Portuguese-English) designed to provide an objective and practical structure to readers of both languages. As such, the Portuguese and English content is completely separated, in effect providing the reader with two magazines in one. The first section of the magazine (which starts at the table of contents and ends on page 118) contains the Portuguese content in its entirety. The English part starts on page 119 and contains the same content, including all texts, tables, graphs and photographs. Adjustments have been made on some pages to accommodate the particulars of each language without affecting the content. A reference to the page number where the same text can be found in the other language is included at the beginning of each section of the magazine in both the English and the Portuguese parts. The symbol indicates the page where the content is located. Análise Editorial offers bilingual editions of most of its publications to help foreign readers better understand the role of Brazil, its cities, companies and policies, within the global market. Current publications available in English include Análise Environmental Management, Análise Global Brazil, São Paulo Outlook and Análise Energy. For more information about Análise Editorial and its publications visit us at www.analise.com or www.analise.com/site/english.

Brasil é pioneiro na tecnologia de carros flex: 40% da frota com motores bicombustíveis www.analise.com

especial RIO+20

5


editorial

No caminho da evolução English version page 122

É

com grande orgulho que apreutilizam como fonte primária de inforsentamos esta edição especial mação em suas pesquisas, avaliações e do anuário ANÁLISE GESapresentações sobre as potencialidades do mercado brasileiro. TÃO AMBIENTAL, desenvolAMBIENTAL EDIÇÃO ESPECIAL vida com base em uma análise Com isso, a Análise Editorial tornoudos dados coletados em cinco se referência no mundo da advocacia. anos de pesquisa, e lançada por ocasião Pioneira na sistematização de informada RIO+20. Esta é, possivelmente, uma ções sobre as práticas ambientais das EDIÇÃO BILÍNGUE INGLÊS E PORTUGUÊS das contribuições mais inovadoras da maiores empresas do Brasil. E acaba O BRASIL NA TRILHA Análise Editorial para o debate do dede ganhar seu primeiro prêmio de jor28 DA ECONOMIA VERDE SETORES ANALISADOS senvolvimento sustentável no Brasil. nalismo com o anuário Análise Ener840 Com a criação do Índice Análise de gia. Ou seja, estamos efetivamente EMPRESAS ENTREVISTADAS Gestão Ambiental, o que apresentamos contribuindo com o esforço para cons1.200 INDICADORES DE GESTÃO nas páginas seguintes é um trabalho de truir um ambiente de negócios mais orfôlego e inédito. Obra de um grupo de ganizado e mais transparente, no qual mais de 25 pessoas, a execução ficou a as empresas consigam produzir mais, cargo da jornalista Inaiê Sanchez, que lucrar mais e conquistar novos mercahá seis anos participou do desenvolvidos, livrando-se dos entraves que retarmento do anuário ANÁLISE GESTÃO dam o desenvolvimento do país. É importante que se diga que o nosso AMBIENTAL, e a edição foi coordenada por Gabriel Attuy, editor-executivo trabalho se viabiliza com o apoio coENVIRONMENTAL da Análise Editorial. mercial de parceiros. Apoio esse funMANAGEMENT O índice é uma ferramenta de medamental, uma vez que grande parte da BRAZIL SPECIAL EDITION dição que permite estabelecer padrões circulação é distribuída gratuitamente de gestão ambiental, e comparar o dea milhares de leitores escolhidos por sempenho de 28 ramos de atividade nós, por serem tomadores de decisão e dos quatro setores econômicos: indúsformadores de opinião. Aos nossos paBILINGUAL ENGLISH AND PORTUGUESE EDITION tria, agroindústria, comércio e serviços. trocinadores que, como nós, acreditam BRAZIL IS ON ITS WAY 28 O resultado é uma analise objetiva dos que o ambiente de negócios e, por conTO A GREEN ECONOMY SECTORS ANALYZED pontos em que as empresas brasileiras sequência, o próprio Brasil, beneficia840 COMPANIES INTERVIEWED mais avançaram e quais os desafios que se com informação de qualidade e inoainda têm de enfrentar no caminho da vadora, o nosso muito obrigado! 1.200 MANAGEMENT INDICATORS economia verde. A avaliação de desempenho, por meio Esta publicação resume em sua esda identificação de padrões de atuação sência tudo aquilo que motivou o surdos setores produtivos, é complemengimento da Análise Editorial: pioneiristada nesta edição com a apresentação mo, profundidade, seriedade, visão de da lista Análise de ONGs ambientais. futuro e sobretudo fé no Brasil! A atuação conjunta dessas duas ponHá pouco mais de sete anos, três jornalistas – Eduardo tas tem sido cada vez mais frequente e seguramente contriOinegue, Alexandre Secco e eu, Silvana Quaglio – se jun- bui para que empresas e sociedade organizada encontrem o taram com o objetivo de desenvolver publicações que aju- caminho do desenvolvimento sustentável. O conceito que dassem o Brasil a explorar melhor suas potencialidades e tomou forma na Eco-92 chega à Rio+20 ainda como um a superar suas limitações. A maneira de fazer isso, todos ideal a ser alcançado. Esperamos que este ANÁLISE GESconcordaram, era coletar, tabular, cruzar e analisar grandes TÃO AMBIENTAL ESPECIAL RIO+20 seja útil, mostrando massas de dados sobre áreas pilares da economia. o que já virou prática, o que caminha para se tornar e o que As 35 edições de anuários, que a Análise Editorial pu- ainda é teoria. Boa leitura! blicou até agora, comprovam que o caminho estava certo. Silvana Quaglio Publisher As publicações são aguardadas por nossos leitores, que as • ESTUDO EXCLUSIVO Estabelecemos os

padrões das práticas de gestão ambiental do setor produtivo nacional com base em mais de 50 mil informações coletadas

• LEGISLAÇÃO Uma reportagem especial

traz a análise das leis ambientais do Brasil e de dez outros países que estão na lista das maiores economias do mundo

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• EXCLUSIVE The environmental management practice standards of the Brazilian productive sector according to more than 50,000 data points collected by Análise Editorial

• ENVIRONMENTAL LAW A special report

with an in-depth analysis of Brazilian law and a comparison with the environmental laws of ten of the world’s largest economies

www.analise.com www.analise.com

6

Especial RIO+20

www.analise.com


Para o Grupo Andrade Gutierrez, responsabilidade socioambiental e sistema de gestão integrada com foco em diretrizes sustentáveis são tão relevantes quanto soluções complexas de infraestrutura, padrões de excelência, qualidade e solidez financeira. O setor privado é o maior provedor das inovações necessárias para a transição para uma economia verde, e assumimos nosso papel como protagonistas desse movimento. Só em 2011, foram 121 projetos de inovação tecnológica pelo mundo. Também somos um grupo investidor com empresas presentes em carteiras como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), o Índice Carbono Eficiente (ICO2) e o Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI). Porque é assim que deixamos nossa marca pelo desenvolvimento sustentável.


APRESENTAÇÃO

uma aNÁLISE INÉDITa PaRa um NOVO BRaSIL

Barcos no Rio Amazonas: a experiência brasileira é valiosa para a discussão da sustentabilidade

Esta edição especial da Análise Editorial compila dados de cinco anos de pesquisa para traçar um panorama e definir os padrões das políticas de gestão ambiental das maiores empresas do Brasil

8

EspEcial RiO+20

as convenções da Biodiversidade, do Clima e de Combate à Desertificação. Essas questões foram incorporadas nas agendas dos governos nacionais e se ramificaram pelos vários setores das sociedades até chegar ao nível local. Desde então, foram realizadas muitas conferências e assinados vários protocolos. É inegável a importância de uma cúpula internacional como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – a Rio+20 – em que líderes mundiais, juntamente com milhares de participantes de governos, do setor privado e organizações não governamentais, sentam-se para discutir meios de reduzir a pobreza, tornar o mundo menos desigual e procurar assegurar proteção ao meio ambiente. Ainda mais porque demonstra continuidade dos esforços da comunidade internacional na busca de soluções. Para explicar e mostrar os avanços já consolidados por algumas das maiores economias do mundo, realizamos uma análise comparada da legislação ambiental do Brasil e de outros

dez países, que pode ser consultada a partir da página 15. As discussões no início de 2012, contudo, mostram que os resultados de duas décadas de acordos deixaram muito a desejar. A Rio+20 começa no clima de que é chegado o momento de colocar em prática tudo o que foi posto no papel e buscar abordagens de desenvolvimento possíveis de serem aplicadas. Muitos dos agentes da discussão sugerem que os gigantescos e burocráticos governos nacionais já extrapolaram a sua capacidade de realização, e que é necessário concentrar esforços em grupos que atuem em escalas menores, assumindo compromissos locais e objetivos mais manejáveis – ao invés de buscar um consenso global para realidades tão diversas quanto as do Brasil, China, Estados Unidos ou Rússia. São governos municipais, ONGs e outras organizações da sociedade civil, e companhias – de capital privado e público – as entidades vistas hoje como as que serão capazes de promover e incentivar as mudanças que queremos ver no mundo. www.analise.com

Alberto CésAr ArAújo/Ae

N

os 20 anos que separam as duas conferências da Organização das Nações Unidas (ONU) no Rio de Janeiro, muita água passou por debaixo da ponte. No que diz respeito ao Brasil, os progressos são incontestáveis. O país avançou tanto do ponto de vista ambiental – com conquistas como a redução dos índices de desmatamento na Amazônia e a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos – quanto de uma perspectiva política, social e econômica, com a redução do nível de pobreza, a quitação de dívida com o FMI e sua maior projeção internacional como um player global. A Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1992, conhecida como Eco-92, organizou uma série de ideias que estavam no ar. Foi essencial para a conscientização do público sobre a necessidade de integrar os cuidados com o meio ambiente e ao desenvolvimento. De lá, saíram três tratados internacionais importantes:

English version page 124


APRESENTAÇÃO

É nesta discussão que a Análise Editorial vem dar a sua contribuição. Na publicação que você tem em suas mãos estão apresentados dados inéditos e exclusivos, resultado de cinco anos de pesquisas extensas realizadas com as maiores companhias brasileiras, que jogam luz em um ponto crucial e difícil de ser avaliado: as políticas ambientais das empresas. Na prática, a equipe da Análise Editorial realizou mais de três mil entrevistas entre 2007 e 2011, coletando – em todo o período – mais de 250 mil dados a respeito das políticas de gestão ambiental das 1.500 companhias brasileiras por receita líquida. Os resultados desses levantamentos anuais são publicados no anuário ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL. É, de longe, o levantamento jornalístico mais abrangente sobre o assunto feito no Brasil. Com todas essas informações em mãos – e o auxílio de um time de estatísticos, advogados e especialistas em gestão e certificação ambiental – criamos um índice que mede o comprometimento de 28 ramos econômicos brasileiros (representados pelas companhias entre as 1.500 maiores do país) com nove tópicos-chave da gestão ambiental corporativa. O resultado pode ser consultado a partir da página 31. Para entender em detalhes como é feita a pesquisa e como o índice foi calculado, consulte a metodologia na página 10. O segundo grupo articulador pesquisado pela Análise Editorial é o composto das ONGs ambientais brasileiras. De ativistas na Eco-92, essas organizações passaram a ser verdadeiros articuladores e veiculadores globais. A partir da página 97 desta edição é possível conferir o resultado de cinco anos de levantamentos aprofundados no universo dessas entidades. Estão perfiladas 334 entre as mais atuantes organizações do Brasil com detalhes a respeito de seus programas e os seus sistemas de financiamento. O conteúdo é riquíssimo e a análise apresentada nesta edição – limitada pelo espaço do papel – destaca apenas algumas das possíveis observações e conclusões. O que fica claro é que a conversa está só começando. O desenvolvimento sustentável – termo que se tornou popular e dá nome à confewww.analise.com

Os AvANÇOs Confira, a seguir, a progressão de alguns entre os principais indicadores ambientais brasileiros da Eco-92 até a Rio+20 ABAsTECIMENTO DE ÁgUA

COLETA DE LIXO

Em % de municípios com acesso

Em % do total gerado

99

96

COLETA DE EsgOTO 98

80

1989

2008

Em % de municípios com acesso

47

1992

2008

1989

rECICLAgEM DE ALUMÍNIO

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

ÁrEA vErDE PrOTEgIDA

Em % do total de latas produzidas

Em número de licenças novas emitidas pelo Ibama

Em milhões de hectares

98 39 1992

gAsEs NOCIvOs à CAMADA DE O3 Emissão em mil toneladas

0,4 2009

2008

75

67

1992

2011

1992

2010

POPULAÇãO BrAsILEIrA Em milhões de habitantes

8

1990

624

2 2010

55

192

147 1991

rência da ONU apelidada de Rio+20 – é uma meta, não uma realidade. No mundo dos negócios, o que define a sustentabilidade é o chamado triple bottom line, conceito que mede a viabilidade financeira, social e ambiental de empreendimentos. Se eles forem sustentáveis nesses três pontos a conta fecha. Entre as companhias em atividade hoje em todo o mundo, é raro que isso aconteça. A boa notícia é que os indicadores apresentados nas próximas páginas mostram um quadro positivo. As determinações da política de resíduos sólidos sancionada em 2010, por exemplo, já começam a aparecer nas práticas empresariais. As companhias têm investido mais no relacionamento com

2011

seus públicos, os chamados stakeholders, demonstrando um aumento de preocupação com a sociedade em geral. A adoção de fontes renováveis de energia, como a solar, hídrica e os biocombustíveis, aumentou. Tudo aponta para o caminho da sustentabilidade, e a Rio+20 é mais um passo nessa direção. Esperamos que as informações apresentadas nesta edição sejam úteis para esta conferência e as muitas que serão realizadas no futuro. Contribuindo para que governos, empresas, ONGs e indivíduos possam participar de discussões esclarecedoras e objetivas, baseadas em dados confiáveis e que tracem metas reais para que alcancemos, de fato, a sustentabilidade. 0 EspEcial RiO+20

9


metodologia

CRITÉRIOS ADOTADOS NA EDIÇÃO English version page 126

A publicação e a base de dados

− ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL ESPECIAL RIO+20 é uma edição es-

pecial elaborada pela Análise Editorial com o objetivo de contribuir com as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre em junho no Rio de Janeiro. As informações apresentadas nesta edição têm como base os dados levantados entre 2007 e 2011 pela equipe da Análise Editorial durante a realização da pesquisa do anuário Análise Gestão Ambiental (saiba mais na página 12). Em cada ano, as 1.500 maiores companhias brasileiras por receita líquida foram procuradas pela equipe de pesquisa da Análise Editorial para responder a um questionário detalhado – com mais de 70 perguntas objetivas – a respeito de suas práticas e políticas de gestão ambiental. O resultado, no decorrer desses cinco anos, foi mais de três mil entrevistas realizadas. Os dados dessas entrevistas foram compilados para gerar as análises apresentadas nas páginas desta edição, fruto de uma base de dados exclusiva e abrangente, o que permitiu traçar um panorama preciso de atuação das companhias brasileiras de 28 ramos econômicos em nove recortes de atuação ambiental. O campo de pesquisa – Os 28 ramos econômicos selecionados para análise podem ser conferidos na tabela apresentada na página 11. Também está apresentado o número de companhias que foram procuradas em cada ano e quantas efetivamente responderam ao questionário. Em 2011, na edição mais recente da pesquisa até o fechamento desta publicação, 1.836 companhias e bancos foram convidados a participar do levantamento. Ao todo, foram entrevistadas 850 empresas com sede em 20 estados brasileiros e no Distrito Federal. Os estados do Acre (AC), Amapá (AP),

10

Especial RIO+20

Mato Grosso do Sul (MS), Rondônia (RO), Roraima (RR) e Tocantins (TO) não foram representados na pesquisa. A análise comparada – A análise dos ramos econômicos está dividida nos seguintes nove assuntos: 1) Gestão ambiental: referente à formalização da adoção de práticas ambientais pelas companhias; 2) Stakeholders: referente ao relacionamento das companhias com seus públicos internos e externos; 3) ISO 14000: referente à certificação e adoção de práticas necessárias para obtê-la; 4) Água: referente às políticas de uso e conservação da água; 5) Eficiência energética: referente às políticas de uso e conservação de todos os recursos energéticos utilizados; 6) Fontes renováveis: referente ao uso de fontes de energia renováveis; 7) Resíduos: referente às políticas de gerenciamento e redução da produção de resíduos; 8) Emissões: referente às políticas de controle, redução e compensação na emissão de gases que provocam o efeito estufa e outros; 9) Áreas verdes: referente às políticas para conservação de áreas verdes para uso como insumo ou não. Consulte na página 12, para cada um dos nove assuntos analisados, uma descrição detalhada de quais os fatores considerados na composição do índice. O índice Análise Gestão Ambiental – Com o objetivo de poder comparar o desempenho dos 28 ramos econômicos em cada um dos nove assuntos analisados nesta edição, foi desenvolvido um índice com pontuação entre 0 e 100% para cada grupo de empresas. Esse indicador foi criado com a consultoria de Avelino Pereira, Humberto Moura Ribeiro e Galo Lopez Noriega. Avelino criou um sistema de pesos específicos para o questionário aplicado pela Análise Editorial e determinou, com base em uma série de critérios de cada ramo de atividade, um peso para

cada resposta dada, que varia de 0 a 10. Foram levados em consideração o nível de impacto que cada ramo pode causar ao meio ambiente e se as práticas desenvolvidas pelas companhias são ou não obrigatórias para seu tipo de atividade. Para definir o grau de impacto ambiental dos ramos, foi utilizada a classificação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Por exemplo: uma companhia que atua no ramo de papel e celulose tem uma pontuação mais baixa quando afirma que planta árvores, já que essa ação está diretamente relacionada à sua atividade fim. Se uma transportadora logística, por exemplo, tem um programa que promove reflorestamento, essa ação tem um peso maior para o ramo no índice. Os pesos foram aplicados às respostas de todas as empresas. Caso a resposta tenha sido positiva, a companhia soma o número de pontos correspondentes àquela pergunta para aquele ramo. Caso tenha sido negativa, não soma nenhum ponto. Então, a pontuação final das companhias de um mesmo ramo foi somada e foi calculado que percentual do máximo possível de pontos foi atingido, o que resultou no índice. Os dados e o processo foram revisados com a consultoria de Galo Lopez Noriega, gerente-geral na Trevisan Escola de Negócios, mestre pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em controle estatístico de processos. As ONGs ambientais – A partir da página 97 esta edição apresenta uma análise detalhada do universo das principais ONGs ambientais que atuam no país. As informações mostradas também são exclusivas e têm como base os dados levantados pela equipe da Análise Editorial durante a realização da pesquisa do anuário Análise Gestão Ambiental. Para chegar à lista de ONGs apresentadas nesta edição, a Análise www.analise.com


metodologia

www.analise.com

Respondentes

Procuradas

Respondentes

2011

Procuradas

2010

Respondentes

conteúdo é apresentado em português e inglês. A versão em inglês começa na página 119. O símbolo é utilizado no início de cada seção para indicar em que página está o conteúdo traduzido. A Análise Editorial oferece edições bilíngues da maioria de suas publicações com o objetivo de auxiliar leitores estrangeiros interessados em compreender o papel do Brasil, de suas cidades, suas empresas e suas políticas, no mercado global. Para mais informações sobre Análise Editorial e nossas publicações, visite-nos em www.analise.com.  0

2009 Procuradas

LISE GESTÃO AMBIENTAL - ESPECIAL RIO+20 é bilíngue e todo seu

2008 Respondentes

Edição bilíngue – A edição ANÁ-

2007

Procuradas

As convenções e nomenclatura – Para facilitar a leitura, os valores e as quantias foram arredondados e publicados em números inteiros ou com até uma casa decimal, de acordo com a informação em questão. Os percentuais referentes aos resultados de pesquisas foram ponderados e englobam somente as instituições que lidam com o problema ou ação abordada. Portanto, foram eliminados da base de cálculo das questões os respondentes que assinalaram a alternativa “não se aplica à atividade da empresa”.

empresas entrevistadas em cada ano Respondentes

Editorial se baseia nas entidades que responderam à pesquisa nas edições anteriores e nas que foram citadas por companhias ou por outras ONGs ao mencionarem parcerias e projetos. Essas informações são cruzadas com a lista de organizações cadastradas no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), no Programa Estadual de Apoio às ONGs (Proaong) da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e na Rede de ONGs da Mata Atlântica. Em 2011, na edição mais recente da pesquisa até o fechamento desta publicação, 916 ONGs foram convidadas a participar do levantamento. Ao todo, foram entrevistadas 334 empresas com sede em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal. Os estados do Amapá (AP) e Roraima (RR) não foram representados na pesquisa. De 2007 a 2011, a equipe da Análise Editorial conduziu mais de 1,8 mil entrevistas com ONGs.

Açúcar e Álcool

13

34

18

71

25

56

37

55

35

Água e Saneamento

8

12

12

20

15

20

15

24

15

Alimentos

34

93

58

149

59

144

55

155

74

Bancos

13

37

15

60

14

63

21

290

24

Bebidas e Fumo

13

18

13

27

15

28

18

28

13

Comércio Atacadista

1

20

2

30

4

25

6

25

8

Comércio Varejista

5

44

14

93

13

79

21

88

22

Concessões Rodoviárias

6

24

12

30

10

26

17

27

26

Construção e Engenharia

17

33

28

81

27

82

33

97

53

Educação

3

9

7

25

22

18

5

31

8

Eletroeletrônica

16

49

26

67

24

59

23

55

36

Energia Elétrica

29

91

38

151

38

111

81

147

79

Farmacêutica e Cosméticos

17

30

27

47

22

37

21

40

24

Mat. Construção e Decoração

11

16

11

25

10

18

10

22

13

Mecânica

5

13

9

21

10

18

9

17

9

Metalurgia e Siderurgia

38

78

53

124

52

94

47

105

44

Mineração

5

32

5

45

7

43

17

50

26

Papel e Celulose

15

20

17

29

17

22

17

23

11

Petróleo e Gás

13

26

16

43

18

39

24

41

24

Plásticos e Borracha

13

22

20

31

19

28

17

28

19

Química e Petroquímica

35

70

53

100

44

16

43

73

39

Serviços Especializados

9

14

12

39

12

28

12

30

20

Serviços Médicos

10

24

17

58

18

43

16

55

20

Tecnologia da Informação

5

22

9

46

11

34

8

38

10

Telecomunicações

7

19

12

43

11

30

14

34

13

Têxtil, Couro e Vestuário

12

30

20

49

22

36

15

29

17

Transportes e Logística

19

38

29

80

32

66

32

80

38

Veículos e Peças

14

58

42

110

38

88

43

98

43

Outros

39

118

68

297

83

223

81

312

87

425

1.094

663

1.991

692

1.574

758

2.097

850

RAMO

TOTAL

* A base de empresas foi criada no decorrer da primeira edição da pesquisa em 2007, por isso o número de companhias procuradas não está disponível

especial RIO+20

11


metodologia

OS NOvE gRupOS TEmáTICOS DO íNDICE DE gESTÃO AmbIENTAl Consulte, a seguir, quais pontos foram considerados para calcular o índice dos ramos econômicos em cada grupo GESTÃO AMBIENTAL

ÁGUA

ca ambiental dentro da companhia; • A área em que a responsabilidade pela gestão ambiental está ligada e a quem se reporta; • Os processos em que o impacto ambiental é reconhecido pela administração da empresa; • A implementação de programas de gestão voltados para a melhoria de objetivos e metas ambientais.

mo de água.

• A definição da gestão ambiental e da políti-

• As práticas adotadas em relação ao consu-

• As práticas adotadas em relação ao consu-

mo de energia elétrica, combustíveis fósseis e lenha e carvão.

ENERGIA RENOVÁVEL

• As fontes renováveis de energia utilizada pela

empresa.

mentos ambientais dos seus fornecedores;

RESÍDUOS

relativo à gestão ambiental; • Os projetos destinados a públicos externos; • A divulgação da gestão e das ações ambientais ao público externo; • O valor despendido para corrigir os passivos ambientais formalizados; • Os programas e as parcerias com entidades não governamentais; • A empresas que possuem uma instituição voltada para o meio ambiente.

os do processo produtivo, aos efluentes e aos ruídos e vibrações.

• A abrangência dos processos de treinamento

• As práticas adotadas em relação aos resídu-

EMISSÕES E CLIMA

• As práticas adotadas em relação às emissões atmosféricas; • A incorporação de uma política corporativa voltada para a mudança climática e de projetos de redução de emissão de gás; • O rótulo ecológico “Selo Verde” para neutralização de carbono.

ISO 14001

• Conta, e há quanto tempo, com a certificação ISO 14001; • Aplica outras normas da série ISO 14000.

• Concessão de crédito; • Políticas de risco socioambiental para a con-

cessão de crédito;

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

STAKEHOLDERS

• A exigência de comprovações de procedi-

BANCOS

ÁREAS VERDES

• Os programas de plantio de árvores; • As áreas verdes nativas mantidas.

• Aplicações dos Princípios do Equador; • Métodos aplicados em sua política de crédito

para operações que envolvam risco ambiental; • Profissionais específicos para análise de gestão e riscos ambientais dos clientes; • Procedimentos operacionais documentados e implementados para o monitoramento dos clientes, avaliando o risco de geração de impactos ambientais em cada setor; • Inclusão da avaliação de riscos ambientais no cálculo do rating financeiro de seus clientes; • Avaliação de oportunidades ambientais como fonte para o desenvolvimento de novos produtos; • Área responsável pela gestão e riscos socioambientais dos clientes; • Treinamento dos profissionais com vistas à aplicação da política de risco socioambiental; • Procedimentos para estimular a melhoria das práticas de gestão socioambiental dos clientes; • Procedimentos adotados no processo de análise de gestão e risco socioambiental na concessão de crédito para pessoa jurídica; • Percentual da carteira de clientes que abrange a política de risco socioambiental.

Saiba maiS Sobre a análiSe GeStão ambiental

O

s dados utilizados como base para produzir esta edição são levantados anualmente desde 2007 pela Análise Editorial e publicados na revista ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL, a maior fonte de informação a respeito das práticas das maiores empresas brasileiras, o perfil das ONGs ambientais e as políticas concessão de crédito dos principais bancos nacionais. Para saber mais sobre essa e outras publicações visite www.analise.com.

12

EspEcial RiO+20

ANUÁRIO

2011/2012

AMBIENTAL O RETRATO DO BRASIL QUE RECEBE A RIO+20

Confira nesta edição os indicadores e as análises que explicam as ações do setor privado e os avanços institucionais que irão ditar o desenvolvimento ambiental do país

• A nova lei de resíduos sólidos e o que será necessário para atingir as metas página 22

• Os exemplos das empresas que preservam as maiores áreas verdes do país página 36

+

As boas práticas de

837 EMPRESAS

O perfil de

334 ONGs AMBIENTAIS

A opinião de

120 MEMBROS DO MP

As políticas de

24 BANCOS

52.000 dados são coletados anualmente pela equipe da Análise Editorial. É o maior levantamento jornalístico sobre gestão ambiental do Brasil

ANUÁRIO

2010/2011

GESTAO AMBIENTAL As boas práticas de

750

EMPRESAS BANCOS: As políticas de crédito de 21 instituições

O perfil de

330

ONGS AMBIENTAIS

+

A composição dos conselhos

MEIO AMBIENTE NO BRASIL: da Eco-92 à Rio+20

www.analise.com


Colaboradores

créditos: 1: guilherme gomes; 2: claudio rossi; 3: cláudio gatti; 4, 5 e 6: divulgação

contribuição valiosa

English version page 129

2

1

3

grande parceiro. E a Werner Grau Neto, um dos mais reconhecidos advogados ambientais do país que repetidamente tem nos assessorado no entendimento do complexo universo da legislação ambiental nacional.

4

A

produção desta primeira edição especial Rio+20 de ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL contou com a contribuição de consultores, especialistas e técnicos cuja participação foi fundamental para que pudéssemos chegar aos resultados apresentados nas próximas páginas. A Análise Editorial gostaria de agradecer a esses profissionais pela sua atenção, pelo seu tempo e paciência, e por suas observações pertinentes e esclarecedoras. www.analise.com

55

6

Em especial, estendemos os nossos agradecimentos a Avelino Pereira e Humberto Moura Ribeiro, do Grupo NBS, que contribuíram com o seu extenso conhecimento a respeito de gestão ambiental corporativa no Brasil, não apenas para esta revista, mas para a pesquisa ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL como um todo. Ao estatístico Galo Lopez Noriega, colaborador da Análise Editorial em uma série de projetos desde o início das nossas atividades e um

1 Avelino Pereira, gerente de projetos do Grupo NBS; 5 Charles Kazaz, sócio e advogado ambiental do Fasken Martineau DuMoulin LLP, de Toronto (Canadá); 4 Dirk Uwer, advogado e sócio do Hengeller Mueller, de Düsseldorf (Alemanha); 2 Galo Lopez Noriega, gerente-geral na Trevisan Escola de Negócios; Humberto Moura Ribeiro, diretor sênior do Grupo NBS; 6 Sajai Singh, advogado e sócio do J. Sagar Associates, de Bangalore (Índia); Soumya Patnaik, advogado associado do J. Sagar Associates, de Bangalore (Índia); Tomoki Debari, sócio e advogado do Anderson Mori & Tomotsune, de Tóquio (Japão); 3 Werner Grau Neto, sócio do Pinheiro Neto Advogados.  0

especial RIO+20

13


A ANÁLISE EDITORIAL FALA COM QUEM FAZ O BRASIL CRESCER

e

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Conselho editorial Eduardo Oinegue, Silvana Quaglio e Alexandre Secco

Diretora-presidente Silvana Quaglio

1.500 Empresas

A

s companhias brasileiras e seus executivos são as principais fontes de infor� mação consultadas pela Análise Editorial em seus projetos. Com a meta de produzir conteúdo que analisa, explica e apresenta con� clusões a respeito do Brasil, cria� mos Análise 1.500 Empresas. Um banco de dados constante� mente atualizado e resultado de um esforço editorial para repre� sentar a economia brasileira de forma abrangente e criteriosa. Esse grupo de empresas inclui

as maiores companhias do país por receita líquida e as principais instituições financeiras: bancos, seguradoras, corretoras e com� panhias de crédito. Além disso, o conjunto de en� tidades consultadas agrega seg� mentos da economia que mo� vimentam um volume financeiro menor, mas possuem uma pers� ����� pectiva e opinião extremamente relevantes para entender o país. Alguns exemplos são universi� dades, ONGs, entidades benefi� centes, institutos de pesquisa, hospitais, agências de publici� dade e propaganda, e auditores. Essas empresas e entidades foram selecionadas criteriosa� mente pela equipe da Análise Editorial com o objetivo de retra� tar a elite dos administradores e empreendedores que atuam no país e suas companhias. A Análise Editorial fala com um universo de pessoas que en� frentam diariamente o desafio de crescer e melhorar. O resultado é uma visão única do Brasil e seu lugar no mundo.

Alexandre Secco

Diretor comercial Alexandre Raciskas Rua Major Quedinho, 111, 16° andar CEP 01050-904, São Paulo-SP Tel. (55 11) 3201-2300 Fax (55 11) 3201-2310 contato@analisecom

www.analise.com AMBIENTAL Edição especial

PUBLISHER Silvana Quaglio EDITOR Alexandre Secco Editor executivo: Gabriel Attuy Gerente de pesquisa e distribuição: Ligia Donatelli Editora colaboradora: Inaiê Sanchez Coordenadora de conteúdo: Paula Quintas Coordenadora de pesquisa: Valquíria Oliveira Coordenadora de distribuição: Juliane Almeida Coordenador de arte: Cesar Habert Paciornik Equipe de conteúdo: Abrahão de Oliveira, Bruna Abjon, Patrícia Silva e Sumaya Oliveira Equipe de pesquisa: Adrieli Garzim, Alberto Barbosa, Ana Carolina Marquez, Ana Claudia Coelho, Anna Carolina Romano, Bianca Barros, Claudia Barbosa, Daniela Trindade, Danilo Souza, Fernanda Chiarato, Iuri Salles, Jessica Cidrao, Juliana Colognesi, Lucas Rodrigues, Paula Moreira, Raquel Aderne, Ricardo Borges, Taiane Silva, Tais de Souza, Thaís Bueno, Vinícius Oliveira, Yasmin Gomes e Yuri Damacena Designers: Bruna Pais, Danilo Pasa e Régis Schwert Coordenador de TI: Cristiano Carlos da Silva Equipe de TI: Felipe Cavaliere e Leandro Akira Colaboradores: Henrique Gonçalves do Carmo e João Carlos de Oliveira Revisão: Mary Ferrarini Tradução: Sogl Traduções Publicidade/Gerentes de negócios: Alessandra Soares e Márcia Pires Assistente: Felipe Ricelle

O peso das 1.500 fatia do pib do brasil

Diretor de conteúdo

Atendimento e apoio administrativo: Fábio Lopes e Giseli Monteiro

Por atuação

Auditoria

Agroindústria

9% 62%

Comércio

9%

Indústria

38%

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Especial RIO+20

Serviços

44%

ISSN 1808-9240

Tiragem: 30.000 Impressão: Log & Print Gráfica e Logística S.A. Impresso em maio de 2012 Operação em Bancas: Assessoria: EdiCase www.edicase.com.br Distribuição Exclusiva em Bancas: FC Comercial e Distribuidora S/A Manuseio: FG Press www.fgpress. com.br Distribuição Dirigida: Door to Door www.d2d.com.br

www.analise.com


reportagem especial

1

Legislação ambiental

O desafio de passar as leis ambientais do papel à prática

16

Análise comparada das leis de 11 países

18


especial

Legislação

O desafio de passar as leis ambientais do

papel A prAtica Desde os anos 1980 – passando pela Eco-92 e o Protocolo de Kyoto – as maiores nações do planeta implementaram e consolidaram sua legislação ambiental. Agora, no ano da Rio+20, a hora é de agir inaiÊ SANCHEZ English version page 132

N

as últimas três décadas, a maioria das grandes nações – em população e tamanho da economia – consolidou sua legislação ambiental após muitos debates e acordos. A discussão atingiu uma plataforma global a partir de 1992, com a realização da primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro, e pressionou os que ainda não estavam nesse caminho. No Brasil, por exemplo, o processo ocorreu em 1981 por meio do estabelecimento da Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA). Os Estados Unidos deram esse passo ainda no fim dos anos 1960, estabelecendo padrões que serviram de modelo para outros países, e a Itália, por exemplo, viu seu arcabouço legal tomar consistência apenas em 2006. Nesse meio-tempo, tratados internacionais de peso emergiram – como as convenções da Biodiversidade, do Clima e de Combate à Desertificação –, todos assinados na Eco-92, e o Protocolo de Kyoto, em 1997. Na prática, contudo, os resultados que deveriam ser fruto da aplicação das leis ambientais ainda deixam muito a desejar. Mais do que nunca, especialistas, empresários e governos locais apontam que a hora é de achar as soluções práticas para a aplicação das regras que foram desenvolvidas nas últimas décadas. E, no ano da realização da conferência Rio+20 no Brasil, encontrar novas abordagens de desenvolvimento sustentável. As discussões no Brasil — A prin-

cipal mudança recente na legislação ambiental nacional foi a adoção da Política Nacional de Resíduos Sóli-

16

Especial RIO+20

dos (PNRS), em vigor desde agosto de 2010. A lei define uma série de novas obrigações para diferentes atores no gerenciamento de resíduos sólidos – o poder público, o cidadão comum e, principalmente, as empresas. Fruto de 20 anos de maturação, além de pretender ajudar o meio ambiente, a política é um instrumento de ordem econômica e social, à medida que busca criar um ciclo de aproveitamento e reinserção dos resíduos sólidos na cadeia produtiva – o conceito conhecido como logística reversa –, como também inserir na sociedade os catadores de resíduos, categoria profissional até hoje excluída do mercado formal. As duas outras principais discussões são as normas de licenciamento ambiental para projetos e a revisão do Código Florestal. No caso do licenciamento, atualmente, a competência divide-se entre um órgão federal, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), e órgãos estaduais e municipais. Tal multiplicidade de agentes licenciadores acaba gerando confusão e prejuízo para as empresas, que enfrentam gastos extras no processo e dificuldades para fazer seus planejamentos. A Lei Complementar 140, de dezembro de 2011, pretendeu minimizar tal confusão definindo quem faz o quê. No entanto, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra ela deixou o assunto em compasso de espera. A reforma do Código Florestal (Lei nº 4.771, de 1965) brasileiro é um debate desde meados da década de 1990, mas apenas em 2011 uma versão com alterações foi discutida, de fato, pelo Congresso. Após um período acalorado de debates e interferência do Executivo, o projeto foi aprovado em abril de 2012. Até o fechamento desta edição, em 25 de maio de 2012, a presidente www.analise.com


paulo whitaker/reuters

Logística reversa: Plano Nacional de Resíduos Sólidos diminui impostos para a criação de tecnologias de reciclagem de eletrônicos

Dilma Rousseff havia anunciado que vetaria 12 artigos do código e faria outras 32 modificações ao texto aprovado no Congresso. As mudanças seriam editadas por medida provisória. As alterações discutidas no código geraram insatisfação nos mais diversos setores da sociedade por diferenças relacionadas à área de terra de desmate, ao reflorestamento dessa área e à punição para quem já desmatou. Na verdade, a polêmica deve-se a uma falha na Política Nacional de Meio Ambiente, que prevê vários instrumentos para a aplicação do Código Florestal. Um deles, o zoneamento ecológicoeconômico, poderia pôr fim ao debate definindo áreas de desenvolvimento do agronegócio e áreas de conservação ou recuperação florestal. Ocorre, entretanto, que tal instrumento nunca foi devidamente definido, gerando uma discussão polarizada entre os interesses do agronegócio e outros setores sociais no âmbito da legislação de conservação florestal. A questão, portanto, está longe de ser resolvida. www.analise.com

15%

das empresas entrevistadas no levantamento de 2011 têm projetos atrasados por questões ambientais Cenário internacional – As polêmicas não se restringem ao Brasil. No fim de 2011, o Canadá retirou-se do Protocolo de Kyoto para evitar pagar multas de até 13,6 bilhões de dólares por não ter reduzido suas emissões. Após dizer que “Kyoto não funciona” – já que países como os Estados Unidos, China e Índia não estão sujeitos a ele –, o ministro canadense do Meio Ambiente, Peter Kent, foi criticado por muitos. Ao mesmo tempo, integrantes

da União Europeia, como Polônia, Suécia e Alemanha, têm sido chamados à atenção pelas autoridades ambientais do bloco pelo não cumprimento de compromissos assumidos. Em fevereiro de 2012, a França foi levada à Corte de Justiça Europeia por poluição de água com nitratos. Em março, foi a vez de Chipre ir parar nos tribunais da UE também pelo não cumprimento de regras do bloco. O momento, portanto, é de colocar na prática o que já foi discutido, aprovado e consolidado. Consulte, a seguir, uma análise da legislação ambiental de 11 países: Brasil, Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. O levantamento realizado pela Análise Editorial destaca 24 pontos principais das normas aplicadas em cada nação, incluindo como estão definidas as competências do governo e de agências reguladoras, alguns dos principais obstáculos enfrentados para a aplicação da legislação e explica as regras para licenciamento ambiental de projetos. 0 especial RIO+20

17


especial

legislação

Alemanha Idade da legislação consolidada: 22 anos

(1990). 

Estrutura para aplicação das leis: Competên-

cia federal, regional e municipal. Regulação feita pelo Ministério do Meio Ambiente e Segurança Nuclear e por agências regionais.

nDiretrizes básicas 

As preocupações ambientais iniciaram-se nos anos 1970, com a criação de diversos departamentos de meio ambiente em diferentes ministérios até a unificação do tema no Ministério do Meio Ambiente, em 1986. A proteção ambiental no país é feita por uma série de leis nacionais, aprovadas em 1990, para água, resíduos, emissões e licenciamento ambiental. Entretanto, normas ambientais da União Europeia (UE) gradualmente harmonizam a legislação dos países membros, sendo que hoje a maioria de sua legislação ambiental já é a determinada pelo bloco.

nCompetência 

As normas para a emissão de licenças de operação são as mais rígidas, bem acima dos padrões europeus. Os regulamentos mais restritivos referemse ao setor de energia nuclear – que será eliminado até por volta de 2022 – e à contaminação de solo, já que, independentemente de quem causou a poluição, o proprietário de uma terra contaminada é obrigado a fazer a reparação dos danos.

nPrincipal obstáculo 

As empresas promovem um intenso questionamento sobre os custos com o meio ambiente, incluindo impostos, que consideram danosos à atividade econômica.    nÓrgãos reguladores  Em nível federal, os principais órgãos são o Ministério do Meio Ambiente e Segurança Nuclear e seu braço executivo, a Agência Ambiental Alemã. Nas 16 regiões, estruturas semelhantes são encontradas.  

nComo a sociedade se defende no caso de danos

ambientais?  As leis específicas sobre crimes ambientais são consideradas o principal meio de defesa. Qualquer cidadão pode mover processos civis por dano ambiental. Embora não existam promotorias específicas para as questões de meio ambiente, há os procuradores-gerais que podem instaurar processos criminais.    

nFundos para financiar prevenção e política

ambientais  Vêm, principalmente, de fontes governamentais, financiados, normalmente, por impostos 

nImpostos e taxas ambientais 

As taxas impostas sobre o uso de recursos naturais e a emissão de poluentes são numerosas. Resíduos, água e emissões possuem taxas específicas. No campo dos incentivos, o principal instrumento refere-se aos benefícios fiscais e tarifários para a geração de energia renovável. 

nExigência de plano preventivo contra riscos

ambientais  Qualquer risco eventual será examinado durante o processo de licenciamento. Os solicitantes da licença devem apresentar documentos sobre a segurança técnica da instalação. O plano preventivo é obrigatório nas plantas de geração de energia nuclear e em aterros de lixo tóxico. Também existem obrigações para o transporte e manuseio de produtos perigosos. Os empreendedores devem provar capacidade financeira para lidar com emergências.  

nAcidentes 

Não há, na legislação, uma obrigação de informar todos os acidentes ocorridos. Mas esse dever existe, em particular, em casos de sérios riscos a pessoas ou ao meio ambiente. Contudo, nas licenças de emissão de efluentes, frequentemente as autoridades locais introduzem cláusulas que obrigam o empreendedor a notificar danos ambientais.    nVenda de ativos  A prática comercial obriga a abertura de dados ambientais nas negociações. Se o comprador não for informado sobre passivos ambientais, ele pode processar os antigos proprietários, tanto pelo dano como por fraude. Por isso, em princípio, uma negociação não transfere o passivo ambiental ao Michaela Rehle/REUTERS

Federal, regional (16 regiões) e municipal.    nTipo de responsabilidade  Administrativa, com responsabilidade monetária por danos. Em caso de responsabilidade civil, há uma lei específica para violação ambiental. Já a responsabilização penal não se estende a pessoas jurídicas, apenas a físicas. Os crimes ambientais mais graves podem ser punidos com até dez anos de prisão.   

nRegras mais restritivas 

Após diversos protestos populares a Alemanha se tornou, em 2011, o primeiro país europeu a renunciar ao uso de energia nuclear 18

Especial RIO+20

www.analise.com


especial

comprador, mas este frequentemente busca uma indenização do vendedor no caso de tais passivos se materializarem.   nVenda de ações  Na aquisição de participação, o comprador herda todos os passivos ambientais, mas não a responsabilidade pela causa do dano. A responsabilização civil ou penal pode ocorrer se a companhia não estiver cumprindo as normas de licenciamento. 

nPrincipais desafios 

O fechamento de todas as plantas nucleares do país até 2022, a redução das emissões de CO2 e o desenvolvimento e a distribuição de fontes de energia renovável são os principais focos de atenção e de grande parte do debate público.  

Brasil

  Licenciamento

Idade da Legislação ambiental consolidada: 31

nÓrgãos responsáveis 

Estrutura para aplicação das leis: Competên-

anos (1981).  

De acordo com a Lei de Avaliação Ambiental do país, as autoridades regionais são responsáveis pela Avaliação de Impacto Ambiental.    nEstudos ambientais  O principal estudo é a Avaliação de Impacto Ambiental, que analisa de forma geral instalações industriais, projetos de infraestrutura e aterros sanitários. Depois de concluído, o estudo faz parte do processo de licenciamento para a operação, que incluiria a permissão de emissões de gás do efeito estufa.     nRegistros públicos  A Lei de Informação Ambiental garante a qualquer pessoa o acesso a documentos e pareceres referentes ao processo de licenciamento ambiental.   

nTempo médio para obtenção de licença ambiental 

Nos projetos de maior impacto ambiental previsto, a licença demora, em média, sete meses para ser concedida. Contudo, para grandes projetos, como instalações de energia nuclear, a licença pode demorar até anos para sair. Para empreendimentos de menor impacto ambiental em potencial, é emitida em três meses e meio.    

nQual o período para renovação da licença

ambiental?  A maioria das licenças não possui validade temporal. Apenas algumas outorgas com regras especiais, como no caso dos recursos hídricos, podem necessitar de renovação. Se uma empresa não operar em três anos com as licenças obtidas, elas perdem a validade.   nNecessidade de auditoria ambiental  As licenças ambientais normalmente detalham as condições para se relatar monitoramentos às autoridades. Já os relatórios públicos sobre questões ambientais geralmente são exigidos apenas de umas poucas instalações que lidam com substâncias perigosas.    

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  Sim. A legislação alemã segue diretivas europeias que preveem a participação popular e da iniciativa privada em processos nos quais a emissão da licença segue procedimentos formais, ou no caso de um estudo de impacto ambiental ser obrigatório. Em processos mais simples, as autoridades decidem sobre a participação de indivíduos que tenham seus interesses afetados.    

nParticipação da sociedade nos órgãos

normativos de meio ambiente  Não há nenhuma previsão legal de participação da sociedade em órgãos normativos, a não ser por meio de audiências públicas.    www.analise.com

cia comum de União, Distrito Federal, estados e municípios. Regulação feita pelo Ministério do Meio Ambiente, Ibama e secretarias do Meio Ambiente estaduais e municipais.

nDiretrizes básicas 

Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) – Lei nº 6.938, de 1981. Instituiu uma rede de órgãos governamentais conhecida como Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama) e consolidou a obrigação de licenciamento prévio de atividades potencialmente poluidoras. Em 2010, entrou em vigor a Política Nacional de Resíduos Sólidos. 

nCompetência 

Comum de União, estados, Distrito Federal e municípios.    nTipo de responsabilidade  Estabelece a responsabilidade objetiva para reparação do dano ambiental, ou seja, não é necessário mostrar que o transgressor causou o estrago. Para o réu ser responsabilizado, é preciso apenas que seja estabelecida uma ligação causal entre sua conduta e o dano ambiental. Traz a possibilidade de responsabilidade penal, além de administrativa e civil.    nRegras mais restritivas  Restrições ao corte de vegetação em áreas rurais. Zoneamento urbano (municípios) e regras sobre bacias aéreas (zonas que não comportam aumento do nível de emissões atmosféricas).    nPrincipal obstáculo  Dificuldade de aplicação por falta de recursos e pessoal; interação insuficiente entre os órgãos ambientais.    nÓrgãos reguladores  Em nível federal, o Ministério do Meio Ambiente e sua agência, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os estados possuem secretarias de Meio Ambiente, assim como os municípios.   

nComo a sociedade se defende no caso de danos

ambientais?  Por intermédio do Ministério Público federal e estadual.   

nFundos para financiar prevenção e política ambientais 

Fundo Nacional de Compensação Ambiental, cujos recursos são obtidos com taxa sobre empreendimentos com significativo impacto ambiental. Há, também, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal e o Fundo Nacional de Meio Ambiente, com recursos orçamentários, dos royalties do petróleo e de empréstimos internacionais.    

Legislação

nImpostos e taxas ambientais 

Em nível estadual há o ICMS Ecológico, que beneficia municípios com grandes áreas de preservação. Há um projeto de lei em tramitação para a criação do Imposto de Renda Ecológico e, também, uma Proposta de Emenda Constitucional para a imunidade tributária de produtos reciclados.   

nExigência de plano preventivo contra riscos

ambientais  Sim. Durante o processo de licenciamento.    nAcidentes  A empresa tem a obrigação de reparar o dano ambiental, minimizar seu impacto e contê-lo.    nVenda de ativos  A responsabilidade ambiental é controversa. Em algumas decisões, um indivíduo que adquire um ativo e não remedia passivos existentes é considerado transgressor. Em outras, os juízes julgam que a ligação causal prevalece e, portanto, o vendedor é o responsável.    nVenda de ações  O princípio geral é o de que a companhia permanece responsável pelos passivos ambientais incorridos antes da venda.    Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

O Ibama licencia empreendimentos cujo impacto potencial tenha alcance nacional, internacional ou regional (dois ou mais estados). O órgão estadual atua em caso de impacto potencial em dois ou mais municípios, e o órgão municipal, dentro dos limites de um só município.   

nEstudos ambientais 

Empreendimentos com maior potencial de impacto ambiental devem ser licenciados por meio de Estudo de Impacto Ambiental – Relatório de Impacto Ambienta (EIA-Rima). Os menos complexos, por meio de estudos mais simples.    nRegistros públicos  Os órgãos reguladores põem à disposição do público informações sobre licenciamento, existência de áreas de preservação permanente, EIA-Rima e audiências.   

nTempo médio para obtenção de licença  ambiental 

Um ano e meio, se necessário EIA-Rima. Para casos mais simples, de seis meses a um ano.   

nQual o período para renovação da licença

ambiental?  Para licença prévia e de instalação, cerca de dois anos. Para licença de operação, de cinco a 10 anos.    nNecessidade de auditoria ambiental  Só é obrigatória quando o Ibama solicita a atualização do Cadastro Técnico Nacional.   

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  Sim, em audiências públicas. Além disso, o processo deve ficar disponível para consulta pública.   

nParticipação da sociedade nos órgãos

normativos de Meio Ambiente.  Como membro de conselho nacional (Conama), estadual (Consema) e conselhos municipais.  

especial RIO+20

19


especial

legislação

nPrincipais desafios 

As desigualdades regionais existentes na infraestrutura de saneamento fazem com que a universalização e a melhoria dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, coleta de lixo e drenagem figurem entre os principais objetivos a ser alcançados pelo Estado. De acordo com o IBGE, a quantidade de lixo que recebe destinação final adequada no Brasil, por exemplo, ainda é menos da metade do total; e o percentual do esgoto coletado que recebe algum tipo de tratamento é baixo, em torno de um terço. Outro grande desafio refere-se ao desmatamento, que atinge não somente a Amazônia como também outros biomas, como a caatinga, a Mata Atlântica e o cerrado.   O Brasil ainda é o quarto maior emissor de gases do efeito estufa do mundo.

Em nível federal, o Ministério do Meio Ambiente (Environment Canada) aplica as leis ambientais federais. A Agência de Avaliação Ambiental Canadense faz a avaliação de impacto ambiental de empreendimentos. As províncias possuem suas próprias agências ambientais.   

nComo a sociedade se defende no caso de danos

ambientais?  Os ministérios federal e das províncias para o meio ambiente têm o poder de inspecionar e investigar o não cumprimento da legislação ambiental. A aplicação da legislação pode ser feita por meio de processo ou pela emissão de ordem administrativa. Isso pode resultar em multas, prisão ou custos para remediar ou prevenir o dano ambiental. Em algumas jurisdições, os cidadãos têm o direito de iniciar investigações.    

nFundos para financiar prevenção e políticas

Canadá Idade da legislação ambiental consolidada: 24

anos (1988). 

  Estrutura para aplicação das leis: Normalmen-

te, as leis ambientais federais são aplicadas pelo Ministério do Meio Ambiente (Environment Canada) e as leis ambientais das províncias são aplicadas por ministérios do meio ambiente provinciais. Em geral, as leis das províncias baseiam-se em um sistema de comando e controle, em que os descartes no meio ambiente são proibidos, a não ser que permitidos pelo governo. Portanto, as atividades industriais geralmente requerem uma autorização do governo antes de ser implementadas.  

nDiretrizes básicas 

O primeiro ato foi a lei de criação do Departamento de Meio Ambiente, em 1971. A legislação ambiental federal do país, a Lei Ambiental Canadense, foi aprovada, pela primeira vez, em 1988 e reformada em 1999. Enfoca o controle dos impactos de substâncias tóxicas sobre o meio ambiente e a saúde humana. As diretrizes baseiam-se nos conceitos do princípio da precaução e do poluidor pagador.   nCompetência  Divisão de poderes entre o governo federal e dez províncias autônomas. Há acordos entre os dois níveis de governo para evitar duplicidade, mas os projetos podem ter de passar pelo escrutínio de ambos.    nTipo de responsabilidade  Geralmente, a legislação ambiental se faz cumprir de uma forma que pode resultar em multas ou prisão, ou por poderes de ordem administrativa que dão às autoridades ambientais o poder de exigir que o dano ambiental seja prevenido ou corrigido. A maioria das jurisdições também prevê penalidades monetárias administrativas que permitem a imposição de penas sujeitas a um processo de revisão administrativa. A responsabilização também pode ser imposta por meio de uma ação civil por danos.

nRegras mais restritivas 

Proibições sobre a disposição de resíduos tóxicos.   nPrincipal obstáculo  Dificuldade de aplicação da legislação, que varia dependendo do distrito, província ou cidade.   20

nÓrgãos reguladores  

Especial RIO+20

ambientais  O principal é o Fundo para Danos Ambientais, instituído em 1999 pela Lei de Proteção Ambiental.   nImpostos e taxas ambientais  Não há uma taxa ecológica específica. Entretanto, algumas províncias têm implementado um imposto de carbono ou taxa para financiar medidas de redução de gases do efeito estufa.    

nExigência de plano preventivo contra riscos ambientais 

Os reguladores podem impor condições como parte do processo de licenciamento. Planos de prevenção podem ser incluídos como uma condição para a licença. Os planos de prevenção também podem ser solicitados em regulamentos que tratam de emergências ambientais.    nAcidentes  As multas são aplicadas no ato quando o dano ambiental é mínimo e não apresenta risco maior para a saúde humana e o meio ambiente. A aplicação de multa e a defesa do acusado são regulamentadas pela Lei de Contravenção. Os órgãos ambientais também possuem poder de embargo nas situações em que advertências e multas não forem suficientes para cessar o dano ambiental.    nVenda de ativos  Em geral, a responsabilidade recai sobre a pessoa que causou a poluição em uma propriedade. As leis ambientais também impõem a responsabilidade sobre os ocupantes ou as pessoas que tenham a custódia da propriedade. Portanto, um comprador poderá ser responsável por remediar danos preexistentes. Geralmente, questões ambientais são negociadas entre as partes em qualquer venda de ativo.   

nVenda de ações 

A venda de ações não extingue qualquer passivo existente antes da transação.     Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

Cada ministério ambiental das províncias exigirá uma licença para tratar de atividades industriais ou comerciais que poluam o meio ambiente. O processo de licenciamento também pode incluir um estudo de impacto ambiental, informação pública, consulta ou participação na decisão sobre a licença, dependendo da natureza do projeto.    

nEstudos ambientais 

O órgão federal tem autoridade limitada. Sua jurisdição envolve o uso de certas substâncias tóxicas, proteção do habitat aquático, parques nacionais e terras aborígines. Em geral, as empresas lidam com os órgãos ambientais das províncias para obter suas licenças.   nRegistros públicos  Algumas províncias, como Ontário, possuem registro público de informação ambiental. Além disso, todas as jurisdições têm legislação de liberdade de informação que permite à população acessar dados mantidos pelos órgãos governamentais.  nTempo médio para obtenção de licença ambiental 

Pode variar de três meses, para negócios de impacto potencial pequeno, até três anos, para projetos mais complexos.   

nQual o período para renovação da licença

ambiental?  Em geral, não precisa ser renovada. Contudo, há exceções que dependem do tipo da licença e das províncias.     nNecessidade de auditoria ambiental  Não é obrigatória.   

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  Sim. A Lei de Proteção Ambiental. A Avaliação de Impacto Ambiental é discutida nas audiências públicas.   

nParticipação da sociedade nos órgãos

normativos de Meio Ambiente  Não existe um conselho deliberativo em nível federal com participação da sociedade.  

nPrincipais desafios 

O governo federal retirou-se do Protocolo de Kyoto, em 2011, por não ser capaz de cumprir suas metas. Algumas provisões, entretanto, comprometem-se a seguir as metas de Regulação dos Gases de Efeito Estufa, apesar da decisão do governo federal. Outras questões referem-se à qualidade da água e do ar, principalmente nas áreas urbanas.   

China Idade da Legislação ambiental consolidada:

23 anos (1989).  

Estrutura para aplicação das leis: A competência é de responsabilidade do governo central. Contudo, as províncias têm autonomia limitada para criar regras próprias. A regulação é feita pela Administração Estatal de Proteção Ambiental, ligada ao Conselho de Estado. Também há órgãos regionais e locais.    

nDiretrizes básicas 

O ato regulatório geral para questões de meio ambiente é a Lei de Proteção de Meio Ambiente, de 1989. Além dela, existem 35 leis separadas para cada tema. As mais antigas são as de proteção do ambiente marinho e de controle de poluição hídrica de 1982 e 1984, respectivamente. Ainda nos anos 1980, foram aprovadas leis para a gestão de recursos florestais e minerais. Tal legislação paswww.analise.com


Aaron Black/Corbis

especial

Legislação

Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

A Administração Estatal de Proteção Ambiental é o orgão que regula grandes projetos. Nas províncias, os departamentos regionais ou municipais fazem a avaliação de impacto ambiental.    nEstudos ambientais  A Lei de Avaliação de Impacto Ambiental, de 2003, obriga os departamentos do Estado, as províncias e cidades a promover a avaliação de projetos, com estudos sobre terrenos a ser utilizados e planos de consumo de recursos naturais. Já a Lei de Fomento da Produção Mais Limpa, também de 2003, obriga empresas a planejar a construção e o fornecimento de matéria-prima.    nRegistros públicos  Os departamentos responsáveis por avaliar o impacto ambiental devem elaborar registros de suas conclusões.  

nTempo médio para obtenção de licença ambiental 

A avaliação governamental é rápida e sempre inferior a um ano. Em média, um empreendimento é autorizado em seis meses.   

nQual o período para renovação da licença ambiental?  Não há necessidade de renovação.   

nNecessidade de auditoria ambiental  O Canadá saiu do Protocolo de Kyoto porque teve um aumento de 17% em suas emissões de gases, sendo que o acordo previa uma redução total de 6% até o ano de 2012 sou por revisão no início dos anos 2000, quando foi aprovada também a Lei de Avaliação de Impacto Ambiental (2003).     nCompetência  A proteção e o controle do meio ambiente são de responsabilidade do governo central. Contudo, as províncias têm autonomia para criar regras próprias, contanto que não sejam mais restritivas que a lei nacional.    nTipo de responsabilidade  As leis preveem sanções administrativas às empresas, com fechamento por descumprimento da legislação. Causar dano ambiental também implica responsabilidade civil e penal.    nRegras mais restritivas  O Projeto de Proteção de Bosques Naturais, criado em 1998, proíbe totalmente o corte de vegetação em áreas com floresta nativa.    nPrincipal obstáculo  Baixa implementação das leis em razão da autonomia das províncias. A prioridade ao tema social, com destaque para a geração de empregos, dificulta o embargo de empresas poluidoras.     nÓrgãos reguladores   O órgão superior de Meio Ambiente é federal. Trata-se da Administração Estatal de Proteção Ambiental, ligada ao Conselho de Estado. Ela, no entanto, não está presente em diversas regiões. O controle regional é feito por órgãos das províncias e, principalmente, por órgãos municipais.    www.analise.com

nComo a sociedade se defende no caso de danos

ambientais?  Os promotores públicos são os principais responsáveis por denúncias de dano ambiental.  

nFundos para a prevenção e política ambientais 

Fundo formado por taxas de poluição.    nImpostos e taxas ambientais  Toda a disposição de resíduos, seja de poluentes hídricos ou substância tóxica, é taxada pelo governo.  

nExigência de plano preventivo contra riscos ambientais 

Sim. Deve haver a notificação e o cadastro de operações de risco, como no caso do transporte de cargas tóxicas.     nAcidentes  Aplicação de multas de baixo valor é o procedimento mais usual. O país possui um centro nacional de emergência e de investigação de acidentes.    nVenda de ativos  Não existem regras específicas para transações. Geralmente, o passivo ambiental pode ser solucionado com o pagamento de multas de baixo valor.    nVenda de ações  Empresas listadas na bolsa de valores não são obrigadas a reportar informações ambientais. Como na venda de ativos, os passivos ambientais não são considerados detalhes importantes em razão da responsabilização pouco efetiva.   

Sim. Emissões de poluentes devem ser reportadas à Administração Estatal de Proteção Ambiental.    

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  Não existe na legislação uma indicação de participação direta da sociedade. Mas, em caso de projetos específicos, o governo promove consultas populares.    

nParticipação da sociedade nos órgãos

normativos de meio ambiente.  Não há participação em órgãos normativos.    nPrincipais desafios  A poluição do ar tornou-se o principal desafio ambiental dos chineses que, juntamente com os EUA, são os maiores poluidores do mundo. A matriz energética chinesa é considerada suja, já que se baseia na queima de carvão. Entre outros desafios a ser encarados pelas autoridades estão a falta de água e energia elétrica, poluição dos recursos hídricos, desertificação e perda de biodiversidade.    

Estados Unidos Idade da Legislação ambiental consolidada:

43 anos (1969) 

  Estrutura para aplicação das leis: Competên-

cia dividida entre autoridades federais, estaduais e municipais. Regulação feita pelo órgão federal EPA e agências estaduais.

nDiretrizes básicas  

São baseadas na Lei de Proteção Ambiental de 1969, que posteriormente foi regulada pelas leis do Ar Limpo (1970) e Água Limpa (1977), entre outras.   especial RIO+20

21


especial

legislação

nCompetência 

Dividida entre governos federal, estadual e municipal.    nTipo de responsabilidade  Pode ser administrativa, por meio do embargo de empresas; civil, punida com multa por dano ambiental; ou penal, por dano comprovado.     nRegras mais restritivas  Lançamento de efluentes líquidos e emissão de gases poluentes, além de atividades nas proximidades de áreas protegidas. O país também é conhecido por possuir a lei mais rígida do mundo para o gerenciamento de solos contaminados.    nPrincipal obstáculo  Não existe um sistema integrado de licenças para outorgas de emissão, uso da água e disposição de resíduos.    nÓrgãos reguladores   A Agência de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) é o órgão executor de políticas ambientais em nível federal. O Departamento do Interior também tem atuação sobre o controle de terras públicas e recursos naturais. Os estados possuem suas próprias agências.   

nComo a sociedade se defende no caso de danos ambientais? 

Existem procuradores-gerais nos estados que podem ajuizar ações por danos ambientais. O país também é sede das mais importantes organiza-

ções não governamentais com considerável atuação pública.   

nExigência de plano preventivo contra riscos ambientais 

Os planos são exigidos pelas leis federais e, em geral, pelos estados.  

nAcidentes 

Devem ser comunicados ao Centro Nacional de Emergências, e a limpeza dos locais afetados é cobrada dos responsáveis. A Lei sobre Poluição de Óleo (1990) entrou em vigor um ano após o vazamento da Exxon Valdez no Alaska.   

nFundos para financiar prevenção e política ambientais 

O principal fundo é federal e destinado à descontaminação de solo em casos em que os responsáveis não podem ser encontrados, Compensation and Liability Act (1980), conhecida como “Superfund Law”. 

  nImpostos e taxas ambientais 

Existem taxas estaduais para a disposição de resíduos tóxicos e incentivos fiscais podem ser concedidos pelo uso de energia renovável.    nVenda de ativos  O comprador geralmente torna-se responsável pelos danos ambientais presentes na propriedade adquirida. Nos casos de contaminação de solo, o comprador tem o direito de responsabilizar os antigos proprietários. Mas se esses não forem en-

contrados ou comprovarem a incapacidade de pagar pelo dano, a responsabilidade continua a ser do comprador. Não existe lei federal que obrigue os vendedores a fornecer informações ambientais, embora em grandes transações uma investigação seja comum.    Venda de ações 

A responsabilidade por dano ambiental permanece atrelada à empresa vendida e, portanto, é herdada pelos novos compradores. A exceção é quando se reconhece claramente o papel de um ou mais indivíduos na ocorrência de um dano ambiental.   Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

Agência de Proteção Ambiental (EPA) e órgãos estaduais.   

nEstudos ambientais 

Em caso de projetos de importância federal, a EPA solicita um Relatório de Impacto Ambiental, como prevê a Lei Nacional de Proteção Ambiental (Nepa, 1969). Contudo, o governo pode decidir por dispensar a avaliação. Cerca de 20 estados possuem legislação semelhante.   

nRegistros públicos 

Tanto órgãos federais quanto estaduais são obrigados a manter registros dos processos de avaliação ambiental.   

nTempo médio para obtenção de licença ambiental 

Handout/ REUTERS

A primeira fase de análise dura cerca de 45 dias, e a decisão final mais 30 dias úteis.   

nQual o período para renovação da licença

ambiental?  Não existe uma regularidade estabelecida para a renovação. Mas empreendedores devem se adaptar a novos padrões e regras de proteção.    nNecessidade de auditoria ambiental  Não é obrigatória, mas recomendada pelo governo, o que pode abrandar eventuais penalidades.   

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  Sim. A Lei Nacional de Proteção Ambiental estipula que as opiniões públicas sejam consideradas em audiências públicas.   

nParticipação da sociedade nos órgãos

Estados Unidos reciclam, aproximadamente, 95% dos veículos que saem de circulação 22

Especial RIO+20

normativos de Meio Ambiente  Não há um conselho deliberativo com participação da sociedade.    nPrincipais desafios  Os Estados Unidos são responsáveis por cerca de um quarto do total das emissões globais de dióxido de carbono ou de outros gases do efeito estufa, como o metano. O país não aderiu ao Protocolo de Kyoto, mas vários estados americanos encaram o desafio de combater o aquecimento global e estão adotando voluntariamente medidas de redução dos gases poluentes. Também são desafios manter em funcionamento os sistemas de água e esgoto, originários da década de 1940, lidar com a perda da biodiversidade e com acidentes como o vazamento de óleo no Golfo do México em 2010, considerado o maior desastre ecológico do país.    

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especial

nImpostos e taxas ambientais 

França Idade da Legislação ambiental consolidada: 12

anos (2000).  

A cobrança pelo uso da água é a principal taxa. Contudo, a disposição de resíduos em aterros também é taxada com valores elevados. 

Estrutura para a aplicação das leis: As Diretri-

nExigência de plano preventivo contra riscos

zes básicas são formuladas pelo governo nacional. Contudo, as prefeituras têm liberdade para legislar. O gerenciamento dos recursos hídricos fica por conta dos distritos. A regulação é feita pelo Ministério do Meio Ambiente, pelas agências de gestão ambiental nas prefeituras e pelas agências de bacias hidrográficas nos distritos.   

nDiretrizes básicas 

O Código Ambiental de 2000 conjuga leis diversas de proteção. O Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais foi criado em 1971. Contudo, a legislação de parques nacionais data de 1960, e a de proteção de Recursos Hídricos, de 1964. As leis francesas que cuidam de transtornos causados pelas indústrias vêm de longa data. A legislação a esse respeito no Código Ambiental tem suas origens em um decreto assinado por Napoleão, em 1815.

nCompetência 

As diretrizes gerais são dadas pelo governo nacional. No entanto, a responsabilidade das prefeituras é grande, pois têm liberdade para legislar em nível local. No gerenciamento de água, a responsabilidade é dos distritos.  

nTipo de responsabilidade 

A responsabilização por violar a lei ambiental pode ser administrativa, com sanções que incluem uma notificação para que o empreendedor cumpra com seus deveres ou suspensão de atividades. Também há a responsabilização criminal, com multas, prisão ou até o fechamento das instalações. A responsabilidade civil é menos aplicada, mas pode ocorrer a compensação a terceiros por dano causado.    nRegras mais restritivas  A regulamentação para plantas industriais químicas tornou-se mais rígida desde 2001, com controle de procedimentos administrativos e tecnologia aplicada.    nPrincipal obstáculo  O tempo de emissão de licenças varia de acordo com cada prefeitura e distrito.     nÓrgãos reguladores   Ministério do Meio Ambiente, agências de gestão ambiental nas prefeituras e agências de bacia hidrográfica nos distritos.   

nComo a sociedade se defende no caso de danos

ambientais?  Os ofensores devem ser formalmente identificados por inspetores ambientais, que enviam um relatório ao promotor público. As comarcas locais têm poder de interromper empreendimentos que estejam causando danos ambientais.   

nFundos para financiar prevenção e política ambientais 

As empresas podem destinar recursos para um fundo de descontaminação de terrenos e obter abatimento fiscal.    

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ambientais 

Desde 2005, as licenças são emitidas apenas mediante plano de medidas de descontaminação.    nAcidentes  As autoridades administrativas devem ser avisadas imediatamente sobre qualquer acidente. Desde a explosão de uma indústria química em Toulouse, em 2001, as regras de controle têm ficado cada vez mais severas.     nVenda de ativos  As empresas são obrigadas a fornecer informações ambientais aos compradores, que podem herdar a responsabilidade por instalações contaminadas.    nVenda de ações  Empresas inscritas na bolsa devem prestar contas aos acionistas sobre questões ambientais. As compras de participação implicam a transferência de responsabilidade pelos passivos ambientais.    Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

Os licenciamentos são feitos pelas prefeituras.    nEstudos ambientais  Estudos de impacto ambiental são obrigatórios para obras públicas e civis, bem como para a operação de empreendimentos.  

nRegistros públicos 

O Ministério do Meio Ambiente desenvolveu diversos bancos de dados sobre contaminação de áreas. O código ambiental permite acesso a documentos públicos relevantes mediante um pedido por escrito ao órgão competente. Contudo, papéis que ainda estejam sendo avaliados pelas autoridades não são disponibilizados.    

nTempo médio para obtenção de licença

ambiental  A autoridade competente deve se pronunciar sobre a licença após três meses das audiências públicas. Em casos mais complexos, esse prazo pode ser estendido.   

nQual o período para renovação da licença

ambiental?  A validade das licenças não é limitada por tempo, com exceção das atividades que envolvam disposição de resíduos sólidos.     nNecessidade de auditoria ambiental  As atividades que exigem licença integrada, ou seja, para diferentes tipos de emissão, devem ser avaliadas a cada cinco anos. O governo tem o direito de exigir relatórios e fazer inspeções nas plantas.   

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  As audiências públicas são obrigatórias, de acordo com o Código Ambiental. Após as autoridades decidirem sobre a emissão de uma licença, qualquer pessoa tem o direito de contestar a decisão dentro de um período de dois meses a quatro anos.   

Legislação

nParticipação da sociedade nos órgãos

normativos de meio ambiente.  Não ocorre. Contudo, em casos nos quais uma atividade pode significar sérios riscos para a saúde pública e o meio ambiente, comitês de informação local podem ser instalados e contar com a população local.   nPrincipais desafios  Cumprimento da estratégia nacional para o desenvolvimento sustentável. Isto inclui a redução e reciclagem de lixo doméstico; a diminuição do consumo de energia, especialmente do transporte privado; e a priorização de fontes de energia renováveis em oposição aos combustíveis fósseis. No início de 2012, a Comissão Europeia anunciou que levaria a França à Corte de Justiça da UE por não combater apropriadamente a poluição de águas por nitratos.   

Índia Idade da Legislação ambiental consolidada:

26 anos (1986). 

Estrutura para aplicação das leis: Competên-

cia comum ao governo central e estados.  

nDiretrizes básicas 

A Lei de Proteção Ambiental é considerada a diretriz para a autorização de atividades que envolvam o meio ambiente e a regulamentação do uso de diversos recursos naturais. Após sua introdução, foram aprovadas leis de combate à proteção atmosférica (1987), de gerenciamento de resíduos sólidos perigosos (1989, com emenda em 2003) e de controle de substâncias danosas à camada de ozônio (2000).    nCompetência  Comum ao governo central e estados.    nTipo de responsabilidade  A responsabilidade direta por acidentes ou danos ambientais não precisa ser provada para que a empresa ou pessoas envolvidas sejam responsabilizadas administrativamente, conforme a Lei de Seguro sobre Responsabilidade Pública, de 1991. A responsabilização civil e penal depende da gravidade da ofensa à Lei de Proteção Ambiental.   nRegras mais restritivas  A Lei de Proteção Ambiental permite que o governo central intervenha em territórios e empresas para controlar a poluição. Isso inclui a proibição do funcionamento de qualquer indústria em regiões consideradas inadequadas e a diligência em empresas suspeitas de causar poluição.    nPrincipal obstáculo  Baixa participação popular nos processos de licenciamento ambiental.    nÓrgãos reguladores   O governo central possui uma Pasta específica para o tema, o Ministério do Meio Ambiente e Florestas, mas a questão ambiental também é tratada em diversos ministérios e comitês, como o de biossegurança. Além disso, possui uma instância deliberativa, o Conselho Central de Controle de Poluição. Todos os governos estaduais também têm órgãos de controle, principalmente os Conselhos Estaduais de Controle da Poluição.   especial RIO+20

23


especial

legislação

nFundos para financiar prevenção e políticas ambientais 

Cada projeto submetido à avaliação de impacto ambiental deve constituir um fundo de monitoramento, que é composto de recursos do empreendedor para financiar um grupo multilateral que vistoriará o projeto. O governo também coordena um fundo para emergências ambientais, que funciona como um seguro pago por empresas.    nImpostos e taxas ambientais   Há vários mecanismos de abatimento fiscal para investimentos em tecnologia ambiental. Por exemplo, desconto de até 100% pode ser concedido para a instalação de instrumentos de controle de poluição. Há, também, uma dedução no imposto de renda, de até 25% do valor total, para pessoas que apoiam instituições de conservação da natureza.  

nComo a sociedade se defende no caso de danos

ambientais?  A população pode acionar a Promotoria Ambiental e, consequentemente, o Tribunal Nacional Ambiental para investigações de casos de dano ambiental.  

nExigência de plano preventivo contra riscos

ambientais  Quando um empreendimento oferece risco ao meio ambiente e à população local, a lei determina que a empresa deve constituir um Fundo de Garantia Ambiental, que será usado em caso de emergências.   nAcidentes  O responsável é intimado imediatamente a mitigar ou prevenir o dano ambiental. Os custos do governo para remediar o dano serão recuperados da pessoa que detém a propriedade ou a concessão pública. O governo, tanto em nível central como estadual, constituiu Grupos para Crises com o objetivo de lidar com emergências com produtos químicos.   nVenda de ativos  A responsabilidade sempre é transferida ao comprador, segundo a Lei de Seguro sobre Responsabilidade Pública (1991).   nVenda de ações  Não há obrigação de abrir informações ambientais na compra de participação. A companhia que é o objeto da aquisição permanece responsável por danos ambientais.    Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

O governo central, por meio do Ministério do Meio Ambiente, aprova projetos que estão a até 10 quilômetros das fronteiras e empreendimentos que possam afetar parques nacionais e santuários naturais. Todos os outros tipos de empreendimento passam pelo escrutínio dos Comitês Estaduais de Controle de Poluição.     nEstudos ambientais  De acordo com a Lei de Proteção Ambiental, 24 setores são obrigados a realizar um estudo de impacto ambiental. Os setores e projetos que se instalam em áreas críticas ou têm grande potencial de impacto devem preparar tal avaliação. Já aqueles que não se enquadram nessa categoria necessitam apenas de um relatório de impacto ambiental.    24

Especial RIO+20

nRegistros públicos 

A legislação prevê que os documentos do processo de avaliação de impacto ambiental sejam abertos à consulta pública.  

nTempo médio para obtenção de licença ambiental 

O tempo está condicionado à entrega e à análise completa dos documentos na primeira fase do licenciamento. Uma vez que esta fase esteja finalizada, o governo tem 45 dias para a realização de audiências públicas e, depois, 60 dias para a resposta final sobre o projeto.   

nQual o período para renovação da licença

ambiental?  As licenças são válidas por um período específico de tempo, que é determinado no ato do licenciamento.     nNecessidade de auditoria ambiental  Todos os anos, as empresas devem submeter um relatório ambiental ao Conselho Estadual de Controle de Poluição responsável. A verificação deve seguir os parâmetros da legislação sobre água, ar e resíduos perigosos.    

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  Sim. O Ministério do Meio Ambiente e Florestas convoca uma consulta pública para projetos que estão sendo licenciados, conforme prevê emenda às regras de avaliação de impacto ambiental.  

nParticipação da sociedade nos órgãos

normativos de Meio Ambiente.  Existem órgãos consultivos, como o Comitê Nacional de Especialistas. A participação popular é mais efetiva nos comitês de gerenciamento de bacias hidrográficas e nos comitês de cidadãos para controle de poluição.  

nPrincipais desafios 

Existem órgãos consultivos, como o Comitê Nacional de Especialistas. A participação popular é mais efetiva nos comitês de gerenciamento de bacias hidrográficas e nos comitês de cidadãos para controle de poluição.  

Itália   Idade da Legislação ambiental consolidada: 6

anos (2006).  

Estrutura para a aplicação das leis: Competências de autoridades federais, regionais e municipais. A regulação é feita pelo Ministério do Meio Ambiente e da Tutela do Território e do Mar e por agências de proteção ambiental nas regiões e municípios.    

  nDiretrizes básicas 

A Lei do Ar Limpo – a primeira lei ambiental italiana -foi estabelecida em 1966. Em 1976, foi aprovada a Lei de Controle de Poluição Hídrica. Contudo, o Código de Meio Ambiente foi criado por decreto legislativo em 2006, unificando legislações de temas diversos, como proteção de solo, água, emissões, resíduos e avaliação ambiental.    nCompetência  Federal, regional e municipal. Governos locais podem ter regras mais rígidas que o federal.   

nTipo de responsabilidade 

Na responsabilização administrativa, as autoridades locais podem emitir ordens para a limpeza de solos contaminados. A lei civil prevê que as partes afetadas exijam a compensação pelos danos sofridos e o fim das atividades que causaram a violação. Já as sanções pela responsabilidade criminal são multas e até a prisão.

nRegras mais restritivas 

Geração e disposição de resíduos. Exige-se que as operações gerem o menor nível de resíduos dentro das possibilidades tecnológicas e que a disposição cause o menor impacto possível.    nPrincipal obstáculo  As iniciativas para fazer com que as leis ambientais sejam cumpridas, muitas vezes, são pautadas pela preocupação de não prejudicar as economias locais e o nível de emprego.    nÓrgãos reguladores   O principal órgão federal é o Ministério do Meio Ambiente e da Tutela do Território e do Mar. Existem também agências especiais de proteção ambiental nas regiões e nos municípios.   

nComo a sociedade se defende no caso de danos ambientais? 

Por meio de procuradores públicos e da polícia ambiental.    

nFundos para financiar prevenção e política

ambientais  Um dos principais fundos, instituído em 2000, financia a implantação de energias renováveis.    nImpostos e taxas ambientais  Existem taxas para resíduos sólidos, aplicadas para cobrir custos de disposição em aterros sanitários. As indústrias que usam combustíveis fósseis, como óleo mineral e carvão, também pagam mais imposto.    

nExigência de plano preventivo contra riscos

ambientais  De acordo com o Código Ambiental, para obter a licença, o empreendedor precisa apresentar medidas que serão adotadas para prevenir a poluição.    nAcidentes  Todos os tipos de ocorrência devem ser notificados ao Ministério do Meio Ambiente e às agências ambientais regionais e municipais. O empreendedor deve tomar medidas em menos de 24 horas para conter o dano.    nVenda de ativos  O comprador pode ser responsabilizado pela propriedade que possui passivos ambientais. As transações incluem a checagem de licenças ambientais e acordos para tratamento do dano ambiental pelo vendedor.     nVenda de ações  O comprador pode herdar a responsabilidade corporativa por danos causados no passado.     Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

O Ministério do Meio Ambiente responsabiliza-se pelos projetos nacionais. Já os órgãos regionais e municipais cuidam dos empreendimentos de interesse local.    www.analise.com


Legislação

Kazuyoshi Nomachi/Corbis

especial

nEstudos ambientais 

Cada região do país pode tomar decisões sobre seus processos de estudo de impacto ambiental. Muitas regiões, contudo, seguem o modelo nacional de avaliação.  

nRegistros públicos 

Existem dados acessíveis ao público sobre as emissões atmosféricas das plantas industriais, das licenças emitidas e sobre processos de avaliação ambiental. Há, também, registros sobre geração e disposição de resíduos.   

nTempo médio para obtenção de licença

ambiental  A avaliação pelo governo federal é concluída, em média, em 90 dias. Em casos mais complexos, o prazo pode aumentar.   

nQual o período para renovação da licença

ambiental?  As licenças devem ser renovadas em caso de esgotamento da capacidade de aterros sanitários e para a adaptação a novos parâmetros. Mas, em geral, têm validade ilimitada.    nNecessidade de auditoria ambiental  Não é obrigatória, mas a adoção garante alguns benefícios: facilita a renovação de licenças e reduz despesas com a disposição de resíduos.   

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  Sim. O Código Ambiental determina a participação e garante o direito de consulta pública durante o processo de avaliação de empreendimentos.   

nParticipação da sociedade nos órgãos

normativos de meio ambiente  A participação direta da população não está prevista em lei. Contudo, a sociedade toma parte por meio de organizações não governamentais que podem ajudar a elaborar políticas e vetar projetos.    nPrincipais desafios  Especialmente no sul da Itália, a desertificação é uma ameaça crescente para o fornecimento de água potável e também para a agricultura. No norte, é grande o número de terrenos contaminados em antigas áreas industriais. O país também trabalha em programas nacionais para reduzir suas emissões de CO2. A Itália tem sido advertida pela Comissão Europeia em questões relacionadas à proteção de águas e aos resíduos da extração de minérios. O órgão também pede que sejam fortalecidas as leis que tratam de passivos ambientais.

Japão Idade da Legislação ambiental consolidada: 19

anos (1993). 

Estrutura para aplicação das leis: O governo

nacional é o principal gestor da política ambiental. A regulação é tarefa do Ministério do Meio Ambiente. 

nDiretrizes básicas 

As primeiras ações de regulação da questão ambiental ocorreram em 1965, com a criação do Serviço Corporativo de Controle de Poluição Ambiental, do Ministério da Saúde. Contudo, em 1993, com a Lei Ambiental Básica, são estabelecidos os www.analise.com

Um dos principais problemas da Índia, uma das maiores economias crescentes do mundo, é a política de descarte de efluentes ineficiente por parte das empresas do país princípios para a conservação do meio ambiente, identificando-se objetivos de longo prazo, bem como as medidas para alcançá-los. Reconhecemse legalmente a prática da Avaliação de Impacto Ambiental e o princípio do poluidor pagador.     nCompetência  O governo nacional é o principal órgão gestor da política ambiental, mas delega a emissão de permissões a autoridades locais.     nTipo de responsabilidade  Administrativa, civil e penal.    nRegras mais restritivas   Depende do setor em questão, mas normas para contaminação de solo e emissões são as que mais afetam a iniciativa privada.    nPrincipal obstáculo  As agências locais ligadas ao governo nacional têm baixa capacidade de planejamento e atuação na liberação de projetos.    nÓrgãos reguladores   O Ministério do Meio Ambiente é o principal órgão regulador. A ele estão atreladas agências que planejam e executam políticas ambientais em nível local. Os governos locais podem optar por criar órgãos ambientais.    

nComo a sociedade se defende no caso de danos ambientais?  Por meio de promotores públicos.  

nExigência de plano preventivo contra riscos ambientais 

Não há. Contudo, o plano é recomendado pelo governo.   

nAcidentes 

A primeira medida prevista em lei é a de que o governo deve ser informado. Depois disso, o responsável deve reparar o dano e pagar as despesas correspondentes e multas. A legislação também prevê a assinatura de acordo de conduta e a responsabilização criminal.   

nFundos para financiar prevenção e política

ambientais  O governo possui diversos fundos para promover investimentos em tecnologia limpa, para a descontaminação de áreas poluídas e conservação de ecossistemas.    nImpostos e taxas ambientais  Revisão fiscal feita a cada ano incluiu a taxação sobre produtos que causam a emissão de gases de efeito estufa, bem como incentivos a tecnologias limpas. Um exemplo é a redução de impostos sobre veículos com baixa emissão. Há, também, incentivos para tecnologia de reciclagem de resíduos sólidos.    nVenda de ativos  O comprador possui o direito de exigir informações sobre possíveis passivos ambientais do vendedor. Os governos locais também podem solicitar à empresa que está sendo vendida informações sobre o uso de recursos naturais.    

especial RIO+20

25


especial

legislação

nVenda de ações 

Se a empresa está listada na bolsa de valores, ela deve liberar o acesso a informações ambientais e produzir relatórios para os seus acionistas. A responsabilidade permanece atrelada à empresa mesmo depois de a transação ter sido efetuada.     Licenciamento 

nÓrgãos responsáveis 

O governo nacional é responsável por todos os projetos que necessitam de Avaliação de Impacto Ambiental. As prefeituras participam da fase inicial do projeto com opiniões que são agregadas ao processo de avaliação. Se a administração nacional decidir por dispensar o empreendedor de fazer o Estudo de Impacto Ambiental, a responsabilidade por liberar o projeto passa a ser dos governos locais.     nEstudos ambientais  A Lei de Avaliação de Impacto Ambiental foi aprovada em 1997 e implementada em 1999. Treze tipos de projeto que podem causar um grande impacto no meio ambiente sempre precisam ter estudo ambiental, como no caso de construção de estradas, rodovias, aeroportos e barragens de grande porte. Já a apresentação de estudo de impacto para projetos do mesmo tipo, mas que sejam de menor porte, nem sempre é obrigatória. Sua necessidade é avaliada caso a caso pelas autoridades.     nRegistros públicos  Projetos que passam pelo escrutínio do governo nacional devem ser divulgados à sociedade conforme as etapas de avaliação, segundo a Lei de Avaliação de Impacto Ambiental (1997). Em 2004, foi aprovada legislação que facilita o acesso à informação sobre meio ambiente.   

nTempo médio para obtenção de licença

ambiental  Não há um prazo oficial estabelecido caso o projeto necessite de licença. Contudo, a definição sobre a necessidade de Estudo de Impacto Ambiental é feita em menos de 60 dias.   

nQual o período para renovação da licença ambiental? 

Não existe o procedimento de renovação de licença, pois a avaliação de impacto ambiental é considerada permanente.    nNecessidade de auditoria ambiental  Sim, há. As auditorias ambientais começam a ser conduzidas já na fase de implantação do projeto, com pesquisa sobre as condições ambientais durante as obras.  

nA lei prevê a participação da sociedade no processo de licenciamento? 

Sim. De acordo com a Lei de Avaliação de Impacto Ambiental, qualquer pessoa pode emitir opiniões sobre o projeto dentro de um mês e meio a partir do anúncio da audiência pública.    

nParticipação da sociedade nos órgãos normativos de Meio Ambiente 

O Comitê Central de Meio Ambiente foi criado pela Lei Básica, de 1993. É composto de 80 membros, entre eles pesquisadores.    nPrincipais desafios  Após o desastre na usina de Fukushima, em 2011, 26

Especial RIO+20

cresce o apoio da população para o uso de outras fontes de energia que não a nuclear. Hoje, os reatores japoneses fornecem 30% da eletricidade utilizada. Lidar com a contaminação radioativa após o terremoto é uma prioridade, mas também preocupa a poluição do ar e dos rios que cortam áreas urbanas, lagos e reservatórios. O país precisa ainda lidar com o lixo atômico e combater suas emissões de gases de efeito estufa.   

Reino Unido Idade da Legislação ambiental consolidada: O

país não possui um código de leis unificado para a proteção ambiental.    Estrutura para aplicação das leis: Competên-

cia do governo nacional e autoridades locais. regulação feita pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais; Agência de Meio Ambiente e órgãos locais. 

  nDiretrizes básicas 

O sistema de proteção ambiental britânico baseiase em um grande número de provisões, como a Lei de Proteção Ambiental (1990) e a Lei de Planejamento de Cidades e do País (1990). A Grã-Bretanha adotou boa parte das leis ambientais da União Europeia. Em 2010, novas Regulações de Licenciamento Ambiental ampliaram as de 2007 na Inglaterra e em Gales, que tratavam apenas da prevenção e do controle de poluição e gerenciamento de resíduos. Seu escopo passou, então, a incluir o descarte de água e atividades de lençol freático, substâncias radioativas e várias outras provisões, como a Norma de Resíduos de Mineração.    nCompetência  Governo nacional e autoridades locais.    nTipo de responsabilidade  Criminal, com punição por meio de multas e prisão de até cinco anos. A responsabilidade civil acarreta pagamento por danos causados e, em caso de responsabilidade administrativa, advertências são os casos mais comuns, sendo extremas as situações de fechamento de instalações.     nRegras mais restritivas  Referem-se a emissões de usinas termelétricas e à proibição de geração de energia com carvão mineral.    nPrincipal obstáculo  A Agência Ambiental nem sempre tem os recursos necessários para fazer com que a lei seja cumprida. Portanto, acaba por dar prioridade aos casos mais sérios.     nÓrgãos reguladores   A Agência de Meio Ambiente, que cobre a Inglaterra e o País de Gales, e é responsável pelo Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais. Trabalha em contato com a Agência de Proteção Ambiental Escocesa e o Departamento Ambiental na Irlanda do Norte.   

nComo a sociedade se defende no caso de danos

ambientais?  O secretário de Estado da Agência de Meio Ambiente tem o direito de apelar contra uma licença emitida se julgar que ela não cumpre os requisitos legais. Qualquer interessado tem o direito de parti-

cipar dessa apelação. Organizações não governamentais costumam pressionar por investigações por meio de ações judiciais.

nFundos para financiar prevenção e política

ambientais  Fundo sustentável para reparar danos ambientais causados pela mineração.

nImpostos e taxas ambientais 

São três as principais taxas aplicadas no Reino Unido: sobre emissão de gases de efeito estufa, mineração e disposição de resíduos sólidos. A compra de equipamentos que auxiliem na redução do consumo de recursos naturais pode ser deduzida do Imposto de Renda.    

nExigência de plano preventivo contra riscos

ambientais  O processo de licenciamento segue uma abordagem interativa de prevenção e redução de impactos ambientais negativos. Os solicitantes da licença devem produzir um relatório descrevendo a situação original do local e sempre reportar às autoridades qualquer caso de poluição danosa em potencial para que as medidas de prevenção e descontaminação possam ser tomadas em tempo hábil.     nAcidentes  Todas as empresas que lidam com cargas tóxicas devem ser cadastradas nas autoridades ambientais. Em caso de acidente, os responsáveis estão sujeitos a prisão e são obrigados a recuperar as áreas afetadas.    nVenda de ativos  Não há obrigação para a abertura de informações relacionadas ao meio ambiente. Contudo, o vendedor pode ser processado se levar o comprador a adquirir uma instalação contaminada. Em princípio, toda a responsabilidade por passivos ambientais recai sobre os antigos proprietários.    nVenda de ações  Na compra de participação acionária, o comprador adquire também o passivo ambiental da companhia.     Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

Agência Ambiental e autoridades regionais e locais.    nEstudos ambientais  A avaliação de impacto ambiental é uma obrigação desde 1999. As empresas só podem operar se submeterem um relatório de impacto ambiental às autoridades locais.     nRegistros públicos  Tanto a Agência de Meio Ambiente quanto as autoridades regionais e locais são obrigadas a ter registros públicos sobre informações ambientais.   

nTempo médio para obtenção de licença

ambiental  Projetos normais são analisados, em média, em seis meses. No entanto, grandes empreendimentos com um alto impacto ambiental em potencial passam por uma análise rigorosa, o que pode levar mais tempo.   

www.analise.com


especial

nQual o período para renovação da licença ambiental? 

Uma condição que limite o tempo da licença pode existir, caso as autoridades julguem que isso seja necessário para prevenir danos à saúde humana ou ao meio ambiente. Normalmente, contudo, as licenças são emitidas por um período de tempo ilimitado e podem ser transferidas de um operador para o seu sucessor, contanto que certas exigências legais sejam cumpridas. Os operadores das instalações são obrigados a reportar qualquer poluição causada por sua atividade para dar condições às autoridades de decidir sobre quais medidas tomar, incluindo a possível revogação da licença emitida.

nNecessidade de auditoria ambiental 

Os empreendedores devem mandar relatórios constantemente às autoridades sobre a poluição gerada por suas atividades.   

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  O país segue a diretiva européia Regulação de Informação Ambiental, de 2004. As autoridades são obrigadas a organizar os dados solicitados por qualquer pessoa ou instituição e disponibilizá-los, normalmente, dentro do prazo de 20 dias. Tais solicitações só podem ser negadas por um número limitado de razões. Os interessados também podem participar da apelação de um solicitante contra uma decisão que lhe negou a licença e submeter seus comentários em audiências públicas. Além disso, quanto aos estudos de impacto ambiental, o público pode submeter suas opiniões por escrito sobre o projeto em questão.   

nParticipação da sociedade nos órgãos normativos de Meio Ambiente 

Não há.   

nPrincipais desafios 

Diminuir a emissão dos gases de efeito estufa e encorajar o uso de energia renovável. O Reino Unido instituiu um “imposto de mudança climática” sobre o consumo de combustíveis fósseis e tem incentivado o uso de energias limpas. O Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais redigiu um projeto de lei que visa reduzir as emissões de CO2 em 60%, por volta do ano 2050.  

Rússia Idade da Legislação ambiental consolidada: 21

anos (1991).  

Estrutura para aplicação das leis: Competên-

cia dividida pelas autoridades federais, regionais e locais.  

nDiretrizes básicas  

A Lei de Proteção Ambiental, aprovada em 1991, divide as responsabilidades para o controle ambiental entre os níveis federal, regional e local e cria o sistema de taxas de poluição, que são a fonte orçamentária para políticas de meio ambiente e para os órgãos executores. A lei também instala o procedimento de avaliação ambiental para a liberação de projetos. Visando ao consumo eficaz, o país adotou, em 1996, a Lei Sobre Conservação de Energia, que falhou em obter resultados significativos. Em 2009, com o mesmo propósito, aprovouse a Lei para Eficiência Energética.    www.analise.com

nCompetência  

Dividida entre os níveis federal, regional e local.     nTipo de responsabilidade  A Lei de Proteção Ambiental não faz referência às leis penais e civis que guiam a responsabilização. No entanto, estabelece que as pessoas culpadas por uma violação serão responsabilizadas administrativa e criminalmente.     nRegras mais restritivas  Os padrões de concentração de poluentes são considerados rígidos por serem extremamente baixos.    nPrincipal obstáculo  O grande número de atores envolvidos na criação da legislação- que vai desde o presidente até governos regionais e locais- contribui para a fragmentação e inconsistência do arcabouço legal. Além disso, as medidas nas políticas propostas parecem ser insuficientes para alcançar as metas de eficiência energética, assim como o orçamento destinado para sua implementação.    nÓrgãos reguladores   Em nível federal, o Ministério de Recursos Naturais possui agências para cada tema (subsolo, gerenciamento ambiental, florestas e recursos hídricos). Em nível local, existem os Comitês Regionais de Proteção Ambiental. Em 2009, foi criada a Agência de Energia Russa, responsável pela Estratégia de Eficiência Energética até 2020.   

nComo a sociedade se defende no caso de danos ambientais? 

As organizações da sociedade civil são as mais atuantes nas denúncias de dano ambiental. O procurador-geral da Federação Russa é responsável por investigar casos de violação nas avaliações de impacto ambiental.   

nExigência de plano preventivo contra riscos ambientais 

Sim, onde houver risco potencial de contaminação química.   

nFundos para financiar prevenção e política

ambientais  De acordo com a Lei de Proteção Ambiental, os investimentos em proteção ambiental devem ser financiados por um fundo formado com recursos das multas aplicadas por danos ambientais. Em uma resolução de 2010, o governo estipulou financiamento federal para apoiar o programa “Conservação de Energia e Eficiência Energética até 2020”.    nImpostos e taxas ambientais   As taxas mais comuns referem-se a poluentes. Estipulam que o empreendedor pague um imposto por unidade emitida até um limite preestabelecido. Se ultrapassar o limite, o tributo será mais alto.  

nAcidentes 

Em caso de poluição hídrica e contaminação de solo, o empreendedor é obrigado a reembolsar o Estado pela limpeza.    nVenda de ativos  Não existem, nas leis, artigos que definam, com clareza, como a questão ambiental deve ser tratada em transações comerciais. Tampouco existe a obrigação para a abertura de dados ambientais.    

Legislação

nVenda de ações 

De acordo com a determinação de responsabilidade ambiental na Lei de Proteção do Meio Ambiente, a responsabilidade pertence aos culpados pelo dano ambiental.    Licenciamento 

  nÓrgãos responsáveis 

A responsabilidade por avaliar o impacto ambiental de atividades econômicas é genericamente imputada a todo o Estado russo. Contudo, a maior parte das avaliações é feita pelo governo federal. A cada projeto deve ser formado um Conselho Especialista Ecológico do Estado, que avaliará os documentos do processo.     nEstudos ambientais  A Lei de Avaliação de Impacto Ambiental (1995) instituiu o Estudo de Impacto Ambiental, que se destina a avaliar projetos privados. Existe, também, a Avaliação Estratégica de Impacto, que geralmente é feita por governos locais.   

nRegistros públicos 

A Lei de Proteção Ambiental dá direito aos cidadãos de requererem informação sobre poluição de agentes públicos. A Lei da Informação da Federação Russa (1995) facilita a publicação de dados pela administração pública. Entretanto, a própria Lei de Avaliação de Impacto Ambiental cria exceções e, na prática, os registros públicos muitas vezes não estão disponíveis para a população.   

nTempo médio para obtenção de licença

ambiental  O tempo para emissão será determinado pelo Conselho Especialista Ecológico do Estado mas, em média, a avaliação do processo é feita em um ano.   

nQual o período para renovação da licença

ambiental?  As licenças não precisam ser renovadas.    nNecessidade de auditoria ambiental  Sim. O monitoramento do desempenho ambiental é feito pelas próprias empresas e reportado às agências ligadas ao Ministério de Recursos Naturais.   

nA lei prevê a participação da sociedade no

processo de licenciamento?  Sim. Uma determinação governamental de 2000 prevê que deve haver consulta pública no processo de avaliação ambiental.   

nParticipação da sociedade nos órgãos

normativos de meio ambiente  Por meio dos conselhos de especialistas, a sociedade tem participação deliberativa nas decisões ambientais.    nPrincipais desafios  Melhorar a eficiência energética de sua economia altamente emissora de carbono com mecanismos para precificar o impacto negativo do uso de combustível fóssil. Para tanto, é preciso pôr em prática medidas como a cobrança de tributos e de sistemas de limitação de emissões e de comércio de licenças de emissão. O país tem uma das mais altas taxas do mundo de mortalidade prematura devido à poluição do ar, significativa contaminação de terra com metais pesados em áreas residenciais e alta poluição em sua água potável.  0

especial RIO+20

27


BRASIL: DA ECO-92 À RIO+20

SiStema de Saúde English version page 144

O

Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro atende cerca de 125 milhões de pessoas, o equivalente a 65% da população nacional. Em 1988, o atendimento chegava a 30 milhões de brasileiros: ao redor de 22% da população total da época. O SUS conta com 6,1 mil hospitais credenciados e rea-

liza, por ano, quase dez milhões de procedimentos de quimioterapia e radioterapia, 230 mil cirurgias cardíacas e 20 mil transplantes. Um dos destaques do sistema é o programa Programa Nacional de DST e Aids, considerado o mais avançado do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e um destaque mundial na luta contra o HIV.


evelson de freitas/ae

3bi 45mil 163mi

de procedimentos ambulatoriais são feitos todo ano, suficiente para atender 40% da população global

postos e centros de saúde faziam parte do SUS em 2012. Em 1990 eram 23 mil

de medicamentos antirretrovirais foram produzidos no Brasil em 2011, ante 36 milhões em 1996

ALA InfAntIL DO InStItutO DO CORAçãO (InCOR), nO hOSpItAL DAS CLínICAS, Em SãO pAuLO


avaliação setorial

2

o indice anAlise de gestão ambiental

Desempenho do setor produtivo brasileiro

32

Práticas de gestão ambiental

36

Relacionamento com stakeholders

42

Certificação ISO 14001

46

Uso e gestão da água

50

Eficiência energética

56

Fontes renováveis de energia

60

Gerenciamento de resíduos

64

Emissões e clima

70

Preservação de áreas verdes

74


AVALIAÇÃOSEtorial SETORIAL Avaliação

índice compara desempenho do setor produtivo A Análise Editorial desenvolveu indicador a partir dos dados coletados entre 2007 e 2011 em mais de 3 mil entrevistas com companhias brasileiras; avaliação mostra o avanço das empresas em nove pontos fundamentais da gestão ambiental corporativa

A

English version page 148

té os anos 1960, a questão ambiental era um tema de interesse restrito a pequenos grupos, como o de ecologistas, considerados então visionários entretidos com temas que não faziam parte dos problemas concretos da sociedade. Muita água passou por debaixo dessa ponte e, hoje, a questão ambiental ocupa o topo da lista dos assuntos que mobilizam o planeta. A ocorrência de desastres ambientais provocados por fenômenos naturais – como chuvas excessivas, invernos rigorosos e secas prolongadas – tem crescido à medida que a própria urbanização se acelera. Apesar disso, levantamentos substanciais de práticas ambientais são escassos, e para lidar com a grave crise ambiental que está aí e assola todos nós é preciso saber o que está sendo feito. Movida, portanto, por essa urgência, a Análise Editorial foi pioneira em pesquisar em profundidade as práticas ambientais das maiores empresas do Brasil, que vêm sendo publicadas nos anuários ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL desde 2007. Nos levantamentos, as maiores empresas do Brasil são convidadas a responder a um questionário com cerca

32

Especial RIO+20

de 70 perguntas, que traçam seu perfil, quais os procedimentos adotados e como organizam sua gestão ambiental. Nesta edição especial de ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL, a Análise Editorial foi além e, pela primeira vez, utilizou todos os dados de pesquisa coletados entre 2007 e 2011 para publicar aspectos específicos das práticas ambientais desenvolvidas pelas maiores companhias do Brasil, a partir de recortes setoriais e de ramos de atividade econômica. Para comparar o avanço da implementação de práticas de gestão ambiental em cada ramo, desenvolvemos um índice baseado nas informações obtidas em nossa pesquisa (saiba mais na página 10). Assim, foi possível verificar quais segmentos se destacam, quais avançaram mais e quais ainda têm desafios pela frente. Dividimos o trabalho em nove grupos temáticos: estrutura de gestão ambiental, relacionamento com stakeholders, ISO 14000, uso da água, eficiência energética, uso de fontes renováveis de energia, gerenciamento de resíduos, políticas referentes a emissões atmosféricas, e conservação de áreas verdes. As respostas das empresas ganharam um peso específico de acordo com seu ramo, envolvendo critérios

como potencial poluidor e dificuldade de implantação das medidas. Dessa maneira, é possível comparar o desempenho dos 28 ramos econômicos analisados na pesquisa em cada um dos nove grupos temáticos. As porcentagens apresentadas sinalizam o quanto um ramo conseguiu em relação ao total da pontuação possível para as respostas, sendo o mínimo zero e o máximo 100%. Os números, inéditos, revelam como a produção brasileira busca a sustentabilidade a partir das questões ambientais. Uma grande e boa notícia – Qua-

se todos os segmentos apresentaram progresso nos temas tratados ao longo dos anos. Na estrutura da gestão ambiental, a média da pontuação alcançada por todos saltou de 78,9%, em 2007, para 83,2%, em 2011. No relacionamento com stakeholders, passou de 37,7% para 41%; uso da água, de 56,6% para 65,4%; eficiência energética, de 39,7% para 45%; gerenciamento de resíduos, de 50% para 54,9%; e uso de fontes renováveis de energia, de 15,3% para 18,4%. No caso de ISO 14000 e políticas referentes a emissões atmosféricas, as amostragens foram consideradas a partir www.analise.com


R. KOLLAR/UN PHOTO

Metade das empresas ouvidas declara ter programa de controle de emissões de gases; mineração é o setor mais bem posicionado

de 2008. Suas médias cresceram, respectivamente, de 24,5% para 32,2% e de 36,9% para 41,8%. A conservação de áreas verdes foi o único tema que apresentou uma ligeira queda, com sua média deslizando de 41,3%, em 2007, para 40,5%, em 2011. Tais médias foram, em geral, ascendentes ano a ano. Contudo, em certos casos apresentaram alguma variação, relacionando-se, em maior ou menor grau, a fatores econômicos – como os advindos da crise internacional iniciada em 2008 – regulatórios, como a entrada em vigor da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010; e à dinâmica dos próprios negócios dos ramos abordados. Este é um ponto primordial a ser considerado nesta apresentação. O fato de um segmento não se destacar muito em determinado tema não significa, necessariamente, que a questão em pauta está sendo ignorada por aquele grupo econômico. Os assuntos mais diretamente ligados às atividades de um determinado setor recebem www.analise.com

mais atenção do que os não tão relacionados ao seu processo produtivo. O próprio arcabouço das leis ambientais prevê enfoques específicos para os diferentes casos. Em outras pa-

64 %

das empresas entrevistadas em 2011 possuem uma política ambiental integrada com as demais políticas da companhia

lavras: não se pode esperar que o setor de bancos, por exemplo, apresente um sistema de controle de resíduos complexo e sofisticado como o de petró-

leo e gás, obrigado a lidar em seu dia a dia com rejeitos que exigem processamento especial em seu descarte. Da mesma forma, ramos nos quais existem empresas cujas atividades implicam desmatamento ou uso de solo terão uma performance mais significativa, por exemplo, em plantio de árvores. É o caso de mineração e açúcar e álcool, que registram os desempenhos mais altos quando somada a pontuação de todos os anos. O primeiro segmento registrou 74,5% dos pontos possíveis da somatória das respostas, e o segundo, 69,1%. Quando a performance dos ramos é analisada por esse enfoque, ou seja, os que obtiveram os melhores scores durante toda a amostragem, nota-se, em geral, que entre os cinco primeiros colocados sempre se encontram alguns setores com alto impacto ambiental. Mineração, por exemplo, alcançou a pontuação mais alta em todos os temas, exceto em fontes renováveis de energia (liderado por açúcar e álcoespecial RIO+20

33


Avaliação SEtorial

ol), relacionamento com stakeholders (energia elétrica) e gerenciamento de resíduos (material de construção e decoração). Entre os cinco primeiros, nos diversos temas, nota-se aqui e ali a presença de metalurgia e siderurgia, química e petroquímica, papel e celulose, e petróleo e gás. Enfoque na evolução – Optamos por

dar o enfoque editorial não aos melhores absolutos de cada tema, mas, sim, aos que apresentam a melhor evolução ao longo dos cinco anos de dados analisados. O motivo é simples. Já se espera dos setores de maior impacto, até por uma questão de cumprimento de leis específicas, um sistema de gestão ambiental mais bem implementado e mais eficiente em todos os seus aspectos. Por outro lado, ao mostrarmos os que mais estão evoluindo em determinados aspectos conseguimos desvendar as tendências e os caminhos trilhados pelas empresas nas mais variadas práticas ambientais. Vemos, assim, que a Política Nacional de Resíduos Sólidos já transparece na performance de setores como o de eletroeletrônica e de construção e engenharia. Tendo de lidar com grande quantidade de lixo eletrônico e resíduos dos canteiros de obras, respectivamente, ambos trabalham agora com a logística reversa instituída pela nova lei. Passaram, assim, a ter a obrigação de implantar procedimentos para retorno desses descartes, com a consequente e indispensável destinação final adequada. No que diz respeito a áreas verdes, por exemplo, chama a atenção agora a

Os maiores avanços no índice da Análise Os três temas em que as empresas mais avançaram de 2007 a 2011 Uso da água

+8,84pp

Eficiência energética

Políticas de gestão

+5,26pp

+4,38pp pp pontos percentuais

34

Especial RIO+20

tendência de companhias com médio impacto ambiental – que não enfrentam grandes pressões no assunto – estarem se dedicando a elas, assim como, em fontes renováveis de energia, o fato de o empresariado estar utilizando mais a energia solar em suas instalações, além dos também preferidos recursos hídricos e biocombustíveis. Outra questão a ser notada é que as companhias que administram concessões rodoviárias aparecem entre os ramos que mais avançaram em cinco dos nove assuntos apresentados – stakeholders, gestão ambiental, resíduos, água e eficiência energética. Com o advento das privatizações, o segmento começou praticamente do zero na implementação de várias práticas de controle ambiental. O fato de estar entre os que mais evoluíram, portanto, não o coloca nem de longe entre os melhores desempenhos, já que começou o período a partir de uma pontuação muito baixa. Só para se ter uma ideia, na lista de 2011 vem em 21º lugar, no quesito água. Ou seja, ainda há muito espaço para crescer nas diversas práticas. Estabilidade – Há, também, de ser observada aqui a situação de alguns ramos que já se encontram com determinadas práticas estabilizadas em um patamar compatível com suas atividades. Sendo assim, não aparecem nem entre os que mais evoluíram, nem entre os que alcançaram a melhor pontuação em 2011. É o caso, por exemplo, de açúcar e álcool, que consta em nono lugar na categoria de fontes renováveis de energia em 2011 e não figura entre os que mais evoluíram. Contudo, quando se considera a soma das pontuações de todos os anos, aparece em primeiro lugar. O setor se destaca pelo uso da biomassa (bagaço de cana) em suas caldeiras para produzir energia. Situação parecida é a de papel e celulose, que surge na 13a colocação na lista de uso da água de 2011. O segmento já está com seu sistema de gerenciamento implementado nesse quesito e não se destaca mais. Tal estabilidade levou-o, também, a figurar entre os que menos evoluíram no tema emissões atmosféricas. Ocorre, entretanto, que na classificação em que se considera a soma das pontuações de todos

Número de empresas participantes O avanço do número de companhias que responderam ao levantamento

840

840

824

730

730

620

620

510 510 400 2007

2011

os anos, as empresas de papel e celulose aparecem em terceiro lugar. Cruzamentos – O cruzamento dos dados apurados nos cinco anos consecutivos de pesquisa para a publicação ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL possibilita tirar uma série de conclusões a respeito da implementação de políticas ambientais. Um exemplo é que os ramos de empresas que mais evoluíram no gerenciamento de resíduos (transporte e logística, concessões rodoviárias, e construção e engenharia) encontram-se, também, entre os que mais avançaram na estruturação de sua gestão ambiental. O mesmo acontece com comércio varejista, que se destacou em políticas referentes a emissões atmosféricas. Uma coisa, por assim dizer, leva à outra. Verificou-se, também, que não existe, necessariamente, uma relação direta entre as empresas que fazem gestão e as que se certificam. O ramo de educação foi o que menos evoluiu no tema ISO 14000, mas, ao mesmo tempo, foi o segundo que mais avançou na estrutura de gestão ambiental. Obviamente que a certificação tem o seu valor ao mostrar uma preocupação com o meio ambiente, que agrega valor aos produtos da empresa. Pode representar uma coroação a seus esforços no gerenciamento de riscos ambientais ou uma ferramenta de negócios, já que sem ela alguns setores enfrentam dificuldades até para conseguir empréstimos bancários. Contudo, há quem simplesmente não precise da certificação para realizar seus negócios. www.analise.com


Avaliação SEtorial

Comparativo – Os dados colhidos pela Análise Editorial mostram que a gestão ambiental se consagrou como uma questão primordial dentro das empresas brasileiras. Considerando-se a pontuação máxima obtida, em 2011, por todos os ramos pesquisados nos nove temas abordados, a estrutura de gestão ambiental ficou em primeiríssimo lugar, com 94% do total da pontuação possível para as respostas. O segundo tema em que os segmentos mais investiram foi uso da água, com 93,1%, e o terceiro, eficiência energética, com 79,9%. Em seguida vieram áreas verdes (75,1%), gerenciamento de resíduos (72,8%), controle de emissões atmosféricas (65,5%), ISO 14000 (63,7%), relacionamento com stakeholders (63,3%) e fontes renováveis de energia (36,4%). É importante dizer aqui que, com a apresentação dos números da pesquisa, não se tenciona, em momento algum, simplesmente apontar quem adota ou não uma ou outra prática. Como já dissemos, as ações abordadas nos temas são aplicadas de acordo com vários fatores, como a ligação que têm com o processo produtivo das empresas. Nosso objetivo é, portanto, contribuir para o debate ambiental e sinalizar tendências, até como uma ferramenta para o próprio empresariado saber o que está sendo feito e onde seu determinado negócio se situa nesse cenário. Trata-se de uma equação que visa criar o equilíbrio entre a manutenção da rentabilidade e a redução do impacto ao meio ambiente. Os números aqui apresentados demonswww.analise.com

jonne roriz/Ae

Outra correlação interessante aparece ao se cruzar dados dos temas eficiência energética e uso de fontes renováveis de energia. Onde há grande quantidade de energia disponível para o processo produtivo com o uso da biomassa, por exemplo, o nível de eficiência energética é menor. Ou seja, quando se tem algo de sobra, não é necessário controlar tanto. Este é o caso dos que contam com grande disponibilidade de resíduos agrícolas para jogar em suas caldeiras, como papel e celulose e açúcar e álcool. Eles ocuparam, respectivamente, a 21a e a última posição na lista de 2011.

Indústria farmacêutica destaca-se entre setores de maior pontuação nos temas: ISO 14000, relacionamento com stakeholders, eficiência energética e controle de emissões

tram, em primeiro lugar, a derrocada da falsa ideia de que a responsabilidade ambiental se traduz necessariamente por um custo adicional e, segundo, enfatizam a viabilidade econômica das atividades empresariais que induzem à sustentabilidade. Nas próximas páginas, o leitor poderá consultar uma análise detalhada do avanço e dos principais pontos de companhias de 28 ramos econômicos nos nove temas analisados na pesquisa. Entre 2007 e 2011, a Análise Editorial realizou mais de três mil entrevistas com empresas entre as 1.500 maiores do Brasil em receita líquida. Essas companhias responderam a um questionário extenso e detalhado a respeito de suas políticas de gestão ambiental.

E enquanto em número de empresas a pesquisa representa uma pequena parcela do empresariado brasileiro (em 2011 foram 830 companhias que efetivamente responderam à pesquisa), é importante lembrar que essas companhias estão entre as maiores do país e representam os maiores multiplicadores de boas práticas em suas respectivas cadeias de valor. As 1.800 empresas buscadas em 2011, por exemplo, representam mais de 60% do PIB brasileiro. Os dados apresentados a seguir são, portanto, um indicador valioso para entender de que maneira as preocupações de outrora e as leis vêm se materializando nas práticas das companhias brasileiras, além de mostrar onde os avanços ainda estão por vir. 0 especial RIO+20

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Marcos de Paula/AE

gestão ambiental

Obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro: ramo da construção registra o maior avanço nas ações de gestão ambiental

A busca por metas ambientais tornou-se regra e não exceção A instituição de políticas formais de gestão ambiental foi o aspecto que mais avançou entre as companhias brasileiras de 2007 a 2011 na comparação entre os nove temas analisados nesta edição English version page 152

O índice de 2007 a 2011

19

ramos avançaram em gestão ambiental

6

ramos ficaram estagnados

o

3

ramos regrediram

 s dados colhidos de 2007 a 2011 pela Análise Editorial mostram que o sistema de gestão ambiental se consagrou como um aspecto essencial da própria governança cor-

36

Especial RIO+20

porativa. Não apenas pelas razões de responsabilidade social e cuidados com o meio ambiente, mas também por uma visão estratégica: as companhias que incorporam ao seu dia a dia práticas ambientais mais desenvolvidas agregam valor e segurança a seus ativos e proporcionam maior retorno aos investidores. E o empresariado brasileiro tem pagado para ver.. Considerando-se a pontuação máxima obtida por todos os ramos econômicos pesquisados nos nove temas abordados, a definição de uma política ambiental corporativa no período ficou em primeiro lugar, com 94% do total da pontuação possível após as

maiores empresas do país responderem a um questionário sobre suas práticas ambientais. A metodologia para a formulação do índice considera quais são as práticas adotadas pelas companhias no que diz respeito a implementação de uma política ambiental, a sua relevância dentro do organograma da empresa, qual o nível de conhecimento dos impactos ambientais da atividade da companhia e quem é responsável pelos resultados. A relevância de cada ação é medida de acordo com o impacto específico para cada um dos 28 ramos de atuação analisados, o que permite comparar atividades econômicas diferentes. www.analise.com


gestão ambiental

Nesse estudo inédito e exclusivo, a Análise Editorial mostra que todos os cinco segmentos que mais evoluíram no tema nos últimos cinco anos implementaram, de maneira documentada, mais programas de gestão voltados para a melhoria de objetivos e metas ambientais. Não é pouca coisa. Entre os cinco que mais avançaram, o setor de construção e engenharia aparece em primeiro lugar, com um aumento significativo na implementação da estrutura de gestão ambiental. Em 2007, atingiu 77,6% do máximo possível de pontuação no questionário e 91,4% em 2011 (+13,7 pontos percentuais). O número de empresas que reconheceram ter uma política ambiental integrada com as demais políticas da empresa passou de 60%, em 2007, para 94,7%, em 2011. Já as que declararam ter a responsabilidade pela gestão declarada no organograma pularam de 66,7% para 94,7%. Os impactos ambientais dos processos, atividades e serviços da empresa são conhecidos pela administração, de acordo com 73,3% dos respondentes em 2007, e 96,5% em 2011. E a implementação de programas de gestão que buscam a melhoria de objetivos e metas passou de 60% para 89,5% delas no período. De acordo com especialistas consultados pela Análise Editorial, o aumento dos números do ramo de construção e engenharia deve-se, em parte, a uma grande pressão de mercado para a realização de construções sustentáveis e da legislação de âmbito federal e, até, municipal. A aprovação da nova Lei de Resíduos Sólidos, de 2010, já pode ter influenciado o desempenho do setor, que naquele mesmo ano registrou um aumento em sua porcentagem do total de respostas possíveis para 90,1%, ante 84,4% de 2009. Em segundo lugar, veio o ramo de educação, com um total de respostas possíveis indo de 63,8% para 76,3% (+12,5 pontos percentuais). Aí a evolução em gestão pode estar ligada a dois fatores: a conscientização sobre a importância da gestão ambiental, não só como ferramenta de governança empresarial, mas também na construção de uma mentalidade voltada para a sustentabilidade. O número de empresas do setor que declararam ter a www.analise.com

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram nas práticas de gestão ambiental entre 2007 e 2011

Os que mais avançaram 92 92%

Construção e Engenharia +14

86 86

Transportes e Logística +10 Concessões Rodoviárias

80 80

+12

educação +12

74 74

Comércio Varejista 68 68

+10

62 62 2007

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2007 a 2011

Os que menos avançaram 92% 92

Plásticos e borracha

86 86

80 80

(-0,5)

telecomunicações

(-1)

74 74

serviços Médicos

(-2)

Banco (-10)

68 68

Comércio Atacadista

(-6)

62 62 2007

2008

2009

2010

2011 especial RIO+20

37


gestão ambiental

responsabilidade pela gestão definida em organograma passou de nenhuma, em 2007, para 62,5%, em 2011. Os impactos ambientais dos processos da empresa são conhecidos pela administração segundo 33,3% dos participantes, em 2007; e 50%, em 2011. E a implementação de programas de gestão que buscam a melhoria de objetivos e metas pulou de 33,3% para 75% das empresas no período. Em seguida, em terceiro lugar, aparece o ramo de concessões rodoviárias, com um aumento da porcentagem do total possível de respostas de 68,9%, em 2007, para 81%, em 2011 (+12,1 pontos percentuais). De acordo com consultores de mercado, a exigência de editais de concessões influenciou tais resultados, assim como a pressão de consumidores – que pedem melhoria das estradas e redução de acidentes – e dos exigentes contratos de transporte para produtos perigosos. Há, também, o caso de rodovias que têm grande sensibilidade ambiental, como o caso da Ecovias, no estado de São Paulo, e da Rota dos Coqueiros, em Pernambuco. Os respondentes que reconheceram ter uma política ambiental específica passaram de nenhum, em 2007, para 45,8%, em 2011. Os impactos ambientais dos processos, atividades e serviços da empresa são conhecidos pela administração, de acordo com 75% dos respondentes, em 2007, e 91,7% em 2011. E a implementação de programas de gestão que buscam a melhoria de objetivos e metas passou de 25% das companhias para 87,5% delas no período.

Ramos partiram de patamar alto em 2007

De olho nos fornecedores Cresce fatia de empresas que exigem comprovação de práticas ambientais 5858

56%

58%

5454

54

5050

50

4646

46

4242

2007

38

2011

Especial RIO+20

O aumento dos resultados do ramo de comércio varejista, em quarto lugar, pode ser explicado, por exemplo, com a promoção de produtos rastreáveis para garantir a qualidade desde a produção até o transporte dos alimentos. O segmento teve um aumento da porcentagem do total possível de respostas de 62%, em 2007, para 71,9%, em 2011 (+9,9 pontos percentuais). As empresas que afirmaram ter uma política ambiental específica para o meio ambiente cresceram de 20%, em 2007, para 52,2%, em 2011. Já 40% delas reconheceram, em 2007, implementar programas voltados para a melhoria de objetivos e metas, enquanto 56,5% fizeram o mesmo em 2011. Em quinto lugar, vêm o setor de transportes e logística, registrando 73% da pontuação máxima, em 2007, e 83%, em 2011 (+10 pontos percentuais). O número de empresas que reconheceram ter uma política ambiental integrada com as demais políticas da empresa passou de 52,4%, em 2007, para 68,4%, em 2011. As com política específica subiram de 9,5% para 21,1%. Já os participantes que declararam ter a responsabilidade pela gestão declarada no organograma foram de 66,7% para 84,2%. Os impactos ambientais dos processos, atividades e serviços da empresa são conhecidos pela administração, de acordo com 76,2% dos respondentes, em 2007, e 84,2%, em 2011. Finalmente, a implementação de programas de gestão passou de 57,1% das companhias para 73,7% delas no período.

A questão da desaceleração nos sistemas de gestão ambiental pode estar ligada a vários fatores. Determinadas empresas começaram em um patamar muito alto e diminuíram o ritmo de algumas práticas posteriormente, outras estão estabilizadas e há, ainda, as que não sofrem grande pressão da sociedade, inclusive em termos de legislação, porque não causam grande impacto ambiental. Cada caso, portanto, deve ser visto dentro de uma perspectiva que envolva esses fatores. Entre os

Quem cuida da gestão ambiental Departamento dentro das empresas ao qual a área de gestão se reporta

Vicepresidência

Outros

6% 9%

Gerência 15% Presidência

51%

Diretoria

19%

que menos evoluíram, vem bancos, em 28º lugar, com 84,4% do total de respostas possíveis em 2007, declinando para 74,1%, em 2011 (-10,3 pontos percentuais). No entanto, como se vê, começou o período em um ritmo bem elevado. A média de pontuação em 2007 dos 28 setores para gestão ambiental era de 78,9%. O setor de bancos, portanto, estavam 5,5 pontos percentuais acima daquele patamar, sendo conhecido por fomentar consideravelmente a gestão ambiental com financiamentos para gerenciamento de resíduos, entre outros. Em seguida, aparece comércio atacadista, cuja porcentagem caiu de 70% para 63,75%, entre 2007 e 2011 (-6,25 pontos percentuais). Quando perguntadas se possuíam política ambiental, as empresas dos ramos, entretanto, registraram avanços. Em 2007, 50% delas responderam que possuíam uma política, e que ela estava integrada às demais políticas da empresa. Essa taxa subiu para 62,5% em 2011. Além disso, o número de participantes que disseram ter uma política específica para meio ambiente saltou de nenhum para 12,5% no período. Serviços médicos, em 26º, deslizou de 75,6% para 73,8% (-1,8 ponto percentual). Seus destaques em melhora na gestão foram em política ambiental, quando o número de empresas que reconheceram ter política ambiental específica subiu de nenhum, em 2007, para 10,5%, em 2011; e a implementação de programas de gestão voltados para a melhoria de objetivos e metas. Estes receberam a adesão de 60% das www.analise.com


gestão ambiental

companhias, em 2007, e 73,7%, em 2011. O próximo ramo, em 25º, é telecomunicações, cuja pontuação caiu de 77,3% para 76,3% (-1 ponto percentual) e, finalmente, plásticos e borracha, indo de 87,5% para 87%. Entretanto, como se vê, pelo seu início com uma alta porcentagem e diminuta variação em ponto percentual, a gestão ambiental em plásticos e borracha já está consolidada. Daí, portanto, estar no grupo dos que menos evoluíram no período.

Política ambiental é comum entre maiores empresas Quando analisamos os segmentos por sua performance no ano de 2011, percebemos o quanto as empresas têm se empenhado em evoluir em sua gestão ambiental. Dos 28 ramos, 19 deles aparecem na lista com uma pontuação acima de 80%, e outros oito acima de 70%. Mineração vem em primeiro lugar, com 94% do total possível de respostas. Os impactos ambientais dos processos, atividades e serviços da empresa são conhecidos pela sua administração, de acordo com 96,3% dos respondentes, e a implementação de programas de gestão que buscam a melhoria de objetivos e metas foi abraçada por 92,6% das companhias. Eletroeletrônica ficou em segundo lugar em 2011, com 93,2% do total possível de respostas. O número de empresas que afirmaram ter uma política ambiental integrada com as demais políticas da empresa foi de 66,7%. Já 97,4% delas declararam contar com a responsabilidade pela gestão declarada no organograma, ter seus impactos ambientais conhecidos pela administração e implementar programas de gestão. Em terceiro lugar, veio construção e engenharia, com 91,4% da pontuação, sendo que 94,7% das empresas afirmaram ter uma política ambiental integrada com as demais políticas da empresa e a responsabilidade pela gestão declarada no organograma. Seus impactos ambientais são conhecidos pela administração de acordo com 96,5% dos participantes, e 89,5% deles implementaram programas de gestão buscando a melhoria de objetivos e metas.  0 www.analise.com

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema gestão ambiental, em 2011, para todos os 28 ramos analisados Mineração 94% Eletroeletrônica 93% Construção e engenharia 91% Energia elétrica 91% Bebidas e fumo 91% Farmacêutica e cosméticos 90% Metalurgia e siderurgia 90% Petróleo e gás 89% Veículos e peças 89% Mecânica 88% Papel e celulose 88% Química e petroquímica 88% Material de construção e decoração 88% Plásticos e borracha 87% Transportes e logística 83% Têxtil, couro e vestuário 83% Concessões rodoviárias 81% Alimentos 81% Água e saneamento 80% Açúcar e álcool 78% Telecomunicações 76% Educação 76% Tecnologia da informação 76% Serviços especializados 75% Bancos 74% Serviços médicos 74% Comércio varejista 72% Comércio atacadista 64% especial RIO+20

39


BRASIL: DA ECO-92 À RIO+20

Virada social English version page 156

A

zona rural brasileira agora tem luz. Em 2003, foi inaugurado o programa “Luz para Todos”, que, em dez anos, atendeu cerca de três milhões de famílias e tem a meta de ligar todas as residências do país na rede de energia elétrica até 2014. Em meados de 2012, apenas 1,3% dos domicílios do país não contam com energia elétrica. Em 2003 eram 12%. O programa foi referenciado pela Organização das Nações

Unidas (ONU) e o Brasil já estabeleceu intercâmbios técnicos com pelo menos 17 países na América Latina, África e Ásia para trocar experiência e ajudar a desenvolver iniciativas similares. Na frente social também estão em funcionamento os programas “Minha Casa, Minha Vida” – que oferece crédito habitacional subsidiado – e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo em instituições privadas para a graduação ou formação específica.


vitché palacin/folhapress

CASAS Em PORtO SEguRO, nA BAhIA

1%

dos domicílios rurais do país não possuíam energia elétrica em 2011. Em 2003 eram 80%

1mi

de famílias já foram atendidas no Minha Casa, Minha Vida. A meta é chegar a 2 milhões até 2014

1mi

de jovens receberam bolsas de estudo através do ProUni entre 2004 e 2012


STAKEHOLDERS

companhia aberta se relaciona melhor Setores com grande número de empresas negociadas em bolsa se destacam no relacionamento com seus públicos internos e externos English version page 158

O índice de 2007 a 2011

20

ramos avançaram na gestão de stakeholders

7

1

ramos regrediram

ramo ficou estagnado

A

análise de 28 ramos econômicos na pesquisa realizada pela Análise Editorial de 2007 a 2011 aponta que os segmentos cujas empresas têm ações negociadas em bolsa estão nas melhores posições quando o tema é relacionamento com stakeholders – ou seja, a relação que a companhia mantém com seus funcionários diretos e terceirizados, fornecedores, clientes e comunidades. As companhias foram convidadas a responder a um questionário com perguntas sobre a exigência de comprovação de adoção de procedimentos de gestão ambiental por parte de fornecedores; programas de treinamento e de comunicação relativos à área com todos os participantes; publicação de informações sobre sua própria gestão ambiental; instituições voltadas para o meio-ambiente; parcerias com ONGs e projetos destinados a públicos externos, entre outras. Com base nas respostas, foi criado um índice que vai de 0 a 100% e considera o impacto específico das ações para cada um dos 28 ramos de atuação analisados, o que permite comparar atividades econômicas diferentes. A tendência a respeito das empresas de capital aberto foi detectada tanto na lista de 2011 dos ramos com maiores pontuações no tema (energia elétrica,

42

Especial RIO+20

mineração e bebidas e fumo, entre outros), como também entre os que mais evoluíram desde 2007. No período, as empresas de petróleo e gás registraram a melhor performance, com seu índice passando de 41,2%, em 2007, para 53,9% (+12,7 pontos percentuais). Entre um dos principais avanços nas práticas adotadas por essas companhias está a exigência de procedimentos ambientais por parte dos fornecedores como requisito para contratação. A fatia de empresas que adotaram tal procedimento pulou de 33,3%, em 2007, para 76%, em 2011. O requisito mais comum – assinalado por todas as empresas que exigem procedimentos de alguma forma – é o atendimento da legislação por meio de licenças de operação, transporte e outras. O número de companhias proporcionam treinamento relativo à gestão ambiental subiu consideravelmente. Para funcionários e terceirizados, de 91,7% para 100%, e para a comunidade, de 33,3% para 68%. Apenas para fornecedores a porcentagem de respondentes deslizou de 25% para 16%.

Como as empresas divulgam informações Os três meios mais populares para publicar dados ambientais em 2011 Site da empresa

73%

Relatório anual

59%

Balanço social: Modelo GRI

38%

No que diz respeito a programas de comunicação das ações ambientais a seu público externo, petróleo e gás registraram aumento em quase todos os grupos-alvos. O número de empresas com programas em escolas subiu de 50% para 92% de 2007 a 2011. Em vizinhança, de 58,3% para 76%; para autoridades, de 58,3% para 80%; entidades não governamentais, de 33,3% para 60%; e público em geral, de 41,7% para 64%. Para clientes e fornecedores cujas perguntas foram introduzidas a partir de 2010, essas porcentagens foram de 61,5% a 56% e 50% a 52%, respectivamente. O ramo também investiu na publicação sistematizada de informações sobre sua gestão ambiental, com 75% de participantes assinalando esse item em 2007 e 96% em 2011. As formas que mais cresceram foram o informativo anual à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de 22,2% para 58,3% respondentes; o balanço social modelo Ibase (de 22,2% para 25%) e o site da empresa (de 55,6% para 87,5%). Além disso, a taxa de participantes que possuem parcerias com entidades não governamentais pulou de nenhum para 84% da amostra, e os com projetos ambientais destinados aos seus públicos externos subiram de 66,7% para 96%. O segundo ramo que mais evoluiu no tema stakeholders foi eletroeletrônica, passando de 34,7% do total de respostas possíveis, em 2007, para 46,9%. Ou seja, essa variação positiva de 12,2 pontos percentuais deixou o segmento praticamente empatado com petróleo e gás, com uma diferença inferior a meio ponto percentual. Não é à toa, portanto, que suas respostas demonstraram um alto nível de relacionamento com todos os atores envolvidos no seu dia a dia. O número de empresas que exigem de seus fornecedores uma conduta ambiental adequada antes de contratá-los, por exemplo, cresceu de 50% para 76,9% no período, ao passo que a exigência de forma não sistemática deslizou de 37,5% para 23,1%. O requisito mais pedido, também, foi o atendimento da legislação, assinalado por 100% dos respondentes em 2011. Os que oferecem treinamento de gestão ambiental a funcionários cresceram de 87,5% para 100%; a terceiros, www.analise.com


STAKEHOLDERS

de 81,3% para 97,4%; e a comunidades, de 31,3% para 46,2%. Para fornecedores, esses números ficaram praticamente estáveis em 56,4%. Quanto a programas de comunicação das ações ambientais com seu público externo, eletroeletrônica registrou aumento em todos os grupos-alvos. O número de empresas com programas em escolas subiu de 50% para 66,7%, de 2007 a 2011. Em vizinhança, de 18,8% para 35,9%; para autoridades, de 37,5% para 53,8%; entidades não governamentais, de 25% para 46,2%; e público em geral de 43,8% para 66,7%. Para clientes e fornecedores, essas porcentagens foram de 28,6% para 46,2% e de 28,6% para 56,4%, respectivamente, entre 2010 e 2011. As empresas de eletroeletrônica também têm valorizado a publicação sistematizada de informações, crescendo de 56,3% para 84,6% entre 2007 e 2011. E essa prática ocorre, principalmente, a partir da publicação de relatórios anuais, conforme assinalaram 55,6% das empresas em 2007 e 78,8% em 2011. Quanto a projetos destinados ao público externo, o número de respondentes cresceu de 50% para 64,1% no período.

Esforço para promover ações com a comunidade Em terceiro lugar, veio o ramo de serviços médicos, cuja porcentagem do total possível de respostas evoluiu de 26%, em 2007, para 37,8%, em 2011 (+11,8 pontos percentuais). O segmento destacou-se, em geral, por atividades promovidas para seu público externo, como comunidades e vizinhança. O número de empresas que adotaram o processo de treinamento relativo à gestão ambiental para terceiros foi de 60% para 63,2%; para fornecedores, de 20% para 21,1% e para a comunidade, de 10% para 42,1%. A vizinhança foi o principal alvo de programas de comunicação, uma vez que nenhuma empresa adotava essa prática em 2007, mas, em 2011, 52,6% assinalaram tal alternativa. No início do período, o balanço social era a escolha de 25% dos respondentes para divulgar suas informações ambientais, crescenwww.analise.com

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram nas ações com seus stakeholders entre 2007 e 2011

Os que mais avançaram 65% 65

57

PETRÓLEO E GÁS +13

49

Eletroeletrônica

+12

Açúcar e Álcool +10

41

Concessões Rodoviárias 33

+11

Serviços Médicos +12

25 25 2007

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2007 a 2011

Os que menos avançaram 50% 50

45 45

40 40

Têxtil, Couro e Vestuário (-11) Mecânica (-5)

35 35

Educação (-14) Telecomunicações

30 30

(-8)

Serviços Especializados 25 25

2007

2008

2009

2010

2011 especial RIO+20

(-4) 43


Rodrigo Capote/Folhapress

STAKEHOLDERS

Projeto Tamar em festival da Natura: empresas de cosméticos estão entre as que mais investem no relacionamento com público externo

do para 50% em 2011. Já os que abraçaram tanto o relatório anual como o site da empresa para divulgar informações ambientais foram de 62,5% para 64,3%. A porcentagem de empresas que passaram a promover projetos relacionados ao meio ambiente destinados a seus públicos externos cresceu substancialmente, indo de 20% para 73,7% no período. As empresas de concessões rodoviárias em geral não estão em bolsa, mas têm de entregar muitos relatórios ao poder concedente, além de também promover uma significativa relação com seu público externo. O segmento ocupou o quarto lugar entre os ramos que mais evoluíram no tema, com a porcentagem do total de respostas possíveis passando de 28,3% para 39,4%. Os programas de comunicação voltados para escolas foram implementados por 50% em 2007, e 91,7% em 2011. Para a vizinhança, essa porcentagem pulou de 33,3% para 45,8%. Seguindo a mesma tendência, o número de 44

Especial RIO+20

empresas que passou a ter uma instituição voltada para o meio ambiente cresceu de nenhuma para 8,3% da amostra e parcerias com entidades não governamentais também não existiam e passaram a ser prática de 79,2% das empresas. Os projetos voltados para o público externo saltaram de 75% para 100% das companhias. As empresas

Companhias ganham mais transparência Avanço da fatia de empresas que publicam dados sobre gestão ambiental 77,0

77

75%

74,5

74,5

72,0

72

69,5

69,5

67,0

2007

2011

administradoras de concessões rodoviárias também passaram a publicar mais informações de forma sistemática: de 75% para 91,7% dos respondentes entre 2007 e 2011. Em quinto lugar está o ramo de açúcar e álcool, cujas empresas que começaram a exigir de seus fornecedores comprovação de adoção de procedimentos de gestão ambiental para contratá-los subiram de 15,4% para 20,6% e, de forma não sistemática, de 53,8% para 70,6%. Também chamaram a atenção o aumento das empresas que implementaram programas de comunicação de suas ações ambientais destinados a escolas (de 61,5% para 88,2%), entidades não governamentais (de 15,4% para 44,1%) e público em geral (de 46,2% para 79,4%). Os que formaram parcerias com ONGs também cresceram de nenhum para 38,2% e os que desenvolveram projetos destinados a público externo, de 76,9% para 85,3%. O ramo também tem publicado mais informações www.analise.com


STAKEHOLDERS

de forma sistemática (de 61,5% para 73,5%). O número dos respondentes que adotaram o site da empresa saltou de 50% para 84%, balanços sociais modelos GRI de nenhum para 36% e modelo Ibase de nenhum a 24%.

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema stakeholders em 2011 para todos os 28 ramos analisados Energia elétrica 63% Mineração

Menores índices apostam em parcerias com ONGs A questão do relacionamento com os stakeholders também perpassa pelo tipo de negócio da empresa, que pode se sentir mais ou menos estimulada, ou pressionada, a se relacionar mais com seus participantes. Tendo isso em vista, veremos agora os cinco ramos que menos evoluíram e que, portanto, ainda podem criar várias oportunidades para incrementar esse relacionamento. Em 28º aparece educação, cuja porcentagem do total de respostas possíveis caiu de 47,5%, em 2007, para 33,3%, em 2011. Em seguida vêm têxtil, couro e vestuário (de 47,5% para 36%), telecomunicações (de 38,4% para 30,5%), mecânica (de 39% para 34,4%), e serviços especializados (de 31,2% para 26,7%). Os números, entretanto, mostram avanços em certas práticas nesses segmentos. Por exemplo, cresceram de 30% para 62,5% os respondentes de serviços especializados que puseram em prática programas de comunicação com o público em geral. Em mecânica, as companhias que adotaram tais programas em escolas pularam de 50% para 84,6% e para o público em geral, de 50% para 61,5%. Já em telecomunicações, os que fecharam parcerias com ONGs subiram de nenhuma, em 2007, para 50%, em 2011. No setor têxtil, de couro e vestuário, os respondentes que adotaram programas de comunicação com o público em geral passaram de 53,8% a 56,3%. E na área de educação, os que fecharam parcerias com ONGs foram de nenhuma, em 2007, para 37,5%, em 2011. Se considerarmos a pontuação máxima obtida por todos os nove tópicos abordados desde o início do levantamento da Análise Editorial, vemos que stakeholders ocuparam o 7º lugar, com 63,3% do total da pontuação possível para as respostas.  0 www.analise.com

60% Bebidas e fumo 54% Petróleo e gás 54% Farmacêutica e cosméticos 48% Eletroeletrônica 47% Material de construção e decoração 46% Água e saneamento 45% Papel e celulose 44% Metalurgia e siderurgia 43% Veículos e peças 43% Química e petroquímica 41% Plásticos e borracha 40% Açúcar e álcool 40% Concessões rodoviárias 39% Alimentos 39% Construção e engenharia

93%

das empresas de água mantêm programas de comunicação com escolas e com o público em geral

39% Comércio varejista 38% Serviços médicos 38% Transportes e logística 36% Têxtil, couro e vestuário 36% Mecânica 34% Tecnologia da informação 34% Educação 33% Bancos 33% Telecomunicações 31% Serviços especializados 27% Comércio atacadista 22%

50%

das empresas de comércio atacadista não publicam dados sistemáticos sobre sua gestão ambiental especial RIO+20

45


iso 14000

adoção de normas da série ISO avança Os índices de certificação e aplicação de normas da série ISO 14000 foi o tema em que o maior número de ramos avançou de 2008 a 2011 English version page 162

O índice de 2008 a 2011

23

ramos avançaram na certificação ISO 14001

0

nenhum ramo ficou estagnado

A

4

ramos regrediram

Rodrigo Capote/Folhapress

certificação de companhias através da ISO 14001 manteve uma ligeira tendência de alta entre 2008 e 2011. No primeiro ano da pesquisa realizada pela Análise Editorial, 48% das

companhias consultadas afirmaram ser certificadas e outras 13,6% que estavam passando pelo processo para obter o certificado. Em 2011, 53,3% tinham a certificação e 11,8% estavam no caminho para obtê-la. Os ramos que mais evoluíram na certificação também estão adotando cada vez mais outras normas da família ISO 14000. Trata-se de uma notícia relevante nesse desafio de criar o equilíbrio entre a manutenção da rentabilidade e a redução do impacto ambiental.. A ISO 14001 foi criada para auxiliar as empresas a identificar e a manejar seus riscos ambientais, com o comprometimento de toda a organização.

Para tanto, requer planejamento de implementação e operação, verificação e ações corretivas, além da constante análise crítica administrativa. Em outras palavras, é uma norma de gerenciamento e sua certificação atesta que a organização possui responsabilidade ambiental, valorizando, assim, seus produtos e marcas. Com a certificação em mãos, o empresário demonstra, tanto para órgãos reguladores como para o governo, seu comprometimento em obter conformidade legal e regulatória. E, além disso, reduz potencialmente seus custos de seguros por responsabilidade pública. Em 1996, foi emitido o primeiro certificado em conformidade com a ISO 14001 no Brasil. Entretanto, esse sistema faz parte de um grupo maior, o da família ISO 14000, que engloba também outras normas que definem diretrizes para a gestão ambiental nas empresas definidas pela International Organization for Standardization – ISO (Organização Internacional para Padronização). E são essas normatizações que estão sendo, cada vez, mais adotadas pelos ramos da economia brasileira que mais evoluíram em questões sobre

Rochaverá Corporate Towers, em São Paulo: Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de construções sustentáveis 46

Especial RIO+20

www.analise.com


iso 14000

a adoção ou não das regras da família 14000 no período analisado. A 14001, entretanto, é a única norma da família que permite a certificação. É importante observar que o setor de bancos não faz parte dessa análise, uma vez que o conjunto de regras da ISO 14000 não se aplica a esse grupo. O segmento de mineração liderou o índice em 2011 – entre 27 ramos econômicos analisados – no que diz respeito à obtenção da certificação e da adoção de práticas da série ISO 14000. A relevância de cada ação é medida de acordo com o impacto específico para cada ramo, o que permite comparar atividades econômicas diferentes. De uma taxa máxima possível de 100%, as mineradoras analisadas registraram 64%. Na comparação com 2008, o índice representou um ganho de quase 23 pontos percentuais. Em seguida, aparece tecnologia da informação, que subiu de 17,8% para 40,4% (+22,6); energia elétrica, de 21,2% para 38,9% (+17,7); farmacêutica e cosméticos, de 27,2% para 44,8% (+17,6); e eletroeletrônica, de 39,4% para 54,3% (+14,9). Quando perguntados se aplicavam outras normas da série ISO 14000 em seus processos e atividades, esses segmentos responderam “sim”. Quando questionados sobre quais eram essas regras, a opção “auditorias ambientais” foi a mais assinalada por quase todos, seguida da alternativa “avaliação de performance ambiental com indicadores verificáveis” e por “comunicação ambiental”. Os segmentos tiveram um aumento contínuo das porcentagens do total de pontuação possível para as respostas ao longo dos anos, com exceção de mineração, que em 2011 registrou queda em relação a 2010, quando marcara 70,6%; e tecnologia da informação, cujos 26,9% de 2009 caíram para 22,4% em 2010, antes de subir para 40,4% em 2011. Em termos de variação positiva entre 2008 e 2011, ambos estão praticamente empatados, na casa dos 22 pontos percentuais. Mineração foi o único ramo cujo número de partipantes com certificação caiu entre 2008 e 2011, quando passou de 100% a 96,3%. Em tecnologia da informação, essa parcela cresceu de 33.3% para 50%; em energia elétrica, cresceu www.analise.com

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram em relação ao certificado ISO 14001 entre 2008 e 2011

Os que mais avançaram 70 70% Mineração +23 59 59

Eletroeletrônica

+15

48 48

Farmacêutica e Cosméticos +18 Tecnologia da Informação +23

37 37

Energia Elétrica

26 26 15 15

2008

2009

2010

+18

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2008 a 2011

Os que menos avançaram 40 40%

32 32

Mecânica (-2)

24 24

Têxtil, Couro e Vestuário (+1) Açúcar e Álcool Serviços (-2) Especializados

16 16

(-21)

88

0 0

Educação (-7) 2008

2009

2010

2011 especial RIO+20

47


iso 14000

de 34,2% a 69.2%; em farmacêutica e cosméticos de 48,1% a 66,7% e, em eletroeletrônica, de 80% a 92,3%. Uma variedade de motivos pode ter impulsionado esses ramos a serem os que mais evoluíram no tema família ISO 14000, de forma geral. Um consultor de mercado entrevistado pela Análise Editorial aponta que, no caso de mineração, pode se tratar tanto de uma ferramenta de gestão como de uma consequência do trabalho realizado, já que o segmento tem mostrado evolução em diversos temas. No caso de tecnologia da informação e eletroeletrônica, observou que há muitas empresas transnacionais no setor, e que estas devem seguir o direcionamento das matrizes no que diz respeito à regulação ambiental. E mais: eletroeletrônica enfrenta um desafio crescente quanto à destinação de seus resíduos sólidos. Por ter de lidar, por exemplo, com o lixo eletrônico, o setor já conta com a certificação há muito tempo. Em 2011, constatou-se que 66,7% de suas empresas tinham a certificação ISO 14001 entre cinco e dez anos, enquanto outros 27,8% a possuíam havia mais de dez anos. Em energia elétrica, além de outros fatores, o ramo pode estar sendo impulsionado por exigências para ganhar ou manter concessões. O número de quase todos os participantes desses cinco ramos subiu ao longo do período em que a Análise Editorial realizou seu levantamento. As empresas de mineração saltaram de 6 para 27, de 2008 a 2011; as de tecnologia da informação de 9 a 10; e as de energia elétrica de 38 para 78. Eletroe-

A abrangência da certificação O status das empresas em relação à certificação ISO 14001 em 2011

Em processo de certificação

Possui a certificação

12% 35%

53%

Não possui a certificação 48

Especial RIO+20

letrônica subiu de 25 a 39 companhias no período, enquanto farmacêutica e cosméticos deslizaram de 27 a 24.

Gestão ambiental sem certificação No grupo dos ramos que menos evoluíram nas questões referentes à família ISO 14000 encontram-se, em 27º lugar, serviços especializados, passando de uma porcentagem do total de respostas possíveis de 35,9%, em 2008, para 15,4%, em 2011 (-20,5 pontos percentuais). É interessante notar, entretanto, que educação foi o segundo ramo que mais evoluiu na definição de uma política ambiental corporativa no período (leia mais na pág. 36). Isso significa que não existe uma relação direta entre as empresas que gerenciam as suas práticas ambientais e as que se certificam. Os segmentos que mais evoluíram em sua estrutura de gestão ambiental - construção e engenharia, concessões rodoviárias, comércio varejista e transportes e logística - não são os que mais cresceram quando o assunto é a família 14000. No caso específico de educação, as empresas do ramo não necessitam da certificação para realizar seus negócios, o que não quer dizer que não se preocupem com a redução de seu impacto ambiental ou não pensem em obter a certificação um dia. Em 2011, 50% das empresas da área declararam não ter a ISO 14001, mas planejam implementá-la. Em 2008, essa porcentagem era de 71,4%. É por exemplos como esse que um consultor ambiental questionado pela Análise Editorial aponta que, atualmente, está ocorrendo no mercado um questionamento do valor agregado da certificação em alguns casos. Em outras palavras, haveria certa “desvalorização” da importância dos certificados em determinadas circunstâncias. Prosseguindo com os ramos que menos evoluíram no tema, encontramos mecânica, com a desaceleração de uma porcentagem de 34,7% do total de respostas possíveis em 2008, para 32,4% em 2011 (-2,3 pontos percentuais). Nesse caso, vemos que o ramo já está consolidado no assunto. O número de empresas do setor que possuem

Influência do ISO na gestão das empresas Que outras normas da série ISO 14000 as companhias aplicam? 65

65%

60

60

55

55

Indicadores ambientais

62%

Comunicação ambiental

51%

50

50

45

2008

2011

a certificação ISO 14001 passou de 80%, em 2008, para 84,6%, em 2011. Além disso, em 2011, 63,6% das empresas afirmaram possuir o certificado entre cinco e dez anos, enquanto outras 9,1% declararam tê-lo há mais de dez anos. O ramo seguinte é açúcar e álcool, que registrou queda de 19,8% para 17,9% no período em que os levantamentos foram realizados. O próximo segmento, apesar de estar entre os que menos evoluíram, apresentou variação positiva. Trata-se de têxtil, couro e vestuário, que subiu de 23,2%, em 2008, para 24,3% (+1,1 ponto percentual), em 2011; e serviços médicos, de 11% para 15,4% (+4,4). Quando perguntados se aplicavam outras normas da série ISO 14000 em seus processos e atividades, os representantes de educação responderam que “sim” apenas em 2008 (14,3% das empresas) e 2009 (12,5%), assinalando “auditorias ambientais”. Em 2010 e 2011, nenhuma empresa desse ramo disse aplicar outras normas da série. Os outros quatro segmentos responderam “sim”. Quando questionados sobre quais eram essas regras, a opção “auditorias ambientais” foi a mais assinalada, seguida pela alternativa “avaliação de performance ambiental com indicadores verificáveis”, e por “comunicação ambiental”. O número de quase todas as empresas que participaram da pesquisa desses cinco ramos também subiu ao longo do período. As de serviços especializados subiram de 12 a 16; enquanto as de educação saltaram de 7 para 8, de 2008 a 2011. Por sua vez, os www.analise.com


iso 14000

representantes de mecânica subiram de 10 para 13 participantes. Já açúcar e álcool cravaram um aumento de 18 para 34 representantes; e têxtil, couro e vestuário participaram com 21 empresas, em 2008, e 16 em 2011.

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema ISO 14001, em 2011, para os 27 ramos analisados Mineração 64% Eletroeletrônica

Certificação fica entre extremos nos 27 ramos Em uma análise do desempenho dos 27 segmentos econômicos apenas em 2011, observamos que a disparidade entre os primeiros colocados e os últimos é muito grande. Se comparados os dois extremos da lista, a diferença é de 60,7 pontos percentuais. Esses resultados, entretanto, devem ser vistos do ângulo de que nem todas as empresas precisam da certificação em seus negócios, ou seja, não dependem dela para conseguir empréstimos bancários, participar de licitações ou simplesmente conquistar clientes. O que não significa que o gerenciamento de suas atividades ambientais não possa ou deva ser feito. A lista dos segmentos ordenados por seu desempenho nas questões referentes à ISO 14000, em 2011, sinaliza que algumas indústrias de base investem na implantação desses sistemas de gestão porque sofrem pressão de várias formas e fontes. E então multiplicam a exigência desses requisitos para a cadeia de produção. Em primeiro lugar, aparece novamente mineração, com 63,7% do total das respostas possíveis no tema no ano passado. É seguida por eletroeletrônica, com 54,3%, metalurgia e siderurgia (48,7%), veículos e peças (45,4%) e farmacêutica e cosméticos (44,8%). Em 27º vem educação (3%), concessões rodoviárias (13,9%), serviços médicos (15,4%), serviços especializados (15,4%) e comércio atacadista (17%). A média da pontuação anual de todos os setores subiu ininterruptamente durante o período dos levantamentos, alcançando as seguintes marcas: 24,52% (2008), 27,5% (2009), 30,23% (2010), 32,2% (2011). Considerando-se a pontuação máxima obtida nos nove temas abordados, vemos que ISO 14000 ocupou o 7º lugar, com 63,7% do total da pontuação possível para as respostas.  0 www.analise.com

54% Metalurgia e siderurgia 49% Veículos e peças 45% Farmacêutica e cosméticos 45% Material de construção e decoração 43% Bebidas e fumo 41% Tecnologia da informação 40% Petróleo e gás 40% Construção e engenharia 40% Energia elétrica

81%

das fabricantes de veículos disseram, em 2011, que têm a certificação ISO 14001

39% Plásticos e borracha 38% Química e petroquímica 37% Mecânica 32% Papel e celulose 32% Telecomunicações 30% Alimentos 26% Água e saneamento 25% Têxtil, couro e vestuário 24%

32%

das empresas sucroalcooleiras estão cumprindo as etapas para obter a certificação ISO 14001

Transportes e logística 24% Açúcar e álcool 18% Comércio varejista 18% Comércio atacadista 17% Serviços médicos 15% Serviços especializados 15% Concessões rodoviárias 14% Educação 3%

50%

das empresas de educação disseram que pretendem implementar a certificação ISO 14001 especial RIO+20

49


água

treinamento leva a consumo consciente As ramos que mais avançaram investiram na conscientização de seus funcionários e no monitoramento do uso da água com indicadores English version page 166

O índice de 2007 a 2011

20

ramos avançaram na gestão da água

7

1

ramos regrediram

ramo ficou estagnado

O

segmento de mineração liderou o índice ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL em 2011 – entre os 28 ramos econômicos analisados nesta edição – no que diz respeito a implementação de práticas para reduzir, reusar e controlar o consumo de água em seus processos. De uma taxa máxima possível de 100%, as mineradoras analisadas registraram 93%, seguidas pelo segmento de bebidas e fumo com 84,6%, mecânica (83,3%) e eletroeletrônica (82,9%). A metodologia para formulação do índice considera quais são as práticas adotadas pelas companhias no que diz respeito ao seu uso de água, incluindo o monitoramento sistemático do consumo, políticas de reúso, a adoção de metas de redução e como esses objetivos estão inseridos na estrutura de gestão das empresas, além de ações para conscientizar funcionários e colaboradores. A relevância de cada ação é medida de acordo com impacto específico para cada um dos 28 ramos de atuação analisados, o que permite comparar atividades econômicas diferentes. As altas pontuações não representam simples altruísmo, mas estratégia. Levando-se em conta as características de seus negócios, ser mais verde é ser mais rentável. E quando o assunto é água, essa equação é ainda mais

50

Especial RIO+20

verdadeira. As respostas colhidas pela Análise Editorial de 2007 a 2011 mostram que cada um dos 28 setores pesquisados buscou um caminho próprio, o mais adequado ao seu tipo de negócio e ao papel que a água desempenha no seu ciclo produtivo, para reduzir ou otimizar seu consumo. Em mineração, por exemplo, trata-se de uma questão crucial, já que muitas vezes a água precisa ser utilizada no processo de beneficiamento do mineral. Além disso, o ramo também tem que lidar com o grande aporte de água nas cavas, o que envolve bombeamento. A evolução na gestão desse tema, portanto, é essencial e não foi à toa que os programas estruturados de uso racional da água fizeram parte da gestão de 85% das mineradoras entrevistadas em 2011, ante apenas 25% em 2007. Água é insumo básico em qualquer atividade. Pode servir de ingrediente dos seus produtos – como no caso do segmento de bebidas –, para o resfriamento e a lavagem de seus equipamentos, como solvente ou ainda na diluição de emissões poluentes. Em termos

Gerenciamento corporativo da água As três ações mais difundidas em relação ao uso de água em 2011 Monitora com indicadores

campanha para funcionários

80%

77%

Meta de redução

66%

globais, a indústria é responsável por 22% de toda a água doce consumida. No Brasil, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), em 2007, dos 840 mil litros retirados dos mananciais por segundo, 69% vão para a irrigação, 11% para o consumo urbano, 11% para o consumo animal, 7% para a indústria e 2% pela população rural. Alguns setores são especialmente grandes consumidores de água. Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), são necessários, por exemplo, 3,5 mil litros de água, em média, para produzir alimentos que forneçam um mínimo de 3 mil calorias. A produção de um simples hambúrguer consome cerca de 11 mil litros de água. Outro exemplo de setor gastador é o do aço. Mas o detalhe é que, antes da Segunda Guerra Mundial, eram necessárias até 100 toneladas de água para produzir uma tonelada do metal. Hoje, com as novas tecnologias, são necessárias menos de 5 toneladas de água. Ou seja, consumir menos água também significa produzir de forma mais competitiva. E é este o caso dos setores que mostraram melhor desempenho de acordo com dados da pesquisa Análise Gestão Ambiental, de 2007 a 2011. Entre os nove temas relacionados para avaliar os setores que participam da pesquisa anual da Análise Editorial, o desempenho deste, que mede as ações e o comprometimento das companhias brasileiras com redução e eficiência no consumo de água está acima da média. Considerando os 28 ramos de atividade econômica pesquisados, o índice médio é de 65,4%. Isso coloca o indicador na segunda posição entre nove assuntos globais analisados. No geral, os 28 setores avaliados apresentaram significativa melhora no trato com a água entre 2007 e 2011, com a média do total de respostas possíveis crescendo 8,8 pontos percentuais no período. Em 2007, a média do índice foi de 57%, subindo para 63,9% em 2009 e 65,8% em 2011.

Preocupação com uso da água passa por educação Os cinco ramos que mais evoluíram enwww.analise.com


água

tre 2007 e 2011 têm investido desde o monitoramento com indicadores específicos até em campanhas de conscientização dos funcionários. Em primeiro lugar estão as empresas administradoras de concessões rodoviárias, que em 2011 alcançaram 53,5% do total de pontuação possível para as respostas, contra 8,3% registrados em 2007. Trata-se de uma variação de mais de 45 pontos percentuais no período. O desempenho deve-se, sobretudo, a uma aposta em educação. Em 2007, 66,7% das empresas tinham algum programa para conscientizar seu pessoal sobre o uso da água. Em 2011, esse número saltou para quase 75% dos participantes da pesquisa. Cabe apontar que o ramo de concessões rodoviárias exibe um desempenho inferior ao da média dos 28 analisados nesta edição e partiu de um patamar muito baixo em 2007, o que só serve para reiterar que a privatização, pelo menos do ponto de vista do uso racional e sustentado da água, representou um avanço indiscutível. O segundo segmento que mais avançou, entre 2007 e 2011, foi o de companhias de água e saneamento, cuja porcentagem de respostas do total possível no período passou de 43% para 79%. Mineração vem a seguir, com uma evolução de 23 pontos percentuais, de 70%, em 2007, para 93%, em 2011. Os ramos que menos evoluíram têm em comum o fato de a água não ter função essencial em seu negócio: educação passou de 58,6%, em 2007, para 42%, em 2011; tecnologia da informação caiu de 62,4% para 47%. Em ambos os casos, todos os indicadores de desempenho do índice apontaram desaceleração. Como se tratam de atividades pouco gastadoras, o impacto dessa redução no consumo não é tão dramático como em outras atividades. Mas sendo água um recurso precioso, é de se esperar que todos aumentem seus esforços para conter o consumo.

Qualidade da água e investimentos A boa notícia é que, em conjunto, os índices de ecoeficiência no trato com a água avaliados pela pesquisa da Análiwww.analise.com

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram nas práticas de gestão da água entre 2007 e 2011

Os que mais avançaram 98% 98

Mineração +23 Eletroeletrônica

80

Água e Saneamento

+19 +36

Serviços Médicos +21

62

Concessões Rodoviárias

44

+45

26

88 2007

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2007 a 2011

Os que menos avançaram 75 75%

68 68

61 61

54 54

Comércio Varejista (-9) Tecnologia da Informação

47 47

Comércio Atacadista

40 40

(-15)

(-9) Banco (-13) Educação (-17) 2007

2008

2009

2010

2011 especial RIO+20

51


água

mo água, tão fundamental para a vida como é para a economia, está mais escasso e cada vez mais caro. Finalizado em 2010 pela ANA, o “Atlas Brasil: Abastecimento Urbano de Água” revela que, até 2015, serão necessários investimentos de pouco mais de 22 bilhões de reais somen-

Reúso de água ganha adeptos A fatia das empresas que afirmam fazer reúso de água passou da metade 56

56%

53

55%

53

50

50

47

47

44

2007

2011

joonas antikainen/istockphoto

se Editorial mostram que as empresas evoluíram. Ganhos também aparecem nos levantamentos feitos pela ANA, que calcula o Índice da Qualidade da Água (IQA). Segundo relatório de 2011, o IQA tem aumentado em algumas regiões do país, como nas Bacias do Paraná (com destaque para o rio Uberabinha e para a represa Billings), do Rio das Velhas, em Minas Gerais, do Paraíba do Sul, e nas bacias dos rios Piracicaba, Sorocaba e Grande. Segundo a ANA, os motivos dessa melhora são os investimentos já realizados em saneamento, retomados desde 2007 com a criação de um marco regulatório (Lei 11.445) e o lançamento do PAC, além do controle da poluição industrial e da gestão das vazões de efluentes. Em resumo, as melhores práticas das empresas já começam a produzir resultados na natureza, e também em seus próprios balanços. Mas há ainda muito que as empresas podem e devem fazer. Já que o insu-

te para garantir a oferta de água para 55% dos municípios brasileiros. Além disso, os resultados apontam para a necessidade de novos investimentos nos sistemas de esgotos (coleta e tratamento), a serem destinados a 2.926 municípios, de forma a evitar o comprometimento da qualidade da água. Para universalizar o sistema de esgoto é necessário, calculam os especialistas, um aporte total de cerca de 240 bilhões de reais. Significa que se o país conseguisse investir (o que não tem sido realizado) a totalidade do que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previa, de cerca de 10 bilhões de reais anuais, seriam necessários mais 24 anos para completar a universalização. Até lá, a qualidade da água corre sério risco de deterioração. A ANA mantém hoje pouco mais de 2,3 mil pontos monitorados da qualidade de água em todo país. Como era de se esperar, as categorias péssima e ruim do IQA são encontradas, em sua maioria, nas proximidades de regiões Metropolitanas (São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador) e de cidades de médio porte (como, por exemplo, Campinas, em São Paulo, e Juiz de Fora, em Minas). É também onde se localizam os mais importantes mercados consumidores do país, com parte ponderável da estrutura produtiva. Para as empresas, a implicação óbvia é o aumento de custo. E ele ocorre não só pela escassez de água, como pela crescente exigência social e legal em relação à qualidade dos efluentes.

Reduzir vazamentos é o maior desafio para o setor

Abastecimento de água e saneamento: o Brasil alcança índice de 99,4% dos municípios beneficiados pelo serviço de distribuição e 55% pela coleta de esgoto 52

Especial RIO+20

O detalhe é que, enquanto tudo isso acontece, para as empresas que atuam no setor de água e saneamento, o maior desafio tem sido o de reduzir perdas e desperdícios de água, que escapam pelos vazamentos, ligações clandestinas e hidrômetros desregulados. O último dado divulgado pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, demonstra que essas perdas contabilizadas em receita significariam um rombo aproximado no faturamento www.analise.com


água

do setor de quase R$ 7 bilhões. Desse total, 60% poderiam ser recuperados, se houvesse mais eficiência. De fato, as companhias de saneamento básico estão muito distantes das metas estabelecidas para o país, de uma perda ao redor de 20%. A média brasileira é da ordem de 37,2%, variando entre 18% e inacreditáveis 70%. O reflexo dessa realidade é identificado nas respostas dadas ao questionário proposto pela Análise Editorial. As empresas do setor demonstrea apoiar suas estratégias e esforços em dois pilares: metas de redução (cujo número de respondentes que adotam essa prática passou de 37,5%, em 2007, para 86,7% em 2011) e programas de conscientização (com incremento de 37,5% para 80% no mesmo período). E, sim, a estratégia foi relativamente bem-sucedida. Em 2007, a porcentagem do total de respostas possíveis do segmento, de 43,18%, era inferior à média dos vinte e oito setores analisados e, no ano passado, já ficou em sétimo lugar na colocação geral. Os índices melhoraram 35,8 pontos percentuais no acumulado do período. No caso dessas companhias, reduzir a perda de água equivale a injetar sangue novo na rentabilidade e, além disso, pode contribuir para reduzir as necessidades de novos investimentos e ajudar a combater graves problemas de abastecimento. A chamada macrometrópole paulista, área que agrega as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Baixada Santista abriga 28 milhões de habitantes. Com oferta de água potável próxima à demanda, existe um potencial gargalo para o crescimento da produção industrial. A meta da Sabesp é reduzir em dez pontos percentuais suas perdas e chegar a 15% até 2020. Para se ter uma ideia do que isso significa, basta dizer que reduzir 1% das perdas por ano equivale à água necessária para atender a 300 mil pessoas. Entre as empresas de água e saneamento que responderam a pesquisa em 2011, 13% são de capital privado. Essas companhias já conseguem resultados significativos. A Foz do Brasil, por exemplo, por meio da primeira concessão privada do país, na cidade de Limeira, registra a menor perda na distribuição de água no Brasil: 15%. 0 www.analise.com

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema água, em 2011, para todos os 28 ramos analisados Mineração 93% Bebidas e fumo 85% Mecânica 83% Eletroeletrônica 83% Plásticos e borracha 81% Material de construção e decoração 80% Água e saneamento 79% Farmacêutica e cosméticos 78% Veículos e peças 76% Metalurgia e siderurgia 75% Serviços médicos 75% Química e petroquímica 72% Papel e celulose 68% Têxtil, couro e vestuário 68% Alimentos 65% Petróleo e gás 63% Comércio Varejista 58% Telecomunicações 56% Açúcar e álcool 55% Energia elétrica 55% Concessões rodoviárias 53% Construção e engenharia 53% Bancos

75%

das empresas de alimentos disseram ter metas de redução no consumo de água

50% Comércio atacadista 48% Transportes e logística 48% Tecnologia da informação 47% Serviços especializados 43% Educação 42% especial RIO+20

53


ENERGIA LIMPA

O Brasil vem investindo muito para manter sua matriz energética como uma das mais limpas do mundo. Entenda a evolução da energia brasileira e a evolução nacional no ramo de energia

ENERGIA RENOVÁVEL

O QUE AS EMPRESAS FAZEM

da matriz energética do Brasil é renovável

das empresas monitoram o consumo de energia elétrica com indicadores específicos

83%

73%

66%

71%

de toda energia elétrica consumida no país vem de hidrelétricas

delas têm metas de redução no consumo

Geração total de energia eólica brasileira

2.177

(Em GWh de 2006 a 2011)

1.183

Utilização de combustíveis fósseis

47% das empresas tem metas de redução do consumo

1.238

668

53

342 56

63

74 74

2001 02

03

04

05

06

07

08

09

Investimento em energia renovável em 2011

2010

(US$ bilhões)

8,3

Os maiores avanços da geração de energia renovável em seis anos

PÚBLICO PRIVADO 6

China 92%

Turquia 85%

3

Brasil 49%

0,7 Itália

Itália 47%

54

Especial RIO+20

(Em GW de 2006 a 2011)

EUA

China

Alemanha

www.analise.com

0,3 Brasil


English version page 170

A ENERGIA USADA PELAS EMPRESAS

FROTA

das empresas utilizam energia hídrica

de veículos flex foram vendidos desde 2003 no país

52%

15,3 milhões

41%

75%

das empresas usam biomassa

é a estimativa de carros flex na frota nacional para os anos 2017/2018

Fatia das empresas que usam biocombustíveis

Brasil 23%

40% da frota é flex

24%

17%

13%

14%

2007

2008

40,4 milhões é a frota total de carros 2009

2010

2011

Investimento por tipo de energia em 2011 42,7

(US$ bilhões) 41,9

BIOCOMBUSTÍVEL SOLAR EÓLICA 30

4% da frota americana é flex

27,8

8,6

China

EUA

Alemanha

www.analise.com

Itália

Estados Unidos

250 milhões é a frota total de carros

Brasil

especial RIO+20

55


Agência Vale

Eficiência energética

Mineração: 93% das empresas têm programas de melhoria dos objetivos ambientais; e 89% possuem metas de redução do consumo

Empresas brasileiras mudaram de patamar no uso de energia Ramo de mineração é o mais bem colocado no índice que mede o uso eficiente de energia em 2011; e as companhias administradoras de concessões rodoviárias foram as que mais evoluíram em cinco anos English version page 172

O índice de 2007 a 2011

18

ramos avançaram em eficiência energética

2

ramos ficaram estagnados

56

Especial RIO+20

8

ramos regrediram

P

ouco a pouco, as empresas brasileiras estão se tornando mais eficientes no uso de energia. Em 2007, quando a Análise Editorial iniciou sua pesquisa sobre as práticas ambientais das maiores companhias brasileiras em 28 ramos de atuação, a performance de sete segmentos ainda estava abaixo do patamar de 30% no índice ANÁLI-

SE GESTÃO AMBIENTAL. Em 2011,

foram apenas dois. Outra boa notícia é que setores que estavam bem atrás nesse quesito em 2007, como empresas que administram concessões rodoviárias e água e saneamento, galgaram posições a ponto de se destacar entre os cinco que mais evoluíram no tema. No que diz respeito ao uso eficiente de energia o índice indica que minewww.analise.com


Eficiência Energética

ração foi o grupo que registrou, com grande folga, a maior porcentagem do total de pontuação possível para as respostas, com quase 80%. O índice, que vai de 0 a 100%, considera as políticas adotadas pelas empresas para monitorar o consumo de energia elétrica, combustíveis, lenha e carvão. Ao identificar suas práticas em relação ao consumo de energia elétrica, 100% das empresas do ramo de mineração declararam realizar monitoramento com indicadores específicos. E isso não acontece à toa, pois o processo de britagem nas rochas é elétrico e qualquer desperdício pode custar muito. Além disso, 89% perseguem meta de redução e também 88,9% contam com um programa estruturado com recursos, cronograma e responsabilidades. Adicionalmente, 81,5% fazem campanha de conscientização de funcionários. Quanto ao consumo de combustíveis fósseis, 96,3% fazem monitoramento com indicadores específicos, 88,9% têm meta de redução, também 88,9% contam com um programa estruturado e 66,7% adotam outras práticas. Finalmente, quando o assunto é lenha e carvão o desempenho é ainda melhor. Todas as empresas respondentes realizam monitoramento com indicadores específicos, têm meta de redução e programa estruturado. Para finalizar, 7,1% delas assinalaram que adotam outras alternativas. Com números tão significativos, o ramo de mineração registrou vantagem de mais de 20 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, bebidas e fumo, que alcançou 59,9%. Em seguida vêm farmacêutica e cosméticos, com 57,8%; eletroeletrônica, com 56,7%; têxtil, couro e vestuário, com 56% e veículos e peças, com 54,6%. Por outro lado, o ramo que apresentou o mais baixo resultado em 2011 foi o de açúcar e álcool, com 20,8%. Esse dado sinaliza algo relevante: em setores onde há grande disponibilidade de energia, a eficiência é menor. Em açúcar e álcool, nas caldeiras usa-se o próprio bagaço, que é abundante, como fonte de energia. Também no setor de papel e celulose as caldeiras funcionam com biomassa, e o ramo ocupou, em 2011, a 21ª posição em eficiência energética. www.analise.com

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram em práticas de eficiência energética entre 2007 e 2011

Os que mais avançaram 85% 85

mineração +20

71

Eletroeletrônica

57

PETRóleo +18 e gás +23

43

29 29

água e saneamento

+16

Concessões Rodoviárias

+23

15 15 2007

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2007 a 2011

Os que menos avançaram 65% 65

57 57

Materiais de Construção e Decoração

(-9)

49 49 Banco (-8) 41 41

Comércio Atacadista

(-17)

33 33

Educação (-6)

25 25

(-11)

Tecnologia da Informação 2007

2008

2009

2010

2011 especial RIO+20

57


Eficiência Energética

Vejamos como açúcar e álcool assinalaram suas práticas: em relação ao consumo de energia elétrica, 61,8% das empresas do ramo declararam realizar monitoramento com indicadores específicos, 23,5% perseguem meta de redução e 14,7% contam com um programa estruturado com recursos, cronograma e responsabilidades. Além disso, 29,4% fazem campanha de conscientização de funcionários. Quanto ao consumo de combustíveis fósseis, a preocupação não é alta, já que o ramo produz álcool. Sendo assim, 50% fazem monitoramento com indicadores específicos, 26,5% têm meta de redução, 5,9% contam com um programa estruturado e 14,7% adotam outras opções. Nas práticas que dizem respeito a lenha e carvão, nenhuma empresa faz monitoramento com indicadores específicos nem tem programa estruturado, 20% têm meta de redução e 100% delas assinalaram que adotam outras alternativas. Resultado: açúcar e álcool não se preocupam muito com lenha e carvão porque não os utilizam. Bem simples assim. Na relação dos ramos que menos se destacaram em 2011 no tema eficiência energética aparecem, ainda, tecnologia da informação (28,2%); educação (34,9%); serviços especializados (35,4%) e energia elétrica (35,5%), estes últimos com uma diferença pequena entre si. Por outro lado, a distância entre o último e o penúltimo colocados ultrapassa os 7 pontos percentuais. Sobre tais performances, um consultor de mercado ouvido pela Análise Editorial observou: “Entende-se que setores

Cresce uso de fontes renováveis Avanço da fatia das empresas que usam algum tipo de energia renovável 60

60%

58%

55

55

50

50

45

40

40

2007

58

2011

Especial RIO+20

como energia elétrica e álcool sejam, principalmente, eficientes na geração de energia e não tanto no consumo”. Se considerarmos a pontuação máxima obtida por todos os ramos pesquisados nos nove temas abordados, vemos que eficiência energética ocupou o terceiro lugar, com 80% do total da pontuação possível para as respostas. Ficou abaixo de gestão ambiental e água, respectivamente primeiro e segundo colocados. Assim como já vimos em outros temas, os ramos tendem a se destacar em questões que são importantes para seu negócio, seja do ponto de vista financeiro, ou do impacto ambiental que suas atividades podem causar. Nesse caso não é diferente. Os cinco ramos que pouco se destacaram em eficiência energética é porque esta não pesa em sua folha de custos. Além disso, nenhum deles pertence a categorias de alto impacto ambiental. As diferenças entre eles aparecem, contudo, entre as suas pontuações. Em 28º lugar temos comércio atacadista como o segmento que apresentou a menor eficiência energética, com seu percentual de pontuação possível caindo de 54,9% em 2007, para 37,5% em 2011. Ou seja, uma variação negativa de 17,4 pontos percentuais.

Ramos menos eficientes ganharam mais em 5 anos Concessões rodoviárias foi o segmento que mais apresentou evolução, tendo registrado 38,4% do total de pontuação possível para as respostas em 2011, ante 15% em 2007. Em outras palavras, isso significou uma variação positiva de 23,4 pontos percentuais. De acordo com especialistas ouvidos pela Análise Editorial, em parte esse salto pode ser explicado pelo fato de que, após a saída de cena do governo com as privatizações, a iniciativa privada teve de começar do zero em muitos aspectos. Daí a acentuada evolução agora revelada. Em segundo lugar no grupo dos que mais evoluíram vem o ramo de petróleo e gás, passando de 28,2% em 2007, para 50,8% em 2011, ou um ganho de 22,6 pontos percentuais no período.

Gerenciamento corporativo da energia As três ações mais difundidas em relação ao uso de energia em 2011 Monitora com indicadores

83%

campanha para funcionários

Meta de redução

72%

71%

Ou seja, vemos que a diferença entre os dois primeiros ramos é bem pequena, não chegando a 1 ponto percentual. Em terceiro lugar aparece mineração, que em 2011 alcançou 80% do total de pontuação possível, ante 60% em 2007. Para as mineradoras, a questão de eficiência energética é crucial na questão de logística, principalmente no que diz respeito à otimização do transporte dos minérios. O quarto ramo que mais evoluiu entre 2007 e 2011 foi eletroeletrônica, pulando de 38,9% para 56,7%, seguido por água e saneamento, que subiu de 24,3% para 40%. A diferença entre os que mais evoluíram, portanto, não é muito grande, nem sequer chegando a 8 pontos percentuais. Dentre o grupo desses cinco ramos que mais evoluíram, o único que registrou um desempenho sempre melhor a cada ano foi o de eletroeletrônica. Os outros apresentaram flutuação em algum momento. Empresas administradoras de concessões rodoviárias, por exemplo, registraram 17,2%, em 2009, ante 25,4% em 2008. Petróleo e gás marcou 27,3% em 2008 ante 28,2% em 2007, e mineração subiu todos os anos para registrar queda em 2011, quando cravou 80% ante os 84,3% alcançados em 2010. As companhias de água e saneamento tiveram queda por dois anos. Seus 40,3% registrados em 2008 caíram para 38,8% em 2009 e 34,5% em 2010, para finalmente subir a 40% em 2011. O número dos participantes desses cinco ramos subiu ao longo do período em que a Análise Editorial realiwww.analise.com


Eficiência Energética

zou seu levantamento. As empresas de concessões rodoviárias saltaram de 4 para 24, de 2007 a 2011. As de petróleo e gás passaram de 12 a 25 participantes, o dobro, e as de mineração registraram um aumento de 4 para 27 ao longo dos cinco anos. Em eletroeletrônica o número evoluiu de 16 empresas, em 2007, para 39, em 2011, e as companhias que atuam em água e saneamento subiram de 8 para 15 participantes no período. Os cinco ramos que pouco se destacaram em eficiência energética é porque esta não pesa em sua folha de custos. Além disso, nenhum deles pertence a categorias de alto impacto ambiental. As diferenças entre eles aparecem, contudo, entre as suas pontuações. Em 28º lugar temos comércio atacadista como o segmento que apresentou a menor eficiência energética, com seu percentual de pontuação caindo de 54,8% em 2007, para 37,5% em 2011. Ou seja, uma variação negativa de 17,3 pontos percentuais. Em seguida, em 27º, vem tecnologia da informação, cujo desempenho caiu de 39,2% em 2007, para 28,2% em 2011, ou menos 11 pontos percentuais. Vemos, portanto, que a diferença de variação negativa entre os dois ramos com um desempenho mais modesto nesse quesito é significativa, passando dos 6 pontos percentuais. O terceiro e quarto colocados entre os ramos que menos evoluíram, por sua vez, estão praticamente empatados. Os bancos, em 26º, passaram de 52,3% em 2007 para 43,7% em 2011 (-8,6 pontos percentuais), enquanto material de construção e decoração, em 25º, deslizaram de 60% para 51,4% no mesmo período (-8,6 pontos percentuais). Finalmente, em 24º lugar aparece o setor de educação, que registrou 40,7% do total de pontuação possível, em 2007, e 34,9% em 2011 (-5,8 pontos percentuais). Vemos, portanto, que a diferença entre os cinco ramos que menos evoluíram no período estudado em eficiência energética é significativa, ficando em 11,5 pontos percentuais. Outro dado a ser notado é que nenhum desses cinco ramos apresentou queda constante ao longo do período, sempre registrando flutuações em um ou mais anos.  0 www.analise.com

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema eficiência energética, em 2011, para todos os 28 ramos analisados Mineração 80% Bebidas e fumo 60% Farmacêutica e cosméticos 58% Eletroeletrônica 57% Têxtil, couro e vestuário 56% Veículos e peças 55% Alimentos 54% Material de construção e decoração 51% Plásticos e borracha 51% Petróleo e gás 51% Telecomunicações 48% Química e petroquímica

100%

das mineradoras monitoram o seu consumo de energia elétrica com indicadores específicos

48% Bancos 44% Metalurgia e siderurgia 43% Transportes e logística 41% Serviços médicos 41% Mecânica 40% Água e saneamento 40% Concessões rodoviárias 38% Comércio varejista 38% Papel e celulose 38% Comércio atacadista 38% Construção e engenharia 36% Energia elétrica 36%

27%

das empresas de papel e celulose têm alguma campanha direcionada a funcionários com relação ao consumo de energia elétrica

Serviços especializados 35% Educação 35% Tecnologia da informação 28% Açúcar e álcool 21% especial RIO+20

59


Fontes REnováveis

produtores de biomassa saem na frente mas não avançam Os ramos que já mantinham altos níveis de uso de energia renovável em 2007 permaneceram relativamente estáveis e perderam a liderança para aqueles que não utilizam biomassa em seus processos produtivos English version page 172

O índice de 2007 a 2011

16

ramos avançaram no uso de fontes renováveis

2

10

ramos regrediram

ramos ficaram estagnados

e

 mpresas de ramos como o de açúcar e álcool e papel e celulose são velhas conhecidas quando o assunto é o uso de fontes renováveis de energia, já que seus próprios negócios geram biomassa utilizada largamente na produção do insumo. A pesquisa realizada pela Análise Editorial de 2007 a 2011 entre 28 grupos econômicos mostra, entretanto, que empresas brasileiras de outros segmentos estão adotando cada vez mais variadas alternativas energéticas com base em nossos recursos naturais. E a energia solar tem sido uma aposta constante – uma opção que, na verdade, vai ao encontro de uma tendência internacional. De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), metade de toda a demanda por energia no mundo, por volta de 2060, poderia ser suprida por essa alternativa. A entidade não minimizou o papel de outras fontes renováveis, como a biomassa, hídrica e eólica, mas baseia essa estimativa no fato de que as tecnologias têm melhorado cada vez mais, ao mesmo tempo em que os preços dos equipamentos caem em vários países. No cenário brasileiro, o segmento de mineração liderou o índice ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL em 2011 – entre 28 ramos econômicos analisados

60

Especial RIO+20

– no que diz respeito ao uso de fontes de energia renovável. A relevância de cada ação é medida de acordo com o impacto específico para cada um dos ramos de atuação, o que permite comparar atividades econômicas diferentes. Em primeiro lugar, vejamos quem são esses grupos e como se saíram. Os cinco segmentos que mais evoluíram entre 2007 e 2011 foram telecomunicações, cuja porcentagem em relação ao total de pontuação possível para as respostas passou de 3,2% para 30,3% (+27,1 pontos percentuais), petróleo e gás, que subiu de 14,3% para 36,4% (+22,1), farmacêutica e cosméticos, de 12,5% para 27,1% (+14,6), tecnologia da informação de 0% para 11,36% e eletroeletrônica, de 5,4% para 16,3% (+10,9). Nenhum desses ramos, entretanto, registrou o crescimento da adoção de fontes renováveis em todos os anos da pesquisa. Telecomunicações, tecnologia da informação, e eletroeletrônica registram uma queda discreta em 2010 ante 2009, o mesmo acontecendo com petróleo e gás, e farmacêutica e cosméticos, em 2008 ante 2007.

Crescimento da energia solar e eólica Avanço da fatia das empresas que usam as fontes de energia Solar 28,5%

30

30%

23

23

Eólica

17%

16

16

9

9

2

2007

2011

O ramo líder em evolução, telecomunicações, passou por um processo de diversificação de suas fontes renováveis. Em uma pergunta que permitia aos participantes assinalarem, concomitantemente, várias opções, a única fonte adotada por 100% das empresas em 2007 era a de biocombustíveis. Nos anos seguintes, entretanto, outras alternativas foram sendo implementadas para, em 2011, a principal delas ser a solar, abraçada por 70% dos participantes, seguida por biocombustíveis (60% dos respondentes), hídrica (30%) e eólica (30%). Já em petróleo e gás, cujo próprio negócio é energia, em 2007 já se notava uma diversificação nas fontes renováveis, com 66,7% dos respondentes reconhecendo utilizar energia solar, eólica, hídrica e biocombustíveis, enquanto 33,3% também assinalavam o uso de fontes geotérmicas. Em 2011, entretanto, a energia solar ganhou a dianteira, sendo utilizada por todas as empresas que participaram do levantamento, enquanto eólica, geotérmica, hídrica e biocombustíveis foram citadas igualmente por 92,9% dos respondentes no ano. O ramo de farmacêutica e cosméticos, que tem investido em uma imagem ecologicamente correta, de forte apelo ambiental, foi uma exceção do grupo entre os que mais evoluíram. O uso da energia solar ficou em terceiro lugar, tendo sido adotada por 50% das empresas em 2007 e 58,8% em 2011. Em segundo vieram os biocombustíveis, passando de 50% para 70,6% no fim do período. Em primeiro lugar ficou a energia hidrelétrica, que tinha 33,3% de empresas adeptas em 2007 e chegou a 82,4% em 2011. Em tecnologia da informação, a www.analise.com


fontes renováveis

Análise Editorial verificou que o uso de energias renováveis entre os participantes começou apenas a partir de 2008, quando 100% dos respondentes assinalaram energia solar e 50% marcaram energia hídrica. Em 2011, o cenário já estava mais diversificado, com 50% dos participantes optando pela solar, sendo que 25% deles também assinalaram as alternativas “eólica”, “hídrica”, “biocombustíveis” e “biomassa”. Por fim, em eletroeletrônica, a liderança da energia solar consolida-se em 2011, com a adesão de 72,2% dos participantes. Em seguida, veio energia hídrica (61,1%), biocombustíveis (44,4%) e eólica (33,3%). O número dos participantes desses cinco ramos subiu ao longo do levantamento. As empresas de telecomunicações saltaram de 9 para 12, de 2007 a 2011. As de petróleo e gás passaram de 12 a 25 participantes e as de farmacêutica e cosméticos registraram um aumento de 17 para 24 ao longo dos cinco anos. Já tecnologia da informação subiu de 5 para 10 respondentes, e eletroeletrônica de 16 para 39 participantes no período.

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram no uso de fontes renováveis entre 2007 e 2011

Os que mais avançaram 40% 40

32

telecomunicações

+27

Farmacêutica e Cosméticos +15

24

Eletroeletrônica

16

+11

Tecnologia da Informação +11

8

00 2007

Biocombustível é praxe mesmo entre quem caiu A pesquisa feita pela Análise Editorial também detectou os cinco ramos que menos evoluíram no tema nos últimos cinco anos. O segmento comércio atacadista foi o que menos abraçou as fontes renováveis entre 2007 e 2011, passando de uma porcentagem de 21,4% de respostas do total possível para 4,3% no fim do período (-17,1 pontos percentuais). Em seguida, vieram têxtil, couro e vestuário, que caíram de 26% para 13,8% (-12,2); educação, de 14,3% para 7,1%; plásticos e borracha, de 10% para 3,2%; e mecânica, de 19,6% para 13,4%. Contudo, isso não quer dizer que esses segmentos não adotem os recursos naturais como fonte energética. Pelo contrário. Todos os integrantes do grupo vêm utilizando de duas a três fontes renováveis por ano. Em 2011, todas as empresas de comércio atacadista declararam utilizar tanto biocombustíveis como biomassa www.analise.com

Petróleo e Gás +22

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2007 a 2011

Os que menos avançaram 30% 30

24 24

18 18 Têxtil, Couro e Vestuário (-12) 12 12

MECânica (-6) EDUCAÇão (-7)

66

00 2007

2008

2009

2010

2011

Comércio Atacadista (-17) Plásticos e Borracha (-7)

especial RIO+20

61


fontes renováveis

Rodrigo Baleia/AE

como fontes de energia. Já em têxtil, couro e vestuário, também no ano passado, a participação foi de 75% em biomassa, 50% em hídrica e 12,5% em biocombustíveis. Já 50% dos participantes de educação reconheceram fazer uso de energia solar, geotérmica e hídrica. Em plásticos e borracha, 50% também optaram por hídrica, ao mesmo tempo em que 100% assinalaram biomassa. Finalmente, 100% dos participantes do segmento de mecânica afirmaram fazer uso de energia solar e de biocombustíveis, e 20% de hídrica. O número dos participantes desses cinco ramos também cresceu ao longo do período. As empresas de comércio atacadista saltaram de 2 para 8, de 2007 a 2011. As de têxtil, couro e vestuário passaram de 13 para 16 participantes, e educação registrou um aumento de 3 para 8 respondentes ao longo dos cinco anos. Já plásticos e borracha participaram com 13 empresas em 2007 e 18 em 2011, enquanto mecânica passou de 6 para 13 no período.

Empresas de energia fazem mais uso de renováveis A grande extensão territorial e a enorme quantidade de recursos naturais garante ao Brasil o posto de líder mundial no uso de fontes renováveis de energia, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Aproximadamente 46% da energia consumida no país vem de fontes renováveis, enquanto a média em outros países é de apenas 13%. Os grandes fatores que impulsionam esse desempenho residem na utilização de cana-de-açúcar, responsável por 16% do total de energia renovável, a produção de hidrelétricas, que corresponde a 15%, e ao uso de lenha e carvão vegetal (12%). A análise de todos os 28 segmentos econômicos em 2011 na pesquisa da Análise Editorial confirma essa tendência de liderança, pois mostra que as empresas estão investindo em novas tecnologias e em energia renovável. O primeiro da lista é petróleo e gás, que registrou a porcentagem de 36,4% do total possível de respostas. Já checamos as fontes utilizadas pelo segmento acima, uma vez que faz par62

Especial RIO+20

Parque Eólico de Osório (RS), a maior usina da América Latina: a capacidade de geração desse tipo de energia renovável aumentou 15 vezes entre 2000 e 2011 no Brasil

te do grupo que mais evoluiu nos últimos cinco anos. Em segundo lugar, aparece energia elétrica, com 34,4% do total de respostas possíveis. Como não podia deixar de ser, a opção “hídrica” foi assinalada por 95,5% das empresas do ramo, seguida por “eólica” (72,7%), “biomassa” (54,5%), biocombustíveis (24,2%)

e solar (9,1%). Em seguida vem telecomunicações, com 30,3% do total de respostas possíveis. Em quarto lugar, aparecem as companhias de papel e celulose, com índice de 29,4%. O ramo se destaca notadamente pelo uso da biomassa como combustível, conforme assinalado por todas as empresas participantes. www.analise.com


fontes renováveis

A sua segunda fonte de energia renovável mais utilizada é a hídrica (55,6% dos respondentes), seguida pelo uso de biocombustíveis (44,4% das empresas) e hidrogênio (22,2% das empresas). O quinto lugar na lista de 2011 é ocupado por mineração, com 29,3% do total de respostas possíveis. Tal segmento tem tanto na energia hídrica como nos biocombustíveis, ambos assinalados por 87% dos participantes da pesquisa, suas duas principais fontes de energia renovável. As outras duas opções adotadas são energia solar (17,4%) e biomassa (4,3%). Em 2011, todos os cinco primeiros colocados ficaram bem acima da média do total de respostas possíveis para os 28 ramos, que foi de 18,41%. É interessante notar aqui, entretanto, que se deixarmos de lado, por um momento, o ano de 2011 e focarmos nossa análise no ramo que teve a maior média entre 2007 e 2011, o primeiro colocado é açúcar e álcool, justamente por as caldeiras funcionarem com biomassa. No processo utiliza-se o próprio bagaço da cana, que é abundante, como fonte de energia. Absolutamente todas as empresas do ramo informaram utilizar biomassa tanto em 2007 como em 2011. A segunda fonte de energia mais utilizada no período pelo segmento foi a de biocombustíveis, seguida por energia hídrica. Voltando, especificamente, aos dados de 2011, uma análise dos mesmos mostra que existe espaço para vários ramos investirem mais no tema. Os últimos colocados foram plásticos e borracha, com 3,2% do total de respostas possíveis; comércio atacadista (4,3%); educação (7,1%); química e petroquímica (9,2%); e serviços especializados (10,6%). Levando-se em conta a pontuação máxima obtida por todos os ramos pesquisados nos nove temas abordados, o uso de fontes renováveis de energia ocupou o último lugar, com 36,4% do total da pontuação possível para as respostas. Isso demonstra que, apesar de variadas fontes energéticas com base em recursos naturais já estarem sendo utilizadas por todos os segmentos, ainda existe muito espaço para investimentos em processos e inovação tecnológica para se tornar mais verde.  0 www.analise.com

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema fontes renováveis, em 2011, para todos os 28 ramos analisados Petróleo e gás 36% Energia elétrica 34% Telecomunicações 30% Papel e celulose

10

29% Mineração 29% Concessões rodoviárias 28% Bebidas e fumo 28% Farmacêutica e cosméticos 27%

dos 28 ramos analisados, incluindo petróleo e gás, disseram utilizar energia eólica

Açúcar e álcool 27% Alimentos 26% Bancos 22% Comércio varejista 18% Água e saneamento 17% Eletroeletrônica 16% Veículos e peças 15% Têxtil, couro e vestuário 14% Transportes e logística 14% Mecânica 13% Metalurgia e siderurgia 13% Material de construção e decoração 11% Tecnologia da informação 11% Construção e engenharia 11% Serviços médicos 11% Serviços especializados 11% Química e petroquímica 9% Educação 7% Comércio atacadista 4% Plásticos e borracha 3%

90%

das empresas do comércio varejista disseram, em 2011, que utilizam energia solar

21%

das empresas químicas e petroquímicas usam hidrogênio como uma fonte de energia

especial RIO+20

63


Hélvio Romero/AE

resíduos

De latas de alumínio a PET e papelão: país se destaca na reciclagem de embalagens, mas transforma apenas 12% dos resíduos gerados

nova lei impacta gestão do lixo Os segmentos que lidam com lixo eletrônico e entulho de construção registraram os maiores avanços no que diz respeito a políticas de tratamento de resíduos sólidos nos últimos cinco anos English version page 180

O índice de 2007 a 2011

21

ramos avançaram na gestão de resíduos

1

ramo ficou estagnado

E

6

ramos regrediram

 m vigor desde agosto de 2010, mas com previsão de estar completamente implantada em todos os setores produtivos até 2014, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) já se faz sentir no desempenho de segmentos que lidam com grandes quantidades de descarte. Dentre os 28 ramos de atividade pesquisados pela Análise Editorial entre 2007 e 2011, o grupo dos cinco setores que mais evoluíram na forma como tratam seus resíduos conta com eletroeletrônica, e constru-

64

Especial RIO+20

ção e engenharia. A matemática não é difícil de entender. O Brasil joga fora sete milhões de televisores e 5,5 milhões de computadores por ano. E, em 2010, 31 milhões de toneladas de lixo vieram de construções e de demolições, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). A metodologia para a formulação do índice de pontuação considera as práticas adotadas pelas companhias no que diz respeito ao monitoramento e destino dado aos resíduos do seu processo, tanto sólidos como efluentes, ruídos e vibrações. Entre os pontos considerados está o estabelecimento de metas de redução e reciclagem, além da implementação de tecnologia para reúso no próprio processo produtivo. A relevância de cada ação é medida de acordo com o impacto específico para cada um dos 28 ramos de atuação analisados, o que permite comparar atividades econômicas diferentes.

Nesse indicador, o setor de eletroeletrônica lidera o grupo, com a porcentagem do total possível de respostas indo de 53%, em 2007, para 70,3%, em 2011. O desempenho do setor em resíduos subiu ininterruptamente ano a ano. Contudo, deu um grande salto entre 2010 e 2011, quando registrou aproveitamento de 70,3%, coincidindo com a entrada em vigor da PNRS. Abrindo os dados da pesquisa Análise de Gestão Ambiental por questões, identificamos que o ramo de eletroeletrônica apresentou evolução em absolutamente todas as práticas avaliadas sobre resíduos sólidos, efluentes e ruídos e vibrações. O número de empresas que adotou monitoramento de resíduos do processo produtivo cresceu de 81,3% para 94,9%; das que implementaram reúso, subiu de 31,3% para 69,2%; e para metas de redução, de 64% das empresas que disseram adotar a prática em 2008 (ano em que a pergunta foi incluída na pesquisa), a www.analise.com


rESíduos

taxa subiu para 87,2%, em 2011. Além disso, a taxa de respondentes que instituíram metas de reciclagem cresceu de 62,5% para 66,7%; processo para diminuir geração, passou de 75% para 84,6%; e coleta seletiva de lixo, de 87,5% para 100%, entre 2007 e 2011. Adicionalmente, a participação de companhias com investimentos em novas tecnologias voltadas para a redução de geração subiu de 62,5% para 69,2% do total de respondentes. As com processo para diminuir o impacto ambiental passaram de 75% para 82,1% do total; e com garantia de plena conformidade legal no manuseio, transporte, trato e destinação dos resíduos foi de 87,5% para 94,9% do total de participantes, no período. Em relação aos efluentes, as evoluções também foram significativas. Com as porcentagens aqui sempre representando o número de empresas participantes da pesquisa, o monitoramento com indicadores subiu de 68,8% para 92,3% do total; o reúso de 12,5% para 53,8% das participantes; e, enquanto 12,5% das respondentes diziam ter metas de reciclagem em 2007, o percentual chegou a 30,8% em 2011. As companhias com processo para diminuir geração de resíduos saíram de 37,5% do total das participantes em 2007 para 71,8%. As que declaram investir em novas tecnologias subiram de 37,5% para 56,4% do total. As que afirmam manter unidade de tratamento de efluentes atingiram 92,3% do total, em 2011, contra 62,5%, em 2007. E o percentual das empresas que afirmam apresentar garantia de conformidade legal em relacão ao tratamento de resíduos e efluentes passou de 68,8% para 87,2% do total. Já em relação aos ruídos e vibrações, os números para monitoramento foram de 76,9% para 89,2% do total das participantes. O percentual de empresas que afirma ter processo para diminuir a geração de ruídos e vibrações passou de 61,5% para 75,7% do total. Afirmaram investir em novas tecnologias 70,3% das participantes, contra 53,8% em 2007. Em segundo lugar, entre os ramos que mais evoluíram, aparece o de petróleo e gás. O índice de desempenho do setor passou de 41,58% para 58,33% entre 2007 e 2011, porém não www.analise.com

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram em ações de gestão dos resíduos entre 2007 e 2011

Os que mais avançaram 72% 72

Eletroeletrônica

59

Petróleo e Gás +17

+17

Construção e Engenharia +13

46

Transportes e Logística +18 33

Concessões Rodoviárias+19

20

77 2007

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2007 a 2011

Os que menos avançaram 72% 72

62 62

52 52

banco (-20) Comércio Atacadista (-25) Telecomunicações

42 42

(-8) Educação (-34)

32 32

22 22

Serviços Especializados

(-6)

2007

2008

2009

2010

2011 especial RIO+20

65


REsíduos

de forma constante ano a ano. O maior desafio do segmento é lidar com as borras oleosas que, devido à sua alta toxicidade, não podem ser processadas como os demais resíduos gerados. Vamos conferir, então, as práticas em que o ramo se destacou, com as porcentagens referindo-se ao número de respondentes da pesquisa Análise Gestão Ambiental. O monitoramento cresceu de 66,7% para 88% das empresas. O percentual de empresas que afirmaram reutilizar seus resíduos subiu de 25% para 56% do total. E a taxa de adoção de metas de reciclagem passou de 41,7% para 80%. Subiram também os percentuais de respondentes que dizem investir em tecnologia e em processos para reduzir o impacto ambiental dos seus resíduos. Mas foi o item garantia de conformidade legal que apresentou o maior crescimento. Metade das empesas afirmou adotar a prática em 2007, contra 92% em 2011. Em termos de efluentes, cuidados especiais devem ser dispensados ao tratamento das águas residuais procedentes do processo de refino e da exploração do petróleo. O número de empresas com monitoramento subiu de 58,3% para 84% do total. Das empresas que reutilizam seus resíduos, o percentual foi de 33,3% para 64%. Das que têm processo para diminuir a geração, o aumento foi de 41,7% para 60% do total. E das que investem em novas tecnologias, passou de 33,3% para 60% do total. Em 2011, 72% das empresas de petróleo e gás afirmaram manter unidade de tratamento de efluentes, ante 66,7% em 2007. O monitoramento de ruídos e vibrações subiu de 42,9% das respondentes em 2007 para 87,5% do total, em 2011.

Setor de transportes começa adequar-se à lei Em terceiro lugar, vem o setor de transportes e logística, cuja porcentagem do total de respostas possíveis subiu de 30,11%, em 2007, para 48,1%, em 2011. O desempenho do setor só não cresceu ininterruptamente ano a ano porque, em 2009, registrou 38,4% ante os 39% alcançados em 2008. É interessante notar o fato de que os três 66

Especial RIO+20

ramos que completam o grupo dos que mais evoluíram em resíduos – ou seja, transportes e logística; concessões rodoviárias; e construção e engenharia –, também ficaram entre os cinco que mais se desenvolveram em relação à definição de uma política ambiental corporativa no período (leia mais na pág. 36). Tal correlação é natural, já que uma prática leva à outra. Voltando a transportes e logística, um dos desafios com que o setor tem de lidar, principalmente após a logística reversa prevista na PNRS, refere-se ao retorno das embalagens utilizadas no transporte dos materiais. Provavelmente, por essa razão, o setor evoluiu em todas as práticas relacionadas aos resíduos sólidos. Com as porcentagens

Gerenciamento corporativo de resíduos As três ações mais difundidas na disposição de resíduos em 2011 Faz coleta seletiva

92%

Tem garantia de destinação

Monitora com indicadores

83%

80%

referindo-se ao número de respondentes da pesquisa Análise Gestão Ambiental no setor de transportes e logística, entre 2007 e 2011, o monitoramento cresceu de 38,1% para 71,1% das participantes do setor; e o reúso, de 9,5% para 36,8% das empresas. Já o número de companhias deste ramo que adotaram metas de redução passou de 30% (2008) para 52,6% no fim do período. Por sua vez, entre 2007 e 2011, as empresas com metas de reciclagem saltaram de 33,3% para 52,6% do total. Quanto ao processo para diminuir geração, de 28,6% das empresas foram 50%, em 2011; em coleta seletiva, de 66,7% para 89,5%; e em investimentos, de 9,5% para 28,9%. Já as empresas do ramo com processo para di-

minuir o impacto ambiental foram de 42,9% para 63,2%; e as com garantia de plena conformidade legal passaram de 57,1% para 81,6% . Nos destaques de efluentes, as empresas com monitoramento subiram de 28,6% para 52,6%; com reúso, de 23,8% para 34,2%; processo para diminuir geração, de 19% para 57,9%; investimentos em tecnologias, de 14,3% para 39,5%; e conformidade legal, de 47,6% para 60,5%. Já em relação aos ruídos e vibrações, os números para monitoramento foram de 47,4% para 62,9%; processo para diminuir geração, de 26,3% para 40%; investimentos, de 26,3% para 37,1%; e procedimentos para diminuir impacto, de 15,8% para 45,7% das participantes.

Preocupação é recente para alguns segmentos Em quarto lugar, vem o setor de concessões rodoviárias, cuja porcentagem do total de respostas possíveis cresceu de 8,7%, em 2007, para 28,2%, em 2011. O segmento evoluiu seguidamente, ano a ano, mas iniciou em um patamar bem baixo, com a gestão ambiental ganhando impulso só após a privatização. Em relação aos resíduos sólidos, começou com nenhuma ação específica em 2007, para várias práticas adotadas. Em 2011, os porcentuais eram os seguintes, em: monitoramento (16,7%), reúso (33,3%), metas de reciclagem (16,7%), processo para diminuir geração (33,3), investimentos (20,8%) e garantia de plena conformidade legal (70,8%). Já o número de companhias que adotou coleta seletiva subiu de 75% para 91,7%; e processo para diminuir o impacto ambiental, de 25% para 66,7%. As que abraçaram meta de redução passaram de 22,2%, em 2008, para 33,3%, em 2011. Em relação a efluentes, o setor também começou praticamente com nenhuma ação em 2007. Chegou a 2011 com as seguintes porcentagens de empresas com: monitoramento (20,8%), processo para diminuir geração (12,5%) e unidades de tratamento (37,5%). Em garantia de plena conformidade legal, os respondentes cresceram de 25%, em 2007, para 62,5%, em www.analise.com


rESíduos

2011. Quanto aos ruídos e vibrações, em 2007 nenhuma companhia monitorava, investia ou tinha procedimentos para diminuir o impacto ambiental. Já em 2011, o número de participantes que adotou tais ações, foi, respectivamente, de 20,8%, 20,8% e 29,2%.

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema resíduos, em 2011, para todos os 28 ramos analisados Mineração 75% Metalurgia e siderurgia 73%

Reúso de materiais avançou na construção O quinto colocado foi construção e engenharia, cuja porcentagem do total possível de respostas subiu de 41,8%, em 2007, para 54,8%, em 2011. O segmento apresentou evolução praticamente seguida em todos os anos, mas subiu significativamente entre 2010 e 2011 (início da PNRS), quando registrou aproveitamento de 46,1%. Com as porcentagens referindo-se ao número de respondentes, entre 2007 e 2011, o monitoramento cresceu de 66,7% para 87,7%; e o reúso, de 20% para 68,4% das participantes. Já o número de companhias que adotaram metas de redução passou de 26,9% (2008) para 50,9% em 2011. As empresas com metas de reciclagem subiram de 46,7% para 59,6% do total do ramo. Com processo para diminuir a geração, o número foi de 40% para 68,4% do total; em coleta de lixo, de 80% para 98,2%; e em investimentos, de 33,3% para 43,9%. As empresas com processo para diminuir impacto ambiental foram de 66,7% para 75,4% e as com garantia de conformidade legal, de 66,7% para 82,5%. Em efluentes, o destaque foi para as empresas que declaram fazer reúso: de 6,7% das participantes em 2007 para 40,4% do total e em meta de reciclagem, de nenhuma para 7%. As com processo para diminuir a geração saltaram de 33,3% para 57,9% do total. Quanto aos cinco ramos que menos evoluíram entre 2007 e 2011, são eles: educação, que deslizou de 65,6% do total de respostas possíveis para 31,8%; comércio atacadista, de 59% para 34%; bancos, de 66,2% para 45,6%; telecomunicações, de 40,9% para 33,1%; e serviços especializados, de 36,3% para 30,5%. Mas, diferentemente da maioria dos ramos acima citados, seus negócios não estão tão ligados à geração de descartes.  0 www.analise.com

Têxtil, couro e vestuário 72% Bebidas e fumo 72% Material de construção e decoração 71% Plásticos e borracha 70% Eletroeletrônica 70% Farmacêutica e cosméticos 70% Veículos e peças 70% Papel e celulose 66% Química e petroquímica 64% Mecânica 61% Alimentos 58% Petróleo e gás 58% Construção e engenharia 55% Serviços médicos 51% Água e saneamento 50% Açúcar e álcool 48% Transforte e logística 48% Bancos 46% Energia elétrica 45% Comércio varejista 45%

79%

dos bancos disseram realizar coleta seletiva de lixo e 25% têm metas de reciclagem

Tecnologia da informação 42% Comércio atacadista 34% Telecomunicações 33% Educação 32% Serviços especializados 31% Concessões rodoviárias 28% especial RIO+20

67


BRASIL: DA ECO-92 À RIO+20

Distribuição DE rEnDa English version page 184

N

os últimos 20 anos o Brasil tomou passos efetivos para distribuir melhor a sua renda e diminuir a desigualdade social. Em 1992, a classe C correspondia a pouco mais de 32% de toda a população nacional. Em meados de 2012 a classe média já representa metade dos brasileiros, reforçada por aqueles que deixaram para trás a linha de pobreza.

Uma das medidas que contribuiu para essa mudança foi o programa “Bolsa Família”, classificado como o maior programa de distribuição de renda do mundo pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em funcionamento desde 2003. Em 2012 foi aprovado o programa “Brasil Carinhoso” que complementa o programa para aumentar a renda de famílias na linha de extrema pobreza e que tenham crianças de até seis anos.


leonardo wen/folhapress

8,5% 13,5mi 93%

da população do Brasil vive abaixo da linha da pobreza em 2012. Em 1990 eram 26%

é o número de famílias no “Bolsa Família”. Desde 2005, os participantes aumentaram em 43%

dos lares brasileiros possuíam uma geladeira em 2010. Em 2000 o índice era de 83%

gELADEIRAS E fOgõES ExpOStOS nO ShOppIng ELDORADO, Em SãO pAuLO


Emissões

comércio e serviços entram no jogo Os setores registraram as maiores taxas de avanço em ações para reduzir emissões atmosféricas e de gases causadores do efeito estufa English version page 186

O índice de 2008 a 2011

22

ramos avançaram na gestão das emissões

2

ramos ficaram estagnados

C

4

ramos regrediram

 omércio varejista, eletroeletrônica, tecnologia da informação, petróleo e gás, e farmacêutica e cosméticos. Esses cinco ramos foram os que mais evoluíram quando o assunto é emissões e clima, entre 2008 e 2011, na pesquisa realizada pela Análise Editorial, em que as maiores empresas brasileiras foram convidadas a responder sobre suas práticas ambientais. Todos esses segmentos registram crescimento na implementação de pelo menos três ações no controle de emissões atmosféricas, possuem ou planejam implementar uma política corporativa voltada para a mudança climática e, ainda, desenvolvem algum projeto para a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE). Além disso, têm outra característica em comum: no período entre 2008 e 2011, registraram avanço contínuo na implementação de ações. A metodologia para a formulação do índice ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL considera quais são as práticas adotadas pelas companhias no que diz respeito a ações para medição e para redução de emissões atmosféricas. A relevância de cada ação é medida de acordo com impacto específico para cada um dos 28 ramos de atuação analisados, o que permite comparar atividades econômicas diferentes.

70

Especial RIO+20

O líder, comércio varejista, marcou 19,9% do total possível de respostas em 2008, e 40,1% em 2011 (+20,2 pontos percentuais). O número de empresas que adotaram monitoramento de emissões atmosféricas com indicadores cresceu de 18,8% para 65%; as que implementaram processo para diminuir geração subiram de 37,5% para 65% e as que investiram em novas tecnologias para a redução de geração saltaram de 12,5% para 60%. Além disso, os respondentes que adotaram processo para diminuir seu impacto ambiental cresceram de 31,3% para 80% no período. Quanto à política corporativa voltada para a mudança climática, o número de participantes que afirmou possuí-la passou de 12,5% para 26,1%; e os que desejam implementála, de 6,3% para 13%. Para completar esse quadro positivo, as companhias que desenvolvem algum projeto para a redução de emissão de GEE subiram de 31,3% para 52,2%. O segundo colocado, eletroeletrônica, não ficou muito atrás, já que tem investido em matéria-prima mais

Gerenciamento de combustíveis fósseis As três ações mais difundidas no uso de combustíveis fósseis em 2011 Monitora com indicadores

64%

Tem meta de redução

47%

Tem um programa estruturado

30%

verde. A pontuação do segmento, de 37% do total de respostas possíveis em 2008, subiu para 54,7% em 2011 (+17,7 pontos percentuais). Segundo especialistas, o ramo tem se destacado, ultimamente, pelo uso de materiais menos poluidores. Essa iniciativa aparece em suas respostas. A porcentagem de respondentes que adotaram monitoramento de emissões atmosféricas com indicadores cresceu de 65,2% para 88,6%. Os que abraçaram processo para diminuir geração subiram de 39,1% para 71,4% e os que investiram em novas tecnologias para a redução de geração saltaram de 47,8% para 57,1%. Ao mesmo tempo, as companhias que adotaram processo para diminuir seu impacto ambiental cresceram de 52,2% para 68,6% no período. Sobre a política corporativa para mudança do clima, as empresas que afirmaram possuí-la passaram de 44% para 71,8%; e as que desejam implementá-la, de 4% para 5,1%. Quanto a projetos para a redução de emissão de GEE, os respondentes cresceram de 44% para 69,2%. Além disso, em 2008, nenhuma empresa do setor eletroeletrônico possuía o selo verde, ou seja, tinha sido atestada por uma terceira instituição por adotar práticas de neutralização de carbono. Em 2011, essa porcentagem era de 2,6%. O ramo seguinte, tecnologia da informação, também tem procurado utilizar materiais que não agravem o efeito estufa. Além disso, encontra-se entre os que mais evoluíram porque começou em um patamar baixo, em 2008, com 17,5% do total de respostas possíveis. Em 2011, entretanto, já havia alcançado 33,9% (+16,4 pontos percentuais). A parcela de empresas que adotaram monitoramento de emissões atmosféricas com indicadores cresceu de 14,3% para 62,5%; a que implementou processo para diminuir geração subiu de 28,6% para 37,5% e a que investiu em novas tecnologias para a redução de geração saltou de 28,6% para 50%. Quanto à política corporativa voltada à mudança climática, o número de participantes que afirmaram possuí-la caiu de 11,1% para 10% mas, em compensação, os que desejam implementá-la subiram de 22,2% para 40%. Os respondentes www.analise.com


Emissões

que desenvolvem algum projeto para a redução de emissão de GEE saltaram de 33,3% para 60%, e os com selo verde, de nenhum para 10%. Em quarto lugar, vem o setor de petróleo e gás, cujas iniciativas para diminuir emissões fazem parte de seu próprio negócio. O segmento registrou um aumento em sua pontuação de 38,6% para 54,6%, entre 2008 e 2011 (+16 pontos percentuais). A porcentagem de respondentes que adotaram monitoramento de emissões atmosféricas cresceu de 57,1% para 84%; a que instituiu processo para diminuir a geração subiu de 57,1% para 68%; e a que investiu em novas tecnologias e também criou processos para diminuir seu impacto ambiental saltou de 50% para 64%. Quanto a políticas para mudança do clima, as empresas que afirmaram possuí-la passaram de 21,4% para 52%. No caso de projetos para a redução de emissão de GEE, os participantes cresceram de 42,9% para 76%. E as empresas que possuíam o selo verde de 7,1% para 16%. O segmento de farmacêutica e cosméticos, na quinta colocação, tem investido muito em ações de apelo ambiental, inclusive com várias campanhas de marketing voltadas para o tema. Justifica-se, então, o desempenho positivo de sua pontuação, que passou de 43,2%, em 2008, para 54,2% (+11 pontos percentuais). O número de empresas que instituíram monitoramento de emissões atmosféricas com indicadores cresceu de 65,4% para 91,3%; as que implementaram processo para diminuir geração subiram de 46,2% para 69,6% e as que investiram em novas tecnologias saltaram de 42,3% para 73,9%. Ao mesmo tempo, as que instituíram processo para diminuir seu impacto ambiental cresceram de 65,4% para 78,3% no período. No que diz respeito a já possuir políticas corporativas voltadas para a mudança climática, o número de participantes passou de 44,4% para 50%. Para finalizar, os respondentes que desenvolvem algum projeto para a redução de emissão de GEE subiram de 55,6% para 70,8%. O número dos participantes, na maioria desses cinco ramos, subiu ao longo da pesquisa de 2008 a 2011. www.analise.com

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram em controle e redução das emissões entre 2007 e 2011

Os que mais avançaram 55% 55

Petróleo e Gás +16 Eletroeletrônica

47

+18

Farmacêutica e Cosméticos +11

39

Comércio Varejista

31

+20

Tecnologia da Informação +16 23

15 15 2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2007 a 2011

Os que menos avançaram 75% 75

62 62

Papel e Celulose

(+1) banco (-17)

49 49

Bebidas e Fumo

36 36

(-11)

Plásticos e Borracha

(-3)

Comércio Atacadista

(-10)

23 23

10 10 2008

2009

2010

2011 especial RIO+20

71


Emissões

As empresas de comércio varejista saltaram de 16 para 23; as de eletroeletrônica de 25 para 39; e as de tecnologia da informação de 9 para 10 respondentes. Já as de petróleo e gás foram de 14 para 25; e farmacêutica e cosméticos, de 27 para 24.

Ramos já estabelecidos têm avanço modesto

em novas tecnologias, cujo número de participantes subiu de 57,1% para 73,3%. Além disso, os respondentes que afirmaram possuir política voltada para a mudança climática cresceram de 14,3% para 22,2%, e os com projetos para redução de emissão de GEE foram de 23,8% para 27,8%. O ramo de papel e celulose permaneceu estável entre 2008, com 55,3%, e 2011, com 55,4%, o que indica uma política implementada estabilizada. Em 2011 o setor ficou 13,7 pontos percentuais acima da média dos 28 ramos estudados. As empresas do setor que adotam monitoramento de indicadores subiram de 89% para 100% no período, e as que obtiveram o selo verde, de 5,6% para 9,1%. O número dos participantes entre os cinco grupos que menos evoluíram variou ao longo da pesquisa. Os bancos saltaram de 15 para 24. Já as empresas de bebidas e fumo passaram de 14 para 13 participantes; as de comércio atacadista, de 4 para 8 respondentes; Marcos Issa/Argosfoto

Dos cinco setores que menos evoluíram no período, três deles – bancos, bebidas e fumo, e papel e celulose – tiveram um desempenho bem acima da média dos 28 setores analisados em todos os anos entre, 2008 e 2011. Tal média foi de 36,9%, em 2008; e de 41,8%, em 2011. Vejamos: bancos foi o segmento que apresentou a maior desaceleração entre os cinco que menos evoluíram, caindo de 69,2% do total possível de respostas, em 2008, para 52,4% em 2011 (-16,8 pontos percentuais). Contudo, não estão entre os

grandes emissores e, na lista de 2011, ocupam a sétima melhor colocação. Em seguida, veio o setor de bebidas e fumo, passando de 57,1% para 46,6% (-10,5 pontos percentuais) no período, destacando-se pelo monitoramento de suas emissões com indicadores. As empresas que adotaram tal prática, no setor, subiram de 78,6%, em 2008, para 92,3%, em 2011. A seguir, aparece comércio atacadista, deslizando de 21,4% para 11,6% (-9,8 pontos percentuais). Os respondentes que adotaram o monitoramento de suas emissões, entretanto, subiram de 25% para 50%, enquanto os que implementaram processos para a diminuição de geração ficaram estáveis nos 25%. Já a pontuação do total de respostas possíveis de plásticos e borracha caiu de 39,9% para 36,5% (-3,4 pontos percentuais), entre 2008 e 2011. O destaque, no ramo, ficou por conta das empresas com processo para diminuir seu impacto ambiental, que passaram de 57,1% para 80%; e das que investiram

Transportes e logística: a frota nacional responde por 9% do total de emissão de gases que causam o efeito estufa no Brasil 72

Especial RIO+20

www.analise.com


Emissões

de plásticos e borracha, de 21 para 18; e de papel e celulose, de 18 para 11.

Mineradoras e setor de papel lideram em 2011 A análise do desempenho dos 28 ramos econômicos em 2011 mostra que a distância entre os primeiros colocados e os últimos é muito grande. Essas diferenças, contudo, devem ser vistas com cautela, já que alguns setores têm muito mais problemas com emissões do que outros. No topo da lista aparece mineração, que enfrenta o desafio de gerenciar a emissão atmosférica por material particulado, com 65,5% do total de respostas possíveis em 2011. De acordo com as informações colhidas pela Análise Editorial, todas as companhias do segmento monitoram suas emissões com indicadores, e 85,2% desenvolvem processos para reduzir a emissão de GEE. Além disso, 88,9% das companhias implementam processos para diminuir o impacto ambiental de sua produção e investem em novas tecnologias. Em 2011, 63% das empresas do setor tinham uma política corporativa voltada para a questão das mudanças climáticas. O controle das emissões atmosféricas com acompanhamento e redução dos materiais particulados também é o principal desafio da indústria de papel e celulose, que veio em segundo lugar, em 2011, com 55,4% do total de respostas possíveis. Em 2011, todos os participantes monitoram suas emissões com indicadores específicos. E outros 63,6% implementam processos para diminuir a geração, investem em novas tecnologias e têm projetos para a redução da emissão de GEE. Além disso, 72,7% adotam processos para diminuir seu impacto no meio ambiente e 9,1% obtiveram o selo verde. Se considerarmos a pontuação máxima obtida em 2011 por todos os ramos pesquisados nos nove temas abordados, vemos que emissões ocuparam o sexto lugar, com 65,5% do total da pontuação possível, atrás de de políticas corporativas de gestão ambiental (94%), uso da água (93,1%), áreas verdes (75,1%), eficiência energética (79,9%) e gerenciamento de resíduos (72,8%).  0 www.analise.com

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema emissões, em 2011, para todos os 28 ramos analisados Mineração 66% Papel e celulose 55% Eletroeletrônica 55% Petróleo e gás 55% Farmacêutica e cosméticos 54% Açúcar e álcool 53%

Bancos 52% Material de construção e decoração 52% Energia elétrica 51% Química e petroquímica 50% Alimentos 48% Metalurgia e siderurgia 48% Veículos e peças 48% Bebidas e fumo 47% Transportes e logística 42% Têxtil, couro e vestuário

78%

das siderúrgicas disseram que estão investindo em novas tecnologias para reduzir emissões atmosféricas

41% Comércio varejista 40% Plásticos e borracha 37% Telecomunicações 35% Tecnologia da informação 34% Construção e engenharia 34% Mecânica 32% Educação 30% Água e saneamento 30% Serviços médicos 27% Concessões rodoviárias 22% Serviços especializados 22% Comércio atacadista 12%

13%

das empresas de transporte e logística têm uma política corporativa voltada para a mudança climática especial RIO+20

73


áreas verdes

empresa de médio impacto planta mais Setores de menor impacto ambiental avançam mais na preservação de áreas verdes nativas e programas de plantio de árvores English version page 190

18

ramos avançaram na gestão de áreas verdes

2

8

ramos regrediram

ramos ficaram estagnados

O

s segmentos econômicos cujas atividades exercem médio ou pequeno impacto ambiental estão aderindo mais a programas de plantio de árvores, uma prática liderada tradicionalmente por ramos com maior impacto ambiental. De acordo com pesquisa realizada pela Análise Editorial entre 2007 e 2011 entre 28 ramos de atuação econômica, o segmento que mais evoluiu em relação à plantação de áreas verdes foi o de bebidas e fumo, considerada uma atividade de médio impacto pelo Instituto Brasileiro de Meio-Ambiente (Ibama). A metodologia para formulação do índice considera quais são as práticas adotadas pelas companhias no que diz respeito à conservação voluntária de áreas verdes e programas de plantio de árvores. A relevância de cada ação é medido de acordo com impacto específico para cada um dos 28 ramos de atuação analisados, o que permite comparar atividades econômicas diferentes. Em 2011, o ramo de bebidas e fumo alcançou 67,7% do total de pontuação possível para as respostas, contra 35,6% registrados em 2007. Tratase de uma evolução positiva de mais de 32 pontos percentuais. Em segundo lugar, veio o ramo de eletroeletrônica, também de médio

74

Especial RIO+20

impacto, com 49% em 2011 contra 30% em 2007, ou um crescimento de 19 pontos percentuais. Logo em seguida, aparecem plásticos e borracha, de pequeno impacto, com 42,6% em 2011, acima dos 25,6% registrados em 2007, com um ganho de 17 pontos percentuais; e materiais de construção e decoração, em geral de médio impacto, passando de 47,3% para 61,2%, ou uma variação positiva de 13,9 pontos percentuais nos cinco anos de pesquisa. O quinto ramo que mais se empenhou no plantio de árvores foi o de telecomunicações, passando de 11,9% para 22,8% no período, com um ganho

Juca Varella/Folhapress

O índice de 2007 a 2011

de 11 pontos percentuais. Ao analisarmos as pontuações, vemos que a diferença entre o primeiro colocado, bebidas e fumo, e o segundo, eletroeletrônica, é grande, chegando praticamente a 13 pontos percentuais. A distância entre o líder e o terceiro colocado, plásticos e borracha, passa dos 15 pontos percentuais e, entre o quinto colocado, telecomunicações, ultrapassa a casa de 21 pontos percentuais. Tais resultados, de qualquer forma, refletem o fato de que setores de médio impacto ambiental estão se empenhando para melhorar seu desempenho em áreas verdes, diminuindo a distância que os separam de ramos de alto impacto com tradição no quesito, como mineração e papel e celulose. Para se ter uma ideia, em 2011, o número de empresas desses cinco ramos que possuía programa de plantio de árvore como contribuição espontânea variou de 42,3% a 72,7%, dependendo do segmento. É interessante notar que em 2008, ano em que se iniciou a crise mundial, com exceção do líder bebidas e fumo, os próximos três ramos registraram

Alerta verde: resta, no Brasil, apenas 11,6% da área de Mata Atlântica original www.analise.com


áreas verdes

queda em sua performance, para depois voltar a subir ininterruptamente até 2011. Já o quinto colocado, telecomunicações, registrou números mais fracos tanto em 2008 como em 2010. O número dos participantes desses cinco ramos subiu ao longo do período em que a Análise Editorial realizou seu levantamento. As empresas de bebidas e fumo saltaram de 12 para 13, de 2007 a 2011. As de eletroeletrônica passaram de 16 a 39 participantes, as de plástico e borracha registraram um aumento de 13 para 18 ao longo dos cinco anos . Já materiais de construção tiveram variação zero, com 11 empresas tanto em 2007 como em 2011; e telecomunicações subiram de 9 para 12 participantes no período.

Ramo sucroalcooleiro vai de líder para 5º lugar Considerando-se ainda a questão de evolução, o grupo que mais declinou em seu desempenho no plantio de áreas verdes entre os 28 participantes foi o de açúcar e álcool. Dos 86,7% do total de pontuação possível para as respostas, em 2007, caiu para 54,7% em 2011, com um declínio de 32 pontos percentuais. No cenário geral, entretanto, deve ser considerado que açúcar e álcool já contavam com uma pontuação alta desde o início do período. Na média entre 2007 e 2011, o ramo obteve uma porcentagem de 69% do total possível, ficando em segundo lugar no tema áreas verdes entre os 28 ramos. Como o segmento depende do uso do solo em seus negócios, consequentemente tem que cumprir vários regulamentos. É justificável, portanto, que registre uma boa porcentagem no plantio de áreas verdes. Tomando-se o ano de 2011 isoladamente, sua performance garantiu-lhe estar entre os cinco primeiros nesse quesito. Contudo, a crise financeira internacional iniciada em 2008 pode ter levado o ramo a cortar parte das áreas verdes mantidas além das exigências legais. Em seguida, no 27º lugar, vem o setor de mecânica, que caiu de 46,7% para 24,1% no período (-22,5 pontos percentuais). Aparece então tecnologia da informação, no 26º, com queda www.analise.com

A Movimentação dos ramos Os gráficos abaixo mostram os cinco ramos que mais avançaram e os que menos avançaram na preservação de áreas verdes entre 2007 e 2011

Os que mais avançaram 70% 70

Bebidas e Fumo +32 Materiais de Construção e Decoração +14 Eletroeletrônica

57

+19

44 Plásticos e Borracha

+17

31

Telecomunicações

+11

18

5 2007

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação em pontos percentuais de 2007 a 2011

Os que menos avançaram 88% 88

72 72

Açúcar e Álcool (-32) Energia Elétrica (-16)

56 56

Têxtil, Couro e Vestuário (-14)

40 40

Mecânica (-23)

24 24

Tecnologia da Informação

(-17)

88 2007

2008

2009

2010

2011 especial RIO+20

75


de 37,3% para 20% (-17,3 pontos percentuais); energia elétrica, no 25º, que passou de 63,1% para 47,3% (-15,8) e o setor de têxtil, couro e vestuário, no 24º, indo de 48,7% para 35% (-13,7 pontos percentuais). O impacto ambiental exercido por esses segmentos, entretanto, é médio, com exceção da indústria de couro e de determinadas atividades do setor de energia elétrica. Contudo, a soma de toda a pontuação do setor elétrico nos cinco anos da pesquisa garantiu-lhe a sétima colocação entre os ramos. A evolução desses cinco segmentos não aconteceu de forma uniforme. Açúcar e álcool tiveram uma queda constante em todos os anos analisados, enquanto mecânica registrou um declínio praticamente contínuo, tendo apenas subido ligeiramente de 37,3%, em 2008, para 37,8%, em 2009. Já as performances de tecnologia da informação e energia elétrica caíram de 2007 a 2010, para subir em 2011. Têxtil, couro e vestuário, por sua vez, flutuaram ao longo do período. O número dos participantes desses cinco ramos também cresceu durante os cinco anos de pesquisa. As empresas de açúcar e álcool saltaram de 13 para 34, de 2007 a 2011. As de mecânica passaram de 6 a 13 participantes e as de tecnologia da informação registraram um aumento de 5 para 10 ao longo dos cinco anos. Já o número de empresas do ramo de energia elétrica quase triplicou passando de 28 em 2007 para 78 em 2011; enquanto têxtil, couro e vestuário subiram de 13 para 16 participantes no período.

Companhias que plantam árvores Cresce fatia das que têm programas para plantio sem ser como insumo 68,0

68%

67%

64,5

64,5

61,0 61

57,5

57,5

54,0

2007

76

2011

Especial RIO+20

alberto césar araújo/folhapress

áreas verdes

Agroindústria: o número de empresas que mantêm área verde nativa sob o seu domínio de forma voluntária, caiu de 73% para 26% entre os anos de 2007 e 2011

96% das mineradoras tem ações de plantio de árvores Quando analisamos o desempenho dos 28 segmentos econômicos em 2011, vemos que a diferença entre os primeiros colocados e os últimos é muito grande. Esses resultados, entretanto, devem ser vistos com cuidado, uma vez que, como já observamos, alguns ramos impactam mais o meio ambiente que outros e, portanto, precisam seguir uma regulação mais rígida que determina o plantio. Este é o caso da mineração, ramo que lidera o tema nos cinco anos de pesquisa. Em 2011, registrou a maior porcentagem do total de pontuação possível para as respostas, com 75%. De acordo com os dados coletados, analistas consultados pela Análise Editorial avaliam que, para minimizar os aspectos negativos, existe também a preocupação com a imagem no relacionamento com as comunidades no entorno. Vejamos as informações: para a pergunta sobre possuir ou não programa de plantio de árvores, 96%

das empresas de mineração disseram que sim. Sobre a finalidade do plantio de árvores para as empresas, nenhuma respondeu que o objetivo era a neutralização das emissões para tornar-se “carbono zero”. A ação compensatória por outros impactos ambientais foi assinalada por 15,4% dos participantes. Já a produção de matéria-prima e insumos para atividades ficou com 3,8%. A contribuição espontânea foi a resposta mais escolhida, tendo sido assinalada por 50% dos participantes. Na terceira e última pergunta, 81,5% das empresas de mineração responderam “sim” sobre manter voluntariamente área verde nativa sob seu domínio. É interessante notarmos, ainda, que o desempenho de mineração, assim como os de outros ramos, provavelmente também foi afetado pela crise mundial. Em uma análise ano a ano, verificamos que os 73,3% do total das respostas possíveis alcançados em 2007 subiu para 75,6% em 2008, antes de cair para 70,8% em 2009. Sendo um setor exportador de commodities, não teria como ficar imune aos mowww.analise.com


áreas verdes

vimentos de baixa do mercado internacional, enfrentado, possivelmente, dificuldades em manter constante sua alta porcentagem de área verde. Ainda sobre a performance dos cinco ramos que mais se destacaram em 2011, a vantagem de mineração foi de 7,4 pontos percentuais em relação ao segundo colocado, bebidas e fumo, com os já citados 67,7%. Em seguida vêm materiais de construção e decoração, com 61,2%, água e saneamento, com 57,3%, açúcar e álcool, com 54,7% e educação, com 50,8%. Por outro lado, o ramo que apresentou o mais baixo resultado em 2011 foi o de serviços médicos, com 15,8%. Mas isso não significa que o setor não se preocupe com as áreas verdes. É preciso lembrar que se trata de uma atividade não ligada ao uso do solo. Mesmo assim, para a pergunta sobre possuir ou não programa de plantio de árvores, 68,4% das empresas do ramo disseram que “não”. Nenhuma respondeu que tal plantio tinha por finalidade a neutralização de emissões para tornar-se “carbono zero”. A ação compensatória por outros impactos ambientais foi assinalada por 16,7% dos participantes e plantio por contribuição espontânea foi assinalada por 50% dos respondentes. Nenhuma empresa de serviços médicos disse manter voluntariamente área verde nativa sob seu domínio. Na lista dos ramos que menos se destacaram no plantio de áreas verdes em 2011 ainda aparecem serviços especializados (18,8%); comércio varejista (18,8%); tecnologia da informação (20%) e transportes e logística (21,9%). Contudo, assim como em serviços médicos, o exercício de suas atividades e produção não estão ligados à necessidade de uso de solo ou desmatamento. Se considerarmos a pontuação máxima obtida, em 2011, por todos os ramos pesquisados nos nove temas abordados, vemos que áreas verdes ficaram em quarto lugar, com 75% do total da pontuação possível para as respostas. Ficou na frente apenas do tema fontes renováveis de energia. Isso mostra que, guardadas as devidas proporções, para se ganhar um Brasil mais verde ainda há muito espaço para tal prática de plantio crescer. 0 www.analise.com

os ramos em 2011

O gráfico abaixo indica o valor do índice Análise Gestão Ambiental no tema áreas verdes, em 2011, para todos os 28 ramos analisados Mineração 75% Bebidas e fumo 68% Material de construção e decoração 61% Água e saneamento 57% Açúcar e álcool 55% Educação 51% Concessões rodoviárias 50% Papel e celulose 50% Eletroeletrônica 49% Química e petroquímica 48% Alimentos 48%

55%

das empresas de material de construção mantêm voluntariamente uma área verde nativa sob seu domínio

Energia elétrica 47% Metalurgia e siderurgia 46% Petróleo e gás 45% Plásticos e borracha 43% Veículos e peças 42% Farmacêutica e cosméticos 36% Têxtil, couro e vestuário 35% Construção e engenharia 32% Bancos

79%

das concessionárias plantam árvores para compensar outros impactos ambientais

29% Comércio atacadista 24% Mecânica 24% Telecomunicações 23% Transportes e logística 22% Tecnologia da informação 20% Serviços especializados 19% Comércio varejista 19% Serviços médicos 16%

25%

das empresas de telecom que plantam árvores o fazem para neutralizar emissões e se tornar "carbono zero" especial RIO+20

77


IndústrIa

O

setor industrial brasileiro tem dois principais focos no que diz respeito à instituição de políticas ambientais, de acordo com o índice Análise Gestão Ambiental (veja o quadro ao lado). O uso da água e a disposição de resíduos – sejam eles sólidos ou efluentes – são preponderantes no índice (que vai de 0 a 100%) ao lado da preocupação geral com a instituição de políticas de gestão ambiental. Entre 2007 e 2011, as ações para melhorar o uso da água foram as que mais avançaram, ao lado de medidas para ampliar a eficiência no uso de energia. A utilização de fontes renováveis de energia é a questão menos desenvolvida entre os nove assuntos analisados.

bruno veiga/divulgação petrobras

ÁGUA E LIXO

English version page 194

Polo Industrial de Urucu, na região do Amazonas


Indústria

A indústria em 2011

Desempenho do setor nos nove temas do índice Análise Gestão Ambiental

Gestão Ambiental

89%

Água

76%

Resíduos

68%

Eficiência Energética

52%

50%

Emissões Áreas Verdes

94%

46%

ISO 14000

45%

Stakeholders

45%

Fontes Renováveis

é a taxa alcançada pelas mineradoras no índice de gestão ambiental, a maior da indústria

18%

O avanço da indústria Os quatro temas em que o índice mais cresceu entre 2007 e 2011

90 90

%

+5

GESTÃO AMBIENTAL ÁGUA

78 78

66 66

54 54

42 42

2007

2008

2009

+10

Resíduos

+6

Eficiência Energética

+8

2010

91%

das companhias de papel e celulose têm metas formalizadas para redução do consumo de água

2011

Os números em destaque indicam a variação, em pontos percentuais, de 2007 a 2011 www.analise.com

especial RIO+20

79


servIços

POLÍTICAS E RELACIONAMENTO

O

gundo o índice Análise Gestão Ambiental (veja o quadro abaixo). A natureza das atividades do setor, predominantemente de baixo impacto ambiental, justifica os resultados do índice (que vai de 0 a 100%). Ao lado do setor industrial, o de serviços é o mais atento ao seu relacionamento com seus stakeholders no que diz respeito às suas políticas ambientais.

setor de serviços brasileiro, em contraste com os outros setores da economia analisados nesta seção, concentra majoritariamente o foco de suas ações ambientais na implementação de políticas de gestão, em vez de pontos específicos, como o uso de energia, recursos naturais ou a preservação de áreas verdes, se-

English version page 196

os seRvIços eM 2011

Desempenho do setor nos nove temas do índice Análise Gestão Ambiental 84%

Gestão Ambiental 55%

Água

Stakeholders

44%

38%

Eficiência Energética

37%

Emissões

das empresas de construção e engenharia exigem de seus fornecedores comprovação de adoção de procedimentos de gestão ambiental

36%

Áreas Verdes 28%

ISO 14000 Fontes Renováveis 80

58%

45%

Resíduos

especial RiO+20

20%

www.analise.com


Vista geral de uma central de atendimento de telemarketing, em Taubaté (SP) nilton Cardin/Folhapress

o AvANço dos seRvIços 56 56

55%

Os quatro temas em que o índice mais cresceu entre 2007 e 2011 %

ÁGuA 44 44

das empresas de transportes e logística têm metas de redução no consumo de combustíveis fósseis

+12

efIcIêNcIA eNeRGéTIcA

+9

eMIssões

+7

foNTes ReNovÁveIs

+7

32 32

20 20

88

2007

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação, em pontos percentuais, de 2007 a 2011 www.analise.com

especial RiO+20

81


comércIo

A

s companhias brasileiras do setor de comércio avançaram, de 2007 a 2011, no que diz respeito à instituição e formalização de políticas ambientais, segundo o índice Análise Gestão Ambiental (veja o quadro ao lado). Além da preocupação geral com a instituição de políticas de gestão ambiental, as ações referentes ao

uso da água também recebem destaque no índice (que vai de 0 a 100%). Entre os setores econômicos analisados nesta seção, o comércio foi o que manteve a maior estabilidade do índice no périodo. Dos nove indicadores medidos, apenas dois registraram algum avanço em cinco anos, como é possível verificar no gráfico de evolução apresentado ao lado. English version page 198

Shopping Center Norte, na zona norte de São Paulo

mateus bruxel/Folhapress

ESTABILIDADE


Comércio

O comércio em 2011

Desempenho do setor nos nove temas do índice Análise Gestão Ambiental

Gestão Ambiental

79%

Água

62%

Resíduos

48%

Eficiência Energética

41%

Stakeholders

39%

Emissões

52%

38%

Áreas Verdes

24%

ISO 14000

das empresas de comércio varejista afirmaram, em 2011, ter políticas de reúso de resíduos

19%

Fontes Renováveis

16%

O avanço do comércio Os quatro temas em que o índice mais cresceu entre 2007 e 2011

80 80

%

+4

Gestão ambiental

63%

65 65

das empresas de comércio atacadista afirmaram, em 2011, ter uma política de gestão ambiental integrada com as demais políticas da companhia

Eficiência energética

50 50

35 35

20 20

(-1)

+1

Stakeholders

Áreas verdes 2007

2008

2009

2010

0

2011

Os números em destaque indicam a variação, em pontos percentuais, de 2007 a 2011 www.analise.com

especial RIO+20

83


indústria AGROIndústria

ÁREAS VERDES

A

agroindústria brasileira é o setor que tem maior foco em questões referentes a áreas verdes, segundo o índice Análise Gestão Ambiental (veja o quadro abaixo), entre os setores da economia analisados nesta seção. O uso da água e a disposição de resíduos também são preponderantes

no índice (que vai de 0 a 100%), e foram os pontos que tiveram os maiores avanços de 2007 a 2011. A natureza das atividades do setor justifica a atenção ao uso da terra. A certificação ambiental e o uso de fontes de energia renováveis são as questões menos desenvolvidas pelas companhias agroindustriais entre os nove assuntos analisados.

English version page 200

A agroindústria em 2011

Desempenho do setor no índice Análise Gestão Ambiental 79%

Gestão Ambiental 61%

Água

Áreas Verdes

51%

Emissões

51%

44%

Eficiência Energética

Stakeholders

das empresas do setor sucroalcooleiro disseram manter programas para o plantio de árvores

41%

27%

Fontes Renováveis 22%

ISO 14000 84

97%

55%

Resíduos

Especial RIO+20

www.analise.com


paulo whitaker/reuters

Colheita de soja em Tangará da Serra, Mato Grosso do Sul

o AvANço dA AGRoINdúsTRIA Os quatro temas em que o índice mais cresceu entre 2007 e 2011 90 90

85%

%

75 75

das companhias de bebidas e fumo afirmaram, em 2011, que contam com ações para promover reúso de água

GesTÃo AMBIeNTAL

+6%

ÁGuA

+14

60 60

Resíduos

+9

StakeholderS

+8

45 45

30 30

2007

2008

2009

2010

2011

Os números em destaque indicam a variação, em pontos percentuais, de 2007 a 2011 www.analise.com

especial RiO+20

85


riCardo lisboa/ae

crédIto

SOBE E DESCE

M

ais de 70% dos bancos brasileiros possuem políticas para medir riscos ambientais na hora de conceder crédito, mas poucos empregam regras formais ou são abrangentes na aplicação dessas normas em todo o seu processo. Esta é a conclusão de pesquisa realizada pela Análise Editorial, em 2011, com 24 instituições financeiras entre as maiores do

English version page 202

país. No gráfico de evolução ao lado, é possível consultar a progressão do índice Análise Gestão Ambiental para a concessão de crédito a partir de 2007 – o primeiro ano em que o levantamento foi conduzido. O índice (que vai de 0 a 100%) sofre uma queda a partir de 2010. No quadro “Os altos e baixos”, é possível identificar algumas das políticas mais comuns entre os bancos e as ações que eles menos adotam.

Painel de ações da BM&FBovespa, em São Paulo


crédIto

íNdIce ANÁLIse: PoLíTIcAs AMBIeNTAIs PARA coNcessÃo de cRédITo O índice tem como base mais de 50 dados apurados junto aos bancos. Atingir 100% significa que o banco implementa um grupo de políticas considerado abrangente por especialistas em gestão ambiental 59

A queda no índice, a partir de 2010, tem relação com a ampliação do número de bancos entrevistados. Os bancos com políticas sólidas participam da pesquisa desde a primeira edição.

%

56

53

50% 50

13

15

2007

número de bancos entrevistados

2008

os ALTos...

14

21

24

2009

2010

2011

As práticas mais populares e as ações menos adotadas pelos bancos pesquisados em 2011

Tem produtos de crédito com foco ambiental

75%

Tem política de risco socioambiental para a concessão de crédito

71%

Estimula a melhoria das práticas socioambientais dos clientes

71%

Aplica política de risco no financiamento do agronegócio

67%

Monitora clientes para verificar política de risco socioambiental

62,5%

...e BAIxos NAs PoLíTIcAs de ANÁLIse de RIsco de cRédITo Aplica os Princípios do Equador a projetos menores que US$ 10 mi

50%

Avalia oportunidades ambientais para desenvolver novos produtos

50%

Considera riscos ambientais para rating financeiro de clientes É signatário dos Princípios do Equador

33%

Tem profissionais especializados para análise de riscos na gestão de fundos www.analise.com

10

46%

25%

é o número médio de profissionais por banco que se dedicam à análise de gestão e risco sócioambiental na área de crédito especial RiO+20

87


OPERAÇÃO LIMPEZA É necessário um verdadeiro batalhão de trabalhadores, empresas e equipamentos para manter o Brasil limpo. Entenda quem participa dessa gigantesca operação diária

243 mil toneladas equivalente a 45 mil caminhões de lixo de lixo são coletadas diariamente no Brasil

Papel

Plástico 41% 42%

COLETA SELETIVA

9% 8%

Metal Vidro

9,3 m

i

utro lhões s tip os d de tonel e lixo adas

de o

28,5

milh

33 m i

ões

AS PESSOAS

17,7

lhõe s de t

312 mil

de to milhõ nela das d es adas e lixo de li recic xo o lável rgân ico

de t onel

onel

empregos no setor de limpeza urbana

adas

de e

ntul

ho

57% no setor de limpeza privada

VAGAS EM 2011

13,5 mil

novas vagas em 2011 43% no setor de limpeza pública

55% foram geradas no setor público

45% foram geradas no setor privado

R$ 21 bilhões

foram gerados pelo mercado de serviços de limpeza urbana em 2011

88

EspEcial RiO+20

59%

das cidades do Brasil possuem iniciativas de coleta seletiva

90%

foi o índice de coleta de lixo no Brasil em 2011

www.analise.com


English version page 204

24%

DESTINO DO LIXO

aterro controlado

58%

aterro sanitário

PARTICIPAÇÃO NA COLETA DO LIXO POR REGIÃO

18% lixão

6% 22% 8% 53% 11%

EVOLUÇÃO DA COLETA DE LIXO

EVOLUÇÃO DA COLETA DE LIXO HOSPITALAR

Coleta de lixo comum, em milhões de toneladas

Em milhares de toneladas

54,1 51,4

228

221

55,5

237

209

50,2

46,5 123 2007

2008

2009

Crescimento 2007/2011:

www.analise.com

2010

+8%

2011

2007

2008

2009

2010

Crescimento 2007/2011:

2011

+94%

EspEcial RiO+20

89


tabela de resultados

OS NOVE ÍNDICES EM 2011

English version page 206

Gestão ambiental

Stakeholders

ISO 14001

Água

Eficiência energética

Fontes renováveis

Resíduos

Emissões

Áreas verdes

O desempenho comparado de 28 ramos nos nove assuntos medidos pelo Índice Análise Gestão Ambiental

Açúcar e Álcool

78%

40%

18%

55%

21%

27%

48%

53%

55%

Água e Saneamento

81%

45%

25%

79%

40%

17%

50%

30%

57%

Alimentos

81%

39%

26%

65%

54%

26%

58%

48%

48%

Banco

74%

33%

-

50%

44%

22%

46%

52%

29%

Bebidas e Fumo

91%

54%

41%

85%

60%

28%

72%

47%

68%

Comércio Atacadista

64%

22%

17%

48%

38%

4%

34%

12%

24%

Comércio Varejista

72%

38%

18%

58%

38%

18%

45%

40%

19%

Concessões Rodoviárias

81%

39%

14%

53%

38%

28%

18%

22%

50%

Construção e Engenharia

91%

39%

40%

53%

36%

11%

55%

34%

32%

Educação

76%

33%

3%

42%

35%

7%

32%

30%

51%

Eletroeletrônica

93%

47%

54%

83%

57%

16%

70%

55%

49%

Energia Elétrica

91%

63%

39%

55%

36%

34%

45%

51%

47%

Farmacêutica e Cosméticos

90%

48%

45%

78%

58%

27%

70%

54%

36%

Material de Construção e Decoração

88%

46%

43%

80%

51%

11%

71%

52%

61%

Mecânica

88%

34%

32%

83%

40%

13%

61%

32%

24%

Metalurgia e Siderurgia

90%

43%

49%

75%

43%

13%

73%

48%

46%

Mineração

94%

60%

64%

93%

80%

29%

69%

66%

75%

Papel e Celulose

88%

44%

32%

68%

38%

29%

66%

55%

50%

Petróleo e Gás

90%

54%

40%

63%

51%

36%

51%

55%

45%

Plásticos e Borracha

87%

40%

38%

81%

51%

3%

70%

37%

43%

Química e Petroquímica

88%

41%

37%

72%

48%

9%

64%

50%

48%

Serviços Especializados

75%

27%

15%

43%

35%

11%

31%

22%

19%

Serviços Médicos

74%

38%

15%

75%

41%

11%

51%

27%

16%

Tecnologia da Informação

76%

34%

40%

47%

28%

11%

42%

34%

20%

Telecomunicações

76%

31%

30%

56%

48%

30%

33%

35%

23%

Têxtil, Couro e Vestuário

82%

36%

24%

68%

56%

14%

72%

41%

35%

Transportes e Logística

83%

36%

24%

48%

41%

14%

41%

42%

22%

Veículos e Peças

89%

43%

45%

76%

55%

15%

70%

48%

42%

RAMO

90

Especial RIO+20

www.analise.com


tabela de resultados

Índice gestão ambiental

Índice Stakeholders

A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de práticas de gestão ambiental de 2007 a 2011

A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de relacionamento com stakeholders de 2007 a 2011

RAMo

2007 2008 2009 2010

2011

RAMo

2007 2008 2009 2010

2011

Açúcar e Álcool

72%

78%

77%

87%

78%

Açúcar e Álcool

30%

33%

37%

39%

40%

Água e Saneamento

80%

75%

78%

74%

80%

Água e Saneamento

45%

43%

47%

42%

45%

Alimentos

74%

75%

77%

79%

81%

Alimentos

31%

30%

32%

35%

39%

Banco

84%

90%

76%

66%

74%

Banco

36%

38%

44%

36%

33%

Bebidas e Fumo

83%

86%

86%

86%

91%

Bebidas e Fumo

50%

49%

51%

46%

54%

Comércio Atacadista

70%

75%

79%

72%

64%

Comércio Atacadista

20%

29%

31%

29%

22%

Comércio Varejista

62%

65%

69%

71%

72%

Comércio Varejista

36%

29%

36%

39%

38%

Concessões Rodoviárias

69%

69%

73%

71%

81%

Concessões Rodoviárias

28%

35%

34%

35%

39%

Construção e Engenharia

78%

83%

84%

90%

91%

Construção e Engenharia

35%

33%

37%

38%

39%

Educação

64%

67%

66%

78%

76%

Educação

48%

38%

34%

37%

33%

Eletroeletrônica

85%

86%

85%

91%

93%

Eletroeletrônica

35%

38%

39%

42%

47%

Energia Elétrica

86%

88%

87%

89%

91%

Energia Elétrica

54%

54%

55%

61%

63%

Farmacêutica e Cosméticos

85%

82%

85%

88%

90%

Farmacêutica e Cosméticos

43%

37%

41%

41%

48%

Material de Construção e Decoração

85%

84%

84%

86%

88%

Material de Construção e Decoração

37%

41%

42%

44%

46%

Mecânica

84%

86%

83%

88%

88%

Mecânica

39%

33%

34%

37%

34%

Metalurgia e Siderurgia

85%

87%

87%

92%

90%

Metalurgia e Siderurgia

42%

40%

44%

45%

43%

Mineração

88%

89%

91%

92%

94%

Mineração

51%

56%

57%

61%

60%

Papel e Celulose

79%

81%

78%

86%

88%

Papel e Celulose

38%

40%

41%

41%

44%

Petróleo e Gás

83%

84%

85%

86%

89%

Petróleo e Gás

41%

45%

43%

60%

54%

Plásticos e Borracha

87%

82%

82%

83%

87%

Plásticos e Borracha

43%

39%

40%

38%

40%

Química e Petroquímica

86%

86%

88%

87%

88%

Química e Petroquímica

40%

39%

39%

36%

41%

Serviços Especializados

74%

68%

70%

74%

75%

Serviços Especializados

31%

35%

30%

26%

27%

Serviços Médicos

76%

75%

76%

73%

74%

Serviços Médicos

26%

30%

32%

37%

38%

Tecnologia da Informação

76%

71%

69%

77%

76%

Tecnologia da Informação

30%

25%

23%

23%

34%

Telecomunicações

77%

75%

73%

80%

76%

Telecomunicações

38%

34%

31%

31%

31%

Têxtil, Couro e Vestuário

82%

77%

79%

83%

83%

Têxtil, Couro e Vestuário

47%

39%

37%

38%

36%

Transportes e Logística

73%

75%

79%

86%

83%

Transportes e Logística

28%

33%

35%

37%

36%

Veículos e Peças

83%

86%

82%

89%

89%

Veículos e Peças

34%

37%

37%

40%

43%

www.analise.com

especial RIO+20

91


tabela de resultados

índice ISO 14001

índice Água

A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de certificação da série ISO 14000 de 2008 a 2011

A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de uso e gerenciamento de água de 2007 a 2011

RAMo

2008 2009 2010

2011

RAMo RAMo

2007 2007 2008 2008 2009 2009 2010 2010 2011 2011

Açúcar e Álcool

20%

21%

16%

18%

Açúcar e Álcool

41%

55%

59%

62%

55%

Água e Saneamento

13%

22%

20%

25%

Água e Saneamento

43%

69%

71%

76%

79%

Alimentos

14%

17%

25%

26%

Alimentos

47%

56%

62%

62%

65%

-

-

-

-

Banco

63%

66%

59%

55%

50%

Bebidas e Fumo

31%

29%

37%

41%

Bebidas e Fumo

71%

76%

89%

84%

85%

Comércio Atacadista

8%

8%

18%

17%

Comércio Atacadista

58%

55%

55%

45%

48%

Comércio Varejista

9%

7%

8%

18%

Comércio Varejista

67%

50%

52%

73%

58%

Concessões Rodoviárias

8%

9%

20%

14%

Concessões Rodoviárias

8%

22%

19%

31%

53%

Construção e Engenharia

34%

32%

33%

40%

Construção e Engenharia

39%

38%

44%

41%

53%

Educação

11%

9%

3%

3%

Educação

59%

42%

45%

59%

42%

Eletroeletrônica

39%

46%

49%

54%

Eletroeletrônica

64%

68%

76%

79%

83%

Energia Elétrica

21%

27%

34%

39%

Energia Elétrica

40%

43%

45%

49%

55%

Farmacêutica e Cosméticos

27%

34%

37%

45%

Farmacêutica e Cosméticos

64%

66%

67%

63%

78%

Material de Construção e Decoração

31%

40%

48%

43%

Material de Construção e Decoração

81%

81%

82%

83%

80%

Mecânica

35%

31%

35%

32%

Mecânica

69%

58%

76%

83%

83%

Metalurgia e Siderurgia

38%

36%

48%

49%

Metalurgia e Siderurgia

71%

73%

74%

78%

75%

Mineração

41%

40%

71%

64%

Mineração

70%

70%

81%

96%

93%

Papel e Celulose

25%

38%

31%

32%

Papel e Celulose

61%

64%

70%

65%

68%

Petróleo e Gás

27%

33%

26%

40%

Petróleo e Gás

46%

49%

47%

65%

63%

Plásticos e Borracha

33%

36%

38%

38%

Plásticos e Borracha

78%

72%

73%

84%

81%

Química e Petroquímica

32%

37%

36%

37%

Química e Petroquímica

64%

67%

73%

67%

72%

Serviços Especializados

36%

27%

16%

15%

Serviços Especializados

35%

39%

48%

42%

43%

Serviços Médicos

11%

12%

13%

15%

Serviços Médicos

54%

65%

71%

68%

75%

Tecnologia da Informação

18%

27%

22%

40%

Tecnologia da Informação

62%

51%

49%

45%

47%

Telecomunicações

23%

28%

31%

30%

Telecomunicações

50%

48%

47%

52%

56%

Têxtil, Couro e Vestuário

23%

28%

33%

24%

Têxtil, Couro e Vestuário

68%

68%

73%

79%

68%

Transportes e Logística

16%

22%

22%

24%

Transportes e Logística

34%

39%

46%

45%

48%

Veículos e Peças

39%

43%

47%

45%

Veículos e Peças

78%

73%

73%

79%

76%

Banco

92

Especial RIO+20

www.analise.com


tabela de resultados

índice Eficiência Energética

índice Fontes Renováveis

A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de eficiência energética de 2007 a 2011

A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de fontes renováveis de energia de 2007 a 2011

RAMo

2007 2008 2009 2010

2011

RAMo

2007 2008 2009 2010

2011

Açúcar e Álcool

26%

31%

27%

35%

21%

Açúcar e Álcool

32%

33%

32%

29%

27%

Água e Saneamento

24%

40%

39%

35%

40%

Água e Saneamento

7%

6%

13%

14%

17%

Alimentos

41%

42%

45%

45%

54%

Alimentos

22%

19%

20%

19%

26%

Banco

52%

56%

53%

50%

44%

Banco

12%

16%

16%

20%

22%

Bebidas e Fumo

50%

52%

63%

59%

60%

Bebidas e Fumo

21%

26%

25%

26%

28%

Comércio Atacadista

55%

46%

48%

32%

38%

Comércio Atacadista

21%

16%

13%

4%

4%

Comércio Varejista

44%

33%

41%

44%

38%

Comércio Varejista

20%

12%

22%

23%

18%

Concessões Rodoviárias

15%

25%

17%

23%

38%

Concessões Rodoviárias

18%

13%

11%

29%

28%

Construção e Engenharia

24%

27%

28%

32%

35%

Construção e Engenharia

16%

11%

15%

14%

11%

Educação

41%

26%

29%

50%

35%

Educação

14%

9%

0%

9%

7%

Eletroeletrônica

39%

46%

46%

52%

57%

Eletroeletrônica

5%

6%

4%

4%

16%

Energia Elétrica

25%

25%

26%

33%

36%

Energia Elétrica

28%

25%

27%

29%

34%

Farmacêutica e Cosméticos

43%

46%

44%

47%

58%

Farmacêutica e Cosméticos

12%

10%

15%

18%

27%

Material de Construção e Decoração

60%

54%

63%

57%

51%

Material de Construção e Decoração

9%

15%

23%

26%

11%

Mecânica

39%

36%

48%

47%

40%

Mecânica

20%

11%

15%

15%

13%

Metalurgia e Siderurgia

42%

42%

43%

47%

43%

Metalurgia e Siderurgia

16%

10%

15%

16%

13%

Mineração

60%

61%

69%

84%

80%

Mineração

26%

29%

24%

33%

29%

Papel e Celulose

34%

41%

41%

42%

38%

Papel e Celulose

24%

29%

27%

25%

29%

Petróleo e Gás

28%

27%

29%

50%

51%

Petróleo e Gás

14%

14%

17%

36%

36%

Plásticos e Borracha

52%

41%

43%

46%

51%

Plásticos e Borracha

10%

10%

7%

3%

3%

Química e Petroquímica

44%

43%

47%

41%

48%

Química e Petroquímica

10%

8%

8%

6%

9%

Serviços Especializados

27%

30%

36%

32%

35%

Serviços Especializados

7%

11%

13%

11%

11%

Serviços Médicos

32%

38%

39%

38%

41%

Serviços Médicos

3%

5%

5%

9%

11%

Tecnologia da Informação

39%

29%

35%

28%

28%

Tecnologia da Informação

7%

7%

3%

11%

Telecomunicações

36%

35%

39%

44%

48%

Telecomunicações

3%

8%

19%

19%

30%

Têxtil, Couro e Vestuário

61%

52%

54%

60%

56%

Têxtil, Couro e Vestuário

26%

16%

20%

21%

14%

Transportes e Logística

33%

36%

35%

42%

41%

Transportes e Logística

15%

9%

12%

16%

14%

Veículos e Peças

45%

46%

48%

52%

55%

Veículos e Peças

15%

6%

9%

13%

15%

www.analise.com

especial RIO+20

93


tabela de resultados

índice Resíduos

índice Emissões

A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de gerenciamento de resíduos de 2007 a 2011

A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de emissões atmosféricas de 2008 a 2011

RAMo

2007 2008 2009 2010

2011

RAMo

2008 2009 2010

2011

Açúcar e Álcool

36%

50%

52%

57%

48%

Açúcar e Álcool

48%

51%

63%

53%

Água e Saneamento

41%

42%

51%

47%

50%

Água e Saneamento

20%

31%

31%

30%

Alimentos

49%

47%

51%

54%

58%

Alimentos

42%

42%

42%

48%

Banco

66%

57%

57%

52%

46%

Banco

69%

71%

53%

52%

Bebidas e Fumo

60%

71%

72%

72%

72%

Bebidas e Fumo

57%

51%

49%

47%

Comércio Atacadista

59%

41%

42%

35%

34%

Comércio Atacadista

21%

21%

18%

12%

Comércio Varejista

39%

30%

35%

48%

45%

Comércio Varejista

20%

27%

42%

40%

5%

10%

15%

22%

18%

Concessões Rodoviárias

20%

21%

15%

22%

Construção e Engenharia

42%

43%

46%

46%

55%

Construção e Engenharia

33%

32%

36%

34%

Educação

66%

40%

27%

43%

32%

Educação

27%

20%

29%

30%

Eletroeletrônica

53%

61%

63%

65%

70%

Eletroeletrônica

37%

38%

53%

55%

Energia Elétrica

41%

39%

40%

42%

45%

Energia Elétrica

41%

39%

44%

51%

Farmacêutica e Cosméticos

65%

57%

63%

64%

70%

Farmacêutica e Cosméticos

43%

48%

48%

54%

Material de Construção e Decoração

66%

68%

70%

75%

71%

Material de Construção e Decoração

51%

47%

54%

52%

Mecânica

57%

52%

66%

63%

61%

Mecânica

30%

38%

38%

32%

Metalurgia e Siderurgia

66%

67%

69%

72%

73%

Metalurgia e Siderurgia

47%

44%

47%

48%

Mineração

60%

62%

66%

76%

69%

Mineração

57%

67%

78%

66%

Papel e Celulose

55%

61%

62%

63%

66%

Papel e Celulose

55%

53%

52%

55%

Petróleo e Gás

36%

36%

36%

53%

51%

Petróleo e Gás

39%

39%

53%

55%

Plásticos e Borracha

72%

67%

69%

68%

70%

Plásticos e Borracha

40%

38%

38%

37%

Química e Petroquímica

63%

61%

61%

56%

64%

Química e Petroquímica

44%

49%

44%

50%

Serviços Especializados

36%

43%

43%

38%

31%

Serviços Especializados

21%

27%

24%

22%

Serviços Médicos

45%

50%

51%

51%

51%

Serviços Médicos

20%

19%

20%

27%

Tecnologia da Informação

31%

28%

26%

34%

42%

Tecnologia da Informação

17%

19%

20%

34%

Telecomunicações

41%

33%

41%

38%

33%

Telecomunicações

24%

26%

33%

35%

Têxtil, Couro e Vestuário

70%

66%

68%

74%

72%

Têxtil, Couro e Vestuário

37%

41%

46%

41%

Transportes e Logística

26%

34%

32%

39%

41%

Transportes e Logística

33%

32%

42%

42%

Veículos e Peças

69%

65%

60%

65%

70%

Veículos e Peças

40%

40%

49%

48%

Concessões Rodoviárias

94

Especial RIO+20

www.analise.com


tabela de resultados

ÍNDICE ÁREAS VERDES A evolução do desempenho dos 28 ramos no índice de conservação de áreas verdes de 2007 a 2011 RAMO

2007 2008 2009 2010

2011

AçúcAr e Álcool

87%

78%

66%

60%

55%

ÁguA e SAneAmento

48%

56%

49%

60%

57%

AlimentoS

54%

45%

39%

38%

48%

BAnco

22%

43%

46%

31%

29%

BeBidAS e Fumo

36%

44%

49%

53%

68%

comércio AtAcAdiStA

33%

17%

17%

20%

24%

comércio VArejiStA

19%

41%

32%

30%

19%

conceSSõeS rodoViÁriAS

63%

58%

61%

60%

50%

conStrução e engenhAriA

32%

29%

28%

37%

32%

educAção

42%

56%

53%

62%

51%

eletroeletrônicA

30%

25%

32%

34%

49%

energiA elétricA

63%

51%

50%

46%

47%

FArmAcêuticA e coSméticoS

38%

29%

35%

35%

36%

mAteriAl de conStrução e decorAção

47%

37%

50%

61%

61%

mecânicA

47%

37%

38%

28%

24%

metAlurgiA e SiderurgiA

54%

47%

49%

53%

46%

minerAção

73%

76%

71%

78%

75%

PAPel e celuloSe

62%

59%

45%

49%

50%

Petróleo e gÁS

35%

34%

28%

40%

45%

PlÁSticoS e BorrAchA

26%

23%

28%

34%

43%

QuímicA e PetroQuímicA

46%

43%

43%

34%

48%

SerViçoS eSPeciAlizAdoS

20%

36%

18%

7%

19%

SerViçoS médicoS

21%

16%

23%

17%

16%

tecnologiA dA inFormAção

37%

24%

13%

9%

20%

telecomunicAçõeS

12%

5%

25%

21%

23%

têxtil, couro e VeStuÁrio

49%

35%

45%

54%

35%

trAnSPorteS e logíSticA

22%

26%

27%

29%

22%

VeículoS e PeçAS

41%

www.analise.com

31%

32%

44%

42%

As empresas mais ativas no comércio internacional e os principais

parceiros comerciais

do Brasil

O anuário ANÁLISE BRASIL GLOBAL traz o mais completo guia da atuação brasileira no mercado internacional. Apresenta a lista das principais exportadoras e importadoras do país, os produtos mais vendidos ao exterior, os parceiros comerciais e a participação de cada estado brasileiro no resultado da balança comercial

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EspEcial RiO+20

95


Na aNGlo americaN, sabemos que, para fazer a difereNça, é preciso fazer as coisas de um jeito difereNte. Na década de 1980, começamos a cultivar eucalipto, que iNicialmeNte era traNsformado em carvão veGetal a fim de Gerar eNerGia para Nossa operação em NiquelâNdia, Goiás. era eNerGia reNovável, mas Não era limpa o suficieNte. depois de muita pesquisa e iNvestimeNto, podemos dizer que valeu a peNa: parte da eNerGia que utilizamos em NiquelâNdia é produzida a partir do cavaco do eucalipto cultivado em uma área de reflorestameNto, substituiNdo o uso de carvão veGetal. é a primeira operação de Níquel No muNdo a utilizar eucalipto como biomassa, uma tecNoloGia que vem seNdo aperfeiçoada com a ajuda da GeNética. é a iNovação GaraNtiNdo uma miNeração mais verde – mais um exemplo de como estamos fazeNdo as coisas de um jeito difereNte para o beNefício de todos. elias albuquerque anglo american, Goiás

primeira miNeração de eucalipto do muNdo

saiba mais No historiacompleta.com.br


o perfil das

3

ONGs AMBIENTAIS

De ativistas a articuladores

98

Totalização de 102 resultados As respostas 108 de 334 ONGs


RODRIGO CAPOTE/FOLHAPRESS

ongs

Código florestal: protestos de ONGs em todo o país alegam que a nova lei coloca em risco as florestas e os ecossistemas do Brasil

De ativistas a articuladores Apesar de ainda contar com recursos escassos e concentrados, a organização das ONGs avançou de 2007 a 2011 com aportes em comunicação e sob a bandeira da educação ambiental English version page 214

98

Especial RIO+20

www.analise.com


ONGs

O

papel das ONGs ambientais brasileiras mudou significativamente desde a Eco-92 – histórico evento realizado no Rio de Janeiro que validou a atuação dessas organizações não governamentais como reais agentes nas questões ambientais. De lá para cá – às vésperas da Rio+20 –, as ONGs passaram de ativistas a articuladoras de uma tendência global. A pesquisa exclusiva realizada pela Análise Editorial de 2007 a 2011, que contatou ONGs de atuação ambiental de norte a sul do Brasil, mostra esse avanço. E, ao mostrar quem são e como atuam, chegou a conclusões inéditas. Primeiro: As ONGs têm ampliado a abrangência de sua atuação, investido mais na comunicação e organizado sua estrutura de gestão. Segundo: seu foco está quase que completamente voltado para a Mata Atlântica, e não para a floresta amazônica. Terceiro: as principais atividades estão ligadas à educação ambiental, e os objetivos, ao estímulo da consciência crítica. Notou-se, ainda, que nas áreas temáticas em que as ONGs trabalham, os povos indígenas aparecem apenas em 20º lugar. As verbas estão concentradas em algumas organizações, sendo que mais da metade declarou como origem de seus recursos a contribuição de sócios. Avanços – A atuação das ONGs am-

bientais cresceu em quase todas as regiões do Brasil nos cinco anos da pesquisa. Em 2007, por exemplo, apenas 9% das 315 organizações consultadas desenvolviam projetos na Região Norte do país, e 10% no Nordeste. O número saltou para 32% e 43%, respectivamente, em 2011. O Sudeste, entretanto, continua concentrando a maior parte das atividades, com 71% das ONGs operando na região. As ONGs estão se comunicando mais com a sociedade. Em 2011, apenas 1% das organizações não contava com um sistema organizado para informar suas atividades, ante 3% em 2008. Para divulgar seu trabalho elegeram a internet. Das entidades que participaram da pesquisa desde o seu início, em 2007, 72% divulgavam suas atividades em sites. Em 2011, esse www.analise.com

número já era 84%. A produção de publicações próprias também saltou de 61% para 70%. Cada vez mais, as ONGs contam com uma estrutura organizada. Em 2007, 18% das entidades que participaram do levantamento do anuário Análise Gestão Ambiental não possuíam nenhum tipo de conselho gestor. A parcela caiu para 11% em 2011, sendo que 56% contam com um conselho fiscal, ante 47% em 2010. Mata Atlântica – A Mata Atlântica

As ONGs mais citadas pelas empresas Associação Mineira do Meio Ambiente CEBDS Cempre Conservação Internacional - CI Brasil Copati Doe seu Lixo Emcantar Instituto Corredor Ecológico (INCECC)

continua sendo o alvo do maior número de projetos. Em 2011, 72,5% das organizações informaram ter programas focados na área, seguida pelos centros urbanos do país, que recebem atenção de 60% das entidades. Em 2007, esses dois biomas também assumiram a liderança, com 73% e 58%, respectivamente. Os menos entusiasmados poderão sempre dizer que a Amazônia, o centro de atenção do mundo, foi posta em segundo plano, já que os números para a região foram, no período em questão, de 16% para 18% apenas. Quem é fã do cerrado brasileiro, entretanto, tem o que comemorar, já que os programas voltados para sua preservação foram os que mais avançaram. Em 2011, 38% das ONGs afirmaram atuar nesse ambiente, ante 29% em 2007.

Iniciativa Verde

Atividades e objetivos – As ONGs têm apostado na educação e informação como forma de patrocinar e defender as suas causas, e mudar o panorama do Brasil. Nos cinco anos de análise de dados, a principal atividade desenvolvida é a educação ambiental, com dedicação de 90,5% das organizações, em 2007; e 95%, em 2011. O maior avanço ocorreu entre as ONGs que atuam com políticas públicas, que passaram de 40% para 56% das entidades pesquisadas de 2008 (a primeira vez em que a informação foi apurada pela Análise Editorial) a 2011. Os programas focados em pesquisa e desenvolvimento e na reciclagem também se destacaram pelo aumento de interesse das entidades. Com esse perfil de atividades, o objetivo campeão em todos os anos da pesquisa não poderia ser outro: o de estimular a onsciência crítica.

Anglogold Ashanti

Instituto Akatu Instituto Ethos Instituto Ipê Instituto Recicle Instituto Triângulo Projeto Tamar SOS Soc. Pesq. Vida Selvagem (SPVS) The Nature Conservancy WWF Brasil

As empresas mais citadas pelas ONGs Alcoa Alumínio

ArcelorMittal Banco do Brasil Coca-Cola Brasil Fibria Celulose Fundo Vale HSBC Natura Petrobras Samarco Mineração Sorocaba Refrescos Suzano Papel e Celulose Unimed Vale Walmart Brasil

especial RIO+20

99


Luciana Whitaker/Folhapress

ONGs

No que diz respeito às áreas temáticas em que possuem projetos, a biodiversidade brasileira (fauna e flora) continua sendo o foco das organizações. Quase 77% das entidades disseram tratar da questão, seguida por unidades de conservação (68%), água doce (66%) e legislação e políticas ambientais (65%). Dois temas de menor concentração foram os que mais avançaram. A fatia de organizações que atuam em áreas que tratam do clima passou de 22% para 29%, e as que se especializam em segurança alimentar de 17,5% para 22%, entre 2007 e 2011. Já a questão dos povos indígenas atraiu 11% das ONGs, em 2007, e 13% em 2011, alcançando, neste último ano, apenas o 20º lugar entre as áreas de trabalho das organizações. Recursos – Muitas organizações

continuam dependendo da sua própria carteira para tocar em frente suas organizações. No que diz respeito à origem de recursos, tanto em 2007 (67%) como em 2011 (52%), as alternativas mais assinaladas foram “contribuição dos sócios”. No levantamento de 2007 já era grande a distância entre ONGs e empresas. As organizações argumentavam que as companhias evitavam fechar parcerias com elas. E as empresas, por sua vez, comentavam que havia ONGs demais e desconhecidas. Em respostas de múltipla escolha sobre origens de recursos, considerando-se os anos de 2007 e 2011, o item “convênio com empresas ou instituições privadas” caiu de 43,5% para 36,5%, e “convênio por meio de edital com governos no Brasil” declinou de 43% para 33%. A opção de vendas de serviços e produtos diminuiu de 49% para 36%, sendo que também caiu a captação doações, tanto de organismos nacionais como internacionais. Em média, as organizações que informaram seu orçamento contaram, em 2011, com 1,6 milhão de reais em recursos para financiar seus projetos. O montante é similar ao de 2010, porém cerca de 50% maior que o registrado em 2007. O gasto médio com projetos, em 2010, foi de 1,2 milhão de reais, mais de 60% da estimativa feita na primeira edição da publicação. Ocorre que o dinheiro está na mão de

100

Especial RIO+20

Na Eco-92, as ONGs tinham caráter ativista, com participação menor nas decisões. Na Rio+20, elas fazem parte dos principais grupos de discussão das questões ambientais

poucos. As 150 ONGs que informaram seu orçamento em 2011 somaram 237 milhões de reais. Mais da metade do montante está concentrada em nove entidades, entre elas a Fundação Amazonas Sustentável – FAS (25 milhões de reais), Instituto Socioambiental –

Origem dos recursos das ONGs ambientais Avanço do uso das duas principais fontes financiadoras

56 56%

50 50

Contribuição de sócios

52%

Venda de serviços

36%

44

44

38

38

32 2007

2011

ISA (20 milhões de reais), Conservação Internacional Brasil (15 milhões de reais) e o Instituto Brasileiro de Florestas – IBF (15 milhões de reais). Só para se ter uma ideia das disparidades em relação ao orçamento para 2011, das 334 organizações que responderam à pesquisa, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) informou a maior quantia de 50 milhões de reais. No outro extremo o Grupo de Ação Verde estimou orçamento de 300 reais. Além disso, o percentual de ONGs que não possui funcionários remunerados ainda é alto: 44% em 2007 e 48% em 2011. Não é à toa, portanto, que as entidades entrevistadas se queixam da falta de recursos financeiros e, consequentemente, de recursos humanos. O número de ONGs que respondeu à pesquisa da Análise Editorial foi 315 em 2007, 408 (2008), 368 (2009), 328 (2010) e 334 (2011).  0 www.analise.com


TOTALIZAÇão ONGs

QUALIFICAÇÃO DA AMOSTRA

ONDE ATUAM

1 Tipo de organização

9 O âmbito da atuação TOTAL DE EMPRESAS

Em % do total

Oscips

ONGs

2011

Outras

66,2

28,7

67,4

2010

334 328

29

5,1

3,7

2011201O

Não

2011 12,2

2010

87,8

89,9

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

2011 334

2010 328

3 As que possuem, que tipo de conselho têm?

2011 2010

Em % do total

Conselho diretor

57,8 56,7

Conselho consultivo

25,4 24,7 56 46,6

Conselho fiscal Não possui conselho

11,1 12,2 25,5 21,3

Outros TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

334 328

4 Possuem auditoria externa?

2011 2010

Em % do total

6,6

7,6

Nacional

26,3 23,2

Regional

28,4 31,4

Estadual

25,4 24,4

Local

13,2 13,4 334 328

Em % do total

2011 2010

Sim

52,1

50

Não

47,9

50

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

Em % do total

334 328

6 Contam com voluntários? Em % do total

2011 2010

Sim

88,9 88,4

Não

11,1 11,6

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

2011 2010

Sim

81,7 78,4

Não

18,3 21,6

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

Sudeste

71 68,7

Nordeste

42,6 35,2

Sul

26,8 26,8

Centro-Oeste

35 29,1 32,2 25,7

Norte TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

183 179

334 328

11 Os biomas onde atuam Em % do total

Amazônia

8 As que possuem como é?

2011 2010

2011 2010 18 16,8

Caatinga

18,3 17,7

Mata Atlântica

72,5 69,8

Pampas

Em % do total

2011 2010

334 328

7 Possuem assessoria jurídica? Em % do total

10 As que declaram ter atuação regional

Pantanal Cerrado

6,6

6,1

11,1

9,5

38 34,8

Sim

35,3 34,5

Própria

50 53,3

Centro Urbano

60,2 59,5

Não

64,7 65,5

Externa

50 46,7

Zona Costeira

37,4 33,8

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

102

2011 2010

5 Possuem funcionários remunerados?

Sim

11,1

Internacional

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

COMO SE ORGANIZAM 2 Possuem conselho?

Em % do total

334 328

Especial RIO+20

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

273 257

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

www.analise.com

334 328


TOTALIZAÇão ONGs

O QUE FAZEM 12 Tipos de atividade que desenvolvem

13 Em quais áreas temáticas trabalham?

2011 2010

Em % do total

Educação ambiental

94,9 95,1

Projetos com comunidades locais

85 84,8

Projetos de conservação ambiental Campanhas de mobilização

86,2 83,5 74,9 74,4

Assessoria e consultorias técnicas

60,8 61,9

Turismo sustentável

39,5 36,6

Pesquisa e desenvolvimento

58,4 55,5 44,6 42,1

Reciclagem Viagens e expedições Oferecimento de prêmios Publicações científicas

25,4 25,9 9,3

29 25,9 49,4 48,8

Políticas públicas

55,7 52,7

Outras

25,7 22,9 334 328

61,7 57,9

Água doce

65,6 64,3

Oceanos

18,9 18,3

Fauna e flora (biodiversidade)

76,6 71,6

Poluição

44,9 44,8

Lixo (resíduos)

56,9 55,2

Produtos químicos

9,3 10,1

Agrotóxicos

16,5 14,3

Segurança alimentar

22,2 21,6

Alimentos transgênicos

5,4

5,5

Saneamento

39,2 34,5

Tecnologias alternativas

31,1 29,6

Energia

21,6 22,3

Espeleologia

4,5

Em % do total

2011 2010

Estimular a consciência crítica

92,2 90,9

Transformar suas ações em políticas públicas

82,9 82,9

Fortalecer outras organizações ambientais Solucionar problemas imediatos Barrar formas de desenvolvimento econômico não sustentáveis

62 59,8 54,8 57,3

53 53,4

33,8 31,1

Outras TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

334 328

4

Agricultura sustentável e/ou orgânica

41,9 39,3

Pesca

16,8 18,9

Clima

29 26,5

Unidades de conservação

67,7 63,1

Legislação ambiental e políticas públicas

65,3 62,5

Povos indígenas

13,2 12,5

Populações tradicionais e extrativistas

26,6 25,6

Meio ambiente urbano (habitação, transporte, arborização, etc.)

61,1 59,5

Outras

18,9 18,3

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

www.analise.com

2011 2010

Florestas

9,1

Publicações diversas

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

Em % do total

14 Qual o objetivo dos programas desenvolvidos?

334 328

especial RIO+20

103


TOTALIZAÇão ONGs

PARCERIAS 15 Mantêm parceria com instituições?

16 Com que tipo de instituição mantiveram parceria?

Em % do total

Sim

10,8

Não

2011 12,2

2010

87,8

89,2

Em % do total

2011 2010

Setor público

90,3 88,2

Empresas

74,8 72,6

Comunidades

61,4 60,1

Outras

81,2 80,2

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

298 288

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

2011

334 328

201O

17 Mantêm parceria com organizações no Brasil ou no exterior? Em % do total

2011 2010

Sim

69,8 65,9

Não

30,2 34,1

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

334 328

20 Contam com sistema para informar a sociedade sobre suas atividades?

Em % do total

Sim

2011 2010 99,1 99,1 0,9

Não

COMUNICAÇÃO COM A SOCIEDADE

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

18 Tornam público o relatório sobre seus projetos?

10,5

Sim

Em % do total

Não 2010 11,6

89,5

19 Tornam público o balanço financeiro dos recursos?

88,4

Em % do total

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

2011 201O

104

Especial RIO+20

334 328

21 As que têm sistema que canais usam?

Em % do total

2011

0,9

334 328

2011 2010

2011 2010

Site na internet

84,4 82,3

Encontros com comunidade

78,4 72,6

Publicações próprias

70,4 68,9

Anúncios na mídia

46,1 45,1

Sim

80,5 80,8

Marketing e assessoria de imprensa

41,3 39,9

Não

19,5 19,2

Outras formas

43,4

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

334 328

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

www.analise.com

39

334 328


TOTALIZAÇão ONGs

SOBRE AS EMPRESAS 22 Como avaliam o trabalho das empresas na área ambiental? Em % do total

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES Insatisfatório

Satisfatório

2011

Não opinaram

59

201O

Bom

21,3

61

Ótimo

334 328

12,3 6,6 0,9

2011201O

12,2 5,5 0,9

20,4

SOBRE SUAS FINANÇAS 23 A origem dos recursos segundo as próprias organizações Em % do total

24 Informaram o orçamento (total ou estimado) para 2011

2011 2010

Contribuição de sócios

51,8 52,4

Doações de organismos nacionais

33,2 31,4

Em % do total

Total

Não informaram

Estimativa

2011 2010

13,8 Doações de organismos internacionais

Convênio por meio de edital com governos no Brasil

13,8 12,5

17,1

55,1

31,1

49,1

33,8

32,9 32,3 TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

Convênio por meio de edital com organismos internacionais

8,7

8,2

2011

334 328

201O Convênio com empresas ou instituições privadas

36,5 37,5

Vendas de serviços e/ou produtos

35,6 34,8

Outras Não informaram TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

www.analise.com

9,3 10,1 16,5 15,9 334 328

25 Informaram qual foi o gasto em projetos em 2010

2011 2010

Em % do total

Sim

44,3 45,1

Não

55,7 54,9

TOTAL DE ORGANIZAÇÕES

especial RIO+20

334 328

105


BRASIL: DA ECO-92 À RIO+20

Água e saneamento English version page 222

D

urante a realização da Eco92, cerca de 96% dos domicílios brasileiros contavam com abastecimento de água potável, 37% tinham acesso à coleta de esgoto e apenas 20% ao tratamento do esgoto coletado. O quadro mudou drasticamente em 20 anos. A taxa de tratamento de esgoto saltou para 70%, e o abastecimento de água foi universalizado. Em 2007, foi regulamentada

a Lei de Saneamento Básico, que coloca no papel as metas de universalização dos serviços de saneamento. Em linha com os padrões de desenvolvimento da ONU, o objetivo é reduzir pela metade a fatia de pessoas que não contam com o serviço básico de saneamento até 2015. Para acelerar as medidas, foi criado, em 2011, o PAC do Saneamento, programa específico dentro do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal.

55% 70% 2,6bi

dos municípios do país possuem coleta de esgoto sanitário. Em 1992, a taxa era de 47%

da demanda de saneamento básico atendida é a meta do Brasil para 2015

de reais é o investimento previsto no PAC para o setor de saneamento básico


eduardo lara/sambaphoto


Perfil Ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

5 Elementos

1993

30

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ABIOS - Associação Biosfera - Reserva da Serra

2004

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Acácia Pingo D’ouro

2000

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ação Popular Campos Gerais - Apong

2002

1

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ação Verde - TO

2000

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ADEMAVI - Associação Bra. de Defesa e Recuperação do Meio Ambiente

1993

-

15

-

-

-

-

Agência Brasileira de Meio Ambiente e TI - ECODATA

1997

11

20

-

-

-

-

Agência Costeira - Agência Brasileira 2001 de Gerenciamento Costeiro

1

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Agência de Desenvolvimento de Monte Carmelo - ADEMCAR

2001

-

11

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Agência Nacional de Desenvolvimento Eco-Social - ANDES

2005

-

84

-

-

-

-

-

-

-

Água na Jarra - ONG Igtiba

2009

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Aliança Internacional do Animal - AILA

1999

12

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ambiente Brasil

1999

22

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Anauá Grupo de Educação Sócio-Ambiental

2005

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Aprender Entidade Ecológica

2000

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Apta Ação

2001

-

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Arrastão Movimento de Promoção Humana - Projeto Arrastão

1968 115

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Am. dos Bairros S. Clara, V. Grande, Gaguaçu e Paiol Velho

1984

-

28

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amb. Amigos da Paisagem Preservada de Quintão - APAIPQ

2005

-

198

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Ambiental Paiquerê

1988

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Ambientalista Copaíba

1999

8

26

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos da Natureza da Alta Paulista

2004

-

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos de Icarambi

1999

-

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos do Camanducaia - AMICA

1996

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos do Peixe-Boi - AMPA 2001

9

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos do Recicriança - RECICRIANÇA

1998

11

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Andiroba

1999

1

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Asa Branca

2003

2

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Barco Escola da Natureza 2000

9

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Bento Gonçalvense de Prot. ao Ambiente Natural - ABEPAN

2

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Nome da organização A

Atividades que desenvolve 

108

Especial RIO+20

1989

www.analise.com


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

Atividades que desenvolve 

Associação Bichos da Mata

2005

3

-

-

-

-

-

-

-

Associação Bike Brasil

1997

-

20

-

-

-

-

-

-

-

Associação Brasileira para o Desenv. de Lideranças - ABDL

1991

3

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Caatinga

1998

32

14

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Caiçara Juqueriquerê - Acaju

2000

-

250

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Catarinense de Preservação da Natureza - Acaprena

1973

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cicloverde de Ciclismo

2003

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Civil Eco Mantiqueira

2003

-

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Civil Eco Vida Ambiental - EVA

2005

-

17

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Comunitária Habitacional 1991 Vargem Grande - ACHAVE

1

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cultural Cabrália Arte e Ecologia - Ascae

1991

-

18

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cultural e Comunitária Zagaia - ACCZ

2001

-

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cultural e Ecológica - Ogawa Butoh Center

1997

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cultural, Artística e Ambiental Guardiões do Curuperê

1998

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta - ACIA

1996

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Defesa do Meio Ambiente - Vale Verde

1988

-

35

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Defesa EtnoAmbiental - KANINDÉ

1992

12

5

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Pesq. e Preservação de Ecossistemas Aquáticos

1994

9

16

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - APREMAVI

1987

21

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Prop. de Reservas Part. 2003 Do Patri. Natural de MS - REPAMS

6

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Proteção Ambiental Amigos do Rio Piratini - APARP

1998

-

140

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte - APROMAC

1985

4

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Proteção aos Ecossistemas Costeiros - APREC

1994

-

30

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Recu. Florestal da Bacia do Rio Piracicaba - Florespi

1988

20

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Rec. Florestal e Ecológica de Bauru - ACIFLORA

1989

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Reposição Florestal Cantareira - Florestal Cantareira

1988

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Reposição Florestal do Pardo Grande - Verde Tambaú

1990

16

11

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Surfistas, Ami. e Ecologistas da Praia do Porto - ASAEP 2003

-

70

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação do Grupamento Ambientalista - AGA

1993

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação do Município de Lagamar para a Proteção à Natureza

2002

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Nome da organização

www.analise.com

especial RIO+20

109


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

Atividades que desenvolve 

Associação do Pat. Histórico, Art. e Ambiental de Belo Vale - APHAA-BV

1985

1

100

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação do Verde e Proteção do Meio Ambiente - AVEPEMA

1986

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Amigos do Parque São Bartolomeu/Pirajá

1990

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Amigos e Moradores das Áre. Verdes de Itanhaém - AAMAVI

1997

7

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Lavras

1998

33

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Prod. de Florestas Plantadas do Estado da Bahia

2004

2

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Protetores do Mar - ONG Guardiões do Mar

1998

31

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Ecológica Águas Limpas Para-ty

2004

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Ecológica Brasil Verde - Assebrave

1992

1

30

-

-

-

-

-

-

Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar - APOENA

1988

5

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Fernando G. Guidotti para Est. e Pre. da Natureza - AFG

1992

1

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Flora Brasil

1997

10

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Global de Desenvolvimento Sustentado - AGDS

1984

3

4

-

-

-

-

-

-

-

Associação Holística de Part. Comunitária e Ecológica - AHPCE

1997

4

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Instituto Papel Solidário 2007

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Internacional para o Des. 2001 Econômico Interambiental - AIDEIA

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Jaguamimbaba para o Des. Sustentável - AJADES

2001

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Maranhense para a Conservação da Natureza - AMAVIDA

1990

-

27

-

-

-

-

-

-

-

Associação Mata Ciliar

1987

5

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Mico Leão Dourado

1992

19

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Mineira de Defesa do Ambiente - AMDA

1978

9

80

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico

1990

2

150

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Oisca Brasil

1999

8

500

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação para Proteção Ambiental de São Carlos - APASC

1977

3

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste - AMANE

2005

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Para Valorização Amb. e Social Cachoeirense - AVASC

2005

1

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN

1978

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Parque do Zizo - APAZ

1998

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora

1996

3

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Pernambucana de Escoteiro

1915

-

1.200

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Nome da organização

110

Especial RIO+20

www.analise.com


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

1994

8

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Proj. Lagoa de Marapendi 1990 - Ecomarapendi - Recicloteca

2

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Protetores do Amigo Bicho - PROAMBI

2006

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Universidade da Água - Uniagua

1998

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Verde de Angatuba - AVA

1989

-

300

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Verdever

1992

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Vidas Verdes de Estudos Ambientais - AVV

1999

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Viva Bicho de Proteção aos Animais - AVIB PRABC

2003

6

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Viva o Centro

1991

7

4.468

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ASSU - Ubatuba

1999

-

6.000

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Aventureiros Águia

1985

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

AVIDEPA - Associação Vila-Velhense de Proteção Ambiental

1984

7

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas - CAA

1989

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Apoio aos Trabalhadores e Ins. Não Gov. Alternativas - CAAT

1988

32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá - Centro Sabiá

1993

39

44

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Estudo de Meio Ambiente & Integração Social - CEMAIS

2003

4

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria ao Trabalhador - CETRA

1981

65

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Estudos Ornitológicos - CEO

1984

-

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada - COATI

1992

-

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste - CEPAN

2000

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Reali. Sociais e Ecológicas 1998 Vida Nordeste - Vida Nordeste

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

C

Atividades que desenvolve 

Nome da organização Associação Plantas do Nordeste - APNE

Centro de Referência em Informações Ambientais - CRIA

2000

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro Golfinho Rotador - CGR

1992

8

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

CHAPADA - Centro de Habili. e Apoio ao Pequeno Agricultor de Araripe

1994

24

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Comissão de Defesa de Preservação da Espécie e do Meio Ambiente

1977

-

1.350 ✔

-

Comunidade Educacional de Pirenópolis - COEPI

1996

2

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Conselho Empresarial Brasileiro para Des. Sustentável - CEBDS

1997

14

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Conservação Internacional - CI Brasil

1990

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Consórcio para o Des. Sustentável da Bacia do Rio Taquari - Cointa

1997

7

13

-

-

-

-

-

-

-

-

Consórcio PCJ

1989

12

-

-

-

-

-

-

-

www.analise.com

especial RIO+20

111


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

Cooperativa de Reciclagem Crescer

2006

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Cooperativa de Reciclagem de tatuí - cooreta

2006

-

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Defesa da Natureza e dos Animais

2001

-

145

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ecoa - Ecologia e Ação

1989

6

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ecoassociação Para Estudos do Ambiente

1982

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ecos do Vitória - Educação e Gestão Ambiental

2002

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ekko Brasil

2004

3

4

-

-

-

-

-

Elo Ambiental

1994

7

23

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Espeleo Clube de Avaré - ECA

1980

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Espeleo Grupo de Rio Claro - EGRIC

1982

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Flora Tietê Associação de Recuperação Florestal

1986

28

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Floresta Brasil

2004

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fórum Carajás

1991

3

4

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Amazonas Sustentável - FAS 2008

74

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Nome da organização

D E

F

G

Atividades que desenvolve 

Fundação de Pro. ao Meio Ambiente e Ecoturismo do Piauí - FUNPAPI

2002

-

131

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Educacional, Assis. e de Prote. ao Meio Ambiente - FEAMA

2001

12

63

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Francisco de Lima Botelho - FFLB

2001

3

10

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Gaia

1987

8

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Mamíferos Aquáticos - FMA

1989

26

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Matutu

1995

4

49

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Moa Es. e Pesq. Para Proteção e o Desenv. Ambiental

1997

-

45

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Museu do Homem Americano - FUMDHAM Piauí/Brasil

1986 136

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação O Boticário de Proteção a Natureza

1990

46

150

-

-

-

-

-

Fundação Pelo Desenvolvimento de Itapoá - Pró-Itapoá

1995

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Pró Natureza - Funatura

1986

13

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Rio Parnaíba - Furpa

1988

1

5

-

-

-

-

-

-

Fundo Brasileiro Para a Biodiversidade - FUNBIO

1995

65

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Greenpeace

1992

97

200

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ação Ecológica Novos Curupiras

1990

-

32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ambientalista do Rio Iguaçu

2001

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

112

Especial RIO+20

www.analise.com


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

Grupo Arareau de Pesquisa e Educação Ambiental - Grupo Arareau 2002

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Ação e Estudos Ambientais - GAEA

1989

-

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Ação Verde - GAV

1996

-

300

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem - GAIA

1993

89

5

-

-

-

-

-

Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá - Mangaratiba

2002

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Desenvolvimento Humano e Ambiental instituto Goiamum

1982

-

39

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Estudos em Proteção à Biodiversidade - GEBIO

2004

-

92

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Dispersores

2004

3

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Água - GEA

1995

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Amantes da Natureza - GEAN

1998

-

54

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Copioba - COPIOBA

1989

-

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Nascente do Tietê - GENT

1983

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Olho D’Água

2005

-

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Vida Verde de Cornélio Procópio

1987

-

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Erê - Centro de Estudos e Ações Sociais, Culturas e Ambientais

1992

-

10

-

-

-

-

-

-

Grupo Espeleológico da Geologia - GREGEO - UNB

1985

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Guardiões do Meio Ambiente - GMA

2001

-

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

IBDE do Brasil - Meio Ambiente

2005

5

16

-

-

-

IBF - Instituto Brasileiro de Florestas

2006

35

200

-

-

-

-

-

-

-

Iepé - Instituto de Pesquisa e Formação Indígena

2002

20

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ING - Instituto os Guardiões da Natureza

1990

3

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Iniciativa Verde

2006

12

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Acqua - Ação Cidadania Qualidade Urbana e Ambiental

1999 751

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Águas do Prata - IAP

2000

-

7

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ambiental Ecosul

2000

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ambiental Vidágua

1994

3

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ambiente Vivo - IAV

2002

8

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Arara Azul

2003

8

4

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Árvore da Vida - IAV

2005

14

52

-

-

-

-

Instituto Baía de Guanabara - IBG

1993

2

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ano de fundação

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Nome da organização

I

Atividades que desenvolve 

www.analise.com

especial RIO+20

113


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

Atividades que desenvolve 

Instituto Baleia Jubarte - IBJ

1996

22

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Baraeté

2009

2

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Bioeste

2002

6

25

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Biotrópicos

2003

-

23

-

-

-

-

-

-

Instituto Brasil Central - IBRACE

1984

3

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Brasileiro da Ecologia e Meio Ambiente - IBEMA

1995

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Brasileiro de Incentivo Social Ambiental - IBISA

2001

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Caá-Oby de Análises e Protagonismo Socioambiental

2003

-

4

-

-

-

-

-

-

Instituto Cabruca

2007

7

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Caipora de Ecologia - ICE

2002

-

42

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Caraguatá

1997

-

500

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Chão Verde - ICV

1983

43

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Conservação Marinha do Brasil

2008

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Cultural e Ecológico Lagoa Viva - ICELV

2000

2

100

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Curupira

2009

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto da Biodiversidade - IBIO

2004

-

20

-

-

-

-

-

Instituto da Biologia do Meio Ambiente - IBIO

2001

-

50

-

-

-

-

-

-

-

Instituto da Consciência Ambiental - INCA

2003

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto das Águas da Serra da Bodoquena - IASB

2001

3

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Des., Educação e Planejamento Ambiental - IDEA

2003

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Des., Logística, Transporte e Meio Ambiente - IDELT

1996

10

3

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Ecologia Social Carnaúba - IESC

2001

12

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Ecoturismo do Paraná - IEPR

2003

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental Planeta Verde

1996

2

41

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Educação Socioambiental - IESAMBI

2002

-

11

-

-

-

-

-

-

Instituto de Energia e Meio Ambiente 2006

9

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Estudos da Religião - ISER

1970

8

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola - IMAFLORA

1995

39

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Pernacultura e Ecovilas do Cerrado - IPEC

1998

8

12

-

-

-

-

Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM

1995

80

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Nome da organização

114

Especial RIO+20

www.analise.com


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

Atividades que desenvolve 

Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento - IPD - ONG TAIPAL

2005

-

18

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Pesquisa e Preservação Ambiental - IPPA

2000

-

8

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica - IPEMA

1993

1

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Pesquisas em Ecologia Humana - IPEH

1996

1

4

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Reciclagem do Adolescente

1995

12

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ecofuturo - Futuro Para o Desenvolvimento Sustentável

1999

19

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ecológico e de Proteção aos Animais - IEPA

1994

-

30

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ecológico e SócioAmbiental Homem & Natureza - IH&N

2003

-

32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Educa Brasil

1999

2

12

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ekos Brasil

2001

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Floravida

2002

18

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Floresta Tropical - IFT

2002

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Floresta Viva

2003

22

2

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Gea - Etica e Meio Ambiente

1999

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Gondwana - IGOND

2000

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Guatambu de Cultura - IGC

1999

6

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Internacional de Educação do Brasil- IEB

1998

32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ipanema

1996

2

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Jatobás

2002

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Mar Adentro - Mar Adentro 2005

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Maramar Para o Manejo Responsável dos Recursos Naturais

2003

2

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Oikos de Agroecologia

2003

7

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza - IOPCN

2005

3

7

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Pacto Amazônico

2003

5

27

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto para Des. Social, Ambiental, Cultural e Tec. Lótus

2003

-

44

-

Instituto Peabiru

1998

15

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Physis - Cultura & Ambiente 1991

-

12

-

-

-

-

-

-

Instituto Proteção Ambiental Cotia - Tietê Oeste - IN-PACTO

2001

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Recicle-IR

2000

6

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Recifes Costeiros - IRCOS

2002

-

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Nome da organização

www.analise.com

especial RIO+20

115


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

Atividades que desenvolve 

5

1

-

-

-

-

-

-

-

-

18

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

6

27

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

2004

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Verdescola

2005

34

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Viver Sorocaba

2000

1

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas

1992

65

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ISA - Instituto Socioambiental

1994 144

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ISN - Instituto Serrano Neves

2002

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

K

Kouprey Amigos dos Santuários de Animais - KASA

2002

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

L

Liga de Prevenção da Crueldade Contra o Animal - LPCCA - SOS Animal

1983

-

85

-

-

-

-

-

-

-

Mata Nativa - MN

2001

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Mongue Proteção ao Sistema Costeiro

2002

-

29

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Movimento Ambiental Gestão e Organização Social

2004

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Movimento Ecológico de Itaipuaçu - MEI

1991

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Movimento Pró Rio Todos os Santos

2003

-

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Movimento Vida Nova - MOVIVE

1998

4

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

MUDA - Movimento Unificado de Defesa Ambiental

2000

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

NAPRA

2003

-

70

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Neoambiente

2007

-

136

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Núcleo de Des. em Estudos SócioAmbientais do Maranhão - Nudesa

2005

-

26

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Núcleo Ecológico de Cubatão - NEC

1980

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Núcleo Permanente de Estudos Ambientais - NUPEM

2005

-

26

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Núcleo Sócio Ambiental Araçá-Piranga

1998

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Oca Brasil

1997

14

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG 4 Cantos do Mundo

2002

6

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG Água é Vida

1998

-

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG Águas do Serrote

2003

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG Árvores Centenárias

2006

-

12

ONG RAMUDÁ - Ramos que Brotam em Tempos de Mudança

2001

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ano de fundação

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Instituto Supereco

1994

Instituto Terra

1998 162

Instituto Triângulo

2003

Instituto Vale das Cachoeiras - ONG

Nome da organização

M

N

O

116

Especial RIO+20

www.analise.com


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Nome da organização

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

ONG União Pró Jaú - UPJ

2001

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG VerdeNovo Rio das Velhas

2001

41

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Operação Amazônia Nativa-MT

1969

57

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Oreades Núcleo de Geoprocessamento - ONG

2002

12

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Ambiental Para o Desenvolvimento Sustentável - OADS

2003

-

92

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Ambientalista Amainan Brasil

2000

1

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Bio-Brás - OBB

1997

12

20

-

-

-

-

-

-

Organização de Des. Cultural e Preservação Ambiental - AMA-BRASIL

2004

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Não Governamental - ANGICO

2001

-

27

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Não Governamental Leão

2002

9

28

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização para Proteção Ambiental - OPA

2003

2

300

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

PAT Ecosmar - Projeto Amiga Tartaruga

1998

6

118

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Pé de Planta

2010

12

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Pira 21

1999

2

350

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Poluição Zero - PZ

2006

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Preservação Associação de Proteção 1989 ao Meio Ambiente de Limeira

-

850

-

-

-

-

PRIMA - Mata Atlântica e Sustentabilidade - OSCIP

2003

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Pró-Tamar

1988 470

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Araras

2000

2

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Baleia Franca - PBF/Brasil

1982

4

17

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Metamorfose

2002

-

7

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Mira-Serra - PMS

2000

2

80

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Semente

2007

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Rede de Cooperação para Sustentabilidade - Catalisa

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

3.458 ✔

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

P

R

S

Atividades que desenvolve 

2003

-

Rede Nacional de Combate ao Tráfico 1999 de Animais Silvestres - RENCTAS

2

Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental - REASul

2001

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

Rede Terra - Insti. de Des. Sust. e Apoio à Agricultura Familiar

1999

14

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SESAL - Sociedade Ecológica Sapo da Água

2001

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SIMBIOSE

2005

-

90

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Brasileira de Espeleologia - SBE

1969

1

50

-

-

www.analise.com

especial RIO+20

117


PERFIL ongs Biomas e/ou ambientes em que a ONG declara atuar 

o perfil de 334 das principais ONGs ambientais do brasil

Ano de fundação

Número de funcionários remunerados

Número de voluntários

Amazônia

Caatinga

Mata Atlântica

Pampas

Pantanal

Cerrado

Centro Urbano

Zona Costeira

Educação ambiental

Projetos com comunidades locais

Projetos de conservação ambiental

Campanhas de mobilização

Assessoria e consultoria técnica

Turismo sustentável

Pesquisa e desenvolvimento

Reciclagem

Viagens e expedições

Oferecimento de prêmios

Publicações científicas

Publicações diversas

Políticas públicas

LEGENDAS

Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente - SODERMA

1985

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade de Ecologia de Itanhaém - Secita

1989

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade de Est. Con. - Comis. Contra Enchentes do R. Iguaçu

1992

-

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade de Est. Múltiplos, Ecológico e de Artes - Soc. Semear

2001 233

20

-

-

-

-

-

-

57

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Resposta escolhida - = Não desenvolve a ação

Nome da organização

Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental - SPVS 1984

T

U

V w

Atividades que desenvolve 

Sociedade de Preservação do Meio Ambiente - SUPREMA

2000

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade de Proteção e Bemestar Animal Abrigo dos Bichos

2001

-

70

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade dos Passaricultores de Embu Guaçu e Região - SPEGRE

1999

1

1.000

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Ecológica Amigos de Embu - SEAE

1975

17

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Ecológica de Osasco - SEO

1987

-

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Ecológica de Santa Branca - SESBRA

1992

-

16

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Mineira de Pesq. do Manejo 1990 e Rep. da Fauna Silvestre - SOMMA

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOCIEDADE ONDA VERDE

1999

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade para Conservação das Aves do Brasil - Save Brasil

2004

9

6

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade para Pesq. e Des. Ambiental, Histórico e Cult. do RN

1999

-

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Rioclarense de Defesa do Meio Ambiente - Soridema

1978

-

58

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Sinhá Laurinha

2004

2

14

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Amazônia

1988

14

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Cuesta de Botucatu - Movimento de Defesa do Meio Ambiente

2001

6

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Mata Atlântica

1986

56

250

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS PEACE

2006

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Praias Brasil

2001

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Rio Dourado

1996

-

47

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

TEREVIVA - Associação de Fomento Turístico e Des. Sustentável

1996

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

The NaturE Conservancy - TNC

1994 115

-

-

-

-

-

-

-

Turma do Meio Ambiente - TMA

2004

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Unavale

1999

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

União Sanjoanense de Proteção aos Animais - USPA

1997

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Unidade de Conservação de Plantas Medicinais do Cerrado

2000

1

28

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Universidade Livre do Meio Ambiente

1992 126

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Valenatureza

2003

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Verde Vida Programa Oficina Educativa

1994

90

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

WWF Brasil - Brasília

1996 120

-

-

-

-

-

118

Especial RIO+20

www.analise.com


EnvironmEntal

managEmEnt

BRAZIL Special edition

Bilingual English and PortuguEsE Edition

BRAZIL Is ON ITs WAY TO A GREEN ECONOMY • EXCLUsIVE The environmental management practice standards of the Brazilian productive sector according to more than 50,000 data points collected by Análise Editorial page 147

• ENVIRONMENTAL LAW A special report

with an in-depth analysis of Brazilian law and a comparison with the environmental laws of ten of the world’s largest economies page 131

Mamirauá Sustainable Development Reserve in Amazonas state

www.analise.com

28 840 1.200

sectors analyzed

companies interviewed

management indicators

NOT FOR SALE Edition nº 34 ISSN 1808-9240


Rodrigo Baleia/Folhapress

table of contents

Environmental

management

BRAZIL Special Edition

131 ENVIRONMENTAL LAWS The challenges faced by Brazil and a comparison of the environmental laws of ten countries

124 PRESENTATION From Eco-92 to Rio+20, Análise Editorial gives its contribution in the search for sustainability

122 EDITORIAL One of Análise Editorial’s most innovative contributions to the debate about sustainable development

147 Sector Assessment The analysis of the environmental performance of 28 sectors of the Brazilian economy in nine relevant categories

152 E nvironmental

management

The implementation of the practices and their relevance

120

RIO+20 special EDITION

The new forest code was reintroduced to Brazil’s agenda after 20 years

158 S takeholders

186 E missions and climate

162 ISO 14000

190 G  reen areas

The relationship with internal and external audiences

The certification and adoption of the ISO series standards

Policies to monitor and reduce air emissions

Conservation of native areas and tree planting

166 W  ater

Measures to reduce and monitor consumption

172 E nergy efficiency Measures to reduce and monitor consumption

176 R  enewable sources The types of sources used and their share

180 W  aste

Actions to reduce, recycle and manage waste

web www.analise.com

To find the Análise Editorial on the Internet, go to one of the addresses below. More information about our products, exclusive content and online shop can be found on our website facebook.com/AnaliseEditorial linkedin.com/company/analise-editorial twitter.com/analise_edit

www.analise.com


table of contents

206 Resul  ts Table 170

Clean energy

204

Waste management

194 Highlights The environmental performance of industry, trade, services and banks

213 NGOs The profile of 330 of the most active environmental NGOs in the country and their projects

O conteúdo desta publicação está disponível, em sua totalidade, em português e inglês

218 T otal 224 T ables

194 Industry

Methodology

126

196 Services

Contributors

129

198 Trade

Staff

130

200 Agribusiness

cover photo: Bruno Maia/naturezafotos.org - Photo: Pedro Silveira/Folhapress

202 Credit

Brazil is a pioneer in the technology of hybrid cars: 40% of the fleet uses gas or ethanol www.analise.com

NOTA PARA LEITORES EM PORTUGUÊS

E

sta primeira edição de ANÁLISE GESTÃO AMBIENTAL – ESPECIAL RIO+20 é

uma publicação inteiramente bilíngue (português-inglês) e formatada com o objetivo de oferecer uma estrutura objetiva e prática aos leitores de ambos os idiomas. A partir deste índice, o leitor poderá consultar a edição completa em inglês, incluindo todos os textos, tabelas, gráficos e fotografias. Para ver a edição da publicação em português, volte para o índice da página 4. Ajustes foram feitos em algumas páginas para acomodar as particularidades de cada língua sem prejuízo ao conteúdo. No início de cada seção, tanto na edição em português como em inglês, há uma referência ao número da página em que o mesmo texto pode ser encontrado no outro idioma. O símbolo indica a página na qual o conteúdo está localizado. A Análise Editorial oferece edições bilíngues da maioria de suas publicações com o objetivo de melhorar a experiência dos leitores estrangeiros interessados em compreender o papel do Brasil, suas cidades, suas empresas e suas políticas no mercado global. As publicações atuais disponibilizadas em inglês incluem Análise Gestão Ambiental, Análise Brasil Global, São Paulo Outlook e Análise Energia. Para saber mais sobre a Análise Editorial e nossas publicações, visite www.analise.com. RIO+20 special EDITION

121


editorial

On the way to progress Versão português pág. 6

I

t is with great pride that we present the special edition of the ANÁ-

use them as a primary source of information for research, assessments and ENVIRONMENTAL presentations regarding the potential of LISE ENVIRONMENTAL MANMANAGEMENT the Brazilian market. AGEMENT yearbook, developed BRAZIL SPECIAL EDITION with information collected over As such, Análise Editorial has bethe five years of the survey and income a benchmark in the world of law, troduced at the RIO+20. This is probaas well as a pioneer in the systematizably Análise Editorial’s most innovative tion of information regarding the enviBILINGUAL ENGLISH AND PORTUGUESE EDITION contribution to the discussions about ronmental practices of Brazil’s largest BRAZIL IS ON ITS WAY 28 sustainable development in Brazil. companies and it recently received its TO A GREEN ECONOMY SECTORS ANALYZED Along with the creation of the Anáfirst journalism award for the Análise 840 lise Index of Environmental ManageEnergy yearbook. In other words, we COMPANIES INTERVIEWED ment, the following pages offer a comare effectively contributing to the effort 1.200 MANAGEMENT INDICATORS prehensive and unprecedented analysis. to build a more organized and transparIt is the work of a group of more than ent business environment, where com25 people headed by journalist Inaiê panies can produce more, profit more Sanchez, who for six years took part and gain new markets, by freeing them in the development of the ANÁLISE from the limitations that keep the country from developing. ENVIRONMENTAL MANAGEMENT yearbook and the edition was superIt is important to point out that our vised by Gabriel Attuy, Análise Editowork is made possible through the comrial’s executive editor. mercial support of our partners. This AMBIENTAL The index is a measurement tool that support is essential to us since a large EDIÇÃO ESPECIAL enables the establishment of environpart of our yearbooks are distributed mental management standards and that free of charge to thousands of readers compares the performance of the 28 chosen by us based on their decisionareas of the four business sectors: inmaking and opinion-forming power. EDIÇÃO BILÍNGUE INGLÊS E PORTUGUÊS dustry, agribusiness, trade and servicWe would like to extend our thanks to O BRASIL NA TRILHA 28 DA ECONOMIA VERDE SETORES ANALISADOS es. The result is an objective analysis our sponsors who, like us, believe that of which areas have most advanced in the business environment and, as a re840 EMPRESAS ENTREVISTADAS Brazilian companies and what chalsult Brazil itself, benefits from quality 1.200 lenges they still have to face in their and innovative information! INDICADORES DE GESTÃO plans to become greener. The evaluation of the performance, This publication brings together evthrough the identification of the busierything that gave rise to Análise Ediness standards of the productive sectors, torial: pioneering, depth, professionalis complemented in this edition with the ism, a forward outlook and above all its presentation of Análise’s list of environbelief in Brazil! mental NGOs. The joint actions of these A little over seven years ago, three journalists, Eduar- two extremes is gradually growing and is certainly helping do Oinegue, Alexandre Secco and I, Silvana Quaglio, got companies and organized society find the path to sustainable together with the purpose of developing publications that development. The concept that took shape at Eco-92 reachcould help Brazil explore its potential better and overcome es Rio+20 still as an ideal that has to be achieved. We hope its limitations. The way we all agreed to do this was by ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT - RIO+20 collecting, tabulating, crosschecking and analyzing vast SPECIAL EDITION is useful, showing the actions that have amounts of data of the core businesses of the economy. already been consolidated, those that are on their way and The 35 editions of the yearbook, which Análise Editorial those that are still just a theory. I hope you have a good read! has published until now, prove that the path chosen was the Silvana Quaglio Publisher right one. The publications are awaited by our readers, who • EXCLUSIVE The environmental management practice standards of the Brazilian productive sector according to more than 50,000 data points collected by Análise Editorial

• ENVIRONMENTAL LAW A special report

with an in-depth analysis of Brazilian law and a comparison with the environmental laws of ten of the world’s largest economies

www.analise.com www.analise.com

• ESTUDO EXCLUSIVO Estabelecemos os

padrões das práticas de gestão ambiental do setor produtivo nacional com base em mais de 50 mil informações coletadas

• LEGISLAÇÃO Uma reportagem especial

traz a análise das leis ambientais do Brasil e de dez outros países que estão na lista das maiores economias do mundo

www.analise.com www.analise.com

122

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


To reach an audience

WORLDWIDE

Anรกlise Editorial produces targeted publications based on thorough journalistic research and surveys. It is read by business leaders, academics, politicians and opinion formers in various areas in bilingual versions in English, Spanish and even Mandarin

www.analise.com

(11) 3201-2300 โ€ข contato@analise.com


presentation

AN UNPRECEDENTED sTUDy foR A NEW BRAZIL

Boats on Amazon River: the Brazilian experience is valuable to the sustainability discussion

This special edition of Análise Editorial compiles the data of five years of survey to outline a panorama and define the environmental management policy standards of Brazil’s largest companies

124

RIO+20 specIal eDITION

and for the Fight against Desertification. These issues were added to the agenda of the national governments and branched into several sectors of society until they reached the local level. Since then, many conferences have been held and several protocols have been signed. It is unquestionable the importance of an international summit such as the United Nations Conference on Sustainable Development, Rio+20, where world leaders, along with thousands of members of governments, the private sector and non-governmental organizations, get together to discuss ways to reduce poverty and inequality and ensure environmental protection. It also gives continuity to the solution-seeking efforts of the international community. To better explain and show the growth that has already been consolidated by some of the world’s largest economies, we have drawn up a comparative analysis of Brazil’s environmental laws and those of another ten countries that can

be seen on page 131. The discussions at the beginning of 2012, however, show that the results of two decades of agreements leave much to be desired. Rio+20 will be based on the premise that now is the time to put into practice everything that was put on paper and to find development approaches that can work. Many of the agents of the discussion suggest that the giant and bureaucratic national governments have already extrapolated their capacity to perform, and they must now concentrate their efforts on groups that act on a lesser scale, taking on local commitments and more manageable targets, instead of seeking a global consensus for realities that are as different as those of Brazil, China, USA or Russia. The entities that are seen today as those that will be able to promote and encourage the changes we all want to see for the world are city governments, NGOs and other public-interest organizations and private and public sector companies. www.analise.com

Alberto CésAr ArAújo/Ae

I

n the 20 years that separate the two conferences of the United Nations Organization (UNO) in Rio de Janeiro a lot of water has flowed under the bridge. In that which refers to Brazil, the progress is undeniable. The country has progressed from the environmental point of view – after reducing its slash-and-burn indexes in the Amazon and implementing the National Solid Waste Policy – as well as from a political, social and economic standpoint, by reducing the poverty level, paying off the debt with the IMF and increasing its international role as a global player. The United Nations conference on Environment & Development in 1992, known as Eco-92, organized a series of ideas that were up in the air. It was essential to raise public awareness of the need to take care of the environment and development. It was there that three important international treaties emerged: the conventions of Biodiversity, Climate

Versão português pág. 8


presentation

It is to this discussion that Análise Editorial gives its contribution. The publication that you are holding in your hands offers unprecedented and exclusive facts, the outcome of five years of extensive surveys carried out with Brazil’s largest companies, that shed light on a crucial difficultto-assess point: the environmental policies of companies. In practice, Análise Editorial’s team carried out more than 3 thousand interviews from 2007 to 2011 to collect more than 250 thousand facts of the environmental management policies of 1,500 Brazilian companies ranked by net revenue. The result of these annual surveys is published in the ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT magazine. It is, by far, the most comprehensive journalistic assessment ever made about this topic in Brazil. With all of this information in hand and the help of a team of statisticians, lawyers and experts in management and environmental certification, we created an index that measures the commitment of 28 Brazilian business sectors (represented by companies among the 1,500 largest in the country) in nine key categories of corporate environmental management. The result can be seen starting on page 147. To better understand how the survey was done and how the index was calculated, see methodology on page 126. The second most articulating group surveyed by Análise Editorial is that composed of Brazil’s environmental NGOs. From activists at Eco-92, these organizations have now become true articulators and global disseminators. The result of five years of in-depth surveys within the universe of these entities is shown on page 213. A total of 334 of the organizations that are most active in Brazil are outlined with details about their programs and their funding systems. The content is vast and the analysis presented in this edition, limited by the space on the paper, highlights only some of the possible observations and conclusions. What is clear though is that the discussion is in its infancy. Sustainable development, a term that has become popular and lends its name to the UN conference under the www.analise.com

GROWTH See below the progression of a few of Brazil’s main environmental indicators from Eco-92 to Rio+20

WATER SuPPLy

TRASH COLLECTION

In % of cities with access

99

96

In % of total amount produced

SEWAGE COLLECTION 98

80

1989

2008

In % of cities with access

47

1992

2008

1989

ALuMINuM RECyCLING

ENVIRONMENTAL LICENSING

PROTECTEd GREEN AREA

In % of total cans produced

In amount of new licenses issued by Ibama

In million hectares

98

39 1992

GASES HARMFuL TO O³ LAyER Emission in thousand tons

0,4 2009

2008

75

67

1992

2011

1992

2010

BRAZILIAN POPuLATION In million inhabitants

8

1990

624

2 2010

55

192

147 1991

moniker Rio+20 is an objective not a reality. In the business world, what defines sustainability is the so-called triple bottom line, a concept that measures the financial, social and environmental feasibility of enterprises. If they are sustainable in these three areas, the bottom line adds up. Out of all the companies in business all over the world nowadays, this is a rare occurrence. The good news is that the indicators presented on the next pages show a positive scenario. The determinations of the solid waste policy sanctioned in 2010, for example, have already started to appear in corporate practices. Companies have invested more

2011

in their relationship with their public, the so-called stakeholders, which shows an increase in concern with society in general. The adoption of renewable energy sources such as solar, water and biofuel has increased. Everything points to the path of sustainability and Rio+20 is another step in that direction. We hope that the information contained in this issue will be useful for the conference and for many more that will be held in the future, helping governments, companies, NGOs and individuals to take part in enlightening and objective discussions, based on reliable data that outlines real targets so we can, in fact, reach sustainability. 0 RIO+20 specIal eDITION

125


Methodology

CRITERIA USED IN THIS EDITION Versão português pág. 10

Publication and database –

ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT - RIO+20 SPECIAL EDITION is a special edition developed

by Análise Editorial with the purpose of contributing to the United Nation Conference on Sustainable Development, Rio+20, which will take place in June in Rio de Janeiro. The information included in this edition is based on data collected between 2007 and 2011 by Análise Editorial’s team during the research carried out for the Análise Environmental Management yearbook (read more on page 128). Each year the 1,500 largest Brazilian companies by net revenue are invited by the research team of Análise Editorial to fill out a detailed questionnaire - with more than 60 objective questions - regarding their environmental management practices. The result, over these five years, is more than 3,000 interviews. Data from these interviews was compiled to generate the analysis offered in this edition, the result of a unique and comprehensive database, which enabled us to create an accurate picture of the performance of the companies from 28 business sectors in nine categories of environmental performance.

Field of research – The 28 business sectors that were selected for analysis are shown on page 127. Also shown is the number of companies that were invited every year and how many actually answered the questionnaire. A total of 1,836 companies and banks were invited to participate in the survey in 2011, in the latest edition of the survey. In all, 850 companies based in 20 Brazilian states and in the Federal District were interviewed. The states of Acre (AC), Amapá (AP), Mato Grosso do Sul (MS), Rondônia (RO), Roraima (RR) 126

RIO+20 special EDITION

and Tocantins (TO) were not represented in the survey. Comparative analysis – The analysis of the business sectors is divided into the following nine categories: 1) Environmental management: refers to the formal adoption of environmental practices by companies; 2) Stakeholders: refers to the relationship of companies with their internal and external audiences; 3) ISO 14000: regarding the certification and adoption of practices necessary to obtain them; 4) Water: refers to policies regarding the use and conservation of water 5) Energy efficiency: refers to policies regarding the use and conservation of all energy resources; 6) Renewable sources: concerning the use of renewable energy sources; 7) Waste: regarding management and waste reducing policies; 8) Emissions: policies concerning control, reduction and offsetting for the emission of greenhouse effect gases and others; 9) Green areas: regarding policies for the conservation of green areas for use as an input. A detailed description of the factors considered in the breakdown of the index for each of the nine categories analyzed is shown on page 128. Análise Environment Management index – In order to be able to compare the performance of the 28 business sectors in the nine categories analyzed in this issue, an index was developed using a score between 0 and 100% for each group of companies. This index was created with consulting firm Avelino Pereira, Humberto Moura Ribeiro and Galo Lopez Noriega Avelino created a specific weighted system for the questionnaire used by Análise Editorial and determined, based on a series of criteria from each business sector, points for each response given ranging from 0 to 10.

The system took into consideration the level of impact that each sector can cause on the environment and if the practices developed by the company are or not mandatory for its type of activity. In order to define the degree of environmental impact of each sector, the classification of the Brazilian Environment and Natural Resources Institute (Ibama) was used. For example: a company that operates in the pulp and paper industry has a lower score when it claims that it plants trees since this action is directly linked to its core business. If a transporting company, for example, has a program that promotes reforestation, this action is scored higher in the index. This weighted system was applied to the responses of all the companies. If the answer was positive, the company adds up the number of points corresponding to that question for that sector. If it was negative, no points are added. The final score of the companies of the same sector was added and the percentage of the maximum possible score was calculated, resulting in the index. The data and the process was reviewed with consulting firm Galo Lopez Noriega, In Company General Manager of Trevisan Business School, teacher at the University of São Paulo (USP) and an expert in statistical process control. The environmental NGOs – Starting on page 213, this edition provides a detailed analysis of the universe of major environmental NGOs operating in the country. The information in this edition is based on data collected by Análise Editorial’s team during the research carried out for the Análise Environmental Management yearbook. The universe of environmental NGOs invited to participate in this edition was also the result of an exclusive survey developed by www.analise.com


Methodology

Conventions and nomenclature – For easier reading, the values and amounts were rounded off and published in whole numbers or up to one decimal point, according to the information in question. The percentages that refer to the results of the surveys were weighted and include only the institutions involved in the problem or the action in reference. Therefore, the respondents that checked the alternative “not applicable to our business area” were eliminated from the calculation base. Bilingual edition – This edition of ANÁLISE ENVIRONMENTAL

MANAGEMENT - RIO+20 SPECIAL EDITION is bilingual and is offered

in Portuguese and English. The Portuguese version begins on page 04. The symbol at the beginning of each section indicates the page where the content is located. Análise Editorial offers bilingual editions of most of its publications to help foreign readers better understand the role of Brazil, its cities, companies and policies within the global market. For more information about Análise Editorial, its publications and other projects please visit our website us at www.analise.com/site/english.  0 www.analise.com

COMPANIES INTERVIEWED per YEAR

Invited

Interviewed

Invited

Interviewed

2011

Interviewed

2010

Invited

2009

Interviewed

2008

Invited

2007 Interviewed

Análise’s team based on the entities that answered the questionnaires in previous editions and those that were mentioned by companies or by other NGOs when referring to partners and projects. This information is cross checked with the list of organizations registered in the National Environmental Council (Conama), in the State Program for Support of NGOs (Proaong) of the São Paulo State Environmental Department and on the NGO Network of the Atlantic Forest. A total of 916 NGOs were invited to participate in the survey in 2011, in the latest edition of the survey. In all, 334 companies based in 24 Brazilian states and in the Federal District were interviewed. The states of Amapá (AP) and Roraima (RR) were not represented in the survey. From 2007 to 2011, the team of Editorial Analysis conducted more than 1,800 interviews with NGOs

Autos and Auto Parts

14

58

42

110

38

88

43

98

43

Banks

13

37

15

60

14

63

21

290

24

Beverages and Tobacco

13

18

13

27

15

28

18

28

13

BUSINESS SECTORS

Chemical and Petrochemical

35

70

53

100

44

16

43

73

39

Construction and Decorative Materials

11

16

11

25

10

18

10

22

13

Construction and Engineering

17

33

28

81

27

82

33

97

53

Education

3

9

7

25

22

18

5

31

8

Electricity

29

91

38

151

38

111

81

147

79

Electronic equipment

16

49

26

67

24

59

23

55

36

Food Products

34

93

58

149

59

144

55

155

74

Mechanical

5

13

9

21

10

18

9

17

9

Medical Services

10

24

17

58

18

43

16

55

20

Metallurgy and Steelmaking

38

78

53

124

52

94

47

105

44

Mining

5

32

5

45

7

43

17

50

26

Oil and Gas

13

26

16

43

18

39

24

41

24

Others

39

118

68

297

83

223

81

312

87

Paper and Pulp

15

20

17

29

17

22

17

23

11

Pharmaceuticals and Cosmetics

17

30

27

47

22

37

21

40

24

Plastics and Rubber

13

22

20

31

19

28

17

28

19

Retail Trade

5

44

14

93

13

79

21

88

22

Roadway Concessions

6

24

12

30

10

26

17

27

26

Specialized services

9

14

12

39

12

28

12

30

20

Sugar and Alcohol

13

34

18

71

25

56

37

55

35

Telecom and IT

5

22

9

46

11

34

8

38

10

Telecommunications

7

19

12

43

11

30

14

34

13

Textile, Leather and Clothing

12

30

20

49

22

36

15

29

17

Transport and Logistics

19

38

29

80

32

66

32

80

38

Water and Sanitation

8

12

12

20

15

20

15

24

15

Wholesale Trade

1

20

2

30

4

25

6

25

8

425

1.094

663

1.991

692

1.574

758

2.097

850

Total

* The base of companies was created during the first edition of the 2007 survey, therefore, the amount of companies invited is not available

RIO+20 special EDITION

127


Methodology

NINE CATEgORIES Of THE ENVIRONMENTAl MANAgEMENT INDEx See below which points were considered to calculate the index of business sectors in each area ENVIRONMENTAL MANAGEMENT

• Definition of environmental management and

environmental policy within the company; • The Area to which the environmental management responsibility is linked and to who it reports to; • Processes in which the environmental impact is known by the company’s management; • Implementation of management programs aimed at improving environmental targets. STAKEHOLDERS

• Requirement for proof of environmental pro-

cedures from its suppliers; • Scope of training processes aimed at environmental management; • Projects aimed at external public; • Disclosure of environmental management and actions for external audiences; • The amount spent to correct formalized environmental liabilities; • Programs and partnerships with non-governmental entities; • Companies that have an environment-oriented institution.

WATER

BANKS

ENERGY EFFICIENCY

concession; • Applications of the Equator Principles; • Methods applied in its credit policy for operations involving environmental risk; • Specific professionals for management analysis and environmental risk of customers; • Documented and implemented operational procedures for customer monitoring, evaluating the risk of generating environmental impacts in each sector; • Inclusion of environmental risk assessment in the financial rating calculation of its customers; • Assessment of environmental opportunities and development of new products; • Area is in charge of management and social/ environmental risk of customers; •Training of professionals for the enforcement of social/environmental risk policy; • Procedures to encourage the improvement of the social/environmental management practices of customers; • Procedures for the analysis of management and social/environmental risk in credit concessions for legal entities; • Percentage of client portfolio that covers social/environmental risk policy.

• Practices adopted in relation to water use • Practices adopted in relation to the use of

electricity, fossil fuel and wood and coal.

RENEWABLE ENERGY

• The renewable energy sources used by the

company.

WASTE

• Practices adopted in relation to waste from productive processes, effluents, noise and vibrations. EMISSIONS AND CLIMATE

• Practices adopted in relation to atmospheric

emissions;

• Incorporation of a corporate policy aimed at

climate change and projects for the reduction of gas emissions; • Eco-friendly “Green Seal” label for carbon neutralization. GREEN AREAS

ISO 14001

• Has or not ISO 14001 certification and for

how long;

• Tree-planting programs; • Native green areas maintained.

• Applies other standards from ISO 14000 series.

• Credit concession; • Social/environmental risk policies for credit

more about análise environmental management

T

he data used as a base to produce this edition are surveyed annually since 2007 by Análise Editorial and published in the ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT yearbook, the greatest source

of information regarding the practices of the largest Brazilian companies, the profile of the environmental NGOs and the lending policies of the main national banks. To learn more about this and other publications, go to www.analise.com/site/english.

128

RIO+20 specIal specIal RIO+20 eDITION

ANUÁRIO

2011/2012

AMBIENTAL O RETRATO DO BRASIL QUE RECEBE A RIO+20

Confira nesta edição os indicadores e as análises que explicam as ações do setor privado e os avanços institucionais que irão ditar o desenvolvimento ambiental do país

• A nova lei de resíduos sólidos e o que será necessário para atingir as metas página 22

• Os exemplos das empresas que preservam as maiores áreas verdes do país página 36

+

As boas práticas de

837 EMPRESAS O perfil de

334 ONGs AMBIENTAIS A opinião de

120 MEMBROS DO MP

As políticas de

24 BANCOS

52.000 data points are collected annually by the team of Análise Editorial. It is the largest journalistic survey about environmental management in Brazil

ANUÁRIO

2010/2011

GESTAO AMBIENTAL As boas práticas de

750

EMPRESAS BANCOS: As políticas de crédito de 21 instituições

O perfil de

330

ONGS AMBIENTAIS

+

A composição dos conselhos

MEIO AMBIENTE NO BRASIL: da Eco-92 à Rio+20

www.analise.com


Contributors

crédits: 1: guilherme gomes; 2: claudio rossi; 3: cláudio gatti; 4, 5 and 6: free stock

Valuable collaboration

Versão português pág. 13

2

1

3

beginning of our activities and a great partner. And Werner Grau Neto, one of the most recognized environmental lawyers in the country who has repeatedly helped us understand the complex world of national environmental law.

4

T

he production of this first special issue of 20 Rio ENVIRONMEN-

TAL MANAGEMENT ANALYSIS includes the contribution of con-

sultants, experts and technicians whose participation was essential in achieving the results presented in the following pages. Análise Editorial would like to thank these professionals for the attention, time and patience and for their relevant and enlightening comments. www.analise.com

55

6

In particular, we extend our thanks to Avelino Pereira and Humberto Moura Ribeiro of the NBS Group, who contributed their vast knowledge about corporate environmental management in Brazil not only for this magazine, but for the ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT survey as a whole. We would also like to thank statistician Galo Lopez Noriega, a contributor of Análise Editorial in a series of projects since the

1 Avelino Pereira, project manager of the NBS group, 5 Charles Kazaz, partner and environmental lawyer of Fasken Martineau DuMolin LLP of Toronto (Canada), 4 Dirk Uwer, lawyer and partner of Hengeller Mueller of Dusseldorf (Germany), 2 Galo Lopez Noriega, general manager at Trevisan Business School, Humberto Moura Ribeiro, senior director of the NBS group, 6 Sajai Singh, lawyer and partner at J. Sagar Associates of Bangalore (India), Soumya Patnaik, associate lawyer at J. Sagar Associates of Bangalore (India), Tomoki Debari, partner and lawyer at Anderson Mori & Tomotsune Tóquio (Japan), 3 Werner Grau Neto, partner of Pinheiro Neto Advogados.  0

RIO+20 special EDITION

129


ANÁLISE EDITORIAL TALKS TO THOSE WHO HELP BRAZIL GROW

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Publishing council Eduardo Oinegue, Silvana Quaglio and Alexandre Secco

President-director Silvana Quaglio

1.500 companies

B

razilian companies and their executives were Análise Editorial’s main source of information for its projects. Análise 1,500 Companies was created with the purpose of producing content that examines, explains and offers conclusions about Brazil. The constantly-updated database is the result of an editorial effort to represent the Brazilian economy as comprehensively and thoroughly as pos-

sible. This group of companies includes the largest companies in the country in net revenue and the major financial institutions: banks, insurance firms, brokerages and credit companies. Moreover, the set of entities interviewed is composed of business sectors that operate a low financial volume but have an extremely relevant outlook and opinion in relation to understanding the country. A few examples are universities, NGOs, charities, research institutes, hospitals, advertising and publicity agencies and auditors. These companies and organizations were carefully selected by Análise Editorial’s team with the purpose of portraying the elite of the directors and entrepreneurs working in the country and their companies. Análise Editorial speaks to a universe of people who face the daily challenge of growing and improving. The result is a unique look into Brazil and its place in the world.

The importance of the 1,500

Content Director Alexandre Secco

Advertising director Alexandre Raciskas Rua Major Quedinho, 111, 16° andar CEP 01050-904, São Paulo-SP Tel. (55 11) 3201-2300 Fax (55 11) 3201-2310 contato@analisecom

www.analise.com Environmental

management

BRAZIL special edition

PUBLISHER Silvana Quaglio EDITOR Alexandre Secco Executive editor: Gabriel Attuy Survey and distribution manager: Ligia Donatelli Collaborating editor: Inaiê Sanchez Content coordinator: Paula Quintas Survey coordinator: Valquíria Oliveira Distribution coordinator: Juliane Almeida Art coordinator: Cesar Habert Paciornik Content staff: Abrahão de Oliveira, Bruna Abjon, Patrícia Silva and Sumaya Oliveira Survey staff: Adrieli Garzim, Alberto Barbosa, Ana Carolina Marquez, Ana Claudia Coelho, Anna Carolina Romano, Bianca Barros, Claudia Barbosa, Daniela Trindade, Danilo Souza, Fernanda Chiarato, Iuri Salles, Jessica Cidrao, Juliana Colognesi, Lucas Rodrigues, Paula Moreira, Raquel Aderne, Ricardo Borges, Taiane Silva, Tais de Souza, Thaís Bueno, Vinícius Oliveira, Yasmin Gomes and Yuri Damacena Layout: Bruna Pais, Danilo Pasa and Régis Schwert IT/Management: Cristiano Carlos da Silva IT: Felipe Cavaliere and Leandro Akira Contributors: Henrique Gonçalves do Carmo and João Carlos de Oliveira Revision: Mary Ferrarini Translation: Sogl Traduções Advertising/Business executives: Alessandra Soares and Márcia Pires Assistent: Felipe Ricelle

Slice of Brazilian gdp

By sector Agribusiness

62%

9%

Trade

9%

Customer care and administrative support: Fábio Lopes e Giseli Monteiro

Services

44%

Auditoria

ISSN 1808-9240

Copies issued: 30.000 Printing: Log & Print Gráfica e Logística S.A. Printed in May 2012

Industrial

Operation in Newsstands: Assessoria: EdiCase www.edicase.com.br Newsstand Distribution: FC Comercial e Distribuidora S/A Handling: FG Press www.fgpress.com.br Targeted Distribution: Door to Door www.d2d.com.br

38%

130

RIO+20 special EDITION

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1

SPECIAL REPORT

ENVIRONMENTAL LAW

The challenge 132 of moving the environmental laws from theory to practice Analise compared 134 the laws of 11 countries


Environmental law

The challenge of making environmental laws change from

theory to practice Since the 80s, including the period of Eco-92 and the Kyoto protocol, the world’s greatest nations implemented and consolidated their environmental laws. Now, in the year of Rio+20, it is time to act inaiÊ SANCHEZ Versão português pág. 16

I

n the last three decades most of the major nations, in population and size of economy, consolidated their environmental laws after a series of discussions and agreements. The discussion reached a global platform in 1992 with the completion of the first United Nations Conference on Environment and Development in Rio de Janeiro and urged those who were not on that path. In Brazil, for example, the process occurred in 1981 through the establishment of the National Environmental Policy (PNMA). The United States took this step in the late 60s, setting standards that served as a model for other countries and Italy had its legal framework take shape only in 2006. During this time, important international treaties emerged, such as the conventions on Biodiversity, Climate and the Fight Against Desertification, all signed in Eco-92 and the Kyoto Protocol in 1997. In practice, however, the results that should have been the outcome of the enforcement of environmental laws still leave much to be desired. More than ever, experts, entrepreneurs and local governments believe that now is the time to find practical solutions for the application of the rules that were developed in recent decades and, in the year of the Rio+20 Summit in Brazil, it is also time to find new approaches to sustainable development. The discussions in Brazil – The lat-

est most important change in the national environmental laws was the adoption of the National Solid Waste Policy (PNRS), in force since August 2010. The law defines a series of new

132

RIO+20 special EDITION

obligations for different social players in waste management - the public power, the common citizen and mainly, companies. The policy, which is the result of a 20-year maturity period, in addition to helping the environment, is an instrument of economic and social order, insofar as it seeks to create a cycle of recovery and rehabilitation of solid waste in the supply chain, the so-called reverse logistics, as well as include in society waste collectors, a group of professionals until now excluded from the formal market. The two other primar arguments are the environmental licensing standard for projects and the revision of the Forest Code. In the case of licensing, currently, the power is divided between a federal agency, the Brazilian Institute of Environment (Ibama) and state and municipal agencies. This multiplicity of licensing agents creates confusion and loss for companies that face extra costs in the process and difficulties to make plans. Complementary Law 140 of December 2011 was intended to minimize this confusion by defining who does what. However, a Direct Action of Unconstitutionality against it has put the matter on hold. The reform of the Brazilian Forest Code (Law 4771, 1965) has been under debate since the mid-1990s but it was only in 2011 that a version with changes was discussed by the Chamber of Deputies and the Senate. After a period of heated debate in both houses and the interference of the Executive branch, the project was approved in April 2012. On May 25th, 2012, president Dilma Rousseff announced that 12 articles of the code would be vetoed and other 32 modifications would be made to the original text approved www.analise.com


paulo whitaker/reuters

Reverse logistics: National Solid Waste Plan cuts taxes for the creation of recycling technologies for electronic products

by Congress. The changes discussed in the code generated dissatisfaction in various sectors for differences related to the land area for ​​deforestation, the reforestation of the area and punishment for those who have already deforested. Indeed, the controversy is due to a flaw in the National Environment Policy, which provides various tools for the enforcement of the Forest Code. One of which is ecological-economic zoning that could end the debate by defining areas of agribusiness development and conservation areas or forest recovery. However, it happens that this instrument was never defined, creating a polarized debate between the interests of agribusiness and other social sectors under the scope of the forest conservation law. The issue is, therefore, far from being resolved. The international scene – The controversies are not restricted to Brazil. In late 2011, Canada withdrew from the www.analise.com

15

%

of the interviewed companies had projects delayed due to environmental issues

tion by the environmental authorities of the bloc for not fulfilling their commitments. In February 2012, France was taken to the European Court of Justice for water pollution with nitrates. In March, it was Cyprus’turn to end up in the courts of the EU also for non-compliance with rules of the bloc. Therefore, the time is right to put into practice what was discussed, approved and consolidated. Comparative law – See below an

Kyoto Protocol to avoid paying fines of up to US$ 13.6 billion for not having reduced emissions. After claiming that "Kyoto will not work," because countries like the United States, China and India are not subject to it, the Canadian Environment Minister, Peter Kent, was criticized by many. At the same time, members of the European Union, such as Poland, Sweden and Germany have been called to atten-

analysis of the environmental laws of eleven countries: Brazil, Germany, Canada, China, United States, France, India, Italy, Japan, UK and Russia. The survey conducted by Análise Editorial highlights 24 key points of the standards applied in each nation, including how the powers of government and regulatory agencies are defined, some of the main obstacles faced by the implementation of the law and it explains the rules for the environmental licensing of projects.  0 RIO+20 special EDITION

133


Environmental law

Brazil

nRequirement of preventive plan for environ-

Age of consolidated environmental law: 31 ye-

Yes During the licensing process.  

ars (1981).  

Framework for law enforcement: Same juris-

diction for government, federal district, states and municipalities. Regulated by the Environment Ministry, the Brazilian environmental protection agency (IBAMA) and secretaries of state and city environment.

nBasic guidelines 

National Environmental Policy (PNMA) - Law no. 6938, 1981. A network of governmental entities known as the National Environment System (Sisnama) was established and consolidated the obligation of prior licensing for potentially polluting activities.  

nJurisdiction 

Same for government, states, federal district and municipalities.    nType of responsibility  Establishes strict liability for compensation of environmental damage, in other words, it is not necessary to show that the offender caused the damage. For the defendant be held accountable, a causal link between his conduct and the environmental damage is enough. It includes the possibility of criminal liability, as well as administrative and civil.   nMost restrictive rules  Restrictions on cutting down vegetation in rural areas. City zoning (municipalities) and rules about air watersheds (areas that do not contain increased levels of atmospheric emissions).  

nMain obstacle

Difficulty of enforcement due to lack of resources and personnel; not enough interaction between the environmental agencies.    nRegulators  At the federal level, the Environment Ministry and its agency, the Brazilian Environmental Institute (IBAMA). The states have environmental departments, as well as the municipalities.   

nHow does society protect itself against environmental damage?

Through federal and state prosecutors.   

nFunds to finance environmental prevention and policy

National Environmental Compensation Fund, funded by tax projects with significant environmental impact. There is also the National Forestry Development Fund, which has not yet been regulated, and the National Environment Fund with budgetary funds deriving from the royalties of oil drilling and from international loans.   

nEnvironmental taxes and charges

The Ecological ICMS goods and services tax benefits cities with large conservation areas. There is a bill pending for the creation of an Ecological Income Tax and also a Proposal for a Constitutional Amendment for tax exemption on recycled products.   

134

RIO+20 special EDITION

mental hazards

nAccidents

The company has an obligation to repair the environmental damage, minimize its impact and contain it.   

nSale of assets

Environmental responsibility is controversial. In some decisions, an individual who purchases an asset and does not remedy existing liabilities is considered the offender. In others, judges believe that the causal link prevails and, therefore, the seller is accountable.   

nSale of shares

The general principle is that the company continues responsible for environmental liabilities incurred prior to the sale.   Licensing 

  nEntities in charge

IBAMA licenses projects that have a potential impact that is nationwide, international or regional (two or more states). The state agency covers a potential impact on two or more municipalities and the municipal entity within the limits of one municipality.   

nEnvironmental studies

Companies with the greatest potential environmental impact must be licensed using the EIARIMA (Environmental Impact Study - Environmental Impact Report). Simpler studies are used for less complex cases.  

nPublic records

The regulators make available to the public information about licensing, existence of permanent preservation areas, EIA-Rima and audiences.  

nAverage time to obtain an environmental license

A year and a half, if necessary EIA-Rima. For simpler cases, six months to a year.  

nWhat is the renewal period for the environmental license?

For preliminary license and installation, about two years. For operating licenses, five to ten years.  

nNeed for environmental audits

It is only mandatory when the Brazilian Environmental Institute (IBAMA) requests the update of the National Technical Registration.   

nDoes the law allow society to participate in the licensing process?

Yes, in public hearings. In addition, the process must be available to the public.   

nParticipation of society in environmental regulatory agencies.

As a member of National Council (CONAMA), state (Consema) and municipal councils.  

nMain challenges

Regional disparities in the sanitation infrastructure make the universalization and improvement of water supply, sewerage, street cleaning, garbage collection and drainage the State’s main targets. According to the Brazilian Geography and Statistics

Bureau (IBGE), the amount of waste that gets disposed of properly in Brazil is still less than half the total and the percentage of sewage collected that receives some kind of treatment is low, around one third. Another major challenge relates to deforestation, which affects not only the Amazon but also other biomes, like the scrublands (caatinga), Atlantic Forest and the savannah region (cerrado). Brazil continues to be the fourth largest emitter of greenhouse gases in the world.

CanadA Age of consolidated environmental law:

Federal law has been consolidated for 24 years (1988). Each province has also adopted consolidated environmental law. Framework for law enforcement:

Generally, federal environmental laws are enforced by Environment Canada and provincial environmental laws are enforced by provincial ministries of the environment. Normally, provincial laws are based on a command and control system whereby the releases to the environment are prohibited unless permitted by government. Therefore, industrial activities generally require an authorization from government before they can proceed.

nBasic guidelines

The first act was the law that created the Environmental Department in 1971. The federal environmental law of the country, the Canadian Environmental Law, was approved for the first time in 1988 and reformed in 1999. It aims at controlling the impact of toxic substances on the environment and human health. The guidelines are based on the concepts of precaution and the polluter pays principle.  

nJurisdiction

The federal government and ten independent provinces divide powers. There are agreements between both levels of government to avoid duplication, but the projects may have to undergo the scrutiny of both. Environmental legislation that has been adopted by the Federal government focuses on controlling toxic substances, protection of fish and fish habitat and the environmental assessment of major projects. Provincial environmental laws generally focus on releases of contaminants to the environment. Each jurisdiction has detailed regulations to deal with environmental protection and has also adopted policies and guidelines to guide regulators with respect to managing environmental issues.   

nType of responsibility

Generally, environmental legislation provides for enforcement in a way that may result in fines and for imprisonment for individuals, or by administrative order powers which give the environmental authorities the right to order people to prevent or correct environmental damage. Most jurisdictions also provide for administrative monetary penalties which allow for the imposition of penalties subject to an administrative review process. Liability may also be imposed by way of civil claim for damages.   

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Aaron Black/Corbis

Environmental law

Licensing 

  nEntities in charge 

Each provincial ministry of the environment will require a permit to undertake industrial or commercial activities that release contaminants into the environment. The permitting process may also include environmental impact assessment, public information, consultation and/or participation in the permitting decision depending on the nature and the extent of the project.    nEnvironmental studies  The federal entity has limited authority. Its jurisdiction involves the use of certain toxic substances, protection of aquatic habitat, national parks and Aboriginal lands. In general, companies deal with the environmental agencies of the provinces to get their licenses.    nPublic records  Some provinces, like Ontario, have a public registry of environmental information. In addition, all jurisdictions have freedom of information legislation that allows people to access data held by government agencies.    

nAverage time to obtain an environmental

license  It can range from three months, for businesses of low potential impact, up to three years, for more complex projects.   

nWhat is the renewal period for the environmenCanada withdrew from the Kyoto Protocol because its gas emissions rose 17% and the agreement estimated a 6% decrease

nMost restrictive rules

Prohibitions on disposal of toxic waste.  

nMain obstacle

Difficulty of enforcement, which varies by district, province or city.   

nRegulators

At the federal level, the Ministry of the Environment (Environment Canada) enforces federal environmental laws. The Canadian Environmental Assessment Agency assesses the environmental impact of certain projects. The provinces have their own environmental protection agencies.    nHow does society protect itself against environmental damage?  Federal and provincial ministries of the Environment have power to inspect and investigate non compliance with environmental legislation. Enforcement may be carried out by way of prosecution or the issuance of administrative orders. This may result in fines, imprisonment for individuals or costs to remediate or prevent environmental damage. In some jurisdictions, individuals are given the right to initiate investigations.   

nFunds to finance environmental prevention and

policy  The principal is the Environmental Damages Fund, established in 1999 by the Environmental Protection Act.   

nEnvironmental taxes and charges 

There is no specific ecological tax. However, some provinces have implemented a carbon tax or fee to finance greenhouse gas reduction measures.    

nRequirement of preventive plan for environ-

mental hazards  Regulators can impose conditions as part of the permitting process. Preventive plans can be included as a permit condition. Prevention plans may also be required under regulations dealing with environmental emergency.    nAccidents  Fines are applied at the time when the environmental damage is minimal and has no greater risk to human health and the environment. The enforcement of a fine and the defense of the accused are regulated by the Contravention Law. The environmental agencies also have embargo power in situations where warnings and fines are not enough to stop the environmental damage.    nSale of assets  In general, the responsibility lies with the person who polluted the property. Environmental laws also create liabilities for the occupants or people who have custody of the property. Therefore, a buyer may be liable for remedying preexisting damage. Generally, environmental issues are negotiated between the parties on any asset sale. 

tal license?  In general, does not need to be renewed. However, there are exceptions depending on the type of license and the provinces.     nNeed for environmental audits  Not mandatory.   

nDoes the law allow society to participate in the

licensing process?  Projects that are subject to environmental impact assessments are subject to requirements for public information, consultations and in certain circumstances public hearing where public input is obtained. In some jurisdictions, permit applications are posted for public comment before they are issued.   

nParticipation of society in environmental

regulatory agencies  There is no deliberative council at the federal level with the participation of society.  

nMain challenges 

The Federal government withdrew from the Kyoto Protocol for not being able to meet its goals. Some provisions have committed to meet the Greenhouse Gas Regulation targets despite the Federal government withdrawal. Other issues relate to water quality and air pollution, particularly in urban areas.      

nSale of shares 

A sale of equity does not extinguish any liability existing before the transaction.   

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RIO+20 special EDITION

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Environmental law

nMost restrictive rules 

China Age of consolidated environmental law: 23 ye-

ars (1989) 

. 

Framework for law enforcement: The jurisdiction is the responsibility of the central government. However, provinces have limited autonomy to create their own rules. The regulation is made by the State Administration of Environmental Protection, linked to the State Council. There are also regional and local entities.    

nBasic guidelines 

nHow does society protect itself against

environmental damage?  Public prosecutors are mainly responsible for environmental damage reports.  

nFunds to finance environmental prevention and policy 

Fund formed by pollution charges.   

nEnvironmental taxes and charges 

All waste disposal, whether it pollutes water or toxic substances, is taxed by the government.  

nRequirement of preventive plan for environmental hazards 

Yes. Risky operations, such as the transport of toxic substances, should be notified and registered.  

nAccidents 

The most usual procedure is the enforcement of low-value fines. The country has a national emergency and accident investigation center.    nSale of assets  There are no specific rules for transactions. Generally, environmental liabilities can be settled by paying low-value fines.    nSale of shares  Companies listed on the stock exchange are not required to report environmental information. Likewise to the sale of assets, environmental liabilities are not considered important details due to ineffective accountability.    Licensing 

  nEntities in charge 

The State Environmental Protection Administration is the agency that regulates large projects. The regional or municipal authorities are responsible for the environmental impact assessment in the provinces.    nEnvironmental studies  The Law on Environmental Impact Assessment, 2003, requires state, province and city departments to assess projects, with studies on land to be used and plans for natural resource consumption. Additionally, the Law for the Promotion of Cleaner Production, also of 2003, requires companies to plan their construction and supply of raw material.      Michaela Rehle/REUTERS

The general regulatory act for environmental matters is the Environmental Protection Law of 1989. In addition, there are 35 separate laws for each topic. The oldest are aimed at marine environment protection and water pollution control in 1982 and 1984, respectively. Also in the 1980s, laws were passed for the management of forest and mineral resources. Such laws underwent revision in the early 2000s, when the Law on Environmental Impact Assessment (2003) was enacted.     nJurisdiction  The protection and control of the environment is the responsibility of the central government. However, provinces have autonomy to create their own rules, provided that such are not more stringent than national law.    nType of responsibility  The laws set forth administrative penalties for companies, with closure for breach of law. Environmental damage involves civil and criminal liability. 

The Protection Project of Natural Forests, created in 1998, completely prohibits the cutting of vegetation in areas of native forest.    nMain obstacle  Low implementation of laws due to autonomy of provinces. The priority given to social issues, with emphasis on job creation, hinders any embargos on polluting companies.    nRegulators   The senior environmental entity is federal. It is the State Environmental Protection Administration linked to the Council of the State. It is not present, however, in several regions. The regional control is carried out by the provinces and, mainly, by municipal entities.   

After many popular protests, Germany became in 2011 the first European country to renounce nuclear energy 136

RIO+20 special EDITION

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Environmental law

nPublic records 

Departments in charge of assessing environmental impact must produce records of their findings.  

nAverage time to obtain an environmental license 

The government evaluation is fast and is always concluded in less than one year. On average, a project is approved in six months.   

nWhat is the renewal period for the environmental license?  There is no need for renewal.   

nNeed for environmental audits 

Yes. Emissions of pollutants must be reported to the State Environmental Protection Administration.    

nDoes the law allow society to participate in the

licensing process?  There is no indication in the legislation of direct participation of companies. But in case of specific projects, the government promotes popular queries.   

nParticipation of society in environmental regulatory agencies. 

No participation in regulatory entities.    nMain challenges  Air pollution has become a major environmental challenge for the Chinese, as well as for the Americans, since they are the world’s biggest polluters. China’s energy matrix is considered dirty because it is based on the burning of coal. The authorities are also facing the challenge of shortage of water and electricity, water pollution, desertification and biodiversity loss.    

The liability for violating environmental laws can be administrative, with penalties that include a warning for the entrepreneur to fulfill his duties or a suspension of activities. Criminal liability is also a possibility, with fines, imprisonment or even the closure of the facility. Civil liability is less enforced but compensation for damage caused to third parties may occur.    nMost restrictive rules  Regulations for chemical plants have become stricter since 2001 with control of administrative procedures and applied technology.    nMain obstacle  The time of issuance of licenses varies according to each city government and district.    nRegulators  Ministry of Environment, environmental management agencies in the city governments and agencies in the river basin districts.   

nHow does society protect itself against

environmental damage?  Offenders must be formally identified by environmental inspectors, who send a report to the public prosecutor. The local districts have the power to stop projects that are causing environmental damage.   

nFunds to finance environmental prevention and

policy  Companies can allocate resources to a fund for the decontamination of land and to obtain tax relief.    nEnvironmental taxes and charges  A fee for the use of water is the main charge. However, the allocation of waste to landfills is also heavily taxed.   

France Age of consolidated environmental law: 12 ye-

ars (2000) 

nType of responsibility 

. 

Framework for law enforcement: The basic

Guidelines are created by the national government. However, city governments are free to legislate. The management of water resources is up to the districts. The regulation is enforced by the Environment Ministry, the city’s environmental management agencies and the river basin agencies of the districts. 

nBasic guidelines 

The Environmental Code of 2000 combines several protection laws. The Ministry of Environment and Natural Resources was created in 1971. However, the laws of national parks date to 1960 and that for protection of River Resources to 1964. The French laws that deal with disturbances caused by companies are much older. The laws in this regard in the Environmental Code derive from a decree signed by Napoleon in 1815.

nJurisdiction 

The general guidelines are created by the national government. However, city governments have a great deal of responsibility because they have the freedom to legislate at a local level. In water management, the responsibility is of the districts.   

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nRequirement of preventive plan for environmental hazards 

Since 2005, licenses are issued only upon action plan for decontamination.    nAccidents  The administrative authorities must be advised immediately of any accident. Since the explosion of a chemical plant in Toulouse in 2001, control rules have become increasingly more severe.    nSale of assets  Companies are required to provide environmental information to buyers, who may inherit liability for contaminated sites.    nSale of shares  Companies listed on the stock exchange must be accountable to shareholders in relation to environmental issues. Purchases of equity involve the transfer of responsibility for environmental liabilities.    Licensing 

  nEntities in charge 

The licensing is carried out by city governments.    nEnvironmental studies  Environmental impact studies are required for public and civil projects as well as for the operation of companies.  

nPublic records 

The Environment Ministry has developed several databases on contaminated areas. The environmental code allows public access to relevant documents through a written request sent to the relevant entity. However, papers that are still under evaluation by the authorities are not available.   

nAverage time to obtain an environmental

license  The relevant authority must decide on the license after three months of public hearings. In more complex cases, this period may be extended.   

nWhat is the renewal period for the environmen-

tal license?  The validity of the licenses is not limited by time, with the exception of activities involving solid waste disposal.    nNeed for environmental audits  Activities that require an integrated license, that is, for different types of emission, must be evaluated every five years. The government is entitled to require reports and make inspections at the plants.   

nDoes the law allow society to participate in the

licensing process?  Public hearings are required under the Environmental Code. After the authorities decide on the issuance of a license, any person has the right to contest the decision within a period of two months to four years.   

nParticipation of society in environmental

regulatory agencies.  Does not occur. However, in cases where an activity is considered a serious risk to public health and the environment, local information committees may be set up and may be assisted by the local population.   nMain challenges  Compliance with the national strategy for sustainable development. This includes the reduction and recycling of household waste; a decrease in energy consumption, especially private transport; and the prioritization of renewable energy sources as opposed to fossil fuels. In early 2012, the European Commission announced it would take France to the EU Court of Justice for failing to properly implement a directive for nitrates water pollution.   

GERMANY Age of consolidated laws: 22 years (1990)  Framework for law enforcement: Federal, regional and municipal jurisdiction. It is regulated by the Environment and Nuclear Safety Ministry and by regional agencies.

nBasic guidelines 

Environmental concerns began in the 1970s with the creation of various environmental departments in different ministries until the matter was unified under the Federal Environment Ministry in 1986. Environmental protection in the country was enforced through a series of national laws, for water, waste, emissions and environmental licensing. However, the environmental law of the European Union gradually harmonizes EU Member States legislation, and today the majority of the environRIO+20 special EDITION

137


Environmental law

Federal, regional (16 regions or “States”) and municipal.    nType of responsibility  Administrative with monetary liability for damages. In the event of civil liability, there is a specific law for environmental infringement. Criminal responsibility does not extend to companies, but persons only. Most serious environmental crimes may be punished with up to ten years in prison.    nMost restrictive rules  The rules for granting operating licenses are the strictest ones, well above the European standards. The most restrictive regulations refer to the nuclear power industry – which will be phased out by 2022 - and the contamination of soil. Regardless of who caused the pollution, the owner of the contaminated land is required to remedy the matter. 

serious damage to people or the environment. Specifically, concerning the effluent emission licenses, the local authorities introduce clauses that require the entrepreneur to report environmental damage.    nSale of assets  The commercial practice requires environmental data in negotiations to be disclosed. If the buyer is not informed of the environmental liabilities, he may sue the former owners for damage as well as fraud. Therefore, in principle, any negotiation aims to transfer the environmental liability to the buyer, with the buyer often seeks a financial indemnity from the seller in case such liability materializes.   nSale of shares   When acquiring equity, the buyer inherits all environmental liabilities, but not the legal responsibility for the causation of the damage. Civil or criminal liability may occur if the company is not complying with the licensing standards.    

nMain obstacle 

mental laws are determined by the European Union. 

nJurisdiction 

Companies heatedly question the level of environmental expenses, including taxes, which they consider harmful to economic activity.    nRegulators  At the federal level, the main agencies are the Ministry of Environment and Nuclear Safety and its executive arm, the German Environment Agency. Similar structures are found in 16 regions.   

nHow does society protect itself against

environmental damage?  Specific laws on environmental crimes are considered the primary means of protection. Any citizen can file a lawsuit for environmental damage. Although there are no specific prosecutors for those issues, general attorneys can file criminal processes.    

nFunds to finance environmental prevention and policy 

They are mainly from governmental sources, financed via general taxes.   

nEnvironmental taxes and charges 

Several fees are charged for the use of natural resources and the emission of pollutants. Waste, water and emissions have specific charges. In the field of incentives, the main instrument relates to the tax and tariff benefits for renewable energy generation.  

nRequirement of preventive plan for environmental hazards

Any possible risk will be examined during the licensing process. The license applicants must submit documents regarding the technical safety of the setup. The preventive plan is mandatory in nuclear power generation plants and many other potentially hazardous installations and facilities. There are also obligations for the transport and handling of dangerous goods. The entrepreneurs must demonstrate financial capacity in order to handle emergencies.  

nAccidents 

There is no general law that requires all accidents that have occurred to be reported, but various reporting obligations exist, in particular in case of 138

RIO+20 special EDITION

Licensing

nEntities in charge 

According to the Environmental Impact Assessment Law of the country, the competent authorities of the regions are responsible for the Environmental Impact Assessment.    

nEnvironmental studies 

The main study is the Environmental Impact Assessment, which analyzes in general industrial plants, infrastructure projects and landfills. Once completed, the study forms part of the licensing process for the operation, which would include permitting greenhouse gas emissions.    

nPublic records

The Environmental Information Act ensures everyone access to documents, maps and opinions regarding the environmental licensing process.   

nAverage time to obtain an environmental license 

In projects of greater environmental impact, the license should be granted within seven months from application. However, for large projects such as nuclear power plants, the license may take years to be granted. In projects with less environmental impact potential, the license is granted in three and a half months.    

nWhat is the renewal period for the environmen-

tal license?  Most licenses are not time-limited. Only a few grants have special rules, such as water resources, which may require renewal. If a company does not operate within three years with the existing permits, the licenses expire.    nNeed for environmental audits  Environmental licenses typically detail the conditions for monitoring to be reported to the authorities. Public reports on environmental issues, however, are generally required only from a few enterprises that handle hazardous substances.    

nDoes the law allow society to participate in the

licensing process?  Yes. The German law follows European directives which allow public and private-sector participation in cases where the issue of the license follows formal procedures, or if an environmental impact

study is required. In simpler cases, the authorities decide on the participation of individuals whose interests may be affected.   

nParticipation of society in environmental

regulatory agencies  There is no legal provision for the participation of society in regulatory agencies, except through public hearings.   nMain challenges  The phase-out from nuclear energy by 2022, the reduction of CO2 emissions and the development and deployment of renewable energy sources, offshore and on-shore, are points of major attention and much public debate.    

India Age of consolidated environmental law: 26 ye-

ars (1986) 

. 

Framework for law enforcement: Framework

for law enforcement:  

nBasic guidelines 

The Environment (Protection) Act (EPA), 1986, is considered the guideline for the authorization of activities that involve the environment, and the regulation of the use of various natural resources. After its introduction, laws related to the fight for atmospheric protection (1987), management of hazardous solid waste (1989 with amendments in 2003) and control of substances that harm the ozone layer (2000) were approved..    nJurisdiction  It is the same for the central government and states.    nType of responsibility  A direct responsibility for the accidents or environmental damage does not need to be proved for the company or persons involved to be held administratively accountable, according to the Public Liability Insurance Act, 1991. Civil and criminal liability depends on the gravity of the offense in relation to the EPA.    nMost restrictive rules  The EPA allows the central government to intervene in territories and companies, to control pollution. This includes the prohibition of the operation of any industry in areas considered unsuitable, and conducting diligence on companies suspected of causing pollution.    nMain obstacle  There is little public participation in environmental licensing processes.    nRegulators   The Central Government has a specific folder for the subject, the Ministry of Environment and Forests, but environmental issues are also addressed in various other ministries and committees, such as biosafety. In addition, it also has a deliberative body, the Central Pollution Control Board. All state governments also have control organs, mainly the State Pollution Control Boards.    

www.analise.com


Kazuyoshi Nomachi/Corbis

Environmental law

nFunds to finance environmental prevention and

policy  Each project submitted for environmental impact assessment must have a monitoring fund, which consists of resources of the entrepreneur to fund a multilateral group that will inspect the project. The government also runs a fund for environmental emergencies, which operates as an insurance paid by companies.    nEnvironmental taxes and charges  There are several tax relief mechanisms for investments in environmental technology. For example, a discount of up to 100% may be granted for the installation of pollution control instruments. There is also an income tax deduction of up to 25% on the total amount for people who support nature preservation institutions.   

nHow does society protect itself against

environmental damage?  The population can activate the Environmental Prosecutor and, consequently, the National Environmental Tribunal to investigate cases of environmental damage.   

nRequirement of preventive plan for environ-

mental hazards  When an enterprise offers risk to the environment and local population, the law states that the company must set up an Environmental Guarantee Fund, which will be used in case of emergencies.     nAccidents  The person in charge is notified immediately to mitigate or prevent the environmental damage. The government costs to remedy the damage will be recovered from the person who owns the property or the public concession. The government, at federal and states level, has constituted Crisis Groups to deal with emergencies relating to chemicals.    nSale of assets  The responsibility is always transferred to the buyer according to the Law on Public Liability Insurance (1991).    nSale of shares  There is no obligation to disclose environmental information after purchasing equity. The company that is the object of the acquisition remains responsible for environmental damage.    Licensing 

  nEntities in charge 

The central government through the Environment Ministry approves projects that are within 10 kilometers of the borders and developments that may affect national parks and nature sanctuaries. All other types of projects undergo the scrutiny of the State Pollution Control Committees.    nEnvironmental studies   According to the EPA, 24 sectors are required to conduct an environmental impact study. The sectors and projects that are set up in critical areas or have a potential impact must prepare such an assessment. Those who do not fall into this category need only one environmental impact report.    nPublic records  The law sets forth that documents of the environmental impact assessment process are open to public consultation.   www.analise.com

One of the greatest problems of India, one of the world’s largest emerging economies, is the inefficient effluent disposal policy used by the country’s companies

nAverage

time to obtain an environmental license  The time is conditioned to the delivery and the complete analysis of the documents in the first licensing stage. Once this phase is completed, the government has 45 days to conduct public hearings and then 60 days for the final answer of the project.   

nWhat is the renewal period for the environmen-

tal license?  The licenses are valid for a specific period of time, which is determined at the time of licensing.     nNeed for environmental audits  Every year, companies must submit an environmental report to the State Pollution Control Board in charge. The verification must follow the parameters of the law on water, air and hazardous waste.   

nDoes the law allow society to participate in the

licensing process?  Yes. The Ministry of Environment and Forests convenes a public consultation for projects that are being licensed as provided by amendment to the rules on environmental impact assessment..   

nParticipation of society in environmental

regulatory agencies.  There are advisory entities such as the National Committee of Experts. Popular participation is more effective in the river basin management committees and in the citizens’ committees for pollution control.   

nMain challenges 

With a high population density, the environmental institutions and regulatory regimes need to be reformed in order to keep up with the rapid economic growth and demand for a cleaner environment. While large projects receive attention, smaller more lethal sources of pollution need to be addressed. Around 70% of the country’s industrial pollution is caused by small and medium-sized companies who generally discard their waste and effluents without treatment.  

Italy   Age of consolidated environmental law: 6 ye-

ars (2006)  

. 

Framework for law enforcement: Jurisdiction of federal, regional and municipal authorities. The regulation is made by the Ministry of Environment and Protection of Land and Sea and by environmental protection agencies in the regions and municipalities.    

  nBasic guidelines 

The Clean Air Act, the first Italian environmental law, was established in 1966. The Water Pollution Control Law was approved in 1976. However, the Environmental Code was created by legislative decree in 2006, unifying the laws of different subjects, such as the protection of soil, water, emissions, waste and environmental assessment.   

RIO+20 special EDITION

139


Environmental law

nJurisdiction 

Federal, regional and municipal. Local governments may have stricter rules than the federal regulation.    nType of responsibility  Administrative accountability, local authorities can issue orders to clean contaminated soil. Civil law sets forth that the affected parties may demand compensation for damages and may put a stop to the activities that caused the infringement. The penalties for criminal responsibility are fines and prison.

nMost restrictive rules 

Waste generation and disposal. Operations are required to generate the lowest level of waste within the technological possibilities and the provision must cause the least possible impact.    nMain obstacle  The initiatives to require the compliance of environmental laws are often guided by concern not to undermine local economies and employment.     nRegulators  The main federal agency is the Ministry of Environment and Protection of Territory and Sea There are also special environmental protection agencies in the regions and municipalities. 

nEnvironmental studies 

Each region of the country can make decisions about their processes of environmental impact study. Many regions, however, follow the national assessment model.  

nPublic records 

Data about the atmospheric emissions of industrial plants, the licenses granted and the environmental assessment processes are available to the public. There are also records on waste generation and disposal.   

nAverage time to obtain an environmental

license  The assessment by the federal government is completed, on average, within 90 days. In more complex cases, the time may increase.   

nWhat is the renewal period for the environmen-

tal license?  The license must be renewed in case of exhaustion of landfill capacity and to adapt to new parameters. But in general, they have unlimited validity.    nNeed for environmental audits  It is not mandatory, but its adoption ensures a few benefits: facilitates the renewal of licenses and reduces the cost of waste disposal.   

environmental damage? 

licensing process? 

nHow does society protect itself against Through public prosecutors and environmental police.    

nFunds to finance environmental prevention and policy 

One of the major fund, established in 2000, funds the deployment of renewable energy.   nEnvironmental taxes and charges  There are fees for solid waste used to cover costs for disposal in landfills. The companies that use fossil fuels such as mineral oil and coal, also pay more tax.    

nRequirement of preventive plan for environmental hazards 

According to the Environmental Code, to obtain a license, the entrepreneur needs to present measures that will be adopted to fight pollution.    nAccidents  All types of events must be reported to the Environment Ministry and the regional and municipal environmental agencies. The entrepreneur must take action in less than 24 hours to contain the damage.    nSale of assets  The buyer may be liable for property that has environmental liabilities. Transactions include checking environmental permits and agreements for the treatment of environmental damage by the seller.    nSale of shares  The buyer may inherit the corporate responsibility for damage caused in the past.     Licensing 

  nEntities in charge 

The Environment Ministry is responsible for national projects. Regional and municipal entities oversee projects of local interest.    140

RIO+20 special EDITION

nDoes the law allow society to participate in the

Yes. The Environmental Code requires the participation and guarantees the right of public consultation during the assessment process of the projects.   

nParticipation of society in environmental

regulatory agencies.   The direct participation of the population is not provided for by law. However, the society takes part through non-governmental organizations that can help develop policies and veto bills.    nMain challenges  Especially in southern Italy, desertification is a growing threat to the drinking water supply and also for agriculture. The north has a large amount of contaminated land in old industrial areas. The country is also working on programs to reduce its CO2 emissions. Italy has been warned by the European Commission in questions related to the protection of water and mining waste. The entity also calls for strengthened laws to deal with environmental liabilities.

JapAN Age of consolidated environmental law: 19 ye-

ars (1993).  

. 

Framework for law enforcement: The local go-

vernment is the main manager of the environmental policy. The regulation is the duty of the Environment Ministry. 

nBasic guidelines 

The first actions to regulate the environmental issue occurred in 1965 after the establishment of the Corporate Environmental Pollution Control Service of the Health Ministry. However, in 1993, with the Basic Environmental Law, the principles for the conservation of the environment are established

to implement the long-term goals, as well as the measures needed to achieve them. The practice of Environmental Impact Assessment and the polluter pays principle are recognized legally.   nJurisdiction  The local government is the main governing body of the environmental policy, but it delegates the issue of licenses to local authorities.     nType of responsibility  Administrative, civil and criminal.    nMost restrictive rules   It depends on the sector in question, but standards for soil contamination and emissions are those that most affect the private sector.    nMain obstacle  Local agencies linked to the national government have little capacity to plan and perform in the delivery of projects.    nRegulators   The Environment Ministry is the main regulator. It is linked to entities that plan and execute environmental policies at a local level. Local governments may choose to create environmental agencies.   

nHow does society protect itself against environmental damage?  Through public prosecutors.  

nRequirement of preventive plan for environmental hazards 

There is none. However, the plan is recommended by the government.   

nAccidents 

The first measure required by law is that the government must be informed. After that, the person in charge must repair the damage and pay the related expenses and fines. The legislation also requires the execution of an agreement of conduct and criminal liability.   

nFunds to finance environmental prevention and

policy  The government has several funds to promote investments in clean technology for the decontamination of polluted areas and conservation of ecosystems.    nEnvironmental taxes and charges  Tax revision made every year includes a tax on products that cause the emission of greenhouse gases, as well as incentives for clean technologies. An example is the reduction of taxes on vehicles with low emissions. There are also incentives for solid waste recycling technology.    nSale of assets  The buyer has the right to request information about potential environmental liabilities from the seller. Local governments can also ask the company that is being sold for information about the use of natural resources.     nSale of shares  If the company is listed on the stock exchange, it must allow access to environmental information and produce reports to its shareholders. The responsibility remains tied to the company even after the transaction has been made.    

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Environmental law

Licensing 

Rússia

nEntities in charge 

Age of consolidated environmental law: 21 ye-

The local government is responsible for all projects that require Environmental Impact Assessment. City governments participate in the initial phase and give their opinion which are added to the assessment. If the local authorities decide to exonerate the entrepreneur from doing the Environmental Impact Study, the responsibility for approving the project becomes that of the local government.     nEnvironmental studies  The Law on Environmental Impact Assessment was approved in 1997 and implemented in 1999. Thirteen types of projects that can cause a large impact on the environment always need to have an environmental study as is the case with road, airport and large dam construction. However, the presentation of an impact study for projects of the same type, but of a smaller scale, is not always mandatory. Their need is assessed case by case by the authorities.     nPublic records  Projects that undergo the scrutiny of the local government should be disseminated to society according to the evaluation stages, according to the Law on Environmental Impact Assessment (1997). A law that facilitates access to environmental information was approved in 2004.   

nAverage time to obtain an environmental

license  There is no official deadline established if the project requires a license. However, the definition about the need for the Environmental Impact Study is done in less than 60 days.   

nWhat is the renewal period for the environmen-

tal license?  There is no procedure for license renewal because the assessment of the environmental impact is considered permanent.    nNeed for environmental audits  Yes. Environmental audits are now being conducted in the implementation phase of the project, with research on the environmental conditions during construction.  

nDoes the law allow society to participate in the licensing process? 

Yes. According to the Law on Environmental Impact Assessment, anyone can issue opinions on the project within a month and a half from the announcement of the public hearing.    

nParticipation of society in environmental

regulatory agencies.  The Central Committee of the Environment was established by the Basic Law, 1993. It is composed of 80 members, among which researchers.    nMain challenges  After the disaster at the power plant in Fukushima in 2011, the public support for other sources of energy is growing. Currently, the Japanese reactors provide 30% of the electricity used. Dealing with radioactive contamination after the earthquake is a priority, but air pollution and the pollution that contaminates rivers that cut through urban areas, lakes and reservoirs is also a concern. The country still needs to deal with nuclear waste and greenhouse gas emissions.    www.analise.com

ars (1991). 

. 

Framework for law enforcement: Jurisdiction

of federal, regional and municipal authorities.  

nBasic guidelines  

The Environmental Protection Act, passed in 1991, divides environmental control responsibilities among the federal, regional and local levels and creates a system of pollution charges, which are the source budget for environmental policies and for the implementing agencies. The law also installs the environmental assessment procedure for the approval of projects. Aiming at efficient consumption, the country adopted in 1996, the Law on Energy Conservation, which failed to achieve significant results. In 2009, for the same purpose, the Energy Efficiency Law was approved.    nJurisdiction   Divided between the federal, regional and local levels.     nType of responsibility  The Environmental Protection Act makes no reference to criminal and civil laws that relate to accountability. However, it states that people guilty of a violation will be administratively and criminally liable.     nMost restrictive rules  Pollutant concentration standards are considered strict for being extremely low.    nMain obstacle  The large number of players involved in creating the laws - which starts at the president and extends to regional and local governments - contributes to the fragmentation and inconsistency of the legal framework. Furthermore, the proposed policy measures appear insufficient to achieve the goals of energy efficiency, as well as the budget for their implementation.    nRegulators   At a federal level, the Ministry of Natural Resources has agencies for each area (underground, environmental management, forests and water resources). Locally, there are Regional Environmental Protection Committees. In 2009, they Russian Energy Agency was created, responsible for implementing the Energy Efficiency Strategy by 2020.   

nHow does society protect itself against

environmental damage?  Civil society organizations are the most active in accusations of environmental damage. The Attorney General of the Russian Federation is responsible for investigating cases of rape in environmental impact assessments.   

the government has set federal funding to support the program “Energy Conservation and Energy Efficiency by 2020.”    nEnvironmental taxes and charges  The most common rates refer to pollutants. The taxes are based on the developer paying tax per unit emitted up to a predefined limit. If the limit is exceeded, the tax will be higher.  

nAccidents 

In case of water pollution and soil contamination, the developer is required to reimburse the state for the cleanup.    nSale of assets  There are no articles in the laws that clearly define hoe the environmental issue must be addressed in business transactions. Nor is there an obligation to disclose environmental data.    nSale of shares  According to the determination of environmental responsibility in the Law of Environmental Protection, the responsibility belongs to those blamed for the environmental damage.    Licensing 

  nEntities in charge 

The responsibility for assessing environmental impact of economic activities is generally imputed to the entire Russian state. However, most assessments are done by the federal government. Each project must be formed by a State Ecological Council, which will evaluate the documents.     nEnvironmental studies  The Law on Environmental Impact Assessment (1995) established the Environmental Impact Study, which is designed to evaluate private projects. There is also a Strategic Impact Assessment, which is usually made by local governments.   

nPublic records 

The Environmental Protection Act gives citizens the right to request information about pollution from public officials. The Information Law of the Russian Federation (1995) facilitates the publication of data by government. However, the very Law of Environmental Impact Assessment creates exceptions and in practice, public records are often not available to the population.   

nAverage time to obtain an environmental

license  The time of issue is determined by the State Ecological Expert Council but, on average, the assessment of the process takes one year.   

nWhat is the renewal period for the environmen-

nFunds to finance environmental prevention and

tal license?  The licenses need not be renewed.    nNeed for environmental audits  Yes. The monitoring of environmental performance is done by the companies themselves and reported to the agencies attached to the Ministry of Natural Resources.   

According to the Environmental Protection Act, investments in environmental protection should be financed by a fund created by funds of fines for environmental damage. In a resolution of 2010,

licensing process?  Yes. A government decision of 2000 provides that there should be public consultation on the environmental assessment process. 

nRequirement of preventive plan for environ-

mental hazard  Yes, where there is potential risk of chemical contamination.    policy 

nDoes the law allow society to participate in the

RIO+20 special EDITION

141


Environmental law

nParticipation of society in environmental

nHow does society protect itself against

Through expert advice, the company has deliberative participation in environmental decisions.    nMain challenges  Improving the energy efficiency of its economy which is a high carbon emitter with mechanisms to price the negative impact of fossil fuel use. Therefore, it is necessary to implement measures such as tax collection systems and to limit emissions and trade allowances. The country has one of the world’s highest rates of premature mortality due to air pollution, significant soil contamination with heavy metals in residential areas and high rates of pollution in drinking water.

The State Secretary of the Environment Agency has the right to appeal against a an issued license if it believes that it does not meet the legal requirements. Any interested party is entitled to take part in this appeal. Non-governmental organizations tend to push for investigations through lawsuits.

regulatory agencies 

United Kingdom Age of consolidated environmental law: The

country does not have a unified code of laws for environmental protection.  

  Framework for law enforcement: Jurisdiction

of the national government and local authorities. Regulation made by the Department for Environment, Food and Rural Affairs; the Environmental Agency and local authorities.   

nBasic guidelines 

The British environmental protection system is based on a large number of provisions, such as the Environmental Protection Act (1990) and the Law of City Planning and Land (1990). Great Britain adopted a large part of the environmental laws of the European Union. In 2010, new Environmental Licensing Regulations expanded those of 2007 in England and Wales, which only dealt with the prevention and control of pollution and waste management. Its scope then began to include the disposal of water and ground water activities, radioactive substances and various other provisions, such as the Standard for Mining Waste.    nJurisdiction  National government and local authorities.    nType of responsibility  Criminal, with punishment through fines and prison terms of up to five years. Civil liability involves payment for damages and in the event of administrative responsibility, warnings are the most common or the facilities may be closed in extreme situations.     nMost restrictive rules  Refers to emissions of thermoelectric power plants and a ban on coal-based power generation.    nMain obstacle  The Environment Agency does not always have the resources needed to enforce the law. Therefore, it usually gives priority to the most serious cases.     nRegulators   The Environment Agency, that covers England and Wales, is in charge of the Environment, Food and Rural Affairs. It works closely with the Scottish Environmental Protection Agency and the Environmental Department of Northern Ireland.   

142

RIO+20 special EDITION

environmental damage? 

nWhat is the renewal period for the environmen-

policy  Sustainable fund to repair environmental damage caused by mining.

tal license?  A condition limiting the time the license may exist if the authorities deem it necessary to prevent harm to human health or the environment. Normally, however, permits are issued for an unlimited period of time and may be transferred from one operator to the next, provided that certain legal requirements are met. The operators of the facilities are required to report any pollution caused by their activities in order for authorities to decide what action to take, including possible revocation of the license issued.

nEnvironmental taxes and charges 

nNeed for environmental audits 

nFunds to finance environmental prevention and

There are three main rates used in the UK: on the emission of greenhouse gas, mining and solid waste disposal. The purchase of equipment that helps in reducing the consumption of natural resources can be deducted from the income tax.    

nRequirement of preventive plan for environ-

mental hazards  The licensing process follows an interactive approach to prevent and reduce negative environmental impact. License applicants must draw up a report describing the unique situation of the place and must always report to authorities any case of pollution-damaging potential so that prevention and decontamination measures can be taken in a timely manner.     nAccidents  All companies dealing with toxic cargoes must be registered with the environmental authorities. In case of accident, those responsible are subject to arrest and are required to recuperate the affected areas.    nSale of assets  There is no obligation to disclose environmentoriented information. However, the seller can be sued if it misleads the buyer into purchasing a contaminated facility. In principle, all liability for environmental damage rests with the former owners.    nSale of shares  When purchasing equity, the purchaser also acquires the environmental liabilities of the company.  

Entrepreneurs must constantly send reports to the authorities about the pollution generated by their activities.   

nDoes the law allow society to participate in the

licensing process?  The country follows the European guidelines for Environmental Information Regulation, 2004. The authorities are required to organize the data requested by any person or institution and to make such available usually within the period of 20 days. Such requests may be denied for a limited number of reasons. Those interested can also participate in the appeal of an applicant against a decision which denied it a license and submit its comments in public hearings. Furthermore, with regard to environmental impact studies, the public can submit its views on the project in question in writing.    

nParticipation of society in environmental regulatory agencies. 

There is none.   

nMain challenges 

Reduce the emission of greenhouse gases and encourage the use of renewable energy. The UK established a “climate change levy” on the consumption of fossil fuels and has encouraged the use of clean energy. The Department of Environment, Food and Rural Affairs has drafted a bill that aims to reduce CO2 emissions by 60% by 2050.  

United States

  Licensing 

Age of consolidated environmental law: 43 ye-

Environment Agency and regional and local authorities..    nEnvironmental studies  Environmental impact assessment has been a requirement since 1999. Companies only operate if they submit an environmental impact report to local authorities.    nPublic records  Both the Environment Agency, as well as regional and local authorities are required to have public records on environmental information.   

ded between federal, state and municipal authorities. Regulation made by the federal EPA and state agencies.

ars (1969). 

  nEntities in charge 

nAverage time to obtain an environmental

license  Normal projects are analyzed on average for about in six months. However, large enterprises with a high environmental impact potential undergo a thorough analysis, which can take longer.   

  Framework for law enforcement: Powers divi-

nBasic guidelines  

The guidelines are based on the Environmental Protection Act of 1969, which was later regulated by the laws of Clean Air (1970) and Clean Water (1977), among others.  

nJurisdiction 

Divided between the federal, state and municipal governments.    nType of responsibility  Can be administrative, through the embargo of companies; civil, punishable by a fine for environmental damage; or criminal, for proven damage.    

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Environmental law

nMost restrictive rules 

Release of liquid and gaseous emission, as well as activities near protected areas. The country is also known for having the strictest laws in the world for the management of contaminated soil.    nMain obstacle  There is no integrated license system for granting emission, water use and waste disposal.    nRegulators   The Environmental Protection Agency (EPA) is the entity that executes environmental policies at the federal level. The Department of the Interior also controls public lands and natural resources. The states have their own agencies.   

nHow does society protect itself against environmental damage? 

There are general attorneys in the states that are apt to judge environmental damage actions. The country is also home to the most important nongovernmental organizations with considerable public performance. 

nRequirement of preventive plan for environmental hazards 

The plans are required by federal law and, in general, by the states.  

nAccidents 

Accidents should be reported to the National Emergency Center and the cleaning of affected areas is charged from those responsible. The Oil Pollution Act (1990) came into force one year after the Exxon Valdez spill in Alaska.   

nFunds to finance environmental prevention and policy 

The main fund is federal and is aimed at the decontamination of soil in cases where those responsible cannot be found Compensation and Liability Act (1980), known as “Superfund Law”. 

  nEnvironmental taxes and charges 

There are state fees for disposal of toxic waste and tax incentives may be granted for the use of renewable energy. 

nSale of assets 

The buyer usually becomes liable for environmental damage present on the acquired property. In cases of soil contamination, the buyer is entitled to blame the former owners. But if such are missing or prove their inability to pay for the damage, the responsibility continues with the buyer. There is no federal law that requires sellers to provide environmental information, although in large transactions an investigation is usual.     Sale of shares 

A liability for environmental damage continues tied to the sold company and is, therefore, inherited by the new buyers. The exception is when the role of one or more individuals in the occurrence of environmental damage is clearly recognized.     Licensing 

  nEntities in charge 

Environmental Protection Agency (EPA) and state agencies.   

nEnvironmental studies 

Handout/ REUTERS

In the case of projects of federal importance, EPA requests an Environmental Impact Report, as provided by the National Environmental Protection Act (Nepa, 1969). However, the government may decide to waive the assessment. About 20 states have similar laws.   

nPublic records 

Both state and federal agencies are required to keep records of the environmental assessment processes.   

nAverage time to obtain an environmental license 

The first analysis phase lasts about 45 days and the final decision, a further 30 business days.   

nWhat is the renewal period for the environmen-

tal license?  There is no regularity established for renewal. But entrepreneurs must adapt to new protection standards and rules.    nNeed for environmental audits  Not mandatory, but recommended by the government, which may ease up on any penalties.   

nDoes the law allow society to participate in the

licensing process?  Yes. The National Environmental Protection Act stipulates that public views are considered in public hearings.   

nParticipation of society in environmental

The US recycles approximately 95% of the vehicles that are taken off the streets www.analise.com

regulatory agencies  There is no deliberative council with the participation of society.    nMain challenges  The USA accounts for about 25% of global emissions of carbon dioxide or other greenhouse gases, such as methane. The country has not joined the Kyoto Protocol, but several states face the challenge of fighting global warming and are taking voluntary measures to reduce emissions. Other challenges include the continued operation of the water and sewer systems built in the 1940s, dealing with the loss of biodiversity and accidents such as the oil spill in the Gulf of Mexico in 2010, considered the largest ecological disaster in the country.  0

RIO+20 special EDITION

143


BRAzIL: FROM ECO-92 TO RIO+20

HEALTH SYSTEM Versão português pág. 28

I

n one year, the Single Health System (Sistema Único de Saúde - SUS) serves around 125 million people, equal to 80% of the Brazilian population. In 1988, the service registered 30 million: 22% of the population at the time. SUS includes 6.1 thousand accredited hospitals and 45 thousand primary care units. The system offers almost 10 mil-

lion chemotherapy and radiotherapy procedures a year, 230 thousand heart surgeries and 20 thousand transplants. One of SUS’s highlights is the National DST and Aids program, which provides cost-free anti-viral medication and is considered to be one of the most advanced by the World Health Organization (WHO) and a a global benchmark in the fight against HIV.


evelson de freitas/ae

3bln

outpatient procedures are done each year in the SUS, enough to meet 40% of the global population

45 163mln

thousand health clinics and centers were part of SUS in 2012. In 1990, it included 23 thousand

antiretroviral drugs were produced in 2011, against 36 million in 1996

ChILdREn’s wARd OF hEART InsTITuTE, InCOR AT ThE hOspITAL dAs CLínICAs In sãO pAuLO


The environmental practices of Brazil’s

largest companies and the profile of NGOs

operating in the country The Análise environmenTAl mAnAgemenT yearbook offers the environmental practices of major public and private companies, banks and the profile of ngos working for environmental preservation in Brazil. it also offers special reports on the progress and challenges facing the country in this area. The content is published in a bilingual version (Portuguese and english)

www.analise.com

(11) 3201-2300 • contato@analise.com


2

Sector Assessment

anAlise ENVIRONMENTAL MANAGEMENT INDEX

Performance 148 of Brazil’s productive sector Environmental 152 management practices Relationship with 158 stakeholders ISO 14001 162 certification Use and 166 management of water Energy 172 efficiency Renewable 176 energy sources Waste 180 management Emissions 186 and climate Preservation of 190 green areas


Sector Assessment

A 5-year assessment of environmental management A unique survey carried out by Análise Editorial with data gathered from 2007 to 2011 from more than 3 thousand interviews with Brazilian companies shows the progress of companies in nine essential points of corporate environmental management Versão português pág. 31

U

ntil the 60’s, the environmental issue was a matter of interest that was restricted to small groups such as ecologists, considered then to be visionaries immersed in matters that were not part of the concrete problems of society. Much water has flowed under the bridge since then and today, the environmental issue is at the top of the list of priorities of the planet. The occurrence of environmental disasters caused by natural phenomena, such as excessive rainfall, cold winters and prolonged droughts, has grown as the very urbanization accelerates. Nevertheless, substantial surveys of environmental practices are scarce and to deal with the serious environmental crisis that is plaguing us all we need to know what is being done. Based on this urgency, Análise Editorial has pioneered a survey to dig deep into the environmental practices of the largest companies in Brazil and has published

148

RIO+20 special EDITION

its findings in ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT yearbooks since 2007. In the surveys, Brazil’s largest companies are invited to answer a questionnaire made up of around 70 questions that outline their profile, the procedures adopted and how they organize their environmental management. In this special edition of ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT, Análise Editorial went further and, for the first time, used all the research data collected between 2007 and 2011 to publish specific aspects of environmental practices developed by the major companies in Brazil, based on sector and business area. As such, it was able to see what sectors stood out of the crowd, for example, in the use of natural resources, waste and wastewater treatment, control of air emissions or even the relationship with their stakeholders. The work was divided into nine categories: environmental management

structure, stakeholder relations, ISO 14000, water use, energy efficiency, use of renewable energy, waste management, air emission policies and conservation of green areas. The answers of the companies received a specific weight according to their business, involving criteria such as pollution potential and difficulty to implement such measures. This made it possible to compare the performance of the 28 business areas analyzed in the survey in each of the nine categories. With this information in hand, the most prominent sectors at the time and how they evolved to reach their current stage have been outlined. The percentages shown indicate how much a business has progressed in relation to the total possible score for the answers. These unprecedented numbers reveal how Brazilian production strives for sustainability in environmental issues. A great piece of news – Almost all sectors showed progress over the www.analise.com


R. KOLLAR/UN PHOTO

Half of the companies interviewed claimed to have gas emission control programs; mining was the highest ranked sector

years in the categories analyzed. In the framework of environmental management, the overall average score achieved jumped from 78.9% in 2007 to 83.2% in 2011. In the relationship with stakeholders, it went from 37.7% to 41%; water use, from 56.6% to 65.4%; energy efficiency, from 39.7% to 45%; waste management, from 50% to 54.9%; and use of renewable energy sources, from 15.3% to 18.4%. In the case of ISO 14000 and policies relating to air emissions, the samples were considered as of 2008. Their averages rose respectively from 24.5% to 32.2% and from 36.9% to 41.8%. The conservation of green areas was the only topic that declined slightly, dropping from 41.3% in 2007 to 40.5% in 2011. These averages, in general, rose year by year. However, in certain cases they fluctuated as a result of economic factors - such as those arising from the international crisis that began in 2008 – and regulatory ones, www.analise.com

such as the introduction of the National Solid Waste, in 2010; and the dynamics of the businesses in the categories analyzed. This is an essential

64 %

of the companies interviewed in 2011 have an environmental policy that is integrated to other company policies point to be considered in this presentation. The fact that a sector does not stand out much in a particular subject does not necessarily mean that the matter at hand is being ignored by this

economic group. The issues most directly related to the activities of a particular sector get more attention than those not so related to their production process. The very framework of environmental laws provides specific approaches for different cases. In other words: One cannot expect the bank sector, for example, to provide a system for waste control as complex and sophisticated as that used in the oil and gas sector, forced to cope daily with waste that requires special processing for disposal. Similarly, in sectors where there are companies whose activities require the use of logging or land use, their most significant performance will be geared towards tree planting, for example. This is the case of the mining and sugar and alcohol sectors, which rank the highest when added to the annual score. The first sector registered 74.5% of the possible points on the sum of responses and the second, 69.1%. RIO+20 special EDITION

149


Sector Assessment

When the performance of the sectors is analyzed under this aspect, that is, those that achieved the best scores out of all the samples, it becomes apparent that the top five almost always includes a few sectors of high environmental impact. Mining, for example, achieved the highest score in all categories, except in renewable energy sources (led by sugar and alcohol), relationship with stakeholders (electricity) and waste management (construction and decoration materials). The top five in all aspects always seem to include the presence of the iron and steel, chemicals and petrochemicals, paper and pulp and oil and gas sectors. Focus on progress – We chose not

to focus on the best absolutes of each category but on those that registered the most progress over the five-year period of the analysis. Our reason was simple. A better-implemented and more efficient environmental management system in all aspects is already expected in the sectors of greatest impact, even as a matter of compliance with specific laws. On the other hand, to show those who are more evolved in certain ways can reveal trends and the paths taken by companies in a variety of environmental practices. Therefore, we realized that the National Policy on Solid Waste is already apparent in the performance of sectors such as electronics and construction and engineering, which have to respectively deal with large amounts of e-waste and debris from construction sites and which are both now working with reverse lo-

The greatest increases of Análise’s index Three categories in which companies most progressed from 2007 to 2011 Water Use

+8,84pp

Energy Efficiency

+5,26pp

Management policies

+4,38pp pp percentage points

150

RIO+20 special EDITION

gistics under the new law. They, therefore, are committed to implementing procedures for the return of these discards and their essential final disposal. With regard to green areas, for example, the highlight is the trend of companies of medium environmental impact, that do not undergo any great pressure in this sense, towards becoming dedicated to this matter, as is also occurring with renewable energy sources, in which entrepreneurs are turning more and more to solar power, as well as the usual sources of hydropower and biofuel. Another issue to point out is that companies that manage road concessions appear among the groups that have most progressed in five of the nine categories presented - stakeholders, environmental management, waste, water and energy efficiency. With the advent of privatization, the sector started virtually from scratch in the implementation of various environmental control practices. The fact that it is among those that most evolved, therefore, does not place it, not even close, to the best performances because it started the period at a very low score threshold. For example, it occupies 21st place in the 2011 list, about water. That is, there is still room to grow in many practices. Stability – It is also worth noting that some sectors that have certain practices in place have stabilized at a level compatible with their activities. As such, they do not appear among those that most progressed nor among those that achieved the best score in 2011. This is the case, for example, of sugar and alcohol which appeared in ninth place in the category of renewable energy sources in 2011 and did not appear in the list of those that most evolved. However, when considering the sum of the scores of every year, it appears in first. The sector is known for its use of biomass (sugarcane bagasse) in its boilers to produce energy. A similar situation occurs with pulp and paper, which came in 13th place in the list of water use in 2011. The sector already has an implemented management system in this sense and it no longer stands out. Such stability

Total number of participating companies The variation in the total companies that responded to the survey 840

840

824

730

730

620

620

510 510 400 2007

2011

has also led it to be included in those that least progressed in the air emission category. In the classification that considers the sum of the scores of all the years, paper and pulp companies, however, rank in 3rd place. Crosschecks – The comparison of the data collected over five consecutive years for the ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT yearbook allows us to take a series of conclusions regarding the implementation of environmental policies. One example is that the company sectors that most progressed in waste management (transport and logistics, road concessions, construction and engineering) are also found among those that most advanced in the structuring of their environmental management. The same happens in the retail segment, which stood out in policies linked to air emissions. One thing leads to another. The data also showed that there is not necessarily a direct link between the companies that manage and those that are certified. Education was the sector that least developed in the ISO 14000 category but at the same time, it was the second that most progressed in the environmental management structure. Obviously, certification is valuable in showing concern for the environment and this adds value to the products. It may represent a crowning of its efforts in environmental risk management or can be used as a business tool since without it some sectors would struggle even to get bank loans. However, some companies simply do not need www.analise.com


Sector Assessment

jonne roriz/Ae

certification to conduct their business. Another interesting correlation appears when the data is crossed checked in the context of energy efficiency and renewable energy. Where there is a large amount of energy available for the productive process with the use of biomass, for example, the level of energy efficiency is lower. That is, when something is left over, it is not necessary to control both. This is the case of those that have a great availability of agricultural waste to throw into their boilers, such as the paper and pulp and sugar and alcohol sectors. They stood respectively in 21st and last place on the 2011 list. Comparison – Data collected by the

Análise Editorial team shows that environmental management established itself as a major issue within Brazilian companies. If the maximum score obtained in 2011 by all the sectors surveyed in the nine different areas is considered, the environmental management structure tops the list with 94% of the total possible score for the answers. The second category most invested in by the sectors was water with 93.1% and the third was energy efficiency with 79.9%. Then comes green areas (75.1%), waste management (72.8%), control of air emissions (65.5%), ISO 14000 (63.7%), relationship with stakeholders (63.3%) and renewable energy sources (36.4%). It is important to point out that the presentation of the survey’s numbers was not ever intended to simply point those who adopt or not one or another practice. As mentioned earlier, the actions addressed in the topics are applied according to several factors such as the connection they have with the productive process of the companies. Our goal is therefore to contribute to the environmental debate and signal trends, even as a tool for the businessmen themselves to know what is being done and where their business stands in that particular scenario. It is an equation that aims to create a balance between maintaining profitability and reducing environmental impact. The numbers presented here show first the collapse of the false idea that environmental responsibility involves addiwww.analise.com

Pharmaceutical industry stood out among those with the highest score in the following categories: ISO 14000, stakeholders, energy efficiency and emission control

tional cost and second it emphasizes the economic feasibility of business activities that lead to sustainability. On the following pages, the reader will get the opportunity to see a detailed analysis of the progress and the main points of companies from 28 business sectors under the nine categories analyzed in this survey. Between 2007 and 2011, Análise Editorial conducted over 3 thousand interviews with companies from the list of Brazil’s 1,500 highest in net income. These companies answered an extensive and detailed questionnaire about their environmental management policies. And although the amount of companies in the survey represents

only a small portion of the Brazilian companies (in 2011 830 companies effectively answered the questionnaire out of the 1,800 that were approached by the team of Análise Editorial), it is important to remember that these companies are among the largest in the country in terms of revenue. The 1,800 companies approached in 2011, for example, represent over 60% of Brazilian GDP. Our assessment, therefore, is that the data offered here is a valuable indicator towards understanding what Brazilian companies are doing, where their main weaknesses lie and what examples must be followed in environmental management. We hope you have a good read.  0 RIO+20 special EDITION

151


Marcos de Paula/AE

Environmental management

Petrochemical complex in Rio de Janeiro: the construction sector registered the most growth in environmental management actions

The increasing search for better environmental goals The institution of formal policies for environmental management comprises the topic that most progressed among the 28 sectors of the Brazilian economy from 2007 to 2011 Versão português pág. 36

Index from 2007 to 2011

19

sectors progressed in environmental management

6

sectors remained the same

3

sectors regressed

T

he data gathered from 2007 to 2011 by Análise Editorial shows that the environmental management system has consolidated itself as an essential aspect of corporate governance. Not

152

RIO+20 special EDITION

only for reasons of social responsibility and care of the environment, but also for having a strategic vision: companies that incorporate in their day-to-day more developed environmental practices add value and security to their assets and provide higher returns to the investors. And Brazilian entrepreneurs have bet on it. If considering the maximum score obtained by all business sectors surveyed in the nine cetegories, the definition of a corporate environmental policy in the period came in first with 94% of the total possible score based on a questionnaire made with the country’s largest companies. The method-

ology for the calculation of ANÁLISE

ENVIRONMENTAL MANAGEMENT

index considers which practices are adopted by companies in relation to the implementation of an environmental policy, its relevance within the organizational chart, what is the level of knowledge of the environmental impacts of the company and who is in charge of the results. The relevance of each action is measured according to the specific impact of each of the 28 business activities analyzed, which enables the different economic activities to be compared. In this new and unique study, Análise Editorial shows that all five segwww.analise.com


Environmental management

ments that most evolved in this area over the past five years implemented in a documented manner more management programs aimed at enhancing environmental objectives and targets. This is no small thing. Among the five most advanced, the construction industry and engineering ranks first with a significant increase in the implementation of environmental management structure. In 2007, it reached 77.6% of the maximum possible score on the questionnaire and 91.4% in 2011 (+13.7 percentage points). The number of companies that admitted to having an environmental policy integrated with other company policies from 60% in 2007 to 94.7% in 2011. Those that claimed to be in charge of the management stated in the organizational chart jumped from 66.7% to 94.7%. The environmental impacts of the processes, activities and services of the company are known by the management, according to 73.3% of the respondents in 2007 and 96.5% in 2011. And the implementation of management programs aimed at improving goals and targets went from 60% of the companies to 89.5% in the period. According to experts consulted by Anรกlise Editorial, the increase in the numbers of the construction and engineering sector are due, in part, to a large market demand for sustainable buildings and laws under the federal and even municipal scope. The approval of the new Solid Waste Law of 2010 may have influenced the performance of the sector and that year it recorded an increase in its percentage of total possible answers to 90.1% against 84.4% in 2009. Education came in second with the total possible responses going from 63.8% to 76.3% (+12.5 percentage points). Therefore the growth in management can be linked to two factors: awareness regarding the importance of environmental management, not only as a tool for corporate governance, but also to build a mindset aimed at sustainability. The amount of companies in the industry who claim to be in charge of the management defined in the organizational chart went from none in 2007 to 62.5% in 2011. The environmental impact of the processes www.analise.com

Changes of the sectors The charts below show the five groups that most advanced and that least advanced in environmental management practices between 2007 and 2011

Those that most advanced 92 92%

Construction and Engineering +14

86 86

Transport and Logistics +10 Roadway concessions +12

80 80

Education +12 74 74

Retail Trade +10

68 68

62 62 2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011

Those that least advanced 92% 92

Plastics and Rubber

86 86

80 80

(-0,5)

Telecommunications

(-1)

74 74

Medical Services Banks

68 68

(-2)

(-10)

Wholesale trade

(-6)

62 62 2007

2008

2009

2010

2011 RIO+20 special EDITION

153


Environmental management

are known by the management according to 33.3% of the participants in 2007 and 50% in 2011. And the implementation of management programs targeted at improving the goals and targets jumped from 33.3% to 75% in the period. Then, in third place appears road concessions, with a rise in percentage of total possible responses from 68.9% in 2007 to 81% in 2011 (+12.1 percentage points). According to market consultants, the demand for concession tenders has influenced these results, as well as pressure by consumers, who ask for improvements in the roads and a reduction in accidents, and the demanding contracts of transport for dangerous goods. There is also the case of highways that have a strong environmental appeal, such as the case of Ecovias in the state of S達o Paulo and the Rota dos Coqueiros in Pernambuco. The respondents that claimed to have a specific environmental policy went from zero in 2007 to 45.8% in 2011. The environmental impacts of the processes, activities and services of the company are known by the management according to 75% of the respondents in 2007 and 91.7% in 2011. And the implementation of management programs aimed at improving goals and targets went from 25% of the companies to 87.5% in the period. The increase in income of the retail sector, in fourth place, can be explained, for example, by the promotion of traceable products to ensure quality from production to the transport of food. The sector registered a percent-

Keeping an eye on the suppliers Share of companies that require proof of environmental practices from suppliers 5858

58%

56%

5454

54

5050

50

4646

46

4242

2011

2007

154

RIO+20 special EDITION

age increase in total possible responses of 62% in 2007 against 71.9% in 2011 (+9.9 percentage points). Companies that reported having a specific environmental policy grew from 20% in 2007 to 52.2% in 2011. A total of 40% claimed in 2007 to have implemented management programs aimed at improving goals and targets while 56.5% stated the same in 2011. Fifth place was occupied by transport and logistics, which registered 73% of the maximum score in 2007 and 83% in 2011 (+10 points). The amount of companies that admitted to having an environmental policy integrated with other company policies rose from 52.4% in 2007 to 68.4% in 2011. Those that claimed to have a specific policy jumped from 9.5% to 21.1%. Participants who declared to be in charge of the management included in the organizational chart went from 66.7% to 84.2%. Lastly, the implementation of management programs rose from 57.1% of the companies to 73.7% in the period.

Sectors started from high level in 2007 The slowdown in the environmental management system may be linked to several factors. Certain companies started on a very high level and decreased the rate of some practices later, others have stabilized and there are still those who do not suffer any great pressure from society, including in terms of laws because they do not cause any great environmental impact. Each case, therefore, must be viewed within a perspective that involves these factors. Among those that most evolved, is banks, in 28th place, with 84.4% of the total possible responses in 2007 declining to 74.1% in 2011 (-10.3 percentage points). However, as shown, it started the period at a very high level. For reference purposes, the average score in 2007 of the 28 sectors for environmental management was 78.9%. Banks, therefore, were 5.5 percentage points above that level as they are known for considerably developing environmental management with funding for waste management,

Who is in charge of the environmental program Department in the company to which the environmental management area reports

Others Corporate VP

6% 9%

Mid-level manager 15% Executive Board

51%

Executive Office

19%

among others. Next comes wholesale trade, whose percentage fell from 70% to 63.75% between 2007 and 2011 (-6.25 percentage points). When asked if they had an environmental policy, these companies, however, registered a growth. In 2007, 50% said they had a policy in place and it was integrated with other company policies. This rate rose to 62.5% in 2011. In addition, the amount of participants who claimed to have a specific policy for the environment jumped from zero to 12.5% in the period. Medical services, in 26th place, dropped from 75.6% to 73.8% (-1.8 percentage points). Its highlights in management improvement were in environmental policy, when the number of companies that acknowledged the specific environmental policy increased from none in 2007 to 10.5% in 2011; and the implementation of the management programs aimed at the improvement of targets and objectives. These were joined by 60% of companies in 2007 and 73.7% in 2011. The next sector, in 25th place, is telecommunications, whose score dropped from 77.3% to 76.3% (- 1 percentage point) and lastly plastics and rubber, which went from 87.5% to 87%. However, as seen earlier with a high percentage and a small variation in percentage points, environmental management in plastics and rubber is already consolidated. And therefore, this is why it is included in the group of those that least progressed in the period. www.analise.com


Environmental management

Environmental policy is standard in large companies When the sectors are analyzed by performance in 2011, it is obvious how much companies have made an effort to evolve in environmental management terms. Out of the 28 sectors, 19 appear in the list with a score of over 80%, and another eight above 70%. Mining comes in first, with 94% of the total possible responses. The environmental impact of the processes, activities and services of the company are known by the management, according to 96.3% of the respondents and the implementation of management programs aimed at improving goals and targets was adopted by 92.6% of the companies. Electronic equipment makers came in second in 2011, with 93.2% of the total possible responses. The amount of companies that claimed to have an environmental policy integrated with other company policies was 66.7%. A total of 97.4% claimed to be in charge of the management stated in the organizational chart, to have their environmental impacts known by management and to implement management programs. In third place came construction and engineering, with 91.4% of the score, of which 94.7% of the companies claimed to have an environmental policy integrated with other company policies and the management responsibility stated in the organizational chart. The environmental impacts are known by the management according to 96.5% of the respondents and 89.5% implement management programs to improve goals and targets. Electricity stands in fourth place almost tied with third place at 91.4% of the total possible responses. And in fifth is the beverages and tobacco sector with 90.8%. The list continues with the sectors registering a slight difference in performance, which shows that despite there always being room to do better, the environmental management agenda as a whole has already moved from theory into practice in the largest companies in most sectors of the Brazilian economy.†0 www.analise.com

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Anålise Environmental Management’s index in the environmental management category in 2011 for all 28 sectors Mining 94% Electronic equipment 93% Construction and engineering 91% Electricity 91% Beverages and tobacco 91% Pharmaceuticals and cosmetics 90% Metallurgy and steelmaking 90% Oil and gas 89% Autos and auto parts 89% Mechanical 88% Paper and pulp 88% Chemical and petrochemical 88% Construction and decorative materials 88% Plastics and rubber 87% Transport and logistics 83% Textile, leather and clothing 83% Roadway concessions 81% Food products 81% Water and sanitation 80% Sugar and alcohol 78% Telecommunications 76% Education 76% Telecom and IT 76% Specialized services 75% Banks 74% Medical services 74% Retail trade 72% Wholesale trade 64% RIO+20 special EDITION

155


BRAzIL: FROM ECO-92 TO RIO+20

SOCIAL TURNAROUND Versão português pág. 40

B

razil’s rural region now has light. The “Luz para Todos” (Light For All) program debuted in 2003 and has for ten years served around 3 million families and expects to connect all the country’s homes to the electrical network by 2014. In mid-2012, only 1.3% of the country’s homes lacked electricity. In 2003 it was 12%. The program was referenced by the UN and Brazil has already

established technical exchanges with at least 17 countries in Latin America, Africa and Asia to help to develop similar initiatives. The “Minha Casa, Minha Vida” (My House, My Life) program that offers subsidized housing credit and the “Programa Universidade para Todos ProUni” (University for All program) that grants scholarships to private institutions for college courses and specific training are also in operation in the social front.


vitchĂŠ palacin/folhapress

HOusEs In PORTO sEguRO, BAHIA sTATE

1%

of rural households had no electricity in 2011. In 2003, it was 80%

1mln

families have already been served in "Minha Casa, Minha Vida" program. The goal is to reach 2 million by 2014

1mln

students received scholarships through ProUni from 2004 to 2012


STAKEHOLDERS

better relationship with the public Sectors with a large number of listed companies stand out in their relationship with their internal and external public Versão português pág. 42

Index from 2007 to 2011

20

sectors progressed in stakeholders management

7

1

sectors regressed

sector remained the same

T

he analysis of 28 business sectors in the Análise Editorial survey from 2007 to 2011 shows that the sectors whose companies have publiclytraded shares are in the best positions when the matter is relationship with stakeholders – in other words, the relationship that the company has with its direct and outsourced employees, suppliers, customers and communities. Companies were invited to answer a questionnaire about the requirement of proof for the adoption of environmental management procedures by suppliers; training and communication programs related to the area with all participants; publication of information about their own environmental management; environmentally-oriented institutions; partnerships with NGOs and projects aimed at the outside public, among others. Based on the answers, an index from 0% to 100% was created considering the specific impact of each of the 28 business activities analyzed, which enables the different business activities to be compared. The tendency of publicly-traded companies was noticed in both the 2011 list of sectors with the highest scores in the category (energy, mining and beverages and tobacco, among others), as well as those that have most

158

RIO+20 special EDITION

progressed since 2007. In the period, oil and gas companies registered the best performance with their percentage index jumping from 41.2% in 2007 to 53.9% (+12.7 percentage points) in 2011. One of the main advances in the practices adopted by these companies is the requirement for environmental procedures by suppliers as a prerequisite for hiring. The amount of companies that adopted such a procedure jumped from 33.3% in 2007 to 76% in 2011. The most usual requirement, checked by 100% of the companies that require some kind of procedure, is compliance with the law through licenses for operation, transport and others. The amount of companies that claimed to provide environmental management training has risen considerably. For employees and outsourced companies, from 91.7% to 100% and for the community, from 33.3% to 68%. For suppliers alone, the percentage of respondents dropped from 25% to 16%. In terms of environmental action communication programs for the out-

How the companies disclose information The three most popular ways to publish environmental data in 2011 Company website

73%

Annual report

59%

Balance sheet: GRI model

38%

side public, oil and gas registered an increase in almost all target groups. The amount of companies with school programs rose from 50% to 92% from 2007 to 2011. In the surroundings from 58.3% to 76%; for authorities from 58.3% to 80%; non-governmental entities from 33.3% to 60%; and the public in general from 41.7% to 64%. For customers and suppliers, whose questions were introduced in 2010, these percentages were respectively 61.5% to 56% and 50% to 52%. The sector also invested in the publication of systematic information about its environmental management, with 75% of participants choosing this item in 2007 and 96% in 2011. The most popular formats were the annual newsletter to the Brazilian Securities & Exchange Commission (CVM) from 22.2% to 58.3%; the Ibase model balance sheet (from 22.2% to 25%) and the company website (from 55.6% to 87.5%). Moreover, the rate of participants who have partnerships with nongovernmental entities jumped from zero to 84% of the sample and those with environmental projects aimed at the outside public rose from 66.7% to 96%. The second area that most progressed in the stakeholder category was electronic equipment, which jumped from 34.7% of the total possible responses in 2007 to 46.9%. In other words, this 12.2% increase caused the sector to almost tie with oil and gas, with a difference of less than half a percentage point. It is no wonder, therefore, that their responses show a high level of relationship with all the players involved in their day-to-day. The amount of companies that require proper environmental conduct from their suppliers before hiring them, for example, grew from 50% to 76.9% in the period, while the non-systematic requirement dropped from 37.5% to 23.1%. The most requested requirement was also legal compliance, marked by 100% of respondents. Those that offer environmental management training to employees rose from 87.5% to 100%, for outsourced parties it grew from 81.3% to 97.4% and for the community, 31.3% to 46.2%. For suppliers these numbers continued the same in 56%. In terms of environmental acwww.analise.com


STAKEHOLDERS

tion communication programs for the outside public, the electronic equipment sector registered an increase in almost all target groups. The amount of companies with school programs rose from 50% to 66.7% from 2007 to 2011. In the surroundings from 18.8% to 35.9%; for authorities from 37.5% to 53.8%; non-governmental entities from 25% to 46.2%; and the public in general from 43.8% to 66.7%. For customers and suppliers, these percentages were respectively 28.6% to 46.2% and 28.6% to 56.4% between 2010 and 2011. Electronic equipment makers also preferred the systematic publication of information, rising from 56.3% to 84.6% from 2007 to 2011. And this practice occurs mainly through the publication of annual reports, as chosen by 55.6% of the companies in 2007 and 78.8% in 2011. In relation to projects aimed at the outside public, the amount of respondents grew from 50% to 64.1% in the period.

Effort to promote activities within the community The medical services sector appears in third place and its percentage in the total possible responses rose from 26% in 2007 to 37.8% in 2011 (+11.8 percentage points). The segment stood out mostly for activities aimed at the outside public, such as communities and the surroundings. The amount of companies that adopted the process of environmental management training for outsourced parties went from 60% to 63.2%; for suppliers from 20% to 21.1% and for the community from 10% to 42.1%. The surroundings were the main target of communication programs, since no company adopted this practice in 2007 but in 2011, 52.6% chose this option. At the beginning of the period, the balance sheet was the preferred choice of 25% of the respondents to disclose their environmental information, jumping to 50% in 2011. Those that prefer the annual report and the company website to disclose environmental information went from 62.5% to 64.3%. The percent of companies that now promote www.analise.com

Changes of the sectors The graphs below show the five sectors that most and least progressed in actions with stakeholders from 2007 to 2011

Those that most advanced 65% 65

57

Oil and Gas +13

49

Electronic equipment

+12

Sugar and alcohol

41

+10

Roadway Concessions 33

+11

Medical services +12

25 25 2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011

Those that least advanced 50% 50

45 45

40 40

Textile, leather and clothing (-11)

35 35

Mechanical (-5)

Education (-14) Telecommunications

30 30

25 25

Specialized services 2007

2008

2009

2010

(-8) (-4)

2011 RIO+20 special EDITION

159


Rodrigo Capote/Folhapress

STAKEHOLDERS

Tamar Project at festival of Natura: cosmetics companies are among those that most invest in their relationship with the external public

projects aimed at the environment for the outside public has grown substantially, jumping from 20% to 73.7% in the period. Road concession companies in general are not publicly-held companies, but they have to submit many reports to their concessionaire while also maintaining a close relationship with their external public. The sector occupied fourth place among the sectors that most evolved in this category, with the percentage of the total possible responses jumping from 28.3% to 39.4% in the period. Communication programs aimed at schools have been implemented by 50% of the companies in 2007 and 91.7% in 2011. For the surroundings, this percentage jumped from 33.3% to 45.8%. Likewise, the amount of companies that now have an institution for the environment grew from none to 8.3% of the sample and partnerships with non160

RIO+20 special EDITION

governmental entities which before did not exist now are adopted by 79.2% of the companies. Projects aimed at the outside public jumped from 75% to 100% of the companies. Road concession companies also began to publish more information in a systematic way:

Companies become more transparent Increase in share of companies that publish data about their environmental management 77,0

77

75%

74,5

74,5

72,0

72

69,5

69,5

67,0

2007

2011

from 75% to 91.7% of the respondents between 2007 and 2011. The sugar and alcohol industry, which before hiring suppliers began to demand proof of their environmental management procedures, came in fifth place and, in a non-systematic manner, rose from 53.8% to 70.6%. Another important development is the increase in companies that have implemented communication programs regarding their environmental activities to schools (from 61.5% to 88.2%), nongovernmental organizations (15.4% to 44.1%) and the public in general (from 46.2% to 79.4%). Those that formed partnerships with NGOs also grew from zero to 38.2% and those that developed projects aimed at outside audiences, from 76.9% to 85.3%. The sector has also published information more systematically (from 61.5% to 73.5%). The amount of respondents who have opted to use the company www.analise.com


STAKEHOLDERS

website jumped from 50% to 84%, GRI model balance sheets from none to 36% and Ibase model from none to 24%.

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Análise Environmental Management’s index in the stakeholders category in 2011 for all 28 sectors analyzed Electricity

Less pressured sectors look into partnerships with NGOs The matter of the relationship with the stakeholder also has to do with the type of business, which can be more or less encouraged or pressured to relate more to its participants. With this in mind, we shall now see the five sectors that least evolved and that can, therefore, still create many opportunities to enhance their relationship. Education, whose percentage of total possible responses fell from 47.5% in 2007 to 33.3% in 2011 appears in 28th place. Then comes textiles, leather and clothing (from 47.5% to 36%), telecom (from 38.4% to 30.5%), the mechanical sector (from 39% to 34.4%), and specialized services (from 31.2% to 26.7%). The numbers, however, show improvements in certain practices in these segments. For example, respondents of specialized services that implemented communication programs with the public in general grew from 30% to 62.5%. In the mechanical area, companies that adopted such programs in schools jumped from 50% to 84.6% and for the general public, 50% to 61.5%. In telecommunications, those that entered into partnerships with NGOs rose from none in 2007 to 50% in 2011. In textiles, leather and clothing, the respondents that adopted communication programs with the public in general went from 53.8% to 56.3%. In education, those that set up partnerships with NGOs went from zero in 2007 to 37.5% in 2011. If the maximum score obtained by all nine categories analyzed over the five-year period of Analise Editorial’s survey is considered, Stakeholders occupies seventh place with 63.3% of the total possible score for the answers. This sector outranked green areas, which registered a 48.9% slice and renewable sources accounting for 36.4%, respectively eighth and ninth place in the category ranking. 0 www.analise.com

63% Mining 60% Beverages and tobacco 54% Oil and gas 54% Pharmaceuticals and cosmetics 48% Electronic equipment 47% Construction and decorative materials 46% Water and sanitation 45% Paper and pulp 44% Metallurgy and steelmaking 43% Autos and auto parts 43% Chemical and petrochemical 41% Plastics and rubber 40% Sugar and alcohol 40% Roadway concessions 39% Food products 39% Construction and engineering

93%

of water companies offer communication programs to schools and the general public

39% Retail trade 38% Medical services 38% Transport and logistics 36% Textile, leather and clothing 36% Mechanical 34% Telecom and IT 34% Education 33% Banks 33% Telecommunications 31% Specialized services 27% Wholesale trade 22%

50%

of the wholesale companies do not publish systematic data about their environmental management RIO+20 special EDITION

161


iso 14000

ISO series standards adoption grows The index related to certification and enforcement of standards of the ISO series was the area in which most sectors registered growth Versão português pág. 46

Index from 2008 to 2011

23

sectors progressed in ISO 14001 certification

0

no sectors remained the same

4

sectors regressed

T Rodrigo Capote/Folhapress

he certification of companies through ISO 14001 showed an upward trend between 2008 and 2011. In the first year of Análise Editorial’s survey , 48% of the companies interviewed claimed to be certified and another 13.6% stated that they are going

through the process to obtain the certificate. In 2011, 53.3% had the certification and 11.8% were on their way to obtaining it. The sectors that most progressed in relation to the certification were also those that are adopting other standards of the ISO 14000 series. This is an important piece of news in the challenge to create a balance between the maintenance of profitability and the reduction of environmental impact. ISO 14001 was created to help companies identify and manage their environmental risks, with the commitment of the entire organization. In other words, it is a management standard and its certification ensures that an organization has environmen-

Rochaverá Corporate Towers in São Paulo: Brazil stands in fourth place in the global sustainable buildings ranking 162

RIO+20 special EDITION

tal responsibility, thus enhancing its products and brands. To do so requires implementation and operation planning, monitoring and remedial actions and an ongoing critical administrative analysis. In other words, it is a management standard and its certification ensures that an organization has environmental responsibility, thus enhancing its products and brands. With certification in hand, the entrepreneur shows, to regulators as well as to the government, that he or she is committed to obtaining legal and regulatory compliance. Furthermore, it also potentially reduces insurance costs for public liability. The first ISO 14001 certificate was issued in Brazil in 1996. However, this system is part of a larger group, the ISO 14000 series, which also includes other standards that define the guidelines for environmental management in enterprises under the International Organization for Standardization ISO. It is these regulations that are becoming more and more used by the sectors of the Brazilian economy that most evolved in the matter of adoption or not of the rules of the 14000 series in the period analyzed. The 14001, however, is the only standard of the series that offers certification. It is important to note that the banking sector is not included in this analysis because the set of ISO 14000 rules does not apply to this group. The mining sector topped the ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT index in 2011, which included 27 business sectors, in that which refers to the obtainment of the certificate and the adoption of practices under the ISO 14000 series. The relevance of each action is measured according to the specific impact of each of the 27 business activities, which enables the different economic activities to be compared. Based on a maximum possible rate of 100%, the mining companies analyzed registered 64%. In comparison with 2008, the index represented a gain of almost 23 percentage points. Information technology came next jumping from 17.8% to 40.4% (+22.6); electricity from 21.2% to 38.9% (+17.7); pharmaceutical and cosmetics, from www.analise.com


iso 14000

27.2% to 44.8% (+17.6) and electronic equipment from 39.4% to 54.3% (+14.9). When asked if other standards of the ISO 14000 series were applied in their processes and activities, these sectors answered “yes.” When asked what the rules were, the “environmental audits” option was the most marked of all, followed by the “assessment of environmental performance with verifiable indicators” and “environmental communication”. The sectors registered a steady increase in the possible overall score for the answers over the years, except mining, which declined in 2011 compared to 2010, when it registered 70.6%; and information technology, which hit 26.9% in 2009 and dropped to 22.4% in 2010, before climbing to 40.4% in 2011. In terms of positive variation between 2008 and 2011, both are practically the same, around 22 percentage points. Mining was the only area whose number of participants with certification fell from 100% to 96.3% between 2008 and 2011. This amount of participants of the information technology sector rose from 33.3% to 50%; of the electricity segment from 34.2% to 69.2%; pharmaceuticals and cosmetics from 48.1% to 66.7% and electronic equipment from 80% to 92.3%. Interestingly, not all sectors registered continued growth in ISO 14001 certification. In 2011, 96.3% of the companies were certified, against 100% in 2007. In information technology, this number dropped from 60% to 50% in the same period. In electricity, the ISO certificates increased from 35.7% in 2007 to 69.2% in 2011; and in pharmaceuticals and cosmetics from 47.1% to 66.7% and in electronic equipment, from 81.3% to 92.3%. A variety of reasons may have led these sectors to becoming those that most evolved in the matter of the ISO 14000 series, in general. A market consultant interviewed by Análise Editorial pointed out that in the case of mining, it may be used as a management tool as well as a result from work performed since the sector has shown progress in several areas. In the case of information technology and electronics, there are many transwww.analise.com

Changes of the sectors The charts below show the five groups that most advanced and that least advanced in ISO 14001 certification between 2008 and 2011

Those that most advanced 70 70%

+23

Mining 59 59

Electronic equipment

48 48

+15

Pharmaceuticals and Cosmetics +18 Telecom and IT

37 37

+23

Electricity +18 26 26 15 15

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2008 to 2011

Those that least advanced 40 40%

32 32

Mechanical (-2)

24 24

Textile, Leather and Clothing (+1) Sugar and alcohol

16 16

(-2)

Specialized services (-21)

88

0 0

Education (-7) 2008

2009

2010

2011 RIO+20 special EDITION

163


iso 14000

national companies in this sector and they are expected to follow the path of their holding companies in terms of environmental regulation. And more: electronic equipment faces a growing challenge as to the disposal of its solid waste. Since it has had to deal with ewaste, for example, the industry has had the certification for a long time. In 2011, it was found that 66.7% of its companies had ISO 14001 certification between five and ten years, while another 27.8% had it for more than ten years. In electricity, in addition to other factors, the sector may be being driven by demands to acquire concessions or to keep them. Almost all participants in these five areas registered an increase in the period in which Análise Editorial conducted its survey. Mining companies jumped from 6 to 27 from 2008 to 2011; those in Information Technology from 9 to 10; electrical power plants from 38 to 78. Electronic equipment makers rose from 25 to 39 in the period while pharmaceuticals and cosmetics dropped from 27 to 24. The amount of participants in these five areas increased in the period in which Análise Editorial conducted its survey. Mining companies jumped from 4 to 27 from 2007 to 2011. The information technology industry went from 5 to 10 participants and electricity companies registered an increase from 28 to 78 participants. Pharmaceutical and cosmetics companies evolved from 17 in 2007 to 24 in 2011; and electronic equipment rose from 16 to 39 participants in the period.

The scope of the ISO certification in Brazil The status of the companies in relation to ISO 14001 certification in 2011

In the certification process

12%

35%

Certified

53%

Not certified

164

RIO+20 special EDITION

Environmental programs without certification In the group of areas that least developed in matters relating to the ISO 14000 series stands specialized services, in 27th place, which dropped from a total possible response percentage of 35.9% in 2008 to 15.4% in 2011 (-20.5 percentage points). Interestingly, however, education was the second sector that most progressed within the definition of a corporate environmental policy in the period (more on page 152). This means that there is no direct relationship between the companies that manage their environmental practices and those that get certified, which can also be confirmed in the sectors of construction and engineering, road concessions, retail, transport and logistics. In the specific case of education, companies of the sector do not need certification to do business, which is not to say that they are not worried with the reduction of their environmental impact or even if they intend of get certification in the future. In 2011, 50% of the companies in the area said they did not have the ISO 14001, but plan to implement it. In 2008, this percentage was 71.4%. It is due to examples like this that an environmental consultant interviewed by Análise Editorial stated that currently the market is questioning the added value of certification in some cases. In other words, there might be a “devaluation” of the importance of the certificates in certain circumstances. The mechanical sector, which was also one of those that least evolved in the category, dropped from 34.7% in the total possible responses in 2008 to 32.4% in 2011 (-2.3 percentage points). In this case, we can see that the sector is well established in the subject. The number of companies in the sector that has ISO 14001 certification increased from 80% in 2008 to 84.6% in 2011. In addition, 63.6% of the companies in 2011 claimed to have the certificate from five to ten years, while another 9.1% stated that they had it for more than ten years. The next sector was sugar and alcohol, which fell from 19.8% to 17.9% in the period.

Influence of ISO in business management What other standards of the ISO 14000 series do the companies apply? 65

65%

60

60

55

55

Environmental indicators

62%

Environmental communication

51%

50

50

45

2008

2011

The next sector, despite being among those that least evolved, registered a positive change. Textiles, leather and clothing rose from 23.2% in 2008 to 24.3% (+1.1 percentage point) in 2011. When asked if they applied other standards of the ISO 14000 series in their processes and activities, representatives of education answered “yes” only in 2008 (14.3% of the companies) and 2009 (12.5%), choosing “environmental audits.” In 2010 and 2011, no company in this sector claimed to apply other standards of the series. The other four sectors answered “yes.” When asked what these rules were, “environmental audits” was the preferred option of all, followed by the “assessment of environmental performance with verifiable indicators” and “environmental communication.” The amount of companies that participated in the survey in these five sectors also rose over the period. Specialized services rose from 12 to 16; while education jumped from 7 to 8 from 2008 to 2011. In turn, the representatives of the mechanical sector rose from 10 to 13 participants. Sugar and alcohol jumped from 18 to 34 representatives; and textiles, leather and clothing participated with 21 companies in 2008 and 16 in 2011.

Certification lies between extremes in the 27 sectors In an analysis of the performance of www.analise.com


iso 14000

the 27 business sectors in 2011, the difference between the first place and the last was very large. If both extremes of the list are compared, the difference is 60.7 percentage points. These results, however, must be viewed from the standpoint that not all companies need certification in their business, in other words, they do not depend on it to get bank loans, participate in bids or simply to attract customers. This does not mean that the management of their environmental activities cannot or should be done. The list of sectors ordered by performance on issues related to ISO 14000 in 2011 shows that some base industries invest in the implementation of these management systems because they are being pressured in many ways. They then multiply the demand for these requirements to the production chain. Mining stands in first place with 63.7% of the total possible responses in this category last year. It is followed by electronic equipment with 54.3%, metal and steel products (48.7%), autos and auto parts (45.4%) and pharmaceuticals and cosmetics (44.8%). Education (3%) appears in 28th, then road concessions (13.9%), medical services (15.4%), specialized services (15.4%) and wholesale trade (17%). The average annual score of all the sectors rose steadily during the period of the survey, as follows: 24.52% (2008), 27.5% (2009), 30.23% (2010), 32.2% (2011). If the maximum score obtained by all the sectors surveyed in the nine different areas is considered, we will see that energy efficiency stands in sixth place with 63.7% of the total possible score for the answers. It reached above the indicators that measure the relationship of companies with their stakeholders, the preservation of green areas and the use of renewable energy sources, respectively seventh, eighth and ninth place. The unique survey that Análise Editorial made with Brazil’s largest companies regarding their environmental practices shows that in 2011 48.9% of the companies had ISO 14001 certification, another 21.7% plan to get it someday and 13.7% have completed some of the steps needed to obtain it. 0 www.analise.com

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Análise Environmental Management’s index in the ISO 14001 category in 2011 for the 27 sectors analyzed Mining 64% Electronic equipment 54% Metallurgy and steelmaking 49% Autos and auto parts 45% Pharmaceuticals and cosmetics 45% Construction and decorative materials 43% Beverages and tobacco 41% Telecom and IT 40% Oil and gas 40% Construction and engineering 40% Electricity

81%

of automakers claimed to have ISO 14001 certification in 2011

39% Plastics and rubber 38% Chemical and petrochemical 37% Mechanical 32% Paper and pulp 32% Telecommunications 30% Food products 26% Water and sanitation 25% Textile, leather and clothing 24%

32%

sugar and alcohol mills are complying with the steps to obtain ISO 14001 certification

Transport and logistics 24% Sugar and alcohol 18% Retail trade 18% Wholesale trade 17% Medical services 15% Specialized services 15% Roadway concessions 14% Education 3%

50%

of the education companies said they intend to implement ISO 14001 certification RIO+20 special EDITION

165


WATER

Companies invest in more efficient use Areas that have grown most are those that invested in raising awareness of employees and monitoring of water use through indicators Versão português pág. 50

Index from 2007 to 2011

20

sectors progressed in water management

7

1

sectors regressed

sector remained the same

T

 he mining sector headed

ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT’s list in

2011 in the 28 business areas analyzed in that edition for the implementation of practices to reduce, reuse and control the consumption of water in their processes. From a maximum rate of 100%, the mining companies registered 93%, followed by the beverage and tobacco segment with 84.6%, and the mechanical (83.3%) and electronic products sector (82.9%). The calculation methodology of the indicator considers which practices are adopted by companies in relation to their use of water, including the systematic monitoring of consumption, the reuse policies, the incorporation of new reduction targets and how these objectives will be placed in the company management structure, in addition to actions to raise the awareness of employees and collaborators. The relevance of every action is measured in accordance with its specific impact on each of the 28 areas analyzed, enabling different economic activities to be compared. It is not about being altruistic. The fact is that by taking into account the characteristics of a business, being green is more profitable. And when the

166

RIO+20 special EDITION

subject is water, this equation is even more relevant. The responses collected by Análise Editorial from 2007 to 2011 show that each of the 28 sectors surveyed found their own solution, that which was most suited to their type of business and to the role that water has in their productive cycle, to reduce or optimize consumption. In the mining area, for example, it is crucial because water often needs to be utilized for processing. In addition, the area also has to deal with a vast amount of water in mining sites, which involves pumping. The progress made in the management of this matter is essential and it is not for nothing that the structured programs to save water have been part of the management of 85% of the mining companies interviewed in 2011, as compared with 25% in 2007. It is not by chance that these choices are differentiated. The companies use the water in many different ways. It can be an ingredient for their products, as is the case in the beverage sector – for the cooling and washing

Corporate actions to manage water usage The three most widespread actions in relation to water use in 2011 Monitoring with indicators

employee campaigns

80%

77%

Reduction target

66%

of equipment, as a solvent or even to dilute pollutants. In global terms, this sector is responsible for 22% of the all the fresh water consumed. In Brazil, according to estimates of the Brazilian Water Agency (ANA), in 2007, of the 840 thousand liters withdrawn from Brazilian mangroves every second, 69% is used for irrigation, 11% for urban consumption, 11% for animal consumption, 7% for industries and 2% for farms. Some sectors are especially big water consumers. According to a report of the United Nations Development Program (Pnud) an average of 3.5 thousand liters of water are necessary, for example, to produce food which provides a minimum of 3 thousand calories. The simple production of a hamburger consumes about 11 thousand liters of water. Another big water guzzler is the steel industry. Before WWII, 100 tons of water were needed to produce a ton of steel. Nowadays, with new technology, only 5 tons of water is required. In other words, consuming less water also means producing more competitively. This is the case of the sectors that show better performance in accordance with Análise Editorial’s databank from 2007 to 2011. Out of the nine indicators analyzed in the survey of ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT, the performance that measures the actions and commitment of Brazilian companies with water use reduction and efficiency is above average. Considering the 28 business areas analyzed, the average index is 65.4%. This result places the indicator in second place among the nine global topics analyzed. In general, the 28 sectors showed significant improvements in their water treatments between 2007 and 2011, with the average of the total possible responses increasing 8.8 percentage points in the period. In 2007, the average index was 57%, jumping to 63.9% in 2009 and 65.8% in 2011.

Concern with water use extends to education The five areas that evolved the most www.analise.com


WATER

from 2007 to 2011 have invested in monitoring specific indicators as well as in awareness campaigns for their employees. In first place are road concession companies that in 2011 accounted for 53.5% of the total possible score for the answers, against 8.3% registered in 2007, a difference of more than 45 percentage points in the comparable periods. This performance is mostly due to investments made in education. In 2007, 66.7% of the companies had some kind of program in place to raise their staffs’ awareness about the use of water. In 2011, this number jumped to almost 75% of the participants in the study. It is worth mentioning that the road concession sector registered a lower performance than the average of the 28 analyzed in this edition and it started off from a very low level in 2007, which proves that privatization, at least from the water saving aspect, is undeniably beneficial. The second segment that most grew was that of water and sanitation utilities, of which the percentage of possible responses went from 43% to 79%, and in mining, from 70% to 93%. The areas that least evolved have in common the fact that water is not a big part of their business: education went from 58.6% in 2007 to 42% in 2011; information technology dropped from 62.4% to 47%. In both cases, all the performance indicators point to a slowdown.

Quality of water and investments Combined, water-related and ecoefficiency indexes analyzed in Análise Editorial’s survey show that companies have evolved. And these gains are also apparent in the surveys of ANA. According to the report disclosed by the agency in 2011, the quality of water has improved in some Brazilian regions, with an increase in the Water Quality Index (IQA). These results were registered especially in the river basins of Paraná (specifically, the Uberabinha river and the Billings lake), the Das Velhas river in Minas Gerais state, the Paraiba do Sul river www.analise.com

Changes of the sectors The charts below show the five groups that most advanced and that least advanced in water management practices between 2007 and 2011

Those that most advanced 98% 98

+23

Mining

80

Electronic equipment

+19

Water and sanitation

+36

Medical Services

62

+21

Roadway concessions +45

44

26

88 2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011

Those that least advanced 75 75%

68 68

61 61

Retail Trade

(-9)

54 54

Telecom and IT

47 47

Wholesale trade

40 40

(-15)

(-9) Banks (-13) Education (-17) 2007

2008

2009

2010

2011 RIO+20 special EDITION

167


WATER

Companies rely heavily on water reuse The share of companies that claim to reuse water is more than half 56

56%

53

55%

53

50

50

47

47

44

2007

2011

that by 2015, investments of around R$ 22 billion will be needed just to ensure the water supply to 55% of Bra-

joonas antikainen/istockphoto

and in the basins of the Piracicaba, Sorocaba and Grande rivers. According to ANA, these improvements were the result of investments made in sanitation, starting in 2007 with the creation of a regulatory milestone (Law 11.445), the launch of the Growth Acceleration Program (PAC) and the control of industrial pollution and the management of effluents. In short, the best company practices have already started to show results in nature, as well as in the balance sheets. But there is still a lot that companies can and must do. In particular because water, so essential for life and to the economy, is scarcer and increasingly more expensive. Finalized in 2010 by ANA, “Atlas Brasil: Urban Water Supply” reveals

zil’s cities. In addition, the results also point to the need for new investments in the sewage systems (collection and treatment) to be spent in 2,926 cities in order to prevent water quality from deteriorating. In order to universalize the sewage system in the country, experts believe that it is necessary to invest around R$ 240 billion. This means that if the country could invest (which has not been done) the entire amount that was predicted in PAC, around R$ 10 billion a year, more than 24 years would be needed to complete the universalization. Until then, the water quality runs a serious risk of deterioration. ANA currently maintains a little over 2.3 thousand monitored points of water quality in the country. And it is not surprising that the “very bad” and “bad” categories of the IQA are found mostly surrounding the metropolitan regions (São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro and Salvador) and in mediumsize cities (such as Campinas in São Paulo and Juiz de Fora in Minas). And that is also where the most important consumer markets of the country are located as well as a significant part of the productive structure . To companies, this reality has an obvious implication: rising costs. And it occurs not only due to scarcity but also due to increasing social and legal demands in relation to the quality of the effluents.

Reducing leaks is the greatest challenge

Water supply: Brazil reaches of 99.4% of cities favored by water distribution service 168

RIO+20 special EDITION

Meanwhile, the greatest challenge for companies that operate in the water and sanitation sector is to reduce the waste of water that is lost through leaks, clandestine connections and unregulated hydrometers. The last fact disclosed by the National Sanitation Information System (SNIS) of the Cities Ministry shows that these losses in revenue mean a drop in sales of around R$ 7 billion. Out of this total, 60% could be recuperated if more efficiency were used. In fact, basic sanitation companies are very far from the target www.analise.com


WATER

established for the country, which is a loss of around 20%. The Brazilian average is almost double, of around 37.2%, ranging from 18% to an astounding 70%. It is not by chance that, in the responses given in the questionnaire proposed by Análise Editorial, the companies of the sector showed that they are bracing their strategies on two pillars: reduction targets (of which the amount of respondents who adopt this practice went from 37.5% in 2007 to 86.7% in 2011) and awareness programs (with an increment of 37.5% to 80% in the same period). And, yes, the strategy was relatively successful. In 2007, the total percentage of possible responses of the sector of 43.18%, was lower than the average of the 28 sectors analyzed and, last year, it reached seventh place in the overall ranking. The indexes improved 35.8 percentage points in this accrued period. In the case of these companies, reducing water loss directly boosts company profitability and, in addition, it may reduce the need for new investments and can help to fight serious supply problems. A good example is the case of the so-called macrometropolis of São Paulo, an area comprised of the metropolitan regions of São Paulo, Campinas and the Santos Lowlands. A total of 28 million inhabitants live there and the offer of drinkable water just barely meets the demand, generating a potential bottleneck for the growth of industrial production. Sabesp’s target is to reduce by ten percentage points its loss and reach 15% by 2020. To give an idea of what this entails, reducing 1% of the loss per year equals to an amount of water required to meet the needs of 300 thousand people. A total of 13% of the water and sanitation companies that participated in the survey in 2011 are from the private sector. These companies have already achieved surprising results. Foz do Brasil, for example, through Brazil’s first private concession in the city of Limeira, registers the lowest loss in water distribution in Brazil: 15%. An index that the Brazilian state-owned utility has as a target set for 2020.  0 www.analise.com

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Análise Environmental Management’s index in the water category in 2011 for all 28 sectors analyzed Mining 93% Beverages and tobacco 85% Mechanical 83% Electronic equipment 83% Plastics and rubber 81% Construction and decorative materials 80% Water and sanitation 79% Pharmaceuticals and cosmetics 78% Autos and auto parts 76% Metallurgy and steelmaking 75% Medical services 75% Chemical and petrochemical 72% Paper and pulp 68% Textile, leather and clothing 68% Food products 65% Oil and gas 63% Retail trade 58% Telecommunications 56% Sugar and alcohol 55% Electricity 55% Roadway concessions 53% Construction and engineering 53% Banks

75%

of food companies say they have targets to reduce water consumption

50% Wholesale trade 48% Transport and logistics 48% Telecom and IT 47% Specialized services 43% Education 42% RIO+20 special EDITION

169


CLEAN ENERGY

Brazil has been investing heavily to keep its energy matrix as one of the cleanest in the world. Understand the progression of Brazilian energy and the national developments of the energy sector WHAT COMPANIES DO

RENEWABLE ENERGY

73%

83%

66%

71%

of the companies monitor their electricity consumption using specific indicators

of Brazil's energy matrix is renewable

of all electricity consumed in the country comes from hydroelectric power plants

have targets to save energy

Brazil’s total wind power generation

2,177

Use of fossil fuels

47% have reduction targets

(In GW from 2006 to 2011)

1,183

1,238

668

53

342 56

63

74 74

2001 02

03

04

05

06

07

08

09

Investments in renewable energy in 2011

2010

The greatest growth in renewable energy generation in six years

(in billions of US$)

8.3

PUBLIC SECTOR PRIVATE SECTOR 6

China 92%

Turkey 85%

3

Brazil 49%

0.7 Italy

Italy 47%

170

RIO+20 special EDITION

(In GW from 2006 to 2011)

USA

China

Germany

www.analise.com

0.3 Brazil


Versão português pág. 54

ENERGY USED BY COMPANIES

FLEET

52%

15.3 million

41%

75%

of the companies use hydropower

flex-fuel vehicles were sold in the country since 2003

of the companies use biomass

is the forecast for hybrid cars in the domestic fleet in 2017/2018

Share of companies that use biofuel

Brazil 23%

40% of the fleet is hybrid

24%

17%

13%

14%

2007

2008

40.4 million cars is the total fleet 2009

2010

2011

Investment by type of energy in 2011 42.7

(in billions of US$) 41.9 BIOFUEL SOLAR 30

WIND 27.8

8.6

USA

China

Germany

www.analise.com

Italy

United States 4% of the US fleet is hybrid 250 million cars is the total fleet

Brazil

RIO+20 special EDITION

171


Agência Vale

ENERGY EFFICIENCY

Mining: 93% of companies have programs to improve environmental targets and 89% have consumption reduction targets

companies take efficient energy use to the next level The mining sector stands at the top of the list of those that used energy most efficiently in 2011; and the companies that manage road concessions were those that most progressed in the five-year period Versão português pág. 56

Index from 2007 to 2011

18

sectors progressed in energy efficiency

2

8

sectors regressed

sectors remained the same

172

RIO+20 special EDITION

L

ittle by little Brazilian companies are becoming more energy efficient. In 2007, when Análise Editorial began its research on the environmental practices of Brazil’s largest companies in 28 business areas, the performance of seven segments was still well below the level of 30% in the ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT index. In

2011, it dropped to two. Another good piece of news is that sectors that were well behind in this regard in 2007, such as road concessions and water and sanitation, climbed the ranks and now stand out among the five that most evolved in this area. In regard to the efficient use of energy, the index indicates that mining was the group that registered by a big difwww.analise.com


ENERGY EFFICIENCY

Changes of the sectors The charts below show the five groups that most advanced and that least advanced in energy efficiency practices between 2007 and 2011

Those that most advanced 85% 85

Mining +20

71

Electronic equipment

57

+18

Oil and gas +23 43

Water and sanitation

29 29

+16

Roadway concessions

+23

15 15 2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011

ference the highest percentage of the total possible score for the responses, with almost 80%. The index, which goes from 0 to 100%, considers the policies adopted by the companies to monitor their consumption of electricity, fuel, wood and coal. By identifying their practices in relation to the consumption of electricity, 100% of the companies in the mining sector monitor specific indicators. And this does not happen by chance, because the process of crushing rock is electric and any waste may be costly. Furthermore, 89% have a reduction target and also 88.9% have a structured program with funds, a timeline and responsibilities. Additionally, 81.5% have created campaigns to raise employee awareness. Regarding the consumption of fossil fuels, 96.3% monitor this consumption using specific indicators, 88.9% have a reduction target, also 88.9% have a www.analise.com

Those that least advanced 65% 65

57 57

Construction and Decorative Materials (-9)

49 49

Banks 41 41

(-8)

Wholesale trade

(-17)

Education (-6)

33 33

Telecom and IT 25 25

(-11)

2007

2008

2009

2010

2011 RIO+20 special EDITION

173


ENERGY EFFICIENCY

structured program and 66.7% adopt other practices. Lastly, when it comes to wood and coal, the performance is even better. All respondent companies monitor their consumption using specific indicators, have reduction targets and a structured program. Lastly, 7.1% of them indicated that they adopt other alternatives. With numbers so large, the mining sector registered a margin of more than 20 percentage points over second place, beverages and tobacco, which reached 59,9%. Pharmaceuticals and cosmetics came next, with 57.8%; electronic equipment, with 56.7%, textile, leather and clothing, with 56% and auto and auto parts, 54.6%. On the other hand, the area that registered the lowest result in 2011 was that of sugar and alcohol, with 20.8%. This finding points to something relevant: in sectors where there is great availability of energy, efficiency is lower. In the sugar and alcohol sector, the boilers use bagasse, which is abundant to them, as a source of energy. Likewise in the paper and pulp sector, the boilers run on biomass, and the sector stood in 21st place in energy efficiency in 2011. Let’s see how sugar and alcohol reported their practices: Regarding energy consumption, 61.8% of these companies declared to monitor their use of energy with specific indicators, 23.5% have reduction targets and 14.7% have a structured program with funds, a timeline and responsibilities. Additionally, 29.4% have created campaigns to raise employee awareness. Regarding the con-

Use of renewable energy sources soars in 5 years Progress in the share of companies that use any kind of renewable energy 60

60%

55

55

58%

50

50

45

40

40

2007

174

2011

RIO+20 special EDITION

sumption of fossil fuels, the concern is not high because the industry produces alcohol. As such, 50% monitor this consumption using specific indicators, 26.5% have a reduction target, also 5.9% have a structured program and 14.7% adopt other practices. In practices related to wood and coal, none of the companies monitor their use with specific indicators, 20% have a reduction target and 100% of them claimed to adopt other alternatives. Result: sugar and alcohol mills are not too concerned with wood and coal because they don’t use any. The sectors that stood out the least in 2011 in terms of energy efficiency were information technology (28.2%), education (34.9%), specialized services (35.4%) and electricity (35.5%), the latter with only a slight difference between each. On the other hand, the gap between the last and the second-to-last exceeded seven percentage points. In relation to these performances, a consultant interviewed by Análise Editorial stated: “It is understood that sectors such as electricity and ethanol are mainly efficient in power generation and not so much in consumption.” If the maximum score obtained in 2011 by all the sectors surveyed in the nine different areas is considered, you will see that energy efficiency stood in third place with 80% of the total possible score for the answers, below environmental management and water, respectively first and second place. As has been seen in other categories, the sectors tend to stand out in issues that are important to their business either from a financial standpoint or from an environmental impact standpoint. And in this case, it is no different. The reason for the five sectors to stand out very little in energy efficiency is because this matter does not weigh heavily in their cost sheet. Moreover, none of them belong in the high environmental impact category. The differences between them, however, appear in their scores. The wholesale segment, in 28th place, was that which registered the least energy efficiency, with its possible score percentage dropping from 54.9% in 2007 to 37.5% in 2011. That is, a negative variation of 17.4 percentage points.

Corporate actions to manage energy usage The three most widespread actions in relation to energy use in 2011 Monitoring with indicators

83%

employee campaigns

Reduction target

72%

71%

Road concessions was the sector that most evolved, registering 38.4% of the total possible score for the answers in 2011, against 15% in 2007. In other words, up 23.4 percentage points. According to experts interviewed by Análise Editorial, this leap can be partly explained by the fact that, after the government left the scene with the privatizations, the private sector had to start from scratch in many areas. Hence, the progress is revealed. Second in the group that most evolved is oil and gas, going from 28.2% in 2007 to 50.8% in 2011 or a gain of 22.6 percentage points in the period. That is, we see that the difference between the first two areas is very small, not reaching even 1 percentage point. In third place comes Mining, which in 2011 reached 80% of the total possible score, versus 60% in 2007. To the mining companies, the energy efficiency matter is crucial for the logistics aspect, mainly for the optimization of mining transport. The fourth sector that has most evolved between 2007 and 2011 was electronic equipment, which jumped from 38.9% to 56.7%, followed by water and sanitation, which rose from 24.3% to 40%. The difference between those that most evolved, therefore, is not very large, not even reaching eight percentage points. Among the group of these five sectors that most evolved, the only one that registered an increasingly better performance was electronic equipment. The others fluctuated at some point. Road concessions, for example, www.analise.com


ENERGY EFFICIENCY

registered 17.2% in 2009, against 25.4% in 2008. Oil and gas registered 27.3% in 2008 against 28.2% in 2007, and mining rose every year to register a drop only in 2011, when it hit 80% against 84.3% in 2010. Water and sanitation registered a drop for two years. The 40.3% it registered in 2008 fell to 38.8% in 2009 and 34.5% in 2010 and then rose to 40% in 2011. The amount of participants in these five areas increased in the period in which Análise Editorial conducted its survey. Road concession companies jumped from 4 to 24 from 2007 to 2011. The oil and gas industry doubled from 12 to 25 participants and mining registered an increase from 4 to 27 participants in the five-year period. In electronic equipment the number rose from 16 companies in 2007 to 39 in 2011, and companies that operate in water and sanitation rose from 8 to 15 participants in the period. The reason for the five sectors to stand out so little in energy efficiency is because this matter does not weigh heavily in their cost sheet. Moreover, none of them belong in the high environmental impact category. The differences between them, however, appear in their scores. The wholesale segment, in 28th place, was that which registered the least energy efficiency, with its possible score percentage dropping from 54.8% in 2007 to 37.5% in 2011. That is, a negative variation of 17.3 percentage points. Then in 27th place is information technology, whose performance fell from 39.2% in 2007 to 28.2% in 2011, down 11 percentage points. However, the negative difference between the two sectors with a more modest performance in this regard is significant, over 6 percentage points. The third and fourth place candidates among the sectors that least evolved, in turn, are almost tied. Banks in 26th, went from 52.3% in 2007 to 43.7% in 2011 (-8.6 percentage points), while building and decoration materials, in 25th, fell 60% to 51.4% in the same period (-8.6 percentage points). Lastly, in 24th place is education, which registered 40.7% of the total possible score in 2007 and 34.9% in 2011 (-5.8 percentage points).  0 www.analise.com

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Análise Environmental Management’s index in the energy efficiency category in 2011 for all 28 sectors analyzed Mining 80% Beverages and tobacco 60% Pharmaceuticals and cosmetics 58% Electronic equipment 57% Textile, leather and clothing 56% Autos and auto parts 55% Food products 54% Construction and decorative materials 51% Plastics and rubber 51% Oil and gas 51% Telecommunications 48% Chemical and petrochemical

100%

of mining companies monitor their energy consumption with specific indicators

48% Banks 44% Metallurgy and steelmaking 43% Transport and logistics 41% Medical services 41% Mechanical 40% Water and sanitation 40% Roadway concessions 38% Retail trade 38% Paper and pulp 38% Wholesale trade 38% Construction and engineering 36% Electricity 36%

27%

of paper and pulp manufacturers have a campaign aimed at employees related to energy consumption

Specialized services 35% Education 35% Telecom and IT 28% Sugar and alcohol 21% RIO+20 special EDITION

175


RENEWABLE SOURCES

Companies diversified energy sources from 2007 to 2011 The use of renewable energy has increased among companies from sectors that have not used biomass in their productive processes in recent years Versão português pág. 60

Index from 2007 to 2011

16

sectors progressed in renewable sources

2

10

sectors regressed

sectors remained the same

C

 ompanies from sectors such as sugar and alcohol and paper and pulp are long-known for their use of renewable energy sources since their own activities generate biomass used widely to produce the input. A survey by Análise Editorial from 2007 to 2011 of 28 business sectors shows, however, that Brazilian companies from other areas are turning more and more to other energy alternatives based on natural resources. And solar energy continues to be a preferred choice because it is an option that meets all the requirements of the international trend. According to the International Energy Agency (IEA), half of all energy demand in the world, circa 2060, will be supplied by this alternative. The entity did not minimize the role of other renewable sources such as biomass, hydro and wind power, but this estimate is based on the fact that the technologies have increasingly improved and the prices of the equipment have plummeted in several countries. In the Brazilian scenario, the mining sector topped the ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT index in 2011 – among the 28 business areas analyzed – in relation to the use of renewable energy sources. The rel-

176

RIO+20 special EDITION

evance of each action is measured according to the specific impact of each of the 28 business activities analyzed, which enables the different economic activities to be compared. First, let’s see who these groups are and how they fared. The five segments that most evolved between 2007 and 2011 were telecommunications, whose percentage in the total possible score for responses increased from 3.2% to 30.3% (27.1 percentage points), oil and gas, which rose from 14.3% to 36.4% (+22.1), pharmaceuticals and cosmetics, from 12.5% to 27.1% (+14.6), information technology from 0% to 11.36% and electronic equipment, from 5.4% to 16.3% (+10.9). None of these sectors, however, registered a growth in the adoption of renewable sources over the period of the survey. Telecommunications, information technology and electronic equipment registered a slight decrease in 2010 as compared with 2009, as did oil and gas and pharmaceuticals and cosmetics in 2008 as compared with 2007. The industry that most evolved, tele-

Growth of corporate solar and wind power Progress in the share of companies that use the following energy sources Solar 28,5%

30

30%

23

23

wind

17%

16

16

9

9

2

2007

2011

communications, went through a process to diversify its renewable sources. In a question that allowed participants to simultaneously check several options, the only source adopted by 100% of the companies in 2007 was biofuel. In subsequent years, however, other alternatives were being implemented and, in 2011, the main one was solar, chosen by 70% of the respondents, followed by biofuel (60% of the respondents), water (30%) and wind (30%). In the oil and gas sector, whose own business is energy, the diversification into renewable sources began in 2007, with 66.7% of the respondents indicating solar, wind, hydropower and biofuel, while 33.3% also mentioned geothermal sources. In 2011, however, solar energy took the lead since it was preferred by 100 % of the companies and wind power, geothermal, hydropower and biofuel were also cited by 92.9% of the participants. The pharmaceuticals and cosmetics sector, which invested in an environmentally friendly image with a strong environmental appeal, was an exception in the group of those that showed the most progress. The use of solar energy came in third place, having been adopted by 50% of the companies in 2007 and 58.8% in 2011. In second place came biofuels, jumping from 50% to 70.6% at the end of the period. Hydropower came in first place, used by 33.3% of the companies in 2007 and 82.4% in 2011. In information technology, Análise Editorial found that the use of renewable energy among the participants began only in 2008, when 100% of the respondents indicated solar power and 50% checked hydropower. In 2011, the www.analise.com


RENEWABLE SOURCES

situation became more diverse, with 50% of the respondents opting for solar power and 25% also pointed out the alternatives “wind”, “water”, “biofuel” and “biomass.” Lastly, in electronics, the leadership of solar energy was consolidated in 2011 with the adhesion of 72.2% of the participants. Then came hydropower (61.1%), biofuel (44.4%) and wind power (33.3%). The amount of participants in these five sectors rose throughout the survey. The amount of telecommunication companies jumped from 9 to 12 from 2007 to 2011. Those in the oil and gas industry went from 12 to 25 participants and pharmaceutical and cosmetic companies registered an increase from 17 to 24 participants in the five-year period. Information technology increased from 5 to 10 respondents and electronics from 16 to 39 participants in the period.

Biofuel use spreads even in less efficient sectors Análise Editorial’s survey also identified the five fields that least evolved in this category over the past five years. The wholesale trade sector was the segment that least used renewable sources between 2007 and 2011, dropping from a percentage of 21.4% of the total possible responses to 4.3% at the end of period (-17.1 percentage points). Then came textile, leather and clothing, which fell from 26% to 13.8% (-12.2); education, which dropped from 14.3% to 7.1%; plastics and rubber, from 10% to 3.2%; and mechanics, from 19.6% to 13.4%. However, this does not mean that these segments do not adopt natural resources as an energy source. On the contrary. All members of the group have been using two to three renewable sources per year. In 2011, all wholesale trade enterprises reported using both biofuel and biomass as energy sources. In turn, the textile, leather and clothing segment reported that last year the share was of 75% for biomass, 50% for water power and 12.5% for biofuel. A total of 50% of the education participants claimed to use using solar, geotherwww.analise.com

Changes of the sectors The graphs below show the five sectors that most and least progressed in use of renewable sources from 2007 to 2011

Those that most advanced 40% 40

Oil and gas +22

32

Telecommunications

+27

24

Pharmaceuticals and Cosmetics +15

16

Electronic equipment +11 Telecom and IT +11

8

00 2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011

Those that least advanced 30% 30

24 24

18 18 Textile, Leather and Clothing (-12) Mechanical (-6)

12 12

Education (-7) 66

Wholesale trade

(-17)

Plastics and Rubber

00 2007

2008

2009

2010

(-7)

2011 RIO+20 special EDITION

177


RENEWABLE SOURCES

Rodrigo Baleia/AE

mal and hydropower. The plastics and rubber sector indicated 50% for water power and 100% checked the biomass box. Lastly, 100% of the participants of the mechanical sector claimed to use solar energy and biofuel energy and 20% hydropower. The amount of participants in these five sectors rose throughout the survey. The amount of wholesale trade firms jumped from 2 to 8 from 2007 to 2011. Those in the textile, leather and clothing industry jumped from 13 to 16 participants and education registered an increase from 3 to 8 respondents over the five years. The plastic and rubber sector participated with 13 companies in 2007 and 18 in 2011 and the mechanical sector went from 6 to 13 in the period.

Energy companies using more renewable sources

Wind Farm of Osório (RS), the largest power plant of its kind in Latin America: capacity to generate this type of renewable energy rose 15 times from 2000 to 2011 in Brazil 178

RIO+20 special EDITION

The sheer size of the country and the huge amount of natural resources ensures that Brazil will stay at the top of the global list of renewable energy users, according to a study of the Applied Economics Institute (IPEA). Approximately 46% of the energy consumed in the country comes from renewable sources, while the average in other countries revolves only around 13%. The main contributors to this performance are sugarcane, which accounts for 16% of the total renewable energy, hydropower production, representing 15%, and wood and coal burning (12%). The analysis of all 28 business sectors in 2011 in the Análise Editorial survey confirms this leadership tendency because it shows that companies are investing in new technologies for renewable energy. First on the list is oil and gas, which accounted for 36.4% of the total possible responses. The sources used by this sector were mentioned earlier since this is one of the members of the group that most evolved over the past five years. Electricity appears in second with 34.4% of the total possible responses. As expected, the “water” option was checked by 95.5% of the industry’s companies, followed by “wind” www.analise.com


RENEWABLE SOURCES

(72.7%), “biomass” (54.5%), biofuel (24,2%) and solar power (9.1%). Then comes telecommunications with 30.3% of the total possible responses. Paper and pulp appears in fourth place with 29.4%. The sector stands out mostly for its use of biomass. Its second renewable energy source is water (55.6% of respondents), biofuel (44.4%) and hydrogen (22.2%). The fifth place in the 2011 list is occupied by mining with 29.3% of the total possible responses. This segment chose both hydropower and biofuel, both reported by 87% of the participants, as their two main sources of renewable energy. The other two options chosen were solar (17.4%) and biomass (4.3%). In 2011, the top five candidates stood well above the average of all the possible answers for the 28 sectors, which was 18.41%. It is interesting to note, however, that if the year of 2011 is not considered and if only the sector that had the highest average between 2007 and 2011 is analyzed, the first place goes to sugar and alcohol, precisely because their boilers operate with biomass. The process uses sugarcane bagasse, which is abundant, as an energy source. Virtually all the companies of the sector reported that they used biomass in 2007 as well as in 2011. The second source of most used energy in the period was biofuel, followed by hydropower. By looking specifically at the 2011 data, the data shows that there is room for many sectors to invest in this category. Those that came in last were plastic and rubber with 3.2% of the total possible answers; wholesale trade (4.3%); education (7.1%); chemicals and petrochemicals (9.2%) and specialized services (10.6%). If the maximum score obtained in 2011 by all the sectors surveyed in the nine different areas is considered, the reader will notice that renewable energy sources stood in last place among those nine sectors with 36.4% of the total possible score. This shows that, despite the many natural resourcebased energy sources already being used by all segments, there is still a lot of room for investments in processes and technological innovation.  0 www.analise.com

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Análise Environmental Management’s index in the renewable sources category in 2011 for all 28 sectors analyzed Oil and gas 36% Energia elétrica 34% Telecommunications 30% Paper and pulp

10

29% Mining 29% Roadway concessions 28% Beverages and tobacco 28% Pharmaceuticals and cosmetics 27%

of the 28 analyzed segments, including oil and gas, claimed to use wind energy

Sugar and alcohol 27% Food products 26% Banks 22% Retail trade 18% Water and sanitation 17% Electronic equipment 16% Autos and auto parts 15% Textile, leather and clothing 14% Transport and logistics 14% Mechanical 13% Metallurgy and steelmaking 13% Construction and decorative materials 11% Telecom and IT 11% Construction and engineering 11% Medical services 11% Specialized services 11% Chemical and petrochemical 9% Education 7% Wholesale trade 4% Plastics and rubber 3%

90%

of retail companies said in 2011 that they use solar energy

21%

of the chemical and petrochemical producers use hydrogen as an energy source

RIO+20 special EDITION

179


Hélvio Romero/AE

WASTE

From cans to PET and cardboard: Brazil stands out in recycling of specific packaging but only reaches 12% of total waste produced

Waste management practices reflect the new law The sectors that handle electronic trash and construction materials stood out in the progress made in solid waste treatment policies in the last five years, specially between 2011 and 2010 Versão português pág. 64

Index from 2007 to 2011

21

sectors progressed in waste management

1

sectors remained the same

6

sectors regressed

I

n force since August 2010, but with a forecast to be fully implemented in all productive sectors by 2014, the National Solid Waste Policy is already having an effect on the performance of sectors that handle

180

RIO+20 special EDITION

large amounts of waste. Among the 28 sectors surveyed by Análise Editorial between 2007 and 2011, the group of five sectors that most evolved in terms of waste treatment was electronics, construction and engineering. The calculation is not difficult to understand. Brazilians throw away 7 million TVs and 5.5 million computers every year. And in 2010, around 31 million tons of trash came from the waste of construction and demolition according to the Brazilian Association of Public Cleaning and Special Waste Companies (Abrelpe). The methodology for the calculation of the index considers what practices

are adopted by companies with regard to monitoring and allocation of waste from their process, solid waste as well as noise and vibration. One of the points considered is the establishment of reduction and recycling targets and the implementation of technology for reuse in the production process. The relevance of each action is measured according to the specific impact of each of the 28 business activities analyzed, which enables the different economic activities to be compared. In this indicator, the electronics industry leads the group with the percentage of total possible responses ranging from 53% in 2007 to 70.3% in 2011. www.analise.com


WASTE

The sector’s performance in waste has risen steadily year by year. However, it rocketed between 2011 and 2010 to 64.7% . The electronic equipment sector grew in absolutely all areas related to solid waste, effluents and noise and vibration. The amount of companies that decided to monitor the waste of their productive process grew from 81.3% to 94.9%; and those that implemented reuse increased from 31.3% to 69.2%. In turn, those that adopted reduction targets jumped from 64% in 2008 (the year in which this question, in particular, was included in the questionnaire) to 87.2% in 2011. In addition, respondents that established recycling targets increased from 62.5% to 66.7%; a process to reduce generation, rose from 75% to 84.6% and selective garbage collection, from 87.5% to 100% between 2007 and 2011. In addition, companies with investments in new technologies aimed at reducing generation grew from 62.5% to 69.2%; those with a process to reduce the environmental impact went from 75% to 82.1%; and with a guarantee of its full compliance with handling, treatment and allocation from 87.5% to 94.9% in the period. Significant changes were also registered in relation to wastewater from 2007 to 2011. With the percentages here always representing the amount of participants, monitoring with indicators rose 68.8% to 92.3%; reuse grew from 12.5% to 53.8% and recycling targets from 12.5% to 30.8%. Companies with processes to curb generation went from 37.5% to 71.8%; investments in new technologies from 37.5% to 56.4%; treatment units from 62.5% to 92.3%; and guarantee of legal compliance from 68.8% to 87.2%. In relation to noise and vibration, the numbers for monitoring were 76.9% and 89.2%; the process to reduce generation from 61.5% to 75.7%; investment in new technologies from 53.8% to 70.3%; and a process to reduce the impact from 61.5% to 64.9%. Oil and gas appeared in second place and its percentage of total possible responses rose from 41.58% to 58.33% between 2007 and 2011, however, not steadily year by year. The greatest challenge of the sector was to handle www.analise.com

Changes of the sectors The charts below show the five groups that most advanced and that least advanced in waste management practices between 2007 and 2011

Those that most advanced 72% 72

Electronic equipment +17 Oil and gas +17

59

Construction and Engineering +13

46

Transport and logistics +18 33

Roadway concessions +19

20

77 2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011

Those that least advanced 72% 72

62 62

52 52

banks (-20) Wholesale trade (-25) Telecommunications

42 42

(-8) Education (-34)

32 32

22 22

Specialized services (-6) 2007

2008

2009

2010

2011 RIO+20 special EDITION

181


WASTE

oily sludge which, due to its high toxicity, cannot be processed in the same way as other waste. Let’s see, then, the practices that stood out, with the percentages referring to the amount of respondents. Monitoring grew from 66.7% to 88%; reuse from 25% to 56%; and recycling targets from 41.7% to 80%. As for the process to reduce generation, companies grew from 58.3% to 64%; in investments from 33.3% to 56%; and with a process to reduce the environmental impact from 41.7% to 56%. Those with guarantee of legal compliance jumped from 50% to 92% between 2007 and 2011. In terms of waste, special care must be taken with the treatment of wastewater deriving from the refining and oil drilling process. Companies with monitoring went from 58.3% to 84%; with reuse from 33.3% to 64%; process to reduce generation from 41.7% to 60%; investments in new technologies from 33.3% to 60%; and treatment units from 66.7% to 72%. In relation to noise and vibration, the numbers for monitoring went from 42.9% to 87.5%; the process to reduce generation from 57.1% to 58.3%; and investments from 42.9% to 58.3% in the period.

has to deal with, especially after the reverse logistics provided in the National Solid Waste Policy, refers to the return of packaging used to transport materials. Probably for this reason, the sector evolved in all practices related to solid waste. With the percentages referring to the number of respondents, between 2007 and 2011, monitoring rose from 38.1% to 71.1%; and reuse from 9.5% to 36.8%. The amount of companies that adopted reduction targets increased from 30% (2008) to 52.6% at the end of the period. Meanwhile, between 2007 and 2011, those with recycling targets jumped from 33.3% to 52.6%. As for the process to reduce generation, companies grew from 28.6% to 50%; in selective col-

Corporate actions to manage waste disposal The three most widespread actions on waste disposal in 2011 Does selective collection

92%

Has guaranteed Monitoring allocation with indicators

83%

80%

New waste law affects transport sector Ranked in third, the percentage of transport and logistics in the total possible answers rose from 30.11% in 2007 to 48.15% in 2011. The sector’s performance did not grow steadily year by year and in 2009 registered 38.4% against 39% in 2008. It is interesting to note that the three areas that complete the group of those that most evolved in waste, in other words, transport and logistics, road concessions and construction an engineering, were also included among those that most developed in regard to the definition of a corporate environmental policy in the period (see more on page 152). This correlation is natural, since, as it were, one practice leads to another. Returning to transport and logistics, one of the challenges that the sector 182

RIO+20 special EDITION

lection from 66.7% to 89.5%; and in investments from 9.5% to 28.9%. Participants with a process to reduce environmental impact went from 42.9% to 63.2% and with a guarantee of full legal compliance jumped from 57.1% to 81.6% in the period. In terms of effluents, companies with monitoring went from 28.6% to 52.6%; with reuse from 23.8% to 34.2%; process to reduce generation from 19% to 57.9%; investments in new technologies from 14.3% to 39.5%; and legal compliance from 47.6% a 60.5%. In relation to noise and vibration, the numbers for monitoring were 47.4% to 62.9%; the process to reduce generation from 26.3% to 40%; investments from 26.3% to

37.1%; and a process to reduce impact from 15.8% to 45.7%.

Concern is new for some of the segments In fourth place appears road concessions, whose percentage in the total possible responses increased from 8.7% in 2007 to 17.8% in 2011. The sector evolved continually from year to year but it started off from a very low base level with environmental management gaining ground only after the privatizations. In regard to solid waste, it began with no specific action defined in 2007 for various practices, reaching 2011 with the following percentages of companies in: monitoring (16.7%), reuse (33.3%), recycling targets (16.7%), process to reduce generation (33.3), investments (20.8%) and guarantee of full legal compliance (70.8%). The amount of companies that adopted selective collection increased from 75% to 91.7%; and a process to reduce environmental impact, from 25% to 66.7% in the same period. Those that chose a reduction target increased from 22.2% in 2008 to 33.3% in 2011. In relation to wastewater, it also began with virtually no action in place in 2007 with the following percentages of participants in 2011: monitoring (20.8%), a process to reduce generation (12.5%) and treatment units (37.5%). In the guarantee of full legal compliance, the respondents grew 25% in 2007 to 62.5% in 2011. In relation to noise and vibration, no company did monitoring, investments or procedures to reduce environmental impact in 2007. In 2011, however, the amount of participants who adopted such actions, was respectively 20.8%, 20.8% and 29.2%. The procedures to reduce generation fell from 50% to zero in the period and practices not mentioned were not implemented in any year.

Reuse of materials increased in construction The fifth place was occupied by construction and engineering and its perwww.analise.com


WASTE

centage in the total possible responses rose from 41.8% in 2007 to 54.8% in 2011. The sector registered an almost steady growth in all years but rose sharply between 2010 and 2011 (start of the National Solid Waste Policy), when it hit 46.1%. With the percentages referring to the number of respondents, between 2007 and 2011, monitoring rose from 66.7% to 87.7%; and reuse from 20% to 68.4%. The amount of companies that adopted reduction targets increased from 26.9% (2008) to 50.9% at the end of the period. Meanwhile, between 2007 and 2011, those with recycling targets jumped from 46.7% to 59.6%. As for the process to reduce generation, companies grew from 40% to 68.4%; in selective trash collection from 80% to 98.2%; and in investments from 33.3% to 43.9%. Participants with a process to reduce environmental impact went from 66.7% to 75.4% and with a guarantee of full legal compliance jumped from 66.7% to 82.5% in the period. In wastewater, companies with monitoring grew from 53.3% to 61.4%; reuse from 6.7% to 40.4%; and recycling targets from 0 to 7%. Companies with processes to curb generation went from 33.3% to 57.9%; investments in new technologies from 26.7% to 29.8%; treatment units from 53.3% to 64.9%; and legal compliance from 60% to 71.9%. In relation to noise and vibration, the numbers for monitoring fell from 73.3% to 59.3%. However, those with a process to reduce generation, grew from 40% to 53.7%; in investments from 33.3% to 38.9%; and procedures to reduce environmental impact from 53.3% to 59.3%. The following are the five sectors that least evolved between 2007 and 2011: education, which dropped from 65.6% to 31.8%, wholesale trade, from 59% to 34%; banks, from 66.2% to 45.6%, telecommunications, from 40.9% to 33.1%; and specialized services from 36.3% to 30.5%. But, unlike most of the sectors above, their businesses are not as strongly linked to the generation of waste. If we consider the nine topics analyzed, waste occupied 4th place among them, 72.8% of the total possible score.  0 www.analise.com

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Análise Environmental Management’s index in the waste category in 2011 for all 28 sectors analyzed Mining 75% Metallurgy and steelmaking 73% Textile, leather and clothing 72% Beverages and tobacco 72% Construction and decorative materials 71% Plastics and rubber 70% Electronic equipment 70% Pharmaceuticals and cosmetics 70% Autos and auto parts 70% Paper and pulp 66% Chemical and petrochemical 64% Mechanical 61% Food products 58% Oil and gas 58% Construction and engineering 55% Medical services 51% Water and sanitation 50% Sugar and alcohol 48% Transforte e logística 48% Banks 46% Electricity 45% Retail trade 45%

79%

of the banks said they implement selective garbage collection and 25% have recycling targets

Telecom and IT 42% Wholesale trade 34% Telecommunications 33% Education 32% Specialized services 31% Roadway concessions 28% RIO+20 special EDITION

183


BRAzIL: FROM ECO-92 TO RIO+20

wealth DIStRIBUtION Versão português pág. 68

I

n the past 20 years, Brazil has taken effective steps towards better distributing its income and reducing social inequality. In 1992, the C class represented little more than 32% of the country’s population. In mid-2012, the middle class represented half of Brazil’s population, strengthened by those that moved up from the poverty level. One of the measures that contributed to this change

was the “Bolsa Família” (Family Allowance) program, classified as the largest income distribution program in the world by the International Labour Organization (ILO), in operation since 2003. The “Brasil Carinhoso” (Affectionate Brazil) program, which complements the program to expand the income of extremely poor families and for those with children up to six years of age, was approved in 2012.


leonardo wen/folhapress

8,5% 13,5mln 93% of Brazil's population lives below the poverty line in 2012. In 1990, it was 26%

is the number of families in the "Bolsa Família" program. Since 2005, participants increased by 43%

of Brazilian households had a refrigerator in 2010. In 2000, the index was 83%.

REFRIgERATORs And OvEns On dIspLAy AT ThE ELdORAdO MALL In sãO pAuLO


EMISSIONS

A sharp growth in emission control Companies in the commerce and services sectors saw the most growth in implementing actions to reduce greenhouse gas emissions Versão português pág. 70

Index from 2008 to 2011

22

sectors progressed in emissions management

2

sectors remained the same

4

sectors regressed

R

etail trade, electronic equipment, information technology, oil and gas and pharmaceuticals and cosmetics. These were the five sectors that most evolved in terms of emissions and climate from 2008 to 2011 in the survey conducted by Análise Editorial in which the largest Brazilian companies were asked to answer questions about their environmental practices. All these sectors recorded growth in the deployment of at least three actions to control air emissions, have or plan to implement a corporate policy aimed at climate change and also develop a project to reduce the emission of greenhouse gases (GHGs). Moreover, they have another feature in common: between 2008 and 2011, they recorded a steady growth in the implementation of actions. The methodology for the calculation of the ANÁLISE ENVIRONMENTAL MANAGEMENT index takes into consider-

ation which practices are adopted by companies in relation to actions for the measurement and reduction of atmospheric emissions. The relevance of each action is measured according to the specific impact of each of the 28 business activities analyzed, which enables the different economic activities to be compared. 186

RIO+20 special EDITION

The leader, retail trade, accounted for 19.9% ​​of the total possible responses in 2008 and 40.1% in 2011 (20.2 percentage points). The amount of companies that decided to monitor air emissions through indicators rose from 18.8% to 65% and those that implemented the process to slow down generation rose from 37.5% to 65% and those that invested in new technologies to reduce generation jumped from 12.5% to 60%. In addition, respondents who adopted the process to reduce their environmental impact grew from 31.3% to 80% in the period. As for a corporate policy focused on climate change, the amount of participants that claimed to have it went from 12.5% ​​to 26.1%, and those who wish to implement it, rose from 6.3% to 13%. To complete this positive scenario, companies that develop some kind of GHG emission-reducing project rose from 31.3% to 52.2%. Electronic equipment, ranked in second place, stands not far behind since it has invested in greener raw material. The score of the sector, from 37% of the total possible responses in 2008, rose to 54.7% in 2011 (+17.7 percentage points). Experts say the industry has stood out lately due to its use of less polluting materials. This initiative is apparent in the answers. The percentage of respondents who decided to monitor their atmospheric emissions rose from 65.2% to 88.6%. Those that implemented a process to slow down generation rose from 39.1% to 71.4% and those that invested in new technologies to reduce generation jumped from 47.8% to 57.1%. Concurrently, companies that adopted the process to reduce their environmental impact grew from 52.2% to 68.6% in the peri-

od. As for the corporate policy focused on climate change, the companies that claimed to have it went from 44% ​​to 71.8%, and those who wish to implement it, rose from 4% to 5.1%. As for projects to reduce GHG emissions, respondents increased from 44% to 69.2%. Moreover, in 2008, no company in the electronics sector had the green seal, in other words, had been certified by a third institution to adopt practices to neutralize carbon emissions. In 2011, this percentage was 2.6%. The next sector, information technology, is also attempting to lessen its impact on the ozone layer by using greener materials. In addition, it is among those that most progressed because it started from a low level in 2008, with 17.5% of the total possible responses. In 2011, however, it reached 33.9% (+16.4 percentage points). The amount of companies that decided to monitor air emissions through indicators rose from 14.3% to 62.5% and those that implemented the process to slow down generation rose from 28.6% to 37.5% and those that invested in new technologies to reduce generation jumped from 28.6% to 50%. As for the corporate policy focused on climate change, the amount of participants that claimed to have it went from 11.1% ​​to 10%, and those who wish to implement it, rose from 22.2% to 40%. The respondents who developed a project to reduce GHG emissions rose from 33.3% to 60%, and those with a green seal, from zero to 10%. In fourth place came oil and gas, whose initiatives to reduce emissions are part of its own business. The sector registered an increase from 38.6% to 54.6% between 2008 and 2011 (+16 percentage points). The amount of companies that decided to monitor air emissions rose from 57.1% to 84% and those that implemented a process to slow down generation rose from 57.1% to 68% and those that invested in new technologies and to reduce generation jumped from 50% to 64%. As for climate change policies, the companies that claimed to have it rose from 21.4% to 52%. As for projects to reduce GHG emissions, the respondents increased from 42.9% to 76%. www.analise.com


EMISSIONS

And companies that had the green stamp went from 7.1% to 16%. The segment of pharmaceuticals and cosmetics, in fifth place, has invested heavily in environmental appeal actions, including several marketing campaigns focused on the subject. This explains the positive performance of its score, which rose from 43.2% in 2008 to 54.2% (+11 points). The amount of companies that decided to monitor air emissions through indicators rose from 65.4% to 91.3% and those that implemented the process to slow down generation rose from 46.2% to 69.6% and those that invested in new technologies to reduce generation jumped from 42.3% to 73.9%. Concurrently, companies that adopted a process to reduce their environmental impact grew from 65.4% to 78.3% in the period. In terms of companies that have corporate policies aimed at climate change, the amount of participants increased from 44.4% to 50%. Lastly, respondents that develop some kind of project to reduce GHG emissions, rose from 55.6% to 70.8%. The amount of participants in most of these five sectors, rose throughout the survey between 2008 and 2011. Retail companies jumped from 16 to 23; those in the electronics sector jumped from 25 to 39 and those in Information Technology from 9 to 10 respondents. Oil and gas jumped from 14 to 25 and pharmaceuticals and cosmetics, from 27 to 24.

Already–established areas grow only slightly Out of the five sectors that least evolved in the period, three of them, banks, beverages and tobacco, and paper and pulp, registered a performance that was well above the average of the 28 sectors analyzed in the years between 2008 and 2011. Such average was 36.9% in 2008 and 41.8% in 2011: banks were the segment with the greatest slowdown of the five that least evolved, falling from 69.2% of the total possible responses in 2008 to 52.4% in 2011 (-17 percentage points). However, they are not among the major emitters, and in the list of 2011, ocwww.analise.com

Changes of the sectors The graphs below show the five sectors that most and least progressed in control and reduction of emissions from 2007 to 2011

Those that most advanced 55% 55

Oil and Gas +16

47

Electronic equipment

39

Pharmaceuticals and cosmetics +11

+18

Retail Trade +20

31

Telecom and IT +16 23

15 15 2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011

Those that least advanced 75% 75

62 62

Paper and pulp

(+1) banks (-17)

49 49

36 36

Beverages and Tobacco

(-11)

Plastics and Rubber

(-3)

23 23

Wholesale trade (-10)

10 10 2008

2009

2010

2011 RIO+20 special EDITION

187


EMISSIONS

Corporate actions to manage fossil fuel usage The three most widespread actions in relation to fossil fuel in 2011 Monitoring with indicators

64%

Reduction target

47%

Has a structured program

30%

57.1% to 80%, and those that invested in new technologies, whose amount of participants rose from 57.1% to 73.3%. In addition, respondents who claimed to have a policy aimed at climate

change grew from 14.3% to 22.2%, and those with projects to reduce GHG emissions from 23.8% to 27.8%. Paper and pulp remained almost stable between 2008, with 55.3%, and 2011, with 55.4%, which indicates a stable implemented policy. In 2011 the sector continued 13.7 percentage points above the average of the 28 areas under study. The companies of the sector that use indicator monitors rose from 89% to 100% in the period, and those that obtained the green stamp from 5.6% to 9.1%. The amount of participants among the five groups that least evolved varied throughout the survey. Banks jumped from 15 to 24. Beverage and tobacco companies went from 14 to 13 participants, wholesalers from 4 to 8 respondents, plastics and rubber manufacturers from 21 to 18 and paper and Marcos Issa/Argosfoto

cupied seventh place. Then came beverages and tobacco, dropping from 57.1% to 46.6% (-10.5 percentage points) in the period, in particular for the monitoring of their emissions with indicators. Companies that adopted this practice in the sector rose from 78.6% in 2008 to 92.3% in 2011. Wholesalers dropped from 21.4% to 11.6% (-9.8 percentage points). The respondents that decided to monitor their emissions, however, rose from 25% to 50%, while those that implemented procedures to reduce generation remained stable at 25%. The score of the total possible answers for the plastic and rubber sector fell from 39.9% to 36.5% (-3.4 percentage points) between 2008 and 2011. The highlight of the sector was the companies with a process to reduce environmental impact, jumping from

Transports and logistics: The sector accounts for around 9% of Brazil’s total annual greenhouse gas emissions 188

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


EMISSIONS

pulp producers from 18 to 11.

Mining companies and the paper sector lead in 2011 The analysis of the performance of the 28 economic sectors last year shows that the difference between first place and last is very large. These differences, however, should be viewed with caution, as some sectors have many more problems with emissions than others. Mining companies appear at the top of the list and face the challenge of managing the atmospheric emission of particulate matter, with 65.5% of the total possible responses in 2011. In accordance with the information gathered by Análise Editorial, all the companies of the sector monitor their emissions with indicators and 85.2% develop processes to reduce GHG emissions. Furthermore, 88.9% of the companies implement processes to reduce the environmental impact of their production and invest in new technologies. In 2011, 63% of the companies of the sector have a corporate policy aimed at the matter of climate change. Currently, the control of air emissions with monitoring and reduction in particulate matter is also the main challenge of the paper and pulp industry, which came second in 2011, with 55.4% of the total possible responses. Currently, all participants monitor their emissions with specific indicators. And another 63.6% implement processes to reduce generation by investing in new technologies and have plans to reduce GHG emissions. In addition, 72.7% adopt procedures to reduce their environmental impact and 9.1% have earned the Green Seal. If the maximum score obtained in 2011 by all the sectors surveyed in the nine different areas is considered, the reader will notice that emissions stood in fifth place with 65.5% of the total possible score for the answers. It stood behind the implementation of corporate policies for environmental management (94%), water use (93.1%), green areas (75.1%), energy efficiency (79.9%) and waste management (72.8%).  0 www.analise.com

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Análise Environmental Management’s index in the emissions category in 2011 for all 28 sectors analyzed Mining 66% Paper and pulp 55% Electronic equipment 55% Oil and gas 55% Pharmaceuticals and cosmetics 54% Sugar and alcohol 53%

Banks 52% Construction and decorative materials 52% Electricity 51% Chemical and petrochemical 50% Food products 48% Metallurgy and steelmaking 48% Autos and auto parts 48% Beverages and tobacco 47% Transport and logistics 42%

78%

of the steel mills claim they are investing in new technologies to reduce air emissions

Textile, leather and clothing 41% Retail trade 40% Plastics and rubber 37% Telecommunications 35% Telecom and IT 34% Construction and engineering 34% Mechanical 32% Education 30% Water and sanitation 30% Medical services 27% Roadway concessions 22% Specialized services 22% Wholesale trade 12%

13%

of transport and logistics companies have a corporate policy focused on climate change RIO+20 special EDITION

189


GREEN AREAS

lower impact sector plants more trees Sectors that cause less environmental impact advance more in the preservation of native green areas and tree-planting programs Versão português pág. 74

18

sectors progressed in green areas management

2

8

sectors regressed

sectors remained the same

T

he business sectors whose activities have medium or little environmental impact are adhering more to treeplanting programs, a practice led traditionally by sectors of greater environmental impact. According to Análise Editorial’s survey carried out between 2007 and 2011 in 28 business areas, the segment that most advanced in relation to the planting of green areas was beverages and tobacco, considered a medium impact activity by the Brazilian Environmental Institute (Ibama). The calculation methodology for the index takes into consideration what practices are most adopted by companies in the voluntary conservation of green areas and tree planting programs. The relevance of each action is measured according to the specific impact of each of the 28 business activities analyzed, which enables the different business activities to be compared. In 2011, the beverage and tobacco sector reached 67.7% of the total possible score for the responses, against 35.6% in 2007. This represents a growth of 32 percentage points. The electronic equipment sector, also of medium impact, comes in second place with 49% in 2011 against 30% in 2007 or an increase of 19

190

RIO+20 special EDITION

percentage points in the period. The plastic and rubber sectors, of low impact, follows with 42.6% in 2011, up from 25.6% in 2007, with a gain of 17 percentage points; and construction and decoration materials, generally of medium impact, went from 47.3% to 61.2% or a positive variation of 13.9 percentage points over the five-year period of the survey. The fifth mostengaged sector in tree planting was telecommunications, which went from 11.9% to 22.8% in the period, up 11 percentage points.

Juca Varella/Folhapress

Index from 2007 to 2011

After analyzing the scores, we noticed that the difference between first place, beverages and tobacco, and second, electronic equipment, is large, equal to almost 13 percentage points. The gap between the top position and third place, plastics and rubber, exceeded 15 percentage points and, in relation to the fifth place, telecommunications, it exceeded 21 percentage points. As such, these results reflect the fact that medium-environmental impact sectors are striving to improve their performance in green areas, in order to reduce the gap that separates them from high-impact sectors that have a tradition in this area, such as mining and paper and pulp. To give a better idea, the amount of companies of these five sectors in 2011 that had a tree-planting program in place as spontaneous contribution ranged from 42.3% to 72.7% depending on the segment. Interestingly, in 2008, the year of the global crisis, with the exception of the leader, beverages and tobacco, the

Green Alert: Only 11.62% of the original Altantic Forest still remains in the country www.analise.com


GREEN AREAS

next three sectors registered a drop in their performance, and then rose continuously until 2011. In fifth place, telecommunications, registered low numbers in 2008 as well as in 2010. The amount of participants in these five areas increased in the period in which Anรกlise Editorial conducted its survey. Beverage and tobacco companies jumped from 12 to 13 from 2007 to 2011. Electronic equipment makers went from 16 to 39 participants and plastic and rubber registered an increase from 13 to 18 throughout the five-year period. In turn, construction material registered a zero variation with 11 companies in 2007 as well as in 2011 and telecommunications rose from 9 to 12 participants in the period.

Ethanol sector drops from top position to fifth in 2011 If taking into consideration the evolution, the group that most reduced its performance in the tree-planting area, out of the 28 participants, was the sugar and alcohol sector. Out of the 86.7% of the total possible score for the responses in 2007, it dropped to 54.7% in 2011, declining 32 percentage points. In the overall picture, however, we must consider that sugar and alcohol has had a high score since the start of the period. On average between 2007 and 2011, the sector accounted for 69% of the possible total, placing it in second place when it comes to the green areas maintained by the 28 sectors. Since this sector depends on the use of soil for its business, it has to comply with several regulations. Therefore, it is justifiable for it to register a high tree-planting percentage. If considering the year of 2011 alone, its performance led it to the top five in this category. However, the international financial crisis that struck in 2008 may have led the industry to cut part of the green areas it maintained beyond its legal requirements. Next is the mechanical sector, in 27th place, which fell from 46.7% to 24.1% in the period (-22.5 percentage points). Information technology then appears in 26th, down from 37.3% www.analise.com

Changes of the sectors The graphs below show the five sectors that most and least progressed in the preservation of green areas from 2007 to 2011

Those that most advanced 70% 70

Beverages and Tobacco +32 Construction and Decorative Materials +14

57

Electronic equipment +19

44

Plastics and rubber

+17

31

Telecommunications

+11

18

5 2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011

Those that least advanced 88% 88

72 72

Sugar and alcohol

56 56

(-32)

Electricity (-16) 40 40

Textile, leather and clothing (-14) Mechanical (-23)

24 24

Telecom and IT

(-17)

88 2007

2008

2009

2010

2011 RIO+20 special EDITION

191


to 20% (-17.3 percentage points); electricity, in 25th, which went from 63.1% to 47.3% (-15.8) and the textile, leather and clothing sector, in 24th, which went from 48.7% to 35% (-13.7 percentage points). The environmental impact caused by these segments, however, is average, except for the leather industry and for certain activities in the electricity sector. However, the sum of all the scores in the electricity sector in the five years of the survey enabled it to reach seventh place. The evolution of these five segments did not occur uniformly. Sugar and alcohol declined steadily in all the years analyzed, while the mechanical sector recorded an almost continuous decline, only rising slightly, from 37.3% in 2008 to 37.8% in 2009. The performances of the information technology and electricity sectors dropped from 2007 to 2010 and rose in 2011. The performance of textiles, leather and clothing, in turn, fluctuated throughout the period. The amount of participants in these five areas also grew during the fiveyear survey. Sugar and alcohol companies jumped from 13 to 34 from 2007 to 2011. The mechanical industry went from 6 to 13 participants and information technology registered an increase from 5 to 10 participants in the fiveyear period. The amount of companies in the electricity sector almost tripled from 28 in 2007 to 78 in 2011; concurrently, the textile, leather and garment sector rose from 13 to 16 participants in the period.

Share of companies that plant trees grows The share of companies that have planting programs excluding for raw materials 68,0

68%

64,5

64,5

67%

61,0 61

57,5

57,5

54,0

2007

192

2011

RIO+20 special EDITION

alberto césar araújo/folhapress

GREEN AREAS

Agribusiness: The amount of companies that maintain native green áreas voluntarily dropped from 73% to 26% from 2007 to 2011

96% of mining companies have tree-planting programs When the performance of the 28 business segments in 2011 is analyzed, we notice that the difference between those in first place and those in last place is very big. These results, however, should be viewed with caution, since, as mentioned earlier, some areas impact the environment more than others and, therefore, need to follow stricter tree-planting regulations. This is the case of the mining industry, which tops the list in the five years of the survey. In 2011, it registered the highest percentage in the total possible score for the responses, with 75%. According to the data collected, analysts polled by Análise Editorial estimated that to minimize the negative aspects, there is also a concern with the company image in relation to the surrounding communities. Consider the information collected: in the question

that asked if they had a tree-planting program in place, 96% of the mining companies said yes. In reference to the purpose of the planting tree programs, none of the companies answered that the goal was to neutralize emissions in order to become “carbon zero.” A remedial action for other environmental impacts was reported by 15.4% of the participants. Production of raw material and input for activities stood at 3.8%. Spontaneous contribution was the most chosen response, reported by 50% of the respondents. In the third and last question, 81.5% of the mining companies answered “yes” on the question about voluntarily maintaining native forests under their control. It is interesting to note also that the performance of the mining industry, as well as other sectors, was probably also affected by the global crisis. In the year-by-year analysis, we found that 73.3% of the total possible responses registered in 2007 rose to 75.6% in www.analise.com


GREEN AREAS

2008 before falling to 70.8% in 2009. Since it is a sector that exports commodities, it cannot help being affected by the slowdown of the international market and it possibly had a hard time maintaining its high percentage of green areas. In terms of the performance of the five areas that most stood out in 2011, the difference of the mining sector was 7.4 percentage points more than the second place candidate, beverages and tobacco, with 67.7%. Then comes construction and decoration materials, with 61.2%, water and sanitation, with 57.3%, sugar and alcohol, with 54.7% and education, with 50.8%. Moreover, the area that registered the lowest result in 2011 was that of medical services, with 15.8%. But this does not mean that the sector is not concerned about green areas. We must remember that this is an activity that is not linked to land use. But even so, for the question about having or not a tree-planting program, 68.4% of the companies of the area said “no.” None responded that such planting was intended to neutralize emissions to become “carbon zero.” The remedial action by other environmental impacts was reported by 16.7% of the participants and planting as a spontaneous contribution was reported by 50% of the respondents. No medical services company said that it voluntarily maintains a native forest under its control. The sectors that least stood out in the tree-planting area in 2011 were specialized services (18.8%), retail (18.8%), information technology (20%) and transport and logistics (21.9%). However, likewise to medical services, the performance of these activities and their production is not linked to the need for land or deforestation. If the maximum score obtained in 2011 by all the sectors surveyed in the nine different areas is considered, the reader will notice that green areas stood in fourth place with 75% of the total possible score for the answers. It stands ahead only of the topic renewable energy sources. This shows that, given the scale, there is still room for an increase in tree-planting practices to make Brazil even greener.  0 www.analise.com

The sectors in 2011

The graph below shows the value of Análise Environmental Management’s index in the green areas category in 2011 for all 28 sectors analyzed Mining 75% Beverages and tobacco 68% Construction and decorative materials 61% Water and sanitation 57% Sugar and alcohol 55% Education 51% Roadway concessions 50% Paper and pulp 50% Electronic equipment 49% Chemical and petrochemical 48% Food products

55%

of construction material companies have a native green area voluntarily under their control.

48% Electricity 47% Metallurgy and steelmaking 46% Oil and gas 45% Plastics and rubber 43% Autos and auto parts 42% Pharmaceuticals and cosmetics 36% Textile, leather and clothing 35% Construction and engineering 32%

79%

of the concessionaires plant trees to offset other environmental impacts

Banks 29% Wholesale trade 24% Mechanical 24% Telecommunications 23% Transport and logistics 22% Telecom and IT 20% Specialized services 19% Retail trade 19% Medical services 16%

25%

of telecom companies that plant trees do so to offset emissions and become "zero carbon" RIO+20 special EDITION

193


INDUSTRY

WATER AND TRASH bruno veiga/divulgação petrobras

b

razil’s industrial sector has two main targets in relation to the establishment of environmental policies according to the Análise Environmental Management index (see table). The use of water and the disposal of waste stand out in the index (which ranges from 0 to 100%), together with a general concern for environmental management policies. From 2007 to 2011, actions targeted at using less water were those that most progressed, together with measures to boost energy efficiency. The use of renewable energy sources was the area that least developed out of the nine categories analyzed. Versão português pág. 78

Industrial complex in Urucu, Amazonas state 194

RIO+20 specIal eDITION

www.analise.com


INDUSTRY

industry in 2011

The performance of the sector in nine categories of the Environmental Index

Environmental management

89%

76%

Water 68%

Waste 52%

Energy Efficiency

50%

Emissions

94%

46%

Green Areas ISO 14000

45%

Stakeholders

45%

is the rate reached by mining companies in the environmental management index, the highest in the industrial sector

18%

Renewable Sources

Progress in industry The four categories that registered the greatest growth in the index

90 90 environmental management +5

Water +10

78 78

66 66

Waste

of the paper and pulp companies have formal targets in place to cut water consumption

energy efficiency +8

54 54

42 42

+6

91%

2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011 www.analise.com

RIO+20 specIal eDITION

195


SERVICES

POLICIES AND RELATIONSHIP

b

Management’s index (see table). The nature of the sector’s business, mostly of low environmental impact, justifies the results of the index (which ranges from 0 to 100%). Together with the industrial sector, the services sector is the area most concerned with its relationship with stakeholders in that which refers to its environmental policies.

razil’s service sector, unlike the other three business sectors analyzed in this edition, aims its environmental actions on the implementation of management policies instead of specific points such as use of energy, natural resources or the preservation of green areas, according to Análise Environmental

Versão português pág. 80

services in 2011

The performance of the sector in nine categories of the Environmental Index

Environmental management

84%

55%

Water

44%

Stakeholders 38%

Energy Efficiency

37%

Emissions

of construction and engineering companies require proof from their suppliers of the adoption of environmental management procedures

36%

Green Areas 28%

ISO 14000 Renewable Sources 196

58%

45%

Waste

RIO+20 specIal eDITION

20%

www.analise.com


Overview of a call center in TaubatĂŠ, SP nilton Cardin/Folhapress

Progress in services The four categories that registered the greatest growth in the index 56 56

55%

Water +12 44 44

of transport and logistics companies have reduction targets for fossil fuel consumption

energy efficiency +9 emissions +7

32 32

reneWable sources +7 20 20

88

2007

2008

2009

2010

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011 www.analise.com

RIO+20 specIal eDITION

197


TRADE

t

he companies of the Brazilian trade sector are mostly aimed at establishing environmental policies according to Análise Environmental Management’s index (see table). Actions related to water use stood out in the index (which ranges from 0 to 100%) combined with a general concern for the

establishment of environmental management policies. From 2007 to 2011, trade continued relatively the same in that which refers to the implementation of environmental practices in the nine categories analyzed in this edition. The greatest growth in the index occurred in the general implementation of the companies’ management policies. Versão português pág. 82

Shopping Center Norte, in the northern end of São Paulo 198

RIO+20 specIal eDITION

www.analise.com

mateus bruxel/Folhapress

STABILITY


TRADE

Trade in 2011

The performance of the sector in nine categories of the Environmental Index

Environmental management

79%

62%

Water 48%

Waste 41%

Energy Efficiency

39%

Stakeholders

52%

38%

Emissions 24%

Green Areas

of retail companies claimed in 2011 to have waste reuse policies

19%

ISO 14000

16%

Renewable Sources

Progress in trade The four categories that registered the greatest growth in the index

80 80 Environmental management

63%

+4

65 65

of wholesale companies claimed in 2011 to have an environmental policy that is integrated to other company policies

Energy Efficiency

50 50

35 35

20 20

(-1)

Stakeholders

+1

Green Areas 2007

2008

2009

2010

0

2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011 www.analise.com

RIO+20 special EDITION

199


INDúSTRIA AGRIBUSINESS

GREEN AREAS

o

ut of the four business sectors analyzed in this edition, Brazilian agribusiness is the sector most focused on the green area issue according to the Análise Environmental Management index (see table). Water use and the disposal of waste also stood out in the index (which rang-

es from 0 to 100%) and were the points that most progressed between 2007 and 2011. The nature of this sector’s activities justifies the attention it gives to land use. Out of the nine categories analyzed, environmental certification and the use of renewable energy sources are the least developed by agribusiness companies.

Versão português pág. 84

agribusiness in 2011

Performance of the sector in nine categories of the Environmental Index

Environmental management

79%

61%

Water

Green Areas

51%

Emissions

51%

44%

Energy Efficiency

of sugar/alcohol mills stated they have tree-planting programs in place

41%

Stakeholders 27%

Renewable Sources 22%

ISO 14000 200

97%

55%

Waste

RIO+20 specIal eDITION

www.analise.com


paulo whitaker/reuters

Soybean harvest in Tangara da Serra, Mato Grosso do Sul state

Progress in agribusiness The four categories that registered the greatest growth in the index 90 90

85%

environmental management +6%

75 75

of beverage and tobacco producers claimed in 2011 to have actions to promote water reuse

Water

+14

60 60

Waste +9 45 45

stakeholders 30 30

2007

2008

2009

2010

+8 2011

The highlighted numbers indicate the change in percentage points from 2007 to 2011 www.analise.com

RIO+20 specIal eDITION

201


riCardo lisboa/ae

CREDIT

UP AND DOWN

M

ore than 70% of the Brazilian banks surveyed have policies in place to measure environmental risk when granting credit but few apply formal rules or are thorough in the enforcement of these rules in all or part of their processes. This is the conclusion reached by Análise Editorial in 2011 based on the

24 largest financial institutions of the country. The table shows the evolution of Análise Environmental Management’s index for the concession of credit since 2007, when the survey first came out. The index (which ranges from 0 to 100%) shows a decline starting in 2010. The table below shows some of the most common policies used by the banks and the actions that they least adopt.

Versão português pág. 86

202

RIO+20 specIal eDITION

www.analise.com

Board at the São Paulo stock exchange


CREDIT

anĂ lise indeX: environmental Policies for granting credit The index is based on over 50 facts collected from banks. Achieving 100% means that the bank implements a set of policies considered comprehensive by experts in environmental management 59

The drop in the index, from 2010, is due to an increase in the number of banks interviewed. Banks with sound policies have taken part in the survey since its first edition.

%

56

53

50% 50

13

15

2007

number of banks interviewed

2008

the high Points...

14

21

24

2009

2010

2011

The most popular practices and the least adopted actions by banks in 2011

Have credit products with an environmental focus

75%

Have a social/environmental risk policy for granting credit

71%

Encourage the improvement of social/ environmental practices of clients

71%

Apply risk policy in the financing of agribusiness

67%

Monitor clients to check environmental risk policy

62,5%

...and loW Points in credit risk analysis Policies Apply the Equator Principles to projects of less than US$ 10 million

50%

Evaluate environmental opportunities to develop new products

50%

Consider environmental risk for customer’s financial rating

46%

Are a signatory of the Equator Principles

33%

Have specialized professionals for risk analysis in fund management www.analise.com

25%

10

is the average number of professionals per bank who dedicate themselves to analyzing social/ environmental management and risk in the credit area RIO+20 specIal eDITION

203


CLEANUP OPERATION An army of workers, companies and equipment is needed to keep Brazil clean. See who takes part in this gigantic daily task

243,000 tons

45,000 garbage trucks

equivalent to

of garbage are collected daily in Brazil

Paper

Plastics 41% 42%

SELECTIVE COLLECTION

9% 8%

Metal Glass

9.3

28.5

of ot millio her g n arba tons ge

milli

llion

312 thousand

ns o f org

tons

jobs in urban sanitation

JOBS IN 2011

13.5 thousand

tons anic

33 m i

PEOPLE

17.7

on to

garb

age

mil

of ot lion her r ecyc lab

le ga

rbag

e

of de b

ris

57% in private sector cleaning

new jobs in 2011

43% in public sector cleaning 55% were generated in the public sector

45% were generated in the private sector

R$ 21 billion

were generated by the urban sanitation services market in 2011

204

RIO+20 specIal eDITION

59%

of the cities in Brazil have selective trash collection initiatives

90%

was the rate of garbage collection in Brazil in 2011

www.analise.com


Versão português pág. 88

24%

DISPOSAL OF GARBAGE

controlled landfill

58%

landfill

PARTICIPATION IN GARBAGE COLLECTION BY REGION

18% dump

6% 22% 8% 53% 11%

EVOLUTION OF TRASH COLLECTION

EVOLUTION OF HOSPITAL TRASH COLLECTION

Collection of trash in million tons

In thousand tons

54.1 51.4

221

55.5

228

237

209

50.2

46.5 123 2007

2008

2009

2007/2011 growth:

www.analise.com

2010

+8%

2011

2007

2008

2009

2007/2011 growth:

2010

2011

+94%

RIO+20 specIal eDITION

205


RESULTS TABLE

THE NINE INDEXES IN 2011

Versão português pág. 90

Environmental management

Stakeholders

ISO 14001

Water

Energy efficiency

Renewable sources

Waste

Emissions

Green areas

The performance of 28 sectors in nine categories measured by the Análise Environmental Management Index

Autos and auto parts

89%

43%

45%

76%

55%

15%

70%

48%

42%

Banks

74%

33%

-

50%

44%

22%

46%

52%

29%

Beverages and tobacco

91%

54%

41%

85%

60%

28%

72%

47%

68%

Chemical and petrochemical

88%

41%

37%

72%

48%

9%

64%

50%

48%

Construction and decorative materials

88%

46%

43%

80%

51%

11%

71%

52%

61%

Construction and engineering

91%

39%

40%

53%

36%

11%

55%

34%

32%

Education

76%

33%

3%

42%

35%

7%

32%

30%

51%

Electricity

91%

63%

39%

55%

36%

34%

45%

51%

47%

Electronic equipment

93%

47%

54%

83%

57%

16%

70%

55%

49%

Food Products

81%

39%

26%

65%

54%

26%

58%

48%

48%

Mechanical

88%

34%

32%

83%

40%

13%

61%

32%

24%

Medical Services

74%

38%

15%

75%

41%

11%

51%

27%

16%

Metallurgy and steelmaking

90%

43%

49%

75%

43%

13%

73%

48%

46%

Mining

94%

60%

64%

93%

80%

29%

69%

66%

75%

Oil and gas

90%

54%

40%

63%

51%

36%

51%

55%

45%

Paper and pulp

88%

44%

32%

68%

38%

29%

66%

55%

50%

Pharmaceuticals and cosmetics

90%

48%

45%

78%

58%

27%

70%

54%

36%

Plastics and rubber

87%

40%

38%

81%

51%

3%

70%

37%

43%

Retail Trade

72%

38%

18%

58%

38%

18%

45%

40%

19%

Roadway concessions

81%

39%

14%

53%

38%

28%

18%

22%

50%

Specialized services

75%

27%

15%

43%

35%

11%

31%

22%

19%

Sugar and Alcohol

78%

40%

18%

55%

21%

27%

48%

53%

55%

Telecom and IT

76%

34%

40%

47%

28%

11%

42%

34%

20%

Telecommunications

76%

31%

30%

56%

48%

30%

33%

35%

23%

Textile, leather and clothing

82%

36%

24%

68%

56%

14%

72%

41%

35%

Transport and Logistics

83%

36%

24%

48%

41%

14%

41%

42%

22%

Water and Sanitation

81%

45%

25%

79%

40%

17%

50%

30%

57%

Wholesale Trade

64%

22%

17%

48%

38%

4%

34%

12%

24%

Sector

206

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


Results TABLE

Environmental management index Stakeholders Index The progression of the 28 sectors in the environmental management index from 2007 to 2011

The progression of the performance of the 28 sectors in the stakeholder index from 2007 to 2011

Sector

2007 2008 2009 2010

2011

Sector

2007 2008 2009 2010

2011

Autos and auto parts

83%

86%

82%

89%

89%

Autos and auto parts

34%

37%

37%

40%

43%

Banks

84%

90%

76%

66%

74%

Banks

36%

38%

44%

36%

33%

Beverages and tobacco

83%

86%

86%

86%

91%

Beverages and tobacco

50%

49%

51%

46%

54%

Chemical and petrochemical

86%

86%

88%

87%

88%

Chemical and petrochemical

40%

39%

39%

36%

41%

Construction and decorative materials

85%

84%

84%

86%

88%

Construction and decorative materials

37%

41%

42%

44%

46%

Construction and engineering

78%

83%

84%

90%

91%

Construction and engineering

35%

33%

37%

38%

39%

Education

64%

67%

66%

78%

76%

Education

48%

38%

34%

37%

33%

Electricity

86%

88%

87%

89%

91%

Electricity

54%

54%

55%

61%

63%

Electronic equipment

85%

86%

85%

91%

93%

Electronic equipment

35%

38%

39%

42%

47%

Food Products

74%

75%

77%

79%

81%

Food Products

31%

30%

32%

35%

39%

Mechanical

84%

86%

83%

88%

88%

Mechanical

39%

33%

34%

37%

34%

Medical Services

76%

75%

76%

73%

74%

Medical Services

26%

30%

32%

37%

38%

Metallurgy and steelmaking

85%

87%

87%

92%

90%

Metallurgy and steelmaking

42%

40%

44%

45%

43%

Mining

88%

89%

91%

92%

94%

Mining

51%

56%

57%

61%

60%

Oil and gas

83%

84%

85%

86%

89%

Oil and gas

41%

45%

43%

60%

54%

Paper and pulp

79%

81%

78%

86%

88%

Paper and pulp

38%

40%

41%

41%

44%

Pharmaceuticals and cosmetics

85%

82%

85%

88%

90%

Pharmaceuticals and cosmetics

43%

37%

41%

41%

48%

Plastics and rubber

87%

82%

82%

83%

87%

Plastics and rubber

43%

39%

40%

38%

40%

Retail Trade

62%

65%

69%

71%

72%

Retail Trade

30%

33%

37%

39%

40%

Roadway concessions

69%

69%

73%

71%

81%

Roadway concessions

36%

29%

36%

39%

38%

Specialized services

74%

68%

70%

74%

75%

Specialized services

28%

35%

34%

35%

39%

Sugar and Alcohol

72%

78%

77%

87%

78%

Sugar and Alcohol

31%

35%

30%

26%

27%

Telecom and IT

76%

71%

69%

77%

76%

Telecom and IT

30%

25%

23%

23%

34%

Telecommunications

77%

75%

73%

80%

76%

Telecommunications

38%

34%

31%

31%

31%

Textile, leather and clothing

82%

77%

79%

83%

83%

Textile, leather and clothing

47%

39%

37%

38%

36%

Transport and Logistics

73%

75%

79%

86%

83%

Transport and Logistics

28%

33%

35%

37%

36%

Water and Sanitation

80%

75%

78%

74%

80%

Water and Sanitation

45%

43%

47%

42%

45%

Wholesale Trade

70%

75%

79%

72%

64%

Wholesale Trade

20%

29%

31%

29%

22%

www.analise.com

RIO+20 special EDITION

207


REsults TABLE

ISO 14001 Index

Water Index

The progression of the 28 sectors in the ISO 14000 series certification index from 2007 to 2011

The progression of the 28 sectors in the water management and use index from 2007 to 2011

Sector

2008 2009 2010

2011

Sector RAMo

2007 2007 2008 2008 2009 2009 2010 2010 2011 2011

Autos and auto parts

39%

43%

47%

45%

Autos and auto parts

78%

73%

73%

79%

76%

-

-

-

-

Banks

63%

66%

59%

55%

50%

Beverages and tobacco

31%

29%

37%

41%

Beverages and tobacco

71%

76%

89%

84%

85%

Chemical and petrochemical

32% 37% 36% 37%

Chemical and petrochemical

64%

67%

73%

67%

72%

Construction and decorative materials

34%

32%

33%

40%

Construction and decorative materials

81%

81%

82%

83%

80%

Construction and engineering

11%

9%

3%

3%

Construction and engineering

39%

38%

44%

41%

53%

Education

21%

27%

34%

39%

Education

59%

42%

45%

59%

42%

Electricity

39%

46%

49%

54%

Electricity

40%

43%

45%

49%

55%

Electronic equipment

14%

17%

25%

26%

Electronic equipment

64%

68%

76%

79%

83%

Food Products

31%

40%

48%

43%

Food Products

47%

56%

62%

62%

65%

Mechanical

35%

31%

35%

32%

Mechanical

69%

58%

76%

83%

83%

Medical Services

11%

12%

13%

15%

Medical Services

54%

65%

71%

68%

75%

Metallurgy and steelmaking

38%

36%

48%

49%

Metallurgy and steelmaking

71%

73%

74%

78%

75%

Mining

41%

40%

71%

64%

Mining

70%

70%

81%

96%

93%

Oil and gas

27%

33%

26%

40%

Oil and gas

46%

49%

47%

65%

63%

Paper and pulp

25%

38%

31%

32%

Paper and pulp

61%

64%

70%

65%

68%

Pharmaceuticals and cosmetics

27%

34%

37%

45%

Pharmaceuticals and cosmetics

64%

66%

67%

63%

78%

Plastics and rubber

33%

36%

38%

38%

Plastics and rubber

78%

72%

73%

84%

81%

Retail Trade

9%

7%

8%

18%

Retail Trade

67%

50%

52%

73%

58%

Roadway concessions

8%

9%

20%

14%

Roadway concessions

8%

22%

19%

31%

53%

Specialized services

36%

27%

16%

15%

Specialized services

35%

39%

48%

42%

43%

Sugar and Alcohol

20%

21%

16%

18%

Sugar and Alcohol

41%

55%

59%

62%

55%

Telecom and IT

18%

27%

22%

40%

Telecom and IT

62%

51%

49%

45%

47%

Telecommunications

23%

28%

31%

30%

Telecommunications

50%

48%

47%

52%

56%

Textile, leather and clothing

23%

28%

33%

24%

Textile, leather and clothing

68%

68%

73%

79%

68%

Transport and Logistics

16%

22%

22%

24%

Transport and Logistics

34%

39%

46%

45%

48%

Water and Sanitation

13%

22%

20%

25%

Water and Sanitation

43%

69%

71%

76%

79%

Wholesale Trade

8%

8%

18%

17%

Wholesale Trade

58%

55%

55%

45%

48%

Banks

208

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


Results TABLE

Energy Efficiency Index

Renewable Sources Index

The progression of the performance of the 28 sectors in the energy efficiency index from 2007 to 2011

The progression of the performance of the 28 sectors in the renewable sources index from 2007 to 2011

Sector

2007 2008 2009 2010

2011

Sector

2007 2008 2009 2010

2011

Autos and auto parts

45%

46%

48%

52%

55%

Autos and auto parts

15%

6%

9%

13%

15%

Banks

52%

56%

53%

50%

44%

Banks

12%

16%

16%

20%

22%

Beverages and tobacco

50%

52%

63%

59%

60%

Beverages and tobacco

21%

26%

25%

26%

28%

Chemical and petrochemical

44%

43%

47%

41%

48%

Chemical and petrochemical

10%

8%

8%

6%

9%

Construction and decorative materials

60%

54%

63%

57%

51%

Construction and decorative materials

9%

15%

23%

26%

11%

Construction and engineering

24%

27%

28%

32%

35%

Construction and engineering

16%

11%

15%

14%

11%

Education

41%

26%

29%

50%

35%

Education

14%

9%

0%

9%

7%

Electricity

25%

25%

26%

33%

36%

Electricity

28%

25%

27%

29%

34%

Electronic equipment

39%

46%

46%

52%

57%

Electronic equipment

5%

6%

4%

4%

16%

Food Products

41%

42%

45%

45%

54%

Food Products

22%

19%

20%

19%

26%

Mechanical

39%

36%

48%

47%

40%

Mechanical

20%

11%

15%

15%

13%

Medical Services

32%

38%

39%

38%

41%

Medical Services

3%

5%

5%

9%

11%

Metallurgy and steelmaking

42%

42%

43%

47%

43%

Metallurgy and steelmaking

16%

10%

15%

16%

13%

Mining

60%

61%

69%

84%

80%

Mining

26%

29%

24%

33%

29%

Oil and gas

28%

27%

29%

50%

51%

Oil and gas

14%

14%

17%

36%

36%

Paper and pulp

34%

41%

41%

42%

38%

Paper and pulp

24%

29%

27%

25%

29%

Pharmaceuticals and cosmetics

43%

46%

44%

47%

58%

Pharmaceuticals and cosmetics

12%

10%

15%

18%

27%

Plastics and rubber

52%

41%

43%

46%

51%

Plastics and rubber

10%

10%

7%

3%

3%

Retail Trade

44%

33%

41%

44%

38%

Retail Trade

20%

12%

22%

23%

18%

Roadway concessions

15%

25%

17%

23%

38%

Roadway concessions

18%

13%

11%

29%

28%

Specialized services

27%

30%

36%

32%

35%

Specialized services

7%

11%

13%

11%

11%

Sugar and Alcohol

26%

31%

27%

35%

21%

Sugar and Alcohol

32%

33%

32%

29%

27%

Telecom and IT

39%

29%

35%

28%

28%

Telecom and IT

–

7%

7%

3%

11%

Telecommunications

36%

35%

39%

44%

48%

Telecommunications

3%

8%

19%

19%

30%

Textile, leather and clothing

61%

52%

54%

60%

56%

Textile, leather and clothing

26%

16%

20%

21%

14%

Transport and Logistics

33%

36%

35%

42%

41%

Transport and Logistics

15%

9%

12%

16%

14%

Water and Sanitation

24%

40%

39%

35%

40%

Water and Sanitation

7%

6%

13%

14%

17%

Wholesale Trade

55%

46%

48%

32%

38%

Wholesale Trade

21%

16%

13%

4%

4%

www.analise.com

RIO+20 special EDITION

209


REsults TABLE

Waste Index

Emissions Index

The progression of the performance of the 28 sectors in the waste management index from 2007 to 2011

The progression of the performance of the 28 sectors in the air emissions index from 2008 to 2011

Sector

2007 2008 2009 2010

2011

Sector

2008 2009 2010

2011

Autos and auto parts

69%

65%

60%

65%

70%

Autos and auto parts

40%

40%

49%

48%

Banks

66%

57%

57%

52%

46%

Banks

69%

71%

53%

52%

Beverages and tobacco

60%

71%

72%

72%

72%

Beverages and tobacco

57%

51%

49%

47%

Chemical and petrochemical

63%

61%

61%

56%

64%

Chemical and petrochemical

44%

49%

44%

50%

Construction and decorative materials

66%

68%

70%

75%

71%

Construction and decorative materials

51%

47%

54%

52%

Construction and engineering

42%

43%

46%

46%

55%

Construction and engineering

33%

32%

36%

34%

Education

66%

40%

27%

43%

32%

Education

27%

20%

29%

30%

Electricity

41%

39%

40%

42%

45%

Electricity

41%

39%

44%

51%

Electronic equipment

53%

61%

63%

65%

70%

Electronic equipment

37%

38%

53%

55%

Food Products

49%

47%

51%

54%

58%

Food Products

42%

42%

42%

48%

Mechanical

57%

52%

66%

63%

61%

Mechanical

30%

38%

38%

32%

Medical Services

45%

50%

51%

51%

51%

Medical Services

20%

19%

20%

27%

Metallurgy and steelmaking

66%

67%

69%

72%

73%

Metallurgy and steelmaking

47%

44%

47%

48%

Mining

60%

62%

66%

76%

69%

Mining

57%

67%

78%

66%

Oil and gas

36%

36%

36%

53%

51%

Oil and gas

39%

39%

53%

55%

Paper and pulp

55%

61%

62%

63%

66%

Paper and pulp

55%

53%

52%

55%

Pharmaceuticals and cosmetics

65%

57%

63%

64%

70%

Pharmaceuticals and cosmetics

43%

48%

48%

54%

Plastics and rubber

72%

67%

69%

68%

70%

Plastics and rubber

40%

38%

38%

37%

Retail Trade

39%

30%

35%

48%

45%

Retail Trade

20%

27%

42%

40%

Roadway concessions

5%

10%

15%

22%

18%

Roadway concessions

20%

21%

15%

22%

Specialized services

36%

43%

43%

38%

31%

Specialized services

21%

27%

24%

22%

Sugar and Alcohol

36%

50%

52%

57%

48%

Sugar and Alcohol

48%

51%

63%

53%

Telecom and IT

31%

28%

26%

34%

42%

Telecom and IT

17%

19%

20%

34%

Telecommunications

41%

33%

41%

38%

33%

Telecommunications

24%

26%

33%

35%

Textile, leather and clothing

70%

66%

68%

74%

72%

Textile, leather and clothing

37%

41%

46%

41%

Transport and Logistics

26%

34%

32%

39%

41%

Transport and Logistics

33%

32%

42%

42%

Water and Sanitation

41%

42%

51%

47%

50%

Water and Sanitation

20%

31%

31%

30%

Wholesale Trade

59%

41%

42%

35%

34%

Wholesale Trade

21%

21%

18%

12%

210

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


RESULTS TABLE

grEEN arEaS INDEX SEcTor

2007 2008 2009 2010

2011

Autos And Auto pArts

41%

42%

31%

32%

44%

YEARBOOK

YEARBOOK 2011

GLOBAL BRAZIL 2011 • 6 TH Edition

51

MAIN TRADE PARTNERS

The countries that account for 90% of the transactions

C H ALLENGES The steps that

Brazil has to take to consolidate itself in the global market, according to experts

75

22%

43%

46%

31%

29%

26

BeverAges And toBAcco

36%

44%

49%

53%

68%

chemicAl And petrochemicAl

400

46%

43%

43%

34%

48%

construction And decorAtive mAteriAls

47%

37%

50%

61%

61%

construction And engineering

32%

29%

28%

37%

32%

educAtion

42%

56%

53%

62%

51%

electricity

63%

51%

50%

46%

47%

electronic equipment

30%

25%

32%

34%

49%

STATES ANALYZED The slice of Brazilian states in total trade

companies

45%

39%

38%

48%

www.analise.com

47%

37%

38%

28%

24%

medicAl services

21%

16%

23%

17%

16%

metAllurgy And steelmAking

54%

47%

49%

53%

46%

mining

73%

76%

71%

78%

75%

oil And gAs

35%

34%

28%

40%

45%

pAper And pulp

62%

59%

45%

49%

50%

phArmAceuticAls And cosmetics

38%

29%

35%

35%

36%

plAstics And ruBBer

26%

23%

28%

34%

43%

retAil trAde

19%

41%

32%

30%

19%

roAdwAy concessions

63%

58%

61%

60%

50%

speciAlized services

20%

36%

18%

7%

19%

sugAr And Alcohol

87%

78%

66%

60%

55%

telecom And it

37%

24%

13%

9%

20%

telecommunicAtions

12%

5%

25%

21%

23%

textile, leAther And clothing

49%

35%

45%

54%

35%

trAnsport And logistics

22%

26%

27%

29%

22%

wAter And sAnitAtion

48%

56%

49%

60%

57%

wholesAle trAde

33%

17%

17%

20%

24%

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THE HIGHEST RANKED LAW FI R MS AND LAW YER S IN BRAZIL

www.analise.com

YEARBOOK

2011/2012

ENVIRONMENTAL

MANAGEMENT

BRAZIL A PORTRAIT OF BRAZIL: THE HOST OF RIO+20

See in this edition the data and analyses that explains the private-sector projects and the institutional advances that will guide the country’s environmental development

required to meet the goals page 22

• The examples of the companies that maintain the largest forest areas in the country page 36

www.analise.com

mechAnicAl

GU AL BIL IN ON ED ITI se ug ue Po rt is h En gl

that are at the top of the international trade list

• The new solid waste law and the investments

54%

L AW Y E R

EXPORTED PRODUCTS The list of sectors that most exported in 2010

BAnks

Food products

BRAZILIAN

Th e th ma S e na P hig g E he em C I st en A ra t p L nk ra ed c tic fir es m o f s

The progression of the performance of the 28 sectors in the green areas index from 2007 to 2011

+

The good practices of

EXECUTIVOS JURIDICOS e FINANCEIROS das maiores empresas do Brasil

837 COMPANIES The profile of

334 ENVIRONMENTAL NGOs The opinion of

120 PUBLIC PROSECUTORS

1.400 PROFISSIONAIS per filados, as atribuições e o tamanho das equipes

940 COMPANHIAS analisadas e a estrutura de seus depar tamentos

The policies of

a

4

24 BANKS

ão ediç 1 201 www.analise.com

ANÁLISE EDITORIAL has a specific mailing list for each of its publications. We reach over 80,000 readers, in Brazil and abroad, that really make a difference. Make your message reach them and remain in their minds for a whole year. Learn more about Análise Editorial's yearbooks at www.analise.com

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RIO+20 specIal eDITION

211


The information to understand Sテ」o Paulo

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www.analise.com

(11) 3201-2300 窶「 contato@analise.com


3

PROFILE OF

ENVIRONMENTAL NGOs

From activists to 214 articulators Total 218 NGOs The profile of 224 334 NGOs


RODRIGO CAPOTE/FOLHAPRESS

NGOs

Forest Code: Protests of NGOs nationwide claim that the new law places Brazil’s forests and ecosystems at risk

From activitists to articulators Despite having to depend on scanty and highly-concentrated funds, the organization of national NGOs progressed between 2007 and 2011 due to investments in communication and under the banner of environmental educational Versão português pág. 98

214

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


NGOs

T

he common perception that the country’s environmental NGOs are mostly targeted at the Amazon and Brazilian Indians is as misconceived as the love that Peri had for beautiful Ceci in the Brazilian classic The Guarany written by José de Alencar. In unique mappings made in 2007 and 2011, Análise Editorial contacted environmental NGOs from the north to the south of Brazil. And by showing who they are what they do, unprecedented conclusions were reached. First: NGOs have expanded the scope of their operations, investing more in communication and have organized their management structure. Second: their focus is almost entirely aimed at the Atlantic Forest and not the Amazon rainforest. Third: the core activities are related to environmental education, and the goals are targeted at encouraging critical awareness. The survey also showed that that in the areas where NGOs operate, indigenous peoples appear only in 20th place. The funds are concentrated in some organizations and over half claimed that the source of their funds derived solely from the partners. This means that there are still people out there willing to work for the sake of an ideal even if they have to take money out of their own pockets to do it.

Progress – The role of environmen-

tal NGOs expanded in almost all regions of Brazil in the five years of the survey. In 2007, for example, only 9% of the 315 consulted organizations developed projects in the north of the country and 10% in the northeast. The number jumped respectively to 32% and 43% in 2011. The southeast, however, continues to be the hub of the activities, accounting for 71% of the NGOs operating in the region. The NGOs are more in touch with the community. In 2011, only 1% of the organizations did not have an organized system to inform their activities against 3% in 2008. The preferred means for the disclosure of their work is the internet. Of the companies that participated in the survey since its inception in 2007, 72% disclosed their www.analise.com

activities on websites. In 2011, this number rose to 84%. The production of their own publications also jumped from 61% to 70%. Increasingly, NGOs have a more organized structure. In 2007, 18% of the organizations that participated in the Análise Environmental Management yearbook did not have any kind of management council. The share fell to 11% in 2011, of which 56% have an audit committee (conselho fiscal), compared to 47% in 2010.

the ngos most mentioned by the companies

Atlantic Forest – The Atlantic For-

Iniciativa Verde

est continues to be the target of most projects. In 2011, 72.5% of organizations reported having programs aimed at the area, followed by urban centers, which receive 60% of the attention of the entities. In 2007, these two biomes also took the lead with 73% and 58% respectively. The less enthusiastic may claim that the Amazon, the center of attention of the world, was pushed aside because the numbers of the region, in the period in question, moved from only 16% to 18%. Those who are partial to the Brazilian savannah region (cerrado), however, have reason to celebrate because the programs for its preservation were those that most advanced. In 2011, 38% of the NGOs claimed to operate in this environment, compared to 29% in 2007.

Activities and goals – NGOs are set

on education and information as a way to sponsor and defend their causes and change the landscape of Brazil. In the five-year data analysis, the main activity developed was environmental education, accounting for 90.5% of the NGOs in 2007 and 95% in 2011. Programs focused on research and development and recycling were also a high point due to the increasing interest of the entities. With this profile of activities, the top target in all the years of the survey could not be any different: to encourage critical awareness. In relation to the specific project areas, Brazilian biodiversity (fauna and flora) continues to be the prime focus of the organizations. Almost 77% of the organizations claim to address the issue, followed by conservation units (68%), freshwater (66%) and environ-

Associação Mineira do Meio Ambiente CEBDS Cempre Conservação Internacional - CI Brasil Copati Doe seu Lixo Emcantar Instituto Corredor Ecológico (INCECC)

Instituto Akatu Instituto Ethos Instituto Ipê Instituto Recicle Instituto Triângulo Projeto Tamar SOS Mata Atlântica Soc. Pesq. Vida Selvagem (SPVS) The Nature Conservancy WWF Brasil the companies most mentioned by the ng0s

Alcoa Alumínio Anglogold Ashanti ArcelorMittal Banco do Brasil Coca-Cola Brasil Fibria Celulose Fundo Vale HSBC Natura Petrobras Samarco Mineração Sorocaba Refrescos Suzano Papel e Celulose Unimed Vale Walmart Brasil

RIO+20 special EDITION

215


Luciana Whitaker/Folhapress

NGOs

mental laws and policies (65%). Two topics of lesser concentration were among those that most progressed. The share of organizations that work in areas that handle climate went from 22% to 29%, and those that specialize in food safety from 17.5% to 22% between 2007 and 2011. The matter of indigenous tribes attracted 11% of the NGOs in 2007 and 13% in 2011, reaching in 2011 only 20th place among the organizations' work areas. Resources – Many organizations

continue to rely on their own portfolio to keep their doors open. With regard to the origin of funds, in 2007 (67%) as well as 2011 (52%), the alternatives that were most checked were “contribution of the partners." In the 2007 survey, the gap between NGOs and companies was very wide. The organizations argued that companies would avoid forming partnerships with them. And companies, in turn, would comment that there were too many NGOs, of which most were unknown. In the multiple choice questions about sources of funds, considering the years of 2007 and 2011, the item "agreements with private companies or institutions" fell from 43.5% to 36.5% and "agreements through tenders with governments in Brazil” declined from 43% to 33%. The option of selling services and/or products decreased from 49% to 36% and the raising of both national and international funds also dropped. On average, organizations reported that their budget, in 2011, revolved around R$ 1.6 million in funds to finance their projects. This amount is similar to 2010, however, it is around 50% higher than that recorded in 2007. The average expense with projects in 2010 was R$ 1.2 million, more than 60% of the estimate made in the first edition of the publication. It just so happens that the money is in the hands of a few. The 150 NGOs reported that their budget in 2011 totaled R$ 237 million. More than half of the amount is concentrated in nine entities, including the Sustainable Amazonas Foundation (FAS) (R$ 25 million), the Socio-Environmental Institute (ISA) (R$ 20 million), the In-

216

RIO+20 special EDITION

At Eco-92, the NGOs were more activist oriented and participated very little in the decisions. At Rio+20, they will be part of the main groups of discussion for environmental issues

ternational Conservation Brazil (R$ 15 million) and the Brazilian Forest Institute (IBF) (R$ 15 million). Just to

Funding sources of environmental NGOs Progress in the use of the two main funding sources

56 56%

50 50

Partners’ contribution

52%

Sale of services

36%

44

44

38

38

32 2007

2011

give an idea of ​​the difference in relation to the budget for 2011, out of the 334 organizations that responded to the survey, the National Institute for Processing Empty Containers (inpEV) reported the highest amount, R$ 50 million. At the other extreme is the Green Action Group (GAV), which estimated a budget of R$ 300. Moreover, the percentage of NGOs that has no paid staff is still very high: 44% in 2007 and 48% in 2011. It is therefore no surprise that the interviewed entities complained of a lack of financial resources and, consequently, of human resources. The number of NGOs that responded to the Análise Editorial survey in 2007 was 315, 408 (2008), 368 (2009), 328 (2010) and 334 (2011). 0 www.analise.com


The outlook for the production and consumption of energy generated in Brazil The AnĂĄlise energy yearbook provides the most comprehensive survey of the Brazilian energy sector and its companies, including generation, transmission, distribution and the trading of electricity, as well as an overview of the production chain in all other matrices, such as biodiesel, biomass, coal, ethanol, oil and natural gas

www.analise.com

(55 11) 3201-2300 • www.analise.com • contato@analise.com


Total NGOs

WHERE DO THEY OPERATE

QUALIFICATION OF SAMPLE 1 Type of organization

9 Scope of activity

In % of total

NGOs

Oscips

TOTAL OF COMPANIES

Others

334 328

In % of total

International

2011

66,2

28,7

2010

67,4

29

5,1

3,7

2011201O

HOW ARE THEY ORGANIZED 2 Do they have a council? Yes

11,1

2011 12,2

Em % do total In % of total

Yes

52,1

50

No

47,9

50

2010

TOTAL OF ORGANIZATIONS 87,8

89,9

TOTAL OF ORGANIZATIONS

2011 334

2010 328

3 For those that do, what type of council is it?

2011 2010

In % of total

Board of directors

57,8 56,7

Advisory council

25,4 24,7

Fiscal council

56 46,6

6 Do they have volunteers? In % of total

2011 2010

28,4 31,4

State

25,4 24,4

Local

13,2 13,4

42,6 35,2

South

26,8 26,8

Midwest

7 Do they have legal counsel?

2011 2010

25,5 21,3

No

18,3 21,6

TOTAL OF ORGANIZATIONS

32,2 25,7 183 179

334 328

11 In what biomes do they operate In % of total

Amazon

8 For those that do what type?

2011 2010

2011 2010 18 16,8

Caatinga region

18,3 17,7

Atlantic forest

72,5 69,8

Pampas

In % of total

35 29,1

334 328

Other

2011 2010

Northeast

TOTAL OF ORGANIZATIONS

81,7 78,4

4 Do they have internal auditing?

71 68,7

11,1 11,6

In % of total

2011 2010

Southeast

No

Yes

334 328

In % of total

North

TOTAL OF ORGANIZATIONS

334 328

10 Those that have regional operations

88,9 88,4

11,1 12,2

In % of total

Regional

Yes

Has none

TOTAL OF ORGANIZATIONS

Pantanal swamp Cerrado region

6,6

6,1

11,1

9,5

38 34,8

Yes

35,3 34,5

Own

50 53,3

Urban center

60,2 59,5

No

64,7 65,5

External

50 46,7

Coastal zone

37,4 33,8

TOTAL OF ORGANIZATIONS

218

334 328

7,6

26,3 23,2

TOTAL OF ORGANIZATIONS

2011 2010

6,6

National

5 Do they have paid employees? No

2011 2010

334 328

RIO+20 special EDITION

TOTAL OF ORGANIZATIONS

273 257

TOTAL OF ORGANIZATIONS

www.analise.com

334 328


Total NGOs

WHAT DO THEY DO 12 Type of activities they develop

2011 2010

In % of total

Environmental education Projects with local communities

94,9 95,1 85 84,8

Environmental conservation projects

86,2 83,5

Awareness campaigns

74,9 74,4

Technical assistance and consulting

60,8 61,9

Sustainable tourism

39,5 36,6

Research and developmenmt

58,4 55,5

Recycling

44,6 42,1

Trips and expeditions

25,4 25,9

13 In which areas do they operate? In % of total

61,7 57,9

Freshwater

65,6 64,3

Oceans

18,9 18,3

Fauna and Flora (biodiversity)

76,6 71,6

Pollution

44,9 44,8

Trash (waste)

56,9 55,2

9,3

Scientific publications

16,5 14,3

Dietary safety

22,2 21,6

Miscellaneous publications

49,4 48,8

Public policies

55,7 52,7

Others

25,7 22,9

TOTAL OF ORGANIZATIONS

334 328

5,5

39,2 34,5

Alternative technologies

31,1 29,6

Energy

21,6 22,3

Spelunking

4,5

In % of total

2011 2010

Encourage critical awareness

92,2 90,9

Transform its actions into public policies

82,9 82,9

Strengthen other environmental organizations Solve immediate problems

Curb unsustainable economic development activities

Others TOTAL OF ORGANIZATIONS

62 59,8 54,8 57,3

53 53,4

33,8 31,1 334 328

4

Sustainable or organic agriculture

41,9 39,3

Fishing

16,8 18,9

Climate

29 26,5

Conservation units

67,7 63,1

Environmental law and public policies

65,3 62,5

Indian tribes

13,2 12,5

Traditional and extractivist populations

26,6 25,6

Urban environment (housing, transport, tree planting, etc.)

61,1 59,5

Others

18,9 18,3

TOTAL OF ORGANIZATIONS

www.analise.com

5,4

Sanitation

9,1

29 25,9

9,3 10,1

Pesticides

Transgenic food products

Granting of awards

2011 2010

Forests

Chemical Products

14 What is the objective of the developed programs?

334 328

RIO+20 special EDITION

219


Total NGOs

PARTNERSHIPS 15 Do they have partnerships with institutions?

16 With which type of institution do they have a partnership?

In % of total

Yes

10,8

No

2011 12,2

2010

87,8

89,2

Em % do total In % of total

2011 2010

Public sector

90,3 88,2

Companies

74,8 72,6

Communities

61,4 60,1

Other

81,2 80,2

TOTAL OF ORGANIZATIONS

298 288

TOTAL OF ORGANIZATIONS

2011

334 328

201O

17 Does it maintain partnerships with local or foreing organizations?

Yes

69,8 65,9

20 Is a system used to inform society of their activities?

No

30,2 34,1

In % of total

In % of total

TOTAL OF ORGANIZATIONS

2011 2010

334 328

Yes No TOTAL OF ORGANIZATIONS

COMMUNICATION WITH SOCIETY 18 Are their project reports made public?

10,5

Yes

No

In % of total

2010 11,6

89,5

19 Are their balance sheets made public?

88,4

In % of total

TOTAL OF ORGANIZATIONS

2011 201O

220

99,1 99,1 0,9

0,9

334 328

21 For those that have a system what channels are used?

In % of total

2011

2011 2010

RIO+20 special EDITION

334 328

2011 2010

2011 2010

Internet site

84,4 82,3

Meetings with the community

78,4 72,6

Its own publications

70,4 68,9

Advertising

46,1 45,1

Yes

80,5 80,8

Marketing and press releases

41,3 39,9

No

19,5 19,2

Other forms

43,4

TOTAL OF ORGANIZATIONS

334 328

TOTAL OF ORGANIZATIONS

www.analise.com

39

334 328


Total NGOs

ABOUT THE COMPANIES 22 How do you rate the work of companies in the environmental area? In % of total

Unsatisfactory

Satistactory

2011

No opinion

59

201O

Good

Excellent

334 328

12,3 6,6 0,9

21,3

61

TOTAL OF ORGANIZATIONS

2011201O

12,2 5,5 0,9

20,4

ABOUT THEIR FINANCES 23 The origin of the funds, according to the organizations themselves In % of total

2011 2010

Contribution of partners

51,8 52,4

Donations from national entities

33,2 31,4

Donations from international entities

13,8 12,5

Agreement with Brazilian governments through public bid

32,9 32,3

Agreement with international entities through public bid

Did not inform

Estimate

2011 2010

55,1

31,1

49,1

33,8

TOTAL OF ORGANIZATIONS

8,7

8,2

2011

334 328

201O

Sale of services and/or products

35,6 34,8

TTOTAL OF ORGANIZATIONS

Total

17,1

36,5 37,5

Did not inform

In % of total

13,8

Agreement with private companies or institutions

Other

www.analise.com

24 Informed amount of budget (total or estimated) for 2011

25 Informed how much was spent on projects in 2010 In % of total

2011 2010

9,3 10,1

Yes

44,3 45,1

16,5 15,9

No

55,7 54,9

334 328

TOTAL OF ORGANIZATIONS

RIO+20 special EDITION

334 328

221


BRAzIL: FROM ECO-92 TO RIO+20

WATER AND SANITATION Versão português pág. 106

D

uring the Eco-92 summit around 96% of Brazilian homes were supplied with drinking water, 37% had access to sewage collection and only 20% to sewage treatment. The scenario has changed drastically in 20 years. The rate of sewage treatment has jumped from20% to 70% and water supply was universalized. In 2007, the Basic Sanitation

Law was regulated and establishes the universalization targets for sanitation services. In line with the development standards set by the UN, the purpose is to reduce by half the amount of people who do not have basic sanitation services by 2015. In order to spur on the measures, the Sanitation PAC was created in 2011, a specific program within the Federal Government’s Growth Acceleration Program (PAC).

55% 70% 2,6bln

of the municipalities have sewage collection, in 1992 the rate was 47%

to supply the demand for basic sanitation is Brazil’s goal in 2015

reais is the investment forecast in PAC for the basic sanitation sector


eduardo lara/sambaphoto


Profile of ngOs Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

5 Elementos

1993

30

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ABIOS - Associação Biosfera - Reserva da Serra

2004

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Acácia Pingo D’ouro

2000

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ação Popular Campos Gerais - Apong

2002

1

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ação Verde - TO

2000

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ADEMAVI - Associação Bra. de Defesa e Recuperação do Meio Ambiente

1993

-

15

-

-

-

-

Agência Brasileira de Meio Ambiente e TI - ECODATA

1997

11

20

-

-

-

-

Agência Costeira - Agência Brasileira 2001 de Gerenciamento Costeiro

1

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Agência de Desenvolvimento de Monte Carmelo - ADEMCAR

2001

-

11

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Agência Nacional de Desenvolvimento Eco-Social - ANDES

2005

-

84

-

-

-

-

-

-

-

Água na Jarra - ONG Igtiba

2009

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Aliança Internacional do Animal - AILA

1999

12

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ambiente Brasil

1999

22

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Anauá Grupo de Educação Sócio-Ambiental

2005

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Aprender Entidade Ecológica

2000

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Apta Ação

2001

-

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Arrastão Movimento de Promoção Humana - Projeto Arrastão

1968 115

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Am. dos Bairros S. Clara, V. Grande, Gaguaçu e Paiol Velho

1984

-

28

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amb. Amigos da Paisagem Preservada de Quintão - APAIPQ

2005

-

198

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Ambiental Paiquerê

1988

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Ambientalista Copaíba

1999

8

26

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos da Natureza da Alta Paulista

2004

-

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos de Icarambi

1999

-

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos do Camanducaia - AMICA

1996

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos do Peixe-Boi - AMPA 2001

9

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Amigos do Recicriança - RECICRIANÇA

1998

11

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Andiroba

1999

1

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Asa Branca

2003

2

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Barco Escola da Natureza 2000

9

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Bento Gonçalvense de Prot. ao Ambiente Natural - ABEPAN

2

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name A

224

1989

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

Associação Bichos da Mata

2005

3

-

-

-

-

-

-

-

Associação Bike Brasil

1997

-

20

-

-

-

-

-

-

-

Associação Brasileira para o Desenv. de Lideranças - ABDL

1991

3

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Caatinga

1998

32

14

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Caiçara Juqueriquerê - Acaju

2000

-

250

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Catarinense de Preservação da Natureza - Acaprena

1973

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cicloverde de Ciclismo

2003

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Civil Eco Mantiqueira

2003

-

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Civil Eco Vida Ambiental - EVA

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name

2005

-

17

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Comunitária Habitacional 1991 Vargem Grande - ACHAVE

1

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cultural Cabrália Arte e Ecologia - Ascae

1991

-

18

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cultural e Comunitária Zagaia - ACCZ

2001

-

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cultural e Ecológica - Ogawa Butoh Center

1997

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cultural, Artística e Ambiental Guardiões do Curuperê

1998

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta - ACIA

1996

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Defesa do Meio Ambiente - Vale Verde

1988

-

35

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Defesa EtnoAmbiental - KANINDÉ

1992

12

5

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Pesq. e Preservação de Ecossistemas Aquáticos

1994

9

16

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida - APREMAVI

1987

21

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Prop. de Reservas Part. 2003 Do Patri. Natural de MS - REPAMS

6

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Proteção Ambiental Amigos do Rio Piratini - APARP

1998

-

140

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Proteção ao Meio Ambiente de Cianorte - APROMAC

1985

4

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Proteção aos Ecossistemas Costeiros - APREC

1994

-

30

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Recu. Florestal da Bacia do Rio Piracicaba - Florespi

1988

20

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Rec. Florestal e Ecológica de Bauru - ACIFLORA

1989

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Reposição Florestal Cantareira - Florestal Cantareira

1988

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Reposição Florestal do Pardo Grande - Verde Tambaú

1990

16

11

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação de Surfistas, Ami. e Ecologistas da Praia do Porto - ASAEP 2003

-

70

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação do Grupamento Ambientalista - AGA

1993

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação do Município de Lagamar para a Proteção à Natureza

2002

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

www.analise.com

RIO+20 special EDITION

225


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

Associação do Pat. Histórico, Art. e Ambiental de Belo Vale - APHAA-BV

1985

1

100

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação do Verde e Proteção do Meio Ambiente - AVEPEMA

1986

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Amigos do Parque São Bartolomeu/Pirajá

1990

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Amigos e Moradores das Áre. Verdes de Itanhaém - AAMAVI

1997

7

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Lavras

1998

33

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Prod. de Florestas Plantadas do Estado da Bahia

2004

2

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação dos Protetores do Mar - ONG Guardiões do Mar

1998

31

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Ecológica Águas Limpas Para-ty

2004

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Ecológica Brasil Verde - Assebrave

1992

1

30

-

-

-

-

-

-

Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar - APOENA

1988

5

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Fernando G. Guidotti para Est. e Pre. da Natureza - AFG

1992

1

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Flora Brasil

1997

10

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Global de Desenvolvimento Sustentado - AGDS

1984

3

4

-

-

-

-

-

-

-

Associação Holística de Part. Comunitária e Ecológica - AHPCE

1997

4

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Instituto Papel Solidário 2007

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Internacional para o Des. 2001 Econômico Interambiental - AIDEIA

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Jaguamimbaba para o Des. Sustentável - AJADES

2001

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Maranhense para a Conservação da Natureza - AMAVIDA

1990

-

27

-

-

-

-

-

-

-

Associação Mata Ciliar

1987

5

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Mico Leão Dourado

1992

19

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Mineira de Defesa do Ambiente - AMDA

1978

9

80

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico

1990

2

150

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Oisca Brasil

1999

8

500

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação para Proteção Ambiental de São Carlos - APASC

1977

3

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação para Proteção da Mata Atlântica do Nordeste - AMANE

2005

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Para Valorização Amb. e Social Cachoeirense - AVASC

2005

1

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Paraibana dos Amigos da Natureza - APAN

1978

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Parque do Zizo - APAZ

1998

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Pelo Meio Ambiente de Juiz de Fora

1996

3

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Pernambucana de Escoteiro

1915

-

1.200

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name

226

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

1994

8

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Proj. Lagoa de Marapendi 1990 - Ecomarapendi - Recicloteca

2

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Protetores do Amigo Bicho - PROAMBI

2006

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Universidade da Água - Uniagua

1998

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Verde de Angatuba - AVA

1989

-

300

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Verdever

1992

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Vidas Verdes de Estudos Ambientais - AVV

1999

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Viva Bicho de Proteção aos Animais - AVIB PRABC

2003

6

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Associação Viva o Centro

1991

7

4.468

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ASSU - Ubatuba

1999

-

6.000

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Aventureiros Águia

1985

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

AVIDEPA - Associação Vila-Velhense de Proteção Ambiental

1984

7

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas - CAA

1989

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Apoio aos Trabalhadores e Ins. Não Gov. Alternativas - CAAT

1988

32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá - Centro Sabiá

1993

39

44

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Estudo de Meio Ambiente & Integração Social - CEMAIS

2003

4

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Estudos do Trabalho e Assessoria ao Trabalhador - CETRA

1981

65

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Estudos Ornitológicos - CEO

1984

-

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada - COATI

1992

-

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste - CEPAN

2000

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro de Reali. Sociais e Ecológicas 1998 Vida Nordeste - Vida Nordeste

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name Associação Plantas do Nordeste - APNE

C

Centro de Referência em Informações Ambientais - CRIA

2000

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Centro Golfinho Rotador - CGR

1992

8

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

CHAPADA - Centro de Habili. e Apoio ao Pequeno Agricultor de Araripe

1994

24

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Comissão de Defesa de Preservação da Espécie e do Meio Ambiente

1977

-

1.350 ✔

-

Comunidade Educacional de Pirenópolis - COEPI

1996

2

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Conselho Empresarial Brasileiro para Des. Sustentável - CEBDS

1997

14

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Conservação Internacional - CI Brasil

1990

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Consórcio para o Des. Sustentável da Bacia do Rio Taquari - Cointa

1997

7

13

-

-

-

-

-

-

-

-

Consórcio PCJ

1989

12

-

-

-

-

-

-

-

www.analise.com

RIO+20 special EDITION

227


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

Cooperativa de Reciclagem Crescer

2006

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Cooperativa de Reciclagem de tatuí - cooreta

2006

-

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Defesa da Natureza e dos Animais

2001

-

145

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ecoa - Ecologia e Ação

1989

6

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ecoassociação Para Estudos do Ambiente

1982

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ecos do Vitória - Educação e Gestão Ambiental

2002

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ekko Brasil

2004

3

4

-

-

-

-

-

Elo Ambiental

1994

7

23

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Espeleo Clube de Avaré - ECA

1980

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Espeleo Grupo de Rio Claro - EGRIC

1982

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Flora Tietê Associação de Recuperação Florestal

1986

28

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Floresta Brasil

2004

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fórum Carajás

1991

3

4

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Amazonas Sustentável - FAS 2008

74

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name

D E

F

G

Fundação de Pro. ao Meio Ambiente e Ecoturismo do Piauí - FUNPAPI

2002

-

131

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Educacional, Assis. e de Prote. ao Meio Ambiente - FEAMA

2001

12

63

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Francisco de Lima Botelho - FFLB

2001

3

10

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Gaia

1987

8

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Mamíferos Aquáticos - FMA

1989

26

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Matutu

1995

4

49

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Moa Es. e Pesq. Para Proteção e o Desenv. Ambiental

1997

-

45

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Museu do Homem Americano - FUMDHAM Piauí/Brasil

1986 136

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação O Boticário de Proteção a Natureza

1990

46

150

-

-

-

-

-

Fundação Pelo Desenvolvimento de Itapoá - Pró-Itapoá

1995

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Pró Natureza - Funatura

1986

13

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fundação Rio Parnaíba - Furpa

1988

1

5

-

-

-

-

-

-

Fundo Brasileiro Para a Biodiversidade - FUNBIO

1995

65

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Greenpeace

1992

97

200

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ação Ecológica Novos Curupiras

1990

-

32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ambientalista do Rio Iguaçu

2001

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

228

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

Grupo Arareau de Pesquisa e Educação Ambiental - Grupo Arareau 2002

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Ação e Estudos Ambientais - GAEA

1989

-

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Ação Verde - GAV

1996

-

300

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Aplicação Interdisciplinar à Aprendizagem - GAIA

1993

89

5

-

-

-

-

-

Grupo de Defesa Ambiental e Social de Itacuruçá - Mangaratiba

2002

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Desenvolvimento Humano e Ambiental instituto Goiamum

1982

-

39

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo de Estudos em Proteção à Biodiversidade - GEBIO

2004

-

92

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Dispersores

2004

3

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Água - GEA

1995

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Amantes da Natureza - GEAN

1998

-

54

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Copioba - COPIOBA

1989

-

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Nascente do Tietê - GENT

1983

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Olho D’Água

2005

-

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Ecológico Vida Verde de Cornélio Procópio

1987

-

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Grupo Erê - Centro de Estudos e Ações Sociais, Culturas e Ambientais

1992

-

10

-

-

-

-

-

-

Grupo Espeleológico da Geologia - GREGEO - UNB

1985

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Guardiões do Meio Ambiente - GMA

2001

-

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

IBDE do Brasil - Meio Ambiente

2005

5

16

-

-

-

IBF - Instituto Brasileiro de Florestas

2006

35

200

-

-

-

-

-

-

-

Iepé - Instituto de Pesquisa e Formação Indígena

2002

20

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ING - Instituto os Guardiões da Natureza

1990

3

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Iniciativa Verde

2006

12

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Acqua - Ação Cidadania Qualidade Urbana e Ambiental

1999 751

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Águas do Prata - IAP

2000

-

7

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ambiental Ecosul

2000

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ambiental Vidágua

1994

3

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ambiente Vivo - IAV

2002

8

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Arara Azul

2003

8

4

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Árvore da Vida - IAV

2005

14

52

-

-

-

-

Instituto Baía de Guanabara - IBG

1993

2

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Year of incorporation

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name

I

www.analise.com

RIO+20 special EDITION

229


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

Instituto Baleia Jubarte - IBJ

1996

22

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Baraeté

2009

2

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Bioeste

2002

6

25

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Biotrópicos

2003

-

23

-

-

-

-

-

-

Instituto Brasil Central - IBRACE

1984

3

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Brasileiro da Ecologia e Meio Ambiente - IBEMA

1995

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Brasileiro de Incentivo Social Ambiental - IBISA

2001

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Caá-Oby de Análises e Protagonismo Socioambiental

2003

-

4

-

-

-

-

-

-

Instituto Cabruca

2007

7

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Caipora de Ecologia - ICE

2002

-

42

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Caraguatá

1997

-

500

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Chão Verde - ICV

1983

43

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Conservação Marinha do Brasil

2008

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Cultural e Ecológico Lagoa Viva - ICELV

2000

2

100

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Curupira

2009

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto da Biodiversidade - IBIO

2004

-

20

-

-

-

-

-

Instituto da Biologia do Meio Ambiente - IBIO

2001

-

50

-

-

-

-

-

-

-

Instituto da Consciência Ambiental - INCA

2003

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto das Águas da Serra da Bodoquena - IASB

2001

3

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Des., Educação e Planejamento Ambiental - IDEA

2003

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Des., Logística, Transporte e Meio Ambiente - IDELT

1996

10

3

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Ecologia Social Carnaúba - IESC

2001

12

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Ecoturismo do Paraná - IEPR

2003

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental Planeta Verde

1996

2

41

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Educação Socioambiental - IESAMBI

2002

-

11

-

-

-

-

-

-

Instituto de Energia e Meio Ambiente 2006

9

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Estudos da Religião - ISER

1970

8

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola - IMAFLORA

1995

39

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Pernacultura e Ecovilas do Cerrado - IPEC

1998

8

12

-

-

-

-

Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia - IPAM

1995

80

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name

230

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento - IPD - ONG TAIPAL

2005

-

18

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Pesquisa e Preservação Ambiental - IPPA

2000

-

8

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica - IPEMA

1993

1

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Pesquisas em Ecologia Humana - IPEH

1996

1

4

-

-

-

-

-

-

-

Instituto de Reciclagem do Adolescente

1995

12

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ecofuturo - Futuro Para o Desenvolvimento Sustentável

1999

19

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ecológico e de Proteção aos Animais - IEPA

1994

-

30

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ecológico e SócioAmbiental Homem & Natureza - IH&N

2003

-

32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Educa Brasil

1999

2

12

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ekos Brasil

2001

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Floravida

2002

18

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Floresta Tropical - IFT

2002

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Floresta Viva

2003

22

2

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Gea - Etica e Meio Ambiente

1999

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Gondwana - IGOND

2000

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Guatambu de Cultura - IGC

1999

6

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Internacional de Educação do Brasil- IEB

1998

32

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Ipanema

1996

2

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Jatobás

2002

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Mar Adentro - Mar Adentro 2005

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Maramar Para o Manejo Responsável dos Recursos Naturais

2003

2

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Oikos de Agroecologia

2003

7

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza - IOPCN

2005

3

7

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Pacto Amazônico

2003

5

27

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto para Des. Social, Ambiental, Cultural e Tec. Lótus

2003

-

44

-

Instituto Peabiru

1998

15

1

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Physis - Cultura & Ambiente 1991

-

12

-

-

-

-

-

-

Instituto Proteção Ambiental Cotia - Tietê Oeste - IN-PACTO

2001

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Recicle-IR

2000

6

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Recifes Costeiros - IRCOS

2002

-

4

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name

www.analise.com

RIO+20 special EDITION

231


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

5

1

-

-

-

-

-

-

-

-

18

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

6

27

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

2004

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Verdescola

2005

34

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Instituto Viver Sorocaba

2000

1

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas

1992

65

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ISA - Instituto Socioambiental

1994 144

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ISN - Instituto Serrano Neves

2002

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

K

Kouprey Amigos dos Santuários de Animais - KASA

2002

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

L

Liga de Prevenção da Crueldade Contra o Animal - LPCCA - SOS Animal

1983

-

85

-

-

-

-

-

-

-

Mata Nativa - MN

2001

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Mongue Proteção ao Sistema Costeiro

2002

-

29

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Movimento Ambiental Gestão e Organização Social

2004

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Movimento Ecológico de Itaipuaçu - MEI

1991

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Movimento Pró Rio Todos os Santos

2003

-

40

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Movimento Vida Nova - MOVIVE

1998

4

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

MUDA - Movimento Unificado de Defesa Ambiental

2000

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

NAPRA

2003

-

70

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Neoambiente

2007

-

136

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Núcleo de Des. em Estudos SócioAmbientais do Maranhão - Nudesa

2005

-

26

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Núcleo Ecológico de Cubatão - NEC

1980

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Núcleo Permanente de Estudos Ambientais - NUPEM

2005

-

26

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Núcleo Sócio Ambiental Araçá-Piranga

1998

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Oca Brasil

1997

14

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG 4 Cantos do Mundo

2002

6

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG Água é Vida

1998

-

50

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG Águas do Serrote

2003

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG Árvores Centenárias

2006

-

12

ONG RAMUDÁ - Ramos que Brotam em Tempos de Mudança

2001

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

M

N

O

Organization name

Year of incorporation

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Instituto Supereco

1994

Instituto Terra

1998 162

Instituto Triângulo

2003

Instituto Vale das Cachoeiras - ONG

232

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

ONG União Pró Jaú - UPJ

2001

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

ONG VerdeNovo Rio das Velhas

2001

41

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Operação Amazônia Nativa-MT

1969

57

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Oreades Núcleo de Geoprocessamento - ONG

2002

12

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Ambiental Para o Desenvolvimento Sustentável - OADS

2003

-

92

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Ambientalista Amainan Brasil

2000

1

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Bio-Brás - OBB

1997

12

20

-

-

-

-

-

-

Organização de Des. Cultural e Preservação Ambiental - AMA-BRASIL

2004

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Não Governamental - ANGICO

2001

-

27

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização Não Governamental Leão

2002

9

28

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Organização para Proteção Ambiental - OPA

2003

2

300

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

PAT Ecosmar - Projeto Amiga Tartaruga

1998

6

118

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Pé de Planta

2010

12

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Pira 21

1999

2

350

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Poluição Zero - PZ

2006

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Preservação Associação de Proteção 1989 ao Meio Ambiente de Limeira

-

850

-

-

-

-

PRIMA - Mata Atlântica e Sustentabilidade - OSCIP

2003

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Pró-Tamar

1988 470

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Araras

2000

2

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Baleia Franca - PBF/Brasil

1982

4

17

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Metamorfose

2002

-

7

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Mira-Serra - PMS

2000

2

80

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Projeto Semente

2007

-

35

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Rede de Cooperação para Sustentabilidade - Catalisa

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

3.458 ✔

-

-

-

-

-

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name

P

R

S

2003

-

Rede Nacional de Combate ao Tráfico 1999 de Animais Silvestres - RENCTAS

2

Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental - REASul

2001

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

Rede Terra - Insti. de Des. Sust. e Apoio à Agricultura Familiar

1999

14

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SESAL - Sociedade Ecológica Sapo da Água

2001

-

6

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SIMBIOSE

2005

-

90

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Brasileira de Espeleologia - SBE

1969

1

50

-

-

www.analise.com

RIO+20 special EDITION

233


Profile of ngos Biomes and/or environments where the NGO claims to work 

Profile of the top 334 Brazilian NGOs

Activities that it develops

Year of incorporation

Number of paid employees

Number of volunteers

Amazon 

Caatinga region

Atlantic forest

Pampas

Pantanal swamp

Cerrado region

Urban center

Coastal region 

Environmental education

Projects with local communities

Environmental conservation projects

Awareness campaigns

Technical consulting assistance

Sustainable tourism

Research and development

Recycling

Trips and expeditions

Granting of awards

Scientific publications

Miscellaneous publications

Public policies

FOOTNOTES

Sociedade de Defesa Regional do Meio Ambiente - SODERMA

1985

-

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade de Ecologia de Itanhaém - Secita

1989

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade de Est. Con. - Comis. Contra Enchentes do R. Iguaçu

1992

-

60

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade de Est. Múltiplos, Ecológico e de Artes - Soc. Semear

2001 233

20

-

-

-

-

-

-

57

10

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

✔ = Answer chosen - = Did not develop the action

Organization name

Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental - SPVS 1984 Sociedade de Preservação do Meio Ambiente - SUPREMA

2000

-

15

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade de Proteção e Bemestar Animal Abrigo dos Bichos

2001

-

70

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade dos Passaricultores de Embu Guaçu e Região - SPEGRE

1999

1

1.000

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Ecológica Amigos de Embu - SEAE

1975

17

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Ecológica de Osasco - SEO

1987

-

8

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Ecológica de Santa Branca - SESBRA

1992

-

16

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Mineira de Pesq. do Manejo 1990 e Rep. da Fauna Silvestre - SOMMA

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

1999

-

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOCIEDADE ONDA VERDE

T

U

V w

Sociedade para Conservação das Aves do Brasil - Save Brasil

2004

9

6

-

Sociedade para Pesq. e Des. Ambiental, Histórico e Cult. do RN

1999

-

3

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Rioclarense de Defesa do Meio Ambiente - Soridema

1978

-

58

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Sociedade Sinhá Laurinha

2004

2

14

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Amazônia

1988

14

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Cuesta de Botucatu - Movimento de Defesa do Meio Ambiente

2001

6

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Mata Atlântica

1986

56

250

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS PEACE

2006

-

25

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Praias Brasil

2001

-

5

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

SOS Rio Dourado

1996

-

47

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

TEREVIVA - Associação de Fomento Turístico e Des. Sustentável

1996

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

The NaturE Conservancy - TNC

1994 115

-

-

-

-

-

-

-

Turma do Meio Ambiente - TMA

2004

-

2

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Unavale

1999

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

União Sanjoanense de Proteção aos Animais - USPA

1997

-

12

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Unidade de Conservação de Plantas Medicinais do Cerrado

2000

1

28

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Universidade Livre do Meio Ambiente

1992 126

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Valenatureza

2003

-

30

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Verde Vida Programa Oficina Educativa

1994

90

20

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

WWF Brasil - Brasília

1996 120

-

-

-

-

-

234

RIO+20 special EDITION

www.analise.com


AMBIENTAL

Edição especial

Rua Major Quedinho, 111, 16° andar - CEP 01050-904, São Paulo-SP Tel. (55 11) 3201-2300 - Fax (55 11) 3201-2310 www.analise.com • contato@analise.com


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