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ÍNDICE História da patinagem

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Roupa de prova

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A patinagem artística em Portugal e no Mundo

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Material desportivo

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Elementos básicos da patinagem

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Aprendizagem na Patinagem

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Modalidades de competição

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Perfil de Treinador

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Campeonato do Mundo: Carolina Andrade

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Entrevista a Valter Silva

22

Make Up em provas

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Atletas Medalhados

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Torneio Aberto

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Escalões Etários

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História da Patinagem Artística

Podemos procurar as origens desta bonita modalidade desportiva nos países do norte da Europa. Com o progresso sucessivo dos intercâmbios comerciais, os patins passaram da Holanda para a Inglaterra, onde se introduziram para viajar para o contimente americano. Foi em Edimburgo onde se criou o primeiro clube de patinagem em 1874. No entanto, a pessoa considerada o pai da patinagem artística é o americano Jackson Haines. Foi Haines que introduziu na patinagem

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a música e a expressão corporal. Uma outra grande figura da patinagem artística foi Vandervell que se destacou como patinador e como organizador.Inventou o siste m a de pontuação baseado nos coeficientes de dificuldade e na realização de várias figuras obrigatórias. Tinham-se criado na Europa, a Escola de Viena e a Associação Nacional de patinagem da Grâ-Bretanha. A Escola de Viena criou a patinagem a dois executada ao ritmo da música.

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A patinagem artística, no entanto, só chegou a desenvolver-se totalmente com a criação da ISU (International Skating Union) em 1892, graças à fusão de diversas associações nacionais. A partir daquele momento os campeonatos oficiais começaram a suceder-se de forma rápida e segura. Em 1908 realizou-se o primeiro campeonato do mundo de pares na cidade de São Petersburgo. Os primeiros campeonatos europeus realizaram-se em

1930. Durante a década dos anos 30, com o aparecimento e o êxito paticular de diferentes danças, a patinagem artística foi-se enriquecendo progressivamente com a incorporação de vários passos.

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Equipamento Desportivo Em todas as provas de patinagem artística, o fato deverá reflectir o carácter da música, mas nunca deverá causar embaraço ao patinador, juiz ou espectador.

Fatos com grandes decotes ou demasiado curtos que mostrem a zona abdominal não são próprios para exibição de um programa de competição.

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Adereços não são permitidos. Qualquer adorno ou material que produza brilho deverá estar bem preso ao fato de forma que não caia ao solo.

O fato da patinadora deverá ser construído de forma a que tape por completo as suas ancas e glúteos. Todo o fato deverá possuir uma saia.

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A patinagem artística em Portugal e no Mundo Hugo Chapouto é, aos 24 anos, Campeão do Mundo Solo Dance. Hugo Chapouto conquistou, na semana passada, o título de campeão do Mundo em Friburgo, Alemanha, com duas notas máximas na disciplina de Solo Dance. Depois de ter conquistado o título de campeão da Europa, o matosinhense, de 24 anos, atinge o ponto mais alto de uma carreira que ainda tem muito para dar. O próximo desafio será o campeonato do Mundo, em Portimão. Antes disso, o estudante de arquitectura está focado na conclusão do mestrado na área que o fascina há muitos anos. - O que sentiu quando percebeu que era campeão do Mundo? - [Pausa] É difícil descrever. Tive a chorar meia-hora, de forma inacreditável, mais ao menos em estado de choque. A minha namorada e treinadora, Marta Pereira, e o técnico da Federação, Mário Lago, eram as pessoas que estavam ao meu lado. Sinceramente, ainda não caí em mim, até porque esta medalha tem um simbolismo muito complexo. Além de representar uma vitória pessoal, é também uma vitória de todas pessoas que trabalham no anonimato e perdem horas e dinheiro em prol da modalidade. É também a afirmação em definitivo de Portugal no panorama internacional e espero que, a partir de agora, tenha conseguido abrir Pág.8

outras portas. - A modalidade tem pouca visibilidade no nosso país. A falta de reconhecimento não chega a ser revoltante? - Durante muitos anos, combati, até de forma agressiva, a mediatização de outras modalidades, porque me sentia, de facto, oprimido. Mas a culpa nunca morre solteira e cansei-me de culpar os outros em questões que têm a ver connosco. Refiro-me neste termos porque quando a própria modalidade não tem capacidade para divulgar os seus feitos, algo está mal. Apesar da calorosíssima recepção que tive, não deixa de ser amadora, pois quem se deslocou ao aeroporto para me receber foram os meus familiares e amigos, que mais que o medalhado quiseram receber o homem. Já vi vídeos da recepção de atletas em Espanha, que não conquistaram nenhum título mundial, e até as televisões marcaram presença.

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Nós por cá, continuamos à espera do S. Sebastião e não aproveitámos o bom que temos. - Nenhuma entidade oficial marcou presença para o receber? - No domingo, não. Nem da Associação, nem da Federação de Patinagem, nem da Câmara de Gondomar, concelho do clube que represento, Académico Gondomar, nem do concelho de Matosinhos, de onde sou natural. Mas, infelizmente, não foi surpresa. Nenhum meio de comunicação social também marcou presença, porque à mesma hora estavam a decorrer jogos de futebol. Depois, acho engraçado quando vejo o país revoltado e assisto a fortes pressões porque um atleta diz que de manhã é bom estar na caminha. Se as pessoas soubessem os sacrifícios que os atletas têm de fazer e deixassem de ser tão egocêntricas, teriam mais legitimidade para exigir. - Este título chegou mais cedo que o planeado, certo? -Sim, até porque há três anos deixei a modalidade.

Quando regressei apresentei um plano à Federação. No primeiro ano, pretendia fazer boas prestações nas provas internacionais, o segundo ano significaria alcançarmedalhas, e só no último ano é que tentaria alcançar um feito que nunca tinha sido conseguido em Portugal e ser campeão do Mundo. - A responsabilidade aumenta para o próximo campeonato do Mundo, que até se realiza em Portugal, em Portimão? - Acho que sim, a responsabilidade é maior. Mais que chegar ao topo, o difícil é continuar por lá. - Com que apoios conta para se dedicar diariamente à modalidade? - Felizmente, devido ao currículo que alcancei ao longo dos anos, no início deste projecto só avancei porque tive ajudas ponto de vista técnico. Nem a minha treinadora, nem a coreógrafa, levavam dinheiro, e contei com um patrocinador do ponto de vista material, a EDEA e Rolline, e um patrocinador do ponto de vista guarda-roupa, a LYCRARTE.

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- Teve apoio em Matosinhos?

- Para já, o meu nome fica na história. É a minha marca no Mundo. Isto aos 24 anos. Mas não quero que seja um resultado pontual. Espero ter mais êxitos como atleta e, depois, como treinador, contribuir para que Portugal cresça na modalidade e se aproxime das maiores potências. A Itália também nasceu do nada.

- No ano passado, pedi autorização para utilizar as instalações desportivas do Pavilhão do Custóias e a justificação que me deram foi que não havia funcionários para abrir as instalações. Matosinhos está bem servido de equipamentos desportivos, particularmente para a patinagem, mas não há receptividade para ajudar. Tive a necessidade - Recebeu algum prémio monetário? de me deslocar até Paredes para encontrar boa vontade do ponto de vista político para - Os prémios monetários não estão desenvolver a minha actividade desportiva. tabelados. Mas o Instituto Desporto atribui uma verba, pela vitória no Campeonato da - Gostava de desenvolver projectos Europa e ainda não recebi absolutamente em Matosinhos? nada. Estes prémios monetários deviam ser uma ajuda real, pois daqui a cinco anos, por - Gostava de desenvolver o acompan- exemplo, já nada serve para o atleta, uma vez hamento de novas organizações e clubes que que já terminou a carreira. Esse dinheiro popossam surgir. O mais aliciante seria a cri- dia ajudar a ter melhores condições de treiação de uma espécie de Academia que con- no. seguisse absorver toda a qualidade da área metropolitana do Porto. - Tem conseguido conciliar a modalidade com o curso de Arquitectura? - Este título em que é que o pode ajudar? Pág.10

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«Estou dedicado a tempo inteiro à modalidade»

- Não tem sido fácil. Estou a finalizar a tese de Mestrado em Arquitectura. Desde pequeno, sempre tive predisposição para organizar bem o meu tempo. Utilizei sempre os tempos certos e isso ajuda imenso. A patinagem e a arquitectura são as minhas grandes paixões.

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Material Desportivo Com bota ou correias, o patim deve estar bem fixo ao pé, seguro e permintindo conforto. Os patins devem ser limpos e receber cuidados de manutenção regular e serem vistoriados antes de cada utilização. As rodas e rolamentos não deverão permitir grande deslize. Quanto mais novo é o praticante, mais importante se torna esta situação. Pouco a pouco dever-se-á aumentar a capacidade de deslize do patim, através da alteração das rodas e rolamentos. Componentes do Patim: Chassi - Base - Travões - Pontes e porcas - Parafusos - Amortecedores Bota Rodas Rolamentos Separadores Chaves para travões, rodas e amortecedores

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Elementos Básicos da Patinagem Os elementos básicos da patinagem artística são a pista, a música, os patins, a indumentária e os juízes. A pista deve ser um espaço rectangular que oscile entre os 60 m X 30 m e os 56 m X 26 m, A música pode ser escolhida livremente pelos concorrentes. A única coisa necessária é que a música escolhida contenha suficientes variações rítmicas para permitir distintas fases de virtuosismo e de expressão. Os patins têm umas medidas de 35 cm de comprimento por 4 cm de altura. Em competição, as roupas são de corte simples e o regulamento não exige nenhum enfeite especial. A roupa masculina costuma ser de uma única peça, de cor escura e tecido sintético, enquanto as mulheres usam um vestido curto com algum detalhe de enfeite que pode ser escolhido livremente. Para o jurí que qualifica as actuações dos patinadores numa competição, são necessários dois cronometradores, dois anunciadores e dois secretários para as tarefas adjuntas.

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Aprendizagem na Patinagem A patinagem artística exige uma aprendizagem intensa desde muito cedo; é ideal que a criança comece a praticar aos quatro ou cinco anos. No processo de aprendizagem podemos determinar quatro fases: fase de iniciação, fase de automatização, fase de aperfeiçoamento e fase de preparação imediata para as competições. A fase de iniciação tem de começar o mais cedo possível, pois a criança tem de se famaliarizar totalmente. O jovem patinador tem de aprender antes de mais a deslocar-se para a frente e para trás, a desenvolver perfeitamente o sentido do equilibrio, a inclinar o corpo para dentro e para fora, a travar, a girar sobre si mesmo e a determinar logo o lado do corpo pelo qual mostra preferência. Com exercícios diários e constantes a criança tem de descobrir progressivamente as soluções adequadas e correctas de cada movimento, à medida que vai reforçando fisicamente os tornozelos e os joelhos, que são as articulações fundamentais para a prática deste desporto. A fase de automatização (período entre os 8 e os 12 anos) está dedicada a conseguir um domínio perfeito de todos os elementos técnicos que constituem a base fundamental dos diversos exercícios e a desenvolver as condições específicas de cada patinador. A velocidade, a coordenação e a agilidade são faculdades que dependem das características físicas de cada atleta.

A fase de aperfeiçoamento, já na adolescência, está destinada à aplicação eficaz e completa de todos os elementos técnicos. O método de aprendizagem secundário insiste na necessidade de que o patinador colabore de maneira decisiva com a sua inteligência e representação mental. A última fase, de preparação imediata para as competições, consiste no desenvolvimento completo do patinador e fundamenta-se não só no trabalho de aperfeiçoamento técnico das figuras e evoluções, mas também na determinação do estilo mais adequado para a própria personalidade.

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Modalidades de Competição

Dança

Os patinadores que entram nessa competição realizam passos e figuras, com a diferença de que não podem levantarse acima da cintura, ficando as suas voltas limitadas a uma rotação e meia. É preciso realizar três danças obrigatórias, uma de criação e uma livre de quatro minutos. As danças obrigatórias são seleccionadas previamente entre os grupos seguintes: o primeiro compõe-se da valsa vienense, o quickstep e o kilian; o segundo inclui a valsa Westminster, o pasodoble espanhol e o blues; o terceiro grupo é composto pela valsa europeia, a rumba e o tango argentino. Poderiamos pensar que de facto não há nenhuma diferença entre a dança e a patinagem em pares mas existem várias distinções. Primeiro, é que na dança os patinadores nunca se soltam, formando sempre um todo e harmonioso. Pág.16

Em segundo ligar, as piruetas e os saltos acompanhados encontram-se muito limitados pelo regulamento. A duração das danças obrigatórias oscila entre 1 m 20s e 2 minutos. A evolução dos braços é muito mais ampla e variada, as posições adoptadas pelos patinadores possuem uma grande dose de originalidade e os traçados sobre a pista têm uma enorme variabilidade porque traduzem visualmente o carácter de uma música agitada e cheia de ritmos diferentes. A difícil técnica de execução dos passos, o desenvolvimento das qualidades próprias do ritmo e da agilidade, a velocidade dos pés e a expressão corporal fazem com que a dança tenha de ser aprendida o mais cedo possível.

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Patinagem de Velocidade Pistas, Juízes e Equipamento

Nesta modalidade desportiva, os patinadores dão voltas à pista tentando percorrer as diferentes distâncias estabelecidas no mínimo tempo possível. É, fundamentalmente, uma actividade desportiva ao ar livre, de grandes espaços, tradicional dos países nórdicos, mas existem cada vez mais provas em pista corberta, com diferentes distâncias e com diferentes estilos e técnicas. Os patinadores de velocidapodem atingir 30km por hora,

Em 1982, após a formação da Federação Internacional, reconheceram-se como distâncias oficiais unicamente os 500m, 1500m, 5000m e os 10 000m. As corridas deviam ser efectuadas em pistas duplas com curvas e saída simultânea de dois patinadores. Em cada extremidade há uma curva de 180º com um raio interior de 25 a 26metros. Costumam ter duas pistas de 4m cada uma. O objevtivo dos patinadores correrem dois a dois não é que compitam entre si, mas obter o melhor tempo, pois a classificação geral estabelece-se em função da actuação cronométrica de cada participante. Os juízes que controlam uma prova de velocidade são um árbitro principal e um ajudante, um juiz de saída e o ajudante correspondente, um juiz de saída e o ajudante correspondente, um juiz principal, os cronometradores, conta voltas, vigilantes de pista e um controlador de chegadas.

Origem e Evolução

São os holandeses os pioneiros desta modalidade desportiva. Em 1805 disputou-se em Leeuwarden a primeira corrida em pista recta; a partir de então as competições foram mais frequentes, adoptando as pistas a forma de U, com uma curva fechada, e com dois patinadores de cada vez.

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Regulamento Patinagem de Velocidade

As competições internacionais desenvolvem-se normalmente durante dois anos. As provas oficiais incluem, para homens, os percursos de 500m, 1500m, 5000m e 10 000m, e para as mulheres os percursos de 500m, 1000m, 1500m e 3000m. Nos Jogos Olímpicos, além das oito distâncias indicadas, existe um percurso adicional: os 1000m masculinos. Nas provas olímpicas, cada país pode inscrever 12 participantes masculinos e 8 femininos. Em algumas competições, a ordem de saída decide-se consoante as actuações nas provas anteriores. Noutros torneios, decidese por meio de sorteio. As corridas disputam-se em sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Os participantes têm de trocar de pista quando Pág.18

chegam à recta de cruzamento. O patinador que corre pela pista interior tem de deixar passar o que vem pela exterior e é considerado responsável pelas colisões que possam acontecer no momento da mudança. Qualquer infracção dessa regra implica na desclassificação. Se um dos participantes é derrubado e travado sem ser responsável, é-lhe permitido reiniciar a prova, contabilizando-se o melhor tempo obtido. Só é possivel ultrupassar quando não suponha interferência para o patinador que está à frente. Quando um patinador é ultrupassado, deve permanecer a uma distância mínima de 5m do rival. O patinador que realize 3 saídas falsas fica eliminado da prova.

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Individual

A competição de patinagem individual integra três provas. Primeiro uma prova que inclui figuras obrigatórias, três para cada competição. Trata-se de um exercício de alta precisão. Em segundo lugar está o programa curto, um exercício de 2 minutos que inclui 7 dificuldades impostas. Dentro da liberdade geral desta prova, o patinador tem de executar, sem importar a ordem, três saltos, três piruetas e um passo de enlace. O programa livre tem a duração de 5 minutos para homens e 4 para as mulheres. Nesta prova o patinador é totalmente livre para desenvolver um programa técnico e musical escolhido à vontade. Um dos pontos mais importantes é conseguir um paralelismo perfeito entre o busto e a cintura. Ao descrever curvas, o eixo dos ombros e o eixo das ancas têm de estar paralelos entre si e em relação ao plano da superfície do chão. O equilíbrio é fundamental. Um outro elemento técnico importante é a separação dos braços em

relação ao eixo do corpo. Os braços devem manter-se a uma distância constante do eixo, com os cotovelos ligeiramente flectidos e as palmas das mãos paralelas à superfície do chão. Quanto ao jogo de pernas, um dos factores essenciais para a agilidade e o equilíbrio na realização dos diversos movimentos é saber flectir correctamente a perna de apoio. Ao mesmo tempo devemos indicar que a perna livre deve ser movida com um domínio perfeito, pois é fundamental na execução das figuras obrigatórias.

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Pares Outro tipo de competição da patinagem artística é a patinagem em pares. Essa modalidade consiste na dança livre e simultânea de duas pessoas de sexo diferente que têm de realizar os seus movimentos com uma sincronização e uma harmonia perfeita. Os patinadores têm de realizar um programa curto, que dura 2 minutos e inclui umas figuras obrigatórias e um exercício livre de 5 minutos de duração. Uma limitação estabelecida é que o patinador só pode levantar a sua companheira no ar durante três voltas inteiras. As dificuldades impostas aos concorrentes do programa curto são exactamente sete, e podem consistir em saltos acompanhados, vôos, saltos lançados ou especiais.

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Ao realizar os saltos acompanhados, os patinadores podem ajudar-se entre si, no sentido de se segurarem mão na mão, mão no braço ou mão no sovaco. O patinador tem de manter um equilibrio absoluto e situar-se exactamente debaixo do centro de gravidade da companheira. Os impulsos do patinador e da companheira devem estar perfeitamente sincronizados, de maneira que a velocidade de impulsão da patinadora fique conjugada com os apoios oferecidos pelo par. Durante a elevação no ar os dois patinadores têm de ficas situados no mesmo eixo verticar de apoio. No caso de võos com deslocamento rotatório de ambos os patinadores, a velocidade para efectuar o movimento de rotação tem de ser exactamente a mesma. Quanto aos saltos lançados, o factor mais importante é a técnica individual da companheira. Quando o portador efectua o lançamento tem de existir uma sincronização perfeita do impulso vertical e do impulso de rotação da patinadora. Para

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realizar a fase aérea, em que a companheira tem de juntar braços e pernas, a técnica individual tem de ser muito cuidada para poder efectuar essa fase de maneira perfeita. É também muito importante o momento do choque contra o chão, pois o impacto deve ser amortecido progressivamente, conservando a máxima velocidade em sentido horizontal. As espirais são os movimentos de rotação da patinadora, que descreve na pista uma curva de raio decrescente, cujo eixo principal se fundamenta no pé do companheiro. Existem quatro tipos fundamentais de espirais: a exterior para trás e a interior para trás. Quando se executa uma espiral, o corpo da patinadora deve estar situado sobre o raio da curva descrita pelo pé apoiado na pista. Por outro lado, o companheiro tem de adoptar uma posição de joelhos flectidos conhecida pelo nome de canadienne. A flexão dos joelhos é acompanhada por uma inclinação do corpo para trás para neutralizar também a força centrífuga da patinadora. Para atingir uma sincronização perfeita de movimentos, a dupla tem de realizar previamente um treino específico. Os dois integrantes têm de praticar muito a patinagem em simultânea. Quanto à composição dos dois programas que integram a prova da patinagem em pares é preciso prestar atenção principalmente a dois factores de grande importância. Por um lado, ambos têm de

sentir-se idêntificados intimamente com a música que eles mesmos ou o treinador escolheram. Essa identificação constitui a base principal da perfeita execução da prova como um conjunto harmónico. É preciso considerar também como factor decisivo o diálogo plástico que tem de se estabelecer entre os dois patinadores. É ideal que exista entre o patinador e a patinadora uma diferença de 20 cm de altura e uma diferença de peso de cerca de 20 kg. O diálogo plástico requer que as personalidades concretas dos membros do par sejam compatíveis de maneira que não surjam divergências e desacordos. Desta maneira é possível atingir a unidade estética do par.

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Perfil de Treinador Tr a balhar com crianças, orientando a sua prática desportiva, é antes do mais assumir a responsabilidade de contribuir para o seu d e s e nvolv i mento e não para, através delas, alcançar objectivos de promoção pessoal. S e r treinador desportivo não é um mero exercício de ensinar as técnicas, as tácticas, as regras, etc. Ser treinador é saber praticar a pedagogia desportiva concreta que transmitia, para além do saber desportivo, conceitos, princípios e regras de comportamento que valorizam o ser humano como elemento social e como indivíduo criador de factos culturais. O treinador, através da sua actuação junto das crianças e dos jovens com quem trabalha, exerce um conjunto de influênciais sobre a formação desportiva e sobre a formação da personalidade dos jovens, cujo alcance e consequências deve ser Pág.22

devidamente valorizado nos seus aspectos fundamentais. Uma das facetas dessa actuação consiste no desempenho da função de iniciador ou de treinador de uma modalidade desportiva. O treinador mostra, pela sua conduta, que se interessa pelo êxito do aprendiz, ao ponto de querer que a execução deste seja superior àquela que ele próprio foi capaz de fazer.

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Campeonato do Mundo

A patinadora Carolina Andrade vai representar as cores da selecção nacional portuguesa no Campeonato do Mundo de Patinagem Artística 2011, que decorre de 14 a 27 de Novembro, no Brasil, mais propriamente na cidade de Brasília. É a primeira vez que o Brasil recebe um Campeonato do Mundo da modalidade, que terá como palco, o Pavilhão Nilton Nelson, onde ao longo dos 14 dias de prova, vão competir mais de 1.080 atletas em representação de 36 países. A nossa jovem atleta Junior, recorde-se defende o brilhante 3ºlugar, medalha de bronze, conquistado no Mundial de 2010 disputado no nosso país, mais propriamente em Portimão.

Carolina Andrade representou Portugal no Campeonato do Mundo de Patinagem Artística.

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Entrevista com Valter Silva VALTER SILVA, Vice-campeão da Europa, na categoria de Juvenis, em Patinagem Livre, no Campeonato de Europa de Cadetes e Juvenis, em Le Blanc Mesnil – Paris, França. Com que idade e onde é que iniciaste a prática competitiva da Patinagem Artística? VALTER: Iniciei a prática da Patinagem Artística aos 8 anos na Biblioteca Instrução e Recreio em Valado dos Frades. Porquê a Patinagem Artística, e não por exemplo, o Hóquei, o Basquete, o Atletismo ou o Futebol? VALTER: Ao início, quando tinha 7 anos inscreveram-me no Basquete mas acabei por sair logo após 6 meses. Um dia fui a Viena de Áustria com os meus os pais onde encontramos à beira do lixo uns patins de 4 rodas num óptimo estado.

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Quando chegámos a Portugal calcei os patins e comecei logo a patinar, então um senhor chamado Miguel viu-me a patinar e ficou admirado; como era dirigente no clube disse para eu ir experimentar Patinagem Artística. A partir desse dia fiquei apaixonado e nunca mais me consegui desligar desta arte. Achas que a Patinagem Artística te ajudou no teu desenvolvimento enquanto pessoa? Nome Completo: Valter Dan VALTER: Sim, porque iel Nogueira da Silva me ajudou a ser mais reData de nascimento: sponsável, mais tolerante, 26/01/1993 educado e a encontrar novas Altura: 1.66 amizades. Peso: 52kg Profissão: Estudante Qual foi o papel da tua Quantos irmãos tem: 1 família no teu percurso enO que mais gosta de fazer: quanto atleta? Patinagem Artística VALTER: ApoiaramPrato preferido: Bacalhau me sempre no que foi precom Natas ciso, nas vitórias e nas derroCor preferida: Azul tas. A minha mãe sempre me ajudou nos fatos, a minha irmã sempre me esteva a dar ideias, e o meu pai para além de trabalhar fora Golden Roller


arranjava sempre momentos para me ir ver. Quantas vezes treinas por semana, e quanto tempo? VALTER: Na altura das aulas treino 4 dias por semana, porque o pavilhão não nos disponibiliza mais tempo. Dependendo dos dias da semana, alguns dias treino 1 hora, outros 2 horas e ao sábado 3 horas. Na época de férias treinamos todos os dias cerca de 2 horas ou 3 horas por dia.

um desporto onde se pode conviver e aprender ao mesmo tempo de forma saudável, e que patinar para além de tudo é uma arte.

O que é mais belo na Patinagem Artística? VALTER: O mais belo na patinagem é um atleta saber patinar para o público. E o que é mais difícil na Patinagem Artística? VALTER: No meu caso, o mais difícil para mim na Patinagem, às vezes, é não conseguir controlar o meu corpo, mas é algo que já estou a trabalhar com a minha treinadora. Se tivesses que convencer um jovem a praticar Patinagem Artística o que lhe dizias? VALTER: É um desporto onde não há contacto físico directamente com outras pessoas, que é

Para ti, o que é preciso para se ser um bom atleta? VALTER: Para se ser um bom atleta só ter talento não chega. Muitos atletas sabem que têm um talento enorme mas acabam por não trabalhar e depois quando são maiores começam a aparecer os maus resultados, por isso acho que é preciso haver força de vontade, muito gosto, não desistir à primeira e sobretudo fazer muitos sacrifícios.

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A maneira como tu lidas com a pressão e a ansiedade antes das provas é algo que tu consegues trabalhar e treinar, ou simplesmente é algo com que apenas lidas na hora em que entras na prova? VALTER: A pressão e a ansiedade é algo que trabalho ao longo da época. A pressão é sempre um factor que não é muito favorável, por isso a minha treinadora nos treinos e antes das provas diz-me sempre algumas palavras que me ficam na memória e que fazem pensar o motivo porque estou ali e o motivo pelo que qual não me tenho que preocupar. A ansiedade nunca me ocorre antes das provas, mas sim uma semana antes das competições, quando não consigo dormir bem já sei que estou ansioso por isso logo a partir daí me tento acalmar. Quantas vezes já representaste Portugal, em que anos, onde e quais foram as classificações? VALTER: Representei Portugal 4 vezes, a primeira vez foi em 2005 na Taça da Europa onde fiquei em 1º lugar no escalão de iniciado. A segunda vez foi em 2007, na Taça da Europa onde fiquei em 3º lugar no escalão de cadete. Em 2008, fui ao Campeonato da Europa de Pág.25


preparação para o campeonato da Europa, treinava todos os dias 3 horas ou 2 horas por dia, depois todos os fins-desemana tinha centros de treino com a federação onde o Qual é a sensação de meu seleccionador observava representar Portugal? vários aspectos para eu VALTER: É um orgulho representar a nossa pátria porqu para além de sermos um país pequeno todos nós temos valor e são esses motivos que me fazem ter orgulho em ser português. Juvenis onde fiquei no 6º lugar. Por fim, em 2009 fui ao Campeonato da Europa onde consegui obter o 2º lugar.

O que sentiste quando conquistaste o 2.º lugar em Livres neste Campeonato da Europa de Cadetes e Juvenis em Paris? VALTER: No final da prova pensei sempre em ficar fora do pódio, quando vi a pontuação já sabia que estava pelo menos na terceira posição. Quando recebida a última nota e reparei que estava em 2º lugar para mim foi como de tivesse ganho, porque o importante para mim não é estar no top mas sim ver que todo o esforço que fiz que durante este ano valeu a pena. juntamente com a minha treinadora poder melhorar du Que tipo de pre- rante a semana. Para além disparação fizeste para este so também fiz preparação físiEuropeu (quantas horas de ca que me ajudou a melhorar a treino, etc.)? resistência para os programas e VALTER: Depois do trabalhar outros músculos. Nacional de livres iniciei a

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Há alguém a quem queiras dedicar este teu 2.º lugar? Porquê? VALTER: Claro, à minha treinadora por ter acreditado sempre em mim, aos meus pais por todos os sacrifícios que fazem por mim e à minha irmã que sempre me apoiou. Quais os teus objectivos? A curto, médio e longo prazo? VALTER: Os meus objectivos a curto prazo era fazer uma boa prestação no Campeonato de Juniores na Nazaré, depois continuar a treinar para ir aos próximos Campeonatos da Europa e quem sabe a longo prazo poder participar num Campeonato do Mundo.

Agradece-se ao Valter Silva e à Anabela Costa a disponibilidade manifestada para responder às questões remetidas via e-mail, com vista a divulgar e promover a modalidade, bem como o trabalho e dedicação do próprio atleta, família e treinadora.


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MakeUp em Provas

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Atletas Medalhados

Beatriz Silva conquistou o terceiro lugar na Taça da Europa de Patinagem Artística, que decorre em GujanMestras, França. Ou seja, a patinadora, que compete em infantis, alcançou a terceira medalha entre a comitiva portuguesa na Patinagem Livre, depois da prata e do bronze conquistados por Diogo Silva e Madalena Serrão, respectivamente. Em iniciados, e também em Patinagem Livre, Liliana Lopes obteve a quarta posição, enquanto Cátia Rebelo e Rita Lima alcançaram os sexto e décimo primeiros postos, respectivamente. Mariana Mateus, na Patinagem Livre para cadetes, terminou no décimo quarto lugar.

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Portugal festejou mais uma medalha de prata na Taça da Europa de Patinagem Artística, que se realiza em Gujan-Mestras, França, depois de Inês Castro, que compete em infantis, ter conseguido o segundo lugar na Solo Dance. Recorde-se que Diogo Silva garantira, também, idêntico resultado em Patinagem Livre para cadetes. No total, a comitiva nacional ostenta quatro medalhas, considerando, também, o bronze de Madalena Serrão e de Beatriz Silva. «A medalha de prata de Inês Castro é saborosa, até porque esteve perto de alcançar o ouro. É uma atleta, com apenas dez anos, e representa o futuro da modalidade», afirma José Correia, chefe de comitiva nacional, em declarações ao «site» da Federação de Patinagem de Portugal.

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Sílvia Almeida, que é juvenil, garantiu o primeiro lugar na prova de Solo Dance da Taça da Europa de Patinagem Artística que está a decorrer em Gujan-Mestras, França. «Está a ser um dia muito bom, com os patinadores nacionais a conseguirem excelentes resultados nesta Taça da Europa», afirma José Correia, líder da comitiva nacional, em declarações ao «site» da Federação de Patinagem de Portugal.


Torneio Aberto No passado fim-de-semana decorreu no Pavilhão da Siderurgia Nacional o Torneio Aberto 2011 em Patinagem Artística. Prova destinada a atletas a partir do escalão de Benjamins, torneio oficial da Associação de Patinagem de Setúbal, que visa incentivar a competição em Atletas que ainda se encontram em formação.

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Escalões Etários Patinagem Artística .:: Patinagem Artística :: Iniciação

.:: Patinagem Artística :: Cadete

Ano de Nascimento: 2004 - 2005 - 2006 - 2007 Ano Nascimento: 1996 - 1997 Idades: 7 - 6 - 5 - 4

Idade: 14 - 15 anos

.:: Patinagem Artística :: Infantil

.:: Patinagem Artística :: Juvenil

Ano de Nascimento: 2000 - 2001

Ano de Nascimento: 1994 - 1995

Idade: 10 - 11 anos

Idade: 16 - 17 anos

.:: Patinagem Artística :: Junior

.:: Patinagem Artística :: Iniciado Ano de Nascimento: 1998 - 1999

Ano de Nascimento: 1992 - 1993

Idade: 12 - 13 anos

Idade: 18 - 19 anos

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Golden Roller



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