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A literacia da informação

Ana Guimarães|Fevereiro 2017 | IESFAFE


A literacia da informação

A literacia da informação – que constitui um direito humano básico num mundo digital – é um conjunto de competências que permitem a uma pessoa, em todas as etapas da sua vida, reconhecer quando necessita de informação e atuar de forma eficiente e efetiva na sua obtenção para que essa informação possa resultar numa ação válida.


O papel das bibliotecas no desenvolvimento da literacia da informação

As bibliotecas possuem recursos de informação variados e em quantidade assinalável, sistemas de gestão de informação e pessoal especializado. Assim sendo as Bibliotecas são intervenientes informação.

decisivos

no desenvolvimento da literacia da


importância

LITERACIA

da informação

promove a inclusão social

indivíduo nações

direito humano básico num mundo digital

(IFLA/UNESCO, 2005)


Num mundo em permanente mutação na forma e na diversidade de fluxos informativos a necessidade de convocar saberes – competências – que permitam reconhecer, ao longo da vida, a necessidade de informação e atuar em conformidade para a procurar e transformar em ação válida, torna-se uma urgência para o indivíduo e para a democracia.


Pesquisa e tratamento da informação

O Modelo Plus

James Herring's PLUS model (Reino Unido – 1996)

O modelo abrange o campo das competências necessárias aquando da realização de trabalhos que envolvem o uso dos recursos de informação em vários formatos.

O Modelo Plus é um dos modelos divulgados pela Rede de Bibliotecas Escolares/RBE


Fases do processo de pesquisa valores prรณximos dos

1. Planificar 2. Localizar 3. Usar

4. Autoavaliar


1. Planificar o trabalho Esta etapa está focada no aluno, e naquilo que ele já revelou saber sobre o assunto. O aluno irá identificar a informação de que precisa.


exemplo o aluno escolhe uma personagem histórica por quem nutre admiração com o objetivo de redigir um texto informativo e de construir uma exposição iconográfica sobre o autor escolhido.


Questões orientadoras

Sobre o que trata o meu trabalho? O que é que eu já sei sobre este tema?


2. Localizar Pretende-se nesta fase de que o aluno seja capaz de proceder como um detetive, isto é, que encontre através de uma grelha de questões a informação credível e pertinente a partir dos conhecimentos previamente adquiridos.


exemplo a fase “localizar” deverá encontrar a informação para os tópicos de referência: •

Enumeração das ações que melhor definem a personagem escolhida;

Impacto da sua atuação na época em que viveu;

Previsíveis repercussões das suas atividades no futuro.


3. Usar Nesta etapa pretende-se que o aluno seja capaz de utilizar a informação recolhida, otimizando-a quer no suporte quer na forma como chega aos outros.


Questões orientadoras

A estrutura da exposição é a mais adequada aos propósitos?

O texto ordena a informação?

Os títulos são sugestivos?

O destinatário percebe o carácter exemplar da personagem escolhida?


4. Avaliar Pretende-se nesta fase refletir criticamente sobre o processo (da planificação à ação) de forma a criar um estado de equilíbrio dinâmico entre as diferentes fases do processo.


Questões orientadoras

Texto e imagem estão bem estruturados? A informação exposta é pertinente, clara e correta? O vocabulário e os documentos iconográficos adequam-se aos objetivos do trabalho?


Pontos fortes do Modelo Plus O aluno tem um papel central, tornando por isso a aprendizagem mais significativa.

É um modelo muito prático cujas fases, concebidas de modo abrangente, assentam num questionamento permanente, o que permite o enriquecimento do trabalho e a sua adequação aos propósitos que deseja alcançar.

É um modelo que convoca a mobilização de um conjunto de competências transversais capaz de produzir ações eficazes.


Ponto(s) fraco(s) do Modelo Plus

Reside, sobretudo, na necessidade de um elemento de mediação (o professor bibliotecário, neste caso) que permita orientar (questionar) o aluno nas várias fases do processo.


Modeloplusanaguimarães