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PORTFOLIO


I am the Lizard King I can do anything I can make the Earth stop in its tracks I made the blue cars go away.

Jim Morrison

After naturally realizing that she wanted to work within the creative industries, Ana

Gomes decided do take a BA in Arts and Multimedia. She quickly discovered a love for that place where the extraordinary meets the ordinary, so she is always working to achieve that special place, no matter what area she is working under.

Things happened fluently in her life.

Eager to learn, she put her artistic knowledge to the test by taking a semester under

the Erasmus program in the year of 2012, attending one semester at the Art and Design University in Cluj-Napoca, Romania. There, she developed her knowledge on Life Drawing, Painting and Engraving, and also developed several projects with the other students outsider the campus, which led to improve her organizational skills, as well as social skills, leading her to easily adapt to new work environments.

But who is actually this creative individual‌. Named Ana Filipa da Silva Gomes, she is

a product of the 90’s, from the good old times, born idealistic and a fighter by definition. With her 22 years, born and raised in the heart of Alentejo, apparently forgotten by the Universe, with all its incomes‌ The great lowlands in the south of Portugal have this effect on people; they push them on looking beyond their sight. She works within the areas of Drawing, Illustration, Plastic Arts, Video and also Photography, always with the same purpose: to give the viewer a new perspective about life, this thing that is common to all.


Literary project Cr贸nicas de uma Mente Surrealista; Capa Charcoal and pastel on paper 42 cm x 59,4 cm


E o mundo desabou na minha na cabeça e no meu Coração.

E a gravidade faz sentir o seu poder cada vez mais,

E o meu centro gravitacional está cada vez mais pesado.

Ele expande-se e contrai-se, ora eu expiro ora eu inspiro. E quando inspiro a dor contrai-se, quase desaparece.

Mas depois ao expirar sinto outra vez o peso da gravidade. Não é horrível, isso não. É simplesmente sublime.

A dor aliada à beleza?! Impossível. Na mente de um maníaco-depressivo talvez fizesse sentido.

Mas eu não sou maníaco-depressiva. Eu sou feliz.

Mas voltando um pouco atrás, sim, a dor aliada à beleza.

Num instante, os sentimentos misturam-se como azeite e água;

E por um lado temos o Amor, o mais belo dos sentimentos, e por outro a dor. Impossível sentir um sem o outro.

Impossível concentrar-me na dor sem reparar que o Amor está lá. Aí, meu Amor. Aqui, no meu coração.

Então pode dizer-se que estes dois sentimentos vivem eternamente ligados, Vivem em perfeita simbiose no meu coração, nestes dias.

O Amor sobrepõe-se à dor; mas nunca a dor se irá sobrepor-se ao Amor. A felicidade instala-se e pontapeia a tristeza. Fora daqui, dos nossos corações!

A dor serve apenas para uma única coisa: para nos perguntemos “porque sofremos?” Sofremos por Amor.

E o Amor é felicidade, Amor. E o mundo desabou na minha cabeça e no meu Coração in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

E a gravidade faz sentir o seu poder cada vez mais Charcoal and pastel on paper 42 cm x 59,4 cm 2013


Já Pessoa dizia “Conheço-me e não sou eu”.

Mas ele era vários; eu posso ser duas. Ou melhor, aparento ser duas. Mas na verdade sou só uma. Ou melhor, um.

Sou um verme rastejante, que se alimenta do lixo que vai encontrando pelo caminho. Que merda de caminho…! Sou a mais bela farsa de todas, a melhor farsa de todas - porque até me engano a Mim própria.

Fico cega com os meus brilhantes e purpurinas,

Deixo-me levar pelas mentiras a bordo de navios e assim fico, a vê-los passar. Mas que navios luxuosos, sim!

Porque eu não me deixo enganar por pouco.

É preciso o brilho ser muito para me conseguir cegar com o reflexo do sol. É preciso eu achar que subi tão alto - ou melhor, querer acreditar! Para depois ver que sempre andei aqui, A cem metros abaixo do chão.

Sou o pior verme de todos, pois sei o que sou.

E sei que nunca hei-de entrar num casulo e transformar-me em borboleta, Sei que nunca vou voar.

Já Pessoa dizia in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

Aparento ser duas Charcoal and pastel on paper 42 cm x 59,4 cm 2013


Esta dor que sinto Começa no meu peito e alastra-se A todos os músculos do meu Corpo. Tal como sinto a felicidade em todos os poros do meu corpo, Assim sinto a dor. O meu Amor. Que estranho sentimento, a saudade. Arrasto o meu corpo pelo chão Até te ver. Já nem me reconheço quando me olho ao espelho E tu não estás no reflexo comigo. Sou um invólucro, nada mais. Um invólucro de Amor saturado de saudade E embrulhado com beijos infinitos, E lágrimas de felicidade que descem pelo meu rosto sem avisar.

Esta dor que sinto in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

Sou um invólucro, nada mais. Charcoal and pastel on paper 42 x 59,4 cm 2013


Consegues viver assim para sempre? Escolhe: olhos postos no mundo, Ou o mundo a passar por ti. Descobrir a sua beleza, ou Viver com os olhos postos na calçada. É simples, não é?

Quero fugir. Vou fugir! Para onde? Para lado nenhum. Em lado nenhum me vai acontecer o que espero; Em lado nenhum vou sentir paz, A paz tão esperada! Talvez haja um sítio... Um sítio não. Uma pessoa... Uma pessoa, sim! Um olhar, um gesto, um abraço... Um Amor. Consegues viver assim para sempre? and Quero fugir. in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

É simples, não é? Charcoal and pastel on paper 42 x 59,4 cm 2013


Por seres

E saberes

Que és o Rei do meu coração,

Apertas-mo assim, esmigalhas-mo assim, Para depois o libertares num segundo... Com apenas um sorriso! Enfim. De que me vale, a mim, Ficar assim?

Incha o meu orgulho, cheiinho de veneno até à boca; Incha o teu veneno, cheio de orgulho até ao topo.

Implode o peito do coração até à boca, que os sentimentos têm que sair por algum lado.

E depois resto eu, só eu. Porque tu, só tu sabes.

Por seres e saberes que és o Rei do meu coração in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

De que me vale, a mim, ficar assim? Charcoal and pastel on paper 42x 59,4 cm 2013


Assim sim. A nossa energia de volta a mim. Eu de volta a mim, tu de volta a mim. Isto é nosso, o mundo - sabemos? Vou decidir aqui e agora, e arrastar-te comigo. Já está. O meu raio de Sol - quero-o aqui, já. Vou apanhá-lo como se apanham as borboletas, E guardá-lo num frasco de vidro bem transparente, Para poder mostrar a minha fonte de luz a toda a gente. E com o meu sorriso, hei-de conquistar multidões. E todos hão-de querer aquecer-se No meu raio de Sol. Mas toda a gente vai ficar desiludida, pois ele só luz para iluminar o meu sorriso. E a minha pele de seda. E os meus caracóis de mel. E o meu sorriso. O sorriso que é teu.

Assim sim in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

Isto é nosso, o mundo - sabemos? Charcoal and pastel on paper 42 x 59,4 cm 2013


As pessoas vivem numa bolha.

Eu não quero. Eu NÃO vivo numa bolha. Eu já decidi, e já rompi a minha bolha.

Eu tirei um alfinete do meu bolso e rebentei a minha bolha. Sendo assim, a minha bolha é o mundo.

As pessoas vivem numa bolha de falsidade. De falsidade, sim.

Falsas virtudes que acreditam serem verdadeiras, mas não são.

E as suas bolhas são feitas como um castelo de cartas, e as pessoas têm medo que, Ao tirar uma carta, o seu castelo caia. E cai mesmo. E depois já não têm bolha - coitados.

A vida não é uma bolha. Nem um castelo de cartas. A vida não é frágil. Eu não sou frágil.

As minhas virtudes não são frágeis como um castelo de cartas.

Consigo tirar dez cartas sem fazer o meu castelo ruir. Impressionante, não é? Não, não é. É a coisa mais natural do mundo. Tirem-me o chão, e eu flutuo.

As pessoas vivem numa bolha in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

Tirem-me o chão, e eu flutuo Charcoal and pastel on paper 42 x 59,4 cm 2013


Porque fui cega ao ponto de achar que aguentaria, que era de ferro? Eu não sou de ferro. Por muito que tente parecer, no final caiem todas as minhas máscaras. No final só resta a merda, a podridão interna, a alma como uma latrina! A alma como uma latrina... Mas um banho por dentro não chega. É preciso muito mais para me salvar neste momento. É preciso arcos-íris, fadas, merdas brilhantes com luzinhas e purpurinas. É preciso mentiras, falsidades luzentes o suficiente para me voltar a cegar. Não é suposto este “eu” vir à tona; Não estou habituada a mostrá-lo, a passeá-lo, a fazer as suas expressões faciais. Não estou nem quero estar! Mas enfim... Que fazer? Apodrecer? Parece-me uma boa ideia...

Porque fui cega in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

Apodrecer? Parece-me uma boa ideia... Charcoal and pastel on paper 42 x 59,4 cm 2013


Concretizou-se, por fim, o teu desejo. (já nem para escrever sirvo...) Estou à beira do abismo mas não quero saltar. Ou melhor, tenho o coração à beira do abismo, e teimo em não morder as veias. Teimo em continuar aqui, teimo em querer-te para mim e que me queiras para ti... Teimo em pensar que a vida é mesmo simples. Teimo em pensar que loucos são os outros. Mas louca sou eu, e só um louco é que não vê! Louca sou eu, Por me ter aventurado nestes mares bravos que são o nosso amor, Por achar que o meu espírito cavalgante passaria a galope e te levaria na minha cela. Louca sou eu, que tenho a sabedoria na palma da mão E não hesito em cuspir-lhe em cima. Louca sou eu, que me faço passar por uma pessoa normal. Mas eu não sou normal; tu sabias. Eu já sabia.

Concretizou-se, por fim, o teu desejo in Crónicas de uma Mente Surrealista 2013

Teimo em não morder as veias Charcoal and pastel on paper 42 x 59,4 cm 2013


Self-potrait Charcoal on paper 25 x 30 cm 2011

Self-portrait Charcoal on paper 6 panels of 29,7 x 42 cm 2012


Auto-representação Charcoal on paper 130 x 100 cm 2011

Desenho de modelo I Charcoal on paper 118,9 x 84,1 cm 2012


Self-potraits Charcoal on paper 29,7 x 42 cm


Medusa Pen on paper 10,5 x 14,8 cm 2011

Self-potrait Pen on paper 15 x 10 cm 2011


Cronos devorando seu filho Pen on paper 14,8 x 21 cm 2011


Hmm... Pencil on paper 18 cm x 15 cm 2011

Self-potrait azul Pencil on paper 29,7 x 21 cm 2011


Do it, do it Pen on paper 29,7 x 42 cm 2011


Estudos de anatomia: m達o Pencil on paper 29 x 12 cm 2013


Estudo anatomia:. mão Pencil on paper 29 x 20 cm 2013

Estudo para ilustração O mundo é nosso - sabemos? Pencil on paper 29 x 20 cm 2013


Watching heaven Pen on paper 14,8 x 10,5 cm 2013

Self-potrait Pencil on paper 29,7 x 21 cm 2011

Ena tantas..! Mix media 29,7 x 42 cm 2011


Self-portrait Self-potrait digital Digital illustration Mix Media 1024x768 1024 x 768 px 2011


Estudo para a pintura Screw you guys... Mix media 21 x 14,8 cm 2012

Screw you guys, I’m goin’ home! Acrílico s/papel 118,9 x 84,1 cm 2012


Study for the illustration Tirem-me o ch達o, e eu flutuo Pencil on paper 29 x 20 cm 2013


Anatomy studies: foot Pen on paper 29,7 x 42 cm 2011


I want my vagina back. Mix media 35 x 59 cm 2012

Vertigo Mix Media 29 x 20 cm 2013


Study for the paintig If I was in WW2... Mix Media 21 x 14,8 cm 2012

If I was in WW2, they’d call me spit-fire! Acrylic on paper 118, 84,1 cm 2012


Study for the painting Alala, Alala... Mix Media 21 x 14,8 cm 2012

Alala, Alala: give me three wishes Acrylic on paper 118,9 x 84,1 cm 2012


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Ana Gomes - Portfolio  

Selection of works in the area of Drawing and Illustration made between 2010 and 2013

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