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BRINCAR, O ESPAÇO DA INFÂNCIA


Associação de Ensino de Arquitetura e Urbanismo | ESCOLA DA CIDADE Trabalho de Conclusão | Dezembro de 2013

BRINCAR, O ESPAÇO DA INFÂNCIA

Ana Gabriela Barth Profª. Mª. Maira Rios [ Orientadora]


Dedico este trabalho aos meus pais, que me proporcionaram uma infância muito feliz!!! À minha mãe (in memoriam), principalmente, que com todas as dificuldades educou a mim e aos meus irmãos com muito amor e nos ensinou que, com muita luta, podemos ser quem quisermos. Obrigada! Amo vocês! 4


Agradecimentos

Ao Fabrício e à Fernanda por tornarem realidade este momento. Pelos conselhos e conversas ao final dos dias. E pelo apoio em tudo que sempre me deram. Sem vocês, sem dúvidas, esse momento não seria possível. À vocês vou ser grata sempre! E nunca será o bastante para transmitir o que fizeram por mim. Ao Bruno (Tod) por me dar apoio nas horas difíceis desse caminho. Com você esses momentos foram menos dolorosos e, com certeza, as comemorações foram e, sempre serão, mais alegres. À Rosa, Fábio, Francisco e Daniel. Pessoas e profissionais que me deram a possibilidade de evoluir. À Maira Rios pela dedicação e apreço demonstrados nesse percurso. Ao Sérgio Sandler pelos ensinamentos em sala de aula. Transmitindo a paixão pelo que faz. Aos meus amigos! Sem vocês não chegaria onde estou hoje. E não seria quem eu sou. Obrigada!

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Sumário Parte I

Parte II

O Tema

Introdução

08

Elaboração

09

O Encanto

A criança e sua relação com o brincar

10

O mundo lúdico/ Possibilidades de brincar

Parte III

A Arquitetura proporcionando sensações

11

A importância do brincar no desenvolvimento da criança

12

A criança e sua relação com o espaço

13

A Proposta

Intenção Local Método

6

15


Parte IV

O Projeto

Eixos - Escolas/ Parque

16

Espaço de Experimentação

36

Bibliografia

61

Parte V

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Introdução

Este trabalho diz respeito ao espaço de brincar da criança. Este espaço que lhe é oferecido como possibilidade de diversão, de socialização, de inclusão e de desenvolvimento. Nesse processo destacamos a importância da cidade nessa relação. Ela é o elemento central que conecta a vida das pessoas. E é essa vivência que nos transmite a identidade do local e seus costumes.

O objeto de projeto do Estúdio Vertical foi o parque de águas. Mas o que nos levou até ele, para mim, sempre chamou mais atenção. A quantidade de escolas, a carência de espaços de lazer, a relação da cidade com os espaços escolares – quase sempre fechados para a comunidade. Aliado a isto, inúmeras crianças buscam um espaço que sirva para suas brincadeiras. E, ao mesmo tempo, há muitos espaços residuais no território.

Através daquilo que o território necessita e nos proporciona tentaremos desenvolver elementos que iram compor novos espaços e qualificar os existentes. Alguns desses elementos têm como objetivo resgatar a identidade do lugar, revelando a sua natureza e os seus costumes locais. Outros a função de dar suporte a vida cotidiana. Mas em ambos os casos o elemento é sempre fonte de uma possibilidade de brincar.

Foi com essa atenção e com uma vontade antiga de criar espaços para a criança que surgiu a ideia de unificar esses dois projetos. A partir do trabalho desenvolvido no Estúdio Vertical utilizo o mesmo recorte e o embasamento do projeto no “controle das águas” e crio caminhos que iram conectar a cidade com esse novo parque. Acreditando que o espírito da criança tem a capacidade de modificar o local, utilizo as escolas como ponto de partida e de conexão para a criação desses caminhos. Trazendo o espaço da criança para a cidade entendo que as relações podem se aproximar e, com isso, gerar um sentimento de apropriação da população com o lugar.

O local escolhido para este estudo foi o recorte proposto na disciplina de Estúdio Vertical no primeiro semestre deste ano. Está localizado entre os bairros de Jardim Helene|Vila Curuça| Vila Bartira, já próximo ao limite do município de São Paulo, fazendo divisa com o município de Itaquaquecetuba. Como levantamos no Estúdio Vertical esta é uma área com constantes problemas de alagamento, devido à proximidade do Rio Tietê e também por ser um ponto de encontro de descida de córregos (Itaim e Ribeirão Lageado). Somada a esta situação ainda há um grande número de habitações em área de APP. Outra questão abordada era o número de escolas sem o apoio, na grande maioria, de uma área de lazer que comportasse a quantidade de alunos/ escolas. A necessidade de rever a forma de ocupação em áreas irregulares, às margens do rio e córregos, aliada a criação e qualificação de espaços públicos/ de apoio para estas escolas, norteou o trabalho. Nesta proposta, toda a população residente nas áreas alagáveis foi relocada. O grupo do Estúdio Vertical usou a base de projeto o limite de intervenção do projeto do hidroanel. Aproximamos nosso recorte da área alagável mais extensa. A partir daí, unindo a carência por espaços públicos/ lazer a essa área alagável, optamos por projetar um parque público onde os espaços que caracterizariam o local seriam programas com a presença da água. 8

O objetivo desse trabalho é criar espaços de empatia que atraiam as pessoas e suas centenas de linguagens. Pensando em resgatar uma identidade que possivelmente tenha ficado para trás. Questões como moradia precária e enchentes recorrentes fazem a população virar as costas para as marcas do território. Ter na presença da água algo natural e não catastrófico, como é hoje. Esses espaços onde todos terão a oportunidade de experimentar. Diversos elementos compõe um cenário no qual todos fazem parte. Descobrindo novas maneiras de se relcionar com o próprio corpo, com o espaço e com o outro. As crianças ajudam a criar e construir o espaço. Não apenas se exercitam ao ar livre, mas também exercem sua imaginação resolvendo problemáticas do cotidiano e desenvolvendo suas habilidades ao lado de outras pessoas. Palavras-chave: brincar, criança, experimentação, elaboração, espaço lúdico.


Elaboração no parque

ao ar livre

associação natural livre

elementos

na cidade construído fechamento/ muro banco ponte

linguagem materiais “natural” topografia pegada composição cor experimentação geometria rastro textura bolas d’água

associação construído projetual espaço de

criança

brincar

espaço

é... necessidade/desafios diversão socialização inclusão desenvolvimento físico mental

identidade

magia/fantasia água descoberta rio tietê diversão relação com o meio bichos relação/associação com o real d’água

pertencimento apropriação sensações caminhos transformação

interação complexidade criatividade imaginação refúgio 9


O Encanto A criança

“ O homem somente brinca quando é humano... e só se torna plenamente humano quando brinca” Friedrich Schiller 10

fig. 2 - google imagens- autor desconhecido

Quando a criança brinca ela elabora o mundo. O brincar para ela é uma possibilidade de entrar no mundo da fantasia, da magia, da descoberta, da diversão, da relação com o lugar e com o outro. Brincando ela experimenta situações novas e desafiadoras, elabora a sua percepção dos objetos, das pessoas e do local. Aprende a conviver com o outro e a entender o espaço que habita.

fig. 1 - google imagens | Salto por Fittzer . Licença - (CC BY-NC-ND)

e sua relação com o brincar


O mundo lúdico fig. 3 - fonte | site archdaily - projeto Monster Footprints | MAD Arquitetos

possibilidades de brincar O elemento que permite descoberta. A associação de objetos e formas permitindo a realização da fantasia, do imaginário em um cenário real.

fig. 4 - fonte | google imagens- projeto Playgound de Crochê | Toshiko Horiuchi MacAdam

A arquitetura proporcionando sensações Na prática de projeto, nós arquitetos, buscamos sempre trabalhar com as possibilidades de gerar sensações em um determinado ambiente. Em muitos casos as sensações mais trabalhadas são a visão e o tato. Quando o desenho indica um direcionamento do olhar ou quando os materiais nos dão a percepção da forma e da textura, trabalhando o processo de orientação e discernimento do espaço.

11


A criança tem necessidade de se divertir, de se sociabilizar, de pertencer a um grupo e/ou lugar e de se desenvolver fisicamente e mentalmente. Com toda esta necessidade, muitas vezes, a criança se sente desafiada a lidar com o novo, com o inesperado. A partir dai que ela aprende e apreende com os acontecimentos a sua volta. Aprende a lidar com o inesperado, com o que o outro pensa. Apreende o espaço. Dimensões, limites e qualidades.

“ O espaço não é neutro. Sempre educa.” Viñao Frago 12

fig. 6 - fonte | google imagens - Adventure Playgound

no desenvolvimento da criança

fig. 5 - fonte | site archdaily- projeto Playgound Shulberg | ANNABAU Arquitetura

A importância do brincar


A criança

fig. 8 - fonte | site archdaily - projeto Monster Footprints | MAD Arquitetos

fig. 7 - fonte | site archdaily - projeto citydeck - STOSS Arquitetos

e sua relação com o espaço Quando a criança tem um envolvimento maior com a cidade nós identificamos rapidamente o potencial que o local tem para oferecer. Porque a criança sempre busca utilizar o espaço de todas as maneiras possíveis, mesmo que algumas vezes essa tarefa seja mais difícil, elas sempre conseguem achar um buraco no chão para jogar bola de gude, um ponto mais alto para soltar pipa, um córrego para nadar, uma mata para brincar de esconde-esconde, e assim por diante. A cidade, mesmo que “abandonada”, propicia espaços de lazer e de encontros. Basta, algumas vezes, olhar com um pouco mais de atenção. E quem mais tem um olhar tão atento e simples como a criança. Por isso, sempre fica mais fácil encontrar um caminho a seguir quando se vê pelos olhos de uma criança.

“ O espaço, como um dos agentes construtores, contribui nesse processo com as diversas possibilidades de apropriação vividas em brincadeiras, e que são despertadas no imaginário infantil. Criança e espaço unem-se no brincar para a construção de suas identidades” G. N. Coelho 13


A Proposta

A Intenção deste trabalho é propor espaços de brincar na cidade. Atendendo as necessidades da criança e valorizando a identidade do território. Com a elaboração de elementos lúdicos e funcionais na rua e nos espaços residuais, com desenhos que permitem a identificação e a fantasia da população com relação ao seu território, buscamos dar um pouco mais de vida as relações. A arte na cidade como forma de estimular o convívio da passagem e a apreciação da “desaceleração”.¹ O Local escolhido para esta proposta está localizado no bairro Itaim Paulista. Entre os bairros de Jardim Helene|Vila Curuça| Vila Bartira, já próximo ao limite do município de São Paulo, fazendo divisa com o município de Itaquequecetuba. Esta escolha se deu devido ao estudo da área ainda na matéria do Estúdio Vertical do primeiro semestre deste ano de 2013. Onde trabalhamos com o projeto do grupo Metrópole Fluvial² como base para o desenvolvimento de um projeto onde o assunto principal foi o tema do Hidroanel Metropolitano de São Paulo. O recorte escolhido pelo nosso grupo - grupo 07- é uma das grandes áreas com constantes problemas de alagamento no perímetro do desenho do hidroanel. No nosso levantamento elencamos dois fatores como sendo fundamentais para esta situação: as habitações próximas às margens do Rio Tietê e o encontro dos córregos Itaim e Ribeirão Lageado - vindos de regiões mais altas da cidade de São Paulo- desaguando bem no centro dessa área. Outra questão abordada era o número de escolas sem o auxílio, na grande maioria, de uma área de lazer que comportasse a quantidade de alunos/escola. A necessidade em rever a ocupação em áreas irregulares, às margens do rio e córregos, aliada a criação e qualificação de espaços públicos/ de apoio para estas escolas, norteou o trabalho.

Nesta proposta do grupo do Estúdio Vertical, toda a população residente nas áreas alagáveis foram relocadas. Para sanar a carência de espaços públicos e a questão dos alagamentos, propusemos um Parque de Águas. Onde os espaços e usos/equipamentos variavam de acordo com o nível da água da cidade, consequentemente, do parque. O Interesse pela quantidade de escolas, pela carência de espaços de lazer, a relação da população com o seu território e, ao mesmo tempo, muitos espaços residuais no território contribuiu para a continuação do trabalho nesta área. Foi com esse interesse e com uma vontade antiga de trabalhar com espaços de brincar que surgiu a ideia de unificar esses dois projetos. A partir do trabalho desenvolvido no Estúdio Vertical utilizo o mesmo recorte e o embasamento do projeto do Parque das Águas no “controle das águas” e crio caminhos que iram conectar a cidade com esse novo parque. Nesses caminhos elaboro os novos elementos da cidade e do parque. O Método utilizado neste trabalho foi o de redesenhar as relações da cidade para possibilitar uma etapa posterior que seria o desenvolvimento de elementos lúdicos e de espaços de experimentação. A elaboração desses elementos se divide em: - Associação Livre: Onde a experimentação acontece através de elementos disponibilizados pelo próprio território. Aqui a elaboração é realizada pelo próprio usuário, sem a forma dada pelo arquiteto. - Associação Projetual: Onde a experimentação acontece através de elementos elaborados pelo arquiteto.

1- Oiticica, Hélio; Usa o termo “desaceleração” para falar sobre o “crelazer” = lazer sem regras ou finalidade. 2- Metrópole Fluvial; é um grupo de arquitetos da FAUUSP, que se caracteriza como Grupo de Pesquisa em Projeto de Arquitetura de Infraestruturas Urbanoas Fluviais.

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15


O Projeto | caminhos escolas/ parque

16


O Local | itaim paulista ee/orlando minella ee/paschal thomeu

ee/prof. augusto guelli

emef/capistrano de abreu ee/dr. henrique smith bayma

emei/prof. dalmo machado emef/prof. wanda gonçalves cei/conj. texima

creche/frank duff esc. 1:8500

bairros de Jardim Helene| Vila Curuça| Vila Bartira

área escolhida - recorte e.v. hodroanel

em/do jardim guaracy I

emef/capistrano de abreu

cei/aimoré

ee/prof. dario de brito

ee/mário kozel filho

ee/wilson rachid emef/armando cridey righeti

n

cei/ver. higino pellegrini área escolhida

limite projeto metrópole fluvial| intervenção e.v. acessos parque das águas caminhos/primeira etapa caminhos/segunda etapa

ceu/vila curuça

escolas fazenda biacica 17


cei/aimoré

áreas de interesse para projeto

cei/aimoré

área de intervenção e.v. | parque público

ee/dr. henrique smith bayma

cei/ver. higino pellegrini áreas de interesse | projeto 18

projeto

emef/armando cridey righeti

n

esc. 1:2500

cei/ver. higino pellegrini

existente

emef/armando cridey righeti

r. cordilheira do airaripe | córrego ribeirão lageado | estação de metrô itaim paulista

ee/dr. henrique smith bayma

área de aproximação - caminho escolhido

área de intervenção e.v. | parque público


trecho 4 trecho 1 trecho 3 esc. 1:2000

r. cordilheira do airaripe | córrego ribeirão lageado

área de intervenção - caminho escolhido

trecho 2

trecho 5

situação -

área de intervenção | indicação dos trechos

intervenção

n

| No recorte escolhido para este trabalho existem três escolas: duas CEI - Aimoré e Vereador Higino Pellegrini e uma Escola Estadual Mário Kozel Filho. Além de conter algumas áreas que despertaram interesse desde a primeira visita ao local. Alguns desses interesses se tornam questões abordadas pelo projeto. São elas: 1- As escolas não dividem espaço com a cidade, e vice-versa. Muros altos não permitem nenhum tipo de contado do exterior com o interior do espaço escolar. Mas do que isso há um excesso de cuidado com a “segurança” dos alunos. 2A quantidade de terrenos fechados e sem uso e terrenos abandonados e sem equipamentos. 3- A relação do pedestre com o espaço de passeio em sua grande parte se dá de maneira desfavorecida ao pedestre. 4- A relação de descaso com o córrego. Como proposta a essas questões o projeto cria elementos para melhorar as condições do lugar e as suas relações. Humanas, territoriais e espaciais. 19


topografia animal

Os desenhos utilizados procuram refletir a identidade do local. Com a proximidade do Rio Tietê e as questões do território com a água. Para isto os animais escolhidos foram a capivara e cobras de diferentes tipos. A intenção do desenho é que o animal esteja sempre posicionado à procura da água. Direcionando o pedestre ao parque. A topografia é composta de EPDM³ - grânulos e tiras de borracha - com variação de 20 à 80 cm de altura. Aflorando ou imergindo. (desenho na fl. ao lado)

perspectiva -

cobra d’água

perspectiva -

pegada capivara

| As topografias animais tem o propósito de proporcionar o espaço de maneira lúdica. Dando liberdade ao usuário para utilizá-lo da maneira que quiser.

20

3- Borracha Etileno-Propileno.Dieno


pt esquerda

topografia com jato d’água

cobra d’água | esc. 1:200

pt direita

planta topográfica | elemento lúdico 2 -

pd esquerda

pegada capivara | esc. 1:200

planta topográfica | elemento lúdico 1 -

pd direita

linhas topográficas para cada 10cm

topografia com jato d’água

topografia de EPDM

cortes elemento lúdico 1 -

corte elemento lúdico 2 -

pegada capivara | esc. 1:125

topografia de EPDM

cobra d’água | esc. 1:125 21


piso | bloco intertravado blobo de concreto retângular para tráfego leve | h= 6 cm

blobo de concreto retângular h= 6 cm areia e= 3 à 5 cm solo

corte esc. 1:10

planta esc. 1:10 grânulos de borracha(EPDM) compactados e= 1 cm

piso | epdm

tiras de borracha(EPDM) compactadas camada de absorção com e= 11 cm solo

corte esc. 1:10

esquema de camadas sem escala

|Através da análise feita no Estúdio Vertical constatamos que esse caminho tem seu fluxo local, tratamos a rua como prioridade do pedestre. Grande parte das ruas que compõe esse caminho são estreitas e não comportam um espaço adequedo para o pedestre na calçada. Por isso, o partido adotado é o de elevar a rua, nivelando com a calçada e, portanto, retirando o meio fio. A composição dessa nova rua é feita de bloco de intertravado, onde a cor distigue o espaço do carro e o espaço do pedestre. Juntamente com o mobiliário e a vegetação que também ajudam a delimitar esse espaço. O outro tipo de piso utilizado, esse compondo as áreas de lazer e estar, é o epdm. Que é um piso que possibilita a absorção de impactos e cores diversas. 22


fechamento/ muro

planta esc. 1:50

estrutura metálica de aço galvanizado perfil tubular de 10X10cm

eixo metálico de fixação dos painéis na estrutura metálica borda metálica para reforço do painel de madeira naval painel de madeira naval 280x24cm

estrutura metálica de aço galvanizado perfil tubular de 10X10cm base de concreto

vista frontal

corte transversal

esc. 1:50

esc. 1:50

eixo metálico de fixação dos painéis na estrutura metálica

estrutura metálica de aço galvanizado perfil tubular de 10X10cm

painel móvel

estrutura metálica de aço galvanizado perfil tubular de 10X10cm

base de concreto

perspectiva | montagem sem escala

|Este elemento foi desenhado com o intuito de melhorar a relação do espaço das escolas com o espaço de passeio da cidade. Para isto, o desenho desenvolvido permite a fácil abertura ou fechamento do mesmo através de painéis móveis. Os paíneis permitem uma maior permeabilidade entre os espaços, possibilitando uma interação mais viva entre a população local. Além de alegrar o percurso com suas cores. 23


bancos placa de madeira naval placa de madeira naval tubo de aço base de concreto

estrutura metálica | aço galvanizado perfil tubular de 10 x 10 cm estrutura metálica | aço galvanizado perfil tubular de 12,5 x 5 cm

estrutura metálica | aço galvanizado perfil tubular de 10 x 10 cm

estrutura metálica | aço galvanizado perfil tubular de 12,5 x 5 cm

corte | banco tipo a esc. 1:25 base de concreto

perspectiva | montagem sem escala

corte | banco tipo b esc. 1:25

perspectiva | banco tipo a sem escala

tela fixada entre os tipos de bancos

corte | banco tipo c esc. 1:25

corte | banco tipo d esc. 1:25

perspectiva | possibilidade de composição sem escala

|O banco compõe o espaço urbano, dando a possibilidade do estar no caminho e poder apreciar a vida que existe nele. O material segue a mesma linguagem do muro, gerando uma uniformidade do projeto. O desenho acima tem como intuito mostrar o sistema construtivo, pois através dele é possível desenhar diversos outros modelos além desses representados. A estrutura permite unir diferentes modelos possibilitando diferentes composições. 24


ponte guarda-corpo madeira naval

viga de madeira

viga metálica perfil “I” de 25 x 40 cm

vista lateral esc. 1:100 pilar metálico d= 40 cm

corte longitudinal esc. 1:100 estrutura de apoio do guarda-corpo banco | madeira naval piso | madeira naval viga metálica perfil “I” de 25 x 40 cm

guarda-corpo madeira naval

viga de madeira para sustentação do piso pilar metálico d= 40 cm

corte transversal

perspectiva | montagem

esc. 1:100

sem escala

|Através de visitas feitas ao local, pudemos observar que a relação da população do local com o córrego é muito distante e pessimista. Tomando como ponto de partida o projeto do parque das águas incluindo o projeto do hidroanel (citados anteriormente), onde é previsto um controle das águas que chegam pelos córregos e pelo rio, voltamos o olhar da população para o rio. Criando novas relações, como novos espaços de lazer ao longo do rio. Com o projeto das pontes tentamos estreitar ainda mais essa relação. Fazendo dela, não somente um objeto de conexão entre as duas margens, mas também, um lugar de estar, de apreciação. 25


| Este trecho se caracteriza pela presença do córrego ribeirão lageado, uma consequente área de desapropriação de habitações em área de risco e um terreno “abandonado”, porém utilizado pelas crianças do local. A intervenção se caracteriza por tratar o leito do córrego e dar proximidade das travessias ao pedestre, criando pontes que reduzem o percurso de 200m para 60m. E no terreno criar uma possibilidade maior de interação. O trecho 1 elemento topográfico surgiu nesse espaço. Vendo as crianças soltando pipa e brincando de bola de gude.

situação 26

área de intervenção

fig. 9 - fonte | acervo pessoal

r. rio quebra-anzóis | r. apiú-quiribó

perspectiva trecho 1 trecho 1


banco

gr ão do a rr

ribó

se la ge ad o

r. api ú-qui

r. ão ir be

is

o

ri

ra-anzó r. rio queb

muro existente

rr

eg

r. chagoteo

esc. 1:500

córrego ribeirão lageado | r. apiú-quiribó

implantação trecho 1

-

projeto fl.24

ponte projeto fl.25

n

corte a -

cobra d’água projeto fl.21

córrego riberão lageado | esc. 1:250

corte b -

praça | cobra d’água | esc. 1:250 27


| Este trecho se caracteriza pelo vasto terreno do canteiro central com seu campo de futebol e pelos terrenos sem uso no seu entorno.

trecho 2

situação 28

área de intervenção

A intervenção se caracteriza por tornar este canteiro uma praça. Mantendo o campo - apenas tirando as grades e o rebaixando 1 m do nível da rua - e criando uma área de estar com jatos d’água saindo do piso e, é claro, a presença dos elementos topográficos espalhados pelos terrenos.

fig. 10- fonte | google street view

r. prof. flamínio favero | r. simão moreira

perspectiva trecho 2 trecho 2


pegada capivara

fechamento projeto fl. 23

r. ser ra

aimoré

do grã o

o fav ero cei

r. pr of. f lamín i

r. simão moreir a

r. antônio d ias de moura

r.

ber

nar

do

de

cha

ves

esc. 1:750

campo de futebol ge

ad

o

r. prof. flamínio favero | r. simão moreira

implantação trecho 2

-

projeto fl. 21

ri

be

projeto fl.24

ão

praça c/ jatos d’água

ir

banco

la

n

corte a -

campo de futebol | pegada capivara | esc. 1:250

corte b -

jatos d’água | esc. 1:250 29


| Este trecho se caracteriza pela presença de um interessante terreno de esquina atualmente sem uso. A intervenção se caracteriza por dar potencial a essa esquina com o elemento topográfico e pelas bolas com jatos d’água na esquina do outro lado da rua. Juntamente com todo o tratamento de piso, bancos e vegetação.

trecho 3

situação 30

área de intervenção

fig. 11 - fonte | acervo pessoal

estrada da biacica | r. curuapanema

perspectiva trecho 3 trecho 3


ro ve fa io ín am fl . of r.

pr

n

estrada da biacic a

esc. 1:500

estrada da biacica | r. curuapanema

implantação trecho 3

r. curuapanema

bolas com jato d’água

cobra

ibó

uir r. apiiú-q

banco projeto fl.24

projeto fl.21

corte

-

cobra amarela | bolas de jatos d’água | esc. 1:250 31


| Este trecho é definido pelo muro da escola. E a relação do pedestre com a rua. A intervenção se caracteriza por projetar um novo fechamento que permita troca de visuais entre a rua e o espaço escolar. Dando ao pedestre uma relação mais agradável com o seu espaço ampliando o passeio de 120 cm para 300m. Para isto o fechamento é recuado para dentro da escola nos momentos que é permitido, deixando aflorar uma bela árvore, antes presa pelo muro, e que agora faz parte desse novo espaço da comunidade.

trecho 4

situação 32

área de intervenção

fig. 12 - fonte | acervo pessoal

r. curuapanema | r. rio tietê

perspectiva trecho 4 trecho 4


r. rio tietê

banco projeto fl.24

fechamento

esc. 1:500

r. curuapanema | r. rio tietê

implantação trecho 4

ee dr. henrique smith bayma

projeto fl.23

árvore exist.

r. curuapanema

n

corte -

árvore | esc. 1:250 33


| Este trecho também é definido pelo muro da escola. E a relação do pedestre com a rua. A intervenção propõe um novo fechamento que permite troca visual entre a rua e o espaço escolar. Possibilita uma relação mais agradável do pedestre com o seu espaço a partir da ampliação do passeio de 120 cm para 300 cm. Para isto o fechamento é recuado utilizando o espaço da escola nos momentos que é permitido, quando não há outra ocupação. E este recuo permite também a criação de mais um elemento topográfico.

trecho 5

situação 34

área de intervenção

fig. 1 - fonte | acervo pessoal

r. cordilheira do araripe | r. curuapanema

perspectiva trecho 5 trecho 5


r. cordilheira do araripe

cobra projeto fl.21

cei ver. higino pellegrini

esc. 1:500

r. cordilheira do araripe | r. curuapanema

implanta巽達o trecho 5

r. curuapanema

estar

n

r. cord達 o de s達o francisc

o

banco projeto fl.24

corte -

cobra vermelha | esc. 1:250 35


O Projeto | espaço de experimentação

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associação projetual estrutura

| O processo de trabalho revelou uma vontade em desenvolver elementos onde o corpo se expresse da maneira mais livre possível. A partir dai que se iniciou a busca pela criação de um espaço onde as crianças pudessem agir livremente, escolhendo como elaborar sua própria brincadeira. Para tanto, duas formas de associação de elementos foram criadas. A primeira delas é a associação projetual, onde os elementos são elaborados pelo arquiteto. Com a preocupação de caracterizar o espaço como espaço de brincar e, também, compor novos elementos apenas agregando formas simples aos existentes. Descrevendo o desenho ao lado, temos uma estrutura com uma corda pendurada que caracteriza o elemento a; se for acrescentada uma circunferência e mais algumas cordas já temos um novo elemento, que é o elemento b; acrescentando um cilindro, que neste caso é uma rede de cordas, já temos outro novo elemento, que é o elemento c; e assim por diante. A segunda forma é a associação livre, onde a experimentação acontece através de elementos do próprio território. E a elaboração do elemento é feita pelo próprio usuário. Descrevendo a imagem a baixo, temos uma prancha de madeira somada a um pedaço de madeira que na água se torna um elemento onde o usuário pode “navegar” pelo lago, girando, pulando ou batendo na água.

circunferência

estrutura

corda

cordas

disco

elemento a

elemento b

estrutura circunferência

cilindro

cordas malha de cordas

disco

elemento c

elemento d

associação livre

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O Partido

| Este projeto consiste em criar um espaço de experimentação onde as crianças tenham a possibilidade de descobrirem e desbravarem um mundo de fantasia, diversão, interação, entre tantas outras possibilidades que o brincar oferece. A área escolhida para a implantação deste projeto é um terreno com densa arborização dentro do parque das águas (projeto desenvolvido pelo estúdio vertical no primeiro semestre de dois mil e treze). Construída no século XVII, a Chácara Biacica ou Chácara dos Fontouras, como também é chamada, possui restos de uma capela de taipa e uma antiga residência construída na década de 30, com características neocoloniais. A chácara foi tombada pelo Departamento de Patrimônio Histórico, da Prefeitura de São Paulo, em 10 de novembro de 1994, mas nada foi feito para a sua manutenção. Nos dias atuais ela é mantida por caseiros que tomam conta da propriedade. O casarão está fechado, sem uso e degradado por pichações e árvores que caíram sobre o telhado. O terreno, por sua vez, tem a característica de atrair os moradores do local. Alguns pulam a cerca de divisa com a rua para utilizar o campo e as sombras das árvores. As crianças da região gostam de atravessar a propriedade para brincar nos campos, ainda existentes. Este terreno consiste em um espaço de transição da cidade para o parque. Uma praça, com uma densa vegetação existente, uma capela, um casarão servindo como museu e esse novo espaço de experimentação irão compor essa nova esquina da cidade. O projeto tem embasamento em duas referências principais. A primeira delas é o “Playground Schulberg”, na Alemanha, do escritório ANNABAU. O projeto esta localizado em uma praça da cidade de Wiesbaden, se constitui por uma estrutura principal que “abriga” uma série de jogos. São dois tubos de aço curvos que delimitam o espaço e entre eles é esticada uma rede (malha variável) composta por cordas de escalada. 3- Borracha Etileno-Propileno.Dieno

38

O desenho propõe claramente uma transição de uma área menos “protegida”, a parte externa da estrutura tubular onde tem bancos para os pais olharem seus filhos, para uma área mais “protegida”, a parte interna da estrutura tubular onde as crianças menores brincam. A segunda é o “Adventure Park”, nos EUA. Onde há uma distribuição livre dos elementos explorando o uso de materiais naturais com diferentes texturas e, também, elabora uma temática onde a criança elabora seu próprio brinquedo. A partir desses dois projetos, elaboro um elemento com uma estrutura que delimita a área, ao mesmo tempo dá liberdade de escolha. Para isto, os “anéis” estruturais - de aço galvanizado de diâmetro de 27,3cm - não tem um percurso contínuo/fechado. O perímetro fica implícito, criando um número maior de opções de experimentação. A ideia é permitir explorar ao máximo as possibilidades da estrutura, e para isso foram desenhadas variações de altura da estrutura em relação ao solo, de 30 cm a 300 cm. A forma se desenvolve a partir da situação do terreno e se adapta entre a vegetação existente. O mesmo acontece com a criação da malha de cordas náuticas. A variação da malha permite ao usuário explorar cada parte do elemento como um novo brinquedo. Outros materiais criam esse espaço: Madeira. De toras achadas no terreno a placas de madeira naval; Polímeros. De grânulos de EPDM³ a lonas de salto; Serragem; Areia; Água e Vegetação fecham a composição de texturas e cores.


O Local | itaim paulista ee/orlando minella ee/paschal thomeu em/do jardim guaracy I

emef/capistrano de abreu ee/dr. henrique smith bayma

emei/prof. dalmo machado emef/prof. wanda gonçalves cei/conj. texima

creche/frank duff esc. 1:8500

chácara biacica

área escolhida - recorte e.v. hodroanel

ee/prof. augusto guelli

área escolhida

emef/capistr ano de abreu

cei/aimoré

ee/prof. dario de brito

ee/mário kozel filho

ee/wilson rachid emef/armando cridey righeti

n

cei/ver. higino pellegrini

limite projeto metrópole fluvial| intervenção e.v. acessos parque das águas caminhos/primeira etapa caminhos/segunda etapa

ceu/vila curuça

escolas fazenda biacica 39


casarão chácara biacica | tombado pelo departamento de patrimônio histório

r. tietê

creche/frank duff

r. tite de lemos

o

r ve

io

fa

n

í am

f.

r.

Fl

o pr

cei/aimoré

n

planta situação esc. 1:2500

-

r. tietê | r. tite de lemos

limite projeto metrópole fluvial| intervenção e.v. acessos parque das águas áreas de interesse | projeto

40


estátua | índia bartira

casarão | biacica

projeção da estrurura base da estrutura

co

rt

e

b

perspectiva 1

perspectiva 4 pegada capivara

travessia toras de madeira

projeto fl.

cobra projeto fl.

perspectiva 3

n

planta piso esc. 1:500

-

corte c

perspectiva 2

e cort

a

toras de madeira diferentes dimensões

grama

espaço de experimentação

areia serragem 41


estátua | índia bartira

casarão | biacica

projeção da estrurura base da estrutura

co

rt

e

b

perspectiva 1

perspectiva 4 pegada capivara

travessia toras de madeira

projeto fl.

cobra projeto fl.

perspectiva 3

n

planta intermediária esc. 1:500

42

corte c

perspectiva 2

-

toras de madeira

e a cort

diferentes dimensões

espaço de experimentação

grama

madeira

areia

lona de salto

serragem

estrutura e topografias animais


estátua | índia bartira

casarão | biacica

projeção da estrurura base da estrutura

co

rt

e

b

perspectiva 1

perspectiva 4 pegada capivara

travessia toras de madeira

projeto fl.

cobra projeto fl.

perspectiva 3

n

planta cobertura esc. 1:500

-

corte c

perspectiva 2

toras de madeira

e a cort

espaço de experimentação

diferentes dimensões

grama

madeira

areia

lona de salto

serragem

estrutura e topografias animais 43


perspectiva 1

44

-

espaço de experimentação


perspectiva 1

estrutura tubular | aço galvanizado d= 27,3 cm travessia suspensa pegada capivara projeto fl.

lona de salto

corda náutica malha variável

n

planta | ampliação 1 esc. 1:100

espaço de experimentação

grama

madeira

areia

lona de salto

serragem

estrutura e topografias animais 45


estrutura tubular | aço galvanizado d= 27,3 cm

lona de salto

corte b esc. 1:50 46

-

espaço de experimentação

corda náutica | malha variável

espuma para absorção de

estrutura tubular de apoio | fixação na fundação d= 14,1 cm

impactos

grama

serragem


lona de salto estrutura tubular | aço galvanizado d= 27,3 cm

e rt

b

co

corda náutica malha variável

perspectiva 2 madeira toras de madeira diferentes dimensões

n

planta | ampliação 2 esc. 1:100

espaço de experimentação

grama

madeira

areia

lona de salto

serragem

estrutura e topografias animais 47


48


49


lona de salto

estrutura tubular | aço galvanizado d= 27,3 cm | e= 1,5 cm

viga metálica de 10 x 20 cm

corda náutica | malha variável

viga metálica de 5 x 5 cm

estrutura tubular de apoio | fixação na fundação d= 14,1 cm

corte a esc. 1:50 50

-

espaço de experimentação

corda náutica

serragem

areia


cobra projeto fl.

placas de madeira naval 2,20 x 1,60 x 2,5 cm

travessia toras de madeira

placas de madeira 1,50 x 1,5 cm

corte a

estrutura tubular | aço galvanizado d= 27,3 cm

n

planta | ampliação 3 esc. 1:100

espaço de experimentação

grama

madeira

areia

lona de salto

serragem

estrutura e topografias animais 51


estrutura tubular | aço galvanizado d= 27,3 cm | e= 1,5 cm

lona de salto

estrutura tubular de apoio | fixação na fundação d= 14,1 cm

corda náutica | malha variável

corda náutica malha variável

corte c esc. 1:50 52

-

espaço de experimentação

serragem


lona de salto

estrutura tubular | aço galvanizado d= 27,3 cm perspectiva 3 corda náutica

corte c

malha variável

n

planta | ampliação 4 esc. 1:100

espaço de experimentação

grama

madeira

areia

lona de salto

serragem

estrutura e topografias animais 53


54


55


perspectiva 4

56

-

espaço de experimentação


lona de salto

corda náutica malha variável

placas de madeira naval 2,20 x 1,60 x 2,5 cm mesmo sistema construtivo indicado no corte a

estrutura tubular | aço galvanizado d= 27,3 cm

n

planta | ampliação 5 esc. 1:100

espaço de experimentação

grama

madeira

areia

lona de salto

serragem

estrutura e topografias animais 57


58


59


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Bibliografia

Referências de Projeto BAU, Ana. Playground Schulberg. BENEVENTO, Marcia. Bichos da Mata. SESC São Paulo, 2000. MACADAM, Toshiko Horiuchi. “esculturas brincáveis”. Tóquio, 1990. MORRIS, Robert. exposição, Tate.

Sites de Pesquisa http://www.portphillip.vic.gov.au/adventure_playgrounds.htm https://www.youtube.com/watch?v=IeUiL5vzSzA http://www.annabau.com/index.php?site=projects&subsite=project&id=6 http://www.coolguide.com.br/2012/07/24/inspiracoes-playground-de-croche/ http://www.valekids.com.br/passeios-com-criancas-parques-e-pracas/ parques-ludicos-sesc-itaquera-e-sesc-interlagos http://www.stoss.net/projects/17/the-citydeck/ http://www.archdaily.com/43895/ http://www.penaestrada.org/artigos/educacao-infantil-em-reggio-emiliaas-cem-linguagens-da-crianca/ http://www.metropolefluvial.fau.usp.br/projetos.php http://www.itaimpaulista.com.br/portal/?secao=historia

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Quando eu era crianรงa me diziam que eu poderia ser quem eu quisesse...

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Brincar, o espaço da infância

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