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BRINCADEIRAS POÉTICAS

(Recolha de textos poéticos elaborados por alunos das turmas 7ºE) Ano letivo 2011/2012

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Nota introdutória

Os textos que se seguem resultam da criatividade dos alunos do 7ºF, a quem foi pedido que escolhessem uma palavra ou expressão como tema de uma composição poética. Antes da actividade, os alunos tiveram a possibilidade de ler, e ouvir ler, vários poemas.

Na pastelaria Sofa Borracha A minha cadela Mãe Livros são janelas Fantasia Zé Um livro é Aspirador

David Silva António Silva Filipe Fadigas Ana Garrote Carolina Sousa João Tinoco Francisca Carlos Silva João Valentim Gonçalo

p.3 p.3 p.4 p.4 p.5 p.6 p.7 p. 10 p.10 P.11

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Na pastelaria Na pastelaria há muita alegria Lá, homens e mulheres Comem todo o dia.

Querem bolos e pastéis Comem todos os infiéis Comem todos com alegria E, à saída dizem “Xau, Zé, até um dia.

David Silva

Sofa Estava eu no sofá a dormir Quando acordei com alguém a ganir.

O pequeno sofá que eu tinha Parecia do tamanho de uma andorinha 3


Mas que belo que era! Parecia uma panela…

António Silva

Borracha Borracha é a arma fatal Com que no meu mundo Posso destruir palavras Pobres delas!... Que derramam letras À laia de sangue.

Filipe Fadigas

A minha cadela A minha cadela é brincalhona Mas também é comilona.

Ela está sempre a ladrar Ou está sempre a saltar 4


É loura como a minha irmã Mais bonita não há!

Ana Garrote

Mãe És a melhor mãe do mundo, Como tu não há igual Obrigado por me amares Mesmo quando me porto mal.

Estás sempre pronta a ouvir E a dar conselhos de mãe. Contigo ultrapasso tudo E consigo portar-me bem.

És o meu porto de abrigo. Ajudas a diminuir os meus medos. És a pessoa em quem posso confiar E contar todos os meus segredos.

Carolina Sousa 5


Livros são janelas Os livros são janelas com magia Quando abertos e lidos. Alguns livros Dão-nos muita alegria.

Livros são janelas Dentro de uma estante Para serem lidos com atenção Se quiseres ser o melhor estudante

Os livros são janelas Que se abrem por dentro. Às vezes são de poemas Que nos abrem o pensamento.

Os livros são janelas Para quem os sabe ler, Mas também para quem não sabe. Devemos abrir os livros para ler e aprender.

João Tinoco

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Fantasia Não sei bem onde estou Nem como vim cá parar Só carreguei no botão verde E o mundo foi pelo ar

Segui o passeio amarelo Cheio de duendes e magia Falavam uma língua estranha Era o país da fantasia

Continuei, continuei Até o passeio acabar Encontrei uma esponja de doces E tudo o resto para engordar

As casas eram de chocolate A estrada de caramelo Era tudo uma tentação Mas segui o passeio amarelo

Mais à frente, bem diferente Era a cidade do gelo Parei num cafezinho Para beber um leite quente

Para contrariar o frio Lá encontrei o verão Andava numa lata velha 7


À procura de diversão

Entrei para ajudar Nesse grande problema Afinal enganei-me O divertimento era o lema

No mar havia sereias Das palmeiras não falo então As pessoas andavam em festa Em todo o ano era uma animação

Mas nem tudo era bom Neste tão estranho lugar Encontrei uns mortos vivos Na rua a vaguear

Atrás de mim vieram Depois de me cheirar Queriam-me comer Depois de me matar

Fugi por um caminho Que à floresta me foi levar Descobri nuns cogumelos Algumas fadas a descansar

Devagar prossegui Para o sono não estragar Mas uma delas assustada Pôs-se logo a alarmar

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Ao país da rainha das copas O passeio foi dar Havia cartas a andar na rua E árvores a falar

Reparei que numa rua O chão estava a rachar Não dei grande importância Pois estava farta de engordar

Mais tarde, enjoada Só me lembro de acordar Na barriga de um monstro Tinha ido parar

Tantas cócegas fiz Que o gigante me libertou Estava um pouco aterrorizada Mas o pesadelo acabou

Agora num mundo azul Estava a descansar Quando tudo se partiu Estava na hora de acordar

Francisca Cantante

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Zé O Zé Lava-se no bidé Para tirar dos pés O cheiro a chulé!

Carlos Silva

Um livro é ... Um livro é uma casa Com portas Tantas quantas as Páginas do livro

Tantas quantas as linhas, Outras nem tanto assim.

Havia livros que Eram como pinturas 10


A imitar portas e janelas.

João Valentim

ASPIRADOR De dia, à noite do pequeno-almoço ao jantar, O aspira-gorduras está sempre a funcionar.

Aspira, aspira A celulite começa a perder. E o saco do aspirador Começa encher.

Gonçalo Martinho

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Brincadeira poéticas  

Coletânea de textos poéticos

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