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A crise afeta a carteira dos estudantes domingo, 23 outubro 2011 02:07

A crise está a mexer com a vida económica dos alunos minhotos. Com as despesas a aumentar e as ajudas a diminuir, os estudantes fazem as contas e a poupança é regra de ouro. Alimentação, propinas, fotocópias são custos que fazem parte do quotidiano de qualquer estudante universitário. Para quem está longe de casa, somam-se os custos da habitação, água, luz, eletricidade e transportes. Há muito para pagar e o dinheiro nem sempre é suficiente.

As novas regras que o Governo decretou para a atribuição das bolsas de estudo preocupam aqueles que dela dependem. É o caso de Fabiana Oliveira, aluna do 3.º ano de Ciências da Comunicação que, para pagar as suas despesas, concilia os estudos com um part-time num bar. Apesar de receber bolsa desde o 1.º ano, o que recebe não é suficiente para pagar tudo. Agora com os cortes tem medo de ver o seu orçamento ainda mais reduzido: “Antes já me via obrigada a trabalhar. Agora se me cortam ainda mais o valor da bolsa, vai ser complicado”, confessa. Com cada vez menos dinheiro, os jovens tentam reduzir os gastos e mudam os seus hábitos. Com a mesada cortada em parte pelos seus pais, Joana Brandão tem reduzido os seus gastos. “Tive que reduzir nas despesas, os meus pais dão-me menos dinheiro”, afirmou a aluna de Sociologia.


Para muitos, os almoços e jantares passam a ser feitos em casa. E quando o horário não deixa espaço para umas idas a casa, o mais barato é sempre a melhor opção. Apesar do preço das refeições ter aumentado nos últimos anos, a cantina ainda é a escolha mais económica. Talvez por isso, Carlos Silva, responsável pelos Serviços de Ação Social da Universidade do Minho (SASUM), garante que a cantina continua a ter tanta afluência como nos anos anteriores.

Pelo contrário, os bares e restaurantes situados à volta da universidade têm sentido uma quebra nas receitas. A trabalhar há 12 anos na padaria Montalegrense, Elisabete Miranda garante que o consumo está a decrescer: “Os estudantes agora consomem menos. Antigamente, por exemplo, tomavam o pequeno-almoço e lanchavam, agora só tomam ou o pequeno-almoço ou só o lanche”, afirma. Trazer de casa o lanche já se tornou um hábito para muitos, o que se reflete nas vendas dos bares da universidade. Quando não trazem lanche, os produtos mais baratos são sempre os escolhidos, garante Helena, funcionária de um dos bares: “Nota-se que vêm com o dinheiro ‘mais contado’. Com a crise a situação tende a agravar-se. Com os pais sem emprego, como é que vão trazer dinheiro para aqui?”. Com o pai a trabalhar na função pública e com os cortes no orçamento familiar, Maria Esteves, aluna de Ciências da Comunicação, também vê a sua carteira ‘emagrecer’. Com os 20 a 30 euros semanais que recebe, tem de gerir bem as suas finanças: almoços e lanches fora de casa são evitados e mesmo assim há semanas em que o dinheiro não é suficiente para tudo. “O dinheiro nem sempre chega. Às vezes chego a gastar mais de 10 euros em fotocópias”, confessa a estudante.

A pagar as consequências de uma crise internacional, muitos são os alunos minhotos que enfrentam dificuldades económicas. Com orçamento reduzido e despesa tendencialmente crescente, ter dinheiro para tudo é, por vezes, uma ‘missão’ (quase) impossível.

Ana Daniela Pereira e Mariana Flor

Tutoria por Pares: uma forma de integração quinta, 27 outubro 2011 23:32


A Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UM) está a desenvolver um programa de tutoria por pares que visa a integração e o desenvolvimento de relações de cooperação entre toda a comunidade académica.

Promover o envolvimento e a integração dos novos alunos na Universidade do Minho é a principal meta para este projeto no decorrente ano letivo.

Este apoio, proporcionado aos recém-chegados, está a cargo dos estudantes que frequentem, a partir do segundo ano, qualquer curso da UM, estando sujeitos a uma seleção de acordo com critérios definidos pela coordenação do projeto. Ao exercer este cargo, o tutor poderá integrar esta actividade no suplemento ao diploma do aluno.

As sessões de tutorias são organizadas conforme as necessidades dos tutorandos e têm uma duração de 60 a 90min, sendo sempre organizadas na própria universidade e dentro horários previamente definidos. Uma equipa estruturada de alunos e professores, coordenada pela Teresa Freire, professora da academia minhota, garante a supervisão destes espaços de apoio.

As inscrições para o programa de Tutorias por Pares na UM estão abertas, sendo possível fazêlas através do e-mail tutoriaspares@psi.uminho.pt.

Ana Daniela Pereira e Sara Duarte

I Workshop de Cerveja Caseira: Como fazer cerveja natural em casa domingo, 06 novembro 2011 19:25

Cervejas da Fermentum | Laura Vilaça


Foi com aromas fortes e distintos que os participantes do I Workshop de Cerveja Caseira foram introduzidos ao mundo da cervejaria, este sábado. Guimarães e cerveja artesanal minhota foram os pretextos escolhidos para reunir este grupo de apreciadores de cerveja em torno de uma fábrica improvisada.

A produção caseira de cerveja é comum em países de grande tradição cervejeira, como a República Checa ou a Alemanha. Foi este conceito que serviu de inspiração aos fundadores da Fermentum, empresa de engenharia de fermentações, que tentam estimular a produção da bebida em casa. Para atingir esse propósito, começaram com um workshop. O workshop, intitulado “I Workshop de Cerveja Caseira”, foi acolhido pela cooperativa Cor de Tangerina e contou com mais de quinze participantes que aprenderam, ao longo do dia, como fazer cerveja natural em casa. Um dos participantes no workshop, Francisco Moura, disse ao ComUM que um dos motivos que o levou até àquele espaço foi “a curiosidade de aprender como se faz cerveja”, garantindo que iria experimentar fazer a bebida em casa.

O fabrico caseiro da cerveja é sinónimo de poupança, uma vez que é produzida a partir do que existe em casa e poucas são as coisas a comprar. Neste sistema, um litro de cerveja terá um custo aproximado de 80 cêntimos e a bebida é mais benéfica para a saúde: o gás é proveniente do processo de engarrafamento e não de uma injeção artificial do gás e não se recorre a aditivos, conforme explica Francisco Pereira, co-fundador da Fermentum.

Com o intuito de desenvolver cervejas com características, paladares, sabores e aromas diferentes e de se demarcarem da grande indústria cervejeira, os mentores do projeto, Francisco Pereira e Filipe Macieira, apostaram na criação de uma gama de cervejas voltada para o Minho, que batizaram de Cerveja Artesanal do Minho.

Cerveja Artesanal do Minho A Fermentum crê que é possível criar uma cerveja característica do Minho, em jeito de expansão da gastronomia local: “As pessoas têm orgulho em beber a sua própria cerveja”, justificou Francisco Pereira.


Francisco Pereira e Filipe Macieira são investigadores da UM e alunos de doutoramento em Engenharia Biológica, estando todo o seu percurso académico relacionado com o ramo da produção cervejeira e de fermentações.

Em perspectiva de futuro, a Fermentum pretende “abrir um bar rústico com uma pequena fábrica de cervejas, onde as pessoas possam experimentar cervejas diferentes e visitar a fábrica para perceber o processo”.

Como fazer cerveja em casa? Para se conseguir uma boa cerveja caseira, é importante usar água de qualidade. Deve ser rica em sais minerais, para facilitar o processo de fermentação.

A produção inicia-se com o malte descascado em água, que deve ferver a 75ºC durante 90min, seguindo-se a filtragem do composto criado pela fervura – o mosto. A ebulição é o procedimento seguintes e é aqui que se adiciona o lúpulo, elemento que conferirá à cerveja mais ou menos amargor.

Depois, o arrefecimento, que se consegue ao passar o mosto por uma serpentina de cobre. Segue-se o processo de arejamento, que conduz ao aumento de oxigénio no preparado.

Numa fase mais avançada do processo e estando a cerveja num fermentador (garrafão com uma adaptação, por exemplo) ocorre a fermentação primária, em que é expedido dióxido de carbono da mistura.

Por fim, procede-se ao engarrafamento da cerveja, momento em que é conseguida a produção do gás através da adição de açúcares.

O espaço A cooperativa Cor de Tangerina, em frente ao Paço dos Duques, foi o espaço designado para o I Workshop de Cerveja Caseira.


Tendo como pano de fundo ideias-chave como o comércio justo e agricultura biológica, a cooperativa tem como objetivo sensibilizar a população para a ecologia e para o desenvolvimento sustentado, tendo apostado numa alimentação ovo-lacto-vegetariana e na produção natural, como é o caso das cervejas da Fermentum.

Ana Daniela Pereira e Laura Vilaça

Bracarenses protestam o Orçamento de Estado para 2012 domingo, 13 novembro 2011 21:38

Os protestos contra o Orçamento do Estado (OE) para 2012 repetem-se. Se ontem foi a vez de os funcionários públicos espalharam a sua indignação pelas ruas da capital, na sexta foi a dos bracarenses

se

manifestarem

contra

o

clima

económico

do

país.

11 do 11 do 2011 foi o dia da aprovação da proposta do governo de OE para 2012 e, por esse motivo, também dia de protesto em Braga.

Numa manifestação organizado pelo ‘Movimento 15 de outubro’, cerca de 20 participantes expressaram a sua revolta contra o novo orçamento de estado, na avenida central de Braga. “Queremos demonstrar que não concordamos com este orçamento nem com a medidas que nele estão dispostas”, declarou Pedro Fortunato, um dos organizadores.

Os cortes no subsidio de Natal e de férias, a redução de indemnizações por despedimento, o aumento do IVA para 23% e o plano de privatizações são algumas das medidas que têm provocado mais descontentamento. Foram estes motivos que levaram Elena Brugioni, investigadora na Universidade do Minho, a fazer parte do manifesto. “Este orçamento vai trazer mais precariedade social, mais pobreza e vai atingir as pessoas que neste momento já estão a pagar pela crise financeira”, afirmou.

O movimento popular que organizou o protesto faz parte de uma plataforma que surgiu com a mobilização internacional de 15 de outubro. Em Braga, o movimento conta, neste momento, com mais de 20 pessoas, que se reúnem semanalmente para organizar este tipo de ações. A


elaboração de um manifesto também é um dos objetivos destas assembleias populares, que se realizam todos os Sábados no centro cultural e social de Santo Adrião.

De acordo com Pedro Fortunato, o movimento pretende ser um polo de resistência às medidas de austeridade que o governo e a Troika têm vindo a impor. As ações de protesto promovidas são apartidárias, laicas e pacifistas, rejeitando qualquer tipo de violência.

Depois da manifestação de sexta feira, o movimento reúne agora os seus esforços no apelo à greve geral para o dia 24 de novembro. Ana Daniela Pereira Mariana Flor

Vaga de assaltos preocupa alunos minhotos domingo, 20 novembro 2011 17:25

A onda de assaltos nas imediações do campus de Gualtar continua, ano após ano, a assombrar a vida dos estudantes minhotos. A situação preocupa alunos e Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM).

Desde que o ano letivo começou, somam-se o número de assaltos nas redondezas do campus de Gualtar. Grande parte dos furtos ocorrem durante o dia, como testemunhou Diogo Araújo, aluno do 3.º ano de Bioquímica. O jovem foi assaltado em plena luz do dia, na rua Quinta da Armada, atrás do Bragaparque, enquanto entrava no carro. “Pediu-me dinheiro para o autocarro e eu dei-lhe uma moeda. Começou a pedir cada vez mais, quando comecei a mostrar que não queria dar, ameaçou-me com uma faca. Ele não me mostrou, mas fiquei com medo. Então dei-lhe mais dinheiro”, afirmou o estudante.

A intimidação das vítimas através da violência é uma característica da maioria destes ataques, o que inquieta os alunos e a AAUM. A preocupação da Associação Académica com esta vaga de assaltos levou a que se criasse uma moção na última Reunião Geral de Alunos (RGA). Com esta moção pretende-se encontrar soluções para resolver, de uma vez, estes problemas que, para


Luís Rodrigues, presidente da AAUM, nada contribuem para o bom nome da Universidade do Minho (UM).

Luís Rodrigues admitiu, em declarações ao ComUM, estar preocupado com a situação de insegurança vivida pelos estudantes, acrescentando que “é um facto que nos deve preocupar a todos: estudantes, Associação de Académica e reitoria”. O presidente sublinhou ainda que “há aqui um conjunto de entidades que devem estar alarmadas com esta situação e concentrar esforços para a resolver o mais rápido possível”.

O dirigente associativo recordou que, em anos transactos, chegaram a desenvolver-se inúmeras iniciativas de combate aos assaltos que contavam com o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP) e do Governo Civil de Braga. O ComUM tentou ainda contactar a PSP, mas até ao momento não obtivemos qualquer resposta.

Ana Daniela Pereira Mariana Flor

Jornadas de Engenharia Biológica: 25 anos a criar sustentabilidade domingo, 27 novembro 2011 19:33

Sob o slogan Ontem, Hoje e Amanhã: 25 anos a criar sustentabilidade, o Núcleo de Estudantes de Engenharia Biológica da Universidade do Minho (NEEB) reuniu alunos de todo o país e da Galiza nas XIV Jornadas de Engenharia Biológica.

Os dias 23, 24 e 25 de novembro foram os escolhidos pelo NEEB para a realização das XIV Jornadas de Engenharia Biológica (JEB), que contou com a presença de especialistas das diversas áreas do curso nos seus diversos painéis.

Este ano, o tema das jornadas quis marcar as bodas de prata do curso de Engenharia Biológica na Universidade do Minho (UM). Relativamente às anteriores edições, as jornadas


apresentaram novidades, como disse ao ComUM Cláudia Cruz, presidente do NEEB: “Só tínhamos palestras durante o dia. Agora, à noite, fazemos serões culturais.”

Este ano, e para além dos painéis e da cultura, organizou-se um stand com representação de várias empresas no espaço do Bar Académico, na sede da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Este foi outro atrativo das XIV JEB e teve como objetivo dar a conhecer aos participantes as diversas empresas e áreas de trabalho do curso.

A iniciativa foi bem acolhida pelos participantes: “Deu para conhecer o mercado de trabalho e as nossas saídas profissionais”, contou Inês Lourenço, aluna do primeiro ano de Engenharia Biológica da UM. Na opinião de Cláudia Cruz, as jornadas de Engenharia Biológica foram um êxito, tendo tal sucesso sido espelhado nas palavras de Rita Pereira, aluna de mestrado em Engenharia Biológica na UM e participante nas jornadas: “O balanço é muito positivo. Gostei muito dos painéis e a parte cultural foi um acrescento muito bom.”

As jornadas contaram com a participação de mais de 140 estudantes do curso de Engenharia Biológica provenientes das mais variadas universidades portuguesas e da Galiza, como é o caso de Inês, aluna do terceiro ano no Instituto Superior Técnico de Lisboa, que afirmou estar contente por ter vindo até à cidade minhota para participar nesta iniciativa do NEEB. O evento terminou com a atribuição do prémio “Mind Contest” ao autor da melhor frase sobre o curso, o núcleo de alunos e o tema das jornadas.

Ana Daniela Pereira e Sara Gonçalves

Minho acolhe ‘Projeto Know-now’ quinta, 01 dezembro 2011 23:04


A Associação Industrial do Minho (AIM) acolheu, na passada terça-feira, dia 29 de Novembro, a ‘Conferência Projeto Know-now’. Competitividade e produtividade foram os temas trazidos a debate.

A conferência, promovida pela União das Associações Empresariais da Região Norte (UERN), em consequência do projeto ‘Know-now’, teve como principal objetivo promover o norte e centro de Portugal como pólos de inovação e conhecimento. Esta iniciativa é o resultado da parceria com a Câmara de Comércio e Indústria do Centro (CEC/CCIC) e a Win Centro – agência de desenvolvimento regional.

A conferência,impulsionada pela UERN, contou com a presença de José Mendes, vice-reitor da Universidade do Minho (UM) que salientou, o fato desta atividade ter sido promovida pelos empresários da região norte congregados na UERN.

Além da presença de José Mendes, Jorge Figueira, coordenador da divisão de inovação e transferência do saber (DITS) da Universidade de Coimbra (UC), mostrou aos presentes as ações desenvolvidas na região centro em prol do desenvolvimento.

Num outro painel da conferência, foi possível ouvir testemunhos de empresários sobre a aplicação de inovações e do conhecimento como fator primordial para a competitividade.

António Marques, presidente da UERN, em declarações ao ComUM, revelou que “o balanço da conferência é bastante positivo”. No final foram apresentadas, ainda, as conclusões do ‘Projeto Know-now’.

Ana Daniela Pereira e Francisca Amorim


Eleições para a AAUM registam fraca afluência terça, 06 dezembro 2011 18:43

Os estudantes da UM decidem hoje o futuro da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). As urnas abriram pelas 9h e, até meio da tarde, ainda não tinha sido registada grande afluência.Contudo, o presidente da Comissão Eleitoral, Henrique Sousa, constatou que “a afluência de tarde foi maior.” Na opinião de Henrique Sousa, e apesar dos esforços levados a cabo pela Comissão Eleitoral na divulgação destas eleições, a adesão é diminuta, uma vez que há um desinteresse geral por este tipo de iniciativas. O presidente da Comissão Eleitoral refere ainda que “os jovens consideram que alguém há de resolver tudo por eles.” No entanto, várias são as razões apontadas para tal cenário.

Segundo Tomás Rito, membro de uma das mesas de voto do polo de Gualtar, “muita gente pensa que a lista A ganha sempre e por isso não há necessidade de votar.”Henrique Sousa acrescenta que os muitos mestrados, os estágios proporcionados pelo curso de Enfermagem e o estatuto de trabalhador estudante impede boa parte do universo estudantil de estar a tempo inteiro na UM, o que dificulta o usufruto do direito de voto e aumenta os valores da abstenção.

Apesar de tudo, os alunos que participaram no ato eleitoral fizeram-no de uma forma ordeira e responsável. Lara Melo, estudante do primeiro ano de Optometria e Ciências da Visão,


defende que este ato deveria ser de caráter obrigatório e essa opinião é corroborada por Marlene Ribeiro, estudante de mestrado de Ciências da Comunicação.

Fábio Catalão, estudante de mestrado em Engenharia Informática, contraria o desânimo mostrado por grande parte dos estudantes e confessa estar “ansioso” por votar.

Os resultados finais devem ser conhecidos entre as 22 e as 23 horas.

Ana Daniela Pereira e Ana Luísa Alves

Embaixador americano visita UM domingo, 18 dezembro 2011 10:56

Os desafios do século XXI para a política externa americana e a crise mundial foram os temas em discussão na conferência apresentada por Allan Katz, embaixador dos Estados Unidos da América, em Portugal. Esta visita teve lugar na Escola de Economia e Gestão, na passada quinta-feira.

Em passagem pela Universidade do Minho (UM), o embaixador americano relacionou a economia portuguesa com as economias da Grécia e Irlanda. Sujeitas ao plano da Troika, estas são encaradas como economias de risco.


Allan Katz considera que a crise que Portugal atravessa é comparável ao pós 1974: “A opção de agora poderá ter um grande impacto.” Ainda assim, acredita que “a crise (em Portugal) criará oportunidades: novos empregos e a transformação de manufaturas”.

No campo da política externa americana, o embaixador apelou à política de ajuda ao desenvolvimento. Referindo-se aos países da “Primavera Árabe”, invocou o papel dos EUA e da UE para os países que caminham em direção à democracia: “É importante apostar no desenvolvimento dos países agora libertos. Muitas sociedades necessitam da ajuda americana e europeia para terem oportunidade de se erguerem e para terem oportunidade de explorar a economia local.”

A crise europeia e mundial é, porém, um entrave: “A ação dos EUA e da União são importantes, mas estão condicionadas, pois é necessário investir quantias avultadas de dinheiro.” A energia nuclear e o terrorismo constituíram, também, motes de discussão. As dificuldades de negociação entre os EUA e o Irão são uma preocupação do embaixador e prendem-se com a falta de flexibilidade nas opções adotadas por cada país.

Quanto ao terrorismo, a posição Allan Katz é clara: “O terrorismo põe em causa a estabilidade de qualquer país.”

Ana Daniela Pereira e Goreti Pera

Sete Fontes: o braço de ferro continua sexta, 03 fevereiro 2012 23:46


A preservação do monumento nacional Sete Fontes tem, desde o governo de Durão Barroso, estado no centro da polémica que opõe a Câmara Municipal de Braga (CMB) aos movimentos de preservação do património bracarense, a junta de freguesia de S. Vítor e os partidos da oposição no município minhoto.

Deixado ao abandono durante os sucessivos governos autárquicos, como constatou Firmino Marques, presidente da junta de freguesia de S. Vítor, o complexo hidráulico que abasteceu a cidade de Braga durante o século XVIII tem sido ameaçado pela crescente urbanização do espaço e a recente desflorestação.

De forma a travar o desaparecimento deste património, surgiram grupos de cidadãos. O Grupo de Peticionários que opera em parceria com a Junta de Freguesia de S. Vítor, a Associação para a Defesa do Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural (ASPA) e a JovemCoop, bem como com os partidos da oposição, “tentam defender e preservar o museu ao ar livre das Sete Fontes”, refere Firmino Marques.

Retificação do Plano Pormenor A CMB elaborou um Plano Pormenor (PP) que, como salientou Ricardo Rio, líder da coligação Juntos por Braga, “era um plano que enquadrava as Sete Fontes num processo de urbanização tradicional, portanto não contemplava a preservação do património e daquele complexo como principal prioridade”. O PP, apresentado à Direção Regional da Cultura do Norte (DRCN), foi aceite, contando, no entanto, “com uma série de exigências e recomendações complementares ainda não formalizadas”, explica Ricardo Rio.


Na última semana assistiram-se a novos desenvolvimentos neste processo, tendo vindo a público, depois de uma reunião do Grupo de Peticionários com a DRCN, a intenção da CMB em retificar o Plano Pormenor das Sete Fontes tornando-o num Plano Pormenor de Salvaguarda.

Contudo, Ricardo Rio, em declarações ao Diário do Minho, depois de uma reunião do Executivo Municipal, alegou que Mesquita Machado terá comunicado que não houve qualquer acordo com a DRCN para a reconversão do Plano Pormenor em Plano Pormenor de Salvaguarda.

Caíram assim por terra as expectativas da oposição, da Junta de Freguesia de S. Vítor e dos movimentos cívicos de preservação do património bracarense que ao ComUM haviam demonstrado agrado pela situação noticiada pelo diário minhoto no início da semana. Em declarações ao ComUM, o Grupo de Peticionários lamenta: “O expectável numa democracia participativa seria a CMB assumir como parceiros os movimentos de cidadania”. Ainda sobre a retificação, o Grupo de Peticionários considera que: “O executivo da CMB não terá outra solução, uma vez que vivemos num estado de direito e qualquer intervenção no Monumento Nacional e na Zona Especial de Proteção (ZEP) exige um parecer vinculativo da Secretaria de Estado da Cultura.”

Abate de árvores na Zona Especial de Proteção (ZEP) No passado mês de janeiro registaram-se mais abates de árvores na ZEP das Sete Fontes, executados por alguns dos proprietários dos terrenos onde foi edificado o complexo hidráulico e que foram denunciados no blogue do Grupo de Peticionários. O abate de árvores levou à intervenção da PSP, por ser uma operação ilegal.

Quando interpelado pelo ComUM sobre esta questão, o vereador da CMB eleito pela coligação Juntos Por Braga, admitiu que “estas situações são verdadeiros atentados ao património, não só ambiental mas também histórico e é também uma forma de alguns proprietários testarem o real compromisso da Câmara para com a preservação daquele espaço”.


Já Firmino Marques sublinhou que: “Não há um dia em que não estejamos preocupados com as Sete Fontes. Em conjunto com a população, a junta tem desempenhado o seu papel com rigor e tendo sempre em vista o supremo interesse daquela zona. Cabe-nos defender um espaço que nos pertence”.

Depois de contactada, a CMB recusou-se a prestar declarações, remetendo para a Junta de Freguesia de S. Vítor a obtenção das mesmas.

Ana Daniela Pereira Joana Delgado

Liga Portuguesa Contra o Cancro propõe “Um Dia Pela Vida” em Braga domingo, 05 fevereiro 2012 23:11

Prevenir, Relembrar e Homenagear foram as palavras de ordem no lançamento da ação de sensibilização da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), que decorrerá durante os próximos quatro meses na cidade minhota.

Foi perante um auditório completo que, no passado dia 4 de fevereiro, se falou de cancro no arranque de mais uma iniciativa de alerta da LPCC da região Norte. A iniciativa, apresentada no


Museu D. Diogo de Sousa, conta com o apoio de Braga 2012: Capital Europeia da Juventude (CEJ).

A abertura desta ação de sensibilização, que culminará no dia 2 de junho com uma iniciativa que visa recordar, homenagear e apoiar quem lutou ou está a lutar contra o cancro, contou com a presença de representantes da comunidade médica, que intervieram no colóquio, bem como com o testemunho de vítimas de cancro.

O arranque da iniciativa em Braga contou com a presença do presidente do Núcleo Regional do Norte da LPCC, Vítor Veloso, bem como com a presença de outras equipas que já desenvolveram “Um Dia Pela Vida” noutros concelhos nortenhos.

Fátima Soeiro, responsável local pela organização de “Um Dia Pela Vida”, considera que ações como esta “são extremamente importantes porque se começa a falar de cancro como uma doença comum”.

“Um Dia Pela Vida” pretende sensibilizar a população bracarense com testemunhos, bem como através de alertas e com recurso a rastreios feitos nas unidades móveis que se encontrarão em Braga ao longo dos quatro meses do projeto.

Apresentações feitas, a iniciativa “Um Dia Pela Vida” foi considerada pelos presentes um passo essencial na chamada de atenção da população bracarense para as questões do cancro.

Os jovens e o cancro Os jovens são o principal alvo desta ação já que, segundo Fátima Soeiro, é indispensável consciencializá-los para a noção de que “o cancro é uma doença crónica”. A parceria com a Fundação Bracara Augusta é entendida por Fátima Soeiro como”importante, porque o nosso objetivo é fundamentalmente atingir as camadas mais jovens”. Esta ligação fez-se, essencialmente, com os dirigentes da CEJ, que “também estão muito sensibilizados e acham muito importante que os jovens se defendam do cancro.”


O que é “Um Dia Pela Vida”? O “Um Dia Pela Vida” é um projeto de comunidade que é organizado organizado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro no âmbito do programa internacional Relay for Life da American Cancer Society.

Através de atividades lúdicas, espetáculos, música e jogos pretende-se mudar a atitude da comunidade face à doença e educar e informar a população.

Esta iniciativa foi promovida pela primeira vez em 2005, em Coruche, e tem vindo a percorrer todos os concelhos de Portugal, sendo Braga o décimo na região Norte.

Ana Daniela Pereira

Braga: Sem-abrigo ‘crónicos’ no centro das preocupações sexta, 10 fevereiro 2012 13:11

A vaga de frio que assola a Europa faz com que os sem-abrigo estejam no topo das preocupações: já morreram mais de 500 pessoas durante este período, na sua maioria semabrigo. Braga está, até ao próximo dia 12 de fevereiro, sob alerta amarelo, segundo o Instituto de Meteorologia de Portugal, atingindo temperaturas negativas noturnas. Tal situação despoletou preocupação de instituições e da população face aos sem-abrigo bracarenses, tendo a Cruz Vermelha reforçado a sua capacidade para os receber no Centro de Acolhimento Temporário (CAT), no Picoto.


Isadora Barbosa, técnica e socióloga da Cruz Vermelha, conta que “na altura do inverno temos mais procura e em alguns momentos chega a haver uma lista de espera”, garantindo, no entanto, que ninguém ficará sem resposta ao pedido de auxílio.

O apoio das instituições Cruz Vermelha, Cáritas e Santa Casa da Misericórdia são algumas das instituições que têm unido esforços na luta e no apoio aos sem-abrigo.

O presidente da delegação da Cruz Vermelha em Braga, Armando Osório, salienta que têm”uma equipa de rua que auxilia esta EISD (Equipa de Intervenção Social Direta) e que nasceu para apoio a toxicodependentes, mas que acabou por dar apoio a toda a gente fragilizada que anda na rua”. Através desta equipa, a Cruz Vermelha distribui um número considerável de refeições diárias aos sem-abrigo, para além de oferecer outro tipo de apoios a quem dorme na rua. Isadora Barbosa acrescenta que “as pessoas não caem para a rua de um dia para o outro; podem ser trabalhadas em termos preventivos”.

É precisamente na prevenção que se centra a ação das equipas que integram a Cruz Vermelha. Armando Osório declarou ainda que não é possível afirmar que Braga é uma cidade com um grande número de sem-abrigo, estando referenciados apenas dez, usando como referência comparativa a cidade de Aveiro, que “tem mais de 100 sem-abrigo.” No CAT, estão albergadas atualmente 47 pessoas.

Apesar de referir que nada tem que ver com a administração do espaço de abrigo, a responsável pelo pelouro da ação social e administradora da empresa municipal de habituação social, Palmira Maciel, conta que”muitas vezes vão para lá e ficam como hóspedes, mas a ideia inicial passa por ser um abrigo temporário.”

Desde o início da vaga de frio foram disponibilizadas mais 8 camas.

“Sem-abrigo voluntários”


Em declarações a um diário nacional, o presidente da Câmara Municipal de Braga (CMB), Mesquita Machado, afirmou que os sem-abrigo existentes na cidade são-no de livre vontade. Estas declarações geraram polémica e comentários menos agradáveis em diversos blogues e também nas redes sociais.

Contactado pelo ComUM, o chefe de gabinete de Mesquita Machado, Alfredo Cardoso da Conceição, defendeu a declaração do presidente da CMB: “Acho que é uma frase feliz. Descansa as consciências bem formadas e avisa as autoridades que há gente que voluntariamente quer lá [rua] estar.”

Palmira Maciel considera que os sem-abrigo são uma responsabilidade de todos e não apenas do município bracarense e realça o papel da Segurança Social no apoio a prestar nestas situações.

Palmira Maciel acrescenta ainda que, no âmbito das competências da autarquia, foi criado um grupo de trabalho constituído por técnicos da CMB e da Segurança Social, pelas instituições de solidariedade social (como a Cáritas e a Cruz Vermelha) e pela empresa municipal Bragahabit, tendo este grupo referenciado todos os casos de sem-abrigo: “Nós conhecemo-los pelo nome, pela sua história, só que a aproximação a eles é complicada. Se estão doentes, são encaminhados para o centro de acolhimento, mas no dia a seguir estão na rua novamente.”

Para a vereadora, a ação das equipas de rua é essencial. No entanto, acrescenta que “as equipas de rua distribuem uns cobertores, dão uma refeição quente, mas será isso tirar da rua? Não, é dar-lhes condições para lá continuarem.” Palmira Maciel frisa o que havia sido proferido pelo presidente da autarquia e acrescentou que “se registam situações em que as pessoas são contempladas com alojamento mas preferem continuar na rua.”

Preocupação com a crise e aumento do empobrecimento A crise vivida em Portugal tem gerado também preocupações junto das entidades camarárias bracarenses e das instituições de solidariedade.


Reflexo disso foi a abertura recente de mais uma cantina comunitária da Santa Casa da Misericórdia, que vem ajudar a cantina da Cáritas a alimentar a população carente.

Atento a esta situação, Alfredo Cardoso da Conceição disse temer pelo aumento dos novos pobres que são, na sua maioria, jovens recém-licenciados que se confrontam com o desemprego.

Sublinhando a crescente consciencialização das instituições públicas sobre os problemas sociais, Palmira Maciel comentou: “O desemprego está à vista. Há uns anos atrás não havia nada, quando as pessoas não tinham dinheiro para pagar as rendas não tinham ajuda. Hoje podem dirigir-se aos gabinetes de apoio da Segurança Social para pedir ajuda.”

A Cruz Vermelha também se mostra reticente face a toda a conjuntura vivida no país e tem em construção planos de emergência social.

Os sem abrigo em destaque em declarações polémicas Não foram só as declarações de Mesquita Machado que indignaram a população bracarense. Recentemente, a Secretária de Estado da Saúde francesa aconselhou os sem-abrigo a não saírem à rua, gerando uma onda de contestação por toda a Europa.

Ana Daniela Pereira e Joana Delgado

Seminário Internacional Portugal-Brasil discute estratégias para o setor elétrico domingo, 19 fevereiro 2012 09:44

Foi na Sexta e no Sábado, dias 16 e 17, que o Seminário Internacional Portugal-Brasil teve lugar no campus de Azurém. Alusiva às diversidades e estratégias do setor elétrico, esta iniciativa contou com a organização do Centro de Gestão Industrial e da Tecnologia (CGIT) da


Universidade do Minho (UM) e do Grupo de Estudos do Setor elétrico (GESEL) da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Com o objetivo primordial de proporcionar a troca de experiência entre os empresários da área da energia, este seminário pretende aproximar universidades portuguesas e brasileiras. Paula Ferreira, responsável pela organização, referiu que, com esta iniciativa se espera “promover a ligação entre universidades portuguesas e brasileiras e a mobilidade de investigadores de modo a dar origem a projetos de investigação conjuntos.”

A organizadora destacou, ainda, o facto destes seminários se realizarem anualmente, ainda que noutras universidades portugueses: “Os seminários relativos a estas questões realizaramse inicialmente na Faculdade de Economia do Porto com 3 edições, o ano passado em Coimbra e este ano na Universidade do Minho.”

O seminário contou com a presença de oradores portugueses e brasileiros que deram a conhecer aos presentes as diversas áreas de intervenção das empresas que representam, tendo sido dado especial destaque às energias limpas, em intervenções como a de Ana Nunes (EDP) e Elbia Melo representante da empresa brasileira ABEEÓLICA.

Ana Daniela Pereira e Sara Gonçalves

UM recebe competição internacional de Direito Escrita sábado, 25 fevereiro 2012 12:08

Foi nos passados dias 16 a 18 que o Centro de Estudos em Direito da União Europeia (CEDU) organizou uma das finais regionais da European Law Moot Court Competition (ELMC). Esta competição, considerada uma das mais importantes ao nível universitário internacional, é um evento essencialmente promotor do estudo do Direito da União Europeia (UE), sendo o objetivo resolver casos práticos de acordo com a lei vigente.


O ELMC, a segunda de quatro etapas da competição, contou com a participação de doze equipas, das quais apenas uma se sagrou vencedora e que marcará presença na finalíssima, a decorrer no Tribunal de Justiça da União Europeia, no Luxemburgo.

Apesar de esta ser uma competição internacional (contando até com equipas dos EUA), observa-se essencialmente o ‘modus operandi’ do Direito da União Europeia, “quer na resolução fáctica do caso prático, quer na postura institucional de quem atua junto ao Tribunal de Justiça”, esclarece uma colaboradora do CEDU, Joana Rita de Abreu.

A elevada complexidade e níveis de exigência na resolução dos casos práticos, que este ano aborda o Direito Europeu da Concorrência, foram a característica principal desta edição da ELMC.

De acordo com Joana Rita de Abreu, a elevada exigência na capacidade de resolução das equipas evidenciou a qualidade das equipas que chegaram a esta etapa da competição. Contudo, a final regional foi arrebatada pela equipa do King’s College of London, que conquistou os dois prémios a atribuir: melhor equipa e melhor Commission Representative.

“Não se pode dizer que foi o esperado, pois a prestação de todas as equipas foi equilibrada, não havia à partida um vencedor manifesto, sobretudo quando o grupo de equipas selecionadas para esta final regional são provenientes de Universidades reconhecidamente ligadas ao Direito da União Europeia.”

A equipa portuguesa, apresentada pela UM e apoiada pelo CEDU, marcou presença na primeira final regional que decorreu no Luxemburgo, mostrando a capacidade competitiva portuguesa e o reconhecimento de qualidade por parte do CEDU.

O carácter de qualidade reconhecido à competição abre portas aos participantes, estando a organização e os membros integrantes atentos aos talentos que surgem todos os anos, constituindo a participação neste evento uma mais valia no curriculum pessoal. “Na realidade, as grandes sociedades internacionais de advogados privilegiam todos os recém- licenciados


que aderem a estas iniciativas e quanto mais elevada é a classificação da equipa, melhor posição conseguem congregar dentro daquelas sociedades.

Por outro lado, os membros das instituições europeias são absolutamente sensíveis a estas iniciativas e encontram-se atentos a todos os alunos que demonstram valor numa competição deste nível”, explica Joana Rita de Abreu.

Ana Daniela Pereira Andreia Ferreira

Requalificação do Largo do Toural em debate sexta, 02 março 2012 14:25

A Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, acolheu, no passado dia 28 de fevereiro, mais uma sessão do ciclo de trabalhos. Organizado pelo mestrado em Comunicação, Arte e Cultura da Universidade do Minho (UM), o debate contou com a 4ª sessão intitulada “Percursos Profissionais na Área da Cultura” e trouxe à mesa a requalificação do Largo do Toural.

Para Albertino Gonçalves, responsável pelo mestrado e pela organização das sessões, o tema da requalificação da praça vimaranense era necessário: “Foi uma questão de uma intervenção num centro nevrálgico onde havia grande participação cívica, além de que foi uma obra para a Capital Europeia da Cultura, o que lhe conferiu muita visibilidade”.

A sessão de fevereiro contou com a presença de Maria Manuela Oliveira, arquiteta responsável pelo projeto de requalificação do largo, que explicou as suas opções no que toca à


iniciativa. Também António Amaro das Neves, presidente da Fundação Martins Sarmento e o jornalista Samuel Silva marcaram presença neste evento.

“Percursos Profissionais na Área da Cultura” é o ciclo que se enquadra no mestrado em Comunicação, Arte e Cultura e que, segundo Albertino Gonçalves, “tem como principais funções fazer com que os alunos aprendam em contexto diferente, conduzir os estudantes a contextos culturais de importância, bem como promover a imagem do curso, através destas sessões com temas da atualidade”.

Ana Daniela Pereira

Braga poderá perder 29 freguesias sexta, 23 março 2012 11:35

O Governo Português aprovou, em Conselho de Ministros e na Assembleia da República (AR), na generalidade, a proposta de lei número 44/XII, que prevê a redução do número de freguesias em todo o país. A medida cumpre o estabelecido no memorando assinado ainda pelo anterior governo, com a Troika. A decisão tem gerado contestação em todo o país.

Segundo o preconizado na proposta do governo de Pedro Passos Coelho, Braga irá assistir a uma redução de cerca de 35% das freguesias na área considerada rural passando das 30 para as 19 freguesias. Um dos critérios exigidos para a agregação de freguesias rurais passa pela


existência de 5 mil habitantes. No que respeita às freguesias com categoria urbana, a diminuição será maior deixando o concelho de contar com as atuais 32 freguesias para passar a comportar 14.

A proposta, apresentada pelo governo de coligação no Livro Verde da Reforma Administrativa Local, prevê a redução das 62 freguesias do concelho de Braga para 33.

O debate em Braga Em declarações ao Jornal de Noticias, Mesquita Machado classificou a fusão de freguesias como sendo “absurda”.

A proposta governamental tem sido também debatida dentro do seio político bracarense, havendo posições díspares entre as forças políticas representadas na Assembleia Municipal (AM).Em AM foram rejeitadas, pelos partidos de esquerda e pelo Partido Popular Monárquico (PPM), moções de apoio ao governo.

Para Marcelino Pires, líder da bancada socialista na AM, esta reforma irá conduzir ao empobrecimento do concelho: “O acompanhamento dos cidadãos e famílias é levado a cabo através da presença dos autarcas que têm um conhecimento mais aprofundado das realidades sócio-económicas em que vivem os ‘fregueses’, com o afastamento destes autarcas de freguesia das populações mais isoladas, irão ocorrer consequências graves no nível de apoios que devem ser prestados a estes.”

A mesma posição é defendida pelo PPM na figura de Manuel Beninger, vice-presidente do partido que, em declarações ao ComUM, diz que esta proposta “retira às populações rurais o órgão do poder político mais próximo para a sua defesa e resolução de problemas”.

Para Henrique Lobo Borges, da comissão política concelhia do CDS-PP, o debate gerado em torno da medida proposta fica pautado pela “resistência à mudança sem que se apresente alternativas para fazer cumprir os nossos compromissos, com o memorando da Troika”. Apesar da posição favorável à reorganização administrativa, Henrique Lobo Borges refere que: “Acreditamos que uma solução saída de Braga seria sempre melhor que uma solução imposta


por Lisboa.” Os partidos que declinam a decisão contida no Livro Verde afirmam que o processo não está a ser conduzido de forma conveniente e rejeitam que a agregação de freguesias seja feita a “régua e esquadro nos gabinetes ministeriais localizados em Lisboa e sem ter em conta as realidades vividas nas várias localidades do Concelho de Braga ou de qualquer outro”, como concluiu, em entrevista ao ComUM, Marcelino Pires.

O ComUM tentou ainda contactar as restantes bancadas presentes na AM de Braga não obtendo qualquer resposta até ao momento.

A discórdia à proposta do governo conduziu à indignação de presidentes de juntas de freguesia, de cidadãos e da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).

Os autarcas bracarenses juntaram-se para demonstrar a sua oposição face à agregação de freguesias, através do envio, a todos os órgãos de soberania nacionais, bem como a todas as forças políticas representadas no Parlamento, moções que refutam a proposta contida no Livro Verde.

Mesmo os autarcas com ligações aos partidos do poder têm demonstrado relutância face à situação, tal como declarou Manuel Beninger ao ComUM: “Muitos dos eleitos pelos partidos que suportam a coligação para os órgãos autárquicos das suas Assembleias de Freguesias, aprovaram moções e recomendações que contrariam a vontade do ministro Miguel Relvas. Como por exemplo, João Pires, Presidente da Junta de Freguesia de S. Lázaro, Firmino Marques, Presidente da Junta de Freguesia de S. Vitor, preocupados com a reforma da Administração Local”. Francisco Ferreira, presidente da junta de freguesia de Nogueira eleito pelo Partido Socialista (PS), denota que “a extinção de freguesias porá em causa a soberania dos cidadãos”.

Ao ComUM, o autarca sublinhou, ainda, que a luta contra esta reforma da administração local não se fica apenas pela ação da força política no poder, estendendo-se também à bancada da oposição.


Para o presidente Nogueirense, “a agregação das freguesias trará graves problemas em termos burocráticos e legais. Os prazos a cumprir apertam-se, a definição das freguesias a extinguir terá que estar concluída ainda nesta primeira metade do ano para que as eleições autárquicas de 2013 decorram dentro da normalidade possível”.

Os cidadãos também se mostram reticentes face a esta proposta do governo. Para António Pereira, morador em Nogueira, “esta proposta é negativa, porque irá pôr em causa o apoio prestado aos cidadãos, a proximidade irá deixar de ser possível. Pondo em causa a rápida resolução dos inúmeros problemas que surgem no dia-a-dia.”

Reprovação das Associações O encontro Nacional de Autarcas, realizado em Lisboa a 10 de Março, resultou na rejeição da proposta apresentada pela tutela, estando já agendada de uma manifestação para o dia 31 de Março, na capital.

Segundo Francisco Oliveira, responsável pelo Gabinete de Apoio às Freguesias (GAF) e coordenador da delegação de Braga da ANAFRE, a posição das diversas associações representativas como a ANAFRE, Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), bem como dos órgãos autárquicos é justificada pelo facto da proposta “não salvaguardar princípios democráticos consagrados e os objetivos protagonizados na mesma serem falaciosos e sem fundamento”.

Para o dirigente da ANAFRE, com a diminuição das freguesias “o fator proximidade que reforça a participação e resolução rápida dos problemas e anseios das pessoas vai diminuir significativamente”.

Depois de aprovada na generalidade na AR, a proposta do governo segue agora para o debate na especialidade, apesar da oposição de grande parte das autarquias portuguesas.

Ana Daniela Pereira


Procissão da Burrinha inaugura procissões noturnas da Semana Santa de Braga quinta, 05 abril 2012 13:03

“Vós sereis o meu povo” é o nome oficial do cortejo bíblico que desfilou esta noite pelas ruas de Braga e que atraiu milhares de pessoas ao centro da cidade.

Entre fiéis e curiosos foram cerca de 50 mil que se deslocaram à cidade de Braga para assistir à Procissão da Burrinha, que “conta a história do Velho Testamento até à fuga de Maria, José e Jesus para o Egito”, conta à RUM o presidente da Comissão da Semana Santa e membro do Cabido da Sé de Braga, Jorge Coutinho. Para os espectadores que invadiram as ruas da cidade minhota, esta procissão é um dos”pontos altos” da Semana Santa de Braga, como referiu Laurinda Oliveira.

Uma das protagonistas desta procissão foi a Madona, a burra que dá nome ao cortejo, e que, conduzida pelo seu dono, Clemente Alves, suscitou várias reações de apreço dos presentes.

Com 800 figurantes, a procissão reúne uma forte tradição de contribuição popular, como é o caso de Paulo Teixeira, outro figurante do cortejo que, colaborando anualmente com os festejos, afirma ser “um prazer participar nesta procissão.” Em entrevista ao ComUM, o cónego Coutinho afirma acreditar numa forte adesão da população pelas condições atmosféricas favoráveis e pela “larga divulgação que tem sido feita em Portugal e no estrangeiro, especialmente em Espanha, quer diretamente por vários meios utilizados pela Comissão quer pela ação da entidade de Turismo Porto e Norte de Portugal.”


O presidente da Comissão da Semana Santa explica que centenas de pessoas estiveram envolvidas na preparação da primeira de três procissões que celebram o designado “Mistério Pascal”: a Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão aos céus de Jesus Cristo. Já lá vão 14 anos desde que a Paróquia e a Junta de Freguesia de S. Vítor começaram a organizar a Procissão de Nossa Senhora da Burrinha, que se tornou um ex-librisdos festejos litúrgicos bracarenses.

A crise não é alheia à Semana Santa de Braga Com o impacto da crise económica, este ano foi necessário fazer alguns cortes no orçamento das comemorações da Semana Santa. Esta procissão, realizada – em parte – com o esforço dos populares, foi das que mais ressentiu a redução de verba. Segundo o Presidente da Comissão, “se as pessoas tiverem a ideia de que a Semana Santa se faz só com boas vontades, a Semana Santa poderá sofrer consequências disso”.

Esta noite os ritos pascais prosseguem com a Procissão do Senhor “ECCE HOMO”, que sai às 22h da Igreja da Misericórdia.

Ana Daniela Pereira e Ana Luísa Alves

Braga: requalificação urbana em processo sexta, 06 abril 2012 00:18

Tornar a cidade atraente e fazer valer a posição de destaque que lhe cabe enquanto capital europeia são os objetivos do Plano de Regeneração Urbana de Braga, que entrou em curso em fevereiro passado e que tem ocupado vários pontos estratégicos do centro histórico da cidade.

Na Semana Santa, a circulação de carros e pessoas promete dificuldades. Segundo o vicepresidente da Câmara Municipal de Braga e superintendente do plano, Vítor Sousa, citado através do site do município, o primeiro passo é “criar espaços pedonais adequados a circuitos que aproximem locais e itinerários do passado romano e medieval de Braga”. Quer-se, assim,


recuperar, no contexto cultural e do turismo religioso europeu, a primazia da ‘Cidade dos Arcebispos’ sobre Santiago de Compostela.

Em requalificação encontram-se a Avenida da Liberdade, a Praça do Município, a Rua de S. António da Praça, a Rua dos Chãos, a Rua de S. Vicente, o Largo Carlos Amarante e o Largo da Senhora-a-Branca, onde foram encontrados vestígios relacionados com a ocupação romana em Braga.

As obras expandem-se, ainda, ao Campo das Hortas e à Rua Andrade Corvo, uma empreitada no valor de 700 mil euros que pretende criar um corredor livre de barreiras arquitetónicas entre o Largo da Estação e o Arco da Porta Nova, segundo informações do jornal Correio do Minho.

De acordo com o mesmo órgão, encontram-se adjudicado ou em fase de adjudicação um total de 13 intervenções de requalificação. Ao longo do ano 2012, espera-se que sejam investidos 3,5 milhões de euros, com o intuito de facilitar o acesso entre os pontos de entrada na cidade e o centro histórico.

Opiniões dissonantes Os condicionamentos de trânsito e de circulação de pessoas têm levado ao descontentamento dos comerciantes lesados pelo decorrer das obras. Alcina Martins, funcionária de um café na Avenida da Liberdade, sente-se desconfortável com as obras à porta do estabelecimento, porque “os clientes ficam com medo de entrar e vão a outros sítios”. “Uma senhora que é cliente assídua queria-se sentar na explanada e não podia. Como ela, há muitos mais”, afirma. Desta forma, diz, o negócio é prejudicado.

Na opinião de Carolina, farmacêutica, o ruído e o pó são os principais problemas. “Para nós, é bastante desagradável porque ouvimos muito barulho o dia todo e a sujidade é extrema. O facto de as obras serem demoradas também nos prejudica”, queixa-se a funcionária. Para Sameiro Castro, cidadão bracarense, se a requalificação for feita para benefício da cidade, é


uma mais-valia: “Desde que haja melhoramento para a cidade concordo plenamente. As obras fazem sempre barulho e pó, mas isso é natural e temos que aguentar”.

Ana Daniela Pereira e Goreti Pera

Ameaça de chuva não impediu a saída da Procissão do Senhor “Ecce Homo” sábado, 07 abril 2012 10:55

Com o som das matracas a ressoar, os farricocos “assaltaram” as ruas bracarenses e tornaram a procissão dos ‘fogaréus’, como também é conhecida, a mais concorrida dos últimos anos. Com ar medieval, descalços, cara coberta e empunhando matracas e fogaréus, 40 farricocos abriram a Procissão do Senhor “Ecce Homo”, que recorda o julgamento de Jesus. Num artigo publicado na revista da Misericórdia de Braga, o presidente da Comissão da Semana Santa e membro do Cabido da Sé de Braga, Jorge Coutinho, lembra que “nos casos de condenação à morte, um grupo de mascarados, representantes da guarda romana, abria o cortejo anunciando a passagem dos condenados e percorria as ruas relatando os seus crimes”.

É precisamente este ritual que os farricocos reproduzem. Esta procissão histórica, que possui quase um quilómetro de comprimento, alude também à fundação e à história das Misericórdias, especialmente a de Braga, que a organiza. Numa noite em que S. Pedro (popularmente associado ao controlo da meteorologia) esteve caprichoso, o tempo ameaçou a procissão do “Senhor da Cana Verde”, outro dos nomes atribuídos a este cortejo.


Para Luís Miguel Marques, aluno de Engenharia Mecânica na Universidade do Minho, “a chuva podia fazer com que as pessoas ficassem em casa”. O estudante rendeu-se à beleza do evento “já não vinha há alguns anos, e por isso a procissão de hoje foi mais especial”, afirma. Apesar das condições climatéricas instáveis, a persistência dos populares levou a que a assistência estivesse “bem composta”, nas palavras de Adelino Marques, um bracarense que todos os anos presencia a procissão.

Os turistas e a Semana Santa de Braga A semana que celebra as festividades pascais é um atrativo turístico para a Capital Europeia da Juventude 2012. Com os hotéis praticamente lotados, os turistas invadem a cidade e rendem-se aos encantos bracarenses: monumentos, artesanato, gastronomia e beleza dos ritos litúrgicos. Olga e Sílvio, turistas espanhóis, confessam vir a Braga com alguma frequência. Este ano escolheram precisamente esta altura para poderem assistir a todas as celebrações da Semana Santa. O seu compatriota Alfonso garante que “a semana santa cá é melhor do que as que são organizadas em Espanha”.

Os visitantes vêm de vários países, mas a especial afluência de espanhóis levou a que fosse estabelecida uma parceria entre a Polícia de Segurança Pública Portuguesa (PSP) e o Corpo Nacional de Polícia Espanhola.

Apesar das importantes solenidades religiosas, aproveita-se esta semana para também dar a conhecer Braga e o Alto Minho, criando-se assim o “Mercado de Páscoa de Braga”. Esta iniciativa, situada no cento histórico da cidade, promete dar a conhecer o que de melhor se faz na região em termos de doçaria, artesanato e fumeiros regionais.

As celebrações da Semana Santa de Braga culminam com a procissão do Enterro do Senhor, que saiu ontem à noite da Sé Catedral.

Ana Daniela Pereira, Ana Luísa Alves e Inês Gomes

Multidão silenciosa vê passar procissão do “Enterro do Senhor”


domingo, 08 abril 2012 00:24

Milhares de pessoas deslocaram-se à ‘cidade dos arcebispos’ para ver passar a simbólica urna do Senhor morto, naquela que é considerada a mais solene e comovente procissão da Semana Santa de Braga.

Uma noite após a euforia dos farricocos, o barulho das matracas e a dança de cores dos fogaréus, tudo se apaga e silencia em Braga para dar lugar à procissão do “Enterro do Senhor”. Organizado pelo Cabido da Sé, Irmandades da Misericórdia e de Santa Cruz e Comissão da Semana Santa, esta procissão é uma manifestação de pesar pela morte de Jesus, sendo o seu caixão levado pelas ruas onde a multidão se encontra num silêncio sepulcral.

Conduzido por irmandades, cavaleiros das Ordens Soberana e de Malta e do Santo Sepulcro de Jerusalém, Capitulares da Sé e autoridades, este é o ponto alto das celebrações da Semana Santa bracarense.

Os capitulares e membros das Confrarias vão de cabeça coberta, as figuras alegóricas escondem-se num véu de luto, e as bandeiras e estandartes arrastam-se pelo chão. O cenário de recolhimento dos participantes e de quem vê a procissão passar encerra uma religiosidade profunda que ainda persiste.

Maria Silva Oliveira assistiu a todas as procissões deste ano e considera que esta “foi muito boa”. Destaca as mudanças introduzidas como forma de cativar mais público, essencialmente jovem, que nas suas palavras, “por vezes parece mais distante das tradições”.


A boa organização é apontada por Abel Braga como um dos motivos do sucesso da procissão que, segundo ele, atrai cada vez mais turistas: “Os turistas começam agora a conhecer as tradições bracarenses e a ter curiosidade de vir até cá”, afirma.

Foi precisamente este interesse de conhecer os ritos litúrgicos portugueses que trouxe uma estudante Erasmus da Alemanha à procissão: “Na Alemanha não há nada disto, não há tradições pascais”, refere. A aluna da Universidade do Minho acrescenta ainda que ficou impressionada com a diversidade que encontrou na cidade ao longo desta semana.Quanto à procissão do “Enterro do Senhor”, confessa-se rendida: “Foi realmente uma procissão bonita”, remata.

Ontem, às 21h, na Sé Catedral, fez-se a Vigília Pascal, que antecede as celebrações de hoje da Páscoa.

Ana Daniela Pereira, Ana Luísa Alves e Filipa Magalhães

Semana Santa regista acréscimo de turistas terça, 10 abril 2012 10:29

A cidade dos arcebispos viveu, nos últimos dias, uma das mais intensas semanas de todo o ano com as celebrações da Semana Santa. Este ano, a cidade minhota registou um aumento no número de turistas no período que antecedeu a Páscoa.

Considerada uma das primeiras herdeiras ibéricas das tradições católicas e dona da mais antiga Sé da Península Ibérica, Braga engalanou-se para a celebração da época pascal, como é sua tradição.

Aumento do número de turistas beneficia comércio e hotelaria Este ano, tal como era esperado, foi notado um acréscimo do número de visitantes que preencheram os hotéis e dinamizaram o comércio.


Segundo dados divulgados pelo Posto de Turismo à Rádio Universitária do Minho (RUM), as taxas de ocupação nos hotéis bracarenses rondaram os 90%.

Por um lado, este elevado número de visitantes encontra justificação na forte divulgação das festividades que receberam o selo de “Declaração de Interesse para o Turismo”, pelo Turismo de Portugal.

Numa perspetiva diferente, Jorge Ortiga fundamenta estes números através da situação de crise: “Nos momentos de crise, como o que vivemos, é notória a aproximação da Fé”, afirmou o arcebispo à Agência Lusa. “Noutras alturas, as pessoas ausentavam-se do país mas agora querem viver aquilo que é nosso”, continuou Jorge Ortiga.

A grande afluência de turistas espanhóis levou, tal como o ComUM noticiou no passado sábado, dia 7, a uma colaboração entre forças policiais portuguesas e espanholas, de forma a facilitar o entendimento entre polícia e visitantes espanhóis.

Para além das célebres procissões, esteve também presente, no centro da cidade, um Mercado de Páscoa, que disponibilizava aos visitantes variados produtos tipicamente minhotos. A adesão foi notável, satisfazendo, assim, os pequenos comerciantes que marcaram presença nesta iniciativa.

De forma geral, as cerimónias parecem ter agradado a comerciante e turistas: “Gostei muito de tudo o que vi. Estou cá pela segunda vez e, desta vez, para a Semana Santa, e estou a gostar. Considero, até, que a Semana Santa cá é melhor do que as que são organizadas em Espanha!”, afirma Alfonso, turista espanhol.

Procissões marcam a Semana Santa 2012 As já tradicionais procissões que antecedem o Domingo de Páscoa encheram as ruas da cidade de

Braga

de

turistas

e

bracarenses.

A Procissão da Burrinha, que teve lugar na quarta-feira, 4 de abril, foi uma das mais concorridas, contando com a presença de mais de 50 mil pessoas. Esta procissão, organizada


pela Paróquia e pela Junta de Freguesia de S. Vítor, desde a década de 90, retrata a história que antecede o “Mistério Pascal de Jesus que a Igreja celebra nos dias seguintes”, tal como é explicado no site oficial da organização da Semana Santa 2012.

Na Quinta-feira Santa, as ruas de Braga viram passar a Procissão do Senhor “Ecce Homo”, que chegou a estar em risco por causa do tempo chuvoso que marcou o dia. Para Pedro Marques, um dos espetadores, a procissão foi bonita e estava bem organizada: “Fizeram-se até alguns momentos de silêncio, o que se torna complicado com tanta multidão à volta”. Relativamente à adesão da população, Pedro Marques salientou que”talvez hoje o fator chuva talvez tivesse condicionado a decisão”, considerando ainda que se a meteorologia contribuísse, a procissão teria um maior número de espetadores.

A última das procissões da Semana Santa, denominada de “Enterro do Senhor”, contou também

com

uma

grande

mancha

humana.

A Semana Santa é antecedida pelas habituais Procissões dos Passos organizadas pelas Paróquias de Cabreiros, Figueiredo, Real, Celeirós e pela Irmandade de Santa Cruz e culmina com a visita do compasso pascal no Domingo de Páscoa.

Um olhar sobre a Semana Santa de Braga A Semana Santa é considerada uma das celebrações mais importantes para os bracarenses. Reconhecida não só a nível nacional, mas também peninsular, e cujas tradições se desconhece o modo e o tempo exato da sua existência, a Semana Santa em Braga continua, atualmente, a representar as comemorações originais da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

A Quaresma em Braga é enriquecida com um conjunto de celebrações de carácter mais inovador e singular, como é o caso dos concertos e exposições de ambientação e preparação para Semana Santa.

Ana Daniela Pereira, Ana Luísa Alves, Inês Gomes e Filipa Magalhães


Equipas de todas as regiões do país vencem em “Busca e Salvamento Júnior” domingo, 15 abril 2012 16:34

Vivinho team, Eçabot II e EOM B foram as equipas que saíram vencedoras da Semana da Robótica que decorreu em Guimarães de 11 a 15 de Abril, na competição de Busca e Salvamento Júnior.

A competição que se dividiu em três escalões consagrou uma equipa da escola de S. Gonçalo (Torres Vedras), Vivinho Team e, também a EOM B, do Norte do país como grandes vencedoras nos escalões 8-14 e 9-18, respetivamente. A equipa Eçabot II, proveniente do agrupamento de escolas Eça de Queirós, Lisboa, arrecadou a medalha de ouro com 370 pontos no escalão 15-19.

No escalão 8-14, o pódio foi entregue ainda à equipa Ferreira Dias 1 que terminou a prova com 315 pontos, menos 20 que a equipa vencedora e mais 100 pontos que o terceiro classificado, a equipa Eçabot I.

Já no escalão 15-19, Eçabot II dividiu o pódio com a EPB BSJ –A1, oriunda da Escola Profissional de Braga, que obteve os mesmos pontos que a primeira, mas com tempo superior e com a CFPIC_Underwells, terceira classificada com 350 pontos.

Relativamente ao terceiro escalão, a equipa EOM B terminou no primeiro lugar com 130 pontos, seguida da EPB BSJ-B que concluiu a prova com os mesmos pontos. Contudo, a equipa de Braga demorou sete minutos e 18 segundos, mais 37 segundos do que a vencedora da prova. O último lugar da prova coube à equipa CleverBot que fez 80 pontos em nove minutos e dois segundos.

Para Jaime Rei, coordenador do projeto de robótica da escola de S. Gonçalo, estas vitórias são espelho do trabalho desenvolvido nos últimos anos, bem como reflexo do empenho dos


alunos, que “dia e noite trabalham com o objetivo de um ano que é para apresentar aqui.” O responsável torriense lamentou apenas que “não haja mais campeonatos como estes.”

Ana Daniela Pereira

Quinta de S. Gonçalo e ESA Robots triunfam na dança júnior domingo, 15 abril 2012 17:34

Quinta de S. Gonçalo e ESA Robots foram as vencedoras dos escalões A (8-14 anos) e B (15- 19 anos) na liga Dança Júnior, no Festival de Robótica que decorreu em Guimarães. Ecologia, cultura e animação Disney foram o mote para as prestações dos concorrentes.

Numa competição que combinou a dança de robots e humanos, o agrupamento de escolas de S. Gonçalo e a escola secundária de Amares viram as suas equipas premiadas, obtendo o primeiro lugar na final dos escalões em que concorreram. Quinta de S. Gonçalo terminou a prova com 97 pontos, mais dois do que o segundo classificado, a equipa Guardiões da Natureza. Já a distância para o terceiro classificado foi mais significativa com a equipa dos Meirinhas a somar 75 pontos.

No segundo escalão a ser avaliado, a equipa de Amares, ESA Robots, levou a melhor, ao amealhar 94 pontos na competição, deixando Simãozinho e ESMS para trás com 91 e 90 pontos, respetivamente.

O júri regeu-se por um conjunto de critérios assentes na programação, construção, indumentária, coreografia, originalidade e desempenho.

Várias foram as performances mostradas pelos concorrentes relativas a temáticas culturais e ambientais. A equipa Quinta de S. Gonçalo, por exemplo, representou um campo agrícola, usando não só humanos e robots, mas também um cenário e outros adereços alusivos ao tema.


A nível cultural, os representantes da escola secundária Martins Sarmento, participantes no escalão B, deram a conhecer a sua performance que tinha por base Guimarães: Capital Europeia da Cultura 2012.

Ana Daniela Pereira e Raquel Martins

Polémica em torno da Capital Europeia da Juventude sexta, 20 abril 2012 22:47

A Câmara Municipal de Braga (CMB) suporta os custos da Capital Europeia da Juventude (CEJ) 2012. Os fundos comunitários ainda não chegaram aos cofres da Fundação Bracara Augusta, responsável por Braga 2012 e a falta de concursos de ideias gera desconforto entre a população.

Fundos da Capital Europeia da Juventude A CMB transferiu, no final do mês de Março, cerca de 150 mil euros para os cofres da Fundação Bracara Augusta. Esta foi a terceira transferência efetuada no corrente ano, às quais se juntam duas outras ainda em 2011. No total, a CMB já entregou à organização perto de meio milhão de euros, de cerca de um milhão e meio disponíveis, tal como foi dito à Lusa por um membro da organização.

Ainda à mesma agência noticiosa, uma outra fonte da fundação responsável pela organização de Braga 2012, disse que, até agora, “apenas a autarquia tem cumprido com as verbas acordadas”. Em declarações ao ComUM Ricardo Rio, vereador da coligação Juntos por Braga (PSD/ CDS- PP), salientou a importância das transferências camarárias para a organização, uma


vez que “a autarquia age num quadro de certeza financeira e com vista a preservar o bom nome da cidade.”

A CEJ tem aprovados quatro milhões e meio de euros em verbas comunitárias oriundas de programas estratégicos de apoio como o Programa Operacional Fatores de Competitividade (FEDER), que deverão ser usadas para a reconversão do antigo quartel da GNR, projeto GeNeRation, na sede da capital e na programação cultural.

Sede de Braga 2012 gera discussão entre Coligação e os responsáveis autárquicos pela CEJ O plano traçado para a requalificação do antigo quartel da GNR tem sido alvo de várias críticas por

parte

da

oposição.

A mais recente questão, levantada pelo projeto de requalificação, prende-se com a ausência de concurso público de ideias para o espaço que já foi batizado de GeNeRation. Ao jornal Diário do Minho, o vereador social-democrata relembrou as situações em que os concursos públicos, prometidos pelo vereador socialista Hugo Pires, responsável pela tutela a CEJ 2012, deram lugar a ajustes diretos: “Quando se decidiu que o antigo quartel da GNR ia ser a sede oficial da Capital Europeia da Juventude, o vereador Hugo Pires garantiu que seria lançado um concurso público de ideias para a elaboração do projeto arquitetónico de requalificação do imóvel”.

O projeto de requalificação “foi entregue, por ajuste direto, a um gabinete de arquitetura de Braga, por 74.950 euros”, como afirmou o vereador. Ainda ao diário minhoto, Ricardo Rio disse que “quando o projeto de remodelação foi apresentado, o vereador Hugo Pires voltou a prometer um novo concurso público de ideias para se definir o modelo de ocupação da sede oficial da Capital da Juventude. Acontece que, afinal, não vai haver nenhum concurso de ideias”.

O líder da coligação concluiu que o trabalho será feito por ajuste direto. Ricardo Rio, ao ComUM, referiu que: “Esta aparente desistência do concurso ou, sendo muito benevolente, este atraso sine die de um compromisso assumido perante a oposição e, mais importante,


perante os bracarenses, representa a recaída no perigoso vício da prepotência.” O vereador não poupou crÍticas a esta situação e afirma que esta opção reflete “uma forma de estar e de atuar que despreza a voz dos cidadãos”.

O ComUM tentou entrar em contacto com o vereador Hugo Pires e com a Fundação Bracara Augusta sem qualquer sucesso até ao momento.

Ana Daniela Pereira

Mesquita Machado: “Neste momento, quem está a sustentar a CEJ é a Câmara de Braga” sexta, 27 abril 2012 00:09

No final de mais uma reunião do executivo camarário, decorrida no dia 26 de abril, foi tornada pública mais uma transferência de 300 mil euros dos cofres camarários para gastos da Braga 2012: Capital Europeia da Juventude (CEJ).

O presidente da Câmara Municipal de Braga (CMB), Mesquita Machado, referiu em declarações à comunicação social que esta verba é mais uma parcela do dinheiro a ser entregue à capital pela CMB, todavia criticando a ação do governo que suspendeu, para já, a entrada de dinheiro dos subsídios aos quais a CEJ se candidatou.

O líder da coligação Juntos Por Braga (JPB), Ricardo Rio, salientou a necessidade de se perceber o que está a acontecer com os subsídios, uma vez que considera que a CEJ não é apenas uma responsabilidade da câmara e por isso não deverá ser apenas a verba municipal a financiar a


mesma. O vereador e líder da oposição quer saber se a situação gerada é da responsabilidade da “comissão de coordenação, da Fundação Bracara Augusta ou da entidade que gere as candidaturas”.

Numa outra nota, Ricardo Rio referiu que as “iniciativas low cost” que a CEJ está a desenvolver são “o que se ambiciona que Braga seja todos os anos”.

Ana Daniela Pereira

Número de bolsas atribuídas no ensino superior atinge valores de 2000 quarta, 02 maio 2012 22:21

O ano letivo 2011/2012 fica marcado pela redução de bolseiros nas universidades portuguesas para números equiparáveis apenas aos do final do século XX. O número de alunos com direito a bolsa de estudo paga pelo Estado caiu nos últimos dois anos, registando-se agora a atribuição a apenas 56.739 alunos, verificando-se uma redução de cerca 16% em comparação a 2011.

Os valores registados apenas são comparáveis aos do ano 2000, quando o número de alunos com direito a bolsa rondava os 56.046 alunos, quando mais de 373 mil pessoas frequentavam a universidade, segundo dados do portal Pordata.


Depois de 10 anos de crescimento do número de beneficiários da prestação social, os últimos dois registaram quebras no apoio financeira dado aos alunos. Em 2009, cerca de 73 mil estudantes estavam abrangidos por bolsa, registando-se agora um decréscimo de perto 17 mil estudantes em comparação a esse mesmo ano.

A diminuição do número de apoios atribuídos pode ser justificada pela mudança nas regras de atribuição das bolsas de estudo, que excluiu uma considerável percentagem de alunos que, em anos anteriores, tinham direito a ajuda financeira.

Os alunos da Universidade do Minho (UM) também viram as bolsas de estudo serem reduzidas, como foi noticiado pelo jornal PÚBLICO.

Na universidade minhota, a redução registada – quando comparados valores de 2009/2010 com os deste ano – fica na casa dos 25%.

Falta de verbas para pagar superior leva a desistências e aumenta a dívida dos alunos às universidades A escassez de recursos económicos aliados à crise e a situações de pobreza levaram ao cancelamento de mais de três mil inscrições nas universidades portuguesas desde o início deste ano letivo, um aumento de 6% face aos números do ano transato.

Os números avançados pelo Público no início de 2012 dão conta da Universidade da Madeira como campeã das desistências, com cerca de 300 desistências, o equivalente a 20% das inscrições na instituição insular. Logo de seguida surgem as Universidades lisboetas, a Clássica e a do Minho.

Em Coimbra, as desistências mantêm-se nos valores do ano passado; o ISCTE e a Universidade de Aveiro registaram pequenas quebras.

Num estudo realizado junto dos desistentes da Universidade do Algarve foi possível concluir que a razão apontada para a desistência passa pela crise económica que Portugal atravessa.


A juntar às desistências registadas é vivido nas universidades outro problema. De acordo com o PÚBLICO, muitos são os antigos alunos que concluíram os seus cursos mas que estão em dívida para com as universidades.

A UM, a Nova de Lisboa e a Universidade de Coimbra (UC) detetaram mais de 4500 antigos alunos em falta de pagamento de propina, rondando a dívida os 3,6 milhões de euros.

Num momento de faltar de verba, as respectivas universidades já tomaram medidas para reaver o valor, enviando cartas aos alunos faltosos que frequentaram as instituições entre 2004 e 2006, ignorando-se anos anteriores já que estas dívidas prescrevem ao fim de oito anos.

O não pagamento da dívida poderá conduzir à anulação das licenciaturas já obtidas e à penhora de bens dos antigos alunos. Este pagamento das propinas deverá ser acompanhado do pagamento de juros de mora, tendo já as associações académicas pedido o perdão dos mesmos, situação negada pela reitoria da UC.

Regulamento na origem da redução do número de alunos bolseiros Nos últimos anos assistiu-se a alterações nos critérios de atribuição de bolsas de estudo. Ainda com Mariano Gago à frente do Ministério do Ensino Superior e da Ciência, em 2010 foram aprovadas mudanças às regras de atribuição do apoio social. O sistema de escalões e cálculo da capitação feito através do rendimento líquido dos agregados familiares deu lugar ao princípio da linearidade na atribuição das bolsas e a uma nova fórmula de cálculo.

Já com Nuno Crato, atual ministro responsável pela Educação e Ciência, as regras foram alteradas e conduziram a uma maior diminuição do número de estudantes beneficiários da ação social direta. Foram excluídos da possibilidade de receber bolsa alunos cujo agregado familiar possua um património mobiliário superior a 100 mil euros. Tendo sofrido também alterações as regras que estabelecem o mérito dos alunos, passando o valor para um mínimo de 50% de unidades curriculares em que o aluno está inscrito concluídas com êxito, sendo que no próximo ano o valor passará a ser de 60%.


Ana Daniela Pereira

Bênção dos Finalistas debaixo de calor domingo, 13 maio 2012 23:42

O segundo dia da semana do Enterro da Gata ficou marcado pelas cerimónias de Imposição de Insígnias e pela bênção dos finalistas que decorreu no santuário do Sameiro. Aos finalistas das instituições do ensino superior juntaram-se familiares e amigos que encheram o santuário.

Foi debaixo de calor que os finalistas da Universidade do Minho (UM) e da Universidade Católica assistiram à missa campal de bênção dos finalistas presidida pelo bispo auxiliar de Braga, Manuel Linda e cuja organização esteve a cargo da Pastoral Universitária Minhota.

Durante a homilia Manuel Linda apelou à responsabilidade dos jovens de hoje, pois estes serão “os dirigentes da sociedade de amanhã” tendo estes que lutar pela “justiça social com liberdade”. Apesar do tempo que se fazia sentir no santuário, para Pedro Campos, também ele finalista do curso de Ciências da Comunicação, “a cerimónia é cheia de simbolismo e bonita”. Liliana Oliveira, também finalista do mesmo curso, sublinhou que o momento que mais a marcou foi a bênção final, pois “é o momento em que tomamos consciência que um ciclo tão bom se aproxima do fim.” Missa de finalistas comum é o desejo da pastoral universitária

Em declarações ao jornal Correio do Minho, o responsável pela Pastoral Universitária de Braga, padre Eduardo Duque, expressou o desejo de juntar as missas de bênção dos finalistas de todas as academias da arquidiocese, afirmando ter lançado o repto às diversas instituições do ensino superior.

No entanto, o grande impedimento para esta união passa pelas datas divergentes das semanas académicas de cada estabelecimento de ensino, pelo que o responsável defende que a missa de finalistas seja independente do calendário das festividades académicas.


Ana Daniela Pereira

Aumento de furtos de tampas de águas pluviais preocupam autarcas segunda, 14 maio 2012 20:10

O mês de março trouxe o aumento de furtos das tampas de águas pluviais em duas freguesias da periferia de Braga.

As freguesias de Nogueira e Fraião são das mais afetadas pela vaga de roubos que têm deixado a nu as caixas de águas pluviais, contabilizando a freguesia de Nogueira o roubo de mais de 42 tampas, número pelo autarca da freguesia, Francisco Ferreira, avança ao ComUM.

Para Francisco Ferreira, a situação vivida é de “puro vandalismo”, acompanhado pelo”desrespeito pela população e pelas autarquias”. O presidente da junta de freguesia realça ainda o facto de os roubos não decorrerem apenas à noite e de já se estenderem a outro tipo de materiais que contenham ferro. Francisco Ferreira crê que o roubo de objetos que contenham ferro tem como destino a fundição para posterior venda.

As autarquias afetadas tomaram medidas que visam reduzir os roubos das tampas,”cravandoas” e deixando de produzir tampas para este propósito feitas exclusivamente de ferro, como referiu o autarca Nogueirense.

Os sucessivos casos de roubo foram entregues às autoridades, que aumentaram a vigilância nas zonas afetadas e que tentam agora encontrar os responsáveis pelos roubos.

Ana Daniela Pereira

Os bastidores do Enterro da Gata 2012


sexta, 18 maio 2012 19:14

A academia minhota celebra esta semana uma das mais importantes festas do calendário académico: as Monumentais Festas do Enterro da Gata. Como decorre a organização do Enterro da Gata? Quando é iniciada? O que leva a fazer determinadas opções? Como tudo se processa? O ComUM foi tentar responder a estas questões.

A tomada de posse dos corpos dirigentes da AAUM marca o arranque da organização do Enterro da Gata, como refere Eduardo Coturela, tesoureiro da AAUM.

De acordo com o tesoureiro da AAUM, é eleita uma comissão de eventos “que toma as principais decisões no que diz respeito ao Enterro da Gata. É esta comissão que acaba por decidir qual a forma de moldar o evento”. Em colaboração com uma produtora, os responsáveis minhotos elegem as bandas que deverão compor o cartaz da semana académica e, como apontou Eduardo Coturela, pretendem que “seja uma semana que abranja todos os públicos”. Durante o Enterro da Gata os convidados são recebidos por um elemento da direção previamente definido; no entanto, a receção do artista varia consoante a banda. O responsável da AAUM explicou que há artistas que são recebidos de forma personalizada.”Recebemo-los e fazemos questão de apresentar a nossa cidade e a mítica da Universidade do Minho”, acrescentou.

Autocarros “à pinha” Como tem sido hábito, a AAUM assegura o transporte dos estudantes entre os pólos da UMinho e o gatódromo, localizado na alameda do Estádio Municipal de Braga, das 22h até às 7h.

Pedro Lopes, um dos motoristas ao serviço da associação, salientou que apesar dos autocarros serem regulares estão sempre “à pinha”. Para o motorista este transporte apresenta-se como uma mais-valia, pois “reduz o número de condutores sob efeito de álcool.” Desde o início do Enterro da Gata que se registam vários incidentes, dos quais Pedro Lopes ressalva a destruição de uma das claraboias do autocarro que conduz por estudantes visivelmente “alterados”.


Responsáveis pelas barracas com “paciência” redobrada Todos os anos o recinto conta com algumas barracas associadas aos diversos cursos da academia e de outros patrocinadores. É a zona das barraquinhas que, após os concertos, acolhe os estudantes que permanecem no recinto até de manhã.

Estas barracas estão, na sua maioria, entregues a estudantes que se organizam em comissões de festas e que têm a seu cargo a gestão das mesmas.

Todos os produtos vendidos no recinto foram fornecidos às barraquinhas pela AAUM que tenta, assim, controlar a qualidade dos mesmos.

Alguns dos responsáveis pelas barracas, em declarações ao ComUM, salientaram a necessidade de existir uma grande disponibilidade para estar à frente do negócio nos dias de Enterro, em consequência do tempo gasto com a logística e também ter “paciência para suportar alguns exageros”.

Segurança com menos trabalho este ano “Um ano mais tranquilo” quando comparado com o ano anterior é o balanço feito por Hélder Ferreira, responsável pela segurança do recinto. “Têm havido alguns incidentes, mas são coisas mínimas, apenas pequenos desacatos”, explicou Hélder Ferreira.

Na opinião de Mariana Flor, aluna do curso de Ciências da Comunicação, verificou-se este ano um aumento do número de seguranças no recinto, mas salienta que “houve mais violência – e a própria segurança também induz a isso através da atitude que toma.”

Ana Daniela Pereira e Emanuel Boavista

Booka Shade fecham Enterro da Gata 2012 domingo, 20 maio 2012 00:29


Foi com um baixo nível de assistência que a dupla Booka Shade subiu ao palco do Gatódromo para encerrar a edição de 2012 do Enterro da Gata. Os alemães tentaram fazer chegar à assistência minhota a “vibe” da sua música.

Conhecidos pela música eletrónica que produzem, poucos foram os que resistiram até ao fim do espetáculo dos dj’s, tal como referiu Hugo Ferreira, aluno de Biologia e Geologia da Universidade do Minho (UM): “Estive lá um pouco, mas o concerto não estava a ser chamativo, optei por ir às barracas de cursos.”

A fraca adesão, para Hugo Ferreira, também se pode dever às condições meteorológicas que se fizeram sentir na cidade e ao cansaço que o próprio Enterro da Gata poderá provocar: “Penso que o facto de ter passado o dia a chover, desmobilizou assistência pois certamente quem já tinha ido vários dias e estava cansado ao ver assim o tempo preferiu ficar em casa a recuperar”.

Booka Shade, desde o lançamento do último álbum, Plus!, têm estado em digressão mundial, já tendo passado por países como Austrália, Brasil e Estados Unidos. A próxima paragem é em Espanha.

Ana Daniela Pereira

“Filhos do Coração” em campanha contra a escravatura infantil sábado, 26 maio 2012 10:49

Sensibilizar e consciencializar a comunidade internacional para a escravatura infantil são os objetivos da Organização Não-Governamental (ONG) Filhos do Coração. A ONG inicia, no mês de Junho, uma campanha contra esta realidade.


A escravatura infantil no Gana foi o tema abordado por duas reportagens da jornalista da TVI, Alexandra Borges. O trabalho da jornalista serviu de mote para a criação da ONG Filhos do Coração. Dia da Criança marca o arranque de campanha de sensibilização Sob o lema “Vestir Portugal de Filhos do Coração”, a ONG promete alertar para a escravatura infantil no próximo dia 1 de Junho. No Dia da Criança, o grupo Filhos do Coração iniciará a sua campanha de alerta e sensibilização para a escravatura infantil no Gana.

Com o apoio de voluntários oriundos de todo o país e organizados em brigadas, o grupo irá distribuir posters com o alerta para o tema da escravatura infantil, de forma a recolher o máximo de apoio por parte da sociedade civil.

A brigada responsável pelo distrito de Braga é composta por 20 voluntários, tal como referiu Sónia Berdenhas ao ComUM. Segundo a chefe da brigada: “Em Braga contamos com o apoio da Junta de Freguesia e da Paróquia de São Lázaro e cobriremos o centro da cidade e algumas freguesias da periferia. Também estaremos em Vila Verde e Barcelos”.

Para Alexandra Borges, uma das mentoras da ONG, esta ação pretende “denunciar a escravatura infantil no Gana através de uma campanha de consciencialização internacional e obrigar o governo a implementar a lei que já existe contra o tráfico e escravatura no Gana” A jornalista salientou ainda que esta campanha foi organizada “espontaneamente, tendo começado com um grupo no Facebook que juntou mais de 50 mil pessoas em duas semanas”.

A par da distribuição dos cartazes, no dia 1 de Junho “surgirão duas mega faixas no Cristo Rei em Lisboa”, tal como conta Alexandra Borges. Será, também, apresentado o livro de reportagem “Resgate” e inaugurado o site http://www.filhosdocoracao.org. Para 2013, a jornalista da TVI promete a estreia de uma peça de teatro sobre a escravatura infantil com mais de 100 crianças. Já em 2008, foram desenvolvidas algumas iniciativas que visavam recolher fundos para assegurar a educação, saúde e segurança das crianças resgatadas. Alexandra Borges escreveu o livro Filhos do Coração com o ex-jogador Luís Figo e ilustrações de Ana Cardoso, e foi


gravado um CD que contava com o Hino das Crianças Escravas. Petição Pública pretende chegar ao Tribunal Internacional dos Direitos Humanos A ONG tem promovido uma petição pública online contra a escravatura no século XXI e a favor da libertação das crianças escravizadas no lago Volta. Esta petição online já conta com 2320 signatários e deverá ser entregue na Assembleia da Republica (AR), ao primeiro-ministro, ao Tribunal Internacional dos Direitos Humanos e à Unicef.

Inês Gomes, aluna do curso de Ciências da Comunicação, é uma das subscritoras da petição da ONG. Para a aluna, a decisão de assinar a petição é justificada “não só por esta ser uma causa tão nobre, mas por também considerar extremamente revoltante a existência de situações como esta numa sociedade supostamente civilizada e evoluída”. Outro dos signatários da petição é André Miranda, aluno de Ciências da Computação que, em declarações ao ComUM, sublinhou o facto da situação vivida “ser revoltante”.

Segundo dados avançados pelas organizações humanitárias, há em todo o Mundo perto de 400 milhões de crianças que estão sujeitas ao fenómeno da escravatura infantil, representando mais de 10% da mão-de-obra mundial e gerando cerca de 13 milhões de euros anuais do Produto Interno Bruto mundial. A Unicef estima que todos os anos 200 mil crianças sejam traficadas na África Ocidental.

Ana Daniela Pereira

“Um Dia Pela Vida” encerra iniciativa na Avenida Central sábado, 02 junho 2012 11:38

Hoje, 2 de junho, marca-se o encerramento da campanha de sensibilização da Liga Portuguesa Contra o Cancro em Braga, intitulada “Um dia pela Vida”.


Estarão concentradas na Avenida Central as 25 equipas que trabalharam na sensibilização para a causa, bem como a comissão local, responsável pela organização e coordenação do evento, e que é composta por nove mulheres.

O evento começou com uma arruada que partiu da Praça do Município e que contou com a participação dos Bombos do Novais e Sousa, dos Bombos do CLIB, Cabeçudos do Sá de Miranda e Rancho “Semear Alegria” e continuará com um espetáculo até às 13h, quando se fará uma pausa, para retomar numa tarde de inúmeras atuações musicais, que se estenderão até perto da meia noite.

Ao longo do dia haverá uma mesa colocada no centro da Avenida, em torno da qual se promove uma caminhada contínua, que simboliza a caminhada que o doente oncológico percorre desde que lhe é detectada a doença. Nas palavras de Conceição Clavel, da organização, “não se deve compreender este dia como mais uma festa, mais uma romaria. É antes um dia onde caminharemos pela vida, caminharemos contra o cancro”.

O evento conta ainda com tendas de todas as associações ligadas ao movimento e com uma praça da alimentação, sendo que todos os lucros revertem a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Ana Daniela Pereira

“Um dia pela Vida”: Sucesso comprometido pela chuva sábado, 02 junho 2012 20:47

Decorre em Braga durante todo o dia a “Um Dia Pela Vida”, uma ação de sensibilização organizada pela Liga Portuguesa contra o Cancro. Apesar da chuva que cai na cidade, os


populares presentes consideram que a iniciativa está a decorrer da melhor maneira. Contudo – e para alguns dos populares que assistiram ao evento-, a chuva foi o grande problema e poderá ter sido um dos fatores condicionantes do êxito de “Um Dia Pela Vida”. Apesar da chuva, Susana Caridade, uma das presentes, considera que “o evento está a ser bom”.

João Veiga, outro dos presentes, afirmou ao ComUM que estas ações são importantes por consciencializarem a sociedade para o cancro.

Ao longo do dia passaram pelo palco da Avenida Central alguns grupos musicais que animaram os espectadores que resistiram à chuva. A esta ação da Liga Portuguesa Contra o Cancro aliouse o projeto “Braga até à Medula”, que organizou um dos momentos de animação da tarde.

Mais logo, às 22h30 e também na Avenida Central, haverá espaço para prestar homenagem às vítimas de cancro na Cerimónia das Luminárias.

Ana Daniela Pereira

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