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L I V R O P O E S I A V I VA | PAU LO B R U S C K Y


Poesia Viva | Paulo Bruscky Paulo Bruscky ganha seleção de sua obra poética em papel por Antonio Sergio Bessa no livro Poesia Viva, edição da APC com a Cosac Naify Toda a irreverência e originalidade da obra poética de Paulo Bruscky ganha seleção expressiva com mais de 100 trabalhos em papel, organizada por Antonio Sergio Bessa. É o livro Poesia Viva, uma publicação da Associação para o Patronato Contemporâneo – APC em parceria com a editora Cosac Naify. Bessa assina também o texto de apresentação, traçando um panorama do meio histórico, artístico e social no qual o trabalho do artista pernambucano encontrou as condições para se constituir, tornando-o referência obrigatória para pesquisadores das vanguardas brasileiras dos anos 1960-70 e da obra do artista. No volume de aparência rústica, com miolo e lombada expostos e sem capa, envolvido por uma cinta em amarelo vivo que apresenta o título, o projeto gráfico cria identidade visual com a obra subversiva de Bruscky e o transforma em objeto de colecionador. O artista pernambucano é reconhecido internacionalmente como um dos maiores expoentes da arte de vanguarda dos anos 1960-70. Como define Bessa na apresentação, “De fato, o longo processo histórico que levou à formulação de uma identidade literária brasileira visionária durante o século XX é pontuado pela contribuição de indivíduos e grupos frequentemente incompreendidos por seus contemporâneos. A maneira como elementos culturais se desenvolvem no decorrer do tempo é misteriosa, muitas vezes escapando do dogmatismo circunstancial apenas para ser resgatada em outras eras, em uma operação que pode ser considerada um ato de tradução”. Isso dá a medida de como o livro é importante não apenas como registro da produção de Bruscky, mas principalmente como evidência de um momento histórico na arte brasileira, que precisou do olhar retrospectivo de nossa época atual para ganhar a total compreensão de suas configurações e sua importância.

Associação para o Patronato Contemporâneo – APC | Av. Europa, 655, sala 01 – Jd. Europa – São Paulo/SP tel: +55 11 3061-0935 | e-mail: apc@apcbrasil.org | site: www.apcbrasil.org


Ainda por Bessa, “O trabalho de Paulo Bruscky, cujo caráter interativo ocasionalmente requer ativa participação pública, é outro caso em pauta. Desde o final da década de 60, Bruscky tem desenvolvido uma obra atentamente ligada aos movimentos de vanguarda tanto no Brasil como no exterior, e a extensa literatura publicada na última década a seu respeito delineia o rico plano de fundo no qual o artista tem inserido sua contribuição”. O pano de fundo no qual Bruscky surgiu e consolidou-se como artista era marcado pela ditadura militar instituída em 1964 e recrudescida na metade da década seguinte. Se a poesia concreta e a neoconcreta dos anos 1950-60 foram inspirações colaterais, foi o grupo poema/processo, encabeçado por Wlademir DiasPino e Moacy Cirne, que influenciou as bases de contestação política, de subversão da tecnologia (partindo de seu uso desvirtuado) e de efemeridade e questionamento de premissas estéticas que a poesia visual de Bruscky vem alcançando até a atualidade. Não por acaso, a imagem que ilustra a capa do livro é o registro da performance Poesia Viva (1977), homenagem do artista e de Unhandeijara Lisboa aos dez anos do movimento poema/processo, do qual participou marginalmente. Fortemente calcado na mescla da visualidade com palavras e slogans que contrastam e salientam questões políticas e sociais, o trabalho do artista surge no livro em exemplares de arte postal, trabalhos em anúncios de jornal – muitos desenvolvidos em parceria com Daniel Santiago – e em composições das mais variadas em que lançava mão de materiais e tecnologias cotidianas para questionar o mundo ao seu redor. Outros elementos fundamentais de sua composição poética são carimbos, máquinas de escrever (presentes tanto na redação de textos como em imagens recortadas), xerox e fax, além de colagens e fotografia, como no caso das homenagens a nomes como John Cage, em que o artista fotografou vários cotonetes com tinta colorida em suas extremidades, Hélio Oiticica e Ernest Hemingway. Na conclusão de Bessa, “A seleção de trabalhos apresentada neste volume, com sua ênfase na metalinguística e na performance, sublinha a base poética da obra de Bruscky e, portanto, sua dívida ao trabalho experimental impulsionado pela poesia concreta, poesia práxis e poema/processo”. Poesia Viva é um dos resultados do projeto que viabilizou a exposição Paulo Bruscky: Art is Our Last Hope, com curadoria de Bessa, realizada no The Bronx Museum of the Arts (Nova York/EUA) de setembro de 2013 a abril de 2014. Sucesso de público e crítica, a exposição foi convidada pela curadora Vanessa Davidson a itinerar para o Phoenix Art Museum (Arizona/EUA), onde permaneceu de setembro a dezembro de 2014. A parceria entre os museus resultou na publicação de catálogo homônimo, resultado das pesquisas de Bessa e Davidson sobre a obra de Bruscky. O projeto, desenvolvido e coordenado pela APC, foi realizado por meio de Lei de Incentivo à Cultura com suporte do Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil e patrocínio do Banco Itaú.

LANÇAMENTO E EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO

O lançamento de Poesia Viva em São Paulo acontecerá durante a abertura da exposição Arte é a Última Esperança: ação postal e outras ações de Paulo Bruscky no Centro Cultural Correios. Com curadoria

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assinada também por Sergio Bessa, a mostra consiste em uma síntese da trajetória de quatro décadas de produção de Paulo Bruscky, reunindo 119 obras realizadas entre 1970 e 2013, entre instalações, livros de artista, foto linguagem, fotocopia, fax, poesia visual, poemas, artdoor, arte-classificada, vídeo-arte, objetos e, em especial, arte correio – meio em que o artista foi um dos precursores e principais expoentes no Brasil. Além de ser curada pelo organizador da publicação, a exposição no Centro Cultural Correios é inspirada na mostra Paulo Bruscky: Arte Is Our Last Hope que foi apresentada no Bronx Museum entre 2013 e 2014 e no Phoenix Art Museum em 2014. A diferença fundamental entre ambas as exposições é que, no caso norteamericano, a intenção foi introduzir o trabalho de Bruscky para um público não familiarizado com a obra do artista e seu contexto de produção no início da carreira, enquanto a segunda aproveita o local de exposição para enfatizar a produção de Bruscky em arte postal. Na ocasião da abertura, além do lançamento de Poesia Viva com sessão de autógrafos de Paulo Bruscky e Sergio Bessa, haverá também uma performance surpresa do artista, e o público poderá levar seu recorte de jornal, da seção classificados, para que Bruscky o valide como arte. Arte é a Última Esperança: ação postal e outras ações de Paulo Bruscky tem realização da Brazimage, apoio institucional da APC, do Bronx Museum e da Galeria Nara Roesler e patrocínio dos Correios e do Governo Federal.

SERVIÇO LANÇAMENTO POESIA VIVA

14 de novembro de 2015 12h: sessão de autógrafos com o artista e o organizador 13h: performance do artista VISITAÇÃO Arte é a Última Esperança: ação postal e outras ações de Paulo Bruscky

14 de novembro de 2015 a 25 de janeiro de 2016. Terça a domingo, das 11h às 17h ENTRADA FRANCA

Centro Cultural Correios São Paulo Av. São João s/n - Vale do Anhangabaú

FICHA TÉCNICA POESIA VIVA

Organização e texto: Antonio Sergio Bessa Pesquisa e edição de imagem: Paulo Bruscky, Raíza Bruscky Coordenação executiva: Mariana Dupas Coordenação editorial: Ana Carolina Ramos Tradução (versão inglês): Barbara Wagner Mastrobuono Associação para o Patronato Contemporâneo – APC | Av. Europa, 655, sala 01 – Jd. Europa – São Paulo/SP tel: +55 11 3061-0935 | e-mail: apc@apcbrasil.org | site: www.apcbrasil.org


Revisão: Célia Euvaldo Projeto gráfico: Gabriela Castro, Jussara Fino Produção gráfica: Aline Valli Projeto executado com Lei de Incentivo à Cultura Apoio: Galeria Nara Roesler, Bronx Museum Patrocínio: Itaú Edição: APC, Cosac Naify Realização: Ministério da Cultura do Governo Federal do Brasil

SOBRE O ARTISTA

Paulo Bruscky – Nasceu em 1949 no Recife, onde vive e trabalha. Com uma trajetória artística que engloba quatro décadas, Bruscky nunca para de experimentar e inovar: empregou fotocopiadoras e máquinas heliográficas, além de selos e carimbos postais. O artista usou também equipamentos médicos do Hospital Agamenon Magalhães, onde trabalhou vários anos, nas suas criações encefalográficas, compondo a série O meu cérebro desenha assim (1976), recentemente adquirida pelo MoMA. Participou de várias mostras de Arte Correio no mundo todo; organizou a primeira mostra de Arte Correio (1976, fechada pela Polícia) e a primeira mostra de Street Art (1981) no Brasil, ambas em Recife; produziu trabalhos sonoros, entre eles Ra(u)dio Arte Show, transmitido ao vivo por uma estação de rádio local; e concebeu vários projetos utópicos (entre eles, vários não realizados), tais como Presépio Urbano (1987), que pretendia transformar a cidade de Recife em uma única decoração de luz natalina. Após receber o Guggenheim Fellowship, em 1982, Bruscky passou um ano em Nova York, onde desenvolveu as bases da sua xerox-arte em colaboração com a Xerox. Participou das 16ª, 20ª, 26ª e 29ª edições da Bienal de São Paulo, Brasil (1981, 1989, 2004 e 2010); da 10ª Bienal de Havana, Cuba (2009), entre outras bienais, além de coletivas como 30 x Bienal (Fundação Bienal de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2013); Reinventando o mundo (Museu Vale, Vila Velha, Brasil, 2013); Mitologias por procuração (Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil, 2013); In cloud country (Harewood House, Leeds, Inglaterra, 2013); Perder la forma humana (Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri, Espanha, 2012); Trienal poli/gráfica de San Juan, Porto Rico (San Juan, Porto Rico, 2012); e Sistemas, acciones y procesos (Fundación Proa, Buenos Aires, Argentina, 2011). Suas mais recentes mostras solo são: Paulo Bruscky: Art is our last hope (Phoenix Art Museum, Phoenix, Arizona, EUA, 2014, e The Bronx Museum, Nova York, EUA, 2013); Paulo Bruscky (Plataforma Bogotá, Bogotá, Colômbia, 2013); Banco de ideias (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, Brasil, 2012); e Arte correio (Centro Cultural dos Correios, Recife, Brasil, 2011). Obras suas integram acervos como: MoMA, Nova York, EUA; Guggenheim Museum, Nova York, EUA; Tate Gallery, Londres, Inglaterra; Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museu d’Art Contemporani de Barcelona, Barcelona, Espanha; Stedelijk Museum, Amsterdã, Holanda; entre outros. Associação para o Patronato Contemporâneo – APC | Av. Europa, 655, sala 01 – Jd. Europa – São Paulo/SP tel: +55 11 3061-0935 | e-mail: apc@apcbrasil.org | site: www.apcbrasil.org


SOBRE O ORGANIZADOR

Antonio Sergio Bessa – É diretor dos programas de curadoria e educação no The Bronx Museum of the Arts em Nova York e professor adjunto na Teachers College da Columbia University, onde ensina abordagens à educação nos museus. É autor do livro Öyvind Fahlström: The Art of Writing (Chicago: Northwestern University Press, 2009) e editor de Novas: Selected Writings of Haroldo de Campos (Chicago: Northwestern University Press, 2007) e Mary Ellen Solt: Toward a Theory of Concrete Poetry (Estocolmo: OEI, 2010). Seus ensaios sobre poesia foram publicados em diversas antologias, incluindo Öyvind Fahlström (Gotemburgo, Suécia: Ord & Bild, 1998), Architectures of Poetry (Amsterdã: Rodopi, 2004), The Sound of Poetry / The Poetry of Sound (Chicago: University of Chicago Press, 2009), Poetry Goes Visual (Bremen, Alemanha: Weserburg Museum, 2012) e Specters of Artaud (Madri: Museo Centro de Arte Reina Sofia, 2012). Muitos de seus ensaios, artigos e entrevistas foram publicados em diversos periódicos, incluindo OEI (Estocolmo, Suécia), Bomb, Cabinet e Zingmagazine (Nova York) e em site como ubu.com e fahlstrom.com. Organizou diversas exposições celebradas pela crítica a respeito de temas como poesia visual, incluindo Double Space (Apex Art, Nova York, 2000); Re: La Chinoise (Baumgartner Gallery, New York, 2002); Animating Fahlström (BAWAG Foundation, Viena, e Institut d'Art Contemporain, Lyon, França, 2002); How to Read (2005) e Paulo Bruscky: Art Is Our Last Hope (2013), ambas no The Bronx Museum of the Arts. Em 2012, colaborou com Deborah Cullen na 3ª Trienal Poli/Gráfica de San Juan, em Porto Rico.

SOBRE A APC

A Associação para o Patronato Contemporâneo – APC é uma entidade sem fins lucrativos concebida e fundada em 2011 para promover a cultura no âmbito da Arte Contemporânea, colaborando para seu desenvolvimento e sua difusão no Brasil e no exterior. A APC elabora e executa projetos que promovem a valorização do patrimônio artístico e cultural contemporâneo, incentivando a pesquisa, a educação e a democratização do acesso à cultura. Este propósito se efetiva por meio de linhas específicas de atuação, tais como Publicações, Exposições, Consultorias e Produções Culturais, entre outros. A APC estabelece parcerias estratégicas com demais pessoas e entidades, públicas e privadas, no processo de edição de suas publicações, realização de curadorias, organização de programas culturais específicos e de residência artística e criação de espaços para o debate sobre arte e cultura via palestras, seminários, congressos etc. Todos os projetos são administrados pela associação desde sua fase inicial de elaboração, captação de recursos e produção até a divulgação e/ou distribuição final. Para tanto, a APC é mantida por diversos recursos, dentre eles doações e verbas obtidas por meio de editais e leis de incentivo fiscal. DIRETORIA ESTATUTÁRIA APC

Presidente: Daniel Roesler de Castro e Silva Secretário: Fábio Eduardo Soriano Szwarcwald Tesoureiro: Alexandre Roesler de Castro e Silva Associação para o Patronato Contemporâneo – APC | Av. Europa, 655, sala 01 – Jd. Europa – São Paulo/SP tel: +55 11 3061-0935 | e-mail: apc@apcbrasil.org | site: www.apcbrasil.org


Conselho fiscal: Alexandra Garcia Waldman, Maria Tereza Cezar de Andrade Queiroz e Artur Lescher EQUIPE APC

Diretora: Mariana Dupas Produção executiva: Thays Salva Assistente de produção: Bárbara Ariola Gerente financeiro: Daniel Sena

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Mariana Dupas Diretora mariana.dupas@apcbrasil.org Tel +11 3061.0935

Poesia Viva | Paulo Bruscky - release  
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