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COOLTURA Novembro/2013

Índice 4 | Editorial Sexo 5

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Cultura Sexual História

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Histórias de amor na 2ª Guerra Mundial Curiosidades 8 10 |

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Doenças Estranhas

Tecnologia, fenômeno cultural Músicas

12 | Arctic Monkeys me salvou do sedentarismo, rs 12 | 13 14 | 16 |

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Nirvana

Frances Farmer

Anitta, a poderosa?

ARTPOP, Renascimento ou Popart? Filmes 18 |

Um filme cool pra xuxu 19 |

Parece o capeta!


Editorial

Por: Ana Carol Souza

O que é cultura?

P

artindo da linha de que cultura em ge� ral, o que abrange: música, religião, co� mida, moda, artes visuais, cinema, cos�

tumes, hábitos, conhecimento é só coisa “boa”, quer dizer, os mais “entendidos”��������������� , ou menos dis� providos dela dizem ser isso. Mas costumo dizer que cultura é arte, e o conceito de arte tem dis� so, de nossos sentidos perceberem por ser bom ou ruim, bonito ou feio, mas ainda assim arte.

E a COOLTURA livre de qualquer preconceito entre “bom” ou “ruim”, “legal” ou “chato” pro� cura trazer o que é, interessante, moderno e “cool” na cultura, ou que de alguma forma faz sucesso e é do momento. Cada um filtra o que quiser e considera “cool” o que achar melhor. No entanto, o real significado de cultura é cul� tivar, então cultive apenas o que lhe faz bem!

Quantos de nós já ouvimos alguém nos dizer “Fulano, você não tem cultura!” ou “ Ciclano, isso não é cultura!”. Ora, cada um tem sua pró� pria cultura, o que considera cultura. Talvez o que é bom pra mim, é ruim pra você e vice� -versa, portanto o que for cultura pra mim, provavelmente não será pra você. Mas é isso! Tudo é cultura, de uma forma ou de outra. Cada um aprecia a cultura que lhe con� vém da maneira que achar melhor. Por exemplo, cultura vai desde o belíssimo Cris� to Redentor, uma das 7 maravilhas do mundo até Praça da Sé. Ou até mesmo do tão amado MPB ao funk, que muitos não consideram cul� tura do país por não ter lá as melhores letras, mas é como eu disse cada um considera pra si o que melhor entender por cultura. No geral, tudo é cultura.

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#dicacool


Sexo Por: Maria Cristina/ Rafael Aragão/ Elizete Romana

Cultura Sexual O sexo como cultura de prevenção contra gravidez indesejada e doenças sexu� almente transmissíveis desde anúncios nos postos de saúde á comerciais na TV. Nas escolas esse assunto também passou a ser discutido em sala de aula.

Antigamente o assunto “sexo” causava espanto quando fala� do públicamente, hoje em dia ele é tratado da maneira mais natural possível. Entretanto, essa realidade re� gada a sexo promíscuo nunca fez parte da cultura mundial, mas principalmente do bra� sileiro, sempre foi condenada por sacerdotes (de qualquer credo) e pelas famílias de “bem”. Era algo clandestino, que praticava-se escondido e que, portanto, não contem� plava toda a sociedade como acontece hoje.

Ainda existem os que conde� nam tal ato de qualquer for� ma (isso não quer dizer que eles também não o prati� quem), mas para uma grande parcela da sociedade já é visto naturalmente. Até porque é colocado de uma forma tão natural que faz com que as pessoas se acostumem com tal coisa. Em consequência de como esse assunto chega cada vez mais cedo aos ouvidos de crianças e adolescentes as campanhas de prevenção e segurança au� mentaram. Hoje se vê falar

Junto com toda essa questão de relação sexual veio tam� bém a da sexualidade, o que antigamente era na maioria das vezes “enrustido” passou a ser colocado de forma es� pontânea, natural e comum. Com isso, o preconceito em re� lação ao ato sexual em geral aumentou muito. A sociedade vem trabalhando para mudar isso, utilizando todas as formas de mídias possíveis. Veja só: o que antes não podia ser falado á ninguém, hoje é exposto em rede nacional e internacional, tratando questões bem mais delicadas. O sexo, o que seria a expressão de amor e paixão entre duas pessoas (de qualquer orienta� ção sexual), hoje é muito mais colocado como produto. O que é indiscutivel é que o sexo acabou se tornando parte da cultura mundial, seja pela sua expansão como produto, por sua naturalidade ao ser exposto ou por simplesmente gosto pela coisa.

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História Por: Laureane Moser/Maria Cristina/ Elizabete Romana/Ana Carol Souza

Segunda Guerra Mundial

Todo mundo sabe que a Segunda Guerra Mundial foi um conflito bélico envolvendo mais de setenta nações, opondo os Aliados às Potências do Eixo. Teve início no dia 1 de setembro de 1939 e terminou no dia 2 de setembro de 1945. Guerra esta que mo� bilizou mais de 100 milhões de militares, e acarretou a morte de, aproximadamente, setenta milhões de pessoas, e é considerado o maior e mais sangrento conflito de toda a história da humanidade. Mas o que ninguém sabe, alguns até imaginam, até porque alguns filmes já retrata� ram isso, é que existiram muitas histórias de amor em meio a essa guerra. A COOLTURA separou duas delas pra você conferir e quem sabe se apaixonar. E quer saber? Faça amor não faça guerra!

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História

Soldado Brian

A Batalha de Noah

Em 1943, o soldado Brian Keith se apaixona por um outro soldado, Dave. Eles se conheceram no Norte da África, a partir daí passam a viver uma linda história de amor. Aqui uma carta escrita por Brian á Dave.

1939, uma nação devastada pelas consequên� cias da 1ª Guerra Mundial estava tentando se reerguer da vergonha imposta pelo tratado Versalhes. Dois jovens, um alemão (Noah) e uma judia (Shoshana). Ele nascido em Berlim, de pele branca e olhos claros era membro de uma família ariana alemã. Ela filha de comerciant� es judeus morava em um gueto. Em meio a explosão da 2ª Guerra Mundial apaixonam-se perdidamente e passaram a enfrentar todas as consequências dessa união. Noah foi convocado a servir o exército nazista na perseguição de judeus dentro da Alemanha, sendo sua principal missão o extermínio do gue� to onde Shoshana vivia. Numa noite fria enquanto soldados invadem o gueto, Noah com sua arma engatilhada caminha em direção a casa de sua amada. Chegando lá se depara com Shoshana que o olha fixamente e pergunta: - Por que está fa� zendo isso, Noah? Ele, com os olhos cheios de lágrima, quase escorrendo por seu rosto re� sponde: - Porque preciso livrar meu país da ver� gonha judia, mas meu amor por você é muito maior que meu amor pela nação! A nação não vai aceitar isso. Eu sei! Me sinto envergonhado por não cumprir minha missão, mas não posso acabar com a vida da mulher que eu amo. Por isso, tiro minha vida e poupo a sua. Nesse momento, Noah pressionou sua arma contra sua barriga e disparou um único tiro. Ele caiu de joelhos, com as mãos cobertas de sangue e o rosto de lágrimas, e depois de al� guns segundos acabou caindo de brusso. Sho� shana assustada e surpresa se ajoelhou ao lado do corpo de Noah e começou a chorar deses� peradamente em meio todo o sangue que ali estava. Quando percebeu a aproximação de outros soldados se levantou ainda ensanguen� tada e saiu correndo.

“Esta é em memória do aniversário – 27 de outubro de 1943 – quando o ouvi cantar pela primeira vez no Norte da África. Esta canção traz lembranças dos momentos mais felizes que já vivi – lembranças do show de um soldado das tropas americanas – cortinas feitas com tecido de dirigível – luminárias feitas a partir de latas de chocolate – ensaios que se prolon� gavam até tarde da noite… e um rapaz bo� nito, com uma voz de tenor maravilhosa… são memórias de uma de uma noite chuvosa e dois soldados ensopados debaixo de uma árvore solitária na planície africana… Lembranças de uma noite fria e ventosa, em que nos metemos em um teatro para soldados e adormecemos em uma cobertura atrás dos bastidores, os dois, presos nos braços um do outro, e as lembran� ças do impacto causado ao acordar e ver que, milagrosamente, não tínhamos sido descober� tos… Lembranças da felicidade de quando nos disseram que iríamos para casa e a devas� tação que sentimos quando soubemos que não iriamos juntos. A despedida calorosa em uma praia isolada sob o céu repleto de estrelas da noite africana e as lágrimas que não paravam de cair enquanto, no cais, eu via seu comboio ir longe no horizonte. Nós prometemos que estaríamos juntos nova� mente “em casa”, mas o destino sabia mais do que nós. Nunca aconteceu. E assim, Dave, eu espero que, onde quer que você esteja, essas memórias sejam tão preciosas para você como são para mim. Boa noite, durma bem, meu amor. Brian Keith.

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Curiosidades Por: Ederson Maurício

Doenças E Homem Árvore

Homem Lobo

Verdadeiros Smurfs

Dede Kosawa, de 32 anos, é uma das pessoas mais extraor� dinárias do mundo. Ex-pesca� dor, ele vive em um vilarejo re� moto na Indonésia, onde tenta cuidar de seus dois filhos. Dede sofre de uma incrível condição dermatológica: estruturas pa� recidas com raízes brotam de seu corpo – “galhos” que che� gam a crescer até 5cm por ano, projetando-se de suas mãos e pés, além de outras lesões que recobrem todo o seu corpo.

The Wolfman, como ele é co� nhecido por amigos e fãs, as mulheres ficam loucas para tocá-lo. Larry, 35 – cujo corpo inteiro e rosto está coberto de cabelo preto e grosso. Larry já teve 35 namoradas que fan� tasiam um homem forte como os lobisomens de filmes.

A família de Apalaches, uma região remota de Kentucky, nos EUA, fez história tendo ge� rado crianças azuis há mais de duzentos anos.

Ele é conhecido como “Ho� mem-Árvore”, e sua condição tem intrigado os médicos de seu país há 20 anos. Em uma tentativa de ganhar dinheiro para sustentar sua família, ele entrou para uma trupe de cir� co, apresentando-se com ou� tras pessoas com deformidades na pele em shows de aberra� ções.

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Larry, sofre de hipertricose do� ença genética extremamente rara, ou Síndrome de Lobiso� mem. Apenas 50 pessoas des� de a Idade Média são conhe� cidos por terem sofrido com isso a tal ponto. Ele explicou: “A cada duas semanas eu me barbeio, mais Cresce em todo o meu rosto, mesmo sobre as pálpebras eu tenho mais em meus braços do que em mi� nhas pernas… Irmãos e primos também tem a mesma doen� ça é de familia diz Larry.

Tudo começou perto do ano 1800, quando Martin Fugate casou-se com Elizabeth Smi� th. O casal teve sete filhos, en� tre os quais quatro nasceram azuis. Como a família morava em um local afastado, mem� bros da mesma linhagem aca� baram se relacionando e ca� sando. Logo, a união dos genes recessivos de alguns desses in� tegrantes ocasionaram uma desordem genética denomi� nada metahemoglobinemia (também conhecida como meta-Hb). Essa disfunção faz com que um tipo de hemo� globina, que não coniga trans� portar oxigênio pelo sangue e tenha sua concentração eleva� do, dando essa pigmentação.


Curiosidades

Estranhas Progérios

O Homem do Saco

Grávido

O caso da família Khan é o único caso no qual mais de um membro da família sofre de a progeria, também conhecida como síndrome Hutchinson� -Gilford. Doença esta, assim como a lipodistrofia, também provoca que o corpo envelhe� ça muito rapidamente desde a infância.

A brincadeira é de mau-gosto, mas o caso é sério.

Sanju Bhagat, um indiano de 38 anos que parece grávido e, de certa forma, está! Só que do seu próprio irmão gêmeo!

A progeria é uma doença ge� nética da infância extrema� mente rara, caracterizada por um envelhecimento brusco e prematuro. Sua forma mais severa é chamada síndrome de Hutchinson-Gilford conhe� cida assim em homenagem a Jonathan Hutchinson, que foi o primeiro a descrevê-la em 1886 e de Hastings Gilford que rea� lizou diferentes estudos a res� peito de seu desenvolvimento e características em 1904.

Wesley Warren Jr., de 47 anos é um americano com um caso raro de elefantíase no saco escrotal, o americano busca ajuda para pagar por uma cirurgia de correção que pode custar cerca de US$ 1 milhão (R$ 1,77 milhão), de acordo com médicos que ele consul� tou. A doença fez com que seu saco escrotal crescesse de forma anormal ao longo dos últimos três anos, atingindo cerca de 45 kg, segundo mostrou uma reportagem do “Las Vegas Review-Journal”, de Nevada, onde vive Warren.

Esta anomalia poderia-se di� zer que é um exacerbo do caso dos gêmeos xipófagos (siame� ses). Neste caso, é considerada uma anomalia “fetus in fetu“, quando um gêmeo malfor� mado é encontrado dentro do corpo de um gêmeo hospe� deiro, seja uma criança ou um adulto vivo. Isso mesmo, os gêmeos não chegam a se separar comple� tamente quando são zigotos e ficam unidos por alguma região do corpo. Um destes gêmeos cresce, se desenvolve “normalmente”, enquanto o outro se atrofia e se aloja no interior do gêmeo sadio e pas� sa a depender completamente dele.

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Entrevistas Por: Ana Carol Souza

Tecnologia, fenô

A cultura da “... a tecnologia é nada sem o humano.” Assim diz André, professor de informática na instituição de ensino profissionalizante Enjoy á res� peito de toda a dependência que existe hoje em dia sobre a tecnologia. Como sabemos, e quem ainda não sabe, agora vai saber, a tecnologia proporcionou uma das transformações mais abrangentes da humanidade. Acabou por se tornar cultural por sua ampla possibilidade e facilidade para fazer as coisas, qualquer tipo de coisa. Segundo André, hoje em dia é possível viver sem tecnologia, mas é quase impossível. Com tudo, ela, a famosa tecnologia, que é amada e idolatrada por todos, mas principalmente pelos jovens é tida como a arte de ter o mundo na palma da mão. Para o professor, toda essa tecnologia ajuda bastante no desenvolvimento educativo dos alunos com a grande quantidade de informações que são filtradas. Só que também trazem alguns problemas como o sedentarismo e a falta de relacionamento físico, que passou a ser substituído pelo relacionamento virtual. Talvez o maior problema da tecnologia seja sua injusta distribuição e de acordo com André, ela pode até salvar vidas, desde que distribuida justamente. Hoje em dia, é possível viver sem tecnologia? É, mas quase impossível.

Pra você, o que é a cultura da informática, relamente? É toda abrangência, possibilidade e loucura que a criação da “facilidade” trouxe para as pessoas, tornando assim algo essencial na vida delas.

Pra você que é jovem e tra� balha com jovens, o que a tec� nologia mudou e ainda pode mudar, tanto na sua vida quanto na deles? Mudou que agora o ser huma� no, não só os jovens, mas prin� cipalmente eles, estão muito sedentários e preguiçosos. Lo�

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gicamente, essa geração seria muito inteligente, pois têm muita informação de forma rápida e fácil, porém isso não acontece. A informação é ape� nas coletada e usada quando necessária, de uma forma des� cartável. Apesar de sua pouca idade, você deve conhecer os méto� dos de educação antigos. Com base no que você conhece, a tecnologia ajudouna educa� ção, é algo bom ou melhor a moda antiga? Depende. A tecnologia ajudou bastante as pessoas consegui� rem as informações necessárias de forma rápida e objetiva, porém tudo isso acaba deixan� do as pessoas muito acomoda�

das e sem querer fazer nada. Você trabalha com tecnologia, vive cercado por tecnologia. Não enjoa de tecnologia? Você enjoa? Tecnologia não enjoa. Mas respondendo sua pergunta: não, não enjoo, mas as vezes, cansa. Quanto a tecnologia influen� cia na lição de seus alunos? Totalmente, 100 %. Na ver� dade, ajuda muito no desen� volvimento das atividades, até porque as pessoas estão constantemente procurando alternativas práticas pra vida. Quanto mais prático, melhor. Você procura se manter atu� alizado sobre a tecnologia? E,


Entrevistas

ômeno cultural

a informática como faz isso? Com certeza. Sou professor e preciso estar atualizado. Pro� cura sempre tá dando uma olhada nas novidades em sites de tecnologia, jornais e docu� mentários. Ou seja, usando a prórpia tecnologia. Você acha que a tecnologia afeta as relações humanas? E de que forma afeta? Depende da pessoa. Mas a maioria passou a substituir pessoas por tecnologia. Hoje em dia, cada vez mais, as pessoas passam a ter amigos virtuais,a se conhecerem pela internet, terminar relaciona� mentos por SMS e até marcar suícidio coletivo pela internet. O que a tecnologia ainda pode fazer para melhorar a vida das pessoas?

mundo real. E acho que exter� minaria a grande quantidade de anúncios sobre a tecnologia, porque isso acaba influencian� do as pessoas pessoas e assim fazendo com que elas façam e/ou adquiram coisas desne� cessárias.

o humano. Uma frase pra finalizar? “A nova fonte de poder não é o dinheiro nas mãos de poucos, mas a informação nas mãos de muitos.” – John Naisbitt

Em uma matéria publicada pelo site EXAME.COM no dia 17 de outubro desse ano, a Cruz Vermelha disse que o acesso a tecnologia pode salvar vidas. De um modo geral, você acha que isso de um modo geral pode acontecer? Sem dúvida, a tecnologia foi criada para ajudar o ser hu� mano, mas é preciso que todos tenham acesso á ela, não só as pessoas de grande poder. E outra, a tecnolgia é nada sem

Dentre outras coisas, distribuí� -la de forma justa para que todos possam ter acesso á ela. O que você faria (desenvolve� ria -ferramenta tecnológica) e o que tiraria (exterminaria) na tecnologia? Acho que eu faria um contro� le que pudesse desligar todo e qualquer tipo de tecnologia por um tempo, pra voltar ao

André Luis, 19 anos, professor de informática na instituição de ensino profissionalizante Enjoy.

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Música

Por: Pedro Hugo

Por: Laureane Moser

Arctic Monkeys me salvou do seden� tarismo, rs! Era de tardezinha quando resolvi que iria para a aca� demia, afinal de contas não estava fazendo nada mes� mo e talvez esse tenha sido o motivo pelo qual mal conse� guia levantar do sofá, e fica� va ainda pior ao saber que se saísse de lá seria para me exercitar, correr na esteira e fazer musculação. Defini� tivamente não era um dia em que eu estava prepara� do pra isso. Foi entãoquan� do decidi ligar a televisão e permanecer no sofá da sala o resto do dia. Não consegui assistir ne� nhum jornal, programa de fofoca ou até mesmo humo� rístico. Como sempre acabei parando em um canal de música, foi batata! A música que tocava era algo impossí� vel de ouvir parado, comecei a dançar ao som daquela que acabei descobrindo ser uma música de trabalho do ArcticMonkeys, banda essa que sempre fui acostumado a ouvir me fez levantar na hora. Acabou que terminei o dia na academia com meu mp3 ao som de adivinhem quem?!

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Pra quem não conhece: Nirvana, banda americana de rock for� mada pelo vocalista e guitarrista Kurt Cobain e pelo baixista Krist Novoselic em Aberdeen em 19871 . Vários bateristas passa� ram pelo Nirvana, sendo o que mais tempo ficou na banda foi Dave Grohl. No final da década de 1980 o Nirvana se estabeleceu como par� te da cena grunge de Seattle, lançando seu primeiro álbum, Bleach. A banda eventualmente chegou a desenvolver um som que se baseava em contrastes dinâmicos, muitas vezes entre versos calmos e barulhentos, e refrões pesados. Depois o grupo encontrou o sucesso inesperado com “Smells Like Teen Spirit”, o primeiro single do segundo álbum da banda, Nevermind. O sucesso repentino da banda amplamente popularizou o rock al� ternativo como um todo, e como o vocalista da banda, Cobain se encontrou referido na mídia como o “porta-voz de uma gera� ção”, com o Nirvana sendo considerado a “principal banda” da Geração X.2 o terceiro álbum de estúdio do Nirvana, In Utero, desafiou a audiência do grupo, apresentando um som abrasivo, menos mainstream, e detalhe, completou 20 anos esse ano. A breve duração do Nirvana terminou após o suicídio de Cobain em 1994. foram gravadas rapidamente com poucos efeitos de estú� dio, e as letras das canções e a embalagem do álbum incor� poram imagens médicas que transmitem as perspectivas de Kurt Cobain sobre sua vida pessoal e a fama recente de sua banda. In Utero terceiro e último ál� bum de estúdio da banda americana Nirvana que com� pletou 20 anos esse ano foi lançado em 13 de setembro de 1993. As música do álbum

Dentre várias histórias conta� das ou citadas nas letras dessas canções está a da americana Frances Elena Farmer, na fai� xa “Frances Farmer Will Have Her Revenge On Seattle” .


Música

muita tinta nos jornais, preo� cupados com a possibilidade de uma menina americana ter sido aliciada para o comu� nismo. Para ela tudo aquilo era um disparate. Conhecer o mundo e aprender coisas no� vas não significava nada mais do que isso mesmo: querer co� nhecer mais e melhor.

De estrela de cinema a re� belde com comportamentos anti-sociais e problemas com alcool, Frances Farmer com apenas 17 anos de idade ven� ceu um concurso literário. Es� creveu um ensaio sobre a a morte de Deus, onde colocou em causa a existência de um Deus poderoso que permite a proliferação da injustiça e a condenação dos inocentes. Foi um escândalo em Seattle, mas mesmo assim a pequena escri� tora venceu o prêmio. Mais tarde sonhou em ser uma grande atriz de teatro. E sim, o destino quis que a menina loira e talentosa fosse de fato uma belíssima atriz. Então en� trou na comunidade do Tea� tro e mais uma vez venceu um concurso de talentos. Como prêmio ganhou uma viagem à ex URSS, e com isso surgiu uma nova polêmica. Frances foi para a Rússia e conheceu os melhores teatros de Moscou. Voltou para os Es� tados Unidos algumas sema� nas depois e descobriu que a sua viagem tinha feito correr

Toda a publicidade da via� gem popularizou Frances nos Estados Unidos. Hollywood se interessou na sua beleza e lhe propos um contrato. Ela aceitou. Era o mais próximo daquilo que ela queria de ver� dade para si: fazer teatro e ser uma boa atriz. Hollywood explorou a sua beleza em fitas que Frances considerava desprovidas de verdadeiro valor. Tentaram torná-la numa super estrela de estilo, elegância e vestidos bonitos. Mas tudo o que ela queria era representar com qualidade. Ser uma atriz, e não uma idiota de poses sexy. Depois de alguns filmes duran� te os anos 30, Farmer quis sair do agressivo sistema de estú� dio e seguir o velho sonho de fazer teatro. Nesta altura Hollywood não admitia uma retirada de cena desse tipo. Não entendiam como poderia uma mulher tornada estrela de cinema, preferir seguir carreira no te� atro. Começaram aqui os ver� dadeiros problemas de Frances agravados pela sua personali� dade forte e combativa, e al� gum infortúnio no amor.

Uma personalidade bem vin� cada misturada com inteligên� cia não era suposto acontecer numa mulher tão bonita como ela foi. Hollywood a via como uma ingrata e uma louca des� bocada, a sua própria mãe a empurrava para o mundo do glamour, e a sua própria soli� dão que a atormentava mais do que tudo. Depois de uma série de confli� tos em Hollywood, problemas de bebida e ataques de raiva súbita, Frances acabou por ser colocada em vários institutos psiquiátricos para tratamento. Diz-se durante muito tempo que sofreu atrocidades du� rante os tratamentos médicos. Diz-se também que passou por verdadeiras torturas ex� perimentais, uma vez que a psiquiatria ainda estava a dar os primeiros passos. E há ainda quem afirme que ela chegou a ser submetida a uma lobo� tomia. Na realidade o mais horrível que aconteceu a Frances Far� mer foi nunca ter sido compre� endida e respeitada enquanto ser humano com vontade pró� pria. Hollywood a fez conhecer o mundo, mas exigiu sempre um preço alto; a mãe de Fran� ces vivia através da filha uma vida paralela com os sucessos no cinema e nunca compreen� deu como poderia ela querer renunciar a uma vida de prin� cesa do grande ecrã. Tudo o que ela quis foi um pouco de compreensão e res� peito pelo seu livre arbítrio.

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Por: Pedro Hugo/ Ana Carol Souza

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Anitta, a poderosa? No clipe “Show das Poderosas” a jovem cantora Anitta (Larissa de Macedo Machado) canta e dança sensualmente. O clipe é todo em preto e branco, se apro� ximando de vídeos gravados por cantores internacionais como Justin Timberlake e Beyoncé. Por isso há quem diga que é plágio, que a cantora não tem criativi� dade, mas o fato é que acabou se tornando um grande fenôme� no em tempo muito curto.

dançarinas e dançarinos de salto alto e roupas pretas, justas que dançam muito próximos uns dos outros, de um modo que passa ao telespectador“calor humano”. O jogo de luzes e os closes que em alguns momentos são foca� dos na face da cantora a apro� xima um pouco mais do público e acaba fazendo com que ela se torne objeto de desejo de muitos homens e por que não mulheres também.

Enfim, a música com apelo sexu� al é interpretada com uma dan� ça provocante coreografada por

O enredo do videoclipe é bem simples. Não há uma narrativa nele, o clipe todo mostra a can�

tora e seus dançarinos dançando, exceto no inicio que a mostra no camarim, seguido por um som que lembra uma buzina de ca� minhão e então a jovem apare� ce no fundo do cenário, indo ao centro dele. Os passos são sincronizados com o ritmo da música. Num deter� minado momento, quando a letra cita um exército, o “exército da cantora” os dançarinos e ela mesma simulam marchas de soldados com os braços erguidos, batendo os pés no chão em um ritmo sincronizado.demonstran-

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Por: Pedro Hugo/ Ana Carol Souza

ARTPOP Renascimento ou PopArt?

Na capa de ARTPOP, o novo álbum de Stefani Joane An� gelina Germanotta, mais co� nhecida como Lady Gaga podemos ver á frente uma escultura da mesma de pernas abertas simulando o parto de uma bola de acrílico coberta pelo no nome do álbum (AR� TPOP). Em segundo plano po� demos ver uma mistura entre o quadro da Vênus, do Renas� cimento e uma imagem de sua autoria fazendo referências as colagens de PopArt. Essa é a arte de capa mais ar� tística da Gaga desde seu pri�

meiro álbum The Fame. Assim como o título desse novo ál� bum a capa é toda baseada no movimento artístico Po� pArt, fazendo com que volte� mos a cultura pop que atingiu o seu auge com obras de Andy Warhol, uma de suas maiores inspirações, em todos os seus trabalhos, mas principalmente neste. A escultura criada por Jeff Ko� ons presente na imagem imor� taliza Lady Gaga, faz com que ela vire um ícone na capa do álbum que certamente não será esquecida por tão cedo.


Lançado no dia 6 de novembro de 2013 as faixas do novo disco falam de falta de maturidade e sensibi.lidade em contraste aos trabalhos anteriores, muitas vezes uti� lizando trocadilhos e matáforas. As outras capas da cantora também geraram grandees polêmcas e causaram um grande impacto sobre os críticos, mas nada se compara a de ARTPOP. Confira abaixo as outras artes de capa. Lançado no Canadá no dia 19 de agosto de 2008 o albúm The Fame fala sobre a fama. O que mais chama atenção nas can� ções são os refrões bem melódicos e dançantes. A combinação que a cantora faz de diferentes gêneros, desde a bateria dos Def Leppard até a bateria de heavy metal em faixas urbanas deixa o álbum muito mais encrementado e interessante de uma forma simples. Tão suave e pop a ser colocado como disco de verão, com batidas leves.

The Fame Monster é originalmente tido como um re-lançamen� to de The Fame com 8 faixaz adicionais, que na versão Deluxe conta com todos os 16 hits de The Fame. Foi lançado no dia 18 de novembro de 2009. O disco fala sobre o lado negro da fama vivido por ela mesma entre 2008 e 2009 enquanto viajava ao redor do mundo com a metáfora de um monstro. O albúm traz batidas mais carregas do que as de The Fame, um pouco até góticas.

Born This Way foi lançado no dia 23 de maio de 2011 teve como primeiro single a música que deu nome ao CD que é tida como hino para os “monstrinhos”. O disco fala de aceitação e da mistura entre fantasia e realidade que existe em cada um. Aqui Gaga incorpora elementos de vários géneros musicais, desde a ópera até o heavy metal, fundindo - os com sons de electropop e dance, com inspiração no dance de 80 e 90. Conta ainda com muita influência religiosa, com uso repetitivo da palavra Jesus e o emprego de sinos de igreja e vozes de monge em muitas das faixas. Depois de degustarmos de todos esse alucinates albúns, a onda agora é:

­“Free my mind,

ARTPOP. You make my heart stop!”


Filmes Por: Laureane Moser/ Rafael Aragão

Um filme cool pra xuxu Ilha do Medo O filme a ilha do medo acompanha a visita de dois detetives, Teddy (Leonardo DiCaprio) Chuck (Mark Ru� ffalo) a uma ilha que serve de resi� dência e de centro de tratamento para criminosos que sofrem de doenças mentais. O objetivo da du� pla é investigar o desaparecimento de uma paciente, Rachel Solando , que assassinou os três filhos. Entre comportamentos suspeitos, prin� cipalmente os mostrados pelo psiquiatra diretor da instituição , e por um misterioso médico alemão a trama investiga� tiva se cruza com diversos traumas e paranóias do per� sonagem de DiCa� prio, como a mor� te de sua mulher em um incêndio e sua presen� ça na invasão de um campo de concentração nazista Esses traumas aparecem sob a for� ma de flashes oníricos, alguns simplesmente brilhantes. A

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partir de certo momento, os personagens, e o público jun� tamente, começam a duvidar do que acontece e a descon�

fiar de que existe algo escon� dido naquele lugar. E é aí que fortes tempestades assolam a ilha, impedindo os detetives de continuarem sua investiga� ção , quando Rachel aparece

como magica novamente na ilha ,o que torna tudo mui� to confuso já que eles não a encontraram, no fim do filme descobrimos que Tedd era um dos pacientes e que na verdade ele ,é Andrew Laddies e Rachael Solando nunca existiu foi uma invenção do diretor da institui� ção para tentar trazer de volta Da� niels a realidade e lembra-lo que ele estava internado la porque foi ele quem assassinou a esposa depois que ela afogou os três filhos. . Em resumo, Ilha do Medo é um filme que merece ser visto e merece ser prestigiado, como tudo o que Scorsese faz e fez.


Filmes Por: Ana Carol Souza/ Maria Cristina

Parece o capeta! o prazer da carne e entender o quanto somos alienados a vaidade, um dos sete pecados capitais.

malhança com o demônio, mas se o demônio for assim, até que o inferno não é tão ruim assim.

Publicitários me disseram que é o que chama atenção, o que traz dinheiro. Ter pessoas bonitas e ícones de beleza em filmes, seja de terror ou não é uma forma de chamar a atenção do público de uma forma mais rápida e com isso ganhar dinheiro.

Entrando nessa onda de terror acho que todo mundo já ou� viu as expressões: “Nossa, fula� no parece o capeta!”, “Ciclano é o demônio!” ou “Beltrano é o cão chupando manga!”. Ge� ralmente essas expressões são usadas quando achamos al� guém feio a ponto de parecer o capeta em forma de gente, mas a questão é que notei que na maioria dos filmes de terror, os “demônios” são to� dos lindos. Religiosos me disseram que é pelo fato de o demônio pare� cer bom e bonito o bastante para influenciar e enfeitiçar as pessoas ou para representar

Na verdade, acredito ser um pouco dos dois, vender é im� portante. Mas dar um sentido mais fundo á um filme de terror utilizando explicações religiosas também é muito importante e bem mais inte� ressante do que um simples filme. Os dois filmes que mais me chamaram atenção nesse gê� nero, naõ sei se pela narrativa ou pelos atores... Minto, mais pelos atores, rs... Foram Ga� rota Infernal estrelado pela Belíssima Megan Fox e Evoca� ção: A Porta para o Demônio, onde Bobby Campo faz o pa� pel de demônio. Eu não sei até onde tem se�

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