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Comunicando 49 Publicação Trimestral • Ano XX • 2011 (Abril/Junho)

EDITORIAL

2011 - ANO EUROPEU DO VOLUNTARIADO

Empenhamento – Puxar o tema do

O voluntariado sempre esteve na ordem do dia e agora cada vez mais – anote-se que o Conselho de Ministros da União Europeia decretou 2011 como o ANO EUROPEU DO VOLUNTARIADO. A ANAC, dados os propósitos da sua constituição, não podia ficar indiferente a este tema – daí o destaque que muito naturalmente aqui lhe dedicamos na primeira página do nosso Boletim.

“voluntariado” para a primeira página do Boletim poderá ser interpretado como uma opção sem sentido. Com o maior respeito pelas opiniões diversas, esta foi, quanto a nós, a melhor forma que encontrámos para abanar as consciências e exortar à união de esforços com vista a minimizar as dificuldades que o futuro próximo nos reserva. O tema escolhido é também uma atitude simbólica de elogiar todos quantos deram o seu melhor para que a ANAC – qual jovem de 25 anos(!) - seja já co n s i d e ra d a u m a re f e rê n c i a associativa.

Serviço - As “obras” não aparecem por acaso! É na forma de fazer as coisas e no jeito de arregaçar as mangas que está a diferença! Quanto ao mais não há segredos!...Basta querer e ter vontade de apresentar serviço, sempre com vista a alcançar os objectivos definidos. Foi este o rumo que traçámos e que tencionamos prosseguir apesar das muitas adversidades. Envolvimento

– Pela sua participação e envolvimento em diversos domínios a ANAC vem ganhando cada vez mais visibilidade e prestígio junto de instituições nacionais (porque simplesmente desejam conhecer o seu modo de funcionamento), ou de associações estrangeiras congéneres (que solicitam informação sobre temas mais específicos). Sublinhe-se, por último, que a nossa Associação vem assumindo um papel cada vez mais importante e activo no contexto do Agrupamento Europeu. A Direcção

Quem dá o que pode e o que sabe de forma livre, desinteressada e de acordo com as suas capacidades, pratica um acto louvável de cidadania. A participação solidária e o compromisso assumido constituem, por sua vez, a condição indispensável para descobrirmos que existe sempre um voluntário dentro de cada um de nós. Eis o voluntariado, um serviço de afectos, tal e qual é universalmente entendido. Considerandos à parte, o que mais importa é sensibilizar todas as

pessoas que nos conhecem e acompanham (a começar por nós, sócios da ANAC), que disponham de algum tempo livre e tenham vontade de participar em actividades para as quais se sintam mais vocacionadas. Sejamos práticos: no prédio ou no bairro onde reside, na associação de que faz parte, na instituição de apoio social mais próxima ou até mesmo na empresa onde trabalhou [o SÉNIAMOR e o “Banco do Tempo” são dois dos muitos exemplos!], há sempre necessidades e lugar para quem queira ajudar a resolvê-los! Deixe uma mensagem muito simples: “ofereço-me voluntariamente para ajudar e/ou fazer o que estiver ao meu alcance”. Assuma o compromisso de que pretende ajudar e acrescentar algo de novo ao que já existe. Se tomar esta atitude, acredite que em breve terá uma actividade ocupacional muito gratificante!

(104 anos!)

Marcelino Rocha Mendonça Homenagem do Grupo “Séniamor” ao decano da ANAC (Página 4)

16-05-1907 - 08-04-2011


XVII EUROENCONTRO EM OLBIA (SARDENHA) Deste EUROENCONTRO, realizado em Itália de 1 a 8 de Abril, sublinhamos antes de mais a forte presença lusitana – no total de 350 participantes, oriundos dos países que integram o Agrupamento Europeu, compareceram, entre sócios e familiares, 100 portugueses, pelo que a ANAC esteve mais uma vez representada ao seu melhor nível. Não terá sido dos mais bem sucedidos a que assistimos, convirá admiti-lo, desde logo porque em Olbia pairou um manto de tristeza pela ausência física do presidente executivo do Agrupamento – José LÓPEZ MARTÍNEZ, figura incontornável na organização dos Euroencontros e cujo falecimento havia ocorrido alguns dias antes da nossa partida para a Sardenha. Para além de algumas falhas registadas, tudo o mais decorreu conforme o programa estabelecido, restando no final o desejo de lá voltarmos um dia para melhor

conhecermos aquela lindíssima ilha mediterrânica. Das reuniões de trabalho, intercalares aos passeios e visitas locais, sintetizamos algumas das decisões mais importantes, a saber: - Em virtude do recente falecimento do presidente, o Agrupamento Europeu será transitoriamente gerido até 2013 por uma Comissão Executiva, constituída por: - Jean Claude CHRÉTIEN (França)

- Presidente

- José Barberá Blesa (Espanha)

- Vice-Presidente

- Cândido Vintém (Portugal)

- Vice-Presidente

- O XVIII Euroencontro (2012) terá lugar em Portugal (sendo esta a 2ª. vez que tal acontece !); - Aprovação do documento – “CONCLUSÕES SOBRE A SOLIDARIEDADE INTERGERACIONAL” que reproduzimos na íntegra:

Agrupamento Europeu de Reformados das Caixas Económicas, Bancos e Intituições Similares (Associação sem fins lucrativos)

CONCLUSÕES SOBRE A SOLIDARIEDADE INTERGERACIONAL O rápido envelhecimento da sociedade é uma das questões importantes do futuro. Este desafio só pode ser superado com a participação de todas as gerações. A solidariedade entre gerações é um requisito básico para que todos possam encontrar o seu lugar na sociedade, crescer e contribuir para o bem-estar geral. A solidariedade intergeracional deve ser avaliada como um elemento de estabilidade social. Esta solidariedade é baseada em dois pilares - a solidariedade nacional e colectiva e solidariedade familiar. O Agrupamento deve levar em conta a articulação e complementaridade entre a solidariedade pública e a solidariedade familiar, confederar as nossas experiências, promover o debate público na sociedade, e repensar a solidariedade intergeracional segundo cinco grandes orientações: 1. Explorar melhor o potencial de cada categoria de idades • Promover o entendimento entre todas as gerações de que todos dão o seu contributo essencial para a sociedade; • Estabelecer redes sociais para oferecer aos idosos uma velhice digna e aos jovens um futuro de esperança. (Continua na página seguinte)

Ficha Técnica Propriedade da ANAC – Associação dos Aposentados da Caixa Geral de Depósitos II Sede: Rua Marechal Saldanha, n.º 5 - 1.º 1200-259 Lisboa • Tels. 21 324 50 90/1 • Fax 21 324 50 94 • http://anaccgd.blogspot.com • E-mail: anac@cgd.pt Coordenação: Carlos Pereira II Publicação Trimestral II Impressão: Marsil – Artes Gráficas, Lda. - Rua Central de Carvalhido, 374 - 4470-907 Moreira; II Tiragem: 3 500 exemplares II Depósito Legal n.º 55350/92 II Distribuição gratuita aos sócios II Colaboraram neste número: Cândido Vintém; Carlos Pereira, José Coimbra (Deleg. Zona Norte) e Grupo Séniamor.


(Continuação da página anterior)

2. Modificar a imagem negativa das pessoas idosas • Valorizar os "novos jovens avós" que estão envolvidos no cuidado e apoio escolar dos netos e em acções de voluntariado; • Considerar as pessoas idosas como um contributo de experiência e de recursos morais para transmitir aos jovens e não como um fardo para a sociedade. 3. Investir nas novas gerações • Lutar contra o abandono escolar e a precariedade do emprego e criar um crédito de inserção mínimo para facilitar a integração dos jovens na vida activa. 4. Integrar a evolução da estrutura familiar. A solidariedade é um compromisso social muitas vezes ligado à prevenção e ao apoio à dependência • Fazer beneficiar da solidariedade nacional e de um estatuto social todos aqueles que cuidam de pessoas doentes, sobretudo dos idosos; • Permitir às mulheres conciliar a vida profissional e familiar e facilitar o seu regresso ao mercado de trabalho. 5. Os governantes devem promover e adaptar as solidariedades públicas • Financiar a solidariedade através de transferências sociais salvaguardando a equidade entre os grupos etários; • Utilizar, em parte, o crescimento económico para financiar a política social intergeracional e lutar contra a pobreza e as desigualdades ao longo da vida.

Grupo de Estudos e de Trabalho. OLBIA Sardenha 2 de Abril de 2011

ASSEMBLEIA GERAL DA ANAC DE 25 DE MARÇO 2011 DISCUSSÃO E APROVAÇÃO DO RELATÓRIO E CONTAS DE 2010 Com vista a discussão e aprovação do Relatório e Contas da Direcção e do Parecer do Conselho Fiscal sobre o exercício de 2010, realizou-se na Sede da ANAC, em 25 de Março último a respectiva Assembleia Geral Ordinária (A.G.), cuja “Ordem de Trabalhos” (O.T.) foi divulgada pela Circular nº. 01MAG/11 de 25Fevº.2011. De salientar, antes de mais, que esta Assembleia Geral teve lugar no novo Auditório entretanto inaugurado e cujas condições são de longe bem mais confortáveis. Decorreu dentro do melhor espírito associativo e, registe-se, teve uma participação bastante significativa. Dos assuntos tratados e seguindo a respectiva O.T. destacamos como mais importantes: -

A aprovação por unanimidade e aclamação do Relatório e Contas da Direcção e do Parecer do Conselho Fiscal;

-

A aprovação pela maioria dos sócios presentes da proposta da Direcção para atribuição dos nomes dos Sócios fundadores Artur Filipe, Feliciano Guerreiro e Rafael Marques a salas da Sede da ANAC;

-

Foi ainda aprovada por maioria a proposta da Direcção para a criação de uma Delegação na Beira Interior, sedeada na cidade da Guarda.

De salientar que esta A.G. contou, pela primeira vez, com a presença da Delegação da Zona Norte, registando-se ainda a participação dos sócios que integram a Comissão Instaladora da futura Delegação da Beira Interior. Os trabalhos foram dirigidos pelo sócio senhor Abílio Alves Silva, tendo a Mesa da Assembleia sido presidida pelo respectivo titular, senhor António Sirgado Serra.


HOMENAGEM A MARCELINO MENDONÇA Marcelino Rocha Mendonça concluiu o seu percurso de vida no passado dia 8 de Abril, numa caminhada de 104 anos. Ao deixar-nos para sempre, todos nós ficámos mais pobres porque perdemos um amigo, um grande Homem. Na morte de um amigo morremos também um pouco, instalando-se um vazio que levará tempo a ser preenchido. E todavia, Marcelino Mendonça deixa-nos tanto! Perdura na sua pintura, na sua música, nos álbuns das suas viagens, na sua capacidade de confrontar os limites que a idade ou a institucionalização tantas vezes impõem… A vida é efémera, mesmo quando a fita do tempo se prolonga teimosamente como o gosto pela vida. É por esta razão que, ao nosso amigo e colega Marcelino Mendonça, em nome do Grupo de Voluntários da CGD “Séniamor”, deixamos um grande abraço, o último que não chegámos a ter mas que permanece na recordação da sua passagem. Para sempre. (Grupo Séniamor)


ACTIVIDADES O EUROENCONTRO 2011 na SARDENHA (Itália) [v. página 2]

PASSEIO DE AVÓS E NETOS AO FLUVIÁRIO DE MORA E MONTE SELVAGEM

VISITA AO MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA

Decorreu no passado dia 12 de Abril o passeio “Avós e Netos” com visita ao Fluviário de Mora e ao Monte Selvagem.

O dia 14 de Abril foi dedicado à cultura! Fomos visitar o Museu Nacional de Arte Antiga e as suas exposições. Durante cerca de duas horas os 40 sócios participantes foram guiados por duas excelentes profissionais através das belíssimas peças que integram quer a exposição permanente quer as temporárias. Foi dado particular destaque aos “painéis de Nuno Gonçalves” e à “Custódia de Belém”.

Tratou-se de uma excelente jornada de convívio entre gerações – sendo esta a primeira vez que se efectua - e levou a que os netos pudessem estabelecer amizades com novos amigos da “Família ANAC”.

Mais uma jornada de alegre convívio e de enriquecimento cultural...

PASSEIO À VIDIGUEIRA E BARRAGEM DO ALQUEVA Visitámos, a 29 de Abril, o Museu Etnográfico da Vidigueira e a Herdade Grande (onde almoçámos), e fizemos um mini cruzeiro no “Grande Lago”. Embora o tempo não tivesse ajudado muito, houve 50 sócios que tiveram oportunidade de conhecer os usos e costumes da região, bem como provar as comidas e bebidas locais. O “Grande Lago” estava espectacular e aqui S. Pedro foi amigo... proporcionando-nos um agradável passeio.


VISITA À QUINTA DOS LORIDOS NO BOMBARRAL (BUDA EDEN GARDEN) No dia 12 de Maio visitámos a Quinta dos Loridos (perto do Bombarral) onde pudemos contemplar o magnífico jardim e as estátuas com profundo simbolismo. Almoçámos no restaurante “Mãe de Água” no Sobral do Parelhão. Bela decoração e também bom serviço. Como ainda sobrava tempo, visitámos também a sempre bonita vila de Óbidos, onde aproveitámos para “esticar as pernas” e provar a deliciosa ginjinha em copo de chocolate.

ISDABE – I TURNO - 31 de Maio a 15 de Junho O ponto de encontro no Complexo de Férias de ISDABE, duas vezes por ano, continua a ser uma das opções e também uma boa oportunidade de os nossos associados e familiares passarem uma agradável quinzena de férias, onde não faltam actividades (praias, “mercadilhos” passeios locais e momentos de convívio). Foi mesmo isso o que mais uma vez aconteceu neste I Turno que decorreu entre os dias 31 de Maio e 15 de Junho. No II Turno, que terá lugar de 4 a 20 de Setembro, haverá mais!

ROTA DAS CEREJAS (Fundão) Mais de 40 sócios e familiares visitaram a região do Fundão na época em que ela está em plena azáfama da recolha da cereja. Bem guiados e acompanhados, tivemos a oportunidade de visitar várias aldeias e vilas da região (Alpedrinha, Castelo Novo, Alcongosta, Soalheira) a cidade e, também, procedemos à apanha do delicioso fruto. Podemos dizer que ainda havia muito nas árvores o que permitiu que alguns dos participantes “fizessem o gosto ao dedo” e trepassem às árvores, lembrando os tempos da meninice!...

OUTRAS INICIATIVAS LEVADAS A EFEITO NO TRIMESTRE DE ABRIL-JUNHO 2011 Entre visitas e passeios, destacamos ainda algumas das actividades que entretanto decorreram nosso Auditório (entretanto denominado por “Auditório Artur Vieira Filipe” por decisão em Assembleia Geral de 25 de Março): • CHÁ DANÇANTE –realizado a 8 de Maio na Sede; • CO LÓ Q U I O S O B R E O N OVO ACO R D O ORTOGRÁFICO, moderado pela Dr.ª Elsa Rodrigues dos Santos – Presidente da Sociedade de Língua Portuguesa - que decorreu no passado dia 6 de Julho na presença de um muito significativo número de associados.


OS SÉNIORES QUE SE CUIDEM “De olho aberto depois dos 40… ... ainda que o glaucoma seja de diagnóstico complicado, porque os sintomas surgem quando a doença já está avançada e os danos no nervo óptico são irreversíveis. [*] Uma regular vigilância do estado dos olhos pode ser determinante para evitar a doença, que afecta basicamente pessoas com mais de 40 anos. Juntamente com a retinopatia diabética, o glaucoma é das maiores causas de cegueira nos países desenvolvidos, responsável por 15% dos casos de cegueira mundial. O aparecimento de manchas nos olhos é dos primeiros sinais. Mas quando surgem é porque os olhos já há algum tempo sofrem com a doença, ocasionada por um aumento da tensão ocular que provoca a destruição gradual do nervo óptico, com a inerente perda de visão e até mesmo cegueira. Um dos maiores problemas na prevenção é o não se saber muito bem as razões que conduzem ao aumento da tensão ocular – esta sobe quando o líquido transparente que circula no globo ocular tem dificuldades em sair. Daí que os sintomas – perda de visão – tendam a surgir quando a doença já está numa fase avançada e as lesões do nervo óptico são irreversíveis. No tipo mais frequente de glaucoma – de ângulo aberto ou crónico – devido à deficiente irrigação, o nervo óptico vai sendo danificado, alterando a imagem que é transmitida do olho para o cérebro: começam a aparecer manchas brancas na periferia da visão. A prazo, e sem tratamento, essas manchas vão aumentando, reduzindo consideravelmente (ou totalmente) a visão. Este tipo de glaucoma crónico é mais frequente nos idosos, mas os mais jovens não são imunes, sobretudo havendo antecedentes familiares. Nestes casos, são recomendadas consultas regulares ao oftalmologista, onde a medição da pressão intra-ocular é o instrumento fundamental de despiste e, caso o diagnóstico seja positivo, é meio caminho andado para controlar a evolução do glaucoma.

Estancar a doença Quando detectado, o glaucoma pode ser vigiado e controlado mas, tal como a diabetes ou a hipertensão arterial, ainda não tem cura. É uma doença crónica – permanece e evolui, sendo a prioridade evitar que os danos sejam ampliados, ainda que seja impossível recuperar o campo de visão perdido. A prioridade do tratamento é reduzir a pressão intra-ocular, seja aumentando a quantidade de líquido drenado para fora do olho, seja diminuindo a sua produção. Mas os tratamentos variam consoante o tipo de glaucoma – pode haver recurso a gotas oftálmicas ou até a intervenções cirúrgicas. Os medicamentos podem reduzir a pressão e melhorar a circulação sanguínea da retina e dos nervos ópticos, bem como proteger as células nervosas receptoras. O laser também é um recurso utilizado e quando tudo o mais falha, resta ao oftalmologista recorrer à cirurgia, não para aumentar a visão, mas para estabilizar a visão periférica. O tipo de glaucoma resulta do ângulo entre a íris e a córnea que condiciona mais ou menos a drenagem do humor aquoso em excesso e a pressão exercida. No glaucoma de ângulo aberto ou glaucoma crónico, há algum espaço entre a periferia da íris e a córnea e a pressão sobe de forma mais lenta, pelo que a visão periférica vai diminuindo lentamente, o que torna tardio o diagnóstico. No glaucoma de ângulo fechado, a periferia da íris tende a tocar na córnea, bloqueando completamente a circulação do humor aquoso, o que provoca um súbito aumento da pressão intra-ocular, deixando o olho tenso, vermelho, doloroso e a visão enevoada ou mesmo nula. Nestes casos extremos, o tratamento é urgente. Finalmente, o glaucoma congénito é muito raro, mas, em contrapartida, os sintomas são perfeitamente identificáveis: os olhos demasiado grandes ressaltam e lacrimejam frequentemente e as crianças apresentam maior sensibilidade à luz – e, por isso, “piscam os olhos”.

Vigilância apertada O oftalmologista pode medir a pressão na câmara anterior do olho (tensão intra-ocular), através da tonometria, que é um procedimento simples e indolor. A partir dos 40 anos, dada a incidência maior da doença, recomenda-se uma visita regular ao oftalmologista – no mínimo a cada dois anos. E quaisquer anomalias na visão, como dores nos olhos ou em torno deles, raios, olhos vermelhos, sensação de duplicação das i m a g e n s , j u st i f i c a m u m a v i s i t a extraordinária ao médico.

[*] Os nossos agradecimentos à Direcção da revista “Farmácia Saúde” - edição n.º 173 de Fevereiro’11 - que nos serviu de fonte de informação e nos autorizou a reproduzir o texto em destaque.

• • Uma rectificação: por lapso na recolha de texto, verificámos que, na rubrica “Os Séniores Que Se Cuidem” – pág. 7 do Boletim nº. 48 – existe um erro: quando referimos que as varizes aparecem sobretudo nos membros superiores, obviamente que se pretendia dizer “nos membros INFERIORES”. De certo que os Sócios mais atentos de imediato se aperceberam deste lamentável trocadilho. A quem nos lê, e principalmente ao autor da notícia, endereçamos um sincero pedido de desculpas. Carlos Pereira


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ESPAÇO CULTURAL ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 – O QUE É E O QUE NOS TRAZ DE NOVO? A língua portuguesa é uma das cinco mais faladas em todo o mundo. Com efeito, mais de 270 milhões de cidadãos têm-na como língua materna ou oficial. Portanto, como disse o poeta (“…a minha Pátria é a língua portuguesa”), ela é um factor agregador de muitas culturas diferentes. Portugal, Brasil e outros países que resultaram da independência das nossas antigas colónias, sentiram desde sempre a necessidade de “utilizarem a mesma língua”. Daí ter-se formado, em 1996, a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) que englobava inicialmente Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Timor aderiu após a sua independência da Indonésia, em 2002. Sendo a língua um organismo vivo que está em permanente contacto com outras línguas e realidades culturais, ela sofre mutações constantes. As Academias tentam “fixar” as suas características em diversos documentos (de que os mais conhecidas são as gramáticas e os dicionários). Com a língua portuguesa passa-se o mesmo, provavelmente com influências muito mais marcadas do que em outras atendendo a que ela é falada em todos os Continentes. Daí que, desde há muitos anos, tenham havido “acordos ortográficos” que tentam uniformizar a utilização que fazemos da nossa língua comum. A primeira tentativa para uniformizar e simplificar a escrita data de 1911. Em 1915 a Academia Brasileira de Letras resolve harmonizar a ortografia com a portuguesa mas em 1919 revoga essa resolução. Em 1929 são alteradas as regras de escrita no Brasil. O primeiro acordo ortográfico luso-brasileiro data de 1931 embora nunca tenha sido posto em prática. Em 1943 é assinada a primeira convenção ortográfica entre os dois países. Em 1945 é legalizado em Portugal o novo acordo ortográfico mas o Brasil nunca o ratificou. Só em 1971 o Brasil promulga algumas alterações de forma a reduzir as divergências ortográficas com Portugal. Recíproca atitude tem Portugal em 1973.

Em 1975 as Academias dos dois países elaboram um projecto de acordo que não é oficialmente aprovado. Em 1986, já com os novos países africanos de expressão portuguesa (PALOP) há nova tentativa através de denominado “Acordo Ortográfico de 1986” o qual nunca chegou a ser aprovado devido à forte contestação da comunidade linguística. Passados alguns anos é então estabelecido o “Acordo Ortográfico de 1990”. Este acordo é apenas ratificado por Portugal, Brasil e Cabo Verde. Em 2004 ficou estabelecido que bastaria a ratificação de três estadosmembros da CPLP para que o acordo entrasse em vigor em todos os países. Em 2006 o acordo é ratificado por Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, possibilitando a sua entrada em vigor. Em 2008 Portugal também ratifica o documento. Posteriormente, também Timor-Leste e Guiné-Bissau o ratificam. Portanto, neste momento, apenas Angola e Moçambique ainda não o ratificaram. O acordo entrou em vigor no Brasil, em 2009. Em Portugal deveria ter entrado em vigor em 13 de Maio de 2009 mas foi estabelecido um período de transição até 12 de Maio de 2015 durante o qual se pode utilizar a grafia pré-existente. Em Portugal foi determinada a aplicação do acordo ao sistema educativo no ano lectivo de 2011/2012, e aos documentos do Governo a partir de 1 de Janeiro de 2012.

Mas então, o que nos traz de mais importante e de novo o “Acordo Ortográfico de 1990”? Vamos então socorrer-nos de quem sabe destas coisas para tentar esclarecer e/ou desmistificar algumas dúvidas que se levantam ao comum dos cidadãos: Conforme o “Guia para a nova ortografia” editado pelos Ministérios da Cultura e da Educação em Maio de 2011, basicamente o que muda tem a ver com: • O próprio alfabeto; • A utilização de letras maiúsculas e minúsculas; • Eliminação de alguns acentos; • Eliminação de algumas consoantes mudas; • Utilização do hífen. (Continua na página seguinte)


(Continuação da página anterior)

ALFABETO (Base I do Acordo): Em Portugal voltaremos a ter 26 letras (são reintroduzidas as letras K, W e Y que tinham sido proscritas da nossa língua em 1911). Elas serão usadas em: • antropónimos (=nome próprio de pessoa) originários de outras línguas e seus derivados. Exemplos: Franklin, frankliniano; Darwin, darwinismo; Kant, kantismo; Taylor, taylorista;… • topónimos (=nomes de lugares, sítios ou povoações) originários de outras línguas e seus derivados. E xe m p l o s : Kw a n z a ; M a l a w i , m a l a w i a n o ; Kuwai,kuwaitiano;… • siglas, símbolos e mesmo em palavras adoptadas como unidades de medida de curso internacional: Exemplos: TWA; KLM; K (símbolo químico do potássio); W (oeste); kg (quilograma); km (quilómetro);… • palavras oriundas de outras línguas que não o português: Exemplos: windsurf, winsurfista; kart, kartista; babysitter;…

USO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS INICIAIS (Base XIX): Passam a escrever-se com letra minúscula inicial:

• a designação para mencionar alguém cujo nome se desconhece ou se prefere omitir: Exemplos: fulano; beltrano; sicrano;… Poderão escrever-se com minúscula ou maiúscula inicial: • os bibliónimos (=nomes de livros) salvo o primeiro elemento ou os nomes próprios neles existentes: Exemplos: O crime do padre Amaro ou O Crime do Padre Amaro; Amor de Perdição ou Amor de perdição;… • os axiónimos (=palavra ou locução com que se indicam tratamentos ou dignidades) e os hagiónimos (=designação dos nomes sagrados e dos demais nomes próprios relativos à doutrina das religiões cristã, hebraica e maometana): Exemplos: Senhor Doutor ou senhor doutor; o Bispo ou o bispo; Santa Rita ou santa Rita;… • o nome das disciplinas escolares e de cursos: Exemplos: Matemática ou matemática; Geologia ou geologia; Direito ou direito;… • palavras usadas reverencialmente, aulicamente (=palaciano; cortesão) ou hierarquicamente, em início de versos, em categorização de logradouros públicos, de templos ou de edifícios: Exemplos: Rua da Liberdade ou rua da Liberdade; igreja do Bonfim ou Igreja do Bonfim; Palácio da Cultura ou palácio da Cultura; marquês de Pombal ou Marquês de Pombal;… (Continua no próximo número)

• nomes dos dias, meses e estações do ano: Exemplos: segunda-feira; janeiro; maio; primavera; verão;… Porém, mantém-se a utilização de maiúscula inicial em nomes próprios, relacionados com o calendário: Rio de Janeiro; Pedro Inverno Martins;… • a designação dos pontos cardeais e colaterais: Exemplos: norte; sul; nordeste; noroeste;… Porém, mantém-se a utilização de maiúscula inicial em nomes de regiões ou abreviaturas dos pontos cardeais e colaterais: passo férias no Norte de Portugal; W (de oeste);…

Os nossos agradecimentos a D. Olga Duarte, responsável pela edição do “Boletim de Contacto” da Associação dos Antigos Empregados do BNU, onde nos inspirámos para a elaboração deste artigo. A propósito deste tema, recordamos que a ANAC organizou um colóquio com a Drª Elsa Rodrigues dos Santos, presidente da Sociedade de Língua Portuguesa, no dia 6 de Julho, pelas 14h30, no nosso Auditório.


Ú LT I M A P Á G I N A PROGRAMAÇÃO DE EVENTOS A CONCRETIZAR ATÉ FINAL 2011 – dias 1 a 10 Viagem à ESCÓCIA e IRLANDA (com visita a Liverpool) (viagem em curso)

Julho

– dias 16 a 18 “Rota das Aldeias Históricas” (v. Circular nº 13/11 de 23.05.11)

Agosto

– dias 26 a 28 “Festa das Flores - Campo Maior” (v. Circular nº 17/11 de 29.06.11)

Setembro

– dias 4 a 20 Estadia em Isdabe – II Turno (v. Circular nº 06/11 de 11.02.11) – dia 24 Almoço Nacional (Quinta dos Compadres - Viseu) (v. Circular nº 16/11 de 20.06.11)

– dias 3 a 6 “Rota dos Escritores do Douro” (v. Circular nº 14/11 de 17.06.11)

Outubro

– dias 7 a 19 Viagem aos ESTADOS UNIDOS e CANADÁ (v. Circular nº 05/11 de 10.02.11)

Novembro

– dias 10 e 11 S. Martinho (em local a anunciar)

Dezembro

– dia 10 Almoço de Natal (em local a anunciar)

Dez / Janº 2012

– Passagem do Ano (em local a anunciar)

MANTENHA-SE, POIS, ATENTO(A) ÀS NOSSAS CIRCULARES E AO BLOGUE

SABIA QUE: já decorrem algumas actividades no nosso Auditório, como palestras, conferências e outras de relevante interesse para os nossos associados ???


Boletim Comunicandoo nº 49