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Comunicando 50 Publicação Trimestral • Ano XX • 2011 (Julho/Setembro)

EDITORIAL A imagem e o prestígio alcançados pela ANAC, resultado de um trabalho q u e d e s d e s e m p re ex i g i u a dedicação dos seus associados, há muito que ultrapassou as fronteiras! Este é, sem qualquer sombra de dúvida, mais um dos sinais importantes da sua vitalidade e de que todos muito nos orgulhamos. Mas, que fique bem claro, também nos responsabiliza e compromete! Tudo muito simplesmente porque, se a cidade de Lisboa foi a eleita para receber o próximo Euroencontro, que decorrerá em Abril de 2012, então a ANAC existe! E não se fica por aqui, já que tem vindo a exercer uma maior influência nas decisões tomadas no seio do Agrupamento Europeu! À D i re cç ã o c a b e rá a i n d a o compromisso de sensibilizar os seus associados com vista a que seja dispensado o melhor acolhimento possível a toda a comitiva que se deslocará ao nosso país.

Os

sucessivos apelos aos sócios para uma maior participação nas actividades começam a produzir os efeitos desejados. Quem percorrer com alguma atenção as páginas dos últimos boletins facilmente se dará conta de que algo mudou e que são cada vez mais notórios os elos de ligação, do ponto de vista cultural, recreativo e de convívio, entre os sócios efectivos e os sócios auxiliares, ou seja entre os antigos e os actuais colaboradores da CGD. Não é por mais nada, mas assim todos ficamos a saber que, felizmente, há cada vez mais sócios a apresentar ideias e a partilhar opiniões. A Direcção

XVIII EUROENCONTRO EM PORTUGAL - ABRIL 2012 Conforme foi divulgado em Ólbia, o próximo Euroencontro decorrerá em Portugal, no mês de Abril de 2012. Estão já definidas as datas do evento – de 13 a 20 desse mês. O nosso país tem inúmeros locais que poderiam acolher o evento de forma digna e com qualidade. Portanto, sendo o Presidente da Direcção da ANAC também VicePresidente do Agrupamento, desde logo, foi nossa preocupação elaborar e propor à sua Direcção um conjunto alargado de opções para a sua realização. De Norte a Sul foram apresentadas a l g u m a s s u g e s tõ e s q u e n o s pareceram reunir factores de interesse que pudessem levar a uma escolha criteriosa. Logicamente que apresentámos as nossas opiniões fundamentadas e, claro, também tínhamos um “local de eleição”. O Agrupamento reúne, como se sabe, associados de 8 países distintos. Portanto, foram consultadas as respectivas estruturas nacionais e chegou-se a um consenso sobre o local de realização – e esse local foi a região de Lisboa. Porque se espera a presença de várias centenas de participantes, haveria que escolher um hotel que re u n i ss e b o a s co n d i çõ e s d e alojamento, de apoio logístico, de alimentação e de acessos. O Presidente Jean Claude Chrétien deslocou-se ao nosso país e, numa

jornada muito preenchida, foram visitados os que reuniam as condições referidas. A escolha não foi muito fácil mas parece-nos que se optou por um excelente hotel. O programa de visitas está já delineado e ele vai satisfazer, certamente, os gostos mais variados. A região de Lisboa, entendida para o efeito como o espaço que vai desde a Nazaré até Évora, passando pela Costa do Estoril, a Arrábida e a cidade propriamente dita, oferece condições excelentes para que o evento seja um sucesso. É claro que estão previstos os momentos de convívio onde todos os participantes vão d e s f r u t a r d a s b e l ez a s e d a gastronomia de duas regiões bem d i fe re n te s – o A l e n te j o e a Estremadura. A eleição da região de Lisboa para a realização do evento poderá desmotivar alguns dos nossos Sócios a nele participar, em número significativo, como tem sido hábito das “nossas gentes”. É um facto que mais de 70% dos nossos Sócios reside nesta região e a maioria de nós julga conhecê-la bem. No entanto, como se confirmou aquando do Euroencontro de Albufeira, chegamos facilmente à conclusão de que “há sempre um Portugal desconhecido que espera p o r s i …” e o s ce rc a d e 5 0 participantes nacionais que se deslocaram àquela região não deram por perdido o tempo de salutar convívio então vivido. (Continua na página seguinte)


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Este Euroencontro de Lisboa será também uma excelente oportunidade para que os nossos Sócios residentes noutras paragens venham visitar uma região que tem excelentes condições para acolher agradavelmente os turistas portugueses. Tendo consciência de que, para os residentes na área de Lisboa, a ida para um hotel situado a 30 ou 40 km de casa não é motivadora, a Direcção da ANAC tem negociado para eles um pacote especial que lhes permitirá assistir aos momentos sociais mais importantes do evento – os jantares de boas-vindas e de despedida,

as visitas turísticas e tomar algumas refeições no hotel – bem como participar da Assembleia-Geral do Agrupamento. Este pacote, com custos muito inferiores aos habitualmente pagos, será divulgado a curto prazo. Portanto, esteja atento às informações que quer o Agrupamento quer a ANAC lhe vão enviar brevemente. A participação dos nossos Sócios é muito importante neste momento de grandes decisões no Agrupamento de que fazemos parte e de que a ANAC é um membrofundador.

ÚLTIMA HORA - A SEDE DA ANAC FOI VISITADA PELA NOVA ADMINISTRAÇÃO DA CGD No último dia de Setembro as instalações da Sede da ANAC foram visitadas pelo Presidente da Comissão Executiva da CGD (Dr. José de Matos), pelo Administrador com o pelouro de Pessoal (Dr. Norberto Rosa) e pelo Director-Central da DPE (Dr. Henrique de Melo), o que muito honrou a nossa Associação. Durante a visita, os ilustres convidados percorreram as nossas instalações e congratularam-se com a qualidade das mesmas após as obras de beneficiação, tendo-se inteirarado das actividades que são desenvolvidas quer na sede quer na delegação Norte. Tendo em conta que a Direcção da ANAC está envolvida, em 2012, na realização de dois eventos muito importantes (Euroencontro em Lisboa e Encontro Nacional), convidámos os nossos visitantes a estarem presentes em ambos. Foi-nos manifestado o agrado pela forma como a ANAC tem vindo a “dar anos de vida aos anos de idade” dos nossos Sócios, promovendo o seu envelhecimento activo. A terminar, os ilustres visitantes tiveram oportunidade de almoçar com as direcções da ANAC e da AAEBNU (cujas instalações também visitaram) no nosso barconvívio, deliciando-se com as especialidades do nosso “trio-maravilha” (Lurdes, Adélia e Aurora) e seus ajudantes.

Ficha Técnica Propriedade da ANAC – Associação dos Aposentados da Caixa Geral de Depósitos II Sede: Rua Marechal Saldanha, n.º 5 - 1.º 1200-259 Lisboa • Tels. 21 324 50 90/1 • Fax 21 324 50 94 • http://anaccgd.blogspot.com • E-mail: anac@cgd.pt Coordenação: Carlos Pereira II Publicação Trimestral II Impressão: Marsil – Artes Gráficas, Lda. - Rua Central de Carvalhido, 374 - 4470-907 Moreira; II Tiragem: 3 500 exemplares II Depósito Legal n.º 55350/92 II Distribuição gratuita aos sócios II Colaboraram neste número: Cândido Vintém; Carlos Pereira, Carlos Garrido, Cremilda Cabrito, José Coimbra (Deleg. ANAC Norte), Manuel Cardoso da Silva e Orlando Santos.


ALMOÇO NACIONAL - VISEU, 24 DE SETEMBRO DE 2011 Mantendo a tradição, os nossos Sócios voltaram a reunir-se, em grande número, no almoço de convívio bienal. Como em “equipa que ganha não se mexe”, pela terceira vez voltámos à Quinta dos Compadres, em Viseu onde sempre fomos muito acarinhados e este ano não foi excepção. Os nossos Sócios estão activos e todos consideramos que este evento é uma grande manifestação de vitalidade, de companheirismo e de convívio entre as “várias gerações Caixa”. Tanto assim é que este ano batemos todas as expectativas e recordes – estiveram presentes neste evento quase 750 pessoas (entre Sócios, familiares, amigos e convidados). A logística não foi fácil (estiveram envolvidos 14 autocarros que transportaram mais de 500 pessoas de todo o país, dezenas de carros particulares, foram endereçadas cartas a todos os inscritos, foram feitos dezenas de contactos telefónicos, enfim…) mas o resultado foi excelente. O serviço foi ao nível do que os nossos Sócios merecem e estão habituados. Entre tanta gente boa, apenas registámos um pequeno percalço de saúde com um dos Sócios, que foi rapidamente resolvido.

Embora não presente fisicamente, o senhor Administrador da CGD com o pelouro de Pessoal (Dr. Norberto Rosa) marcou posição através de uma mensagem que nos endereçou (que se reproduz em anexo) e que foi lida pelo Dr. Henrique de Melo. Esta manifestação de respeito e de carinho pelos que construíram a casa foi muito bem recebida e em vários momentos aplaudida pelos presentes. O presidente da Direcção da ANAC, em pequena alocução saudou todos os Convidados e os Sócios. Relembrou que a nossa Associação existe para procurar dar satisfação aos reais interesses e necessidades dos seus associados mas que não poderá sobrepor-se nem substituir-se às competências dos sindicatos e das estruturas dos trabalhadores da CGD. Estas devem dar muita atenção aos aposentados que não devem ser “invisíveis” para ninguém. Da parte da ANAC, com a criação de mais delegações (a começar pela da Beira Interior) passaremos a estar mais próximos da “nossa gente”. Por outro lado, alertou para a necessidade de todas as entidades internas (ANAC, SSCGD, Seniamor,…) estarem muito atentas às dificuldades que passam os nossos colegas idosos, cada vez mais isolados e abandonados.

Da variedade de manjares e de líquidos à disposição dos convivas não vale a pena falar tal a quantidade e qualidade dos mesmos.

Também foi dada nota das razões da realização do Euroencontro, em Lisboa, entre 13 e 20 de Abril de 2012.

A festa foi animada pelo grupo “residente” da Quinta dos Compadres e, este ano, foram apresentadas aos nossos Sócios duas agradáveis surpresas musicais – as actuações dos grupos de cantares do Porto e de Lisboa. Estes grupos (que não são profissionais, embora possam parecer…) são o resultado de actividades desenvolvidas na nossa delegação Norte e na nossa sede. Embora de criação recente, como consequência do trabalho dos seus componentes e do dos “maestros voluntários”, poderemos dizer que já têm qualidade que não desprestigia a nossa Associação. Eles são também a promessa de muita alegria para todos. Portanto, daqui se convidam os Sócios (e familiares) que gostem destas coisas para aparecerem nos dias de encontro.

Por gentileza das duas agências de viagens com quem trabalhámos mais durante o ano corrente (Viagens Abreu, SA e Oasistravel.net) e da Air France, foram sorteados três excelentes prémios entre os Sócios e familiares presentes – uma semana de férias para 2 pessoas nas Canárias, 4 dias de férias para 2 p e ss o a s e m C a b o Ve rd e e d u a s v i a g e n s intercontinentais. Aos felizes contemplados desejamos que se divirtam muito e que tenham excelentes dias de passeio.

Foram convidadas diversas entidades que os Sócios da ANAC gostam de ter entre si e que nos honraram com a sua presença (O Dr. Henrique de Melo, como amigo e também em representação da Administração da CGD, as estruturas dos trabalhadores da Caixa, as estruturas locais da CGD, os sindicatos, a Direcção dos nossos Serviços Sociais, as associações do MG e do BNU, o grupo de dadores de sangue, o Séniamor, …).

O regresso a casa decorreu também com normalidade e em cada um dos autocarros foi manifestada a alegria que cada grupo conseguiu extravasar (uns mais do que outros…) e podemos dizer que as (auto-)estradas de norte a sul foram alegradas pela presença de tanta e tão boa gente. Em 2012 teremos o nosso Encontro Nacional de Sócios Efectivos, que deverá decorrer como habitualmente na Culturgest, no final do mês de Setembro. Até lá, muito trabalho, alegria e algumas dificuldades nos esperam… (Cândido Vintém) (Continua na página seguinte)


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MENSAGEM É com imenso prazer que me dirijo à Direcção da ANAC e a cada um dos participantes deste Almoço convívio. Compromissos já antes agendados impedem-me de estar aí convosco, como era minha intenção fazê-lo assim que recebi o amável convite da Direcção. Creiam, porém, que é grande o apreço da Comissão Executiva e o meu apreço pessoal pela ANAC. Na verdade, o Banco que hoje somos, reconhecidamente o melhor Banco, a melhor marca do Sistema Financeiro Português, foi constituído também com o vosso contributo. O legado que recebemos de todos os que nos precederam nos 135 anos de História deste Banco aumenta a responsabilidade de continuarmos a fazer ainda mais e ainda melhor para o engrandecimento da Caixa. Mas essa responsabilidade não é só dos que se encontram no activo mas de todos, no activo ou aposentados, que fazem parte da nossa Família empresarial. O vosso exemplo no passado, o empenho, o “vestir da camisola”, conferem-vos no presente a responsabilidade de serem verdadeiros embaixadores da marca Caixa, porque no nosso Banco as Pessoas, no activo ou aposentados, são o elemento diferenciador por excelência, mais ainda num tempo em que somos convocados para novos e exigentes desafios. A Administração da Caixa continuará, assim, a contar convosco e a ANAC e os seus associados poderão continuar a co n t a r co m a Ad m i n i s t ra ç ã o e , particularmente, com a sua Comissão Executiva. Finalmente, uma palavra de especial apreço para a Direcção da ANAC, pelo trabalho que realiza, pela dedicação e pelo cuidado com o bem-estar dos seus Associados. É com este cuidado com as Pessoas que desenvolvemos a nossa Política de Pessoal. É com este cuidado que continuaremos a alicerçar, com alegria, o futuro deste nosso Banco, a Caixa Geral de Depósitos. (Dr. Norberto Rosa – 24/09/2011)


ACTIVIDADES ESCÓCIA e IRLANDA - Impressões de um viajante! Fomos cerca de 40 pessoas ao Reino Unido e à Irlanda numa viagem cansativa mas agradável. Acompanhados por um excelente guia local, começámos pela romântica Escócia com os seus lagos, castelos e paisagens encantadoras. Aí e em toda a viagem ouvimos muitas lendas, algumas arrepiantes e a história sobre a fundação de cidades e das próprias nacionalidades. Foinos falado do sentimento anti Inglaterra, de Escoceses, galeses e irlandeses. Vimos as Cidades de Edimburgo, Inverness, Glasgow bem como outras localidades mais pequenas mas também muito interessantes com monumentos, castelos e pubs. Vimos como se fazia o famoso whisky.

Procuramos o monstro no Lago Nesse num belo passeio de barco. Vimos deslumbrantes paisagens de serra, por vezes inóspita apesar de verde, de lagos e planícies, atravessámos a região dos lagos, com margens de sonho, bem como a região de trossachs onde o verde é quase cor única. Vimos lindos bosques, vimos veados e outros animais no seu meio natural, muitos coelhos bravos que até pareciam mansos e muito gado ovino. Estivemos em Liverpool, pena que por pouco tempo, visitamos parcialmente a cidade, especialmente a rua, autêntico santuário, dos Beatles, onde entramos nas cavernas, nome de algumas pubs naquele local. Seguimos de barco para a Irlanda, país Igualmente verde, também cheio de história, de lendas, de monumentos, de torres de vigia, algumas em ruínas, que se destacam como sentinelas da paisagem. Visitámos o museu da fábrica de cerveja Guinness. Entrámos em muitas pubs, animadas na maioria com música ao vivo e muito frequentadas, fazem parte da cultura Britânica e Irlandesa. Vimos muitos grupos de elas e de eles. São as despedidas de solteiros, onde convivem duas ou mesmo três gerações. Divertem-se e bebem até cair. Também nós, a maioria do grupo, não bebendo até cair, nos divertimos e, penso que todos, regressámos satisfeitos com esta viagem. Manuel J. Q. Cardoso da Silva – sócio nº. 3196-1

ROTA DAS ALDEIAS HISTÓRICAS Da visita que efectuámos às denominadas “Aldeias Históricas”, ficou-nos o desejo de aí voltarmos numa próxima oportunidade. Caminhámos, entre os dias 16 e 18 de Julho, pelas ruas estreitas de Monsanto, Proença-a-Velha, Sortelha, Figueira de Castelo Rodrigo, Penedono, Sernancelhe, Trancoso e outras, todas elas com fiéis registos de pedaços da nossa História.

Mais do que um passeio turístico, foi sem dúvida uma viagem ao passado e muito preenchida do ponto de vista cultural. Deixamos expresso um agradecimento muito especial aos responsáveis do Posto de Turismo da Câmara Municipal de Penedono, que nos presentearam com um interessante folheto sobre o património a visitar e onde não faltou uma referência alusiva à nossa visita. C. Pereira

FESTA DAS FLORES EM CAMPO MAIOR

As iguarias apresentadas, ao paladar regional, a todos satisfizeram.

Pelas 10 horas do dia 26 de Agosto, partimos da Rua do Arco do Cego, junto às instalações da Caixa, em direcção a Campo Maior, sentindo-se que nos 49 participantes, existia a expectativa de que a visita correspondesse aquilo que, no imaginário colectivo, sempre existiu em relação à Festas das Flores, em virtude de se terem prolongado no presente as características associativas e de vizinhança, existentes na vida social da vila de Campo Maior.

O Hotel AC Badajoz, onde ficámos instalados, revelou-se uma óptima escolha, quase diria estratégica, pois poupou os visitantes aos apinhados hotéis portugueses da região e em simultâneo, situado perto das Festas, possibilitou que no dia da visita, sábado dia 27, chegássemos cedo às ruas de Campo Maior, ainda com muito poucos visitantes.

A viagem decorreu num ambiente descontraído e bem disposto, tendo o almoço sido servido no Restaurante Regional “O Pompílio”, em São Vicente, perto de Elvas.

A manhã de ar fresco, céu límpido e luminoso, não podia estar melhor. O Presidente da ANAC, Cândido Vintém, estava à nossa espera e, na qualidade de homem da terra, serviu de cicerone a quem o quis acompanhar, tendo (Continua na página seguinte)


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mostrado os locais emblemáticos de Campo Maior e os recantos mais bonitos e representativos da Festa. Quanto a esta, é difícil descrever por palavras o turbilhão de emoções que se desencadeiam quando mergulhados no dédalo de ruas (104) engalanadas com flores de papel, tendo sido consumidas 25 toneladas, segundo a organização das Festas.

Obra do arquitecto Siza Vieira, desenvolve-se em dois pisos, tendo-nos a visita guiada mostrado o processo de produção do vinho, o esmagamento das uvas, o estágio nas barricas, a sala onde se faz o engarrafamento, a colocação dos rótulos e o laboratório. No piso superior, entra-se no terraço panorâmico com uma vista fabulosa sobre as vinhas e a região de Campo Maior, a Serra de São Mamede a Norte e a fronteira e algumas povoações espanholas. Um momento apropriado para provar e saborear os vinhos produzidos na Adega Mayor, que todos apreciaram. E estava na hora de regressar ao hotel para jantar, pois o dia ainda não se ficaria por aí. À noite regressámos a Campo Maior e à sua Festa para apreciarmos de novo as ruas e as suas flores, agora com iluminação nocturna e o movimento incessante de visitantes, nas tascas e restaurantes, que mantiveram as portas abertas pela noite dentro. O regresso ao hotel foi rápido e a noite reparadora depois de um dia que não deu descanso.

A surpresa que nos invade é inacreditável, ao deambularmos por aqueles túneis multicolores, constituídos pela representação em papel dos mais diversos tipos de flores, iluminárias e outros objectos, confeccionados secretamente pelos moradores de cada rua, ao longo de meses, sendo colocadas da noite para o dia do início da Festa, as quais se tornam na mais viva expressão do artesanato local, em que toda a vila se envolve. Seguiu-se o almoço no restaurante o “Apertazeite”, propriedade da família Nabeiro, o qual instalado num antigo lagar de azeite, em que o espaço muito bem recuperado, é determinante para o agradável ambiente que ali se desfruta. Na ementa, variada e tentadora, brilhavam a açorda, o gaspacho, os pezinhos de coentrada, um esplêndido bacalhau à braz, uma carne deliciosa e para a sobremesa, entre vários doces, a gostosa sericaia e o digestivo café, Delta concerteza.

No dia seguinte foi o regresso, não sem primeiro visitarmos a cidade de Elvas. Orientados por um guia local, muito conhecedor da cidade, visitámos a Sé Catedral, o Castelo e o Aqueduto da Amoreira, ex-libris da cidade, obra importantíssima seja qual for o aspecto que se considere, pois o abastecimento de água era, ainda mais que nos nossos dias, imprescindível a uma cidade fortaleza, tão importante que foi na defesa do país, ao longo da sua História. O almoço foi na Pousada de Elvas, que além da qualidade do repasto, deu azo aos últimos momentos de convívio antes do regresso a Lisboa, onde chegámos sem qualquer incidente, cerca da 18 horas.

Depois do café seguiu-se para o Museu do mesmo nome. Localizado à saída de Campo Maior, em direcção a Portalegre, está instalado numa enorme sala, dividida em vários espaços, onde se encontra exposta uma parafernália de objectos ligados à história da produção, da torrefacção e ao consumo do café. Existe também uma estufa onde conseguem viver cafeeiros, cuja presença permite acompanhar o percurso da planta à bebida, tão apreciada por nós. O espírito empreendedor de Nabeiro não se ficou pelo café e como a vinha é uma das raízes da identidade de Campo Maior, a Adega Mayor tornou-se realidade. E foi para lá que seguimos depois da visita ao Museu.

Carlos Garrido

(Continua na página seguinte)


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ISDABE – II TURNO - 4 a 20 de Setembro Uma vez mais, um grupo de sócios da ANAC, deslocou-se a ISDABE.

Depois de uma longa viagem, à chegada, houve a distribuição de quartos que como sempre, agrada mais a uns que a outros. Apesar de tudo, foi pacífico. Houve o encontro de muitas pessoas já conhecidas de anos anteriores. Foi muito bonito ver como todos tinham novas histórias dos netos para contar. Fizeram-se visitas a diversas localidades, tais como Ronda, Setenil de Las Bodegas, Grutas de Nerja, Migas, Marbella, Puerto Banús, Benalmádena e à lindíssima Catedral de Málaga. Visitámos ainda e também para algumas compras, o “Rochedo” de Gibraltar. Penso que acima de tudo, o mais importante, foram os “mercadilhos”, onde a oferta é muito variada e a baixos preços. A ida ao Casino, com o seu maravilhoso espectáculo de flamengo, foi um os pontos altos das férias. Tudo correu sem grandes incidentes e no próximo ano lá estaremos de novo. Cremilda Cabrito

OS SÉNIORES QUE SE CUIDEM A partir de um “e-mail” que um amigo nos enviou, extraímos e damos por reproduzidas nesta página algumas crenças populares que, para serem levadas a sério, carecem de fundamentação, principalmente quando estão em causa a nossa saúde e nosso bem-estar!.

Alguns mitos sobre saúde Se queres ficar mais magro, poupa nas refeições Se pensarmos bem que o nosso organismo precisa de nutrientes e calorias ao longo do dia para que funcione sem problemas, logo se entende que a técnica de “saltar” refeições para emagrecer não é a mais recomendável. Antes pelo contrário: falhar uma refeição implica que o nosso organismo assimile todas as calorias antes ingeridas. Por isso, uma das formas correctas e mais saudáveis para perder peso é fazer pequenas refeições ao longo do dia. Comer laranjas à noite faz mal O mito de que “de dia é ouro, à tarde é prata e à noite mata”, relacionado com os benefícios e os malefícios da laranja ao longo do dia, é de todos conhecido, mas não passa disso mesmo. Em boa verdade, as laranjas ingeridas em horas diferenciadas também produzem efeitos diferentes: que faz melhor de manhã é certo, porquanto o seu efeito positivo vai-se perdendo à medida que o dia avança, mas à noite não mata! Estalar um dedo provoca artrite Estudos efectuados acerca da função da mão mostraram que os indivíduos que padecem de artroses não são necessariamente aqueles que se distraem a estalar os dedos. Quando muito e se faz parte desse grupo, ao estalar os dedos pode ficar com as mãos inchadas e momentaneamente com menos força. Carne vermelha faz mal à saúde A Organização Mundial de Saúde recomenda a carne vermelha na roda alimentar que, muito ao contrário do que se ouve, contém nutrientes importantes para a saúde, designadamente proteínas, ferro, zinco, etc. O que mais importa é a quantidade consumida porque, como em tudo, em excesso faz mal. Uma queimadura unta-se com manteiga Obviamente que não! Será mesmo a pior solução quando nos queimamos! Muito simplesmente porque a utilização da manteiga eleva a temperatura da superfície afectada, corre-se o risco de causar cicatrizes e eventualmente contrairmos uma infecção de consequências imprevisíveis. Estes e muitos outros “mitos” que captamos no nosso quotidiano mais não são do que fruto de um imaginário popular que não tem limites. Dito isto, não devemos acreditar em tudo o que ouvimos nem “dar palpites” sobre o que não sabemos. Com o devido respeito!... Até ao próximo Boletim com outros conselhos!... C. Pereira


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ESPAÇO CULTURAL ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1990 – O QUE É E O QUE NOS TRAZ DE NOVO? (continuação) ACENTUAÇÃO GRÁFICA (Bases VIII a XIII) Desde 1945 que não se usa geralmente acentuação nas palavras graves (=acento tónico na penúltima sílaba) terminadas em a, e ou o. Existiam algumas excepções que serão agora harmonizadas. Assim, serão eliminados os acentos gráficos: • que serviam para distinguir palavras que de outra forma se escreviam do mesmo modo mas que têm pronúncias, significados ou funções diferentes. Passam a escrever-se sem acento gráfico: para (do verbo parar); pelo (substantivo); pera (substantivo); pela (do verbo pelar) e pela (substantivo); polo (substantivo). NOTA: a distinção será feita de acordo com o contexto em que se insere a palavra (veja–se que os significados e pronúncias da palavra para na expressão “nunca mais para de chover para eu poder ir para casa!” são facilmente distinguíveis). • No ditongo “oi”, em palavras graves: boia; joia; paranoia; asteroide;… NOTA 1: já não se acentuavam antes algumas palavras graves com o ditongo “oi” (comboio; dezoito; boina;…) NOTA 2: repare que esta regra apenas se refere a palavras graves. As palavras agudas (=acento tónico na última sílaba) terminadas com o ditongo “oi” continuam a escrever-se com acento (corrói; destrói; dói; herói;…)

• Nas formas verbais terminadas em “eem”: creem; deem; leem; reem; veem;... • Na letra “u” nos poucos casos de terminações verbais “gue”, “gues”, “que” ou “quis” em que ainda subsistia. Passarão a escrever-se sem acento: averigue; oblique; argui; delinquis;… NOTA: a primeira pessoa do singular do pretérito perfeito indicativo dos verbos indicados mantém a acentuação pois ela está no “i” e não no “u” (arguí; delinquís;…).

CONSOANTES MUDAS (Base IV) Na sequência do que aconteceu com o acordo de 1945, continua a tendência para se eliminarem as consoantes “c” e “p” que antecedem um “ç”, um “c” ou um “t” e que não são pronunciadas. Assim, passaremos a escrever: atual em vez de actual; direto em vez de directo; ato em vez de acto; ator em vez de actor; rutura em vez de ruptura; selecionar em vez de seleccionar; direção em vez de direcção; adoção em vez de adopção; ótimo em vez de óptimo: … Porque as consoantes “c” e “p” não são mudas (=pronunciam-se), continuaremos a escrever convicto; adepto; erupção; apto; núpcias; … (Continua na página seguinte)


(Continuação da página anterior)

Em número restrito de palavras, onde existe variação na pronúncia, poderá continuar a escrever-se com ou sem “c” ou “p”. São aceitáveis as formas: sectorial e setorial; caracteres e carateres; céptico e cetico; acupuntura e acupunctura; aspeto e aspecto; cacto e cato; facto e fato; sector e setor; recepção e receção; …

Também em número restrito de palavras, onde existe variação na pronúncia, poderá continuar a escrever-se a sequência “bd”, “gd”, “mn”, “tm” ou “bt”. São aceitáveis as formas: súbdito

e

súdito;

subtil

e

sutil;

amígdala

e

amídala;

amnistia

e

anistia;

indemnizar e

indenizar;

aritmética

arimética;

e

… (Cândido Vintém)

(Continua no próximo número)

RAINHA DO SADO A Cidade e a Serra

No Outão acalma a Foz

convidam ao fascínio

ao Sado no mergulhar;

na presença do Rio;

Arrábida estende os braços

da gente e do pescado,

a Setúbal com claridade.

à beleza da terra

A Tróia ergue a voz

com calor ou frio.

e a Baía vem beijar...

Aquele vento salgado

entre apertar de laços

que vindo do mar ...

golfinhos saltam com amizade.

atravessa o vazio. Margens... silenciam os ais Na paisagem envolvente

vão perfumando o amor;

brilha além, a Figueirinha,

traineiras voltam ao cais

Galapos e a Esguelha;

trazem o fruto do pescador.

Albarquel diz presente ...tão pequenina acarinha e a alma do povo centelha!

Setúbal, 04/09/2011 Inácio J. M. Lagarto – Sócio nº. 1333-1


Ú LT I M A P Á G I N A ATÉ FINAL DE 2011 (e por antecipação ao Novo Ano) a DIRECÇÃO tem já programados os seguintes eventos: 2011 – dias 3 a 6 “Rota dos Escritores do Douro” (viagem entretanto decorrida)

Outubro

– dias 7 a 19 Viagem aos ESTADOS UNIDOS e CANADÁ (viagem em curso)

Novembro

– dias 11 a 13 S. MARTINHO no ALTO TÂMEGA (v. Circular n.º 18/11 de 05.09.11) – dia 25 Noite de Fados na Sede (v. Circular n.º 19/11 de 30.09.11)

Dezembro

– dia 11 Almoço de Natal dos Sócios da Região de Lisboa (v. Circular n.º 20/11 de 24.10.11)

Dez / Janº 2012

– Passagem do Ano (em local e data a anunciar oportunamente)

2012 Abril

– dias 13 a 20 “XVIII EUROENCONTRO” em Lisboa

MANTENHA-SE, POIS, ATENTO(A) ÀS NOSSAS CIRCULARES E AO BLOGUE

ESCULTURA/MODELAGEM A todos os interessados, sócios e beneficiários dos Serviços Sociais da CGD, (nomeadamente os da área de Lisboa) informamos que esta actividade poderá ser praticada no CCD da Ajuda nos seguintes dias e horários: Segundas, Terças e Sábados das 15,00 às 18,00 horas. Apareça para experimentar esta técnica que utiliza entre outros materiais o barro, a silicone e o pó de pedra. Para mais esclarecimentos poderá ser contactado o colega Orlando Santos (ANAC) através do telefone nº 213 245 090.


Comunicando nº 50