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Publicação Trimestral da ANAC AQo ;;,, ‡ Nž  ‡ Abril / Junho 2013 0(0%52 '2 *5832 (8523(8 '( 3(16,21,67$6 '$6 &$,;$6 (&21Ï0,&$6 ( %$1&26

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Tossa de Mar encerrou-se um capítulo da vida do Grupo Europeu, com a demissão, anteriormente anunciada, do Presidente Jean Claude Chrétien. Simultaneamente, abriu-se um novo com a representação portuguesa a assumir o papel que desde sempre lhe pertencia mas que nunca tinha exercido.

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Grupo Europeu é um veículo para que os problemas dos reformados bancários europeus sejam ouvidos nas instâncias comunitárias, através da Paltaforma AGE (de que faz parte).

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ANAC assume, agora, a presidência do Grupo Europeu o que faz com que as nossas responsabilidades sejam acrescidas. Esta responsabilidade é plenamente assumida quer pela Direção da ANAC quer pelas Direções das Associações congéneres do BNU e do MG.

7 emos trabalhado muito para que os proble

mas dos bancários e dos reformados portugueses sejam conhecidos “lá fora”. É provável que alguns dos nossos Sócios não tenham conhecimento deste trabalho mas tentaremos dar-lhe maior difusão neste nosso boletim.

/ evámos dados a Tossa de Mar que demons

tram os constantes assaltos que um dos segmentos mais débeis da nossa sociedade – os reformados – está a sentir diariamente na sua vida, inseridos na estratégia mais global do empobrecimento dos povos do sul da Europa em favor da economia alemã. Fizemos essa denúncia e, estamos convictos, a mensagem colheu o apoio dos nossos congéneres.

0as, nesta edição do boletim, não se falará só do que se passou em Tossa de Mar. Falaremos também das atividades da nossa Associação bem como dos “nossos talentos”. São estas atividades e talentos que servem para reforçar o espírito de unidade que pretendemos preservar tendo em conta os tempos difíceis que atravessamos. É este espírito de unidade que fará com que consigamos ultrapassar, como um povo amante da liberdade e com uma história que nos engrandece, todas as adversidades que as várias “troikas” nos vão impondo.

&ontamos consigo. Pode contar connosco. 

Tal como previsto, a XIX edição do Euroencontro decorreu em Tossa de Mar entre os dias 19 e 26 de abril último. Estiveram presentes cerca de 300 colegas vindos dos vários países que constituem o Grupo Europeu. A representação portuguesa, a par da espanhola, foi a que registou maior número de presenças – 83 dos nossos Sócios, familiares e amigos estiveram presentes. Muitos dos portugueses deslocaram-se pela primeira vez a este encontro anual. Também registámos, com muita satisfação, a presença de um casal vindo da região norte do país. Como é habitual, o Euroencontro dividiu-se em dois momentos – trabalho e lazer. JORNADAS DE TRABALHO Os representantes portugueses (3 da ANAC, 1 do Montepio Geral e 1 da ANAC com procuração para representar os colegas da AAEBNU) tiveram três jornadas de trabalho muito intensas – a reunião do Grupo de Estudos e Trabalho (GET), do Conselho de Administração e a Assembleia Geral Ordinária. Todos os participantes tiveram oportunidade de escutar e discutir as várias comunicações na Assembleia Plenária. Mais adiante damos conta mais detalhada destas jornadas de trabalho. O GET trabalhou sobre as conclusões do anterior Euroencontro, que decorreu em Lisboa como todos certamente se recordam. Depois de redigido o documento com essas conclusões, o mesmo vai ser apresentado em Bruxelas, à Plataforma AGE que o fará chegar ao Comissário para os Assuntos Sociais da Comissão Europeia. O conselho de administração reuniu e aprovou as contas do ano de 2012 bem como analisou o relatório de atividades apresentado pelo Presidente Jean Claude Chrétien. Reuniu também a assembleia geral ordinária que debateu os mesmos temas, agora com a presença de todos os delegados eleitos nos diversos países. Na assembleia plenária foi debatido o tema que nos levou a Tossa de Mar – Como sairá a Europa p da crise e q qual será o p papel p dos aposentados p na Europa p de amanhã? - sendo apresentadas e debatidas as comunicações de França, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha. Para nos apresentar uma comunicação sobre as crises políticas e financeiras ao longo dos séculos foi convidado o Filósofo Dominique Chrétien, com largo currículo universitário e de trabalho em muitos países (desde a França até à China, onde reside neste momento). No decorrer dos trabalhos foram confirmadas as demissões, já programadas desde o ano de 2011, do Presidente do Grupo Europeu bem como do seu vicepresidente espanhol (José Barberá Blesa). Uma vez que a presidência do Grupo Europeu nunca tinha sido exercida por Portugal, o presidente cessante propôs que o lugar fo ss e a ss u m i d o pelo Presidente da ANAC (Dr. Cândido Vintém), sendo as Vicepresidências assumidas por França e Espanha. Esta proposta foi recebida e aprovada com muito agrado por todos os membros p re s e n te s . Pa ra o efeito foram designados o Sr.


)LFKD7 pFQLFD Propriedade da ANAC – Associação Nacional dos Aposentados da Caixa Geral de Depósitos Sede: Rua Marechal Saldanha, nº. 5-1º. 1200-259 Lisboa Tels. 21 324 50 90/3 Fax 21 324 50 94 E-mail: anac@cgd.pt @ g p Blogue: http://anaccgd.blogspot.com p // g g p Coordenação: Carlos Garrido Publicação: Trimestral Impressão: Gråfica Expansão Artes Gråficas, Lda. Rua de S. TomÊ, 23-A 2685-373 PRIOR VELHO Tiragem: 3.500 exemplares Depósito Legal: nº. 55350/92 Distribuição: gratuita aos sócios Colaboraram neste número: Cândido VintÊm; Cremilda Cabrito; Carlos Garrido; Orlando Santos; Amador Rebelo; Vital Veríssimo; João Oliveira; António Barata e JosÊ Coimbra (Deleg. ANAC Norte).

Jean Claude ChrĂŠtien e Francisco Ramirez. Como membro do conselho, com as funçþes de adjunta da presidĂŞncia, foi designada (por acordo entre os representantes portugueses) a nossa vicepresidente (Cremilda Cabrito). Os nossos vicepresidente Orlando Santos e o diretor Carlos Garrido foram tambĂŠm eleitos como delegados. g É, pois, com muito orgulho, que o nosso paĂ­s conta com 6 representantes na direção do Grupo Europeu. ApĂłs cerca de 5 anos de intenso trabalho e lutas acesas contra os que julgavam impossĂ­vel tal tarefa, conseguimos dignificar a lĂ­ngua portuguesa e o nosso paĂ­s (quem nĂŁo se recorda dos anos em que as comunicaçþes portuguesas tinham de ser apresentadas em “portunholâ€??) e finalmente temos pessoas que exercem um papel decisivo na vida do Grupo Europeu. HĂĄ ainda mais um motivo de orgulho para o nosso paĂ­s – a primeira mulher a ter assento no conselho de administração do Grupo Europeu ĂŠ portuguesa! Estas saborosas vitĂłrias portuguesas obrigam-nos, por outro lado, a corresponder com muito trabalho e disponibilidade a todos os desafios que nos vĂŁo ser colocados ao longo dos prĂłximos e difĂ­ceis anos. JORNADAS DE LAZER No que respeita Ă componente lĂşdica e turĂ­stica, tivemos oportunidade de conhecer melhor a regiĂŁo norte da Catalunha (Girona) bem como visitar a sempre bela Barcelona. Pela primeira vez, os participantes num Euroencontro visitaram França, com uma incursĂŁo pela regiĂŁo do Languedoc (Perpignan e Collioure). O hotel que nos acolheu (Golden Bahia Tossa de Mar) prestou um serviço de excelente qualidade, com refeiçþes variadas e muito agradĂĄveis. Em Barcelona tivemos, provavelmente, o serviço de almoço mais rĂĄpido em que alguma vez participĂĄmos‌ Em contrapartida, o jantar de encerramento decorreu por mais de trĂŞs horas, com muita animação e cantigas portuguesas e italianas. O Museu Dali e a vila que o alberga (Figueres) foram muito apreciados pelos participantes. Apreciadas foram tambĂŠm as visitas a alguns dos locais interessantes da regiĂŁo – Montserrat, Pals, BesalĂş, BaĂąolas,‌

EM CONCLUSĂƒO No final deste XIX Euroencontro fica-nos a sensação de que ele correspondeu Ă s expectativas dos participantes e tambĂŠm que ele marca um momento muito importante para as associaçþes portuguesas (ANAC, AAMG e AAEBNU) pois o facto de termos assumido novas e difĂ­ceis missĂľes apenas virĂĄ a realçar ainda mais o espĂ­rito de uniĂŁo e de trabalho das mesmas e dos portugueses. Julgamos que, nos difĂ­ceis tempos que correm, sĂŁo estes desafios que nos poderĂŁo fortalecer. No prĂłximo ano celebra-se o 20Âş aniversĂĄrio dos Euroencontros. Ele deverĂĄ decorrer na Costa do Sol, local jĂĄ conhecido dos nossos SĂłcios e que ĂŠ, por isso mesmo, uma regiĂŁo onde teremos certamente muitas coisas novas a descobrir. A organização vai ser nossa e sĂł poderĂĄ ser um sucesso. Prepare-se para, no inĂ­cio de maio do prĂłximo ano, estar presente. CONTAMOS CONSIGO!

(07266$'(0$532578*$/$&*'($$1$&)25$035(67,*,$'26 Como referido no artigo sobre o Euroencontro que decorreu em Tossa de Mar, podemos dizer que este terminou, quanto à representação portuguesa, com o assumir de responsabilidades enormes mas tambÊm com a certeza de que temos, finalmente, o papel que merecemos. Como muito bem sabem todos os que acompanham habitualmente o Euroencontro, atÊ hå cinco anos a representação portuguesa tinha um papel menor nas decisþes. As comunicaçþes e as intervençþes em sessþes de trabalho eram feitas em língua que não Ê a nossa e mesmo a informação diåria nunca tinha sido impressa em português. Sentindo muito orgulho na nossa cultura e na nossa língua, foram desencadeadas discussþes enormes, dentro e fora das reuniþes oficiais que culminaram com a recusa de apresentação de qualquer documento ou comunicação noutra língua que não fosse a nossa. Esta situação ocorreu no Euroencontro de Toledo, em 2010. O que Ê facto Ê que, a partir de 2011 passåmos a ter documentos, informaçþes, comunicaçþes e traduçþes em português. Mesmo o boletim oficial do Grupo Europeu passou a ser editado na nossa língua, desde 2012. Esta luta pela dignificação do que Ê nosso levou a que a delegação portuguesa passasse a ser encarada como uma parceira ao mesmo nível

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das outras duas mais importantes (Espanha e França), sendo respeitada e ouvida nas decisþes tomadas. Este assumir de importância e de reconhecimento levou a que, no decorrer do XIX Euroencontro, em Tossa de Mar, a delegação portuguesa tenha conquistado mais um lugar nos órgãos de decisão do Grupo Europeu. Assim, para alÊm dos quatro delegados à Assembleia, a delegação portuguesa passou a ter dois representantes no Conselho de Administração quando, atÊ ao momento, apenas tinha um. Desta forma, a delegação portuguesa passou a ser composta por: Membros da Assembleia, onde estão 15 representantes dos vårios países: Fernando Boto, Presidente da AA do Montepio Geral; JosÊ Ribeiro Gonçalves, Presidente da AAE do BNU; Carlos Garrido, Diretor da ANAC; Orlando Santos, Vicepresidente da ANAC. Membros do Conselho de Administração, constituído por 6 representantes: Cândido VintÊm, Presidente da ANAC; Mª Cremilda Cabrito, Vicepresidente da ANAC.


Membro do ComitÊ Executivo, composto por 3 membros do C.A.: Cândido VintÊm, Presidente da ANAC, que assume o lugar de Presidente Executivo do Grupo Europeu. Esta eleição representa um duplo motivo de grande satisfação para a representação portuguesa – por um lado, a primeira mulher a integrar o Conselho de Administração do Grupo Europeu Ê portuguesa. Por outro, tambÊm pela primeira vez na sua história de vinte anos, o Grupo Europeu tem um presidente português. A estes motivos de satisfação correspondem tambÊm outros de grande responsabilidade e preocupação. Temos a noção de que os tempos estão difíceis por toda a Europa. Esta atravessa um momento crucial da sua história e os aposentados são uma parte fundamental para que ela encontre o seu caminho, com respeito pelos mais idosos. Por outro lado, temos a certeza de que Ê com a intervenção ativa nas instâncias exteriores que as três Associaçþes portuguesas poderão dar a conhecer os nossos problemas e defender os interesses dos seus Sócios de forma mais eficaz. Pela parte da Direção da ANAC tudo faremos para que os problemas dos nossos Sócios e dos aposentados portugueses sejam levados atÊ às mais altas instâncias, atravÊs da Plataforma AGE, da qual o Grupo Europeu Ê parte integrante e membro com peso. Em reunião com o Administrador da Caixa responsåvel pelo pelouro dos recursos humanos (Dr. Norberto Rosa), logo após o nosso regresso a Portugal, ele teve oportunidade de nos transmitir a honra que Ê tambÊm para a Caixa Geral de Depósitos o facto de a representação da nossa

Associação ter assumido cargos de tão elevada responsabilidade e prestígio a nível internacional. ConvÊm recordar, como parêntesis, que a CGD Ê um dos membros de honra do Grupo Europeu de Pensionistas das Caixas Económicas e Bancos. Portanto, e em conclusão, poderemos dizer que em Tossa de Mar o nosso País, a nossa Instituição e a nossa Associação foram prestigiados. Contamos com a participação ativa e crítica dos nossos Sócios para que possamos superar os desafios e continuar a honrar a todos. (Cândido VintÊm)

COMO SAIRĂ A EUROPA DA CRISE E QUAL SERĂ O PAPEL DOS APOSENTADOS NO FUTURO? Começo por transmitir a minha resposta e opiniĂŁo sincera sobre as duas questĂľes que nos trazem aqui – NĂŁo sei e julgo que ninguĂŠm saberĂĄ dizĂŞ-lo com o mĂ­nimo de certeza. Aquilo a que se assiste ĂŠ Ă desagregação social europeia, com o fim anunciado da “Europa Socialâ€? tal como ela foi equacionada no sĂŠculo passado. A solidariedade entre os vĂĄrios paĂ­ses que constituem a UniĂŁo Europeia deixou de ser um dos seus objetivos e o que assistimos ĂŠ ao agravamento das assimetrias econĂłmicas e sociais entre os paĂ­ses do Norte e os do Sul. Estes paĂ­ses, os do Sul, estĂŁo a ser alvo de polĂ­ticas que visam, deliberadamente, o empobrecimento das suas populaçþes. No que respeita a Portugal, a situação ĂŠ ainda mais grave. O futuro do nosso paĂ­s estĂĄ todo ele carregado de muitos pontos de interrogação, dĂşvidas e muito poucas certezas ou esperanças. Somos um povo homogĂŠneo com mais de oito sĂŠculos de histĂłria e o paĂ­s europeu com fronteiras definidas hĂĄ mais tempo. No entanto, por razĂľes histĂłricas complexas, fomos sendo arrastados para a “cauda da Europaâ€? e, sobretudo nos Ăşltimos anos, os nossos idosos estĂŁo a sentir uma asfixia tremenda e estĂŁo a passar por um sentimento muito portuguĂŞs que ĂŠ o fatalismo, traduzido numa enorme “desesperançaâ€?. A minha comunicação estĂĄ a ser escrita dias apĂłs uma manifestação que reuniu cerca de um milhĂŁo de portugueses em mais de 40 cidades e foi largamente reportada na comunicação social europeia. Esta manifestação, tal como aconteceu hĂĄ seis meses atrĂĄs, nĂŁo foi convocada por organizaçþes polĂ­ticas ou partidĂĄrias. Neste dia houve a participação de muitos mais reformados e idosos. Ela decorreu sem o mĂ­nimo problema de ordem pĂşblica e, em vez de vidros partidos ou carros incendiados, vimos pessoas a chorar, desfilando caladas e com a desesperança na face. Para que possamos compreender todas as razĂľes da nossa “desesperançaâ€? queria referir aqui alguns dados relativos a 2012, tendo em conta que a população residente no paĂ­s era de 10,6 milhĂľes: t  "QPQVMBĂƒĂ€PBUJWBFSBEFDFSDBEF NJMIĂ‘FT t  0T EFTFNQSFHBEPT FSBN NBJT EF  NJM   EB QPQVMBĂƒĂ€P BUJWB  1SFWÆTFRVFFNPEFTFNQSFHPDIFHVFBPT t  0TQFOTJPOJTUBTDPSSFTQPOEFNBDFSDBEFEBQPQVMBĂƒĂ€PBUJWB FN FSBEF   t  $FSDBEFEPTQFOTJPOJTUBTDPOUJOVBNBUFSQFOTĂ€PNFOTBMJOGFSJPSBP ordenado mĂ­nimo nacional (cujo valor ĂŠ de 485,00). t  0TDJEBEĂ€PTDPNJEBEFFOUSFPTFBOPTDPSSFTQPOEFNBDFSDBEF EBQPQVMBĂƒĂ€PSFTJEFOUFFBEBQPQVMBĂƒĂ€PBUJWB OPBOPEF FSBNEF FEF  SFTQFUJWBNFOUF  t  0EFTFNQSFHPFOUSFFTUBGBJYBFUžSJBĂ…EF&NFSBEF t  " QFSDFOUBHFN EF MJDFODJBEPT FN  FSB EF   EB QPQVMBĂƒĂ€P SFTJEFOUF FNFSBEF   t  "UBYBEFEFTFNQSFHPFOUSFMJDFODJBEPTFSBEF  FNFSBEF    t  "UBYBEFNPSUBMJEBEFTVQFSPVFNBUBYBEFOBTDJNFOUPT

A emigração, sobretudo de jovens, cifra-se em mais de 120.000 pessoas nos Ăşltimos trĂŞs anos. Este movimento acelerou a partir do momento em que os governantes portugueses sugeriram Ă juventude que emigrasse como forma de se reduzir o nĂ­vel de desemprego do paĂ­s. Portanto, assiste-se Ă  degradação social do paĂ­s que caminha para o envelhecimento acentuado, com os estratos de população mais jovem a reduzir-se drasticamente. O paĂ­s estĂĄ sob intervenção exterior (da denominada “troikaâ€? constituĂ­da pelo FMI, BCE e UE) que nos impĂľe sacrifĂ­cios enormes sem que o comum dos cidadĂŁos consiga ver um sinal de saĂ­da. Estes sacrifĂ­cios inserem-se, claramente, na estratĂŠgia de empobrecimento geral que referi anteriormente. De entre as medidas anunciadas para o corrente ano salienta-se o agravamento da carga fiscal sobre os rendimentos de trabalho e pensĂľes. A aplicar-se este pacote sobre as pensĂľes, de acordo com um estudo da consultora internacional KPMG, os pensionistas portugueses passarĂŁo a ter a maior carga fiscal da Europa para pensĂľes anuais de montante inferior a50.000 – a taxa efetiva serĂĄ EF FORVBOUPRVFFN'SBOĂƒBPVOB"MFNBOIBFMBFTUžQSĂ?YJNBEPT  Com este horizonte assistimos Ă  quebra da solidariedade intergeracional e, a denominada “geração-sanduĂ­cheâ€? que somos nĂłs, começa a nĂŁo ter rendimentos que lhe permitam sobreviver dignamente. Como somos forçados a ajudar os nossos filhos que ainda residem no paĂ­s, estando desempregados ou com ordenados a reduzirem-se, a função solidĂĄria desta geração torna-se uma missĂŁo quase impossĂ­vel. NĂŁo temos, pois, esperança de que a geração seguinte possa vir a ajudar-nos quando chegar a nossa vez‌ A Europa, no Ăşltimo sĂŠculo, jĂĄ foi palco de duas terrĂ­veis guerras globais e de muitos conflitos locais. A população sofreu muito durante esses dramĂĄticos momentos. A fome e o instinto de sobrevivĂŞncia marcaram muitas geraçþes. Todos nĂłs nĂŁo queremos que tais tempos voltem e, portanto, continuamos a acreditar que todos os sacrifĂ­cios atuais terĂŁo de resultar em maior bem-estar para as geraçþes futuras. O povo europeu ganhou força a partir dos destroços e, dirigido por homens que tinham de facto o interesse comum como objetivo Ăşnico, construiu um continente que se tornou referĂŞncia em termos de defesa dos mais fracos, da democracia e da cultura. No entanto, nĂŁo vemos nos atuais dirigentes europeus determinação para que a Europa retome o seu papel exemplar que teve a partir dos anos 50 do sĂŠculo passado. A este propĂłsito o nosso poeta LuĂ­s de CamĂľes escrevia, em 1572, sobre o rei que nos governava nesse tempo de mais uma das terrĂ­veis crises cĂ­clicas do nosso paĂ­s:

‌ um fraco Rei faz fraca a forte gente. Tenhamos esperança e acreditemos em nós‌ Cândido VintÊm – Presidente da Direção de ANAC (Portugal)

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2  3$ 5 / $ 0( 17 2 $ &20 ,66­2(8523(,$($$*( Y Conselho da Europa p t Candidatura da AGE ao estatuto participativo do Conselho da Europa, e participação num grupo de trabalho sobre os direitos das pessoas idosas. A AGE teve conhecimento recentemente de que o seu pedido ao estatuto participativo foi aceite pelo SecretĂĄrio-Geral do Conselho da Europa (CdE). t Debate sobre os contributos e os benefĂ­cios que as mulheres idosas podem trazer para o mercado de trabalho. Numa conferĂŞncia sobre o tema “As mulheres idosas e o mercado de trabalho europeu: trabalhar em conjunto para as necessidades de todosâ€?, organizada no âmbito da reuniĂŁo informal de Ministros EPSCO, os participantes insistiram na importância da participação econĂłmica das mulheres, tanto do ponto de vista social como econĂłmico. t 6NB NJOJDJNFJSB EFGJOF TFUF QBTTPT GVOEBNFOUBJT QBSB P EFTFOWPMWJNFOUP EF UFDOPMPHJBTDIBWF OP QSPHSBNB de investigação da UE “Horizonte 2020â€?. Em 7 de fevereiro, ministros de seis Estados-Membros participaram numa mini-cimeira ministerial europeia em Grenoble (França) para discutir o papel das tecnologias-chave genĂŠricas (TCG) no crescimento econĂłmico da UniĂŁo Europeia. Foram definidos como TCG a microeletrĂłnica e a nanoeletrĂłnica, a fotĂłnica, a nanotecnologia, a biotecnologia, os materiais avançados e as tecnologias de produção avançadas.

Y Parlamento Europeu p t O PE adota uma declaração escrita pedindo que 2014 seja designado Ano Europeu da conciliação da vida profissional e da vida familiar. A conciliação da vida profissional e familiar Ê um tema caro à AGE. As medidas tomadas nesta årea podem realmente ajudar a reduzir as desigualdades entre mulheres e homens no sentido de que elas promovem o emprego das mulheres e, por sua vez, têm um efeito benÊfico sobre a sua pensão de reforma. Essas medidas tambÊm ajudariam igualmente os trabalhadores idosos atravÊs da introdução de condiçþes de trabalho mais flexíveis e amigåveis da saúde, o que seria benÊfico ao mesmo tempo para os trabalhadores (independentemente da idade), para os empregadores e para o Orçamento Saúde Pública. t Relatório do PE sobre a integração dos migrantes Em 14 de fevereiro, a Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais do PE aprovou um relatório sobre a integração dos imigrantes, seus efeitos sobre o mercado de trabalho e a dimensão externa em matÊria de coordenação da segurança social.

Y CommissĂŁo Europeia p t Publicação do ÂŤpacote de investimentos sociaisÂť Em 20 de Fevereiro, a ComissĂŁo Europeia publicou o seu pacote de medidas de investimento social, que deve ajudar os Estados-Membros a desenvolver polĂ­ticas sociais mais eficazes face aos desafios atuais, como o aumento da pobreza e da exclusĂŁo social . A AGE, que saĂşda o compromisso da UE para reforçar o investimento social no quadro do Semestre Europeu estĂĄ a preparar uma anĂĄlise destes documentos, com base nos comentĂĄrios dos seus membros e grupos de peritos relevantes (grupos de especialistas no Emprego, na SaĂşde - inclusĂŁo social - e Proteção Social). t RelatĂłrio final da Convenção da Plataforma Europeia contra a Pobreza e a ExclusĂŁo Social A AGE estava entre 650 participantes (vindos dos paĂ­ses da UE e de paĂ­ses terceiros) na Convenção, que tomaram parte nas sessĂľes plenĂĄrias, debates, oficinas, eventos paralelos e uma sessĂŁo de “speed datingâ€? t A AGE aprova a declaração da sociedade civil relativa ao apoio da UE ao reforço dos direitos das pessoas idosas A plataforma AGE Europa participou ativamente na conferĂŞncia ÂŤReforçar os direitos das pessoas idosas no mundo: criando maior apoio europeuÂť organizada em OsnabrĂźck (Alemanha), que reuniu mais de 100 participantes de 25 paĂ­ses europeus. Os participantes concordaram unanimemente que o apoio polĂ­tico na Europa foi essencial para o desenvolvimento de novos instrumentos internacionais relativos aos direitos humanos dos idosos, e pediram aos governos europeus e Ă s instituiçþes da UE para reforçar as medidas de proteção dos direitos das pessoas idosas.

JEAN CLAUDE CHRETIEN (Primeiro Vicepresidente do Grupo Europeu de Pensionistas das Caixas EconĂłmicas e da Banca)

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( 6 3$ d 2'(5()/ (;­2 DEMOCRACIAS

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atual situação na Europa e a presente realidade portuguesa são preocupantes, na medida em que perverter os valores implícitos à ideia de democracia, pode levar à desesperança e ao descrédito na mesma. O clamor constante à solidariedade a que somos sujeitos, sem um caminho que nos aponte objectivos claramente definidos, não contribui para sossegar os cidadãos com o seu futuro nem no sistema democrático que já se considerava consolidado no nosso país, na sua vertente política, económica e social. A esperança só se corporiza quando se apresentam alternativas convincentes, pelos atores sociais e políticos, que sejam credíveis aos olhos dos cidadãos. A destruição do estado social que vai sendo realizada, cada vez mais às claras, e a privatização de empresas estratégicas para o país, colocam os portugueses na dependência de estratégias e interesses empresariais, que podem passar por decisões contrárias à satisfação das nossas necessidades básicas, tais como electricidade, água, correios, aeroportos…. Esta situação por muito boa vontade que haja, não pode ser considerada democrática pois coloca o interesse de poucos à frente do interesse de muitos. O conceito de democracia tem diferentes matizes, de acordo com as origens ideológicas das forças sociais e políticas que as pretendem por em prática quando conseguem alcançar o poder. Para uns a democracia é considerada um valor em si mesma, para outros é apenas um obstáculo à concretização da sua visão dos cidadãos, não como sociedade, mas como um conjunto de indivíduos apenas preocupados com os seus interesses e aspirações, para os quais o Estado Social poderá ser substituído com vantagem por um Estado Assistencial. Nos seus Cadernos de Lanzarote, José Saramago, o nosso primeiro Prémio Nobel da literatura, que poderá muito justamente ser considerado um orgulho para os portugueses, passou ao papel um texto que melhor que quaisquer considerações que se possam tecer do conceito de democracia, de seguida se transcreve na íntegra. Claro como água Como sempre sucedeu, e há-de suceder sempre, a questão central de qualquer tipo de organização social humana, da qual todas as outras decorrem e para a qual todas acabam por concorrer, é a questão do poder, e o problema teórico e prático com que nos enfrentamos é identificar quem o detém, averiguar como chegou a ele, verificar o uso que dele faz, os meios de que serve e os fins a que aponta. Se a democracia fosse, de facto, o que com autêntica ou fingida ingenuidade continuamos a dizer que é, o governo do povo pelo povo e para o povo, qualquer debate sobre a questão do poder perderia muito do seu sentido, uma vez que, residindo o poder no povo, era ao povo que competiria a administração dele, e, sendo o povo a administrar o poder, está claro que só o deveria fazer para seu próprio bem e para sua própria felicidade, pois a isso o estaria obrigando aquilo a que chamo, sem nenhuma pretensão de g conceptual, a lei da conservação da vida. Ora, só um espírito perverso, panglossiano g até ao cinismo, ousaria apregoar g a felicidade de um mundo que, q rigor pelo contrário, ninguém deveria pretender que o aceitemos tal qual é, só pelo facto de ser, supostamente, o melhor dos mundos possíveis. É a própria e concreta situação do mundo chamado democrático, que se é verdade serem os povos governados, verdade é também que não o são por si mesmos nem para si mesmos. Não é em democracia que vivemos, mas sim numa plutocracia que deixou de ser local e próxima para tornar-se universal e inacessível. Por definição, o poder democrático terá de ser sempre provisório e conjuntural, dependerá da estabilidade do voto, da flutuação das ideologias ou dos interesses de classe, e, como tal, pode ser entendido como um barómetro orgânico que vai registando as variações da vontade política da sociedade. Mas, ontem como hoje, e hoje com uma amplitude cada vez maior, abundam os casos de mudanças políticas aparentemente radicais que tiveram como efeito radicais mudanças de governo, mas a que não se seguiram as mudanças económicas, culturais e sociais radicais que o resultado do sufrágio havia prometido. Dizer hoje governo “socialista”, ou “social-democrata”, ou “conservador”, ou “liberal”, e chamar-lhe poder, é pretender nomear algo que em realidade não está onde parece, mas em um outro inalcançável lugar – o do poder económico e financeiro cujos contornos podemos perceber em filigrana, mas que invariavelmente se nos escapa quando tentamos chegar-lhe mais perto e inevitavelmente contra-ataca se tivermos a veleidade de querer reduzir ou regular o seu domínio, subordinando-o ao interesse geral. Por outras e mais claras palavras, digo que os povos não elegeram os seus governos para que eles os “levassem” ao Mercado, mas que é o Mercado que condiciona por todos os modos os governos para que lhe “levem” os povos. E se falo assim do Mercado é porque é ele, hoje, e mais que nunca em cada dia que passa, o instrumento por excelência do autêntico, único e insofismável poder, o poder económico e financeiro mundial, esse que não é democrático porque não o elegeu o povo, que não é democrático porque não é regido pelo povo, que finalmente não é democrático porque não visa a felicidade do povo. O nosso antepassado das cavernas diria: “É água”. Nós, um pouco mais sábios, avisamos: “Sim, mas está contaminada. C. Garrido

266e1,2 5( 6 4 8 ( 6 ( & 8 , '(0 SEGURANÇA PARA OS SÉNIORES &N DBEB BOP RVF QBTTB BQSPYJNBEBNFOUF  EB QPQVMBÃÀP DPN NBJT EF  BOPT UFN USBUBNFOUP NÅEJDP QPS MFTÑFT QSPWPDBEBT QPS BDJEFOUFT F cerca de 100.000 morrem pelo mesmo motivo, na U.E a 27. As quedas são a causa dominante provocadora de lesões entre a população mais idosa, seguida por queimaduras, afogamento e envenenamento. Estas lesões, dão origem muitas vezes a incapacidades várias, ansiedade, depressão, reduzida autoconfiança e isolamento social, com a baixa qualidade de vida daí decorrente. Para além do sofrimento provocado, o custo dos tratamentos para a reabilitação destas pessoas, contribui significativamente para as despesas com cuidados de saúde. Estes acidentes com os idosos, podem ser em grande parte prevenidas por: -Melhor conhecimento das causas e modificação de atitudes, nomeadamente mais atenção dos meios de comunicação social em relação ao problema. - Medidas de modificação de comportamentos, melhorando a prática de exercício físico em condições de segurança. - Medidas de modificação do meio envolvente, tornando-o mais adequado ao movimento das pessoas idosas, e respectiva regulamentação. 0T FGFJUPT QPTJUJWPT NBJT SFMFWBOUFT TÀP PCUJEPT QPS NFEJEBT EF QSFWFOÃÀP OPT EJWFSTPT QBÉTFT FVSPQFVT UFOEP TJEP SFEV[JEPT FN DFSDB EF  PT relatos de quedas, independentemente da idade das pessoas. A regulamentação na área do tráfego (cintos de segurança, limite do consumo de bebidas alcoólicas, capacetes para ciclistas, etc.), a instalação de sistemas de alarmes de incêndio, embora não dirigidas especificamente a pessoas idosas, têm beneficiado toda a população. Políticas nacionais e infraestruturas para a prevenção de acidentes, podem trazer maior segurança para os idosos. Poucos países na Europa, têm estabelecido medidas de prevenção de acidentes com pessoas idosas e mesmo avaliado muito pouco, as várias possibilidades que elas possam permitir. C. Garrido (Texto retirado do sítio da AGE na internet)

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$7,9,'$'(6 VISITA AO PALÁCIO DA AJUDA: EXPOSIÇÃO JOANA VASCONCELOS Foi com muito interesse e grande expetativa que no passado dia 23 de Maio, um grupo de trinta sócios, visitou a exposição da nossa mais famosa artista plástica Joana Vasconcelos. Houve muito cuidado e habilidade na maneira como a artista distribuiu a sua arte, pelos lindíssimos salões do Palácio Nacional da Ajuda.

Forte, segundo as listas oficiais por anos e ordem alfabética, existindo também duas lápides com o escudo nacional, em homenagem aos que lá não constando, lhes é prestada a mesma homenagem e respeito. O simbolismo da perenidade de Portugal, é representado pela chama da Pátria, a qual se mantém sempre acesa, com guarda de honra permanente, prestada por dois soldados das Forças Armadas Portuguesas. Seguiu-se o almoço nas instalações do Museu, sendo muito apreciado por todos os que participaram na visita. C. Garrido

PICOS DE EUROPA

Como é sabido, a artista utiliza muito o nosso artesanato e desta vez, procurou na renda dos Açores uma formula brilhante para “vestir” peças emblemáticas de Bordalo Pinheiro. Quanto ao Palácio, foi um revisitar dos salões ricamente decorados pela italiana e depois rainha de Portugal, D. Maria Pia. C. C.

VISITA AO MUSEU DO COMBATENTE No dia 19 de maio, como foi oportunamente divulgado, um grupo de sócios da ANAC, participou numa visita ao Museu do Combatente, instalado no Forte do Bom Sucesso em Belém. Com grande significado para Portugal e os portugueses, este museu tem como objetivo homenagear e manter viva a memória de todos os que em diferentes momentos da nossa História se destacaram na defesa da Pátria Portuguesa, tendo muitos sacrificado a própria vida. O local onde o Museu se encontra instalado, pelo seu simbolismo, junto à Torre de Belém e Mosteiro dos Jerónimos, é o local ideal para mostrar aos visitantes, um pouco da História das Forças Armadas Portuguesas, representada pela exibição em diferentes divisões do Forte, a evolução das armas e equipamentos utilizados ao longo do tempo pelos diferentes ramos das mesmas, Exército, Marinha e Força Aérea.

Um grupo de 31 sócios da ANAC e seus familiares fizeram malas, no passado mês de Maio, com destino aos Picos de Europa, zona montanhosa, próxima do oceano, alguns munidos da sua máquina fotográfica a tiracolo, para testarem os conhecimentos adquiridos no curso acabado de fazer nas nossas instalações. Os dias estiveram todos bem preenchidos, tal o número de monumentos para descobrir, dos quais saliento as catedrais de Astorga, Léon, Oviedo, Palência e Valladolid, o Santuário de peregrinação de Covadonga, Mosteiro de Santo Toríbio de Liébana, onde se encontra um pedaço de madeira da Cruz de Cristo, réplica das Grutas de Altamira que contam com gravuras com cerca de 18 000 anos, e que se encontram vedadas ao público. Também estivemos de passagem por Santander, cidade costeira e portuária, de baías com belas praias onde os veraneantes procuravam já os primeiros banhos. Antes do regresso ao nosso país visitámos a cidade de Tordesilhas, local onde foi assinado em 1494 o célebre Tratado, através do qual os reinos de Portugal e Espanha dividiam entre si as terras descobertas e a descobrir fora da Europa. Também estivemos em contato com as três obras do famoso arquitecto António Gaudi, construídas fora da Catalunha, o palácio Episcopal em Astorga, “El Capricho” em Comillas e Casa Botine em Léon. Na gastronomia saboreámos pratos típicos dos Picos da Europa, nomeadamente o cozido Maragato, a favada das Astúrias (a nossa feijoada) os saborosos queijos de Arenas de Cabrales e a sidra de Oviedo, bebida típica das Astúrias e que tem a particularidade de ser servida com a garrafa numa mão bem alta e o copo na outra mão o mais baixo possível. No nosso país aina houve tempo para visitas ao Porto, Chaves, Bragança, Marialva e Trancoso. João Oliveira

Está também em exibição de março de 2013 a janeiro de 2014, uma exposição de “Engenharia e Tecnologia Militar na Antiguidade”, na qual são mostrados alguns exemplares de catapultas, máquinas de cerco, e outros instrumentos de guerra em uso na Idade Média. Está também em exibição uma coleção do pintor surrealista Cruzeiro Seixas numa sala preparada para este tipo de eventos. Amavelmente e com muita simpatia foi o grupo recebido pelo Diretor do Museu, o tenente-coronel Luís Borges, que o guiou por todas as instalações do Forte tendo, com fluência e visível edicação à Instituição Liga dos Combatentes, referido vários assuntos de natureza militar, concretamente as dificuldades, a determinação e nalguns casos heroísmo dos combatentes da Guerra do Ultramar. Há a referir a homenagem a todos os mortos por Portugal, pela colocação de lápides com os nomes, na parede exterior do

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VIAGEM AO PORTUGAL ISLÂMICO Um grupo de 18 Sócios partiu por “terras de mouros” em busca dos traços da cultura islâmica em Portugal. O pretexto foi o festival “Portugal Islâmico” que decorre há mais de uma dezena de anos em Mértola. Os traços ç islâmicos foram sendo encontrados pelas p várias paragens previstas no programa (Évora, Elvas, Juromenha, Alandroal, Alcoutim, Tavira e Silves) e o convívio mais direto com esta cultura decorreu em Mértola. Tratou-se de uma jornada onde, para além do convívio entre colegas e amigos, foi percorrida uma das épocas mais fascinantes da nossa história – a conquista e ocupação cristã de terras que eram de povos diferentes do nosso, mas que nos deixaram marcas muito visíveis na maneira de ser e do viver do Sul do nosso país.


( 6 3$d2 &8/785$/ SALVADOR DALÍ – Génio ou louco? Vem este tema à baila a propósito da nossa deslocação à Catalunha, por ocasião do XIX EUROENCONTRO, em abril passado, e ser essa a região da qual é oriundo o personagem em referência. Salvador Dali foi um importante pintor catalão que nasceu na cidade de Figueres em 1904. Desde muito novo a sua vocação artística se revelou, tendo aos 17 anos ido viver para Madrid, onde estudou na Academia das Belas Artes de S. Fernando, da qual foi expulso no final do curso, em 1926, por ter declarado que “ninguém na Academia era suficientemente competente para o avaliar.” Ainda neste ano fez a sua primeira viagem a Paris, onde se encontrou com Picasso, que muito admirava, mas acabou por se juntar ao grupo surrealista do bairro parisiense de Montparnasse, por ser o surrealismo a corrente estética que mais o atraía. Contudo, desse grupo foi expulso tempos depois, por ter sido conotado com Francisco Franco, ditador espanhol. Conheceu p por essa época p aquela q q que viria ser sua mulher, Gala Éluard, uma imigrante g russa dez anos mais velha que Dalí e que era casada com o poeta surrealista Paul Éluard. Foi ela a sua musa inspiradora, modelo e, ao mesmo tempo, controladora financeira. Para além de pintor, Dalí foi ainda desenhista, fotógrafo e escultor. Abordou vários movimentos estéticos – Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo – mas foi nesta última corrente que a sua obra se desenvolveu e se tornou famoso. Os seus trabalhos são muito apelativos e combinam admiravelmente imagens bizarras e oníricas com uma excelente qualidade plástica. As obras mais conhecidas, todas elas imbuídas de simbolísmo, são “A Persistência da Memória” “O Grande Masturbador” e “Metamorfose de Narciso” entre outras. Salvador Dalí cultivou um porte exuberante, extravagante, tanto na maneira de vestir como no comportamento. Quem não se recorda do seu bigode de enormes pontas finas ?... O seu casamento com Gala foi imensamente liberal, incluindo troca de parceiros, segundo se diz. Mas talvez por isso tenha resistido até à morte. Politicamente Dalí foi muito conotado com Francisco Franco. Com a eclosão da Guerra Civil Espanhola Dalí fugiu, tendo-se recusado a alinhar com qualquer grupo e só regressou à Catalunha após a Segunda Guerra Mundial, quando então se aproximou mais abertamente de Franco. Enquanto esteve em Nova Iorque, em 1942, foi acusado de ter denunciado o seu colega cineasta surrealista Luis Buñuel , de ateu e comunista, o que fez com que este perdesse o seu emprego no Museu de Arte Moderna e viesse a constar na lista negra da indústria cinematográfica americana. Dalí faleceu em 23 de janeiro de 1989, aos 84 anos, na sua cidade natal, Figueres. Os seus restos mortais repousam na Casa-Museu com o seu nome e que ele doou à sua cidade. V.V. (Fonte: wikipédia.)

lisboa cidade de encantos

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA NA SEDE

retirado da internet por Orlando Santos

A Rua da Sede da ANAC A RUA MARECHAL SALDANHA em Lisboa, vai da rua de Santa Catarina com o seu Miradouro, onde está a célebre estátua alusiva ao Adamastor, até ao Largo do Calhariz, onde já esteve sediada a CGD, separa duas freguesias, ficando do lado direito São Paulo e do lado esquerdo Santa Catarina. O marechal Saldanha (João Carlos Gregório Domingos VIcente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun), nasceu na Golegã em 17 de Novembro de 1790 e faleceu em Londres no dia 21 de Novembro de 1876. Foi conde, marquês, duque de Saldanha e ainda marechal do exército português. Homem de estado do tempo da monarquia constitucional, influenciou de forma substancial o rumo dos acontecimentos do país, tendo sido por diversas vezes ministro de Portugal. No século XIX era chamada de CRUZ DE PEDRA, por nela ter sido implantada uma cruz em madeira no alto de Santa Catarina para guiar os navegantes que aportavam no rio Tejo. No ínicio da rua existem dois palacetes muito interessantes, tendo no da direita já funcionado alguns serviços da CGD e no da esquerda, encostado à sede da ANAC, onde em tempos existiu uma igreja, teve entre outras, as seguintes utilizações: redação e serviços do Jornal Novo, vespertino que foi publicado depois do 25 de Abril de 1974; sede de candidatura do Prof. Diogo Freitas do Amaral à Presidência da República em 1986, ainda uma instituição de carácter político denominada Fundação Século XXI; recentemente o imóvel foi adquirido pela Associação Nacional de Farmácias, tendo sido nele instalado o museu da farmácia. Como curiosidade temos o ditado popular, ficar a ver navios no Alto de Santa Catarina, que entre outras explicações podemos adiantar as seguintes: Dizem uns, que no tempo das grandes navegações e descobertas, muitos portugueses ficavam no morro do Alto de Santa Catarina esperando as caravelas que vinham de além-mar trazendo vários tesouros; para outros, seriam sebastianistas que acreditavam no retorno do rei D. Sebastião desaparecido na batalha de ALcácer-Quibir. Como o povo se recusava a acreditar na sua morte, era por isso comum, ficarem no Alto de Santa Catarina à espera do seu regresso. É certo que o D. Sebastião nunca regressou, ficando o povo a ver navios, ou seja desiludido porque o esperado não se concretizou. !!!!!!!

Terminou o curso de fotografia destinado a todos os Sócios e familiares que queriam dar os primeiros passos no mundo da fotografia e pretendiam passar de meros “batedores de chapas” a entendidos nesta arte. O curso decorreu com muita animação, participação muito ativa dos “alunos” e com a resistência da quase totalidade dos que o iniciaram. Foram desmistificadas algumas palavras e expressões estranhas para a maioria, como “regra dos terços”, enquadramento, abertura, compensação, exposição, velocidade e tantas outras. No final, os “artistas” conseguiram ultrapassar quase todas as dificuldades e têm patente no Auditório Artur Vieira Filipe, na nossa sede, uma exposição do que de melhor fizeram. A exposição vai manter-se aberta a todos o que a queiram visitar até final do verão. Para setembro está a ser preparado o lançamento de mais um curso para o qual se convidam desde já os interessados para fazerem a pré-inscrição pois os lugares são muito limitados.

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( 6 3$d2 &8/785$/ ACONTECEU NOS ANOS 50 Quem, como o signatário percorreu várias dependências da Caixa, a efetuar comissões de serviço, em substituição de colegas em gozo de férias, teve ensejo de observar situações quase “anedóticas” que, hodiernamente, seriam difíceis de imaginar. Ainda, em Setúbal, o gerente (há muito falecido), Sr. M. D., extremamente distraído, todos os dias comprava um isqueiro. Após acender o cigarro, agitava-o e, como não ouvia o barulho dos fósforos deitava-os sistematicamente fora. Chegava sempre tarde, pois primeiramente deslocava-se ao Club Setubalense para tomar o pequeno almoço e ler os jornais matutinos. Uma vez o contínuo foi chamá-lo dizendo-lhe que havia chegado a Inspeção (chefiada pelo “façanhudo” o já falecido inspetor F. P. M.). Vestiu-se à pressa e, chegado ao rés-do-chão da Filial (residia no 1º andar do edifício da Caixa), puxou tanto a gravata pela abertura das calças que ia ficando sem pescoço! A agência de Belmonte era, nessa época já distante, conhecida pelos clientes, pelo “Banquinho do Sr. Martinho”, tesoureiro nessa altura. Assim, quando este estava de férias, os clientes não entregavam quaisquer valores pois não confiavam na pessoa que tinha sido nomeada para o substituir! Em Estremoz, ainda a Agência se situava no Rossio Marquês de Pombal, todos os dias visitava a Caixa uma vendedeira de lotaria até que certo dia, encontrando-se o já referido inspetor F., exclama a referida senhora: “Viva o luxo, senhor M. P., agora até já temos contínuo! (ipsis verbis)! Em Montemor-o-Novo éramos apenas dois, a saber: - O autor destas linhas e o tesoureiro José Pontes Romeiras. O gerente efectivo, Sr. G. P. (já falecido), todos os dias se deslocava à agência com a finalidade de verificar se os mods/161 e 730 estavam limpos e devidamente escriturados. Julgava-se o “dono” da agência e desconfiava do “rapazinho” com pouco mais de vinte anos de idade que a antiga Secretaria da Administração, por intervenção do colega Sr. Henrique Filipe (irmão do Sr Artur Filipe), ali tinha colocado a ganhar 75$00 por dia! Em Reguengos de Monsaraz, o gerente dessa época, Sr. A. M. C., quando não tinha clientes, montava a cavalo e, de quando em vez, espreitava para a agência. Certo dia aconteceu o pior: estava lá a inspeção e o mesmo caiu do cavalo!

SABIA QUE.... Obrigado g a todos os q que trabalham p para q que o Boletim “A Nossa Voz” com título e logótipo renovados, chegue aos aposentados. É um elo de ligação bastante importante. Parabéns ao Sr Alves Silva pela proeza de conseguir redigir as atas enquanto dirige a Assembleia, é notável e faz-me alguma “inveja” para quando faço as reuniões do Condomínio. Gostaria de deixar aqui outra referência que envolve também o Sr Alves Silva e, até, elogiosa para a sua pessoa nas funções que exercia à data. Recuando a outubro de 1973 decorria um concurso para admissão de empregados para a Caixa Geral de Depósitos, ao qual eu pretendia concorrer. Era o último dia do prazo. O Sr Alves Silva trabalhava no Serviço de Pessoal no Calhariz, onde era a sede da CGD à época. Lá me apresentei com respetivo requerimento em papel selado, como era norma, acompanhado do certificado de habilitações. O Sr Alves Silva, zeloso nas suas funções, ç olha o certificado e diz-me: “Ah você quer fugir ao fisco!” É que o certificado tinha, mal disfarçado um carimbo que dizia: “válido só para prosseguimento de estudos”. Era suposto tirar e pagar o diploma e só depois obter o certificado. Foram momentos de ansiedade; de repente fez-se um clique na minha cabeça e perguntei-lhe: - E se eu for ao Montepio Geral buscar um outro certificado, ainda que desdobrado por disciplinas, mas sem o famigerado carimbo, que recentemente lá entreguei aceitam-mo? A resposta foi que sim. Desci o Chiado em passo acelerado até à Rua do Ouro à sede do Montepio onde um funcionário excecional jjá me tinha libertado o original, g p podendo ficar lá a cópia. (É certo que já tinha havido um telefonema dum outro colega a interceder). Que avanço contra a burocracia! Só muitos anos mais tarde os serviços públicos vieram a adotar por força de Lei este procedimento para com os utentes (de ficar com cópia e devolver o original). Subi então o Chiado agora mais calmo e confiante, lá voltei ao Sr Alves Silva que então me recebeu os documentos que me habilitaram a fazer o concurso, do qual resultaria a minha entrada para a Caixa, para 3º empregado suplementar, já no ano seguinte, o do 25 de Abril. Ele não se lembrará deste episódio, mas para mim foi muito importante. Já agora, voltando ao sótão das memórias: em tempos num Boletim de publicação interna o Sr. Alves Silva publicou sob o título “Sabia Que?…” uma série de textos sobre situações pitorescas e até caricatas passadas com antigos funcionários, próprias duma época e de uma outra cultura inseridas no contexto profissional da Caixa, que atualmente seriam impensáveis, mas que enquadradas na época tinham graça e davam que pensar. Deixo aqui o desafio ao autor, com vista à sua republicação, se possível acrescentando outras mais recentes. Acho que seria útil revisitar esses textos até para divulgação às camadas mais jovens. A todos as minhas saudações, António Barata

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Na Nazaré-1957, ainda nas antigas instalações, o gerente era o Pedro (conhecido como “pescador” e “caçador”) e o tesoureiro o P. B. (com a alcunha de “punhos de renda”). Ambos já faleceram há muito. Suponho que este colega, nomeado como tesoureiro, nesse tempo, que é progenitor de um economista com o mesmo apelido que aparece no Canal 1 da TV. Recordo que as antigas notas de 20$00, que os clientes, quase todos pescadores depositavam, vinham com escamas de peixe agarradas. Quando não tinham clientes, entretinham-se a jogar às damas. Um dia aconteceu o inevitável: os inspectores A. e F. G., batem de leve ao balcão e o Pedro, sem levantar os olhos do tabuleiro, julgando tratar-se de um cliente, respondeu: - “Deixe-nos, ao menos, concluir esta jogada”! Como simples apontamento de recordação, lembro-me que, nesse tempo, fui destacado para a agência da Nazaré, em vez do colega Sr. H. F. se achar doente e me haver pedido para ir em seu lugar. Não obstante a Caixa pagar apenas a verba já referida de 75$00 por dia de comissão de serviço, na pensão onde dormia e tomava as refeições, chegaram a dar-me ao almoço, perdiz com esparregado! Tenho uma filha funcionária da agência do Millenium em Almada. Tal como acontece com os colegas da Caixa, ainda do ativo, nem dispõe de tempo para almoçar. A concorrência é grande e a clientela bastante exigente. Já me alonguei em demasia. Os colegas do meu tempo devem estar recordados da forma como, nessa época, eram conhecidas as filiais de Beja e de Faro, respetivamente “Fortaleza do Silêncio” e “Mesquita do Ali-HáCu”. Omito deliberadamente os nomes dos colegas, nessa época gerentes destas dependências, uma vez que os mesmos já faleceram há muitos anos! Para terminar, afirmo que, neste dia, quando era mais novo, estava em Belém na manifestação promovida pela U.G.T., tal como estive junto do Palácio de Belém, quando o Dr. Bagão Félix transferiu parte do Fundo de Pensões da Caixa! A P.S.P. mandou colocar grades de ferro e o Presidente Jorge Sampaio nem apareceu às janelas do Palácio! Reinaldo Amador Rebelo Nota - omitimos os nomes referidos no texto original dado tratar-se de colegas já desaparecidos

 

A química da alma A alma envolta

mas logo, no calor

em fina renda

do anelo

de melancolia

do fogo das rodas

destila pequenas gotas

se liquefazem em pingos de olor

de agonia

inebriante

que caem no cadinho

como o funcho que a agrura

das emoções

esconjura;

e se volatilizam

E nesse instante…

em pequenas porções

sublimada no atanor da alma

de incerteza

vestida de harmonia

toldando a poalha luminosa

a Aurora rosada

de Beleza

é a luz reencontrada

que antes aureolava o Universo

é o voo da cotovia

de Esperança;

em efémera fantasia…

E de uma bruma assim criada saiu um corcel de negros tormentos Górgones, que cercam a alma com lâminas de gelo

Maria Carlos Lino Aldeia (22/05/2013)


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Caldo de Letras

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3RUWXJDO&UDYR9HUPHOKR Em vinte e cinco de Abril, em Portugal de repente, no ermo da madrugada Ĺ‡Ĺ˝ĆŒĹ?ĆŒÄ‚ĹľÄ?ĆŒÄ‚Ç€Ĺ˝Ć?Ç€ÄžĆŒĹľÄžĹŻĹšĹ˝Ć?͘ :Ä„Ć‹ĆľÄ‚ĆŒÄžĹśĆšÄ‚ÄžĹ˝Ĺ?ƚŽĂŜŽĆ? ĚĞĆšĆŒÄžÇ€Ä‚ŜŽĆ?Ć&#x;ŜŚĂžÄ?ÄžĹ?Ž͕ Ä?ŽžŽĚĞĆšĆŒÄžÇ€Ä‚ĆŒÄ‚Ć?Ĺ?ĂĚĂ Ĺ‡Ĺ˝ĆŒĹ?ĆŒÄ‚ĹľÄ?ĆŒÄ‚Ç€Ĺ˝Ć?Ç€ÄžĆŒĹľÄžĹŻĹšĹ˝Ć?͘ sÄžĹ?ŽĂžĂŜŚĆƋƾĞĆšÄ‚ĆŒÄšÄ‚Ç€Ä‚Í• Ć?ƚĂǀĂÄ‚ůŽŜĹ?Ä‚ŜŽĹ?ƚĞĎŜĚĂ͕ EĹ˝ĆŒĆľĹľĹ˝ĆŒĚĞÄ‚Ć?Ä‚Ć?ĚĞƉŽžÄ?Ä‚Ć? Ĺ‡Ĺ˝ĆŒĹ?ĆŒÄ‚ĹľÄ?ĆŒÄ‚Ç€Ĺ˝Ć?Ç€ÄžĆŒĹľÄžĹŻĹšĹ˝Ć?͘ ÄžĆ?ĚĞĹ˝ƉĞĹ?ƚŽĚŽĆ?Ć?ŽůĚĂĚŽĆ? Ä‚Ĺ˝Ć?ƉĞĹ?ƚŽĆ?ĚŽĆ?ĹľÄ‚ĆŒĹ?ŜŚĞĹ?ĆŒĹ˝Ć?Í• EÄ‚Ć?Ć‰ĆŒĹżĆ‰ĆŒĹ?Ä‚Ć?ĹľÄžĆšĆŒÄ‚ĹŻĹšÄ‚ÄšĹ˝ĆŒÄ‚Ć?Í• Ĺ‡Ĺ˝ĆŒĹ?ĆŒÄ‚ĹľÄ?ĆŒÄ‚Ç€Ĺ˝Ć?Ç€ÄžĆŒĹľÄžĹŻĹšĹ˝Ć?͘

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Quem ĂŠ o Autor ? Ă“scar Lopes De Ă“scar Lopes, camarada e amigo hĂĄ mais de meio sĂŠculo, ĂŠ difĂ­cil dizer breves palavras no quadro de mais esta homenagem que justamente lhe ĂŠ prestada. Seriam necessĂĄrias pĂĄginas inteiras apenas para um brevĂ­ssimo enunciado do seu imenso trabalho intelectual ao longo dos anos. Como historiador e crĂ­tico de literatura, como cientista e mestre da linguagem, como professor e director de Universidades. Um trabalho e um nome a que a cultura muito deve. Um trabalho e um nome que honram os intelectuais portugueses e honram Portugal. Esta conclusĂŁo ĂŠ certa mas insuficiente. Porque estĂĄ ante nĂłs um homem que, tendo ao longo dos anos ensinado tanto, teve a superior virtude dos que muito sabem: nĂŁo sĂł ensinar mas aprender. Com o estudo, com a vida, com a experiĂŞncia. Inserindo desde jovem a sua inteligĂŞncia, a sua reflexĂŁo, o seu saber, a sua acção como cidadĂŁo, na vida e na luta dos trabalhadores, do povo, da heroica resistĂŞncia antifascista, do colectivo dos seus camaradas e do seu Partido. Assim na luta pela liberdade nos sombrios anos da ditadura. Assim na Revolução de Abril. Assim na instauração, na institucionalização e na defesa da democracia atĂŠ aos dias de hoje. Procurando respostas novas para os novos fenĂłmenos e situaçþes. Certificando dia a dia a opção polĂ­tica de hĂĄ mais de meio sĂŠculo e a sua convicção comunista sempre confirmada e afirmada com a simplicidade e a coragem de um homem senhor dos seus direitos e da vontade prĂłpria. E toda essa vida notĂĄvel, em si mesma, se torna ainda mais notĂĄvel porque Ă“scar Lopes a soube e sabe viver com a serenidade e a simplicidade que dĂŁo a sabedoria e a modĂŠstia. Um grande abraço ao camarada e amigo de sempre. >Ĺ?Ć?Ä?ŽĂ͕:ƾŜŚŽĚĞϭϾϾϲ

Nesta homenagem falarão alguns do ensaísta notåvel que Óscar Lopes Ê; outros, do professor cujo magistÊrio não aproveita a quem deveria aproveitar; outros ainda, do homem devotado à causa do povo português; e eu, porque ³este mundo Ê muito misturado´como diz o jagunço Riobaldo num livro que ambos amamos particularmente, falarei do amigo. Nem de outra coisa saberia falar. Lembro-me de termos discutido tanto no nosso primeiro encontro que não voltåmos a discutir durante vinte e quatro anos que se seguiram. Continuåmos a encontrar-nos um pouco ao acaso, quase sempre para ouvir música. A nossa amizade foi crescendo por essas paragens: Monteverdi, Mozart, Schubert, Scriabine, Berio. À sombra destes acabamos por não precisar de falar para nos entendermos, as palavras sobravam onde apenas a música nos dizia. É nessa relação privilegiada que se descobre como o ser, inequivocamente aberto ao homem do nosso futuro, fez seus não só a alegria mas todo o sofrimento do mundo. Com isto quis dizer que uma das virtudes maiores de Óscar Lopes era saber escutar. Ou se preferem: toda a entrega sem reservas pressupþe uma relação face a face—só então a boca pode construir a casa errante e sem fim sobre o corpo da terra. Eu poderia testemunhar do escrúpulo deste homem, porque muita vez o vi pesar razþes e razþes antes de uma decisão, senhor de uma paciência (a que talvez seja mais exacto dar o nome de respeito pelo próximo) diante de montes de originais que, algumas vezes, ambos tivemos de ler e ponderar antes de premiar. Refere Gorki, não sem espanto, que em Vladimir Ilitch (Lenine), no meio de tanto preocupação, havia ainda lugar para a bondade –permitam-me que diga o mesmo de Óscar Lopes. E tambÊm com espanto. S. Låzaro, 15 de Abril de 1974

Junho 2013 - Anac Norte

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Atividades, Passeios e Viagens

N OT Í C I A S

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sŝƐŝƚĂĂ^ĞŝĂĞDƵƐĞƵĚŽWĆŽ No dia 17 de Abril efetuamos um passeio à cidade de ^ĞŝĂ͕ ĐŽŵ Ă ƉĂƌƟĐŝƉĂĕĆŽ ĚĞ ϱϱ ƐſĐŝŽƐ Ğ &ĂŵŝůŝĂƌĞƐ͘ dŝǀĞŵŽƐ Ă ĐŽůĂďŽƌĂĕĆŽ ĚŽ ŶŽƐƐŽ ŽůĞŐĂ &ĞƌŶĂŶĚŽ

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(1&21752&20261266267$/(1726 Com a publicação das obras classificadas em terceiro lugar em cada uma das modalidades, terminamos a divulgação dos “nossos talentos” concorrentes ao concurso realizado no âmbito do XII Encontro Nacional de Sócios Efetivos. Em jeito de homenagem e porque também é um dos “nossos talentos”, publicamos, na página 8, um poema da nossa Amiga Maria Carlos Aldeia que integrou o júri que atribuiu os prémios nas áreas de prosa e de poesia. Para ela, o nosso muito obrigado.

Fotografia – 3º prémio Título – II - SEM ABRIGO Autorr – Elsa Adelaide Almeida Farto – Sócio nº 3384-1

Poesia – 3º prémio

Prosa – 3º prémio

Título – SÍMBOLOS

Título – NORTE PEQUENO

Autorr – Augusto Manuel Leitão Mendes Galinha – Sócio nº 1659-1

Autorr – António Fernando Vieira Lucas da Silva – Sócio nº 1385-1

“SÍMBOLOS” PRESÉPIO VERSUS PAI NATAL Que e Na atal ta é estte agor go a? ?

P’ra P’r a não o esp sp pulssar ven vendil dii hõe dil õ s, s

JES J ES SUS MEN MENINO NO

Que ue u e orrgan ganiza iz m o Na iza atal tal,,

Norte Pequeno Fim m do d mu mundo nd ndo do?

Sem mpre em fu unçã ção çã o do mercado erc rc cado ado!!! !!!... ...

Talvez Tal ve vez ez,, porq orque ue ain ue a da da exi ex x ste e so s lid id dari ar edade dad e huma m na; na

Do o Nat atal tal a fic f ou fi u o frio o

Que ue e Na Natal ttal al é est este e agor go a?

Talvez Tal vez e , porq ez orque u os ue os esc e ass es sssoss ses sessen s ta sen t hab bita ittante nte nt t s, res re pei pe tam a -se am se e mu m tua uamen m te; me men te e

E a ausên ausên au sê ência cia c ia de co onfo orto rtt !

JES ESUS US me men menino e ino i , onde nde mo mora? ra? a? ?

ONDE N MORA? MO RA RA?

Se es Seu espír pírito pír to an nda d arr ar edi edio, o,

Tal alvez al vez,, porq vez porque orq r ue e nos o q qu uatr atr at ttro dias ass de a d Pentec Pen tec e ose ec setes tess, junttama se s e o ofer fer e ec ecem ece m co co mida mid a a to odos d e geral em ge eral;;

elho o de barb rba bran ranca, c ca, E o PRES E, R ÉPI RE ÉP P O?. O? ? ... Est Es ará rá mo rá morto rto? O velh rto Com om o m br brinq inq in qued uedos o na os a sacola sac cola ol , Pou uco a pouc pouc u o, o de man mansin sin nho, o,

Vá á lá á par para a a su sua a ba anc nca,

Um m vel ve e ho o de e bar ba ba bra ba ra anca ca a,

De e anú anúnc nc os de nci d coc coca-c co a cola a-c o , ola

Vai a asssusstan ndo o as a cri cr anç n ass nç

On e nasc Ond asceu eu e vive v u!. ve u!....

E pis E, isand is ando an and o o az zevi e nho, nho ho,

Não qu queir eir i a subi subi ub r ao céu,

Asssent e a arra en arra ra aiai a s nas nas ban ba a cas ca a ,

Tra aves vestid tid do em em Nico c lau co u,

Par a a aume entar ntt r as fina nta inança in nças, s,

Parece Par e ece bom, bo m, mas a é mau u!.. ! .

Ta vez Tal vez, porq porq o ue dis distri tri r bue ri bu m pão o dur durant ante ant e todo tod o o an no o,, por p vária vá r s inte ria inte tençõ nçõ ç es, çõ es, ma m s pr nci pri n pal nc p emn pa nte pel pela a alma m do ma os seus eus mo morto rto tos; to s;; Tallvez vez, po orq rque e têm m or o gul u ho ho da d sua su ua Igr grreja e da a fes fe ta a N Noss ossa Senh o en ora da a Esp spera sp er nça era nça;; Talvez Ta Tal v , porq vez ve or ue e tra r bal b ham m ass te erra r s com om m c ca arin inho ho e resp resp speit eit e ito, o tir tirand ti and a n o gran rande de d e par arrte do d seu u su suste s nto ste nt ;

De uma um mu um m lti-na lti ti-na na acio cional n ! na nal O seu e nom nome?. no e?. e ? ..””pai p na n tal t ”. ”.

Vá á par pa a casa cas a , de vez, ez ez

Ma Mai asb brin ri que rin quedo do men e oss víd vídeo, e eo,

Porque Por q que aq qui ui em m

Faz az z ne egócio góc cio o de d mil i hõe õe es,,

P POR TUGAL, TU TUG AL,

Num uma caça ao o su s bsídio bsí sídio dio,

A trad radiçã ição o de “NATAL” NATAL” L”” L

De que uem só uem só cont con o ao ont oss tost ostões õ !!!! ões

É O PRES É: SÉPIO.. O...

Ta vez Talvez Tal vez,, porq orque ue têm êm m do d iss p par arque ques, s um u par arra m mere ere enda das as e ou o tro ro o in infan f till;

PO ORTU RT GUÊ U S!! S!!!! S! !! E JES E, JE US Sée esco sco sc c rra raçad çad ado Na san Na sanh ha a com om merc rcial i , ial

Tal a vez vez,, porq porq o ue u são ão tr t aba b lha ha ado dor o e ess ho ho-nes estos tos oss e sen senhor hores hor ess das da ssu uas cas casas; as

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3/$12'($7,9,'$'(6(0 Julho

– dias 4 a 12

ALEMANHA ROMÂNTICA

Agosto

– dias 24 a 29 PARTICIPAÇÃO NO II WORLD MUSIC FESTIVAL (PRAGA)

Setembro

– dias 8 a 19

2º Turno ISDABE

- dias 24 a 26 DESFOLHADA NO MINHO (*) Outubro

– dia 5

ALMOÇO NACIONAL (*)

Novembro

– dias 10 a 12

S. MARTINHO (*)

Dezembro

– dia 14

ALMOÇO DE NATAL (*)

'$,1,&,$7,9$'$'(/(*$d­21257('$$1$& Julho

– dias 9 a 15

VIAGEM À RÚSSIA

Agosto

– dias 3 a 6

VIAGEM A LONDRES

Setembro

– dias 7 a 19

ISDABE

Outubro

– dias 10 a 13

VIAGEM À MADEIRA

Novembro

– dia 9

FESTA DE S. MARTINHO (*)

Dezembro

– dia 14

PASSEIO/CONVÍVIO DE NATAL

(*) Programas em preparação e a divulgar oportunamente.

DÊ ASAS À SUA CRIATIVIDADE E COLABORE COM “A NOSSA VOZ” Lançamos daqui um desafio aos nossos Sócios para que nos enviem colaborações para publicação no nosso boletim. Poderão assumir a forma de texto, desenho ou fotografia. PARTICIPE!

ATIVIDADES NA SEDE – 2013/2014 Interessam-lhe temas como as culturas pré-clássicas, a história das religiões, os mitos da cultura grega? ENTÃO ESTÁ NA HORA DE FAZER A PRÉ-INSCRIÇÃO PARA AS SESSÕES QUE DECORRERÃO NA SEDE DA ANAC, A PARTIR DO DIA 16 DE OUTUBRO. Gostaria de treinar o seu francês, ncês, de pintar, aprender a tocar viola, praticar yoga ou dançar? FAÇA JÁ A SUA INSCRIÇÃO PARA ESTAS ATIVIDADES QUE SE PRATICAM NA NOSSA N SEDE Gosta de cantar? COMPAREÇA AOS ENSAIOS DOS GRUPOS CORAL E DE CANTARES QUE DECOR DECORREM TODAS AS SEGUNDAS FEIRAS.

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Anac boletim comunicando n º 57  

Edição nº 57 do boletim trimestral da ANAC

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