Issuu on Google+

Publicação Trimestral da ANAC

AQo ;;9 ‡ Nž  ‡ Abril  -uQKo  0(0%52 '2 *5832 (8523(8 '( 3(16,21,67$6 '$6 &$,;$6 (&21Ï0,&$6 ( %$1&26

(',725,$/

Há uma regra fundamental na nossa sociedade, que nos manda não calar, apesar de todos os inconvenientes e más interpretações a que nos possamos sujeitar. Os acontecimentos que se têm desenrolado diante dos nossos olhos, e a que parece já nos termos habituado, pela banalização do conceito do mal, diluído na pequena maldade, na sub-reptícia inveja, na desatenção dos problemas que verdadeiramente são importantes, pois é disso que é feita a vida quotidiana, deveriam impor como conduta civilizacional básica, o respeito e a defesa dos interesses de todos, sejam individuais ou coletivos. O que deveria ser não o é, pois as instituições que nos tutelam, assentam sobre estruturas ideológicas e jurídicas que mascaram o que deveria ser essa norma de conduta. Enquanto a consciência coletiva não despertar, tudo se manterá igual. O que se tem passado no nosso sistema financeiro, se bem que nos tenha preocupado, infelizmente com o mal dos outros pode-se bem, tocou-nos diretamente a nós, ao revelar que afinal, a nossa Instituição, a nossa “Casa”, a nossa” Vida”, sofre da mesma doença que tem atingido as outras instituições, atribuído à irresponsabilidade e ganância dos seu proprietários e gestores e que talvez, um pouco ingenuamente, pensávamos acima de todas as fragilidades e suspeições. As consequências se bem que possam atingir todo o país, atingem-nos particularmente enquanto antigos e dedicados trabalhadores, adensando as nuvens escuras já perfiladas no horizonte. O poeta satírico romano Juvenal, nascido em Aquino nos anos de 55-60 e falecido em Roma entre 125-140, escreveu vários textos nos quais criticava satiricamente a sociedade romana do seu tempo. Dos pensamentos e afirmações que produziu, é notável como há dois mil anos, a vida coletiva e individual justificasse frases do género “ Uma pessoa verdadeiramente íntegra é vista como um prodígio”, “Quem vigiará os vigias”, “Em Roma tudo se compra”, “Quanto mais o dinheiro aumenta mais cresce a vontade de possuí-lo”, “A honestidade é elogiada por todos mas morre de frio”, “Mesmo os crentes já não creem na virtude”, “Já ninguém tem palavra porque todos perderam a fé”, “Não nos devemos surpreender que a desonestidade seja geral”. Considerando o comportamento atual da generalidade da classe política, dos interesses cruzados que se revelam promíscuos, entre banqueiros, grandes empresários, gestores, é preocupante tomar consciência, que os fundamentos profundos do pensamento de Juvenal, não foram significativamente alterados pela evolução dos modos de produção, ciência e tecnologia nestes vinte séculos, mantendo-se os interesses individuais em sobreposição aos coletivos, não tendo a força das ideias sido suficiente para os alterar. A Direção da ANAC deseja a todos os sócios e famílias um ótimo verão e férias felizes. O

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA ANAC Teve lugar na sede da ANAC, no dia 30 de março do ano corrente, reunida em segunda convocatória às catorze horas e trinta minutos, por não estarem de acordo com os Estatutos, reunidas as condições legais na primeira convocatória, às treze horas e trinta minutos. Foi convocada com base no artigo décimo sétimo dos Estatutos e com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto um: Análise, discussão e aprovação do Relatório da Direção, Contas e Parecer do Conselho Fiscal, relativa ao exercício de 2015, que se encontraram afixados na Sede a partir do dia vinte e um de março. Ponto dois: Apresentação e discussão de outros assuntos de interesse geral para a ANAC. A Mesa da Assembleia ficou composta pelos membros do órgão da Assembleia Geral, Abílio Alves Silva, José Manuel Ferreira Martins e António de Matos Pereira. Feita a leitura da Convocatória, entrou-se de seguida no ponto um da OT, tendo-se procedido à leitura do Relatório da Direção e feita a explicação das Contas por vários elementos da Direção. Seguiu-se a leitura do Parecer do Conselho Fiscal pelo seu presidente, António Freire, tendo sido proposta à Assembleia a aprovação dos documentos em apreciação, os quais postos à votação, foram aprovados por unanimidade, não tendo merecido discussão por parte dos sócios. Quanto às contas e apesar das dificuldades atuais, a ANAC teve um resultado positivo superior a mil euros e o fundo de reserva de cento e trinta e cinco mil euros aplicados em depósitos a prazo. Passando-se à discussão do ponto de informações e assuntos de interesse geral, a Mesa propôs a constituição de um Grupo de Trabalho para proceder à modernização dos Estatutos, composto por dois dos seus elementos juristas, Matos Pereira e José Ferreira Martins, da Direção Cândido Vintém e José Coimbra e do Conselho Fiscal António Maria da Silva Freire, num total de cinco elementos, ficando a coordenar o Grupo de Trabalho o membro da MAG António Matos Pereira. Sobre vários assuntos e informações das atividades previstas pela ANAC intervieram os sócios Beatriz Castro, João Jorge e Manuel Freitas. Como mais significativo dos aspetos relacionados com as alterações dos Estatutos, foi destacada a clarificação das competências das Delegações, considerando a discussão prévia que venha a realizar-se nelas próprias, tendo em vista a eventual constituição no futuro de novas Delegações onde o número de sócios existentes o justifique, e mostrem a iniciativa e vontade de as querer tornar realidade. A Assembleia terminou por volta das dezasseis horas trinta minutos. O


O XXII EUROENCONTRO Decorreu mais uma vez, entre os dias 13 a 20 de Maio, o encontro anual que reuniu um conjunto de grupos de diferentes nacionalidades, pertencentes ao Grupo Europeu de Pensionistas das Caixas Económicas e Bancos, cuja presidência é, no atual mandato detida por Portugal, e desempenhada, por ter sido eleito para o exercício da mesma, pelo presidente da Anac. O encontro realizou-se desta vez na estância termal de Chianciano Terme, na região da Toscânia em Itália o qual, para além da habitual convivência e fraternidade que permitiu, entre os diversos grupos, tinha como tema de debate: “Como assegurar que a “Economia Prateada”, apoie os direitos de igualdade de participação das pessoas idosas”. A vertente turística e lúdica consistiu, como habitualmente, em passeios de meio-dia e dois de dia completo pela região da Toscânia e da Úmbria, cuja beleza e particularidades são suficientemente conhecidas, justificando plenamente a escolha feita. Porém, para além da diversão, os dias deste encontro anual são em grande parte dedicados, para além das reuniões dos Órgãos que compõem a estrutura do Agrupamento e que estatutariamente fazem a sua gestão, à apreciação do relatório do presidente, aprovação de contas e outros assuntos de gestão corrente, à discussão e aprovação em Assembleia Geral Ordinária de um documento relativo ao tema escolhido para 2016, e que será entregue pelo Presidente na Assembleia da Plataforma AGE, a realizar em novembro. O documento colocado à discussão, foi elaborado de acordo com as opiniões expressas nas comunicações dos delegados dos diferentes países no qual, apesar das distintas realidades políticas, históricas, sociais e económicas, foi possível verter as preocupações e aspirações comuns. A “Economia Prateada” é um conceito que se tem vindo a impor nos últimos anos, tendo em vista dar resposta aos problemas levantados pela demografia, a já existente e a previsível num futuro próximo, originados pela inversão da pirâmide demográfica, com crescente número de pessoas seniores, em contraponto com uma taxa de natalidade em constante regressão. Carateriza-se pela crescente atenção no potencial de mercado de produtos que se desejam inovadores, que visam dar resposta às crescentes necessidades das pessoas em idades mais avançadas, e que possam aliviar as despesas públicas decorrentes dessas necessidades. Deseja-se também que seja fator favorável ao envelhecimento ativo e ao aumento de emprego nas áreas de cuidados de saúde, em redes de instituições cuidadoras de idosos na situação de dependência. O desenvolvimento de todo este mercado, visando a colocação à disposição de novos produtos e serviços para uma melhor qualidade de vida na idade sénior pode contribuir, no seu conjunto, para um aumento global da produtividade nas empresas por todo a Europa. Da reflexão sobre estes temas foi possível chegar a algumas conclusões importantes. t 0TDJEBEÀPTBDJNBEPTBOPT SFQSFTFOUBNDFSDBEFEBQPQVMBÃÀPFEBSJRVF[BFNPWJNFOUBNWBMPSFTFDPOÏNJDPTNVJUP significativos com elevados benefícios para os cofres do Estado pelos impostos pagos. Este mercado, bem desenvolvido, pode dar origem à criação de milhares de postos de trabalho. Para que funcione, é indispensável a sustentabilidade do sistema de pensões, com vista à redução do empobrecimento e do isolamento. t ©OFDFTT¾SJBBDSJBÃÀPEFSFEFTDPNBNJTTÀPEFFMFWBSPCFNFTUBSEPTJEPTPT FN que colaborem em conjunto os setores público, privado e assistencial. O financiamento destas redes tem-se mostrado mais eficaz do que o apoio monetário direto às famílias, que se vêem na necessidade de cuidar dos seus dependentes de forma direta ou recorrendo a cuidadores, com os inconveniente e limitações daí decorrentes. t "QSPWFJUBNFOUP QFMBT FNQSFTBT EB FYQFSJÆODJB F DPOIFDJNFOUPT EF DJEBEÀPT DPN mais de 65 anos que o desejem, bem como o trabalho voluntário sem remuneração em organizações sociais, com vista a uma melhor aceitação social dos seniores. t 0 FOWFMIFDJNFOUP BUJWP  DPOTJTUJOEP OB QBSUJDJQBÃÀP FN BDUJWJEBEFT DVMUVSBJT F EF convívio, que permitam um compromisso social ativo útil evitando o isolamento, são um fator determinante, pelo menos na fase ativa e saudável do envelhecimento, pois pode retardar o aparecimento do período frágil do idoso. t 0BNCJFOUFVSCBOPFIBCJUBDJPOBMEFWFS¾TFSQFOTBEPUFOEPFNBUFOÃÀPBNPCJMJEBEFFEJGJDVMEBEFTOBUVSBJTEPTNBJTJEPTPT OPBDFTTP a lares e centros de saúde. Os veículos dos transportes públicos deverão ser desenhados para facilitar as deslocações, a custos adequados ao rendimento dos idosos. ©UBNCÅNNVJUPJNQPSUBOUFPVTPEBTUFDOPMPHJBTEFJOGPSNBÃÀPFDPNVOJDBÃÀP NVJUPFTQFDJBMNFOUFBUFMFBTTJTUÆODJB RVFEFWFS¾TFS desenvolvida a custos suportáveis para a maioria dos idosos, e de forma gratuita nos casos em que isso não seja possível, de modo a possibilitar a permanência nas suas residências a pessoas isoladas, com a segurança necessária. t 0TTFSWJÃPTEFBQPJPEPNJDJMJ¾SJP DPNFYFDVÃÀPEFUBSFGBTEPNÅTUJDBTFGPSOFDJNFOUPEFBMJNFOUBÃÀPFNFEJDBNFOUPT ÅEFUFSNJOBOUF na permanência por mais tempo na residência habitual. São estas as conclusões a ser entregues à Plataforma AGE, e que serão apresentadas à Comissão Europeia. O conferencista convidado para a Assembleia Geral Ordinária deste XXII Euroencontro foi o Professor Franco Chittolina, que apresentou a comunicação “Europa Entre Uma Memória Fraca e Um Futuro Incerto Uma História Rica e Dramática”. O conferencista discursou com muita clareza e conhecimento sobre a História da Europa, passando pelas dissensões entre os seus povos que muitas vezes tiveram como desfecho graves conflitos, culminando nas duas tragédias do século XX, a 1ª Grande Guerra, também co-

Ficha Técnica Propriedade da ANAC – Associação Nacional dos Aposentados da Caixa Geral de Depósitos; Sede: Rua Marechal Saldanha, nº. 5-1º. 1200-259 Lisboa, Tels. 21 324 50 90/3, Fax 21 324 50 94, E-mail: anac@cgd.pt, Blogue: http://anaccgd.blogspot.com; Coordenação: Carlos Garrido; Publicação: Trimestral; Impressão: Gráfica Expansão - Artes Gráficas, Lda., Rua de S. Tomé, 23-A, 2685-373 PRIOR VELHO; Tiragem: 3.500 exemplares; Depósito Legal: nº. 55350/92; Distribuição: gratuita aos sócios; Colaboraram neste número: António Gomes Marques; Carlos Garrido; Cândido Vintém; José Coimbra (Delegação da Região Norte); Orlando Santos; Abílio Alves Silva; Cremilda Cabrito; Mª Fátima Mendonça.

2


nhecida por Guerra Europeia e a 2ª Guerra Mundial, cujos níveis de destruição e horror, levaram grandes estadistas dessa Êpoca, Robert Schuman e Jean Monet de França, Konrad Adenauer da Alemanha, Alcide de Gasperi da Itålia e Paul-Henri Spaak da BÊlgica, a conseguir com o Tratado de Paris em 1951 a criação da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, embrião dos futuros tratados que deram origem às instituiçþes que presentemente tutelam a Europa. Começou então uma história complexa, com crises e relançamentos, porÊm sem um progresso significativo no sentido da união política, como desejado pelos fundadores, que se tornou de mais difícil concretização com os atuais vinte e oito países membros, agravado com a desconfiança ou mesmo hostilidade face às instituiçþes da União Europeia. Após uma reflexão exaustiva das diversas vicissitudes, que têm marcado a Europa, o conferencista focou-se na urgente necessidade de novos tratados, novas instituiçþes e novas políticas a serem levadas a cabo pela determinação de homens e mulheres capazes de ultrapassar os interesse nacionais para o prosseguimento do bem comum, apoiado pela relação próxima e constante com todos os cidadãos europeus e não só com os eleitorados da sua nacionalidade. Hå muito a construir com o trabalho político dos cidadãos e não apenas das classes dirigentes, porque só assim serå possível construir uma União dos Povos e não apenas uma União de Estados, talvez justificada no início da construção europeia, mas inadequada para resolver os problemas de hoje. O Euroenconto terminou com a convicção dos seus participantes, que Ê aos cidadãos que compete o desempenho de um papel ativo na defesa das suas vidas, e não aceitar a regra do jogo que os constrange ao papel passivo de espectadores. Estes dias deixaram saudades, mitigadas pela realização do próximo Euroencontro que terå lugar em Portugal. O C. Garrido

OS SENIORES E A SAĂšDE Capacitar as pessoas com incontinĂŞncia e seus cuidadores para viver com independĂŞncia uma vida digna em casa e na comunidade Um estudo realizado em seis regiĂľes europeias, contribuiu para uma melhor compreensĂŁo, de como melhorar a vida diĂĄria das pessoas com incontinĂŞncia, em casa e na comunidade. Com determinado envolvimento, conhecimento e dedicação, foi conseguido com base em diferentes perfis de pacientes, encontrar a forma de possibilitar Ă s pessoas com incontinĂŞncia e seus cuidadores, viver vidas independentes e dignas. Os resultados foram apresentados no 6Âş FĂłrum Mundial sobre a IncontinĂŞncia subordinada ao tema, “Sustentabilidade da saĂşde e cuidados da assistĂŞncia social: O papel da continĂŞncia na existĂŞncia de uma vida autĂłnoma e dignaâ€?. O estudo foi realizado entre as pessoas com incontinĂŞncia e cuidadores informais em seis regiĂľes europeias, da Alemanha, PolĂłnia, Inglaterra e Espanha, e foi conduzido pela AGE Platform Europe, a rede europeia representativa de mais de 40 milhĂľes de idosos, tendo em vista a “GestĂŁo da continĂŞncia - uma revisĂŁo das disposiçþes atuais sobre os cuidados de incontinĂŞnciaâ€?. O objetivo foi proporcionar uma compreensĂŁo do conhecimento existente sobre os pacientes e cuidadores, dos produtos que estĂŁo disponĂ­veis, e em que medida estavam envolvidos nas decisĂľes sobre o tipo de produtos a ser usados. As principais conclusĂľes do estudo foram as seguintes: t FNDBEBEJTTFRVFPUJQPEFQSPEVUPPGFSFDJEPOFNTFNpre era suficiente para os apoiar nas atividades da vida diĂĄria. t TFOUJSBNRVFPTFVUJQPEFQSPEVUPOFNTFNQSFFSBTVficiente para os apoiar quando participavam em atividades de trabalho. t FYQFSJNFOUBSBNQFSUVSCBĂƒĂ‘FTEPTPOPEFWJEBTBPUJQP de produto utilizado. t 2VBTFTFOUJSBNRVFOĂ€PUJOIBNFTDPMIBTPCSFPUJQPEF produto que poderiam usar. t FNDBEBUJOIBNEJGJDVMEBEFFNQBHBSQSPEVUPTBEJDJPnais. “No contexto atual de envelhecimento demogrĂĄfico, ĂŠ cada vez mais importante a tomada de medidas para garantir que o suporte para o controle da incontinĂŞncia responda integralmente Ă s necessidades e preferĂŞncias do indivĂ­duoâ€?, afirmou AnneSophie Parent, SecretĂĄria Geral da Plataforma AGE Europa, na

sua intervenção reforçando que “HĂĄ muito a fazer para melhorar os cuidados das pessoas com incontinĂŞncia, envolvendo-as muito mais no processo de tomada de decisĂŁo na escolha de produtos de contençãoâ€?. O estudo destacou trĂŞs fatores-chave que poderiam levar a uma maior independĂŞncia e satisfação do utilizador na gestĂŁo diĂĄria: t JOGPSNBĂƒĂ€P F DPOIFDJNFOUP TPCSF PT EJGFSFOUFT UJQPT EF produtos. t FOWPMWJNFOUPOBFTDPMIBEPUJQPEFQSPEVUP t EJTQPTJĂƒĂ‘FTEFGJOBODJBNFOUPDPNCBTFFNQFSGJTFOFDFTTJdades dos pacientes. As conclusĂľes do estudo revelaram-se estreitamente alinhadas com as retiradas da Mesa Redonda de Peritos realizada em 2015, em que oito lĂ­deres de utilizadores e organizaçþes da sociedade civil uniram forças e elencaram seis recomendaçþes para melhorar o atendimento das pessoas com incontinĂŞncia: t 3FDPOIFDFS PT DVJEBEPT EF JODPOUJOÆODJB DPNP VN EJSFJUP humano que permita Ă s pessoas viver vidas independentes e dignas t "VNFOUBSBDPOTDJÆODJBFDPNQSFFOTĂ€PEBJODPOUJOÆODJBFOtre os utilizadores e prestadores de cuidados informais t.FMIPSBSBJOGPSNBĂƒĂ€PTPCSFEJTQPTJĂƒĂ‘FTEFJODPOUJOÆODJBF cuidados a seguir t 1PTTJCJMJUBS BT FTDPMIBT  FOWPMWJNFOUP F DBQBDJUBĂƒĂ€P EBT pessoas afetadas pela incontinĂŞncia t %PUBSPBNCJFOUFVSCBOPDPNVOJEBEFDPNJOTUBMBĂƒĂ‘FTTBnitĂĄrias suficientes t "QPJBSFQSJPSJ[BSVNBBHFOEBEFQFTRVJTBTPCSFBJODPOUJnĂŞncia A Eurocarer, a rede europeia representativa de cuidadores informais participou na mesa redonda. John Dunne, presidente da organização declarou: “A incontinĂŞncia ĂŠ um excelente exemplo de um desafio para restaurar a independĂŞncia e dignidade, mantendo as pessoas ativas, contribuindo para a sociedadeâ€?. O C. Garrido

3


ESPAÇO DE REFLEXÃO -

POR ANTÓNIO GOMES MARQUES

A P R E N D E R A LG U M A CO I S A CO M O PA S S A D O A P O N TA M E N TO S PA R A « E M V I AG E M P E L A R Ú S S I A » - I I PA R T E A questão religiosa, nomeadamente no que ao poder da Igreja Ortodoxa diz respeito, foi uma das preocupações do primeiro governo revolucionário, como o demonstra em um dos seus primeiros decretos impondo a separação da Igreja e do Estado, tentando cortar cerce um poder que se vinha acentuando, nomeadamente nas grandes influências exercidas no reinado de Nicolau II, o último Czar, por sua vez dominado pela Imperatriz e esta por Rasputine, o tal, segundo aquela, «a quem Deus diz tudo», o qual acabou assassinado por familiares da corte sem que a influência da Igreja Ortodoxa diminuísse, embora a Revolução já estivesse em marcha e as pressões sobre Nicolau II a intensificar-se e este «na noite de 15 para 16 de Março (de 1917) abdica em favor de seu irmão o grão-duque Michel, que não chega a reinar» (Jean Bruhat, «História da URSS») e aquele decreto tratou o problema como devia ser tratado, não devendo esquecer-se que ao leme estava Lénine. No entanto, há uma outra referência que não pode deixar de ser feita e que se refere ao que se seguiu à insurreição clerical na cidade de Shuia e que, na estimativa do historiador Orlando Figues, 8 mil sacerdotes e leigos foram executados, mas a crueldade numa guerra civil, seja em que país for, é sempre uma constante. O professor Christopher Read («Lenin», London, 2005, Routledge) afirma que, apesar de o terror ter sido utilizado na Guerra Civil, «de 1920 em diante, a apelação ao terror foi muito reduzida e desapareceu dos discursos tradicionais de Lénine e na prática» (v. https://pt.wikipedia.org/wiki/Lenin). O ateísmo marxista é inerente à própria filosofia. Escreve Roger Garaudy («Marxisme du XX.eme Siècle», Ed. La Palatine, Paris-Genève, 1966), que «O ateísmo, no marxismo, é uma consequência do humanismo e um aspecto da luta contra o dogmatismo», mas convém, no entanto, falar um pouco dos seus antecedentes, a começar pelo ateísmo do século XVIII –dos socialistas utópicos- e no seu combate, nomeadamente, contra a Igreja que justifica o despotismo como um direito divino. «A sua luta contra a religião é uma luta pela liberdade contra a tirania» (R. G., o. c.), é uma luta política. O ateísmo do século XIX combate a religião não aceitando a sua explicação não científica do mundo. O ateísmo marxista provém de uma análise mais profunda da história, a qual nos mostra não só a autonomia do homem como também que a Igreja sempre considerou como uma vontade de Deus “todas as dominações de classe: escravatura, servidão, assalariado, e os mais recentes chamamentos da «doutrina social» mantêm esta orientação fundamental. Esta experiência histórica irrecusável Karl Marx resumiu-a numa fór-

mula lapidar: «A religião, é o ópio do povo.»” (R. G., o. c.). Sendo verdade que a «fórmula lapidar» é da autoria de Karl Marx não pode olvidar-se o facto de que essa ideia é comum a autores anteriores a Marx, muito presente em autores do século XVIII e XIX, como acima escrevemos, em filósofos como Kant e Feuerbach, nomeadamente, mas outros poderiam ser referidos, como o Marquês de Sade. Ora, não há nada na filosofia marxista que permita combater a religião dinamitando os seus templos, muito menos um templo com o significado deste para o povo russo, como também já referimos, esquecendo Estaline e os seus apaniguados do aparelho burocrático —que dominava já o Partido Comunista da URSS e onde os seus militantes tinham cada vez menos poder de intervenção—, com esta burocracia a separar-se cada vez mais da classe operária e dos principais actores da revolução, com estes a começarem a ser tratados como a inquisição tratava os hereges. Sabemos que a melhor forma de combater a alienação religiosa será criar condições para que as pessoas, o povo menos culto, vivam sem necessidade de entregar o seu direito à felicidade num orar a um deus, seja ele de que religião for, criando assim a ilusão de que esse deus será capaz de resolver os seus problemas, aprofundando a igreja a ideia de que, para se ser feliz, se torna necessário sofrer na terra como caminho para mais facilmente se conquistar o reino do céu. Para o oprimido, ou para os «humilhados e ofendidos» de que fala Fiódor Dostoiévski, a religião é a última oportunidade para manter alguma esperança em que a sua situação venha a ter alguma melhoria, será o seu último suspiro por uma vida melhor. Relembremos o que nos diz François Châtelet, em «O Pensamento de Hegel» (Editorial Presença, Lx., Julho de 1976), não olvidando que é o pensamento de Hegel que o autor comenta: «A religião de um povo não é simplesmente uma crença, é a expressão do conhecimento (e do grau de conhecimento) que ele tem de si e da sua relação com o mundo.» (pág. 170). Ora, convém lembrar que aquela fórmula de Marx tem de ser enquadrada no devido contexto histórico. Também não podemos deixar de lembrar que o marxismo é uma filosofia humanista e naturalmente contrária a qualquer dogmatismo e todos os crimes de Estaline não podem deixar de ter nesta filosofia uma evidente condenação. O período do acontecimento que referimos era o da consolidação do poder de Estaline, poder esse que se foi cimentando graças à sua capacidade para a intriga, o aproveitamento da doença de Lénine, que o levaria à morte em 21 de Janeiro de 1924, na cidade de Gorki, que o impediu de acompanhar o

- a pont a mentos para « Em Viage m pe la Rús s ia»

O Templo de Cristo Salvador e vista parcial de Moscovo a partir do Templo, com o Kremlin à esquerda (1)

4


dia-a-dia da governação desde, praticamente, 1920, estado de saúde que se agravou com vários acidentes vasculares cerebrais, em 26 de Maio de 1922, o primeiro, seguindo-se um outro em 16 de Dezembro do mesmo ano e um terceiro em 10 de Março de 1923. O estado de saúde de Lénine foi inclusive aproveitado por Estaline para explorar as divergências existentes entre Lénine e Trótski, falhando neste caso tal objectivo, bastando, para isso, recordar o chamado «testamento de Lénine», documento este que foi ocultado aos membros do Politburo, sendo Trótski nisso conivente com Estaline, erro que àquele iria sair muito caro. Morto Lénine, torna-se «dono» da União Soviética no período de 1925-1927, por ele aproveitado para eliminar os dirigentes revolucionários mais importantes, os companheiros de Lénine. A capacidade para a intriga de Estaline mostra-se também no aproveitamento que faz para ir instalando o seu projecto de poder na própria guerra civil, iniciada em Agosto de 1918, e os seus crimes mais odiosos são também escondidos pelo secretismo que impõe e, depois, pela Segunda Guerra Mundial, sobretudo com o prestígio que a vitória lhe permite cimentar, como se fosse ele o seu único obreiro. Voltando à questão religiosa, é um facto que até 1921 a Igreja Ortodoxa não foi molestada, assim como nenhuma outra religião; os problemas começam a acentuar-se com a entrega do poder totalitário a Estaline, o ex-seminarista, e, na época que estamos a tratar, 1930, não é indiferente a existência de problemas graves resultantes do primeiro plano quinquenal (19281932), problemas esses que procuraremos desenvolver no texto que temos projectado: «Em Viagem pela Rússia». Com os documentos entretanto divulgados, dando origem a muitas obras de historiadores contemporâneos, julgo poder ousar afirmar que a dinamitação do Templo de Cristo Salvador era o aprofundamento do terror que Estaline já vinha a instalar na União Soviética e que levaria à morte de milhões de russos, aprofundamento esse que tinha sido antecedido de uma campanha contra a igreja, com o assassinato de muitos religiosos, e com a colectivização forçada que provocou o derramamento de muito sangue. «…, a linha política que acabou por ser adoptada em Maio de 1933 orientou-se noutro sentido, tornando o imprevisível “interlúdio” de 1933-1934 ainda mais digno de nota. Um país presa da fome não aceita a ideia de que o seu chefe supremo nada tem a ver com o assunto. Por isso, a situação económica teria de melhorar e o prestígio de Estaline de ser restaurado, antes do momento em que seria desencadeado o terror de massa, que deveria, por outro lado, assumir o aspecto de uma manifestação de firmeza. Estaline planeava um quadro de loucura assassina, mas fazia-o de modo extremamente metódico.» (Moshe Lewin, «O Século Soviético», Campo de Comunicação, Lx., 2004). Várias gerações nasceram no regime comunista da União Soviética e, desaparecido este, de imediato surge de novo a igreja

ortodoxa cheia de pujança. Com o fim da União Soviética, o desastre do método escolhido pelo aparelho do Partido Comunista para combater a religião foi claramente demonstrado. A Igreja Ortodoxa recuperou todo o seu poder, poder esse que nem sequer Putin parece ignorar, e hoje está bem presente em toda a vida russa, contando com a protecção da própria lei que impõe grandes restrições à actividade de outras religiões, ou seja, podemos dizer que, em matéria religiosa, a igreja ortodoxa russa detém um quase monopólio. E foi com a maior das facilidades que membros importantes da Igreja Ortodoxa Russa criaram uma organização pública que levou à reconstrução, sob orientação do arquitecto russo M. Posojin, do Templo de Cristo Salvador, respeitando o projecto do século XIX, reconstrução essa que se iniciou em 1994 e, seis anos depois –o primitivo levou mais de 40 anos, lembremos-, com a presença de toda a hierarquia da Igreja Ortodoxa, aconteceu a cerimónia da sua sagração, ao que dizem uma réplica perfeita do templo dinamitado, o que não deixa de ter uma enorme carga simbólica. Há uma questão que não pode deixar de se colocar: que favoritismos, conivências do próprio poder, com Boris Yeltsin, tornaram possível esta reconstrução? Claro que o principal contributo veio, ao que parece, dos fundos esUBUBJT   EPT GVOEPT QSJWBEPT  EBRVFMFT RVF UJOIBN BEquirido as grandes empresas russas a preço de saldo, homens de negócios, a que se juntaram empresas ocidentais como a Philips, a McDonalds e o Presidente argentino Menem, como pode ver-se na inscrição existente no templo, só assim sendo possível reunir perto dos 500 milhões de euros necessários à sua reconstrução. © VN UFNQMP JNQSFTTJPOBOUF  BQSFTFOUBEP DPNP P NBJT JNportante da Igreja Ortodoxa Russa, cuja reconstrução obrigou, naturalmente, a uma enorme investigação científica que tornou possível estarmos perante uma cópia do Templo original, para a qual foram utilizadas técnicas antigas para reconstruir os grupos escultóricos e os objectos de culto indispensáveis para o funcionamento do Templo, chegando-se mesmo ao ponto de fundar escolas de frescos, técnicas estas entretanto perdidas. No revestimento interno das paredes, por exemplo, há combinações de peças de pedra de vários tons e cores. Pode ver-se a recriação de um ícone em forma de capela octogonal feito de mármore branco, capela essa que tem um perímetro na base do octógono de 40 metros. Lembro também notáveis trabalhos de escultura e de incrustação de muitos metros quadrados, as galerias que rodeiam a zona interna do templo, sendo a primeira utilizada para recordar a guerra de 1812-14, referindo também o local do conflito, os nomes do seu comandante e dos mortos e feridos, os heróis condecorados. A segunda galeria é a do coro da igreja. Não me é possível descrever a totalidade do templo, que me pareceu mais um museu do que um local de culto, admitindo que esta impressão seja uma consequência do meu ateísmo.O

Vistas parciais do interior do Templo de Cristo Salvador (1)

NOTA: (1) Imagens retiradas de https://commons.wikipedia.org/wiki/

Lagos, 2015-09-13

5


$7 ,9 ,'$'( 6 FALLAS EM VALÊNCIA Um grupo de cerca de 25 Sócios, Familiares e Amigos foi visitar, pela primeira vez, as reconhecidas “Fallas” de Valência. Foram uns dias muito diferentes do habitual, onde os estoiros de bombas fizeram parte da “normalidade”. Mas tudo isso foi recompensado pela beleza das “Fallas” e também das “falleras”. A cidade em si engalanou-se para receber os nossos viajantes e eles deliciaram-se com a magnificência da Catedral, da Cidade das Artes e também com o Oceanogràfic. Apesar de alguns percalços aborrecidos no início mas que servirão para recordar no futuro, a viagem decorreu em ambiente festivo, de sã camaradagem e de encantamento. O

MARINHA GRANDE E NAZARÉ No passado dia 13 de Abril, um grupo de sócios e seus familiares, rumou à Marinha Grande e à Nazaré. Na primeira paragem visitámos o Museu do Vidro, instalado num lindíssimo Palácio de inspiração Neoclássica e construído na segunda metade do século XVIII, pertença da família Stephens. Foram admiradas peças muito valiosas e únicas, saídas das mãos dos nossos inspirados vidreiros. Depois de um ótimo almoço que serviu também para se por a conversa em dia entre os participantes, rumámos à lindíssima Nazaré. Aí assistimos a uma encenação e explicação da lenda do milagre da Nossa Senhora da Nazaré. Reza a lenda que D. Fuas Roupinho, Alcaide-Mor do Castelo de Porto de Mós costumava caçar por aqueles sítios, tendo sido atraído para um precipício por um veado. No momento da aflição, invocou a virgem e aconteceu o “Milagre”. D. Fuas Roupinho salvou-se e o veado caiu no precipício. Foi-nos ainda explicado o significado de cada uma das sete saias das nazarenas. Foi mais um dia de diversão e saber. O C.C.

O SERMÃO DE PAIAÇÚ No dia 18 de Abril, seguindo o programa de visitas da ANAC, um grupo de cinquenta e três sócios familiares e amigos, reuniram-se na Igreja de São Roque em Lisboa, para desta vez assistir à encenação de um conjunto de vários textos de famosos “Sermões” que o Padre António Vieira pregou ao longo da sua vida, reunidos num texto a que foi dado o nome PAIAÇÚ ou Pai Grande. Esta colagem foi realizada tendo em vista mostrar os diferentes aspetos das caraterísticas interculturais do seu discurso e as referências diversas às contradições que se verificavam entre as orientações dos evangelhos e o comportamento dos poderosos sobre as populações que dominavam. Este trabalho de pesquisa foi realizado por Miguel Abreu e a dramaturgia apoiada por João Grosso que também o interpretou, apoiado vocalmente por Sílvia Filipe.

6

António Vieira nasceu em Lisboa a seis de Fevereiro de 1608, na freguesia da Sé, sendo filho de Cristóvão Ravasco, escrivão da corte que foi colocado para exercer funções na Relação do Brasil. A formação do jovem António, decorreu no colégio jesuíta da Baía, no período histórico em que a nação portuguesa esteve sob o domínio castelhano dos reis Filipes, tendo vivido intensamente a restauração da independência de Portugal, quando esta ocorreu em 1640. Viaja para Lisboa em 1641, integrado numa comitiva que veio manifestar o apoio do Brasil à independência do país e a D. João IV. Cá permaneceu até 1646, período durante o qual desempenhou missões diplomáticas ao serviço do Rei e da Companhia de Jesus. No seu regresso ao Brasil teve um papel ativo no estado do Maranhão, na defesa dos direitos dos índios face à sua manifesta exploração pelos colonos. Esta sua atitude, apesar da sua proximidade à corte, não impediu que fosse preso pelo Tribunal do Santo Ofício e encerrado três anos em Coimbra. Sendo amnistiado, parte para Roma onde obtém grande sucesso como pregador, regressa a Portugal em 1675, onde não encontra junto da corte apoio para as suas causas e desiludido pelas perseguições aos cristãos novos, regressa à Baía em 1681 onde se dedica ao trabalho de organizar e editar os cerca de 200 sermões e outros documentos escritos. Morreu com 89 anos, tendo sido sepultado na Igreja da Companhia de Jesus em São Salvador da Baía. O

VISITA AO SARDOAL No dia 04 de maio os “nossos” foram de visita até uma das vilas (injustamente) pouco conhecidas do nosso país - o Sardoal. Depois de uma viagem tranquila, fomos recebidos na vila do extremo do distrito de Santarém por dois técnicos da Câmara Municipal (o João e o José - permitam que os tratemos apenas pelos nomes próprios...) que nos deram uma lição de história, de vivência e da cultura das gentes do interior. No Centro Cultural fomos recebidos por um “Gil Vicente” muito bem disposto e tivemos o privilégio de sermos acolhidos também pelo Presidente da Câmara. As (muitas) igrejas e capelas da vila refletem bem o sentido religioso das gentes do interior. Por outro lado, são um repositório da arte e da cultura dos séculos passados. Fomos surpreendidos pela presença de peças singulares que a maioria de nós desconhecia e também pela muito pouco conhecida ligação da vila às longínquas terras e gentes do Japão e das Índias. Na Cooperativa Artelinho, para além dos deliciosos doces, tivemos uma verdadeira lição sobre a cultura, o tratamento e as peças finais do linho.


$7 ,9 ,'$'( 6 Tudo culminou com uma visita à Senhora da Lapa junto de cujas águas saboreámos as típicas tigeladas. Em resumo, tivemos uma visita interessantíssima onde até o tempo colaborou. O

SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA NA CIDADE DA GUARDA As instalações da Delegação da Beira Interior da ANAC (na Guarda) estão integradas no roteiro do “Simpósio Internacional de Arte Contemporânea Cidade da Guarda - SIAC” que decorre naquela cidade até 14 de junho. ©WFSEBEF HSBÃBTBPEJOBNJTNPEPT%FMFHBEPTSFHJPOBJT UFSFmos patente uma exposição do pintor Carlos Adaixo. Portanto, se gosta de pintura, se reside ou se desloca à região, não deixe de visitar a “nossa casa” na Guarda e participe numa das variadíssimas atividades previstas na programação do SIAC. Parabéns à Delegação da Beira Interior. O

TEATRO NACIONAL D. MARIA II Na sequência do ciclo de visitas aos teatros de Lisboa, fomos visitar uma vez mais o D. Maria II - já foi o terceiro grupo... Mais 25 dos nossos tiveram oportunidade de percorrer os bastidores (desde a lavandaria, aos camarins, passando pela parte técnica) para conhecer melhor como se faz a magia do teatro. Esta é sempre uma oportunidade para vermos algo diferente... O

“WORKSHOP” DE APICULTURA Decorreu, no dia 05 de maio, na sede da ANAC o previsto “workshop” de Apicultura. O nosso Amigo José Maria Martins e a nossa Sócia Maria Fernanda Martins demonstraram a paixão que uma atividade interessante consegue despertar em nós. Com grande saber e vontade de dar a conhecer uma atividade que, para além do prazer pessoal, dá também algum proveito financeiro, foram-nos dadas explicações técnicas sobre a forma como as incansáveis abelhas trabalham para nos darem produtos muito importantes - pólen, mel, geleia real, própolis, cera e apitoxina. Tomámos contacto com a forma como as abelhas vivem e se agregam dentro das colmeias e tudo terminou num alegre “banquete” de favos de delicioso mel produzido pelos próprios. Uma jornada de facto interessante para todos os que assistiram, de uma forma muito entusiasta e participada. O

XI RECEÇÃO A NOVOS APOSENTADOS Decorreu, no dia 30 de maio, a tradicional receção a novos aposentados.

Esta iniciativa, com o patrocínio do NAS da Caixa e da ANAC e também com o apoio dos SSCGD e do Seniamor, visa dar a conhecer aos colegas que iniciam um novo ciclo de vida quais as alternativas que a “família CGD” dispõe. Nesta ocasião esteve presente mais de meia centena de “novos aposentados” e outros colegas que tornaram o “Auditório Artur Filipe” demasiado pequeno. Como convidado contámos com a agradável presença do Dr. Nélson Batista, Diretor da Mansão de Santa Maria de Marvila Fundação D. Pedro IV que nos falou da sua experiência de trabalho com pessoas que necessitam de cuidados diferenciados (jovens e idosos). A Drª Cláudia Rosa (Assistente Social dos SSCGD) falou-nos das respostas assistenciais de que os nossos Serviços Sociais dispõem e também do acesso ao portal dos mesmos. O Grupo Seniamor, muito bem representado pela coordenadora (Felicidade Girão), três destacados voluntários (Eduarda Cruz, Joaquim Lavado e Hernâni Loureiro) e também pelo conjunto das Assistentes Sociais da CGD e dos SSCGD (Helena Henriques, Carla Silva, Cacilda Ferreira e Cláudia Rosa), apresentou um pouco do seu importantíssimo trabalho junto dos nossos que estão mais isolados. Ficou o apelo ao aparecimento de novos voluntários. O nosso Grupo Coral fez uma das apresentações mais empolgantes dos últimos tempos, que levou a audiência a aplaudi-lo de pé. O Grupo de Cantares encerrou a sessão também de forma entusiasmante, com os presentes a cantar em conjunto. Tudo terminou num pequeno lanche servido aos presentes no nosso bar-convívio. O

XXII EUROENCONTRO - CHIANCIANO TERME (ITÁLIA) Realizou-se entre 13 e 20 de maio corrente o XXII Euroencontro. Desta vez o local escolhido foi a Toscana, uma das regiões mais bonitas de Itália. Neste Euroencontro participaram mais de 300 pessoas, vindas de 7 países da Europa (Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Grã-Bretanha e Bélgica). A delegação portuguesa foi constituída por 106 Sócios, familiares e amigos da nossa Associação (75 presenças) e da Associação-irmã do Montepio Geral (31 presenças). A organização foi condicionada pela limitada oferta hoteleira da região mas consideramos que as dificuldades foram ultrapassadas pela beleza da região e, de forma muito significativa, pelos excelentes resultados das reuniões de trabalho e do são convívio entre gente com culturas diversas mas com espírito aberto para desfrutar de tudo o que de bom estes encontros de pessoas e de ideias podem aportar a cada um dos participantes. Para o ano que vem vamos encontrar-nos, de novo, em PORTUGAL. O

7


ESPAÇO CULTURAL Foram remetidos à ANAC, pelo colega e atual Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Alves Silva, com a proposta de eventual publicação, alguns textos relativos a assuntos ocorridos em grande parte nos anos setenta e oitenta do sÊculo passado, e que foram publicados no Boletim dos Serviços Sociais, suspenso hå muitos anos. Pelo possível interesse que possam vir a ter para muitos sócios, os mesmos serão publicados futuramente, sempre que possível, neste Boletim.

PROVENIĂŠNCIA DO NOME “CAIXAâ€? Por Alves Siva

Em conversa de cafĂŠ, um nosso colega, tambĂŠm como nĂłs na situação de reformado, fez-me esta pergunta. Referia-se, naturalmente, Ă  Caixa Geral de DepĂłsitos. A questĂŁo veio na sequĂŞncia de termos recentemente publicado nas pĂĄginas deste Jornal, um escrito a respeito do museu da CGD. NinguĂŠm pode negar a importância da CGD no sistema bancĂĄrio portuguĂŞs ao longo destes 130 anos e, vistas bem as coisas, o prĂłprio nome tambĂŠm ajudou a desenvolver a sua atividade, por simples e bem sonante junto das pessoas. Ao fim e ao cabo a imagem de marca, quando ainda nem se pensava no marketing. AtĂŠ a prĂłpria sigla (CGD) entrou bem. TambĂŠm o vocĂĄbulo principal (Caixa), de cinco letras, estĂĄ bem enraizado na mente das pessoas, conquanto jĂĄ tenham aparecido outras instituiçþes, algumas com actividades bem diferentes, com o mesmo vocĂĄbulo. Quando se fala em Caixa, as pessoas associam a palavra Ă  CGD e nĂŁo gostam de a tratar por banco, em especial os pequenos poupadores, gĂŠnese da respectiva Caixa EconĂłmica Portuguesa. Por isso, a Caixa Geral mantĂŠm firme esta designação, cuja simpatia e respeito junto do pĂşblico jĂĄ levou alguĂŠm a trata-la por: “Veneranda CGDâ€?. JĂĄ estĂĄvamos a afastarmo-nos da questĂŁo posta pelo nosso colega. Em frente. ConvĂŠm, antes de mais, advertir da nossa sofrĂ­vel aptidĂŁo linguĂ­stica, pois nĂŁo temos formação em filologia. Apesar disso, e conscientes da existĂŞncia de pessoas mais habilitadas, que naturalmente poderĂŁo ajudar, vamos recorrer Ă s vĂĄrias referĂŞncias insertas nos diversos dicionĂĄrios, sobre a palavra “Caixaâ€?, sem perder de vista os nossos arquivos particulares. Em 1928, M. Pires Lajes, no seu fascĂ­culo I, com o tĂ­tulo “Os Meus Apontamentos para Concursosâ€?, começa por dizer que Caixa ĂŠ palavra latina “capsaâ€?, significando cofre. Outros autores defendem que o vocĂĄbulo vem do grego “kapsaâ€? ou mesmo do francĂŞs “caĂ­sseâ€?. A Instituição veio, em 1876, substituir o entĂŁo DepĂłsito PĂşblico (a palavra depĂłsito jĂĄ nessa altura fazia parte do lĂŠxico e serviu para compor a designação) a remontar Ă  ĂŠpoca dos descobrimentos, mais concretamente ao sĂŠculo XVI. Era a Instituição responsĂĄvel pelas Arcas onde eram arrecadados os bens dos ĂłrfĂŁos e das viĂşvas. Ou melhor, sobretudo os valores deixados pelos pais e maridos perecidos nas navegaçþes. TambĂŠm os litigantes em justiça eram obrigados a depositar nessas mesmas arcas as verbas impostas por lei. Daqui terĂŁo surgido os designados depĂłsitos obrigatĂłrios, depois da fundação da CGD, chegados aos nossos dias. As Arcas deram origem ao Cofre, mas tambĂŠm Ă s Caixas, Cofres-Fortes, Burras. Palavras com a mesma significação (sinĂłnimos) e com o objectivo de guardar valores. Foram-se aperfeiçoando de forma a resistirem a arrombamentos ou violação. Hoje verdadeiros espaços blindados. O VocabulĂĄrio OrtogrĂĄfico da LĂ­ngua Portuguesa, da Academia das CiĂŞncias de Lisboa (Imprensa Nacional de Lisboa – 1940) diz que Caixa ĂŠ um “substantivo feminino e masculino: arca, etc. o que trata de recebimentos e pagamentosâ€?. Quando da fundação da CGD (1876) jĂĄ existiam em diversos paĂ­ses vĂĄrias instituiçþes designadas caixas com a finalidade de arrecadarem a pequena poupança. A portuguesa tambĂŠm teve esse objetivo, conquanto como herdeira das cas e, inicialmente, dirigida a finalidades sociais. Em Portugal jĂĄ existia, em 1844, a Caixa EconĂłmica do Montepio Geral. Por isso, a CGD nĂŁo foi, entre nĂłs, pioneira da designação “Caixaâ€?. Foi, isso sim, quanto Ă  proveniĂŞncia, ou seja com finalidades bem precisas, como aliĂĄs, a Lei da sua criação as definiu. Sem irmos mais longe, diremos ao nosso amigo consulente que a palavra Caixa (de muitas recordaçþes para quem lĂĄ trabalhou, em termos de cultura de empresa) que dizer Arca, Cofre-Forte, Casa Forte, Burra, BaĂş para guarda de valores. Chegou a ter a designação de “Caixa de DepĂłsitosâ€? quando começou a recolher depĂłsitos voluntĂĄrios, primeiro utilizando os balcĂľes dos Correios (Caixa EconĂłmica Postal), a quem a Caixa, num caso e no outro, pagava uma permilagem em função das operaçþes efectuadas por aquelas entidades. A recolha dos descontos para a Caixa de Aposentaçþes e pagamento das respetivas pensĂľes foi uma das principais razĂľes para a abertura de balcĂľes em vĂĄrias localidades. Com o andar dos tempos foram sendo instalados balcĂľes nas capitais de distrito e concelhos, designados por Filiais (Circunscriçþes) e AgĂŞncias, mas tambĂŠm, como ficou dito, Delegaçþes nos Serviços de Finanças onde a Caixa nĂŁo possuĂ­a sucursais, bem como nas estaçþes dos CTT, neste caso como Caixa EconĂłmica Postal, a qual funcionava nas localidades mesmo com balcĂľes privativos instalados, como era o caso de Lisboa. ŠPRVFTBCFNPT DBSPBNJHPFDPMFHBO

8


ESPAÇO CULTURAL AS CORES DO TEMPO O Tempo, na meninice, Vestido de Primavera, Refulge na garridice Vivendo um sonho-quimera… Enroupa-se em delírios De vermelhos e amarelos E engrinalda-se de lírios, Rosmaninho e junquilhos, Mesclando os tons mais belos… Também espalha em jardins Seus mantos verde-limão E, nas serras, os festins D’azuis-roxos e açafrão Doce, progride, brincando, Colorindo a passarada, Com o vento brando, dançando, Que a Vida… é graça e mais nada!... Õ Mundo girou ... correu… E o Tempo, que amadurece, Revê, nas cores que viveu, As cores que não mais esquece… Adulto-estio, transformado, Busca, em longes, o ouro-palha Dum trigal amadornado Na luz que o tempo amealha,

Então, modera-se em cor, Amarelece ocres-pardos, Crispa os galhos, com furor, E as folhas rubras, sem flor, Revolvem acastanhados… Gelando, na invernia, O Tempo se vai espaçando, Ganha noite, perde dia, Entre o medo e a agonia, Sente o seu tempo acabando… Matiza-se de breu e anil, Branco, cinza e avelã E, a cor que o tapa, senil, Interroga o amanhã… Sem saber como passou Tantos tempos coloridos, O Tempo recorda, avô, Outros tempos… tempos idos… Morrendo em grisalhos-tristeza, O Tempo resiste ainda, Num arco-íris de beleza Que, um céu de chumbo, alinda…

E os verdes de copas densas, Musgo-oliva, em chapéu, Que tecem sombras a expensas Dum Sol para além do céu…

Quando amortalhado, enfim, Veste cobres, no poente, O Tempo-Velho-marfim Sonha rosados, assim, E um Tempo-Novo nascente…

Logo se encurta, atento Ao rolar do dia-a-dia, Torna-se o corpo mais lento - O Tempo, outonal, esfria;

Delindo-se no espaço etéreo, Em busca da Eternidade, Multicolor, lega, sério, À Vida, a cor da Saudade… Maria de Fátima Mendonça

lisboa cidade de encantos A PRAÇA DA FIGUEIRA em Lisboa, próximo da Praça de D. Pedro IV (Rossio), pertence à freguesia de Santa Maria Maior (antiga Santa Justa e São Julião), tem como ruas afluentes, Fanqueiros, Douradores, Prata, Betesga, Dom Antão de Almada, Dom Duarte e João das Regras. A praça da Figueira passou ao longo dos tempos por diversas fases, a do terramoto de 1755 era o local do Hospital de Todos-os-Santos, cujas fundações foram postas a descoberto durante a construção do atual parque de estacionamento subterrâneo, mais tarde arborizada e depois rodeada de grades em ferro. Aquando da reconstrução da Baixa, foi aí construído em 1885, o principal mercado coberto da cidade, sendo demolido, ficando um outro mercado que tenta recriar o anterior. Este espaço foi em tempos o centro de grande animação das Festas Populares, tendo sido posteriormente alargadas a toda a cidade. A praça está cercada por edifícios pombalinos de quatro pisos, e no centro foi erguida em 1971 uma estátua equestre em bronze de D. João I, realinhada à posterior, com a rua da Prata para poder ser vista da Praça do Comércio.

retirado da internet por Orlando Santos

Situada entre o Rossio e o Martim Moniz é uma das praças mais movimentadas da cidade, sendo servida por diversos meios de transporte (metro, autocarros e elétricos), possuindo ainda um parque de estacionamento automóvel, é também um bom local para contemplação do Castelo de S. Jorge. O

expressões populares QUE MASSADA Significado: Exclamação usada para referir uma tragédia ou contra tempo. Origem: © VNB BMVTÀP ½ GPSUBMF[B EF .BTTBEB OB região do Mar Morto, Israel, reduto de Zelotes, onde permaneceram anos resistindo às forças romanas após a destruição do Templo em 70 d.C., culminando com um suicídio coletivo para não se renderem, de acordo com relato do historiador Flávio Josefo. !!!!!!!

9


D E L E G A Ç Ã O N O RT E

DA

A NA C



Resposta à Rubrica ³Quem é o Autor "´ As respostas à rubrica ͞Quem é o Autor?͟publicada no último boletim da Delegação Norte da Anac, são as seguintes: Eugénio da Fonseca, presidente da Cáritas, em entrevista ao Jornal de Noticias, em 4 de Março de 2016 e Manuel Carvalho da Silva, investigador e professor universitário, em artigo publicado no Jornal de Notícias, em 6 de Março de 2016. Os Sócios Filinto Manuel Peixoto Vieira, António Barata e Maria Manuela Boavida responderam acertadamente à rubrica ͞Quem é o Autor?͘͟A todos eles os nossos parabéns . A resposta à rubrica deste número, deverá ser dirigida à Delegação Norte da Anac e será divulgada no próximo número deste jornal.

Quem é o Autor?

Por Né do

Amigo Mal nos conhecemos Inauguramos a palavra ͞amigo͘͟ ͞Amigo͟é um sorriso De boca em boca, Um olhar bem limpo, Uma casa, mesmo modesta, que se oferece, Um coração pronto a pulsar Na nossa mão!

No Tempo Que Se Aproxima No tempo que se aproxima Soçobrarão os silêncios de Hiroxima E o canto dos pássaros encherá o azul de novas vozes Não haverá mais o céu fornalha e fogo E a vida há-de surgir quando encontrar o amor No tempo que se aproxima Os homens unirão a força que os anima E deixarão os vales e os rios da dor Subirão à serra E do mais alto gritarão a liberdade Ao vento e aos astros E terão mais perto e seu o chão da terra

͞Amigo͟(recordam-se, vocês aí, Escrupulosos detritos?) ͞Amigo͟é o contrário de inimigo! ͞Amigo͟é o erro corrigido, Não o erro perseguido, explorado, ĂǀĞƌĚĂĚĞƉĂƌƟůŚĂĚĂ͕ƉƌĂƟĐĂĚĂ͘

No tempo que se aproxima Ressoarão ainda os gritos sufocados de Hiroxima E os monstros encobertos tremerão de medo De cada vez que ousem descobrir-se

͞Amigo͟é a solidão derrotada!

E os homens para sempre ouvirão os lamentos de Hiroxima-a-nua A que chora despida Exangue E sem ternura Os homens que nasceram Apenas para a morte

͞Amigo͟é uma grande tarefa, hŵƚƌĂďĂůŚŽƐĞŵĮŵ͕ hŵĞƐƉĂĕŽƷƟů͕ƵŵƚĞŵƉŽĨĠƌƟů͕ ͞Amigo͟vai ser, é já uma grande festa!

Para lá da serra Tocam-ƐĞŽŵĂƌĞŽŝŶĮŶŝƚŽ

Caldo de Letras O Menino Pobre e o Poeta Rico

Poeta Pe z -

(À memória de Teixeira de Queiroz) Cenário - Uma casa pobre, numa rua estreita e escura duma an ga vila atravessada por um rio e dominada por um pesado conjunto arquitectónico de uma ponte de pedra e um mosteiro. Pela carunchosa porta entreaberta, nica comunicação com o exterior, um ténue o de luz duma l mpada de iluminação p blica, permite a quem passa ver uma mulher deitada num colchão. Tem as faces magras e cansadas e as mãos vermelhas e feridas pela dureza do trabalho. Ouve-se uma tosse seca, entrecortada por uma voz fraca e rouca. Cá fora cai uma chuva fria e miudinha. Mãe – Não ouves, lho. Deixa-te de leituras, que não te dão para comer, e vem já para a cama Ou queres apanhar uma cons pação como a minha, que não me deixa trabalhar E sem trabalho não há pão, pois não? Filho – (Um pe z de faces macilentas e pobremente ves do, lendo à luz da l mpada p blica, meio abrigado da chuva pela beirada). - Já vou, mãe. só acabar este cap tulo. (Aproxima a mão gelada da boca para que esta receba um bafo e possa virar mais uma folha). Mãe (Ouvindo duas badaladas que acabam de cair da torre próxima). - Vem-te deitar, lho. Não v s que horas são? Filho - (Encolhendo os ombros) – Já falta pouco, Mãe. (Con nua a ler) Um vulto aproxima-se, contemplando aquela visão,

Poeta -

que mais parece um conto de ilde ou de Anderson. Gostas assim tanto de ler? Gosto muito, mas tenho muita pena de estar a acabar este que me emprestaram e minha mãe não tem dinheiro para me comprar mais. (Com a voz um pouco embardada, interrompendo) –Não te apoquentes com isso, rapaz. Vai-te deitar que estás enregelado. Amanhã vai procurar-me a minha casa (indica-lhe a morada). Dou-te os livros que quiseres͙

Com este pedaço de teatro-vivo começou a vida de um escritor amaran no que depois de ter montado, na an ga praça do mercado, uma barraca de madeira, com livros em parte oferecidos e de ter uma livraria alugada na parte mais baixa da vila, esta destru da por uma das maiores cheias do rio, foi encadernador, novelista, poeta e jornalista, escrevinhador de ͞s etches͟de revistas de costumes locais, que raramente foram levados à cena, caixeiro-viajante, funcionário p blico demi do por optar publicamente pela Democracia como regime para a sua Pátria e, por l mo emigrante no pa sirmão, onde veio a ocupar um honroso lugar (a Cadeira n 42) na Academia de Letras de Minas Gerais, da cidade de Belo orizonte, da qual foi um dos mais dis ntos dirigentes. Isto passa-se lá fora como reconhecimento dos serviços prestados pelos expoentes do mundo da cultura. Entretanto o que se faz, por cá, pelo Teatro e pelos animadores sócio-culturais, como foi, na sua terra e na terra de outros, o escritor TEIXEIRA DE QUEIRO ?

Costa Neves Delegação Norte da Anac / Junho 2016

10


Atividades, Passeios e Viagens

D E L E G A Ç Ã O N O RT E

DA

A NA C

Palestra do Dr. Coelho Ferreira No dia de Abril, a Delegação Norte da Anac em colaboração com a Apac-Associação Portuguesa dos Amigos dos Caminhos-de-Ferro, patrocinou uma palestra subordinada ao tema "O Caminho ĚĞ &ĞƌƌŽ ĚĞ WĞŶĂĮͲ el à Lixa e Entre-os-Rios". A palestra foi proferida pelo Dr. José F. Coelho Ferreira.

Palestra ͞Fisioterapia e Acupunctura͟ A ƌǐ ŶĂ DĂƌŐĂƌŝͲ da Diogo Nunes, siatra, e a ƌǐ ZĞͲ nata Figueira, sioterapeuta, que exercem a vidade no Posto Médico dos Serviços Sociais da CGD, no Porto, realizaram uma palestra formação sobre "Fisioterapia Uroginecológica" e "Acupunctura Médica", no auditório da Delegação Norte da Anac, no dia 1 de Maio.

Passeio à Lousã No dia 16 de Abril, realizamos um passeio à Lousã e às Aldeias de Xisto. Tivemos uma visita guiada à Lousã e visitamos o Museu Etnográ co da Lousã, o Centro istórico da Lousã e o Museu do Professor Álvaro Vieira de Lemos. O almoço foi no Restaurante o "BURGO ". Visitamos também a Ermida da Nossa Senhora da Piedade e o exterior do castelo. Por l mo zemos a visita às "Aldeias de Xisto" com a aldeia do Candal. Viagem à Galiza A Delegação Norte da Anac realizou uma viagem à Galiza, da Corunha a Sanxenxo com passagem por San ago de Compostela, nos dias 6 a de Maio de

Palestra/Informação ͞Serviços Sociais CGD͟ No dia 6 de Junho, o Dr José Carlos Barbosa, vicepresidente dos Serviços Sociais da CGD, proferiu uma palestra sobre os Serviços Sociais e a Assist ncia Médica. O futuro dos Serviços Sociais, a dinamização dos Postos Médicos, a relação com os Bene ciários e muito mais foi discu do nesta importante palestra que teve lugar nas instalaç es da Delegação Norte da Anac.

2016. Foi uma pequena viagem para apreciar as belezas naturais da Galiza e apreciar a sua gastronomia. Ficamos instalados no melhor hotel de Sanxenxo junto à praia de Silgar.

Passeios à descoberta do Porto O quarto e l mo passeio do "Ciclo da Primavera 2016" dos passeios à descoberta do Porto, ocorreu no dia 14 de Maio. Como sempre, esta a vidade da Delegação Norte da Anac foi organizada, coordenada e orientada pela nossa Subdelegada Fernanda Vilarinho. Este l mo passeio terminou na marginal de Gaia com um almoço no restaurante "Ar de Rio", que tem uma vista deslumbrante sobre a o Porto An go͙

Passeio à Guarda No dia 21 de Maio de 2016, em colaboração com a Delegação da Beira Interior da Anac, realizamos um passeio à cidade da Guarda. Deste passeio constou uma receção no " elcome Center Guarda͟ e um elcome Drin nas instalaç es da ANAC-Beira Interior. Tivemos também a visita guiada à Sé Catedral e um percurso pedonal pelo Centro istórico. O almoço foi servido no futuro Museu de Arte Sacra. Ainda visitamos a Aldeia de Meios, o Museu da Tecelagem dos Meios e a Igreja Matriz de Aldeia Viçosa. Com muita par cipação dos Sócios, cerca de 75, do Norte e da Beira Interior, o dia foi também de franca confraternização. Passeio dos Troféus No dia 11 de Junho realizamos o nosso tradicional "Passeio dos Troféus". Este ano decorreu em Resende, capital da cereja. Visitamos o Museu Municipal de Resende, o Centro Interpreta vo da Cereja e a "Cermouros-Cereja de S. Mar nho de Mouros". No restaurante decorreu a cerimónia de entrega de troféus aos vencedores das modalidades do nosso Torneio de Jogos de Salão.

Delegação Norte da Anac / Junho 2016

11


PLANO DE ATIVIDADES EM 2016 ORGANIZAÇÕES NA SEDE julho

- dias 01 a 09 – dias 15 a 21

CABO NORTE SÃO PETERSBURGO E MOSCOVO

setembro

- dias 04 a 14

FUENGIROLA – HOTEL FUENGIROLA PARK ****

outubro

– dia 8 - dias 14 a 27

XV ENCONTRO NACIONAL DE SÓCIOS EFETIVOS VIAGEM À ÍNDIA

novembro

– dias 11 a 13

SÃO MARTINHO

dezembro

– dia 10

ALMOÇO DE NATAL

ORGANIZAÇÕES NA DELEGAÇÃO NORTE julho

-

NORMANDIA E CASTELOS DO LOIRE (VIAGEM DE AUTOCARRO)

setembro

- dias 10 a 19

FÉRIAS EM VINARÓS (ESPANHA) COM VISITA A MADRID

outubro

- dias 15 a 20

ANDALUZIA (GRANADA, SEVILHA E CÓRDOVA)

novembro

- dia 10

SÃO MARTINHO

dezembro

- dia 10

ALMOÇO DE NATAL

- dia 16

ENTREGA DOS TROFÉUS

VISITAS CULTURAIS julho setembro

UM DIA COM A FERROVIA

outubro

FAMALICÃO E S. MIGUEL DE SEIDE

NOS 140 ANOS DA NOSSA CAIXA

A Caixa Geral de Depósitos completa hoje 140 anos. Os parabéns são para todos nós!!!!! Para todos nós que trabalhamos hoje na nossa Caixa e que nos sacrificamos diariamente para que ela continue grande e como referência incontornável na economia do nosso país. Mas estes parabéns são muito devidos a todas aquelas gerações que com muito suor, sacrifício pessoal e familiar, muita capacidade de aprendizagem e de adaptação conseguiram transformar umas simples “repartições públicas” e pagadorias em agências e serviços que são hoje referência nacional e internacional. Queremos, e temos direito a ter a “nossa Caixa” na esfera pública e gerida por quem a estime e, sobretudo, reconheça e respeite o valor daqueles que a construíram e continuam a construí-la diariamente. Muitos milhares de excelentes profissionais passaram pela Caixa nestes 140 anos. Muitos ainda estão vivos e são a razão de ser da ANAC. Para eles e por eles continuamos a depositar confiança na gestão da “nossa casa” mas não podemos esquecer as núvens que pairam sobre ela e também sobre aquilo que a distingue dos outros bancos. As organizações criadas pelos trabalhadores desta casa exemplar têm de continuar a ser consideradas como exemplares e assim estimadas. O PARABÉNS CGD. PARABÉNS REFORMADOS E TRABALHADORES QUE A FIZERAM E FAZEM GRANDE.

CAROS SÓCIOS ESTE É O ANO DE ENCONTRO NACIONAL INCENTIVAMOS OS SÓCIOS QUE HABITUALMENTE PARTICIPAM NOS CONCURSOS DOS “NOSSOS TALENTOS” PORQUE “A NOSSA VOZ” PRECISA DA VOSSA CRIATIVIDADE PARA FRUIÇÃO DE TODOS NÓS


Anac boletim 69