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DELEGAÇÃO DO PORTO DA ANAC ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS APOSENTADOS DA CAIXA

Comunicar

Boletim Informativo Trimestral

Numero 17 Setembro 2013


Delegação do Porto da Anac

Atividades

Torneio de Jogos de Salão

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Vamos dar início a um novo Torneio de Jogos de Salão da Anac-Norte. Os jogos terão início em Novembro de 2013 e prolongar-se-ão até Maio de 2014, finalizando com um almoço de confraternização e entrega de Troféus, em Castro Laboreiro. As modalidades em disputa serão as seguintes: Bilhar Snoker; Bilhar Livre; Dominó Simples; Dominó Belga; King: Sueca: Copas; Damas; Xadrez e Crapô. Podem participar todos os Sócios da Anac e respetivos Familiares.

Passeios no Porto Iniciamos em 25 de Setembro o novo ciclo, de Outono, dos passeios à descoberta do Porto… Este ciclo de Outono será constituído por 4 passeios que privilegiarão a visita a edifícios, museus e monumentos da cidade do Porto. Os quatro passeios à descoberta do Porto deste ciclo de Outono serão os seguintes: Dia 25 Set, visita à Biblioteca Pú-

blica Municipal do Porto e visita ao Teatro Nacional de S. João; Dia 09 Out, visita à Casa Oficina António Carneiro e visita ao Museu Militar ; Dia 24 Out, visita ao Estádio do Dragão; Dia 06 Nov, visita à Casa Museu Guerra Junqueiro, Arqueossítio da Rua D. Hugo, nº. 5 e Casa dos Redemoinhos. Comunicar 17 / Setembro 2013


Passeios e Viagens

Delegação do Porto da Anac Quinta, seguindo-se depois o almoço no Restaurante São Leonardo, no magnifico promontório de Galafura, donde a vista sobre o Douro “...é de tirar a respiração.”. Por fim, e após a atuação do Grupo de Cantares da Delegação do Porto da Anac, dirigido pelo nosso Colega Francisco Ferreira, tivemos a Tradicional Entrega de

Passeio dos Troféus No dia 29 de Junho de 2013, no âmbito das atividades da Delegação do Porto da Anac e na sequência dos Torneios e Competições que se realizaram desde Novembro de 2012, efetuamos um passeio de confraternização para entrega de troféus aos vencedores das dez modalidades de jogos de salão que tiveram o seu final em Maio de 2013. Deste “Encontro” constou uma interessante visita guiada à Quinta Seara D’Ordens, em pleno Douto Vinhateiro, onde os participantes puderam apreciar várias qualidades do excelente Vinho do Porto que se produz naquela

Troféus e Medalhas aos vencedores das várias modalidades do nosso Torneio de Jogos de Salão. No regresso ao Porto tivemos ainda uma visita (livre) à transmontana cidade de Vila Real.

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Passeios e Viagens

Delegação do Porto da Anac

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Viagem à Rússia Viagem às duas mais ricas e importantes cidades da grande nação Russa… S. Petersburgo, a cidade imperial. Moscovo, a cidade do Pós-Revolução.

S. Petersburgo. A cidade, fundada por Pedro, o Grande, em 1703, na foz do rio Neva, é conhecida como a Capital do Norte ou cidade dos Palácios. Iniciamos a visita com uma panorâmica pela Nevsky Prospekt, principal avenida e coração da cidade, a catedral de Kazan, a igreja da Ressurreição de Cristo com as cúpulas coloridas, a Praça das Belas Artes, o Almirantado e a Praça do Hermitage com a coluna de Alexandre. Fizemos uma paragem na ponte sobre o Neva, para uma excelente panorâmica dos Palácios, e de seguida visitamos o interior da Fortaleza de Pedro e Paulo, incluindo a Catedral onde se encontram os túmulos da família Romanov. Visitamos a imponente catedral de Santo Isaac e fizemos uma demorada visita às principais salas do Museu Hermitage. Assistimos também a um excelente espetáculo de Folclore Russo. Visitamos os parques e jardins do Palácio de Petrodvorets, antiga residência de verão dos imperadores russos e o Palácio de Catarina a Grande, antiga residência imperial do séc. XVIII, um majestoso exemplo do barroco russo incluindo a sala de Âmbar. Assistimos também a um maravilhoso espetáculo de Ballet. Efetuamos ainda um cruzeiro através dos canais da cidade que nos permitiram uma outra visão das fachadas dos imponentes monumentos e palácios. Moscovo. Iniciamos a visita com uma panorâmica da cidade: as grandes avenidas, diversas praças, as sete torres de Estaline e monumentos da cidade. Visitamos a praça com a estátua em homenagem ao príncipe Yuri, fundador da cidade em 1156, o monumento a Pedro, o Grande e a fachada do imponente Teatro Bolshoi. Visitamos a pé à Praça Vermelha, com a colorida Basílica de S. Basílio, o exterior do mausoléu de Lenine, os antigos armazéns GUM e a praça do Relógio Mundial. Entramos na imponente Catedral Ortodoxa de Cristo, o Salvador e, à noite, assistimos ao Circo de Moscovo. Visitamos o famoso Metropolitano de Moscovo, onde as estações mais parecem galerias de arte, com os seus mármores e mosaicos e efetuamos u, passeio, a pé, na rua Arbat, principal artéria comercial. Visitamos o museu da Armeria, apreciando cada uma das nove salas que reúnem uma grande parte da herança russa. Entre as peças mais importantes do Museu destacam-se a coroa imperial, o diamante Orloff e os ovos Fabergé. Visitamos ainda o Kremlin, sede do poder político e espiritual, incluindo o território e entrada nas Catedrais ortodoxas da Assunção, Anunciação e Arcanjo S. Miguel. A viagem decorreu muito bem sendo do agrado de todos os participantes, que apenas lamentaram não ser mais longa... Comunicar 17 / Setembro 2013


Passeios e Viagens

Delegação do Porto da Anac Viagem a Londres Visitamos Londres e ficamos encantados com a tradição de uma das cidades mais fantásticas da Europa. Iniciamos a nossa visita da cidade no Museu de Cera de Madame Tussauds, o mais famoso museu de cera do planeta, onde figuras mundiais estão retratadas com um realismo impressionante. Visitamos a Torre de Londres, com os seus 900 anos de história que alberga as jóias da coroa britânica; A Catedral de S. Paulo, obramestra de Christopher Wren e local de grandes acontecimentos, como o funeral de Sir Winston Churchil em 1965 ou o casamento do príncipe Carlos com a princesa Diana em 1981; A Abadia de Westminster, local de coroação e sepultura dos monarcas britânicos e onde teve lugar o mais recente casamento real

entre o Principe Wiiliam e Kate Middleton; O Big Ben, o famoso sino, com 13 toneladas, instalado no Palácio de Westminster; e assistimos a um dos famosos musicais do West End Londrino, “O Fantasma da Ópera”. Experimentamos “The Tube”, o metro londrino, até Trafalgar Square para visita a pé a Trafalgar Square com a Coluna de Nelson, o almirante vitorioso na batalha de Trafalgar nas Guerras Napoleónicas; Downing Street nr 10, a residência oficial do Primeiro Mi-

nistro; St James Park, o Palácio de Buckingham, sede da Monarquia Britânica; a Praça de Wellington com o Arco do Triunfo; Apsley House, residência dos Duques de Wellington; o Hyde Park, emblemático pulmão da cidade; Park Lane e Marble Arch. Visitamos também o museu britanico, que inclui peças como a Pedra de Roseta e os frisos de Partenon de Atenas e tivemos tempo livre para apreciar Oxford Street, uma das mais animadas e comerciais ruas de Londres. Visitamos o famoso Castelo de Windsor, a maior fortaleza habitada do mundo, com destaque para a Capela de S. Jorge, sede espiritual da Ordem Jarreteira, Casa das Bonecas da Rainha Mary e grandes salões como o Salão de Waterloo e o Salão de S. Jorge. Ainda com a Chinatown londrina e Piccadilly Circus na ideia, regressamos a Portugal com vontade de visitar novamente Londres.

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Passeios e Viagens

Delegação do Porto da Anac Férias em Isdabe Decorreu entre 7 e 19 de Setembro, a viagem/férias da Anac ao sul de Espanha, com grande participação como sempre. Este ano, a viagem da delegação do Porto da Anac a Isdabe decorreu em duas fases. Com uma paragem em Elvas para o almoço do Grupo, chegamos ao fim da tarde à lindíssima cidade de Sevilha. Após o jantar assistimos a um excecional espetáculo de bailado sevilhano (flamengo ou danças sevilhanas) no Palácio Andaluz. No dia seguinte fomos conhecer a cidade de Sevilha orientados por um Guia profissional que nos transmitiu e mostrou a beleza e os encantos sevilhanos, nas suas praças e ruelas e nos seus monumentos. O almoço num dos restaurantes mais típicos de Sevilha completou a nossa visita àquela grande cidade andaluza. Já no complexo turístico de Isdabe, o Grupo teve a oportunidade de visitar diversos locais característicos da região Andaluza, como as

cidades de Marbella, Ronda, Málaga, Mijas e outros locais de veraneio como Estepona, Porto Banús, Torremolinos, Benálmadena, Nerja e os Balcões da Europa, além de aldeias brancas como Setenil de las Bodegas e Ójen. Os participantes disfrutaram de um clima excecional, das várias praias que diariamente visitávamos e da piscina do hotel, que proporcionaram belos momentos de lazer, descanso e confraternização. Foram muito agradáveis as férias que este ano os Sócios da Anac disfrutaram no sul de Espanha.

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Delegação do Porto da Anac

Por Né do

Resposta à Rubrica “Quem é o Autor?”

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Resposta à rubrica “Quem é o Autor?” publicada no último boletim da ANAC: Álvaro Cunhal. Álvaro Barreirinhas Cunhal foi um político e escritor português, conhecido por ser um resistente ao Estado Novo, e ter dedicado a vida ao ideal comunista; Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas foi um poeta português. O nosso Colega António Barata, descobriu a

resposta correta à pergunta “Quem é o Autor?”. Parabéns e o agradecimento da AnacNorte pela sua colaboração. A resposta à rubrica deste número, deverá ser dirigida à Delegação da Anac-Norte e será divulgada no próximo número deste jornal. www.peixotocostaneves.blogspot.com

Quem é o Autor ? Sou comunista pensando num socialismo do futuro completamente diferente do passado, muito mais humano e com uma verdadeira democracia de base em que possa haver eleições, sem dúvida, e parlamentos em que haja formas de democracia mais autênticas e profundas. Nem sempre nas democracias capitalistas há uma relação entre aqueles que elegem e aqueles que são eleitos. Parece-me que este tipo de eleição é insuficiente para uma verdadeira democracia. Tem de haver uma mobilização da base, uma participação da base. Não acredito já hoje no homem novo. Acreditei. Tive uma profunda admiração por Ernesto Che Guevara, que tentou ser um homem novo e criar homens novos, mas acho que os homens rapidamente adormecem e que os estímulos morais não bastam. É preciso estímulos materiais. Também não acredito no estatismo total, na estatização total de um país como a União Soviética.

Acredito sim que tem de haver um sector empresarial forte para que possa haver cultura. Não uma cultura dirigida, mas uma cultura apoiada para que possa haver saúde, assistência social; para que possa haver trabalho criativo e amor pelo trabalho. E acredito que tem de haver necessariamente iniciativa privada, mas não do tipo monopolista e que, nesse aspeto, as ideias marxistas têm de ser adequadas às realidades do homem de hoje. Que o sentimento de propriedade não é ter uma casa ou uma terra. É perfeitamente legítimo. Que não deva transformar-se numa opressão dos homens pelos outros homens. Portanto aí não importa muito saberse que, no futuro, chamar-se-á comunismo a essa sociedade que será a globalização socialista. Que essa sociedade será a única capaz de defender o ambiente, também o acredito.

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Urbano Tavares Rodrigues

Por Né do

Prémio Vida Literária A Caixa Geral de Depósitos entregou o Prémio Vida Literária ao escritor Urbano Tavares Rodrigues na cerimónia pública que teve lugar na Culturgest, em 7 de Fevereiro, e que foi presidida pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, e em que participaram o Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, Dr. José Manuel Mendes e o Presidente da CGD, Prof. Dr. António de Sousa. Este prémio instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE), em 1992, e patrocinado desde o início, pela Caixa Geral de Depósitos, entregue a Urbano Tavares Rodrigues, veio destacar tanto a obra do escritor no domínio da ficção e do ensaio como a “extrema lucidez e generosidade com que, em mais de meio século sempre leu os autores de sucessivas gerações”. Nas edições anteriores, este galardão foi atribuído a Miguel Torga (1992), José Saramago (1993), Sofia de Mello Breyner Andersen (1994), Óscar Lopes (1996), José Cardoso Pires (1998) e Eugénio de Andrade (2000).

Comemoração dos 50 anos de Vida Literária

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Por iniciativa da Cooperativa Árvore -Porto decorreram na sua sede, de 1 a 4 de Julho, várias reuniões -cuja temática versava “O intelectual empenhado no limiar do século XXI”em que participaram, para além do homenageado, José Manuel Mendes, Helena Buescu, Luís Adriano Carlos, Baptista Bastos, Isabel Pires de Lima, Maria João Raynaud, José Barata Moura, Mário Soares, Miguel Veiga e o coro Madrigália. Todos os intervenientes realçaram os 50 anos de literatura do grande criador de uma vasta obra ficcionista, professor, ensaísta e jornalista, em que sempre estiveram presentes as suas opções ideológicas e a sua descrença no sistema neocapitalista liberal, que entende “estar agonizante e prestes a provocar grandes convulsões sociais”. Como em qualquer destas reuniões não foi referido o inestimável contributo do homenageado para a formação e dinamização de grupos de teatro de amadores, achei oportuno, na qualidade de um dos fundadores de ”Os

Hipopótamos” intervir para focar a primordial importância que teve o 1º colóquio promovido pelo grupo da Secção Cultural dos Serviços Sociais da CGD, precisamente orientado por Urbano Tavares Rodrigues. Nesse 1º colóquio –que se seguiu a um espetáculo em 6/3/71, pelo Teatro Estúdio de Lisboa, no Teatro Vasco Santana, exclusivo para os empregados da CGD a que assistiram cerca de meio milhar de espectadores– foi analisada, sobre diferentes perspetivas, a peça “A Cozinha” do dramaturgo inglês Arnold Wesker, internacionalmente famosa e aplaudida, tendo o original e fecundo escritor dissertado sobre as realidades estéticas, artísticas e sociais do Teatro, da sua evolução e tendências mais marcantes na panorâmica portuguesa e universalista. Na década de 70 “Os Hipopótamos” orientados por Costa Ferreira levaram à cena mais de uma dezena de espetáculos para adultos e um para crianças em Lisboa e no Norte e Sul do País, os quais foram muito bem recebidos pelo público e pelos críticos mais exigentes. Na década de 80, já denominado o grupo de “Teatro da Caixa” contou mais de meia centena de espetáculos em Lisboa e também nos Açores (Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta), Madeira (Funchal), Coimbra e Porto (para encerramento do FITEI). Com “O Tio Vânia” de Tchekov, encenação de Rogério de Carvalho, cenografia de José Castanheira, obteve em 1981, 3 prémios da crítica e o 1º prémio do Festival Sindical de Teatro de Amadores. Com “O Avarento” de Moliére obteve o 1º prémio do Festival Sindical de Teatro de Amadores de 1984, apresentou-se ao público de Lisboa (em mais de 30 espetáculos), da Covilhã, de Castelo Branco e Porto (encerramento do FITEI) e exclusivo para empregados da CGD. Em toda a parte foi recebida com agrado esta exemplar experiência dos empregados da maior Instituição de Crédito do nosso País que jamais esqueceu a contribuição do Urbano para a fundação do seu Grupo de Teatro.

Porto, 10/07/2003 Costa Neves

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Pirómanos

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Mal pressentiu o jeep da Florestal lá em cima, na orla dos aceiros, o Lagartixa atirou com os fósforos para as chamas e aos trancos e barrancos galgou bouça abaixo, deixando após si uma densa e já larga frente de fogo. Era urgente alcançar o asfalto antes que a parafrenália e o estardalhaço dos bombeiros e forças policiais confluissem ao local; alcançar o asfalto e atravessá-lo, embrenhando-se na mancha verde de bouças e baldios da outra banda, assim despistando o faro das autoridades perseguidoras. Não tardou que na torreira da tarde, varando um céu quieto e abrasador, o silvo das sirenes lhe batesse nos tímpanos. Ainda faltava um pouco de corta-mato para atingir a estradinha municipal e estaria perdido se algum guarda ou bombeiro o surpreendessem na alucinada fuga. Para trás, mais e mais alargava e progredia aquela onda de fogo, bouça acima, num estralejar de cascas e de pinhas. E no ar começava o cheiro acre a resina e a essência de eucalipto e a dança esgarçada e efémera das fagulhas. Um que outro lancinante pio de ave dando o alarme a toda a bicharada residente. Lagartixa, do esforço e do medo, começava a sentir um quebranto que lhe tolhia os movimentos e lhe descomandava a respiração. As pernas, ademais de bambas, iam sendo golpeadas pelo denso tojo arnal e por um que outro escalheiro, sangrando-lhe as tíbias até se colarem às calças. Mau passo, sem dúvida, aquela loucura de incendiar a bouça do Hilário. Mas já nenhum arrependimento poderia reverter o ato vingativo e criminoso que acabara de perpetrar. Agora a solução, ou arremedo dela, era retirar por rumos insuspeitos, baralhar pistas às autoridades e denunciantes, fazendo uma aproximação ao povoado pelo lado oposto ao do incêndio. Ia nisto, quando a faixa serpenteante e escura do asfalto lhe surgiu à frente. Mais uns saltos de cabrito sobre moitas de tojos e carrascas, ou por um lombo de pedregulhos, — e teria todas as hipóteses de manter a condição de insuspeito. Só que a ansiedade traiu-o; não olhou para a direita nem para a esquerda, nem os ouvidos, numa zoeira de esforço e excitação, lhe preveniram o risco fatal: a aproximação, a toda a brida, de um autotanque dos soldados da paz. Colheu-o em cheio, projectando-o a uns vinte metros, deixando-o entre a vida e a morte. / Ainda convergiam para o local do incêndio várias viaturas dos bombeiros, da protecção civil e da guarda, quando, em sentido oposto, rolava uma ambulância a grande velocidade e estridente alarme, rumo ao hospital da vila. O sinistrado ia entre a vida e a morte, com o cabo enfermeiro a mais não poder fazer do que ministrar-lhe soro e tentar estancar-lhe com garrotes e compressas os rasgões múltiplos por onde sangrava abundantemente. O médico de serviço acudiu a verificar-lhe os sinais vitais, tomou-lhe o pulso, examinoulhe a pálpebra, apurou-lhe a sensibilidade na planta dos pés. E era de descrença a expressão que transparecia de seu rosto. Sem mais delongas, elaborou um relatório sumário que entregou ao cabo enfermeiro, ordenando ao motorista rumar de imediato para o Hospital de S. João, no Porto. — É tempo perdido… Este já foi para os anjinhos… ou para o inferno. Não é preciso ter andado em Coimbra para apurar que o desgraçado já vai cadáver… — dizia o cabo enfermeiro para o motorista, estrada fora. E acrescentou: — Estes médicos daqui chutam tudo o que podem para os hospitais principais; eles que examinem, que autopsiem e lavrem a causa mortis… — É… E a malta que se lixe por aqueles corredores a federem a morte e a miséria. E a secar horas a fio, até que as formalidades sejam cumpridas e nos libertem. Eu já me habituei a cochilar em cima do volante, mas vós é que tendes de aguentar a pastilha… — foi-lhe o condutor. — Pois… O desgraçado deste incendiário já chegou morto e bem morto às urgências do nosso hospital; poderia muito bem transitar para a morgue. Mas não; Porto com ele… Incendiário?! — Tens dúvida? Isto não sai de entre nós, mas foi o gajo que lançou fogo àquelas bouças. As autoridades que investiguem, que não sou eu a dar-lhes a pista. Mas olha… — e exibiu ao comComunicar 17 / Setembro 2013


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Pirómanos panheiro incrédulo um cubinho de acendalha — isto trazia ele no bolso das calças… — Davas detetive, estou a ver… Erraste a profissão… / — Nós não somos nada… O destino dá uma assopradela e lá vamos nós de cambulhada para o outro mundo… — argumentava filosoficamente o Saraiva num magote de homens que vieram ao velório, em parte por consideração ao finado, em parte para apurar os zun-zuns que grassavam pelo povoado de que o Lagartixa fora atropelado quando vinha de lançar fogo à bouça do Hilário, com quem trazia — era do domínio público — umas contas velhas e revelhas, de difícil quitação. — É verdade, não somos nada… — anuía o Lameiras, também sentencioso — A vida é uma rodinha que rola, rola, até que chega a morte e a faz parar… Juntava-se mais gente. Afobada, com semblante e gestos de tragédia. Encomendavam o defunto, resmoendo orações e aspergindo-o copiosamente com o hissope aos pés da urna. Depois, pesarosos e trapalhões, dirigiam-se aos doridos: Que tragédia, amigo Vasco!… O seu paizinho… — Sou o André… O Vasco é aquele ali… — e apontava com o queixo o outro lado do esquife. — Oh, perdão!… Claro que é o André… Eu é que já não atino, tal a mágoa por perder um velho amigo como o senhor seu pai… Vou-lhe contar uma passagem, éramos nós rapazes espigadotes, já a olhar para a sombra, Uma seca. Em bancos corridos, um coro de velhotas embiocadas em negros xailes, ao velho estilo das antigas carpideiras, bichanava as contas do terço, alternadas com uns ais entre profundos e dilatados. Quando, inesperadamente, da porta que dava para a cozinha, chegou um cheirinho delicioso a café. Foi como chamariz ao grupo de presentes, que logo abandonara a sala do velório para seguir no rasto daquele fiozinho de aroma que lhe excitava as narinas. Quem fazia o café era a Laurinda, que ia relatando para os ouvintes uns recentes episódios. — Coitadinho… Ainda Domingo me pediu um arroz de sarrabulho (lágrimas) e que bem que lhe soube… (choro) Mal imaginava ele que (choro convulso) era a última vez que se regalava com comidinha tão boa… (lenço nos olhos) tão boa… Não descuidava o café; café de borra em fervedor de barro, espesso e aromático, mesmo a pedir, por cima, um bagacinho e uma cigarrada. Até a conversa ganhava outra animação, mais largo fôlego, com as gargantas desatadas e as ideias fluídas. Era escutar o macambúzio do Florindo, para ali parado que nem múmia e de repente, com o café e duas branquinhas no papo, a desfazer-se em prosa: — Ai André… Como a velha da foucinha nos prega destas partidas… Nem quero acreditar… Não vai há mais de oito dias que bebemos juntos, umas malguinhas na feira de S. Brás. E se vissem como ele andava feliz da vida, confiante no futuro… — Ao que sei, até estava a organizar uma lista para, nas próximas eleições, correr com o bandalho do Hilário… — acrescentou o Liminha, que se andava a fazer para secretário. — Ai vida… que madrasta nos saíste… — rematou o Vasco, cortando a enxurrada de evocações.

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Estavam nisto quando o Gaspar precisou de verter águas e veio cá fora. Fumava e aliviavase tranquilamente contra o muro do quinteiro quando, ao fundo do escuro, lá para os lados do Monte Calvo, um cordão de lume bruxuleava, ora ateando ora esmorecendo labaredas que marinhavam pelo fuste dos pinheiros. Sacudiu-se e veio pressoroso dar a notícia aos que ainda bebericavam na cozinha: -— Rapazes, agora é a bouça do nosso Lagartixa — Deus lhe fale com a alma — que está a arder…

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Delegação do Porto da Anac Calouste Sarkis Gulbenkian [e o seu contributo para a preservação da “impressão digital dos autores da primeira globalização (1) ”]

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Aproveitando a nossa comunicação no Dia do Livro, passado, achamos por bem dar uma nota mais completa sobre este notável cidadão, que tanto amou Portugal. Filho de pais, que eram conhecidos e importantes comerciantes arménios de Istambul, Gulbenkian nasceu em 23 de Março de 1869, em Üsküdar (antiga Scutari), distrito da província de Istambul. Faleceu em Lisboa, em 20/07/1955. O comércio dos pais tinha a ver, entre outras coisas, com a importação de petróleo, sobretudo da Rússia, da Arménia, esta então sob domínio do Império Otomano. Muito novo licenciou-se em engenharia no King´s College de Londres, sendo manifesta a sua apetência pela especialidade de minas, em particular do petróleo e suas jazidas, atenta a formação e experiência familiar. Aos 22 anos visita os campos petrolíferos de Baku (Arzebeijão) que tem fronteira com a Arménia, terra de origem dos seus ancestrais, elaborando um aprofundado estudo que, tendo chegado ao conhecimento do governo turco, o chamou, encarregando-o de ver, estudar e relatar sobre as jazidas e explorações petrolíferas do Império Otomano e depois ser o “adviser”, “expert”, para negociar contratos de concessão de exploração de petróleo entre empresas interessadas e o governo da Turquia. Recordamos aos leitores que estamos nos finais do século XIX, dando a indústria automóvel e aeronáutica os primeiros passos com os motores de explosão. Quem não se lembra dos “chauffeurs(2) ” dos primeiros carros, PanhardLevassor, Benz, em terra, e no ar Santos Dumont, Graf Von Zeppellin (dirigíveis) e irmãos Writt, voo de avião com sucesso, e, mais tarde, Gago Coutinho, Sacadura Cabral e outros? Ao longo do século XIX e inícios do século XX o Império Otomano foi perdendo influencia e ter-

ritórios nos Balcãs, reconhecendo a independência da Grécia, Servia e Montenegro, depois a Bulgária, e entre 8/10/1912 e Maio de 1913 a 1ª guerra balcânica seguida duma segunda guerra, desta vez entre os antigos aliados da primeira (Bulgária contra a Servia, Grécia e Montenegro, auxiliadas pelos otomanos e pela Roménia). Os “jovens turcos” em 1913 dão um golpe (os três paxás ou o chamado triunvirato que acaba, no final, condenado à revelia e perseguido e morto, em 1919/1920). Todavia, neste período os cristão arménios(3) , sofreram, tendo estes conflitos sido uma antecâmara da I Grande Guerra, período muito difícil para este povo, perseguido e objecto dum autentico genocídio (4) . Mas em 1914 dá-se o inicio da I Grande Guerra, tendo o Império Otomano alinhado com a Alemanha, Áustria-Hungria, Bulgária e outros (os chamados Impérios Centrais) contra a França, o Império Britânico, Rússia, Itália, Estados Unidos, Servia, Grécia, Japão, Brasil, Portugal(5) , etc. O petróleo tem importância estratégica, neste primeiro conflito mundial. E continuará a ter, num “crescendo” de produção e suas zonas, de refinação e consumo. Gulbenkian, sempre fiel à profissão e especialidade, sugere o controle da industria e comercio nascentes e em expansão, com a guerra, influenciando tratados internacionais, servindo de elo de ligação entre as nascentes industrias americanas e russas, inglesas, francesas, holandesas, turcas, etc. participando técnica e activamente na criação das grandes companhias petrolíferas, como, por exemplo, a antecessora da actual BP, Móbil Oil, etc. Nestas negociações, Gulbenkian reservava para si 5% do capital das empresas, pelo que os colegas da industria lhe chamavam o “senhor cinco por cento”.

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Delegação do Porto da Anac Calouste Sarkis Gulbenkian [e o seu contributo para a preservação da “impressão digital dos autores da primeira globalização”]

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Já casado (desde 1892, com Nervart Essayan, também descendente de arménios), o inicio da II Guerra Mundial e a invasão daqueles territórios pelas tropas nazis, sedentas de combustível, levou a que o “senhor 5%” pensasse em refugiar -se nos Estados Unidos, para onde haviam emigrado muitos arménios naqueles anos terríveis das primeiras décadas do século XX. Homem religioso, e muito fiel à Igreja Arménia (6) , que apoiou, além dos valores do Espírito e da Vida, tinha cultivado, como extraordinariamente culto que era, e com um gosto pouco vulgar e muito conhecedor de obras de arte, a aquisição de um vasto património artístico, de jóias, pintura, mobília, numismática (grega, sobretudo), medalhas (renascença), escultura (egípcia), cerâmica, manuscritos, livros antigos, sobretudo encadernados, tapeçarias, etc. E, por sugestão e a convite do Embaixador de Portugal Dr. José Caeiro da Mata, junto da França do Marechal Petain, (colaboracionista, na denominada “zona livre”, com sede e conhecida como “de Vichy”(7) , onde residia, contrariado, o magnata, diversa da França ocupada pelos nazis, a “zona ocupada” - Paris incluída – estas diferentes da França Livre do general Charles De Gaulle (8) , movimento que lutou ao lado dos Aliados, durante a II Grande Guerra, de 1939 a 1945, na altura ainda não reconhecido), Gulbenkian, dizia -se, é convidado pelo referido Embaixador a visitar Portugal, quando da sua passagem com destino aos Estados Unidos (Nova York). O convite foi aceite. Mas o Destino tece um bordado, diverso da vontade deste Homem Ilustre. Chegado a Portugal, vindo de França, em Abril de 1942, adoece. Instala-se no Hotel Aviz (actual Sheraton), em Lisboa. Melhor, passeia. Visita o Estoril e Cascais, iluminados, com muitos emigrados ilustres, incluindo a nobreza europeia, todos fugidos da Guerra que assolava a Europa e se tinha estendido em 1941 aos territórios da então União Soviética, da qual a “sua” Arménia era uma parte integrante(9) . O petróleo era, mais uma vez, vital. Aprecia a calma portuguesa, a bondade do nosso povo e o bom acolhimento que lhe é atribuído. A vitalidade e a segurança das ruas, as cores e as

luzes, dum país neutral, para quem regressa dum país em guerra, com “black-outs”, é um alívio. Apaixona-se por Portugal. E resolve ficar. E com ele todo o vastíssimo acervo artísticocultural que sempre foi cultivando e coleccionando, os seus investimentos, participações empresariais e acções petrolíferas. O governo português, em 28/02/1950, agracia-o com a Ordem Militar de Cristo. E, vendo aproximar-se o fim da vida, faz testamento, identificando-se como “Calouste Sarkis Gulbenkian, nascido em Scutari, Istambul (…)”dizendo o Notário que «ano de mil novecentos e cinquenta e três, aos dezoito de Junho, em Lisboa na Rua Latino Coelho, numero três, aonde vim especialmente chamado para este acto, eu, o notário do concelho, Fernando Tavares de Carvalho, com cartório na Rua da Conceição, número cento e trinta e um, primeiro andar (…)», conforme cinco folhas visíveis na Internet, em papel da Fundação, www.gulbenkian.pt/.../ TESTAMENTO, cujo site desafiamos os leitores a visitar, pois é um auxiliar importante para melhor compreender todo o conteúdo, sentido e alcance deste acto relevante para a Vida Cultural, Histórica, Cientifica, Artística, Museológica de Portugal e do Mundo, e o seu enorme contributo para a preservação da nossa identidade cultural, espalhada pelas sete partidas. Quem não recorda as bibliotecas itinerantes da nossa (aposentados) juventude? Quem não ouviu os magníficos concertos da Gulbenkian? E visitou o seu museu? E leu livros técnico-científicos, de especialidade publicados pela Fundação? E visitou monumentos recuperados, com ajuda desta Fundação? Teve este Homem um grande auxiliar e que foi testemunha na feitura do testamento: o Dr. Azeredo Perdigão, ilustre advogado, conselheiro do benemérito e, por interpretação do testamento, quer quanto à lei aplicável ao acto testamentário(10) , quer quando ao conteúdo e alcance de certas clausulas e atenta a naturalidade britânica do testador, este advogado ter tido o muito bom senso em recorrer ao saber do Professor Doutor Ferrer Correia da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (especialista em normas de conflitos de leis, direito internacional privado), que, judicialmente, demonstrou que a Comunicar 17 / Setembro 2013


Delegação do Porto da Anac Calouste Sarkis Gulbenkian [e o seu contributo para a preservação da “impressão digital dos autores da primeira globalização”]

aplicabilidade da lei conflitual portuguesa ao caso(11) , seria respeitando as remissões para figuras típicas do ordenamento britânico, como lei pessoal do testador. E mais. Pouco depois da morte de Gulbenkian, o governo, pelo Decreto-Lei nº 40.690, de 18/07/1956, reconhece esta Fundação e aprova os respectivos Estatutos, sendo de visitar o site IN-CM, do Diário de Republica, onde este histórico diploma pode ser lido digitalmente. Do preâmbulo, respigamos: «O instituidor escolheu Portugal para instalar a sede da Fundação e quis que ela se constituísse de harmonia com as nossas leis, o que, antes de mais nada, vale como prova de afecto e preferência pelo País, a que se acolheu em momento delicado da situação internacional, onde passou os últimos anos da sua operosa vida e onde fixou o seu domicilio. Por esta distinção lhe ficam gratos os portugueses.» Finalmente, uma breve palavra para a obra sonhada, corporizada no edifício-sede da Fundação, em Lisboa, com o aprazível parque e museu, tem o risco dos arquitectos Luís Atouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa. É de visitar, com calma.

Porto, 18 de Setembro de 2013 O Sócio Efectivo nº 1467-1

Fernando Mizarela Notas: 1) Cita-se o Dr. Rui Vilar, no discurso de apresentação, em 24/05/2010, da obra “Património de Origem Portuguesa no Mundo – Arquitectura e Urbanismo”, III volumes sobre a América do Sul, sob a coordenação do Professor Dr. José Mattoso, com colaboração de vários especialistas, sublinhando a recuperação levada a cabo pela Fundação, quer da Catedral Portuguesa de Safim, Marrocos (de 1519), quer do Forte Jesus, em Mombaça, no Quénia, de 1593. Sublinhou este Administrador – que também passou pela CGD – que «a preservação do património histórico de origem portuguesa existente fora do nosso país tem sido uma área de permanente acção da Fundação.» (2) Porque era preciso “chauffeur” (aquecer) as “velas” da viatura, para o motor pegar. (

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(3) Foi a primeira nação – antes mesmo do Imperador Constantino, em Roma - a declarar o cristianismo como religião oficial, em 301. (4) O chamado “Domingo Vermelho”, em 24/04/1915, foi um dia de prisão e confisco de bens em massa da intelectuais, escritores, políticos, religiosos arménios, em Istambul. (5) Daí que no Porto a Avenida dos Aliados, mais exactamente, Avenida das Nações Aliadas comemore a vitoria e o armistício de 11/11/1918, tendo a FEP marchado nos Campos Elisios, em Paris, no desfile comemorativo da vitoria da Nações Aliadas. (6) Beneficiou o Patriarcado Arménio de Jerusalém e pagou a construção da Igreja de São Sarkis, onde repousam as cinzas dos pais, em Londres, pois foi sempre devoto da Igreja Cristã Arménia. (7) “A situação politica da França – é objecto de atenções gerais – Os nervos do povo francês resistem bem”. Titulo de 1ª pagina do Jornal de Noticias, ano 52º, nº 248, de 11 de Fevereiro de 1941, reportando-se a um diário suíço que se referia ao acordo celebrado entre o Marechal Pétain e os Nazis, pois, dizia o artigo, que apenas a França, dos países ocupados pelo Reich, se consegue fazer respeitar. E anunciava o Acto Constitucional Quatuer, que indicava o Almirante Darlan com sucessor de Pétain. (8) A França Livre foi reconhecida mais tarde. (9) Depois da efémera Republica Democrática da Arménia, anexada pelos bolchevistas e convertida em Republica Socialista Soviética da Arménia, só viria recuperar a independência depois da implosão da União Soviética em 23/08/ 1991. Membro do Conselho da Europa desde 25/01/2001, e, portanto, da Convenção Europeias dos Direitos do Homem e do respectivo Tribunal, o secretariado deste Conselho é presidido entre Maio e Novembro de 2013, pelo Sr. Edward Nalbandian M.N.E. Arménio. (10) Lord Radcliffe defendia que a fundação deveria ficar na Inglaterra e recusou-se a vir para Portugal. (11) A forma da sucessão por morte, seria regulada pela lei pessoal, a inglesa, e não a portuguesa, que tem restrições legitimarias ao direito do testador dispor dos seus bens. O acto (testamento) respeitara a imposição formal da lei do domicílio, a portuguesa, isto é, foi notarial. A própria interpretação do testamento teria de ter em consideração as disposições típicas da lei pessoal, designadamente os “Trusts”, então uma figura quase desconhecida em Portugal. O testamento fora impugnado pelo filho Nubar.

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Informações

PASSEIOS E VIAGENS REALIZADOS E A REALIZAR EM 2013 REALIZADOS Em 17 de Janeiro -Passeio ao Museu da Chapelaria e Fábrica de Lápis Viarco, em S. João da Madeira, com 54 participantes. Em 27 de Fevereiro -Passeio à Cidade de Barcelos, com visita ao Centro Histórico, ao Convento de Vilar de Frades e ao Artesanato Barcelense, com cerca de 70 participantes. Em 20 de Março -Passeio a Cabeceiras de Basto, com visita ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos e ao Núcleo Ferroviários de Arco de Baúlhe, com 54 participantes. Em 17 Abril 2013 -Passeio à Cidade de Seia, com visita aos Museus da Electricidade, do Brinquedo e do Pão e ao Centro de Interpretação da Serra da Estrela. De 25 a 26 de Maio -Viagem ao Fundão, à Festa da Cereja, com passagem por Sabugal, Sortelha, Castelo Novo e Serra da Estrela. De 06 a 09 de Junho -Viagem a Madrid, Segóvia e Toledo. Viagem à Capital de Espanha e cidades nos seus arredores. Em 29 de Junho -Passeio da Entrega de Troféus aos vencedores dos Jogos de Salão da Anac-Norte, com almoço em S. Leonardo de Galafura e visita à Quinta Seara d’Ordens, no Douro. De 09 a 15 Julho –Rússia. Viagem às duas

De 03 a 06 Agosto -Londres. Viagem a uma

das capitais mais fantásticas da Europa. Cheia de história, realeza, riquezas, museus, palácios maravilhosos! Férias em Isdabe de 07 a 19 Setembro. Com

um dia em Sevilha e espectáculo de dança, a viagem a Isdabe, em pleno coração da Costa do Sol, será mais completa e mais descansada para todos os participantes. A REALIZAR

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mais ricas e importantes cidades da grande nação Russa… S. Petersburgo, a cidade imperial (o Palácio de Verão, o Hermitage e os seus imensos palácios). A “verdadeira jóia dos Czares”. Moscovo, a cidade do PósRevolução. A praça Vermelha, o Kremlin, edifícios estalinistas definem a carácter da capital Russa.

De 10 a 13 de Outubro –Viagem à Madeira. Além do luxuoso azul do céu e do mar e da imponência dos vales e das montanhas onde a flora é diversa e abundante a Madeira tem uma variedade de raras atrações. Em 9 de Novembro -Passeio/Festa de S. Martinho. Em 14 de Dezembro –Almoço/passeio de Natal. Comunicar 17 / Setembro 2013


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Delegação do Porto da Anac CURSO DE FOTOGRAFIA

GRUPO DE CANTARES

Vamos iniciar um novo Curso de Fotografia na Delegação do Porto da Anac, orientado pelo nosso Colega Vítor Rocha. As aulas serão às terças, a partir das 15 horas, nas novas instalações da Delegação, na Rua 31 de Janeiro. Inscreva-se!

O Grupo de Cantares continua os seus ensaios com entusiasmo, Estes ensaios decorrem todas as segundas feiras entre as 15 e as 16,00 horas. Apareça e junte a sua voz às vozes de todos os Colegas do nosso Grupo de Cantares. A informalidade e a boa disposição são fatores que caracterizam todos os elementos do Grupo.

A fotografia é arte e diversão!

COLABORAÇÕES A colaboração dos Colegas nas atividades da Delegação do Porto da Anac é cada vez mais importante para a dinamização da nossa Associação. Precisamos de novas ideias e novas realizações. Apareça na Delegação e ponha os seus conhecimentos e aptidões ao serviço da nossa Comunidade. É no serviço que podemos prestar, que a realização pessoal pode atingir o seu expoente máximo.

A SUA PARTICIPAÇÃO É IMPORTANTE! Atividades na Delegação Responsáveis Grupo Cantares: Francisco Ferreira G Aposentado : José Amaral; José Coimbra; Francelina Sá Paula Projeções: José Coimbra, Vítor Rocha Fotografia: Vítor Rocha Informática: João Taborda, José Coimbra Passeios Porto: Fernanda Vilarinho Passeios Culturais:António Coelho Lemos Torneios: José Amaral Boletim: Costa Neves, Costa Andrade, Fernando Mizarela, José Coimbra

Visite os Blogs da Delegação Os prospetos das Viagens e Passeios e fichas de inscrição são publicados na Internet. Visite os nossos Blogs! As inscrições para os programas podem ser efetuadas por correio, mail, ou diretamente na Sede da Anac-Norte. VISITE O NOSSO BLOG INFORMATIVO! CLIQUE AQUI!

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VISITE O NOSSO BLOG DE FOTOS! CLIQUE AQUI!

Junte a sua à nossa voz! CURSO DE INFORMÁTICA Proximamente iremos informar do início de um novo curso de informática, já nas novas instalações da Delegação do Porto. Estes pequenos cursos de informática, com a duração de cerca de 5 semanas, destinam-se aos Colegas que se iniciam na informática e também ao aprofundamento de temas ligados à Internet.

NOTA FINAL É com grande satisfação que podemos comunicar a todos os Sócios que a Delegação do Porto da Anac vai ter novas instalações. Centrais, na zona histórica da cidade, as instalações superam todas as nossas expectativas, tanto em dimensão como em equipamento. Finalmente vamos ter a dignidade que a Delegação merece, com umas instalações que enobrecem o trabalho e os desideratos da nossa Associação. Deixamos aqui um reconhecimento ao nosso Presidente, Dr. Cândido Vintém, pelo empenho que teve e pelo trabalho que desenvolveu junto das Entidades da CGD, ao Diretor Central da DNI, Sr. José Herculano Gonçalves e ao Dr. Henrique de Melo como elemento central de toda a dinâmica que impulsionou o projeto, e a quem devemos as excelentes condições de que irão poder disfrutar todos os Sócios da Anac, empregados aposentados da Caixa Geral de Depósitos.

Delegação do Porto da Anac Rua 31de Janeiro,75/83 - 4000-543 Porto -TelMov: 912 163 542 - Tel.222 011 791 Mail: delegacaoportoanac@gmail.com - Blog: http://anaccaixaporto.blogspot.com Publicação Delegação do Porto da Anac com a colaboração de Costa Neves, Fernando Mizarela, Manuel Alves e José Coimbra

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