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Índice Curriculum Vitae Tróia. Proposta Descobrir Tróia .Trabalho prático desenvolvido na disciplina de Projecto Final de Arquitectura 5ºano. Out/set 2011

Setúbal. Intercepção urbana. Estação de comboio .Trabalho prático desenvolvido na disciplina de Projecto de Arquitectura 4ºano.Julho 2010

Ponta Delgada. Unidade móvel. Feira de cereais – o seu cultivo e utilização .Trabalho prático desenvolvido na disciplina de Projecto de Arquitectura 2ºano. Dezembro 2006


Curriculum Vitae Informação Pessoal

Nome

Ana Isabel Alves

Nascimento

20 Julho de 1987

Morada

Contactos

Emprego pretendido

Estrada Regional. nº 26. Pedro Miguel. 9900-429. Horta Faial. Açores 965184656 alves.ana.100@gmail.com - xoysea@live.com.pt Arquitecto estagiário

Educação e Formação datas Designação de qualificação atribuída Nome da organização de ensino

Nível segundo a classificação nacional

Principais disciplinas

de Setembro de 2005 a 14 Novembro de 2011 Mestre em Arquitectura ISCTE-IUL . Instituto Universitário de Lisboa, Portugal Av. das Forças Armadas, 1649-026, Lisboa média final de Mestrado: 15/20 valores média final de Licenciatura: 12/20 valores .Projecto Final de Arquitectura 5º ano 2010/2011: Prova de Defesa Pública realizada em 14 Novembro de 2011. Classificação final de 17/20 valores Componente projectual orientada por: Doutor Paulo Tormenta Pinto Arquitecta Ana Lúcia Barbosa Componente Teórica orientada por: Doutor Vasco Moreira Rato titulo: Material simples e a amenização do processo construtivo – Gabiões de Pedra em Tróia


Curriculum Vitae Aptidões e competências pessoais

Língua materna Outras línguas

Aptidões e competências informáticas

Português Espanhol compreensão: bom

expressão: média

Inglês

expressão: elementar

compreensão: média

.desenho de AutoCAD (2D e 3D); Google SketchUP; Adobe .domínio de Microsoft Office: Word; Excel; PowerPoint . conhecimento básico de Photoshop

Informações adicionais

Exposições

. Exposição Habitar em Colectivo: Arquitectura Portuguesa do S.A.A.L. Bairro do Restelo. realizado entre 13 de Maio e 12 de Julho de 2009. Sala de Exposições do Edifício II do ISCTE-IUL . Exposição Manuel Vicente, 15 edifícios na Rota do Oriente. Torres da barra – data . Sala de Exposições do Edifício II do ISCTE-IUL alves.ana.100@gmail.com - xoysea@live.com.pt

Publicações

.ALVES, Ana; ANSELMO, Marcos; REIS, Jorge. “1976/87 MACAU, Torres da Barra”, Lisboa, Portugal in Manuel Vicente, 15 Edifícios na Rota do Oriente, Lisboa: ISCTEIUL, pp. 78-87, 186-187


Tr贸ia. Proposta Descobrir Tr贸ia .Trabalho pr谩tico desenvolvido na disciplina de Projecto Final de Arquitectura 5潞ano. Out/set 2010


Nota introdutória No ano lectivo 2010/2011, tendo como base temática a relação entre Arqueologia e o Turismo, fomos convidados a reflectir sobre um território sui generis "Tróia constitui matéria para todo um conto; mas onde não a há!"1. Composto por diferentes realidades que lhe conferem características únicas. Tróia é uma língua de areia que vive entre o mar e o rio, pertencendo a Setúbal pela proximidade e pela História, e a Grândola por distribuição administrativa. O areal, o mar e o rio, a natureza e os achados arqueológicos, a tranquilidade do local em contraponto como skyline urbanizado de Setúbal, tornam este território num tema atractivo para a exploração turística. Havendo intervenções turísticas neste local desde a década de 60, com a empresa Torralta SA, e sendo retomadas em 2005 sobre a alçada do grupo Sonae. Responsáveis pela área denominada de Tróia-Resort assim como pelos trabalhos de exploração da área arqueológica das ruínas romanas, que constituem uma mais valia turística, mantendo-se no entanto com o dilema do equilíbrio entre as massas turísticas e a preservação dos vestígios e sua investigação. A Unidade Curricular de Projecto Final de Arquitectura (UC) é composta por uma vertente projectual e uma teórica. Na vertente projectual foram lançados dois exercícios principais, a valorização do local onde estão as ruínas romanas, criando condições de visita ao núcleo arqueológico assim como um espaço de apoio e acolhimento aos visitantes e aos próprios arqueólogos. O segundo exercício, um hotel com capacidade para trinta quartos, decorre de um reflexão crítica quanto à relocalização do Hotel de Charme previsto no plano de pormenor de Tróia para o local do Palácio Sotto Mayor, junto às ruínas. Em simultâneo foi-nos pedida uma reflexão unitária sobre todo o território, mais em especifico sobre a UNOP 4 (onde se situam as ruínas de Tróia e uma área classificada

1. ANDERSEN,Hans Christian. Uma visita em Portugal em 1866. pp.60


Estratégia Geral

Numa conclusão óbvia, podemos observar que Tróia oferece-nos a possibilidade de explorar uma paisagem diferenciada, rica na sua biodiversidade, no seu património cultural, propícia à criação de um modelo turístico novo e, talvez, diferenciado. Como tal, definiram-se como objectivos gerais cobrir apenas os elementos que precisem de maior protecção; potenciar os pontos de vista gerais de leitura territorial; criar uma rede de percursos que interligue a natureza e o núcleo arqueológico; eliminar o movimento automóvel junto ao núcleo arqueológico. Encarando o território como um todo, procurando incentivar a curiosidade pelo descoberta. Estabeleceram-se alguns pontos estratégicos em torno da Caldeira, através dos quais o visitante pode desfrutar do território das mais diversas formas pois, considera-se importante a consciência do lugar e a forma como este se adequou aos usos que outrora permitiu. Entre estes pontos está uma zona com barcos de pequeno porte para passeios dentro e fora da Caldeira, enfatizando o acesso ao local via marítima ou fluvial, forma de comunicação mais comum aquando da era romana nesta península. A proposta de valorização das ruínas da cidade romana pretende-se em oposição a este contínuo manto natural, retomando a eterna dicotomia cidade/natureza. A proposta apresenta-se como um limite, geométrico e artificialmente construído, sendo composto no seu interior de estruturas também artificiais, que procuram dominar a paisagem que envolve o que resta das construções. Cumprindo a ordem estabelecida pela ortogonalidade da implantação romana a proposta define uma zona que se aproxima de um rectângulo, completamente definido no alçado da chegada ao local e desconstruído nos alçados que contactam com outros elementos como o Palácio Sotto Mayor, a Capela de Nossa Senhora de Tróia e a orla do estuário do Sado. Respondendo a esta regra ortogonal e no interior desta zona demarcada, organizam-se muros de contenção, pavimentos e coberturas que protegendo o objecto de intervenção, potenciam ambientes e vivências que procuram uma aproximação à ruína enquanto obra vivida. A contenção pontual das areias possibilita a colocação do indivíduo numa cota comum de relação com os edifícios e proporciona pontos de ligação visuais e físicos com o estuário, a caldeira e o arvoredo.


Imagens ilustrativas ambientes criados


Materiais aplicados

Paletes de materiais, texturas e cores


"Os muros dividem, mas mais do que dividir, promovem uma relação própria com o que põem do outro lado.(...)Guardo uma memória especial de alguns muros. Muros que se desenham à altura de um banco e que nos convidam a sentar. (...) Muros que desenham um limite espesso e baixo, bancos de namoro ou miradouros improvisados (...) Muros que soltam o olhar para lá do limite que constroem. Muros que prendem o olhar neles próprios. Muros que quando visto em movimento, na curva de uma estrada, são caleidoscópios do interior. São muros em que a velocidade a que são vistos transforma a grelha do seu limite num véu temporário(...)" Arq. Sergio Fazenda


Incidindo sobre a área do núcleo das ruínas de Tróia, o exercício propõe uma reflexão sobre a valorização da paisagem das ruínas e um centro de acolhimento e interpretação do núcleo arqueológico. Entende-se que o território deveria ser lido como um conjunto, um grande museu a céu aberto que tira partido de relação ruínas/território actual como um mesmo sistema que juntos contam a História do local, protegendo apenas o necessário e permitindo que o visitante desfrute do local sem prejuízo do evoluir da investigação arqueológica. Coube-me trabalhar sobre a parcela central do núcleo, composto por um balneário, dois núcleos fabris com um total de 55 tanques de salga, um mausoléu e um conjunto de sepultura em que algumas se estendem inclusive para o interior dos núcleos fabris. Ao que tudo indica dizendo respeito à ultima fase de ocupação deste núcleo, por volta do século V. Este conjunto tem a particularidade de se localizar numa depressão entre dunas e atravessar o território ligando o ambiente interior da caldeira ao exterior voltado a Setúbal. Esta percepção levou-me a propor uma estrutura de cobertura flexível em cabos de aço que se lançam da zona mais alta da duna e protege toda a área deixando passar uma luz tênue, dotando este espaço de um ambiente intermédio entre o exterior (natural) e o interior (ruínas), permitindo ter a percepção de todo o conjunto assim como manter o contacto com a realidade que o rodei, a estrutura possibilita o conforto e protecção do espaço assim como o decorrer dos trabalhos de investigação. Os percursos propostos permitem um certo grau de liberdade ao visitante e ao arqueólogo, fomentando o interesse por ir descobrindo o espaço. A proposta de percurso faz-se por 3 apontamentos, um primeiro que percorre todo o núcleo num caminhar sobre "muros" que permite observar o lugar, num segundo momento a possibilidade de entrar no interior das ruínas ganhando uma maior percepção do espaço de circulação do núcleo fabril e num terceiro momento o aparecimento de plataformas que servem de recepção a este caminhar livre, funcionando como pausas onde se pode voltar a observar o que foi visto e nos reencaminhar na descoberta do território e dos restantes núcleos arqueológicos. O centro interpretativo surge no momento de entrada no núcleo, para uma introduzir à historia do local, funcionando apenas como um espaço de apoio. Este volume longitudinal feito com gabiões de pedra existente, que provem do lastro de barco que outrora aqui passavam, é um edifício permeável que capta para o interior o ambiente exterior. Este material também detentor de História, confere ao edifício uma certa efemeridade, facilitando a sua montagem e possível desmonte, correspondendo ao grão de flexibilidade que pretendíamos ao entrevir num território com um solo em permanente mudança e onde a investigação arqueológica está em iminente expansão.


“Levou uma hora a atingirmos as dunas, cobertas de arbustos, cardos e flores, dignos de brilharem nas nossas estufas. No sítio onde desembarcámos havia montões de pedras, deslastradas pelos barcos que tinham levado a sua carga de sal nos porões. Havia-as assim, grandes e pequenas, de todo os países do Mundo[…] .” Hans Christian Andersen em Uma visita em Portugal em 1866


Hotel

Este pequeno hotel de 30 quartos tem como um dos objectivos utilizar este programa, à partida mais privado, de forma a que também ele faça parte do sistema de descoberta do território, proposto na estratégia geral, aproveitando a sua localização para incentivar a relação do visitante com o espaço. Numa lógica interior próxima do ambiente rústico, e uma constante comunicação com o espaço exterior. O local escolhido no interior da caldeira, situado na frente oposta às ruínas, é especialmente rico pelos diferentes ambientes que proporciona, uma frente de areia ao lado de um pequeno sapal rodeado por uma cortina de pinheiros com um porte considerável. A vegetação, associada a uma massa topográfica acentuada permite um certo isolamento físico e sonoro deste sítio relativamente à zona mais urbanizada, deixando de quando em quando algumas "janelas" de observação por entre as árvores. A proposta projecta-se a partir do solo recebendo os hóspedes numa primeira bolsa - o átrio exterior - entre o edifício e território, encaminhando-os com o seu movimento para o momento da entrada, um grande vazio aberto sob a linha que desenha o início do edifício. O movimento criado pelo desenho do projecto procura criar uma continuidade do objecto construído com a língua de areia que desenha a entrada da caldeira, uma linha imaginária entre este lugar e a margem em frente, como se de um dependese o outro, numa continuidade do edifício para além dos limites do que é construído. O projecto materializa-se na sua maioria com lamelado colado e madeira, usufruindo da sua tactilidade e do tom para criar os ambientes pretendidos. Utilizamos a textura e o ritmo para criar os movimento nas superfícies construídas, alternando entre a massa de madeira e o ripado que filtra a luz para o interior. Aplicando o ripado na zona de relaxamento do spa e nos quartos que estão virados a poente, como forma de proteger da luz e criar um cenário difuso no seu interior. Toda a construção assenta sobre uma base parcialmente levantada do solo permitindo manter uma maior permeabilidade do solo.


Planta de cobertura


Planta Piso 1 Ă rea privada (quartos)


Planta Piso 1 Ă rea social


Planta Piso -1 รrea serviรงos


Setúbal. Intercepção urbana. Estação de comboio .Trabalho prático desenvolvido na disciplina de Projecto de Arquitectura 4ºano.Julho 2010


Ponta Delgada. Unidade móvel. Feira de cereais – o seu cultivo e utilização .Trabalho prático desenvolvido na disciplina de Projecto de Arquitectura 2ºano. Dezembro 2006


à rea de intervenção: baixa da cidade de Ponta delgada Proposta: estrutura da feira de produtos tradicionais.


Localização do da estrutura do projecto da feira. Junto ao alçado sul da Matriz da cidade, sobre a plataforma da escadaria. Aproveita a escadaria da Matriz como entrada “emblemática/monumental” para a estrutura.


Elementos de composição 2 volumes fechados 1 espaço de transição


Circulação

Duas formas de acesso Pela escadaria como entrada principal, dando acesso em simultâneo aos dois volumes Pela “plataforma” da igreja entrando primeiro no volume de venda e só de seguida é permitido o acesso ao “bar”


DIA

NOITE

Material Placa de vidro gravado Características - de dia, o envidraçado reflecte o espaço circundante com se se tratasse de um espelho -de noite, a iluminação interior reflecte o interior do espaço Relaciona-se com as janelas também quadriculadas dos edifícios que rodeiam este local


Vistas

Da zona de “café” os visitantes poderão contemplar -As portas da cidade, elemento emblemático de Ponta Delgada -O ritmo criado pelas arcadas dos edifícios que circundam a praça -E o ritmo criado pelas próprias arvores que estão mesmo em frente a própria feira



anaAlves