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Ficha técnica

Sumário

Director Luis Andrade Ferreira Direcção Executiva Coordenador Redactorial: Ricardo Sá e Silva manutencao@publindustria.pt · T. 225 899 628 Director Comercial: Júlio Almeida j.almeida@publindustria.pt · T. 225 899 626 Chefe de Redacção: Helena Paulino h.paulino@publindustria.pt Assessoria: Miguel Ferraz manutencao@publindustria.pt Design Ana Pereira ana.pereira@engebook.com Webdesigner Martino Magalhães Assinaturas T. 220 104 872 assinaturas@engebook.com www.engebook.com Colaboração Redactorial Luís Andrade Ferreira, C. Pereira Cabrita Paulo Manuel Salgado Tavares de Castro Pedro Miguel Guimarães Pires Moreira Valentin Richter-Trummer Pedro Vale Rui Mendes Bolas Raúl Dória Carlos Medrano Victor Martins da Silva Paula Sofia Lima Nuno Guedes Nuno Cruz Tiago Carvalho Fernando César Lima de Souto Ricardo Sá e Silva Helena Paulino Propriedade, Administração e Redacção APMI – Associação Portuguesa de Manutenção Industrial Rua dos Sapateiros, 207, 2º Esq. 1100-578 Lisboa Tel.: +351 217 163 881 · Fax: +351 217 162 259 www.apmi.pt apmigeral@mail.telepac.pt Contribuinte nº. 501654267 Editora PUBLINDÚSTRIA, Produção de Comunicação, Lda Praça da Corujeira, 38 – Apartado 3825 4300-144 Porto T. 225 899620 · F. 225 899 629 www.publindustria.pt geral@publindustria.pt Representação no Reino Unido EDWARD J. KANIA/ ROBERT G. HORSFIELD International Publishers Representatives Daisy Bank – Chinley High Peak SK23 6OA – England T. (+44) 1 663 750 242 · F. (+44) 1 663 750 973 ekania@btopenworld.com Representação Alemanha JAN PEUCKERT Arndtstrasse 48 D – 12489 Berlin T. (+49) 30 671 98 418 – F. (+49) 30 962 03 288 Jan.peuckert@t-online.de Publicação Periódica Registo no ICS nº. 108797 Impressão PUBLINDÚSTRIA, Artes Gráficas, Lda Tiragem 3000 exemplares Depósito Legal Nº. 22330/88 ISSN 0870 – 0702 Os artigos inseridos são da exclusiva responsabilidade dos seus autores.

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Editorial

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Artigo Técnico 4

Contribuição para o Entendimento da Elaboração das Cartas de Desempenho das Filosofias de Gestão Seis Sigma (4.ª Parte)

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Medição de Tensões Residuais

12 Espaço Qualidade 12 Breves Notas Sobre Seis-Sigmas

14 Nota Técnica 14 Manutenção Preventiva, porque não!

15 Crónicas de Manutenção 15 A Máquina mais Crítica

16 Informações APMI 22 Notícias 31 Dossier Técnico 31 Abertura: Segurança na Manutenção 32 O Erro Humano e a Manutenção em Segurança 35 Segurança em Trabalhos de Manutenção 38 A Segurançpa na Manutenção 42 Barreiras Fotoeléctricas de Segurança 46 A Manipulação, um Assunto Habitualmente Controverso em Relação à Segurança das Máquinas 49 Segurança de Nova Geração - Interfaces e Redes

52 Reportagem 52 VI Edição das Jornadas Tecnológicas 54 Exposolidos Portugal Celebra a Sua Primeira Edição em 2011 56 Jornadas de Manutenção: Ponto de Encontro dos Maiores Especialistas na Área

59 Publi-Reportagem 59 “Confiança e Segurança que os Clientes Depositam na Nossa Equipa de Trabalho e na Qualidae dos Nossos Produtos

62 Informação Técnico-Comercial 62 Nord: Moto-redutor Sem Fim 64 Eurotecnologia: A Boliden Aitik 36 Expande com a Gemex 66 Igus: Ajuste Rápido Pressionando um Botão 68 ABB: Eficiência Energética Industrial 70 RS Amidata: RS Incorpora Gama SIRIUS Innovations de Equipamento Industrial de Controlo e Distribuição Eléctrica da Siemens 72 SGIE 2000: Melhorando o Desempenho a Partir dos Problemas Vividos 76 Schaeffler: Grupo Schaeffler Indústria Aposta na Redução dos Custos do Equipamento 78 SEW-EURODRIVE PORTUGAL: Projectos Realizados com Sistema de Accionamento Mecatrónico MOVIGEAR® 79 Sintética: O Essencial Sobre Lubrificantes Aprovados para a Indústria Alimentar

82 Bibliografia 84 Produtos e Tecnologias 112 Feiras e Conferências MANUTENÇÃO · 1


Editorial

Luís Andrade Ferreira Director

Num contexto económico-social com cada vez maior complexidade, a APMI propõe-se realizar mais um Congresso Nacional, que se anuncia nas páginas desta revista MANUTENÇÃO, a ter lugar em Tomar no inicio do próximo mês de Maio. Os temas a tratar revelam a preocupação existente nesta área profissional relativamente à eficiência cada vez mais necessária para o seu exercício, salientando-se o tema muito actual do “Lean Maintenance”. Este tema é tão mais importante, porque uma boa compreensão do conceito permite perceber que é preciso fazer mais com menos, eliminado os desperdícios existentes. Por outras palavras, significa a necessidade por todos encontrada num aumento da produtividade dos serviços prestados, tendo em vista um aumento de valor das operações duma empresa ou instituição. “Lean” significa magro no bom sentido, aproveitando bem os conhecimentos e as capacidades que existem nas organizações. Não significa, de modo algum, apenas diminuir aos recursos humanos disponíveis ou ao investimento em meios materiais para a execução da Manutenção com a qualidade necessária. Temos que ter a convicção que a Manutenção é absolutamente essencial para um país periférico como Portugal (neste momento talvez o mais periférico do ponto de vista económico da Europa). Sem recursos para investir em novos equipamentos, cabe à Manutenção manter o aparelho produtivo devidamente operacional, fazendo apelo à Engenharia de Manutenção para as necessárias evoluções tecnológicas, sempre que se torne necessário melhorar a fiabilidade dos equipamentos. Logo, ou fazemos Manutenção ou morremos do ponto de vista económico! A escolha é, para nós, evidente. Se-lo-á para os nossos gestores e governantes?

Estatuto Editorial

Até breve, em Tomar!

TÍTULO “manutenção” OBJECTO Ciências e Tecnologias do âmbito da Manutenção OBJECTIVO Difundir ciência, tecnologia, produtos e serviços, para a comunidade de profissionais que exercem a sua actividade no sector da Manutenção. ENQUADRAMENTO FORMAL A “manutenção” respeita os princípios deontológicos da imprensa e a ética profissional, de modo a não poder prosseguir apenas fins comerciais, nem abusar da boa fé dos leitores, encobrindo ou deturpando a informação.

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CARACTERIZAÇÃO Publicação periódica especializada. ESTRUTURA REDACTORIAL Director – Profissional de reconhecido mérito científico, nomeado pela Associação Portuguesa de Manutenção Industrial. Coordenação Redactorial - Profissional no ramo de engenharia afim ao objecto da revista Colaboradores – Engenheiros e técnicos profissionais que exerçam a sua actividade no âmbito do objecto editorial, instituições de formação e organismos profissionais. SELECÇÃO DE CONTEÚDOS A selecção de conteúdos técnico--científicos é da exclusiva responsabilidade do director; A revista poderá publicar peças noticiosas com carácter de publicidade paga nas seguintes condições:

› identificação com a nomeação de PubliReportagem; › formato de notícia com a aposição no texto do termo publicidade. ORGANIZAÇÃO EDITORIAL Sem prejuízo de novas áreas temáticas que venham a ser consideradas, a estrutura de base da organização editorial da revista compreende: › Sumário › Editorial › Espaço Qualidade › Artigos Técnicos › Informações APMI › Notícias › Dossier › Reportagem › Publi-Reportagem › Entrevista › Informação Técnico-Comercial

› Tabela Comparativa › Bibliografia › Produtos e Tecnologias › Feiras e Conferências › Publicidade ESPAÇO PUBLICITÁRIO A publicidade organiza-se por espaços de páginas e fracções, encartes e Publi-Reportagens; A tabela de Publicidade é válida para o espaço económico europeu; A percentagem de espaço publicitário não poderá exceder 1/3 da paginação; A direcção da revista poderá recusar publicidade nas seguintes condições: › A mensagem não se coadune com o seu objecto editorial; › O anunciante indicie práticas danosas das regras de concorrência, ou não cumprimento dos normativos ambientais e sociais.


Artigo Técnico

C. Pereira Cabrita Departamento de Engenharia Electromecânica Faculdade de Engenharia Universidade da Beira Interior (UBI) cabrita@ubi.pt

Contribuição para o entendimento da elaboração das cartas de desempenho das filosofias de gestão seis sigma Parte 4 – Factor de correcção do nível Sigma Resumo Na Partes 1, 2 e 3 deste nosso trabalho expusemos, de uma forma o mais detalhada possível, as metodologias de obtenção das cartas de desempenho Seis Sigma (Six Sigma Scorecards), para a Six Sigma Business Scorecard e para a Six Sigma Maintenance Scorecard, propondo-se agora uma metodologia original de correcção do nível Seis Sigma para aquelas duas filosofias de desempenho.

1. Metodologia de correcção do nível Seis Sigma

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SSBS, grandes e médias empresas:

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SSBS, pequenas empresas:

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SSMS:

Conforme se demonstrou, o número de defeitos por milhão de oportunidades é definido através da seguinte expressão:

tendo-se, respectivamente, para a produção de unidades industriais, para a Six Sigma Business Scorecard (SSBS), e para a Six Sigma Maintenance Scorecard (SSMS): NOD = número médio de componentes defeituosos por unidade; NOD = número de administradores executivos; NOD = número médio de equipamentos por linha de produção. Por conseguinte, considerando que, para um desempenho Seis Sigma se tem DPMO = 3,4, pode-se escrever então:

Como facilmente se depreende, para a produção de componentes industriais simples ou de unidades mais complexas, como se exemplificou em [1,2], é possível em termos práticos conseguir-se um desempenho correspondente ao nível máximo Seis Sigma. Contudo, para as filosofias SSBS e SSMS, torna-se impossível, do ponto de vista racional, atingir-se esse patamar, como se explicita de seguida, onde os valores dos DPU são os mínimos para os quais correspondem os desempenhos máximos possíveis, calculados anteriormente nas Partes 1, 2 e 3:

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Como se constata, sem dúvida que estes resultados são irracionais, na medida em que para se ter um desempenho Seis Sigma seria necessário que, para o máximo desempenho possível, as grandes e médias empresas deveriam ter 2.970 administradores executivos, as pequenas empresas 5.940, e as linhas de produção 2970 equipamentos, o que é manifestamente impossível. Por outro lado, para um mesmo desempenho, quantificado pelo indicador DPU, quanto mais elevado for o número de administradores executivos ou o número médio de equipamentos por linha de produção, mais elevado será o nível Sigma. Apesar das filosofias SSBS e SSMS apresentarem o grande mérito de permitirem classificar o desempenho de negócios e a manutenção industrial em termos comparativos, sucede que, para o mesmo nível de qualidade, isto é para o mesmo número de DPU, o nível Sigma difere de organização para organização, em função do número de executivos ou do número de equipamentos das linhas de produção. Assim sendo, na nossa opinião, quando o número de DPU é o mesmo, as organizações ou os serviços de manutenção deverão ter o mesmo nível Seis Sigma, independentemente do número de executivos ou do número


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de equipamentos, na medida em que apresentam exactamente o mesmo nível de desempenho. Como tal, propõe-se a correcção do nível Seis Sigma, obtido através das metodologias exemplificadas nas Partes 1, 2 e 3, devendo proceder-se do seguinte modo para a obtenção das Scorecards, apresentando-se no Quadro 1 um exemplo respeitante à SSMS: - Determinação dos valores dos indicadores IDM (99), DPU (0,0101) e DPMO (842) para o desempenho máximo possível, assim como do respectivo nível Seis Sigma (4,64) tendo em atenção, neste exemplo concreto, o número médio de equipamentos por linha de produção (12); - Determinação dos valores daqueles mesmos indicadores (IDM = 56,5; DPU = 0,571; DPMO = 47583), assim como do respectivo nível Seis Sigma (3,17), para o desempenho efectivo da função manutenção para um determinado período temporal; - Determinação do factor de correcção, que se obtém pela subtracção entre 6 e o nível Seis Sigma máximo, ou seja, 6 – 4,64 = 1,36. Note-se que este factor é sempre o mesmo, independentemente do nível Seis Sigma correspondente ao desempenho efectivo e desde que o número de equipamentos se mantenha; - Determinação do nível Seis Sigma corrigido, para o desempenho efectivo, obtendo-se 3,17 + 1,36 = 4,53.

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2. Justificação do factor de correcção Como o número médio de oportunidades de defeito por unidade influencia o cálculo do número de DPMO e, consequentemente, do nível Seis Sigma, poder-se-á argumentar que a introdução do factor correctivo que se propõe poderá desvirtuar o cálculo do nível Seis Sigma. Na nossa opinião, tal não acontece pelos seguintes motivos: - Como se apresentou pormenorizadamente em [1], a determinação do nível Seis Sigma representa ela própria uma correcção da distribuição normal, que se traduz pela introdução do factor 1,5; - A base original da criação da filosofia Seis Sigma reside na avaliação da qualidade do desempenho das linhas de produção, contabilizada pelo número de produtos defeituosos fabricados, número esse por sua vez convertido em níveis Sigma, sendo assim relativamente fácil e inequívoco calcular os números de DPU e de DPMO, bastando para isso efectuar a contagem dos componentes e das unidades produzidas, com defeito e em conformidade com as especificações previamente definidas; - A SSBS, proposta por Gupta [3], representa uma adaptação bastante original, engenhosa e inteligente da filosofia Seis Sigma, com a finalidade de se avaliar, em termos relativos baseados nos níveis Sigma, o desempenho de negócios das organizações. Quanto à SSMS, representa, por sua vez, a adaptação da SSBS à função manutenção nas empresas, com os mesmos objectivos de avaliação e de melhoria contínua [2]. Todavia, a determinação em ambos os casos dos respectivos números de DPU, difere significativamente na sua essência da situação respeitante à produção de equipamentos, daí que esses números estejam à partida condicionados ao próprio

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método de cálculo em si, sendo regra geral mais elevado que os seus homólogos respeitantes aos equipamentos fabricados, mesmo nas situações de desempenho máximo; Para o mesmo número de DPU, as organizações que disponham de um número mais elevado de executivos serão as que apresentarão um nível Sigma mais elevado. Esta situação não nos parece ser a mais correcta, na medida em que, por exemplo, se as organizações conseguirem um desempenho máximo, deverão ser classificadas com o nível 6 Sigma. Em termos de justiça relativa, considere-se a situação sui generis de duas empresas rigorosamente iguais, diferindo apenas nas suas designações comerciais e que, para um determinado período temporal conseguiram rigorosamente o mesmo desempenho, ou seja, o mesmo número de DPU. Ora, se o número de executivos for também igual, ambas as empresas terão o mesmo nível Sigma de negócios, todavia se o número de executivos diferir, a empresa com menos executivos será a que apresentará o nível Sigma mais baixo, o que não é muito racional, uma vez que, se essa empresa conseguiu um desempenho igual com menos executivos, à partida significaria que foi mais bem gerida, atendendo a que o número de decisões acertadas por executivo foi mais elevado; No que respeita à SSMS, a situação explicitada no ponto anterior relativamente à comparação entre empresas iguais não se coloca uma vez que, para se fabricar um determinado produto, quaisquer que sejam as empresas que o produzam, o número e o tipo de equipamentos das linhas de produção são, como é óbvio, os mesmos, daí que, desde que essas empresas apresentem o mesmo número de DPU o seu nível Sigma será também o mesmo. A diferenciação situa-se apenas quando o número de DPU é o mesmo e o número médio de equipamentos por linha de produção é diferente, o que conduz a níveis Sigma desiguais, sendo mais penalizado o serviço de manutenção que tenha a seu cargo o menor número de equipamentos; Contrariamente ao que sucede com a fabricação de produtos, o cálculo do número de DPMO e, por conseguinte, do nível Sigma para as filosofias SSBS e SSMS, é mais subjectivo atendendo a que a determinação do número de DPU obedece sempre aos mesmos critérios enquanto que a definição do número médio de oportunidades de defeito por unidade poderá diferir consoante os pontos de vista de cada equipa responsável pela Seis Sigma. Ou seja, se se considerar um determinado período temporal de avaliação do desempenho dos serviços de manutenção numa unidade fabril, o número de DPU é o mesmo sendo calculado pelo método proposto neste trabalho, porém o número de DPMO e o respectivo nível Sigma serão diferentes consoante se considere o número médio de equipamentos por linha de produção ou o número total de componentes desses equipamentos; Para a SSBS e para a SSMS considera-se para o cálculo do número de DPMO respectivamente o número de administradores executivos e o número médio de equipamentos por linha de produção, uma vez que são parâmetros de fácil quantificação. Todavia, no sentido de se atenuarem as diferenças apontadas anteriormente propõe-se então a utilização do factor de

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correcção do nível Sigma, podendo ainda considerar-se para o número médio de oportunidades de defeito, respectivamente o número médio de decisões por executivo e o número médio de órgãos por equipamento de produção, apesar de serem difíceis e complexas ambas as contagens. Saliente-se que, por um lado, apesar de serem os executivos a tomarem as decisões, elas poderão ser correctas ou incorrectas, e por outro, os equipamentos afectos às linhas de produção avariam devido a verificarem-se avarias nos seus órgãos. Máximos Desempenho efectivo IDMPn Dn IDMPn Dn M1 15 100 15 40 6 M2 15 100 15 70 10,5 M3 20 100 20 50 10 M4 10 100 10 70 7 M5 5 100 5 30 1,5 M6 5 100 5 70 3,5 M7 5 100 5 30 1,5 M8 5 100 5 50 2,5 M9 10 100 10 70 7 M10 10 90 9 70 7 Cálculos IDM 99 56,5 DPUM 0,0101 0,571 número médio de equipamentos 12 por linha de produção DPMOM 842 47583 nível Seis Sigma 4,64 3,17 factor de correcção 6 – 4,64 = 1,36 nível Seis Sigma corrigido 6 4,53 Indicadores medidos

Pn

Quadro 1 – Exemplificação do cálculo do factor de correcção do nível Seis Sigma, para a SSMS.

3. Considerações finais Como se salientou já nos nossos trabalhos anteriores sobre esta temática, as críticas associadas à filosofia Seis Sigma dizem respeito essencialmente à forma como se utiliza a distribuição normal para a determinação da correspondência entre os níveis Sigma e os números de defeitos (ou de avarias e de erros) por milhão de oportunidades DPMO, assim como pela escolha arbitrária de 3,4 DPMO para o nível Seis Sigma. Contudo, na sua essência fundamental a filosofia Seis Sigma constitui uma ferramenta poderosíssima que permite avaliar os desempenhos das linhas de produção, das organizações industriais e de serviços, assim como da estrutura da função manutenção, não só em termos absolutos mas também em termos relativos. Em termos absolutos, na medida em que a qualidade do desempenho para cada organização decresce com o nível Seis Sigma, e em termos relativos porque permite comparar entre si não só os desempenhos de diversas organizações, como sucede com os 30 grupos do Dow Jones Industrial Index, mas também os desempenhos inerentes a diferentes períodos para cada organização. Além disso, como consequência da análise dos resultados obtidos, incentiva a adopção de processos de melhoria contínua com o objectivo de corrigir os indicadores menos bons. Como é sabido, quando se fabricam produtos defeituosos existem custos associados a esses defeitos, daí que o custo final de

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cada produto se encontre directamente relacionado com a taxa de defeitos, podendo-se escrever [3]: custo final de produção de cada produto = = custo inicial de produção de cada produto (1 + taxa de defeitos) Como facilmente se constata, o custo adicional que resulta da fabricação de mais produtos que o previsto, para substituir as unidades defeituosas, representa uma perda de recursos que é deduzida do lucro global da empresa. De acordo com [4], apresenta-se no Quadro 2 a relação existente entre os níveis Seis Sigma e os custos de má qualidade COPQ (Costs Of Poor Quality), expressos percentualmente em função do volume de vendas. Níveis Seis Sigma 2 3 4 5 6

COPQ (em função do volume de vendas) não competitivo 25 – 40 % 15 – 25 % 5 – 15 % <1%

Quadro 2 – Relação entre os níveis Seis Sigma e os custos de má qualidade.

Em linhas gerais, as perdas (desperdícios) ocorrem em todas as vertentes das organizações, ou seja, na produção, projecto, fornecimento de matérias primas, qualidade, vendas, satisfação dos clientes, e mesmo na gestão. De um modo geral, os indicadores de desempenho habituais não consideram todos os aspectos associados às perdas, sendo de extrema importância compreender, identificar, monitorizar e eliminar as denominadas perdas escondidas, com vista à maximização do valor acrescentado. Nestas perdas é de crucial importância a atenção que é dada à satisfação dos clientes, como se mostrou anteriormente no que diz respeito aos 30 grupos do Dow Jones Industrial Index. Na prática, tal é conseguido de forma explícita com a filosofia Seis Sigma, através da definição dos diversos indicadores parciais de desempenho, confirmandose assim as suas enormes virtudes, daí que seja altamente recomendável a sua utilização. Além disso, tenhamos sempre presente que pode ser aplicada com elevado sucesso a todos os tipos de organizações, na sua globalidade, ou então apenas a determinados sectores dentro das empresas, como sucede por exemplo com a manutenção industrial.

Referências bibliográficas [1]

[2] [3] [4]

Carlos Cabrita, “Contribuição para o Entendimento das Bases Probabilísticas e Estatísticas da Filosofia Seis Sigma. Caracterização da Six Sigma Business Scorecard”. Revista Manutenção n.º 101, Abril-Junho de 2009, pág. 1-10; Carlos Cabrita, “Manutenção Industrial Seis Sigma”. Revista Manutenção n.º 102/103, Julho-Dezembro de 2009, pág. 6-12; Praveen Gupta, “Six Sigma Business Scorecard. Ensuring Performance for Profit”. McGraw Hill, New York, 2004, 2007; Mikel Harry, Richard Schroeder, “Six Sigma: The Breakthrough Management Strategy Revolutionizing the World Top Corporations”. Doubleday Publishing Group, New York, 2000.


V Richter-Trummer1, P M G P Moreira2, P M S T de Castro1 FEUP 1 INEGI 2 valentin@fe.up.pt

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Medição de tensões residuais Resumo Tensões residuais são solicitações internas presentes em muitas estruturas, mesmo sem aplicação de esforços externos. Estas existem na ausência de esforços externos, e a sua distribuição está necessariamente em equilíbrio. Podem resultar do processo de fabrico, como por exemplo na laminagem de chapas, soldadura de estruturas e construções ou mesmo surgir durante a montagem de componentes. Os efeitos destas tensões residuais podem ser benéficos, geralmente quando são compressivas, ou prejudiciais quando tractivas, pois somando-as às tensões resultantes dos esforços aplicados podem levar à falha imprevista de uma estrutura. Com o presente artigo, pretende-se alertar para a existência destas tensões e para a sua influência na resistência de estruturas. São apresentados alguns métodos de medição disponíveis em Portugal, explicando as suas capacidades, vantagens e desvantagens. Palavras chave: Medição, tensão residual

Introdução Tensões residuais e os seus efeitos em estruturas metálicas Os factores económicos e de eficiência energética actualmente exigidos, por exemplo na indústria de transportes, obrigam a um superior desempenho dos materiais utilizados. Os novos processo de fabrico conduzem a componentes de baixo peso que trabalham perto dos seus limites de resistência. Para garantir que estes trabalhem dentro do limite de segurança de projecto é essencial conhecer com rigor o estado das tensões residuais instaladas. Estas podem ser resultado do processo de fabrico, ou ser induzidas em serviço, durante operações de manutenção ou reparação [1]. As tensões residuais podem ser classificadas quanto à sua escala nos tipos I a III, sendo que as do tipo III são tensões intragranulares, as do tipo II são tensões intergranulares e as do tipo I são tensões que abrangem vários grãos e são, por isso, geralmente designadas como macroscópicas. São estas últimas que originam, em geral, os problemas mais graves em aplicações correntes de engenharia, como por exemplo problemas relacionados com fadiga. Os diferentes métodos de medição de tensões residuais podem ser sensíveis às diferentes escalas de tensão. Tensões macroscópicas podem surgir de processos de tratamento térmico, maquinagem, soldadura ou mesmo a assemblagem de componentes mais complexos. As tensões residuais são tensões que existem num componente sem a aplicação de qualquer carregamento externo. Os seus efeitos podem ser benéficos ou prejudiciais em função do seu sinal (tracção ou compressão) e magnitude. As tensões residuais serão somadas a qualquer tensão devida a uma carga externa, sendo essa soma que determina o estado de tensão local num componente.

de medir directamente a grandeza desejada. Estes métodos podem ser divididos em três diferentes grupos. Os destrutivos, baseados na medição da relaxação resultante de um corte ou outro processo de remoção de material. Os semi-destrutivos, baseados na remoção de uma pequena quantidade de material, que poderá ser viável mesmo em estruturas que estão em serviço. Os não destrutivos, geralmente baseados em processos de difracção, que usam diferentes fontes de energia de forma a medir distâncias dentro dos grãos que poderão ser relacionadas com tensões [2]. A Figura 1 sintetiza dados obtidos em [3–8], permitindo comparar o desempenho de diversos processos de medição quanto à gama de profundidades nas quais podem ser usados. Os dados apresentados pretendem dar uma ideia da ordem de grandeza, dependendo o resultado de muitos factores específicos a cada problema. Na secção seguinte serão referidos alguns dos métodos disponíveis em Portugal para a determinação de tensões residuais. Estes estão sinalizados na Figura 1, estando documentados na literatura técnico-científica resultados obtidos em Portugal usando processos dos três grandes grupos de métodos de medição. Foram obtidos resultados entre a superfície e os 32 mm de profundidade.

a) Alumínio

b) Aço

Métodos de medição disponíveis

Figura 1: Profundidade em relação à superfície para a qual cada método pode ser

Existem diversos métodos de medição de tensões residuais, tendo todos eles em comum a particularidade de não serem capazes

utilizado [3–8]. O sombreado mostra a gama de profundidades de cada método de

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medição aplicado em Portugal.


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Método do furo incremental (iHDT)

Difracção de raio-X

O método do furo foi inicialmente desenvolvido por Mathar para medir tensões uniformes ao longo da espessura [9]. Mais tarde o método evoluiu para permitir determinar a variação de tensões ao longo da espessura [10–12]. O método do furo incremental (iHDT) permite medir tensões residuais no plano da superfície onde é feito o furo. É um processo bem estabelecido, cuja aplicação está definida na norma ASTM E837 de que a versão corrente foi publicada em 2008 [13]. É considerado como sendo um processo semi-destrutivo, pois é feito um furo com um diâmetro pequeno que geralmente não influencia a resistência da estrutura. Este método pode ser aplicado em laboratório e também em estruturas reais, desde que não estejam a ser solicitadas no momento da medição. É aplicável em praticamente todos os materiais isotrópicos, mas as utilizações mais frequentes encontram-se no âmbito dos materiais metálicos. Permite conhecer a distribuição de tensões residuais ao longo da profundidade até aproximadamente 4 mm, dependendo isso do diâmetro do furo efectuado [3, 14].

O método de difracção de raio-X (XRD) é a única técnica não destrutiva apresentada no contexto deste trabalho. Pode ser aplicado em laboratório ou no exterior, dependendo do equipamento disponível. Permite determinar as tensões nos três eixos, pelo que revela informação muito completa, no entanto só à superfície. Juntando o polimento por electroerosão poderão ser atingidas profundidades de poucos milímetros, no entanto nesse caso o método deixa de poder ser considerado não destrutivo devido à remoção de material. A energia do raio-X laboratorial não é suficiente para penetrar a grandes profundidades em materiais metálicos. Detalhes referentes à aplicação deste processo poderão ser consultados noutros documentos, e.g. [5]. O método XRD é especialmente aconselhado para trabalhos relacionados com tratamentos superficiais, pois é nessa gama de profundidades que o método tem mais vantagens.

Método do seccionamento Este processo, completamente destrutivo, permite medir tensões médias perpendiculares à linha de corte a um custo reduzido. Requer um elevado número de extensómetros colocados à superfície do provete junto à linha de corte, que permitem medir o relaxamento do estado de tensão do material devido ao corte efectuado. Ainda que o processo tenha sido utilizado anteriormente, uma das primeiras publicações surge em 1997 para chapas soldadas com 7 mm de espessura [15]. Baseia-se na medição in-situ da relaxação de tensões à superfície de uma chapa, recorrendo à extensometria. É de notar que este método de medição apenas permite determinar uma estimativa da distribuição de tensões internas, pois as medições são efectuadas somente à superfície da chapa a medir. Devido a variações de tensão residual ao longo da espessura em certos provetes, a aplicação em peças de grande espessura, ou quando é necessário conhecer em detalhe a evolução das tensões ao longo da espessura, não é recomendada.

Aplicação dos métodos apresentados O método do furo permite determinar a variação das tensões ao longo da espessura até uma profundidade aproximadamente igual ao diâmetro do furo utilizado. A Figura 2 mostra um resultado típico de um conjunto de furos, em que foram obtidas as tensões em duas direcções perpendiculares ao longo de uma camada superficial de 1 mm de espessura em vários pontos para uma chapa de 3 mm soldada por Metal Inert Gas (MIG) [19].

a) fotografia do processo

b) tensão residual longitudinal

Técnica contour A técnica contour é um método destrutivo desenvolvido em 2001 no Los Alamos National Laboratory, EUA, baseada na relaxação de tensões residuais devido a um corte por electro-erosão. Esta relaxação é medida post-mortem com elevada precisão, recorrendo a processos de digitalização a três dimensões, e aplicada a um modelo de elementos finitos de forma a calcular as tensões presentes antes do corte [4]. Uma descrição detalhada do processo de tratamento de dados está disponível [16], no entanto é suficiente dizer neste contexto que devido ao elevado grau de complexidade do tratamento dos dados, este processo requer experiência na aplicação e operadores com formação científica mais avançada do que as técnicas anteriormente apresentadas. Permite determinar as tensões em toda a espessura, mas só no sentido perpendicular à superfície de corte. Uma aplicação deste método ao processo de ligação Friction Stir Welding (FSW) foi feita em 2006 pelo autor do método para chapas espessas [17]. Para chapas finas, o mesmo processo foi também aplicado recentemente [18], mostrando a grande aplicabilidade do método.

Figura 2: Tensão residual medida pelo método do furo incremental numa soldadura MIG - a Figura mostra a junção do resultado de 7 furos [19].

a) fotografia do processo de corte

b) tensão residual longitudinal. A escala

para relaxação das tensões a medir

de cores referente às tensões é dada em MPa

Figura 3: Tensão residual medida pelo método contour numa chapa fina soldada topo a topo por FSW [18].

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Artigo Técnico

Vários furos poderão ser efectuados com distâncias entre eles de aproximadamente 15 mm, o que permite ter alguma informação quanto à distribuição das tensões residuais em componentes. A Figura 3 mostra um resultado típico obtido na medição de tensões residuais induzidos por soldadura FSW numa chapa fina de alumínio pelo método contour [18]. Este método permite obter um mapa completo das tensões residuais na direcção perpendicular a um plano de interesse escolhido. Funciona especialmente bem quando o componente em causa pode ser cortado em duas metades simétricas. O método do corte foi já aplicado a chapas de 3 mm de espessura soldadas por fusão [19]. Uma aplicação do método de corte a uma junta em T soldada por FSW foi também demonstrada com sucesso, e obtiveram-se resultados validados pelo iHDT [20]. A Figura 4 mostra um resultado obtido com este método. Devese notar que foi possível medir as tensões residuais nas duas superfícies da chapa de 3 mm. Quanto à sua variação no interior da chapa, em certos casos poderá fazer-se uma extrapolação linear das medições superficiais, mas este procedimento pode ser excessivamente grosseiro, particularmente quando existe uma variação substancialmente não-linear de tensão residual ao longo da espessura, como é frequentemente o caso em ligações soldadas (ver, por exemplo a Figura 3(b)).

dos resultados obtidos. Deve notar-se que este processo de difracção não é aplicável a todos os casos, tendo os presentes autores encontrado resultados de elevado ruído em ligas de alumínio de grão maior, que inviabilizaram as medições de tensões residuais nesses casos. A variação no tamanho de grão nos processos de soldadura poderá também criar problemas de interpretação dos resultados.

Conclusão Neste texto foram apresentados os principais processos de medição de tensão residual disponíveis em Portugal. Deverá ser considerado que a aplicabilidade de cada método terá de ser decidida de caso para caso devido à complexidade das vantagens e desvantagens de cada método e das teorias em que se baseiam. A selecção do método a utilizar e a medição devem ser feitas por pessoas experientes, tendo em conta o tipo de resultados a obter. Deve-se notar que devido à impossibilidade de medir directamente as tensões residuais, é geralmente recomendado que sejam feitas medições com processos baseados em teorias distintas, quando é necessário conhecer as tensões residuais com um elevado rigor e segurança. Apela-se portanto à utilização de vários métodos em simultâneo para aumentar a riqueza da informação e ao mesmo tempo a sua qualidade.

Agradecimentos O presente trabalho foi parcialmente financiado pela bolsa de doutoramento SFRH / BD / 41061 / 2007 da Fundação para a Ciência e Tecnologia. O Dr. Pedro Moreira agradece o financiamento do POPH - QREN - Tipologia 4.2 - Promoção do Emprego Científico comparticipado pelo Fundo Social Europeu e por fundos Nacionais do MCTES.

a) fotografia do processo de corte

b) tensão residual

para relaxação das tensões a medir

longitudinal

Referências [1]

Figura 4: Tensão residual medida pelo método de seccionamento numa chapa de 3 mm de espessura, soldada por MIG [19].

[2]

[3]

[4]

Figura 5: Tensão residual superficial medida por XRD [21].

[5] A difracção de raio-X foi aplicada à medição de tensões em torno de um furo de uma placa em AA2024-T3. Os resultados foram comparados com cálculos efectuados utilizando elementos finitos, tendo-se obtido resultados convincentes [21]. A Figura 5 mostra um

10 · MANUTENÇÃO

P. V. Venkitakrishnan, J. Philip, R. Krishnamurthy, An assessment of stresses in thin walled welded tubes through hole drilling and sectioning methods, Journal of Materials Processing Technology 185 (2007), 228–232; P. Withers, H. Bhadeshia, Residual stress, part 1 - measurement techniques, Materials Science and Technology 17 (2001), 355–365; P. V. Grant, J. D. Lord, W. P. S, The Measurement of Residual Stresses by the Incremental Hole Drilling Technique, A national measurement good practice guide 53, National Physics Laboratory; Stresscraft Ltd, Teddington, Middlesex, United Kingdom, TW11 0LW, 2002; M. Prime, Cross-sectional mapping of residual stresses by measuring the surface contour after a cut, Journal of Engineering Materials and Technology-Transactions of the ASME 123 (2001), 162–168; M. E. Fitzpatrick, A. T. Fry, P. Holdway, F. A. Kandil, J. Shackleton, L. Suominen, Determi- nation of Residual Stresses by X-ray Diffraction, A national measurement good practice guide 52, National Physics Laboratory, Teddington, Middlesex, United Kingdom, TW11 0LW, 2005;


PUB

Artigo Técnico

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MANUTENÇÃO · 11


Espaço Qualidade

Breves notas sobre Seis-Sigmas Considerações iniciais O princípio fundamental dos Seis Sigmas é o de reduzir de forma contínua a variação nos processos, eliminando defeitos ou falhas nos produtos e serviços. A qualidade não é entendida pelos Seis Sigma na sua forma tradicional, isto é, a simples conformidade com normas e requisitos da organização. Este princípio define qual o valor acrescentado pela produção, com a finalidade de atingir os objectivos definidos na estratégia da organização a montante. Hoje em dia, os Seis Sigmas são vistos como uma prática de gestão voltada para melhorar os resultados financeiros de qualquer empresa, independentemente do seu tipo ou características. Actualmente, esta ferramenta tem a finalidade de: - Aumentar a participação no mercado; - Reduzir custos; - Optimizar as operações da organização que o utiliza. Os Seis Sigmas são muitas vezes entendidos como panaceia geral, mas são na realidade uma solução óptima de médio e longo prazo, se aplicado com seriedade (sem falsas expectativas). Neste aspecto muitas organizações têm tido sucesso na sua aplicação e na obtenção de resultados. Outras tantas têm falhado, o que não prejudica a filosofia e os princípios em si mas sim a forma e determinação como a mesma ferramenta foi implementada.

Métodos Os projectos de Seis Sigmas seguem duas metodologias inspiradas pelo ciclo PLAN-DO-CHECK-ACT (Deming). Estas metodologias, compostas de cinco fases cada, são chamadas pelos acrónimos Dmaic e Dmadv:

- Improve the process: melhorar e optimizar o processo baseado-se na análise dos dados, usando técnicas como desenho de experiências, poka-yoke (métodos á prova de erros), e padronizar o trabalho para criar um novo estado de processo. Executar pilotos do processo para estabelecer capacidades; - Control: controlar o futuro estado de processo para se assegurar que quaisquer desvios do objectivo sejam corrigidos. Corrigidos antes que se transformem em defeitos. Implementar sistemas de controlo como um controlo estatístico de processo, cartas de controlo, Tableaux de Bord, e monitorizar continuamente os processos.

Características Os Seis Sigmas contemplam características de outros modelos de gestão da qualidade, tais como: -

Ênfase no controle da qualidade; Análise e solução de problemas; Uso sistemático de ferramentas estatísticas; Utilização do DMAIC (Define-Measure-Analyse-Improve-Control) definir, medir, analisar, melhorar, controlar) e do PDCA (Plan-Do-Check-Act: planear, executar, verificar, actuar).

Contudo, os Seis Sigmas abrangem não só o método estatístico, mas também, o alinhamento da qualidade com as estratégias da organização, além da forte ênfase na relação custo - benefício dos projectos de melhoria.

Problemas - DMAIC é usado para projectos direccionados para a melhoria de processos de negócios já existentes; - DMADV é usado para projectos direccionados para criar novos desenhos de produtos e processos. Assim: DMAIC (Define-Measure-Analyse-Improve-Control). A metodologia DMAIC, também conhecida como DFSS ("Design For Six Sigma"), possui cinco fases: - Define the problem: definição do problema a partir de opiniões de consumidores e objectivos do projecto; - Measure key aspects: medir os principais aspectos do processo actual bem como coleccionar dados importantes; - Analyse the data: analisar os dados para investigar relações de causa e efeito. Verificando se todos os factores foram considerados, determinar quais são as interligações. Dentro da investigação, procurar a causa principal dos defeitos;

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Um dos maiores problemas dos Seis Sigmas é o facto de muitas organizações não entenderem de forma correcta a metodologia, fazendo com que os conceitos envolvidos sejam transmitidos de forma muitas vezes errada, prejudicando a organização.

Implementação Os principais motivos para a implementação da ferramenta são: - Iniciativa própria para melhorar a qualidade e a produtividade; - Imposição de matrizes. Os benefícios principais da implementação dos Seis sigmas são: - Diminuição dos custos organizacionais; - Aumento significativo da qualidade e produtividade de produtos e serviços; - Acréscimo e fidelização de clientes;


Espaço Qualidade

- Eliminações de actividades que não acrescentam valor; - Mudança cultural benéfica. Como envolve mudanças culturais na empresa onde está implementando, traz geralmente uma forte resistência inicial á sua aplicação por parte dos colaboradores e das equipas. Este aspecto não pode ser negligenciado na sua implementação sob risco sério de falha na mesma. A questão da cultura organizacional é relevante quando se trata dos Seis Sigmas, prova disso é o facto de que as empresas que implantaram este programa são as de maior tradição de qualidade, ou seja, já adoptaram outros programas de qualidade. A implementação dos Seis Sigmas nas organizações tem o intuito de incrementar a qualidade por meio da melhoria contínua dos processos envolvidos na produção, de uma forma estruturada, considerando todos os aspectos importantes para o negócio. Essa metodologia também dá prioridade ao aumento da rentabilidade, pois concentra muitos esforços na redução dos custos da qualidade e no aperfeiçoamento da eficiência e da eficácia de todas as operações que vão ao encontro das necessidades dos clientes. Os factores-chave para o sucesso da implementação dos Seis Sigmas são: -

Envolvimento e comprometimento da gestão; Competências na gestão do projecto; Prioridade e selecção de projecto; Revisões da documentação; Enfoque no cliente.

As principais dificuldades na implementação dos Seis Sigmas são: - A pouca disponibilidade dos colaboradores (intervenientes) para a participação em acções de formação/treino e estudo da metodologia, já que o Seis Sigma é muito mais complexo do que a maioria dos outros programas da qualidade; - A complexidade das operações realizadas; - A correcta utilização de ferramentas de qualidade. De entre as principais facilidades que podem ser encontradas na implementação dos Seis Sigmas, podem considerar-se: - Disponibilidade de recursos para as diversas fases da implementação; - Apoio da gestão; - Consultoria contratada para auxiliar na implementação; - Nível de escolaridade dos colaboradores; - Programas informáticos ajustados para apoio e gestão documental;

estatístico. A diferença dos Seis Sigmas está na forma de aplicação estruturada dessas ferramentas e procedimentos e na sua integração com as metas e os objectivos da organização como um todo, fazendo com que a participação e o comprometimento de todos os níveis e funções da organização se tornem um factor - chave para o êxito da sua implementação. Também actuam como factoreschave: - O compromisso da gestão; - Uma atitude pró-activa dos envolvidos no programa; - A sistematização na busca da satisfação das necessidades e dos objectivos dos clientes bem como da própria organização. O Seis Sigma dá ainda prioridade à escolha do pessoal que se irá envolver na implementação e aplicação do programa de forma criteriosa, além do treino e da formação das equipas para a selecção, implementação, condução e avaliação dos resultados obtidos com os projectos executados, que são a base de sustentação do programa.

Resultados De entre as principais alterações que o Seis Sigmas provoca após a sua implementação, podemos citar: -Maior qualidade dos produtos e serviços; -Ganhos financeiros. Além disso, observa-se que as organizações que adoptam o Seis Sigma, na sua maioria, utilizam as denominações presentes na bibliografia disponível para os integrantes do programa e a maioria. Dmadv (Define-Measure-Analyse-Design-Verify). A metodologia DMADV possui cinco fases: - Define goals: definição de objectivos que sejam consistentes com as expectativas dos clientes e com a estratégia da empresa; - Measure and identify: medir e identificar características que são críticas para a qualidade, capacidades do produto, capacidade do processo de produção e riscos; - Analyze: analisar para desenvolver e projectar alternativas, criando um desenho de alto nível e avaliar as capacidades para seleccionar o melhor projecto; - Design details: desenhar detalhes, optimizar o projecto e planear a verificação do desenho. Esta fase torna-se uma das mais longas pelo facto de necessitar de muitos testes; - Verify the design: verificar o projecto, executar fases pilotos do processo, implementar o processo de produção e entregar ao dono do processo.

Aplicação Ao aplicar os Seis Sigmas numa organização é feito um intensivo uso de ferramentas para a identificação, análise e solução de problemas, com ênfase na recolha e tratamento de dados e suporte

Pedro Vale vale.pedro@gmail.com

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Nota Técnica

Cristiano Ribeiro Selmatron – Sistemas Electrotécnicos e Automação Industrial, Lda. Tel.: +351 234 314 590 · Fax: +351 234 314 598 selmatron@selmatron.pt · www.selmatron.pt

Manutenção preventiva, porque não? - Inspecções visuais por sinais de desgaste ou avaria; Limpezas; Verificação dos binários e reaperto dos sistemas de fixação; - Análises termográficas aos pontos quentes dos componentes eléctricos e motrizes; - Análises energéticas recorrendo a equipamentos em conformidade com a norma EN 50160. Através de um registo periódico e actualizado é possível detectar consumos anormais de energia de equipamentos a partir de análises termográficas e energéticas e prever estatisticamente com algum erro associado a degradação desse equipamento. A combinação entre a manutenção preventiva e preditiva é o ponto-chave para uma empresa ser mais produtiva e necessariamente mais competitiva. A Selmatron põe à disposição dos seus clientes as suas competências e equipamentos que, através de uma gama alargada de serviços, proporcionam diagnósticos precoces ao estado de conservação dos equipamentos, desta forma ajudando na identificação de problemas antes que estes ocorram e se tornem um factor de bloqueio à produtividade.

Não existem soluções fáceis relativamente aos custos associados com a manutenção, uma vez que esta é um mal necessário. A manutenção preventiva é a diferença entre uma noite bem dormida e uma noite de tormenta. A aposta neste tipo de manutenção leva a que as empresas se tornem eficazes e sustentáveis, uma vez que a sua correcta implementação leva a que os problemas normais associados à manutenção correctiva sejam evitados, tais como os custos elevados: - com peças de reposição motivadas pela urgência; - com mão-de-obra em horas extraordinárias; - pela não produção associados à falta de disponibilidade das máquinas. O bom planeamento da manutenção não passa por receitas milagrosas, uma vez que cada indústria impõe diferentes exigências, mas normalmente passa por inspecções periódicas à componente eléctrica de uma instalação e pela manutenção de um histórico de registos actualizado de intervenções. Tipicamente o plano de manutenção deverá contemplar o bom escalonamento das seguintes tarefas:

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Crónicas Manutenção

Rui Mendes Bolas Engenheiro de Manutenção Tel.: +351 919 007 419 ruimbolas@hotmail.com

A máquina mais crítica A crónica deste número da revista Manutenção está muito influenciada pela minha completa obsessão a um “inimigo” da condição de alguns equipamentos. E que equipamentos são estes? Refirome ao nosso corpo e o “inimigo” dá pelo nome de colesterol e é, sem dúvida, um factor que, quando em excesso, pode tornar a nossa fiabilidade, muito deficiente. Vou tentar estabelecer um paralelo entre as formas de tratarmos o corpo humano e os tipos de manutenção. Tipo

Técnicas usadas

Comparação com Corpo Humano

Manutenção Correctiva

Deixar trabalhar até à avaria.

Ataque Cardíaco ou Acidente Vascular Cerebral.

Manutenção Preventina

Substituição periódica de componentes.

Cirurgia de By-pass ou transplante.

Manutenção Preditiva

Monitorização de vibrações, temperaturas, alinhamentos, desgastes.

Detecção de uma doença de coração usando ECG.

Manutenção Proactiva

Monitorização e correcção da causa/raíz da avaria(s).

Medição dos níveis de colesterol e de tensão aplicando dieta.

Notar que o tipo de manutenção proactiva não é um termo normalizado (NP EN 13306: 2007 - Terminologia de manutenção), no

entanto é utilizado em alguma literatura, independentemente do nome que lhe damos, é importante a interiorização do seu conceito. Nenhum dos tipos de manutenção acima descritos é melhor ou pior do que o outro, uns são mais exigentes e outros menos, mas todos têm o seu campo de aplicação em função do resultado da análise de risco definida, que pode ser baseada na criticidade dos equipamentos para o processo produtivo, no custo da reparação, na existência ou não de equipamentos redundantes e em tantos outros factores, mais gerais ou mais específicos. Habitualmente, com base no acima descrito, são definidos e ajustados os planos de manutenção, tendo como objectivo, evitar a sobre ou sub-manutenção. Observando estes critérios, haverá algum equipamento mais crítico do que o nosso coração? Estaremos muitos de nós a descurar este importante equipamento? Quantos de nós advogamos níveis de manutenção elevados enquanto profissionais da manutenção e depois aplicamos uma manutenção de baixo nível, na máquina mais crítica?

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MANUTENÇÃO · 15


Informações APMI

Jornadas de Engenharia de Manutenção 2011 A APMI apoiou a realização das Jornadas de Engenharia de Manutenção 2011 do ISEL, promovidas pela pelo Departamento de Engenharia Mecânica daquele Instituto. O evento decorreu nos dias 17 e 18 de Março de 2011. Pretendeu-se com estas Jornadas aprofundar o diálogo entre o Ensino Superior e a Indústria, dar a conhecer as melhores práticas e incentivar o empreendedorismo. Foram abordados os seguintes temas: -

Oportunidades na relação Universidade-Indústria (OUI); O Empreendedorismo na Engenharia de Manutenção (EEM); A Gestão do Risco (GR); Técnicas de Manutenção™; Detecção e diagnóstico de avarias (DDA).

Na sessão de abertura esteve presente o Presidente da Direcção da APMI,Eng.º Armando Ferreira Augusto.

Campanha de Angariação de Novos Sócios A.P.M.I. - 2011 No sentido de aproximar pessoas e entidades ligadas à Manutenção, são oferecidas vantagens aos profissionais e empresas que se queiram associar à A.P.M.I.:

Profissionais e Empresas: Anuidades: 1.º ano - 50% de desconto em relação ao valor da quota normalmente praticado « 2.º ano - 30% 3.º ano - 10% « Acções de Formação: 1.º ano - 30% de desconto em relação ao valor normalmente praticado « 2.º ano - 20% 3.º ano - 10% «

Estudantes:

Protocolo APMI - BMA A APMI celebrou com a sociedade de advogados Baptista Monteverde & Associados (BMA) um protocolo que permitirá a todos os seus associados o acesso a informações actualizadas sobre legislação e outras matérias jurídicas com interesse para a actividade empresarial da manutenção industrial. Com esta parceria os associados da APMI poderão beneficiar de condições especiais na obtenção de assessoria jurídica pontual. Está ainda previsto um Plano Anual de Acções de Formação com temáticas jurídicas de componente teórica e prática ajustada aos interesses dos seus associados.

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Anuidades: 1.º ano - 50% de desconto em relação ao valor da quota normalmente praticado « 2.º ano - 40% 3.º ano - 30% « Acções de Formação: 1.º ano - 40% de desconto em relação ao valor normalmente praticado « 2.º ano - 30% 3.º ano - 20% «


Informações APMI

Ficha de Sócio A.P.M.I. - Cupões de Inscrição Para se poder tornar sócio da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial, utilize um dos formulários conforme a sua situação.

1. Sócio Colectivo 2. Sócio Individual 3. Sócio Estudante

Fotocopie, preencha e envie a:

Associação Portuguesa de Manutenção Industrial Rua dos Sapateiros, 207, 2.º Esq. 1100-578 Lisboa Telf.: +351 217 163 881 · Fax: +351 217 162 259 apmigeral@mail.telepac.pt ·www.apmi.pt

1. SÓCIO COLECTIVO A.P.M.I. - CUPÃO DE INSCRIÇÃO Pretendemos tornar-nos Sócio Colectivo da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial, de acordo com o Regulamento a seguir indicado: 1.

De acordo com os Estatutos da A.P.M.I. - Capítulo II, Art.º 4º, podem ser membros todas as pessoas colectivas que reconheçam a utilidade da Associação e estejam interessadas no desenvolvimento dos seus objectivos.

2.

As pessoas colectivas que detenham instalações fabris fisicamente distintas da Sede Social serão consideradas como Sócios nas seguintes condições: 2.1

3.

A Sede Social inscrever-se-á como Sócio Colectivo.

2.2

Se a empresa detiver centros fabris todos fisicamente distintos da Sede Social, só beneficiam da qualidade de Membro Colectivo a Sede Social e uma instalação fabril expressamente designada na proposta de admissão.

2.3

As restantes instalações fabris que estejam interessadas em beneficiar igualmente da qualidade de membro colectivo da APMI deverão inscreverse expressamente uma a uma.

Os membros Colectivos designarão o seu representante através de carta enviada à Direcção da Associação. A representação é válida por um ano.

4.

Os membros Colectivos receberão um exemplar da Revista “Manutenção”. Poderão receber os números de exemplares que pretenderem pelo valor das assinaturas que subscreverem.

5.

O presente Regulamento foi aprovado em Reunião de Direcção de 20.05.1985 e é aplicável a todas as empresas cujas unidades fabris tenham carácter permanente (isto é, mais de três anos). Não é aplicável a instalações do tipo estaleiro com vida provisária inferior a três anos. 5.1

O presente Regulamente é extensivo às Empresas já membros da APMI à data da sua aprovação.

Denominação:

Centro de Exploração ou Fabril:

Endereço:

Localidade:

Cód. Postal:

Conselho:

Distrito:

Telf:

Extensão:

Fax:

E-mail:

Tm:

Web site:

N.º Contribuinte:

N.º Trabalhadores:

CAE:

Representante junto da APMI: E-mail:

Cargo na Empresa:

Assinatura:

Data:

RESERVADO AOS SERVIÇOS DA A.P.M.I. Cartão N.º:

Emitido em:

Admitido em:

Assinatura:

Sócio N.º:

Quota anual: 260,00

MANUTENÇÃO · 17


Informações APMI

2. SÓCIO INDIVIDUAL A.P.M.I. - CUPÃO DE INSCRIÇÃO Pretendo tornar-me Sócio Individual da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial, de acordo com o Regulamento a seguir indicado: Regulamentando e definindo as regras e condições de admissão a membro Individual da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial e tendo em conta os Estatutos, nomeadamente o N.º 1 do Artigo 5.º, fica esta admissão disciplinada pelo presente regulamento: 1.º

Poderão ser admitidos como membros Individuais da APMI todas as pessoas que:

1.1 1.2 1.3 2.º

Tenham exercido ou exerçam a sua actividade na área da Manutenção ou, não tendo exercido tenham publicado trabalhos neste domínio ou exerçam funções docentes nesta matéria. Exerçam ou tenham exercido actividade profissional em actividades de fronteira com a Manutenção nomeadamente Segurança, Prevenção de Acidentes, Informação e Controlo de Gestão de Manutenção, Produção e Distribuição de Energia e Fluídos. Possuam formação académica igual ou superior ao grau de Bacharel. Não possuindo a formação exigida no ponto anterior, desempenhem, funções equiparadas às exercidas por Licenciados e Bacharéis devendo, neste caso, essa situação ser atestada por uma empresa ou organismo ou por dois membros na plenitude dos seus direitos.

A admissão de membro Individual far-se-á por proposta à Direcção, que deliberará pela aceitação ou rejeição da proposta. Os Sócios Individuais recebem 1 número da Revista “Manutenção”.

Este regulamento foi aprovado em reunião de Direcção da APMI em 2 de Março de 1982. Nome:

B.I. (n.º):

Arquivo:

Endereço Pessoal:

Localidade:

Cód. Postal:

Conselho:

Telf:

Fax:

E-mail:

Distrito: Tm:

N.º Contribuinte:

Data de nascimento:

Filiação: Estado Civil:

Formação Académica:

Empresa:

Função na empresa:

Departamento:

Endereço:

Localidade:

Cód. Postal: Telf:

Concelho:

Distrito:

Extensão:

Web site:

Fax: N.º Contribuinte:

E-mail: N.º de Trabalhadores:

Assinatura:

CAE: Data:

RESERVADO AOS SERVIÇOS DA A.P.M.I. Cartão N.º:

Emitido em:

Admitido em:

Assinatura:

Quota anual: 50,00

Sócio N.º:

3. SÓCIO ESTUDANTE A.P.M.I. - CUPÃO DE INSCRIÇÃO Pretendo tornar-me Sócio Estudante da Associação Portuguesa de Manutenção Industrial. Nome:

B.I. (n.º):

Arquivo:

Endereço Pessoal:

Localidade:

Cód. Postal:

Conselho:

Telf:

Fax:

E-mail:

Distrito: Tm:

N.º Contribuinte:

Data de nascimento:

Filiação: Formação Académica: Instituto:

Faculdade/Departamento:

Endereço:

Localidade:

Cód. Postal:

Concelho:

Distrito:

Assinatura:

Data:

RESERVADO AOS SERVIÇOS DA A.P.M.I. Cartão N.º:

Emitido em:

Admitido em:

Assinatura:

18 · MANUTENÇÃO

Sócio N.º:

Quota anual: 25,00


Informações APMI

SEMINÁRIO: “Novos Caminhos da Segurança e Saúde no Trabalho”

12h30

Debate

12h45

Almoço livre

14h30

TEMPO – Teatro Municipal de Portimão 28 de Março de 2011 Programa provisório

09h00

Recepção e entrega da documentação

09h30

Abertura Manuel da Luz - Presidente da Câmara Municipal de Portimão José Luís Forte - Inspector-Geral do Trabalho António Gromicho – APMI – Associação Portuguesa de Manutenção Industrial

10h00

Moderadora: Ana Duarte Silva (ACT) Trabalhos de Manutenção Seguros – Boas Práticas Trabalhos de Manutenção e Reparação na Indústria da Construção – Cristina Andrade (AE COPS)

15h30

Intervalo para café

16h00

Uma Rede em Construção Segurança e Saúde dos Trabalhadores dos Sectores dos Transportes Rodoviários e Ferroviários – Anabela Vogado (FECTRANS) Projecto Sintra - Vitor Reis (Câmara Municipal de Sintra) Mulher, Saúde e Trabalho – Luís Santos - UGT Setúbal

17h00

Encerramento: Manuela Calado (ACT); Ana Duarte Silva (ACT) Isabel Santos (Revista Segurança)

Moderador: Coronel Jaime Marques (ISMAT) Campanha Europeia Segurança e Saúde no Trabalho e Apresentação Pública do Concurso de Fotografia Europeu - Manuela Calado (Coor denadora do Ponto Focal Nacional da Agência Europeia) Incentivos à Segurança e Saúde no Trabalho Ricardo Bandin

10h50

Intervalo para café

11h00

A importância da Informação na Manutenção – Ana Pinto (ISEL)

11h30

A Segurança na Manutenção Industrial – Daniel Viola – APMI

MANUTENÇÃO · 19


Informações APMI

11º Congresso nacional de manutenção 5 e 6 de Maio de 2011 | Hotel dos Templários, Tomar Índice dos trabalhos técnicos

20 · MANUTENÇÃO


Notícias

WEGeuro obtém certificação Inmetro O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro - é uma instituição federal, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, que actua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). A sua missão é garantir confiança à sociedade brasileira nas medições e nos produtos, através da metrologia e da avaliação da conformidade, promovendo a harmonização das relações de consumo, a inovação e a competitividade do País. Com vista a facilitar as relações comerciais com o mercado brasileiro, os departamentos de Certificações da WEG em Portugal e no Brasil estão a promover, conjuntamente, a certificação Inmetro

d d os motores t de ttodos para atmosferas perigosas de baixa e alta tensão fabricados em Portugal, na sua unidade industrial situada na Maia. Com esta certificação, a WEGeuro vê reforçada a sua posição para a exportação de motores para atmosferas perigosas para todos os projectos destinados, directa ou indirectamente, ao mercado brasileiro, especialmente para o segmento Oil & Gas. WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A. Tel.: +351 229 477 700/8 Fax: +351 299 477 792 info-pt@weg.net · www.weg.net/pt

RS recebe o prémio de Excelência em Distribuição pela Agilent Technologies A RS, um dos maiores distribuidores de produtos e serviços de electrónica e manutenção, marca comercial da Electrocomponents plc ganha o prémio de Excelência em Distribuição EMEA 2010 da Agilent. Este prémio anual reflecte o desempenho excepcional das vendas da RS sobre os produtos da Agilent nos últimos 12 meses, e foi apresentado durante a conferência de distribuição de EMEA em Barcelona. Ao anunciar o prémio, Benoit Neel, VP de Vendas e Gestor da região EMEA da Agilent, comentou: “2010 proporcionou um ambiente de vendas interessante porque os mercados se recuperavam da baixa do ano anterior. Ao longo do ano a RS teve um impacto enorme em ajudar a crescer o alcance de mercado da Agilent e o número de clientes na região EMEA. Os nossos parabéns a toda a equipa.” “O nosso relacionamento com a Agilent tem crescido e fortalecido ao longo de 2010 e estamos muito satisfeitos em ser presenteados com o prémio da Excelência em Distribuição”, referiu Jonathan Metcalfe,

Gestor Global de Fornecedores Estratégicos da RS. “O excelente suporte fornecido pela equipa de distribuição da Agilent, juntamente com um dos melhores produtos de mercado, permitiram à RS atingir elevadas taxas de crescimento de mercado na sua gama de produtos. Estamos ansiosos para alcançar o mesmo sucesso no próximo ano.” A gama completa de produtos da Agilent bem como a documentação de suporte está disponível em RS Online: rsportugal.com/agilent. RS Amidata Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com rsportugal.com

Novo Catálogo Geral Infaimon A aquisição de um produto de visão artificial obriga a um longo processo de conhecimento de características e funcionalidades, informar-se sobre os modelos disponíveis, recorrer aos fornecedores para avaliar o preço, para finalmente realizar a compra. Apesar de tudo isto, a garantia de êxito nem sempre está assegurada. Na Infaimon não só comercializam sistemas e componentes de visão artificial e análise de imagem, mas também acompanham os nossos clientes neste processo de aquisição de qualquer produto. A assessoria da Infaimon está focada em proporcionar os conhecimentos necessários para a correcta selecção do produto, por isso a Infaimon apresenta uma nova edição do catálogo de visão artificial e análise de imagem, em que se conheceram as tecnologias desenvolvidas neste sector e a descrição detalhada dos produtos comercializados por Infaimon.

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Este catálogo está dividido em 6 capítulos correspondentes a cada um dos elementos que compõe os sistemas de visão: Iluminação, Ópticas, Câmaras, Frame Grabbers, Softwares e Sistemas de visão. Cada um desses capítulos começa por uma introdução da tecnologia, descrevendo os conceitos e características fundamentais de cada um dos produtos. Tudo isso facilita a melhor compreensão da tecnologia relacionada com os produtos e permite aos utilizadores seleccionar os melhores componentes para solucionar suas aplicações de visão. Infaimon Tel.: +351 234 312 034 · Fax: +351 234 312 035 infaimon.pt@infaimon.com · www.infaimon.com


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Cursos de análise de vibrações em máquinas com certificação A Specman, representante exclusivo do prestigiado MOBIUS INSTITUTE em Portugal, anunciou as datas dos seguintes cursos técnicos: “Técnico de Vibrações – Categoria I” (de 28 a 31 de Março com exame a 1 de Abril; e de 10 a 13 de Outubro com exame a 14 de Outubro), “Analista de Vibrações – Categoria II” (de 11 a 14 de Abril com exame a 15 de Abril, e de 7 a 10 de Novembro com exame a 11 do mesmo mês) e “Especialista de Vibrações – Categoria III” (de 21 a 24 de Novembro com exame a 25 de Novembro). Os cursos são realizados com recurso a apresentações estadoda-arte em português, desenvolvidas por profissionais e baseadas em inúmeras animações e simulações por software, tornando a

aprendizagem fácil, intuitiva e extremamente eficaz. No final de cada curso existe a opção de exame para Certificação Internacional, de acordo com a Norma Internacional ISO 18436-2 e a Recommended Practice SNT-TC-1A da ASNT (American Society for Non-destructive Testing). Specman, Lda. Tel.: +351 217 935 017 · Fax: +351 217 951 085 · Tlm.: +351 916 346 006 specman@specman.pt · www.specman.pt

SEW-EURODRIVE PORTUGAL: formação certificada A SEW-EURODRIVE PORTUGAL, empresa formadora acreditada pela DGERT (Direcção Geral de Empresas e das Relações de Trabalho), possui uma gama de formação técnica SEW certificada. Os Formadores da SEW-EURODRIVE PORTUGAL estão todos habilitados com CAP (Certificado de Aptidão Profissional). A pré-inscrição de participantes deverá ser enviada até 10 dias antes da data de formação, carecendo a mesma de aprovação, a qual ocorrerá no limite até 5 dias antes da data da sessão. O número de participantes por sessão está limitado a 12 (excepto MOVI-PLC com máximo de 8 participantes). Estas sessões compreendem formação em: conversores de frequência MOVITRAC®07B (8 de Junho, 21 de Setembro e 19 de Outubro); MOVITRAC® LT; sistemas descentralizados® (9 de Novembro);

controladores vectoriais MOVIDRIVE® B (a 30 de Março, 13 de Julho, 12 de Outubro e 23 de Novembro); controlador MOVI-PLC (dias 13 e 14 de Abril, e 16 e 17 de Novembro); programação em IPOS (a 11 de Maio e 15 de Junho); accionamentos electromecânicos (a 25 de Maio, 26 de Outubro); redutores industriais (3 de Novembro). Todas as sessões de formação iniciam-se às 10 da manhã e terminam às 17 horas. SEW-EURODRIVE PORTUGAL Tel.: +351 231 209 670 · Fax: +351 231 203 685 infosew@sew-eurodrive.pt · www.sew-eurodrive.pt

Pulse premeia Rutronik como “Melhor Distribuidor Alemão 2010” A Pulse Electronics galardoou a Rutronik Elektronische Bauelemente GmbH com o prémio de “Melhor Distribuidor Alemão”. A Rutronik controlou o top de vendas da Alemanha em 2010, o que também contribuiu para o reconhecimento de melhor fornecedor mundial de comunicação de dados, tecnologia de dados, antenas e microfones, por parte da Pulse Electronics. Estas duas empresas têm trabalhado com sucesso desde 1993, na Alemanha e na França. A Rutronik conseguiu resultados particularmente fortes com os produtos Pulse Power e LAN dirigidos para o mercado dos automóveis e dos consumidores. O design dos produtos contribuiu para mais de 60% das vendas, um êxito sustentado pelo suporte no local fornecido pelo departamento de desenvolvimento de negócios,

campo de aplicação de engenheiros e gestão de produto. O acordo de distribuição da Rutronik abrange todo o portfólio de produtos da Pulse, desde antenas, telecomucações e produtos wireless, componentes de energia e conectores, tal como soluções para Smart Grids para França e Alemanha. “ RUTRONIK Elektronische Bauelemente GmbH Tel.: +351 252 312 336 · Fax: +351 252 312 338 rutronik_pt@rutronik.com · www.rutronik.com

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RS reforça a sua aliança com a SMC na Europa A RS, distribuidor mundial de produtos electrónicos e de manutenção, anunciou que a sua aliança com a SMC, especialista no fabrico de produtos pneumáticos de automação, reforçar-se-á em toda a Europa. Esta nova aproximação fortalece os relacionamentos internacionais entre a RS e a SMC não só em termos de oferta de gama de produtos, mas também na participação de vendas e impacto de marketing, primeiro na Europa e posteriormente no resto do mundo. Com este novo acordo internacional, a RS e a SMC visam oferecer aos clientes na Europa os 13.000 produtos pneumáticos de automação incluídos na oferta da RS. Por enquanto, a oferta só está disponível em alguns mercados como Reino Unido, França, Itália ou Alemanha, mas o objectivo é expandir o mais rápido possível a todos os mercados da Europa. A gama foi ampliada com mais de 500 novos produtos que se acrescentam às mais de 2.500 referências já existentes. Desde este mês de Março, todos os clientes da RS na Europa terão acesso a mais de 2.000 novos produtos 3D CAD, acrescentados à mais ampla biblioteca online de modelos 3D propostos pela RS no seu website (rsportugal.com/smc). Os novos modelos, da SMC em 3D serão identificados com o código RS para facilitar uma rápida identificação, que permita aos clientes seleccionar os melhores modelos de acordo com as suas necessidades específicas. Todos os modelos 3D CAD cobrirão a maior parte da gama principal da SMC e estarão disponíveis de forma gratuita. Os utilizadores registados poderão fazer download do modelo em até 23 formatos neutros e naturais.

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Além da importante ampliação da gama de produtos disponíveis, a RS e a SMC também reforçaram a sua parceria de desenvolvimento de vendas na Europa. E é que o programa de parceria entre a RS e a SMC não se limita a um enquadramento formal de âmbito europeu, mas materializa-se numa estreita colaboração entre as delegações de ambos os grupos internacionais nos mercados locais, como a Espanha e Portugal. Dentro do acordo de colaboração entre a RS e a SMC em Espanha e Portugal, incluem-se actividades como a melhoria das rotas de fornecimento, seminários e jornadas técnicas, programas de formação e visitas conjuntas de técnicos comerciais especializados de ambas empresas, para oferecer o melhor serviço ao cliente e ajudar a encontrar o produto que melhor responda às suas necessidades. Como suporte do acordo, a RS também anunciou o lançamento de um microsite dedicado à SMC, disponível para cada mercado na Europa, no idioma local. Pode aceder ao website de Portugal através de rsportugal.com/smc, onde encontrará notas de aplicação e informação de suporte técnico que ajudará aos clientes na avaliação dos produtos SMC (rsportugal.com/smc). Serão ainda lançadas, simultaneamente, em toda a Europa, campanhas de marketing para apoiar aos produtos SMC e a nova oferta completa disponível na RS.

RS Amidata Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com · rsportugal.com


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SKF renova parceria com Torneio Juvenil de Futebol “Gothia Cup” A SKF assinou o acordo para permanecer como principal parceiro do Gothia Cup, o maior torneio de futebol juvenil do mundo, por um período adicional de 3 anos. Neste âmbito, a SKF também continuará a realizar o “Meet the World”, que consiste numa série de torneios de qualificação realizados em cerca de 20 países a nível mundial. O “Meet the World” foi um programa iniciado pela SKF, quando se tornou o principal parceiro para o Gothia Cup em 2007, e provou ser muito bem sucedido. A equipa vencedora de cada

Autor: Know-Keung Ching

país que participa neste torneio viaja para Gotemburgo para participar no Gothia Cup. “Estamos muito satisfeitos em continuar esta parceria com o Gothia Cup. Partilhamos os mesmos valores inerentes ao Gothia Cup; trabalho de equipa, responsabilidade, igualdade de oportunidades, satisfação no que fazemos e um compromisso para o futuro. O Gothia Cup e os “Meet the World” complementam muitos dos projectos que realizamos a nível local na área de responsabilidade social e desempenham um papel importante

no aumento da visibilidade da SKF para a juventude de hoje. Através desta parceria com o Gothia Cup vamos continuar a prestar ajuda e suporte no desenvolvimento de interesse pelo futebol por parte dos jovens e a apoiá-los para se unirem e reunirem em Gotemburgo, na nossa cidade natal”, afirmou Tom Johnstone, Presidente e CEO da SKF. “O objectivo do Gothia Cup é criar um local de encontro para jovens do mundo inteiro, independentemente da sua cultura, religião ou origem social. A parceria com a SKF dá-nos uma base financeira segura, para que possamos continuar a proporcionar aos jovens de todo o mundo um ponto de encontro e uma experiência positiva”, ditou Dennis Andersson, Secretário-Geral para o Gothia Cup. Este ano são esperados mais de 35 mil rapazes e raparigas de 70 países, para competir no Gothia Cup, de 17 a 23 de Julho. Desde o início em 1975, o Gothia Cup contou já com quase 950 mil participantes, oriundos de 127 países. A SKF tem vindo a organizar o seu torneio local “Meet the World” em todo o mundo desde 2007. A ideia é proporcionar aos jovens, independentemente da sua cultura, religião, sexo ou raça, a oportunidade de viajar para Gotemburgo, para participar no Gothia Cup e conhecer jovens de outros países. A SKF estará presente em todos os países onde os torneios locais ocorrem, e até agora 58 torneios “Meet the World” foram realizados em 28 países, envolvendo cerca de 12.000 participantes, dos quais 1.000 foram para Gotemburgo como membros das equipas vencedoras para competir nos eventos de Verão. SKF Portugal – Rolamentos, Lda. Tel.: +351 214 247 000 · Fax: +351 214 173 650 geral.pt@skf.com · www.skf.pt

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Aprovada a aquisição da SKF da Lincoln, empresa de sistemas t de lubrificação A aquisição pela SKF da Lincoln Holdings (Lincoln Industrial), um fornecedor de sistemas de lubrificação e ferramentas, foi aprovada no passado mês de Dezembro, pelas autoridades da concorrência. Por esta aquisição, a SKF pagou cerca de 1 bilhão de dólares em dinheiro, livre de dívidas, à Lincoln Industrial, tendo o processo ficado concluído no final do ano de 2010. A Lincoln Industrial com sede em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos da América, conta com cerca de 2 mil empregados e em 2010, a empresa gerou vendas próximas de 400 milhões de dólares, com uma margem de lucro operacional de cerca de 24%. Esta empresa faz parte de uma unidade negócios recém-criada para sistemas lubrificação, dentro da Industrial Division.

A Lincoln Industrial foi já incluída no balanço anual da SKF para 2010 e será reportada como parte operacional da SKF, no 1.º trimestre de 2011. Tom Johnstone, Presidente e CEO da SKF afirmou: “Estamos muito animados em acolher a Lincoln Industrial na SKF. Esta aquisição está em linha com a nossa estratégia de crescer no mercado de sistemas de lubrificação, e a Lincoln Industrial complementa os negócios da SKF para os sistemas de lubrificação de uma forma muito boa. Com esta aquisição ampliamos as nossas competências nesta área e vamos ser capazes de apoiar os nossos clientes com soluções ainda melhores.” O Grupo SKF incorreu em custos de cerca de 100 milhões SEK relacionados com esta operação no quarto trimestre de 2010. SKF Portugal – Rolamentos, Lda. Tel.: +351 214 247 000 · Fax: +351 214 173 650 geral.pt@skf.com · www.skf.pt

Rittal renova Imagem Corporativa No âmbito da renovação da sua imagem corporativa a Rittal adoptou um novo logótipo, mais moderno e apelativo, embora mantendo algumas semelhanças de imagem que permitem uma fácil identificação relativamente à imagem anterior. Neste novo logótipo, o nome Rittal aparece envolvido pelas cinco barras de cores representativas

das principais áreas de negócio. Desta forma, o nome Rittal centrase como pólo agregador de todas as soluções por si desenvolvidas e colocadas à disposição do mercado. Rittal Portugal Tel.: +351 256 780 210 · Fax: +351 256 780 219 info@rittal.pt · www.rittal.pt

Peter Köhler, novo porta-voz do Conselho Directivo do Grupo Weidmüller Peter Köhler foi nomeado no dia 1 de Março de 2011 Porta-voz do Conselho Directivo do Grupo Weidmüller. Faz parte da equipa do Conselho Directivo, da qual já fazem parte Harald Vogelsang (Director Financeiro) e Volpert Briel (Director de Vendas), e substituiu Joachim Belz, que deixa a empresa. “Os meus sinceros agradecimentos a Joachim Belz pelo trabalho prestado nos anos transactos, divulgando com sucesso a marca Weidmüller e dando à empresa uma nova orientação”, sublinhou Christian Gläsel, Presidente do Conselho de Administração da empresa familiar Weidmüller. “Com Peter Köhler ganhamos um gestor com experiência internacional e com excelentes conhecimentos no sector”, continuou Gläsel. Köhler trabalhou antes em várias empresas prestigiadas com funções de liderança – desde 1996 a 2002 já trabalhava, com sucesso, na direcção do Grupo Weidmüller. Em 2002, Köhler pas-

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sou a ser gerente da W.C. Heraeus GmbH em Hanau, na área comercial da empresa de tecnologia e metais preciosos Heraeus. A empresa W.C. Heraeus obteve no ano de 2009 um volume de negócios de 1.667 milhões de euros, com mais de 4.900 funcionários em todo o mundo. “O Dr. Köhler e a sua equipa de gestores vão continuar a aumentar a velocidade de inovação do Grupo Weidmüller e continuar a ampliar o nosso negócio, sobretudo nas regiões em desenvolvimento”, explicou Gläsel. Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt


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Programa de acreditação ATEX A WEGeuro prossegue o seu programa de acreditação de reparadores ATEX integrados na rede comercial WEG. Estas acções são fundamentais para garantir as boas práticas de intervenção durante manutenções e/ou reparações, segundo os procedimentos WEG, conforme a directiva ATEX 137 ou 95 já conhecida, que regulamenta intervenções em motores Ex para áreas de risco.

Em 2010 foram realizadas 7 acções, distribuídas por 3 idiomas (português, inglês e francês), englobando 60 acreditados de Portugal, União Europeia, EUA, África e Israel. Como inovação, em 2010 foi introduzido um módulo pedagógico-prático na fábrica para as intervenções de desmontagem/remontagem, metrologia, práticas de intervenção mais correntes, verificações e ensaios. E para 2011 estão já previstas 4 acções, encontrando-se abertas as inscrições. WEGeuro – Indústria Eléctrica, S.A. Tel.: +351 229 477 700/8 · Fax: +351 299 477 792 info-pt@weg.net · www.weg.net/pt

REIMAN é reconhecida pelo IAPMEI com o estatuto “PME LÍDER” O Estatuto “PME Líder” é atribuído pelo IAPMEI e Turismo de Portugal a Pequenas e Médias Empresas, com um perfil de risco superior e que prossigam estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva. Este estatuto está associado ao aumento de notoriedade no mercado e permite o acesso diferenciado a instrumentos financeiros para facilitar o crescimento e preparação de novos modelos de

gestão do financiamento. A REIMAN cumpriu os vários critérios de acesso e foi-lhe concedido o estatuto de “PME LÍDER” em Dezembro de 2010, pelo IAPMEI. REIMAN – Comércio de Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 229 618 090 · Fax: +351 229 618 001 geral@reiman.pt · www.reiman.pt

CEPSA escolhida para abastecer o novo modelo da Mercedess Os combustíveis OPTIMA da CEPSA foram recentemente eleitos pela Mercedes-Benz para o evento de apresentação do novo modelo CLS, que decorreu numa acção privada em Lisboa nos dias 24 e 27 de Janeiro. Organizada pela MotivaTours, empresa especializada em eventos, a acção de apresentação decorreu na capital portuguesa para um núcleo de convidados exclusivos, espelhando nos combustíveis CEPSA os padrões de qualidade, segurança e inovação também característicos da Mercedes. Acolhidos no novo Posto de Abastecimento CEPSA em Chelas, os elegantes modelos da Mercedes foram abastecidos com os combustíveis da Gama OPTIMA CEPSA, constituída por combustíveis de última geração preparados para motores de alta tecnologia, visando dar resposta às necessidades mais exigentes de combustível e a uma melhor protecção do motor. A Gama OPTIMA integra

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ainda uma série de aditivos que reduzem as emissões ambientais, graças a uma melhor combustão decorrente das propriedades detergentes destes combustíveis e do seu melhorador do índice de cetano. Localizado na Avenida Santo Condestável - Via Central Chelas, junto à RTP, o novo posto de abastecimento da CEPSA em Chelas, contempla além dos combustíveis, um novo e moderno conceito de lavagem, loja em edifício com 300 m2 e ainda a loja Depaso com cafetaria integrada. Em Lisboa, a CEPSA conta com diversos postos de abastecimento, que integram a rede de 302 postos e áreas de serviço em todo o país. CEPSA Portuguesa Petróleos, S.A. Tel.: +351 217 217 600 · Fax: +351 217 230 801 www.cepsa.pt


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EQS acreditada como Organismo de Inspecção Após um rigoroso e exigente processo, o IPAC – Instituto Português de Acreditação – concedeu à EQS – Serviços de Engenharia, Qualidade e Segurança – a acreditação em todos os âmbitos de actuação para a Inspecção de Equipamentos Sob Pressão (ESP), uma acreditação regulamentada pelo Decreto-Lei n.º 90/2010. Desta forma a EQS junta-se ao restrito núcleo de organismos acreditados para a inspecção de reservatórios de ar comprimido, reservatórios de GPL (incluindo esféricos acima de 200 m3), geradores de vapor e equiparados, equipamentos criogénicos e conjuntos processuais de equipamentos sob pressão. Os ESP abrangem todos os recipientes, tubagens, acessórios de segurança, acessórios sob pressão, incluindo os componentes ligados às partes, sob pressão. O Decreto-Lei n.º 90/2010, por seu lado, estabelece os requisitos necessários para garantir a protecção de pessoas, aquando da instalação, funcionamento, reparação e alteração de equipamentos sob pressão. Em Abril de 2010, o organismo nacional de acreditação já havia certificado que a EQS estava apta a realizar inspecções de tipo A, que abrange equipamentos para transporte de mercadorias perigosas por estrada (RPE), equipamentos sob

pressão (ESP) e equipamentos sob pressão transportáveis (ESPT). Uma actuação acreditada no âmbito da NP EN ISO/IEC 17020:2006, a norma que define os critérios gerais para o funcionamento de diferentes tipos de organismos de inspecção. Assim, a EQS inicia 2011 da melhor forma, ao garantir todas as acreditações necessárias para a inspecção de equipamentos sob pressão, uma meta há muito ambicionada pela empresa. Constituída em 2005, a EQS é uma empresa de capital privado, 100% nacional, que actua nas áreas da Inspecção, Controlo de Qualidade, Formação, Controlo de Construção, Consultoria, Ensaios, Auditoria, Estudos e Projectos de Engenharia. EQS – Serviços de Engenharia, Qualidade e Segurança Tel.: +351 227 637 720 · Delegação de Lisboa: +351 217 502 130 info@eqs.pt · www.eqs.pt

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Rittal Portugal certifica parceiros em soluções de distribuição de energia de baixa tensão em armários compartimentados, Ri4Power No passado mês de Janeiro a Rittal organizou na sua sede em Herborn, Alemanha, a certificação de parceiros em soluções de distribuição de energia Ri4Power, permitindo aos participantes propôr, montar e instalar soluções de potência de baixa tensão, em armários compartimentados da Rittal – Forma 2-4 até 5500A. Ficaram, também, aptos a utilizar o software Power Engineering, uma potentíssima ferramenta cujos benefícios em termos de poupança de tempo de projecto, planeamento de obra e eliminação de potenciais erros ou enganos, e que permite significativos aumentos de produtividade e rentabilidade. Após a recepção de boas-vindas e uma pequena apresentação sobre “Rittal – The System”, o grupo recebeu toda a formação sobre soluções de distribuição de energia, Riline 60 e Ri4Power, temas sobre os quais se desenvolveram workshops “hands on”, que permitiram aos parceiros testar as vantagens da utilização dos produtos Rittal. Como parte integrante deste evento visitaram duas das nove unidades fabris que a Rittal detém na Alemanha, Rittershausen e Herborn. A primeira é a maior unidade fabril com 65.000 m² de área de produção, onde são produzidos diariamente cerca de 3.000 armário TS8 standard e 500 com características especiais. Em Herborn são produzidos cerca de 9.000 armários compactos, como as caixas AE e KL. Realizaram-se, também, visitas aos diversos laboratórios de certificação de produtos: resistência mecânica (IK), grau de protecção a água e resíduos sólidos (IP), vibrações, resistências a curto-circuito, corrosão, altas e baixas temperaturas, resistência

de pintura contra raios UV, e outros. Estes laboratórios certificam os produtos segundo as normas CE, UL, NEMA, VDA, TÜV, entre outras. A comitiva portuguesa, constituída por um conjunto de empresas dedicadas ao sector da Automação Industrial e Energia comprovou, in loco, a qualidade da Rittal no desenvolvimento dos seus produtos e processos de fabrico, até à certificação dos mesmos, segundo as respectivas normas de qualidade. A Rittal é uma empresa de qualidade, acrescentando valor a todos os que com ela colaboram, desde os clientes aos parceiros de negócios. Todas as empresas que fizeram esta “Certificação Ri4Power” mostraram-se muito satisfeitas e irão retirar grandes benefícios para os projectos que pretendem desenvolver no futuro. Rittal Portugal Tel.: +351 256 780 210 · Fax: +351 256 780 219 info@rittal.pt · www.rittal.pt

ABB entrega donativo ao Centro Social da Foz do Douro o O Grupo ABB promove uma política de envolvimento dos seus colaboradores com as comunidades, nas quais a empresa está presente. Dentro deste espírito de comprometimento com a comunidade, a ABB em Portugal tem vindo, nos últimos anos, a doar a uma instituição de solidariedade social o montante que despenderia em ofertas de Natal para os seus clientes. A instituição beneficiária é proposta pelos colaboradores da empresa, através do Concurso Anual de Projectos Sociais. Em 2010 foi seleccionado o Centro Social da Foz do Douro, uma institução proposta por Maria Emília Silva do Departamento de Automação de Subestações da divisão Power Systems. O Centro Social da Foz do Douro é uma instituição de solidariedade social que tem por missão contribuir para a promoção do bem-estar das pessoas, especialmente das que residem e/ou trabalham na freguesia da Foz do Douro, através de serviços dirigidos à infância, adolescência, população idosa ou dependente. O donativo da ABB contribuirá para a construção de um recreio coberto e de um parque infantil que, obedecendo às normas legais de segurança

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infantil, permitam às crianças usufruir de actividades fora das salas, durante todo o ano. O cheque foi entregue no dia 27 de Janeiro por Maria Emília Silva e Carlos Caetano, Director da divisão Power Systems, durante uma visita à instituição. Os dois colaboradores da ABB foram recebidos com muita cortesia pelo responsáveis pela Centro Social da Foz do Douro, e tiveram a oportunidade de verificar, com muito agrado, a boa organização geral e o cuidado e preocupação dedicados aos utentes. ABB, S.A. Tel.: +351 214 256 000 · Fax: +351 214 256 390 comunicacao-corporativa@pt.abb.com · www.abb.pt


Protagonistas

Dossier

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Erro Humano e a Manutenção em Segurança Carlos Medrano Victor, EMEF S.A.

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Segurança em Trabalhos de Manutenção Martins da Silva, Celbi

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A Segurança na Manutenção Paula Sofia Lima, Portucel/Soporcel

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Barreiras Fotoeléctricas de Segurança Nuno Guedes, Pilz Industrieelektronik, S.L.

[46]

A Manipulação, um Assunto Habitualmente Controverso em Relação à Regurança das Máquinas Nuno Cruz, Schmersal S.L.

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Segurança de Nova Geração - Interfaces e Redes Tiago Carvalho, F.Fonseca

Segurança na Manutenção Raúl Dória

A revista “Manutenção” faz, neste número, uma chamada de atenção sobre um tema muito importante - “A Segurança na Manutenção”. Como sabemos, a função principal da manutenção é garantir a disponibilidade dos equipamentos e das instalações de forma a corresponder às solicitações do fluxo produtivo (qualidade e cadência) de cada bem, para que a empresa possa ser competitiva num mercado cada vez mais global e exigente. Para que isso seja possível, deverá dispor de: a) meios humanos bem formados e treinados; b) equipamentos e ferramentas adequadas aos bens que deverão ser mantidos / disponibilizados; c) sistemas de informação expeditos para tomadas de decisão num curto espaço de tempo. Com a apresentação deste dossier, pretendemos chamar a atenção de todos para a importância que a manutenção tem na área da Segurança e Saúde (SST) dos recursos humanos de uma empresa / entidade, para além de propiciar um ambiente de trabalho mais seguro, através de uma boa manutenção de fábricas, de máquinas, de edifícios e de postos de trabalho. A manutenção executa e enfrenta trabalhos onde estão presentes os diversos tipos de riscos e perigos, que devem ser executados em perfeita segurança, tais como os químicos, os biológicos, os físicos e mesmo os psicossociais, que actuam (com maior ou menor intensidade) nos seus corpos, dando origem às doenças profissionais.

A Segurança de Pessoas e Bens é um dos aspectos mais importantes que o responsável da manutenção deve ter em mente, principalmente agora, numa altura em que nas empresas e entidades a ordem é para não gastar dinheiro, a não ser que seja imprescindível; verificamos a eliminação de verbas duma maneira “cega”, o que vem acrescentar mais problemas aos que já existem. A Manutenção não é excepção; a opção de corte adiciona mais um item à longa lista de assuntos que têm de ser resolvidos pelo seu responsável da manutenção, tornando mais difícil e complicada a gestão do seu dia-a-dia. No caso presente, a Segurança na Manutenção deve estar no topo das prioridades do seu responsável, tornando maior é o de reduzir o número de pessoas atingidas por lesões ou problemas de saúde. Dada a importância do tema, a Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho e os 27 Estados-membros da União Europeia organizaram, no mês de Outubro de 2010, uma “Semana Europeia da Segurança e Saúde no Trabalho”. A campanha tinha por tema “Locais de Trabalho Seguros e Saudáveis 2010-2011”. Só por este dado poderemos ter a noção de quanto é importante termos um local e um ambiente de trabalho seguros. A manutenção deve ser vista e pensada como um processo que deve ter uma gestão sistemática e ponderada, e que deve focar sobre tudo os Recursos Humanos. Deve existir uma preparação, uma planificação e uma vistoria no final de cada intervenção. Uma palavra final para aconselhar uma visita ao website da Occupational Safety & Health Administration (OSHA) - http://www.osha.gov/.

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Carlos Medrano Victor

Dossier

Engenheiro Mecânico, Técnico Superior de SHT Coordenador Geral de SHT da EMEF, S.A. carlosmvictor@gmail.com

O Erro Humano e a Manutenção em Segurança Resumo O mercado concorrencial actual é exigente em termos de qualidade dos produtos e da sua rápida disponibilidade para consumo, pelo que as empresas têm a necessidade de produzir mais e melhor a um menor custo, isto é, de uma forma mais eficiente. As empresas implementam sistemas de produção cada vez mais complexos e automatizados, de maior investimento, os quais exigem também mais qualificações às pessoas que com eles interagem. O estudo (Figura 1), a operação e a manutenção destes sistemas foram, por isso, tornando-se mais dispendiosos. Como todos estes custos se reflectem no preço final do produto, é necessário que os sistemas de produção tenham maior disponibilidade e um custo de manutenção mais baixo. Ocorrem acidentes aéreos, marítimos e em instalações fabris com origem em Erros Humanos que têm como consequência centenas de fatalidades anualmente e graves consequências para o meio ambiente e para as empresas. Os acidentes de menor envergadura resultam anualmente em mais de 200 mortes e milhares de lesões. As actividades de manutenção devem contribuir não só para manter e mesmo diminuir a probabilidade de ocorrência de falhas e ou acidentes nos sistemas, como também não serem elas próprias um risco para a Segurança. As ocorrências (Figura 2) devem manter-se na zona ALARP: As Low as Reasonably Practicable (Tão baixo quanto o razoavelmente praticável ou possível).

a probabilidade de ocorrência de Erros Humanos, mantendo, ou mesmo aumentando, a segurança dos sistemas e dos seus componentes.

A manutenção e a fiabilidade Humana A norma NP EN 50126 : 2000 define “Manutenção” como “A combinação de todas as acções técnicas e administrativas, incluindo as acções de supervisão, com o objectivo de manter ou repor o produto num estado no qual pode executar determinada função.” Os requisitos do mercado actual, que se deseja concorrencial, são exigentes relativamente à qualidade dos produtos e à sua rápida disponibilidade para consumo. Estas exigências implicam a necessidade das empresas em produzir mais e melhor a um menor custo, isto é, que produzam de forma mais eficiente. Para responder ao mercado, as empresas investem em sistemas de produção cada mais complexos e automatizados, os quais exigem por sua vez, que os técnicos que os projectam, estudam (Figura 1), operam e mantêm em condições de operação sejam mais qualificados. A operação e a manutenção dos sistemas de produção tornaram-se, por isso, mais dispendiosas. Como todos estes custos se reflectem no preço final do produto disponível para consumo, as empresas necessitam que os seus sistemas de produção operem o maior tempo possível, o que implica que se procurem períodos de paralização menores (maior disponibilidade) e a diminuição dos custos da sua manutenção.

Para a minimização dos Erros Humanos nas actividades de manutenção devem ser estudadas as situações onde possam ocorrer e as respectivas causas, numa óptica de prevenção. A identificação dos factores que influenciam a interacção entre o objecto de manutenção (sistema, equipamento) e quem executa essas actividades assume especial relevância. Estes factores são classificados como físicos, sensoriais e cognitivos, interagindo também entre si. As actividades de manutenção têm por isso impacto na segurança dos sistemas e, em consequência, na segurança do meio envolvente.

Figura 1 – Redes Petri: Modelação de um sistema de produção e equipas de manutenção para estudo da fiabilidade global [1].

O controlo do processo de manutenção permitirá assim a sua execução de forma sistémica e mais eficaz, diminuindo

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[1] Guedes Soares, C., Teixeira, Ângelo, (2009); Fiabilidade de Sistemas.


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Se não for avaliado o risco da decisão de não se considerar apenas a técnica pela técnica mas também, como é normal hoje em dia, a técnica pelos custos, em caso de falha dos sistemas pode aumentar o risco de ocorrência de acidentes com consequências graves para os seres humanos, para o ambiente e para a produção e património da empresa. O estudo da fiabilidade dos sistemas e da sua operação e manutenção assume, por isso, especial relevância.

mas também nos sistemas de gestão implementados (Qualidade, Manutenção, Segurança Ocupacional, Ambiente ou outro) e nas características das pessoas que interagem ou irão interagir com os seus sistemas e produtos, de forma a minimizar os Erros Humanos.

Procura-se que as acções de manutenção dos sistemas produtivos sejam realizadas a um custo mais baixo, mas espera-se também que essas acções sejam as necessárias e que não coloquem em causa o risco aceitável para a segurança. Em termos de risco, existe, entre outros, um factor comum em todas as fases de estudo, projecto, operação e manutenção dos sistemas produtivos: a Fiabilidade Humana.

O Erro Humano na manutenção “Errar é Humano” referiu Cícero, ainda no Século I A.C.

Mas... o que é o erro Humano? Whalley (1991) referiu que “O Erro Humano é um comportamento desapropriado ou incorrecto que pode ou não contribuir para um acidente”. O conceito de acidente pode ainda ser definido como um acontecimento sempre indesejado que provoca danos pessoais, patrimoniais e ou ambientais. Ocorrem acidentes aéreos, marítimos e em instalações fabris com origem em erros humanos, que têm como consequência centenas de fatalidades anuais e ainda graves consequências para o meio ambiente (Exxon Valdez, Chernobyl, Three Mile Island e outros). Os acidentes de menor envergadura resultam anualmente em mais de 200 mortes e milhares de lesões. [2]

Figura 2 – Zona ALARP e o Foco nas pessoas [2].

Os Erros Humanos, geralmente relacionados com “Acções Inseguras”, podem ser classificados tal como descrito no Quadro 1. Quadro 1 – Classificação dos Erros Humanos (Reason, 1992) [2] e Medidas Preventivas

Erros humanos (Acções Inseguras)

Má decisão (por exemplo provocada por diagnóstico Equívocos

errado). Faltas de atenção devido

Acções não

à execução de tarefas

propositadas

simultâneas.

Medidas preventivas (exemplos) Formação base, teórica, prática, experiência. Planeamento e organização do trabalho

Planeamento

As actividades de manutenção devem contribuir, não só para manter e mesmo diminuir a probabilidade de ocorrência de falhas e ou acidentes em determinado sistema, como também não serem elas próprias um factor gerador de riscos para a segurança, sendo por isso expectável que as ocorrências se mantenham na denominada zona ALARP As Low as Reasonably Practicable (Tão baixo quanto o razoavelmente praticável ou possível). Na prática, a zona ALARP está relacionada com o risco aceitável por determinada empresa e pode ser definida tanto internamente como por requisitos legais, regulamentares, boas práticas ou pela sociedade, sendo enquadrada por critérios de aceitação do risco.

Descrição (exemplos)

Falhas na execução devido

e organização do trabalho.

a esquecimento.

Sistemas à prova de erro.

Lapsos Formação. Execução errada, mas

Formação

com consciência disso.

e Sensibilização. Sistemas

Baseados em não

à prova de erro. Controlo

cumprimento de regras

do trabalho efectuado.

ou não aplicação do

Registo fundamentado

Acções

conhecimento. Excepções.

das causas da excepção.

propositadas

Violações:

Erros

Não cumprimento de regras

Controlo do trabalho

instituídas que depois se

efectuado. Implementação

torna normal não cumprir

de Sistemas de Segurança

(rotina de incumprimento).

/ Vigilância.

Quebra de regras

Para definir a sua zona ALARP (Figura 2), uma empresa não deverá focalizar-se apenas nas suas instalações e equipamentos,

[2] Guedes Soares, C., Antão, Pedro, (2009); Factores Humanos e Análise de Acidentes.

Sabotagens.

[2] Guedes Soares, C., Antão, Pedro, (2009); Factores Humanos e Análise de Acidentes.

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Vivendo-se actualmente na sociedade do risco, em que esse risco é quantificado e ou qualificado com base em critérios que podem incluir valores monetários (prémios de seguros, penalizações por incumprimento contratual de entregas de produtos, entre outros), a probabilidade de ocorrência de falhas devido a Erros Humanos deverá ser considerada em todas as etapas de concepção, de desenvolvimento, de fabrico, de utilização e de manutenção de determinado sistema (normalmente sistema Homem-Máquina), bem como na gestão e na super visão dessas etapas. Para a minimização dos Erros Humanos nas actividades de manutenção, devem ser estudadas as situações onde estes possam ocorrer e as suas causas, com o objectivo de as prevenir. A identificação dos factores que influenciam a interacção entre o objecto de manutenção (sistema, equipamento) e quem executa essas actividades assume especial relevância. Estes factores são classificados como físicos (massa, força, limites de movimentação, temperatura, humidade, iluminação, …), sensoriais (adaptação, sensibilidade, …) e os cognitivos (percepção, memória, …) e interagem também entre si. Na prática, os factores, entre outros, que podem influenciar o desempenho humano, físico e mental, nas actividades de manutenção relacionam-se com o meio envolvente (local) onde aquelas se realizam (trabalhos em altura, em espaços confinados, debaixo de água, debaixo do solo e em estaleiros), com as características físicas desses locais (temperatura, humidade, iluminação, radiação, ventilação), com as características dos sistemas e equipamentos a manter (mecânicos, electrónicos, dimensões, geometria) e com a complexidade e risco das metodologias, ferramentas e materiais utilizados. A sua execução em conformidade é também influenciada por factores relacionados com o planeamento das actividades, como por exemplo, os horários de trabalho praticados, a formação e a experiência prévia dos executantes e outras características dos mesmos (características antropométricas versus a ergonomia do local de trabalho, idade, estado de saúde). As actividades de manutenção têm, por isso, impacto na segurança de quem as executa, na segurança relacionada com a fiabilidade dos sistemas e no custo final do produto, exigindo por isso, simultaneamente, conformidade e grande eficiência (execução correcta mas num período tal que minimize os tempos de paragem para manutenção, tal como referido anteriormente). Conclui-se que, para além da implementação de sistemas de protecção à prova de erro e na sistematização de procedimentos, a diminuição da probabilidade de ocorrência de Erro Humano é auxiliada com a adopção de medidas de prevenção focalizadas principalmente nas pessoas, diminuindo-se

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em consequência o risco de falhas ou acidentes posteriores na manutenção e na operação dos sistemas. Na fase de planeamento da manutenção deve ser garantido que a sua execução seja supor tada de forma documentada através de planos da qualidade ou planos de inspecção e ensaio, procedimentos, listas de verificação e registos, que definem quem faz o quê, quando e como, que ferramentas e substâncias são utilizadas, que grandezas devem ser medidas e o seu valor, os controles necessários e, conforme aplicáveis, critérios de aceitação e rejeição para a avaliação das características dos componentes do sistema a manter. Será assim possível verificar o estado do sistema produtivo com objectividade e auxiliar a decisão sobre manter como está, reparar ou substituir parcial ou totalmente. Colocando o foco nas pessoas, para o planeamento e a execução das actividades deverão ser seleccionados profissionais com as qualificações adequadas (escolaridade, formação prática e teórica e experiência), com as características físicas e mentais (idade, antropometria, resistência ao stress e à fadiga, capacidade de visão, ausência de determinadas fobias, capacidade de concentração e outras) e definidos os meios de protecção adequados a utilizar, para que as mesmas decorram em conformidade com o especificado, com as regras definidas e em condições de segurança. O controlo do processo de manutenção permitirá, assim, a sua execução de forma sistémica e mais eficaz, diminuindo a probabilidade de ocorrência de Erros Humanos, mantendo, ou mesmo aumentando, a segurança dos sistemas e dos seus componentes.

Bibliografia e referências - Christopher Wickens, Sallie E. Gordon, Yili Liu, An Introduction to Human Factors Engineering, Longman, 1998; - Moubray, John (1997); Reliability-centred Maintenance, Butterworth-Heinemann; - Documentação de apoio ao curso Diploma de Formação Avançada em Avaliação de Riscos, Segurança e Fiabilidade, Instituto Superior Técnico: - [1] Guedes Soares, C., Teixeira, Ângelo, (2009); Fiabilidade de Sistemas. - [2] Guedes Soares, C., Antão, Pedro, (2009); Factores Humanos e Análise de Acidentes. - Guedes Soares, C., Teixeira, Ângelo, (2009); Avaliação de Riscos; - EMEF Magazine, 2009.Dez (18), pág. 20-21;


Martins da Silva

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Gestor do Departamento de Manutenção da Celbi até Dezembro de 2010 Consultor da Celbi martins.silva@altri.pt

Segurança em Trabalhos de Manutenção Resumo Nos termos da terminologia aplicável, a manutenção diz respeito à combinação de todas as acções técnicas, administrativas e de gestão, executadas durante o ciclo de vida dos equipamentos e instalações, tendo em vista mantê-lo ou repô-lo em estado de aptidão para o desempenho das suas funções.

avaria ou degradação do funcionamento de um equipamento ou instalação. Neste caso, as acções são programadas, dinâmicas e destinadas a controlar o processo de deterioração natural que leva à avaria do equipamento (por exemplo, substituição regular de peças, lubrificação, limpeza ou inspecção). - Manutenção condicionada, correspondendo à manutenção preventiva baseada na vigilância dos funcionamento do bem e/ou dos parâmetros significativos desse funcionamento (por exemplo, vibrações, temperatura, entre outros), integrando as acções daí decorrentes.

2. Perigos e riscos na manutenção A manutenção é necessária em todos os sectores da empresa, com maior ou menor incidência em função das especificidades das áreas, instalações ou equipamentos existentes. Deste modo, os trabalhadores que desempenham actividades de manutenção estão expostos aos perigos e riscos que lhes estão directa ou indirectamente associados. Eis alguns exemplos relevantes no caso da CELBI:

1. Manutenção de equipamentos e instalações A manutenção influencia a segurança e a saúde dos trabalhadores de várias formas. Por um lado, uma manutenção regular, correctamente planeada e executada, é essencial para manter os equipamentos e o ambiente de trabalho em condições seguras e fiáveis. Por outro lado, as próprias acções de manutenção devem ser executadas de forma segura, garantindo a adequada protecção dos trabalhadores que as efectuam e das restantes pessoas presentes nos locais de trabalho. Genericamente, a manutenção divide-se nos seguintes tipos: - Manutenção correctiva, quando as acções se destinam a repor um sistema avariado em estado de funcionamento (por exemplo, a reparação ou substituição de componentes inutilizados). Este tipo de manutenção também é denominado de “manutenção reactiva”, porque a acção é desencadeada pela ocorrência não programada da avaria; - Manutenção preventiva, quando as acções são executadas com uma periodicidade pré-determinada ou em conformidade com os critérios prescritos para reduzir a probabilidade de

- Riscos de exposição a substâncias químicas usadas ou geradas no processo de fabrico, perigosas em caso de inalação (dióxido de cloro, metanol, solventes e partículas de cal); - Riscos de acidentes com substâncias químicas perigosas, designadamente as que provocam queimaduras (ácido sulfúrico, soda cáustica, peróxido de hidrogénio, licor negro, licor branco e licor verde); - Riscos de queda em altura durante a execução de trabalhos em estruturas de andaime ou outras que não tenham sido

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previamente inspeccionadas e aprovadas e não sejam adequadas ao trabalho a executar; Exposição em locais de ruído elevado, sem a adequada utilização de protectores auriculares; Trabalhos de soldadura e corte em espaços confinados; Variações bruscas de temperatura e humidade em mudança de locais de trabalho com ambientes térmicos muito diferentes; Lesões causadas por posturas inadequadas durante a movimentação manual de cargas; Projecção de materiais, choques, entaladelas e outras situações passíveis de provocarem danos físicos aos trabalhadores; Trabalhos em situações de risco eléctrico (ligações eléctricas, salas de quadros, electrofiltros e outros); Riscos de acidentes com máquinas e viaturas de transporte e elevação de cargas, designadamente gruas, pontes rolantes e empilhadores; Riscos de acidentes com máquinas utilizadas para trabalhos em altura, por exemplo, plataformas articuladas.

Estas e outras situações podem afectar não só os trabalhadores da CELBI, mas também trabalhadores externos envolvidos em actividades de sub-contratação ou execução de projectos. Períodos ou situações de trabalho excepcionais, tais como paragens anuais e projectos, exigem cuidados especiais em matéria de segurança, dada a dimensão das actividades desenvolvidas, a concentração de trabalhadores nas instalações fabris e as nuances que podem proporcionar condições para a ocorrência de

acidentes. Há também a referir o risco de acidentes provocados não pelas actividades de manutenção por si só, mas por anomalias nas instalações processuais adjacentes, especialmente as que podem levar a derrames de substâncias perigosas, quedas de materiais, fugas de água quente e vapor e libertação de gases.

3. A gestão da manutenção Se é fundamental minimizar os riscos de acidentes que possam ocorrer no decurso dos trabalhos de manutenção, importa

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também garantir a qualidade dos mesmos. Quer a inexistência e / ou deficiente manutenção, quer falhas que possam surgir na sua execução são factores que podem provocar acidentes materiais com eventuais danos pessoais. Por isso, para além da componente técnica que lhe é conferida, a manutenção faz parte integrante do Sistema de Gestão da Empresa, o que, na prática, e no que à CELBI diz respeito, é entendido como um “processo” na grelha estrutural do Sistema de Gestão (Qualidade, Ambiente e Segurança). As componentes que integram o “processo” de manutenção começam antes do início dos trabalhos propriamente ditos, terminando depois de serem concluídos e documentalmente registados. Em termos gerais, um trabalho de manutenção seguro, se devidamente planeado e executado, comporta as seguintes fases: - Preparação e Planeamento - estruturação da tarefa a realizar, alocação e selecção de recursos internos e/ou externos, avaliação de riscos, competências dos trabalhadores ou empresas a envolver nos trabalhos, ferramentas e máquinas a utilizar, criação de condições seguras de acesso, equipamentos de protecção a usar, procedimentos de segurança a seguir, formação dos trabalhadores; - Realização do trabalho em ambiente seguro - cumprimento do plano de trabalhos, garantia do cumprimento dos procedimentos de consignação das instalações, desactivação eléctrica de equipamentos, informação do início dos trabalhos, implantação de protecções colectivas apropriadas, colocação em prática de medidas especiais de acompanhamento de protecção contra incêndios, medição de gases perigosos quando necessário, conhecimento do modo de agir em caso de emergência; - Utilização de equipamento adequado - obrigatoriedade do uso de equipamento de protecção individual requerido, protecções colectivas necessárias, utilização de máquinas e ferramentas por pessoal com competência para tal e em condições de operacionalidade adequadas; - Cumprimento das práticas de trabalho seguro - observação das normas de segurança aplicáveis, acompanhamento das condições de segurança durante a realização do trabalho, supervisão e vigilância técnica e de segurança, actuação segura em caso de situações imprevistas; - Conclusão do trabalho - verificação do trabalho realizado, detecção e correcção de eventuais anomalias, informação do fim do trabalho, desconsignação.


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Entre outros, importa salientar alguns dos componentes de Gestão da Manutenção que, em matéria de planeamento de segurança, são colocados em prática nas actividades da CELBI:

- Regulamento geral de estaleiro (Procedimento 200/01) Normas gerais de conduta, actuação e logística, incluindo especificações de carácter ambiental e de segurança, a cumprir pelas empresas externas quando desenvolvem a sua actividade na CELBI (parte integrante nos contratos de empreitadas e de prestação de serviços).

- Segurança em intervenções de empresas externas (Procedimento 327/01) Plano específico de segurança e ambiente relativos a trabalhos pontuais a efectuar por empresas externas, incluindo avaliação básica de riscos e a definição dos meios de protecção e prevenção.

- Planos de segurança em projectos (Procedimento 327/04) Regras de segurança e ambiente na execução de projectos de maior dimensão ou duração das empreitadas de manutenção, a cumprir pelas empresas envolvidas. No caso da Paragem Anual, dadas as suas implicações, é preparado um plano de segurança específico.

- Consignação de equipamentos para intervenção (Procedimento 330/02) Regras e responsabilidades para garantir condições processuais e de segurança das instalações, previamente à disponibilização das mesmas para intervenção, execução e conclusão dos trabalhos.

- Desactivação de equipamentos para intervenção (Normas de Segurança 17 e 20) Utilização de etiquetas de segurança de uso individual, de protecção de equipamento e de protecção de equipas de empresas externas, para desactivação eléctrica de equipamentos processuais e outros, de forma a garantir a segurança de reparações ou inspecções.

- Inspecção e aprovação de andaimes (Procedimento 200/02) Descrição das regras a seguir na requisição, instalação e sinalização de andaimes, comportando aspectos de construção e utilização.

- Manual de segurança Documento que reúne normas, procedimentos e fichas de segurança, nos quais são estabelecidas medidas de carácter operacional para garantia das condições de segurança na unidade fabril e na execução de trabalhos, com grande incidência nas actividades de manutenção.

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Grupo Portucel Soporcel Eng.ª Paula Sofia Lima paula.lima@portucelsoporcel.com

A Segurança na Manutenção Resumo A Gestão da Segurança na Manutenção da indústria de pasta e papel, a par do que sucede na indústria química, é bastante complexa devido à diversidade de especialidades, às modalidades de manutenção (correctiva , preventiva e manutenção de larga escala em paragens gerais) e à terceirização/subcontratação. A identificação de perigos e a avaliação dos riscos deve conjugar os riscos das actividades de manutenção com os riscos específicos deste tipo de indústria. Esta avaliação é o ponto de partida para o correcto planeamento das medidas de controlo que se adoptam nas empresas para a prevenção de acidentes e de doenças profissionais.

Sinistralidade e doenças profissionais associadas à manutenção Um estudo europeu sobre segurança na manutenção publicado em 2010 pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho refere que 10 a 15% dos acidentes mortais estão relacionados com actividades de manutenção e que 15 a 20 % dos acidentes totais estão também relacionados com actividades de manutenção. O mesmo estudo refere que, na indústria química, o maior número de incidentes e acidentes ocorre durante operações de manutenção correctiva (66%). As doenças profissionais mais relacionadas com a manutenção industrial são a asbestose (decorrente de inalação de fibras de amianto) e outras doenças respiratórias (exposição a agentes químicos), surdez profissional (exposição ao ruído), lesões músculo-esqueléticas (decorrente da movimentação manual de cargas), doenças do sistema nervoso periférico (exposição a vibrações e outros agentes), doenças do sistema circulatório e doenças da pele (contacto com agentes químicos).

Factores influenciadores dos riscos das actividades de manutenção na indústria de pasta de papel Os riscos a que os trabalhadores da manutenção estão expostos estão essencialmente relacionados com o ambiente físico de trabalho /meio envolvente (em oficina, ao ar livre, em espaço confinado, em altura, local exíguo, layout inadequado, presença de agentes químicos, físicos e biológicos), os equipamentos e ferramentas utilizadas, as tarefas a executar e a forma de as executar (funções

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indefinidas, tarefas muito exigentes, tarefas múltiplas, trabalho sob “pressão”, horário de trabalho /turnos/trabalho on call, trabalho monótono ou repetitivo, experiência) e os processos de informação e comunicação existentes na empresa (instruções e procedimentos, etiquetagem/rotulagem/sinalização de segurança, formas de comunicação e de supervisão do trabalho a executar). A maioria parte das vezes os riscos a que estão expostos resultam de uma combinação dos factores referidos anteriormente.

Os principais riscos das actividades de manutenção na indústria de pasta de papel Exposição ao ruído Os trabalhadores da manutenção estão frequentemente expostos a ruído excessivo, decorrente das tarefas que executam (por exemplo, a utilização de rebarbadora, de martelo pneumático, de martelo de agulhas para decapagem ou a simples martelagem podem ultrapassar o valor limite de exposição definido na Legislação em vigor – LEX,8h = 87 dB(A) ou LCpico = 140 dB). Ao nível da indústria de pasta e papel é conveniente que os níveis de atenuação média dos protectores de ouvidos utilizados tenham em conta a protecção dos trabalhadores nas diversas áreas da fábrica mas também a execução das tarefas específicas de manutenção, por exemplo, em oficina. Um dos métodos de determinação da exposição do trabalhador ao ruído, é a utilização de um dosímetro que mede a exposição ao ruído quaisquer que sejam as flutuações. Será, no entanto, um valor aproximado da realidade já que as tarefas e os locais de trabalho podem variar substancialmente na mesma semana. A avaliação do risco de exposição é obrigatória. A empresa deve assegurar a utilização de protectores auditivos individuais sempre


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que os níveis de exposição pessoal diária sejam iguais ou superiores a 85 dB(A). A sinalização das áreas da fábrica com estes níveis é fundamental como indução comportamental.

Exposição a vibrações. A organização do trabalho como forma de redução da exposição As vibrações afectam o conforto, reduzindo o rendimento do trabalho e podem causar desordens nas funções fisiológicas. A exposição a vibrações de corpo inteiro ocorre quando uma grande parte do corpo está exposta a uma superfície vibratória (como por exemplo na condução de máquinas móveis como empilhadores ou tractores). As vibrações podem ser transmitidas através dos assentos ou penetrar através dos pés. O valor limite de exposição pessoal diária definido no DL 46/2006 de 24/2 é de 1,15 m/s2 para um período de referência de 8 horas. A colocação de assentos que absorvam as vibrações, a correcta manutenção das máquinas móveis (nomeadamente ao nível dos pneus), bem como a manutenção do piso de circulação permite reduzir a exposição a este tipo de vibrações. Existe também a possibilidade de exposição a vibrações ao sistema mão-braço quando se utilizam ferramentas vibráteis (martelo pneumático, serras, rebarbadora, lixadora). O valor limite neste caso é de 5 m/s2. A redução da exposição passa pela utilização de ferramentas que contenham punhos adequados que favorecem o amortecimento das vibrações.

Exposição a radiações Por imposição da tarefa ou das condições da envolvente, os trabalhadores podem estar expostos a radiações não ionizantes (por exemplo em processos de soldadura por arco eléctrico, trabalho ao ar livre com exposição a radiação UV), sendo fundamental a protecção dos olhos. Nos trabalhos junto a fontes radioactivas associadas a equipamentos de medição presentes no processo, haverá probabilidade de exposição a radiação ionizante. Deverá ser feito o controle periódico para determinação da emissão por contacto e à distância e os trabalhadores potencialmente expostos devem ter dosímetros.

Exposição a agentes químicos Conforme a perigosidade dos produtos químicos presentes neste tipo de indústria , podemos dividi-los nos seguintes grupos: - CORROSIVOS: licores, soda cáustica, ácido sulfúrico, ácido clorídrico, cal viva; - INFLAMÁVEIS: metanol, gás natural;

- COMBURENTES OU OXIDANTES FORTES: Clorato de sódio, peróxido de hidrogénio, oxigénio; - TÓXICOS: dióxido de cloro, dióxido de enxofre; - NOCIVOS: óleos, solventes; - PERIGOSOS PARA O AMBIENTE: fuel-óleo. Para além destes produtos introduzidos no processo, podem gerar-se gases extremamente perigosos (por exemplo, o Sulfureto de Hidrogénio) ou haver exposição a poeiras ( Madeira, cal viva, entre outras). O controle dos riscos deve ter em conta a medição de gases, a ausência de fluidos em tubagens (despressurização, purga e lavagem de linhas), o controle de exposição em ambiente confinado (entrada em tanques, tinões, equipamentos que podem conter gases ou ausência de oxigénio), o controle de fugas de gases por equipamento de medição fixo que alerte os trabalhadores, a utilização de equipamento de protecção individual e a sinalização do agente químico presente na área e dos respectivos riscos. No caso das actividades específicas de manutenção é também necessário avaliar a exposição a fumos de soldadura e o contacto com agentes sensibilizantes e irritantes (por exemplo, solventes de lavagem de peças, óleos) verificando sempre a hipótese de alterar o produto a utilizar por outro menos perigoso ou , caso não seja possível, adoptar o equipamento de protecção colectiva (como sistemas de aspiração e extracção de fumos em oficinas) e/ou individual (ex. luvas, máscaras e protecção do corpo adequada). Relativamente aos agentes químicos, há também a considerar o risco de exposição a fibras de amianto cujo efeito cancerígeno determina que sejam adoptadas medidas de controle apropriadas: utilização de equipamento de protecção individual (máscaras com filtro FFP2, fatos, luvas), métodos adequados (utilização de aspiração com filtro HEPA, métodos húmidos, isolamento/confinamento de área) e medidas de higiene (cabines de descontaminação).

Exposição a agentes biológicos A exposição dos trabalhadores de Manutenção a riscos biológicos na indústria de pasta e papel, segue o padrão inerente a qualquer indústria que possua nas suas operações, tratamento biológico de efluentes, actividades de manutenção de equipamentos de ar-condicionado, bem como torres de arrefecimento de água. Os agentes biológicos são microorganismos capazes de causar infecções, alergias ou envenenamento.

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Bactérias como a Legionella podem aparecer em sistemas de condicionamento de ar ou nos aerossóis libertados nas torres de arrefecimento, caso não sejam adoptados processos de desinfecção e de manutenção adequada aos equipamentos.

Movimentação de cargas (riscos ergonómicos e queda de objectos) O trabalho de manutenção inclui também a necessidade de elevação de cargas pesadas como equipamentos, máquinas ou ferramentas. As condições para elevação de cargas não são sempre as ideais. As cargas podem não estar muito acessíveis, o espaço de manobra ser pequeno e haver necessidades específicas de aplicação da força ou de movimentos repetitivos. Tudo isto pode resultar num risco ergonómico com potencial para lesões músculo-esqueléticas. No caso de movimentação manual de cargas, é essencial a formação dos trabalhadores nesta área, para que conheçam as técnicas de movimentação e os pesos máximos a movimentar. Existem também equipamentos que minimizam os riscos, como por exemplo diferenciais eléctricos. No caso de movimentação mecânica de cargas é essencial a formação sobre utilização de equipamentos de trabalho associados a esta tarefa (pontes rolantes, guinchos, gruas, e outras) bem como a correcta manutenção e verificação de segurança destes equipamentos e acessórios de elevação (de acordo com o DecretoLei 50/2005 de 25/2).

Riscos mecânicos e eléctricos Nas intervenções de manutenção há que garantir o controle dos riscos de contacto com equipamento/máquinas em funcionamento ou que podem entrar em funcionamento. O controlo de energia pode ser efectuado por consignadores (Lockout) locais ou em salas eléctricas. Num caso e noutro há um processo de comunicação (Tagout e registo) que permite passar o testemunho da produção para a manutenção e vice-versa.

Trabalhos em altura (Risco de queda de pessoas e objectos) É considerado trabalho em altura o que se realiza a partir de 2 m de altura ao plano de referência. A manutenção tem de aceder regulamente a equipamentos em altura (como plataformas em torres, tanques, chaminés, reactores, silos, caldeiras, coberturas, entre outras). Nestes casos é necessário controlar as condições de acesso e de protecção colectiva contra quedas (plataformas fixas, linhas de vida, escadas verticais), as características dos trabalhadores que exe-

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cutam essas tarefas (não ter vertigens, ter a tensão arterial normal, não estar sob efeito de álcool ou de substâncias psicotrópicas), o equipamento de protecção individual (calçado em bom estado) e as medidas de prevenção de queda de objectos / ferramentas. O maior risco ocorre quando existem situações com necessidade de reposição rápida de condição (como fuga de produto químico ou de pasta) e com trabalho em altura (trabalho em tubagem elevada, trabalho em coberturas, trabalho no topo de tanques, acesso a equipamento elevado, entre outras). As medidas de controle de riscos de queda em altura incluem a formação dos trabalhadores, a utilização dos meios de acesso e de protecção contra quedas mais adequados ao trabalho a executar, a utilização complementar do equipamento de protecção individual (arnês e cinto de segurança) e a sinalização/delimitação da área onde podem cair objectos e/ou da área de colocação de equipamentos de acesso. No caso de equipamentos de elevação de pessoas (como plataformas elevatórias), de equipamentos fixos ou temporários de protecção contra quedas (por exemplo linhas de vida, andaimes) e de equipamento de protecção individual (arnês / cinto), é imperativa a verificação de segurança / estado antes da execução do trabalho. Em certos casos há que considerar a envolvente, como por exemplo, na imediação de alta voltagem, havendo a considerar as distâncias de segurança ou utilização de equipamento adaptado (por exemplo, andaime isolante), no caso de não ser possível interromper a corrente eléctrica. Deve ser também controlada a execução do trabalho em altura em espaços confinados (em plataformas próprias, em andaime ou com recurso a sistemas de tripé).

Riscos de incêndio e explosão Nas fábricas de pasta e papel existem numerosos locais com risco de incêndio e/ou explosão devido ao tipo de matéria combustível presente (locais com combustíveis sólidos: madeira, biomassa, poeiras de madeira, amido; locais com combustíveis gasosos: sulfureto de hidrogénio, metanol, gás natural e locais com combustível líquido: fuel-óleo). Para além disso em alguns destes locais é possível formar-se uma atmosfera explosiva (ATEX) através da mistura ar-poeiras ou ar-gás – estes locais devem ser identificados e sinalizados como zonas de perigo de Atmosferas Explosivas (ATEX). Existem também substâncias que apesar de não serem combustíveis, favorecem a combustão rápida na presença de material combustível (como o clorato de sódio). Por este motivo é essencial que seja efectuado um controlo do risco baseado na formação/informação dos trabalhadores, num sistema de autorização de trabalho que pressupõe a avaliação do risco e validação das condições de intervenção (como por exemplo, a utilização de ferramentas anti-deflagrantes).

Riscos psicossociais Os trabalhadores de manutenção nas fábricas de pasta e papel podem experimentar situações de stress causadas pelos seguintes


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factores que devem ser controlados: pressão do tempo de execução, tecnologia complexa combinada com situações fora de rotina, problemas de comunicação (essencialmente com subcontratados), trabalho isolado, trabalho por turnos / fim-de-semana / nocturno / on call, conhecimento limitado de lay-out ou dos equipamentos / máquinas e formação insuficiente para determinadas tarefas.

Os processos de comunicação dos riscos Os processos de comunicação associados às intervenções em segurança podem incluir: reuniões, sinalização, autorizações de trabalho (autorizações para actos de foguear, autorizações de entrada em espaços confinados, Tagout utilizada em processo de consignação, placas de validação de andaimes), informação em placards na área de manutenção, definição de regras bem claras para a subcontratação, formação de subcontratados em sala e, se necessário, no local de trabalho antes da execução do mesmo. A coordenação de segurança nas empreitadas pressupõe a integração dos aspectos de segurança nas diversas fases: planeamento (identificação de perigos e avaliação de riscos, definição de formas de controle e avaliação), controle da execução (autorizações de trabalho, monitorização das condições de execução e preparação

para situações de emergência) e a recepção (procedimentos de “passagem de testemunho” da manutenção à produção / fecho das autorizações de trabalho).

Conclusão Os riscos específicos das tarefas de manutenção podem ser largamente agravados pelos riscos da indústria onde são realizados os trabalhos. A avaliação de riscos, a comunicação dos riscos através da formação e/ou informação, a adopção de medidas de controlo dos riscos, a monitorização (de condições ou acções), e a coordenação de segurança na subcontratação são as formas que a indústria tem procurando optimizar para a minimização de incidentes, acidentes e doenças profissionais.

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PILZ Industrieelektronik, S.L. Nuno Guedes Tel.: +351 229 407 594 · Fax: +351 229 407 595 n.guedes@pilz.pt · www.pilz.pt

Barreiras Fotoeléctricas de Segurança RESUMO As barreiras fotoeléctricas de segurança são um dos dispositivos de acção sem contacto que se tornou mais popular, pela sua versatilidade, ausência de barreira física e a possibilidade da protecção de processos sem comprometer a produtividade. A sua utilização generalizada foi permitindo, ao longo dos anos, que se tornasse um produto com um preço mais convidativo e uma solução a ponderar em comparação com as barreiras físicas (quando é possível e viável) tendo em conta a segurança/produtividade do processo e/ou máquina.

1. Definição

2.1 Instalação

A barreira fotoeléctrica de segurança é um dispositivo de acção sem contacto, óptico, constituída por um emissor e um receptor, com mono-feixe ou multi-feixe, certificado para utilização como dispositivo electro-sensível para aplicações de segurança. Existem vários tipos de barreiras, classificadas quanto ao tipo em termos de segurança (Tipo 2 ou 4), quanto ao tipo de protecção (dedo, mão, braço ou corpo) e quanto a funções standard e/ou opcionais. Normalmente os feixes são de infra-vermelhos, ou, laser, dependendo do número de feixes e distância entre emissor e receptor.

As barreiras fotoeléctricas de segurança devem instalar-se na máquina de forma a que não se possa aceder ao ponto de perigo sem cruzar o campo de protecção. Não deve ser possível aceder por cima, por baixo, lateralmente ou circundar a barreira. Dado ser um componente delicado, a sua instalação deve ser cuidadosa, com suportes adequados, por vezes com uma boa regulação e em certas situações de maior vibração devem ser usados suportes anti-vibratórios. O alinhamento das barreiras nem sempre é fácil, será tanto mais difícil quanto maior o número de feixes e quanto maior for a distância entre emissor e receptor. A parte óptica deve ser mantida cuidada, com ausência de grandes poeiras e resíduos de óleo, ou, outros líquidos que a possam contaminar. Mecânicamente as barreiras devem estar protegidas contra pancadas inadvertidas que possam comprometer o seu funcionamento, ou danificar.

2.Utilização de barreiras fotoeléctricas de segurança As barreiras fotoeléctricas de segurança são, hoje, amplamente usadas na protecção de máquinas e/ou processos, por fazerem uma protecção invisível mas eficaz, que permite facilitar a carga e/ou descarga de matéria prima e/ou componentes, sem impedimentos físicos e uma fácil detecção de intrusão. Pode pois, facilitar a produtividade de muitos processos, sem descorar a segurança. No entanto, há algumas limitações. A utilização de barreiras fotoeléctricas de segurança é sempre uma alternativa ao uso de protecção físicas? A resposta é: não! Desde logo uma barreira fotoeléctrica de segurança não protege contra a projecção de resíduos do processo, como por exemplo, limalhas, serrim, detritos de soldadura, entre outros. Há também a questão da distância entre a barreira e o perigo que obedece a valor mínimos, para que a protecção possa estar garantida. Como se verá mais à frente há também uma relação entre o número de feixes e o afastamento que a barreira deve ter relativamente ao perigo. É fundamental que ao pensar numa instalação de uma barreira se ponderem estes factores. Fica claro que, não é totalmente indiferente ter uma protecção física, ou, ter uma barreira fotoeléctrica de segurança. A utilização da barreira fotoeléctrica destina-se a zonas em que seja necessária uma entrada frequente dentro do perímetro de segurança de, matéria prima, componentes, pessoas, de um empilhador, e outros, mas, em que não haja projecção de partículas (ou que seja residual), e em que o afastamento da barreira possa ser o mínimo necessário para assim mesmo, garantir a protecção de intrusão.

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3. Tipos de barreiras fotoeléctricas de segurança (quanto à segurança) 3.1 Tipo 2 (EN 61496-1) Os dispositivos de protecção electro-sensíveis do Tipo 2 têm um meio de ensaio periódico com o fim de revelar uma falha perigosa. O sinal de ensaio simula o accionamento do dispositivo de detecção. Quando o ensaio periódico se pretenda que seja iniciado por um sistema de controlo externo relacionado com a segurança, o dispositivo electro-sensível estará equipado como os meios de entrada de sinais adequados. Ao arrancar, os OSSDs ( Output Solid State Device ) não podem estar ligados até que se tenha realizado um ensaio periódico e que não se tenha detectado nenhuma avaria. Toda a avaria que afecte o funcionamento normal detecta-se: - Imediatamente, ou, - como resultado do seguinte ensaio periódico ou - pelo accionamento do dispositivo de detecção, e deve ter


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como resultado umas das seguintes acções: - início da condição de accionamento eléctrico no dispositivo electro-sensível, ou - para um dispositivo electro-sensível com um único OSSD, gerar um sinal de início para permitir que um sistema de controlo externo (por exemplo, a máquina) relacionado com a segurança realize a função de accionamento eléctrico. Não deve ser possível que o dispositivo electro-sensível alcance um rearme automático desde uma condição de accionamento eléctrico interrompendo e restablecendo a alimentação principal, quando a falha que originou a condição do accionamento eléctrico esteja ainda presente. As barreiras do Tipo 2 destinam-se a atingir até a categoria 2, segundo a EN 954-1.

3.2 Tipo 4 (EN 61496-1) Em adição às especificações do Tipo 2, toda a avaria que cause uma perda da capacidade de detecção deverá provocar a transição do dispositivo elecro-sensível à condição de accionamento eléctrico no tempo de resposta. Um erro isolado que prolongue ou reduza o tempo de reacção deve detectar-se e activar o estado de bloqueio. Nos casos em que se detecte uma avaria única que, por si mesma, não cause uma falha perigosa, o aparecimento de outras avarias não deve provocar uma falha perigosa. As barreiras do Tipo 4 destinam-se a atingir qualquer categoria até a categoria 4, segundo a EN 954-1.

4.2 Protecção Mão - Distância entre feixes: ~30 mm; - Alturas disponíveis: 150 a 1.800 mm; - Funções opcionais: Muting ou Blanking.

4.3 Protecção Braço - Distância entre feixes: 40 mm…70 mm; - Alturas disponíveis: 300 a 1.650 mm; - Funções opcionais: Muting.

4.4 Protecção Corpo - Número de feixes: 2,3 ou 4; - Alturas disponíveis: 500 a 1.200 mm; - Funções opcionais: Muting.

5. Distâncias de segurança mínimas segundo a EN 999 Esta norma europeia proporciona parâmetros baseados nas velocidades de aproximação física de mãos/braços e o procedimento para determinar as distâncias mínimas de dispositivos de protecção com respeito à zona de perigo. A distância mínima à zona de perigo calcula-se usando a fórmula seguinte: S = (K x T) + C Em que: S – é a distância mínima em mm, medida da zona de perigo ao ponto, à linha, ou, ao plano de detecção, ou, campo de protecção; K – é uma constante, expressa em mm/s, calculada a partir dos dados de velocidades de aproximação do corpo, ou, partes do corpo T – é o tempo total de resposta, em segundos; C – é uma distância suplementar em mm que se baseia na entrada na zona de perigo antes de desencadear a resposta do dispositivo de segurança.

5.1 Marcha inercial (tempo total de resposta) O tempo total de resposta compõe-se como mínimo, de duas fases: T= t1 + t2

4. Tipos de barreiras fotoeléctricas de segurança (quanto à protecção de intrusão) 4.1 Protecção Dedo - Distância entre feixes: ~14 mm; - Alturas disponíveis: 150 a 1.800mm (tipicamente); - Funções opcionais: Muting ou Blanking.

Em que: T - é o tempo total de resposta, em segundos; t1 – é o tempo decorrido desde a excitação da função de detecção até que os dispositivos de comutação do sinal de saída estejam desligados; t2 – é o tempo de resposta máximo da máquina, quer dizer, o tempo necessário para parar a máquina ou para eliminar o risco depois de receber o sinal de saída emitida pelo dispositivo de protecção. Existem vários factores que influenciem em t2, por exemplo a temperatura, o tempo de comutação das válvulas, o envelhecimento dos componentes.

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Uma barreira fotoelĂŠctrica deve montar-se de maneira que, se se interrompe o feixe luminoso (invisĂ­vel) durante o movimento perigoso, que o ponto de perigo nĂŁo se possa alcançar antes que o movimento tenha parado. Isto significa que entre o limite mais prĂłximo do ponto de perigo e o feixe luminoso ĂŠ preciso respeitar uma distância de segurança â&#x20AC;&#x153;Sâ&#x20AC;?. A distânica de segurança depende do tempo da marcha inercial do equipamento de trabalho e da velocidade de aproximação da pessoa. O tempo de marcha inercial determina-se por vĂĄrias mediçþes em condiçþes prĂĄticas. Como velocidade com que se extende a mĂŁo consideram-se 2m/s ou 1,6m/s, dependendo da resolução da barreira. No caso de existirem normas europeias especĂ­ficas para mĂĄquinas que especifiquem uma distância de segurança diferente da calculada com base na EN 999, prevalecerĂĄ sempre a distância maior. Se existir a possibilidade de aceder a uma zona de perigo por cima da barreira, o feixe superior terĂĄ uma altura mĂ­nima de 1.800 mm.

5.2 Barreiras fotoelÊctricas de segurança: Dispositivos de feixe único (Protecção Corpo) Na norma, as barreiras fotoelÊctricas de feixe único contemplam-se só quando se usam paralelamente ao solo e o feixe Ê cortado por uma pessoa na posição vertical. Se a avaliação de risco permite que se possa utilizar um único dispositivo de um só feixe como dispositivo de protecção com reacção de aproximação, a distância de segurança calcula-se segundo a fórmula S=(K x T) + C, em que K = 1,6m/s, C = 1.200 mm e o T serå de acordo com a barreira e a måquina.

alterada, tem que se ter em conta as medidas måximas da mesma ao calcular a distância de segurança S.

5.3 Barreiras fotoelÊctricas de segurança: Dispositivos de múltipo feixe (Protecção Corpo) A norma contempla barreiras (ou rede) fotoelÊctricas com feixes múltiplos independentes. Estes dispositivos não registam necessariamente a entrada do corpo, ou, de partes do corpo na zona de perigo. Na avaliação de risco devem considerar-se portanto todos os mÊtodos de acesso previsíveis: -

Passar a gatinhar pelo feixe inferior; Passar a mĂŁo por cima do feixe superior; Passar a mĂŁo entre dois feixes; Passar o corpo entre dois dos feixes.

Segundo o número de feixes especificam-se as alturas e a distância dos valores indicados na Tabela seguinte:

NĂşmero de Feixes

Altura em mm sobre o plano de referĂŞncia (solo)

2

400, 900

3

300, 700, 1100

4

300, 600, 900, 1200

Se como resultado na avaliação de riscos se deduz que são apropriados os dispositivos com feixes independentes como dispositivos de protecção com reacção de aproximação, a distância de segurança calcula-se segundo a fórmula S =(K x T) + C, com os valores: K = 1,6m/s, C = 850 mm, o T serå de acordo com a barreira e a måquina.

5.4 Barreiras fotoelÊctricas de segurança: Dispositivos de múltipo feixe (Protecção mão ou dedo) A norma indica barreiras (ou cortinas) fotoelÊctricas com feixes múltiplos independentes com uma resolução måxima de 40 mm, como protecção para partes do corpo, mão, ou dedo, com aproximação normal ao campo de protecção.

Para uma distância de segurança S grande fica garantido que uma pessoa não possa alcançar por cima, por baixo do campo de protecção nem iludi-lo por um lado. Terå que ser impedido necessariamente toda a permanência entre o ponto de perigo e o campo de protecção. Se existir uma ferramenta na måquina que possa ser

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A distância neste caso calcula-se com a utilização da mesma fórmula S = (K x T) + C, com os valores: K = 2,0m/s, C = 8 x (d - 14    

     acordo com a barreira e a måquina. Esta fórmula Ê vålida para todas as distâncias de segurança atÊ 500 mm inclusivÊ, em que a distância mínima Ê de 100 mm. Se a distãncia S Ê superior a 500 mm pode calcular-se usando para K, 1,6m/s. Para barreiras fotoelÊctricas com direcção de aproximação paralela ao campo de protecção (geralmente protecção horizontal de à reas) deverå usar-se como K, 1,6m/s e C depende da


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altura do campo de protecção e a altura do ponto de perigo, normalmente C será 1.200 mm, para instalação sobre o solo.

7. Funções opcionais Existem no mercado barreiras que, para além da detecção de intrusão, permitem funções adicionais, que visam facilitar a entrada de material dentro do campo de protecção mas, de uma forma monitorizada. É o caso do Muting e do Blanking.

7.2. Blanking A função de Blanking permite a entrada de um objecto cuja dimensão é superior do que a capacidade de detecção da barreira, dentro do campo de protecção, sem que as saídas da barreira se desliguem. Existem dois tipos de Blanking, flutuante e fixo. No Blanking no máximo podem-se interromper até 3 feixes. As grande diferença relativamente ao Munting é que a função de Muting é activada por sensores externos e o Blanking fica activo em determinados feixes de uma barreira. No Blanking a interrupção é controlada e monitorizada pela própria barreira.

7.1 Muting O Muting é uma interrupção automática e temporal do funcionamento da barreira que se destina a normalmente à passagem de uma palete para dentro do campo de protecção. Ou seja, habitualmente as barreiras têm partes distintas que se podem configurar para Muting parcial e, neste caso, apenas alguns feixes podem ser interrompidos automaticamente e num espaço de tempo limitado, sem afectar a sinal de saída da barreira. O Muting tem de estar obrigatoriamente sinalizado por um sinalizador luminoso, cujo funcionamento também tem de ser monitorizado. Se for detectado um defeito no sinalizador luminoso, a função de Muting não pode ser activada.

No caso do Blanking flutuante, definem-se o número de feixes que podem ser cortados, um, dois ou três, mas pode ser activado em quaisquer feixes da barreira, feixes consecutivos registe-se. A configuração de Blanking fixo é feita para feixes fixos e consecutivos. A intrusão é controlada pelo número de feixes que são cortados, se estão definidos dois feixes de Blanking e apenas um, ou, mais de 2, forem interrompidos a barreira entra em falha.

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Schmersal Ibérica, S.L. Nuno Cruz Tel.: +351 219 593 835 · Fax: +351 211 201 575 info-pt@schmersal.com · www.schmersal.pt

A Manipulação, um Assunto Habitualmente Controverso em Relação à Segurança de Máquinas Resumo No ano de 2005, o Instituto de Segurança e de Saúde no Trabalho (BGIA, actualmente IFA) dirigiu um estudo representativo que mostrou que o equipamento de segurança de mais de um terço das máquinas e das instalações se encontra permanentemente ou temporariamente manipulado. Embora se tenham obtido algumas conclusões necessárias a partir deste estudo, pode afirmar-se que, hoje em dia, continua a existir manipulação. Contudo, este artigo demonstra que a manipulação pode ser evitada.

Embora o estudo do BGIA (actualmente IFA) quanto à “manipulação dos equipamentos de segurança” fosse feito há cinco anos, a sua leitura continua a valer a pena e também a sua actualização. Este estudo revelou que mais de um terço das máquinas estão manipuladas ou desactivadas permanentemente (14%) ou, no mínimo, temporariamente (23%) (Nota 1).

Razões plausíveis para manipular A questão principal abordada neste estudo é: Realmente, por que manipulam os operadores “as suas” máquinas, expondo-se, desta maneira, a um perigo? E por que se permite a manipulação por parte de tantos chefes ou responsáveis? As respostas a estas perguntas também são incluídas nos resultados do estudo: A manipulação é fácil para o operador e aparentemente “facilita” o funcionamento da máquina. Do ponto de vista do utilizador e do proprietário da máquina, manipular é, de facto, uma coisa completamente racional: se um dispositivo de segurança for desactivado, não é necessário respeitar tempos de espera incómodos, por exemplo, antes de se poder abrir uma protecção de segurança, o qual elimina consequências adversas no pagamento por produtividade. Frequentemente, a manutenção, a entrada em funcionamento ou a revisão da máquina são impossíveis ou difíceis de levar a cabo sem manipulação. Em outras ocasiões, é requerida uma clara visão geral do processo para evitar dificuldades durante a configuração da máquina ou a supervisão dos ciclos de funcionamento. E, para além disso, manipular não é uma coisa aparentemente difícil de efectuar: Nota 1: Relatório: Manipulação de equipamentos de segurança em máquinas; Hrsg.: Deutsche Gesetzliche Unfallversicherung DGUV (Associação Alemã de Seguros de Acidente), St. Augustin 2006; Descarregar em formato PDF (disponível apenas a versão alemã) em: www. hvbg.de/bgia, código web: 1855742

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De acordo com o estudo do BGIA, aproximadamente 75% dos operadores de máquinas manipuladas declararam que o equipamento de segurança podia ser desactivado sem dificuldade.

Frequentemente, a manipulação é permitida Uma especial causa de preocupação é o facto dos operadores não estarem avisados sobre os riscos que envolve a manipulação de uma máquina. Não é surpreendente que, de acordo com os peritos, aproximadamente 25% de todos os acidentes que têm lugar com máquinas são devidos a tê-las manipulado. Especialmente alarmante é o facto de que o patrão do técnico de segurança não evite este risco de segurança: em 34% dos casos, a manipulação é permitida ou mesmo esperada. Um estudo dirigido na Suíça em 2008 pela Associação Suíça de Prevenção de Acidentes SUVA chegou a conclusões similares (Nota 2), e o mesmo aconteceu com uma investigação dirigida pela austríaca AUVA.

O diagrama de avaliação ajuda a identificar os pontos fracos Tanto o IFA como o SUVA formulam propostas específicas para evitar o risco de segurança associado à manipulação. O IFA desenvolveu um diagrama de avaliação mediante o qual é possível determinar as vantagens de uma operação de manipulação, de forma a poder identificar-se as possíveis tentativas de manipulação (Nota 3). As tentativas de manipulação são classificadas com um maior nível de gravidade se operações concretas como a configuração, as substituições de peças ou de equipamento ou as operações de limpeza forem realizadas na máquina de uma forma não autorizada Nota 2: Cf. www.suva.ch-> SuvaPro Nota 3: Pode descarregar-se em: www.suva.ch/home/suvapro/branchenfachthemen/ schutzeinrichtungen.htm


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ou se tais actividades não puderem ser realizadas sem desactivar o equipamento de segurança. Estas máquinas vão necessitar de melhorias, já que esta situação é insegura. Este diagrama é destinado de preferência aos fabricantes de máquinas que desejem projectar máquinas à prova de manipulações nos termos dos requisitos da Directiva sobre Máquinas. A lista de controlo elaborada pela SUVA com o intuito de “parar a manipulação do equipamento de segurança” é principalmente útil para os técnicos de segurança das instalações produtivas. Esta lista proporciona uma visão geral no que diz respeito a se uma máquina pode ser manipulada e como (Nota 4).

instalações produtivas. Frequentemente, existem muito boas ideias no que diz respeito ao facto do equipamento de segurança e as medidas de protecção proporcionadas pelo fabricante da máquina se irão integrar sem problemas no processo produtivo ou se se puderem tornar um obstáculo.

Lista de controlo para a compra de máquinas Quando se investir em novas máquinas, pode ser útil elaborar uma “lista de desejos” das características que podem minimizar as tentativas de manipulação, como, por exemplo: - Contar com painéis de ampla visão nas protecções de segurança para dispor de uma clara visão do processo; - Que o operador for informado sobre as condições de funcionamento do equipamento de segurança (por exemplo, encravamento da protecção de segurança fechado); - Que um controlo de paragem ou de velocidade à prova de erros permita a abertura da protecção de segurança no momento em que se tenha parado o movimento perigoso ou que se tenha atingido uma determinada velocidade de segurança. Os modos de funcionamento tais como configuração, ajustamento ou reparação devem ser analisados em particular à medida que for considerado o aspecto ergonómico; em comparação com o modo automático, estes modos de funcionamento estão desproporcionalmente sujeitos a deficiências e acidentes de uma forma mais frequente.

Figura 1: Os interruptores de segurança com actuador codificado, que são instalados por meio de parafusos à prova de manipulação, são uma solução simples mas eficiente para evitar manipulações.

Protecção contra manipulações – realmente, uma coisa bastante simples É evidente que o técnico de segurança de uma instalação produtiva está bem informado e ocupa-se intensamente do tema da manipulação do equipamento de segurança. Deve tentar sempre considerar as coisas do ponto de vista do operador da máquina e examinar se o equipamento de segurança estiver a interferir no funcionamento rápido e sem problemas da máquina, tanto quando a mesma estiver a funcionar normalmente como, por exemplo, durante as operações de configuração ou de solução de problemas. Se isto for assim, os operadores irão tentar manipular ou desactivar o equipamento de segurança. Também é uma boa ideia envolver os futuros operadores de máquinas no processo de compra de novas máquinas ou de novas Nota 4: Informação: Tentativas de manipulação de equipamentos de segurança em máquinas - Fonte: www.hvbg.de/d/bia/pra/manipulation/

Figura 2: Os interruptores de segurança para protecções giratórias podem ser integrados sem problemas nas construções adjacentes e são uma boa opção quando se tiver em conta a protecção contra manipulações.

Evitar a desactivação ou a manipulação por meios simples Quando se comprarem (ou se converterem) máquinas ou instalações de segurança, deve assegurar-se, no mínimo, que vai ser realmente complicado manipular a máquina para o utilizador. Também foram já implementadas instruções similares nas normas europeias. Nos termos da norma EN 1088 (“dispositivos de encravamento em combinação com protecções de segurança separadas”), os componentes de segurança devem ser concebidos e construídos de forma a evitar a “manipulação por meios simples”. Entende-se,

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por meios simples, ferramentas e equipamento de trabalho facilmente acessível, tais como chaves de fendas e facas. Estas normas podem ser cumpridas utilizando interruptores de segurança com actuador codificado (Figura 1) e fixando o actuador do comutador por meio de parafusos à prova de manipulação. Outra possibilidade é utilizar interruptores de segurança para protecções giratórias, que também oferecem um alto grau de protecção contra as manipulações, visto que o mecanismo de actuação se encontra “oculto” dentro do interruptor (Figura 2).

segurança; se esta situação tiver lugar emitem uma mensagem de aviso para que o utilizador possa regular a protecção de segurança de forma oportuna. Estas soluções são ferramentas particularmente úteis para evitar a manipulação. E, por fim, mas não menos importante, os operadores também devem ser envolvidos nas soluções técnicas, proporcionando-lhes claras instruções de funcionamento, que proibam qualquer manipulação dos equipamentos de segurança, e organizando cursos de formação adequados para os sensibilizar sobre os riscos relacionados com o facto de continuar a trabalhar com máquinas manipuladas.

Consultoria de Segurança: assessoramento de peritos O Grupo Schmersal amplia a sua oferta de serviço em relação à segurança das máquinas mais além do desenvolvimento de novos produtos. O novo serviço designado “Consultoria de Segurança” tem como objectivo proporcionar conselhos de amplo alcance aos clientes, como, por exemplo, na implementação e aplicação de directivas e de normas na prática real. Outras questões relacionam-se com a selecção de sistemas de segurança adequados, a sua integração no sistema de controlo e as funcionalidades da máquina, bem como a configuração óptima dos sistemas de segurança programáveis de tipo electrónico. Para além dos temas de segurança, as soluções propostas centram-se sempre na maior produtividade da máquina e, por conseguinte, também na minimização do risco de manipulação.

Figura 3: Com os últimos controlos e botões de liberação de segurança, podem usar-se modos de funcionamento especiais, os quais facilitam as operações de configuração.

O assessoramento oferecido pelos Consultores de Segurança também vai dirigido aos utilizadores, com o intuito de assegurar um funcionamento seguro das suas máquinas e das suas instalações. Outro tema é a modernização e a actualização das máquinas existentes com a última tecnologia em segurança.

Útil: modos de funcionamento especiais A aplicação de modos de funcionamento especiais, como os de “observação do processo”, bem como o uso de botões de liberação no modo de configuração, também pode evitar as tentativas de manipulação (Figura 3). Originalmente, estes modos de funcionamento apenas eram mencionados em algumas normas C. Enquanto isso, foram implementados na revisão da Directiva sobre Máquinas e, por conseguinte, podem ser aplicados em geral para permitir o funcionamento da máquina tendo a protecção de segurança aberta sob determinadas condições. Além disso, foram apresentados no mercado um grande número de comutadores de segurança inovadores, cujas diferentes características construtivas contribuem a evitar a manipulação do equipamento de segurança. Isto inclui, por exemplo, a montagem oculta de interruptores de segurança ou de sensores de segurança, ou o uso de sensores de segurança com princípios de funcionamento inovadores, que oferecem muitas funções adicionais “inteligentes” (Figura 4). Estes comutadores são, por exemplo, capazes de detectar, de forma prematura, desalinhamentos da protecção de

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Figura 4: As novas gerações de comutadores de segurança oferecem muitas funções adicionais, criando assim condições óptimas para efectuar um trabalho seguro e simultaneamente produtivo.


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F.Fonseca SA Eng.º Tiago Carvalho – Gestor de Produto Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com · www.ffonseca.com

Segurança de Nova Geração – Interfaces e Redes O período que antecede a Revolução Industrial é caracterizado por uma actividade produtiva sobretudo manual. Nesse contexto, um artesão era, muitas vezes, responsável por todo o processo produtivo – desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final, sendo que o uso de máquinas no processo de produção era muito reduzido. Esta visão foi completamente alterada com o surgimento da era industrial. A máquina foi substituindo o trabalho humano, aumentando exponencialmente em funcionalidade e complexidade. Como consequência, o risco de acidentes aumentou também vertiginosamente. Deste modo, muitos operários arriscavam as suas vidas diariamente, os acidentes eram frequentes e, sem a existência de uma legislação que protegesse o operário, as medidas levadas a cabo para incrementar a segurança das máquinas eram praticamente inexistentes.

res. Inicialmente, os métodos de segurança passavam pelo uso de sistemas passivos, que na maioria apenas vedava o acesso dos operários às zonas não seguras das máquinas. Obviamente, estes métodos diminuíram, de facto, os acidentes de trabalho, não sendo menos verdade que a produtividade foi também atingida por estas medidas. Estes constrangimentos levaram ao aparecimento de sistemas de protecção activos que visavam, sobretudo, o aumento da produtividade da máquina, reduzindo o tempo em que a mesma se encontrava inoperacional, mantendo, porém, todos os requisitos de segurança para o operário. A legislação de construção de máquinas foi-se adensando, incidindo particularmente na protecção dos operadores, levando a um desenvolvimento constante e inovador dos equipamentos de segurança. São disso exemplo o surgimento das primeiras barreiras ópticas, relés e interruptores de segurança. As exigências legislativas e do próprio mercado obrigam a uma constante evolução destes produtos. Os sistemas clássicos de segurança são sistemas centralizados, muito eficazes a solucionar problemas específicos e bem determinados. Sistemas mais complexos são solucionados interligando vários relés de segurança, com esquemas eléctricos complexos e, muitas vezes, sem certezas absolutas no que se refere ao cumprimento integral das directivas de segurança.

Aplicação Scanners a laser que combinam know how e experiência com a conveniência e a máxima performance.

A insatisfação crescente da classe operária e o aparecimento de leis que previam indemnizações compensatórias, em caso de acidente, alteraram o rumo dos acontecimentos, obrigando o patronato a inverter a crescente taxa de sinistros. Neste contexto, surgiram os primeiros mecanismos de protecção dos trabalhado-

Sistema de controlo seguro por rede – Design de máquinas flexíveis e interligadas Flexi Link.

Estes sistemas são, contudo, demasiado rígidos e complexos para algumas das aplicações actuais, surgindo inclusive necessidades às

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quais os sistemas de segurança clássicos não são capazes de dar resposta. A solução encontrada foi o desenvolvimento dos controladores e autómatos de segurança, que vieram permitir não só a interligação de muitos sinais seguros, como a poupança de espaço dentro dos armários eléctricos e dos custos associados.

muito importante aquando da criação e teste do sistema de segurança, permitindo assim a detecção e correcção de erros de concepção. Como complemento, alguns fabricantes possibilitam, ainda, o teste do sistema mesmo sem uma ligação física aos equipamentos, assim como a criação automática da documentação da máquina e diagrama de ligações.

O foco principal aquando da criação deste tipo de dispositivos prendeu-se com a necessidade de dotar os controladores e sensores de segurança de inteligência, permitindo que estes sejam capazes de desempenhar tarefas distintas. Por variadas vezes – e diferentes motivos – é necessário proceder à alteração das características e funcionalidades de uma máquina. Quando protegidas com sistemas de segurança clássicos, é comum haver necessidade de substituir também o sistema de segurança total ou parcialmente, devido à sua rigidez de construção. Os sistemas de segurança de nova geração dão resposta a estes problemas dado que, devido à sua concepção, permitem uma fácil migração de soluções.

Os sistemas de segurança clássicos desempenham apenas um papel de segurança, não fornecendo dados que podem ser úteis ao sistema de controle da máquina. Nesse sentido, os sistemas de segurança de nova geração foram desenvolvidos para que, em caso de necessidade, possam reportar directamente ao autómato principal. Com este fim existem gateways que permitem o envio dos dados do sistema de segurança para o controle da máquina através de alguns dos protocolos mais utilizados, tais como Profibus-DP, CCLink IE, Ethernet TCP/IP, entre outros.

Os pontos fortes desta solução passam, sobretudo, pela simplicidade e flexibilidade. Simplicidade no que toca à sua instalação e facilidade de configuração, flexibilidade através da modularidade das soluções. A existência de vários módulos que se interligam entre si permite criar uma solução à medida das necessidades, trazendo também como vantagens a possibilidade de troca de apenas um dos módulos em caso de avaria, ou a possibilidade de aumentar o tamanho do sistema caso surjam novas necessidades.

Os interfaces de nova geração, devido à sua modularidade de construção, abriram novos horizontes no que à segurança diz respeito. Com a existência de vários módulos de segurança em secções distintas das máquinas, surgiu a necessidade de proporcionar uma ligação entre estes módulos. A solução encontrada baseia-se em redes de comunicação de segurança. Pelo contexto em que se insere, este tipo de redes necessita de um comportamento obrigatoriamente determinístico, dando garantias de segurança e respeitando as exigências mais elevadas das directivas de segurança actuais.

A configuração facilitada deste tipo de equipamentos efectuase, geralmente, por meio de um software dedicado e intuitivo. Este software permite, com recurso a blocos de funções pré-definidos e certificados, operações lógicas ou outras, criar sistemas de segurança à medida.

Controlador de segurança modular Flexi Classic.

Controlador de segurança modular Flexi Soft.

Alguns fabricantes elevam o nível de exigência e incluem simuladores no software de configuração. Esta ferramenta é uma mais-valia

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Os diferentes fabricantes de equipamentos de segurança seguiram filosofias diversas e criaram, em alguns casos, protocolos proprietários. Estes garantem os requisitos necessários às redes de segurança e são compatíveis apenas com os equipamentos desses fabricantes, permitindo interligar vários controladores entre si, de modo a possibilitar a partilha dos dados de cada um deles pelos


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restantes. A construção destes protocolos assenta, geralmente, em barramentos de comunicação seguros pré-existentes e possibilita a ligação de vários módulos de entradas/saídas, permitindo elevar o limite máximo de entradas e saídas. Com o uso deste interface é ainda possível ao controlador de segurança a ligação directa a scanners e barreiras de segurança.

camada aplicação (Application Layer), o que na realidade torna este protocolo independente da camada física associada. Deste modo, e caso se justifique no futuro, será possível usar este protocolo de segurança entre diferentes barramentos físicos. A segurança é obtida através de vários métodos. A existência de Safety Validators garante a integridade da transmissão, permitindo detectar erros de comunicação. Os Timestamp presentes neste protocolo permitem aos consumidores determinar a idade dos dados produzidos. Caso esta seja superior a um determinado limite, os dados não são validados e o dispositivo entra no seu estado seguro. Por outro lado, a existência de Safety CRC garantem a integridade da informação transmitida entre os vários dispositivos. Com esta construção são possíveis velocidades transmissão de até 500 Kbit/s, com a transferência de até 16 bytes por ligação. Esta implementação proporciona, acima de tudo, uma disponibilidade muito elevada dos dispositivos de segurança que compõem o sistema e garantem que, em caso de erros de comunicação, os dispositivos intervenientes permaneçam num estado seguro.

Controlador de segurança modular Flexi Soft.

Existem ainda protocolos de uso geral e aberto. São vários os exemplos destes protocolos, tais como AS-i Safety, PROFIsafe, CCLink Safety, DeviceNET Safety ou PROFINET IO Safety. A construção destes protocolos assenta em barramentos industriais de campo pré-existentes, protocolos estes que não garantiam, no entanto, a segurança, dado que não eram determinísticos. Uma maisvalia essencial aquando da alteração dos protocolos, de modo a abarcarem soluções de segurança, é o facto destes manterem a retro compatibilidade com os protocolos não seguros existentes.

As vantagens dos sistemas de segurança de nova geração em relação aos sistemas clássicos são inúmeras. Estes potenciam soluções que, até aqui, não eram passíveis de se concretizar, providenciando flexibilidade e versatilidade nas soluções, facilitando a sua migração ou alteração. A simplicidade de construção dos mesmos permite uma fácil configuração, mesmo que em sistemas complexos. As redes seguras permitem, por outro lado, níveis de soluções até aqui inatingíveis. A corrente provocada por este tipo de produtos ganhou já o seu espaço na indústria e, a direcção aponta no sentido de manter essa tendência, já que as vantagens obtidas passaram a ser irrecusáveis.

Deste modo, é possível que no cabo de um barramento de campo possam coexistir as duas redes – segura e não segura. Assim, numa máquina industrial em que use Profibus para interligar os vários módulos da máquina, pode-se usar o barramento existente para instalar um sistema de segurança que empregue o PROFIsafe ou DeviceNET Safety, com vantagens significativas, quer nos custos de instalação, custos do novo barramento, tempo de implementação, entre outros. Em qualquer dos casos, a criação de redes de segurança não tem como objectivo a criação de uma rede não susceptível a falhas mas antes, um sistema onde uma falha na rede leve a que os dispositivos de segurança permaneçam num estado seguro. O protocolo de segurança DeviceNET Safety, por exemplo, assenta no DeviceNET, no entanto usa um protocolo específico baseado em unidades denominadas por CIP Safety (Commom Industrial Protocol), para implementar a segurança. Estas unidades são implementadas na

Controlador de segurança IP67 - UE4457.

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Por: Helena Paulino Para mais informações contactar: Revista “o electricista” Tel.: +351 225 899 626/8· Fax: +351 225 899 629 inscricao@jornadastecnologicas.pt www.jornadastecnologicas.pt

VI edição das Jornadas Tecnológicas 25 a 27 de Maio, no TagusPark em Oeiras No dia 26 de Maio serão discutidos dois temas actuais, em dois painéis diferentes. No primeiro, dedicado às telecomunicações, será inicialmente abordada a 2.ª edição do Manual ITED e todas as questões e mudanças que lhe estão implícitas. O ITUR, as redes estruturadas e uma abordagem diferente da TDTsat são outros dos temas em discussão na manhã do 2.º dia do evento. Da parte da tarde estará em cima da mesa outro painel – os accionamentos industriais. Sobre este assunto serão apresentadas comunicações sobre as aplicações eficientes com motores eléctricos de elevado rendimento tal como o accionamento mecatrónico com eficiência energética IE4, e não serão esquecidos temas sobejamente importantes a serem utilizados nos accionamentos industriais, como os variadores de frequência e os sistemas e aplicações de segurança.

Continuando com o seu cariz itinerante, a 6.ª edição das Jornadas Tecnológicas irá realizar-se de 25 a 27 de Maio, no Centro de Congressos do Taguspark, em Oeiras. As inscrições, tal como outras informações, já se encontram disponíveis online, em www.jornadastecnologicas.pt. Mais de 3.000 participantes já comprovaram o sucesso deste evento de formação desde a sua primeira edição! As Jornadas Tecnológicas de 2011 terão quatro painéis onde serão discutidas as novidades e soluções das respectivas áreas: edifícios inteligentes, telecomunicações, accionamentos industriais, e a manutenção das instalações eléctricas industriais. Todos estes painéis estão direccionados para os fabricantes, distribuidores, projectistas, instaladores e técnicos de manutenção, vindos de instituições privadas e públicas, e que não prescindem da boa qualidade exigida nas comunicações apresentadas nas Jornadas Tecnológicas. Os temas mais actuais da área são apresentados por oradores conceituados, os profissionais presentes colocam as mais variadas questões, esclarecendo as suas dúvidas e actualizando os seus conhecimentos com as mais recentes novidades. Como tem sido hábito desde a primeira edição, o Director da revista “o electricista”, Custódio Dias dará o mote para a abertura da 6.ª edição das Jornadas Tecnológicas no dia 25 de Maio. O primeiro painel, de Edifícios Eficientes, abordará temas actuais e prementes como a eficiência energética no global e igualmente nos espaços comerciais e infraestruturas. A gestão técnica de edifícios, o KNX como standard mundial de edifícios, sem esquecer a importante integração das energias renováveis nos edifícios multifamiliares serão outras das temáticas. Como não podia deixar de ser, a iluminação eficiente, os datacenters e a automação de edifícios também serão referidos neste painel.

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A manutenção das instalações eléctricas industrais será o último painel da 6.ª edição das Jornadas Tecnológicas e será discutido no último dia do evento, a 27 de Maio. A importância de uma boa qualidade de energia eléctrica será explicada tal como as funcionalidades dos quadros e das protecções eléctricas, e ainda as particularidades da norma ATEX como um regulamento das características dos equipamentos a colocar nas zonas com perigo de explosão de acordo com a directiva europeia. Além disso também será explicada a disponibilidade e resiliência em sistemas críticos, o Solarcheck e as suas respectivas características, e será ainda abordada a correcção do factor de potência e filtros de harmónicas em redes de baixa tensão. Para terminar o painel será abordada a conversão de sinais e electrónica, e ainda a cogeração e gestão de energia. Faça já a sua inscrição no website: www.jornadastecnologicas.pt!


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Por: Helena Paulino e Ricardo Sá e Silva Exposolidos Portugal 2011 Tel.: +34 932 386 868 · Fax: +34 932 384 742 info@exposolidos.com · www.exposolidos.com

Exposolidos Portugal celebra a sua primeira edição em 2011 A Exposolidos Portugal, Feira de Tecnologia e Processamento de Sólidos (www.exposolidos.com), celebrará a sua primeira edição de 14 a 16 de Abril de 2011 na EXPONOR, no Porto. A revista “robótica” e “manutenção” estarão presentes no evento.

obrigatório para conhecer novidades, começando pelos avanços tecnológicos relacionados com a tecnologia e o processamento de sólidos, tanto pneumático como mecânico, passando pelos elementos para evitar a abrasão em tubagens e funis de processo, até à instrumentação, segurança e norma ATEX e outros sistemas e serviços relacionados com as instalações de processos nos diversos sectores das indústrias, abarcando todos os sectores relacionados com os sólidos. Na Exposolidos Portugal ainda serão expostas as novidades relacionadas com o armazenamento e transbordo, o manuseamento de grandes volumes de produtos sólidos e materiais resistentes ao desgaste, os revestimentos, anti-aderentes e anti-corrosão, além da secagem e micronização, segurança industrial e ambiental e ainda o controlo de poeiras. Como a formação é algo cada vez mais relevante, este é um tema que não passou despercebido e por isso estarão em exposição centros de investigação e formação, tal como equipas responsáveis pela captação e também pela dosagem e pesagem, e as variadas técnicas e tratamento ambiental.

A Exposolidos Portugal 2011 reunirá, numa superfície de 6.500 metros quadrados, mais de sessenta expositores provenientes de Portugal, Espanha, França, Alemanha e Itália, entre outros países. Todos apresentarão as últimas novidades em equipamentos, sistemas, serviços e produtos auxiliares para dar a melhor resposta tecnológica às necessidades industriais, no que diz respeito à manipulação e ao processamento de sólidos. Neste sentido, a feira é dirigida exclusivamente a profissionais de uma ampla gama de sectores industriais: alimentar, borracha e plástico, cerâmica, detergentes, metalúrgico, agrícola, químico, farmacêutico, gorduras, sabão, naval e portuário, mineiro, construção, cosmética, tintas e vernizes, químico, madeira e meio ambiente, alimentação para animais domésticos. Este evento conta com um comité organizador formado por empresas especialistas dentro do sector dos sólidos. O seu Director, Juli Simón, afirma que a Exposolidos Portugal será um encontro

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O objectivo de eventos monográficos e especializados como a Exposolidos Portugal 2011 é fomentar negócios aos expositores e oferecer aos visitantes uma atractiva exposição de produtos e serviços para melhorar os seus processos produtivos, assim como boas actividades paralelas. No certame este objectivo converte-se numa “necessidade”, que centra e multiplica os esforços da organização neste sentido. Os mais de 60 expositores internacionais esperados para o evento, apresentarão novidades que oferecem soluções eficazes, económicas e financeiramente viáveis às necessidades das empresas que utilizam sólidos nos seus processos produtivos. Este será o principal argumento para atrair os mais de 3.000 profissionais esperados no evento.

Importância da formação na Norma ATEX Apesar da se apresentar como um centro de negócios, a Exposolidos Portugal também tem programado a apresentação de produtos e workshops, e por isso nos dias 14 e 15 de Abril serão organizadas Jornadas Técnicas centradas na norma ATEX. A Directiva Europeia 94/9/CE, mais conhecida como ATEX 95 (100),


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pretende garantir o funcionamento seguro dos equipamentos e eliminar as fronteiras tecnológicas entre os países membros da União Europeia, facilitando a livre circulação. Nos vários anexos desta directiva são descritos os passos a realizar, de forma a proceder a uma adequada marcação dos equipamentos. Esta norma dita que o empresário deve instalar as medidas de prevenção, protecção e isolamento necessárias para reduzir o risco de explosão até aos limites aceitáveis. Nestas Jornadas Técnicas serão apresentadas as obrigações do empresário, o documento de protecção contra explosões que contém a classificação de zonas, a avaliação de riscos, as medidas de prevenção e protecção, e ainda os protocolos de trabalho. Serão ainda demonstrados e explicados vários exemplos práticos de adaptação de instalações à Directiva ATEX. No dia 14 de Abril haverá uma formação sobre protecção contra explosões, dirigido a fabricantes de equipamentos, engenharias e importadores. Este evento pretende informar os assistentes sobre a legislação europeia e as responsabilidades dos fabricantes de equipamentos para assegurar o fabrico ou a comercialização de equipamentos seguros destinados ao manuseamento e armazenamento de poeira combustível. Neste mesmo encontro serão apresentados exemplos de diferentes técnicas de protecção e processos de certificação de equipamentos. Para o dia 15 de Abril está programado um workshop sobre protecção contra explosões, direccionado para directores de instalações e onde se falará sobre a legislação europeia e as responsabilidades dos directores de fabrico de máquinas e equipamentos, de forma a garantir um ambiente de trabalho seguro para o manuseamento e armazenamento de poeiras combustíveis. Esta pretende ser uma jornada eminentemente prática, onde se mostrarão exemplos de diferentes técnicas de protecção, exemplos de classificação de áreas e processos de certificação de equipamentos.

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Por: Helena Paulino

Jornadas de Manutenção: ponto de encontro dos maiores especialistas na área O Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) organizou, a 17 e 18 de Março, a 1.ª edição das Jornadas de Engenharia de Manutenção em Lisboa. Este evento contou com a presença de cerca de 300 participantes e a revista “manutenção” não podia deixar de estar presente!

Durante dois dias, especialistas de várias empresas e universidades desenvolveram vários temas dentro da Manutenção. António Abreu, do ISEL, desenvolveu o tema das redes dinâmicas de cooperação, como uma nova estratégia para a gestão da manutenção. Começou por definir cooperação, acentuando a sua importância na manutenção, de como pode aumentar a competitividade, responder às necessidades, e simultaneamente, diminuir o custo e aumentar a qualidade. António Abreu, em jeito de conclusão, referiu que as empresas para serem competitivas, têm de valorizar os produtos e os serviços.

é abordado no âmbito da prevenção de ocorrências, incidentes e acidentes com aeronaves. Ditou que há três tipos de riscos (Hazards): o baixo, o aceitável, o médio que poderá ser aceitável e o alto ou inaceitável. Na área da aviação o risco nunca é “zero” - os acidentes ocorrem devido ao erro humano (70%) e à manutenção (5%). Para diminuir estes incidentes foi criado o SMS – Safety Management Systems, um sistema que identifica e elimina, atenua e gere riscos e assegura a sua acção eficiente.

Implementação de variadas soluções de manutenção António Rosmaninho do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) abordou a manutenção de electrobisturis, da concepção do planeamento à sua concretização. Começou por explicar que um electrobisturi é um aparelho que corta autonomamente, e explicou como deve ser utilizado e quais os seus princípios. Abordou alguns dos acidentes que já ocorreram, e o que implementaram num hospital para diminuírem os acidentes utilizados por esta tecnologia. E recomenda aos fabricantes de equipamento que inspeccionem o electrobisturi, os acessórios e os componentes internos, verifiquem a função REM, testem o gerador, confirmem as saídas, verifiquem as correntes de fuga e a resistência de terra.

Lopes dos Santos da Integridade falou na manutenção na óptica da optimização ao longo do ciclo de vida. Defendeu que o outsourcing apareceu como uma solução: há uma redução de custos fixos, o risco de negociar não é a primeira preocupação e reduziu-se a articulação entre o gestor e o operador. Também falou do reequilíbrio do sistema, em que normalmente há uma visão economicista que leva a uma redução de custos, mas que nem sempre é feita de forma sustentada. A crise financeira e económica não foi esquecida, e aconselhou que, no futuro, é necessário reconhecer os principais actores neste processo, incluindo as associações na área da manutenção, clientes e prestadores de serviços. Jorge Leite, Director de Qualidade da TAP – Manutenção e Engenharia falou da gestão de segurança operacional, ou Safety, como

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Avelino Rabaça do Grupo Sousa Pedro falou da implementação de um programa de controlo de condição do sistema de climatização do Aeroporto de Lisboa. Abordou como deve ser feita a selecção das máquinas tendo em conta o risco pessoal, o factor ambiental e os custos; bem como as técnicas de monitorização, desde os parâmetros sensíveis aos danos onde analisaram as causas da avaria, e posteriormente apresentar as medidas efectuadas. Jorge Vilhena do ISEL apresentou o retrofitting de máquinasferramenta, que envolve a incorporação de novas tecnologias ou características que não constavam nas características técnicas originais das máquinas quando foram adquiridas. O retrofitting mais comum neste equipamento envolve a aplicação da tecnologia CNC a máquinas sem este comando. Esta actividade de manutenção reconstrutiva actualiza equipamentos obsoletos, dando-lhe uma vida útil mais longa e reduzindo o investimento em equipamentos


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com a tecnologia CNC. E concluiu ditando que o retrofitting permite aumentar a produtividade e a qualidade e reduzir os custos das peças produzidas, o que aumenta a competitividade da máquina e da empresa.

Sistemas e tarefas imprescindíveis no processo David Braga da SEW-EURODRIVE PORTUGAL explicou como se gere a manutenção de accionamentos electromecânicos, referenciando que há tarefas importantes relacionadas com a manutenção: reparações, rotinas, inspecções, afinações, lubrificações, limpezas, pinturas, testes e medições, e a imprescindível substituição de peças obsoletas. Mas afinal qual a melhor manutenção? David Braga ditou alguns critérios de selecção da manutenção, baseados numa avaliação através de uma pontuação: qual o efeito na produção no caso de avaria, o valor técnico-económico do equipamento, os prejuízos ou consequências da avaria, a dependência logística e da imprescindível mão-de-obra, a probabilidade da avaria, a facilidade de reparação, a flexibilidade e redundância. E explicou os passos necessários para se preparar um plano de manutenção condicionada e as técnicas disponíveis. No final deu alguns conselhos para uma melhor manutenção, o que leva a uma vida mais prolongada do equipamento. Falando de um sistema aplicado, Luís Brito da EUROPA&C Kraft Viana, abordou as análises de vibrações através de um sistema online e abordou vários casos práticos na Prensa Interior, na Caixa Redutora de accionamentos, no Motor Eléctrico Bomba Pasta, e no Motor Eléctrico Accionamento de um cilindro secador. Luís Brito concluiu a sua apresentação ditando que os actuais sistemas de controlo de condição permitem detectar e diagnosticar avarias, permitindo uma efectiva engenharia de manutenção.

Objectivos, estratégias e responsabilidades na manutenção Tomás Trigo da MIIT, abordou o benchmarking no contexto europeu explicando que este processo permite tomar decisões correctas, no tempo certo e com o mínimo de investimento. E ditou o futuro do benchmarking: modelos de dados/ontologia, integração e

harmonização. João Craveiro da MIIT falou da informação de processo como fonte de ajuste de manutenção. O benchmarking – um processo positivo e pró-activo através do qual uma equipa examina e busca as melhoras práticas para que outra realize com melhor desempenho uma determinada função – foi bastante referido pelas garantias que confere do ponto de vista organizativo, na informatização e nos sistemas de informação (dita o desempenho das equipas). A optimização como lean maintenance dita uma redução de custos e controlo de desempenho, e permite que a empresa cresça de uma forma optimizada. Pedro Coelho apresentou o Lean Maintenance na gestão da manutenção que determina os objectivos, a estratégia e as responsabilidades na manutenção e que os implementam através do planeamento, controlo, supervisão da manutenção e melhoria de métodos na organização. Por isso as metodologias e ferramentas da manutenção devem ser as correctas e adequadas mas também devem ser lean, magras e rápidas. O objectivo do pensamento lean é a melhoria contínua do desempenho operacional através da eliminação do desperdício e a criação de valor. A normalização é também muito importante porque simplifica a vida, elimina esforços em tarefas repetitivas, evita, elimina e minimiza desperdícios e aproveita melhor o tempo. As energias renováveis não foram esquecidas nestas jornadas de manutenção por Dias Lopes do ISEL que falou dos desafios e riscos inerentes às mesmas. Destacou os vários tipos de energias renováveis, dos objectivos de implementação das mesmas e dos desafios – redução das emissões de carbono, aquisição de créditos de carbono, sistemas de geração de energia novos mais eficientes. Dias Lopes concluiu que as energias renováveis têm um papel muito importante na produção de energia mas alertou para a implementação da manutenção e fiabilidade dos sistemas destas energias, para que os projectos de energias renováveis sejam rentáveis.

Importante papel da termografia no diagnóstico Pedro Santana, Engenheiro Naval do Ramo Mecânica do Centro de Investigação Naval explicou como é possível diagnosticar avarias através da termografia e da análise de dados. No início alertou que para se usar a termografia é necessário ter formação e experiência, para além de determinadas metodologias que tornem o diagnóstico fiável. O ideal passa por inspecções periódicas e recolha de dados, download da mesma informação na base de dados e comparação desses mesmos dados com outros adquiridos anteriormente. Deve ser feito um estudo e validação dos dados recolhidos, e seguidamente uma comparação com os retirados anteriormente, e depois tirar as conclusões apropriadas.

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A redução de custos verificada na manutenção com a instalação de câmaras termográficas foi o tema abordado por Clara Pinto da MRA. Começou por fazer uma resenha histórica da evolução das câmaras de infravermelhos desde a sua primeira utilização até aos dias de hoje em que a termografia é encarada como uma tecnologia útil. Mas para saber utilizar a termografia na manutenção é necessário ter formação na área, e Clara Pinto esclareceu os locais apropriados e as entidades certificadas para o fazer. E concluiu ditando que as câmaras termográficas são menos onerosas e podem ser utilizadas em várias aplicações. Mas alertou que há mais câmaras no mercado do que pessoas certificadas para trabalhar com as mesmas, e isso pode acarretar erros habituais de que deu vários exemplos.

Bom desempenho com uma boa gestão de ocorrências A política de alarmes na gestão da manutenção de uma indústria farmacêutica foi o tema que Daniel Gaspar do Instituto Politécnico de Viseu abordou nas Jornadas de Manutenção. Um alarme é um meio que permite ao operador/técnico a resposta adequada e rápida, alertando para a passagem de um estado normal para inseguro ou instável. Daniel Gaspar aconselhou que a adopção consistente de uma filosofia de gestão de alarmes é a chave para uma gestão de ocorrências porque as anomalias geram uma enorme quantidade de alarmes que complicam a vida aos técnicos. A aplicação do método RCM (Reliability Centred Maintenance) no Material Circulante dos Comboios de Portugal foi o tema proposto por Gonçalo Silva, Engenheiro de Manutenção. Começou por dar alguns exemplos das falhas ocorridas e dos padrões que as regem, segundo vários estudos que foram desenvolvidos ao longo dos anos. O RCM é um método que determina o que deve ser feito para garantir que um equipamento continue a fazer o que os seus utilizadores pretendem, e por isso está orientado para preservar as funções dos equipamentos, cumprindo sempre os padrões de desempenho. Gonçalo Silva apresentou o RCM como uma nova forma de pensar a manutenção demonstrando-se adequada para o material circulante da CP. Rodolfo Martins da EVOLEO TECHNOLOGIES abordou o sistema da monitorização de vibração do alfa pendular. Este sistema supervisiona múltiplos pontos de vibração nos bogies do comboio pendular, associando os dados com a geo-localização, a velocidade e a posição exacta das rodas no carril. Para isso é necessário configurar de forma adequada o hardware e instalar acelerómetros no bogie do alfa pendular, ligando-os ao tacómetro existente. O controlador

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central instalado no interior do comboio também é imprescindível, e através do software visualizamos os dados das vibrações. Da SKF veio Jorge Cunha para falar da optimização da fiabilidade dos activos de produção, e qual a melhor estratégia que deve ser implementada para obter uma boa manutenção: componentes correctos, tempo indicado, pessoas mais habilitadas, e de acordo com os objectivos do negócio. Com o Client Needs Analysis-Asset Management (CNA-AM) percebemos o estágio de maturidade da manutenção e compara-a com o benchmark das indústrias no mesmo segmento. O Processo Streamline Reliability Centred Maintenance (SRCM) define uma estratégia de manutenção que optimiza tempo e recursos. E Jorge Cunha explicou em que consiste a Manutenção Proactiva e de Fiabilidade e quais as suas vantagens. Terminou a sua apresentação, enumerando os seus objectivos primordiais: processos, sucesso, cultura e tecnologia.

Métodos para garantir a fiabilidade Carlos Cabrita da Universidade da Beira Interior analisou a manutibilidade na manutenção industrial em função da fiabilidade e optimização. A manutibilidade de um bem é sua aptidão, sob condição de utilização definidas, para ser mantido ou restaurado, de forma a cumprir uma dada função quando a manutenção é realizada em condições definidas, com determinados procedimentos e recursos. Ou seja, segundo Carlos Cabrita a manutibilidade é a capacidade de um determinado bem poder ser mantido em boas condições operacionais, ao passo que a manutenção constitui um conjunto de actividades empreendidas com uma dada finalidade. E por isso, a manutibilidade é o indicador de um projecto ao passo que a manutenção será o resultado desse mesmo projecto porque o número de intervenções de manutenção depende da qualidade do projecto e da sua construção. Um método de estudo e análise dos custos de melhoria da fiabilidade dos equipamentos na manutenção industrial, através de uma fórmula numérica, foi outro dos assuntos apresentados por Carlos Cabrita. Previamente explicou os conceitos normalizados de fiabilidade, falha e avaria, tal como o modo de determinação da fiabilidade global de sistemas ligados estruturalmente em série e em paralelo. A fiabilidade é uma probabilidade de um bem funcionar correctamente e cumprir a função para a qual foi dimensionado e, por isso, é um termo associado à ausência de avarias. Carlos Cabrita aconselhou que, se os riscos materiais e humanos inerentes às avarias dos componentes forem elevados, deverão ser instaladas redundâncias em todos, sem olhar a custos.


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Pruftechnik, S.L. Tel.: +351 910 765 038 www.pruftechnik.com

“Confiança e segurança que os clientes depositam na nossa equipa de trabalho e na qualidade dos nossos produtos” Hugo da Mata, responsável de Vendas e Aplicações da Prüftechnik em Portugal revelou as vantagens de se utilizar um sistema de monitorização e como a Prüftechnik pode contribuir nos sistemas de controlo de processos.

Revista Manutenção (RM): A Prüftechnik é uma empresa com um papel de destaque no mercado da manutenção predictiva na maioria dos países onde opera. Qual a sua posição no mercado português?

RM: Em Portugal quais são os produtos e serviços da Prüftechnik mais solicitados? HG: Actualmente os produtos mais vendidos são os alinhadores de eixos ROTALIGN® Ultra e o OPTALIGN® Smart; os colectores VIBXPERT® II no controlo de condição offline; o VIBROWEB® XP na monitorização da condição online; o EDDYCHECK® na integração de ensaios não destructivos através da corrente de Foucault nos equipamentos de aquecimento de rolamentos e em sistemas de controlo de processos. No que diz respeito aos serviços, a Prüftechnik é especialista na análise de vibrações, no alinhamento de eixos e ainda no alinhamento geométrico. Por outro lado, o nosso principal recurso no que diz respeito aos serviços de medição de alinhamento de cilindros e rolamentos é o equipamento PARALIGN®, um sistema de medição por inércia, baseado nos giroscópios laser de alta precisão. Este sistema foi construído com o objectivo de medir o alinhamento dos rolamentos da indústria de papel, gráficos, metal, papel de alumínio e de processo.

Hugo da Mata (HG): A Prüftechnik dedica-se à investigação, desenvolvimento, produção e venda de instrumentos eléctricos e electrónicos, sobretudo de sistemas de medição e controlo, tal como serviços de diagnóstico. Para além de tudo isto, estamos a confirmar a nossa presença no mercado português com o alinhamento de eixos por laser.

RM: Que tipo de empresas pode implementar este tipo de serviços? RM: A curto e a médio prazo quais são os principais desafios que a Prüftechnik enfrenta em Portugal? HG: Conseguir a liderança de mercado em vendas e serviços, como já garantimos noutros países. A nossa política de trabalho baseia-se na confiança e segurança que os clientes depositam na nossa equipa de trabalho, e na qualidade dos nossos produtos. A Prüftechnik encontra-se na vanguarda da inovação e criação de patentes que contam com a reconhecida fiabilidade alemã.

HG: Os nossos serviços foram pensados para qualquer indústria, mesmo que tenham mais relevância na indústria do petróleo e no gás, energia, automação, papel e impressão, processamento de alimentos, produtos químicos e petroquímicos, sintético, marinho, de aço, nos minérios, e ainda nos fabricantes de máquinas, serviços, cimento e vidro. Ou seja, com tudo isto quero dizer que todas as empresas que possuam máquinas industriais podem requerer os nossos equipamentos ou serviços.

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RM: Quais as vantagens para uma entidade que aposta num sistema de monitorização de condições relativamente a outras soluções? HG: Os sistemas de monitorização melhoram e asseguram uma maior capacidade de produção, minimizam o tempo de paragens desnecessários, evitam danos nas máquinas adjacentes, reduzem o elevado custo de armazenamento das peças de reposição e melhoram a segurança dos profissionais nas fábricas. Os nossos clientes podem introduzir facilmente estes sistemas na gestão de manutenção e, por isso, há cada mais empresas em Portugal que aplicam uma instrumentação de manutenção predictiva profissional.

RM: Existe alguma forma de demonstrar estes benefícios antes de realizar o investimento? HG: Fazemos demonstrações dos nossos equipamentos para que o cliente entenda os benefícios reais do seu investimento e também mostramos provas visuais e teóricas para uma utilização eficiente dos seus equipamentos, tanto presencial como online. Procuramos a máxima satisfação dos nossos clientes e pretendemos que tenham consciência dos benefícios dos nossos produtos. Outro aspecto a ressalvar é que todos os técnicos da Prüftechnik são engenheiros com uma ampla experiência no diagnóstico em máquinas industriais. Criámos uma rede de experientes profissionais especializados em diferentes aplicações de alinhamento laser e na supervisão das condições.

RM: E, para além dos métodos convencionais de manutenção, de que forma as empresas que aplicam o alinhamento laser podem melhorar o seu rendimento? E através de que aplicações? HG: A poupança na manutenção do equipamento de rotação depois da primeira utilização dos alinhadores laser de Prüftechnik é imediato, visto que este sistema reduz drasticamente os factores que podem causar avarias. Através de um alinhamento preciso, o consumo de energia pode ser reduzido até 10%, a taxa de diminuição das reparações é reduzido em 30% e a reparação dos problemas mecânicos desce para 65%. Por isso, o alinhamento preciso deve fazer parte do programa de reparações, a redução de custos de componentes e gestão de stocks.

Dispomos de um ampla gama de sistemas de medição para o controlo de alinhamento de máquinas industriais, equipamentos e serviços, incluindo máquinas de alinhamento de eixos, alinhamento de turbinas, verificação do diâmetro do orifício, cilindros e a sua concentricidade, exactidão estrutural, nivelação das superfícies, monitorização da deslocação das máquinas em funcionamento e verificação do paralelismo nos rolamentos.

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RM: A conhecidade capacidade do vento em Portugal é uma oportunidade para o sector eólico do país. De que forma a Prüftechnik pode melhorar esta infra-estrutura direccionada para as energias renováveis, tão benéficas para o meio ambiente? HG: No mercado da energia eólica ajudamos a monitorizar o estado do equipamento, evitando paragens imprevistas e falhas catastróficas. No caso de ser necessário enviamos uma equipa de peritos especializados em medições permanentes ou temporais, recolha de dados, interpretação dos resultados, informações com recomendações sobre o diagnóstico, telediagnóstico e análise em profundidade, assim como serviços correctivos. Actualmente temos cerca de 2.000 sistemas de monitorização e diagnóstico de máquinas críticas instaladas em parques eólicos de todo o mundo. Neste âmbito, um produto de referência é o VIBROWEB XP, uma espécie de sistema inteligente que detecta os diferentes estados de operação do sistema, e guarda automaticamente os dados quando é produzida alguma troca, avaliando as medições nos parâmetros pré-definidos.

RM: O mesmo ocorre com a extensa costa de mar que Portugal possui. Como podem beneficiar este sector português? HG: No sector marítimo português, dotado de um enorme potencial, apesar do investimento ter vindo a diminuir progressivamente nos estaleiros, a manutenção deve continuar a realizar-se. A Prüftechnik


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Rm: Baseando-nos no conhecimento da situação actual da indústria a nível nacional, qual o conselho que daria aos responsáveis de manutenção de máquinas industriais?

apresenta-se nesta situação como um parceiro imprescindível para a prestação deste tipo de serviços e para a venda de equipamentos, tal como sucede com a indústria da construção naval, com equipamentos como os colectores de vibração e alinhadores laser. Portanto, a Prüftechnik é protagonista no apoio à indústria marítima, um sector que vai evoluindo graças ao alinhamento de precisão laser. E além disso, o alinhamento de todo o conjunto de propulsão, desde o motor principal até ao longo eixo, o tubo de popa e a hélice, todos estes mecanismos necessitam de estar perfeitamente alinhados.

HG: Quem conhece a Prüftechnik sabe que esta é uma empresa do sector da manutenção e que conta com uma ampla experiência e conhecimento dos sistemas e no controlo dos processos na indústria, oferecendo sempre um serviço de qualidade. Aos responsáveis por este sector diria que, com os nossos processos e produtos, garantimos que a manutenção das máquinas tenha um completo seguimento para um funcionamento correcto e um rendimento de elevada qualidade, um aspecto directamente relacionado com os processos de produção.

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Informação Técnico-Comercial

NORD Drivesystems PTP, Lda. Tel.: +351 234 727 090 · Fax: +351 234 727 099 info@pt.nord.com · www.nord.com

Moto-redutor sem fim Informação geral Esta combinação garante uma vida útil superior. A utilização das mais recentes técnicas de controlo numérico de produção em conjunto com o controlo de qualidade consistente, garante a melhor qualidade de fabrico. Os rolamentos de tamanho “gigante” foram seleccionados para garantir uma durabilidade quase infinita. Rolamentos e engrenagens são lubrificados em banho de óleo para a vida, o que significa que não é necessário efectuar qualquer mudança de óleo. As dimensões do veio, furos, escateis e chavetas são as melhores de forma a garantir um ajuste adequado e seguro.

Rendimento Redutores sem-fim NORD têm um nível elevado de rendimento até 95%. Vista em corte do redutor sem-fim SK1SI.

Objectivo técnico Criar uma nova linha de moto-redutores sem-fim, SK1SI, de acordo com a construção unicase. Todos os apoios dos rolamentos são parte integrante da própria carcaça do redutor, onde toda a maquinação é realizada num único ciclo de máquina, tornado os desalinhamentos impossíveis. A construção segundo este processo produz uma carcaça Robusta de design apelativo.

Quando o redutor é novo, existe um maior atrito, e o rendimento obtido antes da rodagem das engrenagens é inferior ao do equipamento já rodado. Este efeito aumenta com a relação de transmissão e a experiência comprova que o rendimento inicial pode ser inferior em: -

12% se o sem-fim for de uma entrada; 6% se o sem-fim for de duas entradas; 3% se o sem-fim for de três entradas; 2% se o sem-fim for de quatro e cinco entradas.

Exemplo: O redutor SK1SI admite grandes cargas radiais, porque os rolamentos são suportados pela carcaça Unicase e não por estruturas aparafusadas. O design da flange B5 foi realizado de forma a ser integrado na estrutura monobloco da carcaça UNICASE, garantindo assim uma maior segurança às cargas radiais e axiais.

Sem-fim com três entradas SK 1S 40 i = 12,5  = 80% 80% - 3% = 77%

Os redutores sem-fim do tipo SK1SI são de montagem universal, ou seja, podem ser instalados em qualquer posição de montagem, por exemplo M1, M2, M3, entre outras, sem necessidade prévia de definir a posição aquando da encomenda.

Inicialmente o redutor tem um rendimento de 77% que aumenta até 80% à medida que o redutor vai trabalhado. Considera-se que o redutor está totalmente rodado após um período de trabalho de 25 horas a plena carga.

Os redutores são fabricados numa liga especial de alumínio injectado.

Os rendimentos apresentados nas tabelas de selecção só podem ser considerados se o redutor estiver totalmente rodado, quando:

O elemento sem-fim é fabricado em aço com rosca de alta precisão. A roda de coroa é fabricada com bronze especial centrifugado.

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- alcançou a sua temperatura de funcionamento; - está a trabalhar no seu binário nominal.


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EUROTECNOLOGIA – Máquinas e Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 229 377 785 · Fax: +351 229 377 786 info@eurotecnologia.pt www.eurotecnologia.pt

A Boliden Aitik 36 expande com a Gemex Aqui, a Gemex tem estado a ser utilizada há muitos anos em bombas, transportadores, entre outros, de forma a minimizar o tempo de inactividade da máquina. “É importante que as máquinas funcionem 24 horas por dia, todos os dias e que a manutenção possa ser feita rapidamente”, referiu Rolf Häggkvist, director para a manutenção e produção. Ele conclui: “A Gemex é de fácil manutenção, fácil e ergonomicamente segura para utilização – é um produto realmente bom”

Instalação horizontal Correias em movimento para o lado. Motor parado na horizontal como por exemplo , ventiladores, sopradores.

A fim de duplicar a capacidade e ter acesso a uma base maior de minério, a Boliden investiu 500 milhões de euros numa nova fábrica em Aitik. Ainda que a expansão tenha sido feita numa altura de crise económica, e a Boliden tenha sido forçada a remover todas as partes do investimento que não era absolutamente necessário, fizeram questão de instalar a Gemex em todas as transmissões por correias. Esta decisão foi baseada na experiência de vários anos de produtos Gemex. Os requisitos da máquina são adaptados ao novo volume de produção de 72 milhões de toneladas de montanha (a mesma quantidade de rocha bruta e minério). O ambiente e a segurança, bem como a crescente disponibilidade na fábrica de concentração têm sido questões importantes no planeamento de um fluxo de material eficiente. A Gemex é uma parte importante nisto. A Gemex aumenta a disponibilidade e minimiza paragens não programadas nas suas máquinas. A Gemex reduz os seus custos de manutenção e o seu consumo de energia.

“As máquinas devem funcionar, 24 horas por dia, todos os dias” Os fluxos de material são grandes em Aitik e as paragens de produção não programadas podem ser devastadoras.

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Instalação montada no topo Correias em movimento para baixo. Motor parado na horizontal como por exemplo bombas, caixas de velocidades.


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Instalações verticais Correias em movimento para o lado. Motor parado na vertical como filtros, misturadores.

A Gemex torna possível a troca de correias em qualquer máquina crítica em poucos minutos. Não é necessário fazer nenhum alinhamento quando se troca as correias ou se ajusta a tensão da correia – isso só é feito na primeira instalação. O alinhamento correcto e a tensão da correia dão um tempo de vida mais longo e mais previsível para correias, polias e rolamentos. Além disso, estas são as condições para a máxima eficiência.

A Gemex vem em modelos padrão para transmissões por correias de 1 kW até 500 kW. É claro que podemos oferecer projectos especiais para máquinas onde os nossos modelos padrão não podem ser aplicados.

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igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt

Ajuste rápido pressionando um botão A nova e inovadora porca de pressão para fusos trapezoidais Foi especialmente para as mesas lineares “DryLin”, isentas de lubrificação e de manutenção, que a igus agora desenvolveu uma “porca de pressão” completamente nova. O sistema, apresentado pela primeira vez na feira de Hannover, com casquilhos em polímero, permite de uma forma fácil e segura, ajustes rápidos em combinação com o accionamento pelo fuso. Isso poupa tempo em qualquer tipo de ajuste até 20 Kg de peso, principalmente em cursos de maior comprimento.

Duas variantes nas mesas lineares A igus oferece as suas mesas lineares isentas de lubrificação com porca de pressão em duas variantes. Por um lado existe uma versão precisa e robusta (a série SHT) feita com peças de alumínio fresado e anodizado. A segunda variante é leve, económica e em plástico maciço (a série SHTP). Está também disponível a porca de pressão como peça individual com flange em alojamento de alumínio.

Sem manutenção e com novas características construtivas

Princípio de funciomento da porca de pressão: soltar a mesa em qualquer posição do fuso, deslocá-la manualmente para uma nova posição (1), aí prende com a protecção axial, podendo então ser ajustada com precisão através do fuso (2).

Deslocar a mesa e posicionar A nova porca de pressão permite, de forma opcional, duas possibilidades de ajuste linear. Por um lado através da rosca trapezoidal pode ser posicionada com elevada precisão através de um manípulo manual. Por outro lado pode, em qualquer posição, soltar a mesa da rosca e deslocá-la manualmente para uma nova posição. Aí volta a prender com segurança axial podendo, então, ser ajustada de uma maneira mais precisa através da rosca.

Rosca com bloqueio automático A função de soltar rapidamente é feita por meio da nova porca de pressão da seguinte maneira: a metade da porca que transmite a força é deslocada para fora da área da rosca do fuso interrompendo desta forma a ligação. Só depois de se largar o botão de pressão e sob a força da mola é que metade da rosca volta a conectar. Devido ao bloqueio automático, o perfil de rosca trapezoidal actua como um travão. Depois do posicionamento manual fica imediatamente parado. Isso ocorre também e em especial nas aplicações verticais, onde a porca depois de engatada permanece na mesma posição.

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Segundo afirmações da empresa, até há cerca de dez anos atrás, existiam no mercado apenas dois tipos de porcas para fusos trapezoidais: porcas metálicas lubrificadas (por exemplo, em aço, bronze, latão) ou versões em plástico, tais como a PA 6.6 ou o POM, cuja resistência é extremamente limitada e para os quais se recomenda uma lubrificação. A igus, especializada em plásticos, suprimiu esta lacuna com a sua gama de porcas trapezoidais isentas de lubrificação e de manutenção em polímeros de alta performance “iglidur”. A partir da feira de Hannover deste ano a empresa começou a ampliar intensivamente esta área. Não só apenas em novas medidas e passos de rosca, mas também em novas características construtivas em proveito dos clientes. Todas as soluções baseiam-se nas propriedades dos polímeros de alta performance “iglidur”, que se têm comprovado e testado nos últimos 25 anos e os quais foram desenvolvidos exclusivamente para aplicação sem lubrificantes. A igus apresentou também em Hannover as porcas de passo rápido para altas velocidades. Para além dessas apresentou também as novas porcas com mecanismo anti-folga. Estas garantem ao longo de toda a vida útil uma folga mínima sem aumentar significantemente o binário necessário para o seu movimento.

Novas porcas de pressão para mesas lineares isentas de lubrificação “DryLin” da igus. Em combinação com o fuso roscado é possível efectuar ajustes rápidos com peso até 20 kg, carregando simplesmente num botão.


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ABB, S.A. Tel.: +351 214 256 000 · Fax: +351 214 256 390 nelson.mendonca@pt.abb.com · www.abb.pt

XI nal Congresso Nacio de Manutenção

Eficiência Energética Industrial Consultoria em Eficiência Energética A ABB é líder em tecnologias electrotécnicas e de automação que permitem às indústrias aumentar a sua eficiência, reduzindo ao mesmo tempo o seu impacte ambiental. A redução do consumo de energia e das emissões de gases de estufa é uma das maiores preocupações da indústria de processo, face ao aumento dos preços dos combustíveis e ao endurecimento da legislação sobre emissões poluentes. Integrados na área de Service da Divisão Process Automation, a ABB oferece serviços de Consultoria em Eficiência Energética Industrial, com o objectivo de reduzir o consumo energético e das emissões de CO2.

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Refrigeração industrial e chillers; Aquecimento, ventilação e ar-condicionado (AVAC); Refrigeração a água e instalações de tratamento de água; Sistemas eléctricos.

Oportunidades e benefícios Este gráfico apresenta uma estimativa das poupanças anuais que podem ser obtidas numa instalação industrial, em função dos projectos de eficiência energética que se implementem. Poupanças (€/ano) = Consumo energético (€/ano) * poupança (%) em consumo de energia.

Eficiência energética na indústria Os sistemas de energia e de automação proporcionam múltiplas oportunidades de poupança, que se tornam evidentes quando toda a instalação, e não apenas alguns subsistemas, é escrutinada. Minimizando as perdas na distribuição de energia e melhorando a eficiência na sua produção alcançam-se economias consideráveis no consumo de vapor, gás, água ou ar-comprimido.

Exemplo baseado no preço de energia: 45 €/MWh

Redução de custos e aumento de eficiência Baseando-se na especialização e experiência em gestão de energia, o serviço de Consultoria em Eficiência Energética da ABB colabora estreitamente com o cliente para alcançar um objectivo comum: o aumento da eficiência e da economia energética. O resultado é a redução da factura de energia da instalação.

Gráfico 1

Eficiência Energética Industrial

Figura 1: Portfólio Eficiência Energética da ABB.

Âmbito de aplicação As opções das tecnologias que contribuem para a eficiência energética são numerosas: vão dos accionamentos de velocidade variável até ao controlo avançado de processos. Para além das tecnologias próprias da ABB, o estudo energético centra-se nos seguintes sistemas energéticos: - Ar-comprimido e gases industriais; - Sistemas de combustão (estufas, fornalhas, entre outros); - Caldeiras e sistemas de vapor;

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O programa de Eficiência Energética Industrial é um processo estruturado, com ferramentas e técnicas desenvolvidas ao longo dos anos, e baseado numa metodologia envolvendo o trabalho conjunto da ABB e seus dos clientes em instalações industriais com elevados consumos de energia. O programa para aumentar a eficiência energética industrial é composto por três fases. Cada fase tem o objectivo de preparar, de forma detalhada, toda a informação necessária para a fase seguinte. Estes dados permitirão ao cliente desenvolver um programa de optimização da instalação, com o qual poderá obter poupanças energéticas reais e sustentáveis.

1. Identificação de oportunidades Nesta primeira fase são identificados os pontos em que será reduzido o consumo energético da instalação. As oportunidades de melhoria podem ser detectadas, compreendendo como e onde se utiliza a energia.


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Com este propósito identificam-se as áreas onde ocorrem perdas, e comparam-se os procedimentos de gestão de energia existente com as melhores práticas. Todos os aspectos da cadeia energética são avaliados, desde a produção até ao consumo, passando pela distribuição. As empresas podem conseguir poupanças de até 20% no consumo de energia.

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Petróleo e gás; Sector alimentar; Produção de energia; Pasta e papel; Metais e minerais; Cimento; Refinação.

2. Plano director de gestão de energia Nesta segunda fase são definidas as prioridades das oportunidades identificadas, que se desenvolvem num conjunto de projectos de melhoria. Cada um dos projectos seleccionados dá origem a especificações técnico-económicas, nas quais são definidos o método de implementação, as opções tecnológicas disponíveis, a avaliação de riscos, a estimativa de custos, a confirmação das poupanças e a estimativa do retorno do investimento.

3. Implementação Nesta fase são implementados os projectos, de acordo com os passos definidos no plano director.

A ABB oferece vários serviços de base: - Química e petroquímica; - Identificação de oportunidades; - Desenvolvimento de estratégias de gestão de energia; - Inspecção de Sistemas: - Ar-comprimido e gases industriais; - Sistemas de combustão (estufas, fornalhas, entre outros); - Caldeiras e sistemas de vapor; - Refrigeração industrial e chillers; - Aquecimento, ventilação e ar-condicionado (AVAC); - Refrigeração a água e instalações de tratamento de água; - Bombas e ventiladores; - Sistemas eléctricos. - Formação.

Em primeiro lugar, implementam-se os projectos de custo baixo ou nulo, que dão benefícios a curto prazo. Em segundo lugar, são coordenados e implementados os projectos que necessitam de um maior investimento de capital. O programa de Eficiência Energética Industrial tem uma elevada flexibilidade, já que os recursos para a execução dos projectos, tanto podem ser disponibilizados pela ABB como pelo cliente. “Temos tido inúmeras auditorias que nos recomendam apagar a luz ou investir milhões de euros. O que me agrada na ABB é o seu foco nos aspectos práticos”, ditou o Director de fábrica de produtos alimentares do Reino Unido.

Indústrias com potencial significativo de poupança de energia: - Química e petroquímica; - Farmacêutica;

E a ABB ainda está disponível para oferecer: - Serviços ambientais; - Serviços de eficiência energética industrial; - Inspecção; - Engenharia de manutenção, fiabilidade e concepção; - Gestão de integridade dos activos industriais; - Melhoria operacional; - Serviço de gestão e execução de projectos; - Segurança; - Software; - Formação técnica; - Validações e conformidades. PUB

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RS Amidata Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs- components.com rsportugal.com

RS incorpora a nova gama SIRIUS Innovations de equipamento industrial de controlo e distribuição eléctrica da Siemens O novo equipamento melhora a competitividade das instalações do cliente permitindo-lhes visualizar o comportamento do motor e a aplicação integral, bem como poupar até 48% dos custos.

aplicações de automação. Para serem integrados no sistema de engenharia dos autómatas da Siemens SIMATIC S7, todos os dados sobre a derivação para o motor estão disponíveis a nível central e podem ser transmitidos e analisados com facilidade. Além disso, os erros e falhas são identificados de imediato, aparecendo como um texto explícito num ponto central ou na tela de interface Homem-Máquina, permitindo resolvê-los rapidamente. A integração dos componentes aumenta a disponibilidade da instalação e facilita o seu diagnóstico de escala ao nível do campo, simplificando a sua vigilância e manutenção.

A RS apresenta uma nova gama de equipamento industrial de controlo e distribuição de baixa tensão da Siemens: o sistema modular SIRIUS para circuitos principais e de controlo. O programa SIRIUS Innovations permite aos utilizadores optimizar não só o custo e o espaço, mas também a integração dos componentes. Esta aparelhagem de controlo industrial renovada pode ser usada para a manobra, início, protecção e monitoração de distribuições e motores, melhorando a eficiência dos sistemas e aplicações que podem chegar até 92% da potência de ligação e retenção de bobinas electrónicas. Sem mudar o seu tamanho, a gama SIRIUS Innovations oferece um maior desempenho, já que os componentes abrangem uma variedade mais ampla de potências. O tamanho S00 é de até 7,5 kW, e o S0 de até 18,5 kW com 400 V. Os módulos de função são adequados para contactores de ambos os tamanhos. As bobinas mais diversificadas são válidas para operar com uma ampla gama de tensões, o que os torna adequados e flexíveis para todos os tipos de motores. Além disso a funcionalidade dos contactores é maior, por exemplo, por contactos auxiliares já integrados ou bobinas de alimentação universal (UC). A nova tecnologia dos contactos auxiliares oferece também uma disponibilidade particularmente elevada das instalações, mesmo em ambientes hostis. Os componentes são facilmente integrados nas

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A SIRIUS Innovations implica uma redução significativa de fiação e uma economia que varia de 35% para a montagem de terminais e 48% para as montagens estrela-triângulo em quadros eléctricos. A engenharia e configuração dessas unidades podem ser conhecidas através de uma ampla informação do produto e por dados para sistemas CAx, que podem ser incorporados directamente em programas de engenharia e sistemas de gestão. As inúmeras combinações aprovadas de derivações ao motor da Sirius, com e sem fusíveis, resolvem com rapidez e flexibilidade as exigências mais complexas. Este “par de reis” SIRIUS – SIMATIC S7 podem ser utilizados para todo tipo de controlo de máquinas padrão, instalações industriais e edifícios (controle de iluminação e climatização), instalações de energia solar fotovoltaica ou de energia térmica solar. A RS distribui toda a gama SIRIUS Innovations com um valor agregado: o seu excelente serviço e suporte técnico. Para mais informações e pesquisas de produtos da Siemens pode consultar a rsportugal.com.


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SGIE 2000 Fernando César Lima de Souto Administrador da SGIE 2000 Consultores em Organização Industrial, S.A.

Melhorando o desempenho a partir dos problemas vividos Este artigo pretende apresentar a aplicação do “RCM – Reliability-centred Maintenance” como metodologia para análise de falhas, em alternativa às abordagens clássicas do tipo “RCFA – Root Cause Failure Analysis”. A maioria das organizações industriais convive sistematicamente com um vasto conjunto de problemas crónicos que, isoladamente, parecem ser pouco relevantes. No entanto, numa análise agregada, possuem um peso significativo na segurança, capacidade e eficiência da organização. Por vezes, esses problemas ocorrem tão frequentemente e são resolvidos de forma tão natural que se tornam parte da rotina. Contudo e cada vez mais, as organizações são obrigadas a evoluir a partir do “status quo”, procurando melhorias contínuas e vantagens competitivas. Os problemas crónicos não podem continuar a ser aceites de modo fatalista. A Figura 1 ilustra que quando se trabalha reactivamente em problemas, se está apenas a procurar manter ou restaurar os níveis de desempenho e não necessariamente a elevá-los.

Para tanto, tem sido recorrente a utilização, para a análise de falhas, de metodologias tipo “RCFA – Root Cause Failure Analysis”

Porquê Analisar Falhas? A principal finalidade de se levar a cabo a análise de uma falha de um activo físico é a de assegurar que a falha e as suas consequências não voltem a ocorrer. Tal só poderá ser alcançado se entendermos perfeitamente qual foi a causa, ou o contínuo de eventos, que contribuiu para que a falha ocorresse. As consequências associadas a qualquer falha englobam-se, normalmente, nas seguintes categorias: - Consequências de “falhas ocultas”: originam a chamada falha múltipla, resultante da falha duma função protegida quando o dispositivo de protecção associado se encontra em falha´; - Consequências com impacto na Segurança ou no Ambiente: a falha pode originar ferimentos ou morte ou violação de normas e/ou regulamentação ambiental; - Consequências Operacionais: a falha pode afectar a capacidade operacional (volume de produção, qualidade do produto, nível de serviço ao cliente ou custos operacionais); - Consequências não Operacionais: a falha envolve apenas os custos de reparação.

Critérios para uma Análise de Falhas Eficaz Para que uma análise de falhas seja eficaz na determinação das causas que levam a que os activos físicos falhem, deve responder aos seguintes requisitos:

Figura 1 – Proactividade vs Reactividade.

Para que seja encurtada continuamente a distância entre o “status quo” e a excelência empresarial é necessário que a organização seja capaz de “aprender com o erro”. Resolvendo proactivamente problemas crónicos, está-se a contribuir para elevar os níveis de desempenho, aproveitando eventos indesejáveis como oportunidades de progresso.

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- A análise deve ser realizada tão cedo quanto possível; idealmente logo após a ocorrência da falha; - A metodologia a utilizar deve permitir gerar resultados, num tempo razoavelmente curto nunca superior a duas semanas; - A metodologia a utilizar deve ser tecnicamente aceitável, mas não demasiado técnica para que possa ser facilmente assimilada pelos colaboradores a todos os níveis da organização; - A metodologia a utilizar deve permitir identificar, além da causa latente da falha, outras causas potenciais, das quais poderá resultar a recorrência da falha. Estas poderão ter ocorrido no passado, ou podem mesmo ainda não ter ocorrido; - A metodologia a utilizar deve permitir identificar de uma forma clara as acções correctivas a serem tomadas para cada uma das causas identificadas; - A metodologia a utilizar para analisar uma falha deve obrigatoriamente incluir contributos dos colaboradores que têm conhecimentos das funcionalidades dos activos físicos em causa.


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Abordagens Tradicionais para Análise de Causas de Raiz As abordagens tradicionais utilizadas para a análise das causas de raiz baseiam-se essencialmente na aplicação de diagramas de causa e efeito. Teoricamente, todos os eventos são o resultado de combinações de condições pré-existentes que desencadeiam os eventos indesejáveis. Os eventos ocorrem sequencialmente, desencadeando, cada um deles, outros eventos indesejáveis, alguns dos quais têm como resultado as falhas que as análises tentam identificar e eliminar. A aplicação de metodologias de análise do tipo RCFA – Root Cause Failure Analysis, inclui normalmente os 6 passos seguintes: 1. Descrição do problema; 2. Enumeração de causas possíveis; 3. Validação das causas; 4. Diagrama de causa e efeito; 5. Apresentação de soluções; 6. Monitorização das acções propostas. O primeiro passo consiste em descrever clara e precisamente o problema sobre o qual vai incidir a análise RCFA. Esta fase é fundamental, pois condiciona fortemente a orientação, os objectivos, a profundidade e o sucesso da análise. O segundo passo é a procura alargada de causas que possam estar na origem do problema. Nesta fase não se procura ainda decidir quais são as causas de raiz nem tão pouco encontrar soluções. O objectivo é simplesmente gerar um universo de hipóteses razoáveis sobre o problema em análise, que constitua um ponto de partida para a investigação subsequente. O terceiro passo consiste em validar as causas enumeradas, através de testes e recolha de dados. Este passo visa eliminar algumas das hipóteses levantadas e confirmar de forma sólida as restantes. Estas últimas deixam de ser simples hipóteses e passam a ser causas factuais do problema, devidamente comprovadas. O quarto passo é a construção do diagrama de causa e efeito. Consiste na representação gráfica do conjunto de eventos que contribuíram para o problema ou falha em análise, bem como das suas inter-relações. O diagrama começa por incluir as causas que tenham sido validadas no passo anterior, sendo depois desenvolvido dedutivamente. O quinto passo é a apresentação de soluções que evitem a recorrência do problema ou falha. Como se referiu anteriormente, uma análise de causas de falha que não sirva de suporte a um conjunto de acções concretas, tem um aproveitamento praticamente nulo. Este passo interage com o anterior, pois o diagrama de causa e efeito deve ser desenvolvido até ao ponto em que permita a apresentação de soluções adequadas. O sexto passo, por vezes subvalorizado mas fundamental, é a monitorização das soluções implementadas. A sua importância é a

de confirmar o sucesso das soluções implementadas e a avaliar os ganhos conseguidos.

A Utilização do RCM para Conduzir uma Análise de Falhas Existem publicadas muitas metodologias para o desenvolvimento de análises de falhas. Um meio muito eficaz para analisar as falhas de activos físicos é a aplicação dos princípios do RCM – Reliability-centred Maintenance. Acima de tudo, o RCM é uma metodologia de análise “proactiva”de falhas. A metodologia, que a seguir apresentamos, descreve como o RCM pode ser aplicado “reactivamente” numa análise tradicional de falhas, isto é, “após a ocorrência do evento indesejável que originou a falha”. Nesta abordagem, que a seguir descrevemos, foi efectuada uma análise RCM “sumária”, focada somente na função e na respectiva falha funcional ocorrida. Enquanto numa análise RCM típica, podem existir entre 15 a 75 funções com múltiplas falhas funcionais e uma multiplicidade de modos de falha, esta abordagem “sumária” do RCM focaliza-se apenas numa única falha funcional e em todos os modos de falha razoavelmente possíveis de ocorrer num contexto operacional específico. Por tal facto, a análise pode ser concluída, de uma forma eficaz, num período de tempo muito curto. Um benefício significativo desta abordagem é que ela permite que mais tarde, esta análise possa ser expandida, de forma a completar uma análise RCM total ao activo físico em causa.

As Etapas da Aplicação “Sumária” do RCM para Análise de Falhas Para exemplificar as etapas a seguir numa análise de falhas, através da metodologia RCM, apresentamos uma análise que foi aplicada num compressor de ar de dois estágios da Ingersol Rand XLE. 1. A primeira etapa a ser levada a cabo após a falha intempestiva de um equipamento/órgão é a de inspeccionar o mesmo para determinar a extensão dos danos e recolher evidências e informação válidas. Tal pode implicar a remoção do mesmo; 2. Seleccionar o grupo de análise. Os colaboradores a seleccionar de cada área devem ser os que possuem o maior nível de conhecimento relativamente ao activo físico que irá ser analisado; 3. Começar por analisar as evidências e as informações recolhidas para determinar qual foi a falha funcional inicial que ocorreu. Para o exemplo em análise, (compressor XLE), foram identificadas as seguintes evidências: - Os segmentos do pistão de compressão do cilindro de baixa pressão estavam completamente desgastados; - O pistão de alumínio de baixa pressão estava agarrado ao cilindro (gripado);

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- A biela do pistão do cilindro de baixa pressão estava bastante deformada; - Os bronzes do moente de ligação da cambota com a biela do cilindro de baixa pressão estavam bastante deteriorados. Face às evidências, o grupo de trabalho determinou que a falha funcional que com maior probabilidade teria originado que os segmentos do pistão de baixa pressão se tivessem deteriorado tão rapidamente fora a perda de óleo lubrificante no cilindro. Com esta informação o grupo de trabalho foi capaz de definir as seguintes função e falha funcional a serem analisadas através da utilização da metodologia RCM: - Função 1: Fornecer um mínimo de 5 gotas de óleo lubrificante por minuto, do reservatório cilíndrico de lubrificante aos dois pontos de injecção no cilindro de baixa pressão do compressor de ar XLE e a um ponto de injecção no cilindro de alta pressão no compressor de ar XLE nas condições normais de operação. -

Falha Funcional 1-A: Não ser capaz de fornecer óleo lubrificante a qualquer cilindro; - Falha Funcional 1-B: Não ser capaz de fornecer um mínimo de 5 gotas de óleo lubrificante por minuto, do reservatório cilíndrico de óleo aos dois pontos de injecção no cilindro de baixa pressão do compressor de ar XLE; - Falha Funcional 1-C: Não ser capaz de fornecer um mínimo de 5 gotas de óleo lubrificante por minuto, do reservatório cilíndrico de lubrificante ao ponto de injecção do cilindro de alta pressão do compressor de ar XLE. Nota: Dado que apenas o cilindro de baixa pressão estava danificado, como resultado desta falha, foi analisada apenas a Falha Funcional 1-B. 1. A etapa seguinte da análise foi determinar o que originou a perda de óleo de lubrificação ao cilindro de baixa pressão. O grupo de trabalho identificou oito potenciais modos de falha (causas da falha) que poderiam ter como resultado a perda de óleo lubrificante ao cilindro de baixa pressão. Como os efeitos das falhas, para cada um dos modos de falha, teriam de ser descritos, o grupo de trabalho decidiu desenvolver inspecções complementares dos componentes do sistema de alimentação do lubrificante. Quando estas inspecções foram levadas a cabo, foi observado que o modo de falha específico que originou que o pistão ficasse agarrado (gripado) ao cilindro de baixa pressão foi que a soldadura de fixação da barra que suporta a bomba sobre o reservatório de lubrificante apresentava fadiga; 2. A partir da árvore de decisão do RCM, o grupo de trabalho decidiu que o mecanismo de suporte do reservatório de lubrificante deveria ser redesenhado para que a barra que suporta a bomba fosse fixada por um processo diferente de soldadura.

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Esta modificação foi também aplicada a todos os compressores de ar com sistemas de lubrificação similares; 3. O grupo de trabalho recomendou também que fosse desenhado e instalado um novo dispositivo de protecção com a seguinte função: “Ser capaz de desligar o compressor no caso de qualquer um dos pontos de injecção dos cilindros de baixa e alta pressão não receber óleo de lubrificação por mais do que um minuto”; 4. O grupo de trabalho foi também capaz de decidir quais as políticas de gestão de falhas que deveriam passar a ser aplicadas para os outros sete modos de falha que foram identificados; 5. O grupo de trabalho decidiu também analisar a função de dispositivo de protecção existente no sistema de alimentação de lubrificante dos cilindros, como parte integrante da análise de falhas que estava a aplicar. A racionalidade para a inclusão desta função na análise, deveu-se ao facto de que em caso de falha da mesma, as consequências de um falha múltipla, teriam as mesmas consequências da falha do sistema de lubrificação dos cilindros, já ocorrida. Foram assim analisadas as seguintes função e falha funcional: - Função 2: Ser capaz de desligar o compressor em um minuto ou menos no caso em que a pressão do óleo lubrificante caia abaixo de 9 psi. -

Falha Funcional 2-A: Não ser capaz de desligar o com pressor em um minuto ou menos caso a pressão do óleo lubrificante caia abaixo dos 9 psi.

Foram identificados dois potenciais modos de falha que poderiam levar a que este dispositivo de protecção pudesse falhar. As causas de falha e os seus efeitos associados foram analisados através da utilização da árvore de decisão RCM para determinar as políticas de gestão de falhas mais apropriadas para cada uma delas. A etapa final de um qualquer processo de análise de falhas é a de assegurar que todas as tarefas e redesenho sejam totalmente implementados num espaço de tempo razoável, para assegurar que as falhas específicas que foram identificadas não voltem a ocorrer outra vez. Os benefícios adicionais da aplicação da metodologia RCM para realizar uma análise de falhas são os que resultam do facto de que outros modos de falha potenciais que possam levar às mesmas falhas funcionais, sejam identificados e analisados, precavendo-se, por este facto, que possam vir a ocorrer no futuro. A análise de falhas levada a cabo no exemplo do compressor foi integralmente implementada e não voltaram a ocorrer falhas relacionadas com a perda de óleo no cilindro de baixa pressão, tal como havia ocorrido.


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Schaeffler Iberia, s.l.u. Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com www.schaeffler.pt

Grupo Schaeffler Indústria aposta na redução dos custos do equipamento O barato pode sair caro. Este refrão também pode ser aplicado aos componentes de máquinas e equipamentos. Por este motivo não devemos considerar apenas os custos de aquisição, mas ter em conta o ciclo completo de vida das peças. Em muitos casos, o preço de compra só ascende a 10% do custo total. Qual é a vantagem de poupar, por exemplo, alguns euros na compra de um rolamento se os custos energéticos aumentam por causa de uma maior fricção? Ou os maiores custos de manutenção devido ao menor tempo de vida útil do componente da máquina? Ou inclusive as paragens não programadas, ou seja, as perdas, os atrasos nas entregas, os clientes insatisfeitos? Por este motivo, o Grupo Schaeffler Industria apoia os seus clientes nas soluções acerca do tema “Total Cost of Ownership”. Isso significa analisar pormenorizadamente os custos gerais das máquinas, dos equipamentos e dos seus componentes, desde a compra, passando pelo consumo energético e pela manutenção, até às reparações, a desmontagem e a eliminação dos resíduos. Deste modo é possível identificar, optimizar ou eliminar os aspectos conhecidos que aumentam os custos, bem como os custos ocultos.

Os rolamentos de alta qualidade ajudam a poupar dinheiro quando não se considera apenas a compra, mas sim o ciclo de vida completo

No Grupo Schaeffler, a consideração do “Total Cost of Ownership” começa com uma intensa investigação e desenvolvimento com o objectivo de continuar a aumentar a qualidade, melhorando consequentemente o funcionamento e alargando o tempo de vida útil dos rolamentos através de medidas construtivas e materiais optimizados. Proporciona-se também aos clientes um aconselhamento técnico amplo e pormenorizado e uma formação, com vista a encontrar a solução adequada para cada aplicação. Os engenheiros de venda e os Field Service Engineers, verdadeiros especialistas nos diversos sectores dos clientes, obtêm suporte em forma de programas electrónicos de selecção, cálculo e simulação. Além disso, na consideração influem também factores, como as instruções eficazes e as ferramentas adequadas para a montagem, a manutenção orientada no estado, a lubrificação, a manutenção, a desmontagem e o reacondicionamento. Um exemplo da indústria do papel: os rolamentos nos cilindros de dobragem de ajuste das calandras de acetinar

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são geralmente submetidos a pequenas cargas. Só quando o nip (espaçamento entre os cilindros) está aberto, as cargas são mais elevadas. Inicialmente, os fabricantes das máquinas seleccionavam para esta aplicação rolamentos oscilantes de rolos com uma capacidade de carga adequada para cargas elevadas. No entanto, ocorriam deslizamentos quando a carga era baixa e, consequentemente, avarias nos rolamentos. Graças aos corpos rolantes revestidos e à lubrificação optimizada, foi possível reduzir os efeitos do deslizamento, porém não foi possível eliminá-los completamente. Por este motivo, o Grupo Schaeffler Industria desenvolveu, conjuntamente com o fabricante, um rolamento denominado ASSR (Anti Slippage Spherical Rolling Bearing). Foram utilizados os anéis de um rolamento oscilante de rolos standard, com a colocação alternada de uma esfera e de um rolo de tubo em cada uma das duas carreiras de corpos rolantes. O conjunto de esferas garante um funcionamento sem deslizamento na fase de baixa carga, e os rolos de tubo realizam o suporte na fase de carga elevada. Com isso, podemos até falar de um “rolamento inteligente”. As vantagens para o cliente são evidentes: quando até agora o tempo de serviço do rolamento estava situado em aproximadamente 1 ano, actualmente podemos dispor de um tempo de serviço de

até dez anos nos rolamentos ASSR. Isto significa um menor consumo de rolamentos, menores custos de manutenção e uma poupança calculada tendo em conta o ciclo de vida completo que ascende praticamente a um valor em euros de seis dígitos, e tudo isso focando um único ponto da máquina. Outras medidas complementares, como o Condition Monitoring Online através do diagnóstico das vibrações ou do controlo da temperatura, oferecido pela Schaeffler, bem como o equilíbrio dinâmico e estático, contribuem para optimizações adicionais e, consequentemente, para uma importante poupança.

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Projectos realizados com Sistema de accionamento mecatrónico MOVIGEAR® Para além da resistência contra humidade, calor, agentes de limpeza, entre outros, o sistema de accionamento mecatrónico MOVIGEAR® foi concebido para optimizar o balanço energético e reduzir os custos operacionais, devido à sua eficiência global. Os exemplos de aplicação que se seguem, provenientes de clientes referenciais, demonstram esse facto de uma forma impressionante.

Coca-Cola HBC-GmbH Áustria, Viena, Áustria, Linha de transporte de garrafas PET e embalagens Poupanças de energia e redução de CO2 são os objectivos da modernização da linha 2 da fábrica de engarrafamento da CocaCola na Áustria. Na área de selecção para o paletizador, são processadas as garrafas PET de 0,3 a 2 l. A entidade de utilidade pública Wien Energie GmbH foi envolvida, desde o início, na concepção do completo projecto renovação, com cálculos detalhados dos consumos energéticos para alcançar a melhor eficiência energética possível para este sistema. Com a totalidade dos accionamentos da SEW-EURODRIVE instalados é esperada uma economia significativa de energia e CO2.

Testado e confirmado por Wien Energie GmbH: - Poupanças de energia de 75% no total devido ao uso racional de 40 MOVIGEAR® com tecnologia SNI (Instalação de rede de linha única) e outras medidas; por exemplo, a interrupção automática da alimentação durante períodos de repouso; - Redução de CO2 de cerca 39.000 kg / ano; - A tecnologia SNI permite a transferência de energia e de dados num único cabo standard, o que reduz o número de componentes e minimiza o esforço de instalação.

Sidel Conveying SAS, França, Linha de Engarrafamento de Cerveja Uma unidade de enchimento de garrafas de vidro do fabricante francês Sidel Conveying SAS pode processar até 60 mil garrafas de cerveja por hora. No entanto, uma elevada produção e tecnologia inovadora não são os únicos aspectos importantes. A Sidel tem desenvolvido soluções que obtêm reduções em todas as categorias:

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custos, energia, material, espaço necessário para as máquinas, uso de produtos químicos e recursos não-renováveis. De acordo com este conceito, todos os accionamentos dos sistemas de transporte horizontal são equipados com soluções adequadas, de elevada eficiência energética, da SEW-EURODRIVE: - 45 MOVIGEAR® SNI (Instalação de rede de linha única); - 6 MOVIFIT® SNI; - A tecnologia SNI permite a transferência de energia e de dados num único cabo standard, o que reduz o número de componentes e minimiza o esforço de instalação.

Krones AG, Neutraubling, Alemanha Embaladora “Variopac Pro” (para ErgoBloc D) A flexibilidade é fundamental para garantir processos eficientes nos sistemas de embalagem da indústria de bebidas. O sistema da empresa Krones AG, denominado “Variopac Pro“, pode embalar garrafas e pequenos pacotes em lotes de diversos tamanhos, utilizando um filme de espessura variável. Dependendo do sistema, o transportador de embalagens tem uma ou duas faixas, que podem ser utilizadas em paralelo. A tecnologia de accionamentos da SEW-EURODRIVE garante a necessária flexibilidade e um elevado grau de eficiência: - Implementada com tecnologia descentralizada; - Até 12 MOVIGEAR® DSC SBus como accionamentos de linha única, ligados ao controlador da máquina através de uma gateway SBus descentralizada; - Os accionamentos MOVIGEAR® permitem um amplo controlo de velocidade, o que permite um controlo da contra-pressão independente para cada faixa de embalagem; - A tecnologia de bus do sistema da SEW (SBus) garante um elevado desempenho e uma rápida comunicação via CAN.


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O Essencial sobre Lubrificantes Aprovados para a Indústria Alimentar O que é exigido aos lubrificantes aprovados para a indústria alimentar, e o que não é? Caminhar pelo labirinto dos regulamentos e registos que têm impacto nos compostos não alimentares, como os lubrificantes, pode ser maçador. Fica de seguida uma rápida viagem.

Breve História

mecânicos em locais onde o lubrificante está potencialmente exposto aos alimentos. Nestes casos, a quantidade utilizada deve ser a menor possível para obter o efeito técnico desejado no equipamento. Os componentes utilizados na produção de lubrificantes H1 são designados HX-1, com a correspondente aprovação, mencionados na norma 21 CFR 178.3750.

Nos Estados Unidos da América, as duas primeiras agências governamentais envolvidas no processo da indústria alimentar foram a USDA (United States Department of Agriculture) e a FDA (United States Food and Drug Administration). Até 1998, as aprovações dos lubrificantes alimentares eram da responsabilidade da USDA. Para obterem a aprovação da USDA, os produtores de lubrificantes tinham de provar que todos os compostos da fórmula estavam de acordo com o CFR (Code of Federal Regulations), Capítulo 21, 178.3570, onde não estão incluídos os testes padrão aos lubrificantes. Após Fevereiro de 1998, a USDA introduziu alterações significativas no seu programa, passando a responsabilidade para os fabricantes da decisão de onde e qual o lubrificante que tinha de ser utilizado. Actualmente, nos Estados Unidos e em muitos outros países, a NSF (National Sanitation Foundation) gere o programa de avaliação dos lubrificantes alimentares. Os fabricantes de lubrificantes submetem as suas fórmulas, descrevendo quais os compostos da mesma, para a agência avaliar a conformidade da mesma.

Fig.1 - Cadeia de distribuição de lubrificantes de contacto acidental com os alimentos Nota: Frequentemente, os fabricantes de aditivos e fornecedores de óleos base comercializam os seus produtos via distribuidores. Este elo não é demonstrado com o intuito de reduzir a complexidade do esquema.

Lubrificantes H2 – Lubrificantes sem possibilidade de contacto com os alimentos. Podem ser utilizados como lubrificante, agente desmoldante ou como película anti-corrosão em equipamentos ou componentes mecânicos onde não existe a possibilidade do lubrificante entrar em contacto com os alimentos. Como não existe risco de contacto com a comida, não existe uma lista definida de componentes base para a produção destes lubrificantes. Contudo, esses não podem conter intencionalmente metais pesados tais como Arsénio, Cádmio, Chumbo ou Mercúrio.

A NSF não é a única organização nesta área. A união entre a NLGI (National Lubricating Grease Institute), a ELGI (European Lubricating Grease Institute) e a EHEDG (European Hygienic Equipment Design Group), formam a Joint Food-Grade Lubricants Working Group. Este grupo é o responsável pelo desenvolvimento da norma DIN V 0010517, 2008-08 (Food-Grade Lubricants – Definitions and Requirements).

Lubrificantes H3 – Também conhecidos como óleo de limpeza, são produtos que podem ser aplicados em ganchos, transportadores e equipamentos semelhantes para limpeza e prevenção da corrosão. As partes do equipamento exposto aos alimentos devem ser limpas e isentas de óleo antes da sua utilização.

Categorias de Lubrificantes

Aprovações dos Lubrificantes

Existem três categorias principais de lubrificantes utilizados na indústria alimentar.

Como mencionado anteriormente, as aprovações da USDA são baseadas no Código da FDA no capítulo 21, que aprova os componentes usados nos lubrificantes alimentares da categoria H1. Realçam-se as seguintes secções: - 21.CFR 178.3570: Compostos permitidos para a produção de lubrificantes H1; - 21.CFR 178.3620: Óleo mineral branco usado como base para produtos não alimentares, para contacto directo com alimentos;

Lubrificantes H1 – Lubrificantes de contacto acidental com os alimentos. Estes podem ser utilizados em equipamentos de processamento de alimentos como película protectora anti-corrosão, como agente desmoldante, em uniões ou vedantes nos tanques de estanquidade, e como lubrificante de equipamentos e componentes

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- 21.CFR 172.878: Óleo mineral para contacto directo com alimentos; - 21.CFR 172.882: Hidrocarbonetos sintéticos; - 21.CFR 182: Substâncias reconhecidas genericamente como seguras.

Conformidade O termo conformidade soa a autoritário e obrigatório. De facto, nem sempre é assim, pois não existe qualquer requerimento legal nos Estados Unidos que obrigue o registo – com a NSF ou outra entidade – de um lubrificante utilizado na indústria alimentar. Uma empresa pode determinar a conformidade do lubrificante e auto certificar os seus produtos. Embora não exigido, os registos de conformidade NSF estão a implementar-se como padrão nos Estados Unidos e mundialmente, sendo que na Europa, a norma padrão é a ISO 21 469. Para além destas normas, os fabricantes querem produzir lubrificantes de acordo com as exigências de segmentos específicos da população, onde estão incluídos alimentos kosher e halal. Tipicamente os lubrificantes utilizados neste processo também devem ser certificados como kosher e halal. Mesmo que as normas possam parecer exigentes é do interesse de ambos, indústria alimentar e indústria de lubrificantes, fazerem todos os esforços para cumprirem as normas de modo a minimizar o risco de exposição/contaminação. Adicionalmente, os fornecedores de aditivos de óleos base devem cumprir as boas práticas de produção estabelecidos nos protocolos. Estes protocolos incluem a aquisição de equipamentos específicos (contentores, tubos, equipamento de armazenamento e embalamento) evitando assim o risco de contaminação dos lubrificantes por compostos não aprovados para a indústria alimentar. Adicionalmente, os protocolos exigem limpeza intensiva e análise a metais, assegurando que os produtos estejam isentos de metais pesados e zinco, os quais não são permitidos nos lubrificantes da categoria H1. Operações/

Condições pouco

Segmento Industrial

vulgares

Impacto

Máquinas

Alta produção (até

de selar latas

3.000 latas/minuto)

Vapor cozedor/

Alta temperatura e

depilador

humidade elevada

Congelação/ forno

Indústria de açúcar

das Operações

do Lubrificante

Elevada fricção, desgaste

Protecção anti-corrosiva,

e aumento de tempe-

estabilidade térmica

raturas Separação de lubrificante. Ataque corrosivo

Alta e baixas

Ataque térmico e oxida-

temperaturas

ção, Solidificação

Altas cargas,

Aumento temperatura,

contaminação

degradação do óleo

com particulas de

da caixa

açúcar

Propriedade desejada

e oxidante Viscosidade estável, protecção. e corrosiva Estabilidade térmica e oxidante, fluídez a baixas temperaturas Protecção contra desgaste e carga, estabilidade térmica e oxidante

Descrição do Teste

Método do Teste ASTM

Resultados

Teste de Oxidação ao vapor (RPVOT)

D 2272

571

D 943

>10.000

Turbina

Tabela 2 - Estabilidade Oxidante

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Estima-se que uma percentagem significativa (60% ou mais) dos fabricantes de alimentos e bebidas dos Estados Unidos não utilizem lubrificantes de contacto acidental. Por norma, estas empresas utilizam lubrificantes da categoria H1 e H2, existindo uma tendência para o uso de lubrificantes da categoria H2, em situações onde é necessário o uso de lubrificantes da categoria H1. Esta realidade existe porque se desconhecem as normas e existem dúvidas quanto à sua eficiência. Uma das acções realizadas pela NSF foi a sensibilização da indústria para a utilização de lubrificantes da categoria H1. Alguns fabricantes de equipamentos originais (OEM) para a indústria alimentar passaram a comercializar os seus próprios lubrificantes de categoria H1, recomendando-os para as suas máquinas, por questões de garantia. Estes lubrificantes têm de cumprir a norma ISO 21 469, específica para lubrificantes de contacto acidental com os alimentos, que entrou em vigor a partir de 2009 (estando aprovada desde 2006). Finalmente, com o crescimento de mercados como o da China e da Índia, a procura de alimentos pré-cozinhados tem vindo a aumentar. Esta tendência tem levado a que multinacionais tenham recorrido a unidades industriais desses países onde não eram utilizados lubrificantes da categoria H1. Este cenário tem vindo a alterar-se com as mudanças existentes na Ásia e com os investimentos em novas fábricas e equipamentos, existindo a preocupação e necessidade de utilizar um lubrificante apropriado, garantindo deste modo uma eficiência dos equipamentos e consequentemente da produção.

O Papel do Lubrificante Que papel desempenha um lubrificante? A indústria alimentar utiliza uma vasta gama de lubrificantes, desde óleos hidráulicos, óleos de engrenagens, óleos para fornos, óleos de compressor e óleos para bombas de vácuo, a óleos para aplicações específicas como as embaladoras. Os Engenheiros e Técnicos de Manutenção sabem que um único lubrificante não satisfaz todas estas aplicações.

Anti-desgaste

Tabela 1 - Desafios para lubrificantes

Teste de Oxidação ao óleo de

Tendências do Mercado

Os gestores exigem uma maior eficiência, um menor tempo de paragem e uma maior capacidade de produção dos equipamentos para satisfazer a crescente procura dos seus produtos, através da prevenção de paragens de produção aliado a uma diminuição nos custos de manutenção. Recentemente, os lubrificantes da categoria H1 ficavam aquém dos lubrificantes de categoria H2 em questões de desempenho. Os lubrificantes de categoria H1 não eram intensamente testados como os da categoria H2, quer nos testes padrão quer pelos Fabricantes de Equipamento Original. A indústria alimentar apresenta elevados desafios aos lubrificantes, como podemos observar na Tabela 1. Formular novos lubrificantes é um processo criativo porque a fórmula alcançada tem de satisfazer o compromisso entre conformidade e elevado desempenho. Os aditivos são utilizados para aumentar o desempenho do lubrificante mas estão limitados aos aditivos


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classificados de H1. A gama de aditivos é mais vasta na categoria H2 pois podem conter bases em zinco e componentes anti-fricção altamente eficientes. Os aditivos NSF registados como HX-1 com funções protectoras, anti-desgaste, anti-oxidantes, inibidores de corrosão, modificadores de fricção, entre outras, estão disponíveis individualmente ou pré-formulados em pacotes de aditivos. A utilização destes pacotes de aditivos simplifica o processo de fabricação porque podem ser armazenados num único reservatório dedicado a lubrificantes com características alimentares. A recente introdução de novos aditivos aumentou os níveis de desempenho. Estes destinam-se a proporcionar um aumento da protecção anti-desgaste, térmica, anti-oxidante e ao mesmo tempo cumprirem os requisitos como lubrificante kosher e halal. A Tabela 2 apresenta o exemplo de um óleo hidráulico com certificação HX1, composto por um pacote de aditivos de elevada protecção antidesgaste na lubrificação das bombas de alhetas, mantendo uma excelente estabilização térmica e anti-oxidação. Isto significa que no campo da manutenção, pode-se aumentar o desempenho e a fiabilidade dos equipamentos, diminuindo os custos e a complexidade da manutenção através do uso de lubrificantes da categoria H1 em detrimento de lubrificantes da categoria H2, sem, em muitos casos, a necessidade de separar a produção sujeita às exigências de kosher e de halal. Em vez de serem produzidos a partir de óleos minerais brancos, por terem um menor poder de solubilidade e lubricidade, hoje em dia os lubrificantes de categoria H1 de contacto acidental são produzidos a partir de óleo de base sintética, como polialfaolefinas, polialquileno, glicóis e ésteres. Estes óleos base misturados com os novos pacotes de aditivos alcançam um desempenho e fiabilidade excepcional. A constante procura de respostas sobre como utilizar efectivamente um lubrificante de qualidade alimentar não é tarefa fácil, como é muitas vezes suposta. Na lista de registo da NSF dos produtos não alimentares estão descritas as bases e os aditivos que podem ser utilizados. Toda esta informação encontra-se disponível para consulta no website da NSF (www.nsf.org). De notar que a categoria HT-1 é utilizada especificamente para fluidos de transferência de calor (térmicos). O mais importante é o facto de que as novas tecnologias de lubrificantes podem actualmente responder às especificações da indústria alimentar e ao mesmo tempo responder às necessidades de desempenho de cada equipamento, aumentando a produtividade e evitando paragens.

Conclusões Compreender as diferenças entre as categorias de lubrificantes H1, H2 e H3 e realizar a correcta selecção do lubrificante adequado para cada aplicação, é essencial para a segurança alimentar e a fiabilidade dos equipamentos.

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Bibliografia

Bombas Alternativas Industriais - Teoria e Prática

€39,22 A venda em: www.engebook.com Autor: Napoleão Fernandes da Silva ISBN: 9788571931657 Editora: Interciência Número de Páginas: 212 Edição: 2007 (Obra em Português do Brasil)

Conteúdo: De forma clara e didáctica, o autor preocupou-se em fazer com que o leitor aprenda a utilizar os recursos tecnológicos disponíveis para instalar, operar e manter as bombas alternativas industriais, largamente utilizadas nas operações de perfuração de poços de petróleo e na indústria em geral. São enfatizados os impactos de saúde, segurança, meio ambiente e económicos do processo de bombeamento, utilizando as bombas alternativas. Foi dada uma atenção especial nos mecanismos de funcionamento das vedações, estabilizadores e amortecedores de pulsação de pressão. O diagnóstico de falhas e defeitos apresenta uma lista abrangente das falhas mais frequentes e fornece as informações necessárias para eliminá-las. Índice: Bombas alternativas. Componentes e funções. Projeto do stuffing box. Vedação e pistões. Estudo cinemático. Eficiência volumétrica. Eficiência mecânica. NPSH. Instalação. Estabilizador e amortecedor de pulsação de pressão. Operação. Mecanismo de desgaste em bombas alternativas. Diagnóstico de falhas e defeitos e outros aditivos estabilizantes; Biodegradação de polímeros; Alguns estudos de casos.

Mecanica de Bombas

€74,20 A venda em: www.engebook.com Autor: Epaminondas Pio C. Lima ISBN: 8571930929 Editora: Interciência Número de Páginas: 610 Edição: 2003 (Obra em Português do Brasil)

Conteúdo: As plantas industriais da actualidade utilizam bombas hidráulicas com elevado grau de sofisticação. Com o apoio da Petrobras surgiu este livro cuja missão é abordar os principais tópicos da mecânica das bombas industriais modernas. As suas principais características são a linguagem simples e o grande número de ilustrações, que facilitam a compreensão dos assuntos descritos. Índice: Generalidades: Introdução; Fundamentos hidráulicos. Bombas Centrifugas: Noções gerais; Rotores e indutores; Carcaça; Eixos e luvas; Vedação com gaxetas; Selos mecânicos; Sistemas auxiliares de vedação; Mancais; Caixa e mancal e suportação; Empuxo axial; Acoplamentos; Lubrificação e resfriamento; Materiais; Instalação; Alinhamento; Escorva; Operação; Controles operacionais; Tipos e aplicações; Problemas operacionais; Dados práticos de manutenção. Bombas alternativas: Introdução; Detalhes construtivos; Bombas dosadoras; Máquinas a vapor; Caixa de gaxetas; Lubrificação; Instalação; Operação; Problemas operacionais; Dados práticos de manutenção. Bombas rotativas: Introdução; Detalhes construtivos da seção hidráulica; Detalhes construtivos de seção mecânica; Vedação principal; Lubrificação; Instalação; Operação; Problemas operacionais; Dados práticos de manutenção.

Tubos de Calor

€20,41 A venda em: www.engebook.com Autor: Angel Luis Miranda ISBN: 9788426716798 Editora: Marcombo Número de Páginas: 132 Edição: 2010 (Obra em Português do Espanhol)

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Conteúdo: Os tubos de calor são dispositivos que permitem o transporte de calor com uma resistência térmica muito baixa. O seu funcionamento é similar ao de uma bomba de calor funcionando em sentido inverso, isto é, o calor circula desde um depósito quente até um depósito frio pelo que não precisa de um suporte de trabalho mecânico. O agente transportador é um fluido que condensa na parte fria e se evapora na quente. O tubo de calor está provido de uma estrutura interna porosa que facilita o trânsito do fluido em estado líquido desde o condensador até ao evaporador por capilaridade. Esta pressão de capilaridade deve ser suficiente para controlar as percas por fricção, gravidade e inércia do fluido no seu movimento. Índice: Características generales de los tubos de calor. Bombeo por capilaridad. Caídas de presión. Características del relleno. Limitaciones. Temperaturas, coeficientes, resistencias. Tubos de calor especiales. Tubos de calor de conductancia variable. Fabricación. El programa “HEAT PIPE”.


Produtos e Tecnologias

RS actualiza o programa DesignSpark PCB com a versão 3D A RS lançou a 2.ª versão do DesignSpark PCB, o software gratuito de desenho PCB. Trabalhando em conjunto com a Number One Systems, as novas características do DesignSpark PCB incluem a visualização em 3D de layouts de PCB, e um aumento da funcionalidade de gestão da biblioteca. A versão actualizada do software é gratuita e pode ser descarregada em www.designspark.com/pcb. Os utilizadores actuais receberão uma mensagem através de ferramenta de alertas para a actualização. Mais de 50 mil utilizadores já fizeram download do DesignSpark PCB desde o seu lançamento há 8 meses, e a ferramenta demonstrou ser um dos mais famosos softwares gratuitos de desenho de PCB disponível. Milhares de utilizadores contribuíram com sugestões para o desenvolvimento do DesignSpark, a comunidade online e a rede de informação para engenheiros de desenho electrónico administrada pela RS. A 2.ª versão utiliza esta informação, melhorando as funcionalidades e as características para os utilizadores. O DesignSpark PCB foi reforçado em três áreas principais. Acrescentou-se um visualizador em 3D à ferramenta, o qual permite ver a representação tridimensional da sua placa em qualquer momento

durante o desenho, e assim há uma rápida avaliação das necessidades de desenho mecânico com o seu pacote eCAD. As novas características da biblioteca e os gráficos de saída permitem criar e salvar novas bibliotecas, mover componentes directamente às bibliotecas desde a vista de desenho e proporciona mais flexibilidade nos relatórios e opções de impressão. As melhorias encontram-se no menu, com as novas opções de gestão de desenho incluindo comandos, duplicação e melhoria na resolução de rotação angular, todas as provas de desenho de velocidade e o desenvolvimento para utilizadores. O DesignSpark PCB continua como o único no meio industrial como ferramenta gratuita, com desenvolvimentos completos para PCB. Pode ser feito o download da versão 2, activada em www.designspark.com/pcb, com comentários e informação de suporte de utilizadores disponíveis em www.designspark.com. RS Amidata Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com · rsportugal.com

Nova câmara Linear Piranha3 com 16k de resolução da DALSA A Infaimon apresenta a nova câmara linear Piranha3 da Dalsa, com sensor CMOS e uma resolução e velocidade excepcionais. Pela sua resolução de 16k e velocidade de 70kHz é adequada para aplicações de inspecções de ecrã plano de grandes dimensões e inspecção de circuitos impressos. Este novo modelos de alta velocidade oferece uma resolução de 16k com um tamanho de pixel de 3,5 micras e uma velocidade de linha de 70kHz para um rendimento ultra rápido de 1146 Mpixeis/s – superando a resolução e o rendimento de qualquer linha anterior de câmaras lineares DALSA. Com a tecnologia CMOS da DALSA que proporciona no chip ADC (conversão de analógico a digital) e CDS (coleta de amostra correlacionada dobrada), a câmara 16k Piranha3 oferece uma velocidade sem precedentes com baixo ruído e alto intervalo dinâmico. É adequado para a inspecção de grandes áreas em ecrã planos e circuitos impressos, juntamente com o alto rendimento de escaneio de documentos e de outras aplicações de alto rendimento. A nova Piranha3 16k tem uma precisão e velocidade de forma excepcional num formato compacto de 150 x 80 x 77 mm. A Piranha3 16k de alta velocidade utiliza a nova interface de ligação HSLink, utilizada em visão artificial pela primeira vez pela DALSA. O HSLink tem as principais vantagens da CameraLink®, adiciona novas características e funções e são combinadas com uma largura

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de banda sem precedentes, escaláveis em 300Mb/s passados (de 300 a 6000 megabytes por segundo). A câmara Piranha3 16k é compatível com o frame grabber DALSA Xcelera-HS PX8. Este frame grabber também aproveita a nova interface HSLink de DALSA para oferecer largura de banda sem precedentes, a aquisição de imagens de 1,8 gigabytes/segundos e transferência a 2 gigabytes/segundo, através da implementação de múltiplos bus PCI Express. A câmara Piranha3 de 16k dispõe de um interface HSLink para garantir a máxima velocidade de transferência. Todas as câmaras Piranha são compatíveis com o software DALSA Sapera Vision™. Esta plataforma de desenvolvimento central inclui mais de 400 ferramenta de análise e processamento de imagens primitivas e industriais, como a busca de padrões, 1D e 2D de códigos de barras e ferramentas de OCR para a identificação e a detecção de peças, ferramentas de processamento de cores, aplicações de separação e medição, ferramentas de análise de bolhas e uma ferramenta de controlo de metrologia para as medidas de dimensões no mundo real. Infaimon Tel.: +351 234 312 034 · Fax: +351 234 312 035 infaimon.pt@infaimon.com · www.infaimon.com


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Produtos e Tecnologias

Sistemas de lubrificação Simalubre Ainda antes da invenção da roda, o Homem usava gordura animal e vegetal para lubrificar duas superfícies o que ajudava a diminuir o esforço necessário para deslocar cargas pesadas. Após a invenção da roda, a lubrificação fazia cada vez mais sentido, permitindo que esta rodasse livremente nos eixos. Diminuía o esforço e aumentava a durabilidade dos componentes. Os benefícios deste trabalho pouco produtivo, na maior parte dos casos, são muito poucos. Se logo após a aplicação do lubrificante há excesso de produto - causando contaminação, sujidade, sobreaquecimento, desperdício, entre outros - passado pouco tempo há um défice de lubrificante (mais atritos, menor rendimento, aquecimento e avarias). Para acabar com estes problemas, a Simalube apresentou os lubrificantes Simalube que permitem a utilização de vários tipos de óleos e massas que abrangem quase todas as aplicações, e podem inclusivamente ser enchidos com qualquer outro lubrificante desde que as suas propriedades estejam adequadas ao processo de dispersão do fluído. A célula geradora de gás é o segredo destes lubrificadores porque permite que a quantidade correcta de lubrificante seja aplicada a cada instante. Tem a possibilidade de se fazer um ajuste contínuo do fluxo entre um e doze meses. O caudal pode ser alterado em qualquer altura e pode mesmo ser interrompido, utilizando para isso apenas uma chave hexagonal. Como complemento à gama, a Simalube dispõe de uma vasta gama de acessórios que facilitam a montagem dos lubrificadores. Para uma maior versatilidade existem quatro tamanhos disponíveis: 30, 60, 125 e 250 ml. Embora o tamanho de 250 ml seja o recomendado mesmo

para aplicações de grande dimensão, há a possibilidade de montar até quatro lubrificadores num só suporte. O desenho único e patenteado do copo de lubrificação, do êmbolo e da célula de gás, permite que o volume seja maximizado ao máximo e o resíduo de lubrificante seja minimizado. Consequentemente é fácil a colocação nas máquinas e a reciclagem é fácil, uma vez que não é necessário que seja colocado num contentor especial. A embalagem pode ir para o recipiente de plásticos e a célula, embora não seja uma pilha, é reciclada como se de uma se tratasse. O reservatório é feito em plástico e é transparente, permitindo uma fácil observação do interior. O gás gerado pela célula é inóculo. Pode ser utilizado na indústria alimentar, desde que o lubrificante no interior também possa ser utilizado em ambiente com perigo de explosão. Este mercado enquadra-se entre a obsoleta lubrificação manual e os complexos e caros sistemas automáticos que, muitas vezes, nem podem ser utilizados pela necessidade de alimentação eléctrica, espaço, ou outros condicionantes. Os sistemas de lubrificação Simalube podem e devem ser utilizados onde houver um ponto de lubrificação, uma transmissão - onde houver movimento. Harker Sumner, S.A. Tel.: +351 229 478 090 · Fax: +351 229 478 098 accionamentos.ind@harkersumner.com · www.harkersumner.com

Deslocar elefantes com os casquilhos deslizantes da igus A igus possui uma vasta gama de casquilhos deslizantes para aplicações isentas de lubrificação, para veios e guias com movimentos lineares e de rotação. Naturalmente, os plásticos tribologicamente optimizados também podem ser aplicados em movimentos longitudinais. Para isso a igus apresentou os discos deslizantes “DryLin”, que podem ser utilizados para suportar qualquer tipo de carga, por exemplo para vigas de aço, ou placas de alumínio, e permitem deslocamentos lentos com cargas até 2 toneladas. Isto significa que 4 discos são suficientes para deslocar o peso de um elefante africano. Os discos deslizantes auto-lubrificados, feitos de um polímero de elevada performance podem ser utilizados em qualquer local e sobre qualquer superfície. A limpeza tem uma importância fundamental, de modo a prevenir que os discos fiquem sujos quando deslizam em determinados caminhos. Os novos discos deslizantes são concebidos no material “iglidur J“, que combina coeficientes de atrito extremamente baixos e um elevado tempo de serviço. Às boas práticas deslizantes acrescenta-se uma elevada robustez, elasticidade e simultaneamente,

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resistência à deformação. Graças à sua elasticidade, não ocorrem deformações permanentes devido a súbitos picos de carga. Os casquilhos deslizantes “DryLin” são resistentes a temperaturas até 90° C, à corrosão e têm uma óptima resistência química. Segundo a igus é possível deslocar grandes massas sobre várias superfícies (aço, alumínio, aço inox, entre outros) com baixo desgaste e sem necessidade de lubrificação. A fixação dos discos deslizantes é assegurada por uma peça metálica roscada. Como se tratam de peças standard, os discos deslizantes estão disponíveis para entrega imediata e têm diâmetros exteriores de 40, 60 e 80 mm. A capacidade de carga estática é de 120.000, 66.000 e de 28.500 N, respectivamente. Complementarmente, a igus tem para oferecer uma variedade de produtos semi-acabados em “iglidur” para peças personalizadas. Em alternativa também é possível encomendar peças com outras geometrias feitas em “iglidur”. igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt


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Transformadores móveis da ABB Os sistemas que fornecem a energia eléctrica à sua casa ou instalação fabril são concebidos e mantidos para oferecerem os níveis mais elevados de fiabilidade. Contudo, mesmo uma boa concepção e uma manutenção cuidada não conseguem eliminar completamente a ocorrência de falhas. Um incidente grave pode colocar um transformador fora de serviço por um período indo de vários meses a mais de um ano, enquanto decorre a sua reparação ou o aprovisionamento de uma substituição. Durante este período, é claramente necessária uma alternativa para assegurar o serviço aos clientes. Uma solução é a instalação de um transformador móvel. Os reduzidos peso e dimensões destes transformadores permitem a sua deslocação por transporte rodoviário, quer em forma final, quer numa configuração com uma montagem

e entrada em serviço rápidas no local de destino. Até ao presente, os transformadores móveis têm estado limitados a tensões até 230 kV mas, em resultado de uma concepção inovadora, a ABB tem agora a possibilidade de fornecer transformadores móveis de 400 kV. ABB, S.A. Tel.: +351 214 256 000 · Fax: +351 214 256 390 comunicacao-corporativa@pt.abb.com · www.abb.pt

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F.Fonseca apresenta as C4000 Fusion: barreiras de segurança com tolerância de detecção da Sick As barreiras de segurança C4000 Fusion da Sick agregam funções e expandem o campo de aplicações para barreiras de segurança. Estas são adequadas para alternativa ao muting sem utilização de sensores adicionais, assim como para a protecção de pontos perigosos e protecção de áreas. Em condições ambientais difíceis, a Fusion proporciona um período de funcionamento maximizado, enquanto elimina, virtualmente, erros de detecção. As

barreiras de segurança C4000 Fusion da Sick apresentam como principais características a protecção de acessos sem necessidade de muting, com diferenciação entre homem e material, a protecção do ponto de operação com blanking fixo opcional. Há um controlo de direcção e sequência: todos os tamanhos de objectos

são permitidos, há uma resolução reduzida que suprime cabos, aparas, sujidade e laser de alinhamento disponível na barreira para uma rápida instalação. As C4000 Fusion permitem uma poupança ao nível dos custos iniciais, pois são uma solução compacta, sem necessidade de muting, sem sensores e portas adicionais. Ainda permitem poupar espaço porque o objecto pode parar dentro do campo de protecção. Apresentam uma fiabilidade e robustez adequada para ambientes agressivos, com modelos standard para uma vasta gama de aplicações. Ao nível das áreas de aplicação, as barreiras de segurança C4000 Fusion da Sick são adequadas para uma protecção de acessos, com transporte simultâneo de material em bobinas, patins, entre outros, tal como na indústria automóvel e de papel. Permite uma protecção de mãos em ambientes agressivos, como por exemplo na indústria de corte com aparas e muita poeira no ar e para máquinas de embalagem que necessitam de aprender os campos de blanking. F.Fonseca, S.A. Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com · www.ffonseca.com

Cabos bus robustos para qualquer tipo de movimento A igus, especialista em cabos flexíveis em aplicações dinâmicas de calhas articuladas, aumentou a sua gama de cabos bus “Chainflex” com mais qualidade. Os novos cabos CAT5e/ GigE “CFBUS.PVC.045” para ambientes secos e “CFBUS.PUR.045” para ambientes com óleos estão agora disponíveis em stock. Nos cabos bus para calhas articuladas tem de se garantir que mecanicamente as características de transmissão do respectivo protocolo bus sejam respeitadas, mesmo após vários milhões de ciclos de movimento. De acordo com informações da igus, esta empresa é capaz de proporcionar uma solução para praticamente qualquer protocolo bus. Desde o Profibus, DeviceNet, CC-Link passando por CAN-Bus, USB até todas as variantes Ethernet incluindo GigE. Isso diz respeito tanto a aplicações normais como a aplicações extremas, até mesmo com torção. Onde o cobre não é a primeira opção (elevadas taxas de dados, cursos longos), a igus recomenda a utilização de cabos LWL tanto em fibra óptica de vidro como de plástico. No programa agora ampliado, o material de revestimento exterior tem um papel importante. O material do revestimento do novo cabo CAT5e/GigE “CFBUS.PVC.045” consiste numa mistura de PVC, optimizada em relação ao desgaste para ser utilizada em calhas articuladas em polímero com movimentos permanentes. O cabo é resistente à chama e destinado para o uso em temperaturas de -5° C a +70° C, dispondo do certificado UL. Com a nova mistura em PVC, é

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possível atingir muitos ciclos em aplicações sem óleos a custos moderados, segundo afirmações da igus. O cabo PUR-GigE- “CFBUS.PUR.045”, igualmente novo, destina-se a aplicações em calhas articuladas com óleo mecânico, agentes de refrigeração e lubrificantes. Este cabo altamente resistente a óleos combina a resistência à chama com a ausência de halogéneos, podendo ser utilizado em temperaturas de -35° C a +70° C e dispõem igualmente do certificado UL. Também neste caso o material do revestimento exterior está optimizado, do ponto de vista do desgaste, com o material das calhas, o que leva a uma vida útil prolongada. Não é apenas na gama de cabos bus que a igus proporciona vários níveis de qualidade, mas também nos cabos de comando, de encoder e de servo-motor para calhas articuladas. Os modelos em PVC e PUR completam a ampla gama dos cabos TPE para aplicações em circunstâncias extremas. O TPE dispõe das melhores propriedades do ponto de vista mecânico e eléctrico segundo a empresa, e também resiste a temperaturas ambiente de -35° C a +100° C. Para além disso é o material mais duro, possibilita um isolamento mais fino e consequentemente, um desenho mais compacto. igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt


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MAC: Motovario Assembly Centre MAC é a sigla de “Motovario Assembly Centre”, ou seja, é a certificação dada pela Motovario Spa aos seus distribuidores, que reúnam todos os requisitos e competências necessárias. Após uma selecção cuidada dos representantes da Motovario que tenham potencial para passar por um exaustivo e minucioso processo de avaliação, este certificado é emitido após a aprovação de todas as etapas desse processo. A avaliação da Motovario, em traços gerais, recai sobre a oficina e logística que cada MAC terá que cumprir, com máquinas e materiais aprovados, e sobre os técnicos que são alvo de uma avaliação personalizada. No caso da Harker Sumner, os técnicos aprovados para a montagem de redutores foram submetidos a um curso intensivo na sede da Motovario em Formigine, Itália, e a uma avaliação nas instalações da Harker Sumner por elementos do corpo técnico da Motovario. Desde que a Motovario começou com este projecto, a Harker Sumner mostrou-se interessada em abraçá-lo com o intuito de flexibilizar a gama de redutores, alargar o leque de material disponível e aumentar as possibilidades de selecção de material com um curto

prazo de entrega. Como MAC que a Harker Sumner é actualmente, tem a oportunidade de prestar um melhor serviço ao ter disponível toda a gama de redutores tipo “H” e “S” de dois estágios e “B” em ferro fundido. Em paralelo, a Motovario lançou uma nova gama de redutores NMRV-Power que vão substituir os NMRV com os tamanhos 036, 075, 090 e 105. Estes redutores permitem uma maior flexibilização de stocks, uma maior modularidade e diversidade, e com os novos pré-estágios “HW” nos tamanhos “030” e “040” permitem a utilização de relações de transmissão superiores a mil. Os redutores NMRV-P distinguem-se dos anteriores por um desenho mais moderno, por melhores prestações e pela quase total compatibilidade com os antigos. As fixações são as mesmas. Harker Sumner, S.A. Tel.: +351 229 478 090 · Fax: +351 229 478 098 accionamentos.ind@harkersumner.com · www.harkersumner.com

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Cool Efficiency: novo ar-condicionado de parede para automação Cortar nos custos de climatização até 45%, através de uma energia eficiente e ao mesmo tempo proteger o meio ambiente é possível com o “Cool Efficiency”: o novo ar-condicionado da Rittal. Na Feira Internacional de Hannover 2009, a Rittal lançou uma nova série de ar-condicionado até 2.000 Watts, ultrapassando a anterior apenas até 1.000 Watts. Desde Outubro de 2008 estão disponíveis os primeiros resultados das medições comparativas feitas num fabricante europeu de carros, entre uma série de unidades da gama Rittal Top Therm e o e o nova gama “Cool Efficiency”. Os novos ares-condicionados “Cool Efficiency” apenas usam 97,1 Watts/ hora, comparado com o consumo de 178,2 Watts/hora de outros aparelhos, necessitando de menos de 45% de energia. Para além dos custos de energia, os clientes também reduzem significativamente a poluição ambiental com a ajuda do “Cool Efficiency”. As unidades, baseadas nos SK3304 Top Therm Plus para montagem vertical, também cortam as emissões de CO2 em 45%. Estas poupanças significativas são realizáveis com o uso do compressor de refrigeração e da ventoinha com a mais recente tecnologia, e através de uma melhor organização dos componentes de troca de calor e da sua capacidade de refrigeração. A tecnologia de Comutação

Electrónica é utilizada nos motores dos ventiladores. Devido à alta tecnologia entre a comutação electrónica e os multi-polos magnéticos no rotor do motor externo, o ruído em funcionamento do arcondicionado baixa drasticamente ao contrário do tempo de vida que aumenta. Os compressores utilizam toda a tecnologia de ponta. Ao usar os componentes a um nível adequado de funcionamento, a Rittal assegura a extensão do tempo de trabalho. Ao reduzir os ciclos alternados, a fiabilidade dos componentes na cabine de controle podem aumentar. Estes novos produtos utilizam condensadores com revestimento Rinano e integram evaporação condensada eléctrica standard. Os níveis de eficiência constante e o mínimo custo de manutenção estão assim garantidos. Rittal Portugal Tel.: +351 256 780 210 · Fax: +351 256 780 219 info@rittal.pt · www.rittal.pt

RS ampliou a sua gama de prova e medida com os osciloscópios Tektronix A RS acrescentou a última geração de osciloscópios Tektronix, a família TDS2000C, à sua ampla gama de instrumentos de prova e medida que cumprem com todo o tipo de tarefas, desde o desenho e desenvolvimento até a produção, manutenção ou reparo. Os clientes podem encontrar todos os detalhes e informação técnica da família TDS2000C em rsportugal.com/tektronix. Os osciloscópios Tektronix TDS2000C ampliam os benefícios da família TDS2000, uma série de osciloscópios bastante conhecida mundialmente. As melhorias incorporadas incrementam a capacidade e ajudam a melhorar a produtividade, com as características das novas interface de utilizador, modos avançados de disparo, suportes extras para medições automáticas, registo de dados em unidade USB e limitação de provas com alertas fora do intervalo. Outra vantagem para os engenheiros é a possibilidade de trabalhar com uma largura de banda de 70 MHz, e o aumento da velocidade da amostragem de 1 GS/s a 2 GS/s em alguns modelos da gama. “Esta nova família de osciloscópios Tektronix contribui com valores adicionais que permitem aos engenheiros completar de forma rápida e eficiente as demandas técnicas dos seus projectos, por um preço inferior do que o da anterior família TDS2000”, comentou Fred Knowles, Director de Produtos Electrónicos da RS. “Trazer esta nova e importante geração de osciloscópios ao mercado mostra o nosso compromisso de oferecer instrumentos de elevada qualidade de fornecedores, oferecendo as funcionalidades mais avançadas a preços muito competitivos.” A família Tektronix TDS2000C acrescenta-se à extensa gama de instrumentos

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de prova e medida disponível na RS, que inclui fontes de alimentação, geradores de forma de onda arbitrária, multímetros digitais e contadores. A RS, como distribuidor, oferece maiores vantagens aos seus clientes, com a possibilidade de busca de produtos online, envio do material em 24/48 horas, além do suporte adicional como os micro-sites de marca dos fabricantes onde estão disponíveis notas de aplicação, demonstrações e webinários. Os clientes da RS que desejem actualizar ou melhorar as capacidades dos seus instrumentos de prova e medida

podem realizar as suas encomendas online e aceder à documentação disponível através do website da RS rsportugal.com. RS Amidata Tel.: +351 800 102 037 · Fax: +351 800 102 038 marketing.spain@rs-components.com · rsportugal.com


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Infaimon apresenta Série HOTFIND: câmaras térmicas baseadas em microbolómetro A SAT desenvolveu a câmara HOT FIND, baseada na tecnologia de matriz de Plano Focal não Refrigerado (Microbolómetro), que trabalha na gama de longitudes de onda compreendida entre 8 e 14 nm. Esta câmara inclui um sensor de 160 x 120 pixéis. A HOT FIND é uma câmara portátil e muito ergonómica que inclui todas as características requeridas num sistema deste tipo. A sua grande versatilidade e adequação dentro deste tipo de câmaras, tornam-na num elemento a ter em conta para resolver aplicações de visão artificial em ambientes de termografia. O HOT FIND identifica rapidamente zonas com problemas de temperatura, graças ao seu monitor LCD de 2.5”. Possibilita, simultaneamente, a captura e armazenamento de imagens térmicas na memória da câmara, para posterior transferência, de forma diferida, depois de realizadas as distintas capturas na fabricação. Proporciona uma medida de temperatura, sem contacto, muito precisa sobre qualquer tipo de material. A câmara inclui um sistema de localização automática do ponto de maior ou menor temperatura da imagem visualizada, assim como um alarme que dispara

quando qualquer ponto da imagem excede a temperatura máxima ou mínima previamente programada. O HOT FIND incorpora um menu de funcionamento potente, de fácil utilização e semitransparente que permite manipular a câmara enquanto se visualiza a imagem. A câmara tem um temporizador permitindo a programação do aparelho para que este se desligue após o tempo pré-definido, o que melhora a duração das baterias. Foi incluído um ponteiro laser com a finalidade de assinalar, a grande distância, o objecto sobre o qual se pretende medir a temperatura. Infaimon Tel.: +351 234 312 034 · Fax: +351 234 312 035 infaimon.pt@infaimon.com · www.infaimon.com

Rolamento SKF de rolos cilíndricos separável aumenta a fiabilidade da caixa de engrenagens de turbinas eólicass A SKF apresenta o rolamento de rolos cilíndricos separável de elevada capacidade para as caixas de engrenagens de turbinas eólicas, nomeadamente nos veios de alta rotação e intermédios. Ao incorporar estes rolamentos nos seus projectos de transmissão, os fabricantes de caixas de engrenagens e turbinas podem incorporar tecnologia avançada e aumentar a fiabilidade do equipamento. Para os proprietários de parques eólicos e operadores, a redução de falhas nas caixas de engrenagens e de paragens das turbinas representam uma diminuição dos custos de operação e manutenção, ajudando a reduzir o custo por kWh e aumentando o lucro. As principais vantagens incluem a manutenção das dimensões originais dos rolamentos, podendo adicionar mais rolos aumentando assim a capacidade de carga e a possibilidade de separar o anel interno do resto dos componentes do rolamento sem o risco de os rolos caírem. Este rolamento SKF combina as vantagens dos rolamentos de rolos cilíndricos convencionais com os rolamentos de rolos cilíndricos de alta capacidade da SKF, já amplamente utilizados na indústria. As condições de carga mínima crítica e a rápida aceleração e desaceleração aumentam o risco de ocorrência de incrustações, desgaste e falhas do rolamento. Para minimizar este risco, os rolamentos de rolos cilíndricos de alta capacidade separáveis são optimizados com o guiamento da gaiola no anel interno, sendo esta em bronze com peso reduzido para uma menor inércia do conjunto rotativo. Além disso, os rolos preto-oxidado melhoram as condições

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rolantes e a formação do filme de óleo para condições de funcionamento mais estáveis. O design separável permite, igualmente, a fácil montagem e desmontagem especialmente importante nas intervenções de manutenção/reparação no topo das turbinas. De acordo com Andreas Urban, Engenheiro de Negócios da SKF Energia Renovável, “a tendência da indústria para o aumento do tamanho da turbina exige uma tecnologia inovadora – a redução de peso, nacelle, transmissão, caixas de engrenagens e geradores mais compactos e leves são importantes para facilitar a segurança e manter os custos controlados. O aumento das operações offshore e os parques eólicos em climas austeros e em locais remotos levam a novos desafios para a manutenção e reparação pelos proprietários e operadores.” E Andreas Urban continuou: “a SKF é um importante fornecedor para a indústria de energia eólica e tem trabalhado com fabricantes de equipamentos originais e operadores mais como um parceiro do que um fornecedor de componentes de projectos desde as primeiras turbinas eólicas. O Rolamento de Rolos Cilíndricos Separável de Alta Capacidade é uma das muitas inovações da SKF para beneficiar os fabricantes e o crescente sector de serviços de reparação e substituição.” SKF Portugal – Rolamentos, Lda. Tel.: +351 214 247 000 · Fax: +351 214 173 650 geral.pt@skf.com · www.skf.pt


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Cabos para manutenção da Policabos: Olflex Classic 100BK Power 0.6/1kV O cabo flexível, 0,6/1kV com revestimento exterior preto, foi especialmente concebido para instalações de ar-condicionado, construção de máquinas e equipamentos industriais. É um cabo aconselhado para ser usado também no exterior e apresenta como principais características uma grande flexibilidade (mesmo a baixas temperaturas até -30° C), boa resistência a UV, à prova de água e retardante de chama. O seu diâmetro e raio de curvatura reduzido permitem a sua instalação em pequenos espaços. Também está disponível na versão blindada, Olflex 110 CY Black 0,6/1kV. Policabos – Soluções Técnicas de Condutores, S.A. Tel.: +351 219 178 640 · Fax: +351 219 178 649 policabos@policabos.pt · www.policabos.pt

F.Fonseca apresenta o sensor V200/V300 da Sick para protecção de pontos perigosos O V300 WS Extended da Sick é um sensor baseado na inovadora tecnologia de visão, desenvolvido para monitorização de pontos perigosos em aberturas tipicamente rectangulares - com apenas um componente, montado num canto da área de segurança, poupando espaço e colocado numa localização protegida. O conceito “um sensor para todos os tamanhos” coloca um fim nos inúmeros tipos diferentes - um sensor, combinado com o kit correspondente à resolução necessária, cobre os diferentes tamanhos de campos de protecção. O Sensor V300 WS Extended da Sick fica pronto a utilizar em poucos minutos sem necessidade de configuração, via software ou conhecimentos especializados e alinhamento simples no reflector. Os sensores V300/200 Work Station Extended são ideais para aplicações na indústria de automação, electrónica, embalagem, farmacêutica e robótica. Permitem a protecção de pontos perigosos em áreas de trabalho semi-automáticas, a salvaguarda contra entrada nas áreas perigosas, protecção de pontos perigosos em sistemas de teste e de aberturas de serviço e manutenção, eventualmente usados pelo operador. Proporciona uma redução de custos graças à inexistência de variantes: manutenção de stock simplificada, a um componente: rápida instalação e comissionamento, utilização mínima de recursos e consumo de potência minimizado. F.Fonseca, S.A. Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com · www.ffonseca.com

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Conectores SC-RJ preparados em segundos A procura de quantidade de dados cada vez maiores na automação e de cada vez menores perdas de transmissão leva à utilização acrescida de fibras ópticas de polímero (POF). As fibras robustas de polímero distinguem-se pelo facto de permitirem uma técnica de ligação fácil com protocolos de transmissão normalizados. O crescente desenvolvimento de soluções de

transmissão de fibra óptica fez também disparar a necessidade de um processamento seguro e rápido das interfaces POF. Perante isto, a Weidmüller lança no mercado a inovadora ferramenta multifuncional HTX-IE-POF, que começa por abreviar a exigente preparação de conectores SC-RJ e garante uma qualidade igualmente elevada em qualquer tipo de aplicação. Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt

Bebco EPS Séries 6000 e 5000 Q Prevenção contra poeiras explosivas utilizando o sistema de purga e pressurização No dia 7 de Fevereiro de 2008, ocorreu uma explosão na empresa de refinação “Imperial Sugar Company” localizada em Portwentwort, no estado da Geórgia, EUA. A explosão provocou a morte de 13 pessoas, fez 42 feridos e destruiu a maior parte das instalações da empresa. O inquérito de investigação apurou que existiu uma pequena explosão na fábrica, sem consequências aparentes, mas o resultado do choque e o pequeno incêndio que a precedeu, causou a suspensão de açúcar no ar, que se incendiou e propagou por toda a nuvem de poeira suspensa pela extensão total da fábrica. O desastre na “Imperial Sugar Company” bem como outros, chamou a atenção de políticos e diversas entidades, entre outras a “Chemical Safety Board’s”, sobre a protecção dos trabalhadores. Em resultado, diversas audiências foram efectuadas pelo congresso, fazendo referência a que a OSHA não aplica as normas no que respeita à protecção dos trabalhadores. Neste seguimento, a OSHA veio agora identificar pelo menos 30.000 fábricas nos EUA em risco de explosão através de poeiras inflamáveis. Além disso, na Europa, estima-se que ocorrem aproximadamente 2200 explosões, por ano, deflagradas devido a poeiras inflamáveis. À medida que as indústrias de processo iam tomando conhecimento deste problema potencialmente devastador, a Pepperl+Fuchs desenvolveu um sistema de purga e pressurização que facilmente protege pessoas e fábricas, assim como o ambiente envolvente. Quando se trata de sistemas de purga e pressurização, é importante saber que os requisitos para atmosferas que envolvem poeiras são diferentes das atmosferas que envolvem gases. 1. A purga não é indicada para ambientes com poeiras. A poeira acumulada dentro do invólucro, não consegue sair do invólucro através da ventilação, uma vez que a ventilação necessitaria de uma grelha corta-fogo. O invólucro deve ser limpo manualmente, selado e posteriormente pressurizado de forma a impedir a entrada de poeira. 2. O sistema de purga utilizado deverá ser certificado para poeiras. Esta especificação é reconhecida na Europa e na Ásia, onde é feita a distinção das zonas, 0, 1 e 2 para gases e 20, 21 e 22 para

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poeiras. No entanto, é por vezes negligenciada e entendido que o Tipo X ou o Tipo Z dos invólucros são ambos certificados para atmosferas com gás e poeira. É sempre conveniente certificar de que aplicação se trata e em que zona irá ser instalado o equipamento. A Pepperl+Fuchs possui dois sistemas de purga e pressurização da gama Bebco EPS que são certificados para instalações com poeiras inflamáveis: a série mais completa - 6000 e a série mais compacta e económica - 5000 Q. A série 6000 é indicada tanto para poeiras como para gases inflamáveis, sendo certificada como Classe I/II Divisão 1, Atex e IECEx para zona 1/21. O novo invólucro, certificado como sendo à prova de fogo, da série 6000 em aço inoxidável engloba, a interface com o utilizador, a caixa de terminais e opcionalmente os módulos de temperatura. A caixa com protecção IP66 é um acessório para utilizar juntamente com o kit de componentes da série 6000 e que pode ser instalada em zonas com poeiras. O kit de componentes de purga permite que a série 6000 seja instalada de forma personalizada dentro do invólucro de um equipamento para evitar a montagem externa. A interface para o utilizador pode ser instalada num local acessível ao utilizador mesmo quando situado numa zona classificada. O sistema de purga e pressurização da série 5000 Q, compacto, económico, eficiente, é indicado para atmosferas com poeiras e gases inflamáveis, o que permite aos utilizadores pouparem dinheiro e espaço, numa solução desenhada para ser instalada em zonas 2 ou 22. É um dos sistemas de purga e pressurização mais simples, flexível e fácil de utilizar. A selecção de programas disponíveis permite a escolher o programa que é capaz de satisfazer uma variedade de aplicações/necessidades e um sensor de pressão facilita a purga e a pressurização automática, através de uma electro-válvula. F.Fonseca, S.A. Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com · www.ffonseca.com


Correr até doer? A operação leva os equipamentos ao seu limite. A manutenção faz milagres para que estes se mantenham em funcionamento. O resultado é, muitas vezes, a deterioração dos activos de produção. Mas existe uma alternativa. Trabalho em equipa, com o suporte do programa SKF Operator Driven Reliability (ODR). Ao integrar as actividades de operação com a estratégia e práticas de fiabilidade da sua empresa, o Operator Driven Reliability promove a partilha de responsabilidade dos operadores sobre os activos de produção. Como? Assegurando ao operador acesso a tecnologia que permite a detecção antecipada dos problemas em desenvolvimento. Fornecendo um sistema de acções correctivas imediatas, para problemas graves. E alterando a cultura da sua empresa, onde as equipas de manutenção, operação e fiabilidade trabalham em conjunto assegurando o aumento de produtividade e lucro, a longo prazo. Interessado? Contacte a SKF Reliability Systems. Podemos mostrar-lhe como integrar o programa ODR na sua empresa, apoiando o processo de melhoria contínua gerando assim um, ainda mais, alto retorno do investimento. Estamos na corrida consigo!

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O MARLIN® Pro portátil é a ferramenta base para os operadores, aumentando a fiabilidade através da comunicação mais eficaz entre todas as equipas da fábrica.


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Novo sistema de monitorização FAG ProCheck O Grupo Schaeffler conta com um sistema de monitorização de última geração, o FAG ProCheck. Potente e flexível pretende evitar paragens não programadas na produção. Oferece uma elevada funcionalidade a um preço extremamente atractivo. O sistema baseia-se na plataforma de hardware CompactRIO, da National Instruments (NI), em combinação com o acreditado software Administrator 4 da FAG. Este sistema de monitorização, certificado segundo a directiva ATEX, é indicado para aplicações realizadas em condições ambientais difíceis. Por exemplo, regista continuamente os dados sobre a vibração, a temperatura e outros parâmetros do processo de fabrico, da indústria do aço, alumínio, cimento ou do papel. A seguir, os dados são analisados permitindo detectar os possíveis danos e as respectivas causas, numa fase bastante inicial, e tomar as medidas correspondentes atempadamente. Com isso reduz-se notavelmente os custos de manutenção. Disponível em várias configurações, com 8, 12 ou 16 canais. Múltiplos sinais analógicos e digitais de entrada e saída podem ser comparados com os dados das vibrações. Para a monitorização de sistemas complexos, o FAG ProCheck utiliza métodos e técnicas reconhecidas

no mercado como os parâmetros de frequências selectivas, a detecção da envolvente e a monitorização de tendências. Graças à sua flexibilidade, escalabilidade e ao seu design resistente, este dispositivo pode ser utilizado em todos os sectores da indústria. As reduzidas dimensões construtivas e a elevada conectividade permitem integrar facilmente o sistema de monitorização do estado no posto de comando e controlo (PLC e SPS). Graças a um novo sistema de contactos de ligação e aos algoritmos de filtros digitais, é muito fácil ampliar e adaptar o sistema de acordo com as necessidades do utilizador. Além disso, o FAG ProCheck permite configurar, analisar e comparar os dados com a máxima flexibilidade, o que permite realizar o prognóstico do estado da máquina com uma alta fiabilidade. Graças à sua ampla memória, o sistema está equipado para trabalhar durante um período prolongado com total autonomia, no caso de haver interrupções da rede ou do sistema. Schaeffler Iberia, s.l.u. Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com · www.schaeffler.pt

Segurança em altura Em aplicações verticais de calhas porta-cabos articuladas as alturas são cada vez maiores, os cursos mais longos e tudo isto com elevadas velocidades e acelerações. Podem acontecer frequentemente movimentos laterais bruscos da calha articulada particularmente com elevadas acelerações transversais, por exemplo, na direcção das estantes. No caso da calha embater devido à sua dinâmica, em suportes metálicos ou paletes, podem ocorrer rupturas. Para este fim a igus, especialista em calhas porta-cabos, acabou de desenvolver o sistema “Guidelok Slimline (SL)”. A calha articulada mantém-se sempre alinhada com segurança em colunas e de torres até mais de 50 metros. O novo sistema é destinado a aplicações de calhas porta-cabos articuladas verticais com grandes alturas de elevação em armazéns automáticos, elevadores e dispositivos de transporte de materiais. Através de uma montagem compacta e fácil, este sistema torna o transporte de energia e dados seguro em armazéns de mercadorias e frigoríficos, gruas ou por exemplo em instalações eólicas. Se antigamente a calha porta-cabos articulada suspensa era guiada verticalmente com um perfil fechado ou com outra solução semelhante, hoje em dia é possível prescindir de tais guiamentos dispendiosos e complicados. A partir de agora já não é necessário uma guia contínua em metal, o que leva a uma redução do custo das guias até 80%, segundo afirmações da igus. Graças

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a um truque de construção, a calha articulada encaixa no novo sistema “Guidelok SL” através de dispositivos em plástico basculantes. A calha funciona livremente e de forma segura entre pequenos segmentos metálicos de guia. Estas unidades de guia de fácil montagem e económicas, segundo indicações do fabricante, são aplicadas em intervalos de somente dois metros. Dois dispositivos basculantes nos segmentos da guia, activados automaticamente, fixam a calha articulada na sua posição. Os dispositivos basculantes – peças fulcrais deste sistema – formam um mecanismo de travamento que funciona do seguinte modo: quando a curva da calha passa pelo segmento da guia, o dispositivo basculante é activado mantendo a calha articulada fixa na sua posição. Este mecanismo, além de tornar o funcionamento seguro, também permite um funcionamento suave, baixando claramente o nível sonoro. Para além disso, no caso de manutenção, o acesso à calha articulada é extremamente mais fácil, visto já não se encontrar numa guia contínua. O novo sistema “Guidelok SL” já é usado com êxito em vários fabricantes de armazéns automáticos. igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt


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Rittal lança nova linha de produtos “Hygienic Design” A Rittal lançou uma nova linha de produtos exclusivamente para a Indústria Alimentar, Bebidas e Farmacêutica. A Rittal Hygienic Design é uma linha de envolventes desenvolvida especificamente para garantir uma limpeza e desinfecção fácil e rápida, reduzindo drasticamente o risco de contaminação bacteriológica e aumentando a produtividade da empresa. A particularidade deste produto é a inserção de um tecto com inclinação de 30º, que se sobrepõe à porta frontal, evitando que os líquidos escorram directamente para o interior. A porta contém um rebordo interior em silicone, com alta resistência a soluções alcalinas e ácidas, detergentes e desinfectantes. Estes envolventes são fabricados em aço inoxidável. A placa de montagem tem as mesmas dimensões das caixas AE e poderá ser escolhida entre os diferentes materiais. Todos os apoios murais ou de chão estão desenhados de forma a deixar espaço entre o produto e a superfície e a não permitir a acumulação de resíduos e sujidade. Estes produtos foram desenvolvidos segundo as mais exigentes normas internacionais, que regulam as instalações da Indústria Alimentar, DIN EN 1672-2:2005 e DIN EN ISO 14 159. Algumas empresas internacionais de referência, como por exemplo, Coca-Cola, Carlsberg, Elpozo, Danish Crown e Deutsche See, já usam os novos equipamentos Hygienic Design nos seus processos de fabrico, tornando-se assim mais competitivas. A Rittal oferece a “chave” para optimizar a higiene em todos os sectores com Hygienic Design. Rittal Portugal Tel.: +351 256 780 210 · Fax: +351 256 780 219 info@rittal.pt · www.rittal.pt

ROLLON: calhas especiais para indústria de transportes A ROLLON disponibiliza uma gama de sistemas de guiamento e calhas telescópicas de elevado desempenho para utilização na indústria de transportes. Desde calhas telescópicas para suporte de elevadas cargas a guiamentos de plataformas móveis, existe sempre um produto adequado aos seus requisitos específicos. REIMAN – Comércio de Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 229 618 090 · Fax: +351 229 618 001 geral@reiman.pt · www.reiman.pt

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SEW-EURODRIVE PORTUGAL lançou novos tamanhos da Série X O aumento da procura de redutores industriais para accionamentos de grandes transportadores, moinhos e de maquinaria pesada em geral, tem crescido continuamente nos últimos anos. A SEW-EURODRIVE respondeu a esta solicitação lançando os novos tamanhos da já conhecida Série X. Com este lançamento, a Série X passa a ter disponível em redutores helicoidais ou cónicos, uma gama de binários de 58.000 Nm a 475.000 Nm. A Série X foi totalmente desenvolvida pela SEW-EURODRIVE e é produzida na nova fábrica de redutores industriais da SEW, na Alemanha. A Série X está agora disponível desde o tamanho 180 ao tamanho 320. Estas unidades possuem capacidade de suportar elevadas cargas radiais e axiais, baixo nível de emissão de ruído e possuem uma impressionante relação peso/potência transmitida. Podem incluir bombas de lubrificação, filtros, sistemas de arrefecimento e unidades de monitorização da condição. Os redutores industriais

da Série X podem ser seleccionados utilizando o software de projecto da SEW, com desenhos dimensionais 2D e 3D CAD disponíveis online. A Série X caracterizase pelos 2, 3 e 4 estágios de redução, um binário de saída de 58 kNm a 475 kNm, uma relação de transmissão de i= 6,3 a i= 400, para além de inovadoras formas de arrefecimento. O cárter simétrico é feito em ferro fundido anti-ruído e o cárter pode ser em monobloco ou bipartido (dependendo dos tamanhos), e como opção possui um cárter em ferro fundido esferoidal (GGG40 ou construção mecano-soldada). A série X possui unidades especiais para elevadores de alcatruzes, e fornece um conjunto adaptado às necessidades de cada cliente e aplicação (motor eléctrico, acoplamento, freios externos e bases metálicas). SEW-EURODRIVE PORTUGAL Tel.: +351 231 209 670 · Fax: +351 231 203 685 infosew@sew-eurodrive.pt pt · www.sew-eurodrive.pt www.

Novo alinhador laser de veios, Easy-Laser® O novo sistema Easy-Laser E710 permite a verificação do resultado, através de imagens ao vivo em 3D na unidade de leitura. O sistema Easy-Laser® é um sistema de alinhamento integral no próprio sentido da palavra. Este sistema oferece todas as funções para o alinhamento de eixos, mas também programas para a detecção de pata coxa, alinhamento de máquinas verticais. Com vários acessórios também é possível fazer alinhar transmissões de correias com precisão digital e controlar os níveis de vibração. A unidade de medição sem cabos (laser/detector) permite trabalhar com uma maior liberdade e flexibilidade. Os valores de medição podem ser registados através de uma rotação do veio de apenas 40º. Pode então fazer o alinhamento ao vivo com as unidades de medição colocadas em qualquer posição em redor do veio. Os programas de consola de visualização estão disponíveis em

vários idiomas, incluindo em português. Com este novo alinhador laser de veios pode trabalhar sem fios e através do Bluetooth®. Além disso possui um sistema de gestão de energia Endurio™ que garante uma maior autonomia para um maior tempo de funcionamento. O produto facilita ainda o trabalho de medição através de um sistema de código de barras, e tem uma garantia de 2 anos. Sistran – Engenharia e Sistemas Industriais, Lda. Tel.: +351 214 413 380 · Fax: +351 214 413 581 sistran@sistran.pt · www.sistran.pt

Nova câmara termográfica i3 da FLIR A Specman, distribuidor da FLIR no nosso país, lançou a nova câmara termográfica i3 da FLIR. A nova câmara termográfica i3 da FLIR é adequada para utilização em aplicações de monitorização da condição de sistemas eléctricos e sistemas mecânicos pela medição & análise termográfica. A nova câmara termográfica FLIR é extremamente compacta e leve (< 340 gramas), fácil de utilizar, com uma resolução de 60 por 60 pixéis, uma sensibilidade térmica de < 0,15º C, um campo de visão de 12,5º por 12,5 e uma distância mínima de operação de 0,6 metros. Possui ainda um visor LCD 2,8”

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a cores, com uma gama de temperatura de medição de -20º C a +250º C, com um armazenamento de termogramas em formato JPEG em cartão mini-SD e uma alimentação por bateria recarregável Li-ion com autonomia de 5 horas de operação contínua. O software QuickReport™ está incluído e existe uma boa relação valor/ características técnicas. Specman, Lda. Tel.: +351 217 935 017 · Fax: +351 217 951 085 Tlm.: +351 916 346 006 specman@specman.pt · www.specman.pt


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SKF celebra importante contrato com a Goldwind Foi adjudicado à SKF um contrato no valor de cerca de 500 milhões de SEK com a Goldwind, um dos principais fabricantes de turbinas na China. Esta é uma das maiores encomendas de sempre da SKF no sector de energia eólica. A Goldwind seleccionou o rolamento SKF Nautilus para aplicação no veio principal para a sua nova turbina de 2,5 MW. Os rolamentos SKF Nautilus serão entregues durante 2011 e o primeiro trimestre de 2012. O rolamento da SKF Nautilus, lançado em 2005 tem sido muito bem recebido pelo mercado, e a crescente procura levou a novos investimentos nas fábricas em Schweinfurt e Dalian. Segundo Henrik Lange, Presidente da SKF Industrial Division: “Estamos muito satisfeitos em assinar este contrato com Goldwind, atendendo a que a empresa é um parceiro de grande valor para a SKF e também porque a indústria eólica é um mercado importante para nós e um segmento crescente na China. Este é um reconhecimento das tecnologias e serviços que oferecemos ao mercado. Este contrato demonstra, da mesma forma, o compromisso de longo prazo da SKF para apoiar os nossos clientes, fornecendo produtos de alta qualida-

de e soluções, bem como contribuindo para uma comunidade sustentável.” Por outro lado, Wu Gang, Presidente do Conselho da Goldwind afirmou que “Durante os últimos anos, temos tido um excelente relacionamento com a SKF, que nos forneceu produtos de classe mundial e suporte técnico. Somado a isto, a SKF também tem oferecido soluções integradas de I&D que se têm provado grande valor para as nossas turbinas eólicas.” A Goldwind e a SKF têm trabalhado juntas por muitos anos e assinaram um Acordo de Parceria Estratégica, em 2006, com a ambição de reforçar a cooperação entre ambas. Durante os últimos anos, desta parceria resultou o aparecimento de tecnologia avançada, desenvolvida em simultâneo com a procura de energia fornecida por turbinas eólicas, que cresceu rapidamente na China. Em 2010, a SKF recebeu um Prémio da Goldwind como melhor fornecedor global. SKF Portugal – Rolamentos, Lda. Tel.: +351 214 247 000 · Fax: +351 214 173 650 geral.pt@skf.com · www.skf.pt

FMBB NEO, alta gama da série de EMI-Filtros A Schurter está a expandir a sua família de filtros Linha-EMI com a nova série de filtros compacta e de elevada gama NEO para sistemas de uma fase. Os três modelos de filtros são caracterizados pela sua elevada simetria e atenuação assimétrica. Eles estão disponíveis na Rutronik com um terminal de ligação rápido ou um parafuso de ligação. Fios com pontas flexíveis estão disponíveis mediante pedido. O filtro Design C atenua potencialmente as interferências fortemente conduzidas. O Design D serve para atenuar as interferências de elevada frequência e o Design F é apropriado para atenuar as baixas frequências de ruído. O filtro de uma fase FMBB NEO está dimensionado para um filtro 250 VAC numa corrente nominal de 1-36A de acordo com a IEC e 125/250VAC, de 1-36A de acordo com

o IEC e 125/250 VAC, 1-30A de acordo com a UL/CSA. O compacto filtro-EMI do projecto EMI deve ser utilizado com conversores de frequência, processador de motores, Sistemas UPS, e conversores de corrente. As versões médicas com correntes de fuga <80 μA (M80) e <5 μA (M5) estão disponíveis mediante pedido. As aprovadas e qualificadas séries ENEC e cURus estão qualificadas para serem utilizadas em equipamentos de acordo com o IEC/EN standard 60950. RUTRONIK Elektronische Bauelemente GmbH Tel.: +351 252 312 336 · Fax: +351 252 312 338 rutronik_pt@rutronik.com · www.rutronik.com k_pt@rutr

Novo câmara termográfica da Trotecc A câmara termográfica Trotec apresenta um conjunto de soluções únicas de medição de temperatura através de tecnologia radiométrica, fabricado na Europa. Estas câmaras termográficas permitem a obtenção de imagens em tempo real, mas também permitem obter uma boa resolução geométrica e uma positiva sensibilidade térmica. A Trotec disponibiliza 7 modelos diferentes, com diferentes características e com o objectivo de ir ao encontro das aplicações e necessidades específicas do cliente. A função Duo-Vision é uma das características destas câmaras termográficas

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e permite-lhes perm pe apresentar em simultâneo uma imagem digital e outra radiométrica. Permite anotações verbais, e tem incorporada uma máquina digital com flash para a iluminação em locais escuros. Além disso, possui um nível de alerta para temperaturas mais elevadas e ainda a transferência de imagens para um software de análise através da chave USB. Sistran – Engenharia e Sistemas Industriais, Lda. Tel.: +351 214 413 380 · Fax: +351 214 413 581 sistran@sistran.pt · www.sistran.pt


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Nova série de ópticas Inspect.X de Qioptiq A Qioptiq lança três novas séries de ópticas de grande formato para câmaras lineares ou matriciais. A série de ópticas Inspec.X M foi desenvolvida para câmaras lineares ou matriciais com sensores de até 35 mm e distâncias focais de 50 e 100 mm. A série Inspec.X L foi desenhada para câmaras lineares ou matriciais com sensores de até 66 mm e distâncias focais entre 60 e 105 mm e a série Inspec.X UV-Vis, desenhada especialmente para aplicações no campo Ultravioleta. A série Inspec.X L é formada por 12 lentes. Enquanto os modelos de lentes 4/60 e 4/100 estão optimizados para uma magnificação de 1:30 e 1:20, as quatro variantes de 5.6/105 estão optimizadas para 1:3, 1:2, 1:1,5 e 1:1, respectivamente. A Inspec.X L4/105 3X e Inspec.X L4/105 3.5X estão optimizadas para uma magnificação de 3:1 e 3,5:1. A Inspec.X L3.5/105 5X está desenhada para oferecer uma difracção limitada a 5 aumentos. Para as três ópticas de alta magnificação com 3X, 3.5X e 5X, existe uma segunda versão que se corrige com um prisma divisor de feixe no lado do objecto. Todas as lentes cobrem os sensores lineares de até 66 mm de longitude e a excelente resolução torna possível o uso das lentes para os tamanhos de pixel de até 5 μm. A 4/60 e

4/100 podem estar equipadas com a unidade de enfoque modular e uma ampla gama de suporte de câmaras diferentes, enquanto as ópticas de 105 mm podem-se montar através de uma ranhura em V. Mediante o uso desta ranhura em V pode-se utilizar o melhor azimute (marcação de fábrica). A medida que a ranhura em V está presente em ambos os extremos das lentes 5.6/105 mm, isso pode facilitar a utilização da posição retro para conseguir uma ampliação de 3:1, 2.1 e 1,5:1 respectivamente. As ópticas Inspec.X L5.6/105 e Inspec.X 4/105 têm disponível um sistema de tubos optimizado com ajustes precisos da magnificação. Este sistema de adaptação está disponível para câmaras com rosca M72 Infaimon Tel.: +351 234 312 034 · Fax: +351 234 312 035 infaimon.pt@infaimon.com · www.infaimon.com

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Soluções para uma manutenção condicionada A Sistran pretende ter as melhores soluções de manutenção condicionada, e por isso, apresenta o novo colector/analisador de vibrações CSI 2130. Este colector de dados CSI 2130 de 2 canais e um trigger também é um analisador de vibrações rápido, com um módulo de equilibragem e um módulo de alinhamento a laser. Tudo isto num único instrumento de medida. Garante uma elevada velocidade de aquisição cujo algoritmo de controle se encontra optimizado para adquirir rapidamente as leituras em rotina. Este analisador está equipado com as mais recentes soluções tecnológicas. É portátil, resistente e compacto para ser utilizado em qualquer ambiente industrial. É um sistema operativo lógico

e acessível, o que lhe garante uma rápida curva de aprendizagem. O seu formato modular permite a adição de novas capacidades quando necessárias. Este é um objecto compatível com AMS Suite da Emerson. A Sistran é o representante exclusivo para Portugal dos Equipamentos de Manutenção Condicionada Emerson / CSI. Sistran – Engenharia e Sistemas Industriais, Lda. Tel.: +351 214 413 380 · Fax: +351 214 413 581 sistran@sistran.pt · www.sistran.pt

Conectividade EtherCAT para inversores distribuídos A NORD Drivesystems oferece uma caixa de tecnologia para a integração de inversores SK 200E montados em motor em redes EtherCAT e o ambiente de tecnologia de controlo Beckhoff. O bus de campo baseado na Ethernet oferece vantagens significativas, sobretudo para as redes distribuídas, como sistemas transportadores. A nova caixa EtherCAT da NORD liga eficazmente, em termos de custos, um vasto número de inversores a uma única linha de bus, uma vez que não há necessidade de repetidores ou de interfaces de bus master adicionais. O módulo de bus pode ser montado directamente na unidade de interface do SK 200E, ou separadamente, do inversor através de um kit opcional de montagem de parede. A linha de bus EtherCAT é ligada à caixa através de um conector M12. Adicionalmente, a caixa conta com oito entradas de 24 V e duas saídas de 24 V. Uma única caixa de tecnologia

pode ligar até quatro inversores através da EtherCAT. Uma interface RS232/RS485 integrada permite o acesso no local aos parâmetros do módulo de bus e aos inversores ligados, através de uma unidade de controlo manual SK PAR ou através do software NORDCON PC. A caixa de tecnologia EtherCAT possui um grau de protecção padrão de IP55, e pode ser fornecida para IP66 mediante pedido. Todos os modelos de inversores SK 200E fornecem um controlo de potência de corrente sem sensor, um brakechopper e um módulo de controlo para um travão electromagnético. Também o modelo básico permite o controlo de velocidade (sinal de entrada HTL do codificador incremental) e o controlo de posicionamento, por meio da função POSICON integrada. Esta vasta gama de características inclui a função de segurança integrada “Safe Stop” e uma placa de interface para o sistema de bus AS-Interface. Em www.sk200e.de, um sítio web dedicado ao tema, apresenta, com maior detalhe, toda a gama de modelos, as suas características e áreas de aplicação. NORD Drivesystems PTP, Lda. Tel.: +351 234 727 090 · Fax: +351 234 727 099 info@pt.nord.com · www.nord.com

Optiport plus E2: teclado remoto e display para variadores INVERTEK O Optiport Plus e o Optiport E2 são dispositivos inteligentes com micro-controlador incluído, e que permitem o controlo remoto de variadores INVERTEK. O Optidrive Plus pode estar ligado a um Optidrive Plus 3GV/VTC ou a uma rede de Optidrives utilizando uma interface eléctrica. O Optidrive E2 conecta a Optidrives E2, isoladamente ou em rede. Os Optiport são unidades que funcionam como o teclado remoto e display para o Optidrive com mesmo endereço na rede. O layout físico e ao funcionamento do teclado replicam exactamente o existente no Optidrive. Como principais benefícios enumeram-se o controlo em tempo real e informação de estado no display, uma única

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ligação para alimentação e dados, comunicação com qualquer unidade compatível numa rede, IP54 no painel, display de LEDs, teclado de membrana, função de bloqueio de teclado e cabo de 3 metros incluído. REIMAN – Comércio de Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 229 618 090 · Fax: +351 229 618 001 geral@reiman.pt · www.reiman.pt


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Câmara termográfica Ti32 da Fluke Concebida para profissionais exigentes, a Ti32 da Fluke é uma ferramenta que o profissional pode levar para qualquer local, desde a resolução de problemas até à detecção de potenciais falhas durante o serviço e a manutenção habituais. Com uma qualidade de imagem superior, lentes opcionais, baterias substituíveis no terreno e uma interface de utilizador intuitiva, a robusta Ti32 é adequada para engenheiros experientes e ocupados, e que estão sempre em trabalho em diferentes locais. A Ti32 está optimizada para utilização no terreno em ambientes de trabalhos duros, é fabricada e testada para resistir a uma queda de 2 metros para uma absoluta tranquilidade, e além disso, é resistente ao pó e à água, ensaiada de acordo com uma classificação IP54. Proporciona imagens claras e nítidas necessárias para detectar os problemas rapidamente, com o seu sensor de 320 x 240. Além disso permite identificar, com a melhor sensibilidade térmica da indústria (NETD), pequenas diferenças de temperatura que podem indiciar problemas. A Fluke Ti32 tem ainda um alinhamento automático (paralaxe

corrigida) de imagens visuais e por infravermelhos com a tecnologia patenteada IR-Fusion® da Fluke. As opcionais lentes teleobjectiva e grande angular garantem uma maior versatilidade e aplicações especiais, de instalação fácil no terreno. As baterias substituíveis no terreno oferecem uma boa flexibilidade para trabalhar onde desejar, e o intuitivo menu de três botões é fácil de usar, bastando navegar com um dedo. O papel e a caneta são desnecessários com este produto da Fluke visto que pode guardar os registos que efectuar bastando-lhe falar para a câmara, e pode fazer anotações de voz com cada imagem gravada, e os comentários de voz são guardados com cada imagem individual para uma referência futura. Outras das características que lhe garante facilidade no manuseio são a capacidade de focagem com apenas uma mão, correcção da emissividade, compensações de temperatura reflectida e correcção da transmissão, que aumentam a precisão das medições em muitas situações. Para facilitar o trabalho, a Fluke Ti32 possui uma pega manual para a mão esquerda ou direita. AresAgante, Lda. Tel.: +351 228 329 400 · Fax: +351 228 329 399 geral@aresagante.pt · www.aresagante.pt

Sistema de comando configurável PNOZ Multi da Pilz com interface Ethernet Com configuração livre, multifuncional, e personalizada, o sistema de segurança PNOZ Multi da Pilz é aplicável em vários sectores da construção de máquinas. Com o PNOZ Multi, as funções de segurança podem ser monitorizadas de forma segura, as tarefas de comando standard solucionadas. Todas as funções necessárias são criadas no PC com um bom software de configuração. A partir de agora a Pilz oferece o PNOZ Multi com interface Ethernet em toda a gama, adaptando-o à nova tendência na utilização da Ethernet a nível industrial. Tem um switch integrado com duas portas, interface TCP/ IP para download do projecto, leitura dos dados de diagnóstico, parametrização de entradas virtuais e leitura de saídas virtuais para

funções standard. Já se encontra disponível a utilização de Modbus TCP como rede de campo, fazendo apenas uso das portas integradas, sem ter que utilizar o módulo PNOZ mc8p. Os módulos com porta Ethernet integrada são: PNOZ m0p ETH, PNOZ m1p ETH, PNOZ m2p ETH e PNOZ m3p ETH. Pilz Industrieelektronik S.L. Tel.: +351 229 407 594 · Fax: +351 229 407 595 pilz@pilz.pt · www.pilz.pt

Rutronik apresenta o módulo M-bus wireless da Telit O novo módulo ME50-868 da Telit pertence à última geração de produtos wireless M-bus. Suporta ligações uni- e bidireccionais RF de 868 MHz entre as medições de gás, água, calor ou electricidade e concentradores. O novo módulo para medições eléctricas inteligentes wireless já se encontra disponível no distribuidor Rutronik. A operar com potências ultra-baixas (<1 μA em standby), o módulo ME-50-80 com LGA (Land Grid Array), a tecnologia de suporte oferece longa duração da bateria e baixos requisitos na manutenção. Equipado com um interface RS232 e digital, bem como entradas e saídas analógicas, o módulo pode ser facilmente integrado em

diversos sistemas, reduzindo o tempo e o investimento gasto no desenvolvimento. A ligação 122dB fornece uma gama de até 2,000 metros. A ME50-868 é um pino-a-pino compatível com os módulos da Telit nas famílias ZE, NE e LE, e é compatível com a EN 13757, Parte 4 e Parte 5. RUTRONIK Elektronische Bauelemente GmbH Tel.: +351 252 312 336 · Fax: +351 252 312 338 rutronik_pt@rutronik.com · www.rutronik.com

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Motor de luz para dimensões standard para os LED da Samsung O LED da Samsung disponibiliza um motor de luz pronto a utilizar para luminárias de tecto 60 cm x 60 cm ou outras dimensões. O motor de luz oferece uma vida útil mais longa, uma distribuição de luz branca e saída de luz alta muito homogénea. Está disponível actualmente no distribuidor Rutronik. O motor de luz é construúido sobre a base do LED 80 x 0,5W (dimensões PCB 259 mm x 259 mm), o qual foi construído para esta aplicação com um CRI maior do que 80. Quatro motores de luz são colocados numa luminária completa e garante-se um fluxo lumi-

noso de 3800 lm (incluindo as perdas do difusor). A Samsung pode oferecer uma fonte de alimentação desenhada para este produto. O motor de luz está disponível em diferentes CCT de 6.500-3.500K e oferece uma caixa que é mais pequena do que um eclipse de 3 passos McAdams. Isto é conseguido através da transferência da tecnologia de iluminação do painel TV LCD, o qual requer a tolerância de um ponto de cor mais pequeno do que 0,005 (u’v Diagrama CIE). O motor de luz foi projectado para atingir mais de 50 mil horas (MTTF 70%) numa temperatura ambiente de 50º C, mais parecido com a temperatura ambiente do que a temperatura de referência standard dos dados do MTTF de 25º C. Outras dimensões e valores de saída de luz deste motor de luz estão disponíveis. RUTRONIK Elektronische Bauelemente GmbH Tel.: +351 252 312 336 · Fax: +351 252 312 338 rutronik_pt@rutronik.com · www.rutronik.com

EGITRON / Mecmesin: MultiTest-xt - Máquina Universal de Ensaios controlada por touch- screen A Mecmesin, cujo representante oficial em Portugal é a empresa EGITRON, lançou recentemente no mercado a nova gama de máquinas universais para testes de força, a MultiTest-xt. Estas novas máquinas são uma versão melhorada das suas antecessoras MultiTest-x, as quais vêm substituir, adicionando-lhes um ecrã touchscreen e uma série de funcionalidades associadas. Tal como o anterior modelo este é um sistema simples, criado para ser manuseado com o mínimo treino, adequado para a maioria de testes de rotina de produção e Controlo de Qualidade, destinados a uma grande variedade de produtos, materiais e componentes. A totalidade da sua gama cobre capacidades desde os 1.000 N até aos 50.000 N. Devido ao seu ecrã táctil e à não necessidade de utilização de computador, este sistema é adequado para a linha de produção/ambiente fabril, mas pode ser colocado em laboratório. A facilidade de manuseamento e a necessidade de treino reduzido podem sem comprovadas através da activação da máquina com apenas alguns toques no ecrã, iniciando assim a realização de testes de força com rapidez e precisão. Para além disso existe também uma simbologia visual bem demarcada através de um código de cor, que facilita a identificação de testes bem-sucedidos (“PASS”) ou chumbados (“FAIL”), e consequente selecção, rápida e sem dúvidas das amostras. Para tornar a selecção de opções de teste ainda mais rápida é possível aceder facilmente aos “5 testes favoritos”, ou seja, aos 5 mais utilizados. A selecção no menu é simples e imediata, o que facilita a aprendizagem intuitiva do equipamento pelo operador. Relativamente às formas de apresentação da informação recolhida, esta é apresentada no ecrã, em forma de gráfico ou tabela. Graficamente é possível navegar pelos dados recolhidos, para que seja rápida a observação e identificação de alterações no desempenho da amostra.

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A possibilidade de apresentar os dados em forma de tabela é vantajosa para a comparação entre diferentes testes. São ainda disponibilizados tipos de relatório standard e personalizáveis que podem ser guardados na consola ou exportados. Números ilimitados de testes podem ser criados e guardados na própria MultiTest-xt proporcionando ao administrador a possibilidade de alterar a realização dos testes para corresponder às suas necessidades actuais e futuras. Existem áreas protegidas por password que separam administradores dos restantes operadores, prevenindo alterações acidentais aos programas de teste. Estes programas de teste são divididos por 3 módulos: ‘Quick Test’ para testes básicos de força; ‘Program Test’ para rotinas de teste standard; e ‘Advanced Test’ para rotinas sofisticadas. Em suma, este é um sistema de teste de força, fácil de usar, bastante versátil e que foi especificamente criado para ambientes onde o processamento rápido de produtos, a produtividade e a redução de tempo de treino dispensado são todos pontos de importância vital. EGITRON - Engenharia e Automação Industrial, Lda. Tel.: +351 227 471 120 · Fax: +351 227 471 129 info@egitron.pt · www.egitron.pt


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F.Fonseca apresenta o novo detector multigás Portátil VENTIS da Industrial Scientific O VENTIS é um detector multigás portátil, configurável de 1 a 4 gases disponíveis: Oxigénio (O2), gases combustíveis (LEL), e dois dos seguintes gases tóxicos (CO, H2S, NO2 e SO2). É adequado para espaços confinados e monitorização contínua pessoal em ambientes perigosos, assegurando a segurança dos trabalhadores nos vários tipos de indústria. Em espaços confinados, o Ventis pode colher amostras a 30 metros de distância, com a opção de bomba. Possui, como alertas para os utilizadores, um alarme sonoro, um alarme visual (LED brilhante), e um alarme vibratório.

O detector multigás Ventis da Industrial Scientific é altamente configurável, em que o utilizador pode escolher uma vasta gama de sensores, baterias, carregadores, com ou sem bomba e cor da carcaça. Dentro das opções da bateria, está disponível uma versão com capacidade extra, o que permite um funcionamento ininterrupto até 20 horas (na versão sem bomba). A opção da carcaça em cor laranja, permite uma maior visibilidade do equipamento em ambientes escuros. O modelo está disponível no serviço iNet. Com este serviço o cliente não compra um detector de gás, mas sim um serviço de detecção de gás.

F.Fonseca, S.A. Tel.: +351 234 303 900 · Fax: +351 234 303 910 ffonseca@ffonseca.com · www.ffonseca.com

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Conjunto adequado para alinhamento e tensionamento de correias de accionamento A obtenção de um máximo desempenho e uma óptima durabilidade de correias depende do correcto alinhamento e tensionamento. O SMARTY2 E TRUMMY2 são dois instrumentos de precisão que também permitem evitar falhas prematuras de rolamentos, reduzir o ruído e economizar energia e custos de manutenção. O Top-Laser TRUMMY2 e SMARTY2 são utilizados correias para ventiladores, transportadores, bombas, compressores, entre outros. O Top-Laser TRUMMY2 tem várias vantagens como uma óptima medição e ajuste da tensão de correia, indicando os parâmetros de frequência natural (Hz) ou tensão estática (N). É própio para uma utilização em locais de difícil acesso, por meio de um sensor com cabo incluído no formecimento. A sua utilizacão é tão fácil que pode ser realizada apenas com uma mão. O Top-Laser SMARTY2 é mais preciso do que métodos de alinhamento convencionais: alinhamento por feixe laser de referência e determina de uma forma precisa e regista o alinhamento da máquina

através de um indicador opcional digital em tempo real do desalinhamento. Para além de todas estas vantagens ainda existem outras como: uma significativa redução do desgaste dos componentes do accionamento, um maior tempo de operação e uma maior fiabilidade das máquinas, custos de energia reduzidos, uma maior eficiência de custos e uma grande facilidade na utilização e no manuseamento. Com o FAG Top-Laser SMARTY2 e o FAG Top-Laser TRUMMY pode reduzir o desgaste de correias e polias, evitar danos subsequentes em rolamentos e veios, minimiza o risco de paragens não planeadas. Irá também optimizar a eficiência das máquinas e reduzir o consumo de energia, ruído e vibrações.

Schaeffler Iberia, s.l.u. Tel.: +351 225 320 800 · Fax: +351 225 320 860 marketing.pt@schaeffler.com · www.schaeffler.pt

Família de sensores fotoeléctricos WORLD BEAM® QS30 com dois sensores A família de sensores fotoeléctricos WORLD BEAM® QS30 da Banner/Bresimar, inclui agora sensores de campo com supressão de fundo e supressão de frente ajustáveis. A Banner Engineering introduz dois sensores de campo ajustáveis de médio alcance à família das WORLD BEAM® QS30 – um modelo de supressão de fundo e um outro de supressão de frente. O QS30AFF400 (supressão de frente) e o QS30AF600 (supressão de fundo) foram criados para expandir a crescente gama de sensores de campo ajustáveis de curto e longo alcance. Os sensores fotoeléctricos utilizam uma tecnologia avançada baseada num sensor de imagem linear permitindo, assim, criar novas soluções para aplicações industriais mais exigentes. Aplicações e detecções do tipo tudo ou nada em alimentadores de peças rotativos/vibratórios e detecção de embalagens em telas transportadoras tornaram-se agora fáceis, de resolver. A utilização de um sensor de imagem de 128 pixeis tornam o QS30 resistente a choques mecânicos e vibrações, permitindo assim um processamento avançado para maximizar o seu alcance e minimizar os efeitos da cor no objecto. O sensor QS30AFF400 oferece supressão de frente e normalmente é aplicado em casos de fundo fixo e boa reflexão, permitindo

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assim a detecção precisa de objectos pouco reflexivos independentemente da sua cor e forma. Por outro lado, o QS30AF600 oferece uma detecção precisa de objectos quando o fundo não é fixo ou controlável, ignorando assim objectos por detrás do campo de detecção. O intervalo de detecção para todos os modelos é ajustável por potenciómetro ou remotamente por teach, utilizando uma entrada digital do sensor. O seu alinhamento também se torna mais fácil graças ao seu feixe de detecção visível a LED vermelho. Ambos os sensores estão disponíveis em diferentes modelos. Possuem um elevado grau de estanquicidade, encapsulamento epoxy e grau de protecção IP67, permitindo assim a sua utilização nos ambientes industriais mais severos e difíceis. A presença de uma rosca métrica de 30 mm na sua forma tornam-os acessíveis para uma fixação lateral, bem como para outras opções de montagem. A Banner é representada em Portugal pela Bresimar Automação. Bresimar Automação, S.A. Tel.: +351 234 303 320 · Fax: +351 234 303 328 / 9 Tlm: +351 939 992 222 bresimar@bresimar.pt · www.bresimar.com


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Testo lança nova geração de dataloggerss O especialista em equipamentos de medição, Testo, lançou no mercado uma nova geração de dataloggers, que se destacam devido ao seu elevado nível de facilidade de utilização e segurança absoluta, como por exemplo graças à protecção de password e cadeado antiroubo. Com uma actual gama de um total de 13 dataloggers, a Testo oferece a solução correcta para várias aplicações. Além dos 11 novos produtos da série testo 175 e testo 176, também inclui os dois mini dataloggers testo 174T e testo 174H. A série testo 175 consiste em 4 modelos de dataloggers compactos para a medição de temperatura e humidade. A série testo 176 contém 7 modelos de dataloggers que são especialmente adequados para aplicações em ambientes exigentes, tais como laboratórios. Uma inovação absoluta nesta série é o testo 176 P1, com o qual a pressão absoluta pode ser medida e documentada, além da temperatura e humidade. Todos os novos dataloggers da série testo 175 e testo 176 têm uma interface por cabo USB, bem como a possibilidade de utilização do cartão SD, tornando a leitura de dados rápida e fácil. A capacidade de memória consideravelmente elevada e a alimentação utilizando pilhas convencionais são outros pontos a favor destes novos produtos. A estrutura de menu de ape-

nas uma tecla permite um funcionamento muito fácil, intuitivo e sem erros. Três versões de software para programar e ler os dataloggers, assim como para análise dos dados, estão disponíveis para o utilizador. Além do novo testo ComSoft Basic 5, fácil de utilizar graças à nova interface gráfica, a Testo dispõe de um software dedicado ao sector farmacêutico e para utilizadores mais exigentes, o que cumpre com os requisitos do capítulo 11 do CFR21. A nova geração de dataloggers da Testo é adequada para a monitorização profissional da temperatura, humidade e pressão absoluta em várias áreas de aplicação. Entre estas estão a monitorização contínua da cadeia de refrigeração, registo de temperatura em laboratórios (por exemplo na indústria farmacêutica), assim como nas medições em processos industriais. Testo Portugal Tel.: +351 234 320 280 · Fax: +351 234 083 708 testo@testo.pt · www.testo.pt

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UNIMEC: uma gama completa de soluções Presente em aplicações tão distintas como a indústria aeronáutica e aeroespacial, o fabrico de papel e embalagens, indústria ferroviária, equipamentos de laminagem de aços e até na movimentação de palcos de teatro, a UNIMEC destaca-se como um dos maiores fabricantes mundiais de sistemas mecânicos de transmissão. Com uma produção 100% italiana e uma rede mundial de agentes e representantes, a UNIMEC é o fornecedor de soluções para a entidades tão distintas como a AIRBUS, Tetra Pack ou a ACR Theatrical Machinery. A UNIMEC disponibiliza uma gama completa de soluções de transmissão para a indústria: gatos mecânicos de

rosca trapezoidal, de esferas, tecnopolímero ou INOX; caixas angulares; diferenciais mecânicos; acoplamentos. A UNIMEC é representada em Portugal pela REIMAN. REIMAN – Comércio de Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 229 618 090 Fax: +351 229 618 001 geral@reiman.pt · www.reiman.pt

Design Unicase robusto O design NORD Unicase para motoredutores integra todos os mancais numa carcaça numa única peça, eliminando assim todas as superfícies de vedação que poderiam ser desviadas sob o efeito de torque ou forças radiais. O acabamento deste unicase é realizado com um gabarito original, em máquinas CNC no estado-da-arte. O conceito de unicase caracteriza-se pelos mais altos níveis de precisão, rigidez e força. Não há divisão entre as costuras da unidade e da carcaça do redutor que são submetidos a forças transversais ou torque. O princípio unicase permite que os eixos possam ser escalonados, resultando num design mais compacto, permitindo a utilização de rolamentos de rolos maiores para garantir uma longa

vida operacional. Os invólucros unicase proporcionam uma melhor vedação, um funcionamento silencioso, uma elevada capacidade de torque, um aumento da vida do lubrificante, uma máxima vida útil dos rolamentos e engrenagens, alta confiabilidade, entre muitas outras vantagens. Estão disponíveis em seis configurações de instalação, possibilidade de instalação feita em espelho-imagem, e ter o mesmo tamanho do invólucro, ou dimensões de instalação para todas as relações (estágios 2 e 3). NORD Drivesystems PTP, Lda. Tel.: +351 234 727 090 · Fax: +351 234 727 099 info@pt.nord.com · www.nord.com

Novos indicadores de painel de duas linhas da Red Lion na Bresimar O PAX2A tem um display principal LCD de 6 dígitos com 18 mm, onde pode indicar as variáveis de entradas, totalizador, mínimo, máximo ou setpoints. Este display principal tem 3 cores programáveis de fácil leitura: vermelho, laranja e verde. A mudança da cor pode ser ligada aos setpoints, permitindo ao operador uma visão no display da alteração das condições da aplicação – com actualizações até 160 vezes por segundo. O indicador de painel também possui uma segunda linha com display LCD de 9 dígitos verdes com 9 mm, que também podem ser programadas para qualquer um dos parâmetros acima indicados, permitindo aplicações que facilmente excedem um display normal de 6 dígitos. Além disso dispõe também de um indicador de 3 dígitos programável para as unidades de medida. O indicador de painel de duas linhas fornece uma funcionalidade universal, incluindo uma entrada universal. O mesmo contador aceita corrente DC, tensão DC, sinais de processo e sensores de temperatura termopares e RTD. O PAX2A também suporta uma

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alimentação universal – de 50 a 250 VAC ou 21.6 a 250 VDC. Com comunicação Modbus incorporada, juntamente com as cartas opcionais RS232, RS485, DeviceNet e Profibus, permite comunicar através de uma série de protocolos. As principais características que fazem o PAX2A particularmente eficaz e de operação simples são as entradas de processo universais (Corrente e tensão DC, sinais de processo, resistência, termopar ou RTDs), e a fonte de alimentação universal (50 a 250 VAC e 21.6 a 250 VDC). Bresimar Automação, S.A. Tel.: +351 234 303 320 · Fax: +351 234 303 328 / 9 · Tlm: +351 939 992 222 bresimar@bresimar.pt · www.bresimar.com


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Fibras ópticas para gruas e plataformas A família de cabos de fibra óptica “Chainflex CFLG.G” em TPE, para calhas articuladas com movimento contínuo, transporta os dados nas gruas e pórticos, em todo o mundo. As duas séries de cabos “CFLG.6G.TC” e “CFLG.12G.TC” da igus com 6 ou 12 fibras de 50/125 μm ou 62,5/125 μm funcionam até com temperaturas árcticas de -40° C. Os cabos de fibra óptica, flexíveis no frio, são isentos de halogéneos e de PVC, dando total protecção electromagnética com elevada qualidade de transmissão através da fibra de vidro. De acordo com indicações da igus oferecem ainda mais segurança e estabilidade a longo prazo em cursos suspensos ou deslizantes até 500 metros, mesmo em condições extremas. O revestimento exterior em TPE dos cabos é altamente resistente à abrasão, assim como a óleos e a bio-óleos. Graças à sua estrutura especial integrada entrançada, estes cabos têm protecção contra a torção através de varetas em fibra e aramid, que proporciona a máxima protecção às fibras de vidro.

As fibras são conduzidas num gel especial que permanece flexível mesmo a baixas temperaturas. igus®, Lda. Tel.: +351 226 109 000 · Fax: +351 228 328 321 info@igus.pt · www.igus.pt

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CHIARAVALLI: lançamento da nova série de redutores CHA A CHIARAVALLI TRASMISSIONI S.P.A. ( Itália) lançou em Janeiro a sua nova série de redutores pendulares CHA. Disponível para entrega imediata, esta gama tem uma extensa gama de aplicações. Estes redutores caracterizam-se pela sua versatilidade de utilização, permitindo binários entre os 200 e os 1.7000 Nm e potências até 220 kW. A sua construção permite uma intercambialidade total com outros produtos no mercado. Como funcionalidade acrescida, destaca-se o kit anti-retorno. Este sistema permite o bloqueio da inversão de rotação, situação especialmente útil em utilizações frequentes de arranque e paragem com cargas elevadas, reduzindo também o desgaste e

aumentando a vida útil do redutor. O seu sistema de tensionamento permite ainda ajustar a tensão das correias que estejam ligadas directamente ao redutor, simplificando a montagem deste. A CHIARAVALLI é comercializada em Portugal pela REIMAN. REIMAN – Comércio de Equipamentos Industriais, Lda. Tel.: +351 229 618 090 · Fax: +351 229 618 001 geral@reiman.pt · www.reiman.pt

Simples análise e planeamento para implementar uma rede wireless segura O E-Senza, especialista no desenvolvimento de dispositivos de rede wireless, apresentou ao mercado uma ferramenta de análise da instalação e planeamento da rede. O SenzaAnalyzer permite uma implementação mais rápida e confiável e um planeamento do IEEE 802.15.4 para redes wireless sobretudo quando a utilização massiva de uma rede está prevista num determinado ambiente com dispositivos como routers WLAN ou Bluetooth. Focado nas necessidades dos operadores, engenheiros de serviços, especialistas de sistemas ou técnicos que necessitam de decidir onde colocar os sensores wireless para construir um sistema de confiança, o SenzaAnalyzer fornece-os com informação detalhada sobre o ambiente RF, como potenciais fontes de interferência, o intervalo esperados nas condições reais do mundo, bem como o número e a localização dos repetidores, se necessário. O E-Senza, propriedade da SenzaNET, pode ser utilizado com WirelessHART, ZigBee, ou qualquer outro sistema de análise. “O SenzaAnalyzer fornece exactamente aquilo que os clientes pediam mas que foram incapazes de encontrar no mercado, ou seja, uma ferramenta que permite facilmente concluir uma análise detalhada

de um ambiente RF estático”, segundo ditou Amit Shah, Presidente e CEO da Senza Technologies. O SenzaAnalyzer inclui um módulo slave e um master. O master oferece um menu fácil de usar e intuitivo para orientar os resultados da análise e do relatório. O slave apresenta o segundo ponto extremo de uma ligação wireless e ajuda o master a determinar a força do sinal e o erro em todo o sistema. A análise do local e o planeamento da rede é realizado em três passos. Na primeira etapa do Master SensaAnalyzer é verificado passivamente todos os canais IEEE 802.15.4 na banda 2.4 GHz ISM dado por um determinado ponto dentro do local. Em 40 segundos é fornecida uma completa visão do ruído em cada canal. Depois segue a verificação da qualidade do local para determinar a intensidade do local entre nós de duas redes. Para o teste final, o operador tem de colocar os nós com base nos resultados do primeiro de dois passos e envia dados de teste. MVA Electrotécnia Tel.: +351 214 879 000 · Fax: +351 214 879 007 mva@mva.pt · www.mva.pt

Bloco de terminais de distribuição de energia Há uma poupança de espaço nas ligações com estes terminais multinível com a tecnologia de ligação PUSH IN. Esta linha de produto inclui os terminais de passagem de nível quatro, oito, e também os inovadores 16 níveis. Os terminais de nível quatro e oito também se encontram disponíveis como a distribuição de energia no bloco de terminais. Estes terminais podem ser aplicados e adequados para sinais de propagação em sistemas de controlo e uma distribuição

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extremamente compacta de potências é possível com os níveis quatro e oito dos blocos de terminais. Com este produto mais de 1.700 sinais por metro podem ser distribuídos com o nível 16 do bloco de terminais. Os elementos de operação vermelho e branco simplificam a repartição do condutor até ao ponto de ligação. A tecnologia de ligação PUSH IN garantem uma cablagem rápida e confortável. Weidmüller – Sistemas de Interface, S.A. Tel.: +351 214 459 191 · Fax: +351 214 455 871 weidmuller@weidmuller.pt · www.weidmuller.pt


Calendário de feiras 2011

Feiras e Conferências

DESIGNAÇÃO

TEMÁTICA

LOCAL

DATA

CONTACTO

EXPO ELECTRONICA 2011

Feira Internacional para Componentes Electrónicos e Equipamentos Tecnológicos

Moscovo Rússia

19 a 21 Abril 2011

Crocus Expo electron@primexpo.ru www.primexpo.ru

TEKTÓNICA

Feira de Construção

Lisboa Portugal

03 a 07 Maio 2011

FIL - Feira Internacional de Lisboa fil@aip.pt www.fil.pt

11º CONGRESSO NACIONAL DE MANUTENÇÃO

Congresso Nacional de Manutenção

Tomar Portugal

05 a 06 Maio 2011

A.P.M.I. apmigeral@mail.telepac.pt www.apmi.pt

MOLDPLÁS

Salão de Máquinas, Equipamentos, Matérias-Primas e Tecnologia para Moldes e Plásticos

Batalha Portugal

05 a 08 Maio 2011

Exposalão – Centro de Exposições info@exposalao.pt www.exposalao.pt

TECNA

Salão Profissional de Máquinas e Equipamentos para a Indústria, Tecnologia Industrial, Inovação, Automação e Robótica

Batalha Portugal

05 a 08 Maio 2011

Exposalão – Centro de Exposições info@exposalao.pt www.exposalao.pt

ENGINE EXPO 2011

Feira e Conferência sobre Projecto de Engenharia, Produção, Componentes e Tecnologia

Estugarda Alemanha

17 a 19 Maio 2011

UKIP Media & Events Ltd info@ukintpress.com www.ukintpress.com

ENERGETIKA AND ELECTROTEKHNICA 2011

Feira Internacional de Electrotécnia e Electrónica

S.Petersburgo Rússia

17 a 20 Maio 2011

Lenexpo webmaster@lenexpo.ru www.mvk.ru/eng

MACH-TECH 2011

Exposição Internacional de Construção de Máquinas e Tecnologia de Soldadura

Budapeste Hungria

17 a 20 Maio 2011

Hungexpo C. Co, Lts hungexpo@hungexpo.hu www.hungexpo.hu

VI JORNADAS TECNOLÓGICAS

Evento de Informação/Formação no Sector Electrotécnico

Oeiras Portugal

25 a 27 Maio 2011

Revista “o electricista” www.jornadastecnologicas.pt inscricao@jornadastecnologicas.pt

ELEKTRO 2011

Feira Internacional de Electrotecnia e Electrónica

ússia

06 a 09 Junho 2011

ZAO Expocentr centr@expocentr.ru www.expocentr.ru

FEIRA INTERNACIONAL DE LOGÍSTICA 2011

Feira de Logística

Jundaí Brasil

14 a 17 Junho 2011

ADELSON eventos adelson@adelsoneventos.com.br www.adelsoneventos.com.br

FILDA 2011

Feira da Indústria e Logística do Alentejo

Luanda Angola

19 a 24 Julho 2011

FIL - Feira Internacional de Luanda feiras@fil-angola.co.ao www.fil-angola.co.ao/

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Manutenção 108  

revista de manutenção

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