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Nina G. Jones


Nina G. Jones

Disponibilização: Eva Tradução: Erika Cruz Revisão Inicial: Try Revisão Final: Ruth Leitura Final e Formatação: Eva


Nina G. Jones Eu estudo. Eu caminho furtivamente. Eu caço. Sempre vou entrar com um plano. Um conjunto de regras para mim. Não tomo riscos desnecessários. Foi assim que consegui evitar ser preso por todos esses anos. Mas há algo sobre essa garota que é diferente dos outros. Quando eu finalmente conheço ela, as regras se tornam um borrão. E quebro a mais importante de todas - eu a levo comigo.

É apenas o estresse. Eu sou a pessoa de quem todos dependem. Talvez seja por isso que não me sinto tão satisfeita com a minha vida ultimamente. Por que sonho que esses olhos pertencem a alguém que pode me afastar de todas as minhas responsabilidades. Mas estas são apenas fantasias vergonhosas, nunca irão significar violar a realidade. Então em uma noite, o sonho se torna realidade, só que é um horrível pesadelo. Agora, eu só tenho uma tarefa: a sobrevivência. Aviso: se você precisa de um, este não é realmente o livro para você.

NINA G. JONES

É apenas minha imaginação - esse sentimento de ser observada. Que esses olhos frios – de um azul turquesa vívido com uma distinta mancha dourada - não me observam.

TAKE ME With you

Eu assisto.


Nina G. Jones

PLAYLIST Aqui está uma lista de músicas para ajudar com o seu humor:

Every Breath You Take – The Police How Deep is Your Love – Bee Gees Night Fever – Bee Gees You Should Be Dancing – Bee Gees It’s Too Late – Carole King You’re So Vain – Carly Simon Killing Me Softly With His Song – Roberta Flack I’m Not In Love – 10cc So Far Away – Carole King Can’t Stand Losing You – The Police She’s Not There – The Zombies


Nina G. Jones

AVISO A todos.

Sério. Este não é um romance. Isto não é para os fracos de coração. Onde você está prestes a ir, não há luz.


Nina G. Jones

Não há heróis neste mundo, apenas vilões e vítimas.


Nina G. Jones

PARTE

UM


Nina G. Jones

PRÓLOGO 1978

Eu tenho a noite. É o único momento que posso andar livremente sem a minha máscara. Não, não a máscara com a qual eu escondo meu rosto. É a máscara que uso durante o dia, quando finjo que sou um deles. Essas pessoas bonitas com seus sorrisos perfeitos e suas risadas que ecoam. Elas zombam de mim. Eles me insultam. Mas à noite, quando as ruas ainda estão tranquilas, é quando eu sorrio. É quando tiro todas as coisas deles que eu nunca poderia ter. Quando rastejo em suas casas e em sua pele. Uso suas vidas como uma peça de roupa emprestada. Só para que quando devolvê-la, ela estará rasgada e danificada, então devo ir a próxima casa que não foi destruída pela minha necessidade parasita. Mas para aquelas poucas horas quando eu sou um deles, eles têm um gosto da dor. É a minha vez de sentir uma dose concentrada da alegria que eles dão por certo. A corrida é feroz como a quebra de uma barragem, a sensação de pertencer esmagando. Mas as águas se acalmam tão rapidamente, e então lá estou eu, um riacho raso fluindo em seus pés quando o sol nasce. Então eu pacientemente espero até a escuridão retornar, para que possa roubar essa corrida novamente. Estou na caça. Vesper está na escola. Seu irmão está em terapia, seus pais em outra viagem. Vesper. Oração da noite. É irônico, o nome. Se todo o mundo é um palco, e se ironia faz as melhores histórias, então ela nasceu para esse papel. Ela não é a primeira. Nem mesmo de perto. Mas há algo nela que me fascina mais do que os outros. E tem havido muitos.


Nina G. Jones Eu sou obsessivo. Cada casa que entro torna-se o objeto de minha fixação. Assim, o fato dela ter se tornado tudo em que penso - apesar de todas as outras casas que rondo — me deixa impaciente. Paciência. É a ferramenta mais importante no meu arsenal. Planejo cada caça do começo ao fim. Assisto suas vidas através das janelas. Aprendendo suas rotinas. Entro em suas casas e passo por suas lembranças, tomando pequenos símbolos aqui ou ali. Algo que não vão notar ou supor que os tenham perdido. Posso mover uma foto. Comer alguma coisa. Apenas o suficiente para que, em algum lugar no seu subconsciente eles sintam a minha presença muito antes que eu esteja na frente deles. Isso costumava ser suficiente. Apenas estar lá, cercado por suas coisas e vestígios de suas vidas diárias. Era suficiente olhar os sinais que eu mantinha e lembrava dessa corrida que sentia dentro das paredes ou quando os observava de longe. Mas essa corrida desapareceu há muito tempo, desaparecendo como uma grande erupção no dia em que, a única pessoa que me entendia morreu. Sem ela, a solidão tornou-se insuportável e a raiva cresceu. Explodiu até que eu podia sentir isso rastejando para fora da minha pele, até que eu estava tão cheio de raiva e dor que tive que colocá-la em alguém para fazê-la desaparecer. Observar não era suficiente. Tive que ouvir as suas vozes. Ver seus rostos. Roubar suas vidas. Então, ao invés de apenas tomar, comecei a deixar as coisas para trás: fita, corda, luvas, lubrificante. Ferramentas que usaria mais tarde, quando estava pronto para eles. E se a polícia nunca me parar, bem, eles não irão encontrar um kit de mim. Tenho muito cuidado para fazer meus alvos parecerem aleatórios. Não quero estabelecer um padrão claro. Meu trabalho como empreiteiro me leva por toda o centro da Califórnia, onde cresci. Conheço bem os bairros. Eu sei cada atalho e como todas as ruas se conectam. Sei onde todas as saídas de rodovias e ruas são para uma fuga rápida. Agentes imobiliários me chamam para consertar casas. Olho em listas e escolho uma casa que não tenha trabalhado antes. Se gosto dos vizinhos, uso casas vazias como base para ver a área. Casas vazias à noite são lugares perfeitos para se esconder. Outras vezes só


Nina G. Jones encontro alguém e surge o desejo. Então, ao observar, vejo se eles são um bom ajuste. No papel, tudo parece aleatório. Mas nada é aleatório. Essas pessoas não conhecem a dor. Não conhecem a solidão. Elas podem conhecer o desconforto passageiro, mas não conhecem a agonia persistente de ser um estranho. Pessoas como elas fizeram o que sou. Lembro de quando vi pela primeira vez Rivers Vesper. É um nome estranho, eu sei. A mãe dela é-era uma hippie. Eu não estava à procura de alguém quando isso aconteceu, embora sempre mantenho minhas opções abertas. Estava no supermercado depois de um longo dia de trabalho. Coberto de suor e lama, minhas roupas manchadas com tinta e alcatrão, eu só queria comprar algo rápido, estava muito cansado da semana e de rondar dia e noite no trabalho para pensar em qualquer coisa. Foi quando a vi, caminhando pelo corredor de cereais. Ela usava um minúsculo top: de cor ferrugem com cordas que envolviam em torno de seu pescoço. Era bem curto, e a cintura de seus shorts estava apenas um pouco acima do seu umbigo, assim, quando ela se movia, podia ver seu estômago liso. Seu short mal cobria sua bunda, expondo suas longas e bem torneadas pernas. Seu cabelo castanho com traços de ouro eram longos e modelados – muito parecido com o cartaz da modelo Farrah que muitos tem pregado em suas paredes nos dias de hoje. Mas essa garota era muito mais bonita. Como uma joia que será descoberta e que está em uma pilha de pedras e sujeira. Em seu braço longo e elegante, descansava uma pequena mão. Um garoto. Com cerca de oito anos. Ele não poderia ser seu filho. Ela é muito jovem. "Você gosta disso, Johnny?", Ela pergunta, se curvando em seu nível. Sua voz muito doce com o menino. Ele assentiu. Seu braço estava torto, uma de suas pernas dobradas sem jeito, sua boca estava contorcida. Ele era diferente. Deficiente. E ela foi tão gentil com ele. Talvez não fosse como os outros. Talvez fosse alguém diferente entre pessoas como eles e pessoas como eu. Foi quando ela sentiu meu olhar. Geralmente sou discreto. Dominei a arte de observar as pessoas, me esconder da vista de todos,


Nina G. Jones mas ela me surpreendeu. Olhou para cima, pegando meus olhos por um milionésimo de segundo antes de virar. Eu não podia deixá-la ver meu rosto, e estava grato por estar coberto de sujeira que escondiam minhas sutilezas. Eu rapidamente fui ao caixa com o que estava em minhas mãos para que pudesse chegar no meu carro antes que ela chegasse ao dela. Esperei por mais quinze minutos até que ela saiu da loja, um saco em uma mão e o menino arrastando seus pés, segurando na outra. Ele estava sorrindo. Não entendo como ele pode ser tão feliz. Sei o quão cruel o mundo é para aqueles de nós que usam nossas imperfeições no exterior. Ela entrou em um Grand Prix branco, parecia um '73. Aprendi mais tarde que meu palpite estava errado por um ano. Anotei a placa. Vi sua licença. Então a segui longe o suficiente para que ela não me notasse. Agora estou aqui em sua casa um par de semanas depois. E também não é a minha primeira vez. Pego uma foto que acho que ela não vai notar muito, pois está escondida por atrás de outra imagem. Na foto, ela está sentada em um tronco, tendo um lago como pano de fundo. Ela está rindo, é claro, sua cabeça jogada para trás mostrando seu branco sorriso. Um colar brilhante descansa em sua garganta. Eles vão sorrir para você, então rir nas suas costas. Olho para o relógio em sua cabeceira. Ele é decorado com uma estátua de unicórnio em porcelana, parecendo ser mais um remanescente de seus dias mais jovens. Eu tenho que sair daqui. Não quero cortar isso dela agora. Além disso, tenho um encontro e preciso me preparar para esta noite. Abro uma pequena caixa de joias, coberta de strass coloridos. Há algumas peças entrelaçadas dentro, mas observo a lua crescente de ouro anexado a um colar. É o mesmo da foto. Agora é meu.


Nina G. Jones Como na minha última visita a sua casa, eu tiro uma coisa dela. Pego um rolo de barbante e coloco sob o assento da cadeira que mantém seu urso de pelúcia. Paciência.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 1

"Estou fazendo algumas compras de última hora para a viagem. Fique de olho no seu irmão. Ele está dentro de casa assistindo TV", minha mãe diz enquanto caminha até o carro estacionado na calçada. É um dia quente e ensolarado, então decidi lavar o meu carro em nossa garagem. Meu padrasto está pagando minha escola, mas a as coisas diárias sai do meu bolso, e economizo meu dinheiro de todas as formas em que posso, incluindo lavagens de carro. "Claro, mãe", respondo sem entusiasmo. Não porque não gosto de olhar Johnny, não, ele é o meu mundo. É porque ele nem parece ser filho dela. Eu posso fazer tudo. Praticamente cuido de mim, mas Johnny tem desvantagens. Ele nasceu com o cordão umbilical enrolado no pescoço e, como resultado, tem paralisia cerebral e algumas outras questões. Ele precisa dela. Mas ela apenas voltou do Caribe há duas semanas, e agora está indo para o Egito com meu padrasto por mais duas semanas. Ela é inconsciente do meu tom, ou ela simplesmente não se importa, porque já está indo embora. Largo a minha esponja e vou ver Johnny. Ele está sentado de pernas cruzadas na frente do The Electric Company, saltando para cima e para baixo, e movendo a mão boa sinalizando de acordo com o ritmo da música na TV. Johnny move os lábios, mas não sai nada. Ele é quase totalmente mudo. Às vezes, quando ele está com raiva ou eufórico, sons incoerentes escapam de sua garganta, mas na maioria das vezes, ele é silencioso.


Nina G. Jones "Johnny. Eu estou lavando o carro lá fora. Você quer ajudar?" Ele quer ignorar ou está muito extasiado com o show da tv para ouvir. "Ei," digo, ficando na frente dele para bloquear sua visão. "Você me ouviu, querido?" Ele se inclina de lado para olhar através das minhas pernas. É evidente que sou uma distração irritante. "OK. Bem, se você precisar de alguma coisa, vou estar lá fora. OK?" Ele acena sem fazer contato visual, ainda se balançando com a música. Depois de bagunçar seu cabelo, eu abro a cortina da sala para que possa ver sua cabeça quando estiver do lado de fora. Está muito calor, e a água fresca com sabão é um alívio para os meus braços quentes enquanto mergulho a esponja no balde. Ligo o pequeno rádio e escuto uma música da Donna Summer que está na metade. É quando eu sinto. Estou sendo vigiada. O sentimento é instantâneo e certo. Levanto e me viro para a rua. É uma tarde típica de sexta-feira. As crianças brincam na rua, algumas pessoas estão cortando a grama, mas é o carro escuro que chama a minha atenção. Ele dirige lentamente, o lado do motorista de frente para mim. A janela é matizada e aberta apenas o suficiente para que eu só possa ver seus olhos. E apesar deles estarem longe, eles são vívidos. Na verdade, estão entre os olhos turquesa mais claros que já vi. E esta não é a primeira vez que tive esse sentimento. Este Déjà vu diz que talvez não é a primeira vez que vejo esses olhos. Eu não desvio o olhar. Em vez disso, encontro o seu olhar, tentando me concentrar apenas nele. Meu estômago revira com uma mistura de nervosismo e excitação. Olhos assim só podem ser parte de algo bonito. No entanto, isso deve ser irrelevante. Eu deveria zombar de alguém que mostra interesse em mim, particularmente desta maneira. Mas eu já estou tomada. Crescendo em mim uma curiosidade estúpida. Porém, existe algo mais, algo familiar, e ele está muito longe para que eu tenha certeza. Alguns dias atrás, eu estava na biblioteca estudando para um teste, foi quando o mesmo sentimento surgiu


Nina G. Jones quando olhei através da sala tranquila dos livros de enfermagem. Eu tinha retirado um livro de uma prateleira e engasguei quando vi um par de olhos do outro lado. Eles eram tão claros como estes olhando para mim, com um marcador distinto: em seu olho esquerdo, havia uma mancha de marrom dourado. Eram olhos claros, como quando a água da praia está parada, e nós podemos ver os pontos dourados que brilham como folhas de ouro. Tão rápido como vi aqueles olhos que espreitavam através das intermináveis fileiras de livros, eles se foram. Um frio tomou conta de mim e calmamente andei olhando para o lado das prateleiras, mas não havia ninguém. Nem sequer ouvi seus passos. Ele foi tão discreto, que pensei ter imaginado, devido às minhas noites sem sono e estudos antes disso acontecer. São aqueles os mesmos olhos? Não poderiam ser. E antes que pudesse avaliar mais longe, a janela é fechada e o carro escuro se afasta. Eu olho para o veículo enquanto ele vai embora, fico lutando com esta nova sensação de paranoia. Estou estressada. Tenho escola de enfermagem, trabalho, um namorado ocupado e cuido de Johnny. Isto é simplesmente o meu estresse manifestando-se de outras maneiras. Penso em contar a minha mãe ou meu namorado Carter, mas o que posso dizer? Fiz contato com um par de olhos fascinantes na biblioteca? Que algum sujeito passou por mim enquanto eu lavava o carro, vestida com biquíni e short curto? Parece que isso soa melhor na vida de qualquer mulher atraente. Mas havia algo mais na paranoia. Algo que nem sequer conseguiria explicar a mim mesma, muito menos dizer para Carter ou minha mãe. Este sentimento de preocupação misturado com algo mais profundo, é um sentimento intenso de ser cobiçado. Não é a sensação de nojo que recebo de um cara assobiando ou tentando conversar comigo, mas um desejo silencioso. Estive com Carter por tanto tempo, que esqueci de como é essa sensação de apreciar os olhares de homens que duraram um pouco mais do que deveriam. Tornei-me imune a eles, desliguei minha sexualidade para qualquer um, incluindo o meu fiel e de longa data, namorado.


Nina G. Jones Exceto por agora. Desta vez, não pude desligar a curiosidade. Querendo saber se o homem que tinha visto, ou pensei que vi na biblioteca, era o mesmo que estava do outro lado na estante. Seria o resto dele tão impressionante como aqueles olhos? Sem uma palavra, ele teria me empurrado contra os livros com tanta força que teríamos caído sobre as prateleiras? Ele teria me fodido ferozmente até que gozasse, assim eu sairia da rotina e obrigações que tenho? Eu fantasiava algumas vezes com esses olhos quando dormia com Carter, apenas para me ajudar a chegar ao clímax. Gosto dos pensamentos sujos e proibidos. Quanto mais proibido, mais fico excitada, mas nunca poderia dizer isso a Carter. Não queria que ele se sentisse inadequado. Além disso, as fantasias são privadas. Elas vivem em sua cabeça, não devem se tornar real. Há um puxão no meu short. Johnny não pode chamar o meu nome, então estou acostumada com seu toque. “Eeeiii", eu respondo, minha mente ainda perdida nos pensamentos distantes. Decido que Johnny é mais importante do que um par de encontros sem sentido e lhe dou toda a minha atenção. "Você está com fome?”, eu pergunto. Ele balança a cabeça. "Queijo grelhado?" Ele balança a cabeça. "Cereal?" Ele balança a cabeça. "OK. Vou terminar isso mais tarde. Vamos levá-lo para dentro." Levo Johnny para a porta, mas antes de entrar, lanço um último olhar atrás de mim para a rua agora vazia. Assim como na biblioteca, fiquei novamente com uma suspeita em vão.


Nina G. Jones

Estou ansioso pelo sentimento novamente. Faz uma semana desde a última casa e eu já preciso de mais. Ficou pior no mês passado, desde a primeira vez que vi Vesper. Mas ainda não estou pronto para ela. Ainda há mais planejamento a ser feito. Na última casa que invadi, no mesmo dia em que peguei o colar de Vesper, reprimi o desejo, mas ele está de volta mais rápido e mais feroz. Eu nunca quis alguém desse jeito. Por agora, vou ter que me contentar com os Hoeksma. Estive observando-os por algumas semanas. Ela é uma enfermeira de emergência, ele é um professor. Eles têm um rancho bonito em Rancho Sol. Sei que esta noite ela não está trabalhando e eles provavelmente irão foder. Eles são geralmente como navios que passam na noite por causa de sua programação. Então, quando ela está de folga, se certifica de ter o que quer. Então vou esperar até que eles estejam dormindo e nus. Ela vai estar cansada de suas três semanas de trabalho sem parar, e ele em um sono profundo depois de foder. Saio do meu carro, que está estacionado a várias ruas de distância. É meia-noite e esta área residencial está tranquila. Somente poucas luzes ainda brilham através das janelas dos ranchos e das casas de dois andares com gramados bem cuidados. Estou bem misturado entre eles com minha peruca escura e bigode. Eu caminho por uma série de canais que conectam vários bairros. Eles são estéreis e escuros, fazem chegar do ponto A ao B mais rápido. Uso esses canais, deixando assim o meu carro algumas ruas abaixo da casa dos Hoeksma. Pelos próximos dois quarteirões, eu sou um corredor tarde da noite em roupa preta de treino. Mantenho minha cabeça baixa enquanto continuo a andar, se alguém aparecer, eles não vão ter uma visão clara do meu rosto. Esses


Nina G. Jones pequenos ajustes são importantes. Contanto que ninguém nunca tenha uma visão clara de mim, eu fico longe de cena e eles nunca irão ser capazes de me identificar. Estou sempre mudando, portanto, qualquer retrato falado de quem eu sou, vai ficar evasivo. Chego na casa facilmente. Só passo por uma pessoa, um homem andando com um cachorro que nem sequer se incomoda em olhar para mim. Vou para a casa desocupada que fica ao lado da residência dos Hoeksma, coloco minhas luvas e salto uma cerca de madeira no quintal. Assim como previ, todas as luzes estão apagadas, mas seus carros estão na garagem. Eles estão dormindo lá dentro, mas ainda é muito cedo. Eu conheço a noite. Floresço na escuridão. Para mim, 03:15 é o momento mais calmo da noite. Muito além da capacidade da maioria das pessoas para ficarem acordadas até tarde, e muito cedo mesmo para o mais velhos se levantarem. É quando você está seguro no seu sono, na segurança de seu cobertor quente, quando pensa que está sozinho. Isso é quando eu venho, quando cada última guarda está baixa. Espero pacientemente por trás dos arbustos por algumas horas, até que a última luz que brilha das casas em volta de mim se apaga. É finalmente cerca de três horas, é o momento certo para começar. Connie e Don usam um ar condicionado na janela e ele ruge alto em seu quarto. Ainda ficarei quieto, mas estou menos preocupado que eles possam me ouvir sobre esse barulho. Antes de sair dos arbustos, eu puxo uma máscara preta do meu bolso e cubro meu rosto. Vou até um vaso de plantas que está perto da porta de vidro deslizante, onde escondi uma grande chave de fenda da última vez que estive aqui. Trabalho na porta, forçando-a para abrir, tentando não fazer qualquer som, mas a ansiedade está crescendo. A emoção está subindo. Semanas de planejamento e estou tão perto de outra casa, uma outra vida, outra corrida. A moldura da porta de vidro é mais espessa do que o normal, mas finalmente sou capaz de dobra-la, alcançando o trinco e eventualmente consigo destravá-la. Respiro fundo, minhas mãos tremendo de emoção, então deslizo a porta. Ouço os sons da vida. Nada. Há uma razão pela qual chamam isso de calada da noite.


Nina G. Jones A porta deslizante leva diretamente para a sala bem conservada. Ando calmamente. Não faço um som quando me aproximo do sofá e levanto uma almofada que está nele, que é onde escondi uma fita adesiva. Vejo as fotos penduradas em toda sala uma última vez. O casal feliz. A enfermeira e o professor. Eles dormem felizes, dando por certo a vida que eles têm. Eles querem te machucar novamente. Estou na porta do quarto. A última vez que estive aqui, lubrifiquei as dobradiças para que não fizessem qualquer som quando eu entrasse. Cuidadosamente giro o trinco. Não está trancado, então empurro a porta com cuidado. Ela desliza muito bem, não deixando escapar nem mesmo o menor dos rangidos. Vou para perto da cama e os vejo dormir. Don está deitado em sua barriga, um lençol cobrindo seu traseiro nu, uma perna pendurada para fora das cobertas. Ele não sabe que o bicho-papão pode agarrá-lo? Connie está de costas, um de seus peitos está espreitando para fora, sua barriga e buceta estão cobertas, e suas pernas estão abertas. Seu cabelo está espalhado pelo travesseiro. Ela fica ali exposta, segura de que seu marido pode protegê-la. Mas a minha sombra repousa sobre seu corpo parcialmente nu. Ela é delicada. É linda. Mas ela não é Vesper. Odeio que ela me faz querer fazer isso. Cada coisa costumava ser perfeita, existindo com sua própria essência. Cada experiência nova, única, com seu próprio sabor. Agora me encontro comparando cada casa como se Vesper estivesse lá em vez disso. Ela está roubando minha mente. Vou fazê-la pagar por isso. Connie e Don respiram lentamente, suas respirações rasas, indicando que eles não estão cientes da minha presença. Fico lá por alguns minutos, cada minuto que passa aumentando o meu poder e a sua vulnerabilidade. Assim isso se constrói. Até que estou tão carregado como poderia estar quando for acordá-los, até que estarei


Nina G. Jones pulsando com o desejo insatisfeito. Puxo uma arma do meu coldre e uma pequena lanterna de bolso. Coloco a fita na mesa de cabeceira ao lado de Connie. Então pisco a luz em seus olhos. Ela aperta os olhos, protegendo-os da luz brilhante. "Acorde,” eu rosno. "O que? Meu Deus. Don-?" "Shhhi," eu digo, colocando a arma em sua testa. Don se mexe. "Pegue a fita," eu ordeno, iluminando o rolo que está descansando ao lado dela. Ela olha para mim, os olhos abertos, a boca aberta, enquanto pega o rolo. Don levanta a cabeça, ainda desorientado. Pisco a luz em seus olhos, que ele tenta abrir, mas fecha-os imediatamente, protegendo seu rosto. "Que porra é essa?", ele murmura, tentando sentar-se. "Não se mova", eu mantenho a minha voz baixa, disfarçando seu tom real. "Eu só quero o seu dinheiro." Esta é a parte crítica. Há dois deles e um de mim. Preciso acalmá-los. Preciso de Don atento. É mais fácil controlar a mente do que o corpo. "Ok, o que você quiser cara," diz ele, tentando se levantar. "Só por favor, pegue o que quiser e vá embora." "Não se mova," eu ordeno. "Connie, amarre-o." Ela está petrificada. Suas mãos tremem enquanto ela pega a fita, mas seus olhos estão colados em mim. Ela não pode me ver. Não com a máscara e a luz em seus olhos, mas ela está tentando. "Junte as mãos, depois os pés." "Por favor, não nos machuque," ela implora, com a voz trêmula de terror. "Apenas faça o que digo, e vai ficar tudo bem."


Nina G. Jones Ela tenta cobrir seu corpo nu com o lençol. "Não", eu digo. "Não há tempo para isso." Ela começa a puxar a fita, mal sendo capaz de arrancá-la fora do rolo por causa de suas mãos trêmulas, mas finalmente ela consegue. "Continue. Não quero ver nada de suas mãos." Ela envolve completamente as mãos dele na fita. "Agora os tornozelos. Pelo menos dez vezes ao redor. Conte em voz alta." "Um ..." ela choraminga. Ela para. "Conte," Eu resmungo. "Três ... quatro ... cinco ..." Espero até que ela termine. Até que a ameaça principal está deitado de lado, preso. Pego a fita de suas mãos e amarro as mãos dela atrás das costas. "Vai ficar tudo bem," Don sussurra para ela. "Cale a boca," eu ordeno. Ele está completamente imobilizado. Sou o homem desta porra de casa agora. Esta é a porra do meu castelo. Uma vez que ele está preso, eu puxo Don pra fora da cama e jogoo no chão. Ele atinge o tapete felpudo verde com um baque. Agora, ele não pode ver nada sobre a cama. "Mostre onde sua bolsa está," eu exijo, colocando Connie de pé e arrastando-a para a sala de estar. Agora é só nós. Agora Don não existe. Conquistei tudo o que é dele. Coloco uma venda nos olhos dela. "Mas você disse-" "Se você não calar a boca, eu vou matá-lo" falo em seu ouvido. Não haverá mais garantias de segurança. Agora estou no controle completo. Amarro seus pés enquanto ela soluça. "Você tem uma escolha," eu declaro bruscamente em voz baixa. Vou até a sua lareira e pego um bastão. Retiro sua venda. "Oh meu Deus", ela chora.


Nina G. Jones "Vou bater nele, o mais forte que puder com isso. Cinco vezes na cabeça, cinco vezes no estômago. Ou eu te fodo." Provoco-a com o bastão acenando em sua frente. "Quanto você o ama?" "Por favor, não", ela choraminga, inclinando a cabeça em submissão completa. "Escolha ou vou escolher por você." "Não bata nele. Eu faço isso," ela responde em derrota. "Bem, não é a sua escolha. É dele." "Por favor, não!", Ela implora, um pouco mais alto do que eu gostaria. Tapo sua boca e vendo novamente seus olhos. Há mais algumas coisas que eu preciso fazer para garantir que vai ocorrer de acordo com o plano. Ando até a cozinha e pego uma pilha de pratos, deixando Connie na sala de estar. Vou rápido para o quarto e encontro Don tentando mastigar suas amarras. "Basta levar o que quiser", ele repete. "Você tem uma escolha. Dei a mesma para Connie." Seguro o bastão na minha frente em tom de ameaça. "Você quer tomar cinco pancadas com toda força na cabeça, e cinco no estômago. Ou transo com ela. Você quer adivinhar o que ela escolheu?" "Seu doente!", Ele faz uma carranca. "Você disse que só queria dinheiro." "Ela me disse para vir aqui e bater na sua cabeça do caralho. Mas acho que vou vetar isso. Prefiro ter alguma buceta." Don tenta desesperadamente sair de suas amarras, mas seguroo por seu cabelo, estendendo seu pescoço, e mantenho ele olhando diretamente em meus olhos. "Junte suas mãos e joelhos." Ele mantém sua posição ajoelhada, desafiadora.


Nina G. Jones "Mãos e malditos joelhos, porra.", eu repito. "Ela tem uma chance de viver." Coloco a arma em seu rosto. Sem ter que dizer outra palavra, ele obedece. Coloco a pilha de pratos em suas costas. Amacio uma de suas fronhas e cubro sua cabeça. Uso a fita para fixá-la em torno de seu pescoço. "Se você tentar alguma coisa, eu irei ouvir. Então vou te matar, e depois vou matá-la." A fronha sobe e desce com cada respiração. Então percebo que com a fita em sua boca ele poderia sufocar. Não estou aqui para matar. As ameaças são apenas mais um meio de controle. Então puxo uma faca de caça do coldre do tornozelo e corto uma pequena fenda no tecido para mais ventilação. Isso é o máximo de generosidade que ele está recebendo de mim. O palco está montado, é hora de fazer tudo isso meu. Volto para a sala. Connie está de joelhos, freneticamente virando a cabeça, tentando entender onde estou. Ela não tem ideia que estou bem na frente dela. Agarro-a pela cintura, empurrando-a para o chão, ela geme, mas o som é abafado pela fita adesiva. Ela está tentando dizer alguma coisa. Provavelmente implorar. Mas é inútil. Eu não tenho misericórdia. Retiro meu moletom agarrando um dos seus seios. Normalmente, eu seria brutal, mas hoje não vou por esse caminho. Um prato cai. Filho da puta. Eu corro de volta para o quarto. Don ainda está no lugar, um dos pratos simplesmente caiu do topo. "Não me teste porra," rosno. Então me lembro de que o lubrificante está em sua gaveta do criado mudo. Não tive necessidade de trazer o meu, pois eles mantém sempre esse fornecimento saudável. Quando volto para a sala, Connie está se movimentando em direção a porta da frente. De olhos vendados, nua, e amarrada. Eu quase admiro sua resistência, mas a raiva é a minha resposta predominante. Agarro sua cintura, pegando-a em um só movimento. Ela se contorce e chuta, mas está de volta no chão em segundos.


Nina G. Jones Deito sobre ela, colocando o lubrificante em mim, enquanto esfrego a cabeça do meu pau contra sua vagina. Assim não irá dificultar o caminho. "Porra. Merda", eu assobio. Ela chora mais, com medo que minhas palavras sinalizem más notícias para ela. Isso quase aconteceu na última vez. Somente uma coisa fez meu pau crescer tão duro que eu poderia gozar, mesmo sem sequer entrar: pensar nela. Essa menina porra. A bela que vi no supermercado. Aquela que o menino olhava amorosamente. Que tem uma boa vida com o namorado e seus pais. Fecho os olhos e imagino: seus olhos de cor champanhe, sua pele lisa, sua firme bunda e seios. Esta é nossa casa. Nós temos essa vida. Para as próximas duas horas. Posso ter tudo. Ela vai sorrir para mim do jeito que faz nas fotos. Vou estar na brincadeira, em vez de parte dela. Imaginar o rosto de Vesper se torcendo em uma mistura de agonia e prazer faz meu pau crescer mais duro. Então empurro. E empurro. Mantendo seu nome na ponta da minha língua. Porém, eu não posso dar a ninguém uma razão para avisá-la que ela será a próxima, assim ela permanece lá, implorando para ser proferida. O aperto quente massageando meu pau é sua vagina. E se essa fantasia pode me fazer sentir tão bem, eu não sei como posso lidar com isso quando for a coisa real. Eu quase não escuto os gritos de Connie enquanto gozo, apagando o último homem que estava nela. Então a garota não está mais lá, ela é apenas um espaço reservado até que eu consiga minha meta final. Retiro dela, aliviado, o fogo implacável de raiva em mim, momentaneamente se apagou. Não me incomodo em colocar minhas calças. Isso ainda não acabou. Há muito mais por fazer. Ando por sua casa, olhando ao redor e jogando as coisas no chão, tentando lembrar de tudo. Tentando viver de alguma forma suas vidas inteiras nestas duas horas. Connie tem um monte de livros de medicina. Mas ela também gosta de clássicos antigos: Orgulho e Preconceito, Anna Karenina, Ligações Perigosas.


Nina G. Jones Don gosta de carros. Eles não têm filhos, mas ele mantém um monte de fotos de crianças que acho que são seus sobrinhos. Eu poderia fazer isso devagar. Ficar calmo. Mas quero que eles me ouçam destruir o seu lugar. Quero continuar a controlá-los através do medo. Seu terror me alimenta. E enquanto eles podem me ouvir furioso, não vão tentar nada estúpido. Abro a porta da frente. "Ainda não estou pronto", assobio antes de fechar. É apenas mais uma pista falsa para fazer com que os policiais olhem para alguém que tem um cúmplice. Quero gozar outra vez em Connie. Outro lembrete de que Vesper ainda está consumindo meus pensamentos. "Faça parar. Faça parar," eu lamento durante a minha segunda luta de destruir suas coisas. Outra distração para fazê-los pensar que estou delirando. Eu não estou delirando. Sei exatamente o que estou fazendo. Eu mostro minha cara à luz do dia. Sou seu vizinho. Seu irmão. O cara que constrói pra você esse belo deck ou corrige a sua maçaneta da porta quando está quebrada. Agora é 4:15 ou mais e estou faminto. Eu abro a geladeira e encontro um pouco de frango. Comendo em seu quintal atrás da casa, vou saborear o ato de comer a sua-minha-comida. Tudo deles é meu. Esta é a minha vida, enquanto estou aqui. Regozijo no ato de comer aqui, seus vizinhos alheios aos acontecimentos em apenas poucos metros de distância. É tão calmo neste momento, você pensaria que ninguém vive neste bairro. Esta é a minha hora. A escuridão me pertence. Eles me evitam. Eles esquecem de mim. Mas eu nunca fui embora. Estou aqui. Sou seu pesadelo vivo. Uma vez que minha barriga está cheia, sei que é hora de ir. Não posso ficar até amanhecer. Os madrugadores logo vão estar de pé. Deixo o resto da comida na mesa do quintal e volto pra dentro. Coloco minhas calças e vasculho a casa procurando qualquer coisa que não quero deixar para trás antes de deslizar para fora da porta do quintal novamente.


Nina G. Jones "Ei!" Uma voz de homem grita da rua. Está tudo bem, essas coisas acontecem. Tenho a minha máscara. Minhas luvas. Nem sequer olho pra ele. Em vez disso, eu corro na direção oposta e salto a cerca, depois outra, e outra. Corro em direção ao vasto sistema de canais que usei, que como uma artéria principal, ele me leva de um bairro para o outro. Eu me perco daquele cara facilmente. Uma vez que estou no mato, recupero meu fôlego, retiro a máscara, as luvas, a peruca preta, o bigode, e guardo todos em meus bolsos tão firmes quanto posso. Eu retiro a camisa escura e a jogo no mato, revelando uma camiseta branca. Escovo meu cabelo castanho claro para cima, e ando de volta para a rua, onde o meu carro está. Passo por um madrugador que está com seu cachorro. Ele acena para mim e mantenho meu queixo para baixo, de modo que não pode ver o meu rosto na luz do amanhecer, então dou a ele um aceno rápido. São apenas mais alguns passos e estou no meu carro, calmamente vou dirigindo para a rodovia e minha liberdade. Não vai demorar muito até que precise alimentar o desejo novamente. Não sei por quanto tempo estes pedaços podem me segurar, enquanto eu tenho preparado um banquete.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 2

Estou no sofá assistindo um episódio de Sanford and Son, esperando a pipoca estourar. Johnny está dormindo, minha mãe e meu padrasto foram para o aeroporto há algumas horas. Estou sozinha nesta casa tranquila num sábado à noite. Sei que deveria sair mais vezes, porém tenho que cuidar de Johnny, e geralmente estou cansada da escola e do trabalho. Carter e eu até tínhamos planos de sair para jantar amanhã, mas quando minha mãe decidiu que depois de voltar do Caribe, iria reservar uma viagem de última hora para o Egito, nós tivemos que cancelar. Quando os sons dos estalos vindos da cozinha ficam mais lentos de sua explosão inicial, eu corro pra retirar a panela do fogão, colocando um pouco de manteiga para derreter. Quando eu retorno para sala, segurando a minha vasilha de pipoca quente, Sanford and Son já terminou e as notícias da noite tomaram o seu lugar. Na tela está uma imagem em preto e branco ampliada do rosto de um homem, que em maior parte está coberto por uma máscara de esqui. "A polícia diz que o homem atacou um casal em sua casa no Rancho Sol", diz um repórter. Rancho Sol é um bairro, não sendo vinte minutos de carro longe daqui. A imagem fixa-se sobre o ombro do repórter, com as palavras "O Ladrão Noturno." Observo a imagem. Houve várias invasões em torno da cidade de Sacramento County. Sendo assim, uma das razões pelas


Nina G. Jones quais Carter insiste em ficar comigo quando estou de babá e sozinha com Johnny. Mas Carter não será capaz de chegar mais cedo esta noite. Olho pela janela que dá para a rua principal e penso no que faria se do outro lado das cortinas estivesse o rosto mascarado olhando para mim. A sensação acolhedora de segurar uma nova vasilha de pipoca, é superada com a insegurança do desconhecido. A campainha toca. Eu me atrapalho com a pipoca que quase cai dos meus braços, consigo salva-la, mas não antes de fazer uma pequena confusão no sofá. Vou na ponta dos pés até a janela, olhando através da vidraça e fico surpresa ao ver Carter aqui mais cedo do que tinha previsto. Solto um suspiro de alívio, colocando a vasilha na mesa, abro a porta com um grande sorriso no meu rosto. "Você veio cedo!" "Sabia que iria surpreendê-la." Ele dá um beijinho suave nos lábios que se transforma em algo mais, mas então ele para e olha ao redor. "Não se preocupe, ele está na cama", sussurro maliciosamente. "Então, isso significa que podemos ir para cama?", ele pergunta, enquanto envolve seus braços no meu corpo, me levando para dentro de casa enquanto fecha a porta atrás dele. "Acho que sim," eu brinco. Carter tranca a porta, ainda pressionando seus lábios nos meus, e apertando a minha bunda. "Isso é leeegal", ele murmura contra os meus lábios enquanto vamos para o meu quarto. Afasto-me e pressiono o dedo contra seus lábios. Se Johnny acorda, vai dar trabalho para levá-lo de volta à cama. "É como se nós já tivéssemos filhos", ele sussurra, brincando um pouco, mas seu tom é irritado. Carter se aproxima mais perto de mim e tira a sua camisa. Ele é do tipo: amoroso, leal, um estudante de medicina. Alto, loiro, com olhos


Nina G. Jones castanhos claros e uma mandíbula que a maioria dos modelos cobiçam. Nós estamos juntos há mais de três anos. Ele foi meu primeiro namorado sério. Primeiro em tudo, para ser honesta. Retiro o meu vestido, e fico somente de calcinha. Ele me beija e senta-se na cama, me puxando em direção a ele. O quarto está escuro, mas a luz da sala de estar é suficiente para iluminá-lo. Seu cabelo louro bagunçado e olhos quentes, brilham como se refletissem na luz. Seus longos membros também parecem brilhar no escuro. Ele é tudo o que deveria querer. Ele é tudo que quero. Porém, não estou motivada, nada acontece dentro de mim. É sempre assim. E por um tempo, foi o suficiente, então fico perguntando sobre como seria estar com alguém diferente. Alguém que não seja tão certo. Carter é como chocolate quente com marshmallows. E às vezes gostaria que ele fosse uma dose de absinto. Mas o amo. E ele é tudo que poderia desejar. Esta deve ser uma fase ruim. Então, sigo a rotina, deslizando minha calcinha no chão e subindo nele. "Hummm, Vesper", ele geme quando esfrego contra ele. Não estou molhada, então não posso deslizar sobre ele. Continuo beijandoo, fingindo paixão e na esperança de que as coisas vão mudar. Que seu beijo, como uma chama para a gasolina, vai acender o fogo em mim, mas não será como faíscas. Sinto segurança em seus braços. Mas hoje, não consigo ficar excitada. Beijo o pescoço de Carter, fechando os olhos para imaginar os mesmos que vi na biblioteca. Imaginá-lo entrar no restaurante onde trabalho algumas noites por semana. Está vazio, então a maioria das luzes estão apagadas. Não posso fazê-lo sair. Porém aqueles olhos sabem tudo que preciso. Digo-lhe que estou prestes a fechar. Ele diz que só quer um pedaço de torta. Eu cedo. Vou atrás do balcão e me afasto indo pegar sua torta. Então sinto sua respiração em meu pescoço. Me assusto, mas não grito.


Nina G. Jones "Não se vire", ele rosna, colocando sua mão direita na minha coxa e levantando minha saia. Ele puxa minha calcinha pro lado enquanto a outra mão agarra meu pescoço. "Não diga uma palavra", ele sussurra, apertando seus dedos em torno do meu pescoço. Ele puxa minha calcinha para baixo áspero, de modo que ela descansa na metade das minhas coxas, e então ele faz seu caminho em mim. Estou molhada. Tão molhada. E deixo ele bombear em mim. Escuro. Sujo. Proibido. Um segredo que guardarei da minha família. Dizendo a mim mesma que é o medo que mantém o meu silêncio. Mas porque não luto? E deixo que ele me leve? Ele cheirava a necessidade, como um animal farejando sua presa, depois de tê-la atacado. Enquanto o estranho geme em minha orelha, aperto em torno de seu pau. O inchaço na barriga me oprime, tirando meu fôlego. Abro os olhos. "Carter!" Grito. É assim que me convenço de que está tudo bem. Ainda é Carter dentro de mim. Minha pele tocando sua pele. Seus olhos castanhos me olhando. Chamo seu nome quando finalmente termino. Ele não precisa saber que apenas deixei um estranho me foder, usando seu corpo. "Oh Querida", ele diz, ainda bombeando dentro de mim. Assisto o prazer em seu rosto quando meu orgasmo enfraquece. Se tivesse mantido meus olhos fechados, se continuasse imaginando o estranho, teria me agarrado a esse prazer. Ele teria tirado o meu fôlego. Mas não posso fazer isso com Carter. Então me juntei a ele, e em vez de construir esse prazer explodindo como uma bomba, soltei apenas sons de simples foguetes. No entanto, estamos juntos. Caio sobre ele por um segundo antes de sair da cama, sentindo-me insatisfeita. Sentindo uma tensão entre as minhas pernas que implora por uma explosão mais forte. Carter se deita ao meu lado, colocando a cabeça nas mãos, sorrindo. Sinto-me culpada cada vez que faço isso. Cada vez que vou em outro lugar. Não me sentiria tão mal, se fosse um ato ganancioso, algo


Nina G. Jones extra em cima do meu desejo por ele. Mas neste momento, preciso disso. Ficar molhada. Gozar. Preciso dele envolvido em tudo. Depois de um banho me visto e volto para o quarto. Não temos o luxo de ficarmos nus. Cuidar de Johnny é como se tivéssemos um filho. Amo Carter por ser tão paciente com isso. Ele tem boa aparência, é inteligente. Deveria desfrutar seus fins de semana saindo. Filmes, festas, bares. Mas na maioria das vezes ele está preso comigo, obrigado a responsabilidades que nunca se inscreveu. Digo a ele que não precisa estar aqui comigo, que ele pode ir ficar com seus amigos. Ele está na faculdade de medicina e precisa de uma pausa também. Mas ele sempre acaba aqui. Carter se inclina e liga a luz da mesa. "Então, ela foi por mais duas semanas?", Ele ri. Ele realmente é paciente, mas não é um santo. Nós dois estamos tão ocupados e sei que ele se decepciona, pois o pouco tempo que temos juntos muitas vezes é gasto cuidando de uma criança com necessidades especiais. "Sim. Pete acumulou tanto tempo de folga, que é como se eles não pudessem parar de sair em férias. E ela continua dizendo que eles irão levá-lo em algum lugar como a Disney, mas quando foi a última vez que o levaram em algum lugar?" "Só não entendo por que você aceita essa merda. Ele não é sua responsabilidade." Sento-me bruscamente. "Ele é meu irmão." "Você sabe que não quis dizer isso", ele rebate em tom de desculpa. "Também o amo. Mas sua mãe tira proveito disso. Ela sabe que é da sua natureza cuidar dos outros, especialmente dele. Ela só joga ele em você. Você é jovem. Deveria ser livre." "Falei sobre isso um milhão de vezes. Mas eles pagam por minha escolaridade, e vivo aqui de graça, ela joga isso em mim. Com o que ganho, posso viver aqui e ser sua babá. E você está certo, não terei que colocá-lo aos cuidados de um estranho, pelo menos durante o tempo que ela sai." Dobro meus joelhos, envolvendo meus braços em torno deles. "Ela tem a vantagem. Odeio ter que conversar sobre isso, porque


Nina G. Jones sinto como se Johnny fosse um peso. Fico feliz em cuidar dele. Ele é um garoto muito bom. Estou aqui reclamando da minha vida, quando ele é o único que tem sido tratado mal." "Ei," Carter coloca sua mão na minha perna para me acalmar. "Não precisa se culpar. Isto não tem nada a ver com o seu amor por ele. Tem a ver em como a sua mãe lida com isso. Você cuida de todos os outros. Só quero ter certeza de que alguém cuide de você." "Tenho alguém que cuida de mim", digo com um sorriso gentil, colocando minha mão sobre a dele. Quero dizer que, embora nós só conseguimos nos ver uma vez por semana, ultimamente, e não posso ser seu foco principal com as pressões da faculdade de medicina, mas sei que seus pensamentos estão comigo. "Eu tento. Sei que parece que estou sempre trabalhando ou na faculdade. Mas sempre estarei aqui para você. Vou ter certeza de que você se divirta e que comece a experimentar o que a vida tem para te oferecer. " O tom de Carter é extremamente calmo, e um pouco além do que essa conversa exige. Como se ele estivesse fazendo uma proclamação. Ele se levanta e enfia a mão em seu bolso. "Estava guardando isso para o jantar que tínhamos planejado neste fim de semana, então sua mãe fez essa viagem de última hora e tivemos que cancelar. Ia esperar, mas não quero mais, nenhum segundo mais." Meus olhos abrem, meu coração dispara. Todos os sinais do que irá acontecer estavam na minha frente, mas não vou acreditar até ouvir as palavras. Ele retira do bolso uma caixa e fica de joelhos ao meu lado na cama. "Rivers Vesper", sua voz oscila, um contraste com o tom relaxado que ele tinha segundos atrás. "Você é a pessoa mais linda, generosa, altruísta e bondosa que conheço. Quero ser o homem que você merece. Seria uma honra se você fosse minha esposa." "O quê?" pergunto, incapaz de processar a cena diante de mim.


Nina G. Jones Ele ri nervosamente. "Vesp, quer se casar comigo?" "Vou-? Ah, si-sim", respondo, rindo. Ele pega a minha mão e desliza um anel solitário no meu dedo. Nós abraçamos. Qualquer dúvida persistente ou culpa que tinha foram embora. Isso é bom. Me sinto bem. Não poderia escolher um homem melhor para estar ao meu lado na vida. Afasto olhando para Carter, ele está radiante. "Eu te amo, Vesp." "Também te amo." Nós olhamos um para o outro por alguns segundos, sem saber como lidar com a grandiosidade deste novo compromisso. "Espere", diz ele, jogando as mãos para cima como se uma nova ideia simplesmente o atingisse. "Trouxe champanhe. Está no carro. Não que você percebesse. Vou buscá-lo. Então vou fazer uma ligação rápida para minha mãe e meu pai. Você quer ligar para a sua?" "Ela está ..." Aponto meu dedo para cima. "Ah, sim, ela está no avião," ele ri sem jeito. "Tudo bem, volto com copos e vamos brindar." "Ok", aceno com um sorriso ansioso. Carter corre até a porta e depois para, virando-se para correr de volta para mim. Ele lança um beijo em meus lábios. "Eu te amo. Obrigado." Eu rio. Ele pode ser tão adorável. "Também te amo", digo balançando a cabeça. "Agora vai, traga o champanhe, para que possamos comemorar!" Empurro-o em direção a porta. Carter sai correndo do quarto enquanto admiro o meu anel. Como a maioria das meninas, meus pensamentos imediatamente vão para o casamento. O que vou vestir? Que outras joias combinaria com o meu simples e elegante anel de ouro? O colar que minha avó me deu iria perfeitamente. Costumava usá-lo o tempo todo, mas depois que


Nina G. Jones quase o perdi durante uma viagem a Lake Tahoe, mantenho-o na caixa de joias, apenas para ser usado em ocasiões especiais. Bem, uma proposta de casamento é uma ocasião especial, não é? Abro a caixa de joias, que fica no topo de uma cômoda alta, passando os dedos através de alguns brincos e colares, mas não vejo o colar da lua crescente. "O quê?" Eu falo para mim mesma, ligando uma lâmpada para ter uma visão melhor. Mas ainda não consigo encontrá-lo. Meu coração dispara. Este colar é valioso para mim. Minha mãe era uma hippie despreocupada quando eu era uma criança. Passei a maior parte dos meus anos de juventude em uma comunidade. Minha mãe estava muitas vezes ocupada atendendo às suas próprias necessidades, e minha avó, que era de outra geração, não gostava. Ela fazia uma longa viagem ao norte sempre que podia para me pegar ou passar o fim de semana. Ela me mimava. Eu a adorava. Ela era o que uma mãe deveria ser. Então a perdi quando tinha treze anos e foi absolutamente devastador. Ela me deu esse colar no meu décimo terceiro aniversário pouco antes dela morrer. Meu nome significa oração da noite, então ela dizia que todas as noites olhava para a lua e orava por mim. E que este colar me lembraria dela. Neste momento Carter volta ao quarto, e a alegria da proposta é dominada pelo pânico dentro de mim. Tinha virado a caixa de joias na minha cama, mas o colar estava longe de ser encontrado. "O que está acontecendo?", Ele pergunta, seu rapidamente mudando para uma expressão de preocupação.

sorriso

"Não consigo encontrar o colar de lua. O que minha avó deu", digo segurando as lágrimas. "Ok, bem, fique calma. Tenho certeza que está aqui. Quando foi a última vez que você o viu?" "Eu-eu não me lembro exatamente. Mas sei que coloquei nesta caixinha," digo, mostrando a ele. "Sei que fiz. Não uso ele porque quase


Nina G. Jones perdi há muito tempo atrás e passei horas tentando encontrá-lo as margens do Lago Tahoe." "Bem, talvez você colocou em outro lugar." "Não, não coloquei!", eu estalo. Talvez estou ficando louca. O homem na biblioteca fosse uma visão. Minha memória está ficando louca por causa do estresse, das aulas, cuidar de Johnny ou da relação tensa com a minha mãe. Posso dizer que Carter está decepcionado com o rumo que a noite tomou, virei uma mulher obcecada. "Sinto muito Carter, mas não posso ficar calma até encontrar esse colar. É tudo o que resta dela. É algo especial entre nós." "Entendo", diz ele, um pouco derrotado. "Como posso ajudar?" "Você se lembra como ele parece?", Pergunto. "Tipo..." "Espere, tenho uma foto aqui da última vez que usei ele. É isso" digo olhando através do meu mural de imagens, procurando a foto que tirei no Lake Tahoe, antes de o perder a primeira vez. "Ok, agora sinto que estou ficando louca", eu murmuro. "O quê?", Ele pergunta. "Não consigo encontrar a porra da foto" digo sufocando a vontade de gritar. Acordar Johnny só iria adicionar o stress, e minha paciência está tão fina quanto um fio de cabelo. "OK. Não se preocupe com isso. É uma lua. Sei como uma lua parece," Carter diz com alguma leveza. "Vamos procurar por uma hora. Depois disso, você precisa deixar a coisa te encontrar. É assim que funciona. Combinado?" "Ok, mas se não fizer isso, não-" cubro minha cabeça em minhas mãos. Então sinto o metal do anel contra o meu dedo. Merda. Ele propôs e aqui estou apenas sugando toda a alegria dessa noite.


Nina G. Jones "Vamos dormir e amanhã, quando estivermos calmos, depois do café, iremos procurá-lo novamente. Ok? Eu prometo." Olho através dos meus dedos. "Ok", respondo chateada. "Sinto muito. Estou estragando tudo. Esta noite foi tão perfeita." Ele passa a mão com carinho no topo da minha cabeça. "Ei, se não posso lidar com você por causa de um colar perdido, o que está fazendo concordando em se casar comigo?" Eu sorrio. "Você vai encontrá-lo. Sei que você vai." Carter me oferece sua mão e vou até ele. Ver o anel brilhar no meu dedo é um choque agradável. Eu fiz a escolha certa.

Esta noite era apenas para ser de reconhecimento. Queria assistir, aprender mais sobre suas rotinas. Descobrir se haverá algum momento em que o garoto não vai estar lá. Mas merda, parece que o garoto está sempre com ela. Você pensa até que ela é a porra da mãe. Ela ficou sozinha por um tempo, o que foi bom. Observei seu lindo corpo magro através da janela do seu quarto enquanto ela colocava um vestido simples. Observei-a fazer carinho em seu irmão. Ela mudou para a sala. É mais difícil vê-la de lá, com janela voltada para a rua principal. É mais seguro nos arbustos, nos lados ou por trás da sua casa. Então espero fora do quarto dela. Sei que vai voltar em breve. Então vou assistir sua rotina essa noite. Experimentar sua vida


Nina G. Jones tranquila e simples. Quando ela está em casa sem os pais, é fácil imaginar-me em casa, comer a refeição caseira que ela fez para mim, observar ela se despir e se juntar a mim na cama. Eles sempre vão te provocar. Ninguém entende você como eu. Os pensamentos intrusos interrompem a fantasia. Sei que ela nunca vai me querer. Mas vou mostrar que ela não é melhor que eu. Assim como todos os outros. Eles se humilharam aos meus pés. Imploraram. Como se fosse um deus. Todos pensam que são mais espertos do que eu, mas não são. São apenas formigas em uma fazenda que posso esmaga-las sempre que tiver vontade. Uma hora ou mais se passam e ela está de volta no quarto. Mas em vez de um anjo doce para que possa admirar deitando na cama, ela está com ele. A porra do príncipe. O cara que provavelmente nunca conheceu um único julgamento desde o dia em que nasceu. Eu só posso ver seus contornos com as luzes apagadas. Assisto, bufando como um touro irritado, quando ela monta-o. É uma mistura de raiva e excitação, como muitas vezes é. Logo serei eu, digo a mim mesmo. Isso torna suportável. Meu pau latejante implora para ser aliviado nos arbustos, mas resisto. Quero salvar minha porra para ela. E quero que minha porra seja tão forte que ela grite quando gozar nela. Então me recuso a fazer isso, até que esteja dentro dela. Eles terminaram. Eles irão se limpar. É a coisa chata e monótona da vida. Se vestir. Ir ao banheiro. O tipo de coisas que posso assistir sem entender por horas, se permitirem. Isso me deixa em um estado hipnótico. É como assistir um quadro de Norman Rockwell em movimento, só que agora todo mundo tem barbas, cabelos longos, e botas compridas. O cara liga uma lâmpada, e posso ter uma visão mais clara. Tenho que ter cuidado, mas enquanto ficar abaixado e não fazer movimentos bruscos, eles não vão saber que estou aqui. Parece que eles estão falando sobre algo sério. É íntimo. Eu nunca conheci a intimidade. Ver isso até comove, mas também me deixa com raiva. Prefiro ficar com raiva do que sentir falta disso.


Nina G. Jones De repente, o Sr. Perfeito se levanta. Então ele está de joelhos. Isso não pode estar acontecendo. Isso não pode ser a porra real. A dor queima. É como ter um soco no estômago uma e outra vez. É como se alguém estivesse perfurando meu coração com pedaço de vidro quente. Como sou treinado a fazer, converto o desejo em fúria. E desta vez, há tanta coisa, que fervo em uma raiva cega. Preciso expulsar este fogo em mim. Meu instinto é rasgar o arbusto na frente de mim em pedaços. Aperto meus punhos enquanto os pombinhos se abraçam, tentando conter a ira que sobe em mim como uma enchente. Paciência. Foda-se a paciência. Eles zombam de mim. Eles me insultam. Seus sorrisos brancos e rostos perfeitos me mostram a vida que nunca terei. É como se eles soubessem que estou aqui e querem jogar isso na minha cara. Você não pode confiar neles. Achou que teve alguma chance com ela? Foda-se os planos. Irei roubar sua alegria assim como eles têm tão duramente roubado a minha. Ele não pode tê-la. Vou colocar a minha marca nela. Fazer Vesper minha. Ser uma lembrança no altar. Ser lembrado em cada memória, cada acontecimento. Vou entrar esta noite.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 3

Espero. E espero. E espero. Vesper demora um pouco e finalmente vai para cama. Pelo que pude ver, ela notou que o colar estava faltando. Isso é raro. A maioria das pessoas não percebe as coisas que levo até depois de invadir. Então posso dizer que o que levei é importante; é bom saber que o colar que peguei dela, tem muito poder emocional. E assim, sempre terei uma parte importante sua para reviver o que vai acontecer hoje à noite. Não estou preparado. Pelo menos não tanto quanto estaria, se viesse aqui esta noite com a intenção de entrar. Mas é o suficiente. Conheço a casa. Deixei um rolo de barbante. O garoto está lá, mas os pais estão fora, é bom o suficiente. O Sr. Perfeito está lá. Essas são ótimas notícias. Ele não vai ser tão perfeito quando terminar com ele. Meu ponto de entrada da casa é através do quarto de seus pais. Cortei a tela para acessar a janela e entrar quando eles estivessem fora da cidade. Costurei a tela novamente quando saí, e eles não foram tão espertos para perceber. Então, hoje, tudo que preciso é puxar um pouco as costuras que fiz da última vez quando entrei pela janela. A janela continua desbloqueada assim como deixei. Entro na casa, me


Nina G. Jones certificando de ser silencioso. Meu coração dispara, mas não são meus nervos, é por estar tão perto de algo, alguém - que queria mais do que qualquer coisa. É o pensamento de que esta necessidade insaciável será alimentada. Mas no fundo, lamento o pensamento de quando isso vai acabar. Ou ele sempre irá para a próxima casa, o próximo alvo? Mas ela é a melhor. A joia da coroa. Vou possuí-la uma vez e então... o que vem depois? Não deixo o pensamento roubar meu foco. Sempre consegui e vou conseguir depois disso. Minhas botas suavemente pisam o tapete laranja a cada passo. Paro no quarto do menino. Ele está dormindo. Penso em amarrá-lo, mas se ele faz qualquer ruído, corro o risco de Vesper acordar. Então eles não terão essa vantagem sobre mim. Vou ter a certeza de mantêlos quietos para que não o acordem. Usarei isso como ferramenta para controlá-los. Apesar do que você pode pensar de mim, não quero assustar o garoto se não preciso. Ele já tem dificuldade o suficiente. Então, ao invés disso, saio do seu quarto e fecho a porta sem fazer barulho. Passo pelo quarto deles, a porta está aberta. Entro e os observo. Sr. Perfeito está sem camisa e com shorts. Vesper está usando uma camisola branca. A forma como a luz azul da lua reflete em seu corpo, quase dá para ver através dela. Quero tê-la ali mesmo, mas tenho que manter o cronograma. É o que me permitiu fazer isso em dezenas de casas sem a polícia ter uma vaga ideia de quem sou. Vou para a sala observar o cenário. Uma última vez antes da loucura. Quando tudo está ileso. Pouco antes de suas vidas intocadas serem manchadas por minhas mãos. Há muitas fotos de sua mãe Joan, e seu padrasto, Dr. Peter Reynolds. Espanha. França. Tailândia. México. Há apenas algumas de Vesper e Johnny. Somente eles. Ele está sentado em seu colo e ela está lhe fazendo cócegas. Ele está rindo, seu corpo disforme por sua condição. Ela está olhando para ele com um sorriso. Está sorrindo para ele? Ou rindo dele? Eu não entendo. Não entendo como uma garota bonita, inteligente poderia amar esse menino tão incondicionalmente. Ela deve


Nina G. Jones lembrar o quanto ele é diferente. Deve fazer ele se sentir rejeitado às vezes. Ela é como eles. Até aqueles que não são diferentes de nós, sempre encontram maneiras de nos lembrar. Mesmo aqueles que sejam o seu irmão ou irmã. Mesmo se disserem que te amam. Assim que você abrir a boca, eles vão pensar que você é uma piada. A espera não dura muito tempo. Estou nervoso com o desejo de finalmente tocar em Vesper. Não trouxe minha arma. Não achei que iria precisar dela hoje à noite. Então, sou forçado a improvisar. Vou para a cozinha e puxo a maior faca, mais afiada do depósito de facas. Segurando lentamente, vou dobrando-a para frente e para trás, admirando a forma como a luz da lua reflete sobre ela. Isso excita, segurar este tipo poder em minhas mãos. Ando até a enorme janela que dá para o bairro. Somente casas escuras. Tudo está calmo. Quieto. Sou o rei da noite. Todos eles se encontram com seus pescoços expostos. Qualquer um deles pode ser meu. Mas hoje à noite - esta noite é a vez de Vesper aprender como é quando o sol se esconde e não podemos ser mais salvos por sua luz. Fecho as cortinas escuras, parece que nada existe lá fora. Parecido com o mundo dentro destas paredes. Não estou preparado como normalmente sou, então fico à procura de algo que possa usar como amarras. Dr. Peter mantém sua garagem como acesso de entrada e saída da casa, por trás da cozinha. Ele tem algumas cordas de escalada perfeitamente enroladas, penduradas por ganchos. Levantando-as as coloco por cima do meu ombro. Está na hora. Entro no quarto. A porta do armário está aberta, ele está repleto de vestidos, camisas e cachecóis. Pego dois, e um cachecol, coloco na cama, próximo aos pés deles. O tecido cai lentamente na cama como mulher chorando. Levemente coloco a corda próximo aos pés deles, para não acordá-los. Segurando a faca firme em minha mão. Clique.


Nina G. Jones A lanterna brilha no seu rosto. Eu vejo quando ela abre os olhos, mas os fecha com a luz ofuscante. Ela tenta fazer sentido a tudo, enquanto abre os olhos e fecha-os de novo. Mas ela não será capaz. Porque nada disso faz sentido.

Acontece tudo tão rápido. Estou sonhando com pôr do sol em Lake Tahoe e depois o sol, uma vez beijando minha pele, outra vez queima meus olhos. Não, não é o sol. Eu não estou sonhando. Isso é real. É Carter? Não, é ... Não sei. Abro a boca para chamar o nome de Carter. "Não grite," uma voz áspera sussurra. Não posso ver o que está por trás da luz brilhante. Não tenho tempo para pensar ou racionalizar. Apenas me sento lá, atordoada. Mas isso só dura um segundo antes de me rebelar. "Carter!" Ele se move em resposta ao alarme na minha voz. O intruso brilha a luz para ele, que é quando dou uma olhada melhor, mas não é muito. Seu rosto está coberto por uma máscara de modo que seu olhos e lábios não se escondem através dela. Vejo pequenos flashes de luz que impedem a minha visão, tornando difícil se ajustar à escuridão. "Quem diabos é você?", Pergunta Carter. O homem agarra meu braço puxando-me da cama. Deixo escapar um grito, mas engulo quando uma lâmina fria repousa no meu pescoço.


Nina G. Jones "Oh meu Deus", eu lamento. "Eu só quero o seu dinheiro. Não quero acordar o garoto. Ok?" Carter levanta suas mãos, mostrando que está disposto a cooperar. "Leve o que quiser. Por favor, só não a machuque." "Não vou. Apenas faça o que digo." A faca sai do meu pescoço, mas assim que o alívio me atinge, há um empurrão em minhas costas, exatamente onde meu coração estaria se a faca cortasse minhas costelas. Fico de joelhos entre ele e Carter. Mesmo se Carter, com seu 1,95m ex-jogador de voleibol no colégio, com um grande físico, lutasse com ele, estou bem no meio deles. E provavelmente seria esfaqueada. "Amarre-o" ordena a voz diabólica. "Faremos o que você quiser. Você não tem que amarrar- " A faca belisca minha pele. "Faça." "O-ok." Cuidadosamente pego a corda. Parece que é corda de escalada do meu padrasto. "Vire-se," o homem mascarado ordena a Carter. "Mãos atrás das costas." Carter franze os lábios, sua mente mal acordada lutando com suas opções, mas vira com um bufo irritado. Soluço enquanto enrolo a corda em torno de suas mãos. "Desculpe" sussurro para Carter. "Não fale. Amarre-o apertado" o homem diz entre grunhidos. Posso dizer que ele está tentando disfarçar sua voz. "Está tudo bem, Vesp. Não se desculpe. Fique calma." "Isso é o suficiente." Aceno e amarro a corda o mais fraco que posso sem ser óbvia.


Nina G. Jones "Pés", ele resmunga. Pego a outra corda e amarro os pés de Carter. O homem me empurra para o lado e joga a lanterna em cima da cama, de modo que ela brilha longe de nós. "Você corre e vou levar o garoto", ele avisa. Meus pensamentos vão para Johnny. Ele estava no fundo da minha mente, mas a cena tem sido tão focada neste quarto. Sei que tenho que fazer o que for preciso para manter esse homem longe dele, mesmo que isso signifique cooperar plenamente. Ele só quer dinheiro. Vou dar-lhe tudo o que temos. Fico sentada na beira da cama, tremendo, sufocando os meus gritos enquanto ele refaz o meu trabalho, amarrando Carter numa complexa série de nós, prendendo os pés e os braços para que ele fique bem preso. Ele pega um lenço da cama e cobre os olhos de Carter. É a primeira vez que tenho uma visão completa do intruso. Ele não é pequeno, mas não tão alto quanto Carter, talvez 1,80m ou 1,82m. Posso dizer através da sua camisa escura e das calças em estilo militar que ele está usando, mas ele é construído. Não grande ou musculoso como um fisiculturista. Mais flexível, como um atleta. Ou um jogador de lacrosse. Carter pode ganhar em altura, mas esse cara parece mais sólido, mas não tenho certeza se Carter poderia enfrentá-lo. Sei que certamente eu não seria capaz. Quando ele tem Carter imobilizado, vira a sua atenção para mim, caminhando para a cadeira próxima do meu armário e levanta a almofada. Há um barbante por baixo. Isso não faz sentido. Ele caminha até mim, notavelmente sendo leve em seus passos, apesar das pesadas botas pretas que ele usa. Ele abaixa, desliga a lanterna e a coloca no bolso. "Você está bem?", Pergunta Carter. Ele está deitado de lado na cama, virado para longe de mim, mas inclina o pescoço um pouco para perguntar.


Nina G. Jones "Humrrrumm," murmuro, com medo de irritar o homem que está amarrando minhas mãos atrás das minhas costas. Ele pega o outro cachecol e o coloca no bolso. Agarrando as amarras dolorosamente apertadas em torno de minhas mãos, ele me coloca de pé. "Mostre onde está sua bolsa", ele ordena, me empurrando para fora da porta. "Mova-se e vou matar todos vocês. Vou cortar a garganta do garoto." Ele fecha a porta atrás dele e me empurra contra a parede oposta. Ele tira o barbante de seu bolso para amarra-lo em torno do trinco da porta do quarto, e a outra extremidade levando através do corredor para o banheiro, e prendendo no trinco da porta. Isso torna impossível para Carter abrir a porta, mas se ele tentasse faria barulho. Ele venda meus olhos. "Como posso te mostrar alguma coisa?" Ele não responde. Meu estômago se contorce doente. Isso é muito trabalho para alguém que quer uma bolsa. Mas estou presa, Carter está amarrado, e Johnny ainda está em sua cama. Não tenho escolha senão cumprir silenciosamente. Ele puxa meu braço e me leva até o corredor. Suas mãos agarrando minha cintura, então me joga em uma cama. Estamos no quarto dos meus pais. "Não", eu lamento. Quero gritar, porcaria, lutar. Mas minhas mãos estão bem amarradas. E se correr, ele poderia machucar Johnny. Ele passeia sobre mim, usando seus joelhos para separar minhas pernas. Eu resisto, mas o que tentar, será uma luta sem esforço. Suas mãos percorrem minha coxa, sobre o tecido fino da minha camisola. Ele esfrega as pontas dos dedos em um de meus mamilos. Luto debaixo dele, mas isso só parece encorajá-lo, pois sinto sua dureza contra minha pélvis. Com a adrenalina disparando através do meu corpo e tendo a visão embaçada, meu olfato torna-se apurado. Ele cheira a grama dos arbustos de hortênsia fora da casa. Ele deve ter andado através deles. Cheira também a um pouco de sabão, como se tivesse tomado banho


Nina G. Jones antes de vir para cá. Suas roupas cheiram como se tivessem sido lavadas. Ele é alguém metódico. Não é louco ou sujo. Esse fato envia um calafrio pelas minhas costas. Sua respiração quente forma uma trilha ao longo de meu pescoço. "Esperei por você", ele sussurra. "Você é tão bonita." Não respondo. "Merda," ele assobia. "Não se mova." O peso de seu corpo quente se afasta, sinto-me fria e sozinha. Acho que ele saiu do quarto, mas não tenho certeza. Ele tem uma estranha habilidade de fazer o mínimo de barulho. Questiono se deveria esperar. Poderia fazer barulho para os vizinhos chamarem a polícia. Mas estou paralisada com a indecisão. Insegura se isso me levará à sobrevivência ou acabaria por causar mais problemas. Finalmente, decido tentar fazer alguma coisa. Mesmo com os olhos vendados, posso sentir o caminho para fora da casa se ele estiver distraído. Tenho que tentar. Então viro de lado e levanto. Mantenho minhas pernas na borda da cama para me guiar até a porta. Então começo a correr. Toque. Tomo cerca de quatro passos antes de atingir um corpo firme. Posso sentir o cheiro dele. Tremo de medo. Ele vai me machucar? Vai magoar Johnny por minha desobediência? Quase caio no chão, aterrorizada. Ele não diz nada. Em vez disso, ele novamente lida comigo como uma boneca, e se deita em cima de mim. "Dei a Carter uma escolha. Disse que faria dez cortes no rosto dele, ou te fodo. Adivinha o que ele disse?" "Ele não faria isso." Carter nunca deixaria outro homem me ter. "Ele fez", a figura ameaçadora sussurra em meu ouvido. "Mas você tem uma escolha também. Você pode vetar. Posso ir para o outro


Nina G. Jones quarto e socá-lo o mais forte que puder quinze vezes, ou posso foder você. Você vai ser uma enfermeira Vesper; Você sabe que seu rosto ficará destruído. Ele nunca mais será o mesmo. Isto é, se ele sobreviver." Como ele sabe coisas sobre mim? "Faça sua escolha", ele diz, não me dando muito tempo para dar atenção ao que pensei. Imagino Carter, com os olhos vendados e amarrado de joelhos. Incapaz de ver os socos chegando. Incapaz de se defender. Cuspindo sangue na minha cama e paredes. Seu nariz quebrado ou o lado de seu rosto. Suas órbitas sendo esmagadas. Eu posso fazer isso. Posso suportar a dor para nós dois. Não quero acreditar que ele enviou o homem aqui para me estuprar. E no meu coração, não acredito nisso. Mas se ele fez, não posso culpá-lo. Pelo menos minhas cicatrizes estarão no interior. "Não o machuque," eu imploro. "Você ... você pode ..." "Posso o quê?" "Faça." "Diga. Diga exatamente como eu disse. "F-foda-me." Ele respira profundamente, seu calor aquecendo meu peito. "Você fez a coisa certa, Vesper." Ele me conhece. É alguém em quem confio? Alguém no restaurante ou na escola? Seus dedos enluvados percorrem meus lábios. "Vou entrar dentro de você. Você me faz tão duro, Vesper." O desejo torna difícil para ele esconder sua voz natural, que é ainda mais grossa do que a disfarçada. Seus lábios fazem caminho ao longo do meu pescoço. Faz cócegas. Isso é bom. Minha mente fica confusa. Não quero isso, mas


Nina G. Jones meu corpo não sabe como traduzir ao toque. Ouço ele mexer em algo, então suas luvas se foram e suas mãos estão em mim novamente, seus dedos quentes me tocando. "Você tem um corpo tão bonito." Ele sobe minha camisola. Estou exposta, impotente, inteiramente dominada. "Quero provar sua buceta desde o dia em que a vi pela primeira vez." Essa palavra, isso me choca como um fio vivo. Talvez já tenha ouvido falar disso uma vez antes. Uma suavidade molhada aperta um dos meus mamilos. A boca dele. Soluço, olhos e lábios apertados, tentando não deixar escapar os gritos. Johnny dormiu através de tudo isso até agora por algum milagre, e isso não pode ficar pior. "Você é tão macia," ele diz, sua boca ainda sugando meu mamilo, confundindo meu corpo. Posso sentir o sangue correndo entre minhas pernas. Quero mandar ele parar, mas não posso. Sou tão prisioneira do meu corpo quanto sou dele. Seus dedos fazem seu caminho entre minhas pernas. Ele suavemente desliza-os entre os meus lábios. Provocando-me. Como se meu corpo fosse um brinquedo para seu prazer. "Você está encharcada pra caralho." Eu balanço minha cabeça, lágrimas caindo pelo meu rosto. "Vou ver minha porra sair desses lábios quando terminar com você, Vesp." Ele diz Vesp, quase zombando. Como se soubesse que apenas aqueles mais íntimos me chamam assim. Como se nós fossemos íntimos. "Ia fazer você me chupar primeiro, mas sua buceta está tão pronta. Você sente o quanto estou duro?" Não respondo. "Fiz uma pergunta." A lâmina da faca surge de surpresa contra o meu pescoço. O medo me atinge como um relâmpago. "S- sim." "Você escolheu, Vesper. Não precisava fazer isso. Mas você queria que eu fizesse. Andando por aí naqueles shorts pequenos. Ficando na


Nina G. Jones frente da casa com esse top de biquíni, provocando com seus mamilos duros. Você queria que eu viesse aqui." Tenho um momento de clareza. O homem dentro do carro. É a única vez que usei um top de biquíni, pelo que me lembro. "Você estava aqui," eu sussurro. "Muitas vezes", ele diz. Antes que possa dizer algo mais, ele tira meu fôlego enquanto desliza seus dedos em mim. É impressionante. Ele já me violou, sim, mas isso - ele está dentro de mim agora. Mesmo que seja apenas seus dedos. Ele está me penetrando. "Por favor," eu imploro. "Diga que você gosta." Eu balanço a cabeça. Ele continua esfregando, sua palma pressionando contra meu clitóris. Sinto o prazer se construir como senti hoje mais cedo. Tento levar minha mente para outro lugar, para detê-la. O inverso do que tive com Carter. "Não me irrite", ele resmunga. A faca corta minha pele. "Digame." "Adoro", respondo através das lágrimas. Não posso dizer se o seu ritmo está fazendo meus quadris balançarem ou é o meu corpo involuntariamente cedendo. Mas antes que possa me rebaixar, ele para, me dando tempo para recuperar o fôlego. Seus dedos encontraram meus lábios novamente. Posso sentir o fraco aroma de sexo nas pontas dos seus dedos. "Lamba com a ponta da língua." Timidamente retiro minha língua para provar uma sugestão da salinidade. "Quero que você veja isso", ele diz, tirando minha venda. Nossos olhos travam. Meus olhos se ajustaram à escuridão, suspiro quando


Nina G. Jones vejo os dele. Eles brilham. São os olhos que vi na biblioteca, com uma mancha dourada sendo sua marca. Seus olhos são de um azul turquesa tão profundo, que se destaca aos baixos níveis de luz do quarto e reflete-o como duas luas pequenas. Eu não estava imaginando ele nas últimas semanas. Ele é real. É terrivelmente real. Ele ainda tem a máscara, mas assisto enquanto lambe minha excitação de seus dedos. "Isso tem um sabor melhor do que jamais imaginei. Vamos fazer muitas vezes esta noite. Vou comer essa buceta mais e mais. Mas primeiro, estou empurrando meu pau dentro de você." "Por favor, te darei tudo que tenho." Eu tento negociar como um último esforço. "Isso é o que estou pegando", ele adverte em um tom sinistro, saindo de mim e se abaixando. Olho para baixo contra o meu melhor julgamento para ver uma cabeça inchada. Ele está gloriosamente excitado. É grosso, mais grosso do que Carter que também não está faltando nesse departamento. "Você é minha, Vesper. Vou marcar você como um maldito animal." É inevitável. Fiz a minha escolha. Vou levar esse sacrifício por Carter e Johnny. Cuidar das pessoas. É o que faço. Posso viver com isso, mas não posso viver com eles sendo feridos. Ele pressiona a cabeça contra meus lábios lisos. Suspiro enquanto ele desliza para cima e para baixo, lubrificando-se com a minha umidade. Então ele termina de ser gentil, e empurra contra meus músculos apertados e nervosos, me penetrando. Puxo uma respiração profunda. Minha mente corre com pensamentos deste momento. Hoje mais cedo, estava concordando em passar a minha vida com o homem mais doce que conheço. Agora estou presa em um quarto com alguém que tem me observado. Um homem sobre o qual fantasiei ingenuamente. Mas agora ele é real. Ele está aqui


Nina G. Jones como se tivesse lhe chamado no meu subconsciente. Ele está dentro de mim. Nada será o mesmo. Ele entra e sai, entra e sai. Fodendo-me. Esticando-me. Lamento através das lágrimas enquanto sua mão livre se move ao longo do meu corpo, apertando, esfregando. Seus dentes puxam meus mamilos. A outra mão ainda segura a faca. Sua mão apertando tão firme, como se fosse parar a qualquer momento e usá-la contra mim. O intruso pressiona seus lábios contra os meus. O tecido da máscara arranhando minha bochecha enquanto abro os lábios, deixando-o conquistar outro buraco. Ele está me beijando, e estou tão dominada que o deixo fazer sem lutar. O que é um beijo quando ele já está pulsando seu pau dentro de mim? Ele envolve seu braço em torno de mim e me puxa para cima, de modo que ele está ajoelhado na cama e estou sentada sobre ele. Ele me balança de cima a baixo. Sou seu brinquedo, desamparada, meus braços ainda amarrados atrás de mim. Estou confusa na guerra entre meu corpo e minha mente enquanto seu pau está dentro de mim e obstinadamente insiste em me levar a um lugar que não quero ir. Aperto em volta dele. Meus gemidos ficam mais altos, uma mistura de prazer, medo e derrota. "Vou te encher, Vesp." "Não," eu choramingo. "Sim." Sua garganta estremece enquanto ele me golpeia. "Posso sentir você apertando meu pau." Ele aperta minha bunda. "Acho que você é especial" ele provoca. "Você está..." Ele me puxa tão forte para ele, de modo que estou tão cheia, tão preenchida, que não posso lutar por mais tempo. "Não ... não ..." choro enquanto chego perto do clímax. Então do canto do meu olho, vejo uma sombra. Meus olhos ficam enormes e chamam a atenção do violador. A silhueta de Johnny está em silêncio na porta.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 4

Ainda dentro de mim, o corpo do intruso fica rígido. Há alguns segundos tensos de silêncio. Não sei o que dizer ou fazer. Só posso dizer que ele está pensando no que ele vai fazer e estou apavorada, temendo dele cumprir sua promessa e cortar a garganta de Johnny. Tento impedir minhas lágrimas. Talvez possa convencê-lo de que tudo está bem e possa mandá-lo de volta para a cama. Inclino para o homem e sussurro. "Por favor, me deixe colocá-lo em seu quarto. Ele não vai incomodar.” Parece que ele está considerando isso, ou reconsiderando, é o que posso ver de quase nada de suas expressões faciais, penso que ele está. Mas isso só dura alguns instantes quando um barulho vem da boca de Johnny. "MMMMM ... MMMM ... MMMM ..." Com cada repetição o som sem sentido fica mais alto. É o mais alto que já ouvi Johnny. É equivalente a um grito. Às vezes, quando ele está irritado ele vocaliza, mas não na extensão desse volume. As pessoas olham para ele e pensam que ele não entende nada. Acham que ele não se sente como nós. Eles o consideram um "retardo". Mas ele tem instintos como nós. Mesmo que não possa verbalizar seus sentimentos, os compreende. Entende o certo e o errado e sabe que isso não está certo.


Nina G. Jones "Johnny...shhh” tento desesperadamente acalmá-lo. Mas ele vocaliza mais alto. O homem se afasta pra longe de mim e vai em direção a Johnny com a faca na mão. "Não, por favor!" Eu grito. Se meu silêncio não pode salvar Johnny, então não me importo mais. Vou gritar. Vou lutar. Ele aperta Johnny pela camiseta. "Por favor, posso fazê-lo parar!" eu choro. Há um baque. Alto. Vindo do meu quarto. Carter deve ter encontrado o caminho até a porta. Parece que ele está batendo contra ela, tentando abri-la. O bater é alto e repetitivo só adiciona uma camada para o caos. É estranho. Tão assustada como estava, tão violada quanto fui, pensei que conseguiria passar por isso. Então fiquei calma. Sabia que também poderia acalmar esse estranho com o sexo. Mas em segundos, tudo o que estava protegendo se dissolveu no caos. "Vou matá-lo", o homem mascarado ameaça forte em sua garganta. Ele está segurando Johnny, mas olha para o corredor. Está claro que ele está se referindo a Carter. Ele arrasta Johnny com ele, que ainda está vocalizando alto e implacável. "Não!", eu grito, perseguindo-o com minhas mãos amarradas atrás das costas, minhas coxas internas molhadas de sua intrusão. Paro quando o vejo na frente da porta do meu quarto, segurando Johnny firmemente contra ele, a outra mão descansando ao seu lado com a faca. A porta para o quarto está empenada na parte inferior. Mas Carter ainda está preso. Caso contrário, ele teria tentado a janela. Ainda vai demorar um tempo antes dele conseguir quebrar. E quando isso acontecer, ele vai encontrar sua morte. Ele não será capaz de enfrentar um homem com uma faca de cozinha de 25 centímetros.


Nina G. Jones "Vou arrancar a porra do coração do seu namorado fora," o homem rosna. Johnny está cada vez mais em pleno volume. Há muito pânico. Muito barulho. Muito caos. Onde está todo mundo? Como ninguém pode ouvir o pesadelo se desenvolvendo dentro dessas paredes? O violador segura a faca no pescoço de Johnny. "Cale a boca!" Ele rosna. Mas Johnny está em uma raiva explodida, a pior que já vi. Seus lábios torcidos se contorcem enquanto ele tenta desesperadamente falar como o resto de nós, mas somente os mesmos sons inúteis surgem. Tudo isso está fora de controle. Esse homem planejou tudo. Ele nos destinou em minutos. Agora ele perdeu o controle e fará qualquer coisa para recuperá-lo. Então faço o que tenho que fazer. Nós podemos morrer, ou nós podemos viver e posso dar a este homem o que ele quer. Não quero viver se isso significa assistir meu irmão e noivo morrerem. "Leve-me!" Eu imploro. "Leve-me a qualquer lugar. Um lugar calmo. Não vou lutar, apenas por favor, não os machuque" eu soluço. "Me leve com você. Foi por isso que veio aqui. Por favor," eu caio de joelhos, completamente quebrada, esperando um pouco de humanidade nele. Então percebo, preferia que ele me estuprasse e matasse do que tirar a vida do menino de oito anos de idade. Seria um ato de misericórdia. "Eu te amo, Johnny,” digo suavemente, minha voz tremendo, restringindo o grito de horror que quer escapar. A confusão deriva para segundo plano como um eco. Tento uma última vez, mas provavelmente vou morrer. Fecho os olhos e inclino a cabeça. "Por favor," eu falo, tão baixo, não sei se alguém poderia me ouvir. Não quero olhar. Não quero vê-lo matar a minha família. Uma mão agarra bruscamente o meu braço, a dor me choca, trazendo-me de volta ao mundo físico. Os ruídos, a sensação de uma mão na minha pele, eles me chocam. "Levante-se," ele rosna.


Nina G. Jones

Aprendi sobre sexo observando os animais. Acho que todos nós temos que aprender isso em algum lugar. Por longos períodos de tempo, muito depois do acidente, quando minha mãe se trancou no quarto, os animais eram meus únicos companheiros. Alimentava-os. Assisti o cavalo montar na égua com seu enorme pau. Ela relinchava e lutava, mas ele a conquistaria. É assim que funciona na maior parte da natureza. O macho domina a fêmea. Acho que, até onde posso me lembrar, tinha uma tendência para assistir. Não poderia dizer muito. Não foi possível participar. Não era bem-vindo. Esta era a minha maneira de conhecer o mundo. Acho que esta noite é como Johnny vai aprender sobre sexo. Foda-se. Por isso que o planejamento é tão importante. Vesper me fez agir por impulso com toda essa farsa de proposta. O quarto do Johnny não tem fechadura. Só tinha um pedaço de corda. Carter era a ameaça, ou pelo menos assim pensei. Acontece que o mais próximo que já tive para tudo estar desmoronando foi a vontade de um menino deficiente. Eu não gosto de assustar crianças. Além disso, com seus problemas ele não estaria indo longe mesmo que ele acordasse. Seus pequenos dedos inúteis não podem trabalhar fechaduras. Mas cometi um erro enorme. Não o ouvi fazer um som. Pensei que ele era completamente mudo. Pensei em deixar Vesper colocar Johnny de volta em seu quarto até que ele começou a fazer esse horrível-repetitivo choro. Como um burro excitado. O som desse pequeno fodido estava ficando tão alto que ia ter que silenciá-lo. Então a merda atingiu um novo nível de caos quando o maldito Príncipe de Sacramento decidiu que iria tentar salvar Vesper. Era tarde demais para ele salvar o dia de qualquer maneira. Já estive dentro dela. Mas não gozei. Foda-se. Merda.


Nina G. Jones Toda vez que bati uma casa, quis a perfeição. Estou sempre aprendendo com os erros, e ajustando-os para a próxima vez. Se foder a maior parte do tempo, sou obrigado a sair imediatamente para compensar isso. Porém o que me deixava mais frustrado servia para me tornar mais brutal, a fim de garantir a conformidade. Não gosto quando as coisas não vão do jeito que planejei. Ironicamente, mesmo hoje, que não era a noite em que planejava entrar, tinha quase alcançado a perfeição total. A fantasia completa viria à vida. Onde totalmente estaria infiltrado em cada aspecto de suas vidas. Não apenas entrar em casa, comer sua comida, tomar suas coisas, tirando o seu poder. Mas tornar-me o homem da casa, levando a mulher e fazendo ela gozar por todo meu pau como se seu homem não existisse. Vesper encharcou meus dedos e pau. Não precisei de lubrificante. Apesar de seus protestos, podia sentir sua vagina inchando ao meu redor, seu corpo ficando tenso. Podia ouvir seus gemidos serem verdadeiros, embora ela estivesse sufocando-os. Nós estávamos lá. Quase lá. Então o garoto entrou. E tudo foi para a merdarápido. Eu não machucaria o garoto. Não é como se ele pudesse me identificar ou me derrubar. Mas, teria matado seu noivo se ele saísse. Não posso arriscar ser pego. Sua vida não vale a minha liberdade. Felizmente para mim, a dela vale a pena. Nunca passou por minha cabeça em levá-la até que ela pediu implorou. Nunca fiz isso. A destruição fica onde coloco. Nada tem que voltar comigo. É assim que consegui fazer isso por tanto tempo e completamente enganar os policiais. Inferno, não há tantos ladrões nesta parte de Cali, mas eles podem estar começando a descobrir que as batidas foram feitas por mim. Tenho um nome na mídia agora. Mas essa garota. Quero mais dela. Não posso sair sem terminar o que começamos. Então talvez, apenas talvez, não vou ter que me preocupar com o que vem a seguir. Mas isso não está planejado. Ainda não estou preparado para isso. Nunca corro riscos. Fujo deles. Desisto quando as coisas mudam.


Nina G. Jones Sempre há outra casa. Outra família. Outro dia. Mas não há outra Vesper. Assim como ela me incitou no início da noite, ajo no impulso. "Levante-se" digo, colocando-a de pé. Ela está trêmula. Uma confusão emocional. Este menino a tem em pedaços. Talvez ela realmente o ame de uma maneira que pensei que não existia. Ou talvez ela pense que ela vai morrer. Arrasto os dois pelo quarto e tranco a porta. "Ele fica aqui", eu digo. Mantendo um braço em Vesper, deslizo pela janela, então puxoa para fora, fechando a janela atrás de mim para que o garoto não possa sequer tentar nos seguir. Entro nas hortênsias e puxo-a para baixo comigo. "Se você gritar, vou esfaquear seu coração e te deixo morrer. Eles não vão me encontrar. Mas vou encontrar a sua família. E vou matar todos. Entendeu?" Ela balança a cabeça. Levanto e olho ao redor. A batida de Carter contra a porta do quarto mal se registra no quintal. Ninguém ouviu nada. Levanto-a do chão e cubro sua boca, e pressiono a faca contra suas costelas para que ela entenda que quero dizer o que disse. Normalmente, poderia facilmente pular as cercas ou usaria uma bicicleta roubada para voltar ao canal, que é apenas três ruas de distância, mas ela é um inferno de um fardo. É por isso que é mais fácil ir onde os alvos estão em vez de tentar movê-los para o contrário. Vamos andar com cuidado e posso levá-la até a cerca de madeira que separa sua casa de seu vizinho, calmamente levanto o barulhento trinco, estamos no quintal do vizinho. Nos escondendo novamente atrás de alguns arbustos. Foi quando ela decide voltar atrás. Ela conhece bem seus vizinhos (vi ela conversar com eles em muitas ocasiões) e acredita que eles vão salvá-la. Pensou que iria me afastar, e que depois dela gritar por ajuda eu desistiria. São todos mentirosos. Eles querem te machucar.


Nina G. Jones Se fosse outra pessoa, eu soltaria e a deixava correr. Estaria indo para a minha casa enquanto a polícia ainda estava tentando descobrir o que estava acontecendo. Ninguém vale o risco de captura. Ela não viu meu rosto. Nunca mais me veria. Porém quero mantê-la. Ela já me fez pensar em tê-la. Sobre finalmente encontrar uma maneira de tê-la mais do que apenas uma noite. Luto com ela no chão, fecho sua boca para que seus gritos sejam abafados. Posso bater nela, mas não quero danificar seu lindo rosto, então pego minha faca. Ela se contorce enquanto aponto para ela, então antes que ela perceba, estou cortando sua camisola. É um trabalho duro, fazer isso com uma mão enquanto a outra tapa sua boca. Estou ficando suado e desconfortável desta noite úmida e minha paciência está se esgotando. Rasgo sua camisola algumas vezes, tenho tecido suficiente para enfiar em sua boca, e depois amarrar em torno dela como uma mordaça. Ela está nua agora, mas não me importo porque assim me certifico que ninguém vai nos ver. Vou vendá-la com o restante do tecido e jogá-la sobre meu ombro. Será mais fácil movêla assim. Corro de um quintal para o outro, esquivando atrás deles para me reagrupar. Ainda não são quatro horas, por isso as pessoas ainda estão profundamente em seus sonos. Vesper tenta gritar, mas a mordaça abafa a maior parte do barulho, estou me movendo tão rápido que seu estômago está batendo em meu ombro, fazendo com que sua voz quebre. Se alguém se levantasse para procurar o som, já estaríamos no próximo quintal. Quando chegamos ao canal, suspiro de alívio, então coloco-a de pé. Ela está descalça e nua, seu cabelo está selvagem. Ela move a cabeça descontroladamente, completamente incapaz de perceber ao seu redor. Ela parece feroz. Ver seu corpo exposto e indefeso assim, me faz querer derruba-la no arbustos e fodê-la, mas não posso arriscar ser pego aqui. Não depois de todo esse trabalho. Tiro a minha camisa e enxugo o meu suor. Correr com ela sobre o meu ombro não é uma tarefa fácil. "Vamos," ordeno, com um puxão de seu antebraço. Ela choraminga enquanto ramos se quebram sob seus pés. Sei que dói, mas não há muito que possa fazer por ela agora. Ela tropeça algumas


Nina G. Jones vezes por obstáculos que não consegue ver. Caminhamos por dez minutos até que tudo se torna claro. Vejo meu carro à frente. Só mais alguns passos e saímos. Esta é a parte mais arriscada de todas. Tenho que andar com uma garota nua, amarrada por uma rua residencial. Saio, olhando para a direita e para a esquerda, tanto quanto os meus olhos podem ver, apenas para me certificar de que ninguém vem até nós de surpresa. Não tenho tempo para surpresas, então começo a correr com ela na rua. Então abro o porta-malas, coloco-a dentro e fecho. Abaixo o assento do motorista com um enorme suspiro, rindo um pouco enquanto limpo o suor da minha testa. Não sei em que porra acabei de me meter, porém a emoção de ser mais esperto do que essas pessoas e policiais me dá uma satisfação tão esmagadora. A emoção de levar uma garota nua por dois impecáveis bairros da área de Sacramento, enquanto as pessoas dormem profundamente faz-me sentir a porra de um deus. Ela me pertence. A garota perfeita. A garota que é um pouco como o resto deles, mas talvez ela é um pouco diferente, também. Ligo o carro, e saio. A estrada principal está a um quarteirão de distância, e uma vez que estiver nela, ninguém vai ouvi-la chutando contra o porta mala.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 5

Onde não há luz, não há tempo. Pelo menos, sabia disso antes mesmo de tudo acontecer. Poderia ser apenas alguns dias ou uma semana desde que fui deixada onde quer que esteja. Não posso dizer onde, porque tenho estado vendada desde que o filho da puta me levou no quintal do meu vizinho Johnson, cortou a minha camisola e usou ela como mordaça e venda. Pensei que alguém me ouviria. Que alguém me salvaria. Sentia segurança em minha casa, atrás de fortes paredes e janelas trancadas, dormindo ao lado de um homem que acabara de assumir o compromisso de cuidar de mim para sempre. Uma casa fornece a fachada de proteção. É um lugar sagrado, separando você dos animais que se escondem lá fora. Mas isso é tudo o que é: uma fachada. A razão pela qual sua casa é segura é porque ninguém a quis ainda. Mas se você é mesmo um azarado, nada pode impedir um monstro de romper essas paredes. No começo, passei o tempo me preocupando com Carter e Johnny. Quanto tempo demorou para eles saírem? Será que conseguiram? Acho que a faculdade de Carter começaria a se perguntar do por que ele não apareceu em seus laboratórios. Meus pais estão voltando do Egito? Estou no noticiário? Eu não sei. Estou em um buraco negro. Com o tempo, a sede e a fome se tornaram pensamentos mais proeminentes em minha mente. Meus lábios estão tão secos, é como se passasse minha língua ao longo


Nina G. Jones de uma lixa. Meu estômago tem câimbras de fome. Fico sempre deitada, muito fraca para fazer o esforço de ficar de pé. Fantasio com pizzas margueritas e um hambúrguer no The Firehouse, uma tradição nas noites de sexta-feira. Ele me deixou aqui e não voltou. Pelo menos não que possa dizer. Estou em constante estado de desconforto. Nua em um lugar que sempre é um pouco frio demais. Minhas próprias mãos esfregando a pele arrepiada como minha única fonte de calor. Conforme fico mais fraca com desidratação e fome, fica ainda mais frio. No entanto, ainda estou viva. E com isso há esperança. Se ele me quisesse morta, já teria me matado. Mas então o que ele quer? Ele não me tocou de novo. Não está me usando para qualquer propósito óbvio. Talvez ele tenha me deixado para morrer uma morte lenta, agonizante e solitária. Então, ouço passos. Eles rangem acima de minha cabeça algumas vezes, para frente e para trás, como se alguém estivesse disposto a algo. Não sei se deveria gritar por ajuda. E se ele me abandonou em algum lugar e esta é a minha única chance de ser descoberta? E se disser algo e iniciar sua ira? Não tenho escolha, mas tenho que aproveitar a oportunidade. "S ... S ... ocorro." Não usei minha voz em dias e minha boca está tão seca que quase engasgo com os sons. "Socorro", consigo dizer. Os passos continuam enquanto uso minhas reservas de energia para pedir ajuda. Não acho que foi tão alto o suficiente para ser ouvida. Mas então os passos se aproximam de uma nova área acima de mim e há o som de uma porta destrancando. Meu coração bate com adrenalina, me dando uma explosão de energia que não tive desde que a sede começou a me alcançar. Algo soou a poucos centímetros no chão longe de mim. Enrolome desesperadamente tentando avaliar onde a pessoa está. O terror entra fundo em meus ossos, mas a necessidade de sobreviver é tão forte, que substitui o susto paralisante. Não é bravura. A bravura implica que há uma escolha. "Á-gua," eu digo.


Nina G. Jones Silêncio. Silêncio que faz arrepiar toda a superfície. Então em um instante, a venda é tirada do meu rosto. Tenho estado sem ver por tanto tempo, que meus olhos esquecem como se concentrar. Pisco algumas vezes, tentando encontrar algo para aprimorar e reajustar minha visão. Instintivamente, faço isso em uma garrafa de água a cerca de quinze metros de distância de mim. No entanto, o homem firmemente erguido logo a minha frente usando uma máscara preta, rapidamente rouba minha atenção. Balanço minha cabeça e encolho meu corpo com medo. Não me sinto humana. Sou mais como um animal enjaulado. Como se estivesse aqui para me matar. Ele me coloca de joelhos. Olho ao redor e vejo que estou em um porão. Um par de janelas pequenas, nubladas, ao nível do chão trazem indícios da luz do dia. A luz lutando em seu caminho é brilhante e tem tom amarelado; Deve ser um lindo dia lá fora. Espero que ele diga alguma coisa, mas ele fica em silêncio. Ele toma meu queixo e o ergue para cima onde encontro seus olhos. Sua clareza me lembra os pedaços de vidro que costumava recolher na praia quando criança. Mesmo assim eles ainda não dizem nada. Ele se afasta e aponta para a água. Eu não entendo esse jogo que estamos jogando. Mas estou com tanta sede. Aceno com a cabeça desesperadamente. Ele se vira e volta a subir as escadas, levando a garrafa com ele. "Não ... não," eu imploro. Ele deixa a porta aberta atrás dele e estou tão desesperada, que tentaria segui-lo sem pensar em minha segurança, mas estou algemada pelo tornozelo. Antes que possa tentar entender suas intenções, ele está de volta, com um balde numa mão e um saco de papel na outra. Isso me atinge instantaneamente. O aroma de comida. Apesar da desidratação, começo a salivar. Faria qualquer coisa por aquela merda de comida e água. Estou delirando com a necessidade.


Nina G. Jones Ele coloca o balde no chão e traz a sacola de papel para o meu rosto, como se mandasse eu dar uma boa olhada. Eu faço. É como se ele estivesse lendo minhas fantasias. Hambúrgueres e batatas fritas. Oh Deus. Foda-se. Eu começo a chorar. Não posso acreditar que estou chorando por causa de um hambúrguer. Ele puxa o saco e o coloca de volta onde estava a água. Ele volta com o balde. Dentro dele tem água e sabão e uma esponja. Ele aponta para o balde e, em seguida, a comida. Olho para o meu corpo. Está coberto de arranhões e lama. Eu defequei e urinei em algum momento e podia sentir o cheiro. "Se tomar banho, você vai me alimentar?" Pergunto, com uma sensação de esperança que desmente a perversidade da situação. Ele acena. "OK. Desamarre minhas mãos. Farei isso. Eu prometo." Ele balança a cabeça, colocando o balde no chão e posso ver seu braço musculoso e o cotovelo. Ele não está tão coberto como a última vez, vestindo uma camiseta que mostra seus braços e jeans que estão rasgados e cobertos de graxa e tinta, como se trabalhasse em construção ou algo assim. Meus olhos correm ao longo de seu braço, e é quando noto uma série de cicatrizes violentas ao longo da parte externa de seu bíceps, como se a pele tivesse sido rasgada ali. Ele pega a grande esponja, água com sabão correndo por seu antebraço musculoso e de volta para o balde. E percebo que ele não está interessado que eu tome banho sozinha. Você pensa que sabe como é a fome, mas realmente não a conhece. Não aquela do tipo que faz tudo doer. Quando você sente que a força vital está sendo drenada de seu corpo a cada hora. Onde o lado racional, a coisa que te faz humano o separa de um animal que é sufocado pelo instinto. Ela transforma você na criatura mais básica,


Nina G. Jones onde nada mais importa, do que ter os nutrientes que você precisa para manter a respiração. "OK. Não vou lutar. Você pode me limpar. Mas posso, por favor, beber apenas um gole. Para molhar minha boca?" Meus lábios se juntam com cada palavra, fazendo um som de sucção terrível. Ele aperta a esponja sobre minha cabeça para que a água desça como chuva sobre mim. Está quente; Faz tanto tempo que não sentia o calor. E deixo correr sobre meus lábios, tentando roubar cada último pedaço de umidade dela. Não me importo com o gosto amargo de sabão, aceito o que posso conseguir disso. Então me concentro no cheiro promissor de comida, misturado com o cheiro limpo de sabão enquanto ele usa a esponja em meus pés. Não é forte, é realmente macio e em qualquer outra circunstância, um pouco sedutor. Ele desamarra a corda em volta dos meus pulsos. Ele pelo menos teve a misericórdia de afrouxá-los um pouco quando ele me colocou aqui. Eles estavam tão apertados na noite em que ele me trouxe, que minhas mãos ficaram dormentes e roxas. Provavelmente as teria perdido se ele não tivesse feito. Mas há queimaduras de corda que são cruas e vermelhas. Ele não as esfrega, mas novamente goteja a água com sabão sobre as feridas. Ele usa suas próprias mãos para esfregar a espuma lisa ao longo do meu corpo. Elas são ásperas contrastando com o deslizamento do sabão. Estremeço. Não vi ou falei com uma pessoa há muito tempo. A solidão come você. E te faz hipersensível à presença de outra pessoa. Seu toque, embora violado, é humano. E assim como a noite em que ele me levou, meu cérebro e corpo não conseguem conciliar ambos os lados da equação. Ele passa mais tempo em meus seios, massageando-os, esfregando meus mamilos duros. Olho para ele enquanto faz isso, não que a máscara me dê uma visão de seu rosto em tudo. Apenas aqueles olhos e um par de lábios cheios, lábios que eram igualmente macios e ásperos quando me beijou naquela noite. Ele desliza uma mão pela minha barriga, passando pela linha fina de cabelo e esfregando lá em


Nina G. Jones baixo. Limpando, sim, mas também ele brinca comigo, me mostrando que tem todo o controle. Que ele pode me tocar como quer. Concentro-me no rico cheiro de comida quente em toda a sala, e não no sentimento carnal que suas mãos provocam. Ele anda atrás de mim, tento virar, mas ele empurra meu rosto para frente, e então me dobra na cintura, espalhando minha bunda. Ele a esfrega com a esponja vigorosamente, limpando a sujeira que tenho sido incapaz de limpar. Ele se aproxima novamente, do balde puxa uma lâmina. Fico horrorizada. Ele coloca seu dedo em seus lábios e aponta para a comida, lembrando-me o que minha conformidade irá produzir. Algumas lágrimas caem quando tento me acalmar um pouco, porém ainda tremo incontrolavelmente, com medo dele me cortar, como fez com a faca. Mas, em vez disso, ele me depila: minhas pernas, axilas e a maior parte da minha área privada. Ele me toca, escova meu cabelo molhado e espreme o excesso de água. Agora sou um animal enjaulado limpo. Não tenho tempo para me preocupar com minha dignidade. Tudo o que posso pensar é comer e beber. Ele caminha até a comida e atira o saco para mim. Puxo a garrafa de água e engulo ela furiosamente, então pego um punhado de batatas fritas e empurro em minha boca. Uma mão segura firmemente meu braço. Então ele levanta a outra mão. Acalme-se, ele sinaliza. Estou um pouco constrangida por comer como uma selvagem o suficiente para o meu sequestrador ter que mostrar preocupação. Mas não muito envergonhada para lhe atirar um olhar rebelde e terminar enfiando um punhado de batatas fritas na minha boca sem quebrar o contato visual. Tomo seu conselho e abrando na próxima mordida. Focada na delícia da comida, não presto atenção ao trabalho que ele está fazendo em torno de mim. Suponho que vá limpar a minha bagunça, mas quando ele coloca uma TV na minha frente, ele chama minha atenção. Ele coloca no canal da ABC e ajusta a antena. A imagem não é nítida, e sim com uma linha estática rolando para cima na tela intermitentemente.


Nina G. Jones Gostaria de saber se esta é alguma forma de entretenimento que ele está tentando fornecer para mim aqui embaixo, úmida e nua, comendo meu hambúrguer. Não faz sentido considerando sua brutalidade durante nosso último encontro, mas quando o apresentador para de falar sobre o tempo, fica claro o que ele está me mostrando. "E depois teremos, as últimas notícias sobre a estudante de enfermagem de Sacramento que foi sequestrada." Meu estômago rola com desconforto e quase perco minha refeição preciosa. "Quem é você?" pergunto. Sem resposta. "O que você vai fazer comigo?" Sem resposta. "Por que você não fala comigo?! Eu já ouvi sua voz." Ele se vira e sai, mantendo meu pé acorrentado para que não tenha chance de escapar. Tantas fantasias que tinha de comer um banquete sozinha, meu estômago encolhido já parece que vai estourar, então coloco o hambúrguer de volta no saco. Não sei quando a minha próxima refeição será, por isso seria horrível descartar essa comida. "Estamos de volta com você, ao vivo nas notícias das seis horas. A família de uma estudante de enfermagem que foi sequestrada na noite de sexta-feira de sua casa em Sacramento, enquanto seu noivo e irmão mais novo estavam presos e trancados em salas separadas, fala hoje." Eles dividiram a tela com um vídeo de minha mãe, soluçando na frente de muitos microfones. Pete e Carter estão solenemente atrás dela, esfregando seus ombros. "Ela é uma boa pessoa. Ela estava ... vai ser uma enfermeira. Ela tem planos de fazer coisas boas ... ajudar as pessoas. Por favor, peço-lhe, a deixe ir. Você pode simplesmente soltála e desaparecer. Nós não nos importamos. Só a queremos de volta."


Nina G. Jones Um homem vestido com um uniforme de oficial bege toma o seu lugar. Ele se apresenta como xerife Andrew Hunter-Ridgefield. Ele faz uma breve declaração de que eles estão fazendo tudo o que podem para me procurar. Ele parece jovem para a posição, e questiono se ele tem o que é preciso para me encontrar. Procuro ao redor por Johnny, mas ele não está lá. Eles devem ter pensado que isso seria demais para ele. Caminho em direção à tela para ver Carter mais de perto, o júbilo que carregava em seu rosto, não importa o quanto descanse, ele inteiramente desapareceu. A corrente puxa minha perna, mantendome afastada da tela, por isso não posso avançar mais, e fico incapaz de tocar os pixels que formam minha família. Fazia dias que me queixava dos fardos de uma mãe que me transformou em mãe do meu próprio irmão. Um namorado que era quase perfeito, mas tive a audácia de acreditar que não era perfeito o suficiente. Fantasiava sobre um monstro por ele, e agora a fantasia é real. Talvez seja isso que mereço. A imagem da conferência de imprensa da minha família corta e volta para as notícias. A polícia está procurando por esse homem. Na tela é um esboço quase cômico. É um cara com uma máscara negra. Seus olhos e lábios espreitando. A imagem é em preto e branco, então não há nada para indicar a cor de seus olhos. Poderia ser qualquer um. A polícia acredita que este é o trabalho do Ladrão da Noite, que tem atormentado a Califórnia Central por cerca de cinco anos, primeiro rondando e roubando casas. No entanto, a polícia agora acredita que no ano passado, houve vários casos de invasões à casas e estupros e que é mesmo deste intruso que aumentou cada vez mais a violência. Acredita-se que ele tem cerca de 1,82 metros de altura com uma construção atlética. Ele pode ter um sedan preto. Estima-se que ele provavelmente tem 20 anos. Se você tem alguma informação sobre este caso, entre em contato com o escritório do xerife de Sacramento em ...


Nina G. Jones Uma vez que a última frase está sendo dita, o homem volta para baixo e puxa a antena desligando a tela. Tudo se dissolve em chuviscos e freneticamente eu imploro. "Não! Não!” Quero continuar a assistir os diferentes canais de notícias, ver minha família, e ser continuamente assegurada de que não fui esquecida. Mas ele não dá a mínima e tira a TV fora do meu alcance. "Por que você fez isso?" grito. "Qual era o objetivo, hein? Será que nunca vou vê-los novamente?" Eu pergunto. Ele não responde, apenas tira outra garrafa de água do bolso e coloca bem na minha frente. Sem mais reconhecimento da minha existência, acaba de limpar a minha confusão, deixando um balde e papel higiênico. Então ele volta a subir as escadas, fechando a porta atrás dele, me lançando de volta em um mundo de solidão.

Quando minha mãe morreu e deixou este rancho, vendi a maioria dos animais. Não queria cuidar de tudo, especialmente agora que seria livre para me concentrar no hobby impopular que tinha escolhido quando era mais jovem. Enquanto ela estava viva, sempre havia a chance dela saber; Juntar dois pontos. Descobrir que nem sempre fiz as coisas que disse estar fazendo. E tendo ela aqui, meu protetor mais feroz, fui obrigado a não me empurrar ao extremo e ir longe demais. Mas então ela morreu, foi como se uma junta desgastada tivesse se rompido em mim. Impulsos que mantive reprimidos vieram à superfície. Raiva aquecida em mim de ser deixado sozinho. Comecei a desejar acesso ao mundo que tinha evitado com ela, um mundo do qual ela tanto quis


Nina G. Jones me proteger, que o roubou de mim, mas que não podia tê-lo da maneira de todos os outros. Queria provar, cheirar e sentir as coisas que só tinha visto até esse ponto. Comecei a fazer as coisas que sua presença me impediu de fazer. Apesar de suas falhas, ela me controlou de alguma forma, e quando ela morreu, essa corrente quebrou. Agora, aqui está a parte irônica: me livrei da maioria dos animais, apenas para manter o mais desprotegido de todos eles: uma mulher humana. Sempre planejo meticulosamente. É o que faço. Contudo me encontrei com uma mulher e nenhuma ideia do que iria fazer em seguida. Claro, sei o que quero. Sou um homem de merda com necessidades, mas quero do meu jeito. E quando ela implorou para levá-la, pensei nessa porra, senti que isso era diferente, também. Teve até um momento em que pensei que ela não era como o resto do mundo que tinha me rejeitado e que nossa conexão era real. Então ela começou a gritar, e soube que ela era uma mentirosa como minha mãe avisou. Ela avisou que as mulheres só iriam me usar por meu dinheiro. Pelo nome da família. Por isso, tenho um plano agora. Levei alguns dias, mas percebi que isso será como domar um cavalo. Primeiro, teria que transformála em um animal. Tirar tudo o que dá poder e força. Reduzir suas necessidades para o mais básico: alimentos e água, sono, sexo. Em segundo lugar, tenho que acariciá-la, e levá-la a entender que a conformidade é igual a coisas boas. É a maneira que você treina qualquer animal. Usar o alimento como uma recompensa e outros métodos para um reforço positivo. Reforço negativo, bem, isso estará em minhas mãos. Ela ainda está no porão, mas tenho trabalhado para construir um galpão mais escondido na propriedade, em um terreno onde ninguém ande. Não posso mantê-la em casa indefinidamente, é muito arriscado. Então tenho trabalhado duro nisso entre meu tempo de trabalhar concertando coisas.


Nina G. Jones Deus, quero tanto fodê-la. Sua buceta ensaboada em minhas mãos quase me fez romper os meus planos novamente, mas preciso quebrá-la pouco a pouco. Estou indo comer o mingau de aveia que esfria na mesa da cozinha, enquanto escuto no rádio a frequência da polícia que instalei em uma das paredes. Sempre usei o rádio para monitorar as rondas policiais e saber o melhor momento para atacar em determinadas ruas. Agora, estou ouvindo pistas sobre o caso de Vesper. Houve um aumento nos relatos de pessoas suspeitas em todo o condado de Sacramento. As pessoas estão no limite. Eles estão patrulhando o bairro dela e outros bairros que rondei, esperando que volte a atacar. Isso significa que eles podem pensar que ela já está morta e que vou precisar voltar. Faz sentido. Normalmente quando as mulheres desaparecem assim, não é bom. Até o momento em que afasto-me do rádio para ir ao meu jantar, o mingau está frio e empapado. Ainda não comi bem esta semana por estar tão ocupado. E conforme giro a colher no mingau pálido, me perco em sua textura. A aveia sempre me lembrará minha infância... "Por que você não está comendo isso?", Pergunta meu pai. Minha garganta aperta. "Apenas diga. Não vou forçá-lo a comer se você apenas falar. Apenas diga não! Diga uma palavra!" Ele bate na mesa, perdendo a paciência. "Pare com isso!" Mamãe repreende, vindo ao meu lado. "Você continua mimando ele e ele nunca vai aprender essa merda. Você o trata como um bebê. É por isso que ele não vai falar!" "Ele é um menino sensível. Vai falar quando ele estiver pronto." "Gloria, ele tem quase cinco anos." "O médico disse que ele está bem. Disse que tem inteligência acima da média. Na verdade, disse que ele é extremamente inteligente. E você está fazendo isso pior. Dando a ele complexos. Algumas crianças só levam mais tempo para ganhar suas habilidades verbais. Ele é especial." "Especial? Então é isso que eles estão chamando agora ..."


Nina G. Jones Vejo-os discutir. Minha mãe sabe que eu entendo, mas às vezes acho que meu pai acha que não entendo o que eles dizem. Papai olha para mim, e seus olhos brilham. Ele arranca a colher de minha mão. "Coma! Coma!" Ele empurra a farinha de aveia para os meus lábios, mas mantenho-os fechados. A colher machuca meus lábios e dentes, mas não vou engolir. Um som sai do meu peito, mas não consigo falar, meus lábios e garganta se fecham. Quero dizer PARE. Está aqui, mas não posso fazer isso sair. "Veja? Está lá, você só tem que parar de mimá-lo!" "Pare com isso!", Grita minha mãe, levantando seus braços. Todos nós olhamos para a entrada. Scooter, meu irmão mais velho, está lá. Meu pai gosta de Scooter muito mais do que eu. Ele fala perfeitamente. Às vezes eles vão em viagens de pesca sem mim. Papai suspira. "Vamos Scoot, vamos comer o seu café da manhã. Está tudo bem." Ele se vira para o balcão da cozinha para pegar o distintivo e a arma. "Ok", Scooter diz ceticamente. Minha mãe se agacha e usa seu avental para limpar a farinha de aveia do meu rosto. "Você realmente deve comer algo. Você ficará com fome mais tarde," ela sussurra, limpando meu cabelo desarrumado dos meus olhos. BOOM. BOOM. BOOM. O bater em minha porta da frente tira os meus pensamentos. Tento desligar o equipamento de rastreamento da polícia, puxando-o da parede e jogando-o dentro do armário acima da mesa. Ando até a porta, espreitando através das cortinas para ver Scooter lá fora. Falando do filho do diabo. Eu não estava esperando por ele, e não estou particularmente feliz por ele estar aqui. Abro a porta e volto para a mesa da cozinha, deixando Scoot por conta própria para me seguir e fechar a porta atrás dele. "É bom ver você também, Sam."


Nina G. Jones Sem perder um passo, apenas ignoro suas palavras. "Não ouvi de você por um tempo. Três semanas? Continuo ligando e você não responde. Estava prestes a ir até o rancho neste fim de semana para ver se você estava vivo." O rancho. É meu. E odeio como ele acha que ele pode simplesmente ir até lá. Especialmente agora. "Estou bbb-bem." Foda-se. Merda. "Bbb-astante O-cupado." Ele levanta o queixo em estado de choque. "Merda, você está muito pior desde a última vez que o vi." Ele é como nosso maldito pai. Zero de educação e sensibilidade de um touro raivoso. A última coisa que você diz a alguém com um impedimento de fala é o quão ruim as palavras soam. Seria de esperar que ele não descobrisse isso até agora. "Ooo-obrigado cuuuu-zz-ão." Puxo minha cadeira violentamente em um sinal não verbal de protesto e sento nela com um baque. A farinha de aveia fica ali, o cheiro dando sentido a lembrança de como nossas vidas foram diferentes embora tenhamos os mesmos pais. Ele encontra um lugar para sentar. "Ok, você esteve gastando todo seu tempo no rancho, sozinho. O que não faz sentido, já que a maior parte do seu trabalho está aqui. Você parece um fantasma. E sua gagueira está ficando progressivamente pior ..." Seu tom muda como se ele estivesse me contando um segredo. "É por causa da mãe? Sabe, perdê-la também foi difícil para mim." "Ééé-é só uma hhh-hora d-d-daqui." Abro minha boca para continuar falando, mas aquela sensação familiar da minha garganta apertando, as palavras ficando presa no caminho para fora - não vai parar. Estou no limite de ser descoberto por ele. Suspiro e disparo em direção ao balcão, onde há um bloco de notas e uma caneta, então escrevo. Não quero falar sobre isso. Como está o trabalho?


Nina G. Jones Eu sento de volta na minha cadeira e deslizo o bloco de notas para ele. Ele sorri para si mesmo e aponta para o bloco e o empurra de volta para mim. Isso me faz rir um pouco também. Mudo a página e escrevo a resposta. Bem. Muitas casas sendo construídas e escolas sendo reformadas. Tive que recusar trabalhos neste momento. "Bem, isso é uma boa notícia", diz ele. "Faz um tempo desde que fui até ao rancho. Você ainda tem tempo para cuidar disso?" Scooter é ganancioso pra caralho. Sei que ele ficou chateado porque nossa mãe me deixou o rancho. Nós dois tivemos bastante depois que ela morreu, mas ele simplesmente não conseguia lidar com esse pequeno fato, de que talvez apenas uma vez, fiquei com a melhor parte. Para ele, o rancho era um lugar de refúgio, um lugar onde ele caminhava, pescava ou montava cavalos no fim de semana com o pai. Para mim, aquele rancho era uma prisão. Apesar disso, não posso me desfazer ou deixá-lo para trás. "De qualquer maneira, Katie queria que você fosse para o jantar. Seus sobrinhos e sobrinhas querem ver seu tio." Gostaria que ele aprendesse a entender indiretas. Anoto no bloco. Muito ocupado agora. Olhe para mim. Venho para casa coberto de tinta e gesso todos os dias pronto para dormir. Dê-me algumas semanas para que meus projetos terminem. "Você continua nos evitando, nós vamos vir aqui algum dia para o jantar", diz ele. Tão cheio de direitos. Tão presunçoso. Como todo mundo, ele acha que ele é mais esperto do que eu, porque pareço um estúpido. Amo o fato de que ele não sabe quem realmente sou. Amo ser melhor do que ele em particular, e provavelmente mais do que toda sociedade. Há irmãos piores do que Scooter, mas ele também não é particularmente bom. E desde que a mãe morreu, e o pai está morto há anos, ele se nomeou patriarca dessa família, acha que é a cola que


Nina G. Jones nos mantém unidos. Só gostaria que ele simplesmente deixasse a merda desmoronar. Éramos uma família, mas estávamos em dois lados distintos de uma batalha em curso. E mesmo quando as armas foram entregues, as feridas da batalha não desapareceram. Deus, ele parece papai. Até as manias e tiques. Agora que somos só nós, ele está sempre na minha bunda. De repente, ele é o irmão mais velho que sempre quer estar por perto. O homem de família bem sucedido que tão graciosamente aceitou a tarefa não solicitada de verificar o seu irmão solteiro e solitário. Aponto para mim e faço um gesto de dormir. Estou cansado. Você, foda-se. "Tudo bem, tudo bem. Estarei checando você todas as semanas. Então poupe-me o esforço e pegue o telefone." Aceno com um rolar cansado de olhos. Pensei que a morte da minha mãe me daria liberdade, mas ele é pior do que ela. Pelo menos ela desaparecia em seu quarto por algumas semanas aqui e ali. Aponto para mim, fazendo um gesto de telefone, em seguida, aponto para ele. Eu, chamo você. Então levanto, outra pista não-verbal (sou muito fluente nisso), e ele segue o exemplo. Nós caminhamos para a porta dos fundos que sai diretamente na cozinha da minha casa em Sacramento, a cidade onde vivemos como crianças. "Vou fazer com que Katie lhe faça comida de verdade. Não acredito que você está comendo farinha de aveia. Isso é uma coisa que não sinto falta da minha vida de solteiro. Sabe, você não precisa ver tudo pela mãe. Deveria sair de lá. Você é um garoto de boa aparência." Ele agarra meu bíceps, aquele que não parece ter sido passado com um ralador de queijo, e dá um aperto. "Você tem dinheiro e um bom trabalho. As mulheres colam nessa merda ... Katie tem amigas." Seu papo de incentivo é conversa melosa e indesejável. Ele sabe o que acontece quando fico com mulheres. Tudo o que elas querem


Nina G. Jones fodidamente fazer é falar. Então prefiro pagar minhas mulheres para foder e ficar quieto. Ele está vomitando besteiras e ele sabe disso. Ele não tem ideia do quanto saio hoje em dia. Além disso, tenho a minha mulher. Aquela que sou responsável e escolhi como uma flor solitária de um arbusto estéril. Agito meu dedo no ar e respiro fundo. "Não." controlo essa palavra monossílaba como um menino grande. Ele solta meu bíceps, dá um tapa no ombro. "Bem, até breve." Aceno novamente, encostado na porta. Observo-o entrar em seu carro e sair antes de tomar uma respiração profunda. Se não tivesse voltado para minha casa esta noite, ele teria ido para a merda do rancho. Isso foi mesmo uma sorte. É por isso que não faço - nunca fiz - sequestros. Cinco minutos depois de ter certeza de que ele se foi, pego minhas coisas e volto ao rancho para terminar a nova casa de Vesper.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 6

Estou trabalhando na varanda de um cliente esta manhã e mal posso manter meus olhos abertos. "Uaaau Sam, você parece exausto", diz a Sra. Dawkins. "Posso lhe oferecer algo para beber?" Digo que não com a minha cabeça, mas então coloco meu dedo para cima e encolho os ombros. Não, obrigado. Espere, mudei de ideia. Você sabe o que? Claro. Geralmente faço um esforço para falar, mas tenho feito o trabalho para Emilia Dawkins por anos e realmente não tenho energia para conversa. A gagueira piora quando estou nervoso ou muito cansado. Nesse caso, é a última opção. A Sra. Dawkins tem idade suficiente para ser minha avó. E mesmo que fosse atraído por ela, sou inteligente o suficiente para nunca ir atrás de um cliente. E normalmente, em um dia claro como este, ficaria de olho em mulheres de casa, enquanto seus maridos ou namorados estão no trabalho, tentando selecionar quem gostaria de caçar. Desde que tomei Vesper, no entanto, sou aquele que está sendo caçado. Convenientemente, a casa da Sra. Dawkin fica a poucos minutos de carro da casa de Vesper. É a desculpa perfeita para dirigir por lá no caminho de volta e ver o que a polícia está fazendo - se eles terminaram de vasculhar a casa para obter provas, se há carros de


Nina G. Jones polícia ainda estacionados fora de sua casa. Sei como tudo isso funciona. Só tenho que esperar, deixar as coisas esfriarem. Foda-se. A verdade é que só consigo pensar em voltar para Vesper. E todo o resto, inclusive manter um olho nos policiais, é apenas uma distração. Passei a noite inteira terminando sua nova casa. Tenho talvez uma hora de sono. Só preciso adicionar alguns toques finais. Mal posso esperar para vê-la novamente. Tenho presentes novos para ela. Há uma escola do outro lado da rua e eles estão no intervalo. O parquinho calmo entra em erupção com crianças gritando. Esse som ainda me deixa desconfortável. Sei que não parece, mas tinha um ponto fraco por Johnny, principalmente porque ele não tem voz. Sei o que é isso. Bem, pelo menos até que ele decidiu ter um ataque de pânico. Mas não o culpo embora. Se tivesse uma Vesper na sua idade, também não iria querer perdê-la. Olho para as crianças brincando. Um grupo deles formaram um círculo e estão correndo na mesma direção... Estou no meio de um círculo de meus colegas de escola. Meu estômago dói. Odeio o intervalo. "Ga-ga-ga-go Sam!" Eles cantam. Nervosamente inquieto, olho em volta procurando Scooter. Ele está brincando com seus próprios amigos. Na maioria das vezes ele não fala comigo na escola. Ele tem muitos amigos; Um pessoal mais velho. Acho que ele está envergonhado por mim. Então, no almoço, normalmente fico sozinho. " Ga-ga-ga-go Sam!" Alguns dos outros cantam. Pouco antes de irmos para o intervalo, a Sra. Juniper me chamou para ler em voz alta. Ela disse que não iria me tratar de forma diferente. Que meu pai insistiu nisso. A turma espera que diga algumas frases. Isso faz meu estômago doer. Tenho medo de fazer xixi na frente de todos, porque quando estou nervoso, tenho vontade de fazer xixi. Faço xixi na cama quase todas as noites, e isso deixa papai irritado quando descobre. Quando as crianças riem de mim lendo, a Sra. Juniper as repreende, mas isso só me deixa mais envergonhado. Eles esperam e esperam por mim para passar o parágrafo. Desta vez não terminarei antes de cinco


Nina G. Jones minutos do intervalo. Isso deixa as crianças realmente bravas comigo. No almoço, eles gostam de me chamar de nomes porque sabem que não posso responder rápido e gostam de me ver lutar. É mais fácil fingir que não os ouço. E enquanto eles me provocam no intervalo, fico lá quieto, a dor no meu estômago piorando enquanto eles riem e me empurram. Quando há uma ruptura no círculo, faço uma corrida entre eles. Todos me perseguem ao redor do campo de jogos, mas sou rápido. Mais rápido que qualquer criança nesta escola, mesmo para os mais velhos. Corro atrás dos professores e fora do playground. Ninguém pode me pegar enquanto corro em um quintal e subo por cima de uma cerca. Continuo correndo e correndo, até que os sons do pátio da escola desapareçam. Paro e recupero o fôlego no quintal de alguém. Quando olho para cima, estou de frente para uma janela. Uma mulher está lá, segurando um bebê. Ela está olhando para baixo, balançando-a para frente e para trás. Fico atrás de alguns arbustos. Não quero que ela me veja e me faça voltar. Ela está usando um vestido branco, que está caído sobre seus joelhos. Depois de um tempo, ela puxa seu sutiã. Ela tem grandes seios, então sinto algo no meu estômago que não é dor. Ela levanta o bebê para um deles, e vejo o bebê chupar. Queria estar lá em seus braços, pois isso parece ser tão bom. Silêncio. Nada me obriga a falar. Sozinho, mas não só. "Aqui está um chá gelado!" A Sra. Dawkins oferece um copo. "Vou fazer algumas tarefas agora." Dou-lhe um polegar para cima. Gosto do meu trabalho. Sou bom com minhas mãos e isso permite manter os meus passatempos desde que faço minha própria programação. Não preciso do dinheiro. Só gosto de ser produtivo. Estes dias, há tanta construção sendo feita, que as empresas maiores me contratam além de meus próprios projetos pessoais. As pessoas confiam em meu trabalho, e minha reputação me precede.


Nina G. Jones Posso dizer que as pessoas se sentem bem quando me contratam. Como se fosse caridade, ajudando o cara que gagueja. As pessoas assumem que sou lento, apesar do fato de que posso construir uma casa com minhas próprias mãos. Tudo porque sou diferente. Às vezes as pessoas reconhecem meu sobrenome e perguntam sobre isso, mas não gosto de falar sobre minha família. Acho que alguns deles assumem que fui deixado fora do testamento e trabalho para me sustentar. De qualquer forma, não é da sua maldita conta. Claro, eles estão felizes em mandar consertar suas coisas, renovar suas cozinhas, mas isso é o mais longe que vai. Ainda sou um estranho. Ainda sou aquele garoto no meio do círculo, só que os adultos têm que agir um pouco mais civilizados, porque sou um garoto maior nos dias de hoje. Um alarme soa, as crianças formam filas e são levadas de volta à escola novamente. Silêncio. Agora que tenho Vesper esperando por mim, estou sozinho, mas não só.

Duas vezes o sol se foi e o porão se tornou escuro. Duas noites se passaram desde que o homem entrou, me limpou, me alimentou e me mostrou o mundo exterior através de uma tela de televisão. Então ele saiu sem uma palavra. Não sei quando ele estará voltando, e isso me assusta. A comida e água há muito tempo acabou e só me deu energia suficiente para continuar existindo. Mas ainda estou faminta e com sede, e ele é a única maneira para ter acesso a mais comida.


Nina G. Jones Fome e tédio é uma combinação enlouquecedora. Faz você orar pela presença de alguém para que se sinta humano novamente. Pelo menos quando ele está aqui, meu corpo treme com adrenalina. Sintome viva quando não tenho a energia da nutrição. Então a espera se tornou tortura - não conheço o meu destino, vou sofrendo e me tornando mais fraca. Às vezes, há passos e meu coração salta de excitação e pavor. Mas então a casa fica quieta novamente. Minha mente e corpo estão constantemente confusos por este homem que me aterroriza, mas é também a pessoa que devo depender para sobreviver. Desta vez, quando os passos se aproximam da porta, ela abre. Minha boca produz o pouco de saliva, que como um cão em teoria Pavloviana, estou dando resposta à sua presença. Ele desce as escadas, uma caixa de leite e itens aleatórios em seus braços. O cheiro de comida instantaneamente atinge meu nariz e minha frequência cardíaca acelera. Tento não sorrir e parecer muito ansiosa. Isso seria patético. Mas meus olhos roubam a atenção do meu nariz e vão para seus braços nus, manchados de suor, seguido por um torso nu, um pescoço musculoso e um rosto mascarado. Ele está vestindo jeans novamente, rasgado como a última vez. Tem riscas de sujeira e tinta sobre ele, e sua pele um tom muito bronzeado como se estivesse apenas trabalhando no sol. O que faria para sentir o sol em minha pele novamente. Odeio que, apesar de todas as coisas horríveis que este homem tem feito, não posso deixar de notar o seu corpo trabalhado, atlético. Ele sai novamente e volta com um balde de água e sabão. Assisto com suspense cético enquanto ele faz tudo simplesmente me ignorando. Uma vez que ele está estabelecido, levanta um jarro de água diante de mim. Quase danço. Então aceno freneticamente, minha garganta apertando ao pensar em umidade. Ele aponta para o balde com água. "Sim-Sim", me apresento sem hesitação.


Nina G. Jones Ele caminha até mim com o balde, seus olhos turquesa, com partículas douradas, se fixam nos meus enquanto ele esfrega o sabão ao longo de meu corpo. Estou com medo. Do meu destino. Do que Johnny e minha família estão passando, mas não tenho medo disso. Ele já fez isso antes e não foi a pior coisa que ele fez comigo. É realmente bom estar limpa depois de estar em um porão sujo. Estou mais relaxada, meu corpo me trai quando ele limpa entre minhas pernas. Da última vez, virei o rosto em protesto. Consumida com medo e raiva, pude ignorar as sensações físicas. Mas estando nua e sozinha por dias a fio, sem nada contra minha pele, estando em concreto frio, suas mãos quentes aquecem cada parte de mim que ele toca. O cheiro de tinta no seu jeans, em sua pele, o suave aroma de sal e grama, isso me lembra dos longos dias em Tahoe. Eu ajo impassível, mas quando respiro fundo para me acalmar, ele pula nervosamente. Ele esfrega-me em toda parte. Meu corpo é terra conquistada; Não há segredos para ele. Pego em seu braço com as cicatrizes e vejo que correm ao longo daquele lado de seu corpo, até seu torso. As marcas grossas e claras rastejam acima de seu pescoço. O outro lado do seu corpo é intocado. Ele derrama um jarro de água morna sobre mim para enxaguar o sabão, usando as mãos para ajudar no enxágue. Meu captor faz o seu caminho de volta entre minhas pernas, guiando a água limpa para ter certeza de que enxague toda a sujeira. Enquanto seu toque era suave mas clínico antes, dessa vez, ele esfrega, deixando seus dedos passarem pelos lábios externos, mas não rompendo a entrada. Teste. Provocação. Meu estômago vibra com desprezo e excitação. "Pare com isso. Por favor," imploro enquanto meus joelhos enfraquecem. Ele vai por mais alguns segundos, sua mão invadindome, mas ainda nada como a noite em que nos conhecemos. Flashes do sentimento que tive naquela noite enche-me de vergonha: Como deixei este homem quase me levar ao orgasmo, e como agora, apesar da minha resistência, se ele quisesse novamente, provavelmente poderia.


Nina G. Jones Então ele para por vontade própria, enxugando-me com a toalha. Ele me entrega a água e a engulo, tanto quanto posso, sem passar mal. Instantaneamente, a vida retorna ao meu corpo. "Posso ver mais TV?", Pergunto. Ele não responde. "Só quero ver se meu irmão está bem. Ele não estava na coletiva de imprensa." Ele sacode a cabeça. TV não está na mesa hoje. Sugo de volta um soluço afiado, não quero chorar na frente dele, não mais. Ele caminha até a caixa de leite e tira um cobertor grosso. Suavidade. Textura. Calor. O que não faria para poder dormir nele essa noite. O chão é tão frio e implacável. Perdi gordura e com isso, algum amortecimento, e meus ossos doem. "O que tenho que fazer? Apenas diga. Não entendo por que você não me responde." Ele se aproxima e coloca o cobertor no chão atrás de mim. Então ele volta para me encarar, bem de perto, e é quando vejo a protuberância em suas calças. É ameaçador e estou com medo, mas ainda assim a área onde ele me tocou pela última vez aquece. Ele se inclina o suficiente para que sua dureza raspe em mim. "Vou provar sua buceta," ele sussurra em meu ouvido. Sua voz é irregular e baixa, igual ao som de cascalho. Balanço a cabeça. Não vou fazer isso. Isto não é quem sou. Ele pode me pisar, me matar de fome, me isolar, mas ainda sou Vesper Rivers. Ele encolhe os ombros, puxando o cobertor do chão. Pega a caixa de leite, e começa os movimentos para uma grande saída. É tão injusto, isso não é nada para ele, mas esse porão é meu mundo. Esse cobertor poderia ser minha cama. Poderia proteger meu corpo nu para que


Nina G. Jones pudesse manter um pedaço de dignidade. Ele poderia me abraçar. Um abraço simples, mesmo de um cobertor seria uma linha de vida agora. Uma sensação de pânico sobe em mim enquanto ele caminha em direção às escadas. Ele é a única pessoa com quem posso falar ou tocar. Não quero que ele vá. Não quero estar neste tédio sem fim, olhando para fora da pequena janela que está longe do meu alcance. Fiquei sem coisas para pensar. Dormi mais horas do que posso contar. Não sei quanto tempo posso continuar sem comida. Sinto que minha sanidade está pendurada por um fio de cabelo. Tenho que impedi-lo de me deixar aqui. "Espere! Podemos negociar? Posso ter mais uma coisa?" Ele para, mas não me enfrenta. Ele está ouvindo. "Comida. Estou com tanta fome. Não posso continuar assim. O cobertor e a comida. Sei que você tem alguns. Posso sentir o cheiro." Ele está em silêncio por alguns momentos. Provavelmente fodendo comigo mais do que já fez. Então ele balança a cabeça. "Oh vamos lá!" grito, lágrimas quentes caindo em minhas bochechas. Estou tão zangada que estou chorando por esses itens mundanos. Fui reduzida a uma criança, confiar em alguém para minhas necessidades mais básicas e incapaz de me comunicar através de qualquer coisa, somente lágrimas. Ele se aproxima e fica a um passo de mim. Sem uma palavra, ele me olha de cima a baixo, escaneando meu corpo nu como se fosse uma refeição. Fiquei um pouco acostumada com a nudez, mas a maneira como seus olhos me olham, sinto-me mais invadida do que o banho. "Você vai ter que me deixar lamber sua buceta pelo cobertor. Mas se você quiser comer comida, você terá que engolir meu pau primeiro." Ele abaixa e descompacta suas calças, puxando para fora seu pênis grosso, que aumentou mais de tamanho. Por alguma razão salivo, engulo. Sustento, companhia, sexo, tudo está se misturando. Um associado ao outro.


Nina G. Jones Se tivesse que adivinhar, estive aqui por muitos dias, talvez semanas. Tive uma refeição de alta caloria, e os meus ossos do quadril estão saltando fora. Estou fraca. Estou cansada. Tive apenas bastante água para me manter viva e não quero saber se meus rins podem ir mais longe. O cobertor é agradável. É um luxo. Mas comida, comida é vida. E vou fazer tudo o que puder para sobreviver. Não tenho mais energia para negociar ou até mesmo falar, simplesmente acenando com a cabeça em consenso. "Posso comer primeiro? Apenas algo para começar? Minha cabeça dói." Seus olhos de cristal, fortes e inabaláveis, encontram os meus castanhos. "Farei um trabalho melhor, se tiver energia." Caso ele não tenha um lado humano, apelo para o carnal. Ele caminha até a caixa de leite, seu pau duro ainda pendurado, saltando conforme seu movimento, então ele puxa algo. Observo com excitação. É um saco de batatas fritas. Ele abre e tira um punhado, depois dobra o saco, colocando-o de volta na caixa antes de caminhar. Ele balança a cabeça para mim e abro a boca. Ele me alimenta com uma batata e minha boca explode com a bondade salgada. "Huumm," gemo descaradamente. Acho que vejo seus lábios se curvarem num sorriso que ele rapidamente corrige. Outra. Outra. Tive dez batatas. Dez gloriosas, salgadas, batatas fritas crocantes. O suficiente para fazer minha mente pensar que está precisando de mais comida e ativando um segundo fôlego. A pequena dose muda o meu humor, colocando em mim um inesperado nível pós-lanche. Mas a alimentação é apenas por um momento, e agora tenho que trabalhar no pagamento que recolhi. Ele aponta para o cobertor. Me deito, observando-o ficar sobre mim, e isso faz com que me sinta tão pequena. Ele termina de retirar seus jeans e os deixa cair no chão. Ele não está usando roupas íntimas, e agora ele está completamente nu. Suas pernas são grossas de músculos, embora não tão bronzeadas quanto a parte superior do corpo.


Nina G. Jones Você ainda é Vesper, lembro-me. Realmente sou? Troquei favores sexuais por uma refeição e um cobertor. Não é quem sou. Aperto meus punhos, pensando na minha família e Carter. Carter que estou traindo concordando com isso. Deveria ter lutado mais. Agora que tenho um pouco de energia da comida, deveria lutar contra esse acordo injusto. O homem, completamente nu, com exceção da máscara preta, repousa seu corpo duro contra o meu. Seu pênis pressiona contra mim, então pergunto se ele vai me penetrar em vez de seguir nosso acordo. "Mudei de ideia", eu digo. "Não preciso dessas coisas." Ele ignora minhas palavras. "Te dei uma escolha e você fez. Assim como o seu namorado fez naquela noite quando ele me disse para foder você em vez de salvá-la." Como uma onda fria de água, essa memória volta. Não acreditava que fosse verdade. Que Carter diria a um intruso para me foder em vez dele tomar uns socos nele mesmo. Mas não sei mais nada. Estou fraca, mais fraca do que penso. Essas batatas já se desintegraram no meu estômago, e a fome renascida retorna. Um cinismo e desconfiança que nunca senti por ninguém me alcança. Talvez Carter me traiu naquela noite. Talvez coloquei meu corpo e minha vida em risco por ele que não fez o mesmo por mim. E se ele não lutou por mim, então por que deveria me sentir culpada? Eu mordo meu lábio enquanto as lágrimas rolam por minhas bochechas. Foda-se, Vesper, fique calma. Quanto mais aguentar firme mais vou manter o conjunto de energia que tenho que conservar. O homem me olha chorar. Ele lambe uma lágrima, como se minha tristeza o sustentasse. "Vou te foder com minha boca. Farei você chorar, mas não assim. Farei você chorar por mim." Ele se abaixa ao longo do meu corpo trêmulo, passando os dentes contra a minha pele, que está alerta ao seu toque. Sua pele e boca estão quentes e indulgentes em comparação com o concreto duro. Ele chupa meus seios e meus quadris dobram. Digo a mim mesma que é


Nina G. Jones resistência, mas também é como se ele estivesse puxando algum tipo de gatilho que não consigo controlar. Eu abro minha boca para me opor, mas em vez disso, respirações curtas e tensas escapam. Abano a cabeça, mas ele não vê; Ele está inteiramente fixo no resto de mim - meu corpo, pele, gosto, seios. Estou totalmente cobiçada. Percebo que ele também está faminto, consumido pelo desejo tão profundo que ele não pode controlar por si mesmo. Uma fome que ele fará qualquer coisa para saciar. Ele tem me observado. Desejado. A fome se intensifica sendo tudo o que ele consegue pensar. Mesmo sabendo como é a fome, que até a sinta, não pode entender as coisas que faria para saborear algo. Ele morde meu estômago, forte o suficiente para que estremeça. Seguro meus gemidos. Não quero dar-lhe uma reação. "Sei muito sobre você, Vesp", ele respira na minha pélvis enquanto ele trabalha seu caminho para baixo. "Sei tantas coisas. Mas ver você nunca foi o suficiente. Agora finalmente vou ser capaz de provar o sabor de sua buceta quando você gozar na minha boca." Suas palavras perversas queimam através de mim como estilhaços. Chego a empurrá-lo para longe, e quanto mais sua boca quente limpa minha buceta, mais minha mão agarra no topo da máscara. "Nem sequer tente isso," ele diz, colocando minha mão para o lado. Eu não faria. Ele faz movimentos suaves com sua língua, sua cabeça mascarada tecendo enquanto ele faz bem sua promessa de me provar. Contorço-me ao redor dele, lutando contra a sensação de inchaço que sua boca traz. Minha mente resiste ao que meu corpo deseja conceder: Prazer. Alívio. Conforto. Ainda sou Vesper. Enquanto estou me contorcendo ele trabalha mais duro, encontrando meu clitóris com sua língua, massageando, seus lábios


Nina G. Jones em uma sucção suave. Leva apenas alguns segundos antes que esteja ofegando por ar, meu corpo contraindo cada músculo em antecipação para uma liberação. Mas ele para apenas alguns segundos antes, me deixando sem fôlego e enfurecida. Tinha aceitado o acordo, tinha me preparado para o que estava por vir, então agora ele estava se afastando, me fazendo desejar. Não deveria querer isso. "Me diga que quer eu te faça gozar." "Não," protesto com os dentes cerrados. "Sua buceta está corada e aberta. Posso sentir o cheiro. Aceite isso." "Foda-se", eu digo. "Você quer ser uma cadela teimosa, por mim tudo bem", ele diz, se afastando e ajoelhando-se na minha frente. "Levante-se e chupe meu pau." Dou-lhe um grunhido digno do animal que me tornei. "Parece que sarcasticamente.

você

não

quer

comer",

ele

acrescenta

Cheguei longe demais nesse acordo torcido para ser deixada de mãos vazias. Sei o que está por vir, mas protesto em silêncio. Ele me agarra pelos cabelos, puxando-os pela raiz, me colocando de quatro. "Ganhe sua merda de refeição, Vesp." Ele diz que me conhece. Pensa que porra me conhece. Mas ele não passa de um voyeur torcido. Ele vê o que quer ver, mas não o que realmente é. Seu pênis aguarda a atenção centímetros do meu rosto. Eu poderia morder. Mas isso é apenas um pensamento fugaz. Quero sobreviver a isso, e não ter minha cabeça invadida caprichosamente por fortes pensamentos psicopatas. "Coloque na boca." Minha buceta lateja, implorando pela realização que foi prometida enquanto meus lábios tremem em torno do seu eixo largo.


Nina G. Jones "Leve todo o caminho, Vesp," ele rosna, empurrando seus quadris para que ele bata na parte de trás da minha garganta. Gaguejo, o que provoca sua risada. Ele puxa para trás e depois para dentro novamente. Fora e dentro. Fora e dentro. Fodendo minha boca. "Aposto que Carter nunca te fodeu assim", ele zomba. "Aquele putinha." As lágrimas escorrem de meus olhos, mas neste momento, não posso dizer se é de sufocação ou desespero. "Sua bunda deste ângulo ... foda-se, Vesp." Sob sua voz intensamente grossa há um zumbido macio de prazer relaxado. Estou no mesmo nível, permanecendo de quatro, como um animal de estimação obediente, enquanto ele toma a minha boca para seu prazer. "Um dia vou foder essa bunda e ver minha porra pingar dela. E você estará implorando por isso." Quero tão seriamente parar tudo, especialmente com minha mandíbula cansada. Mas luto contra isso. Preciso dos resultados dos meus esforços. Ele é todo ondulação de músculos, suor, e sujeira. Olhos que não revelam alma ou profundidade, claros como os de um demônio. Seus lábios redondos emoldurados pelo tecido preto. Tantas vezes que imaginei uma versão dele quando Carter estava dentro de mim, nunca imaginei que viveria essa realidade. Pensava que estava a salvo de minhas próprias fantasias retorcidas. Ele geme, estendendo o pescoço e os quadris, aumentando o ritmo de seus impulsos. "Sua boca de merda," ele rosna, puxando para fora e segurando seu pênis em sua mão calosa, puxando meu cabelo para me inclinar para cima. Ele empurra mais rápido e solta um gemido profundo quando ele goza no meu rosto, pescoço e seios.


Nina G. Jones Não luto contra ele, é muito tarde para isso agora. Ele me limpou, e agora ele está me sujando com seu gozo. "Você parece muito bonita," ele geme. Não é sarcástico ou zombador, ele diz da maneira que um homem faria depois de sua menina ter feito isso nele. "Lamba seus lábios, Vesp", ele ordena, ainda segurando seu pau e meu cabelo. "Lamba", ele repete, esfregando a ereção ainda dura contra meu mamilo pingando com seu esperma. Coloco minha língua para fora, provando um pouco da salinidade. "Mais." Faço isso de novo, desta vez tomando um pouco mais. Ele me olha com pura luxúria. Olhos que só me veem. Uma mulher que ele usou e pintou com seu gozo. Sua arte. Sinto doer logo abaixo, minha buceta ainda esperando por sua vez. Mas também sinto dor no fato de que, neste momento, podia sentir um tiquinho de qualquer coisa, mas é total e absoluta raiva. Queria que ele me aliviasse. Não gosto dele. Oh não ... Eu o odeio. Mas, assim como a comida, vou tomar sua boca agora, apenas para sentir esse ponto pulsante. Apenas para ter o toque de outro por alguns momentos mais antes que esteja sozinha novamente por horas ou dias. Claro, não posso dizer essas palavras. E não vou. Ele se levanta, sua postura normalmente ereta um pouco vacilante, andando para o balde de lavagem. Sua bunda é firme, como a de alguém que não se intimida em erguer coisas pesadas. Ele agarra a toalha, mergulhando uma porção dela na água ensaboada. Ele limpa meu rosto, seios e pescoço de seu sêmen. Ele põe suas calças de volta e pega um saco de papel marrom e um jarro de água, deixando cair na frente de mim. Apesar da fome, meus nervos estão muito tensos para comer. Tudo o que posso pensar é no sentimento entre as minhas pernas que não vai embora.


Nina G. Jones Ele recolhe tudo, para que ele possa fazer seu caminho sem dizer uma palavra, ele sobe as escadas, me deixando para desfrutar dos meus ganhos. Mas não posso. Não até que faça a sensação de estar no precipício desaparecer.

Ela é teimosa. Às vezes, quando uma égua chuta muito forte você tem que puxar para trás. Às vezes, empurrar demais só promove resistência. Deixei ela sozinha para que pudesse perceber como queria que eu terminasse. Da próxima vez, ela saberá melhor. Queria esperar um pouco mais antes de sair. Minha língua em sua buceta teria me dado bastante imaginação para um dia de orgasmos. O problema é que esta mulher é como um antídoto para meus planos. Queria fazer um acordo. Ela está aprendendo mais rápido do que esperava. Não podia avançar mais. Merda, até valeu a pena, ter sua pele lisa, não marcada coberta com meu gozo. Esfregar meu cheiro em seu corpo. Não lavei de propósito. Quero voltar mais tarde e me sentir nela. Uma lembrança de que ela é minha que a marquei. Ela não pegou o saco com comida como esperava. Acho que sei por quê. Então, quando chego no andar de cima, decido rondar minha própria casa, espreitar através das fendas que rastejam para fora das pequenas janelas do porão, sendo apenas o suficiente para que ela não possa me ver.


Nina G. Jones Ela já está se dedilhando quando chego lá. Deitada de volta no cobertor, suas pernas bem torneadas abertas, seus olhos fechados. Ela está pensando em mim. Ela está se deixando cair no que ela quer. Ela é obstinada para não me dar satisfação. Aceito de qualquer maneira. Vejo como ela é de verdade. Por isso que gosto de olhar através das janelas. Quando não sabem que você está olhando, é quando se vê quem realmente são. Vê-la brincar consigo mesma com os pensamentos em mim me deixa de novo duro. Meu apetite sexual é forte, geralmente exigindo três orgasmos por dia apenas para pacificar meus impulsos. Meu pau está tão duro como estava quando ela estava chupava com seus lábios cheios há minutos atrás. Agarro-o, então me masturbo junto com ela. O tempo em que ela está se tocando com seus dedos gentis, mantenho à visão neles. Ela acha que pode manter segredos de mim. Que seu ato é convincente. Toda essa farsa é para ela, não para mim. Vejo através das janelas. Então sei quem ela realmente é.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 7

Decidi que vou ter menos trabalhos de agora em diante. Não desaparecendo da face da terra. Isso seria muito suspeito. Mas tenho dinheiro. Dinheiro da família. Trabalho nunca foi algo que precisava fazer, mas a grande ética do trabalho forte foi instalado em mim por Scoot e pelo nosso pai. Não posso ficar de braços cruzados. Mas agora tenho alguém para observar, alguém que distrai os meus pensamentos durante todo o dia, enquanto estou no trabalho. Hoje, quase bati um prego no dedo quando pensava na visão de Vesper se masturbando, no gosto de sua buceta molhada, então percebi que não consigo continuar queimando a vela em ambas as extremidades. Minha liberdade é a coisa mais importante, e mantê-la exige precisão. Finalmente terminei a varanda nova da Sra. Dawkins e voltei para o rancho. No caminho de volta, passei ao longo do quarteirão da casa de Vesper. Não há sinais do que aconteceu semanas atrás. A fita da cena do crime está no chão. Não há carros de polícia estacionados fora. Tentei não dirigir diretamente ao longo de seu quarteirão, no caso de detetives estarem observando a cena de veículos não identificados. Vesp ainda está no noticiário, ainda há uma busca. Mas já estou vendo os sinais do que as pessoas pensam que sabem: ela está morta. Não acho que eles têm uma única pista sobre quem a levou ou onde encontrá-la.


Nina G. Jones Forneci à Vesper comida suficiente para um dia. Mantive sua realimentação. Ela está muito magra e perdeu aquele matiz de damasco em suas bochechas. Ela tem sido obediente. Vou dar-lhe apenas o suficiente para mantê-la um pouco com fome para que ela continue assim. Além disso, tenho uma nova ideia de algo que posso dar a ela. Pego uma cerveja gelada na geladeira assim que entro no rancho e chuto meus pés na mesa de café. Estou me dando alguns minutos de descanso antes de cuidar da minha outra responsabilidade. Estou sempre pensando nela. Sempre. Isso nunca para. Mesmo agora quero ir lá. Desde que a trouxe aqui, é uma luta constante contra a satisfação imediata. Uma em que sinto-me perdendo. Observo meus pés se contorcerem no topo da mesa de café, ansiosos por continuar seu próprio caminho. O açúcar para o meu sal. Mas também estou temendo o que tenho que fazer para consegui-lo. É como tirar fita adesiva da boca de alguém. Você pode ir devagar, tirando cada cabelo minúsculo de seu rosto, puxando a pele, prolongando o sofrimento. Ou pode fazer isso em um cruel puxão, causando uma breve explosão de dor. Então vou com o puxão, batendo o vidro da garrafa na mesa de café, que está cheia de marcas com décadas de garrafas batidas nela, então sigo para o quarto que ainda não entrei desde que minha mãe morreu. Respiro fundo e giro a maçaneta de metal velho. As dobradiças rangem quando abro a porta. Um esboço de ar velho sopra em mim enquanto entro. Sei que ela está morta, mas ainda espero vê-la, sentada no canto como ela fazia tantas vezes. Não conheço esse quarto de outra maneira. Agora é apenas um memorial. O melhor e pior dela ainda nessas paredes. Nós fomos rejeitados por nossa família. Um segredo vergonhoso. A perfeição era necessária quando se carregava o nome da família. Não olho para nada, mas sei onde estão as coisas que vim buscar. Entrando na pequena sala de artesanato conectada ao quarto, puxo sua máquina de costura. Tinha visto tantas vezes ela fazer algo a partir do nada com isso. Devido a não falar muito, aprendi a assistir.


Nina G. Jones Estudar. Pessoas. Hábitos. Tarefas. Aprendi a costurar em observá-la. Corro meus dedos ao longo dos rolos de tecido, tentando encontrar algo que combine com Vesper. Lamento ter rasgado a camisola que ela usava quando a levei. Era perfeita, tanto sexy quanto recatada. Não acho um tecido branco igual, mas acho algo semelhante, um tecido de algodão com uma pequena linha de renda cor-de-rosa. Como a cor de sua buceta antes de fazê-la jorrar com necessidade. Olho através dos modelos, tentando encontrar algo em que consiga trabalhar. Encontro um vestido mais longo, que posso tornar mais curto, tão curto como aquele que a amordacei. Depois de cortar o tecido, sento diante da máquina de costura, coloco o fio, e pressiono o pedal. Esse barulho rítmico preenche meus ouvidos. Não ouvi isso há mais de um ano e meus pensamentos vão para um passado que tento esquecer. Um carro de polícia da cavalaria do estado para no estacionamento do parque, onde tenho prestado atenção a um homem aparar sua grama pelos últimos quinze minutos. O som é alto e repetitivo. Gosto disso. Isso acalma. Faz toda a raiva e tristeza ser mais fácil de esquecer. Mas quando vejo o carro, sei que estarei pagando pela pequena pausa que tirei. Papai se aproxima de mim. Ele costumava correr. Mas isso está ficando velho para ele. "Vamos", ele diz severamente, apontando com o dedo. Não luto contra ele, e em vez disso o sigo para o carro, sentado na parte de trás com a grade de metal entre nós. "Você continua fazendo essa merda, Sam, eles vão te expulsar da escola. Tudo isso não ajuda. Falar não ajuda. Você não pode continuar fugindo da escola assim!" Sento-me em silêncio. A maioria dos pais gostaria de um garoto que não responda, mas para meu pai, nada o deixa mais irritado. "Por quê? Diga-me o porquê! Juro por Deus, se você não falar, vai apanhar essa noite. Já estou cansado dessa besteira."


Nina G. Jones Não gosto de apanhar. "Eee-eles ..." Paro. Não gosto de falar na frente dele. Ele faz com que me sinta mal. Papai olha de volta em surpresa e encosta. "Não vou sair daqui até que você termine seu pensamento. Por que é que você fala com sua mãe, mas não comigo?" Porque ela não me olha como se fosse uma decepção. Ela não fica impaciente. Não me bate. Ela nem sequer nota a gagueira e por isso, quando é apenas nós, é isso apenas. Brinco com os dedos e olho para baixo. Não quero dizer a ele. Ele vai achar que eu sou um mariquinha. Meu pai é difícil. "Você está fazendo sua mãe louca porque é um péssimo filho. Você se comporta mal, está deixando ela doente. Você quer deixá-la doente?" Eu balanço a cabeça. "Então me diga." "Eee-eles me ccc-chamam de nnn-nomes." Ele suspira. Pela primeira vez, parece que ele sente pena de mim. Ele se ajusta para ter uma melhor visão de mim no banco de trás. "Sam, neste mundo, as pessoas sempre vão ver você como diferente. Você pode fugir, ou pode descobrir uma maneira de ficar. Mas não vou ter pena de você. Não vou te mimar como sua mãe. É meu trabalho te fazer forte. Transformá-lo em um homem algum dia. E provavelmente vai me odiar por isso. Mas é o que você precisa." Ele se vira e começa a dirigir. "O dia da escola está quase acabando, então vou te levar para casa. Mamãe está doente, então vá direto para o seu quarto e não brinque no quintal. Entendeu?" Concordo. Ele me deixa na frente da casa com uma ameaça. "Não me deixe encontrá-lo fugindo da escola novamente, Sam. Ou Deus me ajude."


Nina G. Jones Corro para a casa. Salvo com os sons de pássaros piando ao ar livre, tudo está silencioso por dentro. Nenhum lanche está esperando por mim. Mamãe não está sentada lá com aquele olhar de preocupação em seu rosto que ela tem quando fujo. Às vezes ela fica doente. Ela entra em seu quarto e não sai por muito tempo. Papai tem que fazer-nos jantar ou, por vezes, o Waverlys ao lado nos ajudam. Algumas vezes, mamãe fica com o que chamamos de nervosismo. Seus olhos se ampliam, então ela dirige até o rancho, e lá costura e costura por dias sem tomar um banho. Abro a geladeira para um lanche quando ouço um uivo. Não como um lobo. É mais baixo e ele sobe e desce. Coloco meu copo de leite no balcão para seguir o som que vem do andar de cima do quarto da mamãe. O uivo fica mais alto, mas é menos um uivo e mais como o som de um fantasma. Os cabelos da minha nuca sobem. Mas abro a porta de qualquer maneira. Ela está sozinha na cama, enrolada em uma bola. Chorando. Chorando como nunca vi ninguém chorar antes. Ela está fazendo todos os tipos de sons como se estivesse com dor. Mas acho que a dor está dentro. Assim como é a minha. Seu choro é alto e me deixa assustado. Não deveria olhar lá dentro. Não deveria incomodá-la quando ela está doente. Papai vai ficar louco e ele já está zangado comigo. Então vou lá embaixo, faço o meu sanduíche de manteiga de amendoim e geleia, e levo para cima com o meu copo de leite. Sento no chão fora de sua porta e escuto seu choro enquanto como. Não sei por que faço isso, mas tenho um sentimento estranho e quero ter certeza de que ela ainda está fazendo barulho. Sei que se ela parar, vai significar que algo ruim aconteceu. Enquanto estou comendo meu sanduíche, a porta da entrada se abre. "Sam?", Grita meu pai. Ele não deveria estar em casa tão cedo, então fico nervoso e derrubo o meu copo de leite. Entro em pânico, e não quero que ele me veja aqui, mas também com medo de estar em apuros. Eu levanto, tentando pegar minhas coisas quando a porta se abre atrás de mim.


Nina G. Jones "Sam?", Pergunta minha mãe; Sua voz está abafada. Seu rosto está rosa e inchado. "Há quanto tempo você está aqui fora?" Não digo nada e olho para ela com olhos preocupados. "Venha aqui," ela diz, agarrando minha pequena mão na dela e ignorando a confusão. Então fecha a porta atrás de mim. Ela se inclina enquanto segura minhas mãos nas dela. "Você chegou cedo em casa. Você fugiu outra vez?" Ela pergunta. "Sim" respondo. "As crianças estão brincando com você" "Sim, sim." Ela balança a cabeça tristemente. "Você não é como eles, Sam. Você sempre será diferente. Como eu. Este mundo está podre. Sabe, deixaria isso se não fosse por você. Só iria dormir e nunca acordar. Mas você é mais esperto do que eles. Você é mais rápido. Sua família é importante. Eles estão ameaçados por isso. Então eles olham para a fraqueza. Mas vou te proteger. Você verá. Até seu pai é como eles. E seu irmão. Vou mantê-lo a salvo desses monstros." A porta se abre. "Droga Sam. O que é essa bagunça? Falei para deixar sua mãe sozinha. Ela precisa descansar." "Ele pode ficar aqui comigo." "E ver você chorar o dia todo? Não, Glória, descanse e quando conseguir ficar fora da cama por mais de cinco minutos alguma vez, poderá voltar ao mundo." "Você é tão cruel", ela chora. "Aqui vamos nós novamente. O mundo é cruel. Todo mundo te odeia. Você está transformando-o em você e não vou deixar." "Você me odeia", ela chora. "Não traga isso", diz papai. "Estou aqui, não estou?" "Você só se preocupa com dinheiro. Isso é tudo que se importa!"


Nina G. Jones "Oh, pelo amor de Deus, você está confusa." Papai me puxa pelos ombros e me tira do quarto, fechando a porta ao som de seus gritos. Ele se agacha até mim. "Você quer ser assim?", Ele pergunta, apontando para a porta do quarto. Não sei o que dizer. Ela é a única pessoa que é legal comigo. Mas ninguém quer ficar trancado sozinho em uma sala o dia todo. Dizer não parece que estou me virando contra ela. "Bem, confie em mim, você não quer. Então vá tomar banho e fazer sua lição de casa." Ele me dá um empurrão e uma palmada na bunda, me enviando ao meu caminho. "Cristo este lugar está uma bagunça", ele murmura para si mesmo, pegando as sobras e corrigindo a pequena confusão do leite derramado que deixei para trás.

Só passou uma noite desde que ele me visitou pela última vez. Durante esse anoitecer, tive o melhor sono desde que me lembro. Com uma barriga cheia e envolta em um cobertor acolhedor, assisti como o crepúsculo se transformou no luar. As coisas que o homem fez comigo surgia em minha mente, mas o sentimento que provocou foi confuso. Não queria brincar comigo mesma quando ele saiu, mas meu corpo cantou por ele. Falei sério quando disse a ele para parar, mas não pensei que ele faria. Ele é meu torturador. Meu captor. Minhas palavras não devem importar para ele, e no entanto há momentos em que ele parece se importar com minhas necessidades. Quando ele parou,


Nina G. Jones percebi que não estava certa se ele queria isso. Ele começou uma cascata física que precisava ser materializada. Agora, meu estômago se envolve com o pensamento dele espalhando minhas pernas, acariciando meus seios, esfregando meu corpo com suas mãos molhadas e ensaboadas. Mas esse sentimento doentio, se liga a algo mais profundo - o sentimento de meu corpo formigando, me traindo, traindo o que sei que é certo. Esse sentido do proibido. A coisa que procurei quando fechava meus olhos enquanto Carter estava dentro de mim. Imaginar cenários de fazer a coisa errada. Deixar um homem que tinha acabado de conhecer me levar sem perguntar. Esse segredo, é o que me permitiu desfrutar de sexo com meu doce Carter. Agora o desejo ainda é um segredo, mas também é uma forma de viver. Odeio-me por pensar no corpo do meu captor, magro com músculos, brilhando com gotas de suor. Como seu cheiro, distintamente dele, inflama algo animal em mim. Isso ficou em mim, de forma que, quando me envolvi no cobertor, o cheiro subiu ao meu nariz enquanto caía em sono. Mesmo nos meus sonhos ele me perseguiu - um pesadelo misturado com uma fantasia enquanto ele fodia comigo com uma faca, então acordei e me masturbei com a mão novamente. Gozei. Mais uma vez. Então dormi pacificamente o resto da noite. Tenho nojo de mim. Minha vontade débil. Como troquei atos sexuais por comida e um cobertor. Costumava ansiar para ver minha família novamente, mas agora temo o dia que os verei. Eles não estarão recebendo Vesp de volta. Estarão recuperando uma prostituta que brincou consigo mesma depois que um estranho mascarado ejaculou em seu rosto e seios. Só passaram semanas e acho que estou pensando mais sobre esse homem do que Carter. Carter se tornou um sonho distante agora. A imagem de uma pessoa que nunca vou ver novamente. Ele estará em sua casa? E nem mesmo tenho forças para pensar em Johnny. Dói muito. Meu mundo agora gira em torno de uma pessoa que não


Nina G. Jones conheço. Todas as necessidades básicas que tenho são seus caprichos. É mais fácil pensar nele do que o mundo que deixei para trás. Escuto os passos do homem lá em cima. Se todos os outros pudessem ter o privilégio de ouvir o seu deus acima deles. Não tive uma conversa real em semanas e ele só fala comigo para me provocar durante o sexo. Ainda assim, agora estou ansiosa por sua companhia, e o que quer que ela traga. Ele não me machuca. Ataca. Tortura. Ele troca. Faz negócios. Às vezes parece um jogo. Então recebo tudo para passar os dias sombrios nesta prisão úmida. A solidão é apenas mais um tormento. Quando a porta do porão se abre, todos os sentimentos de paz que tenho com ele voam pela janela. Ainda não confio nele, e minha luta ou resposta a sua reação sempre fazem efeito primeiro. Só quando sei as razões de sua visita posso colocar o pânico à vontade. Toco em meus pés, o grilhão no tornozelo aperta. Essa área está sempre sensível. Gostaria de saber se a remoção do grilhão é uma negociação. A madeira range com cada um de seus passos. Lento. Confiante. Ele veio aqui silenciosamente antes, então o ritmo de seus passos é intencional. É como se, mesmo com sua descida na prisão, ele tentasse brincar com minha mente. Hoje, ele não está sem camisa, mas em sua camiseta e jeans. Ele deve trabalhar em construção ou serviços. Esta é a única coisa que consegui reunir sobre sua identidade até agora. Uso o cobertor para me proteger. Antes estava exposta. Perpetuamente aberta para ele. Nada mudou, mas o cobertor me dá a ilusão de autonomia. Ele passa por mim, leva meu balde de lixo para fora do porão e retorna. Então ele se aproxima de mim e puxa o cobertor para fora de mim. Luto, puxando uma extremidade dele. "Você disse que era meu!" Eu grito.


Nina G. Jones Ele dá outro bom puxão e joga o cobertor no chão atrás de mim, sinalizando que ele tem um propósito, e não é para me proteger de seu olhar. Os olhos de cor do mar olham para mim. Tento estudá-lo, tento imaginar o que está por baixo, mas muito do seu rosto está coberto em preto. Este homem tirou tudo de mim e nem sei como ele é. Gostaria de saber se isso é uma coisa boa. Que talvez tenha uma chance de que ele me deixe ir se não puder identificá-lo. Ele caminha até mim, desliza sua mão em torno das minhas costas e me puxa para perto. Ele não me trouxe nada. Talvez ele só está aqui para tomar. Ele corre a mão pelas minhas costas e puxa meu cabelo, expondo meu pescoço. Ele mergulha seu nariz em minha clavícula e inala profundamente. Ele já está excitado, pressionando seus quadris contra mim, então sinto o que está por vir. "Vi você brincar com sua buceta ontem, Vesp," ele diz de forma ameaçadora. Ele engole e respira fundo enquanto pressiona ligeiramente os lábios contra a minha orelha. "Sei seu segredo agora. Você é um anjinho bonito por fora. Mas dentro ..." Ele estremece. "Dentro de você está uma prostituta que gosta quando lanço meu gozo em seus peitos." Essas palavras doem mais do que as coisas que ele fez para mim fisicamente. Naquele momento, quando fiz aquele ato vergonhoso, pensei que estava sozinha. Mesmo assim me senti suja. Então pensei que pelo menos tinha aquele pedaço de dignidade guardado. Ele me tirou tudo. Não apenas a vida que tinha, mas o direito básico da privacidade. Com as coisas que ele diz, às vezes me pergunto se ele pode ler minha mente. Talvez não haja mais nada de mim que seja meu. Isso me irrita. Mais do que senti desde que cheguei aqui. Estive faminta e isolada em conformidade. Adestrada como um animal de estimação. Mas a própria vontade do sentimento humano é suficiente para acender um fogo e trazer de volta Vesper Rivers.


Nina G. Jones Embora esteja tremendo por dentro, coloco um rosto corajoso na esperança de recuperar pelo menos um pouquinho da dignidade que ele roubou. "O que você me trouxe hoje?" pergunto com presunção. Ele puxa o meu cabelo um pouco mais forte para obter uma melhor aparência no meu rosto. Seus olhos vagueiam ao longo de meus traços, revelando sua confusão à minha pergunta. "Vou ser clara: qualquer coisa que você acha que vê é apenas eu tentando conseguir coisas. Você não tem nem coragem para mostrar seu rosto ou falar comigo. Apenas é um bicho-papão. Nem mesmo é uma pessoa. Nada disto é real", eu rosno. "A única maneira que pode ter uma garota para te chupar é roubando-a e subordinando-a. Você é um patético espreitador." Enquanto essas últimas palavras escapam, suspiro com medo. Quando as pupilas escuras alcançam a clareza de seus olhos, sei que cutuquei uma besta. Ele suspira profundamente e fico sem fôlego, sendo conduzida contra uma parede fria e dura atrás de mim. Suspiro pelo ar que foi tirado de meus pulmões enquanto tento sair de seu aperto. Recuo e me contorço, tentando escapar, mas ele aperta meus cabelos mais forte. Uma lâmina fria está pressionando meu pescoço. Dói, e pela primeira vez em muito tempo, estou realmente aterrorizada. Não apenas a constante incerteza e o medo que ferve dentro de mim, mas um coração acelerado, um medo ofegante. "Você quer jogar este maldito jogo, Vesp? Quer mentir na porra da minha cara? Te dou escolhas. Tenho sido fácil com você, mas agora vou ser claro: usarei seu corpo de todas as maneiras que possa imaginar. Você vai gritar por mim. Vai me implorar para te foder em cada buraco. Porque isso é quem você é, Vesp. Os presentes estão lá para tornar mais fácil de chegar a um acordo por eles. Mas é inevitável. Você não tem controle sobre isso, assim como não tem controle sobre o fato de que você precisa de ar ou água. Entrei em sua casa e te fodi enquanto seu namorado estava amarrado como uma pequena cadela enquanto você estava em sua própria pequena porra de céu. Tenho notícias para você, Vesp. Está fodida como eu - assim - o céu e o inferno não são muito diferentes."


Nina G. Jones É mais do que ele já me disse alguma vez, seu peito vibra contra o meu com cada palavra afiada, sua voz moendo como cacos de vidro. Apesar de nossa discórdia, nossos corações se movem em uníssono. Seu pau sólido - nem afetado nem mesmo motivado pela sua raiva escava no meu estômago. Seus olhos perdem a intensidade, como se estivesse chocado com seu pequeno discurso. Ele fez questão de não me dizer muito, como se fosse uma regra que ele criou e acho que ele simplesmente a quebrou. Ele se afasta de mim. Abaixo-me e a dor sibila no meu tornozelo. A pele sensível rompeu quando ele me empurrou e queima como o inferno. Ele olha para mim, encolhe os ombros e caminha até mim com a faca ainda em sua mão. Recuo, ainda temendo que este poderia ser o meu fim. Ele se ajoelha e observo quando tira uma chave do bolso e destrava a perna. Uma fina trilha de sangue escorre pelo lado do meu pé. Não tive essa liberdade desde que ele me colocou aqui. Meu tornozelo queima com ar fresco que instantaneamente apressa a ferida, mas também o sinto mais leve por ter perdido a pesada corrente. Penso em fugir passando por ele, mas esse cara é assustadoramente forte e rápido. Ele me pegaria e me carregaria como uma boneca de pano. É melhor ganhar sua confiança para que possa encontrar uma melhor abertura, se sobreviver nos próximos momentos. Ele não diz uma palavra, mas em vez disso, tira a camisa, o peito ainda subindo e descendo, suas respirações irregulares enchendo o silêncio do porão. Não há negociações esta noite. Não tenho nenhuma luta. Eles chamam de luta ou fuga, mas há outra opção, quando o medo é tão paralisante que você se submete. Na verdade, estou mesmo um pouco grata que depois da dura lembrança de seu poder, através de sua raiva, ele até aliviou a dor no meu tornozelo. O homem mascarado desabotoa seus jeans e os deixa cair no chão. Suas coxas atléticas com pêlos que se arrastam até seu pênis, que está alto, sem se deixar intimidar por quaisquer protestos anteriores. Ele vem até mim, eliminando a longa lâmina. Enrijeço em antecipação, então ele me coloca por cima de seu ombro, de forma possessiva. Estou sem peso e indefesa em suas mãos. Ele me leva para um canto que nunca poderia alcançar com a minha corrente, uma


Nina G. Jones outra parte do porão, cheio de ferramentas e uma mesa de trabalho. Imagens de tortura atravessam minha mente e grito, chutando e batendo. "Por favor, não me machuque. Vou fazer o que você quiser." Ele me põe no chão e tento fazer uma corrida por ele, que me segura pela cintura em segundos. Então me lança na mesa de aço, causando um ruidoso baque, e caio de bruços contra a superfície gelada. Luto debaixo dele, mas ele é como uma rocha. Ele pressiona minha bochecha contra a mesa e mantém minhas pernas abertas. Ele prende meus braços atrás de mim e cordas passam em volta dos meus pulsos. "Lembra disso Vesper?" Ele pergunta com voz rouca enquanto trabalha em amarrar minhas mãos. Minhas lágrimas caem sobre a superfície metálica abaixo de mim, a faca brilhando está a centímetros do meu rosto. Será a última coisa que verei? Ele estende a corda e envolve-a em torno do meu pescoço, de modo que se puxar minhas mãos, irei apertar mais a corda ao redor dele. "Desculpe," imploro. "É verdade, está bem? Estava envergonhada. O que devo dizer? Que gosto? Isso me deixa fodida." Mas ele está em algum tipo de transe enquanto conclui o complexo conjunto de amarras. "Você pode foder comigo o quanto quiser, só por favor não me mate. Por favor." Ele puxa a corda conectando minhas mãos e pescoço para que esteja perto o suficiente de colocar os lábios contra a minha orelha. "Cala a boca, Vesp," ele sussurra. "Oh meu Deus," eu choro. Ele desliza sua outra mão sobre minha bunda e aperta cruelmente. Solto um grito agudo. Então ele bate no mesmo lugar, o som distinto enche o ar. A dor queima e lateja no local. Ele empurra


Nina G. Jones seus quadris violentamente contra mim, provocando seu pau rígido contra minha bunda e segurando a corda como as rédeas de um cavalo. "Posso conseguir o que quero de muitas maneiras. Me deixe lembrá-la disso.” Ele desliza um par de dedos em mim e retira-os, e desliza-os ao longo da minha fenda. É muito fácil. Odeio que não esteja seca. Ele é um monstro, ele é mau. Mas seu corpo quente pressionando contra minhas costas, contrasta com o ar fresco do porão. Seu coração lateja com o meu. Ele é algo - alguém - além da casca estéril e implacável, que geralmente é minha única companhia. Ele agarra a faca e geme enquanto faz correr a ponta afiada ao longo da minha clavícula, descendo para meus seios. Tento diminuir o espaço entre mim e a lâmina, mas é inútil, então ele pressiona a ponta da faca contra um dos meus mamilos, enviando ondas de calor e medo pelo meu estômago e meu clitóris. Move a faca pelo meu estômago, e interior da coxa, parando lá para arrastar levemente a lâmina sobre a minha artéria femoral. Ele sabe que sou uma enfermeira, que entendo a mensagem que isso envia. Correm lágrimas salgadas sobre meus lábios. Por favor, ele permanece lá, mas sei que não fará diferença. Sem uma palavra, ele bate a faca sobre a mesa, tão alto que salto. Então meus ombros relaxam um pouco com a ameaça imediata desaparecendo. "Agora, diga-me, Vesp. Diga-me como sua buceta está," ele comanda. Estou hiperventilando tão forte que é difícil dizer qualquer palavra. Ele dá a corda um puxão afiado que aperta a pele macia do meu pescoço. Abro a boca, mas as palavras teimosamente não saem. Elas apertam minha garganta, minha mente estrangulando o corpo, lutando contra a deslealdade que ele exibe toda vez que esse homem me toca. Ele dobra-me sobre a mesa novamente, a superfície gelada chocando minha pele. Sua língua morna e macia, seus lábios são tão


Nina G. Jones terríveis quanto a faca que me escraviza com ameaça. Gemo e conduzo meus quadris contra o ritmo do lamber e chupar da sua língua. Minha mente e corpo começam se fundir em um, o corpo apagando os protestos da mente. Há muito pouco aqui. Tão poucos momentos de prazer. De contato. Calor. Excitação. Este é um deles. Está errado. Minha mente é fraca. Meu corpo está cansado. Eles só querem lembrar de como era se sentir em paz e não travar uma batalha constante. Então me deixo ir para o estado de completa excitação. Não apenas aceitando passivamente sua boca, mas aproveitando ativamente suas aventuras. E só quando faço, prova que estou certa, que ele pode de fato espreitar em minha mente: então ele para e se afasta um pouco. "Diga-me como é." Meu orgulho desperta, tentando outra luta. Uma coisa é aceitar silenciosamente esse prazer. Brincar comigo mesma durante um sonho ou gozar com sua língua dentro de mim. Outra coisa é admitir. É o último ato de voyeurismo, forçar-se a ouvir meus sentimentos, meus pensamentos secretos. Minha vagina lateja, novamente estando perto do mais alto prazer, numa altura em que estou no meu pior. Mas não posso. Ele solta a corda de repente, de modo que caio para frente sobre a mesa. O suave som de seus passos se afasta de mim. Ele vai me deixar aqui, presa, não sei por quanto tempo. De modo que sozinha não posso aliviar o calor que se construiu entre minhas pernas. Olho para ele. Suas costas nuas e musculosas e seu traseiro, estão sombreados pelo espaço escuro. A lâmina brilhante se estende de sua mão, e por um momento ele parece um guerreiro antigo. "Espere! Espere! Por favor, não vá embora." Ele continua caminhando, prestes a se aproximar da curva e desaparecer.


Nina G. Jones "É ... é bom. É muito bom", grito através de uma garganta tensa. Meu estômago se revira em uma mistura de excitação e humilhação. Ele para, mas não volta. "Minha buceta está latejando. Parece que ... como se estivesse quente e houvesse uma onda fria vindo em minha direção e está bem ali ... bem perto de cair sobre mim. Mas preciso que você faça isso. Seus lábios e boca ... Quase gozei naquela noite em minha casa. Isso me assustou. Costumava pensar em você. Não sabia que era você. Mas você me viu na biblioteca, certo? Achei que você tinha os olhos mais incríveis. Então comecei a pensar neles enquanto fodia com Carter. Acho que você é uma merda doente. Mas talvez isso seja irrelevante porque estou aqui, e ..." quase rio com a minha voz abafada. Antes que possa terminar, ele está andando em minha direção. Ele puxa meus pés segurando pela corda e me gira, de modo que estou cara a cara com aqueles olhos penetrantes. "Quero te ver" murmuro. Ele balança a cabeça, seus olhos mais frios do que a mesa de metal que afina em minha bunda. Ele aperta seu pênis em uma de suas mãos. Implacável e brutal, ele ferozmente penetra em mim. Solto um grito profundo enquanto ele empurra seus quadris. Estou grata que meus braços estão amarrados, porque se não fossem os enrolaria em torno deste homem que me está enchendo - a última traição que já tenha pensado que seria capaz. Mas minhas pernas estão livres, e sem pedir minha permissão, envolvo sua perna quente e nua. Seu peito escorrega contra meus seios enquanto ele moe contra mim. Gemendo, permito me abandonar completamente. Ele tirou tanto de mim que é impossível sentir vergonha na frente dele neste momento. Ele é minha vergonha. É dono disso também. Quero chamar um nome, mas não tenho nada. "Quem é você?" eu choro. "A Noite," ele fala.


Nina G. Jones Deixo meu corpo cair em torno da sensação dele dentro de mim, descansando meu rosto contra a curva de seu pescoço. Seu cheiro, uma dose inebriante de masculinidade, intoxica, permitindo que me perca completamente na Noite. São seus braços firmes que nos mantém unidos enquanto aumenta cada vez mais o prazer do seu pênis inchado dentro de mim. "Vou gozar," eu arqueio. A onda começa a crescer. Ele agarra a corda do meu pescoço e a puxa para que nossos olhos estejam a centímetros de distância. Disse a ele que imaginava o dono desses olhos me fodendo. Agora, ele está me lembrando que isso não é apenas uma fantasia. Isso é real. Um sonho. Um pesadelo. Como ele disse, talvez às vezes eles são a mesma coisa. Ele torce a parte de trás da corda apertando mais em torno de minha traqueia. A onda cai sobre mim. Pulverizando prazer em cada centímetro de mim. Cada empurrão apenas outra pequena onda colidindo contra mim. Como alguém em um deserto que tropeçou em uma grande margem de alívio, bebo a água salgada, sabendo que poderia me matar, mas tudo que me importa é o alívio instantâneo de agora. Grunhidos dele mergulham profundamente em mim, levando-me para o clímax que ele não poderia conseguir semanas atrás. Acho que acabou. Vou descer e sentir a culpa que costumava sentir depois de brincar comigo com revistas sujas do meu padrasto. Então ele me coloca de volta na mesa e abre minhas pernas. O calor de seu gozo goteja lentamente fora de mim, a marca final de uma besta em sua conquista. Ele usa um dedo para limpar um pouco de mim, tomando a mistura cremosa de nós e esfregando-a em meus mamilos, lustrando-os com nosso sexo imundo. Ele chupa meus seios, limpando a sujeira com a boca. É tão sujo. Tão repulsivo, e ainda, não posso evitar, mas olho-o com avidez. Observo ele me adorar no altar desta coisa toda fodida. Ele abaixa o rosto entre minhas coxas e fode com a boca a minha buceta. Levo apenas alguns segundos para eu voltar. Minhas coxas apertam o Noite enquanto ele me consome.


Nina G. Jones "Oh Deus," eu grito, sabendo que não há nada dele neste momento. Pelo menos não há agora, Aquele a quem chamamos em nossas orações noturnas. Há somente a minha Noite.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 8

Não sei o que irá acontecer enquanto assisto Noite (acho que é isso que vou ter que chamá-lo de agora em diante) se vestir. Ele não liberou minhas amarras e me preocupo com que o que nós fizemos, não controlou sua raiva. Talvez os dois orgasmos quentes do meu corpo fossem simultaneamente o castigo por minha conversa venenosa e a recompensa por minha submissão. Talvez ele me deixe aqui por dias, presa, obrigando-me a repensar em ganhar o equilíbrio que tínhamos começado a encontrar. A noite caiu e tudo que vejo são sombras do violador mascarado se vestindo. Repulsa e atração fermentam em mim. Embora a repulsa não seja apenas por ele. Nunca senti esse nível de abandono com outro ser humano. Como duas pessoas selvagens que confiam no instinto, no vazio da moralidade. Ele tirou todo o senso de decência, de modo que não há mais nada para esconder em mim. Carter me ama. Ele é gentil. Ele é doce. Ele me aceita por quem sou. Ou não? Vesper deve ser boa. Tem que ser gentil. Ela deve cuidar de todos. Porque assim, quem a amaria? Sua própria mãe mal fez e seu pai nunca colocou os olhos nela. Quem amaria uma garota impura e suja? Um monstro com desejos fodidos? Não seria Carter. Ele ama a perfeita Vesper Rivers. Normal Vesper Rivers. Tive a sorte de ter um noivo tão bonito e bem sucedido. Pedir algo a mais era ganância. Sempre soube disso.


Nina G. Jones Talvez Noite esteja certo. Talvez estivesse sempre me escondendo, sendo fácil de amar, dando aos outros o que eles precisavam e nunca pedindo nada em troca. O que mais poderia explicar como meu corpo me trai? Uma vez que ele acabou de se vestir, Noite joga o cobertor sobre minha cabeça. "O que ... o que você está fazendo?" Eu exijo. Ele segura meu braço e me arrasta alguns passos, antes de decidir que é mais fácil fazer o habitual e me carrega no ombro em vez disso. Envolta no cobertor ainda amarrada, não tenho ideia do que está vindo. Ele chegou ao fim comigo? Perdi meu brilho agora que ele me fodeu? Ele vai me matar e passar para outro brinquedo novo e brilhante? Sinto nossos corpos balançando enquanto ele sobe as escadas. A porta range e o calor do nível superior me sufoca instantaneamente no cobertor. Passos que me acostumei a ouvir por baixo de tábuas. O som de uma porta se abrindo. Em seguida, outra. O ar fresco da noite. Grilos rangendo. Completa escuridão. Estamos fora. "Onde estamos indo? Por favor, diga. Por favor, não me machuque." não luto. Nessa posição, mal consigo respirar. Se lutar, o laço conectado a minhas mãos aperta. Então escuto as pistas. O som da grama enrugando debaixo de seus sapatos. O cheiro fresco da natureza que persiste na noite às vezes. Uma pitada de fedor de animais. Uma fazenda? É por isso que seus jeans são muitas vezes manchados em tinta ou óleo e rasgados? Então me ocorre que esta é a minha primeira vez ao ar livre desde que fui capturada. Esperava que encontrasse uma maneira de estar fora outra vez, mesmo sob cativeiro, mas nunca soube como. No entanto, nesta manta, ainda sou uma prisioneira, ainda confinada. Assim como olhar para o sol irradiando através das janelas de porão minúsculas, os aromas e sons são apenas uma provocação. Dias atrás,


Nina G. Jones o cobertor era a melhor coisa que já aconteceu comigo, aquecida em seu caloroso abraço, aconchegada em sonhos eróticos. Agora é apenas mais uma prisão, quente e claustrofóbica. Apenas quando o pânico começa a se instalar, penso que talvez ele esteja realmente à um passo para matar-me, então há o som de uma outra porta se abrindo. E que se fecha logo atrás de nós. Noite me coloca em pé. Mas mantém o cobertor sobre o meu rosto e expõe as minhas amarras, que ele destrava e as remove. Gemo de alívio e sacudo meus braços. Ele tira o cobertor, mas é tão escuro que poderia muito bem ter meus olhos fechados. Ele bate na minha bunda, o que me desequilibra um pouco antes dele abrir a porta. Em qualquer outra circunstância, poderia ser considerado como uma brincadeira, mas tudo o que ele faz é projetado para menosprezar. Tento ver alguma coisa, mas é como uma piscina de tinta preta. O tipo de escuridão que você esquece que existe quando vive suas noites pelo brilho de lâmpadas de rua e TVs saindo pelas janelas do seu vizinho. Pelo canto de grilos vindo pela porta, estou certa de que devemos estar no meio do nada. "Onde você vai? Espere!" Não posso acreditar que estou implorando para que ele não vá embora, mas esse porão foi meu casulo e de repente ele me empurrou para fora daquelas paredes e está saindo sem uma palavra. A insegurança me assusta. Ele liga um interruptor ao lado da porta antes de fechá-la. Seguem-se alguns sons de travamento. Estou muito desorientada pela súbita luz brilhante para perseguir seu paradeiro. Além disso, o que vejo me choca. Estou em uma pequena cabana sem janelas. Bem, é mais como um galpão, foi pintado recentemente de branco, no chão, pisos em madeira de prancha. Uma cama de solteiro, a cabeceira empurrada contra a parede central, com lençóis brancos e coberta com uma colcha de tons pastel, há uma camisola rosa pálido, uma que se parece muito com a branca que usava quando fui levada. A que ele cortou, e que usou para me amarrar e me amordaçar. Junto a isso estão dois jornais e uma nota. Corro até eles quase tão rapidamente


Nina G. Jones quanto fiz para pegar a primeira refeição, desesperada para entender meu novo ambiente. Esta é a sua nova casa. Espero que você use o banheiro anexado para se limpar diariamente e que esteja sempre pronta para mim. Vi seu quarto em sua casa. Você não tem tanto aqui, então espero que você possa mantê-lo arrumado. Talvez se você tivesse menos desordem, teria notado as coisas que tirei do seu quarto nas semanas antes da minha chegada final.

Eu suspiro, lembrando o colar da lua e da foto. Durante os momentos mais tristes, mais difíceis, quando estava morrendo de fome, pensei em quando vovó disse que olhar para a lua, fazia ela pensar em mim. Chorei, desejando ter esse colar para segurar, sentir que a única pessoa que realmente me entendia de alguma forma ainda estava conectada a mim. Este filho da puta tinha que ter tomado. Sei que estava na caixa de joias. Tenho que recuperá-lo. Como de costume, seu comportamento em conformidade vai significar uma experiência agradável para você. Agir como uma cadela significa que não será o caso. Então se outra vez você gostar de áspero. Não me importarei. Vou conseguir o que quero de qualquer maneira. Gosto quando você não luta. Gosto quando você faz. Isto é para você, não para mim. Embora admita que há traços sobre você que me atraiu por você lá fora - o rubor em suas bochechas, seu cabelo exuberante, seu corpo saudável. Prefiro que você não fique morta de fome e mal-humorada. Mas isso não vai me impedir, como você já reparou. Então, vamos concordar que está no seu melhor interesse para aproveitar ao máximo seu tempo aqui. É do meu melhor interesse ficar olhando para a menina que levei pela primeira vez. Coma. Descanse. Sua qualidade de vida é inteiramente dependente das escolhas que você faz.


Nina G. Jones Após o momento inicial de raiva, sorrio pelo tom sardônico da nota antes jogá-la na cama. É estranhamente ... humano. Todo esse tempo, ele tem sido uma caricatura de um sequestrador. Apenas elementos da ideia de uma pessoa. Mas aqui, vejo um pouco do verdadeiro idiota nele. Aquele presunçoso filho da puta. Agarro ansiosamente os dois jornais que ele não mencionou em sua nota. Desde que ele me mostrou o jornal na TV sobre o meu sequestro, não tive nenhuma notícia de como minha família ou o mundo exterior está reagindo. Tive tempo para pensar sobre suas intenções desde aquele dia. Meu veredicto é que, uma vez que ele não vai falar comigo, pelo menos não de uma maneira que um ser humano normal conversa com outro, era a sua maneira de explicar a impureza das minhas circunstâncias. Que era sua refém, que ele sabe quem minha família é, e que a polícia parecia não ter noção do meu paradeiro. O papel à esquerda é datado no dia seguinte ao meu sequestro. É uma foto recente de mim. Carter me levou para o litoral para uma viagem de uma noite, há alguns meses. Esta foto foi a única que tiramos ao longo dos penhascos. Meu cabelo está balançando ao vento e estou sorrindo. ESTUDANTE DE ENFERMAGEM SEQUESTRADA EM UMA ATERRORIZANTE INVASÃO DOMICILIAR lê-se na manchete. Viro a página, lendo sobre como Carter tinha desistido da porta do quarto quando percebeu que não teria forças o suficiente para arrancá-la enquanto estava sendo amarrada. Ele gritou e gritou por um vizinho os mesmos que tentei gritar quando fui levada - mas só o ouviu quando alguém foi lá fora pegar o jornal pela manhã. As autoridades estavam me procurando desesperadamente. Acredita-se que era a vítima do Ladrão da Noite. Lembro-me de ter ouvido falar dele nas notícias daquela noite, mas, junto do breve frio que vem quando alguém tem a notícia de um criminoso à solta, não tinha lhe dado muita importância. Para ser honesta, ele não era o único nome na notícia. Apesar do clima ensolarado, belas casas, e educados vizinhos, a área de Sacramento tinha sido atormentada com arrombadores já há algum tempo.


Nina G. Jones Não sabia muito sobre seus crimes, mas o artigo entrou em detalhes. Sobre o padrão que acreditam que ele seguiu. Que ele pode ter rondado dezenas, senão centenas de casas, saqueando-as, levando bens e espiando através de janelas por anos, antes de finalmente aumentar o ataque aos proprietários cerca de um ano atrás. Ronda quente. Isso é o que eles chamam quando um estranho entra em uma casa com pessoas dentro. É preciso um nível de imprudência que muitos criminosos não possuem. A maioria dos criminosos só querem suas coisas e confrontação mínima. O confronto, geralmente é o que traz complicação. Fico perplexa com a brutalidade absoluta de seus crimes. Como pude permitir desfrutar deste monstro de qualquer maneira? É por isso que tememos a noite. Ele é o verdadeiro monstro que as crianças imaginam no armário ou debaixo da cama. Um arrepio percorre minha espinha pensando em como encontrei uma maneira de me sentir um pouco confortável com esse homem. Como se fosse para torcer a faca no meu estômago, o artigo afirma que ele nunca foi conhecido como um sequestrador, preferindo sair sem deixar vestígios, se tornando evasivo para a polícia. Talvez se não tivesse dito nada, ele teria fugido. Ou talvez tenha trazido isso para mim. Mas não tive escolha. Ele tinha Johnny. Jogo o papel para baixo em frustração, doente e zangada comigo mesma. Se tivesse prestado mais atenção, talvez teria notado que alguém tinha entrado na casa, se apenas tivesse gritado quando ele brilhou a luz em meus olhos, talvez ele teria se assustado e saído. Deixei ele me obrigar a amarrar Carter. Havia tantas coisas ao longo do caminho que poderia ter feito de forma diferente. Pego o próximo papel e deslizo meus dedos sobre a data. Já passaram pouco mais de quatro semanas se esta data for de hoje. Não posso acreditar que faz um mês. Mas há um pouco de esperança nisso - é um mês e ainda estou viva. Posso sobreviver a isso. Desta vez, a manchete do jornal é sobre alguma corrida política. Viro as páginas para encontrar os muitos artigos sobre mim e como o mundo parou para me encontrar. Passo por várias notícias antes de encontrar uma curta sobre mim.


Nina G. Jones NOVAS PISTAS NO CASO DA ESTUDANTE DE ENFERMAGEM DE SACRAMENTO DESAPARECIDA O xerife do condado de Sacramento Hunter-Ridgefield, alega que ainda estão trabalhando vigorosamente nos bastidores, mas apenas mudaram sua investigação de busca em grande escala para o tradicional trabalho policial, com evidência da cena e testemunhos para que eles possam ser mais específicos. Parece código para "nós não temos nenhuma pista." Perdoe-me se isso soar cínico. Além dessa atualização, não há muita notícia nele. Na verdade, o artigo é sobre como O Ladrão da Noite mais uma vez confundiu a polícia e eles não acreditam que ele cometeu um crime desde que fui levada, mas também ele é conhecido por passar por períodos de espera, e que muita coisa está incerta. No entanto, leio um acontecimento que faz meu coração parar. Quando perguntada se ela achava que sua filha ainda estava viva, a mãe de Rivers confessou que eles haviam "desistido de ter esperança com essa possibilidade". Quatro semanas. Quatro malditas semanas e ela já está me descartando como uma morta. Ela está finalmente livre do peso. A filha não planejada que surgiu depois que ela fodeu cada homem em nossa comunidade. Ela teve que adivinhar quem era meu pai e ele nem sequer pensaria em me aceitar, sabendo as probabilidades. Era uma hippie, mas nunca teve amor e paz com ela. Foi liberdade. Sem responsabilidade. Sem expectativas no mundo. Agora ela está livre, casada com um médico entre todas as coisas. E sou eu quem é a prisioneira. Já estou me tornando um artigo no jornal. Eles acham que estou apodrecendo em algum lugar no deserto. Ninguém está procurando uma mulher viva. A única pessoa que sabe que existo, que se importa, mesmo de uma maneira torcida, é o homem que me levou. Amasso o papel e solto um grito frustrado enquanto aperto-o em uma bola. Então sendo petulante, desenrolo e rasgo o papel, já quebrando a regra de manter minha nova CASA arrumada. As lágrimas


Nina G. Jones rolam pelo meu rosto quando percebo que devo aceitar o fato de que esta é minha nova realidade. Talvez um dia vou ser encontrada ou talvez eu fuja. Esse dia poderia ser amanhã. Mas enquanto isso, se não aceitar ou me adaptar ao presente, vou perder minha mente antes que isso aconteça. Estarei tão rasgada e amassada como o papel que lancei no pálido chão de madeira. Então enxugo as lágrimas, enquanto abaixo e pego os pedaços de papel. Já fiz a minha posição anterior, e acho que isso é rebelião suficiente por um dia. Enquanto recolho os pedaços do papel, sinto a dor de quando Noite estava dentro de mim mais cedo. Tremo com as memórias da indecência. Faço uma careta por minha depravação na cobiça por ele. Pego os fragmentos de jornal e escondo-os debaixo da cama, então, se alguém alguma vez encontrar este lugar e estiver morta, talvez eles vão entender que estive aqui. Empurro uma pequena porta para encontrar um pequeno banheiro. Não há encanamento moderno. Há um banco improvisado de madeira que presumo que tenha um balde por baixo. É um buraco muito pequeno para caber até mesmo uma perna inteira, por isso não vou entreter meu pensamento numa grande fuga. Há uma bacia cheia de água e outra bacia vazia. Em uma pequena prateleira de madeira estão toalhas limpas. Numa parede há um pequeno, espelho desbotado, com pontas arredondadas. Meu rosto me choca. Ele está fino, meu cabelo selvagem. Uma marca vermelha brilhante colore meu pescoço pálido, de quando ele segurou a faca afiada contra ele. Corro meu dedo onde ela manchou de sangue minhas bochechas e lábios como uma maquiagem. É apenas um corte superficial feito do contato da faca. Nem sequer ficará cicatriz. Sei porque tive muitos deles quando ele me levou e todos se foram por agora. Apagados da memória como certamente serão em alguns meses. Há um cabo de puxar e é claro, curiosamente arrasto sem pensar. A água caí sobre mim e me assusto. É algum tipo de chuveiro improvisado. A água não é quente, mas é morna o bastante, já estando despida e necessitando me limpar das atividades anteriores, puxo o cabo por completo e deixo a água cair em mim.


Nina G. Jones Um chuveiro, mesmo um tão primitivo como este é um luxo absoluto. Lavo o sangue e as evidências do sexo brutal que tivemos, mas as cicatrizes rosadas das amarras nos meus tornozelos e pescoço permanecem teimosamente. Bloqueadas do meu ponto de vista anterior pelas toalhas, estão duas pequenas garrafas. Shampoo e sabonete. À medida em que a cascata de água morna cai sobre minha pele, penso na pequena morada bonita em que me encontro, sentindo uma pontada de gratidão. Tudo isso exigia planejamento cuidadoso. Pare, Vesper. Isso não é diferente do porão ou uma gaiola. Mas isso é. Ele poderia me manter onde ele quisesse. Em vez disso, construiu uma casa. Deu um jeito para que tome banho. Um lugar sem janelas, o que significa que pelo menos estou segura de seus olhos curiosos quando estou sozinha. Ele está me despojando da minha dignidade, mas também está devolvendo-a em pequenos pedaços. Se me comportar, posso manter isso. Uma vez que termino, enrolo a toalha ao redor do meu corpo e uso a pequena escova antiga que descansa ao lado da bacia vazia para pentear meu cabelo. É a primeira vez em semanas que me sinto confortável. Não sei quanto tempo isso vai durar, mas essa é a forma como as coisas estão agora. Aqui, ainda existo. A velha Vesper Rivers terá que ser guardada, protegida pela nova de modo que quando ela estiver livre novamente, ainda vai estar completa. Isso é sobrevivência.

Ela parece estar naquelas caixas de joias, uma linda garota cercada por cores pastéis, confinada em seu pequeno mundo perfeito.


Nina G. Jones Ela não sabe que ainda posso vê-la. Claro que me certifiquei de instalar buracos ao longo de toda a cabana. Sou eu porra. Ela leu os artigos e chorou. Ela entende agora. É apenas uma questão de tempo antes de recursos importantes serem retirados de sua busca. Haverá uma menina tomada em algum lugar, um assassinato, e depois outro. E com cada um desses, ela será empurrada um pouco mais para fora do plano. Vi isso acontecer quando algum caso costumava incomodar meu pai que não poderia ser resolvido, e você não pode manter seu foco em uma pessoa para sempre. Vai chegar ao ponto onde eles vão exigir um erro da minha parte para encontrála. Não cometo erros. Vesper entende que a única pessoa que pode cuidar dela agora sou eu. Não vou mencionar que posso vê-la desta vez. Não deveria ter feito da primeira vez. Mas fui lá e enquanto cheirava sua pele, as visões dela se masturbando no chão enquanto gemia me inundaram, e todos meus planos foram dissolvidos. Então já alimentado pelo calor destes pensamentos, ela abriu sua boca inteligente e os incendiou. Ela teve a coragem de mentir para mim e tive que humilha-la. Estou sempre no limite, vivendo no equilíbrio de querer machucá-la e fodê-la. É por isso que tenho que segurar a faca tão apertado, por isso me permito lhe dar uns pequenos cortes, para deixala sangrar. Isso satisfaz a raiva apenas o suficiente, mas posso escorregar e então, estará tudo terminado. E não quero que seja assim. Porra. Esse é o problema de manter uma pessoa viva. De certa forma, você é apenas um refém para eles como eles são para você.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 9

Toque. Toque. Toque. Toquetoquetoque. Um pássaro na claraboia acima da minha cama me desperta. Não percebi isso ontem. Ainda vou conseguir ver a luz do sol. Isso foi atencioso da parte dele. Observo o pássaro atacar o vidro sem motivo aparente. "Continue tentando pássaro, você vai ver que não vale a pena”, gemo em voz alta. Se não olhar para o lado, ou me mover da cama, com as paredes brancas e a claraboia ensolarada, quase parece que estou de férias na floresta. Mas a dor entre minhas pernas, no meu pescoço e pulsos; os músculos doloridos, os pontos sensíveis de quando ele me bateu contra a parede, apenas são lembretes de que este pensamento é uma ilusão. Costumava acordar com um dia cheio de tarefas, constantemente me sentindo sobrecarregada. Agora, espero a Noite. Não há tarefas monótonas, nem tarefas mundanas. Minha sobrevivência se baseia nos atos mais básicos aqui. Escolher comer, dormir, tomar banho - tudo é um delicado equilíbrio nesta luta pela sobrevivência. No começo, me forçava a não pensar em Johnny. Doía demais pensar em como ele estava, no que estava perdendo. Mas ultimamente, os dias passam antes que ele venha à mente. Sobrevivência não permite excesso ou luxos. Toda a minha energia deve se focar no presente. Mas quando Johnny entra, ainda me dói, não só porque sinto falta dele,


Nina G. Jones mas por causa da culpa que sinto ao tentar me acostumar com um mundo sem ele. Então questiono se estou me tornando minha mãe, e isso assusta, então mesmo nesses momentos cada vez mais raros, quando me permito lembrar de Johnny, tenho que me forçar a afastalo. Nesta manhã, quando fechei os olhos, de certa maneira, as coisas podiam quase parecer normais, penso em Johnny, as memórias dele tentam entrar com a força na minha mente. Eu sento, o movimento súbito uma maneira de distrair, então grito assim que vejo o rosto coberto pela máscara. Ele está sentado lá, no canto da sala, naquele silêncio perfeito que ele domina. Não sei quanto tempo ele está me observando. "Oh merda!" eu grito, recuperando o fôlego. Você pensaria que agora, nada me assusta, mas essa merda nunca mudaria. "Você me assustou!" digo, como se ele fosse um velho amigo, como se ele se importasse, como se suas intenções não fossem para me assustar, à espera que aja familiarizada com ele, e assim vai me ver como uma pessoa e não apenas um brinquedo para seus prazeres doentes. Escovo uma mecha de cabelo selvagem para o lado, meu coração desacelera um pouco enquanto encaro seus olhos piscando através de sua máscara. Sei para que ele está aqui. Acho que o jogo do gato e rato parou ontem. Instintivamente, cruzo as pernas sob o cobertor, aquele que ganhei com o sexo oral há alguns dias. "Há quanto tempo você está ai?", Pergunto. É inútil, mas quando você não tem ninguém para conversar, você tenta. Ele aponta para uma bandeja que ele deve ter trazido. Sobre ela estão frutas, água e alguns ovos cozidos. Estou com fome, mas agora ele está me alimentando o suficiente para não agir como uma louca em torno da comida. "Obrigada", digo de má vontade.


Nina G. Jones Ele levanta e minha respiração trava. Nós não podemos usar o dinheiro, então nada aqui é livre. Noto que ele está bem vestido hoje. Pelo menos em comparação com sua camiseta e jeans rasgados. Hoje, ele está usando uma camisa de botões, com um novo jeans e botas. "Você está bonito", acrescento, tentando agradá-lo, embora as palavras tenham gosto de leite azedo na minha língua. Ele não responde. Em vez disso, ele desabotoa sua camisa enquanto fica de pé, aqueles olhos me paralisando em submissão. Ele coloca a camisa suavemente na cadeira de madeira atrás dele, revelando apenas uma camiseta branca por baixo, seus músculos sugerindo o domínio físico sobre mim. Suas pesadas botas clicam alto contra o chão de madeira enquanto ele avança lentamente em minha direção. Sei que ele faz isso de propósito. Usa todas as ferramentas, incluindo o som, para criar o ambiente que quer. Mas é capaz de se tornar um fantasma quando preferir. Porém hoje, ele quer que reconheça a tensão de cada passo. Sendo necessários apenas três passos neste pequeno espaço antes dele estar ao meu lado. Ele tira o cobertor e suspiro. Estou tão acostumada a estar nua, que até esqueci que ainda estou vestida com a pequena camisola rosa que ele deu. Ele se abaixa, suavemente guiando a mão ao longo da minha bochecha e então brutalmente a agarra virando meus olhos pra ele. Seu outro dedo corre ao longo dos recentes arranhões no meu pescoço. Em seguida, no decote do vestido. Ele já está duro enquanto faz isso, a protuberância em suas calças apenas centímetros do meu rosto. Ele puxa um pouco o decote para me mostrar algo. Sangue. Um dos meus cortes deve ter sangrado enquanto dormia. Não sei todas as regras e se isso vai chateá-lo o suficiente para causar algum tipo de punição, mas ele parece esquecer isso por agora, deixando o vestido cair contra a minha pele.


Nina G. Jones Em uma súbita explosão, ele pega meus tornozelos, virando e me puxando para a borda da cama. Ofego, enquanto ele me coloca de joelhos, se posicionando entre as minhas coxas. "Sinto muito. Não sabia que estava sangrando." Ele não dá ouvidos as minhas palavras enquanto sobe um pouco o meu vestido, correndo seus dedos para cima e para baixo dos meus lábios, provocando em mim uma mistura de excitação e desconforto. Prometi a mim mesma que tinha que esconder o antigo eu para que possa passar por isso, mas ela sempre vem à tona. Ela não vai deixar que me perca completamente no momento ainda. Ele pega suas mãos ásperas e as coloca sobre minhas pernas, seu olhar disciplinar dizendo tudo. Eu concordo. "Como sua buceta se sente?" Ele pergunta. "Umm ... você quer minha resposta honesta?" Ele rosna um pouco. "Está dolorida. Você é mais grosso do que Carter." É a verdade, digo acrescentando isso lá para acariciar seu ego. "Não diga a porra do nome dele de novo," ele diz. "Ele não existe aqui." Concordo bruscamente. Ele gentilmente desabotoa alguns minúsculos botões rosa da minha camisola, até a metade, então o tecido mole cai, expondo meus seios. "Brinque com seus seios", ele ordena. "O-ok." Fecho os olhos e coloco minhas mãos neles, respirando profundamente, firmando minha posição enquanto começo a acariciálos. No princípio, estou quase nervosa demais para sentir qualquer


Nina G. Jones coisa, mas conforme minha respiração acalma, sou capaz de viajar em meu toque. "Abra os olhos." ele ordena. Faço uma pausa antes de continuar. Ele está bem ali, na minha frente, me forçando a olhar em seus olhos. Olhos que roubaram tudo. Que me levaram à fome e à sujeira e depois de volta à vida. Que aterrorizavam. Olhos que me assistiram gozar tão forte que todo o meu corpo convulsionou. Odeio que sejam lindos. Que eles são o tipo de olhos que você poderia olhar por horas, estudando as nuances em sua coloração, e como os tons de verde, azul e ouro mudam com a luz. Como alguém tão sinistro pode ser abençoado com algo tão deslumbrante? Perco-me neles por um momento, retardando minhas mãos. "Não pare, Vesp. Só quando eu disser." Então continuo, olhando para aqueles olhos como se quisesse isso para o meu próprio corpo, para que não possa associar com a dor deste momento, apenas prazer carnal. Ele enfia a mão no bolso, tirando algo de vidro. Ele abre mais minhas pernas, então estou exposta para ele, pegando a ponta afiada e deslizando ao longo da carne molhada. "Você quer que te foda," ele diz com certeza. "Sua buceta está aberta. Ela nunca mente. Ela quer engolir meu pau novamente." A cabana é calma, me fazendo autoconsciente da minha respiração, que é pesada e irregular. Ele passa o dedo pela minha entrada, então sinto-me vazia. Um anseio interior quer que ele deslize os dedos e preencha o vácuo. "Se você acha que está dolorida hoje, espere até esta noite," ele provoca. "Quero lágrimas."


Nina G. Jones Meu lábio treme enquanto seguro desesperadamente uma lágrima na borda do meu olho, mas quando ele me vira de costas, a deixo cair fora de sua visão. Ele abre minhas nádegas, escuto ele cuspir algumas vezes, e depois corre suas mãos molhadas ao longo do meu buraco. Carter nunca pediu isso. Nunca fui explorada nessa área. Luto por oxigênio enquanto ele me pressiona no colchão. Agito meus braços, tentando desesperadamente chegar atrás de mim e apenas pegar ar. "Quanto mais você lutar, mais vai doer. Respire fundo." Ele coloca meu rosto para fora do colchão com um puxão forte no meu cabelo. Faço uma pausa, percebendo que a luta é inútil. Tenho que ir junto com isso. Torne-se a garota que se adapta. Resisto às súplicas da velha Vesper para continuar lutando e deixo minhas mãos trêmulas agarrarem os lençóis. Ele aperta o vidro contra o buraco primeiro sem violar a entrada. Então lentamente, ele desliza o instrumento de vidro em minha bunda. Choro contra os lençóis da pressão. Não é tão doloroso como pensei que seria, mas a invasão também viola minha alma. Ele desliza para dentro e para fora algumas vezes, sendo surpreendentemente suave, até que a pressão diminui e a sensação se torna algo que não posso rotular muito. É totalmente novo e meu cérebro e corpo estão inseguros do veredito. "Boa menina suja," ele resmunga. É a primeira vez que ele me elogia, e é surpreendentemente reconfortante. Fico calma em saber que fiz algo para obter seu lado bom. Noite me vira novamente e se levanta. Seu corpo brilha com uma fina camada de suor de seus esforços. Seu pênis ainda está rígido em suas calças. "Você não tira isso da sua bunda, só eu faço. Não se masturbe enquanto não estiver aqui hoje. Essa buceta, boca e bunda é minha para foder. Você pode brincar com seus peitos; pode fazer qualquer coisa, menos gozar. Se você fizer isso, vou saber. E farei você sangrar."


Nina G. Jones Fico lá, atordoada, insegura como eu vou ser capaz de sentar aqui o dia todo com esta coisa em mim. "Diga que entende, Vesper." "Sim," eu murmuro. Ele olha para o meu rosto, cheio de lágrimas, uma resposta física da intrusão e as etapas anteriormente feitas a mim. "Você vai gostar disso." Ele diz isso como se fosse um consolo. Talvez não leve isso como quis dizer hoje à noite, ou apenas vou ter relações sexuais com ele. Ou talvez quer dizer tudo isso. Eventualmente, vou gostar dessa vida. Que tipo de pessoa louca leva alguém de sua casa e acredita que eles algum dia vão gostar? Foi quando percebi sua fraqueza. Ele acredita que um dia vou querer estar aqui, e se posso levá-lo a acreditar nisso, então poderei ter a chance de recuperar minha liberdade.

"Aqui está, Sam." Katie me entrega uma cerveja gelada com um sorriso no rosto. Scoot ganhou. Não quero ele bisbilhotando, então isso significa que tenho que visitá-lo e lhe assegurar que sou um membro em perfeito funcionamento da sociedade. "Obrigado", digo com um sorriso. Inclino para trás na cadeira de balanço da varanda enquanto Scoot pega sua cerveja da mão de sua esposa. Katie está bem no meu livro. Ela se esforça muito para me fazer gostar dela, mas não entende que realmente não gosto de pessoas. Então o fato de não desprezá-la, é porque ela não chegou ao seu limite comigo. "O ja-jantar foi ó-ótimo."


Nina G. Jones "O prazer é meu. Volto já." Ela me deixa com Scoot na varanda para desfrutar nossas bebidas. "Viu? Isso não é tão ruim, é? "Ele pergunta. "Nunca ssssoube que era." "Você parece muito melhor do que a última vez que te vi." Isso porque hoje você não me encurralou logo após um sequestro não planejado. Dou de ombros. Sempre que alguém chama a atenção para minha gagueira, mesmo para comentar sobre a falta dela, fica pior. Ele e meu pai nunca pareciam entender esse simples conceito. Do outro lado da rua, uma mulher sai do seu gramado com shorts minúsculos e um top verde. Ela não está usando um sutiã e seus mamilos parecem saltar através do tecido. "Sim," Scoot suspira. "Ela se mudou há algumas semanas atrás. Deus abençoe a América." "Ela é ca-casada?" pergunto. É uma força do hábito, querendo saber cada pequeno fato sobre as pessoas. Armazenando em meu banco de dados mental para voltar mais tarde no caso de fazer uma visita noturna. "Você está interessado?" Ele pergunta, surpreendentemente. "Não. Só não quero que seu marido chu-chute nossas bunbundas." Scoot solta uma gargalhada. "Você tem que usar a técnica que sabe, fingir estar olhando para os arbustos em seu jardim, ou admirar as crianças brincando na rua em frente a ela. Verificar se ela está disponível." Ele me cutuca com a mão que está segurando a cerveja dele. Ha, ele acha que pode me oferecer dicas sobre como observar as pessoas.


Nina G. Jones Sim, ela é gostosa para uma mulher de quarenta. Ela sabe disso. Provavelmente sempre foi gostosa e aprecia essa atenção. Sabe que nós estamos olhando. É o tipo de mulher que gosta disso. Empina o bumbum um pouco mais. Estufa o peito. Mas gosto de olhar para quem realmente não percebe. Sorri sobre um pensamento bom que passou em sua mente. Que não percebe que a alça da sua regata caiu sobre o ombro. Que se despe na frente do espelho e examina seu corpo perfeito procurando por falhas que somente ela pode ver. Até mesmo as modestas, em público, elas sabem que de alguma forma estão sendo observadas. É por isso que faço o que faço, para me livrar dessa camada extra de autoconsciência entre nós. A maneira mais íntima que duas pessoas podem estar juntas é quando uma não sabe que a outra está olhando. De repente, a vizinha olha para cima, Scoot e eu habilmente fingimos que não estávamos falando apenas dela. "Oi!" Ela acena. Seus olhos se movem para mim, ela coloca seu regador no chão e faz um caminho mais curto para atravessar à rua. Porra. Não. Porra. Fico nervoso drasticamente. Scoot avisa. "Está tudo bem cara. Relaxe. Ela é legal." Não me diga para relaxar. Não posso relaxar. Nunca essa porra funcionou, mas ele sempre me coloca nessas situações impossíveis. "Oooi! Como você está?" Ela pergunta a Scoot. "Ótimo, Milly. Trabalhando um pouco no jardim?" "Sim, resolvi fazer antes da sua festa começar esta noite." Festa? Scoot olha para mim timidamente. "Bem, não é uma festa, apenas uma pequena coisa no quintal ...", ele nega. "E quem é esse cara?" Ela corre o dedo para cima e para baixo em minha direção, revelando uma exagerada sexualidade. "Oh, este é meu irmão, Sam."


Nina G. Jones "Prazer em conhecê-lo, Sam", ela diz, estendendo sua mão magra para que pegue, como se ela fosse uma dama. Aceno e dou um suave aperto. "Você mora por aqui?" ela pergunta. Minha garganta aperta, uma gota de suor cai na minha têmpora. Não tenho uma maneira de sair dessa. "Sssss-sim." Seu sorriso cai um pouco e ela inclina a cabeça. "Ooooh isso é bom." Posso ver nos olhos dela; Ela está tentando descobrir o que diabos há de errado comigo. Ela está pensando que sou um retardado. Como todas as crianças costumavam me chamar. "Acabei de mudar de Savannah, Geórgia, há apenas algumas semanas atrás. Tem sido uma grande mudança", ela anda suavemente. "Milly está tendo um novo começo aqui," Scoot acrescenta. "Divórcio", Milly confirma, mostrando a língua e fingindo puxar um cordão invisível ao redor de seu pescoço. "Eles dizem que a Califórnia é onde você deve vir quando quer recomeçar." "Todo mundo está vindo pra cá", Scoot responde, guiando a conversa para mim. "Nossa família, porém, somos originais. Nossas gerações anteriores, estão aqui quase o tempo que este estado existe." Aceno para manter um mínimo de participação na conversa. "Scoot!" Katie chama da casa. "Você pode vir aqui por um segundo?" "Já volto", ele diz tenso, sabendo que prefiro ser queimado vivo do que continuar esta conversa sozinho. Milly se apoia contra um suporte de madeira, esperando que diga alguma coisa. Mas não posso. Só vai piorar. "Scooter me convidou para a festa, mas não mencionou que ele tinha um irmão!" Ela diz, apertando meu joelho.


Nina G. Jones Dou uma risada tímida. Com Vesper, falei claramente com mais frequência do que alguma vez fiz. Já não tenho que esperar por uma nova casa para entrar e sentir a adrenalina em mim como um sintonizador à procura de um canal nítido no rádio. Minhas notas estão sempre desligadas, minhas palavras irregulares, mas quando estou focado na sobrevivência, sexo ou raiva, é como se alguém ligasse meu sintonizador para o ponto certo e as palavras saíssem como uma melodia perfeita. "Bem, é melhor ir acabar o jardim." Ela finalmente diz. Sorrio e aceno. "Vejo você mais tarde, então?" Concordo com a cabeça novamente e dou um sorriso amigável. Ela dá um aceno infantil antes de sair e colocar suas mãos nos bolsos. Milly balança os quadris enquanto atravessa a rua. Uma recente divorciada saindo à caça. Posso sentir o cheiro do desespero. Em qualquer outro momento da minha vida, estaria criando um plano para entrar naquela casa e iria fazê-la se arrepender de toda a atenção que sempre implorou. Mas apenas posso pensar na menina bonita sentada em seu quarto, com sua bunda esticada, esperando por mim para fodê-la.

Scoot deixou de mencionar que o jantar em família no qual ele tinha me convidado se transformou em um churrasco do bairro. É ele, em poucas palavras: sempre fingindo ser atencioso com todos, quando na verdade não faz nada. Ele realmente não me conhece ou me entende. Acha que simplesmente pode continuar tentando e empurrando que vou ser como ele. Mal sabe que este é o meu pesadelo. Uma reunião


Nina G. Jones social, onde tenho que falar com um grupo de pessoas, algumas das quais nunca conheci. Mas se sair, ele vai acabar vindo pra se desculpar e essa é a última coisa que preciso. Só para acrescentar a miséria inerente, alguns de seus amigos do bairro que estão aqui esta noite são policiais. Não estou preocupado que eles saibam quem sou. Na verdade, quando tenho que interagir com esses caras, recebo o gosto de saber que eles não tem odeia de nada. Quem pensaria que o irmão mais novo de Scoot é O Ladrão da Noite? Mas os policiais em geral, eles me lembram do meu pai, e prefiro manter o contato com eles no mínimo. Mantive meu ouvido em alerta para o tagarelar deles quando estava ao redor, mas quando começaram a falar de trabalho, Katie interrompeu e divertidamente ordenou para não falar de trabalho. Sei que a coisa certa seria ficar perto de seus amigos policiais na festa, mas sempre fui reservado em torno deles, então a mudança de comportamento seria estranho. É melhor não falar. Qualquer pedaço de informação aparentemente inocente poderia escorregar e me complicar no futuro. Poderia me colocar perto da cena de um crime em um determinado dia ou mencionar algo sobre O Ladrão da Noite que só o próprio homem saberia. Alguns desses caras, são como falcões, sempre digitalizando as pessoas, sempre caçando. Então, enquanto todo mundo está bebendo e em socialização, acho uma maneira de me esconder e ir para o andar de cima, onde as crianças estão brincando, como a porra de um esquisitão. Agora sou um gago fodido que se esconde da festa com crianças. Não posso ganhar porra. Quando o céu começa a escurecer, decido que joguei este jogo tempo suficiente e espero fazer uma saída rápida. Até o momento que chego no térreo e espreito o quintal, é claro que todos estão um lixo. Tochas estão acesas. Maconha e cigarros queimando. Policiais fora do serviço parecem perder o sentido de olfato nessas festas. E estas pessoas suburbanas gostam de se soltar nos fins de semana. Então pondero se devo cair fora sem dizer adeus. "Saaaaam!" Milly grita. Rolo meus olhos antes de virar para encará-la com um sorriso falso, e estou surpreso ao ver seu braço


Nina G. Jones enrolado em Scooter. Suas pernas oscilam em seus tamancos de salto alto. Então me pergunto se ele já fodeu com ela. "Ei, onde diabos você estava?" Ele pergunta brincando. "Estava prestes a levá-la para casa. Ela bebeu um pouco demais. Por que você não a acompanha por mim?" Ele pisca fora de sua linha de visão. "Es-estava de saída." "Oh vamos lá! Me leve!", Diz ela, se jogando em meus braços. "Seu irmão me falou muito sobre você. Sinto que já te conheço." "Obrigado, Sam." Scoot diz novamente, atirando em mim com uma pistola de dedo e saindo antes que possa protestar. Ela é uma bêbada descuidada, e está com a ponta do seu mamilo para fora de seu top. Ela me dá nojo. Scoot pensa que está facilitando para mim, mas não quero esses restos. Ela está atrasando a delicadeza que tenho no rancho. Agora estou preso com ela e tenho que jogar toda a coisa de cavalheiro, então ando com ela no outro lado da rua. "Ei, quero te mostrar uma coisa", ela diz, me puxando de brincadeira para o lado da casa, que está escuro devido ao pôr do sol. Ela pára e não há nada em particular para me mostrar, na verdade estamos em total privacidade enquanto a maioria do bairro está na casa do meu irmão. Ela me empurra contra a parede e pressiona seu corpo contra mim. Ela enfia a mão no bolso, tira um baseado e o acende. "Toma, fuma um pouco", ela sussurra maliciosamente. Eu tomo dela, dou uma tragada, mas não inalo. Não quero uma mente nebulosa agora. "Sopre em mim," ela ri, empurrando seu corpo contra o meu. Dou de ombros, mas fumo outra vez, soprando a fumaça nela. Ela franze os lábios, sugando a fumaça, chegando mais perto de mim, até que seus lábios tocam os meus. Ela se afasta e sorri. "Você é


Nina G. Jones realmente bonito. Vi seus olhos do outro lado da rua," ela ri. Então passa as mãos no meu braço direito e no lado do meu rosto. Ela toca em mim como se tivesse direito. Aperto meu punho, impedindo que minha mão agarre sua garganta. "Gosto das cicatrizes. Faz você parecer durão. O que aconteceu? Seu irmão disse que foi um acidente, mas não me disse o que foi" Ela pergunta enquanto desabotoa meu cinto. O que aconteceu não é dá sua fodida conta e minhas cicatrizes não são novidade. Meu pau está duro, mas isso é porque ele ainda está esperando para completar o que comecei com Vesp esta manhã e o menor contato tem sua atenção. Ela beija meu pescoço. "Você sabe, Scoot contou sobre sua gagueira. Como você fica nervoso com as mulheres e é tão ruim que quase faz de você mudo. Não consigo entender, você é lindo. Quem se importa com o que tem a dizer? Enfim, acho que é muito bonito quando você fica com a língua presa..." Ela acha que isso é uma piada de merda. Meu impedimento de fala. Minhas cicatrizes. Como se elas tivessem surgido do nada. Como se minhas cicatrizes não viessem das memórias de intensa agonia. Ou de uma vida inteira de nunca ser levado a sério, porque os pensamentos complexos em minha mente são fragmentos da perda das palavras, quando elas alcançam meus lábios. Agora minhas mãos estão fechadas e tremendo, a brasa do baseado queimando na minha palma, antes de se apagar. Minha respiração acelera quando ela preguiçosamente coloca seu corpo contra o meu. Ela cheira a suor, cerveja e cigarros. "Você sabe, isso não importa," ela diz com sua melhor voz confusa e sedutora, enquanto passa um dedo na pele áspera do meu ombro. "Você ainda é sexy", ela acrescenta, arrancando minhas calças. "Oh Uau!" Ela começa a rir. Rindo do meu pau. Pego seu cabelo pela raiz e pergunto: "Que porra é tão engraçado?" A besta está saindo. Não deveria. Não aqui. Não tão perto da casa de Scoot.


Nina G. Jones O corpo de Milly fica rígido devido a minha puxada. Sua respiração preguiçosa, para de repente. "Nada" ela responde sobriamente. "Quero dizer, é muito legal. Fiquei chocada sabe, com sua grossura", ela diz, como uma criança tentando se livrar de problemas. "Você acha que tudo isso é engraçado? Hã? Quer dizer a todos os seus amigos sulistas sobre como você chupou um gago de vinte anos que parece que ele foi arrastado na parte de trás de um caminhão?" "Eu ... não não ..." "Então faça isso", eu digo, colocando-a de joelhos e empurrando meu pau em sua boca. Vamos ver se ela pode rir agora. No início, ela resiste, mas não é muito. Tive lutadoras. Então ela relaxa e começa a deslizar sua boca ao redor do meu pau. É uma boca e é bom, mas não quero isso. Planejei o quadro perfeito. Tenho uma boca melhor e vagina esperando. Uma perfeita. De olhos claros, não bêbada ou descuidada. Modesta, não essa vagabunda que espera que cada homem adore sua sexualidade. Alguém que é sutil e discreta e não uma fodida mulher boqueteira. "Tira a mão de mim," digo, empurrando-a no chão. "O quê?" Ela pergunta, limpando a saliva do queixo. Estou um pouco surpreso que ela está demonstrando resistência. "Vá chupar o pau de Scoot. Não estou interessado. Você é cansativa e patética." Jogo o baseado em seu rosto. Ela tropeça para trás alguns metros, e no caminho mais claro, vejo o rímel por seu rosto. "O que diabos há de errado com você?" Ela pergunta. "Um segundo é agradável e tímido. No próximo é cruel pra caralho." Ela se levanta desajeitada, mas finalmente consegue ficar de pé. "Você sabe o que? Você deveria estar me implorando!", Ela grita. "Cala a boca, porra" zombo, apontando um dedo ameaçador em sua direção.


Nina G. Jones "Vá se foder. Você é patético. Com medo de falar com as meninas?", ela zomba em uma voz de bebê. "Estava sendo legal, ok? Posso dizer que seu irmão estava tentando nos unir. Vá se foder! Maldita aberração!" Deveria ir embora. Há policiais de folga naquele churrasco do outro lado da rua. Mas é como se ela tivesse seguido um maldito manual para me deixar em paz até que conseguiu quebrar a porra da regra pouco à pouco. Pego seu antebraço e a puxo de volta para a escuridão, batendo seu corpo contra a casa. Meus dedos envolvem seu pescoço e apertam, apertam, apertam, fazendo o que sempre quis fazer contra qualquer um que já me chamou disso ou daquilo. Querendo fazê-la se calar. Pedi que ficasse quieta e ela não fez. Não pedi para ela chupar meu pau. Não quero sua piedade. Ou a pena de ninguém. Sou eu que devo ter pena deles. Dominá-los. Assombro suas malditas ruas e eles nem sequer sabem disso. No início, ela luta, arranhando, murmurando, mas começa a enfraquecer sob meu aperto. Meu poder na escuridão a coloca inferior a mim, onde ela pertence. Ela pensou que estava me fazendo a porra de um favor. Como se fosse um maldito caso de caridade. Mas agora, eu sou seu Deus, segurando sua respiração em minhas mãos. Olho para ela, seus olhos estão enormes e suplicantes, mas não tenho nenhum desejo de parar isso. Meus sobrinhos correm para fora de casa e isso me tira do transe. Então solto o aperto do pescoço de Milly. Ela ofega por ar. "Shhhi!" me inclino e coloco meu dedo em seus lábios. "Ouça com atenção. Sei onde você mora. Você não é daqui, mas esta é a minha casa. É a porra da minha cidade. Você sabe quem somos. Ninguém vai acreditar no que disser, porque parecia uma idiota bêbada deixando o churrasco. Sou um filho desta cidade. E se você contar esta história a qualquer um, não vai viver para repeti-la. Entendido?" Ela acena freneticamente, mas ainda mantenho minhas mãos em seu pescoço para controlá-la.


Nina G. Jones "Pareço ter medo de mulheres agora, cadela?" Ela balança a cabeça como se não pudesse concordar com rapidez suficiente. "Agora, feche minhas calças para mim." Ela faz enquanto mantenho a ameaça segurando seu pescoço. Ando até a porta dos fundos. Ela mal consegue ficar de pé agora, tremendo como vara verde. Ela abre a porta com a mão trêmula. "Você deveria manter a porta sempre trancada quando sair de casa." sugiro ironicamente. Ela tropeça através da porta, tentando o mais rápido possível fechá-la. Então paro seu impulso com minha mão. Seu corpo treme enquanto ela olha pra mim. Coloco o dedo em meus lábios em um lembrete final. Shhhi. Sorrindo, faço um movimento de corte com o polegar na minha garganta, deixando a porta fechar. Saio do quintal, com raiva. Tão chateado que poderia estourar a qualquer momento. Essa porra de festa, essa puta achando que ela é melhor do que eu. Meu pau está latejando tão forte, minha mente clara. Toda a maldita vez que estive aqui queria estar lá, dentro de Vesp. Estou cheio de adrenalina e sexo e que preciso liberar essa mistura dentro de mim antes que saia da maneira que não quero. Foda-se todas essas pessoas, suas casas, seus quintais, suas pequenas famílias que escondem suas sexualidades reprimidas. Fodase Scott por falar de mim com ela e me fazer algum tipo de idiota patético. E espero que vá a merda, por me enganar com esse churrasco estúpido. Indo até meu carro, sinto que estou pegando fogo. Como se alguém fosse me tocar e queimasse seus dedos. Vesper vai pagar. Isso é culpa dela. Eu vim aqui porque tenho que mantê-la escondida. Ela está complicando minha vida. Eu tinha regras. Normalmente teria apenas pegado uma prostituta. Ela me bastaria. Não seria o ideal, mas ela teria feito o seu trabalho. Mas agora, nada mais é bom o suficiente.


Nina G. Jones Tem que ser ela. Então percebo que o que realmente me incomodou em olhar para uma descuidada Milly foi que estou começando a me sentir descuidado. Vesper me deixa confuso. Enquanto ando até meu carro vejo as crianças brincando na rua. Todos adultos estão no churrasco e as crianças são autorizadas a andar até mais tarde para que mamãe e papai possam se divertir. Passo por meu sobrinho que está andando de bicicleta. Gostava de andar de bicicleta quando era criança. Sempre fui bom em atividades físicas. Não é preciso falar quando uso meu corpo. Meu cérebro tem dificuldade em comandar minha boca para se comunicar, mas é tão rápido quanto um chicote quando ele comanda meu corpo. Ao crescer, todos podiam tentar vencer em alguma coisa, mas sempre fui mais rápido e mais forte. Até meu pai estava orgulhoso disso. Ele costumava me chamar de relâmpago quando estava de bom humor comigo. Observar meu sobrinho, me acalma enquanto encosto no meu carro. Todo mundo diz que o pequeno James parece comigo nessa idade, com seus olhos claros e cabelos loiros. Vou admitir que é verdade. Ele é rápido também. E não tem minha deficiência. É um garoto feliz. Observá-lo às vezes traz lembranças da minha infância. Às vezes dói ver, outras vezes é melancólico. Hoje é a última opção. Sorrio ao vê-lo dar velocidade em sua bicicleta como fazia há muito tempo. Com o sangue fervendo, respiro fundo. É só então vejo quando um garoto corre e empurra James de sua bicicleta, que voa para o chão com um baque.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 10

A campainha toca. Scooter corre para atender. Não é para mim, nunca é para mim, então não me incomodo. "Espere," ele diz para as crianças na porta. "Já volto." "Mamãe!" Ele grita. "Você sabe que não gosto de gritaria, venha aqui e fale comigo como um cavalheiro", ela repreende da cozinha. Assisto Capitão Kangaroo Blares na TV, mas posso ouvir sua lamentação da cozinha. "Mas mãããe. Não quero levá-lo. Ele é chato." "Ele é seu irmão. Você nunca, nunca deve escolher outras crianças sobre ele. Ele vai ser tudo que terá um dia. Você deveria protegê-lo quando as crianças aborrecem a ele. Se te incomoda, você não deve se livrar dele, e sim fazer alguma coisa." "Estou cansado disso. Eu sou normal mãe. Por que tenho que lidar com as coisas dele o tempo todo? Só quero sair com meus amigos e não ter que me preocupar com ele." "Scooter, essa conversa acabou. Ou você vai com Sam ou não vai. Caso encerrado."


Nina G. Jones Há uma pausa antes dele voltar para a sala de estar. Ele abre a porta da frente. "Estou indo. Tenho que pegar minha bicicleta na garagem. Encontro vocês na frente. Sam está vindo também", ele diz amargamente. Scoot fecha a porta e murmura enquanto anda. "Vamos Sam, pegue a sua bicicleta, nós vamos para o riacho." Levanto, fingindo não ouvir a decepção em sua voz. Queria que o Scoot gostasse mais de mim, mas estou feliz por ir brincar com os meninos mais velhos, mesmo que eles zombem de mim às vezes. Eles não são tão ruins quanto as outras crianças da minha idade, porque não querem deixar Scooter irritado. Faço questão de não falar muito em torno deles. Só quero estar por perto. Sigo Scoot, mas ele corre para a garagem e pega rapidamente sua bicicleta, saltando nela e correndo para longe. Ele acena os meninos à frente dele. "Vamos! Vai! Vai!" Ele grita. Todos riem maliciosamente e saltam sobre suas bicicletas, correndo o mais rápido que podem. "Espere!", grito, tentando tirar alguma poeira da minha bicicleta. Estou confuso, mas tomo como um desafio alcança-los, então pedalo avidamente. Eles estão muito à frente e fazem uma curva desaparecendo da minha vista. Meu sorriso se transforma em uma carranca quando percebo que este não é um jogo. Estão tentando me deixar para trás. Não me querem por perto, nem mesmo Scoot. Então começo a chorar. O vento sopra as lágrimas do meu rosto enquanto elas caem, uma a uma. Mas sou rápido. Mais rápido do que todos eles. Vou alcança-los e mostrar a Scoot que ele não pode me deixar, porque sou melhor do que ele nisto. Viro a esquina e os vejo. Pedalando mais rápido, minhas coxas estão queimando, as lágrimas desaparecendo. Meus pulmões pegam fogo. Estou ganhando. Chegando perto. Mais perto. A tristeza se transformando em vitória ao saber que esses meninos muito maiores não podem me superar nem mesmo em seu melhor dia. Vou ganhar.


Nina G. Jones Então há um som gritando. Não, não gritando. Guinchando. O cheiro de borracha queimada. Antes que possa olhar, sinto meu corpo bater contra o metal e vidro. Não é dor que sinto no início, mais como um estrondo de terremoto em meu corpo. Posso sentir meu interior tremer. Mas consigo ver os olhos do homem através do para-brisa - confuso, assustado. "Oh merda!" Ouço um dos meninos gritarem. O homem olha para eles e depois para mim. É quando começa a dor. Penso que ele vai parar e ajudar. Entendo que ele está chocado. Eu também estou. E gemo enquanto olho para os meninos correndo em minha direção. Talvez eles não me odeiam apesar de tudo. Mas o carro dá marcha ré, e desde que não posso me mover, apenas fico rolando no chão como um saco de batatas. Ele dirige para frente e ao meu redor, os pneus dianteiros bem próximo da minha cabeça. Ele vai me deixar aqui, mas quando o carro gira de novo, sinto algo se movendo, e quando olho para baixo, a perna da minha calça presa em algo e uma parte da bicicleta está presa embaixo do carro. A bicicleta faísca enquanto sou puxado pelo asfalto. Desta vez a dor é instantânea, minhas roupas moem contra o pavimento e se transformam em nada. Em seguida, a pele no lado direito do meu corpo. Não lembro como saí disso. Devo ter desmaiado muito antes.

Não me senti andando até lá. Só ouvi James chorando, e esse som ecoando na minha cabeça. Parecendo assim como meus próprios gritos quando mudavam os curativos no hospital em minha pele crua. Ele está sangrando, mas não é para ele que estou indo. O garoto que fez isso, o piolho que pensou que seria engraçado empurrar um garoto


Nina G. Jones na bicicleta, já fugiu para algum quintal, porque ele é muito covarde para enfrentar a bagunça que fez. Tenho a máscara em minhas mãos. Não lembro de pegá-la no carro, mas fiz. A raiva é exponencial e aquele pedaço de merda valentão escolheu o momento errado e garoto errado para foder. Conheço esse bairro como a palma da minha mão. Cada quintal, cada cerca. Este é um dos meus terrenos de caça. Cortei à frente em seu caminho, meu rosto protegido na máscara vai assombrá-lo para o resto de sua vida miserável. Espero em um arbusto até que escuto o garoto em sua camisa de grandes dimensões andando pelo quintal. Quando ele está no meu alcance, agarro-o e o jogo no chão, cobrindo sua boca. "Ouça seu pequeno pedaço de merda", enrolo a gola de sua camisa em meu punho, levantando e batendo ele de volta no chão. "Se você empurrar outra criança novamente, vou cortar seu pauzinho e faço você comer. Entendeu?" Minha visão se ajusta à escuridão e vejo o branco de seus olhos arregalados. Ele tenta sufocar uma resposta, ou um grito de socorro, mas nada sai. Não é tão valentão agora. "E se contar a alguém sobre isso. Sua mãe, seu pai, qualquer um ... Vou entrar na sua casa uma noite e vou foder sua mãe. Vou fazê-la gritar por ajuda e fazer o seu pai assistir. E fazer você assistir também. Entendeu?" Agora ele está chorando como a cadela que ele é. "Um dia quando for mais velho, vai perceber quem sou e vai saber que essas não eram somente ameaças. Agora vá para casa, seu merdinha" eu digo, colocando-o de pé. Empurro e chuto sua bunda com o meu pé, então ele cai no chão. "Qual é a sensação de ser empurrado por alguém maior?" Ele foge, e agora estou mais quente do que a porra do plasma solar. Níveis de raiva e frustração sexual reprimida se misturam


Nina G. Jones violentamente. Respiro fundo e jogo a máscara nos arbustos. No momento em que estou de volta na calçada, rodeado por gramados perfeitamente bem cuidados e casas bem conservadas, sou um deles novamente. Então decido que a melhor estratégia é voltar para casa de Scooter, mostrando a ele um tranquilo e controlado Sam. Ele está na cozinha, segurando gelo na cabeça de James. "O que aconteceu?" Pergunto. "Algum garoto o empurrou da bicicleta. Ele bateu sua cabeça. E não quer dizer quem foi." "Algo me diz que não vai acontecer de novo", eu murmuro. "O que foi isso?" Scoot pergunta, particularmente interessado na clareza da minha voz. A suavidade na fala que só vem em raros momentos, quando sou desprezível e singularmente focado, ou quando estou pronto para foder. De repente tudo se torna simples. Quando a escuridão me cobre, minhas palavras fluem sem interrupção. "Onde você esteve?", Ele pergunta, provocando. Aceno em direção a James, sugerindo que o que fiz não é para ouvidos do garoto. Isso não é tecnicamente uma mentira. "Uaaau," ele sorri. "É bom, ser um solteirão," ele lamenta. "É,” respondo secamente. "Ele vai ficar bem, será forte como o Tio Sam, um dia. Tio Sam constrói casas, levanta troncos e outras coisas. Você se parece muito com ele, então tem muito à aprender, filho", ele garante ao garoto, bagunçando seu cabelo e enviando-o em seu caminho. "Vou para casa. Diga a Katie obrigado". "Merda, o que Milly fez com você?", Ele observa, em relação ao fluxo de minhas palavras. Então inclina-se, "Será que ela te curou?" Eu rio, não porque sua piada é particularmente engraçada, mas porque esta noite foi ridícula e ela está apenas começando. "Você não tem ideia", digo zombando.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 11

Entro com o carro na garagem da casa do rancho. Você pensaria que todo o caminho de volta me esfriou, mas não, estou mais quente e feroz do que quando tive aquele pequeno pedaço de merda no chão, ou quando aquela mulher que me tratou como algum tipo de merda. Corro para dentro da casa, tiro minha camisa, abro as gavetas procurando outra máscara, para cobrir minhas cicatrizes brancas. Esta noite está quente e o fato de ter que usar essa porra me irrita ainda mais. Imagino ela recuando horrorizada se visse meu rosto, minhas cicatrizes a manifestação física de uma pessoa que nunca pertenceu. Pelo menos até antes do acidente eu poderia ficar em silêncio, misturado aos outros, mas depois, essas feridas plantaram uma bandeira em mim. A marca do ridículo e de olhares curiosos. Eles vão rir do seu rosto. Eles fizeram isso com você. Tiro uma faca da minha gaveta. Não sei quais são meus planos, mas quero isso na minha mão, algo físico e afiado para agarrar e me manter na realidade porque estou pirando. Não gosto dessa sensação. Ela deveria ser o alvo perfeito, e em segundos saí do roteiro e a trouxe aqui, então tenho lutado. Pensando nela. Querendo tirar a máscara. Querendo contar minha história para que ela entenda por que está aqui. Por que estou aqui.


Nina G. Jones Mas ela é uma manipuladora. Porque, como disse minha mãe, e Milly me lembrou hoje, sou diferente. Nunca serei um deles. Na melhor das hipóteses, eles terão pena de mim. Minhas vítimas sempre foram descartáveis. Isso me mantinha seguro. Sabendo o que precisava, e quando quisesse me livrar delas esculpir suas gargantas com uma faca, ou puxar o gatilho em seu peito. Isso faz de mim um Deus, e o poder que tenho nesses momentos é tão forte que meus alvos fazem o que digo. Mas com Vesper, não consigo fazer. Não aguento o pensamento de estar sozinho aqui novamente. De não ter um sabor de uma vida que só podia olhar através das janelas. E isso significa que uma estudante de enfermagem despretensiosa, de todas as pessoas que dominei e manchei - ela é a única que poderia me arruinar. Preciso disso de volta. Sou o árbitro da vida e da morte. Vou lembrá-la de quem está no controle. Vou me lembrar. Ela não vai jogar ou me manipular como as mulheres tantas vezes fazem. Ando pela floresta, os galhos puxando minha camiseta, as fibras se rasgam e até que chego a porta e estou destruído. Ofegante, removo a tábua de madeira e destranco a porta, empurrando para abrir tão forte que ela bate na parede, fazendo a cabana tremer. Os olhos de Vesper estão enormes enquanto ela está sentada, encolhida em um canto, paralisada de medo. Olho para mim, meu abdômen branco está coberto de sujeira e manchas de sangue dos arranhões que ganhei durante a minha caminhada. Não confie neles, Sam. Eles vão te machucar. Eles vão te usar. Sou um monstro. Monstros não vivem debaixo da cama ou em um maldito armário. Não aparecem em uma nuvem de fumaça. Não, os monstros são como eu: o cara calmo que leva uma mulher bêbada para casa, um tio protetor, aquele cara modesto com o sorriso amigável que conserta sua varanda. Fazemos o nosso trabalho no escuro, nos escondemos nas sombras, mas vagamos durante o dia, examinando nossa próxima presa.


Nina G. Jones Garotas como ela não querem o monstro. Querem a ideia de um. Querem estar seguras e ainda se divertir com a emoção. Mas não há nenhuma segurança com um monstro. Porque os monstros consomem. Eles levam seu corpo, sua alma e sua inocência. Tenho feito um jogo cuidadoso, pelo menos eu acho. Cuidadosamente, tirando dela o mais básico para que pudesse construí-la. Mas é realmente diferente de quando entro em uma casa. No início, peço sua confiança. Digo que estou lá por dinheiro. Dou a elas a corda para amarrar seu amante. Então, quando tenho eles presos, não preciso mais da sua confiança. Pego. Mando. Conquisto. Hoje à noite ela se formará. Ela tem a cabana, comida e seu pequeno vestido rosa. Ela recuperou sua dignidade. Esta será a última lição. Não tenho que ficar tão irritado para falar com ela como costumo fazer, pois estou na porra do limite. "Sai fora”, ordeno. Ela olha pra mim em confusão completa. Vejo as rodas em sua cabeça girando; Gosto que ela não execute imediatamente, que eu já tenha esse poder sobre ela. "Disse para sair!" Ela pula, ficando de pé com as pernas trêmulas, passando por mim no estreito espaço que deixei na porta. "Você quer me deixar, Vesp? Quer a sua merda de vida perfeita de volta? Então vá. Se puder chegar a uma estrada antes que te pegue, deixo você ir. Assim vai poder fingir que essa vida ainda é para você." "E e - e, e se você me pegar?" Ela pergunta, sua voz tremendo de terror. Há uma pontada no meu estômago observando-a tremer. "Você já sabe."


Nina G. Jones Ela não se move. Ainda está esperando minhas ordens. Talvez não tenha dado créditos suficiente para os avanços que fizemos. Talvez ela realmente me queira. Não faça isso, Vesp. Mostre-me que não preciso fazer isso. "Vou te dar uma vantagem. Trinta segundos para correr na frente. Esta é a sua chance de ir para casa. " Corra, Vesp. Corra para que possa quebrar você. "Eu ... estou com medo", ela admite com voz trêmula. "Todos nós estamos", respondo. "Esta será sua única chance. É pegar ou largar. Você tem uma escolha." Ela não vai chegar longe. Está escuro e ela vai correr em círculos. Há hectares de floresta intocada aqui. Mas isso não é o que importa. "Você tem dez segundos antes que a oferta seja anulada." Quero que ela caia de joelhos para que possa finalmente respirar. Também quero que corra para que possa violar sua bunda. Quero aterrorizá-la, mas quero que ela me queira. Estou em contagem regressiva. 10 ... 9 ... 8 ... Seus olhos saltam olhando ao redor, ela está passando por todos as possibilidades. E isso - isso mostra que ainda há muito trabalho por fazer. Porque ela deveria implorar para que a deixe ficar. 3... Ela enlouquece. É repentino e quase perde o fôlego. Lamento que ela escolheu sair, mas estou emocionado pra caralho por ter que começar a caçá-la. Então começo a refazer aquela noite perfeita que foi perdida quando entrei em sua casa e tudo virou um inferno. Conto alto o suficiente, sem gritar, esperando que ela ouça cada segundo passar, me perguntando se ela está um segundo mais perto de se juntar a esse mundo que ainda pensa fazer parte, ou mais perto de enfrentar seu novo destino.


Nina G. Jones 25 Mississippi ... 26 Mississippi ... Ainda posso ouvi-la quebrando alguns galhos, tropeçando na escuridão da noite. 30. Rastejo a faca na parede da cabana deixando-a vibrar enquanto sigo os sons. Estas árvores são uma extensão de mim. Costumava andar por aqui quando menino nos finais de semana e nos longos dias de verão, e quando fiquei mais velho se tornou meu refúgio na casa do rancho. Ando com confiança, mas não corro para tornar fácil essa procura, só preciso ouvi-la. Há barulho de respingos e sei exatamente onde ela está. Então começo a correr. O som de galhos quebrando e minha própria respiração ofegante enchendo meus ouvidos, me desviando de seus sons. À medida que me aproximo do riacho, vejo seu contorno ao luar. Corro até ela, que começa a correr novamente, mas a coloco no chão antes que possa dar três passos. Ela luta, mostrando a força que eu tinha esquecido que possuía. Ela comete o catastrófico erro de chutar meu estômago. Fico sem ar por alguns segundos enquanto ela se arrasta na lama para longe de mim. Mas esse pequeno momento de liberdade que o chute lhe proporcionou só aumenta a minha fúria. Agarro seu tornozelo e a puxo para mim. Ela tenta se agarrar na lama que desintegra sob a ponta dos dedos. A terra não a ajudará. Isto, é a natureza. É a ordem das coisas. O que sobrou de seu vestido rosa claro brilha no luar, refletindo a luz onde há ausência dele. Puxo seu vestido e fico por cima ela, mas quero ver seu rosto desta vez. Preciso ver seus olhos que sonham. Então viro-a de costas. Ela bate em mim, mas agarro suas mãos, prendendo-as com uma das minhas. "Vesp, isso é o que acontece quando você tenta me deixar."


Nina G. Jones Inclino seu corpo e sinto o plugue que coloquei nela. Ainda está firmemente alojado em sua bunda apertada. Há apenas uma maneira de foder ali, e na minha opinião, isso não é fácil. Retiro o plugue de seu corpo enquanto ela geme. Tudo em que pensei foi em tomar sua bunda virgem. Agora estou perigosamente reprimido. "Por favor. Não queria correr. Você ... você me fez ..." ela implora e estremece através de suas respirações. "Não Vesp, você queria. Queria me deixar, depois de ter sido bom com você. Depois de dizer que me queria. Você é uma mentirosa. Uma manipuladora." "Não não não. Isso não é verdade", ela soluça. "Vesp. Cala a boca e receba sua punição." Cuspo em minhas mãos e lubrifico meu pau, que está duro e sensível ao toque. "Isso não vai demorar, mas vai doer como o inferno." Uso meu braço disponível para ajustar sua bunda contra minha pélvis. Então começo a empurrar nela. Ela geme enquanto forço minha entrada. Ela é tão fodidamente apertada, e quando finalmente chego na metade, ela grita. Ela tenta se afastar. "Não!" resmungo, segurando seus quadris. "Oh Deus," ela lamenta enquanto empurro todo o caminho. Então fico lá. Vivendo esse momento eterno, onde meu pau é agarrado por sua bunda virgem. "Isso dói. Dói," ela chora. Seus gritos diminuem em suaves soluços. "Você nunca foi fodida na bunda?" Ela se recusa a responder. "Fiz uma maldita pergunta." Empurro meus quadris contra ela para intimidação. Ela balança a cabeça e o rastro brilhante das lágrimas brilha sob o luar.


Nina G. Jones "Respire", digo a ela. "Tive sua boca e buceta. Agora estou tomando sua bunda. Você será toda minha, Vesp. Vou te encher com meu gozo em cada buraco." Passo minhas mãos por seus seios, ombros e suavemente escovo seu cabelo. "Um dia você vai implorar para que te foda na bunda. Mas tenho que te quebrar, primeiro. Então agora, isso é tudo sobre mim e não dou a mínima para o que você vai sentir." Deslizo minha mão em sua boca, pressionando-a. Seus olhos se expandem em pânico, então puxo para fora, empurrando para dentro novamente, fodendo-a em submissão. Seus gritos lutam para sair em minha mão. A bunda de Vesp aperta meu pênis tão forte, tão implacavelmente, que estou pulsando dentro dela em segundos, liberando uma enorme carga nela, dominando uma parte dela que ninguém mais teve. Tiro dela e rolo sobre a lama fresca ao seu lado. Ela não se move, mas está choramingando, tremendo. Minha mente está mais clara agora. Uma parte de mim começa a se perguntar se isso foi justo. Não deveria me importar, mas Vesper me faz pensar nas coisas de forma diferente. Ao contrário dos outros, ela é minha responsabilidade. Ela é minha protegida. Me viro para ela, que levanta suas mãos como se fosse machucála. "Não ... não ..." ela murmura. "Shhhhi," ofereço, segurando-a em meus braços. Ela envolve um braço em volta do meu pescoço e chora em meu peito, seu corpo tremendo incontrolavelmente. Eu a magoei. Provavelmente por causa de coisas que aconteceram mais cedo e que não tinham nada a ver com ela. Ela manteve o plugue em sua bunda. Fez o que pedi, por isso é justo dar-lhe algo para mostrar que aprecio sua obediência.


Nina G. Jones Levo ela de volta para a cabana colocando-a na cadeira. Então fico chocado com o que vejo. Não é apenas a lama e o vestido rasgado. Ela está coberta de sangue, provavelmente lhe cortei com a faca. Olho para baixo e vejo que estou com sangue também. Aponto para ela, sem a distração da raiva ou sexo, tenho medo de como vou soar se falar. Seus olhos são ocos, como se ela ainda estivesse se perguntando como acabou aqui, e olha pro chão. Ela toca em seu vestido, descendo até a bainha, seus dedos trilham em suas coxas. "Eu ... eu ... sinto muito", ela murmura. Assisto enquanto ela reúne toda a força que tem para me dizer o que sente e é decepcionante. "Estou no meu período." Cristo. Como não pensei nisso? Talvez seja porque não tive uma irmã, ou nunca vivi intimamente com uma mulher. Mas estive em torno de animais, e sei que o sangue é apenas mais uma parte da vida. Não a culpo por isso. Então, uso isso como uma oportunidade. Vou mostrar que se ela ficar, ser honesta comigo e não tentar me manipular, então posso ser algo mais gentil. Posso dar as coisas de que precisa se ela me der o que preciso. Pego sua mão e coloco-a de pé. Desligo a luz na cabana para que não possamos nos ver, tudo o que podemos fazer é sentir. Finalmente, posso remover essa máscara fodida perto dela e respirar novamente. Tiro seu vestido e depois as minhas roupas, deixando o pano devastado cair no chão. Levo ela por sua mão até o banheiro, puxando o cabo do chuveiro improvisado para que a água fresca que carreguei nele, caia sobre nós. Ainda é quente e parece tão relaxante em comparação com o choque da água fria no riacho. Minhas mãos passam ao longo de seu corpo, por seu cabelo grosso com lama, lavando o sangue e sujeira. Espalho sabão em minhas mãos e limpo sua buceta. Ela assobia quando limpo sua bunda e meu pau contrai na lembrança recente de


Nina G. Jones entrar naquele espaço apertado. Estou duro novamente. Tão duro. Pressiono contra ela para mostrar o quão duro ela me faz. O quanto a quero todo o tempo. Como faço coisas que não faria. Como agora tentando consertá-la depois de quebrá-la. Então posso manter as melhores partes dela, mas matar as partes que estão segurando ela de volta para uma realização plena. Agora estou naquele espaço, onde tudo parece claro e meu corpo está relaxado e não sou a aberração que balbucia em cada sílaba. E no entanto, escolho não dizer uma palavra, porque não confio no que poderia dizer. Em vez disso, deslizo minha mão sobre sua vagina, esfregando um dedo ao longo da carne macia.

Estou arrasada. Não consegui entender o jogo diante de mim. Passei meu tempo aqui tentando ganhar sua confiança, mas peguei a isca e corri. Claro que foi um teste. Que outra chance teria? Mas tive que tentar. Sabia que as coisas estavam ruins quando ele invadiu a sala, com uma faca, parecendo que tinha passado por algum tipo de guerra. A escuridão engolindo a clareza de seus olhos. Era demais para suportar. Pensei que talvez ele fosse me matar e estava dando a última chance de salvar minha vida. Não sei o que pensei para ser honesta. Aconteceu tudo tão rápido, como um tornado. Tentei, realmente tentei. Estava escuro e meus pés doíam, mas continuei tropeçando em coisas. Então, em vez da liberdade, acabei no chão, minha boca tapada enquanto ele me sodomizava. A dor foi horrível. Ele disse que um dia aprenderia a gostar. Nada que tortura poderia fazer bem. Muito menos dor ser agradável.


Nina G. Jones Agora ele está aqui, me dando banho, tão carinhosamente como se estivesse limpando um pássaro ferido. Você pode me julgar por aceitá-lo, mas não vivo no mundo de opções que você tem. Preciso reforçar sua gentileza. Preciso do conforto. E é tão fodido que a única pessoa que pode me dar isso é a mesma que me machucou. No início, é difícil não recuar de seu toque, a dor latejante e ardente na minha bunda lembrando sua violação. Mas suas mãos, elas levam tudo, pacificam. Sua respiração calma e o silêncio total, são agora um contraste da voz que faz exigências súbitas e drásticas. É como se estivesse com outra pessoa. Será que uma parte dele sente pena do que fez? Está tão escuro nesta cabana, só consigo distinguir um pouco de seu corpo, mas vejo algo que nunca vi antes, o contorno de seu cabelo. Bagunçado. Selvagem. Assim como ele. Está sem máscara. E mesmo que não consiga ver seu rosto, ainda sinto que ele está expondo uma parte sua para mim. Ele acaricia entre minhas coxas, posso senti-lo endurecer e não deveria querer isso, deveria sentir repulsa. Se for sincera, eu sinto, mas também estou ansiosa para ser sua, para que possa usar isso e encorajar sua bondade, trazendo um pouco de esperança, em meio à esse cenário de derrota. Quero que ele perceba o contraste entre a brutalidade e a ternura, para que saiba que tudo está certo novamente, agora que recebi minha punição, tornando essa situação suportável. Também quero me conectar. Falar com sua alma, conhecer o lado que sei que está escondido dentro dele, para apagar as memórias dolorosas que sei que existem, pois senti também enquanto ele tomava uma parte minha que mais ninguém tinha tocado. Quero sentir-me segura com ele, mesmo que por um pequeno espaço de tempo. Com qualquer outro homem, me pergunto se a exibição terrível de minha feminilidade faria ele se afastar, mas não este homem. Ele é cru - Selvagem, carne e sangue. Um puro predador - como se estivesse afastado da sociedade e de suas normas. Como se tivesse evoluído


Nina G. Jones apenas o suficiente para parecer como nós, mas por dentro, era como se não entendesse o que é ser humano. Levanto minhas mãos e tento tocar com as pontas de meus dedos em seu rosto, mas ele agarra meu pulso antes que possa realmente senti-lo. Não digo as palavras. Seria muito doloroso saber que teria que implorar o consentimento dele. O silêncio me convence de que o velho eu ainda vive enterrada, profundamente dentro de mim. Mas preciso me sentir bem de alguma forma. Então pego em seu pau, sem sua solicitação ou consentimento, passando minha mão ao longo do comprimento. Vou guiando minhas mãos pelas ondulações de seu abdômen e depois por seus ombros. Um lado liso, o outro ondulado, sua pele desigualmente marcada. Outra vez, ele pega meus pulsos e empurra minhas mãos. Ficamos debaixo da água, cara a cara, sem se tocar por um momento. Ele dá um passo mais perto, sua excitação pressionando contra mim. Uma onda de emoção me atinge e começo a chorar. Isso me pega de surpresa. Estou perdendo ela. Ela não tem vontade de continuar lutando contra os sentimentos conflitantes que ecoam dentro de mim o dia todo. Sem palavras trocadas entre nós, puxa-me contra ele, em seguida, me encosta na parede. O sabonete e o cheiro de madeira úmida preenche meu nariz. O contraste do civilizado e do selvagem. Hoje, ando entre esses dois mundos. Nos beijamos, rudemente, nossos rostos girando e girando, e meu coração ameaçando saltar fora do meu peito. Não sei o que é isso. Não consigo entender. Mas cada parte de mim quer isso. Sentir-se fortemente desejada. Ser cuidada. Ser sempre o foco singular de sua atenção. Ele é brutal, mas sou o foco de sua obsessão. Não esquecida, não a segunda opção. É algo que ansiava desde que era uma menina,


Nina G. Jones ser querida. Mesmo com Carter, nada poderia vir antes de seu curso na faculdade de medicina. Noite pode ser meu Deus, mas sou seu anjo. Seu corpo transmite algo, como se tivesse retraindo isso, e que está lutando para escapar, enquanto ele levanta uma das minhas pernas. Isto não é como se estivesse lá, sujo e malicioso. Isso é diferente. Ele se abaixa e desliza seus dedos dentro em mim. Eu gemo enquanto eles enviam uma onda de prazer em minha barriga. Ele cai de joelhos, apoiando uma perna em seu ombro, e me devora ali. Engulo água e ar enquanto suspiro, pequenos cursos d’água caem pela minha testa, cílios e nariz. Ele fica de pé antes que possa gozar. Seu nariz pressionando contra o meu. Seu hálito quente contra meus lábios. Nossos corpos presos numa única respiração. Rítmico, como as batidas de um coração. Sem palavras. Apenas o som de nossas respirações, e a água batendo no chão. Nós dois deslizamos para o chão. Ainda cara a cara, dobrando sob o peso desta coisa complicada, feroz. Deito-me na superfície molhada, ele me protegendo da água gotejando. Gostaria de poder ver o homem sem rosto, que assombra meus sonhos e me mantém acordada. Se pudesse, talvez pudesse entendê-lo melhor. Talvez pudesse me entender. Mas ele é apenas uma sombra. Tão real como as fantasias que usei para me tirar da monotonia do meu relacionamento. Ou quando fingia não ter a sensação de que era a rocha de todos. A água goteja mais lentamente, as gotas caindo da mesma forma como nas folhas das árvores após uma forte chuva. Ele entra em mim. Não como uma violação. Ou parte de algum acordo. É difícil conciliar com o homem que me brutalizou há uma hora. Mas a lógica não tem mais lugar na minha vida.


Nina G. Jones Rompemos o silêncio com nossos gemidos e suspiros. Ele entra e sai de dentro de mim enquanto cavo meus dedos em suas costas largas. E é apenas em alguns segundos que estou tremendo debaixo dele, lágrimas misturadas com água do chuveiro, para que não tenha certeza se ainda estou chorando. Ele solta um rosnado enquanto goza dentro de mim. Toda vez que ele faz, é como se ele estivesse me injetando um pouco mais com sua doença, me fazendo um pouco mais parecida com ele. Ele permanece lá por um momento, pairando sobre mim. Estendo a mão para tocar uma mecha do seu cabelo. Para provar que isso realmente aconteceu, que o homem por trás da máscara existe. Ele permite por um instante, mas logo se levanta, e fica de pé sobre mim e debaixo do chuveiro que agora está lentamente pingando sobre ele como uma torneira com vazamento. Ele sai e vou engatinhando em direção à porta, esperando que ele acenda a luz para que possa ver seu rosto, mas ele apenas abre a porta. O som de grilos inundam a cabana. Uma sugestão da luz da lua se esgueira através da entrada, para que possa ver onde me movimentar para fora do banheiro. Ele simplesmente pega suas roupas esfarrapadas do chão e suas botas, segurando em seu lado, e caminha para fora da cabana, molhado e nu. Então ele tranca a porta.


Nina G. Jones

PARTE

DOIS


Nina G. Jones

CAPÍTULO 12

É meio-dia, mas a casa está escura. Todas as cortinas estão fechadas porque mamãe não quer visitantes. Ainda estou com dor. Eles colocaram uma nova pele sobre a pele que foi arrancada no meu lado e ainda está curando. Dói quando me movimento. Mamãe, papai e o médico me explicaram que tiveram que me colocar em coma. Sempre pensei que comas eram ruins. Não entendia a razão para eles fazerem isso. Mas eles explicaram que deixava meu cérebro descansar e se curar, porque ele estava inchado. Acho que estou feliz por ter dormido com muita dor. Minha bochecha rasgada, a pele pendurada do meu rosto. Scoot disse que algumas das crianças vomitaram quando me viram no acidente. O homem que atropelou é filho de um policial. Estará em apuros agora. Eles não me mostraram o meu rosto no hospital. No caminho para casa tentei ver meu reflexo na janela do carro, mas o brilho tornou difícil de ver. Quando cheguei em casa, pedi a Scoot que me trouxesse um espelho. Mamãe cobriu todos. Mas Scoot sorrateiramente à noite me trouxe um espelho de mão. Era bonito com vinhas esculpidas ao longo da alça e ao redor do seu quadro. Vi o reflexo. Uma cicatriz vermelha, crua indo da minha orelha até o canto do meu lábio. Os pontos ainda estavam lá e fazia-me parecer com o monstro Frankenstein.


Nina G. Jones Eles dizem que vai curar, e quando for adulto, vai ser uma linha, não vermelho e inchado como é agora. Mas tudo que eu posso imaginar é no que as crianças vão dizer quando me virem. Pelo menos eu era normal no exterior. Há uma batida na porta. Mamãe vem correndo de dentro e coloca o dedo em seus lábios. Ela fecha lentamente a porta do meu quarto para que não faça barulho. Ela se agacha enquanto vai até a janela e pega uma cadeira e senta ao lado da minha cama. Ela está pálida e suada, seus olhos estão sempre se movendo, procurando algo. Quando cheguei em casa na semana passada, um bando de pessoas veio com comida: bolos, tortas, guisados. Estava animado para ter todos estes doces. Mas mamãe inspecionava tudo. Ela disse que encontrou coisas como insetos e veneno, e que ela não deixaria ninguém me machucar novamente. Que não podemos mais confiar em nossos vizinhos. Eles tentaram me matar uma vez e ela não vai deixar isso acontecer de novo. A campainha toca de novo e mamãe salta de seu assento, como se alguém tivesse acendido um foguete ao seu lado. "Mãe, por que você a-acha que eles querem me-me ma-machucar?" "Porque você vai ser alguém especial quando crescer e eles estão tentando matá-lo antes que isso aconteça", ela sussurra, esfregando meus cabelos longe da minha testa. "Finalmente entendi. Quan ... quando vi você no hospital ..." sua voz começa a tremer. Às vezes, quando as pessoas choram, elas soam como sempre faço. "Você estava tão quieto naqueles tubos ..." Suas lágrimas caem em meus lençóis. "Eu entendi. As brincadeiras. A maneira como atraíram você lá fora. Foi um teste." É fácil acreditar no que ela está me dizendo. Que não me querem porque sou melhor do que eles. Então serei famoso um dia. E esta foi uma maneira de me derrubar, e é como o Coringa está sempre tentando derrubar Batman.


Nina G. Jones "Vou te proteger. Não vou sair do seu lado novamente. Não haverá mais viagens ao hospital para mim. Eles sabem que eu sei. E eles estão tentando me fazer esquecer para que não te proteja." As batidas e toques param. Ela se vira para a janela e espia através das sombras. "Vê? Alguém deixou alguma coisa na porta. Vou pegar e inspecionar. Eles continuam tentando entrar com venenos." "Mas mãe. Pp-pai é um policial. Ele achou o homem que me atropelou." Ela sorri docemente, agarrando minha mão na dela. "Oh meu pequeno Samuel. Isso é apenas o seu trabalho. Seu pai também é um deles."

Já não me assusto quando acordo e encontro Noite sentado no canto da sala, observando em silêncio. Desta vez, é tarde, a claraboia acima, ainda está negra do céu noturno. Normalmente, durmo quando ele chega. Ele pode ser silencioso quando quer, mas hoje, Noite está inquieto. Uma vez que vejo sua silhueta, me observando, não posso nem mesmo sequer pensar em voltar a dormir. Se passaram semanas desde que ele me perseguiu pelos bosques negros, me dominou na lama e me atacou. Semanas desde que ternamente me levou de volta para a cabana, me lavou, e depois fez a dor que causou ir embora no chão molhado. Isso não aconteceu novamente. Não, o sexo tem sido duro, como se estivesse tentando apagar aquela noite da minha memória. Como de costume, minha


Nina G. Jones conformidade é recompensada - com orgasmos, comida, roupas limpas, água doce. Nunca sei o que está por vir... uma faca contra minha garganta, ser amarrada ou vendada, amordaçada, ou às vezes é apenas bruto. Entra e toma, dá e sai. Se você tivesse me perguntado meses atrás, se estaria acostumada a algo assim, teria rido da ideia. Ou talvez até recuaria horrorizada. Mas não, esta é a minha vida e cheguei a um acordo com ele. Você vai gostar disso ele disse uma vez. Não tem palavra para isso. Não é como beber chá com uma torrada amanteigada. Mesmo que não goste, você respira isso. Ele vive e cresce em você. Você odeia ou anseia por isso tão fortemente que, sem ele, se vê querendo puxar cada cabelo na raiz, um a um. Quando ele não vem em um dia ou dois, fico ansiosa. Tão ansiosa que acho difícil respirar, me preocupando se ele não vai querer voltar ou que tenha feito algo para perturbá-lo e despertar a raiva que me mostrou naquela noite. Ele é minha única pessoa agora. Então me apego a sua presença desesperadamente, mesmo sabendo que no segundo que a oportunidade surgir, irei desbloquear a velha Vesper de sua masmorra e vou correr. Ele ainda não me mostrou seu rosto. Acho que é um insulto, depois de tudo que tenho dado, ele não consegue ter por mim nenhum respeito. Noite sabe que estou acordada, mas ele não faz nada. Não se move ou emite som. Pergunto-me se interrompi essa rotina dele. Se queria me acordar, teria me acordado. Então decido, por minha própria conta e risco, que se ele vai se intrometer no meu sono, irei me intrometer em seu tempo-de-assistir-Vesper. "Porque você faz isso? Me observa?" pergunto, ainda de costas, olhando para a claraboia. "Oh, isso mesmo, você não fala comigo. Bem, você faz, mas só quando quer me foder ou mandar em mim", falo com falsa gentileza.


Nina G. Jones "Bem, eu gosto de conversar. Sinto falta de ter conversas, sabe. Talvez um dia nós poderíamos ter uma?" Graças a aquela noite, no chuveiro, sei que há um pingo de humanidade nele que devo aproveitar. É raro tê-lo assim. Quieto e silencioso. Então devo dar esse passo. "Ok, vou entender isso como um não, Vesp.” imito sua voz rouca. Rindo para mim mesma e sei lá no fundo que ele faz, também. "Às vezes, posso ver a lua pela claraboia. Obrigado por isso a propósito... pela claraboia. Sentia falta de sentir o sol na minha pele. É a coisa mais parecida que tenho com isso." Faço uma pausa, inesperadamente me sentindo sufocar. A cadeira de madeira range quando ele muda sua posição. "De qualquer forma, você sabe o que meu nome significa? Espero por uma resposta, como se pudesse convencê-lo a falar comigo. "Bem, vou te dizer. É Oração da Noite." paro educadamente dando a ele a chance de responder como se esta fosse uma conversa recíproca "Minha mãe e eu não somos próximas. Cresci durante os primeiros treze anos da minha vida numa comunidade. Ela estava sempre mais preocupada com ela mesma. Eu era apenas um produto de sua exploração." Adicionei aspas no ar a essa palavra final. "Ela tinha tantos parceiros, que nem tinha certeza de quem era meu pai. E não surpreendeu que ninguém quis assumir. Anos depois, ficou grávida de meu irmão. O parto seria feito com uma das mulheres na comunidade - elas se referiam a si mesmas como deusas - as que ajudavam, mas havia muitas complicações com minha mãe. Foi quando ela percebeu que tinha que procurar ajuda. Sua condição exigia intervenções mais modernas." Não estou acostumada a conversas unilaterais. Parece que estou divagando. Mas enquanto ele está lá sentado em silêncio, gosto de pensar que está ouvindo, talvez até intrigado. "Nos mudamos para Sacramento, e em um ano ela estava casada com meu padrasto. Ela tem esse jeito dela. É tão egoísta e, no entanto, fica com quem ou faz o que quer. Talvez seja porque não pedia


Nina G. Jones nenhuma desculpa ou não tem vergonha. E, estou cheia dessas ..." Eu suspiro, me perguntando se isso é demais. Talvez haja partes de mim que deveria proteger de Noite. Não posso dizer mais se este é o novo eu, que se adaptou à sobrevivência, aceitando sua estação atual, ou a velha eu, uma menina ferida, apenas querendo aprovação e o amor de todos. "Meu irmãozinho, Johnny, às vezes odeio como ele é. Não posso deixar de pensar que se eles tivessem ido para o hospital mais cedo, as coisas poderiam ter sido diferentes para ele." As lágrimas caem no meu rosto. Realmente não pensei nele desde as primeiras semanas. Apenas causou muita dor. Mas decidi que esta será a noite em que me deixarei sentir um pouco de auto piedade. "Ela não é melhor com ele quando eu estava lá. Então só tentei fazer ele sentir que é amado e não um fardo. E agora ele não me tem ..." A cadeira range de novo. Acho que estou empurrando um botão perigoso. Limpo as lágrimas dos meus olhos e sorrio. "Oh sim, isso era sobre a lua. Uau, realmente fui em um encontro lá. Então, minha avó, ela era tão diferente da minha mãe. E morava perto de Sacramento, então ela não podia me ver com muita frequência. Mas quando podia, me levava nos fim de semana aqui e ali. Ela foi tão amorosa e acolhedora. É a pessoa que tento ser para a maioria, especialmente com Johnny. Ela morreu não muito tempo depois que nos mudamos da comunidade. Nunca senti uma dor assim. Apenas um vazio. Uma perda que apenas fica lá. Ela costumava me dizer que sempre que olhava para lua, pensava em mim, por causa do meu nome. E fazia uma pequena oração para mim." Suspiro, sentando em minha cama. "Então ela me deu o colar. Era um lindo pingente em ouro de lua. Era seu jeito de estar sempre comigo. Então, quando estava me sentindo triste, o segurava e fechava os olhos para sentir que ela ainda estava aqui. Mas não tenho mais isso. Agora ele se foi. E estou realmente sozinha." As palavras brotaram honestamente. Eu me perdi. Só então percebo o enorme risco que tomei em compartilhar essa história. Que


Nina G. Jones estou acusando-o de não apenas roubar um colar, mas de tentar substituir algo com sua presença que é insubstituível. A cadeira de madeira range pelo chão enquanto sua sombra aumenta na parede. Prendo a respiração, me perguntando se de alguma forma ofendi. Se entendeu minhas palavras como uma manipulação e não apenas uma mulher desesperada apenas sendo humana em face de circunstâncias insuperáveis. Desta vez, ele não está em silêncio enquanto suas botas pisam grosseiramente contra o chão, batendo a porta e fechando a trava a seguir.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 13

Queria dizer algo. Mas ridiculamente meus lábios tremiam e eu mal podia me sentar quieto. Não tinha certeza do que iria dizer, mas como ela contou sobre sua vida, me disse coisas que nenhuma quantidade de espiar através de janelas poderia revelar, apenas eu queria falar com ela. Volto para a casa principal e no andar de cima em meu quarto, removo uma tábua do chão embaixo da minha cama. Nele está uma caixa cheia de todos os itens que coletei das casas que entrei usando uma máscara. Cada uma traz a memória de cada casa em particular, sua família e a história que tinha inventado para eles com base nas pistas de quando estava rondando suas casas ou o que vi através de suas janelas. Quando você é tão vivido como eu, tudo pode se tornar um borrão, mas essas lembranças me ajudam a lembrar. Mas agora, enquanto levanto uma pequena estátua de jade de um elefante, percebo que há coisas - não importa o quanto assista, não importa quantas vezes ande pelas casas dessas pessoas, por mais invasivo que me incluí em suas vidas, eu nunca vou saber. Que mesmo naqueles momentos em que estou em sua casa, fingindo estar em sua pele, é sempre besteira. É por isso que não posso parar, porque nunca porra pego o


Nina G. Jones que quero. Continuo me esforçando para a perfeição: aquele perfeito vagabundo onde tudo corre perfeitamente, mas nunca é perfeito porque quando acaba, ainda volto aqui, um homem escondido atrás de uma máscara com uma caixa de símbolos roubados. A realização me irrita. Contra-intuitivamente, isso me motiva a voltar lá fora e tirar a minha raiva para fora sobre essas pessoas. Mas o desejo real de fazê-lo - olhar pelas janelas e coordenar as invasões simplesmente desapareceu com a chegada de Vesper. Esta coisa toda - esta suposta merda que não planejei - pode estar se tornando a coisa que tenho procurado todo esse tempo. Eu não fiz perguntas. Eu não a forcei. E, no entanto, ela se revelou para mim. Eu mantenho o colar de que ela falou. Entender a história por trás disso me dá uma súbita sensação que estou segurando algo mais do que apenas ouro, algo inestimável em seus olhos. De todas as coisas que eu poderia ter tomado, peguei a coisa mais perfeita. Eu não gostei do jeito que a história me fez sentir. Foi desconhecido e desconfortável. É por isso que eu queria dizer algo. Mas, ao contrário das outras vezes, não sentia uma onda de raiva tão perturbadora e singularmente focada que minha boca só vomitava dardos verbais - precisos, direcionados, penetrantes. Não, minha boca tremia, minha língua se sentia pesada, e sabia que se falasse, ela iria ouvir minha fraqueza. Ela é uma mentirosa, todas elas são. Eu quase a deixei entrar na minha cabeça algumas semanas atrás, quando tomamos banho juntos. Eu comecei isso como uma outra maneira de brincar com ela, mas quando caímos no chão, não tive certeza mais do que era real e o que não era. Eu nem tinha certeza de quem estava jogando com quem.


Nina G. Jones Deixo o colar de volta na caixa de madeira, e olho para o chão aberto. Sempre senti como um esconderijo adequado, mas agora ele parece exposto. De qualquer forma, nunca pertenceu aqui. Há apenas um quarto nesta casa onde esta caixa realmente pertencia, e no ano passado, eu era uma porra de bagunça para entrar nisso. Seguro a caixa debaixo do meu braço e corro abaixo as escadas e fora para minha caminhonete. Olho para a direção de minhas ferramentas até que encontro um martelo de garra. Levo-o até o quarto de minha mãe, retiro uma de suas muitas e brilhantes tapeçarias complicadas e tiro uma tábua da parede. Esta será a nova casa da minha caixa de memórias roubadas. Vesp não está pegando o colar. Não permitirei que ela saiba que suas palavras trazem significado para mim. No que me diz respeito, esse colar é um talismã, e sou o único que pode manter seu poder.

Há barulho fora da minha janela esta manhã. Eu olho para o meu relógio e vejo que é cedo, apenas pouco depois das sete. Levanto da cama e vejo um caminhão se movendo para fora através da cortina transparente. Há um par de homens carregando caixas com uma senhora idosa a direciona-los. Eu puxo a cortina de lado para que possa olhar para o meu novo vizinho, observando com desconfiança, assim como minha mãe faz. Essas pessoas foram enviadas para me matar? No começo eu não acreditava nela. Mas então ela me mostrou uma navalha que ela encontrou em uma torta. Então agora estou um pouco assustado que o homem que me atingiu vai escapar da prisão e vir me encontrar. Papai disse que o homem não vai sair por um longo tempo. Eu não pressionei porque mamãe diz que não posso dizer ao papai o que ela tem dito. Alguns dias ela confia nele, e outros dias ela acha que ele sabe coisas que ele não está dizendo a ela. Ela diz que eu deveria sempre


Nina G. Jones amar e respeitá-lo, mas que ele pode ter sido hipnotizado ou algo assim. Por enquanto, é o nosso segredo. Minha curiosidade fica maior e na ponta dos pés observo lá embaixo. Scoot e papai foram pescar ao amanhecer, então é só eu e mamãe. A casa é calma e acho que ela ainda está na cama. Não faço nenhum som no caminho para a nossa janela da frente, onde vejo as pessoas se movendo de perto. Há uma garota de pé em sua entrada, que termina no gramado, pulando corda. Ela está cantando algum tipo de música, eu não consigo entender, mas ouço sua voz alegre abafada pela janela. Ela está usando um vestido azul bebê com babados brancos e belas meias brancas que têm babados também. Quero ser amigo dela. Faz tanto tempo que não saio à rua, mesmo com os pontos fora do meu rosto e posso andar bem agora. Eu só tenho algumas contusões à esquerda. Normalmente, eu seria tímido, mas há algo sobre a maneira que ela cantarola a música quando ela pula corda, como se talvez ela será a única pessoa que me tratará diferente. Abro a porta da frente e passo para fora, ainda no meu pijama Com meu queixo para baixo, arrasto meus pés enquanto faço meu caminho até ela até que estou de pé perto, mas não digo nada. Receio que as palavras saiam engraçadas porque meu coração está batendo tão rápido. "Oi," ela diz. Eu não digo nada de volta. "Você mora naquela casa?" Ela pergunta. Eu concordo. Ela não para o salto de corda cambaleante enquanto fala comigo. "Minha avó está se mudando para esta casa, mas eu não moro com ela. Qual o seu nome?" Movo meus lábios e quase não soa um sussurro.


Nina G. Jones "S-sam." "Como você está aqui sem sapatos ou camisa?" Ela pergunta. Eu encolho os ombros. "Minha avó disse que eu posso andar de bicicleta, contanto que não estivesse sozinha. Você tem uma bicicleta?" Meu coração gagueja com o convite. Mas sei que minha mãe ficaria tão zangada se eu voltasse a andar de bicicleta. Especialmente depois do que aconteceu. No entanto, eu aceno com a cabeça para deixá-la saber que tenho uma bicicleta. Realmente, é de Scoot. Seu salto rítmico para, e olho para cima para ver o que mudou. Ela solta as alças no chão. "O que aconteceu com o seu rosto?" Ela pergunta. Agora meu coração salta para uma razão diferente. Ela vai rir quando eu tentar falar? Ela faz parte do grupo de pessoas tentando me machucar? Isso é uma armadilha? "Eu tive um aaaaa-cidente." "Como?" "Ccc-carro bateu mm-me." "Uau," ela diz, seus olhos se arregalando quando ela alcança para tocar meu rosto. Eu pulo para trás. Nunca tive uma menina me tocando antes, e lamento por não deixá-la. Eu quero dizer a ela para me tocar, está tudo bem agora, mas estou muito envergonhado. "Por que você fala assim?" Ela pergunta. A pergunta é tão direta, mas eu não me sinto tão mal quando ela pergunta. É como se ela quisesse saber sobre mim em vez de apenas pensar que ela já sabe. "É li-li-li-guagem-" Neste momento, a palavra 'impedimento' pode muito bem ser supercagafradgulisticespialidotious, então eu mudo de direção. "Eu ga-ga-gaguejo. Mmm-mas vou para esssss-cola."


Nina G. Jones "Oh," ela dá de ombros. Espero que ela ria, para me dizer para vencê-la. "Então, você quer andar por aí?" Ela pergunta. Um amigo. Ela poderia ser essa pessoa? O que eu sempre pensei que estava lá fora, que não se juntaria a mim? E ela é tão bonita. "Sam!" uma voz grita em pânico da porta da frente de minha casa. "Sam!" Mamãe diz mais firmemente enquanto ela marcha em minha direção. "Você não deveria estar aqui fora." Está com um avental desgastado e olhos sonolentos. "Sam, você precisa estar em casa descansando", ela põe as mãos em meus ombros. "Eu estou b-eeemmm." "Sam, o que tenho te contado?" Ela sussurra. Nosso pequeno segredo. A menina olha para trás e para frente. "Olá", diz minha mãe com uma doçura nervosa em sua voz. "Ele é um menino muito doente e não pode brincar hoje." "Oh", a menina, cujo nome eu não sei, responde. Minha mãe me arrasta para casa, e meu coração afunda observando a menina bonita em suas meias brancas desaparecer de meus olhos. "Mãe, eu quero brincar." "O que nós discutimos?" Ela agarra, apontando seu dedo em mim. "Não é seguro lá fora! Você acha que aquela linda garota se movendo na porta ao lado foi uma coincidência? Ela é a isca perfeita para um menino como você." "Ela era agradável!" Eu protesto. "Sam, querido, as garotas serão gentis com você para conseguir as coisas. Eles vão usar você para obter dinheiro, ou conexões. Você é especial, mas eles não entendem isso. As meninas são rasas e preferem


Nina G. Jones estar com um garoto como Scoot. Ele é simples, mas é como todos os outros. Você é complexo." "Isso não é justo!" Eu discuto, uma lágrima descendo pela minha bochecha. "Pensei que ela gostava de mim ..." o soluço faz meu peito tremer e o balbucio agir. "Sam, você não pode lutar comigo sobre isso. Essas pessoas são estranhas. Eles poderiam ser plantados aqui pela CIA - qualquer um! Estou tentando te proteger." "Eu quero ir lá fora! Ela era boa. Ela ia ser minha única amiga!" Eu grito, frustração encontrando uma maneira de quebrar a tensão na minha boca e no peito que retém minhas palavras. Ela parece surpresa por um segundo e um pouco triste. "É isso!" Ela diz jogando as mãos para cima no ar. "Eu sou sua mãe e farei o que for preciso para mantê-lo seguro! E não me importo com o que seu pai diz. Não me importo com o que alguém diz. Não podemos ficar mais aqui. É muito fácil encontrá-lo. É muito fácil para você ser manipulado e atraído lá fora." Ela agarra minha mão e me puxa para cima as escadas e no quarto dos meus pais, puxando algumas malas para fora do armário. "Oo-oo-oo-nde?" Eu pergunto. Ela atira uma grande mala na cama e solta-a. "Para o rancho. Você estará a salvo lá. Você vai estudar em casa. Podemos ficar lá até que você tenha idade suficiente para se proteger", diz ela, seu rosto coberto de suor, seus olhos saltando ao redor como duas bolas de pinguepongue.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 14

Eu sei que esta manhã será diferente quando abro meus olhos e vejo o jornal na cadeira que normalmente Noite está sentado. Estas rupturas da monotonia são surpresas bem-vindas, como pedaços de um tesouro. Desde aquela noite em que falei com ele e ele saiu correndo, não se sentou para me observar, em vez disso, ele entra só para pegar o que ele precisa de mim, ou dar o meu essencial. Ultimamente, durante os poucos segundos que leva para colocar suas roupas de volta, tenho sido impulsionada a implorar por coisas que acredito que vai me ajudar a longo prazo: livros, revistas, música, origami-porra alguma coisa. Estou começando a me sentir diferente, como se minha mente estivesse escorregando. Eu não tenho nenhum estímulo além de fodê-lo, e tenho medo eventualmente que algo vai estalar. Penso nele o tempo todo. O que ele está fazendo lá fora. Se ainda está indo para as casas. Se esteve com outras pessoas. Penso sobre o que acontecerá se ele entrar em um acidente e morrer lá fora. Vou morrer de fome lentamente e ninguém nunca vai saber o que aconteceu comigo. Minha mente tem que respirar, para ver um vislumbre de um mundo que tem a ver com qualquer coisa menos ele. Ele não deu ouvidos a essas súplicas, e o jornal pode ser apenas mais uma mensagem velada, mas está cheio de coisas que posso ler. Então, quando vejo este papel, quase corro fora da cama para devorar o seu conteúdo, ignorando o pequeno café da manhã esperando


Nina G. Jones por mim na minha mesa de cabeceira. Naturalmente, a primeira coisa que faço é procurar coisas sobre mim. Eu percorro de frente para trás, de volta para a frente, várias vezes. Nada, nem um único artigo. Com base na data no papel, se é mesmo questão de hoje, estive aqui por cerca de quatro meses. Uma lágrima escorre de meus olhos, mas limpo-a antes que possa começar uma inundação. Estou entorpecida com a minha vida anterior. É apenas uma memória neste momento. Eu li tudo uma e outra vez, não deixando um artigo — até mesmo o mais chato — Entenda finanças: Para iniciantes. É engraçado como costumava me zangar com todos os livros que teria que ler para a escola. E o que eu não daria agora para um livro de anatomia para passar as horas. Colocando o papel para baixo, me sinto tão satisfeita como alguém que acabou de consumir uma refeição gourmet. Mas enquanto estou sentada lá comendo meu café da manhã, olhando fixamente no feixe de luz solar que derrama para baixo a minha cama, um pânico me invade. Noite vai me visitar hoje? Tenho que enfrentar outro dia presa nessas paredes com nada além de silêncio? Então começo a cantarolar para mim mesmo. Uma canção que costumava cantar para mim mesma quando menina.

Jimmy estalo pipoca não me importo, Ole Massa foi embora.

Minha cabeça balança de lado a lado, então bato meus pés. Mas fiquei com isso depois de um tempo. "Que porra você vai fazer hoje, Vesp?", Pergunto. "Olhar fixamente nesta parede? Ou esta parede?" Aponto para paredes adjacentes idênticas. "Não, você só vai esperar aqui pelo psicopata com o corpo irritantemente perfeito e temperamento terrível ..." Eu deixei as


Nina G. Jones palavras se afastarem, falar é chato quando você está sozinha. Minha tentativa de alívio cômico não está trabalhando em mim, apenas me lembrando o quanto isso é trágico. Olho ao redor do espaço pequeno, mas bem equipado, como se algo novo surgisse. Claro, nada faz. Nada acontece nunca a menos que ele o faça. Portanto, há apenas uma coisa que posso fazer neste momento comigo mesmo, uma maneira de entreter minhas mãos e mente ociosas.

Observo Vesper, ansioso para ver sua reação quando ela perceber que ela está praticamente esquecida. Seu caso já está frio como o riacho que corre atrás da cabana. Os folhetos grampeados para cada árvore e poste de telefone tornaram-se desbotados e esfarrapados. Ela agora recebe uma menção infrequente na notícia ou um pequeno artigo ocasional. Mas enquanto seu caso foi notícia de manchete pelo primeiro par de meses, não houve nada para relatar. Eles não têm um corpo, eles não têm pistas, e O Ladrão da Noite está adormecido. E se não houver nenhuma informação nova, você não faz o papel. Da última vez que lhe dei o papel, ela teve um pequeno colapso. Sabendo o que eu sei agora sobre seu relacionamento com sua mãe, acho que eu sei que parte do artigo a fez pirar. Eu assisti aquele momento cru, fascinado pelos diferentes estágios das emoções enquanto ela viu que sua mãe já a tinha declarado morta.


Nina G. Jones Eu pensei que era estranho também, para ser honesto. A maioria das pessoas é exatamente o oposto. Seu amado está morto e eles se medicam com a negação esperançosa. Quando eles finalmente acreditam que sua filha está morta, eles costumam esperar antes de anunciá-lo publicamente. Mas sua mãe parece ter desistido dela quase tão rapidamente como ela foi arrebatada. Desta vez ela limpa os olhos uma vez. Apenas uma lágrima. Experimentei aquelas lágrimas, consumi sua dor. Ela está lidando melhor com isso agora, normalmente é dura, a menos que estejamos excitados, porra. Então seu rosto se contorce e anima com prazer, dor e medo. A noite ela me contou a história do colar, eu tenho algo sobre isso. Eu gostei. Eu odiei isso. É muito arriscado deixá-la ficar sob minha pele assim novamente. Ela começa a cantarolar uma canção. É fraca e distorcida pelo tempo que quebra as paredes da cabana. Mas ainda assim, desperta um senso de memória. Eu alcanço nas profundezas de minha mente para recordar os detalhes, mas não posso simplesmente recordar. Ela começa a conversar consigo mesma depois que ela termina a música. Ela tem feito isso mais vezes. Passeando de um lado para o outro, dizendo tolice a si mesma. Eu não posso ouvi-la, a menos que ela fale alto e neste caso, ela apenas sussurra. Mas é animada o suficiente para me fazer rir. Estive pensando em dar-lhe coisas para que ela não fique louca, mas ainda não tenho certeza se quero dar-lhe o poder de se entreter ainda. Eu gosto de ser sua única fonte para isso. Quando estou certo de que a tenho plenamente, vou considerar. Eu caio na zona de observação - é um estado calmo, quase hipnótico como os pensamentos intrusivos, que têm sido menos frequentes nas últimas semanas, desaparecem quando vejo o mundo através de uma lente extraordinária. Mas o que ela faz em seguida, me arranca violentamente do transe. Ela se senta na minha cadeira - eu chamo isso porque, apesar de nunca dizer que ela não pode, ela nunca se senta sobre ela - e puxa os pés para cima, espalhando suas pernas


Nina G. Jones Ela puxa para fora um de seus peitos redondos, mamas que tenho festejado muitas vezes. Ela mergulha a cabeça para trás, correndo sua língua rosa ao longo de seus lábios, como um convite, ou uma provocação. Ela puxa a camisola pequena que fiz para ela substituir a destruída na noite em que a persegui, expondo sua vagina raspada, para que possa ver os lábios cor de rosa úmidos, e começa a masturbarse. Eu assisti muitas pessoas se masturbarem. Geralmente são quietos, exceto por alguns gemidos quando chegam ao clímax, porque não há ninguém para ver o espetáculo. Até esse ponto, eu tinha certeza de que ela não sabia que eu estava assistindo. Mas ela é barulhenta, seu corpo fodendo sua mão vulgarmente, como se ela quisesse que os homens a assistissem e a levassem. O contraste desta mulher linda e inocente, tão vulgarmente fodida, simultaneamente me irrita e me deixa com uma ereção irritada. Ela não deveria se divertir assim. Eu tenho essa buceta. Eu tenho seu sexo, ponto. No entanto, ela está encontrando uma maneira de contornar isso. "Você cadela sorrateira", eu esboço minha respiração. Então ela geme meu nome. Bem, não Sam. Mas meu pseudônimo, um que nós tropeçamos sobre a primeira vez que nós fodemos. Eu não estou lá e ela ainda está me fodendo. Minha raiva se converte em uma necessidade quase emergente de gozar com ela, então eu puxo meu pau e agarro-o, engolindo meus próprios gemidos enquanto observo meu trabalho: uma mulher reduzida a apenas algumas necessidades - eu sendo uma delas. "Foda-me, foda-me!", Diz ela, enquanto seus quadris se erguem contra a cadeira, seu dedo batendo com seu mamilo. "Oh, porra, Vesp", eu rosnei em meu íntimo, enquanto meu pau preparava sua libertação. Seus gemidos explodiram pelas paredes da cabana enquanto movo minhas mãos mais rápido para encontrá-la, a parede da cabana pegando meu gozo. Embora queria que fosse sua vagina ou boca,


Nina G. Jones sabendo que a fiz gozar sem sequer estar lá é intensamente gratificante. E ainda, não é suficiente. Nunca é. Nunca há sexo suficiente. Houve dias em que eu a fodi quatro vezes, e depois tive que mudar para o seu rabo ou boca, porque sua buceta estava inchada de toda a porra. No entanto, ela está sempre pronta para mim. Sempre molhada. Eu me fixo, determinado a ir lá e dar-lhe uma dose da realidade que ela tem fantasiado. Mas primeiro, quero estudá-la. Ela puxa para baixo seu vestido, um olhar vidrado em seus olhos, como se não compreendesse o que aconteceu. Vesper tropeça em seus pés, tentando apagar a evidência de sujeira. Ela olha em volta desconfiada como se, talvez, fosse tão imoral que Deus pode ter descido apenas para julgá-la. Ela respira fundo e passa as mãos pela testa e passa-as sobre a cabeça com um grande suspiro. "Woah," ela fala. "Estou tão fodida." Eu rio. Ela pode ser engraçada às vezes. Mas então, aparentemente do nada, sua expressão facial muda. Em vez de choque, confusão e nojo assume. Ela toma outra respiração profunda, como se estivesse tentando resolver alguma coisa. Então ela corre para o banheiro, que não consigo ver no olho mágico que estou usando.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 15

A mistura torcida de alívio e vergonha que sinto depois de brincar comigo com os pensamentos do meu captor são eclipsados por tonturas repentinas. As paredes rodam ao meu redor, o chão se move sob meus pés. Ele está tentando me matar. Ele envenenou o meu café da manhã. Tenho dores de estômago e corro para o pequeno banheiro, enfiando meu dedo abaixo na minha garganta, persuadindo minha refeição a sair. Meu estômago está aliviado instantaneamente, mas explodo em um suor frio, aterrorizada do que virá em seguida. Fecho a porta e sento com as minhas costas pressionadas contra ela, determinada a não deixar Noite entra. Não consigo oxigênio enquanto respiro ar, presa por um novo tipo de terror. Vou morrer. Eu sei disso. Eu sinto. Tinha me permitido confiar nele, que se eu lhe desse o que queria, eu sobreviveria, mas ele está usando a chave da minha sobrevivência para me matar. Minha visão escurece, o veneno deve estar fazendo seu trabalho e só rezo para que o que vomitei seja o suficiente para parar o seu progresso. Eu tento acalmar minha respiração, mas meu peito só aperta um pouco mais toda vez que inspiro ar. Então quando estava quase parando de respirar, ouço seus passos no cômodo principal. Sem pensar, eu me arrasto de quatro e


Nina G. Jones pego a navalha de depilação. Uma arma insignificante, mas é a minha única opção. Eu me empurro na porta do banheiro assim que ele tenta entrar. "Vá embora!" Eu choro. Usando toda a força em minhas pernas para empurrar contra ele. Ele bate na porta, cada batida fazendo meu coração bater contra meu peito. "Foda-se!" Eu grito, através de soluços e hiperventilação. Ele começa sua luta contra a minha barricada, empurrando a porta firmemente. Meus calcanhares ardem quando eles rasgam desesperadamente o chão. Mas ele é muito forte e consegue abri-lo o suficiente para colocar seu corpo a meio caminho. "Nãããoo!" Eu grito, virando em meus joelhos e pulando na porta, empurrando-o duro contra seu corpo. Ele rosna e empurra a porta de volta em um movimento explosivo, me derrubando no chão e a porta contra a parede que balança de volta para ele e ele empurra para trás novamente, desta vez com tanta força que ela faz rachaduras e cai lascas no chão. Rastejando em minha bunda, me empurro para longe dele, contra a parede oposta. Nunca é menos assustador: um homem forte, mascarado, agitando-se sobre mim. Como anônimo e sem alma como qualquer monstro em uma história de terror na fogueira. Tudo o que posso fazer é me apoiar contra isso. Noite agarra-me pelos meus ombros e me puxa para cima. "Seu filho da puta!" Eu grito, batendo a navalha nele. Talvez mal tenha conseguido atingi-lo uma vez, antes dele pegar meu pulso e tirála da minha mão. Ele joga a navalha contra a parede, e salta algumas vezes antes de descansar. "Você está tentando me matar!" Eu grito. "Você está tentando me matar!" Tudo está desabando. Sinto que estou ficando fraca. "Eu te odeio!" Eu uso cada pedaço de energia que tenho para chutar e lutar contra o seu aperto. Estou bem alimentada agora, e mais forte do que


Nina G. Jones quando ele me fez morrer de fome e viver na minha própria sujeira, mesmo com seu veneno dentro de mim. "Você prometeu que cuidaria de mim se eu fosse boa!" Eu grito. "Eu fui boa!" Eu mal olhei para ele até agora, dominada pelo pânico e a sensação de morrer, mas nesse momento percebo sua frustração. Seus lábios franzidos como se ele estivesse lutando contra o desejo de dizer alguma coisa. Seus olhos arregalados e vidrados de um jeito que nunca vi. Sem armas e quase incapacitada em seu aperto, eu tento bater em seu nariz com a minha testa. "Foda-se!", Ele diz, me soltando para agarrar seu nariz. Eu consigo puxar a porta do banheiro e abrir a porta principal, mas ele me puxa de volta pela camisola que ele me deu. Ambos os braços me embrulham quando ele me ergue e me joga na cama. As juntas rangem e estala sob a força, e estou sem fôlego apesar da superfície acolchoada tendo muito do impacto. Eu começo a gritar o mais alto que posso, sufocando a força dele. Noite levanta seu braço para trás e me bate. Duro. Tão forte que, inclusive eu, fico em silêncio. Ele agarra meus ombros e me sacode. Como alguém tentando chamar a atenção de alguém. Seus olhos são ardentes mas enormes, suplicantes. Eu aprendi a lê-lo, seus olhos e gestos são uma linguagem própria. Ele está tentando me fazer acalmar e olhar para ele. Eu agarro minha bochecha, que está flamejante quente e pulsando da bofetada, então começo a lamentar. Ele nunca me bateu antes. É uma das razões pelas quais eu confiava nele ou acreditava nele. Eu sei, é ridículo considerando tudo o que ele fez, mas os cortes, as contusões das ligações, essas foram todas consequências não intencionais, ou então eu pensei. Mas uma bofetada, nunca fui atingida


Nina G. Jones assim em toda a minha vida. E isso funciona, até certo ponto, para me tirar da espiral de loucura completa em que estava sendo sugada. Ele me sacode de novo, com menos força, e eu abro os olhos, ainda segurando minha bochecha. Ele sacode a cabeça. Uma e outra vez. Não. Não o quê? Você não está tentando me matar? Não tentou me envenenar? Não, você grita de novo e vou te machucar? Mas eu não pergunto. Não quero respostas. Não quero falar, eu só quero continuar acreditando que ele está me envenenando. Ele fica em cima de mim. Ambos ainda ofegantes da luta livre e dos gritos. E ele faz isso até o veneno desaparecer, minha visão limpa, minha respiração acalma. Quando ele está confiante de que eu não vou correr ou ir fazer merda novamente, ele sai lentamente de cima de mim. Noite mantém seus olhos em mim o tempo todo enquanto ele se afasta e se senta na cadeira ao meu lado. Ele vira para o canto, como uma criança punida, inclina a cabeça e tira a máscara. Com um grande suspiro, ele passa suas mãos através de seus cabelos castanhos claros ondulados e então enterra as mãos em seu rosto. É isso. Finalmente verei o rosto da pessoa com quem tenho vivido e fodido por meses. O sádico que invadiu minha casa, me espiou, roubou o colar de minha avó, me estuprou várias vezes. A pessoa que espero por todos os dias e sinto falta quando ele me não visita. A pessoa que fantasiei, e não compreendi as repercussões completas de querer um homem como ele. Vou ver o rosto que abriga aqueles olhos, bonitos e maus. Me sento, esperando, resistindo à tentação de espreitar e talvez fazê-lo se rebelar e se mascarar novamente. Mas, quando estou convencida de que ele vai me mostrar que somos algo mais do que apenas um prisioneiro e um doente, retorcido psicótico, ele inclina a cabeça para baixo e puxa a máscara sobre seu rosto novamente.


Nina G. Jones Eu rosno enquanto minhas expectativas afundam. Se ele tivesse acabado de me dar isso, me compreendesse um pouco, eu poderia acreditar que esta manhã foi um erro. Um ataque de pânico, intoxicação alimentar. Mas ele deixou claro com esse pequeno gesto que tudo que sou é o seu fodido buraco. Ele se levanta, endireita a cadeira e dirige-se para o banheiro para inspecionar os danos na porta. Isso é apenas alguns segundos. No seu caminho para fora, ele pega a bandeja usada e utensílios. Noite abre a porta com o pé, e antes de sair, ele se vira e me dá um último olhar. Não consigo lê-lo. Entendo sua linguagem, mas não sou fluente. Talvez eu pudesse ser, se ele me deixasse ver mais do que seus lábios e olhos. Mas eu posso sentir que é um novo visual. Um atado com decepção, talvez arrependimento. Embora essas não sejam palavras em sua língua vernácula, então devo estar projetando. Quando ele sai, eu me jogo de volta na cama. Assim como ele, levo minhas mãos sobre rosto e através de meus cabelos tentando entender como uma manhã que tinha começado tão calma, tinha se dissolvido em um furacão de caos. Estou perdendo a cabeça, eu acho. E ele não vai me ajudar a mantê-la. Este jornal de merda, foi projetado para zombar de mim, para me lembrar que ninguém se importa, e é o suficiente. Eu não me importo quantas vezes ele sacodiu a cabeça. Eu sei o que aconteceu. E aquela doença que eu senti depois que comi sua comida foi real. Então faço o que uma pessoa na minha posição, alguém que é fraco e é deixado com nada, além de um quarto vazio, roupas nas costas e seu corpo para protestar. Eu acho que deveria ser grata a ele, que me treinou para suportar uma agonia física que nunca imaginei. Se ele quer que eu morra, assim seja, mas não será rápido. Se ele não fizer, bem, então vai ter que ouvir minhas demandas fodidas. Se alguém vai me matar, serei eu. Hoje marca o dia um de minha greve de fome.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 16

Acho que Noite estava zangado comigo no começo. Ele não voltou por dois dias. Punição eu suponho. Sem comida ou água fresca. Eu estava irritada porque uma greve de fome só funciona se o seu captor tenta realmente alimentá-lo. A fome era aguçada, mas nada como o que experimentei naquele porão. No terceiro dia, ele deixou o café da manhã para mim. Quando ele voltou à noite ainda estava intocado, ele petulantemente pegou a bandeja e saiu, deixando-me sozinha. Ainda me sinto doente. Tudo o que ele colocou na minha comida, não cessou. Normalmente, estou dormindo quando ele traz minha comida, mas esta manhã, acordei me sentindo doente e com pressa vou ao banheiro improvisado quando ele entra. Fecho a porta para privacidade, mas uma vez que ele estabelece a bandeja na mesinha, empurra a porta para abri-la. Ele sempre tem de contrariar qualquer ato de independência. Então finjo que estou apenas me lavando. Não olho para ele. Não digo nada. E simplesmente sento na minha cama e olho para o sol através da claraboia. Noite chama a minha atenção quando pega um bloco de papel. Meu coração quase grita de alegria. Eu deveria estar zangada com ele ou pelo menos indiferente. Então, finjo não ficar impressionada com os primeiros sinais de uma possível interação não sádica. Rapidamente ele rabisca algo no bloco e ergue-o.


Nina G. Jones Eu não a envenenei. Ele tinha que ter. Eu zombo. "Bem, eu não acredito em você." Ele bufa e rabisca novamente. Você não é boa para mim doente. Que romântico. "Sim, bem, talvez você quisesse me matar, mas corri e vomitei a porcaria que você me deu. E eu não vou comer sua comida novamente. Prefiro morrer de fome." Você está perdendo o controle sobre a realidade. Quando eu li "realidade" na nota, eu começo a rir. No começo é uma risada irônica, mas quanto mais penso sobre a hipocrisia nessa declaração, mais começo a rir histericamente. Eu não estou tentando irritá-lo ou até mesmo zombar dele, mas ele está realmente alegando que sou a única que não opera na realidade? Ele incha seu peito e se levanta, girando para longe de mim em frustração. Eu tento parar de rir. Estou aterrorizada, genuinamente. Mas meu corpo ou minha mente se desviaram e o riso não parou. "Você ..." Eu ri novamente. "Se coloque no meu lugar - não tenho tido uma conversa real com alguém em meses. Ou li um livro. Ou assisti TV. Um minuto você não vai falar, o seguinte você está me perguntando como minha buceta está. Se estou perdendo a cabeça, é tudo culpa sua!" Assim, meu riso passa de incontrolável para raiva maníaca. Em um movimento rápido, ele se vira, pega um pedaço de torrada da bandeja e me segura pelo pescoço, esmagando a comida contra a minha boca. "Coma!" Ordena ele com os dentes cerrados. Eu agarro seu braço. Minha boca dói pelo impacto, e as pequenas migalhas amanteigadas que chegam à minha língua são tão tentadoras, mas eu aperto meus lábios em desafio.


Nina G. Jones Ele tira sua mão e cuspo fora os pedaços de pão alojados na minha boca. "Você vê ?!" Eu grito. "Devo confiar em você? Devo acreditar que você não quer me matar quando você está me matando pouco a pouco a cada dia? Você pode me bater, você pode me tirar tudo. Colocar-me na floresta. Mas eu não vou comer!" Eu grito no topo dos meus pulmões. Não há lógica no meu protesto. Esta greve começou para me manter viva, mas ele pode me matar agora. Não. Isso é sobre outra coisa. Eu ainda não sei o que. Não é a sobrevivência, isso é certo. Ele pega a bandeja e joga-a através da sala, suco, torrada e ovos cozidos explodindo em todos os sentidos. "Você quer jogar este maldito jogo?", Ele aponta um dedo para mim. "Você não tem ideia de como ruins as coisas podem ficar. Eu vou te dar um dia para reconsiderar. Porque se você não fizer isso, saberá o que realmente vai sentir para eu querer matá-la." Ele sai da cabana, batendo a porta com tanta força que eu juro que ele deslocou o quadro. Eu solto um grito desesperado. Não sei o que estou fazendo ou por quê. Não sei se este homem se importa que eu viva ou morra. E dói mais do que qualquer coisa pensar que ele realmente pode se importar mais do que minha própria mãe. O homem que zomba de mim com artigos, me lembrando que sou um dos esquecidos. O homem que me mantém trancada num quarto. Eu deveria acreditar que ele não ousaria me envenenar? A bagunça que ele deixou me atormenta. Não da maneira que eu quero pegar os detritos para comê-los, mas da forma em que incomoda meu estômago. Corro para o banheiro e vomito minha bile. "Nãonãonãonão..." Eu sussurro para mim mesma com uma realização repentina, o pensamento tão traumático, que talvez eu me enganei em pensar em grandes conspirações de envenenamento.


Nina G. Jones Na escola de enfermagem, tivemos que fazer uma aula de psicologia. Lembro-me de aprender que às vezes as pessoas se desassociam para se protegerem de sua realidade. Enquanto ando para a cama, esse pensamento fica na superfície. Eu não estou disposta inteiramente a desligar e examinar por que eu iria me manter acreditando que estava sendo envenenada, quando exatamente sei, qual o aspecto da minha realidade que estou tentando mascarar.

Eu não quero bater nela nem torturá-la. Tivemos uma coisa boa acontecendo por um tempo. Uma rotina. Demos um ao outro o que precisávamos. Ela se queixava e parecia aceitar as circunstâncias. Então, um minuto, eu estou assistindo ela se masturbar com pensamentos sobre mim, no próximo está em um frenesi alegando que eu a envenenei. Ela me pediu há algumas semanas alguma coisa para estimular sua mente. Talvez eu já a tenha fodido e fui muito duro com ela. Mas agora, se eu der algo a ela, isso fará com que pense que agindo ganha benefícios. Não. Quatro meses e teria que voltar à estaca zero. Nenhum contato. Sem comida. Sem água. Até ela quebrar novamente. Espero que desta vez, seja ainda mais difícil para ela e assim ela vai perceber que precisa de mim. Que ela é mais feliz quando apenas aceita isso. Mas eu ainda não entendo. Sim, ela estava agindo um pouco estranha, mas não muito mais do que quando vejo as pessoas comuns fazendo sozinhas. As pessoas comuns falam consigo mesmas, choram sozinhas, fazem todos os tipos de coisas estranhas quando ninguém está olhando. Mas sua morte veio tão abruptamente.


Nina G. Jones Eu continuo repensando em minha estratégia. E se fome e isolamento completamente quebrá-la e eu ficar com apenas uma casca? Não, eu quero ela, as partes dela que se encaixam em mim. Talvez, ao tentar matar as partes dela que ficam no caminho, tudo dela está morrendo. Já faz dois dias que tentei forçá-la a se alimentar, e no meu desespero para me comunicar, ainda trouxe um bloco de notas. Sentime como uma pequena cadela rabiscando aquela merda para ela. Enquanto tentava me explicar. Mas ela está presa em sua cabeça. Então não voltei. Seja para vigiá-la, ou para alimentá-la. Eu precisava de tempo para pensar com cuidado em como posso orientála de volta para o caminho certo. Mas foram dois dias de agonia, não tocá-la, não sentir seu cheiro ou saboreá-la. Nem sequer dar uma olhada em sua pele sedosa e cabelos longos e ondulados. Ela acha que ela é a única que quer companhia. Que discipliná-la não é um exercício de disciplina para mim. Mas tudo o que eu fodidamente sempre quis foi fazer parte de sua vida. Ser uma parte da vida de alguém. Indispensável. Por que ela está de repente lutando com o que parecia inevitável? Eu caminho até a cabana, indo fazer a primeira verificação. Há uma trilha de formigas que levam até a parede onde eu joguei a comida. Estão rastejando dentro e fora dos caminhos, coletando migalhas pequenas. Levanto minha bota eu raspo contra a colônia. Gosto de destruir seu pequeno coletivo. Vou ter que limpar a cabana mais cedo ou mais tarde, ela vai começar a feder e eu gosto de cuidar das coisas que eu construí. Eu faço o meu caminho para um dos olho mágico de frente para a sala principal. Ela não está lá. Então vou para um de frente para o banheiro. Lá está ela, parecendo pálida e fraca, curvada sobre o buraco como se estivesse vomitando. Ela se levanta, mas não há mais nada. Eu não posso dizer o que veio primeiro agora. Talvez ela esteja realmente doente e está dando a ela um verdadeiro motivo para acreditar que a envenenei.


Nina G. Jones Ela cambaleia em seus pés, seus olhos vermelhos. De engasgos? Chorando? Eu não sei. Ela tira os cabelos do rosto e volta para a parte principal. Eu sigo sua trilha para outro olho mágico. Deus, ela é uma merda de bagunça, e ainda assim eu gosto de estar tão perto dela. Ela se senta na borda da cama, enterrando a cabeça em suas mãos e agitando um não. Uma brisa me atinge e um mau cheiro passa. Os ovos. Ela está dormindo com aquele fedor. Eu não quero submetê-la a isso, mas ela não me deu muita escolha. Ela respira fundo e se senta ereta, batendo as palmas das mãos sobre os joelhos. Um novo olhar de determinação está em seus olhos. Ela se levanta e caminha até o canto onde está minha cadeira. Não posso vê-la deste ângulo, mas ela reaparece na minha linha de visão quando ela aproxima a cadeira. "Que porra é essa?" Eu digo para mim mesmo enquanto ela fica atrás da cadeira e murmura alto algumas palavras. Mas não tenho muito tempo para dar sentido a isso quando ela mergulha na borda da cadeira, caindo sobre ela com seu estômago. "O que diabos?" Pergunto, meus pés se contorcendo, pronto para correr e parar sua fraca tentativa de suicídio. Ela faz isso de novo. Eu posso dizer que não há força suficiente por trás disso para fazer nada além de hematomas. Ela não tem ideia da força que leva para ferir a si mesmo. Para uma enfermeira, ela está demonstrando uma incrível falta de compreensão de como o corpo funciona. O nível de trauma que ela teria que atingir para quebrar deve ser grande - eu cambaleio para trás longe do olho mágico quando tudo clica. Vesper não está tentando se matar.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 17

Sentada em minha cabana, sozinha. Com fome. Chorosa. Entre o fedor de ovos estragados e suco pegajoso, vejo as formigas se reunirem. Elas invadem minha casa, mas é apenas uma ilusão de uma casa. Uma casa é um lugar onde você pode ir e vir como quiser. Onde pode cozinhar uma refeição, ou entreter-se com livros e convidar pessoas. Não, esta é uma prisão projetada para parecer uma casa. Estas formigas fazem parecer tão fácil de sair enquanto elas formam uma trilha preta contínua de um caminho na parede para outro. Não tenho visto Noite, não tenho tomado banho ou comido por dias, e as coisas se tornaram mais claras, como alguma forma de meditação. Só tive água do banheiro e mesmo assim as tonturas e vômitos voltam toda manhã. Se ele quisesse me matar, o homem que impiedosamente me perseguiu através de uma floresta, que me fodeu sob à ponta da faca – oh, ele teria encontrado um modo muito mais gratificante para mim do que com veneno. Oh, ele me envenenou bem. Só não com produtos químicos, mas com algo muito mais insidioso. Levei dias para engolir essa realidade e provar seu sabor amargo em meus lábios. No quadro de tudo o que isto é, me matar é a conclusão sensata. Ser pai para meu filho é insondável. Mas neste mundo em que estou: onde minha mãe e o chamado mundo são já desistiram de mim, e o homem que me roubou parecia abalado por meu fracasso - um


Nina G. Jones homem cuja presença perdi depois de dois dias de total solidão. Nada é como deveria ser. Mas ainda sou Vesper Rivers. Sob o anseio pela resposta física ao toque do estranho e à companhia de sua sombra silenciosa, e ainda entendo que não é assim que vou trazer uma criança para este mundo. Ele pode me ter. Eu posso ser sua escrava. Sua amante. Há algo em mim que cresce em sua sombra, como um musgo. Mas não uma criança. Uma criança não pode conhecer um pai que esconde atrás de uma máscara sem palavras. Que aprecia sofrimento e violação. E eu não posso aceitar que a luta acabou. Porque se nos unirmos para criar um ser humano - algo do nada - então estaremos unidos para sempre. Ele teria um papel na minha maior criação. Então, assim como vejo as formigas, todas com suas migalhas tantas vezes mais pesadas do que seus próprios corpos, entendo que tenho um peso próprio para suportar. Uma carga muito maior do que jamais poderia gerir. Eu não quero que isso seja uma morte lenta. Quero isso fora agora. Então, ao menos, podemos voltar ao modo como as coisas estavam antes naquela manhã, quando eu fiquei mal, onde foi apenas um desastre simples e não essa catástrofe complicada que uma criança poderia trazer. Eu ando lentamente, sentindo-me pesada pela falta de nutrição e pelo peso da missão iminente. Eu pensei em maneiras de fazer. Ele nunca deixa para trás utensílios feitos de outra coisa senão plástico frágil. Então eu decido tentar na cadeira. Conheci alguém cujo pai salvou sua própria vida usando uma cadeira. Ele estava sozinho em casa sufocando, e se jogou para baixo na borda da cadeira com bastante força para que o pedaço de bife voasse para fora de sua traqueia. Se ele pode fazer isso, eu posso fazer isso. Se isso não funcionar, então vou encontrar outra coisa. Vou achar um jeito. Puxo a cadeira de Noite que está no canto do meu quarto. A última vez que toquei nela foi quando me sentei sobre ela, abri minhas pernas, e gozei com pensamentos dele. Foi gratificante, nesse momento o clímax gritando seu nome sem vergonha. No entanto, à medida que o alívio se instalava, a maré de vergonha se infiltrava. E quando me senti mal e Noite entrou, a velha Vesper saiu de seu lugar de espera, exigindo


Nina G. Jones rebelião, para não deixar que esse monstro penetrasse e fingisse ser seu salvador. Talvez seja mais fácil deixá-la morrer. Eu não posso continuar lutando duas guerras ao mesmo tempo: uma comigo mesma, a outra com ele. E não consigo me livrar dele. Eu me empurro sobre a cadeira, dói, mas não mais do que bater contra algum mobiliário. Eu não posso me empurrar para ultrapassar esse limite, onde posso infligir algum trauma físico. Isso deve ser um sinal de que ainda estou sã. Mas tenho que fazer isso. Não quero esse crescimento dentro de mim. Não quero que o crescimento se torne uma pessoa com uma alma que nunca vai saber o que é ter o sol beijando seu rosto. Eu me empurro contra a cadeira novamente, é mais forte, mas não muito do que um soco medíocre no estômago. Eu respiro fundo e me recolho. Você tem que matá-lo. Você tem que fazer. Junto todas as minhas forças para dar um outro empurrão, quando os passos começam. Firmes e rápidos. E assim quando Noite entra suado, sujo, e com raiva sei que estou fodida. Meu estômago queima de terror. Eu posiciono a cadeira na minha frente como uma barreira inútil enquanto ele destrava a porta. Ele passa pela porta e seus olhos selvagens saltam ao redor, a máscara trazendo o cheiro que me acostumei. Ele aponta para a cadeira. Eu balanço a cabeça, tentando pensar numa explicação sobre o que estou fazendo. Ele caminha até a cadeira, puxa-a para longe de mim e segura-a entre nós, batendo-a com tanta força que uma perna se racha. Ele quer que eu explique a cadeira. Claro que ele tem me observado. Claro. Mas eu não consigo encontrar as palavras. Sempre achei que seriam palavras ditas a Carter com alegria. Isso é um horror.


Nina G. Jones Continuo balançando minha cabeça através das lágrimas. "Vesp, não me diga, porra -" ele para, seus lábios franzidos de raiva. Mesmo ele não consegue aceitar que este mundo, um que conseguiu diminuir apenas para nós, e que instantaneamente cresceu em algo maior. "Eu ... eu não sei. Não sei. Eu acho ... talvez," eu soluço. Ele solta o seu aperto nas costas da cadeira e se afasta. "Não ... não ..." ele resmunga. "Porra!", Ele dá socos na parede. Ele gira e aponta um dedo acusatório para mim. "Sua pequena buceta mentirosa! Dizendo que eu te envenenei. Para quê, Vesp? Você quer se livrar dele? Deixa comigo. Na verdade, vou me certificar disso. Você não vai conseguir fazer esse tipo de coisa sem mim. E apenas tem a porra da sorte que estamos na mesma página." Ele faz um caminho rápido até a porta, mas para de repente. Sem virar pra mim, ele fala. "Você acha que é boa demais para ter meu filho? Não, não é disso que se trata. Isso é sobre eu não estar pronto para compartilhar você. Só comecei com o que vou fazer com você." E com isso ele bate a porta atrás dele, deixando-me imaginar visões horríveis do que está para vir a seguir.

"Você não pode viver aqui!", Diz o pai para a mãe. Eu deveria estar na cama, mas vi as luzes de seu carro brilhando de longe. Eu pensei que ele poderia estar com raiva que nós saímos e eu queria ouvir o que ele dizia. "Não vou deixar que nada aconteça com Sam novamente. Ele está mais seguro aqui." "E quanto a escola? Scoot? Nós!"


Nina G. Jones "Você pode vir nos fins de semana como fazemos de qualquer maneira. Scoot vai ficar bem. Ele é um garoto forte. No verão e durante as férias escolares ele pode ficar aqui conosco o tempo todo. Ainda somos uma família. Estou apenas fazendo o que tenho que fazer." "Ele é meu filho. Tenho que dizer algo sobre onde ele mora." "Oh, vamos, você sempre o tratou como um fardo. Pensei que você ia ficar feliz." "Isso não é justo, Glória. Temos maneiras diferentes de fazer as coisas. Só estou tentando torná-lo mais forte. Ele precisa." "Esta é a maneira que vai ser." "Escute, você precisa descansar. Você está exausta." "Pare de me manipular! Todos querem continuar me enviando para esses lugares. Eu não estou louca! Eu só sei de coisas, e lá te lavam tanto o cérebro que você nem vê o que realmente está acontecendo." "Se você fosse tão boa em protegê-lo, por que ele foi atropelado enquanto você cuidava dele?" Há uma pausa. Até eu me sinto um pouco mal. Não é culpa dela. "Como você se atreve!", Ela grita. "Glória ... espere ... eu não quis dizer isso." "Você provavelmente desejou que ele tivesse morrido. Então você poderia me mandar embora. Então nossas famílias poderiam fingir que eu não existo, que ele não existe. Então nós não íamos andar nestas formalidades gloriosas." "Oh, pare com isso", ele suspira. "Eu sou a única que o entende, que sabe o que é ser diferente." "Ok, digamos que eu vá para casa agora. Eu preciso de você. Não sei se posso levar Scoot para a escola na parte da manhã, ou fazer o seu jantar ou ... e o que acontece com Sam? Ele precisa de escola."


Nina G. Jones "Oh, você quer dizer o lugar que ele foge de lá todos os dias? Você se preocupa com ele? Sempre? Ou você apenas impõe sua vontade sobre ele?" "Seja razoável." "Ele pode estudar em casa. Você pode pensar que sou apenas boa para dobrar roupas ou fazer comida, mas eu fui para Bryn Mawr." Ele suspira. "Você sabe o que? Se quer viver aqui com ele, ótimo. Se acha que pode fazer um trabalho melhor, ótimo. Estou cansado de lutar contra você e ele. Estou cansado de sua paranoia. Eu te amo, mas não posso continuar fazendo isso." "Eu também te amo. Isso não tem nada a ver com isso. E espero que você veja um dia o que está perdendo" "Sim. Você deve ligar para Scoot amanhã, explicar que você não vai voltar." "Eu vou falar com ele. Vou vê-lo neste fim de semana. Ainda somos uma família." "Uh huh," papai diz. Escuto o som da porta de tela quando se fecha. Corro para minha janela para assistir as luzes sumindo na terra escura. Quando ela não é nada além de um ponto tão minúsculo como uma estrela, eu rastejo de volta para a porta do meu quarto. Depois de alguns minutos, a máquina de costura começa a agitar. Ela apenas costura e costura e costura. Ando pelo corredor em direção ao quarto. A porta está aberta para que eu espie. O quarto parece diferente do que costumava ser, as paredes e janelas agora coberto com colchas que ela fez. Em um deles, há alguns recortes de jornal presos. Reconheço que eles são sobre o meu acidente. Ela me pega olhando para dentro. "Há quanto tempo você está acordado?" Ela pergunta. Eu encolho os ombros.


Nina G. Jones "Bem, seu pai veio e tudo está resolvido. Ele virá com Scoot nos fins de semana. Acho que ele vai nos apoiar com isso" Empurro a porta aberta e aponto para a parede com recortes de jornais. "Oh. Isso é apenas um pequeno projeto em que estou trabalhando. Tentando coletar evidências sobre o acidente, ligar as diferentes pessoas envolvidas. Mas eu não quero que você se preocupe com isso. Isso é para a mãe cuidar. " "É para janelas de vidro?" Pergunto olhando para a máquina de costura. "Oh, isso é para me certificar de que eles não podem ver daqui", ela responde com naturalidade.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 18

Eu retiro minha máscara antes de ir para a casa, aspirando o ar enquanto ando, batendo meu punho contra minha testa mais e mais. Pensar. Pensar. Pensar. Mas não posso pensar com ela. Eu tenho trechos do que parece controle, mas é como segurar em uma borda para salvar minha vida. E então não podendo segurá-la por mais tempo eu escorrego. Eu mostrei fraqueza. Essa impulsividade em agarrá-la no que era suposto ser rápido, fodendo-a repetidamente sem pensar em consequências - Então não fiz um plano. Eu continuo misturando as coisas. Não posso deixar essa complicação crescer. Eu mal posso planejar para Vesper, e muito menos para uma criança. Uma criança. Eu não sou como aquelas famílias cujas janelas em que observo como num retrato em movimento, emoldurado por suas janelas. Eu sou um rejeitado, e não quero fazer diferente. Estou muito longe para deixar as coisas para trás e fazer uma vida. Deslizo na parede para sentar no chão quando a realização me atinge. Minha mãe, ela estava certa. Eu nunca poderia ser normal. Todos fogem de mim. Me odeiam não por causa da maneira em que nasci. Ou os meus padrões de fala. Ou porque o mundo estava conspirando para me matar. Não ... eu fiz isso acontecer. Cumpri a profecia. Eu me tornei algo tão desumano, que não posso ter a coisa


Nina G. Jones que tenho perseguido. E o próprio ato de perseguir, de forçar, tornou algo que eu nunca, nunca poderia entender. Esta criança não deveria ter acontecido. E as visões que tinha de fazer Vesper minha, todas aquelas fantasias que tinha quando me coloquei no lugar de Carter, elas eram apenas destinadas a viver na minha mente. Eu sempre serei a aberração com gagueira e cicatrizes e uma trilha de vítimas gritando atrás de mim. E a mais valorizada, sendo a mãe para esta criança. Inclino a cabeça e respiro fundo antes de me levantar e ir até o galpão. Vasculho entre os instrumentos até encontrar uma mangueira de sucção. Eu puxo-a para fora e inspeciono seu comprimento e quando estou satisfeito, agarro um aspirador de pó, alguma fita, e dirijo para trás à casa principal. Em um frenesi, pego a fita adesiva e fixo a mangueira no aspirador. Aproveito um momento para sentar e olhar para o meu trabalho. Eu nunca fiz isso antes, só ouvi falar sobre como as mulheres fazem. Antes que eu possa ir mais longe, eu percebo que preciso de ajuda. Então, entro na cozinha vasculhando os armários. Geralmente sou um homem de cerveja, mas procuro a garrafa escondida de uísque e tomo um gole generoso, agitando minha cabeça devido à queimação na minha garganta. Eu preciso de mais. Um plano de emergência. Corro para um armário no térreo e tiro uma jaqueta de um cabide de metal. Eu desenrolo o metal que é longo e afiado, mas mantenho o gancho intacto. Luvas. Uísque. O aspirador. O cabide. Combustível para o gerador. Cabos. Lubrificante. Este é um plano. Eu rapidamente faço meu caminho de volta para a cabana, suado e tonto. Eu tenho que parar isso antes que fique fora de controle. Minha liberdade é a coisa mais importante. E com um bebê, eu perderei isso inevitavelmente.


Nina G. Jones

Escuto Noite antes dele entrar. Normalmente é o caso quando ele não se importa se eu sei. Ele se move medianamente, exalando uma falsa calma. Falsa, eu sei, por causa do suor escorrendo pela clavícula exposta até os jeans baixos. Seu peito movendo-se para cima e para baixo me diz que seu coração está disparado. A garrafa de uísque pendendo de sua mão me diz que esse homem que não tem nada a temer, e que nunca me beijou com o cheiro de álcool em sua respiração, precisa acalmar seus nervos. Sua máscara - o rosto escuro que conheci como seu - está saturado de suor, mas teimosamente, ele não o removerá. Sem falar nada, ele coloca a garrafa no chão e amarra minhas mãos atrás das minhas costas. Oh Deus, é isso. O que eu temia aconteceria quando ele soubesse que eu estava grávida. Eu me tornei uma responsabilidade muito grande. É por isso que não podia aceitar as mudanças que meu corpo estava gritando para que ouvisse. "O que você está fazendo?" Eu pergunto. "Por favor. Não. Vou me livrar disso. Vou encontrar uma maneira." Ele sai e retorna com uma vassoura na mão. Ele agarra um dos meus pés e o puxo para trás, então agarra novamente e força para amarrar um nó entre o cabo e meu pé. Então ele faz no outro, de modo que minhas pernas estão completamente abertas. "Por favor, me diga o que está acontecendo", eu soluço, o calor de toda a minha ansiedade forçando o suor a escorrer por todo o meu corpo, deixando o meu vestido rosa claro umedecido. "Por favor!" Eu grito. Implorando, tentando desesperadamente alcançar algo dentro dele. Deve ter havido um tempo em que ele próprio


Nina G. Jones era uma criança. Inocente. Despido pelo mundo ou mesmo as mudanças terríveis que a virilidade pode às vezes trazer. "Estou tão assustada", eu grito, uma confissão para o meu Deus. Ele pega a garrafa de álcool e pressiona-a para os meus lábios. "Não!" Eu protesto. Ele agarra meu rosto e aperta minhas bochechas, despejando o líquido ardente. Eu luto, enquanto minha boca inunda com a sabor amargo. Apesar dos meus melhores esforços, consigo beber um pouco. E funciona, enviando um calafrio quente meus braços e espinha, mas só por um momento. A adrenalina ruge através do calor maçante quando ele levanta o meu vestido para cima, despejando um pouco do uísque sobre o meu estômago. "O que-" Eu paro o questionamento, de repente entendo o que está por vir. Meu Deus, ele vai tentar fazer isso. "Se você vai fazer isso, por favor, eu sou uma enfermeira - quase. Como? Por favor, me diga!" Eu grito, mas ele está focado em sua tarefa e, na medida em que ele está ocupado, me servindo o álcool, tem tomado toda a sua misericórdia. Ele sai novamente. Eu paro de gritar. Em vez disso, espero, meus soluços sincronizados com o ritmo errático do meu peito. Quando ele retorna com um aspirador de pó, manipulado com uma mangueira de sucção, eu entendo com miserável horror, sua intenção. Eu me afasto o mais longe que posso contra a parede. "Você está ... vai ... vai me matar ... eu," eu soluço. "Eu vou sangrar ... até a morte", eu imploro em meio à asfixia. Ele segura no cabo da vassoura, me puxa para a borda da cama. "Eu vou dopá-la se eu tiver que fazer. Sua escolha ", ele ameaça. Eu obedeço, compreendendo que essa é sempre a rota mais simples com ele. Eu queria isso. Queria esse bebê fora de mim. Talvez se tivesse implorado para salvá-lo, o resultado seria diferente, mas eu não lutei. Convidei essa morte para a cabana.


Nina G. Jones Ele sai por um momento, voltando para ligar o aspirador. O zumbido ensurdecedor pontua o caos na sala. Para ser ouvida, não tenho escolha a não ser gritar. "Por favor, tem que haver uma outra maneira", eu lamento enquanto derrama uísque sobre a mangueira e enche a ponta com lubrificante. Eu luto contra o vômito rastejando até minha garganta, uma vinheta horripilante nubla minha visão como o terror, a ameaça, do que está para acontecer. Ele traz a cadeira para o pé da cama. Eu faço outra tentativa de me distanciar, mas ele segura a vassoura para me manter perto. A lâmpada que ilumina a sala, pisca enquanto o aspirador rouba sua energia. "Oh Deus," eu imploro sob minha respiração. Estou a poucos segundos de ser de aspirada. Eu não lutei por isso. Eu desisti de toda a esperança assim que percebi que tinha isso em mim. E talvez seja aí onde errei. Ao pensar que minha única opção era me livrar desse parasita. Talvez isso não seja uma maldição. Ou o veneno de Noite. Talvez de alguma forma seja a chave para desbloquear este quebracabeça na minha frente. "Por favor!" Eu grito. "Eu quero o bebê. Eu quero", eu soluço histericamente, suor e saliva driblando meu rosto. Estou reduzida. Despojada de orgulho e dignidade. Este bebê é tudo que tenho. É a minha única ferramenta. Minha única promessa de esperança. Que no meio de tudo que me foi tirado, eu ganhei algo. "Eu quero mantê-lo. Eu quero o seu bebê", eu grito, mais alto, com medo de que ele não possa me ouvir por causa do barulho do aspirador. "Nós podemos ..." Eu parei. Nunca me referi a nós como uma unidade em voz alta. Um time. Nós nunca tivemos uma causa compartilhada. Tivemos coisas que ambos queriam e negociavam. Eu podia ver traição quando percebi que eu estava abortando seu filho. Eu comecei tão bem em ler suas sugestões não-verbais. Ele sonhava em me ter como eu sonhava com ele. Ele sonhava com uma vida comigo. Vimos a criança como um obstáculo para nossos objetivos individuais.


Nina G. Jones Mas e se essa criança conseguir o que queremos? "Nós podemos fazer uma família," eu soluço. Ele segura no tubo, está tão perto, tão perigosamente perto de minhas coxas tremendo. Eu fico tensa, todos os músculos do meu corpo querem entrar em pânico. Mas ele está pensando e eu não posso deixá-lo. Nós ainda somos como uma imagem congelada por minutos. A noite desaparece na escuridão e reaparece cada vez que a luz se desvanece e retorna. Escuridão. Luz. Escuridão. Luz. Cada vez que a luz cintila o barulho do aspirador se desvanece e reforça, como um registro entortado. Aguardo o veredicto, tremendo, até ele se levantar e desligar o interruptor do o aspirador. O rugido fica em silêncio. Um silêncio que é profundo e assustador em comparação com a insanidade dos gritos e máquinas que saltaram fora dessas paredes apenas alguns segundos atrás. Eu caio para trás com alívio enquanto eu soluço com todo o meu corpo, chorando tão forte que dói. Eu vou viver, e eu vou ter o filho desse homem. Todas as ilusões que eu tinha de retornar à minha vida anterior foram incineradas. Claro, eu nunca tive a chance de voltar para quem eu era, mas este é o momento em que ela morre oficialmente. E eu choro por Vesper Rivers. Enquanto eu choro, Noite desata cada membro suavemente. Sua sombra eclipsa a luz e eu abro meus olhos para encontrá-lo de pé sobre mim. Sem camisa, reluzente, seus olhos são mais suaves do que eu jamais os vi. Ele esfrega o seu polegar contra uma de minhas lágrimas e levanta isto para seus lábios, sutilmente correndo seus dentes e língua contra a tristeza. Eu me acalmo, estudando a claridade de seus olhos, e a maneira como ele fica lá, sua postura relaxada, me dizendo que ele não vai me machucar hoje. Eu não tiro meus olhos dele, esperando com respirações trêmulas para ver o que ele fará em seguida. Quero que ele se arraste na cama e me segure como ele fez naquela noite que ele me levou para o chuveiro. Para fazer a dor que ele causou ir embora.


Nina G. Jones Eu quero que ele me diga que ele quer que eu tenha essa criança, e ele será bom para nós agora. Eu quero que ele me encha com seu veneno novamente. Ele gosta do sabor da minha tristeza e eu gosto quando ele me injeta com seu veneno. Ele é o meu perigo, a minha maior ameaça. Mas quando ele está do meu lado, eu sei que estou segura. Então eu espero, esperando que ele me dê um sinal maior de que estou protegida dele, por ele. Ele vai puxar minhas pernas para longe e provar-me? Ou tirar o seu pau e me fazer aliviar a sua tensão? Eu espero. Finalmente, ele se move. Seus olhos, as cores da praia durante o verão alto, ficando afiado no meu, enquanto ele abaixa, sobre seu rosto, e puxa para cima sua máscara.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 19

Eu estudo o rosto de Noite tanto, que é quase demais para tomar de uma vez. É como ficar muito perto do aparelho de televisão, até que as imagens em movimento são apenas quadrados minúsculos de vermelhos, verdes e azuis. Seus olhos são ainda mais brilhantes contra sua pele ruborizada e sobrancelhas. Seus lábios, muitas vezes apenas parcialmente revelado através do buraco da boca de sua máscara, são redondos e carnudos. Sua mandíbula, inclinada, mas não afiada ainda jovem. Nenhum vestígio de barba. Seus cabelos, pequenos pedaços de ouro misturados em castanho, estão despenteados da máscara. Enquanto reúno as peças, posso dar um passo atrás e imaginar-lhe de banho fresco e os cabelos penteados. Parecia um jovem inofensivo. Um jovem incrivelmente bonito e inofensivo. O proverbial menino ao lado. Mas, como se seu corpo estivesse exibindo uma manifestação física de sua alma dilacerada, seu rosto, de outra forma imaculado, exibe uma imperfeição flagrante - há uma espessa cicatriz que corre pelo canto direito da boca, pela orelha e depois para a têmpora. Enquanto ele percorre sua bochecha como uma linha de falha, está desbotada e plana, dizendo-me que esta é uma velha cicatriz. Seu pescoço nesse lado, na maior parte escondido de mim, é uma coleção de pele desigual e cicatrizes irregulares. Quando finalmente sou capaz de recuar e olhar para a coleção de suas características e suas falhas - os vermelhos, verdes e azuis - o que eu vejo diante de mim é um homem fisicamente belo. A cicatriz não


Nina G. Jones faz nada para influenciar minha opinião; Em vez disso, acrescenta uma camada de textura e intriga a alguém com olhos como gelo e pele tão suave como areia quando a água lava. Eu não sei o que fazer a seguir. Todo esse tempo eu segurei seu anonimato como um sinal de que nada disso é real. Que ele não me vê como digna de conhecê-lo de forma alguma igual à maneira que ele me conhece. A máscara me disse que não confiava em mim. A máscara me lembrou que eu era uma prisioneira. Ela me recorda que estava apenas como uma hóspede aqui. Mas eu o vejo agora. Ele se revelou para mim, e eu quase queria que ele não tivesse. Porque o que eu vejo é um rosto em que eu poderia confiar. Um rosto que desmente tudo o que ele fez. Ele é uma pessoa. Ele é alguém. Ele não é um monstro. E agora que eu vejo toda a imagem deste jovem, quero saber sobre suas cicatrizes, todas elas, dentro e por fora. "P-por que agora?" Eu murmuro. Ele me olha sem entender, como se não tivesse certeza de si mesmo. Eu me sento, nunca deixando meus olhos deixarem seu rosto. Eu não sei quanto tempo isso vai durar. Ele pode colocar a máscara de volta, e então eu serei a única pessoa aqui novamente. "Eu parei de lutar", eu declaro através da minha ainda-vacilante voz. Eu estou. Não posso continuar batalhando contra ele e contra mim. Uma batalha onde ganhar é perder e perder é ganhar. Novamente, ele só olha para trás, mas seu peito afunda com uma exalação medida. "Eu não sei o que fazer. Eu só - eu só quero que você diga algo para mim. Diga-me como vai ser. Diga-me o que está em sua mente. Por que você parou? Por que você puxou sua máscara fora? Quer isto?" Ele não fala. Ele já mostrou muito. Mas eu tenho que manter este diálogo aberto. Eu sou mais para ele do que está disposto a admitir, e eu tenho de lembrá-lo disso. E se eu não sou, eu tenho que me convencer disso para acreditar que posso sobreviver a isso.


Nina G. Jones Lentamente venho aos meus joelhos, de modo que eu estou quase cara a cara com ele. "Eu não posso ler sua mente. Nem sei o seu nome. Mas eu sinto que te conheço, assim como você me conhece, mais do que qualquer um que já conheci." Levanto uma mão trêmula para seu rosto, para o lado que estava ferido há muito tempo. É um risco. Isso poderia ter sido muito ruim, mas eu não sei de outra maneira. Só sei cuidar das pessoas. Sempre foi meu instinto. Eu vi o bem que a ternura traz. Se há algum pedaço de alma dentro dele, ele esconde em algum lugar bem no fundo. Talvez seja por isso que ele me levou: por baixo de toda escuridão havia alguém que só queria o que ele viu através de cada uma dessas janelas. Eu movo minha mão tão lentamente, há momentos que me pergunto se eu vou alcançá-lo. Eu espero por ele para bater minha mão longe e correr para fora, ou para me jogar no meu estômago e tomar o que quiser. Mas ele está congelado enquanto minha palma e pontas de dedos repousam em suas bochechas. "Eu não sei o que estou fazendo", confesso. "Por favor, me diga que você sabe. Porque eu não deveria querer isso, mas o seu rosto ..." Eu digo, mergulhando perto, então meus lábios pastoreiam os dele. "Você me aterroriza, e ainda assim eu poderia olhar para você o dia todo ..." Planto um beijo suave contra seus lábios carnudos. Ele é severo, e eu enrijeço, confusa por sua falta de resposta. "Não," ele diz. "Oh, eu ..." Eu tropeço em minhas palavras. Sentindo-me envergonhada e exposta. Rejeitada pelo homem que me roubou. Talvez não haja nada dentro dele que deseje ser necessário como eu esperava. Eu puxei minha mão, mas ele agarra meu pulso. Eu suspiro. "Não ..." Ele me puxa em direção a ele em um movimento agudo, de modo que meu corpo, frio da camisola úmida pressiona contra seu peito quente. Seu pênis está pressionado contra mim, tudo sobre seu


Nina G. Jones corpo é um sim, apesar de suas palavras. "Eu ... não sei o que estou fazendo", confessa. Ele agarra meu traseiro tão duro que eu ofego, lançando-me fora da cama e em seus braços. Envolvo minhas pernas em volta dele, deixando-o me levar para longe da cama. O cheiro do homem, do sexo e do uísque ultrapassa o cheiro do velho café da manhã. As paredes e os assoalhos pálidos desvanecem-se em um borrão enquanto as cores de sua pele, cabelo, e olhos aguçam. Ele me beija tão forte, meus lábios picam e eu beijo de volta tão duro, tentando retribuir a dor que ele me faz sentir: Agonia suavizada com prazer. O pecado misturado com libertação. Cativeiro levando a um tipo de liberdade que eu nunca tive fora dessas paredes. Envolvo-me ao redor dele, tocando-o, tentando me aproximar dele tanto quanto posso, para que eu possa fazer parte dele, uma parte que ele nunca poderia destruir, mas ao mesmo tempo, eu quero continuar observando-o. Ele é mais do que as fantasias que eu imaginava quando eu pensava sobre quem estaria sob aquela máscara. Seu rosto conta uma história. Quero saber. Quero conhecê-lo. Então eu poderia dar sentido a tudo isso. Ele me empurra contra uma parede, expelindo a respiração do meu peito, enquanto ele morde e chupa meu pescoço e ombro. Rocei meus lábios contra seus lábios, sua bochecha, sua têmpora, o sal de sua reluzente pele de verão temperada em cada beijo. É confuso e desesperado, mas é tão bom estar do seu lado. Quando ele me quer, ele me quer completamente e loucamente. Pensei que ser amada era o sentimento mais gratificante. Não, ser desejada de uma maneira obcecada. É ter alguém tão apaixonado por você que arriscaria tudo para tê-la. Essa é uma altura que o amor não pode tocar. O amor é uma queimadura lenta, uma panela a ferver para amolecer o coração. Mas isto - isto é uma inundação instantânea, é a fumaça ondulando quando um bife bate numa panela quente. É ameaçador, mas sua ferocidade é a própria coisa que o amor se torna simplório. Ele se afasta bruscamente, respirando fundo, como se tivesse acabado de sair de um transe.


Nina G. Jones Eu dou-lhe um olhar questionador quando pego minha respiração. Mas não é nem um segundo antes que ele está girando-me contra a parede e batendo-me tão forte contra ele, que minha bochecha palpita do impacto. Ele está tentando acertar as coisas. Antes daquela noite no chuveiro, ou apenas alguns minutos atrás, quando ele me mostrou seu rosto. Ele está tentando negar isso. Tenho tantas vezes curvado à sua vontade sem resistência. Eu me inclinei a sua vontade, chupada, amordaçada e violada - um participante passivo como sua prisioneira da luxúria. Eu sonhei com isso, esperei por isso durante horas de solidão que esmagava a alma. Parte daquilo me permitiu segurar a velha Vesper. Eu poderia dizer que, apesar de tudo, ele tomou, e eu relutantemente cedi. Mas ela se foi agora. Eu quero mais. Eu posso finalmente admitir isso. Para realmente sobreviver, eu tenho que estar totalmente dentro. Eu tenho que passar a fachada de toda essa coisa. Para que ele me mostre a mão que ele escondeu, eu vou ter que lhe mostrar a minha. Enquanto ele tira o vestido úmido longe de minhas costas, eu me afasto da parede, para enfrentá-lo novamente. Eu olho para aqueles olhos que são tão claros que não refletem minha imagem. O ato de rebelião o atrasa o suficiente para agarrá-lo e puxá-lo para dentro de mim, assaltando seus lábios com os meus. Ele solta uma respiração pesada enquanto retribui por um momento, mas então ele se afasta novamente. Eu posso senti-lo - seus músculos se contraindo sob meu aperto, quase tremendo, tentando impedir-se de descer o caminho. Aquele em que verdadeiramente nos vemos. Ele me vira de novo, desta vez pressionando seu antebraço contra a parte superior das minhas costas, freneticamente desabotoando seus jeans com a outra mão. Mas eu lutei com seu confinamento, minha pele lisa permitindo que eu escorregue para fora, novamente de frente para ele. Empurro seu braço para o lado e tecendo minha mão através de seu cabelo, puxando-o para mim. "Não" ele diz. Eu sufoco a palavra com a minha boca. Ele torce e geme para o beijo antes de puxar se afastando novamente. Desta vez, pegando-me e jogando-me para baixo na cama, de face para baixo.


Nina G. Jones Sou uma mulher determinada. Ele vai ter que me deixar inconsciente se ele quiser assim. Eu sei que dentro dele não é o que ele quer. Posso saboreá-lo em seus beijos frenéticos. Eu me contorço debaixo dele e torço em minhas costas quando ele tenta se puxar para fora. Desta vez, ele me deixa ir, apenas para dar-se tempo suficiente para tirar suas calças, então da próxima vez que ele vier para mim, ele terá duas mãos livres. Eu luto em meus pés nesses momentos. Em segundos, ele está parado em frente a mim, a cama nos dividindo. Ele está completamente nu, suas curvas curtidas, musculosas, levando a uma ereção frustrada. Este corpo que traz marcas que já vi muitas vezes antes, parece tão diferente agora que é parte de uma pessoa. Sua figura brilhante e agitada se esconde, como um gato da selva esperando para atacar. Mas desta vez, em vez de esperar por ele, eu corro pela cama para ele, abordando-o sem medo, de modo que ele não tem escolha senão pegar-me em seus braços. Ele gira e tropeça de volta para a cama, debaixo de mim. Tirei meu vestido, expondo meus seios já inchados para ele. Ele se senta, envolvendo uma mão ao meu redor e a outra apoiando nosso peso contra a cama. "Não," eu sussurro. "Deixe-me vê-lo." "Não ..." ele diz, uma pitada de vulnerabilidade em sua voz. Normalmente tão verbal quando ele fode, ele está quase em silêncio durante este frenesi. Eu deslizo minha língua através de sua boca e deslizo-o dentro de mim. É fácil e deslumbrante ao mesmo tempo. Ambos exalamos na boca uns dos outros. Envolvo minhas pernas ao redor dele, prendendoo para mim, reivindicando a vitória sobre sua tentativa obstinada de lutar contra isso. Ele está tão fundo em mim como qualquer homem poderia conseguir, faço caretas e gemo com o enchimento doloroso da minha buceta. "Oh Deus," eu choro. "Eu não posso segurar." É demais, ele está muito fundo dentro de mim.


Nina G. Jones Enquanto seus quadris entrelaçam os meus, ele desliza suas mãos para cima da minha nuca e puxa meu cabelo, me puxando para longe dele. Por um momento eu acho que ele vai entrar em uma última manobra, me jogando no meu estômago e fodendo na bunda, deixandome sem um orgasmo como um castigo. Mas em vez disso, ele me observa - meu rosto, meu corpo - montando-o. Naquele momento, recebo aquele frio, o único que ele pode me dar, onde eu sou singularmente cobiçada. Eu sou a única mulher na terra. Eu sou dele. Eu não tenho que competir com qualquer coisa ou alguém por seu olhar. Ele se senta mais alto e desliza ambas as mãos debaixo da bunda, me impulsionando para que ele possa adorar meus seios. Minha respiração pula enquanto seus lábios deslizam sobre os mamilos macios. Eles doem, mas sua boca encontra uma maneira de dar-lhes alívio e extrair o prazer. É impossível segurar por mais tempo quando o profundo latejar no meu núcleo aumenta de forma imensurável. Solto uma série de lamentos, envolvendo meus braços ao redor de sua cabeça, sufocando seu rosto em meus seios. Seu pênis engrossa contra minhas paredes espasmódicas, e uma inundação de seu calor libera dentro de mim. Ele desmorona debaixo de mim. Meu corpo fica macio, como se agarrado e apertado até o momento da morte e depois liberado para ver outro dia. Eu caio em cima dele, pele a pele. Nossos corpos respiram como duas partes de um ser vivo. Ele mantém sua cabeça virada para longe de mim. Eu sei que ele está confuso. Eu sei que ele está chateado que ele deixou tudo chegar tão longe esta noite. Eu alcanço e jogo com seus quadris. Me perguntei por meses o que eu faria se eu tivesse que ver tudo dele. Tudo o que eu quero fazer é este ritual simples, uma maneira de ficar conectada depois de algo tão intenso e confuso. Até este ponto, toda vez que ele me fode, ele vai embora. Parece que estou sendo jogada ao mar, deixada para me defender em um mar áspero e implacável. Mas este pequeno ato, ele me mantém acima da água. E, se meu instinto está certo, está fazendo o mesmo para ele também.


Nina G. Jones

Ele ainda está aqui. Horas atrás ele era um pesadelo terrível em uma máscara, e agora ele está deitado ao meu lado, dormindo, seus fios dourados de cabelo e sua expressão suave manchada com uma fissura como a de um anjo ferido. Eu tinha cochilado ao lado dele, não tenho certeza de quanto tempo atrás, mas o braço dele encontrando uma maneira em torno do meu tronco me acordou. Uma vez que o torpor inicial está fora, percebo que a porta da cabana está destravada. Só pode ser trancada do lado de fora e ele ainda está aqui comigo. Esta poderia ser minha chance, escapar de debaixo dele. Se ele se assustar, posso dizer-lhe que estava indo para o banheiro. Se eu pudesse apenas me libertar de seu aperto, eu posso deslizar silenciosamente para fora da porta e obter uma vantagem. Mas algo está me segurando. Bem, muitas coisas. O que vou fazer quando eu voltar? Eu não tenho tanta certeza de que quero me livrar desse bebê mais, mas a ideia de encarar o mundo, Carter - com o filho de outro homem, nenhum relacionamento poderia sobreviver a isso. Culpa. Ele está ao meu lado, de repente tão vulnerável, e - não posso acreditar que estou dizendo isso - ele finalmente confiou em mim. Deixou-me vê-lo. E eu estaria traindo ele. Se ele me pegar, o que é provável, eu nunca teria essa chance com ele novamente. Mas não tenho ideia do que a vida me reserva aqui. Claro que nada é certo, mas eu não posso ficar aqui nesta barraca para sempre. Eu tenho um cérebro. Eu importo. Esta não pode ser minha vida. Talvez a noite passada mudou as coisas. Se eu posso ganhar esta pequena batalha, eu posso continuar ganhando os pequenas batalhas até que eu possa descobrir o que eu quero fazer em seguida.


Nina G. Jones Olho para a porta, completamente aberta, paralisada de medo e indecisão. Eu deveria ir embora, mas é uma tarefa tola de se fazer. Eu não iria muito longe, e se eu fizer por algum milagre, eu não estou pronta para enfrentar minha vida antiga. Haverá um tempo melhor. Só para testar, no entanto, eu lentamente escorrego debaixo de seu braço. Ele nem sequer se mexe. Quando eu rastejo para o banheiro no entanto, o chão range, que é quando ele dispara. Eu mal consigo perceber a sua silhueta frenética quando se senta na cama para mim. "Eu estou aqui", eu sussurro, suavemente colocando minha mão em seu ombro. "Eu tenho que usar o banheiro." Ele anda, mas não consigo ver os detalhes de seu rosto. Ele encontra sua lanterna e varre a sala. "Você vai embora?" Eu pergunto. Foi bom ter alguém dormindo ao meu lado. Ele não responde. "Você deveria ficar. Já é muito tarde." Ele pisca a luz para cima e para baixo em mim, eu protejo meus olhos, então ele dispara sobre a confusão no chão. Agora que o álcool secou, fede. Já me acostumei, mas aparentemente ele não. "Nós podemos usar o aspirador. Você trouxe tudo até aqui." Ele não diz nada, mas ele me entrega a lanterna, guiando minha mão para a bagunça. Ele puxa a mangueira de sucção e a liga. Eu ilumino sobre a bagunça no início, mas instintos lúdicos assumem. Ele tem que ter um senso de humor em algum lugar lá. Então eu pisquei a luz em sua bunda em vez disso. Frustrado, ele se vira para gritar comigo por minha falta de foco para me encontrar rindo. Ele olha para baixo e vê onde a luz é apontada. Ele rola os olhos, mas eu posso dizer que ele não está realmente com raiva, e aponta para a confusão. "Ok," eu digo.


Nina G. Jones Uma vez que ele começa novamente, eu movo a luz, em seu pênis pesado, batendo de um lado para outro enquanto ele manipula o aspirador. Ele pára novamente, arregalando os olhos e empurrando as mãos para a confusão. "O quê? É bonito!" Eu ri. Ele só me olha inexpressivo, como se não pudesse acreditar na minha imaturidade neste momento. "Tudo beeemmm", eu suspiro. "Desmancha prazeres." Eu direciono a luz na bagunça. Ele balança a cabeça e a boca agradece-me antes de terminar. Quando termina, ele pega suas coisas. No meio disso, ele me entrega um saco de alguma coisa. Comida. Eu devoro enquanto ele termina seu trabalho. Tenho certeza que ele está saindo, mas eu já sugeri que ele fique e eu não vou implorar. Ele coloca todas as suas coisas na frente da porta e tira a lanterna de mim. Ele aponta o feixe para a cama, para mim, para a cama. Deitar. Eu deslizo para a cama. Ele empurra a lanterna para o outro lado da cama. Vá em frente. Eu faço. Ele fica na cama. Eu finjo não ficar chocada. Ele está apenas cansado e não quer caminhar de volta. Olho para a porta. Seu material é um bloqueio. Ele não estava planejando sair. Deito-me e olho para a claraboia escura. Desta vez, ele passa o braço em volta de mim. Não é um gesto acidental durante o sono, mas uma escolha consciente. Eu poderia dizer-me que é afeição, mas eu sei melhor. Desta vez, se eu me mover, ele acordará instantaneamente.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 20

Estivemos no quarto da mamãe por dois dias. Ela não me deixa ir embora. Algumas semanas ela é normal, então outras, ela recebe um sinal e nós temos que esconder. Então ela apenas costura e costura. Perguntei por que uma vez, e ela disse que é tudo o que ela pode fazer agora, faz com que ela se sinta com menos medo. Ela diz que a máquina de costura afoga as coisas. Quando ela está calma, ela lê para mim, me faz fazer matemática e história, assim como a escola. Deixa-me brincar na floresta por horas. Mas quando ela está assim, quando as pessoas estão confusas em sua cabeça, ela só me dá livros e me faz sentar no canto, para o caso de alguém olhar através das janelas, então poderão ver apenas o tecido e papel, mas não irão me ver. Papai costumava vir todos os fins de semana com Scoot. Mas eles começaram a discutir mais e agora ele só vem uma vez por mês. "Mãe to com fome." "Você ainda tem comida, não é?" Ela pergunta sem olhar para cima. Eu olho para o prato espalhado com migalhas ao meu lado no chão. "Você tem que andar sozinho!"


Nina G. Jones "Estou entediado." Ela chupa os dentes e pára a máquina. "Eu sinto muito que você está entediado. Mas às vezes fazemos coisas que não queremos fazer, e esta é uma dessas coisas." Às vezes eu não acredito que as pessoas estão vindo me pegar. Estamos aqui há um ano e não vi nem ouvi falar de ninguém. Ela não vai me deixar fazer amigos ou ir para os vizinhos. As poucas vezes que ela me deixou sair do rancho estava com ela e nós não falamos com ninguém, apenas vamos às lojas para conseguir o que precisamos. "Os animais, mm-ãe. Eles precisam ser observados." "Eles vão ficar bem. Agora, aqui, leia o seu livro", ela diz, passando-me ovos mexidos e presunto. Costumava ser o meu favorito. Ela ia ler para mim antes de dormir e fazer cócegas no meu nariz quando era minha parte dizer "Sam eu estou". Foi o primeiro livro que eu pude ler em voz alta, todo o caminho sem balbuciar. Mas agora, ela só me dá quando ela precisa de mim para ficar quieto. Eu folheio as páginas e rolo meus olhos. Eu posso recitar o livro para trás e lê-lo é inútil agora. Eu começo a ficar com raiva. Quero gritar. Quero sair e brincar. Isso não é justo. "Não gosto desse quarto. Eu não gosto no chão. Eu não gosto mais disso!" Eu grito. Mamãe chega até mim e senta ao meu lado. "Shhhh! Você tem que ficar quieto." Ela esfrega minhas lágrimas. "Heeey, foi tão bom o que você fez lá. Você acabou de inventar isso?" Eu concordo. "Foi um bom poema!" "Quando Scoot está com-mmm-igo?" Eu pergunto, minha boca tremendo de soluços. "Ele é - oh não", ela se inclina, saltando até seus pés, olhando através de todos os seus materiais. "Você tem seu livro de composição aqui?" Ela pergunta.


Nina G. Jones Eu entrego a ela. Ela vai para trás, contando os dias no calendário. "Porcaria. Ele está vindo hoje." Ela olha para o relógio. "Ele chegará daqui a uma hora. Preciso de sua ajuda Sam, precisamos consertar essa bagunça e fazer tudo voltar ao normal", diz ela. Estou feliz por ter papai e Scoot de volta, e para estar fora da sala, então eu começo a limpar a bagunça, mamãe não gosta de papai saber sobre as vezes que nos escondemos. Ele fica com raiva e ameaça me levar de volta para Sacramento. Mas eu sei que ele nunca vai. Ele não quer que eu fique o tempo todo assim. Corremos pela casa, limpando, passando aspirador. Vesti minhas botas e corri para cuidar dos cavalos e das cabras. Eles fizeram uma bagunça e ficaram sem comida. Enquanto saio das bancas, vejo meu pai estacionando sua caminhonete com Scooter no banco do passageiro. Eu fico lá com um balde na mão, esperando por eles. Papai pára o carro e Scooter sai de seu lado e corre para mim. Quando ele fica perto, ele me dá um soco no ombro. "Ewww, você fede." "É ... ele é ... esse ami-ami-ani-mais," digo. Eu quero soar perfeito para o pai, e isso sempre me deixa pior. Papai se aproxima. Ele não está usando seu uniforme hoje, apenas calça e botas com uma camisa listrada. "Ei, filho," ele diz, esfregando minha cabeça. "Mãe está lá dentro?" Eu concordo. "Parece que ela te colocou no trabalho, isso é bom. Você não pode ler livros sozinho o dia inteiro. Temos de continuar a trabalhar no nosso projeto, está bem? " "Que projeto?" Scoot pergunta. Papai bate-lhe nas costas. "Vá buscar a sua mãe, vai?" Ele olha para nós com desconfiança, mas corre em direção à casa.


Nina G. Jones "Como foi a mãe? Agindo estranha?" Eu balanço a cabeça. Preciso nos proteger dos espiões. "Eu me preocupo com você aqui." Olho para os meus pés, para os pedaços de estrume presos neles. "Tudo bem, bem, eu não vou forçá-lo a sair daqui. Mas você deve me dizer se ela está escondendo alguma coisa." Não sei de que lado ele está. "Vamos entrar na casa. Você precisa de um banho. Você comeu?" Eu balanço a cabeça. "Bem, então você precisa de comida também. Você vai precisar de toda a energia que você pode obter para esta noite."

Ele me trancou de novo. O quarto não tem nenhum vestígio de evidência da insanidade da semana anterior, exceto para a rachadura na porta do banheiro. Eu pensei que eu tinha pelo menos aberto sua armadura, mas cada dia é como um novo para ele. Eu nunca sei quem vai passar por aquela porta. Mas antes que eu possa analisar mais a minha situação, fome queima através da minha barriga. O saco de carne seca que ele me deu foi o suficiente para me segurar a noite toda. Como sempre, não sei nada. Eu não sei quando minha próxima refeição ou visita será. O tempo não existe aqui. Eu faço meu caminho para o banheiro. Eu corri para fora da água no dia anterior e em um momento de ilusões, puxo na corrente


Nina G. Jones do meu chuveiro, na esperança de um truque. Não espero a água que me encharca. "Merda!" Eu sussurro enquanto pulo para trás. Isso é bom, no entanto. Ele encheu minhas reservas de água! Eu olho para baixo em meu corpo nu e decido que deveria terminar o trabalho, puxando o cordão todo o caminho e esperando no fluxo de água. Abro a boca, me hidratando e meu bebê. Meu bebê. Nosso bebê. Limpo minha mente do pensamento. A responsabilidade que estou assumindo. Eu não quero pensar sobre como estou usando esta criança como uma ferramenta para a minha própria sobrevivência. Ou como eu estou trazendo isto em um mundo terrível e incerto. Eu não posso dar ao luxo de trabalhar sobre a ambiguidade moral. Eu só posso me concentrar no que precisa ser feito para a minha sobrevivência. Fecho os olhos e mergulho no calor da água quando ouço passos. Ele quer que eu ouça. Ele pode ser um maldito ninja se ele quiser, então quando eu ouço, é porque ele está se mostrando, não se importa, ou talvez neste caso (eu espero), mostrando algum tipo de deferência ao meu espaço. Eu empurro a porta aberta com meus dedos do pé para espreitar quando eu enxaguo fora. Ele está lá, em toda a sua glória, rosto exposto, vestido com uma camiseta e jeans, colocando uma bandeja de comida sobre a mesa. Meu estômago fica enjoado, inseguro de como agir em torno dele depois da noite passada. Agora que eu posso ver seu rosto, ele é tão humano, e é como se eu fosse conhecê-lo novamente. Ele deve saber que eu estou assistindo, mas ele não me reconhece. Talvez seja estranho para ele também. Então ele sai da minha linha de visão. Ele não pode sair tão cedo. Eu desligo o chuveiro e agarro minha toalha, seguindo em direção à porta como um filhote de cachorro curioso. Ele já se foi.


Nina G. Jones Eu suspiro com desapontamento. Eu tenho que reconstruir a noite passada antes que ele ergue suas paredes novamente. Mas a porta reabre, e ele está de volta, desta vez com outra mesa pequena. Congelo, parada ali, pingando, enrolado na minha toalha fina, presa olhando para a porta da qual ele partiu. "Bom ... dia", eu falo desajeitadamente, como uma garota que está vendo um menino que ela beijou pela primeira vez na noite anterior. Ele balança a cabeça. Esta é a primeira vez que cheguei a vê-lo à luz do dia. Algumas de suas cicatrizes mais grossas são quase opalescentes com o sol brilhando através da claraboia. Mas o sol brilha em seus outros traços tão brilhantemente, e ele é ainda mais bonito do que eu pensava. Ele coloca a mesa contra uma parede e pisa para fora. Eu espero pacientemente, imaginando o que ele tem na manga. Desta vez ele volta com ... um tocador de discos. Um tocador de discos! Não me senti assim desde que minha avó me surpreendeu com uma viagem à Disneyland quando eu tinha dez anos. Eu tento desesperadamente jogar legal, mas um sorriso luta o seu caminho para a superfície, e então eu estou apenas sorrindo como uma tola. Ele coloca um álbum em pé, atrás do aparelho, contra a parede. A trilha sonora de Saturday Night Fever. É um pequeno vislumbre em quem ele poderia ser. Duvido que ele tivesse tempo para ir comprá-lo esta manhã, então deve ser de sua própria coleção. Eu nunca teria adivinhado. Eu corri para o tocador de discos, mas ele coloca uma mão gentil no meu antebraço e aponta para a outra mesa. Comer. Claro. A excitação me fez esquecer a fome por um momento. A bandeja está carregada com frutas e bacon - um pequeno deleite - ovos cozidos, torradas, aveia e suco de laranja. Este é um banquete pelos padrões aqui. Pego a torrada primeiro e dou algumas mordidas ansiosa.


Nina G. Jones "Obrigada", eu digo através de uma boca cheia. Ele não diz nada, mas olha para mim, quase timidamente, do canto de seus olhos. Coloco a aveia na minha boca, eu observo o pequeno prazer que ele me proporcionou. Talvez algo tenha mudado na noite passada. Ao contrário de outros dias, ele não sai, em vez disso, ele troca a música e depois senta em sua cadeira. Uma vez que tenho comida suficiente em minha barriga para diminuir a velocidade, acho que devo dizer algo para os dois. "Você gosta dos Bee Gees?" Eu pergunto. Ele encolhe os ombros. "Você viu o filme?" Ele balança a cabeça. "Você gostou?" Ele encolhe os ombros. "Eu vi com" eu me paro antes de mencionar Carter - "amigos. Foi divertido. Na verdade, eu tinha uma amiga que estava obcecada com o filme. Ela está apaixonada por John Travolta. Ela viu, eu acho, dez vezes. Uma noite, quando estávamos estudando e precisava de uma distração, ela me ensinou uma das dança." Ele ergue as sobrancelhas um pouco, eu não posso dizer se ele está fingindo interesse ou não. "Seria bom ter um nome para você, você sabe?" Eu pergunto. "Como seria?" Ele se desloca na cadeira e não reconhece meu pedido. Eu estou cheia como um porquinho no momento e caio para trás na cama. "Ugh, eu acho que vou explodir", eu digo. A satisfação da refeição só alguns últimos segundos, antes que meu novo amigo, doença da manhã, retorna. "Oh não", eu choro, cobrindo minha boca


Nina G. Jones enquanto corro para o banheiro. Eu me curvo sobre o buraco de resíduos e quase toda a comida deliciosa expurga de mim. Enxaguo a boca e saio do banheiro, sentindo-me insegura nos meus pés. Eu não olho para ele. Eu não sei como dizer qualquer coisa relativa ao seu filho com ele, por isso é mais fácil para mim fingir que apenas não aconteceu. Eu ando até o aparelho de música, e deslizo o álbum da mesa. O ruído do disco traz uma alegria infantil em mim enquanto eu espero pela música começar. Eu o sinto atrás de mim. Ainda envolta em uma toalha, eu sei o que ele quer. Ele coloca uma mão no meu ombro. É quase surreal. Volto-me para olhá-lo, pronta para soltar a toalha e deixá-lo fazer-me as coisas que devo permitir para manter o presente que ele trouxe, mas quando eu olho em seus olhos turquesa, eles se deslocam para a cama. Há um saco lá. "Para mim?" Eu pergunto. Ele acena uma vez. Eu mergulho nele, e retiro vários vestidos bonitos. Alguns longos, alguns curtos, todos fluindo e floral. Eu estava vestindo quase o mesmo vestido por tanto tempo agora. Parecia a menor das minhas preocupações, mas ter esses vestidos bonitos, tudo para mim, me lembra as pequenas coisas que sinto falta lá fora. "Eles são lindos", eu digo. "Vou experimentar." Ele recua, encostado na parede com os braços cruzados, me observando enquanto eu deslizo sobre um vestido branco de comprimento leve, com flores rosa e azul pálido. Eu giro ao redor assim que a bainha toma o voo. "O que você acha?", Pergunto. Ele dá uma carranca de aprovação. Coloco os vestidos na cama quando How Deep is Your Love começa a tocar. Eu cantarolava a música enquanto esticava os belos tecidos em toda a sua glória. Por um momento, me permito sentir-me


Nina G. Jones bem. Pensar que uma noite e uma gravidez poderiam mudar esse terror de ter um bebe. E naquele momento de paz momentânea, ele aparece por trás de mim. "Shhhh ..." ele sussurra em meu ouvido enquanto envolve um braço ao redor de minha cintura. "O que você está fazendo?" Eu pergunto, meu comportamento relaxado já se dissolveu em terror tremendo. Ele não diz uma palavra, mas coloca um pano escuro sobre os meus olhos e amarra um nó atrás da minha cabeça.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 21

"Acorde", meu pai sussurra enquanto ele me sacode. Esfrego os olhos, olhando em volta para um incêndio ou qualquer outra razão que ele iria me acordar até tarde da noite. Mas é escuro e silencioso. Não há sinal de perigo. Nenhuma emergência. "Coloque isso", ele diz, me passando calças, botas e uma camisa. "On-on-on-" "Shhh! Eu não quero acordar sua mãe ou Scoot. Vou explicar quando estivermos lá fora. Não ponha as botas até estarmos fora, elas farão muito barulho." Eu sigo suas ordens, descendo as escadas, sentando-me nos degraus da varanda. O céu está claro, a lua brilha e esta noite é silenciosa, exceto por alguns grilos. "Vamos", ele me empurra para os meus pés. Eu o sigo ao longo do pasto escuro e em direção ao bosque. Quando nos aproximamos, paro. "Vamos, Sam." "O-o-o que estamos fazendo?" Eu pergunto. Ele tem me feito construir algo com ele, no bosque. É suposto ser nosso segredo. Mas hoje ele não tem nenhuma ferramenta ou suprimentos com ele. Os bosques


Nina G. Jones parecem mais negros e assustadores do que antes. Esta noite é diferente. Ele suspira e se agacha sobre um joelho. "Sua mãe quer você aqui em cima. Quando se trata de você, ela sempre conseguiu seu caminho. Eu sei que você quer estar com ela, então eu não vou levá-lo embora, mas vou ter certeza que você se torne um homem. Você vai aprender as coisas que meu pai me ensinou. Eu fui muito fácil com você, e você precisa endurecer. E como tudo o que fazemos aqui, é o nosso segredo. Você não diz a ninguém. Você entende?" Eu concordo. "Quero dizer, Sam. Não diga à sua mãe, isso traria problemas. Você sabe o que acontece quando ela fica estressada. Estou fazendo isso pelo seu próprio bem. Você não vai sempre tê-la e você precisa aprender a se defender por si mesmo. Agora vamos embora." Ele me puxa, finalmente, com uma lanterna iluminado nosso caminho. Caminhamos e caminhamos, passando pelo ribeirão, então eu sei para onde estamos indo. Quando chegamos ao lago, ele pára. "Tire suas roupas", ordena. Eu não me movo. "Faça", diz ele, mais alto. Eu tiro para baixo a minha cueca. "Quero dez voltas esta noite." Olho para a água, negra, exceto por algumas tiras de luar prateado. Parece frio e como se houvesse milhões de monstros por baixo. Ele está tentando me matar, assim como mamãe pensou. "Não", eu murmuro. "Entra!" Eu balanço a cabeça.


Nina G. Jones Agarra-me pelo braço e me arrasta para dentro da água, levandome até as coxas para que suas calças estejam encharcadas. A água é gelada, chocando-me fora de minha sonolência. "Ficaremos aqui a noite toda, se for preciso, Sam. Você chega ao outro lado e volta. Dez vezes e se houver tempo, você pode voltar a dormir. Agora vá!" Ele grita. Eu começo a chorar. Eu não quero fazer isso. Quero estar na casa, onde mamãe diz que é seguro. "Suas lágrimas não funcionam comigo. Este é exatamente o problema. Você é um maricas, Sam! Mas você vai ser um homem quando eu terminar com você." Ele está de pé sobre mim, braços cruzados, uma sombra gigantesca implacável. Eu tenho que nadar ou ele nunca vai me levar de volta para casa. Brinquei tantas vezes neste lago. Mas é enorme, e eu nunca tive que nadar através dele sem intervalos, e definitivamente não dez vezes. Mergulho abaixo, chutando e puxando a água, até que eu bati o topo outra vez e suguei o ar. Eu faço isso de novo. E de novo. Toda vez que eu acho que vou chegar ao outro lado, eu mal fiz qualquer progresso. Eu continuo empurrando até que eu fiz isto para o outro lado. Eu quero parar e descansar sobre a superfície da rocha escamosa deste lado do lago, mas eu tenho medo que vou ter cãibra se parar. Eu viro e faço todo o caminho de volta para ele. Desta vez eu descanso a seus pés, ofegando por ar. "Eu ... não posso ..." eu imploro como eu rolo ao longo do seixo liso. "Um", é tudo o que ele diz. "Po-por-favor." "Um." Ele me empurra com o pé, para que eu rasteje para fora até que a água esteja até meu queixo. Eu nado outra vez. Dois.


Nina G. Jones Três. Quatro. Quando o alcanço pela quinta vez, cada membro parece como se pesasse quarenta quilos. Tusso a água suja que inalei ao longo do mergulho. Eu não tenho mais forças em mim. Mas ele só diz "seis", repetidamente até que eu entendo que esta não é uma escolha. Quando chego ao lado oposto do lago, eu descanso-me contra a face da rocha, Tudo dói, meus pulmões queimam, minha cabeça gira. Tudo está escuro, exceto para o ponto de luz do outro lado: meu pai segurando uma lanterna como um farol. Eu respiro fundo e golpeio contra a água, em direção a sua luz. Eu gostaria que ele estivesse morto, penso comigo mesmo quando meu corpo implora para parar. E então, de repente, como se um gigante agarrasse minha perna e apertasse o mais forte que pudesse. Dor pior que o que eu me lembro de meu acidente brota ao longo da parte de trás da minha perna. Eu grito e engulo uma boca cheia de água. A dor define alarmes em todo o meu corpo, mas não consigo me mover. Eu falho em meus braços enquanto afundo, a lua encolhendo. Eu tento chegar ao topo, mas só posso fazê-lo por um segundo entre os pulsos atrás da minha perna. Eu engulo mais água. Ele corre pelo meu nariz e pela minha garganta. Afundo cada vez mais para baixo. Prendo minha respiração, querendo saber o que a mamãe fará quando ver meu corpo. Ela estava certa. A lua está cinzenta aqui embaixo. Eu olho através das ondas da água. É calmo, embora eu esteja gritando. Ruídos não saem, apenas bolhas. Palavras vazias cheias de ar. Minhas palavras sempre foram minha fraqueza. Então há o som de algo forte que perfura através da água, como aqueles cilindros grandes. Um braço me envolve e eu atiro até a superfície como um foguete. Eu suspiro por ar, mas não é suficiente. Toda vez que eu tento respirar, apenas sibilo e engasgo. "Relaxe," papai diz enquanto me arrasta a segunda metade do caminho de volta para a beirada. "Você vai ficar bem."


Nina G. Jones Ele me deixa ir e me encontro de joelhos, vomitando água Finalmente, posso respirar novamente. Acabou. Ele fez o seu ponto. Estou mais confuso do que nunca. Se ele quisesse me matar, ele teria me deixado afogar. Eu rolo em minhas costas, ofegante, tremendo, vestindo nada além de minhas cuecas brancas. "Eu quero ir para casa," eu soluço. "Você vai ficar bem, garoto," papai diz, tirando meu cabelo do meu rosto enquanto eu soluço. "Veja? Você é duro. Você tem isso em você. Sua mãe quer que você pense que não. Mas você é poderoso." Suas palavras não afundam, mas caem em cima de mim como pingos de chuva. Eu os sinto, os ouço, entendo o propósito delas, mas elas deslizam fora da superfície. Eu simplesmente não consigo entender isso agora. "Tudo bem, levante-se," ele diz, puxando-me para os meus pés. Eu cambaleio para cima, ainda atordoado por quase me afogar. Eu varro o chão para as minhas roupas. "Assim", ele aponta para a água. "Sete." Eu olho para ele com descrença. Eu não o ouvi direito. Não tem jeito. "Sete," ele repete.

Ele está me conduzindo, através da floresta, sem responder a minhas súplicas e perguntas. Eu tropeço e torço de dor toda vez que


Nina G. Jones piso em um pequeno galho ou rocha, até que, finalmente, ele me pega para fora do chão e me carrega. Seus braços estão em mim. A única outra vez que ele me levou desse jeito foi quando ele me perseguiu por esta floresta na noite em que ele quase me deixou ir. "Por-por-favor. Só me diga que você não vai me machucar," eu imploro através de respirações em pânico. Ele me repreende com um aperto. Eu me agarro a ele, sabendo que qualquer viagem com ele poderia ser minha última, e ainda assim ele é o único segurando-me protetoramente em seus braços para que agarrá-lo seja instintivo. Finalmente paramos. Quando ele me abaixa, meus pés descansam sobre um solo úmido de seixos. Eu enterro meus dedos do pé na lama fresca procurando por pistas. Ele tira a venda. Na minha frente está um lago, um enorme lago. A baía rasa está apenas a centímetros de meus pés, ele gentilmente acena para eu mergulhar meus dedos do pé. Ao redor estamos cercados por floresta. Eu não estive fora durante o dia em meses. Eu não senti o sol diretamente na minha pele desde o dia em que ele me levou. Viro-me para encará-lo, sem saber como receber este gesto. Tem que haver um motivo, sempre há. "Por que estamos aqui?" Eu pergunto, não esperando uma resposta como de costume. Mas ele tira alguma coisa do bolso. Um bloco de notas pequeno e caneta. Para sua mente. Eu sorrio com a resposta dele, mas ele não está rindo. Eu digitalizo a área aberta, minha frequência cardíaca diminui para o normal. Eu me sinto tão livre agora, parada na costa enquanto o vento pega a saia do meu vestido. "Estamos em campo aberto. Outras pessoas vêm aqui?"


Nina G. Jones Ele usa seus dedos para fazer um grande círculo, então aponta para si mesmo. "Isso é tudo seu?" Eu pergunto. Ele balança a cabeça. "Uau." Ele encolhe os ombros, não impressionado por minha reação. Mas isso estimula minha curiosidade. Este jovem com cicatrizes ao longo de seu rosto e corpo, que gosta dos Bee Gees, que possui uma enorme propriedade, que invade casas e faz coisas horríveis para suas vítimas. E ainda, eu não posso perguntar, pelo menos não ainda. Prefiro deixá-lo soltar essas migalhas de pão por agora. Olho para a água e suspiro o ar fresco, fechando os olhos, para que eu possa saborear o sol na minha pele. Ele pega uma pedra e salta-a sobre a água, o som dela me quebrando fora de minha meditação. Ele parece tão ... humano. Ele me pega observando-o. Desvio o olhar, como se houvesse algo a esconder dele. Ele agita a mão no ar para recuperar a minha atenção. "Hmmm?" Eu pergunto. Ele aponta para mim e para a água. "Você quer que eu entre?" Eu ri. Ele encolhe os ombros. Se você quiser. Eu quero. Tão mal. Submergir meu corpo na água viva. Para que meus seios latejantes sintam peso. "Você vai entrar?" Eu pergunto. Ele sacode a cabeça. "Bem, eu não quero entrar sozinha!" Eu protesto. Ele me acena. Vá.Vá,Vá.


Nina G. Jones Eu mordo meus lábios juntos ceticamente. "Ah, que diabos. Está tão quente aqui fora." Caminho em direção à água, mas quando a bainha do meu vestido fica molhada, paro. "Eu não quero molhar o vestido", lamento. Ele me dá um olhar esperto e faz um movimento arrebatador para cima em seu próprio tronco. Bem, então tire isso! É diferente aqui fora. Sob o sol, à luz do dia. Isso é tudo psicologia embora. Ele viu partes de mim que eu nem sabia que existiam. Fragmentos de mim enfiados em caixas dentro de caixas empilhadas em prateleiras enterradas profundamente dentro de minha alma. Minha pele nua é apenas mais uma mortalha. Então, eu tomo uma respiração calmante e puxo o vestido fora. Pisei na água fria, até meus quadris, mansamente colocando os seios. Eu dou mais uma olhada para ele, meus dentes batendo, esperando que eu possa tirar um sorriso dele. Devo fazê-lo rir comigo. Quanto mais momentos eu crio entre nós, menos ele pode me ver como sua prisioneira. Mas ele não está sorrindo. Não, ele está me observando, ajustando a parte baixa de seu jeans. Ele já está pensando nas coisas que ele vai fazer comigo. Seu apetite sexual é insaciável, agressivo, sempre presente. Eu mergulho o resto do caminho, decidindo mergulhar por tanto tempo quanto eu puder. Nesses momentos, submersa no lago, rompendo a resistência dessas águas escuras, sou livre. Então permaneço submersa tanto tempo quanto eu puder, conservando minha respiração através de cada golpe. Quando estou na superfície, suspiro enquanto a água cai do meu cabelo sobre o meu rosto. Estou mais longe no lago do que eu pensava. Olho para ele, pegando outra pedra, no lado oposto do lago. Eu poderia chegar lá. Teria que escalar algumas pedras, mas eu teria uma enorme vantagem. Eu mergulho novamente, nadando mais longe. Testando meus limites, e os dele. Eu emergi novamente no ponto onde eu já não posso segurar minha respiração. Desta vez ele me acenou, agora a pequena


Nina G. Jones forma de um homem de jeans e uma camiseta. Olho para o outro lado. Talvez quatro ou cinco nadadas mais fortes e eu poderia chegar ao outro lado. "Vamos!" Eu grito brincando, cobrindo em minhas faixas, caso não consigo atravessar. Eu mergulho novamente e nado duro, mais difícil do que eu já fiz durante minhas viagens para Tahoe, onde eu aprendi a nadar como uma criança. Onde eu quase perdi o colar. Um colar que ele ainda tem. Um lembrete de que não importa quantos vestidos, ou registros, ou viagens para o lago, eu ainda sou sua cativa. Então eu chuto mais forte, golpeio mais difícil. Se eu chegar ao limite, não sei o que vou fazer. Mas eu tenho que tentar. Eu digo que não vou lutar, mas ainda há algo em mim que não vai morrer, que não quer mais o mundo exterior, mas não quer isso. Se eu pudesse ficar aqui, bem no meio deste lago para sempre, sem peso, com Noite cuidando de mim enquanto jogava pedras, eu o faria. Desta vez, quando eu quebro a calmaria da água, não há ninguém à beira do lago. Há apenas uma pequena pilha de amarelo pálido e azul - sua camiseta e jeans. Meus olhos correm para o leve distúrbio na água. Pequenos salpicos rítmicos crescendo de tamanho, vindo em minha direção. Ele é um nadador incrivelmente rápido. A maneira predatória que ele quase não quebra a água ou sobe para o ar me informa que eu encontrei seu limite. Eu sufoco o desejo de implorar perdão ou chorar. Apesar de cada instinto primordial em meu corpo comandando-me a fugir, tomo um fôlego e nado em direção ao monstro. Desta vez, eu não deslizo através da água fria, em vez disso meu corpo se sente tão pesado como chumbo. Não importa o quão duro eu chute, parece que eu estou apenas fazendo progressos. O medo é real. Não é apenas uma ideia. É pesado. Massivo. Denso. Me pesa, mas eu arrastoo para mim. Quando ele está a poucos metros de distância, eu piso na água, e espero que ele vai esconder como eu estou tremendo por baixo dele. "Boo!" Eu espirro quando ele lança a cabeça e os ombros para fora da água.


Nina G. Jones Camadas de água caem de seu rosto quando ele desliza o cabelo para trás de seus olhos. Ele está ofegante, seus olhos estão focados e tensos, como pontos pretos submersos no gelo. Eu não alimentei o monstro reagindo com medo. Desculpas e súplicas seriam uma confissão. Eu estava apenas brincando com ele. Ele não iria vir aqui, então eu tinha que encontrar uma maneira de tirá-lo daqui. Como amantes brincalhões. Eu respingo nele, como se eu pudesse difundir sua raiva como chamas. "Você é um nadador rápido!" Eu grito sobre a água quebrando. Não funciona. Ele agarra meus antebraços. O sorriso falso desaparece do meu rosto. "Eu sei o que você estava fazendo", ele rosna. Eu nunca sei quando ele vai falar, mas eu sei que quando ele faz, raramente é bom. Eu tento afastar minhas mãos, mas seu aperto é imóvel. "Eu só estava tentando fazer você vir aqui e relaxar um pouco," eu fiz uma careta. "O que eu ia fazer? Nadar fora daqui nua? E o que? Voltar para casa com seu filho dentro de mim?" Eu estalo com indignação. "Eu não tenho mais uma vida lá fora. Não percebe isso? Você, esse bebê, isso é tudo que eu tenho agora. Você sabe que minha mãe já me deu como morta. E Carter ... não posso voltar para ele. Não depois do que fizemos. Nós ... temos algo que eu não tinha com ele. " Este é apenas um discurso, eu penso enquanto recito as palavras. Uma maneira dele baixar a guarda ao meu redor. Mas eu nunca planejei essas palavras, elas vêm de uma dessas caixas escondidas que às vezes escondo, mesmo de mim mesma. Quando eu digo, eu sei que nem eu tenho certeza de onde as mentiras e a verdade divergem. "Você me queria. Você sonhou comigo. Você me disse na noite em que você veio para minha casa. Sobre me foder. Me tendo. Bem, aqui estou eu! Mas você não vai falar comigo. Você não vai me dizer o seu maldito nome. Um minuto você me trata como sua namorada, o


Nina G. Jones próximo você me ameaça. Você é a única pessoa que se impede de ter o que quer." Desta vez quando eu puxo minhas mãos, ele me deixa ir. Eu nado para a costa, espantada que meu pequeno ajuste funcionou. Desta vez eu passo a nadar de costa, exausta. Eu não olho para trás, com medo de ver sua reação atrás de mim. Enquanto eu me aproximo da borda, paro onde é apenas profundo o bastante para que meus ombros saiam fora da água, escutando os ruídos da água atrás de mim. Eu não quero sair da lagoa. Já faz tanto tempo que estive fora, apesar da cena que fiz, sou grata que ele me trouxe aqui. Eu não olho para trás. Ainda estou nervosa. Todo esse tempo com ele e ainda não posso antecipar sua reação. Isso me lembra de jogar macacos quando criança, quando os macacos saltam imprevisivelmente pelo chão. Sempre que atiro algo nele, não tenho ideia de como ele pode cair. Fecho meus olhos e tomo uma inspiração calmante enquanto ele se aproxima de mim. Ele agarra meu braço e me vira para encará-lo. Ainda há raiva e desconfiança em seu rosto, mas está lutando com uma suavidade. Uma que pode estar cansado de constantemente questionar minhas intenções. Mas quando ele me puxa para mais perto, a escuridão toma conta. Ele me beija forte, mordendo meu lábio para que doa como um ferrão de uma vespa. Gemo, puxando para trás, e depois saboreando o sangue, eu faço o mesmo com ele. Nossos lábios cobertos com o carmesim e sabor metálico, fazemos um juramento de sangue silencioso comigo embrulhando minhas pernas em torno dele. Ele agarra minha bunda e me levanta, correntes de água caindo de nossos corpos entrelaçados enquanto ele me leva até a praia, nos abaixando para o leito de rochas lisas abaixo de nós. Ele pressiona seu peso em cima de mim, apertando meu rosto em sua mão, seus lábios matizados com sangue diluído. Com os dentes apertados, seu pênis pulsando contra mim, ele confessa: "Se você sair, eu vou ter que matá-la, Vesp. Eu não quero fazer isso. Não me faça fazer isso."


Nina G. Jones Ele me matou de mil maneiras diferentes. Roubando incontáveis respirações e esperanças. Matou a garota que tinha planos de se casar com um bom médico. Matou o sonho de ajudar as pessoas a viver. Acalmou um pedaço de sua alma tirando-a da vida de seu irmãozinho. Roubou seu orgulho. E daquelas minúsculas mortes, outra pessoa nasceu. Alguém que vê que debaixo de suas ameaças, há vulnerabilidade. Ele está implorando para eu não ir embora. Não é romântico ou atado com palavras doces. Não, ele está envolto em arame farpado e ameaças de corte. Mas no seu centro é algo que ele está protegendo, algo que encontrei uma maneira de alcançar e tocar, mesmo que isso signifique ser cortada e picada ao longo do caminho. "Então me diga, me mostre quem você é", respondo contra seus lábios. Ele aperta meus cabelos molhados e puxa-o para que meu pescoço vire. "Eu sou ..." Ele morde meu pescoço, minha clavícula, meu ombro. "Eu sou ..." Ele desliza a língua contra o meu mamilo, circulando o botão inchado com os dentes. "Eu sou" ele trabalha seu caminho para baixo do meu estômago correndo seus dentes e lábios contra o local que mantém nossa criação. Meu clitóris lateja, esperando ser o próximo. Para sentir sua boca quente contrastar a água fria evaporando fora da carne sensível. Ele puxa minhas pernas abertas. "Eu sou -" ele morde a minha coxa interna, enviando tiro de dor para o meu centro, seguido de replicações elétricas. "Diga-me", ele comanda, "quem você é", pairando sua boca sobre minha buceta. Zombando-me com respirações pesadas que combinam a minha. Eu não sei quem eu sou mais. Eu fui rasgada e remendada para trás junto tantas vezes, para mim não reconheço esta mulher grávida que encontra-se nua nesse lago, fodendo com abandono como um animal da floresta.


Nina G. Jones Então eu digo a única coisa que eu tenho certeza. A única coisa que é completamente verdade neste momento. O fato é que me resigno. Há muitas coisas que são incertas, mas há uma coisa que é certa. "Eu sou sua," eu falo. Ele puxa um de meus lábios inchados, esperando para ser aliviado da tensão que se forma entre minhas coxas. "Mais uma vez" grita ele. "Eu sou sua," eu suspiro. As palavras o iluminam como um fusível e ele desliza a ponta de sua língua entre o limiar de minha abertura, brincando com sua propriedade. "Outra vez", ele murmura. "Eu sou sua," eu canto sem fôlego. Ele corre o ponto de sua língua ao longo do meu clitóris. Soltei um gemido, então ele faz isso de novo. Eu tento envolver minhas pernas ao redor dele, mas ele as empurra novamente, me lembrando quem pertence a quem. Ele as empurra para trás, expondo minha metade inferior inteiramente para ele. Como carne em um açougue, sou-lhe apresentada para seu consumo. Seus lábios e boca me envolvem, os sons de sua boca me fodendo contrastando os padrões da natureza no fundo. Meus gemidos se elevam, minha respiração fica presa na garganta, enquanto ele enterra o rosto na minha bunda e buceta. E então ele para, sinto um pouco de alívio. Eu o observo impotente enquanto ele se levanta de joelhos, seu pênis alto e pronto, e me leva pela cintura, me jogando em meu estômago. Os seixos frios e suaves chocam a pele dos meus seios e estômago. Ele me puxa para cima me colocando de quatro, as rochas duras batendo em meus joelhos e cavando em minhas palmas.


Nina G. Jones "Você está certa, Vesp. Eu te queria desde que te vi. Eu poderia provar sua buceta antes que eu nunca tivesse posto minha boca nela. Eu podia sentir você em volta do meu pau antes de eu ter te fodido. Eu podia ver seus lindos olhos olhando para mim enquanto sua boca estava envolvendo o meu pau, antes de você nunca ter engolido o meu gozo." Ele esfrega a cabeça de seu pau ao longo de minha buceta, já florescendo para ele, pulsando como um batimento cardíaco. "E eu pensei que poderia ter você uma vez e isso faria a fome parar. Mas cada dose apenas me faz implorar-lhe mais. E quanto mais eu tiver, mais eu quero." Ele pressiona a ponta da cabeça dentro de mim e sai. Nós dois gememos juntos, na promessa do que está por vir. "Eu estou perdendo o controle, Vesp." Ele esfrega sua mão entre minhas pernas e esfrega seu próprio pênis, usando minha excitação para acariciar-se. "Quem sou eu?" Ele pergunta com aquela voz, suja e quebrada. "Eu sou a pessoa que não tem nada a perder, exceto você." Ele empurra-se dentro de mim, e mesmo que eu esteja pronta, é tão repentino e difícil, eu quase choro enquanto ofego. "Eu sou um homem que arriscou tudo para ter você." Ele puxa para fora lentamente e mergulha em mim novamente. "Você é a única, Vesp." Ele sai e se enterra dentro de mim. "E você ... é minha obsessão." Sua obsessão. Sequestrada. Necessária. Desejada. A pessoa mais importante em seu mundo. Foi o que senti quando seus olhos encontraram os meus. É a coisa mais emocionante para ser dito, que você é preciosa. Que você é tão valiosa que o coloca em perigo. Nada de tão elevado respeito pode existir neste mundo sem causar uma


Nina G. Jones tempestade. Quando um homem cobiça algo tão fortemente, isso é sua maior ameaça. Ele se mantém dentro de mim, puxando-me para cima de forma que minhas costas estão pressionadas contra seu peito. Ele segura um peito enquanto a outra mão viaja pelo meu ventre e até meu clitóris. Ele torce seus quadris contra os meus, a mão em meu peito viajando até meu pescoço como uma cobra, os dedos enrolando em torno de minha nuca delicada. Ele aperta; Ameaças misturadas com prazer. Meu guardião e meu perseguidor. Meu amante e meu inimigo. Um estranho. O pai para o meu filho. "Eu quero fazer você sentir tudo, Vesp," ele grunhe em meu ouvido. "Você faz", eu começo, já sentindo inúmeras sensações contrastantes. "Me dê tudo", eu imploro. Ele fecha o aperto com tanta força que não posso falar mais uma palavra. Meus músculos fecham em torno de seu pau e irrompem em torno dele, enviando ondas pulsantes através de minhas pernas e barriga. Eu sibilo contra seu sufocar no meu pescoço, e prolonga a intensidade das rajadas que irradiam em todo o meu corpo. Escuto seus grunhidos enquanto seu calor me enche, uma mão permanecendo em meu pescoço, enquanto a outra me segura firmemente contra ele. Sou Dele. Noite desliza para fora de mim, se levanta e caminha na minha frente. "Mostre-me", diz ele, seu pau ainda não descansando. Conheço suas necessidades. Eu sei a minha. Eu lambo sua espessura, revestida na mistura de nós com ele suavemente acariciando meu cabelo. Ele me observa, seus olhos nebulosos traem o domínio sexual que ele exibe. Quando ele está satisfeito, ele se afasta, caminhando para o lago para refrescar-se. Eu o vejo, nu, meus joelhos vermelhos e marcados com entalhes de pedra, seu gozo escorrendo de mim para a pedra e


Nina G. Jones lama abaixo. Eu olho através do lago. Fisicamente, nadar é uma possibilidade, mas o mundo além dessas matas parece uma outra dimensão. Não sei se existe um mundo entre aquela cabana e Sacramento. Mas eu sei uma coisa: estamos ambos irremediavelmente ligados um ao outro, segurando um ao outro à tona. E se um de nós bater a linha, o outro vai se afogar.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 22

Quando nos lavamos, Noite alcança a venda e a põe no bolso, gesticulando a cabeça de volta para onde eu suponho que viemos. "Eu, uh ... se nós vamos fazer isso de novo, o que eu adoraria, eu vou precisar de sapatos." Ele concorda com a cabeça, procurando seu bloco de notas. Precisa que te carregue de volta? "Por favor," eu suspiro com alívio. Ele me levanta das pedras molhadas, meu vestido floral branco longo drapejando ao longo do chão. Eu envolvo meus braços em torno dele. Ao contrário da caminhada aqui fora, eu não estou com medo ou desconfiança. Estou com fome e cansada, tanto mais do que o habitual com os hormônios que atravessam o meu corpo, então eu não posso ajudar, mas coloco meu nariz no seu pescoço e descanso os olhos. "Por que é," eu pergunto através de um bocejo, “que você só fala às vezes?" Seu corpo tensiona com a pergunta. E como de costume, ele não responde. Sua reação, a maneira como é automática assim, mesmo depois de tudo o que compartilhamos, finalmente me ajuda a perceber que essa não é uma guerra psicológica. É outra migalha de pão que tenho que encontrar. Há uma história lá.


Nina G. Jones Cochilo em seus braços com o balanço suave de nossos corpos sobre o terreno, eventualmente sentindo eu mesma sendo abaixada na cama. Estou completamente exausta e mergulho em um sono profundo enquanto ele coloca um lençol sobre mim. Não é até que eu ouço a porta ser travado um par de horas depois que eu acordo. Meu estômago afunda quando percebo que senti falta dele. Estou finalmente descobrindo ele, e isso me faz ficar ansiosa para vê-lo novamente para descobrir se eu posso descobrir novos mistérios. Eu olho para a claraboia, uma névoa azul e laranja empoeirada cria redemoinhos no céu. Meu estômago rosna alto quando percebo a comida que ele deixou para trás. Alguns sanduíches, chá, leite. Mas é o que está próximo a ele que rouba minha atenção: Uma cópia de Green Eggs and Ham1. É velho, as bordas estão desgastadas. Um sinal de sua infância, talvez? Quase corro para ele, curiosa por outra migalha. O bloco de anotações fica aberto onde há uma nota. Não me faça essa pergunta de novo. Você nunca receberá uma resposta. Mas aqui há algo que eu vou te dar. Viro o pequeno papel. Não há outra escrita. A princípio, acho que ele está fazendo referência ao próprio bloco. Talvez o considere um presente. Mas quando eu olho para as páginas em que a nota foi dobrada, acho que vejo a resposta que ele está disposto a me dar. Circundado em tinta preta estão as palavras "Sam, meu nome." Ele não é mais "Noite", "Meu Captor", ou apenas "Ele". Sam. Um nome tão inócuo e amável. Um nome digno do menino da casa ao lado. Não é o nome de um monstro. Com cada nova peça de quebra-cabeça que ele me dá, estou construindo uma nova imagem dele. Sobre a do animal sem palavras, mascarado que me magoou. Lentamente, esta nova imagem está crescendo sobre a antiga, tornando mais difícil lembrar.

1

É um livro infantil de Dr. Seuss, onde o nome do personagem principal é Sam.


Nina G. Jones

Por que eu a levei? Era porque eu a queria. Mais do que alguma vez quis alguém. Porque, tanto quanto eu disse a mim mesmo que ela era uma delas, eu vi o jeito que ela agia com Johnny e sabia que havia mais dela. Fiz isso porque com ela eu me sinto bem. Mais que bem. Entrar em sua casa e tê-la era o auge da minha capacidade. Então, se tê-la é o que eu sempre quis — o que eu procurei em casas e bens pessoais — por que estou lutando contra isso? Se eu sou a ganância e ela é a minha indulgência, por que não deveria chupar cada último pedaço de suco dela? Eu arrisquei tudo para tê-la, então eu deveria pegar tudo. No lago, ao apenas observa-la na água, o rubor rosa em suas bochechas do ar e do sol, eu gostei pra caralho. Por um momento antes que eu entrasse em pânico, foi bom apenas pular as pedras e estar com ela. Mas essa parte de mim que não pode acreditar plenamente que ela não é apenas um dos muitos que se propuseram a me machucar acordou ferozmente. Eu tive que ameaçá-la, para ver a calma em seus olhos se transformar em medo. O medo é a cola que nos mantém unidos. Mas há outras coisas que poderiam mantê-la aqui. O bebê. O sexo. E algo mais - posso dar-lhe tudo o que ela precisa. Ninguém nunca cuidou dela como eu faço. Não é como se ela tem uma escolha, de qualquer maneira. Estou cansado de lutar. De não deixá-la apenas se sentir bem. De agora em diante, se ela não me der uma razão, eu não vou trazer


Nina G. Jones medo para a mesa. Ele sempre estará no meu coldre, mas vou usá-lo com moderação. Afinal, este era o objetivo, para quebrá-la, fazer dela uma boneca que eu poderia manter para os meus prazeres. Mas ela não se tornou uma concha, ela só evoluiu para algo que pode sobreviver a isso, mantendo todas as melhores partes de si mesma e derramando a merda que o mundo nojento faz você carregar. Quando eu me sento lá em silêncio, minha boca fica pesada com as palavras que eu quero dizer a ela, mas não posso, eu sinto que sou eu quem está sendo despojado. Se eu tentar falar com ela quando estou vulnerável, ela vai ouvir a minha voz e as palavras vão cambalear e isso vai estragar a sua ilusão de mim. Mas resolvi dar-lhe algo mais. O meu nome. É o maior risco ainda. Mas é um compromisso. Com esse conhecimento, ela nunca pode voltar para o mundo. Vai me impedir de ficar muito complacente. E eu quero ouvi-la dizer meu nome. Eu retiro mais alguns discos para trazer para sua cabana. Ela estava certa sobre a necessidade de estímulo. Acho que ela provou que ela merece. E eu vi o quão rápido ser bom para ela me fez gostar dela. Eu adoro música, e vai ser bom compartilhar com ela. Enquanto eu saio pela porta, meu telefone toca. Aguardo a secretária eletrônica pegar. "Ei, Sam, sou eu", diz Scoot. "Me ligue quando tiver uma chance. Eu preciso te perguntar uma coisa." Ele sempre faz isso, deixa uma mensagem vaga para que eu tenha que ligar de volta. Eu encolho os ombros e saio da casa. Eu ando pelo bosque, minha lanterna brilhando o caminho para a pequena cabana branca. À noite, sem janelas ou luz, é quase invisível lá fora. Mas eu poderia encontrá-la com os olhos vendados. Caminho até a porta, fazendo-me ouvir para que ela tenha um momento para se preparar. Quando eu abro, ela está sentada na cama, sua lâmpada fraca brilhando uma luz sobre ela. O único som que ela tem toca fracamente no fundo. Ela está segurando o livro que eu deixei


Nina G. Jones para trás - agarrando-o. Como se estivesse esperando a noite toda para eu vir até ela. É bom saber que ela me espera assim. Seus olhos castanhos dourados me olham com expectativa. Ela brilha agora. Meu pequeno anjo em uma caixa branca. Minha semente crescendo nela. Ela é um terreno puro e fértil no qual poderíamos desenvolver uma vida. Ela é tudo. Vesper se levanta, abraçando o livro em seu peito e caminha até mim. "Sam?" Ela fala. Meu nome, rolando de seus lábios, como uma bênção, envia arrepios pelo meu estômago. Eu concordo. "Isso é seu?" Ela pergunta, inclinando o livro em minha direção. Eu concordo. "Da infância?" Eu concordo. "Eu gostaria de ter um livro com o meu nome nele quando eu era criança. Não há muitas Vespers lá fora", ela repreende. Você é única, Vesp. "Você quer de volta?", Ela oferece. Sacudo a cabeça, estendendo a mão no bolso. Às vezes, escrever merda é tão cansativo quanto tropeçar nas palavras, então sou conservador com o que digo. Isso me encoraja a escolher minhas palavras com sabedoria. Para o bebê, eu anoto. Seus olhos iluminam as palavras. "Obrigada, Sam," ela diz com um sorriso suave. Eu me lembro dos discos em minha mão e entrego a ela.


Nina G. Jones "Oh, isso é ótimo", diz ela, revirando as mangas. "Você vai ficar e ouvir comigo?" Claro, mas eu só encolho os ombros para não lhe mostrar o quanto o convite significa para mim. Eu faço o meu caminho para a cadeira quando ela pega um álbum do Pink Floyd, um dos meus favoritos. "Venha sentar na cama comigo", ela insiste. Eu me acostumei tanto a vê-la. De janelas, olho mágico, cadeiras no canto da sala. Nunca participante em seus rituais diários, sempre um espectador, só quebrando essa barreira para tomar a única coisa que eu não estava satisfeito em apenas assistir. Eu sempre pensei que o mundo era diferente quando eu não estava nele. Que havia um segredo que todos estavam escondendo de mim e que uma vez que minha presença era conhecida, as pessoas agiam de forma diferente. Mas eu conheço Vesper tão bem, e ela não é muito diferente quando ela sabe que eu estou assistindo ou quando ela não pode me ver. Seu noivo perfeito, Carter, ele não a conhecia como eu. Ele só conhecia as partes bonitas que ela queria mostrar. Conheço ela toda: sua beleza, suas rachaduras, sua força e fraqueza, sua sujeira. Então me levanto da cadeira e me sento contra a parede, em sua cama. Ela começa o álbum, balançando de lado a lado junto com a primeira música. Ela se senta no lado oposto da cama, de frente para mim. Ela deita de costas com os joelhos dobrados, ouvindo a música. Claro que não lhe digo nada. Ela também não diz nada. Eu me pergunto por que ela me quer aqui. Por que ela iria querer alguém que tem feito as coisas que eu fiz para ficar por perto? Eu costumava pensar por ela, era apenas sobre desejos sexuais, coisas que eram muito depravadas para serem cumpridas em outro lugar. Mas agora, não há nada disso. É apenas a versão mais inocente de nós. Isso não significa que eu não a quero. Seu vestido deslizou acima de sua coxa, revelando sua perna lisa. Há sempre algo profundo dentro de mim, agitando. Um desejo que nunca termina. Um dragão que eu


Nina G. Jones estou sempre perseguindo. Quando descobri pela primeira vez a emoção de gozar, tornou-se uma obsessão. Fechado em minha casa, não permitido ter amigos ou sair da fazenda, eu me acariciava até meu pau estar cru. E cresceu com minhas outras inclinações. É uma besta que não consigo alimentar o suficiente. É por isso que preciso dela aqui. Ela é a única que pode me manter saciado. Parando-me do desastre inevitável que eu tenho trabalhado. Mas, pela primeira vez, eu controlo o desejo. Não tenho certeza se posso explicar o porquê, mas acho que é porque, pela primeira vez, estar perto de alguém também é bom. Esta poderia ser a vida que eu olhei fixamente em fotografias em prateleiras de desconhecidos. Que eu assisti através de janelas. Toda semana, ficaríamos aqui e seu estômago cresceria um pouco mais. E ela teria um bebê, com meus dons físicos e seu dom de conversa e beleza despretensiosa. E eu seria capaz de começar tudo de novo, retirar minha máscara e não estar tão fodidamente zangado o tempo todo. "Acho que tenho febre", ela começa, sentando-se rapidamente. Antes que eu possa pensar em como lidar com sua doença, ela corre para trocar e tira o álbum. Oh, ela quer dizer esse tipo de febre. Ela começa Night Fever. "Acho que me lembro da dança que minha amiga me ensinou", diz ela, preparando-se para o coro começar. Ela começa a dançar. Pelo que me lembro, parece exatamente como no filme. Eu mordo meu lábio. Eu não quero que ela me veja sorrir. Eu não gosto de chamar a atenção para o meu rosto e a cicatriz que se estende do canto da minha boca, tão grossa, posso senti-la puxar em seu canto quando eu curvo meus lábios. E Vesp ela tem que entender que eu ainda sou uma ameaça, mas Deus, é difícil manter o desejo de rir ao redor dela às vezes. A maioria das pessoas é insuportável, por isso geralmente é fácil manter uma cara séria. Depois de passar a manobra uma vez, Vesp dança para mim.


Nina G. Jones "Vamos! Solte-se!" Ela diz, agarrando minhas mãos. De jeito nenhum. De jeito nenhum no inferno. Eu balanço a cabeça e lhe dou um olhar azedo, eu prefiro comer merda, mas ela continua me puxando. Finalmente, eu puxo para trás em protesto, então ela cai sobre mim, aterrissando entre minhas pernas, de modo que estamos cara a cara. É desconfortável, o sentimento que tenho. Normalmente, eu a viraria de bruços para fazê-la parar, mas dessa vez, eu apenas fico aqui. Quero ver como ela reage. Ela mantém os olhos trancados nos meus a princípio, mas então eles viajam pelo meu rosto. Inclino a cabeça para não olhar para as cicatrizes. Normalmente, ela me faz esquecer que estão lá. "Eu queria não achar você tão lindo," ela murmura. "Isso me faz pensar que sou louca." Sei exatamente o que você quer dizer. Mas a ternura desaparece quando as vozes, que foram mais silenciosas ultimamente, começam seus lembretes. Ela está brincando com você. Você é uma aberração. Ela está apenas dizendo isso para conseguir o que ela quer. Pego sua mão firmemente e puxo-a para longe do meu rosto, sacudindo a cabeça não. "Sam." Ela me joga fora por um segundo, meu nome saindo de seus lábios. "É verdade." Fico de pé, frustrado por sua insistência em tentar chegar até mim. Ela está me deixando fraco. Então faço a única coisa que eu sei para recuperar minhas forças. Escuto os impulsos. Paro de me conter e escuto meu corpo.


Nina G. Jones Eu bato seu corpo contra a parede. O disco salta e fica preso no mesmo verso. É chocante e inquietante. "Não há beleza aqui", eu sussurro através dos lábios apertados, empurrando-a até os joelhos. "Chupe meu pau", eu rosno. Mas é sua ânsia de fazer isso que me confunde. A forma como ela puxa seu vestido para baixo para expor seus seios inchados, os mamilos inchados e excitados. A forma que seus olhos de boneca ficam cobertos com luxúria. A maneira como ela os tranca nos meus como ela corre sua língua suave na ponta do meu pau antes de cobrir o eixo com sua boca. Costumava haver uma briga, onde ela finalmente se permitiria responder a seus escuros segredos. Mas agora, ela não se esquiva. Eu posso ter realmente feito isso. Consegui que ela ficasse verdadeiramente livre das besteiras lá fora. Talvez isso não seja uma manobra de sua parte. Agora, quando sua boca quente tira o prazer de meu pau, eu nem sequer dou uma merda. Eu entro em sua boca, e como eu a treinei, ela chupa e engole cada último pedaço de minha semente. Ela se levanta e reúne meus olhos de novo, sem se deter com minhas tentativas de recuperar o controle. Ela passa os dedos pelo meu cabelo, assim como as meninas fazem com seus namorados. "É verdade", diz ela. "Venha para a cama comigo, Sam." Meu estômago se contorce pelo jeito que seu beicinho massageia meu nome. É assim que se sente? Ser um deles? Ela pega minha mão e me puxa para a cama. Eu tiro a minha camisa e jeans, mas não antes de ir para a porta e passo um cadeado para nos manter dentro, afinal não sou um tolo.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 23

Durante o dia, especialmente quando está ensolarado, estar fora na água parece tão diferente. Parece meu próprio pequeno paraíso, não é um lugar que faz meu coração acelerar ao vê-lo, sabendo que vou ficar preso nele até que meus músculos estejam com cólicas e água se infiltre em meus pulmões. Descanso na praia, deixando que o sol aqueça minha pele, até que fico impaciente, pego uma pedra e jogo na água. E conto os seus saltos. O máximo que consegui foram dez. De repente, o desejo me atinge. Acontece toda a porra de tempo. Tudo o que eu penso é gozar. Scoot está na faculdade agora, aposto que ele deve foder meninas o tempo todo. Mas eu estou preso aqui. Nunca posso sair para mais do que uma tarefa específica. Minha dura mãe diz que este é o meu mundo. Que tenho tudo o que preciso nesta propriedade. Eu puxo meu pau para fora, tentando silenciar a necessidade sempre presente. Fecho os meus olhos e visões de peitos e buceta são substituídos com carranca. Elas não me querem de volta. Então tenho que me imaginar segurando-as e pegando-as. Não demora muito para eu gozar. Eu me lavo no lago e volto para casa, os cavalos e cabras precisam de cuidados. Volto às barracas, vendo minha casa a uma centena de metros de distância. Mamãe anda de um lado para outro trabalhando na cozinha.


Nina G. Jones Ela tem estado um pouco mais calma no ano passado, talvez porque estou com 16 e mais alto e mais forte do que ela. Mas sempre que eu falo sobre visitar Scoot na escola, ela fica doente, então eu deixo ir. Dirijo o cavalo que costumava montar para o lago e de volta para um cocho e o prendo enquanto eu vou para obter comida aos outros. Na distância, eu vejo um sopro de poeira, um carro dirigindo pelo longo caminho de entrada em nossa direção. Meu coração dispara. Não temos visitantes além de papai ou Scoot. Cheguei a pensar que os pensamentos de minha mãe de que as pessoas me querem morto são apenas delírios, mas quando vejo o visitante vindo em nossa direção, estou dominado por uma sensação de medo e desconfiança. "Mamãe!" Eu grito, correndo em direção à casa. "Alguém está vindo!" Estou na varanda em segundos, encontrando-a na porta. "Venha, entre!" Ela me motiva. "Vá lá para cima. Esconda-se na minha sala de costura. Deixe-me lidar com quem quer que seja. Não importa o que você escute, não saia." "Mãe, eu posso nos proteger", eu digo. "Apenas faça o que eu digo!" Ela repreende. Subo correndo as escadas até a sala de costura. Mas em vez de segurar a porta, eu a mantenho aberta para escutar. Um minuto ou mais depois, há vozes masculinas. Eu não consigo entender o que eles estão dizendo. Mas apenas alguns segundos depois, minha mãe está gritando "Não!" Todas as suas instruções tornam-se irrelevantes quando eu corro para o meu quarto e pego um bastão, descendo as escadas para ajudála. Mas eu paro no meu caminho quando a vejo sentada na mesa da cozinha, soluçando, dois oficiais uniformizados de pé sobre ela, um com a mão colocada gentilmente em seu ombro. Abro a boca para perguntar, mas as palavras ficam presas até o fim. Nem mesmo uma sílaba pode fazer isso.


Nina G. Jones "Senhora", um dos oficiais diz para chamar a atenção da mamãe. Ela olha para cima, os olhos vermelhos e inchados. Ele aponta para mim. Seus olhos se arregalam, seu instinto para me manter escondido sobrepujando quaisquer outras emoções que ela esteja sentindo. "Vocês dois podem ir. Obrigada ", diz ela. Depois de algumas garantias, eles saem, cada um inclinando seu chapéu para mim no caminho para fora, seus rostos sombrios afirmando o que eu já sei. "Sam ... seu pai." "Ele está morto?", Pergunto. "Ele fez uma parada de rotina e um carro bateu nele. Oh Deus," ela diz, desmoronando e eu tenho que pegá-la. Eu não sinto nada. "Scooter ... ele ainda não sabe. Eles eram tão próximos ..." ela chora. "Eu vou c-chamar ele", digo, levando-a a uma cadeira. "A polícia veio aqui. Papai foi atropelado por um carro. Ele está morto." É assim que eu digo a Scoot. Sai tão claro e nítido que não tenho certeza se é entorpecimento ou a paz que sinto, mas este transe que eu estou sentindo por dentro permite que as palavras saiam perfeitas. Eu estaria mentindo se dissesse que eu não senti uma ponta de satisfação em ser o único a entregar a notícia para Scoot. É o primeiro gosto da emoção que tenho em entregar a miséria a pessoas como ele. Scoot ri primeiro. Mas eu não protesto, eu só seguro o receptor em silêncio, ele continua me perguntando se isso é uma piada. Até ele parar de perguntar. Até que seus gritos perturbados queimem meu ouvido. Escuto seus lamentos. Sentindo-me como um estranho nesta família, cheio de pessoas que cuidavam de um homem que desejava nunca ter nascido. Que me arrastou para fora da cama durante anos para me torturar e me fazer correr até eu vomitar, ou carregar toras de madeira em minhas costas que estava com dezenas de cortes e lascas. O homem que gritou para mim para ser como Scooter. Quem olhou para mim com tal


Nina G. Jones decepção. Quem eu sabia que alegremente me deixou viver nesta fazenda porque ele estava envergonhado. Em uma família cheia de gerações de sucesso, eu era um fracasso. Não consigo reunir uma única lágrima. Scoot se encarrega de chamar a família. Pessoas que eu não vi desde que eu era pequeno, minha mãe e eu escondidos e esquecidos, sua doença algo a ser escondida atrás de portas fechadas. Seu próprio irmão, um senador proeminente, não a visitou desde antes de nos mudarmos para cá. Scoot estaria no próximo ônibus, chegando até amanhã cedo. Depois de tantas lágrimas, minha mãe vai para a cama com um punhado de pílulas. Nossa família é estranha, mas eles encontraram uma maneira de ficar juntos apesar dos obstáculos, e talvez quando eles não deveriam ter. Cuido dos animais e sento-me na varanda, enquanto o sol se põe. Não preciso me preocupar com o seu assédio, ou a sensação de mal estar em meu estômago quando ele entraria em um quarto. Mesmo quando ele não estava louco, eu podia sentir ele me julgando. E foi aí que eu percebi o presente que ele tinha me deixado. Ele me apresentou à noite. Quando o mundo está calmo e eu não tenho que me preocupar com as pessoas me ouvindo falar. Quando mamãe está deitada na cama com seus comprimidos para dormir, então eu não tenho que me preocupar em fazê-la doente com preocupação. Costumava temer a noite quando ele estava aqui, mas agora eu não tenho que compartilhar com ele. É tudo meu. Eu vagueio pelos bosques que levam ao lago, quando paro a meio caminho. Estive nessa floresta inúmeras vezes. Eu nadei nessas águas, atravessei aquele lago, subi aquelas árvores. Quero ver algo novo. Algo proibido. Eu agarro minha bicicleta e monto e sigo abaixo nosso longo caminho que serpenteia por mais de quatrocentos metros até a caixa de correio que marca o fim de nossa propriedade. Pedalo com força, meus pulmões bombeando ar, minhas pernas queimando, assim como na tarde que o carro bateu em mim. Eu monto o mais rápido que posso, como


Nina G. Jones um prisioneiro escapando de uma prisão, mas perto da entrada, meu estômago se contorce dolorosamente. Eu ignoro a sensação de náusea, bombeando os pedais, a caixa de correio se aproximando. Eu passo. A estrada é a apenas três metros ou mais, mas quando chego, bato nos freios, a borracha queima contra o cromo. Eu giro a bicicleta derrapandoa de lado, para não ir voando sobre o guidom, paro a direita onde a entrada de automóveis encontra a estrada. Eu fico lá, ofegante por ar, preso por uma barreira invisível. Eu nem sei se acredito nas razões que minha mãe me manteve aqui todos esses anos, e ainda assim, eu estou congelado. De volta, é onde eu estou seguro. Onde eu não me preocupo com a forma como vou soar ou parecer Mas todos os anos, minha sede de saber o que está lá fora cresce mais forte, e eu imagino todas as coisas que estaria experimentando se eu não estivesse preso aqui. Uma vez que minha respiração se acalma, tudo silencia. Claro que há chilrear de grilos, mas isso é apenas ruído calmo para um garoto que tem vivido aqui a maior parte de sua vida. Além da lua nova, não há luz. A estrada é escura e inexplorada. A noite pode encobrir minhas cicatrizes. Pode me encobrir, para que eu possa ver como é fora daqui, como as pessoas agem antes de me verem e mudarem suas expressões. Deixo minha bicicleta cair no chão. Preciso ser capaz de estar fora da estrada, se alguns carros vêm. Eu escolho ir para a direita, apenas um movimento lento. Papai costumava me fazer correr quilômetros na floresta, através das árvores e galhos. Eles me batiam na cara, me cortaram, e eu caía. Ele me fazia levantar e continuar. Mamãe notava as marcas às vezes, mas ela acreditava que eram de meus dias sozinho na floresta. Corro por meia hora até encontrar uma pequena casa com uma luz acesa. Suponho que estes são alguns dos meus vizinhos mais próximos, embora nunca os tenha visto antes. Meu coração bate mais rápido, não por causa da corrida, mas por causa da emoção de se tornar uma parte da vida de outra pessoa. Eu rastejo até a janela no primeiro andar, onde uma luz pisca, escuro e azul, como se fosse de uma TV. Um homem está sentado no sofá


Nina G. Jones com uma mulher. Eles parecem um pouco mais velhos do que meus pais. Estou com medo de que eles me vejam, então mudo a cada poucos segundos, e quando espio, eu só vejo suas metades superiores. A mulher se levanta e sai da sala de estar. Parece que ela diz algo ao homem. Depois que ela sai do quarto, outra luz acende. Eu a sigo até a cozinha, onde ela pega duas cervejas da geladeira. Ela desliga a luz antes de voltar para a sala de estar. Eu podia ver a banalidade de suas vidas o dia todo, os pequenos momentos de interação que eu queria ter com outras pessoas. Assim quando a mulher se senta, feixes de luz da estrada em frente da casa entram, quando um carro vira a esquina. Eu agacho fora da vista quando um carro se dirige até a casa. "Obrigada pelo passeio!", Diz uma menina, batendo a porta do carro atrás dela. Ela tem um vestido curto e botas pequenas com saltos. Seu cabelo é reto e longo até seus ombros. Ela corre para a casa. Eu paro apenas o suficiente para vê-la entrar na sala de estar e beijar sua mãe e pai, antes de desaparecer no quarto novamente. Segundos depois, uma luz liga em cima. É como a carne fresca sendo acenada na frente de um cão, eu tenho que ter o meu pau duro. Corro para trás, escondido atrás de uma árvore para que eu possa ter uma visão melhor do que está lá em cima. Eu vejo dicas dela na janela, mas estou muito baixo. Desesperado para obter uma visão melhor, subo na árvore maciça, seus ramos maduros se estendem até perto da casa. Eu escolho um e me acomodo nele, escondido pela folhagem densa. Ela ainda está em seu vestido, mas ela tirou as botas. Ela está rindo ao telefone com alguém, girando seu cabelo ao redor de seu dedo enquanto ela se deita em sua cama. Eu me pergunto o que ela está dizendo e quem está na outra linha. É uma menina? Um namorado? Eu nunca tive amigos. Definitivamente não uma namorada. Acho que poderia ser um bom namorado se ela me desse uma chance. Eu finjo que estou na outra linha, murmurando coisas para ela e fingindo que a reação que eu vejo através da janela é às minhas palavras. "Por que eu não a levo para o cinema amanhã?" "Vamos jantar primeiro. Onde quer que você queira ir?"


Nina G. Jones "É isso que você quer fazer? Mas seus pais estarão em casa." Enquanto estou lá em cima assistindo esta linda garota, esqueço a solidão. Isso não é diferente de abrir um livro, ou ligar a TV. Na verdade, é melhor. Esta experiência é algo real. O tempo desaparece aqui até ela desligar, e eu tenho que terminar a conversa. Isso me tira do meu estado, mas eu espero o que será seu próximo passo. Ela se senta, olhando para sua imagem, as bordas do espelho bordadas com fotografias de seu círculo social enorme. Ela se inclina para trás, girando para alcançar seu zíper. Meu coração e estômago se apertam na antecipação para o espetáculo. Finalmente, a ponta dos dedos a encontra e ela a arrasta para baixo. As peças do vestido para mostrar suas costas pequenas, e ela se inclina para deslizá-lo. Por baixo, ela tem um sutiã de renda, dois pequenos triângulos finos cobrindo seu peito pequeno. Abaixo, ela está com calcinhas amarelas pálidas. Ela abre uma gaveta e tira uma t-shirt velha, colocando-a na cama. Então ela se inclina para desabotoar o sutiã. Eu solto um suspiro enquanto ela revela seus seios. Eu vi seios em revistas que Scooter me mostrou, mas nada é como a coisa real. Os dela são pequenos, muito pequenos, mal saindo de seu peito, mas os mamilos estão inchados e meu pau dói ao vê-los. Seus ossos do quadril espiam pela cintura de sua calcinha. Ela é muito delicada e suave. Eu sei todas as coisas que eu faria a esse corpo se eu pudesse. Mas não importa como satisfazer a ilusão, ainda não é a coisa real. Eu não posso ir lá e chupar suas pequenas mamas. Então, em vez disso, eu chego até meu pau e o agarro. Sob meu fôlego, peço-lhe que demore para vestir a camiseta até eu terminar. Como se conectada aos meus pensamentos, ela fica em frente ao espelho, e passa as mãos através de seu cabelo. Admirando seu próprio corpo, uma mão faz o seu caminho para seu peito pequeno e ela suavemente belisca seu próprio mamilo. Eu não sabia que as meninas faziam isso. Tocavam-se como os rapazes. Ela pega sua outra mão e coloca sobre sua calcinha. Minha bunda fica tensa, mordo meu lábio para não gemer. Este é o mais intenso tesão que já se senti. Pelas centenas de vezes que eu tenho me masturbado, isso é diferente. Hoje eu não estou sozinho.


Nina G. Jones Eu aperto meu pau, segurando a árvore com a outra mão para não cair. Tão perto de gozar. E é quando ela pára e sulca as sobrancelhas como se sentisse alguma coisa. Ela solta as mãos e se vira para olhar pela janela. Aproximando-se. Eu congelo, esperando que a árvore me proteja. Mas quando nossos olhos travam, eu posso vê-la lentamente fazer o meu contorno na escuridão. Ela grita no topo de seus pulmões. Parecido com o grito de um filme de terror. Eu desço dessa árvore o mais rápido que posso. Estou correndo através de seu quintal e para o bosque antes mesmo de saber o que acontece a seguir. Corro através das árvores selvagens e dos troncos caídos, as muitas noites em que meu pai me obrigou, foi uma lição que eu nunca soube que precisaria. Tenho satisfação em saber que essa nunca foi sua intenção. Esta é a minha rebelião. Eu corro e corro até que esteja de volta em nossa propriedade, mas quando estou perto da casa, eu me lembro que minha bicicleta está à direita na estrada. Se a polícia chegar, posso ser um suspeito. Volto para trás e a pego, montando todo o caminho de volta para a minha casa. Espero na varanda por alguns segundos para acalmar minha respiração. Mamãe não pode saber que estava fora. Entro pela porta da frente, pelas antigas escadas que qualquer outra pessoa faria ranger, mas não eu, aprendi a me mover em silêncio. Eu escorreguei na minha cama, e quando me deitei, o nervosismo bateu. Eu ri para mim mesmo pelo que fiz Meu coração ainda vibra com a emoção. A imagem daquela garota se tocando. Pego meu pau para terminar o trabalho, ainda respirando alto da aventura. Agora que papai se foi, a noite é minha.


Nina G. Jones

Esta gravidez não tem sido fácil. Meu enjoo matinal tem sido violento e implacável. Meus seios persistentemente latejam e estou sempre exausta. Ironicamente, Sam foi o único a cuidar de mim, passando noites aqui e me levando para a lagoa sempre que pode. Flutuar nessa água fria parece me ajuda a recuperar das manhãs ásperas. Ele não me vendou os olhos, e ele me deu um par de sapatos para que eu possa caminhar ao lado dele. Discretamente, eu prestei atenção ao caminho. Ele muda um pouco cada vez, às vezes andando em círculos, mas todos os dias eu fico um pouco melhor em descobrir como chegar à água. Às vezes ele me deixa por horas, mas agora ele me diz através de notas por que: trabalho. Ele está lá fora, no mundo, trabalhando, provavelmente interagindo com as pessoas e eles não têm a menor ideia de quem ele é. Mas ele sempre foi um pai e amante amorosos. Preparando minhas refeições, passando as noites comigo ouvindo discos. Ele traz livros que leio em voz alta para nós e para o bebê. Dizem que crianças não consertam o que está quebrado, mas eu carregar seu filho provocou uma mudança sísmica no modo que as coisas estão aqui. Talvez a sabedoria convencional não se aplique a arranjos não convencionais. Hoje é outra manhã, assim como as outras na rotina que começou catorze semanas atrás. Sam levanta-se da cama, de costas para mim. Eu não faço um som, apenas observo, e logo atrás dele, contra a parede, está o berço que ele me apresentou na noite anterior. É requintado. Eu poderia dizer que ele queria minimizar seu orgulho em fazê-lo, mas ele não era muito bom nisso.


Nina G. Jones Na verdade, era meio bonito, a maneira como ele o trouxe, com naturalidade, olhando para baixo antes de me passar casualmente a nota. “Ainda a não acabou. Eu vou pintá-lo qualquer cor que você quiser. Apenas deixe-me saber." "Você fez isso?" Eu perguntei. Ele assentiu. "É incrível", eu murmurei, enquanto corro meus dedos ao longo da madeira lixada recentemente. Ele deu de ombros modestamente. "Na verdade, podemos ficar assim? A sala é tão branca, eu gosto da madeira contra ela." Ele me deu um meio sorriso e assentiu. O sol irradia da claraboia em seu corpo nu e perfeito. Sua pele, tão lisa e bronzeada de seus dias ao sol, abruptamente aparece uma marca grotesca em seu lado esquerdo. Ele é um quebra-cabeça feito de peças que não se encaixam. Bonito mas ainda marcado. Inteligente mas ainda selvagem. Cheio de histórias mas ainda taciturno. Migalhas de pão. Elas tem sido escassas desde que ele me deu seu nome. Embora alguns dias atrás, ao caminhar um caminho novo e mais longo para o lago, encontramos estruturas antigas de madeira. Estavam cobertas de mato e negligenciadas, mas ainda conseguia distinguir suas formas. Uma parede, pilares, vigas horizontais. Se eu não estivesse enganada, parecia uma espécie de curso de obstáculos. "O que é tudo isso?" Eu perguntei, apontando para as ruínas. Ele ficou calado por um momento. Eu podia ver o debate interno sobre o que ele poderia compartilhar. Finalmente parou e tirou um bloco de notas. É um parque infantil. Antigo. "Um parque infantil?" Eu perguntei ceticamente. Sua resposta parecia estar escondendo alguma coisa, mas ele não reconheceu meu


Nina G. Jones ceticismo, então eu adicionei a lista de migalhas. Também decidi que era melhor uso dos meus esforços ficar concentrada em sua relação com o lago, no caso de ter que vir sozinha aqui fora. Sam gira bruscamente como se soubesse o tempo todo que eu estava assistindo. Ele rabisca em seu bloco. Trabalho hoje. Quero mostrar-lhe algo primeiro. Você precisa vomitar primeiro? Eu rio de sua falta de tato. Mas não, esta manhã, estou me sentindo surpreendentemente estável e curiosa. Levanto-me, enxugo-me, e coloco um dos meus vestidos. "Pronta!" Eu declaro. Ele levanta um bandana, dobrando em uma tira estreita, gesticulando para meus olhos. Vou vendá-la. "Por quê?" Eu protesto, meu intestino afundando por novas razões. O olhar em seus olhos me diz que isso não está para discussão. Ele tem sido muito bom para mim ultimamente, de repente quer me machucar. Deve significar que ele está me levando a algum lugar novo. Então eu atiro minhas mãos para cima no ar cedendo. Esta pode ser outra migalha de pão. Uma potencialmente enorme. "Tudo bem, mas isso é estúpido." Eu subo em suas costas como ele me instrui. A primeira coisa que eu sinto é que viramos para esquerda em vez de direita fora da cabana. Mas com os olhos vendados, não demora muito para perder a distância e o espaço. De repente, um cheiro atinge meu nariz quando uma porta se abre, o som de uma cabra rugindo e bufando vem de além do limiar. Ele me põe em pé. A porta range de novo quando ele a fecha atrás de mim. Então ele tira a venda. Olhando ao redor do pequeno celeiro. Um cavalo está amarrado em uma extremidade, em uma tenda. Duas cabras trotam para nós.


Nina G. Jones "Oh Meu Deus!" Eu uivo enquanto tentam roer a bainha do meu vestido. Ele bate e faz um som sibilante. "Nós-você-tem animais?" Ele generosamente me dá um sorriso e acena com a cabeça. "Eles têm nomes?" Ele balança a cabeça, puxando o bloco. Pequena cabra, Trixie. A outra, Hilda. O cavalo, Beverly. "Wooooow", ofego, acariciando as cabras que desde então pararam de tentar se alimentar de minhas roupas. Ele gesticula para o cavalo, que ele bate delicadamente antes de deixá-lo fora de sua tenda. Ela sopra um pouco, deixando para fora alguma energia. Ele a sela e pede para eu montá-la. "Realmente?" Eu pergunto. Ele gesticula com mais força. Sim, depressa. Eu vou em direção ao cavalo e tento me erguer. Minha barriga não é muito grande, mas é surpreendente o quão difícil é manter meu equilíbrio e trabalhar em torno dele. Ele me pega quando eu caio para trás. A segunda vez que ele me dá um impulso forte, consigo desajeitadamente deslizar meu corpo para trás de Beverly. Ele a monta em um movimento rápido atrás de mim, e se estende sobre mim para me mostrar a venda. Ele faz isso novamente. Uma vez que termina, eu o sinto dar um chute suave no quadril do cavalo e nos levar para fora do celeiro. Trotamos suavemente por um tempo, neste limbo estranho onde ele estende uma outra parte de si mesmo para mim, enquanto ainda mantém-me protegida de qualquer conhecimento verdadeiro das minhas circunstâncias. Mas me sinto bem, o balanço suave do cavalo, o vento no meu cabelo. Como é que neste momento, eu me sinto mais à vontade e segura do que já fiz na minha vida?


Nina G. Jones Depois de alguns minutos, ele tira a venda. Estamos numa trilha na floresta. Saímos para campo aberto. Posso ver sem fim os campos por quilômetros. Em seguida, colinas com árvores. Sem estradas, sem casas. É isso que está além do lago? Meu plano de fuga é um esforço desesperado? Eu tento não entrar em pânico. Esta poderia ser outra direção. Eu não tenho ideia de como chegamos a esta área. Eu não posso deixar o desespero afundar quando encontrei uma maneira de manter a esperança. Em vez disso, escolho apreciar o sol amarelo brilhante que esquenta minhas bochechas e o sopro ocasional do Palomino sob nós. Houve um tempo em que meu mundo era apenas uma caixa de quatorze por dez. Já se tornou muito maior. Uma vez que terminamos, ele me venda e me leva de volta para minha cabana, que agora está regularmente abastecida com comida básica para me manter feliz quando ele não pode me fazer uma refeição fresca. Volto à noite, ele diz. Eu aceno com um sorriso e ele tranca a porta atrás dele. Tomando a rara oportunidade de possivelmente comer algo sem perdêlo de manhã, eu pego uma caixa de biscoitos, uma maçã, e faço um lanche enquanto ouço a minha coleção de discos cada vez maior. Estou esperando meu tempo aqui, mas tenho que admitir, mesmo agora que tenho coisas para me manter entretida sem perder minha sanidade, não é o mesmo quando ele não está aqui. A presença humana é tão essencial quanto o ar, a água e os alimentos. Eventualmente, depois de me encher com os lanches, exaustão me golpeia e cochilo aos sons de Carole King.


Nina G. Jones A dor intensa em meu abdômen sacode-me de minha sesta. Embora tenha sido mais do que uma soneca, já posso ver o céu brilhante escurecendo através do meu telhado. Eu agarro meu estômago quando o pânico se instala. Durante a maior parte do tempo depois que soube da gravidez, não me importava com esse bebê. Era uma obrigação. Uma ferramenta. Mas um sentimento de pavor se apodera de mim, e de repente quero fazer tudo que estiver ao meu alcance para mantê-lo vivo, não apenas para minha proteção, mas porque este bebê me encheu de promessa. Eu estava começando a conhecer ele ou ela. Apenas começando a sentir algo crescer dentro de mim. Assisti a sua mera existência mudar um monstro no tipo de homem que iria me levar para um passeio de surpresa cavalo. Não pode me deixar. Não depois de me dar um vislumbre daquela vida, entre uma garota confinada a uma cabana durante todo o dia, e uma saindo o mundo, tentando agradar a uma mãe que nunca a quis. Digo a mim mesmo que vai passar. Eu sou (quase) uma enfermeira e eu sei que há muitas razões para dor abdominal. Mas quando sinto que minhas entranhas se contraem, não posso evitar pensar no pior. Eu corro para a porta da cabana, batendo minha palma contra ela o mais forte que posso. "Sam! Sam!" Eu grito, sabendo que minha voz está ecoando simplesmente através das árvores.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 24

Eu ouço a porta do quarto de minha mãe os sons da máquina de costura funcionando. Uma vez que ela estiver dormindo, eu vou fazer o que eu tenho feito há quase um ano, deslizando para fora na noite, vivendo uma segunda vida. A que eu não consigo quando o sol está para cima e brilhando, quando a única quantidade restante de sanidade de minha mãe vem de saber que estou em casa com ela. Desde que o pai morreu, ela vive mais no minúsculo mundo dentro das paredes do seu quarto e menos no outro lado delas. Enquanto faço os movimentos o dia todo, cuidando do rancho, lendo, cavalgando, fazendo coisas para manter minha mente faminta ocupada - estou vivendo cada vez menos durante o dia e mais à noite. Convenci mãe de que seria seguro para mim ir a uma faculdade local durante o dia. Sou forte agora, mais forte do que ela. Mas se estou mesmo um minuto atrasado em voltar para casa, ela fica nervosa. Eu não tenho que me preocupar com isso quando ela toma seus comprimidos e dorme em um sono profundo. Meu tempo pertence a mim novamente. O zumbido para. "Sam! Estou tomando meus comprimidos e vou dormir!", Ela grita, pensando que estou no meu quarto. Eu espero alguns segundos então abro sua porta.


Nina G. Jones "Boa noite", eu digo. Desde que pai morreu, minha gagueira melhorou ainda mais em casa. Eu fico quieto na escola, apenas observando. Eu me sento na parte de trás ou em um banco no parque assistindo todos os outros socializar, sorrir, comunicar. Tudo se torna muito fácil para eles, a maneira como as palavras apenas derramam de suas bocas. Agora que ele se foi, a tensão constante que costumava sentir no meu pescoço e garganta aliviou. Eu acho que posso fazer isso. Eu acho que as palavras podem sair de mim com talvez um balbuciar aqui ou ali, mas eu não posso me tentar. Faz tanto tempo desde que eu tentei fazer um amigo, o pensamento de que faz meu coração correr e minhas palmas pegajosas com o suor. Então eu assisto. É melhor do que estar sozinho em casa. Preencho os espaços em branco à distância, fingindo ser parte de suas conversas. Isso é o que eu estava fazendo ontem, hipnotizado pelos lábios movendo de uma linda garota falando com um cara, quando alguém chamou meu nome. "Ei, Sam!" É distante, a voz, como se abafada por um travesseiro sufocante. Estou tão preso no que estou assistindo, eu acho que é apenas mais uma parte da fantasia. "Sam!", A voz está bem ao meu lado agora, e uma mão bate em minhas costas. Eu salto para os meus pés prontos para me defender. As crenças de minha mãe têm sido tão profundamente enraizadas em minha psique, que mesmo agora que não tenho certeza se alguma delas era real, não confio em ninguém. Eu giro ao redor para encontrar a pessoa que me aborda. Scoot. "O que você está fazendo aqui?" Eu pergunto. "Eu estou vendo uma menina aqui. Ela costumava ir para a escola por mim, mas ela foi transferida. O que você está fazendo aqui?" "Estou estudando." Ele levanta o queixo um pouco, como se estivesse surpreso. Scoot voltou para a escola um par de semanas depois que o pai morreu. Ele liga para casa todas as semanas, mas eu nunca disse a ele sobre isso. Eu não sei o porquê.


Nina G. Jones "Bem, isso é ótimo. Para quê?" "Pensando engenharia elétrica", eu digo. "Mãe não disse que voltaria para casa." O sorriso de Scoot se transforma em uma carranca quando ele rompe o contato visual. "Eu não disse a ela. Você sabe, eu estava indo visitar por uma noite. Eu não queria fazer nada disso." Uma coisa disso. Mamãe é meu fardo para carregar. Scoot faz tudo o que pode para não ser incomodado por nós. Assim como o resto da família. A única diferença é que ele não tem escolha a não ser pelo menos ligar uma vez por semana. "Sim," eu respondo. Scoot olha para o relógio. "Merda, eu já estou atrasado. Eu ligo mais tarde esta semana." Ele me dá uma palmada no ombro. "Estou feliz por você, cara. Você parece ... bem legal." Eu dou-lhe um assentimento tranquilizador e o vejo correr para fora. Agora que a mãe foi para a cama, meu coração vibra com expectativa. Tenho de ser paciente, certificar-me de que ela está profundamente adormecida. Mas este ritual, me faz sentir um tipo de emoção que eu nunca tinha conhecido antes. Eu entro no chuveiro, uma maneira produtiva de passar o tempo. Assim, quando estou embrulhando uma toalha ao redor do meu corpo molhado, ouço o telefone da casa tocar. "Merda!" Eu sussurro. É improvável que ela desperte. Mas um telefonema tarde da noite vai mandar a mãe para um frenesi de paranoia se eu não pegar. E quem diabos está chamando a essa hora? Ninguém chama nessa casa, especialmente depois das oito. Corro até o telefone. Eu odeio o maldito telefone. Isso me reduz a minha maior fraqueza. "Olá?" Eu respondo.


Nina G. Jones "Sam, sou eu", Scoot responde. "Oh, alguma coisa errada?", Pergunto. "Não, não quero dizer nada sério. Você tem algum plano hoje à noite?" Ele está esperando que eu diga não. Ele sabe como são as coisas. E isso é verdade tanto quanto os planos que posso expressar abertamente. "Mamãe está dormindo." "Bom. Escute, aquela garota que eu estava me encontrando hoje quando eu bati em você - Eu quero sair com ela esta noite. Mas ela fez planos com uma amiga que não quer ser a terceira roda. Você vai me fazer um favor e sair hoje à noite?" Um encontro. É algo que desejei. Para saber como é para caras como meu irmão. É o que eu imagino enquanto vejo as pessoas, inserindo-me nas imagens do catálogo de suas vidas. Mas agora que está aqui, apresentado para mim, eu não sei o que fazer com isso. Estou muito melhor em meus pensamentos do que com alguém. Em meus pensamentos, as palavras fluem sem esforço. Minhas curiosas cicatrizes desaparecem do meu rosto. A sensação de que estou sendo silenciosamente ridicularizado desaparece. "Vamos, Sam. Você está finalmente chegando lá. Você vai para a escola. Você nem sempre pode fazer o que a mãe quer. Não deixe que ela o controle." Controle. Meu peito aperta com a palavra. Foi só nos últimos anos que eu comecei a perceber que o que eu vi como cuidar de mamãe e ela me proteger - talvez tenha sido uma maneira de me manter aqui, cercado por nada além de árvores e animais. Segurança é uma prisão. "Uh ... ok," eu digo. "Maravilha. Ela realmente vive mais perto de você do que Sacramento. Eu vou buscá-lo." "OK. Estacione na ... c-calçada. Encontro você lá fora.”


Nina G. Jones

É difícil não me preocupar quando chegamos à casa de Cindy. Esse é o nome de sua amiga. Assim que ele estaciona o carro, a porta da frente se abre e duas meninas vêm correndo para fora, seus cabelos longos balançando de lado a lado enquanto tomam passos em nossa direção. É difícil distinguir suas feições à noite, mas vejo formas. Curvas e declives. Nada duro ou afiado. Ágil os membros pontuados por bordas redondas. Seu bate-papo sem sentido fica mais alto quando elas se aproximam do carro. "Ei pessoal!", Diz uma das garotas quando abre a porta de trás. "Hey Cindy," Scoot diz brincando. Ela tem cabelos lisos. Longo e fino, de modo que parece como um halo quando a luz brilha através dele. A outra menina desliza atrás dela e bate a porta fechada. "Oi", ela diz em um tom menos familiar. "Esta é a minha prima, Phoebe" acrescenta Cindy. Os limites do carro de Scoot são apertados e eu me pergunto se é demais girar completamente para dar uma olhada. "Oi, eu sou Andrew, mas todo mundo me chama de Scooter. Este é o meu irmão, Sam." "Sam não tem um apelido divertido?" Cindy pergunta brincalhona. "Eu acho que meu pai nunca lhe deu um ..." Scoot pensa em voz alta. Eu tomo este como minha sugestão para girar ao redor. E quando eu vejo Phoebe, é como se um balde de água gelada estivesse em mim.


Nina G. Jones Já faz quase um ano, mas nunca esqueceria o rosto da primeira garota que assisti. A garota magra com os peitos minúsculos. Exceto que este ano, ela está preenchida um pouco mais, seu corpo brotando seios que eu posso ver através do baixo decote de seu top. Eu acho que ela vê o olhar no meu rosto, ou talvez todos eles fazem. Ou talvez eles estejam todos encarando porque eu deveria dizer algo, mas eu não. É sua vez Sam, diga algo. Todos estão esperando. Mas o choque de meus mundos colidindo faz minha garganta tensa em uma maneira que eu não senti desde a última vez que eu vi meu pai. Então, tudo que eu faço é dar um aceno simpático. Foda-se. Eu já estraguei tudo. "Bem, espero que vocês queiram festejar", diz Cindy, balançando um pouco no ar. Não há muito o que fazer nestas partes à noite. Assumi que íamos voltar para a cidade, mas em vez disso, Scoot liga o rádio e voltamos para nosso lugar. Quando ainda estou tentando descobrir se Phoebe vai me reconhecer quando ela me olhar melhor, Cindy pergunta onde estamos indo. "Minha família tem propriedades aqui. Há um lago e podemos festejar sem nos preocupar com a polícia. Estou tentando ser um policial um dia, eu não posso entrar em qualquer problema." Eu não tenho certeza se eu gosto da ideia de trazê-los de volta aqui. Esta é a minha casa. Minha terra. Scoot sempre foi apenas um visitante. Eu não gosto de como ele não perguntou. Como ele acaba de invadir o meu ponto zero, o lugar onde o resto do mundo não existe. Nós dirigimos até uma estrada de terra que leva a um portão com o sinal "Não Ultrapasse". Eles são intrusos, eu penso para mim mesmo quando ele segue. Nós dirigimos abaixo na estrada de acesso tão silenciosamente como podemos. Mas em quatrocentos metros aproximadamente, seguimos a pé. Ele sai do carro e todos nós seguimos.


Nina G. Jones "Eu não estou vestida para isso!" Cindy ri. "Dê-me sua mão", oferece Scoot antes de liderar o caminho. Imediatamente, vejo Phoebe lutando através da floresta escura, a folhagem que eu posso correr com os meus olhos fechados. Eu deveria oferecer, mas eu não quero falar. Estou acabado porque isso é muito real. É mais fácil ser o cara escondido atrás da janela, mas quando ela pode me ver, eu não sei como lidar comigo mesmo. "Você se importa se eu ...?" Phoebe pergunta timidamente enquanto ela estende a mão para mim. Eu balanço a cabeça e dou-lhe meu braço. Ela não deve ter ideia. Agora ela está me tocando e eu nunca tive uma garota me tocando. Não pele a pele. Na minha mente, tenho tocado dezenas de mulheres. Assisti elas em seus momentos mais íntimos e imaginei correr minha língua sobre os lábios molhados de sua buceta. Mas isso é diferente. Porque ela não é a mesma pessoa que é quando ninguém está olhando. Ninguém é. Eu não gosto de ter que lidar com essas diferentes camadas. Elas me confundem. Elas me fazem pensar demais. Então, de repente, minha garganta fica mais apertada, e as palavras ficam alojadas, e eu sou o idiota com as cicatrizes. Ela já viu meu rosto? Quero dizer, realmente viu isso, a cicatriz grossa que corre ao longo da minha bochecha? Ou a pele áspera marcada no braço que ela não está segurando? Evidência do tempo que minha vida mudou. Quando minha cabeça bateu no pavimento, e eu acordei, semanas depois, como outra pessoa. Estou tão perdido na minha cabeça que ela é apenas um acessório durante a caminhada. Quando chegamos à clareira onde a água está, eu mal aviso quando ela deixa ir. Sentamo-nos ao redor de uma lanterna que Scoot trouxe, quando Cindy puxa para fora um pacote. Eu nunca usei drogas. Eu nunca fiz nada disso. Ela passa por aí, e quando chega a mim, eu passo. "Você não diz muito, hein?" Cindy pergunta.


Nina G. Jones Eu olho para o meu irmão. "Ele é do tipo misterioso", diz ele. "Isso é engraçado, porque você gosta de falar Scooter." Phoebe pega o baseado e toma alguns sopros. "Você é mais que misterioso", acrescenta. Eu fico tenso. Ela sabe alguma coisa? "Acho que não ouvi você dizer uma única palavra." Scooter não pode mais me cobrir. Eles estão olhando para mim. O silêncio do bosque, que não é nada silencioso, só faz o vazio maior. Eu tenho que falar. "Eeeeeeeee-ele fffffff-fala pppp-or ..." Oh merda isso é ruim. Não foi tão ruim assim desde que eu era um garotinho. Mas estou muito longe e eu tenho que terminar esta frase. "Aaaaa-ambos d-eeee nnnnnn-nós." Há um momento de silêncio enquanto espero, meu estômago virando com ansiedade. Eu mantenho o vômito subindo até a parte de trás da minha garganta. Não posso fazer isso. Eu prefiro assistir. Participar é muito doloroso. Essas malditas garotas têm tudo tão fácil. Aposto que todos as adoram porque são lindas e se encaixam na fossa da humanidade. E a verdade é que não quero nada mais do que ser como Scoot, que pode simplesmente se misturar, e quero tanto, que é exatamente o que me transforma nesta confusão de sílabas e consoantes. Depois de passar um segundo que parece como minutos, quando suas mentes tentam entender o que é esta bagunça que está na frente delas, Cindy racha em um sorriso e olha para Phoebe que parece aliviada em vê-la. E começam a rir. Elas acham que eu estava brincando. Eu olho para Scooter humilhação e raiva se reúnem e pegam velocidade como a formação de um tornado. Eu poderia matar aquelas putas aqui mesmo se não fosse por Scoot. Ele parece envergonhado por mim, por elas. Mas ele quer uma das meninas, então ele tem que ser fácil com elas.


Nina G. Jones Depois de alguns segundos, as meninas percebem que eu não estou rindo e Scoot está apenas desconfortavelmente sorrindo. A risada de Cindy para lentamente. "Eu - oh Meu Deus - sinto muito", diz ela. "Scoot não me disse." Eu aceno, só aceitando as desculpas na superfície. Phoebe parece mortificada demais para reunir as palavras. "Bem, isso é incrivelmente complicado", suspira Scoot. "Vamos quebrar o gelo de novo?", Ele puxa um saco de pílulas. Ele me dá uma. Estou tão puto, porra, nem sei o que é, mas pego. Eu só quero encontrar uma maneira de desaparecer sem as paredes. A noite desce rapidamente para o caos alimentado por drogas. Cindy e meu irmão encontram uma parte escura nas sombras. Apesar da escuridão, o luar fornece apenas a luz suficiente para mostrar o contorno de seus corpos entrelaçados. Phoebe senta-se ao longo da beira da lagoa, as pálpebras mal separadas, o corpo balançando. Ela fumava muito e tomava muitos comprimidos. Eu olho para ela. Eu posso sentir sua decepção; Flutua em volta dela como um campo de força. "Cindy, eu tenho que fazer xixi!", Ela grita. "O quê?" Cindy grita. "Venha comigo fazer xixi na floresta. É assustador lá fora." Os contornos de Cindy e Scoot parte em dois. Ele a puxa de volta para ele e ela puxa para longe. Eu assisto em silêncio quando Cindy se aproxima e ajuda Phoebe a levantar. "Apresse-se", ela geme enquanto elas vagam para o bosque. No caminho, Cindy me dá um sorriso forçado. Eu olho para Scoot. Ele está perdido, deitado no chão, esperando que o seu par volte. Eu olho para o bosque onde elas foram. O desejo golpeia. Assistir. Ouvir. Ver Phoebe quando ela não sabe que estou


Nina G. Jones assistindo. Elas estão a cerca de vinte metros de distância. Eu posso ouvi-las rir, gritar, completamente inconsciente da minha presença. "E ele também?" "Acho que não. Scooter disse que ele é normal, é só a voz dele. Eu não acho que ele é retardado ou qualquer coisa. Você acha que ele traria um retardado para ser seu acompanhante?" Phoebe ri. "Ugh, eu o mataria. Para ser honesta, ele é realmente bonito, eu estava muito animada quando eu entrei no carro, mas foi um choque quando ele abriu a boca. E o seu rosto? Você perguntou a Scooter?" "Eu não, mas ele me disse quando ele estava explicando a gagueira. Ele diz que foi atropelado por um carro e arrastado pela rua. Ele esteve em coma e tudo," Cindy responde em uma cadência lenta. É irônico elas zombarem da minha fala quando estão tão embriagadas. "Meu Deus. Isso é louco. Agora me sinto mal." "Você deve fodê-lo. Pense nisso como uma caridade." "Serviço comunitário. Você acha que ele é virgem? Ele obviamente não é bom com as senhoras." "É o mínimo que você poderia fazer depois de rir dele." "Eu? Foi você! Eu ri porque você fez primeiro!" Ambas começam a rir como se toda essa coisa fosse uma piada. Como se eu fosse uma piada. "Eu vou fazer isso", Phoebe declara. "Ele nem precisa dizer uma palavra." "Você acha que ele gagueja quando ele goza?" Cindy ri. Phoebe rindo. "Eu estou gooo-zando!" Ela diz em uma voz rouca. "Ok, vamos voltar. Eu quero uma segunda rodada", diz Cindy. Eu me dou uma vantagem quando elas se reúnem e sentam onde eu estava antes, fervendo, ainda ansioso. Eu sou virgem. E tanto quanto


Nina G. Jones eu quero estalar o pescoço daquela menina Phoebe, eu vou pegar sua buceta se ela vai me dar. Elas emergem da escuridão e Cindy acena. "Vocês dois se divirtam!" Ela diz, abanando seus dedos enquanto ela acena adeus. Phoebe e eu nos sentamos em silêncio enquanto Cindy se torna apenas uma outra forma na escuridão. Desta vez, porém, ela está mais perto. "Nós não devemos deixar que este baseado vá para o lixo." Eu olho para ela. "Venha, então." Eu mesmo fiquei surpreso com a mudança drástica no meu padrão de fala. Poucas horas atrás, eu lutava para conseguir uma frase, e agora estou convidando Phoebe para o bosque. E eu acho que sei por quê. Eu sou o único no controle agora. Eu ouvi suas palavras quando ela não tinha ideia que eu estava ouvindo. Eu sei o que está por vir. Estou com raiva e estou no comando. Uma fúria calma veio sobre mim, semelhante ao contraste de emoções que sinto quando vejo as pessoas através de suas janelas. Seus olhos registraram surpresa. "OK." Estou de pé e estendendo a mão, levando-a para longe de Scoot e Cindy. "Modéstia. Eu gosto disso", ela flerta. Não a deixo dizer outra palavra enquanto a empurro contra uma árvore e a beijo. Seu corpo fica rígido, mas depois cede ao meu domínio. Eu sei que ela quer foder. Eu a ouvi dizer. Ela se afasta o tempo suficiente para dizer: "Quem diabos é você, Sam?" Puta, você não tem a menor ideia. Eu retiro seu vestido, e ela está lá, assim como a assisti, exceto que posso tocá-la. Posso dizer as palavras. Mas tudo que quero fazer é


Nina G. Jones fazer ela se lembrar de mim. Que ao chegar a sua casa ainda pense em mim. Ela nunca vai rir quando ela pensar em mim novamente. Ela puxa meu pau para fora das minhas calças e ergue uma perna ao meu redor. Não estou nervoso. Eu não me importo em agradá-la. Eu não me importo com o meu desempenho. Isso é sobre mim. Eu me empurro nela, e me sinto bem. Parece muito bom. "Porra! Sam!", Ela grita. Eu gosto do jeito que ela diz meu nome. Não como uma piada, mas como se eu fosse seu mestre. Porém, não é suficiente. Minha cabeça gira com as drogas e as palavras que ela disse. Seu riso. Sua piedade. Do jeito que ela me imitava. Meu pau inchou exatamente como minha raiva. "Então, você acha que isso é caridade?" Retruco. Seus olhos, encapuzados com drogas e sexo ficam claros com a realização. "Você acha que isso é uma merda de piedade?" Ela tenta se contorcer sob mim, mas eu me seguro firmemente dentro dela. "Você é a única pessoa que vai precisar de piedade", eu rosno, cada sílaba, cada palavra, tão cristalina como a raiva que tenho mantido dentro de mim todos esses anos. Eu puxo fora dela e a viro contra a árvore. "Você se sente mal por mim agora?" Eu pergunto. "Sam, pare! Eu sinto muito", diz ela. Eu cubro sua boca antes que ela possa continuar. "O quê? Sou apenas um retardado. Um inofensivo, retardado. Não sei o que estou fazendo." Ela grunhe e grita em minha mão, as palavras dissipando em minha palma. Eu cuspo em minha outra mão e empurro meu pau em sua bunda. Seu grito vibra em minha palma, é alto, então eu aperto mais forte. É apertado lá dentro. Eu mal consegui entrar. Ela está se contorcendo como um cavalo indomável, mas ela é uma coisa pequena magra e meu pai me fez forte.


Nina G. Jones Eu bombeio algumas vezes até que eu gozo em sua bunda. Parece uma explosão de cada bit de energia em meu corpo. Eu me afasto e ela gira ao redor. Está escuro, mas eu posso ver o brilho de suas lágrimas ao longo de seu rosto. "Posso ir?" Ela pergunta. O falso charme completamente abandonado. Ela é apenas uma garota trêmula e assustada. Agora ela pode ser objeto de piedade. Eu pego seu pulso. "Não conte a ninguém. Ninguém acreditaria em você, certo? Você está embriagada. E eu sou o pequeno Sam inofensivo. Mal posso conseguir uma palavra completa, certo?" O poder. Isso me faz outra coisa. Faz-me a pessoa que ouço em meus pensamentos. E agora que sei o segredo de ser a pessoa que só pensei que existia na minha cabeça, eu nunca vou parar.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 25

Estou fazendo espaguete e almôndegas. Eu sou capaz de cozinhar quando coloco minha mente para isso, e quando puxo um dos velhos livros empoeirado da minha mãe da despensa. Eu costumo alimentar Vesper bem, para mantê-la saudável e atraente, mas uma mulher grávida tem seus desejos e estou certo de que isso será algo que vai fazê-la acender. Então eu anotei os ingredientes que eu precisava antes de sair e os peguei no caminho de casa. Ela vai apreciar o gesto. Ela vai me apreciar. Enquanto atiro as almôndegas e o espaguete no prato, o telefone toca. Eu deixei a secretária eletrônica pegá-lo. "Ei, Sam, é Scoot. Obrigado por finalmente ligar de volta. Claro que foi em um domingo de manhã, e você sabe que estamos na igreja. De qualquer forma, me ligue. Eu só quero falar, ok?" Estive evitando seus telefonemas. Eu sei que não deveria, por isso liguei no domingo de manhã. Eu sabia que ele provavelmente estaria na igreja. Dessa forma, eu poderia dizer que eu fiz, ele saberia que eu estava vivo, e talvez ele faria uma pausa de estar na minha bunda. Certifiquei-me de dar-lhe todas as informações necessárias que sei que ele iria pedir em uma chamada de qualquer maneira: estou bem, trabalhando muito, ocupado. É o suficiente para mantê-lo por alguns dias. Levaria muito esforço para dirigir a viagem de uma hora a


Nina G. Jones menos que ele pensasse que havia uma emergência. Estou em uma rotina ultimamente. Encontrei um estado de espírito que é uma versão de paz, pelo menos quando estou aqui. Os pensamentos intrusivos não estão constantemente me provocando e tenho uma mulher bonita que é a coisa mais próxima que já tive a um amigo. Ouvimos música juntos, ela lê para mim, vamos nadar no lago. Pela primeira vez, eu posso ter tudo que preciso. Scoot me traz para baixo; Só não quero falar com ele. Com um par de luvas de forno, eu pego um prato e a caçarola e saio de casa. Caminhando para a cabana depois de um longo dia de trabalho, essa calma toma conta de mim. Quando estou lá fora, nunca me sinto à vontade. Sou um impostor, e é um trabalho exaustivo. Mas com Vesp, ela sabe tudo. Ela é a fusão das coisas que quero de lá fora, e a pessoa que eu realmente sou. Mas quando eu fico mais perto da casa, fico frio. Meus instintos me dizem que algo está errado. Eu sempre estive em sintonia com meu instinto, é o que me impediu de ser pego por tanto tempo. Acho que vem de passar tanto tempo na solidão. Vesper, porém, ela é como um campo de força que lança fora minhas calibrações. Tomá-la, mantê-la - essas coisas foram contra esses instintos. Mas agora, no escuro da floresta, eles são fortes e não serão ignorados. Eu pego o meu ritmo, mas não corro. Eu não me importo. Ela é apenas uma prisioneira. Eu tenho que dizer a mim mesmo essas coisas. Porque eu não posso dar ao luxo de colocá-la diante de mim. Se eu o fizer, eu vou acabar na prisão. Quando abro a porta, está claro que meus instintos não me falharam. Vesper está agachada no chão, com os braços cruzados na frente do estômago. Ela está fazendo uma careta. A área da virilha de seu vestido branco é vermelha com sangue. Sangue. O bebê. Está morto.


Nina G. Jones "Sam?" Ela diz fracamente. Eu ouço a quebra da caçarola enquanto bate no assoalho mas eu não sinto que deixou minhas mãos. Eu não percebi o quanto eu tinha colocado em estoque: a ideia de ter um filho com Vesp. Quanto eu me permiti a cair em uma fantasia estúpida. Que eu poderia ter um gosto de normalidade. Que tudo isso poderia me ajudar. Ela está olhando para longe de uma bagunça no chão, como se ela não pode suportar a visão dele. Eu rastejo para ele e no seu centro, eu vejo a coisa pequena no chão. É um choque, o garotinho, deitado ali. Ele tem um corpo pequeno, olhos fechados - seus pequeninos pés, orelhas, lábios e dedos estão formados. Ele não está pronto para estar no mundo, ainda translúcido, ainda estranho em muitos aspectos. No entanto, ele é perfeito. Ele não está deformado ou em pedaços, ele parece estar dormindo em sangue. Eu fiz a coisa certa. Eu não o arranquei de seu corpo. Eu a alimentei. Dei-lhe coisas para mantê-la ocupada. Levei-a ao lago para que ela pudesse respirar ar fresco. Ela fez isso. Ela passou fome. Ela bateu seu útero contra a cadeira. Eu aposto que tudo isso o atingiu. Ou, pior ainda, talvez eu confiei em deixa-la sozinha e ela estava me enganando. Torcendo minhas emoções ao mesmo tempo que tentava encontrar seu próprio caminho para se livrar de mim dentro dela. Isso é sobre ela. Aperto meus punhos enquanto meu corpo treme de raiva. "Sam?" Ela pergunta novamente, desta vez um fio de medo em sua voz. Eu me arrasto para ela e paro quando ela se encolhe. Ela fez isso de propósito enquanto você tinha ido embora. Ela nunca quis você. Ela nunca iria querer o seu filho.


Nina G. Jones Quero bater nela. Eu quero fazê-la sangrar e fazê-la parecer como eu me sinto por dentro. Eu quero que ela durma em uma bagunça de sangue e tecido. Mas eu seguro. Porque algo cresceu dentro de mim. Algo que eu não consigo purgar ou abortar. E isso está me mudando. Mas nem tudo muda - a raiva que lentamente envelheceu dentro de mim desde antes que eu pudesse falar. Os impulsos, os que eu não consigo controlar porque algo aconteceu comigo quando aquele carro colidiu com meu corpo e minha cabeça bateu naquele pavimento. As emoções, porque o amor é o ódio — meu pai cruel, que eu tanto queria que olhasse para mim com orgulho, minha mãe que se importava tanto comigo, que me fez essa maldita aberração — então eu não posso diferenciar os dois. Toda essa energia tem que ir a algum lugar. Não pode ficar em mim. Tem que sair. Tem de ser transferido. Eu me afasto dela e pego a cadeira - minha cadeira - e eu a pego e atiro no chão. Ela grita e empurra-se mais para o canto, deixando uma pequena trilha de sangue no chão. Eu faço isso mais e mais, rosnando, gritando, até que a cadeira é apenas dois braços separados em minhas mãos. Eu os atiro ao chão, mas não estou saciado. "Você fez isso!" Eu grito, apontando para ela. "Não ... não!" Ela grita. Mas não importa. Eu tenho que fazer isso. Eu não sei de outra maneira. Ela acha que estou tentando machucá-la, mas ela não entende que essa explosão a está mantendo segura. Pego o gravador e o atiro contra a parede. O plástico, metal e madeira explodem violentamente. Eu chuto a porta do banheiro aberta, de modo que lasca e rasga as dobradiças. "Eu sinto muito!" Ela chora. "Cala a boca!" Eu grito.


Nina G. Jones Eu giro para enfrentar o berço, minha exibição patética. Um símbolo do puto otário que sou. Eu o chuto mais e mais, a madeira estilhaçando e dobrando sob meus pés. Eu rasgo todo o lugar. Essa ilusão. Ela não me quer. Ela não quer nada disto. "Eu não fiz isso, Sam! Eu tive um aborto. Eu também o queria", ela lamenta. Mas estou cego. Nada extingue a raiva. Quero sangue. Sangue por sangue. Quero matar. E eu não posso matá-la. Não posso. Saio do galpão, marchando de volta para a casa principal. Eu sou todo instinto agora. Não. O instinto é sobre a sobrevivência. Estou com raiva. Feral. Quero trazer dor. Abro a porta para o celeiro e pego a Hilda. Em qualquer outro momento, eu teria escolhido matar uma pessoa sobre minhas cabras. Hilda e Trixie berram freneticamente quando eu arrasto Hilda para a outra extremidade do celeiro. Beverly bufa e relincha. A energia aqui está tensa, como se eles soubessem tudo o que está por vir. Eu amarro as pernas de Hilda e penduro ela. Eu seguro a faca para cortar a garganta dela, mas em vez de esculpir nela, sem hesitação, eu viro a faca para mim, colocando a lâmina contra uma das muitas cicatrizes grossas em meu antebraço, cortando nele, observando a velha ferida reabrir. Cortar Hilda não trará a resolução que eu preciso. Alguém tem de ser o destinatário desta ira, e uma cabra não seria nem perto de digno. Mas eu sou digno. Não há sangue no início, e então flui de imediato, um rio carmesim correndo até meu pulso, palma e depois para o chão do celeiro. Eu ando sobre as muitas ferramentas que penduro no celeiro e encontro meu reflexo resistido em uma foice. Acho a próxima cicatriz. Eu pressiono a faca contra ela e corto. Eu faço isso para alimentar a besta dentro de mim. Corto outra cicatriz. Eu sinto o corte com a ponta afiada no tendão. Eu sei que é doloroso, mas não é nada comparado ao fogo ardente dentro de mim que tenta escapar através de cada ferida que eu


Nina G. Jones adiciono a meu corpo. Eu assisto como a cor da minha pele se transforma em escarlate, como o brilho do suor torna-se dominado pelo brilho do sangue. Os animais choram e sussurram enquanto eles cheiram a fúria. Seus gritos alimentam o ciclo. Eu tento fazer os sentimentos se dissiparem através desses cortes, mas com cada novo, eu vejo sangue, e eu penso nele deitado no chão. Da fantasia que ela mantinha em seu ventre, de todo o poder que ela tem, e eu quero magoá-la. Então eu tenho que fazer isso de novo. Não há alívio. Eu ainda sinto. Ainda raiva. Ainda dói. Quando meu tronco e minhas mãos estão muito molhadas de sangue para encontrar mais cicatrizes, quando percebo que nenhuma quantidade de cortes impedirá minhas mãos de tremerem com o desejo de machucar, eu paro. Dirijo-me para Hilda e corto a corda. Ela bate no chão em uma pilha e retorce em seu lado até que ela está de volta em seus pés. Ela cambaleia para Trixie, gritando de terror. Permiti que acreditasse que poderia ser outra coisa, mas é assim que sempre acaba. Com gritos. Com medo. Tudo que eu quero é ela. Tudo o que pode fazer essa dor parar é a fonte. Como uma clareira de nevoeiro, eu me lembro dela. A garota que me agita para que eu não consiga descobrir quem eu sou quando ela está por perto. Ela me faz sentir como se eu pudesse reconciliar todas essas partes incompatíveis de mim. Lembro-me dela. Enrolada no chão, aterrorizada. A bela boneca sorridente do vestido branco encharcado de sangue, o rosto marcado pelo terror e pela tristeza. Eu a deixei lá atrás. Sozinha. Aterrorizada. E eu não consigo lembrar se eu tranquei a porta.


Nina G. Jones

Eu olho para minha casa em descrença. Está em pedaços ao meu redor. Como se um pequeno tornado passou e de alguma forma me deixou ilesa. Eu não sabia o que esperar quando ele passasse pela porta. Ele tinha sido diferente desde que descobriu que estava grávida. Esse bebê era minha salvação, eu sabia disso. Mas eu tinha começado a pensar que era mais do que isso, que ele e eu estávamos encontrando nosso próprio caminho. Eu fui a menina boa, alcançando profundamente dentro dele para encontrar a humanidade. Eu pensei que tinha, e então quando eu fiz, comecei a me perder. Que parte era sobrevivência e que parte estava caindo para meu captor? Eu não posso mais dizer a diferença. Não quando eu olhei para aqueles olhos, a cor do oceano e conchas salpicadas de ouro ao longo da costa. Não com aquele corpo, magro e bronzeado, descansando nu ao meu lado em minha cama. Não quando ele me trouxe um novo disco, ou nadou comigo no lago frio. Ou quando ele estava ao meu lado enquanto eu lia em voz alta. E especialmente não quando ele timidamente trouxe o berço que ele construiu, um gesto tão profundo, que uma pessoa normal não faria. Eu tinha esquecido quem ele era. Mas enquanto eu me sento aqui, ainda embebida nos restos de nosso filho, eu me lembro. Eu vi a raiva. Vi vislumbres da besta que me matou de fome e me trancou em um porão. No entanto, quando a porta se abre por si só, quando percebo que, em sua fúria, ele saiu sem trancar a porta atrás dele, eu não corro. Eu espero. Tem que haver mais para isso. Deve haver outro bloqueio. Ela se move indo e vindo com a brisa suave por um tempo, e eu percebo que ele não está voltando. Não imediatamente. Esta é a minha chance de correr. Para redefinir as coisas. Eu perdi o bebê. Posso deixar tudo


Nina G. Jones para trás agora. Lentamente, eu vim a meus pés, estremecendo da cãibra ocasional. Felizmente, o sangramento parece ter parado por conta própria e eu não estou com hemorragia. Se eu tivesse, provavelmente não passaria a noite sem cuidados médicos sérios. Quando me aproximo da porta, tento me lembrar dos passos que contei toda vez que ele me levou para a água. Ele mudou a rota tantas vezes, mas eu acho que posso fazer isso. Pego meus sapatos e deslizo-os, espreitando para fora antes que eu faça uma corrida para ele. Faço uma pausa na porta, lembrando da última vez que corri. O medo e a dor enquanto ele me perseguia pela floresta. Eu gritei. Eu implorei por misericórdia. Essa pessoa parece tão distante do homem com quem passei os últimos meses. Eu lutei com essa pontada de piedade por ele. Eu tento não repetir o olhar em seus olhos quando ele percebeu que tinha perdido o bebê, brilhante com lágrimas que ele não queria derramar. Ele queria aquela criança. Era minha salvação, mas também era dele. Afasto o pensamento e respiro fundo antes de começar a correr. A adrenalina bombeia meu coração tão rápido que eu posso ouvi-lo batendo em meus ouvidos. Eu fui boa, e eu fui recompensada. Ele não teve que me punir em muito tempo. Mas isso - fugir enquanto ele está tendo um ataque - eu não poderei sobreviver o que ele fará comigo. Apesar de todos os passos de planejamento e contagem, com o pânico e nesta noite escura, estou perdida. Mas eu continuo correndo, esperando ver algo, qualquer coisa para me ajudar a recuperar meus rumos. Eu empurro ramos, galhos e teias de aranha, o medo adormece a dor, até que eu me deparo com algo que eu só vi uma vez antes e só durante o dia. É tão assustador à noite, isso me impede de seguir em frente. A pista de obstáculos abandonada, ou "playground", como ele me disse. É rastejante com vinhas e como ruínas da selva. Eu me lembro do olhar em seu rosto quando eu perguntei sobre ele. Ele estava escondendo algo doloroso. Este lugar parece vazio, vazio de felicidade. De repente, fica claro para mim que se isso era parte de sua infância, então não era uma fonte de alegria.


Nina G. Jones Mas, apesar de assombrada com as estruturas altas e apodrecidas ao meu redor, este é um presente. Eu sei onde estou. Ainda está fresco em minha mente de hoje cedo. Eu ouço os sons dele. Mesmo que eu saiba que ele pode ser mortalmente silencioso, estou tranquila quando não ouço nada. Então pego minha respiração e faço a corrida final para o lago. Meu refúgio. Minha sanidade. O lugar que acredito que me separa do resto do mundo. Demora mais tempo do que espero chegar lá, mas não perco tempo a entrar na água, a saia do meu vestido branco arrastando-se ao longo da superfície vítrea de ônix. Uma vez que estou com água na cintura-profundamente, eu afundo e começo a nadar no abismo preto. Eu sei exatamente quanto tempo me levará a atravessar. Estudei tanto durante nosso tempo aqui. Então, assim como a primeira vez que ele me deixou nadar aqui, eu vou para baixo, nadando até que meus pulmões não podem segurar em outro segundo, e subo. Não olhe para trás. Ele é meu Sodoma e Gomorra. Ele é o meu pecado. Ele é meu desejo mais sombrio. A tentação é forte para refletir sobre o que estou deixando para trás. Uma vida onde eu sou cobiçada. Eu sou seu mundo. Ele cuida de mim. Ele me agrada. Eu sou seu tesouro. Ninguém lá fora nunca assumiria os riscos que ele tomou para me ter. Ele poderia ter me atingido esta noite, mas ele não o fez. Ele poupou a minha vida. Ele está mudando. Eu o mudei. Continue nadando. Quanto mais eu vou, mais forte é sua atração. Mas esta é a minha única chance. Pessoas como ele nunca mudam verdadeiramente. Ele está quebrado. Mas eu também. Talvez não como ele, mas nossos pedaços quebrados se encaixam para fazer um mosaico de banhos no lago, noites escutando música, o olhar sereno em seu rosto - perfeito e danificado - enquanto eu lia para ele, os orgasmos, nossos orgasmos, aquele redemoinho de sujeira e excitação que sinto quando ele toma conta do meu corpo, o silêncio que fala mais alto do que qualquer outra palavra que alguma vez me falou. E as cicatrizes sobre ele. Tipos diferentes. Algumas espessas e longas. Outras curtas, como pinceladas picadas em uma pintura. Elas cobrem parte dele, como uma pintura de sua história. Uma escuridão que ele não pode


Nina G. Jones esconder, não importa o quanto ele tente se silenciar. Ele estava machucado. E eu estaria machucando ele de novo. Eu o mandaria para a cadeia. Eu ajudo as pessoas. Eu cuido deles. Até Johnny não precisava de mim tão desesperadamente quanto Sam. Mas eu não posso voltar. Eu sei quem ele é. O que ele fez. O que isso faria de mim? Eu venho para o ar e me encontro no ponto central do lago. O local que eu desejei poder ficar para sempre. Onde eu poderia manter as melhores partes de mim mesmo de ambos os mundos. E eu poderia manter as melhores partes dele. Eu estudo o lado do lago que eu desejei alcançar desde o meu primeiro mergulho. Eu não posso voltar para aquele mundo. Eu não sou mais ela. Eu só tenho seu nome, sua pele, seus olhos, seus cabelos. Mas a minha alma? Foi completamente alterada. Ele manchou minha pureza com sua escuridão. Eu me viro para a costa de onde vim, parte de mim esperando que ele esteja lá para me forçar de volta, mas está quieto. Eu olho para o outro lado que mantém minha liberdade e eu não sinto nada. Eu paro e fico na água, e me sinto tão fácil de deixar ir. Deixar meu corpo afundar no vazio. Para ver o círculo de prata da lua encolher quando eu desço na escuridão. Eu não me sinto tão pesada. Posso deixar todos seguirem em frente. Posso ficar aqui entre os dois mundos para sempre. Enquanto eu vou sob a escuridão que me engolfa. Isso é liberdade. Ninguém pode me ter, mas eu mesma. Fecho os olhos e respiro. Em vez de serenidade, a água em meus pulmões me choca. Meus olhos se abriram e eu me empolguei, despertando desse transe de desamparo. Aqui em baixo, entre dois mundos, em seu ponto mais profundo, fica claro. Eu não quero liberdade se isso significa a vida que eu tinha antes de tudo isso. Eu não consigo imaginar uma vida onde Sam não existe. Este é o maior teste. A chave para minha nova liberdade. Para mostrar a ele que eu tinha a escolha, e eu escolhi ele.


Nina G. Jones Eu empurro o fundo da rocha nadando para cima o mais rápido que posso antes de perder a consciência. Quando eu subo à superfície, ofego e cuspo acima da água. Os sons ocos de minha respiração ofegante dominam os sons noturnos da floresta. Eu nado para a borda tossindo e vomitando a água que engoli e caio sobre os seixos úmidos, rolando em minhas costas pegando respiração. Ele deve estar procurando por mim. Eu tenho que ir até ele antes que ele venha para mim. Ele precisa entender que esta é a minha escolha. Eu fico de pé, encorajada com a necessidade de encontrar Sam antes dele me encontrar. Eu corro, desta vez mais segura e com uma clareza de mente que eu não tinha quando estava tentando encontrar o lago. Levo um quarto do tempo para encontrar o meu caminho de volta para a cabana. A porta ainda está aberta. Eu olho dentro de alguns metros de distância, ainda não sendo capaz de me levar a olhar diretamente para o evento que mudou tudo. Eu posso esperar aqui. Posso me sentar na frente até ele voltar. Mas eu não posso esperar. Não posso ficar sentada aqui passivamente. Esta é uma escolha. Desde o início, ele me deu escolhas. Ou a ilusão de escolhas. Mas desta vez, é tudo meu. Eu coloquei as opções, e sozinha nas profundezas das águas mais escuras, tomei a decisão de voltar. Eu não vou sentar aqui e esperar por ele para vir para mim. Eu tomei a decisão. E tenho minhas exigências. Corro na direção onde sei que o celeiro está. Não tenho certeza de como chegar lá, mas vejo o que parece ser um caminho desgastado, provavelmente limpo para facilitar suas viagens diárias para minha cabana. Eu corro abaixo, sem fôlego, frenética. Ele estava aterrorizado quando me viu pela última vez. Mas não tenho mais medo. Eu fiquei sem medo. Sei que ele precisa de mim, talvez até mais do que eu preciso dele. Sorrio em alívio histérico quando vejo uma fenda pálida de âmbar brilhando à distância. À medida que me aproximo, vejo o esboço do celeiro na escuridão. Eu não sei o que vou encontrar quando chegar lá. Ou se ele ainda está lá. Mas eu corro para ele, meu vestido molhado e


Nina G. Jones agarrado ao meu corpo, meu cabelo úmido se aderindo ao meu rosto e ombros. Eu quase chamo seu nome, mas percebo que não sei nada sobre sua vida. Presumo que esteja sozinho aqui fora. Que ele não tem vizinhos próximos. Mas, pelo que sei, poderia abrir aquela porta e encontrar um grupo de pessoas no celeiro. Eu não tenho tempo para contemplar muito mais longe quando a porta explode aberta, e Sam está correndo pra fora. Agitado. Suado. Seu corpo sem camisa, vestido com um jeans rasgado, brilhando de sangue. Seu cabelo castanho dourado está alisado para trás com traços aleatórios de vermelho. Seus olhos claros brilham contra a noite escura e as linhas vermelhas mascaram seu rosto. Ele é um monstro. E eu corri direto em suas garras.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 26

A última coisa que espero ver quando empurro freneticamente a porta do celeiro, é Vesper. Eu estava pronto para caçá-la. Para rasgar toda a última porra de árvore se eu tivesse que fazer. Eu iria atrás dela. E, no entanto, aqui está ela. Vesp se deteve bruscamente quando eu tranco os olhos com ela. Ela congela enquanto seu olhar viaja rapidamente sobre mim e volta para encontrar meu brilho. Estou fodidamente ferido, quase dói. Cada músculo do meu corpo é atado. Meu coração está sobrecarregado. Minha mente está cheia de pensamentos acelerados, ainda querendo caçar a mulher que me rastreou. Ela está ofegante também. Ela está correndo. Seu cabelo está molhado e pingando. Seu vestido branco está encharcado, posso ver seus mamilos pressionando contra o tecido. Raios de lama mancham sua pele e vestido. O sangue. A mancha vermelha profunda de perda, ela ainda está lá, ligeiramente diluída por sua excursão na água. A água. Ela tentou sair. Mas ela está aqui agora. E eu não entendo. "O que você fez?" Ela pergunta, sua voz envolvida com horror. Eu olho para mim mesmo, para meu sangue cobrindo minha pele. Eu sinto a queimadura dos cortes como pequenas amarras por


Nina G. Jones todo lado. O que ela vê é quem eu sou. Eu sacudo a cabeça fracamente em sua pergunta ainda segurando cada músculo tenso como se ela estivesse segurando uma arma na minha cabeça e pudesse atirar a qualquer momento. "Não foi uma pessoa?" Eu balanço a cabeça. Ela balança a cabeça, olhando para o celeiro. "Era um dos animais?" Eu balanço a cabeça novamente. "Isso é sangue ... seu?" Eu aceno, apenas mal. Nem tenho certeza se ela pode ver. Ergo o braço e olho para baixo, a camada de sangue no meu braço espesso e brilhando como a concha de uma maçã doce. Ela olha para mim, levantando as palmas das mãos um pouco, suavemente, como se eu fosse aquele com o barril na cabeça. "Estou aqui", ela diz, sua voz trêmula e fraca. "Estou aqui, Sam" diz mais seguramente. Mas suas palavras não significam merda. As palavras nada fizeram senão trair-me toda a minha vida. "Tentei ir embora. Eu fiz. Mas eu voltei. Porque eu fiz uma escolha. Eu ..." ela abaixa a cabeça para baixo, e sufoca um soluço. "Eu não sei por quê. Mas eu não machuquei o bebê. Eu gostei de passar esse tempo com você na cabana. Você não tem que me forçar. Estou aqui. Estou aqui. Podemos continuar fazendo o que estávamos fazendo. Nada disso tem que parar. Mas se você quiser isso. Se você quer uma vida onde você não tem que olhar sobre seu ombro, querendo saber se eu vou correr, então você não pode me levar de volta para o modo como era. Eu só quero que fique do jeito que tem sido." Todo pensamento está me dizendo que isso ainda é uma mentira. Que todo gesto agradável, cada sorriso é apenas uma maneira de me


Nina G. Jones enganar. Quem me quer? Um demônio, coberto de cicatrizes, lutando por qualquer outro enunciado. Eu anseio coisas que não são normais. Eu sei disso. Minha mãe sabia disso. É por isso que ela me manteve aqui. Ela estava me protegendo de mim mesmo. Mas Vesp está aqui. Eu não a derrubei. Ela veio até mim. Eu a recompenso ou a puno? Às vezes as coisas não são tão claras. Talvez ela entenda isso. Então eu tenho que fazer as duas coisas.

Isso foi um erro. Voltar aqui. Pensar que o mudei. É como se ele estivesse sob um feitiço, e eu estou tentando falar com aquele pequeno pedaço dele que ainda pode me ouvir. Tentando convencê-lo de voltar à realidade. Ele está segurando uma faca. Eu nem sequer a vi no início através da mistura de luz e sombras batendo no seu corpo. Eles nunca saberão minha história. E mesmo que me encontrassem algum dia, eles saberiam que eu voltei? Que eu tive uma chance de sobreviver e eu corri direito em seu caminho? Eu fico sem palavras. Palavras que nem tenho certeza de que estão chegando a ele. Eu usei-as cedo para arrancar a sua humanidade. Mas a pessoa na minha frente está aturdida. Selvagem. Além da linguagem. Ele olha para mim por um tempo. Eu movo meus olhos para a lua e espero que se eu tiver que ir, eu vou ver minha avó. Então talvez morrer não seria tão ruim.


Nina G. Jones Ele permanece. Esticando o momento, seu queixo dobrado enquanto ele me queima com seus olhos intensos, brilhando na noite como um leão da montanha. Eu gostaria de conhecer seus segredos antes de deixar esta terra. Não parece justo que eu não consiga aprendê-los. "Por favor ..." gaguejo. É arbitrário. Eu não acho que vai me ajudar, mas eu digo de qualquer maneira. Então eu faço algo. Não é realmente um cálculo. É tão animal como o homem antes de mim, imperturbável pelas feridas ao longo de seu braço e peito. Está além da linguagem. Se eu não posso falar com a parte de si mesmo que ele está aprisionando, eu posso falar com o que está aqui agora. Desço de joelhos e inclino a cabeça. Isso não é um impasse. Esta não é uma batalha. Isso é aceitação. Aceitação que precisa ir em ambos os sentidos. Estendo a mão, sem olhar para cima. Esperando que ele aceite. Que minhas exigências são humildes, não desafiadoras. Eu espero, mas não há nada. Assim que eu começo a soltar meu braço, uma mão áspera e encharcada aperta. Eu ofego em choque. Terror e alívio lutam dentro de mim, insegura do que isso significa. Olho para cima e meu olhar se encontra com o dele enquanto ele me puxa para meus pés. Meus olhos se abatem para a faca em sua outra mão e eu recuo instintivamente. Ele olha para baixo e volta para mim, arrastando-me para mais perto do celeiro. Ele mergulha na madeira velha e rachada antes de me bater contra o exterior de madeira. "Eu fiz isso ..." ele murmura contra meus lábios, "para te salvar." Agarrando meu rosto entre suas mãos encharcadas de sangue, ele pressiona sua boca para a minha. Um beijo rancoroso atado de raiva e rendição. Degustação de sangue e transpiração. A vitória nunca provou ser tão amarga. Mas ele se afasta do beijo tão bruscamente como começou.


Nina G. Jones Sam pega minha saia, encontrando uma pequena lágrima de meu passeio na floresta e rasga-a aberta. Ele limpa uma mão no tecido. Ele desliza seus dedos dentro de mim, depois trazendo-os até o rosto para vê-los melhor. O sangue fresco esmalta suas pontas de dedos - os restos da vida que criamos juntos ainda lentamente gotejando de mim. "Eu vou te levar como eu fiz a primeira vez que você correu," ele sussurra em meu ouvido. Dessa vez, suas razões são diferentes. Sam termina de rasgar o meu vestido, de modo que o ar quente da noite atinge a minha pele úmida, e ele corre a boca ao longo do meu tronco, deixando um rastro de sangue espalhado onde quer que ele me toque. O cheiro de ferro e suor rasteja até meu nariz incitando uma fome, como o desejo de carne. Enrolei meus dedos em seus cabelos úmidos, através de sangue endurecido. Ele mesmo não me para. Estive tão perto da morte por tanto tempo, é apenas uma parte da minha vida agora. Ele se levanta, tomando respirações impacientes. Seu peito duro empurra contra o meu com cada inspiração. Eu alcanço abaixo e sinto sua necessidade potente. Ele deixa suas calças cair no chão, então ele é apenas homem - pele, cabelo, sangue, músculos, suor. Sem perder um segundo, ele me agarra, arrastando-me para o celeiro. É tão rápido, mas eu vejo um rastro de sangue levar à direção oposta, onde eu não posso ver, onde sua violência anterior deve ter sido feita. Ele me mostra em uma barraca vazia. "Eu quero ver seu corpo na luz," ele grunhi, empurrando-me para baixo sobre a fina camada de feno. "Eu vou te foder como um animal." A palha gruda na minha pele molhada enquanto ele me monta. O cheiro almiscarado do gado flutua no ar, misturado com o nosso próprio cheiro natural. Ele força a entrada. Não é gentil. Ele me deixa gritar enquanto me abre, seus primeiros passos são lentos. Não para meu conforto, mas porque ele quer que o momento dure. Ele me permite relaxar em torno de seu perímetro, e para desfrutar a sensação de seu pau em minha bunda. E quando encontrei esse conforto, ele empurra mais forte, puxando meu cabelo como se estivesse montando seu cavalo.


Nina G. Jones Entre grunhidos e gemidos dele e meu. Este é o meu castigo. Esta é a minha recompensa. Finalmente, todas aquelas vezes em que ele tomou uma parte de mim e substituiu-a por si mesmo chegaram a isso. Porque estou obtendo um prazer puro e imaculado com isso. Sem culpa. Nenhuma vergonha. Eu fiz a escolha certa em ficar. Foi um jogo de aposta alta e valeu a pena. Eu alcanço abaixo e brinco com meu clitóris, levando-me ao clímax, enquanto ele solta um gemido poderoso, seu pau pulsando dentro do buraco apertado da minha bunda. Sua plenitude e os ecos reverberantes do meu orgasmo afogam as cólicas opacas da perda em minha barriga. Ele rola fora de mim e em suas costas. Alguma coisa mudou. Seus olhos são humanos novamente. Seu corpo não é tão rígido. Eu sei melhor do que esperar que ele diga qualquer coisa, então eu faço. De joelhos, viro-me para encará-lo. Ele olha para mim com curiosidade. "Eu estou aqui", eu digo mais uma vez, antes de deitar ao lado dele, de frente para ele na posição fetal. Ele não reage durante os primeiros segundos, ainda hesitante. Mas então ele desliza mais perto, alcançando seu braço embaixo, e puxando-me para perto. Eu corro meus dedos ao longo do sangue quente, liso em seu braço. Eu nunca tive um problema com sangue, uma das razões que decidi ser enfermeira. Eu caminho até que meu dedo para na ferida aberta, e então outra. "Sam ..." lamento. Ele se machucou tantas vezes esta noite e sofro por ele. "Precisamos cuidar disso. Posso costurar você."


Nina G. Jones Ele não responde, o que é de se esperar, mas quando eu olho para a confirmação, ele já está dormindo. Seu rosto está coberto de serenidade debaixo das manchas de sangue. Descanso contra seu torso sangrento, emaranhado de palha, até que ambos adormecemos.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 27

A luz do sol escorrega pelas paredes de tábuas de madeira e brilha nos meus olhos para me despertar. Minha agitação acorda Sam, que se enrolou ao meu redor. Eu ainda não posso dizer se é afeição ou desconfiança. "Bom dia", eu estremeço. Apesar da noite de sono completa, ainda estou exausta da provação que meu corpo passou e sinto um forte desejo de comer carne. Ele se senta, os detritos do celeiro caindo de seu corpo nu e manchado de sangue enquanto ele se estica. Ele me dá um curto aceno de cabeça. Bom Dia pra você também. O sangue em seu corpo secou, mas as feridas ainda brilham com sangue coagulado. Ele mal se encolhe quando se move. Eu não sei como ele lida com a dor tão bem. "Precisamos cuidar de suas feridas. Você dormiu nesta bagunça sem limpá-las. Você vai ter uma infecção. E estou morrendo de fome. Preciso de ferro. Eu preciso de carne, por favor ", proponho. Ele me olha, e acena com a cabeça pensativo. Ele se levanta e me oferece a mão. Me levanto, lembrando que estou completamente nua. A modéstia não deveria ter um lugar aqui, mas ontem à noite, eu disse a ele que queria que as coisas continuassem crescendo. Então eu testo o seu ânimo.


Nina G. Jones "Não tenho roupas aqui." Ele aponta um dedo para cima, sinalizando para eu ficar parada. Ele coloca as calças e sai do celeiro, correndo para fora da minha vista, e volta com sua camiseta. Ele bate a palha dela antes de me entregála. "Obrigada", eu ofereço timidamente. Ele me leva para a casa pitoresca que eu só tinha visto pela primeira vez ontem. Mas em vez de tratá-la como uma fortaleza proibida, ele me leva até as escadas e pela porta da frente. Quero observar tudo. O mobiliário antigo, que posso dizer, não foi trocado por quem viveu nesta casa por gerações. Pontos onde uma vez havia quadros pendurados por muitos anos, e removido, deixando apenas o traço de seus contornos na parede. Mas ele me leva ao banheiro tão rapidamente, que mal tenho tempo para absorver e interpretar esses pedaços dele. O banheiro é enorme, a banheira de ferro fundido, com uma cortina de chuveiro amarelo pálido com um frágil drapeado em torno dela. Ele liga a água e gesticula para eu entrar primeiro. Eu tiro a minha camisa e ele seu jeans e entramos juntos. A sujeira sai de nossos corpos e vai pelo ralo. Isso é quando eu sou capaz de obter uma visão completa do dano, os cortes profundos, possivelmente uma dúzia, todos esculpidos em tecido de cicatriz grossa. Mas mesmo com as feridas frescas, uma vez que o sangue é enxaguado, ele não se parece com um monstro, mas um jovem, áspero com cicatrizes, mas bonito o suficiente para apenas aumentar o seu fascínio. Nada sobre ele faz sentido. Ele nunca deveria ter feito as coisas que fez para me pegar, ou qualquer mulher para esse assunto. Embora eu saiba agora, isso não tem nada a ver com sexo. Ele limpa meu cabelo e eu limpo o dele. Algo que ele fez por mim tantas vezes antes, mas eu nunca tive a chance de retribuir. Entre nós,


Nina G. Jones há silêncio. Apenas a aspersão da água do chuveiro batendo em nossos corpos. "Eu estou ficando aqui?" Eu pergunto. Estou acostumada a falar para nós dois. Ele encolhe os ombros. Ele não planejou isso. Ele puxa a cortina de chuveiro aberta, dando-me um último olhar de seu corpo gotejando nu antes de fechá-lo atrás dele. Eu termino e pego a toalha fora, perguntando onde ele foi. Ele retorna dentro de segundos com um kit de agulha, fio e álcool. Ele oferece isso para mim com um encolher de ombros. Vai fazer? Eu aceno e dirijo-o para sentar-se na borda da banheira. Enfio a agulha e respiro fundo, esfregando álcool ao longo da ferida e mergulhando a agulha na solução. Mergulho a agulha no lado de seu corte. Ele assobia. "Desculpe!" Ele balança a cabeça, me encorajando a continuar. Dou pontos nos cortes. Os cortes não são pequenos e sua pele é espessa pelo tecido cicatrizado, por isso, ele tem tanta tolerância a dor. A experiência é tão desagradável para ele, que não consigo entender como ou por que ontem à noite ele foi a pessoa que abriu sua própria carne com uma faca. "O que aconteceu? No celeiro?" Eu tenho que perguntar, mesmo sabendo que ele não tem como responder sentado aqui nu sem uma caneta ou bloco de papel. Ele não reconhece a pergunta. Eu não esperava mesmo de qualquer maneira. Sempre que imagino que Sam precisa de uma pequena pausa, geralmente quando termino de fechar um corte, e antes de passar para o próximo, esfrego o seu cabelo suavemente, e ele se permite inclinarse sobre mim com os olhos fechados, e aceitar o meu conforto. Quando finalmente termino, ele está coberto de pontos pretos, como um velho ursinho de pelúcia costurado após décadas de posse.


Nina G. Jones "Você parece uma boneca de pano", eu rio. Ele sorri, caminhando para a pia e abrindo a água tão forte que vaporiza, e enxagua seu rosto. Enquanto ele faz isso, cuido da pequena bagunça que fiz trabalhando nele. A porta se fecha atrás de mim e eu giro ao redor para ver que Sam está à esquerda, mas a pia ainda está correndo. No grande espelho, que está nebuloso, sobre a pia, está escrito com o dedo para mim: Obrigado. Tinha que ser eu, então não seria você. Vou pegar carne. CONFIE EM MIM.

Eu ando pela casa, primeiro procurando algo para vestir além da t-shirt com o cheiro do celeiro. Seu quarto fica ao lado do banheiro, portanto, a busca é breve. O quarto é escassamente decorado e em ordem. A cama de casal e mesa de madeira no canto, sugere que não houve mudanças aqui por um longo tempo. Há livros em uma prateleira acima da cama e estante na parede adjacente. Ele é alguém que escapa para a fantasia. Eu puxo para abrir uma pequena porta do armário, em que estão muitas t-shirts e algumas camisas de botão. Nenhuma surpresa. Mas na extremidade distante estão um par de ternos. Eu os toco; o tecido não é barato. Eu sei que ele tem meios, e esse fato só aumenta o mistério. Eu olho por cima do meu ombro e ouço os sons, apenas para ter certeza de que ele não está aqui antes de eu ir na ponta dos pés para uma gaveta da mesa. Eu lentamente puxo aberta e não há nada, mas algumas canetas e um bloco de notas. É claro este quarto é apenas para dormir, então eu deslizo para fora e experimento o quarto ao lado. A porta está trancada. Eu vou de sala em sala, procurando pistas no nível superior, mas ele parece ter escondido naquela sala trancada. Esta casa de fazenda parece uma morada inocente, doce, com colchas de flores sobre camas, cortinas brancas arejadas, e móveis de madeira velha. Mas cada quarto falta algo de quem viveu nesta casa. Os outros


Nina G. Jones quartos não tem artefatos pessoais. Sam mora aqui sozinho, mas é como se ele não estivesse realmente aqui. Eu faço o meu caminho descendo para o primeiro nível. Uma busca superficial diz-me que isto não irá a lugar nenhum, e ele poderia aparecer a qualquer minuto. Eu olho para minha camisa e percebo que as únicas coisas que provavelmente sobreviveram à birra de Sam são meus vestidos. Então a tristeza aperta meu coração. O bebê. Eu não posso suportar olhar para ele. Com a idade que estava, eu provavelmente teria sido capaz de dizer o sexo, mas não tenho ideia. Eu sempre estive em conflito com a criança crescendo dentro de mim. Um símbolo do meu cativeiro. Da perda. Mas também uma nova vida. Uma benção. Esperança. Esse bebê mudou as coisas aqui dramaticamente. E talvez esse fosse seu propósito, transformar as coisas aqui, não viver. Eu aprendi desde que cheguei aqui a viver com a dor, a passar por isso. Não me esconder ou correr. Penso no que passei, é apenas isso. É apenas outra dor que eu tenho que viver. Encontro um papel e um lápis e deixo-lhe uma nota. Eu não quero usar t-shirts o dia todo, então voltei para minha cabana para pegar meus vestidos. Voltarei em um instante. Eu sei que seu instinto é me perseguir. E você pode. Mas você vai me encontrar arrumando a bagunça e minhas coisas favoritas. Lembre-se, CONFIE. Eu sigo o caminho para a cabana com confiança, chegando em tempo recorde. Eu posso dizer que um animal passou através de alguns dos meus produtos secos e o prato que ele derrubou. Nosso bebê. Eu corro para dentro, mas ele se foi. A mancha de sangue ainda está lá, mas se espalhou como se alguém tentasse limpá-lo. Digo a mim mesmo que Sam cuidou disso. Eu não posso me permitir pensar que um animal veio aqui e comeu o cadáver minúsculo. Em outro momento, o simples pensamento de algo assim teria me transformado em uma confusão cheia de lágrimas, mas estou endurecida agora. Solenemente pego minhas coisas, esperando que os animais não tenham urinado sobre elas. Eu olho através dos escombros,


Nina G. Jones lamentando pelo toca-discos e livros rasgados. Mas consigo tirar todos os meus vestidos dos escombros. Alguns precisam de uma limpeza, mas eles estão em forma decente. Eu afasto a poeira de algum excremento aleatório deles, quando a luz cintila em algo. O disco de Bee Gees. A primeira coisa que ele me trouxe. Parece ter deslizado inócuo para o chão atrás da mesa que estava segurando o tocador de discos, agora do seu lado. Eu sorrio e o pego. Um sinal de quando as coisas começaram a ficar melhores. Penso que vou levá-lo a aprender a dançar. E talvez um dia iremos ao cinema juntos. Podemos começar de novo. Podemos sair daqui e então ele não terá que me esconder. Não podemos chegar ao lugar que ambos queremos, até que a sombra do nosso passado não esteja pairando sobre nós. Eu mantenho o disco, pensando sobre minha proposta estranha - ou não tão estranha. Perdida em pensamentos, ouço os passos familiares de Sam contra o alimento disperso nos degraus da minha porta. Eu rolo meus olhos, satisfeita que Sam me encontrou fazendo exatamente o que eu disse que faria. "O que aconteceu com a confiança?" Eu pergunto, quando ele entra, minhas costas ainda estão voltadas para longe da porta. Os pés param de se mover, e ele está em silêncio. Mas estou acostumada com isso. Eu tenho que olhar para ele, a fim de comunicar, seja através de gestos ou notas, então giro em meus calcanhares. Mas a pessoa na minha frente não é Sam. Nós olhamos um para o outro por segundos que parecem congelados. Ele parece tão chocado quanto eu. Eu ainda tenho esse instinto inicial de implorar por ajuda, mas eu penso sobre Sam, e o que vai acontecer com ele se eu fizer. Depois de tudo isso, parece uma traição. Quando vejo o rosto familiar, procuro em minha memória quem ele poderia ser. Eu não vi ninguém além de Sam por tanto tempo, mas


Nina G. Jones o rosto desse homem parece relativamente novo. Como se eu não tivesse visto ele há muito tempo. Ele toma um grande gole; posso ver pela maneira como ele luta para falar que sua boca está seca. "Você é ... Vesper Rivers?" Ele pergunta. Sou? Eu tenho seu rosto, seu corpo, seus cabelos e olhos, mas eu sou a menina que foi tomada meses atrás? Não sei mais. Se ele está aqui para me salvar, ele não a deveria, ele estaria trazendo de volta um estranho. Mas mentir não parece uma opção, e aceno hesitantemente. Ele solta uma respiração pesada e tropeça para trás. "Eu estou ... sinto muito", ele diz, dando um passo para fora, saindo pela porta. "Quem é você?" Pergunto desesperada, confusa e assustada com sua reação. "Eu ... tenho que ir," ele balbucia, fechando a porta. "Espere!" Eu grito, batendo e empurrando contra a porta enquanto ele a tranca. "Quem é você?" Eu grito. Mas, como estou tão acostumada, me encontro com o silêncio. Eu ando de um lado para outro, tentando me lembrar do rosto. É tão familiar. Então, com a intensidade de um relâmpago, bate-me de repente. Eu vasculho minhas coisas por pedaços dos recortes de notícias que eu rasguei durante um dos momentos em que Sam me provocou. Eu tinha reunido alguns e escondi-os sob o meu colchão no início. No caso de que se eu morrer e alguém encontrar este lugar, haveria uma pista. Eu iria espalhá-los em minha cama bagunçada, e freneticamente coloca-los juntos. E é aí que confirmo o que meu instinto já sabia. Há uma imagem da conferência de imprensa. Abaixo, uma legenda listando as pessoas nela da esquerda para a direita. O homem que me trancou na cabana foi o homem que deveria me salvar: xerife Andrew "Scooter" Hunter-Ridgefield.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 28

Há uma calma improvável dentro da minha caminhonete quando estou dirigindo de volta do açougue. É assim que é a liberdade? Não me lembro da última vez em que não me senti prisioneiro dos meus desejos. Ontem à noite, percebi que posso ter isso. Posso não ter que viver com a tensão constante de esperar que o outro sapato caia. Assisti a casa por quinze minutos antes de sair. A confiança não significa que eu tenho que ser completamente ingênuo. Mas Vesp não saiu. Eu podia vê-la ir de sala em sala através das janelas. Esperava isso. Ela está morrendo de fome para saber mais sobre mim, e isso não me chateia. Ao passar pela longa calçada que leva até a casa, uma sensação de temor usurpa a aparência fugaz de liberdade que senti durante esta curta viagem. Tudo parece exatamente como deixei, mas algo está fora. Meu instinto agudo chuta em alerta máximo. Ela brincou comigo? Ela foi embora, afinal? Acelero ao longo do caminho rochoso, batendo para cima e para baixo da estrada desigual. Saio do carro, examinando o vasto espaço aberto que abriga a casa e o celeiro. O pneu novo segue a linha da grama na frente da casa. Eu poderia segui-lo para ver onde foi, mas tenho que verificar a casa primeiro para ver se ela ainda está aqui.


Nina G. Jones Entro pela porta da frente e ele está sentado lá, uma garrafa de uísque em uma mão, uma arma apontada para mim com a outra. Este foi um suicídio lento. Toda ação desde a noite em que eu escapei pela primeira vez e subi naquela árvore. Levando Vesper, permitindo que ela me deixasse relaxado, foi quando finalmente tive a coragem de puxar o gatilho. "O que você está fazendo aqui?" Eu pergunto a Scoot, o nome que eu o chamei desde que me lembro. O apelido que ele usou em seu lance para o xerife para fazê-lo soar mais folclórico. Mas a maioria das pessoas o conhecem como xerife Andrew Hunter-Ridgefield. Seu cenho enruga com desgosto. "O que você fez?" Ele pergunta, seu tom uma mistura de raiva e desespero. "Onde ela está?" Pergunto. "Oh, você não gostaria de saber? Não se preocupe, a cavalaria ainda não entrará aqui." Faço um balanço de todas as coisas que poderia bater em seu crânio. Mas eu não vou. Por mais que eu deteste meu irmão, há um sentimento de lealdade que enfraquece toda essa besteira. "Eu liguei para você há algumas semanas. Então, novamente e novamente. Você não respondeu. Você nunca responde," ele grunhe através dos lábios apertados. "Na manhã seguinte ao churrasco, vi Milly empacotando as malas e saindo. Observei enquanto comia meu café. Pensei, talvez ela esteja saindo da cidade. Mas sou um maldito policial, Sam. Eu não pude deixar de notar o olhar em seu rosto, como se ela tivesse visto o diabo." Ele esfrega o rosto com as duas mãos, removendo temporariamente o alvo da arma em mim. "Mas nem pensei que tivesse nada a ver com você. Porque você é o meu irmão, cara. Eu deixei aquela merda me nublar. Então afastei depois de perguntar ao redor. Ninguém sabia de nada. Mas ela é nova. Talvez ela não sentisse vontade de contar a um grupo de estranhos seus negócios."


Nina G. Jones Ele para por um momento para absorver. Posso vê-lo catalogando tudo do nosso passado, fazendo as conexões da maneira que um oficial experiente faria. Ele é como papai, e isso me deixa doente. É como se o pai ainda estivesse aqui, ainda me julgando, ainda me olhando como uma decepção. "Estou ocupado. Então eu não pensei muito sobre isso. Honestamente, fiquei tão fodidamente doente de te perseguir, tentando fazer você se sentir bem-vindo, pensei em dar-lhe seu espaço. Mesmo quando te liguei mais algumas vezes, eu só queria checar meu irmão e se Milly se foi, ótimo. Mas me irritou que ela nunca voltasse. Como uma coceira que eu não poderia arranhar. Até ontem, quando vi um caminhão em movimento e uma tripulação movendo suas coisas. Eventualmente ela apareceu. Eu poderia ter deixado ir. Eu poderia ter dito que não era da minha conta. Deus, eu quase queria ter. Mas atravessei a rua e fui até Milly, amigável. Quando ela olhou para mim, havia aquele olhar em seus olhos. Primeiro medo, depois raiva. Fingi que não percebi, perguntei por que ela estava se mudando. Apenas conversa amigável. Ela não me respondeu, apenas continuou levando suas coisas para o carro dela. Continuei pressionando, me perguntando o que eu tinha feito até que ela estalou. ‘Por que não pergunta ao seu irmão?’ Foi o que ela disse." Suspiro, me odiando por perder o controle assim. São aqueles pequenos erros que levam o seu xerife-irmão a apontar uma arma para você em sua sala de estar. "Isso me atingiu no estômago, sabe? Porque eu nunca disse isso, Sam. E eu tento mostrar isso. Mas me sinto um merda por como as coisas aconteceram. Por ser um idiota no dia em que o carro bateu em você. E eu sei que você acha que mantive minha distância crescendo porque eu era um irmão de merda, mas era porque cada vez que eu via as cicatrizes em você, isso me deixava doente no estômago com culpa. E tenho tentado tanto. Apesar de toda a presunção, e os olhares ferventes, e cada tática fodida de não sair sob o sol. Então, quando ela disse isso, eu fiquei doente novamente. Porque sabia que havia algo que eu não queria saber."


Nina G. Jones Minha garganta deveria parecer apertada. Deveria sentir trepidação por qualquer palavra que pudesse vir dos meus lábios. Mas, finalmente, compartilhar um segredo é um grande alívio. Finalmente sinto como se posso ser eu mesmo. De repente, a mão invisível segurando meu pescoço solta. "Bem, eu estou feliz que você pensa que lhe devo minha gratidão eterna porque um dia você acordou e decidiu não ser um idiota." "Deus, você é um idiota," Scoot geme. "Estou tão cansado de sua porra 24-7-365 festa de piedade. É inacreditável. Você deveria estar ... me implorando agora mesmo." "Você não tem nenhuma ideia!" Eu grito. "Nenhuma ideia do que era ser eu. Você era livre. Papai não te acordou no meio da noite e te fez nadar até que você se afogasse porque ele odiava você. Porque ele pensou que o seu nascimento foi a razão pela qual a mãe piorou com seus delírios fodidos. Você só tinha que ver a mãe algumas horas por semana, e então você saía e eu estava aqui! Eu estava aqui sendo preso porra." "Estou tão cansado dessa merda, Sam!", Grita Scoot, dando um soco na pistola no ar enquanto ele põe-se de pé. "Aqui está a coisa que ninguém tinha as bolas para te dizer. Exceto o pai, e é por isso que você o odiava tanto. Você era um garoto estranho. Você sempre foi. Todos nós vimos a estranheza. Você não estava certo. Você nunca teve razão. E você não é a primeira pessoa a ser diferente, sabe. Você pode culpar mamãe e papai, ou eu ... mas estava sempre lá. Mamãe, sabia disso, porra. Talvez ela não conseguisse se ver assim. Mas, é por isso que ela teve você aqui e é por isso que papai deixou acontecer!" "Lá está", eu rio. "Por baixo de todos os cuidados e checkin, é assim que você realmente se sente. Eu gosto disso! Sem besteira. É o pai reencarnado." Scooter dá um passo para mim, mantendo a arma treinada em mim para que eu não me mexa. "Você é uma merda doente. Eu deveria atirar em você aqui. Eu vim até você, para descobrir sobre o que Milly estava falando. Eu sabia


Nina G. Jones que você não responderia o telefone se eu ligasse. Você não está aqui e todas as fotos se foram. Eu pensei que você finalmente perdeu sua mente como mamãe. Algo parecia fora. Eu vou ao celeiro, e vejo uma poça de sangue, trilhas dela por todo o celeiro, levando para fora. Eu digo a mim mesmo, talvez ele está morto, talvez alguém veio aqui e fez isso com ele. Porque ele é estranho, mas ele não é psicótico. Meu instinto me disse para seguir a trilha no bosque. Está bem gasta. Está sendo usada muito nestes dias, eu posso dizer. Galhos foram estalados ao longo do caminho todo, como se alguém estivesse correndo. Pensei em te encontrar lá fora. E então eu a vejo. Eu vejo a porra da garota que estava no noticiário, cuja a foto fodida está pregada na parede do meu escritório, que eu perdi tanto sono porque não temos nada investigar, que foi tomada por um invasor em série de casas e estuprador e meu cérebro está explodindo porquê de repente está tudo claro ..." Scoot solta um gemido, a agonia é tão forte que é física. "É você. Você verifica todas as casas. Você sabia como a polícia trabalha por causa do pai e eu. Seu trabalho mantém você móvel. Você é forte e atlético. Você está isolado para que ninguém perceba suas excursões tarde da noite. Mas havia uma coisa que eu não consegui ... ninguém mencionou uma gagueira. Claramente seria a primeira coisa que alguém iria mencionar. Existe alguma coisa sobre você mesmo real?" Eu olho para ele, sentindo uma sensação de satisfação por ter enganado aquele asno esperto por tanto tempo. "Oh, muito real pra caralho." "Eu deveria matar você!", Ele grita, empurrando a arma em minha direção, lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Eu me preparo, mas assim como eu não posso fazer isso com ele, sei que ele não pode puxar o gatilho. "De quem era esse sangue? No celeiro?" Ele pergunta. "Ela não teve um arranhão nela. Existem outros?" "Não." "Então, de quem é esse sangue?"


Nina G. Jones Eu ando até a cadeira. Ele não entenderia isso, e eu não estou disposto a explicar. As mangas parcialmente enroladas da minha camisa se movem o suficiente para ele ver alguns pontos. "Que merda?" Ele murmura. ""Tire a camisa" ordena ele. Eu não me movo. "Faça!" Ele aponta a arma para mim. Eu suspiro em protesto e puxo-a fora, a camiseta por baixo não esconde as várias faixas de fio ao longo de meus braços. "Ela fez isso?" "Não. Fui eu. Eu nunca a machuquei." Ele me olha intrigado por algumas batidas. "Você está louco, cara." Eu rio. "Você mesmo pensou sobre o resto de nós? O nome da família? Eu queria candidatar-me a prefeito, talvez até governador algum dia. É por isso que eu segui os passos do pai, para mostrar que, apesar do dinheiro, eu posso fazer o trabalho duro como todo mundo. Você sabia que esse era o meu sonho. Minha carreira terminará! Nosso nome será arrastado pela lama se isso sair." E se. A autopreservação da riqueza e do poder supera tudo. "Todas as vidas que você destruiu. E a nossa família? E o tio Tommy?" Nosso tio, o senador. "Oh, você quer dizer a família que se certificou de que fiquemos bem e quietos aqui? Nem um deles se importou em visitar, sabe? Mesmo quando a mãe morreu dificilmente uma pessoa apareceu no hospital. Eles apenas se certificaram de que a mãe estava quieta. Eles se certificaram de que o dinheiro fluiu. Que não envergonhássemos a nossa família. Yup, os Hunter e os Ridgefields, grandes famílias americanas! Eles não podem ser manchados por uma mulher


Nina G. Jones paranoica e seu filho retardado! Eu não dou a mínima para o que acontece com eles!" Eu grito com olhos selvagens. Scoot olha para mim por um tempo, como se ele finalmente visse a besta em mim. A que escondi sob subestimações crônicas e manipulação. "Ela não pediu ajuda, sabe? Acho que ela pensou que eu era você e fez um comentário em tom de brincadeira. Encontrei-a naquela pequena cabana no bosque. O lugar parecia que um trem correu através dele. Que diabos você fez com ela?" Eu não pretendo dizer nada, mas ele me para de qualquer maneira. "Você sabe o que? Eu não quero saber. Não quero ouvir uma palavra. Eu sei o suficiente. Eu sei que você está doente, porra." Eu olho para ele. Estas palavras estão vazias. Eu quero saber o que ele vai fazer sobre isso. Esse é o fim? Preciso ouvir. "E agora?", Pergunto. Ainda de um modo indireto, esfregando suas têmporas com a base de suas palmas, a arma ainda plantada em suas mãos. Ele está em um tom verde pálido doente e parece que pode desmaiar a qualquer momento. Ele ri. "Você arruinou minha vida. Você sabe disso?" Ele pergunta. "Não importa o que eu faça, você arruinou minha porra de vida. Toda vez que eu olho para o meu filho ..." sua voz enfraquece "seus olhos, seu sorriso, a maneira como ele ri, eu vou te ver. Eu vou me perguntar se ele é muito parecido com você, se ele vai se tornar você. Que ele tem a sua fodida doença. Mas, ao contrário de você, eu amo minha família, e não vou colocá-los por isso ... Eu farei qualquer coisa por eles." Ele se senta e enterra sua cabeça em suas mãos, como se ele não pudesse me olhar para o que está prestes a dizer. Como se ele provavelmente nunca será capaz de olhar para si mesmo novamente.


Nina G. Jones "Eu quero que você saia da cidade. Nunca mais quero te ver novamente. Você está morto para mim e para cada membro da família. Você tem a sua herança, ações, imóveis — você pode trabalhar em qualquer lugar, você pode vender toda essa porra de fazenda. Eu não quero, não depois da merda que tem acontecido aqui. Então nós terminamos. Eu devo-te uma. Talvez você seja assim por minha causa. Os médicos disseram que você pode ser diferente por causa do jeito que bateu a cabeça. Mas ninguém lhe disse diretamente. Pensamos que poderíamos ignorá-lo e seria bom. Você era estranho mesmo. Mas tudo bem. Você estava diferente depois desse coma. Bem. Eu aceito que talvez de alguma maneira eu tivesse uma mão nisto. Mas então estamos quites. E você não é nada para mim." Eu não mostro isso, mas eu não poderia estar mais feliz com o veredicto. Eu não tenho mais que fingir com ele. "E você tem que se livrar dela." "O quê?" Eu estalo. "Você me ouviu. Não quero leve-a consigo. Quero dizer, não pode haver um traço dela. A possibilidade dela contar sua história. Ela viu meu rosto, Sam." "Não", eu balanço a cabeça. "Você mesmo faça isso se este for seu plano de mestre." "Esta é a sua confusão, você porra limpa sozinho!", Ele grita, levantando a arma um pouco mais alto para me lembrar que não é uma democracia. Ele estuda meu rosto, a expressão de pedra que eu tinha mantido tão artificialmente durante toda nossa conversação deve ter sumido. "Oh, seu filho da puta. Você acha que a ama? Você acha que é mesmo capaz disso? Você a roubou de sua casa. Tirou-a de sua vida, de sua família. Tenho certeza de que você a violou inúmeras vezes. Como você fez com as outras. Talvez torturou ela? Oooh, mas esta é diferente," ele zomba. "Você acha que isso é amor? Você acha que até conhece a emoção humana? Nem sequer é um animal. Os animais não


Nina G. Jones machucam as pessoas. Você é um monstro. Um verdadeiro monstro. Você é o bicho papão. Você já a matou, entendeu? Eu vi vítimas que não podiam voltar de menos. Você provavelmente tem a cabeça tão fodida, ela não pode funcionar lá fora. Mas se você não se livrar dela, eu prometo, prometo que vou voltar aqui com toda a força da lei. Fodase a reputação. Foda-se a família. E foda-se a porra da sua liberdade! Vou me certificar de que você frite, e então você vai queimar no inferno! E ela será exibida para o mundo ver. E ela vai sofrer pelo resto de sua vida. Então pegue a merda da oferta!" Em algum lugar em sua crítica severa, ele tinha vindo para mim, assim, pelo tempo que nós terminamos, está em minha cara com seu dedo apontado em mim e a outra mão pressionando a arma em minha têmpora. Saliva está gotejando de seu lábio inferior, os capilares minúsculos em seus olhos estão vermelhos. Assim como meu pai quando ele ficava impaciente durante suas "lições". Ele pisca em rápida sucessão, dando a sua raiva concentrada uma chance de diluir. "Você pode ter uma vida, eu só quero a minha de volta," Scooter diz mais calmamente quando ele retrocede. Seu hálito de uísque atinge meu rosto quando ele espera minha aceitação. "Diga-me que você vai cuidar disso", ele comanda. "Diga-me que eu nunca vou ouvir sobre você, ou ela novamente." Meu mantra vem à mente. Nada é tão importante quanto a minha liberdade. Eu não sou do tipo que quer seu nome em todos os jornais pelo que fez. Este é o meu segredo. Bem, agora é de Scooter também. Mas eu prefiro morrer do que ir para a prisão. Do que ter o mundo que nunca me aceitou, justificar tudo com o que eu fiz. Assim como Scoot está fazendo agora. Isso é ótimo para ele. Ele começa a dizer a si mesmo que eu sempre fui uma aberração, e que ele nunca gostou de mim, porque por baixo de tudo, eu era isso. Eu sempre fui um psicopata. Estava predeterminado. "Ok," sussurro com os dentes cerrados.


Nina G. Jones "Você precisa ir embora dentro de três dias. Você pode vender a casa de fora da cidade. Contrate um agente. Mas você nunca pisará nesta parte da Califórnia novamente." Ele começa a ir para a porta. Eu não posso deixá-lo ir embora sem algo para frisar. Entendo agora que nada do que eu digo fará com que ele mude de ideia. Ele está em um canto com tudo isso. Ele não quer me entregar. "Lembre-se, Scoot. Você não é um maldito herói. Você não está fazendo isso por ela ou por mim, ou mesmo Katie e as crianças. Papai tinha seu complexo de herói, mas pelo menos ele acreditava em sua própria besteira. Você está fazendo isso para que você possa viver a vida encantada que você sempre teve. Você joga de policial para que você possa fingir ser um plebeu. Mas quando o verdadeiro teste chegar, quando você realmente for um deles e deixar ir todas as coisas que fazem você tão privilegiado, você irá provar que é tudo um ato. Basta lembrar, você terá sangue em suas mãos. Eu nunca matei uma pessoa, e minha primeira vez será porque você queria que eu fizesse." Ele faz uma pausa, um empurrão abre a porta da tela e hesita antes de voltar. "Ouça você," ele rosna, "com essa voz tão nítida como um assobio. É tudo o que oculta que fez com que fosse tão difícil para você falar, não era? Deve ter sido muito difícil, manter este segredo por tanto tempo. Temos uma força-tarefa em você. Sabemos quão longe você está entrando em casas, espiando. Tem sido um longo tempo." Ele cintila, um sorriso malicioso crescendo em seu rosto. "Mas quando você é você ..." "Talvez." Minha curta resposta transforma seu rosto em vermelho, o sorriso moldando em um grunhido. "Eu queria que você nunca tivesse nascido. Você foi um maldito erro", diz ele. "Eu sei." E com isso, estou sozinho, finalmente livre. Verdadeiramente livre. Não só à noite, mas em poucos dias, serei um homem sem nada para esconder.


Nina G. Jones

Ninguém além do meu irmão, sua esposa e filhos, e eu visitamos minha mãe regularmente enquanto ela estava morrendo no hospital. Seus pais tinham morrido há anos, seu irmão veio uma vez, mas estava ocupado com seu trabalho no Senado. Primos enviaram flores e cartões. Os membros mais jovens da família nem sequer a conheciam. Ela era uma ideia distante, uma tia de quem eles provavelmente tinham ouvido falar, mas nunca se conheceram. Essa é a maneira que sempre foi. Ela tinha o nome, e os Hunter sempre cuidavam deles, mas não podiam ser incomodados com a vergonha. Ela lembrou-lhes que, apesar da riqueza que remontava à Corrida do Ouro, as posições de poder que mantinham no governo local e nacional, nas casas e nos barcos e nos graus de Stanford, não eram imunes a tudo. Foi repentino e lento. Ela tinha uma ferida que ela estava escondendo de mim. Ela não queria ir ao hospital, pois sua paranoia atingira um novo pico. Não foi até que eu notei que seu rosto estava cinzento e pegajoso, e o cheiro de algo apodrecendo em seu quarto, que finalmente consegui isso fora dela. Ela cortou-se no celeiro com um pedaço de metal enferrujado, quando ela estava meio bêbada semanas antes. Tinha se infectado e seu estado mental despencou com a infecção. Ela estava na cama muito naquela semana, mas isso acontecia tantas vezes, sua doença piorava com a idade, assim eu não percebi como ela estava doente até que fosse tarde demais. "Nós não podemos ir!" Ela implorou fracamente como uma criança aterrorizada para ir ao dentista. "Mãe, isso é suficiente!", Grito. "Ninguém vai machucá-la no hospital! Não pode ficar pior", implorei. Escoava pus da ferida em sua coxa, estava preto onde o pus não estava transbordando, e a área ao redor estava inchada e um vermelho latejante. Levei-a para fora da sala, indiferente aos seus gritos e esperneio. Minha vida inteira eu escutei suas advertências, vivi em uma sombra


Nina G. Jones para apaziguá-la, e agora essa mesma coisa que ela alegou proteger-nos a estava matando. Sentei-me na sala de espera enquanto os médicos a recebiam. Meus instintos, os que eu tinha aprimorado ao longo dos anos, permitindo-me esgueirar-me em dezenas de lares e bairros nos últimos dez anos sem ser pego, disseram-me que isto não terminaria bem. Eu sabia que acabaria por viver uma vida sem ela. Mas eu não acho que seria assim em breve. Meu peito apertou com o pensamento de um mundo onde eu estaria verdadeiramente sozinho. Um prisioneiro sem guarda. Uma criança sem mãe. Eu ainda era aquele garoto que ninguém queria além dela. Ela não era perfeita, mas era a única que realmente se importava comigo. Ninguém mais me mostrou esse tipo de amor incondicional. Finalmente, o médico saiu. Seu rosto era solene, e eu sabia que meus instintos não falharam. Ele me falou sobre a sepse, e como seus órgãos estavam falhando, antibióticos a deixariam confortável, para ter cautela com esperança. Para preparar-nos sobre sua passagem. Que eu deveria chamar as pessoas. Então ele me deixou, sentado lá, em choque. Chamei Scooter e deixei ele saber que precisava vir. E então eu fiquei vigiando nos próximos três dias. Scooter não podia fazer isso. Ele tinha trabalho e uma família, e isso não era para ele. Era apropriado que terminasse com ela e eu, como sempre foi. No último dia ela estava principalmente incoerente, dormindo com monitores e IVs. Eu podia sentir a vida deslizando longe de seu corpo. Foi na terceira noite, logo após Scooter sair, após uma breve visita que ela acordou. Estava silencioso no quarto. A maioria das luzes estavam apagadas, mas seus olhos turquesa brilhavam enquanto ela piscava. Eu peguei sua mão, não esperando que ela tivesse força para falar. Mas então ela moveu seus lábios, presos em crostas da falta de água. Eu molhei eles. O nevoeiro se afastou de seus olhos. Ela estava lúcida, e ela sabia. "Sam" ela murmurou.


Nina G. Jones "Sim?", Eu respondi inclinando-me para ouvi-la melhor. "Eu sei" ela suspira. "Você sabe?" Eu pergunto. Ela respira fundo, tentando manter a força. "Onde você vai ... à noite.” Não havia sentido em negar. Eu estava com uma mulher morta, e mulheres mortas não podem contar seus segredos. "Eu tentei. Eu tentei te proteger." "Você fez, mamãe," eu asseguro. "Você é diferente. Eu sabia." "Ninguém vai me machucar, mãe. Você pode descansar. Eu prometo que vou cuidar de mim mesmo. Você não precisa mais me proteger." "Não ..." ela para, aparentemente exausta das breves expressões. "Não eles. E sim protegê-los de Você." Suas palavras me derrubaram como um atirador. Seu precioso menino. Seu anjo. Todo esse tempo eu pensei que ela me via como especial, incompreendido. Mas ela viu a escuridão. Afastar-me era para proteger a todos os outros ... de mim. Lágrimas escorreram pelas minhas bochechas pela primeira vez, desde que me lembro. Ela fechou os olhos novamente e não pronunciou outra palavra. Enquanto estava sentado no escuro, ao lado de minha única aliada verdadeira, eu percebi que ela era uma delas o tempo todo. Ela me fez assim. Eu estava sempre sozinho. Ela me viu como uma aberração, também. E agora que ela se foi, eu não tinha nada para me manter enraizado neste mundo. Se ela viveu para proteger a mim de mim mesmo, agora uma besta tinha sido libertada. Por anos tinha espiado essas vidas, a existência de minha mãe me impedindo de romper uma parede invisível. Eu podia percorrer suas casas, eu podia estudar suas


Nina G. Jones coisas, eu podia vê-las através de suas janelas, mas eu não podia tirar suas vidas. Eu não podia tocá-los. Depois algumas horas, enquanto ela estava deitada em estado de coma, eu me inclinei e sussurrei em seu ouvido as coisas que senti por todos esses anos, mas estava com muito medo de aceitar. Ela era tudo que eu tinha. Ela era minha mamãe. Ela era minha salvadora. Mas o que eu sempre soube era que ela era minha ruína. Eu culpei o pai por tudo. E ele merecia a culpa. Mas eu não podia me permitir ficar zangado com ela, a única pessoa que eu tinha. E ela usou isso contra mim. "Eu quero que você saiba que eu te odeio, sua cadela doente. E você não fez nada para salvar ninguém, inclusive eu. Se você ouvir isso, eu quero que você saiba que haverá dor em seu nome. Eu te prometo isso. Ninguém estará seguro." Ela nunca abriu os olhos novamente, morrendo algumas horas depois.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 29

Eu espero, sentada, com minhas costas pressionadas contra a porta trancada da cabana, olhando para a mancha de sangue no chão, tantas perguntas sem resposta exigindo respostas. Por que o xerife me deixou aqui? Como ele me encontrou? Por que ele não estava de uniforme? Onde diabos está Sam? Está tudo acabado, tinha que estar. Tantos casos ao longo do meu tempo aqui, imaginei o que seria quando fosse encontrada. Imaginei montes de policiais chutando portas, ou mesmo uma missão secreta de oficiais entrando furtivamente e me afastando do homem que me levou. Eu não tenho imaginado isso ultimamente. Não, em vez disso tem tido visões de quem o bebê seria semelhante. Imaginando meu futuro, às vezes feliz, às vezes algo um tanto trágico. Entendo a escolha que eu fiz. Eu fiz isso esperando que Sam que eu vejo agora é o que eu vou continuar a ter, que de alguma forma seus impulsos sinistros têm sido apaziguados. Mas eu ainda não entendo o que está se desdobrando ao meu redor. Eu não queria ser salva, mas agora que estou presa aqui pela pessoa que deveria levar-me em segurança, mesmo contra meus desejos, estou começando a acreditar que as coisas são muito mais complicadas do que eu entendi. O tempo passa devagar. Gritar indiscriminadamente é inútil aqui, então eu espero, ouvindo qualquer som de vida fora das tábuas da parede da cabana. Finalmente, ouço passos por perto. Eu sei que é


Nina G. Jones o caminhar de Sam quando algo está errado. Eu sei no fundo do meu próprio coração. "Sam?" grito cautelosamente. "Sam!" Eu grito, batendo na porta. Ele destrava e puxa aberta, e eu pulo em seus braços. Eu não sei como ele vai me receber. Se ele vai me culpar por ter partido, se tem alguma ideia do que aconteceu. Por tudo que ele sabe, eu fugi. "Alguém estava aqui. Eu o reconheci, tenho quase cem por cento de certeza de que ele é o xerife. Ele pode estar de volta", recito freneticamente. Sam me empurra, passando uma mão macia sobre minha cabeça. Ele puxa para trás e balança a cabeça como se ele já soubesse. "Você também o viu?" O pavor se infiltra em mim como lava quente quando penso no que ele poderia ter feito. "Eu não entendo. Você ..." Eu não posso me levar a perguntar. Esta frágil fantasia que construí, aquela em que ele poderia se tornar alguém melhor, depende de algumas palavras. Ele sacode a cabeça. Não, eu não o machuquei. Ele me olha nos olhos, a cor do gelo glacial, muitas vezes tão fria, ele faz o possível para aquecê-los, para focalizá-los nos meus. Ele não desvia o olhar até que eu devolva o mesmo foco calmo, e então ele acena com a cabeça. Está bem. "O bebê, ele se foi", eu murmuro. Ele balança a cabeça e inclina a cabeça para a porta, levandome para fora. Eu o sigo em transe, ainda segurando os itens que recolhi embaixo de um braço, dando um último olhar de volta à única evidência de uma vida que criamos. Eu não tento preencher o silêncio. Pela primeira vez, não tenho mais nada para dizer. Estou tão perdida agora quanto já estive. Ele me leva até o bosque até que nós estamos na frente de um monte de terra nova marcada com pedras lisas do lago.


Nina G. Jones "Você enterrou?" Eu pergunto. Ele balança a cabeça. "Quando?" Ele aponta para mim e então descansa sua cabeça em suas mãos. Quando você estava dormindo. Sam faz movimentos em direção a ele. Eu hesito, mas finalmente me ajoelho ao pequeno pedaço de terra. "Os animais ...?" pergunto, sem olhar para trás. Eu não quero saber. Eu deixo cair algumas lágrimas, mas é tudo o que me resta. Não há tempo para sofrimento agora. Eu levanto-me e dou um aceno de cabeça para Sam. Ele me leva de volta para a casa principal, subindo as escadas, em direção ao seu quarto, mas nós paramos antes desse destino. Em vez disso, ele vira o botão para a sala que estava trancada e desta vez gira. A porta se abre e ele gesticula para que eu vá em frente. O quarto é um contraste perturbador para a organização estéril do resto da casa. As paredes e as janelas são cobertas com camadas de tapeçaria colorida. Ele clica em uma lâmpada, iluminando a atmosfera como uma caverna. Sobre as tapeçarias estão inúmeros artigos de notícia, muitos deles mofados, alguns ainda deformados. Fotos emolduradas descansam sobre a maioria das superfícies disponíveis, provavelmente as que parecem ter sido removidas do resto da casa. O pavor escorrendo sobre mim cai no meu estômago. Este é um quarto de insanidade. Se eu pudesse ver na mente de Sam, seria isso o que veria? É este o caos debaixo do exterior calculista e poder inabalável? Olho para ele, procurando sua permissão para explorar. Por alguma razão, ele decidiu que este é o momento de me dar respostas. Ele balança a cabeça, dizendo que está tudo bem. Eu gravito a um artigo cravado a uma colcha pendurada. Percebo que algumas das colchas têm o mesmo tecido que um dos meus vestidos.


Nina G. Jones HUNTER-RIDGEFIELD HERDEIRO, 8 ANOS, ATINGIDO E ARRASTADO POR UM MOTORISTA BÊBADO Samuel Hunter-Ridgefield, filho de Gloria Hunter, uma das herdeiras do império político e empresarial Hunter, e Andrew Ridgefield, xerife do departamento do xerife do condado de Sacramento, está em coma depois de ter sido atingido e arrastado por um veículo enquanto andava de bicicleta perto de sua casa. Xerife Ridgefield é um membro amado da comunidade, vindo de uma longa linha de políticos e filantropos da Califórnia. A mãe do menino é uma herdeira da fortuna Hunter. Seu bisavô encontrou riqueza durante a corrida do ouro e construiu um império químico agrícola ...

HUNTER-RIDGEFIELD MENINO ACORDA DO COMA

O HOMEM ACUSADO DO ACIDENTE DO MENINO HUNTERRIDGEFIELD RECEBE PENA MÁXIMA

AMADO XERIFE, ANDREW RIDGEFIELD, DA FAMOSA FAMILIA RIDGEFIELD É MORTO EM ACIDENTE NA RODOVIA

ANDREW HUNTER-RIDGEFIELD, FILHO DO XERIFE TRAGICAMENTE ASSASSINADO EM ACIDENTE NA RODOVIA HÁ 11 ANOS ATRÁS, ELEITO O MAIS NOVO XERIFE NA HISTÓRIA DO DEPARTAMENTO DO XERIFE DO CONDADO DE SACRAMENTO.

Eu sei dessas famílias, seus nomes onipresente gravados em museu, mencionados nas notícias em negócios ou relações políticas. Sam claramente tem dinheiro, mas ele é alguém que vive de calos nas mãos, que usa jeans rasgados e t-shirts, e cuja cabeça é coroada em uma bagunça de cachos-dourado. Nunca pensei que ele fosse parte de uma dinastia política e industrial.


Nina G. Jones Alguns dos artigos têm rabiscos ininteligíveis neles, palavras circundadas, algumas cruzadas para fora, como se um código estivesse sendo decifrado. Embora haja tanta coisa que eu não sei ou compreendo, uma imagem borrada de quem Sam é e de onde ele vem começa a surgir. As cicatrizes que correm ao longo de seu corpo e rosto, produtos de um trágico acidente. Seu acesso ao dinheiro e à terra explicado por sua linhagem privilegiada. E a mais chocante e confusa revelação de tudo: o homem que foi encarregado de me salvar, é o irmão do meu captor. Sam espera pacientemente enquanto passo pelas fotos. Há um retrato de um menino louro ao lado de um menino mais alto. Seu cabelo escureceu com a idade, mas aqueles olhos, mesmo em um menino pequeno, não poderia ser perdido. São os olhos de sua mãe. Uma mulher bonita, com cabelo escuro, e uma elegância na foto. Seu pai, um homem alto com uma postura dominante, seu cabelo mais leve, mas seus olhos castanhos, como o pequeno Andrew. A mãe de Sam sorri para a câmera, mas ela parece vazia, como se presa. O Sr. Ridgefield não sorri, embora seu olhar para o sol possa fornecer essa ilusão. O sorriso do pequeno Andrew atravessa seu rosto - um garotinho que tem tudo. Mas Sam, o pequeno Sam, antes do acidente, quando sua pele ainda era perfeita e não marcada - ele parece desconfortável, tenso. A mão de seu pai está segurando um de seus ombros. Não é um toque gentil como o de sua mãe. É um lembrete para ficar imóvel. Eu folheio as fotos da família que deveria ter tudo. Ao longo do tempo, há cada vez menos dos Andrews, e apenas imagens de Sam e Gloria. Ela parece cada vez mais desgrenhada enquanto Sam se transforma em um jovem bonito, embora parece ser a foto ocasional, seus olhos brilham novamente, seu cabelo penteado e torcido em um coque baixo. Eu reuni tanto quanto meus olhos e cérebro puderam antes de voltar para Sam. "Ele é seu irmão?" Eu pergunto, já certa da resposta. Sam concorda.


Nina G. Jones Eu ando até ele e pego sua mão. Passo os dedos pelos pontos de seu braço. Ontem à noite ele reabriu suas cicatrizes. Ele se encolhe no início, mas depois me permite. "Isso foi do acidente?" Ele balança a cabeça, afastando os olhos. "Lamento que tenha acontecido com você." Ele encolhe os ombros. "Por que estou aqui? Porque agora? O que vai acontecer, Sam? Preciso que fale comigo. Por favor." Ocorre-me que a razão pela qual ele não pode falar comigo não é psicológica, mas física. Dano do acidente, talvez. Mas ele ainda não fala. Ele puxa o bloco e, desta vez, escreve lentamente, pensativo, sem se apressar em fragmentos, como costuma fazer. Este quarto não é meu, Vesp. É da minha mãe. Ela morreu no ano passado. Ela parece legal nas fotos, certo? Bonita. Suave. Mas ela estava doente, e ela me envolveu em sua doença. Eu era diferente quando era criança. Tive um severo impedimento de fala. Meu pai, o herói, me odiava pelo que via como uma fraqueza. Ele se certificou de me lembrar todos os dias. Eu fui provocado incessantemente; Meu próprio irmão ficou envergonhado por mim. E então o acidente aconteceu. As coisas pioraram. Minha mãe me disse que as pessoas estavam tentando me matar e ela me trouxe até aqui, com medo de que as provocações iriam piorar com minhas cicatrizes. Meu pai costumava me puxar para fora da minha cama à noite, ele costumava me fazer nadar naquele lago até eu quase me afogar e então ele me puxaria para fora. Naquela área de recreação, ele me fez construir esses cursos de obstáculos e executá-los por horas até eu vomitar ou desmaiar. Ele pensou que minha mãe estava me fazendo fraco, então ele tinha que me fazer forte. Ela fez um ato bastante bom para ele, sabia que não estava bem, mas não queria se incomodar conosco, ninguém o fazia. Nossas famílias têm uma imagem, têm objetivos, e nós somos defeitos nessa perfeição. Eu não tinha permissão


Nina G. Jones para deixar a terra aqui sem ela, ter amigos. Minha fala melhorou à medida que envelheci, mas quando estava finalmente prestes a sair, eu estava tão sobrecarregado com o exterior que eu achei mais fácil esconder minha voz, especialmente quando se tratava de mulheres. Eu não queria ser motivo de pena. Eu não queria as pessoas rindo de mim. Em torno de meu irmão e mãe, entretanto, eu podia falar quase que normalmente. Quando meu pai morreu, eu percebi que podia escapar na noite e ser como todo mundo. Foi quando começou. Foi quando eu percebi que quando eu estava lá fora, sozinho assim, eu tinha todo o poder. Era como uma droga, e quando essa droga veio sobre mim, eu me tornei outra pessoa. Eu assisti as vidas que eu tinha perdido, os que eu sabia que nunca teria porque eu não era como todos os outros - um fato que minha mãe querida me lembrou em cada dia de merda. Quando ela morreu, eu me senti livre. Eu fiz as coisas que você vê mencionadas nos artigos que eu dei a você. Eu fiquei apenas assistindo e rondando. Encontrei minha voz. Estava escondida na parte mais escura de mim, onde raiva, poder e sexo se misturavam. Eu não me importava como eles me viram, porque eu estava no comando, e meu gaguejar desapareceria. Eu não tinha segredos nessas casas que eu invadi e com esse fardo sendo levantado, assim como o aperto opressivo em minha garganta, assim como o peso da minha língua. Era sempre algo, meu pai me observando, as crianças na escola, os segredos que eu mantive, algo era sempre como uma mão invisível, sufocando-me, tornando difícil respirar, difícil de falar. Você disse que queria saber, Vesper. Agora sabe. Eu li a nota, algumas vezes lendo a mesma linha repetidamente, a sobrecarga de informações tornando difícil processar essa história de isolamento e raiva. Eu olho para Sam, e embora nada fisicamente tenha mudado, eu o vejo de forma diferente. Estou zangada com ele, e estou triste por ele. "Por que você veio para minha casa? Eu sei que você estava me observando, mas por que eu? Você não pegou os outros."


Nina G. Jones Ele suspira, novamente escrevendo sua resposta. Porque te vi com Johnny. E isso me fez lembrar o que era ter alguém que cuidasse de mim desse jeito. A pessoa que eu mais amava e odiava neste mundo. Mas mesmo ela não era você. Você foi perfeita. Você era a pessoa que eu queria ter tido. Você era a pessoa com quem eu sonhava. "Mas você me tirou dele. Você entende? Você machucou o garotinho que viu como a si mesmo." Eu não planejei te levar. Eu nunca tinha sido tão descuidado. Mas você me faz agir longe de tudo que eu fazia. Você me faz ser um idiota. "O que seu irmão vai fazer?" Ele me deu uma escolha. Ele disse que esqueceria o que viu se deixássemos a cidade. Eu ri para mim mesma. "Eu ia propor isso a mim mesma", eu digo, percebendo o quão ridícula eu soo quando eu digo em voz alta. Dando ao meu sequestrador ideias sobre como nunca ser encontrada novamente. Ele esfrega a testa. "Bem, é só isso, se nós estivéssemos tentando ser ... normal, teríamos que começar de novo. Mas eu não sei, Sam. Eu honestamente não sei. Você tem que entender o que está acontecendo comigo. Eu me sinto uma idiota por dizer isso ... mas, eu não acho que você é todo ruim. Eu sei o que você fez. Eu sei a dor que você causou, mas eu vejo aquele menino. Eu vejo que dentro de você ainda há uma pessoa gentil ..." Eu começo a soluçar, o aglomerado de emoções empurrando o que resta da minha alma. "Mas como me perdoo por me apaixonar por você?" Ele me observa chorar em silêncio, sua testa franzida de preocupação e confusão. Finalmente, escreve algo no bloco de notas. A única pessoa que você tem que odiar sou eu.


Nina G. Jones Mas eu não posso. Eu posso ficar com raiva. Posso ficar aborrecida às vezes, mas não posso odiá-lo. "Você disse que os segredos fazem você gaguejar. Mas agora não há nenhum. Eu sei tudo. E eu não estou correndo. Vou fugir com você. Eu não me importo com o que você parece. Você deveria ter sabido melhor do que pensar que eu faria. E quando as coisas estão claras, quando meu rosto estiver completamente esquecido, podemos pegar Johnny. Você tem que entender que ele precisa de mim. Ele é a única parte da minha velha vida que eu não posso deixar ir." Aguardo a resposta de Sam. Eu sei que é uma aposta enorme, pedir que ele me ajude a sequestrar Johnny algum dia. Eu sei o quão louco tudo isso soa. Mas também sei que as coisas são diferentes agora. Eu sou diferente. Ele também. E o que uma vez parecia insano, agora parece ser a progressão natural das coisas. Estávamos nos preparando para ter uma família. Isso pode ser essa família. Sam olha para longe, os pensamentos que se cruzam em sua mente visíveis em seu olhar distante. Eventualmente, ele assente pensativo. Eu suspiro com alívio, mas no fundo eu sei que não posso roubar Johnny. Posso encontrar uma maneira de vê-lo de novo, de longe ou em segredo, mas não posso trazê-lo para a loucura que já é minha vida. Minha pergunta era uma maneira de chegar a um acordo com isso. Posso dizer a mim mesma que não era minha ideia deixá-lo para trás. Caso contrário, não é possível conciliar o meu amor por Johnny e esta escolha. O silêncio cai sobre nós. Penso na carta, na mão invisível que ele disse enrolar em sua garganta e fico frustrada. "Você me escolheu porque me viu com Johnny, porque eu não olho para as pessoas assim. Eu posso saber e aceitar mais sobre você do que qualquer outra pessoa. Então, por quê?" Eu pego o papel enrugado e agito entre nós. "Por que você ainda está escrevendo notas em vez de apenas falar comigo?" Ele escreve uma pequena nota no bloco, rasga-a e entrega-a para mim enquanto ele se levanta, virando as costas para sair da sala. Porque você faz meu coração correr, Vesp.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 30

Sam joga a última de suas malas na caminhonete. "E os animais?", Pergunto. Sam concorda e corre para o celeiro. Eu sigo de perto quando ele abre a porta e os conduz para fora. Ele bate Beverly em seu traseiro até que ela foge. As cabras dão alguns passos, mas fica nas proximidades. "Eles vão ficar bem?" Eu pergunto enquanto voltamos para a caminhonete. Eles estão livres agora. Eles têm tudo o que precisam aqui. Sam aponta para o chão da caminhonete. Eu olho para ele, intrigada, e ele bufa antes de retirar o bloco de notas novamente. Você precisa se deitar até estar bem fora da cidade. As pessoas vão reconhecê-la. "Você sabe, não precisa escrever, apenas falar", eu digo. Ele me lança um olhar severo pelo canto do olho antes de caminhar para o lado do motorista. Eu congelo ansiosamente. Eu nunca fiz nada assim. Me sinto uma criminosa.


Nina G. Jones Sam pára quando percebe a minha hesitação. Ele respira fundo e caminha até mim. Eu enrijeço, me perguntando se o estresse de eventos recentes encurtou sua paciência. Mas ele segura meu rosto em suas mãos e bloqueia seus olhos sobre os meus, inclinando sua testa com a minha. Ele fecha seu olhar em mim, para que tudo que eu veja são aqueles olhos. Por muito tempo, era tudo o que eu sabia dele. Foi a minha maior fonte de terror e incerteza. Mas agora, eu seguiria aqueles olhos para o inferno. O inferno é minha casa agora. Eu engulo. "Ok," eu sussurro. Suas mãos descem de minhas bochechas, meus ombros, e então minhas mãos. Em um gesto incomum de afeto, ele aperta minhas palmas. Por um segundo eu juro ver um vislumbre de arrependimento em seu olhar normalmente inabalável. Ele agarra o bloco e escreve algo. Sua expressão é solene quando ele mostra para mim. Você precisa entender. Se nós formos descobertos, eu não vou para a prisão. "O que você quer dizer?" Eu pergunto, a calma que ele me passou foi lavada com as águas escuras do medo. Ele pega sua caneta, mas depois para e me olha nos olhos novamente. Ele coloca os dedos em sua têmpora na forma de uma arma e puxa o gatilho. "Não", eu balanço a cabeça severamente. "Eu não vou deixar você fazer isso." Seria melhor para nós dois. "Eles não vão! Nós vamos sair daqui", eu juro. Ele acena solenemente e eu rastejo até o chão da caminhonete, onde ele colocou alguns cobertores e um travesseiro para meu conforto. Nós dirigimos ao redor por um tempo, minha vista do assoalho muda raramente. Às vezes eu não vejo nada além da árvore que passa ou um sinal alto. Outras vezes, nada além de céu e nuvens. Acho que


Nina G. Jones vejo o mínimo quando estamos na autoestrada. Sam mantém o rádio nas estações que ele sabe que eu vou gostar, e ocasionalmente, ele olha para trás para me verificar e eu dou-lhe um polegar para cima. Depois de um tempo, a ansiedade diminui, e o ritmo constante do carro me acalma em uma soneca. É só quando esse caminho estável é quebrado por solavancos intermitentes e sacudidas que eu desperto. "Quanto tempo eu tenho estado dormindo?" Eu pergunto, esperando enganar Sam para que ele fale. Ele não responde. "Posso me sentar agora?" Eu pergunto. Sem resposta. Eu estudo a janela, incapaz de ver muito do meu ângulo, exceto que estamos rodeados por árvores tão altas que não posso nem ver onde elas terminam. Seus troncos são largos e um marrom enferrujado. Sequóias. Embora elas quase bloqueiam o céu de vista, eu posso ver a partir dos raios nebulosos espiando através das árvores, que o sol está se pondo. A caminhonete para abruptamente. "Sam?" Eu pergunto, sentando instintivamente. Ele me ignora, batendo a porta atrás dele enquanto ele sai, passa através da traseira da caminhonete. Isso é quando eu tenho um olhar melhor ao redor. Parecemos estar em uma estrada de terra em algum lugar no meio de uma floresta isolada. "O que está acontecendo?" Eu pergunto, um sentimento inquietante balançando o buraco do meu estômago. Ele caminha até o carro e abre a porta atrás de mim. Uma fronha de almofada cobre a minha cabeça antes mesmo de ter a chance de enfrentá-lo. "O que você está fazendo?" Eu pergunto enquanto eu tento me afastar dele.


Nina G. Jones Ele me arrasta do carro para a lama, jogando-me em meu estômago. Ele se senta em cima de mim, me apertando para baixo quando eu luto pra me soltar. Mas eu não posso impedi-lo de amarrar minhas mãos atrás de mim. Ele é um monstro. Isso eu sempre soube. Mas ele não se abaixaria tanto. Ele não iria mentir para mim, me fazer pensar que nós finalmente poderíamos ser livres e, em seguida, tomar tudo isso fora assim. "Por favor, Sam ..." Eu imploro, as lágrimas cáusticas de traição queimam minhas bochechas. Eu estava tão certa que Sam não me mataria. Ele precisa de mim. Eu sou a única pessoa que o conhece. Eu sou sua humanidade. Mas tudo que eu posso ver é preto, e eu me pergunto se já estou morta.

Uma vez que tenho Vesper amarrada, eu uso a minha faca de caça para cortar o seu vestido. Uma pontada de sentimentalismo pisca enquanto eu me lembro da maneira que eu rasguei sua camisola no dia em que a levei. Mas agora é diferente. Meu estômago torce e gira em agonia. Eu estou doente de arrependimento, enquanto deixo ela nua. Eu dei-lhe toda a verdade. Acho que devia isso a ela. Ela queria minha história por tanto tempo, e finalmente posso deixá-la ter. Sei que não falará, porque ela não vai estar viva por muito mais tempo. Mas na tapeçaria de toda essa verdade, eu teci pequenas mentiras. Mentiras que tinham um gosto amargo contra a minha língua. Que meu irmão disse que nós dois poderíamos sair.


Nina G. Jones Que a única razão pela qual eu precisava que ela se deitasse na caminhonete era que eu não queria que ela fosse vista, e não que eu também não queria que ela visse para onde estávamos indo. Que eu disse a ela que iria me matar, assim ela não iria em uma corrida de última hora para ele. Finalmente, eu disse a ela, não com palavras, mas com meus olhos, que ela estaria bem. Que eu cuidaria dela. Eu digo mentiras o tempo todo. Eu sou uma porra de mentira. Mas ela me disse que estava pensando em fugir comigo. Que ela me escolheu. E eu tinha que dizer a ela que poderia fazer isso acontecer. Que poderia dar a ela uma nova liberdade, sabendo que a única liberdade que irá conhecer é a morte nas minhas mãos — nunca me incomodou tanto enganar. Eu não sou diferente de minha mãe, prometendo tirar Vesp do perigo, quando eu sou o perigo. "Sam, eu pensei que você se importava. Eu pensei que você me queria. Pensei que íamos estar juntos", ela soluça. Pela primeira vez, estou feliz por não poder falar com ela. Eu abro um saco de lixo e deslizo sobre sua cabeça. Eu não quero que ninguém a encontre nua, mas eu não quero que ela use as roupas que eu fiz. Talvez eles pudessem encontrar uma maneira de rastreá-las de volta para mim, mesmo que meu irmão tente desviar a força-tarefa. Ela tenta correr, mas perde o equilíbrio e cai batendo seu rosto. Isso me deixa doente por ver o estado patético em que ela está. Por têla enganado tão viciosamente. A única pessoa que me fez sentir um pouco menos como um monstro. Eu ando em direção a ela calmamente enquanto ela chuta suas pernas contra o chão, tentando desesperadamente escorregar para longe de mim, cega e amarrada. Eu a puxo até os joelhos, mas ela está mancando, segurando a postura de alguém que se rendeu. Quem lutou e lutou e não tem outra batalha em sua vida.


Nina G. Jones Ela choraminga, mas é mais como um zumbido sob a máscara quieta, melódica. Eu puxo a arma para fora da minha cintura e pressiono-a atrás de sua cabeça. "Por favor," ela lamenta. Meu dedo massageia o gatilho, mas minha mão treme ferozmente. Eu faço uma careta e respiro fundo, tentando focar meus olhos no borrão que está sua imagem agora. Com apenas um pouco de pressão do meu dedo, ela vai parar de existir. Ela terá entrado em minha vida, revirado, deixando-me assombrado por sua memória do jeito que eu fiz para inúmeros outros. Agora estou do outro lado. Sou a pessoa cuja vida nunca mais será a mesma. Eu cuidei dela por tanto tempo. Ela tem sido minha alma. Ela se tornou minha responsabilidade. Não. Isso é mentira. Ela é mais do que isso. Ela é minha obsessão. Ela é o meu batimento cardíaco. Ela é meu prêmio. Ela é a única puta. Ela não é uma delas. Ela é a outra parte de mim. Matá-la seria cometer suicídio. Então solto a mão segurando a arma para o meu lado e inclino a cabeça. Se eu vou me matar, então que seja como deveria ser. Não é a maneira que Scoot fodido exige. "Eu sinto muito", eu sussurro, com medo de dizer mais alguma coisa. Com medo de começar a balbuciar. Porque eu não tenho aquela urgência aqui. Ela me controla. Eu ando na frente dela, e tiro fora a fronha de sua cabeça. Seus olhos são selvagens e vermelhos. Ela está ofegando entre os soluços incontroláveis. Eu caio de joelhos para encontrar seus olhos e eu a beijo. O último Beijo. O beijo que eu sentirei em meus lábios pelo resto de minha existência miserável. Me escondendo. Procurando um vislumbre desse sentimento novamente antes de morrer.


Nina G. Jones É gentil, nossos lábios mal se encontram. Ela não beija de volta, ela está muito confusa. Então eu puxo para trás, incapaz de ir embora, apenas querendo prová-la mais uma vez. "Você vai me deixar aqui?" Ela pergunta, com tom de desespero em sua voz. Eu a beijo de novo, dessa vez tomando seu rosto em minhas mãos, saboreando suas lágrimas, sentindo seus lábios tremerem contra os meus. Eu guardo objetos de todos os lugares que eu estive. Pessoas de quem tirei. E esse beijo é o símbolo que eu vou lembrar dela. Ela não é como os outros. Eu nunca vou dar-lhes de volta o que eu tomei. Eu alcanço em meu bolso e fecho o pequeno colar de lua que tirei dela ao redor de seu pescoço. "Por favor, não me deixe sozinha aqui fora", ela implora. Ela deve me odiar, é assim que é suposto ser. Levanto-me e escrevo-lhe uma última nota. Faça o que você tem que fazer. Eu observo seus olhos estudando o papel. Tenho certeza que ela entende. Então antes de eu desmoronar eu devolvo o papel no meu bolso. Volto para a minha caminhonete. "Sam?" Ela pergunta, como se ela ainda acreditasse que isso é tudo um blefe. Brinquei com a cabeça dela tantas vezes, ela nem sabe mais quando é real. "Sam!" Desta vez é estridente, há raiva apimentada através de sua voz. "Sam!" Ela grita enquanto eu deslizo no assento do motorista. Dirijo no caminho para a estrada, observando-a me perseguir através do espelho retrovisor. Ela está coberta de lama, com as mãos amarradas atrás das costas, descalça. Suas súplicas ferem meus ouvidos, mas quando estou longe o suficiente, deixo de ouvir sua voz. A escuridão se estabeleceu e ela é apenas uma sombra no meu espelho retrovisor. Bati os freios e volto uma última vez. Só mais um olhar. Mas


Nina G. Jones eu sinto um puxĂŁo perigoso. EntĂŁo eu olho para frente, virando minhas costas para ela.


Nina G. Jones

PARTE

TRÊS


Nina G. Jones

CAPÍTULO 31

Meu nome é Vesper Rivers. Costumava ser tão fácil pronunciar essa frase para estranhos. Eu nunca pensei sobre o que isso significava. Todos os detalhes finos, as linhas e as sombras que ficam por trás desse nome. Talvez porque eu era apenas um esboço de uma pessoa. Linhas grossas delineando minha identidade. Uma imagem plana. Mas agora, existem vincos e coleções de pequenos sulcos quase invisíveis que se unem para criar profundidade e espaço. Para fazer uma imagem tão complexa que, dependendo do ângulo a partir do qual me olho, vejo alguém diferente de cada vez. Agora, para dizer essas palavras, para dizer a um estranho quem eu sou, é demais. É tão dolorido como uma confissão. O guarda florestal pensará que me conhece, pelos detalhes das notícias ou pelas circunstâncias do meu desaparecimento. Mas isso é só eu de um ângulo estreito. Se ele visse coisas do meu ponto de vista, ficaria chocado. Então eu espero, suja, tremendo, tomando uma cálida xícara de chá qualquer, ainda usando o saco de plástico que Sam colocou em volta em mim, e sobre isso um cobertor de lã, à espera de uma pessoa diferente de Sam que sabe as coisas que eu sei. Quem eu não tenho que mentir.


Nina G. Jones Uma cabeça de veado flutua na parede em frente a mim. Uma foto do homem que encontrei pela primeira vez correndo pela estrada, onde Sam me deixou, com suas filhas e sua esposa. Este mundo se tornou diferente. As paredes branco-lavadas de minha barraca minúscula, o lago, a floresta infinita que era realidade. Eu sinto seus olhos. A polícia local, observando-me através da persiana na porta que me dá uma falsa sensação de privacidade. Passo por oito xícaras de chá. Uma para cada meia hora enquanto espero pelo xerife Ridgefield. É tudo o que eu diria, não importa o que eles perguntem. Eu não daria o seu nome. Eu não diria o que aconteceu. Somente meu nome. Estou olhando para a xícara de chá meio-bêbada quando a porta abre abruptamente. Nossos olhos se encontram e eu posso ver o pânico velado. Ele está se esforçando para não me deixar ver. Da cor pálida de seu rosto, para sua expressão afundada, está claro que o xerife esperava nunca me ver novamente. Ele fecha a porta atrás dele. Olho para as persianas meio viradas e ele segue meu olhar, torcendo as astes para bloquear os olhos curiosos. Agarro firmemente a minha caneca enquanto ele lentamente puxa um assento em frente a mim. Isso é mais fácil. Isso eu posso lidar, não toda a comoção da polícia e da imprensa, só eu, um homem e uma sala. "Eu vim aqui assim que eles ligaram. Você foi deixada longe de casa." Ele quer dizer de onde fui arrebatada, num bairro suburbano ensolarado. O lugar onde meu namorado me propôs. Mas isso não é mais casa. Eu concordo. Ele é esperto. Ele não está dizendo nada. Ele não sabe o que eu sei. Mas ele sabe que eu mantenho sua vida no limite agora. Eu entendo, a gravidade do segredo de Sam. Não é apenas uma família humilhada e envergonhada. São gerações de reputação e riqueza


Nina G. Jones manchadas em um instante. É o futuro deste homem vaporizado em uma respiração. Seu irmão. Ele me levou. Cada parte de mim. Ele me deu partes dele. Forçou-as a se encaixarem em mim. Agora estou presa com elas. Então ele me abandonou. Eu não sou a menina na foto que você tem em seu arquivo. Ela não voltou. Ela desapareceu para sempre. "Estamos sozinhos?" Eu pergunto. Ele olha por cima do ombro antes de se inclinar. "Por agora." "Sam me contou tudo" digo. Não é uma ameaça, não é uma promessa de fidelidade ao oficial da lei na minha frente. É apenas informação. É instantâneo, a maneira que ele começa a suar. Sua pele vai de um amarelo pálido a um cinza doentio. Ele engole em seco. "Mas, eu não sei de nada", acrescento. Seu peito afunda com uma forte exalação. Eu me inclino para a frente, centrando meus olhos nos dele. Eles não são nada como Sam. São um marrom avermelhado. É preciso luz para que seus olhos brilhem. Os olhos de Sam parecem prosperar na escuridão. "Eu não sei o nome dele. Não sei onde ele me levou. Ele nunca falou. Eu estava com os olhos vendados o tempo todo. Ele me


Nina G. Jones vendou os olhos e me levou por horas antes de me deixar. Desculpe, não posso ser de mais ajuda." Não sei por que faço isso. Por que eu protejo o homem que fez as coisas que ele fez para mim. Certamente não é para Andrew-Scooter seja qual for o seu nome. Estou livre agora, fora da influência de Sam. Ele quase me deu permissão para contar minha história. Mas se eu contar tudo o que sei, Sam estará trancado, e será o fim. Eu não estou pronta para contar nossos segredos. Eu não quero compartilhar essa visão de mim com o mundo. Deixe-os me verem como dizem as notícias nos jornais. Eu não terminei com Sam, mesmo que ele pense que terminou comigo. O xerife Ridgefield fica ali por alguns instantes, pesando toda a merda que foi empurrada em seu prato. "Se você não sabe nada, então por que você pediu por mim?" Seu tom, é hipotético. Como se para me dizer, é o que alguém vai perguntar. "Eu não sei," eu encolho os ombros. "Não sei de nada." Ele se senta na cadeira e solta um enorme suspiro, lutando com um monstro invisível. "Por que você está fazendo isso?", Ele pergunta com ceticismo. Eu corro meu dedo ao longo da borda da mesa. A sujeira está encrustada em suas bordas, como alguém que tem vivido na natureza. Eles não sabem como ele me banhou, me alimentou, me fodeu, me segurou. Eles não sabem sobre os belos vestidos e como eles rodopiaram quando eu dançava com a música que ele me trouxe, como essas mãos uma vez virou as páginas de livros que ele me deu. "Mesmo você não entenderia", murmuro. Ele se inclina, seu rosto torcido com pesar. "Eu não tinha ideia, Vesper. Por favor, entenda isso. Nunca pensei que ele pudesse fazer isso." Eu concordo.


Nina G. Jones "Eu posso encontrar maneiras de ter certeza de que você será cuidada de ... para compensar o seu ... sofrimento." "Eu não quero isso. Você vai ter que confiar em mim." "Por que você está protegendo ele?" Ele pergunta. "Como posso confiar que você não vai acordar amanhã e contar tudo? Se eu encobrir isso, estou afundando ainda mais nesta pilha de merda, você entende? Todas as minhas fichas estão indo para isso. É isso que você realmente quer?" "Isso não é por ele", asseguro ao xerife. "Ou você", eu adiciono, olhando para o meu reflexo maçante sobre o quadro de pôster cromado atrás dele. "Se você quiser dizer a eles, vá em frente. Não posso impedilo." Ele esfrega a testa. "Vou levá-la ao hospital e depois vou entrevistá-la lá. Eu mesmo a carrego. Há um pouco de confusão aqui. A polícia aqui quer crédito por encontrá-la desde que você foi encontrada em sua jurisdição. Foda-se Keystone Cops. Então, eu vou ter que sair e fazer um pouco de magia aqui." Eu aceno, tomando o chá fresco e amargo como uma distração. "Vesper. Eu tenho uma família. Um menino e uma menina. Por favor." Eu não o culpo por acreditar que isso é bom demais para ser verdade. "Minha família sabe?" Eu pergunto. Meu retorno pareceu tão abstrato, esse quarto, um lugar no limbo. Eu nem pensei neles até que ele mencionou me transportar. Ele olha para baixo. "A estação chamou seus pais, ninguém respondeu. Chamamos seu noivo e ele disse que eles estão fora do país e ele tentaria alcançá-los. Ele vai ser o único encontrando com você para levá-la para casa." Um encontro com Carter se aproximando, e eu não sinto nada. Lembro-me de ter visto as notícias de uma menina que tinha desaparecido. Seus pais deixaram a luz da varanda acesa para ela


Nina G. Jones todas as noites, esperando que ela voltasse. Eles não se mudaram de casa por décadas, com medo de que eles não estariam lá para ela se ela voltasse. Claro, ela nunca fez. Minha mãe está longe. Dessa forma, as coisas não mudaram. E há algo estranhamente reconfortante nisso.

Quando eu vejo Carter depois que eles me examinam, eu choro. Eu não achei que eu fosse chorar até aquele momento. Eu não tinha derramado uma lágrima desde que eu voltei ao mundo. Nem mesmo quando fui entrevistada; Contei as coisas que um homem anônimo me fez. Ele me tinha vendado os olhos. Ele sempre usara uma máscara, assim mesmo durante as poucas vezes em que eu podia ver seu rosto, eu não tinha detalhes. Ele nunca falou. Tudo que eu sabia era a cor de seus olhos. Castanho, eu disse. Observei gotas de suor escorrendo pelo rosto do xerife Ridgefield, não condizendo seu comportamento frio. No caminho para nossa cidade, no carro, nós não falamos muito. Mas nós tínhamos decidido que minha insistência em escolhê-lo veio do fato que eu vi seu nome nos jornais que usei como toalete no porão. O carro estava cheio de tensão. Isso costumava me deixar nervosa e tagarela, querendo preencher todas as fendas do silêncio para que tudo se sentisse certo e suave. Agora, a tensão do silêncio parece tão trivial em comparação com o terror que eu sobrevivi. Eu me recusei a deixar o médico fazer um exame ginecológico. Ela insistiu, mesmo que o xerife tivesse vindo e tentasse me convencer. Ele fez - embora eu estou certa de que esta era uma boa notícia para ele - mas eu fiquei hostil. Eu não ia deixar ninguém me invadir. Eles pensam que foi por causa do trauma. Isso é o que eu quero que eles


Nina G. Jones pensem. Mas é porque eu guardo um segredo dentro de mim, um que só Sam e eu compartilhamos. "Vesp," Carter sussurra ternamente enquanto ele corre para mim. Seus olhos brilham com emoção e esse é o momento em que estou em erupção. Fiquei devastada quando perdi minha avó. Eu chorei por dias. Mas depois de um tempo, a dor apenas esmorece, e você tenta não pensar na pessoa. Isso ajuda a dor a recuar. Eventualmente, você para de pensar neles porque você percebe que é a melhor maneira para a dor parar. Então, um dia, você pode pensar neles, você pode falar deles e nem sempre terá uma dor em seu coração parecendo uma facada. Você acha que está segura. Eu lembro que eu pensei que estava. Passaram-se dois anos desde que ela morreu. Eu tinha seguido em frente. E então eu estava limpando meu quarto quando encontrei uma imagem em uma de minhas gavetas. Não estava em um bom ângulo, ela está estendendo a mão para algo que está fora do quadro, minha perna está espreitando no chão debaixo dela. Provavelmente estou sentada, brincando com alguma coisa. Não tem importância, a foto. Nada de importante. Ninguém está posando. Ela nem está sorrindo. É provavelmente por isso que foi descartada em uma gaveta. E, no entanto, quando vi, quando eu não conseguia me apoiar na lembrança dela, a dor do vazio me chocava e eu me encontro em lágrimas. Eu tinha feito a mesma coisa com Carter. Empurrei-o no fundo de meus pensamentos. Eu tinha esquecido dele e do futuro que eu imaginava. Quando eu o vejo agora, o sofrimento sai de suas restrições e se apodera de mim. Esta vida, a que eu fui jogada tão impiedosamente por Sam, estava morta para mim. Eu chorei por Carter, este mundo, e agora eu sou de alguma forma suposta acreditar que qualquer um desses é real. Nada disso nunca foi real, não se pudesse ser tirado de mim tão facilmente. Ver Carter é como achar essa foto. Não o traz de volta para mim. Só traz de volta a dor. Ele envolve seus braços ao meu redor, mas eu não estou pronta para seu toque. Seus braços são longos e flexíveis, não firmes e fortes. Ele cheira a sua colônia e a esterilidade do hospital, não do homem, da floresta e do xampu retinindo nos cabelos úmidos. Carter é o estranho


Nina G. Jones agora, mas eu sei que é errado me sentir assim, então eu deixo ele pegar o que ele precisa. Depois que termina outra rodada de questionamento, Ridgefield nos leva para fora na porta dos fundos. Eu não os vi, mas está claro que a imprensa está começando a se acumular lá fora. Ele me dá um aceno de cabeça, e um suave lembrete de que eles vão me chamar em breve e que eles podem ter mais perguntas. Agradeço-lhe, e Carter me coloca no banco do passageiro de seu carro como se eu fosse frágil como um ornamento de vidro.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 32

O apartamento que Carter me leva para dentro é desconhecido. Não no sentido abstrato. Quando fui levada, ele estava morando com seus pais, economizando para seu próprio lugar. Parece que ele seguiu em frente com esse plano. "Eu pensei, talvez, que voltar para a casa tão rápido não era uma boa ideia", ele diz humildemente. "É legal," murmuro, olhando para o interior frio. "Eu não tive muito tempo ou necessidade para decorar. Eu vou, embora. Talvez você possa me ajudar com isso", ele sugere, sua voz com uma risada tensa. Eu lhe dou um sorriso forte. Eu pensei que eu era tagarela. Parecia assim entre o silêncio de Sam. Mas agora tenho muito pouco a dizer. Estou acostumada a longos períodos de tempo em silencio, e agora as vozes parecem indesejáveis, invasivas. "Você está com fome? Posso preparar algo para comer." Estou. Morrendo de fome. Mais importante ainda, eu quero darlhe algo a fazer além de me estudar, perguntando-me como ele pode se aproximar sem me quebrar em pedaços. "Certo. Aceito qualquer coisa. Mas eu gostaria de tomar um banho."


Nina G. Jones "Claro, claro!" Ele apressadamente me leva para o banheiro, deixando-me com uma toalha e instruções sobre como obter a temperatura perfeita usando o botão de chuveiro. Fecho a porta atrás de mim. Um ritual eu suponho. O clique me lembra do som de trava toda vez que Sam me deixava no meu quarto. Uma lembrança. Uma vez me dizia que eu estava segura, então com o passar do tempo, que eu estava sozinha. A polícia pegou o saco onde fui embrulhada e me deixou em um vestido leve. Eu me vejo no espelho enquanto o tiro. Meu cabelo está mais longo do que quando eu saí, meu corpo já esbelto, mais fino. Passo meus dedos pela minha barriga. Não há nenhuma evidência externa do que uma vez eu segurei dentro de mim. E mesmo que me levou um tempo para aceitar a ideia dele ou dela, eu vim a me sentir como uma mãe, a sentir tristeza do que nunca foi. E ninguém pode saber. Nem mesmo xerife Ridgefield. Sam sabia que eu não poderia voltar e ele me deixou ir de qualquer maneira. Deixou-me em um mundo que não poderia compreender as escolhas que eu tinha feito. Mudou a forma do meu antigo eu, e depois tentou empurrar-me de volta para um espaço onde eu já não posso caber. Eu deslizo para dentro da água quente do chuveiro. Eu fecho meus olhos e me lembro quando ele me levou pela primeira vez no chuveiro da cabana, quando sem palavras ele me mostrou, que eu o deixava fraco. Deslizo pela parede fria do chuveiro e me sento no chão. Eu deixo a água cair sobre mim e soluço. Estou assustada. Não sei quanto mais eu posso sobreviver. Eu abracei-o. E ele arrancou meus braços dele e me deixou cair. Ele está lá fora. Eu sei quem ele é. E algum dia eu o encontrarei. Vou empurrá-lo de sua vida do jeito que ele me empurrou.


Nina G. Jones

"Sinto muito, pensei que tinha mais na geladeira", diz Carter enquanto me sento na frente de um sanduíche de queijo grelhado, cortado em diagonal. "É muito tarde, nada está aberto." "Não, isso é ótimo", insisto. Eu dou uma mordida e olho para cima. Ele só está de pé contra uma parede, olhando para mim. Quando ele me vê olhando para trás, ele sai fora dela. "Sinto muito, Vesp. Eu só ... eu simplesmente não posso acreditar que você voltou." "Nem eu." "Você sabe, eu nunca desisti de você. Quero dizer, eu sabia logicamente quais eram as possibilidades, mas também te conhecia. E você é forte é tão boa ... e ... é por isso que ainda tenho este lugar. Eu pensei, que se você voltasse, se quisesse, teria um lugar para morar que não fosse aquela casa." Eu paro com uma mordida do meu sanduíche. Eu não sei o que dizer. Eu não sou forte. Eu não lutei o suficiente. Ou eu fiz? Eu lutei tanto para sobreviver que me tornei outra pessoa? "Obrigada" respondo. "E eu só quero dizer que sinto muito. Me desculpe por não poder te proteger. Tentei tanto quebrar aquela porta. Para chegar até você. E eu ouvi você. Eu ouvi o que você disse. O que você fez para nos proteger. Estou tão-" "Não. Por favor. Não faça isso. Você não tem nada para se desculpar. "


Nina G. Jones Ele franziu o cenho e acenou com a cabeça algumas vezes, segurando seu desespero. "Então, onde está minha família?", Pergunto, pronta para abordar o assunto doloroso. "Brasil, na Amazônia. Liguei para o resort que eles estão programados para ir quando eles retornarem de sua excursão, mas eles estarão fora do alcance por alguns dias até então." Eu ri. "Ela levou Johnny para a Amazônia? Ela é louca. Bem, pelo menos isso a obrigou a passar um tempo com ele." "Sim." Os olhos de Carter flutuam longe dos meus nervosamente. "O quê?" Eu exijo. "Escute, isso é muito para assimilar. Você deve descansar por hoje, podemos nos recuperar amanhã." "Carter, porra, diga-me," eu estalo. Ele respira fundo, engole e inclina a cabeça. "Johnny não mora mais com sua mãe." "O quê?", Indignada. "Ele está em uma casa para pessoas com deficiência." A notícia bate o vento fora de mim como um chute no peito. Sinto-me doente. Doente que não só eu estava esquecida, mas que ele também estava. Eu fico em pé, cambaleando para o quarto. Carter embaralha em sua pose contra a parede e corre para me encontrar. "O que você está fazendo, Vesp?" Ele pergunta. "Eu vou pegá-lo. Ele não pode estar lá. Eu não fiz tudo isso para ele ser levado para uma clínica! Essa puta egoísta!" Eu choro. "Não acho que seja uma boa ideia."


Nina G. Jones "Claro que não. Você nunca quis que ele por perto. Ninguém fez!" Seus ombros afundam. "Isso não é justo, Vesp." "Eu não posso deixá-lo apodrecer lá. Ele tem uma família. Ele não é uma maldita planta. Ele é um ser humano que precisa de amor e atenção!" Eu grito, marchando passando por Carter, que tenta novamente me bloquear. "Vesp, eu conheço o lugar. Ele está em um bom lugar. Ele está recebendo muita atenção. Ele está recebendo tratamento especializado. É um bom lugar." "Ele precisa de mim", insisto. "Ele precisa de mim!" "O que nós vamos fazer? Rouba-lo? Você não é seu guardião legal." "Eu vou fazer o que for preciso", eu digo, esquivando-me dele. Carter aperta meus ombros, eu estremeço ao seu toque. Parece uma traição para a pessoa que tirou tanto de mim. "Por favor, apenas escute," Carter implora. "Você acabou de voltar e você precisa cuidar de si mesma. Ele está em um lugar seguro, um bom lugar. Logo, você pode visitá-lo. Mas você não está em forma para cuidar de Johnny. Você precisa cuidar de si mesma por uma vez. Ele também passou por muita coisa. Você não pode apenas voltar para a casa e puxá-lo para fora de lá. Você entende o quanto isso o confundiria? E você? Você foi embora por quase um ano. Você nem voltou a um dia. Você precisa se concentrar em si mesma. Se você se preocupa com Johnny, você vai deixá-lo lá até que você sabe em seu coração que você está realmente pronta para cuidar de um garoto especial como ele." O respingo frio da realidade me bate no rosto. Eu não sei viver mais. Não sem Sam tirando toda a responsabilidade. Ele me vestiu, me alimentou, me entreteve. Ele cuidou de mim como eu cuidava de Johnny. E como Johnny, vou ter que aprender tudo de novo.


Nina G. Jones Eu soluço, "Eu deveria salvá-lo." Carter me abraça, e por uma fração de segundos, eu me lembro do calor de seus abraços. "Tudo foi pra merda." Eu deixei Johnny apenas como Sam me deixou. Talvez fosse um ato de misericórdia quando Sam me soltou, assim como minha decisão de tirar Sam da casa, mas ambos tiveram consequências não intencionais. Carter me segura enquanto uma onda de lágrimas toma conta do meu corpo. Mas eu só deixei o momento durar alguns segundos, represando as lágrimas de volta para dentro, me tirando do aperto de Carter de repente. Todo esse tempo, continuei pensando que eu tinha mudado, enquanto de alguma forma tudo ao meu redor tinha permanecido estático. Mas o mundo não espera por você só porque você foi sequestrada. Assim como as madeiras com as estruturas que Sam e seu pai construíram quando criança, elas crescem sobre a memória de vocês.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 33

"Eu deveria ficar aqui", declara Carter enquanto coloca seu relógio de pulso. "Eles vão entender. Inferno, talvez eu devesse tirar um tempo." "Não", protesto firmemente. "Isso é ridículo. Você não pode descarrilar sua vida assim. Eu aprecio o pensamento, eu faço realmente. Mas eu não vou deixar isso acontecer. Não podemos deixar isso mudar as coisas." "Eu não consigo me concentrar sabendo que você está aqui sozinha. Pelo menos devemos esperar até que seus pais voltem." "Foram quatro dias. Eles voltarão em breve. Eu só vou sentar aqui o dia todo de qualquer maneira. Há um carro da polícia assistindo. Se você quer que as coisas voltem ao normal, temos que agir naturalmente." Eu me levanto da minha cadeira e dou alguns passos mais perto. Eu posso sentir sua necessidade. Ele quer que eu o toque, o beije, mas eu não posso. Eu ainda não estou aqui. "Não coloque isso em mim. Eu não posso ser responsável por isso. Por favor, volte." "Ok, bem, eu vou ligar para você a cada hora para checar." "Bem."


Nina G. Jones "Ok", ele diz com cautelosa determinação. Eu o sigo enquanto ele se dirige para a porta. Ele se vira para mim e suspira. "Certo," ele diz novamente. "Tchau." "Tchau", respondo com um sorriso malicioso. Ele está rígido, como se braços invisíveis o envolvessem. Eu posso ver o aperto de seu corpo, resistindo ao desejo de me abraçar. Eu deveria estender a mão, dizer-lhe que está tudo bem em me tocar, mas não posso. "Eu vou ficar bem." Ele balança a cabeça e sai. Eu espero até que seus passos desapareçam, e então tranco a porta. Eu viro e aperto minhas costas contra a porta, ofegando por ar. Eu posso finalmente respirar. Faz apenas quatro dias, mas Carter está me sufocando. Eu deveria querer essa atenção constante, mas não é o tipo que eu desejava, o tipo que Sam era capaz de dar. Carter é cauteloso, gentil e desajeitado. Eu tenho que ser fácil por nós, eu entendo isso, mas eu só preciso ter espaço para mim. Não apenas recuar para o banheiro, onde eu tomo extralongas chuveiradas para que eu possa soluçar no chão. Dirijo-me para a janela e olho para a rua. Um carro solitário da patrulha está lá fora. O xerife disse que estariam lá na próxima semana, tanto na casa de Carter como na de minha mãe, certificandose de que ninguém voltasse. Ele tem que fingir que quer resolver isso. Eu acho que ele está apostando em Sam ser inteligente demais para aparecer tão rapidamente. Ligo a TV. Há alguns programas durante o dia, então eu giro o botão. Meu rosto, está lá. Uma foto de uma menina desconhecida. Entrei em pânico e virei o botão novamente antes que eu possa ouvir uma palavra do que a notícia tem a dizer sobre mim. Mudo os mostradores para o último canal, depois volto. Até lá, a notícia da minha história passou. Mas eu não posso acalmar minha mente, então eu desligo. Eu tropeço ao longo do pequeno apartamento, tocando as coisas como se fossem artefatos raros. Eu ouço um barulho no corredor e congelo. É ele?


Nina G. Jones Corro até a porta e olho através do olho mágico, um vizinho está entrando em seu apartamento. Eu olho para baixo em meu braço e vejo que todos os pelos do braço estão levantados. Eu corro para as janelas e certifico-me de que cada uma está bloqueado. Eu sacudo minha cabeça como se estivesse tentando dissipar os pensamentos contraditórios. Eu quero ele ainda. Eu odeio que eu faço. Estou com medo e ainda quero que ele venha para mim. Ele é a minha maior ameaça, e assim, até que eu esteja de volta ao seu lado, eu sentirei esse perigo ameaçador. Estar com Sam, tê-lo na minha mente, é a única maneira que eu vou me sentir segura novamente. Passo a próxima hora pulando com cada som e arrumando coisas que não precisam ser arrumadas, até que a inquietação substitui o medo. Eu visto uma camisa de Carter e uma calça que ele pegou para mim da minha casa. Prendo o meu cabelo e pego emprestado um par de óculos escuros. Olho para a porta por um minuto, contemplando se eu deveria romper esta zona segura. Passaram-se quatro dias desde que entrei por essa porta. Eu queria poder ir para o lago. É calmo e aberto e não estou presa entre paredes. Pare, Vesp. Você não vai voltar. Faça isso. Você precisa fazer isso. Pego a maçaneta indecisa, segurando-a com a mão trêmula. Você consegue fazer isso. Vire-a e Faça. Fecho meus olhos e mordo meus lábios, tendo um momento de hesitação. Sinto a energia nervosa do meu corpo. O chiado do telefone me sacode de volta. Eu estou ofegante novamente, arrancada da calma hipnótica em que eu tinha estado. Ele toca três ou quatro vezes antes de eu perceber que deveria responder. É minha responsabilidade agora que Carter se foi. "Olá?" Eu respondo.


Nina G. Jones "Sou eu", diz Carter. "Oi." "Desculpe, estava com um pouco de trabalho atrasado para recuperar esta manhã. Está tudo bem? Como vai você?" "Estou bem. Eu prometo. Assim como você me deixou" assegurolhe. "Como está o seu dia?" "Bom. Como eu disse, é difícil estar aqui sabendo que você está sozinha," "Como eu disse, não se preocupe comigo. OK?" "OK. Te ligo dentro de uma hora, desta vez vou estar no horário." "Bom." Eu desligo o telefone, agora determinada a ir direto para a porta, para que eu possa voltar em uma hora para a próxima chamada de Carter. Ando em direção a ela, meu corpo empurrando através da dúvida como se fosse um campo de força invisível. Desta vez, agarro a maçaneta e a giro propositadamente. O telefone toca novamente. Bufo desta vez, irritada por Carter estar pairando sobre mim, logo agora que encontrei alguma coragem escondida. Eu ando de costas para o telefone e retiro-o do receptor. "Alloooo", eu digo com uma voz melódica, disfarçando meu aborrecimento. Não há resposta. "Carter?" Eu pergunto. Respiração. Isso é tudo que eu ouço na outra linha. "Carter, é você?" Eu pergunto, convencida de que há uma má conexão.


Nina G. Jones A respiração continua, é tão leve que só posso ouvir por causa do silêncio morto da casa. Meus lábios tremem quando eu imagino quem seja. "S-Sam?" Eu pergunto. Há um clique. Mas eu mantenho o telefone em meu rosto, esperando por algo. Qualquer coisa. Até que o telefone sai do gancho, soando esse tom agressivo em meu ouvido. Eu mal deslizo o telefone de volta no gancho, e corro para o banheiro. Giro a maçaneta até que o chuveiro é alto o suficiente para afogar cada pequeno som que me assusta, e então eu sento na tampa do vaso sanitário e espero por Carter retornar.

"Vou levá-la para jantar", proclama Carter, enquanto tira suas roupas de trabalho. "Oh ... eu ... uh ..." "Foram seis dias. Eu não quero empurrá-la, mas vamos tentar sim? A imprensa desistiu do lado de fora. Eles pensam que você está em outro lugar. " Eu penso como eu estava a poucos dias tentando sair. Como esse chamado misterioso era como um lembrete perfeitamente cronometrado da vida que eu tinha acabado de deixar para trás. Era ele. Tinha que ser. Durante todo o dia e noite me pergunto o que ele queria dizer. Era uma forma de me dizer que ele ainda pensa em mim? Ele estava me provocando? Toda vez que o telefone toca, eu pulo. Aguardo nervosamente que Carter responda, receosa de que se eu tomar a iniciativa, eu darei o segredo. Mas até agora, nada tem sido fora do comum. E eu não tenho


Nina G. Jones pensado na ideia de sair, pensando que ele vai ligar quando eu for embora, e vou perder algum tipo de chance. "Vamos para um lugar calmo e rápido", insiste Carter. Ele fica só de cueca. Parece-me que é a primeira vez que ele fica nu na minha frente desde que voltei. Lembro-me que eu achava o seu corpo atraente, ele dedicava seu tempo a isso, as linhas de seu abdômen viajam até seus quadris como uma longa estrada sinuosa. "Sua mãe estará de volta em alguns de dias. Eu sei que é muito para lidar com isso e apenas acho que vai ser bom lembrarmos como éramos e nos soltar um pouco." Eu penso sobre isso por alguns segundos. "Tudo bem." "Ótimo!" Ele diz, se perdendo e soltando um beijo na minha testa. Eu não quero, mas eu endureço. Ele finge não notar, mas eu sei que ele faz. "Eu vou tomar um banho rápido", ele anuncia, andando com sua cueca ainda. Ele gentilmente fecha a porta atrás dele e eu solto um grande suspiro, desmoronando de volta para a cama. O telefone toca. Minha respiração para por um momento. Eu quero correr, quero correr para o telefone, mas Carter pode sair para atender e não quero ter que explicar o meu súbito entusiasmo. Soa novamente, Carter não abre a porta, então ele já deve estar no chuveiro. Eu ando em entre o terceiro e o quarto toque. "Olá?" Silêncio. "Olá? Tem alguém aí?" Eu pergunto, minha garganta enchendo de emoção. "Se for você, por favor, diga algo." Um suspiro.


Nina G. Jones "Como você pôde me deixar assim? Por que?" Eu assobio. "Responda-me por favor? Eu sei que você pode dizer alguma coisa. Depois de tudo, pelo menos me dê isso." Nada. Nem mesmo a cortesia de uma resposta. "Você me deixou como um animal de estimação descartado e então invade minha vida? O que é que você quer? Se você quer me deixar, então me deixe ir." Eu não quero dizer isso, mas sei que é a coisa certa a dizer. Silêncio. "Maldição", eu rosno, pouco antes de um clique na outra linha e ele desaparecer do meu mundo novamente. Eu desligo o telefone, enxugando minhas lágrimas com a manga da minha camisa. Eu verifico o espelho do quarto para me certificar de que não é óbvio. Carter vai querer saber o que aconteceu e eu não quero lidar com isso.

Estamos sentados no Ten 22, um restaurante que eu costumava - e eu acho que ainda - amo. Carter está radiante. Ele acha que isso é um avanço. Estou tentando estar presente, mas só consigo pensar no telefonema. Como eu o odeio e sinto falta de nosso mundo quieto e louco. Como tudo em torno de mim parece um conjunto de sinfonia. Como se eu fosse uma boneca colocada em uma casa de bonecas e tudo ao meu redor se pareça um pouco menos real do que eu tinha antes. O caminho para o restaurante foi tranquilo, mas quando estamos sentados, eu me torno ciente de toda a agitação em torno mim: garfos, risos, pratos batendo contra mesas. Olhos. Tantos olhos. Eu sinto-os olhando fixamente em mim ... querendo saber-


Nina G. Jones "Quer alguma coisa para beber? Vesp?", Pergunta Carter. Olho para cima e vejo um olhar meio preocupado no rosto do garçom. Um garçom que não tinha visto na mesa até esse momento. "Uh ... água está bem." "Nós também vamos ter alguns chips e guacamole para começar." Eu tento afogar tudo. Mas tudo é amplificado. Eu vivi em silêncio por tanto tempo, quase todos os sons que ouvi no ano passado foram resultado de uma escolha calculada. "Você está bem?" "Por favor, não me pergunte isso. Pergunte-me qualquer coisa menos isso," eu gemo. "Hum, ok ... como foi o seu dia?" Eu ri. "Bem, eu sentei em seu apartamento e assisti TV e olhei para as paredes." "Parece divertido", ironiza Carter. "Sim," eu suspiro, correndo uma mão ao longo de meu rosto e cabelo. "E quanto a você?" Assim que ele começa, eu me perco em meus pensamentos novamente. A chamada. O que Sam quer? Essas mulheres fodidas do outro lado do restaurante precisam se calar. Elas são tão altas. Seu riso, parece zombador. É sobre mim? Elas conhecem meu rosto do noticiário? "Vesp? Vesp?" A voz de Carter me atrai de volta para ele. "Sim?" pergunto. "Você está ..." ele para. "Desculpe. Desculpe", ele acrescenta, acenando com as mãos em tom de desculpas. "Você está linda, a propósito."


Nina G. Jones "Realmente?" Eu pergunto. Eu não sinto isso. Eu me sinto vazia é como se todo mundo pudesse ver o vazio. "Sim." "Eu mudei? Desde a última vez que me viu?" "Não, quero dizer, seu cabelo está mais comprido. Mas você é você. Você ainda tem aquele sorriso, esses olhos. Eu costumava gostar de olhar para você, mas agora eu aprecio tudo ainda mais." "Obrigada." Deixo escapar um sorriso gentil, mas sei que não é verdade. Eu mudei. Meu sorriso e meus olhos não. Mas eu sei melhor. Carter deve saber isso. Pelo menos em algum lugar no fundo de sua mente. Posso entender que ele não quer admitir que a pessoa que ama é, de muitas maneiras, uma completa estranha. "E quanto a mim?" Ele pergunta. "Não, você é o mesmo. Seu cabelo está mais curto embora." Carter sorri. Ele olha para a mesa em um momento de hesitação antes de olhar para mim com determinação. "Escute, eu não sei se este é um bom momento. Mas, apenas sinto ... Escute, quero lhe dar algo." Ele enfia a mão no bolso e tira uma caixa. Reconheço-a instantaneamente, ele a segura como fez na noite em que fui levada. "Eu ainda quero que você tenha isso. Quero pegar de onde paramos. Eu não quero que algum louco roube isso de nós. Esperei um ano e vou esperar, por mais tempo até você estar pronta. A última noite que te vi antes de eu quase te perder, foi com o conhecimento de que você ia ser minha esposa. E ainda sinto que isso é verdade." Ele pega minha mão, e eu não luto contra ele, deixando-o deslizar o anel no dedo. Ele se encaixa um pouco mais solto agora. "Nós nos comprometemos um com o outro naquela noite e isso significou algo para mim. Ainda significa." "Eu também", eu sussurro.


Nina G. Jones As mulheres do outro lado de nós saem em um frenesi de cacarejos e eu observo. Carter parece preocupado, mas eu pisco meus olhos e concentro minha atenção de volta para ele. "Eu quero isso também-" Outra grande algazarra delas. Está me irritando, me deixando ansiosa. Eu só preciso que elas calem a boca. De repente as trombetas começam a cantar. Uma maldita banda de Mariachi? Não lembro desse lugar ser tão barulhento. Tudo mudou. Todas essas pequenas coisas. Mas eles não são pouco quando você mistura tudo. Meu coração bate contra meu peito em uma fútil tentativa de fuga quando todos os sons em torno de mim começam a borrar como um filme de cinema de quinta categoria. Então há um estrondo, ele divide todos os sons separados: o riso de hiena das mulheres, o mariachi, as conversas paralelas. Eu corro meus olhos e vejo um homem ajudando o garçom com óculos, com pressa, antes de se dirigir para a saída. É ele? É realmente ele? Eu chamo seu nome, vê-lo é uma chamada de sirene, eu me levanto da mesa e sigo para a porta. "Vesp? Vesp! O que você está fazendo?", Pergunta Carter enquanto agarra meu braço. Olho para trás para Carter, tento puxar meu braço, no momento em que eu volto o cara já se foi. Eu corro para a porta e empurro aberta, mas ele se foi. "Droga!" Eu estalo. "Vesp!" Carter chama quando ele se junta a mim lá fora. "Você pode me dizer o que está acontecendo?" "Era ele! Ele estava aqui!" "O quê? Quem?" Carter faz uma pausa antes de seu momento de realização. "Você quer dizer a pessoa que a levou?"


Nina G. Jones Eu tomo um fôlego frenético pensando em uma resposta que vai satisfazer todas as mentiras que eu disse a Carter, mas eu não tenho a energia para mantê-lo agora. Eu mal consigo respirar. "Você viu onde ele foi?" Carter pergunta. "Não, você me parou e eu o perdi." "Então devemos ligar para a polícia." "Não não!" "Por que não?" Porque eu menti para eles sobre tudo. Porque agora que está quieto aqui e todo o barulho, música e risos se foram, eu nem tenho certeza se era ele. Eu nem vi seu rosto. E mesmo que eu visse, eu disse a todos que ele tinha uma máscara o tempo todo, então como eu saberia? E, a razão mais tortuosa de tudo, eu não estou pronta para entregá-lo. Ele é meu. "Você prometeu-me que seria quieto!" Eu falo. É manipulação. Não sou eu, usando sua culpa contra ele, mas é a única maneira que eu posso parar de mentir. Carter responde parcialmente aberta.

com

um

olhar

apologético,

sua

boca

"Eu ... eu nem sei se foi ele. Eu sinto muito. Acho que acabei de ter uma crise. Deixa pra lá." "Hey," Carter descansa sua mão em meu ombro. "Deixe-me pegar a comida, pagar a conta, e vamos para casa, ok? Por que você não entra? Não posso deixá-la sozinha aqui fora." Eu massageio minhas têmporas, tentando aliviar a tensão entre os meus ouvidos. "Estou bem. É muito alto lá. Estou bem." "Ok," ele diz suavemente. Eu espero fora no estacionamento observando pessoa aleatórias ou casal vindo ou indo. Está calmo aqui. Aqui eu posso respirar. Eu não acho que a pessoa que persegui era o Sam. Nem sei por que fiz.


Nina G. Jones Meus nervos finalmente se acalmam, a brisa leve soprando contra mim nesta noite quente ajuda no processo. Respiro fundo e fecho os olhos por um momento. Lembrando a mim mesma que isso é apenas o começo. As coisas vão melhorar. Elas tem que melhorar. Abro os olhos quando um casal está saindo do carro. A mulher é mais velha, talvez meados dos quarenta com pele coriácea de muitos anos ao sol. O homem com ela é alto, com raios finos de louro brilhante espalhados por toda a sua cabeça como se ele passasse seus dias surfando. Ele a segue até a passarela que leva até a porta da frente do restaurante, onde estou de pé para o lado. A mulher olha para cima e para mim, e então ela faz de novo. Sua sobrancelha franzida. Ela me reconhece. Dou-lhe um sorriso desconfortável e olho para longe. Ela me passa, mas assim que ela está prestes a entrar, ela para. "Com licença, mas você é a garota da notícia? Eu só tinha que perguntar. " Eu esperava que isso pudesse acontecer. Meu rosto esteve em todas as notícias locais durante semanas, quando fui levada, e depois novamente em meu retorno milagroso. O que eu não esperava era o quão violada me sentiria quando alguma pessoa aleatória me perguntasse sobre isso. Que merda, não é problema seu? "Não" respondo. "Oh, desculpe. Eu só tinha que perguntar. Você parece muito com ela. Você sabe o que eu estou falando. Certo?" Eu sei. A menina nas fotos. Ela se foi. Ela não pode sequer ir a um restaurante sem vê-lo. Eu olho para baixo e inquieta com este pedaço de cabelo estúpido que continua soprando na minha cara. "Sim, eu a vi," eu respondo enquanto enfio o fio comprido atrás da minha orelha. "É incrível que ela escapou. Mas coitada. Só consigo imaginar o que ela passou." Enfim, você não poderia possivelmente. E você não tem o direito de pedir.


Nina G. Jones "Susan", suspira o marido, um homem que está claramente exausto pela necessidade constante da esposa de conversar com estranhos. Nesse momento, Carter sai pela porta, observando a cena com curiosidade. "Vamos, Vesp", ele acena para mim, tentando me salvar da conversa que ele sabe que eu não estou interessada em ter. Os olhos da mulher brilham quando ouve o nome. "Oh meu Deus, você é ela." Seus olhos se arregalam como se ela descobrisse alguma joia rara. "Sue!" Seu marido chama novamente, desta vez segurando a porta aberta para expressar sua urgência. Fico sem paciência. Tento me controlar, ajustar-me a um mundo que já foi familiar, mas agora é uma mentira. Esta mulher puxou um fio solto e forçou a minha fachada desmoronar. Como ela ousa? Ela não entende o que está perguntando? Quando ela pergunta se sou essa menina, ela está me perguntando se fui sequestrada, estuprada. Ela está perguntando se eu abortei o bebê desse homem. Se ainda amo meu noivo. Se me sinto culpada por meu irmão ter sido levado de casa. Por minha mãe não ter deixado sua viagem para voltar para casa ainda. "Quem diabos você acha que é?" Eu assobio. Ela se inclina para trás, descrente. Como se eu fosse rude. Como se ela tivesse o direito de se ofender. "Desculpe-me." Ela fala. "Eu só estava tentando te... ." "Você não tem direito de vir até mim e perguntar. Minha vida não é da sua conta, seu pedaço de merda." Finalmente, a mulher se fecha, congelada em choque enquanto eu passo por ela e por Carter, que agora está perto o suficiente para ouvir a minha explosão.


Nina G. Jones Ele também está chocado. Isso não é Vesper Rivers. Pelo menos não a versão "antes". Nunca perderia a paciência nem insultaria aquela mulher. Ela teria saído do seu caminho para fazer a mulher indiscreta, rude se sentir confortável, apesar de como desconfortável a mulher me fez sentir. Ela teria se assegurado de que todos fossem compreendidos ao seu redor, porque ela podia absorver os insultos, ela poderia lidar com os sentimentos feridos, enquanto ninguém mais podia. Eu voo passando direto por Carter indo direto para o carro. Ele me persegue, chamando meu nome, mas eu não paro até que eu esteja na porta do lado do passageiro. Ele entra e destranca minha porta. Eu me sento com um baque, um protesto físico para não sei o que. "Vesp, o que aconteceu lá fora? Ela te reconheceu?" Ele pergunta. "Não se preocupe com isso. Estou bem." Carter balança a cabeça. "Você continua me dizendo para não me preocupar, que você está bem." Ele se desloca em seu assento para inclinar-se para mim. "Você acha que eu não te conheço? Que eu não vejo que você está sofrendo? Eu sei que você está chorando no banheiro. Eu sei que você está com medo ainda. Mas eu não posso te ajudar se você não fala comigo. Eu tenho dado espaço a você, mas preciso entender. O que aconteceu com você?" A pergunta tem sido constante em seus olhos desde que voltei. Ele me observa, como se a história estivesse escrita na minha pele e se ele pudesse estudá-la, então entenderia. Eu não disse a ele nada do que já não soubesse - que fui levada. Porque até a versão que espera, a que gostaria de ouvir, vai mudar a maneira como ele me vê para sempre. Ele saberá que algum homem me fodeu como seu brinquedo pessoal por meses. Que ele me despiu, me amarrou e quase me matou de fome, de modo que eu não tive escolha senão ceder. Que o homem na máscara me fodeu em lugares e maneiras que nunca deixei Carter explorar. Que ele gozou em mim tantas vezes quanto possível, se não mais, do que Carter fez se eu considerar tudo. Porque ele era insaciável. Ele me desejava como um predador faminto. Mas eu nem sequer penso


Nina G. Jones que posso contar essa história sem a emoção de tudo se esgueirando em meu rosto, fazendo meu peito levantar com medo e emoção, sem chorar. E ele saberá que eu cresci a desejar o homem na máscara tanto quanto ele me desejava. Vou perder Carter porque ele vai ver que estou perdida. O caçado não deve superar o caçador. O que Sam e eu temos é antinatural. . É abominável. "Você não quer saber ..." Eu digo. "Diga-me o que aconteceu. Você pode confiar em mim", ele diz, tirando uma lágrima. "Você sabe que sou treinado para ouvir essas coisas. Posso aguentar. Você não quer ver ninguém, mas precisa conversar com alguém. Você pode confiar em mim." O lado de fora de sua mão acaricia minha bochecha, e ele encontra uma mecha de cabelo que continua escapando e prende-a de volta. Estou doente. O Sam me deixou doente. Porque só de pensar sobre o que eu diria a Carter sobre ele - os flashes de seus olhos felinos, as curvas e linhas de músculos ao longo de seu corpo nu, as cicatrizes, como se ele estivesse tão perto do inferno que o chamasse - eu estou latejando por toda parte; excitada. Eu não posso dizer a Carter o que aconteceu, nem mesmo em doses pequenas. Então eu faço o que eu aprendi com o diabo: eu me inclino e beijo Carter. Não suavemente, não buscando permissão. Eu pego. Eu não vou dar a ele uma chance de me perguntar se isso é a coisa certa. Vou fazer ele se sentir tão bem, que ele vai parar de perguntar. Assim como Sam fez comigo. Eu dou o carinho que ele estava desesperadamente desejando quando seu corpo se enrijece em minha presença, segurando os impulsos de me tocar. Eu faço isso para distraí-lo das perguntas. Para fingir que estou bem. Eu faço isso, usando Carter como um substituto para Sam. "Pare, Vesp", ele geme, mas não me empurra para longe. Eu subo no colo de Carter, no assento do motorista, em minhas pernas eu sinto seu pau duro. Ele não vai me fazer mais perguntas hoje


Nina G. Jones à noite. Só espero poder fazer isso sem mudá-lo do jeito que Sam me mudou.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 34

Garfos e facas tilintam contra a louça laranja, enquanto nos sentamos em silêncio em torno da mesa de jantar da minha mãe. Ela está de volta. Finalmente. Nós buscamos ela e seu marido no aeroporto, onde ela fez seu melhor show de drama emocional. Ela estava tão animada para me ter de volta. Tão animada, de fato, que ela se certificou de terminar sua viagem na Amazônia, ficando os dois dias extras depois que ela recebeu a notícia do meu retorno. Ela me abraçou no aeroporto, revigorada a e bronzeada, falsas lágrimas de alegria borravam seus olhos. Por toda a minha vida pensei que ela se importava. Eu pensei que sim, mas foi apenas a minha imaginação. Talvez, quem quer que meu pai fosse, eu seria amada por ele. Mas não acho que ela seja capaz disso. Ela é responsável. Ela nunca teria me deixado na varanda de alguém com uma nota presa a mim, mas isso era tudo o que eu era para ela, uma responsabilidade. É por isso que ela afastou Johnny. Carter pode pensar que é porque era o melhor, mas suas motivações não são como a de Carter. Se for melhor, é apenas um efeito colateral conveniente. Eu deixei que ela me abraçasse, deixei ela encher o carro com a conversa da viagem enquanto eu olhava para fora da janela e assisti o mundo passar por mim. Um nó formou-se na minha garganta, lembrando a maneira como eu assistia o que eu podia das janelas no dia em que Sam me deixou ir.


Nina G. Jones Me deixou ir. A raiva começou a se desgastar para outra coisa. Eu poderia têlo entregado. Ele me contou tudo sobre sua vida. Ele poderia ter me assassinado naquela floresta e ninguém jamais teria conhecimento. Mas ele me deixou ir. Acho que devo apreciar isso. Eu estou tentando. Mas ainda parece que ele me abandonou. "Não está bom?" Ela pergunta. "Hmmm?" Eu olho para cima do assado e ervilhas que tenho espalhado ao longo do prato. É apenas ok. "É bom," eu respondo antes que ela possa responder. "Eu cozinhei porque eu sei que é o seu favorito", diz ela, como se estivesse tentando provar que temos esse vínculo especial. "Meu favorito é bife." Eu aprecio a maneira que usa seu guardanapo para limpar sua boca e muda em seu assento quando eu digo isso. "Bem", ela suspira, inclinando a cabeça, com um aceno de cabeça para a saudação menos que quente que eu lhe dei, "Eu estava esperando um pouco mais de excitação para nós todos juntos." Ha! Coisas como esta são supostamente para reunir as famílias, certo? Porque eu nunca me senti mais longe de ninguém na mesa. "Nem tudo existe para tornar sua vida muito mais agradável", eu ri. Seu garfo e faca cai no prato em protesto. "Isso não foi o que eu quis dizer." Eu apenas continuo olhando para a carne marrom magra e ervilhas sem graça. A laranja é uma escolha terrível do fundo para estas cores. "Carter, eu peguei alguns charutos fantásticos na viagem. Por que não compartilhamos um no quintal?" Peter, meu padrasto, pergunta.


Nina G. Jones Carter olha para mim, esperando um sinal. Posso sentir, mas não olho para cima. "Uh, sim claro", ele aceita com uma leve hesitação. Uma vez que os homens saem da sala, mamãe mergulha. "Escute, Vesper. Não consigo imaginar o que você passou, mas ..." "Você nem mencionou ele. Nãxcco uma vez, o nome dele," eu a vejo, ainda olhando para o prato. "O que?" "Seu filho." Ela solta um suspiro, como se ela estivesse segurando essa noite, perguntando-se quando ela poderia soltá-la. "Querida, eu não sabia como falar sobre isso. Você não parece de bom humor. Eu não queria incomodar você." Eu rio sarcasticamente, finalmente encontrando seus olhos. "Você o colocou fora. Você se livrou de mim, e então você finalmente conseguiu fazer o mesmo com ele. Aposto que você estava emocionada quando soube que eu estava de volta." "Como você pode dizer uma coisa dessas? Você realmente acha isso? Que eu não queria você de volta?" "Quem diabos espera mais de uma semana para voltar para casa quando eles descobrem que a filha sequestrada, presumidamente morta, ressurgiu? Você acha que isso é normal?" "Você sabe que havia circunstâncias. Estávamos na selva!" "E quando você voltou? Você terminou sua viagem!" "Eu não tenho que ouvir essas acusações cruéis. Os voos foram reservados." "Então não ouça. Mas não minta para mim. Eu passei por muita coisa. Já vi muita coisa da verdade para ser mantida como se fosse uma idiota."


Nina G. Jones Ela balança a cabeça por um momento, sua boca enrolada em uma profunda carranca. "Você sabe que sempre viu coisas em termos muito simples. Nem todo mundo é um anjo como você. Nem todo mundo é capaz de dar esse tipo de amor sacrificial constante. Nós todos não somos conectados como você." "Eu não sou um anjo, mãe." "Então, o que lhe dá o direito de sentar-se ai tão presunçosamente e julgar-me? Eu fiz o meu melhor. Eu estava sozinha com você. E eu acho que fiz um trabalho decente de criar você. E com Johnny, eu só ... eu não posso lidar com ele. Quando você foi levada, eu não poderia lidar com tudo." "Então você fugiu, como sempre faz ..." O nó na garganta retorna inesperadamente. Não por causa dela, mas por causa de Sam. Ele me deixou como ela. "Eu não sei o que você quer, Vesper. O mundo deveria parar de se mover porque você se foi? Eu deveria parar de viver?" "Você disse que eu estava morta em apenas algumas semanas. Você nem me deu uma chance", eu repreendo. "Você pode justificar tudo o que quiser. Mas apenas seja honesta consigo mesma. Você estava feliz por ser aliviada do fardo pela primeira vez em décadas. Ser aquela mulher na comunidade fodendo cada pau que poderia encontrar." As lágrimas enchem seus olhos e ela dispara acima de seu assento, caminhando até mim e me estapeia na cara. Eu fico ali. "Você acha que isso dói? Você acha que é dor?" Eu pego a faca de bife e seguro em meu antebraço. "Vesper!", Ela grita. "Eu poderia fazer isso e eu nem sequer sentiria uma coisa!" Eu ouço o som de sucção da porta deslizante para a abertura do quintal. Mãos agarram meus braços. Eu não ia fazer isso. Eu estava


Nina G. Jones fazendo um ponto. Mas a forma como todos eles olham para mim, é como se eles finalmente vissem Essa não sou eu. Eu não sou a menina colocada aqui para fazer todos se sentirem melhor. Para facilitar suas vidas. Não mais. Sou difícil. Eu sou um fardo agora. Nada se encaixa e eu estou sempre desconfortável, puxando em probabilidades e fins, tentando fazer as coisas terem sentido. Eu vi e senti coisas que fazem as brincadeiras parecerem triviais. Eles veem o problema que eu me tornei e posso dizer que eles não querem isso. Eles querem sua doce, complacente Vesper volta. Agora eles se sentem obrigados. Assim como minha mãe sempre fez. Mas eles não querem isso. Eu não quero isso.

Eu acordo com o que parece uma ressaca. Só que eu não bebi. Saio do quarto e vejo Carter despejando uma xícara de café. Eu gemo para mim mesma, tudo doendo com a lembrança da feiura da noite anterior. "Bem, isso foi um desastre", eu digo. O rosto de Carter está tenso. "Vesper, acho que você deveria ver alguém." "Ver alguém?" "Sim. Um terapeuta. Você passou por uma provação e eu acho que você está tendo dificuldade em se ajustar. " "Carter, não passaram duas semanas, me dê um tempo."


Nina G. Jones "Eu entendo, e esse é o meu ponto, agora é a hora de obter ajuda. Quanto antes melhor." "Eu não preciso de ajuda." Carter coloca seu café no balcão e libera toda a tensão na sala com uma exalação. "Olha", ele começa antes de dar alguns passos para mim e aperta meus ombros, "eu entendo que há coisas que você pode não estar confortável discutindo comigo, ou sua mãe, ou alguém que você conhece. É por isso que uma pessoa objetiva seria ideal. Eles não vão dizer a ninguém e você pode simplesmente resolver as coisas que você está sentindo." "Sei como funciona um terapeuta, Carter. Eu estava um semestre longe de ser uma enfermeira." "Eu sei que você estava, estou apenas tentando deixar as coisas claras para você. Eu sinto que você acha que estamos todos contra você. Você foi defensiva. E me pergunto se é porque você tem todo esse material dentro de você que está tentando proteger. Como uma concha. Isso te fez difícil. E eu entendo essas coisas. Eu só quero que você tenha alguém que não tenha que se defender, um espaço seguro, e então você pode voltar a viver a sua vida. Talvez terminar a escola." "Eu vou pensar sobre isso", eu digo. Não sei se quero isso. Enfermagem foi uma vez um troféu em um pedestal que eu estava escalando. Mas, nos últimos tempos, esse objetivo parece pouco atraente. Ele me dá um sorriso. Esperança. O telefone toca. Carter, esfrega o topo da minha cabeça, olhando para mim com melancolia, antes de se virar para pegar o receptor. "Aaaa-llo." Ele esfrega a testa. "Olá? Olá?" Ele grunhi e desliga o telefone. "Número errado ou uma má conexão", ele me informa.


Nina G. Jones "Oh," eu respondo casualmente enquanto derramo um pouco de café, meu estômago rodando com decepção na oportunidade perdida de repreender Sam. "Por que você não me faz algumas recomendações de seus colegas e eu vou ver sobre a marcar uma consulta?" Eu não sei o quão verdadeira estou sendo, mas eu não quero Carter se preocupando comigo. Ele demora a responder. "Ok, vou fazer isso. Eu tenho que correr." Ele me beija no topo da minha cabeça e gira para ir para a porta. "Oh, e quero te dizer, não condeno toda a explosão de raiva que você teve na noite passada, foi bom ver você se levantar para sua mãe uma vez. Só acho que poderia ser mais produtiva e menos assustadora." Eu ri, levantando minha caneca para ele para um brinde no ar. Ele sai. Aguardo alguns segundos, coloco a caneca para baixo calmamente e vou na ponta dos pés em direção à porta para ouvir seus passos. Silêncio. Eu ligo a corrente na porta. Então eu volto para o telefone e disco 0. "Olá, operador. Acabei de receber uma chamada nesta linha e eu queria saber se você poderia me dizer de onde veio? Acho que foi uma amiga e perdi o número dela." "Senhora, não consigo localizar o telefonema, você tem um nome e uma cidade?" "Eu ... não, ela se mudou, eu não sei onde." "Você não tem o nome de seu amigo, senhora?" O impulso desaparece com suas perguntas e eu desligo, percebendo o quão perigosamente perto eu estava de abrir algo que não deveria. Mas eu tenho uma outra ideia, eu não sei o que vai me trazer, mas sei que vai satisfazer esse vazio, pelo menos temporariamente. Pego as chaves do meu carro que tirei da minha mãe ontem. Eu disse a Carter q7 não estava interessada em usá-lo em breve, mas era sábio ter em torno, em caso de emergência. Eu menti.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 35

Minha primeira parada é Las Palmas House. O edifício não tem a aparência estéril de uma casa de repouso como eu tinha imaginado. Meu plano era fazer uma viagem neste fim de semana para visitar Johnny com minha mãe e o padrasto, uma grande reunião. Eu não estou na lista permitida de visitantes ainda assim eu precisava esperar ela para retornar. Acho que é seguro dizer com base no nosso jantar, que minha mãe e eu não vamos passar algum tempo juntas neste fim de semana, então espero que hoje eu possa pelo menos ter um vislumbre dele, e talvez se eu tiver sorte, vão deixar-me vê-lo. Eu não posso esperar mais. Só preciso ver que ele está bem. É uma linda casa de três andares de tijolos. Carter tinha conseguido um panfleto para mim do hospital. É pequeno, não há mais de 20 crianças por vez. Eles têm acesso à terapia física, ocupacional e comportamental. Eu me recusei a acreditar que qualquer coisa que algum estranho poderia oferecer, seria melhor do que o que eu tinha para dar, mas quando estou em frente a esta pacífica morada, roseiras flanqueando a porta da frente, no meio de sons de crianças brincando, parece um lugar bom para uma criança. Eu sigo os sons para o quintal, cercado como um pátio de escola. Há um playground; Crianças de vários níveis de dificuldades física brincam. Alguns sentados em cadeiras de rodas, alguns correndo em volta. Então eu o vejo. Está prendendo uma esfera entre seus braços, jogando para um outro menino em uma cadeira de rodas. Ele erra. É


Nina G. Jones difícil apontar sem o uso total de suas mãos. Uma mulher sorri e fala palavras de encorajamento quando ela pega a bola. O menino na cadeira de rodas joga-o de volta para Johnny e ele arremessa seus braços juntos e pega novamente. Cubro minha boca, sufocando um ofego, celebrando com pequenos saltos de alegria enquanto eu passo meus dedos através da cerca. Eu nunca o vi pegar uma bola assim antes. Seu sorriso irradia. Ele parece mais alto, e seu rosto mudou, já mostrando sinais dos ângulos que sua mandíbula levará algum dia. "Olá", outra mulher cumprimenta com suspeita educada. "Oh, oi", respondo, endireitando-me. "Você é um membro da família?" Ela pergunta. "Sim. Eu sou a irmã mais velha de Johnny Rivers. Desculpe, tenho certeza que isso parece estranho. Eu não acho que meu nome está na lista de visitação. Minha mãe estava fora do país e eu sei que você tem certas horas para visitar. Eu não o vejo há muito tempo. Eu simplesmente não podia esperar mais." Um olhar de apreciação aparece em seu rosto. Sua pele tem um brilho impecável que quase cintila ao sol, e seus olhos castanhos brilham calorosos para mim. "Na verdade, eu falei com sua mãe esta manhã. Você é Vesper, certo? É um bom nome. Ela fez questão de te autorizar visitá-lo." O nó de raiva em meu estômago que estava segurando para minha mãe se desvenda um pouco. Todos nós somos um pouco bons e um pouco ruins. Estamos apenas tentando descobrir essa vida. "Ele tem terapia em cerca de quinze minutos. Você pode vir brincar com ele, se quiser." Ela caminha até a entrada do playground, nos encontramos no portão e ela me deixa entrar. Eu não sei como me aproximar dele. Ele viu tudo no dia que Sam me levou enquanto estava dormindo. Ele ficará confuso? Ou será que esta coisa toda tem sido um pequeno blip no tempo para uma criança que parece ter tido tanto acontecendo enquanto estava fora?


Nina G. Jones Eu respiro, tentando manter as lágrimas antes de me aproximar por trás e suavemente bater em seu ombro. Ele gira, a bola ainda em seus braços. Ele olha para mim, ele congela e deixa cair. Ele salta no pequeno espaço entre nós. Sua expressão vazia torna-se uma carranca e ele começa a chorar, enterrando seu rosto em meu estômago enquanto me segura. "Johnny," eu sussurro. "Está bem. Estou de volta." Ele me abraça apertado, apenas soltando para que eu possa me ajoelhar e olhar nos seus olhos. "Você está triste?" Ele balança a cabeça. "Feliz?" Ele acena, enxugando uma lágrima com seu antebraço. "Eu estou feliz em ver você também." Eu já me esqueci de manter minhas emoções enquanto minhas lágrimas combinavam com as dele. "Me desculpe, eu fui embora." Johnny acena com a cabeça. "Você gosta daqui?" Ele sorri e acena com a cabeça muitas vezes. Posso dizer que ele está indo muito bem. Ele tem outras crianças para brincar e até mesmo seu equilíbrio e força melhoraram. É humilhante aceitar que talvez eu precisasse dele em torno mais do que ele precisava de mim. Ele me arrastou para seu amigo, Thomas, que também parece ter paralisia cerebral, mas ainda pode falar. Ele tem um melhor amigo. Alguém como ele. Alguém que entende o que ele passa todos os dias de uma forma que eu não posso. Eu atiro a bola com Johnny e Thomas até que seja hora dele ir para a terapia. Quando o deixo com promessas de voltar, ele está sorrindo. Ele está a salvo. Valeu a pena. Não importa o que aconteça comigo, ele ficará bem.


Nina G. Jones

A biblioteca está quase vazia durante esta hora do dia, então a bibliotecária parece feliz em me ajudar quando eu digo a ela que estou fazendo algumas pesquisas para uma aula imobiliária que estou tendo. Ela está muito ansiosa para me ajudar a puxar registros, encadernados em livros de vários centímetros de espessura. Minha pesquisa começa por propriedades da família Hunter ou Ridgefield. Deve ser grande, possivelmente designada como terra agrícola. Em algum lugar quieto. Isolado. Acontece que há muita terra em torno dessa família. Há muitos Hunter e Ridgefields e muitas gerações que possuem da terra. Horas depois, eu sou capaz de estreitar o campo para menos de uma dúzia de propriedades de acordo com o tamanho e a distância. Mas eu preciso de mais detalhes. Meu estômago ressoa quando olho para o relógio. Tenho de voltar em breve, Carter geralmente chega em casa tarde, mas às vezes ele chega cedo e me surpreende. Mas eu posso sentir o quão perto estou de encontrar onde eu estava presa. Onde eu comecei a formar uma nova vida. Finalmente, eu tenho uma ideia. A bibliotecária me aponta para a seção de mapas e eu começo a procurar os endereços. Minha ideia é ver se algum deles indicam que tem algum rio ou riacho. Eu sou uma novata completa nisto, e enquanto o lago parecia enorme para mim, talvez ele não seja grande o suficiente para ser retratado em um mapa. Cerca de cinco propriedades, e minha ideia engenhosa parece ser inútil. Eu rodo a ponta do meu lápis e estico meus ombros, que ficaram tensos e doloridos da minha posição curvada sobre os mapas e livros como uma predadora. Procuro o próximo local no mapa, 1021 Redwood Lane, Villa Buena, CA. Aperto meus olhos fechados algumas vezes, cansada e embaçada de digitalizar mapas e registros de imóveis, e como eles


Nina G. Jones reorientam, eu acho. Traço meus dedos ao longo do papel, e mesmo que seja apenas tons planos de tinta, tudo parece tão familiar. Tento descobrir seus limites, coordenando com os registros de propriedade da terra, e é aí que eu vejo, uma elipse de pálido azul de forma irregular. Água. De acordo com a escala no mapa, é do tamanho que me lembro que o lago deve ser. Eu nem sequer tenho que olhar para os outros locais. Eu sei. De repente eu posso ver o layout. Usando as semanas e os meses que contei os passos entre a cabana e a água, posso rastrear abaixo onde eu permaneci, onde a casa está provavelmente. Onde está o celeiro. Meu coração soca contra meu peito, roubando meu fôlego. É real. Este lugar é real. Quase começo a sentir como se tivesse existido apenas em minha mente. Mesmo neste curto espaço de tempo, as partes tinham desbotado como se fosse um sonho que você não se lembra instantaneamente ao acordar. Com as mãos trêmulas, empilho todos os livros e documentos em uma pilha confusa, amassando o mapa e deslizando-o para dentro da minha bolsa. Olho para o relógio e ofego. Já são oito horas. Carter provavelmente ligou em casa vinte vezes e provavelmente já está de volta. Corro para fora da biblioteca e volto para casa. Abro a porta em silêncio, fingindo que minha ausência não é nada fora do comum. Carter está no telefone, andando de um lado para outro, ele vira e aperta a ponta de seu nariz em alívio quando me vê. "Não importa, ela apenas entrou pela porta. Sim. Está bem. Está bem. Tchau." "Quem era?", Pergunto. "Sua mãe." "Por que você a chamou?" "Tenho te ligado o dia todo. No primeiro dia que o carro de patrulha não está lá fora você desaparece. Levou tudo o que eu tinha para esperar e não ligar para a polícia antes que pudesse chegar em casa. E você se foi. Nenhuma nota, nada!"


Nina G. Jones "Desculpe, perdi a noção do tempo", digo, jogando minha mochila, cheia de segredos, ao lado da porta. "Onde você estava?" Ele pergunta. A pergunta me irrita mais do que eu esperaria. Desde que voltei, ele tem sido mais babá do que um namorado e está começando a pesar em mim. "Tenho que relatar tudo para você? Sou adulta, você sabe." "Ontem à noite, você segurou uma faca em seu braço e ameaçou cortar-se. Então você desaparece hoje. O que eu deveria pensar?" "Eu não ia me cortar", exclamo. "Isso não é um comportamento normal." Sorrio. Normal. Ele está esperando que eu seja normal? "Você está certo. Não é normal. Lamento que meu retorno seja tão inconveniente para você e para todos os outros. Lamento ter voltado e revirado suas vidas. Lamento que todos tenham que acomodar meu comportamento estranho e incomum. Lamento que isso tenha sido tão difícil para você", falo sarcasticamente. "Não seja assim, Vesp." "Não estou pronta para isso. Para qualquer um. Pensei que nunca voltaria a ver nenhum de vocês. Eu não sabia que ia voltar para casa até o momento em que isso aconteceu. Então me perdoe se preciso de um pouco de tempo para adaptação. E isso inclui algum tempo para limpar minha cabeça e não ser olhada como se eu fosse alguma pessoa perturbada. Não fui eu quem fez isso!" "Isso não foi o que eu quis dizer." "O que você sacrificou? O que você disse-lhe quando ele perguntou a você?" "Me perguntou? Quem? Do que você está falando?" "Você sabe, quando ele te deu uma escolha ..." falo, não querendo deixar ir a questão que estava me incomodando.


Nina G. Jones Eu não deveria fazer isso. Não é justo, mas isso sempre esteve no fundo da minha mente, corroendo-me desde o início. Quando ele me deu uma escolha, coloquei o meu corpo na linha. Eu não deixaria Sam magoar Carter, então eu disse a ele que poderia me ter. "Quando ele perguntou se você morreria ou o deixaria ..." Não posso dizer. Há tanta vergonha no meio dessas palavras. "Deixar o quê? Do que você está falando ?!" Carter diz. "Que ele me fodesse!" Eu grito. É catártico, solto a dor oculta dentro de mim. Eu tentei proteger Carter, mas não estava funcionando. Carter para e por um momento parece que ele vai ficar doente. Eu o vejo procurar suas memórias. "Eu não sei o que você está falando Vesp. Você quer dizer aquela noite?" Seus olhos brilham com lágrimas e agora eu vou ficar doente. "Você acha que eu teria deixado ele ..." ele engasga, "fazer isso com você? Você acha que eu teria dado a ele permissão como se fosse minha para dar?" A dor em seu rosto é tão vívida, que não posso suportar olhar para ele. Eu posso tolerar minha própria dor melhor que a dele. "Ele me disse-" "Ele é um mentiroso!" Carter grita. "Eu sinto muito. Eu preciso ... preciso de ar ", diz entre respirações pesadas. "Carter-" quero me desculpar, mas ele já está indo para a porta. "Eu só preciso dar uma volta", diz ele. Ele sai e eu olho para a porta em silêncio. Eu não acreditei em Sam quando ele me disse. Claro, Carter não teria feito isso. Mas parte de mim desejou que ele tivesse. Seria mais fácil de alguma forma. Olho para a porta durante quarenta minutos, me animando quando ouço a chave que destranca a porta. Eu permaneço atenta quando Carter entra. Ele não parece bem. Ele está pálido e seus olhos estão vermelhos e inchados. O que perguntei foi cruel.


Nina G. Jones "Sinto muito pelo que falei antes. Eu tinha um discurso elaborado na minha cabeça, mas realmente sinto muito, Carter." Carter leva a cabeça para trás, passando os dedos pelos cabelos, bagunçados depois de um longo dia. Nós dois estamos cansados. Seu peito e ombros caem enquanto ele esfrega as mãos sobre o rosto. "Me desculpe por não ter te protegido, Vesp. Desculpe se estou sufocando você. Eu só ... sinto como se falhasse e ..." "Não. Não ..." insisto, correndo até ele e agarrando suas mãos. "Eu não quis dizer isso. Eu estava me sentindo atacada e disse isso para te atacar. Foi nojento. Como disse, não fui eu quem fez isso. E você também não." Carter inclina a cabeça e suspira. "Você está certa. Eu ainda acho que você deveria ver alguém e coletei alguns bons nomes, mas não quero pressioná-la. É só isso, esperei tanto tempo para ter você de volta e é como se você estivesse bem aqui na minha frente, mas eu não posso alcançá-la. Pensei sobre como as coisas seriam incríveis quando você voltasse, e não percebi o quão doloroso isso seria. Para você. É egoísta eu esperar que você volte e finja que o ano passado não aconteceu. Eu estou revivendo, também. A polícia veio ao meu trabalho para falar comigo, procurando por novas informações, qualquer coisa que eu poderia ter lembrado, nas muitas vezes que eles me questionaram logo depois que você foi levada. Eu não mencionei isso porque eu odeio trazer essa noite. Mas isso me fez revivê-lo, e está fresco novamente e sinto que ele está ao virar da esquina para agarrá-la. Eu quero ajudar, mas não tenho nada e me sinto incapaz pra caralho. Esse maldito bastardo ..." Eu balanço minha cabeça, arrependimento apertando meu peito. "Não. Não. Carter. Ele me deixou ir. Ele não vai voltar para mim. Entendo que isso é difícil para você. E você está sendo incrível. Talvez muito incrível. Quero que fiquemos bem. Você está ligando a cada poucas horas, constantemente preocupado. Isso não é saudável para você. Eu não esperava nada disso. Para ser honesta, eu tinha assumido que você tivesse se mudado há muito tempo. Pensei que tivesse me esquecido."


Nina G. Jones "Não sou sua mãe, Vesp." "Eu sei," murmuro em voz baixa. Pensando sobre o mapa dentro da minha bolsa, como, apesar deste entendimento e o amor do homem na minha frente, tudo o que posso pensar é em encontrar esse local. Ele pode não entender, mas ir lá é algo que eu tenho que fazer. Tenho que deixar esse lugar em meus próprios termos. "O que você acha de comermos algo, e apreciarmos o fim de semana? Vamos nos divertir agora. Foi uma longa semana para nós dois, eu acho." "Acho que é uma ótima ideia. Na verdade, por que não vamos sair para comer?" Sugiro.

No primeiro momento eu não tenho certeza se estou indo ao lugar certo quando eu dirijo ao longo da entrada de terra. Mas assim que faço uma curva eu vejo uma ponta do celeiro por trás das árvores, sei que minha teoria estava certa. Esperei duas semanas para vir aqui. Duas longas semanas. Eu sempre odiei dizer: longas semanas, dias, minutos. Um minuto é um minuto. Uma hora é uma hora. Mas agora entendo que não é verdade. Não quando você está deitada nua em um porão frio, faminta, sedenta e segundos parecem congelar infinitamente. Não quando você está nos braços do homem mais cruel que você já conheceu e ele alimenta seu prazer, direto, como um tiro de heroína, e esses minutos contam rapidamente, acelerando em velocidade como uma queda livre, para que você acerte a Terra com uma explosão dolorosa quando tudo é demasiado rápido. Eu tive que começar a me concentrar no meu tempo com Carter. Reconstruindo coisas. Deixando-o entrar novamente. Eu tinha que


Nina G. Jones levá-lo a confiar em mim. Dessa forma, ele não ligaria para casa a cada hora, então ele não notaria uma longa viagem de um dia como esta. Eu deveria estar com medo. E se ele ainda estiver aqui? Mas eu não tenho mais medo. Sou muitas coisas, mas não mais medrosa. Agarro o volante firmemente. Eu estava tão focada em encontrar este lugar, eu nem sequer penso sobre o que farei se eu estiver certa. Acho que pelo menos uma parte do que Sam me disse era verdade — seu irmão queria que ele fosse embora. O homem teve que sentir como se tivesse feito pelo menos uma coisa certa, e ter seu irmão fora da cidade foi algum tipo de ação. Estaciono na grama entre o celeiro e a casa principal. Saio, meus sapatos triturando contra a grama seca que já está alguns centímetros mais alta do que quando eu estive aqui. O celeiro chama a minha atenção. Eu vou para ele com a possibilidade de que alguém poderia estar na propriedade. Se o xerife Ridgefield me encontrar aqui, ele teria um ataque. Quando abro a porta, o som do zumbido torna-se aparente; Eu sigo até o lago seco do sangue de Sam e uma horda de moscas que o circundam. A porta do celeiro goteja suavemente atrás de mim e eu assusto. Eu me escondo dentro de uma barraca, ouvindo sons, meu coração acelera e meu crânio lateja, enquanto os segundos passam sem som até que um cavalo relincha. Eu saio, cautelosamente indo para a entrada para encontrar Beverly com a cabeça espreitando para além do umbral do celeiro. "Heeeey menina", eu falo. Ela bufa quando chego perto e esfrego o lado de seu pescoço musculoso dourado. "Você parece bem. A liberdade se adapta a você." As cabras estão longe de se ver, então eu continuo minha missão, passando por Beverly em direção à casa. Ela me segue, como se eu fosse uma versão distorcida de uma princesa da Disney, parando nos degraus da varanda. A porta da frente está destrancada; A porta de tela range em protesto enquanto eu puxo-a aberta, impotente para proteger os segredos de seu dono. Está exatamente como nós deixamos. Gostaria de saber se ele pretende voltar um dia. Subo os degraus do quarto, aquele que


Nina G. Jones segurava sua psique, como um canto escuro de sua mente. As tapeçarias e os artigos coloridos ainda estão alinhados nas paredes. Não havia tempo suficiente para ler tudo. Digerir. Eu puxo os artigos um por um. Eu observo as fotos dele quando criança e sua família. Ele parece diferente agora, mas dói ver seu rosto. Ver um menino que foi esquecido aqui em cima, sozinho com uma louca. Eu odeio que sinto por ele, mas não posso controlar isso mais do que posso controlar a necessidade de respirar. Há uma foto em preto e branco dele. Ele é tão pequeno. É de antes do acidente. Ele está em uma pitoresca rua arborizada. Onde as crianças poderiam brincar sem preocupação, onde a mãe poderia facilmente sair pela porta da frente e chamá-lo para o jantar. Eu realmente não tive isso. Eu não cresci como a maioria das crianças. Apenas a visita ocasional à minha avó me permitiu vislumbrar aquela vida. Ela morava numa rua como aquela. Em uma casa como a que está à esquerda de Sam na foto. Eu olho mais de perto. 98. Eu mal posso fazer isso, mas como está estampado em minha mente, eu sei quando vejo. Eu balanço a cabeça em descrença. Não me lembro dele. Mas, novamente, eu não conhecia muitas crianças lá. Lembra-se de mim? Quero perguntar a ele. Quero falar com ele. Quero respostas. Mas não conseguirei nada. A realização me deixa desconfortável. Como se tudo isso estava destinado. Como se fui feita para estar aqui neste lugar desde que nasci. Eu coloco a foto para baixo e puxo em uma das tapeçarias, expondo uma parte de uma parede limpa feita de dezenas de tábuas de madeira lavadas brancas. Então outra, e outra, tentando afastar a demência até que o papel e as pilhas do tecido colorido estão aglomerados em torno de meus pés. Eu olho em volta da sala, que uma vez foi o símbolo de uma mente escura e lotada, agora estava brilhante e aberta. Exceto por uma imperfeição. Uma das tábuas parece irregular — mais curta e não alinhada como as outras. Eu ando até ela e pressiono. Oscila, mas está bem firme. Eu corro para a mesa de artesanato e pego um par de tesouras, encaixando em um lado no espaço entre as tábuas e erguendo-a longe da parede. Uma vez que consigo, cai com facilidade.


Nina G. Jones Na parede repousa uma caixa. Parece velha, mas bonita, como a maioria das coisas nesta casa, feita a partir de uma madeira bronze com esculturas ao longo do topo. Eu puxo-a para fora e coloco na escrivaninha, abrindo-a. É forrada com um feltro verde e dentro estão dúzias de objetos aleatórios. Joias e fotos que não posso nem imaginar de quem sejam. Então bate-me: É sua caixa de troféu. Eu me afasto como se estivesse infectada. De repente eu não me sinto tão especial. Sou forçada a enfrentar que sou apenas mais uma vítima em uma longa lista de vítimas deste predador. Ele recolheu pedaços de nós. E não tenho dúvidas de que se ele pudesse colocá-los orgulhosamente em suas paredes, ele teria. Sorrisos irradiam dessas fotos, roubadas. Vidas interrompidas. Eu levanto uma mão trêmula sobre minha boca enquanto as lágrimas fluem por minhas bochechas. Dói de uma maneira que eu não esperava. Como quando você encontra uma carta de amor de seu amado para outra pessoa. Uma traição. Um engano. Ele nunca me disse que não era aquele homem, mas ele me mostrou algo diferente. E acreditei nele. Eu fiz. Eu não podia acreditar no cara bonito que usa sua dor em sua pele e naquela pessoa atrás da máscara. Ambos não existiam nele. Era preciso morrer. Assim como o velho que secou e murchou para abrir espaço para a pessoa que está aqui agora. Puxo algo da minha bolsa e coloco onde estava a caixa. Uma espécie de mensagem para Sam. Então fecho a tampa da caixa, incapaz de olhar por mais um minuto fechando-a. Eu preciso manter isso, como um seguro, como um lembrete.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 36

Ela pegou a maldita caixa. Não faz sentido. Não havia como saber onde estava na casa sem fazer um trabalho duro. E, no entanto, ela a encontrou. Ela está pensando em mim tanto quanto eu penso nela. Saí da casa com pressa. Meus pensamentos se torcem sobre o que fazer com Vesp. Eu ia matá-la. Eu fui para matá-la. Eu me desfaria de seu corpo e voltaria para a casa para limpar depois. Ela sempre fode meus planos. E a próxima coisa que sei, estou deixando-a a um quilômetro e meio de distância da estação do guardaflorestal e estou correndo. Porque ela poderia me entregar. Ela poderia dizer a eles como sou, a história da minha família, a marca e o modelo do minha caminhonete. Nesse ponto, a evidência física seria apenas a crosta de gelo no bolo. Eu tive que dar-me uma vantagem. Fiz o que a maioria dos fugitivos faz, dirigi para o sul, parando em um restaurante em torno de Los Angeles, na esperança de pegar algumas notícias na tela de televisão pouco difusa atrás do balcão. "Café?" Uma garçonete perguntou, mastigando sua gengiva como um cavalo enquanto deslizava a torta de maçã que apontei no menu mais cedo. Eu balanço a cabeça.


Nina G. Jones É estranho. Acho que poderia ter falado com ela. Eu poderia ter tido um pouco de palavras aqui ou ali, mas me acovardei, porra. Eu não me importo com o que alguém pensa sobre como me sinto. E eu não tenho aquela mão invisível apertando minha garganta como tive uma vez. Eu estava correndo, mas também tinha chegado a um acordo com isso, era o fim. Com este café amargo e torta de maçã sendo a minha última refeição. Com o mundo sabendo quem realmente sou. Há uma paz nisso. Ouvi dizer que é assim quando você sabe que vai morrer. Uma calma toma conta. Eu poderia ter falado, mas não queria. Eu conservaria minha respiração para Vesp se eu a visse outra vez. Finalmente, a notícia da noite começou e a história de topo não foi surpresa para mim. Mulher desaparecida na área de Sacramento Vesper Rivers foi encontrada no Parque Nacional Sequoia hoje. As autoridades precisam de ajuda para localizar esse homem. Eu tomei um gole da minha caneca, esperando uma descrição perfeita, ou melhor ainda, uma foto do meu rosto para aparecer na tela. Que a garçonete congelasse e lentamente olhasse para mim e procurasse uma desculpa para fazer um telefonema. Uma descrição surgiu, uma versão diferente da mesma merda. Abaixei meu café até o balcão, e apertei o garfo na torta. Um rosto envolto em uma máscara. Apenas olhos castanhos. A descrição dita: Homem, 1'77 ", Olhos Castanhos Sorrio para mim mesmo e isso chamou a atenção da garçonete, mas eu não me importo. Ela podia me olhar bem nesses olhos e ver que não sou aquele homem. Vesper fodida fez isso. Ela me protegeu. Não há como o meu irmão cobrir isso sem sua cooperação. Levantei-me, com energia e bati cinco dedos no balcão, balançando a cabeça para mim. O senhor Ed me olha enquanto eu saio.


Nina G. Jones Estou livre. Estou livre. Mas assim que entro no ar poeirento, a fome roubou meu alívio. Eu estava preparado para morrer. Para parar de existir. Mas agora que meu plano realmente funcionou, e eu a fizera alguém que faria isso por mim, eu não poderia tê-la. O que diabos devo fazer agora? Caminhei até um telefone público fora do restaurante e puxei algumas páginas amarelas do meu bolso. Eu rasguei-as de uma lista de telefones antes de sair da cidade. Peters, Dr. Richard Eu deslizei um centavo no telefone e bati os números. Eu só precisava ouvir sua voz. Não preciso dizer nada. Só preciso saber que ela estava lá. Ela tinha que saber que não parei de desejá-la. Que ela fez o bem. Esta foi sua recompensa. O telefone tocou cerca de cinco vezes. Eu desliguei. Peguei novamente e inseri-o de volta no gancho. Desta vez eu olhei para a outra página. Aquela que fez minha mão tremer de raiva e desgosto. Sr. Perfeito. Esse é o único lugar onde ela estaria. Sem resposta. Ela provavelmente ainda está na estação. Eu fui para o meu carro e voltei para a estrada. As luzes da caminhonete iluminaram um letreiro meio coberto de arbustos que dizia: LA15 milhas. E foi assim que acabei em Los Angeles. Fiquei deprimido por algumas semanas, só para me certificar de que isso não era um estratagema muito elaborada. Mas não pude resistir a ouvir sua voz. Ela praticamente implorando-me para salvá-la do mundo de sua nova vida ordinária. Ela entende agora, ela não era uma prisioneira comigo, ela é uma prisioneira lá fora, algemada pelas expectativas e relacionamentos que ela achava que precisava. Não posso voltar e levála de novo. Não é assim que funciona. Não sou um cavaleiro em armadura brilhante. Eu sou Hades. Eu divido a terra e sugo tudo de bom. Dei-lhe a minha semente, que ela aceitou apesar de seus protestos. Agora sou sua casa. Ela foi liberada de volta ao mundo, mas


Nina G. Jones ela vai perceber que inevitavelmente deve voltar para mim. Ela não pode sobreviver a isso, habitar dois mundos. Depois de algumas semanas volto para o norte (foda-se Scoot) para limpar a porra da fazenda de qualquer coisa infeliz, antes de contratar uma tripulação para esvaziá-la, e eu volto ao quarto da minha mãe, parecendo que um maldito tornado passou aqui. Onde a caixa uma vez estava, está a cópia do livro Green Eggs and Ham que eu dei a Vesper. Ela viu a caixa. Está cheia de objetos, mas essa coisa vive e respira e eu não tenho certeza se ela consegue lidar com algo tão poderoso em sua posse. Ela vai encontrar muitas coisas lá, mas há uma coisa que ela não vai encontrar — qualquer vestígio dela. Enquanto olho para o buraco vazio, estendo a mão no bolso e retiro a foto dobrada. Está desgastada, com uma linha de dobra que divide do lado direito descendo até o meio. Eu corro minhas mãos ao longo do sulco, até seu sorriso, e seu pescoço. A imagem de seu colar está desgastada pelo vinco. Às vezes eu queria tê-lo mantido, então eu ainda teria um pedaço dela, algo além de memórias que desaparecem ao longo do tempo como esta imagem.

"Então eu acho que devemos ir a algum lugar. Ter um final de semana prolongado," Carter sugere quando me passa um prato molhado para secar. "Oh sim?" "Sim. Talvez nós vamos ..." Seus olhos se arregalam. "Por que não vamos para Tahoe? Você sempre amou lá."


Nina G. Jones Eu fiz. Mas agora, as árvores, a água, as memórias de perder meu colar, tudo me trará de volta para ele. Eu teria adorado essa ideia antes de Sam. "Claro." Eu tento disfarçar minha hesitação com um sorriso quebrado. Mas Carter sente isso. "Nós não temos que ir lá. Poderíamos ir a qualquer lugar." "Não. Não. É uma boa ideia." Eu não quero complicar as coisas. Eu mudei tanto e não quero adicionar à lista. Eu não quero ter que explicar por que de repente meu lugar favorito não me faz gritar com entusiasmo. Posso sentir que Carter não acredita em mim. "Na verdade, estou muito animada", eu digo, fazendo um trabalho melhor com o sorriso falso. "Acho que o ar fresco será perfeito. Você quer que eu faça os planos?" Os olhos de Carter iluminam. "Certo. Sim, é todo seu. Eu adoraria." Estou tentando. Estou tentando tanto. Aceitar que esta é a vida que eu deveria querer. Carter é o homem que eu deveria desejar. Estou tentando me reconectar. Mas é difícil quando uma caixa cheia de vítimas senta no fundo de sua gaveta de roupa. Eu não sei o que fazer com ela. Agora, eu uso para lembrar a mim mesma que este é o lugar onde eu deveria estar. Isso por todos os momentos gentis que Sam compartilhou comigo, essa caixa é quem ele realmente é. Mas, como Sam, o peso da caixa fica em minha alma, e sempre no fundo da minha mente, sabendo que está lá. Rouba os momentos que tenho no presente. Eu tenho que fazer algo sobre isso. Talvez tudo isso tenha sido um erro, cobrir as pistas dele. Eu não acho que eu possa viver uma vida normal a menos que o deixe ir completamente. Eu não posso mantê-lo e a esta vida. Só posso ter uma. Talvez seja hora de deixar que a polícia o tenha.


Nina G. Jones Carter decide sair para alguns recados, deixando-me sozinha em casa por um tempo. Como eu sempre faço, vou para a gaveta e abro a caixa, passando por seu conteúdo. Há tantas peças aqui. Tantas vidas. Eu acho que tenho que fazer isso. Tenho que chamar o xerife e dizer-lhe que não podemos continuar assim. Eu não quero deixá-lo de lado. Olho para o relógio. Ele deve estar no início de uma sexta-feira. Enfiei a caixa em minha bolsa e deixei uma nota para Carter. O xerife Ridgefield queria que eu voltasse para um interrogatório. Vou estar de volta o mais rápido possível. A estação fica a poucos minutos de distância. Ele está parado bem perto da recepção, conversando com um homem de terno marrom, que eu sei que é do escritório da promotoria. Eu mal estou em seu campo de visão, não querendo me intrometer, mas querendo ser notada. Leva apenas alguns segundos antes que ele me veja. Ele coloca a mão no ombro do homem, dá um aceno de cabeça em minha direção. Eles agitam e ele faz o seu caminho em minha direção. Ele é bonito, mas uma forma diferente de beleza. Ele é mais íntegro e paternal em seu comportamento. Ele carrega muito mais peso em suas costas. Ele não é muito mais velho do que Sam, mas parece muito mais maduro. Sam parece que vai ser jovem para sempre, mesmo com as cicatrizes ásperas e o olhar sombrio. Talvez seja o trabalho. Talvez seja ter consciência. "Vesper, por que você não entra no meu escritório?" Mantenho a alça da minha bolsa um pouco mais apertada ao meu lado e o sigo. Sinto que todos sabem. Todos eles podem sentir o mal permeando da bolsa. Nós nos vimos algumas vezes desde a primeira vez, principalmente para que eu possa "ajudar" respondendo mais perguntas. É estranho andar pela estação, sentada lá, respondendo a perguntas, sabendo que o homem no comando já tem as respostas e isso é tudo para aparências.


Nina G. Jones "Café, água?" "Não, obrigada" digo. "Sente-se", ele gesticula para a cadeira em frente ao seu lado da mesa. É isso. É sempre assim. Formal, processual, o segredo não dito desde que fizemos o acordo. Mas eu estou aqui para quebrar a parede. "Minha secretária disse que não estava em casa quando ligou. Ela deixou a mensagem com o seu namorado. Ele disse que você já estava no seu caminho. Que você tinha falado comigo, mas eu sei que não é verdade." "Ela acabou de falar com Carter?" Eu pergunto, tentando dar sentido à falta de comunicação. "Sim." "Por que você ligou?" Eu pergunto. "Por que você já estava no seu caminho?" Ele responde, apoiando os cotovelos em sua mesa. Abraço a bolsa mais perto de mim. Eu não acho que devo compartilhar o que tenho até saber o que ele quer. "Eu ... hum ... estou preocupada. Eu só precisava falar com você. Ele está me chamando." Ridgefield suspira e esfrega a testa. "Maldito idiota." Eu me ressinto que ele o chame assim. "Você contou a alguém?" "Não." "Nem mesmo seu namorado?" "Não." "Bom. Então é apenas entre nós e nós e vamos mantê-lo dessa forma. Você deve mudar seu número e torná-lo privado. Diga ao seu namorado que você se sentiria mais segura assim e você está cansada dos repórteres."


Nina G. Jones "Eu só pensei que você deveria saber por causa da investigação. Está bem." Ele se senta em sua cadeira e chupa os dentes. "Você não quer fazê-lo parar? Lembre-me o que está acontecendo aqui, Vesper. Por que você está fazendo isso? Estou contente, mas não consigo me sentir à vontade. Estou perdendo muito sono pensando que você mudará de ideia." Gostaria de poder articular uma resposta. Nem posso prometer a ele que não mudarei de ideia. "Você alguma vez conheceu Sam?" Eu pergunto. Ele solta um bufo. "Em um ponto eu diria que sim. Bem, talvez não o conhecesse, mas eu entendia uma parte dele. Posso dizer honestamente agora, não tenho ideia de quem ele é." Eu olho para uma foto em sua mesa. Sua pequena família. Tão perfeita. Tão normal. Eu vejo o menino de pé na frente do xerife com um sorriso inocente adornando seu rosto querubínico. "Wow, ele se parece com Sam quando ele era pequeno." O rosto de Ridgefield se aperta, como se estivesse cutucando um ponto dolorido. "Sim, idêntico", lamenta. "Você fez?" "Eu fiz o quê?", Pergunto. Conheceu-o." "Acho que sim. Seria mais fácil se eu não tivesse. É difícil trair alguém que você conhece. " Ele balança a cabeça. "Ou alguém que você pensou que conhecia." "Então, o que você queria me dizer? Ou você só precisa de garantias?" Eu pergunto.


Nina G. Jones "Na verdade, eu queria tranquilizar você. Tudo isso acabará logo." "O que você quer dizer?" Eu pergunto, um nó de desconforto borbulhando em meu estômago. "Alguém confessou o seu sequestro." "O quê?" Eu pergunto, em completo descrédito. Ele puxa um arquivo e abre, colocando uma foto na minha frente. Um homem de meia-idade, de aparência escura, olha para mim. "O assassino Woods do Norte", ele afirma, apunhalando o dedo no centro do rosto do homem decrépito. "Mas não foi ele. Você sabe disso." Como se o xerife precisasse ouvir isso. "Isso fará com que tudo desapareça. Para que você não precise se preocupar com nada que venha nos assombrar." "Eu não entendo." "Ele é um estuprador e assassino em série. Um carnificina que deixa vítimas e corpos por todo o estado. Temos ele em custódia. Ele tem sido ligado a vinte e seis corpos em todo o norte da Califórnia, e ele está confessando pelo menos cinquenta." "Por que ele faria isso? Eu não entendo." "Ele concordou em nos dar informações sobre crimes adicionais para um fundamento. Caras, eles às vezes fazem isso, eles confessam um monte de coisas. Às vezes para notoriedade, às vezes para nos confundir. Mas ele tem uma pequena casa que trabalha para o cenário. Ele não tem amigos ou família. É concebível que ele poderia ter tido alguém trancado e ninguém saberia. Ele contou uma boa história. Ele sabia coisas que só o sequestrador saberia." "Como?" "Há maneiras quando você está questionando ... plantar sementes."


Nina G. Jones "Mas ele é inocente." "Ele não é inocente, Vesper. Matou mais de duas dúzias de pessoas. Meninas inocentes que nunca machucaram ninguém. O filho da puta assinou uma confissão dizendo que te levou. Nós podemos realmente fechar este caso. Ele estará na cadeia até que ele morra de qualquer maneira. Portanto, todos podem estar satisfeitos com o encerramento deste caso." "Eu não entendo. E os outros crimes?" "Você me deixou cuidar disso. Haverá algumas críticas, mas nada que eu não possa contornar. Oh e a casa de Sam está a venda agora. Eu verifiquei. Uma vez que os novos proprietários estiverem dentro, será impossível recuperar alguma evidência." Esse último pedaço de notícias machuca - o pensamento de Sam estar realmente indo. "Isso não parece certo." "Isso, ali mesmo", ele aponta um dedo para mim, "é o que vai me dar um ataque cardíaco." Eu rolo meus olhos. "Vesper, este homem é um assassino brutal. Ele é um perigo para a sociedade. E a desconcertante verdade é que a Califórnia está cheia desses homens. É o Velho Oeste selvagem fora daqui às vezes. Se eu der um trunfo sobre ele, está fazendo um favor ao mundo." "Já fez isso antes?" "Vesper, eu prometo a você, nunca. Mas estou em um lugar impossível. Não podemos simplesmente parecer satisfeitos sem respostas. Nós dois temos que parecer que queremos que alguém pague por isso. Se não fecharmos este caso, não consigo evitar que outros fiquem espiando, encontrando algo que não consigo esconder. E eu quero que todos nós passemos por isso. Você ..." ele se inclina com um tom calmo. "Você não queria entregá-lo. Eu nunca te obriguei." Fico feliz por ter mantido a caixa em segredo. Algo me diz que se eu entregar, ele iria encontrar o seu caminho em um incinerador. De


Nina G. Jones repente, a constante necessidade do xerife Ridgefield de me tranquilizar me preocupa. Eu sou um inconveniente solto e talvez Sam não é o único capaz de fazer coisas ruins. "Você está certo. Isso funciona perfeitamente. Então, podemos seguir em frente." "Vesper, preciso que você entenda. Você salvou minha família. Se você precisar de qualquer coisa. Se você quer sair e começar de novo em algum lugar, ou apenas precisa de uma mão, eu tenho maneiras de ajudar." "Eu aprecio isso." Eu digo, fico de pé, sentindo como se as paredes desse escritório fossem se mover e me esmagar. Xerife se inclina para trás e cruza os braços segurando um sorriso malicioso. "Então você está planejando realmente nunca me dizer?" Eu puxo minha bolsa perto de meu lado. "Dizer o quê?" "Até onde você está? Você não está mostrando, mas Katie não mostrou com James até que ela estava em seus seis meses." "O quê?" Eu suspiro. "Você é protetora de Sam. Você não deixou os médicos examinála, mas eles tomaram seu sangue, urina. Você acha que eu não saberia?" "Eu prometo. Eu não estou", eu declaro através de lábios trêmulos. "Precisamos confiar um no outro se nós vamos fazer isso", ele diz, inclinando-se para frente. "Você entende que se uma criança sai disto, e parece com Sam e com esses olhos de merda ou o trabalho de sangue não combina com esse tipo de Woods do Norte, isso poderia nos morder na bunda. Como eu disse, existem maneiras de cuidar das coisas. Silenciosamente."


Nina G. Jones "Não há nenhum bebê", eu insisto com os dentes cerrados, raiva borbulhando em mim com o pensamento que nosso bebê morto é uma conveniência para ele. Meu intestino gira com um sentimento de pavor, e não tenho certeza de por que não senti isso mais cedo em torno deste homem. Talvez seja o uniforme que ele usa, aquele que nos diz que ele é um dos bons. Assim como a máscara de Sam me disse que ele não era. Mas às vezes essas fantasias nos enganam. Às vezes, o homem do uniforme da polícia quer você morta. Às vezes o homem na máscara de esqui salva sua vida. Acho que Ridgefield nunca quis me ver viva. Eu sabia quem ele era. Ele não confia em mim. E, ao contrário de Sam, não tenho motivos para manter o segredo na mente de Andrew. O perigo presente está no xerife, não no Sam. Então escolho dizer algo que não é apenas uma tranquilidade superficial. Não deveria ser verdade. Eu deveria estar seguindo em frente. Na verdade, enquanto preparo minhas palavras, minha garganta fica pesada e entupida e quase me dói dizer isso. Mas não deve machucar tanto se é apenas mais uma mentira. "Você quer saber por que eu não vou dizer?" Eu pergunto, apoiando minhas mãos na mesa de Ridgefield. Ele me dá um aceno sutil. "Porque Sam é meu."


Nina G. Jones

CAPÍTULO 37

Vamos para Tahoe na próxima semana. Eu tenho feito o meu melhor para tentar esta vida. A caixa de Sam fica ali como uma versão torcida de um cobertor confortável, assegurando-me que ele ainda existe. Sempre que Carter não está em casa, eu vou para o parque, biblioteca, em qualquer lugar longe do telefone para que eu não seja tentada por suas chamadas aleatórias. Eu posso sentir isso crescendo lentamente em torno de mim, como uma erva daninha. Essa nova vida tentando enraizar-se e reconstruir-se sobre mim. Eu não posso ser ela de novo, a menina antes de tudo isso, mas talvez eu possa sufocar tudo o que aconteceu e encontrar um lugar onde eu possa existir aqui. Saí do escritório do xerife há um mês atrás com a notícia de que alguém estaria tomando a culpa pelo crime de Sam. Esse cara foi colocado em todos os noticiários pouco depois. Foi realizada uma conferência de imprensa. Eu assisti com Carter enquanto ele segurava minha mão. Mas eu o puxei e deixei o quarto. Eu não podia ver as mentiras. Eu não podia sentar lá enquanto Carter pensava que era o homem que me tinha. Mas se eu posso ficar longe da tentação, da maneira que um alcoólatra fica longe de bares e lojas de bebidas, talvez eu posso pensar nele menos. Talvez eu vou esquecer.


Nina G. Jones Nesta manhã, Carter parece correndo para sair pela porta. Ele tem muito para cuidar esta semana antes de sairmos. Ligo o jornal da manhã e não consigo escapar de Sam. Seu irmão está bem ali na tela: Xerife Ridgefield anuncia sua corrida para ser o novo prefeito de Sacramento. Eles falam sobre como ele está se aproveitando do seu recente sucesso no meu caso Woods do Norte. Eu fico rindo da TV. "O que é?", Pergunta Carter enquanto coloca seu relógio. "Oh, só que o xerife está concorrendo a prefeito." "Por que isso é estranho?" "Eu não sei por quê. Eu só acho engraçado que eles me considerem uma história de sucesso. Eles não me encontraram. Ele me deixou ir. Eu não sei como ele levou esse cara a dizer ao mundo que era O Ladrão da Noite que me levou. Sem mencionar que isso significa que o cara O Ladrão da Noite ainda está lá fora. Um fato conveniente que todos parecem esquecer." "Se?" pergunta Carter. "Eu só estou dizendo, não acho que o xerife parece tão brilhante quanto ele pensa." "Mas eles pegaram o idiota que te levou, certo?" Ele diz, me beijando no topo da minha cabeça. "Sim." Ele olha para a TV. "Você não gosta desse cara, não é?" Eu encolho os ombros. "Você está bem?" Ele está pensativo, mas posso dizer que sua mente já está fora da porta. Compreensível. "Estou bem."


Nina G. Jones "OK. Vou te ver hoje à noite." É realmente reconfortante que ele tenha acreditado em mim. Carter sai dentro de um minuto e vou ao chuveiro para me preparar para o meu dia. Mas agora Sam está no topo da minha mente, não importa onde eu vá, ele estará lá. Você pensaria que a vergonha manteria Andrew HunterRidgefield correndo para o escritório. Mas não, é exatamente por isso que ele queria isso. Não era para proteger Sam, era assim que suas próprias ambições não seriam desviadas. Ele se levanta no pódio, com sua pequena família e seu terno caro, e ele afirma que se preocupa com as pessoas. Bem, eu tenho uma caixa com 82 vidas - casas que foram quebradas, pessoas aterrorizadas e violadas - que provam o contrário. Mas sou tão culpada. Eu poderia ir ao FBI. Todos os cenários passam pela minha mente quando o telefone toca. É muito cedo para Sam. A menos que esta seja uma nova estratégia, desde que eu já fiquei o dia todo. Ou talvez Carter está ligando porque esqueceu alguma coisa. Eu tenho que responder. Quando eu faço, sei dentro de segundos que é ele. "Eu tenho a sua caixa." Faço uma pausa para uma resposta que sei que não vou ouvir. "Seu irmão é o grande vencedor em tudo isso. Você viu nas notícias? Ele está concorrendo a prefeito." Nada. "Isso vai parar? Você não me quer, Sam. Eu não estaria aqui se você quisesse." Eu desligo antes que possa dizer qualquer outra coisa estúpida e me preparo o mais rápido possível para que eu possa ir a algum lugar que ele não possa me alcançar.


Nina G. Jones Passo o dia na biblioteca, folheando páginas que não me interessam. Estou inquieta hoje, cheia de segredos e emoções que não posso deixar sair. Eu tenho que fazer o oposto do que me sinto motivada a fazer. Então decido parar e surpreender Carter para o almoço. Ele é um TA2 e geralmente fica na sala de TA entre as aulas, então vou até lá, mas não o vejo. Alguém me diz que está em uma das salas de aula, encerrando uma aula. Encontro-o numa sala; a porta está aberta. Caminho em direção a ele e ouço sua voz conversando com alguém. Ela está emocionada. Eu paro antes que eles possam me ver e espreito logo acima do canto. Uma loira com cabelo preso está na frente dele. Ela está apoiando seus livros em seu peito. É tudo o que consigo perceber antes de me esconder atrás da porta. A acústica da sala de aula torna mais fácil entender a maior parte da conversa, mesmo do nível superior. "Eu não entendo ... você disse que isso seria temporário. Já faz quase dois meses, Carter." "Você não entende. Ela passou por muita coisa. " "Então isso faz com que fique tudo bem? Apenas seja honesto comigo. Você me ama?" "Claro." "Mas não mais do que ela." "Você pode entender a posição em que estou? Estávamos noivos antes dela ser levada. É tudo muito confuso." "Bem, é para mim também. Um dia, eu estou praticamente morando em sua casa. Você está me dizendo que me ama e como finalmente pode ver um futuro com outra pessoa, e então no próximo 2

Teaching assistant – Assistente de Professor


Nina G. Jones você recebe um telefonema e me diz que eu tenho que arrumar minhas coisas. Que ela está de volta e você tem que ter certeza que ela está bem. Isso era tudo que você ia fazer. Certificar-se de que ela estava bem. Mas agora ela está morando lá, e você está indo em férias" Ela para de soluçar. "Eu não sou o tipo de pessoa que deixa alguém quando está para baixo." "E daí? É sua responsabilidade cuidar dela para sempre? Você continua dizendo que ela não está bem, mas ela não quer ir à terapia. Você diz que isso é apenas algo que você tem que fazer, mas - nem preciso perguntar se você está fazendo sexo. Eu não posso continuar esperando. Apenas me deixe ir", ela implora. "Eu não posso dizer para você ir embora. Eu ainda me importo com você." "Você tem que fazer uma escolha. Ou você começa uma nova vida comigo, ou você apenas cuida de alguém que eu não sei mesmo se ama você mais. Mas não vou ficar esperando aqui, dormindo sozinha à noite enquanto você tenta foder sua noiva desaparecida. Está doendo, tudo isso." Isso é tudo o que posso fazer antes de me virar e sair correndo do prédio, jogando o almoço no lixo enquanto enxugo as lágrimas. Nada disso parecia real. Porque não era. Fiquei dizendo a mim mesma que poderia torná-lo mais real do que a vida que deixei para trás, mas agora sei que não é possível. Porque Carter está fingindo também. Estamos fingindo um para o outro. Achamos que o outro precisa de tempo. Mas nós estamos segurando uma ilusão. Eu só me senti completamente desejada por uma pessoa. Este mundo achou uma maneira de seguir em frente sem mim. Eu estava morta. Voltar só tem jogado fora o seu bom funcionamento. Todos nós continuamos tentando encontrar o nosso equilíbrio, mas oscila em seu eixo como um topo girando em sua ponta frágil, esperando para cair. Minha mãe fez o seu dever, ela me levou à idade adulta e ela está pronta para voltar para a vida que ela se afastou.


Nina G. Jones Johnny está prosperando sem mim. E mesmo que minha mãe deixasse, eu não sou a garota que pode cuidar dele mais. Não do jeito que eu poderia. Eu mal posso fazer isso por mim. E Carter, doce Carter. Eu não o culpo. Não estou zangada com ele. Ele merece alguém que chore e implore por ele assim. Não, alguém que atende o telefone do sequestrador. Quem protege o homem que perturbou nossas vidas. Não alguém que tem que tentar tanto amar ele. Desde que voltei, senti-me perturbada. Sempre incômoda. Não estou a salvo. E a única maneira de eu me sentir à vontade novamente é voltar para as chamas. Ir para o edifício ardente e deixa-lo me consumir. Eu posso virar cinzas, mas pelo menos eu não vou viver com medo de ser queimada. Eu posso ter um propósito. Mas não está mais aqui. Pode não ser um feliz. Mas minha história não acontece aqui. Acontece com Sam. O xerife Ridgefield pode pensar que isso acabou, mas isso não acabou até eu dizer que sim. Corro para o apartamento que compartilho com Carter e pego uma caneta e papel.

Caro Carter,

Eu não posso agradecer-lhe o suficiente pelo amor e apoio que você me mostrou. Antes e depois que fui levada. Você merece uma vida cheia de amor e devoção. E eu não posso fazer isso. Eu tenho que sair. Eu tenho que começar em outro lugar. Talvez um dia eu volte e nos veremos. Mas você deve seguir em frente. Leve outra pessoa para Tahoe. Não é mais o meu lugar. Eu vou ficar bem. Eu só preciso seguir meu próprio caminho por um tempo. Por favor, não procure por mim. Estarei de volta quando eu estiver pronta. Eu sinto muito. Sinto muito por tudo.


Nina G. Jones Amor, Vesper

Pego minhas malas, a caixa de Sam empurrada com seguranรงa no fundo de uma, e saio para tentar encontrar algo real.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 38

Estou sentada neste restaurante por cerca de duas horas. Estou na minha quarta xícara de café e meus ovos frios. Eu tenho que comêlos. Eu não tenho um emprego e tudo o que tenho para viver são as economias que eu tinha antes de sair, o dinheiro destinado a aulas de enfermagem, e algum dinheiro que minha mãe, bem, realmente meu padrasto, jogou no meu caminho para me ajudar a chegar em meus pés. É o suficiente para durar alguns meses, mas deixar esta refeição perdida no prato é idiota. Eu tento dar uma mordida, mas não posso. Estou mais perto dele. Eu posso sentir isso. "Precisa de um outro café?" A garçonete pergunta. Ela tem sido paciente comigo tomando esta mesa. Mas isso é o que as pessoas fazem em jantares, certo? Vêm para uma refeição rápida, ou uma pausa de algo, um lugar que pode vir e sentar-se para uma fuga barata. "Claro." Estendo a mão para o copo para entregar a ela, mas está instável. Eu tomei muita cafeína e continuarei bebendo. Sinto-me decidida a fazer algo, mas é um das duas opções e uma é a que eu quero, a outra é a que eu deveria. Podemos voltar para as manhãs tranquilas sob o sol da Califórnia, quando eu apenas lia livros. Ou as tardes na água, mas desta vez poderia ser a praia em vez do lago. À noite, poderíamos ouvir música. Nosso mundo seria calmo, seria apenas nós e não seria tão alto e cheio. E ele poderia fazer o que quisesse comigo, porque eu o deixaria. Eu o deixaria devorar cada


Nina G. Jones centímetro de mim como se eu fosse a coisa mais doce. Como se eu fosse a única coisa que poderia conter sua fome. Ou eu posso fazer o que as vidas representadas na caixa em minha bolsa exigem — encontrá-lo, tocar a campainha à noite e quando ele responder, dar um tipo em sua cabeça. Eu vou embora como ele faz: para a noite. Não haverá motivo discernível. Nenhuma razão para a polícia traçar seu assassinato para mim. Então vou despejar a caixa e a arma no oceano. Vou encontrar um motel e como eu vou ter matado a única razão que eu tinha para viver, vou tomar um monte de pílulas e ir dormir. Ambos me puxam. Pesam igualmente, cada um fazendo o outro insondável. De modo que estou fixada a este ponto, ancorada pela escolha que preciso de fazer. E quando eu não consigo pensar mais nisso, repito a conversa que me levou para Los Angeles.

"O que você está fazendo aqui?", Pergunta o xerife Ridgefield enquanto ele olha para trás por cima do ombro para dentro de sua casa. Durante minha pesquisa, fui capaz de descobrir onde ele mora, na casa dele e da infância de Sam. É a casa mais bonita do bloco, com um gramado verde brilhante e roseiras. "Eu preciso falar com você", eu respondo sem vergonha ou hesitação. O grito agudo de uma criança correndo leva a porta da frente. Ridgefield olha de novo para trás, rola os olhos e suspira. "Bem." Ele se inclina para trás e grita para sua esposa que alguém está aqui do trabalho e ele estará de volta em poucos minutos. "Você não deveria estar aqui. Isso é sobre dinheiro?" É insultante, que ele pensaria que eu estaria aqui por algo tão trivial. "Não." "Então o que?" "Eu preciso saber onde Sam está."


Nina G. Jones Ele solta um riso zombeteiro. "O quê? Por quê?" "Tenho meus motivos." "Estamos tão perto de terminar com isso. Por que você quer ir para ele?" Uma mulher passa com seu poodle e acena para nós, há um olhar curioso em seus olhos. Ele sorri com força e acena de volta. Ele se inclina e sibila: "Você está louca?" "Você não é ninguém para me julgar." Ele sacode a cabeça. "Eu posso ter feito algo terrível, mas eu não pedi para ser pego. E você teve sua chance. Você definitivamente não mentiu para me proteger. Você nem me conhecia. Você o protegeu ou a si mesma, ou eu não sei quem." "Eu não vim aqui para discutir isso. Só quero saber onde ele está. Pelo menos me aponte na direção certa." "Eu não sei. Ele está morto para mim." "Então você espera que eu acredite em um policial, que baniu seu irmão perigoso fora da cidade, não está mantendo algum tipo de guia sobre ele? Posso não estar bem, mas não sou estúpida, xerife." "Eu não vou levá-la de volta para ele." Paramos na esquina do quarteirão quando chegamos a este impasse. "Qual era o seu plano para mim?" Eu pergunto a ele. "O que você quer dizer?" "Quer dizer, Sam me disse que você disse que ele deveria sair da cidade. Que deveríamos. Mas ele me deixou. Eu sei que ele não queria. Não parece certo." "Então é isso que você quer descobrir? Por que ele te deixou? Cristo, Vesper, deixe ir. " Eu sacudo a cabeça em sua trivialização da minha provação, mas eu não deixo isso me distrair. "Você ia deixar ele me levar. Isso foi o que


Nina G. Jones ele disse. Que você teria nos deixado desaparecer. Mas então ele me deixou. Não faz sentido." "Eu ... uh ... o que você está pegando, Sra. Rivers?" Ele pergunta, frustrado. "Acho que sei por quê. Porque era a única maneira que ele poderia me salvar. Você o deixou ir. Essa parte era verdadeira. Mas não há como deixar que ele me leve. Meu rosto estava em toda parte. Eu era uma responsabilidade. Se seu irmão fosse visto comigo, isso seria muito arriscado. Eu sei que ele me levou para a floresta para me matar. Eu podia sentir isso agonizando sobre ele. Eu podia sentir o cano da arma contra a minha cabeça." Ele nem consegue me olhar agora. Está tudo em seu rosto. A culpa. Eu fiz uma aposta, fazendo a acusação. Era um palpite. Eu poderia estar errada, mas ele não tem que dizer uma palavra para me convencer de que estou certa - que apesar de toda a maldade de Sam, foi seu irmão policial que me quis morta e foi Sam quem arriscou tudo para que eu pudesse viver. Sam sabia que a única maneira de me manter segura era me tirar das sombras e me colocar na luz. Uma vez que eu estava no escritório do guarda-florestal do parque, eu estava muito viva para desaparecer novamente. Sam sabia que sua própria vida poderia ser destruída no processo. Deixou-me ir de qualquer maneira. "Você precisa ir. Eu não estou levando você para ele. Você pode pensar que eu sou o vilão aqui, mas isso é para mantê-la segura." A velha Vesper teria tomado o primeiro não. Ela não teria querido incomodar ou pressionar alguém. Ela teria visto o olhar no rosto do xerife e de algum modo sentira-se culpada por confrontá-lo com a verdade. Mas agora, eu não vou sair daqui até que eu tenha o que quero. Eu não vim aqui com um pedido. Esta é uma ordem. "Andrew, certo? Posso te chamar assim?" "Sim," ele confirma com ceticismo.


Nina G. Jones "Não tenho mais nada. Pessoas como eu não voltam para casa. Nós morremos. Ou as pessoas pensam que morremos. Mas não devemos voltar para casa. E estou aqui, e não devo estar aqui." "Você só precisa dar tempo." "Sinto-me sufocada por toda essa liberdade. Todas essas escolhas. Não me sinto segura sem ele." "Ele é o único que te fez sentir assim." "Ele é. E só há duas maneiras de me sentir segura dele. Um é estar de volta onde eu estava, e o outro -" Eu pão antes de dizer a um oficial sobre o assassinato. Ele não é meu amigo. Eu tenho que me lembrar disso. "O que você está tentando me dizer, Vesper?" Ele está ficando agitado. Mas não posso dizer-lhe mais nada dos meus pensamentos secretos. A vergonha de querer um homem que fez o incompreensível para mim. Como eu agonizei sobre cada decisão que fiz desde que Sam se afastou. "Eu tenho, Andrew. Sua caixa de bugigangas. Aposto que você pensou que ele levou com ele quando limpou o lugar. Você deve saber sobre isso. Todas as pequenas coisas que ele tomou de nós. Todas as lembranças. Como isto ..." Eu abro e mantenho meu colar entre meus dedos. Costumava significar muito para mim. Eu não acho que poderia simbolizar mais do que já fez, mas agora está transbordando; carregado. Tem tanto que eu sinto seu peso pressionando no meu pescoço todos os dias. Ele não diz nada. Ele apenas espera com os braços cruzados, os lábios apertados em uma linha fina, quando um carro ocasional passa ou uma criança. "Eu tenho. Você tem que entender que não tenho nada. E se não posso chegar até ele, então a única maneira que posso trazê-lo para mim é dizer tudo que sei. Ir ao FBI e entregar-lhes essa caixa e dizer-lhes tudo."


Nina G. Jones "Você não faria isso." "Eu não quero." "Isso é uma ameaça?" Ele pergunta, sua testa brilhando com suor. "Se algo acontecer comigo, ele será encontrado. E então haverá mais perguntas do que você pode responder." "Quando isso vai terminar? Pensei que íamos esquecer isso?" "Termina quando você me diz onde eu posso encontrá-lo. Então posso terminar isso sozinha. Você teve suas razões para mentir e eu tive a minha. Você pode voltar para sua família e eu posso terminar o que foi iniciado." "O que você vai fazer quando o encontrar? Matar ele? Você acha que Sam vai deixar isso acontecer?" Andrew está tenso, tentando segurar as noites sem dormir, a traição, a frustração. Ele bate o dedo na têmpora. "Ele é esperto, Vesp. Ele nos esquivou por anos. Você acha que ele vai confiar em você? E se você o matar, isso me coloca no mesmo lugar que eu estava tentando evitar, tendo nosso nome nas notícias." "Eu prometo que se você me disser, que não vai voltar para você. Isso nem é sobre você." "Você está louca. Essa conversa acabou. Se você for vê-lo, tentar atacá-lo, é você quem vai acabar morta", ele rosnou com os dentes cerrados. O xerife se vira abruptamente e se afasta, deixando-me sem opções. Eu joguei todas as minhas mãos e ele chamou meu blefe. Ele anda cerca de vinte metros de distância, antes de olhar lado a lado e pisar de volta para mim. "Você sabe o que? Você quer ir encontrálo, você quer se colocar em perigo? Bem. Mas eu quero aquela caixa." "Não confio em você". "Bem, eu não confio em você." "Apenas me diga", eu digo. "E você não terá que me ver novamente. Nunca mais Eu não quero dinheiro. Quero saber onde ele está. E aquela caixa estará no oceano ou em uma lareira quando eu tiver. Se ele me


Nina G. Jones matar, ficará a salvo com ele. Não tenho nenhuma razão para querer que essa coisa venha à luz do dia. Não se você me der uma pista." Ele faz uma pausa por um momento. Seus lábios apertam algumas vezes porque ele sabe que está recebendo um negócio bruto. Mas ele sabe que me deve. Ele quase tirou minha vida de mim. O mínimo que poderia fazer é me dar isso. Dou-lhe um pequeno impulso extra. "Vou encontrá-lo. Agora você pode me direcionar, ou eu posso bisbilhotar." Ele suspira e olha para o relógio. "Merda, Katie vai me matar." Ele olha para mim. "Ele está em LA pelo menos a última vez que eu verifiquei. Eu pensei que queria saber o que ele estava fazendo, mas a verdade é que eu não quero. Porque se ele não parou ... Eu não posso saber. Eu não posso ..." sua voz some, Andrew Hunter-Ridgefield é um policial, até o fim. Há algo na forma que ele anda, um orgulho, uma honra. Eu posso dizer isso — o que fizemos — é como um parasita comendo-o de dentro para fora. Sua necessidade de proteger sua família e a profissão que ele trabalhou para ter, isso vai contra tudo o que o distintivo representa. "Obrigada", eu digo, "E isso é adeus. Sério." "Sim", ele responde sarcasticamente, dando alguns passos para trás, mantendo os olhos em mim antes de virar e me deixar ali sozinha naquele canto. Tomo um gole da caneca fresca de café e meus olhos vão até a pequena tela distorcida atrás do balcão. Há um esboço de um homem com uma máscara na tela. Como uma mariposa para a chama, eu vou para ele, quase batendo em uma garçonete. O que está atrás do balcão se volta para ver o que me interessa tanto. "Oh, o volume sobre esta coisa está quebrado. Já ouviu falar dele? É assustador." "Quem é aquele?" "Ninguém sabe, é esse cara que está invadindo as casas e matando pessoas."


Nina G. Jones "Matando pessoas?" Eu repito, meu estômago e coração rodopiando de uma maneira doentia. Não pode ser ele. Não é o meu Sam. Sam não mata. Mas quando eu sinto que estou mais perto dele, meu estômago aperta quase dolorosamente, me dizendo algo. Eu me viro quando um homem sai do restaurante e deixa um papel no balcão onde ele estava sentado. Está na terceira página. A história de um predador que reivindicou sua terceira e quarta vítimas. Nenhum estupro, apenas uma invasão e assassinato. Eles não têm pistas. Ele é esperto. Ele usa uma máscara, provavelmente persegue seus alvos, e é atlético. Ele entra e sai dos bairros a pé, então ele sai antes que os policiais sejam chamados. Seus olhos são um azul ou verde marcante. Eu cubro minha boca enquanto o ácido sobe pela minha garganta. O xerife Ridgefield disse isso, o norte da Califórnia está cheio de assassinatos; corpos sem justiça. Não pode ser muito diferente aqui. Mas eu olho para as datas dos ataques, e eu só sei. E a escolha que tenho de fazer fica perfeitamente clara.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 39

Sangue. É algo que eu nunca tive que lidar antes com uma caçada. Agora está em toda parte, em meu cabelo, embebido em minhas roupas, em minhas unhas. É confuso. Uma variável que eu não gosto. Mas eu perdi. Desde que a deixei, o impulso voltou. E é forte. Estou sozinho de novo. Desapegado da humanidade. Estou com raiva de ter sentido como é, ter isso, aquela coisa que eu desejava, que roubei — e agora estou de volta para onde comecei. Ela era minha medicação, ela era minha sanidade. Uma engrenagem ausente em uma máquina que a fazia funcionar sem um guincho. E agora que ela se foi, toda a porra da coisa enlouqueceu. Tentei recriar a emoção da caçada. Mas cada vez que entro em uma nova casa, ela parece monótona. Não consigo recuperar o que perdi. E então estou cheio com aquela ira que tem que ir a algum lugar, mas não consigo cortar a mim mesmo. Eu só faria isso para protegê-la. Então isso sai, em uma enxurrada de sangue e gritos até que a casa está tão quieta como era quando a invadi. Mas não posso ir até ela. Não posso tirá-la de novo. Isso tem que ser uma escolha. Ela tem que vir até mim. E se isso é o que tenho que fazer para esquecê-la, vou fazer. Esta é a minha carta de amor a Vesper. Escrevo isto com sangue.


Nina G. Jones

É um dia ensolarado em Los Angeles. O tipo de sol que faz você sorrir quando você se levanta. É o calor que rasteja suavemente em você para o seu núcleo, suavemente queimando sua pele. O dia em que eu mato Sam. Enrolo meus pertences na minha mochila, na caixa de bugigangas, e saio do meu quarto de motel, indo até o telefone público mais próximo. Abro a lista telefônica, primeiro para Ridgefield. Existem sete listados. Nenhum com o primeiro nome Samuel. Eu viro para o H's. Nenhum Hunter-Ridgefields, muitos Hunter, nenhum com seu nome. A agenda telefônica é antiga, então pego o telefone e disco o operador. Ele poderia ter escondido a lista ou mudado seu nome. Mas por que? Ele não tem nada para esconder. Só duas pessoas sabem seu segredo, e nós compartilhamos com ele. O operador responde, desinteressado com a magnitude desta investigação. Ele não entende o que está fazendo. Quem eu sou. O que eu passei. O que estou prestes a fazer. Ele encontra o Samuel HunterRidgefield no diretório e fornece seu número e endereço, sem entender que isso é uma sentença de morte. Eu olho para o endereço, escrito no recibo de meu motel, minha mão treme. Desde o momento em que ele me deixou, eu tinha imaginado que poderíamos nos ver novamente. Mas não assim.


Nina G. Jones O táxi me deixa a algumas quadras do endereço conforme pedi. Preciso de tempo para andar e manter a mente tranquila. Eu não posso simplesmente sair do carro e entrar em sua porta da frente. É um bairro agradável, cheio de famílias. Este monstro vive entre eles e nem sequer sabem disso. Eles não sabem que ele poderia estar assistindo, esperando para matá-los como ele fez com quatro outras pessoas desde que chegou. Acaricio a arma no meu bolso, carregando um pouco do seu peso para que não faça uma marca através da minha camiseta fina. Eu ainda poderia virar e ir para a polícia. Ainda há tempo para mudar essa história. Mas não sinto como uma possibilidade. Estou pensando em todas as formas possíveis. Se tiver que matá-lo — o garotinho que sempre foi diferente, com gagueira e cicatrizes, trancado por uma mãe enlouquecida e uma família com muito orgulho para admitir imperfeições — não o arrastarei para lá como um espetáculo. Vou fazê-lo rapidamente. Alegremente. Meu estômago rola quando vejo o número na caixa postal. 445. Eu estou no caminho para a frente desta casa pitoresca, olhando para a porta. Estou tremendo em todos os lugares, incapaz de deter os nervos incontroláveis. Eu posso senti-lo, jogando fora o meu equilíbrio, puxando-me para fora da minha órbita. Eu respiro fundo, prosseguindo até a porta, minha mão firmemente agarrando o revólver pequeno. Levo cada um dos três degraus até a porta cuidadosamente, como se eles fossem feitos de gelo fino e poderiam desmoronar debaixo de mim. Então eu fico na frente da porta, segurando o vulcão de emoção que ressoa no meu crânio e peito, querendo explodir. Levanto o punho para bater, e antes que eu possa, a porta se abre. Todo o sangue escorre da minha cabeça, um sentimento embriagador tomando conta de mim enquanto meus olhos se prendem a ele pela primeira vez desde o dia em que ele me alimentou com mentiras para que ele pudesse me matar. No dia em que ele arriscou sua própria vida para que eu pudesse viver.


Nina G. Jones Eu deveria saber. Era muito fácil encontrá-lo. Sam nunca esteve escondido. Ele estava esperando. Ele está lá diante de mim, sua camiseta vermelha desbotada agarrada ao seu peito suado, seu jeans rasgado moldando seu corpo, seu rosto bonito, ainda corrompido com cicatrizes, e seus olhos — olhos como os de uma criatura noturna que tem caçado e torturado, que me matou e me trouxe de volta à vida — eles olham para os meus. Não há incerteza neles. Aqui é exatamente onde ele esperava encontrar-me um dia. Agarro a arma, querendo que meu braço a pegue, mas ela trava. Estou congelada com a visão dele. Distância era meu poder, proximidade é o poder dele. Agora que estou aqui novamente, quero cair de joelhos e me encolher diante dele como um subjugado ao seu rei. Está além do pensamento racional. Foi treinado em mim. É condicionado em minha mente, corpo e alma. Quero estar a seu favor. Eu quero ser boa. A tentação do carnal é muito forte para ser subjugada por conceitos abstratos de certo e errado. A única coisa real é ele, aqui, agora. Eu sei o que ele fez, mas esta pessoa diante de mim, calma e segura, não é a pessoa selvagem por trás da máscara. Essa é outra pessoa. Minha mão solta a arma e a deslizo do bolso. "Sam-" eu falo, com um gemido. Eu não sei o que deveria dizer agora. E aprendi a não esperar palavras dele. Ele pega a mão, a que há pouco estava segurando uma arma, e me puxa para dentro da casa. A porta bate atrás de mim enquanto ele me empurra contra uma parede, tão forte que bate a respiração do meu peito e a bolsa pendurada no meu braço cai no chão. Eu vejo flashes do perigo que ele representa, o sol brilhante refletindo em seus olhos azuis como a água do mar — bonito e mortal. Quantas pessoas foram seduzidas pelo infinito oceano, pensando que poderiam conquistá-lo, e nunca mais foram vistas?


Nina G. Jones Meu coração estremece no meu peito, levando-me de volta para a primeira noite que ele me teve. Seus lábios tremem com um leve grunhido. Um som fraco — quase como um ronronar — ressoa em sua garganta. Como um predador, ele pula. É repugnante, a maneira como eu me sinto quando ele se pressiona contra mim. O fato de que meu corpo se ilumina como um interruptor, dando tudo o que eu não deveria querer. Que eu possa convenientemente esquecer tudo, apenas para que eu possa sentir este momento plenamente. Eu posso fechar meus olhos e ser aquela garota que não teve escolha a não ser desfrutar disso, para sua própria sobrevivência. Eu posso dizer a mim mesma que estou em sua casa sozinha, e tenho que deixá-lo me ter. Mas sei que eu passei desse ponto há muito tempo. A maneira como seus lábios saboreiam os meus, meus ombros, a curva do meu queixo, meu pescoço. A forma como seus dentes mordem por toda parte, instantaneamente traz de volta a adrenalina de ser desejada por um homem tão perigoso, tendo um poder sobre ele que sei que ninguém tem, não importa quantas fichas estão naquela caixa. Eu tomo a decisão naquele momento de não ser uma vítima. Eu vim aqui, eu tinha a arma e não usei. Na primeira noite, ele me deu uma escolha. E agora estou fazendo outra. Eu agarro-o, puxando sua camisa para que eu possa sentir sua pele novamente, quente e liso com suor. Isso não pode estar errado. Do jeito que eu sinto que pertenço aqui. A maneira que lá fora, sinto-me incerta. Mas aqui, presa a uma parede pelo homem mais perigoso de Los Angeles, sinto que estou em casa novamente. Lágrimas escorrem pelo meu rosto enquanto eu abandono todos os princípios que sempre defendi. Eu não apenas os abandono, eu quero queimá-los. Deixá-los em cinzas. Sam tira o suéter que estou vestindo e então o meu vestido e a parte superior cai e seu peso puxa o resto para o chão. Consegui arrancar sua camisa e sinto o gosto dele — seu suor, sua pele lisa, e então sua pele áspera, assim como aqueles mapas com


Nina G. Jones os quais eu brinquei quando era criança, onde você podia sentir a topografia acidentada levantar o papel como braile. Vou levá-lo todo, o suave e os irregulares. Pequenos traços de tinta e gesso mancham sua pele. Parece familiar. A maneira como ele costumava vir para minha casa depois de um longo dia de trabalho para me trazer comida. Eu podia dizer que ele estava cansado. Mas ele cuidou de mim ainda. Eu os estudaria para obter pistas sobre sua vida no mundo, esperando que pudessem me ajudar de alguma forma em uma fuga, mas agora, é carinho que eu sinto olhando para eles.

Ele me afasta, me pressionando contra a parede, mordendo a nuca e os ombros. Nós parecíamos animais, porque ele não é um homem, ele é um selvagem. "Diga", Sam rosna. "Foda-me", eu imploro. Preciso parar de pensar. Ainda estou pensando. Ainda lutando. Quando ele está em mim, vou parar, como sempre fiz. Ele não hesita em se enterrar em mim. Eu agarro a parede, então seguro de volta nele enquanto ele empurra para dentro e fora. O pensamento para, então eu posso apenas sentir. Cheiro. Toque. Gosto. Eu apenas sou. O mundo se encolhe para ele. Até este exato momento. Nada mais importa. Eu deixo ir. É tão bom deixar ir. Ele bate contra mim. Ele não é gentil. Ele não é hesitante. Ele é duro como pedra dentro de mim. Eu sei que ninguém mais faz isso por ele, como eu. Eu sei que enquanto estive com Carter, todo esse tempo, Sam não esteve com mais ninguém. Então não dura. Não, ele está pulsando dentro de mim, seus gemidos roçando em minha orelha com sua respiração. Eu permaneço firme contra a parede, meus seios tocando a superfície fria com cada inalar.


Nina G. Jones Sam me leva pela mão, sem uma palavra, para o banheiro. Ele me leva para o chuveiro. Ele me enche de sabão, correndo as mãos escorregadias ao longo dos meus seios e estômago, sobre os montes da minha bunda, deslizando seus dedos entre minhas coxas para me limpar. Ele me fode novamente, contra a parede de azulejo, e desta vez ele dura mais e eu gozo e gozo. E é como se os últimos dois meses nem acontecessem. Eu deveria estar com medo, mas não estou. Não há razão para estar com medo de Sam quando ele está recebendo o que ele quer.


Nina G. Jones

CAPÍTULO 40

Acordo, minha cabeça pulsando com indecisão. Levo um segundo para ver quando esfrego os olhos, tentando abri-los contra a luz ofuscante do sol do meio da tarde. Minha respiração para por um momento quando vejo Sam ao meu lado, virado para longe de mim, sua pele dourada envolta por um cobertor branco nítido, rajadas de sol espreitando através das cortinas que atravessam sua pele. Isso é real. Não era um sonho. O sono mais repousante que tive desde que reencontrei a civilização não poderia ter sido precipitado por soltar a arma e pegar sua mão. Eu assisto Sam — quieto, ainda. Sua respiração é muito suave para ser ouvida acima do zumbido do ventilador apontado para nós. O quarto é simples. Apenas uma cama e lençóis brancos. Uma pequena mesa ao seu lado. Um ventilador de pé. Ele é novo aqui. Este lugar não tem as gerações de história como o rancho. Mas não posso deixá-lo continuar fazendo o que ele fez. Eu tenho que detê-lo. E em seu sono, ele não pode me olhar com aqueles olhos. Ele não pode pegar minha mão, nem me beijar. Eu não posso ver aquelas marcas em seu rosto e sentir pena do menino que nunca soube o que era ser aceito por aqueles que deviam tê-lo amado mais. Eu não quero fazer isso. Mas não o descartei e agora é minha responsabilidade detê-lo. Olho de novo para ele, mordendo meu lábio para sufocar minhas emoções. Quero que isto seja nós. Isto aqui


Nina G. Jones mesmo. Quietos na cama. Apenas nós dois. Mas há uma parte de mim que nunca morreu, e ela não pode deixar essa loucura continuar. Eu me inclino. Para senti-lo. Para ter certeza que ele está dormindo. Seu peito sobe e desce da maneira familiar que eu vi tantas vezes naquele galpão que ele construiu para mim. Eu estremeço enquanto deslizo para fora da cama. Franzindo meus olhos fechados em cada pequeno rangido, cada vez que uma tábua de madeira geme sob meus pés, até que esteja agachada na frente da minha bagunça. Até que eu tenha a arma fria na minha mão. Eu ando de volta, desta vez meu passo é mais confiante, fazendo-me mais leve em meus pés e de repente todos os pequenos ruídos não rastejam. Eles não me assustam. Esta é a única vez que eu posso fazer isso. A única vez que eu posso expiar nossos pecados. Ergo a arma para cima, mostrando-me que o surto súbito de confiança era falso. Ela treme, a alguns metros de distância da parte de trás da cabeça. "Se você vai fazer isso, Vesp, faça isso", diz ele. O choque frio de ouvi-lo falar assim pela primeira vez me faz ficar rígida. Ouvi-lo puramente. Sem sexo, sem violência, sem raiva. É ríspido, mas há uma suavidade em seu tom. "Eu ... eu sei o que você fez aqui. Eu não posso deixar você ..." Minha voz sai. Isso não deve ser tão difícil. "Você tem uma escolha a fazer, Vesp. Porque eu não vou poder parar, a menos que você faça alguma coisa. Você pode puxar esse ggatilho e terminar tudo agora. E você estará sozinha. Você terá que voltar para sua mãe e seu namorado bonito, e você terá que gastar o resto de sua vida fingindo. Você não pôde suportá-lo por alguns meses, mas terá que fazer pelo resto de sua vida." Fecho os olhos, sacudindo a cabeça, soluçando. Quando os abro, ele ainda está no seu lugar, imóvel, com as costas ainda voltadas para mim. Fazendo-me o favor de torná-lo mais fácil.


Nina G. Jones "Ou, você pode ficar aqui comigo. P-porque quando eu tenho você, funciona. Você é o objeto da minha obsessão. Você é o meu mundo. Meu ... meu santo graal. E se eu tenho você, eu nem penso em ninguém ... em mais nada. E você pode estar aqui comigo, e você estará fazendo uma coisa boa. Para todos. Para você mesma." Sam falando comigo, sozinho, é o suficiente para me deixar atordoada. Finalmente quebrei. Esta batalha que lutamos todo esse tempo, ele está me deixando ter essa vitória. "Você está falando," eu murmuro. Ele balança a cabeça em reconhecimento. "Por que agora?" Eu pergunto através das lágrimas. "Porque eu sou livre com você." Eu continuo apontando a arma para ele, e ele levanta a mão para mostrar que não vai me machucar antes de lentamente se virar para mim. "Eu não posso parar a menos que você faça algo. Ou você puxa o gatilho ou fica comigo. Morte ou vida. Então, então está tudo bem." "Eu-eu poderia ir para a polícia. Eu poderia dizer a verdade." "Vesp, você sabe que eu não vou com eles. Mas não vou te impedir. Eu não ... não te faria mal." Existem apenas duas opções. Eu o mato direta ou indiretamente, ou deixo morrer o passado. "Se você não vai ficar, então eu não quero viver de qualquer maneira." "Por quê? Por que eu sou diferente?" Eu preciso saber. Essa é a única maneira que posso acreditar que ele vai parar se eu ficar. "Eu vi você com Johnny. Eu sempre quis alguém como você quando eu era pequeno. Sonhei com alguém como você, minha vida inteira. E você teria sido da mesma forma com nosso garoto." "Menino?" Eu falo. Nós íamos ter um garotinho.


Nina G. Jones "Você precisava de mim para salvá-la." Sam se afasta novamente, dando-me espaço para fazer a escolha. Eu posso tirá-lo de sua miséria e viver na minha. Ou, eu posso esquecer o homem na máscara, e escolher o diante de mim, aquele que sei que morreria por mim. E eu posso encontrar algum tipo de paz nisso. Eu deslizo meu dedo ao longo do gatilho. Brincando com a ideia de puxá-lo. O que aconteceria então? Suas vítimas nunca saberiam. Eles nunca teriam qualquer encerramento. A menos que eu deixe a caixa aqui com seu corpo. Cada lembrança poderia levar até as pessoas que ele feriu. Eu puxo uma mão longe da arma por um segundo apenas para limpar meus olhos borrados. Certo. Às vezes a escolha é tão clara. Mas nos últimos dois anos, meu coração e minha mente não concordaram. E aqui neste momento, existem dois tipos de certo. Um para todos os outros, e um para mim. Você não olha o diabo nos olhos e sai sem algum de seus pecados. Você não pode vencer o diabo sem se tornar como ele. Você não pode apelar para sua bondade, então você tem que aprender a jogar seus jogos. Você mente, você fode, você manipula, você luta, você arremessa insultos, até que faz o que for preciso para vencer a batalha. Cada vez que você faz essas coisas, você entende um pouco mais. Até que finalmente, ele se torna seu aliado. Você acha que ganhou, que o tornou mais parecido com você. Mas a verdade é que é o contrário. De modo que mesmo quando você ganha, você perde. Sam espera, pacientemente, como se já tivesse chegado a um acordo com ambos os destinos. Mas eu não sou uma assassina. Cada passo mais perto que dou para fazer, mais difícil se torna. Então isso me deixa com apenas uma escolha. Ele deve saber disso. Assim como todas as outras escolhas que tive com ele, houve apenas uma opção. É a razão que ele me quer acima de qualquer outra pessoa. Sou aquela garota que ele viu com Johnny. Eu não machuco as pessoas, eu nutro. Ele quer alguém para si. Eu quero ser o centro completo do universo de alguém pela primeira vez.


Nina G. Jones Eu me ofereci como sacrifício. Isso é o que me levou desde o início. E se isso significa salvar os outros, vou fazer isso de novo. Firmo meu aperto ao redor da arma, endurecendo meus braços em um último show de força, e os deixo cair ao meu lado. Desta vez, Sam, o atleta que superou pessoas e policiais a pé dezenas de vezes, rola e está na minha frente em um instante, mas ele não ataca. Não, ele suavemente tira a arma da minha mão. Ele abre o revólver e agita as balas na palma da mão antes de jogá-las na cama. As mesmas mãos que ele usou para me machucar, ele usa para me segurar enquanto eu choro com todo o meu corpo. "Shhhh," ele sussurra, acariciando minha cabeça. "Ninguém te ama como eu." Amor. Nunca ousei usar essa palavra com ele. Era muito perverso. Mas se o que estamos fazendo um para o outro não é amor se deixar viver com o custo quase garantido de sua própria liberdade não é - se mentir para a polícia e minha família e deixar Sam viver sua vida não é - então o que é? Ele acaricia meus cabelos enquanto eu derreto em seu peito. Eu dominei-o. Ele é meu e só meu. Vou mantê-los a salvo dele. "Eu sei", eu respondo, acenando suavemente contra seu peito quente. Sinto-me bem — da maneira que flutuar naquele lago me fazia sentir leve e tranquila — solto esse peso. Para tomar essa respiração final e me deixar afundar tão longe, que eu percebo que não quero que tudo acabe. Eu quero viver. Eu quero ele. Eu o escolho.


Nina G. Jones

Vai levar algum tempo para se acostumar a tudo, mas ela vai, assim como fez antes. Eu sei que sou um homem sortudo por tê-la, e vou me certificar de que ela nunca se arrependa. Eu não estava mentindo sobre a promessa que fiz. Eu não preciso mais caçar. Eu tenho o meu prêmio. Eu tinha que mostrar a ela o meu compromisso, mesmo que isso significasse que ela ouvisse minhas falhas. Eu não saberia até que eu falasse, se eu soaria como um idiota balbuciante incoerente ou não, mas viver verdadeiramente é o maior remédio. Só ficará melhor quanto mais falar com ela, do jeito que aconteceu com minha mãe. Embora a noite será sempre minha casa, eu finalmente tenho um lugar ao sol com Vesp. É engraçado que quando eu posso finalmente falar com ela, passamos a maior parte da tarde na cama, olhando um para o outro. Eu enxuguei as lágrimas de suas bochechas brilhantes. Eu a vejo conformar-se com a decisão que ela tomou. Quando cada minuto passa, ela parece mais fácil. Isso era o que ela queria. Ela só precisava de permissão para querê-lo. Vesper é boa. Eu precisava fazê-la sentir que isso era uma coisa boa. Que, colocando aquela arma para baixo, ela ainda estava protegendo as pessoas. Decidi, com a aprovação da Vesper, claro, que vou estar cozinhando alguns hambúrgueres para o jantar esta noite. Deus, eu me sinto bem. Eu me sinto feliz. Foi um tiro longo, tudo isso, mas no final, tudo valeu a pena. Planejamento e foco sempre faz. Eu atrapalho-me com o carvão vegetal para que fique perfeitamente em volta da caixa. Durante tanto tempo, foi a minha única maneira de me sentir conectado à emoção desses momentos. Mas


Nina G. Jones eles não eram reais, agora que tenho algo que é, eu sei disso. Cada vez que eu costumava abrir aquela caixa, as lembranças ficaram um pouco mais nebulosas, a conexão emocional um pouco mais fraca. Eu esguicho uma quantidade obscena de álcool sobre a coisa e os carvões em volta, jogando um fósforo dentro e saltando para trás quando as chamas disparam. Eu mantenho o fogo em movimento, o suor derramando sobre a minha testa enquanto uso um garfo de churrasco para abrir a caixa e adicionar combustível ao conteúdo. Uma foto sorridente de um casal que nem me lembro, enruga quando as chamas o alcançam. Olho para Vesper, sentada em uma cadeira no pátio traseiro. Ela parece preocupada por um momento, e eu entendo. Ela é uma coisa doce. Foi o que eu vi nela naquele dia. Ela era a encarnação de que eu sempre sonhei: uma pessoa — um espírito —amável o suficiente por nós dois. Vou ajudá-la a reconciliar tudo com o tempo. Eu aceno e ela volta seu olhar distante. Ela me dá um sorriso que me permite saber que sua mente está em um milhão de lugares, mas ela está aqui, e isso é tudo que importa. Eu disse que faria isso. Peça por peça. Derrubá-la e construí-la novamente. Até que ela se livrasse de todas as coisas que a afastavam de mim. Eu nunca perdi a visão disso, mesmo quando as coisas pareciam terríveis. Eu não sou um assassino. Na verdade não. Não, a menos que eu precise. Mas se houvesse algo que eu sabia que finalmente iria empurrála para fazer uma escolha, a escolha difícil, para cometer, em vez de vacilar, era isso. Eu não a tinha no rancho. Eu não a tinha até eu deixá-la ir. Até que eu floresci no monstro que ela sentiu que poderia salvar. Eu quis dizer o que disse. Agora está tudo bem. Você pode agradecer a Vesper por isso.


Nina G. Jones

EPÍLOGO

"Olhe para ele lá fora, brincando com Johnny", diz mamãe, olhando para fora da janela da cozinha. Não é a casa em que vivíamos. Ela decidiu vendê-la. Muitas memórias ruins. "Sim, ele é tão bom com ele," eu adiciono melancolicamente. Ele sempre puxa meu coração de uma maneira dolorosa, pela forma como algo pode ser bonito e triste, quando vejo Sam com meu irmãozinho. Olho para minha mãe e ela está me olhando com um sorriso — você sabe — esse sorriso. Aquele em que eles querem que você veja que eles estão felizes em vê-lo no momento. "O quê?", Pergunto timidamente. "Oh, é só, estou feliz por você é tudo." Ela cruza os braços e respira. "Escute, eu sei que não fui a melhor—" "Mãe, não." "Deixe-me terminar, Vesp." Ela coloca uma mão no meu antebraço enquanto cruzo meus braços em meu peito. "Eu sei que não fui a melhor mãe, mas sempre quis o melhor para você. Eu só queria que você fosse feliz. Quando você saiu, eu me preocupei tanto com você. Que eu tinha perdido você para sempre. Mas entendi que você precisava sair daquela casa, e ficar longe de Carter. Inferno, provavelmente longe de mim também. Estou tão feliz que você esteja se


Nina G. Jones sentindo melhor. E estou feliz por você ter encontrado um cara legal como Sam." "Obrigada, mãe. Ele também gosta de você." Eu não poderia ficar longe de casa para sempre. Eu amo meu irmão, e mesmo que minha mãe tenha decidido mantê-lo na casa de repouso, ele ainda precisa de sua família. Sam entendeu isso, e ele estava em total acordo. Então, depois de alguns meses em LA, voltei. Disse à minha família que conheci um cara. Não apenas qualquer cara, um Hunter e um Ridgefield. Alguém com uma grande família e dinheiro. Alguém que me adora. Alguém que nunca me deixaria ir. Carter seguiu em frente como eu sabia que ele iria. E agora ele não teria que se sentir culpado porque eu também encontrei alguém. Eu decorei a pequena casa em Los Angeles de modo que agora é um lar. Pensávamos que dar a Andrew seu espaço era a coisa certa, mesmo que pudéssemos forçar nosso caminho de volta para Sacramento. Portanto, pegamos a rodovia, tanto quanto podemos para visitar Johnny. Johnny faz um som abafado, sua versão de riso enquanto corre para dentro da casa. Eu só o ouço quando ele chama o Sam. Sam atende a ele, o pega e ele dá um sorriso. Um flash da primeira vez que ele segurou Johnny vem à mente. Mas ele é diferente agora. E mesmo assim, era apenas uma ameaça ociosa. "Tudo bem caras, é hora de sentar para o jantar. Onde está o seu padrasto?", Pergunta a mãe enquanto ela sai para encontrá-lo. Sam coloca Johnny no chão, que vem até mim e abraça minha coxa. Eu esfrego sua cabeça. "Vá lavar as mãos" digo a ele. Ele sacode a cabeça não. "Agora, meu querido menino" ordeno. Ele bufa e sai para o banheiro e ficamos só Sam e eu. "Você é linda," Sam me fala.


Nina G. Jones Eu sorrio. Muito do que ele costumava ser já parece como uma memória distante. Mas está sempre lá. No fundo da minha mente, permanece. Como se ele pudesse sentir os pensamentos roubando minha alegria, ele se inclina e me beija. Seus lábios, substituem a dúvida. Eles passeiam sobre minha bochecha e depois minha orelha enquanto ele se inclina e sussurra. "Você me deixa tão duro. Sempre. Eu nunca paro de pensar em você. Mesmo quando você está fora de vista. Eu me pergunto sobre você, sempre." Esse é o perigo dele. Esse é o seu apelo. É sempre abaixo da superfície, a fome que ele tem por mim. O diabo bonito com os olhos claros. "Certo!" Minha mãe anuncia quando a família entra na cozinha e nos afastamos, parecendo dois amantes tendo uma conversa doce e secreta. "Vamos comer!" Sam coloca o sorriso mais inocente. Eu sei agora como ele foi capaz de passar despercebido por tanto tempo. Como ele pode convocar a escuridão tão forte, não há sequer sombras, e de repente fica brilhante e ensolarado. Como ele pode ir de complexo e desconcertante, para doce e simples. Sentamo-nos para uma refeição. Minha mãe está em um novo momento religioso. Vai passar, sempre faz. Mas ela nos incita a todos a inclinar-nos para a oração. Eu cumpro, mas logo depois que ela começa, eu abro os olhos. Entre as cabeças curvadas e as pálpebras fechadas na mesa, está Sam com seu olhar encapuzado e aqueles olhos brilhantes fixos em mim.

Eu vejo Vesp, esparramada na cama, um lençol contornando perfeitamente seus seios e nádegas, seu cabelo comprido esparramado


Nina G. Jones no travesseiro. Então eu olho para fora da janela que estou encostado. É tarde da noite. A noite ainda pertence a mim. Sempre será a minha casa. Mas agora, é para vê-la. Linda. Perfeita. Minha. Cada dia é perfeito. Eu consigo ser como eles. Exceto que não somos como eles. Não, isso é mais verdadeiro. Mais enlouquecido. Nós possuímos segredos tão destrutivos como bombas atômicas. Meu irmão, o único outro detentor, está concorrendo para prefeito agora e está na liderança, cimentando ainda mais seu pacto para proteger o nome de família. Minha promessa a Vesp não é difícil de manter. Eu não quero mais sair para fora. Ela alimenta o animal voraz que vive dentro de mim. Agora eu finalmente tenho a família que nunca tive. Um irmãozinho que eu posso tratar da maneira que Andrew nunca me fez. Uma mãe, que apesar de todos os seus defeitos, não é nada como a mulher que me trancou em sua vergonha secreta e medo. Você pode não aprovar o que fiz, mas você não pode me dizer que não funcionou. Vesp sussurra, me sentindo com um meio sorriso. Ela abre os olhos quando não me encontra. "Mmmm," ela diz enquanto abre seus olhos sonolentos. "O que você está fazendo?" Ela sabe. "Estou te observando." Ela pede para eu ir para a cama. Olho para fora da janela uma última vez, Parece que ele era outra pessoa. Eu deslizo dentro, e a tomo em meus braços. Ela fecha os olhos e quase instantaneamente cai no sono novamente. Eu fiz isso acontecer. Eu a fiz me amar. Eu a fiz sentir-se segura nos meus braços. Não me diga que isso não é amor. Quando você ama alguém, você fará qualquer coisa — mentir, manipular, matar (mesmo a si mesmo) — mantê-los. Você simplesmente não está disposto a ir tão longe. Quando a deixei ir, foi quando eu soube o que era isso. Eu nunca senti isso antes. E eu sabia que este não poderia ser o fim. Houve momentos em que me senti assim, quando pensei que ela não voltaria, mas desde


Nina G. Jones o começo, eu sabia que tinha de ser consistente. Eu tinha que fazer o que fosse preciso para trazê-la de volta para mim. O amor não é flores ou poesia. É isso. Pergunte a si mesmo. Alguém já te amou da maneira que eu amo Vesp? Você pode dizer que alguém fez por você as coisas que fiz por ela? Carter era uma brisa. Suave e reconfortante. Seguro. Mas não move as coisas, não abala as coisas. Eu sou a tempestade. Forte e violento. Perigoso. Eu vou derrubar qualquer coisa no meu caminho para tê-la. Quando eu passar, você verá provas de mim ao redor. Você vai ver ramos quebrados, janelas quebradas. Vou mover obstáculos que parecem insuperáveis. Tenho que ser honesto com você agora. Eu a deixei ir porque eu sabia que tinha feito meu trabalho. Eu sabia que ela não iria fazer piadas sobre mim. Eu sabia que ela voltaria para mim. Tão certo como eu sei que o sol irá nascer depois de todas as noites. Mas ainda assim, eu tinha que testá-la. Mesmo que isso significasse colocar minha própria vida na linha. Foi seu exame final, e ela foi recompensada. E nada disso torna isso menos real.

Take Me With You - Nina G. Jones  
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