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É HORA DE FAZER A DIFERENÇA Criada em 2009, a Associação dos Músicos de Joinville (Amuj) apareceu com a dupla missão de fortalecer a categoria com parcerias e eventos e fazê-la retomar a confiança numa entidade de classe após algumas tentativas fracassadas. Foi um bom começo, com convênios interessantes e o reconhecimento, por parte da Assembleia Legislativa, como entidade de utilidade pública estadual, o que permite pleitear recursos do governo. Mas nada que se compare ao Palco Autoral, importante espaço mensal no Mercado Público pra valorização do trabalho com assinatura local – infelizmente, o público não respondeu à altura, e os músicos pouco fizeram pra mudar isso. Assim como o projeto ganhará nova chance em 2011, a Amuj terá o ano inteiro pra aumentar sua ação no meio musical joinvilense e fazer efetiva diferença nessa cena, corroída pelo marasmo e pela acomodação. Pra falar sobre os planos da entidade, eis aí o coordenador administrativo Alessandro Neumitz, o Paulista, também delegado regional da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) da região de Joinville. Você acha que a Amuj já conseguiu justificar sua criação? Paulista – Sim, com certeza. A entidade conseguiu tudo o que foi proposto no ano passado, como os convênios e informativos, por exemplo? O que faltou? Paulista – Nós firmamos diversos convênios nas áreas da saúde e do comércio e montamos um informativo, o jornal “O Refrão”. O Palco Autoral foi o grande feito da Amuj em 2010, apesar da falta de público e de envolvimento dos próprios artistas. Foi satisfatório? Paulista – Como você mesmo disso, o público foi fraco. Somente nos dias de MPB e de rock que o pessoal compareceu. Mas em outros aspectos, somos o maior festival de música autoral de Santa Catarina. Ele será reativado neste ano? Qual o cronograma? Paulista – Ele será reativado em abril. Ainda não temos cronograma, mas lançaremos o nosso edital em fevereiro ou março. Quais os planos da entidade pra 2011? No que ela pretende avançar? Paulista – Os planos dependerão do objetivo de nossa diretoria, mas temos


que avançar muito no aspecto de políticas sociais, pois nós, músicos, temos que nos dedicar mais a essas causas. Você acha que os músicos joinvilenses estão cientes do poder de ter uma entidade própria? Paulista – Infelizmente, não. É uma pena, mas não mediremos esforços pra mudar essa situação. Pra você ter uma ideia, temos 590 sócios, e todos têm direito de comprar medicamentos gratuitos pra si e para os dependentes, mas apenas uns dez usam essa conquista. Dá pra acreditar? Editais de apoio à cultura são hoje uma grande fonte de recursos. A Amuj pretende envolver-se com eles? Paulista – Na verdade, a Amuj se envolve com eles desde antes de eu virar funcionário. Sou eu quem analisa os projetos do Simdec, no qual conseguimos aprovar, por exemplo, o Espaço Autoral. Palco (shows) e estúdio (registro): onde a Amuj pode e vai ajudar? Paulista – Ajudamos várias bandas na medida do possível, já que o (presidente) José Mello acaba arcando com os custos desses eventos. Estudamos outras alternativas, e ideias são bem vindas. Na sua cabeça, qual seria o feito que consagraria o trabalho da Amuj? Paulista – A aprovação da lei que enviamos à Câmara de Vereadores de Joinville para que os músicos inscritos na Amuj e na Ordem dos Músicos paguem meia-entrada em eventos culturais, cinemas, teatro etc. Fonte : Jornal AN 31 de janeiro de 2011. | N° 1027 ORELHADA | Rubens Herbst


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