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Em outras palavras, a verdade objetiva depende do que é dito. A verdade subjetiva, por outro lado, depende de como se diz uma coisa. Ao contrário da verdade objetiva, a subjetiva não tem critérios objetivos. Kierkegaard dá o exemplo de dois homens que fazem suas orações. Um reza à “verdadeira concepção de Deus” (a cristã, para Kierkegaard), mas o faz com “espírito falso”. O outro é pagão e reza a seu ídolo primitivo, mas com uma “paixão total pelo infinito”. Para Kierkegaard é o segundo que possui a maior verdade subjetiva, pois reza “de verdade”. A noção de verdade subjetiva de Kierkegaard equivale à sinceridade, só que um pouco mais além. Envolve um apaixonado compromisso interior. As verdades subjetivas são as mais importantes para Kierkegaard

01 kierkegaard em 90 minutos paul strathern  
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